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REDE LA SALLE ANO XXXVIII - NOVEMBRO DE 2009 - N.º 104

Ouro no

ENTREVISTA Entrevista com os diretores de educação da Rede La Salle no Brasil REDE LA SALLE Apoio às instituições beneficentes através da Rede Parceria Social

Matéria de capa:

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR e os reflexos das metodologias de conteúdo na sala de aula

07444_capa_integração_104.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_capa_integração_104.cdr quarta-feira, 11 de novembro de 2009 19:38:53


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Expediente

Editorial Quem é Lassalista sabe que formar pessoas com conteúdo é formar cidadãos transformadores e atuantes na sociedade. Para isso, todos os dias, nossos milhares de alunos no Brasil afora estão em contato com educadores transformadores. Educadores que, como dizia São João Batista de La Salle em suas meditações, exercem um emprego que os coloca na obrigação de tocar os corações. Na última edição de 2009 da Revista Integração, centramos o debate neste professor que traz consigo a missão de transmitir o conhecimento com eficiência, responder às perguntas e às curiosidades dos alunos, ajudá-los a resolver problemas e trabalhar todas as dificuldades sociais que se apresentam no ambiente escolar. Trazemos também o questionamento sobre quem forma este professor. Na publicação, dentre os temas abordados destacam-se o debate sobre a formação ainda em “linhas de montagem” nas licenciaturas; o incentivo ao aprendizado além dos bancos escolares e, principalmente, a importância da formação continuada, aliada à experiência em sala de aula. Também apresentamos recortes sobre os programas de formação lassalistas, fundamentais para que tenhamos nas nossas escolas, faculdades e obras assistenciais, o perfil de educadores que almejamos. São características do educador lassalista a preocupação com os conteúdos de sua disciplina, mas também o zelo e o afeto no tratamento com seus alunos, assumindo o desafio de formar pessoas humanas. Um educador que cuida do outro, mas que para isso sabe que deve cuidar de si mesmo e de sua vida. Além da temática central da Revista, aproveitamos a edição para tratar de um assunto pertinente a todos Lassalistas: a nova gestão provincial na Província Lassalista de Porto Alegre. Para a nova equipe que assume o desafio, desejamos êxitos. Para a atual diretoria que finda em 2009, agradecemos pelo excelente desempenho na consolidação da Rede La Salle e na constante busca pelo crescimento sustentável de nossas obras. Viva Jesus em nossos corações. Uma boa leitura a todos! Comissão Editorial CINCO OUROS!! Mais uma vez, a Revista Integração recebeu a premiação máxima do Prêmio Destaque em Comunicação do SINEPE/RS com o ouro na categoria Mídia Impressa - Mantenedora. A publicação já havia sido premiada em 2003, 2004, 2005 e 2007.

ANO XXXVII – Nº 104 NOVEMBRO DE 2009 A Revista Integração é o orgão oficial de comunicação das Comunidades Educativas das Províncias Lassalistas de Porto Alegre e de São Paulo (Reg.Esp.Matr.N.º170), com tiragem de 13.500 exemplares e circulação quadrimestral. Província Lassalista de Porto Alegre Diretor Presidente Marcos Antonio Corbellini Diretor Administrativo Jardelino Menegat Diretor de Educação e Pastoral Paulo Fossatti Diretor de Formação Paulo Lari Dullius Diretor Secretário João Angelo Lando Província Lassalista de São Paulo Presidente Paulo Petry Vice-Presidente Arno Francisco Lunkes Tesoureiro Waldemiro José Schneider Secretário Provincial Israel José Nery Revisão João Angelo Lando Comissão Editorial Ivan José Migliorini João Angelo Lando Ana Paula Diniz Adriana Beatriz Gandin Tiago Schmitz Jornalista Responsável Tiago Schmitz 12842 - DRT RS Redação e Expediente Setor de Marketing da Rede La Salle Rua Honório Silveira Dias, 636 Porto Alegre-RS - Brasil - 90550-150 Fone: +55 (51) 3358-3600 Fax: +55 (51) 3343-2322 marketing@lasalle.edu.br Editoração Roberto Monte Maior de Oliveira Foto da Capa Colégio La Salle Brasília Os artigos são de responsabilidade dos seus respectivos autores

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Cultura

Índice

Estrela - Conheça a mais nova Cidade Lassalista

Sou Lassalista Depoimentos de alunos, professores e colaboradores lassalistas sobre sua vivência na Rede La Salle

Eventos 13. A dinâmica e as decisões da AMEL 2009 14. Livro ressalta importância das discussões sobre ética e moral 15. Unilasalle Canoas inaugura novo prédio com 10 andares 16. Inaugurada a Faculdade La Salle Estrela 17. Ir. José Ignácio festeja bodas de ouro 18. Mais de 800 alunos da Rede La Salle no 3º Campustour 19. IV Congresso de Educação Infantil

45 anos La Salle Hipólito Leite comemora 45 anos

São João Batista de La Salle Mediador de Conteúdos e Métodos

Rede 22. Natal Solidário - Rede La Salle trabalhando na construção de um mundo melhor 23. Apoio às instituições beneficentes através da Rede Parceria Social

Experiências 24. Quem foi que disse que aquilo que eles fazem não é sério? 25. Patrulheiros Mirins Ambientais 26. Expocol 2009 promove momentos de aprendizado prático 27. Sacola Viajante 28. As aventuras do Sítio do Picapau Amarelo 29. A voz dos alunos no recreio 30. 19º Encontro de Jovens Lassalistas 31. A experiência Lassalista na educação dos chilenos

Capa Formando professores com conteúdo

Diário de Classe Breves relatos de atividades desenvolvidas nos Colégios Lassalistas

Artigos 47. Projeto Primeiro Ciclo - Solidão que nada 48. A Responsabilidade Social é uma estratégia empresarial? 50. O Bullying e a “Lei do Silêncio” 52. Como desconstruir muros compactos usando tijolos novos 54. Reflexões sobre Alfabetização 56. A opção de viver com os mais pobres

Entrevista 07 A formação do professor e os reflexos das metodologias e dos conteúdos em sala de aula

Canal Aberto 57. Novo Portal La Salle - Inovação para os alunos na Internet 58. Comunicação cheia de valor para Educação Superior

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Nossos Ícones Indica uma página na internet ou um e-mail.

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Referências bibliográficas ou mesmo indicações de leituras que digam respeito à matéria em pauta.


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Revista Integração Edição 48 - 1987

Os 80 anos da Presença Lassalista no Brasil Foi na edição 48, de 1987, que os responsáveis pela edição da Revista Integração - Ir. Edgard Hengemüle, como coordenador, e Ir. Ivan José Migliorini, como editor - organizaram uma publicação especial sobre os 80 anos da Presença Lassalista no Brasil. EDITORIAL Na apresentação da edição, a Redação trouxe uma bela reflexão à escola lassalista: “Na hora da colheita, sentimos o quanto foi oportuna a direção perseverante desses heróis que multiplicaram seus talentos para os outros. É a imagem do grão de trigo que morre para dar vida a rebentos verdes de esperança. E quem sabe, seja este um dos caminhos para a escola lassalista continuar sendo presença atualizada nos campos de sua atuação: o de redescobrir os autênticos líderes e neles depositar confiança para que as mudanças pretendidas por todos se tornem realidade”. CATEQUESE EM NOSSA VIDA A Catequese em nossa vida foi o tema do artigo escrito pelo Ir. Israel José Nery, na época, em Brasília-DF. O Irmão Lassalista questionava, então, o catecismo e a catequese. “Durante muito tempo a imensa riqueza da Catequese ficou, por circunstâncias históricas, reduzida ao Catecismo: um livro que contém uma determinada síntese da doutrina cristã das verdades principais da fé cristã...O Catecismo não se casa com a realidade complexa do século XX-XXI porque seus horizontes, seu conteúdo, metodologia, ponto de partida e de chegada, sua linguagem estão fora do contexto do mundo atual...” Em outro trecho, Ir. Nery destacava a missão de Ser Lassalista. “Ser LASSALISTA é viver em espírito de fé e zelo apostólico: “Signum Fidei”, em fraternidade: “indivisa manent”. Ora, para se chegar a este SIGNUM FIDEI, este sinal de FÉ proposto por La Salle, cada Lassalista deve assumir de modo muito radical a CATEQUESE, para si e para os outros: “EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA PERMANENTE, PROGRESSIVA, ORGÂNICA, ORDENADA e SISTEMÁTICA DA FÉ, visando sempre seu amadurecimento contínuo que se expressa em sinais históricos concretos de mudança da vida, de relações humanas, de estruturação social e de relacionamento com Deus...” MODELO PARTICIPATIVO Juan Diaz Bordanave, do Rio de Janeiro, discorreu sobre o modelo participativo de gestão nas instituições. “Quando uma instituição resolve democratizar sua estrutura e seu funcionamento, abrindo espaços de participação para os diversos setores que a compõem, ela escolhe, consciente ou inconscientemente, um modelo participativo dentre os muitos modelos possíveis...O importante é que tanto os administradores como os administrados, concordem em construírem juntos um Projeto Institucional que, partindo de um modelo participativo claramente

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07444 - 04_revintegracao_roberto.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444 - 04_revintegracao_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 12:30:39

definido, se proponha a avançar em etapas de crescente participação na medida em que aumente a capacidade dos administrados para a tomada de decisões”. 80 ANOS DA PRESENÇA LASSALISTA Ficou a cargo do Ir. Norberto Luiz Nesello, de Canoas, o artigo sobre os 80 anos da chegada dos Lassalistas ao Brasil. Contava ele: “Os primeiros dias de nova terra serão muito agitados. Entre o planejar e o realizar havia ainda boa distância. Em abril, Irmão Pedro e João Maria viajam para Vacaria para tomar contato “in loco” da fundação da Escola São Carlos. Foram oito dias de penosa viagem...” Ir. Norberto relata com detalhes a fundação das primeiras escolas da Rede e um pouco da história dos primeiros irmãos no país. “Se 1907 é o ano da chegada, 1908 será o ano da consolidação da obra lassalista no Brasil”. ALGUNS DOS OUTROS ARTIGOS DA REVISTA - “Mais um Lassalista nos altares”; “Poluição Sonora”; “Sugestões para ser um bom estudante”; entre outros.


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Direção Provincial 2010

Ir. Jardelino Menegat eleito Provincial da Província Lassalista de Porto Alegre

CONTINUA >

Revista Integração • Novembro 2009 07444_05_06_especial_provincial.prn T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_05_06_especial_provincial.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 12:49:30

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Direção Provincial 2010

Novos desafios Por Ir. Jardelino Menegat Provincial da Província Lassalista de Porto Alegre a partir de 2010

Foi em espírito de fé que recebi a nomeação para exercer a função de Provincial e de Presidente da Sociedade Porvir Científico. Interpreto como sinal da vontade de Deus em minha vida, um desafio a enfrentar e um renovado convite para colocar-me a serviço dos Irmãos, dos vocacionados a Irmão Lassalista e dos Colaboradores Lassalistas. Os anos de convivência e de trabalho na Província Lassalista de Porto Alegre me permitiram conhecer as múltiplas riquezas como as debilidades. Espero que com a graça de Deus possa fazer com que as fortalezas se multipliquem e as debilidades se minimizem. Não faltará de minha parte disposição, vontade de acertar na animação e orientação de nossa Província. Somos chamados, Irmãos e Lassalistas, a estar prioritariamente atentos, nos anos que temos pela frente, ao acompanhamento dos Irmãos; à formação inicial e permanente de Irmãos e Colaboradores Lassalistas; à pastoral vocacional; à vida espiritual e comunitária dos Irmãos e Formandos; às diretrizes e decisões de nosso XII Capítulo Provincial; garantir a realização da vocação do Irmão de ser testemunha do transcendente; à viabilidade de nossas Comunidades Educativas e ao processo de criação da nova Província entre as Províncias do Brasil e a Delegação do Chile.

“O modelo de gestão que pretendemos aplicar no próximo período quer embasar-se nos princípios fundamentais: fé, fraternidade e serviço.” Ir. Jardelino Menegat

A realidade atual exige das organizações um repensar o modelo de gestão. O que se aplica também a nossa Província. É comum encontrar nas organizações ligadas à área de educação que ampliaram sua capacidade instalada, terem reduzido sua participação no mercado educacional e, com isso, precisaram remodelar seus procedimentos e processos, bem como reavaliar seu quadro de colaboradores. Tudo porque sua fonte de recursos (mensalidades) não suportava mais uma estrutura organizacional tão pesada. O modelo de gestão que pretendemos aplicar no próximo período quer embasar-se no crescimento sustentável com base nos princípios

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fundamentais da fé, fraternidade e serviço: elementos da identidade lassalista; transparência: gera um clima de confiança na Instituição; equidade: tratamento justo e caridoso para com todos os envolvidos no processo; responsabilidade e corresponsabilidade: pelos atos praticados, por parte de todos, especialmente dos envolvidos em funções de gestão; comprometimento: aceitação, como algo pessoal, da Missão, da Visão de futuro e dos Princípios da Instituição.

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O plano de ação para o próximo período terá presente os seguintes objetivos: afrontar as dificuldades do diagnóstico Provincial; assumir os desafios da Vida Religiosa; promover sinergia entre os Irmãos e Lassalistas; assegurar a continuidade do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs; garantir o cumprimento da Missão, Visão e Princípios, e fortalecer o entusiasmo de ser Irmão e Lassalista. Para bem conduzir os destinos de nossa Província e da mantenedora precisamos, juntos, buscar alternativas que possam fazer com que tenhamos mais Irmãos e Colaboradores Lassalistas comprometidos com a causa do seguimento a Jesus Cristo por meio da educação humana e cristã. Conto com o apoio de cada Irmão, vocacionados a Irmão Lassalista e dos Colaboradores Lassalistas.

Quem é o Provincial? O Irmão Provincial é nomeado pelo Irmão Superior Geral, ouvido o parecer de seu Conselho. Ele é eleito por três ou quatro anos, conforme decisão do Capítulo Provincial. É o responsável máximo por uma Província Lassalista, exercendo autoridade de superior maior também constituindo as comunidades, nomeando diretores e cargos de responsabilidade. Uma vez por ano, o Irmão Provincial visita as comunidades mantidas e assegura a vinculação com a região e o Centro do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs Irmãos Lassalistas.


