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ISSN 2447-7737


R E V I S TA

EDITORIAL EDIÇÃO #11 1º SEMESTRE / 2016

A Revista DOT é um projeto realizado pelos cursos de Design Gráfico e Design de Produto da Faculdade de Administração e Arte de Limeira semestralmente.

Adeus e obrigado pelos peixes

Olá mais uma vez! Você tem em suas mãos mais uma edição da Revista DOT, esperamos que a manuseie com carinho, pois, foi feita especialmente para você. Esta é a 11ª edição que trazemos do pó à vida para te proporcionar uma leitura aconchegante não só no visual, mas, em conteúdos, abordando vários assuntos superinteressantes que vão te fazer ler do começo ao fim antes mesmo que perceba. Nesta edição abordaremos o empreendedorismo no querido contexto de design, onde respondemos várias perguntas que você provavelmente já se fez caso trabalha ou pretende trabalhar na área. A mesma matéria têm muitos exemplos de pequenos projetos e iniciativas de alunos da FAAL que foram bem sucedidos e hoje se tornaram empresas muito bem vistas pelo mercado de trabalho. Ah! E a qualidade das matérias não cessa por aí, pois temos, ainda, vários outros conteúdos muito bem elaborados, prontinhos, só aguardando por você. A Revista DOT é um projeto sucedido de semestre a semestre. Dessa vez, à nós foi designada. A partir dela, aprendemos e anotamos muitas lições que serão colocadas em prática durante um longo tempo. Somos gratos a cada um dos contribuintes, tanto pelos patrocínios quanto pelos portfólios e ainda, o auxílio dos professores que aceitaram dar uma revisão a mais pra garantir que o conteúdo foi bem feito. Tenha um boa leitura e aguarde anciosamente pela próxima edição!

issuu.com/revistadot fb.com/revistadot instagram.com/revistadot revistadot@faal.com.br

Equipe DOT


nome da matéria

PROFESSORES E ALUNOS

______________________________________

EQUIPE DOT #11

PROFESSORES ORIENTADOR Tiago Sanches

EQUIPE MAIS BONITA DA CIDADE

BANCA DE AVALIAÇÃO DOS PORTIFÓLIOS Tiago Sanches Tomas Guner Sniker

Aline Garcia

Fernando Toquato

Hilary Sass

Isis Villa

Semi-vegetariana, especialista em desenhos rupestres, fala pelos cotovelos e resmunga como ninguém. Louca por tipos, cachorros, queijo e bandas com nomes estranhos.

Curte design e ilustração, apaixonado por tatuagem e um dia quer ser tatuador. Fã de música pesada, fala bolacha e não biscoito e prefere creme dental vermelho.

Ama desenhar desde que se conhece por gente, às vezes faz experimentos com lettering e não consegue ir muito longe sem seus fones de ouvido.

Adora ilustração, design editorial e arte urbana, e não entende como as pessoas gostam tanto de tapioca.

Coordenadora, Diretora de redação

Social Media

Redatora e Diagramação

REVISÃO André Luiz de Souza Daniel Campos Daniel Martins Fabiane Fernandes Julio Giacomelli Kledir Salgado Marcos Serafim Tiago Sanches Tomas Sniker

Redatora e Diagramação

COLABORADORES EXTERNOS

______________________________________

REVISORA Ana Caroline Borges (Pedagoga)

Leonardo Surge

Thais Vicentin

Victor Kahn

Estudante de Design Gráfico, prefere photoshop à ilustrator. Apaixonado por arte, comida e skate, preparado para qualquer obstáculo.

Estudante de Design Gráfico, adora ilustração. Não gosta de ficar parada. Adora conhecer pessoas e lugares novos. Apaixonada por ler e assistir séries.

Designer gráfico e ilustrador, fascinado por videogames independentes e animes clássicos dublados. Capaz de viver somente de pizza.

Social Media

Redatora

Redação

Diagramação

ENTREVISTADOS Altelier Black Madre Bicicleta sem Freio Cola Aqui! Sticker Here! Cyla Costa Daniel Campos Fiz com Giz Leandro Dexter Renata Moura Split Studio SHN Vinícius Ferreira Walter Mattos

Gerente, Diretor de Arte

Revisão

Social Media

PATROCINADORES Agência Alvo Agência Ziny Faal Fiz com Gíz Ilustrata

Capa


SUMÁRIO LEIA SEM MODERAÇÃO EMBALAGEM

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LETTERING - O FILHO DA TIPOGRAFIA COM A ILUSTRAÇÃO

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ARTE SOBRE RODAS

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TIPOGRAFIA

ILUSTRAÇÃO EM SKATE

COLA QUE É SUCESSO COLAGEM

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VAI LÁ E FAZ!

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PORTFÓLIOS

46

ALÉM DO CÓDIGO BINÁRIO

58

DESIGN EM FUNÇÃO DO HOMEM

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JULGANDO PELA CAPA

68

ENTRE TRAMAS E ACORDES MODA E MÚSICA

74

TROCANDO IDEIAS COM WALTER MATTOS

80

CAPA

TRABALHOS DOS LEITORES

WEB DESIGN

PRODUTO

ILUSTRAÇÃO EM DISCOS

ENTREVISTA

8

LEIA SEM MODERAÇÃO

16

LETTERING, O FILHO DA TIPOGRAFIA COM A ILUSTRAÇÃO


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ARTE SOBRE RODAS

46 PORTFÓLIOS

68

JULGANDO PELA CAPA

34 VAI LÁ E FAZ!

58

ALÉM DO CÓDIGO BINÁRIO

74

TROCANDO IDEIAS COM WALTER MATTOS


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LEIA SEM MODERAÇÃO A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereias, como a cevada maltada. Aredita-se que a cerveja tenha sido a primeira bebida criada pelo homem. O primeiro documento relatando o processo de produção da cerveja foi escrito por um poeta Sumério, datado em 1800 a.C., é chamado de Hino a Ninkasi, uma placa de barro com inscrições em cuneiforme (escrita a partir de objetos de cunha). Tempos se passaram e a cerveja se tornou a terceira bebida mais popular do mundo, logo depois da água e do chá. No Brasil, até o final da década de 30, a cachaça era a bebida mais consumida. Por outro lado, para satisfazer o paladar da nobreza, havia outros tipos de bebida como licores franceses e vinhos portugueses. Já a cerveja era produzida de forma caseira por famílias

de imigrantes para consumo próprio, onde a partir de 1859 passa a ser produzida em nosso país. Tempos se passaram e a cerveja se tornou a terceira bebida mais popular do mundo, logo depois da água e do chá. Hoje em dia, as chamadas cervejas artesanais, produzidas a partir de sabores e aromas únicos, repletas de personalidade e estilo (principalmente se tratando de seus rótulos). E entre nós designers, amantes dessa área ou simplesmente admiradores, quem de nós nunca comprou um livro pela capa? Ou algum produto pela embalagem? Pois bem, as cervejas também tem esse poder de sedução através dos rótulos. Percebemos que as cervejas tradicionais possuem recipientes similares, algumas de outras cores, com ou sem textura, mas em sua maioria com os mesmos tamanhos, no caso comportam a mesma dosagem em mililitros. O mesmo caso acontece com os rótulos, que por sua vez agregam uma estética mais tradicional à bebida, algo um tanto quanto padronizado, com algumas exceções de muito bom gosto. Fato que não ocorre com as cervejas artesanais, em que o recipiente é encontrado de várias formas diferentes das mais comuns no mercado, tanto em tamanhos quanto em comportamento de mililitros, e com rótulos nada tradicionais. Os rótulos das cervejas artesanais, muitas vezes surpreendem pela riqueza de detalhes e estilo na tentativa de transmitir toda sua essência, o que chama a atenção e atrai cada vez mais consumidores, já que são cervejas relativamente novas, com aromas e sabores diferentes das conhecidas pelo mercado.

MAS ENTÃO, COMO CRIAR UM RÓTULO MANEIRAÇO PARA SUA CERVEJA?

Foto: popwebdesign.net

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O primeiro passo é ter algumas noções básicas sobre os rótulos: medidas, material apropriado, (levando em conta que a cerveja é servida gelada, portanto o rótulo deve ser à prova d’água) e a tipografia, que deve ser de fácil leitura, não necessariamente uma tipografia toda simétrica, já que para as cervejas artesanais o design é mais “livre” e cheio de conceito. Principalmente, situar qual será o público alvo, saber a quem se destina, quais as características dos indivíduos, média de idade, gostos pessoais, entre outros. Em seguida, o designer deve ter um bom conhecimento do produto a qual se destina sua criação, para então pensar em estilos e breves definições sobre o rótulo, afinal, não se deve pensar que


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um rótulo é apenas um rótulo, mas sim a identidade do produto, seu cartão de visita. Mas não pense que esta criação está livre de normas rigorosas, normas do MAPA, ANVISA e regulamento do INMETRO devem ser seguidas. Assim como todo rótulo, deve conter informações imprescindíveis sobre teor alcóolico, produto a quem se destina, composição, fabricante e validade, e devem estar dispostas em um modo fácil de se localizar e compreender. E já que o assunto é cerveja artesanal e design de rótulos, a equipe da revista DOT conversou com Vinícius Ferreira, gaúcho, publicitário, cervejeiro caseiro e um dos principais especialistas no Brasil na criação de rótulos para cerveja.

SAIBA QUEM É VINÍCIUS FERREIRA: Há mais de 10 anos no mercado, Vinícius se formou em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Metodista do Sul – IPA, em Porto Alegre, RS e há 5 anos produz cerveja caseira junto com o seu irmão Marcos Thomé. Vinícius é responsável pela criação de mais de 150 rótulos no crescente mercado cervejeiro brasileiro, dentre eles para Java’s Bier de Canoas, Duas Tribos do Rio de Janeiro, Cervejaria Atrevida, Backyard Elixir Brewery de São Paulo e Cervejaria Destroyer Beer em Criciúma-SC. Ministra o curso de “Comunicação e Marketing na Cerveja” na Escola da Cerveja em Porto Alegre/RS. Além disso ministra o workshop “Criação de Rótulos para Cerveja” na Univates em Lajeado/RS e presta consultoria para cervejarias. Orgulha-se de seu extenso portfólio de clientes por todo o Brasil, totalizando mais de 80 rótulos já criados. Para ele, a embalagem do produto é a principal característica ligada à venda, portanto, é preciso trabalhar com algo que seja muito atrativo para seu público. Ele nos contou através de email, que sua paixão por cerveja começou em 2011, então passou a se interessar por analisar os rótulos.

ACOMPANHE TUDO O QUE ELE DISSE: “Leio muita revista, vejo muito filmes, olho muito o Pinterest, leio revista de arte. Participo de muitos festivais de cervejas para ver os rótulos novos, trocar ideias, conversar com o público. Acredito que a inspiração para qualquer criação está no simples fato de viver e experimentar coisas novas. Nosso rótulo tem de ter uma empatia comunicacional, ganhar a simpatia do público. Por isso é indispensável conhecer o público e o produto. Sempre adequar tecnologia, aplicação e custo nos rótulos, não adianta uma ideia futurista se a impressão é inviável ou com um custo alto. Uma dica muito importante é a tipografia (fonte) utilizada.

