Distinção - Edição 33

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ARTIGO

A história se repete * Luiz Carlos Borges da Silveira A política uma vez mais povoa o cenário com acontecimentos que não são inéditos e como sempre negativos e desmoralizantes.A presidente Dilma Rousseff negocia Ministérios como se tão alto cargo seja simples moeda de troca em momento de crise administrativa e fraqueza de comando; barganha também com o Congresso para saciar a volúpia fisiológica de partidos, bancadas, grupos e até parlamentares individualmente, negociando no varejo com integrantes da base aliada como se a coalizão governamental não seja um compromisso com a boa governabilidade. E mais, a presidente usa a liberação de emendas orçamentárias a parlamentares aliados em troca de apoio a projetos do governo. Enquanto isso, corre na Justiça um dos grandes processos de corrupção que transferiu dinheiro público e de empresas estatais para partidos, candidatos e campanhas eleitorais de governistas. No governo Lula da Silva foi arquitetado e executado formidável esquema de

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DISTINÇÃO PR e SC

www.issuu.com/revistadistincao Publicação mensal Circulação: associações comerciais e industriais do Paraná e Santa Catarina, federações, prefeituras, cooperativas, órgãos dos governos estadual e federal,

corrupção para compra de congressistas corruptos e chantagistas que ameaçavam o governo visando benesses escusas à custa do erário. Lula loteou Ministérios, e quando faltaram pastas aos fisiológicos criou tantas mais até chegar a trinta e nove - alguns Ministérios totalmente desnecessários e perfeitamente inúteis. E tantas outras coisas erradas foram feitas, a maioria ainda bem nítida na memória do povo. Para evidenciar que os males são endêmicos e inerentes à classe política, recentemente foram divulgados tópicos do diário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em que faz não apenas um desabafo, mas alerta contra os maus políticos e maus brasileiros. Lembra que também teve de negociar Ministérios, sofreu fogo amigo (“Estou cansado de ser atacado por forças dos meus amigos do círculo íntimo”, escreveu), enfrentou crise financeira que ameaçou o Plano Real e teve ameaça de CPI. Sabe-se que FHC foi compelido a distribuir benesses a parlamentares aliados e por fim ouviu a maldita palavra sindicatos, empresas e empresários industriais e comerciais. EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL: Victor Grein Neto victorjornal@yahoo.com.br Fone/WhatsApp (41) 9191-3296 DIAGRAMAÇÃO E ARTE GRÁFICA: Humberto Grein - (47) 9984-8125 REVISÃO: Gabriela Siqueira IMPRESSÃO: Gráfica Impressul

“impeachment”. Em seu diário o ex-presidente desabafa: “Este é o Brasil de hoje, onde a modernização se faz com a podridão, a velharia.” Assim era o Brasil no tempo de FHC e, lamentavelmente, é o Brasil destes dias. Isto exige reflexão e, quanto possível, protestos veementes por mudanças de atitude. Sim! Por que seguidas gerações de políticos e governantes agem contrariamente aos princípios éticos de honestidade, moralidade e decência, embora preguem o contrário? Por que a podridão permanece na política?É preciso acabar com a nefasta prática do toma lá dá cá e cooptação imoral exercida pelos governantes. Se manifestações pacíficas e protestos nas ruas não surtem efeitos e não sensibilizam, se indignação não remove a podridão enraizada, terá o povo de valer-se de argumentos mais incisivos?É bom pensar nisto. Está na hora de evitar que essa história continue a se repetir. * vice-presidente da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP) e presidente do Porto Itapoá DEPARTAMENTO COMERCIAL: Jaime de Souza Moraes jaimemoraes@gmail.com / (41) 3319-8754 ENDEREÇOS: CURITIBA Rua Vicente Spisla, 238, cj 2, Santa Cândida, CEP 82640-620 Fone (41) 3319-8754 BALNEÁRIO CAMBORIÚ Rua 300, 130, cj 502 Fone (47) 3363-5344

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KLABIN

KLABIN: o maior investimento privado da história do Paraná A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, ini- tos e capacitações para a população local, obras de infraestrutura e ciou as operações da sua nova fábrica de celulose, localizada em Orti- ações sociais, contribuindo para o desenvolvimento da região”, resgueira. A companhia produziu o primeiro fardo de celulose da Unidade salta o diretor de Projetos e Tecnologia Industrial, Francisco Razzolini. Puma no dia 4 de março, já com a certificação FSC® - Forest StewarA Unidade Puma deve gerar cerca de 1,4 mil empregos diredship Council® (FSC-C129105) na modalidade cadeia de custódia. tos e indiretos, considerando as atividades industriais e floresAs obras da nova unidade foram executadas em 24 meses, dentro tais. Sua capacidade de produção será de 1,5 milhão de tonelado orçamento previsto. O investimento total no projeto foi de R$ 8,5 das de celulose, dos quais 1,1 milhão de toneladas de celulose bilhões, incluindo infraestrutura, impostos e correções contratuais. branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil toneladas de “A Klabin mais uma vez demonstra sua capacidade de sonhar e re- celulose branqueada de fibra longa (pínus), parte convertida em alizar ao cumprir a entrega de uma obra que representa o maior inves- celulose fluff, sendo a única unidade industrial do mundo projetimento em seus quase 117 anos de história. O começo das operações tada para a produção das três fibras. Mais de 90% da produção da Unidade Puma é mais um grande marco do ciclo de 10 anos de cres- total de celulose da nova fábrica já está vendida. cimento, iniciado em 2011, que temos planejado para a companhia”, A celulose de fibra curta da Klabin leva a marca LyptusCel destaca o diretor-geral da Klabin, Fabio Schvartsman. e a celulose de fibra longa foi batizada de PineCel. Denominada “Foi um grande desafio transformar em realidade um projeto de PineFluff, a celulose fluff da Klabin irá atender o mercado natamanha complexidade. Executamos as obras com eficiência, segu- cional que hoje importa essa matéria-prima utilizada na fabrirança e agilidade, ao mesmo tempo em que investimos em treinamen- cação de fraldas, absorventes, entre outros produtos.

Unidade Ortigueira alia alta produtividade florestal, baixo custo de operação e logística eficiente. São 200 hectares de área industrial

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14 mil pessoas chegaram a trabalhar nas obras

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KLABIN A nova fábrica também tem duas das maiores turbinas para geração de energia elétrica já fabricadas no mundo para a indústria de papel e celulose. A unidade terá capacidade de produzir 270 MW, sendo 150 MW excedentes (o suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes), elevando a Klabin à condição de autossuficiência em geração de energia elétrica. O raio médio entre a operação florestal e a nova fábrica é de 72 km, o que garante a competitividade e o baixo custo do transporte de madeira.

