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ANO I - Nº 02 - SET/OUT DE 2016

Juliano Mendes da Hora

ÍNDICE

10 CONVERSA TEMPERADA

Gastronomia italiana com marca própria é um desafio constante que as irmãs Albania e Gênova De' Carli assumiram há mais de uma década ao criar o Cucina De' Carli

24 NOSSA CAPA A bebida quente e versátil que fortalece a gastronomia

46 QUEIJOS ESPECIAIS

A Zona Norte ganha mais uma opção para os fãs de queijo com a qualidade Campo da Serra

8 COISAS DE COZINHA 18 DICAS E TRUQUES 36 PRA LER 40 BEBIDAS & DRINKS 48 ADEGA 50 CERVEJA E TAL 52 SABOR CULTURAL 54 DESPENSA 56 DOCE VIDA

EXPEDIENTE

W’editora

A Revista MALAGUETA é uma publicação bimestral da Walter Lins Pinheiro Júnior Editora - ME. Empresarial One Way, Rua Guimarães Peixoto, 75, sl 202. Casa Amarela, Recife-PE. CEP: 52051-200. Fone: (81) 3426.6144

DIRETOR EXECUTIVO Walter Lins Jr: walter@revistamalagueta.com.br

EDITORA Luciana Torreão: redacao@revistamalagueta.com.br

REDAÇÃO Ivelise Buarque e Juliano Mendes da Hora: redacao@revistamalagueta.com.br

DESIGN Bruno Regis: producao@revistamalagueta.com.br

COLABORADORES Dan Coutelo, Goretti Santana, Juliana Lopes, Taciana Antunes e Talles Ruan

www.revistamalagueta.com.br Os textos e artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da revista. Participe da Revista MALAGUETA pelo e-mail: redacao@revistamalagueta.com.br

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EDITORIAL

Sabores para confortar a alma receitas de família, foi o Luiz da SP Gourmet, que deixou nossa edição mais doce e picante ao mesmo tempo, com suas geleias e molhos de pimenta. Outra que nos preencheu com seu bom humor e simpatia foi a “senhora das especiarias”, Simone Melo da Temperia. Ela colocou em prática um desejo antigo de empreender e foi em busca de algo que ela curtia muito: temperos. E provou que é possível oferecer um produto que vai além, recheado de boas histórias. E, por fim, a Márcia Cabral da Casato Bistrô, com sua gargalhada contagiante. Ela mostrou que é simples aliar duas paixões: gastronomia e arte. Por todos estes exemplos é que a gente convida vocês a darem uma pausa para nos ler enquanto saboreiam um café, de preferência em uma das cafeterias de nossa matéria de capa, que está quente, bem coada e cheia de dengos.

Luciana Torreão, jornalista e editora Juliano Mendes da Hora

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lá, leitor. Cá estamos na segunda edição. Pode puxar uma cadeira. Já nos apresentamos, você já nos conhece e agora podemos pegar um pouco mais de intimidade. Pois, tal qual uma receita afetiva, há ingredientes que não podem faltar à mesa e devem ser escolhidos com muito carinho. No nosso caso, cada pauta, cada frase, cada palavra foi selecionada pensando em você. Digo com convicção que esta edição está para lá de gostosa. Bem temperada e apimentada. Dosada e equilibrada. O mercado gastronômico vem crescendo dia a dia e está cada vez mais competitivo. Mas há pessoas que sabem fazer a diferença e se sobressaem em meio a tantas outras. Afinal, levar à frente o desejo de colocar seu próprio negócio com receitas e segredinhos de família é o que vem movendo muitas pessoas a colocarem seus talentos à prova. Gente que sabe se destacar e são empreendedoras natas. E nos privilegiam com suas delícias, com seus sorrisos e simpatia. Nesta edição, a gente conversou com lindos empresários, cujas reportagens deram prazer em escrever, fotografar, editar. Entre eles, as irmãs Albania e Gênova De' Carli, do Cucina De' Carli. Um estabelecimento em Casa Forte, simples por fora, mas que tem todo um sentido sensorial por dentro. Há mais de uma década, elas colocam em prática muito do que aprenderam desde pequenas, com a família italiana. Cheias de risos, marotices e receitas caseiras deliciosas, ambas compartilham com seus clientes uma alegria contagiante. Alegria esta que contaminou também nossa equipe durante a sessão de fotografia, como pode ser visto em nossa Conversa Temperada. Na mesma vibe das

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COISAS DE COZINHA CAFETEIRA DE SIFÃO KITCHENAID A KitchenAid, marca premium de eletroportáteis, passou a atuar em novo segmento de produtos, investe no mercado de cafés, e lança a Cafeteira de Sifão, que possui design único e moderno. É opção ideal para quem busca fazer café com sabor complexo, de forma prática e fácil, assistindo a verdadeiro espetáculo de um café feito a vácuo. Neste processo, usa-se moagem grossa-média para os grãos de café. A capacidade é para 1,18L. Onde comprar: www.loja.kitchenaid.com.br

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CONVERSA TEMPERADA

O paladar apurado da Itália Ivelise Buarque | colaborou Luciana Torreão

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Juliano Mendes da Hora

As irmãs Albania e Gênova comandam há mais de uma década o Cucina De’ Carli

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herança do povo italiano coloca sua culinária como uma das mais ricas do mundo, principalmente no que diz respeito aos ingredientes, ao processo de produção e as características da cozinha típica e regional que contribuem para a construção de um relacionamento muito distinto entre as pessoas, apesar das constantes transformações com o passar do tempo. Um vislumbre desta tradição saiu de casa e ganhou a praça com cardápio que une honestidade, simplicidade e ao mesmo tempo requinte. Parece tarefa muito fácil, mas manter a força da real gastronomia italiana com marca própria é um desafio constante que as irmãs Albania e Gênova De’ Carli assumiram há mais de uma década ao criar o Cucina De’ Carli, em Casa Forte.“O paladar da gente foi muito desenvolvido porque meu pai era uma pessoa que tinha um paladar muito refinado e costume de provar de tudo. Então, se colocassem pedra cozida na frente, ele provava. E, por isso, distinguir o que é bom do que não é bom,

aprendemos muito cedo”, lembra Albania De’ Carli, que comanda a charmosa casa de massas com a irmã. Tendo como base a autêntica cozinha italiana que conheceram dentro de casa, elas mantêm em sua essência, experiência muito particular desta família italiana, cuja história começou ainda no século 19, por ocasião da chegada ao Brasil dos nonos, que passaram sua paixão pela sua cozinha de geração a geração. Uma experiência que se expressa hoje na missão do bistrô, de oferecer a genuína gastronomia dos seus antepassados com toque moderno e pessoal, como apreciado e apreendido em casa com a avó e o próprio pai. “Ele tinha muita preocupação com as coisas boas. E naquela época se viajava bastante de navio e ele pedia aos amigos uma bola de queijo reggiano para ele, por exemplo. Ele era pirado por comida, tanto que ele ia atrás da pessoa que fabricava linguiça para fabricar a linguiça do jeito que ele queria. Mas, ele sempre foi aberto a grandes experiências. E desta forma a maneira como desenvolvemos as receitas vem muito em cima de como aprendemos a comer e a fazer”, completa Albania. E essas peculiaridades ajudaram a moldar a intrínseca relação de Albania e Gênova com a cozinha, uma paixão que saltou do hobbie familiar e aflorou em um negócio que conta com suas próprias particularidades: o aconchego de casa. Esta é a base do processo criativo da dupla que idealiza as próprias receitas para o restaurante unindo essa cozinha tradicional com ingredientes frescos e a busca por novos sabores, que resultam em pratos diferenciados que primam pela excelência na qualidade


aliado à simplicidade. União, inclusive, dos temperamentos das suas próprias realizadoras que dividem as panelas desde criança, seguindo os costumes da casa e da gene italiana. Esta parceria, que integrava as irmãs Italia e Lorena, sempre foi regada com brincadeiras gastronômicas em cozinha real na qual preparavam quitutes deliciosos e mantinham viva a intimidade e a tradição familiar. “Em casa de família italiana, todo mundo vai para a cozinha. É diferente de comida brasileira. E diferente das crianças que brincavam com forninho de brinquedo, nós costumávamos brincar com fogareiros pequenos e ingredientes reais no quintal. Minha mãe sempre mantinha a despensa pronta para que pudéssemos usar o que quiséssemos sem se preocupar se iria prestar

ou não. A ideia era explorar a criatividade na cozinha com o que tínhamos, e nós cozinhávamos e comíamos mesmo tudo, de qualquer forma. Então, a gente fazia bife, arroz e feijão, que ficava tão duro. Mas a gente comia mesmo assim e nossos pais também”, diz Gênova De’ Carli, que ainda destaca a dificuldade de cozinhar ao ar livre. Contudo, tudo isso fazia parte do processo de integração das quatro filhas que, enquanto mantinham a comida no “fogo”, subiam para o quatro da mãe para se arrumar para um “desfile de moda” e para a refeição em família no melhor estilo. E essa união é preservada ainda hoje com a visita frequente das irmãs e parentes ao Cucina. “Muito dessa alegria que a gente tem em cozinhar vem dessa alegria de brincar com a comida quando

Os nonos passaram sua paixão pela cozinha de geração a geração

A iniciativa marca um novo momento das chefs que se inicia com o conhecimento da cultura e da tradição da Itália através da enogastronomia, com a harmonização de vinhos que representam cada área do país com pratos característicos. “É uma forma de mostrar o carinho pela cultura, através do vinho e mostrar as peculiaridades integradas à sua própria gastronomia. Este projeto está integrado à nossa filosofia de trabalho, o slow food, e preocupação em integrar uma viagem para o conhecimento com elementos adequados, então, trabalhamos muito com orgânicos, por exemplo”, destaca Albania. Em sua terceira edição, o projeto Vinhos da Itália contempla no mês de setembro os rótulos da Puglia. A área de vinhedos da Puglia corresponde a cerca de 190.000 hectares. Graças ao amplo cultivo de inúmeras variedades de uvas, a região é responsável por elaborar 17% da produção total de vinhos da Itália. Suas uvas nativas são: a Trebbiano, a Sangiovese, a Bombino Bianco e Montepulciano, oriundas da província de Foggia, e a “uva di troia” ou Sumarello, entre outras. Mas as uvas de maior destaque são a Primitivo e a Negroamaro. Para esta edição, os vinhos selecionados foram o Negroamaro Torrato IGT, o Primitivo Orme IGP, o Nero di Troia Orme IGT e o Aglianico Rosso Puglia IGT. O objetivo da iniciativa é estimular e desenvolver o interesse pela grande variedade de uvas/vinhos italianos relacionando-os com suas regiões. Os rótulos escolhidos para o projeto são da Importadora Trinacria e estão sendo apresentados com descontos de até 50%. “Os vinhos são

Acervo Cucina De’ Carli

Projeto vinhos da Itália

sugeridos com pratos do cardápio ou novos pratos típicos das regiões, para tornar a noite ainda mais agradável”, comenta Gênova. Um dos pratos oferecidos para harmonização é o Orecchiette (foto) - massa típica da região - com polpetas, bem pequenas, em molho de tomate, perfeitamente harmonizada com o Nero di Tróia. O festival já apresentou nas edições anteriores os vinhos do Veneto e Piemonte e proporciona aos amantes da Itália, experiência de harmonização com novos pratos. E as irmãs adiantam: a Emilia Romagna será a região da vez em outubro.“Em 2017 daremos continuidade ao Vinhos da Itália com novos sabores da região da Sicilia”, revela Albania.

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Acervo Cucina De’ Carli

CONVERSA TEMPERADA

Em casa de família italiana, todo mundo vai para a cozinha. É diferente da comida brasileira”, diz Gênova

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a gente era pequena. Era algo bem descontraído, bem relaxante e bem divertido. E deu esse gosto de cozinhar. Mas, apesar da forma como fazíamos, sempre respeitávamos a ideia uma da outra. E o máximo que poderíamos fazer era dar alguns pitacos. Contudo, nunca mudávamos radicalmente a receita”, lembra Gênova. Essa união ainda se mantém viva com o empreendimento em Casa Forte e o movimento criativo e de produção de Gênova e Albania. Quando assume as panelas na cozinha do Cucina De’ Carli com a produção dos pratos na hora do almoço, por exemplo, Gênova dá a Albania a responsabilidade do almoço, que muitas vezes foge do menu da casa. É neste momento que o cardápio passa a ser o mais convencional da cozinha pernambucana, que complementa a mesa e as lembranças da mesa dos De’ Carli na infância. “Embora a gente tenha tradição de família muito voltada para a cozinha italiana, minha avô tinha um pé muito arraigado na comida portuguesa e na culinária regional, então, ela fazia cozido e bacalhau ao coco como ninguém. E a comida do dia a dia era gerenciada por ela. Por isso, o molho de tomate que a gente faz aqui tinha que ter diariamente na minha casa, por exemplo. Não se comia sem molho de tomate. Nós tínhamos todo tipo de comida que tem na casa de qualquer pessoa, como feijão, arroz e carne assada. Mas, o molho de tomate tinha que ter, até mesmo porque às vezes meu pai não comia nada daquilo, só a massa com o nosso molho de

tomate que leva carne. Era a proteína e o carboidrato”, comenta Gênova. Como na infância, o trabalho de criação é realizado a quatro mãos pelas irmãs, que largaram suas profissões originais há 13 anos para abraçar despretensiosamente a paixão pelas panelas. E do ofício de gerente de sistemas e de terapeuta clínica, surgiram essas duas chefs singulares, que se consideram, na verdade, cozinheiras.A brincadeira de criança transformou o hobbie de recriar receitas de família em casa em um serviço de buffet focado em gastronomia italiana e em delicatessen com molhos, pães e, posteriormente, em massas que, com o passar do tempo, tomou a forma deste charmoso restaurante na qual assumiram de vez a paixão dos seus antepassados com toque moderno e pessoal. “Temos aqui no restaurante processo bem similar. Há coisas que Gênova está tentando de uma forma, e depois quando conversamos tentamos do mesmo jeito, mas de outra forma. Contudo, se é ela quem vai fazer, eu ajudo a realizar da maneira como ela deseja, e o mesmo acontece quando uma ideia é minha. Desenvolvemos juntas na direção que eu quero dar, e aí a gente avalia o resultado final opinando e chegando à conclusão se há algo a acrescentar ou mudar. Nós vamos assim fazendo os testes para chegar na solução que buscamos em cada prato”, enfatiza Albania. Lembra com isso de recente investida na qual criaram algo que não saiu como o desejado na ocasião, levando-as a buscar outra direção que criou em cima da ideia inicial uma opção muito mais atraente, a Bruscheta de Cogumelo, que está sendo apresentada aos clientes no festival “Vinhos da Itália”. Esta dedicação resultou em convite especial da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, como únicas representantes do Norte/Nordeste, para participar da 50ª Vinitaly, maior feira de vinhos do mundo, representando o país. SERVIÇO RESTAURANTE CUCINA DE’ CARLI Rua Jader Andrade, N° 163, Casa Forte. Fone: 81 3265-5781. Funcionamento: Segunda das 9h às 15h; terças e quartas das 9h às 18h; e de quinta a sábado das 09h às 23h30.


