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www.registo.com.pt

SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 30 de Junho de 2011 | ed. 161 | 0.50€ D.R.

D.R.

artesanato

Aldeia da Terra A dois passos de Arraiolos, foi inaugurada esta semana a Aldeia da Terra, projecto mais recente da Oficina da Terra, loja e conceito que se tornaram famosos pela construção de figuras em terracota e que agora decidiram criar a aldeia mais caricata de Portugal através de um jardim de esculturas. Edifícios, figuras, personagens, tudo serve para compor esta localidade em miniatura que promete fazer delícias de miúdos e graúdos, sobretudo dos apreciadores desta arte manual. Situada no sopé da vila de Arraiolos a Aldeia da terra está a tomar forma como um espaço de mostra permanente da Oficina da Terra, vocacionado para uma visita também pedagógica.

19 D.R.

Navegar com a casa às costas

Gilberto Messias em ENTREVISTA 12

Pilotar um barco-casa entre a marina de Amieira e Monsaraz. Ou aventurar-se até um pouco mais longe. O desafio está lançado.

06/07

“Se não nos mantivermos na III Divisão nacional sinto-me derrotado”

Presidente do Redondense, eleito dirigente desportivo do ano, Gilberto Messias conta tudo sobre a crise directiva em que o clube mergulhou.

Governo exonera todos os governadores civis

Agentes culturais voltam a manifestar-se em Évora

Transportes

Pág.03 Fernanda Ramos, Manuel Monge e Jaime Es-

Pág.09 As relações “difíceis” entre a Câmara de Évora e

Pág.15 A Trevo, empresa de Transportes Rodoviários de Évora, celebra amanhã, dia 1 de Julho o seu primeiro aniversário com mais de 1 milhão de passageiros transportados, numa cidade com cerca de 50 mil habitantes, superando as expectativas inicialmente definidas pelos seus responsáveis.

torninho deixaram esta semana de ser governadores civis nos distritos de Évora, Beja e Portalegre, depois de os respectivos pedidos de exoneração terem sido aceites. O Executivo decidiu não nomear novos governadores e avançar com o processo para a extinção dos governos civis.

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agentes culturais da cidade motivou nova manifestação. Em causa continua o não pagamento dos subsídios relativos a 2009 e 2010. A Plataforma Cultura Évora fala ainda em “indefinição de critérios e falta de cumprimento com os compromissos assumidos”.

Trevo soma 1 milhão


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30 Junho ‘11

A Abrir “Jesus apanhado pelo furacão” Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Comissão liquidatária CArlos Moura Engenheiro

O governo PSD/CDS-PP entrou em funções. A sua propensão para a demagogia ficou imediatamente revelada na reduzida quantidade de Ministros e na deslocação a Bruxelas do Primeiro-Ministro. A ideia de que um governo mais pequeno sai mais barato ao erário público é completamente falsa. Quanto mais pastas acumular um Ministro mais Secretários de Estado, Sub-secretários e Assessores terá de ter para ter a mínima capacidade de despacho em relação às várias matérias que lhe são colocadas. Donde os custos em gabinetes em lugar de diminuir de facto aumentam. Fica a imagem. A deslocação do Primeiro-Ministro em classe económica no voo da TAP para Bruxelas foi apresentada como um novo estilo de actuação para um menor gasto. Absolutamente falso! A companhia aérea portuguesa não cobra ao Estado nem um tostão pelo transporte de membros do Governo em missão ao estrangeiro. Donde o Primeiro-Ministro poderia ter-se deslocado em primeira classe, em classe económica ou no porão, que o custo seria exactamente o mesmo para o erário público. Ficou a imagem. O governo decidiu, na sua primeira reunião, exonerar os Governadores civis. Não procedeu a qualquer acção que visasse a substituição dos Distritos pelas Regiões Administrativas. Mantêm-se as funções só que desempenhadas pelos Secretários dos Ex-Governadores. Nada foi feito em relação às CCDR’s. Resultado para os cofres públicos da medida? Pouco ou mesmo desprezável. Ficou a imagem. O governo português começou o seu mandato da melhor forma. Engodando os portugueses a pensar que está a fazer sacrifícios próprios quando na realidade se prepara para impor condições ainda mais duras do que as previstas na troika. Prevê privatizar ainda mais empresas e serviços públicos, destruir as fundações da escola pública e do serviço nacional de saúde, e para tanto até colocou um homem da banca à frente deste último ministério. Verdade seja dita, foi isso mesmo que veio afirmando antes e durante a campanha eleitoral. O governo português já tornou público que pretende tornar o despedimento mais fácil e barato, conduzindo à miséria e desespero milhares de famílias, sem que a produção tenha condições de crescer uma décima que seja. Aliás o acordo da troika

previa a contracção da economia em 2,2% ao ano, nos próximos dois anos. Com as medidas brutais que PSD/CDS-PP querem impor a contracção deverá ser ainda maior, com uma imoral concentração de riqueza nas mãos de uma minoria reduzidíssima. A infame teoria da cascata de rendimentos, em que se se aumentasse a riqueza dos mais ricos esta se espalharia a partir daí para as classes mais desfavorecidas, não só não funcionou em lado nenhum como deixou atrás de si um rasto de destruição social que não é superável no actual quadro e, pasme-se, ainda que apresentando-se como liquidatário do estado e do país, para gáudio da União Europeia, o chefe do governo não só não travou a subida das taxas de juro como esta subida se contagiou de imediato à Espanha e Itália, como aliás era por demais evidente. A tentativa de não deixar pedra sobre pedra está aí e, prevendo que numas futuras eleições possam vir a ser alvo da fúria dos eleitores ao sentirem-se enganados, avançam já com a tentativa da liquidação da constituição e das normas proporcionais eleitorais, para, com o ignominioso argumento de poupança, arredarem as vozes dissonantes do caminho e prosseguirem com as políticas liquidatárias. Assim lhes dê o PS a mão.

“A deslocação do Primeiro-Ministro em classe económica no voo da TAP para Bruxelas foi apresentada como um novo estilo de actuação para um menor gasto. Absolutamente falso! A companhia aérea portuguesa não cobra ao Estado nem um tostão pelo transporte de membros do Governo em missão ao estrangeiro“.

O rei vai nu Miguel Sampaio Livreiro

Fernando Nobre sujeitou-se a dois escrutínios para ser eleito Presidente da Assembleia da República e não o conseguiu. Não obteve sequer a totalidade dos votos da sua bancada. Não foi uma derrota, foi a derrocada. Nobre perdeu de uma assentada a remota hipótese de afirmação política, perdeu parte substancial dos apoios ao seu negócio de família, perdeu a pouca credibilidade de que ainda dispunha. Vem-me à memória a história do rei ludibriado pelos falsos alfaiates que lhe propuserem veste digna dos deuses, tão sublime, tão etérea, que apenas aqueles que mantivessem na alma a pureza das crianças a poderiam ver. Nada lhe vestiram, mas quer o rei, quer os súbditos, por receio do juízo dos outros, fingiam ver roupas a cobrir a nudez do monarca. Foi preciso uma criança gritar que o rei ia nu, para que se descobrisse o engodo. Foi assim com Fernando Nobre, na ânsia de protagonismo, só se apercebeu da sua nudez tarde demais. Passos Coelho nunca teve dúvidas, sabia ele bem demais que a eleição estaria sempre condenada ao fracasso. Afirmou a quem o quis ouvir que tinha dado a sua palavra e, para um homem honrado, a palavra dada é sempre para respeitar. Se Nobre o tivesse querido ouvir, se não estivesse tão ausente da sua nudez, tê-lo-ia libertado do seu compromisso e Passos a

contragosto teria respeitado essa decisão. Não foi isso que aconteceu. O líder do governo pode então encenar a rábula da palavra dada, dizer que com ele o prometido é devido, que sob a sua liderança o governo assumirá os seus compromissos. Passos Coelho não perdeu, conquistou isso sim, uma retumbante vitória. Porque a palavra dada é todo o conteúdo do seu programa de governo; o cumprimento do memorando de entendimento assinado com a troika; esse sim, o verdadeiro desígnio desta legislatura. Assim o afirmou o Presidente da República no seu discurso de hoje, (escrevo estas palavras no dia 21) assim o sublinhou o já Primeiro-ministro no seu discurso de tomada de posse. O que se espera deste governo é que faça cumprir o acordado, contra ventos e marés, contra tudo o que possa advir deste trágico erro… o objectivo é simples: cumprir o acordo. Se assim não fosse, o governo seria avaliado, pelos seus objectivos, não pela sua inexperiência, os ministros seriam questionados acerca dos seus projectos, nunca pela sua idade, o Primeiro-ministro falaria do seu programa, nunca da palavra dada… Fernando Nobre prestou de facto o seu primeiro serviço à democracia, como disse Miguel Macedo, só que o serviço foi outro; provou a todos nós como é fácil manipular um manipulador.

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Ficha Técnica Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Luís Maneta

SEMANÁRIO

Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www. funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/ Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Miranda Faustino, Lda


3 Política

Os últimos governadores

D.R.

O Governo exonerou todos os governadores civis. Transferência de competências até 15 de Outubro. Luís Maneta | Registo Fernanda Ramos (Évora), Jaime Estorninho (Portalegre) e Manuel Monge (Beja) – se a História se escrever de acordo com as intenções do actual Governo, foram estes os últimos governadores civis do Alentejo. Todos eles foram exonerados esta semana, por decisão do Conselho de Ministros, depois de o primeiro-ministro ter anunciado no discurso de tomada de posse que não iria nomear novos governadores. “Fica assim iniciado um caminho que se vai concluir de forma tranquila, que levará à extinção completa dos governos civis”, diz o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. “Com esta decisão julgo que, no enquadramento constitucional existente, cumprimos uma promessa política”. Miguel Macedo garante que o Governo irá apresentar até 15 de Outubro – ou seja, antes da aprovação do próximo Orçamento do Estado – um conjunto de propostas legislativas para “garantir que toda a matéria que tenha a ver com a redistribuição de competências que neste momento estão nos governos civis esteja completa”. Até lá, cabe aos secretários dos governos civis “assumir responsabilidades” decorrentes das competências destes organismos que serão “redistribuídas pelas diversas estruturas da administração central e local”. Miguel Macedo quer “acertar” com a Associação Nacional de Municípios a redistribuição de competências actualmente existentes nos governos civis. Mas o Registo sabe que além das autarquias está também sobre a mesa a transferência de competências para outros organismos do Estado. “O mais certo é que a emissão de passaportes, por exemplo, seja assumida pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras”, diz fonte do MAI. “Este Governo assume politicamente que não vai nomear novos governadores civis. Não existindo essa nomeação, caímos numa situação de vagatura do cargo e o Estado tem de assumir o exercício dessas competências. Continuará a haver vagatura do cargo até que a Constituição da República seja revista”, esclarece o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes. Entre os principais “entraves” à extinção dos governos civis – além da própria Constituição – estão as competências destes organismos no processo eleitoral. “Sem revisão da Lei Eleitoral os governos civis não poderão aca-

bar”, avança um ex-governador do PSD. “Transferir competências como a emissão de passaportes ou a autorização para a realização de manifestações é fácil. Mas quando está em causa o processo eleitoral as coisas complicam-se”. No discurso de tomada de posse, Pedro Passos Coelho anunciou que o novo Governo não irá nomear novos governadores, como “exemplo de rigor e contenção”, passando a gestão corrente a ser assegurada de forma “transitória” pelos secretários dos governos civis. O problema é que existem casos (como Évora) em que esse lugar está vago. E as competências dos secretários distritais são meramente administrativas, não incluindo aspectos relacionados com o processo eleitoral. Cabe aos governos civil, por exemplo, a decisão final quanto ao mapa das assembleias e secções de votos, a distribuição dos boletins, o reconhecimento da impossibilidade de realização das eleições e a condução do processo de apuramento dos resultados eleitorais. “Os governos civis são um elo da máquina eleitoral cujas funções terão de ser desempenhadas por alguém e que não podem ser transferidas para as autarquias. A confusão que se está a criar é o resultado de decisões precipitadas”, diz o governador civil de Beja, Manuel Monge, que pediu a exoneração do cargo na passada terça-feira. “Esta é uma questão constitucional e de organização do Estado. Quando se metem querelas

Fernanda Ramos

Jaime Estroninho

Manuel Monge políticas nestes assuntos corre-se o risco de tomar decisões menos apropriadas”. Um secretário-geral no desempenho de funções resume o sentimento que se vive nos governos civis depois do anúncio de Pedro Passos Coelho: “Vamos ficar aqui em banho-maria à espera de alterações legislativas que não se sabe quando poderão ser feitas”. “Nada disto é pro-

Carlos Sezões reeleito para novo mandato Associação “Alentejo de Excelência” Redacção | Registo A Associação “Alentejo de Excelência”, promotora dos eventos Fórum Alentejo elegeu na passada semana os seus novos órgãos dirigentes para o mandato 2011-2013. Carlos Sezões, 36 anos, consultor em gestão de recursos humanos, continua como presidente da instituição neste novo mandato. Para vice-presidentes entram José Santos, secretário-geral da Turismo do Alentejo ERT e Artur Alves, gestor na cadeia de distribuição AKI. Para a mesa da assembleia-geral entra Henrique

Sim-Sim, quadro da Fundação Eugénio de Almeida, e no conselho fiscal continua João Filipe de Jesus, economista a trabalhar no Montepio. A associação, entidade dedicada ao debate de estratégias para um desenvolvimento sustentável do Alentejo, anunciou que pretende, neste novo ciclo, implementar projectos concretos junto da comunidade alentejana. A par da realização de eventos, iniciativas como a promoção do empreendedorismo e inovação nas escolas ou a sensibilização para a empregabilidade estão na agenda da associação.

priamente novo pois o fim dos governos civis já foi anunciado noutras ocasiões”. Já o deputado social-democrata e ex-governador civil de Portalegre, Cristóvão Crespo, diz que a não nomeação de governadores é “o primeiro passo” para o fim dos governos civis. “O Estado tem de dar sinais claros de contenção e esta é uma medida emblemática”. D.R.

