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Sumário Ano. 23 - março / 2017 - Nº 268

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Gerenciando frequências

A Shure anunciou durante a NAMM 2017, em Anaheim, Califórnia, sua nova linha de produtos e acessórios digitais sem fio GLX-D Advanced, que vem acrescentar recursos à sua já conhecida linha digital sem fio GLX-D. O GLX-D Advanced é um conjunto de produtos que inclui um gerenciador de frequências e um sistema de receptores para instalação em rack.

NESTA EDIÇÃO

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Envolvido atualmente com dois trabalhos de teledramaturgia em uma emissora brasileira, Daniel Figueiredo conta com dois Latin Grammy no currículo e acumula experiência ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Beth Carvalho. Nesta entrevista, o produtor musical fala sobre o mercado de trabalho no Brasil e as características que um profissional precisa desenvolver para se colocar no mercado de produção musical.

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Vitrine O D5 LX é um microfone profissional dinâmico, que proporciona um som poderoso, mesmo nos locais de grande poluição sonora. Projetado para vocal e backing vocals, o D5 LX possui um visual diferenciado.

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32 Monitor de estúdio JBL O monitor de gravação de estúdio JBL 705P é um monitor biamplificado de 5” desenhado para aplicações de pós-produção e gravação. Esse equipamento incorpora a tecnologia Waveguide, oferecendo uma resposta precisa e natural.

Rápidas e Rasteiras Decisão no Superior Tribunal de Justiça garante aos artistas o direito de receberem pela execução pública de suas músicas no ambiente digital.

20 Gustavo Victorino Confira as notícias mais quentes dos bastidores do mercado.

22 Mixagem e gravação O Ui24R, da Soundcraft, é o mais novo sistema de mixagem e gravação multipista da Soundcraft que oferece 24 canais de entrada com os renomados preamps da marca além de processamento de sinal da Lexicon, dbx e DigiTech.

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64 Vida de Artista Em 1973, Sá, Rodrix & Guarabyra bombavam em boa parte das rádios do Brasil, mas dinheiro. Mas dinheiro que era bom... Rogério Duprat, o melhor arranjador brasileiro em ação na época, o George Martin da Tropicália, maestro atrevido e inovador, convidara o trio a entrar no mundo publicitário. Foi assim que deu início a aventura próximo ao Rio Pinheiros (SP).


Expediente

Transformando madeira em joia

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Ao longo das últimas décadas a luthelaria brasileira cresceu tanto em excelência que alguns dos nossos profissionais já atingem o padrão de qualidade dos melhores do mundo. Com esse propósito nasceu a SGT, ou Special Guitar Team, uma empresa com foco exclusivo na qualidade a acabamento dos seus instrumentos.

CADERNO TECNOLOGIA 34 Logic

38 Ableton

O ano de 2017 iniciou com uma nova atualização do Logic Pro X: a 10.3. Muitos usuários esperavam ansiosamente por uma versão 11, mas parece que a Apple preferiu fazer novos ajustes até alguma mudança mais radical.

Dando sequência ao raciocínio iniciado no tutorial passado, veja como é fácil transformar um Audio loop rítmico (um Beat) de 4 compassos em uma base rítmica bem mais interessante para ser usado em tempo real na sua performance ou produção.

42 Pro Tools

Cenas novas versões do Pro Tools, foram incorporando estes recursos, e agora a situação é oposta: há um excesso de recursos (todos muito bem-vindos) que confundem até os usuários mais experientes. Vamos entender melhor as pequenas diferenças entre eles e quais as recomendações de uso para cada um.

CADERNO ILUMINAÇÃO 56 Vitrine iluminação

58 Iluminação cênica

Os novos flat panels LCD FHD492XB e FHD552-XB fabricados no Brasil são painéis de bordas ultrafinas direcionados para uso em sala de controle e aplicações de sinalização digital e entregam uma experiência superior e desempenho a um baixo custo.

A iluminação cênica proporciona sensações, impressões e percepções únicas, de acordo com as propostas do projeto ou mensagens a serem transmitidas pelos efeitos obtidos. Como obter a condição ideal a partir das melhores escolhas.

Diretor Nelson Cardoso nelson@backstage.com.br Gerente administrativa Stella Walliter stella@backstage.com.br Financeiro adm@backstage.com.br Coordenadora de redação Danielli Marinho redacao@backstage.com.br Revisão Danielli Marinho Reportagem: Danielli Marinho, Miguel Sá e Gustavo Victorino Colunistas Cezar Galhart, Cristiano Moura, Gustavo Victorino, Jorge Pescara, Lika Meinberg, Luiz Carlos Sá, Marcello Dalla, Ricardo Mendes e Vera Medina Edição de Arte / Diagramação Leandro J. Nazário arte@backstage.com.br Projeto Gráfico / Capa Leandro J. Nazário Foto: Ricardo Fujii / Divulgação Publicidade / Anúncios PABX: (21) 3627-7945 arte@backstage.com.br Webdesigner / Multimídia Leonardo C. Costa multimidia@backstage.com.br Assinaturas Maristella Alves PABX: (21) 3627-7945 assinaturas@backstage.com.br Coordenador de Circulação Ernani Matos ernani@backstage.com.br Assistente de Circulação Adilson Santiago Crítica broncalivre@backstage.com.br Backstage é uma publicação da editora H.Sheldon Serviços de Marketing Ltda. Rua Iriquitiá, 392 - Taquara - Jacarepaguá Rio de Janeiro -RJ - CEP: 22730-150 Tel./fax:(21) 3627-7945 / 2440-4549 CNPJ. 29.418.852/0001-85 Os artigos e matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. É permitida a reprodução desde que seja citada a fonte e que nos seja enviada cópia do material. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios veiculados.


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CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br

CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br

Definindo

a essência antes da tecnologia

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uito se tem discutido sobre as mudanças que vem acontecendo no mundo. Essas discussões têm envolvido diversos temas, com foco principalmente na política e na área econômica. No entanto, um tema que vem se mostrando recorrente é a discussão sobre uma sobrevivência mais sustentável, tanto na sociedade quanto nas empresas. É fato que as novas tecnologias chegam com o principal objetivo de facilitar o trabalho e otimizar o tempo empregado em determinada atividade. Em uma análise mais simplista, pode-se afirmar que a substituição de tarefas favorece o aproveitamento do tempo das pessoas e nas instituições. Essa simples matemática por si só já é um caminho natural e subsídio para proporcionar crescimento e sustentabilidade.

No entanto, como particularidades implicam complexidade, em uma análise mais profunda há de se levar em conta as diversas variáveis que permeiam qualquer atividade manufatureira, não apenas no Brasil, mas como em qualquer outro lugar. Dado o tamanho, a complexidade e a diversidade do nosso país-continente, é suficiente exemplificar e nos atermos somente ao nosso mercado. Adotar novas tecnologias pode levar a resultados e significados diferentes frente as particularidades de cada local. Uma recente novidade que vem sendo apresentada como revolucionária em algumas demonstrações musicais é o conceito de palco silencioso, cujo assunto será abordado em outra edição desta publicação. Qual tipo de efeito esse tipo de tecnologia produziria se introduzida na nossa cultura musical, onde o volume mais alto dos shows são quase premissas de sucesso, e o punch dos graves é tão desejado quanto cerveja gelada no verão? O que se deve ter em mente ao adotar novos conceitos tenológicos é definir a essência que sustenta o negócio; dessa forma é mais fácil traçar e seguir por um caminho mais linear em busca da sustentabilidade. Adotar a tecnologia sem analisar os pormenores e a complexidade do mercado é quase uma visão de principiante, ação que muito provavelmente distanciará a instituição de grande parte dos objetivos a serem alcançados. Boa leitura! Danielli Marinho

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VITRINE ÁUDIO| www.backstage.com.br

PSM900 www.shurebrasil.com O sistema de monitoramento pessoal para eventos, instalações e shows oferece uma combinação de qualidade de áudio e rendimento em aplicações profissionais. Sua função “modo operador”, permite ao engenheiro monitorar diferentes mandadas de fone de ouvido em apenas um botão, o filtro avançado de RF reduz interferências e o codificador estéreo digital apresenta uma ampla separação de estéreo para som claro e preciso. O PSM900 proporciona 20 frequências compatíveis por banda. Preço sob consulta.

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SÉRIE QUATTROCANALI http://www.powersoft-audio.com Seguindo o sucesso da série Ottocanali de oito canais, a Powersoft apresenta a nova Série Quattrocanali. A nova plataforma de amplificação de quatro canais inclui três modelos: Quattrocanali 4804: 1.200 W por canal @ 8 ohms; 1.500 W por canal @ 2 ohms; 3.000 W em configuração bridge @ 4 ohms; Quattrocanali 2404: 600 W por canal @ 8 ohms; 800 W por canal @ 2 ohms; 1.200 W em configuração bridge @ 4 ohms; e Quattrocanali 1204: 300 W por canal @ 8 ohms; 500 W por canal @ 2 ohms; 1.000 W em configuração bridge @ 4 ohms. Essa nova plataforma de amplificação de quatro canais em uma 1RU contém uma potência séria que fornece som nítido e volume de saída sustenido, tornando-a ideal para aplicações em bares, restaurantes, lojas varejistas e centros de fitness. Apresenta a fonte de energia switching, característica da Powersoft, com correção de fator de potência, direção inteligente de linhas elétricas e topologia de circuito de saída em configuração bridge Classe D de frequência switching fixa. A operação remota na série Quattrocanali está disponível via aplicativo web e Armonía, permitindo ao usuário acessar todas as funções do amplificador a partir de uma localização descentralizada, reduzindo ainda mais a necessidade de pessoal técnico no lugar.

D5LX www.harman.com O D5 LX é um microfone profissional dinâmico, que proporciona um som poderoso, mesmo nos locais de grande poluição sonora. Projetado para vocal e backing vocals, o D5 LX possui um visual diferenciado, e sua cor champanhe nos remete a um produto refinado. Com padrão polar supercardióide, o equipamento garante o máximo de ganho antes de feedbacks indesejados. O Dual Shock Mount elimina qualquer ruído mecânico causado pelo manuseio do microfone, garantindo sua livre performance. Dentre as características, podemos destacar, diafragma laminado Varimotion, padrão polar Supercardióide, dualShock Mount e Pop Filter integrado.


ZEN STUDIO + http://antelopeaudio.com https://youtu.be/jcx2Kb7it2w Há mais do Zen Studio + do que uma simples interface de áudio portátil profissional. Na verdade, graças a esses fantásticos efeitos baseados em FPGA, é seguramente a melhor estação de trabalho portátil para engenheiros e músicos em constante movimento e que precisam acessar todas as ferramentas de seu estúdio. O hardware em si inclui opções de E / S inestimáveis, como um par de saídas de re-amp dedicadas, saídas de fones de ouvido e saídas de monitoramento de qualidade de masterização, enquanto com seus 12 pré-amplificadores - incluindo Hi-Z e entradas de linha - mais oito entradas adicionais e saídas em conectores D-SUB padrão de 25 pinos, o Zen Studio + está bem equipado para configurações de gravação de microfone em qualquer lugar a qualquer momento, além de ser extensível via ADAT ou S / PDIF. Também permite uma conversão digital-analógica pristina entre o DAW e monitores ou fones de ouvido, permitindo aos usuários ouvir mais detalhes e tomar melhores decisões ao fazer a mix. Além disso, a entrada e a saída do word clock permitem que o Zen Studio + se integre perfeitamente com outros equipamentos de estúdio, e a entrada atômica está disponível para interagir e atualizar para o relógio atômico 10MX Rubidium da Antelope.

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NANOBOX M2.5 www.amplificadoresnextpro.com.br No final de 2015, a Next Pro disponibilizou a sua consagrada tecnologia de amplificação digital multi-funcional também no formato IN-BOX, para montagem em caixas acústicas. O M700 foi o primeiro da série NanoBox a concentrar em um pequeno gabinete fechado, o melhor da tecnologia Next Pro. Agora, expandindo a série, chega a vez do M2.5. Com 2500W@4Ohms, alimentação universal 100-260V com PFC e pesando apenas 3 quilos, o M2.5 exibe uma assombrosa relação peso/potência, designada para exceder todas as necessidades presentes e futuras da amplificação IN-BOX. Disponíveis em duas versões, M2.5 FULL, para caixas full-range, e M2.5 SUB, para subwoofers, eles ainda podem ser interligados (SUBFULL) e formar um completo e compacto sistema ativo processado de alta potência, sem a necessidade de qualquer processador externo.

