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Sumário Ano. 19 - julho / 2012 - Nº 212

AES Brasil A 16ª Convenção e o 10º Congresso da AES Brasil aconteceu pela primeira vez no Expo Center Norte e reuniu o maior número de palestrantes estrangeiros.

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Do folk-rock de Roy Rogers, que fechou a noite da décima edição do Rio das Ostras Jazz&Blues Festival, às esperadas apresentações das atrações inéditas, como David Sanborn, o evento eleito pela DownBeat como um dos melhores do gênero no mundo também trouxe novidades, como a experiência com o sistema de multicabo digital, que deve ser usado no próximo ano no palco principal. Confira também a cobertura da 16ª Convenção da AES Brasil, que este ano aconteceu no Expo Center Norte, e uma entrevista exclusiva com o saxofonista Mauro Senise, que completa 40 anos de carreira.

Danielli Marinho Coordenadora de redação

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NESTA EDIÇÃO 18

Vitrine O mercado ganha uma nova interface de gravação da MAudio, a Fast Track C400. E a CSR apresenta um teclado Eletrônico Digital, o K2000T.

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Rápidas e rasteiras

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Em evento no Hard Rock Cafe, em Belo Horizonte, Oneal apresenta novo line array, ideal para sonorização de igrejas.

104 Máquina de fazer som Foi no show do cantor mais famoso do Brasil do momento, na cidade fluminense de Silva Jardim, que a Cocobongo estreiou o novo line array da Machine.

Dois concursos culturais estão com inscrições abertas e outras notícias do mercado.

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Play-rec O Falamansa, um dos maiores nomes do forró, lança novo álbum em CD e LP e faz homenagem a Luiz Gonzaga.

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Gustavo Victorino Traz as notícias mais quentes dos bastidores do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

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Gramophone Um disco polêmico, lançado no auge da ditadura no Brasil, Contrastes, de Jards Macalé, completa 35 anos.

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Mauro Senise O saxofonista, que se apresentou no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, completa 40 anos, reúne amigos e grava novo trabalho, Afetivo, em apenas uma semana.

Novo Line em BH

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Viradão cultural Vinte e quatro horas de atrações culturais na capital paulista teve sonorização com sistema da JBL, da Vento Norte.

126 Som nas Igrejas Projeto do engenheiro de áudio Carlos Pedruzzi, a igreja Comunidade Cristã de Renovação Espiritual, de Nova Friburgo, adotou sistema de áudio da DB Tecnologia.

136 Vida de artista Músicos de rua existem em toda parte do mundo, mas aqueles das grandes cidades, figuras únicas no meio de milhares, é que tocam profundamente.


LFW ganha iluminação intimista Uma iluminação precisa, assinada pelo lighting designer Lec Croft, deu um ar mais intimista aos defiles durante a London Fashion Week (LFW), em Londres.

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CADERNO TECNOLOGIA

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Modulação de parâmetros

Dicas de como modular os parâmetros no ES1 facilitam a vida dos usuários do Logic.

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Cubase As características da versão real ou virtual é que vai direcionar qual o mais indicado para cada usuário.

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Sibelius Semelhanças e diferenças entre o Sibelius e o Score Editor do Pro Tools.

82 Produção Musical No terceiro capítulo da série O Tamanho do seu estúdio, os tipos de microfones mais indicados para estúdios de médio porte.

86 Home Studio Qual a melhor maneira de se captar cada som durante a gravação de vozes e instrumentos acústicos ou elétricos?

Expediente Diretor Nelson Cardoso nelson@backstage.com.br Gerente administrativa Stella Walliter stella@backstage.com.br Financeiro Lucimara Silva Rodrigues adm@backstage.com.br Coordenadora de redação Danielli Marinho redacao@backstage.com.br Revisão Heloisa Brum Revisão Técnica José Anselmo (Paulista) Tradução Fernando Castro Colunistas Cristiano Moura, Elcio Cáfaro, Gustavo Victorino, Jorge Pescara, Jamile Tormann, Julio Hammerschlag, Luciano Freitas, Luiz Carlos Sá, Marcello Dalla, Nilton Valle, Ricardo Mendes, Sergio Izecksohn e Vera Medina Colaboraram nesta edição Alexandre Coelho, Luiz Urjais e Victor Bello Edição de Arte / Diagramação Leandro J. Nazário arte@backstage.com.br Projeto Gráfico / Capa Leandro J. Nazário Foto: Ernani Matos / Divulgação Publicidade: Hélder Brito da Silva PABX: (21) 3627-7945 publicidade@backstage.com.br Internet webmaster@backstage.com.br Assinaturas Maristella Alves PABX: (21) 3627-7945 assinaturas@backstage.com.br Circulação Adilson Santiago, Ernani Matos ernani@backstage.com.br Crítica broncalivre@backstage.com.br Backstage é uma publicação da editora H.Sheldon Serviços de Marketing Ltda. Rua Iriquitiá, 392 - Taquara - Jacarepaguá Rio de Janeiro -RJ - CEP: 22730-150 Tel./fax:(21) 3627-7945 / 2440-4549 CNPJ. 29.418.852/0001-85 Distribuição exclusiva para todo o Brasil pela Fernando Chinaglia Distribuidora S.A. Rua Dr. Kenkiti Shimomoto, 1678 - Sl. A Jardim Belmonte - Osasco - SP Cep. 06045-390 - Tel.: (11) 3789-1628 Disk-banca: A Distribuidora Fernando Chinaglia atenderá aos pedidos de números atrasados enquanto houver estoque, através do seu jornaleiro. Os artigos e matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. É permitida a reprodução desde que seja citada a fonte e que nos seja enviada cópia do material. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios veiculados.


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CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br

CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br

Vivemos em um mundo

que pertence aos nossos filhos e netos

o exato momento em que escrevo (quinta-feira, 21 de junho de 2012), está acontecendo a cerca de 10 quilômetros de distância da sede da empresa a Rio +20. O grande evento em que todos querem salvar o planeta. Desde os anos 70 que tenho certa queda pela natureza e a sua preservação e, mesmo não sendo militante, nem ligado à “organização”, sempre procurei me informar sobre o assunto pautando a minha vida nas melhores maneiras possíveis para evitar a degradação ambiental, pois sempre acreditei que as melhores práticas ecologicamente corretas advêm de uma cultura e caráter que prioriza o coletivo no lugar do individualismo. A formação intelectual e moral de um povo inibe a degradação do planeta ou a promove; dependendo do estágio e da ganância em que se encontra essa sociedade. Nestes 40 anos de consciência pude observar que foram vários os “vilões” do planeta, começando com a poluição industrial e indo até a causada pela miséria de determinados povos. Todos têm uma certa razão e fazem parte do problema e da solução. Mas eleger uma única causa dos males do planeta é da mais pura ingenuidade. Continuo crendo que a procura por soluções coerentes e sustentáveis, consequência das negociações das forças atuantes (econômica, social e ecológica), seja o caminho mais viável para diminuir ou até parar a sangria planetária. Enquanto isso, esta revista e a sua equipe tenta fazer a sua parte na sustentabilidade do nosso negócio neste planeta, mantendo cerca de 70% da área da sede da editora sem edificações ou cimentadas. No local há cerca de 10 árvores frutíferas e um pau-brasil, gramados, plantas e flores. Temos um projeto de redução de impressão de papel que já diminui pela metade os gastos com papel de escritório. Passamos a usar copos de vidro, no lugar dos de plástico e descartáveis. Na última reforma, aumentamos os vidros e vitrais nas janelas e mudamos todas as lâmpadas pelas eletrônicas. Mantemos uma atenção constante no uso consciente da energia elétrica e, principalmente, nos ar-condicionados. Mas o nosso principal projeto começou há dois anos, quando resolvemos usar somente papel com certificação FSC – que significa ser proveniente de reflorestamento e de área sustentável – para imprimir as edições da Backstage. Hoje somos a primeira e única revista do nosso segmento a ter o selo. Caro leitor, tudo que é correto custa mais. Mas vale a pena.

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Boa leitura, porque ler esta revista não causa dano ao planeta. Nelson Cardoso

siga: twitter.com/BackstageBr


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AUDIO PRECISION www.ap.com/br A Audio Precision traz ao mercado brasileiro o APx585, um analisador de áudio multicanal, com oito entradas e saídas analógicas simultâneas. É ideal para projetar e testar dispositivos de consumo, tais como receptores de home theater ou dispositivos profissionais como mesas de mixagem. Ele é próprio para aplicações multicanais e proporciona facilidade e rapidez em sua utilização.

BOSE www.disac.com.br/bose/ Os fones de ouvido QuietComfort 15 da Bose possuem um cancelamento de ruído surpreendente, o que proporciona uma experiência sonora mais agradável tanto para assistir filmes quanto ao escutar músicas. Ele possui o controle in-line (no fio) com microfone e permite gerenciar o volume, a seleção de faixas de música e os aplicativos de chamada de produtos selecionados Apple.

SANTO ANGELO www.santoangelo.com.br O afinador cromático para guitarra e baixo AT200B divulgado pela Santo Angelo é compacto e eficiente. Através do clipe o modelo AT 200B capta a frequência de vibração das cordas e o display apresenta duas cores. Apresenta outras características como: Painel Digital com indicação colorida de Afinação (Verde = No Tom / Vermelho = Fora do Tom) e afinação através de vibração quando fixado ao instrumento.

LEACS www.leacs.com.br A Leacs lançou o Power Mix 480 Amplificado de 12V c/ USB. O equipamento é recomendado para veículos/ caminhões que possuem equipamento para propaganda volante com todos os recursos que possibilitam uma excelente qualidade em todas as frequências e ainda conta com sistema USB com controle remoto.


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BEHRINGER www.proshows.com.br/marcas/behringer A tecnologia wireless é uma grande facilitadora para o mundo da música. A diminuição de fios no estúdio, por exemplo, é uma grande ajuda para músicos e produtores. A Behringer, distribuída pela Proshows no Brasil, também investiu nessa tecnologia e lançou o microfone ULM 100 USB. O produto oferece várias vantagens e funciona muito bem em estúdio ou ao vivo.

M-AUDIO www.quanta.com.br/web/quanta-music A interface de gravação campeã de vendas da M-Audio, a Fast Track, estabeleceu um padrão em qualidade e uso. Agora, a interface de áudio Fast Track C400 torna mais simples do que nunca transformar suas ideias em música profissional de qualidade. Ela captura performances incríveis usando os efeitos de reverb e delays nativos.

YAMAHA 20

www.br.yamaha.com Este modelo DTX 950K está completamente equipado com os pads para bateria eletrônica DTX-PAD que a Yamaha desenhou especialmente para os aficcionados desse instrumento. Apresenta ainda a HEX RACK, uma armação genuína produzida por um fabricante especializado de hardware para baterias.

BOSS www.roland.com.br/boss/produtos/530 A nova ME-70 da Roland é uma unidade multiefeitos tão prática quanto um pedal compacto. Os knobs de acesso instantâneo e a seção de amplificadores originados da poderosa GT-10 tornam a construção de timbres muito rápida. A ME-70 amplia os horizontes do conceito de “fácil criação de timbres” a um novo patamar.


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JBL STRINBERG www.sonotec.com.br Seguindo uma tendência de mercado, a Strinberg traz ao Brasil, por meio da Sonotec Music & Sound, a guitarra modelo EGS217T, que é uma strato assim como o modelo EGS216, porém com afinador cromático embutido. Esse modelo estará disponível a principio nas cores preta, vinho e sumburst.

www.jbl.com/pt-br A Harman disponibiliza novamente no Brasil a linha de woofers JBL. Os alto-falantes JBL 2206H (12 polegadas), 2226H (15 polegadas) e 2241H (18 polegadas) possuem sensibilidade, potência e a mais alta fidelidade na reprodução de frequências baixas e médias. Os woofers JBL contam com tecnologia patenteada de ventilação do GAP dos alto-falantes (Vented Gap Cooling Technology), o que agrega aos produtos saturação do conjunto magnético e densidade de fluxo, resultando em diminuição do peso total dos falantes e redução expressiva da distorção harmônica.

WALDORF AND ROLF WÖHRMANN www.waldorfmusic.de A marca alemã Waldorf and Rolf Wöhrmann criou um sintetizador para iPad, pensando no conceito de mobilidade que acompanha cada vez mais os músicos e produtores. O produto conta com a tecnologia wavetables, que oferece uma gama de sons e possibilidades de produção. O dispositivo suporta vários tipos de hardwares, como interfaces MIDI e Core MIDI. Além de ser compatível com outras interfaces da IK multimedia, iConnectMIDI Movilizer II, ioDock e outros.

AUDIO PRECISION www.ap.com/br A Audio Precision também apresentou no Brasil o analisador de áudio APX525. O equipamento possui recursos que complementam o outro analisador da marca, o SYS2722. Ele possui um software fácil de usar, fácil de automatizar para criar rotinas de testes pré-definidas, possui interfaces analógicas, digitais, ópticas, HDMI, Bluetooth, PDM, FFT de 1MHz, etc. Ótimo para testar todos os tipos de equipamentos de estúdio, inclusive com recursos de gate, simulando uma câmara anecóica.


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www.quanta.com.br/web/quanta-music O Avalon VT-737SP apresenta uma combinação de pré-amplificadores valvulados (mic, linha e instrumento), compressores ópticos, equalizador de varredura, nível de saída e VU meter em apenas 2 espaços de rack. Ainda possui hi-pass filter variável e comutador de reversão de fase nos três canais. O compressor óptico possui total controle dinâmico, desde a compressão mais leve até o limiter, pelos controles de threshold, ratio, attack e release, tudo isso visualizado por um grande meter do tipo VU.

VINTAGE www.habro.com.br/vintage A Vintage lançou o violão eletroacústico Vintage VE900MH SweetWater Grand Auditorium, que possui, dentre outras características, tampo em mahogany, braço em mahogany, escala em rosewood, 20 trastes, marcação Pearloid Dot, preamp Fishman Isys+, captação Fishman Sonicore.

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AVALON

YAMAHA www.br.yamaha.com O Tyros4 da Yamaha apresenta recursos como 128 notas de polifonia, Gerador de Som AEM (Articulation Element Modeling) com novas Voices Super Articulation2! de altíssima qualidade. O painel intuitivo do Tyros4 oferece controles em tempo real como 9 sliders no painel para controle de funções e dois switches ART para controle das Super Articulation Voices. Os 500 Styles internos fazem uso da renomada tecnologia Mega Voice juntamente com o formato SFF GE.

CSR www.csr.com.br A CSR lançou no mercado brasileiro o Teclado Eletrônico Digital K2000T. O equipamento possui excelentes características dentre as quais podemos destacar as 61 teclas, display LED, 100 timbres/100 ritmos e 12 músicas “demo”.


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www.telem.com.br A TELEM lançou com exclusividade no Brasil o PRG Foton, da linha TruColor, que representa a junção de preço acessível e tecnologia de ponta. Leve e versátil, o equipamento elimina o espectro descontínuo, condição comum em luminárias de LED. Tem saída de 1.000 lúmens, consumindo menos de 30 Watts, além de ser à prova d’água.

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PRG

ROBE www.robe.cz/products/article/robin-dlx-spot Os Robin DLX Spot usam um excepcional sistema de fonte de luz RGBW LED, conferindo uma saída de cores mais luminosas do que em uma descarga de 575/700 Watts por unidade, mas com uma média de consumo de potência bastante ecológica, de apenas 250 Watts. O sistema óptico produz uma luminosidade bastante suave, de alta qualidade e cores bonitas e sem sombras, além de utilizar um zoom versátil de 10-45 graus.

AVOLITES www.proshows.com.br Toda a tecnologia da mesa controladora de luz da Avolites (Tiger Touch) em uma versão extremamente compacta e portátil. Este console é prático, leve e muito fácil de usar, o que o torna ideal até mesmo para os iluminadores mais exigentes, pois conta com toda tecnologia necessária para a programação e realização de qualquer espetáculo.

PROLED www.proshows.com.br Lançado no Brasil, o painel de LED PH-5.08mm Black da PROLED já esteve presente em diversos eventos de expressão nacional e internacional no nosso país. Através da empresa Crialed, o PH-5.08mm Black foi a atração principal de eventos de Réveillon e Natal em SP, MG e RJ principalmente. Um outro grande evento que contou com o painel da PROLED no cenário principal foi o “Monange Dream Fashion Tour”, um mega evento patrocinado pela Monange e promovido pela Rede Globo, que aconteceu em diversas capitais brasileiras ao longo de 2011.


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Empresa firma parceria com Quanta Music para distribuição de linha MI Como parte do plano de crescimento da marca no Brasil, a Sennheiser, líder mundial em soluções eletroacústicas e de áudio, firmou parceria com a Quanta Music para distribuição de sua linha voltada às lojas de instrumentos musicais de todo o Brasil. O anúncio foi feito por Alexander Schek, novo vice-presidente de vendas da Sennheiser para a América Latina, durante a AES Brasil 2012. “O Brasil é nosso

principal foco na América Latina e o mercado de MI é um ponto chave na nossa estratégia para o País. Com a Quanta, nós combinamos a grande penetração da Equipo com a expertise no mercado premium, além de serviços e o excelente suporte técnico da Quanta. Isto está 100% alinhado com nosso modelo de negócio e planejamento de longo prazo para o Brasil”, explica Schek. Com a mudança, a Quanta Music junta esforços com a Equipo, dis-

ROBERTO MEDINA E EIKE BATISTA...

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Sennheiser anuncia mudanças no Brasil

...levam Rock in Rio para outros continentes Os empresários Roberto Medina e Eike Batista firmaram uma sociedade com o objetivo de expandir a marca Rock in Rio para ou-

tros continentes. Roberto Medina vendeu 50% da empresa Rock World S.A, detentora da marca Rock in Rio, para a IMX Live, braço da IMX, holding de esportes e entretenimento dos Grupos EBX e IMG Worldwide. A previsão é que para os próximos cinco anos sejam investidos U$350 milhões na marca Rock in Rio, em todo o mundo. Roberto Medina permanece com a gestão dos festivais, assumindo a função de chairman e diretor-presidente da nova empresa, e a IMX Live atuará na estruturação financeira. A parceria tem início imediato, já para as edições deste ano na Europa, que acontecem em Lisboa (maio e junho) e Madrid (junho e julho). O Rock in Rio retorna para o Brasil em setembro de 2013, seguindo para a Argentina em outubro do mesmo ano.

tribuidor da marca desde 2007 para este mercado de lojistas. A Quanta é parceira da Sennheiser no mercado de Pro Áudio desde 2008, atingindo não somente estúdios de gravação, mas também empresas de “Live PAs”, locadoras de áudio e artistas, diretamente. A distribuidora também trabalha com os produtos Neumann, marca premium de microfones de estúdio que pertence à Sennheiser.

NOVA LOJA HOLLYWOOD STORE A partir de 11 de junho, a Hollywood Store muda de endereço em São Paulo e passa a atender na Vila Leopoldina, próximo aos estúdios Quanta. O novo endereço é Mergenthaler 1.000 e os telefones: (11) 3819-0039 ou (11) 3819-0387.

ENQUETE Você costuma assistir aos workshops, seminário e palestras de áudio e de iluminação?

Apenas quando tenho tempo. (37,50 %) Apenas os gratuitos. (37,50 %) Prefiro frequentar cursos. (12,50 %) Depende de quem vai ministrar no evento. (12,50 %)


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JANDS VISTA EM STUTTGART Uma console Jands Vista T2 comanda o sistema principal de iluminação do Friedrichsbau Varieté, em Stuttgart, um dos mais populares palcos de shows da Alemanha. O local, que foi reinaugurado em 1994 no seu lugar original, depois de ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial, abriga todos os anos importantes produções e artistas. A mesa controla mais de 156 canais, além de um número considerável de luzes, incluindo Coemar Infinity Spot e Washes. Além da console, a equipe conta também com um Arkaos DMX 3.6 media server, que é acoplada à mesa, junto com um Extron ISS 506 video switcher.

Yamaha Play Now no Tatuapé

Entre os dias 17 e 20 de maio, aconteceu o Yamaha Play Now, na praça de eventos do Shopping Boulevard Tatuapé. O projeto, da Yamaha, teve o objetivo de expor diversos instrumentos musicais e ofereceu ao público a oportunidade de aliar entretenimento e experimentação. A ação buscou estimular os visitantes a conhecer e testar os instrumentos musicais,

cerca de 40, à disposição dos frequentadores do shopping, incluindo teclados, baterias digitais, sintetizadores e instrumentos de cordas e sopro. O evento contou ainda com pocket show dos músicos Rafael Bittencourt (guitarrista, compositor e fundador da banda Angra) e Tuco Marcondes (guitarrista, multi-instrumentista e membro da banda de Zeca Baleiro).

QUALIDADE DA ENERGIA ELÉTRICA Acompanhar a qualidade da energia elétrica produzida, problemas, necessidades, deficiências, causas e efeitos na distribuição e soluções técnicas de gestão. Estas serão as atividades da Subcomissão Permanente para o Acompanhamento das Atividades do Sistema Eletrobrás Distribuidora. Presidida pela se-

nadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), no primeiro momento, a Subcomissão tem como finalidade o debate de questões referentes às gestões das empresas que compõem a holding Eletrobrás e, mais precisamente, as atividades da Eletrobrás Distribuição nos estados do Acre, Alagoas, Piauí, Amazonas, Rondônia e Roraima.

SARAU REÚNE ARTISTAS NA BA João Américo, proprietário da JA Sonorização, empresa de locação de som da Bahia, reuniu a nata musical, entre artistas consagrados e da nova geração, para um sarau. Nomes como Marilda Santana, que aparece como repórter, Maurício Peixoto, Carlos Eládio, Alexandre Leão, Silvia Leão, Diego Vasconcelos, Cacau do Pandeiro, Tom Tavares, entre outros, marcaram presença no encontro. Assista ao vídeo: http://redeglobo.globo.com/ba/redebahia/ aprovado/videos/t/edicoes/v/ conheca-o-sarau-de-joaoamerico-que-conta-com-artistas-consagrados-e-da-novageracao/1935961/

Série K da Powersoft no Texas Os amplificadores Powersoft K2 e K3 foram os escolhidos para gerenciar, em abril, o sistema de PA do festival anual de rock EdgeFest, no FC Dallas Stadium, em Frisco, no Texas. O palco principal contou com um total de 52 EAW KF740, além de caixas adicionais KF730 para o front fill. Para os subs, foram usados 40 EAW SB1000z, sendo 20 por lado.

TECLADO ESPECIAL PARA MÚSICOS DE RUA Um teclado especial para músicos que tocam nas ruas. Essa é a ideia do Carbon 49, da marca Samson. O produto se parece com um controlador MIDI USB comum, mas reserva algumas surpresas, como entrada especial para iPad, 49 teclas com sensor de velocidade e botões de modulações e efeitos. O instrumento ainda vem acompanhado do programa Native Instrument’s Komplete Elements, que gerencia os efeitos e as produções criadas no iPad.