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É fundamental que ofereça uma boa leitura, assim como o uso de cores precisa ser adequado. Nada muito poluído, mas chamativo. Para a criação de um bom rótulo, temos de pensar em formatos adequados (faca), nada de muito complexo que deixa inviável a impressão do rótulo ou com os custos elevados. Uma boa criação tem de seguir o design da garrafa e a identidade da cervejaria,

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sempre priorizando os dados fundamentais e obrigatórios por lei. Sempre deixe sua personalidade na criação do ótulo sem fugir da personalidade da cervejaria. Para criar um bom rótulo de cerveja, o designer precisa ter bom gosto, bastante referências e conhecimento do mercado. Mas o principal talvez seja saber abrir mão de um estilo próprio e trazer em cada rótulo a personalidade por trás da cerveja e da cervejaria. Entender que o rótulo de cerveja é parte de um projeto de posicionamento da cervejaria e que tudo tem de estar alinhado e fazer sentido como conjunto. Pense que um rótulo não é apenas um rótulo. Ele é o acréscimo final de uma série de valores da cervejaria. No Brasil, os rótulos vêm sendo feitos de acordo com cada ideia pontual, sem passar para os consumidores a essência da cervejaria ali representada. O posicionamento de uma cervejaria ajuda a alinhar tudo: discurso, receitas, rótulos, merchandising, estandes, e por aí vai. Esse é o princípio básico que pouquíssima gente consegue fazer. E que divide os profissionais da área dos amadores. Assim, um bom rótulo precisa resumir a essência da cerveja e da cervejaria, gerar identificação com o público e, o principal, destacar-se nas prateleiras. Vejo muitos rótulos em prateleiras que não conseguem contar uma história, mas que em um cartaz talvez conseguissem. Para mim um bom rótulo precisa conter dados técnicos como os que a legislação nos obriga. Deve conter dados esclarecedores para que as pessoas possam saber que líquido estão bebendo. E um rótulo precisa ser original, precisa ter sua própria identidade. Um quarto ponto importante é pensar na linha da cervejaria como se estivesse na prateleira, ou seja, construir uma unidade visual para uma linha de produtos e não desenhar um rótulo apenas. Isso fortalece a marca, pois um rótulo se soma ao outro em vez de dividir as atenções, mesmo quando acessados separadamente.


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Na minha opinião, os meus melhores rótulos são da Raridade Cervejas, Duas Tribos e Lolla. Então, se você quer criar o rótulo de sua cervejaria, vá atrás de referências em outros mercados e tente olhar para o design como apenas uma das ferramentas na construção da marca. Não encare o rótulo como algo separado corre o risco de errar o alvo. Pense nele como um todo. Vá numa loja especializada e imagine seu rótulo ali, pense como um rótulo pode chamar a sua atenção. Pense num conjunto de sensações que vão fazer você decidir sua compra. E sempre pense: você escolheria o que você está desenhando?”

Agora que você já está por dentro de como funciona o atual mundo cervejeito, suas vertentes e o mercado, mãos à obra para criar aquele rótulo de dar inveja nos amigos e quem sabe, sua própria cerveja artesanal para degustar ou vender. E para ter ainda mais conhecimento sobre o mundo das embalagens, saboreie o livro do grande Fábio Maestrine - Design de Embalagem. E se você não gosta do sabor da cerveja, garantimos que vai gostar do design dos rótulos que as acompanham toda vez que você for ao mercado ou se deparar com alguma cerveja artesanal por aí, inclusive os rótulos que mostramos. E lembre-se: se beber, não dirija.

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O uso de lettering vem se tornando cada vez mais recorrente em diversas áreas do design no mercado, por ser um meio que possibilite ao designer se expressar através de formas e composições, a fim de transmitir uma mensagem sem deixar de lado a clareza necessária. Mas o que realmente é lettering? Não é só um nome moderno para a caligrafia? Ou um lado despojado da tipografia? NÃO!

Beleza, mas qual é a diferença? É bem comum vermos tudo o que se relaciona com letras e tipos intitulados como tipografia, em alguns casos mais graves e chocantes, podemos até nos deparar com o termo “tipologia” (utilizado de maneira errônea por leigos no assunto). Mas é sempre importante classificarmos de maneira correta cada uma destas vertentes, para termos uma visão coesa do trabalho que estamos realizando, estudando ou só admirando mesmo.

CALIGRAFIA Caligrafia é a arte ou técnica da escrita à mão, produzindo uma palavra por vez. Pode ser tida como a base de tudo, pois de uma maneira bem ampla é a escrita que cada indivíduo carrega consigo, só que trabalhada e refinada por aqueles que se dedicam a isso. A arte de escrever palavras, que muitos designers exercem com graça e leveza, tem como grande influenciador o tipo de instrumento utilizado em sua concepção, sendo este o responsável pelos detalhes e aspectos do estilo ditado na composição caligráfica. Cálamos, pincéis penas e afins, podem originar traços orgânicos e curvilíneos de uma cursiva, ou a traços marcantes e pesados de uma gótica. Sendo assim, cabe ao designer à destreza de manusear e conduzir os instrumentos de sua escolha. Foto: amenidadesdodesign.com

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LETTERING

TIPOGRAFIA Tipografia é a combinação de tipos que são desenhados separadamente, letra por letra, número por número, pontos, vírgulas e acentos, que quando combinados nos permitem à escrita. No livro ‘Elementos do estilo tipográfico’, Robert Bringhurst faz uma analogia para explicar melhor o termo, que diz o seguinte: “Tipografia é como tocar piano – um instrumento bem diferente da voz humana. Nele, as notas já estão definidas, mas não sua ordem, duração e amplitude. As notas são fixas, mas podem ser rearranjadas infinitamente, produzindo música significativa ou ruído sem sentido. ” Um artificio que temos graças a Gutenberg, que em meados do século XV projetava os primeiros tipos móveis em metais, compondo com estes uma matriz, que por meio de uma prensa transpunha as letras para o papel. A técnica possibilitou a produção de impressos em larga escala, transformando o que antes era feito pelos escribas, em algo mecanizado.

visualhunt.com

Com a chegada dos tipos digitais a facilidade de produção e distribuição aumenta significativamente, o que ajuda a difundir a tipografia ao redor do globo, dando condições de uma fonte criada do norte brasileiro ser usada em um projeto europeu, por exemplo. O gosto em produzir fontes já é bem recorrente em vários países, aqui no Brasil essa prática vem ganhando cada vez mais espaço devido ao trabalho de excelência produzido por conterrâneos. Este ano o número de brasileiros selecionados na sexta bienal de tipos latinos foi bem significativo, nomes como Henrique Beier, Daniel Sabino, Rodrigo Saiani, Diego Maldonado, Fernando Mello, Marconi Lima e Crystian Cruz ajudam a compor a lista. Gustavo Soares, jurado brasileiro da Bienal Tipos Latinos de 2014, explica de uma forma mais clara o amadurecimento da profissão em território nacional: “O design de tipografia é um mercado altamente especializado. O Brasil está amadurecendo nessa área, prova disso é que além da expansão geográfica e quantitativa, fomos ainda o país com mais projetos selecionados na categoria Texto, considerado o núcleo duro da mostra”

Fonte Brasílica desenvolvida pelo brasileiro Rafael Dietzsch / Foto: abcdesign.com Fonte Graviola participante da sétima bienal de Tipos Latinos / Foto: abcdesign.com

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LETTERING Seguindo este pensamento chegamos finalmente ao lettering. Onde de um lado temos a tipografia, que mesmo com o advento dos tipos digitais ainda possui uma limitação por conta de ser projetada em caracteres separados, e de outro temos a ilustração com a sua liberdade de expressão inigualável, quando fundimos essas duas ramificações, obtemos o lettering! Com ele podemos traçar letras da forma que desejarmos, transmitindo uma mensagem ou remetendo a produtos e temas específicos com muito mais facilidade. Ainda que bebendo da mesma fonte que a caligrafia, tem uma composição bem mais despojada, pois a sua essência permite carregar detalhes o fato de poder ser esboçado previamente e depois retrabalhado várias vezes permite carregar detalhes mais rebuscados, podendo interligar as palavras umas com as outras e se preenchendo como um todo com algum outro adorno que se encaixe na composição.

Foto: followthecolours.com

O trabalho de Cyla Costa Uma amostra disso é a brasileira Cyla Costa, que recentemente teve o seu projeto ‘Weekly Woody’ selecionado pelo respeitado e aclamado concurso do TDC (Type Directors Club) como integrante de uma exposição que viajará por oito países. A ideia da designer era compor cartazes com letterings sobre cada um dos filmes (em ordem cronológica) feitos por Woody Allen, nos quais a estética trouxesse o conceito dos mesmos. Iniciado em 2014 o projeto

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ainda está em curso, com a pretensão de continuar até seus filmes mais recentes e inclusive ir acompanhando a produção atual desse diretor inspirador.


LETTERING

Do lápis ao Giz O uso de lettering vem se tornando cada vez mais recorrente em diversas áreas do design no mercado, por ser um meio que possibilite ao designer se expressar através de formas e composições, a fim de transmitir uma mensagem sem deixar de lado a clareza necessária. Com isso, os murais de giz ganham mais valorização e espaço no nosso meio. Por ser uma maneira artística e clara de expor um produto que muitas vezes passa despercebido, como um cardápio em uma cafeteria. Um lindo exemplo é o trabalho que as meninas do Fiz com Giz realizam. Duas designers, Marina Rosso e Juliana Zarattini, que movidas pela paixão por letras, buscavam formas de praticar mais o lettering dentro da Melt Design (estúdio onde trabalhavam), visando que passavam muito tempo trabalhando com o digital e em vez de fazer trabalhos mais manuais. O trabalho com o giz já estava bem disseminado no exterior, a efemeridade de poder criar algo, depois apagar e começar do zero, e a liberdade para desenhar em grandes tamanhos, com paredes logo cativou as duas meninas. Pintaram uma lousa do estúdio de preto e começamos a fazer algumas artes por lá, fato que logo chamou a atenção dos clientes, que acabaram pedindo para que o mesmo fosse feito em seus negócios. Esse foi o pontapé inicial, percebendo o potencial enorme que

tinham, e com o design correndo nas veias, criaram a identidade visual do negócio e partiram para as redes sociais divulgando o trabalho. Começaram os trabalhos da Fiz com Giz em paralelo com o que já exerciam por esse motivo as lousas eram feita em horários alternativos, o que acarreta em alguns sacrifícios como trabalhar nas noites de sexta e nas manhãs de domingo. Tentando sempre mantre o eqilibrio. Após dois anos, Marina abandona o trabalho na Melt Design para se dedicar inteiramente a Fiz com Giz, e Juliana dedica alguns dias na semana para trabalharem juntas. A maior parte dos trabalhos é feita para restaurantes e cafés que caem nos encantos da beleza que o mesmo transmite, porém o mais importante é que a lousa é uma poderosa ferramenta de comunicação, capaz de transmitir ao cliente o conceito e posicionamento dos lugares de maneira muito impactante e efetiva. O processo de criação de um novo lettering começa com o atendimento, passando por orçamento, briefing, desenvolvimento de layout em escala, mesclando o manual com o digital, e após todas as etapas aprovadas pelo cliente a arte é aplicada no local almejado. Uma grande vantegem em trabalhar com o lettering é a possibilidade em criar o desenho de uma letra ou de uma palavra que se adeque totalmente ao projeto que esta sendo desenvolvido, podendo ajustar a forma das letras de maneira orgânica e dinâmica, como acontece com uma ilustração. Agora que temos bem estabelecidas as diferenças entre tipografia, caligrafia e o nosso querido lettering é só se lançar nesse universo de letras!

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JÁ TAVA AQUI FAZ TEMPO Não se tem a data exata de quando e como o skate surgiu, sabe-se que na década de 50, alguns surfistas que moravam nos Estados Unidos tentaram reproduzir o surf nas ruas, já que em algumas épocas do ano o mar fica sem ondas. Assim, tentaram trazer o surf para o asfalto, e não é que deu certo! Usaram rodas e eixos montados em pranchas de madeira, um objeto grosseiro que evoluiria gradualmente e viria a se tornar o skate que temos hoje, com shape, lixa, trucks, rolamentos, rodas e também parafusos e porcas para prender tudo.

