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Ano 11 N0 64 R$ 4,95

Piquenique

e brincadeiras

no gramado VIAGEM

cas

explosรฃo de natureza e cores em banff, canadรก

la ugada, mas com a cara e o charme do morador


n ota

d o

e d i to r

Um viva às cores, às flores, à alegria! Saímos das tocas! Ufa, foi-se o inverno. E para receber a primavera em grande estilo, mostrando o quanto estamos felizes com sua chegada, montamos um piquenique no parque, uma autêntica celebração da vida ao ar livre, do contato com a natureza, do verde, das flores... Crianças brincando e correndo pelo gramado, comidinhas lindas, deliciosas, com jeitinho de “feito em casa”. E mais: um ambiente acolhedor, lúdico, colorido, muitas brincadeiras, tempo de sobra, tranquilidade, sol. Não pode haver programa melhor para uma tarde primaveril. Luciana Chwartzmann, criadora do espaço infantil Lezanfan, idealizou a cena do piquenique da Estilo Zaffari. Felippe Sica, o chef que entende tudo de crianças, fez os quitutes. Letícia Remião, nossa fada das imagens, fotografou tudo. O resultado você vai conferir nas páginas 30 a 49. E apostamos que vai se encantar. Fique à vontade para copiar a ideia, montar um programa com as suas crianças ou, por que não, com amigos, familiares, adultos. Afinal, o piquenique está na moda! Encontros de colegas, aniversários, chás de boneca, qualquer data pode ser a justificativa para reunir a turma em torno de uma toalha grandona sobre o gramado. Descontração é a palavra de ordem. E a natureza é a melhor das anfitriãs! Colorida e faceira, esta edição da Estilo Zaffari tem também uma matéria de viagem que vai fazer muita gente sair correndo para programar as próximas férias: Banff, no Canadá, um lugar tão bonito, mas tãããããããããããõ bonito que nem parece de verdade... Cris Berger foi conhecer esse autêntico paraíso e trouxe para a nossa revista fotos lindíssimas e ótimas dicas. Ainda na onda de cor e alegria, Flavia Mu percorreu apartamentos em Porto Alegre para descobrir gente que conseguiu transformar imóveis alugados em residências cheias de personalidade, com a cara de seus donos, investindo somente naquilo que pode ser removido ao final do contrato de aluguel. Nada de gastos com reformas estruturais, o foco aqui é a escolha inspirada de móveis, objetos e complementos, para compor ambientes gostosos e mutáveis. Selecionamos três apartamentos lindos e megafuncionais, cheios de ideias ótimas para quem quer montar ou repaginar a sua casa. E Carin Mandelli fez as fotos. Os textos dos nossos colunistas também estão imperdíveis, assim como a seção Mulheres que Amamos, que homenageia grandes mulheres gaúchas: Celia Ribeiro e Mariangela Badalotti. Uma dupla genial! Boa leitura e feliz primavera! os editores


Milene Leal milene@contextomkt.com.br

Editora e Diretora de Redação Redação Cris Berger, Flavia Mu, Loraine Luz, Milene Leal, Tetê Pacheco Revisão Flávio Dotti Cesa direção e edição de arte Luciane Trindade Ilustrações Guilherme Dable Fotografia Carin Mandeli, Cris Berger, Letícia Remião Colunistas Carla Pernambuco, Cherrine Cardoso, Fernando Lokschin, Lenice Zarth Carvalho, Luís Augusto Fischer, Malu Coelho, Roberta Gerhardt, Tetê Pacheco Editora Responsável Milene Leal (7036/30/42 RS)

Izabella Boaz izabella@contextomkt.com.br

Diretora de Atendimento A revista Estilo Zaffari é uma publicação trimestral da Contexto Marketing Editorial Ltda., sob licença da Companhia Zaffari Comércio e Indústria. Distribuição exclusiva nas lojas da rede Zaffari e Bourbon. Estilo Zaffari não publica matéria editorial paga e não é responsável por opiniões ou conceitos emitidos em entrevistas, artigos e colunas

Ano 11 n0 64 r$ 4,95

assinadas. É ve­dada a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista sem prévia autorização e sem citação da fonte.

Tiragem 25.000 exemplares Impressão Gráfica Pallotti

Endereço da Redação Rua Cel. Bordini, 487/4 andar – Porto Alegre/RS – Brasil – 90440 000 (51) 3395.2515 (51) 3395.2404 (51) 3395.1781 estilozaffari@contextomkt.com.br

Piquenique

e brincadeiras

no gramado VIAGEM

cAsA

ExPlosão dE nAturEzA E corEs EM bAnff, cAnAdá

AluGAdA, MAs coM A cArA E o chArME do MorAdor

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foto: Letícia Remião

03/10/2013 05:26:13


Arte E Ciência Em Harmonia A cirurgia plástica, seja ela reparadora ou estética, é uma especialidade médica em contínua evolução e com a oportunidade única de unir a arte e a ciência para aprimorar a forma. Consideramos o procedimento cirúrgico como um verdadeiro evento na vida de cada paciente. assim, a decisão de realizar uma cirurgia plástica ou mesmo um procedimento estético CRM 29199 - RQE 21654

deve ser encarada com total seriedade.

Rua Mostardeiro, 5 - Sala 909 - Porto Alegre - RS - (51) 3314 8633 - www.alexanderhornos.com.br


Correio Essa edição está fantástica! Não consigo parar de ler, sempre que pego tem uma coisa interessante que ainda não vi... Parabéns! ViAGem A belA, pAcíficA e misteRiosA JoRDâNiA

Ano 11 N0 63 R$ 4,95

eVeNto GAstRoNômADe, A GulA susteNtáVel ViDA pARA As cRiANçAs, comiDA com Afeto!

comida de

nverno

Recadinhos queridos que a Estilo Zaffari 63 recebeu pelo Facebook, na chegada

DelíciAs pARA AqueceR coRpo e AlmA

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Ximena Ferreira

da edição às lojas: 12/07/2013 17:16:50

Estou lendo a revista neste momento adorando... bks Ema Granja

Gurias, a revista está incrível. Um capricho só! Parabéns Kátia Nimhauser

Já sou fã desta revista, ela é uma delícia... Vou fazer a receita do risoto de abóbora, estou com água na boca!!!!! Ivone Moi

COMPREI A MINHA HOJE, ESTÁ DEMAIS!!! Eliane Machado

Comprei ontem e adorei! Luciane Beretta

Cheguei há pouco com a minha, eufórica, louca para devorar!!! Daniela Vicente da Costa

Adorooooo esta revista Laura Ramos

Fui hoje à tarde no ZAFFARI e comprei a última revista ESTILO ZAFFARI!!!!!!! Cheguei em casa e “devorei”!!!!!!!! Como sempre, está excelente!!!!! PARABÉNS! Regina d’Azevedo

Parabéns Milene, e Izabella, adoro a revista Estilo Zaffari e as dicas da Cesta básica são quentíssimas, adoro! Ana Gaspary

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Estilo Zaffari

Superparabéns pelo seu belo trabalho... Cezar Medina

Falar o que mais, é uma super-revista, bjs Ubiratan Fernandes

Que show esta foto, Letícia Remião! (sobre a foto da capa da edição 63) Márcia Silva Stanton


lançamento

Chegou um projeto tão grandioso que precisou de um quarteirão inteiro para reunir tanto lazer e conveniência para sua família.

Perspectiva ilustrada da piscina

Projeto arquitetônico:

1 3 7 m2 3 suítes 2 ou 3 vagas

Perspectiva ilustrada da fachada

Perspectiva ilustrada da piscina aquecida

Perspectiva ilustrada da quadra de tênis

Aqui dentro, a sua vida vai se transformar.

O Quartier é charme, conveniência e muito espaço, no melhor ponto da Rua Cabral. Em frente ao Colégio Leonardo Da Vinci e a poucos minutos do Parcão, o empreendimento conta com um Zaffari no próprio terreno, além de um estrutura de lazer jamais vista na região.

Parcão

IPA

Av. Goethe

V i s i t e o n o s s o p l a n tão:

R u a L i b e r d a d e c o m R u a P a r a g u a i | Te l. : (5 1) 3 0 9 3 -0 114 w w w. m e l n i c k e v e n . c o m . br / qua r tie r

Rua Paraguai

São mais de 15 opções de lazer, incluindo uma quadra de tênis, em 5 mil m2 de terreno. é só escolher e aproveitar.

Rua Liberdade

Quartier Vendas:

Incorporação e construção: Rua Cabral

Colégio Leonardo Da Vinci

Registro de Incorporação sob nº R.24 109970, em 29/11/2012, no Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona do Registro de Imóveis da Comarca de Porto Alegre, RS. As condições de pagamento e reajuste apenas estarão disponíveis nos plantões de vendas. Possíveis alterações de projeto e/ou decoração dos ambientes serão executadas de acordo com o Memorial Descritivo do empreendimento. Projeto arquitetônico do prédio residencial e de decoração de interiores: Roseli Melnick Arquitetura & Interiores SS, CAU 12360-9; projeto arquitetônico do supermercado: Monserrat Arquitetos Associados, Crea 21210; projeto paisagístico: Tellini Vontobel, Crea 26677. Lopes, Creci 22461-J; Melnick Even Vendas, Creci 22620-J; Brasil Brokers, Creci 22496-J. Todas as imagens são ilustrativas. Croqui de localização sem escala.


Cesta Básica

10

Criaturas Humanas

28

Me Gusta

50

Coluna Comer, Comer

54

Coluna Educação

72

Coluna Equilíbrio

74

Bom Conselho

80

O Sabor e o Saber

82

Moda 100 Mulheres que Amamos

A Casa (temporária) do dono Apartamentos e casas alugadas não precisam ser impessoais e sem graça. Com os investimentos certos, eles podem ficar lindos e cheios de personalidade.

86

102

Palavra 106

76


piquenique e brincadeiras no gramado

banff: paisagem intocada

Um dia de sol, um gramado fofo, crianças, comidinhas, muita diversão. Esta é a fórmula do piquenique perfeito. Organize o seu!

Lagos de águas tão azuis que parecem pintadas. Montanhas e florestas perfeitas, como se fossem traçadas em Photoshop. E muitos esportes ao ar livre. Banff rocks!

30 Museu do Filho Criança também é artista.

56


Cesta básica

Novo centro cultural para Porto Alegre

Instituto Ling I rua joão caetano bairro três fiqueiras I porto alegre

NESTA SEÇÃO VOCÊ ENCONTRA DICAS E SUGESTÕES PARA CURTIR O DIA A DIA E SE DIVERTIR DE VERDADE: Música, moda, literatura, arte, lugares, viagens, OBJETOS ESPECIAIS, pessoas geniais, co­midinhas, passeios, compras. BOM PROVEITO! te x tos

10

por

Estilo Zaffari

l oraine

lu z

Já foram apresentados os detalhes de um aguardado centro cultural na zona norte de Porto Alegre. O projeto é do Instituto Ling e está sob os cuidados do premiado arquiteto Isay Weinfeld. A previsão de abertura é para agosto do ano que vem. O Centro Cultural do Instituto Ling vai oferecer atividades artísticas e educativas: teatro, cinema, música e artes, cursos livres de curta duração, palestras, seminários, conferências e ciclos de debates nas mais variadas áreas do conhecimento. O edifício se desenvolve no formato de galeria que, além de espaço para exposição, conecta os diversos ambientes de apoio: salas de aula, loja, café e auditório. No pavimento inferior, uma ampla cozinha projetada para a realização de cursos de culinária serve, ainda, como apoio a um salão de eventos (apresentações musicais e atividades sociais diversas). Um dos detalhes construtivos mais interessantes é a fachada principal, onde os elementos metálicos de proteção solar também servem como travamento da estrutura. O prédio contará com salas de aula, auditório, espaço expositivo e laboratório gastronômico, além de facilidades como cafeteria, salão de eventos e espaço comercial para artigos educativos, artísticos, culturais e de design. Isay Weinfeld é um dos mais conceituados arquitetos brasileiros. Foi escolhido por reunir conhecimentos em diversas áreas, como a expografia, a cenografia, o design de móveis, além de seu trabalho como cineasta. Entre seus projetos arquitetônicos se destacam a Livraria da Vila, os empreendimentos do Grupo Fasano, o edifício 3600 e lojas das marcas Havaianas e Fórum. O Instituto Ling atua desde 1995 na concessão de bolsas de estudo para as mais reconhecidas universidades no mundo. Com a construção do Centro Cultural, o Instituto expande suas atividades, oferecendo opções socioeducativas e culturais para um público mais amplo, que busca aperfeiçoamento contínuo e diferenciado. Segundo o empresário William Ling, diretor do Instituto, esse projeto complementa a atuação do Instituto criado pela família Ling, que chegou ao Rio Grande do Sul na década de 50. “É como uma retribuição à comunidade que tão bem nos acolheu”, explica.


O prato da boa lembrança do peppo Como parte da comemoração de seus nove anos de história, o Peppo Cucina lançou em julho seu prato da Boa Lembrança 2013: o Medaglioni Alla Salsa di Lampone. É uma combinação charmosa criada por Pedro Hoffmann, que consegue resumir o conceito de culinária italiana contemporânea: medalhões de filé ao molho de framboesa, acompanhados de purê de mandioquinha. Concebido e comandado pelo casal Andréa Martins e Pedro Hoffmann, o Peppo tem cardápio variado. A cada estação, o restaurante oferece sugestões especiais que muitas vezes são incorporadas ao cardápio, conforme a demanda. No jantar de lançamento, o prato foi harmonizado com vinhos especiais da Viña Ventisquero. A proposta da Associação dos Restaurantes Boa Lembrança, criada em 1994, em Petrópolis (RJ), é reunir estabelecimentos que primam pela excelência e qualidade nos serviços, preservando peculiaridades regionais. O italiano Dânio Braga é o pai da ideia e atual conselheiro. O principal produto da entidade é o Prato da Boa Lembrança, uma peça exclusiva em cerâmica que você leva para casa depois de comer em um dos restaurantes associados. A peça cumpre uma missão: por meio de sua representação figurativa, deixar na memória do consumidor uma experiência gastronômica única. É o troféu de todo colecionador. Cada prato possui um desenho original e exclusivo, sempre muito alegre, de cores vibrantes e tom bem-humorado. Já foi fabricados mais de 1,2 milhão de Pratos da Boa Lembrança.

www.peppo.com.br

pane & spritz: Comidinhas e bebidinhas italianas Um italiano e uma gaúcha se conhecem no Egito, e esse encontro muda suas vidas. Muda até a oferta de gastronomia italiana em Porto Alegre: juntos eles criaram a Pane&Spritz, a primeira spritzeria do Brasil. O local oferece, em um ambiente muito agradável, comidinhas típicas da Itália acompanhadas de um bom café ou do spritz, tradicional e refrescante drinque italiano – feito com aperol, espumante, club soda e gelo. Ana Souto e Freddy Tricarico são os proprietários. Ex-topógrafo e músico nas horas vagas, Freddy é natural de Vicenza, na região italiana do Veneto. Ele é responsável pela gastronomia do Pane&Spritz, apostando em um cardápio aberto, que varia conforme a qualidade dos ingredientes disponíveis a cada dia. Embora tenha feito cursos de barista, Freddy é autodidata na cozinha, trazendo a influência da família, que comanda restaurantes na Itália.