Sobre a Klabin A Klabin é líder na produção de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado, sacos industriais e madeira em toras. Fundada em 1899, possui 15 unidades industriais no Brasil e O primeiro fardo saído da nova fábrica uma na Argentina. Está organizada em quatro unidades de negócios: Florestal, Celulose, Papéis (papel cartão, papel kraft e reciclados) e dade Empresarial (ISE), da BM&FBovespa. Também é signatária do embalagens (papelão ondulado e sacos industriais). Toda a gestão da empresa está orientada para o desenvolvi- Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Tramento sustentável, buscando crescimento integrado e responsá- balho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que vel, que une rentabilidade, desenvolvimento social e compromisso sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos ambiental. A Klabin integra, desde 2014, o Índice de Sustentabili- princípios de sustentabilidade. Saiba mais em www.klabin.com.br

As maiores turbinas para geração de energia elétrica

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Avenida Central

Klabin: um padrão de sustentabilidade para o desenvolvimento de Ortigueira Para diminuir impactos que uma obra de grande porte, como a nova fábrica inaugurada em Ortigueira, traz ao entorno, a Klabin, no dizer do gerente de Sustentabilidade e Comunicação, Uilson Paiva, seguiu um padrão de sustentabilidade internacional para o desenvolvimento. A empresa também foi obrigada a cumprir vários acordos com o poder público e com a sociedade. Diversas reuniões foram realizadas em todas as comunidades envolvidas, discutindo-se projetos sociais, educacionais, ambientais.

Está ocorrendo ainda a prioridade na contratação regional de funcionários. A maioria deles participou de curso de capacitação profissional (curso técnico em celulose e papel) promovido em parceria com a Faculdade de Telêmaco Borba – Fateb.

Com isso, a receita tributária do município cresceu 351%, de R$ 7,79 milhões, em 2012, para R$ 35,19 milhões em 2015. “Com o aumento da arrecadação, por sua vez, a prefeitura teve condições de fazer mais investimento em obras nas áreas de saúde, educação e infraNo entorno da nova indústria, cerca de R$ 21 milhões são in- estrutura, melhorando a qualidade de vida da população. Hoje temos vestidos em ações como a estruturação do Pronto Atendimento de Saúde, equipamentos mobiliários, construção do Centro Cultural com auditório para 350 pessoas, construção de uma escola de Ensino Fundamental, reforma e ampliação de outras duas. Outras ações beneficiam os apicultores (Ortigueira é o maior produtor de mel do Brasil) e os próprios funcionários da empresa – como edifícios residenciais, centros de desenvolvimento. Para evitar o tráfego de 400 caminhões por dia nas rodovias da região e ao mesmo tempo melhorar o acesso à fábrica, a Klabin está construindo as estradas que vai usar. No total, são 50,4 quilômetros de novas rodovias modernamente pavimentadas, além de um viaduto de ligação com a BR-376 e alargamento de pontes. Também está sendo implantado um ramal ferroviário com 18 quilômetros de extensão. Os investimentos que a empresa faz atualmente serão descontados futuramente em impostos estaduais.

Apartamentos para os funcionários da Klabin Revista Distinção • 7


KLABIN pelo menos 20 obras em andamento no município”, diz Daniel Fartura, secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Ortigueira.

Divisão de ICMS Proposta da Klabin feita antes da definição do local da nova fábrica, a repartição dos valores gerados pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS – é um exemplo de boa convivência entre os municípios. Foi decidido então que 50% do imposto seria destinado ao município onde a fábrica seria instalada, sendo o restante distribuído às outras 11 cidades da cirvunvizinhança. Assim, conforme o gerente Uilson Paiva, “é possível gerar desenvolvimento a nível regional”.

Cidade cresce e fica mais bonita Com a Klabin, Ortigueira experimenta dias de intenso desenvolvimento, com novas casas comerciais, novos prestadores de serviços. A cidade está mais bonita, com canteiros de flores nas ruas, asfalto, urbanização do lago municipal (lago, pista de caminhada, playground), novos loteamentos. O Lago Municipal, em fase final de reestruturação, atrai cada vez mais os moradores, que vão apreciar a paisagem ou caminhar e correr pelas pistas. As obras de construção do Centro Cultural, nas imediações, prosseguem céleres.

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O novo Fórum

O horizonte urbano se expande, com novos loteamentos de alto nível, com ruas asfaltadas. Nesse horizonte, aparecem os edifícios construídos para os colaboradores da Klabin. A rodoviária está sofrendo ampla reforma, ampliação e urbanização. Os setores de ensino e saúde ganham obras.


PORTO PARANAGUÁ

Novos recordes de movimentação pelo Porto de Paranaguá O Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá bateu mais dois recordes. O complexo de escoamento graneleiro fechou o primeiro trimestre do ano com a maior movimentação de produtos de sua história para o período. De janeiro a março, foram exportadas 4,66 milhões de toneladas de grãos, alta de 19% em relação aos três primeiros meses de 2014, ano do último recorde de movimentação. A outra marca histórica foi o volume total de movimentação diária. Na última terça-feira (5), o complexo exportou 115,4 mil toneladas, superando em 2% a marca de 112,9 mil toneladas movimentadas em 17 de agosto de 2014. s novos números do Porto de Paranaguá comprovam o aumento da produtividade, já que o complexo de exportação bateu também, individualmente, recordes em cada um dos três primeiros meses do ano. Em janeiro foram exportadas 1,34 milhão de toneladas (36% acima do recorde anterior); em fevereiro 1,52 milhão de toneladas (18% superior à antiga maior marca do mês); e em março o Corredor escoou 1,79 milhão de toneladas (9% a mais do que o melhor março até então). Boa parte deste ganho operacional é fruto dos investimentos de R$ 511,9 milhões para melhorar a infraestrutura e logística do Porto de Paranaguá. Foram adquiridos quatro novos shiploaders (carregadores de navio), substituindo equipamentos da década de 70. Os novos carregadores conseguem embarcar grãos com 33% mais agilidade que os antigos, aumentando a velocidade de embarque de 1,5 mil toneladas por hora para 2 mil toneladas por hora. Também foram adquiridos dez novos guindastes, balanças para pesagem dos caminhões, tombadores e demais componentes para descarregar cargas, scanners para

inspeção de cargas. Além disso foram instaladas guaritas informatizadas e novos acessos ao Pátio de Triagem. No primeiro trimestre, o Corredor de Exportação já movimentou 2,20 milhões de toneladas de soja, o dobro em relação ao mesmo período do ano passado, e 1,56 milhão de toneladas de milho, 94% a mais do que o escoado em 2015. RECORDE DIÁRIO - O recorde diário de movimentação do Corredor de Exportação foi alcançado nesta terça-feira (5). Foram despejadas 115,4 mil toneladas de soja e farelo de soja nos três navios Hanton Trader V, CaravosTriumph e Stahla, atracados nos berços 212, 213 e 214, respectivamente.