RME DIGIFACE USB http://www.synthax.com/ A Synthax, distribuidora da marca RME, líder em produtos de alta qualidade para soluções de áudio digital, anuncia o RME Digiface USB Portable Audio Interface. Tendo como características 4 entradas e saídas óticas ADAT/SPDIF além de uma saída de linha de alta qualidade analógica via TRS (trip-ring-sleeve), o novo RME Digiface USB é uma interface de áudio digital extremamente compacta e portátil que também pode servir como um amp básico de headphone para uso em smartfone.


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Direitos autorais na rádio digital A decisão no Superior Tribunal de Justiça, por 8 votos a 1, relativa ao caso OI FM x Ecad, garante aos artistas o direito de receberem pela execução pública de suas músicas no ambiente digital. Os ministros do STJ entenderam que o pagamento pela execução pública de músicas via

streaming “é devido e encerra este capítulo na história dos direitos devidamente conquistados pelos artistas”. Segundo a decisão, esse novo modelo de consumo de música deve favorecer a todos os envolvidos: as plataformas de streaming, os consumidores e os criadores.

Aplicativo ShurePlusTM Channel para iOS na versão 1.3 A Shure Incorporated anunciou hoje uma atualização de seu aplicativo ShurePlus™ Channels com novos recursos que permitem ao usuário monitorar, organizar e acessar importantes parâmetros dos canais com ainda mais conveniência e controle. O ShurePlus Channels 1.3 aperfeiçoa o ambiente móvel para profissionais de áudio ao fornecer monitoramento preciso e em tempo

real de sistemas sem fio da Shure a partir de dispositivos iOS. Compatível com dispositivos móveis da Apple que possuam sistema iOS versão 8 ou posterior, o ShurePlus Channels1.3 pode ser utilizado com a rede de gerenciamento sem fio Axient®, o sistema sem fio UHF-R®, os sistemas digitais sem fio ULX-D® e QLXD®, e o sistema de monitoramento pessoal PSM®1000.

Depeche Mode lança o single “Where’s The Revolution” A banda britânica Depeche Mode divulgou o single Where’s The Revolution (ouça aqui), uma faixa do álbum Spirit, que chega ao mercado em março. A música tem uma bateria vibrante e bem amparada no vocal de Dave Gahan. Where’s The Revolution é a primeira faixa inédita do Depeche Mode em quatro anos e a primeira música a ser liberada do 14° álbum da banda. O disco marca a primeira colaboração do Depeche Mode com o produtor James Ford, do Simian Mobile Disco, que já trabalhou com grupos como Foals,

Florence & The Machine e Arctic Monkeys. Após o lançamento de Spirit, o Depeche Mode vai se dedicar à turnê Global Spirit Tour, que já tem datas confirmadas na Europa. O primeiro show será em Estocolmo, na Suécia, em 5 de maio. Somente na Europa, a banda tocará para mais de 1,5 milhão de fãs, em 34 shows por 21 países. Em seguida, partirá para shows nas Américas do Norte e do Sul. Para saber mais sobre todas as datas e receber notícias sobre os próximos shows, acesse: www.depechemode.com

NEY MATOGROSSO NO PALCO SUNSET DO ROCK IN RIO A organização do Rock in Rio anuncia as primeiras atrações do Palco Sunset 2017: Ney Matogrosso com Nação Zumbi e o rapper americano CeeLo Green. O encontro inédito e épico de gerações encerra a noite do palco no dia 22 de setembro. A mistura do vozeirão e extravagância de Ney Matogrosso se confundirá com o rock melódico de Nação Zumbi, banda consagrada entre o público jovem. A atração foi desenhada a dedo pelo diretor artístico Zé Ricardo, que sabia da vontade de Ney em tocar com Nação desde 2012, quando o artista estava em turnê com Atento aos Sinais. Para o público, o mais arrebatador deste encontro será o resgate de Secos e Molhados, grupo da década de 70 que trazia Ney como um dos vocais, e que será reverenciado pelos artistas no Sunset.

PALCO SILENCIOSO A próxima edição da Prolight + Sound vai apresentar os visitantes o novo conceito de palco silencioso, em uma nova área especial na feira, para dar a chance aos profissionais e músicos do setor de eventos e tecnologia aprenderem como este tipo de palco inovador pode melhorar não apenas as mixagens como também a performance musical. As vantagens de um palco silencioso serão explicadas e as oportunidades para se implementar esse novo conceito serão ilustradas a partir de demonstrações ao vivo, por meio de uma apresentação musical. Diversas empresas de eventos tecnológicos estão envolvidas na realização dessa área especial e demonstrarão seus produtos e tecnologias ali. Entre as companhias participantes estão Audio-Technica, Box of Doom, Cymatic Audio, Ficsher Amps, Hearsafe, InEar, Kemper, Kland Technologies e Vision Ears.


Novo modelo na série Duecanali da Powersoft A Powersoft apresentou na ISE 2017 uma adição vital à Série Duecanali. O Duecanali 1602 é um modelo de dois canais e, em termos de tecnologia incorporada ao equipamento, é similar à Quattrocanali — embora diferente da atual Série Duecanali, que se baseia na K Series. O amplificador pode manejar cargas de baixa impedância (2/ 4/8 Ohms) e linhas distribuídas de 70 V / 100 V selecionáveis por canal. Além disso, fornece mais de 16 configurações de saída possíveis

diferentes (baixa impedância, alta impedância, modo bridge, modo paralelo e combinações destes), dando uma potência de saída máxima por canal de: 800 W a 8 Ohms; 800 W a 4 Ohms; 1.000 W a 2 Ohms; 2.000 W a 8 Ohms bridge; 1.600 W a 4 Ohms bridge; 800 W a 100 volts e 800 W a 70 volts. Expansão de áudio em rede é fornecida pelo protocolo Dante com uma capacidade de 4 x 4 canais (não disponível nos modelos Duecanali anteriores).

VILLA MIX FESTIVAL GOIÂNIA Com o novo slogan O Mundo é Mix, o Villa Mix Festival, que conta com megaestrutura e line up de peso, anuncia a sua sétima edição na capital goiana para o dia 2 de julho. O Villa Mix Festival Goiânia foi certificado pelo Guinness World Records pela maior estrutura de palco do mundo em 2015. E, em 2016, o Villa Mix Festival recebeu cerca de 1 milhão de pessoas em todo o país. Em suas 19 edições, levou mais de 35 artistas de vários ritmos e segmentos. Os internautas também puderam acompanhar 170 horas de música ao vivo pelo canal oficial do Villa Mix no YouTube.

FERRAMENTA DE SIMULAÇÃO ACÚSTICA

Nenhum de Nós em plataforma digital O álbum de estreia do grupo, de 1987, nunca antes editado em CD, agora está disponível para os fãs em formato digital. Além desse primeiro trabalho, a Sony Music relança também em formato digital outros três primeiros álbuns do grupo: Cardume (1989), que traz O Astronauta de Mármore (Starman), o inovador Extraño (1990), revigorado por influências regionais da cultura gaúcha e dos pampas, e Nenhum de Nós (1992), do hit Ao Meu Redor (eleito melhor clipe do ano pela audiência da MTV). Além das gravações originais, remasterizadas, a reedição inclui mais 19 faixas bônus, entre lados B, remixes e versões alternativas.

Uma nova ferramenta para simulação acústica é a novidade que a empresa portuguesa Next-proaudio apresenta na edição 2017 da Prolight + Sound, Frankfurt. Com uma interface intuitiva e fácil de usar, o software para modelagem 2D foi desenvolvido para ajudar os usuários da marca a alinhar os subwoofers em lugares fechados. A tecnologia pode ser usada tanto para sistemas de subs quanto de sub-array e é baseada em um algoritmo bastante rápido e preciso, sendo capaz de prever a performance acústica do subwoofer, ajudando o usuário a encontrar a melhor solução para um lugar com multiplas fontes sonoras. O simulador permite que sejam testados 11 espaços de frequências diferentes ISO 266 (20Hz-20Hz), com apenas um clique. A partir de um ponto de escuta, ou microfone virtual, o usuário também pode prever a frequência e a fase no local desejado; é possível ter mais de 4 pontos de escuta simultâneos.

ERRATA Os créditos das fotos publicadas na reportagem “Rio das Ostras Jazz & Blues” são de Cezar Fernandes.

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Ney Nakamura, Presidente Tagima USA

Estande Tagima USA é destaque na NAMM CA

A Tagima participou da edição 2017 da NAMM, em Anaheim, na Califórnia. A empresa teve um estande próprio, e foi a primeira vez que a marca se apresentou como TAGIMA USA, parte da estratégia de crescimento global da marca. O estande contou com a presença de artistas americanos do Tagima Dream Team USA e de dois artistas nacionais, como Marcinho Eiras, que encantou o público com sua tradicional performance com várias guitarras, pedais de loops e interação com a plateia, além de Sandro Haick, o incrível multi-instrumentista que fez jam sessions com diversos artistas e apresentou um pouco da música brasileira ao mercado americano. A Tagima expôs seus instrumentos handmade in Brazil: a linha JetBlues e Rocker. Segundo o presidente da empresa, Ney Nakamura a participação foi muito positiva, pois, apesar desses serem apenas os primeiros passos da marca em um mercado tão competitivo, já houve muita procura pelos instrumentos no mercado americano e, surpreendentemente, para outros países da Europa e América Latina.


Robe conquista mais parceiros no México

A mexicana Total Show Pro, uma companhia completa na área de eventos tecnológicos com soluções em áudio, iluminação, video e palco, fundada por Claudio Pasos há quatro anos, investiram nos seus primeiros moving lights Robe adquirindo 10 x LEDWash 660s e, logo em seguida, mais 10 x Robe Pointes ao seu estoque. A empresa, que tem três principais divisões, tem entre seus principais alvos o mercado voltado para casamentos, aproveitando as belas paisagens e locais ao longo dos 35 quilômetros de costa no Golfo do México.

Jazz na Baixada Fluminense chega a sua segunda edição

No mês de julho, Duque de Caxias se transformará na cidade do Jazz e Blues, com três dias de festival, num total de oito 8 shows em mais de 17 horas de boa música, em apresentações no Teatro Municipal Raul Cortez, localizado na praça do Pacificador, Centro do munícipio. A primeira edição do festival, que aconteceu em 2016, contou com shows marcantes como: o pianista Misael da Hora, Luiz Pié, Almas Thomas, Thiago Trajano, Luciane Dom, Chico Faria, Léo Gama e o baterista Rodrigo Dias.

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GUSTAVO VICTORINO | www.backstage.com.br 20

do ano passado e terá seus palcos espalhados pela capital gaúcha. O charmoso e icônico Chalé da Praça XV, no centro da cidade, foi o local escolhido para o coquetel que recepcionou dezenas de pessoas ligadas ao evento e que receberam com exclusividade a revista oficial da edição 2016 do encontro.

MARRA

O lento e constante recuo da moeda americana injeta oxigênio no mercado que dá os primeiros indícios de recuperação. Algumas condições especiais concedidas por importadores projetam a reposição de estoques com câmbio mais favorável e os mais otimistas já sonham com o dólar abaixo de 3 reais até o segundo semestre desse ano. Tem gente que inclusive já pratica agora esse valor na forma de desconto.

MEDIOCRIDADE Juro que até tentei ouvir algumas músicas que as rádios e a mídia insistem em chamar de hits. “Obras” chamadas de forma oportunista de funk ou baladas oriundas da “sofrência” cantadas por vozes femininas estridentes e irritantes. Passado o trauma, fiquei me perguntando como chegamos a esse ponto? Como programadores e produtores nos conduziram a essa decadência musical constrangedora? Busco a explicação no ranking de educação da OEA que coloca o Brasil em último lugar ao lado do Suriname na América Latina e passo a entender porque cantigas de roda infantilóides e baladas gritadas em ritmos latinizados e uniformes enriqueceram analfabetos musicais que se acham grandes artistas. Tom Jobim tinha razão, a música popular é o retrato de um povo. Assim sendo, admito, somos medíocres...

FESTA NACIONAL DA MÚSICA 2017 Reunindo artistas, autoridades e profissionais do segmento, foi lançada em Porto Alegre a edição 2017 da Festa Nacional da Música que mantém a sede

O canadense Drake parece que se imagina como a última bolacha do pacote. Como protesto por sei lá o quê, ele não compareceu ao Grammy e mesmo vencedor na categoria rap disse que não quer o troféu. Sugeriu que é discriminado por ser negro e judeu, e que sua música não é rap. Citou Michael Jackson como modelo e disse que não precisa de prêmio para saber o seu valor. A marra aos poucos vai fritar o rapaz nos EUA. Isso sem falar que musicalmente é bem fraquinho.