Registo Quem são os governadores civis? São os representantes do Governo nos 18 distritos do Continente. O governador civil é nomeado e exonerado pelo Governo, em Conselho de Ministros, por proposta do Ministro da Administração Interna, de quem depende hierárquicamente. Quais as suas competências? Além de atribuições próprias na organização do processo eleitoral, o governador civil exerce competências na representação do Governo; aproximação entre o cidadão e a Administração Pública; segurança e protecção civil. Qual o orçamento? O funcionamento dos 18 governos civis custa cerca de 27 milhões de euros por ano, incluindo transferências do Orçamento de Estado e receitas próprias resultantes, por exemplo, da emissão de passaportes e cobrança de contra-ordenações rodoviárias.


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Política D.R.

A cair de maduros Eduardo luciano Advogado

O local chama-se Horta das Laranjeiras, fica em Évora junto ao Rossio de S. Brás e é utilizado durante a Feira de S. João para a instalação de Tasquinhas sorteadas entre o movimento associativo local. Nesse espaço, com laranjeiras, entendeu a Plataforma da Cultura em Évora colocar algumas laranjas em cartolina com frases de sensibilização para a importância da actividade cultural. Frases como “a cultura dá frutos”, “cultura igual a cidadania” ou “cultura gera riqueza” eram o sumo das laranjas de cartolina. Fê-lo em dia de inauguração de Feira, com o espaço já composto de visitantes e com a atitude provocatória que permite agitar consciências. Nada mais que isto. Ao saber de tal acção por parte dos agentes culturais da cidade, o Presidente da Câmara Municipal comunicou de imediato aos serviços camarários que, acompanhados da PSP rapidamente trataram de impedir a colocação das laranjas nas laranjeiras e procederam à identificação de alguns dos artistas e dirigentes associativos que participavam na acção de sensibilização. Os argumentos aventados por polícias e fiscais municipais, centravam-se em torno do “regulamento” que não permitiria a colocação de publicidade não autorizada. Confusão estabelecida e os funcionários municipais, alguns visivelmente constrangidos, limparam

as laranjeiras das laranjas cultas, perante a estupefacção dos visitantes da Feira perante tal aparato e sanha no cumprimento do “regulamento”, chegando mesmo a retirar laranjas de cartolina que tinham sido colocadas nos espaços das Tasquinhas. Percebe-se… o “regulamento” permite que se coloque uma cartolina com a frase “há caracóis”, mas já não permite que se coloque com a frase “a cultura dá frutos”, ainda que com a concordância da instituição que pagou para a utilização do espaço. Tudo isto não passaria de uma longa anedota mal contada, se não estivesse em causa um estilo de exercício de poder que para além de distante dos cidadãos, agora ainda se permite chamar a polícia quando imagina que 10 pessoas juntas com cartolinas na mão são um perigo para a paz e tranquilidade públicas e uma ofensa ao todo poderoso “regulamento”. A gestão do PS, que rapidamente trocou o diálogo pela conversa de surdos, agora conseguiu ir mais longe ao mandar identificar como perigosos prevaricadores as pessoas com quem deveria estabelecer diálogo. Não deixa de ser curioso que os agentes culturais, que se encontram em situação particularmente difícil devido ao incumprimento de compromissos e ao defraudar de expectativas criadas pela Câmara

Municipal Évora, tenham decidido realizar uma acção de sensibilização tranquila e divertida e que os responsáveis pela situação criada tenham respondido com a polícia. O grau de apodrecimento do poder também se mede pela intolerância com que reage ao que acha ser adverso. E se este poder municipal acha que a afirmação “cultura igual a cidadania” é uma crítica, então está politicamente morto e ainda não se apercebeu do facto.

significado, mas indicador do seu carácter, recto e de grande lisura, de homem que cumpre as suas promessas. Nos dias que correm, e depois de Sócrates e da institucionalização da mentira e da falta de honradez, este sinal, caros leitores,

faz toda a diferença. Viajar em classe turística/económica, nos voos com duração inferior a quatro horas, outro sinal, sim, mas também revelador de uma nova atitude política, responsável e consciente, que ao contrário do Governo anterior, se preocupa em avaliar meticulosamente cada gesto que implique uma despesa para o erário público. Alguns comentadores apelidam esta atitude de populista, porque a dignidade do cargo de Primeiroministro não se compadece com a simplicidade e o mau cómodo da classe turística. Nada mais “terceiro mundo”, à boa maneira latina. Frequentemente os iluminados da comunicação social confundem a dignidade dos cargos políticos com as mordomias que lhe costumam estar associadas. Na maior parte dos países da Europa, os titulares de cargos políticos não gozam dos privilégios que nós, latinos, gostamos de ostentar. No parlamento inglês, tido como um

exemplo, não há lugares marcados para os Deputados na Câmara dos Comuns, não há batalhões de assessores, nem carros, residências pagas, viagens de avião gratuitas, ou quaisquer outras mordomias e não consta que seja por isso que o seu desempenho seja medíocre ou que o exercício da democracia seja menor. O sistema sueco é igualmente despojado de privilégios e o Primeiro-ministro tem residência oficial de trezentos metros quadrados, sem funcionários pagos pelo Estado. E é por isso que desempenha as suas funções com menos mérito ou dignidade? Não me parece. Os sinais são importantes e moralizam. O exemplo é fundamental. É preciso muito mais, mas este começo marca o início da mudança e da ruptura com décadas de ostentação e futilidades à custa do contribuinte. E acima de tudo, estes exemplos revelam que os sacrifícios não são só para os “comuns”, são para os “lordes”, também.

“Nesse espaço, com laranjeiras, entendeu a Plataforma da Cultura em Évora colocar algumas laranjas em cartolina com frases de sensibilização para a importância da actividade cultural“.

O início SÓNIA RAMOS FERRO Jurista

Partilho da opinião daqueles, e são muitos, que afirmam que os sinais dados pelo novo Governo de Passos Coelho são positivos e marcam a diferença. Desde logo o seu discurso de tomada de posse, que se revelou esperançoso e determinado. Em poucas palavras, o Primeiroministro disse tudo: “uma sociedade mais aberta, com um Estado que não é um instrumento de obtenção de regalias injustificadas, que não se torna opaco para esconder relações pouco apropriadas entre os recursos que são públicos e os interesses que são privados. Um Estado que não desista do combate à corrupção. Um Estado que articula e realiza o interesse comum. Um Estado que ajuda a sociedade a florescer e não a sufocá-la. Um Estado que não intimida a criatividade empresarial, nem a inovação.” A eleição da Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, cujo percurso profissional e político lhe confere uma legitimi-

dade acrescida, representa também a tão esperada nova geração de políticos, livres, cultos e de princípios éticos e morais comprometidos apenas com o interesse público. Uma mulher, sim. A primeira mulher a assumir tamanha responsabilidade e que estará à altura, não tenho dúvidas, do desafio que lhe foi colocado. O seu discurso, desprendido e genuinamente comprometido com a democracia, foi uma lufada de ar fresco que esperamos ver repercutida nos quatro anos de mandato. Passos Coelho já deu provas de que é um homem de palavra. Seguro nas suas convicções, já começou a executar algumas medidas que faziam parte do seu programa eleitoral, que de forma corajosa, revelou ao eleitorado antes do dia 5 de Junho. O facto de não ter nomeado Governadores Civis é prova disso, em coerência com a sua intenção de extinguir tal organismo. É um sinal, que para muitos não tem qualquer

“Uma mulher, sim. A primeira mulher a assumir tamanha responsabilidade e que estará à altura, não tenho dúvidas, do desafio que lhe foi colocado“.


5 Política

Assis diz que ”não há militantes que sejam donos dos votos“ Candidato reúne com apoiantes em Évora e diz-se pouco impressionado com adesão de “notáveis” à candidatura de António José Seguro. D.R.

Redacção | Registo Francisco Assis diz que na corrida para a liderança do PS não está em causa o “apoio de federações mas de militantes”. E deixa o recado: “Dirijo-me a cada militante do PS, não há militantes que sejam donos dos votos”. Foi esta a reacção de Assis, em Évora, quando questionado sobre o apoio expressivo de 15 dos 18 membros do secretariado da Federação à candidatura de António José Seguro. Em Évora, Capoulas Santos e Fernanda Ramos são os nomes mais sonantes ao lado de Assis. Todos os outros – incluindo Carlos Zorrinho, Henrique Troncho e toda a lista de deputados apresentadas nas últimas eleições – posicionaram-se ao lado de Seguro. “Esta é uma candidatura de projecto que envolve algumas rupturas. É por isso natural que alguns dirigentes intermédios e autarcas, alguns deles há muito tempo no desempenho das suas funções, não se reconheçam inteiramente numa candidatura que visa modificar e alterar”, diz Francisco Assis. “É uma candidatura de mudança. Não pode ter como referências fundamentais elementos que apostam muito na continuidade”. PUB

Em Évora, Francisco Assis disse prosseguir uma “candidatura de projecto” que envolve rupturas. Assegurando que a candidatura está a correr “muitíssimo bem”, Assis insiste: “Sei distinguir o que são os apoios de algumas estruturas do Partido daquilo que são os apoios dos militantes do PS”. “Esta é uma candidatura de projecto,

com ideias claras para o país e para o PS, com ideias que até significam alguma

“Não faremos a Pedro Passos Coelho aquilo que, nalguns momentos, o PSD nos fez a nós. Estaremos sempre ao lado do Governo português quando o Governo português se empenha em salvaguardar os interesses do país “.

ruptura e que quero que sejam apreciadas pelos militantes”. Entre as propostas defendidas por Francisco Assis na moção “A força das ideias” inclui-se a mudança no processo de escolha dos candidatos do partido às autárquicas, envolvendo não militantes no processo de decisão. E isso, ao “mexer” com dirigentes que “queriam que tudo continuasse na mesma”, pode causar “algumas resistências”: “Não faria sentido que assim não fosse. No que estou certo, é que no diálogo directo com os militantes as coisas estão a funcionar de outra forma”, acrescentou. Já em Portalegre, Francisco Assis – cujo mandatário distrital é o “histórico” Jaime Estorninho – vincou a diferença entre as propostas de PS e PSD: “A receita da direita portuguesa é promover o aumento da competitividade através da compressão a prazo do factor custo do trabalho. Esse não será o nosso caminho”. À “desregulação”, o candidato contrapõe com a “democratização” dos mercados. E explica: “queremos um mercado para todos e não um mercado para alguns. Isso requer um PS que não ceda a interesses corporativos e a lógicas de interesses instalados. Requer um PS que muitas vezes diga sim ao Governo, se o Governo actuar de forma correcta. Diremos, certamente, muitas vezes não”. “O Partido Socialista deverá estar, como demonstrou no passado, disponível para assumir compromissos”. Passado que para Francisco Assis, deve ser discutido e assumido, considerando-o como essencial para um projecto de futuro. “Quem pretende passar directamente para o futuro recusando falar do passado recente, isto é, da governação socialista, comete um erro. Na Assembleia da República, onde se travarão os próximos combates políticos, serão obrigados a fazêlo. Por isso, para defenderem o futuro de Portugal vão ter de falar do passado do PS”, adverte.

Crise não é desculpa

Seguro a 6 de Julho

O PS/Évora diz que a crise financeira “não pode servir de desculpa” ao novo Governo para “jogar o Alentejo novamente no esquecimento, onde sempre esteve durante os governos do PSD”. Num comunicado saído da primeira reunião pós-eleições da comissão política distrital de Évora do PS, a única referência ao pior resultado do partido no distrito nos últimos 20 anos é para expressar “congratulação pela vitória do PS em Évora e no Alentejo, resultante da prioridade concedida pelos socialistas à região, sem paralelo na história da nossa democracia”. Recordando o investimento em projectos como o Alqueva e a Embraer ou em equipamentos de saúde, educação e segurança social, o PS/Évora diz-se “empenhado em exigir que se mantenha o mesmo nível de investimento no futuro desta região, procurando que se respeite o processo e os prazos de construção do Hospital Distrital de Évora e a construção da linha de alta velocidade”.

Depois de Francisco Assis será a vez de António José Seguro se reunir com apoiantes em Évora. A moção “O Novo Ciclo” será apresentada dia 6 de Julho, pelas 21h00, no Palácio de D. Manuel. Numa carta dirigida aos militantes do distrito, o deputado Carlos Zorrinho justifica o apoio a Seguro com a “preparação de uma plataforma forte e alargada de oposição e de uma alternativa política ganhadora”. Além do apoio no secretariado da Federação Distrital de Évora e dos líderes distritais da JS e das Mulheres Socialistas, António José Seguro vai apresentar “coordenadores concelhios” na campanha para a sucessão de Sócrates. “A seguir às escolhas democráticas que faremos, o vencedor será o nosso Secretário-geral, o nosso candidato a primeiro-ministro e o líder da oposição em Portugal e o que não vencer continuará a ter um papel determinante no futuro do nosso Partido”, antecipa Carlos Zorrinho.


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Entrevista

Gilberto Messias, presidente da direcção do Redondense Futebol Clube, eleito dirigente do ano na Gala Distrital de Futebol.

