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ENTREVISTA

MERCADO

Conheça o jeito correto e responsável de demitir

Prestadores de serviços crescem com o avanço da telefonia móvel

Flytour adota tecnologia como diferencial estratégico

www.empreendedor.com.br

R$ 6,00

O fundador da rede O Boticário, Miguel Krigsner. No detalhe, o Estação Embratel 21 Convention Center, seu novo empreendimento

ISSN 1414-0152

Ano 10 • Nº 114 • Abril 2004

FRANQUIA


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Abril – Empreendedor

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Empreendedor – Abril


A revista Empreendedor é uma publicação da Editora Empreendedor Diretor-Editor Acari Amorim [acari@empreendedor.com.br] Diretor de Marketing e Comercialização José Lamonica [lamonica@empreendedor .com.br]

Nesta Abril/2004

Diretor de Expansão Edson Luiz Maba [edson.mab@empreendedor .com.br]

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Redação Editor-Executivo: Alexandre Gonçalves [alex@empreendedor.com.br] Repórteres: Alexsandro Vanin, Fábio Mayer e Sara Caprario Editor de Arte: Gustavo Cabral Vaz Fotografia: Glaicon Covre e Arquivo Empreendedor Produção e Arquivo: Ivone Zanatta Revisão: José Renato de Faria Sedes São Paulo Diretor de Marketing e Comercialização: José Lamônica Executivos de Contas: Paula Araújo Speda, Ariovaldo Florian e Edson Ramão Rua Sabará, 566, 9º andar, cj. 92 01239-010 - São Paulo - SP Fones: (11) 3214-5938/3214-6093 [empreendedorsp@uol.com.br] Florianópolis Executivo de Contas: Waldyr de Souza Junior [wsouza@empreendedor.com.br] Executivo de Atendimento: Cleiton Correa Weiss Av. Osmar Cunha, 183, Ceisa Center, bl. C, 9º andar 88015-900 - Florianópolis - SC Fone: (48) 224-4441 Representante

edição Entrevista O consultor Gilberto Guimarães garante que as empresas podem ter uma atitude responsável ao decidirem pela demissão de funcionários. Em entrevista exclusiva, Guimarães explica esse paradoxo e dá dicas sobre o jeito correto de demitir.

DIVULGAÇÃO

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Capa

Dinâmica Promoções e Eventos Carlos Hamilton Martins Feltrin Rua Turiassu, 127, cj. 12/13 - Perdizes 05005-001 - São Paulo - SP Fone/Fax: (11) 3822-0412 [dinapro@terra.com.br] Escritórios regionais Rio de Janeiro Milla de Souza [triunvirato@triunvirato.com.br] Rua da Quitanda, 20, grupo 401 - Centro 20011-030 - Rio de Janeiro - RJ Fone/Fax: (21) 2252-5788 Marco Cardona [marco.cardona@uol.com.br] Boulevard 28 de Setembro, 411 - Cj. 13 - Vila Isabel 20555-030 - Rio de Janeiro - RJ Fone: (21) 2576-3324/8128-4512 Brasília [jcz@forumci.com.br] Ulysses C. B. Cava SETVS - Quadra 701 - Centro Empresarial Bloco C, cj. 330 70140-907 - Brasília - DF Fone: (61) 426-7315 Paraná [comercial@merconet.srv.br] Ricardo Takiguti Rua Dep. Atílio Almeida Barbosa, 76 - Cj. 01 - Boa Vista 82560-460 - Curitiba - PR Fone/Fax: (41) 257-9053 Rio Grande do Sul [hermano@hrmmultimidia.com.br] HRM Representações Ltda./Hermano Thaddeu Filho Rua Saldanha Marinho, 33 - sala 608 - Menino Deus 90240-160 - Porto Alegre - RS Fone/Fax: (51) 3231-6287 Ceará [dilerportela@wettor.com.br] Dilermando Portela Av. Luciano Carneiro, 99 - Bairro Fátima 60410-690 - Fortaleza - CE Fones: (85) 433-3989/9969-7312 Pernambuco [hmconsultoria@hmconsultoria.com.br] Hamilton Marcondes Rua Ribeiro de Brito, 1111, cj. 605 - Boa Viagem 51021-310 - Recife - PE Fone: (81) 3327-3384/3327-9430 Minas Gerais [comercial@sbfpublicidade.com.br] SBF Representações/Sérgio Bernardes de Faria Av. Getúlio Vargas, 1300, 17º andar, cj. 1704 30112-021 - Belo Horizonte - MG Fone: (31) 3261-2700

A competência do empresário Miguel Krigsner reflete-se no sucesso de seu principal negócio: a rede de franquias O Boticário, uma das maiores e mais conhecidas do Brasil. Mas o que Krigsner tem de sobra é o que ele próprio chama de “inquietude”, ou seja, a capacidade e a necessidade de buscar novas idéias e negócios. Exemplo disso é a construção e inauguração do Estação Embratel 21 Convention Center, um dos mais modernos centros de convenções e eventos da América Latina. Além de destacar o novo empreendimento, Krigsner faz uma série de considerações a respeito do que é ser empreendedor e do que os jovens precisam para trilhar uma carreira de sucesso à frente do próprio negócio.

Assinaturas Serviço de Atendimento ao Assinante Diretora: Clementina P. da Silva Gerente: Luzia Correa Weiss Fone: 0800 48 0004 [assine@empreendedor.com.br] Produção gráfica Impressão e Acabamento: Prol Editora Gráfica Distribuição: Fernando Chinaglia S.A. (São Paulo)

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Empreendedor.com http://www.empreendedor.com.br

ANER Abril – Empreendedor

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FRANQUIA TOTAL

Suplemento

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A Flytour, uma das mais importantes redes de franquias do país, completa 30 anos tendo o investimento em tecnologia como uma de suas principais estratégias para melhor atender seus clientes e para consolidar ainda mais sua marca no mercado das agências de viagens. Na coluna Por Dentro do Franchising, uma análise sobre o marketing praticado pelas redes de franquias. E mais: as notícias do mercado e o Espaço ABF.

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Mercado

GRUPO KEYSTONE

No embalo do crescimento e da disputa acirrada das operadoras de telefonia móvel, despontam as empresas que prestam serviços de tecnologia e conteúdo que fazem do celular um pequeno computador. Essas empresas desempenham o papel de criar diferenciais e inúmeras possibilidades de uso capazes de atrair o usuário na hora de optar pela telefonia celular.

LEIA TAMBÉM Cartas ................................................................................. 6 Empreendedores ............................................................. 16 Jovem S.A. ......................................................................... 22 Pequenas Notáveis .......................................................... 24 Não Durma no Ponto ........................................................ 26

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GUIA DO EMPREENDEDOR

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Produtos e Serviços .................................................. Do Lado da Lei........................................................... Leitura ........................................................................ Análise Econômica .................................................... Indicadores ................................................................ Agenda ........................................................................

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Editorial

de Empreendedor para Empreendedor

Assinaturas Para assinar a revista Empreendedor ou solicitar os serviços ao assinante, ligue 0800 48 0004. O valor da assinatura anual (12 edições mensais) é de R$ 72. Aproveite a promoção especial e receba um desconto de 16,7%, pagando somente R$ 60. Estamos à sua disposição de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h30min. Se preferir, faça sua solicitação de assinatura pela internet. O endereço é www.empreendedor.com.br ou pelo e-mail assine@empreendedor.com.br.

Anúncios Para anunciar em qualquer publicação da Editora Empreendedor ligue: São Paulo: (11) 3214-5938/3822-0412 Rio de Janeiro: (21) 2252-5788/2576-3324 Brasília: (61) 426-7315 Curitiba: (41) 257-9053 Porto Alegre: (51) 3231-6287 Florianópolis: (48) 224-4441 Fortaleza: (85) 433-3989 Recife: (81) 3327-9430

Reprints editoriais É possível solicitar reimpressões de reportagens das revistas da Editora Empreendedor (mínimo de 1.000 unidades)

Internet Anote nossos endereços na grande rede: http://www.empreendedor.com.br redacao@empreendedor.com.br

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Correspondência As cartas para as revistas Empreendedor, Jovem Empreendedor, Dirigente Lojista, Cartaz, Guia Empreendedor Rural e Guia de Franquias, publicações da Editora Empreendedor, podem ser enviadas para qualquer um dos endereços abaixo: São Paulo: Rua Sabará, 566 - cj. 92 CEP 01239-010 - São Paulo - SP Rio de Janeiro: Rua da Quitanda, 20, gp. 401 - Centro - 20011-030 - Rio de Janeiro - RJ Boulevard 28 de Setembro, 411 - Cj. 13 - Vila Isabel - 20555-030 - Rio de Janeiro - RJ Brasília: SETVS - Quadra 701 - Centro Empresarial - Bloco C - cj. 330 - CEP 70140-907 - Brasília - DF Rio Grande do Sul: Rua Saldanha Marinho, 33 - sala 608 - Menino Deus - 90240-160 - Porto Alegre - RS Santa Catarina: Av. Osmar Cunha, 183 Bloco C - cj. 902 - CEP 88015-900 Florianópolis - SC Paraná: Rua Dep. Atílio Almeida Barbosa, 76 - Cj. 01 - Boa Vista - 82560-460 Curitiba - PR Ceará: Av. Luciano Carneiro, 99 - Bairro Fátima - 60410-690 - Fortaleza - CE Pernambuco: Rua Ribeiro Brito, 1111, cj. 605 - Boa Viagem - CEP 51021-310 Recife - PE Minas Gerais: Av. Getúlio Vargas, 1300, 17º andar, cj. 1704 CEP 30112-021 - Belo Horizonte- MG Os artigos deverão conter nome completo, assinatura, telefone e RG do autor, e estarão sujeitos, em função do espaço, aos ajustes que os editores julgarem necessários.

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Qualidade premiada mais uma vez o momento de fechamento desta edição recebemos uma notícia que nos deixou felizes e orgulhos: a reportagem “Um Q a mais no franchising”, de autoria da repórter Sara Caprario, publicada na edição de junho do ano passado, recebeu o Prêmio Destaque ABF, na categoria Jornalismo. Isso significa que, para a principal entidade do franchising no Brasil, Sara produziu e a Empreendedor publicou a melhor reportagem sobre franquias em 2003. O curioso é que recebemos um prêmio de reconhecimento pelo nosso trabalho com uma reportagem que trata justamente de qualidade, no caso, a qualidade no franchising brasileiro. A reportagem tem como grande mérito o fato de abordar um tema, pouco explorado até então, que é o empenho das redes de franquias em adotar ações que gerem uma qualidade efetiva tanto nas relações com os franqueados quanto com o cliente final. A leitura da reportagem indica justamente a

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forma com que as franquias traduzem “qualidade” no seu dia-a-dia. Com a homenagem recebida este ano, a Empreendedor reafirma o compromisso de apoio ao mercado brasileiro de franquias, compromisso esse assumido desde sua primeira edição, há dez anos, e reforçado com a criação do suplemento Franquia Total, dedicado exclusivamente ao assunto. E vocês, leitores (em especial os envolvidos e os interessados em franchising), fiquem certos de que esse espaço está mais do que garantido. Está sacramentado. Em tempo: essa é a segunda vez que uma publicação da Editora Empreendedor, que completa dez anos em 2004, vence o Prêmio Destaque ABF de Jornalismo. A vitória anterior ocorreu em 2000, com a reportagem “Um bom jeito de começar”, da jornalista Gabriela Véras, publicada em 1999 na revista Jovem Empreendedor. Boa leitura e bons negócios.

CARTAS PARA A REDAÇÃO Correspondências por e-mail devem ser enviadas para alexandre@empreendedor.com.br, aos cuidados do editor Alexandre Gonçalves. Solicitamos aos leitores que utilizam correio eletrônico colocarem em suas mensagens se autorizam ou não a publicação de seus respectivos e-mails. Também pedimos que sejam acrescentados o nome da cidade e o do estado de onde está escrevendo.

CEDOC O Centro de Documentação (CEDOC) da Editora Empreendedor disponibiliza aos interessados fotos e ilustrações que compõem o nosso banco de dados. Para mais informações, favor entrar contato com Ivone Zanatta, pelos telefones (48) 224-4441 e 0800 48 0004, ou por e-mail (ivone@empreendedor.com.br).

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Cartas Pequenas empresas

Perfil do franqueado Somos alunos de Administração de Empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie e, neste semestre, estamos iniciando o nosso trabalho de monografia para a conclusão da graduação. O tema escolhido é identificar o perfil (competências) do franqueado, analisando se o mesmo pode ser considerado como um empreendedor. Para isso, pretendemos escolher uma rede de franquias para tomar como base em nosso trabalho. Assim, gostaríamos de verificar se seria possível contar com a sua colaboração no que diz respeito às informações de que precisamos. Caio Fabrício Tolezano, Daniele Thomaz da Costa, Mariana Dambroz Gollo e Raul Felix Júnior

Por e-mail

Caros leitores, Convidamos vocês a utilizar o sistema de buscas do site da Empreendedor (www.empreendedor.com.br). Lá, é possível ter acesso ao conteúdo publicado não apenas na revista Empreendedor mas também no Guia Oficial de Franquias, onde certamente vocês encontrarão reportagens sobre o perfil dos franqueados.

Leio a Empreendedor desde 1999, quando comprei uma edição da revista. De lá para cá, entrei em um PDV (Programa de Demissão Voluntária) e montei meu próprio negócio. Enfrento muitas dificuldades, como todo pequeno empresário brasileiro deve enfrentar, e por isso estou escrevendo para sugerir que vocês publiquem reportagens ou criem um espaço específico para as pequenas empresas do Brasil. Será de utilidade para todos nós. Norberto R. Almeida

Por e-mail

Norberto, Coincidentemente, a partir desta edição, a Empreendedor passa a contar com uma seção exclusiva dedicada às micro e pequenas empresas. Todos os meses, Pequenas Notáveis vai publicar informações sobre ações que visem, sobretudo, a facilitar a vida das MPEs, seja com a redução de carga fiscal e tributária, seja com o aumento na oferta de crédito. Já na edição de estréia, Pequenas Notáveis destaca os benefícios que a Lei Geral das MPEs, em trâmite no Congresso Nacional, trarão para os micro e pequenos empreendedores. Leia com atenção e continue enviando suas sugestões.

Franquia de beleza Gostaria de saber se existe no mercado alguma franquia no ramo de beleza, mais especificamente no que diz respeito à beleza facial e corporal para homens e mulheres. Claiton Alves de Oliveira

Por e-mail

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Claiton, Sugerimos que você acesse a versão online do Guia Oficial de Franquias (disponível no site www.empreendedor.com.br). Se preferir, aguarde para maio o lançamento da edição 2004 do Guia Oficial de Franquias, publicação da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da Editora Empreendedor. Empreendedor – Abril


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Entrevista

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Entrevista

O jeito correto de demitir DIVULGAÇÃO

O consultor Gilberto Guimarães defende uma atitude responsável das empresas no momento em que a demissão de funcionários é inevitável por

Alexsandro Vanin

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Despedir um grupo de funcionários, ou apenas um profissional, por causa de alguma questão estratégica é um processo delicado. Além de se tornar uma vilã perante a sociedade, por deixar um ex-empregado sem perspectivas na rua e engrossar as taxas do desemprego estrutural brasileiro, a empresa corre o risco de abalar a motivação da equipe que continua trabalhando e ainda sofrer uma enxurrada de demandas judiciais. Mas como evitar todos esses problemas quando a dispensa de profissionais é essencial para a continuidade dos negócios? É possível ser socialmente responsável num momento desses? É o que responde o diretor da BPI no Brasil, Gilberto Guimarães, na entrevista a seguir. É a atitude que multinacionais, grandes empresas privatizadas e grandes estatais brasileiras que carregam uma cultura de responsabilidade social têm tomado nos últimos anos. Trata-se da demissão responsável: além dos recursos indenizatórios, a empresa fornece apoio à recolocação do profissional no mercado (outplacement), auxiliando-o a encontrar uma nova fonte


Entrevista de renda. Em média, programas assim têm atingido índices de recolocação de 85% em menos de quatro meses e algumas vezes geram novos empregos. A empresa só tem a ganhar com um processo de demissão responsável: quando não melhora, preserva a sua imagem, apresentando-se como socialmente adequada ao mercado. Com o outplacement evita-se o aumento do número de desempregados em condições sociais preocupantes para os governos. “É um nítido processo de ganha-ganha”, conclui o executivo da BPI, multinacional francesa da área de recursos humanos e outplacement. Guimarães atua também como professor e consultor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da GV Consult e do Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort) desde 1995. Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com MBA pela FGV e cursos de especialização na Alemanha, ele já foi executivo dos grupos Saint Gobain e Paramount-Lansul, onde acumulou experiência em processos de desenvolvimento e reestruturação, planejamento estratégico e gestão empresarial.

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Empreendedor – Quando uma demissão passa a ser um processo responsável? Os programas de demissão incentivada (PDI) são um exemplo?

Gilberto Guimarães – É quando a empresa que está demitindo por razões econômicas um grupo grande de profissionais, ou mesmo um só, apóia esses profissionais na busca de um novo desafio, um novo trabalho, uma nova renda. O PDI abrange apenas o lado financeiro. O conceito de demissão responsável envolve normalmente o PDI mais essa responsabilidade social. Há o conceito indenizatório, mas há também essa recolocação. Porque senão as pesAbril – Empreendedor

soas desperdiçam o dinheiro recebido com projetos inadequados e acabam enlouquecendo, ficando sem nada. É bom que o profissional seja apoiado para que evite erros e bobagens. Na verdade, na Europa isso é uma lei; as empresas têm obrigação legal de fazer isso. Se ela demite mais de dez funcionários num período curto, de 90 dias, ela precisa montar um plano social; é obrigada a ser responsável socialmente pela recolocação, por ajudar, por tentar a recolocação dos profissionais. Este é o conceito de demissão responsável. Ou seja, se ela demite por razões

“A demissão responsável ocorre quando a empresa que está demitindo por razões econômicas apóia o profissional na busca de um novo desafio, um novo trabalho, uma nova renda” econômicas – fecha uma fábrica, por exemplo –, o funcionário não tem culpa, nem mesmo a empresa. Então ela contrata uma assessoria, como a BPI, para ajudar os profissionais se recolocarem. Com exceção da Inglaterra, na Comunidade Européia isso é lei, variando apenas números, quantidades e valores, mas no Brasil as empresas têm feito isso totalmente por responsabilidade social. Empreendedor – Como são as políticas de auxílio ao demitido em outros países? O outplacement é

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uma prática comum?

