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ARTIGO

O povoamento do território paranaense

de ferro as quais fizeram com que os animais de carga perdessem sua função econômica.

• SEEC/ SOBRE O PARANÁ Três foram as ondas povoadoras que em conjunturas diversas e com motivações distintas realizaram a ocupação e formaram as comunidades regionais que constituem o atual Estado do Paraná. Quais sejam: A primeira se esboçou no século XVII, com a procura do ouro, e estruturou-se no século XVIII sobretudo no latifúndio campeiro dos Campos Gerais ,com base na criação e no comércio do gado e, mais tarde, no século XIX, nas atividades extrativas e no comércio exportador da erva-mate e da madeira. O Paraná foi a primeira região do Brasil a ingressar no sistema colonial mercantil. Os motivos para esta inserção foram a descoberta de ouro de aluvião no litoral na primeira metade do século XVII e a sua proximidade geográfica com o eixo São Vicente, Rio de Janeiro, Bahia. A evidência do ouro foi manifestada por Gabriel de Lara em Paranaguá (1646) e Heliodoro Ébano Pereira nos campos de Curitiba (1651). Nesta época muitos moradores abandonaram a lida com a terra para procurar ouro. Isso provocou uma situação de extrema pobreza em toda a região persistindo apenas a lavoura de subsistência. Como o ouro era pouco logo acabou.

No início do século XIX a erva mate abriu o comércio de exportação para os mercados do Rio da Prata e do Chile. Transformou-se no esteio econômico paranaense até os anos de 1930 quando a concorrência argentina encerrará a predominância da erva-mate paranaense. A partir das primeiras décadas do século XIX o quadro demográfico paranaense é substancialmente alterado pela introdução de contingentes de imigrantes europeus. Estes imigrantes vieram para o Paraná especialmente para trabalhar com a agricultura de abastecimento em colônias agrícolas nos arredores dos centros urbanos. A segunda resulta da ocupação das grandes florestas dos vales do Paranapanema, Paraná, Ivaí e Iguaçu. Dois movimentos populacionais extraordinários ocorreram paralelamente, resultando na sua formação. O primeiro impulsionado pela lavoura do café que ocupou a região Norte e o segundo pela ocupação das regiões Sudoeste e Extremo Oeste. Desde o final do século XVIII, mesmo sem expressão econômica, o café do litoral do Paraná se encontra nas listas de exportações pelo porto de

Paranaguá. Em meados do século XIX já se produzia café para consumo, interno, nos aldeamentos indígenas de São Pedro de Alcântara e de São Jerônimo, e na colônia militar de Jataí. Porém, o café de fato entrou no Paraná no final do século XIX pelas mãos de migrantes mineiros e paulistas. A ocupação acontece em três zonas sucessivas. A primeira no Norte Velho, desde a divisa Nordeste com São Paulo até Cornélio Procópio, colonizada entre 1860 e 1925. Em 1950 esta região estava praticamente ocupada; a Segunda no Norte Novo, desde Cornélio Procópio até Londrina, prolongando-se até o rio Ivaí, colonizada entre 1920 e 1950; e a terceira e última no Norte Novíssimo, entre os rios Ivaí e Piquiri, colonizada de 1940 até 1960. Esta última chegando às barrancas do rio Paraná, fronteira com o Estado do Mato Grosso. A terceira e última a partir o final da década de 1930 inicia um processo novo de ocupação territorial no Paraná nas regiões Sudoeste e Extremo Oeste por parte migrantes vindos do Rio Grande do Sul e, principalmente de Santa Catarina que implantam o regime de pequenas propriedades e a policultura, predominantemente de cereais e oleaginosas. Também se dedicavam a criação de suínos. Deste modo nos anos de 1960, toda a região estava ocupada.

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O gênero de subsistência manteve um fraco comércio em Paranaguá. A produção e o comércio de farinha de mandioca possibilitou a importação de produtos básicos como o sal, ferragens e peças de algodão vindos da sede da Capitania. Ainda no século XVII iniciou-se no litoral outra atividade produtiva como o plantio de arroz e cana-de-açúcar; este último com a finalidade de produzir a aguardente e o açúcar. Com a abertura do caminho do Viamão, em 1731, a criação e a invernagem de gado dá o início a principal atividade econômica paranaense do século XVIII, o tropeirismo. Ao longo do caminho do Viamão, ou caminho das tropas organizaram-se pousos, invernadas e freguesias, como as de Sant’Ana do Iapó, de Santo Antônio da Lapa originando vilas e futuras cidades do Paraná Tradicional. Com base nessa atividade foram ocupados os Campos de Curitiba, os Campos Gerais, bem como, no século XIX, os Campos de Guarapuava e Palmas. O Tropeirismo irá se esgotar na década de 1870 pelo aparecimento das estradas

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EXPRESSO NORDESTE

Expresso Nordeste: 50 anos que são exemplo de trabalho Quem experimenta ou observa hoje os modernos ônibus do Expresso Nordeste não imagina que por trás tem uma longa história de pioneirismo, de lutas, de muito trabalho. O coração de tudo está no pioneiro Vassilio Boiko, que comemoraria este ano 100 anos de nascimento (ele faleceu com 67 anos em 1981). Muito trabalhador, aos 7 anos já ajudava o pai na lavoura. Concluiu o curso primário em 1925 no Colégio dos Anjos em Prudentópolis, ganhando do pai uma carroça e uma parelha de animais. Iniciava aí o trabalho com o transporte de lenha. Em 1928 adquiriu uma carroça maior, com a qual até o ano de 1933 trabalhou transportando frutas, principalmente laranjas, que adquiria em Prudentópolis e as vendia em Guarapuava. Tamanha era a sua dedicação que uma só viagem neste trajeto durava até uma semana. Em 1933 adquiriu um carroção com quatro parelhas de animais, trabalhando no transporte de erva mate de Prudentópolis para Ponta Grossa até o ano de 1942. Nesta época surgiram os primeiros caminhões naquela região. Em pouco tempo foi proibido o tráfego de carroções pelas estradas, pois, devido ao porte, peso e tipo de rodagem, estragavam as estradas, principalmente em épocas de chuvas. Porém com a escassez da gasolina ocasionada pela guerra, novamente foi permitido o trânsito dos carroções, quando então realizou sua primeira viagem, transportando os maquinários para a Serraria de Perdoncine para Campo Mourão. Essa viagem por estradas ruins, verdadeiras picadas, durou 29 dias, nos quais fazia sua própria comida e dormia sob o carroção. Campo Mourão, na época, tinha somente algumas casas, uma Igreja e um Posto Fiscal, onde hoje é a Vila Carolo. No alto onde

hoje é a cidade, existia um vasto campo onde havia dois Armazéns, sendo um deles de propriedade da família Albuquerque. Em 1945, locomovendo – se com uma pequena carroça, embrenhava nos sertões, mascateando. Vendia medicamentos, roupas, sal, etc., e prestava serviços vacinando animais e em troca recebia parte ou todo o pagamento em galinhas, porcos, peles, cereais, etc. Isto lhe rendeu algum dinheiro, e com essas economias e empréstimos, comprou seu primeiro caminhão, um Ford 1946, com o qual trabalhou até 1951, no mesmo ramo de mascate. Em 1951 ampliou seu negócio instalando um armazém na localidade denominada Macacos. Tal trabalho consistia no seguinte: a sempre e prestativa esposa Verônica cuidava do armazém, auxiliada pelas crianças, enquanto Vassílio transportava os animais, peles, cereais, erva–mate e recebia o pagamento no armazém, voltando a Ponta Grossa de onde trazia estoque para o estabelecimento. O negócio assim prosperava dia a dia. Em 1952 juntamente com seu irmão Nicolau Boiko adquiriu a “EXPRESSO OESTE”, pela quantia de duzentos contos de réis. A empresa era constituída por dois carros Ford, com capacidade para apenas 12 passageiros cada, tendo como única linha: Campo Mourão – Pitanga. Em 1958 comprou a parte que cabia a Nicolau Boiko, mudando – se no ano seguinte para Campo Mourão, instalando nesta cidade um hotel, onde era ao mesmo tempo: sede da empresa, ponto de ônibus, alojamento do pessoal e residência de sua família. Nesta época adquiriu três ônibus e a linha Pitanga – Guarapuava. Em 1960, comprou a linha Goioerê – Cascavel e três ônibus, pagos em prestações com muita dificuldade. Apesar da tenra ida-

O Carroção de Boiko fazia transporte pesado no meio da selva

Vassilio Boiko e sua primeira Jardineira

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Frota de ônibus para fretamentos de, seus filhos já trabalhavam na empresa. Verônica era encarregada pelo caixa. Os filhos, num total de quatro, trabalhavam como cobradores, mecânicos, fiscais, indo até o trabalho de motorista. Vassilio Boiko dizia que “a empresa cresceu e sempre precisava de motoristas aptos em condução de ônibus. Transportar gente é uma responsabilidade enorme. Eu abria as vagas, os candidatos se apresentavam. Eu não exigia nada (currículo). Só fazia um teste de habilidade do candidato. Ele entrava na boléia, sentava-se ao volante, ligava o motor e eu pedia a ele dar marcha-a-ré. Esse era o único teste. Se ao dar ré no ônibus ele colocasse a cabeça pra fora pra olhar a manobra de traseira, estava dispensado. Só admitia aqueles que davam marcha-a-ré olhando nos espelhos dos retrovisores. Esses são os bons.”

