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Capa Juliana Peloggia e Keila Bandeira de Carli

www.revistavitti.com.br Edição 119 - Ano 10 Novembro, 2015 Foto capa: Luizinho

lavia Alonso Ayala

Negócios

Migração: Crise ou Oportunidade?

Cidades

São José dos Campos vai integrar bicicletas ao transporte coletivo

Automobilismo Mauro Auricchio é destaque na Formula 4 alemã DISTRIBUIÇÃO GRATUITA VENDA PROIBIDA Vale do Paraíba, Litoral Norte e Sul de Minas Novembro, 2015

Entrevista

Lívia Rizzo Fundadora do Plantão do Riso fala dos 10 anos de atuação dos voluntários que levam alegria aos hospitais de Taubaté revistavitti.com.br | Vitti | 1


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Índice

Índice

Novembro 2015 | Edição 119 | Ano 10

ARTE

Ilustradores de Lobato em S.J. dos Campos.................20

ECONOMIA

A “hora da virada” está chegando?.............................28

Negócios

Migração: Crise ou Oportunidade?....................................32

Ponto de Vista

Letalidade Implacável.....................................................34

SAÚDE

Direitos de uma pele saudável.....................................42 Tiago Gustavo

GASTRONOMIA

eNTREVISTA

Lívia Rizzo............................................................... 10

Uma história de dedicação e amor ao próximo. Fundadora do grupo Plantão do Riso fala dos 10 anos de atuação da trupe de palhaços voluntários que leva alegria aos hospitais de Taubaté.

Receita de Falafel.........................................................68 pelo mundo Na Espanha, vá às tapas..............................................72

CIDADES

O Século das Bicicletas...............................................80

AUTOMOBILISMO

Mauro Auricchio na Alemanha.....................................82

ESPORTE

Duathlon e Outubro Rosa............................................84

Editorial

Ventos de Fim de Ano

M

uito trabalho e dedicação de nossa equipe deram a tônica desta edição de novembro da Revista Vitti. Já sentindo o clima de fim de ano, o gostinho dos últimos suspiros de 2015, chegamos com mais esta seleção especial de reportagens, artigos e os registros dos eventos sociais mais importantes da região. Na entrevista que abre esta edição, trazemos Lívia Rizzo, uma jovem professora que há 10 anos ajudou a fundar um grupo de voluntários que se tornou um importante instrumento de ação social. O Plantão do Riso reúne dezenas de voluntários que assumem suas identidades de palhaço para levar alegria e conforto para pacientes e familiares em hospitais. Uma bela história de dedicação e amor ao próximo, vale a pena conferir. Nossos colunistas sociais seguem trazendo a melhor cobertura dos eventos sociais que agitam o Vale do Paraíba, Serra e Litoral. Nossas colunas, aliás, são muito lidas, e digo isso não só por ser uma espécie de carro-chefe da

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Vitti desde os primeiros números, mas pelo retorno que temos de nossos leitores e parceiros. Nossa edição traz ainda um compilado muito especial de reportagens e artigos sobre economia, arquitetura, urbanismo, tecnologia, esportes, comportamento, turismo, gastronomia, bem estar e cultura. Conteúdo de qualidade assinado por colaboradores de muita competência. Assim apresentamos a você, caro amigo leitor, mais uma edição da Vitti. Esperamos que ela seja uma boa companhia durante este mês. Marcela Vitti Diretora “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e salvarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.” SALMO9:1-2 Novembro, 2015


dIReTORA: Marcela Vitti ASSISTeNTe: Isaura Silva dIAgRAMAÇÃO e CRIAÇÃO: Bruno Moura JORNALISTA ReSPONSÁVeL: Ronaldo Casarin - MTB 52246 ReVISÃO: Ronaldo Casarin FOTO dA CAPA: Juliana Peloggia e Keila Bandeira de Carli (Foto: Luizinho) RePóRTeR FOTOgRÁFICO: Monicuee COLuNISTAS: São José dos Campos: gilberto Freitas e Marilda Serrano - Caçapava: Anna dennz Taubaté: Socorro Pinto e José Luiz (Luizinho) - Aparecida: Ligia Ballot - Guaratinguetá: Benê Carvalho. COLABORAdOReS: PeTeR IOTe, ANTONIO BARBOSA FILHO, FABIANA FeRReIRA, ÉRICO PAMPAdO dI SANTIS, RAFAeL FeRRO, JuLIANA BueNO, ARCIONe VIAgI, FeLIPe guARNIeRI e CARLOS MARCONdeS. dIReTORA COMeRCIAL: Marcela Vitti (12) 98122-3000 / 7812 4527 / 90*1463 - marcela@revistavitti.com.br SÃO JOSÉ dOS CAMPOS / TAuBATÉ / PINdA / uBATuBA: Isaura Silva (12) 98819-3081 - financeiro@revistavitti.com.br SÃO JOSÉ dOS CAMPOS / TAuBATÉ / uBATuBA: Marcela Vitti (12) 98122-3000 / 7812-4527 / 90*1463 - marcela@revistavitti.com.br guARATINgueTÁ / APAReCIdA / LOReNA: Benê Carvalho (12) 98133-2984 - benecarvalho@revistavitti.com.br SuL de MINAS: Luigi Scianni (12) 9781-5623 - luigiscianni@gmail.com dISTRIBuIÇÃO: Rodrigo Melo Gratuita e dirigida às cidades de Taubaté, Quiririm, São José dos Campos, Caçapava, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena, Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, Tremembé, Cruzeiro, Ubatuba e Sul de Minas Impresso no parque gráfico da Resolução Gráfica Ltda. ATeNdIMeNTO AO CLIeNTe: (12) 3632-3060 / 7812-4525 / 90*1462 - Rua dos Operários, 118 - Taubaté - SP Os artigos, matérias, opiniões e anúncios aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus idealizadores, e não refletem necessariamente a opinião da Revista Vitti. É proibida a reprodução total ou parcial da revista sem autorização da Revista Vitti.

Cartas “Ótima a matéria sobre obesidade infantil feita pela médica Dra. Paola. Acho este assunto muito importante e só quem tem uma criança gordinha em casa sabe como é difícil lidar com isso. Estão de parabéns, adoro a revista.” Clara Mendes, por e-mail “Me surpreendeu você terem publicado esta entrevista com o Juarez Soares. Gosto dele desde os tempos de Bandeirantes, um jornalista firme, de opinião forte e que além disso sempre foi um homem de caráter. Bem legal poder saber um pouco mais de sua vida nas páginas da Vitti.” Marcos Sérgio, via Facebook

“Que delícia esta edição da Vitti com as belíssimas Amanda’s na capa. Parabéns, estão lindas!” Nataly Ribeiro, via Facebook “Sobre a entrevista com o ciclista Gabriel Isper na edição passada: O que dizer para você, meu camarada? Tem se dedicado muito, evoluiu demais, lembra quando começou e como pensava? Olhe todas as mudanças. Fico muito feliz, você merece meu amigo. O (Campeonato) Brasileiro está aí, bora treinar para poder aparecer em outra edição como campeão!” Danilo Riston, via Facebook

CAPA

Outubro 2015

CORReIO VITTI

Fale conosco: opine, critique e dê sugestões. Escreva para: redacao@revistavitti.com.br Novembro, 2015

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Nossa equipe

ISAuRA SILVA

ASSISTENTE E VENDAS

BeNÊ CARVALHO

VENDAS COLUNISTA GUARÁ

RONALdO CASARIN

MONICuee

ROdRIgO MeLO

EDITOR

BRuNO MOuRA

DIAGRAMAÇÃO E CRIAÇÃO

FOTÓGRAFA

DISTRIBUIDOR

JOSÉ LuIZ

SOCORRO PINTO

ANNA deNNZ

COLUNISTA TAUBATÉ

COLUNISTA TAUBATÉ

gILBeRTO FReITAS

COLUNISTA CAÇAPAVA

LIgIA BALLOT

MARIANA JuNQueIRA

COLUNISTA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

COLUNISTA APARECIDA

COLUNISTA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

FABIANA FeRReIRA

COLUNISTA DE ESPORTE

guILHeRMe MARTINI COLUNISTA

CAMPOS DO JORDÃO

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Tiago Gustavo

Entrevista

E

Lívia Rizzo Vitti - Como surgiu a idéia da criar o Plantão do Riso? Lívia Rizzo - A idéia nasceu em 2004, e o grupo foi fundado por mim e por uma amiga, a fisioterapeuta Juliana Carneiro, em 2005. Eu estava na faculdade de artes, e na minha família havia parentes que eram palhaços. Era algo que eu queria acrescentar na minha vida. Ainda como estudante, participei de uma campanha num hospital chamada “Mãos Limpas”. A primeira vez que entrei num quarto, o paciente não tinha as duas pernas, e já fiquei um tanto apreensiva. Coloquei um pouco de álcool em gel para ele limpar as mãos, mas ele acabou ingerindo, enfi m, foi uma experiência péssima pra mim. Pouco tempo depois encontrei pessoas que estavam conversando sobre formar um grupo nos moldes do “Doutores da Alegria”, para levar alegria aos hospitais. O grupo se diluiu, mas daquela idéia floresceu o Plantão do Riso. 10 | Vitti | revistavitti.com.br

Vitti - Como foi o começo do trabalho, houve barreiras para que vocês pudessem fazer as visitas? L.R. - A primeira visita foi feita só por nós duas, Juliana e eu. Nos maquiamos e o primeiro quarto que entramos foi de uma senhorinha que estava com câncer. Ouvimos a história dela e foi muito emocionante. Nós ainda não estávamos preparadas para aquele trabalho. Mas o grupo tomou corpo, mais pessoas foram aderindo à idéia e muitos voluntários se juntaram a nós. Vitti - Vocês posteriormente passaram por um treinamento. Qual a importância desse aprimoramento das técnicas de atuação nos hospitais? L.R. - Em 2007, o grupo tinha cerca de 8 voluntários e participamos do “Palhaços em Rede”, um programa dos Doutores da Alegria que visa justamente treinar os voluntários para atuar como palhaço nos hospitais. A função de um palhaço

Por Ronaldo Casarin

sta professora de Artes decidiu, há 10 anos, transformar sua vida. Motivada pela vontade de levar alegria aos que mais estão precisando, fundou o grupo de voluntários “Plantão do Riso”. Inspirados nos Doutores da Alegria, o grupo está desde 2005 atuando na cidade de Taubaté. Atualmente, fazem visitas regulares no Hospital Regional e no Hospital Universitário, além de visitas aos lares de idosos do município. Desde a sua criação, o Plantão do Riso, já atendeu uma média de 36 mil pacientes e mais de 80 mil pessoas entre visitantes, acompanhantes, e funcionários. São mais de 100 mil pessoas contagiadas pelo bom humor destes palhaços de coração gigantesco. Batemos um papo com Lívia Rizzo, também conhecida como Dra. Espuleta, que fala da trajetória do grupo nesses 10 anos de muita alegria e dedicação.

como nós é bem diferente dos palhaços convencionais. No curso, aprendemos a como observar um paciente, procurar o lado bom dele, que é isso que deve ser exaltado na nossa abordagem, e não falar da doença dele. O ambiente já é muito carregado, então vamos lá para levar alegria e tentar tirar um sorriso das pessoas. Vitti - Com que frequência vocês fazem as visitas aos hospitais? L.R. - No começo era difícil, e fazíamos as visitas quando era possível. Hoje, com o grupo bem maior, temos 53 palhaços voluntários, conseguimos montar uma agenda junto aos hospitais e fazer visitas em praticamente todos os dias da semana. Vitti - Qual o perfi l do público que vocês atendem? São pacientes de qualquer idade? L.R. - Não temos distinção de idade. De crianças até idosos, ou mesmo parentes que estão na sala de espera, funcionáNovembro, 2015


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rios, todos fazem parte do nosso trabalho. Além dos hospitais, fazemos visitas também em lares de idosos. O trabalho com eles é diferente, porque apesar de nem todos estarem doentes, muitos se sentem sozinhos e a carência é até maior do que a dos pacientes de hospital. Vitti - Com certeza, depois de 10 anos de trabalho, você tem muitas passagem emocionantes, não é? L.R. - Sim, são muitas histórias. Houve um paciente que ficou por muito tempo internado, e nós sempre íamos ao quarto dele. Eu levava uma cornetinha e ele adorava tocar e imitar o som que eu fazia. E ele mal se movimentava, pois a doença era realmente grave. Nós cantávamos alguma música, e ele aplaudia, mesmo com dificuldade. Certa vez fizemos uma foto com ele, e dias depois voltamos para dar a foto de presente. Mas quando chegamos, soubemos que ele havia piorado e estava internado na UTI. Ficamos tristes e deixamos a foto no quarto dele. Dias depois voltamos para nova visita, e recebemos a notícia de seu falecimento. A enfermeira que nos contou disse que o último pedido dele em vida foi que a foto com a gente fosse colocada do lado da cama. Essa é uma das muitas histórias que nos marcam nesse trabalho.

Bruno Urzua

Vitti - Qual a recepção e a reação dos familiares quando vocês chegam ao hospital levando alegria aos pacientes?