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Entrevista

A formação do professor e os reflexos das metodologias e dos conteúdos em sala de aula Por Jeline Rocha Jornalista

Para falar da formação de educadores, nada melhor do que bons exemplos lassalistas. E, nesta edição, pela primeira vez a Revista Integração saiu de Porto Alegre em busca de uma entrevista que ajudasse os educadores a entender a importância da formação continuada. Foi em Niterói, no Rio de Janeiro, que conseguimos reunir os diretores de educação e pastoral das duas Províncias Lassalistas do Brasil. Os sábios Irmãos Lassalistas Paulo Fossatti e Arno Lunkes nos presenteiam com excelentes respostas para quem acredita na missão de educar. Confira!

Para falar da formação do professor em geral, e situar o profissional da Rede La Salle no amplo e complexo cenário da Educação, nada melhor do que gente com muita experiência na área e também na vida, e com muito conteúdo. A Revista Integração aproveitou um recente encontro do Irmão Paulo Fossatti (Diretor de Educação e Pastoral da Província Lassalista de Porto Alegre) com o Irmão Arno Lunkes (Coordenador do Conselho para a Missão Educativa Lassalista) para sorver dos dois como se dá a formação do professor e quais os reflexos desta base lassalista em sala de aula. Entre um compromisso e outro em Niterói, no Rio de Janeiro, tendo em comum a dificuldade de horários nas agendas e a agitação típica de quem trabalha sem parar sempre em prol de educar, os Irmãos Paulo e Arno falaram um pouco de ricos e infinitos temas da área, em especial, da importância da educação integral e integradora. Totalmente afinados quando o assunto é formação, eles destacaram alguns dos muitos programas criados pela Rede para fazer do professor um profissional de educação integral, com conteúdo e formação humana. É a interdisciplinariedade ensinada por La Salle, que transcende o aprendizado comum em sala de aula, sendo levada aos cinco Revista Integração • Novembro 2009

07444_07-10 entrevista roberto.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_07-10 entrevista roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 13:20:58

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Entrevista nosso professor se conheça para conseguir conhecer o outro, e assim contribuir na educação do outro. Ele precisa se educar para depois educar. E este é o maior diferencial do professor lassalista que, com esta base diferenciada, tem condições de cumprir em sala de aula a principal meta da Rede La Salle: formar pessoas com conteúdo, como o próprio mercado já exige.

continentes do planeta pelos Irmãos e colaboradores lassalistas que apostam na pessoa, e não apenas na formação do aluno; na pessoa do educador, mais do que no simples professor; na instituição de educação e não só na mera instituição de ensino. Com a agitação que lhe é peculiar, Irmão Arno saiu da entrevista, em seu gabinete no Instituto Abel, como um cometa, se adiantando para ver os alunos no recreio, receber pais, conversar com professores, atualizar leituras, dar conta de mais reuniões... Ufa! Já Irmão Paulo saiu apressado para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, prosseguindo com o roteiro variado de compromissos de Norte a Sul do país, e a certeza de só chegar em casa em 18 dias, depois de cumprir agendas em cidades como Brasília, Altamira e Zé Doca, no Maranhão. Sem dúvida, exemplos perfeitos da essência do educador lassalista, que se educa permanentemente para poder educar. É a formação continuada, dia após dia, de semestre em semestre, de ano em ano, pela vida toda... Quanto mais a sociedade avança rumo ao conhecimento, mais são as cobranças de preparo do educador. Nesta realidade, o mercado desenhou um novo perfil de professor, que precisa inovar para incentivar este conhecimento. Como definir este novo professor? Irmão Paulo - O mercado exige um professor que acompanhe as mudanças. Um professor moderno, de vanguarda, o que para nós, da Rede La Salle, não é novidade, pois sempre entendemos e trabalhamos o conceito de professor como um profissional em formação continuada. Um verdadeiro educador na concepção da palavra, pronto para acompanhar as demandas exigidas pela vida e pelo mercado. Afinal, preparamos pessoas para um mundo cada vez mais competitivo, investindo na formação como um todo, não só de nossos educandos, mas também de nossos educadores. Irmão Arno - E esta formação como um todo não é só para nossos alunos. É também para nossos professores que, em nossa Rede, são educadores. É com esta visão que trabalhamos para despertar no professor a importância de ser um educador. Professor é uma profissão, enquanto o educador é todo um processo, um caminho... Esta é a nossa proposta. Com as mudanças no mercado, o que podemos destacar como reflexos mais relevantes da formação lassalista no aprendizado em sala de aula?

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Um dos protagonistas do conhecimento, o avanço tecnológico tem, em contrapartida, provocado mudanças em muitas carreiras. Na área de Educação, por exemplo, tantos avanços fizeram surgir um novo perfil de aluno. Como as Instituições Lassalistas preparam seus educadores para dar conta desses alunos?

O ideal seria associar aos currículos de nossos educadores títulos equivalentes aos processos de integração pessoal, aos gestos e atitudes humanizantes que constróem pessoas. E é para isso que investimos cada vez mais na formação de nossos educadores. Ir. Paulo Fossatti Doutor em Educação e Diretor de Educação e Pastoral da Província Lassalista de Porto Alegre

Irmão Paulo - Sem dúvida, a formação com conteúdo, integral e integradora de todos os destinatários da missão educativa lassalista. A qualidade da relação intersubjetiva da pessoa expressa em sua capacidade de relacionamento que acontece entre o Eu e o Tu. Investimos firmemente em nossos professores para que vivam a peculiaridade de sua missão, que vai muito além do que passar conhecimento. É preciso mais... Como prega a própria filosofia lassalista, é viver a missão de educar. É preciso que cada um de nossos professores seja um educador. Este é um dos mais importantes princípios do programa de educação diferenciada de nossa Rede. Trabalhamos intensamente para fazermos de nossos colaboradores profissionais competentes, éticos e preparados para a educação integradora, para dar o diferencial aos nossos alunos. Irmão Arno - O interessante nesta percepção é o paradigma com o qual nos deparamos na formação desse educador. Necessitamos do conhecimento subjetivo do professor, ao mesmo tempo em que precisamos de todo um trabalho de investimento, atrelado a uma reflexão profunda. Dentro desta linha, é fundamental que

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07444_07-10 entrevista roberto 7 - 8 - 9 -10.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_07-10 entrevista roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 09:56:28

Irmão Arno - Na prática, percebemos que conhecimento todos passam. É só uma questão de metodologia. Mas entendemos o educador a partir da definição de La Salle, que inovou ao juntar conteúdo, metodologia e formação humana, chegando ao educador ícone, integrado por estas três vertentes. Quando este educador ícone é acionado, mais do que expressar a formação individual, ele comprova a importância de se educar para poder educar. Mostra a capacidade que profissionais com esta base têm de superar e contornar situações difíceis apresentadas por este novo perfil de aluno que, diante de tanta violência propagada pelos meios de comunicação, atrelado à ausência de pais que se desdobram em suas atividades profissionais, tem às vezes um comportamento até agressivo. É uma das formas que ele encontra de estravasar carência e medos. Por outro lado, o elevado nível de informações que este novo aluno recebe do mundo cibernético o torna sempre muito questionador, o que é, ao mesmo tempo, desgastante e muito positivo, pois obriga o professor a se reciclar, aprender, se atualizar e se preparar para este aluno. Daí investirmos em educadores ícones... Irmão Paulo - Para darmos conta deste novo aluno sempre bem informado, criativo, crítico e questionador, só mesmo mantendo vivo o espírito de educador em cada professor. Recebemos professores com 4, 5 ou mais anos de formação, e nosso maior desafio é justamente o de transformá-los em educadores. Alguns deles chegam com o foco em ser apenas professor, o que não basta para atender às necessidades da pessoa e de um mercado cada vez mais exigente, competitivo. Trabalhamos o professor, aquele que chega com o saber técnico, e nos ocupamos com a formação do educador, investindo na essência de sua formação como professor e em sua humanização e vivência dos princípios da educação lassalista. Só com um profissional de ponta, que atrele um lado pessoal bem


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Entrevista estruturado a conhecimentos técnicos e às novidades de mercado é que conseguimos dar conta das novas exigências educacionais.

Irmão Paulo - Nossa formação começa imediatamente quando o professor ingressa em nossa Instituição e perdura por toda a vida. Intensificamos o processo da formação lassalista com ênfase nas áreas humana, cristã, lassalista e profissional. Este cuidado com a formação nos legitima estarmos junto aos nossos irmãos menores como irmãos maiores, na responsabilidade e na atitude de educar com o conhecimento, com a técnica e com o exemplo. Numa cultura do imediatismo, nem sempre é fácil sair de uma cultura de atos isolados para uma cultura de formação integradora, continuada, dia após dia, passo a passo, de semestre em semestre, de ano em ano, por toda vida, até a morte...

Como os senhores avaliam a participação dos pais, da família em geral, na formação deste novo aluno? Irmão Paulo - Precisamos resgatar os referenciais familiares no processo formativo dos filhos. Construirmos uma realidade onde a família assuma uma atitude de educação e formação continuada. Vemos pais, muitas vezes, dando razão ao filho e se preocupando em dar a solução das questões. A vida, ao contrário, exige pessoas que saibam lidar com as dificuldades que se apresentam. Por isso, a grande jogada é preparar a pessoa para trabalhar com suas dificuldades, transformando-as em desafios, em um processo de aprendizado contínuo, entendendo que um “não” no momento certo ajuda a pessoa a crescer. Irmão Arno - Certamente, já passamos do tempo de não poder dizer “não”. Os pais devem assimilar isso, e o educador tem que se preparar, estar em constante atualização para saber como lidar com este novo jovem, com as desavenças, as destemperanças, com o estilo de jovens equipados com as novidades das ciências. Para atender a diversificadas demandas e acompanhar a velocidade das novidades no mercado é preciso mudar a fonte. O que os senhores destacariam como mudanças essenciais nos cursos de formação de professores? Irmão Paulo - Não tem saída: para educar o outro preciso educar a mim mesmo. É preciso se perceber por inteiro para acolher o outro por inteiro. E este entendimento de Educação já atingiu e perpassa a maioria dos cursos de formação continuada. Afinal, precisamos preparar o educador para atender a pessoa e a sociedade que exigem conteúdo, conhecimentos técnicos e também responsabilidade social, atitudes de ajuda ao próximo, ética de humanização e de cidadania. Definitivamente, o mercado e a vida exigem pessoas formadas como um todo, com habilidade e competências em sua área de conhecimento acompanhadas de humanização, bem dentro do espírito de La Salle. É preciso cada um se reconhecer como pessoa física e psíquica, profissional e espiritualmente, trabalhando o afeto em um processo integral e integrador. E isso é uma tendência mundial. Quando a pessoa não concilia a formação integral com a integradora podemos ver, por

É fundamental que nosso professor se conheça para conseguir conhecer o outro e assim contribuir na educação do outro. Ele precisa se educar para depois educar. E este é o maior diferencial do Professor Lassalista.

Ir. Arno Lunkes Diretor de Educação e Pastoral da Província Lassalista de São Paulo

exemplo, um profissional doutor em conhecimento mas com sérias dificuldades em transmitir afeto a seus filhos. Podemos encontrar um professor que tenha excelente formação integral, mas que não atingiu o básico da integração humana. É preciso percorrer o caminho da humanização conjugando a formação integral à integradora. O ideal seria associar aos currículos de nossos educadores títulos equivalentes aos processos de integração pessoal, gestos e atitudes humanizantes que constróem pessoas. É para isso que investimos cada vez mais na formação de nossos educadores. Irmão Arno - Sem dúvida, para chegarmos ao conhecimento pleno, temos que incentivar a espontaneidade, o afeto integral, encontrando mais um caminho para a formação integradora. É nisso que apostamos, acreditando que é como uma receita de bolo básica, que ganha uns ingredientes a mais, dependendo do segmento trabalhado. Não podemos desconectar a formação da experiência, como estar em dia com a vida, com as conquistas, com os desafios... Foi-se o tempo que ser professor era ter a vara na mão e pronto. Se bem que na educação lassalista nunca foi assim... Desenvolvendo um trabalho identificado como de vanguarda, quais são as áreas que a Rede mais prioriza na formação do professor lassalista?

