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www.pack.com.br

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ANO•12 JANEIRO

2 0 1 0 R$ 15,00

EMBALAGEM

TECNOLOGIA

DESIGN

INOVAÇÃO

ENTREVISTA Luciana Villa a da Natura, Nova, r afirma que os ce fornecedores de a embalagens são a fundamentais em suas práticas t sustentáveis

ESPECIAL S ARGENTINA G Influência e p europeia dita sofisticação estética das e mbalagens e embalagens do PDV

LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA

O código bidimensional datamatrix começa a ser implantado, este ano, para combater a indústria de falsificação de medicamentos

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carta ao leitor CARTA AO LEITOR

NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA! epois da tempestade vem a bonança. Esse provérbio consolida o momento pelo qual a economia brasileira passou em 2009. O primeiro semestre foi bem negativo, mas o segundo semestre já mostrou um desempenho melhor. E é com esse resultado positivo que vamos começar o ano de 2010, com muitas expectativas de realizar novos negócios e novas parcerias. Num horizonte repleto de concorrentes, feliz são aqueles que têm a capacidade de criar oportunidades de novos negócios. Eles não esperam que elas aconteçam! Esse é o espírito de gestão da Editora Banas que, em 2010, vai continuar levando para os seus leitores soluções de negócios inovadoras. São soluções que permitem aos executivos e profissionais da indústria de consumo e do setor de embalagem efetivar as suas tomadas de decisões no dia a dia de seu negócio. O nosso trabalho não é feito de inspiração, mas de transpiração. Há muita coisa por vir em 2010. Já realizamos, em novembro do ano passado, a nossa reunião do conselho editorial, composta por renomados profissionais do setor de embalagem e da indústria de produtos de consumo, para avaliar a revista Pack em 2009 e para discutir as ações do ano que começa agora.

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Dentro desse espectro, muitas ideias boas surgiram para melhorar o conteúdo editorial da publicação. Essas novidades, por enquanto, são confidenciais. Em 2010, o objetivo é levar conteúdo que agregue ainda mais valor ao seu negócio, com novas seções. Haverá também edições especiais vindo por aí. Por enquanto, é somente isso que podemos contar. Continuem nos acompanhando para saber sobre as novidades, seja na revista, no site ou no blog da Pack. Na primeira edição do ano, a revista Pack traz reportagem sobre o novo sistema de rastreabilidade que deverá ser implementado a partir deste ano, em todas as embalagens de medicamentos. O objetivo é ajudar a combater a falsificação de medicamentos, um fenômeno global. Luciana Villa Nova, gerente de desenvolvimento de produto e sustentabilidade da Natura, é a entrevistada do mês. Ela falou sobre a capacidade de inovação e sustentabilidade e o papel dos fornecedores de embalagem nas práticas sustentáveis da empresa. Leia também a matéria sobre o mercado argentino de embalagem. Assunta Napolitano Camilo, com seu olhar mercadológico e técnico, pinça as diferenças e as oportunidades encontradas no país vizinho. Até a próxima edição.

MARGARET HAYASAKI EDITORA-CHEFE

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| margaret.hayasaki@banas.com.br

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sumário

A N O • 1 2

Foto: Luiz Machado

JANEIRO

MATÉRIAS

12

2010

12 ENTREVISTA

ENTREVISTA

Melhorar a cadeia de produção do PET reciclado no Brasil é um dos desafios da Natura, conta Luciana Villa Nova, gerente de desenvolvimento de produto e sustentabilidade da empresa

“O salto de excelência se dará com o lançamento de uma embalagem de biopolímero”

O código bidimensional datamatrix, que começa a ser implantado a partir deste ano, visa a combater a falsificação de medicamentos

EMBALAGEM TECNOLOGIA DESIGN INOVAÇÃO

20 CAPA

24 ESPECIAL Ganhos e perdas na gôndola: o que conduz à intenção de compra?

20 CAPA

Foto: Stockxpert

Brasil segue o exemplo da Europa

28 ESPECIAL ARGENTINA Mesmo nos mais simples mercadinhos de vizinhança ou nos mercados do interior da Argentina e, até nos quiosques de doces, a preocupação com a aparência é notável

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AGENDA

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PACK ONLINE

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ATUALIDADES

ESPECIAL ARGENTINA

16 VANGUARDA

As diferenças e oportunidades no setor de embalagem

18 LANÇAMENTOS INTERNACIONAIS

Fotos: Divulgação

SEÇÕES

Foto: Stockxpert

32 NOTAS TÉCNICAS

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EDITORA EDIT ED DIIIT DIT D TO ORA OR RA BANAS RA BA BANA B A AN NA NA AS S

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agenda EM DESTAQUE Expositores de maquinários e equipamentos, processadores de plásticos, resinas sintéticas, ferramentas e moldes, reciclagem, matérias-primas, entre outros, estarão presentes na Plastimagen – Exposição Internacional de Plástico – que acontece de 23 a 26 de março, no México. A expectativa é receber mais de 30 mil visitantes, principalmente, do México da América Latina.

Foto: Divulgação

60 anos

EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO Fundador: Geraldo Banas (1913 – 1999) Publisher: Cristina Banas Editora: Elizabetha Banas (1923 – 2007) Editora-chefe: Margaret Hayasaki – margaret.hayasaki@banas.com.br Jornalista web: Kleber Pinto – kleber.pinto@banas.com.br Assessora Técnica: Assunta Camilo (FuturePack) – assunta.camilo@banas.com.br Revisão: Nazaré Baracho e Rosa Amaral Consultoria Técnica: Guilherme Sergio Maradine Secretária: Bruna Pires Administrativo e Financeiro: Zenaide Crepaldi – zenaide.crepaldi@banas.com.br Projeto gráfico: Editora Banas Produção: Luciano Tavares de Lima (gerente) – producao@banas.com.br Editora de Arte: Tami Arita – tami.arita@banas.com.br Capa: Tami Arita – tami.arita@banas.com.br

CONSELHO EDITORIAL

FEIRAS NO BRASIL DATA

FEIRA

LOCAL

ORGANIZAÇÃO

De 8 a 12 de março de 2010

Brasilpack – Feira Internacional de Embalagem

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo, SP

Reed Exhbitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.brasilpack.com.br

De 8 a 12 de março de 2010

Fiepag – Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica

De 8 a 12 de março de 2010

De 8 a 12 de março de 2010

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo, SP

Reed Exhbitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.fiepag.com.br

Flexo Latino América – Feira Internacional de Flexografia

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo, SP

Reed Exhbitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.flexolatinoamerica.com.br

Salão Embala Inovação

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo, SP

Reed Exhbitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.salaoembala.com.br

André Vilhena – Diretor CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem; Assis Garcia – Diretor do Centro de Tecnologia de Embalagem – CETEA; Claudio Irie – Diretor de marcas controladas do Carrefour; Eduardo Yugue – Gerente de embalagens da Nestlé; Geraldo Cardoso Guitti – Presidente da Refrigerantes Convenção; Lincoln Seragini – Diretor–presidente da Seragini Farné; Luiz Belloli Neto – Presidente da Câmara setorial de máquinas para a indústria alimentícia, farmacêutica e refrigeração industrial da Abimaq – Luis Madi – Diretor - geral do ITAL - Instituto de tecnologia de Alimentos

DEPARTAMENTO DE VENDAS Diretor Comercial: Paulo Galante – paulo.galante@banas.com.br

Executivos de Negócios – São Paulo: Cláudio Alves Freire | João Domingues Tel.: (11) 3748-1900 – Fax: (11) 3748-1800

Belo Horizonte M Lage Vendas e Representações – Av. Raja Gabaglia, 4000 sl. 207 – Belo Horizonte – MG – CEP 30494-310 – Contato: Marcio Lage – Tel.: (31) 2127-3854 – (31) 9612-8028 – publimg@banas.com.br

Rio de Janeiro: Art Comunicação S/C Ltda. – Contato: Francisco Neves – Rua Almeida Bastos, 90 – 101 – CEP 20755-270 – Tels.: (21) 2269-7760 – (11) 9943-5530 – Fax: (21) 3899-1274 – Rio de Janeiro – RJ – banasrj@uol.com.br

Rio Grande do Sul: Interface Comunicação e Propaganda Ltda.: – Contato: Vera M. Silva – Av. Taquara, 193 – Cj. 406 – CEP 90460-210 – Tel./Fax: (51) 3330–2878 – Porto Alegre – RS – banassul@terra.com.br

São Paulo – Interior Aqueropita Intermediações de Negócios Ltda.: – Contato: Aparecida A. Stefani –

De 18 a 20 de maio de 2010

ExpoAlumínio – Exposição Internacional do Alumínio

Centro de Convenções Imigrantes, São Paulo, SP

Reed Exhbitions Alcantara Machado Tel.: (11) 3060-5000 www.expoaluminio.com.br

Tel.: (11) 3748-1900 – Fax: (11) 3748-1800 – aparecida.stefani@banas.com.br

São Paulo – Campinas e região Vidofi Representações – Contato: Andréa Muniz – Tel.: (11) 8675-2157 – publisp1@banas.com.br

De 25 a 27 de maio de 2010

FCE Pharma – Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Farmacêutica

Transamérica Expo Center, São Paulo, SP

De 25 a 27 de maio de 2010

FCE Cosmetique – Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria de Cosméticos

Transamérica Expo Center, São Paulo, SP

Nürnberg Messe Tel.: (11) 4613-2017 www.fcecosmetique.com.br

De 8 a 11 de junho de 2010

Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística

Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo

Brazil Trade Shows Tel.: (11) 3598-7800 www.fispal.com.br

Nürnberg Messe Tel.: (11) 4613-2017 www.fcepharma.com.br

REPRESENTANTE INTERNACIONAL Argentina 15 de Noviembre 2547 – C1261 AAO – Capital Federal – Republica Argentina Tel.: (54-11) 4943-8500 – Fax y Mensajes: (54-11) 4943-8540 www.edigarnet.com

ACORDO DE COOPERAÇÃO Phone: +1 312/2221010 – www.packworld.com

Centro Empresarial de São Paulo – Av. Maria Coelho Aguiar, 215 Bloco B – 3º andar– SP – CEP: 05804-900 – São Paulo-SP Tel.: (11) 3748-1900 – Fax: (11) 3748-1800 CNPJ 60.432.796/0001-83 – I.E. 104.259.747.116, C.C.M. 1.249.632-4 Impressão: Gráfica Mundo

FEIRAS NO EXTERIOR

Circulação nacional: Tiragem – 10 000 exemplares Periodicidade: mensal

DATA

FEIRA

LOCAL

ORGANIZAÇÃO

De 9 a 11 de fevereiro de 2010

WestPack – Feira de Embalagem

Anaheim Convention Center, Califórnia, Estados Unidos

Cânon Communications LLC Tel.: 310-445-4200 www.westpackshow.com

De 23 a 26 de março de 2010

Plastimagen – Exposição Internacional da Indústria do Plástico

Centro Banamex, Cidade do México, México

E.J.Krause de México Tel.: +525510871650 www.plastimagen.com.mx

Assinatura: Anual (Brasil) = R$ 97,00 • Nº Avulso = R$ 15,00 Capa: Papel Cartão Vitasolid 250 g/m2 Papirus

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Tarsus Tel.: +1 2627546931 www.labelsummit.com

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Mexico City, México

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Label Summit Latin America

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De 11 a 12 de maio de 2010

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2008

Filiada à

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Reed Huayin Exhibitions Tel.: 862151135188 www,cartonexpo.com

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GD Modern International Exhibition Center, Houjie Town, Dongguan, China

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Sino Folding Carton – Feira da Indústria do Papelão Ondulado

A PACK é dirigida aos profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens, bem como prestadores de serviços relacionados à logística, design e todos os processos relacionados a indústrias de embalagem.