MOLHO DE TOMATE FRESCO INGREDIENTES 1 kg de tomate 3 dentes de alho grandes 1 colher de sopa de azeite extra virgem 1 molho pequeno de manjericão sal e pimenta do reino a gosto. Obs:Você vai precisar de mais ou menos um saco de gelo, para fazer essa receita. MODO DE PREPARO Lave e higienize os tomates, corte um "X" na pele do lado de cima Em uma panela com água fervendo coloque-os até que ferva a água novamente. Retire e coloqueos em uma bandeja com gelo. Retire a pele dos tomates, corte em sentido longitudinal e retire as semente, colocando-as em uma peneira, reservando o caldo. Pique grosseiramente a polpa dos tomates. Corte o alho em tiras finas e leve-os ao fogo baixo com o azeite para dourar. Adicione os tomates, aumente o fogo e adicione o sal e a pimenta do reino. Quando começar a ferver, junte o caldo, tampe a panela e deixe cozinhar por mais ou menos 20 minutos.Adicione o manjericão, abaixe o fogo e deixe por mais 10 minutos. Desligue e coloque um fio de azeite. Ao retirar do fogo, resfrie rapidamente em uma bandeja com gelo. Com relação a esta receita, Albania e Gênova De' Carli destacam ser um curinga na cozinha e uma receita fácil de fazer e que pode ser servido em muitas preparações. Reforçam que deve ser embalada em potes hermeticamente fechados, com nome e data, e levada ao freezer para consumir em até 60 dias ou a geladeira para consumo rápido. Enfatizam que é fácil, rápido e delicioso e ainda fica muito bom com espaguete, penne, farfale, com pizza, em sanduiches, acompanhando berinjela e até mesmo gelado na torrada, como antipasto. Rende +/- 1 kg.

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COZINHA TRADICIONAL

Obra de arte no paladar Casato Bistrô revela uma cozinha e ambiente recheados de delicadeza Juliano Mendes da Hora

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Juliano Mendas da Hora

Daniel Bastos, formado em gastronomia pelo Senac, ele é o braço direito de Márcia Cabral no bistrô

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uem passeia pelos bairros do Espinheiro, Graças, Parnamirim e Casa Forte está acostumado a percorrer ruas com casas aconchegantes que revelam aquarelas de sabor e sensações. Mas poucos estabelecimentos conseguem unir a excelência na feitura de receitas com o espírito livre e lúdico das artes, como no Casato Bistrô. Sob o comando da empresária Márcia Cabral, o restaurante ocupa o segundo andar de um antigo casarão na Avenida Rui Barbosa, cercado por denso jardim que mais lembra cenário de conto de fadas. Essa definição reflete também a trajetória de Márcia e do bistrô, criadora e criador que se misturam e compõem uma só entidade, regida

pelo amor à vida. O pontapé que deu início à essa bela história está justamente num momento delicado da vida da protagonista: em processo de transição profissional, época de incertezas e decisões a serem tomadas, ela resolveu encarar o período como uma porta aberta, tendo à frente imenso papel em branco. A vontade de tomar as próprias rédeas da vida profissional agora estava frente a frente com a oportunidade para colocar essa ideia em prática. E lá foi ela, junto com o marido, nos turbulentos anos 90, encarar o desafio de tocar o Canavial, um restaurante dentro da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, no bairro da Imbiribeira. “Lembro de como o ritmo era intenso, mas que de certa forma eu adorava. Criei um vínculo muito legal com todos os frequentadores, não esquecia o nome de ninguém”, conta Márcia. O negócio foi dando tão certo e a comida, elogiada, que logo surgiram as perguntas “vocês têm buffet para festas e eventos?” Então, Márcia mergulhou nos finais de semana para deliciar jantares e festas.Ao ser perguntada sobre responder ao trabalho com mais trabalho, ela sorri e ensina: “se há um equilíbrio entre a excelência do fazer e o prazer pelo reconhecimento e retorno do negócio, o trabalho flui de maneira mais dinâmica”. Sendo assim, o céu era o limite, e no


Juliano mendes da Hora

início dos anos 2000, ela partiu para o Recife Antigo, então no auge dos empreendimentos gastronômicos e turísticos. Por lá abriu o Sr. Marquês, que fez sucesso entre empresários, comerciantes e visitantes do bairro. E foi lá que ela se viu movida pelo seu espírito inquieto. Por mais que estivesse com seu nome sedimentado no setor de gastronomia, ela era formada em Turismo, e havia muitas coisas que ela tinha por fazer. Era hora de fechar mais um ciclo e iniciar outro. NOVOS ARES - “Em 2011, aproveitei que uma prima estava estudando história da arte na Europa e fiz as malas pra lá. Olhei pra minha vida até aquele momento e pensei: por que não? Já tinha feito tantas coisas, a família estava tranquila, tinha juntado um bom dinheiro, então era hora de experimentar novos ares. Fui.” E foi essa viagem que mudou a vida de Márcia e influenciaria o clima do Casato, que ela nem sonhava em abrir, dali a alguns anos. “Na Europa, eu fui além dos circuitos turísticos convencionais.Vi o que todo mundo vê, mas minha curiosidade me levou a museus e cursos que eu nunca teria a oportunidade de conhecer aqui no Brasil.Voltei renovada e com gás para pôr em prática um olhar há muito adormecido, o olhar para as artes plásticas.” Quem vê Márcia falando sobre arte nem imagina que ela já cultivava isso desde criança. Mas como seu pai se preocupava com o seu futuro, logo tratou de lhe recomendar carreiras que ele julgava mais seguras em termos financeiros. E então, ela deixou essa força acomodada num cantinho dentro de si, mas sem nunca deixar de exercê-la. “Eu sempre tive apreço enorme pela arte. Lembro-me das várias vezes que, não satisfeita em adquirir as obras, eu ia até a residência dos artistas para conhecê-los e aprender mais sobre o ofício deles”, conta a empresária, que possui longos anos de amizade com os maiores nomes do segmento no Estado. Em 2013, já estava pensando em como poderia trabalhar neste ramo, quando uma amiga lhe apresentou a franquia de cafés Delta Expresso.“Mas trabalhar nesse ramo, de novo?” – perguntou Márcia. Ela logo mudaria de ideia ao encontrar num antigo casarão tombado no número

1105 da Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças, espaço que fez sua imaginação fervilhar. Erguido num terreno de 10 mil metros quadrados com extensa vegetação nativa, ela enxergou ali muito mais que xícaras e pequenas refeições: ela sentiu que ali poderia ser preenchido com vida, movimento, cores e sons. Dividindo o espaço com a concessionária Toyolex, uma loja de livros e um bistrô ao lado do seu café, não tinha como errar. E Márcia queria mais.A sua percepção do potencial que aquela grande casa possuía não era partilhada pelos demais, e durante muito tempo ela acalentou as ideias que não paravam de estourar em sua cabeça. Então, o bistrô com o qual dividia o segundo andar do casarão fechou as portas em 2015, e Márcia acendeu o alerta dentro de si. “Senti que aquela hora de decidir que eu encarei anos atrás, havia voltado. E estava me perguntando: 'vai ficar aí parada sonhando, ou vai agir'? E ela agiu. Reabriu o antigo bistrô, mas desta vez com a sua cara. E novo nome. Nasceu assim o Casato, espaço de espírito lúdico, onde os muros entre as artes desaparecem. Tanto faz se você está apreciando ou degustando. Artes plásticas e artes gastronômicas se unem, proporcionando uma experiência única: No Casato, Márcia trouxe consigo toda a fome de vida e arte que ela havia guardado por todas essas décadas.Além dos pratos, o cliente tem a possibilidade de participar de saraus, recitais e conferir mostras coletivas e individuais, que são

Um dos sucessos é o feijão da casa que acompanha o bife carioca – carne acebolada na manteiga arroz, farofa e ovo frito (ao estilo bife a cavalo)

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Juliano Mendes da Hora

COZINHA TRADICIONAL

Sampa Polpeta – polpeta de carne com fettuccine ao Pomodoro e parmesão

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realizados frequentemente. A casa já contou com os talentos de chefs como Dorian Bessa e Adriano Silva, e atualmente o menu está nas mãos do talentoso Daniel Bastos, de apenas 25 anos. Formado em gastronomia pelo Senac, ele é o braço direito de Márcia no bistrô, que juntos comandam a equipe com muito carinho e descontração. “Sinto-me muito feliz de estar em local onde tenho autonomia para criar, e ao mesmo tempo aprender”, revela o jovem chef. “Márcia tem espírito agregador que contagia a equipe, toda semana nós conversamos sobre o cardápio, a satisfação dos clientes...” Os clientes também têm a sua parcela de contribuição para o sucesso do Casato Bistrô. Com público fiel, não é raro ver famílias inteiras que aparecem por lá para almoçar duas, três vezes por semana, sem falar o público que trabalha nas imediações. “O público local é um dos responsáveis pela nossa excelência no serviço. Tanto que nós ouvimos todas as opiniões e dicas. Já houve ocasiões em que certos pratos fizeram tanto sucesso, que os incorporamos ao cardápio fixo”, conta Daniel. O menu do Casato se divide entre a cozinha tradicional, servida no cardápio padrão, e uma série de pratos que puxam pela memória afetiva do cliente, no cardápio executivo. E é este que mais chama a atenção, pela criatividade e sabor. “Nós trabalhamos com itens acessíveis e fazemos deles uma experiência única, a partir de combinações e

introdução de ingredientes especiais”, explica Márcia. Um dos sucessos é o feijão da casa, que varia de tipo, dependendo do dia, e acompanha o bife carioca – carne acebolada na manteiga com feijão da casa, arroz, farofa e ovo frito (ao estilo bife a cavalo). Outros destaques são a Sampa Polpeta – polpeta de carne com fettuccine ao Pomodoro e parmesão; a peixada pernambucana com legumes, pirão e arroz branco; e a salada manauara – um mix de folhas, com tiras de peixe ou frango em molho de ervas, acompanhado de batata doce, cenoura, tomate e ovo cozido. Cada uma dessas opções individuais sai por apenas R$ 22,90. Para quem preferir o circuito completo, que engloba entrada, prato principal, sobremesa, além de caldo ou consomé do dia, a experiência gastronômica custa R$ 34,90. Tudo isso em meio a quadros, esculturas, fotografias, artesanatos e postais que além de estarem expostos, também estão à venda. Outro sucesso da casa são as aulas de pintura e história da arte com a consagrada pintora Badida Campos. Sim, você não leu errado! Uma das mais premiadas e queridas artistas pernambucanas está todas as sextas-feiras na Casato, das 15h às 17h, com oficinas de pintura destinadas a todos os amantes da arte, com experiência, ou não. O objetivo é desenvolver visão livre e o desenvolvimento de técnica própria, norteada pela espontaneidade e o lúdico. Não há limite de vagas. Partindo desse princípio, quais os próximos passos da Casato? “Ir até onde a liberdade me permitir”, responde Márcia. Dona de um sorriso cativante e de uma gargalhada contagiante, a empresária guarda novidades para o ano que vem, sem revelar uma pista sequer. “Só posso dizer que envolverá muito amor e a arte de Pernambuco”. Só o tempo dirá. E quando chegar a hora, pode ter certeza de que isso desabrochará com a mesma leveza e carinho de sua criadora.

SERVIÇO: CASATO BISTRÔ Av.Rui Barbosa, 1105 – Graças, Recife. Telefone: (81) 3034-8909


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DICAS E TRUQUES

Saúde no pote Luciana Torreão

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ocê é daquelas pessoas que torcem o nariz para salada ou usa a falta de tempo ou inabilidade criativa como desculpa para não comer? Ou ainda: não gosta de comer salada fora de casa e acredita que esta é uma opção inadequada para levar ao trabalho? Bom, foi exatamente pensando em derrubar todos estes pretextos que trouxemos uma dica que está virando tendência: a salada de pote. É uma nova moda aderida por quem quer manter a dieta em dia, mas que pode e deve ser seguida por todos. Pelo que consta, a ideia das saladas no pote de vidro (Salads in a Jar) vieram dos Estados Unidos, e foi aderida nas cidades grandes, que consiste em montar e armazenar itens da salada em potes de vidro.Trata-se de opção econômica, saudável e prática. A vantagem é que é possível se planejar, preparar tudo em um dia da semana, armazenar na geladeira para a semana toda e levar na bolsa todos os dias para comer onde quiser. Assim, você garante os nutrientes necessários diariamente e mantém a qualidade e frescor dos ingredientes, e não se estraguem ou percam a vitalidade. Com isso você garante a dieta ou passa a se alimentar de maneira mais saudável no seu dia a dia sem perder tanto tempo. Elas, inclusive, auxiliam no controle da porção ideal na dieta, e conservam as folhas vivas, sem murcharem, por mais tempo. E, se preferir, pode preparar na noite anterior. Para começar, você pode se programar, planejando desde a aquisição dos potes até a escolha do que comer em cada dia da semana para não ficar repetitivo e chato. O ideal é selecionar os potes de vidro

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(sempre!) que tenham tampa com boa vedação, para que os itens não se misturem ou possam vazar em sua bolsa. A gente sempre tem potes de vidro em casa, daqueles de conserva ou de molho de tomate. Mas nem todos possuem boa vedação. Sendo assim, o melhor é ir em varejos, casas de presentes ou lojas que vendem utensílios de cozinha, que sempre há potinhos de vidro em tamanho médio, de aproximadamente 500ml. Feito isso, é hora de fazer a lista de compras, de acordo com sua preferência. Sugerimos utilizar folhas mais resistentes, como a alface americana, francesa e rúcula. Mas também pode ter agrião, ou outra que tenha a folha mais durinha, como escarola, chicória, radicchio ou acelga. Mas vale destacar que as folhas precisam estar tratadas e bem secas. Outros ingredientes ficam a critério pessoal. Basicamente, a salada de pote é montada em camadas. A primeira é sempre o molho, no fundo.Você pode colocar somente azeite, sal e pimenta. Ou incrementar com outros componentes, como mostarda, mel ervas e temperos diversos. A segunda camada são os elementos mais densos, que não se estragam em contato com o molho. Podem ser pepino, tomate comum ou cereja, cenoura cozida ou ralada, pimentão, beterraba, grão de bico, milho em conserva ou cozido, abacate, rabanete, cebola roxa, cogumelos, azeitonas, palmito, ervilha, frango desfiado, atum em conserva, ricota ou mussarela de búfala, repolho branco ou roxo – cru ou cozido, uma massa como penne ou parafuso (escorra e deixe esfriar antes de colocar no pote), quinoa, etc. Se for de seu


gosto, use frutas como maçã, pera, manga, passas. A terceira, sempre por fim – em cima de tudo, as folhas, pois ao entrar em contato com o molho, podem murchar. Uma sugestão é deixar um espaço entre as folhas e a tampa,

para que seja possível balançar para misturar o molho aos ingredientes. E, se você não tem muita criatividade para molhos, para facilitar sua vida, seguem algumas dicas de receitas para sua salada, que fazem toda a diferença.