EXPRESSO NORDESTE HOJE Vassílio Boiko entregou em 1970 a administração aos seus filhos, passando a cuidar somente das fazendas então adquiridas. Hoje a empresa é uma das maiores e mais modernas do setor de transporte de passageiros do Brasil. Muitos anos se passaram, porém, para que a modernidade chegasse. Muitos desafios foram enfrentados até a empresa se consolidar. Sem asfalto ou mesmo pontes sobre os rios, uma viagem tornava-se uma aventura. As chuvas traziam barro e faziam os carros ficarem dias na estrada. Seguir viagem, só quando se colocava correntes nos pneus. Também havia a poeira vermelha nas épocas secas, e muitas balsas sobre os rios. E famílias inteiras chegavam de todo o

país, com suas mudanças, em busca de uma vida nova e de prosperidade. “O problema era quando chovia. O rio Piquiri subia, a balsa parava e nós ficávamos presos. Havia necessidade de esperar o rio baixar. E quando não era chuva, era poeira. Chegávamos em Maringá empoeirados. A terra vermelha não saia toda, mesmo com banho”, diz um dos diretores, Germano Boiko. Hoje, o Expresso Nordeste oferece aos passageiros uma moderna frota, com carros novos, que disponibilizam total conforto e segurança aos usuários do transporte coletivo. A cada ano a empresa adquire novos veículos para manter sempre o melhor nível de qualidade. Os padrões de segurança seguidos pela Expresso Nordeste envolvem toda a companhia. O primeiro passo se dá na contratação e treinamento de motoristas profissionais,

Veículo da frota adquirida este ano, data do cinqüentenário da empresa Revista Distinção • 5


EXPRESSO NORDESTE que passam por completo processo de avaliação. O fato de ter uma frota moderna garante segurança nas estradas, reforçada pelos mais rigorosos processos de manutenção dos veículos. A empresa tem um setor para atender o Turismo, disponibiliza veículos para fretamentos e oferece aos clientes o Nordeste Express, um sistema para envio rápido de encomendas com horário certo para sair e para chegar. Os veículos do Expresso Nordeste cruzam o Paraná por diversas direções sediadas por Campo Mourão, Maringá, Londrina, Ponta Grossa, Toledo, Pitanga, Cascavel, Guarapuava, Curitiba e chegam a capital e outras cidades de São Paulo, como Santos, Sorocaba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul. Na busca constante de inovações, os investimentos se concentram em tecnologias e na melhoria permanente da frota, que é a mais nova entre as concessionárias do Paraná. Junto a isso uma equipe formada por mais de 1000 colaboradores diretos e indiretos, altamente qualificada e constantemente treinada se dedica a garantir aos usuários satisfação total desde a compra dos serviços, aos cuidados que se seguem no embarque, no transporte das bagagens e no desembarque nos horários.

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Expresso Nordeste Leito Dream Bus

Nordeste Express, um serviço ágil de encomendas


OBRAS PARA O PARANÁ

APPA: de autarquia para empresa pública Está aprovado pela Assembléia Legislativa o projeto de lei 661/2013, que transforma o regime jurídico da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina – APPA – de autarquia para empresa pública. A mudança é uma obrigação imposta pela legislação que regula o setor portuário. “O projeto visa readequar legislativamente a Appa pondo fim às distorções e às demandas trabalhistas, além de propor o alinhamento da Appa com os novos marcos legais do setor portuário criados em 2012, com a medida provisória 595 e que culminaram, em 2013, com a lei 12815”, explica o chefe de gabinete da Appa, Sebastião Henrique de Medeiros. Com a sanção do Governador Beto Richa, a Appa passa a ser uma empresa pública. Na prática, a nova configuração jurídica dará agilidade às contratações, menos burocracia nos processos e consolidará o quadro funcional sob o regime celetista. “O porto ganhará característica e velocidade da iniciativa privada para fazer frente ao dinamismo da atividade portuária”, explica Medeiros. Um dos principais ganhos que a nova configuração jurídica trará é a possibilidade de corrigir um problema que se perpetua há anos na Appa, com o seu quadro funcional. Por estar em desacordo com a legislação e com as obrigações da Appa, o quadro traz inconsistências como, por exemplo, a existência da função de maquinista, obrigação esta que desde 1993 não compete mais à autoridade portuária. O resultado destas disfunções é a avalanche de ações trabalhistas movidas por desvios de função. Nos últimos 20 anos, a Appa pagou R$ 1,3 bilhão em indenizações trabalhistas por desvio de função e horas extras. Todos estes desvios foram causados pelas mudanças legislativas do setor portuário ao longo da história, sem que houvesse – por parte da Appa – as adequações devidas.

OBRAS DE DRAGAGEM NO PORTO DE PARANAGUÁ Prosseguem as obras de dragagem de manutenção no Porto de Paranaguá. A draga chinesa Xin Hai Niu irá retirar, nesta primeira fase, 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos, compreendendo a bacia de evolução (áreas Charlie 1 e 3) e os berços (Charlie 2). Além destas áreas, serão dragados ainda os canais de acesso ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina. A obra custará R$ 115 milhões e será paga com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). “Estamos realizando a terceira campanha de dragagem somente neste governo. A obra contempla a dragagem da bacia de evolução, que há mais de uma década, não era dragada. Todos investimentos do estado”, afirma o governador

do Paraná, Beto Richa. A obra irá restabelecer as profundidades do projeto geométrico original das áreas. No caso da bacia de evolução, a profundidade voltará aos 12 metros originais e nos berços, vai variar de 8,5 a 13 metros. “Com isso, pretendemos aumentar a movimentação de navios e a segurança nas operações no Porto de Paranaguá”, completa o governador. O secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, explica que a dragagem vai permitir que os portos do Paraná estejam aptos a receber navios maiores e que esses possam carregar em plena capacidade. “Estamos entregando mais uma etapa dos compromissos assumidos em nosso Plano de Governo, restabelecendo as condições de navegação e elevando a produtividade do porto”, completa o secretário.

INFRA-ESTRUTURA COM PPPs Participando no dia 3 de dezembro da segunda reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - CDES -, o Governador Beto Richa informou que o governo estadual pretende realizar grandes obras de infraestrutura viária em parceria com a iniciativa privada. Para isso, propõe firmar Parcerias Público Privadas (PPPs) para duplicação da PR-323 entre Paiçandu e Umuarama; a PR- 445, de Londrina a Mauá da Serra, e a PR- 092 de Jaguariaíva a Santo Antônio da Platina. Serão cerca de 270 novos quilômetros de rodovias duplicadas. Além disso, a expectativa é ampliar a rede de distribuição da Compagás com a construção de um gasoduto entre Paranaguá a Marialva, passando por Araucária e Reserva. “É a forma que encontramos para que o Paraná volte a realizar grandes obras. Pelas parcerias, vamos fazer grandes corredores e ter as melhores estradas”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística, Richa Filho. Ele citou ainda obras do governo em aeroporto, ferrovia, porto e hidrovia. Revista Distinção • 7


BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Balneário Camboriú, seu melhor lugar Está chegando mais uma temporada de Verão e Balneário Camboriú é “seu melhor lugar” – como está no novo slogan da cidade e em todo o novo visual turístico lançado recentemente. E é mesmo, tantas são as atrações, a cidade oferecendo uma ampla oferta de produtos e serviços. Na Praia Central, toda a infra estrutura está disponível e o local é palco das espetaculares queimas de fogos no Reveillon, do Carnamboriú, do Coelhinho da Páscoa, de shows artísticos, de esportes na areia, esportes náuticos. Pela Interpraias (16,5 quilômetros de paisagens magníficas), chega-se as praias mais agrestes de areias muito brancas – Taquaras, Taquarinhas, Estaleirinho, Laranjeiras, Estaleiro, do Buraco, do Pinho (esta, a primeira praia oficial de naturismo do Brasil). Tem o Parque Unipraias com o teleférico e os bondinhos e, em cada parada, atrações como passeios pela Mata Atlântica, aventuras radicais, o mais moderno trenó de montanha do mundo. Tem as passarelas do Pontal Norte

com seus belos decks para se apreciar a paisagem, tem o Cristo Luz e sua estrutura para receber turistas (restaurante panorâmico), o Molhe da Barra Sul, as escunas do Barco Pirata para passeios inesquecíveis. E tem muito mais: o Morro do Careca para os amantes do vôo livre, o Parque Zoológico Cyro Gevaerd, o Bondindinho para passeios por toda a cidade. Tem o comércio moderno e movimentado que não fecha nunca, tem a Marina Tedesco, tem os restaurantes com uma gastronomia das mais diversificadas e requintadas. Tem a vida noturna, com inúmeras opções de casas noturnas e bares. Tem os dois shoppings, uma hotelaria que disponibiliza cerca de 18 mil vagas.