O QUE É O SHAPE O shape, também conhecido como deck, basicamente é uma junção de várias lâminas de madeiras coladas uma sobre a outra e depois, prensadas. O tipo de madeira pode variar, mas normalmente os modelos fabricados no Brasil utilizam o marfim, enquanto os americanos utilizam o maple. Como e por que começaram as artes nos shapes de skate? Em toda a história da humanidade o homem sempre sentiu a necessidade de expressar seus momentos e sentimentos, esse desejo foi evoluindo em todas as suas criações como telas, papéis, roupas, revestimentos e objetos, até atingir o que hoje é conhecido como shape. Com o decorrer do tempo, o toda a cultura do skate sofreu algumas mudanças em seu estilo. De início era totalmente influenciado pelos surfistas, ao final dos anos 70 passa a ter sua identidade Em 1959 Roller Derby foi o primeiro skate fabricado e comercializado / Foto: etsy.com

ligada ao punk e new wave, no final dos anos 80 o punk foi sendo substituído pela cultura urbana e hip-hop, com isso a modalidade street cresce cada vez mais, mas somente nos anos 90 o skate se populariza e perde o preconceito que possuía, sendo esse processo acompanhado pela arte. Os materiais e os processos de fabricação foram evoluindo, técnicas como serigrafia, pirografia, laser, ou jato d’água são utilizadas.

Shapes estampados a laser / Foto: oskate.com.br

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ARTE SOBRE RODAS

PERSONALIZADOS E COM PERSONALIDADE Muito comum nas marcas de skate, é o fato dos produtos serem um promodel, que consiste em uma edição, com a participação de um atleta patrocinado pela própria marca no desenvolvimento. Normalmente este produto atende necessidades como medidas e formatos que o atleta mais se assemelha, é comum ganhar seu promodel ao virar profissional. Algumas marcas seguem uma edição com as mesmas referências para todos os atletas patrocinados, mudando apenas as cores e nomes. Um exemplo seria os modelos de shapes da Girl Skateboards que seguem um flat design. Cada marca tenta expressar em seus produtos uma estética e um estilo para construir uma identidade própria, isso as caracteriza. Em geral as ilustrações que compõe um shape são extremamente vastas, indo de questões políticas e culturais até as cotidianas ou abstratas. Girl Skateboards / girlskateboards.com

JIM PHILLIPS Um exemplo seria o artista Jim Phillips, nascido em 1944 é um dos artistas gráficos mais criativos mundo. Ilustrador de shapes e pranchas de surf, foi o principal ilustrador da marca de skate Santa Cruz Skateboard. Em muitas de suas obras Jim utilizou personagens que ele mesmo criou como a Screaming Hand, o Slasher, além do próprio logo da Santa Cruz Skateboard.

Foto: koreropress.com

Foto: designboom.com

Foto: designboom.com

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DENNIS MCNETT

Foto: coagula.com

Outro nome desse meio é Dennis McNett, além de skatista é ilustrador e escultor. Fez uma série assinada para a Anti-Hero Skateboards e projetos para a marca de tênis Vans. Com mais de 18 anos de experiência, sua maior inspiração foi o seu avô que era cego, e que o apoiava dizendo que seus desenhos eram bons. Seu maior talento é a técnica de xilogravura, passando uma sensação extremamente visceral em toda sua obra. Reproduz uma visão da arte de rua, cultura punk dos anos 80 e mitologia Viking. Atualmente vive em Nova York.

Foto: revistacliche.com.br

TODD BRATRUD Todd Bratrud é um artista-skatista de Minnesota, conhecido pelos seus desenhos que são contundentes, polêmicos, engraçados, chocantes e muitas vezes subversivos. Já trabalhou para grandes marcas de skate como a Flip, Nike, Volcom, Enjoi, Birhouse, Creature, Consolidated, além de revistas de skate no mundo todo. Todd já realizou várias visitas para o Brasil mostrando a sua arte.

Foto: pragmaticprints.com

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Foto: huckmagazine.com


ARTE SOBRE RODAS

ED TEMPLETON

Foto: huckmagazine.com

Ninguém melhor para ilustrar um shape do que um próprio skatista, é o caso do Ed Templeton. Nascido na Califórnia tornou-se skatista profissional com 18 anos, além de ser o ilustrador, faz todo o material publicitário da sua própria empresa de skate a Toy Machine, tornando-a uma das maiores empresas de skate do mundo. Ed é conhecido por suas artes polêmicas, que transmitem temas como imperialismo cultural, desigualdade social, opressões de governos, problemas sociais e culturais. Além de skatista Ed também é pintor, escultor, empresário, videomaker, produtor de gravuras e graffiti.

Foto: rollersnakes.co.uk

Foto: ed-templeton.com

CON CLU SÃO

A prática do skate contaminou o mundo todo, principalmente as grandes metrópoles, e o vírus do esporte ganha força a cada ano que passa. Marcas novas são criadas com a alta do mercado, abrindo oportunidades para ilustradores que se identifiquem com o esporte, e estejam a fim de agregar um pouco de arte ao mesmo.

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COLA QUE É SUCESSO Com certeza você já deve ter visto espalhados pela cidade cartazes e adesivos com ilustrações ou mensagens com críticas sociais, são os chamados cartazes lambe-lambe e os stickers, duas vertentes da arte urbana que vem tomando conta dos grandes centros, batendo de frente com a publicidade em massa e espalhando cores pelas cidades.

MAS A PROPÓSITO, O QUE VEM A SER LAMBE-LAMBE? É um tipo de manifestação artística feita através de cartazes produzidos por artistas urbanos com o intuito de transmitir uma mensagem, aliviar a tensão do meio em que vivem ou expor suas obras sem depender de curadorias, museus e afins, fazendo das ruas a maior das galerias de arte, onde toda a população tem acesso às suas obras. É muito comum ver esse tipo de manifestação em lugares degradados, muros abandonados, postes, pontos de ônibus, pontes, caixas de energia, lixeiras, tampas de bueiro e até mesmo em calçadas. A intenção é levar cor para o dia-a-dia conturbado das cidades grandes. Esse tipo de arte levou para as ruas, inclusive, também os escritores e poetas. É muito comum encontrar cartazes totalmente tipográficos espalhados pela cidade, contendo uma simples frase, uma mensagem que leva as pessoas a se questionarem sobre elas mesmas ou sobre o sistema, além de poesias. A colagem é uma arte para todos os públicos e manifestantes. Para produzir um cartaz lambe-lambe são utilizados materiais baratos como jornal e tinta guache. A produção em larga escala utiliza técnicas de impressão como stencil, serigrafia e xilogravura, ou até mesmo impressoras jatos de tinta e copiadoras. No momento de espalhar a arte pela cidade, os artistas usam cola branca misturada com água, ou uma cola caseira feita com uma mistura de água, vinagre e farinha de trigo ou polvilho. Para aplicar a cola são usadas ferramentas como pincéis, brochas, rolinhos de espuma e vassouras. O intuito é fazer o cartaz de maneira fácil,

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Foto: flickr.com/colaaqui

com materiais acessíveis a qualquer pessoa, já que a essência do manifesto não é a durabilidade, podendo a arte ser facilmente danificada pelo sol ou pela chuva. Atualmente muitas pessoas vêm adotando o lambe-lambe como forma de decoração em suas casas. Trata-se de uma alternativa mais barata e acessível que o papel de parede, que traz a ousadia da arte urbana para dentro de casa e dá personalidade, vida e cor a qualquer ambiente. Podem ser aplicados da maneira clássica, colando os cartazes na parede, ou sendo emoldurado, como se fossem quadros, o que confere um toque mais sofisticado à composição, sem perder a característica da arte urbana.

Foto: flickr.com/colaaqui


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E OS TAIS DOS STICKERS? Outra vertente do movimento são os stickers, assim como o lambe-lambe também é uma forma de espalhar arte pela cidade. Podem ser colados nos mesmos lugares que os cartazes, porém por serem menores, mais fáceis e rápido de aplicar, tornam-se comuns em semáforos, placas de trânsito, orelhões e hidrantes. Produzidos em etiquetas adesivas de diversas cores e tamanhos, tendo como principal técnica de produção a serigrafia, estampando o desenho em adesivo vinil. Existem outras técnicas para produzir os adesivos, como usar caneta permanente em papel tipo contact ou utilizar stencil e tinta spray. É difícil dizer ao certo onde surgiram os stickers, mas um dos pre-

cursores desse tipo de manifestação artística é o norte americano Shepard Fairey (início da década de 90). Ele encheu várias cidades dos Estados Unidos e da Europa com sua arte através dos stickers e dos cartazes lambe-lambe, com a clássica imagem do campeão de luta livre André Giant e a frase “Obey Giant”. Ele começou distribuindo esses adesivos de graça e aos poucos foi se tornando um ícone da arte contemporânea. Shepard Fairey além de artista urbano atua na área de Design Gráfico e já realizou vários trabalhos para marcas como Pepsi, Adidas e Epitaph; além de grandes bandas como Sepultura, Public Enemy e Black Eyed Peas. Além disso, possui sua própria marca de roupas e acessórios.

Foto: flickr.com/colaaqui

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SHN Muitos artistas se reúnem para colar suas artes pela cidade juntos eles são chamados de “coletivo”. Existem vários espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Aqui no estado de São Paulo temos o coletivo SHN, grupo de artistas multimídia que atua em Americana e São Paulo produzindo, entre outras coisas, um universo de imagens multiplicadas nos mais diversos suportes. Começaram organicamente da reunião de amigos, por volta de 1998, em torno de assuntos como arte e música. No começo produziam cartazes de shows para bandas independentes da época. Cresceram no quintal de uma fábrica de adesivos onde aprenderam a técnica da serigrafia, isso gerou a identidade de trabalho que a SHN tem hoje. Essa galera também roda o mundo espalhando suas artes, através da internet tiveram contato com outros artistas e instituições no exterior que se interessaram pelo trabalho. Desta forma tiveram a oportunidade de colar suas obras ao redor do globo terrestre. No ano de 2013 recebem o prêmio MOGRAV (1º Mostra de Gravura) da FAAL (Faculdade de Administração e Artes de Limeira). Os membros do SHN possuem trabalhos paralelos, como a produção de vídeos, tatuagens e uma agência de artistas.

Foto: facebook.com/snh

É muito difícil viver apenas da arte das ruas, como qualquer outro tipo de arte, o mercado é bastante estratificado e normalmente quem faz parte trabalha para companhias comerciais afim de sustentar seus projetos autorais.