BOAS NOVAS A compra da Harman pela Samsung vai representar a médio prazo um processo de interação tecnológica que deve sacudir o mercado. Em conversa com o presidente da Harman, o executivo Rodrigo Kniest, descobri que a Samsung vai manter a independência do grupo Harman preservando o patrimônio invejável das marcas mundiais que fazem o segmento de áudio suspirar. Mas será inevitável mais cedo ou mais tarde você comprar um televisor Samsung com a logo “JBL Speakers Equipped”. Pode sonhar acordado, esse futuro vem aí...

DAY AFTER Passado o Grammy 2017, os comentários postados por famosos se transformam em verdadeiras atrações e despertam amor e ódio. Num desses, Carlos Santana aplaudiu a vitória de Adele argumentando que ela sabe cantar e disse que Beyoncé é mais visual. Foi o suficiente


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para as redes sociais explodirem contra e a favor, e provocarem inclusive um pedido de desculpas de Santana a Beyoncé. Mas achei estranho alguém pedir desculpas por falar a verdade, né?!?

STAR WARS As chamadas marcas premium de violões não conseguem arranhar aqui no Brasil o domínio devastador do segmento pela Takamine. Mesmo ancoradas em bons endorses internacionais, tanto Taylor quanto Martin ainda patinam na conquista de mercado no país. Não bastasse isso, a marca japonesa se impõe também no segmento de violões profissionais de preço intermediário entre US$ 500 e US$ 1000. Nesse universo, o diferencial fica no quesito qualidade, da relação custo-benefício.

NINGUENZADA É impressão minha ou a programação do Rock In Rio 2017 tá meio muquirana? Até o Supla vai se apresentar. De resto, tem uma ninguenzada insignificante que pelo fato de ser gringa recebe mil elogios dos pseudo muderninhos que não fazem a mínima ideia do que eles tocam. Apesar de alguns bons nomes, algo me diz que o velho Medina precisa dar uma olhada no que andam fazendo com o seu evento.

HARVARD Se a supervalorizada universidade americana de Harvard quer dar prêmio para alguém que constrói um hospital como fez a Rihanna, tenho pelo menos mais 20 nomes de notáveis brasileiros que fazem o mesmo e não faturam publicamente com isso.

NAMORO Começou o namoro entre a JBL e uma das maiores empresas de sonorização do país, a gaúcha Marksom. A coisa já é tratada de lado a lado em nível de presidência e promete um desfecho onde todos podem ganhar.

PELA QUALIDADE Os Grammys e os British Awards ganhos por David Bowie foram muito mais do que meras homenagens de caráter póstumo. O disco Blackstar que deu origem a essa enxurrada de prêmios é muito bom e mostra um Bowie de exuberante talento para compor e criar texturas únicas para o seu canto. Esqueçam os prêmios e as homenagens e curtam o disco, ele é bom demais.

PRECONCEITO Cuidado quando alguém lhe disser que todo o produto chinês é igual. Falar isso é mostrar desconhecimento do parque industrial daquele país. Eles fabricam de tudo e para qualquer bolso. A China virou a fábrica do mundo. Quem pede coisa barata, recebe coisa barata. Quem quer qualidade, precisa pagar por ela. A maioria das marcas premium fabrica alguns dos seus produtos lá e nem por isso a qualidade é comprometida. Esqueça o preconceito ao ler na logo de algum produto a expressão “Made in China”. Mas reclamar da qualidade de uma guitarra que sai de lá custando 20 dólares é cegueira oportunista.

BOAS MÃOS A Áudio Technica agora nas mãos da Pride parece buscar mais consistência no mercado brasileiro. Com sede no Japão e aclamada no

mundo inteiro, a empresa tem eternas dificuldades em crescer por aqui e para enfrentar isso quer mais agressividade no varejo para expandir sua participação de mercado. Nessa hora, o fator preço volta a falar mais alto e a exigir um trabalho quase de corpo a corpo para seduzir o mercado e levar informação sobre a história e qualidade dos produtos que levam essa marca.

O FUTURO Os poket shows com transmissão ao vivo por streaming começam a virar moda entre os jovens. Dezenas de artistas já utilizam regularmente o sistema que pode representar um definitivo processo de democratização no potencial de atingir grandes públicos. As redes sociais aliadas a uma linguagem despojada fazem com que artistas de todas as vertentes ganhem espaço na rede e conquistem corações. Num dia desses assisti uns meninos de Recife tocando música instrumental e fiquei fascinado. Tudo na garagem da casa de um deles e transmitido ao vivo por streaming. O futuro parece que nunca vai chegar... E quando chega, vira presente.

MISTÉRIO NO AR O grupo que controla a Gibson Guitar Corporation foi sacudido no final do ano por uma proposta de compra de 50% da empresa com a condicionante de assumir as operações de uma das mais valorizadas fábricas de guitarra do mundo. Ao ouvir um não à proposta, o grupo interessado voltou à carga no mês passado e ofereceu uma bolada pela compra da empresa. A cifra tem nove dígitos antes da vírgula e fala japonês.

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MIXAGEM, MIXAGEM, O Ui24R é o mais novo sistema de mixagem e gravação multipista da Soundcraft que oferece 24 canais de entrada com os renomados preamps da marca além de processamento de sinal da Lexicon, dbx e DigiTech. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

GRAVAÇÃO E 24 CANAIS O

Soundcraft Ui24R é parte da recémlançada linha de produtos “Harman Connected PA”, um sistema que promete ser uma solução completa fácil de instalar, configurar e controlar para amplificação sonora em aplicações de som ao vivo. Com um design simplificado, o sistema traz entradas e saídas flexíveis, alta qualidade de som, controle sem fio intuitivo e confiabilidade para aplicações de som ao vivo. O sistema pode ser controlado por até 10 dispositivos via cabo Ethernet ou através de rede wi-fi de banda dupla embutida. Outra característica é a capacidade de canais. O Ui24R oferece 24 canais, sendo 10 combo/XLR, 10 XLR, duas de nível de linha e dois canais de mixagem digital para um total de entrada 24 entradas simultâneas. Os renomados preamps da Studer entregam um som de alta qualidade para aplicações ao vivo e gravação multi-pista, enquanto efeitos de

reverb, chorus e delay da Lexicon, combinados à compressão dbx oferece resultados otimizados para vocais, guitarras acústicas e muito mais.

MAIS ENTRADAS PROFISSIONAIS O processamento de sinal é garantido por soluções Lexicon, dbx e DigiTech, enquanto os 20 pré-amplificadores de microfones desenvolvidos pela Studer entregam mais entradas profissionais que qualquer outro console da sua categoria. “O sistema de mixagem e gravação multipista Soundcraft Ui24R entrega a potência e a capacidade de um console de grande formato em uma solução compacta e conveniente”, diz Scott Wood, gerente de soluções para mixagem da Harman Professional Solutions. De acordo com Wood, a tecnologia do equipamento e componentes de alta qualidade, incluindo o renomado pro-


cessamento de sinal da Lexicon, dbx e DigiTech, assim como os preamps Studer, oferecem resultados incríveis para ensaios, shows ao vivo, gravações, overdub e muito mais. “Do palco

O sistema de mixagem e gravação multipista do Ui24R entrega potência em uma solução compacta e conveniente

para o estúdio, o Ui24R é o melhor sistema para artistas, donos de instalações e engenheiros que querem economizar espaço e entregar um som de qualidade superior”, observa. O sistema de supressão automática de microfonia AFS2 da dbx também está disponível em todas as saídas de monitor para ao vivo. Além disso, dois canais de modelagem de amplificador e guitarra da DigiTech trazem uma série de efeitos para

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O usuário pode conectar até 10 dispositivos simultaneamente por meio de uma rede wi-fi de banda dupla para que, por exemplo, os músicos possam ajustar suas mixagens individuais de monitoração no palco, enquanto o técnico de PA se concentra em otimizar a experiência do público.

qualquer apresentação ao vivo ou gravação, particularmente quando é preciso alcançar um baixo volume de palco. O objetivo é que o Ui24R transforme a experiência de mixagem ao vivo, conferindo aos engenheiros liberdade de controlar o equipamento de qualquer lugar. O usuário pode conectar até 10 dispositivos simultaneamente por meio de uma rede wi-fi de banda dupla para que, por exemplo, os músicos possam ajustar suas mixagens individuais de monitoração no palco, enquanto o técnico de PA se concentra em otimizar a experiência do público. Graças à compatibilidade a HTML 5, o sistema pode ser controlado a partir de qualquer browser – incluindo em dispositivos iOS, Android, Windows, Mac ou Linux – sem a necessidade de instalação de nenhum aplicativo. O Ui24R ainda permite que engenheiros e músicos gravem, de maneira redundante, mixagens estéreo, além de todas as 22 entradas, diretamente em um dispositivo de armazenamento USB e em um computador conectado. O Ui24R também pode ser uma peça central em es-

túdios de gravação multipista, com uma fácil integração entre a interface de áudio USB e a DAW escolhida pelo usuário.

APLICATIVO PARA CONEXÃO Através do aplicativo Harman Connected PA, o usuário poderá conectar o novo Ui24R com outros dispositivos wifi de empresas do grupo Harman, como o PA portátil PRX800W da JBL, o microfone P5i da AKG ou o direct box ativo Di1, da dbx, e realizar o controle de todo o sistema de sonorização em uma única plataforma. Os produtos da linha são automaticamente identificados com o novo aplicativo para uma configuração mais fácil, ajudando a otimizar volume, parâmetros de mixagem e a qualidade sonora. O novo app tem previsão de disponibilidade para o segundo trimestre de 2017. O Ui24R, por sua vez, tem previsão de disponibilidade para abril de 2017. Para saber mais: www.soundcraft.com/products/ui24r


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Novos produtos Shure da série GLX-D vêm com mais canais, conferem melhor desempenho de radiofrequência e proporcionam gerenciamento ampliado e automático de frequências para aplicações de som instalado. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

AUTOMAÇÃO

DE FREQUÊNCIAS

A

Shure anunciou durante a NAMM 2017, em Anaheim, Califórnia, sua nova linha de produtos e acessórios digitais sem fio GLX-D Advanced, que vem acrescentar recursos à sua já conhecida linha digital sem fio GLX-D. O GLX-D Advanced é um conjunto de produtos que inclui um gerenciador de frequências, um sistema de receptores para instalação em rack, antenas remotas e acessórios. Indicado para aplicações em templos, instituições educacionais, auditórios ou lo-

cais de eventos que possuam vários requisitos de sistema sem fio, funcionando muito bem em múltiplos sistemas sem fio. Com o GLX-D Advanced os usuários de som instalado terão os recursos do GLX-D, como áudio digital de ótima qualidade, gerenciamento automático de frequências e baterias recarregáveis inteligentes. Quem já estava acostumado a utilizar a série, ao encontrar o GLX-D Advanced pela frente não terá muitas dificuldades com esse novo modelo de


em rack. “O GLX-D Advanced economiza tempo e dinheiro, tanto de instaladores como de usuários, ao incluir equipamentos em

dem economizar cerca de dois mil dólares, deixando de adquirir baterias ou pilhas descartáveis. Esse benefício, somado a um tempo de

gerenciador de frequências, tendo em vista que o equipamento está programado para operar com simplicidade e segurança até nove sistemas simultâneos em condições normais e 11 canais em condições ideais. A nova configuração para instalação em rack do GLX-D Advanced permite que até seis receptores GLXD4R sejam vinculados ao Gerenciador de Frequências do GLX-D Advanced pelas portas de RF. Para simplificar a instalação, o Gerenciador de Frequências atribui automaticamente as frequências ideais a todos os seis receptores utilizando comunicação de dados patenteada por meio de cabos RF já existentes. Ao vincular dois Gerenciadores de Frequências, por exemplo, é possível fazer uso de sistemas adicionais instalados

Com o GLX-D Advanced os usuários de som instalado terão os recursos do GLX-D, como áudio digital de ótima qualidade, gerenciamento automático de frequências rack e capacidade de recarga em um mesmo produto”, observa Mike Nagel, gerente de produtos sem fio da Shure. “Para dar um exemplo concreto, com a vida útil de uma só bateria, os clientes po-

operação contínua de 16 horas, confere um valor excepcional ao produto”, completa. Para mais informações: www.shurebrasil.com

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DANIEL FIGUEIREDO|CAPA|REPORTAGEM| www.backstage.com.br 28

Envolvido atualmente com dois trabalhos de teledramaturgia em uma emissora brasileira, Daniel Figueiredo conta com dois Latin Grammy no currículo e acumula experiência ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Beth Carvalho. Nesta entrevista, o produtor musical fala sobre o mercado de trabalho no Brasil e as características que um profissional precisar desenvolver para se colocar no mercado de produção musical.

