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Revista

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 194

R$ 8,00

O MISTÉRIO DA ORIGEM DO OURO SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS, EM SÃO FÉLIX DO XINGU COMO MANTER O CORAÇÃO MAIS JOVEM Capa 193.indd 1

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EDIÇÃO 194 - ABRIL - 2018

GRUPO INTERNACIONAL DE CIENTISTAS REVELA O MISTÉRIO SOBRE A ORIGEM DO OURO

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O

PUBLICAÇÃO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE

6ª SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS

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DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Secom Ag.Pará, Anete Costa Ferreira, I-Min Lee, lohn Speakman, Leanne M. Redman, My Heritage, Tal Shor, Yaniv Erlich, Ronaldo Hühn; FOTOGRAFIAS: Aldarey Tamandaré, Chinese Academy of Sciences in Beijing, Geoffrey Braswell, Green Talents, Harvard Medical School, Mark Garlic, My Heritage, Rodolfo Oliveira/ Ag. Pará, Universidade de Granada-UGR, University of Aberdeen in Scotland; DESKTOP: Rodolph Pyle; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

TELÔMEROS, NO CORAÇÃO DOS PROCESSOS DE ENVELHECIMENTO

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18 CORTAR CALORIAS EM 15% PARA PERMANECER JOVEM, DIZ ESTUDO

28 5 DOS MELHORES EXERCÍCIOS QUE VOCÊ PODE FAZER, SEGUNDO HARVARD

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Exibindo a exuberante força, na chegada para 6ª Semana dos Povos Indígenas, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. Foto de Aldarey Tamandaré

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Prêmio Green Talents 2018

Pasteis de Tentúgal, património da doçaria portuguesa

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A enigmática joia que revela a agonia da civilização maia

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A história da humanidade contada através da maior árvore genealógica do mundo

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Prêmio Green Talents 2018

Concurso realizado pelo governo alemão busca jovens talentos na área da pesquisa em todo o mundo Os vencedores ganham acesso exclusivo aos principais centros de pesquisa em desenvolvimento sustentável da Alemanha O prêmio contempla 25 jovens pesquisadores todos os anos

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Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF) abre inscrições para a 10ª edição do concurso Green Talents – Fórum Internacional de Projetos com Alto Potencial para o Desenvolvimento Sustentável (Green Talents – International Forum for High Potentials in Sustainable Development). Desde 2009, a iniciativa tem o objetivo de promover o intercâmbio internacional de projetos de pesquisa inovadores nas áreas da sustentabilidade e meio ambiente. Com centros de pesquisa e inovação de ponta, a Alemanha dá apoio especial a esses esforços ao intensificar a cooperação entre as mentes brilhantes mais promissoras de todo o mundo. O prêmio contempla 25 jovens pesquisadores todos os anos. Os vencedores vêm de vários países e disciplinas científicas e são reconhecidos pela capacidade inovadora

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de suas iniciativas, que objetivam tornar a sociedade mais sustentável. Desde a sua criação, o prêmio reconheceu 207 jovens pesquisadores e cientistas de 57 países diferentes, devido aos seus excelentes desempenhos e contribuições para que as suas comunidades, países e sociedades sejam mais sustentáveis. Selecionados por um júri altamente qualificado de especialistas alemães, os vencedores também ganham acesso exclusivo à elite da área da pesquisa na Alemanha. A premiação de 2018 inclui: – Convite para visitar a Alemanha em 2018 e participar do fórum científico, com duração de duas semanas, e todas as despesas pagas. – Durante a visita, os vencedores terão acesso a instituições de pesquisa e ciência de ponta, que oferecem visões únicas dos trabalhos desenvolvidos por elas;

– Os pesquisadores terão oportunidade para apresentar os seus trabalhos pessoalmente, por meio de reuniões individuais com os especialistas de sua escolha para discutir oportunidades futuras de pesquisa e cooperação; – Oportunidades de networking com os demais acadêmicos na maior conferência dos Green Talents Alumni, durante a cerimônia de premiação em Berlim; – Em 2019, estadia de pesquisa totalmente financiada, com duração de até três meses, na instituição da escolha do vencedor; – Acesso exclusivo à Rede Green Talents, composta por alunos de diversos países que atuam na área de desenvolvimento sustentável. O prazo para envio de candidaturas é 23 de maio de 2018, às 14h00 CEST (Horário da Europa Central). Mais informações disponíveis em www.greentalents.de Pará+

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A enigmática joia que revela a agonia da civilização maia Tumba misteriosa

O estudante Mario Borrero foi um dos pesquisadores que encontraram a tumba onde o pingente estava

Fotos Geoffrey Braswell, Universidade da Califórnia, San Diego

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arqueólogo norte-americano Geoffrey Braswell, professor de Antropologia da Universidade da Califórnia em San Diego, estudantes de graduação de San Diego, Maya Azarova e Mario Borrero, juntamente com algumas pessoas locais, estavam escavando um palácio construído por volta do ano 400 quando encontraram um túmulo colapsado, mas intacto. Dentro do túmulo, que data de cerca de 800 CE, foram 25 vasos de cerâmica, uma grande pedra que tinha sido em flocos em forma de uma divindade e do jade precioso peitoral. A descoberta surpreendeu: “A gente poderia esperar encontrar algo assim em uma das grandes cidades do império maia, mas não aqui”, afirmou Braswell. A joia a que Braswell se refere foi encontrada no sítio arqueológico de Nim Li Punit, localizado no distrito de Toledo, ao sul de Belize, na América Central. A joia foi encontrada em 2015, mas só agora os cientistas começaram a entender o seu significado. O objeto é a segunda maior peça maia de jade já encontrada em Belize. Mas, segundo Braswell, o que torna o pingente ainda mais especial é o fato de ser o único com inscrições gravadas que se tem conhecimento. 06

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A parte de trás da joia apresenta 30 hieróglifos que, de acordo com os cientistas, contam uma história dramática. “A história que este pingente conta é curta, mas importante”, diz Braswell. “Esta joia está literalmente falando com a gente”, completa.

Nim Li Punit é um sítio arqueológico pequeno, localizado na parte sudeste do antigo império maia, que cobre o sudeste do México, a maior parte da Guatemala, Belize e a parte ocidental de Honduras e El Salvador. O local está a mais de 400 quilômetros de Chichen Itzá, um dos principais sítios arqueológicos da civilização maia, na Península de Yucatán, no México. Braswell, que estava acompanhado de seus alunos de pós-graduação Maya Azarova e Mario Borrero, além de uma equipe local, realizava escavações nos vestígios de um palácio maia, em 2015, quando se deparou com a tumba. Dentro dela havia 25 vasos, uma pedra esculpida em forma de deusa e o pingente de jade. Fora um par de dentes, não havia restos humanos. O texto das inscrições do pingente ainda está sendo analisado por Braswell e Christian Pager, especialista da Universidade de Bonn, na Alemanha.

T, deus do vento

O pingente tem o formato da letra T e, na parte da frente, também apresenta uma gravação na forma de T. Este símbolo equivale a “ik” na grafia maia, que significa “vento e respiração”.

O sítio arqueológico Nim Li Punit foi abandonado dentro de uma geração da construção do túmulo que continha o pendente de jade www.paramais.com.br

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O vento era considerado crucial pelos maias, uma vez que a civilização dependia da chegada das chuvas anuais, vitais para a agricultura e a sobrevivência. E os reis maias realizavam rituais com incenso de acordo com o calendário sagrado para atrair as chuvas. Segundo Braswell, as inscrições na parte de trás do pingente revelam que a peça foi usada pela primeira vez para um ritual desse tipo em 672 d.C. Outras esculturas em pedra do sítio arqueológico de Nim Li Punit, do século 7, confirmam esse uso ao mostrar um rei usando um pingente em forma de T no peito ao espalhar incenso.

Relato ancestral

O pingente de jade Maya está inscrito com 30 hieróglifos, na parte de trás. A pedra de jade em si é das montanhas da Guatemala, a sudoeste de Belize. Ele mede 7,4 polegadas (18,8 cm) de largura, 4,1 polegadas (10,4 cm) de altura e apenas 0,3 centímetros (0,8 cm) de espessura

Geoffrey Braswell, arqueólogo da Universidade da Califórnia, segura uma réplica do pingente

Em relação aos outros hieróglifos, a interpretação de Braswell e Prager até agora é a seguinte: A joia foi criada para o rei Janaab Ohl K’inich. Além de revelar a data da primeira utilização do pingente em um ritual, as gravações também relatam a linha ancestral do monarca. Sua mãe era da cidade de Cahal Pech, a oeste de Belize, cerca de 100 quilômetros do sítio arqueológico onde foi encontrada a joia. Sabe-se ainda pelas inscrições que o pai do rei morreu com 20 anos. Atualmente, a viagem de ônibus entre ambos os lugares leva cinco horas. Naquela época, seria necessário caminhar durante dias, cruzando montanhas e selvas. Como o pingente chegou então a Nim Li Punit? Talvez jamais se saiba exatamente a resposta. Mas Braswell acredita ter desvendado por que a joia foi enterrada na tumba, sem os restos mortais de seus donos, apenas com alguns objetos.