Foto: facebook.com/snh

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COLA QUE É SUCESSO

COLA AQUI! STICK HERE! Uma expo-intervenção interativa de artes colantes, idealizada pela artista visual Paula Mello – a Cola Aqui! Stick here! – se organiza a partir das trocas de stickers e lambes com artistas de outros países, bem como o contato com algumas exposições do gênero. Motivada pela questão “e por que não?”, Mello fez a primeira chamada de artistas, em 2010, para uma intervenção interativa na sua cidade. Desta convocação, surge o encontro dos artistas Din Duarte, Jaque Alves, Paula Mello, Rafael Prado, Regina Carmona, Wolfgang Von Reribs e Yasmin Alves, tornando assim, o Cola Aqui! Stick here! um coletivo realizador de exposições, intervenções e oficinas de artes urbanas colantes. O resultado foi melhor que o previsto e, como muitos packs com artes chegaram após a realização do evento (devido aos prazos de correio), percebeu-se que uma segunda edição seria necessária, com mais tempo e mais elementos para estimular a interação com a street art. No mesmo ano foi agendada a Cola Aqui! Stick here! 02. A partir da terceira edição em 2011, a exposição se tornou itinerante, como um sonho da idealizadora de levar artes colantes de todo mundo para o mundo todo. A proposta é estimular a divulgação, produção e interação das artes colantes - sticker e lambe-lambe - e seus artistas ao redor mundo. Para isso são organizadas exposições interativas (agora em sua oitava edição com o Tour 2016), e encontros de sticker. O grupo também ministra workshops e oficinas de sticker, lambe-lambe e stencil. Participam artistas do mundo todo, valendo-se das mais diversas formas possíveis. Seja enviando seus trabalhos por meios postais, na forma digital, levando seus trabalhos nos locais das intervenções ou criando-os na hora, o coletivo já recebeu trabalhos de mais de 150 artistas de 40 países. Isso vai de encontro à proposta

da sticker art de ser uma arte facilmente transportável que estimula trocas entre os mesmos. As ações da expo logo se tornaram itinerantes, viajando para diversas cidades como Araraquara, Bauru, Diadema, Mauá, São José do Rio Preto, São Paulo e Santo André (todas no estado de São Paulo), além da participação no cenário do programa: “Manos e Minas” da TV Cultura (temporadas de 2013 e 2014) e as exposições e intervenções em diversas cidades da Índia nos anos de 2015 e 2016. Não existe uma seleção de artistas, ou seja, todos os artistas podem participar das expos-intervenções, sejam profissionais ou amadores. Os organizadores fazem a curadoria dos materiais a cada ação para que trabalhos de artistas estejam devidamente representados, de acordo com o espaço/suporte que pretendem aplicar, e em alguns casos, levando em conta questões referentes à classificação etária. A atuação do coletivo muitas vezes resulta em uma instalação fixa no espaço que recebeu a sua arte, isso se deve ao sucesso com o público, que também pode continuar interagindo com as aplicações feitas. Em função da grande demanda das ações, instauraram-se as turnês da Cola Aqui! Stick here! à partir do ano passado. E o plano é seguir viajando com suas ações colantes, sempre agregando e aproximando colaboradores. Além de dar continuidade à Tour 2016 com workshops, exposições e encontros de stickers, o coletivo também planeja a montagem do ateliê Cola Aqui! Stick here! Inspire-se nessa galera e manifeste-se espalhando suas artes e mensagens pela cidade, seja na forma de sticker ou lambe-lambe. Reúna amigos para colar, fotografe e compartilhe nas redes sociais. A arte existe para ser compartilhada e alcançar o maior número de pessoas possíveis. E o mais importante, divirta-se!

Foto: flickr.com/colaaqui

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MAS AFINAL DE CONTAS O QUE É EMPREENDER? Mas afinal de contas o que é empreender? Empreender vai muito além de somente criar novos negócios, se trata de ter a capacidade e liberdade para criar algo novo de valor, ou seja, aquele que sai da zona de conforto e realiza uma ideia antes, através da convergência entre planejamento e criatividade, para ter como resultado um produto que possa saciar a necessidade ou desejo de um grupo de indivíduos. Com o crescimento do mercado de trabalho e a explosão de startups é importante termos em mente que o modelo de em-

preendedorismo mudou, aliado a diversos outros fatores relacionados à tecnologia e acessibilidade que incentivaram milhares de empreendedores a correr para suas garagens desenvolverem suas ideias bilionárias e abrirem seus “ecommerces”. No cenário do design nacional não é diferente, a criação de uma agência ou um estúdio se tronam cada vez mais fácil com o progresso tecnológico, onde atualmente as barreiras não existem mais e o mundo se abre para novas chances. E neste momento o nosso empresário interior é despertado, mas aí a pergunta vem à tona.

POR QUE EMPREENDER COM DESIGN? Ao contrário do que muitos pensam o profissional atuante no campo do design não trabalha para criar coisas belas, pelo menos não só para isso. Ter um pensamento inovador, concretizar metas e conseguir desenvolver um conhecimento sobre as necessidades e expectativas do cliente são alguns dos atributos que podemos destacar

nesta atividade, e que podem desenvolver um potencial negócio. E empreender não é arriscado? É sim. Abrir um negócio tem suas complicações e riscos, mas no fim, assim como toda atividade podemos tomar como base alguns conhecimentos que podemos adquirir para que possamos reduzi-los.

DISCIPLINA

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

FAÇA UM BOM TRABALHO

Empreender exige elaborar contratos, planilhas, emitir documentos, criar parcerias com fornecedores e contatos. Empreender exige uma disciplina aliada à força de vontade!

Sim, é uma pedra no sapato, principalmente de quem vive de freela, mas é necessário. Saiba cobrar pelo seu trabalho e gerenciar seu dinheiro. Faça uma reserva financeira, para pagar as contas em tempos mais apertados ou investir em cursos ou equipamentos para o trabalho.

Você não precisa ser um “sabe tudo”, mas seja original, criativo, pense fora do lugar comum, e acima de tudo tenha excelência no trabalho executado.

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VAI LÁ E FAZ!

Foto: blackmadre.com

Black Madre

Trabalhando com arte tradicional Formado em 2009, por André Marciel, o Ateliê Black Madre se localiza hoje em São Paulo e Baltimore. Seus trabalhos envolvem arte, ilustração e design, tendo trabalhos derivados de diversas naturezas, tais como anúncios, moda, design e editoração. O Ateliê surgiu pela vontade de André em fazer trabalhos autorais diferenciados e de qualidade, e assim foi feito. O estúdio existe desde 2009, quando saiu da última agência que trabalhou para tocar seu próprio negócio. Hoje o Atelier é o estúdio e trabalho artístico de André simultaneamente e um acrescenta ao outro. O trabalho do designer é autêntico, com um processo artesanal detalhado André mistura o desenho manual com recursos digitais em seus projetos alcançando resultados únicos e visando sempre alcançar e atender as necessidades propostas. O trabalho lhe

deu oportunidade de atender vários clientes como Nike, Skol, Jack Daniel’s, Google, MTV, República Popular do Corinthians e o CD do rapper Emicida.

Foto: blackmadre.com

Foto: blackmadre.com

“Faço e refaço muita coisa e mesmo assim, reprovo no final e começo tudo novamente. Acho que isso é parte do processo de aprimoramento do estúdio, e nossa maior característica.” André enfatiza que o mercado brasileiro é bom, criativo e com muitos clientes em potencial e que para empreender é preciso ter certa ousadia, principalmente para a inovação, ser autêntico e não copiar nada de ninguém, seguir seus instintos, porém sempre com o pé no chão e ter confiança, pois é parte fundamental de todo esse processo.

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Foto: ideafixa.com

Bicicleta sem Freio

De Goiânia para o mundo O Bicicleta Sem freio é um estúdio de Ilustração e Design nascido em Goiânia, que consegue deixar um rastro de simpatia e cor por onde passam. O grupo que no começo foi composto por 10 integrantes, hoje conta com a dupla de fundadores, Douglas de Castro e Renato Reno, que se conheceram no curso de artes visuais da Universidade Federal de Goiânia. Formaram o grupo em 2004 quando foram para o evento nacional de estudantes de design, o NDesign, onde decidiram se unir e aprender na raça para poderem desenvolver trabalhos e desenhar sem amarras.

“Não sabíamos de nada, nos juntamos com o intuito de descobrir e experimentar técnicas, conceitos novos. Não sabíamos o que era empreender, éramos apenas 10 amigos da mesma sala de Artes visuais da UFG.” Disse Renato em entrevista para nós. Segundo eles, nunca tiveram metas e planos, sempre tiveram em mente o trabalho constante explorando o limite em várias situações e ajudando também a dar novos passos. A dificuldade com o gerenciamento foi um dos principais problemas para o time, aprenderam tudo com escritórios de amigos e cursos do SENAC e do SEBRAE. Ressaltam que em um estúdio há várias divisões, como atendimento, produção, criação, jurídico, financeiro e gerencia40

Foto: bicicletasemfreio.com

mento, sendo necessário se preparar para as partes chatas do design. O grupo utiliza de todos os suportes possíveis para a expressão da arte, desde papel até a parede, valorizando muito o desenho manual, a ilustração se torna um misto do processo manual com a pintura digital, mas o uso da mão se torna indispensável. A combinação de cores, formas

e até tipografia, se tornam a assinatura de seus trabalhos. As figuras femininas, psicodélica e humor são elementos que não faltam em seus trabalhos, que vão desde clientes como Nike, Rebook, Absolut, UFC, Sony, Globo, Vans e Governo de Goiás, até o mercado de Arte Independente e festivais ligados à arte no Brasil e no exterior.


VAI LÁ E FAZ!

Foto: splitstudio.com.br

Split Studio

Animação em diversos focos O estúdio nasceu em 2010 com foco em animações 2D, tendo 3 sócios e aproximadamente 40 colaboradores e produzem desde curtas metragens, até episódios completos para séries de televisão. Ele surgiu no momento onde os três sócios trabalhavam cada um em um lugar, com uma ocupação diferente, onde além de insatisfeitos compartilhavam a mesma vontade de executar os próprios projetos, o que foi fundamental para o desenvolvimento do estúdio. Anteriormente á ideia de abrir a empresa os atuais sócios haviam criado um projeto de TV para a AnimaTV, que iniciou sua gama e deu início a empreitada. Atualmente o estúdio conta com diversos trabalhos , já são 2 séries para a TV, 1 série para a internet, 1 longa metragem, mais de 500 games e uma porção de comerciais, além de participarem de vários projetos, como o longa O menino e o mundo, indicado ao Oscar em 2016. Seus trabalhos já atenderam clientes como Riot Games, Cartoon Network, Nickelodeon Latin America, Nick Jr. US e Boomerang. E não só atendem o cenário nacional, mas também o americano, como por exemplo, o desenvolvimento da série Howdy Harrdy

para a Nick Jr americana, criada pelo Henrique Lira. O estúdio é mais um exemplo de que a animação no cenário brasileiro está em constante ascensão, o próprio termômetro disso é o festival de Annecy, na França, o principal prêmio do mundo da animação. Até os anos 2000 pouquíssimos filmes brasileiros haviam sido selecionados. De três anos para cá, o Brasil foi premiado três vezes consecutivas, com os longas “Uma história de amor e fúria”, “Menino e o Mundo” e o curta “Guida”. Não apenas, o próprio Menino e o Mundo se tornou o primeiro longa latino americano a concorrer ao Oscar de melhor longa de animação. Não apenas, séries como Princesas do Mar e Peixonauta ultrapassaram a barreira da exibição em 120 países, algo extremamente raro para um produto de língua portuguesa. Ainda sim no mercado de animação há grandes dificuldades em empreender, a concorrência se torna cada vez maior e a formações de profissionais é escassa, sendo preciso até treinar pessoas do zero no próprio estúdio. Empreender necessita de vontade e paciência, se cercar de pessoas capacitadas, criativas e talentosas, pois animação é 90% suor e dedicação.

Foto: splitstudio.com.br

Foto: splitstudio.com.br

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Foto: casaecia.clicrbs.com.br

Renata Moura

Uma Paixão retrô Nascida em Santa Catarina e formada na PUC/ PR com pós-graduação em Design Emocional, Renata Moura atua em diversas áreas do design, que vão do desenvolvimento de utensílios domésticos até o campo do design de móveis. Abriu seu escritório de design quando saía da Whirpool, fábrica da Brastemp e Consul. Se preparou com antecedência e começou seu negócio em 2006 e com o dinheiro já guardado se promoveu criando produtos autorais e se inscrevendo em concursos nacionais e internacionais. De começo já conseguia alguns trabalhos como embalagens de chocolate para a Doce Beijo em Joinville, escovas de dente para a Sanifill em Curitiba e design de superfície para louças Spicy em São Paulo. Em paralelo cuidava de sua própria promoção, entrou em contato com blogs, revistas de decoração, jornalistas e editores para mostrar seus novos trabalhos. E assim desenvolveu-se, ganhou destaque em mídias especializadas e vários prêmios de grande reconhecimento. Mudou-se para Curitiba em 2009, e em seguida seu trabalho foi capa da revista Gol, abrindo portas para novos negócios. Atualmente o escritório agrega vários trabalhos, que vão desde embalagens para jontex em parceria com o Designer Newton Gama, até a criação de móveis para Tok&Stok e Oppa, além de produtos que ajudaram a lançar o escritório neste mercado, como o banco Goma e o frigobar Brastemp Retrô. Hoje o time conta com uma designer e um estagiário. Ressalta Renata, que ela e sua equipe nunca tiveram preguiça de trabalhar e quando precisavam ficavam até tarde, durante finais de semana e feriados.