SINALIZAÇÃO TURÍSTICA O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Ademar Schneider, está dando prosseguimento do projeto de sinalização indicativa e turística

CENTRO DE EVENTOS O secretário de Planejamento Urbano de Balneário Camboriú, Auri Pavoni, entregou à Prosul o projeto já aprovado pelo prefeito Edson Renato Dias, Piriquito, do Centro de Eventos do município. Quem recebeu o documento foi o engenheiro civil Rafael Mota, que representou a empresa responsável pela elaboração do mesmo. O novo projeto do Centro de Eventos sofreu diversos ajustes e agora atende às características adequadas e discutidas em outras ocasiões. Com esta etapa concluída o Governo do Estado pode licitar a obra. De acordo com o prefeito Edson Piriquito, o novo projeto promete ser um divisor de águas. “Até o fim do ano estará tudo pronto para a licitação e a expectativa é de que as obras se iniciem nas proximidades do Parque da Santur já nos primeiros meses do próximo ano. O Centro de Eventos movimentará ainda mais a econômica da cidade e gerar empregos”, afirma. Ele lembra ainda que o Centro de Eventos é uma conquista de todos, uma vez que vai beneficiar toda a cidade e região. 8 • Revista Distinção


do município, por solicitação do prefeito Edson Renato Dias, Piriquito. As placas de sinalização obedecerão regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), à padronização do Ministério do Turismo, realizando ainda a atualização da malha viária local, com informações em três idiomas, português, espanhol e inglês. O projeto de sinalização turística será executado em etapas. A primeira delas, que vem sendo debatida, é a consultoria que indicará o planejamento para execução. A empresa contratada por licitação é a Konsult Consultores Associados, de Itapema. O engenheiro Carlos Eduardo Germani Santi disse que já esteve com o prefeito, para receber as primeiras orientações, e seguirá agora em reuniões com o Turismo, para que todos os conceitos, o sistema viário, a hierarquização do referencial turístico e a estruturação de sinalização projetadas sigam os preceitos do setor de Segurança/Trânsito, das necessidades dos profissionais que orientam os turistas e ainda a coordenação do setor de Turismo municipal. “Vamos trocar informações, analisar vias, tráfego de veículos, as mudanças que vêm sendo feitas na cidade, as fiações existentes, as placas indicativas que já estão obsoletas e algumas até com erros de indicação, enfim, a nova sinalização terá uma segunda e importante função, de melhorar o fluxo de veículos”, explica o secretário de Turismo, lembrando que em sinalizações antigas, o tráfego turístico acaba caindo em poucas opções, aumentado o fluxo, por exemplo, da Avenida Brasil. “Temos várias outras ruas que podem guiar o trânsito do turismo, temos que pensar em tudo isso”, complementa.

ESSEGE: PRÓXIMO LANÇAMENTO Tendo recém-concluído o Costa Insolaratta Residence, em plena Avenida Brasil 169, a Essege Construtora e Incorporadora prepara o seu próximo lançamento em Balneário Camboriú. Será o Residencial Scenarium, uma torre com 32 apartamentos residenciais de 3 e 4 suítes. Será na Avenida Brasil com área de lazer das mais completas e o tradicional padrão de qualidade da construtora que chega, em 2014, ao 35º aniversário de fundação.

Secretário de Turismo, Ademar Schneider e o prefeito EdsonPiriquito

ERS: PRÓXIMO LANÇAMENTO A ERS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS, que existe desde 1974 em Balneário Camboriú, entregou a felizes proprietários, em novembro, o Residencial San Marco, localizado na rua 2480, 150. Está a 150 metros da Avenida Brasil, próximo da Avenida Atlântica. São duas coberturas, dois apartamentos por andar, duas salas comerciais, ampla área de lazer. A construtora do empresário Estácio Santos Pereira Filho constrói agora o novo empreendimento na cidade. Será o Residencial San Bernardo, na rua 2950, com 3 suítes, 3 vagas de garagem, lazer completo.

BALNEÁRIO CAMBORIÚ Balneário Camboriú teve sua emancipação político-administrativa reconhecida no dia 20 de julho de 1964. Conta hoje com uma população fixa em torno de 108 mil habitantes, e é considerado o principal balneário do Sul do Brasil, a “Capital Catarinense do Turismo”, tendo no turismo sua principal fonte de renda. Durante o verão, sua população sobe para mais de um milhão de pessoas, sobretudo nos meses de janeiro e fevereiro. O mês de menor movimento, tradicionalmente, é o de junho. Revista Distinção • 9


BALNEÁRIO CAMBORIÚ Situada dois metros acima do nível do mar, possui uma área de 46,4 Km2, limitando-se com os municípios de Itajaí (norte), Camboriú (oeste), Itapema (sul) e ao leste com o Oceano Atlântico, cujas águas calmas, esverdeadas, mornas e límpidas banham a belíssima Praia Central numa extensão de 6.700 metros. Além disso, Balneário Camboriú é privilegiada ao sul com as praias de Laranjeiras, Taquaras, Taquarinhas, Pinho (centro de naturismo), Estaleiro e Estaleirinho. O acesso a essas praias é possível através da estrada da Costa Brava, um dos mais belos cartões postais do Estado e pela Interpraias, estrada que liga as praias do sul de Balneário Camboriú. Já ao norte, o município tem praias de beleza ímpar. Pequenas mas românticas: a Praia do Canto (do Coco) e do Buraco (que sedia um dos hotéis da cidade).

Balneário Camboriú tem hoje uma completa infraestrutura para receber os turistas, o que a transforma no quinto centro turístico nacional e na cidade brasileira que, proporcionalmente, mais turistas recebe durante o ano. Atualmente, há na cidade mais de 6.000 estabelecimentos comerciais entre bares, restaurantes, boates, danceterias e lojas, que oferecem aos turistas as mais variadas opções de divertimento e compras. A juventude marca grande presença, pois além de ser ponto de encontro nas férias, Balneário Camboriú é considerada jovem. Mais da metade dos moradores tem abaixo de 30 anos. Também é jovem porque foi fundada em 20 de julho de 1964, mas ao mesmo tempo guarda histórias do século 19, com a colonização portuguesa fixando povoado às margens direitas do rio Camboriú, no Arraial do Bom Sucesso, atual bairro da Barra, em torno de 1820.

BALNEÁRIO CAMBORIÚ ATRAI CONSUMIDORES DE GRANDE POTENCIAL • Valmir Grein (editor da revista Viagens & Eventos) Balneário Camboriú é conhecida nacionalmente como a Capital Catarinense do Turismo e uma das poucas cidades brasileiras consideradas polo indutor de turismo. Isso significa que ela tem capacidade de atrair turistas não apenas para a si, mas para toda a região. Além dos vários títulos já obtidos e apresentados em pesquisas - principalmente econômicas -, o município agora acumula um novo índice potencial: a de crescer acima da média no país, isso em virtude do grande aumento do consumo e também da expansão do turismo. O levantamento foi publicado pelo Ibope Inteligência em setembro deste ano, com informações em dados do Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE), entre os anos de 2004 a 2010. O resultado aponta para um crescimento vertiginoso em índices como do Produto Interno Bruto (PIB), na oferta de emprego formal, no poder de compra dos consumidores e ainda na recepção acima da média de imigrantes em busca de oportunidades de trabalho. O município entra num seleto grupo de 133 cidades brasileiras de tamanho médio que, juntas, somam 64% do poder de consumo no país, sendo que as 48 maiores concentram 7% da população nacional e respondem por 8,8% da riqueza gerada no Brasil. Cinco das sete cidades médias que motivam o desenvolvimento no Sul do Brasil estão no Estado de Santa Catarina. Além de Balneário Camboriú, aparecem em destaque Itajaí, Joinville, São José e Palhoça. A expectativa, segundo a pesquisa, é de que as cidades com menos de 500 mil habitantes se tornem as responsáveis por cerca de dois terços do consumo brasileiro dentro de sete anos. Para o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Ademar Schneider, a cidade, que já é referência no turismo nacional e internacional, apresenta uma constante inovação em vários setores econômicos locais, o que tem atraído empreendedores e profissionais de todo o país, além de um público com alto poder aquisitivo, que acaba decidindo residir na cidade. 10 • Revista Distinção

“Nossa tarefa é mostrar, sempre, a infraestrutura, a qualidade e o potencial de Balneário Camboriú e região, mas o mais importante é que toda a cidade esteja engajada em melhorar cada vez mais. O resultado disso já está sendo visto, pela exigência do mercado consumidor. Por isso, os produtos e serviços oferecidos aqui já apresentam um diferencial”, analisa Schneider, citando por exemplo, o aparecimento nos últimos anos de demandas para o mercado de luxo, com destaque para a construção civil e para o turismo.

