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Sumário Ano. 23 - outubro / 2016 - Nº 263

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Supermáquina

Pensar em tudo no mesmo lugar sempre foi algo reticente para a indústria de sintetizadores e pianos digitais quando o foco se volta para profissionais exigentes ou usuários avançados. A enorme capacidade de memória do Casio Prívia 560M possibilita um armazenamento expandido que atinge maior duração das amostras de som com muito mais qualidade nos dados reproduzidos no formato límpido de wave.

NESTA EDIÇÃO

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A quinta edição do Planeta Rock, em São José do Rio Preto (SP), consolidou o festival como um espaço democrático de promoção de novas bandas. O concurso deste ano, que abriu espaço apenas para bandas com trabalhos autorais, é um dos poucos que apostam nas novas gerações, levando ao conhecimento do público novos nomes e novas nuances da música brasileira.

12 Gustavo Victorino Confira as notícias mais quentes dos bastidores do mercado.

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Vitrine O EM-410 é um microfone de lapela da TOA, hipercardioide, condensador e de pequenas dimensões, tornando o equipamento muito leve. Pode ser preso à camisa ou à gravata, e foi elaborado para oferecer alta performance de captação.

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Rápidas e Rasteiras A Taigar System anuncia para o mercado a sua mais nova contratação. A partir de agora, Emerson Duarte passa a fazer parte da equipe da empresa. Já a Shure, para comemorar os 50 anos do SM58, lança uma série especial de aniversário.

22 Play Rec O CD de estreia do Quinteto Lorenzo Fernandez é oriundo da primeira formação do projeto de extensão “Quinteto Experimental de Sopros da Escola de Música da UFRJ”, sob a orientação de Aloysio Fagerlande.

24 Parece com fio! O PGX Digital oferece áudio sem fio que soa como se fosse com fio, desempenho sólido RF e configuração e operação simples para lugares pequenos.

64 Vida de Artista Quando a arte encontra a política rendem bons jingles de campanha. Nessa edição, Luís Carlos Sá fala de uma outra opção musical, que surgiu após a década de 60.


Expediente

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Quatro países, um continente

O músico e multiinstrumentista Victor Biglione presenteia seus fãs com um trabalho que reuniu sonoridades latinas, conseguidas com alguns equipamentos que simulam instrumentos. Mercosul vem ao encontro de um grande desejo do músico em reunir ritmos e a cultura dos países que integram o bloco latino-americano.

CADERNO TECNOLOGIA 44 Ableton

54 Sul Music

Com o Ableton Live você pode configurar uma interface linear como este template: 16 common audio tracks + 8 Drum tracks +10 Midi/ Instrumet Tracks + 4 fxs returns e 1 Master, ou ainda uma outra configuração que seja melhor para você!

Reunindo quase 40 expositores do mercado de música, a Sul Music chega à 2a edição com um saldo positivo e mais confiança no crescimento do setor. O evento, que teve como tema um retorno ao passado musical, levou lojistas de diversas regiões do Brasil à Florianópolis.

48 Carta a Carlos Correia Homero Sette expõe as lembranças de muitas décadas de convivência com o engenheiro baiano, registrando a sua passagem neste artigo.

CADERNO ILUMINAÇÃO 56 Vitrine iluminação O TVL CYC RGBW, da Elation, é uma luminária estilo teatro com efeito wash que entrega uma cor bem suave e até mesmo cores misturadas e sem sombras. É um equipamento ideal para mudança de cores flutuantes, entre outras funções.

58 Iluminação Cênica O termo programação – muitas vezes associado apenas aos softwares – tem um significado muito particular, pois envolve diversos conhecimentos, além dos recursos físicos para a execução das tarefas dimensionadas no projeto. O importante é manter sua programação em foco, com algumas dicas.

Diretor Nelson Cardoso nelson@backstage.com.br Gerente administrativa Stella Walliter stella@backstage.com.br Financeiro adm@backstage.com.br Coordenadora de redação Danielli Marinho redacao@backstage.com.br Revisão Danielli Marinho Reportagem: Danielli Marinho Colunistas Cezar Galhart, Cristiano Moura, Gustavo Victorino, Jorge Pescara, Lika Meinberg, Luiz Carlos Sá, Marcello Dalla, Ricardo Mendes e Vera Medina Edição de Arte / Diagramação Leandro J. Nazário arte@backstage.com.br Projeto Gráfico / Capa Leandro J. Nazário Foto: Ricardo Boni / Divulgação Publicidade / Anúncios PABX: (21) 3627-7945 arte@backstage.com.br Webdesigner / Multimídia Leonardo C. Costa multimidia@backstage.com.br Assinaturas Maristella Alves PABX: (21) 3627-7945 assinaturas@backstage.com.br Coordenador de Circulação Ernani Matos ernani@backstage.com.br Assistente de Circulação Adilson Santiago Crítica broncalivre@backstage.com.br Backstage é uma publicação da editora H.Sheldon Serviços de Marketing Ltda. Rua Iriquitiá, 392 - Taquara - Jacarepaguá Rio de Janeiro -RJ - CEP: 22730-150 Tel./fax:(21) 3627-7945 / 2440-4549 CNPJ. 29.418.852/0001-85 Os artigos e matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. É permitida a reprodução desde que seja citada a fonte e que nos seja enviada cópia do material. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios veiculados.


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CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br

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Quem não é visto, não é lembrado

A

onda de pessimismo que vem assolando o País e influenciando o mercado, levando à desconfiança política e econômica, ainda deve durar mais alguns meses, como preveem alguns especialistas. As consequências do movimento político para impedimento da presidente da República têm se mostrado mais instáveis do que previram alguns analistas, e a moeda americana continua com o status de vilã em meio às incertezas do desfecho imprevisível do cenário político-econômico brasileiro. Aquela velha máxima de que na crise é preciso se reinventar parece não ter surtido tanto efeito nos últimos tempos, pelo menos no curto prazo, no mercado brasileiro. O grande desafio que se ouve nos bastidores é atravessar a crise sem muitos arranhões, com algum fôlego no futuro para retomar o crescimento. E é esse tipo de postura que também emperra e freia qualquer outra ação ou mudança de rumo das empresas, tendo em vista que todos os indicadores condenam qualquer tipo de experimentação ou ação inédita. Até os analistas mais otimistas pedem cautela nos próximos passos a serem dados daqui pra frente, talvez pela própria inexperiência desses experts frente a uma crise tão profunda na história do País. Contrariando as primeiras previsões, professadas há dois anos, o ano de 2017 já não chegará com esperança de melhoras, muito menos com inclinações para mudanças. Por outro lado, o momento vivido, como outros semelhantes na História, é um indicativo para se fazer a manutenção daquilo que já vinha dando certo. Manter a identidade da empresa foi uma das decisões mais acertadas de algumas grandes empresas e marcas durante períodos incertos, como a Grande Depressão Americana e a Segunda Guerra Mundial. Diversas pesquisas e a própria história já demonstrou que a marca é um dos ativos mais importantes de uma organização, e algumas tornam-se até mesmo um dos bens mais valiosos de uma companhia. Em tempos de crise, algumas empresas só puderam sobreviver porque detinham confiança e a lembrança de seu público-alvo e consumidor. São essas lembranças que se fixam na imaginação coletiva e sustentam uma demanda reprimida, formando um público consumidor leal. No entanto, da mesma forma que lembra, a mente do consumidor esquece, porque tem a necessidade de substituição quando algo não atende mais às necessidades, ou simplesmente porque deixou de ser visto. Tal como em um relacionamento, o consumidor gosta de ser lembrado que a outra parte está sempre presente. Deixar de aparecer, achando que a mente do consumidor é leal e fiel, é deixar uma porta aberta para a concorrência, que talvez nem desempenhe o mesmo papel, mas ampara e preenche o “vazio” deixado no mercado. E é neste cenário que todos nós, empresários e clientes, vamos decidir como estaremos e seremos lembrados quando estes momentos difíceis terminarem. Boa leitura! Danielli Marinho

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COMPETÊNCIA Em tempos de crise e choradeira generalizada, a Izzo dá demonstração de força e amplia ainda mais a sua estrutura. A maior importadora de peças e acessórios da América Latina agora está com novos escritórios na Avenida Matarazzo, em São Paulo. A base logística permanece em Itajaí, em Santa Catarina, e as fábricas de percussão e cordas em Osasco. Enquanto uns choram, os competentes vendem lenços...

NADA MUDOU

A definição política ainda não mostrou sua cara no cenário econômico do país. A expectativa de retomada do crescimento de forma imediata foi um sonho de verão que acalentou a todos, e que na prática se mostra inviável. A prudência diz que o Brasil só volta realmente a crescer em 2018. Até lá, a conquista é parar de cair.

DECADÊNCIA Alguém viu, ou comentou o MTV Music Awards? A emissora que já foi referência musical no planeta parece estar nos seus estertores também nos EUA. Sua premiação anual não merece mais crédito e, embora visualmente interessante, o que não prende ou atrai mais ninguém, está marcada pela cafonice e incompetência musical. Tomada pelo hip hop e pelos rappers, a solenidade tentou salvar a ruindade com Beyoncé e Rhianna, o que, cá entre nós, ainda é pouco para justificar a paciência de aturar a ruindade da atual música popular dos gringos.

BIOGRAFIA RASGADA Chico Buarque nunca mais será visto pelos brasileiros da mesma forma. De mito da MPB, passou a ser criticado por defender a ideologia que destruiu a economia do país em pouco mais de uma década. No futuro, sua história deverá ser contada por suas músicas e jamais por suas posições políticas. A exemplo do genial Oscar Niemeyer, seu legado estará sempre na sua obra e jamais na sua linha ideológica. Serão sempre artistas e criadores geniais, nunca intelectuais.

Há muito essa coluna pede uma iniciativa no sentido de se criar uma legislação específica para a profissão de músico. Por sua atipicidade, as regras gerais contidas na CLT são insuficientes para definir os limites da responsabilidade laboral e remuneratória das partes. Os Tribunais do Trabalho pelo país decidem de forma dispersa e controversa essa relação e criam assim uma insegurança jurídica que é ruim para os dois lados. As lides se multiplicam e a tensão no segmento aumenta a ponto de existir, embora não assumido ou tornado público, um cadastro informal de músicos que costumam processar seus contratantes, assim como de contratantes que não têm o hábito de pagar integralmente o combinado com os seus músicos. É hora de dar um basta nessa guerra em que perdem os dois lados.

STONES O documentário The Rolling Stones Olé Olé Olé! A Trip Across Latin America é uma das atrações do Festival de Cinema do Rio de Janeiro nesse mês de outubro. O filme conta a trajetória dos Stones pela América Latina desde 1968 e dá destaque especial ao Brasil. A maior revelação do filme é de que a clássica Honky Tonk Woman foi composta aqui, num sítio no interior de São Paulo. Ainda bem que na época os sertanejos eram autênticos.

NOVO CENÁRIO As fábricas de acessórios e componentes instaladas no Brasil conseguiram


GUSTAVO VICTORINO | VICTORINO@BACKSTAGE.COM.BR uma interessante reação à constante ameaça chinesa. Com qualidade superior e preços cada vez mais competitivos, as empresas daqui se beneficiam da estagnação do dólar em patamar alto e fazem disso a principal ferramenta na conquista de mercado. Suportes, pedestais, estandes, cabos, cases e capas, além de outros acessórios, ficam espremidos entre a qualidade e o preço quando importados. E as fábricas brasileiras agradecem...

CONSTATAÇÃO Como jurado do maior prêmio da música no Sul do país, o Prêmio Açorianos, chego à conclusão definitiva de que a melhor música do mundo é mesmo a brasileira. São centenas de trabalhos de altíssimo nível oriundos exclusivamente de um único estado da federação. Fico imaginando a dimensão musical de um Brasil inteiro. Pena que os brasileiros não ouvem a sua música de qualidade. E fica a pergunta: por que priorizam porcarias nas rádios e TVs? O povo consome o que é oferecido, logo, consome ruindade porque só lhes dão ruindade. Menos mal que a internet está, aos poucos, mudando isso e abrindo espaço para jovens talentos que fazem música de verdade. Até o canal BIS, que aqui tanto aplaudi, não resistiu e vem sendo tomado pelo lixo. Os programas nacionais começam a atingir o status de constrangedores.

O FIM DO MIDI De forma precipitada, algumas pessoas já cantam o fim do sistema MIDI, alegando que as novas interfaces devem aposentar o velho sistema de 16 sinais. Acho difícil porque o método é padrão mundial aceito por todos os fabricantes e sua mudança implicaria num acordo entre dezenas desses fabricantes que há muito não sentam à mesma mesa. O que está aca-

bando é a conexão de múltiplos pinos que dá lugar ao sistema de portas USB com interface virtual. Mudam apenas as conexões, não o sistema.

CARA DE PAU Artista famoso com projetos de dezenas de milhares de reais aprovados pela Lei Rouanet pedindo instrumento para importadoras é dose...

ENSINO MUSICAL Aos poucos as instituições privadas de ensino superior começam a implantar novos cursos de docência em música. Com o aumento da procura, essas instituições vislumbram um nicho comercial interessante com a criação desses cursos. Até as universidades públicas estão fazendo isso. Pelo menos tecnicamente, o ensino musical promete uma interessante evolução para o futuro. A falta de professores vem sendo o maior entrave na ampliação do sistema de ensino musical nas escolas.

FESTA NACIONAL DA MÚSICA O maior encontro da música brasileira passa por uma ampliação na sua mudança de sede que desafia o seu gigantismo e a sua importância. De quatro para dez dias, e com o envolvimento de uma das maiores capitais do país, Porto Alegre, a Festa Nacional da Música 2016 se agigantou para atender aos artistas que clamavam por mais espaço no evento que reúne centenas dos maiores nomes da MPB no Sul do país. Mesmo com a confirmação de mais de mil participantes, a promessa é de que em 2016 terá palco para todo o mundo.