IV P R Ê M

De 7 a 9 de abril de 2010

PACK – EMBALAGEM | TECNOLOGIA | DESIGN | INOVAÇÃO é uma publicação mensal da Editora Banas Ltda.

RE

V I S TA S E G M

EN

É permitida a divulgação das informações contidas na revista desde que citada a fonte. PACK reserva-se o direito de publicar somente informações que considerar relevantes e do interesse dos leitores da revista

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POR KLEBER PINTO kleber.pinto@banas.com.br

O SITE DA PACK TRAZ NOTICIÁRIO ATUALIZADO DIARIAMENTE, ARTIGOS EXCLUSIVOS E TUDO SOBRE O MERCADO DE EMBALAGEM. MAIS: VÍDEOS, FOTOS E A VERSÃO DIGITAL NA ÍNTEGRA DA EDIÇÃO DO MÊS, ALÉM DAS ANTERIORES!

A joint venture criada pelos grupos Gafor, do Brasil, e Fedrigoni, da Itália, para produzir autoadesivos de primeira qualidade no Brasil foi o assunto mais visto em novembro de 2009* no site. Confira outros destaques:

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Nova fábrica de autoadesivos no Brasil Grupos Gafor e Fedrigoni unem forças em investimento de R$ 50 milhões

Dia do Meio Ambiente: Conheça as ações da Braskem Empresa busca sempre soluções alinhadas aos princípios de sustentabilidade

Brasil continua líder mundial em reciclagem Índice de reciclagem contabilizou 91,5% das latas consumidas em 2008

Braskem e Idesa anunciam parceria Empresas trabalharão no desenvolvimento de projeto petroquímico no México

Fábrica Três Lagoas da International Paper é certificada pela ISO 9001:2008 Áreas de corte de papel e acabamento já possuíam a certificação desde abril de 2009

[SAIBA MAIS]

[CONEXÃO WEB ] as mais lidas no pack.com.br

ARTIGO

Confira o texto “Ética no design de embalagens”, de Rodrigo More, doutor em Direito pela USP e especialista em embalagens. “O designer de embalagem é um profissional inovador, é um elo entre a ideia, a tecnologia e a realização.” Onde achar? http://www.pack.com.br/internaartigos.aspx?idart=198

[ENQUETE ]

RESULTADO DEZEMBRO/2009

Qual setor da indústria de embalagem deve se sair melhor em 2010?

Máquinas Design Plástico | Vidro | Papel

38,46% 30,77%

30,77%

NESTE MÊS Qual a feira industrial mais esperada do ano? Vote na home do site! Onde achar? http://www.pack.com.br

Confira a lista das dez notícias mais acessadas no site e as leia na íntegra! Fonte: Google Analytics* Período de 1º/11/09 a 30/11/09 Onde achar? http://www.pack.com.br/internaartigos.aspx?idart=199

[DESTAQUES] Os anúncios desta edição acompanhados dos ícones # têm informações extras no www.radarindustrial.com.br. Lá você encontra mais detalhes dos produtos, especificações técnicas e informações da empresa anunciante. Acesse! www.radarindustrial.com.br

Dúvidas sobre o mercado? Nossos consultores esclarecem os mais diversos temas do setor. Envie sua pergunta e leia as respostas para nossos internautas no Blog da Pack. E-mail guru@pack.com.br PERGUNTE, ELE RESPONDE!

O NEWSLETTER SEMANAL DA INDÚSTRIA

Toda semana, a newsletter entrega no seu e-mail as notícias mais importantes da indústria de embalagens. Cadastre-se no site! Acesse! www.banas.com.br/banasinforma

Panorama do mercado de design em 2009 O Comitê de Design da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) desenvolveu uma pesquisa sobre o mercado de Design de Embalagem em 2009. Entre as conclusões estão: 70,3% das agências participantes do Comitê estão instaladas em São Paulo, 71% das agências associadas estão no mercado há mais de 10 anos e 40% desse total está presente há mais de 15 anos em sua área de atuação. Confira mais sobre a pesquisa no blog! Onde achar? http://www.pack.com.br/blog

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atualidades

MAIOR VIDA DE PRATELEIRA A paranaense Vapza Alimentos está implantando o “filme alta barreira”: embalagem de alta tecnologia que aumenta a durabilidade dos alimentos embalados. Esse advento representa benefícios para os consumidores por ampliar o shelf life - tempo de vida - dos produtos em 50%. Ou seja, os produtos Vapza que possuem, em média, quatro meses de validade passam a contar com seis meses de garantia de uso, isso sem refrigeração. Vapza Alimentos, tel.: 0800-411311.

A linha de condimentos da Tambaú Alimentos ganha mais uma deliciosa novidade: o leite de coco em garrafas de vidro 200ml e 500ml, com valor calórico reduzido. O conceito de criação do rótulo assinado pela Packing valoriza a cor vermelha e utiliza um splash do produto aliada à imagem do coco para melhorar a identificação do produto. O uso do coco fresco garante a qualidade e a certeza de que a marca utiliza a melhor matéria-prima para deixar o consumidor satisfeito em provar um produto com o sabor natural da fruta. As embalagens de vidro foram produzidas pela Companhia Industrial de Vidros – CIV – e as rolhas metálicas com vedação plastisol foram fornecidas pela Aro Embalagens Metálicas. Os rótulos de papel couchê foram impressos pela GrafMarques. Tambaú Alimentos, tel.: (87) 38481225.

VERSÃO FESTA A versão Festa chega ao mercado de biscoitos recheados em comemoração ao sucesso de Tortinhas Adria com os consumidores de todas as idades. Está disponível nos sabores brigadeiro, beijinho e moranguinho surpresa (também conhecido como bicho-de-pé). Esse conceito também é traduzido nas embalagens que têm o design assinado pela B+G designers. O produto e o seu principal atrativo, que é o recheio aparentemente decorado, foram ressaltados no visual. Os biscoitos são acondicionados em embalagem de BOPP metalizado, com impressão em rotogravura, pela Converplast. Adria, tel.: 0800-7021120.

PERSONAGENS DIVERTIDOS E COLORIDOS Atuando no mercado de candies, a Dori Alimentos não para de inovar e apresenta com exclusividade dois lançamentos da marca Frutsy, os pirulitos mastigáveis, nos sabores framboesa e chocolate. Os produtos são destinados a crianças e contam com personagens divertidos e coloridos, ilustrados nas embalagens. Produzidas em polipropileno (PP) laminado em sete cores pelo sistema de rotogravura, as embalagens são fornecidas pela Iraco Embalagens. Os pirulitos são dispostos no ponto de venda em displays que foram produzidos em papel cartão dúplex 280 g da Klabin, com impressão em off-set cinco cores mais verniz máquina pela Gráfica 43. O design é assinado pela Núcleo de Propaganda.

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DELICIOSA NOVIDADE

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Dori Alimentos, tel.: (14) 3408-3000.

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A indústria de alimentos Mangger/Vitare amplia seu mix de produtos no mercado de alimentos com o lançamento das empanadas Mangger. A embalagem diferenciada, atraente e ecologicamente correta foi criada pela Fazdesign. Jean Sanches, designer e sócio da Fazdesign, explica que o projeto trabalhou premissas estratégicas para garantir a integridade do produto, da produção à mesa do consumidor. “Buscamos um formato diferenciado que estruturasse a embalagem para que a massa fina e crocante, um dos diferenciais desse produto, não sofresse danos durante o processo, que envolve desde o envase do produto, o manuseio da embalagem até o modo de abrir a embalagem e preparo por parte do consumidor”, esclarece. O aspecto explorado foi gerar o appetite appeal na embalagem, ressaltando o recheio do produto e a distinção de sabor por cores mantendo a unidade visual da linha. Outra preocupação ao definir a embalagem e sua estrutura foi a da escolha por trabalhar com um papel cartão tríplex para alimentos congelados, de fonte renovável e certificada, garantindo, dessa forma, que a matéria-prima se enquadre em um ciclo de embalagens de fonte sustentável.

MAIS JOVEM E MODERNA A Nova Schin está diferente. O consumidor brasileiro encontrará todo o portifolio da marca reestilizado. Seis anos após o seu marcante lançamento, a cerveja ganha nova logomarca, cores e emprega de forma elegante a principal matériaprima utilizada na fabricação das cervejas, a cevada. A mudança diz respeito apenas à comunicação visual do produto, sem qualquer alteração na formulação do sabor da cerveja. “As mudanças reforçam atributos importantes, como jovialidade, modernidade e qualidade, mas sem perder a essência da marca. Buscamos aprimorar ainda mais a percepção de qualidade, além de proporcionar maior integração da linha de produtos”, afirma Luiz Claudio Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol. A logomarca passou por um facelift e o nome Schin ganha mais destaque. A alteração agrega dinamismo, uma vez que a palavra Schin é mais prática e sonora para os consumidores. “Schin, isoladamente, facilita o reconhecimento de toda a linha de produtos, além de ampliar o campo visual”, explica Taya. O dourado é aplicado de maneira mais perceptiva. Embalagens e materiais de comunicação passam a utilizar a cor laranja para destacar os produtos no ponto de venda, ativações, patrocínios e eventos realizados por todo o Brasil. A Nova Schin é encontrada nas versões lata, long neck e garrafa de vidro de 600 mililitros.

Fazdesign, tel.: (47) 3027-2298.

PROPOSTA CLEAN A agência de comunicação New 360° aposta na tendência de um design mais limpo para a criação das embalagens da linha premium de leite UHT Itambé. Com o uso de poucas cores e informação direta, as embalagens seguem a proposta clean e cativam o consumidor pela elegância e sobriedade. O design moderno da embalagem, em formato de prisma, ganha ainda mais destaque com a escolha de diferentes tipologias e poucas palavras para diferenciar um produto do outro, transmitindo ao consumidor a leveza e a pureza do produto. A Itambé já colocou no mercado os leites Zero, Cálcio, Ferro e NoLac e ainda pretende lançar em breve outras versões. Os benefícios nutricionais de cada tipo estão estampados em destaque nas embalagens, com o objetivo de transmitir a qualidade e as características principais de cada item. “O cliente quis reforçar, através também das embalagens, que está antenado às tendências de consumo, que destacam cada consumidor como único, com necessidades e anseios específicos e diferenciados”, explica a diretora de criação da New 360º, Ângela Dourado.

Foto: Divulgação

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MAIOR APPETITE APPEAL

New 360, tel.: (31) 2108-2222.

Nova Schin, tel.: 0800-7710123.