Pane&Spritz Cafeteria, pastifício e lounge bar Rua Marquês do Pombal, 379, POA

Estilo Zaffari

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Cesta básica História que vai, história que vem, aventuras sem fim!

Palavra Vai, Palavra Vem Texto e ilustrações: Paula Taitelbaum L&PM Editores www.lpm.com.br

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Estilo Zaffari

Para onde vão as palavras ditas? O que pode acontecer enquanto voam pelo tempo, pelo espaço, por terra, mares e pelo céu? O livro “Palavra Vai, Palavra Vem” conta a viagem de uma palavra que, solta no ar, perde e ganha letras e, assim, vai se transformando em outras palavras até chegar ao seu destino final. O lançamento da L&PM Editores leva a escritora Paula Taitelbaum para dentro do mundo da literatura infantil pela primeira vez – e com uma inspiração muito especial: Clara, sua filha. Lúdico e composto de rimas que formam uma grande poesia, o livro estimula a imaginação, pois coloca seus leitores na expectativa da palavra vai surgir na próxima página. Ao serem desvendadas, as palavras ganham vida própria e se enchem de significados. Como se já não bastasse o lindo e inventivo texto, “Palavra Vai, Palavra Vem” é também um deleite para os olhos. Para ilustrar o livro, a poeta garimpou pelo mundo afora papéis estampados e figurinhas antigas que, recortados por ela, formaram o cenário da história. “Eu já tinha a ideia de fazer o livro ilustrado com colagens, amava brincar de boneca de papel, eu mesma fazia as roupinhas das minhas bonecas”, revela Paula, contando que os recortes lhe deram tanto prazer quanto o texto do livro.


Viajo, logo existo

www.viajologoexisto.com.br.

Leonardo Spencer e Rachel Paganotto trabalhavam há nove anos no mercado financeiro de São Paulo – e aí já dá para imaginar o pacote todo: horas e horas de expediente, computadores e telas piscantes, planilhas de excell, pressão por resultado, estresse... O que fizeram? Chutaram o balde. E colocaram no lugar a realização de um desejo – muito comum, aliás –: viajar pelo mundo. Assim nascia o Viajo, Logo Existo: um projeto de viagem de 42 meses, vivendo e morando no próprio carro, dirigindo mais de 180 mil quilômetros por mais de 65 países. “Deixamos para trás família, amigos, conforto, salários gordos e saímos pelo mundo em busca de vida, pessoas e histórias”, relatam no www.viajologoexisto.com.br. Até agora, já se passaram 90 dias e 20 mil km, cinco países, 2.320 litros de diesel, 407 horas dirigindo (o equivalente a 17 dias ininterruptos), zero briga séria, seis dias sem tomar banho. O resultado se empilha: mais de 9 mil fotos e dezenas de histórias para contar. No Brasil, começaram pela região sul e visitaram as famosas Cataratas do Iguaçu, optando por sair do país pela praia do Cassino. Em seguida, chegaram ao Uruguai. Na Argentina, passaram 24 dias incríveis na terra das empanadas, cordeiros e parques nacionais. Torres del Paine, no sul do Chile, mereceu um destaque especial. “Com certeza um dos nossos lugares favoritos. Paisagens em seu estado bruto, com toda sua grandeza, cercadas por árvores, glaciais, lagos, montanhas. Um cenário de cinema!” Em um dos últimos relatos, escreviam desde Ollantaytambo, um vilarejo de 2.000 pessoas, ponto de partida do trem que leva até Machu Picchu, no Peru. “Não poderíamos estar mais felizes com a nossa decisão de mudar de vida”, garantem. Ficou com vontade de viajar com o Leo e a Chel? Acompanhe o projeto pelo www.viajologoexisto.com.br.

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Cesta básica

JAPÃO + PERU = 300

300 COSMO DINING ROOM RUA MARQUÊS DO POMBAL, 300, PORTO ALEGRE I RS I 51 3372.0308 www.300poa.com.br

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Estilo Zaffari

Um jantar no 300 Cosmo Dining Room é uma experiência nova em Porto Alegre. Uma experiência maravilhosa. A cozinha nikkei (ops: para aqueles que não sabem, nikkei é o resultado da fusão de cozinha japonesa com cozinha peruana) comandada pelo chef Luis Yagui Yoshimoto, ex-Sipan Buenos Aires, é realmente sublime. Tudo é lindo e saboroso. Bebidas geladas, garçons atenciosos, uma bela carta de vinhos, o 300 tem tudo isso. E o salão? Comer no 300 não é somente uma vivência gastronômica, mas também estética. A casa parece saída de Buenos Aires naquilo que Buenos Aires tem de melhor – seu charme cool e cosmopolita. Charme este que, no 300, está personificado na figura de Mariano Scorpaniti, sócio responsável pelo salão, argentino até a alma e charmoso de doer, que circula por ali cuidando para que tudo, absolutamente tudo seja perfeito, lindo e delicioso. 300 Cosmo Dining Room também tem boa música e uma onda mais notívaga: o segundo andar da casa abre em breve para aqueles que gostam de dançar. Bela proposta capitaneada por Mariano Scorpaniti e Tiago Escher de Borba!

por Leticia Wierzchowski, escritora


Cesta básica

Brigadeiro, Brigadeiro e mais brigadeiro! Se happy hour é, por definição, uma hora feliz, imagina com brigadeiro?! Um amplo e agradável espaço na nova Brig’s Atelier de Brigadeiro é um convite para delirar com mais de cem sabores do doce a... qualquer hora! Quatro anos após a primeira loja de brigadeiros gourmet no Estado, no bairro Boa Vista, a empresária Déborah Bitencourt abre outra no Moinhos de Vento, na esquina das ruas Dona Laura e Mariante. Além da receita tradicional do doce (em diferentes formatos: bisnagas, de colher, em potinhos, caçarolinhas, marmitinhas, mini-panelinhas, etc), há os já consagrados doce de leite com nozes, cheesecake de frutas vermelhas, morango belga e nutella. Entre as novidades da casa, folhadinho de brigadeiro, brigadeiro de cerveja, geleia de laranja e noir com framboesa. Para os amantes de café, a casa oferecerá embalagem especial para quem quiser levar a bebida, ao melhor estilo americano ‘to go coffee’.

Brig’s Atelier de Brigadeiro Rua Dona Laura, 129, Porto Alegre 51 3372.1181 www.brigsatelierdebrigadeiro.com.br

Invenções geladas e surpreendentes Ah, a criatividade... ah, esse dom para inventar moda... A boutique de sorvetes Arte Freddo é expert nisso. As criações e as modas são sempre geladas (hummm...), saborosas (yummy!) e surpreendentes. Quer uma dica: vá logo conhecer as mais recentes invenções, que são verdadeiras surpresas. O Creme Catalão Bruleé está entre essas novidades de fazer fechar os olhos e esquecer da vida. O sorvete é uma releitura do famoso doce espanhol, servido em pequenos potes que vão ao forno. A cobertura de caramelo sequinho, flambada com maçarico, é de açúcar mascavo. Outra experiência gastronômica incrível é a linha gaudéria: sorvetes nos sabores butiá, arroz de leite e sagu com creme. O de sagu segue uma receita da avó de Ana Gaspary, a mestre-cuca inventiva da Arte Freddo. Ela combina bolinhas brancas, açúcar, canela, cravo, suco de uva e vinho de garrafão – e daí para o freezer. Na hora de servir, creme de baunilha em favas se esparrama por cima. Por ter criado a linha gaudéria, Ana foi convidada para integrar o Grupo de Trabalho do Palácio Piratini sobre culinária gaúcha. Esses sorvetes com finalização especial só podem ser degustados na loja, mas a Arte Freddo conta com um cardápio vasto de delícias para eventos: degustação, monoporções, tortas e/ou sorvetes salgados.

Arte Freddo I Sorvetes Boutique Rua Giordano Bruno, 13, Porto Alegre I 51 3028.6013 16

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Presente para fãs O pelotense Vitor Ramil é considerado uma das grandes referências da música brasileira. O reconhecimento está no meio – suas músicas foram gravadas por intérpretes do quilate de Gal Costa, Ney Matogrosso, Mercedes Sosa, Jorge Drexler, Milton Nascimento e Pedro Aznar – e no carinho e na fidelidade devocional de seus fãs. Se você é um deles, vai vibrar. A editora Belas-Letras preparou um presente: um songbook de Vitor Ramil. O livro tem cinco partes. Além de uma biografia ilustrada e da discografia completa, inclui partituras (incluindo cifras, afinações, diagramas e tablaturas) de suas canções, transcritas pelos músicos Vagner Cunha e Fabricio Gambogi. O crítico musical, professor e compositor Celso Loureiro Chaves faz uma análise das composições e há, ainda, as letras das canções, com rascunhos. A trajetória de Vitor, desde a infância até a fase atual – incluindo os principais shows e encontros –, é descrita nesta obra por uma mescla de textos seus, recortes de lembranças e sons e pesquisas do crítico musical Juarez Fonseca. Luís Augusto Fischer faz a apresentação do livro.

Vitor Ramil Songbook 132 páginas R$ 44,90 www.vitorramil.com.br I belasletras.com.br

com o toque do chef Qual o segredo do frango do chef Marcelo Schambeck? E das carnes vermelhas? E dos peixes? Quem frequenta o bistrô Del Barbiere se encanta com os sabores de pratos ousados e criativos de Marcelo e, por instantes, mesmo que não tenha afinidade com o fogão, se pergunta “qual o toque aqui?”. Marcelo está agora compartilhando alguns desses segredos. O chef acaba de lançar uma linha produtos artesanais. O sal defumado, ideal para frangos, de legumes e até pipoca, o sal de pimenta-do-reino e alho, escolha perfeita para carnes vermelhas, batatas e abóbora, e o sal de tomilho e limão, que dá mais sabor para peixes, frutos do mar e suínos, são alguns desses produtos. Completam a linha o açúcar de cardamomo e o açúcar de baunilha, responsáveis pelo toque especial em cafés, chás, caldas e bolos. Além disso, a marca Marcelo Schambeck conta com o espumante rosé brut 100% Pinot Noir (R$ 49), parceria com a Vinícola Geisse. Além da excelente perlage, ele combina jovialidade, elegância e traz refrescante acidez para harmonizações. Os preços variam de R$ 24 a R$ 29, e os produtos podem ser adquiridos no próprio bistrô. O local recebeu, em 2013, o prêmio da Revista Veja Comer & Beber, na categoria “Bom e Barato”. Marcelo Schambeck é um dos nomes de destaque no cenário gastronômico de Porto Alegre. Em seus cardápios, busca valorizar os ingredientes regionais e orgânicos.

Del Barbiere Rua Jerônimo Coelho, 188, Porto Alegre 51 3019.4202

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Cesta básica

Resort de delícias

costão do santinho resort Estrada Vereador Onildo Lemos, 2505 Praia do Santinho I Florianópolis I Santa Catarina 0800.48.1000 I 48 3261.1000 www.costão.com.br

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Estilo Zaffari

Há mais surpresas do que as belezas naturais e as deliciosas acomodações no Costão do Santinho, resort badalado em Florianópolis. E elas são servidas à mesa. José Ricardo Raimundo é o responsável pelos pratos e receitas experimentados a cada refeição. Inspirado pelos chefs franceses Marie-Antoine Careme, Patrick Ferry, Emanuel Bassoleil e Claude Troisgros, o paulista Zé Ricardo – como é conhecido no local – cria, inventa e surpreende para fazer da gastronomia do resort uma referência no país. Zé Ricardo mostrou interesse pela gastronomia desde a infância, sempre acompanhando os afazeres da mãe na cozinha. Com formação na área, buscou especialização no sabor das comidas de outras culturas. As gastronomias alemã, árabe, francesa, holandesa, italiana e judaica foram algumas das que mais teve gosto em pesquisar e aprender. Ainda assim, a gastronomia nacional é uma paixão: a mistura de tradições, ingredientes e alimentos. Após chefiar um restaurante internacional em Holambra (SP), de gastronomia holandesa e indonésia, e trabalhar em uma rede de restaurantes nos Estados Unidos, aceitou o desafio no litoral catarinense. A missão se transformou em um prazer – para ele e para os hóspedes.


Cesta básica

Deserto acolhedor

Ao combinar o requinte dos serviços e do atendimento com a história e o ambiente de um dos cenários mais impressionantes da América do Sul, o Tierra Atacama Hotel & Spa, ao norte do Chile, integra o circuito dos hotéis boutique. E com louvor. É o melhor do país, segundo a World Travel Awards, marca consagrada como selo de qualidade que reconhece mais de 5 mil organizações de turismo por ano. A premiação, considerada o Oscar do turismo, contou com cerca de 790 mil votos de mais de 170 países. O lugar do hotel sugere mistério e magia: o charmoso povoado de San Pedro de Atacama, em meio a salares, vulcões e belas montanhas da Cordilheira dos Andes. O hotel é todo decorado de acordo com a cultura local, com peças do artesanato e tecidos feitos à mão. As paisagens que cercam o hotel podem ser apreciadas pelos hóspedes a qualquer momento, já que dos 32 quartos, cada um com espaçosos 37m², é possível avistar as cores arrebatadoras do deserto. É possível ainda apreciar tudo isso mais de perto, em caminhadas, passeios de bicicleta, excursões a lagoas do altiplano andino, gêiseres e até escaladas de vulcões. O SPA conta com tratamentos corporais baseados nos elementos naturais do deserto, como areia e sal para esfoliações, barro vulcânico para eliminar as toxinas da pele e uso das ervas locais nas massagens. Não faltam ainda saunas, piscinas e uma Jacuzzi.