”Se não nos mantivermos na III Divisão sinto-me derrotado“ Luís Maneta | Registo Foi eleito dirigente do ano a nível do desporto distrital. Estava à espera deste prémio? Não estava à espera, digo-o com toda a sinceridade. Mesmo depois de uma época em que o Redondense ganhou o Distrital, a Taça e várias provas nos escalões de formação? Fizemos uma boa época mas há “dinossauros” no distrito … às vezes quem ganha os campeonatos não ganha os prémios do

desporto distrital. O ano passado, por exemplo, ficámos em terceiro e o Paulo Sousa ganhou o prémio de melhor treinador. Então a que é que atribui este prémio? Atribuo-o ao nosso trabalho, foi um ano muito intenso. Somos uma equipa pequena com poucas ajudas, apenas a da Câmara e da Junta de Freguesia, enquanto em cidades como Évora e Montemor há um mercado muito maior, com muitas outras possibilidades de apoio. Ou seja, um orçamento me-

nor obriga a uma maior entrega por parte dos dirigentes? É isso. Somos das equipas com menos patrocínio, ganhámos o que ganhámos durante a época e demos um “salto” financeiro de 19 mil euros. Tinha herdado uma dívida um pouco complicada, pagámos uma parte dessa dívida … não foi fácil. Arriscome mesmo a dizer que fomos o único clube do distrito que deu lucro. Conjugar resultados desportivos e financeiros é atípico? É, é … uma coisa é certa, tive

a sorte de reunir uma grande equipa neste clube, formada por pessoas dedicadas. Este resultado é um pouco de todos nós. Quanto aos grandes patrocínios, todo o dinheiro que entrou no Redondense foi trazido por nós, pessoalmente ou através das pessoas que trabalham connosco na empresa Messias & Irmãos. O orçamento do Redondense nem sequer era dos mais elevados do distrital? Não. Posso dizer-lhe que ainda há dias esteve aqui na minha casa toda a direcção do Escoural, estivemos a falar e soube que o

orçamento deles era superior ao nosso. Fizeram a época com quanto? Com 93 mil euros. Mesmo assim foi possível ganhar o campeonato e a taça. Isso deve-se ao facto de uma grande parte do plantel ser de Redondo? A vila tem tido sempre grandes jogadores. Este ano conseguimos ir buscá-los todos … o Manuel do Carmo, que jogou no Vitória de Setúbal, muitos outros e um grande treinador, o Paulo


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D.R.

“Ganhámos o que ganhámos durante a época e demos um “salto” financeiro de 19 mil euros. Arrisco-me mesmo a dizer que fomos o único clube do distrito que deu lucro.”.

jogadores “sentem” a camisola que vestem. Tivemos aqui jogadores de fora, correu tudo muito bem, sem eles não teríamos conseguido ganhar o que ganhamos mas a base tem de ser formada pelos jogadores da terra. Quer outro exemplo: integrámos no plantel dois jogadores formados nas escolas do clube que só daqui a dois anos passam a seniores. Sendo difícil, a manutenção é o objectivo para a próxima temporada? Se não o alcançar sinto-me derrotado. Estive dois anos no Redondense, depois saí porque o clube não estava estruturado como eu queria … uma coisa é certa, o ano passado fizemos um grande trabalho mas já havia bases lançadas. No caso dos miúdos, então, é um projecto que já vem de há 5 ou 6 anos, com pessoas a trabalharem aqui de borla. Este ano colheram-se os louros. E no futebol sénior? É como lhe disse, é importante ter os pés bem assentes no chão. Isso tenho. E por isso posso dizer que temos condições para nos mantermos na III Divisão Nacional. O meu objectivo desportivo é esse mas quero também recuperar o passivo do clube, manter o nosso bom nome. Nada de nos endividarmos. Quando acabou o último jogo da última temporada, não devíamos um cêntimo a jogador nenhum. Muito ou pouco, cumprimos o que estava combinado e se olhar aqui à volta [no Distrital] não é bem assim.

Sousa, que também é da terra. Pegámos no Redondense com 22 mil euros de dívida, não tinha crédito em lado nenhum e nem sequer os jogadores acreditavam no clube. Este ano sucede precisamente o contrário, apesar de os orçamentos continuarem a ser baixinhos, não podemos entrar em loucuras. Por falar nisso, vai disputar a III Divisão Nacional com que orçamento? Estamos a apontar para os 120 mil euros. Não dá para grandes sonhos. Dá para manter na III Divisão. A aposta nos jogadores da terra será para manter … alguns já assinaram. Não vamos entrar em campeonato para fazer má figura mas sempre que houver a opção por um jogador da terra é essa a que iremos tomar. É essa a nossa obrigação, enquanto Redondense Futebol Clube. Isso porquê? Olhe, dá gosto ver quando os

Tendo ganho o campeonato e a taça, o que menos se imaginaria era uma crise directiva. A verdade é que só depois de quatro assembleias-gerais é que o Gilberto Messias anunciou a continuação à frente do Redondense. O que é que passou? Já o ano passado houve uma situação idêntica e eu, confiando nalgumas pessoas, dei a cara. Aí sim, sinto-me derrotado. Estou a falar do ano passado, de promessas de apoio que não chegaram a ser concretizadas. Falhou de um lado, avançámos para outro e levámos as coisas a bom porto. Tenho a minha vida, o meu trabalho, uma vida profissional complicada e queria deixar o clube. Queria mesmo sair, deixando-o livre de encargos, o que não foi possível. Ainda não respondeu à pergunta. Tendo obtido sucesso financeiro e desportivo, o que é que estava em causa? Estava a querer fugir à questão mas uma vez que a coloca por duas vezes vou ter de responder. Olhe, o que se ouvia por aqui depois das vitórias no distrital e na taça e da subida à III Divisão, é que o clube não acabava

“Decidi avançar novamente [para a presidência] num momento de alguma raiva. Tinha prometido à minha família que a última temporada seria mesmo a última, para mim. Mas há uma expressão que gosto de usar e que se aplica a esta circunstância: uma parede que eu faça não é qualquer um que a consegue derrubar”.

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<Com um orçamento de 93 mil euros, o Redondense fechou uma temporada “de ouro” com vitórias no Distrital e na Taça da Associação de Futebol de Évora, conseguindo ainda um lucro de 19 mil euros.>

se nos fossemos embora. Com toda a gente que acompanhava o Redondense fiquei convencido que alguém iria avançar. E não avançaram porquê? Não há meios, não há dinheiro … quem é que aguenta o clube com reduzidos apoios como aqueles que nos temos? Ninguém se chegou à frente? Ninguém. Fui à Câmara, Junta de Freguesia e Adega para nos dizerem até onde poderiam ir [quanto a patrocínios] para a III Divisão. A minha ideia era chegar à assembleia-geral com esses apoios, dizer às pessoas que as condições eram aquelas e, nessa circunstância, não faltariam listas para os órgãos sociais. Quando havia muito dinheiro, havia três ou quatro listas. Esses apoios falharam? Falharam … a gente sabe que o país está a viver um momento de crise muito complicado. A Adega Cooperativa, por exemplo, cortou todos os patrocínios, ficou tudo a zero. Tenho esperança de o Redondense ser uma excepção, estou convencido que continuarei a contar com a ajuda deles. Mas a Junta de Freguesia apenas se disponibilizou a dar 750 euros por ano. Ou seja, dá 750 euros por cada equipa … mesmo a sénior, sendo a equipa que vai levar o nome da terra a um campeonato nacional. É uma verba baixa? Muito baixa. Não sei as dificuldades que as pessoas têm … fiquei muito desiludido. Fomos à Câmara e também nos prometeram uma verba muito “curta”. Tentei convencer as pessoas para avançarem com uma lista, que as coisas podiam ser alteradas, mas ninguém o quis fazer, os jogadores estavam a querer sair … Até que? Até que houve uma assembleia-geral em que os sócios disseram que se não houvesse futebol sénior não haveria nada, fechávamos portas. Era triste ver todo este trabalho ir por água abaixo. E, para si, inaceitável? Inaceitável … decidi avançar novamente num momento já de alguma raiva. Tinha prometido à minha família que a última temporada seria mesmo a última, para mim. Mas há uma expressão que gosto de usar e que se aplica a esta circunstância: uma parede que eu faça não é qualquer um que a consegue derrubar. Ou seja, está no início de uma época em que o orçamento não está definido? Da Câmara Municipal de Redondo já ouvimos. E não ficou satisfeito, pelo que vejo? Nada, nem estou minimamente com vontade de ir lá pedir mais um cêntimo sequer. As pessoas têm de sentir o trabalho que está a ser feito no Redondense e saber as obrigações de cada um. Não vou mendigar nada.

A III Divisão Nacional é um sonho? Para mim é. Tanto que depois de termos chegado até aqui, conseguido garantir a subida, sermos os melhores, não podíamos pura e simplesmente fechar as portas, desistir. Isso esteve em causa? Esteve tudo em causa, da participação no nacional da III Divisão a termos aqui um único miúdo que fosse a jogar à bola. Isso eu não poderia admitir e estou cá para ver como é que as coisas se vão desenrolar. Não vai ser fácil mas pode ter a certeza que não nos param o andamento. Já tem treinador? Já. O Paulo Sousa vai continuar a ser o treinador do Redondense, dá-nos garantias … ele é que tem de estruturar a equipa. Vai haver grandes mexidas? Vamos ter 17 atletas de Redondo num plantel de 23. Acho que é muito bom. E nos escalões jovens? Vamos prosseguir o trabalho dos anos anteriores e fazer mais duas equipas. Fomos campeões em benjamins e iniciados. Aliás, em iniciados subimos ao Nacional mas como os jogadores atingem o limite de idade não temos equipa para poder competir. Do ponto de vista de instalações, qual o ponto de situação? Estamos muito bem a esse nível. Aliás, deixe-me dizer-lhe que a esse nível a Câmara Municipal tem feito um trabalho excelente, tem-nos ajudado muito. Vamos inaugurar um ginásio que será dos melhores do distrito. O que é que leva um empresário a meter-se nestas aventuras do futebol distrital? Nunca joguei futebol, não tenho filhos a jogar futebol, nem sequer sou de cá mas de Borba … … todas as condições para não se meter nisto! Todas, mas prezo ter amigos por todo o lado … foi também por pressão deles e dos meus irmãos. O desporto é uma paixão sua? Gosto muito mas futebol nunca soube praticar. Já no tiro aos pratos fui campeão pelo distrito e campeão nacional em pombos. No Redondense temos apenas futebol. Até havia condições para outras modalidades, se calhar é isso que irá acontecer no futuro mais próximo. Por agora é manter. Foi o ano do impasse, temos de manter o que está. Enquanto aqui estiver não haverá um miúdo que queira jogar futebol e não tenha equipamentos, não faça exames médicos, não tenha as condições de um craque para poder jogar. A porta está sempre aberta a toda a gente. Enquanto jogam futebol não têm tempo para outras coisas. Aqui praticam desporto e aprendem a ser homens.


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Política

Évora atribui medalhas

Évora

Assembleia aprova regulamento

Câmara Municipal distingue personalidades no dia da cidade.

Luís Matias | DianaFM

Redacção | Registo Os cidadãos António Marreiros, Maria do Céu Caeiro Rosado da Fonseca e João Rosado da Fonseca e o Rancho Folclórico “Flor do Alto Alentejo” foram ontem homenageados pela Câmara Municipal de Évora com a atribuição das Medalhas de Mérito Municipal – Classe Prata, na habitual cerimónia do Dia de S. Pedro, feriado municipal. O jovem Dárcio Filipe Jacob de Sousa foi também distinguido com a atribuição da Bolsa por Mérito Académico. Nascido em Évora, em 1966, António Maria Gordicho Marreiros foi um reconhecido árbitro internacional de andebol. Iniciou a prática deste deporto aos 12 anos e aos 16 adquire o curso de árbitro, tendo vindo, na idade adulta, a tornar-se uma das grandes figuras da arbitragem nacional e internacional do andebol, cuja estima e consideração ainda hoje ecoam, apesar da sua retirada do meio desportivo, há cerca de cinco anos. Ao decidir criar a sua própria empresa na área da saúde, o casal Maria do Céu e João Rosado da Fonseca abriu em Setembro de 1992 a CDI – Clínica de Diagnóstico pela Imagem, L.da. Ambos eborenses, e nascidos em 1953, Maria do Céu licenciada em Medicina e especialista de Radiologia, e João Rosado da Fonseca Técnico de Radiologia e pósgraduado em Administração e Ensino, já PUB

antes haviam participado na criação de outra empresa similar, o CRX, tendo ainda trabalhado noutras clínicas da cidade. Finalmente, o Rancho Folclórico “Flor do Alto Alentejo” define-se como um grupo que ao fim de 30 anos continua a tentar preservar o folclore, a cultura, os costumes e as tradições do Alentejo. Criado a 26 de Abril de 1981, a partir de uma festa de Natal do Hospital do Espírito Santo de Évora, está legalizado como associação

desde 2004 e actualmente tem 50 elementos e perto de 140 sócios. Arlindo Ferreira e a esposa, Fátima Ferreira, Antónia Leal, Margarida Marreiros, Eduíno, Baltazar, Maria do Rosário Santos e António José Santos foram os seus fundadores, e as danças que compuseram as primeiras actuações são as que ainda hoje identificam o grupo e o fazem ser aplaudido nas suas deslocações por todo o país: as chotiças, as saias e os puladinhos.

Mérito Académico Entretanto, um júri designado para o efeito decidiu conceder a Bolsa por Mérito Académico 2011 – galardão atribuído pela Câmara Municipal de Évora desde 2009 - a Dárcio Filipe Jacob de Sousa, de 24 anos de idade, residente em Évora, Mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora, devido ao seu trabalho de tese de mestrado “Padrões de deslocação e actividade diária do barbo-comum (Barbus bocagei, Steindacher 1985), num curso de água mediterrânico de tipo intermitente”.

Beja quer comboio O presidente da Assembleia Municipal de Beja (AMB) expressou a sua preocupação face às notícias que dão conta do possível encerramento da linha ferroviária até Beja. De acordo com o jornal Público o Governo de José Sócrates propôs à troika o encerramento de 794 quilómetros de vias-férreas com particular incidência no Norte e no Alentejo. O estudo realizado por uma equipa conjunta do Ministério das Finanças e do Ministério das Obras Públicas e Transportes, prevê o fecho da Linha do Alentejo entre Casa Branca e Ourique (116 quilómetros). Beja ficaria assim sem comboios. Segundo a Rádio Pax, Bernardo Loff, apelou às forças políticas e ao grupo de cidadãos para que tomem uma posição de forma a evitar o encerramento das ligações ferroviárias à capital do distrito. No período de intervenção do público Florival Baiôa, membro do movimento criado em defesa das ligações ferroviárias, assegurou que o acordo feito pelo Governo socialista é “uma facada nas aspirações de Beja”.