FOTO MAL EXPLICADA Na matéria, Som e Timbre Padrão, edição 210, página 151, na legenda da foto onde se lê, “Console Yamaha LS9 e prés dbx e Numark”, na verdade o que vemos na foto de baixo são dois gerenciadores de sistema dbx driverack PA, um media player MP103 da Numark e um gerenciador de AC da Pentacústica.


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Barretos 2012

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Digitech promove

já tem data para acontecer Marcado para acontecer entre os dias 16 e 26 de agosto, a edição de 2012 da Festa do Peão de Barretos vai reunir shows sertanejos, MPB, pagode e gospel. A organização do evento, no entanto, confirma a prevalência do gênero sertanejo e já confirmou as presenças de Daniel e Luan Santana, que se apresentam juntos para um show beneficente em prol do Hospital do Câncer de Barretos. Também sobem ao palco principal as duplas Edson & Hudson, João Neto &

NATURA MUSICAL AMPLIA PRAZO DE INSCRIÇÕES O prazo para as inscrições no Natura Musical, que incentiva projetos de cultura ligados à música

Frederico, Marcos & Belutti, João Lucas & Marcelo, Kleo Dibah & Rafael, Munhoz & Mariano, além de Chitãozinho & Xororó. Outra novidade divulgada pela produção do evento foi sobre o 20º Barretos International Rodeo. O torneio que se tornou referência no mundo revelando os maiores talentos do Brasil, sediará um mundial entre estados do Brasil, Estados Unidos, Canadá e México.

brasileira, foi prorrogado até 15 de julho. Com isso, os interessados ganharam mais 50 dias para apresentar propostas. Para participar da seleção, os interessados devem acessar o site institucional http://www.natura.net/patrocinio ou o portal http:// www.naturamusical.com.br - que disponibilizam o Regulamento do Edital Nacional na íntegra - e preencher todo o formulário eletrônico.

workshop para guitarristas CONCURSO CULTURAL DARÁ PEDAL BAD MONKEY

Porto Alegre foi palco de um workshop gratuito para guitarristas no dia 16 de maio, na Casa de Cultura Mário Quintana. O evento foi promovido pela Digitech e contou com a participação do músico e consultor técnico da marca Richard Powell. Além de interagir com Richard com perguntas e pedidos específicos de demonstração, os par-

ticipantes puderam assistir a um pocket show do músico e conhecer variedades de pedais, pedaleiras e amplificadores da Digitech, responsável por inovações em pedais e multi-efeitos utilizados por inúmeros músicos profissionais, entre eles lendas como Eric Clapton e Jimi Hendrix. Toda a sonorização do evento contou com a qualidade de áudio JBL.

Para celebrar o Dia Mundial do Rock, dia 13 de julho, a Digitech realiza um concurso cultural voltado a músicos, produtores e entusiastas do gênero, que poderão exercitar sua criatividade e ainda levar para casa um pedal Bad Monkey como prêmio. Para participar, os interessados têm que ficar atentos à dica postada entre os dias 1º e 13 de julho no site da empresa (www.digitechaudio.com.br), responder à pergunta secreta e torcer. A frase mais criativa leva o pedal Bad Monkey, que oferece efeito de distorção ao estilo de um amplificador valvulado. O nome do vencedor será conhecido no dia 17 de julho.


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PETRÓPOLIS JAZZ E BLUES FESTIVAL

A segunda edição do Petrópolis Jazz e Blues Festival já tem data para acontecer, 10 de outubro, e promete reunir grandes nomes do cenário nacional e internacional representantes dos dois gêneros em pontos turísticos da cidade. A novidade será o palco principal que, pela primeira vez, ficará dentro de um castelo. O Castelo de Itaipava é o único em estilo medieval com um toque normando clássico das Américas construído no século 20. A abertura do festival será no Palácio de Cristal, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade imperial. A edição 2012 terá várias atividades culturais, Jam Sessions, o “Hall Jazz & Blues” (espaço de visitação sobre a história do Jazz e Blues), entre outros. Para saber mais sobre o Festival e acompanhar todas as novidades é só acessar o site http://petropolisjazzeblues.com.br/ Acompanhe também o Facebook e Twitter do festival: http://www.facebook.com/petropolisjazzeblues https://twitter.com/petrojazzblues

Iluminação Cênica Com a finalidade de formar auxiliar técnico para trabalhar na montagem de iluminação em teatro, música e dança, estão abertas as inscrições para o curso de iluminação cênica. As aulas serão de 6 de agosto a 3 de dezembro, das 19h às 22h30, no Teatro Zero Hora, em São Paulo. Entre os instrutores estão Toninho Rodrigues, Milton Bonfante, Alê Rocha, Beato Tem Penafreta, Décio Filho, Linconl Araújo, Ney Bonfante, Nezito Reis, Antonio Nardelli, Mauricio Morini, e professores convidados para aulas específicas, que aborda-

rão assuntos como sistemas elétricos, equipamentos, espaço cênico, propriedades e funções da luz, DMX 512, entre outros. As inscrições são somente pelo site http:// www.ibtt.art.br

FESTA DA MÚSICA O maior encontro da MPB já tem data marcada. A Festa Nacional da Música vai rolar de 22 a 25 de outubro, no Hotel Laje de Pedra, em Canela, na Serra Gaúcha. Neste período, centenas de cantores, músicos, produtores, compositores e empresários do show business estarão na cidade para homenagear os melhores da música brasileira, além de participar dos debates e palestras de temas ligados ao mundo da música, jam sessions, shows e muita diversão. E para você ficar por dentro de tudo o que vai acontecer, além das atualizações no site, a produção do evento enviará semanalmente uma newsletter com as principais informações. Para recebê-la, é só mandar seu e-mail para o endereço: newsletter@festanacionaldamusica.com.br.

Final Cut Pro X e Logic Pro 9 A ProClass está com inscrições abertas para os cursos de Final Cut Pro X e Logic Pro 9, que serão ministrados pelo renomado instrutor dos EUA, Leo da Silva, engenheiro de áudio pela Full Sail e instrutor certificado pela Apple. “Nossa premissa sempre foi focada em disponibilizar cursos de conteúdo e material humano capacitado e interessado em realmente ensinar. Leo da Silva não é só um expert no software, mas também um expert na arte de ensinar e transmitir conteúdo.”, ressalta o diretor geral da ProClass, Rodrigo Meirelles. A ProClass fica no Centro do Rio de Janeiro. Mais informações e inscrições por telefone (21) 2224-9278 ou pelo site www.proclass.com.br

HABRO MUDA DE ENDEREÇO A Habro Music está em novo local: na rua Pedro Americo, 68- 4º Andar República, São Paulo.


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ESTÚDIO ABERTO No dia 16 de junho, o IATEC promoveu o primeiro encontro do projeto Estúdio Aberto. A iniciativa atraiu cerca de 50 pessoas que

começar uma canção, e ter destacado pontos importantes como o refrão, a primeira parte da música e a forma. “Achei o público extremamente de alto nível. Todos com uma visão geral muito clara”, disse ao final da palestra. O segundo a fazer a palestra foi Fernando Moura, que abordou Os diversos caminhos para o arranjo e a programação. Comparando o arranjo à roupa

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Torcuato Mariano abriu o ciclo de palestras

puderam conferir as palestras de Torcuato Mariano, Fernando Moura, Walter Costa e Ricardo Garcia, que finalizou o dia falando de “Masterização e a hora da verdade”. “Não existe uma fórmula, nem regra para resultado”. Com essa frase, Torcuato Mariano tentou ilustrar o mercado musical no Brasil ao abordar o tema A importância do songwriting a produção musical. O produtor, que abriu o ciclo de palestras, também explicou que uma das matérias básicas para uma boa canção é a inspiração, além de ter dado dicas de conceitos práticos e de por onde

Fernando Moura, Torcuato Mariano e Walter Costa

que se veste, Moura explanou sobre os diversos caminhos que podem levar a fazer uma música acontecer. “A vestimenta da música é a principal missão do arranjador, que é ressaltar o que a música tem de bom. Fazer a música acontecer, chegar aos ouvidos das pessoas, emocionar e trazer sucesso para o artista”, completou. Fernando também usou diversos arranjos como forma de

FESTA DA MÚSICA EM NITERÓI A Festa da Música de Niterói está de volta. O projeto idealizado pela Prefeitura, Secretaria Municipal de Cultura e Fundação de Arte de Niterói transforma praças, esquinas e calçadas em grandes espaços musicais. As inscrições vão do dia 25 de junho a 25 de julho e poderão ser feitas através do site www.festadamusica.com.br. As bandas e os músicos de Jazz, samba,

comparação, entre eles o arranjo do refrão de Beat it, de Michael Jackshon. Na parte da tarde, Walter Costa abordou os mitos e verdades em mixagem e numa espécie de mesa redonda, em que Mariano e Fernando também contribuíram, falou sobre a terceira etapa dentro do processo da produção musical: a mixagem. “O intercâmbio de ideias é uma iniciativa bem legal. No Brasil, sempre foi muito difícil e é importante esse tipo de evento”, disse. Embora seja um assunto amplo, Walter procurou fazer um apanhado geral, falando dos conceitos artísticos e psicológicos que envolvem essa etapa, deixando de fora apenas a parte técnica do processo. “A mixagem é compreender que aquilo é uma música que poder ter passado anos na cabeça do artista ou sendo tratada dentro de um estúdio. E sua função é espremer o essencial. É preciso muita humildade na hora de mixar”, avaliou. “Percepção cultural da música que se está trabalhando é importante”, completou. O Estúdio Aberto tem como proposta aproximar profissionais já consagrados no mercado com quem pretende aperfeiçoar os conhecimentos na área musical.

blues, pop, reggae, rock e MPB, todos os estilos para todos os gostos podem e devem participar da festa. O evento foi inspirado na Fête de la Musique, criada em 1982, pelo então ministro da cultura francês, Jack Lang, e realizado sempre na abertura do solstício de verão, 21 de junho. O objetivo do evento é reafirmar Niterói como um dos municípios mais relevantes no cenário musical brasileiro.


Harman na Festa Nacional do Pinhão Empresa LUGPHIL foi a responsável por toda a estrutura do evento

A 24ª Festa Nacional do Pinhão, realizada entre os dias 1º e 10 de junho, no Parque Conta Dinheiro, em Lages (SC), contou com artistas como Paula Fernandes, Almir Sater, Luan Santana, Michel Teló, Nando Reis, Jorge & Mateus, João Neto & Frederico, Sorriso Maroto, Victor & Leo, Comunidade Nin Jitsu, Chimarruts, Cachorro Grande e Marcos & Belutti, entre outros de expressão estadual e local, que se apresentaram para mais de 200 mil pessoas. Para sonorizar o evento, a empresa LUGPHIL, responsável por todos os sistemas, com destaque para o palco principal, usou equipamentos da Harman, com destaque para o Vertec 4888, da JBL; subgraves JBL SRX 728-S; sistema JBL VRX 612, 615 e 618; ampli-

ficadores Crown Macrotech 2.400, 3.600, 9000 I e 9000 VZ e Crown It 6000 e 12000 HD; processador DBX 4.800, console Soundcraft Vi6, fones AKG 414 e microfones AKG 414 e 418. A LUGPHIL montou também toda a estrutura para o evento, composta por diversos palcos e respectivos sistemas de sonorização, iluminação, geradores, cenários e paineis de LED, bem como todas as estruturas para camarote, backstage, ruas cobertas e portais de entrada. A Festa Nacional do Pinhão contou com mais de 170 shows artístico-musicais e com a realização de dois festivais: Sapecada da Serra Catarinense dia 03 de junho (nível regional) e Sapecada da Canção Nativa nos dias 04 e 05 de junho (nível nacional).

MÚSICOS LANÇAM MANIFESTO NO ECAD No dia 11 de junho, artistas, intérpretes e compositores se reuniram na sede do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), em Botafogo, no Rio de Janeiro, para lançar um manifesto “Em Defesa da Gestão Coletiva Musical”, que será entregue à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, em Brasília. O objetivo do documento é tentar influir no debate sobre as mudanças na Lei do Direito Autoral. O abaixo assinado foi elaborado pela Comissão de Artistas, formada há mais de dois anos por compositores, intérpretes e músicos de renome no Brasil e no mundo, entre eles Sandra de Sá, Fafá de Belém, Fagner, Carlos Colla, entre outros, e pretende recolher cinco mil assinaturas.

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DANIELLI MARINHO | REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR

AS SANFONAS DO REI Falamansa Um dos maiores nomes do forró, o Falamansa acabou de lançar As Sanfonas do Rei, uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. O novo álbum inclui músicas como Qui Nem Jiló, Sanfoninha Choradeira e Sabiá, no total de 16 faixas, e foi lançado pela Deck em CD e LP. Para participar do tributo, o Falamansa chamou convidados especiais, entre eles, o vocalista da Nação Zumbi, Jorge Du Peixe, no pout-pourri de forró e maracatu Erva Rasteira / A Festa (Gonzaga Junior), que acaba de ser lançado no YouTube. Para o vocalista Tato, para fazer uma viagem na musicalidade de Luiz Gonzaga, não há como fazer isso sem passar pelo maracatu e pelas raízes de Pernambuco.

BREVE LEVEZA Luiza Sales O álbum de estreia da cantora traz composições próprias e promete colocar Luiza Sales no time dos novos artistas da MPB no cenário musical brasileiro. Gravado no Rio de Janeiro e mixado em Los Angeles, o CD tem produção de Dan Garcia, que tem em seu currículo nomes como Al Dimeola, Rod Stewart e Dori Caymmi. A banda escolhida por Luiza para a execução das músicas, Os Coringas, reúne instrumentistas que já atuaram ao lado de músicos com Hermeto Pascoal, Teresa Cristina, Geraldo Azevedo e Elza Soares.

SINTONIZA LÁ BNegão & Seletores de Frequência A mistura explosiva de Hip-Hop, Ragga, Dub, Jazz, Samba, Soul, Funk Carioca e Rock promovida pelo rapper BNegão e sua banda, os Seletores de Frequência, vem causando bastante impacto no Brasil e no exterior, atraindo um número cada vez maior de ouvintes pelo planeta. Agora, o grupo liderado pelo ex-rapper do Planet Hemp vem mostrar sua sonoridade única no álbum Sintoniza Lá. Com 11 faixas inéditas e participação especial da cantora Céu em Alteração (Éa!), o disco não vai deixar ninguém parado na pista. É só sintonizar!

RENASCIDO Gloria (Re)Nascido é o disco de metal que traz de volta à cena a banda Gloria. A combinação de alguns elementos, como as duas guitarras de Peres e Elliot em afinação baixa, pesadas e graves, a chuva de riffs que costuram as músicas em duelos, a seção rítmica na cozinha, vinda do baixo de Johnny e da bateria de Eloy Casagrande, em levadas de dois bumbos por vezes aceleradas, conferem um puro som de metal ao novo álbum. O vocal com preponderância do gutural de Mi, mas por vezes suavizado pelo backing melódico de Elliot, é o único momento em que pode-se ouvir suavidade no trabalho. (Re)Nascido é um lançamento do próprio selo da banda Gloria e está disponível para download gratuito no site: www.gloriaoficial.com.br


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GUSTAVO VICTORINO | www.backstage.com.br 40

no e o percussionista brasileiro. E fizeram um showzaço.

O MELHOR

Os artistas que participam do Festival de Rio das Ostras não escondem a profunda admiração coletiva. Nesse ano a reverência entre eles não foi diferente. O bluseiro Michael Hill revelou sua admiração pelo talento de Mike Stern que não economizou palavras para elogiar o pianista Kenny Barron que, por sua vez, se disse admirador do saxofonista David Sanborn. E por aí vai...

Embora arredio a prognósticos sobre os melhores shows de cada ano, admito: duvidei que minha sensação fosse plenamente confirmada. Mas o slide-man Roy Rogers não errou e foi o show de 2012. Dono de uma técnica que já lhe rendeu o título de melhor slide do mundo, o guitarrista fez um espetáculo de tirar o fôlego e inevitavelmente foi ovacionado em todos os bis. Misturando o blues visceral e elétrico de Chicago com puro rock e uma pitada de folk music, o artista fez um show memorável. Usando competência e talento mostrou que com apenas dois músicos (baixo e bateria) é capaz de incendiar mais de 15 mil pessoas debaixo de uma chuva que mal serviu para refrescar o ímpeto do público extasiado com a genialidade do rei da guitarra de dois braços. Foi o show do ano.

SEM TEMPO

BRAZIIIILLLLLLLLL

O baterista que acompanha o pianista Kenny Barron provocou frisson entre os amantes do instrumento e aficionados por jazz. A capacidade de marcar (ou não) o andamento das músicas com o pedal de bumbo deixou muita gente de queixo caído. Até Mike Stern se rendeu ao inacreditável sentido de tempo e condução do rapaz. O gordinho Christofer Blake arrancou aplausos especiais ao final da apresentação. “Wonderful...” - definiu Stern ao final do show.

O cast brasileiro mais uma vez fez bonito e mostrou que nossa música e nossos talentos estão também entre os melhores do mundo. Destaque para o Grupo Cama de Gato que confirma a cada show o título de melhor grupo instrumental do Brasil. O iconoclasta Celso Blues Boy é garantia de show vibrante e Maurício Einhorn cativa sempre pela suavidade e correção nas suas apresentações. Hélio Delmiro se confunde com a própria história da guitarra brasileira e mostrou isso no palco do festival. De resto, os brasileiros fizeram shows que mantiveram o alto nível balizado pelos artistas internacionais. De novo, ponto para os nossos talentos.

ADMIRAÇÃO Os 10 anos do Rio das Ostras Jazz & Blues foram comemorados como todos queriam e esperavam. Música de qualidade e um público único e surpreendente que não se assustou com a chuva e fez da décima edição de um dos maiores festivais do mundo mais um encontro reunindo talentos nacionais e internacionais acompanhados da mais absoluta paz e alegria, sinônimo dos 10 anos de história do evento.

PURA ALEGRIA O camaronês Armand Sabal Lecco era pura alegria e descontração pelos corredores e palcos do evento. O baixista africano tem origem nobre e em seu país é também ídolo na música. Como curiosidade, o músico trouxe ao Brasil uma banda que é uma verdadeira sucursal da ONU. O baterista era americano, o guitarrista irlandês, o tecladista australia-

ROMERO Guitarrista brasileiro radicado em New York, Romero Lubambo é um caso à parte quando se fala em talento verde-amarelo conquistando o mundo. Figurando sempre


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em qualquer relação dos melhores guitarristas do planeta, o genial músico tem uma generosidade que contagia e ensina aos mais jovens que o talento não precisa ser acompanhado de arrogância ou soberba de qualquer espécie. Todos querem tocar com ele, todos querem cumprimentá-lo, todas as vozes querem sua guitarra a sustentá-las, e nem por isso Romero nega um sorriso, uma foto, um aperto de mão. Se Deus dá talento e genialidade a quem merece, com Romero Lubambo ele acertou em cheio.

INFLUÊNCIA O mega baterista Billy Cobhan deixou uma enorme dúvida no ar. Com um espetáculo de refinado acabamento e técnica apuradíssima o artista mostrou uma sonoridade que em muito se assemelha à eterna Mahavishnu Orchestra, grupo do qual fez parte ao lado do guitarrista John McLaughlin, nos anos 70 e 80. Temas longos, bem elaborados, de alta complexidade harmônica e melódica remeteram os saudosistas às músicas do grupo que criou o jazz fusion. E a dúvida surgiu. Cobhan foi o baterista da formação original e isso foi referência e influência para McLaughlin? Ou o inverso? Sem polemizar, fico no meio termo e vejo tudo como uma enorme e maravilhosa troca de influências e experiências sonoras. E ganhou a música.

CUIDADO DESNECESSÁRIO O saxofonista David Sanborn trouxe sua própria equipe técnica para conduzir seu show. Até aí nenhum problema, embora a equipe comandada por um dos maiores técnicos do país, Jerubal Liasch, seja motivo de elogios rasgados em todas as edições do evento. O problema é que o músico pediu a retirada da imprensa da área

do backstage sem nenhum motivo aparente. Se a ordem partiu dele ou de algum dos seus aspones ninguém sabe, mas causou mal-estar até entre os jornalistas fãs do moço. A presença desses jornalistas nos bastidores historicamente enriquece o festival trazendo detalhes e criando uma efervescência que, ao longo dos últimos 10 anos, foram pontos extras na descontração e alegria no evento.

SOM Falando nisso, não é possível comemorar os 10 anos do Rio das Ostras Jazz & Blues sem reconhecer o brilhante trabalho do Jerubal e sua equipe na condução do espetáculo. Num evento de logística e operacionalidade de extrema complexidade, o diretor técnico do evento mais uma vez foi motivo de elogios e cumprimentos. O ex-modesto técnico voltou a falar em aposentadoria, mas ninguém acreditou muito. Poucos estão em tão alto conceito profissional no Brasil. O cara é unanimidade.

SORRISO O prefeito Carlos Augusto, de Rio das Ostras, não escondia a satisfação e uma pitada de melancolia. Já no final do seu segundo mandato, o prefeito disse que no próximo ano estará na festa apenas como expectador e por conta disso, despreocupado. Titular do executivo municipal nos últimos oito anos, o mandatário foi um dos responsáveis pela conquista e reconhecimento do festival como um dos maiores do mundo. Provocando, perguntei na entrevista coletiva se o prefeito não se sentiria como um ex-namorado de mulher bonita no próximo ano. Bem humorado ele respondeu... “Sim, e por isso mesmo com menores preocupações”. Riso geral...

ECONOMIA Como previsto, a economia da região recebeu um significativo ingresso de recursos com a décima edição do festival. Milhões de reais desembocam nos cinco municípios limítrofes tomados por turistas e aficionados de todo o país. Hotéis, pousadas, restaurantes, bares, lojas de souvenires e artesanato, comércio ambulante, serviços, enfim, toda a economia da região foi varrida por bons negócios e novas perspectivas de crescimento.

AZUL Impossível falar no Rio das Ostras Jazz & Blues e não aplaudir de pé mais uma vez o trabalho do maior empresário do segmento no Brasil. O irrequieto Stênio Mattos e a sua Azul Produções se transformaram em referência na América Latina. Conduzir um evento dessa magnitude por uma década em um país de economia instável e ainda transformá-lo em um dos três maiores eventos do gênero no mundo é tarefa titânica. Triste é saber que enquanto isso órgãos como o Ministério da Cultura e as Secretarias Estaduais de Cultura continuam tendo seus corredores ocupados por militantes políticos incompetentes e medíocres que ainda imaginam a cultura brasileira como uma enorme bunda dançante.

IMPRENSA Na edição desse ano do Rio das Ostras Jazz & Blues a revista Down Beat, a bíblia do jazz e do blues pelo mundo, mandou uma repórter que literalmente aproveitou a festa. Mesmo sem falar português ou espanhol, a jornalista americana não escondia sua alegria e surpresa com o que via. E ela viu muita coisa...