SINAL VERDE PARA A PRODUÇÃO

MUSICAL redacao@backstage.com.br Fotos: Claudio Damatta / Ricardo Fujii / Divulgação

B

ackstage – Qual o seu trabalho atual na área de produção musical e criação de trilha, existe algum projeto sendo executado? Daniel Figueiredo - Na área de trilha sonora, atualmente estou fazendo a novela Terra Prometida e preparando a novela seguinte, também bíblica, O Rico e Lazaro. Backstage – Você já trabalhou com grandes nomes da música nacional e

também com artistas internacionais, fale sobre essa experiência, qual a maior diferença no trabalho com esses dois “públicos”? Daniel - Eu não vejo nenhuma diferença, a música e os músicos são realmente universais, só falam línguas diferentes, mas a vontade de colaborar, criar e fazer sempre o melhor trabalho é a mesma com todas as pessoas que trabalhei até hoje ao redor do mundo.


Backstage – Quais as características que um produtor precisa desenvolver para alcançar as habilidades de um profissional de “nível mundial”? Daniel - Eu me considero muito longe ainda desse “nível mundial”. Eu acredito que estudar nunca é demais, em qualquer área. Mas a experiência me ensinou muito mais do que qualquer curso que eu pudesse ter feito. No audiovisual, mais do que outros tipos de arte, a criação é coletiva. Todas as peças precisam se encaixar e a precisão deste encaixe é o segredo das grandes produções. Portanto, saber ouvir e entender o que o autor, diretor e o sonoplasta precisam é essencial. É muito importante se manter atualizado tecnologicamente pelas vá-

rias razões que eu já mencionei e até mesmo para não correr o risco de um dia uma criança de 10 anos conseguir fazer, no celular, alguma coisa que você afirmou para a equipe toda que era impossível.

Mas, por mais gênio que ele seja, acredito que se ele estivesse em início de carreira, passaria muito aperto para concorrer com os compositores que usam o computador com “maestria”.

Backstage – Falando sobre o trabalho de composição de trilha sonora, como foi desenvolvido seu trabalho mais recente? Daniel - A Terra prometida é a continuação da história que contamos em Os Dez Mandamentos. Portanto,

Backstage – Os seus dois LATIN Grammys foram concedidos para trabalhos e estilos musicais diferentes. Existe diferença em produzir para estilos distintos, ou a forma de trabalho é a mesma para ambos?

Backstage – Você tem dois LATIN Grammys no currículo; esse fato comprova que os profissionais brasileiros são e vêm sendo cada vez mais valorizados no mercado mundial? Existe alguma característica que seja única no profissional brasileiro? Daniel - Gosto sempre de ressaltar que eu participei de dois discos que ganharam estes prêmios: Aline Barros e Beth Carvalho. Acho que a valorização dos músicos brasileiros no exterior ainda é muito aquém do que merecia. Mas temos casos até que acontece o contrário. Alguns músicos são altamente conceituados no mundo e quase desconhecidos no Brasil, como por exemplo, os geniais Egberto Gismonti e Heitor Pereira. Acredito que sofremos com uma imensa escassez de profissionais de gerenciamento e administração de carreira. Se isto já prejudica imensamente a expansão das carreiras dos artistas no próprio território brasileiro, imagine no exterior. Portanto, acho que talento temos de sobra, mas nos falta uma gestão mais efetiva.

No audiovisual, mais do que outros tipos de arte, a criação é coletiva. Todas as peças precisam se encaixar e a precisão deste encaixe é o segredo das grandes produções. o maior desafio foi fazer uma coisa nova, mas que não fosse tão desconectada da anterior. Fiquei muito feliz porque muitas pessoas me parabenizaram justamente por acharem interessante a trilha ser “igual, porém, diferente” de Os Dez Mandamentos. Backstage – Existe alguma mudança na forma de desenvolver tanto uma composição de trilha sonora quanto um trabalho de produção musical nos dias de hoje? Daniel - A cada dia tudo fica mais prático e mais acessível, porque utilizamos muita tecnologia na produção de discos e trilha sonora. E a tecnologia está evoluindo muito rápido. Dias atrás eu li que John Williams, um dos maiores gênios da música para cinema, ignora a maior parte de toda essa tecnologia e ainda compõe no papel.

Daniel - A principal diferença que vejo é na quantidade de pessoas que participa de cada produção. Quanto mais pessoas, maior o trabalho. Por exemplo, um disco da Beth Carvalho pode envolver mais de 30 pessoas em uma faixa, de estados e até de países diferentes. Existe diferença entre estúdios que estão mais acostumados a gravar alguns estilos em particular, técnicos que conseguem tirar um som melhor em determinado estilo, etc. Mas já me surpreendi positivamente fazendo experiências inusitadas, como colocar um técnico especialista em reggae para gravar samba, um produtor de “música eletrônica” para mixar músicas épicas, etc. Esta é outra dica que eu daria: antes de eliminar alguém por não ter conhecimento em determinado estilo, faça um teste. Eu praticamente nunca havia trabalhado com samba antes de trabalhar com a Beth Carvalho, que é uma das sambistas mais respeitadas

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DANIEL FIGUEIREDO|CAPA|REPORTAGEM| www.backstage.com.br 30

É muito importante se manter atualizado tecnologicamente pelas várias razões que eu já mencionei e até mesmo para não correr o risco de um dia uma criança de 10 anos conseguir fazer, no celular, alguma coisa que você afirmou para a equipe toda que era impossível.

do mundo. Consegui esta “façanha” justamente porque a Beth não tem medo de experimentar e nem preconceitos e limites artísticos. Backstage – Os mercados de produção musical e trilha sonora tem fôlego no Brasil? Daniel - No caso da trilha sonora, estou otimista. Muitas portas estão se abrindo, o mercado de audiovisual está produzindo cada vez mais e melhor, e tenho percebido também uma renovação muito positiva dos pro -

fissionais da área. Mas, no caso do mercado fonográfico, a única luz no fim do túnel que estou vendo é o crowdfunding, pois o que nos restou, o streaming, não paga nem o cafezinho. Tenho comprado muitos discos no sistema crowdfunding, inclusive comprei um disco do grupo inglês Marillion, que é uma obra de arte e jamais teria como ser viabilizado economicamente no sistema antigo das gravadoras, uma vez que envolvia um risco enorme de armazenamento, estratégia de marketing e distribuição.

Um nome e muitos trabalhos

Daniel Figueiredo foi escalado para assinar a produção musical de os 10 mandamentos, primeira novela bíblica do mundo, escrita por Vivian de Oliveira e produzida pela Rede Record. Esta é a décima novela que Daniel assina a produção musical na emissora e a oitava com direção de Alexandre Avancini. Autor de mais de 40 temas de abertura para TV como “Tudo é possível”, “Jornal da Record”, “Programa da Tarde”, “Gente Inocente” e “Planeta Xuxa”, Daniel também assinou a produção musical de diversos produtos de teledramaturgia entre novelas e minisséries da TV Record como “José do Egito”, “Vidas Opostas” “A Lei e o Crime” e “Pecado Mortal”. Além das produções para a TV, Daniel tem em seu currículo discos com grandes nomes como Beth Carvalho, Cidade Negra, Edu Lobo, Falamansa, Ivete Sangalo, Jerry Adriani,

Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethania, Zeca Pagodinho e artistas internacionais, como Diem Jones, David Cohen, John Pollard, Roman Miroshnichenko e Steve B, entre outros. O produtor participou ainda de discos vencedores do Latin Grammy, como “Fruto de amor” da cantora Aline Barros “Melhor Álbum de Música Cristã” em 2004, e em 2012, “Nosso samba tá na Rua” de Beth Carvalho, “Melhor Álbum de Samba/Pagode”. Em 2013 participou do disco “Surreal” de Roman Miroshnichenko, um dos maiores guitarristas Russos de todos os tempos, trabalho que foi indicado ao Grammy Latino. Daniel também foi convidado para produzir as músicas das vinhetas utilizadas na Copa das confederações 2013 e na Copa do Mundo de 2014.


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O JBL 705P é um monitor biamplificado de 5” desenhado para aplicações de pós-produção e gravação. Esse equipamento de fácil instalação e de fácil armazenamento incorpora a tecnologia Waveguide, oferecendo uma resposta precisa e natural. O alto falante de 5 polegadas proporciona níveis de saída comparáveis a muitos outros modelos maiores. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

JBL 705P MONITOR DE ESTÚDIO A

inclusão de um equalizador de dimensões grandes assegura que o monitor ofereça neutralidade excepcional produzindo efeitos acústicos adversos que podem ser experimentados pelos usuários, mantendo a reprodução do som tão precisa quanto possível. Em geral, o 750P oferece também aos usuário uma grande abertura de som, atendendo a uma ampla gama de locais. Outro detalhe é a resposta de frequência excepcional, que provém do knowhow em desenvolvimento em tecnologia da JBL. Com um processador de

compressão de alta frequência H 2409, o 705P tem uma membrana anular intuitiva de baixa densidade que oferece respostas suaves e baixa distorção a mais de 36 kHz. O controlador de baixa frequência de 725G oferece percurso ponto a ponto de 114mm com maior linearidade e saída de baixíssima frequência, que fica abaixo de 39Hz.

SISTEMA DE AMPLIFICAÇÃO DUPLO INCORPORADO Oferecendo uma potência de 120W amp para o transdutor de alta fre-


tivo de experimentar a reprodução sonora mais precisa em cada ambiente. O monitor dispõe de 12 bandas de EQ, oito bandas de equalização para

quência H 2409 e um amplificador de 250W dedicado ao transdutor de baixa frequência de 725G, o 705P entrega excepcional saída a distâncias. Os sistema de amplificação duplo integrado otimiza os condutores e fazem com que o monitor seja adequado para uso de pós-produção ou ambientes de masterização. Uma função do JBL 705P é sua capacidade de proporcionar neutralidade superior em qualquer ambiente. Contudo, o monitor também inclui equalização de ambiente para conferências, eliminando qualquer efeito adverso causado pela acústica do local, com o obje-

As entradas digitais AES/EBU dão aos usuários a opção de conexão a uma ampla gama de hardware com velocidades de amostragem de até 192 kHz. curvas de resposta personalizada e compensa qualquer redução de qualidade quando colocada atrás de uma tela perfurada. Habilitando o digital delay, é possível alinhar o alto-falante praticamente escutando posições, enquanto a sincronização AV delay oferece compensação de latência em telas de vídeo. O JBL 705P inclui entradas analógicas e digitais, assim como conversores de frequência de amostragem. As entradas digitais AES/EBU dão aos usuários a opção de conexão a uma ampla gama de hardware com velocidades de amostragem de até 192 kHz. Também estão disponíveis para conectar-se através dos conversores de frequência interna de amostragem de sinais digitais com velocidades de amostragem infrequentes.

INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS Com uma amplificação integrada e locais de processamento de sinal digital EQ, o equipamento permite diferentes combinações com diferentes produtos. Os usuários podem usar o monitor com a série 7 da JBL e monitores de referência M2 para criar sistemas de vários canais em locais de variados tamanhos. As caixas menores e a capacidade de montagem oferecem flexibilidade na instalação e as linhas de visão sem obstruções. O 705P também foi desenhado para proporcionar um monitor com interferência mínima, mas com o mesmo nível de saída comparados aos alto-falantes maiores. Com fundo reforçado e pontos de montagem na parte posterior, esse monitor de estúdio é ideal para afixar na parede ou para montagem de teto, tanto na vertical quanto na horizontal. Para saber mais: www.jbl.com.br

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X

LOGIC PRO O ano de 2017 iniciou com uma nova atualização do Logic Pro X: a 10.3. Muitos usuários esperavam ansiosamente por uma versão 11, mas parece que a Apple preferiu fazer novos ajustes até alguma mudança mais radical.

Vera Medina é produtora, cantora, compositora e professora de canto e produção de áudio

Aplicação de algumas

FUNCIONALIDADES DA VERSÃO 10.3

D

e acordo com as notas da liberação desta nova versão (https://support.apple.com/en-us/HT203718), esta atualização foi bem significativa. Quando você atualiza o programa e o abre pela primeira vez.