DICAS DE MOLHO VINAGRETE DE LIMÃO (fonte: www.dicasdemulher.com.br) INGREDIENTES Suco de 1 limão grande | ½ xícara de azeite | 4 dentes de alho picados Sal marinho a gosto | Pimenta preta (pouco) MODO DE PREPARO Misture todos os ingredientes e pronto! Se necessário, acrescente um pouco de água filtrada.

Ilustração | Dorival Lima

MOLHO ORIENTAL (fonte: mdemulher.abril.com.br/) INGREDIENTES 3 col. (sopa) de shoyu | 5 col. (sopa) de azeite de oliva Suco de 1/2 limão | 1 col. (chá) de gengibre fresco ralado Sal a gosto

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PIMENTAS

Calor artesanal e empreendedor Receita de família aquece o mercado gastronômico do Recife Juliano Mendes da Hora

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Juliano Mendes da Hora

SP Gourmet, marca criada pelo Seu Luiz, deu origem às geleias feitas à base de pimentas e frutas como manga, maçã, morango, caju

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ascido em Santa Catarina, de pai mineiro e mãe descendente de poloneses, Luiz Antônio Stockler Pinto carrega consigo extensa bagagem de lembranças e sabores. Sua família costumava se reunir nos finais de semana para saborear os churrascos e outras receitas desenvolvidas pelo seu pai. Era o patriarca, o responsável pelos maiores segredos culinários do clã. Estes foram absorvidos por Luiz com espontaneidade e afinco: como qualquer outra atividade partilhada entre pais e filhos, a alquimia presente na construção dos sabores e texturas era uma grande brincadeira que se transformou em hábito de amor, dando origem a uma linha artesanal de pimentas e geleias que está conquistando cada vez mais paladares pernambucanos. “A minha relação com a gastronomia

é algo muito enraizado. Para mim, comer não se resumia ao ato de aplacar a fome, mas de unir, de comungar entre os meus, de partilhar momentos felizes, de tecer boas conversas, de perpetuar energia e amor dos mais velhos aos mais novos”, lembra Luiz, que veio com a família para o Nordeste em 1990, fincando raízes em Maceió, Alagoas. Os sabores da região atiçaram ainda mais a bagagem de lembranças e receitas do catarinense, que continuava a guardar seus tesouros somente para a família. Mas foi somente em Pernambuco, estado para o qual se mudou há oito anos, que ele resolveu abrir o seu baú de tesouros gastronômicos, ao decidir cursar a faculdade de gastronomia, aos 59 anos, na Universidade Maurício de Nassau. “Foi a coroação de um hábito e vontade de aprender que me foi plantada pelo meu pai. Consegui realizar tantas coisas e superar tantas dificuldades, que eu decidi me dar este prêmio. E foi uma das coisas mais gratificantes que fiz na vida”. Tão gratificante, que Luiz logo emendou uma pós-graduação após a formatura. Durante os cursos, Luiz formou grupo na faculdade que se reunia semanalmente para cozinhar, trocar novidades e tomar vinho nos finais de semana. Foi neste período que ele se aprofundou no universo dos vinhos. “Já testávamos harmonização e buscávamos novos rótulos muito antes dessa febre de hoje. Foi uma nova visão acerca dos


Juliano Mendes da Hora

sabores, me abrindo a mente para o lado mais conceitual deste segmento”. Além dos vinhos, Luiz se interessou pelas novidades em torno das bebidas em geral, em especial a fabricação de gêneros artesanais, passando a frequentar locais destinados à degustação e formação de novos entusiastas no setor. E foi num desses locais que ele e sua esposa construíram novas amizades e deram início ao seu empreendimento. “Moramos em frente à CiBrew, loja especializada em venda de insumos e equipamentos para cerveja, que nos finais de semana promove eventos com muitos entusiastas, músicas, cerveja e bons pratos. Foi neste último ponto em que nós entramos”, lembra. Seu Luiz e Dona Lúcia passaram a frequentar os eventos da CiBrew levando suas receitas, como feijoada e outros pratos que casam com cerveja, entre eles, o molho de pimenta, cuja receita lhe foi passada pelo seu pai. E foi aí que o encanto começou. “Hmmm, que molho de pimenta maravilhoso!” “É o senhor quem faz?” “Aaahhh, mas eu não gosto de pimenta... espere aí, isso aqui é muito bom!” “Tem mais?” “Onde eu posso comprar esse molho?” As perguntas se repetiam ad infinitum, enquanto os pratos trazidos pelo casal iam embora em tempo recorde. O sucesso dos molhos de pimenta era tanto, que outros comerciantes presentes nos eventos da CiBrew iam até o stand do casal e pediam emprestado o frasco do molho de pimenta para temperar suas próprias mercadorias. Com isso, logo se tornaram conhecidos da vizinhança, e passaram a fabricar seus molhos de pimenta para atender aos pedidos dos fãs. E assim nasceu a SP Gourmet, marca criada pelo Seu Luiz, que logo deu origem às geleias feitas à base de pimentas e frutas como manga, maçã, morango, caju e o que mais veio à mente do casal. Sucesso absoluto. Mas para poucos, pois a produção ainda se dá na cozinha do casal, e atende aos clientes e eventos gastronômicos da região onde moram, no bairro do Rosarinho. Os molhos de pimenta, por exemplo, saem numa tiragem média de 60 a 80 potes por semana, dependendo da demanda.Todo o processo é artesanal e não envolve nenhum

tipo de conservantes. O casal se envolve pessoalmente em todo o processo, desde o cozimento, passando pelo envasamento e estandardização do produto, com elementos colados à mão para decorar as embalagens, que viram lindos itens de decoração para a cozinha, quando os molhos e geleias chegam ao fim. Os molhos e geléias da SP Gourmet preparam-se para alçar novos voos em breve, com amostras já enviadas a alguns dos melhores delicatessens do Recife e já em negociação com uma rede João Pessoa, na Paraíba. Por enquanto, você pode encontrar a marca nos eventos da CiBrew, ou acessar o Facebook e o Instagram da marca para agendar o seu pedido.

Luiz Antônio Stockler Pinto carrega consigo extensa bagagem de lembranças e sabores

SERVIÇO: SP GOURMET – Molhos e geléias artesanais à base de pimenta Facebook: www.facebook.com/SP-Gourmet Instagram: www.instagram.com/sp-gourmet77 Fone: (81) 99707-5617

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NOSSA CAPA

Café, prazer e aconchego Ivelise Buarque

O CAFÉ DO BREJO: funciona como opção que vai além da tradição com menu agregando os costumes da serra

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O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento”, dizia o escritor francês Honoré de Balzac (1799 -1850), que tinha no seu consumo, hábitos de trabalho, impulsionando uma produção automática de 15 horas por dia. E o movimento do café continua até os dias de hoje, de várias formas e para todos os gostos. É a nova vedete do cenário gastronômico. E, percebemos com isso, que este novo mercado está se expandido em todos os sentidos. Seja com importação e exportação do produto, comercialização de utensílios e de máquinas específicas para consumo próprio e comercial, e expansão do conceito de casas de café.“O universo cafeeiro vive sem dúvida seu melhor momento. Hoje o mundo quer conhe-

cer o café, quer tomar bons cafés e isso trouxe mudanças em todo o ciclo, onde todos querem e precisam fazer o melhor, desde o plantio até a xicara”, destaca George Gepp, barista, consultor e professor. Especialista em cafés especiais, nunca tivera grandes aproximações com o produto seja como consumidor ou apreciador até conhecer a profissão do barista, em 2007. Hoje, sua relação com a bebida representa vida, e para muitos significa naturalmente calor, afinal, uma de suas principais características é a capacidade de aquecer mesmo quando gelado.“Os processos do café até chegar à xícara é um ciclo, e todos são fundamentais. Saber colher o café no ponto ideal de maturação, processos de despolpamento, secagem, armazenamento, beneficiamento, mas sem duvida é na torra que se definem as características, e o preparo é que define a xícara, então as duas últimas etapas são cruciais”, enfatiza o consultor. E, tomando-se como base este momento e as diversas análises observadas no setor, não é difícil atestar que estamos de fato vivendo novo cenário na qual a demanda é literalmente igual à produção, e provavelmente até mais, uma vez que existe mudança de comportamento que favorece a indústria como um todo. “O mercado brasileiro é o maior produtor de café do mundo e um dos maiores consumidores. E a nossa produção tem, sem duvida, um dos melhores cafés do mundo. Com isso, vemos que o consumo e hábitos estão mudando, mas a grande massa


consome os piores cafés”, diz o profissional, que vem atuando junto a diversos estabelecimentos do país para transformar o hábito dos consumidores pela bebida. Originária do continente africano, das regiões altas da Etiópia (Enária e Cafa), o café é uma planta envolta em diversas lendas entre as quais a mais difundida e aceita é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Pastoreando suas cabras, notou a energia e alegria dos animais ao mastigarem fruto de coloração amarelo avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. Desta região, foi levado para a Arábia que se tornou a responsável pela propagação dessa cultura, que data de 575 no Yêmen, de acordo com manuscritos mais antigos. Daí para sua chegada à Europa, seguiram-se alguns séculos. Mas ao cair no gosto dos nobres, em especial da corte de Louis XIV, em 1672, gerou-se uma nova cultura de consumo do que se chamava "vinho estimulante de apetite". No Brasil, a sua passagem não passou despercebida e envolveu o país num importante contexto internacional, econômico e social com o "Ciclo do Café". Não é à toa.A riqueza da nossa cultura cafeeira continua ainda nos dias de hoje. O Boletim Setorial do Agronegócio de 2011, apresentado pelo Sebrae, registrou acréscimo de 4,03%, representando consumo per capita anual de 4,81kg de café torrado para cada brasileiro. O que reforça apenas a incorporação cada vez maior do costume de consumir o produto, que é a segunda bebida mais pedida pelo brasileiro depois da água. Costume que incorpora um diagnóstico na época de cerca de 43 estabelecimentos, localizados na Região Metropolitana do Recife. Universo que, sem sombra de dúvidas, já deve ter ultrapassado com o boom que vemos atualmente de ambientes no Estado. As cafeterias, coffee shops e lojas especializadas estão em todos os cantos e oferecem, cada vez mais, variedade de opões para o consumidor que busca um ambiente aconchegante acompanhado por guloseimas irresistíveis e um café ao seu gosto para chamar de seu. “As Cafeterias hoje são tidas como extensão de casa. Hoje se trabalha, bate papo, confraterniza, realiza reuniões de negócio e até se tem um jantar romântico. Quer

dizer, de tudo se pode fazer em um café”, diz Gabriel Diniz do Café do Brejo, que trouxe a tradição da família de interior para a capital. Aproveitando a visão inicial da mãe Maria Tereza Diniz e do padrasto José Alberto, que criaram o café há 20 anos na cidade de Triunfo, montou a casa em um ponto na Rua Capitão Lima, em Santo Amaro, com destaque para harmonização de três itens: proposta bem interessante com cafés especiais, ambiente intimista e cardápio bem variado para atender do almoço até o jantar. “Temos mais de 20 opções de cafés, dos coados aos expressos, gelados e com álcool.Trabalhamos com o grão da Arte Café, vindo do sul de Minas, da região de Guaxupé, que realmente tem uma forma de colheita, de secagem e de torra que definem a qualidade do café”, destaca ele, que faz questão de frisar que nada disso adianta se não tiver um barista dentro de estabelecimento. E, com esta preocupação, conseguiu criar em pleno centro um espaço com o estilo de casinha de interior na qual pudesse trazer a culinária de Dona Teca, que tornou a marca original conhecida, com proposta de comidinhas mais leves, que fazem com que o cardápio seja equivalente a 60% do seu faturamento. Assim o Café do Brejo funciona como opção que vai além da tradição com menu agregando os costumes da serra com diferenciais que caíram no gosto do seu público e são

“O universo cafeeiro vive sem dúvida seu melhor momento. Hoje o mundo quer conhecer o café, quer tomar bons cafés e isso trouxe mudanças em todo o ciclo, onde todos querem e precisam fazer o melhor, desde o plantio até a xicara”. George Gepp

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Acervo do Malakoff Café

NOSSA CAPA

MALAKOFF CAFE: A ambientação pautada na sustentabilidade com móveis restaurados, reaproveitados e reutilizados, integram com outros elementos característicos do ambiente original a ideia da cafeteria

hoje carros chefes da casa. “O cappuccino Vienense é o queridinho junto com o Coffee Shake, assim como as pizzas com massa de jerimum que fazem o maior sucesso entre as comidinhas que temos”, segundo Diniz, que apostou na localização em virtude de diversos fatores como a escassez de estabelecimentos deste tipo na área e de olho na demanda no bairro, com o surgimento de novos edifícios residenciais e empresariais. O ponto se torna assim, grande peso na implantação de um negócio, e faz com que o empreendimento encare maiores ou menores dificuldades para se estabelecer. “A localização levou em conta a escassez de propostas do tipo no bairro do Prado. Um bairro muito residencial, mas também de negócios. Estar numa avenida de grande passagem e saída do Recife para o interior, como a Avenida Abdias de Carvalho, também contou muito na hora de escolhermos o local”, comenta Tallita Marques. Jornalista, ela ampliou sua atuação para empresária ao montar com o marido e barista Alan Cavalcanti o Malakoff Café. Com o conceito do slow coffee e especializado nos métodos de preparo artesanal da bebida, já expandiu o negócio para uma segunda unidade que funciona no Paço do Frevo, no Bairro do Recife, dividindo a administração do projeto com a irmã Tassiana Marques. Na nova unidade, aplicam o mesmo conceito da sustentabilidade, de atendimento personalizado e didático que moldou a proposta inicial, na medida do possível. “Por ser um museu, não pudemos fazer muitas interfe-