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“C Disco polêmico de Jards Macalé completa 35 anos. Victor Bello redacao@backstage.com.br Fotos: Internet / divulgação

ontrastes é um samba de Ismael Silva que diz tudo que tem de conteúdo naquele momento de 77. Existe muita tristeza na Rua da Alegria, contradições”, observa Macalé sobre a temática e a linguagem em que transita o disco, lançado em 1977. E foi justamente esse caminho dialético que o músico percorreu ao longo de sua trajetória de ousadia e de impressão de uma personalidade forte em meio aos tempos sombrios da ditadura.

ro, xote e reggae nessa bolacha. Composições próprias e de compositores de sua geração (Duda, Waly Salomão, Walter Franco) se misturam a de autores históricos como Ismael Silva, Miguel Gustavo e Haroldo Lobo. Os músicos Paulo Moura, Gilberto Gil, Wagner Tiso, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro estão entre os arranjadores desse álbum de um dos artistas mais controversos e polêmicos da música popular brasileira.

CONTR Sempre ligado a discussões contemporâneas, o compositor conta detalhes de um dos discos mais aclamados de sua carreira para a Backstage. Inquieto em experimentar ritmos e estilos, o músico também transitou por outras artes. No teatro, trabalhou ao lado de Augusto Boal; no cinema, atuou como ator com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman; nas artes plásticas, trabalhou com Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerschman e foi nesse emaranhado de cruzamentos que trouxe referências para seus trabalhos musicais. Jards Macalé costurou samba de bre que, valsa, fox, cho-

A GRAVAÇÃO Gravado em 16 canais nos estúdios Level, da Som Livre, entre junho e dezembro de 1976, o álbum foi produzido por Guto Graça Mello e Sérgio Mello; os técnicos de gravação foram Vitor Farias e Dan Andy. O violão utilizado por Macalé para as gravações foi um Centurion, comprado do renomado violonista Turíbio Santos. A imagem da capa do disco trazia o mulato Jards Macalé beijando sua então namorada branca, a escritora Ana Miranda, mais uma vez fazendo analogia ao nome do disco. Quando foi reeditado em CD pela Dubas no começo dos anos 2000, Ana não permitiu o uso da foto. Jards, então, juntamente com Ronaldo Bastos (criador da gravadora Dubas), teve a ideia de queimar a parte em que ela aparecia dando um sentindo ainda mais forte aos versos de Sem essa (E fazer um álbum de fotografias / Pra depois queimar, lembrar, queimar). Na contracapa, inspirado pela capa do Sgt. Lonely Pepper Hearts Club Band, dos Beatles, Macalé colocou uma montagem


de todos os músicos que participaram do disco com o Pão de Açúcar ao fundo. Artista agregador, Jards convidou para participar do álbum diversos músicos, incluindo a banda que gravou com os Doces Bárbaros, a Orquestra Tabajara, o conjunto vocal As Gatas, o grupo Bendegó e o conjunto Borborema. Sobre a diversidade de elementos e ritmos presentes no disco, Macalé observa: “A minha formação foi de

ASTES Sonoros COLAGENS, CITAÇÕES E EXPERIÊNCIAS MUSICAIS Sempre em busca de inovações para seus trabalhos, Macalé utili-

zou nesse disco orquestra, sopros, ruídos e efeitos sonoros diversos, coro feminino e até um cachorro

da música de Ismael Silva que abre o disco. Sem Essa, música que fez parte da trilha da novela global Es-

Rádio Nacional, eu ouvia muito e eu passei a ser copista da Orquestra Tabajara, copiava a grade da orquestração do Severino Araújo, pegava as partituras e levava para a rádio e arrumava as partituras nas estantes. Então eu ficava lá vendo e ouvindo tudo. Eu também sempre gostei muito de ouvir jazz. Jota, meu grande amigo, adorava jazz e tocava; a gente teve um conjunto o Seis no Balanço - que misturava tudo, principalmente jazz. Eu sempre ouvi essas várias formas, inventei algumas, enfim, deu um panorama geral”, fala.

A minha formação foi de Rádio Nacional, eu ouvia muito e eu passei a ser copista da Orquestra Tabajara, copiava a grade da orquestração dentro do estúdio para enaltecer suas ideias, sem contar as inúmeras referências contidas nas letras. O resultado foi a miscelânea que se deu em Contrastes, nome retirado

pelho Mágico, seria um presente para Roberto Carlos gravar, mas que não acabou acontecendo. Poema da Rosa foi extraído da peça Mãe Coragem, de Bertold Brecht,

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Ficha Técnica (Contrastes)

Eu botei o Sérgio Dourado, tudo que está citado foi invenção minha. O breque era o improviso, o Moreira sempre inventou os breques, depois você formaliza e fica a música, mas você atualiza a leitura dos personagens

1- Contrastes (Ismael Silva) Piano elétrico – Wagner Tiso Guitarra – Chiquito Braga Violão – Neco Baixo – José Alves Bateria – Paulo Braga Sax-Contralto – Paulo Moura Ritmo – Marçal, Elizeu, Roberto Bastos Vocal – As Gatas Orquestração e Regência – Paulo Moura 2 – Sem Essa (Jards Macalé/Duda) Piano – Wagner Tiso Guitarra – Chiquito Braga Baixo Acústico – Luis Alves Bateria – Robertinho Silva Sax-Contralto – Nivaldo ornellas Orquestra e Regência – Wagner Tiso 3 – Poema da Rosa (Jards Macalé/Brecht) Piano - Wagner Tiso Violão 7 cordas – Valdir Silva Baixo Acústico – Luis Alves Bateria – Paulo Braga Trumpete – Hamilton Pereira/ Clarinete – Netinho/ Trombone – Edson Maciel Orquestração e Regência: Wagner Tiso 4 – Black and Blue (Ruzaf/Waller/Brooks) Piano – Wagner Tiso Banjo – Neco Baixo Acústico – Luis Alves Bateria – Paulo Braga Trumpete – Hamilton Pereira/ Clarinete – Netinho/ Trombone – Edson Maciel Orquestra e Regência: Paulo Moura 5 – Sim ou Não (Geraldo Gomes Mourão) Acordeon: Dominguinhos Grupo Bendegó Violão 10 cordas – Gereba Cavaquinho - Zeca Piano Elétrico – Vermelho Baixo - Capenga Percussão – Helli/Jackson do Pandeiro & Conjunto Borborema Zabumba – Geraldo Gomes/Triângulo – João Gomes/Reco Reco – João Severo/ Côco- José Gomes/Pandeiro – Jackson do Pandeiro/Riso – Marlui Miranda Arranjo – Dominguinhos/Jackson do Pandeiro/Gereba/Jards Macalé 6 – Conto do Pintor (Miguel Gustavo) Efeitos – Geraldo José Orquestra Tabajara Orquestração e Regência – Severino Araújo

7 – Negra Melodia (J. Macalé/Wally Salomão) Violão – Gilberto Gil Banda dos Doces Bárbaros Guitarra – Perinho Santana Piano – Tomas Improta Baixo – Arnaldo Brandão Bateria – Chiquito Azevêdo Sax-Alto/Sax-Soprano/Flautas – Tuzé de Abreu e Mauro Senise Percussão – Djalma Correa Vocal – As Gatas Arranjo e Regência - Gilberto Gil 8 – Choro de Archanjo (Jards Macalé) Orquestra Tabajara Orquestração e Regência – Severino Araújo 9 – Cachorro Babucho (Walter Franco) Violões – Jards Macalé e Malui Miranda Vozes - Jards Macalé e Malui Miranda Orquestração e Regência – Julio Medaglia 10 – Garoto (Jards Macalé) Violão Solo - Neco Piano – Wagner Tiso Baixo Acústico – Luis Alves Bateria – Paulo Braga Orquestração – Paulo Moura e Regência: Wagner Tiso 11 – Relógio do Cuco (Haroldo Lobo – Milton de Oliveira) Locutor da Central & Cuco Maluco – Honório de Souza Locutor da rádio – Luis de França Efeitos de Boca – Julio Medaglia Efeitos Sonoros e Montagem – Formiga (José Cláudio) 12 – No meio do Mato (Jards Macalé) Violão – Jards Macalé Baixo Acústico – Luis Alves Bateria – Paulo Braga Percussão – Djalma Corrêia, Hermes, Ariovaldo, Elias Atabaques – Jorge José, Nelson França Vocal – As Gatas Orquestração e Regência - Wagner Tiso Coordenação Geral: João Araújo Direção de Produção: Guto Graça Mello Produção Executiva: Sergio Mello Direção de Estúdio: Sergio Mello Direção Musical: Jards Macalé Técnicos de Gravação: Vitor Farias/Dan Andy Fotos capa e contra capa: Ivan Cardoso/ Mario Luiz


traduzida por Augusto Boal (diretor e dramaturgo) e foi musicada pelo compositor dando uma nova dimensão ao poema. Black and Blue com arranjo de Paulo Moura é um standard jazzístico eternizado na voz de Louis

Amstrong e ganhou contornos a la Tom Waits nessa versão rouca de Jards. Sim ou Não é um xote interpretado por Jackson do Pandeiro, no qual

Macalé, juntamente com o grupo Bendegó e o conjunto Borborema, fizeram uma versão. Conto do Pintor é um samba de breque composto por Miguel Gustavo, um publicitário que escrevia samba de breque para Moreira da Silva e adaptada pelo Macalé que assume o personagem de um pintor estrangeiro que desembarca no Brasil. “Eu botei o Sérgio Dourado, tudo que está citado foi invenção minha. O breque era o improviso, o Moreira sempre inventou os breques, depois você formaliza e fica a música, mas você atualiza a leitura dos persona-

gens. Na versão do Moreira eram outros personagens (Fui a Brasília, dei um quadro de presente ao maioral/Era um triangulo redondo e ele até que achou legal). Em Brasília era o Golbery do

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Homenagem a Luiz Gonzaga

Eu pedi ao Wagner para fazer um som, a introdução, como se fosse a floresta amazônica sendo devastada e ele fez uma sinfonia louca

Couto e Silva. Eu fiz um disco Banquete dos Mendigos - que é outra história (direitos humanos) e fui a Brasília e entreguei na mão do Golbery”.

Negra Melodia traz a conhecida parceria entre Jards Macalé e o poeta Wally Salomão, que juntos também compuseram um dos hinos clássicos da música brasileira - Vapor Barato. Em Negra Melodia a referência é o reggae, onde Macalé teve contato durante seu período em Londres, na participação das gravações do disco Transa, de Caetano Veloso. Nas andanças em Portobello Road, o músico aprendeu o reggae com um jamaicano enquanto ensinava a batida do samba para ele. A citação ao morro de São Carlos, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, onde Luiz Melodia cresceu foi a homenagem de Wally à Melodia e à turma da

banda Black Rio. Na música, Macalé também utilizou citações de Them Belly Full, de Bob Marley. O tema instrumental Choro de Archanjo foi composto em um cavaquinho numa viagem para a Bahia dentro de um carro para o filme Tenda dos Milagres, adaptação do cineasta Nelson Pereira dos Santos para o romance de Jorge Amado. O filme narra cenas do início do século XX, onde Pedro Archanjo, o ojuobá (olhos de Xangô) do Candomblé, mulato, capoeirista, tocador de violão e bedel da Faculdade de Medicina da Bahia, defende os direitos dos negros e mestiços afrodescendentes. Relógio do Cuco é uma poesia concreta de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira e possui uma polifonia de efeitos e ruídos dando contexto ao poema. Foi gravada no estúdio da Rádio Globo com o sonoplasta da Rádio ilustrando a letra com ruídos. “Tem um peido que eu tomei muita Coca-Cola, coloquei o microfone e fui. Eu acho que é o único peido da música brasileira e no mundo”, ri o músico.


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Jards prepara turnê pelo Brasil

O barulho do relógio cuco encontra o locutor da Central do Brasil dando notícias em meio ao som de uma bomba atômica “Essa música foi proibida na Rádio, pois quando entrava o locutor quem pegava a música no meio, achava que era de verdade. O locutor era de verdade, quando os trens colidem no disco eu coloquei o som de bomba atômica e pedi para reforçar e terminar com o cuco”, comenta. Em Cachorro Babucho, a orquestração ficou a cargo de Julio Medaglia com letra composta por Walter Franco. “Tinha que fazer um au au au no final e o Julio disse: - Eu tenho uma cachorrinha, mas ela só late quando toca a campainha. Aí respondi: - Não seja por isso. Coloca a cachorrinha dentro do estúdio e toca a campainha e vamos ficar aqui. Todo mundo em silêncio, toca a campainha e o cachorro au au au au” conta Jards.

No meio do mato é uma música que, segundo o compositor, foi uma invenção sua e possui orquestração e regência de Wagner Tiso somando a percussão de Djalma Corrêia, Hermes, Ariovaldo e Elias. “No meio do mato é uma mistura meio candomblé que na hora pintou, é uma reza mítica, sei lá, eu não sei explicar o que é isso, uma coisa afrorreligiosa. Ela é um ritmo inventado na soma de vários ritos. Eu pedi ao Wagner para fazer um som, a introdução, como se fosse a floresta amazônica sendo devastada e ele fez uma sinfonia louca. Eu tava no Parque da Cidade, lá na Gávea, quando escrevi sentado no meio do mato. É um maculelê, um maracatu, As gatas, sei lá”. Sendo um dos artistas mais inventivos e idealistas da música popular brasileira, Macalé agora trabalha em um disco só com músicas de Nelson Cavaquinho, enquanto prepara para sair em turnê pelo Brasil.


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Pelo turbilhão de acontecimentos, Mauro Senise, que comemora quarenta anos de carreira em 2012, parece estar no ápice de sua carreira musical. Com um novo quarteto e shows agendados por todo o Brasil, o músico é do time daqueles que não param quietos e, sabe-se lá como, ainda conseguem conciliar tempo e trabalho para idealizar um projeto novo, como o CD e o DVD Afetivo. redacao@backstage.com.br Fotos: Internet / Divulgação

MAURO S40 enise anos AFETIVO


O

novo trabalho foi gravado em uma semana, nos estúdios Biscoito Fino, no Rio de Janeiro, e Trilhas Urbanas, em Curitiba, e que reúne parceiros de longa data. Nesta entrevista, o compositor fala desse seu novo trabalho, da carreira, das parcerias e do futuro.

ram com você ao longo de sua carreira deve ter sido uma tarefa difícil. Houve algum imprevisto ou o projeto foi produzido no tempo esperado? Edu Lobo e Mauro

Backstage - Podemos dizer que o CD e o DVD são um passeio pelos seus 40 anos dedicados à música? Mauro Senise - Com certeza. Fiz um passeio pelos gêneros musicais que gosto de tocar, como o Clássico, o Choro, o Jazz, o Baião e por aí vai...

Backstage - Como foi a escolha do repertório para esse trabalho? Mauro Senise - Sueli Costa me deu uma música de presente, Afetivo, que acabou dando nome ao projeto. Gilson Peranzzetta fez Mauro e Ana pra mim e minha mulher; Wagner Tiso trouxe Olinda Guanabara, que eu adoro; Edu Lobo quis cantar Choro Bandido; Rosana Lanzelotte sugeriu alguma coisa do Ernesto Nazareth (Atrevidinha); Egberto apareceu com Bodas de Prata, que foi a primeira música que nós dois gravamos em duo, nos anos oitenta; Jota Moraes, meu companheiro no Cama de Gato, compôs Tiê Sangue de presente pra mim... Enfim, foi uma ação entre amigos, todos deram palpite, todos contribuíram com ótimas sugestões.

Backstage - Quando surgiu a ideia de fazer esse novo trabalho em homenagem aos seus 40 anos? De lá prá cá, houve algum ajuste na ideia embrionária? Mauro Senise - A ideia surgiu no final de 2010. Preparei, junto com Ana Luisa, minha mulher, todo o projeto para que pudéssemos gravar em 2011 e lançar este ano, em que comemoro 40 anos de carreira. Queria reunir todos (ou quase todos, já que foram muitos!) os músicos que foram importantes para mim nessas 4 décadas. A ideia inicial, de gravar um CD e um DVD em ritmo de documentário, permaneceu intacta até a finalização do projeto Afetivo. A Biscoito Fino, que lançará o projeto, acrescentou ao CD e DVD uma embalagem especial contendo os dois produtos. Um ítem para colecionador. Backstage - Conciliar a agenda de todos esses músicos feras que toca-

Mauro Senise - Foi complicado sim... Imagina reunir essas feras todas em uma semana de gravação! Cada um com uma agenda mais cheia que a do outro... Foi um tabuleiro de xadrez com final feliz! Tudo correu dentro do tempo esperado, ainda bem! O único que não gravou no estúdio da Biscoito Fino como todos os outros foi o Hermeto. Fui a Curitiba e gravei com ele num estúdio de lá.

Egberto e Mauro

Backstage - Houve alguma particularidade durante a escolha das músicas? Mauro Senise - Como eu falei, ganhei três inéditas de presente da Sueli, do Jotinha e do Gilson, fora a música que eu e Hermeto compusemos juntos no estúdio, na hora da gravação...

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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 52

Luiz Alves, Mauro Senise, Wagner Tiso e Robertinho Silva

Mauro com Hermeto

Backstage - Houve alguma que você tenha dito “essa tem que fazer parte deste trabalho”? Mauro Senise - Houve sim. Choro sim, porque não, do Chiquinho do Acordeon e do Peranzzetta, que abre o CD. Assim que Gilson me mostrou, eu disse, essa vai abrir o CD! E ainda colocamos um quarteto de cordas pra incendiar... Backstage - O álbum foi gravado em duas semanas, houve muitos improvisos? Mauro Senise - Naturalmente, improviso faz parte da minha linguagem musical. E todos os músicos que participam do projeto têm intimidade com a arte de improvisar. Gravamos o projeto (CD e o DVD) em uma semana e usamos mais cinco dias para mixar o trabalho. Todas as faixas foram gravadas praticamente no primeiro take. As belas composições mostradas no CD motivam bons solos dos instrumentistas.

Backstage - Foram diversos instrumentos envolvidos na gravação do CD. Como foi organizar esses vários instrumentos e músicos e gravá-los? Mauro Senise - Não foi complicado. Primeiro porque ensaiei tudo muito bem ensaiado antes. Já entramos no estúdio muito à vontade com a maioria das composições. Por exemplo, Tiê Sangue, com o Cama de Gato; Choro sim, porque não e Pra que mentir, com o Quinteto Pixinguinha, são mais complicadas e foram bem ensaiadas antes. Já Feita à mão, com Hermeto; Bodas de Prata, com Egberto; Ondine, com Gilson e a harpista Silvia Braga; e Olinda Guanabara, com Wagner, foram gravadas de primeira, sem muita necessidade de ensaio. Ficaram bastante espontâneas. E ainda tive a sorte de ter o Gabriel Pinheiro como técnico de gravação. Eu adoro o Gabriel, ele já conhece meu jeito de gravar. Tudo dá sempre certo entre nós. Backstage - Sobre a sua carreira, qual foi a época mais difícil e a que mais marcou? Mauro Senise - Comecei a estudar música com 20 anos. Minha primeira mestra foi Odette Ernest Dias, uma flautista maravilhosa e que também participa do Afetivo. Depois foram muitos anos de sax


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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 54 Gilson Peranzzeta, Edu Lobo e Mauro Senise

sou tratado com o maior respeito e tenho todo o apoio que preciso. O projeto Afetivo naturalmente é uma decorrência desta parceria.

com Paulo Moura, que infelizmente saiu de cena mais cedo do que deveria e não pôde participar deste projeto... Mas entrei de cabeça na música,

Assim que Gilson me mostrou, eu disse, essa vai abrir o CD! E ainda colocamos um quarteto de cordas pra incendiar...

pra valer! De modo que todas as fases da minha carreira foram muito prazerosas. Não digo que o caminho da música instrumental seja fácil... Não é! Mas eu fui em frente, meti a cara e me sinto feliz de ter vencido. Backstage - O disco está sendo lançado pela Biscoito Fino. Como surgiu o convite? Mauro Senise - Sou artista da Biscoito Fino desde 2005. Já lancei 6 CDs e 2 DVDs pela gravadora. Sinto-me da família Biscoito Fino. Lá

Backstage - Ainda é válido lançar um álbum em tempos de música online, lançamento de singles na internet? Mauro Senise - O público consumidor de música instrumental ainda compra CD, gosta de ter o CD na estante, gosta de ver a capa, de saber quem está tocando, conhecer a ficha técnica... Ainda tenho um tempinho pra vender CD pela frente. Backstage – Quais são seus projetos atualmente, além do lançamento deste novo trabalho?

Mauro Senise - Estou ensaiando exaustivamente com o meu novo quarteto, com o pianista Gabriel Geszti, o baixista Rodrigo Villa e o baterista Ricardo Costa. Temos vários shows marcados pelo Brasil até o final do ano. Além disso, continuo firme com meu duo com o Peranzzetta. Temos shows marcados em várias capitais. Vamos abrir o Amazonas Jazz como solistas da Amazonas Band, uma big band maravilhosa de Manaus. O Cama de Gato também está a mil! Vamos fazer o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival em junho e tocar em outras cidades. Estou também captando patrocínio para o projeto Mauro Senise convida Romero Lubambo – uma homenagem a Garoto e KXimbinho, que devo gravar no ano que vem e lançar pela Biscoito Fino. O percussionista Mingo Araújo e o baixista Zeca Assumpção também estão com a gente neste projeto. Enfim, estou cheio de novidades, bons trabalhos e cheio de entusiasmo, como se fosse um iniciante na carreira de músico.


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A edição de 2012 trouxe atrações inéditas representantes do blues e do jazz, como David Sanborn e Kenny Barron, além da dobradinha Mike Stern e Romero Lubambo, o blues-rock- folk de Roy Rogers e a energia de Michael Hill. Nem a chuva que caiu praticamente nos quatro dias de festival impediu que o público comparecesse aos shows que aconteceram nos quatro palcos: Cidade do Jazz, Iriry, Tartaruga e São Pedro.