Redacção | Registo A Assembleia Municipal de Évora aprovou uma proposta destinada a alterar o Regulamento Municipal de Atribuição de Lotes, visando facilitar a instalação de actividades económicas no concelho. Trata-se da alteração de dois artigos do regulamento para autorizar também a contratação de “leasing” imobiliário pelos empresários como meio de financiamento da aquisição de lotes, algo que não estava contemplado ainda em regulamento e ao qual actualmente as empresas recorrem. A assembleia debateu ainda a situação financeira do município, fez o balanço da actividade da Câmara Municipal no último trimestre e tomou outras deliberações. Quanto à situação financeira, o presidente da Câmara Municipal de Évora referiu, entre outros aspectos, a diminuição das receitas de capital em relação ao ano passado, nomeadamente devido à diminuição das transferências do Estado e do cofinanciamento comunitário. Registou-se, no entanto, um equilíbrio nas receitas correntes e uma redução da cabimentação em um 1,2 milhões de euros, o que segundo a autarquia “traduz o esforço na redução das despesas”. “A dívida de curto prazo está estabilizada e os empréstimos de médio e longo prazo estão controlados”, refere fonte do município, segundo a qual José Ernesto Oliveira reconheceu que, “sendo uma situação difícil”, a Câmara “continua a trabalhar no sentido da sua resolução, aguardando também indicações em relação à política do novo Governo no que respeita às autarquias”. Na reunião foi também aprovado o projecto do novo Regulamento do Cartão Social do Munícipe, com 21 votos a favor (PS e PSD) e 16 contra (CDU e BE). Esta proposta resultou de uma avaliação efectuada dos seis anos de implementação do Cartão Social do Munícipe Idoso e visou melhorar as respectivas normas, redireccionando e ampliando os apoios a conceder no seu âmbito, bem como aperfeiçoar os critérios de atribuição, de modo a racionalizar a utilização dos recursos disponíveis. Actualmente são 2156 pessoas que usufruem destes benefícios. Mereceu igualmente aprovação a proposta da Câmara relativa ao projecto de Regulamento da Comissão Municipal de Economia e Turismo de Évora com 21 votos favoráveis (PS e PSD) e 15 contra (CDU e BE). O ponto incidiu sobre a criação pela Câmara da Comissão Municipal de Economia e Turismo de Évora e respectivo projecto de regulamento. Esta comissão é um órgão de coordenação, consulta, concertação e estudo para as matérias económicas em geral e para o Turismo em particular, atendendo à importância que este sector assume no concelho como alavanca estratégica do desenvolvimento concelhio e que reunirá um vasto leque de intervenientes públicos e privados das vertentes da economia e turismo locais.


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Atraso no pagamento de subsídios provoca protestos em Évora

D.R.

Câmara Municipal ainda não pagou verbas relativas a 2009 e 2010. Os principais agentes culturais de Évora aproveitaram o feriado municipal de ontem para manifestar preocupação com o “esvaziamento cultural da cidade” e exigir ao município o pagamento de subsídios em atraso referentes a 2009 e 2010. Fonte da Plataforma Cultura Évora avançou ao registo que a relação entre a generalidade dos agentes culturais e o município se encontra “numa fase muito difícil” desde 2009 em resultado da “indefinição de critérios, falta de cumprimento com os compromissos assumidos, e atraso nos pagamentos contratualizados” Actualmente, a maioria dos agentes ainda não recebeu os subsídios protocolados com a autarquia, relativos a 2009. “Nenhum dos protocolos de subsídio anteriormente estabelecidos foi cumprido, nem se fizeram novos protocolos, nem pagos”. “Desde o início de 2010 que a Plataforma Cultura Évora solicita reuniões para resolver este problema, e não houve nunca qualquer resposta do executivo camarário”, refere a mesma fonte, acrescentando que “alguns agentes culturais (uma minoria)” contratualizaram com a Câmara Municipal um financiamento ao abrigo do InAlentejo, “não estando estes financiamentos pagos na totalidade”. Citado na página online da Diana FM,

o director do Centro Dramático de Évora (CENDREV), José Russo, reconheceu que a situação da autarquia “é complicada”, devido aos cortes nas transferências do Estado, mas reivindicou que se encontre “uma solução para o problema”. A acção de protesto incluiu a distribuição de folhetos e a exibição de cartazes, em forma de laranja, com mensagens como “por uma cidade cultural activa” e “cultura dá frutos”. “O que exigimos é que se encontre uma solução para o problema, que se estabeleça um plano de pagamentos, que se faça um acordo e que as coisas se resolvam, porque os meses não podem passar e os anos não podem passar sem que haja uma solução”. O responsável lamentou que “metade dos subsídios de 2009 e de 2010 estão por pagar” aos agentes culturais da cidade e em relação a este ano “ainda não existe um regulamento de atribuição de subsídios à actividade cultural”. A Câmara de Évora diz que o município está a negociar com entidades bancárias a hipótese de contrair um empréstimo que permita fazer o saneamento financeiro da autarquia. “Assim que este processo estiver concluído o plano de pagamento será feito”, garante a vereadora da cultura, Cláudia Pereira.

Jovens de Mora com mês ”em grande“ Redacção | Registo A Câmara de Mora comemora o sétimo aniversário do Cartão Municipal Jovem em Julho com um vasto programa de actividades para os mais novos. Hidrospeed, “aquapedestre”, pesca desportiva, canoagem, orientação e acampamentos são as actividades a que os jovens morenses podem recorrer para se divertir e passar bons momentos de lazer e de férias. Com transportes assegurados, os participantes de hidrospeed percorrem um troço de águas bravas com uma pequena prancha e umas barbatanas onde sentem a verdadeira adrenalina dentro de água. Com início nas Azenhas da Seda, a “aquapedestre” desenvolve-se num percurso ao longo da ribeira, onde se vai ao encontro de uma aventura aquática e descobrir pequenos açudes e antigas azenhas repletas de histórias. Duas horas de pesca desportiva na ribeira do Raia exigem paciência e perícia para levar os peixes a morder o anzol… enquanto no badminton são testados os reflexos e a concentração… A canoagem tem dois desafios à escolha: remar entre a Ponte da Amizade em Cabeção e o Açude do Gameiro, em ritmo de passeio, desfrutando da envolvente natural…ou entre a Ponte do Gameiro e a Ponte do Paço, também em ritmo de passeio. Os jovens morenses podem ainda fazer provas de Orientação, uma aventura em

meio natural e um desafio à capacidade de orientação em espaço aberto, a partir das referências do mapa.

Acampamentos em Santo André A edilidade programou também a iniciativa “12 Horas a Nadar”, na piscina municipal e organiza, por fim, acampamentos para quem gosta de dormir com as formigas, de mergulhar nas ondas do mar e de conviver com os amigos. Na Lagoa de Santo André organizamse acampamentos para jovens dos 8 aos 11 anos (18 a 20 de Julho) e dos 12 aos 17 anos (20 a 22 de Julho). Actualmente cerca de 800 jovens beneficiam dos apoios inerentes ao Cartão Municipal lançado pela Câmara Municipal em 2004, nomeadamente descontos em iniciativas culturais e no apoio na aquisição e construção de casas, entre outros.

Férias em Elvas O Centro de Férias do Município de Elvas volta a ser implantado este Verão pela câmara, com a finalidade de proporcionar férias na praia aos alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico (do 1º ao 4º ano) que o desejem. Este programa social da autarquia elvense já se realiza anualmente desde 2005 e é destinado, sobretudo, a crianças de famílias de maiores dificuldades financeiras.

A relação “muito difícil” entre autarquia e agentes culturais já motivou vários protestos em Évora. PUB


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30 Um olhar antropológico

As novas lutas de classes e o futuro das democracias: 1- A pacificação José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

Nos meados do século XIX, Karl Marx construiu uma teoria do capitalismo que provocou um enorme choque e repulsa nas esferas dirigentes, e entusiasmo nas classes dominadas dos países europeus industrializados. A teoria e o diagnóstico em que assentava eram, assim o tempo veio a demonstrar, poderosos. Incómodos, mas extraordinariamente esclarecedores. Marx mostrava que as sociedades capitalistas se organizavam em torno duma contradição principal, entre as classes dominantes, possuidoras dos meios de produção (O “Capital”) e as classes trabalhadoras, que apenas possuíam a sua capacidade de trabalho (o “Proletariado”), que se opunham em todos os aspectos da vida da sociedade (económicos, sociais, políticos). Daí, Marx retirava a previsão de que a contradição entre Capital e Trabalho só podia agudizar-se e culminar na explosão social e no fim do capitalismo. A história seguiu um curioso caminho. O diagnóstico em si tornou-se de tal modo óbvio, que, ironicamente, ele foi adoptado até pelas classes dirigentes (sem que elas o reconheçam). Mas a previsão, ela, foi desmentida. Ora, foi o primeiro facto (até os capitalistas se tornaram “marxistas”) que explicou o segundo (não se deu a explosão). Não sem conflitos, não sem crises, as classes opostas foram estabelecendo um terreno de negociação e de compromisso: o “Social”. No campo social, o “estado social”, o “welfare state”, construiu um conjunto de mecanismos de “redistribuição” que atenuaram drasticamente a dureza da condição operária (das 16 às 8 horas de trabalho, proibição do trabalho infantil, protecção social - saúde, reformas, etc.). E também no campo político (legalização dos sindicatos e dos partidos operários, direito de voto, etc.). O sociólogo Marcel Gauchet descreve assim o processo de “pacificação” das nossas sociedades: extinguem-se as greves insurreccionais, as revoltas urbanas devastadoras… Os mecanismos de negociação mostram-se capazes de moderar a dissimetria das forças entre patrões e operários, e arrebatar uma parte da “mais-valia” a favor dos “proletários”. O nascimento do “estado social” marca o fim da profecia de Marx: o Capitalismo tinha sido capaz de desmentila… reconhecendo o essencial da sua análise. Mas os tempos mudam, as estruturas sociais também. Como se apresentam hoje as contradições cuja “redução” pela negociação e pelo compromisso foi e é vital para as nossas sociedades?

*CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar jsantos@uevora.pt

Simulador testa conhecimentos sobre segurança rodoviária Alunos da Escola de Santa Clara organizam iniciativas para prevenir comportamentos de risco. D.R.

Redacção | Registo Alunos e professores da Escola de Santa Clara dinamizaram diversas actividades lúdicas e pedagógicas de prevenção rodoviária na Praça do Giraldo, em Évora, complementando-as com danças e saltos em trampolim. As actividades incluíram um circuito de bicicleta em pista com obstáculos, que incluiu também recolha selectiva de lixos e um simulador de condução que deu aos alunos uma melhor percepção da realidade. O evento, que contou com o apoio logístico da Câmara Municipal de Évora, esteve centrado nas actividades de educação rodoviária e ambiental e insere-se no programa de ensino desenvolvido pela escola, o qual procura aliar conhecimentos obtidos em contexto teórico com a prática, sem faltar também a componente lúdica. A par deste evento, foi também criada uma exposição sobre prevenção rodoviária com trabalhos dos alunos do 1º, 2º, 3º e 4º ano do Agrupamento de Escolas, que engloba, além dos alunos de Santa Clara os das escolas da Horta das Figueiras e de S. Mamede. Esta mostra, patente na EB 2,3 de Santa Clara, está aberta ao público durante todo o Verão. “A brincar também se aprende”, considera José Manuel Seixas, professor na Escola de Santa Clara e principal responsável por estas actividades, que desde 1986 organiza com alunos este tipo de acções centradas na prevenção rodoviária (e agora também com uma componente ambiental). “Este espaço é o melhor para mostrar o que temos feito na escola e também para dar a conhecer a quem anda mais distraído a importância

vias rodoviárias sem seguir a sinalética nem respeitar as regras de trânsito.

Alunos de Elvas ocupados nas férias

destas questões de prevenção rodoviária”, explicou o docente, lamentando que, apesar dos progressos feitos com os jovens nesta área, ainda exista muita gente que circula nas

A Câmara Municipal de Elvas organiza o programa social “Férias Activas”, nas diversas localidades do concelho, destinado aos alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico, do primeiro ao quarto ano de escolaridade. A finalidade deste programa é permitir a ocupação das crianças, durante o dia, com actividades pedagógicas e lúdicas, com vista a solucionar a dificuldades das famílias trabalhadoras, durante os horários laborais. Com as “Férias Activas”, os pais passam a ter uma ocupação segura para os seus filhos, durante as férias grandes de Verão.

Balcão Único em Reguengos O município de Reguengos de Monsaraz inaugura esta manhã o Balcão Único Municipal que visa a qualificação e a simplificação do atendimento aos cidadãos e a implementação de um novo modelo de atendimento. O Balcão Único Municipal vai funcionar no edifício da autarquia, resultando na fusão dos serviços municipais prestados num único local e na promoção da polivalência dos recursos de atendimento. Neste local, poderão ser tratados assuntos relativos aos ramais de água, de esgotos domésticos e pluviais, passes escolares, cedência e utilização de viaturas municipais e outras questões autárquicas. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Reguengos, José Calixto, o projecto visa “promover a eficiência dos serviços através da rentabilização do uso das novas tecnologias, permitindo ajudar a melhorar e controlar as operações, minimizar as demoras, tornar os

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processos efectivos e eficientes, reduzir custos, eliminar erros e desperdícios”. Neste novo serviço poderá tam-

bém ser efectuado o registo de alojamento local, emissão de certidão de compropriedade de prédio rústico, certidão comprovativa de destaque de parcela, certidão de toponímia, fornecimento de cópias de elementos de processos, depósito e segunda via de ficha técnica de habitação e declarações diversas. Nos próximos meses serão implementados novos serviços como concessão e renovação do cartão de vendedor ambulante, contrato de fornecimento de água/ou alteração de dados, pagamento de água e de execuções fiscais, entre outros. “O Balcão Único Municipal vai abranger o conceito de balcão integrado que permitirá num único momento e espaço a prestação de um serviço que antes implicava a participação de diversos intervenientes, mas também o balcão multi-serviços com a concentração de serviços que permitem tratar de vários assuntos numa única interacção e local”, acrescenta o autarca.