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rências. Mas não abrimos mão dos nossos móveis, do balcão e mantivemos o mesmo cardápio”, completa Marques. O trio buscou manter a ambientação pautada na sustentabilidade com móveis restaurados, reaproveitados e reutilizados, que integram com outros elementos característicos do ambiente original a ideia da cafeteria, em decoração criativa que os aproximasse ainda mais com o mundo do café, com o aporte do Mônica Neri Arquitetura. E assim dão continuidade ao projeto que conta com cardápio que tem como principal produto o café com mais de 40 tipos, que envolvem inclusive 15 métodos artesanais de preparo da bebida pura. Tudo isso podendo ser acompanhado por comidinhas caseiras e regionais (como cuscuz, tapiocas, bolo de rolo, de tapioca, de cenoura e banana, pães caseiros, dentre outras opções), que funcionam mais como um “cartão de visitas” das possibilidades de harmonização dos cafés. “Oferecemos a carta mais variada de cafés do Recife. Na nossa especialidade, que são os cafés artesanais, são 15 métodos diferentes de extração. Temos, é claro, o expresso nos padrões italiano e nacional e grande variedade preparada com leite, chocolate, leite condensado, mel, biscoito, sorvete. Nos métodos artesanais trabalhamos com o Arte Café Especial, da Fazenda São Gabriel, do Sul de Minas Gerais. Nos cafés que têm como base o expresso, utilizamos o pernambucano especial Yaguara Café, de Taquaritinga do Norte. Temos muita preocupação com a qualidade do café prepa-


MAIS DO QUE UM CAFEZINHO – “O espaço é tão importante quanto a qualidade do que se serve. O momento do café significa pausa prazerosa, e a Estação almeja que cada xícara tomada aqui deve ser uma experiência. Para criarmos esse ambiente, tivemos o projeto da arquiteta Marília Didier com retoques recentes de Raissa Ferber, paisagismo de Carmen Wanick e participação de vários artistas plásticos”, pontua Ticiane Didier, barista e sócia do Estação 4 Cantos Galeria & Café, em Olinda, uma apaixonada por cafés e chás. Sua relação de amor surgiu quando realizou o primeiro curso com Isabela Raposeiras, a barista e mestre de torras mais premiada do Brasil, em que foi flechada pelo “Café Orfeu”. Acreditando que o cafezinho é o momento para se conversar com as pessoas queridas e para uma pausa prazerosa do dia, a proposta de prolongar o tempo das pessoas na loja se tornou o ar da galeria de arte na qual trabalha desde 2008. E, por isso, a experiência do espaço foi diferente no processo de constituição da cafeteria, inclusive em termos de cardápio que foi baseado na demanda dos clientes. Hoje, com anos de experiência, mantém cardápio bem elaborado que permite a permanência do empreendimento com o destaque que ele merece. “Nós fomos uma das cafeterias pioneiras em estar fora do ambiente de shopping. Na verdade, acho que há um pouco das três situações, mas cada estabelecimento é que deve criar condições para se manter. Nossa especialidade é propor ambiente corporativo agradável e econômico, contemplando não só a área de gastronomia, mas também cultura, moda, artesanato, música, artes plásticas e literatura”, lembra com orgulho Didier, que destaca o Café Expresso e o Cappuccino caseiro como as principais estrelas da casa, que se integram a um menu de comidinhas de sucesso que não ficam atrás no gosto do público. “Nas comidinhas, temos as tapiocas, a Panelinha de Charque e o Bolo de Mainha. Todo o menu foi repaginado há dois meses sob o comando do chef Caio Veríssimo, de

modo que temos variedade de opções com o toque da alta gastronomia nordestina”, completa. A vida dinâmica dos dias de hoje definitivamente se configura como um dos fatores que justifica a busca por ambiente onde passar horas agradáveis, conversando e curtindo um café, em virtude dessa necessidade que o ser humano tem de compartilhar e de apreciar sentimentos, gosto e cheiro que o café proporciona. “A influência no estilo de vida das grandes cidades influencia essa tendência que veio para ficar. Os consumidores hoje buscam a experiência de consumo de café e aproveitar os espaços agradáveis para passar tempo ou trabalhar nas cafeterias. Noto, inclusive, que aqui no café o fato de ser

MALAKOFF CAFÉ: da jornalista Tallita Marques e de seu marido e barista, Alan Cavalcanti, basea-se no conceito do slow coffee cultiva métodos de preparo artesanal da bebida Mônica Paiva

rado por nós, então, apenas baristas, que são profissionais especialistas no preparo da bebida, fazem os cafés”, ressalta.

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Pri Câmara

NOSSA CAPA

O ESTAÇÃO 4 CANTOS GALERIA & CAFÉ, em Olinda, propõe ambiente corporativo agradável e econômico, contemplando não só a área de gastronomia, mas também cultura, moda, artesanato, música, artes plásticas e literatura

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tudo artesanal e feito com carinho faz com que as pessoas gostem muito desse contato direto com o proprietário, ou ter o seu café preparado com detalhes. O que difere das grandes redes e franquias”, enfatiza Isabele Almeida do A Vida é Bela, localizado na Várzea, que trabalhou um tempo em uma cafeteria em sua temporada de três anos no Colorado, Estados Unidos. Pensado de forma a aproveitar o know-how da família com bolos, que mantinha inicialmente um projeto de bike de brownies, criou um ambiente com o charme à moda antiga dos anos 50 e 60 no bairro que faz parte de suas próprias raízes para envolver todos em um pequeno negócio que carregasse seu DNA.“A escolha da Várzea foi por ser o bairro onde cresci e por meus pais morarem lá, na mesma vila, até hoje. Abrir um negócio aqui me faz voltar no tempo e aproveitar esse 'climinha' de cidade do interior que ainda tem. A casa antiga que abriga o café tem mais de 300 anos, faz parte da história do bairro e está localizada nessa praça cercada de igrejas e prédios históricos. Lembro também que, quando eu morava aqui, para ter acesso a algo legal e de qualidade era preciso sair do bairro. Por isso, gosto da ideia de oferecer comidinhas de qualidade para as pessoas daqui. E neste negócio todo mundo ajuda. Minha mãe faz alguns bolos, meu pai faz os mini coadores de café, meu irmão cuida da logística, eu faço os brownies e cuido do atendimento”, ressalta Isabele, que faz visitas técnicas para conhecer realidades diferentes no exterior.

Essa familiaridade e o sentimento de comodidade e amparo passam a ser o “XFator” no segmento de cafeterias do mercado atual, criando esse conceito de que união, acolhimento e afeto vão além do grão como ingrediente de cozinha ou do simples prazer por uma bebida forte e energizante.“O nosso diferencial é levar para o cliente a sensação de aconchego, onde ele desacelere e se sinta em casa. Isso vai desde o ambiente, onde a decoração é simples, remetendo à casa de uma avó, com bastidores bordados na parede e jogo americano de renda, e se estende até o cardápio, onde a comida é de fabricação própria, para ter nossa identidade e o gostinho de casa, e o café tem a proposta de slow coffee”, diz Natália Valença do Café com Dengo, empreendimento na qual apostou há oito meses, investindo em almocinho caseiro no começo do dia e se estendendo até à noite com a cafeteria. Com a iniciativa, pensou em uma carta da bebida cafeinada focada nos paladares dos mais tradicionais até os mais gourmetizados com a proposta de café afetivo, com comidas gostosas e com identidade que harmonizam com o rei da casa.“Temos cafés quentes e gelados, que vão desde o bom e tradicional café com leite ou um café coado, remetendo a lembranças de casa ou até mesmo um Coffe Shake (milshake de café), ou um cappuccino de doce de leite caseiro, feito pela nossa cozinha, para aqueles que procuram juntar o café com algo mais doce”, diz ela, que escolheu trabalhar com a marca Yaguara.A escolha por uma marca 100% arábica e originária de Taquaritinga do Norte foi motivada pela torra escura utilizada nas bebidas à base de expresso e nos métodos de coado na casa - o café coado e a prensa francesa.“Fizemos tudo com muito amor para que essa sensação de carinho, aconchego e de verdadeiro dengo fosse percebida por cada um no ambiente e com a bebida. Foi um trabalho coletivo de amigos e família onde todos colocaram a mão na massa. E com isso construímos uma experiência em que as pessoas se sentem envolvidas, participantes, acolhidas.Afinal, em nossa experiência o café agrega, junta e aproxima, de fato”, efetiva Natália. Sinônimo de momento de conversa e


de risada, o prazer em torno do café se torna uma expressão maior da afetividade, além de reforçar a versatilidade do produto por onde passa, que compõe nos tempos de hoje diversas bebidas e pratos elaborados com eficiência e maestria. “O café hoje é um ambiente muito plural. É de encontro e aconchego, sem dúvida, no sentido de encontrar com pessoas queridas para conversar, mas também é local de trabalho, de marcar reuniões importantes, fechar negócios e também de refeições. Mas, antes de tudo, acredito que é uma concretização de um costume muito nosso mesmo. Somos grandes produtores de café e grandes consumidores de café. Acho que o que faltava ao mercado era atinar para isso e abrir espaços para um público que sempre existiu, mas que buscava ambientes mais agradáveis e aconchegantes do que as redes de franquia de café”, diz Izabela Hinrichsen, do Lalá Café e Loja Afetiva, que funciona há pouco mais de dois anos no Espinheiro. Publicitária de formação, Izabela atentou para a ideia ao largar o mercado de publicidade com o intuito de abrir um negócio próprio, e motivada também em se entregar à forte veia culinária da família. Foi quando apostou em seu primeiro curso de barista, uniu forças com a mãe e criou um ambiente híbrido com uma lojinha, para trazer mais criatividade para o espaço. “A gente acredita que agregar produto e serviço é sempre interessante tanto pra empresa quanto para o cliente. Assim, escolhemos o bairro do Espinheiro a dedo mesmo, que é muito agradável, arborizado e onde as pessoas ainda tem o costume de andar na calçada e que mantém um fluxo de bike cada vez maior. Ou seja, um bairro com vida muito pulsante.Além disso, virou um foco de economia criativa com outras lojinhas e bares que circundam o Lalá. Isso é muito importante porque um comércio alimenta e cresce o outro”, enfatiza Hinrichsen. E para preservar o cerne da centelha passou a fazer reuniões constantes em casa com a família toda em busca de uma identidade própria, e daí a sugestão da avó Marília em homenagear a outra avó, Lalá, criando ambiente que provoca clima de afeto e aconchego. E da ideia para a realização moldou-se um menu que concretiza paladar gourmetizado de cafés expresso,

coado (em especial os com blends nos sabores Noz Moscada,Anis, Canela e Cardamomo – os mais pedidos) e dos preparos com leite (espumone, cappuccino e gelados batidos com sorvete). Propostas diversificadas se tornam cada vez mais frequentes e tornou as cafeterias mais do que atrativas, pois, além de se entregar ao prazer da bebida e à gula, é possível desfrutar de vários serviços em um mesmo lugar.“O Fervo surgiu após sentirmos a necessidade local de um ambiente intimista com proposta diferenciada, onde os nossos clientes pudessem se reunir não apenas para apreciar o café, mas desfrutar de vários serviços em um único lugar. Contamos com a ajuda de amigos arquitetos, os irmãos Rodrigo e Rafael Alencar, que se inspiraram nos cafés de Amsterdã para compor a arquitetura e ambientação”, comenta Tiago Antunes do Fervo Coffe Shop, em Boa Viagem, que trabalha com o café há aproximadamente dois anos, unindo no empreendimento a paixão incutida pelo café especial em viagem à Colômbia.

ESTAÇÃO 4 CANTOS GALERIA & CAFÉ: Cappuccino Caseiro Especial Receita super cremosa à base de café leite, canela e chocolate com borda de canela e cobertura de chantilly

Depois que descobriu o gosto e redescobriu de maneira completamente nova essa bebida, apostou na criação do espaço com pegada pessoal e que integra em um só local uma loja, estúdio de tatuagem, barbearia, bar, cozinha e café, focado na bebida tratada com métodos filtrados que utilizam uma marca própria (produzida pela fazenda Quilombo) e também expressos que utilizam o grão da Arte Café.“O forte do Fervo é de fato o café, porém todos os segmentos tem a

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NOSSA CAPA

A VIDA É BELA: Pensado de forma a aproveitar o know-how da família com bolos, que mantinha inicialmente um projeto de bike de brownies, Isabele Almeida, criou um ambiente com o charme à moda antiga dos anos 50 e 60. A casa antiga que abriga o café tem mais de 300 anos

“O nosso diferencial é levar para o cliente a sensação de aconchego, onde ele desacelere e se sinta em casa.” Natália Valença do Café com Dengo