Tierra Atacama Hotel & Spa www.tierraatacama.com 20

Estilo Zaffari

15 anos mundo afora O mundo parece cada vez menor: sobram destinos e vontade de conhecer lugares especiais, seja pela gastronomia, pelas compras, pela cultura, por romance, autoconhecimento ou pura diversão… Para não desperdiçar tanto potencial, o melhor é customizar ao máximo a viagem. Aí que entra o trabalho da Diário de Bordo. O diferencial: viajar está no sangue de Luciane Garcia, a criadora da agência. Por ar, terra ou mar, desde pequena ela se acostumou com isso. No início dos anos 1990, já trabalhava no ramo. Há 15 anos, comanda a Diário de Bordo – cuja logomarca acaba de ganhar um up. “Gosto de conhecer os lugares que indico e vendo e, por meio de experiências pessoais ou indicações, procuro selecionar o melhor a oferecer”, garante. A agência atua também com eventos corporativos.

Diário de Bordo Rua Mostardeiro, 5 I sala 304 Porto Alegre 51 3314.8600


MR personal: 10 anos de vida saudável Tempo que passa, saúde que se ganha. Não? Aqueles que se comprometem com uma rotina regular de atividades físicas concordam, e especialmente os frequentadores da Academia MR Personal. Eles se integram ao aniversário de 10 anos da academia, não apenas como testemunhas ou convidados. Estão de parabéns também. Aberta em setembro de 2003 pela educadora física Marcia Refinski, a MR Personal cresceu e viu muita gente crescer junto com ela. Crescer no sentido de conquistar uma vida mais saudável, dar adeus a sobrepesos, falta de tônus ou alongamento. Tem alunos que começaram aos 12 anos e agora, aos 22, são provas de que atividade física só faz bem – para o corpo e para o espírito. Os ganhos físicos e mentais são um presente para sempre. Ao longo desses 10 anos, outros tantos se aventuraram num novo estilo de vida e formam todos uma grande família. Para quem chega e para quem recebe os recém-chegados, é uma delícia compartilhar atividades e comportamentos tão benéficos, com parceria e disciplina. A academia está de aniversário, mas o parabéns é para muitos.

Academia MR Personal Training R. Casemiro de Abreu, 1.495 Porto Alegre

Nutritivos, saudáveis, puro prazer! Precursora na fabricação de chocolates na Serra gaúcha, a Caracol Chocolates, de Gramado, produz há mais de 30 anos produtos com índices mínimos de 36% de cacau. O trabalho artesanal da fábrica provou que chocolates ricos em nutrientes e benéficos à saúde são possíveis – e sem abrir mão do prazer. Isso fica evidente nos mais recentes lançamentos. A linha Frutas Secas chega ao mercado como um chocolate diferenciado, nas seguintes opções de sabores: bergamota, damasco, figo e goiaba – todos eles com chocolate 48% cacau. E ainda cranberry com chocolate branco e bergamota sem lactose. O lançamento complementa a linha de chocolates funcionais da marca, lançada no primeiro semestre desse ano – com chocolates rústicos com sementes secas de oleaginosas (amêndoas, nozes, avelã e pistache), que se diferenciam por serem ricas em fontes de fibras e ferro. Buscando um processo sustentável, as frutas tropicais utilizadas na fabricação das novas barras rústicas são compradas de pequenos produtores da região de Gramado. Essa não é a primeira vez que a Caracol apresenta produtos inovadores no mercado, já que também lançou os chocolates com pimenta vermelha (termogênicos) e mini-tabletinhos de chocolate 85% cacau com linhaça dourada, e tabletinhos de chocolate 70% cacau com chia.

Caracol Chocolates I www.caracolchocolates.com.br Estilo Zaffari

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Cesta básica É do Sul

Pijamas dos sonhos Pijama já é tudo de bom. E quando se trata de bebês... o soninho é um momento sagrado. A Cookie levou esse assunto muito a sério e lançou uma linha de roupas para dormir pra lá de especiais, que agora está à venda na loja Lezanfan, em Porto Alegre. Em tamanhos até 1 ano, os pijamas são feitos com fibras do algodão pima peruano. Conhecido como o rei dos algodões, ele tem maciez e brilhos excepcionais. Cultivado nos vales do Peru, tem fibra longa, por isso a durabilidade mesmo após diversas lavagens. Com a característica antipeeling adotada pela Cookie, o algodão resiste mais ao atrito, deixando os pequenos livres para engatinhar e brincar. O pima peruano é colhido à mão. Isto faz com que suas propriedades naturais sejam conservadas, sem deixar impurezas químicas que afetam a maciez do tecido. É um algodão amigo do planeta. Esses detalhes garantem outros benefícios: não causa alergias nem superaquecimento da pele, por exemplo. Todas as peças são livres de tóxicos e químicos. Os modelos são charmosos e trazem estampas lúdicas capazes de inspirar adoráveis cantigas de ninar...

LEZANFAN RUA BARÃO DE SANTO ÂNGELO, 174 PORTO ALEGRE I 51 30727857 www.lezanfan.com.br

O aroma da lenha queimando no fogo sempre aceso, o cheiro dos pães recém saídos do forno, dos belos assados e do frescor das ervas. Endereço gastronômico recente em Porto Alegre, o restaurante Los Reyes resgata a memória afetiva do que se come e se comeu a vida inteira pelas bandas de cá do país. Produtos da época, como legumes, folhas, ovos e frutas orgânicos, carnes de alta qualidade originárias da campanha e fiambres e queijos de produção artesanal garantem a identidade cultural do local, um projeto do produtor cultural Carlos Branco e da designer Lisete Zepka. Ingredientes locais, respeitando os ciclos da natureza, submetidos a técnicas e métodos da alta gastronomia. O comando na cozinha fica com o chef Otávio Lupi. O cenário combina bem com a proposta vanguardista do restaurante, unindo o tradicional e o contemporâneo no mesmo ambiente. A casa do Los Reyes é uma construção de 1938 que foi restaurada e ampliada. A reforma criou um novo espaço, moderno e iluminado por uma grande claraboia, com um charmoso bar, sofás de couro, objetos coloridos do design mais atual e o destaque para a bela mesa azul no centro do restaurante. A pequena casa é toda colorida, com sofás, cortinas, tapetes, almofadas e muitas obras de arte. Trabalhos originais de Dalí, Chagall, Miró e Picasso se espalham por todo o espaço, ideal para, sobretudo, receber os amigos. O nome Los Reyes foi inspirado no livro homônimo do argentino Julio Cortázar, escritor admirado desde a adolescência por Carlos Branco.

Los Reyes restaurante Rua Auxiliadora, 248 I Porto Alegre restaurantelosreyes.com


Viajando do seu jeito Caseiras, talentosas e generosas doceiras! Um capítulo inédito inteiramente dedicado às tortas, como a Dourada de coco e baba de moça e a de Castanha-do-Pará e ricota com compota de caju. Aí está uma das novidades da reedição de As Doceiras, das chefs Carla Pernambuco e Carolina Brandão. As mudanças incluem também uma tradução bilíngue (português/inglês) e um e-book que poderá ser baixado logo após o lançamento – previsto para 24 de setembro em São Paulo (SP). Carla promete vir à Feira do Livro de Porto Alegre lançar a novidade. “A edição, bilíngue e com versão em e-book, permite que os fãs das sobremesas do Carlota e Las Chicas que moram em outros países se aventurem na cozinha e matem as saudades”, comenta a chef gaúcha. O livro conta com 62 receitas complementadas por um texto, um poema ou a opinião de chefs de cozinha sobre o doce. Divididas em 10 capítulos, são classificados por tipos de doce: tatins, mil-folhas, brûlées, bolos, docinhos, gâteaux, suflês, sobremesas geladas e tortas. O novo projeto é assinado pelo designer gráfico Leandro Bertelli.

As doceiras Carla Pernambuco e Carolina Brandão Companhia Editora Nacional 202 pág. R$ 79 editoranacional.com.br

Quando você viaja, gosta de visitar os endereços mais badalados e conhecidos ou trilhar caminhos mais exclusivos e especiais? Cada viajante tem as suas preferências, seus sonhos, suas manias. Fazer roteiros de viagem personalizados, com o gosto e o espírito do cliente é o objetivo da “Roteiros Sob Medida”, novo produto criado pela empresa Viajando com Arte, de Clarisse Linhares e Mylene Rizzo. A dupla traça planos personalizados. Funciona como uma consultoria: elas trabalham para que você leve na sua bagagem as melhores dicas e hotspots do lugar que vai visitar. De restaurantes incríveis a encantadoras feirinhas de ruas, de piqueniques na Provence a passeios de bicicleta no interior na Alemanha, de bodas na Sicília a passeio em elefantes na Tailândia. Clarisse e Mylene têm o passaporte carimbado em inúmeros países como viajantes profissionais, levando pequenos e selecionados grupos já há alguns anos no projeto Viajando Com Arte. O serviço é totalmente customizado e exclusivo e as taxas cabem em qualquer mochila: começam em R$ 250.

Roteiros sob Medida I 51 3025.2626 www.encontroscomarte.com.br blog/roteiros-sob-medida/


Cesta básica

Novos ares sabor chocolate

Fascínio por mar, praias desertas e silêncio Em uma ilha ao sul, onde mar e céu se encontram em verões ensolarados, Julius Templeman, um jovem professor de Cambridge, descobre a sensibilidade de Flora; a beleza e o fulgor de Eva, capaz de enlouquecer todos os homens da região; os olhos ardentes de Orfeu, o outro pescador de marinheiros da família; os gritos noturnos de Julieta, assombrada pelo fantasma da avó; o espírito prático de Lucas, cópia idêntica de Ivan, o pai, cujo fantasma sopra as folhas de laranjeira do quintal; e o encanto do caçula Tiberius, capaz de sonhar com o futuro. A história de como o professor chega ao local e as mudanças profundas e irreversíveis que o forasteiro provoca nos moradores, especialmente na família Godoy, que vive aos pés do farol da ilha há mais de 60 anos, está no livro Sal, nova ficção de Leticia Wierzchowski, autora de A Casa das Sete Mulheres. É o primeiro romance nacional da editora Intrínseca. Leticia já publicou 11 romances e novelas, uma antologia de crônicas, além de seis livros infantis e infanto-juvenis. Recentemente, criou, em parceria com Tabajara Ruas, o roteiro de O Tempo e O Vento, adaptação cinematográfica do clássico de Erico Verissimo.

Sal Leticia Wierzchowski 240 páginas Impresso: R$ 24,90 E-book: R$ 14,90

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A equipe da Chocólatras deixou saudade na vizinhança da avenida Nova York e se mudou para o coração do bairro Moinhos de Vento, pronta para fazer novos vizinhos e fãs. Criada em 1991, no Rio de Janeiro, a Chocólatras é uma loja especializada em sobremesas artesanais à base de chocolates de alta qualidade. Buscando sempre receitas novas, criativas e irresistíveis, a marca chegou em 2005 na capital gaúcha. Todos os chocólatras – e até mesmo os não tão aficionados por chocolate – estão convidados a experimentar as delícias no ambiente novo e aconchegante. Torta napolitana, Colete de cereja, Colete de branquinho, Cone doce de leite, Chocomusse, Croc nozes... Quer fazer da experiência de saborear sobremesas um momento único e inesquecível? A loja fica aberta de terça a domingo, das 11h às 21h.

Chocolate Bar Chocólatras Rua Dinarte Ribeiro, 155 I Porto Alegre


o verdadeiro sabor italiano

Este queijo totalmente natural é reverenciado como um dos melhores queijos do mundo, conhecido como "O Rei dos Queijos" pelas peculiares características produtivas, nutricionais e orgânicas. É um queijo maduro, de massa dura e longa cura, produzido exclusivamente com leite de vaca da região da Emilia Romagna, no norte da Itália. Possui um sabor intenso, marcante e uma textura levemente granulada. É feito à mão, sem quaisquer aditivos, há mais de nove séculos. As origens do Parmigiano Reggiano remontam ao século XII e desde então os Mestres de Queijo se mantém fiéis às técnicas de fabricação naturais e a identidade deste queijo inigualável.


Cesta básica

conforto, privacidade e areias brancas Uma delicada combinação do leve e fresco espírito tropical com a alma oriental e todas as suas sutilezas faz do Zorah Beach Hotel uma experiência única. Localizado de frente para o mar, no município de Trairi, a aproximadamente 120 km de Fortaleza, o hotel fica em uma das praias mais paradisíacas do litoral cearense: a praia do Guajiru. A beleza natural é abundante: dunas, coqueirais, areia branca, águas mornas e tranquilas, além de piscinas naturais na maré baixa. O resultado? Tranquilidade, sofisticação e privacidade. Entre as acomodações disponíveis, bangalôs com deck privativo, banheiros com hidromassagem para casal e jardim privativo, além de cama com dossel. As suítes contam com varandas e entradas individuais cuidadosamente separadas por passarelas suspensas de madeira. Ao hospedar-se na Vila, um bangalô único no local, o visitante tem 140m² de área privativa, com deck, hidromassagem e piscina privativa. Sem falar na vista... Outro mimo é o cuidado com tudo que sai da cozinha. Os pratos trazem um toque contemporâneo priorizando ingredientes da região e pratos asiáticos – com direito a temporadas com chefs indianos especialmente convidados para ampliar a experiência com os sabores asiáticos.