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Actual Turismo

A albufeira de Alqueva é navegável até Juromenha

“Continuamos a estar sozinhos no terreno e muitas vezes a puxar sozinhos pelo Alqueva. Ainda está muito por fazer para construir este destino turístico” Manuel Maia, (Amieira Marina)

Amieira

navegar com a casa às costas

Luís Maneta | Registo

Apaixonado pelo “mar”, Manuel Marques diz que não irá esquecer a experiência vivida com a família e amigos nas águas (bem mais) tranquilas de Alqueva: “Foi extraordinário”. Três dias depois de ter zarpado rumo à descoberta de 92 quilómetros de albufeira, entre Amieira e Juromenha, Manuel Marques regressa com a certeza de uns dias bem passados. “Pernoitar junto ao local de embarque de Monsaraz é uma experiência única. Foi fabuloso acordar com a natureza a despontar no meio daquele lago imenso, algo que só se consegue com este tipo de turismo pois de outra forma a sensação não é a mesma”. Proveniente de Lisboa, o grupo formado por 4 adultos e 4 crian-

ças escolheu o fim-de-semana prolongado para navegar num dos 15 barcos-casa que constituem a oferta da Amieira Marina. Cerca de 70% dos clientes são portugueses. Muitos aproveitam o período de férias para pilotar estes barcos, tarefa que de tão simples não exige carta de marinheiro. Outros chegam com vontade de celebrar momentos especiais. “Foi uma prenda de aniversário. Gostei muito”, diz Rita Coelho, depois de um fim-desemana passado no maior lago artificial da Europa cujo programa incluiu uma paragem junto à aldeia ribeirinha da Estrela, mesmo encostada à água. “Foi muito fácil conduzir o barco. Como o limite de velocidade é muito baixo só é necessário algum bom senso”, garante o na-

morado, Pedro Sá. Com capacidade para alojarem entre 2 e 12 pessoas, os barcoscasa estão dotados de condicionantes técnicas que possibilitam uma navegação segura. Cada barco tem GPS com a cartografia da barragem, existe uma sonda que previne o risco de encalhar em objectos não visíveis à superfície quando o piloto decide sair do caminho e a velocidade é limitada. Além do mais, a empresa dispõe de um sistema de comunicações em toda a zona da barragem para uma assistência em tempo real. É a chegada do sol que traz mais vida à marina de Amieira. “Estamos com 90% de barcos na água. Com o aparecimento do sol, esta ligação à água é perfeita e temos muitas reservas para o Verão”, revela Manuel Maia, di-

rector da empresa que em 2006 iniciou um investimento de 4 milhões de euros, tornando-se no primeiro operador turístico a promover o Alqueva. A ideia era transformar os barcos numa espécie de “centro gravitacional” da albufeira, permitindo a navegação por entre diversos pontos de interesse a construir nas margens. Passados 5 anos, apenas um dos inúmeros projectos turísticos anunciados para a região está a ser construído e com atraso em relação às datas inicialmente anunciadas. “Continuamos a estar sozinhos no terreno e muitas vezes a puxar sozinhos pelo Alqueva. Ainda está muito por fazer para construir este destino turístico”, diz Manuel Maia, garantindo que a concorrência espanhola irá apertar: “Eles co-


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A não perder

Norte Alentejano

Casal holandês inaugura quinta

meçam a acordar para o Alqueva, estão a delinear um plano de intervenção e se não tomarmos a dianteira passam-nos à frente”. São sobretudo as famílias e os grupos de amigos que mais procuram os barcos-casa, cujos preços em Julho começam nos 877 euros para um fim-de-semana de duas noites. Mas há também clientes habituais provenientes de países como França, Alemanha, Suíça e, mais recentemente, Inglaterra. “São países onde há a tradição de andar de barco através de canais que passam pelas cidades. Aqui oferecemos um contacto directo com a natureza, sem percursos definidos e com 1150 quilómetros de margens que podem ser explorados”, acrescenta o administrador da Amieira Marina. As embarcações que navegam no Alqueva foram adquiridas nos estaleiros da Nichols no Norte de França, empresa que funciona igualmente como central de reservas para pessoas que se mantém fiéis ao produto mas querem experimentar novos destinos. Há ainda clientes habituais que regressam todos os anos ao interior do Alentejo, alguns para uns dias de pesca. E outros que descobrem novos nichos de mercado: “Estamos a ser muito procurados para despedidas de solteiro”.

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Dormir sobre a água Cada barco-casa é uma espécie de mini aparthotel que, além dos quartos, dispõe de cozinha, sala comum, zonas de solário e espaço para barbecue exterior. Há igualmente dois pontos de comando, um interior e outro exterior no tombadilho, permitindo efectuar uma navegação com ampla visibilidade. Para um programa de fim-desemana, a empresa sugere um circuito com navegação até ao paredão da Barragem de Alqueva e dormidas junto aos cais da Aldeia da Estrela e de Monsa-

raz, de onde há ligações para alguns restaurantes tipicamente alentejanos. Os programas mais demorados podem incluir Juromenha e Cheles (já no lado espanhol), bem como Mourão e a Aldeia da Luz, construída próximo do local onde a velha aldeia ficou submersa pelas águas da albufeira. A Amieira passará este ano a ser a primeira marina de águas interiores com a bandeira azul que certifica a qualidade ambiental do projecto.

Enquadrada num espaço natural privilegiado pela calma e sossego, a Quinta Serra de São Mamede situa-se no Parque Natural da Serra de São Mamede, no distrito de Portalegre, a cerca de um quilómetro do centro da vila de Castelo de Vide. A quinta é constituída por quatro casas singulares que apresentam uma decoração que cruza a modernidade com a traça original e onde o conforto, o espaço e a luz assumem particular relevância. Dos quartos, às salas, passando pelas áreas exteriores, a unidade oferece aos turistas um harmonioso ambiente onde coabitam os símbolos da ruralidade e a qualidade dos tempos modernos. A par do alojamento, os hóspedes podem ainda desfrutar da piscina, apreciar as centenas de oliveiras, eucaliptos, sobreiros ou carvalhos que constituem a paisagem envolvente ou, simplesmente, saborear afamados produtos regionais, como os queijos, os vinhos ou os enchidos alentejanos. Na recepção da Quinta estão disponíveis informações sobre as diferentes ofertas turísticas da região, mas também livros e

jornais. Nascidos na Holanda, nos finais dos anos 50, Wim e Elseline Alternaar partilham a vida desde 1975. Antes de terem conhecido Portugal, mais concretamente o Alentejo, as férias do casal eram passadas na Andaluzia, em Espanha. Contudo, o excessivo crescimento de construção turística nos destinos espanhóis, acabou por levar Wim e Elseline, em 2005, à descoberta do Norte Alentejano, mais concretamente do concelho de Castelo de Vide. A natureza autêntica, as aldeias e vilas pitorescas e a hospitalidade levaram o casal a apaixonar-se pela região. Com um vasto conhecimento sobre diferentes destinos turísticos no mundo, decidiram escolher o Alentejo como destino de eleição para passar as férias anuais e a opção de comprar uma casa foi apenas o primeiro passo para se mudarem de vez para o Alentejo. A reconstrução das quatro casas da Quinta demorou dois árduos anos, mas para Wim e Elseline o importante é contribuir para o crescimento e qualificação do Alentejo, uma região onde acreditam haver espaço para ser feliz.


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Regional

Meio milhão de portugueses sofre de disfunção eréctil Unidade móvel da Sociedade Portuguesa de Andrologia estaciona hoje na Praça do Giraldo, entre as 9h00 e as 19h00. D.R.

Redacção | Registo Em Portugal há 500 mil homens com disfunção eréctil. Destes, apenas 10% a 20% estão diagnosticados e estima-se que só 10% estarão em tratamento. Os números tornam-se ainda mais graves quando sabemos que 68% dos homens com hipertensão têm disfunção eréctil e que 40% dos homens com disfunção eréctil sofre de doença coronária significativa. Mais do que um local de esclarecimento e aconselhamento, a unidade móvel “Saúde em Movimento” é sinónimo de esperança para os homens que ainda não tomaram a iniciativa de procurar a ajuda de um profissional de saúde. Devolver a esperança. Mostrar aos portugueses que a disfunção eréctil tem tratamento e que quanto mais cedo for detectada mais depressa poderão recuperar a sua vida sexual. São estes os principais objectivos da uniPUB

dade móvel “Saúde em Movimento”, uma acção promovida pela Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA) e a Associação Portuguesa de Urologia (APU) com o apoio da Lilly Portugal. Num país onde ainda há muitos homens que sofrem em silêncio, o objectivo desta iniciativa é mostrar-lhes que é possível re-

cuperar a sua vida sexual, bastando, para isso, que procurem ajuda. Podem dar o primeiro passo entre os dias 28 de Junho e 2 de Julho, nas principais praças das cidades de Lisboa, Portimão, Évora, Viseu e Porto. “Temos grandes expectativas em relação a esta acção”, refere Jorge Rocha Mendes, presiden-

te da Sociedade Portuguesa de Andrologia. “O sucesso dos anos anteriores e o contínuo alargamento da iniciativa a outros países são bons motivos para este optimismo. Queremos ajudar os portugueses a quebrar o silêncio e este é um dos melhores veículos para o conseguirmos”. Com diferentes origens e causas associadas, a disfunção eréctil está ligada a outras patologias graves como a hipertensão arterial, as doenças coronárias ou a diabetes. O excesso de peso e o consumo do tabaco são outros dos factores com implicação directa neste problema que afecta, actualmente, meio milhão de Portugueses. Entre os dias 28 de Junho e 2 de Julho, a unidade móvel vai levar a cinco cidades uma equipa de profissionais de saúde para informar e aconselhar quem procura soluções para problemas relacionados com a Disfunção Eréctil. Sob análise estarão ambas as vertentes do problema:

a física (através da recolha de valores como a glicemia e a pressão arterial) e a psicológica

Problemas clínicos explicam casos A disfunção eréctil é definida como a incapacidade em atingir ou manter uma erecção suficiente para manter uma relação sexual. Estima-se que aproximadamente 189 milhões de homens em todo o mundo sofrem da doença. Especialistas acreditam que cerca de 80 a 90% dos casos estão relacionados com situações clínicas como a hipertensão, a diabetes, a hiperlipidémia e a depressão, podendo ainda estar associada a outros factores como lesões neurológicas e utilização de fármacos (anti-hipertensivos e anti depressivos). Os restantes 10 a 20% estão associados a factores psicossociais, como o tabagismo e o stress.


15 Economia & Negocios Luís Pardal | Arquivo Registo

Portalegre

Adega lança brancos

Empresa de transportes de Évora soma um milhão de passageiros Empresa comemora amanhã o primeiro aniversário e garante que saldo é “extremamente positivo”. Pedro Galego | Registo A Trevo, empresa de Transportes Rodoviários de Évora, celebra amanhã, dia 1 de Julho o seu primeiro aniversário com mais de 1 milhão de passageiros transportados, numa cidade com cerca de 50 mil habitantes, superando as expectativas inicialmente definidas pelos seus responsáveis. Para assinalar o primeiro aniversário, e de forma a envolver toda a comunidade, a empresa vai oferecer à população de Évora, viagens gratuitas durante todo o dia. A iniciativa representa um esforço da empresa para que todos possam experimentar a qualidade do serviço e usufruir da segurança e conforto dos veículos. De acordo com Pedro Deus, administrador da Trevo, o balanço é “extremamente positivo e os números superaram as nossas expectativas”. “O aumento do número de passageiros é um incentivo para continuar a inovar e a optimizar o serviço em Évora. O nosso objectivo para os próximos anos é continuar crescer e poder contribuir cada vez mais para a melhoria da qualidade de vida da população quer do ponto de vista da mobilidade quer do ponto de vista ambiental.” Durante o primeiro ano de actividade, os novos autocarros da Trevo percorreram mais de 1 milhão de quilómetros na cidade de Évora. De destacar que

a nova frota é dotada da mais alta e inovadora tecnologia, com motores que respeitam a norma

“Euro 5” que cumpre a redução de emissão de gases poluentes bem como a diminuição do con-

Clientes destacam conforto Os eborenses cedo se habituaram à nova imagem das carreiras urbanos, que passaram da cor vermelha ao verde. Para Maria Costa, de 66 anos, os autocarros Trevo primam pelo conforto e rapidez. “Às vezes há atrasos, mas nunca são muito grandes. Chegamos facilmente e depressa onde queremos e são muito confortáveis. Não tenho passe porque não preciso de andar todos os dias, mas quando ando gosto muito”, diz esta passageira. Por seu turno Joaquim Rabaça, de 71, diz

que não há melhor forma de se deslocar do bairro onde vive, na Malagueira, até ao centro. “Escuso de pegar no carro e gastar dinheiro do parquímetro quando preciso ir ao banco, ou comprar qualquer coisa”, esclarece o utente que faz parte de uma das grandes manchas de passageiros, as pessoas mais idosas. O Trevo é também bastante utilizado pelos estudantes dos vários graus de ensino e pelos trabalhadores do comércio e serviços do centro histórico. Luís Pardal | Arquivo Registo

sumo de combustível. Durante este período verificou-se, um aumento de 25% no número de passes mensais, o que representa uma maior fidelização e confiança por partes dos clientes. Recorde-se que a Trevo representa um investimento superior a três milhões de euros em autocarros, bilhética e equipamentos de apoio aos utentes, tendo sido responsável pela criação de 42 postos de trabalho directos. O facto de numa altura de crise para muitas empresas de transportes de passageiros estarem a passar sérias dificuldades, a Trevo estar a apresentar resultados muito positivos. Até à data, o mês de Maio de 2011 foi o que melhores resultados apresentou, com cerca de 100 mil passageiros em toda a rede Trevo. Segundo dados a que o Registo teve acesso, desde a sua implantação, o número de passes mensais subiu 25 por cento, registando-se novas adesão ao ritmo de mais dois por cento ao mês, sensivelmente. “A Trevo pretende melhorar e ajustar a oferta consoante a procura. Os transportes colectivos são a melhor opção em termos de mobilidade e principalmente em termos económicos. É importante que as pessoas percebam que com um passe de 19,75 euros por mês é possível percorrer a cidade nos variados sentidos”, acrescentam os responsáveis.