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mesma relevância. Nosso café é proveniente do Cerrado de Minas Gerais, região rica em bons grãos e cafés especiais, também oferecido em nossa loja, tanto em grão como moído, para os clientes poderem degustar em casa. Mas o que diferencia nosso espaço é a excelência no atendimento e a junção de todos os serviços de modo cooperativo”, completa. As combinações dos negócios mostram-se assim mais diferenciadas e trazem consigo uma força maior para o setor gastronômico na qual a união faz a força nas propostas, ou nos produtos oferecidos por cada estabelecimento que está indo além do convencional.“O café representa um conjunto de atri-

butos para nós. Ele é para os grandes apreciadores o prazer em si. Para nós e muitos dos clientes, o café é o prazer diferenciado, o complemento perfeito para o dia. Como ingrediente, tem que ser destaque. Impossível tê-lo sem ser intenso e perceptível. Mas não à toa somos café e chocolate, combinamos e deixamos para os apreciadores, cada um com sua intensidade, a escolha”, diz Roberta Araújo, matemática que montou com a amiga e sócia Lygia Leite, assistente social, o Na Venda Chocolateria e Café, das Graças. A união desses dois prazeres em um só espaço surgiu inicialmente de uma experiência das empreendedoras com a cultura gastronômica de Pernambuco, e da constatação da existência de uma produção forte que poderia e deveria ser revelada e reconhecida como de excelente qualidade em Recife. “A ideia inicial, que se sustenta até hoje, é trazer esses elementos do Estado para nossa capital e promover o consumo dos produtos e dos chefs do interior, que elaboram receitas maravilhosas com produtos da nossa cultura reconhecidas em Recife. E fomos nos aproximando desses contatos, formando cardápio e buscando parcerias. E foi nessa busca que descobrimos o Café Yaguara. Naquela hora, até nós mesmas apreciadoras de café, às voltas com abertura de um empreendimento, não conhecíamos a produção de café de Taquaritinga do Norte”, lembra Araújo. E a felicidade dessa construção se concretizou com o negócio que funciona há três anos com esta interligação do café em suas várias opções conhecidas do público (Espressos, Lattes, Cappuccinose os gelados, como o Gela Goela) com a cozinha artesanal pré-pronta e outras receitas especiais como a do Bolo Monjopina, idealizado e produzido pelo chef Gurgel de Igarassu, que homenageia o Engenho Monjope. O fazer diferente agregando um DNA próprio é inegavelmente o grande destaque desta nova onda quentinha que paira no Estado, nos últimos anos, regada a uma xícara de café. E observamos com isso que o café é muito mais do que sentimos e vemos, e que acaba se resumindo a agregação de pessoas, de interesses e possibilidades. “O café é dessas coisas maravilhosas que têm múltiplas facetas e história complexa. Desde um bem


agrícola que define a história do nosso país, como lembra a historiadora Ana Luiza Martins, até a deliciosa bebida em cima de nossas mesas e que acompanha nossas conversas, das mais cotidianas às mais acadêmicas. Para mim, o café é e sempre foi um prazer a ser experimentado a sós, ou compartilhado. É a bebida que mais nos lembra de casa. É o aconchego numa xícara”, diz Danielle Leal da Zoco Cafés Especiais, que divide este encantamento com Rodrigo Gonçalves. Ela e o sócio montaram esta iniciativa há um ano e meio como loja de objetos de design criativo local, mas o transformaram também em cafeteria há seis meses unindo a vontade de trabalhar com alimentos e servir seus brownies com os pedidos dos clientes. “A nossa proposta é oferecer bom café com boas comidas a preço justo e atendimento super simpático.A ideia é que o cliente

sinta como se estivesse sendo servido no quintal de nossa casa e isso se reflete no ambiente. Na área interna, sentam-se até sete pessoas, decorados com cerâmicas de temáticas geométricas que evocam o espírito da casa brasileira e, sobretudo, olindense. É a 'copa', onde o cliente pode conversar comigo enquanto eu faço os cafés. A troca é fantástica”, ressalta Leal. Orgulhosa do espaço que criou na cidade, oferece bebidas à base do grão Moka de Bourbon Vermelho da Mitsuo Nakao, oriundo do cerrado mineiro, e cardápio feito para atender a expectativa dos clientes com destaques como o bolinho de cenoura com calda de chocolate, crepiocas de massa finíssima e tostex caprese. Assim, a bebida e suas casas se reinventam, encantam e atraem um público cada vez mais numeroso e exigente.

CAFECOMDENGO: Coffee Shake e o Meu Dengo Doce

LALÁ CAFÉ E LOJA AFETIVA: O menu que concretiza paladar gourmetizado de cafés expresso, coado (em especial os com dos blends nos sabores Noz Moscada, Anis, Canela e Cardamomo – os mais pedidos) e dos preparos com leite (espumone, cappuccino e gelados batidos com sorvete)

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GOURMETS CASEIROS

Entre temperos e amigos Taciana Antunes | Jornalista e publicitária

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Publicitário e empresário Eden Wiedemann é assíduo da arte culinária

odo mundo conhece alguém que se revela um aspirante a chef de cozinha. Pessoas que se divertem, se distraem e até meditam enquanto cozinham. Esses seres “gourmetizados” são pessoas insuspeitas, podendo ser encontrados nas mais diversas profissões e situações. São advogados, jornalistas, administradores, médicos, funcionários públicos e tantos outros que superam as expectativas quando o assunto é culinária. Melhor ainda é quando

somos brindados com convites para ocasiões em que podemos conferir esses dotes, nos entregando aos prazeres da gastronomia na melhor das companhias: os amigos. O publicitário e empresário Eden Wiedemann, 40 anos, é um praticamente assíduo da arte culinária. “Cozinho quase todo dia, é minha forma de relaxar. Chego do trabalho de 23h e vou fazer uma rabada, que termina virando o rango das 2h da manhã”, confidencia. Porém, o mais comum é ir para a cozinha nos finais de semana, quando ele se diverte cozinhando para os amigos, sogros ou apenas para os filhos, esposa e irmã. Já virou tradição e os convites são aguardados com expectativa por parte dos amigos para os encontros na casa de Eden que, raramente, reúnem menos de 10 pessoas. “Eu gosto de cozinhar pra batalhão. Se for pra menos que isso pode estar certo que haverá sobra”, se diverte Eden. COSTUME DE FAMÍLIA – Geralmente o hábito de receber amigos e parentes para essas sessões gastronômicas começa meio que por acaso, como forma de economizar e reunir uma turma boa, unindo o útil ao agradável. “Percebi que não apenas relaxava e me divertia cozinhando, como economizava (era mais barato que sair) e ainda me faziam bem os elogios”, diz Eden. Outros, entretanto, trazem essa tendência e o gosto pela culinária no sangue, como costume de família mesmo. “Comecei a me interessar por culinária ainda criança... fazia sozinha bolos, pudins e gostava

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muito de fazer diversos tipos de pães caseiros com minha mãe”, a lembrança é de Raldianny Pereira, professora, doutora do Departamento de Comunicação da UFPE, 44 anos. Seu filho Pedro, hoje com cinco anos, já ajuda a mãe na cozinha e promete levar adiante, a tradição e o amor pela gastronomia. Também muito bem influenciada pelos pais neste quesito, a servidora pública Soraya Sales, 29 anos, diz que já ajudava o pai a fazer alguns pratos desde sua adolescência.“Criei o hábito de chamar os amigos na época do colégio. Como estava aprendendo a fazer as coisas, tinha que ter "cobaias" (risos). Foi dando certo, então eu tinha vontade de procurar mais coisas para testar. Meus pais gostam muito de reunir amigos e familiares em casa. Para mim foi apenas um caminho natural. Adoro receber visitas e a cozinha é o lugar onde me realizo.”, diz Soraya que é recifense e hoje mora no Rio de Janeiro. Entre temperos e ingredientes diferentes e muito bem escolhidos, o cuidado com o ambiente também é imprescindível para um encontro que agrade aos cinco sentidos. Para nossos potenciais chefs de cozinha, os detalhes são essenciais na preparação dos encontros. Sobre a organização da

Ceviche de camurim fresco camarões e abacate

mesa, por exemplo, a professora Raldianny não economiza na dedicação: “Preparo tudo. Enlevada pelo carinho, pelo prazer, pelo desejo de receber bem, mas sem me deixar pressionar por formalidades, normas, regras de etiqueta.” CRIAÇÕES ORIGINAIS – Já quando o assunto é inspiração, cada um dá o seu jeito particular, seja assistindo programas de culinária, navegando em sites de receitas, lendo livros sobre gastronomia. Todos, entre tanto, admitem que usam esses recursos mais como “Adoro receber visitas e a cozinha é o lugar onde me realizo.”, diz Soraya, que tem a torta de morango com chocolate como uma de suas especialidades

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GOURMETS CASEIROS

A servidora pública Soraya Sales, diz que já ajudava o pai a fazer alguns pratos desde sua adolescência

gatilho para suas ideias e criações originais na cozinha. “Eu me inspiro mais que copio. Porque é mais divertido! A receita diz ganso, eu compro pato. A receita diz "frite", eu coloco pra assar. Diz cream fresh, eu uso iogurte grego”, assim se diverte Alessandra Figueiredo, economista, jornalista e matemática, 43 anos. Alessandra mora na Inglaterra há quase 20 anos e mantém a tradição de receber os amigos e cozinhar para eles como forma de manter vivo esse sentimento de proximidade, de família, mesmo longe do Brasil. Soraya também busca inspiração nas receitas:“mas acabo não me prendendo muito a elas. Como não tenho sempre todos os ingredientes, a imaginação vai ajudando a se virar e criar as coisas. Até que acabo encon-

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trando os temperos que mais agradam.” Soraya tem preferido usar “coisas mais saudáveis, orgânicos, nada de temperos prontos cheios de sódio e outros componentes. Tenho uma mini horta (mini mesmo) e tenho a maior satisfação em pegar o tempero na varanda”. É como diz Raldianny, “faço tudo à moda da casa, o inventar, criar e, principalmente vibrar com o êxito de cada improviso é a melhor parte dessa experiência.” Na vida corrida em que vivemos, é importante mesmo aproveitar para cultivar os momentos mais tranquilos com os amigos e os familiares, reunir as gerações, incentivar filhos e outros amigos a se aventurarem nos caminhos da arte de cozinhar e de receber em casa. Afinal, como seres sociais por natureza, nada nos dá mais prazer do que a companhia de outras pessoas. E se essas companhias estiverem regadas a um bom vinho e a uma comidinha especial, melhor ainda! Todos concordam que os encontros devem acontecer sempre que possível. “Receber os amigos em casa "não tem preço".Você cria laços que nunca criaria num bar, por exemplo”, conclui Soraya Sales. Já o publicitário Eden diz que ao receber os amigos ele ganha um “combo”:“relaxo, recebo os amigos e ainda economizo”. E Raldianny Pereira conclui, orgulhosa: “... convite não é intimação. Portanto, todos aqui estão livres para ir... ou vir. Para vir... ou ir e não voltar. Mas eles sempre me cobram encontros, e sempre vão, e sempre voltam...”.


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PRA LER LE CORDON BLEU. TODAS AS TÉCNICAS CULINÁRIAS, de Jeni Wright e Eric Treuille, Editora Marco Zero, 352 páginas. Quem nunca quis experimentar as criações da mais famosa escola gastronômica do mundo? Com este livro, você tem acesso a mais de oitocentos segredos de preparação e técnicas de cozinha, ilustrados passo a passo. Inclui, também, dicas, sugestões e receitas dos 'top chefs' da escola. Um guia completo e ilustrado de ingredientes e técnicas, com mais de duzentas receitas básicas da mais famosa escola de culinária do mundo.

CHEF PROFISSIONAL, do Instituto Americano de Culinária, Editora Senac SP, 1236 páginas. Chef profissional é essencial para qualquer chef que deseje aprender e aperfeiçoar suas técnicas. Essa bíblia dos chefs reflete, como poucas obras, a forma como as pessoas cozinham e comem, e ainda procura discutir uma vasta gama de assuntos, que vão de uma análise do trabalho do chef a capítulos específicos sobre molhos, sopas, carnes, vegetais, grãos, café da manhã, bolos, pães etc., de receitas simples a preparações mais sofisticadas. O livro inclui informações essenciais sobre nutrição, segurança alimentar e da cozinha, equipamentos e ingredientes, assim como mais de 640 receitas e suas variações.

LIVRO DE RECEITAS: DIGA NÃO AO DESPERDÍCIO, Editora Codeagro, 88 páginas. A educação alimentar ajuda na formação de hábitos alimentares adequados e na redução do desperdício de alimentos. Essa publicação visa colaborar na melhoria de qualidade de vida das pessoas e ensina receitas elaboradas e testadas na Cozinha Experimental da Codeagro. Este livro foi desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recheado de receitas e dicas para o aproveitamento total de frutas, verduras e legumes, incluindo cascas, folhas, talos e sementes. Gratuito para download, no site da Codeagro: www.codeagro.agricultura.sp.gov.br/cesanshome/publicacoes

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UM QUÍMICO NA COZINHA. A CIÊNCIA DA GASTRONOMIA MOLECULAR, de Raphaël Haumont, Editora Zahar, 148 páginas. Um livro que combina ciência e gastronomia para nos ajudar a compreender melhor os alimentos e inovar na cozinha Na culinária molecular, a cozinha é um laboratório, onde o mais importante é aproveitar melhor os produtos, realçar os sabores, criar formas alternativas de cozinhar os alimentos, pesquisar meios para diminuir a quantidade de lixo orgânico e criar embalagens biodegradáveis. Raphaël Haumont aborda todos esses temas e ainda traz receitas incríveis, com resultados surpreendentes para o paladar e o olfato – e visual de dar água na boca! Tudo isso acompanhado de explicações sobre os processos físicoquímicos que acontecem na cozinha todo dia, bem diante dos nossos olhos. O livro inclui fotos coloridas dos pratos, gráficos explicativos e receitas de ovo cozido a frio; coquetéis sólidos; mousse sem clara de ovo; pão de ló sem farinha; espaguetes vegetais; pérolas de menta e muito mais!

QUE TEMPERO USAR? SEGREDOS PARA DEIXAR QUALQUER COMIDA DELICIOSA,Vários Autores, da Edições Lebooks, 81 páginas (e-book) O tempero é fundamental para dar aquele gostinho delicioso e equilibrado nos pratos. Neste ebook você vai conhecer melhor os temperos responsáveis pelos pratos deliciosos da cozinha brasileira e aprenderá a utilizá-los sempre que quiser mostrar seu talento culinário. Conheça desde os temperos tradicionais como a salsa e a cebolinha, até os menos comuns como o açafrão, kummel e zimbro e veja quais alimentos combinam melhor com cada um deles.