FALA SÉRIO Depois de Pelé, Júnior e Ronaldinho Gaúcho, agora o Neymar também quer entrar na carreira musical. Só

pode ser sacanagem com a música brasileira. Haja pitch correction.

INGRESSOS A prova de que a música não é importante no Loolapalooza está na procura por ingressos para um festival que até agora não divulgou nenhuma atração musical. Sempre disse que eventos assim estão muito mais para balada do que festival de música. O Loolapalooza 2017 acontece em março do próximo ano em SP e milhares de ingressos já foram vendidos sem que os compradores sequer saibam o que vão ver ou ouvir.

FALSIFICAÇÃO A onda de instrumentos falsificados montados na China parece ter escolhido sua vítima ideal. Embora réplicas de má qualidade sejam produzidas por lá copiando a maioria das grandes marcas, a Gibson se mostra o alvo preferencial da falsificação. Por ser um instrumento de alto valor agregado e muita procura, as cópias dos modelos Les Paul chegam a ser anunciadas abertamente na internet. O mais grave é que nem todos os anúncios avisam que é réplica e muitas vezes o interessado compra gato por lebre ao visualizar um preço convidativo. Não existe guitarra Gibson barata e hoje a única segurança que o consumidor tem é comprar o instrumento em uma loja idônea com a respectiva nota fiscal. A importadora oficial da marca no Brasil é a Royal Music.

EXPOMUSIC Cercada de eventos paralelos, a Expomusic teve apenas um objetivo esse ano: manter o mercado estável. Evitar quedas maiores estabilizando resultados e buscar o aquecimento em segmentos tópicos foi a meta. No mês que vem conto tudo o que aconteceu nos bastidores da edição 2016.

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calrec.com Os usuários do console da Calrec têm mais um motivo para comemorar. A empresa acaba de lançar o Br.IO, tornando mais fácil a expansão IO dos equipamentos da marca. Como em outros boxes IO da Calrec, o Br.IO oferece tanto conexões primárias quanto secundárias para um Hydra2 para redundância completa. Os usuários também podem conectar um cooper ou fibra diretamente para um Hydra2 na traseira do console via o módulo opcional Hydra2. Combinado com um H2Hub, que funciona com um ponto de mudança, múltiplos Br.IO podem ser adicionados para entregar flexibilidade numa ampla variedade de produções ao vivo. O recurso dá a possibilidade de prover 24 linhas extras de mic/line, 16 saídas analógicas, oito entradas digitais AES3, e oito saídas digitais AES3.

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BR.IO

EM-410 http://discabos.com.br O EM-410 é um microfone de lapela da TOA, hipercardioide, condensador e de pequenas dimensões, tornando o equipamento muito leve. Pode ser preso à camisa ou à gravata, e foi elaborado para oferecer alta performance de captação quando estiver posicionado na altura do peito. Ele é ideal para aplicações orientadas à voz, como palestras, apresentações e serviços religiosos, além de ter suporte do cabo que minimiza o ruído. Sua cápsula gira 360 graus.

MICROFONE DINÂMICO MB1 K/C www.proshows.com.br O microfone dinâmico cardioide MB1 k/c da AudioTechnica apresenta excelente custo-benefício e é perfeito para apresentações com vocais e corais. Com qualidade sonora equivalente a microfones mais caros da concorrência, o MB1 k/c possui a estrutura magnética de neodímio Hi-ENERGY® especialmente desenvolvida pela Audio-Technica para atingir um alto nível de saída com resposta rápida a transientes. Sua chave liga/desliga silenciosa MagnaLock travável é especialmente conveniente em aplicações com gravações de vídeos. Acompanha um cachimbo e um cabo balanceado de 4,5 metros para uma verdadeira experiência “plug and sing” do usuário. Possui 1 (um) ano de garantia. Compre agora em http://proshows.com.br/produto/Audio_technica/MB1K


SISTEMA AL-1061 www.dbtecnologiaacustica.com.br Pensando em sistemas com excelente pressão sonora e alta qualidade, a DB Tecnologia Acústica desenvolveu o Sistema Line Array AL-1061. O sistema possui 3 vias (woofer 10'’, Mid-Range 6,5'’ e Driver) totalizando 650W AES, tendo componentes em Neodimiun das marcas Italianas 18Sound e B&C Speakers. O diferencial deste modelo está no projeto de Band-Pass Horn para a via de médio grave, proporcionando assim um aumento significativo de SPL, justificando o uso de apenas 1 transdutor nesta via. Já o Mid-Range e o Driver estão acoplados a guias de onda, melhorando assim sua eficiência em toda sua faixa de frequência. Com esses diferenciais o sistema se destaca para atender as mais diversas aplicações, tais como: sonorizações, bandas, casas noturnas, auditórios, igrejas, salas de concertos e ambientes que necessitam de sistemas com timbres naturais e alto rendimento.

MICROFONE ATM350 www.proshows.com.br O microfone condensador cardióide ATM350 da Audio-Technica acompanha uma presilha de montagem versátil Unimount® e uma presilha especial para uso com violinos. É uma excelente opção na captação de metais, contrabaixo, sopros, piano e tambores. Sua resposta é clara e bem equilibrada mesmo em altos níveis de SPL. Seu módulo de alimentação phantom possui um filtro passa altas em 80 Hz. Compre agora em http://proshows.com.br/ produto/Audio_technica/ATM350

AMPLIFICADOR TX 1K http://www.taigar.com.br/ O amplificador de potência TX 1K da Taigar System é uma série especial recomendado para drives. Desenvolvido para quem deseja maior pressão sonora em altas frequências, mantendo uma ótima definição de áudio na faixa dos 400Hz a 30000Hz. Os dois canais do amplificador possuem potência de 500 W em 2 ohms e contam com proteção térmica individual, proteção contra curto-circuito e baixa impedância, alimentação em 220 Volts. É perfeito para atender as necessidades de sonorizações de pequeno e médio porte.

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Nova aquisição Taigar

PAULA FERNANDES COM NOVO TRABALHO A cantora anuncia seu mais novo trabalho Olhos de Céu, uma canção autoral que ganha videoclipe e distribuição da Universal Music. Olhos de Céu faz parte do DVD Amanhecer – Ao Vivo - 4º DVD da carreira da sertaneja, que conta com 24 faixas e já traz em seu nome a ideia de renovação e plenitude.

CHAUVET ABRE MAIOR SHOWROOM NO MÉXICO

A Taigar System anuncia para o mercado a sua mais nova contratação. A partir de agora passa a fazer parte da equipe da empresa Emerson Duarte, que vem desenvolvendo um ótimo trabalho em meio a este mercado, tendo atuado por dez anos como especialista de

produtos de renomadas marcas do áudio profissional. O mesmo passa a responder como consultor técnico da empresa. A família Taigar System conta com a contribuição do novo profissional para melhorar ainda mais a qualidade dos serviços que presta aos clientes.

Ibanez retorna

A Chauvet acaba de abrir um novo showroom, em Lerma, no México. A ação é uma resposta à crescente demanda de produtos de iluminação e estruturas. Além do showroom, o local é um centro de serviços, escritório e depósito dos produtos e está localizados perto da principal via expressa e outas vias de acesso rápido. O espaço vai abrigar uma extensa gama de produtos Chauvet Professional, Iluminarc e Chauvet DJ equipamentos de iluminação, além de truss da companhia TRUSST. Muito maior do que seu antecessor, o novo showroom irá permitir mais e melhores oportunidades para demonstrar os equipamentos da empresa e painéis de LED e de vídeo.

à Musikmesse em 2017 Depois de ficar um ano fora da maior feira voltada para música, sonorização e iluminação – a Musimesse Frankfurt/Prolight + Sound – a Ibanez retorna na edição de 2017 e terá um estande na seção de guitarras de uma nova área dedicada às maiores marcas de instrumentos musicais. O novo conceito Brandword, introdu-

zido pelos organizadores da feira em 2016 durante a Drum Camp, que contou com apresentações de bandas, presença de músicos consagrados e uma programação de workshops, foi determinante para a volta da Ibanez à Musikmesse na Alemanha, que acontece de 5 a 8 de abril. Mais informações em www.musikmesse.com

NOVA VERSÃO DE APLICATIVO A Shure lança versão 2.0 do app de gravação Shureplus/Motiv. A versão 2.0 do aplicativo para iOS oferece diversos novos recursos avançados, como uma ferramenta de edição, interface de usuário aprimorada e capacidade de medição fluida de som para uma experiência mais precisa e estável.

CELESTION TEM DISTRIBUIDOR EXCLUSIVO A ProShows passa a ter a distribuição exclusiva para o Brasil da Celestion Alto-falantes, que foi fundada em 1924 e terá pela primeira vez um distribuidor oficial no Brasil. Responsável pelo primeiro alto-falante dedicado para gabinetes de guitarra, os falantes da Celestion tornaram-se a voz do Rock and Roll, proporcionando apresentações memoráveis de guitarristas como Jimi Hendrix e Slash até as atuais gerações de solistas mundialmente consagrados. Por esses motivos, fabricantes mundiais de amplificadores para guitarra e baixo - como Marshall e Fender - consideram os alto-falantes Celestion como parte essencial do seu tom.


Cinquentão

O SM58 da Shure, microfone mais popular do mundo e presente nos principais shows, concertos e turnês do mundo, completa 50 anos. Para comemorar e homenagear essas cinco décadas, a marca anuncia diversas iniciativas para motivar e inspirar os fãs de todas as idades e partes do mundo: o SM58 em edição especial de aniversário com acabamento prateado, o SM58-50A. A edição limitada do SM58-50A acompanha embalagem com grafismos históricos, certificado e adesivo comemorativos, fotografias e manual do usuário em versão retrô. Além do modelo especial de aniversário, a Shure irá doar unidades do SM58 autografadas por: Lulu Santos, Chitãozinho e Xororó, Diogo Nogueira, Aline Barros e Paula Fernandes a instituições beneficentes, e os recursos obtidos com a iniciativa serão direcionados à instituição filantrópica dos artistas. Para mais informações sobre o SM58 e sobre a edição especial de aniversário SM58-50A, acesse sm58.shure.com/pt/

Encontro sem dúvidas

No dia 14 de setembro foi realizado o workshop Solucionando Dúvidas, no Laredo Studio, no Rio de Janeiro, sobre a DiGiCo SD Series e SD 21. O encontro foi conduzido por Claudio Lazaro e reuniu cerca de 20 pessoas.

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Outra empresa que estará de volta à Musikmesse Frankfurt 2017 é a Tama, depois de um ano fora da Feira na Alemanha. A marca irá expor seus produtos dentro do formato da Musikmesse Bandworld – um conceito inovador de apresentação para as companhias nos setores de guitarra e bateria, conferindo mais espaço, divulgação da marca e entretenimento

com produtos de áreas específicas. De acordo com Alexander Meinl, diretor da divisão alemã de vendas da Tama, esse novo formato e conceito da Brandworld foi decisivo para a volta da participação da Tama na edição de 2017. Para ele, a Musikmesse é um local importante onde músicos podem trocar experiências, habilidades e know-how.

Christie Brasil faz parceria com InfoComm

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Musikmesse 2

A Christie Brasil e o escritório brasileiro da InfoComm International® anunciaram uma parceria através da qual a Christie será uma das sedes de treinamentos InfoComm para os profissionais da indústria no Brasil. As sessões de ensino da Info Comm permitirão que os participantes no Brasil possam aprender

habilidades e conceitos de AV em Português e adquirir o conhecimento abrangente necessário para ter sucesso nesse mercado. Os cursos foram desenvolvidos pela Universidade InfoComm e serão ministrados por instrutores da entidade. A Christie sediará o treinamento em seu centro, em São Paulo.