Zorah Beach Hotel Rua da Praia, 95 I Guajiru, em Trairi (Ceará) 85 3351.3042 I www.zorahbeach.com.br

Blog de receitas Craque em alimentação saudável, a nutricionista Lenice Zarth Carvalho organiza há anos um vasto acervo de receitas que unem duas qualidades: sabor e qualidade nutricional. Há cerca de dois meses ela resolveu dividir esse conhecimento com o universo, criando um blog de receitas saudáveis. Mais: convidou clientes, amigos, colegas, médicos e vários chefs para que postem no blog suas próprias dicas de pratos. Para entrar na seleção da Lenice, as receitas devem ser feitas com temperos naturais, quase sem açúcar ou farináceos refinados, sem excesso de gordura animal, etc. Afinal, o foco é a boa alimentação. O blog inclui desde pratos de preparo mais simples, para os que estão começando a se aventurar na cozinha, até coisas mais elaboradas, próprias para quem já está craque nas panelas. E vale tudo: lanches, sopas, pratos principais, acompanhamentos, sobremesas... Recém-nascido, o blog já conta com receitas de ilustres como Marcelo Schambeck, Felippe Sica, Vico Crocco, Carla Pernambuco, Luciano Lunkes, Elisa Prenna. Endereço imperdível.

http://nutrilenice-receitas.blogspot.com.br


A História pelo caminho A Porto Alegre de postais e pontos turísticos muitos conhecem. A Capital nos detalhes, nas histórias menores, perdidas ao longo do caminho, é descoberta de modo despojado e surpreendente por meio do projeto FreeWalkPOA. Em julho, a iniciativa completa um ano de tours orientados totalmente gratuitos. O local de partida é a Praça XV, em frente ao Mercado Público, no centro, sempre aos sábados, às 11h (exceto no dias chuvosos). O grupo se forma na hora, é guiado por voluntários (vestidos de azul) e as curiosidades e lendas começam a surgir dobrando as esquinas. No final, novos amigos e uma imagem reformulada da cidade. A duração do passeio é de aproximadamente 1h e 30 minutos O roteiro no Centro inclui: a praça que não existe mais, o positivismo gaúcho, a comida mais gostosa da cidade, o ponto mais erótico de Porto Alegre, as fundações da Cidade, o terror dos noivos ou alegria das noivas, entre outros. Para comemorar o aniversário, os organizadores prometem uma programação especial.

FreeWalkPOA www.freewalkpoa.com

Um clássico da gula em novas versões Um dos mais adorados doces de marshmallow com cobertura de chocolate vai ganhando mais e mais fãs a cada nova versão – e nunca perde a essência de sucesso. No ano em que a Kopenhagen completa 85 anos, a clássica linha Nhá Benta investe na dobradinha marshmallow tradicional e sabor cítrico e está nas lojas com dois novos doces. O recheio da vez tem frutas vermelhas. A Nhá Benta Dessert Tradicional é feita de marshmallow tradicional recheado com geleia de frutas vermelhas e coberto com chocolate ao leite, enquanto a Nhá Benta Dessert Frutas Vermelhas tem marshmallow sabor de frutas vermelhas recheado com geleia de frutas vermelhas e coberto com chocolate ao leite. Nem todo mundo sabe, mas o clássico doce da Kopenhagen teve outros nomes originalmente: Pão de Açúcar foi o primeiro; depois, em 1952, virou Sinhá Moça. Dois anos à frente, veio o nome atual. O segredo do sucesso começa no recheio simples, a base de claras de ovos batidas com açúcar. Curiosamente, a ideia do doce nasceu quando a Kopenhagen cogitou a possibilidade de produzir hóstias para a Igreja. O projeto não vingou, mas o biscoito foi a base para a criação da Nhá Benta.

www.kopenhagen.com.br

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Humanas criaturas T e t ê

pac h e c o

Like it or not

Eu não tenho nada a ver com a sua vida. Mas bem que você podia não postar no Facebook suas fotos refletidas no espelho do elevador. Eu não tenho nada a ver com as escolhas que você faz, mas bem que você podia não fazer de todo e qualquer acontecimento familar um manifesto tão público que nem parece sincero. Eu não te conheço tanto, e talvez você não esteja ligando para a minha opinião, mas preciso dizer, detesto futebol. Não sou a audiência adequada para seus queridos comentários toda a quarta à noite e domingo o dia todo. Isso foi forte, eu sei. Parece que somos íntimos, mas na verdade nunca vi seus filhos ao vivo. Não estive na festinha de um ano deles e muito menos você esteve lá entre os convidados para a festinha dos meus. Então, por que tanto exibicionismo? Legal saber que eles existem e que o seu mundo não seria o mesmo sem eles, mas pronto. Não preciso saber mais nada. Não cada passo e cada papinha e cada tudo. A gente sabe quase nada um do outro, talvez por

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isso você não conheça os lugares por onde andei e aqueles por onde pretendo andar. Portanto, deixa pra lá o convite para eu curtir a página do seu destino turístico preferido. Idem para as lojas que você ama e os eventos em que você vai. Soou antipático, né? Mas é que olha, é muita insegurança ficar querendo que todo mundo curta tudo que a gente curte, sabe? Eu juro que não quero ser metida, mas por favor, pensa duas vezes antes de publicar links na minha página. É igualzinho a entrar na casa de alguém sem bater e sentar na sala. E pegar um whisky. E derrubar o whisky no sofá. E chamar o cachorro para lamber. Sinceramente, como é que foi acontecer de a gente conviver de forma íntima com tanta gente que ao encontrarmos na rua nem vamos cumprimentar? Algo para você se perguntar quando algum dos seus 5 mil camaradas perguntarem: o que você está pensando? Quem pergunta, amigo é? Tetê pacheco é publicitária


Vida


Piquenique e brincadeiras

no gramado

p o r

m i l e n e

l e a l

f oto s

l e t í c i a

r e m i ã o

r e c e i ta s PRO D U Ç ÃO

f e l i p p e

L U CIANA

s i c a

C H W ART Z MANN


Vida

sol brilhando, um gramado extenso e fofo, árvores, ar puro, crianças, comidinhas deliciosas e muitas brincadeiras. fórmula perfeita para uma tarde de primavera, não? que tal planejar um piquenique inesquecível? a ideia é celebrar o sol, compartilhar momentos divertidos, conviver mais de perto com a natureza. e brincar, brincar, brincar! 32

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Vida

Wrap Integral com peito de peru e fios de legumes 5 unidades de Pão de wrap integral 200 g de Peito de peru 200 g de Queijo mussarela 1 pacote de Mix de minifolhas 1 unidade de Cenoura em fios 1 unidade de Beterraba em fios ½ pote de Queijo cottage 2 colheres (sopa) de Ceboulete picada 1 colher (sopa) de Azeite de oliva Modo de fazer: Bata o cottage no liquidificador até que fique liso, coloque num potinho e misture a ceboulete. Adicione essa pasta na base dos pães. Logo em seguida coloque os ingredientes nesta ordem: frios, folhas e legumes em fios. Entre com um fio de azeite.Enrole com cuidado, corte na diagonal e em pedaços pequenos.


um pouco de planejamento é fundamental. escolha bem o lugar: pode ser uma praça, um parque, um sítio ou até um jardim bem amplo. é importante que seja arborizado, com opções de sombra, e também que possa haver contato de verdade com a natureza. Estilo Zaffari

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Vida

junte uma turminha bacana de crianรงas. chame os amiguinhos do seu filho, os primos, os vizinhos. meninos e meninas de vรกrias idades.

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Vida

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Bolo de cenoura com ganache de chocolate 70%

na hora de escolher os quitutes

3 unidades de Cenoura ralada

do piquenique, pense nas

4 Ovos

preferências dos convidados.

1 ½ xícara de Açúcar 2 ½ xícaras de Farinha de trigo 1 colher (sopa) de Fermento em pó ½ xícara de Óleo de canola 300 g de Chocolate 70% de cacau 300 g de Creme de leite fresco

e chame as crianças para preparar o lanche, elas vão adorar! invista no que é mais saudável e nos

Para untar

sabores caseiros, faça em casa

Manteiga e farinha de trigo

os bolinhos, sanduíches, sucos.

Modo de fazer: Rale a cenoura e acrescente no liquidificador junto com os ovos, óleo e o açúcar. Bata até que fique bem misturado. Coloque numa tigela e peneire a farinha e o fermento. Mexa delicadamente até que a massa esteja homogênea. Coloque numa forma, untada com manteiga e farinha. Asse em forno pre-aquecido a 1800C por 40 minutos. Desenforme o bolo quando estiver frio. Modo de fazer o Ganache: Pique o chocolate em pedaços pequenos e coloque em uma tigela. Aqueça o creme de leite, cuidado pra não ferver. Adicione o creme de leite na tigela e misture com o chocolate. Mexa até obter um creme liso e brilhante.Deixe esfriar um pouco para cobrir o bolo.

espetinhos de frutas picadas são uma grande pedida, assim como as salsichinhas e cubinhos de queijo, que a criançada adora.

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Vida

o gramado proporciona mil brincadeiras. correr já é uma diversão e tanto! mas leve brinquedos legais de usar ao ar livre, como bicicleta, bola, cataventos, bambolês. as crianças também adoram se fantasiar, deixar a imaginação correr solta. então, que tal levar acessórios como asas, coroas, escudos, capas? reis, rainhas, fadas e heróis irão surgir imediatamente!

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Chips de beterraba e chips de batata-doce 2 Beterrabas 1 Batata-doce 1 litro de Óleo 2 xícaras de Farinha de trigo Sal a gosto Modo de fazer: Descasque os legumes, coloque a batata na água até a hora de cortar. Com a ajuda de um mandolin ou processador de alimentos, corte as beterrabas finamente. Empane as beterrabas com farinha de trigo, retire o excesso e frite no óleo quente a 1800C até que fiquem crocantes. Escorra e coloque numa tigela com papel-toalha pra ficar bem sequinho. Tempere com sal. Para ficar crocante, acondicione em um pote com tampa. Faça a mesma operação com a batata-doce.

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prefira comidinhas fáceis de pegar com a mão, mas lembre de levar talheres descartáveis, copos ou canecas plásticas, potinhos. Tudo inquebrável e muito seguro. pense também na conservação dos alimentos, leve gelo e caixas térmicas. ah, guloseimas também são permitidas. afinal, este é um dia especial! Estilo Zaffari

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Sanduichinho de pão de miga 1 unidade de Pão de miga sem casca 200 g de Presunto magro 200 g de Queijo lanche 1 pacote de Mix de minifolhas 2 Tomates italiano maduros fatiado 1 pote de Cream cheese 2 colheres (sopa) de Hortelã picada 2 colheres (sopa) de Manjericão picado 1 unidade de Broto de alfafa 1 colher (sopa) de Azeite de oliva Modo de fazer: Coloque o cream cheese num tigela e misture as ervas picadas. Adicione essa pasta na base dos pães. Logo em seguida coloque os ingredientes nesta ordem: tomate, frios, folha e broto. Entre com um fio de azeite. Repita essa operação com o resto dos pães. Corte na diagonal.

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cuide também da ambientação do piquenique. uma toalha ou colcha bem colorida é a base fundamental. acrescente almofadas, banquinhos, bonecos e enfeite o espaço com bandeirinhas de tecido, corações e outros mimos feitos artesanalmente. fica lindo! 46

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deixe rolar a diversão, sem hora para terminar. esse dia vai ficar na lembrança! ao final do piquenique, mesmo que todos estejam cansados, recolha o lixo e os resíduos. “na natureza não se deixa nada além de pegadas e não se leva nada além de fotos.”

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crianças que participaram desta reportagem: alice, antonio, cecília, cora, gabriela, isadora, joão vicente, sofia e vitor. criação de cena e produção: luciana chwartzmann. assistente: ana célia raabe brinquedos, fantasias, acessórios, objetos: lezanfan asas de tecido: ana célia raabe colcha: criação de luciana chwartzmann e letícia remião, execução de ana célia raabe locação: haras camboatã muito obrigada às mamães que participaram da produção!

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Carla

pernambuco

A proximidade com o centro da cidade e a margem do rio Guaíba imprimem características peculiares a esse bairro que hoje está entre os mais mobilizados e organizados de Porto Alegre. A Rua Paraíba, já eleita a mais bonita em uma votação em 1992, até hoje arranca suspiros dos mais distraídos que passam por ali, e é impossível que eu não veja a mim mesma, de certa forma ainda ingênua, tendo esses suspiros arrancados também ao passar tantas vezes por ali. E se as árvores são presenças ilustres, o que diríamos das chaminés que estão por todo lado como uma marca concreta do passado?! Para a nossa alegria, o futuro pediu passagem e hoje o bairro Floresta é reconhecido pela sua diversidade gastronômica, e, sem por isso abrir mão da sua identidade. Por entre ruas centenárias, abriga restaurantes clássicos da cidade que, além de oferecer boa comida, prezam pela hospitalidade. E este deve estar entre os segredos que os mantêm incólumes no mundo do efêmero, ao mesmo tempo que o bairro restaura a si mesmo para exibir o novo, deixando transitar a modernidade e ficar ainda mais cheio de charme. As culturas alemã e italiana impregnam tanto as cozinhas quanto a rotina desse bairro simpático e historicamente acolhedor onde cresci em almoços de família aos domingos. Mas talvez esteja na habilidade de sobreviver e, assim, através da inabalável determinação de transformar dificuldade em oportunidade que o bairro Floresta imprima o seu diferencial. Uma marca como um tempero, um gosto único que se deseja provar e depois repetir e, sempre que possível, voltar a sentir. Bon apéttit!

FIM DE TARDE CULT Para comemorar, colocar o papo em dia, reencontrar amigos, abrir ou fechar o final de semana, alguns ingredientes são fundamentais. Que tal chopp impecável, iguarias alemãs e boa companhia?! O Bier Stube fica na Dr. Timóteo, 81, e é perfeito para o happy hour mais exigente. Se preferir um jantar mais consistente, o restaurante do Walter, na Dr. Vale, 70, segue oferecendo o melhor filé à parmegiana com fritas da cidade e atendimento exclusivo. Se você perdeu a hora, o Alfredo, na Cristóvão, é um clássico 24h.