O Danielli Marinho redacao@backstage.com.br Fotos: Ernani Matos / Helcio Rocha Jorge Ronald / Divulgação

festival completa dez anos e se consolida como um dos melhores do mundo. Prova disso foi a parceria firmada entre a produção do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival com outros dois festivais que

acontecem na França e Holanda para o próximo ano, a cobertura da mídia especializada nacional e internacional e o apoio à empresa de sonorização dado pela Avid, que disponibilizou duas Digidesign para


o palco principal, em Costazul, e sistema multicabo digital. Com público estimado em cerca de 10 mil pessoas em cada noite, foi no palco Cidade do Jazz que aconteceram grandes apresentações e grandes encontros, como o de Mike Stern e Romero Lubambo, que também deu uma palhinha durante o show do baixista camaronês Armand Sabal-Lecco, na sextafeira. A cada noite o público se surpreendia com a apresentação de feras como o baterista-percussionista Jonathan Blake, um dos músicos que acompanhavam Kenny Barron, no show de quinta-feira. Outro grande nome esperado era o de David Sanborn, que faria duas apresentações, uma

na sexta-feira, no palco da Tartaruga, e outra no sábado, no Cidade do Jazz. No entanto, com o mau tempo, os shows que aconteceriam no palco da Tartaruga na sexta-feira e no sábado tiveram que ser cancelados e os fãs tiveram que esperar um dia a mais para ver a performance do mestre do saxofone. Com a maestria que o consagrou como um dos melhores do gênero, Sanborn fez uma apresentação impecável de mais de uma hora. Outra atração que teve o show transferido para o palco da Costazul, no sábado, foi a segunda apresentação do baixista Armand Sabal, o que levou o palco principal a contar com seis shows no último dia, em vez de quatro, como estava programado. Roy Rogers

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O técnico David Diniz no palco Costazul

Mike Stern: uma das atrações mais esperadas do Festival

fechou a noite no palco Cidade do Jazz com seu blues-folk-rock.

SISTEMA MULTICABO DIGITAL A tecnologia do multicabo digital foi uma das grandes novidades desta edição. O sistema foi usado em caráter experimental no palco da Tartaruga nos shows de quarta e quinta-feira e ganhou nota dez dos técnicos. A ideia é que, na edição de 2013, a inovação seja implementada no palco principal, em Costazul. “Lá na Tartaruga colocamos duas Digi SC-48, uma cedida pela Quanta junto com o multicabo digital, e outra da empresa. A Quanta também mandou a Digidesign para o monitor do palco principal. Eles até queriam trazer o

PA novo deles, um sistema FZ novo, mas infelizmente ficou muito em cima e mandaram as duas mesas para a gente. Vamos ver se ano que vem conseguimos colocar no palco principal também o multicabo digital”, completa Hélio Junior, da HGA, empresa responsável pela sonorização. A So Palco foi a empresa responsável pelo back line, drum kits de jazz e teclados. Ainda segundo Hélio, nos demais palcos também houve novidades em termos de mesas digitais. No palco Iriry, foram usadas duas M7CL, da Yamaha, em substituição às duas LS9 usadas ano passado, e no palco da Praça de São Pedro, uma LS9. A “dança das cadeiras” também aconteceu com os sistemas, que nesta edição foi da FZ, para todos os palcos. Na Tartaruga, por exemplo, pela primeira vez, foi colocado um sistema de line, o mesmo usado no palco principal na edição de 2011. Em Iriry e São Pedro, o sistema da FZ também substituiu as KFs dos anos anteriores. “Em Iriry e São Pedro, foram usadas caixas passivas, e na Tartaruga e palco principal, todos ativos”, completa Hélio. Para o PA do Cidade do Jazz, foi colocado um sistema de line array, 24 J08, sendo 12 caixas por lado, oito modelos 212, mais 24 subs 218. O front fill também foi coberto com monitores da FZ, e na única torre de delay, atrás da house, foram quatro J08. Segundo Hélio, poucos artistas trazem seus técnicos, a maioria é atendida pela equipe da HGA. “A maioria não traz técnico, apenas os internacionais. Em todo o festival, passaram cerca de 10


Flavio Jr, técnico de iluminação em Costazul

Equipe de técnicos da empresa HGA

Jerubal, Junior Aguiar, Armand Sabal e Bill

Roy Rogers no palco Costazul

Dudu Lauriano foi operador de áudio em Iriry

Flavio Borsato fez a iluminação no Tartaruga

técnicos estrangeiros. Todos aceitaram os equipamentos. A única maior exigência deles é a de backline, com relação aos equipamentos, mas mandamos a listagem para eles que aceitaram numa boa”, fala o proprietário da HGA.

Segundo Jerubal Liasch, diretor técnico do festival, um dos artistas que cogitou em trazer o técnico foi Mike Stern, mas quando ficou sabendo que era ele que iria coordenar em Rio das Ostras, dispensou o profissional. “Eu já tinha trabalha-

do com ele lá no Bourbon (Street, em São Paulo), aí ele deixou o técnico. Mas aí a responsabilidade é maior ainda”, diz. Para Jerubal, o sistema da Digidesign já vem pronto para o técnico ter controle de ganho em qualquer posição, monitor ou PA. “Então ninguém sente diferença alguma. Em algumas mesas, tem que eleger uma das consoles para fazer o controle de ganho, aí o outro que ficou sem controle de ganho tem que trabalhar com o outro técnico para dar ganho ou para atenuar. O melhor também foi colocar um line. Eles só não colocaram o novo sistema da FZ porque não deu tempo”, comenta. O maior problema encontrado pela equipe técnica este ano foi o vento, que mudava de posição o tempo todo. “Ao jogar as altas para dentro do palco, vira feedback. Ou o contrário, ou manda uma situação de frequência que não é real. Então os dois técnicos, PA e monitor, trabalham ligados um no outro”, esclarece Jerubal.

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O que eu faço sempre é o seguinte: um processamento básico e aí os gráficos de PA, clusters, front fill e dela, com uma banda separada. De acordo com a situação, vou mixando, combinando, mas só com relação à temperatura, vento, etc (Jerubal)

Ric é engenheiro de monitor de David Sanborn

Diante de uma gama de artistas diferentes, a solução do responsável técnico é fazer um processamento básico. “O que eu faço sempre é o seguinte: um processamento básico e aí os gráficos de PA, clusters, front fill e delay, com uma banda separada. De acordo com a situação, vou mixando, combinando, mas só com relação à temperatura, vento, etc. O

processamento básico é geral para todos. Não muda”, explica Jerubal. Embora tenha trocado o modelo do sistema, foi usado o mesmo número de caixas no palco principal. A diferença foi no palco Tartaruga, que foi um line. O sitema que estava em Tartaruga foi para Iriry e melhorou”, confirma. Junior, técnico de som que estava prestando serviço para a HGA durante

” Pelo palco Cidade do Jazz passaram atrações inéditas e outras que já haviam participado de edições anteriores


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o show de Roy Rogers, em Iriry, também gostou do line array FZ. “Foram usadas seis caixas por lado mais a amplificação Lab.gruppen. Demos uma checada e já timbramos alguma coisa, mesmo sem a galera ter chegado ainda. Quando chegaram timbrei alguma coisa só na hora em que eles começaram a testar os instrumentos”, comenta.

Ric, técnico de monitor há 12 anos de David Sanborn, que se apresentou no palco principal, também gostou do que encontrou. Segundo ele, as duas Digidesign, tanto no monitor, quanto no PA, o deixaram mais seguro, apesar de não saber uma palavra em português e ter tido que contar com a ajuda dos outros técnicos brasileiros

Sistema da FZ contou com 24 J08A em Costazul

FZ J08 também foi usado no palco da Tartaruga

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Venue Profile no monitor do palco Cidade do Jazz, em Costazul


Celso Blues Boy empolga centenas com seu rock-blues

para configurar a mixagem. “Tudo correu bem. Inseri e descarreguei (as cenas) na mesa e foi tudo ok”, disse. Além dos consoles, o engenheiro de som também gostou muito do sistema do palco principal. “O técnico de PA (da HGA) perguntou se eu já havia ouvido o sistema da FZ antes. Achei o som muito bom”, elogia Ric, que tem em seu currículo turnês de bandas como Rolling Stones, U2, Aerosmith e Guns ‘n Roses. “Trabalhar com músicos é muito diferente de trabalhar com popstars. Eles sabem como trabalhar e se há algum problema, confiam em nós”, avalia. Para Big Joe Manfra, diretor geral do Festival, esses dez anos mostram que o evento evoluiu a cada ano, tanto na parte técnica como na profissional. “Começamos com uma estrutura que é bem diferente

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Billy Lee Lewis durante o show em Iriry

do que é hoje e conseguimos providenciar uma estrutura que, segundo os artistas, é igual a dos melhores festivais de jazz do mundo. Nesses dez anos procuramos melhorar as condições e a grade, aumentamos o tamanho. Hoje trabalhamos com uma equipe bem maior”, resume.

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Big Joe Manfra, diretor geral do Festival

PARCERIAS Durante a entrevista coletiva que concedeu aos jornalistas, o produtor executivo Stênio Mattos, da Azul Produções, adiantou em primeira mão que haverá novidades para a próxima edição: uma parceria firmada com festivais da França e da Holanda. “Será um intercâmbio onde vamos montar um estande no festival de lá, e poderemos expor a marca da cida-

Subs da FZ no palco Costazul

de Eventos HGA Produtora Helio Junior, da Carlos Cesar e


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Stênio Mattos (à esquerda) e o prefeito Carlos Augusto

Começamos com uma estrutura que é bem diferente do que é hoje e conseguimos providenciar uma estrutura que, segundo os artistas, é igual a dos melhores festivais de jazz do mundo. (Big Joe Manfra)

David Sanborn: inédito em Rio das Ostras

Pearl 2010 para iluminação

Subs da FZ Audio em Iriry

de. Em contrapartida, no nosso festival, eles virão e teremos uma tenda da França e outra da Holanda mostrando o festival deles e o país deles”, avisa Stênio. “Acho que a cidade conseguiu entrar no espírito do jazz, isso é um projeto sustentável para o futuro. Rio das Ostras buscando a sua vocação, que é a turística. É o maior da América Latina”, completa o produtor. Segundo o prefeito Carlos Augusto são injetados cer-

ca de R$ 6 milhões na economia local nos quatro dias de evento, além de atrair cerca de 80 mil pessoas para a cidade, que conta com uma população de cerca de cem mil habitantes. “Rio das Ostras conseguiu popularizar o jazz, a grande maioria da população não conseguiria estar em um evento de jazz. Cada vez estamos diminuindo o investimento da prefeitura e conseguindo parcerias importantes com grandes empresas”, informa o prefeito. “A cada evento, aumenta a participação dos jovens nos projetos apoiados pelo Festival, como as escolas de teatro, de música e de dança”, completa Carlos Augusto, que afirma que o festival custa em torno de R$ 600 mil, mais a estrutura de logística, que fica em torno de R$ 1 milhão.


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Acho que a cidade conseguiu entrar no espírito do jazz, isso é um projeto sustentável para o futuro. Rio das Ostras buscando a sua vocação, que é a turística. É o maior da América Latina (Stênio Mattos)

Yamaha M7CL usada no monitor para o palco de Iriry

Lista de equipamentos Palco Costa Azul (PA) 24 Altas J08A FZ Audio 08 Grave 212A FZ Audio 24 Sub 218A FZ Audio 04 J08A Front fill FZ Audio 04 J08A torre de delay FZ Audio Side fill 04 J08A FZ Audio 02 Grave 212 A FZ Audio 04 Sub 218ª FZ Audio Console PA 01 Venue Profile Digidesign Console monitor 01 Venue Profile Monitores 08 Mon SM 400 Microfones 02 Kit mic para baterias Shure 02 Microfones sem fio Shure 02 C2000 AKG e 04 C1000 AKG 04 AKG 411 02 C 3000 AKG 15 SM 58 Shure 15 SM 57 Shure Backline 01 HS 5000 Hartke 01 LH 1000 Hartke 02 Fender Twin Reverb 03 Fender Twin Ampl 01 Bateria Catalina Maple Gretsch Técnicos Técnico de PA David Técnico de monitor Gustavo Auxiliar técnico Revelando e Rafael Responsável técnico Hélio Junior e Carlos Cesar Palco Tartaruga (PA) 16 J08 FZ Audio 08 SUB 218 FZ Audio

02 FP4300 Lab.gruppen 04 FP6400 Lab.gruppen Console PA 01 SC 48 Venue Console monitor 01 SC 48 Venue Rack de potência 02 FP 6000 Lab.gruppen Monitores 08 MON SM400 EAW Microfones 01 KIT MIC para baterias 10 SM 58 Shure 10 SM 57 Shure Backline 01 GK 800 GK 02 Fender Twin 01 Bateria Stage Custom Yamaha Palco Iriry 08 212 FZ Audio 08 SUB 218 FZ Audio 02 FP4300 Lab.gruppen 04 FP6400 Lab.gruppen Console PA 01 M7CL Yamaha Console Monitor 01 M7CL Yamaha 02 FP 6000 Lab.gruppen Palco São Pedro – Concha Acústica 06 FZ 112 FZ Audio 06 KF 850 EAW 03 FP10000 Lab.gruppen Console PA 01 LS9 Yamaha 02 FP 6000 Lab.gruppen Monitores 08 MON SM 400 EAW


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Nesta edição finalizaremos os parâmetros do ES1 e abordaremos algumas dicas. Alguns termos eu mantenho como são utilizados nos teclados e plugins em inglês, ficando mais fácil identificá-los.

MODULAÇÃO de parâmetros no ES1

Vera Medina é produtora, cantora, compositora e professora de canto e produção de áudio

M

ODULAÇÃO NO ES1

Na área verde escura do painel (figura 1) podemos encontrar várias opções de roteamento no ES1. A modulação adiciona certa dinâmica ao som no decorrer do tempo, tornando-o mais vivo. Temos: 1. Parâmetros LFO: utilizados para modular outros parâmetros do ES1. 2. Modulation Envelope: um controle dedicado de modulação pode controlar diretamente outros parâmetros do ES1 ou o nível de LFO.

3. Router: permite escolher quais parâmetros do ES1 serão modulados pelo LFO e/ou pelo Modulation Envelope. Os botões à esquerda habilitam a modulação do LFO e os à direita definem a meta para o Modulation Envelope. O oscilador de baixa frequência, também conhecido como LFO (low frequency oscilator), gera uma forma de onda cíclica e ajustável que pode ser utilizada para modular outros parâmetros do ES1. •Botão Wave: define o tipo de onda LFO. Existem as opções de Triangle,


•Volume: para modular o volume principal. •Filter FM: para utilizar uma onda do tipo triangle do oscilador para modular a frequência de corte do filtro. •LFO Amp: para modular a quantidade total da modulação do LFO.

MOD ENVELOPE

simultaneamente ajustar a extensão e intensidade da modulação arrastando a barra interior. Para um resultado claro, coloque as duas no

Sawtooth ascendente e descendente, Square, Sample & Hold (aleatório) e uma Aleatória. Cada um destes ciclos de formas de onda possibilita tipos diferentes de modulação. Existe uma opção EXT para definir um sinal side chain como fonte de modulação. Para isto, escolha o canal como fonte de side chain do menu Side Chain na parte superior direita da janela do plug-in. •Campo e botão Rate: define a velocidade – frequência – dos ciclos de forma de onda LFO. *Se definir valores próximos a zero, a fase do LFO é relacionada ao tempo da aplicação (Logic) com extensões de fase ajustáveis entre compasso 1/96 e 32 compassos. Se selecionar valores à direita de zero, a fase LFO fica livre. *Quando definido em zero, o LFO produz sinal num nível constante, o qual permite controlar manualmente a velocidade do LFO com a modulation wheel do seu controlador. *Int via Whl: a seta superior define a intensidade da modulação LFO se a modulation wheel está em seu valor máximo. A seta inferior define a intensidade da modulação LFO se a modulation wheel está em zero. A distância entre as setas indica a extensão da modulation wheel de seu controlador. Pode-se

Movendo o cursor para a direita, controla-se a taxa de modulação pela definição de ataque no envelope generator. Um ataque lento significará que a modulação afetará gradualmente o som. Para a esquerda a modulação é controlada pela definição de decay no envelope generator. Desta forma, a intensidade da modulação será mais alta

Se definir valores próximos a zero, a fase do LFO é relacionada ao tempo da aplicação (Logic) com extensões de fase ajustáveis entre compasso 1/96 e 32 compassos máximo e vá controlando até atingir o efeito esperado. Ao centro da área, temos um Router (roteador) com uma lista de parâmetros. Este roteador permite que seja selecionado o parâmetro do sintetizador que se deseja modular: São eles: •Pitch: para modular o tom – frequência – dos osciladores •Pulse Width: para modular a largura da onda pulse. •Mix: para modular a combinação entre o oscilador primário e o sub-oscilador. •Cutoff: para modular a frequência de corte do filtro. •Resonance: para modular a ressonância do filtro.

com o impacto da nota, mas depois a modulação vai sumindo de acordo com a definição de decay no envelope generator.

PARÂMETROS GERAIS Estes parâmetros estão localizados na parte inferior da janela. Temos: •Glide: define o tempo que leva para deslizar o tom entre uma nota e outra. Está relacionado ao campo Vozes. •Tune: possibilita afinar o ES1 em centésimos. Um centésimo é 1/ 100 de um semitom. •Analog: altera levemente o tom de cada nota e da frequência de filtro de corte de forma aleatória. Desta forma as alterações que acontecem em equipamentos análogos

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Teste da seguinte forma: prepare uma track com um instrumento midi e comece a tocar sem ativar Record. Agora pressione o botão Capture Recording e tudo que você tocou por último aparecerá no formato MIDI

são emuladas. Valores mais altos permitem obter um som mais encorpado, típico dos análogos. •Voices: define o número máximo de notas que podem ser tocadas simultaneamente. O ES1 possibilita no máximo 16 vozes. Se o parâmetro estiver em Legato, o ES1 funciona como um sintetizador monofônico. •Bender Range: altera a sensitividade do pitch bender. Os ajustes ocorrem em semitons. •Chorus: é possível acessar dois efeitos de chorus e um de orquestra. * Off: desligado * C1 e C2: são efeitos de chorus, sendo que o C2 possui uma modulação mais forte. * ENS (Orquestra): é um efeito mais sofisticado e complexo. * Out Level: permite controlar o volume master do ES1.

plug-in no Logic e tenha tido uma ideia legal, porém, não tivesse colocado o sequenciador no modo de gravação. Para isso há um botão que pode ser adicionado à barra Transport, conforme instruções a seguir (Figura 2). Teste da seguinte forma: prepare uma track com um instrumento midi e comece a tocar sem ativar Record. Agora pressione o botão Capture Recording e tudo que você tocou por último aparecerá no formato MIDI. Isto não funciona com áudio. Neste caso, utilizar o recurso Punch on the fly no menu Audio, tem quase o mesmo efeito. Antes de terminar de tocar, pressione Record e o Logic vai capturar o que foi tocado anteriormente.

Para saber online

DICA DO MÊS: Como capturar Midi ou Áudio sem estar no modo Gravação: Mudando um pouco de assunto, vou passar uma nova dica este mês. Vamos supor que você esteja tocando no seu controlador MIDI utilizando um

vera.medina@uol.com.br www.veramedina.com.br


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TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br 74

Instrumentos REAIS E VIRTUAIS Marcello Dalla é engenheiro, produtor musical e instrutor

Olá amigos, Temos acompanhado nas últimas versões do Cubase a implementação de uma coleção de instrumentos virtuais. Na versão 6 a implementação do Halion Sonic SE trouxe mais de 900 timbres básicos para produção e a possibilidade de editar e alterar estes timbres.

E

mbracer, Mystic, Monologue, Prologue e Spector fazem parte de versões anteriores. Vemos estes caras na figura 1. Com a versão 6.5 ganhamos o futurista Padshop com síntese granular e o Retrologue com cara de analógico vintage (Figura 2). Além disto, temos na família Steinberg Halion 4, Halion Sonic, The Grand Piano 3, Halion Symphonic Orchestra e mais virtuais e livrarias de samples e loops. Fabricantes de outras marcas fornecem uma infinidade de instrumentos virtuais VST para todo tipo de produção no Cubase.

Figura 1 - Instrumentos Cubase 6

Mesmo assim, a compra de instrumentos e sintetizadores “reais” tem feito parte das escolhas de músicos e produtores para seus estúdios. Volta e meia surge a polêmica no melhor estilo “Fla x Flu” entre os virtuais e reais. Falaremos disso neste artigo e principalmente como o Cubase pode integrar no mesmo ambiente as duas possibilidades. Como dinossauro de carteirinha, atravessei estes anos de labuta utilizando e acompanhando a evolução dos sintetizadores e samplers. Não tenho qualquer posicionamento “reacionário” em


Figura 2 - Novos instrumentos Cubase 6,5

ro que os instrumentos virtuais inseridos na workstation vão compartilhar o processamento para produzir os timbres com o restante das funções do computador. Até aí tudo bem porque o que mais temos hoje é disponibilidade de

relação aos virtuais, muito pelo contrário, procuro utilizar o que as duas tecnologias podem me oferecer de melhor, dependendo do que estou criando e produzindo. Digo isso porque a galera que está começando agora no ofício já chega to-

A evolução dos instrumentos virtuais vem na consequência direta da evolução da capacidade de processamento das máquinas e de seus sistemas operacionais talmente conectada no virtual e esse papo de sintetizador e sampler fica parecendo conversa antiga. Mas é bom lembrar que um equipamento dedicado a produzir timbres independente do processamento interno do computador tem diferenças que podem ser interessantes. A evolução dos instrumentos virtuais vem na consequência direta da evolução da capacidade de processamento das máquinas e de seus sistemas operacionais. Já falamos muito de DSP (Digital Signal Processing) nos artigos, então creio que vocês já têm conhecimento de causa. Está cla-

processamento com memória RAM à vontade, teras e teras de HD, sistemas operacionais de 64 bits, o Cubase com 64 bits, interfaces com bons drivers etc. Mas lembro que a sonoridade dos instrumentos virtuais é na verdade um algoritmo de programação, ou seja, uma virtualização da síntese ou da leitura dos samples, e é aí que a gente começa a perceber e a comparar texturas sonoras com os equipamentos dedicados e hardwares externos. O Cubase oferece a possibilidade de usar “virtuais” e “reais” inte-

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Não utilizo as saídas digitais óticas dos teclados porque gosto mesmo é do som analógico deles com a textura que a saída analógica tem, então passo num pré bacana e volto pro mundo digital com o som que eu quero

Figura 3 - Adição de instrumento Externo

grados no mesmo ambiente dentro da sessão de trabalho. Como exemplo prático e pequeno tutorial vou citar aqui o meu próprio setup que também serve como depoimento do tipo “esta é minha vida” na predileção por determinados timbres dinossáuricos e modernosos. Vamos lá : No início do meu trabalho como trilheiro e produtor escolhi o Kurzweil como sampler e synth básico. Alguns colegas escolheram outras marcas, não importa. O que quero dizer é que ao estudar e utilizar a tecnologia de síntese do Kurzweil e usar os samples de livraria

” Figura 4 - Instrumento externo na lista

processando e ressintetizando, eu criei uma assinatura sonora para minhas produções. Não utilizo as saídas digitais óticas dos teclados porque gosto mesmo é do som analógico deles com a textura que a saída analógica tem, então passo num pré bacana e volto pro mundo digital com o som que eu quero. Continuo utilizando os meus Kurzweil até hoje em meio a um monte de novos virtuais que aprendi e gostei de usar. Dentro do Cubase todos aparecem indiferentemente como instrumentos e utilizo livremente sem ter que ficar recabeando o estúdio. Passemos à configuração:


Vamos ao menu Devices / VST Conections e selecionamos a aba External Instruments. Como mostra a figura 3, abrimos o prompt Add External Instrument e nomeamos. Um controle MIDI pode ser associado para remotar o equipamento externo. Basta agora dizer para o sistema em que placa ou entradas da sua interface estão conectadas as saídas analógicas do teclado. Simples assim. A partir desse momento, o instrumento externo aparece disponível juntamente com os instrumentos virtuais instalados na máquina. A figura 4 mostra o menu Devices / VST Instruments. Nosso Kurzweil adicionado aparece lá. Ao selecioná-lo para a utilização, já podemos criar um canal MIDI associado como se fosse um virtual. A opção de corrigir qualquer delay de processamento externo também aparece disponível para não termos atraso na execução do instrumento externo em relação aos internos. Desta forma, fazendo um cabeamento definido nas entradas da interface ou placa, podemos utilizar dentro do Cubase qualquer instrumento real junto com os virtuais ao gosto do freguês. Desta forma continuo trabalhando com meus dinossauros analógicos juntamente com os virtuais Halion 4, Halion Sonic e outros inúmeros modernosos dentro da mesma sessão de trabalho. As possibilidades são infinitas dentro do universo de trabalho e das preferências de sonoridade de cada um. Não faz

sentido a dicussão do tipo “Fla x Flu” nesta história, pois a diversidade é o grande barato e a verdadeira criatividade nasce disso. Sempre recomendo: experimentem, viagem em coisas antigas e novas, alquimizem seus sons com a mente aberta e com o conhecimento consciente do que as tecnologias podem oferecer, sem preconceito de época. Grande abraço e até a próxima.