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notícias

Demanda global de bioplásticos vai atingir 900 mil toneladas em 2013

Vaivém do mercado

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MARKEM-IMAJE TEM NOVO GERENTE TÉCNICO Paulo Toshio Ueda é o novo gerente técnico da Markem-Imaje no Brasil. Entre os principais desafios que ele enfrentará, estão a liderança de uma equipe de 40 profissionais técnicos, a ampliação do suporte para a área de manutenção preventiva, o incremento da grade de treinamentos visando a atualização permanente desses colaboradores e, além disso, aplicar efetivamente a filosofia da empresa do “The team to trust”.

enquanto a Solvay, uma unidade fabril de PVC verde. Os plásticos biodegradáveis, como resinas de amido, ácido poliláctico (PLA) e poliésteres degradáveis, representaram perto de 90% da demanda de bioplásticos em 2008. A expectativa é que esse setor continue crescendo dois dígitos devido, em parte, ao surgimento do mercado comercial de polihidroxi alcanoatos (PHAs). A demanda de PLA também vai experimentar uma forte expansão, com novas capacidades de produção.

CRESCIMENTO ANUAL

Fonte: Freedonia Group, Inc.

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A Europa Ocidental foi o maior mercado regional de bioplásticos em 2008, representando cerca de 40% da demanda mundial. O desempenho das vendas na região é atribuído à forte demanda de Os plásticos não biodegradáveis produtos biodegradáveis, legislação continuarão a conduzir a demanda ambiental em favor dos bioplásticos de bioplásticos. Nos próximos anos, e ampla infra-estrutura para coma Braskem e a Dow Chemical planepostagem. Apesar disso, a demanda jam inaugurar plantas industriais, desses materiais vai ter um cresno Brasil, que vão produzir polieticimento mais rápido na região da leno (PE) à base de cana-de-açúcar, Ásia/Pacífico, superando a Europa Ocidental até 2013. Os ga1000 DEMANDA MUNDIAL DE nhos serão es900 BIOPLÁSTICOS timulados pela 800 (EM MIL TONELADAS) demanda cres700 cente no Japão, 2008 2013 2003 600 que tem focado 500 na substituição 400 dos plásticos à 300 base de petróleo. Em outras 200 regiões, como 100 a América La0 DEMANDA MUNDIAL AMÉRICA DO EUROPA ÁSIA/PACÍFICO OUTRAS REGIÕES tina e a EuroDE BIOPLÁSTICOS NORTE OCIDENTAL 73,5% pa Oriental, o mercado de 39,1% 35,1% 30,8% 27,2% bioplásticos 15,3% 18,3% 15,7% 11,8% 13,4% também deve se expandir 2003-2008 2008-2013 bastante.

SIMPEP EMPOSSA NOVA DIRETORIA O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Paraná (Simpep) empossa a nova diretoria para a gestão até 2012. A grande novidade é que o cargo de presidente será assumido por Denise Dybas Dias, a primeira mulher a presidir o sindicato nestes 33 anos de história. Denise recebeu o apoio e a indicação da atual gestão presidida por Dirceu Galléas, que vê como promissora e importante a participação da mulher no cenário empresarial. “A Denise é muito competente. Atua no segmento há 17 anos, fazendo um grande trabalho em sua empresa e tenho certeza que será uma ótima presidente para nossa instituição”, relata Galléas. JOHN HAYES ASSUME PRESIDÊNCIA DA BALL CORPORATION John A. Hayes é o novo presidente da Ball Corporation. O executivo começou sua carreira na empresa, como diretor sênior de desenvolvimento e planejamento. Depois ele assumiu a vice-presidência de estratégia, desenvolvimento e marketing. Em 2005, Hayes foi nomeado vicepresidente da Ball Packaging Europe. Já Raymond J. Seabrook assume o cargo de vice-presidente e chefe de operações globais de embalagem. CARSTEN TILGER É NOMEADO NOVO CHEFE DE COMUNICAÇÕES DA HENKEL Carsten Tilger vai assumir a posição de chefe de comunicações corporativa da Henkel, em março de 2010, substituindo Marcus Kuhnert. Ele vai se reportar a Kasper Rorsted, presidente da Henkel. Tilger já passou por outras grandes empresas, como Hoechst AG, Aventis S.A., Syngenta AG e Kabel Deutschland.

Fotos: Divulgação

demanda global de bioplásticos – resinas plásticas biodegradáveis ou derivadas de plantas – vai crescer bastante atingindo 900 mil toneladas em 2013, movimentando US$ 2,6 bilhões. O crescimento será sustentado por vários fatores, como a demanda do consumidor por produtos mais sustentáveis, desenvolvimento de matérias-primas para resinas plásticas commodities, e restrições ao aumento do uso de produtos plásticos não degradáveis, particularmente, sacolas plásticas. Mais importante, entretanto, é a expectativa contínua dos altos preços do gás e do óleo, que vai permitir a maior competitividade dos bioplásticos. Esse é o resultado do estudo realizado pela Freedonia Group.

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entrevista

Tadeu Matsumoto, diretor-geral da M Design

Foto: Divulgação

midores, com certeza, o mercado de clientes de pequeno e médio porte é grande, principalmente, nos produtos e serviços que não dependem de tecnologia de ponta. Sentiremos melhor o mercado quando tiver início nosso plano de prospecção em 2010.

Como surgiu a ideia de criar a M Júnior? E há quanto tempo a M Design vem pensando nisso?

A ideia nasceu basicamente sobre quatro pilares. Fazer com que a agência de design de embalagem M Design, por meio da M Júnior, que possui um custo fixo menor, pudesse atender clientes de pequeno e médio porte e também clientes grandes em um projeto de menor complexidade e/ou de uma marca com baixo investimento; auxiliar na disseminação do design de uma forma mais abrangente; auxiliar na formação de novos profissionais para a M Design e para o mercado de design; a realização pessoal de treinar e, ao mesmo tempo, aprender muito, além de ter o privilégio de fazer parte da história de alguns profissionais em início de carreira. A primeira ideia da M Júnior surgiu em junho de 2009, com previsão de lançamento para janeiro 2010, porém, isso foi antecipado em virtude da demanda de clientes atuais da M Design, que poderíamos chamar de grandes, em projetos de menor complexidade e budget. A demanda de clientes de pequeno e médio porte é grande?

Tendo em vista a crescente consciência da importância do design como gestão estratégica e a expectativa cada vez maior dos consu-

Com a nova divisão, a M Design pretende ampliar o seu mercado de atuação? Qual é a previsão de crescimento nesse negócio?

Com certeza, vamos conseguir atingir um pouco dos quatro pilares citados anteriormente, mas em termos de negócio, penso ser possível um cresci-

O mercado de clientes de pequeno e médio porte é grande, principalmente, nos produtos e serviços que não dependem de tecnologia de ponta Os valores serão mais acessíveis para os clientes de pequeno e médio porte. Quanto mais barato vai custar o serviço de design de embalagem e identidade visual?

Os valores de investimento serão mais baixos, entre 40% a 60% dos praticados pela M Design, dependendo da complexidade do projeto e das etapas de trabalho. É importante salientar que os estagiários são talentosos e dirigidos full time por um profissional experiente, que inicialmente, tem sido eu mesmo.

mento em torno de 15%, o que, pela projeção de valores menores, que os praticados pela M Design, praticamente corresponde a 30% adicionais em volume de projetos.

Além de atender clientes de pequeno e médio porte, a M Júnior tem o objetivo de formar novos profissionais. Que tipo de novos profissionais de design a agência pretende formar?

Até pelas áreas que pretendemos atuar, eles serão profissionais de identidade visual e de embalagem, sempre com pensamento estratégico e foco na objetividade de comunicação. Outro aspecto importante é não só orientar técnica ou estrategicamente, mas também em como se comportar no mercado de forma geral, ou seja, comprometimento, entender os anseios dos clientes, como trabalhar melhor sob pressão, como gerenciar projetos, ética etc. EDITORA BANAS

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Gostaríamos de usar muito mais PET reciclado Hoje H oje a N Natura atura uutiliza tiliza 30% de PE PET ET rreciclado eciclado nnos os ffrascos rascos da linha Ek Ekos. kos. A eempresa mpresa ttem em m vá vários ários projetos para aum aumentar mentar esse índice índice, mas há o des desafio de melhorar a sua cadeia de produção no Brasil para uso em cosméticos

C Foto: Luiz Machado

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om a expertise de quem abraçou o mundo Natura, cujas diretrizes são inovação e sustentabilidade, Luciana Villa Nova, gerente de desenvolvimento de produto e sustentabilidade da empresa, tece a sua retórica verde sobre os desafios do setor de embalagem para atender o universo dos cosméticos. Ela explica que a embalagem cumpre o importante papel de educar os consumidores e o setor é o principal elo para a realização das práticas sustentáveis. “Quando os consumidores manuseiam o produto e percebem que ele foi projetado com menor desperdício de material de embalagem, com refil, e informações ambientais, eles têm um momento de consciência. Ou seja, eles passam a repensar suas atitudes”, acredita. Isso é o que mostram pesquisas de mercado recentes realizadas pela Natura. Segundo Luciana, as pessoas valorizam a marca, pois sabem que por trás dela existe uma empresa que respeita os consumidores e o meio ambiente. “Eles gostam de consumir Natura porque estão contribuindo para cuidar do planeta e a empresa está ensinando como fazer isso”, acentua. Em entrevista à revista Pack, Luciana conta como a Natura alia a sua capacidade de inovação às práticas sustentáveis no desenvolvimento de embalagem. PACK: A capacidade de inovação da Natura gerou vários exemplos de sucesso. De que forma a Natura antecipa as necessidades dos consumidores? E qual é o envolvimento dos fornecedores de embalagem para o êxito do projeto? LUCIANA: Dentro das unidades de negócios da empresa, há uma área chamada consumo insight que visa a estudar o comportamento do

consumidor. Quais são os seus hábitos de uso diário dos produtos? Como eles reagem às propostas de produto do mercado? Também realizamos muitas pesquisas com o consumidor na fase inicial do projeto, avaliando o mercado, a concorrência e os nossos produtos. Essas pesquisas geram insights que nos ajudam a modelar o futuro de uma embalagem funcionalmente. O envolvimento dos fornecedores de embalagem acontece desde o começo do projeto de desenvolvimento de uma embalagem. Eles trazem muitas tendências de inovação, materiais, cores e efeitos, e novas tecnologias. E no momento que nós temos uma proposta de forma, os fornecedores de embalagem começam a atuar com a agência de design. PACK: Como a Natura alia a capacidade de inovação às práticas de sustentabilidade no desenvolvimento das embalagens?