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fotos: Gabriel Boaz Munhoz

Floresta Cult

DOCE QUE TE QUERO DOCE Assim como os clássicos mais notáveis de Porto Alegre, a confeitaria Max Eberhart começou pequena, exatamente onde é hoje, R. Cel. Bordini, 129, entre a Cristóvão Colombo e a Marques do Pombal. As caixas de bombom são presentes para as melhores datas, atraindo clientes e conquistando fregueses de todas as partes da cidade.Assim como, a tradicional torta de maçã que continua única, fruto da mesma receita há 56 anos, molhadinha e cheia, cheia de maçã. Para levar e ter em casa uma delícia a qualquer hora, os Spekulatius são bonequinhos amanteigados com toque de canela quase necessários... e o chá fica pela força do hábito.


te gustó? então me passa um e-mail, indicando o teu endereço secreto e preferido da mesa porto-alegrense (carlota@carlota.com.br)

Apontar logo de cara o carisma do Deco talvez seja a maneira mais fácil de começar a descrever esse notável empresário. Dando continuidade ao trabalho dos pais, ele leva o Komka sempre à frente. A casa se mantém com muitas características originais, como as toalhas brancas nas mesas e as paredes decoradas com azulejos azuis, assim como o serviço à la carte e um cardápio extenso e variado. A qualidade do serviço e o sabor inigualávelrefletem a satisfação com que esse camarada recebe cada um dos clientes do Komka. Além de oferecer uma carta de vinhos e cervejas atualizada e de bom gosto, o Deco tem sempre um sorriso gostoso pra revelar aos amigos e coragem para estabelecer parcerias sinceras com fornecedores e comunidade e seus inúmeros clientes, claro.

fotos: divulgação

PERSONA GRATA: Edésio Komka, o Deco.

COMIDA FAVORITA Até hoje o domingo desponta e eu sinto gosto de algumas coisas. Os poetas costumam dizer que a saudade tem gosto amargo, mas esse não é o caso. Nas minhas melhores lembranças de infância estão os almoços de domingo no Restaurante Santo Antônio, na rua Doutor Timóteo, 465. Eu não devia saber naquela época que a excelência daquele sabor vinha do trabalho árduo e impecável da família Aita, mesmo assim esperava com ansiedade e paixão a chegada de xixos e filés à nossa mesa. Hoje sob o comando da quarta geração, a casa faz jus ao título de 1ª Churrascaria do Brasil e continua servindo carnes de primeira qualidade temperadas com o toque inconfundível da tradição. Saudade...

FORNO & FARINH A arte de fazer uma pizza gostosa está na massa que se faz e que se assa. A Nella Pietra, na Marquês do Pombal, 386, surpreende os paladares mais exigentes acertando em cheio na combinação forno e farinha servindo os mais variados e saborosos recheios em bases fininhas e crocantes na medida exata. O ambiente acolhe com estilo e só torna ainda mais prazerosa a oportunidade de degustar uma pizza quentinha do início ao fim e que sempre termina com vontade de repetir.

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fotos: Gabriel Boaz Munhoz

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BALBEEK, ÉTNICO E FARTO Há 30 anos o Balbeek é ponto de encontro em Porto Alegre, e não só da comunidade árabe. Historicamente conhecido por mesas fartas, saborosas e variadas, está sempre cheio de fregueses e curiosos em busca do particular sabor da culinária libanesa. Acompanhando o ritmo dos novos tempos, agora o restaurante também oferece almoço executivo durante a semana, quando é possível escolher 4 pratos do cardápio. Mas não se iluda, o novo sistema ajuda a almoçar em menos tempo mas não evita o exagero, afinal, tudo segue delicioso como sempre foi. Para aqueles que gostam mesmo é de se esbaldar em chanclixis, coalhadas e kibes, o rodízio dos finais de semana segue imperdível – até porque, comer demais no Balbeek também é clássico.

foto: divulgação

BAUMBACH RATSKELLER, O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

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A primeira versão do clássico restaurante alemão foi num porão e por isso o nome. Isso quando a Avenida Cristóvão ainda era cortada pelo bonde e os tempos eram outros. A família Baumbach está entre as tradicionais de Porto Alegre e até hoje ajuda a fazer a história da cidade. O couvert das refeições à la carte é de dar água na boca, enchendo os olhos com todas as cores e preparando o corpo e a alma para pratos impecáveis desde 1967, como o filé de linguado ou côngrio com farofa, lâminas de amêndoas e camarões e o clássico Rahmschnitzel servido com spätzle. As cervejas artesanais também são uma atração da casa. Na continuação da Dr. Timóteo, Av. Pará, 1324.


Comer, comer L e n i c e

Z a r t h

C a r va l h o

Muito além do bom senso Muitas vezes ouço falar que todo mundo sabe o que comer. O difícil é colocar em prática. Discordo. Nem todo mundo sabe o que comer. Pensamos isto porque culturalmente acreditamos em alguns conceitos corriqueiros. Quanto mais integral, melhor, produtos light são melhores para quem quer emagrecer, todo mundo deve beber leite, precisamos de carnes em todas as refeições, não devemos consumir carboidratos à noite, etc. Estes são alguns conceitos que questiono. Se partimos de premissas únicas, não consideramos a individualidade, o funcionamento do organismo de cada um, a capacidade digestiva, as intolerâncias, o desgaste físico na rotina, o gasto energético nos exercícios físicos e o que é necessário para atender à demanda de cada tipo de exercício. E ainda estamos falando de indivíduos saudáveis, mas se considerarmos aqui a hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes, entre outros, a individualidade deve ser ainda maior. Planejar a rotina alimentar adequada não é tão simples quanto parece, mas colocá-la em prática é ainda mais desafiador. Com a vida atribulada, imprevistos, vida social, compromissos de trabalho, falta de horário adequado para as refeições, cansaço, compulsão e boicotes fica cada vez mais difícil se manter saudável.

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Comer pouco pode não ser suficiente, se você come errado. Evitar guloseimas pode ser insuficiente se você é carnívoro. Preferir alimentos light pode não garantir a demanda de nutrientes necessária. Cansados, perdemos o bom senso. Irritados, perdemos o bom senso. Em férias, perdemos o bom senso. Aliás, muitas vezes perdemos o bom senso com muita frequência quando falamos de alimentação. Infelizmente, muitos só recuperam o bom senso quando é tarde. Quando o peso já aumentou, quando o colesterol subiu, a anemia foi detectada ou o cabelo está seco e a unha fraca. Em relação a alimentação, não basta o bom senso, precisamos de um ótimo senso. Precisamos ser exigentes. O peso ideal pode não ser suficiente para avaliar a saúde. Nosso país é riquíssimo em frutas e vegetais, temos acesso fácil a grãos e peixes. Temperos maravilhosos. É tão fácil explorar tantos sabores e com tantos benefícios! O consumo de vegetais traz benefícios inigualáveis. Vamos para a cozinha, vamos nos desafiar a um estilo saudável. Com muito bom senso, com muita disciplina mas com muito sabor. Lenice Zarth Carvalho é nutricionista


Viagem

Paisagem intocada t e x to

e

f oto s

p o r

c r i s

b e r g e r


Viagem

A bela paisagem é digna de cinema. Afinal, é uma cadeia de montanhas gigantesca cortada por rios em curvas Contemplação Era uma vez uma linda e pequena cidade no meio das deslumbrantes montanhas canadenses. Mas não eram simples montanhas. Elas vinham acompanhadas de lagos de um azul absolutamente incomum aos olhos, em tons que pareciam ter saído das telas de Frida Kahlo. Esta terra encantadora e enigmática ganhou o nome de Banff e é famosa pelos lagos Louise e Moraine. O principal e o mais respeitável morador deste “cartão-postal da paisagem perfeita” é o urso. Claro, ele mora nas florestas, mas de vez em quando, com alguma sorte, é possível vê-lo perto da estrada do Parque Nacional de Banff, que tem 6 mil quilômetros quadrados, é patrimônio da Unesco e foi o primeiro parque nacional do país. Isso quando o urso não está hibernando, é claro, nos meses de inverno. Sem esquecer dos esquilos, que chegam bem pertinho da gente e são incrivelmente fofos! E falando no inverno... Bem, Banff fica completamente diferente quando neva. O azul dá lugar ao branco. O charme muda, a estação de esqui passa a ser a vedete da região e os esportes de inverno são a coqueluche. Mas, por enquanto, vamos falar do verão, do período do ano em que os dias são mais longos, quando o crepúsculo acontece lá pelas 21, 22 horas e as temperaturas amenas convidam para as atividades ao ar livre.

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Eu contemplo, tu contemplas, ele contempla... O que você mais vai fazer por lá? Contemplar. Sim, isso mesmo, escolher uma paisagem e ficar encarando, olhando sem pressa, se deixando levar, respirando ar puro e lá pelas tantas apertando o obturador da sua câmera fotográfica só para registrar, mostrar aos amigos e relembrar um dos cenários mais lindos do mundo. Do mundo?! Positivo. Lindo como a Patagônia? Sim. Deslumbrante como os alpes? Exato. Elas são as montanhas rochosas da costa oeste do Canadá. Assunto sério no passaporte dos viajantes descolados em busca de lugares menos “Blockbusters”. Bússola Como se chega? Pegue um voo até Calgary, o Texas canadense. Alugue um carro ou tome um ônibus que sai de dentro do aeroporto até Banff, que

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está a 135 km. A paisagem da estrada já é um escândalo de tão linda. Gosto muito da ideia de alugar um carro e percorrer a região com liberdade. Mas quem optar pelo transporte público não terá problemas. Há ônibus ótimos em Banff que param na porta dos principais hotéis e no centrinho. Eleja um hotel (ou vários) e tire uns dias de folga da vida cotidiana. Use o celular apenas para fotografar e postar as belas imagens no Instagram. No mais, saia da rotina e entregue-se a dias de descanso, passeios de canoa, a cavalo e trekking pelas montanhas. E em todos os momentos: contemple. Contemple muito! Não perca nem um minutinho sequer! Na mala coloque roupas confortáveis. Um belo tênis ou bota de trekking, um casaco para dias mais frios, camisetas, porque quando esquenta é pra valer, e um “modelito” mais arrumadinho (mas não muito) para curtir a noite na cidade.

não são simples montanhas... Elas vêm acompanhadas de lagos de um azul absolutamente incomum aos olhos Estilo Zaffari

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E em todos os momentos: contemple. abra os olhos, Contemple muito! Não perca um minuto sequer! Agenda Ponha na agenda: subir com a gôndola até o topo da montanha Sulphur, de 2.281 metros de altitude, de onde se tem uma “vista aérea”, caminhar até o final da passarela de madeira e ir contemplando (ah, desculpe repetir, mas não há melhor verbo para descrever) a bela paisagem digna de cinema! Afinal é uma cadeia de montanhas gigantesca cortada por rios em curvas, a cidade que mais parece uma maquete... e pinheiros. Muitos pinheiros.

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Grizzly House serve fondue de tubarão, jacaré, pernas de rã e cobra. Balkan tem dança do ventre e os comensais são convidados a dançar música grega!

Depois desça despreocupadamente até o povoado, caminhe pela avenida principal, que tem o mesmo nome da cidade, admire a majestosa Cascade Mountain tomar conta de todo o horizonte, compre algum artesanato e guloseimas (as balas de maple, a pipoca com caramelo e a maçã do amor são imperdíveis) e escute os músicos de rua. Para jantar há algumas opções interessantes, entre elas: o Grizzly House, que serve fondue de carnes exóticas: tubarão, jacaré, pernas de rã e cobra. E o clássico de queijo, delicioso! O grego Balkan, onde nas terças e quintas tem dança do ventre e alguns comensais são escolhidos para dançar música grega, com direito a quebrar pratos, o que é divertidíssimo! E o animado Brewpub e microcervejaria artesanal, que usa água das montanhas, tem um cardápio surpreendente e ambiente despojado.

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Viagem


A esmeralda do Parque Nacional Reserve um dia inteiro... ou talvez dois (!) para o Lago Louise e o Lago Moraine, eles são vizinhos. Eleja o seu preferido e, se der tempo, volte! Em ambos é possível andar de canoa pelas águas calmas de cor esmeralda. No Louise você fica olhando a imensa geleira, e quem sabe até presencia uma avalanche! No Moraine, aprecia os 10 picos, uma cadeia de montanha estonteante. Você pode (e deve) caminhar pelas trilhas ao redor deles, dar umas remadas e contemplar a paisagem de um ângulo distinto, integrando-se à atmosfera do lugar. Mas não deixe de reservar um tempo bem generoso para apenas (lá vem a palavrinha mágica) con-tem-plar. A beleza desses lugares é ímpar, arrebatadora e inesquecível!


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con-tem-pla-ção No lake Louise você fica olhando a imensa geleira, e quem sabe até presencia uma avalanche! No Moraine, aprecia os 10 picos, uma cadeia de montanhas estonteante. e atenção: Você pode – e deve – caminhar pelas trilhas ao redor deles

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Viagem

E assim passam os dias em Banff, com 360 graus de azuis e verdes!


Pelo cânion afora Para quem gosta de caminhadas vale reservar algumas horinhas no Johnston Canyon. Você vai passar por cachoeiras, pelo rio que corta o desfiladeiro e encontrar um público eclético que mistura jovens de idade e de espírito. Dá gosto de ver senhores e senhoras na casa dos 60, 70 e 80 anos se movimentando com ânimo, pais com os filhos na “mochila” ou em carrinhos e o melhor amigo do homem acompanhando seu dono. Tem um trilha mais curta, de 1,1 km, e outra de 2,6 km. Ambas levam a quedas d’água, são de fácil acesso e de uma beleza ímpar. E assim, entre caminhadas, remadas, restaurantes exóticos, diversão e muito relax, passam os dias em Banff, com 360 graus de azuis e verdes!