Maglore lança clipe de “Serena Noche” Conhecido por músicas como “Mantra” e “Dança Diferente”, o Maglore acaba de lançar o clipe de “Serena Noche”, canção mais delicada de seu álbum, “III” (Deck – 2015). O vídeo foi gravado no Cavalo Estúdio e dirigido por Renato Gaiarsa. As imagens são bem minimalistas,

mostrando a banda tocando a música em movimentos circulares e em slow, com pouquíssima iluminação, em clima intimista. A canção fala um pouco sobre resignação, persistência e até um pouco de frustração. Para assistir, acesse: https://www.youtube.com/ watch?v=moqQNKz06e8

NOVA PLATAFORMA DE DIVULGAÇÃO PARA BANDAS Os artistas independentes têm mais um meio para divulgar seus trabalhos. A nova plataforma RockFlickz é um aplicativo que une músicas e game, garantindo diversão aos usuários e incentivando pessoas a conhecerem novas bandas de rock nacional. O projeto foi concebido durante dez meses e esse é o primeiro app do gênero que une duas paixões dos desenvolvedores Vicente Martin Mastrocola e Guilherme Camargo: rock e game. O objetivo era criar um jogo de mecânica simples que poderia ser utilizado por bandas como plataforma de comunicação para os seus trabalhos, tendo a trilha sonora como pano de fundo para o desenrolar do desafio. Para se cadastrar na plataforma, o processo é bem simples: basta acessar shovelmusic.com e seguir os passos indicados na tela. O cadastro passará por uma curadoria da Shovel e, nas próximas atualizações, novas bandas serão inseridas na plataforma. Links para download: Google Play: https://play.google.com/store/apps/ details?id=br.com.siouxmobile.rockflickz e AppStore: https://itunes.apple.com/us/app/rockflickz/ id1125553534?l=pt&ls=1&mt=8


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DANIELLI MARINHO | REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR

NÁ E ZÉ Ná Ozzetti e Zé Miguel Winisk Ná e Zé se cruzaram musicalmente pela primeira vez em 1985. Esse encontro, que abriu caminho para tantos outros, é celebrado neste mais recente trabalho, álbum que reúne 14 canções compostas por Zé Miguel entre 1978 e 2014, sendo oito inéditas em disco. O vinil (duplo) traz duas gravações extras: Mais simples (Zé Miguel Wisnik) e a inédita Sopro de Flor, com letra de Wisnik para uma melodia de Dominguinhos. Sopro de Flor tem também a participação especial de Marcelo Jeneci na sanfona. NÁ e ZÉ é um lançamento CIRCUS produções. Foi lançado em CD, em formato digital em todas as plataformas de streaming e agora em LP. O álbum também está disponível para download gratuito no site www.naeze.com.br

PARES Mark Hagerty e Sergio R. Oliveira Pela segunda vez a Casa Discos lança um CD dos compositores Mark Hagerty (EUA) e Sergio Roberto de Oliveira (Brasil) – o primeiro foi Luminosidade, em 2012. A música dos dois tem sido ouvida lado a lado em concertos do grupo americano Mélomanie nos últimos 15 anos, o que acabou aproximando-os. Embora suas linguagens sejam distintas, eles gostam de dizer que suas músicas são “complementares”. Isto é, ao mesmo tempo que são diferentes, combinam quando são ouvidas juntas. Inspirados nos célebres duos musicais, como Duo Santoro e Duo Bretas-Kevorkian, a dupla decidiu explorar também suas combinações: dois violoncelistas, duas pianistas, e violoncelista e pianista. Estas simetrias contrastam com as personalidades musicais individuais, com grandes diferenças nas abordagens e vozes de cada um. Os músicos trataram de abraçar esses contrastes como complementares, sem jamais esquecer que o grande “par” na música é aquele entre os que fazem música e ouvintes.

MERCOSUL Victor Biglione O guitarrista argentino Victor Biglione, radicalizado no Brasil há mais de quatro décadas, retoma sua veia autoral após 20 anos sem lançar discos de inéditas. O sincretismo sonoro de Mercosul já começa na música que abre o CD, Chico Science – Mangue Beat, dedicada ao saudoso músico pernambucano. Através de uma surpreendente fusão de sonoridades e ritmos, a faixa anuncia de imediato a amplitude rítmica e harmônica do guitarrista, misturando viola de 12 cordas, guitarra, percussão, base eletrônica e, até, um “desafio” entre bateria e viola. A valsa Mercosur para siempre, tipicamente andina e mineira, traz a interpretação emocionante de Zé Renato, num clima virtuosístico, porém acústico e nostálgico. Em

Monte Aconcagua, Victor procura transmitir o clima solitário, instigante e desafiador do lugar mais alto da América do Sul empunhando, novamente, seu violão de 12 cordas e sua guitarra, com percussões exóticas e baixo “fretless”, evidenciando seu diálogo com a modernidade. Uma das faixas mais completas sonora e instrumentalmente – gravada em Buenos Aires e finalizada no Brasil – Punta Del este lounge se destaca pelo leque infindável de percussões, aliado a sintetizadores, guitarras, vozes, hammonds e vibrafones, que vão dos timbres mais rústicos aos mais modernos e de última geração. A brasilidade e o cosmopolitismo do guitarrista transbordam em Juruna goes to New York, aproveitando o clima de selva criado por Claudio Infante e que deságua no mais puro jazz novaiorquino, com a bateria e o baixo abrindo espaço para Biglione ressuscitar timbres do órgão Hammond k9 através de sua guitarra, utilizando softwares e tecnologias. Um CD para ouvir sem pressa.


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MÚSICA CARIOCA DE CONCERTO Quinteto de Sopros O CD de estreia do Quinteto Lorenzo Fernandez é oriundo da primeira formação do projeto de extensão “Quinteto Experimental de Sopros da Escola de Música da UFRJ”, sob a orientação de Aloysio Fagerlande. O grupo demonstra que o gosto e a prática de um repertório bastante específico, mas não menos importante, da música de concerto, estão

mais vivos do que nunca. O trabalho mergulha em um panorama da criação contemporânea carioca. Em Cenas Insulanas, por exemplo, Thiago Sias nos remete a imagens da Ilha do Governador, em dois momentos distintos, como se fosse um passeio de bicicleta pelos locais mais famosos do bairro. Já Rudi Garrido, em Tropic of Cancer, apresenta uma escrita bastante virtuosa inspirada no romance homônimo de Henry Miller. Sergio Roberto de Oliveira, em Man of Society, aborda temas líricos dos instrumentos, o primeiro é o do oboé, que são interrompidos por um acorde agressivo. Em Medievo, composta por Azael Neto para o Quinteto Lorenzo Fernandez, o mote principal da composição é fazer uma brincadeira ou adaptação de técnicas de composição medievais à cena contemporânea.

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O PGX Digital oferece áudio sem fio que soa como se fosse com fio, desempenho sólido RF e configuração e operação simples para lugares pequenos. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

LIVE SOUND SISTEMA SEM FIO

COM QUALIDADE SUPERIOR A o oferecer soluções sem fio adaptadas para vocalistas, guitarristas e apresentadores, o sistema sem fio PGX Digital combina o confiável legado dos microfones Shure com uma tecnologia sem fio digital avançada de 24-bits que proporciona desempenho RF confiável e nítido. O resultado é áudio sem fio que soa como se fosse com fio, sinal RF sólido e de simples configuração e operação. O receptor PGXD4, por exemplo, oferece, além da tecnologia digital inovadora de 24-bits, frequência de 48 kHz que fazem o áudio soar como se fosse com fio. A di-

versidade digital significa que duas antenas e dois receptores independentes que trabalham constantemente proporcionando um sinal sólido de RF, e o escaneamento por um toque encontra uma frequência limpa quase que instantaneamente, fazendo a configuração em um piscar de olhos. O microfone de mão PGXD2/BETA58, por exemplo, trabalha com o sistema sem fio digital da PGX-D. Mas, quando os componentes são comprados separadamente, é bom ficar atento se os equipamentos são compatíveis em frequência, a fim de que o sistema funcione de forma correta. Entre as características, ajuste de ganho de 10dB, interface travável a fim de prevenir mudanças acidentais no setup, construção rígida que permi-


te um desempenho confiável show após show, luz de LED que indicam o status da bateria, se está ligado ou no modo “mute”. Perfeito para ser usado em som ao vivo. Outro membro da família é o sistema bodypack PGXD14, indicado para baixos e guitarras e que inclui o receptor PGXD4, o transmissor PGXD1, cabo de guitarra, fonte, baterias 2AA e guia do usuário. Similar ao PGXD 14, está o sistema para headworn PGXD14/PGA31, que também é parte da família. Esse

sistema inclui o receptor PGXD4, o transmissor bodypack PGXD1, o microfone headset PGA31, além de baterias 2 AA, fonte de alimentação, presilha para roupas, windscreen, case para transporte e guia do usuário. Para completar a família, o sistema PGXD14/BETA98H Instrument, que inclui, além do receptor PGXD4 e o transmissor bodypack PGXD1, o microfone WB98H/C. Uma solução perfeita para instrumentos de metais ou percussão, sem a necessidade de montagem de acessórios externos.

Especificações técnicas Tecnologia digital de 24-bits/ 48kHz para som incrivelmente preciso Scan e sync instalam o Sistema imediata e automaticamente Até 10 horas de uso contínuo com a utilização de 2 baterias AA Faixa de até 200 pés (~60m) para liberdade total sem fio Diversidade Digital para um sinal sem fio confiável Operação em 900 MHz livre da interferência de sinal de TV Ganho ajustável Coincide com os níveis variáveis de entrada Até 5 sistemas podem ser utilizados de uma única vez Construção sólida para desempenho confiável show após show Estojo rígido, acolchoado e durável transporta seus equipamentos de lugar a lugar

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Pensar em tudo no mesmo lugar sempre foi algo reticente para a indústria de sintetizadores e pianos digitais quando o foco se volta para profissionais exigentes ou usuários avançados. Gustavo Victorino redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

PRÍVIA

PX-560M A SUPERMÁQUINA DA CASIO A CASIO MUDOU ISSO

É difícil falar do novo teclado Casio Prívia 560M sem se entusiasmar, afinal o sonho de todo o tecladista se materializou. Tudo num único lugar e com a confiabilidade da marca Casio, reconhecidamente um dos maiores fabricantes de instrumentos profissionais avançados do mundo. A começar pela exigência inicial de sons de alta qualidade, que é suprida pelo novíssimo e avançado sistema de

som multidimensional Morphing AiR (Acoustic and Intelligent Resonator), desenvolvido pelos engenheiros da CASIO que concedem uma impressionante fidelidade e expressão aos timbres que exigem ressonância perfeita como os sons de piano. A enorme capacidade de memória possibilita um armazenamento expandido que atinge maior duração das amostras de som com muito mais qualidade nos dados reproduzidos no formato límpido


de wave. As mudanças de frequências dentro de um mesmo timbre geram sons que surpreendem pela absoluta fidelidade e sutileza. Os sons de piano são ricos e começam pelo som inicial de resposta ao toque, seguido pela bela extensão, até que levemente se esvaia de forma natural e límpida. Dessa forma, a poderosa máquina sonora multidimensional AiR da CASIO arrasa logo ao primeiro toque proporcionando o que é hoje um dos melhores sons de piano do mundo. A moderníssima tecnologia Linear Morphing cria transições precisas entre sons mais suaves e mais altos. A ressonância do abafador virtual dá a sensação de que a

placa de som do piano está interagindo com a ação do martelo e as cordas. Essa ressonância modela as relações harmônicas entre essas cordas em vibração dando um realismo fantástico ao timbre. Tudo isso simula a resposta do martelo emoldurando o tempo entre a pressão sobre a tecla e o toque desse martelo nas cordas. O simulador de teclas desligadas proporciona ainda o controle do intervalo da massa sonora com base na rapidez da liberação da tecla. As teclas balanceadas imitam ébano e marfim dando a elegante sensação

e textura do suave toque no teclado de um piano de cauda. O acabamento meticuloso tem uma superfície que impede o dedo de escorregar em decorrência de suor. Tudo isso dá a sensação de conforto para as pontas dos dedos mesmo tocando por períodos prolongados. A avançada polifonia de 256 notas faz o resto e dá ao músico a experiência perfeita e completa de tocar um piano de cauda de 9 pés.

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Além das dezenas de pianos acústicos e elétricos, tem guitarras, baixos, cordas, bateria, sons sintetizados, instrumentos étnicos e percussivos. Todos eles dinâmicos e expressivos, aprimorados ainda mais pelos poderosos efeitos DSP integrados

Quer conhecer mais sobre esse moderno sistema vá em https://goo.gl/KhtCOC

MAS ISSO É SÓ O COMEÇO O PX-560M é equipado com 650 sons que abrangem uma completa variedade de instrumentos e atende a todos os gêneros musicais. Além das dezenas de pianos acústicos e elétricos, tem guitarras, baixos, cordas, bateria, sons sintetizados, instrumentos étnicos e percussivos. Todos eles dinâmicos e expressivos, aprimorados ainda mais pelos poderosos efeitos DSP integrados. Mas a coisa não para por aí. Equipado ainda com 220 ritmos que, integrados ao sistema, permitem vários instrumentos acompanhando sua música e transformando o 560M num teclado arranjador, criando uma banda de apoio para tocar o estilo que você quiser. Além disso, é ainda possível montar 30 ritmos personalizados de usuário combinando linhas de baixo, batida de bateria e outros elementos armazenando tudo em 100 bancos de memória que salvam suas próprias definições incluindo ritmos, tons, efeitos e progressões integradas de acordes e até arpegios inteligentes. Um arraso.

É POUCO? Pois o PX-560M traz também um estúdio integrado que proporciona duas maneiras de garantir que seu trabalho seja salvo. Tem um gravador MIDI de 17 trilhas com recursos de edição, e um gravador de áudio USB que cria um arquivo de áudio diretamente no dispositivo USB conectado. Você pode criar os sons que deseja reproduzir, gravar e editar músicas via MIDI e ainda adicionar instrumentos externos através das entradas de áudio, capturando todo esse mix para salvar e compartilhar o seu trabalho final.

FALTA ALGO? A tela multimídia é a porta de entrada para um sistema prático e intuitivo que tem ainda botões de controle macios e altamente interativos na operacionalidade do instrumento em apresentações ao vivo. Fica tudo na mão. Completando ainda, o 560 vem com um moderno sistema de alto-falantes integrados que permitem economia de espaço e praticidade na hora de utilizar privadamente o teclado para estudos e criações.


NÃO FALTOU NADA Veja os recursos do 560: a) Gravador de áudio em 44,1 kHz para formato WAVE com aproximadamente 74 minutos por música. b) 650 tons de altíssima qualidade, incluindo amostras de pianos de cauda. c) 220 ritmos, incluindo ritmos étnicos e padrões para jazz piano. d) Editor de ritmos com 30 bancos de armazenamentos para usuário. e) Registro geral com 96 configurações. f) Bancos com predefinição musical com progressões de acordes e acesso de apenas um toque, além das configu-

rações para uma ampla variedade de estilos musicais, incluindo 305 predefinições e 100 bancos de usuário. g) Efeitos digitais de 64 bits incluindo Reverb (17 editáveis), Chorus (16 editáveis), Delay (6 editáveis), Equalizador (4 paramétricos) e DSP (20 tipos com parâmetros editáveis). h) Botões de tons dedicados ao piano para acesso rápido. i) Gravador multitrilha MIDI com 17 canais para cada um dos 100 bancos de armazenamento com aproximadamente 50.000 notas por música. j) Sistema de 4 alto-falantes bidirecionais para sons mais potentes e nítidos em uso privado. k) Desligamento automático por temporizador.