TURISMO Localizada no litoral centro norte de Santa Catarina, Balneário Camboriú é um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil, em especial por catarinenses, gaúchos e paranaenses. Na temporada e nos meses de março e abril também é expressiva a presença de paraguaios, chilenos, uruguaios e argentinos. Nas duas últimas décadas a cidade passou por um crescimento vertiginoso, hoje a população é superior a 120 mil habitantes, sendo que cerca de 15 mil são estudantes universitários de todo o País e mesmo do exterior. Cada vez mais pessoas com bom poder aquisitivo decidem morar aqui na praia, porque o clima é bom o ano todo e a estrutura de comércio, saúde, educação e lazer bastante desenvolvida. No comércio, por exemplo, a cidade registra filiais da maior parte das grandes redes de varejo do país. Balneário Camboriú ano após ano é apontada como uma das líderes nacionais em qualidade de vida e isto é um motivador a mais para que as pessoas se transfiram para cá. A cidade é bem pequena (50 Km2) e seu centro se estende ao longo de 6 Km da praia central. É neste eixo que se concentram os hotéis, os edifícios mais luxuosos, o comércio e as diversões. Visitar Balneário Camboriú é uma experiência agradável, tanto a hospedagem quanto a alimentação, fora da temporada que vai do final de dezembro até o Carnaval, tem custo reduzido.


FERROVIA E CONTEINERES

Londrina e região brigam pelo Traçado da Norte-Sul O Norte do Paraná em peso – prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, dirigentes de empresas, cooperativas – está unido em torno da manutenção do traçado original da Ferrovia Norte –Sul, que passa por Apucarana. A empresa responsável pelas obras tem projeto mudando o ramal apucaranense para o oeste do Estado, Guaíra e Cascavel. Um documento expondo os prejuízos provocados pelo traçado alterado está sendo entregue a ministros, deputados federais e senadores solicitando que o traçado original, que corta todo o Paraná, incluindo as regiões do norte pioneiro, noroeste, centro-norte e toda a Amepar – Associação dos Municípios do Norte do Paraná - seja mantido. A implantação da ferrovia faz parte do Plano Nacional de Logística, que prioriza iniciativas que mantenham o mercado interno do agronegócio aquecido, não só a produção para exportação. A nova ferrovia, de acordo com o planejamento, terá bitola (largura entre eixos) de 1,60m, permitindo maior capacidade de carga e velocidade de até 70 km/h aos comboios ferroviários, o que agilizará o processo de transporte, uma vez que as bitolas do modelo atual permitem uma velocidade de apenas 25 km/h.Para o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, “existe um entendimento bem claro entre os representantes do norte do estado de que essa ferrovia não pode deixar de passar pela nossa região. Quanto mais caro for o frete, menos empresas estarão dispostas a investir e se instalar por aqui. É uma questão logística que resulta no crescimento econômico de toda a região”. O prefeito de Apucarana, Beto Preto, afirma que “é fundamental que o traçado original seja mantido. Se a obra não contemplar o norte do Paraná, ficaremos isolados das novas tecnologias ferroviárias. Nosso transporte de cargas ficará muito prejudicado e, ao longo dos anos, acabaremos perdendo empresas que já estão instaladas aqui, pois ficaremos para trás. É preciso uma mobilização política e também do setor produtivo do norte do estado para que não sejamos prejudicados.” Há poucos dias, em Apucarana, a Ministra da Casa Civil do Governo Federal, Gleisi Hoffmann, em entrevista coletiva disse que a ferrovia passará pelo Norte do Paraná, numa linha reta Apucarana-Guarapuava-Chapecó. Gleisi afirma que “a mudança ainda está em análise, mas é importante frisar que a ferrovia vai ser interiorizada. A intenção é fazer com que o projeto contemple o maior número de pontos possível. Acredito que deva passar por esta região também”.

Cresce movimentação de grãos em conteineres

Seguindo a tendência do mercado mundial, as cargas movimentadas pelo Porto de Paranaguá estão cada vez mais conteineirizadas. A movimentação de contêineres com produtos, que antes eram exportados ou importados apenas a granel (soltos no porão do navio), está significativamente maior, segundo o registro do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Entre os grãos – soja e milho – esse aumento é de quase 400%. De acordo com os dados do terminal, arrendatário do Porto de Paranaguá, em 2012 foram exportados 1.881 contêineres de soja e milho. Este ano, já são quase 8,8 mil, um aumento de 368%. No caso da importação, se destaca a movimentação de contêineres de fertilizantes. Em 2012, foram 1.259 contêineres dos produtos. Este ano, 2.153; um aumento de 71%. Para o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, o aumento reflete uma tendência natural do mercado marítimo internacional. “Há uma tendência crescente de movimentação de mercadorias por contêineres, sobretudo pela agilidade na operação. O volume movimentado de grãos e fertilizantes, apesar de ser pequeno, destaca-se porque está crescendo bastante de um ano para o outro”, afirma Dividino. Segundo o TCP, as vantagens de movimentar essas cargas em contêineres são, principalmente, qualidade e agilidade. “Os navios break bulk (que leva a carga solta no porão) costumam ter line-up (programação) elevado, podendo chegar a 70 dias de atraso nas atracações. Isto equivale ao aumento de custo operacional e equilibram a conta entre os modais. Ou seja, compensa pela garantia de entrega e prazo”, explica o diretor superintendente do terminal, Juarez Moraes e Silva. Quanto à qualidade desse produto que chega ou sai do Porto de Paranaguá em contêineres, Moraes e Silva afirma que é diferenciada.“Estima-se que os países importadores - no caso do Brasil, os fertilizantes e da Ásia, as commodities - estão estruturados para receber a mercadoria no destino final (interior, fazendas etc), evitando possíveis custos extras e garantindo a qualidade do produto adquirido”, afirma. Revista Distinção • 11


ABELHAS EM ORTIGUEIRA

Abelhas rainhas são trocadas pelo homem em Ortigueira No recém-implantado Centro de Transferência de Tecnologia Apícola, em Ortigueira, estão sendo criadas abelhas rainhas, cujas substituições, nas colméias, são indispensáveis para o aumento da produção de mel na moderna apicultura. “A possibilidade de substituir as rainhas não ao acaso, mas por iniciativa do apicultor, leva a obtenção de colmeias fortes e produtivas. Nosso objetivo, com a instalação do Centro de Transferência de Tecnologia Apícola, é oferecer para os apicultores ferramentas capazes de melhorar a produção, aumentando sua lucratividade e a qualidade de vida”, diz Fabrício Pires Bianchi, consultor do Sebrae PR. As abelhas-rainhas são as principais responsáveis pela boa produtividade de mel de uma colmeia. São as únicas que se acasalam com os machos e, na fase adulta, têm quase o dobro do tamanho de uma abelha-operária. Dos ovos das rainhas podem nascer tanto machos (zangões) como fêmeas (operárias e rainhas). Cada colmeia possui apenas uma abelha-rainha, que vive em média, três anos. A apicultura moderna preconiza a substituição da abelha-rainha uma vez por ano, quando começa a diminuir o seu potencial reprodutivo. Uma abelha operária vive no máximo 45 dias, já uma abelha rainha pode viver até cinco anos, mas devido ao desgaste natural, o seu potencial reprodutivo cai no máximo com dois anos. Há abelhas que em seis meses já apresentam problemas como postura irregular ou dificuldade na emissão de feromônios. Nesse caso, o apicultor interfere, selecionando e produzindo abelhas rainhas com características desejáveis conforme o produto escolhido, que pode ser de mel, pólen ou própolis, cera, geléia real ou apitoxina. Isso porque quanto maior for o número de operárias reproduzidas, maior será a população do enxame e, consequentemente, a produção de mel. Dessa forma, a criação de abelhas-rainhas é um instrumento necessário para a prática de uma apicultura intensiva e de resultados, garantem os especialistas no assunto. A intenção é produzir para abastecer os produtores da região que integram a APOMEL – Associação dos Produtores Ortigueirenses de Mel. 12 • Revista Distinção

Wilson José Batista Ortiz, técnico do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que atua no Centro, explica que o procedimento é inédito na região de Ortigueira. “A criação de abelhas rainhas possibilita ainda o melhoramento genético. Nossa idéia é melhorar a produção substituindo abelhas velhas por novas e de boas linhagens.” A criação de abelhas-rainhas no Centro de Tecnologia Apícola é feita com a utilização do Kit Jenter, usado na apicultura na Europa e nos Estados Unidos. O Kit Jenter disponibiliza um sistema de copos de plástico ou “células” em que uma abelha-rainha pode colocar seus ovos. Como a abelha-rainha mata os filhotes rivais, ou seja, futuras abelhas-rainhas, os ovos são cobertos com uma pequena gaiola de plástico. O utensílio permite a produção de grandes quantidades de abelhas-rainhas em períodos curtos. Dentro de 30 dias, é possível criar cerca de 50 rainhas. “Será um benefício muito grande para os apicultores. Todos terão a possibilidade de renovar as rainhas e melhorar a produtividade. Tudo isso graças ao Centro de Tecnologia Apícola, que era um sonho e que agora está sendo concretizado”, comemora Ana Mozuski, presidente da Apomel.

HISTÓRIA A criação de rainhas teve as primeiras tentativas no final do século XVIII por Gilbert M. Doolittle que concebeu uma técnica que se espalhou pelo planeta. Atualmente elas estão muito mais aperfeiçoadas, permitindo aos apicultores trocar facilmente as rainhas com mais de dois anos de idade. São vantagens: ter colônias com menos doenças, ter colônias mais fortes, menos agressivas, aumentar a produção.