Irmão Arno - Buscamos profissionais sintonizados com a proposta da Rede, transformando o professor em um coadjuvante à nossa identidade, dentro da realidade de uma instituição católica, lassalista, que tem estes princípios como ideal de vida. Só a faculdade não é suficiente. Defendemos um processo de formação integrada à formação de cidadania. Com valores éticos, morais, solidários... Dentro da visão geral da formação do professor lassalista, que tal detalharmos os programas de cada uma de nossas Províncias no Brasil? Irmão Arno - Na Província de São Paulo, investimos na formação com programas específicos para pequenos grupos, com no máximo 40 professores. Exploramos a formação lassalista, humana, espiritual e de teologia no curso realizado em três etapas: uma semana de janeiro, uma semana de julho e a terceira semana em janeiro do ano seguinte. Há também o Congresso dos Administradores da Educação Lassalista, retiros e uma série de frentes dentro de uma visão de que não é “estou educador lassalista”, mas sim “sou educador lassalista”. Irmão Paulo - Na Província de Porto Alegre, desenvolvemos o processo de educação continuada ao longo do ano. Temos um Plano de Formação em andamento. Uma de suas atividades consiste no Programa I de Formação Básica, comum a todos os lassalistas, correspondendo a 80 horas formativas, sendo 20 horas de formação humana, 20 de formação espiritual, 20 de formação lassalista e 20 de formação técnica. Para amarrar tudo isso, temos o Programa II de Formação Continuada, com quatro semanas formativas envolvendo as áreas humana, cristã, lassalista e projeto de vida pessoal profissional. Estes são apenas alguns exemplos de processos formativos que acreditamos agregarem valor aos processos formativos pelo poder de investimento na

Revista Integração • Novembro 2009 07444_07-10 entrevista roberto 7 - 8 - 9 -10.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_07-10 entrevista roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 09:56:29

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Entrevista pessoa dos educadores. No cenário nacional, como descrever a formação básica do professor brasileiro, e o que esperar do Governo em termos de políticas de incentivo à Educação? Irmão Paulo - Em nosso país, educação e formação de educadores não são prioridades. E não foi à toa que assumimos, enquanto lassalistas do Brasil e da América Latina, o Projeto Dignificação do Magistério. O mal-estar docente está instalado em nossas pessoas e, consequentemente, no ambiente educacional. Este mal-estar apresenta-se nos mais diversos sintomas. Temos muito o que construir para dignificar a profissão docente no Brasil. Enquanto lassalistas, procuramos assumir políticas de formação docente que promovam o bem-estar das pessoas, que passa pela valorização do clima institucional, do fortalecimento de uma boa autoestima e imagem pessoal, profissional e institucional, promotoras de alegrias e satisfação com a escolha pela missão de educar. Irmão Arno - Em nossa Rede, adotamos ações que priorizam o profissional como pessoa, destacam o potencial de cada um e criam um bem-estar dentro de cada profissional, o que reflete favoravelmente no ambiente de trabalho. As Instituições Lassalistas funcionam como verdadeiras ilhas de produção de bem-estar, com ações que visam melhorar cada vez mais o ambiente de trabalho. Frentes que dignificam a profissão docente. Considerando o processo de unificação das Províncias do Brasil com a Delegação do Chile, importante aqui falarmos da formação do professor chileno e da participação do Governo na Educação... Irmão Paulo - Ao assumirmos o projeto de reestruturação para, em 2012, sermos uma única Província Lassalista Brasil e Chile, também assumimos o compromisso de aproximarmos nossas políticas formativas. A título de políticas públicas para a educação chilena, creio que muito temos a aprender com este país, que conta com programas de incentivo à educação e à formação docente, fazendo do Chile uma exceção entre os países latino americanos. A qualidade da educação básica e o cuidado com a formação docente têm uma trajetória de êxitos que poderão enriquecer os discursos e práticas educacionais brasileiros. Irmão Arno - Vale lembrar que o Chile aprovou, em agosto, sua nova Ley de Educación General, a LEGE. E para a segurança deste processo de unificação das Províncias, cabe-nos estudar a nova LEGE chilena. E sobre o que o Irmão Paulo

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acaba de falar, temos uma prioridade ampliada para 14 anos de educação básica, com novas exigências relacionadas à formação docente. A diversidade de recursos que chegam à sociedade pós-moderna confirma a importância da educação de vanguarda instituída por La Salle já em 1680. Quais as estratégias mais expressivas da Rede para manter este vanguardismo, segredo de uma fórmula que dá certo há mais de 300 anos? Irmão Paulo - Vivemos em uma sociedade onde, em geral, coube à escola a responsabildiade por formar bons cérebros. Mas, e a formação da pessoa? E é exatamente nisso que os lassalistas apostam: na educação integral e integradora, com conteúdo e formação humana. Apostamos na pessoa do educando, e não apenas na formação do aluno; na pessoa do educador, mais do que no simples professor; na Instituição de Educação, e não apenas na mera Instituição de Ensino. Dentro dessa linha, trabalhamos em busca do crescimento, do progresso, do desenvolvimento humano, visando dar sentido pessoal e institucional ao nosso jeito de educar. Irmão Arno - E confirmamos a importância da formação de conteúdo em nosso dia a dia, onde atestamos a riqueza que é a mistura de conhecimentos no mundo acadêmico. Temos profissionais com 30 anos de trabalho que prosseguem se educando para educar, em um processo de formação continuada, com demonstração de habilidade e competência. E vemos jovens que simplesmente pararam no tempo... Diante da premissa lassalista de “pensar o professor como um educador que passa a vida se educando para bem educar”, citem exemplos de cases da interdisciplinariedade da educação lassalista. Irmão Paulo - É difícil destacar um case quando vemos toda uma Província em processo docente de formação continuada. São centenas de educadores que se reconhecem nos múltiplos compromissos que registram o cuidado de si enquanto processo de reflexão sobre seu ser pessoa e educador na contemporaneidade. Mas, destaco a excelente experiência vivenciada por grupos que participam do Programa II de Formação Continuada. Outro exemplo é a iniciativa de escolas que, a partir de organização própria, estão seguindo programas de formação para seus colaboradores com ênfase na reflexão e no registro das reflexões emanadas de suas vivências e estudos relacionados à prática docente. Irmão Arno - Uma das experiências bem

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07444_07-10 entrevista roberto 7 - 8 - 9 -10.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_07-10 entrevista roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 09:56:29

significativas é a Mostra Cultural do La Salle Águas Claras, com a culminância de projetos desenvolvidos por professores de todos os segmentos ao longo do ano. Do tema aos procedimentos, tudo é planejado em conjunto com as coordenações, revelando as conexões entre as diferentes disciplinas a partir do tema central na semana de apresentações, e um dia inteiro em que o colégio se transforma em exposição de cultura, arte, conhecimento e convivência. Outro projeto muito interessante é o que chamamos de “didática da contextualização”. No La Salle Instituto Abel, um exemplo são as Provas Multidisciplinares, que têm como referência um texto escolhido pelos professores, base para a elaboração das questões das diversas disciplinas. A mesma didática é usada nas aulas, com a vantagem de habituar o aluno a estabelecer a conexão entre os fenômenos, a perceber que a origem e permanência de um fenômeno de qualquer natureza está relacionado a fatores de outra natureza. Quer dizer, na nossa vida, na natureza, na sociedade, na história da humanidade, nada acontece isoladamente.

Quem são eles? Ir. Arno Lunkes Entre os muitos títulos do vasto currículo, Irmão Arno Lunkes tem licenciatura em Filosofia, graduação em Teologia e Pedagogia, pós-graduação em Administração Escolar, curso de extensão em Antropologia e mestrado em Educação. Antes de assumir a direção do La Salle Instituto Abel em 2007, Irmão Arno foi diretor do La Salle Águas Claras e do Instituto Assistencial La Salle de Taguatinga, foi presidente da Associação Brasileira de Educadores Lassalistas e Superior Provincial dos Irmãos Lassalistas da Província de São Paulo por dois mandatos. Ir. Paulo Fossatti Graduado em Psicologia e em Filosofia , Ir. Paulo Fossatti é mestre em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e recentemente foi aprovado com louvor no doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS. Também é um dos membros da Direção da Província Lassalista de Porto Alegre, Pró-reitor Acadêmico Adjunto e Vice-reitor do Unilasalle/Canoas, além de exercer a função de Diretor Primeiro Vicepresidente da Sociedade Porvir Científico.


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Cultura

ESTRELA

Conheça a mais nova Cidade Lassalista Setor de Marketing Rede La Salle

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strela é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localizado no Vale do Taquari sua população estimada em 2008 era de 30.329 habitantes. É um município banhado pelo Rio Taquari e um dos poucos no Estado que contam com um entroncamento rodo-hidro-ferroviário, devido à presença do Porto de Estrela, de uma ferrovia ligada à Ferrovia do Trigo e das rodovias BR-386 e RST-453 (Rota do Sol). Origem do Nome Quando os primeiros colonizadores chegaram à região, eles perceberam uma intensa luz num pântano. Na verdade era apenas o reflexo da lua cheia que estava ali, porém eles acreditaram que era uma estrela cadente. Daí surge a denominação de Estrela. Colonização Os primeiros colonizadores chegaram a Estrela no ano 1856, época em que foi instalada a Fazenda Estrela, de propriedade do Cel. Victorino José Ribeiro, cujas terras pertenciam administrativamente à freguesia de São José do Taquari, hoje município de Taquari. O líder do movimento emancipacionista e fundador de Estrela foi Antônio Vitor Sampaio Mena Barreto. Os primeiros imigrantes alemães eram originários de Dois Irmãos; um dos primeiros a chegar foi Johann Heberle, mais tarde conhecido pelo apelido de João Capataz. Emancipação O município emancipou-se em 20 de maio de 1876, conforme a Lei nº 1044, sancionada pelo Conselheiro Tristão de Alencar Araripe, presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, sendo assim o segundo município mais antigo do Vale do Taquari. Faculdade La Salle em Estrela Desde 2007, a cidade de Estrela também integra a Família Lassalista. Isso, porque a tão esperada Faculdade de Tecnologia La Salle Estrela-RS finalmente chegou. No dia 03 de setembro de 2009, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação aprovou a abertura da Instituição que oferecerá cursos de qualidade nas áreas de graduação tecnológica – Agronegócio, Gestão de Turismo e Secretariado – com 150 vagas totais anuais. Além da graduação, serão oferecidos cursos de pós-graduação em Gestão Financeira, Turismo Rural, Agronegócio e Gestão Ambiental, Gestão Estratégica e Inovação, Gestão Educacional e Gestão da Qualidade de Vida. A Faculdade de Tecnologia La Salle Estrela integra a Rede La Salle de Educação que atua nas áreas de Educação Básica, Educação Superior e Obras Assistenciais no Brasil e em 82 países pelo mundo. Conforme o diretor da Faculdade, Ir. Jardelino Menegat, a abertura da Instituição representa um passo significativo para o crescimento da Rede La Salle. “A Faculdade de Tecnologia La Salle – Estrela é mais um passo para Rede La Salle se tornar um referencial na educação, a nível regional, estadual e nacional”.

Revista Integração • Novembro 2009 11.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_11_cultura_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 13:32:51

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Sou Lassalista

Ensinando e aprendendo a bem viver Ação, dedicação e criatividade são palavras que ajudam a traduzir o espírito com o qual a professora Nadya Vorga desempenha suas atividades como professora lassalista. Nadya é uma daquelas pessoas que parece estar ligada na tomada, com perdão pela brincadeira. Está sempre propondo uma nova atividade ou envolvida em algum Professora Nadya Vorga projeto com a sua turma da 4ª série do Ensino Fundamental, além de ser vice-presidente do Centro de Professores e Funcionários do Colégio La Salle São João, em Porto Alegre. Claro, tudo isso ao mesmo tempo e com igual competência.

“A equipe é solidária e temos vontade de fazer as coisas, de participar. Olhamos o aluno como um futuro cidadão que pode mudar o mundo .” Iniciou na Instituição como alfabetizadora em 1995 e, logo em seguida, passou a lecionar música para a Educação Infantil e Anos Iniciais. Deixou o Colégio em 2000 para ter bebê e retornou em 2005. Graduada em Pedagogia e Música, também é especialista em Psicologia Escolar e Artes e, atualmente, cursa o mestrado em Educação Musical como aluna ouvinte. Para ela, o período mais emocionante vivido no La Salle São João foi justamente o seu retorno. “Saí para ter a minha filha e fiquei cinco anos afastada. Nesse período passei por outras duas escolas e quando voltei ficou muito claro que aqui é diferente. O nosso colégio tem outra cara, um outro acolhimento. A equipe é solidária e temos vontade de fazer as coisas, de participar. Olhamos o aluno como um futuro cidadão que pode mudar o mundo”, declara a professora. Igualmente empolgada, continua: “Quando fazemos estudos sobre a vida de La Salle estamos dizendo que temos raízes e identidade, um fundamento. Temos que saber de onde viemos e aonde queremos chegar, e sabemos, queremos transformar a sociedade. Queremos ensinar a bem viver no aspecto integral do ser humano nem que para isso tenhamos que reaprender a bem viver também”.

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12.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_12_soulassalista_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 13:37:43

Fabiana Barth é professora lassalista há 22 anos

Educação inclusiva em sala de aula Há 22 anos a professora Fernanda Barth Gomes leciona na Rede La Salle. Ela conta que inicialmente foi professora de alfabetização. Depois começou a trabalhar com a 2ª série do Ensino Fundamental atualmente 2° ano/9 anos. Ela conta que neste ano recebeu um desafio especial com o ingresso de um aluno com necessidades especiais em sua turma. “Estou verdadeiramente encantada com a educação inclusiva, uma vez que proporcionou momentos de solidariedade e crescimento em que os vínculos estabelecidos reafirmaram a sua importância na relação com a construção do conhecimento, bem como me desafiou a buscar meios para inserir a criança no grupo e elaborar estratégias para alcançar uma aprendizagem integral”, destaca. Segundo Fernanda, esta é a maior e a melhor aprendizagem que um professor pode experimentar: a aceitação do outro, o auxílio, a vivência e a preocupação em inserir a criança no grupo e em fazer com que o grupo a aceite. “Assim todos ganham em conhecimento, elaboração de estratégias, solidariedade, amor ao próximo, afetividade”, enumera a professora.

“Estou verdadeiramente encantada com a educação inclusiva, uma vez que proporcionou momentos de solidariedade e crescimento.” Segundo ela, um dos diferenciais em ser educador lassalista é o de estar em uma instituição que acredita e investe em seus profissionais, oportunizando que o quadro de professores elabore seus próprios materiais de trabalho e desenvolva, com autonomia e consciência, estratégias para contemplar um processo de ensino e aprendizagem eficaz em sala de aula. “A credibilidade, o apoio, a valorização ao trabalho, o incentivo, os laços de amizade, a cumplicidade, dentre outros tantos que poderia citar, revelam o quanto estes diferenciais são capazes de nos manter com a chama de nos superarmos a cada ano na busca de uma educação de qualidade, embasada na formação integral e no desenvolvimento de uma vida mais solidária, consciente e justa”.


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Eventos

A dinâmica e as decisões da AMEL 2009 Por Adriana Beatriz Gandin Assessora Educacional da Rede La Salle

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o período de 04 e 06 de novembro de 2009, os Lassalistas (Irmãos e leigos), da Província Lassalista de Porto Alegre, estiveram reunidos na Assembleia da Missão Educativa Lassalista - AMEL, em Veranópolis. A AMEL tem o objetivo de avaliar e planejar a Missão Educativa da Rede La Salle. A Assembleia é constituída por representantes, das Comunidades Educativas Lassalistas pertencentes à Província Lassalista de Porto Alegre, eleitos ou indicados, na proporção de dois leigos para um Irmão. Para a AMEL 2009 foram convidados, ainda, um Irmão e um leigo da Província Lassalista de São Paulo e um Irmão e um leigo da Delegação Lassalista do Chile. Conforme descrito no artigo 3º da Resolução PLPOA 003/2009, a AMEL 2009 trabalhou com os seguintes subtemas:

• Eleição dos membros do Conselho da Missão Educativa Lassalista. Os participantes da AMEL assumiram o compromisso de realização de um estudo prévio de documentos, contendo as temáticas a serem abordadas na Assembleia. Durante o período de realização da AMEL aconteceram momentos de trabalho em grupos e de plenária onde foram discutidas e aprovadas algumas, proposições para os próximos anos. São elas: PROPOSIÇÃO 1: Qualificar os processos de formação, capacitação e acompanhamento dos Lassalistas, assegurando a excelência institucional e profissional. PROPOSIÇÃO 2: Buscar a excelência de ensino e avançar em inovações pedagógicas.