Guimarães – Nos Estados Unidos há uma cultura, mas não chega a ser lei, até porque o país não enfrenta um desemprego estrutural (taxa de desemprego superior a 4,5%). Os Estados Unidos só passaram a ter índices de desemprego em torno de 5,6% a partir dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Isso é muito mais para países que apresentam esse problema de desemprego conjuntural, como o Brasil, a Argentina, a Europa inteira, etc. – quase todos os países do mundo. Empreendedor – Que modelo de outplacement é mais indicado para as empresas brasileiras?

Guimarães – É a implantação do modelo que chamamos de célula de emprego. A célula de emprego é um local físico, específico – porque nós estamos falando de pessoas operacionais –, próximo do local em que as pessoas vivem ou pretendem trabalhar. Nesse local três consultores fazem o outplacement, ou seja, procuram encontrar uma nova ocupação para essas pessoas – não é uma simples questão de ministrar cursos. Esse modelo é aplicável ao presidente de empresa e até ao operário, à recepcionista. Eu brinco dizendo que se trata de um sistema aplicável de “pê” à “pê”, do presidente ao porteiro. É claro que o presidente não trabalha na célula; ele pode se locomover. Se ele receber uma proposta para trabalho em outro estado, ele pode levar sua família sem maiores problemas. Já o porteiro tem que achar o trabalho na microrregião onde ele mora, não em outro lugar, porque ele não tem como largar a família inteira para trabalhar mesmo que seja na cidade ao lado. Veja bem, 98% das empresas no Brasil são micro e pequenas, com até 50 funcionários, e são responsáveis por mais de 70% das oportunidades de emprego e renda. Então é preciso prospectar nes-


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Entrevista sas empresas. Há diferenças, mas grosso modo é o mesmo conceito. Empreendedor – Qual é a média de recolocação de profissionais no mercado e quais são os caminhos mais procurados?

Guimarães – A BPI tem atingido índices de recolocação superiores a 85% em prazos inferiores a quatro meses, em média. Dessas pessoas, 25% a 30% optam por montar seu próprio negócio, e existe toda uma metodologia para ajudá-las no planejamento e implantação do novo negócio. Isso é fantástico, porque por nossas estatísticas quem tem montado uma nova empresa tem gerado quatro novos empregos – o seu próprio e mais três, em média. É um bom negócio para a comunidade. De 50% a 55% das pessoas encontram um novo emprego formal, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e o restante, 15% a 20%, passa a fazer um trabalho autônomo, via consultoria ou cooperativa, por exemplo. Ou são pessoas que têm com o que trabalhar, digamos assim; são pedreiros, eletricistas, que deixam de empenhar sua disponibilidade e vão trabalhar de maneira autônoma.

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Empreendedor – A prática de auxílio ao demitido vem crescendo nas empresas brasileiras? É uma tendência que se limita a grandes empresas e ex-estatais privatizadas, ou já vem se disseminando entre médias e pequenas?

Guimarães – Vem, vem crescendo bastante. Esse conceito de responsabilidade social tem sido cada vez mais comum nas multinacionais que estão no Brasil, como a Volkswagen, a Renault, a Avon, nas grandes empresas privatizadas, como a Brasil Telecom, o Serviço de Abastecimento e Esgoto de São Paulo (Sabesp), e grandes estatais, como o Banco do Brasil. Quando é uma empresa internaAbril – Empreendedor

cional, que pode ser pequena no Brasil, em geral ela aplica o conceito de demissão responsável porque já traz esse padrão cultural. Não importa o tamanho, é preciso ter uma cultura de responsabilidade social. As européias tem muito fortemente isso, e as americanas também. Não vamos esquecer que a Nike sofreu prejuízos quando o mercado criticou o uso de mão-de-obra infantil na China. A responsabilidade social hoje ajuda a vender.

“O auxílio ao demitido reduz dramaticamente as demandas judiciais, o que é importante porque o Brasil é campeão mundial de demandas judiciais, com 2,5 milhões de novos processos por ano” Empreendedor – Quais são os benefícios para a empresa que implementa o procedimento de outplacement?

Guimarães – São vários. Primeiro, mantém motivado quem fica, mantém um bom clima na empresa. Quem fica perde o medo de ser demitido, porque quem é demitido põe um dinheiro no bolso e encontra uma nova ocupação, transformando aquela indenização em poupança real. Então quem fica às vezes sente até inveja de quem é demitido. Segundo, a empresa se apresenta no mercado como uma empresa socialmente adequada, não tem problemas de greve, sabota-

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gens. E finalmente reduz dramaticamente as demandas judiciais – o Brasil é campeão mundial de demandas judiciais, 2,5 milhões de novos processos por ano. Quando o ex-empregado é apoiado e encontra um novo trabalho, por que ele iria entrar com um processo se está trabalhando, feliz da vida? São várias vantagens, inclusive para a imagem. A Brasil Telecom foi premiada, a Volkswagen usa o programa Auto Visão de maneira adequada, a Kaiser fecha uma fábrica e ganha até prêmio de responsabilidade social. O que é verdade, porque aquele profissional ficou menos de quatro meses desempregado, período em que ele tem o auxílio do seguro desemprego. É uma solução maravilhosa para o país, para a empresa e, sobretudo, para o indivíduo. Empreendedor – O custo de implantação de um processo de outplacement é muito elevado?

Guimarães – O custo, considerando o modelo brasileiro, é insignificante. Grosso modo, custa o valor de um salário médio por profissional acompanhado. Ou seja, para a empresa vai custar como se fosse uma indenização de um salário a mais. O que é nada para ela, considerando que a indenização legal já envolve cinco, seis salários. E ela ganha com a imagem, com a motivação dos funcionários, com a ausência de greves e principalmente com a ausência de demandas judiciais. A relação custo–benefício é largamente compensadora para a empresa e, claro, para as pessoas. E para o país também, porque não gera novos desempregados, pessoas em condições sociais delicadas. É um nítido processo de ganha-ganha.

Linha Direta Gilberto Guimarães (11) 3814-0860


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Macro Office Maria Helena Holderbaum

Após nove anos na gerência administrativa de uma empresa familiar da área de engenharia, Maria Helena Holderbaum, formada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), resolveu investir em seu próprio negócio. Depois de uma pesquisa de mercado, a empresária gaúcha montou, há cinco meses, em Porto Alegre, um empreendimento inovador e pouco difundido na maioria dos estados brasileiros. Trata-se da Macro Office, um centro de negócios e eventos que presta serviço de locação de escritórios temporários, os quais são preparados de acordo com as necessidades dos clientes. Segundo Maria Helena, o centro de negócios e eventos é um local próprio para realizar ações empresariais como coquetéis, reuniões de negócios e cursos de treinamento. A Macro Office também oferece infra-estrutura e su-

porte administrativo e tecnológico, como Discagem Direta Ramal (DDR), local para eventos com churrasqueira, mesas, eletrodomésticos, utensílios em geral e internet rápida, administração de agenda, atendimento telefônico personalizado, cabeamento estruturado, gravação e cópia em CDs e disquetes, caixa de correio individual e postagem de correspondência, locação de retroprojetor, televisão, videocassete, DVD, projetor de slides e computadores. Além disso, a empresa fornece serviços de identidade empresarial e profissional, que consiste na cessão de endereço à empresa-cliente. A Macro Office é filiada à Associa-

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Local para bons negócios

ção Nacional de Centros de Negócios (ANCN), o que permite um intercâmbio de experiências e clientes com todos os centros do país. Entre os clientes já atendidos estão organizações privadas de grande porte como Banco Itaú S.A. e estatais como o Banricoop (cooperativa do banco Banrisul). www.macrooffice.com.br

TL Aviação

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Qualidade em aviação executiva Empresa do grupo TL Aviação, a TL Táxi Aéreo recebeu recentemente o Certificado de Homologação de Empresas de Transporte Aéreo (Cheta) exigido pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). “O certificado garante ao usuário a certeza e comodidade de estar voando com uma empresa que obedece às normas básicas de segurança e controle de aviação”, afirma o comandante Custódio Pinto Sampaio Junior, presidente da companhia. Segundo ele, o certificado é um dos mais importantes na aviação executiva e propicia ao usuário a segurança, por exemplo, de não voar em aviões com falta Abril – Empreendedor

de manutenção dos equipamentos e com pilotos sobrecarregados pelo excesso de horas de vôo, ou mesmo não habilitados para a função. “O usuário não tem como prever uma emergência. A única segurança de que tudo vai acabar bem é estando nas mãos de uma empresa certificada”, completa. Conforme Sampaio Junior, a TL Táxi Aéreo vai investir US$ 250 mil em 2004 para melhorar ainda mais os serviços realizados, transportando passageiros para vôos nacionais e internacionais e cargas expressas com alto valor agregado. Com isso, a expectativa é de um crescimento de 20% para este ano. A sede

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Custódio Pinto Sampaio Junior operacional da empresa está localizada em hangar próprio no aeroporto de Sorocaba (SP), e a sede comercial e administrativa no aeroporto de Congonhas, na capital paulista. A companhia mantém também um escritório no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Além de táxi aéreo, o grupo TL Aviação oferece diversos serviços, como administração de aeronaves, consultoria aeronáutica, hangaragem e suporte para proprietários de aeronaves, e faz a distribuição de lubrificantes para motores aeronáuticos, fluidos, combustíveis, graxas e óleos hidráulicos. www.tlaviacao.com.br


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Benner Sistemas Severino Benner

A Benner Sistemas, desenvolvedora nacional de softwares de gestão empresarial, com sede em Blumenau (SC), vem registrando crescimento acentuado nos últimos anos no acirrado mercado de softwares para o Enterprise Resource Planning (ERP), no qual atuam grandes companhias multinacionais. Severino Benner, principal executivo da empresa, conta que este ano a empresa deve investir R$ 2 milhões no desenvolvimento de tecnologia, mesma quantia investida no último ano. Em 2004, a desenvolvedora pretende fortalecer a sua atuação e participação do mercado nacional de ERPs, através do credenciamento de novos parceiros e franquias. A meta da Benner para 2004 é triplicar as vendas através nos canais que hoje representam 10% das vendas da empresa. Na avaliação de Severino Benner, o

mercado nacional de software de gestão atingiu a sua maturidade, na qual os clientes estão mais seguros em buscar no mercado um ERP. “As empresas não querem trabalhar com fornecedores que não conseguem competir e, certamente, não possam sobreviverão no mercado. O cliente hoje não compra mais marketing e sim procura ferramentas que realmente irão resolver seu problema.” Entre as soluções para a gestão dos negócios que a software house oferece, estão o Benner Saúde, o Benner Turismo e o Benner ERP. Segundo ele, mesmo com um ano difícil para o mercado de TI como foi 2003, a software house aumentou em 26% o faturamento em relação a 2002, atingindo R$ 22 milhões, e ampliou em 31% sua carteira de novos clientes em

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Salto triplo nas vendas

vários segmentos de mercado. “Nosso objetivo é aumentar a nossa carteira de clientes a partir do fornecimento de sistemas que realmente possam ajudar os executivos a gerenciar, controlar e definir os seus negócios”, afirma Benner. www.benner.com.br

Restaurante Fellini Nelson do Fellini

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Parceria saudável Iguarias refinadas a um bom preço e atendimento de classe por uma equipe motivada, em um ambiente acolhedor, constituem o cardápio do restaurante Fellini, na zona sul carioca. Essa é a receita do proprietário, Nelson Laskowsky, 47 anos, um aficcionado pela fidelização dos clientes que passa o tempo entre feiras de alimentação internacionais e leituras sobre administração e negócios para inovar na gestão do estabelecimento. “Fazer comida linda é fácil; o difícil é ter lucro”, afirma Nelson do Fellini, como é mais conhecido. Uma das estratégias traçadas por Nelson foi dividir, há pouco mais de três anos, a gestão do Fellini com Abril – Empreendedor

seus 60 funcionários. Um comitê discute periodicamente tudo o que acontece no restaurante e busca soluções para problemas e formas de melhorar o que já está dando certo. A motivação do grupo é simples: quanto melhor o desempenho do estabelecimento, maior será a distribuição dos ganhos entre os empregados, que ainda contam com assistência médica e acesso a empréstimos e remédios para a família. “Com a equipe motivada fica mais fácil manter uma das características mais marcantes do Fellini: a obsessão pelo bom atendimento”, diz Nelson. A gastronomia de qualidade e o preço acessível completam a receita de

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sucesso do restaurante. No Fellini é possível saborear lagosta e caviar num bufê que custa R$ 29,50 e R$ 32,50 o quilo, no almoço e no jantar, respectivamente. O cardápio ainda inclui itens da culinária japonesa, massas e opções diversas de saladas e sobremesas. O dia-a-dia do estabelecimento é tocado por um gerente, pela mãe e pela esposa de Nelson. Ele dedica a maior parte de seu tempo buscando boas idéias. “Sou um felizardo, afinal de contas tenho tempo para pensar.” Tem sido assim praticamente nos últimos 11 anos, desde que ele fechou uma pizzaria em Madureira, subúrbio do Rio, e comprou um sobradinho no Leblon, onde montou o Fellini. (21) 2511-3600


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Empreendedor – Abril


Academias Racer Cristina Bartczak e Gilberto Zacouteguy

Apostando no aquecido mercado de academias, o casal Cristina Bartczak e Gilberto Zacouteguy, que estão à frente da Racer Academia e são pioneiros do ramo no estado catarinense, afirmam que a meta é crescer cerca de 15% no primeiro semestre de 2004. “Nesse ramo não fazemos projeções anuais porque temos variações significativas ao longo dos 12 meses na academia”, completa Zacouteguy. Atuando no segmento há 18 anos, a academia congrega cerca de 3 mil alunos em suas quatro unidades – duas próprias e duas franqueadas. Segundo Zacouteguy, na época em que a Racer foi fundada não existia uma academia que reunisse homens e mulheres, oferecendo ginástica e musculação. Em 1991 o espaço físico da então Marathon não comportava mais o número crescente de alunos e o casal construiu um prédio com 4 mil m2 para abrigar a nova academia, a Racer. Em 1999, a academia ganhou nova ampliação, com a construção de mais 2 mil m2.

Em 2002, o casal começou a expansão através do sistema de franquias e abriu a primeira unidade franqueada. A meta era abrir uma franquia a cada dois anos, mas o sucesso da primeira experiência logo fez surgir a segunda franquia em Florianópolis. De acordo com Zacouteguy, a terceira unidade deverá ser aberta ainda este ano, em local a ser definido. Atualmente, a preocupação dos brasileiros em manter a boa forma tem alavancado a indústria do fitness. No total, são cerca de 3,5 milhões de pessoas fazendo algum tipo de exercício físico em academias no Brasil. Além dos

DIVULGAÇÃO

Fôlego para crescer

empregos diretos para professores de educação física, administradores, entre outros, há os indiretos, que vão desde a limpeza do estabelecimento e vendas de roupas para a prática de exercícios até a fabricação de equipamentos de musculação. (48) 233-2946

Cooperativa de Trabalho Diferenciada José Francisco da Silva

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Diferencial até no nome A Cooperativa de Trabalho Diferenciada (Cotradasp), que atua nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e no Distrito Federal, inicia suas atividade nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba e, em breve, deve expandir a atuação para o Nordeste brasileiro. Em 2003, a cooperativa teve um crescimento de 100% em número de cooperados. Para José Francisco da Silva, diretor-presidente da cooperativa, esse crescimento está associado a qualidade, seriedade e transparência nos serviços prestados. Outra novidade no setor cooperativista é a Abril – Empreendedor

apresentação de relatórios de gestão departamentalizados, que visam à total transparência das ações desenvolvidas na Cotradasp. Fundada em 1995 por ex-funcionários da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp) e da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), para possibilitar a contratação de prestação de serviços amparada por lei, a Cotradasp tem como meta a defesa do maior número de postos de trabalho e a qualidade nos serviços prestados. Além disso, promove, através de cursos e trei-

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namentos, o desenvolvimento social, profissional e pessoal de seus sócioscooperados. Atualmente a cooperativa tem cerca de 2,1 mil cooperados e um cadastro com aproximadamente 6 mil profissionais, possui sede própria e um patrimônio líquido de cerca de R$ 17 milhões. Entre os clientes da cooperativa está o Ministério da Saúde, para o qual os cooperados trabalham no serviço Disque Saúde, e a Transpev, que opera na área de transporte de valores e digitação para sistemas de compensação de cheques bancários. www.cotradasp.com.br


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Empreendedor – Abril


Jovem S.A. por Alexsandro Vanin vanin@empreendedor.com.br

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O som que vem da internet Vender música pela internet. Coisa de maluco, quase todos pensariam poucos anos atrás. Mas não foi o que Steve Jobs, presidente-executivo da Apple, pensou quando criou o iTunes, que desde abril de 2003 já comercializou mais de 50 milhões de músicas pela Web, a US$ 0,99 cada. Nem o brasileiro Rodin Spielmann, de 32 anos, diretor da iMusica, que há três anos embarcou nesse projeto pioneiro lançado em abril de 2000 pela incubadora IdeiasNet. A iMusica nasceu em meio à bolha da internet, quando todo mundo só falava nisso e sobravam investidores. Pouco tempo depois a bolha murchou e a grande maioria das empresas não sobreviveu. “Eram empresas que não tinham modelo sustentável, não tinham fonte de receita verdadeira, e tiveram que ser encerradas, pois os investidores não iriam ficar colocando recursos ad eternum”, diz Spielmann. Inicialmente planejada para ser B2C, como o Napster ou o iTunes, o que exigiria um grande investimento em marketing, a iMusica teve o perfil alterado para B2B. A empresa adotou um sistema de gerenciamento e distribuição de mídia digital e conquistou acordos com várias gravadoras e sites de lojas virtuais. “Conseguimos migrar de concorrente para parceiro”, afirma Spielmann. Os selos oferecidos já passam de 70, sendo que a empresa é responsável pelo gerenciamento do acervo digital de majors estrangeiras, como EMI (conteúdo nacional e internacional) e BMG (apenas nacional), e brasileiras: Trama, Indie, Som Livre, DeckDisc e Biscoito Fino. Atualmente, 100% dos sites que vendem música legalizada no Brasil, e com controle, são parceiros da iMusica. Entre eles estão MSN, Americanas.com, Saraiva.com, Vírgula, BRTurbo, Velox, Somlivre.com e IG. Abril – Empreendedor

DIVULGAÇÃO

“Quem compra música em um desses sites, faz um download ‘powered by iMusica’. Tem a cara dos sites mas a tecnologia é nossa”, explica Spielmann. É justamente a tecnologia que faz a diferença para a empresa. O sistema oferecido pela iMusica, que utiliza uma tecnologia desenvolvida pela Microsoft – Digital Rigths Management (DRM) –, evita a pirataria, protegendo os direitos autorais da obra e eliminando prejuízos para músicos, cantores, gravadoras e comerciantes. Um usuário pode até fazer o download, mas para escutar a música ele vai precisar comprá-la, pois o arquivo é criptografado, sendo que a cada download é gerado um novo código. A iMusica ainda oferece download gratuito, para disseminar o serviço e as pessoas terem uma noção da tecnologia, mas o usuário não pode gravar em um CD, não pode transformar em arquivo mp3. Para isso ele precisa pagar. A iMusica, que já opera há quase quatro anos, registrou crescimento de 413% nas vendas de músicas pela internet no primeiro bimestre de 2004, em relação ao mesmo período do ano