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SONHO REALIZADO

Um sonho realizado Há 24 anos, assumi vários desafios em nome da cidade de Ortigueira, mas tínhamos que buscar a sustentabilidade com qualidade e renda para a administração municipal. Agora, com a vinda da Klabin, viabiliza-se uma radical mudança para melhorar a vida da nossa população. Basta ver o que a Klabin já viabilizou para o município. São R$ 21 milhões de investimentos para melhorar a qualidade de vida no entorno da indústria, construção do Centro Cultural com auditório para 350 pessoas, na entrada do município, construção de escola de ensino fundamental e reforma e ampliação de outras duas para dar suporte às prefeituras, compra de maquinários, construção de 50,4 quilômetros de novas rodovias, construção de novo ramal ferroviário, entre muitos outros benefícios que ainda estão por vir. Contabilizando que a Klabin já investiu na fábrica mais de R$ 8,5 bilhões, que é o maior investimento privado industrial do Brasil neste século. A transformação econômica regional fará de Ortigueira um polo de atração de dezenas de outras indústrias com quem já estamos conversando. Nosso eterno agradecimento à Família Klabin e a todos os seus sócios e colaboradores, principalmente ao diretor-geral, Fábio Schvartsman, que sempre nos ouviu e acolheu a nossa Ortigueira, juntamente com o presidente do Conselho, diretor e senador Pedro Piva.

Deputado Kielse e o Diretor Geral da Klabin, Fábio Schvartsman no anúncio, no Palácio Iguaçú, da instalação da fábrica em Ortigueira, no dia 04/09/2012

Apoio totalmente o “Projeto Puma Klabin”, mas ele precisa da compreensão de todos os administradores da região para podermos crescer junto com este sonho realizado e funcionando. Deputado Kielse, Diretor Geral Fábio Schvartsman e o Presidente do Conselho da Klabin, Pedro Piva, no lançamento da Pedra Fundamental em Ortigueira, no dia 19/03/2014. 10 • Revista Distinção

Eu, em nome de Ortigueira, agradeço. Kielse


ORTIGUEIRA

Ortigueira: das cachoeiras, rios, cascatas, montanhas O município de Ortigueira é o terceiro em área territorial do Paraná. Suas terras montanhosas, madrastas para a agricultura intensiva, são, por isso mesmo, sem o uso de pesticidas, ideais para a apicultura, fazendo da região o maior produtor de mel do Brasil. Pelo interior, abundam cascatas, rios, cachoeiras. O município sedia ainda a Usina Hidrelétrica de Mauá, com potência instalada de 361 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade com 1 milhão de pessoas (Londrina). Alguns registros da cidade: locomotivas e vagões passando pelo município, uma cascata, encontro de motoqueiros e a Usina Mauá.

Um município enorme Ortigueira é o terceiro município do Paraná em área territorial, com 2.439 quilômetros quadrados. Fica a 758 metros de altura e é banhado por um dos rios mais importantes do estado, o Tibagi. Na localidade de Queimados, há uma aldeia de índios cainganques. Um dos locais mais bonitos, passando-se por cachoeiras e cascatas, é a Serra Pelada. Na foto, ela aparece em meio a exemplares bovinos.

Cidade sertaneja Ortigueira, como boa parte do Paraná, é reduto de música sertaneja. Os artistas do setor ganham muito boas audiências em suas apresentações públicas - ou vendem bem seus cds e dvds. A foto é da apresentação da dupla Hester e Helena.

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LONDRINA

Londrina ganhará o primeiro Centro de Pesquisa de Biotecnologia A cooperativa francesa Limagrain vai implantar um centro de pesquisa para estudos de sementes de milho e trigo em Londrina. Com faturamento de 2 bilhões de euros no mundo, a Limagrain deve investir cerca de R$ 10 milhões na cidade. A sede será construída em terreno adquirido pela cooperativa na PR-445, saída para Curitiba. Vai ser o primeiro Centro de Pesquisa de Biotecnologia a ser implantado no país. De acordo com a Prefeitura, a empresa vai empregar 140 pesquisadores em biotecnologia avançada, começando inicialmente com a contratação de 27 profissionais. “Será muito importante para a cidade porque a empresa vai fazer grandes investimentos em recursos humanos, abrindo postos de trabalho para pesquisadores”, afirma o prefeito Alexandre Kireeff. Ele ressalta que a abertura do centro de pesquisa reforça o perfil da atividade na região, que já conta com o Iapar e a Embrapa. De acordo com o prefeito, a própria Limagrain adquiriu o terreno, sem incentivo do Município.

A Limagrain

melhoristas. O investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos cultivares e também em biotecnologia, chega a 14% do faturamento global do grupo que atualmente supera 2 bilhões de Euros por ano.

A Limagrain está presente atualmente em todos os continentes do planeta, desenvolvendo pesquisas e comercializando sementes em mais de 40 países. Para realizar esta importante operação global, possui mais de 8.600 colaboradores no mundo, sendo 1.300 destes, pesquisadores e

Em 2011, a Limagrain introduziu no Brasil, a marca mundial de sementes do grupo, a LG, uma marca que é referência em qualidade na Europa e na América do Norte, ocupando atualmente a 4ª posição em vendas de sementes no mundo, a 1ª na Europa e a 3ª nos Estados Unidos.

SINDSERVIDOR

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ortigueira é reativado Após cinco anos de paralisação, as atividades do Sindicato dos Servidores Municipais de Ortigueira (SINDSERVIDOR) foram retomadas com eleição de nova diretoria. No momento, é realizada a regularização da documentação da instituição para que ações em prol dos servidores comecem a ser postas em prática. Essa reativação, articulada devido à percepção da necessidade de representação instituída dos trabalhadores, tem por objetivo trabalhar para a conquista e defesa de direitos dos servidores públicos municipais. Entre as principais metas da nova diretoria sindical destacam-se a busca por melhores condições de trabalho, implantação de Plano de Carreira e valorização salarial. Além disso, o Sindicato pretende firmar convênios com o comércio, plano de saúde e desenvolver outras atividades que beneficiem seus associados. Como destaca a presidente Ana Paula Pedroso Vett, o Sindicato é uma importante instituição de negociação entre servidores e administração pública. “Unidos e com representação definida, os funcionários municipais têm mais força na busca por melhorias”.

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WITTUR

Wittur inaugura fábrica em Londrina Foi inaugurada no dia 29 de março, em Londrina, a nova fábrica da Wittur, uma das líderes mundiais em fornecimento de soluções para componentes, módulos e sistemas para elevadores. Durante a inauguração da nova planta da empresa, o prefeito Alexandre Kireeff foi recepcionado pelo diretor-geral da Wittur na América Latina, Andreas Witte, e pelo diretor operacional da Wittur na América Latina, Eduardo Winckler. A sede da Wittur em Londrina é a segunda instalada na América Latina. A outra unidade está localizada em Buenos Aires, na Argentina. Na Capital do Norte, a fábrica se instalou em Marca está entre as líderes mundiais em fornecimento de um terreno de 24 mil metros quadrados, localizado na zona soluções para componentes, módulos e sistemas para elevadores norte, no eixo industrial desenvolvido pela atual administração. No local, são aproximadamente 11 mil metros quadrados A expectativa da empresa é ampliar a fábrica em mais de construção, onde estão trabalhando 92 funcionários. Mas, segundo o diretor-geral da Wittur na América Latina, a previ- 2.500 metros quadrados durante os próximos dois anos. A são é que até final do ano Londrina conte com 120 colaborado- Wittur está próxima da fábrica da Atlas Schindler, sediada também em Londrina – e sua maior parceira.W res. Em 2017, este número deve subir para 130.