• Avaliação da Missão Educativa na Província Lassalista de Porto Alegre, no quadriênio 20062009.

PROPOSIÇÃO 3: Possibilitar que cada comunidade educativa tenha um grupo de vivência e irradiação do carisma e da espiritualidade Lassalista.

• Aplicação das determinações do XII Capítulo Provincial relacionadas à missão educativa lassalista.

PROPOSIÇÃO 4: Fortalecer ações que promovam a Escola em Pastoral, garantindo a identidade Cristã e Lassalista.

• Perspectivas em face da reestruturação das Províncias Lassalistas de Porto Alegre e de São Paulo, e da Delegação Lassalista do Chile.

PROPOSIÇÃO 5: Iniciar o processo de elaboração da Proposta Educativa e o Projeto Pedagógico tendo em vista a criação da nova Província Brasil-Chile.

A AMEL tem o objetivo de avaliar e planejar a Missão Educativa da Rede La Salle.

Revista Integração • Novembro 2009 07444_13-19_eventos_roberto 13-14-15-16-17-18-19.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_13-19_eventos_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:08:32

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Eventos

Livro ressalta importância das discussões sobre ética e moral Por Ir. Israel José Nery Secretário Provincial da Província Lassalista de São Paulo

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ançado em julho de 2009 em São Paulo, “Ética e Moral na Educação”, do Irmão Lassalista Roque do Carmo Amorim Neto e de Margaréte May Berkenbrock-Rosito, discute o gradual desaparecimento do termo “moral” e a transformação do significado de “ética” no campo da educação. Indicada para professores e futuros educadores, a obra também aborda o surgimento do “homem light”, que se nutre da sociedade do consumo e do relativismo generalizado. Com o objetivo de discutir o significado e as consequências de ética e moral no campo educativo, Roque Amorim Neto e Margaréte May Berkenbrock-Rosito lançam “Ética e Moral na Educação”. Em quatro capítulos, o livro traz à tona a importância da compreensão exata desses valores e de seu enfrentamento em uma sociedade na qual tem destaque o “homem

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light”, expressão de um novo jeito de ser humano, marcado pela permissividade e também pelo tédio. O livro é resultado de uma ampla pesquisa de Amorim Neto, que foi orientado por Margaréte May no Programa de Mestrado em Educação da Universidade Cidade de São Paulo, localizada na zona leste de São Paulo. O objetivo, explica a professora, foi estudar o sentido de ética e moral nas Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia. Margaréte May relata que tudo começou a partir da constatação de que o documento das Diretrizes Curriculares não traz a palavra “moral”, e sim a palavra “ética”, sendo que esta foi usada no sentido de “moral”. Assim, partindo de um exercício de precisão conceitual, os autores chegam à compreensão da formação de

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07444_13-19_eventos_roberto 13-14-15-16-17-18-19.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_13-19_eventos_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:08:43

professores na Educação Superior como um processo que favorece o desenvolvimento humano em seus diferentes conteúdos, com atenção especial à dimensão da afetividade. As reflexões do livro são fundamentadas na Teoria do Desenvolvimento Moral, de Lawrence Kohlberg. Com uma linguagem acessível, “Ética e Moral na Educação” torna-se leitura essencial para professores e educadores de qualquer nível. Roque do Carmo Amorim Neto é mestre em Educação, especialista em Psicopedagogia, formado em Filosofia e integrante da Associação Brasileira de Educadores Lassalistas. Atualmente estuda Psicologia em Saint Mary’s College of California, nos Estados Unidos. “Ética e Moral na Educação” pode ser encomendado em livrarias de todo o país ou diretamente no site da Editora Wak: www.wakeditora.com.br.


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Eventos

Unilasalle Canoas inaugura novo prédio com 10 andares Por Setor de Marketing Rede La Salle

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o dia 24 de julho, o Unilasalle Canoas apresentou suas novas instalações para autoridades e imprensa. Trata-se de um dos maiores investimentos da Rede La Salle nos últimos anos, ratificando o desenvolvimento acadêmico do tradicional estabelecimento de ensino canoense. O Prédio 15 conta com dez andares em 20 mil m² de área construída. Com 30 meses de obras, o projeto integra-se ao Centro Poliesportivo La Salle e foi planejado para dar o suporte necessário ao crescimento de curto prazo da Instituição. A estrutura completa oferece mais de 50 salas de aula, dois auditórios com 200 lugares, seis elevadores, três quadras poliesportivas e seis vestiários, arquibancada para 1 mil pessoas, estacionamento coberto com 104 vagas, piscina semi-olímpica aquecida, restaurante

panorâmico e salas para eventos. A construção pretende atender – não só fisicamente – o progresso do Unilasalle, sedimentado na dimensão acadêmica do ensino, pesquisa e extensão. Segundo o próreitor administrativo, Luiz Carlos Danesi, o novo prédio foi planejado a partir de conceitos de otimização dos recursos naturais. “As janelas são muito amplas, as paredes são pintadas de cores claras e a ventilação é toda otimizada para o aproveitamento da temperatura ambiente, evitando o uso de ar

Novas instalações têm 20 mil m² de área construída planejadas para dar suporte ao crescimento da Instituição.

condicionado e de iluminação artificial, que é planejada para ser econômica, sem perder em qualidade para os usuários dos espaços", destaca. Outro aspecto importante do planejamento do novo prédio é o mobiliário. As salas de aula e os auditórios projetados tiveram toda a mobília prevista para o uso de formas múltiplas e para que os estudantes possam acomodar seus notebooks. O Unilasalle ainda teve a preocupação de buscar um fornecedor comprometido com questões como ergonomia e preservação do meio ambiente. A escolha foi feita a partir do preceito básico de que o fabricante tivesse a certificação ISO 14.000. A obra dispõe da cobertura da rede wireless, já disponibilizada pela Instituição em todo o campus e está totalmente adaptada para as necessidades de pessoas com deficiência.

Revista Integração • Novembro 2009 07444_13-19_eventos_roberto 13-14-15-16-17-18-19.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_13-19_eventos_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:08:50

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Eventos

Inaugurada a Faculdade La Salle Estrela Por Setor de Marketing Província Lassalista de Porto Alegre/RS “Pés em Estrela, olhos na região e coração nas pessoas”. A frase do diretor geral da Faculdade La Salle Estrela, Ir. Jardelino Menegat, repetida por diversas vezes ao longo do dia marcou a inauguração da Instituição. A movimentação começou logo cedo com um café da manhã para a imprensa. Mas foi no entardecer do dia 29 de setembro que centenas de pessoas presenciaram o lançamento oficial da primeira instituição de educação superior da cidade. Estudantes, autoridades, comunidade local, Irmãos Lassalistas e colaboradores da Rede La Salle participaram e aplaudiram entusiasmados a importante conquista.

instituição em qualidade que universalize o conhecimento para toda a população da região dos vales”.

Discursos A programação da noite contou com diferentes discursos. O prefeito municipal de Estrela, Celso Brönstrup, enfatizou que há mais de 20 anos a cidade esperava por isso. “Este é um primeiro passo de um grande desafio que temos pela frente. Mas tenho certeza que Estrela crescerá com a implantação desta Faculdade”. O Provincial da Província Lassalista de Porto Alegre, Ir. Marcos Corbellini, lembrou que a cidade contará com todo o suporte de uma rede mundial de ensino. “Pretendemos estimular o crescimento de Estrela e da Rede La Salle desde quando iniciamos a parceria com a Prefeitura Municipal, em 2007”. Já o diretor da Faculdade La Salle, Ir. Jardelino Menegat, destacou entusiasmado: “Não queremos ser uma grande instituição em porte físico ou até mesmo número de alunos. Mas queremos ser uma grande

Comemoração Ao final da solenidade, centenas de pessoas brindaram o lançamento da Faculdade com espumante e torta. No pátio da Instituição ainda aconteceram apresentações artísticas de grupos folclóricos locais e show pirotécnico.

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Site Oficial Após os discursos oficiais, foi descerrada e abençoada a placa de inauguração da Instituição. De maneira simbólica, também foram entregues certificados a oito representantes dos participantes nos cursos de extensão promovidos desde abril. Também foi lançado o site oficial da Faculdade na internet, disponível no endereço www.unilasalle.edu.br/estrela.

Pós-graduação Está prevista, a realização de cursos de especialização e MBA da Faculdade La Salle Estrela. A Instituição oferecerá seis opções de pós-graduação: Gestão da Qualidade de Vida; Gestão Educacional da Escola Básica; MBA em Agronegócio e Gestão Ambiental; MBA em Gestão Estratégica e Inovação; MBA em Gestão Financeira; e Turismo Rural. Mais informações sobre as pós-graduações, graduação e vestibular disponíveis no http://www.unilasalle.edu.br/estrela

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07444_13-19_eventos_roberto 13-14-15-16-17-18-19.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_13-19_eventos_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:08:58


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Eventos

Ir. José Ignácio festeja bodas de ouro Por Silvia Dewes Assessora de Comunicação do Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo/RS

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ma missa e um almoço no dia 30 de agosto marcaram os 50 anos de vida religiosa do Irmão José Ignácio Reckziegel, que há 18 anos atua no Colégio La Salle Medianeira. A celebração reuniu funcionários, Irmãos, professores e alunos da Instituição, além de amigos e parentes do educador na comunidade de Rolador Alto, no município de Santo Cristo, onde nasceu em 1934. Além das bodas de ouro como Irmão Lassalista, o Ir. José Ignácio celebrou seus 75 anos de vida e 55 anos como educador. Ele começou a dar aulas em 1954 no Colégio Gonzaga, em Pelotas, para as séries iniciais. Também atuou em Porto Alegre, no La Salle Pão dos Pobres e no La Salle Dores, onde foi professor por 30 anos após concluir a faculdade de Matemática em 1960. Um de seus orgulhos é o costume de sempre entregar as provas aplicadas corrigidas no dia seguinte e de ter se ausentado da sala de aula apenas 90 dias ao longo destas cinco décadas de atividade. Ao avaliar o significado de sua vida dedicada à educação, o Ir. José Ignácio destaca que foram anos de muito trabalho, alegrias e

entusiasmos. “Se fosse preciso recomeçar, faria tudo de novo com ainda mais ânimo e coragem. Faria mais cursos de aperfeiçoamento na minha área e também para ser um educador de Ensino Religioso”, afirma. Aos jovens que estão iniciando sua formação como educadores e religiosos, o Ir. José deixa uma mensagem de perseverança: “Além do curso de Teologia, tenham como objetivo fazer uma faculdade profissionalizante. Sejam competentes para ter sempre um grande sucesso em sala de aula. É muito bom sentir o progresso dos alunos e acompanhá-los durante vários anos”. BIOGRAFIA Irmão José Ignácio Reckziegel nasceu aos 29 de agosto de 1934, no interior de Santo Cristo, quando ainda era distrito de Santa Rosa. É filho de Reinoldo Reckziegel e Carolina Steffen. Tem oito irmãos; desses, duas são irmãs religiosas e 04 irmãos já são falecidos. Iniciou seus estudos em Santo Cristo. Em 1947 entrou no Juvenato em Canoas. Em 1951 fez a tomada de hábito e a 28 de fevereiro de 1952 professou os primeiros votos. Em Canoas fez a Escola Normal e depois foi transferido para Pelotas onde iniciou o Magistério.

“Se fosse preciso recomeçar, faria tudo de novo com ainda mais ânimo e coragem.” Ir. José Ignácio Em 1957 foi transferido para Porto Alegre onde lecionou no Pão dos Pobres e fez Faculdade de Matemática na PUC. Em 1960 foi transferido para o Colégio La Salle Dores, onde permaneceu 31 anos. Desde 1991, trabalha no Colégio La Salle Medianeira como professor de Matemática. Está celebrando seus 50 anos de profissão perpétua, como Irmão de La Salle, além dos 55 anos de Magistério ininterruptos, quase exclusivamente dedicados ao ensino de Matemática, e também celebra seus 75 anos de vida.

Revista Integração • Novembro 2009 07444_13-19_eventos_roberto 13-14-15-16-17-18-19.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_13-19_eventos_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:09:10

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Eventos

Mais de 800 alunos da Rede La Salle no 3º Campustour Por Setor de Marketing Província Lassalista de Porto Alegre/RS A terceira edição do Campustour Unilasalle apresentou intensa programação durante a manhã e tarde do dia 08 de julho. O evento reuniu cerca de mil estudantes dos 2º e 3º anos do Ensino Médio dos Colégios da Rede La Salle no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Tendo como mestre de cerimônias o comunicador da Rádio Atlântida e RBS TV, Luciano Potter, foram anunciados os destaques da programação do tradicional evento. Na sequência, o discurso de abertura contou com as sábias palavras a cargo do Reitor Ir. Ivan Migliorini: “É na escola que acontecem momentos marcantes das nossas vidas, desfrutem muito disso”, enfatizou ele. CACO BARCELLOS O destaque do dia foi a aguardada palestra “Experiências de Sucesso no Competitivo Mercado de Trabalho”, do jornalista da Rede Globo, Caco Barcellos. Saudado com entusiasmo pela plateia que lotou o Centro Poliesportivo La Salle, o repórter gaúcho nascido na periferia de Porto Alegre apresentou um detalhado panorama de sua atividade profissional, intercalado com

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lembranças de juventude e os motivos que o levaram a decidir-se pela carreira. “Meu pai me ensinou a ter coragem e vencer os desafios na minha vida profissional. A dignidade e a vontade de fazer mais pelas pessoas que estão ao nosso lado devem prevalecer”, aconselhou ele aos atentos estudantes. ORIENTAÇÃO VOCACIONAL Ao longo do dia, os futuros universitários tiveram a oportunidade de conhecer os 32 cursos de graduação oferecidos pelo Unilasalle Canoas, através da devida orientação profissional com os coordenadores de cada um dos cursos, e também realizaram testes vocacionais. DIVERSÃO Diversas atividades de integração e diversão completaram o evento com espaço interativo para esportes radicais, games e oficinas. A banda Reação em Cadeia subiu ao palco, encerrando o 3º Campustour em alto e bom som.