LUCIANA: Cada embalagem nova

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desenvolvida tem que ser menos impactante do que a embalagem que ela está substituindo ou que a média da categoria. Como a gente faz isso? Utilizamos, desde 2001, a técnica de análise de ciclo de vida (ACV) do produto. A Natura adquiriu um banco de dados internacionais de análise de impacto ambiental de cada matériaprima, de cada resina, e de cada processo produtivo. Durante o processo de desenvolvimento do design, o engenheiro de embalagem calcula a quantidade de material que será utilizado e o impacto ambiental. Isso significa dizer que ele consegue mensurar com exatidão se a embalagem impacta mais ou menos no meio ambiente. Então, por exemplo, se o desejo é trazer mais sofisticação para a embalagem de cremes antissinais, o refil tem que ser cada vez mais simples, ou seja, utilizar menos massa de material, para ter menor impacto. Com o uso do ACV, a Natura reduziu o impacto ambiental médio das embalagens de 83,2 mpt/kg, em 2006, para 71,3 mpt/kg, em 2008. PACK: A Natura é carbono neutro desde 2007. De lá para cá, como você avalia a evolução do programa?

LUCIANA: Em 2008, o projeto carbono neutro, programa responsável por reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEEs) em 33% entre 2007 e 2011, atingiu a meta interna planejada e eliminou 3% das emissões, somando 9% em dois anos. O índice que mais contribui para a emissão de carbono é o desenvolvimento de materiais de embalagem e matérias-primas, pois é nessa cadeia produtiva que há maior gasto de energia, e também a que mais trabalha com novos materiais, o que acaba emitindo muito CO2 para a atmosfera. E, por essa razão, é onde estão concentrados os esforços ambientais da Natura. Sabemos que do volume total, que em 2008, foi de 188.500 toneladas de CO2 equivalente, aproximadamente 38% é representado pela matéria-prima e material de embalagem, além de insumos de produto. Normalmente, quando se fala de carbono neutro, o cálculo contempla apenas o processo produtivo da empresa, mas a Natura decidiu fazer a cadeia expandida, contemplando, por exemplo, desde a produção da matériaprima na comunidade que cultiva a planta e o fabricante de resinas plásticas. Trabalhamos para a evolução do programa. O ideal é que o engenheiro de embalagem tenha EDITORA BANAS

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zar PET reciclado nas embalagens, mas não PP e PE porque a coleta seletiva de resíduos sólidos é muito complexa no País e a indústria não está instalada para produzir esses materiais reciclados com qualidade. Esses polímeros são bastante empregados como subprodutos, mas não para serem úteis de novo para uma embalagem de cosmético. PACK: E os biopolímeros nos esforços sustentáveis da Natura? LUCIANA: A quantidade disponível de biopolímeros no mercado ainda é res-

O salto de excelência se dará mesmo é com o lançamento de uma embalagem feita de biopolímero trita. Em parceria com universidades, a Natura realizou vários estudos nessa área, mas ainda não utiliza esses materiais na produção das embalagens. No setor de cosméticos, é bastante complicado, já que não existe uma resina adequada para conter esse produto. O grande desafio dos biopolímeros é a reciclabilidade. PACK: Em sua opinião, qual é o papel dos fornecedores de embalagem e de máquinas para ajudar a Natura a atingir as metas ambientais? LUCIANA: Eles são parte fundamental. Hoje, a Natura mobiliza os seus fornecedores de embalagens por meio de auditorias constantes, além de impor desafios para eles, propondo a criação de projetos de redução de carbono na sua própria cadeia produtiva. O papel dos fornecedores é importante também à medida que eles estão abertos às novas pesquisas, estudando novos materiais e tendências por meio de suas matrizes fora do Brasil. Dessa forma, eles trazem muito input para a Natura e representam o grande elo para reduzir o impacto ambiental. Então, sempre que se inicia um projeto de embalagem, os fornecedores recebem o briefing com uma proposta de redução de material ou o uso de material reciclado. Ao atender os requisitos sustentáveis, eles recebem uma pontuação diferenciada e sabem que podem ganhar projetos, principalmente, entregando soluções inovadoras de sustentabilidade. Hoje, a Natura incentiva as agências de design de embalagem a pensar dessa forma.

Será que a embalagem vai desperdiçar menos produto, menos material? Como vai ser o desenho do molde? E o ciclo da embalagem é lento, por isso vai gastar mais energia? Tudo isso é exaustivamente discutido no início do projeto.

Fotos: Luiz Machado

uma metodologia, que permita calcular produto a produto, o quanto ele emite de carbono. Assim, antes mesmo de desenhar a embalagem, ele já sabe que ao combinar determinados materiais ou uma quantidade x de massa de embalagem, o impacto é maior ou menor. PACK: Em Que 2008, outrosa aspectos são importantes no design da embalagem Salton fechou ouo no para maior sustentaanoredesign com 40% bilidade? de participação LUCIANA: Além da redução de massa de material, a Natura utiliza materiais reciclados e recicláveis na produção de suas embalagens. Os materiais de origem renovável também são empregados, como o papel cartão com selo FSC. Outro aspecto considerado no design da embalagem é a sua desmontabilidade para facilitar a reciclagem. O reuso é outro ponto valorizado no conceito do refil que estende o uso da embalagem na mão do consumidor. E, finalmente, permeando tudo isso, o uso de materiais de embalagem, que tem cadeia de reciclagem instalada no Brasil. Hoje, a empresa consegue utili-

PACK: Uma pesquisa realizada pelo grupo de publicidade francês Havas revelou que os consumidores têm consciência ambiental, mas não mudaram os seus hábitos de consumo. Como você vê isso no negócio da Natura?

LUCIANA: Um dos pilares da Natura é a educação. O objetivo da empresa é ser um veículo de educação por meio de seus produtos e embalagens. Um bom exemplo disso é a tabela ambiental com informações, como a quantidade de material de fonte renovável ou de material reciclado. Dessa forma, a empresa consegue despertar curiosidade nas consumidoras sobre os outros produtos. Como eles são feitos? E elas passam a fazer escolhas mais conscientes. Também estimulamos a consultora a vender o refil para as consumidoras, não-somente porque o custo é mais baixo em 20% a 30% em comparação ao produto regular, mas porque vai gerar um questionamento: por que comprar uma embalagem nova, se eu posso usar uma com menos massa de material? Aos poucos e de uma forma prática, a Natura está levando educação ambiental sem ser daquela forma chata, ou seja, sem ser uma obrigação para as consumidoras. E isso tem que ser inerente às pessoas, pois ao cuidar do

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meio ambiente, elas estão cuidando delas. Também estamos estimulando as consultoras a fazer a logística reversa. O projeto piloto começou em 2008, em Recife (PE). As consultoras coletam as embalagens das consumidoras e de seu consumo próprio e devolvem para a transportadora que entrega a caixa de produtos Natura. Todo o material coletado é levado para a cooperativa de reciclagem. Foi uma iniciativa do nosso fornecedor e a Natura apoiou. Além de ajudar na reciclagem das embalagens, as consultoras sabem que estão ajudando socialmente um grupo de pessoas carentes que vivem disso. É esse tipo de consciência que a Natura quer despertar nas consumidoras para que elas façam a sua parte no dia a dia. PACK: O projeto de logística reversa vai ser implantado em outros Estados? LUCIANA: Estamos estudando um modelo, já que existe a complexidade de criar coleta seletiva e cadeias de reciclagem. O projeto começa a ser implantado em São Paulo, pois é um grande produtor de resíduos e oferece estrutura para tal. Algumas regiões já estão testando o modelo, com o apoio forte das cooperativas de reciclagem. Ainda há muitos erros e acertos, mas o projeto está caminhando. PACK: Você falou do PET reciclado. Ele é utilizado em quais linhas de produtos? LUCIANA: Hoje 30% de PET reciclado são utilizados nas embalagens da linha Ekos. Gostaríamos de usar muito mais. Existe uma série de projetos para aumentar esse índice, mas temos o desafio de melhorar a cadeia de produção do PET reciclado no Brasil. Isso começa na coleta seletiva. Como esse PET vai para a cooperativa de reciclagem? Como ele é trabalhado na cooperativa? Como ele é processado industrialmente? O nível de qualidade do processo de reciclagem do PET no Brasil ainda é baixo para aplicação em embalagens de cosméticos, pois é preciso uma resina mais purificada. Além da certeza de que o material não veio do lixão ou do aterro sanitário, pois a Natura, pela questão social, faz questão de trabalhar com materiais separados pela cooperativa de reciclagem. E isso aumenta bastante a complexidade de uma cadeia. Estamos construindo a cadeia de reciclagem desse material, desde 2007, em parceria com a Bahia PET e a rede Cata Bahia.Toda essa cadeia passa por um processo de auditoria para a gente ter certeza de que está conseguindo implantar um processo de qualidade máxima. No entanto, ainda não conseguimos utilizar 50 a 100% de PET reciclado com qualidade, pois a resina fica muito frágil,

com pouca resistência, escura e o produto perde o apelo da beleza. E o frasco da linha Ekos, que transmite a biodiversidade brasileira e as cores do País por meio dos produtos e das fórmulas, exige uma embalagem transparente. Lá fora existem frascos de PET usando 50 e 70% de material reciclado de altíssima qualidade graças ao processo industrial que atingiu o nível de excelência. Em 2008, a Natura realizou um grande projeto, que contemplou pesquisas na Europa e visitas a vários centros de reciclagem de PET para entender como era o processamento do material, desde a coleta até a reciclagem. A Natura trouxe o conceito para o Brasil para que os nossos parceiros começassem a trabalhar. A meta é chegar, no mínimo, à utilização de 50% de PET reciclado. Esse é o primeiro desafio que a empresa está se colocando, com prazo de dois anos para cumprir. Nós queremos evoluir constantemente essa meta. Ainda não dá para fazer 100% de material reciclado, mas estamos desafiando os nossos fornecedores a chegar nisso. PACK: E há outros desafios sustentáveis para o setor de embalagem de cosméticos? LUCIANA: O vidro de perfumaria é bastante complicado, já que ele não é um vidro de garrafa de cerveja, que pode ter um nível de qualidade inferior. É difícil porque nem nos países de primeiro mundo, o vidro reciclado para cosmético não é bem desenvolvido. A reciclagem do PP e do PE vai para uma cadeia mais baixa de valor porque o processo de reciclagem é complexo, ou seja, é mais físico, que não permite a purificação das resinas. Sem uma boa separação do material contaminado, podemos contaminar o nosso produto. O maior problema reside na cadeia de coleta seletiva. É preciso ter certeza de que os frascos de pesticidas estão retornando para a cadeia de reciclagem desses produtos. Mas o salto de excelência se dará mesmo é com o lançamento de uma embalagem feita de biopolímero. Esse seria o mundo ideal, mas a Natura ainda está buscando. E a ciência e a tecnologia também estão correndo atrás. PACK: Há novidades sustentáveis a caminho? LUCIANA: Sim. Mas ainda são projetos confidenciais. Eles devem chegar ao mercado em 2010 e 2011.

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Formatos inusitados

F DA REDAÇÃO

armacêuticos e produtos premium, como cosméticos, coloração de cabelos, chocolates e cigarros, têm sido o foco de atuação da Edelmann. Agora, a empresa está partindo para o próximo passo, mostrar o que ela pode fazer com cartuchos de papel cartão inovadores para bebidas de luxo. A campanha busca abrir as portas para os fabricantes de vinhos e bebidas alcoólicas e o tema são os formatos inusitados.