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CEREJEIRAS

Cerejeiras, atração de Apucarana No Japão, quando acontece o florescimento das cerejeiras (Sakurás), é uma festa nacional. Há séculos os japoneses reverenciam as flores que são o símbolo do país. O Hanami Festival, realizado anualmente em março, significa “contemplar ou apreciar” as flores. Os parques ficam lotados de pessoas que chegam para um piquenique sob as árvores e participar (ou simplesmente apreciar) das muitas atividades relacionadas ao acontecimento. Não é preciso escrever que esses locais ficam lotados, havendo até pedidos de reservas. Em Apucarana, cidade em que, como em todo o Norte do Paraná, a influência japonesa é muito forte, especialmente com exemplos de operosidade e paciência, as cerejeiras estão espalhadas pelas ruas e parques. E, também anualmente, a ACEA - Associação Cultural e Esportiva de Apucarana - promove a Festa da Cerejeira. Em 2015 ocorreu a 21ª. Edição, entre os dias 18 e 21 de junho. Cerca de 30 mil visitantes estiveram presentes, apreciando o bonito espetáculo rosado, observando as apresentações artísticas, a exposição de orquídeas, saboreando os pratos típicos (yakisoba, sukyaki), aplaudindo as danças das cerejeiras (Sakurá Odori) e Taikô, participando das feiras de veículos e da indústria e comércio e dos pequenos produtores. Outras etnias começaram a participar do Festival, ocorrendo uma mistura de tradições, como as danças alemãs.

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COGUMELO

Cogumelo, nova riqueza de Tijucas do Sul A produção de cogumelos Paris diversifica as atividades da agricultura familiar no município de Tijucas do Sul. Tradicionalmente produtores de fumo e de hortaliças, os pequenos agricultores aproveitam o clima favorável da região para produzir os cogumelos, também conhecidos como champignon, no período de entressafra. Com o apoio do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), eles se organizaram em uma cooperativa para comercializar o produto e melhorar o faturamento. A Cooperativa Agroindustrial de Produtores Coopertijucas conta com aproximadamente 60 associados, que produzem cerca de 25 toneladas de cogumelos por mês, comercializados em conserva para Curitiba e nas cidades de Joinville e Blumenau, em Santa Catarina. A cultura foi introduzida no município há quase 20 anos, mas tem se desenvolvido nos últimos três anos, graças ao trabalho do Emater junto à cooperativa. “Temos feito um trabalho mais focado neste produto, porque entendemos que é uma alternativa interessante para a agricultura familiar, pois tem um grande potencial de geração de emprego e de renda”, explica o extensionista do Emater Nivaldo Gomes. “É uma alternativa principalmente para as mulheres, que se identificam com a atividade por ser menos pesada que o fumo, por exemplo”, explica Nivaldo. “É também uma boa oportunidade para os jovens ficarem na propriedade sem precisar buscar emprego na cidade.”

Produção O clima úmido e temperado de Tijucas do Sul é propício para a produção do cogumelo Paris, que, para se reproduzir, precisa de temperaturas entre 17ºC e 26°C e umidade relativa do ar entre 80% e 90%. Os cogumelos são cultivados em câmaras climatizadas com áreas de 40 a 60 metros quadrados.

São, geralmente, os mesmos espaços utilizados para a secagem do fumo – colhido entre os meses de dezembro e março –, que foram adaptados para receber a produção do cogumelo no restante do ano. O composto com as sementes de cogumelos já chega pronto para os produtores dentro de sacos, que são armazenados nas câmaras de cultivo. Cada saco produz cerca de 1,8 quilo de champinhom. Como as estufa têm capacidade para armazenar de 250 a 300 sacos, cada uma produz cerca 450 quilos do produto. São três ciclos de colheita por saco. Depois que eles acabam, todo o ambiente passa por um processo de desinfecção para receber um novo cultivo, que leva em torno de 60 dias até a próxima colheita. Depois de colhidos, os cogumelos passam por um processo de lavagem e cozimento na própria propriedade, para então ser encaminhado à cooperativa, onde são empacotados e comercializados. Por enquanto, os produtos são vendidos apenas em conserva para distribuidoras, mas a ideia da Coopertijucas é comercializar o cogumelo in natura e também em sachês de 100 gramas, que podem ser vendidos diretamente às feiras e supermercados. O presidente da Coopertijucas, Eliobas de Jesus Leandro, explica que a organização só foi possível com o apoio do Emater e da prefeitura de Tijucas do Sul, que cedeu um espaço para a cooperativa se instalar. “Tudo melhorou com a criação da cooperativa. O trabalho estava complicado, os produtores não tinham apoio e assistência técnica e muitos acabaram quebrando”, conta. “Hoje muitas famílias são beneficiadas, pois é um trabalho leve que pode envolver as mulheres e os jovens. É uma produção rentável, desde que tenha estrutura e conhecimento do cultivo”. Revista Distinção • 15


SIMULADOR MARÍTIMO

Santa Catarina conta com novo simulador de navegação marítima A movimentação de navios de cargas e de passageiros em todo o litoral brasileiro está em alta. Cresce na mesma proporção em que são exigidos pela autoridade marítima maior precisão nos parâmetros operacionais em áreas portuárias e de navegação em canais de acesso e em bacias de manobras, cada vez mais próximas dos limites costeiros e margens de rios. Este cenário requer de estaleiros e de engenheiros navais maior acuracidade na construção de navios e no conhecimento técnico de navegação. Uma ferramenta bastante utilizada neste sentido são os simuladores marítimos. Precisos, eficientes, flexíveis e realistas, esses equipamentos contribuem para a realização de testes de parâmetros navais e métodos específicos de navegação. Também contribuem para o conhecimento de novas áreas de navegação, para a adequabilidade de estratégias de manobrabilidade em diferentes ambientes e condições meteo-oceanográficas, e também, para a reconstituição de acidentes náuticos. “O simulador é capaz de reproduzir o ambiente e comportamento do navio com alto grau de eficiência, interagindo ambos num mesmo sistema de aplicabilidade que se transforma numa ferramenta de auxílio a decisão em todos os níveis, ao prático, ao engenheiro naval à autoridade portuária, ao empreendedor e, principalmente, à autoridade marítima, ou seja, o simulador oferece benefícios em todos os níveis”, afirma o especialista em projetos de manobra e comandante aposentado da Marinha, Valdecílio Pinheiro Linhares. Segundo ele, além de proporcionar treinamento para navegação, os simuladores também contribuem para o desenvolvimento de projetos de engenharia. Os simuladores proporcionam ao usuário dados precisos sobre a operacionalidade, tanto para alterações de estruturas de atracação como para a construção de portos, decisões de grande impacto sobre a economia e o meio ambiente. Com o simulador, é possível fazer simulações muito precisas e realistas de forma a identificar as implicâncias de uma modificação na vida real, sobre navios e instalações portuárias. No Brasil, há poucos simuladores em operação. Praticamente todos são importados, apenas o CIAGA – Centro de Instrução Graça Aranha, da Marinha doa Brasil, e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) , possuem simuladores de tecnologia inteiramente nacional. Entre os simuladores marítimos importados e de alta tecnologia existentes no país, um está na Praia dos Amores, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Foi adquirido em 2015 pela Acquadinâmica, empresa do Grupo Acquaplan responsável por projetos nas áreas de modelagem numérica e análise de riscos ambientais. A aquisição foi realizada em parceria com a dinamarquesa Force Technology, uma das principais empresas marítimas de pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo e pioneira no desenvolvimento de simuladores para fins marítimos.