Para saber online

dalla@ateliedosom.com.br | www.ateliedosom.com.br Facebook: ateliedosom | Twitter:@ateliedosom

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SIBELIUS| www.backstage.com.br

Sibelius ou

?

Score Editor

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Conheça as semelhanças e diferenças entre o Sibelius e o Score Editor do Pro Tools Parte II Cristiano Moura é produtor, engenheiro de som e ministra cursos de Sibelius na ProClass-RJ

No mês de maio, vimos que a princípio não é muito coerente fazer uma comparação entre o Sibelius e o Score Editor do Pro Tools já que o Sibelius é um software para edição de partituras enquanto o Score Editor é meramente um recurso extra de um software. Caso não tenha acompanhado o artigo anterior, lembre-se de que o site da Backstage conta com o excelente recurso gratuito de ler online as edições antigas.

O

assunto é interessante, visto que muitos usuários adotaram o Sibelius justamente pela sua integração com o Score Editor do Pro Tools. O assunto é interessante, visto que muitos usuários adotaram o Sibelius justamente pela sua integração com o Score Editor do Pro Tools. Então, imagino que possa ser útil listar as principais funções do Pro Tools Score Editor antes de recorrer ao Sibelius. •Escrita: a escrita de notas e pausas convencionais no Score Editor é ótima. Algumas quiálteras mais simples também podem ser escritas além do tipo de compasso e armadura de clave. Além de notas, é possível escrever cifras e obter de brinde um desenho do braço do violão e casas e cordas que devem ser pressionadas para obter o acorde (chord diagram). •Edição: poucos recursos no Score Editor, mas por uma razão simples. Esperase que o operador se sinta mais confortável na janela de edição. Resume-se a

copiar/colar trechos pequenos, mudar altura (pitch) e duração. •Formatação para impressão (fig.1): é possível ajustar margens, espaços entre pautas e definir o tamanho das pautas (staff size), porém é uma configuração única para as parts e para a partitura completa.

fig 1- opcões score editor

•Recursos extras: como definir uma clave para cada instrumento e optar pela no-


tação “in concert” ou já ajustada para os instrumentos transpositores também fazem parte do Score Editor. Resumo: é suficiente para imprimir uma partitura para registro de música (lead sheet) com qualidade. Agora, vamos falar do Sibelius. Existem inúmeras situações em que estes recursos não serão suficientes e a Avid sabe disso, por isso incorporou uma funcionalidade única chamada de Send to Sibelius (Pro Tools 8 e 9), ou Export to Sibelius (Pro Tools 10), que converte as informações em MIDI do Pro Tools já no formato nativo do Sibelius, muito mais eficiente do que uma conversão para MIDI ou MusicXML. No Sibelius, temos toda a riqueza da escrita musical, muitas vezes essencial para transmitir ao músico exatamente o que se passa na cabeça do arranjador/compositor. Entre elas, podemos destacar:

logo abaixo da linha melódica, o que não é possível com o Score Editor.

fig 2 - textos

•Escrita (fig.2): instruções, técnicas, expressão, textos, dinâmicas etc. •Articulações: símbolos usados para instrumentos de corda e sopros.

fig 3 - fonts

•Fontes (fig.3): existem muitas opções de fontes

fig 4 - repeticões

fig 7 - tablatura

•Escrita de Tablatura (fig.7); apesar de ser possível escrever acordes, é preciso recorrer ao Sibelius para a escrita de tablaturas. •Escrita de letras de música: é comum ter a letra da música escrita

•Símbolos de repetição (fig.4): Casa 1, casa 2, ritornello, codas. •Formatação (fig.5): é possível aumentar compassos numa linha, tirar de outra, fazer quebra de página ou similar. •Parts personalizadas (fig.6): é preciso mais liberdade para es-

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SIBELIUS| www.backstage.com.br 80

•Numeração de páginas e compassos. •Acidentes (fig.9): o Sibelius fornece não apenas o sustenido e bemol, mas também o dobrado sustenido/bemol e microtons.

fig 5 - formatacão

As notações variam de acordo com a época, estilo e localidades. Além disso, não se resume apenas às notas musicais nas pautas, mas a todo tipo de informação, seja para o músico ou para o maestro

fig 6 - parts

crever parts. Alguns elementos precisam ser retirados, outros acrescentados. O tamanho da fonte geralmente é diferente e a formatação deve ser 100% independente da partitura completa.

fig 11 - grupamento

•Grupamento de notas (fig.11): nem sempre o agrupamento padrão de colcheias é o ideal e no Sibelius é possível personalizar a escrita.

fig 8 - percussão

fig 10 - notacao avancada

•Notação avançada (fig.10): a notação musical está em constante evolução. Tipos de compassos complexos, quiálteras, armaduras de clave não-convencionais. Como vimos, a escrita musical é muito rica e ampla em detalhes. As notações variam de acordo com a época, estilo e localidades. Além disso, não se resume apenas às notas musicais nas pautas, mas a todo tipo de informação, seja para o músico ou para o maestro. Além da escrita em si que é um diferencial, o Sibelius também é repleto de ferramentas que nos ajudam a escrever, formatar e checar possíveis erros e este é o tema do próximo mês. Abraços!

Para saber online

•Cabeças de notas (fig.8): bateria e percussão utilizam outras notações. Por exemplo, os pratos devem ter um “x” no lugar da cabeça de nota convencional. Pautas com menos de 5 linhas: utilizase para escrever arranjos para percussão, bandas marciais entre outros.

fig 9 - acidentes

cmoura@proclass.com.br http://cristianomoura.com


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PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br

O tamanho

do seu

Estúdio

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PARTE 3

Ricardo Mendes é produtor, professor e autor de ‘Guitarra: harmonia, técnica e improvisação’

S Continuando a série sobre estúdios médios, vamos agora falar sobre os microfones. Que tipo de microfone seria o mais adequado para um estúdio de médio porte?

imples. Os mesmos para um estúdio de grande porte, só que em uma quantidade menor. Na verdade, em quase tudo, um estúdio de médio porte é um estúdio que tem muito em comum com um de grande porte, porém com dimensões e quantidades de equipamento reduzidas. A qualidade dos equipamentos e a mentalidade profissional deve ser a mesma de um estúdio “grande”. É claro que quando falamos em estúdio de médio porte, também estamos falando de orçamento de médio porte. Que critério usar para escolher os microfones? A minha sugestão é: tenha os clássicos. Por quê? Bem, ninguém se torna um clássico à toa... Os equipamentos, e os microfones incluídos entre eles, se tornam clássicos porque foram usados pelos melhores engenheiros de som, dos melhores estúdios, nos melhores projetos, com os melhores artistas durante décadas. Ou seja, se foram tão usados assim, é porque dão bons resultados.

Existem microfones raros, caríssimos, topo de linha que não são clássicos e que dão resultados excepcionais, mas neste caso temos que nos lembrar de uma coisa: moramos no Brasil, e embora a Princesa Isabel tenha abolido a escravatura, esqueceu-se de abolir também a escravidão dos músicos e pessoas que trabalham com música e que têm que pagar por um equipamento de trabalho no mínimo 100% sobre o valor de loja nos EUA. E não venham dizer que é porque é importado, pois um produto de áudio japonês custa no Brasil o dobro do que nos EUA. E foi feito no Japão... Ou seja, é importado para nós e para os americanos também, só que eles pagam a metade do preço. Ou para ser mais preciso, nós é que pagamos o dobro do preço. Nesse quadro de tributação em cascata, onde ao comprarmos um microfone temos que dar outro para o governo, fica um pouco difícil comprar microfones caríssimos, handmade, só para experimentar...


Pode ser necessário ajuste de nivelamento durante o teste comparativo

Nesse caso, o melhor seria pedir ao seu fornecedor um testdrive para ver se você realmente gosta do microfone, fazer testes comparativos e ver se realmente ele vale o preço. Alguns vão valer, outros não. Só testando. Como fazer este teste comparativo? Simples. Abra um canal para gravar, pode ser voz ou instrumento, dependendo do microfone que você quer testar, grave de preferência o mesmo trecho da mesma música, usando sempre o mesmo pré-amplificador. Dê a este canal o nome do microfone que você está usando. Depois de gravar este trecho, abra outro canal endereçado para o mesmo pré-amplificador, troque o microfone, dê o nome deste novo canal o mesmo nome do microfone que você agora está testando. Repare que pode ser necessário algum ajuste de nivelamento, pois os microfones podem ter grandes variações no nível entre eles. De maneira geral, os condensadores são mais altos, os dinâmicos ficam no meio do caminho e os de fita (ribbon) são mais baixos. Mas pode haver variações grandes mesmo entre microfones do mesmo tipo. Eu, por exemplo, tenho um Neumman TLM-103 que é muito mais alto do que qualquer outro condensador que eu tenha. Mais alto não quer dizer melhor, po-

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PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br 84

É possível posicionar um microfone de modo que ele pegue um balanço satisfatório entre as duas peles? Sim. Normalmente com a cápsula do microfone na altura do buraco da pele de resposta. Quando mais para dentro do bumbo, mais kick, quanto mais para fora, mais boom

rém o som mais alto sempre nos engana a uma primeira ouvida. Por isso convém ajustar o ganho para cada microfone no teste comparativo. Isso vale para qualquer microfone. E quais seriam os clássicos, dentro de um mundo real? Vamos por famílias... Para sons graves como bumbo da bateria, baixo acústico, surdo de samba, tambor de maracatu etc. teríamos como opções acessíveis o AKG D-112, o EV RE-20, o Seinnheiser MD-421, Shure Beta-52, Audix D6. Com qualquer um destes você terá um ótimo resultado. Eu, particularmente, cheguei à conclusão que o melhor para um grande som de bumbo é a combinação de dois microfones. O bumbo, apesar de ser um instrumento grave, tem também uma região aguda, porém estas duas regiões de frequência também se encontram fisicamente separadas. A parte alta, que também chamamos de “kick”, está no ponto onde a maceta do pedal bate na pele. Porém a parte mais grave, que também chamamos de “boom”, está na pele de resposta. É possível posicionar um microfone de modo que ele pegue um balanço satisfatório entre as duas peles? Sim. Normalmente com a cápsula do microfone na altura do buraco da pele de resposta. Quando mais para dentro do bumbo, mais kick, quanto mais para fora, mais boom. Qualquer um dos microfones citados acima faria este trabalho muito bem. Eu costumo usar de um a três microfones para o bumbo, dependendo da situação. Normalmente coloco o MD-421 dentro do bumbo, próximo à maceta, o AKG D-112 bem próximo, quase colado na pele de resposta e bem no centro. Um ponto importante: prefiro que o bura-

co nas peles de resposta não seja centralizado, e sim mais para o canto, pois é justamente no centro da pele que está a maior sustentação de graves. Se por acaso você achar que o som está grave demais, basta inclinar um pouco o microfone até no máximo 45º. Isso tirará a cápsula do eixo (off-axis) reduzindo o excesso de grave. Costumo também colocar um terceiro microfone, um condensador, AudioTechnica 4047 em frente ao bumbo entre um a dois metros de distância. Esse microfone em especial é um “cover” atual do Neumman U47 FET. Esse microfone não é mais fabricado e muito raro, e quando aparece um para vender, mesmo nos EUA, atinge preços exorbitantes. Mas é esse tipo de microfone, nesta posição, que dá o que eu chamo de “som ambiente do bumbo”, ou que também costumo chamar de “som de bumbo do John Bonhan” (o batera do Led Zeppelin). O cuidado que temos que tomar com este terceiro microfone é com o vazamento do resto da bateria. Nesse caso, a melhor solução é o “túnel”. Isso mesmo, um túnel. Pode ser feito com cobertores e estantes de microfone. Coloque o cobertor com a parte mais curta dando a volta sobre o bumbo. Pode ser que seja necessário prender o cobertor com fita crepe ou algo do tipo. Para outra ponta do túnel você pode usar algumas estantes de microfone, de preferência aquelas baixinhas com o tripé de ferro, ou poderia ser uma cadeira, mesinha, de modo que esse cubra o microfone. No próximo mês continuamos com o kit de bateria em um estúdio de médio porte. Abraços.

Para saber mais redacao@backstage.com.br


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HOME STUDIO| www.backstage.com.br 86 Gravar vozes e instrumentos acústicos ou elétricos é uma das tarefas mais críticas de um estúdio. E, se não há regras, qual a melhor maneira de se captar cada som? Como ponto de partida, vale a pena conhecermos os procedimentos mais comuns de captação e os microfones mais usados pelos estúdios mundo afora.

MICROFONES E

CAPTAÇÃO DO

SOM NOS ESTÚDIOS Sergio Izecksohn, músico, é diretor e coordenador pedagógico da escola de produção musical Home Studio. www.homestudio.com.br

C

omecemos pela escolha do local mais adequado dentro da sala de gravação, aquele onde os sons têm maior naturalidade. Do mesmo modo, devemos sempre

experimentar o posicionamento correto do microfone diante da fonte sonora. Essas duas precauções são mais valiosas até do que a própria escolha do microfone.


É fácil a gente concordar com isto, imaginando o seguinte: o que vai captar melhor a minha voz, um microfone barato comprado na rua, posicionado a cinco centímetros de distância da minha boca, ou um microfone sofisticado para estúdio, só que a dez metros de mim? É claro que a posição do microfone faz muita diferença, então! Não adianta investir sem saber posicionar os microfones. Pré-amplificadores. Os microfones trabalham em níveis de volume mais baixos do que os instrumentos eletrônicos, como teclados, baterias ou aparelhos como as mesas e as placas de som. Para operarem em níveis compatíveis com os dos demais equipamentos, os microfones precisam ser pré-amplificados, isto é, amplificados antes de entrarem no sistema de som. Podemos utilizar pré-amplificadores avulsos para os microfones e enviar o som dali para a placa de som. Existe uma grande quantidade de bons modelos no mercado. Por outro lado, podemos utilizar os preamps de uma placa de som, o que costuma sair bem mais em conta. Ou usar uma mesa. Conexões. Os microfones podem ser ligados diretamente à mesa, caso não disponhamos de um pré-amplificador específico para eles. A mesa deve ter entradas balanceadas no formato Cannon XLR de três pinos para uma melhor qualidade do som. O microfone usa uma saída balanceada, que contém um terceiro fio que neutraliza ruídos e interferências eletromagnéticas no seu sinal, além dos tradicionais fios neutro e fase. A saída balanceada do microfone é conectada à mesa através de um cabo com plugues XLR (ou Cannon). Tipos. Os microfones para gravação, quanto ao seu modo de fun-

cionamento, se dividem em dois grupos principais: dinâmicos e a condensador. Microfones dinâmicos, os também chamados microfones duros, baseados numa bobina móvel acoplada à membrana, têm em geral uma resposta um tanto “dura”, só captando bem a fonte sonora próxima à membrana. Esses modelos são os mais recomendados para captar sons de maior intensidade ou pressão, como percussão, metais (sopros) e alto-falantes de guitarra. Com sua resposta fraca para sons mais distantes, são muito úteis para os pequenos estúdios sem tratamento acústico, assim como para o uso no palco, já que são resistentes a ruídos de manuseio. Microfones a condensador. Bem mais sensíveis que os dinâmicos, são mais usados em estúdios de gravação e de TV, otimizando a qualidade sonora. Ideais para captar vozes e instrumentos com sons de média ou pouca intensidade, desde que num ambiente acústico tratado. Também chamados de microfones a eletreto ou capacitivos, esses modelos precisam de energia elétrica para alimentar o condensador. Phantom power. Geralmente, a mesa de som ou o pré-amplificador tem uma chave de phantom power, que envia uma corrente elétrica com a tensão de 48 Volts para o condensador através do próprio cabo de áudio do microfone. Os outros tipos de microfones, como os dinâmicos, ignoram esta energia “fantasma” (ou seja, invisível, sem um cabo próprio). Microfonia ou feedback é a realimentação ou o retorno do som captado pelo microfone a ele próprio após o som ser amplificado e reproduzido pelo alto-falante. O microfone não pode estar na mesma sala que um alto-falante ligado reproduzindo o seu som, pois será inevitável a microfonia. Du-

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HOME STUDIO| www.backstage.com.br 88

rante a gravação, capte os sons em outra sala, isolada acusticamente, ou use fones de ouvido em vez dos alto-falantes. Áreas de captação. Microfones podem captar o áudio vindo de várias direções com diferentes curvas de atuação, popularmente chamadas unidirecionais e multidirecionais. Fora dessa área, a captação se reduz a níveis muito baixos. Dependendo dos modelos, podem atuar de uma única maneira ou de várias, escolhidas num seletor. É importante observarmos e compreendermos os diagramas polares dos manuais para conhecermos a sua área de captação. Os ícones de cada diagrama costumam vir desenhados no próprio microfone. Unidirecionais. Os microfones unidirecionais são chamados assim por captarem melhor os sons que vêm da sua frente. De acordo com a abrangência de sua atuação (captando os sons em áreas mais estreitas ou mais largas), eles podem se classificar como cardioides, supercardioides e hipercardioides. Os microfones cardioides captam melhor os sons emitidos dentro de uma área em forma de coração, diante da cápsula e à moderada distância. Quanto mais a fonte sonora se posicionar à frente da cápsula do microfone, maior será o ganho. Quanto mais ela se afastar da frente da cápsula, girando em torno do microfone, menor o nível do som captado. Por trás do microfone a captação é anulada. Os supercardioides e os hipercardioides têm essa área de captação frontal ainda mais estreita. Embora também captem os sons mais próximos (ou mais fortes) que vêm de trás, eles não são capazes de captar os sons que vêm de trás em diagonal. Se, por um lado, esses microfones são insuficientes para captar o som de uma área mais larga, como um coro, por outro lado, reduzem os vazamentos de ruídos externos na gravação, sendo ainda mais úteis em gravações de várias fontes sonoras com vários microfones e nos estúdios sem isolamento acústico.

Onidirecionais. Mais conhecidos como microfones omnidirecionais, os também chamados multidirecionais captam o som que vem de todas as direções. São ideais para gravação de seções de orquestras e coros, além de permitir boa captação em um ambiente sem vazamentos. Figura-de-8. Captação de duas regiões esféricas, uma à frente e a outra atrás do microfone, isolando os sons laterais. Boa para gravar duas fontes sonoras posicionadas uma diante da outra. Também chamado de bidirecional. Multidirecionais. Microfones que permitem selecionar entre os diversos diagramas polares através de uma chave seletora. No entanto, o termo também se refere aos microfones onidirecionais e figura-de-8. PZM. Pressure Zone Microphone, boundary mike ou microfone de ambiente é um tipo de microfone com o formato achatado, geralmente pendurado em uma parede lateral da sala de gravação. Seu elemento é afixado suspenso sobre um dos lados de uma folha de material reflexivo ao som. Por isso mesmo seu padrão de captura é o mais aberto possível, assemelhando-se a uma semiesfera, registrando sons provenientes de todas as direções em relação à sua superfície superior. Colecionando microfones. Existe uma infinidade de modelos de microfones para estúdios de gravação e muitas fábricas excelentes. Os modelos aqui citados são os mais frequentemente encontrados em grandes, médios e pequenos estúdios, devido à sua qualidade, versatilidade, seu custo-benefício ou outros fatores. Se o seu home studio ainda é básico, sem tratamento acústico, este não é o momento apropriado para adquirir uma coleção de microfones para todas as finalidades. Neste caso, o uso de um ou dois microfones dinâmicos, desses que se usam nos palcos, pode ser uma solução natural. Dinâmicos e, portanto, pouco sensíveis a sons mais distantes, além de unidire-


cionais (cardioides), esses modelos compensam bastante a ausência do isolamento e do tratamento acústico. Econômicos com relação à qualidade, permitem a poupança para os próximos investimentos. O estúdio de médio porte pode adotar, para uso geral, um bom modelo a condensador que sirva para captar vozes e instrumentos como o violão, além de um dinâmico para os sons mais agressivos. Para o pequeno estúdio com isolamento e algum tratamento acústico,

Cardióide

surgiram nos últimos anos muitos modelos de microfones a condensador de baixo custo. Para home studios maiores, a aquisição dos microfones segue a sua própria vocação. Gravar bateria, por exemplo, demanda a compra de um kit de microfones específicos para os tambores e pratos, além da necessidade de uma sala especial para a sua captação. Também por isso a maioria dos home studios opta pelo uso das baterias virtuais e dos loops. Qualquer que seja a sua escolha, lembrese que o mais importante é sempre o posicionamento do microfone e da fonte sonora durante a captação. Vejamos, então, aqui, algumas técnicas e os microfones mais usados para a captação de vozes e dos instrumentos mais comuns: Voz. Os microfones a condensador são os mais apropriados. Os mais usados nos estúdios comerciais são o Neumann U87 e o AKG C 414. Vários modelos da Behringer, da CAD e da MXL, entre outras fábricas, são alter-

Supercardioide

Onidirecional

Figura de 8

Hipercardioide

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HOME STUDIO| www.backstage.com.br 90

Captação de guitarra

nativas usuais para um home studio de porte médio. O microfone deve ficar sempre no pedestal, com suspensão própria e uma tela para filtrar o som da voz e barrar a emissão mais forte do ar, que causa o indesejável puf ou pop na gravação. A distância do microfone a condensador varia de acordo com a potência vocal do cantor, geralmente entre uns cinco e uns trinta centímetros, na altura dos olhos ou um pouco abaixo. Usando um microfone dinâmico (no pequeno estúdio), devemos posicioná-lo a 45 graus da boca do cantor e a distância será de um a cinco centímetros. Após “passarmos o som” não devem ser feitos outros ajustes de volume durante a gravação. Toda a dinâmica fica por conta do cantor e de seu posicionamento diante do microfone. Os demais ajustes só serão realizados na mixagem. Caso ocorra um pico excessivo ou clip no sinal de áudio durante a gravação, devemos interrompêla. Observamos onde ocorreu o pico (no preamp, no canal da mesa, na placa de som ou no retorno), corrigimos o nível e reiniciamos a gravação. Violão. Temos aqui várias opções de captação. Em um ambiente

acústico ideal, o violão com cordas de nylon será captado por um ou dois microfones a condensador, como os citados aqui para voz, a uns trinta centímetros do tampo frontal do instrumento e a uns sessenta centímetros um do outro (se usarmos dois). Evitamos posicionar o microfone próximo à boca do violão, de onde o ar sai com muita pressão. Na maioria dos home studios, uma boa opção é começar experimentando posicionar um microfone a condensador, ou mesmo um dinâmico, a poucos centímetros da parte inferior do tampo do violão, geralmente na parte de trás. Use um fone de ouvido para escolher as melhores posições do violão e do microfone. O violão com cordas de aço ou folk, atuando em conjunto com outros instrumentos de harmonia, pode ser captado por um microfone que realce as altas frequências (agudos), desses de prato de bateria, com o formato de lapiseira. Guitarra. A captação da guitarra costuma ser feita através de microfones dinâmicos, captando o alto -falante do amplificador a uns dez ou 15 centímetros. O microfone aponta perpendicularmente para o centro do raio do cone do alto-falante. O amplificador deve estar em outra sala, isolado da técnica. Usa-se também a gravação em linha através de um pré-amplificador ou um simulador de amplificadores. Baixo. Pode ser conectado diretamente à placa de som, ou à mesa, ou via amplificador, ou microfonado, ou de várias formas combinadas. Microfonado, segue os padrões da guitarra, usando um microfone dinâmico. Em linha, o som é mais nítido. As cordas têm que estar novas, o instrumento regulado e, se usar captação ativa, bateria nova.