Figura 1

Vamos ver o que mudou e como afeta a vida dos usuários do programa. 1)Finalmente, é possível definir a cor do fundo da área de Tracks. Vá no menu

Figura 2

Logic Pro X > Preferences > Display, escolha a aba Tracks e em Appearance você encontrará 3 opções: Dark, Bright e Custom (Figura 1). Na opção Custom, com um botão deslizante, é possível definir a tonalidade desejada. As variações vão de branco a cinza escuro, ou seja, ainda não temos opções de utilizar cores para esta função, mas já é um grande avanço e muito esperado pelos usuários. Cada ambiente possui uma iluminação específica, portanto, era uma alteração necessária para facilitar a vida do produtor que passa muitas horas em frente à tela. 2) Redesenho da interface: agora temos uma versão mais leve da interface, com as figuras mais planas, menos carregadas em efeitos e em cores mais claras também. Quem trabalha com vídeo ou fotos prefere fundos mais escuros para poder ter uma melhor noção da intensidade das cores. O


Figura 3

mesmo não se aplica para quem trabalha com áudio, onde a regra varia de acordo com o ambiente (Figura 2). 3) A paleta de cores ganhou uma nova linha de opções. Dependendo da sua mix, as cores se fazem muito importantes para diferenciar takes, subgrupos ou grupos. A paleta pode ser acessada com o atalho Alt Option + C (Figura 3). 4) Track Alternatives: várias DAWs de mercado já utilizavam um recurso mais conhecido como Playlist, portanto, essa era uma funcionalidade mais do que esperada pelos usuários (eu estava nesta lista!). Ou seja, a partir de uma trilha, é possível criar vários cenários alternativos, considerando novos arranjos, por exemplo. Este recurso é chamado Track Alternative nesta nova versão do Logic Pro X. Para acessar o recurso, temos duas alternativas: no menu Track, escolher Show Track Alternatives, ou com a tecla Control apertada, clicar no espaço inicial da trilha e escolher Track Header Components > Track Alternatives (Figura 4). Quando escolhe-

mos Show Track Alternatives, um button com duas setas aparece ao lado do nome da trilha. Há um menu expandido com algumas opções, tais como o New, Rename, Duplicate (Figura 5). Quando novas alternativas

Figura 5

forem criadas, o botão com as setas permanece visível, mesmo com a opção Hide Track Alternatives. Ao criar uma alternativa (New), esta pode estar vazia para poder ser criada uma nova experimentação, e pode ser duplicada (duplicate), contendo cópias de todas as regiões da alternativa ativa. Este é um recurso que eu sentia muita falta, pois sempre havia necessidade de duplicar a Track para utilizar uma mesma configuração, e depois copiar o conteúdo para ter uma alternativa idêntica. Agora tudo ficou mais fácil. Ao criar uma alterna-

Figura 6

Figura 4

Figura 7

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Figura 8

Sempre que se cria uma nova alternativa, vazia ou duplicada, a outra trilha se torna inativa. Para renomear uma alternativa, ou parte de uma região, basta clicar em Rename ou Rename by Region.

tiva, estas são nomeadas com as letras em ordem alfabética (A, B, etc). Veja a Figura 6. Sempre que se cria uma nova alternativa, vazia ou duplicada, a outra trilha se torna inativa. Para renomear uma alternativa, ou parte de uma região, basta clicar em Rename ou Rename by Region. Ao duplicar uma trilha, é possível ver a antiga escolhendo Show Inactive do mesmo menu. As regiões das trilhas alternativas inativas aparecem em cinza, sendo possível até mesmo editá-las neste estado. Para ouvir uma trilha inativa sem ter que ativá-la, clique no botão Prelisten Alternative (Figura 7). Se resolver escolher uma das trilhas alternativas no lugar da que está ativa, clique no botão Exchange Alternative ao lado do botão Prelisten Alternative. Ainda no menu popup, existe uma opção para apagar todas as trilhas inativas (Delete Inactive) após ter escolhido a definitiva, e quando você tenha certeza que não precisará mais das demais. 5) Selection Based Processing: Esta é outra funcionalidade que todos esperavam no Logic. É possível utilizar processamento offline de plugins para determinadas regiões de áudio. Um novo arquivo é criado considerando as regiões processadas e os arquivos originais ficam disponíveis, caso haja necessidade de reverter o processo. É possível utilizar os plugins nativos, assim como os Audio Units. Os plugins aplicados nestas regiões ficam apartados daqueles aplicados no canal. Para utilizar esta

funcionalidade, você pode definir se quer uma região inteira, parte da região ou algumas regiões em várias trilhas. Você escolhe diretamente na área de Tracks utilizando Shift e clicando sobre as regiões escolhidas, no editor de Audio ou usando a ferramenta Marquee para selecionar partes ou regiões completas. Depois vá no menu Functions > Selection-Based Processing, ou no menu do editor de Audio (Figura 8). Na janela que se abre, temos duas opções (A e B) e aí podemos usar configurações já existentes (Channel Strip Settings) ou criar outras. Basta inserir novos plugins nos slots disponíveis e com a função Prelisten é possível ouvir as combinações e escolher a que mais lhe agrada. Você pode criar um arquivo já processado (Create New Take). É possível também ajustar o ganho (Gain) com compensação de volume (Loudness compensation), proteção para prevenir digital clipping (Overload protection) e normalizar (Normalize). Esta última opção geralmente precisa ser aplicada na região inteira para não haver discrepâncias nos resultados. Depois de escolhidas as combinações disponíveis, basta aplicar o processamento (Apply). Se for utilizar novamente esta combinação de efeitos em outro take, basta escolher no menu Functions a opção Apply Selection-Based Processing Again. Vamos continuar a entender algumas das novas funcionalidades na próxima edição, pois é importante entender como aplicá-las e não somente listar o que mudou. Até breve!

Para saber online

vera.medina1@gmail.com www.veramedina.com.br


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ABLETON LIVE Dando sequência ao raciocínio iniciado no tutorial passado, o Ableton Live tem por excelência a capacidade de organizar facilmente uma base de loops para ser tocada em tempo real.

COMPLEXA BASE RÍTMICA Lika Meinberg é produtor, orquestrador, arranjador, compositor, sound designer, pianista/tecladista. Estudou direção de Orquestra, música para cinema e sound design na Berklee College of Music, em Boston.

H

oje vou mostrar como é fácil transformar um Audio loop rítmico (um Beat) de 4 compassos em uma base rítmica bem mais interessante para ser usada em tempo real na sua performance ou produção. Vamos usar um looping comum que vem, aliás, com a livraria do Ableton Live Suite: Egipt 92bpm.alc.

Ritmic loop

Lance o seu Ableton Live > Browser, use o teclado (ctrl + alt + B no PC ou Comm + alt + B no Mac), caso o Browser não esteja aparente. No Browser > Categories > Clips > Egypt 92bpm.alc... Assim como indica a seta amarela, arraste o Clip Loop para o primeiro track


de áudio à direita (clique com o cursor, aperte o botão esquerdo do mouse, mantenha apertado e solte em cima do track – Básico!) Ao importar o Clip Loop, essa maravilhosa espécie de áudio estará representada graficamente na janela Sample Display do Ableton Live. Selecione o Audio Track e aperte ctrl + alt + L no PC ou Comm + alt + L no Mac, caso isso não aconteça (ou apareça).

teclado (comm no Mac) e arraste para o Track Audio 2 (repare que aparece um pequeno sinal + indicando que está sendo feita uma cópia). Depois com o botão direito do mouse você pode mudar a cor desse novo loop para evitar confusão. Editaremos a cópia do loop (Clip Slot Rosa agora). Se no Clip View não estiver aparecendo o “Sample”, selecione esse ícone à esquerda indicado pela seta

Segments Loop

Repare que esse loop tem 4 compassos (16 tempos) e eu contrastei em cores diferentes cada compasso para deixar isso mais claro para todos. Lógico, estará tocando em Loop Mode (contínuo). O segmento em amarelo (segundo compasso) é o único trecho que tem uma variação; o resto é tudo a mesma coisa e soa muito parecido com um “batuque brasileiro”, apesar de ter esse nome (egypt). Agora vamos fazer uma cópia desse mesmo loop em outro Audio Track! Clique com o botão esquerdo do mouse no Clip Loop (mantendo apertado o botão esquerdo), aperte a tecla ctrl do

Parâmetros

Duplicate Loop

Sample Edition

azul! Vamos trabalhar para editar o comprimento desse loop nessa área em laranja do editor. Ao inserirmos alguns valores no campo à esquerda: Start 2, 1, 1 > End 3, 1, 1 Position 2, 1, 1 > Lenght 1, 0, 0 (comprimento), estamos dizendo para

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o Ableton Live tocar somente esse setor do loop que está selecionado. Detalhe: repare que o botão Loop não está selecionado (seta laranja)! Isso significa que ao dispararmos esse segmento de Audio, ele não vai ficar tocado em looping, vai dar um tiro só e parar, até ser disparado de novo (One Shot Mode). Façamos agora outra cópia, desta vez desse último Clip Audio editado (rosa).

Outra cópia

áudio, mas você pode usar vários segmentos ou loopings de áudio para alcançar o seu objetivo com esse conceito. Vamos fazer agora uns mappings (mapeamentos) e usaremos o teclado do computador para disparar os loopings. Use Ctrl + K para entrar em Key Map Mode – *As áreas mapeáveis ficam laranja. Selecione com o cursor do mouse no Audio Track 1 o Clip Slot Verde e aperte a tecla “H” no teclado do computador (letrinha aparece no Clip Slot : Mapeado!! Mark Amarelo). Proceda sucessivamente como mostra a imagem, e programe as outras teclas correspondentes aos outros Audio Track 2 & 3 (rosa e laranja). Ctrl + K para sair de Key Map Mode e estamos prontos para experimentar algo! Coloque o Global Quantization para “None” (sem quantização). Com este Play Mode, você pode disparar qualquer segmento de áudio e eles vão responder imediatamente à

Esse novo Clip (amarelo) editaremos somente o ponto de Start. Como mostra a seta em vermelho, insira 2,3,1 no campo Start. O seguimento de áudio editado tocará somente os tempos 3 & 4 do compasso 2 do loop. Esse segmento também foi designado para tocar em um tiro só (One Shot Mode). Para não estender muito o tutorial, vamos utilizar somente essa fonte de Quant Mode

Mapping


Upps

Launcher

tecla que você apertar e não tentarão sincronizar entre eles, esperando o próximo tempo ou compasso. Você está livre para tocar a máquina e não a máquina puxar você! Ok, Hein!!!... 1,2,3, e....Ops??? (nada acontece!!??) Se nada aconteceu existe uma grande chance de que esse Ícone do MIDI Input via teclado do computador esteja habilitado. Nesse caso, você deve desabilitá-lo (cinza), ou os seus mapeamentos não vão funcionar via teclado do seu computador! Feito isso... 1,2,3,4... let´s go! Toque apertando as teclas H, I & K (Teclado/Mapeado) Isso, claro, é só uma concepção básica que você pode aplicar para preparar seus shows usando vários segmentos de áudio em quantos Clip Slot ou Tracks achar que forem necessários. O Ceu é o limite! Ainda é possível editar o Launch Mode (seta branca) de cada Clip Slot fazendo com que os loopings ou segmento de áudio respondam de maneira diferente

ao toque da tecla, fazendo repetições e outros truques (matéria bem aprofundada em edição anterior!!). Vale a pena investir algum tempo nos conceitos desse tutorial. Eu sempre digo que o Ableton Live não é somente um gravador “Moderno” ou um “Sampler Sofisticado”. Ableton Live na verdade é um grande instrumento para se fazer música! Espero que tirem bom proveito desse tutorial. Boa sorte a todos!

Para saber online

Facebook - Lika Meinberg www.myspace.com/lmeinberg

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NOVAS MANEIRAS

DE CONSOLIDAR ÁUDIO NO PRO TOOLS Cristiano Moura é produtor, engenheiro de som e ministra cursos na ProClass-RJ

Imagino que como vocês também tenham feito, eu também pedi, reclamei e questionei centenas de vezes sobre o fato do Pro Tools não ter uma maneira mais prática ou automática para consolidar seu material e liberar recursos.

TRACK BOUNCE, COMMIT E FREEZE

B

em aos poucos e com muito cuidado nas novas versões do Pro Tools, foram incorporando estes recursos, e agora a situação é oposta: há um excesso de recursos (todos muito bem-vindos) que confundem até os usuários mais experientes. Neste artigo, vamos entender melhor as pequenas diferenças entre eles e quais as recomendações de uso para cada um. Mas o que é “consolidar áudio” e por que eu precisaria disso? Consolidar áudio é o processo de “oficializar” todas suas modificações de edição (fades, cortes, clip gain) e efeitos inseridos em um novo e único áudio. Fazemos isso essencialmente para liberar recursos da CPU, facilitar o manuseio das pistas ou muitas vezes, também é exigido na entrega quanto temos outros profissionais envolvidos (masterizador, editor de vídeo entre outros). As três funções fazem a mesma coisa na sua essência, ou seja, unificar toda a informação não-destrutiva em um arquivo único de áudio. A diferença entre elas está na flexibilidade após a conclusão do processo.