Especificações técnicas do Casio Prívia PX560-M (informações do fabricante): Teclado: 88 teclas, teclado com sensor triplo e ação de martelo em escala II, teclas que imitam ébano e marfim Resposta ao Toque: 3 níveis de sensibilidade, desligado Sistema de Som: Sistema de som multidimensional Morphing AiR Polifonia Máxima: 256 (reprodutor de áudio ocupa 2) Timbres: 650 tons integrados: 532 tons melódicos, 100 tons Hex Layer, 18 batidas de tambor Camada / Divisão: Camada, Divisão Efeitos Digitais: Reverb (17 editáveis), Coro (16 editáveis), Delay (6 editáveis), Brilho (4 EQ paramétrico de banda), DSP (DSP de parâmetro editável) Ritmos / Padrões: 220 ritmos integrados, 30 ritmos do usuário Acompanhamento Automático •Modos: CASIO chord, dedilhado 1, dedilhado 2 (6ª desativada), dedilhado 3 (no baixo), acorde de extensão completa •Controladores: Iniciar/Parar, Introd., Normal/Preenchimento, Variação/Preenchimento, Sincronismo/Fim Músicas Integradas: 6 (Músicas apenas para demonstração) Expansão de Músicas: 100 músicas (máx.) até aproximadamente 700 KB/música Metrônomo: 0 a 9 batidas; intervalo de tempo: 20 a 255 tap tempo Gravador: [MIDI] 17 faixas (1 faixa de sistema + 16 multifaixas), 100 músicas, gravação Punch-in/Punch-out, cerca de 50.000 notas máximas por música (total para todas as faixas de música). Outras Funções •Botões de tom dedicados do piano •Arpejador •Registros: 96 configurações (4 grupos x 24 bancos) •Predefinição musical (incluindo progressões de acordes): 305 predefinições e 100 áreas do usuário. •Predefinição de um toque: 220 parâmetros •Harmonização automática: 12 tipos •Afinações (escala predefinida): 17 tipos •Mudança de oitava: ±2 oitavas •Modo Dueto •Trava de operação

•Roda de altura de tons: 00 a 24 semitons Transposição de Teclas: 2 oitavas (-12 semitons a 0 a +12 semitons) Controle de Afinação: A4 = 415,5 Hz ~ 440,0 Hz ~ 465,9 Hz Pedais •Incluído: SP-3 (terminal x 2) •Opcional: SP-33 (Abafador, Suave, Sustain) * abafador = operação de meio pedal (com unidade de 3 pedais SP-33 opcional) Visor: Painel de toque de 5,3 polegadas (LCD colorido TFT de 5,0 polegadas e 528 x 320 pontos) MIDI •Compatível com GM: Nível1 •Terminais: MIDI IN, OUT / THRU Alto-falantes: 12 cm x 2 + 5 cm x 2 (4 alto-falantes) Amperagem de Saída: 8 W + 8 W Terminais de Entrada/Saída •Telefones x 2 (minientrada estéreo) •Pedal x 2 (abafador, atribuível) •Conector de unidade de 3 pedais •LINE OUT x 2 (L / MONO, R), Tomada padrão •LINE IN x 2 (L / MONO, R), Tomada padrão •USB: tipos A e B •MIDI IN, OUT / THRU *Cabo USB (tipo A-B) solicitado para usar o terminal USB para conexão com o computador. Requisitos de Energia: Adaptador CA: AD-A12150LW Dimensões (L x P x A): 1.322 x 293 x 147 mm (apenas a unidade principal) 1.322 x 293 x 773 mm (com suporte CS67PBK/67PWE opcional) *Exceto estante para partituras e outras projeções Peso: 12,0 kg (apenas a unidade principal); 22,0 kg (com suporte CS-67PBK/67PWE disponível opcionalmente) Cor/Acabamento da Estrutura: Azul Acessórios incluídos: Pedal (SP-3), adaptador CA (ADA12150LW), suporte para partitura, tampa de proteção. Código EAN: 4971850362241

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A quinta edição do Planeta Rock levou para os palcos do Recinto de Exposições de São José do Rio Preto (SP) 15 bandas que disputaram um prêmio de R$ 6 mil. A iniciativa tem o objetivo de oferecer aos músicos profissionais mais um espaço para mostrar seu trabalho. Diferentemente das edições anteriores, desta vez, apenas bandas com trabalhos autorais puderam participar do festival. redacao@backstage.com.br Fotos: Ricardo Boni / Divulgação

O ROCK

NACIONAL VEM GARANTINDO

O Ç A P S E U E O S

A

final do Planeta Rock aconteceu no dia 13 de agosto e as vencedoras foram Drenna Rock (1° lugar), Necrofobia (2° lugar) e Dolores 602 (3° lugar). Para selecionar as finalistas, os jurados levaram em conta originali-

A quinta edição do festival contou apenas com bandas autorais na disputa

dade e ineditismo das músicas inscritas. Cada noite do festival foi encerrada pelas apresentações de bandas consagradas do rock nacional: Camisa de Vênus, Biquíni Cavadão, Raimundos, Titãs e CPM22.


Bandas se apresentaram em 2 dias de competição

Digão chama ao palco um das finalistas para um dueto

Banda vencedora da edição 2016, Drenna Rock, do RJ

Diferentemente do ano anterior, apenas bandas com trabalhos autorais puderam participar dessa edição do concurso de bandas; foram 256 grupos inscritos, de 19 estados. Para selecionar as finalistas, os jurados levam em conta originalidade e ineditismo das músicas inscritas. Na noite de anterior, dia 12 de agosto, o público que lotou o Recinto de Exposições conferiu as apresentações dos 15 pré-finalistas, com canções nos mais diversos estilos musicais. Do rock ao folk, passando pelas regionalidades de cada lo-

cal, como o grupo amazonense, Stone Rose, que autodefine seu estilo musical como “psyco rock brega com um repertório que passeia entre rock, brega, música eletrônica e ritmos latinos”, ou a banda de folk de Sorocaba, interior de São Paulo, que explora a mistura de raízes da música caipira brasileira com influências do country norte-americano.

SONORIZAÇÃO Para o Planeta Rock 2016, foi utilizado um sistema composto por 28 VRD112A,

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House mix e o console Venue utilizado no P.A. para os shows de Titãs, CPM22, Camisa, Bíquini e Raimundos

Tivemos picos de até 30 mil pessoas, segundo os organizadores e o sistema se comportou muito bem. Estável, com uma cobertura muito boa e com um timbre muito elogiado pelos técnicos (Rogério)

24 VRS1810A para o sistema principal e 06 VRS206A para o front fill, todos da marca Attack. Além de uma torre de delay composta por 8 KF650z da EAW, atrasado em 107 milissegundos já considerando o efeito Hass. Tudo montado com base no software Ease Focus da Attack e alinhado e gerenciado pelo processador 4800 da DBX. “Tivemos picos de até 30 mil pessoas, segundo os organizadores e o sistema se comportou muito bem. Estável, com uma cobertura muito boa e com um timbre muito elogiado pelos técnicos.

O console utilizado no P.A. para os shows (Titas, CPM22, Camisa, Biquíni e Raimundos) foi uma Avid Digidesign Mix Rack. No monitor, para os mesmos shows, foram 02 PM5D e uma M7CL, todas da Yamaha”, conta Rogério Moreno, responsável pela FOH e mixagem do Festival. Já para o festival de bandas e as bandas de abertura, a Dicksom optou por usar uma Avid Digidesign SC48 para o P.A. e uma Yamaha LS9 no monitor. O set de backline, microfones e praticáveis, era distinto para o festival, e cada show tinha seu set individual também.

Cerimônia de premiação das 3 bandas ganhadoras do Planeta Rock


Foram 6 VRS2 06A para o front fill,

Ao todo, foram utilizados 21 praticáveis com rodízio, 8 amplificadores valvulados para guitarra, 4 set de contrabaixo, 4 baterias completas e 96 microfones entre dinâmicos, condensadores e wireless. “Aproveito para ressaltar o quanto nosso bom e velho cabeçote Meteoro MHA2000 com sua respectiva caixa Lead1993, foi elogiado pelas bandas do concurso e em alguns casos ouve até a preferência em relação ao JCM900 com CX 1960A. Fica aqui o registro enaltecendo nossa indústria nacional”, comenta Rogério. Na primeira noite, foram 19 trocas de palco. “Sem sombra de dúvidas, um grande desafio fazer tantas manobras de trocas de bandas, mas que tivemos êxito em fazê-las sem atraso no cronograma e sem falhas. Mérito de toda equipe”, avalia Rogério.

ILUMINAÇÃO Já na iluminação, Rogério comenta que quando recebeu os riders e respectivos mapas de iluminação,

foi realizada uma reunião técnica com os organizadores e definição de um mapa único que atendesse ao festival e ao concurso como um todo, levando-se em conta as necessidades individuais de cada show. O resultado foi uma luz completa, flexível e bastante impactante. “Aéreo tínhamos 16 Beam

nhões seguidores 1200 na House Mix. Tudo controlados a partir de 2 Avolites Perola 2010”, ressalta. Toda estrutura metálica em alumínio de fixação de P.A., painéis de LED e Iluminação, foram fornecidas pela Dicksom Entretenimento além de energia com a disponibilização de 2 geradores Stemac 180KVA e 250KVA. Para complementar o visual do Planeta Rock 2016, foi erguido um painel de LED modelo dot pixel 10mm,

Para as bandas concorrentes, a Dicksom optou por usar uma Yamaha PM5D para o monitor

da Attack

Sem sombra de dúvidas, um grande desafio fazer tantas manobras de trocas de bandas, mas que tivemos êxito em fazê-las sem atraso no cronograma e sem falhas. 5R, 12 Pointer, 08 Atomic 3000, 30 PARLED RGBW, 12 Elipsoidal ETC, 24 PAR64 F#5 e 12 MiniBrute. No piso do palco, ainda tínhamos 10 Beam 5R e algumas Set Light na passarela além de 2 ca-

com medidas de 3mx9m ao fundo do palco além de 2 paineis dot pixel 8mm, com medidas 5mx4m nas laterais do palco ao lado das torres de P.A., todos fornecidos pela RCLED de São Paulo, onde além de passar

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Seguindo uma linha de exigência dos organizadores, entregamos com êxito uma grande produção para o festival de bandas do Planeta Rock 2016 e atendemos todas as demandas dos shows de abertura e enceramento de cada noite. Foi um job muito desafiador e prazeroso de fazer parte.

No piso do palco, foram colocados 10 Beam 5R e algumas Set Light na passarela, além de 2 canhões seguidores 1200 na FOH

as imagens simultâneas do que estava acontecendo no palco, também servia de cenário para os shows. “Seguindo uma linha de exigência dos organizadores, entregamos com êxito uma grande produção para o festival de bandas do Planeta Rock 2016 e atendemos todas as demandas dos shows de abertura e enceramento de cada noite. Foi um job muito desafiador e prazeroso de fazer parte. Gostaria de dar crédito para toda a nossa equipe: Alberto Moreno (Monitor atendimento Shows) Sidney Giraldi (Patchman atendimento Shows), Eduardo Tumburus (Patchman atendimento Shows), Eudilson Cardoso (Auxiliar palco atendimento Shows), Denilson de Souza (Monitor mixagem Festival), Jorge Mancini (Patchman atendimento Festival), Léo Ramos (Auxiliar palco atendimento Festival), Rafael Ferreira (Auxiliar montagem Shows e Festival), Paulo Cordeiro (Técnico Iluminação Geral e iluminador do Festival), Marco Aurélio (Técnico Iluminação) Odenival de Castro (Logística), José Fernando de Paula (Logística), Ivan da Costa (Logística) Mateus Rodrigues

Rogério Moreno faz os últimos acertos no palco

(Geradores) e Graciele Oliveira (Assistente Geral)”, complementa.