A Adega Cooperativa de Portalegre lançou recentemente a nova colheita de vinhos brancos Conventual Reserva e Conventual Branco 2010. “Este é um ano magnífico para apreciar os nossos vinhos brancos, Ideais para acompanhar as refeições leves de Verão e até mesmo para beber um pouco bem fresco num fim de tarde quente”, diz Maria Fernanda Dias, directora executiva da Adega de Portalegre Os dois vinhos têm um típico carácter alentejano, são dotados de uma frescura própria da região e ideais para acompanhar pratos de peixe, saladas condimentadas e mariscos cozinhados. O Reserva Branco 2010 venceu recentemente uma medalha de Prata no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados e resulta das castas Arinto, Fernão Pires e Roupeiro. Tem uma aparência límpida e brilhante, cor citrina com reflexos verdes, um aroma a citrinos e tropicais.

Portos

Sines inaugura serviço Pela primeira vez, um segundo serviço de ligação da Europa com o Extremo Oriente passou por Sines. Como é sabido, Sines está ligado semanalmente com aquela região do mundo através do Lion Service, tocando os portos de Qingdao, Pusan, Ningbo , Shangai, Nansha, Hong Kong, Yantian, Chiwan e Singapura. Face ao recente disparo de acréscimo de carga entre Sines e o Extremo Oriente, tornou-se necessário recorrer ao serviço SILK para dar escoamento ao volume de contentores. Tratou-se do navio MSC Laurence, com uma capacidade de 12.400 TEU, que utilizou Sines como plataforma giratória de carga entre a Europa e América do Norte (costa atlântica) com o Extremo Oriente. Recorde-se que está previsto para breve o inicio do serviço directo de Sines com o Brasil, o que virá ainda mais reforçar o papel que Sines representa enquanto porto de águas profundas. Para além do negócio de “transhipment” entre estes gigantes dos mares, que só com Sines é possível ter em Portugal, a economia nacional fica, assim, ligada directamente aos principais mercados internacionais, eliminando a lógica de dependência de ligações a outros portos.


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Economia & Negocios Turismo

Borba candidata gastronomia O município de Borba está a preparar a candidatura a “Cidade Criativa Gastronómica” da UNESCO, com o objectivo de divulgar e valorizar a gastronomia do concelho e da região. “Bastante apreciada pela riqueza de aromas e paladares, devido ao recurso a inúmeras plantas e ervas aromáticas, a gastronomia alentejana desempenha um papel fundamental na promoção turística da região, evidenciando saberes e conhecimentos que têm sido passados e aprimorados de geração em geração, utilizando produtos regionais que muito contribuem para o desenvolvimento sustentável da região”, sublinha fonte autárquica. A candidatura será apresentada à Rede de Cidades Criativas, programa da UNESCO lançado em 2004, destinado a promover o desenvolvimento social, económico e cultural das cidades, permitindo partilhar experiências e criar novas oportunidades numa plataforma global, nomeadamente para actividades baseadas na noção de turismo criativo. O município diz estarem reunidas as condições para a aprovação da candidatura, dado que a sua gastronomia “reúne a maioria dos critérios e características necessário para integrar a rede, por estar bem desenvolvida e ser característica da região, recursos a ingredientes endógenos, conhecimentos e práticas tradicionais”. Actualmente, apenas três cidades receberam esta distinção: Popayan (Colômbia), Chengdu (China) e Östersund (Suécia).

Agricultura

Cavaco destaca suinicultura “A suinicultura é um importante sector da nossa economia agrícola e a base de tradições alimentares de prestígio entre os portugueses”, disse o Presidente da República, Cavaco Silva, numa mensagem dirigida aos participantes no II Congresso Iberoamericano de Suinicultura que decorreu em Évora. Defendendo a importância de “preservar” as tradições alimentares ligadas à carne de porco, cujas raças autóctones constituem um “legado zootécnico de grande valor genético”, Cavaco Silva mostrou-se esperançado em que a actual crise do sector seja ultrapassada, “assegurarlhe um futuro sustentável em Portugal, na Europa e no mundo”.

Maior produtor nacional de uvas de mesa inicia vindimas Empresa que produz uvas sem grainha quer aumentar quota de mercado e apostar na exportação. D.R.

algumas variedades de uva sem grainha na Europa. A Herdade iniciou a exportação de uva sem grainha em 1972 e vende cerca de 25% da produção de uva sem grainha no estrangeiro, sobretudo em Inglaterra.

Um trabalho de croché

Propriedade de António Silvestre Ferreira (foto em baixo), Vale da Rosa exporta uvas para diversos países europeus. D.R.

Redacção | Registo A Herdade Vale da Rosa, produtor de uvas de mesa de Ferreira do Alentejo, já iniciou a campanha, num ano que prevê ser especialmente bom para o seu produto. São o principal produtor nacional de uvas sem grainha, um produto que tem cada vez mais procura a nível nacional e que a marca exporta fortemente para o norte da Europa. Este Verão a marca vai comercializar as uvas sem grainha numa nova caixa, em tons de rosa, preto e dourado, de modo a permitir uma mais fácil identificação do produto nos pontos de venda. As uvas com grainha vão continuar a ser comercializadas com a caixa cor-de-rosa já conhecida pelos consumidores. “É cada vez mais importante escolher produtos nacionais, especialmente quando têm elevados padrões de excelência como o caso das uvas sem grainha Vale da Rosa”, diz António Silvestre Ferreira, administrador da empresa. “Acreditamos que a uva sem grainha é o futuro e identificamos já esta tendência

NÚmero

550

<A Herdade de Vale da Rosa

emprega anualmente uma média de 350 pessoas, número que durante as vindimas ascende a 550.>

nos países como a Inglaterra onde a percentagem de uva sem grainha consumida já é o dobro da uva com grainha”, acrescenta. Com um forte investimento em estufas que permitem antecipar a campanha e a utilização de um sistema inovador em Portugal, o qual permite alargar a época de produção das uvas, este foi mais um ano em que todos os esforços se uniram de forma a conseguir-se, uma vez mais, um produto final de grande qualidade e excelência. As uvas Vale da Rosa podem ser encontradas à venda em diversas superfícies comerciais e alguns pontos de venda no mercado tradicional. Paralelamente a marca vai apostar numa forte ligação à restauração, estando a preparar uma acção específica para marcar presença em restaurantes premium de Lisboa, onde é procurada por um público ainda mais exigente a nível de paladares. Situada no Concelho de Ferreira do Alentejo, a Vale da Rosa é actualmente o maior produtor nacional de uva de mesa e de

Proprietário do Vale da Rosa, António Silvestre Ferreira diz que produzir uvas sem grainha obriga a um investimento “substancialmente maior” do que nas variedades comuns. “Dão muito mais trabalho, sobretudo quando o negócio é a qualidade do produto final”. Debaixo das estufas trabalham em média, ao longo do ano, 350 pessoas, sendo que no período das vindimas, entre Junho e Novembro, são contratados mais 200 trabalhadores. Todos os cachos são vistos um por um e milhares de bagos são cortados directamente para o chão. “Um cacho só pode ter um determinado número de bagos e cada planta não pode ter mais do que um determinado número de cachos. Só assim se consegue exaltar a qualidade da fruta”. O objectivo é que as uvas que chegam às prateleiras dos supermercados sejam “mais atraentes, mais grossas e com mais cor”. “A Sophia, por exemplo, quer-se com 90 bagos. Durante o ano temos centenas de trabalhadores a contá-los e a eliminar o excesso. Tem de ser assim, não há outro caminho. Costumamos dizer que é um trabalho de croché feito apenas com uma tesoura”. Também ao contrário da produção de uva para vinho, aqui não é possível mecanizar a vindima sem perda de qualidade. Além uva sem grainha, a empresa produz variedades mais “tradicionais”, como a Red Globe, Cardinal ou Moscatel Rosado, tendo igualmente investido numa linha de embalagem própria e de tecnologias de frio que permitem efectuar todas as operações de controlo e embalamento a temperaturas muito baixas, como forma de preservar a qualidade do produto.

Real Living quer internacionalizar-se Redacção | Registo A Real Living, franchising de imobiliário, realizou a sua Convenção Nacional em Évora onde apontou os caminhos para o futuro. Sob o lema “Real Moments”, a empresa reuniu os colaboradores em Évora, tendo ainda participado Sandy Sue do Grupo Brookfield Residential Services, a casa-mãe da compa-

nhia. Com um total de 14 unidades franchisadas a nível nacional, a Real Living aproveitou a ocasião para transmitir respostas à nova conjunta socio-económica do país. Aos franchisados, o directorgeral, Pedro Ribeiro, apresentou os principais objectivos para a rede e as principais medidas para assegurar o seu contínuo

crescimento. Foi abordada a internacionalização da marca, através da presença de um representante da casa mãe, o gigante canadiano Brookfield. Durante o evento, foram atribuídos os prémios da rede relativos a 2010, que visam distinguir os colaboradores e as unidades franqueadas pela sua performance e contributo para o negócio da rede.

A Real Living chegou ao mercado nacional em Abril passado, fruto da sua aquisição em 2009 pelo Grupo Canadiano Brookfield Residential Services, em conjunto com a GMAC Real Estate. A rede registou no ano passado um crescimento de 11 por cento do volume de negócios em relação ao período homólogo de 2009.


17 Economia & Negocios D.R.

Formar um (verdadeiro) Governo Carlos Sezões Gestor/Consultor

E, depois de semanas de especulação, já temos o desfecho anunciado. O 19º Governo em 37 anos de democracia (média de um governo a cada 1,9 anos!) já tomou posse, primeiro com os ministros e, esta semana, com os respectivos secretários de estado. O anúncio dos novos protagonistas trouxe consigo o habitual frenesim de análises, críticas, dúvidas ou certezas. Não deixei de notar as sentenças sumárias de alguns comentadores de ocasião, relativamente ao carácter inesperado de muitos nomes, ao facto de serem novidades absolutas em termos governativos e, como não podia deixar de ser, o facto de alguns serem supostamente segundas escolhas. O povo diz, e bem, que se “é preso por ter cão e preso por não ter”. Se é uma figura com experiência, está gasto, se vem do interior do partido é mau porque é uma figura do aparelho, se é independente não serve porque não tem peso político…Enfim, há que ter paciência… Não venho aqui trazer um rosário de elogios aos novos protagonistas. Gostaria apenas de reflectir em poucos segundos sobre as características que um verdadeiro governo deve ter e o que entendo ser o papel de um ministro. PUB

Um governo deve, acima de tudo, estar capacitado para executar uma visão clara e uma estratégia objectiva do que se pretende para o país. Essa estratégia deve ser desdobrada em metas concretas nas várias áreas, sejam a economia, a educação, a cultura, o ordenamento do território ou o ambiente. Por isso, um verdadeiro governo não deve ser um mero somatório de ministérios, ministros e políticas sectoriais avulsas. É necessário que haja o mínimo de homogeneidade e consistência. Noto isso neste governo. Vejo uma arquitectura de governo e pessoas com uma visão clara de sociedade e do respectivo papel do Estado. Vejo o foco na competitividade da economia, na libertação da sociedade civil e na mobilização de recursos para criar empregos e riqueza e assegurar a coesão social do país. Por sua vez, um ministro, qualquer que ele seja, deve acima de tudo ser uma pessoa orientada a decisões. A priori, deve conhecer a sua área e os dossiers mais prementes. Mas não pode depois estar acomodado ao conforto do lugar, lançando de tempos a tempos um discurso redondo e vazio. Penso que todos estamos um pouco fartos deste perfil tradicional de mi-

nistro, que vive da sua pose majestática entre inaugurações e cerimónias inúteis e entediantes. É por isso que não me importo nada de ver desconhecidos ou supostos inexperientes assumirem funções governativas desde que venham dotados com elevada reputação técnica e com claras competências de gestão e capacidade de ultrapassar obstáculos e tomar decisões. Aliás, é fácil recordar nomes consagrados que foram nulidades ou desastres nas suas pastas e segundas escolhas que surpreenderam e deixaram a sua marca. Sinceramente, sem entrar em análises individuais, é isto que vejo neste novo governo. Um conjunto coeso de pessoas, de uma nova geração, com uma visão clara do que querem para o país num prazo de 10 anos e orientados a executar. Terão sucesso? Ninguém sabe, é impossível prever. Mas esta será uma missão de todo o País, não apenas de um conjunto de pessoas que, momentaneamente, está no governo. Se formos uma sociedade responsável, com consciência cívica e com sentido de cidadania, venceremos este desafio. Caso contrário, nem o melhor governo do mundo nos poderá valer.


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Cultura

Criação de Madalena Victorino no Noites na Nora

O universo de “Raul, o Pastor”, conto ilustrado de Eva Muggenthaler, tem vindo a inspirar a coreógrafa Madalena Victorino.