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passado. Nos dois primeiros meses de 2003, a variação em relação ao primeiro bimestre de 2002 foi de 454%. Em números absolutos, são 10 mil a 15 mil downloads por mês. “É um valor baixo, fora do nível internacional, mas não dá para comparar porque lá eles têm o conteúdo completo e atualizado, além de o mercado ser muito maior”, avalia Spielmann. Mas, segundo ele, a cada inserção de novos conteúdos, como aconteceu no final de 2003, com o oferecimento de obras internacionais, ocorre um salto no volume de vendas. E vale lembrar que esse crescimento contraria as sempre baixas expectativas do mercado fonográfico tradicional. No momento, a iMusica está implantando uma nova estrutura comercial para a venda de serviços na área de marketing promocional. Um exemplo é o CD personalizado: em vez de uma empresa enviar um CD com 14 músicas já gravadas para seus clientes, ela poderá mandar um link para que eles possam escolher de uma lista quais 14 músicas eles querem no CD, a capa preferida e o local de entrega. Segundo Spielmann, esse é um passo intermediário, pois hoje temos muito CD físico, mas no futuro seria apenas transmissão da mídia digital. “No início, quando ainda nem existia o Kazaa, todo mundo falava que a gente era maluco, que esse modelo de música paga pela internet nunca iria vingar. Mas música boa, conteúdo bom, com preço bom, significa venda maravilhosa”, conclui Spielmann, que também é diretor financeiro e de relações com investidores da IdeiasNet, sócia-majoritária da iMusica. (21) 3206-9214


Trajetória marcante Sheila Farah e Ronald Marin, de 34 e 35 anos, respectivamente, fizeram o que todo manual de marketing prega: encontrar um nicho de mercado não explorado e desbravá-lo. Há sete anos, a dupla criou a Neat Construção de Marcas, que hoje apresenta um portfólio com dezenas de clientes de prestígio e ainda oferece mais de uma centena de marcas, prontas para serem colocadas no mercado. Depois de uma temporada no exterior, Sheila, que tem formação em artes pela New York University e experiência com fotografia, design gráfico e arte multimídia, voltou ao Brasil e empregouse como gerente de marketing na área de criação de marcas. Marin, que cursou cinema, economia e comércio exterior, nessa época estagiava em uma agência de publicidade, na área de planejamento estratégico. Ela, que trabalhava na concepção dos planos de marketing, não encontrava uma empresa que pudesse implementar todos esses planos, e precisava contratar diversas empresas, uma para cada ação, o que acabava trazendo dificuldades para manter a linha de uma campanha. Ele, que cuidava da implementação de uma dessas ações, ficava atordoado com o sistema, que ele percebia não ser muitas vezes a melhor saída. Foi num encontro como cliente e prestador de serviços que os dois co-

meçaram a desabafar e perceberam que havia uma lacuna no mercado: até então, no começo de 1997, não existia nenhuma empresa que fizesse todo o serviço de construção de marcas, desde a criação até a realização, tendo como foco agregar valor e alavancar vendas. “Isso permite uma maximização da verba disponível para marketing, tornando a operação mais rentável para o cliente”, afirma Sheila. Os primeiros quatro anos de empresa foram dedicados à aquisição de know-how e formação do portfólio em diversos setores e segmentos, abrangendo todas as etapas de construção de marcas, como escolha e registro do nome, valores agregados ao nome, design de embalagens, identidade visual, web, promoção e eventos, propaganda, mídia e planejamento estratégico. Entre os clientes já atendidos, figuram Calvin Klein, Jean Paul Gaultier, Mont Blanc, Bad Boy Power Drink, Bacardi Limón, Tequila Sauza, Europa Filmes, Paramount Pictures, Jack Daniel’s, Ballantines, Banco Real, Credicard e Japan Air Lines. Nos três anos seguintes foi intensificada a criação de marcas para brasileiros, culminando com a criação do

Banco das Marcas, que atualmente conta com mais de uma centena de opções para diversos segmentos. “Procuramos dar uma força, apoiar o mercado brasileiro, ao trazer uma solução rápida para o empreendedor que quer abrir ou diversificar seu negócio”, diz Sheila. Segundo ela, o Banco de Marcas é acessível tanto para pequenas quanto para grandes empresas. O cliente pode comprar o pacote inteiro ou apenas parte dele, e ir desenvolvendo o processo aos poucos. “Trata-se de um impulso para o empreendedor, mas ele deve estar ciente de que o processo de construção da marca não acaba nunca. Esse processo existe enquanto a marca existir”, enfatiza Sheila. (11) 3088-7308 e farah@neat.com.br

Sebrae abre inscrições para desafio ty, fabricante de material esportivo. As tarefas incluem desde a compra de mercadorias e controle de estoque até a escolha dos melhores investimentos em marketing e pesquisa, e cada tomada de decisão vale pontos para a disputa. A fase classificatória começa em agosto, e de cada estado sairá uma equipe campeã, cujos participantes ganharão troféus e cursos do Sebrae. A semifinal ocorre em novembro, em Maceió, e cada um dos integrantes das oito equipes finalistas receberá um computador. A final

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será em dezembro, em Brasília, e os vencedores ganharão uma viagem internacional para conhecer um centro de tecnologia de ponta. A equipe campeã vai disputar a final Mercosul do Desafio, em março de 2005. Neste ano, pela primeira vez, participam estudantes da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. A expectativa é contar com 64 mil estudantes, apenas do Brasil. No ano passado, 54,8 mil estudantes de 2 mil universidades participaram do Desafio Sebrae. Empreendedor – Abril

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O Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) recebe inscrições para o Desafio Sebrae 2004 até o dia 11 de junho. Universitários de qualquer curso e de qualquer idade podem se inscrever pelo site www.desafio.sebrae.com.br, onde também está disponível o regulamento. A taxa de inscrição é de R$ 25 por equipe, composta por três a cinco participantes. No jogo virtual de negócios deste ano, os competidores vão gerenciar uma empresa de bolas de vôlei, baseada na Penal-


Pequenas Notáveis por Alexandre Gonçalves alexandre@empreendedor.com.br

LONGA VIDA

Um novo ambiente para as micro e pequenas empresas das as condições para, efetivamente, se gerar ocupação e renda. Haverá tratamento favorecido e diferenciado para quem precisa dele e haverá tratamento desigual para desiguais”, avalia Gianni. Na avaliação do executivo do Sebrae, algumas “peças” nesse tabuleiro ainda deverão ser movimentadas para que o surgimento, o crescimento e a continuidade das MPEs sejam facilitados. “Ficarão faltando, tão-somente, adaptações

2004

DIVULGAÇÃO

Se a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas for aprovada no Congresso Nacional sem grandes cortes o Brasil terá criado o tão perseguido ambiente favorável aos negócios de pequeno porte. A afirmação do diretor-superintendente do Sebrae, Silvano Gianni, mostra bem a importância da chamada Lei das MPEs e a perspectiva que se tem com a sua entrada em vigor. “Estará instalada uma política pública consistente e eficaz para a pequena empresa e estarão da-

GIANNI: LEI GARANTE POLÍTICA CONSISTENTE E EFICAZ PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Abril – Empreendedor

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na legislação trabalhista, que foi deliberadamente deixada de fora do projeto da Lei Geral porque as alterações na CLT estão sendo discutidas amplamente no Fórum Nacional do Trabalho”. O Sebrae, segundo Gianni, considera que todas as propostas contidas no projeto são importantes para fortalecer as empresas de menor tamanho. Mas pelo caráter inovador e altamente desburocratizante, Gianni destaca dois dispositivos da Lei. “Um deles é o cadastro único. Poderemos ter o registro da empresa num só cadastro nacional e com um único número em todos os órgãos da administração pública federal, estadual e municipal. O outro é a arrecadação unificada de tributos federais, estaduais e municipais numa única exigência englobando todos os tributos aplicáveis à empresa de pequeno porte”, explica. A previsão para a aprovação e a conseqüente entrada em vigor da Lei da MPEs depende do ritmo dos trabalhos do Congresso. “Queremos, claro, uma tramitação rápida. Como se trata de tema crucial para o desenvolvimento com inclusão social, acreditamos na sensibilidade dos parlamentares em votar com celeridade o projeto de lei complementar”, diz Gianni. “É um projeto ousado? Sim, certamente, mas sem coragem e criatividade não iremos melhorar o Brasil”, conclui.


O espaço da micro e pequena empresa

TOME NOTA O que é

TOPO DA LISTA

A Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte está prevista na emenda constitucional da reforma tributária promulgada pelo Congresso Nacional. A Lei Geral, ora em discussão no Congresso, deverá estabelecer diretrizes a respeito da legislação nas esferas federal, estadual e municipal que envolva as micro e pequenas empresas nos campos trabalhista, tributário, administrativo, previdenciário e financeiro, além de questões como acesso à tecnologia e maior participação nas compras governamentais.

Segmentos dominados por MPEs geram mais empregos

Benefícios – Redução da informalidade e fortalecimento sócio-econômico. – Combate à pobreza pela geração de trabalho e emprego e melhor distribuição da renda. – Interiorização do desenvolvimento pela promoção do desenvolvimento local e dos arranjos produtivos. – Incremento da atividade produtiva nacional, com conseqüente ampliação de oportunidades e da base de arrecadação de impostos. – Simplificação, desburocratização e justiça fiscal, objetivos visados pela proposta de reforma tributária.

Sugestões

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Regional – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Fortaleza no mês passado para a assinatura do projeto Cresce Nordeste, que irá destinar recursos na ordem de R$ 3 bilhões em apoio a empreendedores que planejam investir na região (incluindo algumas cidades do norte de Minas Gerais e Espírito Santo). O objetivo do programa, que será operacionalizado pelo Banco do Nordeste, é fortalecer o mercado interno para permitir um crescimento contínuo e sustentável da região e garantir a geração de mais de 1 milhão de empregos. Atrativos – As linhas de crédito que serão oferecidas pelo Cresce Nordeste têm como principais atrativos os juros baixos (mínimo de 6% ao ano) e os prazos mais longos, com pagamento em até 12 anos, com carência máxima de quatro anos. Entre os segmentos que o Cresce Nordeste irá atender, destaque para agricultura familiar, apicultura, artesanato, bovinocultura, comércio e serviços, cultura, floricultura, fruticultura, grãos, indústria, piscicultura e turismo. Guarde esse número – No Brasil, 8,5 milhões de pessoas trabalham na produção e na venda de artesanato. Para saber mais sobre o artesanato brasileiro e como esse segmento ajuda na geração de emprego e renda, visite o site www.artesanatobrasil.sebrae.com.br, iniciativa apoiada pelo Programa Sebrae de Artesanato. Empreendedor – Abril

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Através do número 0800 78 0202, o Sebrae espera receber sugestões que possam contribuir para a redução da burocracia que hoje trava a vida das micro e pequenas empresas. Essas sugestões poderão até mesmo ser incorporadas ao projeto da Lei Geral das MPEs. Mais informações sobre a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas podem ser obtidas no site do Sebrae (www.sebrae.com.br), onde há um espaço dedicado especialmente ao assunto. O site inclui também um acompanhado sobre o trâmite do projeto no Congresso Nacional.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou estudo dos pesquisadores Sheila Najberg e Roberto de Oliveira Pereira que aponta o setor de serviços prestados à família como o de maior potencial de geração de empregos no país, com 1.080 empregos diretos e indiretos a cada R$ 10 milhões de crescimento da produção. E mais: esse segmento, que inclui escolas, laboratórios, consultórios médicos e odontológicos, clínicas, lojas, salões de beleza, restaurantes, hotéis, pousadas, cinemas, entre outros negócios, é composto em sua maioria por micro e pequenas empresas. Em segundo lugar, aparece outro segmento com forte participação de micro e pequenas empresas, o de artigos de vestuário, com mil postos de trabalho criados a cada crescimento de R$ 10 milhões na produção. Nesse setor estão as pequenas confecções, malharias, fábricas de acessórios e produções artesanais de roupas. No caso dos vestuário, o crescimento da produção gera empregos diretos no próprio setor de confecções e indiretos na indústria têxtil. Esses novos trabalhadores irão consumir outros produtos, como alimentos, serviços de lazer, educação, saúde e até roupas e acabam gerando uma demanda adicional que leva à criação de novos empregos.

Produtos orgânicos – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) irá liberar US$ 1,125 milhão para projetos de capacitação de produtos rurais no cultivo de produtos orgânicos e socialmente responsáveis. A iniciativa, firmada por meio de convênio entre o banco, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, deverá capacitar cerca de 19 mil pessoas entre agricultores e seus familiares.


Não Durma no Ponto

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O desejo que faz história Quando olhamos uma empresa, ativa e líder de mercado com seus produtos e serviços, pouco ou nada sabemos da história que a levou até esse ponto. Qual foi a origem de tudo e como foi, realmente, o começo? Como ela conseguiu chegar ao topo? Como combinou, com sucesso, ingredientes de uma receita que implica envolver tantas pessoas, entre clientes, funcionários, investidores, fornecedores, etc? Qual é o segredo do fascínio que exerce? Buscar as respostas para estas questões é um aprendizado vital para os empreendedores, sejam novos ou veteranos. Tudo começa com um desejo; do desejo à vontade; da vontade à idéia. Nesta gênese está o DNA que determina a prosperidade e a longevidade do negócio ou a sua vida curta e fracasso. É porque existem categorias diferentes de desejos: (1) da sobrevivência e busca de meio de vida; (2) de prosperar e constituir riqueza; (3) de fazer alguma diferença; (4) de contar uma história que dê sentimento de orgulho; (5) de resolver um problema e oferecer uma contribuição importante para a sociedade. A qualidade do desejo molda a forma de a empresa atuar no mercado. A começar pela vontade e disposição de trabalhar arduamente para dar vida à idéia. Quem pensa em sobrevivência empreende com modelo mental de subalterno e o máximo que consegue é ser empregado de si próprio. O pensamento está na escassez: pessoas são custos e devem ser evitadas ou eliminadas. Quem pensa em prosperidade empreende com a idéia de abundância Abril – Empreendedor

e de que o sol nasceu para todos. Pessoas são formadoras de riqueza, principalmente quando motivadas e comprometidas. A qualidade do desejo determina também a intensidade da paixão. E a paixão é a alavanca que move o empreendimento. Ele será bem-sucedido

“A qualidade do desejo molda a forma de a empresa atuar no mercado. A começar pela vontade e disposição de trabalhar arduamente para dar vida à idéia” na relação direta da paixão que o movimenta. Um entusiasmo morno criará empreendimentos mornos. Somente a paixão é capaz de fazer com que nos alonguemos nas horas de trabalho, muitas vezes com prejuízos à vida social, ao lazer, às férias. Muitos acabam pagando um alto preço pessoal por sua devoção ao negócio. A maior parte deles, no entanto, não saberia fazer diferente. Um empreendimento, principalmente na sua origem, necessita de concentração absoluta de energia. A paixão cobre a conta do sacrifício quando o desejo é algo maior do que

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apenas sobreviver. A qualidade do desejo determina, também, a relação com o risco, que é parte integrante dos negócios. Um não existe sem o outro. Boas idéias foram engavetadas pelo medo do risco. Sem dúvida, a coragem é uma das principais características dos empreendedores bem-sucedidos. Isso explica por que tantos deles, armados com títulos e formação acadêmica como os MBAs, muitas vezes não logram o sucesso obtido por outros que enfrentam seus desafios munidos apenas de dedicação e energia. Esta diferença, marcante e visível em inúmeros casos, é a prova de que a qualidade do desejo é determinante. Até aqui nos fixamos nas origens. O primeiro estágio de um negócio é transformar a idéia em empreendimento. O segundo é fazer com que o empreendimento seja uma empresa bem-sucedida. Surgem, então, novos desafios, como o de desenvolver a liderança. Boa parte dos empreendedores é competente nos quesitos descobrir e desenvolver negócios, mas não se dá bem na gestão de recursos e pessoas. E aí, mais uma vez, a qualidade do desejo que deu origem ao empreendimento determina o seu futuro. Se o desejo é sobreviver, o modelo principal de liderança é do tipo burocrático. As atenções estão mais nos controles internos do que nas demandas dos clientes. Entre a ordem do chefe e a satisfação do cliente, os funcionários optam pela primeira alternativa. O empreendedor, também líder, se ressente do baixo grau de iniciativa e engajamento de suas equipes, sem identi-


por Roberto Adami Tranjan Educador da Cempre Conhecimento & Educação Empresarial

ficar nem compreender que a origem de tudo está na essência do seu desejo. O modelo centralizador de liderança, resultante dessa perspectiva, porém, gera burocracia desnecessária que define e impõe normas sobre a inteligência das pessoas. Se o desejo está na prosperidade, menos mal. Ainda assim, há de se prevenir contra algumas armadilhas. A maior delas está a de se cercar de pessoas movidas apenas pela vontade de agradar ou com medo de desagradar. O ego inflado do empreendedor acolhe de bom grado os afagos, da mesma forma que rejeita oposições às suas idéias. Graças à sua atitude, o máximo que consegue é uma equipe constituída por pessoas obedientes, com pouca iniciativa e criatividade, não porque, necessariamente, lhes faltem esses atri-

butos. Mesmo que os tenham não podem usar, na certeza de que é mais seguro centrar-se na adulação como forma de manter seus empregos. Quando o desejo está em fazer alguma diferença, contar uma história e oferecer uma real contribuição à coletividade onde se insere, o ego fica em segundo plano. Todas as atenções estão voltadas para um propósito maior. É quando o empreendedor se coloca a serviço de uma grande causa da qual é mero instrumento. Dedicado a esse modelo mental, o empreendedor aprende a lidar com o risco e o fracasso. Compreende ambos como parte da vida empreendedora. Aliás, o risco faz com que ele se sinta empolgado e vivo. Depois de avaliar os prós e os contras, avalia justamente a proporção do risco diante da

causa. Sabe que decisões certas vêm da experiência e a experiência inclui também decisões erradas. O dinheiro nunca é sua principal motivação. O dinheiro é o combustível do veículo, cujo propósito nada tem a ver com andar por aí, a esmo, com a garantia de um tanque sempre cheio. O que conta é o destino da viagem e, sobretudo, a própria viagem. Divertir-se enquanto realiza algo que valha a pena. E o que vale a pena, ao final de tudo, não é o lucro acumulado, mas o legado – este sim, faz história.