PRODUÇÃO Com a mudança no número de dias, de três para dois, foi necessário também uma mudança na logística, como explica Vinícius Rocha, uns dos responsáveis pela produção do Festival. “A primeira mudança com relação à logística foi a do concurso. Antes, tínhamos 3 eliminatórias e uma final, então ficou tudo em uma eliminatória só e para isso colocamos uma categoria só que foi a categoria autoral e não tem mais a categoria de interpretação. Nos shows, dobramos o ta-


Vocalista da Drenna Rock, 1° lugar no Festival

manho do piso do palco para poder “rodar” as bandas lá em cima com os praticáveis. Antes, tínhamos uma limitação, camarins, em cima, e dos artistas do concurso de bandas

Na iluminação, Avolites Pérola 2010

No monitor, duas PM5D, uma M7CL e uma LS9

aqui embaixo, então tivemos que reestruturar com sete camarins lá do outro lado, só para artistas, e com isso, a boca de cena do palco está menor do que algum tempo atrás”, explica, acrescentando que a média de troca de palco era de 15 minutos para as bandas do concurso e 30 para as bandas grandes. “Batemos um recorde, entre o Biquíni e o Raimundos, fizemos a troca em 25 minutos”, comenta. Para Vinícius, essa mudança trou-

xe uma qualidade ao Festival, porque as bandas autorais já têm trabalhos prontos. “Já tivemos várias bandas aqui no concurso que já participaram de outros festivais como o Palco Summer do Rock in Rio, ganhadoras de diversos festivais, etc. Então quando você pega o material da banda, está tudo pronto. E ano passado ainda tivemos um misto de bandas inciantes e outras com algum trabalho. Esta edição não tivemos nenhuma banda

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E ano passado ainda tivemos um misto de bandas inciantes e outras com algum trabalho. Esta edição não tivemos nenhuma banda iniciante do palco. Então acho que a diferença foi essa, prezando o autoral. Eleva o nível do festival (Vinícius)

Encerramento de cada dia teve apresentações de bandas nacionais consagradas, como Raimundos

Formato do palco Geo e sistema de line array Attack composto por 28 VRD112A e 24 VRS1810A para o sistema principal

iniciante do palco. Então acho que a diferença foi essa, prezando o autoral. Eleva o nível do festival”, avalia. Para ele, além de conseguir credibilidade e patrocínio, as bandas que estão com o trabalho um pouco mais encaminhado, acabam tendo mais confiança no festival e mandando os trabalhos. “De repente aquelas que não mandaria o material, porque podiam pensar que é um festival pequeno de bandas, acho que ano que vem já terão outras bandas vão se inscrever. Por exemplo, a Drenna Rock veio por influência da Canto Cego, que ganhou aqui em 2014, e tocaram depois no Montreax”, comenta. Segundo Vinícius, que esse ano dividiu a produção com Moisé Paxá, o Planeta Rock é um festival em tran-

sição, tanto no quesito de evento quanto na questão de concurso de bandas. “Acho que o concurso vai acontecer antes, quem vier pra cá será como uma mostra. Porque cada vez mais a curadoria fica mais complicada, quando você vai ver lá no final, no critério de julgamento, vai ver que deu muito pouco de diferença”, avalia. Para o ano que vem, o produtor não descarta mais novidades, e adianta que uma das mudanças poderá ser no formato dos palcos. “Se não fosse a limitação da dificuldade do recurso, gostaríamos de colocar dois palcos e colocar as bandas do concurso para intercalar com os grandes. Gostaríamos de dar um suporte melhor para o concurso e ter mais atrações na mesma noite”, finaliza.


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Depois de 20 anos sem lançar um CD inédito, o músico e multiinstrumentista Victor Biglione presenteia seus fãs com um trabalho que reuniu sonoridades latinas, conseguidas com alguns equipamentos que simulam instrumentos. Mercosul vem ao encontro de um grande desejo do músico em reunir ritmos e a cultura dos países que integram o bloco latino-americano. Nesta entrevista, Biglione fala sobre como surgiu a ideia do trabalho e como usou equipamentos para produzir som de instrumentos pouco comuns, como vibrafone e oboé. redacao@backstage.com.br Fotos: Ernani Matos / Divulgação

UNINDO O CONTINENTE

E

QUIPAMENTOS QUE SIMULAM INSTRUMENTOS

Considerado um dos trabalhos mais importantes de sua carreira, Victor Biglione conta que essa experimentação de instrumentos dentro da música ia acontecer mais cedo ou mais tarde. “Eu já vinha me aparelhando aos poucos e comecei a ver a possibilidade que

tinha”, fala. “No Chico Science, no Mangue Beat, o Marco Antonio Linhares fez uma programação de base espetacular, na qual eu juntei com essa coisa hipermoderna eletrônica, mas fiz essa coisa nordestina com um taylor de 12 cordas um violão realmente maravilhoso. E no meio tem o Claudinho, que faz uma coisa absolutamente nordesti-


Prêmios ao longo da carreira, incluindo o Kikito

Guitarra e violão para obter sonoridade diversificada

Guitarra teve som modificado com uso de pedais

na, mas ele fez uma pesquisa de instrumentos indianos e árabes muito completa. Ele é um dos caras mais completos nisso. Então fica aquele som da música nordestina, que tem muito a ver com a música moura, árabe”, explica, acrescentando que apesar de ficar um som nordestino, a sonoridade não soa “manjada”. “No

meio eu faço um típico desafio nordestino que é só violão de 12 cordas, Taylor, e Roberto Alemão na bateria, fazendo uma coisa bem jazzística moderna com sonoridade nordestina”, completa. Em Mercosul para siempre, que é tipo uma valsa, com bateria e a percussão de Claudio Infante, há um piano

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Axon foi usado para obter sonoridades diferentes e semelhantes a instrumentos raramente usados, como o oboé

Em Monte Aconcágua, na Argentina, Roberto Alemão aproveitou que trouxe diversos instrumentos das viagens que ele fez e também introduz um violão de 12 cordas, além de uns sininhos trazidos do Tibet.

belíssimo de Zé Lourenço. “Eu mostrei a faixa para ele e disse que queria muito que ele fizesse um vocalize. Ele disse que tinha adorado e fez. Então essa é uma das faixas mais importantes do disco”, ressalta Biglione. Em Monte Aconcágua, na Argentina, Roberto Alemão aproveitou que trouxe diversos instrumentos das viagens que ele fez e também introduz um violão de 12 cordas, além de uns sininhos trazidos do Tibet. O tambor nordestino também dá uma sonoridade sensacional. “Essa faixa surgiu do

nada. E, junto, eu uso um pedal de volume, da Earnball, que faz com que a guitarra fique parecendo muito parecida com o violino. E também pela qualidade dos captadores da guitarra que eu usei, que são captadores JB da Seymordantas, então ficou muito diferente”, avalia.

Quantidade de pedais foram essenciais para novos sons

Os captadores da guitarra são JB da Seymordantas

VIBRAFONE E OBOÉ Outra faixa que ganha uma infinidade de novidades e experimentações é Punta del Leste. Victor faz todas as guitarras de diversos tipos um mini cry baby, que é


Pedais modificados garantiram novos experimentos para cada faixa do disco

tem e eu aproveitei uma coisa assim de primeira linha, uma coisa que está se usando muito. Fora isso, nos sons de guitarra, eu usei o compressor da Stream, que é um compressor óptico, então é uma compressão muito limpa. A Strimeal tem uma linha de pe-

um pedal de wah wah. “Em vez de ser um trambolho, eles conseguiram fazer com a mesma qualidade de som em um mini pedal de wah wah. Então fiz muitas coisas de sonoridade de guitarra e usei o K-9 e o C-9, que faz só sons de órgão, e através do K-9,

Fora isso, nos sons de guitarra, eu usei o compressor da Stream, que é um compressor óptico, então é uma compressão muito limpa.

sem usar nada e nenhuma leitura MIDI na guitarra. A Electro-harmonix consegue imitar com perfeição esses sons sem você fazer uma leitura MIDI com a guitarra”, comenta. “Eu consegui um som maravilhoso de vibrafone, que vai surgindo a partir do meio da música. Isso é uma coisa que os guitarristas podem aproveitar muito, porque é muito fácil a utilização, você muda tudo de repente em um show, até num show ele é de fácil utilização. São vários sons que o K-9

dais realmente sensacionais e esse é o melhor compressor já tive na vida. Ele não comprime o som, não achata o som, então ele dá uma pureza, uma clareza, e ao mesmo tempo uma presença impressionante, é o OB1 – optical compressor – e ainda tem booster, se a pessoa quiser. Usei no disco quase todo nos sons de guitarra”, comenta. Outra faixa que utiliza recursos de programação é o Juruna goes to NY, que traz no começo um clima de selva

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Eu usei guitarra, violão de 12, guitarra e um pedal bus driver, da Boss, que é um aparelho modificado pelo Robert Killey, que é da Killey Effects. Então ele coloca uma chave extra que o pedal não tem.

C-9 simula sons de órgãos, incluindo o do Hammond

com as percussões de Claudio Infante, acrescentadas com a bateria e baixo de Roberto Alemão. “Eu faço violão de aço e uso o órgão Hammond, que tem no C-9, outro da mesma linha da Electro-harmonix. O som já vem todo presetado com efeito de caixas Leslie”, afirma Biglione. Além do C-9 e do K-9, Biglione usa um outro equipamento que foi fundamental para conseguir extrair novas sonoridades, como a faixa Movimento do Calango. “O Claudio Infante faz um trabalho sensacional de novo na percussão, uma música que eu já tinha arquivada do Claudio Infante, e, através do Axon, eu fiz um oboé, mas ninguém acredita que não é oboé. O resultado e qualidade de guitarra que eu consigo através do Axon fazendo esse oboé ficou inacreditável”, fala. Além dos instrumentos, o CD conta com o trabalho de programação de Marco Antônio Linhares, como na música ABC Paulista, que produz um som mais industrial. “Eu usei guitarra, violão de 12, guitarra e um pedal bus driver, da Boss, que é um aparelho modificado pelo Robert Killey, que é da Killey Effects. Então ele coloca uma chave extra que o pedal não tem. Ele dá uma possibilidade

de sonoridade, ele melhora o som do pedal em mais ou menos 150%, o ganho de qualidade desse pedal”, explica. “E usei também duas Stratocasters totalmente modificadas, captação, alavancas diferentes, e realmente nós conseguimos um som de guitarra. E como há muito tempo eu venho sendo patrocinado pelos ingleses da Marshall, tenho recebido amplificadores, então eu creio que conseguimos um de guitarra muito legal para passar através dessa base eletrônica, mais a bateria do alemão por cima da base eletrônica para humanizar”, coloca. “Mercosul é um disco muito cinematográfico, isso é uma observação que eu queria fazer, inclusive ele vai virar um balé”, anuncia Biglione. O álbum está sendo coreografado por um grupo de São Paulo, chamado Cuadra Flamenca, há 4 meses. “Esse era outro sonho que eu tinha, fazer minha música virar um balé”, comenta. “Eu tenho certeza que eu consegui um resultado bem diferente dentro do que se está fazendo, através desse trabalho. Você tem a guitarra, mas você tem um elemento comum, que busca isso tudo. A minha intenção principal também era fazer uma homenagem ao nosso continente, que está tão sofrido ultimamente”, conclui.


Trabalho une a cultura do Mercosul Backstage - Como foi produzir depois de 20 anos? Victor Biglione - Nos últimos 20 anos, eu vinha compondo só por encomenda. Acho que todos os compositores passam por isso. Já vi o Edu Lobo declarar isso, já ouvi de várias pessoas que só vão para a composição quando rola um pedido. Então, eu vinha mais fazendo tributos, homenagens, interpretações, coisas temáticas, pegando compositores como fiz recentemente com Tangos Tropicais, quando peguei clássicos da música brasileira e injetei um pouco de elementos do tango, já que eu nasci na Argentina. E eu já tinha feito um trabalho com o Zé Renato e Litto Nebia, no começo da década de 90, chamado Ponto de Encontro. Backstage - Essa foi a primeira que você fez dentro desse contexto América do Sul? Biglione - Sim. Levei o Zé Renato para Buenos Aires, passamos lá quase um mês e fizemos um disco muito legal. Então, a partir daí começou a surgir essa coisa, até pelo fato de eu também achar que dentro da América do Sul nos comunicamos muito pouco culturalmente. O Brasil é o único país que não é de língua espanhola, então essa minha vontade de juntar mais as coisas. Então surgiu essa ideia de fazer o Mercosul. E eu já tinha algumas coisas, bases prontas, tinha algumas coisas já gravadas, arquivadas de trabalhos que eu tinha feito, foi um trabalho que levou praticamente uns seis meses. Com muita ajuda do produtor Roberto Alemão, que foi um dos bateristas e percussionistas do disco, e foram muitos outros. E aceitamos o desafio de praticamente mexer com todas as sonoridades desses cinco países que formam o bloco do Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. Abordei todos os estilos musicais desses países, todas as sonoridades de várias épocas, pessoas, lugares e acontecimentos. Backstage - Você diz que levou seis meses para produzir, mas acredito que esse material já tenha vindo de um certo período. Biglione - Sim, já estava na minha cabeça bem mastigado, estava bem concebido, e eu tinha muito material que eu não tinha utilizado, em trilha sonoras. Eu tinha muita coisa pronta e que era só completar. E ajudou muito e o fato de eu ter guardado essas coisas - sempre guardei e arquivei coisas que eu tinha pronta e com diversos músicos -; foi maravilho fazer esse trabalho.

Então é muita gente. O Artur Dutra também na percussão, e o Antônio Quintela em uma das músicas, Oração da Mangueira para Iemanjá, que é uma reza. Tem também a programação muito boa do Marco Antônio Linhares, que programou muita coisa, por exemplo, essa música que abre, que é o Chico Science, em homenagem ao Mangue Beat, e o Zé Renato cantando, o Rodrigo Vima, no baixo fretless, que atualmente é baixista da Martin’alia, tem o Santelmo, que é o bairro em que nasci em Buenos Aires, e meu grande e amigo parceiro do Som Imaginário, Luiz Alves, no baixo acústico. Tem uma faixa que é Juruna goes to NY, que começa com uma selva espetacular, criada pelo Claudio Infante, em que ele simula uma selva de maneira impressionante, completado pela batera mais percussão do Alemão. Esse disco tem uma riqueza de percussão impressionante. Na música Pinheiros do Paraná, uma homenagem ao Brasil, eu toquei todos os instrumentos, já em ABC Paulista, que vai mais pro rock, uso de guitarra sintetizador, guitarras com distorções supermodernas. Tem uma música bem romântica que se chama Isla Margarita, que é um Caribe Venezuelano, aí também eu uso o violão de nylon. O Cesar Franovi, que toca baixo e fez a programação, é apaixonado por Búzios, então fizemos a Via Lagos, também gravada em Buenos Aires e terminada aqui no Brasil.