Quem leva Maktour www.maktour.com.br Tel.: 51 3311.7600 Quem voa Air Canada www.aircanada.com.br Onde ficar The Rimrock www.rimrockresort.com


Educação M a r i b el

G o n ç a lv e s

d e

M el lo s

Educação alimentar, assunto para pais e escolas Todo o organismo é feito de células que para serem substituídas 100 bilhões de células, que precisam, diariamente, de nutrientes essenciais para manter o desempenho para o qual foram programadas. Quando pensamos em uma criança, além de respirar, brincar e estudar, precisa também crescer. Assunto muito importante. Quando o bebê começa a introduzir os sólidos, há toda uma preocupação em relação a como ele irá responder as esses alimentos. E na escola? Como estão se alimentando nossos filhos? A merenda escolar fornece a matéria-prima necessária que o corpo solicita. Se a criança leva o lanche de casa, devemos observar o que comprar para o preparo desses mesmos alimentos. Se o lanche é feito na cantina, o foco dirige-se para o que as cantinas oferecem e à capacidade de escolha da criança ou adolescente. Levar lanche de casa é sempre a melhor opção;

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fruta e uma bebida láctea. Se a refeição anterior foi boa, somente uma fruta. Mas se não der, um sanduíche com suco ou uma fatia de bolo com suco ou chá é a sugestão. Ao escolher as bolachinhas, de preferência escolha as integrais, que contêm mais fibras e menor teor de açúcar e gordura vegetal. Para os adolescentes, levar lanche é mico, não é muito aceito. Então, o que comprar na cantina? Evitar as frituras, dando preferência para os assados. Barras de ceral são práticas sugestões. Evitar os famosos salgadinhos e os tão populares refrigerantes. É preciso uma ação conjunta, em que pais e orientadores façam parte da educação alimentar dos alunos. Assim, vamos dar condições de nossas crianças aproveitarem da melhor forma possível o que está sendo ensinado.

Maribel Gonçalves de Mellos é Nutricionista do Colégio João Paulo I


EXPERIÊNCIA E ESTRUTURA Assessoramento técnico de alta qualidade, realizado por especialistas, para que nossos clientes possam atingir suas metas e crescer com segurança e tranquilidade. A experiência de mais de 25 anos garante a eficiência e a agilidade de nossos serviços contábeis.

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Equilíbrio C h e r r i n e

c a r d o s o

De volta às nossas raízes Em conversa com amigos, tive a percepção de que nós estamos buscando, ainda que inconscientemente, o retorno às nossas origens. Não digo isso só pelo cansaço que temos sofrido pelo excesso de informação e informatização, mas porque juntamente com esse avanço desenfreado em tecnologias estamos nos perdendo no que para um ser humano é o mais importante: o contato com as pessoas. A necessidade de chamar atenção é tanta que crescem os números de suicídios, os números de drogados, os números de adolescentes com filhos, os números de crimes passionais. Existe uma perda enorme à tolerância, à paciência, ao amor. Não pretendo escrever um texto de autoajuda. Nem mesmo me considero exemplo ou parâmetro para tanto das coisas que escrevo ou sugiro, mas busco esta autoavaliação constantemente. E se eu busco é porque de certa forma me chama a atenção esta necessidade de mudar a minha relação com o mundo a minha volta. Não só com as pessoas, mas com o todo. Um todo que nem eu, nem você e talvez ninguém conheça plenamente. Nem mesmo os saddhus da Índia, que tenham atingido estados de consciência elevado. Até porque esses optam por não partilhar suas vivências e se fecham para o mundo como ele é hoje. O que venho sugerir a você, leitor, é uma avaliação

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descontraída sobre a nossa necessidade de rever conceitos e valores. De nada nos adianta trabalhar para morrer sem desfrutar o que conquistamos. De nada nos adianta casar, se passamos o nosso dia longe da pessoa com a qual nos relacionamos e quando chegamos em casa mal temos forças para vivenciar momentos de prazer. Prazer este que muitos, às vezes, por simples falta de tato, buscam em outras relações e não valorizam as riquezas que podem construir tendo uma pessoa leal ao seu lado. Ter filhos, então, nem se fala. De nada nos adianta comprar o melhor carro, se quando o colocamos nas ruas não há rua suficiente para circularmos com ele, porque elas estão completamente preenchidas por milhares de outros carros melhores ou piores que o seu. De nada resolve ter acesso a todos os tipos de tecnologias e redes sociais se você não acorda e dá bom dia com palavras doces às pessoas com quem cruza, mas sabe fazê-lo muito bem pelas suas redes sociais. Quando eu digo que muitos estão em busca de suas raízes é porque conheço pessoas tentando andar na contramão desse crescimento desenfreado que muitas cidades vivem. Querendo fugir dos grandes centros urbanos, buscando cidades menores, que possam lhes proporcionar mais qualidade de vida. São coisas simples que farão uma diferença gritante


nas gerações futuras, porque elas já nascem sabendo mexer em tudo o que é botão ou mexem facilmente com a ponta de um dedo sobre telas, mas não conhecem o cheiro da terra, não travam contato com as brincadeiras de rua, não têm a oportunidade de participar de acampamentos com monitores que lhes ensinam as brincadeiras mais infantis. Ahhh os acampamentos, até mesmo pra escrever esta coluna me lembrar deles é como recordar de algo que eu já nem tenho tanta certeza de ter vivido. Talvez só acredite que passei por isso na infância porque fiz questão de guardar até hoje o meu certificado de participação. Em papel mesmo! Assinado por todos os meus coleguinhas que estiveram comigo uma semana inteira, naquela época, longe de qualquer tipo de computador, televisão ou jogos eletrônicos. Nossa diversão eram as brincadeiras em meio ao mato, eram as trilhas em busca da cachoeira escondida, eram a busca aos vagalumes à noite, eram as histórias de terror que nos deixavam uns mais próximos dos outros porque pareciam assustadoras, os refeitórios com as músicas e batidas das mãos sobre as mesas enquanto a comida não vinha, os apelidos carinhosos que nos dávamos e que não eram bullying e sim uma forma descontraída de nos aproximar, os bailinhos com danças coladas e aquela vontade louca de ser escolhida por algum menino interessante e não se sentir excluída e mais, não terminá-lo

com a vassoura. Pois é, nessa época ainda havia a dança com a vassoura para os que não conseguiam um par. Foram momentos muito felizes. E receber as cartinhas vindas pelo correio depois de nos separarmos? Era delicioso chegar do colégio e abrir a caixa e ali ter a demonstração de carinho e saudade daqueles que conhecíamos nos acampamentos. Hoje? E-mail, mural. E isso se eles se derem ao trabalho de escrever. Voltar às raízes é mais do que apenas recordar momentos assim. É desejar que as próximas gerações saibam que há algo mais do que iPhone, iPad, iPod, iTouch, iCloud, Google, etc. Não que devam abdicar de tudo o que a nossa tecnologia pode nos proporcionar, que não é pouco, mas que se sintam instigados a vivenciar momentos mais simples da vida e extrair um enorme prazer disso. Incentive os mais próximos a você a esse exercício constante de proximidade. Envolva mais as pessoas a sua vida real. Trave mais contato com o externo, com a natureza, com dia a dia que passa lá fora. Permita-se! Você, sem dúvida, vai gostar do resultado. Formada em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, fez especialização em Publicidade & Propaganda e Marketing. Hoje atua como instrutora de Alta Performance do Método DeRose em Pelotas, difundindo uma proposta de life style coaching, um jeito diferente de se cuidar e de viver. Acesse www.metododerosepelotas.com

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Arte

Pinceladas sobre o Museu do Filho p o r

t e t ê

pac h e c o

Um dia eu percebi que estava lotada de produções artísticas dos meus filhos e que não havia mais espaço em casa para guardá-las. Mas mais que isso, eu entendi que simplesmente guardá-las não era valorizá-las. E que eu precisava olhar para elas com um critério que me permitisse entender a personalidade e o jeito de cada uma, escolher o que era mais representativo e descartar (ai que difícil!) o que não ia ajudar a contar nada no futuro. Muita responsabilidade. Mas foi o que fiz durante exaustivos 4 meses. Quando a seleção finalmente pareceu fazer sentido, fotografei tudo e criei um blog chamado Museu do Filho e passei a compartilhar as antigas e novas produções com nossa família e amigos mais próximos. O sucesso dessa iniciativa me fez ver que eu não estava só neste mundo de gavetas lotadas e corações apertados. De forma muito natural, usei meu conhecimento e prazer pelo mundo da arte, aliado a uma emoção que só tendo filhos para entender, e comecei a colecionar também as produções dos filhos dos amigos, amigos dos amigos, e o movimento nunca mais parou de crescer. Muitos pais e mães também compartilhavam do mesmo sentimento que eu, mas a vida louca e a falta de tempo não contribuem para que esse olhar possa ser aprimorado. O que os filhos produzem expõe um conteúdo de uma riqueza tão grande... é tanto o que podemos observar 76

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aNNA – 6 anos

Catarina – 9 anos

“Todo pai acha que o filho é Picasso, toda mãe acha que a filha é a Frida Kahlo. Depois desta ideia incrível que é o Museu do Filho, os guris da Tetê acham que ela é o Pietro Maria Bardi.” Marcelo Pires

Thiago – 10 anos


ceci – 4 anos

“O Museu do Filho é uma gaveta digital. Uma gaveta, sim, mas também uma vitrine do mundo que palpita dentro das cabeças dos nossos filhotes. Tetê criou o Museu para guardar e para mostrar, mas também para valorizar a arte dentro de casa, no convívio entre pais e filhos.” Leticia Wierzchowsky


Arte em cada traço, nas pinceladas, bordados, fotos. Como deixar passar isso diante de nós? E foi assim que ideia inicial ganhou força. Criei a marca Museu do Filho e passei a alimenta-lá de um conteúdo que vai além do blog, com trabalhos dos meus dois filhos. Criei um projeto de conteúdo, divulgado via Facebook (www.facebook. com/museudofilho) e alimentado pelo Instagram. @museudofilho Pais e mães me direcionam os trabalhos dos filhos através de fotos e eu faço uma curadoria de temas e conto quem é aquela criança. E mostro na fanpage. Ali também dou dicas de exposições no mundo inteiro, junto imagens com depoimentos de quem esteve lá e porque considera importante mostrar isso aos filhos. Também adoro os posts (a ideia é juntar conteúdo para uma publicação) onde artistas contemporâneos contam de que forma a arte os impactou na infância, qual foi o primeiro estalo que os levou para o caminho da arte. Temos depoimentos lindos. Por fim, estamos colocando no ar até o fim do ano um site que vai reunir todo esse conteúdo e mostrar os projetos de forma mais aprofundada. Estou ampliando parcerias com algumas escolas e instituições, enfim... sonho em levar esse projeto para o mundo físico, estamos montando uma exposição de desenhos no mês de outubro em São Paulo, e os desenhos escolhidos vão virar uma coleção de camisetas em parceria com a marca Gafaritos/Santa Paciência. Também esse ano vamos estreiar o Perambulier. Um atelier perambulante, onde acompanhamos um grupo de crianças em visitas a exposições importantes e depois criamos um atelier ao ar livre para que o conteúdo seja digerido por eles. O Museu do Filho não tem a pretensão de formar novos artistas. Mas sim, ser um estímulo para a sensibilidade, para as manifestações da personalidade, qualidades que começam dentro de casa e se expandem ao infinito. Queremos formar apreciadores, que trafeguem através das linguagens artísticas com auto-estima e segurança. E tudo isso começa no simples gesto de guardar.

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Bento – 10 anos

“O Museu do Filho é uma aposta visionária em artistas meteóricos que invariavelmente se aposentam precocemente. Frequento o Museu do Filho, mesmo sem ter filhos, movida apenas pela minha curiosidade infantil. A curadoria da Tetê Pacheco vale por mil desenhos!” Renata Leiria


Otto – 8 anos

MariA – 11 anos

Leo – 1 ano

“Juntar os desenhos mais lindos, as frases mais inteligentes, os rabiscos que só personalidades fortes são capazes de fazer e as declarações de amor mais profundas e verdadeiras. Simples, uma ideia incrível!” Jacque Lemos

NINA – 4 anos


Bom conselho p o r

M a lu

C o e l h o

Onde você gasta mais água? Todo mundo já sabe que não podemos desperdiçar água, pois o equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem dela. Também é de conhecimento de todos que utilizá-la é um dos direitos fundamentais do ser humano. Sendo assim, cada continente, povo, nação, região, cidade, cidadão é plenamente responsável por sua preservação. Mas será que realmente cada um de nós está fazendo a sua parte para que isso aconteça? Pensando em como podemos refletir sobre o assunto, descobrindo em quais atividades do dia a dia gastamos mais água e quais medidas podem ser adotadas para economizá-la, o Projeto Gente Consciente selecionou as dicas a seguir: Em 15 minutos, um banho de ducha de alta pressão consome 135 litros de água, sendo que um chuveiro elétrico economiza, em média, 30%. É a atividade doméstica que mais consome água. Portanto, troque ducha por chuveiro! Ao lavar o carro usando uma mangueira, gastam-se de 216 litros a 560 litros de água. Para reduzir, basta lavar o carro somente uma vez por mês com balde! Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água. A dica é não demorar! Quando acionada, a válvula de descarga despeja entre 10 e 30 litros de água, já a caixa acoplada consome de 4 a 24 litros. Sendo assim, mude o sistema de descarga! Viu como é fácil, fácil colaborar? Agora, antes de usar água, não esqueça que ela não é uma doação gratuita da natureza; tem um valor econômico e um dia pode faltar!