Linha Direta Roberto Adami Tranjan (11) 3873-1953 www.cempre.net roberto.tranjan@cempre.net


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Março – Empreendedor

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Empreendedor – Abril


Franquia

Total

Dobro de unidades A SOS Computadores, rede de treinamento em informática, formatou um planejamento de expansão para atingir um crescimento de 100% até 2007. Atualmente com 117 unidades instaladas em várias regiões do país, a rede concentrará esforços para somar aproximadamente 240 franquias daqui a quatro anos. Até dezembro de 2004, cerca de 35 novas unidades já serão inauguradas para alavancar esse processo de ampliação. Para o fortalecimento da marca, a matriz investirá, anualmente, uma média de R$ 500 mil em ações de marketing para cursos livres, colégio técnico, cursos corporativos e expansão de franquias. O investimento para abertura de uma unidade SOS Computadores varia entre R$ 70 mil e R$ 200 mil, com taxa de franquia entre R$ 7 mil e R$ 30 mil, dependendo do tamanho da unidade, e a taxa de royalties é inclusa no material didático. O faturamento médio mensal de uma unidade nova, por exemplo, é de cerca de R$ 30 mil. (11) 5017-1885

Master-franquia em sede ampla A Jani-King do Brasil, franquia de prestação de serviços de limpeza comercial, passou sua master-franquia para uma sede mais ampla, no bairro do Itaim, Zona Sul da capital paulista. A iniciativa é fruto do crescimento da rede no mercado nacional. “A nova sede está equipada com infra-estrutura necessária para oferecer comodidade aos nossos colaboradores e franqueados”, conta Tomás Crhak, master-franqueador. Com quase 300 m2, o escritório dispõe, inclusive, de um auditório para mais de 300 pessoas, que poderá ser utilizado para workshops e treinamentos. Além disso, a unidade dispõe de salas

de reunião que poderão ser locadas pelos franqueados. Formatada no modelo home based, a Jani-King não exige a instalação de um escritório por parte do franqueado. “Por isso, oferecer-lhe um espaço com esta opção pode auxiliar nos momentos de reuniões com clientes.” Com um crescimento médio anual de 25%, a Jani-King quer focar a atuação nas cidades de médio porte fora do eixo Rio–São Paulo. Com 120 franqueados brasileiros que atendem mais de mil clientes em treze estados brasileiros, a rede conta com escritórios de suporte aos franqueados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba. (11) 5501-4401

Crédito na farmácia O Farmais Card, único cartão de crédito de rede de drogarias, lançado através de uma parceria entre a Fininvest e a rede Farmais há três anos, beneficiou 110 mil usuários no ano passado proporcionando a compra a prazo e sem juros de medicamentos e produtos de perfumaria. Assim, 5% do faturamento da rede, que em 2003 foi de R$ 545 milhões, vem das compras feitas com o cartão. A rede com 600 unidades oferece o cartão para clientes com uma renda comprovada de no mínimo R$ 150, e aquele que não possui restrições de crédito pode optar por duas formas de pagamento: na data de vencimento de sua fatura ou

em até três vezes sem juros nas compras a partir de R$ 30. Só nos últimos quatro meses de 2003, a franquia recebeu mais de 30 mil propostas de adesão dos cartões Farmais Card e Farmais Card Aposentado, este último oferecendo também descontos especiais. Outro diferencial do cartão é a possibilidade de o usuário realizar saques em dinheiro nos bancos 24 horas. Nesse caso, porém, o cliente fica sujeito a uma taxa de 14% ao mês, mas mesmo assim, segundo a Diretoria da Farmais, trata-se de um mecanismo importante para emergências fora do horário bancário e principalmente para pessoas que não possuem o cartão do banco convencional. (11) 3141-9222

Cinema para a melhor idade

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A busca pelo lazer dos consumidores que estão na chamada melhor idade, com mais de 65 anos, faz com que esse público seja alvo constante de promoções. A rede Blockbuster vai além e quer fidelizar seus clientes da terceira da idade através de tratamento diferenciado em suas lojas. Desde o dia 15 de março até o dia 22 de abril, as lojas estão oferecendo dois benefícios aos funcionários públicos do Banco do Brasil que tiverem o fundo de pensão

Previ, um cupom “alugue 2, pague 1”, e quem tiver mais de 65 anos ganha um vale-locação. A ação atingirá cerca de 145 mil

participantes. A Blockbuster também oferece a todos os clientes acima de 65 anos que alugarem dois filmes uma locação de catálogo, uma boa oportunidade de rever os grandes clássicos do cinema. “Esses clientes têm maior disponibilidade de tempo para usufruir as nossas opções de entretenimento doméstico”, afirma Marcos Vignal, diretor-executivo de Mercados da Blockbuster. (11) 3147-7900

DIVULGAÇÃO

Edição: Alexandre Gonçalves • Reportagem e Redação: Sara Caprario E-mail: franquiatotal@empreendedor.com.br

Abril – Empreendedor

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DIVULGAÇÃO

Dentro de outra loja A rede de casas de chá e café Rei do Mate implantou sua primeira unidade na modalidade store in store, com a abertura de uma unidade dentro da loja de material de construção Dicico, em São Paulo. O espaço conta com 30 m2 de área útil, e o investimento inicial foi na ordem de R$ 90 mil. A rede estima que o tempo de retorno seja de aproximadamente 30 meses. Com outras 143 unidades, a rede tem crescido em média 20% ao ano. “Para manter este patamar temos que criar constantemente ações de permeabilidade no mercado, somando aos moldes tradicionais de crescimento trajetórias diferenciadas de aproximação com os já conquistados e os potencias clientes”, afirma Antônio Carlos Nasraui, diretor comercial da rede Rei do Mate. (11) 3081-9335

Coffee shop para todo o país Presente no país desde 1983 e atuando no sistema de franchising a partir de 1991, a Dunkin’ Donuts, maior rede de coffee shop do mundo, tem como meta para o mercado brasileiro a abertura de 24 novos pontos este ano. Atualmente a empresa conta com 250 unidades e planeja um crescimento de 50% até dezembro. A marca americana tem apresentado desempenho ascendente desde 2002, quando foi registrado um crescimento de 10% do faturamento em relação aos números apurados no ano anterior. A mesma onda positiva se repe-

tiu em 2003, de forma ainda mais significativa: o percentual de crescimento atingiu a casa dos 20%. Os valores de investimento para abertura de uma franquia variam de R$ 60 mil a R$ 200 mil, mais a taxa de franquia correspondente ao tipo de operação. O retorno obtido é em média de 36 meses, com faturamento de R$ 18 mil a 25 mil para quiosques e de R$ 60 mil a 80 mil para o formato coffee shop. A Dunkin’ Donuts tem uma linha de produtos que vai dos tradicionais donuts aos croissants, folhados e ciabatas. (11) 5641-4633

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Franquia

[NOVAS REDES]

Total

Serviços para condomínios e empresas Voltada para a terceirização de serviços em condomínios e empresas, dentro do conceito de gerenciamento de instalações, a Zelo Franchising, iniciativa do empresário Renato Ticoulat Neto, apresenta um formato diferenciado de gestão, resultado de seus mais de 15 anos de estudos e vivência nacional e internacional neste mercado. A franquia está sendo lançada oficialmente neste mês de abril e já começa a receber os cadastros dos primeiros interessados. A assinatura dos contratos do primeiro grupo de franqueados Zelo está prevista para junho, na abertura da feira ABF Franchising Expo. O foco da atividade da nova franquia é a implantação e gerenciamento de atividades de manutenção predial como portaria, vigilância, manutenção hidráulica e elétrica, jardinagem, controle

de pragas e conveniência pelo sistema pay per use, como por exemplo serviços de mensageiro, baby sitter, secretária, entre outros. A Zelo já conta com 12 unidades próprias em operação, com faturamento de R$ 15 mil a R$ 25 mil mensais, que serão repassadas aos primeiros quatro franqueados. As taxas de royalties serão em torno de 5%, podendo ser reduzidas até 3%, em função do aumento do faturamento do franqueado. O valor da licença de uso da marca será R$ 20 mil. Ex-presidente da ABF e por 11 anos master-franqueado de uma grande rede do mesmo ramo, Renato Ticoulat Neto estará admitindo também empresas pelo sistema de franquia de conversão. (11) 3815-5237 www.zelo.srv.br

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DIVULGAÇÃO

Opção na área da saúde

Tamanhos extras

A Simetria, clínica de ortodontia do Rio de Janeiro, está completando dez anos e lançando seu sistema de franquias formatado pela consultoria Francap. A primeira unidade já está em funcionamento em Nova Iguaçu (RJ). Os dentistas Luiz Otávio Temido e Ronaldo Almeida, sócios da empresa, explicam que, para a instalação de uma clínica, a Simetria licencia o franqueado, jurídica e financeiramente, além de conceder o direito de uso de todo o know-how e a tecnologia adquiridos. O formato das franquias vai variar de acordo com o potencial de cada região e o tamanho das clínicas, que ocupam áreas entre 50 m2 e 150 m2. O investimento inicial pode ir de R$ 50 mil a R$ 175 mil, segundo o formato escolhido. Além disso, o franqueado deverá possuir capital de giro entre R$ 15 mil e R$ 30 mil. A taxa mensal de franquia (royalties) será equivalente a 6% sobre o faturamento bruto da unidade, que remunera o franqueador pelo uso da sua marca, bem como de todos os serviços de acompanhamento prestados no dia-a-dia da operação franqueada. O prazo de retorno para o investimento é a partir de 18 meses. (11) 3079-5080

A Andre Apasse, grife de moda feminina de alto padrão para manequins acima do 44, está entrando para o sistema de franchising depois de dez anos de experiência. Com investimento em torno de R$ 350 mil, a marca tem como objetivo chegar a 20 lojas em todo o território nacional nos próximos dez anos. Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Curitiba e Campinas estão entre as praças escolhidas para o início do projeto, formatado pela consultora Celina Kochen. O primeiro passo dessa trajetória foi o desenvolvimento de um produto absolutamente exclusivo. Em seguida, a marca investiu pesado em marketing de relacionamento e técnicas de venda. Não bastasse isso, a franquia já começa com uma aposta alta na imagem através de catálogos de categoria internacional, assessoria de comunicação e planejamento estratégico. Isso favorece o futuro franqueado da marca, que terá exclusividade de venda na praça onde atuar e receberá toda a assessoria para escolha do ponto, compra e controle do estoque, treinamento de funcionários, marketing e estratégias de inauguração e lançamento. Atualmente, a loja piloto da rede está localizada na rua Haddock Lobo, ponto mais sofisticado da capital paulista. (11) 3083-3885

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Franquia

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Apoio tecnológico

valorizado Planejamento e gerenciamento de viagens é um dos diferenciais da Flytour, uma rede de franquias que se consolidou no mercado sempre de olho no lema “viajar com segurança”. Neste ano a empresa completa 30 anos de atuação, com a expectativa de crescimento em torno de 15% no volume de negócios. Gilmar Cordeiro, diretor de Franquias da Flytour, conta que o turismo de negócios é o que mais movimenta a rede de 135 pontos, sendo 36 franqueadas. Por isso a palavra-chave tem sido tecnologia, ou seja, com a utilização de ferramentas de controle é possível oferecer aos clientes um serviço que proporcione economia e total transparência. “A empresa que opta em terceirizar a gestão dos itens que compõem as vi-

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FOTOS DIVULGAÇÃO

Ao completar 30 anos de mercado, a Flytour firma-se como uma das principais redes de franquias do Brasil e fortalece cada vez mais o uso da tecnologia como um importante diferencial competitivo

EM REDE: TECNOLOGIA FACILITA A COMUNICAÇÃO E AGILIZA O TRABALHO DA REDE E DE SEUS FRANQUEADOS

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agens empresariais acaba encontrando na Flytour um parceiro para agilizar essa área de maneira profissional e com otimização dos recursos”, reitera Cordeiro. A rede de franquias mantém o mesmo padrão de atendimento em todas as unidades, conseguindo oferecer benefícios às empresas independentemente do porte de cada uma. Os profissionais que atuam nas unidades são qualificados para analisar o perfil de cada cliente e desenhar um programa de viagens personalizado. A rede de franquias utiliza esses diferenciais em suas campanhas de marketing, além da própria imagem de solidez da marca, pelo fato de ter 30 anos de mercado. “O sistema de franchising, iniciado há cerca de 12 anos, permitiu a expansão de maneira tranqüila e eficaz. A interação entre os franqueados ocorre através de uma intranet com sala de conferência virtual, e isso vem dando certo”, comenta o diretor de Franquias. Neste ano a rede pretende superar as dificuldades de 2003, um ano considerado difícil, especialmente no primeiro semestre. Cordeiro destaca o plano de incentivo que diminui os valores a serem pagos de royalties à medida que as vendas forem maiores. Mesmo sem planejar o crescimento da rede pelo número de unidades, o diretor acredita que deverão ser abertos mais dez pontos-de-venda em todo o país, com foco maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre os diferenciais da rede destacam-se o sistema informatizado de re-


O que dizem os franqueados Tanto os que estão há mais tempo na rede quanto os que ainda esperam a chamada fase de maturação passar, os franqueados acreditam no negócio de viagens como um ramo altamente promissor. “As viagens corporativas ganham cada vez mais força e as ferramentas que dispomos com a Flytour nos permitem gerenciar com profissionalismo as necessidades de cada cliente”, conta Gilmar Gianni, franqueado de Caxias do Sul (RS) há 10 anos. Com a experiência de quem foi primeiro presidente do Conselho de Franqueados, Gilmar afirma que a participação de toda a rede nas decisões tem sido uma excelente forma de troca de idéias. Nas convenções anuais e nas reu-

niões regulares bimestrais, são divulgados cases de boas experiências das franquias que permitem o aprimoramento constante de toda a rede. “Também participamos, através do Conselho, das negociações junto a fornecedores e parceiros comerciais”, explica. José Manoel Pimenta de Abreu, franqueado de Londrina (PR), está há três anos na rede e considera importante o processo interativo através do funcionamento do Conselho. “Agora é que estamos ficando mais visíveis na cidade, mas como a região está se fortalecendo no segmento de turismo de negócios estamos superando as expectativas nesta fase de maturação da franquia”, revela Pimenta.

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Os interessados em ser um franqueado Flytour têm três opções de unidades: o quiosque de 6 a 8 m2, que requer um investimento inicial em torno de R$ 18 mil fora o ponto; a unidade tradicional de 60 a 100 m2, em que são necessários R$ 15 mil para taxa de franquia e R$ 60 mil para equipamentos; e a chamada unidade remota, com 20 m2, que requer um investimento inicial de R$ 33 mil fora o ponto. Em todas as modalidades o franqueado paga 0,3% do faturamento bruto para o fundo de propaganda e 1% de royalties, exceto no quiosque, em que a taxa de royalties é de 0,7% do faturamento bruto.

Ltda., situada em São Paulo. A Divisão Franchising, além de ser responsável pela expansão das unidades em todo o Brasil, assessora a rede de unidades Flytour. A partir dessa atividade de franquias, foi fundada em 1993, como plano piloto, a Mega Turismo Ltda., com o objetivo de atuar em viagens a negócios e viagens a lazer nos serviços de agenciamento de viagens. Para manter a identidade da corporação, passou a operar com o nome fantasia Flytour Mega, que no ano de 1997 formou uma parceria com a Rosenbluth International (agência de origem norte-americana), através de uma joint venture, passando a ser conhecida nos mercados nacional e internacional como Rosenbluth International Brasil, atendendo contas de clientes globais como Ericsson, Philips, HP, Oracle, Caterpillar, etc.

Linha Direta Flytour (franqueadora) (11) 4502-2500 Flytour Caxias do Sul (54) 214-1166 Flytour Londrina (43) 3321-7900 Empreendedor – Abril

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servas e da parte administrativa e gerencial, que possibilita a emissão de bilhetes aéreos 24 horas por dias, sete dias por semana. Dentro da rede há o atendimento exclusivo ao franqueado no Centro Operacional com fax-free e comunicação on-line. A empresa mantém a Academia Flytour, um centro de treinamento totalmente informatizado para atender franqueados e franqueador. Quem vai começar um negócio no ramo recebe toda a orientação da empresa, desde uma avaliação técnica do potencial de vendas do ponto selecionado, passando pelo treinamento em marketing, produtos, operações e administração da franquia, até os projetos de arquitetura envolvendo layout, instalações de mobiliário e equi- CORDEIRO: FRANCHISING PERMITIU UMA EXPANSÃO TRANQUILA E EFICAZ pamentos. A rede de franquias de agências tem sua história iniciada em 1974, de viagens de todo o Brasil. A divisão com a abertura do primeiro empreen- responsável pela distribuição possui dimento do grupo, a EDO Represen- filiais nas cidades de Porto Alegre, tações Ltda., que durante alguns anos Belo Horizonte, Governador Valadares, teve e missão de representar compa- Recife, Rio de Janeiro, Campinas Rinhias aéreas do Brasil e do exterior. beirão Preto e Bauru. Em 1992, surgiu Essa empresa foi substituída em 1979 a idéia de multiplicar o trabalho da pela Flytour Agência de Viagens e Flytour Agência de Viagens e Turismo Turismo Ltda., que hoje atua como através de uma rede de Unidades de uma das principais atividades da Cor- Negócios, fundando-se então a Flytour poração Flytour, atendendo agências Franchising Assessoria e Participações

Para quem quer abrir uma unidade


Franquia

ABF

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A Associação Brasileira de Franchising (ABF) realizou com sucesso, no dia 30 de março, o workshop “ISS – Como tratar essa cobrança”. O evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas interessadas em obter mais informações sobre essa questão polêmica. A diretora jurídica da ABF, Dra. Andréa Oricchio, e o diretor de Relações Institucionais, Dr. Luiz Henrique do Amaral, apresentaram aos associados orientações práticas da entidade em relação à cobrança do ISSQN e à Lei Complementar nº116. “A uniformização de procedimentos e a inclusão de pareceres de juristas renomados nos processos que questionam a cobrança do ISS sobre as atividades de franchising fazem com que as ações tenham mais sucesso e fortalecem decisões futuras”, afirma a Dra. Andréa. Segundo o Dr. Luiz Henrique, a ABF se mobilizou para instrumentalizar os associados a fim de evitar a tributação. Além da contratação dos pareceres do Dr. Paulo de Barros e do Dr. Aires Barreto, a entidade tomou a frente dessa questão com reuniões periódicas da

NATAN BARIL (ADVOGADO DA REDE O BOTICÁRIO)

Abril – Empreendedor

ISS FOTOS DIVULGAÇÃO

Como tratar a cobrança do

ANDRÉA ORICCHIO KIRSH (DIRETORA JURÍDICA DA ABF), LUIZ HENRIQUE DO AMARAL (DIRETOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA ABF) E GERSON KEILA (DIRETOR-PRESIDENTE DA ABF)

Comissão de Assuntos Jurídicos da ABF e com a criação do Guia de Uniformização de Procedimentos e Diretrizes Básicas sobre o Tratamento Jurídico da Lei Complementar 116/03 – ISSQN sobre operações de franchising, disponível no site da ABF desde dezembro último (www.abf.com.br/arquivos/ guiaiss.pdf). As principais recomendações feitas às redes franqueadoras foram: revisão individual dos contratos, revisão da nomenclatura das receitas de franchising, monitoramento contínuo da rede para evitar transtornos do recolhimento pelos franqueados e utilização dos pareceres nas medidas judiciais cabíveis, entre elas sete medidas individualmente sugeridas pela ABF, após rigoroso e detalhado estudo feito por advogados especialistas em direito tributário e franchising, que são membros da Comissão de Assuntos Jurídicos da ABF, coordenada pela Dra. Andréa Oricchio. Após a orientação da ABF foram apresentados cases práticos de três empresas. O primeiro case foi exibido pelo Dr. Natan Baril, advogado da rede O Boticá-

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rio, que entrou com uma ação declaratória contra o município da sede da franqueadora, mas optou por fazer depósito judicial para evitar riscos futuros. O Dr. André Blanco, que representa a rede Fran’s Café, optou pelo não-pagamento do imposto e entrou com um mandado de segurança com pedido de liminar. Já a Dra. Cândida Caffé, que representa a rede Mundo Verde, entrou na Justiça com um mandado de segurança com pedido de liminar, mas também optou por fazer o depósito judicial. A Comissão de Estudos Jurídicos e a Diretoria da entidade concluíram que a ABF, neste momento, deve aguardar a decisão de entrar com uma Ação Direta de Declaração de Inconstitucionalidade (ADIN), pois, uma vez negada pelo juiz, a ação confirma a constitucionalidade da cobrança e prejudica ações individuais das empresas franqueadoras. A recomendação é que cada rede avalie o seu caso individualmente e opte pela ação que mais se adapte ao seu negócio. O papel da ABF, cumprido durante o evento, é alertar seus associados e indicar caminhos.