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“Que bela estrutura essa Rede mantém para educar seus estudantes. Parabéns pelo evento." Caco Barcellos


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Eventos

IV IV Congresso Congresso de de Educação Educação Infantil Infantil Por Eloisa de Ávila Diretora do Colégio La Salle Carazinho/RS

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o período de 30 de setembro a 03 de outubro de 2009 ocorreu o IV Congresso Nacional de Educação Infantil e I Simpósio Internacional de Educação, no Colégio La Salle, de Carazinho RS, sob o tema Educação e Cidadania Territórios de Responsabilidades: por uma Cidade Educadora. Os palestrantes apresentaram excelentes contribuições e o público sentiu-se envolvido. As temáticas versaram sobre a cidadania, partindo da família, perpassando pela escola e comprometendo outros segmentos sociais. Houve a participação de mais de 400 pessoas, entre professores, conselheiros tutelares, médicos, advogados, psicólogos, vereadores e líderes empresariais. Enfim esse evento marcou a diferença por traçar um plano de ação conjunta para a formação cidadã.

Biehl, do Unilasalle Canoas, que brilhantemente abordou a questão da Família e a Cidadania, seguida pela apresentação do case de sucesso Yacamim (Pai de muitas estrelas), onde há uma ação social coletiva há mais de dois anos envolvendo diversos segmentos sociais em prol de crianças e adolescentes que recebem atendimento aos sábados e domingos, realizando esportes, lazer e cultura, prevenindo o uso de drogas e as situações de risco e vulnerabilidade social. Na tarde de quinta-feira, o professor Dr. Gilmar Maroso abordou o tema do cidadão pós-moderno. Em seguida, houve a mesa temática: Infância e Cidadania, com o professor Marcelo Müller e a professora Nair Angélica Marchesan. À noite houve a palestra do professor Rogério Ferraz de Andrade: “ Um tabuleiro chamado escola: entre o desejo de saber e a necessidade de estudar”.

Todos estiveram muito envolvidos com o lema: “É preciso toda uma cidade para educar uma criança”. O evento iniciou com a palestra de abertura “Educar para Sonhar acordado”, proferida pelo maestro Juan da Rosa, da cidade de Artigas/Uruguai. Na manhã de 1º de outubro foi a vez de ouvir a professora Katia

Na sexta-feira pela manhã aconteceu a grande mesa temática “Territórios de Responsabilidades”, coordenada pela Jornalista Nadja Hartmann, envolvendo diversos profissionais das seguintes áreas: Secretaria Municipal de Educação, Saúde,

Câmara de Vereadores, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Associação Comercial e Industrial de Carazinho, Psicologia e Serviço Social. Na sexta-feira à tarde foi a vez da professora Deise, falando sobre a Educação Infantil e a Cidadania.Houve a exibição do Documentário “Perambulantes”, que apresentou a vida de indígenas em Porto Alegre. Para encerrar o evento, no sábado ocorreu a apresentação da peça: Azul Maior, com a Cia La Trupe Azul, que versou sobre a educação ambiental e a cidadania. Finalizando, foi proferida a palestra “Cidade Educadora”, com os Mestres Alexsandro Machado e Márcio Taschetto da Silva, ambos consultores do Ministério da Educação, em Brasília. A conclusão dos trabalhos motivou os congressistas para construírem um Museu do Futuro, onde jovens, crianças e adolescentes devem ser ouvidos quanto às suas expectativas como cidadãos conscientes e participativos. Eis os desafios: criar o Museu e dar continuidade à proposta por uma Cidade Educadora que envolva mais os Territórios de Responsabilidades.

Revista Integração • Novembro 2009 07444_13-19_eventos_roberto 13-14-15-16-17-18-19.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_13-19_eventos_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:09:23

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45 anos

La Salle Hipólito Leite comemora 45 anos Por Cristiele Blass Escola La Salle Hipólito Leite - Pelotas/RS

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Escola La Salle Hipólito Leite, de cunho assistencial, mantida pelos Lassalistas, localizada no Bairro Cruzeiro, no município de Pelotas (RS), tem o desafio de oferecer um serviço educativo de qualidade e de promoção de vida aos 852 educandos que atende. É uma escola que, assim como toda a Rede La Salle, se preocupa com a formação integral de seus educandos tanto na área profissional como em todas as outras áreas que constituem o ser humano. A Instituição não se limita a uma educação formal de qualidade uma vez que procura atender todas as necessidades dos educandos. Com este intuito oferece atividades esportivas das mais variadas, laboratórios de aprendizagem e aulas de reforço com ritmo diferenciado. Proporciona atividades no laboratório de informática, aulas de dança, formação de lideranças, confecção de artesanatos com os pais dos alunos e comunidade, atendimento psicológico, orientação educacional, acompanhamento e orientação aos pais, grupos de jovens, orientação vocacional e profissional, grupos de estudo e outras atividades conforme a necessidade. Juntamente com a semana de La Salle, dias 11 a 15 de maio, celebramos o quadragésimo quinto aniversário da Escola. Nesse período, os alunos tiveram um cronograma diferenciado de atividades, dentre elas: reflexão diária mais prolongada, formação e gincanas esportiva e cultural. Na gincana cultural, as turmas foram distribuídas por cores e tiveram diversas tarefas para executar, e na gincana esportiva ocorreram atividades como: caranguejobol, vassourobol, circuito e cabo de guerra. As comemorações incluíram um bolo de aniversário partilhado com os alunos, simbolizando os 45 anos de atividades educativas da Escola Fundamental La Salle Hipólito Leite direcionadas às crianças e jovens carentes do Bairro Cruzeiro do Sul e Bairro Navegantes. No dia 15 de maio de 2009, para finalizar as comemorações, foi celebrada, na capela Santa Rita, às 19horas, uma Celebração Eucarística com a participação da Comunidade Educativa e autoridades convidadas.

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07444_20_centenario_roberto 20.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_20_centenario_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 10:13:56

Queremos externar nossos sinceros agradecimentos a todos os que se envolveram e participaram das festividades, tanto da comunidade educativa e comunidade local, como outras pessoas que nos prestigiaram.

Escola ganhou nova fachada e La Salle virou nome de rua em Pelotas em homenagem ao aniversário.


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São João Batista de La Salle

Mediador de Conteúdos e Métodos Irmão Edgard Hengemüle

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ma verificação preliminar: Entre os componentes do processo educativo, certamente dois não podem faltar: com quê se educa e como se educa? Em outros termos: com qual conteúdo e com que metodologia se faz a educação? Mas há, pelo menos, dois outros componentes, que são condicionadores desses dois primeiros: para quê se educa? E: quem é que educa? Em outros termos, novamente: para quê os conteúdos selecionados, organizados e trabalhados e as metodologias a empregar? E: quem é a pessoa que vai ser a mediação veiculadora dos conteúdos, e o implementador, quando não, o criador das metodologias usadas? Trata-se, em última análise, daquele que, com o seu ser e seu fazer, é fator determinante do processo: o educador. Suas opções de vida e os valores que preza o levarão a destacar alguns conteúdos e a deixar outros na sombra, a priorizar alguns tipos de métodos e a relativizar ou desconhecer outros. E, independente de ele ter disso consciência mais ou menos explícita, ele é, em realidade, o primeiro conteúdo e método a alimentar o educando e a influenciarlhe o modo de preparar-se para a vida. La Salle destaca os conteúdos a estarem presentes em sua “Escola Cristã” elementar, destinada prevalentemente aos pobres: o essencial conteúdo religioso e “tudo o que se refere ao exterior”, isto é, as matérias profanas, também “da estrita obrigação” do mestre lassaliano.

Ele insiste no domínio perfeito desses conteúdos através do estudo porque a ignorância das verdades a ensinar seria culposa e criminosa, diz La Salle na linguagem de seu tempo, por ser causa da ignorância do educando. E, no campo prático, nas regras de vida que estabeleceu com seus mestres e para eles, prevê tempos sistemáticos para o estudo dos conteúdos teóricos, a exercitação nas competências e a aquisição das habilidades concretas a desenvolver nos educandos. Homem marcadamente prático, no Guia das Escolas, o seu manual de pedagogia, a ser periodicamente relido por seus mestres, além de definir minuciosamente e organizar sequencialmente os conteúdos, especifica as modalidades e os passos metodológicos a ter presente no trato das diversas matérias. Ao levar seus discípulos a contemplarem a Jesus Cristo Pastor e Pedagogo, recomenda-lhes inspirar-se nele, assumindo o seu projeto e intenções, estando atento à sua doutrina, isto é, a seu conteúdo, e observando o seu modo de agir, quer dizer, a sua metodologia na difusão de sua mensagem. Em sua Escola Normal para alunos leigos, estes não têm tempo fixo de permanência. Ficam nela o tempo suficiente até estarem “integralmente formados nas coisas referentes à sua profissão”, o que inclui também os métodos de ensino. E seus educadores religiosos são treinados em escola de aplicação, em formas como as mini-aulas de catequese, e com período de estágio, quando são acompanhados por

“formador de novos mestres”, ao qual cabe fundamentalmente ajudar aos neófitos no magistério a eliminarem “tudo o que têm e não deviam ter” e a desenvolver “tudo o que deveriam ter e não têm”. Mas, por mais importância que dê aos conteúdos e métodos, o Padroeiro dos Educadores se preocupa, acima de tudo, com o ser e o modo de ser da pessoa do educador, que vai desenvolver os primeiros e aplicar os segundos. O que constitui este ser e modo de ser, do ponto de vista pedagógico, além de disseminá-lo discriminadamente ao longo de todos os seus escritos, ele o anuncia por duas vezes, em dois textos distintos, sob o título de: “as doze virtudes de um bom mestre”. E este ser e modo de ser em geral, ele ajuda a formá-los permanentemente com alguns exercícios de desbaste e polimento ascéticos e com outros de alimentação e crescimento humano em geral, e pedagógico e espiritual em particular. Entre eles, estão os exames diários, nos quais faz seus mestres avaliarem, “diante de Deus”, tanto o seu preparo nos conteúdos trabalhados e as modalidades e eficácia dos métodos por eles utilizados, quanto o tipo de pessoa que são com seus discípulos. E entre eles está também a meditação, com a qual La Salle os estimula a que busquem inspiração, também para trabalharem conteúdos e implementarem métodos exemplarmente e com mística inspiradora e sustentadora.

Revista Integração • Novembro 2009 21.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_21_lasalle_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 13:51:50

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Rede La Salle

Natal Solidário Rede La Salle trabalhando na construção de um mundo melhor Equipe Motivadora* Natal Solidário 2009

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responsabilidade social se apresenta como um tema cada vez mais importante no comportamento das organizações, exercendo impactos nos objetivos, estratégias e no próprio significado da empresa.

Conscientes das questões sociais e de seu papel na sociedade, a Rede La Salle realiza, desde 2007, o projeto Natal Solidário. Através da adoção de uma instituição beneficente, são desenvolvidas diferentes ações de integração entre os alunos da Rede, colaboradores e famílias que auxiliam as entidades e crianças carentes praticando ações de solidariedade e ajuda ao próximo. O Projeto Natal Solidário surgiu em 2005, no Colégio La Salle Santo Antônio, de Porto Alegre/RS. Com o objetivo de envolver os alunos em trabalhos sociais, presentear crianças e propagar o espírito natalino, a ideia logo se estendeu por toda Rede. Assim, em 2007, tornou-se um projeto institucional e de caráter permanente, sendo desenvolvido em todas as mantidas da Província Lassalista de Porto Alegre. Todo ano, colaboradores e comunidades educativas se juntam numa corrente de solidariedade com objetivo de arrecadar brinquedos e material pedagógico para atender crianças carentes e instituições beneficentes. A evolução do Natal Solidário foi grande nos últimos anos. De um projeto de uma escola apenas realizado em Porto Alegre, a iniciativa passou a acontecer em todo o Brasil, envolvendo colégios, colaboradores, alunos, professores, famílias e comunidade. - 25 instituições da Rede La Salle participantes - 19 instituições beneficentes envolvidas - 6 mil crianças beneficiadas com as doações na Árvore Solidária - Mais de 7 mil agasalhos arrecadados - Cerca de 4 toneladas de alimentos doados ( dados do projeto em 2008)

A partir do projeto, e com grande envolvimento das comunidades educativas, trabalhamos por um Natal e um mundo melhor e mais feliz para todos. Participe você também desta corrente solidária. Mande sugestões para o projeto através do e-mail natalsolidario@lasalle.edu.br * Equipe composta por Adriana Babot, Eucledes Casagrande, Luciana Basile, Maria Regina Laner, Omero de Freitas Borges Júnior e Tiago Schmitz

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22.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_22-23_rede_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 13:56:24


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Rede La Salle

Apoio às instituições beneficentes através da Rede Parceria Social Por Luciana Basile Assistente Social da Rede La Salle

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stamos na era da Responsabilidade Social. Este é um tema cada vez mais importante dentro das organizações, sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor. Vivemos em uma sociedade cada vez mais desigual, com inúmeras demandas e novas expressões da questão social. Com esse cenário, faz-se necessária uma intervenção conjunta, congregando esforços e conhecimento para efetivar uma mudança social. Pensando nisso, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul inova ao lançar, em 2007, a Rede Parceria Social. Essa iniciativa, inédita no país, envolve a cooperação entre o Poder Público, o Terceiro Setor e empresas privadas com o objetivo de ampliar e qualificar as ações sociais no Estado. Fundamentada na Lei da Solidariedade (Lei nº 11.853/2002), que proporciona incentivo fiscal para empresas que desejam investir em projetos sociais, a Rede Parceria Social propõe uma nova abordagem para os problemas sociais, desenvolvendo trabalhos em diversas áreas. Na sua segunda edição, em 2008, a Rede La Salle juntou-se a essa corrente. Enquanto empresa âncora, assim denominadas por terem um papel de ancorar e apoiar entidades menores a desenvolverem seus projetos, a Rede, além de gerenciar os recursos oriundos da empresa financiadora (DANNA), presta assessoria técnica e assim busca a qualificação das ações executadas na ponta. Voltados para Segurança Alimentar e Sustentabilidade, os oito projetos gerenciados pela Rede estão sendo executados por instituições de diferentes municípios do Estado, com realidades distintas e públicos diferenciados. A riqueza dessa experiência está justamente nessa diversidade. Propondo ações que contemplam adequação e melhoria das instalações físicas, aquisição de equipamentos e utensílios de cozinha, desenvolvimento de atividades que gerem renda através do reaproveitamento integral dos alimentos e iniciativas de trabalho em grupo, embora todas tenham o mesmo foco, cada instituição apresenta sua singularidade, algo peculiar. COMO FUNCIONA? Entidade- âncora: É a instituição social que propõe o projeto e o desenvolve com o auxílio das entidades parceiras em todo o Estado. Projeto Social: É o projeto em si, com seus objetivos e metas definidos pela entidade-âncora e aprovados pela Câmara Técnica e pelo Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS). Empresa financiadora: É a empresa interessada em contribuir com recursos financeiros, que se beneficia da Lei da Solidariedade. Entidades parceiras selecionadas: São as organizações em todo o Estado que buscam desenvolver os projetos propostos pelas entidades-âncoras, recebendo também capacitação gerencial.