Seca e desespero

O pingente foi encontrado junto a outros objetos - 25 vasos e uma pedra esculpida em forma de deusa www.paramais.com.br

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Segundo ele, o pingente não era um ornamento. “Ele tinha um imenso poder e magia para os maias.” Para o arqueólogo, a joia pode ter sido enterrada como uma homenagem ao deus do vento. As primeiras cidades maias foram construídas no primeiro milênio antes de Cristo, e a civilização chegou a seu apogeu por volta de 600 d.C.. O império maia começou a entrar em colapso por volta de 800 d.C.. Quando os conquistadores espanhóis zarparam para a América Central, em 1517, seu objetivo era derrotar a civilização maia, que dominava a região. Mas, quando chegaram, já não havia mais o poder político e econômico que tinha erguido pirâmides e sustentado uma população que chegou a 2 milhões de pessoas. “Uma teoria recente é que a mudança climática gerou seca que, por sua vez, levou ao fracasso da agricultura e, consequentemente, ao começo do fim da civilização maia”, diz Braswell. Para ele, a decisão de prestar uma homenagem ao deus do vento na tumba para trazer chuva suporta essa teoria. “E deveria servir de alerta para nós hoje em dia sobre os riscos da mudança climática”, completa. Pará+

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Grupo internacional de cientistas revela o mistério sobre a origem do ouro Metal ocorre no manto do planeta e sobe para a superfície por movimentos geológicos

Mapa geológico simplificado do sul da Patagônia Argentina. A linha tracejada delimita a província aurora do Maciço Deseado. CA, sequências vulcânicas de Chon Aike; NV, vulcanismo Neogene; OD, depósitos de minério e prospectos mais relevantes; XL, localização de diferentes sítios de xenólitos no maciço de Deseado e arredores

Fotos Universidade de Granada-UGR, Universidade de Warwick/Mark Garlick

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á sabemos que a origem do ouro está relacionada com a colisão entre estrelas de nêutrons. E agora também sabemos que algum desse metal precioso foi parar ao manto da Terra, tendo chegado à superfície graças aos movimentos internos do planeta. Este ano, observou-se pela primeira vez a colisão entre duas estrelas de neutrões (que surgem da morte de estrelas bastante maiores do que o nosso Sol, a partir de oito massas). E, entre muitas outras descobertas, confirmou-se que é nesse cataclismo que parte dos elementos químicos pesados do Universo tem origem, como o ouro com que gostamos de fabricar joias – e que, sabe-se agora, foi parar também no manto da Terra.

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E chega até à superfície graças aos movimentos internos do planeta, que originam as erupções vulcânicas que lhe dão “carona”. O manto é a camada que separa o núcleo da crosta terrestre, distanciando-se dela até 70 quilômetros de profundidade. E embora não possamos lá chegar, as erupções vulcânicas arrastam até nós, por exemplo, xenólitos – fragmentos de uma rocha encapsulada por uma outra rocha maior –, que nos permitem compreender o que por lá se passa. Foi, aliás, graças a xenólitos que investigadores internacionais encontraram partículas de ouro nativo (em estado puro), da espessura de um fio de cabelo, e conseguiram descobrir por que é que os depósitos minerais de ouro se encontram apenas em certos lugares do planeta. O estudo sugere que a concentração muito alta de ouro no chamado Maciço do Desejado, na Patagónia argentina e onde os tais xenólitos foram encontrados, poderá estar relacionada com a singularidade do manto sob essa província. “Esta história remonta há cerca de 200 milhões de anos, quando a América do Sul e a África constituíam um único continente (a Gondwana)”, explica José González Jiménez, um dos autores do artigo científico, da Universidade de Granada (Espanha). “A sua separação foi causada, entre outros fatores, pela ascensão de uma pluma mantélica do manto profundo [fenômeno geológico que consiste na ascensão de um grande volume de magma], que quebrou a crosta muito mais frágil e fina. A subida da pluma mantélica profunda gerou uma verdadeira fábrica química que enriqueceu o manto com metais, o que mais tarde geraria as condições ideais para a criação de depósitos de ouro.

Evidência da origem do ouro nas profundezas da Patagônia www.paramais.com.br

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E depois o processo foi causado pelo movimento de uma placa tectónica debaixo de outra, permitindo a circulação de fluidos ricos em metal através de fissuras, que os precipitaram até à superfície terrestre, concentrando-os aí.” Por outro lado, os xenólitos analisados são, de acordo com o artigo científico, a primeira prova de ouro nativo no manto por baixo do Maciço do Desejado, que liga uma fonte de manto enriquecida à ocorrência de uma grande província aurífera na crosta que está por cima. Esta descoberta científica pode contribuir para uma exploração mais avançada dos depósitos minerais, que tenha em conta imagens de superfície ou “radiografias” da crosta terrestre, mas também estude as profundezas do manto, onde um dos metais que tem encantado o ser humano foi agora rastreado. “São feitas novas propostas de trabalho”, comenta Pedro Nogueira, do Departamento de Geociências da Universidade de Évora. “E podem ser muito interessantes para a investigação sobre a origem do ouro.”

Processos à escala de Lithospheric envolvidos no estágio precursor da formação da província aurífera do Maciço Deseado

Pelo menos sobre a origem do ouro na Terra, porque a origem do ouro em si mesmo, essa está nas fases finais de vida de estrelas maiores do que o Sol, que explodem, e cujos elementos químicos foram depois reciclados no disco de gases e poeiras onde nasceu o nosso sistema solar.

Distância ‘inalcançável’ até as profundezas da Terra

Xenólito encontrado na Patagônia tinha pequenas partículas de ouro oriundas do manto da Terra

O manto, cujo limite superior fica a aproximadamente 70 quilômetros de profundidade, é inacessível para as atuais tecnologias humanas, mas o material nele armazenado chega à superfície pelas erupções vulcânicas, incluindo os xenólitos (fragmentos de rocha). Foi nesses fragmentos, trazidos à tona de regiões profundas do planeta, que os pesquisadores encontraram pequenas partículas de ouro, com espessura de um fio de cabelo e originadas no manto terrestre.

“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim”. Av. Nazaré, 1016 www.paramais.com.br

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José María González Jiménez, da Universidade de Granada

Os pesquisadores encontraram evidências desse processo na Patagônia argentina. O interior do planeta é formado, basicamente, por três camadas: crosta, manto e núcleo. O manto é a camada que separa o núcleo da crosta, a camada onde vivemos. — Os minerais que extraímos e que apoiam a nossa economia estão localizadas na crosta. A busca pelo ouro já motivou migrações, expedições e até guerras, mas sua origem é uma das principais questões no campo dos depósitos minerais — comentou José María González Jiménez, da Universidade de Granada.

— A distância é inalcançável para a Humanidade, já que não possuímos meios para alcançar o manto e conhecermos mais sobre ele de forma direta — disse Jiménez. A região estudada foi a do Maciço de Deseado, no Deserto da Patagônia argentina, onde o ouro foi encontrado pela primeira vez na América do Sul. A província possui uma das maiores reservas do metal no planeta, que é explorado ainda hoje. Como a concentração de ouro na crosta é alta, os pesquisadores foram capazes de determinar por que os depósitos são limitados a algumas regiões do planeta. A explicação é que o manto sob aquela região da Patagônia é única, tem a tendência a gerar depósitos do ouro vindo do manto. — A história remonta a 200 milhões de anos, quando a África e a América do Sul faziam parte do mesmo continente — explicou Jiménez. — A separação foi causada, entre outros fatores, pela ascensão de uma “pluma do manto”, que quebrou a crosta. A pluma gerou uma verdadeira fábrica de produtos químicos e enriqueceu o manto de metais. Depois, o processo provocado pelo movimento de uma placa tectônica sobre outra permitiu a circulação de fluidos ricos em metais por fendas na crosta, que se concentraram perto da superfície.

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Primeiramente, eram conhecidos como “Pastéis do Convento”

património da doçaria portuguesa Texto *Anete Costa Ferreira

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ntre Montemor-o-Novo e Coimbra, está a Vila Tentúgal, , cuja mais antiga referência documental data do Anno 980. Nos séculos X e XI foi dominada pelos maçulmanos e cristãos , mas ao atingir o ano de 1034, teve o domínio dos mouros. A localidade recebeu o condado pelas mãos do rei D. João III, que ficou registrado como “O Condado de Tentúgal”. A sua tradição histórica confunde-se com a história da doçaria conventual. Os famosos “Pasteis de Tentúgal”, ficaram conhecidos publicamente nos finais do século XVI através das mãos de uma freira carmelita que cumprindo determinações da Ordem presenteava as crianças da terra com essa iguaria muito apreciada pelo seu sabor. As autênticas relíquias eram oferecidas apenas aos benfeitores do Convento das Carmelitas e pessoas da alta sociedade portuguesa.

Primeiramente, eram conhecidos como “Pastéis do Convento”, porém com a extinção das congregações religiosas em 1834, e com a implantação da República em 1910, passaram a ser produzidos em outras instalações, e por conseguinte consumidos pela comunidade em geral. Houve tempo em que eram conhecidos como “Pastel Pobre”, por serem confeccionados unicamente com farinha e água, e o recheio gemas de ovos e açucar. Sua confecção exige sabedoria e perícia para torna-lo no mais fino dos doces portugueses, e agradar o paladar mais exigente. Em 1890, existia apenas uma Hospedaria no único caminho de charrete entre Coimbra e Figueira da Foz. Viajantes passavam e, ao experimentarem o folhado fino e estaladiço não regateavam elogios, o que possibilitou expandir a comercialização do produto que passou a ter nome associado à Vila, com a denominação de “Pasteis de Tentúgal”, como ficou conhecido até aos dias atuais.

O selo Pastel de Tentúgal. Criado pelas mãos das irmãs do Carmelo, os pastéis de Tentúgal sobressaem pela suavidade das folhas que envolvem o doce de ovos e que, ainda hoje, são feitas numa dança quase ritual em que as pasteleiras desafiam a física e fazem o lençol de massa voar sob as suas mãos. Reconhecido como Indicação Geográfica Protegida desde 2013, o pastel de Tentúgal é um dos doces conventuais mais apreciados por todos os portugueses e agora está representado em selo nesta emissão filatélica.

“Aos nossos sindicatos filiados, parceiros e colaboradores”

Feliz Dia das Mães Mãe, amor imensurável!