Para miúdos a partir dos 3 anos, “Ovelhas Clandestinas”, conta a história de Raul, um rapaz pastor, que, um dia, decidiu deixar o campo e partir para a cidade levando, sem saber, as suas 24 ovelhas, clandestinas, nas malas Quando se deixa uma terra leva-se sempre na bagagem o cheiro das memórias, por isso, as ovelhas de Raul não o deixam esquecer o campo. Mesmo quando ele se apaixona, na cidade, a lã das saudades que se desfia das ovelhas puxa-o de volta para o campo. Um espectáculo sobre amores e saudades, que viaja na linha dos comboios que partem e que chegam. O espectáculo pode ser visto dia 17 de Julho, pelas 22h00, em Serpa, durante a iniciativa cultural “Noites da Nora”, promovida pela Baal 17 com o apoio do Ministério da Cultura e da Câmara Municipal de Serpa. Mais do que uma referência na dança contemporânea em Portugal, Madalena Victorino, uma das mentoras no desenvolvimento dos serviços educativos do nosso país frente ao Serviço de Educação do Centro Cultural de Belém entre 1996 e 2008, tem vindo a desenvolver trabalho nas áreas da pedagogia da dança, das artes na comunidade e na educação, assim como das relações entre o teatro e a dança. Estudou técnica de Dança Contemporânea na London School of Contemporary Dance (1974-1977) e licenciou-se em Pedagogia da Dança na Universidade de Londres, Goldsmith’s College 1, Laban Centre for Movement and Dance, em 1980. Depois da formação desenvolvida no estrangeiro, desde que regressou a Portugal dedicou-se apaixonadamente à introdução e desenvolvimento da Dança na

Comunidade, numa visão que propõe a Dança “como movimento humano e não como uma mestria muito especializada” só acessível a alguns. “Caruma”, o espectáculo que fez a convite da Companhia Instável, foi considerada a peça do ano em 2007 pela imprensa especializada, e percorreu o país juntando gentes de diferentes idades e corpos; “Contra-bando”, criado para a companhia Comédias do Minho, percorreu cinco concelhos do Vale do Minho, invadindo as casas e os quotidianos das pessoas. Em 2010, “Vale”, a partir do património dos lugares e das gentes do Vale do Tejo arrecadou o prémio para a Melhor Coreografia dos Prémios Autores da RTP e Sociedade Portuguesa de Autores, juntando em palco 13 intérpretes vindos da dança, teatro e da música, mas também participantes locais. “Ovelhas Clandestinas”, produzido pelo Sou Movimento e Arte, junta assim Madalena Victorino, coreógrafa da terra, de memórias, de movimentos humanos, ao projecto SOU Movimento e Arte, de Vanda Melo, presença assídua no Festival Noites na Nora onde tem vindo a desenvolver residências de criação artística a partir de recolhas na comunidade. E junta a sensibilidade de duas mulheres que assumem a terra e as memórias na criação artística. Só por isso, mas não só, faz todo o sentido a sua presença no Festival Noites na Nora e no percurso da Baal17 que, igualmente, e numa aproximação estreita às problemáticas que envolvem o contexto rural onde se insere, se propõe trabalhar o mundo rural como matéria de criação artística.

D.R.

Naturalizar a estupidez Carlo Maria Cipolla (19222000) economista italiano, publica em 1950 o ensaio “As leis fundamentais da estupidez humana”. Passado mais de meio século, o Al-MaSRAH Teatro propõe-se a “neutralizar” os estúpidos. “As Leis fundamentais da estupidez humana” estreia no Palácio da Galeria, em Tavira, no dia 16 de Julho, pelas 22 horas. Segue depois para Serpa, e sobe

exercício de derrotismo social” que o AL-MaSRAH Teatro se lançou à adaptação para teatro de “As leis fundamentais da estupidez humana”. A já de si irreprimível pausa de comicidade e humorismo que é o ensaio de Carlo M. Cipolla, transforma-se assim num espectáculo para dois actores (Pedro Ramos e Bruno Martins), onde todos os momentos são passados “em torno de um esforço construtivo para investigar, conhecer e, se possível, neutralizar a Estupidez Humana”.

ao palco do Noites na Nora, no dia 21, pelas 22h30 Partindo do princípio que, afinal, somos todos um pouco estúpidos, o melhor será mesmo “neutralizar” a categoria dos pura e simplesmente estúpidos, “um grupo de indivíduos, não organizado – muito mais poderoso que a Máfia ou o Complexo Militar-Industrial –, veículo de uma das mais poderosas e obscuras forças que impedem o crescimento do bem-estar e da felicidade”. É com este propósito e não “fruto de cinismo, nem um

Lêndias d’Encantar estreia peça inspirada em Shakespeare “O Jantar das Feras” tem estreia marcada para esta noite no teatro municipal Pax Julia, em Beja. Redacção | Registo A Catarina divorciou-se, a Bianca também e o Pedro idem. A Catarina e o Pedro são vizinhos. A Bianca e a Catarina são amigas. A Bianca é carente e o Pedro um “furacão”, já a Catarina é uma fera. A Catarina tem um trauma com Shakespeare. A Bianca não sabe bem o que “isso” é e Pedro conhece-o de cor. As frustrações, as culpas, as indecisões estão em cima da

mesa, o divórcio de cada um e as mágoas que provocaram. As diferentes reacções ao amor e ao que se espera das relações e a posição de cada um nessas mesmas relações: o papel do homem, o papel da mulher. E se, como diria o grande mestre, “Tudo bem o que bem acaba”, esta peça não é excepção. Bianca gosta de Pedro que tem um plano infalível para que Catarina o ame. Para a construção de “O Jantar das Feras”, que hoje

estreia às 22h00 no Pax Júlia – Teatro Municipal de Beja, a companhia de teatro Lendias

d’Encantar partiu da peça “A Fera Amansada” de Shakespeare, actualizou-a e tentou perce-

“Émilie e Voltaire” em “a Bruxa” “Estava-se na véspera de Ano Novo, em Paris, na noite em que ela mudou a miserável vida dele.” Ele é Voltaire. Ela é Gabrielle Émilie, Marquesa de Châtelet. Ambos se refugiam numa relação de amor e conhecimento.

Foi sobre esta união histórica que Arthur Giron escreveu e ‘a bruxa TEATRO’ (‘abT’) se propôs a encenar. A estreia está marcada para 14 de Julho, nos antigos celeiros da Epac, à Rua do Eborim, em Évora.

ber quem seria a Catarina hoje em dia e como funcionaria a mente retorcida de um Petruchio, a quem chamou Pedro. Um espectáculo muito bemdisposto, divertido e que ao mesmo tempo aborda os temas intemporais do amor, das relações e em especial das conquistas. Texto e encenação do cubano Julio César Ramírez (que já assinou várias colaboração com a companhia). Interpretação de Ana Ademar, António Revez, Marisela Terra e Rafael Costa.


19 Cultura

Oficina da Terra inaugura cidade em terracota

D.R.

Projecto abriu próximo de Arraiolos e integra jardim de esculturas. Pedro Galego | Registo A dois passos de Arraiolos, foi inaugurada esta semana a Aldeia da Terra, projecto mais recente da Oficina da Terra, loja e conceito que se tornaram famosos pela construção de figuras em terracota e que agora decidiram criar a aldeia mais caricata de Portugal através de um jardim de esculturas. Edifícios, figuras, personagens, tudo serve para compor esta localidade em miniatura que promete fazer delícias de miúdos e graúdos, sobretudo dos apreciadores desta arte manual. Esta ideia, segundo Tiago Cabeça, grande mentor da Oficina da Terra, “germinava há bastantes anos, no entanto só agora que se está a materializar”. Situada no sopé da vila de Arraiolos a Aldeia da terra está a tomar forma como um espaço de mostra permanente da Oficina da Terra, vocacionado para uma visita também pedagógica. No local estão já a funcionar a funcionar as oficinas dos criadores. Cheia de casinhas, personagens, viaturas, bom humor e traquinice a aldeia vai certamente surpreender os seus visitantes. A Aldeia da Terra – Jardim de Esculturas foi considerado um Projecto de Interesse Cultural pela ministra da Cultura em Outubro de 2009 e promete tornar-se num pólo de atracção daquela região. “Foi para nós mais uma consagração de um esforço e dedicação de doze anos de trabalho singulares. Igualmente por parte do Turismo do Alentejo, recebeu a classificação de Projecto de Interesse Turístico”. O projecto foi igualmente apoiado na sua implantação por via de fundos comunitários do PRODER. Entretanto será um projecto absolutamente autónomo e au-

to-suficiente, que “pretende cativar o turismo para uma zona deste nosso Alentejo interior por vezes esquecido, apostando justamente num tipo de turismo cultural que se tem vindo a sacrificar em prol do turismo massificado”. “A Aldeia da Terra abriu portas há menos de uma semana e já se pode considerar uma ideia muito original e uma diferente aposta turística e cultural. Na realidade é justamente a prova de que não só a arte é auto-sustentável como geradora de receitas”, acrescenta Tiago Cabeça que há 12 anos trabalha também com Magda Ventura nesta arte. “Já nos passou pelas mãos todo um mundo de emoções. Como a maior parte destas peças são feitas por encomenda e peças únicas rapidamente desaparecem para casa de seus donos. É claro que ficamos contentes, mas também ficamos com pena de algumas. Por isso resolvemos tentar encontrar uma solução. Este novo projecto é justamente isso criar para mostrar a todos e não só a alguns, com muita boa disposição e surpresas para quem nos visitar”, remata.

Localização

A Aldeia da Terra fica em Arraiolos, à Estrada das Hortas. Quem chega de Évora, no primeiro semáforo das Ilhas corta à esquerda e segue as indicações.

Visita

A aldeia está aberta todos os dias das 10h às 18h, durante o tempo seco. As personagens terão que ser recolhidas no inverno mas os edifícios criados são resistentes à meteorologia. D.R.


20 30 Junho ‘11 Roteiro

CINEMA

TEATRO

MÚSICA

EXPOSIÇÃO

OUTROS

Viana do Alentejo The Mechanic “O Profissional” O Cine-teatro Vianense exibe dia 1 de Julho o thriller “The Mechanic – O Profissional”, para maiores de 16 anos. Realização: Simon West Com: Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland Género: Acção, Thriller

Montemor-o-Novo Theatron em S. Geraldo 4 de Junho , pelas 21h00. Theatron Associação Cultural apresenta a peça “Zaragatas em Chiozza”. Chiozza, é uma pequena localidade piscatória próxima de Veneza e é nela que se desenvolve esta comédia de Carlo Goldoni, um dos maiores dramaturgos italianos do séc.XVIII.

Viana do Alentejo 1º Concurso de Bandas de Garagem “Abana Viana” 8 de Julho inserido na programação do Festival Jovem “Abana Viana”, a partir das 22 horas, vai decorrer o 1º Concurso de Bandas de Garagem “Abana Viana”, organizado pela Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

Évora Exposição Vinhas das Caliças: Necrópole da Idade do Ferro 15 de Maio a 30 de Julho Está a ter lugar no Convento dos Remédios a exposição itinerante intitulada “Vinha das Caliças: uma Necrópole da Idade do Ferro”. Esta exposição faz uma apresentação dos trabalhos arqueológicos realizados na necrópole (cemitério).

Portel Passeios por cá… 29 de Março a 30 de Outubro Nesyes passeios descobrem-se habitos e tradições ancestrais que marcam a vida do homem rural, caminha-se á noite á descoberta das estrelas, navega-se nas águas do Grande Lago de Alqueva e promovem-se sabores desta região, para não esquecer o que passou por cá.

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21 Lazer Sugestão de filme

Sugestão de livro

Beastly

Morrer e Renascer

Direcção: Daniel Barnz Sinópse:

Autora: Maria José Costa Félix Sinópse:

O nome português dado ao filme foi Beastly - O Feitiço do Amor, conta a história de Kyle (Alex Pettyfer), um rapaz de 17 anos mimado, superficial e incrivelmente popular no liceu. Totalmente convencido que a sua aparência física é o mais importante, Kyle cai no erro de escolher Kendra (Mary-Kate Olsen), uma bruxa disfarçada de estudante, para o seu mais recente alvo de humilhação. Decidida a dar-lhe uma lição, Kendra transformao em alguém tão pouco atraente por fora como é por dentro. Agora, Kyle tem um ano para encontrar alguém que consiga ig-

A morte acenou-lhe, por mais de uma vez, ao longo dos anos, levandoa gradualmente a tomar consciência de que esta vida efémera não é a verdadeira vida e existe outra, eterna. Neste livro, Maria José Costa Félix fala da possibilidade que todos nós temos de continuar vivos, mesmo quando confrontados com uma experiência de perda: de alguém de quem gostamos ou de alguma coisa a que estamos ligados. Convida assim o leitor a acreditar na vida sempre possível para lá de qualquer espécie de morte que venha ter com ele. Na possibilidade que tem de a enfrentar e

norar o seu passado e possa amá-lo, ou vai permanecer um “monstro” para sempre. A sua única esperança é Lindy (Vanessa Hudgens), uma colega discreta a quem ele nunca tinha dado atenção, podendo ser ela a única hipótese de ele provar que só o amor nos pode salvar... Um filme realizado por Daniel Barnz, produzido pela CBS Films!

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9 como dizer-lhe: mesmo que me afastes de quem eu amo, me tires algo a que estou agarrado, a saúde ou até este corpo meu conhecido, sei que tudo isso é apenas parte da minha vida. Afinal, não estaremos nós tantas vezes a morrer de alguma forma e a renascer para algo que desconhecemos?

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Carneiro

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Balança Carta Dominante: 8 de Ouros, Esforço Pessoal. Amor: O seu coração está um pouco dividido, pense bem qual o caminho que deve seguir. Tenha a convicção de que é uma pessoa com um potencial intelectual enorme. Aprenda a soltar toda essa Força e Luz interior que desconhece. Saúde: Faça uma limpeza geral aos seus dentes para poder ter um sorriso radiante. Dinheiro: A vitalidade e esforço no trabalho estão a ser muito favoráveis para si. Números da Sorte: 20, 47, 6, 22, 45, 9 Pensamento positivo: Graças ao meu esforço e confiança em mim próprio consigo vencer todos os obstáculos. Horóscopo Diário Ligue já!

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

HORÓSCOPO SEMANAL Carta Dominante: 10 de Copas, que significa Felicidade. Amor: Sentirá que tudo corre na perfeição. Que a alegria de viver esteja sempre na sua vida! Saúde: Cuidado com os esforços físicos. Dinheiro: Não se descuide, pois está a ir por um óptimo caminho a nível profissional. Números da Sorte: 17, 23, 45, 2, 19, 40 Pensamento positivo: A felicidade alegra o meu coração!

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: 9 de Copas, que significa Vitória. Amor: Poderá reencontrar um antigo amor. Esteja receptiva pois o Cupido pode bater-lhe à porta! Saúde: Evite situações de stress. Dinheiro: Faça contas à vida e veja bem com o que pode contar. Números da Sorte: 49, 15, 39, 22, 1, 30 Pensamento positivo: Tenho a capacidade para vencer todos os desafios que a vida me apresenta. Horóscopo Diário Ligue já!

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Escorpião

Gémeos Carta Dominante: 5 de Ouros, que significa Perda/ Falha. Amor: Lute pelo verdadeiro amor, não se deixe influenciar por terceiros. Você merece ser feliz! Saúde: Não invente doenças quando realmente não as tem. Dinheiro: Este é um bom momento para investir, aproveite. Números da Sorte: 21, 30, 25, 11, 5, 32 Pensamento positivo: Acredito que posso recuperar o que perdi, estou sempre a tempo de vencer. Horóscopo Diário Ligue já!