L.R. - A receptividade é ótima. Parece que as famílias estão pedindo socorro para nós. E eles nos ajudam muito, pois deixam o quarto mais animado e participam das brincadeiras. Vitti - O Plantão do Riso conta com ajuda financeira para continuar existindo? L.R. - Não temos verba fixa. Contamos com a ajuda de algumas empresas e pessoas quando precisamos de alguma coisa. O figurino e maquiagem são totalmente por conta do voluntário. Há várias pessoas que me ajudam a administrar o grupo e fazemos alguns eventos que ajudam a arrecadar fundos, como a nossa Festa Junina. Vitti - Qual o perfil dos voluntários que integram o Plantão do Riso, e quais as exigências para integrar o grupo? L.R. - Não há um padrão, é totalmente diversificado. Temos atores, publicitários, engenheiros, professores, é bem variado mesmo. Exigimos que a pessoa tenha mais de 18 anos para começar a atuar. Ela precisa passar por um ano de treinamento, para aprender noções básicas de teatro, expressividade, maquiagem e figurino. E também para ter noções de conduta dentro de um hospital, o que fazer e não fazer, etc. Precisa ter boa vontade, participar dos treinamentos e seguir um regimento interno com algumas regras. Vitti - Vocês têm casos em que a pes-

soa começa a atuar como voluntária nos hospitais, mas não aguenta e desiste? L.R. - Sim, muitas. A maioria delas desiste porque não consegue aguentar a realidade dentro de um hospital, por ser uma pessoa muito sensível, e que passa a enxergar apenas o lado ruim daquilo que ela encontra lá. Ela então recua e assume que aquilo não é para ela. Mas essas pessoas seguem ajudando de outra forma, dando suporte para o grupo, e é muito importante tê-las na retaguarda. Vitti - Qual a diferença entre um palhaço tradicional e um palhaço “de hospital”? L.R. - A principal diferença é que a maquiagem tem que ser mais limpa, pois o contato é muito próximo. E o trato com o público, no caso os pacientes, é de forma mais contida e muito menos barulhenta. Não podemos também fazer cara de dó, ou ter pena dos pacientes, pois a proposta ali é justamente colocá-los para cima. Vitti - O que mudou na sua vida depois que você começou a trabalhar como voluntária no Plantão do Riso? L.R. - Acho que o principal é começar a dar valor para as mínimas coisas da nossa vida. Deixar de pensar só em coisas materiais e na aparência, tanto a nossa quanto a dos outros. Passei a entender que nós somos muito pequenos perto desse nosso mundo, e que se temos saúde, devemos agradecer e aproveitar.

Parece que as famílias estão pedindo socorro para nós. E eles nos ajudam muito, pois deixam o quarto mais animado e participam das brincadeiras.

Para saber mais: www.plantaodoriso.com 12 | Vitti | revistavitti.com.br

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Vitti Acontece

A empresária joseense Janaína Dias recebeu no dia 21 de outubro, em cerimônia no Hotel George Palace V, em Paris, comenda internacional “Honra às Mulheres e Homens de Valor” por relevantes serviços prestados no terceiro setor da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture da França.

Marcela Vitti, Flá Galdino, Dra. Marília Velloso, Sueli Baracho (Presidente da Casa Padre Pio), Nina de Sá e Ivanice Chagas (Coordenadora do Projeto ELA)

O Projeto Aquarela Feminina teve seu encontro realizado pela Casa Padre Pio, em 28 de outubro, no auditório da Faculdade Dehoniana em Taubaté. O tema foi a luta contra o câncer de mama, e recebeu mulheres de destaque na região, além da Dra. Marilei Bonato, que participou do evento cantando.

Felipe Cury e Ozires Silva No dia 14 de outubro, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de São José dos Campos, Felipe Cury, participou de evento em homenagem ao engenheiro aeronáutico Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer.

Maria Angela, Fernanda, Miriam e Cristina

Miriam, Bernadete, Geninha e Edna Grupo Mãos Amigas realizou evento no Armazém 82, em Taubaté, para arrecadar fundos. Contou com a presença da banda I'm Sorry.

Camila, Beatriz e Raissa

Dr. Djalma e Bernadete Los Dias Burger & Rock Fest: uma parceria da Cervejaria artesanal Los Dias, Pibus Hamburger e Du Chef Burger. Os mestres hamburgueiros André Ferrari, Luiz Felipe Almeida e Tulia Botelho em ação, servindo burgers artesanais de primeira no evento que foi o maior sucesso!

A atleta Maria Estela foi 3ª colocada na competição Travessias e Desafios - Aquaman, em São Sebastião.

Maria Estela

Ricardo e Cynthia Barkette

Cynthia Barkette e Fernando Chacon Jr.

Danilo Nascimento e Cláudia Martins, de Taubaté, felizes com a chegada da pequena Maria Luíza.

Cynthia comemorou seu aniversário ao lado de familiares e amigos com uma grande festa, não faltou glamour e muita animação. 14 | Vitti | revistavitti.com.br

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Social Taubaté

Aniversário Fantasia

FOTOS: TACIANA BRITO

A loja Fantasia comemorou em grande estilo seu 1º aniversário de funcionamento no Taubaté Shopping. Clientes e amigos compareceram para celebrar este dia tão especial e o sucesso de um ano de atendimento ao público.

Equipe Fantasia

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Thaily e Daniela Ramalho

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Social Taubaté

RAFFA XV - um sonho de festa

FOTOS: TACIANA BRITO / ANDRÉ GUISARD / SOCORRO PINTO / LUCAS SIQUEIRA / FOTO STUDIO IMOTO

Numa noite de muito glamour e sofisticação, tendo com tema a cidade de Nova Iorque, aconteceu em outubro a festa de 15 anos da Raffaella, um verdadeiro sonho de menina, um conto de fadas moderno. DJ Rodrigo Manteiga comandou o som. Decoração de Milton Decor. Atração especial do carro de cena "NYPD". O evento RAFFAXV foi uma produção da V&S Design de Eventos. www.raffaxv.com.br

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Fotos: Rafael Souza

Arte

Ilustradores de Lobato SESC São José dos Campos recebe exposição com obras que figuraram em livros infantis de Monteiro Lobato

Magno Silveira, idealizador da exposição

Serviço Ilustradores de Lobato - a Construção do Livro Infantil Brasileiro (1920-1948) Onde: Sesc São José dos Campos - Av. Ademar de Barros, 999 Quando: de 12 de outubro a 27 de dezembro. Informações: (12) 3904-2000)

O

Da Redação

SESC São José dos Campos abriu durante o feriado de 12 de outubro uma série panorâmica das ilustrações que deram vida às obras infantis de Monteiro Lobato. São ilustrações que ainda povoam o imaginário de várias gerações de seus leitores e que hoje são capazes de divertir também os leitores mais jovens do escritor taubateano. A exposição fica aberta ao público até dia 27 de dezembro. ‘Ilustradores de Lobato (1920-1948)’ foi idealizada pelo designer e artista gráfico Magno Silveira, que há vários anos pesquisa e coleciona obras raras do escritor. Ele selecionou para a exposição ilustrações de Voltolino, Kurt Wiese, Nino, Jean Gabriel Villin, Belmonte, Rodolpho,

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Raphael de Lamo, J.U. Campos, André Le Blanc e Augustus, artistas escolhidos no mercado editorial pelo próprio escritor. Voltolino desenhou a primeira edição de ‘A Menina do Nariz Arrebitado’ em 1920, inaugurando com desenhos e capas coloridas a estratégia do editor para atrair jovens leitores. Lobato sabia que o tão necessário abrasileiramento da linguagem e das temáticas teria de ser acompanhado por uma nova forma de conceber o livro infantil. Na outra ponta da linha cronológica da exposição, 1948, está Augustus, que uniu a obra completa do escritor com uma paleta pop. Entre Voltolino e Augustus, o alemão Wiese, em ritmo de quadrinhos; Nino, com traços originais; Villin, construindo uma cartografia lírica do sítio de Dona Benta; Belmonte e os detalhes ao

estilo art déco; Rodolpho e sua impagável Tia Nastácia; Raphael de Lamo, com empenho naturalista; J.U. Campos e a inspiração da publicidade norte-americana, e Le Blanc, cristalizando as fisionomias de cada um dos personagens. As ilustrações estão expostas em livros gigantes, com mais de dois metros de altura, em uma “coleção original” editada por Magno Silveira. Exemplares raros de sua coleção particular são exibidos em quatro vitrines. Um painel traz uma divertida linha do tempo da boneca Emília, nos traços de cada um dos ilustradores. Em outro módulo, o curador indica os caminhos editoriais de todos os livros infantis de Monteiro Lobato. Há também espaço paralelo para Jeca Tatuzinho, o caipira que acabou ganhando o Brasil nas brochuras do Biotônico Fontoura. Novembro, 2015


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Social Taubaté

Aniversário Paula Lima

FOTOS: ROBSON SALGADO

Paula Lima comemorou no dia 16 de outubro, no Quarto do Santo, em Taubaté, seu aniversário em grande estilo. A festa foi com temática anos 80 e todos os convidados foram vestidos à caráter, revivendo a alegria e curtindo os melhores sons da época.

André, Ana, Malu, Paula Lima, Ricardo e Rubinho

Ricardo, Paula Lima , Dona Euriza e Sr.Itiel

Ricardo, Paula Lima, Márcia, Miranda e Rose

Alexandre, Luciana, Junior, Paula Lima, Ricardo, Rubinho e Alessandra

Ricardo, Leonardo, Paula Lima e Henrique

Ricardo, Paula Lima, Vania, Maria Eugênia e Mario

Ricardo, Eliane, Carlos, Marilene e Paula Lima

Amigas de São Luiz do Paraitinga: Marli, Rose, Vera, Dorotéia, Paula Lima, Tânia, Darci e Rosalina

Ricardo, Heloisa, Carlos, Paula Lima, Paulo, Regina, Lila, Heloisa e Dr.Rubens

Ricardo, Rubinho, Paula Lima e Leonardo

Nulci, Fernanda, Luciana, Rosana, Darcle, Paula Lima, Regina, Anita, Fabiola e Silvana 22 | Vitti | revistavitti.com.br

Fábio, Marcos, Darcle, Heloisa, Angela, Regina, Regina, Paula Lima e Bruno - Prêmio "pinguim"para os mais animados Novembro, 2015


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Arquitetura

C

Por Peter Iote

om a previsão de que até dezembro de 2016 haverá mais 3,6 milhões de desempregados pelas cidades do Brasil, como podemos vislumbrar um belo horizonte para o futuro? Quanto mais as estimativas se concretizarem, o apartheid entre os trabalhadores ficará evidente. A crise atinge a todos. Nas calçadas de todas as cidades a incerteza caminha de mãos dadas com a baixa estima. O desemprego encontra a todos sem exceção, os graduados e os sem graduação, embora em diferente proporção. É hora de revermos os paradigmas e repensarmos novas fórmulas. O senso de valor propiciada pelo conceito de Economia Colaborativa nos mostra como todos podem repensar seus modelos de negócios e economias, não só os usuários, mas também as empresas em dificuldades financeiras podem tornar-se “Prestadoras de Serviços”, “Fomentadoras de Mercado” ou “Provedoras de novas ideias e/ou novos formatos”. As pessoas com visão de futuro empregam um modelo, mas só os empreendedores e os mais inovadores empregam todos os três quesitos citados acima, abandonando assim a fórmula do preço, da praça, do produto e da promoção. 24 | Vitti | revistavitti.com.br

Desta forma, o consumo deixou de ser representado apenas pela compra, e o conceito de posse está sendo questionado. Poupar, trocar e tomar emprestado se apresentam como outras possibilidades. Algumas pessoas deixam de pagar para ter e passam a desembolsar dinheiro para acessar um serviço ou utilizar alguma ferramenta só pelo tempo necessário. Há cidades no exterior que, para enfrentar a falta de estacionamentos, montaram um programa que permite o aluguel de garagens no período em que as pessoas estão trabalhando. Para um grupo crescente de desempregados, ter acesso a bens e serviços é melhor do que possuí-los. Com menos dinheiro no bolso, as pessoas são incentivadas a economizar em áreas onde nem sempre prestavam atenção. Um exemplo é o uso compartilhado de carros. Em São Paulo, uma empresa fundada há três anos opera 45 pontos, onde 65 veículos são revezados por mais de três mil usuários. A dinâmica é a baseada na colaboração, que ganha muito mais espaço do que a simples aquisição de um bem. Mais pessoas se beneficiam e têm acesso às coisas de que necessitam, em vez de haver uma discriminação por quanto você ganha e o que você tem. É hora de arriscar Nos últimos anos o escambo, prática

baseada na troca direta de mercadorias, sem o uso de moeda, vem conquistando novos adeptos ao redor do mundo. No universo corporativo, o mercado de permutas ganhou ainda mais força com a crise internacional de 2008 e chega a movimentar mais de US$ 12 bilhões anuais (cerca de R$ 27 bilhões). A produção e a prestação de serviços também são influenciadas pelo fluxo da oferta e da procura, cada vez mais necessário para quem quer continuar no mercado. Na vida real o conhecimento pode funcionar como uma moeda de troca. Por isso, o compartilhamento de ideias e de possibilidades já é visto como uma chance de eficiência para o ganho real. As mudanças são tão dinâmicas que até os economistas estão perdidos com a novidade. É curioso, mas em Barcelona, na Espanha, existe até o Banco de Tempo, programa que permite às pessoas dar e receber treinamento sem envolver nenhum tipo de pagamento. Em toda a Espanha, onde a população sofre com altas taxas de desemprego, já são mais de 300 bancos de tempo. Parece que já passou da hora de alguém dar o “jeitinho brasileiro” na crise. Peter Iote é graduando em Arquitetura e Urbanismo pela Fatea. Contato: anderson_piter@terra.com.br Novembro, 2015


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Social Taubaté

Desfile Beneficente

FOTOS: TACIANA BRITO

O grupo Amigas Solidárias realizou no dia 8 de outubro, no Tangaroa Hall, o seu tradicional desfile e bingo beneficente. Agradecemos a presença de todos os amigos que foram nos prestigiar.