Backstage - E como foi reunir esses músicos, passar essa ideia, como foi essa recepção? Biglione – Olha, são muitos músicos que participaram, temos o Roberto Alemão, na bateria, basicamente, na percussão temos o Claudio Infante, o Horácio Lopes, porque esse disco também foi gravado na Argentina. Por exemplo, a música Punta Del Leste Lounge, foi sensacional. Gravamos na Argentina e finalizamos no Brasil. Gravei na Argentina com o Cezar Franofi, que é um baixista e também programador de lounge e o Horácio Lopes, um percussionista maravilhoso, que já tinha trabalhado no meu disco com o Zé Renato, que é um cara sensacional. Então ele também está na percussão.

Backstage - Mas alguns músicos, de uma fase mais recente, já sabiam o que ia ser o Mercosul? Biglione - Já sabiam. Quando eu pesquisei o material arquivado que eu tinha e vi as possibilidades, chamei o coprodutor, o Alemão, no estúdio dele, o Botânico, no Jardim Botânico. E ele tocou e já sabia exatamente o que eu queria, estava tudo na minha cabeça e eu já tinha toda a intenção do trabalho. Eu fui analisando o material arquivado e não sabia que tinha um material tão rico pra se trabalhar em cima. Quando trouxe o material da Argentina eu também falei que aquele velho sonho de fazer uma homenagem ao continente poderia ser realizado.

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TECNOLOGIA|ABLETON LIVE| www.backstage.com.br 44

LINEAR DAW COM O Ableton Live é conhecido como o melhor Non-Linear Software do mercado de produção; quanto a isso, não há dúvidas!

ABLETON LIVE Lika Meinberg é produtor, orquestrador, arranjador, compositor, sound designer, pianista/tecladista. Estudou direção de Orquestra, música para cinema e sound design na Berklee College of Music, em Boston.

M

as o que muita gente não sabe é que ele também é um “Daw” software excelente, e talvez seja perfeito para você! Com o Ableton Live você pode configurar uma interface linear como este template: 16 common audio

Exemplo da interface no detalhe (ao centro), destacado em azul

tracks + 8 Drum tracks +10 Midi/ Instrumet Tracks + 4 fxs returns e 1 Master, ou ainda uma outra configuração que seja melhor para você! Não é o bastante? Sem problemas! O céu é o limite! O Ableton Live é plena-


Veja, ao centro, detalhes desse mixer destacado em azul

mente configurável e com a vantagem de ser uma interface light, que não consome muita memória RAM.

QUE TAL UM MIXER COMO ESSE? Você pode alocar facilmente as coisas, agrupar tracks, dar uma corzinha para referência visual. O resto é funcionalidade sem pirotecnia!! Logicamente você pode ter cada tela em um monitor separado ou usar a

tecla TAB para trocar de “View” instantaneamente. Muito bem, agora vamos configurar o template para você! Abra um novo Live Set: Ctrl + N no PC, ou Cmnd + N no Mac. Ao aparecer o template original no Arrangement View (2 Midi Track e 2 Audio Tracks) podemos reconfigurar a janela para facilitar a construção do nosso template personalizado. Selecione os dois canais MIDI com a

Midi Tracks

Adding audio tracks

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Group audio tracks

Clapse audio Tks

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Rename e color

Drum Tracks

Com os áudios agrupados em um subfolder poderemos dar nome a esse grupo e uma corzinha para vizualizarmos melhor. Selecione o grupo (com Shift) e use Ctrl + R ou Cmnd + R no Mac para renomear o Grupo.

tecla Shift e arraste para a direita (só uma questão pessoal). Selecione o track Audio 2 e com a tecla Ctrl + T no PC ou Cmnd + T no Mac comece a criar alguns Audio Tracks (16 ao todo para esse template). Com a tecla Shift selecione esses Audio Tracks recémcriados e, com o botão direito do mouse, clique no “Track Title bar” e Group nos tracks (alternativamente Ctrl + G no PC ou Cmnd + G no Mac). Com os áudios agrupados em um subfolder poderemos dar nome a esse grupo e uma corzinha para vizualizarmos melhor. Selecione o grupo (com Shift) e use Ctrl + R ou Cmnd + R no Mac para renomear o Grupo.

Agora vamos criar mais alguns Audio Tracks. Colapse esse grupo de áudios clicando no pequeno triângulo realçado pelo círculo verde para fechar o grupo e criar a partir daí mais 8 tracks de áudio. Assim, estão criados nossos Audio Tracks para Drums (não esqueça de renomear: Drums). Então, pelo mesmo processo, colapsamos esse grupo e criamos 10 Midi Tracks (8 na verdade, já tínhamos 2, né?). Estamos quase finalizando a essa altura a nossa interface personalizada, mas faltam ainda os Fxs Returns ou Buses de efeitos. Por padrão, o Ableton Live abre com dois Tracks de Returns.


Return tracks

View menu

Icones do Mix

Para criar outros basta usar as teclas Ctrl + Alt + T no PC ou Cmnd + Alt (option) + T no Mac. Aí está como indicado pela seta verde, 4 tracks Send/Return para efeitos ou canais auxiliares (lógico que você pode adicionar mais!). Basicamente é isso pessoal, basta alternar a tecla “Tab” e você terá a sua interface linear prontinha na janela “Session View” do Ablet o n L i v e . Detalhe importante: Não se esqueça de dar um check na barra de tarefa / View Menu, caso você note que algo não está

aparecendo na sua interface! Itens como esses acima podem ser habilitados ou desabilitados a qualquer hora aqui via menu ou por meio dos ícones no Master Track (à direita embaixo na interface) como mostra a imagem! Criem a sua interface para gravação linear no Ableton Live usando e extraindo o máximo desse incrível software! Boa sorte a todos!

Para saber online

Facebook - Lika Meinberg www.myspace.com/lmeinberg

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Não vou escrever sobre o passamento de Carlos Correia da Silva, o ilustre Baiano, como gosto de chamá-lo, um necrológio panegírico e encomiástico (se necessário, vá ao dicionário), mas deixarei as lembranças, de muitas décadas de convivência profícua e fraterna aflorar, para transcrevê-las da melhor forma que me for possível, no sentido de registrar a passagem, sob minha ótica, desta importante e ilustre figura do áudio brasileiro, como agradável lembrança para os que o conheceram, ou fonte de informação preliminar para quem não teve esse privilégio. Homero Sette Silva redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

CARLOS CORREIA DA SILVA TÉCNICO DE ÁUDIO – PROJETISTA DE SISTEMAS – BIBLIÓFILO

P

RIMEIROS CONTATOS

Quando morava em Roraima e enviei para o Nelson Cardoso minhas primeiras colaborações sobre caixas acústicas ele as remeteu ao Carlos Correia, para avaliação, que, enfaticamente, recomendou e justificou a conveniência da publicação. Tempos depois, por ocasião de um congresso de áudio, organizado em SP pelo Nelson (a AES era um sonho distante e parecia inatingível), tive meu primeiro contato pessoal com o Correia e com ele

Homero Sette Silva, Carlos Correia e Ruy Monteiro

conversei longamente a respeito de caixas acústicas, principalmente as usadas por ele nos trios elétricos. Nesse evento apresentei e demonstrei o ATS – Analisador de Parâmetros Thiele Small, ainda uma aranha, montada em proto-board, mas completamente funcional, que projetei para a medição de parâmetros de alto-falantes, tendo despertado grande interesse no Correia (um ano e meio depois foi transformado em produto acabado pelo Rosalfonso Bortoni, que produziu umas vinte unidades. Ainda tenho a 01).


Embora este começo alvissareiro, minha amizade com o Correia custou a engrenar, ele se mostrava arredio, desconfiado e susceptível a boatos infundados. Exemplo: fui ministrar um curso em Buenos Aires e falei a respeito (e mostrei fotos) de trios elétricos, ali totalmente desconhecidos, na época, creditando a ele todo o mérito. No entanto, ele ouviu dizer que me vangloriei de ser o projetista daquele sistema. Foram necessários uns cinco anos para demolir o “muro de Berlim”. De picardia, já com nossa amizade sedimentada, em cursos e palestras em que ele estava presente me apresentava como o projetista das caixas usadas nos trios e ainda pedia que ele confirmasse o fato, o que ele fazia com ênfase, irradiando bom humor e alegria, que contagiava o auditório, perfeitamente ciente do chiste.

SELENIUM – PRIMEIRA VEZ Desde que fui para a Selenium, em janeiro de 1994, sempre ouvia muito falar (e bem) da excepcional capacidade do ilustre baiano Carlos Correia que, por sua enorme importância no mercado, foi também contratado como consultor e, para isso, muito colaboraram Kika Busnello, gerente de marketing (há muito vivendo na Inglaterra), e Ricardo Cassiano, o CEO e primeiro administrador profissional da empresa. Foi uma época de ouro! A parte técnica afiada, um marketing engajado e atuante, um administrador jovem e de mente aberta, dispondo de amplo suporte financeiro, com fartos recursos disponíveis muito bem geridos. Correia e eu ministrávamos cursos, palestras e seminários pelo Brasil e América Latina e atendíamos todas as necessidades técnicas dos clientes, como visitas para sugestões in loco, soluções de problemas e projetos, ficando os Trios inteiramente na esfera de atuação do Baiano. Foram anos inesquecíveis, tanto profissionalmente como pessoalmente, onde nossa amizade se fortaleceu.

ASPECTOS PITORESCOS • Carlos Correia abandonou o curso de economia faltando poucas disciplinas para sua conclusão e no dizer do inconformado pai, há muito falecido, “Deixou de ser Engenheiro para andar com maconheiro”, quando mergulhou de cabeça no áudio profissional. • Durante anos seguidos, devido à

apneia que o acometia, Correia dormiu mal, e para quem estava no mesmo ambiente (geralmente era eu o escolhido) parecia que tinha esquecido de respirar, até o fluxo de ar ser restabelecido como numa grande explosão de mil motosserras sendo ligadas ao mesmo tempo. Por isso, cochilava nas reuniões, sendo famosas e notórias suas pescarias das quais, segundo as máslínguas, eu também participava. Isso durou até que passou usar, ao dormir, uma máscara parecida com o aparato do Darth Vader, para corrigir a respiração e normalizar o fluxo de ar para os pulmões. Confesso que, dada a empatia que nutro pelo vilão galáctico, senti uma ponta de inveja. Daí em diante Correia nunca mais pegou na vara (calma…), ou seja, jamais voltou a pescar!

• Correia, ávido colecionador de tudo relativo ao áudio, coletava compulsivamente livros técnicos, revistas, catálogos, propagandas técnicas, discos e CDs oriundos de todo o mundo, em qualquer língua. Sem dúvida, o maior catador de papel técnico que conheci. Dizia para ele que, em encarnação anterior, ele fora bibliotecário, em Alexandria, aduzindo a seguir, maliciosamente: é, mas teve um probleminha: o cara era eunuco. Ele adorava a primeira parte, mas se contorcia, desesperado, com a segunda. • Notabilizado por suas famosas caixas corneta, Correia não abria mão desse sistema de alta eficiência. Um de seus emails era horny@... Lembro-me de uma funcionária da AES, em NY, por sinal brasileira, dizendo

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para ele que se tratava de uma palavra feia. Embora usada no sentido de cornetado, por sugestão de Sólon do Valle, pode ter a conotação de sexually aroused…

Quando precisava de uma informação técnica não media esforços nem despesas para obtêla, pagando a especialistas, geralmente quando em viagem aos Estados Unidos, para obtê-la.

Quando precisava de uma informação técnica não media esforços nem despesas para obtê-la, pagando a especialistas, geralmente quando em viagem aos Estados Unidos, para obtê-la. Foi assim com o método de projeto de cornetas que utilizava e jamais divulgou. Quando indagado a respeito, transformava-se em um bagre ensaboado, que ninguém conseguia pegar. Assisti inúmeras vezes seu contorcionismo quando em algum curso era inquirido a esse respeito. Levou consigo a metodologia, mas ao encontrá-lo, na outra vida, voltarei ao assunto. Me aguarde, Correia!

notei a familiaridade e a especial deferência com que era tratado pelas funcionárias, todas elegantemente trajadas com roupas de filhas de santo. Finalmente, em uma das vezes, ele desvendou o mistério: sua esposa, da área de enfermagem, trabalhava no setor de obstetrícia de importante hospital em Salvador e as atendia.

• Recentemente, por ocasião de co-

nhecido evento de repercussão nacional, perguntei ao Correia (também natural de Feira de Santana, como o protagonista desse episódio) se ele igualmente estava correndo o risco de uma súbita mudança para Curitiba, como hóspede compulsório do Governo Federal, ao que ele retrucou, indignado: “O que é isso, meu chefe”.

SELENIUM – SEGUNDA VEZ • Seus projetos eram desenhados em

grandes folhas de papel (por vezes, até de embrulho) em escala 1:1, para o cliente não ter dúvida. Era só levar na marcenaria e transferir diretamente para o compensado naval.