O CENTRO APÍCOLA O Centro de Transferência Apícola é o resultado das ações conjuntas dos parceiros do APIS Ortigueira (Emater Pr, Sebrae Pr, Apomel, Senar Pr, Prefeitura, Klabin) e conta também com o apoio do Iapar – Instituto Agronômico do Paraná- e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Foi inaugurado em agosto de

Fabricio Pires Bianchi 2012. Funcionando na Casa Familiar Rural, o Centro abrange apiário, laboratório, colméias com as mais modernas técnicas, criação de abelhas rainhas, divisão de enxames, alimentação de Inverno. O CTTA deve contribuir para a obtenção da Indicação Geográfica - IG, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, que reconhecerá a capacidade de produção local de maneira única. A certificação refletirá no aumento do valor agregado do produto e abrirá novos mercados, melhorando a renda dos produtores de forma sustentável. Conforme o IBGE, o Brasil produziu na última safra 33.573.853 toneladas de mel. O Paraná, 5.496.340 toneladas. Ortigueira, o maior produtor paranaense e um dos maiores do país, 490.000 toneladas. No Estado, destacam-se ainda Prudentópolis (308.000 t), Cruz Machado (250.000), São João do Triunfo (180.000), Bituruna (140.000), Ponta Grossa (110.000) e Castro (95.000).

UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE MEL - UBM Provavelmente em março de 2014 estejam concluídas as obras da UBM – Unidade de Beneficiamento de Mel de Ortigueira, o que valorizará ainda mais o produto nos mercados interno e externo, garantindo maior renda para os apicultores. Com a unidade e com o selo de garantia do Serviço de Inspeção Federal – SIF – os consumidores também estarão garantidos. As obras estão sendo realizadas as margens da BR-369, na entrada da cidade, lado direito de quem trafega vindo de Ponta Grossa. Construída pela Apomel, tem recursos oriundos da Usina Hidrelétrica Mauá (Consórcio Cruzeiro do Sul), como indenização coletiva aos produtores que desenvolviam atividades na área do empreendimento (além da unidade, os mais de 70 apicultores atingidos já receberam uma indenização que totaliza R$ 3,3 milhões).


DIVERSAS

Natal do HSBC: o melhor e mais bonito é o que está por trás Todos os anos, em fins de novembro até a metade de dezembro, o HSBC promove no Palácio Avenida (Travessa Oliveira Belo 34, esquina com a Rua das Flores), em Curitiba, o Natal do HSBC. As apresentações são gratuitas. Isso acontece desde 1990, quando o banco ainda era o Bamerindus e, sempre com temas diferentes, o espetáculo atrai multidões ao local, arrancando aplausos, emoções, lágrimas. O mais bonito, porém, é o que está por trás dessas apresentações. 160 crianças que fazem parte do Coral Infantil, cantando nas janelas do Palácio feéricamente Iluminado, fazem parte de um grupo de 530, vindas de 11 casas lares de Curitiba e região e que são assistidas pelo Programa HSBC Educação durante o ano todo.A iniciativa tem o objetivo de reduzir o tempo de permanência das crianças abrigadas nas instituições sociais. O programa possui atuação em três frentes: Crianças, Educadores e Gestores das Casas Lares.Todas as crianças têm direito à convivência familiar, por isso esta proposta, pioneira entre as iniciativas das instituições privadas do país, visa investir na capacitação dos gestores das organizações e dos técnicos (assistentes sociais, psicólogos, educadores e pais sociais), além de diretamente na criança, com apoio nas áreas de psicologia, pedagogia e saúde. Para que os shows sejam sucesso, há queimas de fogos em cada final das apresentações e o trabalho de mais de 400 pessoas, como músicos, aderecistas, contra-regra, produtores, cantores, eletricistas, bombeiros, médicos e voluntários que acompanham as crianças na hora dos espetáculos (esses voluntários apresentam-se no site de inscrição www. portaldovoluntariohsbc.com.br). Esse ano o Natal HSBC começou no dia 29 de novembro e vai até o dia 15 de dezembro, às 6as., sábados e domingos, às 20h15. Canções e poesias sobre sonhos, amizade, educação, preservação da natureza, futuro e, claro, fábulas natalinas são os temas do espetáculo, que conta com o ator Lima Duarte como convidado especial.

Adrianópolis terá mais uma fábrica de cimento

O governador Beto Richa assinou no dia 9 de dezembro (foto de Arnaldo Alves, da ANpr)) protocolo de intenção com a CVR - Companhia Vale do Ribeira - para a construção de uma fábrica de cimento em Adrianópolis, um dos municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. O empreendimento, que terá investimentos de R$ 518 milhões e criará 2 mil empregos diretos e indiretos, tem o apoio do Governo do Estado por meio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo. “É mais uma conquista para o Estado do Paraná a instalação de uma importante empresa que vai garantir desenvolvimento acentuado em uma região que estava deprimida economicamente”, disse Beto Richa. “Isso é resultado de planejamento e do compromisso do governo em garantir qualidade de vida para as famílias paranaenses”, apontou o governador. A fábrica da CVR é a segunda do setor a se instalar em Adrianópolis, na região do Vale do Ribeira. A Margem Mineração, do grupo Supremo Cimentos, está investindo mais de R$ 350 milhões na construção de uma unidade na cidade. O prefeito de Adrianópolis, João Manoel Pampanini, disse que nos últimos dois anos a realidade econômica e social do município começou a mudar e que o desenvolvimento já reflete na mudança de posição do ranking do IDH, que saltou de posição, do 396 para 331. A nova fábrica é uma parceria da CVR - Companhia de Cimento com a chinesa Ctici HIC, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de cimento do mundo. A unidade, que terá 25 mil metros quadrados construídos em área total de 250 mil metros quadrados, tem produção prevista de 1 milhão de toneladas de cimento ao ano. As obras devem iniciar em maio de 2014 e a produção tem início em junho de 2016. Revista Distinção • 13


INCÊNDIO NO PARANÁ

Paraná em chamas? Deus queira que nunca mais Há exatos 50 anos o Paraná – com exceção de umas poucas regiões – foi assolado por incêndios devastadores- parecendo um só e gigantesco incêndio. Cerca de 2 milhões de hectares de florestas, plantações e pastagens foram destruídas configurando no maior incêndio florestal por área devastada em todo mundo até hoje. Cerca de 4 mil residências foram queimadas, desabrigando 5.700 famiílias.O número de vítimas é inconclusivo, mas seguramente superou uma centena de pessoas. Além da perda de vidas humanas e de animais, o prejuízo material foi enorme – tanto, que o Paraná recebeu auxílio até dos Estados Unidos. Pois toda essa triste história está retratada no livro “1963 – o Paraná em Chamas”, do autor londrinense José Luiz Alves Nunes, integrante da equipe de Geoprocessamento do Instituto de Planejamento Urbano de Londrina – IPPUL. Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina – UEL –e especialista em Ensino de Geografia pela mesma instituição. Foram 3 anos de trabalho que incluiu pesquisas em mais de 1.000 documentos, entre periódicos, estudos acadêmicos, arquivos eletrônicos, relatórios governamentais, além de entrevistas com jornalistas, profissionais agrônomos da época e integrantes da Defesa Civil do Paraná. O resultado é um livro com 204 páginas, 76 ilustrações, além de gráficos, tabelas e um encarte especial, com áreas atingidas pelos incêndios e outras informações correlatas. Este é o segundo livro do autor, que escreveu “Londrina! Cidade de braços abertos – o olhar de um pé vermelho da segunda geração” que contou com 152 páginas, 71 fotos e nove ilustrações. Mais informações com José Luiz Alves Nunes 8824-8249 e no e-mail: zeluizn40@gmail.com.

O LIVRO José Luiz Alves Nunes diz que a idéia do livro nasceu de uma fotografia do engenheiro agrônomo Armínio Kaiser, que atuava no Instituto Brasileiro do Café (IBC) à época. Nela, crianças enfileiradas na beira de uma estrada, próxima a Munhoz de Melo e Astorga, rezavam para que Deus mandasse a bênção das chuvas. Escrevendo na “orelha” do livro, o Capitão Eduardo Gomes Pinheiro, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná, diz que “o grande incêndio florestal que ocorreu há 50 anos no Paraná, mais que um desastre, representou o maior marco histórico de um evento que não se restringiu apenas à atividade

A capa do “1963 – O Paraná em chamas” e o autor, José Luiz Alves Nunes 14 • Revista Distinção

O Paraná flagelado em 1963 de combate a incêndios. Ao contrário, suas conseqüências produziram efeitos para a economia, impactos sobre a agricultura, transportes, além de tirar a tranqüilidade dos paranaenses”. Os incêndios – ou O incêndio – começaram após a geada da madrugada dos dias 6 e 7 de agosto. O Paraná era um imenso cafezal. Tudo queimado, aliado a falta de chuvas, estava pronto o rastilho. Num período compreendido entre agosto e setembro – até que as chuvas viessem -, o fogo atingiu 128 municípios paranaenses. A área devastada foi calculada em torno de 21 mil quilômetros quadrados, a qual era ocupada por casas, sítios, lavouras e reservas florestais, gerando um prejuízo de bilhões de cruzeiros. Muitas cidades do Norte e Noroeste do Paraná estavam surgindo, localizadas ainda em clarões no meio da mata – caso da região de Loanda. Grande parte das construções – cinemas, igrejas, clubes, residências – era de madeira e as fagulhas deixavam em polvorosa as populações, que não conseguiam dormir naquelas noites, temendo pelo pior.