Bateria. Usam-se vários microfones diferentes, em geral dinâmicos para as peles e a condensador para os pratos. Para o bumbo, o mais comum é o AKG D 112, dentro do bumbo. Sobre a caixa, usa-se muito o Shure SM57, voltado para a pele superior, a uns 5 centímetros da borda. Muitos técnicos de captação usam nos tom-tons o Sennheiser MD 421 e no surdo, o Electro-Voice RE 20, posicionados como na caixa. Usase mais para o contratempo o Shure SM94. Os pratos podem ser captados por cima, por dois microfones “overall” do tipo lapiseira, como o Shure SM81. Nunca é demais experimentarmos outras opções de captação, já que o que realmente importa é o resultado. A boa execução vocal ou instrumental é o fator mais importante para uma gravação de qualidade. Não deixe para recuperar a qualidade na mixagem. As melhores soluções são encontradas na hora de gravar. Nos estúdios de gravação existem microfones específicos para a captação de cada tipo de voz ou instrumento musical, como também há modelos mais versáteis para uso geral. Informe-se, não deixe de testá-los e compará-los com os concorrentes em condições acústicas normais e iguais antes de comprar. E compre o que o seu ouvido mandar.

Para saber online

www.homestudio.com.br


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LEITURA DINÂMICA| www.backstage.com.br 92 A Empresa Oneal e a loja mineira Spott Áudio demonstraram o novo sistema Line array no palco da Hard Rock Cafe BH e impressionaram os visitantes. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

Workshop da EVO Line EM BELO HORIZONTE C

om o apoio da Loja Spott, entre os dias 13 e 14 de junho, cerca de 250 pessoas estiveram na casa de shows Hard Rock Cafe BH para assistir à demonstração do sistema de line array EVO da empresa paranaense Oneal. No primeiro dia, a demonstração e a palestra técnica foram direcionadas para os profissionais de áudio que trabalham,

Demonstração de equipamento em som ao vivo e com DJ Hammel

principalmente, para a sonorização de igrejas evangélicas e católicas. Já o segundo dia foi destinado aos vendedores das lojas e às locadoras de áudio mineiras. A palestra técnica, que teve como base uma apostila distribuída gratuitamente aos participantes, foi ministrada pelo técnico da Oneal, Fernando Gabriel, que falou sobre a empresa, sobre o desenvolvimento dos sistemas (206 e 208), além de abordar um pouco da história dos lines, seus usos e aplicações. Na segunda parte da palestra, Fernando explicou os sistemas EVO, abordando as diferenças e singularida-


Participantes no primeiro dia

Equipe técnica da Oneal

Participantes no segundo dia

des em relação a outros sistemas, e falou da questão segurança, dos tipos de montagem e do software de simulação que foi totalmente desenvolvido para uso no sistema. Esse programa está disponível gratuitamente no site da Oneal e pode ser baixado por todos os interessados (www.oneal.com.br). Custo-benefício foi a principal característica destacada pelos participantes, além da qualidade sonora. “A Oneal está de parabéns pelo sistema. Tem uma relação custo-benefício muito justa na sua prestação de serviço e, principalmente, para o que se propõe como a sonorização indoor. Tem um timbre muito agradável e bem limpo nas altas com uma imagem sonora muito coerente e uma cobertura em que não se percebe o filtro comb”, disse Claudio Abreu,

da Sonic Mesh Eletroacústica, empresário na área de projetos para sistemas eletroacústicos, acústica arquitetônica & acústica industrial. Outro que deu destaque à alta qualidade em relação ao preço foi o produtor musical Neto Balbo. “Fiquei surpreso com o novo sistema EVO LINE da Oneal. Sempre tivemos dificuldades para investir em aparelhos de qualidade nas igrejas católicas. Mas agora, tenho certeza que temos um equipamento de nível profissional, com um custo muito acessível, o que é muito importante quando falamos do nosso segmento. Também considero importantíssimo destacar a “robustez” do produto, uma vez que nas missas, grupos de oração ou outro evento católico, raríssimas são as vezes que podemos

Luiz (primeiro à esquerda), técnico de áudio

Participantes do evento

contar com um profissional para ligar e operar o sistema. Com o EVO LINE da Oneal, os riscos de danos por conta de uma operação errada é praticamente nulo. A qualidade de reprodução do áudio também chama a atenção, pois não requer muito conhecimento técnico para se conseguir um som perfeito”, avaliou Neto, que também é técnico de gravação e mixagem, baterista e operador de áudio, com 23 anos de experiência na música católica, tendo gravado, mixado e produzido mais de 60 discos nesse segmento, além de atuar em shows por todo o Brasil. O consultor técnico Christiano Borges, da Santiago Som, gostou da resposta do sistema 208. “Achei muito bacana a resposta do sistema 208, apesar de não ter tido muito tempo para analisá-lo melhor. Gostei muito”, completou. O evento terminou com uma demonstração sonora dos sistemas, além de um momento para respostas às duvidas dos participantes. Os próximos encontros ocorrerão nas cidades de Florianópolis (SC), Londrina (PR), Fortaleza (CE), Volta Redonda (RJ) e Rio de Janeiro.

Para saber online

www.oneal.com.br

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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 94

AES deste ano recebeu maior número de visitantes no pavilhão amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo

Recorde de público, a edição de 2012 da AES Brasil, realizada pela primeira vez no Expo Center Norte, em São Paulo, também foi marcada pela presença e intercâmbio de profissionais internacionais, além de workshops, palestras e exposições de equipamentos.

AES

BRASIL EXPO E

redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

ntre os dias 8 e 10 de maio, profissionais de áudio, estudantes e expositores se reuniram no pavilhão amarelo do Expo Center Norte para mais uma edição da AES Brasil. O evento, que este ano re-

cebeu número recorde de visitantes. Além das palestras e seminários, essa edição também foi marcada pela presença de visitantes e empresas estrangeiras. Foi também nesta edição que foi firmada uma


Proshows: novo distribuidor da Audio-Technica

Visitantes puderam conferir demonstrações de equipamentos nos estandes dos expositores

parceria entre a AES Brasil e a SOBRAC – Sociedade Brasileira de Acústica. A ideia é fazer ações conjuntas envolvendo as duas entidades, como o estabelecimento de uma política nacional de controle de emissões sonoras.

EXPOSITORES Um local não apenas para trocar experiências e adquirir conhecimento. A AES Brasil também viu crescer sua vocação como local para ampliar ou

se fazer negócios. Diversas empresas realizaram lançamentos de produtos durante a Expo, os estandes receberam shows de mixagem ao vivo, numa interação entre empresas, técnicos e especialistas. Um exemplo foi a Danish Sound Technology, organização dinamarquesa que congrega empresas como DPA, TC Electronic, Pascal, Danmon, Loudsoft e NTP, que trouxe uma delegação completa e tem planos de intensificar a presença e a Antonio (Audio Premier)

Estande da Quanta Pro também teve apresentação de produtos

Na Harman, consoles à disposição dos visitantes

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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 96

Na Studio R, novos modelos dos amplificadores

Homero Sette, Rui Monteiro e Flavio Canovas

atuação no Brasil. Um dos lançamentos da empresa trazido ao evento foi o microfone d:facto. No Brasil, a Quanta Music é responsável pela distribuição da DPA. Investindo na educação, AES, Francal e Roland promoveram uma ação social com a capacitação de 25 jovens como futuros profissionais de áudio. Takao Shirahata, presidente da Roland, Aldo Soares, presidente da AES Brasil e Cláudia Nascimento, da Francal Feiras entregaram os certificados do projeto “Profissionais do Futuro” a jovens de instituições sociais de São Paulo que atuam na formação em áudio e vídeo. Os selecionados partici-

Framklim Garrido, Lazzaro Jesus e Mario Andrade

Representantes regionais da Harman

param dos três dias do evento, assistindo a palestras, realizando networking com os profissionais, além de terem conhecido as empresas expositoras e recebido um treinamento dado por experientes profissionais da área.

PALESTRAS E WORKSHOPS Temas como O estado da arte em circuitos integrados analógicos para áudio, ministrado por Rosalfonso Bortoni; e Subwoofers: dimensionamento e empilhamento, ministrado por Homero Sette e Ruy Monteiro, deram a tônica do primeiro dia da AES. Outro seminário que teve muito sucesso foi o de Pat Brown, que encerrou com enorme sucesso o seminário Syn-Aud-Com. Tendo como participantes nomes como o engenheiro Carlos Correia e o empre-


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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 98

Homero Sette e Rui Monteiro

Aldo Soares: sonorização em templos

Luiz W. Biscainho: sistema de telepresença

Victor Lazzarini: Programação musical

Palestra sobre controle de loudness na TV

Paul Roberts (esq.): presença internacional

Painel “Áudio nas Igrejas”

Gustavo Basso e a acústica no Teatro Colón

Apresentação da série CL da Yamaha

sário João Américo, da JAS, a palestra de Homero Sette - que contou ainda com a presença de Ruy Monteiro, da Studio R, compondo a mesa -, foi também uma das mais concorridas do primeiro dia do encontro. Assuntos como Potência NBR x Potência AES x Potência Musical. SPL e frequência acústica, Bandpass e eficiência do alto falante, envolveram do começo ao fim as cerca de 30 pessoas que lotaram a sala 3 do Centro de Convenções. No segundo dia, os participantes puderam conferir assuntos igualmente relevantes como a palestra com o representante da Clair Brothers, Impromusic, ou ainda A evolução dos mixers analógicos para os mixers digitais, com Robert Scovill, e Áudio 5.1 em televisão, com Rodrigo Meirelles, que falou sobre diferentes aplicações em cobertura ao vivo e trabalhos de pós-produção, além das dificuldades de im-

Emerson Jordão, Felipe Gonzales e Fernando Canabarra Filho

plantação do padrão AAC no Brasil. Com a presença de Fernando Bersan, Aldo Soares, David Fernandes e Ivo Sakihara, todos técnicos e engenheiros com vasta experiência tanto em projetos de acústica e áudio para igrejas quanto no trabalho com artistas do meio cristão, a AES debateu as dificuldades de

Encontros no estande da DB Tecnologia

sonorização para templos, como os limites orçamentários, a ausência de um projeto de acústica adequado e a interação dos sons do palco, PA e sua consequência em ambientes fechados. Os participantes falaram sobre suas experiências e esboçaram possíveis soluções e alternativas a estes problemas.


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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 100

Meteoro levou diversos modelos para exposição

Outra presença internacional no segundo dia foi Tim Vear, engenheiro sênior da Shure. Tim, que contabiliza em seu currículo trabalho com artistas como Rolling Stones, U2 e Cirque du Soleil, fez um panorama do RF Áudio, contando o desenvolvimento, a tecnologia e todo ambiente do RF. Outra palestra concorrida foi O controle do Loudness na Televisão Brasileira. O painel contou com a presença dos engenheiros Luiz Fausto e Rodrigo Meirelles, da TV Globo, Alexandre Sano, do SBT, e Sergio Bruzetti, da Record, além do enge-

Marcos (Taigar Som) e Gilberto Grossi

Tecnologia LED presente nos produtos da Gobos

nheiro Framklin Garrido. Segundo os palestrantes, apesar de já existir uma lei no Brasil para essa questão desde 2001, a “guerra do volume” é um dos principais problemas que hoje afetam a produção televisiva, musical e de outras áreas. A boa notícia é que a regulamentação definitiva de regras que os canais de TV devem adotar para equalizar o volume já vem tomando corpo. Ainda no segundo dia, o auditório A teve seus trabalhos encerrados com o workshop da HPL/FBT, quando foram apresentadas as dependências da fábrica na Itália, bem como os equipamentos da empresa e suas devidas funções. O último dia foi dedicado a temas como Painel sobre Masterização, ministrado por Carlos Freitas, Beto Neves e Torcuato Mariano; Som ao vivo e Instalado: Grandes diferenças, com Aldo Soares; além da palestra Aplicações práticas de sistemas de realimentação à reprodução de baixas frequências, com Mario Di Cola. Num dos paineis mais esperados da AES Brasil Expo 2012, Carlos Freitas, do estúdio de masterização Classic Master; Torcuato Mariano, músico e produtor, ex-diretor artístico da gra-

vadora EMI; e Beto Neves, engenheiro de gravação e mixagem com 14 anos de experiência e trabalho com artistas como Ivete Sangalo e Gilberto Gil, discutiram os desafios da masterização no século 21. Utilizando a experiência de cada um, foram comentados as transformações das mídias de gravação, as possibilidades e situações do cotidiano da masterização, a atual cadeia de produção e o que o estado atual indica do futuro. No mesmo horário, em outro auditório, Aldo Soares, presidente da AES Brasil e da ARS Acústica, abordou as diferenças cruciais entre o som ao vivo e o instalado, as soluções que a indústria desenvolveu, a melhor abordagem para cada projeto e o atual crescimento e evolução do mercado. Os três dias de AES também tiveram apresentações ao ar livre de PAs de diversas empresas presentes ao evento. As demonstrações aconteceram duas vezes ao dia no pátio externo do Pavilhão Amarelo da Expo Center Norte. Mesclando grandes lançamentos do mercado, debate acadêmico, técnico, cursos e seminários de capacitação, integração e networking amplo entre empresas nacionais, estrangeiras e todos os envolvidos com o áudio de maneira geral, a AES Brasil Expo cumpriu sua vocação em ser um dos melhores momentos do ano para o setor.


SOM ALTO TEM LIMITE Excesso de dBs causa problemas com vizinhos na AES

A mudança de local para a realização da AES, pela primeira vez no Expo Center Norte, permitiu mais espaço para os expositores, dentro e também fora do Pavilhão Amarelo onde era realizada a Feira. No pátio do estacionamento, oito empresas fabricantes de PA puderam fazer demonstrações de seus sistemas ao longo dos três dias de evento. No entanto, o que era para ser uma experiência diferente, por pouco não se tornou dor de cabeça logo no primeiro dia. Reunir diversos sistemas de line array potentes em um mesmo local para fa-

zer apresentações exige uma série de normas e regras. Uma delas foi a limitação em 85 decibéis que cada um poderia alcançar. Segundo Walter Ullmann, o problema surgiu quando um funcionário de determinada empresa resolveu ignorar as regras, excedendo em até 20% os limites de dBs. “Eu pedia para abaixar o volume, virava as costas e ele tornava a aumentar. Foram quatro apresentações na terça-feira e em todas tivemos esse problema,

chegando a dar pico de 125dB, dentro da house, o que é muito alto. Enfim, isso passou de longe o que a gente havia combinado”, esclarece Walter. O resultado foi que, ainda no final do primeiro dia de AES, os responsáveis por ceder o espaço para a feira, diante de reclamação de empresas vizinhas sobre o volume muito alto, recomendaram abaixar ainda mais o som, e, no dia seguinte, a feira recebeu uma visita da prefeitura. “Houve uma correria para “apagar incêndio” e tentar acalmar as coisas. Então, em conjunto com os responsáveis pela AES, Francal e Center Norte e a administração geral, chegamos a um acordo dos volumes. E o responsável por esse sistema se recusou a participar das outras apresentações”, relata Walter, acrescentando que quando começaram os preparativos para a feira, foi passado um e-mail avisando

Aldo Soares (ao centro) e Walter Ullman (dir.)

Cada empresa teve direito a dez minutos para demonstrar seus respectivos sistemas de line array

que existiria uma limitação de volume, para que as empresas pudessem se adequar às leis municipais. “Estimamos o nível de ruído em 85 dBs. Todos que estavam na house tentavam regular o ruído de volume da apresentação em função do que havia sido pedido. Na média, estava dentro do valor estipulado, mas ainda não tínhamos um posicionamento dos órgãos competentes e do próprio locador do espaço para isso”, conta Ullman. Como os envolvidos chegaram a um consenso, os outros dois dias de demonstrações aconteceram sem incidentes. A organização da AES já procura um local mais confortável para os expositores a fim de realizar a próxima edição.

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Era 8 de maio de 2012, uma terçafeira fria e chuvosa em Silva Jardim, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes na Região Meio Norte do Estado do Rio de Janeiro. A data celebrava o aniversário de 171 anos da emancipação políticoadministrativa do município e, desde a sexta-feira anterior, uma grande festa levou à cidade vários artistas de grande porte no cenário nacional. Alexandre Coelho redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

A NOVA P

ara sonorizar as apresentações, foi contratada a empresa Cocobongo, com sede no vizinho município de Casimiro de Abreu, locadora com seis anos de experiência e ampla atuação não apenas no Estado do Rio, mas também em localidades de Minas Gerais e da Bahia. Seus sócios, Fábio Jr., mais conhecido como Batata, e Patrick Pinto, usaram no evento, pela primeira vez, o novo PA recém-adquirido pela empresa, um line array 12.6 da Machine. “Nossa parceria com a Machine já existe há três anos. Esse foi o segundo PA que nós adquirimos da empresa. O equipamento está conosco há apenas uma semana e nós o estreamos na festa de

Silva Jardim. Essa foi a quarta edição da festa de emancipação da cidade da qual participamos”, contou Batata com exclusividade à Backstage, na tarde de 8 de maio, enquanto era montado o palco para o show do cantor Michel Teló, que encerrou a programação das festividades. O line array da Machine usado em Silva Jardim contou com 12 caixas 12.6 (com 1 falante de 12”, 2 falantes de 6” e 2 drives em cada caixa) e 12 subwoofers em cada lado do palco. O sistema atendeu a artistas como os cantores de música gospel Fernanda Brum, Damares e Davi Sacer (que se apresentaram na sexta, dia 4 de maio), Skank (5/5), Belo (6/5), Aviões do Forró (7/5) e Michel Teló (8/5), em uma arena


‘MÁQUINA’

de fazer som

que recebeu, em média, 10 mil pessoas por noite, vindas da própria cidade e de municípios vizinhos. De acordo com Batata, a avaliação foi muito positiva. Especialmente porque, durante os cinco dias da festa, foram sonorizados shows de diferentes gêneros musicais, como gospel, pop-rock, pagode, forró e sertanejo, cada qual com suas peculiaridades e níveis de exigências.

“O PA atendeu muito bem a todos os artistas. Ele é novo ainda, está sendo alinhado. Mas as caixas corresponderam, os técnicos ficaram surpresos, principalmente os que nunca tinham tocado em um sistema da Machine, que é nacional. Eles gostaram bastante”, garante Batata. O sócio da Cocobongo destaca que tanto ele quanto os profissionais de sua equipe não tiveram nenhuma di-

ficuldade na adaptação ao novo sistema e que, ao contrário, o novo line array facilitou o trabalho de todos os envolvidos na sonorização do evento. “As caixas de grave, por exemplo, foram muito elogiadas pelos técnicos durante os cinco dias de festa. O Claudinho e o Tiba, técnicos de monitor e de PA, respectivamente, do grupo Aviões do Forró, disseram que esse foi um dos melhores sistemas

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As maiores diferenças entre o atual sistema da Machine e o anterior estão no porte, que é maior no novo, e no espectro de frequências, agora mais amplo. No novo line, é possível trabalhar com o sub mais folgado e a resposta é melhor, já que a caixa tem mais frequências médio-graves. (Painho)

Novo sistema 12.6: capacidade sonora e qualidade da equalização garantiram cobertura da área do show

de graves que eles já usaram”, orgulha-se Batata. As próximas empreitadas da equipe da Cocobongo incluem, além de eventos de menor porte, as festas de São João em três cidades da Bahia e um show de Ivete Sangalo em Nova Friburgo, Região Serrana do Estado do Rio, em agosto.