FRANQUIAS EM EXPANSÃO Worktek

Negócio: Educação & Treinamento Telefone: (19) 3743-2000 franchising@worktek.com.br www.worktek.com.br

Conquiste sua independência financeira! A Worktek Formação Profissional faz parte do ProAcademix, maior grupo educacional do Brasil detentor das marcas Wizard, Alps e Proativo. Tratase de uma nova modalidade de franquias com o objetivo de preparar o jovem para o primeiro emprego ou adultos que buscam uma recolocação no mercado de trabalho. São mais de 30 cursos, entre eles, Office XP, Web Designer, Digitação, Curso Técnico Administrativo (C.T.A.), Montagem e Manutenção de Computadores, Secretariado, Operador de Telemarketing, Turismo e Hotelaria, Recepcionista e Telefonista, Marketing e Atendimento ao Nº de unidades próprias e franqueadas: 70 Cliente. Áreas de interesse:: Brasil Entre os diferenciais da Apoio: PA, PM, MP, PP, PO, OM, TR, Worktek está a qualidade do PF, FI, EI, PN, AJ, FB, FL, CP, FM material e do método de enTaxas de Franquia: entre R$10 mil e R$ 25 mil sino, além do comprometiInstalação da empresa: a partir de mento com a recolocação que R$ 30 mil vai além das salas de aula atraCapital de giro: R$ 15 mil vés do POP, Programa de Prazo de retorno: 36 meses Orientação Profissional. Contato: Artur José Hipólito

Livros CDs DVDs Papelaria Revistas Fundada em 1943 e com mais de 10 anos de know-how em sistemas de franquias, a Nobel é hoje a maior rede de livrarias do Brasil com mais de 120 franquias espalhadas pelo país. Confira algumas vantagens da franquia Nobel: consignação de grande parte do estoque inicial, com condições comerciais melhores do que as de uma livraria independente; suporte operacional e para escolha, análise e negociação do ponto comercial; abertura para a implantação de negócios complementares como café e internet; modelos de franquia de acordo com o potencial de cada região do Brasil: livraria, megastore e express (quiosques e lojas compactas); plano de expanNº de unidades próprias e franqueadas: 131 são definido para o Áreas de interesse: Brasil mercado brasileiro Apoio: PA, PM, MP, PP, PO, OM, TR, PF, FI, EL, PN, SP Taxas: de R$ 15 mil a R$ 30 mil (franquia) com oportunidades Royalties: de R$ 500 a R$ 5 mil especiais para noFPP (Fundo de Promoção e Propaganda): de R$ 100 a R$ 1 mil vos franqueados. Instalação da empresa: a partir de R$ 37.450 Faça parte desse suCapital de giro: variável cesso! Entre agora Prazo de retorno: de 24 a 36 meses (estimativa) em contato! Contato: Depto. de expansão 11-3706-1491/1493

PBF Inglês e Espanhol Negócio: Educação/Ensino de Idiomas Tel: (11) 5084-1924/Fax: (11) 5084-8882 franchising@pbf.com.br/www.pbf.com.br

1. A PBF exige pequeno investimento e não cobra royalties. 2. A PBF é uma rede de escolas de idioma com mais de 30 anos de experiência e tradição. 3. A PBF possui um método de ensino exclusivo e próprio, totalmente atual e comunicativo. 4. A PBF forneNº de unidades: 223 ce suporte em toÁreas de interesse: Todo o Brasil das as áreas, da Apoio: PA, PO, TR, PF, EL, SP, MP, PM, PO, OM administrativa à Taxas: 30% pool propaganda sobre compra de livro pedagógica. Instalação da empresa: a partir de R$ 40 mil (de5. A PBF trabapendendo do tamanho da cidade) Capital de giro: R$ 10 mil lha para você cresPrazo de retorno: 18 a 24 meses cer sem parar! Contato: Departamento de Franquias

PA- Projeto Arquitetônico, PM- Projeto Mercadológico, MP- Material Promocional, PP- Propaganda e Publicidade, PO- Projeto de Operação, OM- Orientação sobre Métodos de Trabalho, TR- Treinamento, PF- Projeto Financeiro, FI- Financiamento, EI- Escolha de Equipamentos e Instalações, PN- Projeto Organizacional da Nova Unidade, SP- Solução de Ponto


FRANQUIAS EM EXPANSÃO Golden Services

Alps

Negócio: prestação de serviços do futuro Tel: 0800 12 7286/Fax: (11) 374-3 2734 E-mail:franquia@goldenservice.com.br/www.goldenservices.com.br

O futuro é aqui SERVIÇOS DO FUTURO é um conceito de unidades de prestação de serviços de alta qualidade, instaladas estrategicamente para atender um público que busca praticidade, qualidade e preços justos. Em cada uma de nossas lojas encontramos o máximo em tecnologia e atendimento profissional para consertos de sapatos, bolsas e tênis, serviços de costura, além da mais moderna lavanderia do mercado. Nosso suporte é completo para o franqueado, desde a localização e negociação do ponto comercial até a implantação da loja. As franquias que hoje fazem parte do GOLDEN SERVICES são: SAPATARIA DO FUTURO (a sua loja de serviços com mais de 130 lojas em todo Brasil); COSTURA DO FUTURO (a única e mais completa rede nacional de serviços de reforma de roupas em geral); LAVANDERIA DO FUTURO (a lavanderia mais moderna do Brasil). Venha fazer Nº de unidades próprias e franqueadas: 352 bandeiras parte desse sucesso! Área de interesse: Brasil Apoio: PA, PM, MP, PP, PO, OM, TR, PF. FI. Seja um franqueado do EL, PN, SP futuro! Informações Taxa: variáveis (ver site) para franquias: 0800 12 Instalação da empresa: variável (ver site) 7286 e www.goldenCapital de giro: variável services.com.br. Prazo de retorno: 24 a 36 meses

Negócio: Educação & Treinamento Telefone: (19) 3743-2000 franchising@alpschool.com.br www.alpschool.com.br

Oportunidade de sucesso Rede em ampla expansão Lançada em maio de 2001, a Alps faz parte do grupo ProAcademix, também detentor das marcas Wizard e Worktek. Atualmente, ela é a rede de franquias de idiomas que mais cresce no Brasil, com 101 unidades espalhadas por todo o país. O sistema Alps de ensino conta com metodologia desenvolvida nos Estados Unidos que utiliza avançadas técnicas de neurolingüística, em que o aluno é estimulado a desenvolver as quatro habilidades fundamentais para se comunicar na língua inglesa: conversação, compreensão auditiva, leitura e escrita. Assim, o aprendizado é feito de forma natural, rápida e permanente. A Alps conta com know-how administrativo e comercial, através de um sistema Nº de unidades próp. e franq.: 101 exclusivo de ensino, Áreas de interesse: América Latina, Estados e dá assessoria na seUnidos, Japão, Europa leção do ponto coApoio: PA, PP, PO, OM, TR, FI, PN mercial, na adequação Taxas: R$ 10 mil (franquia) e R$ 12,00 por kit (publicidade) do imóvel e na imInstalação da empresa: R$ 20 mil a R$ 40 mil plantação e operação Capital de giro: R$ 5 mil da escola. Prazo de retorno: 12 a 18 meses Contato: Ivan Cardoso

Zets Negócio: telefonia celular e aparelhos eletrônicos Tel: (011) 3871-8550/Fax: (011) 3871-8556 franquia@zets.com.br www.zets.com.br

Tenha uma loja em sua mão A Ezconet S.A. detentora da marca Zets é uma empresa de tecnologia e distribuição de telefonia celular e aparelhos eletrônicos que, através de um sistema revolucionário denominado “BBC” (business to business to consummer) agrega novos serviços e valores a cadeia de distribuição. Realiza a integração entre o comércio tradicional e o comércio virtual, fornecendo soluções completas de e-commerce e logística para seus parceiros. Franquia Zets: Foi criada com a finalidade de disponibilizar para pessoas empreendedoras a oportunidade de ter um negócio próprio com pequeno investimento, sem custos de estoque, sem riscos de crédito, sem custos e preocupação com logística. Como Funciona: O Franqueado tem a sua disposição uma loja virtual Zets/Seu Nome, para divulgação na internet, vendas direta, catalogo, montar uma equipe de vendas, eventos, grêmio. Quais Produtos são comercializados: Celulares e acessórios para celulares, calculadoras, telefones fixos, Nº de unidades próp. e franq.: 4 centrais telefônicas, acessórios Áreas de interesse: Brasil para informática, baterias para Apoio: PP, TR, OM, FI, MP filmadoras, baterias para noteTaxa de Franquia: R$ 5 mil book e câmeras digitais, pilhas, Instalação da empresa: R$ 1.500,00 lanternas, filmes para maquina Capital de giro: R$ 5 mil fotográfica, cartuchos para imPrazo de retorno: 6 a 12 meses pressoras, etc. Estudamos a inContato: Helio Alberini clusão de novos produtos.

A mídia exterior é o segmento que mais cresceu nos últimos anos. Atuando no mercado desde 1980, a Shempo tem desenvolvido e implantado diversos equipamentos e mobiliários urbanos: luminosos em topo de edíficios, paredes laterais, front-light, relógios urbanos, identificadores de vias e logadouros públicos, além de projetos inovadores para áreas de shoppings, aeroportos e outros locais de segmentação expressiva. Com tecnologia de ponta, a Shempo tem corrigido desvios, criando normas e procedimentos que garantam a permanência de padrão visual. Com mix diversificado de produtos do Mobiliário Urbano, a Shempo se destaca e sai na frente como a primeira empresa nacional em seu segmento, a oferecer franquia para exploração da mídia exterior.

PA- Projeto Arquitetônico, PM- Projeto Mercadológico, MP- Material Promocional, PP- Propaganda e Publicidade, PO- Projeto de Operação, OM- Orientação sobre Métodos de Trabalho, TR- Treinamento, PF- Projeto Financeiro, FI- Financiamento, EI- Escolha de Equipamentos e Instalações, PN- Projeto Organizacional da Nova Unidade, SP- Solução de Ponto


Wizard

Union Service

Negócio: Educação & Treinamento Telefone: (19) 3743-2098 franchising@wizard.com.br www.wizard.com.br

Negócio: recursos humanos Tel/Fax: (11) 3833-0671 www.unionservice.com.br

Recursos humanos A Union Service é a franquia de Recursos Humanos que há mais de dez anos vem se destacando no mercado de terceirização de serviços, recrutamento e seleção, e treinamento de pessoal efetivo e temporário, desenvolvendo soluções e parcerias. Devido ao seu pioneirismo no setor, a Union Service foi a primeira empresa do ramo a distribuir seu know-how pelo território brasileiro, através do sistema de franchising. As franquias levam o mesmo conhecimento e técnicas desenvolvidas, além de contar com um processo impecável de reciclagem e atualização de sistemas, assessoria jurídica e trabalhista e suporte de marketing. As premiações da ABF, Sindeprestem/Assertem, Nº de unidades: 11 Área de interesse: Brasil International Exporter’s SerApoio: MP, PP, PO, OM, TR, PF, EI, PN vice e a Certificação ISO 9001 Taxas: R$ 15.000 (franquia unitária) versão 2000 comprovam a e R$ 25.000 (franquia master) qualidade dos serviços e do Instalação da empresa: R$ 17.000 sistema da franquia da Union Capital de giro: R$ 18.000 Prazo de retorno: 18 a 36 meses Service. Contato: Eladio Cezar Toledo

Sucesso educacional e empresarial A Wizard Idiomas é a maior rede de franquias no segmento de ensino de idiomas* do país. Atualmente, são 1.221 unidades no Brasil e no exterior que geram mais de 15 mil empregos e atendem cerca de meio milhão de alunos por ano. A Wizard dispõe de moderno currículo, material altamente didático com proposta pedagógica para atender alunos da educação infantil, ensino fundamental, médio, superior e terceira idade. Além de inglês, ensina espanhol, italiano, alemão, francês e português para estranNº de unidades: 1.221 franqueadas geiros. A Wizard é Áreas de interesse: América Latina, EUA e também pioneira no Europa ensino de inglês em Apoio: PA, PM, MP, PP, PO, OM, TR, PF, FI, Braille. EI, PN, AJ, FB, FL, CP, FM Taxas de Franquia: entre R$10 mil e R$ 32 mil Instalação da empresa: a partir de R$ 50 mil Capital de giro: R$ 15 mil Prazo de retorno: 24 a 36 meses Contato: Alberto Campos

* Fonte: Associação Brasileira de Franchising e Instituto Franchising.

Fisk

China House Delivery

Negócio: Educação/Ensino de Idiomas Tel: (11) 5573-7000/Fax: ramal 251/255 franchising@fisk.com.br/www.fisk.com.br

Negócio: delivery de comida chinesa Tel: (0xx11) 6239.9900 – Fax: (0xx11) 6238.7733 www.chinahouse.com.br/franquia@chinahouse.com.br

O seu sucesso é a nossa história! Faça parte de uma rede de escolas de idiomas com mais de 40 anos de experiência e tradição em ser sucesso. A empresa atua no Brasil desde 1958, transferindo seu know-how aos franqueados distribuídos por todo o Brasil, América Latina e Japão. A FISK oferece um suporte de primeira linha incluindo treinamento em 11 áreas distintas para que o franqueado faça uma ótima administração em sua escola. O método de ensino exclusivo é constantemente atualizado por uma equipe pedagógica altamente qualificada e esse é o nosso ponto mais forte. Com um pequeno investimento você abre uma franNº de unidades: 40 próprias e 667 franqueadas quia FISK e consÁreas de interesse: Todo o Brasil trói também a Apoio: PA, PO, TR, PF, EL, SP, MP, PM, PO, OM sua história de Taxas: 30% pool propaganda sobre compra de livro sucesso num Instalação da empresa: a partir de R$ 40 mil mercado em franCapital de giro: R$ 10 mil ca expansão. Prazo de retorno: 18 a 24 meses Contato: Christian Alberto Ambros

Faça parte desse sucesso A China House é uma franquia de delivery de comida chinesa com sete anos de tradição. Tem como diferenciais a qualidade e forma de preparo dos alimentos e uma ótima prestação de serviço aos seus clientes, que garantem o seu sucesso e aceitação no mercado. Vantagens: baixo investimento; negociação coorporativa com fornecedores (venda direta de fornecedor para franqueado, menores custos e maiores margens); excelente mix de produtos com ótima aceitação; projeto arquitetônico incluso na taxa de franquia; assessoria na localização do ponto, nas obras e na inauguração da loja; treinamento inicial, consultoria e visitas periódicas. Um dos setores N° de unidades: 5 que mais se mantiveÁreas de interesse: Grande São Paulo e mediações, regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ram estáveis (alimentação), aliado a Apoio: PA, PP, PO, OM, TR, EI, PN, SP Taxas: R$ 15.000,00 (franquia), prestação de serviços 5% (royalties) e 2% (publicidade) (delivery), dentro de Obra Civil/Equip.: A partir de R$ 65.000,00 um único negócio. Só Estoque Inicial/Capital de Giro: R$ 20.000,00 falta você. Contato: Jorge Luiz Torres

PA- Projeto Arquitetônico, PM- Projeto Mercadológico, MP- Material Promocional, PP- Propaganda e Publicidade, PO- Projeto de Operação, OM- Orientação sobre Métodos de Trabalho, TR- Treinamento, PF- Projeto Financeiro, FI- Financiamento, EI- Escolha de Equipamentos e Instalações, PN- Projeto Organizacional da Nova Unidade, SP- Solução de Ponto


Franquia

Total

POR DENTRO DO FRANCHISING

Como anda o marketing nas redes de franquias?