PARANÁ HOJE É BEM MELHOR Pode-se ter uma certeza: o Paraná de hoje é bem melhor do que há 50 anos, época do flagelo. Acabou-se a monocultura do café que, ao mesmo tempo em que desbravou regiões, trouxe, com as geadas, muitos infortúnios e o êxodo rural. Atualmente, com a diversificação agrícola, há preocupação com a conservação de matas ciliares, nascentes, rios. E a educação ambiental será incorporada aos conteúdos curriculares das redes pública e particular de ensino paranaenses já a partir de 2014. O Conselho Estadual de Educação aprovou a regulamentação da Lei 17.505/2013, sancionada pelo governador Beto Richa. O tema meio ambiente no ensino formal fará parte dos currículos da educação básica ao ensino superior, incluindo educação infantil, especial, profissional, de jovens e adultos e a de comunidades tradicionais. Não será necessário criar uma disciplina específica para a educação ambiental, mas o tema deve integrar o projeto pedagógico. Além disso, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) já definiu os critérios para a implantação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Paraná e entregou o seu estudo ao governo do estado.


CONDOR

Condor vai investir 100 milhões em Ponta Grossa O presidente do Condor Super Center, Pedro Joanir Zonta, esteve em Ponta Grossa, no dia 26 de novembro, para lançar investimentos na ordem de R$ 100 milhões na cidade. O valor – que contará com parte dos recursos viabilizado pelo BNDES – será para a construção de dois novos hipermercados, um na Avenida dos Vereadores, no Bairro Oficinas, com 20 mil m² de área total, 5 mil m² de área de vendas e estacionamento com 5 mil vagas rotativas; e outro na Avenida Monteiro Lobato, no Bairro Jardim Carvalho, com 23 mil m² de área total, 6,5 mil m² de área de vendas e estacionamento com 2 pisos cobertos, que atenderão a 7 mil vagas rotativas. Essa será a primeira loja Premium da rede. Os novos empreendimentos – com inauguração da loja do Bairro Oficinas prevista para o primeiro semestre de 2014 e a do Jardim Carvalho para o segundo semestre do mesmo ano –, vão proporcionar cerca de 1000 novos postos de trabalho, o que vai contribuir com a geração de renda e impostos para a região. “Hoje, já temos três lojas na cidade e nossas pesquisas revelaram Ponta Grossa sendo muito promissora e com grande potencial para receber mais dois hipermercados do Condor. Estes novos investimentos são o reconhecimento pelos 22 anos que estamos sendo acolhidos por este importante município paranaense”, afirma o presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta.

Ricardo Zonta e Pedro Joanir Zonta entre o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, com as perspectivas dos dois novos empreendimentos da rede de Hipermercados Condor

Os empreendimentos vão seguir o padrão das últimas inaugurações da rede, com setores de eletro, vestuário, adega, rotisseria com produtos selecionados e variados, galeria de lojas, além de todos os setores existentes em um hipermercado completo. Os novos hipermercados do Condor em Ponta Grossa vão aliar beleza e requinte. As fachadas contarão com uma arquitetura moderna e futurista, com materiais nobres como o aço inox, vidro e ACM. A comunicação visual é outro ponto a ser destacado, com elementos de cores suaves, mas marcantes, que sinalizam cada espaço com elegância e eficiência. O setor de congelados vai utilizar o CO2, um gás refrigerante 100% natural que substitui os gases sintéticos. Já no setor de refrigerados, será usado o gás Glicool, que reduz em até 90% os gases poluentes. As lojas também vão possuir diversos outros cuidados voltados à sustentabilidade, como o aproveitamento da luz natural e captação de água da chuva.

CONDOR SUPER CENTER O Condor foi fundado em 1974 pelo empresário Pedro Joanir Zonta e hoje conta com 10 mil colaboradores, aproximadamente, e 36 lojas, entre super e hipermercados, em 14 cidades do Paraná, além de duas centrais de distribuição. Com um crescimento de 23%, mais que o dobro da média nacional, e um faturamento de R$ 2,627 bilhões em 2012, a empresa conquistou duas posições no ranking da ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados, passando da 9ª para a 7ª posição em apenas um ano. A meta da empresa é chegar ao final de 2016 com 45 lojas, 12 mil colaboradores diretos e um faturamento superior a R$ 4 bilhões, além de expandir sua atuação para outros estados. Revista Distinção • 15


PARANÁ 160 ANOS

Paraná: 160 anos de emancipação política O Paraná é um dos estados mais jovens do Brasil, o mais novo da região sul, tendo surgido 120 anos depois de Santa Catarina (1738) e 50 anos depois do Rio Grande do Sul (1807). Todavia, mesmo depois de sua emancipação da 5ª. Comarca de São Paulo, em 1853 – portanto, há 160 anos -, o Paraná durante longos anos ficou atrelado as imposições paulistas, especialmente econômicas. Se, por um lado, o estado deve aos paulistas – e aos brasileiros e estrangeiros em geral –a colonização do Norte do Paraná, por causa da expansão cafeeira, por outro esteve proibido, por exemplo, de cultivar laranjas – monopólio do vizinho e poderoso estado. O parque industrial paranaense somente nos últimos anos ganhou força. Há poucos dias, o Governador Beto Richa anunciou um crescimento de 4,6% para o Produto Interno Bruto – PIB – do Paraná neste ano, o dobro do país. “Vivemos um momento histórico, com grandes investimentos industriais e criação de milhares de novos empregos em todos os setores. Aliado a isso, o agronegócio, que é o motor da nossa economia, demonstra toda a sua capacidade, batendo recorde de produção”, disse o governador Beto Richa. O índice calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostra a expansão do PIB de janeiro a setembro de 2013, em comparação com igual período de 2012. No País, a variação foi de 2,4% no mesmo espaço de tempo, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Paraná – regiões Norte, Noroeste e Oeste – estão as terras mais férteis do planeta. 52% do seu território tem mais de 600 metros de altura e somente 3% menos de 300 metros (o seu litoral é dos menos extensos do país). O Paraná, com uma tecnologia cada vez mais avançada, é o maior produtor de cereais (soja, milho) do país, o segundo de cana de açúcar, o maior produtor e exportador de frangos, o maior produtor de trigo. Cortado por rios caudalosos, como Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Piquiri, sua força hidrelétrica leva energia a todo o país – principalmente através da maior usina do mundo, Itaipu. O Paraná também é terra de contrastes: se tem em Curitiba a fama de lugar dos mais frios, tem no Norte do Paraná a região mais quente de todo o sul brasileiro- isso durante o ano todo, com algumas incursões de massas polares em algum período.

A LUTA PELA EMANCIPAÇÃO Os paranaenses clamaram pela emancipação da 5ª. Comarca durante longos anos, mas foi somente com a guerra dos Farrapos em 1835 e a revolução Sorocabana em 1842 que foi justificada a criação da nova Província. Porque, assim, satisfazendo os “curitibanos”, a medida iria enfraquecer os liberais paulistas, separando-os ainda mais dos liberais farroupilhas do Rio Grande do Sul. Não foi outra a idéia do Barão de Monte Alegre, governador da Província de São Paulo, ao mandar para a 5ª. Comarca João da Silva Machado, depois Barão de Antonina, encarregando-o da 16 • Revista Distinção


defesa do governo em Curitiba, com a promessa de elevar a Comarca à categoria de Província. Mais alguns anos se passaram, porém, até que a lei 704 fosse assinada pelo Imperador D. Pedro II, criando-se a Província do Paraná. O Paraná só tinha duas cidades, Paranaguá e Curitiba, além de 7 vilas (Antonina, Morretes, Guaratuba, São José dos

Pinhais, Lapa, Castro e Guarapuava) e 6 frequesias (Campo Largo, Palmeira, Ponta Grossa, Jaguariaíva, Tibagi e Rio Negro). Curitiba não dispunha de mais de 10 ruas e a população chegava perto de 25 mil habitantes. A 19 de dezembro de 1853 foi solenemente instalada a Província do Paraná. Foi instalador e primeiro presidente o ilustre estadista baiano Conselheiro Zacarias de Góis e Vasconcelos.