TRACK BOUNCE O Bounce to Disk você já conhece, o recurso normalmente usado para transformar toda sua mixagem em um arquivo único de áudio, usado para entregar a um cliente, gerar um MP3 ou queimar um CD de áudio em um software à parte. Mas e se você quiser enviar apenas um track? O que normalmente fazemos é uma “gambiarra”, que é colocar o track escolhido em solo e fazer o Bounce to Disk.

Figura 1 - Track Bounce


É ai que entra o Track Bounce (Figura 1). Mais certeiro, flexível e com menos chances de erro, faz exatamente a mesma coisa que a “gambiarra” anterior. É acessível com botão direito do mouse no nome da pista (Figura 2) ou pelo menu Track (Figura 3)

Figura 2 - Freeze, Commit e Bounce com botão direito na pista

TRACK FREEZE Esta função serve essencialmente para aliviar sua CPU. Plugins e instrumentos virtuais podem ser extremamente pesados, portanto não faz sentido ficar com eles pendurados eternamente na sua sessão, uma vez que você já está 100% satisfeito com os resultados. Por exemplo, você quer criar uma música usando uma bateria que é muito voraz na sua CPU. Você pode começar produzindo suas batidas e escolhendo os sons enquanto tem poucos elementos na sua sessão. Uma vez que você esteja 100% satisfeito, faça um Track Freeze para gerar uma versão consolidada deste áudio e libera a CPU do plugin antes de partir para os próximos instrumentos. O Track Freeze pode ser feito também pelos menus ou ao clicar no botão similar a um floco de neve (ou um asterisco, alguns diriam), ao lado do botão de alocação de vozes, onde normalmente está na opção “Dyn” (Figura 4).

Figura 4 - Botão para acionar o Track Freeze

Figura 3 - Funcionalidades acessíveis pelo Menu Track

O detalhe é que este processo não altera a pista selecionada. Ele apenas exporta uma versão dela consolidada. E esta é a principal diferença desta função para as demais. Use Track Bounce quando sua ideia é manter sua sessão exatamente como está, mas precisa enviar uma versão consolidada para alguém. Mais que isso, use especialmente se você precisa entregar a versão consolidada em outro formato de arquivo, sample rate ou bit depth.

Detalhe importante: uma vez que o Track Freeze é feito, os clips de áudio e notas MIDI não são mais acessíveis (Figuras 5A e 5B). Repare que agora há uma forma de onda misturada à visualização das notas MIDI e o plugin inserado se encontra inativo. É exatamente por isso estou escrevendo pela terceira vez que é para usar apenas quando estiver “100% satisfeito”. Porém não se desespere se você mudar de ideia. É possível reverter o Track Freeze clicando novamente no mesmo botão. Ele essencialmente deleta o áudio consolidado e te dá

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Figura 5A - Antes do Track Freeze

Às vezes estamos em um estúdio com acesso a outros plugins e instrumentos virtuais que não teremos mais acesso ao levar o material de volta para o estúdio próprio, e portanto precisamos “oficializar” este áudio.

Figura 5B - Após o Track Freeze

todo acesso novamente ao material para realizar alterações. Só é meio chato e contra-produtivo. Se você precisa liberar CPU, mas ainda precisa fazer alterações, chegou a hora de conhecer a terceira opção, Commit.

COMMIT Às vezes estamos em um estúdio com acesso a outros plugins e instrumentos virtuais que não teremos mais acesso ao levar o material de volta para o estúdio próprio, e portanto precisamos “oficializar” este áudio. Outra vezes, ainda estamos no meio do trabalho, mas o

” Figura 6 - Commit Tracks

computador já não está dando mais conta de tocar a pista em questão. Para isso, o que fazíamos até então é talvez a maior “gambiarra” de todas, que é fazer um roteamento interno via BUS e gravamos todo o áudio em uma nova pista. Além de confuso, é um processo lento, pois é necessário colocar a música para tocar em tempo real! Ou seja, uma música de 5 minutos vai demorar 5 minutos para fazer essa gravação. O Commit entra neste cenário. Além de ter uma janela que oferece toda a flexibilidade com relação aos itens que você de fato quer oficializar (Figura 6), diferente do Track Freeze que processa todo o material na mesma pista e inviabiliza edições futuras, o Commit pega todo o conteúdo de uma pista (seja pista de áudio, Instrument ou mesmo um Aux Input) e grava numa pista de áudio nova, desta vez em um processo offline, bem mais rápido do que em tempo real. Com o comando Track Bounce, também é acessível com botão direito no nome da pista. Então vamos às recomendações: prefira o Commit quando você precisa liberar recursos da CPU ou plug-ins que não serão acessíveis no futuro, mas ainda planeja continuar trabalhando no material. Neste caso, a pista de áudio nova continua totalmente funcional e 100% editável.


Figura 7 - Consolidate Clip

ções, é a única que ignora os plugins inseridos nas pistas. Ou seja, o Consolidate serve para oficiali-

zar fades, cortes, movimentações em clips e ajustes de ganho com Clip Gain. E com isso, vamos ficando por aqui. Minha recomendação agora é que você repense todos os seus processos e descubra quais das funções são as mais adequadas para cada situação do seu dia a dia. Abraços e até a próxima!

Para saber online

E onde entra a função Consolidate? A função Consolidate (Figura 7) existe desde a primeira versão do Pro Tools e continua sendo útil. Ela também serve para “oficializar” edições do áudio como todas as demais. Então fica a pergunta de qual é a real diferença? Você vai usar o Consolidate quando quiser oficializar apenas edições no clips. De todas as fun-

... o Consolidate serve para oficializar fades, cortes, movimentações em clips e ajustes de ganho com Clip Gain.

cmoura@proclass.com.br http://cristianomoura.com

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DANILO CAYMMI CANTA TOM JOBIM Danilo Caymmi Danilo Caymmi, que foi músico e cantor da banda de Tom Jobim por muitos anos, lança o álbum-homenagem Danilo Caymmi canta Tom Jobim. Distribuído pela Universal Music, o projeto inédito chegou às lojas no dia 25 de janeiro, data que Tom completaria 90 anos. Filho de Dorival Caymmi, pai de Alice e irmão de Nana, Danilo conhecia o repertório do maestro como ninguém e agora faz homenagem a seu amigo e ídolo.

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PLAY REC | www.backstage.com.br

DANIELLI MARINHO | REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR

MACHINE MESSIAH Sepultura O Sepultura está pronto para lançar um álbum que promete mais uma vez reafirmar seu status de líder da música pesada. Com a gravação comandada pelo renomado produtor Jens Bogren (Opeth/Kreator/Ihsahn/ Paradise Lost), Machine Messiah não é apenas o 14º disco de estúdio do Sepultura – uma proeza notável por si só – mas é também o mais completo e envolvente álbum que a banda fez na era Derrick Green. Com horizonte musical amplo mas sempre firmemente enraizado no espírito do heavy metal, é claro que se trata de um álbum que a banda preparou com grande amor, paixão e determinação. Alternando entre a majestosa ameaça em lenta combustão da faixa título à fúria total do thrash metal clássico em Iam The Enemy para a revolta esotéricopercussiva de Phantom Self e o monstruoso gigante dark metal de Sworn Oath, Machine Messiah atinge um equilíbrio requintado. Um álbum com músicas meticulosamente elaboradas e com momentos individuais de cair o queixo, o disco atinge um revigorante crescendo em Cyber God, com um dos melhores solos de Kisser, com elevações e descendências. Uma grande conquista e esforço de uma equipe de boa fé, este pode ser o melhor álbum que o Sepultura já fez.

VOCÊ NA NUVEM Claudia C.Branco e Marcos Campello Primeiro trabalho dos músicos Claudia Castelo Branco e Marcos Campello, a dupla apresenta 11 canções produzidas por eles mesmos e trazem uma mistura que vai do regional ao rock, com melodias de Claudia para letras de Marcos, que também assina os arranjos. Vindos de caminhos musicais distintos, a parceria surpreende pela mistura original de estilos que não costumam se encontrar – Marcos é guitarrista do trio carioca Chinese Cookie Poets e acompanha artistas da nova geração como Ava Rocha -, e Claudia é pianista e cantora no Duo Gisbranco ao lado de Bianca Gismonti, e integrou o projeto PianOrquestra. A proposta do trabalho é dialogar com a cena independente atual, experimentando novos caminhos para a canção brasileira, onde o regional, a MPB, freejazz e noiserock convivem simultaneamente. O CD teve a participação de duas cantoras que são referências na vanguarda da canção brasileira: Ná Ozzeti e Juçara Marçal.

FESTIVAL MÚSICA NOVA Festival Música Nova Idealizado pelo maestro e compositor Gilberto Mendes, morto em janeiro de 2016, o CD Festival Música Nova, lançado pelo selo Sesc, é o primeiro e único registro oficial do mais importante evento da música experimental da América Latina. O CD duplo traz repertório com peças apresentadas pelo ensemble Música Nova na edição de 2014 do Festival, em Ribeirão Preto, gravadas posteriormente sob a regência do maestro norte-americano Jack Fortner. Duas delas são de autoria de Gilberto Mendes (Longhom Trio e Ulisses em Copacabana, Surfando com James Joyce e Doroty Lamour). Há outras quatro composições de nomes ligados ao Festival: Divertimento Água Mineral, de Paulo Costa Lima; Prenascença, de Gil Nuno Vaz; L’Attente, de Tatiana Cantazaro; e Granite Blocks/Quiet Water, de Jack Fortner.


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AMAZON Nos dias 10 e 11 de fevereiro, em Belém do Pará, aconteceu o maior encontro do mercado musical no norte do Brasil. Uma iniciativa inédita de juntar a música com a cultura e a culinária da região amazônica.

MUSIC FEST 2017 O

evento realizado pela Talento Negócios em parceria com a MGM Representações que trouxe 30 empresas (com mais de 180 produtos) para expor junto aos lojistas. O espaço da exposição foi decorado com elementos da cultura marajoara e com paisagens alusivas à cidade de Belém. Segundo Eduardo Maia, o evento surgiu para acabar com o tradicionalismo e a forma antiga de se negociar em feiras do setor. O clima e a

interação proporcionou aos participantes respirarem a música, e não só negócios. O networking entre lojistas e fornecedores atingiu patamares que somente um encontro que alia música, cultura e gastronomia pode oferecer. “Trazer esta feira para Belém foi uma ousadia pensada”, expõe Maia. Era nítido o clima de felicidade e de superação das expectativas por parte dos expositores e organizadores.

Participantes

André Yung (Pearl do Brasil)

Nelson Cardoso nelson@backstage.com.br Fotos: Nelson Cardoso / Divulgação


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REPORTAGEM| www.backstage.com.br

Premiados Amazon Music Fest

Maria Candeo (Music Center - Curitiba - PR) ganhou um orgão Tokai

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Gláucia Guin

Bruno Santos à esquerda (Companny - Castanhal Pará) recebendo um microfone Kadosh

Fabio Candeo à esquerda (Music Center - Curitiba - PR) foi sorteado com um teclado Casio CDP130

Eduardo Maia, Taynã lima, Dyego Maia e Thyago Maia

Ubiratan Mafra à esquerda (Mercadão da Eletrônica - Belém - PA) recebeu um microfone da LL Audio DR3100

Paulo Sérgio à direita (Ilumisound - Castanhal - PA) ganhou uma guitarra e amplificador Fender

Estande da Harman


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Ao longo das últimas décadas a luthelaria brasileira cresceu tanto em excelência que alguns dos nossos profissionais já atingem o padrão de qualidade dos melhores do mundo. Gustavo Victorino redacao@backstage.com.br Fotos: SGT / Divulgação

Corpos de guitarra Recorte de braços Braços em acabamento

SGT GUITARS A arte de transformar madeira em joia

I

maginem uma associação de dois desses profissionais sendo que um deles é praticamente o pai da luthelaria de alto padrão em nosso país. Seiji Tagima, que acredito dispensar mais apresentações afinal, quem não conhece o número 1 no segmento? - e o admirado e talentoso Leandro Walczak uniram ferramentas para criar mais do que instrumentos: obras de arte! Com décadas de experiência e uma história de sucesso, esses dois talentos montaram a SGT, ou Special Guitar Team, uma empresa com foco exclusivo na qualidade a acabamento dos seus instrumentos. Sem influência das

“tentações orientais” em produzir barato e com componentes de qualidade muitas vezes duvidosa, Tagima e Walczak focaram sua produção em designers clássicos e consagrados como forma de destacar a qualidade superior do que criam com um cuidado e acabamento absolutamente artesanal.