2004

Por Cláudia Bittencourt Bittencourt Consultoria Empresarial & Franchising

a sua unidade. Se citarmos aqui ações que o franqueado pode realizar, com baixo custo e com um retorno muito claudia@bittencourtconsultoria.com.br bom, alguns franqueadores podem considerá-las óbvias, e são mesmo. Só que o franqueado pode não saber isso, e ele Estamos vivendo a era da informa- comprou uma franquia para utilizar a exção: a cada dia a forma de se comuni- periência do franqueador. Se não existe car é mais eficiente e mais rápida. O a orientação e o conhecimento, o franvelho ditado de “quem não se comuni- queado não toma nenhuma atitude nesca se trumbica” é a pura verdade! Fazendo uma analogia do nosso “Se você quer ter velho ditado com a comunicação nas redes de franquias, constatamos o sucesso, seja no quanto é pouco trabalhado o aspecto da comunicação nas redes, desde a que for, vá à comunicação franqueador–franqueado–franqueador quanto a comunicação luta. Aja, voltedo franqueado com o mercado, com seus clientes e potenciais clientes. se para o que é Na realidade, o que estou dizendo é o quanto o Marketing, e me refiro básico para ao marketing local, aquele que é responsabilidade do franqueado, está reatingir o sucesso legado a um segundo plano nas redes, que busca e diferentemente do marketing institucional, arrecadado com o título de construa os “fundo de propaganda”, “taxa de publicidade” e outras denominações, resultados” nosso velho conhecido e causador de tantos atritos nas redes. Este, sim, tanto os franqueados quanto os franqueadores, estão com ele na “ponta da se sentido. Em outros casos o franquelíngua”: os franqueadores para recla- ado até sabe, mas acho que marketing é mar que os franqueados não estão pa- responsabilidade do franqueador. Mais gando, e os franqueados para questio- uma vez está caracterizado aí o problenar sobre a aplicação dos recursos e o ma de comunicação. Tão importante como vender o proretorno das ações, pois, afinal, querem duto ou o serviço, objeto principal da a “prestação de contas”. Cabe ao franqueador orientar a rede franquia, é tornar os mesmos conheciquanto às ações que os franqueados dos no mercado de abrangência da unidevem realizar, na região de sua fran- dade franqueada. Percebendo isso, passamos a coloquia, para atrair e fidelizar clientes para Abril – Empreendedor

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car o óbvio em termos de ações de marketing local em um manual intitulado “Manual de Marketing & Vendas”, com orientações desde como conhecer a região em que atua o franqueado, formar parcerias com outros negócios instalados na mesma região, conhecer os clientes (aplicando pesquisas de opinião) e realizar ações de marketing simples, baratas e eficientes, como por exemplo panfletagens, promoções dentro da loja, etc. Com a aplicação das ferramentas e ações sugeridas no Manual de Marketing, acompanhada de um treinamento e orientações dentro da loja, o resultado é garantido. Durante dois anos aplicamos um programa de Marketing Aplicado em uma rede de 1.500 licenciados, tudo com base no Manual de Marketing & Vendas, desenvolvido especialmente para esta rede, focando as necessidades das lojas e criando ações para aumentar o volume de vendas e fidelizar clientes. Grande foi a nossa surpresa com o sucesso das unidades que utilizaram o programa, detectado na pesquisa de satisfação realizada com os donos das lojas. A pesquisa nos mostrou que mais de 70% das lojas tiveram um acréscimo de 20% a 30% no volume de vendas, e a postura da equipe de vendas e do proprietário da loja tornou-se mais pró-ativa. A conclusão que tiramos é que o franqueado precisa de orientações básicas, criativas e acessíveis ao seu bolso para que ele tenha sucesso. E o ideal é que estas orientações estejam formalizadas e sejam de fácil acesso, e então o sucesso virá naturalmente. Portanto, este é o conselho que dou aos franqueadores: ensinem o que para vocês é óbvio.


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Novembro – Empreendedor

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Empreendedor – Novembro


(Capa

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Uma vez empr

sempre empr Abril – Empreendedor

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reendedor,

O sucesso alcançado pela rede O Boticário é a chave para Miguel Krigsner desenvolver novos negócios e até entrar em outros ramos. E mais do que isso: faz dele um professor que tem muito a ensinar aos novos empreendedores por Acari Amorim colaborou Alexandre

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Depois de consolidar O Boticário como uma das maiores e mais reconhecidas redes de franquias, o empreendedor Miguel Krigsner ainda mantém aquilo que ele chama de “inquietude existencial”, que faz com que a pessoa tenha a necessidade de querer criar coisas novas constantemente. A maior prova dessa inquietude é o envolvimento cada vez maior dele e do Grupo K&G, controlador da rede O Boticário, com o ramo de shopping centers e de eventos: foi inaugurado, no final de março, o Estação Embratel 21 Convention Center, em Curitiba. “O novo projeto nasce com inovações, tem equipamentos flexíveis e até uma conectividade com todo o planeta, garantida pela parceria que firmamos com a Embratel”, explica Krigsner. “Dessa forma, podemos ter um excelente palestrante falando aqui num congresso mundial e uma centena de médicos que não puderem vir estarem assistindo à palestra numa sala especial, o que é uma grande inovação”, completa. Além do aspecto técnico da conectividade apontado pelo empresário, o acordo selado com a Embratel é o primeiro desse tipo no Brasil envolvendo um centro de convenções e uma operadora de telecomunicações. “Trata-se da união de duas Empreendedor – Abril

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reendedor FOTOS DIVULGAÇÃO

Gonçalves


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(Capa grandes marcas, o que visa a desenvolver e conferir competitividade ao mercado brasileiro de eventos, capacitando o Estação para receber novas demandas nacionais e internacionais”, afirma Miguel Krigsner. “A união fará do Estação um centro de referência onde todos os segmentos de mercado irão encontrar o ambiente ideal, com acesso ilimitado aos mais modernos serviços com abrangência nacional e internacional”, aposta Breno Bina Kessler, vice-presidente de Vendas Corporativas da Embratel. O novo empreendimento de Miguel Krigsner marca a entrada na área de eventos, um mercado que, segundo pesquisa do Sebrae, movimenta receitas superiores a R$ 37 bilhões por ano, equivalente a 3,1% do PIB nacional, e funciona integrado ao Shopping Estação, inaugurado em 1997. Além de controlar o Shopping Estação, o Grupo K&G tem participação no Müeller Shopping Center, em Joinville (SC), no Shopping Total, em Porto Alegre, e no Aspen Park Center, em Maringá (PR). Como se vê, o homem dos perfumes tem se encantando também com o “aroma” da construção de shopping centers e de grandes complexos como o Estação Embratel 21 Convention Center, atraído pelas boas oportunidades que esses ramos oferecem. Quando fundou O Boticário, em 1977, o boliviano de nascimento Miguel Krigsner surgiu no mercado como um pioneiro na produção industrial de fórmulas à base de produtos naturais. E manteve a marca do pioneirismo nos anos que se seguiram, seja com o lançamento de novos produtos, seja com ações como a criação da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, que serve de modelo ainda hoje. Nas páginas a seguir, Krigsner, com todo o conhecimento acumulado na trajetória de O Boticário e de seus novos empreendedimentos, diz o que pensa a respeito de temas comuns ao dia-a-dia dos empreendedores. Ele começa analisando o perfil do empreendedor. Depois, discorre sobre o sucesso de sua rede de franquia e suas novas idéias, e encerra com um recado aos jovens empreendedores. Abril – Empreendedor

COMO MOSTRAM AS MAQUETES, O ESTAÇÃO EMBRATEL 21 CONVENTION CENTER POSSUI TRÊS PISOS, QUE PODEM SER UTILIZADOS INTEIROS OU EM PARTE, DE ACORDO COM O TAMANHO DO EVENTO. ISSO PERMITE QUE OS MÓDULOS SEJAM FORMATADOS COMO SALAS INDEPENDENTES, AUDITÓRIOS OU ÁREAS ABERTAS PARA FEIRAS

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Estação Embratel 21 Convention Center Área útil: 25 mil m² Investimento: R$ 50 milhões Capacidade: 5 mil pessoas em programações simultâneas, com três pisos multiusos com salas que variam de 150 a 2.700 lugares


O inquieto Krigsner EMPREENDEDOR “Ser empreendedor é ter uma inquietute existencial. Isso está na minha própria personalidade e de outras pessoas que precisam e querem constantemente criar coisas novas. Durante a trajetória do O Boticário isso ficou bem claro dentro da minha cabeça. Ser empreendededor é ter uma vontade muito grande de realizar, de enfrentar desafios. Tudo passa a ser viável quando se coloca na cabeça o que se quer atingir. No meu caso também acho que o signo ajuda um pouco. Sou capricorniano, um signo de pessoas teimosas, muito perseverantes naquilo que querem fazer. O empreendedor tem que ter uma energia muito forte de querer fazer algo que seja importante para a sociedade. Se a visão for apenas mercantilista, de um negócio, da preocupação do retorno de determinado investimento, dificilmente alguém assim será um empreendedor. Será um investidor. Essa é uma grande diferença. A sociedade percebe o que está por trás de uma empresa ou produto. Se é algo importante, maior, ou puramente comercial.”

Boticário. Essa corrente positiva é capaz de enfrentar e vencer qualquer desafio pela frente.” A EMPRESA “Acredito que hoje O Boticário transcende muito de ser apenas uma empresa industrial ou de cosméticos. Hoje, O Boticário é uma verdadeira instituição. O cosmético, sem dúvida, é o que nutre, alimenta o negócio, todo um sistema. Mas, seguramente pelo fato do O Boticário estar envolvido em ações sociais, ter um trabalho de responsabilidade social, de investimento

“O empreendedor tem que ter uma energia muito forte de querer fazer algo que seja importante para a sociedade”

INOVAÇÃO “Vivemos hoje num mundo em que a inovação é extremamente importante. A coragem de ousar e inovar tem que ser permanente dentro de qualquer empreendimento. A inovação é necessária porque vivemos num planeta em que ao se acessar a internet se fica conectado com tudo que está acontecendo no mundo. Novas idéias, novos conceitos são gerados diariamente e outros são descartados. Hoje tudo parece extremamente volátil. Também a obsolescência dos produtos é cada vez maior. Isso torna necessário colocar o espírito criativo dentro de cada empresa. No caso do O Boticário nós lançamos 100 a 120 produtos por ano, buscando captar sempre as novas tendências. O consumidor hoje quer constantemente produtos novos. Quando lançamos um produto, já estamos pensando em como vamos melhorar para lançar um novo.” GESTÃO “Existem momentos na evolução da empresa que a gestão passa por diferentes fases. Parte-se muitas vezes de uma gestão extremamente centralizada. Foi assim que O Boticário nasceu e hoje tem uma gestão totalmente profissional, com uma importância muito grande para o trabalho em equipe. Em qualquer empreendimento há um momento em que a gestão está na cabeça de pouca gente. É um momento difícil, muito solitário.

ARQUIVO EMPREENDEDOR

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Empreendedor – Abril

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A UNIÃO “O Boticário é o sucesso que é hoje porque foi o somatório do sonho de vários empreendedores. Pela distribuição, através do sistema de franquia, O Boticário conseguiu agregar o sonho de quase 900 empresários que comandam hoje as 2.200 lojas, numa média de duas lojas para cada franqueado. Cada franqueado é um empreendedor. São pessoas que num determinado momento decidiram investir num sonho seu, de ter um negócio próprio, muitas vezes até abandonando uma situação confortável de emprego. Foi essa força conjunta que ativou o crescimento do O

social, diretamente ou através da Fundação Boticário, tem trazido para todas as pessoas que fazem parte da empresa uma satisfação muito grande. É isso que faz com que cada pessoa vista a camisa da organização. É esse conteúdo que faz do O Boticário mais do que um negócio.”


(Capa É o empreendedor e a cabeça dele. Nesse momento de criar fica difícil até de compartilhar. Só depois entra numa segunda etapa. Passa para o papel, procura profissionais competentes em diferentes áreas. Só aí passa para uma gestão compartilhada, o que vai agregando idéias para tornar possível o primeiro sonho do empreendedor.”

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IDÉIAS “O que mais encontrei na minha vida foram pessoas matadoras de idéias. A cada idéia que se tem, sempre haverá uma pessoa que vai tirar da sua cabeça. ‘Isso não vai dar certo’, dizem. A idéia não nasce pronta. Você tem a intuição de que aquilo vai funcionar. Você pode ter uma excelente idéia. Quando expõe, abre para outras pessoas, em geral é tolhido. Na verdade, as pessoas preferem ficar na zona do conforto, ficar com o conhecido. Querem uma moldura, que enquadre onde começa e termina a responsabilidade delas. Querem apenas a garantia do salário no final do mês. São poucas pessoas que se podem contar que estão totalmente inquietas, que querem ousar, sair da moldura, procurando agregar, somar com uma nova idéia. Acho que apenas 10% da população são inquietas, ousadas. Mas 90%, pelo menos, são matadoras de idéias. Também todas as pessoas do mundo não podem ser empreendedoras. O empreendedor é uma pessoa diferenciada. Ele precisa contar com pessoas disciplinadas, que têm todo mérito, que vão arrumando as casas que o empreendedor vai abrindo. A mente do empreendedor é inquieta. Não se encontra um empreendedor extremamente disciplinado. Às vezes nem ele sabe explicar direito o que quer fazer. Mas na cabeça dele as idéias sempre estão funcionando, trabalhando.”

maneira, em termos de qualidade. Também tem de haver uma busca constante pela inovação. Agrega-se valor através dos serviços que se presta. Também se agrega valor pela forma como se trata as pessoas, os consumidores. Agrega-se valor ainda pela forma como a empresa trata o planeta. No caso do O Boticário o consumidor sabe que está comprando um produto, mas sabe também que a empresa está envolvida em projetos ambientais e sociais. É preciso ser uma empresa cidadã. Não fazer caridade e assistencialismo, mas procurar criar. Agrega-se valor fidelizando clientes. O principal é ter produto de qualidade. Se não tiver qualidade, não adianta o discurso mais

“O empreendedor precisa contar com pessoas disciplinadas que arrumem as casas que ele vai abrindo”

VALOR “Agrega-se valor na busca incessante de fazer as coisas da melhor Abril – Empreendedor

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bonito do mundo. Não vai vender duas vezes.” SONHO “Como empreendedor tenho o sonho de construir algo importante para a nossa cidade, Curitiba, a cidade onde O Boticário nasceu e à qual temos uma profunda gratidão. Curitiba está passando por um novo ciclo. Passamos pelo ciclo da industrialização, com a presença forte de montadoras e da agroindústria, do agronegócio. Começamos agora um novo e grande ciclo baseado na prestação de serviços. Curitiba tem hoje todas as condições de desenvolver fortemente setores como softwares e de alta tecnologia. O novo centro de convenções será um espaço para integrar esse novo ciclo econômico da cidade, de troca de conhecimento, de idéias, de aproximação das pessoas, de geração de empregos. Esse projeto vem ao encontro da missão do O Boticário: unir pessoas. Esse é um grande sonho de realização.” AOS JOVENS “Eu diria a um jovem empreendedor para não ter medo. Assuma riscos e tenha uma visão que vá além do aparente. Tente desenvolver uma qualidade de ver o que está por detrás das coisas, não apenas aquilo que está aparecendo. Procure uma inovação muito grande e tenha coragem de sair do lugar-comum. Ouse, sem precisar ser louco. Pode haver até alguns momentos de loucura. Pode não se ter num momento todas as informações necessárias para tomar uma decisão, mas mesmo assim decida: vou ousar. E vá em frente. Vá atrás do seu sonho. Ouça o seu coração. Não queira ser mais ou menos. O mundo já está cheio de gente mais ou menos. Ser mais ou menos é ser igual a uma alface. As respostas para tudo nunca se terá. Pise na grama. Sinta a vida. Siga o que diz o seu coração sempre.”


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Empreendedor – Março


(Mercado

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por

Fábio Mayer

Mais parece um computador de bolso. As novas tecnologias desenvolvidas para a telefonia móvel têm permitido que os recentes modelos de celulares funcionem como fonte incessante de informações, de serviços e de entretenimento. Em decorrência disso, contribuindo para alavancar esse mercado no país e no mundo, muitos usuários têm migrado para a telefonia móvel em busca das novas tendências e possibilidades de uso do aparelho de celular como fotografar, filmar e acessar a internet. De acordo com estimativas da International Data Corporation (IDC), o mercado mundial de serviços móveis crescerá 58,5% por ano, representando US$ 30,4 bilhões em 2006. No Brasil esse crescimento já vem ocorrendo e, embora em menor proporção, as perspectivas para esse ramo são favoráveis, principalmente com a expansão da demanda em potencial. “É um mercado relativamente novo, que ainda está muito atrás de outros países, especialmente da Europa e da Ásia, em termos de utilização dos serviços. Abril – Empreendedor

Do outro lado da linha Com a guerra entre as operadoras de telefonia, cresce o espaço para prestadoras de serviços que fazem do celular um aparelho cada vez mais completo com novas tecnologias e conteúdos Mas é um negócio promissor que está apenas começando a esquentar”, afirma André Mermelstein, diretor editorial da revista Teletime e um dos promotores, juntamente com a empresa Converge Eventos, do Tela Viva Móvel – Encontro dos Serviços e Entretenimento Wireless. Realizado recentemente na capital paulista, o Tela Viva Móvel contou com mais de 300 empresas participantes, das mais diversas atividades, reunindo todos os elos da cadeia produtiva de serviços de valor adicionado para a telefonia celular, como desenvolvedores de conteúdos e aplicativos, distribuidores e operadoras. Atualmente os serviços de valor adicionado, como mensagens de texto e multimídia, jogos, ringtones (toques de celular) e vídeo, representam em torno de 4% das receitas das operadoras de telefonia móvel. Em países da Europa essa proporção pode atingir 10% a 15%, e em alguns casos, como no Japão, chegam a quase 25% da re-

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ceita da operadora. Conforme Mermelstein, os serviços de valor adicionado têm funções importantes para uma operadora. “Eles funcionam como ferramenta de marketing para vendas, ajudam a reduzir a perda de assinantes, ao criar serviços que aumentem a percepção de valor que o assinante tem da empresa, e principalmente aumentam a receita média por assinante, quer dizer, o gasto mensal de cada assinante com a operadora. Isso ajuda a amortizar os investimentos feitos na conquista de cada novo assinante”, avalia. Para Massayuki Fujimoto, gerente de Solução de Dados da operadora Oi, esse mercado no Brasil é muito dinâmico, extremamente competitivo e de inovação constante. “Como tem muita inovação, podemos criar o tempo todo. Por determos a parte da cadeia mais pesada na solução, a infra-estrutura de transmissão, de certa forma determinamos as regras de negócio e criamos as práticas comerciais do novo merca-


Usuários de celular em 2003

DIVULGAÇÃO

do.” As desvantagens são relativas ao pioneirismo. “Por mais que exista um mercado mais avançado na Europa e nos Estados Unidos, hoje em dia as novas soluções estão chegando quase que simultaneamente ao Brasil, fazendo com que algumas decisões sobre o lançamento de novas tecnologias tenham que ser tomadas com pouca experiência e histórico no mercado mundial.” Alvaro Pereira de Moraes, presidente da Tim Sul, que opera no Paraná, Santa Catarina e na cidade gaúcha de Pelotas, concorda que o mercado é bastante competitivo. “São promoções, de todas as operadoras, ofertas agressivas, juntamente com uma rápida expansão do serviço e com a tecnologia mudando. Então a atuação é desafiante e, ao mesmo tempo, gratificante por essas oportunidades que ela apresenta.” A Tim Sul teve em 2003 um crescimento de 20% no número de clientes, passando a contar com uma base de 2,06 milhões. O objetivo para 2004 é ultrapassar os 2,40 milhões de clientes. A receita da companhia teve desempenho semelhante, totalizando uma média de R$ 100 milhões de faturamento por