ENTIDADES PARCEIRAS Grupo Chimarrão da Amizade / Canoas AMENCAR / São Leopoldo Escola de Orientação Profissional Assis Brasil / Rio Grande Escola Louise Braille Associação de Vilas / Frederico Westphalen REDECRIAR / Porto Alegre ASBEM / Novo Hamburgo Maria Mulher / Porto Alegre

Revista Integração • Novembro 2009 23-n.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_22-23_rede_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 18:00:18

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Experiência

Quem foi que disse que aquilo que eles fazem não é sério? Por Carlos Alberto Barcellos Professor e Padrinho do Núcleo Vida Urgente La Salle

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que faziam aqueles 37 jovens reunidos na velha Universidade do Vale do Rio dos Sinos em setembro de 2003? Nascia uma pequena conspiração da esperança chamada Conselho da Juventude. Um sonho pensado coletivamente capaz de criar vínculos afetivos e um sentimento de pertencimento. Era preciso abraçar uma causa que fosse a mola propulsora de toda essa inquietação. Tinham a consciência de seu capital social e cultural. Nascia o Fórum Vida Urgente. A causa de uma borboleta pela vida uniu sonhos. Agregou cidades, aproximou jovens de realidades diferentes. Todos irmanados pelo sonho de uma juventude melhor. Uma vida amada e cuidada. O Fórum trouxe, desde sua primeira história, o compromisso de capacitar para mobilizar. Quando vemos o Conselho da Juventude reunido fica difícil identificar em que escola estudam. A sinergia é tanta que nem mesmo as diferenças de idade chega a ser perceptível. Redes de Engajamento Cívico , resposta ativa, afetiva e efetiva para conjugar palavras sérias como fé, serviço e solidariedade. Ao abraçarem a causa da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga percebem com maturidade que estatísticas possuem rostos. São projetos de vida abortados

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aos quinze, dezesseis, dezoito anos. Impressiona nesse Conselho da Juventude essa paixão pela humanidade traduzida na construção de cada etapa de um Fórum Vida Urgente. Essa crônica, por mais expressiva que possa ser, jamais conseguirá traduzir o significado desse projeto. A seriedade dos eixos temáticos trazidos para o centro do debate revelam a fome de uma vida com significado que une essa gurizada show de bola. São eles que definem em pautas importantes, o desdobramento de cada momento mágico de cada Fórum. “A cultura da vida como resposta à cultura da morte”, tema do primeiro Fórum, revelava o cuidado pela vida . E vieram as questões sobre o preconceito, a sexualidade, a ecologia e a formação política na juventude, tema do Fórum do La Salle Dores em 2009, escola companheira e centenária. Hoje é possível afirmar que passamos da fase do ensaio. Há uma história para contar, vivida de uma forma intensa no dia 21 de outubro de 2009 quando aconteceu a sexta edição do Fórum Vida Urgente. Com o tema “Jovens em ação: A Força do Voluntariado”, o evento reuniu no La Salle de Canoas 600 jovens a beber da fonte da sabedoria e do desejo de contribuir para uma

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24.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:16:02

comunidade melhor, uma escola melhor, um grupo melhor, amigos melhores. Jovens sadios e cheios de energia para partilhar lições de cidadania. Impressionou a todos no auditório do La Salle de Canoas os significativos momentos de silêncio reverencial para ouvir palavras sérias vindas de uma mesa temática para mobilizar. Oficinas vivencias para ajudar no entendimento do tema do Fórum. Uma caminhada cívica pelas ruas de Canoas que a todos encantou. A leitura da Carta do Fórum, uma juventude de mãos dadas a assumir um compromisso de defesa e valorização da vida. Que maravilha saber que temos instituições adultas que acolhem essa força que emana da juventude. Bênção cruzar com educadores que fazem as mediações necessárias. O que falar então desses 42 jovens que escreveram a história desse Fórum ? Há uma água viva na fonte. Uma sede de profundidade em cada olhar. Um desejo de que queremos mais. Essa história ainda será escrita em 2009 quando juntos iremos definir o tema e o local do sétimo Fórum Vida Urgente. Sim, quem foi que disse que não é sério aquilo que eles, os jovens, fazem?


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Experiência

Patrulheiros Mirins Ambientais Por Ingrid Nára Courtois Coordenadora de Projetos do Colégio La Salle Caxias/RS o contrário do que se pensa, a natureza não é fonte inesgotável de recursos, suas reservas são finitas e devem ser utilizadas de maneira racional para a manutenção da vida no planeta. A preservação da natureza, entretanto, depende fortemente do desenvolvimento de uma educação ambiental, processo ativo e participativo em que o educando deve aprender a assumir o papel de agente transformador. Nesse contexto, torna-se indispensável que a Escola seja um espaço de formação e de desenvolvimento de habilidades e atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.

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A partir dessa perspectiva, o Colégio La Salle Caxias e a Associação de Pais e Mestres, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Caxias do Sul, vem desenvolvendo, sob a coordenação da professora Ingrid Nára Courtois, o Projeto Patrulheiros Ambientais Mirins, formado por alunos de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental

do Colégio, com o objetivo de desenvolver junto à comunidade escolar aspectos fundamentais da educação ambiental na atualidade: sensibilidade, compreensão, responsabilidade e competência.O projeto constitui-se de uma série de atividades que são postas em prática no decorrer do ano letivo, tendo como área de atuação o Parque Cinquentenário, situado nas proximidades da Escola. Nesse ecossistema, os alunos interagem realizando atividades de observação, orientação, coleta de materiais e escotismo, conduzidos pelo Grupo Moacara, de Caxias do Sul.

A verdadeira educação para a vida começa com atitudes concretas, através das quais o aluno é convidado a dar sua contribuição a favor da natureza.

Durante o segundo semestre de 2008, os patrulheiros realizaram plantio de mudas e colocação de estacas, sob a orientação de profissionais da Secretaria do Meio Ambiente, e plantio de orquídeas com os orquidófilos de Caxias do Sul. Além disso, realizaram a mostra fotográfica, intitulada “As Belezas do Parque” e exposta no Parque Cinquentenário, na Praça Dante Alighieri, no Shopping Iguatemi e na Biblioteca do Colégio. Nessa mostra, foram destacadas, através das fotografias, as belezas naturais do parque e feito um resgate histórico desde a sua fundação. O empenho e o envolvimento demonstrados pelas turmas foram muito significativos. Na Semana do Meio Ambiente 2009 de Caxias do Sul, os patrulheiros ambientais mirins representaram a escola, apresentando a mostra fotográfica e o projeto à comunidade caxiense, bem como dinamizaram a atividade promovida pela Secretaria “Domingo no Parque”, despertando a conscientização comunitária para as questões de preservação ambiental.

Revista Integração • Novembro 2009 25.PS T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:17:05

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Experiência

Expocol 2009 promove

momentos de aprendizado prático Por Luciana Nunes Goulart

Assessora de Comunicação do Colégio La Salle Canoas/RS

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Expocol (Exposição Multidisciplinar do Colégio La Salle Canoas) é uma feira que reúne todas as áreas de ensino, caracterizando-se por uma atividade multidisciplinar. Os alunos se envolvem com a Feira desde o início do ano letivo através da pesquisa, coleta de dados, escolha do tema, elaboração da justificativa e testando as hipóteses. É por isso que a Expocol procura integrar os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula com a prática escolar. Durante a Exposição os alunos demonstraram interesse, criatividade, trabalho em equipe, aplicando, na prática, competências e habilidades específicas aos conhecimentos adquiridos em sala de aula. Este ano a feira expôs 144 trabalhos. Os objetivos da Escola são estimular novas vocações para as ciências e aproximar os alunos de diferentes níveis promovendo a troca de conhecimentos. Os estudantes são avaliados por professores e recebem nota pelo desempenho apresentado em sala de aula, durante a pesquisa, no desenvolvimento do trabalho e na apresentação durante a Exposição.

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O que um violão tem a ver com ciência?

No evento, alunos são protagonistas

Tudo, afirma Felipe Ribeiro, que acaba de completar 16 anos e está no 2º ano do Ensino Médio. Ele apresentou, na sexta-feira, dia 17 de julho, um trabalho sobre o instrumento na Expocol.

Um dos responsáveis pelo evento é o professor de biologia, Marcelo Palma. “Os alunos colocam em prática o que aprenderam na sala de aula. E conseguem expor seu conhecimento científico, cultural, de história etc”, salienta. A professora de química, Daniela Pletsch, salientou que, ao lado de outros docentes, levou algumas turmas ao Museu de Ciências da PUCRS, para que elas pudessem buscar inspiração. Os estudantes não são obrigados a participar, e é feita uma seleção prévia dos trabalhos. Mesmo assim, o salão da escola estava lotado. Entre os temas, drogas, astronomia, nova gripe, bombas atômicas e captadores. O diretor, Ir. Alvimar D'Agostini, lembra que muitas vezes os jovens não têm a chance de assumir o papel de professor. Mas, na Expocol, são eles que ensinam aos colegas. E o melhor: de uma forma lúdica. A exposição aconteceu entre os dias 15 e 18 de julho. Cada dia foi destinado a um grupo: Educação Infantil a 4ª série, 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, e Ensino Médio.

Por que o violão gera sons? A física explica: o som é energia, aponta o adolescente Vinícius Ávila Eichenberg, 15 anos, da mesma série, e que também escolheu um tema que, aparentemente, não é muito científico: a produção de vinho. Ele e outros colegas contaram ao público a história da bebida de cerca de 8 mil anos e detalharam o processo químico que envolve sua fabricação. O grupo caprichou, levando até um microscópio para mostrar as leveduras, os fungos que ajudam a transformar o suco de uva. “Muitas pessoas chegaram para ver nosso trabalho e saíram impressionadas”, orgulha-se. Enquanto isso, Lucas Palmeiro, 14 anos, do 1º ano do Ensino Médio, mostrava o funcionamento de lâmpadas em uma maquete. E Isadora Batista, da mesma idade e série, falava sobre o tango vestida a caráter.

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26.PS T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:18:32


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Experiência

SACOLA VIAJANTE Por Silvia Dewes Assessora de Comunicação do Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo/RS

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evar um mundo de conhecimento para casa já tornou-se hábito para os estudantes do 1º ano do ensino fundamental do Colégio La Salle Medianeira. Toda semana uma dupla de alunos escolhe os livros que deseja levar para compartilhar do prazeroso universo da leitura com os pais. A iniciativa integra o projeto Viajando na Sacola Mágica da Leitura, desenvolvido pela professora Ana Cristina Fritzen. O projeto nasceu da percepção das dificuldades de leitura de alguns estudantes e da consciência do prazer que as histórias proporcionam às crianças. A professora também sentia o receio que a turma tinha na hora de contar uma história e o esforço que cada um fazia para superar suas inibições. “Com o projeto percebi que eles ficaram mais seguros e felizes na hora de apresentar-se para os colegas”, conta a professora. Nas sacolas, que os estudantes ajudaram a confeccionar em sala de aula, também vai um caderno de registros, no qual cada leitor anota suas impressões das obras lidas e reconta a

história preferida através de textos, colagem de figuras ou desenhos. No retorno à escola, os estudantes relatam sua experiência familiar com os livros e apresentam sua criação aos colegas usando materiais recicláveis. São personagens que viram bonecos e cenários que ganham forma pela imaginação e criatividade das crianças. A participação dos pais é outro estímulo para a garotada ler. “Essa integração familiar em torno do livro desperta ainda mais o prazer em ler. O envolvimento da família em casa também possibilita aos pais perceberem o modo como os filhos desenvolvem a leitura e se relacionam com os textos, estimulando-os na tarefa de ajudar a criança a superar suas dificuldades ”, afirma a educadora. Os pais receberam com entusiasmo a ideia. “Achamos ótimo! É uma bela ideia fazer a família toda ler bons livros”, afirmou Marli Muders, mãe da estudante Gabriela Muders Villetti, que leu com a família o livro O Tesouro da Raposa. “A casa da raposa era seu tesouro e ela ensinou aos outros animais a construir também os seus tesouros”, contou a estudante sobre o que aprendeu com a história.

“Achamos muito legal. Essa ideia é maravilhosa. Os alunos aprendem bastante e os pais também participam”, destaca Ana Amélia Both, mãe de Patrícia. “Achamos o projeto muito bom, pois envolve a família nas leituras e estimula o aluno a gostar de ler e interpretar os textos”, destacou Vera Spohr, mãe de Leonardo, que cursa hoje o 3º ano do ensino fundamental e participou do projeto no ano passado. Os resultados em sala de aula foram tão bons que estudantes e professora querem dar continuidade ao projeto no segundo semestre, propondo novas atividades de envolvimento lúdico com a leitura. “A ideia é que cada estudante possa dar vida às obras e refletir sobre o que leu através da confecção de jogos, como o dominó ou memória, ou mesmo planejando um caça-palavras sobre o assunto”, explica Ana Cristina. No final do ano, um livro será montado com as histórias ilustradas pelos alunos e exposto em uma Feira da Criatividade, onde os pais poderão apreciar todo o trabalho desenvolvido.