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O sabor e o saber F e r n a n d o

lo k s c h i n

O Pão Trata-se da eficiência do menor esforço; as palavras muito usadas por qualquer língua são curtas, têm fala e audição fáceis. Entre as 10 palavras inglesas mais comuns, a maior é have, nona colocação, um som abreviado até na escrita: have>’ve. No espanhol as 10 palavras mais presentes são todas monossílabas: el, de, que, y, si, etc. Os termos mais significativos e antigos na língua também são pequenos: pai, mãe, sim, não, pé, mão, um, bom, ruim, ar... Há quem afirme que o núcleo do idioma, os sons profundamente enraizados no passado, seja de criação infantil. Não surpreende que as palavras para ‘pão’ sejam monossílabos fáceis: pan, pain, bread, brot, chleb, etc. O ‘esteio da vida’, o pão está na nossa boca há 6 mil anos. Pão é sinônimo de alimento; o L. panis deriva do L. pascere, ‘comer’, a raiz de pasto e repasto. Companheiro (com panis) é quem come o pão junto – os animais sociais comem acompanhados. Pastel, pasta, patê e peneira (<L. panaria) derivam de pão. Já o I. bread e o A. brot são afins a beer, ‘cerveja’, a raiz comum é brew, ‘fermentar’; o primeiro e melhor fermento é a espuma, levedo de cerveja. Para os ingleses, cerveja é pão líquido, pão é cerveja sólida. No épico sumeriano Gilgamesh (2400 A.C.), o homem se civiliza ao trocar a dieta de água e ervas das bestas por cerveja e pão. O planeta também se transformou pela cerveja e pão. Água, vento, solo, animais, plantas, tudo foi domesticado à servidão de uma espécie. Os grãos tornaram-se incapazes de crescer e se multiplicar por si. A vida sexual das plantas que dependia dos insetos e dos ventos tornou-se cativa do homem. A enxada impôs a monogamia entre semente e solo, uma relação estável e previsível. Daí os deuses da agricultura regendo o casamento, os deuses dos ventos, o adultério.

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A história da sementinha plantada na mamãe é universal. Conforme Plutarco, arar a terra é o fundamento do amor e para ilustrar as metáforas sexuais da agricultura bastam as equivalências de sêmen/semente, vagina/ vagem. Em várias culturas cultivava-se (a semelhança não é coincidência) a terra em nudez corporal e os casais copulando sobre a lavoura ao fim da semeadura. Não é à toa a expressão ‘mãe terra’, é do solo, útero do mundo, que brota a criação. Adão foi feito de barro, terra molhada. Quando o explorador alemão Karl Steinen (1887) acendeu um fósforo frente ao cacique Xingu, ouviu o comentário: “Temos de plantar estas coisas!”. Se o cultivo é a planta escravizada, a panificação é a conquista do grão cultivado. Surge da comida, a gastronomia; a massa inerte ganha forma, cor, brilho, textura e sabor. O pão gratifica todos os sentidos. Os cereais parecem destinados aos pássaros cujo tubo digestivo possui a moela, como diz o nome, um moinho corporal. Para os grãos se adequarem ao tamanho e estômago humano é necessário muito volume e pré-digestão: cultivo, germinação, colheita, separação, esmagamento, fermentação e cozimento. Por milênios o centeio, a cevada e o trigo foram consumidos numa pasta cozida ou assada. O Velho Testamento (Esdras) conta dos hebreus tostando lâminas de pão nas fezes de camelo – adaptação ao deserto, as fezes são desidratadas e inflamáveis. As legiões romanas recebiam o panis subcineraria, assado sob as brasas – pastores e exércitos não tinham nem tempo para levedar nem forno para assar pão. Não fosse pelo trigo, as legiões romanas não marchariam ao Egito, César não teria encontrado Cleópatra nua ao desenrolar um tapete. Um terço do trigo consumido em Roma vinha do Egito. O Vale do Nilo é um oásis, área


pioneira na mega-agricultura graças à água e ao adubo das inundações. Celeiro do mundo antigo, não é por outra razão que o gato, predador natural do rato, era sagrado. É ilustrativo que a palavra pirâmide – como Cleópatra – seja grega e que signifique um ‘bolo de trigo’ de forma piramidal. Os construtores das pirâmides recebiam cerveja, cebola e pão, mas os criadores da bolsa-família foram os romanos, os mentores da política panis et circenses. Conforme Juvenal, é fácil subornar cidadania com pão e circo. O pão é citado 354 vezes na Bíblia: sustento, reunião, hospitalidade, caridade, deferência, renda e oferenda Já na queda, Adão é condenado a “comer o pão com o suor do seu rosto”, toda descendência vai depender de um ‘ganha-pão’. Lot hospeda os anjos exterminadores de Sodoma oferecendo suas filhas e pães, e a traição de Judas é descrita como “aquele que come o pão Comigo levantou contra Mim seu calcanhar”. A sugestão do Diabo de “transformar a pedra em pão” recusada por Jesus (jejuando há 40 dias...) foi acatada em duas ocasiões a fim de aplacar a fome da multidão de fiéis.

“Ser teu pão, tua comida, Todo amor que houver nesta vida” (Cazuza) pão é sinônimo de alimento. esteio da vida, ele está na nossa boca há 6 mil anos

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O sabor e o saber F e r n a n d o l o k s c h i n

o pão está no miolo da religião e da política. “se não têm pão que comam brioches”, disse maria antonieta. a revolução francesa iniciou como uma insurreição feminina pela falta de pão

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O rito básico católico é a eucaristia, reconhecimento da divindade no pão e vinho. Jesus se define como pão descido do céu capaz de extinguir a fome (“quem vem a Mim jamais terá fome...” – João, 6-35) e conferir imortalidade. Será coincidência que sua terra natal seja Belém (H. bêth lehem), a ‘cidade do pão’? O sentido de deus-pão era literal para os paupérrimos israelitas. “Comam! Este é meu corpo”, diz Jesus no jantar de despedida do Monte das Oliveiras. Para Gandhi, muitos deuses surgem como pão pela fome dos fiéis. Talvez daí, no hinduísmo de Gandhi a vaca seja sagrada. A tradição cristã fez de todo pão uma hóstia. O pão recebia o sinal da cruz antes de ir à boca e pedia-se perdão pelo pecado de deixar cair uma fatia. Não se colocava o pão em posição invertida e o padeiro jamais dava as costas ao forno. É no universo judaico-cristão que o pão tem maior expressão. Ao propagar o evangelho a outros povos era difícil explicar tanta transcendência. Cristianizados no Séc. XVII, os Inuit do Canadá rezavam no Pai Nosso: “A graxa de foca de cada dia nos dai hoje”. O pão está no miolo da religião e da política. “Se não têm pão, que comam brioches”, a frase atribuída a Maria Antonieta é obra de Rousseau. A Revolução Francesa se iniciou como uma insurreição feminina pela falta de pão. Seu lema era “Le pain se eleve”, o ‘pão levanta’, fermenta. O fermento das ideias faria o levante da massa. E um padeiro acusado de esconder três pães foi o primeiro dos executados. E foi a revolta das mulheres por passar as noites em filas de padarias que deu partida ao bolcheviquismo (1917); seu símbolo era o martelo do operário junto à foice da ceifa do trigo. A começar pelos Romanov (Czar, esposa, cinco crianças, dois criados, cozinheiro, médico e cão), 20 milhões de vidas ceifadas, metade execução, metade falta de pão. Diz-me o (pão) que comes e te direi quem és. Farinhas de sacos diferentes, cada classe social comia seu pão; mais refinada a farinha, mais refinado o consumidor. A própria divindade instrui Ezequiel a alimentar-se com um pão de mistura: “recolhe trigo, cevada, favas, lentilhas e aveia, guarda-os no mesmo recipiente; faz teu pão.” Este versículo deu nome à barra de cereais líder de mercado nos EUA, Ezekiel 4:9! A análise de pães petrificados suecos revela 90% de capim e casca de pinheiro, 10% de cereais. Palha, alfafa, esterco, ossos, sangue, pedregulho, areia, tudo era acrescido à massa, por isto o provérbio: junto ao moinho há um monte de areia. A carga de cavalaria de Quixote ao moinho de vento, mais que desvario, era o justiçamento de uma classe vista como exploradora.


Além de classe social, grão é nacionalidade. Para Goethe (1792), a fronteira franco-alemã era centeio de um lado, trigo do outro; loiras comendo pão escuro, morenas comendo pão claro. O Dicionário do Dr. Johnson (1755) definiu a aveia como “alimento para pessoas na Escócia, cavalos na Inglaterra”, ao que um líder de clã replicou “daí a nobreza do cavalo inglês, do homem escocês.” Se a aveia, a cevada e o centeio são forrageiros, o trigo é exclusivo do homem. O trigo é especial pela quantidade de glúten ideal à panificação: esta substância retém o gás carbônico produzido pelo fermento, o que dá volume, consistência e as bolhas do miolo. A progressão aritmética de Carlos Magno ao tabelar os cereais no Séc. IX D.C. diz dos valores: aveia 1 denar o barril, cevada 2, centeio 3, trigo 4. D. João VI trouxe padeiros franceses junto de sua corte no Rio, daí o ‘pão francês’. Parmenthier (1772) resumiu a histoire d’amour entre povo&pão: “Generosa dádiva da natureza, alimento que não pode ser substituído. Se adoecemos é o último dos apetites que nos abandona, se nos recuperamos é o primeiro a voltar. O pão é bom a qualquer hora do dia, qualquer idade, qualquer temperamento. Ele melhora outros alimentos, é o pai da boa digestão. Está tão adaptado aos homens que nos conquista logo que nascemos e nunca dele cansamos até a morte”. A baguete é personagem nova nesta antiga história. Uma lei francesa de 1920 proibiu que o padeiro trabalhasse antes das 4 da madrugada. Sem o tempo para levedar na tradicional forma em bola (daí o F. boulangerie e a nossa bolacha), o pão espichou como baguette, ‘bastão, batuta’, mais rápido para crescer e assar. Varias tradições equiparam o forno de pão ao útero. Quando a mulher engravida o alemão diz “o pão foi para o forno’, se há um problema gestacional, lamenta, ‘a fornada não foi boa’. Um dos textos mais comoventes de Clarice Lispector tem o título ‘A Repartição dos Pães’ e traz como sentença final: ‘Pão é amor entre estranhos’. No hebraico lehem, ‘pão’ soa afim a lechaim, ‘vida’, o brinde tradicional. Pão com manteiga é rotina, pão duro diz do sovina e tirar o pão da boca é a perda da oportunidade. Sofrimento é o pão que o diabo amassou; na recusa de Cristo de transformar a pedra em pão, o próprio Diabo teria cevado – com o rabo – este pão com que me deparei ao redigir o texto. Se a fornada não foi boa, lembrem-se da Clarice.

fernando lokschin é médico e gourmet fernando@vanet.com.br


Casa

A(temporária) cara do dono Apartamentos alugados e cheios de personalidade

Morar sozinho é muito mais do que não ter que dividir o pudim da geladeira. É uma oportunidade de ter o próprio canto, viver com o luxo de lavar a louça quando quiser e transformar a personalidade e o estilo de vida em decoração. O aluguel encurta o caminho para o “lar doce lar” e, mesmo que não seja para sempre, dá para deixar todos os ambientes com a cara do dono. Móveis, tapetes, quadros e espelhos estão entre as melhores opções para quem quer criar ambientes aconchegantes e com jeito próprio. Afinal, objetos decorativos podem “se mudar” com o inquilino. Grandes mudanças, envolvendo as instalações já existentes, são complicadas, pois dependem da aprovação do proprietário e necessitam de investimentos maiores, em um lugar que pode não ser definitivo.

p o r f oto s

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F l av i a

ca r i n

M u

ma n d e l l i


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Casa

apto 1 dorm Construção

1934

bairro m o i n h o s d e v e n to

quem mora?

peri ornellas é diretor de arte numa das mais conhecidas agências de publicidade de Porto Alegre. Gosta do luxo de viver só com o necessário. Mora no bairro Moinhos de Vento e adora.

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muitas cores, m贸veis de design, pe莽as feitas artesanalmente, objetos coletados vida afora, antiguidades. um mix que reflete a personalidade do dono da casa e torna tudo mais interessante, mais acolhedor

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O estilo industrial é a marca da decoração criada pelo diretor de arte que mora, há mais de sete anos, neste apartamento no bairro Moinhos de Vento. “Viver uma vida mais leve e ter menos com o que se preocupar” é a sua filosofia. Por isso, há algum tempo, desapegou das coisas materiais e optou quase que definitivamente pelo aluguel. Ambientes integrados não faziam parte dos projetos arquitetônicos em 1934, ano da construção do edifício onde fica o apartamento. Por isso, o inquilino pediu ao proprietário para derrubar a parede que dividia a cozinha e a sala de jantar. Mais contemporâneo, o espaço hoje é o ponto de encontro dos amigos nas sextas-feiras. A decoração do apartamento é bem alternativa, evidenciando materiais usados e até gastos, mas que, para o morador, ficam mais bonitos com o passar do tempo. Por ali, nada precisa estar novinho em folha. Tanto é que quase tudo veio de briques e antiquários. Há diversos objetos handmade, elaborados por ele mesmo: a escada que leva aos LPs, as luminárias do corredor, o adesivo da geladeira e as rodinhas na cama. É a prova de que a criatividade do publicitário é usada na casa também.

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Casa

chef e surfista, o dono da casa exibe na sala uma prancha de surf que ĂŠ tambĂŠm obra de arte, projeto crocco studio + ogro 92

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apto 1 dorm Construção

anos 60

bairro centro histórico

quem mora?

Marcelo schambeck

25 anos, mora bem pertinho do bistrô que comanda, o Del Barbiere. Vive com o prazer de acordar de cara (mesmo) com a cúpula da Catedral Metropolitana. Uma vista deslumbrante!

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Casa


Em apartamento de chef, a cozinha é o espaço que menos recebe atenção. Afinal, casa é para descansar. Por isso, as panelas, as facas e os pratos saem de cena para dar lugar às cadeiras, luminárias e quadros, as estrelas das salas de estar e jantar e do quarto. As obras de arte, com destaque para o trabalho da artista gaúcha Marina Camargo, que está pendurado bem no meio da sala, trazem personalidade aos ambientes, numa combinação perfeita de molduras e cores. Na gastronomia, há uma tendência forte da valorização do produto local. E, na casa do chef, o discurso também vale para a decoração: samambaias e tapeçarias trazem a vibração de uma casa brasileira.

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Casa

apto 1 dorm Construção

anos 80

bairro m o i n h o s d e v e n to

quem mora? Fernanda Peres

33 anos. É arquiteta formada pela Uniritter, mora sozinha e trabalha a duas quadras de casa.