ESPECTRO DE FREQUÊNCIAS Não foi por acaso que o novo PA da Machine usado pela Cocobongo na

festa de Silva Jardim agradou a técnicos e artistas de diferentes estilos musicais. O novo sistema 12.6 agrega novidades tanto em sua capacidade sonora quanto na maior qualidade de sua equalização. Para Valdeci Lima Ferreira, o Painho, técnico da Cocobongo responsável pelo PA durante o evento, não restaram dúvidas quanto aos bons resultados do sistema. “As maiores diferenças entre o atual sistema da Machine

Áudio e iluminação PA Line Array Machine 12.6 – 12 caixas 12.6 (com 1 falante de 12”, 2 falantes de 6” e 2 drives, cada) e 12 subwoofers em cada lado do palco Mesas – Yamaha PM5D RH, Venue SC48 e Soundcraft Si3 Amplificadores – Machine, Linha SD: 14.0, 10.0, 6.0 e 2.8 Processador – DBX 4800 Sistema Main Power Pentacústica Microfones – Shure SM58, SM57, Beta 91A, SM52 e SM81; Superlux; Sennheiser 835, E95, e 421; e AKG D-112 Monitor Caixas SM 222 e Caixas Clair

Amplificadores Machine SD 4.0, PSL 4400 e PSL 1400 Iluminação 6 telões 18 Giotto 400 8 wash AH Light 12 spots 575 AH Light 14 Bin 300 AH Light 62 Par LED de 3 watts AH Light 16 elipsoidais e 40 ACL Mesa AH Light Pearl 2100 Backline 2 amplificadores de guitarra Fender Twin 1 amplificador de guitarra Marshall JCM 900 1 amplificador de baixo Hartke System 1 amplificador Ampeg


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e o anterior estão no porte, que é maior no novo, e no espectro de frequências, agora mais amplo. No novo line, é possível trabalhar com o sub mais folgado e a resposta é melhor, já que a caixa tem mais frequências médio-graves”, avalia o técnico. Painho vai além e garante que, atualmente, no Brasil, é possível trabalhar com equipamentos nacionais sem perda de qualidade e com total confiança no produto nacional. “O line array Machine 12.6 não fica atrás dos modelos importados. Nós já trabalhamos com várias marcas, e ele não deve nada aos concorrentes”, assegura. Já o técnico de PA de Michel Teló, André Neves, que há dois anos e meio acompanha o cantor, disse que, apesar de ter tido que se adaptar ao sistema, com o qual ele nunca havia trabalhado, os resultados foram satisfatórios.

Equipe responsável pela produção e execução do evento

“Foi a primeira vez que nós usamos esse PA. Eu senti alguma limitação e precisei fazer algumas correções, principalmente no que diz respeito a ele ter muito sub e pouca alta. O tema desse show do Michel Teló (que inclui um set de dance music) exige mais graves, mas não tanto. Mas, de uma forma geral, o evento contou com uma estrutura legal”, admitiu, ao final do show. Dois dias antes, em vez da mistura com base sertaneja de Teló, foi a vez de o pagode do cantor Belo ser a atração principal em Silva Jardim. A apresentação foi um desafio ainda maior para o sistema e para a equipe da Cocobongo, em função dos muitos instrumentos de percussão usados no palco. Para Dodô, técnico de PA do cantor há quase dois anos, o line da Machine foi uma agradável surpresa.


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REPORTAGEM| www.backstage.com.br 110 Show de Michel Teló, em Silva Jardim, foi em local aberto e grande, e PA foi aprovado pelo técnico do cantor

Eles tinham acabado de alinhar o sistema. E funcionou direitinho. O equipamento é bem potente, responde bem às altas... (Dodô)

“Eles tinham acabado de alinhar o sistema. E funcionou direitinho. O equipamento é bem potente, responde bem às altas... E o show foi em um lugar aberto, grande, mas a sonoridade ficou bem bacana, acima das minhas expectativas. Fiquei muito satisfeito. Como o show do Belo é de pagode, tem muita percussão, com muito surdo, congas... Mas o som não ficou embolado, o PA estava bem alinhado”, elogia.

MICHEL TELÓ Convidada a cobrir o último dia de festas em Silva Jardim, a reportagem da Backstage acompanhou o show do cantor Michel Teló, atração principal da noite. A base do atual espetáculo do artista, Michel na Balada, é um mix de pseudo -pagode - sertanejo com-forró-universitário -romântico-infanto-juvenil, acrescido de um pout-pourri de funk carioca, além de axé, Tim Maia, Eu quero tchu e dance music. Esse último gênero, aliás, confere uma espécie de temática ao show, transformando a arena em bo-

ate na última parte da apresentação. Mistureba popularesca à parte, o cantor não economiza em todos os clichês mais do que batidos de um show desta natureza. Da disputa para ver qual a maior torcida futebolística presente a trechos de refrões das músicas mais tocadas no momento, tudo o que pode ser classificado como “mais do mesmo” está lá. Em outras palavras, sem a menor cerimônia, Teló canta tudo o que o povo quer ouvir. Acompanhado de uma banda formada por bateria, percussão, baixo, guitarra, teclado e sanfona, às vezes o artista parece comandar um programa de auditório, com direito a coreografias sub-ensaiadas e tudo mais. Ao final de uma hora e meia de apresentação sem direito a bis, mas com direito a hits como Fugidinha com você e a nada menos do que três execuções de Ai se eu te pego – uma delas em inglês –, todo mundo foi para casa feliz. Principalmente o cantor, que tem feito uma média de 25 shows por mês a uma bagatela de R$ 400 mil cada. Nada mal.


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LUZ E SOM

Oitava edição da virada cultural, que aconteceu nos dias 5 e 6 de maio na capital paulista, contou com sistema completo da JBL. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

GAÚCHO NA VIRADA CULTURAL PAULISTA

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evento já virou tradição e reúne milhares de pessoas em torno de diversos palcos espalhados pela capital paulista. Somente o palco principal Julio Prestes, onde aconteceram a abertura e o encerramento da Virada Cultural, teve público de 200 mil pessoas durante o “viradão”. Ou seja, foram 24 horas de cultura entre música, espetáculos teatrais, performances de dança, exposições e gastronomia.

Artistas como Ray Lema, Orquestra Jazz Sinfônica e Gilberto Gil, que fez o show de encerramento, além das atrações internacionais Ebo Taylor, Tony Allen, Seun Kuti & Egypt 80, Bixiga 70, Katchafire, Lazzo Matumbi e The Abyssinians subiram ao palco principal, que foi sonorizado pela empresa Vento Norte, de Porto Alegre (RS). A iluminação também ficou a cargo da companhia gaúcha.


Para fazer o PA principal e a cobertura de toda a área, a empresa usou um sistema completo da JBL, além de quatro torres de delay com equipamentos da Electrovoice. Para o PA foram 24 caixas de som Vertec 4889 ADP DA; 24 caixas EV XLC 127 DVX; 06 caixas EAW KF

dimmer de 48 canais HPL, e ainda lâmpadas PAR, minibrut, setlight e máquinas de fumaças. A Virada Cultural Paulista já é considerado o maior e o mais diversificado evento cultural do mundo. Em 24 horas de espetáculos teatrais, dança e música, inter-

venções urbanas, cinema, exposições e gastronomia, o centro de São Paulo e outros pontos da capital atraíram um público estimado em mais de 4 milhões de pessoas em mais de mil atrações, superando a marca anterior de aproximadamente 1,7 milhões de pessoas.

PA contou com 24 caixas Vertec, 24 EV XLC, cinco EAW KF 650, além de 24 subs SRX 728 da JBL. Nos monitores foi usado o modelo EAW SM 400

650; 8 caixas EV X-sub; 24 caixas de som JBL sub SRX 728 e 4 caixas de som VN 218. A mixagem do PA ficou a cargo de uma Midas Pro 6 e no monitor, o console digital PM5D RH. Os monitores eram todos EAW SM 400 com amplificação TG7 Electrovoice, controladas pelos técnicos Fábio Schiavon, Davi Stival, Ricardo Vargas, Brian Oliveira e Cristiano Marinho. A iluminação foi controlada por uma Avolites Pearl 2010, operada pelos técnicos José Luiz Fagundes, Félix Nowinski, Jonathan Oliveira, Anderson Silveira, Juliano Damiani e Marlon da Silva. Para garantir o set de iluminação foram disponibilizadas 24 beam 300, 12 PR 700, 12 Beam 700, 12 Beam 200, 8 Atomic 3000, 30 elipsos, 16 fresneis 2000, 2 canhões 1500 DTS, um sistema

Lista de equipamentos de sonorização PA e palco: 24 caixas de som Vertec 4889 ADP DA; 24 caixas de som EV XLC 127 DVX; 06 caixas de som EAW KF 650; 08 caixas de som EV X-sub; 24 caixas de som JBL sub SRX 728; 04 caixas de som VN 218; 01 console Midas Pro 6; 01 console Yamaha PM5DRH; 05 racks de potência PA EV TG7; 01 processador BSS Omnidrive; 01 processador Dolby Lake; 20 monitores EAW SM 400; 06 in-ear Sennheiser G3; Microfones: 02 EV X-sub para sub de bateria; 04 microfones sem fio Shure UHF-R; 04 microfones Sennheiser G2 bastão; 04 microfones Sennheiser G2 body PAC; 04 microfones AKG C1000; 02 microfones AKG C414; 02 microfones Sennheiser E609;

02 microfones Sennheiser MD 421; 03 microfones Shure Beta 52 A; 08 microfones Shure Beta 56; 08 microfones Shure SM 57; 08 microfones Shure SM 58; 10 microfones Shure Beta SM81; 02 microfones Shure SM 98 H/C; 04 microfones Shure SM 98 A; 02 microfones JTS 508 CX; Backline: 01 bateria Pearl; 01 bateria Mapex; 01 Ampeg SVT III com caixa; 01 GK RB 1001 c/ caixa; 02 Marshall JCM 900 com caixa; 01 Fender Twin AMP; 01 Fender The Twin; 02 Roland Jazz Chorus; 01 cabeçote GK 1001; 01 kit CDJ 200 + DJM 60; 04 talhas elétricas; 12 direct Box Beringher; 06 direct Box Whirilwind.

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h s a l F of r

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Muita energia e iluminação marcaram o trabalho do lighting designer Steve Bewley para a turnê da banda Enter Shikari, no Reino Unido. A ideia era casar o projeto de iluminação com o clima de excitação e de renovação do grupo, cuja apresentação é uma fusão de metal, punk, dance e loudness. Uma das novidades foi o rig flexível, que era adaptável aos locais dos shows.

Turnê teve rigging de iluminação flexível redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

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Enter Shikari é uma das bandas que fazem as turnês mais difíceis de trabalhar ao vivo na estrada – a do último álbum durou por volta de três anos. A tour A Flash Flood of Colour começou pela Europa, onde a banda tocou em diferentes locais, de diversos tamanhos, como o Hammersmith Apollo. Por conta disso, o rig de iluminação foi desenhado para ser flexível o suficiente para que pu-

desse se expandir ou diminuir, de acordo com a necessidade de cada apresentação. A HSL, locadora de iluminação do Reino Unido, foi a escolhida para fornecer tanto equipamentos quanto profissionais durante a turnê, e teve como gerente de projetos Mike Oates. Bewley já havia trabalhado com a companhia em outros projetos incluindo o Maximo Park, The Dark-

ness and Dizzy Rascal (operado por Andy Hurst). “Mike é brilhante, não importa se tenho alguma ideia maluca, que ele me ajuda a colocar em prática. Devo dizer que o serviço, o equipamento e as pessoas são maravilhosas na HSL. Eles absolutamente se desdobram do avesso para providenciar qualquer coisa que você precise antes e durante qualquer turnê”, afirma Bewley.

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Flash Flood of Colour, o mais recente álbum do Enter Shikari, deu a Bewley bastante inspiração para elaborar o design, que foi exatamente a cara e o estilo da banda: muito colorido e louco. No entanto, ele conta que os dois grandes desafios foram elaborar um design que de-

veria parecer o mesmo, mas ao mesmo tempo se encaixar em tantas variações, e iluminar uma banda que tem muita movimentação no palco. O projeto desenvolvido teve como base cinco triângulos de LEDs nas bordas, ideia pensada há 18 meses e colocada em


prática junto com a banda, dentro do conceito do novo álbum. Os equipamentos escolhidos foram ChromaQ Color Forces – três Color Force 72s para a parte central e larga do triângulo e 4 sets de três Chroma-Q 48s para os quatro menores. Todos

foram acomodados dentro de uma estrutura personalizada fabricada pela HSL, e que ficava suspensa sobre as armações do palco. Com cinco dessas, havia bastante diversidade. Pendurados na base dos dois triângulos menores estavam oito Martin

Professional MAC 101 LED wash light, dando um movimento bem rápido e dramático, além de uma iluminação baixa na parte de trás e dos lados. Com os triângulos definindo visualmente a área do palco, o efeito teia era para aumentar a sensação e a aparência do espaço. Usando técnicas de arte óptica e ilusão perceptiva, Bewley deu a cada sala, seja qual fosse o tamanho real, quase uma sensação de estádio. Além disso, havia sessenta e três metros de seções de treliças préequipadas, cada uma contendo três Clay Parky Sharpies, 14 ChromaQ Color Block DB4s, um Atomic strobe com cores rotativas e um único Lowell Omni flood. A HSL fez um pé especial para as torres, então elas podiam facilmente rodar no palco e mudar de posição. Seis spots Robe ROBIN 300 foram colocados atrás das seções de treli-

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O “The Hoop” foi massivamente sobrecarregado e teve 12 Sharpies em volta de seu perímetro. No centro ficou o triângulo principal, feito de uma combinação de Colour Force 48 e 72

ças em cases para outra camada de iluminação. Tudo isto foi controlado por Bewley, que usou um console grandMA2, um servidor Green Hippo v3 media server para marcar no mapa todos os Colour Forcer e DB4s, também comandados pela grandMA. Algumas modificações pesadas na livraria de clips no Hippo provaram ser ideais para comandar as fontes de LED no estilo Enter Shikari. À medida que a turnê avançava no Reino Unido, o rig mudava de novo, e eles reuniram armações fixas tanto frontais como da parte traseira da HSL com todos os kits de flying, mais seis Robe ROBIN 600 Spots para a parte de trás da armação, e outros seis ROBIN 600s e quatro lite blinders para a armação frontal. Para os quarto shows maiores, foi adicionado uma armação fixa mediana com outros seis ROBIN 600 Spots, uma armação circular com cinco metros de diâmetro, apelidada de “The Hoop”, que era ladeada por duas armações semi-circulares, chamadas de “Banana”, com cinco metros cada. Estes foram fixados à armação de trás e a uma armação satélite no meio da parte de trás. O “The Hoop” foi massivamente sobrecarregado e teve 12 Sharpies em volta de seu perímetro. No centro ficou o triângulo principal, feito de uma combinação de Colour Force 48 e 72. Os estrobos que estavam nas treliças das seis torres verticais no chão foram movidos para as duas “Bananas”, com quatro Atomic Colours por lado, junto com cinco MAC 101s em cada “Banana”.

“Isto me deu uma opção de iluminar o ‘The Hoop’ como ponto central e também a área principal do palco, onde a banda poderia se movimentar em volta, com alguns aspectos assimétricos muito interessantes”, Bewley explica. Os ROBIN 300s na plataforma traseira foram substituídos pelos MAC 3K Profiles, e dois receptáculos hexagonais foram pendurados verticalmente em cada lado da armação frontal, cada um com um triângulo na parte da frente e Sharpies pendurados dentro. Três lasers RGB de 6 Watts e 10 lasers azuis beam de 1 Watt da BPM também foram adicionados ao rig do Reino Unido, e para o Hammersmith, o departamento de efeitos foi reforçado com oito máquinas de bolhas e dois canhões de confete, que foram utilizados em algumas das músicas épicas do set – incluindo o remix de Return to Energiser – e para o final. A ideia das bolhas surgiu em alusão ao início da banda, quando ainda era um grupo de jovens que se apresentavam em um clube local. Com tantas configurações diferentes de rig e uma agenda muito apertada, a HSL disponibilizou uma máquina WYSIWYG para Bewley levar na turnê, que o ajudou com a pré-programação de diferentes configurações de rigs e quando havia falta de tempo. “Estivemos na Austrália e Japão e depois fomos praticamente direto para os shows na Europa, então foi incrível ter isso comigo, dando habilidade de planejar algumas das estruturas para os shows do Reino Unido, apesar de estar na estrada”, afirma Bewley.


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London Fashion Week

Fashion Week Iluminação precisa deu um toque mais intimista aos desfiles das consagradas grifes Mochino, Mulberry e Paul Smith, durante a London Fashion Week (LFW). A Entec, empresa líder em aluguéis de equipamentos de iluminação e áudio do Reino Unido, forneceu a produção para os três desfiles. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

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m sistema de projeção e servidor de mídia também foi providenciado para o desfile de Paul Smith, e todos os três projetos foram mais uma vez gerenciados por Adam Stevenson. O desfile de Paul Smith, além de ter a maior audiência, foi o que contou com a maior montagem de equipamentos de iluminação e ocupou o maior espaço no Lawrence Hall of the Royal Horticultural Halls, no centro de Londres. A Entec, que forneceu a iluminação para os desfiles de Paul Smith na LFW nos últimos oito anos, vem trabalhando com diferentes designers de iluminação. Nesta edição, o projeto ficou a cargo do lighting designer Lec Croft. Inspirado na coleção de verão de setembro, que aconteceu no mesmo local, Croft tinha a missão de transformar a apresentação em algo completamente diferente e com total contraste. O resultado então foi tudo mais escuro e mais preto para o inverno. O diretor criativo do show Kamran Khavari e o produtor Miller Khavari quiseram recriar o tom e a sensação de um pequeno estúdio de fotografia – mesmo sendo um espaço gigantesco – e isso neces-


sitava de uma iluminação bastante precisa. Para isso, fizeram um set que incluía uma parede da entrada e a parede dos fundos do circuito, idênticas e opostas diametricamente, além de plataformas de vídeo e fotografia no final de cada uma. Um enorme sistema de suporte de 21 pernas também foi instalado no local para colocar as luzes nos lugares certos, trabalho realizado pela Actus Events. Eram 24 metros de largura e 50 metros de comprimento, com 6.4 metros de altura, dando uma justaposição muito estilosa à sala, com seu teto em forma de cúpula e arquitetura curvada. A Entec também forneceu mais de 200 ETC Source Four Profiles, com várias lentes diferentes, que foram postas através das espinhas centrais no sistema, com

dois bancos de luzes frontais atrás das duas plataformas de fotografia. Cento e vinte Source Fours com lentes de 50 graus foram todas bem focadas para baixo na passarela, criando as condições perfeitas de iluminação em ambos os lados. Estas luminárias foram todas equipadas com gel linear para ‘esticar’ a luz ainda mais. Os dispositivos nos bancos do final do salão variaram de 10 a 50 graus, e contavam com ¼ de gel para uma suavização das bordas, mas ao mesmo tempo se mantendo focáveis. O console de controle foi um Avolites Sapphire 2004, que foi programado por Fraser Elisha e comandado por Lec Croft. “A Entec é realmente um sonho de se trabalhar! Nada é demais para eles, e tanto Adam quanto Noreen (O’Riodan) se esforçam para assegurar que você tenha tudo que precisa, que todos os detalhes estejam ajustados e que você seja cuidado perfeitamente”, Lec comenta. Uma característica chave era projetar uma série de cores pouco comuns na entrada e, nas paredes de trás, um par de grandes painéis com superfícies impressas com Scannachrome e splashes selecionados de efeitos de luz branca. Quatro projetores Barco R10+ foram usados como dois pares. Junto com o conteúdo armazenado em um servidor de mídia Hippotizer, eles foram arranjados e comandados por Ryan Brown, que criou máscaras Duzentos ETC Source Four Profiles foram colocadas nas espinhas centrais no sistema e120 Source Fours ficaram focadas para a passarela

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Quatro cores foram escolhidas para serem projetadas e combinarem com a coleção de inverno. Também foi fornecida uma grande quantidade de unidades fluorescentes Kino Flo e estandes para a área de preparação

Uma série de cores pouco comuns foram projetadas na entrada e nas paredes de trás

Backstage entre os intervalos dos desfiles

Scannachrome e splashes deram efeitos de luz branca

neste equipamento para que o conteúdo ficasse completamente concentrado nas áreas brancas dos painéis para o efeito desejado. Quatro cores foram escolhidas para serem projetadas e combinarem com a coleção de inverno. Também foi fornecida uma grande quantidade de unidades fluorescentes Kino Flo e estandes para a área de preparação. Para os desfiles da Mulberry, que aconteceu no Claridges’ Ballroom e 29 Portland Place, ambos iluminados pelo lighting designer Simon Tutchener, foram utilizados os

moving lights Robe ROBIN 600 LEDWash, que foram especificados por Tutchener, junto com ETC Source Fours, e gerenciadas por Pete “Pepper” Schofield, da Entec. Simon iluminou o show da Moschino com uma seleção de MSR e ETC Source Fours, comandadas por Andy Mountain. A equipe da Entec foi coordenada pelo chefe Simon Honnor e era formada por Sven Jolly, Tim Matthews, Andy Emmerson, Steve Clements e John Cope, além de Brown e Elisha e uma equipe de cinco pessoas da Actus.


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Quem vai à igreja ‘Comunidade Cristã de Renovação Espiritual de Nova Friburgo’ e se depara com cerca de nove mil metros quadrados de área construída, jamais imaginaria que este grupo religioso iniciou suas atividades, no início da década de 80, em salão cedido por um colégio local.