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Economia

A “hora da virada” está chegando?

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Por Felipe Guarnieri

desempenho de ativos financeiros e a real situação econômica nem sempre andam juntos. Ou melhor, no longo prazo andam juntos sim (empresas, imóveis etc sempre valerão mais em economias robustas do que em economias frágeis); mas no curto prazo algumas coisas estranhas acontecem, às vezes é um deslocamento do preço em relação aos reais fundamentos da economia (algo está muito caro ou muito barato porque o mercado ainda não percebeu a distorção) ou – um efeito mais interessante que pode te ajudar a ganhar dinheiro – o mercado antecipa uma correção de preços (para cima ou para baixo) antes mesmo das condições econômicas que permitirão esta correção de preços se materialize. Explicando melhor: é o famoso “o mercado sobe no boato e cai no fato”. Na hora que o mercado acha que a coisa vai melhorar, ele antecipa “ex ante” o valor das ações, dos imóveis, das empresas etc. Quando o fato concreto chega, normalmente o preço não sobe mais, por que de fato ele já subiu. Quando o Brasil ganhou o selo de “bom pagador” em 2008 das agências de classificação de risco, os preços das ações não explodiram para cima, o mercado – já antecipando que isto iria ocorrer – já tinha valorizado as ações antes; da mesma forma neste ano que uma das agências já cortou o rating do Brasil nos rebaixando de “grau de investimento” (mesmo grupo de Inglaterra,

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EUA, Japão e Alemanha) para o “grau especulativo” (mesmo grupo de Venezuela, Argentina, Bolívia; Grécia) a perda de valor dos ativos já tinha sido observada no mercado, antes mesmo do “carimbo” da agência vir a público. É provável que estejamos agora num ponto de inflexão, num ponto onde os preços das ações, dos imóveis e dos títulos públicos parem de cair. O preço de ativos em uma economia livre e de mercado é dinamicamente ajustado, isso significa que se alguma coisa fica muito barata, mais gente aparece querendo comprar e o preço, portanto, deve se ajustar para cima (o contrário também é verdadeiro). A verdade é que com o dólar barato, a queda da bolsa e o aumento dos juros, o Brasil ficou muito barato para o investidor estrangeiro, tem muito mais gente hoje capaz de comprar ativos brasileiros do que há dois anos e isso começa a atrair estes investidores a comprar empresas por uma fração do que elas valiam antes. Comprar hoje pode ser uma boa hora para ganhar dinheiro quando a economia voltar. A hora é de garimpar, e muitos investidores estrangeiros de peso já tem feito isto. Há empresas baratas na bolsa, há títulos públicos (investimento mínimo de R$ 30,00) pagando quase 17% ao ano, e há verdadeiras pechinchas em imóveis no mercado. Tem que saber procurar e ter a coragem de investir. Mas saber que há coisas baratas a serem compradas, não significa que dá para ganhar dinheiro no curto prazo esperando uma forte valorização. Existe um “cus-

to de carregamento” que significa que ao comprar alguma coisa barata (apartamento, ações, títulos públicos) pode ser que o valor caia ainda mais ou demore para se valorizar. O caminho é tortuoso, temos um sistema previdenciário quebrado sustentando não pela poupança e investimentos de quem se aposenta, mas sim pelos aportes de quem ainda vai se aposentar. Temos um governo perdulário que gasta muito mais do que arrecada e flerta com um aumento perigoso da dívida pública jogando a conta para todos os trabalhadores, e preza um “Estado gordo” como motor do desenvolvimento. A efêmera “Nova Classe C” que hoje, endividada, devolve os seus carros e apartamentos financiados, já sentiu o gosto do que é melhorar de vida, e andar para trás é muito difícil. Uma pesquisa recente da Data Popular mostrou que ao subir, as pessoas atribuem principalmente ao esforço pessoal o seu sucesso, mas ao cair atribui como causa principal o governo atrapalhando. Neste momento, a melhor âncora para o futuro do Brasil é justamente a “Nova Classe C” que cansada do modelo político-econômico fracassado, fará de tudo para que o modelo econômico vencedor retorne. Neste momento o governo atual é o melhor cabo eleitoral da oposição. Felipe Guarnieri é administrador de empresas, executivo financeiro e especialista em finanças. Contato: felipe.guarnieri@gmail.com Este texto não é uma recomendação de investimentos. Novembro, 2015


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Negócios

Reprodução

Migração:

Crise ou Oportunidade?

Imigrantes italianos recém chegados ao Brasil em 1890

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Por Arcione Viagi

tema migração é controverso e a principal discussão na Europa atualmente. A qualidade de vida e a riqueza da Europa em relação aos países do terceiro mundo é o desejo de muitos em todas as artes do mundo. Em todos os lugares e meios de comunicação os temas principais são: como controlar a entrada dos imigrantes na Europa, desemprego juvenil, conflito entre auxilio aos países pobres e a condição de vida dos cidadãos europeus. E mais recentemente, o tema é a corrente migratória de milhares de refugiados sírios que tentam uma solução para fugir de uma guerra sangrenta e destruidora que tornou impossível a vida em seu próprio país. Sem entrar efetivamente no problema associados às razões pelas quais existem as guerras, os extremismos religiosos, os interesses internos e externos de cada país, a briga entre grandes potências que defendem sua hegemonia e poder sobre os destinos dos mais pobres ou mais fracos. É fato que as crises nos diversos países em diversos momentos foram motivos para que as pessoas buscassem novos lugares para tentar uma melhor qualidade de vida. Na Itália, recentemente acompanhei uma discussão em que um dos debatedores apresentou um argumento contra

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o extremismo de alguns que se demonstravam radicalmente contra a entrada dos “estrangeiros” no país, disputando empregos e os benefícios da vida em um país desenvolvido. Para ilustrar sua teoria o mesmo apresentou uma série de fotos de navios repletos de pessoas, lutando por um lugar, mesmo vendo que não havia como entrar porque já estava superlotado. Essas fotos eram de navios na Itália em alguns momentos da vida naquele país. O primeiro momento era quando houve um movimento migratório italiano para a América, inclusive para o Brasil, por volta de 1890 e o outro foi quando navios italianos levavam refugiados para a África durante a segunda guerra mundial. O argumento ilustrado com aquelas fotos era de que a realidade atual é igual a outras em que os italianos enfrentaram uma crise econômica ou política que os fizeram abrir mão de suas famílias, bens, amigos, ou seja, tudo que conheciam para encarar o desconhecido em busca de uma luz no fundo de um túnel escuro e sem nenhuma expectativa de vida. Esse argumento reforça minha convicção alimentada por exemplos que acumulo ao longo da minha vida, experiência e conhecimento. Eu acredito que a migração é um importante motor que movimenta o desenvolvimento em todos os lugares da terra. A falta de opções que alguns enfrentaram ao longo da existên-

cia humana tirou-os de sua zona de conforto e os fez buscar alternativas de vida em outros lugares que naquele momento eram incertezas e/ou promessas de oportunidades. Para trazer a reflexão para a realidade brasileira, temos o exemplo de portugueses, italianos, japoneses, entre outros que foram para o Brasil em busca de alternativa para construir uma nova realidade. Em minha opinião, a falta de alternativa nos seus próprios países, a aceitação do risco como alternativa e o desejo de vencer, ganhando dinheiro para ajudar suas famílias e um dia, quem sabe, retornar a sua pátria serviu como importante motivação para que focassem os esforços no trabalho. Ou seja, sem os direitos sociais e trabalhistas; e sem a quem recorrer nos casos de dificuldades só lhes restava à alternativa de trabalhar e isso fez destas pessoas vencedoras. Observo que a riqueza e os direitos sociais nos países mais desenvolvidos (incluo o Brasil) levam a uma acomodação (uma preguiça) que atrapalha as pessoas em geral, abrindo oportunidades para que pessoas em crise ocupem seus lugares oferecendo os serviços que os nativos não querem assumir, porque não precisam ou porque consideram pouco nobres para quem faz parte da “elite do mundo”. Arcione Viagi é consultor empresarial. Contato: vitalconsultoria@gmail.com Novembro, 2015


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Ponto de vista

Letalidade Implacável

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Por Carlos Marcondes

m 2013 a população do Estado de São Paulo foi estimada em 43,66 milhões; a frota de veículos, em 25,58 milhões; e a quantidade de condutores habilitados, em 21,33 milhões. Portanto, segurança viária é algo com o quê devemos nos preocupar... e muito! Para que se tenha uma idéia, somente no Estado de São Paulo, em 2013, os acidentes de transporte terrestre provocaram 6.564 mortes e 38.140 internações de residentes no Estado. Esses 6.564 óbitos correspondem a uma taxa de 15 mortes por 100 mil habitantes, sendo 27% pedestres, 24% motociclistas e 20% ocupantes de automóveis, que perfazem 71% dos óbitos. Os 29% restantes distribuem-se entre os transportados por bicicletas, triciclos, camionetes, ônibus, caminhões, animais, bondes, veículos agrícolas e demais veículos motorizados não identificados. Nesse

mesmo ano, 44% dos óbitos ocorreram na faixa entre 20 e 39 anos, apesar dessa faixa etária representar apenas 33% da população. O custo anual para São Paulo é estimado entre 9 e 13,5 bilhões de reais. A meta a ser cumprida no Estado de São Paulo, para a redução de vítimas fatais em acidentes de trânsito, será de 50% da projeção para 2020. Essa meta está alinhada com as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU). Por se preocupar com esta triste realidade, o Governo paulista, por meio do Decreto nº 61442 - de 20 de agosto de 2015, editado pelo governador Geraldo Alckmin, instituiu o programa denominado Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, objetivando a redução de óbitos e feridos em decorrência destes acidentes, criando inclusive a possibilidade de os municípios celebrarem convênios com o Estado, tendo como meta obter recursos financeiros para a execução de ações relativas ao programa.

Aliás, talvez inspirado pelo Decreto do Governador, o DER, através da Portaria SUP/DER 064/30/09/2015, proibiu os veículos de transporte de carga com comprimento superior a 14 metros a transitar na SP 125 (Rodovia Oswaldo Cruz), nas sextas-feiras, das 13h até as 13h das segundas-feiras; e nos feriados, das 13h dos dias antecedentes até as 13h dos dias subsequentes. Quem sabe, a letalidade deixe de ser tão implacável... Carlos Marcondes é jornalista e advogado. Contato: cmcomunicacoes@gmail.com

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Social Taubaté

Socorro in Foco

Por Socorro Pinto helpkoka@hotmail.com Dra. Elina sempre se atualizando, desta vez foi ao Congresso Europeu de Dermatologia em Copenhague, na Dinamarca. Muitas novidades estarão por vir!

Luciana Leopoldino Pavan e Felipe Schibuolo de Abreu O dia 1º de outubro foi inesquecível não só para os convidados mas também para o belo casal Luciana e Felipe que se uniram em matrimônio numa linda cerimônia, seguida de uma festa muito agitada que rolou a noite inteira. A noiva estava simplesmente linda e tudo estava perfeito. Muitas felicidades ao jovem casal!

Dra. Elina Ribeiro

Priscilla Ortiz Fusco, Gabriela,Mirella, Alessandra, Maria Fernanda e Patricia Coelho

As queridas amigas Sônia e Susana, acompanhada dos seus maridos, fizeram uma linda festa à fantasia. O ponto alto foi o duplo aniversário onde não faltou animação e boa música!

Rosi Sbruzzi e Marcelo Mattera

André Guisard

Susana, Paulo, Anderson e Sônia Barbosa

A Dra. Priscilla participou de mais um Congresso Brasileiro de Dermatologia, onde apresentou dois trabalhos científicos e aproveitou a oportunidade para reencontrar suas amigas de longa data da residência que cursou na Santa Casa de São Paulo.

Rose e Marcelo passaram dias inesquecíveis no Club Med, em Trancoso. Lá o sempre apaixonado casal pode comemorar mais uma etapa de suas vidas: bodas de prata. Felicidades!