2,2 milhões

Nordeste

7,8 milhões

Sudeste

24,9 milhões

Sul

7,1 milhões

Centro-Oeste

3,4 milhões

Total aproximado:

45,4 milhões

 O número de assinantes no país deve ultrapassar os 50 milhões até o final de 2004, equiparando-se ao da telefonia fixa.  Em todo o mundo a taxa de crescimento do número de usuários de telefonia móvel chega a 40% por ano. Fonte: Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

mês no ano passado, e a expectativa é manter esse crescimento. “O Brasil tem se mostrado muito criativo na expansão e na implantação do serviço de celular, e isso tem sido muito estimulante para qualquer um que atua no mercado.” De acordo com André Mafra, gerente de Negócios de Dados da Vivo, a privatização das teles ampliou o ambiente competitivo e trouxe maiores escalas para as operações. Mas isso ocorreu somente a partir da consolidação das operadoras, que antigamente eram descentralizadas, com operações em diferentes regiões. “O ritmo de crescimento das operadoras aumentou radicalmente em 2003 e agora em 2004.” Atualmente com 21 milhões de clientes em todo o Brasil, a Vivo aumenta o ritmo de desenvolvimento de oferta e a qualidade de serviços para driblar a concorrência. “Esforço é nossa realidade hoje. Há lançamentos de produtos quase que ininterruptos, um joguinho por dia, um celular a cada 15 dias entrando no mercado com funcionalidades diferentes e uma competição gigantesca.” Linha livre Em todo o mundo a taxa de crescimento do número de usuários de telefonia móvel chega a 40% por ano. Na América Latina

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como um todo, a expectativa é de que o número de assinantes de telefonia móvel ultrapasse os 170 milhões em 2008. Devido à potencial demanda, ele salienta que a previsão é que mais de 80% do crescimento da base global de assinantes móveis venha de mercados emergentes, como o Brasil, nos próximos cinco anos. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de assinantes no país atingiu cerca de 45 milhões em 2003 e há a expectativa de que ultrapasse os 50 milhões até o final deste ano, equiparando-se ao da telefonia fixa. O Sudeste lidera o ranking por região, com cerca de 25 milhões, seguido pelo Nordeste, com aproximadamente 8 milhões, e Sul, em torno de 7 milhões. O número de assinantes móveis tem evoluído rapidamente no mundo inteiro, conforme Alvaro Pereira de Moraes, em virtude da característica de o celular ser muito mais do que um telefone. “Na verdade, com tecnologias de ponta o celular quase que é um apêndice do aparelho, ou seja, é um computador que tem também um celular junto.” Com essa capacidade é possível desenvolver um leque de outros serviços e produtos, tanto para o público consumidor em geral quanto para o corporativo, baseados de fato em um computador, com a transmissão de dados, de imagens e até de vídeos. Além disso, existe uma oferta diversificada de aparelhos com câmaras digitais, que permitem fotografar e filmar digitalmente, e telas coloridas de alta resolução. André Mafra confirma que esse mercado está começando a esquentar principalmente com o advento das novas tecnologias multimídia. Os serviços hoje estão baseados em cinco modelos relacionados com a transmissão, um deles de voz e os outros quatro de dados, como texto e imagem. “Sabe-se que nesse momento está havendo uma explosão de crescimento da telefonia móvel no país e obviamente as operadoras precisam captar isso o mais rápido possível.” Com a evolução dos serviços de Empreendedor – Abril

2004

MORAES: MERCADO COMPETITIVO COM PROMOÇÕES, EXPANSÃO DE SERVIÇOS E MUDANÇAS TECNOLÓGICAS

Norte


(Mercado

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dados em relação a voz e imagem, o tráfego de dados também deve crescer. Por isso, a Oi está se preparando para suprir a potencial demanda de novos assinantes móveis. “Desenvolvemos parcerias com vários desenvolvedores e integradores de soluções. Estruturamos processos e possuímos dois departamentos separados dedicados para soluções de dados: um para varejo e outro para o corporativo”, afirma Fujimoto. Entre os serviços disponíveis pela empresa para o mercado corporativo, estão as soluções baseadas na rede 2,5G de dados móveis como rastreamento de veículos, telemetria de energia, água e gás, automação de força de vendas e de campo, automação de pontos-de-venda e máquinas sem fio para pagamento de cartão de crédito. “Este ano é o ano de dados. Ano passado, plantamos algumas sementes e este ano vamos colher muitos e bons frutos. De qualquer maneira, plantamos o tempo todo. Nesse mercado temos que ter novos frutos o ano inteiro, todos os anos.” Conteúdo e tecnologia Dessa forma, a maior opção de informação, serviço e entretenimento na telefonia móvel, associada à tecnologias de ponta e à disseminação dos celulares avançados, os das chamadas geAbril – Empreendedor

Modelos de serviços

Valor adicionado

Voz – Transmissão de voz. Serviços de Mensagens Curtas (SMS) – Envio e recebimento de e-mails e mensagens instantâneas, como notícias. Serviço de Mensagens Multimídia (MMS) – Envio e recebimento de mensagens de texto com áudio e imagens. Conectividade – Aplicações (por exemplo, WAP) que podem ser acessadas através dos aparelhos celulares que possuem conexão com a internet. Download – Possibilidade de baixar diversos aplicativos como jogos, filmes e músicas.

(mensagens de texto e multimídia, jogos, toques de celular e vídeo)

rações 2,5G e 3G, também proporciona novas oportunidades de negócios. Na avaliação de Rosane Severo, consultora de marketing, esse mercado no país se desenvolveu rapidamente, mas ainda tem muito a prosperar, abrindo espaço para diversos tipos de serviços e atividades como a do fornecedor de conteúdo. “A telefonia móvel cresceu no Brasil por uma série de questões conjunturais, e o entretenimento foi o caminho mais fácil encontrado para fornecer conteúdo a priori, mas hoje já existem empresas fornecedoras de conteúdo oferecendo outros tipos de informação que não são só de entretenimento”, aponta. Para Rosane, o foco que o público está buscando, tanto através da telefonia móvel como da internet, é a informação e facilidade proporcionada pela Tecnologia da Informação (TI). “Estamos tateando e descobrindo as efetivas vantagens da utilização da Web através de PC. Acredito que a internet através da telefonia móvel, daqui a algum tempo, quando essa tecnologia for mais acessível e barata, seja uma conseqüência natural.” Dessa forma, segundo Rosane, as empresas não devem ignorar esse mercado em evidência. “Mais cedo ou mais tarde as empresas que não encontrarem uma forma de utilizarem a TI em seus negócios vão fechar”, conclui.

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Brasil: 4% das receitas das operadoras de telefonia móvel Países da Europa: 10% a 15% das receitas das operadoras de telefonia móvel Japão: 25% das receitas das operadoras de telefonia móvel  O mercado mundial de serviços móveis crescerá 58,5% por ano, representando US$ 30,4 bilhões em 2006.

De acordo com André Mermelstein, há grandes oportunidades para desenvolvedores de conteúdo para telefonia móvel, principalmente porque deve aumentar a demanda das operadoras por esses serviços e também por aplicativos. “É uma chance para pequenos desenvolvedores de jogos e softwares, por exemplo, e também para criadores, desenhistas, músicos, etc. Sem falar nos grupos de mídia, que podem usar os serviços móveis para alavancar suas marcas próprias e criar uma nova janela para seu conteúdo.” Atuando nesse mercado desde 1999, a operadora Fishing – Web & Wireless oferece serviços como mensagens curtas de texto (SMS), em que o cliente assina um determinado canal de conteúdo e recebe um número fixo de notícias por mês, mensagens curtas de texto avulsas (MO), em que o cliente recebe, quando solicita, um conteúdo direto no seu celular pagando somente pela notícia recebida, e aplicações WAP, que podem ser acessadas através dos aparelhos celulares que possuem conexão com a internet. “O mercado de telefonia móvel no Brasil está em permanente expansão, e da mesma forma os serviços desenvolvidos para celular crescem em número e qualidade, acompanhando essa evolução”, analisa Ivan Ferreira, presidente


da empresa. Segundo Rafael Duton, diretor-executivo da nTime Mobile Solutions, existem diversos tipos de aplicações, assim como de tecnologias que possibilitam maior informação, serviço e entretenimento para telefonia móvel. Ele conta que as opções mais disponíveis e atualmente em evidência no país são os serviços baseados em SMS e WAP, como envio de notícias, piadas, consultas a restaurantes, programações de cinema e até jogos de perguntas e respostas (quiz), de estratégia e de aventuras (tipo RPG). “Há também os serviços de chat e de paquera (jogo de relacionamento) e, mais recentemente, aplicativos que promovem a interatividade do celular com a TV”, afirma. Há quatro anos nesse mercado, a empresa fornece aplicativos relacionados com informação e entretenimento. Além dos já citados, desenvolve aplicativos que permitem receber, ler, enviar e encaminhar e-mails (e-mail no celular), gerenciar informações e aces-

sar arquivos do computador. Entretanto, trabalhar nesse mercado não é uma tarefa fácil. “É muito difícil prever se um ou outro determinado tipo de serviço terá aceitação por parte do público consumidor, e só com uma boa aceitação e efetivo uso é que esses serviços geram receita para as operadoras”, alerta Ivan Ferreira. Outro empecilho é o custo dos novos aparelhos que englobam as modernas tecnologias. “Ainda são caros para a grande massa de usuários do sistema móvel”, diz o presidente da Fishing. “A massificação das tecnologias mais modernas, que permitem imagens, sons e vídeos em qualidades relevantes, também será um desafio para os players desse setor”, revela Rafel Duton. Mediante a solução desses problemas, no futuro, de acordo com o diretor-executivo da nTime, o celular não será apenas um aparelho de comunicação, mas um aparelho multiuso, que permitirá comunicar-se através dele, divertir-se, informar, organizar e, em mui-

tas atividades do mercado, trabalhar. “Além disso, será um aparelho altamente personalizado, que complementará o estilo de vida das pessoas, estando efetivamente sempre ao lado de cada um de nós.” Isso contribuirá para o crescimento do mercado de telefonia móvel, transformando de fato o celular em um computador de bolso.

Linha Direta André Mafra (11) 5105 2790 André Mermelstein (11) 3064 2915 Alvaro Pereira de Moraes (48) 221 4003 Ivan Ferreira (31) 3297 8989 Massayuki Fujimoto (21) 3131 1147 Rafael Duton (21) 2542 6050 Rosane Severo (48) 269 8929

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Empreendedor – Abril


2004

Entrevista

Fevereiro – Empreendedor

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Guiado

Empreendedor

União para exportação de software O Núcleo de Exportação de Tecnologia (Next), formado por 15 empresas brasileiras de produtos, desenvolvimento e terceirização de serviços de software para as áreas financeira, bancária, de seguros e e-commerce, pretende fundar uma companhia nos Estados Unidos para vender diretamente para aquele mercado. O principal alvo do Grupo Next é o segmento financeiro, composto por bancos, seguradoras, administradoras de cartão de crédito e corretoras de títulos, que se constitui em um dos maiores mercados consumidores de TI do mundo. “Vamos oferecer serviços de maior valor agregado, mostrando que o Brasil tem know-how, criatividade e competitividade em custos de mão-deobra e que somos líderes em alguns segmentos, tais como neste que escolhemos como nosso objetivo maior: o mercado financeiro, com ênfase nas aplicações on-line em bancos”, afirma Neissan Monadjem, coordenador do comitê executivo do Next. Para o executivo, a experiência brasileira em enfrentar seguidas mudanças de regras no mercado financeiro (cinco planos econômicos com necessidades de grandes ajustes sistêmicos em curto espaço de tempo nos últimos anos) faz diferença nesse tipo de empreitada. “Nossa iniciativa se transformará, em breve, na maior joint venture do setor brasileiro”, diz Monadjem. A nova companhia pretende alcançar o faturamento de US$ 200 milhões até

2008. Para isso, as 15 empresas já investiram nos últimos 14 meses cerca de US$ 1,5 milhão e devem, ainda, aportar mais US$ 1,5 milhão nos próximos meses. O projeto do Next surgiu no final de 2002, durante uma reunião de empresários da área de software na Embaixada do Brasil, em Washington, com apoio do embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Rubens Barbosa. As empresas que fazem parte do Next (Apyon, Cimcorp, CINGO, CPM Tecnologia, Disoft, E-Safetransfer, Extol, Impactools, Linkware, Open Concept, Paradigma, Politec, Software Design, Stefanini e W3Pro) possuem juntas 11 mil colaboradores e registraram um faturamento superior a R$ 1,19 bilhão no ano de 2002. (11) 3862-0110

LEIA TAMBÉM Do Lado da Lei

Mais um aumento na carga fiscal pág. 58

Leitura

Segredos e estratégias para pequenas empresas pág. 60 Análise Econômica

Para onde vai a taxa de câmbio? pág. 64

Indicadores

Cotações e númer os números da Bolsa de V alores Valores pág. 65

Agenda

Os principais eventos comer ciais comerciais pág. 66

DIVULGAÇÃO


Guia do Empreendedor Pr odutos & Ser viços Produtos Serviços Novas opções em celulares

Antídoto de ação imediata

Com a previsão de investir US$ 5 milhões na linha de produção dos celulares GSM até 2005, o objetivo da LG Electronics, fabricante de eletroeletrônicos e de celulares no país, é aumentar a participação no mercado brasileiro de telefonia móvel e expandir seu portfólio de produtos com o lançamento de sua linha GSM, satisfazendo uma demanda por celulares de alta tecnologia e design inovador. A produção será local e a meta é vender 500 mil unidades de aparelhos celulares GSM no Brasil ainda neste ano, o que representaria 10% do mercado brasileiro de GSM. “Em 2003 atingimos a nossa meta de vendas em celulares, que era de um milhão de aparelhos. Para 2004, com a entrada dos aparelhos GSM, queremos expandir a nossa linha de produtos e ir além do dobro de nossas vendas no ano passado”, afirma Fernando Niceto, gerente de Vendas da LG Electronics. www.lge.com.br

A Websense, provedor de soluções para o gerenciamento da internet, anunciou um novo produto de segurança. Trata-se do Websense Client Policy Manager (CPM), que complementa os sistemas antivírus para bloquear spyware, ferramentas de hacking, compartilhamento de arquivos ponto-a-ponto (P2P), ataques de vírus e anexos infectados em mensagens instantâneas. “Assim que os administradores de segurança de TI tomarem consciência sobre a existência de um vírus ou worm dentro da empresa, eles poderão utilizar o CPM para implementarem instantaneamente uma política em toda a rede, pela qual apenas uma ‘lista branca’ de aplicativos aprovados poderá ser executada nos computadores”, diz Kian Saneii, vice-presidente de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Websense. www.websense.com

Robôs dão uma mãozinha

2004

A Wittmann, que atua no desenvolvimento de equipamentos para a indústria de transformação plástica, criou 11 modelos de robôs que auxiliam na retirada da peça produzida diretamente da injetora, reduzindo o tempo de extração e aumentando a produtividade. Outro importante emprego do robô é na colocação de insertos ou rótulos (gravuras) nos moldes. Além disso, todos os movimentos e recursos do equipamento estão à disposição do operador, podendo ser utilizados de acordo com a necessidade da produção. www.wittmann.com.br

Abril – Empreendedor

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Simulador com marca nacional Com a meta de melhorar o treinamento dos controladores de tráfego aéreo, a Sisgraph, que fornece soluções para sistemas de informações, implantou no Instituto de Proteção ao Vôo (IPV), responsável pela capacitação de recursos humanos para o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab), o primeiro simulador de torre de controle em território nacional. “O Max Sim 3 Simulator proporciona um grande realismo, principalmente por simular torres de aeroportos brasileiros como Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont”, declara o coronel-aviador Carlos Alberto da Rocha Moreira, diretor do IPV. Segundo ele, o principal emprego do simulador será o apoio aos cursos de treinamento especial de controladores de torre de controle, tanto civis quanto militares. “Anteriormente, esse treinamento utilizava apenas um sistema bidimensional e sem auxílio visual. Deixava-se de dar aos alunos uma instrução rica em detalhes, com grandes possibilidades de apresentar situações bem próximas do real, e que os controladores só poderiam vivenciar nas suas rotinas diárias de trabalho”, explica Moreira. www.sisgraph.com.br

Soluções para videoconferência A Polycom, que fabrica equipamentos para convergência interativa de voz, vídeo, dados e Web, anuncia que toda a sua linha de equipamentos multiponto e sistemas de videoconferência passam a oferecer recursos de segurança e criptografia integrados às suas soluções. “O sistema de criptografia atende à demanda de equipamentos de alta segurança para videoconferência e suas características corporativas podem ser utilizadas em qualquer segmento e em qualquer lugar do mundo”, afirma Pierre Rodriguez, gerente regional de Marketing para América Latina e Caribe da empresa. Segundo o executivo, a videoconferência garante maior produtividade e redução de custos para companhias de diversos setores. www.polycom.com


2004

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Empreendedor – Abril


Guia do Empreendedor Do Lado da Lei

Mais um aumento na carga fiscal

2004

DIVULGAÇÃO

Cobrança do PIS/P ASEP e da Cofins sobre PIS/PASEP a importação de bens e ser viços compr omete serviços compromete a carga fiscal dos contribuintes Com a publicação da Medida Provisória nº 164/04, em 29 de janeiro deste ano, o governo instituiu sobre a importação de bens e serviços a cobrança do PIS/Pasep (Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Editada após a recém-promulgada Emenda Constitucional nº 42, de 30/ 12/2003, que permitiu a criação das citadas contribuições sobre a importação, a MP 164 altera a disciplina jurídica do PIS/Pasep e da Cofins, que até então incidiam sobre a receita (faturamento total) e não sobre as despesas dos contribuintes. Em termos genéricos, pode-se dizer que o PIS e a Cofins na importação serão calculados mediante aplicação, sobre a base de cálculo, das alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente, incidindo sobre a importação de serviços prestados por pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior e de bens estrangeiros, ou bens nacionais ou nacionalizados exportados que retornem ao país. Nesse passo, é importante destacar que o mencionado aumento da alíquota da Cofins de 3% (fixada anteriormente pela Lei 9.718/98) para Abril – Empreendedor

7,6%, que incide sobre o faturamento mensal da pessoa jurídica, não se aplica às pessoas jurídicas optantes pelo recolhimento do Imposto de Renda com base no lucro presumido. Em outras palavras, as pessoas jurídicas tributadas pelo Imposto de Renda com base no lucro presumido ou arbitrado permaneceriam sujeitas às normas da legislação da Cofins vigentes anteriormente à lei que majorou a alíquota, nos termos acima referidos. O fato gerador das mencionadas contribuições será a entrada dos bens no território nacional, ou o pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa de valores a residentes ou domiciliados no exterior como contraprestação por serviço prestado. Em se tratando de importação de serviços, as contribuições devem ser calculadas sobre o valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da retenção do Imposto de Renda, acrescido do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) e do valor das próprias contribuições. No caso da importação de bens, a base de cálculo será o valor que servir ou serviria de base para o cálculo do imposto de importação, acres-

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cido do montante desse imposto, do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS) devido e do valor das próprias contribuições. A MP 164/04 foi instituída com o intuito de promover a isonomia entre os produtos e serviços importados e os nacionais, os quais são sujeitos à tributação. No entanto, o referido diploma legal será responsável por comprometer sensivelmente a carga fiscal de determinados contribuintes, o que a torna passível de questionamento judicial em razão das inconstitucionalidades nela contidas. Cite-se, como exemplo, o fato de que as contribuições em comento constituem novos tributos, os quais, por força do disposto no art. 146 da Constituição Federal, somente poderiam, a princípio, ser instituídos por Lei Complementar e jamais por Medida Provisória.