Revista Integração • Novembro 2009 27.PS T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:21:32

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Experiência

As aventuras do Sítio do Picapau Amarelo Por Tatiane Amaral, Tatiane Fernandes e Vanessa Catto Professoras do Colégio La Salle Niterói - Canoas/RS

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abemos que a Educação Infantil representa a primeira experiência de educação escolar vivenciada pela criança porque é nessa fase que inicia o processo de aquisição do conhecimento formal e de integração com o mundo que a cerca, através da interação social. Nesta perspectiva a Educação Infantil determina a passagem de um contexto familiar para outro universo social: a escola. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, exercita e aprende com maior facilidade. Desperta a curiosidade, sendo estimulada a ter iniciativa, autoconfiança, desenvolvendo a aprendizagem, a linguagem, o pensamento e a concentração. Desta forma, o trabalho pedagógico é desenvolvido objetivando a construção de novas significações, para que a vivência na Educação Infantil dê ênfase à participação ativa da criança em experiências de aprendizagens significativas. Buscamos a reestruturação do conhecimento existente, o envolvimento com atividades lúdicas, construtivas, para que desta maneira, a criança compreenda a si mesma, tornando-se mais independente e autônoma, e consequentemente, consolide o seu desenvolvimento intelectual. De acordo com os Planos de Atividades propostos pela Província Lassalista e em consonância com a

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legislação vigente “mais importante do que a aquisição de conhecimentos teóricos é o exercício prático da sociabilidade, do companheirismo, da cooperação, da criatividade, da convivência e da expressão da religiosidade, educando as crianças na autoconfiança, autonomia e auto estima”. O Projeto Criando e recriando as aventuras do Sítio do Picapau Amarelo, do Colégio La Salle Niterói, tem como objetivo central oportunizar aos educandos o conhecimento literário da obra de Monteiro Lobato, criando um espaço de interdisciplinaridade e reflexão sobre as características da linguagem escrita, promovendo situações lúdicas de leitura e escrita. Iniciamos o projeto como uma atividade em homenagem ao dia do Livro, mas o interesse e a curiosidade das crianças foram aumentando gradativamente e o envolvimento das famílias também. A partir desse interesse ampliamos as atividades realizando um paralelo com os conteúdos abordados em cada nível da Educação Infantil. Dessa forma estamos desenvolvendo os conteúdos previstos através de situações de aprendizagem significativas e prazerosas para os educandos. A partir dos estudos da obra e do autor percebemos que a

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28.PS T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:24:02

preocupação de Monteiro Lobato com a educação brasileira veio ao encontro dos nossos objetivos, pois ele já se preocupava em trabalhar de uma forma contextualizada as suas histórias. Através da interdisciplinariedade de suas obras, que têm um incrível valor didático, nos sentimos motivadas e desafiadas a buscar novas metodologias. Até o presente momento observamos que o projeto acionou nos alunos um entusiasmo em relação às atividades propostas. Esta postura dos alunos também está contagiando as famílias. E, assim, o que era uma simples atividade cresceu e transformou-se em um belo projeto pedagógico. Depois de muitas horas de “falação” e com toda a inquietação típica da infância que até pareciam estar com a “fala recolhida”, a Educação Infantil do La Salle Niterói se encantou ao conhecer o trabalho de um dos maiores autores da Literatura Infantil, Monteiro Lobato. Como educadoras lassalistas almejamos que o nosso trabalho com os alunos seja sempre assim: divertido, repleto de inquietação e que proporcione para nós, e principalmente para eles, a possibilidade de criar, recriar e cada dia, juntos, descobrirmos algo novo!


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A voz dos alunos no recreio Por Raphaela Donaduce Flores Assessora de Comunicação do Colégio La Salle Dores - Porto Alegre/RS

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ma iniciativa do Colégio La Salle Dores vem colhendo bons frutos no que diz respeito à comunicação entre alunos e escola. É a Rádio FalaDores, que estreou sua programação em junho, nos recreios das sextasfeiras. Com conteúdo exclusivamente confeccionado por alunos, a FalaDores é uma rádio-poste que nasceu com um principal objetivo representar a voz dos alunos no Colégio. Idealizado pela assessoria de comunicação do Colégio, o projeto teve início em maio. Foram feitas algumas pesquisas e chegou-se à conclusão de que os mecanismos de comunicação utilizados com os alunos não estavam sendo satisfatórios. Com o projeto lançado, foi feita uma votação para escolher quem seriam os “comunicadores” da rádio. Foram eleitos um aluno de cada turma, da 8ª série do Ensino Fundamental ao 3º ano do Médio. Estes representam a voz da sua turma na rádio. Ao todo, são oito estudantes que “trabalham” na rádio que também ganhou um blog (http://radiofaladores.blogspot.com). O blog foi criado para incentivar a interatividade entre os alunos. Através dele, os demais estudantes podem pedir músicas, fazer sugestões de pautas, participar de promoções, dar opiniões, fazer críticas etc. Rotina de emissoras de rádio O Programa Rádio FalaDores vai ao ar todas as sexta-feiras, no intervalo da manhã, das 10h às 10h20min. A atração conta com diversos

quadros, como música, aniversariantes da semana, dicas culturais, eventos que estão previstos no Colégio, entrevistas com alunos e professores, cobertura esportiva, além de notícias da semana buscando fazer um retrospecto dos principais assuntos debatidos na mídia. Toda segunda-feira eles se reúnem com a assessora de comunicação no turno inverso ao das aulas e fazem uma reunião de pauta. Definidas as atividades, cada aluno tem o restante da semana para produzir seu material, que é gravado por meio de um microfone ligado diretamente a um computador. Depois de editado, o programa vai ao ar, através de caixas de som espalhadas no pátio, nas salas de aula e nos demais espaços do Colégio. Primeiros encontros Nos primeiros encontros, os estudantes tiveram orientações sobre programação, segmentação e público-alvo. Também treinaram locução e texto para rádio e blog. Na sequência, os alunos foram levados aos estúdios das rádios Atlântida FM e Cidade FM, e à redação do clicRBS. Eles ainda conheceram um estúdio profissional - TEC Áudio, onde editaram o primeiro programa e fizeram as vinhetas, com o apoio do músico Marcelo Corsetti e do Relações Públicas Rafael Guerra, que trabalha na Rádio Gaúcha. Revelação de novos talentos A experiência com veículos de comunicação já despertou nos alunos a vontade de ir além. Dois

deles querem prestar vestibular para Comunicação Social no final do ano. Um deles para Publicidade e Propaganda e outra para Jornalismo.”É uma oportunidade superimportante. Estou aprendendo a ser uma radialista, o que não é nada fácil. Também posso exercitar a carreira que pretendo seguir, que é da notícia escrita, pois posto matérias no blog. Estou adorando participar! É um projeto que todas as escolas deveriam adotar para incentivar os alunos”, comenta Nathália Carapeços, estudante do 3º ano do Ensino Médio que vai prestar vestibular para Jornalismo no final do ano. Exemplos de sucesso A ideia de uma rádio interna é inspirada na extinta Rádio Dorense que décadas atrás revelou talentos como o jornalista Cláudio Brito. Em uma entrevista com a assessora de comunicação, no programa Gaúcha 19 Horas, Brito contou que foi na época em que estudava no La Salle Dores que despertou para a carreira jornalística. “Em 1962, no estúdio que havia lá no porão do Colégio junto ao pátio, havia um equipamento de som, vários alto-falantes e, diante daquele microfone eu comecei minha trajetória como comunicador na Rádio Dorense”, conta Brito. Além dele, diversas personalidades conhecidas da imprensa já passaram pelo La Salle Dores. Cristina Ranzolin, Rogério Mendelski, Família Mendes Ribeiro e Flavia Mur são alguns exemplos.

Revista Integração • Novembro 2009 29.PS T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:25:11

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Experiência

19º Encontro de Jovens Lassalistas Por Setor de Marketing Rede La Salle

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o dia 26 de setembro, cerca de 400 jovens lassalistas invadiram Xanxerê/SC para celebrar o 19º Encontro de Jovens Lassalistas, que ficou marcado pelo tema “Jovem Lassalista, semente da paz” e pelo lema “A semente que nasce é vitória da paz”. Embalados pela música de Jorge Trevisol “Eu creio na semente”, os jovens da Pastoral da Juventude Estudantil Lassalista mostraram a beleza de ser protagonista num mundo onde há tanto individualismo. O Encontro foi sediado pelo Colégio La Salle Xanxerê, que recebeu a juventude com muito entusiasmo e alegria, destacando-se pelo seu excelente grupo de teatro que fez todos pensarem sobre a questão da violência que se apresenta de diferentes maneiras. O Encontro também proporcionou momentos de troca de experiências entre os 41 grupos de jovens que se fizeram presentes, e levou

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até Xanxerê organizações parceiras que mostraram seus trabalhos para combater a criminalidade e a violência juvenil. Para encerrar, os jovens participaram de um momento de mística, receberam lembranças e curtiram um show com a banda Caus Restrito. Acreditamos que este Encontro entusiasmou a juventude lassalista para continuar semeando a paz nos diferentes espaços onde atuam, e que este Encontro não é um acontecimento isolado, ele fomenta a transformação e novas atitudes no meio juvenil! No Distrito Federal O Encontrão também aconteceu no Colégio La Salle Núcleo Bandeirante-DF. O grande evento reuniu jovens de Manaus, Sobradinho, Brasília e Núcleo Bandeirante com três dias de atividade, de 25 a 27 de setembro.

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07444_Integracao Miolo 24a31.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr quarta-feira, 11 de novembro de 2009 23:14:41


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Experiência

A experiência Lassalista na educação dos chilenos Por Setor de Marketing Rede La Salle Já faz algum tempo que ouvimos falar na reestruturação das Províncias Lassalistas de Porto Alegre e São Paulo, e da Delegação Lassalista do Chile. As instituições do Brasil - e sua atuação - já conhecemos bem. Mas até então ainda tínhamos pouca noção da presença da Rede La Salle no Chile. A Revista Integração foi atrás de alguns dados para entendermos um pouco mais sobre a realidade lassalista naquele país e aproveita para, três anos antes da reestruturação, desejar boasvindas aos colegas chilenos. Afinal estamos todos juntos na missão lassalista de educar para a vida, seja no Brasil, no Chile ou em qualquer lugar onde existe alguma unidade De La Salle. Presença no Chile Há 138 anos os Irmãos Lassalistas estão presentes no Chile. Hoje, são sete obras educativas no país, sendo três colégios pagos e quatro com participação do Estado. Ao todo, são 500 colaboradores lassalistas que atendem atualmente três mil alunos. “Nossos números não são como os que vocês vivenciam

no Brasil, porém o trabalho para garantir uma educação de qualidade é igualmente árduo”, afirma o assessor educacional da Delegação Lassalista do Chile, Santiago Amurrio. Conforme ele, os Irmãos sempre tiveram influência importante na educação dos chilenos, inclusive na mudança que aconteceu na década de 70, quando o governo do Chile aumentou o período em que o estudante está na educação básica de oito para 12 anos. Desenvolvimento Integral Segundo Amurrio, as obras educativas da Rede La Salle no Chile primam pela excelência no ensino e estão entre as melhores instituições educativas do país, segundo os diferentes rankings de avaliação. “Além das pesquisas, temos a visão da sociedade que percebe que os nossos colégios proporcionam formação plena, incentivando a formação de líderes e preparando os jovens para desempenharem funções na sociedade através de valores fortes”. Como no Brasil, o assessor enfatiza que o trabalho visa ao desenvolvimento integral. “A pessoa do aluno e as famílias são

fatores fundamentais. Trabalham em conjunto com os colégios, formando pessoas com papel de liderança na sociedade e com uma visão cristã do mundo.” Unificação das Províncias Conforme Amurrio, a unificação das Províncias do Brasil com a Delegação do Chile será um processo tranquilo, pois são caminhos comuns percorridos. “Com isso, pais, alunos e colaboradores sentirão, de fato, a presença de uma Rede mundial de ensino”. Portal La Salle Chile www.lasalle.cl Obras Lassalistas no Chile - Colegio De La Salle La Reina - Santiago - Instituto De La Salle La Florida - Santiago - Colegio San Gregorio - Santiago - Escuela San Lazaro - Santiago - Colegio De La Salle Talca - Colegio De La Salle Temuco - Escuela Francia Temuco

Revista Integração • Novembro 2009 31-n.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_24-31_experiencia_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 17:33:45

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Formando professores

com conteúdo O Educador Lassalista | O Professor do Futuro | A Formação Permanente Tiago Schmitz Jornalista - Setor de Marketing da Província Lassalista de Porto Alegre Revisão de Conteúdo: Ir. Nelso Bordignon

O ano de 2009 foi marcado pelo debate sobre as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio. Segundo o Ministério da Educação, processo fundamental para que as escolas passem a trabalhar em sala de aula questões relacionadas ao raciocínio lógico, boa escrita, boa oralidade, cultura, cidadania, valores, respeito ao meio ambiente, aptidão às tecnologias, entre outras. Nas unidades da Rede La Salle exigências como estas sempre foram realidade. Mas, oferecer uma estrutura pedagógica que contemple tais necessidades fundamentais depende, e muito, do perfil de educador que mantemos em nossos ambientes educativos. A Revista Integração, através de entrevistas e pesquisas sobre o assunto, apresenta alguns recortes sobre a formação do educador lassalista diante dos novos desafios da educação no século XXI. Se desejamos formar pessoas com conteúdo, também buscamos formar professores preparados para as demandas da sociedade.