Como funciona o simulador O navio se aproxima do complexo portuário. As condições são adversas. Há chuva, maré alta, correntes e vento forte a serem dominados. Berços de atracação estão livres à direita e à esquerda. A decisão deve ser tomada pelo navegador, que enfrenta no braço as adversidades meteorológicas e oceanográficas. O cenário é comum aos que lidam diariamente com a manobra de grandes navios de cargas ou de passageiros. É também um dos cenários possíveis de um simulador do Grupo Acquaplan, de Balneário Camboriú, litoral centro-norte de Santa Catarina. O equipamento foi trazido ao litoral catarinense para contribuir com a vocação marítima do Estado e da região Sul do Brasil e está disponível para empresas e pessoas interessadas em treinamento e familiarização de manobras opera16 • Revista Distinção

cionais de embarcações em terminais portuários e canais de navegação. O simulador oferece múltiplos conhecimentos para quem conduz os navios, para quem os projeta e para ambientes potencialmente portuários e de navegação. Auxilia na identificação visual de navegação, avalia a disposição e alinhamento de quebra-mar, a movimentação dos navios em navegação e atracados em relação às ondas, oferece controle de dados de profundidade, orientações operacionais incluindo a assistência de rebocador e permite uma aprofundada análise de riscos em todas as operações projetadas. “Trata-se de um equipamento completo, de múltiplas funções, que integra com profundidade todas as condições meteo-oceanográficas, com precisão, eficiência, flexibilidade e realismo no desenvolvimento de manobras operacionais e de engenharia naval”, comenta o oceanógrafo João Thadeu de Menezes, sócio da empresa Acquadinâmica, responsável por projetos nas áreas de modelagem numérica e análise de riscos ambientais. O simulador é um modelo Simflex4, construído pela empresa dinamarquesa Force Technology, parceira da Acquadinâmica neste investimento. É composto de três grandes telões que dão uma visão de 180 graus que pode alcançar 360 graus com o uso de um “joystic”. Três computadores menores com, respectivamente, um radar, um quadro geral de dados técnicos e uma carta náutica do local onde ocorre a manobrabilidade, integram a cabine de comando, semelhante a de um navio, instalada em uma sala escura. Dois computadores externos definem as condições meteorológicas, oceanográficas e de navegabilidade apresentadas no simulador, projetando com realismo incrível o cenário real de um complexo portuário e oferecendo as condições ideais para simulações diversas de navegação para quem opera ou pretende navegar. O simulador foi aprovado pelo prático André Guimarães Rodrigues. “As condições de navegabilidade são bastante parecidas com a realidade, realmente é como se estivéssemos navegando, pois as condições de vento, corrente e maré, principalmente o efeito delas no navio, são bastante reais, é um simulador perfeito para treinamentos”, afirma André, que primeiro navegou com um navio de contêineres, depois com um transatlântico. O equipamento está disponível para visitação na Praia dos Amores, em Balneário Camboriú. Agendamento e mais informações podem ser realizados e obtidos, respectivamente, pelo telefone (47) 3366-1246. Por: Oswaldo Ribeiro Jr., Jornalista, Registro Mtb 02545 JP


PORTO PONTAL

Porto Pontal terá a maior área para contêineres do país O Paraná está prestes a ganhar o mais moderno terminal portuário brasileiro. Localizado em uma área de mais de 600 mil m² na cidade de Pontal do Paraná, o Terminal Portuário Porto Pontal vai contar com um pátio de 450 mil m², o que constitui a maior área para depósito de contêineres do país, e deve gerar mais de 7 mil empregos diretos e indiretos. O Porto Pontal será também o primeiro do país a operar sobre trilhos. Enquanto os demais portos utilizam o sistema RTG (rubber tyre gantry), o de Pontal - a exemplo dos grandes portos europeus, como o Rotterdam Gateway, o Antwerp Gateway e o Euromax Terminal Rotterdam - vai ser equipado com RMG (rail mounted gantry), guindastes de pórtico montados sobre trilhos, tendência mundial por sua eficiência e segurança. Com investimento aproximado de R$ 1,5 bilhão, o novo terminal portuário vai ampliar em 55% a capacidade portuária do Paraná, que passaria de 45 para 70 milhões de toneladas. “O Paraná é o único estado de todo o Brasil que possui apenas um terminal de contêineres e o novo terminal portuário surge para, juntamente com Paranaguá, oferecer uma gama maior de serviços e atrair mais cargas para estado, fortalecendo-o como um importante polo portuário”, explica Ricardo Bueno Salcedo, diretor do Porto Pontal. Situado na entrada da Baía de Paranaguá, região conhecida como Ponta do Poço, o porto de Pontal fica a uma distância de 23 km do alto-mar. Com cais de mil metros e três berços para atracação simultânea de navios, a profundidade permanente do calado é de 16 metros, mais do que o suficiente para abrigar grandes embarcações.

A primeira etapa da obra do Porto Pontal, com finalização prevista para o segundo semestre de 2017, envolverá a implantação de dois terços da estrutura total do terminal e possibilitará a movimentação de 700 mil TEUs (Twenty Foot Equivalent Unit - refere-se à Unidade Equivalente de Transporte, que possui um tamanho padrão de contêiner intermodal de 20 pés). Operando integralmente, sua capacidade máxima de movimentação será de 2 milhões de TEUs, com 56 RMG, 10 portêineres e 80 terminal tractors. “Será um grande avanço no setor portuário. Mesmo com todas as dificuldades que o Brasil enfrenta, Porto Pontal simboliza a confiança que temos no futuro do país”, garante Salcedo.