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TEMPEROS

Uma pitada de amor

Temperia une empreendedorismo, carinho e comércio justo Juliano Mendes da Hora

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uando se fala em tempero, do que lembramos? Inicialmente, de nossas mães e, principalmente, avós, que além das pitadas detinham o conhecimento de várias ervas e folhas capazes de transformar qualquer refeição simples num banquete para os sentidos e a lembrança. As pitadinhas percorrem nossos olfatos e paladares ao longo dos anos e congelam o tempo nas folhas amarelas dos cadernos de receita das famílias. Foi esse gostinho de saudade que motivou a empresária pernambucana Simone Melo a criar a Temperia, marca cujos produtos vão além do trivial da gastronomia: dentro de cada pote reside uma história feita com carinho e muito profissionalismo. Há certos momentos da vida em que chegamos à consciência de que tudo o que precisamos é de amor. E não é somente no lado afetivo que estamos falando, mas em todos os outros aspectos da vida. Simone Melo atuou por 16 anos em uma grande empresa de varejo, onde vivenciou áreas distintas, que a proporcionaram experiência abrangente sobre o mundo corporativo, desde liderança à pressão por resultados diários.Toda essa bagagem acumulada despertou nela o bichinho do empreendedorismo: ciente de todas as nuances que envolvem a gestão de uma empresa e seus produtos, ela começou a se questionar: o que poderia trazer um novo estímulo àquela altura do campeonato? Alimentação, mas com um viés mais delicado, humanista e saudável. “Cheguei à conclusão de que o mundo corporativo, naquele formato, não era mais o que eu buscava para minha realização profissional. Isto levou alguns anos, desde o momento e que percebi que queria mudar a história da minha vida, até ter a coragem de romper com a “segurança” proporcionada pelo emprego formal e me dedicar exclusivamente aos estudos para abrir a empresa”, explica Simone. Ela sentiu a necessidade de imprimir os valores nos quais acreditava, e fazer a diferença.“O caminho iniciou a partir do interesse pela alimentação natural, mais saudável, e ao mergulhar um pouco

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mais no mundo das especiarias e dos benefícios que elas oferecem a nossa saúde, percebi que as ervas e temperos eram um segmento com o qual eu me identificava e poderia desenvolver algo com prazer”. Há exatamente um ano, a Temperia vem conquistando o mercado local e não para de angariar novos fãs.A marca oferece potes elegantes e sachês distribuídos em 70 itens, como cúrcuma, cardamomo, noz moscada, endro dill, estragão, sálvia, páprica defumada e todos aqueles ingredientes que você adoraria introduzir nas suas receitas, mas não encontra fácil por aí. A linha também oferece geleias artesanais que combinam frutas com especiarias, além de acessórios cheios de charme para a cozinha. “Uma pitada de sabor e saúde”. Assim nasceu naturalmente o mote que impulsiona a paixão de Simone, tornando-se o slogan da marca. A estreia da Temperia se deu durante o VegFest, um congresso internacional voltado à alimentação vegana, realizado em setembro do ano passado na Universidade Federal de Pernambuco. Impressionada com a repercussão, Simone sentiu que aquele era apenas o primeiro passo de uma caminhada que prometia muitos desafios. Entre eles, manter o interesse e o nome da Temperia em evidência, a fim de não perder o timing. “Uma vez que não teríamos ponto físico, resolvi colocar literalmente o bloco na rua. Não adiantaria apenas entregar folhetos para divulgar, mas mostrar a qualidade do produto, presencialmente, e então estabeleci uma forma diferente de oferecer as ervas e especiarias”, explica Simone. Essa forma diferente de se apresentar ao mercado se deu ao optar por um rumo diferente do convencional: enquanto novos negócios que estão despontando visam o circuito dos estabelecimentos mais conhecidos, a Temperia resolveu “comer pelas bordas”, atingindo público ainda mais exigente, que prezava pela qualidade. Ela mirou numa atitude verde: se fez presente em feiras de orgânicos, eventos destinados à alimentação saudável, moda e beleza, e incorporou a


Juliano Mendes da Hora

Gustavo Maia

belíssima história de mudança de vida de uma cidade inteira, a partir do cultivo desta sementinha de um vermelho pujante e de sabor marcante e diferenciado. Isso nos motiva a incentivar mais o consumo de produtos naturais, sendo a nossa contribuição ativa para alguma mudança, mesmo que pareça pequena, na sociedade”. Além de produtos éticos ao meio ambiente e à mão-de-obra, a Temperia também oferece uma gama de acessórios com design diferenciado, na forma de moedores de sal, de pimenta e ralador de noz moscada, a partir de madeira e acrílico, além de suportes em ferro para temperos, e tábuas e bandejas rústicas com puxadores coloniais ou em aço escovado, que fazem a diferença em uma apresentação de queijos e vinhos. Para presentear, a marca também possui kits charmosos de temperos e geleias, com caixas artesanais em madeira ou em MDF.Todos são feitos inteiramente no Brasil.

Para presentear, a marca também possui kits charmosos de temperos e geléia, com caixas artesanais em madeira ou em MDF

Simone Melo: os produtos vão além do trivial da gastronomia Juliano Mendes da Hora

pegada sustentável até mesmo na entrega, ao firmar parceria com a Ecolivery, empresa recifense que utiliza bicicletas para enviar os produtos ao consumidor. “Até para chegar à casa de nosso público, nós somos responsáveis. Enquanto muitas empresas utilizam veículos motores, eu faço questão de não gerar poluentes, contribuindo para diminuir o impacto ambiental”, afirma Simone. Para chegar nesta formatação, Simone percorreu longo caminho de estudos e pesquisa, contando com a ajuda do Sebrae, uma vez que precisava se aproximar de grupos que falassem a linguagem do empreendedorismo, pessoas com experiência e que pudessem direcionar os primeiros passos da Temperia. “Busquei cursos que me fizeram refletir melhor sobre a ideia, os riscos, as informações possíveis sobre fornecedores, concorrentes, produtos, portfólio e preços de mercado. Fiz viagens para feiras, comprei livros, pesquisei concorrentes in loco, fiz pesquisas na internet e presencial com potenciais clientes, a fim de entender hábitos e desejos. Fui montando meu plano de negócios e o conteúdo foi ficando consistente. Vem sendo assim, até então”. Desde o momento em que Simone resolveu romper os laços com o mundo corporativo até o dia em que a Temperia colocou os produtos à disposição dos clientes, foram quase de 18 meses. E foi durante este período de estudos e viagens que Simone atentou para as possibilidades de agregar o comércio justo no conceito da Temperia.“Em uma feira de negócios conhecemos uma cooperativa que produz pimenta rosa no interior de Alagoas. Nos deparamos com um trabalho sério, produtos de altíssima qualidade, com manejo orgânico e com uma

SERVIÇO: TEMPERIA - ERVAS E ESPECIARIAS À venda nas lojas Campo da Serra e Villa Garden temperia.alimentos@gmail.com | 81.99180-4819

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BEBIDAS & DRINKS SKOL BEATS SECRET Skol lança mais uma novidade da sua linha Skol Beats, é a Skol Beats Secret. Com líquido e embalagem vermelhos, a bebida é ainda mais refrescante, pois une a mistura de sabores cítricos e silvestres. Apreciada bem gelada, pura ou acompanhada de gelo, fica mais gostosa. A nova versão vem ampliar a família Skol Beats, que já inclui a Skol Beats Senses, na cor azul, e a Skol Beats Spirit, na cor verde. Sua embalagem é produzida com tecnologia inédita: o tom vermelho da garrafa não passa por nenhum processo de tintura. É o primeiro vidro vermelho de processo industrial do mundo. O desenvolvimento desse vidro foi pensado especialmente para o lançamento da bebida, em parceria com a OI - Owens Illinois, maior fabricante de embalagens de vidro do mundo. Além da alta tecnologia, a valor médio ,00 embalagem segue com o design icônico da marca. Skol por unidade Beats Secret já está disponível nos principais pontos de venda do país.

| R$7

UVAS DE COLHEITA NOTURNA Em fevereiro deste ano, o Grupo Miolo implementou no Brasil nova tecnologia na colheita de uvas: a Colheita Noturna. Já utilizada em outros países, ela consiste – como o nome indica – na realização da colheita mecânica no período noturno. A primeira utilização do processo aconteceu com a variedade Sauvignon Blanc no vinhedo do Seival Estate, na região da Campanha, no Rio Grande do Sul, e o resultado já pode ser conferido: acaba de chegar ao mercado o Miolo Reserva Sauvignon Blanc 2016, o primeiro vinho nacional elaborado com uvas de colheita noturna. É um vinho de coloração amarelo-claro com intensos tons esverdeados. No olfato apresenta aromas pungentes de lima, grama cortada e folha de tomate. Um vinho jovem com vibrante acidez, excelente persistência no paladar. Ideal como aperitivo, e acompanha bem saladas, peixes, carnes brancas, massas, pizzas e queijos de pasta mole. Onde comprar: http://loja.miolo.com.br/

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valor médio ,90

| R$39


Mauro Gustavo Melo

FLORA - UM DRINK PARA PRIMAVERA Por Mauro Gustavo Melo Flora é uma divindade romana que representa a primavera. Neste drink, as notas delicadas da framboesa e lavanda abraçam os botânicos encontrados no gin, enquanto a clara de ovo confere uma textura única. RECEITA 50ml Gin Beefeater | 25ml Framboesa com Lavanda (xarope artesanal) 10ml Limão Siciliano | 20ml Clara de Ovo pasteurizada MODO DE PREPARO Bater todos os ingredientes vigorosamente em uma coqueteleira com gelo, e passar o líquido coado para uma taça resfriada. Decore com um twist de laranja.

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ROTEIRO DE PIZZAS

A "nostra pizza" de cada dia Dan Coutelo | Curinga Comuniquê

Dan Coutelo | publicitário

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uando fui convidado pela Malagueta para fazer uma pauta à minha escolha, nem pestanejei. Sabia o que queria: mapear as pizzas do Recife. É... eu sei.Tarefa "chaaaaata", não? Mas mesmo assim, alguém teria que fazê-la. Então, heroicamente, resolvi ir para o "sacrifício". Antes de qualquer coisa, o objetivo aqui não é revelar a melhor pizza, mas sim, mostrar que temos ótimas opções em todos os cantos da cidade (Grande Recife).Vamos às Pizzas!

Dan Coutelo | Curinga Comuniquê

Kombi Massa é uma deliciosa opção em porções individuais

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KOMBI MASSA - Em nossa primeira parada, rumo à Zona Oeste do Recife. Lá encontramos um simpático Food Park no bairro da Madalena. Ambiente aberto, familiar e aconchegante em uma transversal entre a Rua Real da Torre e a José Bonifácio. Dentre as diversas opções de lanches, nos deparamos com o Tru... ou melhor... a Kombi Massa, seu proprietário, Jonas, e as suas ótimas pizzas. Com massa fina e crocante, nove sabores fixos e seis especiais do dia (que vão e voltam ao cardápio), a Kombi Massa é uma deliciosa

opção em porções individuais.Toda ambientada na cultura Rock, as pizzas foram rebatizadas com nomes de bandas, tendo na "Red Hot Chilli Peppers" (Pepperoni) um de seus carros-chefes. Além dela, experimentamos outra pizza do cardápio fixo, a U2 (Frango com Catupiry). E as especiais Daft Punk (Queijo Brie com Geleia de Pimenta) e a doce Jota Quest (Cartola). Todas muito boas. Vale mencionar a média de preço das pizzas: R$12,00. Um ótimo custo x benefício para quem não quer "jacar" encarando uma pizza grande, pagar o justo e que não abre mão do sabor.Vale a visita. BODEGA - Na nossa segunda parada, partimos para conhecer um dos melhores molhos de Pernambuco. Depois de ficar conhecido ao comandar cozinhas de grandes restaurantes da cidade, o chef Baby assumiu sua própria cozinha e nos apresentou ao Bodega e Pizza Restaurante. Um ambiente aconchegante e bem familiar em Candeias que brinda seus clientes com ótima comida, e, claro, suas pizzas. Com 16 anos de funcionamento, o Bodega se orgulha de ter ganho o Destaque Fispal 2007 de Melhor Pizza do Nordeste com a sua Napolitana Basílica Special (Muçarela, molho pomodoro basílico, tomate em cubos e manjericão). Também,


Dan Coutelo | Curinga Comuniquê

LA PASTA - E para fechar esse nosso primeiro tour, fomos levados ao bucólico bairro do Poço da Panela na Zona Norte. E lá, naquele lugarzinho que parece nos transportar para fora do Recife, uma outra atmosfera é que conta. Nela, o casamento perfeito do local com o La Pasta Galleria. Só ao chegar ao lugar, você já tem a sensação que viverá uma experiência incrível. Dois ambientes distintos

e igualmente aconchegantes e convidativos separam a cantina da pizzaria. Fomos recebidos pelos sócios Gustavo Melo e o chef André Falcão que nos contaram um pouco da história deles e, claro, nos apresentaram suas pizzas. Fundado em 2010 e primeiramente situado no Pina, na Galeria Joana D'Arc, o La Pasta estrategicamente mudou-se para o Poço da Panela para estar mais próximo do seu público. Com um cardápio de pizzas enxuto e absurdamente competente, os sócios queriam ser o "mais tradicional" possível na hora de apresentar seus sabores. E foi esse respeito que agraciou o La Pasta Galleria com o selo "Ospitalitá Italiana", uma honraria concedida pelo Consulado Italiano, na qual os ministérios da Cultura, do Turismo,

La Pasta estrategicamente mudou-se para o Poço da Panela para estar mais próximo do seu público

Bodega e Pizza Restaurante: Um ambiente aconchegante e bem familiar, em Candeias Dan Coutelo | Curinga Comuniquê

pudera, um dos carros-chefes da casa. Para esse tour pelo Bodega, fomos guiados pelo gerente, Ivanildo, que também nos apresentou outras pizzas de destaque. Como a Pizza do Baby (muçarela de búfala, molho de tomate, brócolis e berinjela refogada) e a Prima Donna (muçarela de búfala, lombo canadense, rúcula e tomate seco). Claro que as pizzas tradicionais como a Muçarela, Calabresa (as adoradas pelos paladares infantis), bem como a Portuguesa e a Pollo (Frango com Catupiry e Bacon) também figuram no cardápio e têm boa saída. De massa fininha e crocante, assada em um tradicional forno a lenha, as pizzas do Bodega são uma ótima pedida em sabor e personalidade. O preço médio de uma pizza grande é de R$46,00. Mas se a fome for menor, tudo bem. O Bodega também tem pizzas médias no cardápio. Além da opção de borda recheada com catupiry e ainda dispõe de delivery. Mas recomendamos mesmo a todos fazerem uma visita ao Chef Baby, que, sempre faz questão de cumprimentar seus clientes no salão.