Frigobar Brastemp Retrô / Foto: renatamouradesign.blogspot.com.br

Banco Goma / Foto: renatamouradesign.blogspot.com.br

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VAI LÁ E FAZ!

Buffet Base / Foto: renatamouradesign.blogspot.com.br

“Meu trabalho têm o objetivo de influenciar as pessoas positivamente e gerar novas experiências. Quero criar produtos inovadores, que toquem as pessoas, que melhorem a vida delas, que reduza ou elimine problemas e que traga mais prazer nas tarefas diárias. Sempre focando no lado bom das coisas! Gosto de criar produtos e embalagens que despertem a curiosidade, que faça as pessoas terem vontade de tocar, e que abram um sorriso ao serem surpreendidas.” Renata diz que há várias oportunidades para designers de produto aqui. Como designer você pode trabalhar desenhando para

indústrias ou ter sua própria linha. Geralmente os mais estabelecidos no mercado entram e permanecem na indústria, outros, na maioria mais novos, desenvolvem as próprias peças. Ela ainda diz que tem vontade de continuar com suas linhas autorais, como os bancos Goma, a linha Rock’n Bowl e Concentração. Por último Renata diz que para empreender com design é preciso ser uma pessoa comunicativa, amar fazer design e gostar das pessoas, pois dependemos delas em todas as etapas, desde a negociação e pesquisas necessárias, até a comunicação com responsáveis pela fabricação, embalagem, venda e revenda, além dos clientes para saber se o produto está tendo boa aceitação.

Rock’ n Bowl / Foto: renatamouradesign.blogspot.com.br

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Anora Campo

Estratégia e Marca Anora Campo, criada por Daniel Campos, é uma agência com diferente posicionamento no mercado. Seu trabalho é pautado na construção de marcas e se diferencia pela visão estratégica neste assunto, pois não preza somente nos valores estéticos, mas sim em seus valores estratégicos, ajudando na comunicação da mesma e focando na resolução do problema do cliente. A agência surgiu pelo desejo de ambientes especializados em desenvolvimento e construção de marcas de Daniel que já havia trabalhado em outras agências de Americana, Campinas e até São Paulo, porém a vontade de criar algo novo foi além, criando a oportunidade de trabalhar em sua área de especialidade na qual sabia que eu poderia realizar algo de bom para seus clientes. Outro fator foi

a necessidade de tornar real uma estrutura de trabalho onde o responsável pela criação, pudesse ter contato com o cliente sem depender de um terceiro profissional, para que o produto final pudesse alcansar as expectativas e necessidades do cliente. Nas palavras de Daniel, “eu não conseguia trabalhar pra alguém que eu não conhecia que eu nunca tinha ouvido falar, porque muito de entender o problema do cliente, muito do projeto, não vem de um formulário de perguntas e respostas, um pré-briefing feito, e vai assim, às vezes o cliente faz um comentário em tom de brincadeira e ali você consegue descobrir algo muito interessante”. Dentre muitos motivos para que a agência Anora Campos fosse criada, esses foram os principais.

Projeto da marca Voubelle / anoracampo.com

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VAI LÁ E FAZ!

A Anora nunca trabalho com marcas grandes, de nível nacional, mas felizmente auxiliou e tem acompanhado o crescimento de muitas marcas, como a marca de mesas de jogos Black Ball, que trabalha com produtos de alto padrão, a indústria química Tagma, de Paulínia, é outro cliente que começou seu projeto de identidade em 2014, mais ainda não veio a tona porque vários detalhes estão sempre sendo aperfeiçoados. A Vensta, de “eletrodutos comungados” que trabalha principalmente com PVC e a Casa da Tradução em São Paulo, fruto do projeto Pontual, são outros trabalhos dos quais a agência ficou muito contente com o resultado. Diferentemente de outras empresas, a Anora Campo não tem uma característica específica que identifica seus trabalhos, porque os trabalhos alí desenvolvidos visam como principal objetivo atender as necessidades do projeto do cliente, como por exemplo, a Vensta, que tem um viés corporativo, mas precisava tranpassar uma imagem mais afável aos consumidores. Foi necessário fazer a indústria demonstrar confiança mas ao mesmo tempo, ser vista como uma loja onde qualquer pessoa poderia realizar sua compra.

Projeto da marca Vensta / anoracampo.com

Quando questionado sobre o processo de criação utilizado por eles, Daniel responde “nós temos uma metodologia de trabalho, que é o que organiza a forma da gente pensar”, continua, “o processo criativo aqui é mergulhar no problema do cliente na hora de prototipar e começar a desenhar soluções, ir refinando, colocar na parede, olhar, fazer outras versões, bater com o briefing e chegar à melhor solução possível e claro sempre caminhando junto com o cliente, então às vezes o cliente vai trazer um insight muito importante, que a gente em um milhão de anos de processo criativo nunca teria”.

Projeto da marca Blackball / anoracampo.com

Quando indagado sobre se algum trabalho agradasse mais o Daniel, a Black Ball é a primeira a ser citada, porque a resolução dos problemas da marca alcançaram resultados incríveis, que transformaram a história da empresa, e eles são até hoje clientes da Anora Campo. A Vensta foi mencionada consecutivamente, pois foi criada do zero, visando sempre inovar o mercado de construção. Sobre a Casa da Tradução, Daniel diz “Gosto muito da Tradução, apesar de não ser um projeto muito famoso, uma marca que não está em um monte de lugares” ele ressalta “mas é um projeto que a gente gosta muito pela solução que nós trouxemos para eles, esse projeto com base no problema que o cliente nos trouxe. Tanto é que é um dos projetos que tem mais visibilidade em publicações fora do Brasil” Daniel termina “no final das contas, a gente gosta de todos” Para empreender com design no país é necessário coragem, ainda que tal atributo seja necessário em todas as áreas, não só design. O ponto é; é necessário ir além de trabalhar com algo que gosta, ou obter trabalhos relevantes, mas lidar com fatores muito importantes de administração e contábilidade, lembrando, também, dos impostos com que uma empresa tem de lidar. A demanda de design no Brasil é bem vasta e tem muitas possibilidades. A necessidade está de fato presente no mercado, segundo Daniel, e a grande pergunta que nos exige resposta para termos a devida demanda dessas grandes e pequenas empresas é; como ser encontrado por eles? A crise pode funcionar ao nosso favor, sendo um meio de propor novos formatos para destacar nossos clientes no mercado. A maior dificuldade dentre várias para empreender no país, é ter uma demanda de alto padrão constantemente, como ele diz: “não é qualquer tipo de projeto que vai conseguir manter uma empresa, que vai conseguir manter você, então você precisa de clientes que tenham um bom porte e que invistam constantemente no design. Ir encontrar esses clientes é difícil e ao encontra-lo, convencê-los, é difícil” ele comenta “mas acertando um, dois, três projetos, o sucesso é certo, você já vai ter sua marca posicionada no mercado e poderá começar a ser procurado por outras marcas também”. 45


JaPensouSe.com.br

#JáPensouSe | um projeto da Agência Ziny


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PORTFÓLIOS DESTAQUE!

CAROL MEIRELLES

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CAROL MEIRELLES Curso: Design Gráfico | 6º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: a.nei.relles@hotmail.com behance.net/carolmeirelles

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PORTFÓLIO

GUSTAVO DE MAGALHÃES Curso: Artes Visuais | 1º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: behance.net/gustavodemagalhaes

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WEND TAYLOR Curso: Design de produto | 5º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: designwtaylor@gmail.com behance.net/Dowend fb.com/wtaylorart/ youtube.com/26wend

LEGENDARY TEMPLE MOUNTAIN Projeto realizado para portfólio. Selecionado e publicado no canal Creative Station | 4° Lugar no Ranking dos 10 melhores trabalhos de Fevereiro de 2016 (Creative Station)| Finalista do concurso cultural Wacom + Amarelo Criativo. O projeto consiste num cenário onde se mescla templos entre as eras Asuka e Nara (538 - 794 a.C), lendas e folclores Japoneses. Projeto foi realizado apenas com photoshop, técnicas de manipulação de imagem. O vídeo do processo e imagem em alta resolução estão disponíveis no meu Behance, canal do Youtube e no canal Cstation.

A SMILE DISARMS WAR S Projeto realizado para portfólio. Selecionado e publicado no canal Creative Station. O projeto busca retratar e relacionar o contraste entre as guerras e suas atrocidades com a inocência e paz de um sorriso. Projeto foi realizado apenas com photoshop, técnicas de pintura digital e manipulação de imagem. O vídeo do processo e imagem em alta resolução estão disponíveis no meu Behance, canal no Youtube e no canal Cstation.

HUMAN INTERV ENTION Projeto realizado para a empresa britanica Raptor Graphix ® utilizando apenas Photoshop e técnicas de manipulação de imagem. A peça foi realizada como uma crítica ao poder de intervenção humana sobre a natureza e como o tema é muitas vezes ignorado pela sociedade. Imagem e vídeo do processo estão disponíveis no site da Raptor Graphix e no meu Behance.

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PORTFÓLIO

JULIO CESAR OLIVEIRA Curso: Design Gráfico | 7º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: behance.net/juliocesaroliveira Série de cartazes com alguns dos rappers mais icônicos do mundo, trabalhando com a técnica low-poly. Tupac, Jay-Z e 50 Cent.

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AMAURI GHIRAU Curso: Design Gráfico | 5º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: amauri.gh@gmail.com behance.net/amaurigh fb.com/amaurighw Processo de desenvolvimento da minha identidade visual pessoal.

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PORTFÓLIO

NAYARA DIAS Curso: Design Gráfico | 1º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

MAIS ALTO Vislumbrar o voo da Garça Moura é um tanto curioso: no impulso para um voo gracioso, há uma certa discordância de movimentos até que se alcance o ponto ideal para esbanjar leveza pelos ares. E ela vai, como quem não dá pistas do seu potencial.

DECIDA VER! Em dias tão deturpados, ainda podemos escolher a maneira de enxergar as coisas. Ainda podemos escolher a razão, o motivo. Qual o fator decisivo? Depende de sua perspectiva! Depende do que você decide ver... sombra ou luz? O que te atrai? O que te retrai? Decida ver!

SEM FRONTEIR A S Essa fotografia não só representa, como também transmite uma liberdade genuína. Que é q uando a criança se desperta para a brincadeira, quando ela é de fato criança... entrando em um mundo fascinante, onde não há barreiras sociais ou físicas que a impeça de realizar o que se imagina. 55


BRUNO DONIZETTI Curso: Design de Moda | 1º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

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PORTFÓLIO

BRUNO FAZARDO Curso: Design Gráfico | 8º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

A C ABANA DA FLORESTA - Concept Art feito para um projeto pessoal, estudo de cenário e cores.

SOMETING BEHIND US Estudo de cenário, cores e valores para um projeto pessoal.

Frida Kahlo feito em low poly, utilizando referência fotográfica para testes de alumas novas técnicas.