Claudia, Raffaella Vignoli, Luiz e Júlio Rafaela comemorou seus 15 anos no luxuoso sítio Tangaroa, foi uma festa deslumbrante que com certeza ficará na memória e no coração não só da jovem mas de seus amigos e familiares. Sucesso! 36 | Vitti | revistavitti.com.br

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Social Taubaté

Night Fever

FOTOS: LUIZINHO

Esta foi mais uma edição da Night Fever que aconteceu no TCC no dia 24 de outubro. A Banda 1000 Volts fez a galera dançar até altas horas. Sucesso total! Confira, abaixo, algumas imagens desta grande festa.

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Maquiagem

Verão de Produção

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Por Juliana Peloggia

sol nasce e é hora de acordar. E com ele o desejo de escapar para o tão sonhado final de semana, ou um destino tropical, se concretizou. Enfim sol! Sentir-se de corpo e alma nesta tão sonhada estação é muito mais que um dia quente e suas dificuldades em escolher o que vestir e o que usar. Para nossa alegria, o reinado do "make nada" presente em vários verões parece ter chegado ao fim. Se depender do que foi apresentado na São Paulo Fashion Week, o verão 2016 marcará o retorno da maquiagem à estação. "Vem muito dos estilistas, temos que seguir o que eles pedem, mas acho que voltou mesmo porque a maquiagem é tão importante quanto a roupa. Compõe o look. A pessoa que se sente bem usando tem mais é que usar mesmo, mas agora liberou geral", comentou Henrique Martins, expert que criou a beleza de Adriana Degreas, Lilly Sarti e Têca. Amém. Fonte: Revista Vogue. Então o que virá, o que usar? Uma maquiagem que apareça, olhos marcados em tons marrons com delineado preto, olhos coloridos, bocas que acompanham seu gosto, pois pelo visto está tudo liberado. Claro que é de suma importância adaptar os produtos à temperatura, optando sempre pelos de longa duração e à prova d’água. Os acessórios continuam em alta, colares, chapéus dos mais variados estilos e formatos, além de proteger seu rosto dos raios solares, te deixa linda, estilosas e pronta para encarar a estação mais festiva do ano.

Juliana Peloggia é maquiadora profissional. www.julianapeloggia.com.br Twitter: @julianapeloggia

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Saúde

Direitos e Deveres para uma pele saudável Por Dr. Érico Pampado Di Santis

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ma bela iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD - para conscientizar a população dos cuidados gerais com a pele. Todos nós temos direito a uma pele saudável. “Declaração dos direitos da pele” foi uma maneira lúdica que a SBD encontrou de se aproximar ainda mais da sociedade para ensinar os cuidados básicos e colocar-se a disposição da população no que tange a saúde da pele, o maior órgão do corpo humano. Artigo 1 - Toda pele tem direito à saúde. Parecer saudável é muito diferente de estar saudável, inclui o direito a consultas regulares com um especialista e cuidados de rotina. Artigo 2 - Toda pele tem direito ao sol de maneira consciente. De ficar exposta ao sabor do vento, da água e de ter sua cor respeitada.

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Artigo 3 - Toda pele tem o direito à proteção; não qualquer uma, mas proteção com esclarecimento de um especialista. Artigo 4 - Toda pele tem direito de tocar e ser tocada, porque o tato é nosso primeiro sentido e sua integridade deve ser buscada durante toda a vida. Artigo 5 - Toda pele tem direito à beleza, que vai além da vaidade. É o direito fundamental de manter a autoestima e não aceitar qualquer coisa, por qualquer preço, de qualquer um. Artigo 6 - Toda pele tem direito à informação real e atualizada, para sanar dúvidas e preocupações. Artigo 7 - Toda pele tem direito ao atendimento médico de qualidade, tratamentos apropriados quando necessário tanto para doenças, como para os cuidados preventivos, incluindo cabelos e unhas. Artigo 8 - Toda pele tem direito a co-

nhecer as tecnologias e avanços científicos. O direito se estende em ser atendida por especialista qualificado e com a responsabilidade necessária para a indicação e aplicação correta de novos medicamentos e equipamentos. Artigo 9 - Toda pele tem direito a um tratamento digno, bem como direito a ouvir um médico especialista antes de qualquer escolha e também direito de saber quando não está sendo atendida por um. Artigo 10 - Toda pele tem o direito a um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Convido a todos que assistam o vídeo no Youtube, basta digitar no campo de busca: “Campanha Direitos da Pele”. Dr. Érico Pampado Di Santis é médico Dermatologista. CRM: 96546 / RQE: 21582 Novembro, 2015


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Saúde

Os Perigos do Andador

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Por Dra. Paola Di Napoli

pesar de ainda muito popular no Brasil, o andador não é recomendado pelos pediatras. Estudos mostram que este equipamento infantil é o que mais provoca acidentes e lesões, em especial, devido à velocidade que os bebês podem atingir. A maioria dos acidentes acontece quando o bebê tromba em alguma coisa, encontra um degrau ou um obstáculo, e o andador vira. Um simples sapato, tapete ou brinquedo, um desnível do chão, já podem causar esse tipo de acidente. Em geral, a primeira parte do corpo do bebê a ser atingida em um acidente com andador é a cabeça, o que pode acarretar traumatismos cranianos de diversas proporções - desde leves e sem muitas consequências além de um "galo", até bem mais graves com internações em UTI e muitas sequelas neurológicas. Infelizmente em alguns casos, os acidentes podem causar a morte. Outro perigo é a falsa sensação de segurança que o andador transmite a quem está tomando conta da criança. Como ela está presa no andador, as pessoas tendem a deixá-la por mais tempo sozinha, quando

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na verdade deveria acontecer justamente o contrário. O bebê provavelmente fica mais seguro se está no chão, desde que o ambiente tenha sido preparado para ele. De tão prejudiciais e perigosos para as crianças, a venda de andadores em países como o Canadá já é proibida desde 2007. Já existe um movimento muito intenso em países europeus e nos Estados Unidos visando a implantar uma lei semelhante à canadense para proibir a venda. Enquanto este progresso não chega ao Brasil, continuamos contando com o bom senso dos pais e a orientação dos pediatras. Mas, e o desenvolvimento? A criança atrasa mesmo para andar? A resposta é sim. O desenvolvimento pode ser atrasado, mas isso é individual, varia de bebê para bebê. A criança desde o nascimento passa por etapas do desenvolvimento em que cada fase serve de base para a próxima. Primeiro sustenta a cabeça, depois rola o corpo para os dois lados, senta com apoio, depois sem apoio, engatinha (alguns não passam por essa etapa), ficam em pé para então começarem os primeiros passinhos. Em todo desenvolvimento motor e de equilíbrio a criança explora o ambiente e os objetos em sua volta, desenvolvendo parale-

lamente o aspecto neurológico. O andador força a criança a pular várias dessas etapas essenciais. Ele, por exemplo, não deixa a criança experimentar os “tombinhos” naturais do início do aprendizado do caminhar e, assim, a aquisição do equilíbrio é limitado. No andador, o bebê usará somente as pontas dos pés para se movimentar, e isso pode causar alterações ósseas. Geralmente o bebê começa a dar os primeiros passos a partir dos 9 meses e já consegue andar por volta dos 15 meses. Para a criança desenvolver-se plenamente é necessário estímulos por meio de brincadeiras e atividade no chão para que os pequenos “treinem” as mudanças posturais. Durante todo este processo, é importante os pais transmitirem calma e segurança ao bebê e deixá-lo explorar o espaço para ele se sentir seguro e confiante e conseguir andar. O andador além de muito perigoso, é totalmente desnecessário. Dra. Paola di Napoli é Médica Pediatra CRM: 128405 Rua Ângelo Firmo, 50 - Centro Taubaté SP - (12) 3632-8042 Contato: drapaola.pediatra@gmail.com

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Saúde

Controle de pragas contribui para saúde e proteção do seu patrimônio

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controle de pragas urbanas está relacionado à saúde das pessoas e ambientes. As pragas são organismos que podem causar prejuízos estruturais, financeiros e transmitir doenças. O Governo Federal gastou quase 3 Bilhões de reais para tratar pacientes com dengue no país todo nos últimos três anos. Se o foco fosse dado ao controle do mosquito transmissor do vírus da dengue, muito menos seria gasto. Agora vamos partir para outra praga: formiga.

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Ora bolas, quem liga para uma “formiguinha”? Elas não causam mal algum... é aí que ocorre o grande engano. Tuberculose e Lepra são algumas das doenças que podem ser transmitidas por esses insetos. Portanto, o controle preventivo é até mais importante que o corretivo, evitando que os danos a saúde ocorram. Outro inseto que pode causar um grande transtorno é o cupim, um especialista na deterioração do seu patrimônio. Hoje é possível combater esta praga por meio da moderna técnica de iscagem, onde os ris-

cos à saúde são mínimos e não há necessidade de se desocupar o ambiente. Por todos os motivos apresentados anteriormente é que se faz necessário contratar uma empresa especializada que ofereça técnicas modernas, que faça uso do manejo integrado de pragas, que utilize produtos de baixa toxicidade, que possua uma equipe técnica altamente qualificada e especialista no ramo. A Asserta Saúde Ambiental conta com profissionais com mais de 20 anos de experiência no segmento e por isso é a empresa ideal para solucionar o seu problema.

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Saúde

Tratamento do Câncer Atendimento multidisciplinar e humanizado garante benefícios ao paciente durante o tratamento

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Da Redação

confi rmação de um diagnóstico de câncer altera, significativamente, a rotina do paciente e de seus familiares, não somente pelo rigor do tratamento a ser seguido – que inclui idas regulares a clínicas ou hospitais para receber quimioterapia e radioterapia, para realizar exames clínicos, além de outros procedimentos – mas, principalmente, pela alteração intensa do seu estado psicológico e social. O paciente se vê sem perspectiva, dominado pelo medo e pela incerteza de como será o futuro. É uma fase difícil, marcada por tratamentos invasivos, cirurgias, exames complexos e frequentes, toda uma mudança na rotina diária que faz com que o paciente perca a sensação de controle da própria vida, sentindo-se fragilizado e inseguro. Por isso, nesse momento, é essencial estabelecer uma parceria com a equipe médica que irá acompanhá-lo durante o tratamento oncológico: o paciente precisa de acolhimento e suporte emocional, de troca de informações, de uma nutrição adequada, de criar laços e encontrar estí-

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mulo para atitudes de auto-cuidado. “É justamente isso que o atendimento multidisciplinar e humanizado proporciona ao paciente em tratamento oncológico: a união entre a competência clínica e o suporte psicológico, espiritual, nutricional, e social”, esclarece a médica hematologista Rachel Melges Cardinalli Breviglieri, que dirige o Instituto Paulista de Cancerologia, em São José dos Campos. Ela explica que, durante o tratamento do câncer, é comum a imunidade ficar comprometida em virtude de uma série de fatores, que incluem a própria medicação, podendo provocar alterações químicas desagradáveis, além de desencadear outros processos, como falta de apetite, apatia, indisposição e mal-estar. Essas alterações interferem diretamente na qualidade de vida do paciente em tratamento. “Por isso é fundamental um acompanhamento multidisciplinar ao paciente em tratamento oncológico com o objetivo de tratá-lo na integralidade, ou seja, considerando todas as alterações que possam ocorrer em função do diagnóstico e tratamento, interferindo de forma positiva na sua qualidade de vida”, diz a médica.

Além desses cuidados, como trata-se de um tratamento por tempo indeterminado, é necessário também buscar otimizar o dia a dia do paciente para que ele possa continuar sua rotina da melhor forma possível, apesar de seu comprometimento clínico. Para cumprir esse propósito, segundo Rachel Breviglieri, é indicado que o paciente seja integrado a atividades de cunho terapêutico, capazes de promover o apoio ao paciente com câncer, a seu familiar e ao cuidador, trabalhando o resgate da auto estima, da força e da coragem para o enfrentamento da doença. Aquelas pessoas que cuidam, seja um familiar ou o cuidador, são considerados “um segundo paciente”, pois vivenciam a dor do diagnóstico, a mudança na rotina, o sofrimento físico e psíquico, diante dos efeitos colaterais do tratamento e a responsabilidade que tem pelo cuidado com o paciente tão fragilizado neste momento. Dessa forma, uma equipe multidisciplinar deve desenvolver programas especiais de acolhimento ao familiar e ao cuidador, afinal, a família é parte integrante da rede de apoio que compõe o sucesso do tratamento oncológico.

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Social Taubaté

Flash

Por José Luiz de Almeida luizinho-cafe@hotmail.com facebook.com/luizinholanches

Nadeje Catanoce Gandur, Governador do Rotary Club Antonio Custódio Filho e esposa Alcione Priante.

Prefeito Ortiz Jr, Daniel de Almeida e Nadeje Catanoce Gandur

Reunião festiva no Rotary Clube Taubaté em homenagem à visita oficial do Governador da organização, Antonio Custódio e a esposa, Alcione Priante, coordenadora distrital das Casas da Amizade.

Nonô, Daniela Guerson e Alexandra Ortiz no Oktoberfest do Santa Figueira que aconteceu no dia 24 de outubro, em Tremembé.