• Em sua fase na Beyma chegou a ter quatro números de celular e quatro fixos. Dizia para ele, indignado: Baiano, isso é coisa de quem não quer ser encontrado. Após horas, ou mesmo dias, tentando falar com ele. • Assim que o avistava, aproximavame e dizia, de supetão: “Baiano, conta uma mentira”, ao que ele retrucava, com ar de indignação pouco convincente: “Que é isso, meu chefe!”. • Noite alta, quase madrugada, conversávamos na porta do hotel em Salvador em que estava hospedado quando chegou o Antonio Carlos Magalhães, acompanhando um convidado que fora buscar ao aeroporto e, para minha surpresa, cumprimentou efusivamente Carlos Correia, seu conhecido de inúmeros eventos. • Quando comecei a frequentar o restaurante Yemanjá, acompanhado do Correia,

Após diversos anos na Selenium Correia sentiu-se desconfortável por alguns motivos (que reputo justos) e mudou para a Beyma do Brasil, granjeando elevado conceito na matriz, sediada na Espanha, para onde foi diversas vezes. Ocorreram duas sucessivas e oportunas mudanças de CEO na Selenium, e quando o novo administrador tomou pé da situação, entendendo o mercado de áudio brasileiro, concluiu ser imperativo trazer o Correia de volta. Após longa negociação, o Baiano, gato escaldado, estava lá pela segunda vez (e pasmem, ganhando mais do que eu!), agora na gestão de Marcelo Faviero (na minha opinião a melhor de todas, sem nenhum demérito para a de Marcelo Obino), onde se iniciou nova idade de ouro que, infelizmente, teve um fim prematuro em virtude da frustrada tentativa de venda da empresa para conhecida marca italiana. Correia continuou fazendo seu excelente trabalho, agora bastante focado em Line Arrays, ao longo da nova administração que sucedeu a de Faviero. Algum tempo depois, em junho de 2009, quem de lá saiu fui eu, aproximadamente um ano antes da empresa ser vendida para a Harman. O Baiano lá ficou mais alguns anos até levar uma bela e solerte rasteira, aplica-


FALANDO DE FEIRAS Para o Correia, comparecer a feiras e congressos, no Brasil e exterior, como Expomusic, Musikmesse, AES – Audio Engineering Society,

ções novas e toneladas de catálogos, inveterado acumulador de informações técnicas que era, normalmente pagando vultoso excesso de bagagem.

da a quatro patas, que aconteceu quando eu estava na Studio R, sendo ele contratado imediatamente por esta empresa. Quando fui para a Etelj, em novembro de 2012, Correia ficou na Studio R e nos distanciamos nesse período para evitar “conflitos de interesse”, mas quando nos encontrávamos nas feiras era uma grande satisfação, com as brincadeiras, piadas e provocações mútuas costumeiras. Dizia para ele, quando havia a platéia adequada: “Baiano, levei você para a Selenium e você me pôs pra fora; levei você para a Studio R e você tomou meu lugar. Não te indico mais…”. Ele fervia de indignação, até gaguejava, quase espumando. Como vocês devem ter percebido, provocar o Carlos Correia era um dos meus passatempos prediletos.

Seu laboratório, em prédio encravado na encosta de um morro em Salvador, abriga um acervo de valor incalculável, englobando incontáveis livros, periódicos... e outras, era ponto de honra: ia a todas no Brasil e às principais no exterior, tendo sido este assunto objeto de cláusula específica em seu segundo contrato com a Selenium. Voltava cheio de informa-

Seu laboratório, em prédio encravado na encosta de um morro em Salvador, abriga um acervo de valor incalculável, englobando incontáveis livros, periódicos, publicações diversas, CDs e instrumentos

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Carlos Correa, Augusto Menezes e Carlos Correia (o Bonitão)

Como disse anteriormente, não perdia uma única feira no Brasil e comparecia regularmente a diversas no exterior, sendo presença constante nos congressos da AES. Mas, de três anos para cá, deixou de frequentá-las.

de medida como Neutrik A2 e Bruel & Kjaer modelo 2012, inclusive com câmara de testes. Conclamo a comunidade do áudio a iniciar gestão com os herdeiros no sentido de interessar instituição idônea, como universidades, fundações, etc, a assumir a curadoria de tão valioso acervo para preservá-lo e colocá-lo à disposição dos pesquisadores brasileiros, evitando o que ocorreu com minha biblioteca, retalhada em sebo. Como disse anteriormente, não perdia uma única feira no Brasil e comparecia regularmente a diversas no exterior, sendo presença constante nos congressos da AES. Mas, de três anos para cá, deixou de frequentá-las. Quando inquirido por mim a esse respeito apresentava várias justificativas, como envolvimento no inventário do falecido tio, ou compromissos inadiáveis de trabalho em Salvador. Este foi um sintoma inequívoco de que tivera início seu desligamento do mundo dos homens e do mundo que mais amava: o do áudio! Neste ano de 2016, Correia passou a telefonar periodicamente para mim, fato incomum, mas que me deu muita alegria. Trocávamos várias ideias, conversávamos sobre trabalhos passados e futuros, discutíamos a conjuntura política e, para não perder a prática, falávamos mal deste ou daquele, mas sempre pairava uma dúvida, uma interrogação, e percebia-se que não estava “tudo bem”, como ele fazia questão de dizer. A última ligação que dele recebi foi a

Carlos Correia

aproximadamente um mês, em um sábado, quando almoçava com os alunos do Curso de Eletrônica Aplicada ao Áudio, que ministro no IAV. Aproveitei o ensejo e, mais uma vez, falei sobre ele para os alunos que, infelizmente, não tiveram o ensejo de conhecê-lo pessoalmente. Carlos Correia, além de ter viajado o mundo todo como técnico de bandas e cantores famosos da música baiana, prestou uma colaboração inestimável na implantação e sedimentação de conceitos fundamentais do áudio profissional, tendo feito, de modo sistemático, a migração das “Bocas Sedan” para os sistemas multi-amplificados, irradiando com caixas tipo corneta, de alta eficiência, sua marca registrada. Foi o responsável pelo primeiro projeto de Line Array no Brasil, do qual participei como coadjuvante, e de muitos outros mais, em sequência. Franqueou-me seu magnífico acervo e muitas vezes me socorreu com papers difíceis de encontrar e com livros raros. Vez por outra me presenteava com papers e DVDs de filmes que sabia que eu gostava, como Harold and Maude, o Ensina-me a Viver, cujo humor negro arranca-me gargalhadas incontroláveis, e uma série sobre o Império Romano. Ficaria dias lembrando os momentos que compartilhei com o Baiano. Mas, agora, só me cabe saudar com reverência nosso Orixá Ogun e augurar ao dileto Carlos Correia, em seu retorno para Aruanda, muita paz e progresso na vida espiritual. Saravá!


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LEITURA DINÂMICA| www.backstage.com.br 54

ENCONTRO REÚNE LOJISTAS NO SUL DO PAÍS Congregando quase 40 expositores do mercado de música, a Sul Music chegou à 2a edição com um saldo positivo e mais confiança no crescimento do setor. O evento, que teve como tema um retorno ao passado musical, levou lojistas de diversas regiões do Brasil à Florianópolis entre os dias 19 e 21 de agosto. Nesta entrevista, Carlos Eduardo Maia, um dos organizadores da Feira, fala sobre a elevada expectativa dos participantes e avisa que o próximo encontro já tem data para acontecer. redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

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ackstage - Maia, a segunda Sul Music foi bem diferente da primeira. Como e por que você criou o tema “Uma viagem na sua música, uma viagem no seu tempo”, que conceito você queria passar? Eduardo Maia - Fugir do lugar- comum e buscar elementos que ofere-


çam uma atmosfera tranquila e amigável dentro dos eventos que organizo é meu principal objetivo. Num momento complicado não poderia arriscar e apostar no trivial, tinha que acertar no enredo e fazer a escola desfilar suas alegorias afinadas com o samba. Mexi com as lembranças, os sentimentos dos expositores, pois nesses eventos eles e os clientes são os verdadeiros protagonistas. Muitos entraram no mercado pelo seu envolvimento com a música. Alguns tiveram projeção nacional, outros como eu tentaram. Quando chegaram no evento e viram o passado convidando para o futuro e suas fotos estampadas onde normalmente estariam seus artistas, eles entenderam e se emocionaram. Backstage - Em termos de expositores, a versão 2016 teve mais que o dobro de empresas. Como você explica este crescimento numa época de retração do mercado? Maia - Não é verdade, isso é delicado. No ano anterior tivemos 34 empresas conosco, e nesse 39 (importadores e fabricantes), e alguns convidados como a ABRUZZO, que foi o destaque na ala futurista. Fomos procurados por mais de 60 empresas neste ano, e nos mantivemos fiéis dentro do propósito, pois a repercussão da primeira edição foi maravilhosa e isso foi nossa grande conquista: credibilidade. Poderia ter colocado todas essas empresas, amigos ficaram de fora, pois é uma luta contra

o tempo. Não temos como esperar definições na véspera destes projetos, pois as contas precisam ser pagas sempre antecipadamente. As análises comerciais sempre devem ser precisas, a situação estudada com muito critério. Encher de empresas certamente esvaziaria nosso tanque de credibilidade, pois o volume de negócios diminuiria para cada expositor. Esses eventos têm como objetivo principal o negócio. Sempre faremos o possível para torná-los interessantes para quem investe seu tempo e dinheiro conosco. Somos responsáveis pelo sucesso, e nossa obrigação é entregar a casa cheia e organizada aos expositores, com preços que viabilizem a participação de todos. Backstage - Na relação de venda por expositor, houve aumento ou diminuição do “tíquete” médio por expositor em relação à primeira feira, no ano passado? Maia - Quem participou, saiu satisfeito. Existem várias formas de avaliar essas informações. A venda pra quem importa depende diretamente do que existe em seu estoque naquele momento. Tivemos grandes empresas que, na edição anterior, praticamente não venderam nada, pois não tinham produtos disponíveis, mesmo assim voltaram na segunda edição e venderam muito bem. Backstage - Diversos expositores gostaram do custo-benefício deste evento. Que outros diferenciais você detectou neste ano?

Maia - A cenografia, o conceito, como já falamos, a boa música. Detalhes que cuidamos com muito carinho. A presença de grandes potenciais do mercado. Elas foram a grande atração do evento. Somos apenas organizadores, que numa corrente onde envolvemos lojistas, representantes, famílias, conseguimos mais uma vez mobilizar centenas de pessoas e oferecemos um encontro muito agradável. Backstage – Quais foram os principais problemas que você encontrou para a realização desta feira de negócios? Maia - A chuva. Mas, ao mesmo tempo que foi difícil lidar com o tempo, nos sentimos muito mais fortes, pois as pessoas não deixaram de comparecer. Nossa expectativa era de levarmos 120 lojistas do Brasil. Conseguimos 105 dentro das piores condições climáticas previsíveis e toleráveis. São Pedro, nunca mais rezarei pra você (risos). Backstage - O que você faria diferente neste ano? Maia - Farei muitas coisas. Se preparem, pois logo mais vamos divulgar. Será incrível. Backstage - Quais são os planos para as próximas feiras, e quais seriam os outros diferenciais? Maia - Meu próximo evento será em Belém, 10 e 11 de fevereiro 2017. Amazon Music vai explorar o terroir paraense, a cultura, a gastronomia, a música; o resto a gente revela na véspera.

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VITRINE ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

CADERNO ILUMINAÇÃO

TVL CYC RGBW™ www.elationlighting.com O TVL CYC RGBW é uma luminária estilo teatro com efeito wash que entrega uma cor bem suave e até mesmo cores misturadas e sem sombras. É um equipamento ideal para mudança de cores flutuantes para aplicação tanto em teatro como em broadcast. Uma de suas características é uma máquina de 150W COB RGBW LED que permite infinitas escolhas de cores.

STROBE™/ STROBELITE www.robe.cz Aqui, potência é tudo! O Strobe não poderia ser mais nada além do mais brilhante, mais sofisticado e de melhor valor no mercado, controlado e configurado em uma pilha de múltiplas unidades. Já o Strobe Lite é um equipamento mais simples com peso reduzido. Em ambos equipamentos, pulsos rápidos de alta potência podem ser ajustados em frequência, duração e intensidade. Tanto em plataforma individual ou múltipla, é fácil de programar, usando o controle de segmento direto ou as macros pré-definidas. O Strobe tem uma carcaça que pode ser temporariamente exposta à chuva quando instalado em treliça dianteira ou usado como um holofote. Entre as características, destacam-se ângulo beam de 32° (em 1/2 beam) ou 63° (em 1/10 beam) e fonte de luz de 120x 7W White LED chips.

EVHD SERIES™ www.elationlighting.com Disponível em três diferentes pixel pitches (2.8, 3.9 e 5.9 mm), o black-face EVHD é uma nova família de luminárias de uso profissional, com painel de LED de alta definição projetado com criatividade e aquele conceito de uso prático e fácil (ease-of-use) a fim de conferir o maior número de layouts de videos artísticos possível.


MAC VIPER WASH www.harman.com O MAC Viper Wash da Martin é um moving light full-range Wash de alto desempenho. O equipamento possui excelente qualidade de luz com opções de cores ilimitadas e estabilidade de cor em toda a linha Viper. Ele ainda mantém plena eficiência em toda a faixa de zoom, sem oscilações de feixes visíveis enquanto o zoom varia de estreito para aberto. O equipamento tambémapresenta forma compacta, alta velocidade e qualidade de luz superior e utiliza a mesma lâmpada de 1000 watts. Outras características incluem 33000 Lumens - qualidade de luz excelente com um campo uniforme - e 6000K de temperatura de cor; o zoom de 1: 5 zoom permite um movimento contínuo e rápido. O sistema CMY produz uma mistura de cores vibrante com uma paleta de cores que inclui vermelhos, âmbar, verde primário e azuis profundos.

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ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

CADERNO ILUMINAÇÃO

ILUMINAÇÃO Na iluminação cênica, o termo programação – muitas vezes associado apenas aos softwares – tem um significado muito particular, pois envolve diversos conhecimentos – artísticos, técnicos, operacionais e mesmo estratégicos – além dos recursos físicos para a execução das tarefas dimensionadas no projeto.

CÊNICA PROGRAMAÇÃO

EM FOCO PARTE 1

Cezar Galhart é técnico em eletrônica, produtor de eventos, baixista e professor dos Cursos de Eventos, Design de Interiores e Design Gráfico do Unicuritiba e pesquisador em Iluminação Cênica.