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MATHEUS FELLIPE DA SILVA Curso: Design Gráfico | 5º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: m.fellipe_mfs@hotmail.com fb.com/gargalhe

Sempre é bom ter lembranças de momentos especiais, divertidos, felizes. Fotos tiradas com o Pó da Bagunça em Araras com os modelos Marcela Inocêncio e Samuel Ferrari. A fotografia pra mim é algo lindo, maravilhoso, pois quando olhamos, as lembranças dos momentos que foram eternizados ali, nos fazem sentir ali novamente, sentir o que sentimos novamente.

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PORTFÓLIO

RAFAEL PANSINI Curso: Design de Produto | 5º semestre FAAL - Faculdade de administração e artes de limeira

Contato: rafaelpansini@yahoo.com.br

Ambos ambientes modelados em Software Sketchup e Renderizado no Vray, são cômodos diferentes de um mesmo apartamento de alto padrão.

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ALÉM DO CÓDIGO BINÁRO Primeiro precisamos entender que a área de web design está dividida em duas vertentes: o front-end, que é desenvolvido pelo designer, e o back-end, que fica por conta do programador. Mesmo trabalhando apenas com o design, é necessário ter uma base dessas linguagens e compreensão do que é possível ser feito, para que o sistema seja funcional, usável e tenha uma boa administração e gestão de dados. Portanto o profissional de web é responsável em compreender desde o processo de estrutura até a forma de administrar, passando pelo marketing e estudo de co-

res, tendo um profundo entendimento do conteúdo além de uma administração eficiente. Mas a preocupação do web designer não deve ser somente com a estética, estrutura, tecnologias ou sistema de busca. O principal foco é a garantia de uma boa qualidade de navegação, de compreensão fácil e acessível, ajudando o usuário à realizar o que precisa, ou seja, proporcionando à ele uma boa experiência com o conteúdo. Então, quais são os passos que você deve dar para ingressar nesta área e se destacar?

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1º TENHA REFERÊNCIAS Antes de tudo, procure conhecer os trabalhos já feitos, sejam eles bons ou ruins. Eles servirão para te guiar no que pode ou não ser feito. Use estas referências para se certificar de que o caminho que está seguindo é ou não o mais adequado e que trará resultados realmente bons.

2º SAIBA AS NECESSIDADES Mas isso não quer dizer que você deve seguir somente o seu gosto para o desenvolvimento, na verdade o que você precisa priorizar é na necessidade do usuário, com o intuito de criar um site que ofereça soluções à eles. ~

3º ADAPTE-SE AOS PADRÕES É muito importante saber quais são os padrões utilizados na construção e desenvolvimento de um site, pois eles são um guia de sobrevivência fundamental para se manter na frente. Eles ajudam a ter uma melhor visualização, funcionalidade e um desenvolvimento de qualidade, tornando assim, um site acessível a todos. Um exemplo de padrão é o grid, uma malha que te auxilia na distribuição dos elementos e informações importantes. Também temos outro padrão fundamental, o design responsivo, que é a adaptação a tamanhos diferentes de telas.

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ALÉM DO CÓDIGO BINÁRIO

4º ATUALIZE-SE Esta área está em constantes mudanças, surgindo a todo o momento novidades por ter que acompanhar o ritmo do mercado, e buscando facilitar a navegação e a experiência do usuário. Por isso é fundamental estar atualizado para se adaptar e se manter nas variadas mídias. Esteja sempre ligado as novas linguagens e sempre absorva as tendências.

5º PENSE NA INTERFACE ´ 6º RECEBA CRÍTICAS

Falando também ter um olhar aguçado para a estética, entendendo o que é necessário para que o usuário tenha facilidade em concluir a tarefa desejada. Tendo visto o que é feito de bom e ruim na web, aprendido como são pensados e as tendências, você começa a adquirir um olhar mais crítico para desenvolver os elementos visuais de um site.

Pergunte sempre a uma pessoa que tenha mais propriedade no assunto que você, e peça para que a mesma avalie e dê críticas construtivas ao seu trabalho. Peça também a alguém que não entenda muito do assunto para que avalie se seu produto é usável e de fácil navegação. ~

7º BUSQUE CONHECIMENTO Procure em blogs, livros e revistas tudo que possa te ajudar a compreender como é a construção de uma página, a estrutura de um site, quais são as ferramentas usadas, os alinhamentos, a formatação, as tecnologias que possibilitam um melhor desenvolvimento do projeto, e algo muito importante é ficar atualizado ás tendências da web.

´ 8º FALE A MESMA LÍNGUA Conhecer como se estrutura, dar suporte, e animar o seu site é tão necessário quanto saber Photoshop ou Illustrator, ou qual seja o software que se utilize. Você precisa aprender ao menos o básico, como HTML, CSS (estrutura) e Java script (suporte/animação) para saber o que é possível ser feito ou não. Caso contrário, torna-se um profissional antiquado, distante do que o mercado procura.

9º AME SEU PROJETO Além de tudo gostar do seu trabalho é essencial, pois isso trará mais energia a seu aprendizado e com certeza refiltrará na qualidade final de seus projetos e consequentemente, na satisfação dos seus clientes também. Entre no munda da web com força total e lembre-se: ser um web designer não é só aprender softwares e programação, é ter um conhecimento geral da área.

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DESIGN EM FUNÇÃO DO HOMEM As próteses, como todo mundo conhece, é um produto que tem por finalidade ajudar nas funções do dia-a-dia de pessoas que perderam algum membro ou que já nasceram com deficiências físicas. Para essas pessoas atividades simples e diárias podem acabar virando experiências traumatizantes. Por isso procuram por próteses funcionais que ajudem a fazer essas tarefas mais facilmente ou até mesmo restaurar a capacidade de andar, ou qualquer outra atividade. Portanto, com a prótese buscam praticidade, independência e consequentemente melhorar a própria autoestima. Mas agora, além de tudo isso, ela pode ter também, muito estilo. Pessoas de diversos lugares pensaram em personalizar próteses, como um meio de levar mais motivação para quem as usa.

Foto: revivespj.com

Há, a cada dia, diversos modelos que podem ser criados do zero e, claro, sob medida e em todas as formas, cores e materiais, conforme sua criatividade e estilo. As próteses viraram verdadeiras obras de arte, trazendo um jeito diferenciado e inovador de mostrar o estilo de quem às usa. Essa tendência envolve adultos e crianças, com modelos glamorosos, fantasiosos e surreais. Usufruir dessas ideias é poder criar peças únicas, originais e de um valor pessoal, e o mais importante, ajudando pessoas que precisam. Confira as obras de arte de diversas pessoas que deixaram a imaginação fluir e colocaram mesmo seus gostos bem a mostra com próteses muito atrativas, estilosas e super diferenciadas para sair do tradicional.

Foto: thealternativelimbproject.com

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DESIGN EM FUNÇÃO DO HOMEM

PRÓTESES EM DIFERENTES COMPOSIÇÕES Próteses que você pode personalizar com materiais diferenciados, como em madeira, plástico, metais, silicone entre outros. Usando muita criatividade e estilo para criar próteses completamente diferentes do que encontramos no mercado, imitando as veias, pêlos do corpo humano, e muitas outras ideias. Também é possível explorar seus gostos pessoais como animais ou acessórios. Em Londres, a designer Sophie de Oliveira Barata criou o The Alternative Limb Project, em parceira com empresas de próteses que ajuda as pessoas a personalizarem suas próteses. Foto: thealternativelimbproject.com

Foto: thealternativelimbproject.com

Foto: thealternativelimbproject.com

Foto: thealternativelimbproject.com

Foto: thealternativelimbproject.com

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PRÓTESES COM TATUAGENS Há também quem queria personalizar com estampas de muitas cores e desenhos diferentes, fazendo uma alusão às tatuagens, expondo ainda mais seus gostos e dando uma identidade própria. O propósito não é camuflar a prótese, mas sim torna-la um acessório. Isso ganha uma valor ainda maior quando se trata do público infantil, pois, uma criança consegue lidar com muito mais facilidade e interagir melhor em seu meio social quando suas próteses podem ter desenhos estampados como se fossem, de fato, partes do seu corpo. Tudo isso auxilia no processo de recuperação mental. O americano Dan Horkey fundou em 2008 sua própria empresa de próteses chamada GTOPI (Global Tattoo Orthotic Prosthetic Innovations) que faz esses trabalhos em parceria com grafiteiros e diversos artistas, criando peças de acordo com o desejo dos usuários. Foto: thealternativelimbproject.com

Foto: thealternativelimbproject.com

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DESIGN EM FUNÇÃO DO HOMEM

PRÓTESES EM IMPRESSORAS 3D Há também quem aproveita das novas tecnologias, para criar próteses. Com a impressora 3D, pessoas puderam fazer, dentro da própria casa ou escritórios modelos com formatos e cores totalmente diferenciados. Estes são feitos em plásticos, mas por incrível que pareça são muito bons e podem sim ser utilizados. São produtos inspiradores e que são ainda mais baratos. Um desses pioneiros foi o designer Scott Summit, um americano, de que em parceria com o cirurgião ortopédico, Kenneth B. Trauner utilizou desta tecnologia para fazer novos designs pensando que projetar próteses personalizadas, com base nos seus estudos, poderia ser uma ótima ideia.

Foto: summitid.com

Pessoas do mundo todo estão entrando nesta nova moda. Elas são chamadas de ‘Bespoke carenagens’. O Brasil também não deixou a desejar, o cientista da computação Marcos Roberto Oliveira de Brasília, cria próteses diferenciadas também, mas, barateando muito mais o seu custo trabalhando com o plástico ABS. Futuramente irá começar a comercializálo, mas por enquanto ainda esta em fase de teste. A partir de tudo isso, os usuários podem ser os arquitetos de suas próprias identidades, mudando-a quando quiserem, criando próteses de qualquer tipo e andar por aí com muito mais estilo, e o melhor, mostrando que essa situação, não passa de um trauma superado.

Foto: summitid.com

Foto: summitid.com

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ALEX STEINWEISS O CRIADOR Há alguns anos atrás, até 1939 mais ou menos, as capas de discos não eram nada parecidas com o que conhecemos hoje em dia. Elas eram bem sem graça. Não eram nada mais do que um papel cartão marrom com o nome do músico ou da banda escrito em dourado. Isso começou a mudar quando Alex Steinweiss, um designer gráfico norte americano, considerado o inventor da arte da capa de disco, resolveu colocar mais criatividade nas capas. Em 1939, Alex com 22 anos de idade, era diretor de arte de uma das gravadoras mais antigas dos Estados Unidos, A Columbia Records. Alex propôs à gravadora fazer uma mudança na apresentação e nas embalagens dos discos 78RPM, deixando elas mais coloridas e criativas, pois assim poderia aumentar as vendas. A ideia deu muito certo, fez um sucesso instantâneo e Alex criou um campo totalmente novo para a Ilustração e o Design. Isso causou um grande impacto na indústria fonográfica. O novo visual dos discos disparou as vendas e o design passou a ser uma parte importante no registro dos músicos. Desde então todos os álbuns lançados passaram a ter uma capa mais elaborada e a ideia foi adotada por todas as gravadoras do mundo. Foto: ideafixa.com

Alex Steinweiss trabalhou na Columbia Records de 1939 até 1945, nesse período produziu aproximadamente 2.500 capas de discos. Após deixar a gravadora, Alex abriu seu próprio estúdio de design de capas e desenvolveu trabalhos para várias outras gravadoras, além de alguns trabalhos para a própria Columbia.