CAMPINA GRANDE DO SUL

Mapa de obras interativo reforça transparência na gestão pública A Prefeitura de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, lançou neste mês uma ferramenta inovadora nas políticas públicas de transparência: o Mapa de Obras. A plataforma online e interativa disponibiliza as mais recentes obras públicas do município, divididas por categoria e status. Cada obra é representada no mapa por um ícone e sua a cor identifica se a obra está em projeto, em andamento ou concluída. Segundo a diretora de Comunicação, Gabriela Siqueira, o Mapa de Obras é mais um passo para aprimorar a política de transparência do município. “Temos trabalhado para oferecer informações da forma acessível e, sempre que possível, em tempo real. Essa nova ferramenta, além de funcionar como uma prestação de contas, aproxima os munícipes dos trabalhos da prefeitura”. Campina Grande do Sul é o quarto município mais transparentes do Paraná, segundo o último Ranking dos Portais da Transparência, avaliação feita pelo Ministério Público Federal (MPF). O Mapa de Obras foi desenvolvido pelo Departamento de Comunica-

ção e teve custo zero para os cofres municipais. A produção do conteúdo foi feita em três meses. “O trabalho incluiu a delimitação das divisas do município na plataforma Google, fotos atualizadas das obras e criação de um layout exclusivo para o mapa”, lembra Sandro Fonseca, assessor de marketing e responsável pelo desenvolvimento do projeto. Ao explorar o mapa, além de acompanhar a execução das últimas obras, é possível ver a foto, o endereço e a descrição de cada uma delas. Há também a opção de compartilhar o mapa nas redes sociais. A plataforma ainda fornece a lista completa das obras realizadas nos últimos anos e filtros que permitem a visualização dos investimentos por áreas, como Educação, Saúde e Urbanismo. No mapa também estão localizados todos os prédios públicos do município, com foto, endereço, telefone e coordenadas geográficas. Ao todo, são 164 obras e 93 locais ou prédios públicos. O Mapa de Obras está disponível no site da Prefeitura Municipal (pmcgs.pr.gov.br), na aba Portal da Transparência.

Revista Distinção • 17


MEL EM ORTIGUEIRA

Mel de Ortigueira ganha denominação de origem Maior produtor de mel do país, Ortigueira recebeu no final de 2015 o registro de Indicação Geográfica (IG), na espécie Denominação de Origem (DO), para o seu produto. Ele foi conferido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, na Revista de Propriedade Industrial. A conquista é consequência do Projeto Mel do Município de Ortigueira, iniciativa apoiada pelo Sebrae no estado junto com parceiros como a Associação dos Produtores Ortigueirenses de Mel (Apomel), Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto Agronômico do Paraná, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Secretaria Municipal de Agricultura de Ortigueira. Os apicultores ortigueirenses recebem o apoio, ainda, do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul e da Klabin. “Em 2009, quando a proposta começou a ser desenvolvida, as ações eram mais focadas na qualificação dos apicultores. O desafio era melhorar o processo de fabricação e extração do mel”, relembra o consultor do Sebrae no estado, Fabrício Bianchi. Posteriormente, foram realizadas análises da produção do mel em Ortigueira, para que o processo de produção pudesse ser melhor compreendido, já visando ao pedido junto ao INPI, que, inicialmente, era para espécie Indicação de Procedência (IP).

“Como já tinha sido realizada a análise microbiológica, fisioquímica e sensorial do mel, fomos instruídos a buscar o registro de Denominação de Origem. Fizemos o pedido junto ao INPI em maio de 2013. Todas as exigências foram cumpridas e, recentemente, foi conquistado o registro que garante a origem do mel e onde ele é produzido”, comemora Fabrício. O registro beneficia 45 apicultores de Ortigueira, responsáveis por aproximadamente 90% da produção local. “O processo de identificação geográfica visa não somente à obtenção de um selo. Ele mexe com toda a organização da cadeia produtiva, é um processo de convergência de interesses e de muitas conversas. A partir de agora, o desafio continua sendo grande, pois é necessário que o registro seja resguardado como outras Denominações de Origem que existem no país”, afirma Fabrício, que esteve à frente do projeto até o final do ano passado. Em 2015 o projeto foi assumido pelo consultor Fernando Pizani, que é gestor regional de agronegócio. Segundo ele, neste momento o trabalho está focado na comercialização do mel, que é o maior desafio para os apicultores do município. Considerada a maior produtora de mel do país - 500 toneladas em 2014 -, Ortigueira vende a granel a maior parte do produto.

Valor “A ideia é processar e envasar o produto por meio da Unidade de Beneficiamento de Mel, que foi construída pela Apomel, para que o produto receba o selo no rótulo e ganhe mais valor no mercado”, explica Fernando, ao reforçar que o trabalho também se volta para o mercado internacional. É o que também espera a presidente da Apomel, Ana Mozuski Kutz, que está no comando das atividades há oito anos. “A concessão do registro é a realização de um processo longo e que pode abrir mercado para nossos associados. O envolvimento dos parceiros foi fundamental em todo o processo”. Ana destaca que, para o funcionamento da sede própria da Apomel, estão faltando ainda os equipamentos. A verba virá a fundo perdido do Pró Rural, num total de R$ 340 mil, estando a documentação 18 • Revista Distinção


encaminhada. Ela destaca que o mel de Ortigueira caracteriza-se pela sua cor clara. “E quanto mais clara a cor, melhor para exportar”, diz. A presidente da associação afirma ainda que o mel do município “não tem resíduo e tem baixo teor de acidez”. E são várias as predominâncias de sabor: eucalipto, assa peixe (planta nativa da região), laranjeira, gabiroba, pitanga, gurucaia, aroeira vermelha.

Para o diretor de Operações do Sebrae no Paraná, Julio Cezar Agostini, a IG para o mel de Ortigueira atribui ao apicultor a diferenciação de mercado. “Cada vez mais o produto será conhecido e reconhecido pelo público consumidor pela qualidade e pelo diferencial de qualidade. Isso fará com que os pequenos produtores tenham mais renda em longo prazo e, provavelmente, a produção será mais bem remunerada no mercado”, comenta.

A sede da Apomel

Ana Mozuski (à esquerda) e a veterinária Ana Paula Pedroso, da secretaria municipal da Agricultura Revista Distinção • 19


VINHO

Vinho, para embalar o turismo no Paraná Criada em agosto de 2015, a Associação dos Vitivinicultores do Paraná Vinopar - publicou um roteiro para guiar turistas “pelos prazeres do vinho e da gastronomia em novos pontos de turismo da Região Metropolitana de Curitiba”. Trata-se de um tour bastante sedutor, pelos caminhos do novo polo de enoturismo do Brasil, formado por 8 vinícolas, 3 das quais com restaurantes e degustações. Em algumas vinícolas, também é possível apreciar os vinhedos. A rota passa por Curitiba (bairro de Santa Felicidade), Piraquara, São José dos Pinhais, Quatro Barras, Campo Largo e Colombo. Pelo caminho, somente vinhos finos e espumantes – e restaurantes anexos às vinícolas, unindo requinte a características locais. “É o marco inicial para fortalecer o polo vitivinicultor no estado”, diz Giorgeo Zanlorenzi, presidente da entidade. A Vinopar também está trabalhando junto com o Governo do Paraná para fomentar o pequeno agricultor a produzir uvas – já que boa parte ainda é importada do Rio Grande do Sul. “O caminho é longo, mas os resultados estão sendo surpreendentes e temos tido bastante procura. Outras vinícolas vão aparecer”, afirma Zanlorenzi