Foto: Divulgação

Edelmann desenvolve coleção de embalagens de papel cartão para bebidas de luxo. Com foco no impacto visual, o design brilha para capturar a atenção dos consumidores

O material é o papel cartão Korsnäs White. “Formatos não usuais dão lugar às demandas não usuais na elasticidade do papel cartão, e o Serviço de Performance de Embalagem da Korsnäs nos inspirou a testar os limites, diz Helmut Sieber, gerente sênior de desenvolvimento de embalagem da Edelmann.“Eles sabem o que pode ser feito com o material. Além da elasticidade, a resistência ao rasgo é ideal para embalagens de produtos pesados. As bebidas representam um nicho interessante para a empresa e a Korsnäs tem muitos anos de experiência no fornecimento de papel cartão para essa indústria. Nossa parceria com o Serviço de Performance de Embalagem é uma real inspiração e tem um impacto no produto final.”

DESIGN ILIMITADO As embalagens eram produzidas em edição limitada, mas o seu design não tinha o caráter exclusivo. “Cartuchos retangulares não abrem portas”, afirma Sieber. “Nessa coleção, nós focamos no impacto da embalagem para brilhar e capturar a atenção dos consumidores. Mostramos nossa criatividade para outros segmentos também. Se você diminuir o tamanho delas, essas embalagens se tornam perfeitas para frascos de perfumes”.

“KORSNÄS WHITE É EXATAMENTE O QUE ESSA COLEÇÃO PRECISAVA” “A combinação de rigidez da dobra, resistência ao rasgo e elasticidade que o Korsnäs White proporciona é o que faz essa solução de embalagem possível”, diz Sieber. “Kornäs White trabalhou especialmente bem para essa coleção”. Sieber já havia feito uma experiência com o material, utilizando-o para embalagens 16

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A combinação de rigidez da dobra, resistência ao rasgo e elasticidade que o Korsnäs White proporciona são o que faz essa solução de embalagem possível bem como novos efeitos de impressão e acabamento para uso em design de embalagem inovadores. Na Luxe Pack, vamos apresentar as edições especiais que traduzem essas novas idéias”.

TENDÊNCIAS

promocionais de produtos de beleza.

Hoje a decisão de compra é feita no ponto de venda, por isso a indústria de consumo precisa se diferenciar dos outros, destacando-se nas prateleiras, o que realmente coloca pressão no design da embalagem. Outro desafio da Edelmann é trabalhar duro na proteção da marca. Atualmente, especialmente no segmento premium, a indústria de consumo está bastante interessada no uso de selos à prova de falsificação e medi-

das de antifalsificação. As tendências mundiais em embalagens refletem o crescimento da sociedade. Há 20 anos, a maquinabilidade, linhas automatizadas e soluções práticas eram as prioridades. Há 10 anos, as pessoas começaram a solicitar mais informações. Depois veio a redução de peso, e hoje, todo mundo está de olho em como o processo afeta o meio ambiente. “Tudo que está relacionado ao meio ambiente vai se tornar vanguarda. E, onde é possível, nós vamos desenvolver cartuchos de papel cartão, com recursos de fibras renováveis, para substituir os materiais fósseis”, destaca Welp. INFORMAÇÕES KORSNÄS tel.: +46 581 371 17 | www.korsnas.com

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE NO FORMATO E NO DESIGN A Edelmann se posiciona como um especialista na conversão de embalagens de papel cartão para produtos de luxo na Europa. O foco principal da empresa é inovação. O resultado dessa gestão é o reconhecimento conquistado, com vários prêmios de embalagem. Sieber encontrou inspiração não-somente nas feiras de negócios e eventos, mas em formatos naturais. Segundo ele, trabalhar com estudantes é altamente recompensador, também. “Eles não têm limitações e isso é muito revigorante”, diz. Para manter nossa posição, sempre refinamos o conceito, adotando novas abordagens para o nosso trabalho com a indústria de produtos de consumo”, afirma Matthias Welp, vice-presidente da divisão premium da Edelmann. “Nós criamos novos formatos, EDITORA BANAS

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COPOS DE PAREDE FINA COM IML A Beck Automation desenvolveu uma tecnologia in mold label que permite decorar copos de poliestireno (PS) transparente de parede fina, com um ciclo de tempo de 3,3 segundos. A automação de alta velocidade resulta da interação da célula de produção de uma máquina de injeção da Engel e do molde de quatro cavidades da Glaroform. Com uma parede de 0,5 mm, cada copo pesa 10,25 gramas. Os rótulos da Viappiani ganham perfeita geometria e precisa aplicação em alta velocidade. Os copos são utilizados por várias companhias aéreas. Com a rotulagem total dos copos, as empresas podem se comunicar discretamente com os passageiros ou ainda as informações podem ser dispostas de maneira atrativa. Nicolas Beck, CEO da Beck Automation, comenta o projeto: “Novas mensagens simplesmente necessitam de novos rótulos. Os passageiros definitivamente têm tempo para esse tipo de comunicação”, diz.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

lançamentos internacionais

MAIS LEVES Menos de 19 gramas para uma garrafa de 500ml. A Sidel conseguiu desenvolver uma garrafa PET leve para envase a quente, com formatos inovadores, como os novos modelos Syward™ e Curvy™. A estética combinada com a proeza técnica. A silhueta alongada da garrafa, os formatos cilíndricos ou quadrados, com cintura elegante, e quatro painéis. Esse é o Skyward™. Há também o Curvy™ com curvas, espirais e a parte de trás da embalagem com torções servem de sustentação, sem painéis. Essas duas garrafas de 500 ml representam uma revolução: pesam apenas 18,9 gramas e seu design é um verdadeiro avanço para embalagens de envase a quente, que tradicionalmente têm seis ou oito painéis e os formatos são bastante similares. A confecção de garrafas leves somente foi possível graças ao completo redesign do gargalo, corpo e da base. O gargalo amorfo de 28 mm é mais leve e aceita a tampa padrão para bebidas carbonatadas. A base também foi revista, tornandoa mais resistente, enquanto utiliza menos material. A nova estrutura geométrica do corpo da garrafa compensa a deformação devido à absorção do vácuo após o resfriamento. Além disso, a velocidade de sopro de 1800 garrafas/hora/molde com o uso do processo padrão HR foi possível devido à oti- mização do aquecimento da linha SBO Universal™. Isso fez toda a diferença em termos de processo, melhorando as taxas de sopro, otimizando os ciclos de tempo, aumentando a cristalinidade devido à taxa de estiramento, entre outros aspectos. Sidel, tel.: 0232858249, www.sidel.com

CONVENIÊNCIA PARA CRIANÇAS

Foto: Divulgação

Beck Automation, tel.: +41447518444, www.beck-automation.com

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A divisão Chiquita Snacks & Desserts, da European HQ, lançou recentemente uma linha de frutas frescas mistas na Bélgica e na Holanda. Em um projeto conjunto com o McDonald´s da Holanda, a marca está fornecendo outras duas linhas de frutas mistas sazonais exclusivamente para a rede para fornecer uma opção de sobremesa saudável para as crianças. O pote termoformado em polipropileno (PP) apresenta boca larga, com diâmetro de 76 mm, para consumo das frutas direto na embalagem. Esse apelo on-the-go é melhorado com uma tampa com garfinho fornecida pela Auslid. A transparência permite aos consumidores visualizar o produto e a embalagem foi impressa em seis cores para destacar a marca e a personagem símbolo do McDonald´s, Ronald McDonald. “RPC Bebo desenvolveu uma solução inovadora que captura o imaginário dos consumidores com a força do apelo estético e a conveniência e o formato pronto para consumo”, diz Daan Vetters da Chiquita. RPC Bebo, tel.: +31 (0) 547281111.

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Foto: Divulgação

ATÉ PARECE UMA JOIA A embalagem da fragrância da designer Lolita Lempicka´s – Si Lolita – foi desenvolvida pela Rexam e contempla uma solução completa que inclui a pump de perfil ultrabaixo XD11, tampa e a embalagem individual Mini-mist®. A pump é composta de um atuador ergonômico de metal ou plástico, com versões de design clássicas ou esculpidas delicadamente, que combinam com o diâmetro reduzido do bocal para melhorar a estética da pump e o apelo táctil. A tampa para Si Lolita contempla duas peças injetadas pela Rexam. Um anel de polipropileno (PP) em dourado metalizado é decorado com um pequeno lenço delicado, e outra peça galvanizada em dourado de ABS que estampa a marca. As duas peças montadas criam o visual de uma joia. “O lançamento do perfume Lolita Lempick é um grande exemplo de como o nosso trabalho em parceria com clientes e a ampla linha de produtos ajudam a desenvolver uma completa solução de dispensing que amplia a essência da marca”, diz Julie Vergnion, gerente de produto da Rexam Divisão de Produtos Pessoais. Além disso, o perfil ultrabaixo XD11 torna possível um mecanismo miniatura sem o gargalo do frasco, que incorpora um design de pré-compressão suave. Isso permite uma atomização precisa e fina, além de oferecer maior conforto aos usuários. Os clientes podem escolher sprays com ângulos de 40 ou 60º para completar as características da fragrância. Rexam Personal Care, tel.: +1-718-398-4009, www.rexam.com

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No rastro dos ilegais

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árias tentativas de combater o comércio ilegal de remédios fracassaram. Entre elas, a raspadinha. Desde 1998, todo medicamento tem uma área que, raspada, mostra a marca do fabricante e a palavra qualidade. E, até isso, foi copiado pelos falsificadores. Sergio Damião Lopes, administrador de conta farmacêutica da Box Print, fabricante de cartuchos de papel cartão, confirma a fragilidade desse sistema. “No passado, a escolha foi feita baseada no menor impacto de custo e não em eficiência antifalsificação. O fato é que a tinta de segurança (raspadinha) não representa uma grande barreira à falsificação e, até hoje, os consumidores têm dúvidas sobre como ativá-la”, opina. Agora, o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, por meio da lei 11903/09, determina que, a partir de janeiro de 2010, todas as embalagens saiam da fábrica com um código digital único, uma espécie de RG do medicamento, que vai identificar quem fabricou o medicamento, quando, qual foi a data de expedição da fábrica e qual o distribuidor e destino. Por meio desse sistema de rastreamento será possível rastrear toda a cadeia de produção de medicamentos vendidos no Brasil, desde os fabricantes até o varejo.

Fotos: Stockxpert

A lei prevê que o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos seja implantado gradualmente em até três anos. O primeiro ano será destinado à definição dos requisitos que envolvem os fabricantes e fornecedores de medicamentos para todos os produtos farmacêuticos.