Luiz Urjais redacao@backstage.com.br Fotos: divulgação

MENOS é mais Igreja em Nova Friburgo adota sistema com menos caixas e mais potência

T

ampouco pensaria que, futuramente, haveria ali um ministério de adoração e louvor. Pois é. Atualmente, com uma equipe de quase 120 integrantes e quatro salas de cultos, a congregação permite-se destinar um salão (com capacidade para cerca de duas mil e quinhentas pessoas) apenas às cerimônias dominicais. Segundo o administrador do templo, pastor Alceu de Deus Oliveira, este es-

paço, que conta com tratamento acústico e sistema de áudio DB Tecnologia Acústica, foi planejado conforme a popularização da igreja e a natural necessidade de melhoria do canal de comunicação com o público. “Não tínhamos sistema de som adequado ao ambiente, afinal, éramos uma igreja pequena, no interior do estado do Rio de Janeiro. Com o passar do tempo, a demanda foi


profissionais é um fator preocupante, pois você precisa, por culto, ir se adaptando ao gosto de cada músico. Como a intenção é louvar, cada membro, através de suas referências, fará seu melhor. E como a cada semana é um conjunto com gêneros distintos que toca, é preciso trabalhar bem o produto final, para que não haja sobras”, avalia. Sandro diz que já recebeu críticas de fiéis com relação a sua equalização e que este tem sido seu ‘termômetro’ de aceitação, quanto ao trabalho. “Como o público, geralmente, é o mesmo, a atenção é redobrada. Daí, se você não

Infraestrutura de AC Pentacústica

surgindo. Este salão ficou pronto há dois anos e, desde o início das obras, fiz questão do acompanhamento de um profissional”, explica o pastor, que trabalha com música há cerca de trinta anos. Antes de decidir pelo sistema da DB Tecnologia, Alceu conta que durante quatro anos contatou diversas empresas do ramo até, por fim, elaborar o projeto, assinado pelo engenheiro de áudio Carlos Pedruzzi, da Iatec. “Acredito que no contexto sonoro de uma igreja é útil que haja, acima de tudo, certo nível de inteligibilidade. Pressão sonora, mas sem Rack mix Roland M480 exagero e volume. A ‘Palavra’ de Deus deve realiza um bom som naquela noite, com certeza, alguém suprir a necessidade do fiel, portanto, é importante que dará uma opinião sobre o problema. No PA de palco, num ele saia do culto satisfeito. Qualquer outro recurso a ser show pop, por exemplo, é diferente. Você faz o som uma usado é critério do técnico”, fala. vez em um lugar e no próximo evento, em outro. DificilSegundo um dos técnicos de som da Comunidade, mente algum fã, neste caso, se fará presente em ambos os Sandro Pinto da Silva, a diferença entre sonorizar igreja e locais para dar seu ponto de vista sobre a equalização. PA para shows está na adequação ao gosto e estilo dos diversos músicos que passam pelo local. “A rotatividade dos

OBRAS

Caixas DB Scoop 15. Foram colocadas 04 L e 04 R

Sandro explica que durante o período de obras, os cultos dominicais eram conduzidos em outra sala, com capacidade para cerca de mil e quinhentas pessoas. Contudo, por conta da tragédia das enchentes em Nova Friburgo, em janeiro do ano passado, o salão, que já estava com a pintura e todo o trabalho de tratamento acústico prontos, foi utilizado de forma improvisada, com equipamentos sonoros inadequados. “Só faltava a instalação do sistema. Como tudo aconteceu de forma repentina, pegamos as caixas que utilizávamos nesta outra sala e levamos para o salão, na tentativa de dar continuidade aos encontros, em meio à tragédia. Usávamos caixas antigas adquiridas na década de 80 e uma mesa analógica Phoenix 124, com seis canais auxiliares. Esta experiência serviu para reforçar

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SOM NAS IGREJAS | www.backstage.com.br 128

Geralmente, as pessoas pensam que a solução é colocar diversas caixas, do mesmo modelo, para sobrepor essa carência. E é justamente o contrário. Menos é mais! O recomendado é a aquisição de equipamentos de peso para o trabalho (Peduzzi)

PA composto por caixas da DB Duo Compact, sendo 8 caixas L e 8 R

Front fill DB Duo Compact

Caixas DB RE Piccolo 12” para monitoração

que não dava para continuar com aquele equipamento de som”, ressalta. Convidado por Alceu para realizar o projeto sonoro, o engenheiro de áudio Carlos Pedruzzi diz que deixou o pastor à vontade na hora de escolher o sistema de som que lhe coubesse melhor. O engenheiro listou alguns

sistemas, e foi escolhido o da DB Tecnologia. “O pastor é músico e fez a escolha baseandose na sua referência musical. Qualquer uma das opções era viável para o espaço, que precisava de bom nível de pressão sonora e expansão das frequências”, comenta. Pedruzzi explica que, antes de levantar as opções, assistiu a um culto da Comunidade para perceber a dinâmica do evento. Segundo ele, as caixas que serviam à congregação não tinham potência suficiente para suprir as necessidades do local. “Geralmente, as pessoas pensam que a solução é colocar diversas caixas, do mesmo modelo, para sobrepor essa carência. E é justamente o contrário. Menos é mais! O recomendado é a aquisição de equipamentos de peso para o trabalho. Menos caixas, mais potência”, aconselha Pedruzzi. Foram usados Lines Duo Compact, subgraves Scoop 15” 1000w e monitores RE Piccolo 12”, da DB Tecnologia Acústica. “A música tocada nos cultos religiosos é moderna. Ou seja, baseada em padrões ‘pop’. Para tanto, quando se faz o som de show ‘pop’, tem que amplificar o som de forma coerente. Bom senso é importante na hora da escolha”, completa.

Lista de equipamentos

Sistema DB Tecnologia Acústica composto por: •16 caixas Line Array Duo Compact , •08 Caixas de grave Scoop Compact 15’’ 1000w •01 Caixas Line Array Duo Compact – Center Fill •03 Caixas Line Array Duo Compact – Delay galeria Inferior •06 Monitores Re Picollo 12’’ 400w •02 Amplificadores DB Series LD 9k(Sub Grave) •04 Amplificadores DB Series LD 4k(Line Array) •02 Amplificadores DB Series LD 4k (Monitores, delays e center fill) Outros equipamentos •02 consoles mix Roland M480 •01 Digital Snake Roland S-4000S-3208 •02 Gerenciadores de sinais DMS 8 •01 Sistema completo de Main

Power Pentacustica •20 Microfones Shure SM81, SM58, SM57, JTS NX-2, NX-6, NX-7 e NX-8, EV RE20,Sennheiser MD421 e ME66, Superlux PRO-268A. •05 Shure PGX Beta58 sem fio •08 DIs EAM M3A •16 Amplificadores de fones Power Click DB 05 S para monitoração •16 Headfones Koss Porta Pro para monitoração •18 Pedestais Santo Ângelo: PSA 190, PSA 200 •01 headfone AKG K240 Studio •Infraestrutura de sinal Santo Ângelo: cabos de microfone e de guitarra NINJA, e subsnakes •Infraestrutura de AC Pentacústica: RMP-125-01, ACT-5, PS-1.4, PC8000, PSG-4x20-220, PSG-4x20110, PC-9003-220, PSG-5PC


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REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR

ALINE SING FAZ MARATONA PARA DIVULGAR TE ADORAR A cantora Aline Sing entrou em ritmo total de trabalho para divulgar seu novo trabalho Te Adorar. Depois de gravar para o programa Música Cristã na TV, exibido na TV Cristã e Rede Gênesis, a artista cumpriu agenda na cidade de Palmas, capital do estado de Tocantins, além de ter marcado presença no programa “Balanço Geral”, na TV Jovem Palmas/Record. A cantora participou ainda de culto na Igreja Batista local e de entrevista na rádio Jovem Palmas FM, terminando a maratona com uma apresentação na Igreja Assembleia de Deus.

PADRE MARCELO ROSSI GRAVA NOVO DVD No dia 20 de maio, o Santuário Theotókos (Mãe de Deus, em grego) recebeu a equipe LCM Records para gravar, pela segunda vez, o DVD do Padre Marcelo Rossi, um dos maiores nomes da música Gospel no Brasil. Localizado na zona sul de São Paulo, o templo, ainda inacabado, foi projetado para receber até cem mil fiéis.

André Valadão e novo DVD Aliança Mesmo em intensa agenda da turnê Aliança por todo o país, o cantor e pastor mineiro, André Valadão, divulgou o lançamento do DVD Aliança, gravado ao vivo na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG). Com 13 faixas ao vivo, a noite da gravação do Aliança reuniu mais de seis mil pessoas na Lagoinha. A produção musical do disco é de Ruben di Souza, enquanto a produção em vídeo do DVD é assinada por Alex Passos. A princípio a gravação seria exclusivamente do CD ao vivo, entretanto, com a qualidade das imagens feitas decidiram fazer também o DVD. “Faltando dois dias para a gravação do CD o André me chamou para ver a produção. Fiquei impressionado com a estrutura de palco e o painel de LED que ele colocou lá. Falei para ele que não poderíamos deixar de registrar esse momento em vídeo. E como o próprio André me disse, tudo seria feito com excelência para engrandecer o nome de Deus”, conta Alex Passos. Os dois vídeoclipes das músicas Nada Pode Quebrar e Nada Vai me Separar de Ti ultrapassam 334 mil visualizações no YouTube do cantor. Para se ter ideia, só o canal de André Valadão no YouTube (youtube.com/turneav) tem cerca de 15 milhões de visualizações. É um dos canais mais acessados do Brasil. Assista aos vídeos: Clipe Nada pode Quebrar: http://youtu.be/s_cmML71EJo Clipe Nada vai me Separar de Ti: http://youtu.be/4kEZobzOykg Entrevista de André Valadão sobre o DVD Aliança: http://youtu.be/bYS1CoLh86M

Pastor Silas Malafaia vai a Manaus A 16ª edição do Vida Vitoriosa para Você, evento promovido pela Associação Vitória em Cristo e que atrai milhares de pessoas por onde passa, será realizada em Manaus (AM), nos dias 25 e 26 de agosto. Os organizadores estimam receber, no Anfiteatro da Praia de Ponta Negra, um público com cerca de 500 mil espectadores, que assistirão às mensagens de fé do Pastor Silas Malafaia.

A programação contará com as apresentações musicais de Eyshila, Jozyanne, Dayan Alencar, Raquel Mello, Danielle Cristina, Nani Azevedo, Marquinhos Menezes e Lilian e Jotta A. O Vida Vitoriosa para Você, criado em 2007 pelo pastor Silas Malafaia, já visitou 15 cidades brasileiras. A última edição, realizada em Recife (PE), reuniu 400 mil pessoas no Marco Zero.

Amor em qualquer época do ano A coleção Com Carinho, que a Line Records preparou para lançar no mês dos namorados pode ser uma ótima opção para presente em qualquer época do ano. No repertório, 10 músicas românticas na voz de Cristina Mel, Robinson Monteiro, Jamily, Edu Porto, Adriana Ferreira, Kim, Ivanilson, Priscila Christensen e as irmãs Michelle e Gisele Nascimento.


Blogagem coletiva O dia 2 de junho, Dia da Evangelização Global, aqui chamado de GOD Brasil, também foi o dia da blogagem coletiva, um movimento para usar os blogs de cristãos para falar do amor de Jesus para os internautas. O projeto foi identificado como #GODBrasil facilitando o entendimento. A mobilização global atingiu cerca de 200 nações onde todos se comprometeram a falar de Jesus ao mesmo tempo. O movimento nasceu no site www.globaloutreachday.com

JOTTA A É JURADO NO RAUL GIL O cantor mirim retornou ao palco onde foi revelado, o Programa Raul Gil, para divulgar seu primeiro CD pela Central Gospel Music, Essência. Vencedor do concurso Jovens Talentos Kids, em 2011, o jovem também foi convidado para participar da bancada de jurados na segunda temporada do quadro. Jotta A se consagrou no Programa Raul Gil ao cantar sucessos como Agnus Dei, Descansarei e Vem com Josué. Agora, ao lado da cantora Simony, Mia Wicthoff, vocalista da banda CW7, e do crítico musical Régis Tadeu, Jotta A irá avaliar as novas promessas da música brasileira.

Jonas Vilar participa de festival internacional O cantor se apresentará no Brazilian Gospel Festival, entre os dias 29 de agosto e 10 de setembro, em Orlando, na Flórida (EUA). Grandes nomes da música gospel e pastores de várias denominações estarão neste evento. “É a primeira vez que participo do festival e estou muito feliz. A expectativa é grande. Minha ida a Orlando marca a minha segunda viagem ao exterior em 2012. Será mais uma grande oportunidade de falar do amor de Deus através do sertanejo gospel, um estilo que é a cara do Brasil”, comenta Jonas Vilar. O vídeo oficial do evento pode ser visto em http:// www.youtube.com/watch?v=EsEhxUxdznc

Salão Gospel 2013 O Salão Internacional Gospel 2013 já tem data e local confirmados. O evento acontece de 19 a 21 de abril de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

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Lançamentos redacao@backstage.com.br

Maravilhosa Graça Geraldo Guimarães Fruto de uma nova geração, Geraldo Guimarães, lança seu primeiro álbum, que foi gravado ao vivo na Igreja Videira, no Rio de Janeiro. Esse baiano de nascimento e carioca de coração, embora tenha contato com a música desde os 14 anos, só 20 anos depois finalmente encontrou seu caminho na música gospel. Na produção desse novo trabalho do cantor, revezam-se Kleyton Martins, Emerson Pinheiro, Rogério Vieira e Tadeu Chuff, garantindo diversidade sonora ao álbum.

Do outro lado Andrea Fontes Do Outro Lado é Andrea Fontes em sua melhor definição. Letras consistentes, mensagens de encorajamento, transformação, milagre e fé estão presentes no CD. Tem um pouquinho de tudo o que ela desenvolveu ao longo da carreira. Para produzir as 12 faixas do álbum foram convocados Melk Carvalhedo, Rogério Vieira e Wesley Ross. Cordas, violões, metais, percussão e acordeon enriquecem os arranjos.

Coletâneas Line Records Com o objetivo de relembrar sucessos que marcaram a música gospel, a Line Records acaba de lançar uma série de seis coletâneas com as melhores canções de Regis Danese, Soraya Moraes, Jamily, Cristina Mel, J. Neto e Gisele Nascimento. Além da qualidade, que já é marca registrada da gravadora no mercado, outro diferencial dos álbuns é o número de faixas, que chega até 20 em um único CD. No álbum de Regis Danese, não poderia faltar hits como Faz Um Milagre em Mim, que rendeu à gravadora o 1º Prêmio de Música Digital, O Meu Deus é Forte, Eu Creio nos Planos de Deus, O Melhor Que Eu Tenho, Compromisso, entre outros.


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LUIZ CARLOS SÁ | www.backstage.com.br 136

ruas do Village novaiorquino, o jovem contestador com suas canções separatistas nas ramblas de Barcelona ou o trompetista de jazz solando, solitário, em New Orleans, têm em comum um profundo amor à música. Talvez prefiram até essa vida incerta com ela do que uma estável carreira burocrática num escritório qualquer, sem ela. A nós, músicos que conseguiram de uma maneira ou outra viver de sua arte, o colega de rua toca profundamente. Sempre pensamos que poderíamos ser um deles, incapazes de abandonar a música mesmo quando ela nos abandonasse. Os de rua não pensam no que poderiam ter sido em outra área de atividade: penso mesmo que o fato de poderem expôr sua arte a centenas ou milhares de passantes todos os dias dá a eles a perspectiva de sensibilizarem a pessoa certa no momento exato e – num passe de mágica – transformarem-se em superstars da noite para o dia, como Bessie Smith, Seu Jorge, Edith Piaf, os Isley Brothers, os

Músicos na rua M

úsicos de rua existem de todo tipo: os felizes, os infelizes, os conformados, os revoltados, os virtuoses, os desafinados, os jovens, os velhos... Mas o ceguinho da rabeca nas feiras nordestinas, o saxofonista do Centro do Rio, o velho hippie barbudo das

Mamonas Assassinas, Tracy Chapman e uma incontável lista de muitos e muitos outros que foram descobertos nas ruas de grandes, médias e até pequenas cidades. Claro que poucos deles dominam seu instrumento com maestria, mas num mundo onde tudo pode ter um upgrade instan-


LUIZCARLOSSA@UOL.COM.BR | LUIZCARLOSSA.BLOGSPOT.COM

tâneo, isso não lhes parece constituir uma dificuldade intransponível. São seres feitos muito mais de esperança que de desespero. Salvo traição de memória, jamais passei por um deles sem pingar algum trocado. Lamento mesmo que na maioria das vezes a correria da rua tenha me impedido de escutar a canção até o final. Em outras ocasiões lembro-me de ter sido atraído pela música e ter curtido justamente aquele movimento mágico de sentir primeiro o som vindo pelo ar; depois a procura pela origem do som, seguida pela descoberta, pela constatação do bem que aquela música me fazia ou da emoção diferente que ela me suscitava; e finalmente a decepção de ter que ir embora sem conhecer direito aquela pessoa que me emocionara, porque não ousara abordá-la para conversar e me limitara a deixar cair uma graninha mais substanciosa no seu chapéu. A música de rua pode ser surpreendentemente poderosa ou decepcionantemente desinteressante. Tem gente na rua que acredita no que toca, mas que realmente não toca nada. Em compensação, você pode ter sido um daqueles sortudos que usaram o metrô de Washington no dia em que o violinista virtuose Joshua Bell e o jornal Washington Post resolveram colocar à prova o discernimento musical dos cidadãos comuns. Bell foi lá pra baixo tocar Bach, Schubert e Manuel Ponce com um Stradivarius de três milhões e meio de dólares. Resultado: parcos trinta e sete dólares em quarenta e três minutos de apresentação... A grossa maioria dos usuários simplesmente ignorou Joshua e seu ziliardário instrumento: queriam apenas chegar ao trabalho a tempo. Eu e as torcidas do Flamengo e do Corinthians reunidas recebemos por e-mail um fantástico vídeo de músicos de rua interpretando Stand By Me. A ideia é mãe, não há o que contestar. Mas o que mais me surpreendeu nesse vídeo - hoje visto como um lugar-comum da web - foi a qualidade dos músicos, isto assumido que

nenhuma trucagem tipo pro tools foi usada em benefício outro que não edição de imagem. O vídeo é comovente, parece verdadeiro e faz com que pensemos com mais cuidado sobre o que temos deixado na rua, sobre o pouco de atenção que prestamos naquilo que às vezes não salta aos olhos por estar fora de contexto ou em momento inoportuno – reportemo-nos aí ao exemplo de Joshua Bell. Nas priscas eras dos 70 nossos primeiros aventureiros a se entregar às terras gringas escreviam cartas (lembram-se do que era isso?!) dizendo que montavam suas casas com o que achavam no lixo: sofás, móveis, livros, TVs, eletrodomésticos em geral, tudo isso estava nas ruas desses hoje falidos paraísos da grana, então oprimidos por sua própria abastança: limpos e desinfetados fariam depois figura nos apês apertados da cucarachada... É nisso que a priori transformamos nossos músicos de rua, bons e ruins: numa mesma massa de pizza. É preciso que apuremos os ouvidos e elejamos nossos preferidos. Paremos ao lado deles, escutemos o que eles tocam e têm a dizer. Hoje, escrevendo esta crônica, chego a idealizar aquela sonhada conversa com um músico de rua, proibida pela minha timidez. Digamos que ele fosse um cantor e violonista interpretando trabalho próprio: - Puxa, cara, você toca legal mesmo. - Obrigado... Nossa, vinte pratas... Valeu, irmão! - Que é que você está fazendo na rua? - Aqui é que funciona, rola uma graninha que dá pro gasto. - Mas ninguém te ouve direito... - Pois é, mas você não parou no som? Um dia acontece... O sorriso do garoto, como eu falei antes, é de esperança, não de desespero. Então o que seria deles se eles próprios não se acreditassem incondicionalmente? É desse estofo que são feitos grandes sucessos. E às vezes me parece que na rua a qualidade tende a se esmerar através da informalidade e da sinceridade. Quando me imagino tocando na rua, desamparado do apoio que hoje cerca minha vida profissional, chego a duvidar da minha própria capacidade de conseguir um público em torno de mim que escutasse com atenção aquilo que tenho a dizer em palavras e melodia, num contexto tão diverso e diferente de um palco onde as atenções são estudadamente atraídas para o artista em foco. Não seria esse o Grande Ensaio? Tornar-se capaz de – a exemplo de um camelô que vende um creme milagroso – atrair uma roda de passantes atentos? Quem sabe, enfim, se uma reação qualitativa, tão aguardada e nunca chegada, esteja esperando, cantando e tocando por aí, pelas ruas do Mundo, onde talentos insuspeitos tentam comer pelas beiradas essa grande feijoada que é a Música Popular de Todos Nós.

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Empresa .......................... Telefone ................ Home Page/e-mail .................................................... Pág Augusto Menezes .......................... (71) 3371-7368 .............. augusto_menezes@uol.com.br ................................................................... 89 Audio Precision ....................................................................... www.ap.com/br .......................................................................................... 11 Audio Premier ........................................................................ www.audiopremier.com.br ......................................................................... 29 Bass Player .................................... (11) 3721-9554 ..................................................................................................................................... 48 B & C Speakers ............................. (51) 3348-1632 .............. www.bcspeakers.com.br ............................................................................ 79 Ciclotron ...................................... (14) 3604-6000 .............. www.ciclotron.com.br .................................................................. 2ª capa e 3 CM do Brasil ................................. (11) 4613-4900 .............. www.cmdobrasil.com.br ............................................................................ 63 CSR ............................................... (11) 2711-3244 .............. www.csr.com.br ................................................................................. 23 e 27 CV Áudio ...................................... (11) 2206-0008 .............. www.cvaudio.com.br .................................................................................. 09 Decomac ...................................... (11) 3333-3174 .............. www.decomac.com.br ................................. 21, 39, 53, 85, 91, 121 e 125 DB Tecnologia ............................... (51) 3718-2642 .............. www.dbtecnologiaacustica.com.br ............................................................. 65

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Ecad .............................................. (21) 2544-3400 .............. www.ecad.org.br ......................................................................................... 04 Eros Alto-Falantes ........................ (18) 3902-5455 .............. www.eros.com.br ........................................................................................ 73 EM&T ........................................... (11) 5012-2777 .............. www.territoriodamusica.com/emt/ ............................................................ 12 Expomusic .................................... (11) 2226-3100 .............. www.expomusic.com.br ........................................................................... 114 Gigplace .................................................................................. www.gigplace.com.br ................................................................................. 75 Gobos do Brasil ............................ (11) 4368-8291 .............. www.gobos.com.br .......................................................................... 55 e 131 Guitar Player ................................. (11) 3721-9554 .............. www.guitarplayer.com.br ............................................................................ 62

Anunciantes Backstage / julho 2012

Gang Music ................................... (11) 3061-5000 .............. www.gangmusic.com.br .............................................................................. 17 Harman ................................................................................... www.harman.com ............................................................................... 19 e 49 Habro ........................................... (11) 2787-0300 .............. www.habro.com.br ..................................................................................... 13 Hot Machine ................................. (11) 2909-7844 .............. www.hotmachine.ind.br ............................................................................ 111 Home Stúdio ................................ (21) 2558-0300 .............. www.homestudio.com.br ........................................................................... 06 IATEC ........................................... (21) 2493-9628 .............. www.iatec.com.br ....................................................................................... 10 João Américo Sonorização ........... (71) 3394-1510 .............. www.joao-americo.com.br ......................................................................... 75 Jamile Tormann ............................. (61) 3208-4444 .............. www.jamiletormann.com ............................................................................ 88 LL Audio ....................................... 0800-0141918 ............... www.llaudio.com.br .................................................................................... 25 Leac's ............................................ (11) 4891-1000 .............. www.leacs.com.br ....................................................................................... 77 Lighting Week Brasil ................................................................ www.lwbr.com.br ........................................................................................ 08 Lugphil .......................................... (48) 3285-8000 .............. www.lugphil.com.br .................................................................................... 31 Machine Amplificadores ............... (11) 4486-4967 .............. www.amplificadoresmachine.com.br ........................................................ 133 Metal Fecho ................................. (11) 2967-0699 .............. www.metalfecho.com.br .......................................................................... 132 Modern Drummer ........................ (11) 3721-9554 ..................................................................................................................................... 87 Oneal ............................................ (43) 3420-7800 .............. www.oneal.com.br .................................................................................... 115 Oversound .................................... (12)3637-3302 ............... www.oversound.com.br .............................................................................. 81 Projet Gobos ................................ (11) 3672-0882 .............. www.projetgobos.com.br ........................................................................... 45 Pro Shows .................................... (51) 3589-1303 .............. www.proshows.com.br ....................................................... 33, 47, 99 e 107 Prisma ........................................... 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(11) 3522-7713 .............. www.starcase.com.br ............................................................................... 118 Studio R ........................................ (11) 5031-3600 .............. www.studior.com.br ........................................................................... 3ª capa Taigar ............................................ (49) 3536-0209 .............. www.taigar.com.br ..................................................................................... 97 Yamaha ......................................... (11) 3704-1377 .............. www.yamahamusical.com.br ..................................................................... 05


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