Mar cos Sant’Anna Bitelli Marcos Advogado (11) 3871-0269


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Empreendedor – Março


Guia do Empreendedor Leitura

2004

Segredos e estratégias para pequenas empresas Mesmo de maneira informal e sem dispor dos recursos e das ferramentas das grandes empresas, os pequenos empreendedores brasileiros fazem marketing com vantagens próprias. Como é o caso do marketing direto, por exemplo, também popularmente conhecido por divulgação boca-a-boca de marcas e produtos e responsável pela geração de novos negócios. Essa é a conclusão apontada por Aléssio Bessa Sarquis, economista e professor de Administração com estudos complementados na Alemanha e no México, em Marketing para Pequenas Empresas: a indústria da confecção. No livro, ele conta os segredos e as estratégias de marketing e vendas das pequenas empresas. O autor demonstra no livro que diversas ferramentas do marketing atual são usadas de forma precária pelas pequenas empresas, como o merchandising e o telemarketing. Segundo ele, se os pequenos empreendedores brasileiros adquirirem o conhecimento necessário do significado, da importância e da maneira de elaborar um plano de marketing, poderão adotar efetivaAbril – Empreendedor

mente esse indispensável instrumento gerencial. Baseado em autores, estudiosos e especialistas do ramo, Sarquis adiciona em sua obra os resultados do estudo realizado em indústrias de confecção de vestuário do município catarinense de Joinville, que mostra como na prática se planeja e executa o marketing. Apesar de o foco da obra estar voltado para as empresas de confecção, o livro abrange a prática do marketing nas mais diversas empresas de pequeno porte do setor industrial, fornecedoras de bens de consumo. Para Sarquis, o desconhecimento das normas básicas de marketing, a falta de orientação, o baixo grau de competitividade para o mercado, a falta de acesso a informações importantes e os choques econômicos são exemplos de causas do elevado índice de falência das pequenas empresas no Brasil. Ao todo, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 80% das empresas de pequeno porte que surgem no país fecham as portas antes de completarem o primeiro ano de atividade.

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FICHA TÉCNICA Marketing para Pequenas Empresas, Aléssio Bessa Sarquis, Editora SENAC (www.editorasenacsp.com.br), 224 págs., R$ 33,00

TRECHOS “A marca e o logotipo podem ser importantes ferramentas de marketing para a pequena empresa, pois são meios de comunicação com o mercado, servem de auxílio às vendas e são de fácil utilização.” “A embalagem é uma ferramenta de marketing valiosa para a pequena empresa. Ela é o rosto e a identidade visual do produto. Um produto pobremente embalado tem poucas chances de sobreviver, postado nas prateleiras, diante de outros produtos embalados em cores e com leiautes gráficos atraentes.” “A pequena empresa deve periodicamente avaliar o portfólio de produtos e tomar decisões relacionadas à atualização dos produtos, introduzindo ou retirando produtos, a partir de critérios e prioridades conscientes e determinados.” “A promoção de vendas é uma ferramenta de comunicação de marketing recomendada para a pequena empresa em razão das oportunidades que oferece.” “Os autores recomendam que a pequena empresa, independentemente do ramo de atividade, faça pesquisa de marketing a fim de coletar dados relativos a problemas ou oportunidades nessa área.”


Novos Títulos

2004

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Empreendedor – Abril


Guia do Empreendedor Novos Títulos Leitura

2004

Transporte, Seguro e a Distribuição Internacional de Mercadorias, Cláudio Ferreira da Silva e Marcos Maia Porto, Editora Aduaneiras (www.aduaneiras.com), 146 págs., R$ 35,00

Os 7 Hábitos (Compactos) das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen R. Covey, Editora Elsevier (www.elsevier.com.br), 132 págs., R$19,50 (cada)

Em Transporte, Seguro e a Distribuição Internacional de Mercadorias, os autores Cláudio Ferreira da Silva e Marcos Maia Porto apontam a logística de fluxos de mercadorias como a chave para o sucesso de operações que envolvem o comércio internacional. O livro trata conceitualmente da logística que relaciona meios, agentes e outros fatores de produção da cadeia de distribuição física internacional. A obra traz o perfil das trocas comerciais brasileiras, os mercados-alvo de exportação, principais produtos exportados e abastecimento interno com produtos importados.

Escolha, Visão, Propósito, Abundância, Confiança, Sinergia e Renovação. Esses são os principais hábitos para atingir o sucesso, apontados por Stephen R. Covey na coleção de sete livros em formato reduzido Os 7 hábitos (Compactos) das Pessoas Altamente Eficazes. Os temas trazem idéias e insights para se planejar e conduzir o cotidiano de modo consciente e eficaz. Em cada livro, o leitor encontrará uma gama de perguntas, citações inspiradoras, pequenas histórias e relatos que ajudam a lidar com os desafios do dia-a-dia.

Comércio Internacional e Protecionismo, Tatiana Lacerda Prazeres, Editora Aduaneiras (www.aduaneiras.com), 310 págs., R$ 55,00

Fábrica de Software: Implantação e Gestão de Operações, Aguinaldo Aragon Fernandes e Descartes de Souza Teixeira, Editora Atlas (www.edatlas.com.br), 308 págs., R$ 48,00

Tatiana Lacerda Prazeres, mestra em Direito Internacional, analisa questões que envolvem o protecionismo no comércio internacional no livro Comércio Internacional e Protecionismo: as barreiras técnicas na OMC. A autora defende que, apesar do atual discurso liberal, desenvolveram-se formas disfarçadas de burlar limitações definidas no âmbito da OMC e existe a possibilidade de os países dissimularem interesses protecionistas por meio de argumentos legítimos como a defesa da vida ou do meio ambiente, criando privilégios para a indústria nacional em desfavor das estrangeiras. Abril – Empreendedor

Ensinar a projetar, implantar e contratar uma fábrica de software e estruturar uma plataforma de offshore de desenvolvimento de software. Esse é o objetivo do livro Fábrica de Software: implantação e gestão de operações, de Aguinaldo Aragon Fernandes e Descartes de Souza Teixeira. A obra serve de referência e aponta caminhos para as empresas de software instaladas no Brasil implementarem operações de fábrica de software confiáveis, com serviços consistentes e que possam competir de igual para igual no mercado de serviços offshore.

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2004

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Empreendedor – Abril


Guia do Empreendedor Análise Econômica

Para onde vai a taxa de câmbio?

2004

DIVULGAÇÃO

Por suas influências em quase todos os elos da cadeia produtiva, uma das discussões intermináveis em economia é sobre o nível ideal da taxa de câmbio. Essa discussão vai muito além do aspecto macroeconômico refletido no balanço de pagamentos, por causa das implicações em custos e preços no nível microeconômico. Quem tem moeda estrangeira a receber defenderá a necessidade de uma desvalorização da moeda nacional, ao contrário de quem tem contas a pagar. É impossível, por isso, que haja acordo sobre essa matéria. Um exemplo claro dessas divergências ocorreu no início do Plano Real, quando o real valorizou-se consideravelmente em relação ao dólar. O reflexo foi sentido imediatamente na balança comercial e nas contas de serviços, que tiveram superávits transformados em déficits ou aumentos de déficits, mostrando a mudança de preços relativos, com os bens e serviços importados mais baratos em comparação aos produzidos no país. O argumento oficial em defesa da taxa de câmbio foi que a valorização da moeda do país seria compensada por aumentos de produtividade das empresas brasileiras. Apesar da lógica do argumento, a manutenção da taxa de câmbio naqueles níveis mostrou-se inviável, o que levou à mudança do regime cambial em janeiro de 1999. Abril – Empreendedor

Quem tem moeda estrangeira a receber defende desvalorização do real, ao contrário de quem tem contas a pagar O motivo imediato para a mudança do regime cambial foi o elevado nível dos déficits em transações correntes, tanto na balança comercial quanto na de serviços. Enquanto a entrada de capitais externos foi abundante não houve problemas. Uma mudança no humor dos investidores estrangeiros, entretanto, fez com que a vulnerabilidade gerada pelos resultados do balanço de pagamentos se manifestasse. O ajuste a essas situações passa por uma redução do nível de atividade interno, necessário para reduzir a demanda por produtos importados. A moeda do país desvalorizada, ao encarecer produtos estrangeiros comparativamente aos locais, é um sólido argumento para reduzir a demanda. O valor real médio do dólar entre janeiro de 1999 e fevereiro de 2004 é de R$ 3,15 por dólar, em valores de fevereiro de 2004, descontando-se a inflação do Brasil e dos Estados Unidos. Isso indica que, no primeiro trimestre de 2004, a taxa de câmbio esteve baixa em relação à média dos últimos anos, o que é bom para o controle das taxas de inflação. O desempenho da balança comercial, apesar disso, tem sido favorável, o que é explicado pelo comportamento dos preços internacionais dos produtos exportados pelo Brasil. Uma reversão desse comportamento, entretanto, pode fazer reaparecer a estrutural dependência de recur-

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sos externos do país, necessários para cobrir o pagamento de dívidas, mesmo que não se necessite de dinheiro novo. A taxa de juros internacional tem um importante papel e o seu baixo nível tem facilitado o refinanciamento da dívida externa brasileira. Uma estratégia para a redução da vulnerabilidade é aumentar as reservas internacionais, e para isso o Banco Central anunciou, no início deste ano, a compra de dólares. O repique da inflação, juntamente com a redução das captações externas, entretanto, fez com que o Banco Central reduzisse a sua intervenção. Com as pressões inflacionárias controladas e maior entrada de capitais externos é provável a volta do Banco Central às compras. Um aumento da taxa de juros internacional ou uma piora da avaliação do risco do país poderão dificultar o financiamento externo, exigindo uma perda de valor da moeda brasileira como compensação. Uma estratégia mais agressiva de aumento das reservas internacionais ou piora do cenário internacional terão como conseqüência uma desvalorização da moeda brasileira, muito mais provável que uma valorização ou continuidade nos valores do primeiro trimestre.

Roberto Meurer

Professor de Economia da UFSC e consultor da Leme Investimentos


Indicadores

Carteira teórica Ibovespa NOME/TIPO AÇÃO

VARIAÇÃO % ANO (ATÉ MARÇO)

1,24 1,58 0,82 2,90 4,45 0,54 1,12 0,43 1,89 2,11 0,64 0,74 0,12 2,90 0,38 0,41 1,57 0,72 0,83 2,81 0,93 0,72 2,28 1,06 5,28 2,18 100,00 0,32 1,24 0,54 0,17 1,52 2,80 9,69 1,20 3,00 1,09 0,71 0,45 1,07 2,04 0,26 0,87 1,91 1,19 12,31 1,35 6,07 0,85 0,30 0,34 2,79 1,15 3,08 1,06

20,25 -20,06 3,87 -3,46 -8,27 9,52 -3,00 1,60 -7,49 -16,17 12,19 20,99 -5,50 -3,98 -23,29 -3,35 -19,56 2,12 -24,12 -16,37 1,99 -6,74 -7,92 -10,50 -12,90 13,11 -0,42 6,03 -1,18 11,44 -27,78 -8,79 18,37 15,01 -8,26 26,93 1,98 4,02 16,81 4,48 21,47 -21,04 -4,15 -5,29 2,94 -13,27 18,75 37,65 8,61 18,60 -14,80 16,35 -5,89 -7,28 11,38

65

Inflação

(%)

Índice -M IGP-M IGP IGP -DI * IGP-DI IPCA * IPC - Fipe *

Março 1,13 1,08 0,61 0,19

Ano 2,73 1,89 1,37 0,84

(* até fevereiro)

Juros/Aplicação

(%)

Março 1,37 1,38 0,68 1,23 6,22

CDI Selic Poupança CDB pré 30 Ouro BM&F

Ano 3,76 3,78 1,86 3,38 1,81

Indicadores imobiliários (%) CUB SP TR

Março 0,64 0,14

Ano 1,57 0,37

Juros/Crédito Março 30/março Desconto 2,40 Factoring 4,45 Hot Money 3,50 Giro Pré (*) 3,00

(em % mês) Março 31/março 2,40 4,45 3,50 3,00

(*= taxa ano)

Câmbio (em 31/03/2004) Cotação Dólar Comercial Ptax R$ 2,8958 US$ 1,2319 Euro Iene US$ 104,19

Mercados futuros Abril Dólar R$ 2,908 Juros DI – Abril Ibovespa Futuro 22.623

(em 31/03/2004) Junho Maio R$ 2,926 R$ 2,956 15,84% 15,71% Junho

Agosto

23.083

23.671

Empreendedor – Abril

2004

Acesita PN Ambev PN Aracruz PNB Bco Itau Hold Finan PN Bradesco PN Bradespar PN Brasil ON Brasil T Par ON Brasil T Par PN Brasil Telecom PN Braskem PNA Celesc PNB Cemig ON Cemig PN Cesp PN Comgas PNA Copel PNB CRT Celular PNA Eletrobras ON Eletrobras PNB Eletropaulo Metropo PN Embraer ON Embraer PN Embratel Part ON Embratel Part PN Gerdau PN Ibovespa Ipiranga Pet PN Itausa PN Klabin PN Light ON Net PN Petrobras ON Petrobras PN Sabesp ON Sid Nacional ON Sid Tubarao PN Souza Cruz ON Tele Celular Sul ON Tele Celular Sul PN Tele Centroeste Cel PN Tele Leste Celular PN Tele Nordeste Celul PN Telemar Norte Leste PNA Telemar-Tele NL Par ON Telemar-Tele NL Par PN Telemig Celul Part PN Telesp Cel Part PN Telesp Operac PN Tractebel ON Transmissao Paulist PN Usiminas PNA Vale Rio Doce ON Vale Rio Doce PNA Votorantim C P PN

PARTICIPAÇÃO IBOVESPA


Guia do Empreendedor Agenda DE 13/04 A 17/04/2004

DE 07/04 A 18/04/2004

44ª EXPO LONDRINA 2004

FEICON

FICAV

Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina Parque de Exposições Governador Ney Braga Londrina – PR Fone: (43) 3338-5080

Feira Internacional da Indústria da Construção Anhembi São Paulo – SP Fone: (11) 4197-9111

3ª Feira da Indústria, Comércio e Agropecuária de Vargeão Pavilhão Comunitário Vargeão – SC Fone: (49) 434-0148

DE 13/04 A 15/04/2004

TECNOLÁCTEA 2ª Feira Internacional de Produtos para a Indústria do Leite e Derivados Centro de Convenções de Goiânia Goiânia – GO Fone: (11) 3885-4265

FARMAEXPO 2ª Feira Internacional das Indústrias e Fornecedores de Produtos para Farmácias e Drogarias Transamérica Expo São Paulo – SP Fone: (11) 5687-8522 DE 13/04 A 16/04/2004

UBRAFE 2004 Feira de Produtos e Serviços para Eventos Expo Center Norte – Pavilhão Branco São Paulo – SP Fone: (11) 3120-7099 DE 13/04 A 17/04/2004

AGRISHOW CERRADO 2004 Parque de Exposições de Rondonópolis Rondonópolis – MT Fone: (66) 423-2041 DE 13/04 A 17/04/2004

EXPOLUX

Feira Internacional da Indústria da Iluminação Expo Center Norte São Paulo – SP Fone: (11) 4197-9111 DE 13/04 A 17/04/2004

FEICON MÁRMORES & GRANITOS Feira Internacional de Mármores e Granitos Anhembi São Paulo – SP Fone: (11) 4197-9111

Abril – Empreendedor

DE 15/04 A 30/04/2004

DE 13/04 A 17/04/2004

FEICON COZINHAS & BANHEIROS Feira Internacional de Cozinhas e Banheiros Anhembi São Paulo – SP Fone: (11) 4197-9111

DE 13/04 A 15/04/2004

2004

DE 15/04 A 25/04/2004

DE 13/04 A 17/04/2004

FARMAEXPO 2004 Feira Internacional das Indústrias e Fornecedores de Produtos para Redes de Farmácias e Drogarias Transamérica Expo Center São Paulo – SP Fone: (11) 5687-8522 DE 15/04 A 17/04/2004

LABACE’2004 2ª Exposição Latino-Americana de Negócios de Aviação Transamérica Expo Center São Paulo – SP Fone: (11) 5032-2727 DE 15/04 A 18/04/2004

FIMEC 2004 28ª Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes e Acessórios, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes Parque de Exposições Fenac Novo Hamburgo – RS Fone: (51) 587-3366 DE 15/04 A 25/04/2004

EXPOGRANDE 66ª Exposição Agropecuária e Industrial de Campo Grande Parque de Exposições Laucídio Coelho Campo Grande – MT Fone: (67) 342-2201 DE 16/04 A 18/04/2004

AGROVALE 4ª Feira Agroindustrial no Vale do Itajaí Pavilhão de Exposições da Proeb Blumenau – SC Fone: (47) 322-5900 DE 16/04 A 25/04/2004

L&D 21ª Feira do Lar e Decoração Centro de Exposições de Curitiba Curitiba – PR Fone: (41) 335-3377 DE 18/04 A 20/04/2004

MERCOSUPER 23ª Feira Paranaense de Supermercado Expotrade Pinhais – PR Fone: (41) 362-1212 DE 19/04 A 25/04/2004

MOITARÁ XXV Feira do Artesanato Indígena Centro de Exposições da Artíndia – Funai Brasília – DF Fone: (61) 226-4270 DE 20/04 A 24/04/2004

AUTOP’2004

BIENAL 2004 Bienal Internacional do Livro de São Paulo Centro de Convenções Imigrantes São Paulo – SP Fone: (11) 4689-3100

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11ª Feira Nacional de Autopeças e Veículos do Estado do Ceará Centro de Convenções do Ceará Fortaleza – CE Fone: (85) 252-1856


2004

Abril – Empreendedor

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Empreendedor 114  

Edição n. 114 da revista Empreendedor, de abril de 2004

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