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vezes./ Venho ao convento vizitar a linda freira/ Nunca lhe fallo: talvez, hoje, a vez primeira.../ Vou lá comprar um pastellinho, que eu bem sei/ Que ele trará dentro um bilhete, isto sonhei:/ Assim o pastellinho, ó ventura sonhada!/ Tem de recheio o coração da minha amada./ Abro o envelope ideal. Vamos a ver... Traz? Não!/ Regresso a Coimbra só com o meu coração”. E há quem conte que a massa era tão fina precisamente para que os tão esperados bilhetinhos pudessem ser escondidos entre as folhas e lidos à transparência delas.

Receita

O pastel nasceu há cerca de quatro séculos, no Convento da Nossa Senhora da Natividade, das freiras carmelitas. Era usado para dar às crianças doentes

A herança das freiras doceiras Uma massa mais fina que uma folha de papel, freiras que a esticam até ela quase rasgar, um convento cheio de histórias. O que as freiras deixaram a Tentúgal foi mais do que um bolo, foi uma forma de sobrevivência. E Em uma sala com o chão coberto com um colchão fino e um pano branco, imaculado. Começa a confecção. Fazendo lembrar uma professora de judo, movendo-se pelo espaço com passos ao mesmo tempo leves e firmes. A demonstradora, atira para o centro um grande pedaço de massa, que cai pesadamente. Depois, com gestos decididos, a mulher vestida de branco começa a dar puxões na massa pega numa ponta e estica-a, como se estivesse a fazer uma cama; depois outra ponta; e outra; e outra. A massa faz um balão no ar e vem assentar levemente sobre o pano branco. Os pastéis de Tentúgal tem uma massa fina e estaladiça (crocante). Durante algum tempo, ela continua o seu ritual, e se, de tão esticada, a massa ameaça abrir um buraco, ela atira-lhe imediatamente com um dos panos que tem ao ombro para travar o rasgão. No final, o resultado terá 0,05 milímetros será mais fino que uma folha de papel vegetal. Temos alguma dificuldade em imaginar como o fariam as freiras no convento de Tentúgal. Teriam também salas enormes, panos no chão? “O pastel nasceu há cerca de quatro séculos, no Convento da Nossa Senhora da Natividade, das freiras carmelitas. Era usado para dar às crianças doentes. Nesse tempo, o açúcar funcionava como medicamento em situações de carência alimentar”. 12

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Conta-se e a literatura confirma que os pastéis de Tentúgal eram já procurados por quem vinha de Coimbra. Entre eles, claro, muitos poetas e estudantes. Na sua Carta a Manuel, António Nobre (1867-1900) relata a esperança de encontrar um bilhetinho da amada escondido entre as folhas finas do pastel. “Tentugal toda a rir de cazas brancas!/ A linda aldeia! Venho cá todos os meses/ E contrariado vou de todas essas

A massa é feita de farinha de trigo e água, mas é necessário que a farinha seja da melhor qualidade, a “mais branca e pura”, para que a massa seja resistente e elástica. É preciso avaliar o momento em que, depois de repousar, esta está em condições para começar a ser esticada. Numa sala grande e vazia, vai-se esticando a massa até atingir os 0,05 milímetros. Deixa-se a secar com a ajuda de ventoinhas e quando está seca é cortada em folhas. Sobrepõem-se várias folhas de forma desencontrada. O recheio (gemas de ovo, açúcar, água e um pouco de canela) é colocado no centro, e o pastel é fechado em forma de palito, “colando-se” as folhas com a ajuda de alguns pingos de manteiga depositados de preferência com uma pena de galinha (para evitar o excesso de gordura). Vai ao forno.

A mulher vestida de branco começa a dar puxões na massa pega numa ponta e estica-a, como se estivesse a fazer uma cama; depois outra ponta; e outra; e outra www.paramais.com.br

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Pasteis de Tentúgal Ingredientes Massa:

500 gr de farinha, da elhor qualidade; 2 colheres de sopa de manteiga; 2 dl de água; Sal q.b.; 200 gr de manteiga; Açúcar em pó

Ingredientes Recheio:

250 g de açúcar; 12 gemas de ovos

Preparação Massa:

Peneire a farinha várias vezes para dentro de um alguidar. Faça uma cova ao centro e deite a manteiga (2 colheres de sopa) derrePasteis de Tentúgal tida. Misture bem. Tempere a água com sal e aqueça-a. Adicione, pouco a pouco, à farinha, amassando bem até que a massa obtida se despregue das mãos. Molde a massa em bola e coloque-a num prato previamente polvilhado com farinha, e polvilhe-a também com um pouco de farinha. Cubra-a com uma tigela aquecida e deixe repousar durante cerca de 30 minutos.

Preparação Recheio:

Leve o açúcar ao lume com as gemas, até obter uns ovos moles bastante espessos.

Montagem:

Estenda um pano sobre a mesa. Pincele a superfície da massa com um pouco de manteiga derretida e comece a retirar-lhe bocadinhos, que se estendem, primeiro, com o rolo, e, depois, se esticam com os dedos, tendo o cuidado de não a romper. Esta deve ficar tão fina como uma folha de papel de seda. Corte esta massa em rectângulos com 14 cm por 10 cm. Não deve de aproveitar as bordas espessas de massa espessas. Derreta manteiga (200 gr) em banho-maria. Depois sobreponha quatro folhas de massa, pincelando-as com manteiga derretida à medida que as vá sobrepondo. Coloque duas colheres de sopa de ovos-moles sobre o rectângulo de massa (com quatro folhas) e enrole o pastel. Dobre as pontas para cima e leve-os a cozer rapidamente em forno forte. Polvilhe com açúcar em pó.

Em movimentos numa espécie de coreografia - que têm de possuir o ritmo certo de delicadeza e concisão - e vão esticando a massa até ficar como um fino tule esvoaçante

A 17 de Julho de 2017, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, a agência local dos Correios apresentou uma edição filaté-

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lica dedicada aos tradicionais doces, valorizando a Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal. Na ocasião da obliteração do

Selo do 1º Dia, foi referenciada a memória das Carmelitas Descalças, pelo legado que deixaram à sociedade portuguesa. A cerimônia da filatelia fez parte integrante da programação em honra à Nossa Senhora do Carmo, padroeira da próspera Vila. É imperioso visitar a bonita Vila a fim de apreciar o seu valioso patrimônio composto de Igrejas seculares, Conventos, Pelourinho, a Torre do Relógio, o Paço dos Duques de Cadaval ou Paço do Infante D. Pedro ou ainda Paço dos Condes de Tentúgal, além de outros monumentos históricos e culturais, destacando-se a gastronomia que enriquece a doçaria portuguesa. (*) Correspondente em Portugal

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6ª Semana dos Povos Indígenas Índios em São Félix do Xingu discutem direitos e o papel da mulher A cantora Maria Gadu (c), uma das convidadas do evento, ao lado da organizadora do encontro, Viviane Cunha

com um pocket show que animou o público: É uma honra estar aqui... São Félix do Xingu, sem dúvida, cria um marco ao promover um encontro de tamanha beleza e representatividade

Fotos Rodolfo Oliveira/ Ag. Pará

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ntoando cantos, em danças cadenciadas, com a pele pintada e os corpos cobertos com vestimentas típicas, feitas de miçangas, penas de animais e sementes de frutos, exibiam a exuberante força, que vem do coração, prontos para mais uma Semana dos Povos Indígenas. O maior evento do gênero no Estado começou com a chegada das cerca de 70 embarcações que se encontraram no cruzamento dos rios Xingu e Fresco, na orla da cidade de São Félix do Xingu, sudeste do Pará. É nesse ponto, sob a vista de centenas de pessoas, que os índios das 21 aldeias do município se unem em um congraçamento para celebrar a cultura e provocar debates em torno de direitos que querem conquistar. A abertura oficial da Semana dos Povos Indígenas foi com apresentações culturais, exposição de artesanatos e show da cantora Maria Gadu. 12 etnias participam do encontro, cujo tema, este ano, é o empoderamento da mulher feminina. Para adensar o debate, foi convidada Sônia Guajajara, uma das mais importantes líderes indígenas da atualidade, que deu o recado na noite durante reunião com caciques na Câmara Municipal. “Precisamos discutir a representatividade da mulher indígena entre nós, nas aldeias, mas também na sociedade brasileira.

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Centenas de pessoas aguardavam a chegada dos índios na cidade

Índios das 21 aldeias do município chegavam para celebrar a cultura e provocar debates

Com o tema “O empoderamento da mulher indígena”, o evento, considerado o maior do gênero no Estado, levou para o seio das comunidades tradicionais uma discussão que é pauta obrigatória na sociedade atual www.paramais.com.br

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Unidos somos mais fortes para lutar por direitos, entre eles a reconquista de territórios que foram sendo perdidos ao longo dos anos”. A Câmara Municipal estava lotada, com a presença de caciques, estudantes e autoridades, Sônia Guajajara, Puyr Tembé, gerente de Promoção e Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Nessa reunião foi o momento em que os caciques discutiram a programação, expõem anseios, deram sugestões e receberam os kits esportivos que serão usados durante os jogos. Lá também foram repassadas orientações e informes sobre o esquema de segurança, as ações sociais e a dinâmica dos encontros –logo depois da chegada das tribos. “Estamos aqui para definir com eles como será a semana. O objetivo é assegurar o clima de harmonia e garantir que eles tenham acesso a todos os serviços que estarão disponíveis”, explicou a organizadora do evento, Viviane Cunha. “Este ano damos boas-vindas aos Juruna, que pela primeira vez participam da semana conosco”, completou. Durante a reunião da prefeitura junto com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda (DEM), a FEPIPA, cobrou que seja criada o conselho estadual de política indigenista , bem como um apoio logística para que os mesmos pudessem ir até Brasília participar do maior acampamento nacional dos povos indígenas do Brasil ATL... onde será discutido Sobre a Luta dos diretos dos povos indígenas,

O empoderamento da mulher indígena, e a gestão ambiental e territorial, foram temas principais da 6ª Semana dos Povos Indígenas

Durante a reunião na Câmara Municipal, momento em que os caciques discutiram a programação, expuseram anseios, sugestões e receberam os kits esportivos usados durante os jogos

bem como : Demarcação das terras indígenas; Saúde indígena; proteção ambiental; criminalização das lideranças indígenas; empoderamento das mulheres indígenas e o impacto dos grandes projeto na área da mineração e hidrelétrica...