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Casa

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Pouquíssimas intervenções foram feitas neste apartamento do bairro Moinhos de Vento: tinta na parede da sala e placas emborrachadas sobre o piso da cozinha, cobrindo o antigo, que estava muito machucado e não combinava com o gosto da moradora. E isso que se trata da casa de uma arquiteta, bem exigente quando o assunto é decoração. Em Liverpool, na Inglaterra, onde morou por alguns anos, passou por dois apês. E, de lá, trouxe objetos de decoração, louças, acessórios cheios de design e muitos livros sobre arquitetura, moda e arte, que hoje se misturam nas prateleiras com heranças de família. A paixão pela arte está no DNA e também nas paredes da casa. Filha de artistas plásticos, a arquiteta mostra na decoração que tem um olhar atento e sensível para cores, formas, composição e proporção. Os ambientes têm tons neutros nas paredes, mas ganham vida com cores bem pontuais, como na cadeira de balanço de Charles Eames, um xodó charmoso e divertido.

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Ser & Vestir R o b e r ta

G e r h a r d t

papais ativos e confortáveis Dizem que o papai do ano é o Príncipe William. Também poderíamos citar outros papais conhecidos internacionalmente, como David Beckham e Brad Pitt. Mas bem na verdade, todos os dias, homens comuns de todo o mundo contribuem para a tendência mundial do aumento do interesse pela paternidade. Hoje, moda é ser pai! Sem entrar na discussão se é adequado tratar como um aparente modismo a correta apropriação da verdadeira paternidade, o fato é que os homens estão cada vez mais em casa, voltados para a rotina da família. Muitos estão pilotando com excelência forno & fogão; dando conta com maestria da troca da fralda e dos cuidados com seus filhos e bebês. E para enfrentar toda esta empreitada o guarda-roupa precisa estar adequado. O pai engajado e elegante gosta – e acima de tudo precisa – de roupas confortáveis, fáceis, de combinações simples e práticas. E a moda oferece inúmeras opções esportivas para jamais perder o estilo mesmo dentro de casa. Valem moletons, jeans, malhas, camisetas, polos, suéteres, blusas quentinhas e macias; tudo de excelente qualidade. É sempre bom lembrar que estar bem vestido faz parte da educação e seus filhos estão observando você. Opte por peças bem esportivas, mas que estejam bem apresentadas. Nada de vestir roupas puídas, rasgadas ou ficar de pijama. É possível vestir um robe ou roupão de boa qualidade por cima do pijama nas primeiras horas do dia, sem deixar que a roupa íntima fique aparente. Uma das boas regras do convívio em casa é justamente saber proteger a sua intimidade e a dos demais membros com pequenos gestos como este. Quer educar? Dê exemplo. Quer ter filhos bem vestidos? Vista-se bem, sempre! Afinal, momentos adoráveis e de pura intimidade merecem ser desfrutados com uma vestimenta correta, provando para seus filhos que o bem-vestir faz parte do homem feliz.

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Nos dias mais frios, as malhas são excelente opção, mas antes de vestir, veja se não estão furadas por traças, amareladas pela falta de uso ou com aquelas listras desbotadas bem na marca da dobra por efeito da luz. Evite camisetas marcando a barriga saliente, mesmo para ficar em casa. É o maior pecado dos barrigudos insistir na camiseta justa e nas estampas de escala grande. No verão, uma bermuda com camisa polo e mocassim ou tênis, resolvem com elegância.


disfarce volumes e imperfeições A maioria das mulheres brasileiras – magras ou gordas, altas ou baixas – possui uma característica em comum e que, de tão comum, diz-se ser típica da mulher brasileira: o quadril largo. E muitas ainda não conhecem os segredinhos para disfarçar o volume dessa região do corpo, vestindo roupas que desfavorecem em vez de ajudar. A primeira coisa que precisa ficar muito clara é que o comprimento das peças das roupas – de todas as roupas – é importantíssimo para que haja um conjunto harmônico e realmente bonito. Então, toda atenção do mundo para que suéteres, blazers, camisas, camisetas, coletes, jaquetas, enfim, tudo o que você for vestir fique sempre na região da cintura ou abaixo dos quadris. Jamais parando sobre a área mais larga da silhueta, ou seja, jamais parando na região dos culotes, ok? Outra dica importante: saias, calças, shorts e bermudas devem sempre ser mais soltinhas. Evite usar roupas agarradas ao corpo da cintura para baixo, pois elas marcam a proporção do corpo. Um outro recurso que ajuda muito, principalmente as magrinhas, é vestir peças de cima sempre por fora das calças e saias. E por que as gordinhas devem evitar? Porque, ao contrário do que se pensa, quanto mais solta a roupa fica, mais dá a impressão de volume,. Além do comprimento e do volume, as cores também são outro fator importantíssimo para disfarçar quadril largo. Nada de vestir cores claras ou iluminadas na região. Opte por tons escuros e opacos. E uma última informação: babados apenas na parte de cima da cintura, jamais na região dos quadris. Detalhes em mangas, franzidos nos decotes e outros enfeites na região do colo e pescoço ajudam a despistar o olhar para o quadril largo. Aproveite! Roberta Gerhardt é consultora de moda, estilo e comportamento robertagerhardt@terra.com.br

Short e skinny podem ser usados por quem tem quadril largo, mas sempre acompanhados de uma peça que cubra o culote. Um paletó, por exemplo. Aposte em camisas e blusas estampadas, coloridas, com muitos detalhes para desviar a atenção dos quadris. E combine-os com blazer comprido. Aliás, o blazer é a peça-chave para quem tem quadril largo. Jamais vista blazer ou paletó ou jaqueta ou qualquer tipo de casaco com uma camisa mais longa usada solta por cima da calça cobrindo o culote. Você vai parecer muito mais baixa e gordinha. Não favorece ninguém.

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mulheres que amamos

Reservamos estas páginas para homenagear mulheres admiráveis, interessantes, indispensáveis. Mulheres que despertam o nosso amor por suas atitudes, seu trabalho, suas ideias. Aqui ao lado está a querida celia ribeiro, especialista em convívio social e etiqueta, colunista do jornal zero hora e verdadeira guru da boa educação. na página seguinte, conheça a médica mariangela Badalotti, uma das pioneiras na área de reprodução assistida no Brasil, profissional dedicada, carinhosa, talentosa, adorada por tantas e tantas famílias que ela já ajudou a construir ou completar. duas mulheres notáveis, duas mulheres que a estilo zaffari ama!

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celia ribeiro Quem tem o privilégio de conviver com a Celia Ribeiro sabe que ela não desembarca em uma festa ou local público sem que sua presença seja imediatamente notada e saudada. Esse reconhecimento é uma resposta natural a uma carreira longa e prolífica - escrevendo no jornal, apresentando programas de TV e assinando colunas em revistas dentro e fora do Rio Grande do Sul, Celia está em evidência há mais de 40 anos. Por outro lado, nota-se que muitas pessoas que não a conhecem pessoalmente imaginam que, por escrever sobre etiqueta, Celia é daquele tipo de pessoa que, em um ambiente social, mantém ligado uma espécie de radar das boas maneiras alheias. Mais de uma vez, ouvi comentários do tipo: “A Celia chegou! E se eu fizer uma gafe na frente dela agora?”. Eu mesma, quando conheci minha amiga, devo ter pensado algo parecido. Estava no último semestre da faculdade, no início dos anos 90, quando nos conhecemos no Curso de Jornalismo Aplicado. Celia dava uma aula de “etiqueta na prática” durante um jantar. Nada muito complexo, evidentemente. Tratava-se apenas de treinar jovens jornalistas para não fazer muito feio em uma ocasião social. Ainda assim, havia um certo nervosismo no ar, como se estivéssemos todos prestes a sermos flagrados em nossa irremediável ausência de traquejo social. Para acalmar a inquietação dos alunos – muitos deles provavelmente estariam mais à vontade cobrindo uma invasão de terra do que livrando-se de um caroço de azeitona em um coquetel – Celia ensinou duas armas infalíveis para ocasiões sociais: bom senso e civilidade. Bom senso para perceber que etiqueta nada mais é do que um conjunto de regras que mudam com o tempo, mas têm sempre o objetivo principal de facilitar a vida e as relações. Civilidade porque esse é o requisito indispensável para qualquer tipo de convívio social. Na intimidade, Celia não é apenas sensata e gentil. É bem-humorada, afetuosa, franca e absolutamente fascinada por aprender e descobrir coisas novas o tempo todo. Em uma festa, pode ter certeza: a última coisa em que ela está prestando atenção é no lugar onde você colocou o caroço de azeitona.

por Cláudia Laitano, escritora e jornalista


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mulheres que amamos

mariangela badallotti O painel ao fundo dessa foto reúne marcas coloridas deixadas pelas mãozinhas de centenas de crianças que ela ajudou a vir ao mundo. Ginecologista, Mariangela Badalotti especializou-se em Reprodução Assistida e, junto com o sócio Alvaro Petracco, fundou em 1991 o Fertilitat, clínica de medicina reprodutiva sediada em Porto Alegre. Mais de 20 anos já se passaram, e mais de 2 mil bebês nasceram graças ao trabalho de Mariangela e sua equipe. Na verdade, ela é especialista em promover felicidade. O sorriso aberto que aparece na foto aqui ao lado rima perfeitamente com a expressão dos casais que Mariangela ajudou a transformar em pais e mães. A técnica? Ela estuda, desenvolve, domina. A tensão do processo? Ela enfrenta com tranquilidade. E as dúvidas, inseguranças, medos das pacientes, tão comuns em tratamentos de fertilidade? Estes a Mariangela encara com uma positividade inquebrantável, contagiante, fruto da paixão que ela tem pela atividade que escolheu. Sim, ela ama o que faz. E como não amar essa missão de colocar no mundo bebês lindos e fofos, amplamente desejados? Uma das mais recentes criações de Mariangela e sua turma é o braço social do Fertilitat, o Assistireh, instituto que atende casais com dificuldades reprodutivas e sem condições financeiras de arcar com o custo dos tratamentos. A iniciativa já rendeu duas importantes premiações: Top Cidadania da ABRH e Prêmio Responsabilidade Social da ADVB. Reconhecimento mais do que merecido, mas o melhor mesmo é ver os resultados do instituto: mais de 400 casais já atendidos e mais de 100 crianças nascidas! por milene leal, jornalista

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AV. PLÍNIO BRASIL MILANO

RUA FREI HENRIQUE G. TRINDADE RUA ANITA GARIBALDI

RUA FRANCISCO PETUCO

PRAÇA PROF. LEONARDO MACEDÔNIA

NACIONAL


Palavra Lu í s

A u g u s to

F i s c h er

FAZER OFICINA, BOTAR NO PAPEL As palavras têm vida: a mesma vida que as coisas nomea­ das. Enquanto determinada coisa permanece estável, muito dificilmente a palavra que a nomeia vai alterar-se, porque não há motivo. Mas uma que vez a coisa varie, varia a palavra. Inclusive em retrospecto. Não sei onde li que a cueca samba-canção ganhou este nome apenas depois da invenção da cueca slip, mais justa. Até então, a samba-canção se cha­ mava apenas cueca, e era suficiente; mas bastou aparecer outra modalidade da mesma coisa, e mais moderna, para o modelo antigo ganhar uma adjetivação, perfeitamente compreensível nos marcos da cultura musical brasileira: a velha passou a ser qualificada como “samba-canção”, modalidade de canção melosa, adocicada demais, chorosa e lamentativa, tendendo ao bolero, porque havia surgido a bossa nova, estilo novo, vibrante em sua singeleza, inconfundível, cantando amores bem-sucedidos e momentos de alegria. Não tem nada a ver com a palavra “oficina”, que agora nomeia uma série de atividades que até uma geração atrás tinham o nome de palestra, encontro, prática, seminário, etc. Em português corrente, “oficina” era a de automóveis, ao contrário do que ocorrera no espanhol, em que o termo equivalia ao “office” inglês, o lugar dos ofícios letrados, da advocacia, dos contadores, da burocracia. No Brasil, era só a mecânica, de carros e de máquinas em geral, que se abrigava debaixo da palavra. “Vai ter uma oficina de bonecos no níver da Fulanita”, ouço meu filho dizer, significando, com clareza, que vai haver alguém explicando como fazer bonecos, com sessões práticas. Assim ocorre com qualquer tema: oficina de leitura; oficina de teatro; oficina de perna de pau; oficina de jardinagem; oficina de sustentabilidade. Eu mesmo mantenho, no StudioClio, uma oficina de escrita que já tem uns quantos anos. Em geral não penso em adjetivar a escrita como “criativa”, embora o termo

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seja bem conhecido e faça sentido – em Porto Alegre, há nada menos de 25 anos que Luiz Antonio de Assis Brasil, neste momento secretário de cultura do estado, leva uma oficina assim junto ao Pós-Graduação em Letras da PUC. Muitos outros se aventuram por essas águas, oferecendo aulas de escrita para grupos restritos, em suas casas, em livrarias ou em escritórios. Troço legal. Há quem pense em tais oficinas com restrições, argumen­ tando que elas tratam de algo que deveria ter sido aprendido na escola regular. Não me parece cabível a crítica: a escola não consegue, em regra, desenvolver adequadamente coisas como escrever bem – ofício, de resto, muito complicado, que depende de uma maturidade pessoal que está longe de ser completa aos 18 anos de idade, quando acaba a vida escolar geral. Acresce que há apenas poucos anos a escola realmente está disponível para todos – é ruim, no geral, eu bem sei, mas agora é ao menos nominalmente aberta a todos. Pela primeira vez na História... Desenvolver a capacidade de escrever, seja para que objetivo for, é coisa para a vida toda. Aprende-se mais sempre, com a leitura de textos bons, com a produção de textos ruins, de todos os modos. Pode o sujeito querer praticar, numa oficina, para revelar-se um gênio das letras, mas pode igualmente o cara querer singelamente escrever melhor em seu ofício cotidiano. O que tenho visto muito, e com muito gosto, é gente se habilitando na escrita e na leitura, se dedicando, para botar no papel sua vida, suas experiências, suas lembranças. Toda a vida é sagrada; toda e qualquer vida merece ir para o papel. E é claro que também desse vasto e impreciso material se faz uma grande cultura. Luís Augusto Fischer, professor de literatura e escritor


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