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Anvisa define tecnologia de rastreabilidade dos medicamentos, o código bidimensional datamatrix, que começa a ser implantado a partir deste ano, visando a combater a falsificação de medicamentos

Segundo a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a medida vai permitir uma gestão mais eficaz dos riscos na cadeia dos produtos farmacêuticos e dar ao consumidor a garantia de segurança para a sua saúde, além de dificultar a falsificação e o roubo de cargas. Para se ter uma ideia do tamanho da indústria de falsificação no Brasil, somente de janeiro a março de 2009, a Anvisa, em operações conjuntas com a Polícia Federal, apreendeu 170 toneladas de medicamentos falsificados, quase oito vezes mais que em todo o ano de 2008, quando foram apreendidas 20 toneladas. Os líderes da lista são os remédios para disfunção erétil. EDITORA BANAS

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TOTAL DE APREENSÕES DE MEDICAMENTOS FALSIFICADOS NO MUNDO – 2008

APREENSÕES DE MEDICAMENTOS FALSIFICADOS POR REGIÃO - 2008

APREENSÕES DE MEDICAMENTOS FALSIFICADOS NO BRASIL

1759 1834

170 t*

1412 964

1123

13% 8%

17%

7% 484 196 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Fonte: PSI – Pharmaceutical Security Institute

5% 2%

49%

AMÉRICA LATINA ÁSIA ÁFRICA EUROPA AMÉRICA DO NORTE EURÁSIA ORIENTE MÉDIO

Fonte: PSI – Pharmaceutical Security Institute

20 t 2008

2009

*Período de janeiro a março

Fonte: Anvisa

A nova tecnologia de rastreabilidade vai contribuir para reduzir as perdas do setor farmacêutico com produtos falsificados A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1% dos medicamentos produzidos no mundo são falsificados. As falsificações crescem 10% globalmente, entretanto, em alguns países em desenvolvimento, estima-se que 1/3 dos medicamentos sejam falsificados. O novo sistema de rastreamento também vai permitir saber com mais precisão a localização de cada lote, p em m casos de desvio de qualidade do medicamento e reduzir os custos d logísticos e perdas dos fabricantes. t O monitoramento de toda a cadeia n de produção será feito por meio do d código d de barras bidimensional, também conhecido como datamatrix. Ao h contrário o do código de barras comum, que é visível e contém apenas um número,, o bidimensional pode armazenarr milhares de informações ao mesmo o tempo, como números, letras e outros ro dados. Todas as informações vão estar reunidas no Identificador e Único ni de Medicamento (IUM), que estará em cada unidade de medicae mento comercializada e será impresso em etiquetas de segurança produzidas

especificamente para esse fim pela Casa da Moeda. A definição da tecnologia foi amplamente discutida com toda a sociedade brasileira, inclusive, com o setor farmacêutico, informou a assessoria de imprensa da Anvisa. Em 2008, a Agência realizou Consulta Pública que recebeu sugestões sobre os requisitos mínimos que o sistema de monitoramento a ser implantado deveria ter. Por meio de convênio com a Anvisa, o Etco, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) focada em combater desequilíbrios concorrenciais, realizou testes-piloto com 75 mil embalagens no país, usando exemplares do código de barras bidimensional, também chamado Datamatrix. Os testes ajudaram a subsidiar a escolha dessa tecnologia pela Anvisa, como principal ferramenta para garantir o funcionamento do sistema. A ideia é que o custo do novo sistema de rastreamento não seja repassado ao consumidor, segundo a Anvisa. Hoje, as indústrias gastam muito com seguro e escolta armada dos medicamentos. A segurança oferecida pela rastreabilidaEDITORA BANAS

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de permite aos fabricantes dispensar esses serviços, assumindo, assim, os custos do sistema.

Sergio Damião Lopes, administrador de conta farmacêuticos da Box Print

Cabe ainda muita análise, mas dependendo da área onde será aplicado o código, a única alternativa será a mudança de formato REPERCUSSÃO Independente das exigências legais, a Box Print desenvolveu mecanismos internos que favorecem a rastreabilidade dos produtos farmacêuticos. Um bom exemplo, segundo Lopes, é o sistema integrado que permite o acesso a todo o histórico do processo a partir de um código na aba interna, assim como o lançamento inédito de uma etiqueta eletrônica, que garante a conferência

em todo o processo, localização no estoque, conferência do faturamento na fábrica da Box Print e no recebimento dos seus clientes. “Soma-se a isso o uso do Eletronic Data Interchange – EDI - que integra as informações de planejamento de nossos clientes com o nosso processo de fabricação, garantia de controle, estoque e agilidade”, acentua o executivo. Para Lopes, a nova legislação para coibir os riscos de falsificação de medicamentos é positiva, pois o benefício para a cadeia é enorme. “Além disso, ela será um filtro também para empresas que investem em tecnologia e segurança e fazem parte do primeiro time de fornecedores para as indústrias farmacêuticas”, acredita. Segundo o executivo, a etiqueta de segurança com datamatrix não deve impactar no processo produtivo dos cartuchos farmacêuticos. “Até onde sabemos, esse código digital será aplicado pelas indústrias farmacêuticas em suas linhas de produção. Tecnicamente, creio que haverá uma redução na velocidade em função da aplicação do código, mas os benefícios superam esse inconveniente”.

José Carlos B. Oliveira, gerente de vendas da Cognex

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Na opinião de Luiz Geraldo Bertolini Filho, diretor comercial da Magistral

Luiz Geraldo Bertolini Filho, diretor comercial da Magistral Impressora

Impressora, ainda não é possível saber se haverá impacto no processo produtivo do cartucho de papel cartão. Ele explica: “Ainda não temos a definição do local onde a etiqueta será aplicada. Acredito que ela possa ser aplicada na embalagem primária, mas caso venha ser aplicada nos cartuchos, vai depender do tamanho e a disposição da arte final”. Se a etiqueta for aplicada nos cartuchos durante o processo de fabricação, segundo ele, as gráficas terão que investir em equipamentos específicos para tal. “Porém, acreditamos que essa etapa seja efetuada no processo de embalagem dos produtos farmacêuticos devido às informações contidas nas etiquetas e, sendo assim, os investimentos serão por conta dos laboratórios”, afirma.

Fotos: Divulgação

Procurado pela reportagem da revista Pack, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) não quis se pronunciar sobre a implantação do sistema de rastreamento. A assessoria de imprensa alegou que a entidade ainda está analisando e discutindo com seus associados algumas questões operacionais relativas à implementação da RDC nº59, da Anvisa, que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos.

Sobre a possibilidade de os cartuchos mudarem de tamanho para se adequarem à nova etiqueta antifraude, o executivo diz que ainda é muito precipitado afirmar isto. “Cabe ainda muita análise, mas dependendo da área onde será aplicado o código, a única alternativa será a mudança de formato”, diz Lopes. Para Bertolini Filho, a mudança de formato vai depender muito da embalagem e do local para aplicação da etiqueta de segurança. “Isso pode não só alterar o formato, como também o layout”, acredita o executivo. A nova legislação já teve impacto no negócio de leitores do código datamatrix da Cognex. Segundo José Carlos

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NÚMERO DE EMPRESAS FATURAMENTO EM R$ EMPREGOS DIRETOS EMPREGOS INDIRETOS

29 14,7 BILHÕES 23 MIL 100 MIL

Os medicamentos falsificados são mais comumente disponibilizados aos consumidores por meio de farmácias on- line. A OMS estima que 50% dos remédios são comercializados por sites falsos.

Foto: Stockxpert

Fonte: Interfarma

DADOS DO MERCADO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS

Internacionalmente, mais de 16 mil embalagens foram inspecionadas pelos órgãos reguladores da B. Oliveira, gerente de vendas da empresa, legislação farmacêutica e clientes, resultando na a indústria brasileira de farmacêuticos já se apreensão de cerca de 167 mil remédios ilícitos mobilizou para adquirir a tecnologia, que permite melhoria de qualidade, redução Código Datamatrix é a tecnologia ou pirateados. Durante a Operação Pangea II, o monitoramento da internet revelou que 751 de custos de fabricação e no controle de que será utilizada para rastrear medicamentos sites estavam engajados em atividades ilegais, rastreabilidade. “Algumas delas, já se aninclusive, comercializando remédios controlados teciparam na atualização de suas linhas de ou com prescrição médica. embalagens, já que são multinacionais que atuam no Uma campanha global de conscientização será veiculada para mercado externo também, onde também será exigido o orientar os consumimesmo código bidimensional nos medicamentos, como dores sobre os riscos na Europa”, revela. Diferente do Brasil, a Federação INFORMAÇÕES de realizar a compra ANVISA Europeia da Indústria Farmacêutica e Associados (EFTel.: 0800-6429782 | www.anvisa.gov.br de medicamentos PIA) determinou a impressão do código datamatrix na BOX PRINT em sites irregulares. Tel.: (41) 2111-1311 | www.boxprint.ind.br própria embalagem secundária. Em setembro do ano COGNEX Além de alimentar passado, a Apotek AB, em parceria com o distribuidor Tel.: (11) 2312-5550 | www.cognex.com o mercado de proTamro & Oriola KD, iniciou o teste piloto do sistema de MAGISTRAL IMPRESSORA dutos falsificados, Tel.: (41) 2141-0408, www.magistralimpressora.com.br rastreabilidade. Além disso, 25 farmácias, em EstocolSINDUSFARMA eles podem prejumo, na Suécia, também testaram o sistema com o uso Tel.: (11) 3897-9779 | www.sindusfarma.org.br dicar a saúde. de leitores, em que mais de 100 mil embalagens foram verificadas por um período de quatro meses. Oliveira acredita que a nova tecnologia de rastreabilidade vai contribuir para reduzir as perdas do setor farmacêutico com produtos falsificados que, mundialmente, alcançam a cifra de US$ 250 bilhões. “Outros setores já se beneficiam do datamatrix, como a indústria aeronáutica internacional, que utiliza o código bidimensional nas peças dos aviões, desde 2000. Também os fabricantes de automóveis e de baterias de celulares descobriram as vantagens do sistema”. Agora, com a indústria farmacêutica passando a adotar o uso do datamatrix, o executivo acredita que o potencial de crescimento para os negócios de leitores do código bidimensional é bastante promissor. “Hoje, existem no Brasil, de 500 a 800 linhas de embalagem na indústria farmacêutica”. A rastreabilidade responde por 80% dos negócios globais da Cognex. “E segue expandindo a uma taxa de 20% ao ano”, comemora Oliveira.

A PIRATARIA CRESCE TAMBÉM PELA INTERNET No mundo, inclusive no Brasil, a indústria da pirataria de remédios também cresce, principalmente pela internet, devido ao aumento do número de websites que fornecem produtos ilegais e falsificados. A Interpol e a Organização Mundial de Saúde (OMS) coordenaram, em novembro do ano passado, o lançamento da Operação Pangea II, em 24 países. A operação focaliza três principais componentes dos sites ilegais: provedor do serviço de internet, sistema de pagamento e o serviço de entrega. EDITORA BANAS

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Impacto na gôndola Ganhos e perdas na gôndola: o que conduz à intenção de compra? SCOTT YOUNG, PRESIDENTE DA

PERCEPTION RESEARCH SERVICES

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0% dos redesenhos de embalagem interrompem as vendas e 20% estimulam sua queda. O que os vencedores têm em comum? Eles criam o rompimento visual e instigam os compradores a reconsiderar a marca.

Recentemente, os profissionais de marketing focalizaram mais no “primeiro momento da verdade” na gôndola – aquele momento em que o consumidor pega uma embalagem – e estão ainda mais cientes do poder da embalagem para conduzir as vendas. Entretanto, à medida que a indústria de produtos de consumo tem atuado de forma mais agressiva para alavancar o design das embalagens, também observamos diversos equívocos. Dois exemplos são notáveis: o Tropicana e o Gatorade, em que os novos sistemas de embalagem conduziram a quedas nas vendas na casa dos dois dígitos. Isso conduziu algumas empresas de produtos de consumo a se questionarem se as alterações “revolucionárias” nas embalagens algum dia poderão ser bem-sucedidas, bem como se existe uma fórmula para alavancar o poder do design, ao mesmo tempo em que minimiza riscos.