Na Prefeitura de São Felix do Xingu, reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda

Ansiedade Um dos momentos mais aguardados da semana era a chegada dos convidados especiais pelo rio. Assim que descem das embarcações, os indígenas foram recebidos por autoridades locais e do Estado. Enquanto a maioria chegou pelo rio, outros pegam a estrada. É o caso dos primos Fetxa e Thaysaka Fulni-ô, de Pernambuco. Depois de passar por três estados, em uma viagem de oito dias, chegaram ao Pará, que ainda não conheciam. A expectativa para integrar os festejos, fazer coro nas discussões e expor o belo artesanato é grande. “Viemos representar nosso povo a convite de um irmão Kayapó aqui da cidade. Queremos mostrar nossa cultura e levar para nossa aldeia o conhecimento que adquirirmos aqui”, afirma Thaysaka. Os Fulni-ô, ele conta, ainda mantêm preservados costumes e o idioma próprios.

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Jovens em competição

Cabo de guerra

Esporte Na segunda-feira começaram as competições. Além do atletismo, com a corrida de 100 metros rasos para homens e mulheres, houve partidas de futsal feminino e de cabo de guerra masculino e feminino. Espalhados por diversos espaços da cidade, os jogos são uma atração muito esperada, tanto pelos índios quanto pelo público que prestigia as disputas. Com apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), cada modalidade é acompanhada de perto por plateias apaixonadas e orgulhosas.

Apoteose

O esforço Futebol de Salão Feminino

Muita gente foi à praça para receber a célebre pintura corporal do povo Kayapó, um símbolo, ao lado do artesanato

À noite, a Semana dos Povos Indígenas ofereceu outro momento memorável: a entrada das etnias participantes na Praça do Triângulo durante a abertura oficial. A força da cultura podia ser vista em cada tribo que pisava na quadra principal, entoando cânticos, dançando e encenando situações cotidianas vividas nas aldeias. Com as vestimentas tradicionais, corpos pintados e concentração, os índios marcavam presença e arrancavam aplausos a cada apresentação. Crianças indígenas que estudam em escolas do município também se apresentaram para o público presente.

Apresentações culturais: A entrada das etnias participantes na Praça do Triângulo durante a abertura oficial

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No palanque, a prefeita de São Félix do Xingu, Minervina Barros da Silva, dava as boas-vindas e declarava oficialmente aberta a semana dos Povos Indígenas 2018

Entre índios jovens e experientes caciques, 15 competidores mostraram precisão e habilidade no manejo do arco e flecha

No palanque, a prefeita de São Félix do Xingu, Minervina Silva, dava as boas-vindas e declarava oficialmente aberta a semana. “Temos a honra de receber no nosso município grandes nomes da luta indígena, como Puyr Tembé e Sônia Guajajara. Esta última, em especial, veio abrilhantar ainda mais essa festa. Esperamos que todos possam aproveitar esses dias de congraçamento, discussões e oferta de serviços essenciais trazidos pela equipe do governo do Estado”, assinalou. Após o resultado, Jakakmãkroro Kayapó, dançou em agradecimento e para mostrar o orgulho de ser um Kayapó

Acompanhando Sônia Guajajara em agendas pelo País, a cantora Maria Gadu encerrou a noite com um pocket show que animou o público. “É uma honra estar aqui, sobretudo porque o Brasil vive um momento crucial da sua história, em que a luta dos movimentos sociais se tornou ainda mais fundamental. São Félix do Xingu, sem dúvida, cria um marco ao promover um encontro de tamanha beleza e representatividade”, disse a artista.

Arco e flecha

A competição de arco e flecha, foi no Estádio Municipal Turcão, no centro de São Félix do Xingu, município do sudeste do Pará.

O vencedor do arco e flecha, um dos símbolos da cultura indígena, foi Jakakmãkroro Kayapó, 70 anos, que acertou o alvo no centro, fazendo 100 pontos de uma só vez – marca que nenhum outro índio bateu. Segundo ele, a precisão na mira é resultado da prática de uma vida inteira. “O arco e flecha é uma das nossas maiores tradições, uma das partes mais fortes da nossa cultura, um ícone que nos representa. É uma prática que começa bem cedo, quando a criança ainda é bebê. Aprendemos logo porque é uma questão de sobrevivência. Vivemos daquilo que caçamos na mata”, contou o campeão da prova, que saiu dançando ao final da competição. “É uma dança de agradecimento e orgulho por ser Kayapó”, ressaltou.

Aos 70 anos, Jakakmãkroro Kayapó mostrou todo o domínio sobre o arco e flecha e ganhou a competição

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Índios vão às ruas na luta por direitos Os índios se concentraram em frente à Secretaria Municipal de Cultura, entoando cantos de guerra e dançando na luta por direitos, pela retomada de territórios e a gestão ambiental dessas áreas. Durante a passeata, caciques se revezavam proferindo palavras de ordem, enquanto todos seguiam em cadência rumo à Praça do Triângulo, onde ocorre grande parte das atividades. “Índio sem território está fadado ao extermínio. Sem terra, não temos educação, saúde e cultura. disse Puyr. As mulheres, ocupavam agora uma posição de destaque, com os discursos mais inflamados na língua materna. Apenas poucos privilegiados compreendem o que dizem, embora não seja difícil imaginar. A mulher indígena vem conquistando cada vez mais espaços, dentro e fora das aldeias. Não é à toa que escolhemos discutir este ano o empoderamento feminino, observou a organizadora da Semana dos Povos Indígenas, Viviane Cunha. O vice-governador Zequinha Marinho, compareceu ao evento.

O vice-governador Zequinha Marinho, visitou tendas das aldeias participantes, conferiu o artesanato em exposição e conversou com os índios

Na praça principal, ele visitou tendas das aldeias participantes, conferiu o artesanato em exposição e conversou com índios, entre eles os Juruna, que pela primeira vez participam da Semana dos Povos Indígenas. “A presença do Estado neste evento mostra o cuidado e a proteção aos direitos dessa população por parte do governo. Há uma equipe de servidores de diversas áreas aqui, que estão dando o melhor de si para prestar o melhor atendimento, seja na área social, seja na saúde ou na cultura”, asseverou. Carteira de identidade por meio da Caravana Pro Paz Cidadania

A mulher indígena vem conquistando cada vez mais espaços, dentro e fora das aldeias Sônia Guajajara, uma das mais importantes líderes indígenas da atualidade, deu o recado com caciques na Câmara Municipal

Unidas somos mais fortes para lutar por direitos, entre eles a reconquista de territórios que foram sendo perdidos ao longo dos anos

A gerente de Promoção e Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas da Sejudh, Puyr Tembé, frisou que a principal luta do movimento indígena continua sendo pelo território

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O empoderamento da mulher indígena

Serviços As equipes do Estado prestaram os mais diversos serviços aos índios e à comunidade em São Félix do Xingu: Defensoria Pública, Pro Paz, secretarias de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), de Saúde Pública (Sespa), de Turismo (Setur), de Esporte e Lazer (Seel), de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Comunicação (Secom), polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros se uniram para levar ações diversas, como emissão de documentos, atendimentos de saúde, ações de segurança, oficinas de arte e cultura e orientações jurídicas. Foram mais de 60 servidores do Estado presentes na força-tarefa. Entre os cursos ofertados: texto, fotografia e audiovisual, ministrados por monitoras do projeto Biizu, da Secom. A ação da Fundação Pro Paz, na Creche Municipal Luiz Ferreira Santana, próximo à Câmara municipal e atendeu também a comunidade não indígena do município com a emissão de documentos diversos, calculando chegar até sete mil atendimentos, entre RG, CPF, certidão de nascimento, foto 3x4 e a realização do aconselhamento jurídico”, explicou o coordenador do Pro Paz Cidadania, Roberto Oliveira.

A certidão de nascimento é necessária para que o cidadão seja incluso no CadÚnico (Cadastro Único) e tenha acesso a políticas públicas

Emissão de carteira profissional para indígena da aldeia Tunayana, um dos serviços oferecidos em São Félix do Xingu www.paramais.com.br

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Manifestações culturais, esporte, lazer e debates marcaram a Semana dos Povos Indígenas em 2018

A Fundação Cultural do Pará (FCP), por sua vez, contribuiu com oficinas em diversas áreas. Uma equipe de instrutores da FCP desenvolveu um laboratório com atividades de serigrafia, grafismo, desenho e estampa. Com a intenção de promover a criação, expressão e representação da cultura de cerca de cinco mil indígenas, de dez etnias diferentes, participantes da Semana.

Encerramento com legado de tolerância e respeito

As oficinas ofertadas pela Fundação Cultural do Pará e Secretaria de Estado de Comunicação ensinaram aos indígenas técnicas de desenho, serigrafia, estamparia e pintura

A Semana dos Povos Indígenas em São Félix do Xingu teve a participação de 5 mil índios de 12 etnias, do Pará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins e Pernambuco

EXECUTIVO(PF)

A Semana dos Povos encerrou com um grande e emocionante congraçamento de tribos e etnias, com a caminhada pelas principais ruas de São Félix, na luta por direitos dos povos indígenas, debate sobre a gestão de território, disputas de futebol, vôlei, cabo de guerra e arco e flecha, e o concurso que elegeu a beleza das aldeias – além da apresentação de danças e cantos tradicionais na Praça do Triângulo. No último dia, com a programação livre, os índios aproveitaram para circular pela cidade. Depois de ganhar algum dinheiro vendendo artesanato – as belas e coloridas peças, entre brincos, pulseiras, colares e adereços para a cabeça –, eles foram ao comércio e compraram roupas e outros utensílios, movimentando a economia local. É hora de dizer até logo aos irmãos. A caminhada segue com força, beleza e resistência.