O CERCO DA LAPA O paranaense, via de regra, é um cidadão pacato, voltado ao trabalho. E, devido ao pouco tempo da colonização da maioria do seu território (Norte, Noroeste, Oeste, Sudoeste), não há um paranaense “tradicional” – exceção feita a Curitiba (de antigamente) e a cidades do sul do estado. Assim, por exemplo, os norte-paranaenses torcem para times de futebol de São Paulo, os do Oeste e Sudoeste para times gaúchos. Mas, claro, vibram com seus times locais, especialmente os mais jovens. O paranaense “tradicional”, porém, deu exemplos de bravura durante o episódio conhecido como Cerco da Lapa. Em 1894, 639 O Pantheon dos Heróis, na Lapa homens que defendiam, na Lapa, os republicanos (pica-paus, legalistas) enfrentaram sob o comando do General Antonio Ernesto Gomes Carneiro, durante 26 dias, 3 mil homens que eram maragatos (federalistas). Ao final, se renderam, depois de 500 mortes (de ambos os lados e, inclusive, do General Gomes Carneiro), mas o tempo foi suficiente para que o Marechal Floriano Peixoto, chefe da República, pudesse reunir forças para deter as tropas federalistas.

Revista Distinção • 17


APUCARANA, AVIÕES E MOLAS

Apucarana fabricará até aeronaves Apucarana, a conhecida Cidade Alta, está dando altos saltos no rumo da industrialização. Famosa por ser pólo de confecção de bonés e sediar também importantes indústrias alimentícias, a cidade está atraindo fábricas que garantem a diversificação produtiva. Há poucos dias, foi acertada a vinda da empresa ABS Indústria de Aeronaves do Rio de Janeiro, que ocupará os hangares do Aeroporto João Busse (a empresa mantem também a AB Escola de Aviação). Estão previstos investimentos da ordem de R$ 6 milhões para a produção de 5 a 6 aviões por mês, dois modelos de aeronaves leves, a Alpha Bravo Super e a Alpha Bravo Anfíbio. Esta, foi estrela na novela Flor do Caribe, exibida recentemente na Rede Globo. Outra empresa acertada foi a Mollificio Lombardo, italiana (fundada em 1932 em Milão) com alta tecnologia na produção de diversos tipos de molas. O empreendimento será consolidado em duas etapas. A primeira começa em janeiro e terá duração de quatro meses, prevendo análise de mercado e a instalação de

A Alpha Bravo Anfíbio, que será fabricada em Apucarana um escritório de vendas. Já a segunda etapa consiste na implantação de uma planta industrial, com transferência de equipamentos e de tecnologia da Itália para Apucarana. A Mollificio fornece equipes da Fórmula 1, como Ferrari, BMW e Audi, mas também empresas de eletromecânica, mecânica, têxtil-mecânica, eletrônica, aeronáutica, agricultura, esportes, comunicações.

EMPRESAS LOCAIS As empresas apucaranenses também estão tendo incentivos da Prefeitura apucaranense. Recentemente, foram repassados 20 mil m2 de terrenos nos parques industriais Galan, Zona Norte, Berté e Distrito de Vila Reis para novos investimentos nos ramos de bonés, alimentação, metalurgia, máquinas industriais, equipamentos individuais de segurança. A Municipalidade implanta um novo parque industrial (da Juruba) e vai dar início a utilização do Parque de Pirapó. Isso além de ampliar o Parque Galan.

As molas do Mollificio Lombardo 18 • Revista Distinção


BORRAZÓPOLIS

O vendaval em Borrazópolis não acabou com a fibra de sua gente Há 21 anos, no dia 22 de maio de 1992, ventos de mais de 100 quilômetros por hora arrasaram uma cidade que tem nome estranho – feio -: Borrazópolis. A tarde chegava ao fim quando tudo começou. A cidade, a 700 metros de altura, ficou totalmente no escuro. Na escuridão, bombeiros e polícia percorriam as ruas, familiares reviravam destroços em busca de feridos. O hospital ficou lotado e, sem energia, médicos e enfermeiros trabalhavam à luz de velas e lampiões a gás. No dia seguinte, com a claridade, todos os que se salvaram puderam ver os estragos: casas, armazéns, veículos, escolas, empresas, o ginásio de esportes,rodoviária, posto de combustível, viraram destroços, as plantações foram aniquiladas. Árvores arrancadas pelas raízes. Por toda parte, pedaços de tijolos, telhas, móveis. Mais de 1.500 pessoas ficaram desabrigadas, houve centenas de feridos, alguns com traumatismo craniano. E doze pessoas faleceram, tendo sido velados na Igreja Matriz. Pessoas foram para casas de parentes, a maioria dos desabrigados foram atendidos no Salão Paroquial. Toda a comunidade se uniu, procurando minorar os sofrimentos.

A CIDADE HOJE Primeiro, é bom esclarecer que Borrazópolis deriva de Borraz, uma homenagem a um dos pioneiros do município e incentivador do seu progresso, o dr. Francisco José Borraz, que era também diretor do Banrisul. Sabendo-se disso, o nome da cidade fica mais simpático...

21 anos se passaram daquela tragédia. Borrazópolis, qual Fênix (só que não foi das cinzas), se levantou, graças ao trabalho dos seus habitantes. A cidade, felizmente, libertou-se – como todo o Norte do Paraná – da monocultura cafeeira e hoje, com produção diversificada, utiliza suas terras férteis para produzir milho, soja, trigo, aveia, café. A criação de frangos cresce, a produção de leite também. Pequenas indústrias se instalam, como de móveis e de pisos de granitina. A cidade afirma-se também como produtora de doces caseiros. Tem o Doces Caseiro Rural, com suas cocadinhas, doces de leite e paçocas e tem também o sitio São Sebastião, no bairro Laranja Doce (nome sugestivo!), com seus doces em massa, pasta ou calda. De uns anos para cá, com os incentivos do governo do estado, através da Emater, foi estimulada a produção de tomate em cultivo protegido – estufas. Equipe de olericultura da Emater Ivaiporã estimula essa atividade, com demonstrações aos produtores. Oferece alternativa de novos cultivares, uso correto de fertilizantes (diminuição no uso de agrotóxicos), controle alternativo de pragas e doenças, irrigação por gotejamento. Na verdade, toda a região do Vale do Ivaí está tendo crescimento na produção de tomates. Há poucos dias foi realizado no município o I Encontro dos Produtores de Tomates (são cerca de 90). Em Faxinal, cidade vizinha, ocorreu a V Festa do Tomate. A cidade, pequena, com pou-

co mais de 10 mil habitantes, cresce (a Loteadora Cassarotti empreende um grande loteamento urbano). E celebra a vida. Recentemente, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, a Prefeitura promoveu a 9ª. Festa das Nações em comemoração ao 61º aniversário do município. Teve a coroação da padroeira Imaculada Conceição, roda de viola, praça de alimentação e apresentações dos cantores Almir Sater, Emerson Henrique e Gaúcho da Fronteira.

UM ARTISTA Uma pessoa – um artista – deixa Borrazópolis mais bonita, com suas obras espalhadas pela cidade. Trata-se do escultor e desenhista de quadrinhos Roverson Turek. A beleza dos seus monumentos orgulha os borrazopolitanos. Estão ali o Monumento aos Pioneiros, o Monumento da Família, o Monumento a Mulher – este uma homenagem a dona Brunha, que realizou muitos partos em seus anos de vida na cidade. Revista Distinção • 19


VINICOLA ARAUCÁRIA

Vinícola Araucária produz vinhos finos em São José dos Pinhais • Walter Schmidt Com sete variedades de uvas européias – cinco francesas e duas italianas – a Vinícola Araucária, de São José dos Pinhais, está ampliando a geografia dos vinhos finos do Hemisfério Sul, que tradicionalmente se situa entre os paralelos 30ºS e 50ºS (Chile, Argentina, Uruguai e o Sul do Rio Grande do Sul). As uvas deram certo no paralelo 25ºS, onde fica a Região Metropolitana de Curitiba. A Araucária já produz o espumante brut Poty e o vinho tinto Angustifólia, e fica a 40 quilômetros de Curitiba, praticamente aos pés da Serra do Mar. O espumante Poty é elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, e o tinto Angustifólia, com a Cabertnet Sauvignon. “Os dois produtos, cuja aceitação em restaurantes e adegas de Curitiba supera as primeiras expectativas, provam que a região pode dar bons vinhos finos”, conta Renato Adur, um dos diretores. O preparo da terra para o cultivo de uvas começou em meados de 2007. O plantio das variedades européias começou em seguida. Numa área de quatro hectares (40 mil metros quadrados), a 980 metros de altitude, são cultivadas as uvas francesas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Pinot Noir e Viognier, e as italianas Nebbiolo e Teroldego.

pitações no vinhedo, gerando um banco de informações climáticas que servem de apoio às decisões da equipe de engenheiros agrônomos e enólogos da empresa.

Para aprimorar cada vez mais a qualidade do vinhedo e dos vinhos, a Araucária acabou de instalar uma estação meteorológica digital em sua sede. A estação monitora temperatura, umidade do ar, pressão atmosférica, velocidade e direção dos ventos, e as preci-

A Vinícola Araucária tem como sócios, além de Renato Adur, os engenheiros agrônomos Adolar Adur e Pedro Gallina, os enólogos Anderson Schmitz e Marcos Vian, o arquiteto Enio Perin e os comerciantes Cesar Henrique de Oliveira e Erivaldo Costa de Oliveira.