Locais

Cave Colinas de Pedra

Começando por Curitiba, no bairro gastronômico de Santa Felicidade, Vinhos Santa Felicidade tem adega que atende de segunda-feira a sábado das 9 às 19 horas e nos domingos e feriados das 9 às 16 horas. Em Piraquara, na estação ferroviária de Roça Nova, está instalada a Cave Colinas de Pedra, em um complexo enoturístico com 45 hectares em plena Mata Atlântica – Patrimônio Natural Tombado. Os espumantes – Cave Geisse – são maturados no interior de um túnel ferroviário desativado, construído em 1883, com 429 metros de extensão, a 955 metros de altitude. Funciona de quarta a domingo das 10 às 17 horas. Aos sábados e domingos, é servido almoço harmonizado. Também em Piraquara funciona a cooperativa Copasol Trentina – Villa do Colono – que produz, além de vinhos,

queijos, mel, vegetais e ainda cria ovinos, caprinos e suínos. Está aberta de segunda a sábado das 9 às 17h30 e domingo das 9 às 12h30. Em São José dos Pinhais, a Vinícola Araucária está aos pés da Serra do Mar, numa área de 5,2 hectares, a uma altitude de 950 metros. São cultivadas ali seis variedades de uvas francesas e italianas. Em anexo, funciona o Gralha Azul Restaurante Campestre. Está aberta diariamente das 9 às 16 horas e aos sábados e domingos tem visitas guiadas por enólogo às 9, 10:30, 13 e 14:30 horas. Em Quatro Barras, a Família Fardo Vinícola produz vinhos cabernet sauvignon, tannat, e outros. “O vinho elaborado em nossa vinícola não é para beber simplesmente: é para saborear”, diz o proprietário Ambrosio Fardo. Há visitas guiadas, que passam por todo o processo de elaboração e terminam com a degustação que ocorre dentro da adega. Está aberta diariamente das 9 às 17 horas. Em Campo Largo, a Famiglia Zanlorenzi é detentora de uma das mais modernas linhas de envase da América Latina, com capacidade de engarrafamento de até 37 mil garrafas/hora. São 11 marcas e mais de 110 rótulos de vinhos de mesa, vinhos finos nacionais e importados, espumantes e frisantes e sucos. Os vinhos espumantes do grupo detêm mais de 45 prêmios nacionais e internacionais em países como Itália, França e Estados Unidos. A loja da fábrica fica às margens da BR-277. Ainda em Campo Largo, funciona a Vinícola Legado, aberta aos sábados e domingos das 11 às 18 horas, com visitas às 11, 14h30 e 16 horas. Nos parreirais, mudas de Cabernet Sauvignon. “Não fazemos apenas vinhos e espumantes: fazemos momentos de prazer para serem compartilhados no cotidiano e nos momentos mais especiais”, dizem os diretores. Em Colombo, está a Vinícola Franco Italiano, que teve origem em 1878 com a chegada de imigrantes italianos. São produzidas diversas linhas de vinhos finos e espumantes. Está aberta de segunda a sexta-feira das 8 às 12 horas e das 13 às 18 horas, sendo nos sábados e domingos das 9 às 17 horas. O Espaço Gastronômico, anexo, abriga 130 pessoas, com espaço para as crianças, funcionando aos sábados e domingos das 12 às 15 horas.

Vinícola Legado 20 • Revista Distinção


FAMÍLIA FARDO

Vinícola Família Fardo e os vinhos para saborear “O vinho elaborado nesta vinícola não é para beber, simplesmente. É para saborear”. A frase é do proprietário da Vinícola Família Fardo, Ambrosio Fardo. Localizada na BR-116, Km 550, Km 69, localidade de Palmitalzinho, em Quatro Barras, a vinícola foi implantada pelo casal Ambrosio e Justina Fardo. Ele descendente de imigrantes do Vêneto e cujo avô, Domingo Fardo, na década de 40 fundou uma cooperativa vinícola em Vila Rica, Serra Gaúcha. No Paraná, Ambrosio adquiriu em 2003 a bonita área na saída para São Paulo e começou a implantar ali a Vinícola Família Fardo. Em 2008 adquiriu as pipas de madeira dos herdeiros do seu irmão, no Rio Grande do Sul, quase centenárias, para mantê-las como uma herança dos grandes produtores de uvas e de vinho para consumo próprio, de Farroupilha, Rio Grande do Sul. Para abrigá-las das intempéries construiu a primeira parte da atual vinícola, uma bela construção toda em pedra basalto trazida também do Rio Grande do Sul. Como foi trazido daquele estado, ainda, o construtor, experiente em lidar com elas. Os rótulos são divididos em quatro linhas: Casa, Da Família, Encontro e Alegria

Como Quatro Barras não produz uvas com qualidade, devido ao clima, os frutos são selecionados e adquiridos de produtores de outros municípios do Paraná e dos outros estados do Sul, após criteriosa análise das condições de cultivo e colheita. E é isso que vem garantindo a qualidade e o sonho de elaborar um vinho para ser realmente saboreado.

Os vinhos da Linha Encontro formados a partir da harmonização de dois ou mais varietais, que combinados, exploram as melhores características de cada um. A linha é elaborada para exigentes paladares.

Rótulos

Os espumantes da Linha Alegria são, especialmente, elaborados para qualquer momento, ideais para festas, comemorações e para celebrar a vida.

Os vinhos da Linha Casa são varietais, elaborados com uvas de regiões distintas, provenientes de parceiros que cultivam as vinhas nas regiões do Alto Uruguai, Serra Gaúcha, Serra Catarinense e Sudoeste do Paraná. Ao elaborar um vinho varietal distinto, busca-se potencializar o que de melhor cada região pode oferecer. Assim, concebe-se a singularidade da bebida. São quatro rótulos: Malvasia (vinho branco), Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot.

A Grappa é um produto que busca resgatar a tradição italiana de produzir bons destilados a partir do bagaço das uvas fermentadas. Na sua elaboração se aliam conhecimento, tecnologia, cuidados com a matéria prima, rigor técnico, um pouco de história e muito amor pela tradição.

A Linha Da Família é elaborada a partir de uvas Bordô, que remetem a memória afetiva. Com cheiro de uva bastante acentuado, é o típico vinho da família que se reúne ao redor da mesa na casa da “Mama”. Esse vinho é uma declaração de amor.

O suco de uva é uma bebida natural, que mantém as propriedades saudáveis da uva como vitaminas, antioxidantes (resveratrol), além de hidratos de carbono, proteínas, sais minerais e outros elementos importantes para o organismo.

Visitas A vinícola disponibiliza três opções de roteiros para os visitantes e apreciadores de vinhos finos. A visita simples no balcão de segunda a sábado, das 9h às 17h, não tem custo. Já para fazer um tour guiado há duas opções: a Trinna – neste passeio o agendamento pode ser realizado com apenas algumas horas de antecedência, inclui a degustação de três taças de vinho a escolha do visitante e acompanhamentos como queijo, grissini e salame ao valor de R$ 35 por pessoa. Tem ainda o tour completo, dirigido para grupos. Além da visitação, está inclusa a degustação de todos os rótulos da vinícola com acompanhamento de pães, queijos, copa e salame. Durante o experimento, um enólogo vai tirar as principais dúvidas dos visitantes. Valor: R$ 130 por pessoa, para grupos de no mínimo dez pessoas.