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A história da humanidade contada através da maior árvore genealógica do mundo Análise quantitativa de árvores familiares em escala populacional com milhões de parentes, numa rede social de genealogia foram a base de várias árvores genealógicas. Mostram-nos que as mulheres migraram mais do que os homens e que a longevidade não depende assim tanto dos genes

E

se uma árvore genealógica gigante refletisse a história da humanidade? Foi isso que cientistas dos Estados Unidos e de Israel quiseram fazer. Usaram os dados de 86 milhões de perfis públicos de uma rede social de genealogia. Depois, construíram várias árvores genealógicas com esses dados: a maior é composta por 13 milhões de pessoas, sobretudo da América do Norte e da Europa, e atravessa 11 gerações. Essas árvores genealógicas apresentadas recentemente e na Science, dão-nos uma nova visão do casamento, das migrações e da longevidade no mundo ocidental nos últimos 500 anos. Os 86 milhões de perfis públicos usados neste trabalho pertencem ao siteGeni.com. Aqui os utilizadores criam um perfil individual e vão atualizando a sua árvore genealógica. “O website analisa automaticamente os perfis para detectar semelhanças e oferece a opção de combinar os perfis quando uma correspondência é detectada”, lê-se no artigo científico. O grande objetivo é construir uma árvore genealógica mundial online. Este site pertence à plataforma de genealogia MyHeritage, onde também se reconstituem as histórias familiares. O bioinformático Tal Shor, dessa empresa, é um dos autores deste trabalho na Science. Para construir as árvores genealógicas, a equipa de cientistas coordenada por Yaniv Erlich, do Centro do Genoma de Nova Iorque (Estados Unidos) e também da MyHeritage, usou informação demográfica de elevada qualidade, como datas de nascimento e de morte. “Os dados refletiam acontecimentos históricos e tendências, como taxas elevadas de mortalidade em alturas de guerra, como na Guerra Civil Americana e na Primeira e Segunda Guerra Mundial, assim como uma redução na mortalidade infantil durante o século XX”, refere-se no artigo. Também obtiveram localizações geográficas dos perfis. 20

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A árvore genealógica Crowdsourced produz novos insights sobre a humanidade. Em verde 6.000 indivíduos de sete gerações, em vermelho os seus casamentos. Os pesquisadores encontraram uma grande árvore de 13 milhões de pessoas com uma média de 11 gerações, além de outras famílias menores

Percebeu-se que a maioria desses perfis pertencia ao mundo ocidental: 55% da Europa e 30% da América do Norte. Para evitar enviesamentos nos resultados, os cientistas fizeram comparações com outras bases de dados, estudos genéticos

tradicionais ou analisaram cerca de 80 mil certidões de óbito entre 1985 e 2010 do Departamento de Saúde do Vermont (EUA). Esses registos tinham informações como o nível de escolaridade, o local de nascimento e a causa de morte dos indivíduos. www.paramais.com.br

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Depois de baixar 86 milhões de perfis públicos na Geni.com, os pesquisadores usaram gráficos matemáticos para limpar e organizar os dados em árvores genealógicas. Há 70.000 parentes mostrados na árvore genealógica acima (0,5 por cento), conectados através do casamento (em vermelho) e antepassados compartilhados

“Havia certidões de óbito para cerca de mil indivíduos que estavam no Geni.com”, lê-se no artigo. Fizeram-se então várias comparações entre os dados no site e as certidões de óbito e concluiu-se que tinham um elevado nível de concordância. Através de uma teoria matemática (teoria dos grafos), construíram-se então várias árvores genealógicas, nomeadamente uma com 13 milhões de pessoas ligadas por casamentos ou com algum grau de parentesco. Esta é já considerada a primeira árvore genealógica “tão ampla e cientificamente avaliada”, segundo Yaniv Erlich. E que conclusões se retiraram do estudo? “As principais conclusões foram: podemos recolher árvores genealógicas com elevada qualidade por contribuição coletiva do trabalho de muitos genealogistas e que os genes afetam menos a longevidade que aquilo que pensávamos antes”, diz ao PÚBLICO o cientista. O que nos dizem exatamente estas árvores genealógicas sobre a longevidade? Para ver isso, os cientistas construíram um modelo e uma base de dados com três milhões de parentes nascidos entre 1600 e 1910 e que viveram mais de 30 anos. Excluíram gémeos, indivíduos que morreram na Guerra Civil Americana, na Primeira e Segunda Guerra Mundial ou por desastre natural. Depois, compararam a duração de vida de cada pessoa com o dos seus parentes, assim como o grau de separação entre eles. Descobriu-se que os genes estão relacionados em cerca de 16% com a longevidade dos indivíduos, enquanto antes se pensava que fosse entre 15 e 30%. “Os resultados indicam que ter uns bons genes de longevidade pode estender a vida de alguém cerca de cinco anos”, diz Yaniv Erlich num comunicado sobre o trabalho. “Não é muito. Estudos anteriores mostraram que fumar tira dez anos de vida. Isto significa que algumas escolhas na vida podem importar mais do que a genética”.

Dr. Yaniv Erlich (retratado) é o autor sênior do estudo. O cientista da computação de Columbia, a maior árvore genealógica do mundo até o presente. Ele e seu pai (foto como adolescente) estão entre os 86 milhões de perfis de genealogia que Erlich e seus colegas extraíram em seu estudo www.paramais.com.br

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Registro de família a partir de 1889 Pará+

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Genes Ao analisarem uma seleção de três milhões de registros de pessoas nascidas entre 1600 e 1910, os pesquisadores chegaram à conclusão de que os genes desempenham um papel relativamente pequeno na longevidade das pessoas. Uma comparação entre famílias demonstrou que em apenas 16% dos casos os genes estariam associados a uma vida mais longa. Até então supunha-se que isso ocorresse em 30% dos casos. Em média, “genes bons” podem prolongar a vida em cinco anos. “Não é muita coisa”, disse Yaniv Erlich, coautor do estudo. “Outras pesquisas demonstram que o tabagismo pode reduzir a vida de uma pessoa em até dez anos, o que significa que as escolhas que fazemos são mais importantes do que os genes.”

Mulheres migraram mais Também se seguiram as deslocações dos indivíduos nas árvores genealógicas e concluiu-se que, nos últimos 300 anos, as mulheres na Europa e na América do Norte migraram mais do que os homens. Contudo, quando os homens se deslocaram, percorreram, em média, distâncias maiores. Quanto aos casamentos, os cientistas estimaram que antes da revolução industrial (cerca de 1750) a maioria dos norte-americanos encontrava um parceiro num raio de dez quilómetros a partir do local onde tinha nascido. Já os indivíduos nascidos depois de 1950 encontravam o seu parceiro num raio de cerca de 100 quilómetros. “Tornou-se mais difícil encontrar o amor da nossa vida”, brinca Yaniv Erlich no comunicado. Os pesquisadores conseguiram rastrear diferentes eventos de migração, como quando Colombo desembarcou nas Américas (impressão do artista) e quando os holandeses foram para a África do Sul

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O estudo também descobriu que as mulheres na Europa e na América do Norte migraram mais do que os homens nos últimos 300 anos. Eles também poderiam acompanhar quando os primeiros migrantes usaram a trilha do Oregon em busca de novas terras e oportunidades em 1836

Além disso, antes de 1850, casar com um familiar próximo era comum: em média, realizavam-se casamentos com primos em quarto grau. Houve ainda uma descoberta peculiar relativamente aos casais que nasceram entre 1800 e 1850: a distância entre as pessoas que nasceram em 1800 era de oito quilómetros, enquanto em 1850 era de 19 quilómetros. O motivo até podia ser o surgimento (e expansão) dos transportes no início da era industrial, mas esta fase coincide com um aumento da afinidade genética entre os elementos de um casal. Ou seja, apesar de distância ser maior, havia mais casamentos entre familiares próximos. Desde então houve mudanças: www.paramais.com.br

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Cientistas pesquisaram 86 milhões de perfis de um site de genealogia para descobrir uma “família” de 13 milhões de pessoas da Europa e da América do Norte. Ao analisar seus dados genéticos, eles conseguiram juntar suas migrações, casamentos e expectativa de vida

“Os nossos resultados sugerem que mudanças culturais tiveram um papel mais importante na redução recente da afinidade genética dos casais nas sociedades ocidentais [do que o desenvolvimento dos transportes]”, lê-se no artigo.

Os cientistas avisam ainda que a base de dados criada por este trabalho está disponível no site FamiLinx.org e que pode ser usada para outras investigações científicas. Já agora, e este é um aviso para

todos, se ainda não tem ou faz parte numa árvore genealógica online pode criar um perfil no Geni.com (ou noutro sitesemelhante). Talvez, um dia, venha a fazer parte de uma árvore genealógica mundial gigante.

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Telômeros, no coração dos processos de envelhecimento e multifacetados. Identificar e usar biomarcadores do envelhecimento para melhorar a saúde humana, prevenir doenças associadas à idade e prolongar a vida útil são agora facilitados pela capacidade de crescimento rápido de aquisição, armazenamento e análise de dados transversais e longitudinais de múltiplos níveis, particularmente para dados relacionados. para populações humanas em geral. Combinado com inteligência artificial e técnicas de aprendizado de máquina, painéis confiáveis de biomarcadores do envelhecimento terão um tremendo potencial para melhorar a saúde humana em sociedades envelhecidas.

Por que precisamos de biomarcadores de envelhecimento?