Capas desenvolvidas por Alex Steinweiss / Foto: ideafixa.com

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JULGANDO PELA CAPA

ANDY WARHOL – O SENHOR DO POP O artista fez jus ao estilo e muito sucesso com a criação de artes coloridas dos rostos de celebridades como Marilyn Monroe, Cheguevara, Elvis Presley, Liz Taylor, entre outros, usando a técnica da serigrafia. Andy também é conhecido por fazer artes para capas de álbuns de Rock’n’roll. A banana da capa do primeiro álbum da banda de rock norte americana Velvet Underground (banda que Warhol também empresariou), com certeza é conhecida mundialmente por todos e é uma referência quando o assunto é Andy Warhol e Pop Art. Além dos álbuns de Rock’n’roll, Warhol também foi responsável por muitas capas de álbuns de Jazz, muitas delas feitas à mão. Ao longo de sua carreira, Warhol fez o projeto gráfico de mais de 100 capas de discos, para diferentes gravadoras. Do Rock’n’roll ao Jazz, confira algumas capas feitas por Andy Warhol e que fizeram história no mundo da música.

Count Basie Count Basie (1956)

Thrlonious Monk Monk (1956)

Paul Anka The Painter (1976)

A capa deste disco foi um dos primeiros retratos de celebridades que Warhol produziu. Ele usou de referência uma foto de Count Basie que estampa a capa traseira do disco.

Esta capa foi encomendada por Reid Miles, dono da gravadora Prestige, que é responsável pelos discos de Thelonious Monk. Warhol pediu para sua mãe fazer a caligrafia em meio às fontes pretas.

Warhol pintou quatro retratos de Paul Anka em 1972 e entregou a ele pessoalmente em Las Vegas. Duas dessas pinturas foram usadas na capa deste disco.

Foto: birkajazz.com

Foto: openculture.com

Foto: hallartfoundation.org

The Velvet Underground & Nico The Velvet Underground & Nico (1967) Esta icônica gravação foi produzida por Warhol. Ele também usou sua arte da banana na capa. Produzida em Serigrafia, a capa tinha um adesivo que dizia “Descasque vagarosamente e veja”. Ao retirar o adesivo amarelo, era revelado uma fruta com um tom rosado, remetendo ao órgão masculino.

Foto: somvinil.com

Roland & The Flying Albatross Band Det Brinner En Eld (1984)

John Wallowitch This Is John Wallowitch!!! (1964)

Provavelmente uma das capas mais raras de Andy Warhol. Foram impressas cerca de 300 cópias apenas. A lenda diz que um dos membros da banda estava com seu avô visitando a agência de Warhol, a Factory, e pediu para o mesmo desenhasse a capa. Ele a fez prontamente, no local.

Nesta capa, Warhol usou 65 fotos do pianista John Wallowitch. Foi uma época em que ele estava experimentando a fotografia, tentando recriar o tipo de imagem feita em cabines de foto. Foto: thevinylfactory.com

Foto: thevinylfactory.com

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TIPOS NAS CAPAS David A. Smith é um designer que se tornou referência em tipografia decorativa. Ele trabalha com a criação de letras para vidros e espelhos e com esculturas de vidro. Tudo feito à mão. No início de 2012, David foi chamado pela Sony Music para desenhar a capa do novo álbum do cantor americano de Blues Rock, John Mayer. O nome do álbum é Born And Raised. No começo, David recusou o trabalho, pois a Sony deu apenas 3 semanas para ele fazer a capa e ele estava trabalhando em outro projeto. Na época, John estava passando por um problema com as cordas vocais e a Sony teve que cancelar a data de lançamento do disco. Foto: johnmayerbr.com

Foto: johnmayerbr.com

A Sony entrou em contato com David novamente perguntando se ele ainda estava interessado em trabalhar na capa do disco e ele respondeu que sim. John e David conversaram regularmente pelo telefone durante 8 semanas. Eles trabalharam juntos no briefing do projeto. John pediu para David incluir alguns desenhos na cama como relógios, flores, medalha, faixas e moedas. Todos esses detalhes tinham algum significado para John e todos os desenhos foram feitos à mão. As moedas tinham os rostos de amigos de John, membros de sua banda e pessoas que trabalham com ele. David fez três rascunhos e enviou para John escolher, ele escolheu o terceiro e não mudou de idea. David fez a capa com uma tipografia que ele mesmo criou para esse projeto e deu o nome de Mayer. A arte levou aproximadamente um mês para ser concluída. A finalização em Photoshop levou aproximadamente 28 dias. Quem gosta de tipografia vale a pena conhecer mais sobre o trabalho de David Smith. Foto: outtamind.com

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JULGANDO PELA CAPA

CAPAS BRASILEIRAS SEGUNDO DEXTER

Sempre que falamos em capas de discos vem à mente as capas de bandas famosas, mas as bandas e músicos do Underground também tem capas muito bem elaboradas, e muitas vezes são até melhores que as bandas do Mainstream. Um ilustrador brasileiro que trabalha nesse mercado é o Leandro Dexter, nascido e criado em Guarulhos e começou a ilustrar desde criança. Nessa época já expressava sua criatividade com lego e massinha de modelar, além do papel e lápis. Pegou gosto pelo desenho quando seu primo lhe ensinou a copiar capas de revistas de dinossauros usando papel vegetal. Desde então desenhava nos cadernos da escola e nos cadernos de amigos, mas ainda não levava o desenho tão a sério e chegava a passar períodos de meses sem praticar. Cursou o ensino médio na escola Carlos de Campos, no Brás, cuja qual estudaram

vários artistas, inclusive a dupla de grafiteiros Os Gêmeos. Nessa escola teve um contato maior com a arte. No período em que estudou lá, fez um curso com o quadrinista Marcelo Caribé, e aprendeu a ter uma noção melhor de anatomia. Na busca pelo primeiro emprego, acabou indo trabalhar na empresa do tio, onde ficou por dois anos. Depois disso entrou para a Speedy, internet banda larga da Telefônica na época (Vivo). Neste período, cursou uma faculdade de Redes de Computadores e ficou todo esse tempo sem desenhar. Por volta de 2010, resolveu voltar a desenhar por prazer, para aliviar o estresse do trabalho, foi aí que comprou sua primeira mesa digitalizadora para aprender ilustração digital. Em 2013, começou a frequentar a produtora PEXERA, do fotógrafo Luringa e do Paul Domingos. Nessa produtora também frequentavam os integrantes da banda Glória, uma banda de Metalcore de São Paulo. Dexter desenhava caricaturas dos integrantes da banda e foi então que eles começaram a dar apoio e perceberam seu potencial como ilustrador. A partir daí voltou a estudar desenho, começou a praticar todos os dias e fez um curso de 6 meses com Murilo Araújo. Seu primeiro trabalho no meio musical foi uma ilustração para camiseta da banda de hardcore Running Like Lions, uma banda os integrantes e Dexter são muito amigos. A partir daí começou a pegar vários traba-

lhos como ilustrador e, por volta de 2014 já estava ganhando mais ou menos o mesmo salário que recebia em seu emprego. Nessa época Dexter sofreu algumas perdas de entes queridos, fato que o deixa meio desestabilizado, assim resolve fazer um acordo de rescisão com a Vivo, para se dedicar somente as ilustrações. Algumas de suas dificuldades no começo eram que pouca gente apostava nele, mas como sempre tiveram muitos contatos com bandas de hardcore e produtoras, não sentiu tantas dificuldades assim. A partir daí começaram a surgir alguns trabalhos mais importantes como a capa do disco da banda de metal Furia Inc, com o disco Murder Nature, novamente para a banda de hardcore Running Like Lions, com o disco Elephant Supersoul e até uma capa para EP para o rapper Necro, de Nova York, que ainda não foi lançado. As bandas que procuram seu trabalho não são sempre do mesmo estilo musical, apesar da maioria ser de Hardcore, já fez trabalhos para bandas de reggae, hip hop e até música eletrônica. A dica que Dexter deixa para os leitores da DOT é não ter vergonha nem medo de oferecer seu trabalho, frequentar lugares e festas diferentes, conhecer pessoas, ter contatos, pois qualquer pessoa pode ser um cliente.

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Entre Tramas e Acordes As décadas podem dizer muito sobre a cultura e os costumes de uma geração, que transparecem nas músicas e vestimentas das mesmas. Mas rever isso pode ser uma tarefa árdua e maçante, sendo assim, organizamos de forma ilustrada, uma linha do tempo desde 1900 até os anos 90, fazendo uma analogia entre moda e música, abordando o contexto histórico em que ambas se inserem e expondo um pouco dos pensamentos da época.

1900 Moda

1900 Música

O período era regido pelas tradições, por esse motivo, as mulheres cumpriam um papel de submissão aos homens. O período fora chamado de Belle Époque, nome dado devido à aparência deslumbrante trazida pela prosperidade europeia, que iníciava a vida noturna nas grandes cidades e adotava alguns movimentos artísticos como o Art Nouveau e o Impressionismo. O Precursor da alta costura foi Charles Worth.

Os clássicos eram tocados em concertos, e muito populares entre a população. A música se resumia a orquestras e óperas, que eram tocadas há séculos (literalmente) desde a renascença. De compositor a compositor, a formação das bandas era alterada tanto em quantidade como em instrumentos para obter melhor execução das composições, enriquecendo cada detalhe e pensando na função de cada instrumento.

Foto: www.bertc.com

Foto: areaofdesign.com

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ENTRE TRAMAS E ACORDES

1910 Moda

1910 Música

Enquanto isso, a moda europeia refletia a situação do continente, que adentrava à Primeira Guerra Mundial. Com os homens indo para a guerra, as mulheres arregaçavam as mangas e assumiam papéis que até então não desempenhavam. As roupas, portanto, eram simples e práticas, e os vestidos foram levemente encurtados ao tornozelo para ceder um pouco de liberdade enquanto elas trabalhavam. Gabriele Chanel inicia seu sucesso nesta época.

1920 Moda

O ragged time surgiu a partir das Marchas Militares sob a influência de músicas trazida aos EUA pelos africanos. A fusão de ritmos continuou aderindo mais e mais traços afrodescendentes, compondo ainda na época outro estilo de música que tomou popularidade e apreciação durante várias décadas, o Jazz, o qual os arranjos sugerem grande quantidade de improviso. O Jazz tomou conta de boa parte dos bordéis de Nova Orleans. Foto: migre.me/tJdNV

1920 Música

Contradizendo a década anterior, nos anos 20 as roupas mudaram drasticamente, sendo agora leves inspiradas em vestimentas orientais e práticas, para usar tanto sob o controle de automóveis (invenção aderida por muitos nesse contexto), quando estivessem dançando Charleston, que envolvia passos rápidos e movimentos cheios de vigor. Os vestidos não tinham curvas e a cintura era baixa. A mulher ideal do período era magra, para auxiliá-las a acompanhar tal tendência foram criados corpetes que diminuiam as curvas femininas - mas de forma que não limitasse os passos de dança. A maquiagem, que até aqui só era utilizada por mulheres de má fama, fora aderida por grande parte das mulheres. Marcada pelo grande duelo da moda Pois Poarette e Chanel.

A conhecida Era do Jazz se estabeleceu em alguns pontos noturnos dos Estados Unidos enquanto o Charleston movia as noites Parisiênces. A Broadway chegou ao auge nesta década e, por sua vez, visava envolver o público em sorrisos com as contagiantes comédias musicais. Desde então a música passou a possuir uma forte característica de fornecer entreterimento.

Em 1929 houve a queda da bolsa de valores e os efeitos inevitáveis da crise refletiam em toda a população. O ar excêntrico fora substituido por sofisticação e os anteriores vestidos sem curvas agoram revelavam o corpo feminino por leves silhuetas. Com o crescimento do cinema, os estilistas passam a utilizar da mídia para ditar o bom gosto. As mulheres estilista começam a fazer sucesso, Madame Gress, Geane Lanvin e Elsa Schiparelli são alguns exemplos.