CADA GUITARRA SGT É ÚNICA Para gestar essas peças com tamanha exclusividade, a SGT definiu uma linha básica de guitarras onde o músico pode “pensar” o seu próprio instrumento. E tudo isso com o


melhor do melhor em matéria-prima e componentes. Todos os instrumentos vêm com trastes jumbos com opções de escalas em rosewood, imbuia, pau ferro e maple e ainda várias opções de shape como forma de personalizar ainda mais e se adaptar ao jeito de tocar de quem vai pilotar o instrumento. A “cara” do instrumento tem infinitas possibilidades que passam pela plaintop e vão até a mais sofisticada pintura flametop, incluindo acabamentos e detalhes de line board e entalhamentos absolutamente artesanais e exclusivos. Construídas em madeiras clássicas como maple, alder e ash, a SGT utiliza também madeiras nobres brasileiras como imbuia, marupá, cedro, freijó e mogno. Tudo isso dá um visual diferenciado e uma sonoridade de fazer inveja às melhores guitarras do

Os craques Seizi Tagima e Leandro Walczak

mundo. As cores disponíveis são de uma variedade rica que atende a todos os gostos, podendo ainda combinar tons ou criar texturas exclusivas e inéditas, tudo a gosto do usuário. Todos os modelos são equipados com hardware da Gotoh, o que já

é garantia de requinte, além dos badalados captadores argentinos da DS Pickups, que podem ainda ser configurados ao gosto do cliente combinando sigles, humbukers (tradicional, mini ou vertical) e P90.

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Já imaginou conversar pessoalmente com o mestre Tagima ou com o Leandro Walczak e dizer como sonha que seja a sua guitarra? Todas elas são montadas e supervisionadas pessoalmente pelos dois craques.

Já imaginou uma Les Paul com singles, ou uma strato com 3 humbukers, ou ainda uma tele com P90? A SGT faz para você. Claro que a essa altura você já está se perguntando se tudo isso vai lhe custar os olhos da cara. Mas agora vem a grande surpresa... O preço médio de uma super guitarra da SGT é de mil dólares, o que fica no mesmo patamar de guitarras de qualidade media em lojas americanas, ou Cuidadoso recorte do corpo

Pré-montagem

Montagem de corpo

próximo dos produtos de entrada de marcas mundiais. A fábrica localizada na capital paulista ainda recebe os clientes de forma exclusiva para a escolha e a criação do seu instrumento pessoal e único. Já imaginou conversar pessoalmente com o mestre Tagima ou com o Leandro Walczak e dizer como sonha que seja a sua guitarra? Todas elas são montadas e supervisionadas pessoalmente pelos dois craques. E não bastasse isso, você ainda pode depois receber o instrumento pelas mãos deles, com direito a foto e autógrafo. Não precisa sonhar acordado, hoje isso é uma realidade a sua espera. Mais informações em : www.sgtguitars.com.br


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VITRINE ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

CADERNO ILUMINAÇÃO

BEAMSPOT 10R 280W https://www.star.ind.br Esse moving head da Star possui DMX de 16, 17 ou 25 canais, lâmpada: 280W 10R – equivalente a 2200 h, disco de gobo fixo, com 17 gobos + aberto, efeito Rainbow. O equipamento possui ainda disco de gobo rotativo com 9 gobos intercambiáveis, cuja dimensão do diâmetro externo do gobo é de 13,8 mm. A dimensão da área de luz é de 8,0 mm, espessura do gobo de 1,1 mm (Gobo de Vidro). Completam as características desse moving, o disco de cor com 14 cores + aberto, prisma 1 de 3 faces, Dimmer/Strobo, Zoom com variação de 2,7 a 25 graus e foco ajustável. As dimensões são 32 x 40 x 58 cm, peso de 18 quilos, consumo de 400W e alimentação bivolt.

XR 330 BEAM II / XR 250 BEAM 250 II www.pr-lighting.com A PR Lighting atualizou dois de seus produtos e lançou o XR 330 Beam II e o XR 250 Beam II. Equanto o XR 330 Beam II é equipado com a lâmpada Osram Sirius HRI 330W, o XR 250 Beam II aloja uma lâmpada Philips MSD Platinum 11R 250W para produzir um feixe paralelo a laser. Estes produtos são projetados para atender aos requisitos de aplicações de instalação de pequeno e médio portes. Rico em recursos, eles são compactos e fáceis de manter e instalar. As características incluem: roda com 13 cores; roda fixa com 16 gobos e girando com 12 gobos (três prismas e roda frost). O dispositivo elétrico contém: estroboscópio eletrônico (0.3-20 fps), dimmer (0-100%, linearmente ajustável). O moving head oferece 540° (pan) e 270° (inclinação), com correção de posição automática e ângulo de luz de 3°. Funções do controle incluem velocidade ajustável pan e tilt; exposição do tempo de uso da lâmpada, e opções sem fio DMX. Ambos os produtos são de construção modular, alojados em plásticos resistentes a altas temperaturas (IP20).

BOXER 4K20 www.christiedigital.com A Christie, especializada em tecnologia 4K, está ampliando sua linha Boxer com o novo 3DLP® Christie Boxer 4K20. O produto é completo com alta resolução nativa de 4K com pixel perfeito, a mais ampla seleção de conectividade em 4K e o mesmo projetor pequeno, robusto e confiável, como os demais da linha de produtos Boxer. Adequado para shows e eventos que não precisam de brilho 30K lumens para seus projetos, o Boxer 4K20 possui 20.000 lumens e uma interface atualizada e simplificada. Além disso, a placa de entrada múltipla de alta largura de banda oferece 4K, 60Hz em um único cabo. O slot de entrada permite multientradas de Banda Larga Alta (HBMIC) no Boxer 4K20. O HBMIC também adiciona capacidade de entrada de fibra ótica direta para uso com um transmissor Christie Link, vendido separadamente, ou como parte de um pacote. Todas as entradas oferecem capacidade de pré-visualização e sincronização rápida ou comutação entre entradas. O Christie Boxer 4K20 também é adequado para instalações fixas e possui a plataforma eletrônica Christie TruLife™ para as cores mais realistas e uma fidelidade de imagem sem precedentes.


FLAT PANELS FHD492-XB E FHD552-XB www.christiedigital.com Os novos flat panels LCD FHD492-XB e FHD552-XB são fabricados no Brasil e complementados com serviço e suporte local. Esses painéis de bordas ultrafinas são direcionados para uso 24/7 em sala de controle e aplicações de sinalização digital e entregam uma experiência superior e desempenho a um baixo custo. Com painéis combinados de 3,5 milímetros de borda para video walls quase sem emendas, esses novos modelos foram feitos exclusivamente para o mercado brasileiro, e são projetados para oferecer uma opção acessível e confiável para video walls ou qualquer tipo de aplicação. Apresentando uma série de recursos Pro AV, incluindo alta densidade de pixels para uma qualidade de imagem impecável, operação eficiente e resolução FULL HD nativa de 1920 x 1080, esses monitores oferecem uma solução econômica com alto desempenho. Montável em modo retrato ou paisagem, ambos têm alto-falantes embutidos, oferecem uma ampla gama de entradas - incluindo DisplayPort para resoluções de 4K - para conectar facilmente qualquer fonte e suportar comandos RS232 para facilidade de automação e controle. Com sua confiável operação 24/7, o FHD492-XB e o FHD552-XB são ideais para uso em salas de controle de instalações governamentais, serviços públicos, segurança e vigilância, telecomunicações e transporte, bem como em aplicações de sinalização digital.

XPAR 150 ZOOM www.pr-lighting.com Um equipamento robusto para uso em exteriores. A PR Lighting anunciou o lançamento do XPar 150 Zoom - um acessório excepcionalmente compacto e leve. Classificado como IP67, ele é projetado para condições extremas ao ar livre, tais como fachadas de edifícios e paisagismo. Com LED multi-chip (4-em-1) multi-chip 150W COB (chips-on-board) e zoom linear, é ideal para aplicações que exigem excelente mistura de cores RGBW ou luz branca de alta qualidade e ainda vem como parte de um pacote full-Featured. Isso inclui Strobe (0,5-33 fps); Dimmer (0-100% linearmente ajustável); Mix de cores RGBW, com macro; Ângulo do feixe (1/2 pico) de 22 °-55 °; Zoom (zoom linear DMX); Temperatura da cor (correção linear 2700K-10000K). Em termos de construção, a luminária é alojada em uma resistente liga de fundição de alta resistência capaz de operar em temperaturas ambientes extremas que variam de -20°C a 40°C. Com um peso líquido de apenas 7,5kg, mede (embalado) 595mm x 355mm x 320mm.

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CADERNO ILUMINAÇÃO

A iluminação cênica proporciona sensações, impressões e percepções únicas, de acordo com as propostas do projeto ou mensagens a serem transmitidas pelos efeitos obtidos. Além das características dos instrumentos de iluminação, os aspectos das lâmpadas são determinantes, sendo a temperatura da cor uma grandeza a ser observada e estudada para obtenção de resultados satisfatórios. Nesta conversa, esse tema será abordado de maneira mais específica para que a condição ideal seja proporcionada a partir das melhores escolhas.

ILUMINAÇÃO

CÊNICA NA TEMPERATURA IDEAL Cezar Galhart é técnico em eletrônica, produtor de eventos, baixista e professor dos Cursos de Eventos, Design de Interiores e Design Gráfico do Unicuritiba e pesquisador em Iluminação Cênica.

O

desenvolvimento da iluminação artificial, para a iluminação das residências, espaços exteriores, teatros ou casas de espetáculos, sempre teve como premissa elementar a reprodução dos aspectos mais próximos àqueles proporcionados pelo sol. Em outras palavras, as lâmpadas foram tecnologicamente desenvolvidas para a recriação de muitas das características e sensações produzidas pela iluminação natural. Como exemplo mais específico, para a lâmpada incandescente convencional, o aquecimento e a cor da luz resultante são alguns dos aspectos mais notórios. Na iluminação cênica, de uma maneira mais ampla, as percepções visuais também induzem associações a locais, preconcebidos ou sugeridos pela vinculação aos cenários urbanos ou naturais, ou ainda pela indução a ambientes futuristas, psicodélicos ou ainda incomparáveis.

De todas as formas, essencialmente, as características das lâmpadas determinam as condições pelas quais a luz, com todas as outras propriedades de emanação e propagação, será transmitida e entregue ao espaço – no palco, de forma mais restrita, ou amplamente, quando direcionada ao público, por exemplo. Na avaliação dessas características, as grandezas luminotécnicas permitem, com mais exatidão, a descrição dos elementos e variáveis de mensuração desses atributos. Especificamente em relação às percepções visuais da luz, a temperatura da cor se torna a principal propriedade de análise dos aspectos que sinalizam a coloração resultante da luz transmitida por uma determinada lâmpada. Essa informação também é resultante da busca pela reprodução dos efeitos da iluminação natural nas fontes de iluminação artificial. O físico-matemático


Temperatura de cor: sensações e percepções. Fonte: Oregon School District Performing Arts Center

são. Para cada gradação a uma dada referência mais baixa ou mais elevada àquela observada com o experimento, quanto mais baixa a temperatura, maior era a quantidade de vermelho

escocês William Thomson, que recebeu o título de Lord Kelvin, fez, no século 19, um estudo sobre aquilo que foi por ele mesmo denominado Temperatura de Cor. Ele usou uma barra

Para cada gradação a uma dada referência mais baixa ou mais elevada àquela observada com o experimento, quanto mais baixa a temperatura...

de carbono (o qual definiu por “corpo negro”) e o aqueceu a diferentes temperaturas, anotando a coloração que ele adquiria a partir do ponto de fu-

na luz percebida, e quanto mais alta a temperatura, maior a quantidade de azul na luz resultante. Assim, Lord Kelvin determinou uma escala numé-

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CADERNO ILUMINAÇÃO

Temperatura de cor: intenções e resultados. Fonte: UsedLighting.com

No mesmo experimento, Lord Kelvin chegou a conclusões extremamente oportunas e que impactariam decisivamente no desenvolvimento das lâmpadas, a partir do fim do século 19.