Marcadores biológicos, a chave do envelhecimento

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os bilhões de células que compõem o nosso corpo, o DNA está presente no núcleo como cromossomos. Nesses cromossomos, existem pequenas estruturas, chamadas telômeros, que gradualmente encurtam e cujo comprimento pode estar relacionado à idade. Os telômeros são complexos de ribonucleoproteínas presentes nas extremidades dos cromossomos. Eles correspondem a repetições em série de sequências nucleotídicas (TTAGG) que diminuem com cada replicação celular.

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Ao longo da vida, as células se multiplicam e acumulam ciclos de divisão e replicação para renovar células e tecidos danificados. Em um organismo idoso, há um encurtamento do comprimento dos telômeros. Através deste artigo, vamos nos concentrar no funcionamento desses telômeros e no impacto de seu encurtamento em todo o corpo. Indivíduos da mesma idade não podem envelhecer na mesma proporção. Os biomarcadores quantitativos do envelhecimento são ferramentas valiosas para medir a idade fisiológica, avaliar a extensão do “envelhecimento saudável” e prever potencialmente a duração da saúde e o tempo de vida de um indivíduo. Dada a natureza complexa do processo de envelhecimento, os biomarcadores do envelhecimento são multifacetados

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O envelhecimento é o declínio funcional fisiológico dependente do tempo que afeta a maioria dos organismos vivos, que é sustentado por alterações nas vias moleculares e é também o fator de risco mais profundo para muitas doenças não transmissíveis. Identificar os biomarcadores do envelhecimento, por um lado, facilitaria a diferenciação de pessoas que são da mesma idade cronológica e que, no entanto, têm taxas variantes de envelhecimento. Os biomarcadores quantitativos do envelhecimento também poderiam definir um painel de medidas para o “envelhecimento saudável” e, ainda mais, prever o tempo de vida. Por outro lado, os biomarcadores do envelhecimento também poderiam ajudar os pesquisadores a restringir seu escopo de pesquisa a uma faceta biológica específica em suas tentativas de explicar o processo biológico por trás do envelhecimento ou doenças relacionadas ao envelhecimento. Aqui, revisamos os biomarcadores fenotípicos e moleculares do envelhecimento.

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Os biomarcadores fenotípicos podem ser não invasivos, panorâmicos e fáceis de obter, enquanto os biomarcadores moleculares podem refletir alguns dos mecanismos moleculares subjacentes ao status da idade. Esta revisão é centrada em seres humanos (com ratos e nematóide em alguns casos raros).

Como o telômero funciona durante o envelhecimento

O encurtamento dos telômeros está diretamente relacionado à divisão celular. De fato, devido à incapacidade das polimerases do DNA de replicar as extremidades dos cromossomos lineares, a perda da replicação do DNA é observada em cada ciclo de replicação do DNA. Como o telômero não contém sequências de codificação, não há perda de informação genômica. Os telômeros estão, portanto, envolvidos no processo de preservar a integridade do genoma e são essenciais para o funcionamento adequado das células. No caso em que nenhum mecanismo entra em jogo para regenerar os telômeros, se o encurtamento dos telômeros ocorrer em cada ciclo de replicação celular, isso indica que a célula não pode viver indefinidamente. O limite de Hayflick é o número máximo de divisões de célula que uma célula pode sofrer. Torna possível fazer a ligação entre o comprimento do telómero e o tempo de vida da célula.

O telômero controla a entrada em senescência, uma causa do envelhecimento Quanto mais curto o telômero, maior o risco de perder informações genômicas na próxima divisão e induzir maiores disfunções celulares. Assim, em células somáticas, quando os telômeros atingem o comprimento “crítico” de Hayflick, há ativação de vias de resposta para reparar possíveis danos ao DNA.

Os biomarcadores de envelhecimento podem ser considerados em quatro níveis: fisiológico, celular, molecular e cromossômico. Biomarcadores fisiológicos incluem indicadores básicos.

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A ativação dessas vias causa a parada do ciclo celular, possivelmente levando à senescência ou apoptose da célula. Durante o processo de envelhecimento, as células acumulam múltiplas divisões mitóticas e há um risco aumentado de desenvolver anormalidades genéticas. Os telômeros ajudam a impedir o desenvolvimento dessas células no final de sua vida. Sua medida poderia, assim, fornecer informações sobre a velocidade do envelhecimento e sobre a idade biológica.

Além do envelhecimento, o telômero combate as células tumorais

As células tumorais são células somáticas que sofreram disfunções durante o seu desenvolvimento e cuja multiplicação é muito rápida. Sua proliferação causa um grande número de divisões celulares e, portanto, um encurtamento acelerado dos telômeros. Os telômeros dessas células então atingem rapidamente o limite de Hayflick e o mesmo processo descrito acima entra em ação: a parada do ciclo celular é induzida, fazendo com que a célula tumoral entre na senescência.

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NÃO VAI SER NA PORRADA. NÃO VAI SER NA GRITARIA. NÃO VAI SER NA IGNORÂNCIA. VAI SER PELO VOTO QUE VAI NASCER UM NOVO CONGRESSO. Como você já deve ter notado, o texto deste anúncio é longo. Por isso, se você é daquelas raríssimas pessoas que têm orgulho da atuação do deputado ou deputada federal que elegeram ou que só têm aplausos para a postura do senador ou senadora que escolheram, nem precisa se dar ao trabalho de ir até o fim. Pode parar por aqui. Por outro lado, se você faz parte da gigantesca maioria da população brasileira que se envergonha do atual Congresso Nacional, não deixe de ler este texto até o fim. Ele é longo porque tem o tamanho da indignação de milhões de brasileiros. Indignação com a produção quase que diária de escândalos e negociatas de congressistas que, por definição, deveriam estar produzindo outra coisa: leis que tornem o Brasil socialmente mais justo, progressivamente mais inclusivo, economicamente mais próspero e ambientalmente sustentável. O Congresso Nacional é um dos pilares básicos da democracia. Qualquer país só pode ser chamado de democrático se tem um Congresso Nacional livre, isto é, formado por representantes não impostos por governantes autoritários ou ditadores, e sim eleitos diretamente pelo voto popular. Nenhum dos atuais 513 deputados e 81 senadores foi enfiado goela abaixo de nenhum de nós. Ninguém foi obrigado a escolher esse ou aquele candidato, essa ou aquela candidata. Gostemos ou não, o atual Congresso Nacional é resultado exclusivo das nossas próprias escolhas. Essa é uma das consequências da democracia: às vezes, elegemos representantes que, infelizmente, não nos representam.

Que dizem uma coisa antes da eleição e fazem outra completamente diferente depois de assumirem seus mandatos. Mas até em seus defeitos a democracia revela sua inigualável qualidade. Somente sob o regime democrático podemos acompanhar e verificar o comportamento daqueles que elegemos. Saber se o discurso vendido na campanha eleitoral virou verdade e descobrir quem honrou nosso voto ou quem nunca mais o merece de novo. A democracia, e só ela, nos permite corrigir civilizadamente e pacificamente os equívocos que porventura nossas escolhas tenham nos trazido. Este ano teremos eleição. No dia 7 de outubro, será possível mostrar, de fato, sua indignação e renovar mais de 95% do Congresso Nacional. Seu voto pode mudar praticamente tudo. Se é importante eleger para a Presidência da República alguém comprometido com a justiça social e a democracia, é fundamental eleger para o Congresso pessoas que representem também esses valores. Somente com um Congresso digno e capaz o futuro Presidente, seja quem for, poderá realizar suas promessas eleitorais, sem ficar à mercê das mesmas barganhas e chantagens a que assistimos nos dias de hoje. Isso não pode mais acontecer. Um novo Congresso é necessário. E, mais importante, um novo Congresso é possível. A internet permite que, em segundos, se tenha acesso à história e ao passado de todos os candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado. É fácil pesquisar as entrevistas, os discursos, as posições de cada um deles. Em breve, novas ferramentas estarão disponíveis ajudando você a alinhar suas expectativas e desejos com os programas dos candidatos, garantindo uma maior assertividade na escolha de seus deputados e deputadas, senadores e senadoras. Esta é uma campanha apartidária e foi criada para que o Congresso Nacional que nascerá a partir das eleições de 2018 possa ser formado por homens e mulheres que exerçam verdadeiramente sua real e insubstituível função: a partir do povo, fiscalizar e legislar para o povo e pelo povo. A campanha “Um Novo Congresso” tem como horizonte a Constituição de 1988: um Brasil justo, igualitário, democrático e respeitoso dos Direitos Humanos; uma sociedade pacífica e solidária; uma economia voltada para a redução das desigualdades e para o atendimento das necessidades humanas, em harmonia com a natureza e a sustentabilidade.

umnovocongresso.org.br APOIO

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Cortar calorias em 15% para permanecer jovem, diz estudo Talvez não haja necessidade de uma fonte da juventude, afinal. Uma nova pesquisa sugere que o corte de calorias em 15% por dois anos pode retardar o processo metabólico que leva ao envelhecimento e proteger contra doenças relacionadas à idade Diminuição metabólica e dano oxidativo reduzido, com restrição calórica sustentada apoiam as teorias do envelhecimento da taxa de Vida e de danos oxidativos

Fotos University of Aberdeen in Scotland, Chinese Academy of Sciences in Beijing

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epois de apenas um ano com uma dieta reduzida em calorias, os participantes do estudo viram suas taxas metabólicas caírem significativamente. A taxa reduzida continuou no segundo ano e levou a uma diminuição geral no estresse oxidativo, um processo que tem sido vinculado ao diabetes, câncer, doença de Alzheimer e outras condições relacionadas à idade.

O estudo foi publicado na revista Cell Metabolism. “Reduzir a ingestão de calorias traz benefícios para a saúde de todas as pessoas, independentemente de seu estado atual de saúde”, disse Leanne M. Redman, principal autora do estudo e professora associada do Pennington Biomedical Research Center da Louisiana State University. Estudos em animais mostraram que restringir as calorias em 25% pode prolongar a vida.