Casou no último dia 24 de outubro, no espaço de eventos Alpendre, Fabrício Moreira e Marcela Calil.

Celso Fukuoka e Isabella Gripp se casaram no último dia 26 de setembro no restaurante Le Bistro, em Quiririm. 52 | Vitti | revistavitti.com.br

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Social Caçapava

Caleidoscópio

Por Anna dennz annadennz@hotmail.com

Os atletas Atílio Gazola e Gilberto Cardoso foram os vencedores na categoria dupla pelo campeonato de golf em prol ao GACC, no dia 12 de outubro no Clube de Campo Santa Rita.

Boulngerie Tunica à vista. A arquiteta Aline Arroyo está a mil para concluir o charmoso espaço gourmet da Chef Amanda Junqueira, que já mostrou ao que veio e o que é capaz.

A empresária Carla Fabrícia Domiciano com o esposo Fabiano e os filhos Vinicius e Vitória, saboreou mais uma vez a doce experiência em fazer o próximo feliz. Em 21 de outubro abriu novamente as portas do coração para oferecer uma grandiosa festa às crianças atendidas pelo Serviço Social Paroquia Bom Pastor, e todas tiveram muito mimo e adoraram as delícias que o Zabumba Buffet, comandando por Carla, lhes serviu. Fabio Rocha e Mário Guisard ao lado do amigo Eduardo Luis Loverbeck, que adquiriu a tela assinada por membros do CineArt&Wine, com direção do artista Joarez filho. A renda do leilão foi destinada à ANVICA - Associação Nova Visão de Caçapava. Ao Eduardo nossa gratidão também pelo grande apoio na distribuição e coleta das caixas do Projeto PÉGASUS, "Levando a Cultura a Cavalo" fez de sua empresa, a Todeschini, um verdadeiro quartel general do bem.

Ladeada pelos amigos Ellder Anunciato e Daniele Relly, a empresária Andrea Maia foi quem assinou os serviços de decór, comes e bebes para a festiva noite do Grupo Band de Comunicação, na Expo Vale Sul. 54 | Vitti | revistavitti.com.br

No dia 14 de outubro aconteceu a festa de lançamento da Band FM 103.9. O anfitrião Cláudio Giordani recebeu a todos com muito carinho e ao lado de sua esposa Sabrina Takahashi e da amiga Norma Freitas, brindou mais um sucesso de sua ascendente gestão no grupo da família Saad. Novembro, 2015


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Social São José dos Campos

Atitude News

Por gilberto Freitas gilfreitasff@hotmail.com

As socias Lidiane Zampieri Vergilio, Michelle Rodrigues e Virginia Uchoa no lançamento da coleção verão 2016 da Track e Field.

Daniel Rubim, Andre Feldman, Danilo Magri e Adilson Magri no lançamento da coleta de tecido do cordão umbilical da Biocells Brasil.

Dione Hannas comemorou seus 50 anos ao lado de Carlos Alberto no Patio Eventos, em São José dos Campos.

Jefferson Machado recebeu Fabiola Molina no Sunglass Brasil Fashion Night 2016.

Maria Clara Bueno Paião comemorou seus 15 anos ladeada pela família.

Tais Tanara recebeu Marluce Ferreira em evento que uniu a Carmen Steffens e Tanara Beauty.

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Linha Planalto Central 2015

Novembro, 2015

TAUBATÉ (12) 3633-1719 Av. Charles Schinneider, 1100 Parque Senhor do BonďŹ m revistavitti.com.br | Vitti | 57


Social São José dos Campos

Luxo Paulo de Azevedo e Marcos Vinicius Greguol na inauguração da La Mode boutique.

Gilberto Freitas

Gilberto Freitas

Por Mariana Junqueira macjpm@hotmail.com

Gilberto Freitas

Nando Jr.

Elisabeth Sampaio em noite de autógrafos de seu livro 'Amores&Sabores' em prol da APAE.

Debora Fernandes, Talyta Govale, Thay Degasperi, Lorana Salgado, Gisele Catanho e Thayane Desgaperi. As belas blogueiras no Baile 1º Social Fashion, em prol do GAIA.

Nando Jr.

Lindíssima, Nelza Salgado brilhou no 1º Social Fashion.

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Nando Jr.

Carlos Bigarella e Gustavo Martins na Florense, em coquetel de lançamento da Revista InterArq.

Willian Roggles e Ellder Anunciato comemoram o sucesso do 1º Social Fashion. Novembro, 2015


EVENTO “TOP DA CONCHA Y TORO” - Projeto e produção Celebramar O evento “Top da Concha y Toro” reuniu o top de Ubatuba na noite de 21 de outubro no espaço gourmet do Condomínio L23. Ronaldo Bortoletto, que comanda o TopStop, realizou mais uma vez o evento de degustação de vinhos da Vinícola Concha y Toro, com uma seleção especial na edição de 2015. A palestra e degustação dos cinco tintos, coroados com o premiado Marques Casa Concha ficou sob a responsabilidade do Sommelier Eduardo Lopes.

Os anfitriões Diva e Ronaldo Bortoletto com o Sommelier Eduardo Lopes

O amplo salão ficou lotado de convidados que também degustaram uma seleção de queijos, pães artesanais e frutas. A produção do evento realizada pela Celebramareventos singulares, focou na promoção dos produtos gourmet do TopStop e Padaria Orquidea Palace, ambas marcas do Grupo Rocha Campos. O toque de charme do evento ficou por conta do brinde, uma tábua de bambu ecológico, personalizada com o selo de qualidade TopStop. Diferenciais para os convidados e para a marca do cliente. Celebramar planeja e executa eventos nos mágicos cenários do Litoral Norte de São Paulo explorando o mar e a mata atlântica com seu luxo exclusivo. Desenvolve projetos singulares de eventos corporativos, culturais e sociais. Visite www.celebramar.com.br e conheça mais detalhes desta agência que traz um olhar diferenciado para nosso mercado.

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Social Aparecida

Aparecida Erasmo Ballot

Adriana Senne

Por Ligia Ballot liballot@hotmail.com

JCR Rodrigues

Maria Eduarda, Fabiana, Bruno, Enzo e Vivi na inauguracao da loja Pura Infância. Sucesso! Muita emoção no show de Anna e Saulo em prol do pequeno Samuel! A Beleza de Pietra Ranna pela lente da fotográfa Sheilla Cunha. Arrasou!

Santuário Nacional / Tiago Leon

Erasmo Ballot

Família Benfica reunida para comemorar os 15 anos da linda Madu!

Novena de Nossa Senhora cheia de luz com linda Patricia Garcia. 60 | Vitti | revistavitti.com.br

Beleza em todas as partes: paisagem, família, enfim, esses são o verdadeiros valores da vida. Dani, Junior, Maria Luiza e em breve Laura! Novembro, 2015


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Social Guará

guará em Pauta

Comemorando seu primeiro aniversário, Lis Mello Nogueira foi a modelo mirim da vez num ensaio pra lá de lindo.

Bruna Melo

"O dia em que o sonho de menina se tornou realidade... Foi da forma mais encantadora... Com pessoas especiais... com duas famílias lindas”. Palavras da linda noiva Carol Nociti Moreira César junto ao seu amado Daniel Ibanez, no último dia 26/09 em São Paulo.

Por Benê Carvalho benecarvalho@revistavitti.com.br

A competente e querida Dra. Lucia Coutinho está lançando seu livro “OdontoPediatria A transdisciplinaridade na Saúde Integral da criança” com o objetivo de integrar a Odontopediatria com a Pediatria Médica, tratando a criança como um todo, como um ser integral, através da promoção da saúde e da educação para a prevenção. 62 | Vitti | revistavitti.com.br

O lindo casal Caroline e Eduardo disseram o tão aguardado “SIM” no último dia 19/09 numa emocionante cerimônia na Igreja de N. Sra. das Graças em Guará.

Davi Barbosa

Com mãos de fada Ana Guimarães chegou para encher os olhos e o paladar dos apreciadores de doces finos em Guará. Uma verdadeira tentação!

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Gastronomia

um pedacinho da Itália no Vale do Paraíba

Doceria Babá Napoli traz tradicionais receitas napolitanas de pães e doces para Guaratinguetá

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Por Ronaldo Casarin

cidade de Guaratinguetá já tem destino certo para quem quer, por meio dos prazeres da boa gastronomia, sentir o que é estar na Itália. A recém inaugurada doceria Babá Napoli chega com uma proposta interessante: oferecer doces e pães exclusivamente com receitas próprias e típicas do sul da Itália. O casal Alessandro Casillo e Laura La Francesca vieram da pequena Battipaglia, uma comuna italiana da região da Campania, província de Salerno, na região sul da Itália, e escolheram Guaratinguetá para iniciar seu novo negócio. Alessandro é chef de cozinha com mais de dez anos de experiência trabalhando numa famosa confeitaria de sua cidade. Já Laura, traz consigo o conhecimento das receitas de família e o dom da boa cozinha, tendo o hábito de cozinhar desde menina. Um dos destaques do cardápio da Babá Napoli será o pão de fabricação própria. Utilizando uma farinha especial, importada, o processo envolve a fermentação da massa por uma semana, e o chef Alessandro trabalha com muito cuidado para acertar o ponto da receita. “É um processo bem cuidadoso, tenho feito experimentos para acertar a quantidade exata de cada ingrediente, pois o resultado final desse pão é influenciado pela temperatura e a 64 | Vitti | revistavitti.com.br

umidade do ar daqui”, explica. Ambos, Alessandro e Laura, se mostram animados com o novo desafio de apresentar ao público brasileiro estas receitas tão peculiares. “Queremos trabalhar especialmente com doces e pães especiais. Tudo com receitas próprias e que vão surpreender o público”, comenta Alessandro. “Viemos para o Brasil em busca de conhecer outra cultura, outros costumes, e também mostrar para os brasileiros um pouco da nossa cultura gastronômica Napolitana”, completa Laura, que explica que o diferencial da Babá Napoli será exatamente ter essas receitas bem típicas do sul da Itália. Se você está se perguntando o motivo do nome “Babá Napoli”, a própria Laura explica que se trata de uma das especialidades da casa. Babá Napolitano é um tipo de sobremesa em forma de cogumelo, extremamente macio, mergulhado no rum. A massa fermentada absorve perfeitamente a calda alcoólica e o resultado é um sabor marcante, recheado de creme, chocolate e outros gostos variados. “Acho que o público vai se interessar porque verá que nossos doces são bem diferentes, requintados e delicados. Esperamos que as pessoas gostem, pois encontrarão aqui muitas novidades. Queremos atingir o máximo de pessoas do Vale do Paraíba com essas delícias napolitanas”, comenta Laura. Outros doces que prometem conquistar

o público que for conhecer as criações de Alessandro e Laura são o Sfogliatelle, originário da tradicional receita Napolitana; a Ricotta e Pere, e o Delizie al Limone, ambos da costa Amalfitana. Destaque também para Profitterol, Tiramisù, e Semifreddi, originários de outras regiões da Itália. A Babá Napoli foi inaugurada na primeira quinzena de novembro e já está atendendo ao público. Assim como as tradicionais “cafeterias” italianas, a casa oferecerá, além dos pães e doces, um delicioso café e sucos naturais. “A idéia é ser um espaço familiar, onde o cliente possa degustar nossos produtos com tranquilidade, em ambiente agradável, e climatizado. É mergulhar nos sabores que trazemos da Itália e sentir a gastronomia de perto”, explica Alessandro. Sendo o Vale do Paraíba uma região de enorme conexão com a Itália, dada a enorme presença de descendentes de italianos que imigraram para o Brasil entre o fim do século 19 e o início do século 20, a presença da Babá Napoli é uma boa pedida para quem quer experimentar novas sensações. Como os próprios Alessandro e Laura disseram, é a chance de curtir e vivenciar um pouco da alma italiana saboreando essas delícias. Doceria Babá Napoli Rua Monte Castelo, 82 - Vila Paraíba Guaratinguetá-SP Tel.: (12) 2103-2380 Novembro, 2015


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Gastronomia

Ideologias Alimentares Vegans, vegetarianos, orgânicos... entenda o que pensam e o que comem os adeptos de culturas alimentares que fogem do comum

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Por Rafael Ferro

intrínseco ao ser humano, enquanto social, compor-se de ideias, doutrinas e crenças. Tais princípios moldam o caráter e personalidade do indivíduo, incluem-no ou excluem-no de determinados meios sociais, norteiam suas ações e definem suas prioridades. São esses conjuntos de ideias que compõe e definem as ideologias políticas, econômicas, sociais, religiosas, sexistas, filosóficas, jurídicas e, porque não, alimentares. Ideias antagônicas favorecem debates que levam ao progresso e à mudança do status quo – ainda que nem sempre. Portanto, alimento como sendo objeto considerado simbólico e cultural, é alvo de manipulações e construções de interpretações individuais e acordadas coletivamente. Nós, do século XXI, como seres comunicativos e interativos, precisamos entender as diferenças apresentadas pelas minorias, inclusive gastronomicamente, antes de tecer preconceitos infundados ou radicalismo crítico à ideologia alimentar adotada pelo próximo. Veja as diferenças de algumas ideologias gastronômicas: - Vegetarianismo: Consomem principalmente produtos advindos de origem vegetal. Excluem as carnes de todos os tipos, Vermelha, Brancas e Peixe. Mas são aderentes ao consumo de alimentos como Leite, Queijos, Ovos e outros de exploração animal. 68 | Vitti | revistavitti.com.br

- Veganismo: Ao contrário do vegetarianismo, o Vegan não aceita nenhum tipo de alimentos advindo de origem animal, nem mesmo produtos secundários (leite, queijos e ovos, por exemplo). - Kosher: Também é uma ideologia em número crescente de aderentes. Baseia-se na religião judaica, mas ganha adeptos fora da religião pela questão do respeito à morte do animal abatido. Além disso, nesta ideologia, excluem-se animais não ruminantes, aves predatórias e frutos do mar. Também não é permitida a existência de sangue nas carnes. - Orgânicos: Só aceitam a ingestão de alimentos que não sofreram uso de agrotóxicos e pesticidas artificiais. - Raw Food: Alimentação Crua ou também chamada de Alimentação Viva. Eles prezam pela integridade nutricional dos alimentos, sem causar desperdícios ou diminuição de nutrientes da comida. - Slow food: Mais ligada a uma fi losofia, o slow food é um movimento em prol da agricultura e respeito aos alimentos produzido em pequenas escalas, de preferência pelo próprio consumidor. Nada deve ser ditado como correto na alimentação. Que tal experimentar uma receita vegana? Rafael Ferro é Professor de Gastronomia no Centro Universitário SENAC Campos do Jordão.