rica para a quantificação da Temperatura de Cor (pela unidade que ele representou com seu título, em Kelvin), aplicável a qualquer fonte de luz, e que também demonstra uma representação da “aparência da cor” de uma determinada fonte de luz (natural ou artificial). Assim, a mensuração da temperatura de cor será sempre representada em graus Kelvin (ou, simbolicamente, “K”). Essa aparência está associada à percepção ou sensação gerada na presença da luz. No mesmo experimento, Lord Kelvin chegou a conclusões extremamente oportunas e que impactariam decisivamente no desenvolvimento das lâmpadas, a partir do fim do século 19. A primeira estava associada à percepção visual e de conforto: quanto mais dourada ou amarelada fosse a luz resultante, mais agradável era a sensação percebida; quanto mais azulada, mais intrigante era o resultado. No mesmo experimento, as luzes mais amareladas necessitavam de baixo ponto de fusão do “corpo negro”, ou seja, mais baixa temperatura para esse resultado;

para as luzes mais azuladas, as temperaturas deveriam ser mais elevadas. Importante destacar que a temperatura de cor não possui relação direta com a temperatura final da lâmpada, pois se configura em uma escala criada a partir do aquecimento contínuo de uma barra de carbono em condições laboratoriais. Notadamente, as lâmpadas incandescentes desenvolvidas também para a iluminação cênica produziam, desde o início do século 20, temperaturas de cor entre 2800K e 3200K – valores que se mantêm para luzes mais amareladas. Nesse contexto ainda, e pelas características construtivas dos tipos diferentes de lâmpadas, a temperatura de cor pode induzir também às corriqueiras conclusões que associam a sensação térmica relacionada ao calor dissipado que ocorre nas fontes de luz artificial, especificamente para as lâmpadas incandescentes, e que emitem mais calor em relação àquelas que não possuem, como as lâmpadas fluorescentes, induzindo também às sensações psicológicas resultantes. Nessa correlação,


Temperatura de cor: variações e versatilidade. Fonte: ALIA

podem receber interpretações diferentes na percepção do público. No desenvolvimento dos projetos de iluminação cênica, além dos aspectos de percepção produzida, o conhecimento da temperatura de cor se torna um pré-requisito para a utilização dos recursos utilizados

fusão. Quando utilizada dimerização, inclusive, para os sistemas de iluminação que utilizam lâmpadas convencionais, a temperatura de cor poderá ser reduzida; isso ocorre em um processo conhecido como “ambar drift” (ou derivação âmbar, em tradução livre).

as lâmpadas que produzem luzes mais amareladas são quentes; as mais azuladas, frias. Com isso também se estabeleceu mais uma relação (classificação) de acordo com a cor de luz resultante e as características das lâmpadas. Para esse entendimento de luzes quentes e frias, mesmo que uma mais aguçada percepção seja identificada de um modo mais abrangente e diversificado, a leitura ou interpretação visual ocorre de maneira subjetiva e personalizada pelo público espectador, mesmo que a intenção seja objetiva. É o que ocorre, por exemplo, com a sensação de localização temporal provocada pela iluminação cênica. Muitas das simulações transmitidas pela iluminação, e que recorrem aos momentos de um dia nos quais se desenvolve um instante do espetáculo, serão induzidas pela resultante em temperatura de cor predominante na cena projetada – e que

Quando utilizada dimerização, inclusive, para os sistemas de iluminação que utilizam lâmpadas convencionais, a temperatura de cor poderá ser reduzida

para a alteração cromática, tais como os filtros de cores, além de outros, para a correção – tal como o filtro “Tungsten to Daylight” (como o filtro 201 Full CTB) e di-

Ainda, o mais pleno conhecimento da temperatura de cor se torna ainda mais necessário e evidente nos espetáculos e shows, registrados e transmitidos, nos quais há

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Temperatura de Cor: resultados e proposições. Fonte: MosaicFX

Na conjuntura tecnológica de pesquisa e desenvolvimento de dispositivos de iluminação, como LEDs, por exemplo, a produção massificada pode resultar em condições de inconsistência de cor.

necessidade de equalização da cor branca (também denominada aqui os matizes de branco) para a padronização do sistema de registro e gravação (conhecido como White Balance). As primeiras lâmpadas produzidas para esta finalidade, e que resultaram nas lâmpadas de vapores metálico atualmente comercializadas, foram encomendadas pela ARD (Arbeitsgemeinschaft der öffentlich-rechtlichen Rundfunkanstalten der Bundesrepublik Deutschland) em 1969, para a confecção de lâmpadas com elevada potência, assim como significativo fluxo luminoso, mas com temperatura de cor padronizada em 5600K. Ainda, como complemento às próprias induções de conforto e outras sensações, a utilização de lâmpadas com mais baixa temperatura de cor – próximas a 2600K – tem sido recorrente na iluminação da plateia, em blinders, mini bruts ou outros instrumentos, para a redução do impacto visual das luzes, sem que ocorra a perda da essência do efeito ou propósito para essas luminárias de chamada. Na conjuntura tecnológica de

pesquisa e desenvolvimento de dispositivos de iluminação, como LEDs, por exemplo, a produção massificada pode resultar em condições de inconsistência de cor. Isso ocorre quando duas lâmpadas com tipologia idêntica, de mesma procedência (fabricante) e até mesmo lote e número serial subsequente poderá apresentar temperatura de cor diferente para cada produto. Entretanto, isso não representa ameaça ou demérito a essa tecnologia cada vez mais presente nos palcos, em todo o mundo. Sendo esse um assunto fascinante e repleto de versatilidade na elaboração de projetos luminotécnicos e de iluminação cênica, uma ou mais conversas serão elaboradas para a identificação de elementos que propiciem novidades, ou mesmo discussões sobre as condições ideais de temperatura – de cor – para resultados cênicos impactantes e memoráveis. Abraços e até a próxima conversa!

Para saber mais redacao@backstage.com.br


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LUIZ CARLOS SÁ | www.backstage.com.br

sidade de equipamentos de som e luz importados - e das vendas de disco. Outro fator que me agradava em São Paulo: descobri que a renda de aluguel do meu quarto e sala de Ipanema daria para encarar o custo de uma espaçosa casa na Paulicéia, então já bastante desvairada, mas ainda com moradias mais em conta que as cariocas. Casei, fiquei mais um tempinho no Rio e finalmente mudamos todos para Sampa, levando de cambulhada nossa banda de apoio, com Sérgio Magrão, Sergio Hinds, Flávio Venturini, Cezar de Mercês e Luís Moreno. Só que, como desconhecíamos a geografia da megalópole, escolhemos o lugar errado pra morar: no final do Brooklyn Novo, perto do rio Pinheiros. Eu, em particular, perto demais. No verão foi tudo mais ou menos tranquilo. Mas no primeiro inverno em que enfrentamos as então gélidas noi-

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QUE RIO É ESSE?

É O RIO

PINHEIROS EU E MEUS RIOS

E

m 1973, Sá, Rodrix & Guarabyra bombavam em boa parte das rádios do Brasil. Mas dinheiro que era bom... Zé Rodrix já tinha sua pequena Marya; Guarabyra já tinha seu Gabriel; e eu, recém-casado de novo, já pensava na paternidade como o próximo passo. Terminando de lançar nosso segundo disco, o Terra, meus dois parceiros vieram conversar comigo: Rogério Duprat, o melhor arranjador brasileiro em ação na época, o George Martin da Tropicália, maestro atrevido e inovador, reunira-se com eles em São Paulo e convidara o trio a entrar no mundo publicitário, através de sua produtora, a Pauta Propaganda. Os jingles não me atraíam, trabalhar ao lado de Rogério e vê-lo diariamente na ativa, sim. O dinheiro envolvido era suficiente para termos uma relativa segurança, sem depender exclusivamente dos shows - que tinham um alto custo de produção por força da neces-

tes paulistanas, nos demos conta que a proximidade do Pinheiros significava encarar por quase todas as noites uma densa e fétida neblina que parecia nos entrar pelos ossos adentro. Na minha casa morávamos nós dois e mais três músicos da banda, Flávio, Moreno e Magrão. Naquelas noites glaciais fechávamos portas e janelas, juntávamos nossos aquecedores na sala e ficávamos ali sentados, como índios invernais à volta de uma fogueira. O tempo passou, os rapazes conseguiram alugar uma casa próxima e seguir sua vida. No final do verão seguinte eu festejava o nascimento do meu Miguel. Mas quando o novo inverno chegou, a neblina maléfica do Pinheiros pegou Miguel de jeito: ele ficou gravemente doente e teve que ir com a mãe para longe dali, de volta para o Rio, onde depois de pouco mais de uma semana ficou inteiramente bom dos problemas respiratórios e gástricos que o haviam acometido em Sampa. Não demorou muito para que


LUIZCARLOSSA@UOL.COM.BR | LUIZCARLOSSA.BLOGSPOT.COM eu também batesse em retirada, acompanhando a família. Quatro anos depois eu estava de volta a São Paulo, com a família aumentada pela pequena Dora, quase recém-nascida. Só que – gato escaldado – mudei de Brooklyn e fui para o Velho, já bem distante do Pinheiros. Um belo dia não lembro quais circunstâncias me levaram à beira do rio, numa trilha de terra. Olhei entristecido aquele quadro infernal: dezenas de pneus jogados às margens,

Aquela tarde colocou de vez o Pinheiros na minha vitrine de rios. Não por beleza, não por tradição nem por importância geográfica, mas por ser o triste exemplo da pobreza espiritual dessa ralé onipotente que comanda nossos destinos por baixo dos panos; da desonestidade política, que desvia sistematicamente as verbas de despoluição; dessa mesma poluição nascida tanto da educação negada aos pobres coitados que vivem às suas margens - sujeitos a uma vida miserá-

lixo descendo a corrente, um fedor insuportável nas narinas. Não sei direito o que estava fazendo ali, mas lembro-me bem que aquela visão dantesca fez com que eu me conscientizasse de vez das absurdamente burras e inconsequentes ações que matam os rios. Fiquei vendo, na quase sólida vítima, o resultado da ignorância, da negligência e do descuido, que arrasta o desorientado Pinheiros ao sabor da vontade humana, seja no rumo da baixada ou no do Tietê, conforme seja conveniente a quem comanda a abertura e o fechamento das barragens. Um rio que não comanda seu curso...

vel marcada por doenças - quanto ao desprezo aos rios, votado pelas grandes indústrias, que insistem em delegar a eles a sujeira que por lei deveria ser apropriadamente rejeitada por meios que custariam a elas uma pequena parte do seu lucro. E como poderia eu, então, prever que passados mais de quarenta anos depois o Pinheiros continuaria a sofrer sua ainda imutável e triste jornada e – pior! – outros rios, como o Doce, seriam vítimas dessa indiferença perversa que mata aos poucos ou de golpe os meus, os seus, os rios que nossos filhos verão menores e mais sujos. E que nossos netos sequer saberão que existiram.

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Arena Áudio Eventos ......... (71) 3346 -1717 ...... www.arenaaudio.com.br ..................................................... 23 Augusto Menezes .............. (71) 3371-7368 ....... augusto_menezes@uol.com.br ........................................... 65 Bass Player ......................... (11) 3721-9554 ....... www.bassplayerbrasil.com.br .............................................. 43 B&C Speakers Brasil .......... (51) 3348-1632 ....... www.bcspeakers.com ......................................................... 13 Church Tech Expo ............. (11) 4197-7500 ....... www.churchtechexpo.com.br ............................................. 05 CSR Representações .......... (11) 2711-3244 ....... www.csr.com.br .................................................................. 06 CSR Representações .......... (11) 2711-3244 ....... www.csr.com.br .................................................................. 07

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D.A.S. do Brasil .................. (11) 3333-0764 ....... www.dasaudio.com ............................................................. 51 Gabisom ............................................................... gabisom@uol.com.br .......................................................... 31 Gigplace Comunidade .......................................... www.gigplace.com.br .......................................................... 10

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Gobos do Brasil .................. (11) 4368-8291 ....... www.gobos.com.br ............................................................. 35 Guitar Player ...................... (11) 3721-9554 ....... www.guitarplayer.com.br .................................................... 14 Harman ................................................................ www.harmandobrasil.com.br ...................................... 3ª capa João Américo Sonorização . (71) 3394-1510 ....... www.joao-americo.com.br .................................................. 39 Modern Drummer ............. (11) 3721-9554 ....... www.moderndrummer.com.br ........................................... 18 Oneal Audio ....................... (43) 3420-7800 ....... www.oneal.com.br .............................................................. 47 Penn Elcom Brasil ............... (11) 5678-2000 ....... www.penn-elcom.com.br ................................................... 25 Prisma Pro Audio ............... (51) 3711-2408 ....... www.prismaproaudio.com.br .............................................. 19 Shure do Brasil ..................................................... www.shurebrasil.com .................................................. 4ª capa Star Lighting ....................... (19) 3838-8320 ....... www.star.ind.br ................................................................... 59 Tagima .................................................................. www.tagima.com.br ............................................................ 37 Taigar ................................. (49) 3536-0209 ....... www.taigar.com.br .............................................................. 27 TSI ........................................................................ www.tsi.ind.br ..................................................................... 15

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