Destaques dos Resultados • Restrição calórica (CR) prolonga o tempo de vida máximo na maioria das espécies • Indivíduos jovens e saudáveis atingiram 15% de CR e 9 kg de perda de peso em 2 anos • O gasto de energia (24 horas e sono) foi reduzido para além da perda de peso • O estresse oxidativo também foi reduzido, apoiando duas teorias de longa data sobre o envelhecimento A nova pesquisa sugere que o corte de calorias em 15% por dois anos pode retardar o processo metabólico que leva ao envelhecimento e proteger contra doenças relacionadas à idade. Depois de apenas um ano com uma dieta reduzida em calorias, os participantes do estudo viram suas taxas metabólicas caírem significativamente. A taxa reduzida continuou no segundo ano e levou a uma diminuição geral no estresse oxidativo, um processo que tem sido vinculado ao diabetes, câncer, doença de Alzheimer e outras condições relacionadas à idade.

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O novo estudo Calerie (Avaliação Abrangente de Efeitos a Longo Prazo da Redução da Entrada de Energia) foi concebido por Redman, seus colegas e pelo Instituto Nacional do Envelhecimento para responder a uma pergunta simples: o mesmo seria verdadeiro em humanos?

Biomarcadores envelhecidos

Durante a primeira fase, equipes de pesquisadores realizaram experimentos piloto em pequena escala para responder a uma variedade de perguntas, incluindo: que tipo de restrição calórica os participantes do estudo poderiam realmente fazer? Para isso, alguns dos estudos piloto testaram uma redução de calorias apenas de dieta. outros testaram apenas o exercício, e outros ainda testaram meia-dieta e meio exercício. Outra questão colocada pelos pesquisadores: que nível de restrição calórica teria impacto sobre os biomarcadores do envelhecimento? Os biomarcadores envelhecidos são medições biológicas simples que diferenciam pessoas que vivem mais tempo - aquelas que celebram aniversários entre 90 e 100 anos - de pessoas que vivem a expectativa de vida média, disse Redman. “Sabemos que os indivíduos de vida mais longa são capazes de manter níveis mais baixos de açúcar no sangue e níveis mais baixos de insulina e têm níveis mais baixos de temperatura corporal em comparação com pessoas que não vivem tanto quanto eles”, disse ela. Após os estudos-piloto, o Instituto Nacional do Envelhecimento comprometeu-se a financiar estudos maiores de duas séries de Calerie, em três universidades: Pennington em Baton Rouge, Washington University em St. Louis e Tufts University em Boston.Em Pennington, Redman e seus colegas se concentraram na redução de calorias em 25% apenas com a dieta. Mulheres entre 25 e 45 anos e homens entre 25 e 50 foram recrutados; cerca de metade tinha peso normal e a outra metade estava acima do peso, mas não obesa. Durante todo o estudo, os participantes comeram o que gostaram, mas também

Restrição calórica poderá travar envelhecimento

tomaram vitaminas e suplementos para garantir que suas dietas fossem “nutricionalmente adequadas”, disse Redman. Cada participante também recebeu uma escala. Em vez de calcular as calorias diárias e cortá-las em 25%, a perda de peso foi usada para estimar a redução total de calorias para cada participante ao longo do tempo. No entanto, os participantes não atingiram a redução de 25% como previsto, Redman disse: “As pessoas atingiram 15% de restrição calórica, real, ao longo dos dois anos.” Não importa. Os resultados desta menor quantidade de restrição calórica foram “bastante notáveis”, disse ela. Por exemplo, os participantes perderam uma média de cerca de 20 libras ( 9,07185 Kg), cada, até o final do primeiro ano e mantiveram essa perda durante o segundo ano. “A dieta restritiva em calorias também causou uma redução na taxa metabólica do sono em cerca de 10%”, disse Redman.

Isso permaneceu verdadeiro após um ano, quando a perda de peso atingiu o pico, e depois de dois anos, quando o peso permaneceu constante. Um metabolismo retardado significa que o corpo se tornou mais eficiente no uso de combustível - seja de alimento ou oxigênio - para obter energia. “É importante porque toda vez que geramos energia no corpo, geramos subprodutos”, disse Redman. Estes subprodutos do metabolismo normal, também chamados de radicais de oxigênio, se acumulam no corpo e ao longo do tempo causam danos às células e órgãos, explicou. E esse dano é “o que está ligado a uma expectativa de vida encurtada”, disse ela. Não só a restrição de calorias diminuiu o metabolismo dos participantes, mas menores níveis de dano oxidativo foram observados quando medidos por um composto na urina. A restrição de calorias, então, imitou alguns dos indicadores de envelhecimento saudável vistos em indivíduos de vida longa, disse Redman.

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A ingestão de poucas calorias tem sido relacionada com o prolongamento da vida

No Japão, eles guardam o segredo para uma vida longa e saudável?

Avanços O “grande avanço” com este estudo, disse o biólogo John R. Speakman, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e a Academia Chinesa de Ciências, em Pequim, é o primeiro ensaio controlado randomizado de restrição calórica em humanos. Ensaios clínicos randomizados e controlados, nos quais os participantes são divididos por acaso em grupos para comparar intervenções, são considerados mais valiosos para os cientistas do que

outros tipos de experimentos. Speakman, que não participou da pesquisa, mas atuou no conselho de segurança e monitoramento de dados do projeto Calerie, explicou que todos os estudos anteriores de restrição calórica em humanos têm sido voluntários. “Sabe-se desde a década de 1930 que a restrição calórica reduz a taxa de envelhecimento e prolonga a vida útil dos roedores”, disse Speakman. Desde então, estudos em diferentes animais mostram o mesmo padrão geral – com algumas exceções.

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A ingestão calórica reduzida não apenas preserva a saúde, mas também aumenta a longevidade

Estudo sugere que o corte de calorias pode ajudá-lo a viver mais tempo

“Por exemplo, não funciona em moscas domésticas”, disse ele. “Além disso, a literatura sobre macacos é um pouco confusa”. Por esta razão, a “grande contribuição” do novo estudo é que os participantes mostraram duas mudanças principais observadas anteriormente em roedores com restrição de calorias: baixa taxa metabólica e produção reduzida de espécies radicais de oxigênio, disse Speakman. Dito isto, o nível de restrição calórica alcançado no novo estudo foi “bastante modesto em comparação com o usado em roedores e outros animais”, disse ele. “Isso realmente mostra as dificuldades em fazer o trabalho de restrição de calorias em humanos”. No entanto, uma força da nova pesquisa é que “incluiu medições extensas das respostas individuais”. Exatamente como a restrição calórica previne o envelhecimento, Speakman disse que “é a questão do milhão de dólares”. A pesquisa apoia duas teorias de vida mais longa: a “taxa de vida” (menor metabolismo) e redução do dano oxidativo. No entanto, o estudo mostra uma correlação apenas, disse ele, “por isso não podemos inferir que essas mudanças estão causalmente ligadas à redução do envelhecimento. No entanto, é um passo para a frente para indicar que essas duas ideias não são rejeitadas pela pesquisa atual”. Indo adiante, Redman quer reunir os participantes do estudo para ver se eles estão mantendo as restrições calóricas e diminuindo as taxas metabólicas. Ela também quer estudar um grupo de pessoas desde o início de suas vidas até a morte para que ela possa ver os possíveis resultados a longo prazo da ingestão restrita de calorias.

Não é apenas a dieta, ela repetiu.

É verdade que as pessoas que veem mais nascer do sol do que a maioria de nós comem menos – e mais saudáveis – calorias do que em uma dieta ocidental, disse Redman. “Mas o importante é que eles estão vivendo mais e estão livres de doenças crônicas”.

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5 dos melhores exercícios que você pode fazer, segundo Harvard Eis as atividades mais benéficas para a saúde em curto e longo prazos de acordo com I-Min Lee, professora de Medicina de Harvard

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egundo os estudiosos de Harvard, para perder peso, aumentar a massa muscular, proteger o coração e o cérebro e fortalecer os ossos, há atividades físicas melhores do que correr ou que correr uma maratona. I-Min Lee, professora de Medicina e Epidemiologia da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), afirma que correr longas distâncias não faz bem para as articulações nem para o sistema digestivo. Sua proposta de atividades esportivas inclui outros cinco exercícios que trazem benefícios que vão desde a perda de peso até o ganho de músculos, proteção do coração e fortalecimento dos ossos. Se você não é um atleta ou um exercitador sério - e você só quer se exercitar para a sua saúde ou se encaixar melhor em suas roupas – a cena da academia pode ser intimidante. Basta ter que andar por esteiras, bicicletas estacionárias e máquinas de peso pode ser suficiente para fazer você voltar direto para casa para o sofá. No entanto, algumas das melhores atividades físicas para o seu corpo não exigem o ginásio ou pedir-lhe para entrar em forma suficiente para correr uma maratona. Estes “exercícios” podem fazer maravilhas pela sua saúde. Eles ajudarão a manter seu peso sob controle, melhorarão seu equilíbrio e amplitude de movimento, fortalecerão seus ossos, protegerão suas articulações, evitarão problemas de controle da bexiga e até mesmo evitarão a perda de memória. Não importa a sua idade ou nível de preparo físico, essas atividades podem ajudá-lo a entrar em forma e diminuir o risco de doenças:

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1. Natação

A natação pode elevar sua frequência cardíaca para melhorar a saúde do coração e proteger o cérebro do declínio relacionado à idade

Trata-se do “exercício perfeito”, segundo os autores do boletim de saúde de Harvard Healthbeat. Além de trabalhar quase todos os músculos do corpo, a natação eleva a frequência cardíaca e pode melhorar a saúde do coração e proteger o cérebro da deterioração relacionada à idade. Nadar regularmente entre 30 e 45 minutos é um exercício aeróbico que ajuda a combater a depressão, a elevar o estado de ânimo e a diminuir o estresse, entre outros benefícios. A flutuação da água sustenta seu corpo e tira a tensão das articulações doloridas para que você possa movê-las com mais fluidez. “A natação é boa para indivíduos com artrite porque tem menos peso”, explica a Dra. I-Min Lee. Embora o considere bastante completo, Ángel Merchán, diretor da empresa de treinamento pessoal Homewellness, não acredita na existência de um “treinamento perfeito baseado em apenas uma modalidade. É preciso uma abordagem incluindo diversas práticas. Os impactos e as cargas são também necessários, por exemplo, para a prevenção da osteoporose e para o estímulo dos tendões. A natação deve ser combinada com um trabalho de força –com pesos, por exemplo—e de impacto (corrida, por exemplo), adaptados para cada pessoa”.