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Empresas & Empreendimentos de 18 mil toneladas para 19,5 mil toneladas. Os equipamentos foram renovados para garantir eficiência energética e uma torre de secagem foi construída para otimizar a produção de 800 para 1000 quilos por hora.

BEMATECH: NOVO MOTOR DE RESERVAS RENAULT: 15 ANOS EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS A Renault do Brasil está comemorando 15 anos de início de produção em São José dos Pinhais. Nesse período, foram lançados dali, no mercado, 1,8 milhão de veículos. Ao longo desses 15 anos, o Complexo Ayrton Senna precisou adaptar-se ao ritmo de crescimento do mercado e da própria marca. Somados os investimentos iniciais até os mais recentes, foram aplicados na operação brasileira cerca de R $ 6 bilhões. As inversões mais recentes, destinadas ao aumento da capacidade de produção, somaram R$ 500 milhões(de um total de 1,5 bilhão para o período 2010-2015). Realizada em tempo recorde - apenas 2 meses – estas obras aumentaram a capacidade de produção do Complexo Ayrton Senna de 280 mil para 380 mil veículos por ano, somadas as capacidades da fábrica de veículos de passeio, que após a ampliação passou de 220 mil unidades anuais para 320 mil, e a de veículos utilitários leves, cuja capacidade de produção é de 60 mil unidades por ano. Estes investimentos contemplaram também a construção de um novo Centro de Preparação Logística (35.000 m² e 12 metros de altura). É importante destacar que a conquista de novos patamares de produção vem acompanhada também da geração de novos empregos. Desde 2011 foram abertos 1.200 novos postos de trabalho, e hoje a Renault conta com cerca de 6.500 colaboradores diretos.

CIA IGUAÇU DE CAFÉ SOLÚVEL NO RUMO DO CRESCIMENTO A Companhia Iguaçu de Café Solúvel, uma das maiores empregadoras do Norte Pioneiro, recebeu apoio do governo estadual para retomar os investimentos em sua planta em Cornélio Procópio e superar as dificuldades financeiras do setor agravadas pela alta do dólar e pelo aumento do custo com matéria-prima. No fim de 2010, a indústria investiu R$ 50 milhões para aumentar sua produção anual de café solúvel

A Bematech, líder em soluções de tecnologia para o varejo e setor hoteleiro, traz para o mercado o seu novo motor de reservas, totalmente renovado. A nova ferramenta permite que uma rede ou hotel independente adicione o produto diretamente em seu site, com o mesmo layout do restante do conteúdo, fazendo com que a mudança de ambiente não seja impactante ou perceptível para o cliente. Entre as principais características da solução está também a simplicidade de navegação por meio de telas mais modernas e intuitivas, que possibilitam concluir o processo de reserva em apenas três etapas. O motor conta ainda com a capacidade de efetuar até quatro reservas de uma única vez, proporcionando mais comodidade e facilidade ao usuário final. Além disso, as imagens das dependências do hotel podem ser disponibilizadas em alta resolução, melhorando a percepção dos futuros hóspedes sobre o estabelecimento.

X5 TECNOLOGIA EM LONDRINA

Dentro de oito meses entrará em operação a unidade de Londrina da X5 Tecnologia S/A, empresa mundial de alta tecnologia em datacenter. Londrina é a primeira de dez cidades fora do eixo Rio-São Paulo a receber o empreendimento, Data Center Tier3, e também a contar com a prestadora de serviços em computação de dados com suporte tecnológico. A obra demandará investimento de R$ 60 milhões. A empresa vai gerar 250 empregos diretos e projeta recolher R$8 milhões em impostos, no caso ISS. Executivos da X5 Tecnologia e das empresas parceiras Intel Capital e Xangô estiveram reunidos com o prefeito Alexandre Kireeff para mostrar o entusiasmo com a cidade. O CEO da X5, Paulo Pereira, observou que a empresa vai disponibilizar em Londrina o que há de melhor no mundo em datacenter. O foco são as empresas de grande e médio porte que precisam guardar seus dados digitais. Elas também poderão contar com tecnologia adequada para os seus servidores e ferramentas digitais. O diretor da Intel Capital, Ricardo Arantes, informou que a parceria com a X5 é caracterizada pela participação através de investimentos do Intel Corporation, maior produtor de processadores.

NOVO ELEVADOR, O SCHINDLER 5500 A Elevadores Atlas Schindler lançou simultaneamente nos mercados mundial e brasileiro o elevador Schindler 5500. Tem como grande diferencial a flexibilidade e a possibilidade de uso de um equipamento sem casa de máquinas até 50 andares. Totalmente configurável, conta com inúmeras possibilidades de dimensões, tecnologia e design. A novidade, que teve como investimento R$ 30 milhões para a sua implantação no país, oferece ainda economia de energia e comunicação com os usuários. Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar do grupo Schindler da Europa, Ásia e Brasil, o Schindler 5500 conta com um dimensionamento cuidadosamente planejado, tanto o sistema de tração quanto o painel de controle são acomodados em um espaço reduzido na parte superior da própria caixa. Com isso, fica liberado o espaço nobre da cobertura dos edifícios, proporcionando novas alternativas de utilização para uma área de grande valor, garantindo maior rentabilidade aos empreendimentos imobiliários. Até o momento, esta tecnologia era disponível apenas para edifícios de até 20 andares. Além disso, o Schindler 5500 possui sinalização de pavimento, que comunica aos usuários quando o equipamento está fora de serviço, se já atingiu sua carga máxima, se está parado para a realização e mudanças ou até mesmo, paralisado por um alarme de incêndio. A unidade industrial da empresa, no Brasil, está localizada em Londrina desde 1997, produzindo elevadores e escadas rolantes – sendo, inclusive, plataforma de exportação. Revista Distinção • 21


Nas prateleiras, gôndolas e freezers

PRODUTOS LAR

A VASTA LINHA DA LATCO A Latco Alimentos, de Cruzeiro do Oeste, produz os refrigerantes Tampico (vários sabores), tendo licença da americana Tampico Beverages para distribuí-los em toda a região sul, Rio de Janeiro e Paraguai. Já com a holandesa Teko Internacional, tem licença para fabricar e distribuir bebidas mistas e doces com brinquedos para crianças. A empresa fabrica ainda bebida de soja, maionese, catchup, mostarda, bebida mista de guaraná com maçã e açaí. São suas marcas, além da Tampico: Soy Teen, Choco Latco, Todo Sabor, Force, Chá Verde, Titan, Upload.

Se um vendedor fosse levar pessoalmente os produtos da Cooperativa Agroindustrial Lar nos supermercados, teria de ir de trem, com vários vagões, tantos são os fabricados pela cooperativa de Medianeira. A lista vai de frangos congelados e resfriados, cereais, conservas, doces, compotas, geléias, produtos congelados, vinagre, sal, ovos, empanados de frango, café solúvel e a vácuo, macarrão, gelatinas, maionese... E em cada item outra série de produtos. Por exemplo: compotas – tem de pêssego, figo, abacaxi, cerejas, salada de frutas...

SAL Desde 1960 a Romani S.A. produz o sal Diana e, mais recentemente, os sais Apolo e Cruzeiro. A refinaria de Paranaguá foi ampliada para a produção de 60 toneladas por hora e, com duas fábricas, a Romani produz 40.000 toneladas de sal por mês – de vários tipos, refinado ou moído. Tem sal refinado iodado, refinado sem iodo, em saches, granulado, microsal sem iodo, grosso iodado para churrasco, moído agropecuário, triturado. A empresa atende todo o sul do país, fornecendo para os supermercados, setores de alimentação, indústria têxtil, frigoríficos, indústria química, pecuária, entre outros.

APERITIVOS Faz mais de um ano que a linha de aperitivos da Elma Chips faz sucesso nas prateleiras. A linha é composta por amendoim japonês, amendoim sem pele, amendoim crocante e snacks Stiksy e Pingo d´Oro. A Elma Chips tem fábrica na Cidade Industrial de Curitiba e integra o poderoso grupo Pepsico (que está comemorando neste ano 60 anos de presença no Brasil).

PALMINDAYA ITAMARATY AOS 50 ANOS O Grupo Itamaraty, com fábricas em Rolândia (sede), Londrina e Curitiba, comemora este ano 50 anos de existência. A empresa é famosa pelos cafés Itamaraty, chocolates (inclusive em barras para confeiteiros), biscoitos, filtros de papel, bebidas instantâneas – além de waffers e canudos (ótimos com sorvetes). 22 • Revista Distinção

Queda de cabelos? Use o Paraquedas! Não, não se trata de piadinha infame. É uma realidade: produzido pela Palmindaya (desde 1947 em Santa Mariana), o antiqueda Paraquedas é distribuído como “salvação da lavoura” capilar. Famosa por fabricar o creme de barbear Palmindaya – presente em muitas barbearias brasileiras -, a empresa santa marianense lança no mercado uma vasta linha de produtos cosméticos. Um dos seus lançamentos mais recentes é o Palmindaya Gourmet, hidratante corporal em cinco versões: cravo e canela, maçã verde, melão, chá verde com kiwi e morango.


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