Contato: rafacferro@gmail.com

Falafel

Ingredientes: 2 copos de grão de bico cru 6 dentes de alho amassados 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio 1 copo de salsa picada Temperos a gosto: semente de coentro, cominho, páprica doce, pimenta síria e sal Óleo para fritar 1/3 copo de farinha de trigo (para dar liga à massa) Preparo: Deixe o grão de bico de molho durante uma noite, cerca de oito horas. Bata todos os ingredientes no processador de alimentos. Bata o suficiente até chegar a uma textura úmida e áspera. Adicione mais água e farinha se a textura ficar sem liga. Deixe na geladeira por uma hora. Molde bolinhos de 2 a 3 cm cada e mergulhe-os no óleo quente. A quantidade de óleo deve ser suficiente para cobrir os bolinhos. Frite em fogo médio para alto, por cerca de 5 a 7 minutos. Os bolinhos devem estar com uma cor marrom. Novembro, 2015


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História

Santos dumont: dando asas ao homem

Lembrado mundialmente como o pioneiro da aviação, a figura de Santos Dumont ainda tem uma polêmica atrelada ao seu invento: os irmãos Wright

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Por Ronaldo Casarin

huveiro de água quente, ultraleve, dirigível e relógio de pulso. Não vê relação entre essas invenções? Acrescente o avião nessa lista e provavelmente você saberá de quem estamos falando. Essas foram algumas das contribuições da mente criativa de Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação que nasceu há 142 anos, no dia 20 de julho de 1873 em Palmira-MG. Santos Dumont foi o primeiro a demonstrar publicamente que era possível levantar voo com uma aeronave mais pesada do que o ar. O feito aconteceu em 23 de outubro de 1906 no Campo de Bagatelle, em Paris, França e é um marco na história. No entanto, há uma polêmica que ainda perdura entre historiadores: os irmãos Orville e Wilbur Wright, dos Estados Unidos, teriam realizado o feito antes de Santos Dumont. Apesar do debate ainda persistir, há fatos e registros que explicam que esse imbróglio é uma injusta tentativa de apequenar o feito do brasileiro. Quando vivo, Santos Dumont foi aclamado pelos compatriotas brasileiros e homenageado por europeus e por vários países da América, até mesmo por norte-americanos. No entanto, alguns estadunidenses, representados pelo Instituto Smithsoniano, passaram a partir de 1948 a defender que os Irmãos Wright foram verdadeiros inventores do avião. “Mas essa decisão arbitrária se deve a um contrato do Instituto para com os herdeiros 70 | Vitti | revistavitti.com.br

dos Irmãos Wright. Foi a condição que os familiares impuseram para que o avião dos Wright pudesse ser exposto no Museu Aero-Espacial do Instituto em Washington. Portanto, a partir daí, qualquer discurso sobre a invenção do avião não podia ser proferido sem que os autores do invento fossem outros que não os Irmãos Wright. E de tanto o norte-americano ouvir dizer que seus conterrâneos são os inventores do avião, aceitam orgulhosos o que acreditam ser fato”, explica a pesquisadora Marília Lemos Stratta em seu artigo “Nas Asas da Polêmica”. Em 17 de dezembro de 2003 uma grande platéia se reuniu nos EUA, com presenças ilustres de Neil Armstrong (primeiro homem a pisar na lua), Chuck Yeager (primeiro piloto a quebrar a barreira do som), e o então presidente George W. Bush. O motivo era celebrar o dito primeiro vôo dos irmãos Wright. O ponto alto seria uma exibição onde uma réplica da máquina norte-americana alçaria os ares. Logo após o lançamento, feito por uma catapulta, o “avião” não ganhou velocidade e acabou atolado na pista. A explicação oficial culpou o vento fraco pelo fiasco. Horas depois, os organizadores da festa fizeram mais uma tentativa. Novamente um fracasso. “O vôo original teria ocorrido três anos antes de Alberto Santos Dumont decolar com seu “14-Bis", e durado 12 segundos, percorrendo 36 metros. Cem anos depois, a réplica da máquina voadora dos Wright, pilotada por um instrutor de vôo, sequer

decolou”, comenta Marília Lemos. De acordo com a Federação Internacional de Aeronáutica (que valida o vôo de Santos Dumont como o primeiro) um avião precisa decolar, voar e aterrissar por seus próprios méritos. O histórico primeiro vôo público de Santos Dumont com o “14 Bis” teve a presença de milhares de pessoas, os preparativos foram monitorados e o feito do brasileiro foi amplamente noticiado e registrado pelo Aeroclube da França em ata especial. Em 1907, Santos Dumont desafiou os irmãos Wright para quem fizesse uma travessia aérea de Londres a Manchester, na Inglaterra. “Os americanos recusaram alegando que não tinham dinheiro e que o que queriam era vender sua invenção por uma grande soma de dinheiro”, conta Stratta. Neste mesmo ano, os irmãos Wright tentaram vender seu suposto invento ao Exército dos EUA, mas não houve negócios, pois os militares não chegaram a assistir a qualquer vôo. Santos Dumont nunca patenteou nenhum de seus aviões, porque dizia que era para o mundo usufruir suas maquinas. No entanto, sua grandeza de espírito não foi recompensada como ele gostaria. Santos Dumont morreu aos 56 anos, acompanhado de depressão, esclerose múltipla e da angústia de ver sua maior criação transformada em uma máquina de guerra nos conflitos do começo do século. No dia 23 de julho de 1932, no Guarujá (SP), ele tirou a própria vida. Novembro, 2015


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Foto: Marianne Lemmen

Pelo mundo

O Palácio Real, imponente edifício de Madri

Na espanha, Vá à Tapas Aperitivos consumidos pelos espanhóis e turistas que visitam o país

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Por Antonio Barbosa Filho

o idioma espanhol, "ir à tapas" significa ir a um café ou bar, e comer uma porção de "bocados" (os nossos "tira-gostos"), sempre com amigos. Como parte importante a cultura e da vida cotidiana dos espanhóis, as tapas têm algumas regras que convém ao turista conhecer e colocar em prática. Dizem, por exemplo, que o número ideal de pessoas para consumir as tapas é de quatro, para evitar discussões na escolha dos petiscos. Deve-se manter uma conversa leve, sem assuntos muito sérios ou polêmicos. As tapas podem variar de acordo com

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a estação do ano e as regiões da Espanha, mas algumas são básicas: azeitonas (sempre enormes) e preparadas com diferentes molhos; batatas recheadas; amêndoas, e o presunto serrano. Para acompanhar, cerveja ou vinho. O vinho jovem e mais barato é chamado "peleón"; os vinhos "reserva" são os mais amadurecidos em tonéis de madeira. A tradição manda que não se consuma mais de duas taças no mesmo lugar, pois "ir a tapas" significa visitar vários cafés numa jornada sem pressa. Outra recomendação (vale para os espanhóis, mas dificilmente os brasileiros a seguem) é consumir as tapas em pé, no balcão. O problema é que Madri e qualquer outra cidade espanhola ofe-

Os cafés de Madri convidam a "ir a tapas"

recem centenas de cafés acolhedores, e a vontade de sentar e ficar observando o movimento é irresistível. Um dos pontos mais badalados de Madri, voltado exclusivamente para o consumo de tapas é o Mercado de São Miguel, um galpão de antigo mercado que reúne dezenas de diferentes estabelecimentos, cada qual com uma variedade de "bocadillos". O cliente compõe seu próprio pratinho, e come em pé, ou usa as poucas cadeiras, sempre altas, e pequenas mesas espalhadas pelo espaço. Imperdível! Antonio Barbosa Filho é jornalista. Contato: valepensar@bol.com.br

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Vamos combinar? O que você aprende aqui, fica com você para sempre. O CENTRO DE CULTURA DE IDIOMAS está em nossa cidade com a qualidade e a credibilidade de 40 anos de ensino para crianças, jovens e adultos. Faça como as centenas de pessoas que já dominam um segundo idioma, conquistando novas oportunidades nos estudos ou no mercado de trabalho. Invista em você. INGLÊS, ESPANHOL, ITALIANO, FRANCÊS, PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS

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Bem estar

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Por Ronaldo Casarin

om cada vez mais gente preocupada em comer produtos livres de agrotóxicos, e fugindo dos alimentos transgênicos, a agricultura orgânica ganha mercado. Só em 2014, o setor movimentou cerca de R$ 2 bilhões e a expectativa é que em 2016 este número alcance R$ 2,5 bilhões. O mercado nacional de orgânicos espera crescer entre 20% e 30% no ano que vem. Os produtos de orgânicos custam, em média, 30% a mais se comparados com produtos convencionais, de acordo com afirmação de Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo ele, a definição dos preços depende especialmente do gerenciamento da unidade de produção, do canal de comercialização e da oferta e demanda dos produtos. “Normalmente, os valores dos orgânicos são mais elevados que os dos produtos convencionais por terem uma menor escala de produção, custos de conversão para adequação aos regulamentos e processos de reconhecimento de sua qualidade orgânica”, explica Jorge

Ricardo, que avalia ainda que o produtor de orgânicos ainda carece de crédito diferenciado e de tecnologias e assistência técnica, além de infraestrutura e logística adequadas às características da produção e do mercado de orgânicos. Atualmente, há 11.084 produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, gerenciado pelo Mapa. O banco de dados é liderado pelos estados do Rio Grande do Sul (1.554), São Paulo (1.438), Paraná (1.414) e Santa Catarina (999). A área de produção orgânica no Brasil abrange 950 mil hectares. Nela, são produzidas hortaliças, cana-de-açúcar, arroz, café, castanha-do-brasil, cacau, açaí, guaraná, palmito, mel, sucos, ovos e laticínios. O Brasil exporta para mais de 76 países. Os principais produtos exportados são açúcar, mel, oleaginosas, frutas e castanhas. Normatização A legislação brasileira estabelece três instrumentos para garantir a qualidade dos alimentos: a certificação por auditoria, os sistemas participativos de garantia e o controle social para a venda direta sem certificação. Os produtores que buscarem a certificação por auditoria ou participativa poderão utilizar o selo oficial nos seus produtos. O selo é

fornecido por organismos de avaliação e fiscalização credenciados pelo Ministério da Agricultura. Os grupos de agricultores familiares que quiserem atuar na venda direta recebem uma declaração de cadastro emitida pelo Mapa. “O governo federal tem estimulado, em parceria com entidades públicas e privadas, a difusão da agricultura orgânica com cursos de capacitação, promoção de feiras orgânicas para o escoamento dos produtos”, explica Jorge Ricardo. Os produtores de orgânico costumam destacar que sua atividade tem impacto ambiental positivo, como a ampliação dos ecossistemas locais e a redução do aquecimento global. Além disso, a produção de alimentos orgânicos contribui para a sustentabilidade econômica da agricultura familiar e para a melhoria da qualidade de vida. A prioridade desse sistema é empregar matéria orgânica e adotar boas práticas que harmonizem os processos biológicos. Os produtos orgânicos são provenientes de sistemas baseados em processos naturais, manejo da matéria orgânica, uso de adubação verde e biofertilizantes e a rotação de culturas, de forma a não saturar o solo. Estes fatores garantem a qualidade dos alimentos orgânicos.