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Sagitário

Caranguejo Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação. Amor: Poderá ter que enfrentar uma separação. Procure ter pensamentos optimistas e ver as situações pelo lado positivo. Saúde: Possíveis dores de rins. Dinheiro: Avalie os seus gastos. Números da Sorte: 12, 41, 20, 36, 4, 17 Pensamento positivo: Enfrento com optimismo mesmo as situações mais difíceis.

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Capricórnio

Carta Dominante: Rei de Espadas, que significa Poder, Autoridade. Amor: A concórdia e o amor reinarão na sua relação afectiva. A felicidade na sua casa depende da educação que der aos seus filhos, por isso, preste atenção à formação que lhes dá. Saúde: Tente controlar as suas emoções para que o seu sistema nervoso não se ressinta. Dinheiro: Não haverá nenhuma alteração significativa. Números da Sorte: 24, 17, 46, 30, 9, 11 Pensamento positivo: Sei usar a minha autoridade com justiça e rectidão.

Carta Dominante: 6 de Paus, significa Ganho. Amor: O seu companheiro poderá estar mais afastado mas não será nada de preocupante. A força do impulso está em si e só você pode criar as circunstâncias propícias à realização dos seus projectos. Tome a iniciativa, é você que cria as oportunidades! Saúde: Muito favorável, aproveite e pratique exercício físico. Dinheiro: Notará que o seu esforço a nível de trabalho será recompensado. Números da Sorte: 41, 23, 47, 36, 21, 27 Pensamento positivo: Ganho o respeito dos outros porque me respeito a mim mesmo.

Carta Dominante: Valete de Paus, que significa Amigo, Notícias Inesperadas. Amor: Irá manifestar-se em si uma grande energia sensual. Enfrente os seus medos e as suas dúvidas e será feliz! Saúde: Não seja céptico quanto à medicina natural. Dinheiro: Resolverá os seus problemas facilmente. Números da Sorte: 22, 17, 36, 40, 9, 25 Pensamento positivo: Estou disponível para as alegrias que a amizade me traz!

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Leão Carta Dominante: 3 de Paus, que significa Iniciativa. Amor: Não viva ansioso com a ideia de perder a pessoa que tem ao seu lado, aproveite antes todos os momentos que tem para estar com o seu companheiro. Viva a sua vida para que o seu exemplo possa servir de modelo aos outros! Saúde: Não se desleixe e cuide de si. Dinheiro: As suas economias estão a descer, tenha algum cuidado. Números da Sorte: 12, 4, 32, 47, 19, 7 Pensamento positivo: Graças ao meu espírito de iniciativa alcanço aquilo que desejo. Horóscopo Diário Ligue já!

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Aquário Carta Dominante: Valete de Copas, que significa Lealdade, Reflexão. Amor: Permita que a sua relação seja mais liberal, não é a prender a outra pessoa que conseguimos que ela nos ame. Seja paciente e compreensivo com as pessoas que vivem a seu lado! Saúde: Tente não andar muito tenso. Dinheiro: Sem preocupações. Números da Sorte: 14, 19, 23, 46, 2, 42 Pensamento positivo: Sou leal e sincero para com os outros e comigo mesmo. Horóscopo Diário Ligue já!

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Virgem Carta Dominante: os Enamorados, que significa Escolha. Amor: Exprima os seus sentimentos sem ter medo de ser rejeitado. Com os nossos pensamentos e palavras criamos o mundo em que vivemos! Saúde: Cuidado com o calor. Dinheiro: Poderá ter que optar por um ou outro emprego que lhe surja. Números da Sorte: 33, 20, 4, 36, 19, 1 Pensamento positivo: Aprendo a escolher aquilo que é melhor para mim. Horóscopo Diário Ligue já!

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Peixes Carta Dominante: Rei de Paus, que significa Força, Coragem e Justiça. Amor: Seja mais audaz no amor. “Ama o próximo como a ti mesmo” – Esta foi a mensagem que Cristo nos deixou; se a seguir será feliz! Saúde: O excesso de ansiedade não é favorável para a sua saúde. Dinheiro: Seja mais equilibrado nos seus gastos. Números da Sorte: 20, 13, 4, 26, 7, 10 Pensamento positivo: Tenho a força e a coragem necessárias para exercer a justiça na minha vida! Horóscopo Diário Ligue já!

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23 Desporto D.R.

Prémios

Gala do desporto universitário A Universidade de Évora e a Associação Académica distinguiram os desportistas que representaram a instituição nas diversas modalidades no ano lectivo de 2010/2011, na I Gala do desporto Universitário da Universidade de Évora. No decorrer da gala foram entregues prémios e bolsas de mérito académico e desportivo para o melhor atleta masculino, Jandir Veiga (taekwondo), e para a melhor atleta feminina, Mariana Machado (bodyboard). Rui Raimundo ( taekwondo), foi eleito o melhor treinador, enquanto a equipa de rugby de “sevens” foi distinguida como a melhor equipa do ano. Armando Raimundo, docente do proto-departamento de Desporto e Saúde, recebeu das mãos do gestor desportivo da Universidade de Évora, Sérgio Pereira, o Prémio Excelência pelo seu contributo para o desenvolvimento da actividade desportiva na Universidade de Évora.

Nuno Matos e Filipe Serra regressam às vitórias Piloto alentejano vence prova disputada em Reguengos de Monsaraz e ganha “embalagem” para Nacional de TT. Redacção | Registo Nuno Matos e Filipe Serra regressaram às vitórias em Reguengos de Monsaraz, garantindo o melhor tempo acumulado no conjunto das cinco passagens que compunham a prova extracampeonato organizada pela Sociedade Artística Reguenguense e inscrita no calendário da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). Proposta pelo clube alentejano em substituição do recentemente anulado Rali TT Serras do Norte, a denominada “Prova Teste TT” juntou à partida um total de 17 equipas, numa espécie alargada de sessão de testes aberta à participação de todo o PUB

tipo de viaturas todo-o-terreno. Embora estipulando como objectivo cumprir o máximo de quilómetros possível ao volante do Astra Proto estreado no início da temporada, até para validar algumas afinações ensaiadas no decurso da prova, a verdade é que o resultado final confirmou todo o potencial competitivo deste projecto. Com efeito, Nuno Matos e Filipe Serra não só estabeleceram o melhor tempo absoluto ao traçado de 17 quilómetros proposto pela equipa da Sociedade Artística Reguenguense (e logo por mais de 1 minuto de diferença relativamente à segunda equipa mais rápida), como também se cotaram como a equipa mais

consistente ao longo de toda a prova, triunfando com 5m09s de vantagem no conjunto das cinco passagens regulamentares, apenas falhando o pleno de vitórias por força de um ligeiro erro no percurso do sector inaugural. “Ganhasse ou perdesse, o resultado seria sempre secundário, pois queria sobretudo aproveitar esta prova para testar algumas afinações da suspensão e acumular mais alguns quilómetros”, disse Nuno matos. “Fazendo um rápido balanço, é óbvio que saio daqui bastante satisfeito, uma vez que fomos consistentemente a equipa mais rápida em pista. Se em Góis já tínhamos garantido o melhor tempo absoluto, agora conseguimos também a vitória

no acumulado de tempos, sinal de que conseguimos ser rápidos mas também regulares”. Segundo o piloto alentejano, tratou-se de um “excelente teste em ambiente de competição e onde também não faltou o indispensável convívio entre todos os participantes”. Aproveitando esta prolongada pausa no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, Nuno Matos e Filipe Serra confirmaram, entretanto, a sua inscrição na 28ª edição da Baja Espanha Aragon, a quarta jornada do ano pontuável para a Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno e que se vai disputar na região de Saragoça entre os próximos dias 22 a 24 de Julho.

Quatro títulos conquistados Com um registo de quatro títulos conquistados em outros tantos anos de competição, Nuno Matos, o mais jovem português de sempre a conquistar um título mundial de Todoo-Terreno, concretiza em 2011 a ambicionada subida ao mais competitivo Agrupamento T1. Em competição, o piloto aposta no Opel Astra Proto para se bater com os melhores protagonistas do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno. “Após o bicampeonato na categoria T8, em 2007 e 2008, o título nacional de T2, em 2009, e a vitória na Taça Internacional FIA de Bajas, no ano passado, o passo seguinte só podia ser mesmo a subida à categoria que justamente representa o expoente máximo desta disciplina”.


Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora Tel. 266 751 179 Fax 266 751 179 Email geral@registo.com.pt SEMANÁRIO

Montargil

Jovens provam que doença não é limitação Redacção | Registo Nos próximos dias 2 e 3 de Julho, a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI), com o apoio do GEDII (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal) e do Abbott, vai promover o primeiro acampamento para jovens portadores desta doença, no Parque de Campismo de Montargil. Esta iniciativa, que conta já com a participação de mais de 80 jovens com idades entre os 18 e 25 anos, tem como objectivo proporcionar um momento de interacção e troca de experiências entre os participantes e procurar assim contribuir para que estes doentes consigam lidar melhor com o estigma social a que estão muitas vezes sujeitos. De acordo com Ana Sampaio, presidente da APDI, “é uma oportunidade única para estes jovens encararem a doença de uma forma mais positiva e perceberem que podem levar uma vida igual à de qualquer outra pessoa”. O programa inclui actividades para falar da problemática da doença, mas também workshops de culinária para desmistificar a ideia de que só podem comer alguns alimentos, e ainda actividades desportivas. A doença inflamatória do intestino, que engloba a doença de Crohn e a colite ulcerosa, manifesta-se frequentemente entre os 15 e 30 anos mas pode surgir em jovens de qualquer idade, sobretudo a partir da primeira década de vida. As crianças e jovens que sofrem desta patologia do foro intestinal têm de lidar com surtos de dor abdominal e diarreia, o que obriga à necessidade de usar, de forma inesperada e frequente, a casa de banho. Na escola e noutros locais sociais, a doença pela sua natureza, desencadeia bastante desconforto físico e emocional, levando ao isolamento e à perda de actividade. PUB

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Portel

Festival jovem em Julho Redacção | Registo Concertos, desportos radicais ... e muito mais. Em Portel, Julho é o mês dedicado à juventude, numa iniciativa da autarquia local em colaboração com associações juvenis e desportivas do concelho. “Criámos uma plataforma conjunta para dar outra expressão a eventos que se realizavam nesta altura”, diz Jorge Roque, da Câmara de Portel. “A ideia é anteciparmos aos festivais de Verão, tendo uma oferta para quem não se pode deslocar a esses certames e capaz de trazer pessoas ao concelho”. Segundo Jorge Roque, estão agendadas diversas iniciativas ao longo de todo o mês de Julho. “Será um mês dedicado à Juventude, com concertos, desporto e outros eventos. Depois, com o Agosto em Festa, haverá propostas destinadas a um público mais adulto que visita o concelho por esse altura”. No primeiro fim-de-semana da iniciativa “Portel + Jovem”, o destaque vai para o concerto de Quim Barreiros (já esta noite), sendo que os Tara Perdida São cabeça-de-cartaz dia 1 de Julho e, no dia seguinte, os ritmos ficam por conta dos Nefta e dos Noidz. Mais para o final da noite pode sempre contar com a actuação dos dj’s: MastikSoul passa por lá no sábado.

Ler e contar é no lugar Redacção | Registo Histórias que vão encher um dia inteiro, numa espécie de maratona ou sessão “não stop” de contos, é o que está a ser preparado para sábado, 9 de Julho, na associação “é neste país” em Évora. “Quem conta um conto aumenta um ponto”, diz o velho adágio popular, e assim tem sido no último ano, no centro histórico de Évora, no número 8 da Rua da Corredoura. Todas as manhãs de sábado, ali se contam e ouvem contos. Tradicionais, originais, com música, com marionetas, e nas demais formas que a imaginação ou a arte de ler ou dizer permite. A porta está aberta a todos e a entrada gratuita. Cerca de meia centena de contadores encontraram-se ao longo do último ano com 1500 ouvintes-espectadores, onde se incluem avôs e netos, pais e filhos, amigos, de todas as idades. “Com quantos pontos se conta um conto ?” é o nome destas manhãs de fim de semana, “onde a leitura e/ou a narração de his-

tórias assumem um papel crucial na promoção da leitura e da valorização cultural da tradição oral” segundo Gertrudes Pastor, presidente da associação cultural “é neste país”, promotora destas iniciativas culturais de pendor ludico-pedagógicas. Os cerca de 50 contadores, convidados desta associação, são os pais, avós, educadores, crianças, artistas e outros voluntários, quase sempre elementos do público a quem se dirigem as histórias. A dinâmica gerada semana após semana foi fazendo surgir não só novos contadores como alguns escritores de textos originais. O marionetista Manuel Costa Dias, do grupo TRULÉ, inspirado nas suas marionetas, é um dos que já escreveu vários contos para serem lidos enquanto “os bonecos”, desenvolvem performances no mesmo palco. Susana Coelho, Margarida Junça, José Pinto de Sá, Antonieta Felix, são outros autores que já apresentaram os seus contos originais neste espaço. Outros contos populares de

tradição oral, ou assinados por autores reconhecidos no mundo dos livros, são lidos ou contados ao jeito de quem os traz. São narrativas simples, lengalengas, poesias, contos ou histórias de vida que procuram despertar a imaginação, aguçar a lógica, activar a memória e, sobretudo, divertir e dar prazer. “Ler e contar é no lugar”, eis o título para um sábado inteiro (9 de Julho) cheio de histórias. A começar às 10h30 até cerca da meia-noite. Está prevista a possibilidade dos participantes almoçarem naquele mesmo lugar sob inscrição prévia. Do programa faz parte uma recepção com marionetas, seguida de rubricas como “Em poucas palavras”, “ Contos nunca Ouvistos” e “Favas contadas” antes do almoço. A tarde começa com “ Hoje não há sesta (até porque é sábado) ”, “ Contar ao desafio” e uma pausa antes de “Conto comer qualquer coisa” (ao jantar). Para cerca das 22h00 anunciamse os “Jardins de Verão”, uma sessão de elogio à poesia com a escritora Maria Sarmento entre outros convidados.


Registo ed161