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Dan Coutelo | Curinga Comuniquê

ROTEIRO DE PIZZAS

As pizzas do Bodega tem massa fininha e crocante, assada em um tradicional forno a lenha

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das Relações Exteriores e da Política Agrícola da Itália o reconhecem como um restaurante genuinamente italiano no mundo. Sendo levada em consideração sua atmosfera, atendimento ao cliente (é necessário ter ao menos um membro da equipe fluente em Italiano, por exemplo) e a utilização de produtos originalmente italianos no preparo dos pratos. E falando em pratos... o que falar dessas pizzas que acabei de ser apresentado e já curto "pacas"? Unindo aos ótimos sabores tradicionais, um ousado e cardápio de pizzas especiais, fizemos um passeio aos diversos

sabores do La Pasta. Começamos pelas pizzas tradicionais: Margherita, Portuguesa e Calabresa. De massa fina e crocante, bem recheadas, todas muito boas. Em seguida fomos introduzidos às "pizze specialle": Realeza com Presunto, uma ótima combinação de queijo do reino com presunto cozido; a surpreendente Burrata e Pesto de Manjericão, uma deliciosa combinação de tomate pelado, burrata, pesto de manjericão e tomate cereja assado que, cá para nós, foi a favorita da noite para esse que vos escreve. Tanto pelo sabor quanto pela experiência na textura dos ingredientes. Seguimos com a personalidade da Prosciutto al Tartufo (molho de tomate pelado, queijo muçarela, presunto de parma laminado e salsa de trufas negras) e, para finalizar, a Brie e Compota de Maçã Verde (molho de tomate pelado, queijo brie, compota de maçã verde e crocante de presunto de parma). Todas deliciosas, autênticas e com aquele gosto de "precisamos repetir". As pizzas são servidas em tamanho médio ou grande. E a média de preço da pizza grande é de R$50,00. O La Pasta também disponibiliza suas pizzas no delivery via telefone ou ifood. Mas para conhecê-las, o melhor é ir ao local e ser "seduzido" pelo sabor, pelo ambiente e por todo o charme que o Poço da Panela tem. Voltarei mais vezes.

SERVIÇO KOMBI MASSA Truck House Madalena. Rua Costa Gomes, 129, Madalena. Horário Funcionamento: Quarta a Sexta: 18 às 22h. Sábado: 17 às 23h. Domingo: 17 às 22h BODEGA E PIZZA RESTAURANTE Av. Bernardo Vieira de Melo, 5558, Candeias Horário de Funcionamento: Segunda 17 às 0h. Terça a domingo 11 às 0h. Fone: 3469.6435 LA PASTA GALLERIA Rua Estrada Real do Poço, 62, Poço da Panela Fone: 3037.0149. Horário de Funcionamento: Terça a Domingo: 18 às 23h


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QUEIJOS ESPECIAIS

Queijos nobres na Zona Norte Goretti Santana

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Arquivo Campo da Serra

Os produtos Campo da Serra são frutos de especialistas, fabricados dentro dos mais altos padrões de qualidade

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o Plaza, no piso L5, perto dos cinemas e da Praça de Alimentação, você não pode deixar de visitar a loja do laticínio Campo da Serra, verdadeiro santuário para os apreciadores de queijos finos, tradicionais, de sabores internacionais e exóticos. É um convite ao paladar. Para degustar lá mesmo ou levar para casa, toda linha de queijos, pão de queijo (feito com queijos maturados) e cafés. Mas não saia da Campo da Serra sem se ajoelhar ao irresistível sabor do Frozen Yogurt - o único com lactobacilos vivos, com menor quantidade de açúcar e gordura, e que ainda ajuda no processo de desintoxicação do sangue, garantem os especialistas da casa.

Aliás, os produtos Campo da Serra são frutos de especialistas, fabricados dentro dos mais altos padrões de qualidade, desde a seleção criteriosa das matériasprimas até o processo de embalagem e estocagem dos alimentos, tudo sob o comando atento da fundadora da empresa, a engenheira químicaVitória Barros. A empresa disponibiliza mais de 40 itens, dos queijos frescos aos maturados. Produtos de alta performance produzidos sem adição de conservantes, desenvolvidos através de processos bioquímicos específicos e conservados em condições adequadas até chegarem ao estado ideal de consumo e à mesa do consumidor. O laticínio Campo da Serra é uma empresa pernambucana, fundada em 1998, na cidade de Pombos. Em 2009, abriu seu primeiro ponto de venda em Gravatá, que logo se transformou numa loja confortável e ampla pela demanda de clientes. Hoje, conta também com lojas na galeria Brennand Plaza, em Boa Viagem, no Shopping Rio Mar, e no Shopping Plaza. A diversidade dos produtos vai além dos queijos.A qualidade Campo da Serra pode ser conferida no creme de leite, fondue, iogurte light, iogurte grego, pão de queijo e o frozen yogurt. Os preços são acessíveis, possibilitando levar mais de um item para casa. Por exemplo, o pote de 250g de Boursin de


Arquivo Campos da Serra

cabra sai por R$20,99, um queijo fresco, de origem francesa, feito de leite de cabra, tem massa mole, pastosa, com rico sabor ligeiramente ácido. Também em embalagem de 500 gramas. O creme de leite Campo da Serra, apresenta garrafa de 500g por R$ 16,19. É obtido do desnate do leite de vaca e padronizado para 35% de gordura, sem conservante. Ainda na linha dos produtos frescos, o queijo Crottin tem origem francesa, é branco, de leite de cabra e massa cremosa. Pode ser natural ou temperado com ervas finas. O pote de 100 gramas custa 10,79. A ricota, de origem italiana é um queijo branco de baixíssimo teor de gordura, pouco sal e de fácil digestão. Embalagens em potes de 250g (R$8,39) e 500g. Entre outros tantos, ainda temos os brasileiríssimos Minas Frescal, queijo branco, light, de leite de vaca, com massa crua, úmida, magra e pouco sal, R$10,80 a embalagem de 250 gramas; e o Coalho, tradicional no Nordeste brasileiro, com as mesmas características do irmão mineiro, a embalagem de 600g sai por apenas R$22,78. Os queijos maturados também têm preço bem ao gosto do freguês, e são verdadeiro presente para os paladares mais exigentes, indo do Minas Padrão ao Morbivinho, criação de um brasileiro que consiste de massa do morbier com vinho e bolinhas de queijo, marinadas no vinho tinto seco. O sabor lembra vinho, a textura apresenta cor vinho nas bordas das bolinhas, tem consistência macia, casca de coloração vinho. No quesito maturados, tem os de origem francesa, como o Brie e o Camembert, queijo de massa mole, de leite de vaca, maturação de 30 a 45 dias, com mofo branco na superfície. Os de origem holandesa são ideais para acompanhar um bom vinho com frutas secas e pães, vale experimentar o Cabra da Serra e o Gouda, que tem massa amarelada, macia, untuosa e sabor

suave. Também vale experimentar e levar o Emmental de origem suíça, o Montanhês, originado nos Alpes, o Morbier e o Port Salut, bem nascidos em França, e os italianíssimos Parmesão e Pecorino. Todos com a chancela da qualidade Campo da Serra, produzidos com arte por mestres queijeiros em pleno Agreste pernambucano, prova de capacidade e empreendedorismo. O Laticínio Campo da Serra oferece cardápio de opções e prima pelos valores de sabor e de saúde associados aos seus produtos atestados como puros, naturais e sem nenhum uso de aditivos químicos ou conservantes. Nos pontos de venda, o consumidor é estimulado a experimentar os novos sabores, e também conta com a comodidade da entrega em domicílio.A empresa também fornece para os melhores bares, restaurantes e casas de gastronomia da região.

São mais de 40 itens, dos queijos frescos aos maturados. Produtos de alta performance produzidos sem adição de conservantes

SERVIÇO LOJAS CAMPO DA SERRA Em Recife: Galeria Brennand Plaza, Boa Viagem; Shopping Rio Mar, Zona Sul e Plaza Shopping, L5, Zona Norte Em Gravatá: BR 232, Km 71, Gravatá. Vendas Corporativas e Eventos: (81) 3034.5354 www.campodaserra.com.br

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Quinta do Seival:

as vinhas sucessoras da revolução farroupilha

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José Figueiredo

ADEGA


José Figueiredo foi, também, a porta de entrada, no Brasil, do grupo português Dão Sul. Em parceria com a Miolo, plantaram centenas de filas de videiras com diferentes castas portuguesas. Os portugueses cruzaram o Brasil, e rumaram para o Vale do São Francisco, contudo, deixaram para trás suas mudas como legado. Grandes vinhos começaram a brotar no Pampa, entre estes o Quinta do Seival Castas Portuguesas 2003, o primeiro exemplar produzido pela Miolo na Campanha Gaúcha, e estandarte dos vinhos daquela região. Desta forma, a secular região da Campanha, na Quinta do Seival, jorra um mar de vinhas. No seu vinhedo brotam mais de 200 hectares cultivados com variedades de origens francesas e portuguesas, estampadas em 18 rótulos, consumidos pelo Brasil e o mundo, sendo o Reino Unido seu maior importador. E são destas vinhas os bacelos que estão sendo plantados em Curaçá/BA, Vale do São Francisco, projeto audacioso que vale muito a pena aguardar.

José Figueiredo chancelado pela Associação Internacional de Sommelier; pesquisador, vitivinicultor, palestrante, documentarista de vinhos, autor do livro Ensolarado Sertão Magníficos Vinhos (Franciscana, 2011)

Quinta do Seival Castas Portuguesas 2003, o primeiro exemplar produzido pela Miolo na Campanha Gaúcha

José Figueiredo

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sangrenta e vitoriosa batalha do Seival comandada pelo farroupilha Antonio Souza Netto, em setembro de 1836, contra as tropas de João da Silva Tavares, general do Império, foi um marco na revolução. Berço do brado de independência da República Rio Grandense, o palco da peleja continua fazendo historia, porém, agora história vínica. Tudo porque, em 1886, cinquenta anos depois, João Marimon, espanhol da Catalunha, iniciou o plantio de videiras no mesmo solo lavado pelo sangue dos 180 soldados imperiais mortos. Na segunda década do Século passado, 1920, Marimon já cultivava o maior vinhedo particular do Brasil. Eram 28 hectares com 70 mil videiras de variedades francesas e híbridas, que renderam os primeiros fermentados nas margens do rio Jaguarão em Candiota, no Pampa gaúcho, batizados de Quinta do Seival. Porém, a modernidade chegou pelas mãos da família Miolo quando comprou a propriedade na véspera da chegada do segundo Milênio, ano 2000.A Quinta do Seival

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CERVEJA E TAL

Saboreando a cerveja milenar Eduardo Mozzir | Sommelier de cerveja

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i m i s s o é p o s s í ve l . A c e r ve j a Weihenstephaner é a mais antiga do mundo e continua produzindo excelentes cervejas desde 1040. O Abade Arnold recebeu sua licença de produção e venda de cerveja há quase mil anos e fica localizada no mosteiro construído na colina de mesmo nome, na cidade de Freising, na Alemanha. Inicialmente tinha sua produção apenas para o consumo dos monges, sendo posteriormente aberta para a população. Durante todos esses séculos viu muito acontecer, ataques, quatro incêndios, pragas e até terremoto, sendo reconstruídas várias vezes. Os beneditinos não desistiram.

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Desde 1919, é referência na formação de cervejeiros, quando foi transformada na Universidade de Agricultura e Cervejaria. Vários centros de pesquisa da cerveja, dos mais conceituados do mundo, foram criados nas proximidades e servem atualmente de apoio para várias cervejarias ao redor do globo. As cervejas Weihenstephaner são as únicas com Denominação de Origem Controlada (DOC) na região: “Premium Bavaricum”. Vamos falar das cervejas produzidas por ela, pois já deu sede! São vários rótulos e estilos e entre


A Hefeweissbier, uma cerveja de trigo refrescante e não filtrada, com leveduras em suspensão que dá o sabor e aroma específico do estilo. Harmoniza entre outros com saladas, peixes e frutos do mar. É uma ALE e tem o teor alcoólico de 5,4%. Temperatura ideal de serviço entre 7° e 11°C. Conforme a cervejaria possui 210Kcal/0,5l. A Weizenbock Vitus, seu rótulo mais recente, lançado em 2008, porém não menos especial, ganhou vários prêmios de melhor cerveja de trigo do mundo. Mesmo com um teor alcoólico de 7,7%, é bem equilibrada resultado com base no tempo de armazenamento longo. O cheiro frutado de damascos secos une aromas de frutas cítricas, cravo e notas de bananas. Encorpada e espumante com uma sensação na boca efervescente. Perfeita com carnes vermelhas, queijos fortes e também com algumas sobremesas. Temperatura ideal de

Weihenstephan: Cerveja Alemã de Trigo; Harmoniza com saladas, peixes e frutos do mar; Teor alcoólico de 5,4%

serviço entre 4 e 8°C. conforme a cervejaria 260Kcal/ 0,5l. A Korbinian, uma doppelbock, estilo de cerveja mais escura, traz sabores provenientes da torra da cevada que vão entre nozes e chocolate, além de aroma de ameixas e passas. Harmoniza bem com defumados, peixes e carnes de aves. Temperatura ideal para consumo de 6 a 10° C. Conforme a cervejaria 340Kcal/ 0,5l. Para quem quer conhecer o melhor da escola alemã, estas são sem dúvida, grandes representantes e estão acessíveis nas melhores lojas de cervejas especiais. Degustar uma dessas cervejas é poder apreciar o que há de melhor do mundo cervejeiro, acrescido de pura história e técnica cervejeira. Proost !