Onde achar as Feiras de Orgânicos: Taubaté Onde: Praça Santa Terezinha, Centro Quando: terças e sextas-feiras, das 8h00 às 13h00 São José dos Campos Onde: Praça Sinésio Martins, no Jardim Esplanada. Quando: sábados, das 7h00 às 14h00 74 | Vitti | revistavitti.com.br

Pindamonhangaba Onde: Sindicato Rural, Rua Frederico Machado, 65 no Centro Quando: terças e quintas-feiras, das 7h00 às 12h00

Ubatuba Onde: Praça Nóbrega, Centro Quando: quartas-feiras, das 9h00 às 12h00

Santo Antônio do Pinhal Onde: Praça Boulevard Araucária Quando: Domingos, das 7h00 às 17h00 Novembro, 2015


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Social Campos do Jordão

Campos Acontece

Por guilherme Martini gdmartinineto@gmail.com

Walkiria Fernandes e Pamela Bulgueras, professora de Yoga Chilena, ministrando a prática em Campos do Jordão. Aline Ribeiro passeando no final de semana na cidade do Rio de Janeiro.

Celbio, Walter, João, João Fábio, Felipe, Elbio, Fernando e Dinerges Giovanna, Marta, Guerra, Celbio, Silvia, Fernando, Juliana e Marcos

Aniversário do sessentão Celbio e família em almoço no Sítio com 4 Costelas em fogo de chão, especialidade do Alemão.

Felipe P. Barreto, Chris Siciliano, Jader Oliveira (de Porto Alegre, Cris Andreotti e Casal Fábia e Rodrigo Abertura do Open de Beach Tênis nos dias 2 e 3 de outubro, realizado no Tarundu com brindes da Cervejaria Campos do Jordão e Chocolates Spinassi. 76 | Vitti | revistavitti.com.br

Felipe P. Barreto, Guilherme, Fabio Annunciato Gonçalves, Angélica Weigand, José Roberto Muro e Elisabete Bertolini Encerramento do Open com lembranças do Chocolate Spinassi aos amigos de São Paulo.

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Reprodução

Reflexão

Causa e efeito

a lei cósmica se aplica a todos neste planeta

Refugiados chegam à Alemanha

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Por Juliana Bueno

i num jornal recentemente: “Refugiados são abrigados em antigo campo de concentração da Alemanha nazista”. A notícia me emociona. A perfeição da lei cósmica, “causa e efeito”, o carma acontece, os efeitos do mal que praticamos contra a humanidade, ou contra nós mesmos, um dia retorna. Crueldade, ignorância espiritual, desequilíbrio emocional, vaidade em excesso, ambição, egoísmo, orgulho... Se tudo isso nos incentivou a agir de uma forma errada, desenvolvendo nosso lado mais brutal, primitivo, ou ideias e atitudes por causa da nossa ignorância espiritual, vamos enfrentar mais cedo ou mais tarde as consequências destas atitudes e emoções destrutivas. Um grande numero de pessoas não acredita, tampouco se interessa em conhecer toda a verdade das leis cósmicas que se aplicam às nossas outras vidas. Acreditando ou não, respeitando ou não a compreensão adquirida quando realmente estudamos e buscamos o conhecimento metafísico, estas pessoas também estão subordinadas a estas leis. São 78 | Vitti | revistavitti.com.br

elas que nos preparam, nos impulsionam para evoluir espiritualmente, equilibrar e reeducar nossos pensamentos e emoções. A compreensão dos “nossos carmas” traz, portanto , um entendimento mais lógico e coerente sobre nossos problemas na vida atual, e uma autêntica responsabilidade para conseguirmos corrigir o que é preciso, aprender o que ainda não conseguimos aprender. No caso da Alemanha, sabemos muito bem que coincidências não existem. As mãos do destino entram em ação, o “livre arbítrio” faz outras escolhas, tentando remediar, ainda que inconscientemente o mal que causara a si mesmo, a muitas pessoas ou toda a humanidade. Isso se aplica a cada um de nós, ricos e pobres, poderosos e humildes. Sim, todos estes que nos roubaram, mentiram e transformaram o “poder” num caminho fácil para todo o seu egoísmo e ambição, as leis de causa e efeito também acontecerão para eles. Ou você acha que não? Voltando à Alemanha, a acolhida que uma grande maioria deste povo está dando aos refugiados é mesmo impressionante, comovente e consegue nos acalmar em relação a este momento tão angustiante que o

mundo vive. O antigo “campo de concentração” numa conhecida região deste pais, onde milhares de pessoas morreram, seria destinado a ser uma espécie de memorial, um centro cultural importante. Pense um pouco na sua própria vida. Nos problemas que está vivendo, pessoais ou familiares, sentimentais ou financeiros e procure entender que existe uma razão maior para tudo isso. No entanto, precisamos sempre procurar uma solução, buscar a Luz Divina, com sua misericórdia e amor incondicional. Nesta busca de sintonia, aceitação e transformação interior todo o carma poderá ser amenizado e resolvido, tenho certeza que sim. Enquanto isso, nos sentimos felizes com estes sinais. O nosso planeta começa a despertar, começa a renascer para uma autêntica compreensão espiritual. E agora, mais do que nunca, muito mais do que em vidas passadas, vamos nos sintonizar com esta abençoada e ainda tão nova energia que envolve o nosso mundo, nossa Terra, e certamente a alma e o coração de cada um de nós. Juliana Bueno é jornalista e escritora. Contato: julianabuenorbio@uol.com.br Novembro, 2015


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Cidades

O Século das Bicicletas

Divulgação/PMSJC

Ciclista na Av. Manoel Borba Gato, em São José dos Campos

Em tempos de busca de soluções para desafogar o trânsito de automóveis, São José dos Campos sai na frente e vai promover integração de bicicletas ao transporte público

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Por Ronaldo Casarin

ão Paulo, capital. Agosto de 2015. Um homem, dirigindo uma grande caminhonete de luxo, passa por uma jovem ciclista que pedalava para o trabalho numa movimentada avenida e faz uma manobra perigosa, quase atropelando-a, e grita: “Vagabunda, aqui não é Amsterdã. Vai lamber as bolas do prefeito”. O ato de desrespeito e falta de educação deste motorista não é – ainda bem – tão comum quanto possa parecer. Mas mostra que parte dos moradores de cidades onde o trânsito de automóveis domina o cenário ainda não está habituada a conviver de forma harmoniosa com as bicicletas nas grandes vias. O exemplo usado pelo motorista mal educado, Amsterdã, na Holanda, evidentemente é exagerado, já que a cidade européia é uma referência mundial de uso em massa das bicicletas. Muito longe da realidade holandesa, mas tentando compensar décadas de atraso urbanístico, algumas cidades brasileiras estão tentando incentivar o uso das “magrelas” por meio da construção de ciclovias e ciclofaixas, bem como na implantação de sistemas de aluguel de bicicletas. São Paulo, na gestão do atual prefeito Fernando Haddad, ampliou bastante o sistema de ciclovias, e atualmente conta com um total de 356 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas. No Vale do Paraíba, as principais cidades começam a se 80 | Vitti | revistavitti.com.br

movimentar, e São José dos Campos deu um passo importante na política de incentivo do uso das bicicletas como meio de transporte popular. Será implantado no município um sistema de bicicletas públicas compartilhadas. O objetivo é estimular o uso da bicicleta como meio de transporte, mesmo para aqueles que não possuem uma bicicleta própria. Serão implantadas 22 estações, com 10 bicicletas cada, no centro e em parte da região norte e oeste. Pelo sistema de compartilhamento, a primeira meia hora de utilização será gratuita e as demais horas ou frações de hora serão cobradas ao valor de R$ 5,00. Haverá ainda um aplicativo para o telefone celular que possibilitará que os usuários se programem para a utilização de um período maior de tempo, como para o uso diário (R$ 5), mensal (R$10) e anual (R$ 80). Para utilizar o sistema, será necessário um cadastro prévio e serão disponibilizadas duas formas de acesso, por cartão do Bilhete Único ou por cartão de crédito. A expectativa é que o sistema esteja em funcionamento até o início de 2016. A utilização da bicicleta como opção de transporte tem sido incentivada pela prefeitura joseense desde 2013. Nesse período, já foram implantados 29 quilômetros de faixas para ciclistas, 42% do total da malha cicloviária da cidade. Para o estudante Heber Eliseu Júnior, 20, que utiliza sua bicicleta diariamente para se deslocar por São José dos Cam-

pos, a iniciativa é boa. “Eu não utilizaria este sistema porque já tenho minha bicicleta, mas acredito que é uma forma de derrubar um pouco do preconceito com o ciclista. Se mais gente passar a usar a bike, pelo menos algumas vezes na semana, já teremos mais gente sentindo como é usar a bicicleta realmente no dia-a-dia, e não só passeando. Teremos menos carros na rua e será bom pra todo mundo”, comenta. O estudante diz também que espera que além desse programa de uso de bicicletas, a prefeitura amplie ainda mais a malha de ciclovias. “Muitos bairros mais afastados ainda não tem ciclovias, e algumas avenidas que fazem ligações importante não têm nem ciclofaixas. Seria bom se a prefeitura aproveitasse e ampliasse ainda mais esses caminhos para nós”, finaliza. Para Mariana Maita, Arquiteta e Urbanista de Guaratinguetá, esses sistemas são interessantes porque permitem que as pessoas peguem num ponto e entreguem em outro. “Incentivar o uso da bicicleta é criar meios para que as pessoas façam isso em segurança e com comodidade. Não consigo enxergar de que outra maneira isso possa acontecer que não seja por meio de algum incentivo. O mundo está promovendo o uso da bicicleta por vários motivos, não é aceitável que nossas cidades fiquem pra trás”, disse.

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Para arquiteta, cidades precisam se tornar espaços mais democráticos

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ariana Maita é arquiteta e urbanista, vive em Guaratinguetá e é entusiasta das políticas de humanização e melhoria dos espaços coletivos nas cidades. Ela defende ações que promovam a integração das bicicletas ao ambiente urbano como forma de melhorar a qualidade de vida. Qual a importância das cidades da região seguirem o exemplo de São José dos Campos e integrar as bicicletas ao transporte de massa? Mariana Maita - Eu faria a pergunta inversa. Qual motivo teria uma prefeitura, principalmente como a de uma cidade plana que é o caso de São José, para não incentivar o uso delas? Todos sabemos dos pontos positivos para o uso das bikes, concordamos com eles e isso é indiscutível.

Você acredita que esse tipo de promoção do uso das bicicletas terá um resultado prático na cidade, fazendo com que menos carros saiam às ruas diariamente? M.M. - Não consigo enxergar de que outra maneira isso possa acontecer que não seja por meio de algum incentivo. O mundo está promovendo o uso da bicicleta por vários motivos. A Europa, por exemplo, está praticamente sendo interligada por uma quilometragem absurda de ciclovias internacionais. A bicicleta já é muito mais do que um meio de locomoção para pequenas distâncias urbanas. Além disso, a ideia de ser politicamente correto hoje em dia já está mais do que comprada e a bicicleta não é incorreta em nenhum sentido. Mas é, de fato, uma mudança de hábito e precisa ser incutida no cotidiano das pessoas e tem seu período de adaptação. Em muitas cidades do Vale do Paraíba a cultura de usar bicicleta como meio de transporte é antiga. Mas não há estrutura que promova facilidades de acesso e segurança. Você acredita que outras prefeituras seguirão este exemplo de promover uma melhoria no transito organizado de bikes? M.M. - Sempre que se fala em cidade com cultura do uso de bicicleta, lembro de Lorena que tem ruas estreitas e conseguiu privilegiar a bicicleta no trânsito. E isso muito antes desta febre de ciclovias. Isso porque a cidade já tinha absorvido esta cultura antes e a bicicleta já fazia parte da vida das pessoas. Neste caso o esforço foi inverso, houve a necessidade do traçado ser modificado e quem teve que se adaptar foi o automóvel. Hoje existe um incentivo do Governo Federal para que isso aconteça, e a instalação de ciclo-

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vias e ciclofaixas no trânsito já é requisito para algumas solicitações de interesse dos governos municipais. É esperado que tenhamos uma “onda ciclística” nos próximos anos por parte dos governantes? M.M. - O perigo é que não haja planejamento e as implantações sejam obrigações e tarefas a serem cumpridas, tornando a ciclovia inadequada do ponto de vista da comodidade para os usuários, fazendo com que eles escolham outros trajetos ou outros meios de locomoção. Outro ponto é a segurança, que se não existir, afasta as pessoas do uso das bicicletas. Não é incomum vermos pessoas demonstrarem uma aversão às ações de valorização da bicicleta. Qual a razão desse tipo de atitude? M.M. - Toda mudança gera conflitos, porque envolve interesses diversos. Qualquer modificação na rotina e nos hábitos das pessoas gera sempre algum incômodo, mesmo que seja para melhorar a qualidade de vida. Gosto do exemplo dos motoristas de São Paulo. Lembro que os cruzamentos eram fechados diariamente, tornando o trânsito um caos. Isso era normal, então uma campanha fortíssima da prefeitura promoveu a ideia de que não era correto fechar cruzamentos. Os motoristas começaram a fiscalizar o comportamento dos outros e aos poucos as pessoas passaram a não fechar mais e isso é que passou a ser normal. Assim vai ser também com as ciclovias, quando for compreendido que este benefício pode ser incorporado pela sociedade sem grandes transtornos ou conflitos e fazer parte normalmente do espaço urbano. A cidade democrática deve ter espaço para todos.