A vinícola fica em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba

Serviço: os telefones da Vinícola Família Fardo são (41) 3672-1693 ou 3672-4488. A página no Facebook é facebook.com/familiafardo e o site é o www.familiafardo.com.br, onde funciona também a loja virtual, sempre com ofertas especiais. Revista Distinção • 21


Empresas & Empreendimentos ram Arábia Saudita (22%), União Europeia (13%), China (11%), Japão (9%) e Emirados Árabes (9%). A cadeia paranaense da avicultura abate cerca de 1,8 bilhão de aves por ano e gera 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos no estado. Ao todo são 36 frigoríficos, a maioria na região Oeste, com uma produção de 3,6 milhões de toneladas, de acordo com o Deral.

Um novo Distrito Industrial em Campo Largo Expoara, um gigante para exposições Um dos maiores centros expositores do país está localizado em Arapongas. Trata-se do Expoara, com área expositiva de 45 mil m2, área total de 121 mil m2. O estacionamento iluminado e pavimentado abriga 5.000 veículos. O auditório tem capacidade para 300 lugares, tem restaurante para 500 lugares com cadeiras estofadas. Há ampla cozinha industrial.

Cápsulas de café A Dop Cafés Especiais, localizada em Pinhais, busca novos canais de distribuição em outros países da América do Sul com o intuito de exportar cápsulas que são compatíveis com as máquinas Nespresso. A empresa processa em torno de cinco mil quilos de cafés especiais por mês e produz de 100 mil a 120 mil cápsulas, sendo que a capacidade produtiva da fábrica chega a 300 mil cápsulas. Marcos Vinicius Grein, responsável pela marca, relata que a Dop trabalha há três anos com a produção de cápsulas, além de atender ainda cafeterias e supermercados com o produto torrado e moído. “Acredito que seja mais fácil exportar as cápsulas devido à embalagem, que está ligada à conservação do produto. Estamos conversando com distribuidores do segmento alimentício da Argentina, Uruguai e Chile e acreditamos que será possível entrar em alguns destes mercados ainda este ano”, salienta Grein.

Paraná consolida sua liderança nas exportações de frangos O Paraná consolidou sua liderança na exportação de frango no país com mais um recorde nos embarques em 2015. Foram 1,481 milhão de toneladas exportadas, volume 15,17% maior do que em 2014, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O Paraná representou 34% das exportações brasileiras, que somaram 4,304 milhões de toneladas no ano passado. O setor respondeu por 20% das exportações do agronegócio do Paraná em 2015, de acordo com levantamento realizado pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Os principais mercados da carne de frango fo22 • Revista Distinção

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) decretou oficialmente a desativação da Bacia do Rio Itaqui como manancial de abastecimento público de Campo Largo – desde o início de 2016, um novo sistema passou a operar a partir da represa do Rio Verde. Agora resta apenas um passo para a criação do Distrito Industrial na região da Bacia: a desafetação da área pelo Governo do Estado. Para o prefeito Affonso Portugal Guimarães, ter um Distrito Industrial significa garantir desenvolvimento. “Foram muitos obstáculos, muita burocracia, muita gente desacreditando, mas os resultados serão de grande impacto para a economia campo-larguense. E nós não desistimos quando fica difícil, pelo contrário, reinventamos. Vamos fazer história e elevar Campo Largo a um novo patamar. Isso não tem preço”, ressalta.

ExpoFrísia Vai acontecer entre os dias 27 e 29 de abril, em Carambeí, a ExpoFrísia, que deve atrair um público de cerca de 20 mil pessoas, entre empresários e interessados no setor, o que reforça a tradição regional de ser uma das melhores em genética do gado leiteiro. Focada principalmente na excelência da produção de leite, a feira é organizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial e será realizada em seu próprio Pavilhão de Exposições, onde o visitante poderá também ter acesso às melhores tecnologias empregadas na agricultura e na suinocultura. Outra atração esperada para esta edição será a Festa dos Imigrantes no espaço Museu, que inclui o Parque das Águas, numa área em frente ao Pavilhão de Exposições. Esse projeto sustentável mostra a transposição das águas, como na Holanda com seus moinhos, além de casinhas típicas onde empresas parceiras do Parque Histórico irão expor acervos e mostras.


premiada, no ano passado, como a mais segura entre as mais de dez fábricas do grupo espalhadas pelo mundo. Segundo ele, a sede de Ponta Grossa está há dois anos sem registrar acidentes de trabalho.

Gazin: nova fábrica A indústria paranaense de móveis Gazin confirmou que vai investir R$ 39 milhões para a ampliação de sua fábrica de colchões, camas box, estofados e travesseiros e na implantação de uma nova planta industrial destinada à fabricação de molejos. Ambas as unidades ficarão instaladas no município de Douradina. Os dois projetos da empresa, que foi enquadrada no programa de incentivos Paraná Competitivo, do Governo do Paraná, devem gerar cerca de 250 empregos diretos e indiretos. O início da produção da nova unidade está previsto para 2018.

Playboy editada por empresa de Maringá André Sanseverino, Marcos de Abreu e Edson de Oliveira são os novos donos da Playboy. Eles são diretores da empresa PBB Entertainment, grupo paranaense sediado em Maringá. A primeira edição coordenada pelos “pés vermelhos” circula em abril e traz na capa Luana Piovani. A PBB quer que a publicação tenha o glamour que já teve, com grandes estrelas na capa, mas também promovendo grandes eventos e festas. A marca “Playboy” deve também circular no setor da moda.

Paccar aumentará em 4 vezes a produção de caminhões em PG A montadora norte-americana Paccar está ampliando em quatro vezes a produção dos caminhões DAF em sua unidade em Ponta Grossa. O anúncio foi feito pelo presidente da DAF Caminhões Brasil, Michael Kuester, ao governador Beto Richa, em encontro no Palácio Iguaçu, em Curitiba. A empresa, que fabricava um caminhão por dia até o ano passado, passará a montar quatro unidades diariamente a partir de maio. Michael Kuester disse que a unidade gera, hoje, cerca de 300 empregos diretos e indiretos. “Mesmo em um mercado como de caminhões, que não é forte, estamos investindo em longo prazo na marca. Temos o grande desafio de manter nossa rede de concessionárias no Brasil”, explicou o presidente. No encontro com o governador, o presidente da DAF Caminhões também informou que a unidade do Paraná foi

Uma nova fábrica de computadores em Maringá A Aldo Componentes Eletrônicos vai investir R$ 33,5 milhões na expansão das operações em Maringá. Fabricante e distribuidora de equipamentos de informática, a Aldo vai construir uma nova fábrica de computadores, investir em um projeto de reciclagem de lixo eletrônico e concentrar a importação de peças e equipamentos pelo Paraná. A unidade industrial, com 18 mil metros quadrados de área construída, será erguida em um terreno de 23 mil metros quadrados, a 150 metros da atual. O projeto da Aldo está inserido em um programa de sustentabilidade, com construção de uma usina fotovoltaica com capacidade para 170 KW, que deixará a empresa autossuficiente em energia. A empresa também vai reaproveitar a água da chuva e firmou o compromisso de reciclar oito toneladas de lixo eletrônico gerados em 2016. Revista Distinção • 23


Rua 2870, 55 - Sala 1 - Centro - Balneário Camboriú - Fone (47) 3361-7736

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