Weizenbock Vitus: A melhor cerveja de trigo do mundo; Harmoniza com carnes vermelhas, queijos fortes e também com algumas sobremesas Teor alcoólico de 7,7%

Carlos Junior | CJ Photographic

eles os mais conhecidos e premiados são:

Eduardo Mozzir

Korbinian, uma doppelbock: cerveja mais escura com sabores provenientes da torra da cevada que vão entre nozes e chocolate, além de aroma de ameixas e passas; Harmoniza com defumados, peixes e carnes de aves; Teor alcoólico 7,4%

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SABOR CULTURAL

O doce sabor de fábulas de Amélie Ivelise Buarque

O

trabalho peculiar de um cineasta francês Jean-Pierre Jeunet trouxe à produção contemporânea uma poesia e fantasia únicas que se tornaram referência do novo movimento cinematográfico dos anos 90 naquele país. Contudo, podemos destacar que o premiado diretor ganhou notoriedade na indústria e na cinematografia autoral com o surpreendente “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001). Esta incrível película não só mudou completamente o conceito das comédias como dos romances óbvios e ainda trouxe fotografia forte e com jogo intenso das cores bem marcadas em cada quadro (que é a marca do diretor).A história de uma jovem imaginativa, interpretada pela competente e carismática Audrey Tautou (que já trabalhara com Jeunet em Eterno Amor), é envolvente com a trajetória da garçonete de um café que mistura de forma divertida e inusitada a realidade com a ficção, criando momentos únicos e gerando novas receitas para uma vida feliz. É assim que um belo dia, por exemplo, Amélie Poulain percebe que a melhor receita para a hipocondria da sua colega de trabalho Georgette (vivida pela atriz Isabelle Nanty) é o amor, remédio também perfeito para mudar a rabugice e neurose do cliente Joseph (Dominique Pinon que já contracenara em Delicatessen). Além da criatividade do roteiro, da fotografia e de tantos outros elementos, não há o que dizer de falho neste competente e fabuloso trabalho, e ainda podemos destacar um coadjuvante na trama: o próprio café. Ambiente criado a partir do final do século XVII quando o embaixador otomano apresentou à corte de Louis XIV em 1672 um "vinho estimulante de apetite" originária da Etiópia, ele se tornou posteriormente bebida popular que batizou os estabelecimentos na qual era servido. Esses espaços são a própria cara de Paris e carregam

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consigo a ideia da própria gastronomia gourmet que conhecemos. E tudo começa com um simples Créme Brûlée, sobremesa que é a cara da França, com a qual a personagem brinca em cena quebrando a casquinha crocante. Apesar da origem controversa, a primeira referência histórica sobre essa sobremesa remonta a 1691, quando citada no livro Nouveau cuisinier royal et bourgeois, do francês François Massialot. Carro-chefe da confeitaria francesa, ela é feita com base em leite, creme de leite, fava de baunilha, gemas de ovos e açúcar numa combinação que é assada na temperatura de 90 graus e, quando pronta, leva uma leve cobertura de açúcar demerara que passa por processo de caramelização com maçarico. Para quem não for seduzido pela iguaria, existem diversas opções igualmente charmosas na capital das luzes como o Macaron, o pequeno bolo granulado de forma arredondada; o tartelete, pequenas tortas individuais que podem vir com recheios doces ou salgados; e o croissant, que é o mais tradicional pão folhado da capital francesa a ser saboreado quentinho, ao natural, ou com acompanhamentos diversos. Agora, é só sentar e relaxar e quem sabe ser surpreendido, de repente, por Amélie e suas graças.

O trabalho peculiar de um cineasta francês Jean-Pierre Jeunet trouxe à produção contemporânea uma poesia e fantasia únicas que se tornaram referência do novo movimento cinematográfico dos anos 90 naquele país.

SERVIÇO

Título original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain É uma comédia francesa de 2002, dirigida por Jean-Pierre Jeunet, que criou o roteiro com o amigo Guillaume Laurant, e tornou a atriz Audrey Tautou reconhecida internacionalmente. Direção: Jean-Pierre Jeunet Produção: Claudie Ossard, Jean-Marc Deschamps Fotografia: Bruno Delbonnel Trilha Sonora: Yann Tiersen

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DESPENSA POLENGHI SÉLECTION Polenghi Sélection inova em sua linha de mofo branco e apresenta mais duas deliciosas e autênticas novidades para os amantes por queijo: o Brie Supreme e Camembert Intense. Os lançamentos trazem a personalidade das receitas de mestres queijeiros franceses com sabor marcante e personalizado, o que os diferenciam dos demais queijos da linha tradicional. O Brie Supreme possui textura extremamente cremosa. Já o Camembert Intense tem sabor intenso e combinação aromática autêntica. Harmoniza bem com espumantes e vinhos como, Sauvignon Blanc e Pinot Noir e ccompanha geleias de frutas, damasco, frutas secas e baguete. O Brie Supreme (140g) e Camembert Intense Polenghi (220g) já estão disponíveis nos principais supermercados do país.

valor médio respectivamente ,99 ,99

| R$12

| R$21

DIVERTIDO E COLORIDO A Kellogg's deixa o lanche mais divertido com uma versão de 20g do seu sucrilhos Froot Loops, aquelas rosquinhas de cereal à base de milho com aveia e trigo, com sabor de frutas e fonte de vitaminas e minerais. Para atrair a atenção das crianças, que adoram a brincadeira de cores e sabores do produto, o tucano Sam reforça a imagem do produto na embalagem que é comercializado em mais de 55 países ao redor do mundo. Atualmente a famosa e divertida marca da Kellogg's marca presença no mercado na forma de cereal matinal e de barra de cereal para consumo do público infantil. valor médio

| R$1,25 GOSTOSURA DE CHOCOLATE Mais um passo de gostosura da Vitarella que colocou no mercado o seu primeiro chocolate, o D-tone, na porção de 30g para venda individual, ou em embalagem de 126g com 20 unidades. Na categoria dos doces, a produto é um wafer recheado e coberto de chocolate à base de cereais, farinhas, amidos, féculas ou de leite. Esta nova marca chega para atender uma demanda mais do público jovem do que infantil e amplia o portfólio da empresa que já conta com biscoitos doces como o Treloso e o Vita Cookies e salgados como Saltvips e crackers. valor médio

| R$1,00 54


SAUDÁVEL E FIT A Piracanjuba amplia a família Zero Lactose que é produzida com o Leite UHT Zero Lactose e chega na forma de dois produtos: o Leite UHT Integral Pirakids Crescer Zero Lactose, enriquecido com cálcio e fortificado com Minerais Ferro e Zinco (Quelatos) e vitaminas A, C D e E, que é indicado para o crescimento saudável das crianças de 4 a 10 anos; e o Leite Desnatado UHT Zero Lactose, na versão 0% gordura, em embalagem de 500ml. Além desses lançamentos, a marca conta ainda com a Bebida Láctea sabor chocolate, Doce de Leite, Leite Condensado e Creme de Leite.

valor médio ,00

| R$26

valor médio Leite Pirakids Crescer e Zero Lactose ,29

| R$5

valor médio Leite Desnatado e Zero Lactose 500ml ,19

| R$3

SABOR GELADO A tradição de seis décadas da Frisabor é ressaltada com todo sabor do seu lançamento “Delícia Trufada”, para o deleite dos apaixonados por sobremesas geladas. Este é um delicioso sorvete de leite com recheio de chocolate trufado, que pode ser encontrado nos pontos de venda em embalagens de 500m. O Delícia Trufada da FriSabor pode ser encontrado nos supermercados, padarias e lojas de conveniência.

NUTRIENTES SABOROSOS A Nestlé traz sua primeira linha infantil de iogurtes Ninho Zero Lactose no Brasil que mantêm o delicioso sabor já conhecido do público, nas versões líquida e polpa, para proporcionar uma alimentação equilibrada para as crianças com intolerância à lactose. Os produtos incluem sabor e benefícios nutricionais do iogurte que chega nos sabores Morango e Vitamina de Frutas (no modelo líquido) e nas opções Morango e Maçã & Banana (em sua forma de polpa). A linha é fonte de Cálcio, nutriente essencial para a formação dos ossos e dentes, além de conter Zinco e vitaminas A e D.

valor médio (líquido) ,39

| R$2

valor médio (polpa) ,29

| R$6

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DOCE VIDA

Doces e gelados sabores Juliana Lopes | julopesmoreira@gmail.com

S

Foto divulgação

Amarenas Fabbri para degustação

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etembro chegou e com ele toda a expectativa para o verão. E vamos ser bem sinceros, por mais que o nosso calor seja de rachar, a gente adora o nosso sol quente e forte. Principalmente porque podemos fazer, mais comumente, coisas que não fazemos no nosso abafado e chuvoso inverno: saborear delícias geladas, como o gelato, por exemplo. E quer uma dica boa? Se estiver pelo Recife Antigo não deixe de saborear o gelato da Cioccolatte Gelateria. A casa é especializada no autêntico gelato e já conquistou um público cativo. Diferente dos tradicionais sorvetes que estamos acostumados, o gelato é conhecido por ter consistência mais densa e é considerado alimento pelos italianos, que consomem a iguaria até no café da manhã. Eu, formiguinha por natureza, passei por lá e não resisti. Acreditem se quiser, mas provei todos os sabores. Mas calma, foi uma colherzinha de cada (ok, eu sei que é gula do

mesmo jeito). Depois de ter degustado cada sabor, optei por tomar um de três bolas (ok, mas gula ainda). Não resisti aos sabores de frutas vermelhas, ninho trufado e farinha láctea. O tamanho da bola é bem generosa e serve, realmente, como uma refeição. Os preços variam entre R$ 10 reais (uma bola) e R$18 (três bolas). Quem quiser pode pedir até 1,2l para viagem, por valor promocional. Uma coisa bem interessante é que o gelato é fabricado lá mesmo. São mais de 100 receitas produzidas em maquinário automatizado, importado da Itália.Toda a matéria prima é de alta qualidade, o que torna o produto ainda mais saboroso. Entre os sabores que se destacam estão o gingerbread, que é à base dos biscoitos de gengibre americanos, com sabor delicado e diferenciado. Já a zuppa inglesa é uma sobremesa italiana, de Bolonha, feita à base de biscoito inglês. Esse sabor lembra o nosso pavê. O de farinha láctea faz sucesso porque remete à infância. A clássica receita italiana, o gelato de Amarena, leva um tipo cereja escura em conserva, produzida pela Fabbri há um século. Para quem não sabe, a Fabbri é uma marca italiana centenária e referência no ramo dos sorvetes e doces. Além do toque europeu, há espaço ainda para os ingredientes da terra: bolo de rolo, tapioca com coco e milho verde são outras opções. Da Argentina vem o delicioso sabor doce de leite, cremoso e intercalado por um caramelo que derrete na boca. Já as frutas vermelhas que compõem o gelato de mesmo sabor são importadas da Espanha. Então é isso, quando estiver passando pelo Recife Antigo, não deixe de conhecer a Cioccolatte Gelateria. O endereço é Rua


Foto divulgação

Gelato à base de cerveja Heineken da Cioccolatte

condensando, chocolate em pó, uma lata de creme de leite sem soro e clara em neve. Primeiro faça o brigadeiro com o leite condensado e o chocolate em pó (se quiser pode usar achocolatado). Antes do creme ficar em ponto de brigadeiro você tira do fogo e deixa esfriar. Depois do creme de brigadeiro frio, você acrescenta o creme de leite sem soro. Reserva novamente. Faça as claras em neve com três claras.Agora é a hora de juntar o creme de chocolate com as claras em neve. Esse processo deve ser feito lentamente, para que as claras não murchem.Após ter misturado - lentamente todos os ingredientes - leve para a geladeira por pelo menos duas horas. Viu como é fácil?

Gelato de Bolo de Rolo Cioccolatte Gelateria Foto divulgação

Alfredo Lisboa, 507, bem pertinho do Marco Zero. E já que estamos falando de doces gelados, eu minha sugestão de receita vai ser uma mousse. Na realidade, vou passar duas receitas que são bem simples e rápidas de fazer. Agora não tem desculpa de dizer que não temo como fazer a sobremesa do domingo, hein!? Vamos lá. Para a mousse com sabor de fruta, você vai precisar de uma lata de leite condensado, uma lata de creme de leite sem soro e um saquinho de suco em pó no sabor que você preferir. Coloque o leite condensado no liquidificador junto com o pó do suco e bata por uns dois muitos. Vai ficar um creme bem grosso.Após isso, acrescente o creme de leite e bata mais por uns dois minutos. Coloque em taças de sobremesa ou em um pote único e leve para a geladeira. Se você não quiser usar o suco em pó e sim a fruta mesmo, vou te dar duas dicas. Quando eu fiz com o suco do próprio limão, o leite condensado ficou com consistência cremosa, chegando na grossa. Só fiz colocar o creme de leite e levei para a geladeira. Mas quando eu fiz com pêssego, mesmo sem a calda, o leite condensado ficou mais líquido. Nesse caso, eu acrescentei a gelatina incolor para ganhar uma firmeza maior. A outra receita é de uma mousse de chocolate. Ela também é super fácil de fazer, só que é um pouco mais demorada. Para essa receita você vai precisar de uma lata de leite

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DOCE E SAUDÁVEL

Conheça os benefícios do açúcar demerara BROWNIE FUNCIONAL COM AÇÚCAR DEMERARA (Receita da nutricionista clínica funcional Kayser Figueirêdo - CRN: 9975)

INGREDIENTES

Talles Ruan

O

açúcar é um componente que não costuma faltar na mesa, seja na hora de adoçar o cafezinho ou quando vamos preparar uma receita, mas qual seria o açúcar mais saudável para se consumir? A regra é bem simples, quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, enquanto a cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no processo de refinamento. Doce e saudável, essas são as características do açúcar demerara. Conhecido por sua coloração marrom-clara, seus grãos possuem uma camada de melado envolvido em seus cristais, que lhe conferem alto valor nutricional. Isso porque passa por um processo de refinamento leve, sem a presença de aditivos químicos, além da vantagem de não alterar o sabor dos alimentos. Segundo a nutricionista clínica funcional Kayser Figueirêdo, o açúcar demerara possui alguns nutrientes e seu consumo moderado, em indivíduos saudáveis, não causam mal á saúde. Eles possuem algumas vitaminas e minerais como as vitaminas B1, B2, B6, cálcio, magnésio, cobre, fósforo e potássio. A recomendação é uma porção de 10% das calorias totais ao dia, em média 200 Kcal, que equivale a 50 gramas ou três colheres de sopa ao dia. Por ter textura mais grosa, sua dissolução é mais difícil em relação a outros açucares, mas ainda sim pode ser usado para preparar doces, pães e biscoitos. Uma opção é o açúcar produzido pela Usina Petribu, uma marca que atua no território pernambucano há quase um século, produzindo diariamente 18 mil sacas de açúcar.

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2 xícaras de trigo sem glúten ou trigo integral | 3 ovos | 2 xícaras de açúcar demerara | 200g de manteiga ghee (clarificada) ou manteiga normal | 2 xícaras de chocolate com 50% de cacau | 1 colher de chá de essência de baunilha | 3 colheres de sopa de castanha triturada.

MODO DE PREPARO Na batedeira bate os ovos com o açúcar demerara por 3 minutos, depois acrescenta o trigo, a manteiga e o chocolate, vai mexendo com uma espátula, acrescenta a baunilha e a castanha triturada, mistura até a massa ficar homogênea. Coloca a massa numa forma untada com manteiga e trigo e leva ao forno préaquecido a 180 graus por 30 minutos ou até formar uma casquinha por cima, mas que ao colocar o palito, o interior esteja cremoso. Pronto! É só saborear!


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Revistamalagueta02  

Revista Malagueta - Gastronomia para todos os sentidos. Revista pernambucana de gastronomia. Publicação bimestral.

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