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Esporte

Mauro Auricchio brilhando na europa Piloto de Guaratinguetá passa de promessa a realidade e disputará sua segunda temporada na Formula 4 na Alemanha

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Por Ronaldo Casarin

os dezessete anos de idade, muitos garotos por aí ainda não decidiram o que fazer da vida. Vestibular, carreira, trabalho, são muitas escolhas. Mas para Mauro Auricchio, os dezessete já são sinônimo de muito trabalho e de uma carreira que tomou forma. Ele é o único brasileiro que disputou a primeira temporada da Formula 4 alemã, um dos mais respeitados campeonatos do automobilismo europeu. De férias no Brasil, Mauro curte os pais e os amigos enquanto descansa em sua casa em Guaratinguetá, e espera pelo início da próxima temporada da velocidade no Velho Continente. Em entrevista à Revista Vitti, ele conta que a aventura pelo automobilismo alemão começou numa festa de Réveillon. “Estava de férias na Alemanha com meus pais e lá conhecemos o Timo Scheider, piloto alemão que corre na DTM AUDI, categoria de carros turismo mais prestigiada do mundo. Ele me convidou para fazer alguns testes com os carros da equipe dele, que estrearia na Formula 4 no ano seguinte. Corri, deu tudo certo e assinei contrato com eles”, conta o piloto. Mauro Auricchio mudou-se para a Europa em fevereiro deste ano e hoje reside em Bregenz, na Áustria, cidade próxima à Alemanha. “A adaptação não é simples, o idioma é muito difícil e não consegui aprender muita coisa. Na pista, tudo é tratado em inglês, e me comunico legal. Mas estou gostando de viver na Europa”, diz. Se viver na Europa já foi uma grande mudança na vida do jovem piloto, dentro da pista as novidades foram maiores ainda. O campeonato da Formula 4 na Alemanha tem padrão e estrutura bem profissionais, e conta até com um generoso patrocínio da Carrera, que banca 40% dos custos. Em cada corrida, são 35 carros no grid, e o nível dos pilotos é alto. Outro fator que torna a F4 alemã muito competitiva é que os carros e pneus são

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totalmente iguais para todos. As equipes recebem a mesma quantia em dinheiro dos organizadores, e o que faz a diferença são os engenheiros, mecânicos e pilotos. Dentro da pista, Mauro encontrou adversários de alto nível, na faixa de idade de até 23 anos. O mais famoso deles é Mick Schumacher, filho de Michael Schumacher. “Os carros possuem 165 cavalos de potência, com Turbo. Uma das principais diferenças que senti no começo é que eles têm menos “downforce” (força aerodinâmica que empurra o carro para baixo por conta da ação do ar sobre os aerofólios)”, comenta Mauro, que diz não ter tido dificuldade para se adaptar aos carros que são de fabricação italiana e usam o mesmo motor do Fiat 500 Abart. O campeonato começou em abril e durou seis meses. Foram oito etapas, sendo seis na Alemanha, passando por históricos autódromos como Nürburgring e Hockenheim, e uma etapa na Áustria, no desafiador autódromo Red Bull Ring, e uma na Bélgica, na lendária pista de Spa Francorchamps, que foi a que mais agradou a Mauro. “Ela é diferente, tem a famosa curva Eau Rouge, e partes traiçoeiras, subidas e descidas. É desafiador para todo piloto”, comenta. A temporada de estreia de Mauro no exterior trouxe uma experiência que todo jovem piloto sonha em ter. Depois de duas corridas iniciais em que a adaptação ao carro foi a principal barreira, começou a mostrar seu talento na pista, melhorando tempos e sendo mais rápido que seu companheiro de equipe. Nas etapas finais, Mauro conseguiu andar entre os 10 primeiros colocados. “Aprendi na prática que o trabalho de um bom engenheiro é importante para o rendimento do piloto. Ele precisa conhecer o carro e as pistas, assim pode dar informações importantes do carro e até de como frear em cada curva. Assim

que a corrida acaba, o engenheiro faz a leitura dos dados da telemetria e analisa as alterações no carro. É um trabalho bem profissional, e nos faz trabalhar como os pilotos da Formula 1”, explica. Já pensando em 2016, Mauro Auricchio foca na preparação para sua segunda temporada na Formula 4, novamente defendendo a equipe de Timo Scheider. Antes disso, ele embarca para Miami para famosa 500 Milhas, e depois para a Nova Zelândia, onde participará de um campeonato - uma espécie de pré-temporada – onde ele e outros pilotos de diversas categorias disputarão oito corridas em dois meses, guiando carros bem parecidos com os F4, enfrentando o período chuvoso neozelandês. “Será importante para ganhar experiência pilotando em pista molhada. No campeonato deste ano fiz boas corridas na chuva, então é interessante aprimorar ainda mais este fator”, finaliza.

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Esporte

Luz, Câmera, esporte e Ação

Por Fabiana Ferreira fabycanoagem@hotmail.com www.luzcameraesporteacao.blogspot.com Fotos: Fabiana Ferreira

O campeão Danilo Melo ladeado por sua namorada Barbara Consorte e sua mãe Vera Melo

HL eventos apresenta: duathlon do Vale e Corrida Super 5K

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m sua segunda edição de 2015, o Duathlon do Vale e a Corrida Super 5K já fazem parte do calendário de eventos esportivos de São José dos Campos. São duas largadas com diferença de uma hora e meia entre uma e outra, provas rápidas, que exigem determinação, garra e muita força nas duas modalidades. No duathlon foram 5 Km de corrida, 20 Km de ciclismo e mais 2,5 Km de corrida nas categorias speed e mountain bike, com disputas acirradas até a linha de chegada. Tanto a corrida, quanto o duathlon, foram supervisionados pelas Federações Paulistas de Atletismo e Triathlon, respectivamente. Em 2016 a HL Eventos está de volta com mais uma etapa dessa prova incrível!

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Danilo Melo, de Taubaté, foi o campeão no masculino

Triatleta Carolina no momento da transição

Guilherme Gil

Isaias Barzan Novembro, 2015


Outubro Rosa na Pink Run Marisa

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e correr já é bom, imagina por uma boa causa? A Pink Run Marisa é uma prova exclusivamente feminina e tem como objetivo estimular o contato com a natureza e incentivar cada vez mais a atividade física. Ligada à conscientização e prevenção do câncer de mama, o evento faz parte da luta do “Outubro Rosa’’, movimento nascido nos Estados Unidos e que se tornou o mês nacional de prevenção do câncer de mama no Brasil e no mundo. A corrida aconteceu na cidade de São Paulo, num lugar super gostoso e que permitiu aquele contato direto com a natureza, o Jardim Botânico. Foram 6 Km de corrida ou 3 Km de caminhada numa arena recheada de atrações só para elas. Vamos fazer a nossa parte na luta contra o câncer de mama! Go Run, meninas! Fotos: Fabiana Ferreira

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Saúde

Tratamento com Radiofrequência Excelente opção para flacidez facial e corporal Por Dr. Lafayette de Almeida Neto

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Rádiofrequência é uma forma de radiação eletromagnética, isto é, um tipo de energia que produz um resultado imediato e um resultado posterior nos tecidos do corpo humano. Resultado imediato: termocontração das fibras de colágeno. É a capacidade de retração das fibras de colágeno com a energia térmica. Estudos indicam que as fibrilas de colágeno, quando aquecidas a uma certa temperatura por um determinado tempo, devido à ruptura das pontes de hidrogênio, podem induzir à imediata contração dos tecidos e seu fortalecimento. A contração imediata destas fibras pode ser induzida por razões estéticas como rejuvenescimento, tratamento de flacidez de pele ou outros sinais de en-

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velhecimento no rosto ou corpo. Resultado posterior: aumento de colágeno e remodelação dos tecidos. Uma exposição térmica controlada pode resultar numa retração do colágeno seguida por uma reação local acompanhada pela migração de células (macrófagos e fibroblastos) para a área tratada, com consequente remodelação dos tecidos. O tratamento com a radiofrequência inicia uma sinalização, envolvendo mediadores do processo de reparo e regeneração tecidual que envolve a produção de fatores de crescimento e outras proteínas estruturais. A ativação das células chamadas fibroblastos inicia a síntese natural de novas fibras de colágeno e de fibras elásticas. Esse processo de ativação secundária envolve a produção e liberação com consequente remodelação do colágeno e

elastina, podendo perdurar por meses. Sendo assim, as indicações estéticas mais frequentes e com bons resultados do tratamento são para: flacidez, rugas, estrias, gordura localizada e celulite. Dr. Lafayette de Almeida Neto. CRM-SP: 25.315 Fonte: Skiner, Ibramed / 2014

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Livros

DicaS De

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Leitura

Por Ronaldo Casarin

Alguém Come Centopéias Gigantes?

Como a Música Ficou Grátis

Fábio Massari Edições Ideal 304 páginas

Stephen Witt Ed. Intrínseca 272 páginas

jornalista musical Fábio Massari mergulhou na obra do editor norte-americano V. Vale e selecionou o material que compõe este livro. Quinze entrevistas inéditas no Brasil com nomes pesados do punkrock e da contracultura. Jello Biafra, Devo, The Clash, Patti Smith, The Cramps, Timothy Leary, Paul Krassner, John Waters, Henry Rollins, entre outros. Trata-se de um registro fundamental sobre pessoas, ideias e movimentos que influenciaram muitos descontentes ao redor do mundo e, de modo surpreendente, também respingaram na cultura de massas. Muita música, cinema alternativo e escritores formam este time de personagens escalado para compor mais uma obra de Fábio Massari, um fiel documentarista, entrevistador e cronista da cultura alternativa no Brasil. A história do punk e da contracultura passa pelas páginas desse livro. Não tenha medo: aventure-se.

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que acontece quando uma geração inteira comete o mesmo crime? O jornalista Stephen Witt investiga a história secreta da pirataria de músicas na internet, partindo dos engenheiros alemães criadores do mp3, passando por uma fábrica de CDs na Carolina do Norte da qual um funcionário chamado Dell Glover vazou cerca de dois mil álbuns ao longo de uma década e também pelo centro de Manhattan, onde o executivo Doug Morris dominou o mercado mundial do rap, e depois se aprofundando pelos redutos mais obscuros da web até um site ilegal quatro vezes maior que a loja do iTunes. Por meio desses personagens, o autor constrói uma narrativa empolgante, apresentando figuras inesquecíveis — inventores, executivos da indústria fonográfica, operários e ladrões. Uma história nunca antes contada de ganância, astúcia, genialidade e fraude, “Como a música ficou grátis” não é apenas um livro sobre a indústria fonográfica, é uma leitura obrigatória sobre a construção da própria internet.

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Lançamentos

&

Som

Vídeo

Por Ronaldo Casarin

Zumbis no Cinema Versátil – DVD

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ais esta ótima caixa lançada pela Versátil traz dois discos e aproveita a popularidade renovada dos zumbis nas telas para reunir quatro das mais conhecidas produções sobre as malignas criaturas que intrigam e fazem a cabeça de tantos fãs de cinema de horror. O primeiro é o clássico A Noite dos Mortos-Vivos (1968), de George A. Romero, longa que estabeleceu padrões para o gênero, como o fato dos seres se alimentarem de carne humana, andarem cambaleando, serem sensíveis à luz e apenas serem abatidos ao

terem sua cabeça decepada ou destruída. Outros filmes incluídos no pacote são igualmente cultuados e garantem boas doses de sustos e arrepios: são eles Não Se Deve Profanar o Sono dos Mortos (1974, de Jorge Grau), A Noite do Terror Cego (1972, de Amando de Ossorio) e A Noite dos Arrepios (1986, de Fred Dekker). Como bônus, o lançamento ainda tem quase 50 minutos de entrevistas com os diretores e atores. Mais um pacote de clássicos que a Versátil acertadamente disponibiliza em versão digital.

Os Mutantes

Polysom – Box com 7 LPs

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Polysom e a Locomotiva Discos lançaram no mercado um material inacreditável. O box chamado apenas Os Mutantes reúne sete discos de vinil dessa que é uma das bandas mais

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importantes da história da música brasileira. Estarão nele reedições em vinil 180 gramas dos cinco discos lançados pela banda com a Rita Lee: “Os Mutantes” (1968), “Mutantes” (1969), “A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado” (1970), “Jardim Elétrico” (1971) e “Mutantes E Seus Cometas No País Do Baurets” (1972). Além desses

clássicos históricos, a caixa traz uma reedição em vinil do álbum “Tecnicolor”, gravado na França em 1970, mas lançado apenas em 1999, e também a coletânea “Mande Um Abraço Pra Velha” (2014), que havia saído em CD e agora ganha versão em LP. Todas as masterizações foram feitas a partir das fitas originais. Ainda não foi anunciado se os discos também serão vendidos separadamente.

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Revista Vitti, novembro 2015 Edição n119  

Nesta edição, entrevistamos Lívia Rizzo. Fundadora do grupo Plantão do Riso fala dos 10 anos de atuação da trupe de palhaços voluntários que...

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