S

empre inserida como um requisito do planejamento de um espetáculo ou apresentação artística – isoladamente ou de maneira serial –, a programação deve também ser definida como uma escolha – muitas vezes vital para o sucesso de um evento. Nesta conversa, será realizada uma abordagem inicial sobre a programação inserida no contexto da iluminação cênica, relacionada às escolhas e particularidades no processo decisório de um projeto. Programação se resume no conjunto de comandos predefinidos e que proporcionam resultados preestabelecidos, e quando aplicados à iluminação, estão relacionados à intensidade, abertura do facho, combinações ou arranjos, cores e efeitos luminosos. Sendo assim, não

pode se restringir somente aos softwares – mesmo que estes sejam elementos centrais em um determinado processo. Mas, de uma maneira mais abrangente, programação é um componente decisivo e integrante da etapa inicial de um projeto de iluminação cênica, pois a partir das escolhas a ele inerentes, serão predefinidas as informações necessárias à configuração dos recursos de infraestrutura para a produção de um resultado cênico que fará a união da infraestrutura, dos instrumentos de iluminação e do console de controle e execução do programa (o software, em si). Com o dimensionamento de todos esses elementos, ocorrerá a consequente escolha do melhor console (ou mesa) de controle, capaz de oferecer dispositivos


Figura 1: Controle de iluminação – parametrização (abertura dos fachos) com presets (Florida’s Tomoka Church). Fonte: Jands Lighting / Divulgação

e recursos de acordo com o número de pistas e faders (dispositivos de controle de intensidade) disponíveis; a organização e distribuição dos grupos de luminárias e outros instrumentos de iluminação; di-

mensão física e integração com outros equipamentos; e, inclusive, a familiaridade ou afinidade do operador com a mesa. Claro, sem nunca esquecer que programação também pressupõe um ou mais softwares que

articulam o gerenciamento de ações e informações, implementados de maneira adequada a todas as variáveis e peculiaridades entre todos os elementos integrantes dos sistemas envolvidos. Antes da inserção da programação, da maneira como ela atualmente se integra à iluminação cênica, em sua mais incipiente participação nos processos de execução dos projetos, ela já fazia parte das mesas de iluminação outrora manualmente manipuladas na condição de presets (predefinições) que, em numerosa quantidade de funções, necessitava muitas vezes de dois operadores, sendo um para configurar os presets e outro para executar os crossfades – ou combinações de atenuação e intensidade para a suavização na troca ou alternância entre duas luminárias, dois grupos ou duas cenas.

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Das configurações mais simplificadas – um blecaute, por exemplo – até a mais elaborada ou complexa definição dos recursos, especificidades e efeitos, também cabe à programação estabelecer as instruções para cada luminária ou instrumento, ou grupos desses elementos, de maneira a preservar as características de cada equipamento de acordo com o resultado final esperado.

Figura 2: Operação e controle de iluminação – programação e roteirização. Fonte: Hub Pages / Divulgação

Anteriormente à metade da década de 1980, algumas mesas (também denominadas como ‘boards’) que possuíam diversas predefinições necessitavam de um sistema complementar para o controle total. Somente após o desenvolvimento de processadores e circuitos eletrônicos capazes de controlar os sistemas de maneira mais simplificada, e com o surgimento dos protocolos de

controle, tornaram a manipulação totalmente manual uma alternativa, mesmo que para determinados sistemas um recurso praticamente obsoleto. Geralmente, as limitações de recursos também estão relacionadas às dimensões das mesas, que neste caso, restringem também as condições de automação e controle com totalidade de execução de comandos através de rotinas e sequên-

Figura 3: Iluminação cênica e programação – simulações, testes, ajustes. Fonte: Mobile Beat / Divulgação


tivas preliminares. Em outras palavras, a demanda de tempo poderá exceder às suposições anteriores. Enquanto que para alguns lighting designers a configuração das informações dos elementos de infraestrutura e outros relacionados ao mapeamento detalhado dos instrumentos de iluminação podem comprometer decisivamente no fluxo de trabalho de um projeto – sendo assim um esforço ‘extra’ exagerado -, para outros profissionais e produtores a programação é de-

cias programadas. Ainda que alguns instrumentos de iluminação cênica possuam predefinições para diversas funções – tais como moving heads, que contém combinações acessíveis por meio de interruptores, displays ou painéis, geradas por configurações predefinidas – a programação sempre será entendida pela inter-relação entre as interfaces de mapeamento dos recursos dimensionados e dos conjuntos de informações relacionados às características, funções e de que

...cabe à programação estabelecer as instruções para cada luminária ou instrumento, ou grupos desses elementos, de maneira a preservar as características maneira cada instrumento de iluminação responderá em um determinado momento. Das configurações mais simplificadas – um blecaute, por exemplo – até a mais elaborada ou complexa definição dos recursos, especificidades e efeitos, também cabe à programação estabelecer as instruções para cada luminária ou instrumento, ou grupos desses elementos, de maneira a preservar as características de cada equipamento de acordo com o resultado final esperado. Da transição de uma configuração para outra, além do cálculo e ajuste de tempo, intensidade, abertura, combinações, entre outros aspectos citados ainda nesta conversa, criam-se as cenas, que poderão ser recuperadas diversas vezes, e deixadas à disposição de acordo com os atributos de cada equipamento, cada dispositivo. Com isso, no planejamento de um projeto de iluminação, a quantidade de tempo necessário à programação nem sempre será fidedigna às estima-

cisivamente vital, pois fornece condições básicas de adaptabilidade e versatilidade para uma maior amplitude de sistemas. Nesse contexto, além da administração do tempo – como dito, muitas vezes incompatível com o planejado – o profissional responsável pela programação (e aqui a amplitude de formações, além do lighting designer, incluirá técnicos, operadores ou mesmo programadores, que se dedicam exclusivamente à atividade) também se utilizará de outros conhecimentos específicos, relacionados à composição de cores e soluções estéticas definidas para as cenas, ou mesmo para o projeto como um todo; as qualidades e particularidades de cada instrumento, de maneira a obter o melhor resultado, a partir das propriedades dos recursos mapeados; viabilidade, consideradas as premissas de adaptabilidade, muitas vezes condicionadas às alterações de projeto em função de uma maior diversificação de locais onde ocorre-

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Figura 4: Iluminação cênica e programação – execução, concentração e foco. Fonte: University Of South Wales / Divulgação

...programar também é uma arte – estética e comunicativa -, alinhada aos princípios, métodos, protocolos e às técnicas...

rão os eventos; e, ainda na etapa de elaboração e desenvolvimento, ajustes e simulações, entendidas as proposições de sincronismo e execução prática. Sem contar outras interações, vinculadas à integração da iluminação cênica com projeção de vídeo e mesmo para o acionamento simultâneo com trechos de áudio pré-gravados e sincronizados em determinadas apresentações. Assim, além de um roteiro/setlist – físico ou eletrônico, utilizado como mais uma ferra-

menta de acompanhamento e controle do tempo e das etapas do evento – outros meios poderão ser utilizados para o mapeamento das necessidades, integrados ou não com as tarefas e instruções programadas para a iluminação. De fato, determinados softwares permitem a integração e compatibilização de protocolos, gerando cenários virtuais otimizados e simultaneamente operados. Com isso, programar também é uma arte – estética e comunicativa -, alinhada aos princípios, métodos, protocolos e às técnicas, que também requerem habilidades e competências particulares e integradas às ideias e concepções de um projeto de iluminação. Inevitável também o alinhamento da etapa de desenvolvimento com as posteriores – relacionadas aos testes e simulações, e consequentes ensaios, quando possíveis e prósperos. De fato, o assunto ainda será abordado novamente para outros desdobramentos e aspectos fundamentais na execução dos projetos de iluminação cênica. Abraços e até a próxima conversa!

Para saber mais Figura 5: Iluminação cênica e programação – integrações, soluções e resoluções. Fonte: GadgetZZ / Divulgação

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lotava o teatro na final do II Festival de MPB de 1966, vista a música como “alienada” em contraposição à também vencedora Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, esta sim, “politizada” e preferida do público do teatro. Contar que uma boa parte da elite paulistana (o ingresso era caro e os convites, raros, concedidos para os que tinham bala na agulha) chamou Chico Buarque de “alienado” em pleno 66 ditatorial pode soar como insanidade para aqueles que não viveram nesse tempo. Mas eu estava lá na frente da TV e acreditem, meninos, eu vi isso rolar. Bem, o tempo passou, a Ditadura finalmente conseguiu aquele final melancólico das Ditaduras – menos mal este, por pacífico - as eleições chegaram e os políticos descobriram o poder das músicas fora do universo jinglístico. Com a ascensão dos marqueteiros ao Olimpo Eleitoral, nós, artistas, saímos do inferno da

ARTE VERSUS

POLÍTICA N

um tempo como este de efervescências e radicalizações é oportuno lembrar que muitas vezes a política anda de braços dados com a música, ou viceversa. Eu mesmo, no começo da carreira, fiz parte daquele grupo então chamado de “compositores de protesto”. Com a Ditadura prestes a dar seu nó cego de 68 e influenciado pelo trabalho de Sergio Ricardo, Gil, Edu Lobo, Ruy Guerra e outros, meti o pau à vontade. Disfarçávamos nossas verdadeiras intenções sob o manto da escravatura ou do cangaço. Os negros representavam a classe operária, oprimida pelos “coronéis”. Quando o pau quebrava à vera, os cangaceiros davam o ar da graça, heróis empurrados para o lado negro da Força pelos cruéis mandatários do latifúndio. A História nos mostrava que – pelo menos na vigência ditatorial - estávamos com a Justiça ao nosso lado, embora pesando a mão em certos momentos, naquele que era, mais do que hoje, um tempo radicalizado em amores e ódios. Tão radical que A Banda, de Chico Buarque, foi estrepitosamente vaiada pela classe média alta que

censura e caímos no céu dos showmícios. Para quem nunca viu, rolava assim: o artista entrava, fazia seu show e - se simpatizasse com o candidato – o chamava ao palco. O candidato discursava, vendia seu peixe, saía fora e o artista disparava seu grand finale com a plateia em delírio, em geral mais pelo artista que pelo candidato, o que não importava muito, porque é fato que ali eram comprovadamente carreados centenas ou milhares de votos em prol do político em questão. Por praxe, o cachê nesses casos era dobrado e em certas ocasiões, sendo o candidato - digamos assim -“problemático”, triplicado. Alguns de nós eram rigorosos na escolha do fulano. Outros não se importavam com isso e aplicavam o popular “pagando bem, que mal tem?”... Na época, fazendo parte também de uma produtora de jingles, eu ganhava por dois lados: na produção publicitária e nos showmícios. No geral, eu e Guarabyra fomos rigorosos na seleção de partidos e candidatos. Mas em uma ou outra ocasião fomos literalmente enganados pelas circunstâncias. Um exemplo clássico disso


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Para arrematar, no voo de volta, soube pelo comandante que o avião não era do candidato e sim de uma grande empreiteira da construção civil.

foi um showmício em Montes Claros, Minas Gerais. Como na época os voos para lá eram poucos e tínhamos um show no dia seguinte, o candidato falou que fretaria um avião para nos buscar em São Paulo. Logo depois do show soube por uma amiga chegada residente na cidade que o candidato, apesar de ser de um partido que cabia dentro dos nossos princípios, era figurinha carimbada em práticas suspeitas. Para arrematar, no voo de volta, soube pelo comandante que o avião não era do candidato e sim de uma grande empreiteira da construção civil. Em suma, nada era o que parecia ser... Por ocasião das eleições de 1990 para o governo de São Paulo – onde eu morava e tinha o estúdio Vice-Versa, que produzia jingles – recebo o telefonema de um famoso marketeiro, hoje nos braços da lava-jato, propondome um pacote de dezenas de showmícios. Perguntei o candidato: era Paulo Maluf. Respondi a ele que seria impensável fazer isso, associando o nome de Sá & Guarabyra a um candidato de extrema direita. Ele ficou decepcionado (!) e fez-me ver dessa maneira não só a dupla perderia o gordo cachê dos showmícios, mas também minha produtora o pacote de jingles... Maluf, do PDS, acabou sendo derrotado por seu opositor Luiz Antonio Fleury, do PMDB, cujo jingle foi feito por... mim! Também nessa mesma ocasião, Eduardo Suplicy foi eleito pela primeira vez para o Senado, configurando de vez a completa derrota dos herdeiros da ditadura. Nada dis-

so, convenhamos, abateu esse hoje octogenário peixe ensaboado, useiro e vezeiro de escapar de iscas e anzóis da Justiça e ainda passeando por aí. Poucos meses depois eu travaria conhecimento com o lado honesto da força, a então prefeita de São Paulo, Luiza Erundina. Depois de um show no Ibirapuera, alguém me chamou para conhecê-la. Luiza, cordial, confessou-se nossa fã e acabamos tendo uma longa e agradável conversa em sua sala. Nesse bate-papo, aprendi muito sobre política, principalmente percebendo as dificuldades que a prefeita enfrentava em seu próprio partido, que, dividido, fazia mais pela oposição do que a própria oposição. O famoso “fogo amigo”, que acabou prejudicando grandemente o governo de Luiza. A evidência do artista o aproxima inevitavelmente da Política, num jogo ambíguo que pode ser bastante traiçoeiro. Artistas e políticos têm no público o juiz de suas posições. Assim como a plateia não percebe uma ou outra nota fora do tom no palco, o eleitor parece não ver os desafinos ideológicos do seu eleito. Talvez a grande diferença resida no fato de que o mau desempenho do artista, no mais das vezes, só prejudica a ele mesmo ou à sua entourage. Já o desentoo do político pode provocar um trágico efeito dominó pelas instituições afora, que desilude o povo, anestesia as vontades e soa como a trombeta desafinada do Fim dos Tempos Democráticos.

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