Foto: Stockxpert

Com essas questões em mente, a Perception Research Services recentemente analisou o banco de dados de pesquisa em embalagens para verificar o que poderia ser revelado em termos de desempenho dos novos sistemas de design versus as embalagens atuais. Também analisou os fatores primários

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que conduzem a ”ganhos” e “perdas” na gôndola e as reações dos compradores às mudanças “revolucionárias” nas embalagens. A análise revelou diversas percepções interessantes e, talvez surpreendentes, para conduzir a estratégia de embalagens.

AS NOVAS EMBALAGENS PODEM ALGUM DIA GANHAR? Ao estudar o desempenho dos novos sistemas de embalagem surgiram três fatos interessantes. Primeiramente, em termos da eficácia geral das embalagens (conforme medidas pelo Índice de Desempenho de Embalagens PRS que leva em consideração medidas sobre a presença, atratividade, comunicação e persuasão da gôndola), encontramos uma curva em sino quase perfeita: cerca de 50% dos novos designs superaram em desempenho a embalagem atual de uma marca, ao passo que os outros 50% representam um passo para trás no desempenho em geral. Essa descoberta camufla a alegação frequentemente ouvida de que “a embalagem atual sempre ganha” nos estudos sobre em-

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balagens. Em nossa experiência, isso acontece apenas quando os designs atuais e propostos são comparados lado a lado. Quando a embalagem é testada adequadamente – em uma base monadária, estimulando a introdução de um novo sistema de design – o novo design pode ganhar. O mais importante: essa descoberta sugere que os profissionais de marketing não precisam esperar quedas de vendas iniciais ao introduzirem novas embalagens. Em segundo lugar, as alterações de embalagem “revolucionárias”, definidas como aquelas que alteram dois ou mais elementos primários de design (a estrutura da embalagem, branding, cor e/ou principais aspectos visuais) seguem a mesma curva de sino. Contudo, existe uma inclinação em direção às extremidades “superior” e “inferior” do espectro. Em outras palavras, as alterações revolucionárias podem funcionar, mas trata-se de propostas de risco mais elevado e retorno maior. Mudanças drásticas são mais prováveis que mudanças incrementais para conduzir a melhorias significativas ou quedas no desempenho das embalagens. Obviamente, essa descoberta é bastante intuitiva. Então, o verdadeiro aprendizado surge no nível de elementos de embalagem. Por fim, a pesquisa confirmou que verdadeiros “ganhos” nas gôndolas – ganhos de vendas conduzidos por um novo sistema de embalagens – são difíceis de ser alcançados. Por meio dos estudos, descobrimos que cerca de 10% dos novos sistemas de embalagem que foram testados conduzem a esse resultado, o que representa a única medida mais preventiva do sucesso no mercado.

O QUE LEVA A GANHOS NAS GÔNDOLAS? Um próximo passo natural foi observar mais de perto as “histórias de sucesso” e identificar as medidas de desempenho e elementos de design que se correlacionam ao máximo com seu sucesso. Essa análise forneceu uma resposta bastante clara: em todas as marcas e categorias, os aumentos na visibilidade EDITORA BANAS

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nas gôndolas foram o único responsável mais forte pelo aumento nas vendas. Essa descoberta é intuitiva, mas poderosa. Os fabricantes de produtos há muito tempo sabem que “o que não é visto não é vendido”, mas essa descoberta avança mais um passo. Confirma que se um novo sistema de design é capaz de levar uma porcentagem mais alta de consumidores a se identificarem com uma marca na gôndola, ele muito provavelmente conduzirá a sua venda. De fato, estudos conduzidos em colaboração com a Wharton School da Universidade da Pensilvânia e a INSEAD International Business School, a Perception Research Services descobriu que a “reavaliação” – fazer os compradores olharem novamente para a marca (conforme medida pela pesquisa de Acompanhamento Visual) – é um prognóstico ainda mais poderoso de compra. Quando os consumidores olham pela segunda vez, eles na realidade estão reconsiderando a marca (dando uma segunda

conduzir a vendas do que mudanças nos recursos gráficos da embalagem. Isso se dá claramente porque essas novas estruturas criaram o rompimento na gôndola e levaram mais consumidores a “dar uma olhada” (ou talvez uma segunda olhada) em uma marca que eles anteriormente ignoravam.

rações na “versão” (nomes do produto e/ou seu tratamento/posicionamento) são as que mais provavelmente conduzem a problemas para encontrar o produto. Quando as marcas mudam a embalagem e nomenclatura do produto simultaneamente, elas provavelmente criarão a hesitação.

O QUE DIZER SOBRE AS PERDAS?

Desse modo, mudanças “revolucionárias” em certos elementos de design, mais notadamente o branding e a nomenclatura do produto, são os mais prováveis para levar a “perdas” e desastres de vendas no mercado.

Infelizmente, a análise também revelou que é muito mais fácil prejudicar uma marca do que fazê-la crescer. Na realidade, é aproximadamente duas vezes mais provável que isso aconteça. Cerca de 20% dos novos sistemas de embalagem levaram a uma queda significativa nas compras em gôndolas e 10% produziram ganhos nesses pontos de venda. De forma interessante, uma olhada mais de perto revela que as quedas não representam nem o inverso nem o reflexo dos sucessos à medida que eles são conduzidos por fatores um pouco

Quando os consumidores se sentem confusos ou frustrados na gôndola, eles tipicamente reagem de uma ou duas formas: hesitação sobre a marca ou busca pelo produto chance a ela) e levando em consideração um conjunto de produtos, enquanto observam a gôndola. Portanto, isso nos conduz para um segundo questionamento. O que conduz à visibilidade na gôndola e leva a uma segunda olhada? De forma simplificada, a resposta é o contraste. Em outras palavras, a visibilidade não resulta das decisões conscientes dos consumidores (por exemplo, “quero verificar aquela marca.”), mas, em vez disso, um processo fisiológico levado pelo contraste entre uma marca e sua concorrente na gôndola. Com isso, a pergunta é “o que leva ao contraste?”. Uma análise revela três fatores primários: blocos de cor, formatos/estruturas únicos e forte identidade de marca, como um logotipo ousado ou outro elemento visual. De fato, em todas as marcas, categorias e países, as novas estruturas de embalagens “revolucionárias” apresentam uma probabilidade muito maior de 26

diferentes. Em vez da visibilidade na gôndola, uma queda na facilidade de compras é o fator mais consistentemente vinculado a vendas mais baixas. Quando os consumidores se sentem confusos ou frustrados na gôndola, eles tipicamente reagem de uma ou duas formas: hesitação sobre a marca (“Esta é a minha marca?”) ou busca pelo produto (“Onde está o meu produto?”). Um desses, ou ambos os fatores criam hesitação suficiente para que os consumidores retrocedam a uma escolha “mais segura” – uma marca competitiva – e abandonem sua escolha de marca antiga, em alguns casos de forma permanente. Que alterações no design têm mais probabilidade de criar confusão na gôndola? Previsivelmente, as alterações na identidade da marca – o logotipo e/ou o relacionamento de branding primário na embalagem – são as mais prováveis de levar à hesitação da marca. As alte-

IMPLICAÇÕES: UMA ATITUDE DE EQUILÍBRIO Embora as descobertas da análise do banco de dados tenham sido amplamente intuitivas, elas permanecem bastante poderosas em suas implicações quanto ao design e pesquisa. De uma perspectiva do design, elas apontam diretamente para a “atitude de equilíbrio” desafiadora que deve ser explorada. A fim de fazer a diferença e conduzir a ganhos na gôndola, os designers precisam fazer grandes alterações que criem uma diferenciação visual e levem os consumidores a reconsiderar a marca. Alterações de menor proporção nas embalagens, que sejam menos intuitivas e não-evidentes quando visualizadas à cerca de um metro de distância dentro de um conjunto confuso em uma gôndola, muito provavelmente, não causarão impacto sobre os padrões de compra. Entretanto, a fim de evitar erros mais graves, os designers precisam evitar a hesitação e as confusões relacionadas à marca na gôndola, assegurando dessa maneira a possibilidade de compra. Esta análise fala à necessidade de fornecer certa continuidade visual a fim de renovar a confiança dos consumidores e age como um contrapeso contra o imperativo para a mudança e diferenciação dramática. Como os designers e profissionais de marketing exploram esse desafio? Eis uma estratégia convincente. As batatas chips da Baked Lay’s, a ração para animais Hill’s Science Diet, e o açúcar Domino Sugar a incorporam em alterações de design bem-sucedidas.

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Em cada um desses casos, as alterações dramáticas e intuitivas do design na estrutura, cor e no visual primário foram balanceadas com a continuidade da identidade da marca a fim de fornecer a renovação da confiança e uma versão do produto muito clara visando a facilitar a possibilidade de compra. Portanto, as alterações revolucionárias na embalagem podem funcionar? A resposta em geral é sim. Se forem empregadas adequadamente – e se for dada atenção quanto a definir o termo revolucionário.

Se ser revolucionário envolve excluir todos os aspectos da embalagem antiga, então, as mudanças muito provavelmente não serão bem-sucedidas. No entanto, se revolucionário for definido como uma alteração dramática a um ou dois elementos primários da embalagem agregados com um trabalho de branding suficiente ao lado da continuidade visual para “atrair os consumidores”, então, as alterações revolucionárias podem ser eficazes. Para os profissionais de marketing, isso implica evitar aprender com os

erros dos outros, resistindo a alterações revolucionárias na embalagem. Em vez disso, a resposta é dar aos designers o poder e a liberdade criativa para fazer a diferença na gôndola por intermédio de novas estruturas. Ao mesmo tempo em que lutam contra a tentação de mudar tudo de uma só vez. Os profissionais de marketing e designers que exploram essa atitude de equilíbrio têm muito mais chances de alavancar o poder do design e criar ganhos ardilosos na gôndola. Texto extraído da Packaging World

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especial argentina

Los envases dos hermanos argentinos

Foto: Divulgação

Nos molhos, os argentinos também utilizam embalagens cartonadas

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I

ASSUNTA NAPOLITANO CAMILO* niciamos esse mês uma série de matérias pinçando curiosidades sobre as particularidades das embalagens de outros países. A fotografia instantânea do quadro das embalagens de cada país reflete um pouco da cultura, da história, dos recursos naturais de cada um deles.

Foto: Stockxpert

Mesmo nos mais simples mercadinhos de vizinhança ou nos mercados do interior da Argentina e, até nos quiosques de doces, a preocupação com a aparência é notável. Assim é mais fácil encontrar o que se busca e conhecer novos produtos

Os países da Europa se industrializaram antes que a maioria do resto do mundo, assim, lá a indústria de embalagens iniciou-se num momento que só havia vidro, aço e papel para embalar os produtos.