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A pesquisa descobriu que a natação também pode melhorar seu estado mental e colocá-lo em um humor melhor. Aeróbica aquática é outra opção. Essas aulas ajudam você a queimar calorias e tonificar. é um exercício aeróbico que ajuda a combater a depressão, a elevar o estado de ânimo e a diminuir o estresse, entre outros benefícios. “Nada é bom para pessoas com atrite”, afirma Lee no boletim.

2. Tai chi

O exercício é realizado lenta e suavemente com um alto grau de foco e uma atenção especial é dada à respiração profunda

Esta arte marcial chinesa que combina movimento e relaxamento é boa para o corpo e para a mente. De fato, tem sido chamado de “meditação em movimento”. O tai chi é composto de uma série de movimentos graciosos, um dos quais se transita suavemente para o seguinte. Como as aulas são oferecidas em vários níveis, o tai chi é acessível – e valioso – para pessoas de todas as idades e níveis de aptidão física. “É particularmente bom para pessoas mais velhas porque o equilíbrio é um componente importante do condicionamento físico, e o equilíbrio é algo que perdemos à medida que envelhecemos”, diz Lee. Previne o surgimento de dores lombares e problemas na coluna vertebral. A prendemos a respirar e a canalizar nossa energia. Melhora o sono e relaxa física e mentalmente. Qualquer um pode realizá-lo, pois ele não provoca nenhum tipo de impacto. Eu o recomendaria sobretudo a partir dos 50 anos”. Faça uma aula para ajudar você a começar e aprenda a forma correta.

3. Treinamento de força Esse treinamento envolve o uso de peso para criar resistência contra a força da gravidade. Esse peso pode ser seu próprio corpo, pesos livres como halteres ou halteres, elásticos ou punhos de tornozelo ponderados

Se você acredita que o treinamento de força é uma atividade masculina e vigorosa, pense novamente. Levantar pesos leves não aumentará seus músculos, mas os manterá fortes. “Se você não usa músculos, eles vão perder a força ao longo do tempo”, diz Lee. O músculo também ajuda a queimar calorias. “Quanto mais músculo você tem, mais calorias você queima, por isso é mais fácil manter seu peso”, diz a Dra. Lee. Semelhante a outro exercício, o treinamento de força também pode ajudar a preservar a função cerebral em anos posteriores. Antes de iniciar um programa de treinamento com pesos, certifique-se de aprender o formulário adequado. Comece a luz, com apenas um ou dois quilos. Você deve ser capaz de levantar os pesos 10 vezes com facilidade. Depois de algumas semanas, aumente isso por uma libra ou duas. Se você puder levantar facilmente os pesos em toda a amplitude de movimento mais de 12 vezes, suba para um peso ligeiramente maior. Trata-se de um exercício “fundamental em qualquer tipo de treinamento. Melhora a força muscular, previne lesões, ativa o metabolismo. Todo mundo pode e deve fazê-lo, obviamente de forma adaptada caso a caso: na terceira idade, ele ajuda no combate a vários problemas comuns, como dores nas costas e nos joelhos, osteoporose e sobrepeso”. “É essencial para manter o peso que se perdeu. Protege ossos e músculos, melhora a mecânica do corpo e nos torna mais conscientes de cada movimento. Aumenta os níveis de energia e melhora o estado de ânimo”.

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Esse treinamento envolve o uso de peso para criar resistência contra a força da gravidade. Esse peso pode ser seu próprio corpo, pesos livres como halteres ou halteres, elásticos ou punhos de tornozelo ponderados

4. Caminhar Caminhar é simples, mas poderoso. Pode ajudá-lo a manter-se em bom estado, melhorar os níveis de colesterol, fortalecer os ossos, manter a pressão arterial sob controle, elevar seu humor e diminuir o risco de várias doenças (diabetes e doenças cardíacas, por exemplo). Diversos estudos demonstraram que a caminhada e outras atividades físicas podem até melhorar a memória e resistir à perda de memória relacionada à idade. Tudo o que você precisa é de um par de sapatos bem ajustado e de suporte. Comece andando por cerca de 10 a 15 minutos de cada vez. Com o tempo, você pode começar a andar mais e mais rápido, até que esteja caminhando por 30 a 60 minutos na maioria dos dias da semana. Mesmo em um ritmo moderado ou vagaroso - pode trazer benefícios para o cérebro e para o corpo. Um estudo recente descobriu que em adultos com idades entre 60 e 88 anos, pareceu fortalecer a conectividade em uma região do cérebro onde conexões enfraquecidas foram associadas à perda de memória. ”É uma atividade que melhora o sistema cardiovascular, pode ajudar a fortalecer a parte inferior do corpo nas pessoas mais velhas e naquelas que têm pouca condição física”. “Diminui os níveis de colesterol, é essencial para diabéticos, reforça o sistema imunológico, melhora a circulação e oxigena o corpo”.

5. Exercícios de Kegel

Ajudam a fortalecer um grupo de músculos comumente chamado de “assoalho pélvico”, incluem o útero, a bexiga, o intestino delgado e o reto. Para evitar acidentes embaraçosos

Esses exercícios não vão ajudá-lo a parecer melhor, mas fazem algo igualmente importante – fortalecer os músculos do assoalho pélvico que sustentam a bexiga. Os músculos fortes do assoalho pélvico podem percorrer um longo caminho para prevenir a incontinência. Enquanto muitas mulheres estão familiarizadas com Kegel, esses exercícios também podem beneficiar os homens. Para fazer um exercício de Kegel corretamente: contrair os músculos que você usa para segurar o xixi ou um pum, dizem os pesquisadores de Harvard. Eles recomendam segurar a contração por dois a três segundos, soltando e repetindo 10 vezes. Certifique-se de relaxar completamente os músculos do assoalho pélvico após a contração. Repita 10 vezes. Tente fazer quatro a cinco séries por dia. Muitas das coisas que fazemos por diversão (e trabalho) contam como exercício. Ajuntando o quintal conta como atividade física. O mesmo acontece com a dança de salão e brincando com seus filhos ou netos. Desde que você faça alguma forma de exercício aeróbico por pelo menos 30 minutos por dia, e inclua dois dias de treinamento de força por semana, pode se considerar uma pessoa “ativa”.

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I-Min Lee, e seus colegas reuniram dados de seis grandes estudos que incluíram informações sobre atividades de lazer e índice de massa corporal de mais de 650.000 pessoas com mais de 40 anos, cada uma das quais acompanhada por uma média de 10 anos. A análise dos pesquisadores revelou que os indivíduos que completaram o equivalente a 75 minutos de caminhada a cada semana cerca de 11 minutos por dia - viveram 1,8 anos a mais do que aqueles que não se exercitaram. Aqueles que obtiveram o mínimo recomendado pelo governo federal de 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana - 22 minutos todos os dias, ou 30 minutos por dia, cinco dias por semana - ganharam 3,4 anos. Lee ficou um tanto surpresa que mesmo pequenas quantidades de movimento fizessem tal diferença. “O que descobrimos é realmente encorajador”, diz ela. “Se você fizer um pouco, você terá um bom ganho em anos.” Essa é uma notícia promissora, já que mais da metade de todos os americanos não atende a essas diretrizes federais de atividade física. “É muito difícil para alguém que nunca faz atividades físicas pensar em 150 minutos por semana”, diz Lee. “Esta pesquisa sugere que enquanto 150 minutos são um alvo, podemos pedir às pessoas que comecem devagar e subam. Fazer algo é melhor do que não fazer nada. ”Quanto mais as pessoas se exercitavam, mais anos eles ganhavam, Lee diz, embora os benefícios comecem a chegar a 43 minutos de caminhada rápida por dia. Os ganhos aplicados a pessoas de todos os níveis de peso, mesmo aqueles que eram obesos, “sugerem que, mesmo que você não perca peso, está melhor do que estava quando não estava se exercitando”, diz Lee. Ainda assim, as pessoas com peso normal que completaram os 150 minutos recomendados de exercício de intensidade moderada a cada semana se saíram melhor, vivendo mais de sete anos a mais do que aquelas que não se exercitaram e tiveram o maior índice de massa corporal. Os pesquisadores usaram a caminhada rápida como exemplo, porque é a forma mais comumente relatada de exercício, mas qualquer atividade de intensidade moderada serve: trabalho no quintal, passeio de bicicleta, brincadeira com crianças. O único requisito, Lee diz, é elevar a frequência cardíaca a ponto de você poder continuar uma conversa, mas “você não pode cantar porque não tem fôlego suficiente”. Ela acrescenta que as pessoas que se envolviam em exercícios mais vigorosos, digamos correr ou jogar squash, experimentou os mesmos ganhos que os moderados, mas em cerca de metade do tempo a cada semana. (A recomendação geral para exercícios vigorosos é de 75 minutos por semana). A maioria das pessoas reconhece que deve se exercitar, mas Lee acredita que é hora de promover a inatividade como um risco para a saúde semelhante ao tabagismo, agora universalmente aceito como uma escolha perigosa. “Recentemente, terminamos um estudo que sugere que o número de vidas perdidas por estar inativo é tão grande quanto as vidas perdidas pelo fumo”, diz ela. www.paramais.com.br

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