Surge o cinema. Agora as trilhas sonoras acompanham as telas de Hollywood, provocando reações ainda mais marcantes do que a grande tela faria por si só. Por algumas circunstâncias, o jazz foi moldado à luz do dia, criando, por consequência, os Swings, assim como as Big Bands. Swings são músicas dançantes que por vezes são mais simplórias musicalmente que o próprio Jazz, enquanto as Big Bands, como o próprio nome sugere, eram grandes grupos musicais que envolviam em média entre 12 e 25 pessoas, abrangendo desde instrumentos de banda convencionais como guitarra, baixo e bateria,

1930 Moda

Foto: catracalivre.com.br

Foto: cargocollective.com

1930 Música

Foto: migre.me/tJdLs

até instrumentos de metal tipo saxofone, trombones e afins, dando ainda espaço para alguns instrumentos de corda como violino, viola e violoncelo.

Foto: waterandpower.org

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1940 Moda

1940 Música

A segunda guerra mundial chega em 1939 e os guarda-roupas ficaram mais sérios e robustos com ombros quadrados, saia lápis e roupas militarizadas. Na ausência dos tecidos comuns em alguns pontos europeus, as vestimentas eram costuradas em tecidos sintéticos e outros materiais. As mulheres novamente se dispõem a entrar em áreas como medicina e transporte na ausência de seus maridos, que se posicionam no campo de guerra.

1950 Moda

Foto: flickr.com

Chegamos à era Pin Up. A economia voltava aos eixos e as roupas novamente contrariam a atmosfera da década passada. Ao invés da vestimenta pesada de poucas curvas, agora carácterizava a época o traço de femininidade, saias rodadas, cintuas marcadas e salto alto. O nome Dior teve reconhecimento, traçando as tendências da época.

Foto: prostudiomasters.com

1950 Música

Blues, Country e Rock’n Roll. Os anos 50 certamente não deixaram em falta os solos de guitarra. Alguns nomes se popularizaram em larga escala e são muito conhecidos e respeitados até hoje, como BB King, Johnny Cash, Chuck Berry e Elvis Presley. Dessa década em diante, a música proporcionou cada vez mais variações em seus estilos.

Foto: ameliagraceve.wordpress.com

Foto: cenaunderground.com.br

1960 Moda

1960 Música

Acompanhando a música uma geração de jovens da época se mobilizava com certa irreverência. Houve vários movimentos sobre o racismo e a valorização da mulher, enquanto os jovens marcavam seu espaço quanto a sua maneira de pensar e se vestir, espaço que até então não havia sido delimitado (se portavam e consumiam o mesmo material que os adultos, independentemente da sua idade). Assim, a moda passa a prezar pela singularidade do individuo, tendo agora vários estilos diferentes em uma só época. Aqui occorre o advento da contracultura na moda.

O Rhythm and Blues, assim como as músicas Folk, passam a ganhar fama e reconhecimento enquanto Elvis Presley pemanece popular com seus hits nas rádios americanas. Na Grã-Bretanha, por outro lado, quatro garotos de Liverpool se destacam com sua banda The Beatles, cuja fama alcançou grandes proporções - foram abordados por revistas como Rolling Stones e tiveram apresentações transmitidas ao vivo pelas televisões.

Foto: mc0.xyz

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O estilo bebop (jazz quente) se tornou popular na época. Frank Sinatra e Ella Fitzgerald alí ganharam holofotes e continuam ainda sendo reconhecidos por vários músicos atuais como grandes referências musicais.

Foto: leninimports.com


ENTRE TRAMAS E ACORDES

1970 Moda

1970 Música

Hippies! Hippies em toda a parte. Flower Power e tudo que há de psicodélico agora são o lema de boa parte da geração e dá continuidade a irreverência proposta pelos jovens da década anterior. Acabaram, portanto, influenciando todo o contexto cultural da época, como a moda e os “bons costumes”. As roupas, agora aderindo ao Flower Power, agregaram também o romantismo as suas composições, tendo por resultado, visuais leves e confortáveis com detalhes femininos.

O Rock clássico ganhou diversas vertentes na década, algumas delas são o Heavy Metal (instigado por Ledd Zepelin) e o Glam Rock (por David Bowie), enquanto o dance pop era o estilo musical em maior evidência na Europa, trazendo muitos às danceterias com grupos como ABBA (afinal, como permanecer parado ouvindo Dancing Queen?). Porém, o Reggae tomava também grande forma e proporção através de Bob Marley, que teve grande repercurção na época, por pregar a favor de paz e igualdade Foto: gq.com

1980 Moda Calças até o umbigo, roupas coloridas e metálicas, elásticos de cabelo gigantes, coletes e por último mas, não menos importantes polainas. Os anos 80 são uma coletânea de tudo que os anos 2000 podem categorizar pelo termo “ultrapassado” – mas francamente, talvez nós mesmos voltemos a tirar a poeira dessas roupas e apostar nelas novamente um dia desses. A moda conciliava ombreiras em casacos e jaquetas, com roupas coloridas e estampadas, abrangendo toda e qualquer cor, muitas vezes ao mesmo tempo.

1990 Moda

1980 Música

Alguns dos nomes que começam a ser bem sucedidos na época são Madonna e Michael Jackson, que pautaram a cultura da música pop através das várias plataformas de mídia que a tecnologia da época era capaz de proporcionar. Ao mesmo tempo, o estilo da Nova Era tocava nas rádios através de artistas como The Cure. Enquanto isso, em ruas e periferias, alguns decidem mostrar sua inconformidade com a sociedade e o estilo de vida globalizado, criando então estilos como Rap e o Hip-Hop.

1990 Música

Foto: wikipedia.org

Nirvana cumpriu sua responsabilidade em trazer o grunge, outra vertente do rock à tona, influenciando muitos jovens alternativos até mesmo na forma de se vestir. Ainda outro estilo de música popular da época era o Rave-Techno, que desde então permaneceu e carácterizou as boates e festas noturnas. Não podemos esquecer também as “Divas do Pop”, Mariah Carey, Celine Dion e Whitney Houston são só alguns exemplos dessa lista, ou as Boy Bands, que marcaram gerações, e até hoje tocar no assunto faz com que alguns relembram qual o seu BackStreet Boy favorito.

O jeans chegou, ficou e vai continuar nas nossas vidas, mas foi nos anos 90 que o material ganhou a popularidade que tanto merece. O jeans na verdade começou a ser utilizado como tecido de calças pelos garimpeiros, por ser um material mais resistente que os tecidos convencionais, mas nos anos 70 a Calvin Klein investiu em calças nas passarelas, e nos anos 90 (independente do seu sexo ou idade), as jaquetas e calças do material eram vistos em toda a parte. Além dele, eram muito populares os cabelos volumosos, blusas e vestidos de alças, tecido aveludado e as cinturas, que continuavam altas. Foto: wetheurban.com

Foto: modomeu.com

Foto: rollingstone.com

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Walter Mattos é filho único, criado em Nilópolis, na baixada fluminense do Rio de Janeiro. Foi lá que durante a infância e adolescência desenvolveu gosto por artes de diferentes setores, especialmente música e desenho.

TROCANDO IDEIAS COM WALTER MATTOS Walter, em primeiro lugar, por que você escolheu o design? Na verdade fui escolhido. O fato é que sempre fui muito pluralista. Além de música e desenho, gostava e tinha interesse em biologia e psicologia, mas tentei ser militar. Foi minha mãe quem, um dia, ao ler uma matéria em um jornal me apresentou o tal do design. Lembro que a única justificativa para ela me chamar foi o fato de eu gostar de desenho. Algo como: “Você não gosta de desenho? Então, nesse design as pessoas desenham”.

Foto: waltermattos.com

Ocorrem muitas mudanças durante o seu processo de criação, planeja tudo e no final acaba mudando? Meu processo é bastante linear, apesar de ser possível fugir à regra algumas vezes. Invisto bastante tempo no briefing, na pesquisa e depois no desenvolvimento de conceitos. Isso me dá uma base muito boa para iniciar os rascunhos. Quando começo a desenhar é porque normalmente já tenho uma boa ideia. Dificilmente desenho por desenhar, mas como falei, às vezes abro essa exceção.

O que levou você a se aperfeiçoar em identidade de marcas? Também não foi muito bem uma escolha. Ao passo que foram surgindo muitas demandas em design editorial, comecei a estudar muito sobre grids e, consequentemente, proporções no design. São assuntos muito recorrentes no estudo de design editorial. Aos poucos fui aplicando esse conhecimento adquirido em todos os meus processos, incluindo design de marcas. Em um determinado momento reparei que esse havia se tornado um diferencial, e que as pessoas admiravam isso – tanto clientes como outros designers. Fui me apaixonando cada vez mais pelo exercício e não tive muito pra onde fugir. Fui desenvolvendo projetos cada vez mais detalhados, que precisavam de maior tempo de imersão. Seria impossível continuar desenvolvendo outros tipos de projetos e manter o mesmo nível de dedicação, então tive que focar.

“Invisto bastante tempo no briefing, na pesquisa e depois no desenvolvimento de conceitos.” Foto: waltermattos.com

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WALTER MATTOS

O que te motiva atualmente e quais suas principais influências e inspirações? Hoje minha maior fonte de motivação são as respostas que recebo ao conteúdo que compartilho. Esse contato direto com as pessoas e o retorno positivo e muitas vezes empolgado por algo que compartilhei não tem preço. Sobre minhas influências, sempre que penso em profissionais que admiro lembro de pessoas comuns, não celebridades. Hoje busco inspiração não só em designers, mas em compartilhadores de conteúdo. Entre estes estão David Airey, Paul Jarvis e Sean McCabe, que de um bom tempo pra cá são minhas referências favoritas no quesito compartilhamento de conteúdo. Entre os designers estão os brasileiros Roger Odone, Breno Bitenocourt e o pessoal da BR Bauen, entre outros. Lá fora a lista também é longa. Dois que me lembro sem pensar muito são o Bureau Oberhaeuser e a dinamarquesa Maria Groenlund.

Conte-nos sobre seu blog e canal no YouTube. Foi a realização de um sonho não muito distante. Sempre gostei de compartilhar aquilo que sei e, de certa forma, as pessoas sempre se demonstravam bastante receptivas e interessadas. Fato que me levou a dar aulas particulares, em empresas e, num determinado momento, em um curso. Durante esse processo e somados aos meus estudos e minha evolução como profissional, decidi que em algum momento eu precisaria de uma fonte para compartilhar aquilo que eu gostava de aprender. Primeiro veio a ideia do blog e depois a de um canal de vídeos, que até então não seria necessariamente o Youtube. Inclusive tenho alguns testes muito antigos no Vimeo, mas não levei adiante por falta de tempo. Esse sonho ficou hibernando por aproximadamente 5 anos até ser de fato colocado em prática. E felizmente tem sido muito prazeroso.

Foto: waltermattos.com

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Foto: www.waltermattos.com

Poderia nos contar quais os seus projetos e planos futuros? Não tenho muitas pretensões. Quero ter meu trabalho reconhecido como algo profissional, justo. Penso em lançar um livro, em ter projetos e produtos interessantes para oferecer à audiência que me acompanha. No mais, quero ter tempo para família e amigos.

Deixe um recado para quem sonha seguir essa área. Design é tão bom que para mim é difícil pensar em pontos negativos. As dificuldades que existem são universais, existem em todas as profissões. Se você não gosta do que faz, consequentemente não terá interesse em estudar, em evoluir e se aprofundar. Por outro lado, quanto mais você se dedica e quanto mais curioso você for, mais você gosta do que faz. E quanto mais você gosta, mais você se dedica e mais curioso você fica.

Saiba mais sobre Walter Mattos waltermattos.com @waltermattos_ youtube.com/WalterMattosVideos facebook.com/WalterMattosDesign instagram.com/waltermattos Foto: waltermattos.com

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ISSN 2447-7737

DOT#11  

Revista DOT - 11ª edição

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