Já os asiáticos sofrem com preços altos para o alumínio, o que explica as inovações, como as embalagens flexíveis do tipo stand up pouch (pela Coreia) e as “latas de PET” pela China, alternativa às latas de alumínio. Depois essas inovações ganharam o mundo. Os japoneses têm o hábito de almoçar “obentos”, assim eles desenvolveram embalagens que lembram as marmitas de tantos trabalhadores brasileiros. Resumindo, a necessidade e a demanda de cada país, combinadas com sua história e seus recursos, constroem sua indústria e suas embalagens. Conhecer outros países, procurando entender sua cultura, história e seus desafios, é um rico laboratório de “insights” e ajuda nos questionamentos de “por que não” ou de “para que”, entre outros. Mesmo num país tão próximo, como a Argentina, podemos ver tantas oportunidades e diferenças, aliás, até mesmo dentro do Brasil, paíscontinente de hábitos tão diversos. De forma muito geral, poderia dizer que as embalagens têm uma apresentação mais homogênea e sofisticada. O gosto pelos tons de preto, ouro e prata e embalagens metalizadas é rapidamente identificado. Começando pelo varejo, nos supermercados argentinos, destaca-se a elegância da exposição dos produtos e, claro, das embalagens. Mesmo nos mais

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Xampu em formato quadrado: moderno e masculino

Forte presença das marcas próprias

Estojo Karina Rabolini já vem em embalagem para presente

Holografia e metalização valorizam a embalagem

simples mercadinhos de vizinhança ou nos mercados do interior da Argentina e até nos quiosques de doces, a preocupação com a aparência é notável. Assim fica mais fácil encontrar o que se busca e conhecer novos produtos. As “drugstores” e as farmácias têm um layout que convida ao consumo, que são sempre claras, com produtos perfeitamente separados e bem identificados. Observa-se já há muito tempo a presença forte das redes de farmácias e o fenômeno das marcas próprias com ampla gama de produtos, como a Farmacity, que tem desde lenços de papel até perfumes, com uma linha que abrange praticamente toda a categoria de higiene pessoal: sabonetes, curativos, produtos para cabelos, entre outros.

estão internamente encaixados e perfeitamente arrumados para quando o presenteado abrir o presente. Na categoria de produtos pessoais, destacam-se as embalagens para sabonetes em formatos verticais com fechamento gable top (sabonete amarelo). O curativo infantil Curitas apresenta furo Euroloch (furo borbo-

leta) para exposição nos check outs e brinca com as crianças, trazendo versões rosa e azul, além de vários personagens. O sabonete líquido é apresentado num frasco que remete à bebida (frasco rosa) com rótulo metalizado. O xampu, em formato quadrado, o Zipo, é bem moderno e masculino. Outra boa observação é a

Fotos: Divulgação

Frasco do sabonete líquido remete à bebida

A impressão dos produtos de papel cartão é bem elaborada, normalmente, com acabamentos gráficos, como holografia, metalização (ver o case do sabonete Rexona), janelas e outros recursos. Destaca-se o cuidado com a apresentação dos cartuchos de perfumes e produtos de higiene pessoal, chocolates e, até mesmo, de pequenos objetos de papelaria. Todos parecem já prontos para presentear. É o caso da sacola branca, que pode ser comprada nas lojas como embalagem de presente, algo simples, porém elegante. No exemplo do estojo Karina Rabolini, ele já vem com fita de presente, e os produtos EDITORA BANAS

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utilização de stand up pouches para sabonetes líquidos e xampus.

Janela que torna a embalagem um display

Biscoito Opera: destaque para o fechamento flow pack

Frasco de vidro com tampa que tem moedor acoplado

Queijos em duas apresentações: frasco com tampa dosadora e flexível com quatro soldas

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tipo capuccino: frasco de vidro com tampa que tem moedor acoplado para ser moído no momento da utilização. A opção tem refil.

Em produtos de limpeza, a indústria de embalagem da Argentina também utiliza muito o stand up pouch para Nas embalagens dos tradicionais alfatodo tipo de produto: amaciantes, jores, o gosto pelas cores ouro, prata e limpadores, detergentes líquidos preto se confirma até mesmo nos bis(ALA) etc., além de estruturas metacoitos. Notem o biscoito Opera, destalizadas, e exploram isso nos projetos que para o fechamento tipo flow pack. gráficos. Notem os out Para as balas toffee, a lines (contornos) na opção foi o metalizado Mesmo num embalagem de determatte (butter toffee), gente em pó Skip. no Torrone, uma estrupaís tão metalizada com Em bebidas, os argentipróximo, como tura cores fortes, como o vernos exploram os rótulos a Argentina, melho. Nos confeitos, a dos vinhos, com holojanela em formato de árgrafia, relevos, podemos vore de Natal mostra os texturas, além ver tantas docinhos coloridos. Os disso, agregam oportunidades chocolates estão sendo valor com o uso de substituídos por chococartuchos na mesma e diferenças lates em tubos. Os conlinha de sofisticação. feitos mais sofisticados, Os chás, mais consucomo amêndoas, estão em cartuchos midos na Argentina que no Brasil, são tipo gable top. apresentados em embalagens mais A opção pela embalagem flexível cuidadas, como a da Virgin Islands, em BOPP matte atende também à que traz janela que torna a embalacategoria de cereais, como a aveia e gem um display. A embalagem do chá as torradas. Patagônia usa um painel na vertical e na horizontal para aproveitar ao máOs queijos, outro produto muito conximo qualquer que seja a disposição sumido na Argentina, têm apresentana gôndola. ção de quatro soldas e outra em prático Os leites estão na sua grande maioria em embalagens flexíveis com barreira, apesar de também existir a opção em cartonada e frasco multicamada. Nos alimentos, vale destacar os salgadinhos em cartuchos ou embalagens flexíveis em BOPP matte e o patê em embalagem termoformada, porém dentro de um cartucho com formato especial. Para embalar molhos de tomate, catchup, mostarda e maionese, mais uma vez predomina o stand up pouch, já com tampas ou pré-corte para fácil abertura. Nos molhos, os argentinos usam também embalagens cartonadas e exploram a estrutura metalizada na arte. Já os molhos mais requintados estão em frascos com tampas lacradas. Curiosa, a embalagem de café solúvel

frasco com tampa dosadora na cor preta, com rótulo termoencolhível. Mesmo nas embalagens flexíveis, notamos que o País explora bastante os recursos de impressão, como verniz em registro, metalização em registro, janelas e estruturas adequadas. Além, é claro de desenvolver artes elaboradas. Assim, até o torrone fica mais apetitoso. Numa visita rápida em qualquer ponto de venda, nota-se o grande número de embalagens stand up pouchs para muitas categorias: molhos, (cat chups, mostardas, maioneses, atomatados), higiene pessoal (xampus, sabonetes, cremes, talcos), limpeza (amaciantes, detergentes, limpadores), e bebidas (bebidas mistas). Lá,como o stand up pouch foi iniciado há mais tempo, já podemos observar a evolução dos

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adereços e serviços agregados, como tampas especiais e estruturas diferentes (artes metalizadas, por exemplo). Notamos também maior diversidade de marcas e tamanhos (diferentes apresentações), o que com certeza é muito mais democrático! As embalagens flexíveis se destacam também na categoria de detergente em pó com estruturas caras, por exemplo, do Skip, com os detalhes da estrutura metalizada em out line na marca, e nos congelados, em que muitos produtos são apresentados em unidades.

há mais produtos embalados do que aqui (ou há mais tempo). A maior diferença talvez seja na categoria de tintas: lá a opção pelas embalagens plásticas é visivelmente maior, em formatos quadrados, e muitas vezes transparentes. As sacolas das lojas também acompanham a exuberância. Elas são sempre chamativas.

A exuberância também é notada nas embalagens dos alfarrojes e biscoitos, sempre com muitos detalhes, que, para o nosso padrão, parecem exagerados, mas é apenas uma diferença cultural.

Essa sofisticação estética das embalagens e das gôndolas tem explicação na sua história. A Argentina foi colonizada por espanhóis, depois vieram muitos italianos. O País não teve imigração africana e nem grandes migrações dos povos indígenas, assim as suas grandes cidades têm um ar mais “europeu” do que as cidades brasileiras. Nas grandes cidades, a aparência de tudo é mais sofisticada do que a média brasileira.

Nos homes centers ou lojas de material de construção, pode-se dizer que

Porém, ao observar os números, notamos que a indústria de embalagens

da Argentina representa apenas 12% da indústria brasileira de embalagem e metade do consumo per capita do Brasil. Isso se deve a menor abrangência das embalagens em todo o País, já que no interior, há muito menos embalagens. Apesar do aspecto geral superior, os argentinos optam por embalagens econômicas, por exemplo, as de detergente em pó, que têm aspecto nobre pela arte, metalização, etc, mas mesmo assim é uma embalagem mais barata do que uma embalagem de papelcartão. Na categoria de vinhos, eles usam uma porcentagem maior de embalagem cartonada em relação à garrafa de vidro etc.

*Assunta Napolitano Camilo é diretora da consultoria de embalagens FuturePack e do Instituto de Embalagens

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notas técnicas

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31..............................................BAUCH CAMPOS .......................................................................................................................www.bauchcampos.com.br 05..............................................BRAGA ..................................................................................................................................................www.bobinatec.com.br 4ª Capa ...................................COLACRIL ..................................................................................................................................................www.colacril.com.br 33..............................................CODITEC ................................................................................................................................................... www.coditec.com.br 33..............................................CODMARC ..............................................................................................................................................www.codmarc.com.br 27..............................................DELTAPLAM ........................................................................................................................................www.deltaplam.com.br 33..............................................EMBACLASS ....................................................................................................................................... www.embaclass.com.br 33..............................................FUTUREPACK .................................................................................................................................... www.futurepack.com.br 33..............................................INTERTEC ...................................................................................................................................... www.intertecequip.com.br 34..............................................INSTITUTO DE EMBALAGENS .............................................................................www.institutodeembalagens.com.br 17..............................................LE PRINT ........................................................................................................................................................ www.leprint.ind.br 29..............................................MACK ROSS ...................................................................................................................................................www.trofa.com.br 33..............................................MAINARD ....................................................................................................................................www.mainard.com.br/shop 33..............................................MOLTEC...................................................................................................................................................... www.moltec.com.br 25..............................................QUALIJET .................................................................................................................................................. www.qualijet.com.br 2ª Capa ...................................RIGESA .......................................................................................................................................................... www.rigesa.com.br 3ª Capa ...................................REED EXHIBITIONS ....................................................................................................................www.reedalcantara.com.br 11..............................................SALAZAR.....................................................................................................................................................www.salazar.com.br 19..............................................SELOVAC ................................................................................................................................................... www.selovac.com.br 23..............................................TECHNOPACK..................................................................................................................................www.technopack.com.br 15..............................................TRANS ERG..............................................................................................................................................www.transerg.com.br

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EDITORA BANAS

149_Índice de Anunciantes.indd 34

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149_3Capa_Reed Ehxibitions.indd 1

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Revista Pack 149 - Janeiro 2010  

LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA - O código bidimensional datamatrix começa a ser implantado, este ano, para combater a indústria de falsifi cação de...

Revista Pack 149 - Janeiro 2010  

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