Avanços da sociedade O avanço dos conhecimentos, especialmente da ciência e da tecnologia nos aponta para um futuro pleno de mudanças, e nos coloca frente a frente com os conflitos e problemas do mundo contemporâneo, que tendem a aumentar a cada dia. Conforme o Irmão Lassalista e diretor geral da Faculdade La Salle Lucas do Rio Verde-MT, Nelso Antonio Bordignon, os sistemas de transformação de inovação em tecnologias são muito rápidos e nos países onde as universidades e os sistemas educacionais estão integrados às indústrias e à sociedade, elas se tornam centros de pesquisas e inovações tecnológicas inseridas nas salas de aula. “No entanto, esta mesma capacidade de transformação de conhecimentos sobre educação em novos processos educativos e pedagogias não ocorre na mesma proporção. Ainda prevalecem nos cursos de licenciatura as linhas de montagem – disciplinas estanques, metodologias

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tradicionais e organizações matriciais”, destaca. Segundo Bordignon, que também é doutor em educação, na contramão da evolução está o sistema legislativo educacional, sumamente burocrático. “Lembrando que, segundo Weber, a burocracia progride na medida em que reprime as qualidades humanas”.

O professor do futuro Os avanços tecnológicos têm, em contrapartida, provocado mudanças em muitas carreiras. Na área de Educação, por exemplo, tantos avanços fizeram surgir um novo perfil de aluno e por consequência de professor. Segundo o Conselho Nacional de Educação, em 2006, os parâmetros curriculares dos cursos de licenciaturas e de pedagogia preveem a inclusão da pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de interesse da área educacional, além da produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico, em contextos escolares e não-escolares. “Mas nem todas as instituições formadoras de educadores conseguem atender a estas exigências e os professores não desenvolvem tais competências”, avalia. Ele acredita que o novo modelo pedagógico do paradigma evolutivo deve compreender as dimensões técnicas de interatividade, comunicação, sistematização e agilidade das novas tecnologias, das competências e habilidades de autonomia, auto-organização, curiosidade e outras despertadas, sem deixar de fundamentar numa antropologia que integra a dimensão afetiva, a cognitiva e a conativa na formação integral da pessoa, e a preparação do aluno para esta nova realidade. Bordignon também lembra que convém agregar, aos processos pedagógicos em sala de aula, as descobertas sobre o cérebro humano e formas de conhecimento, buscando reelaborar os estágios de desenvolvimento cognitivo propostos por Piaget à luz das novas interações de aprendizagem.

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Para quem é Lassalista, formar pessoas com conteúdo é formar cidadãos transformadores para o mundo. Revista Integração • Novembro 2009 07444 - 32-35_materia_capa_roberto-n.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444 - 32-35_materia_capa_roberto-n.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:08:38

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Capa Capacitação Provocar a interface entre a capacitação teórica, experiências práticas e formação humana é um dos deveres das universidades, conforme ressalta Bordignon. “A academia, em suas diversas instâncias de graduação e pós-graduação, tem a função de inspirar as novas teorias, a discussão e análise de sua aplicabilidade através de tempos de experiência e pesquisas inseridas na realidade na qual acontece a educação”. O diretor apresenta dados de uma pesquisa da UNESCO, realizada em 2004, sobre conceitos de educação. “Ao serem perguntados sobre os conceitos de educação como ‘transmissor’ de conhecimento ou ‘facilitador’ de aprendizagem, a pesquisa da UNESCO revelou que apenas 17,3% dos professores se vê como transmissor de conhecimento e 79,2% como facilitador de aprendizagem, sendo que ainda sua intensidade varia em função das condições sociais e econômicas no desempenho da docência”.

“A academia, em suas diversas instâncias de graduação e pós-graduação, tem a função de inspirar as novas teorias e a discussão e análise de sua aplicabilidade através de tempos de experiência e pesquisas inseridas na realidade na qual acontece a educação” Ir. Nelso Bordignon Doutor em Educação

Ele explica que esta concepção tem crescido com a implantação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB Nº 9394/96) que reforça o conceito da educação como processo de aprendizagem, centrada no aluno, sendo para tal necessária a preparação exigente e esmerada do professor em sua prática educativa. “A educação continuada na integração destas três dimensões é indispensável para acompanhar a velocidade e a contemporaneidade do desenvolvimento das ciências e das tecnologias, das culturas, enfim, de tudo o que mundo confere à história, especialmente a partir do fenômeno da globalização”. Reflexões Trabalhar o conteúdo da disciplina escolar com eficiência, responder às perguntas e às curiosidades dos alunos, ajudá-los a resolver

Em entrevista à Revista Escola, da Editoria Abril, a professora do departamento de educação da Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Malavasi, destaca que o professor ideal para os tempos atuais deve ter passado por um bom curso de graduação, com projeto pedagógico consistente, que forneça cultura ampla e não fique restrito aos conteúdos disciplinares. “A continuidade dos estudos é fundamental. Um bom professor jamais poderá deixar de ler, de fazer cursos e frequentar palestras”, explicava ela na publicação.

Para pensar Saber lidar com a diversidade também é um ponto fundamental para ser um bom professor. Diferenças físicas, sociais e culturais estão mais do que nunca presentes na sala de aula, e a graduação não consegue contemplar todos os problemas que o profissional vai enfrentar durante o exercício da profissão. “Precisamos de faculdades que consigam levar em conta a realidade da comunidade na hora de formar educadores. Mas, infelizmente, a maioria não consegue fazer isso”, avaliou Márcia. Segundo a professora, dar aula é um fazer que se aprende ao longo dos anos e os quatro anos de graduação não bastam. “Quanto maior a aproximação do estudante de pedagogia ou licenciatura com a sala de aula, melhor”, considera.

A Formação do Professor no Brasil

> 61,7% > 6,8% > 38 anos > 82,1%

problemas, dar conta da violência e de todas as dificuldades sociais que se refletem no ambiente escolar. Estas são algumas das muitas atribuições de um professor, hoje. Sabe-se também que um professor não se forma apenas nos bancos das universidades.O que se busca é uma boa formação continuada aliada à experiência que se ganha a cada dia com o contato direto com os alunos. No Brasil, 68,5% dos professores têm formação superior, apesar disso não ser a única garantia de bom desempenho profissional.

são graduados com licenciatura. não estuda licenciatura. é a média de idade do professor da educação básica. dos professores cursaram Magistério no ensino médio.

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica 2007

A Formação do Educador Lassalista

> 92,78% > 54,07%

têm especialização, mestrado ou doutorado.

> 56,56%

têm idade entre 25 e 40 anos.

> 70%

participa dos diferentes programas de formação Lassalistas.

são graduados com licenciatura.

Fonte: Avaliação dos Profissionais Lassalistas, 2009 (Província Lassalista de Porto Alegre)

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Educadores Lassalistas durante uma das etapas do Programa 2 de Formação de Colaboradores

FORMAÇÃO CONTINUADA NA REDE LA SALLE Educando para educar

continuada. O processo desenvolve-se através de quatro etapas Pensar o professor como um educador que passa a vida se realizadas em período de recesso escolar (janeiro – julho), durante educando para bem educar é uma premissa de São João Batista de dois anos. Cada módulo tem duração de 05 dias, sendo que os três La Salle. O próprio Projeto Pedagógico Lassalista comprova que o primeiros são compostos de 40 horas, e o último de 22 horas, perfil do educador que se deseja é aquele que busca formação totalizando, no mínimo, 142 horas de atividade. Todos os módulos permanente. “Desenvolvemo-nos no ensinar e educar, através da são realizados em modalidade de retiro tendo como foco a formação permanente, da pesquisa e da investigação pedagógica. interiorização e o conhecer a si mesmo. É organizado de forma que Nossa ação educativa é focada na aprendizagem, na apropriação e propicie momentos de silêncio, de acolhimento das próprias produção do conhecimento e na formação humana e cristã dos fragilidades e também as do outro, de reflexão, de partilha de educandos”. O projeto enfatiza que na função de experiências, de escuta, de aceitação da pessoa educadores lassalistas, o professor caracteriza-se com limites e potencialidades, e do “Vocês exercem um humana por ser competente, ético e zeloso pelo crescimento estímulo à identificação e superação das integral dos educandos. emprego que os coloca limitações em todo o processo, levando, assim, a um maior amadurecimento humano, espiritual e na obrigação de tocar cristão. Formação Permanente E pode-se dizer que a formação integral de os corações”. professores foi uma das maiores contribuições Com conteúdo! Meditações de São João deixadas por São João Batista de La Salle à Ao se investir no desenvolvimento da pessoa, nos Batista de La Salle educação. Por isso, em uma ação inovadora para a seus diversos níveis, em um mundo em mudanças, época, reuniu um grupo de educadores de Nyel em exigem-se sempre competências renováveis, e a sua própria casa para dar início a um processo de formação Rede La Salle, ciente disso, pensa em formação condizente com as espiritual e pedagógica, que revolucionou os moldes educativos. exigências atuais, que demandam do indivíduo competências Esse passo corajoso de La Salle, com referência à formação de diferenciadas. A intenção do Programa 2 é de propor uma parada professores, registrado em publicações sobre vida e obra de São para a busca da integração de valores, resgatando na pessoa a João Batista de La Salle, foi crucial para elevar o nível educativo na capacidade de amar, de acolher e de se solidarizar com outro para França, valorizar a pessoa do educador e disseminar a ideia que termos sempre melhores profissionais nas instituições lassalistas, temos hoje, de que o processo formativo é permanente, e que preocupados com o bem-estar do aluno em sala de aula e dos precisa atingir, ainda, outros níveis da pessoa: espiritual, indivíduos na sociedade. Na sua essência, tanto com os emocional, humano, social, na sua complexidade e sutileza. colaboradores, quanto com os estudantes, a Rede La Salle trabalha no desenvolvimento integral das pessoas através de Um dos exemplos atuais desta busca pela formação permanente é vivências, da sensibilização e do pensar no outro. Para quem é o Programa 2 de Formação de Colaboradores Lassalistas onde, Lassalista, formar pessoas com conteúdo é formar cidadãos livremente, colaboradores se dispõe a fazer sua formação transformadores para o mundo.

Revista Integração • Novembro 2009 07444 - 32-35_materia_capa_roberto-n.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444 - 32-35_materia_capa_roberto-n.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:08:41

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Especial

DICAS PARA APROVEITAR Muitos pais ficam apreensivos quando as férias se aproximam. O que fazer com as crianças em casa? A apreensão é legítima, principalmente se os pais trabalham e não tiram férias no mesmo período. A Revista Integração traz uma lista de algumas sugestões para que as crianças aproveitem bem esse período de descanso e lazer. As Colônias de Férias das escolas e os projetos de verão podem ser uma boa opção. As crianças ficam em contato com outras crianças, de idades diferentes, e as atividades são variadas. Os clubes, museus, parques e escolas têm oferecido diferentes opções como oficinas de teatro, artes plásticas, culinária, jardinagem, vários tipos de esportes, caminhadas ecológicas etc. Apesar das colônias de férias serem interessantes, vale reservar um tempo para ficar em casa, sem fazer “nada” mesmo. Ver televisão, reencontrar brinquedos esquecidos, um cantinho misterioso, um armário nunca antes explorado, fazer uma receita, ler um livro ou gibi. As possibilidades são inúmeras. As férias escolares são também uma excelente oportunidade para atividades em família. Mesmo quando os pais não têm a possibilidade de tirar férias no mesmo período, é importante tentar negociar um horário, como sair mais cedo ou chegar mais tarde. Um piquenique em um parque da cidade ou visitar algum ponto turístico local. Uma outra sugestão é levar as crianças/adolescentes a atividades culturais como museus, exposições, cinema, teatro, shows de música etc. Muitas vezes durante o período de aulas, na correria do dia a dia, acaba não sobrando tempo para isto. Quanto mais ricas e diversificadas forem as experiências da criança e do adolescente, mais “conexões” eles poderão fazer. Oferecer essa variedade de experiências, afetivas e intelectuais, é uma forma de oferecer mais ferramentas para lidar com a vida, presente e futura. Alimentação Saudável: Com muito tempo livre e longe do colégio, a garotada só quer aproveitar o verão. Preservar a qualidade no hábito alimentar das crianças requer esforços multiplicados. Horários: Procure manter a rotina. Horário para acordar, para fazer as refeições, para se divertir e para dormir. Mexa-se: Se possível, faça com que a criança mantenha uma atividade física, a fim de evitar o computador e o videogame. Líquidos: No verão, quanto mais líquidos melhor, mesmo no horário do lanche. Abuse de vitaminas com leite e frutas ou de sucos super nutritivos.

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36.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_36_capa_ferias_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 18:47:54

Nada de exageros: A refeição ideal não deve misturar muitos sabores e nem conter muito tempero. Mas é importante deixar o prato colorido para chamar a atenção dessa galerinha. Matemática sem dor: Não encha o prato da criança, pois seu estômago é pequeno. O ideal é aumentar gradativamente. Fracione as refeições em seis ao longo do dia e procure variar, para que eles não enjoem. Nunca diga nunca: O correto é impor limites e dizer porque naquele momento ela não poderá comer certo alimento. Doces, guloseimas, refrigerantes e pizza podem até ser liberados aos finais de semana.

LEIA MAIS!!

Dicas de Leitura da

REDEBILA Rede de Bibliotecas Lassalistas

Ai Vem Os Backyardigans, de Janice Burgess Neste livro, os Backyardigans apresentam uma aventura com imagens que interagem de uma página a outra. A busca de Uniqua por seu amigo Pablo se transforma numa aventura cheia de fantasia quando ele visita o deserto, a selva e um navio pirata. As Aventuras Do Capitão Cueca, de Dav Pilkey Com este livro você vai conhecer Jorge e Haroldo, uma dupla de garotos legais. Além de pregar peças nos outros, o que eles mais gostam de fazer é criar suas próprias histórias em quadrinhos. Fala Sério, Amor!, de Thalita Rebouças Malu, a Maria de Lourdes, moradora da Tijuca, filha da Ângela Cristina, está de volta para contar suas descobertas amorosas desde a infância até o fim da adolescência. E a menina está afiada. Sorte das leitoras, que certamente vão se identificar com as muitas alegrias e furadas. A Terra das Sombras, de Jenny Carroll Falar com um fantasma pode ser assustador. A jovem Suzannah seria uma adolescente nova-iorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe. Ela conversa com mortos. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações?


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Diário de Classe

Miniempresa Júnior

Preparação para o ENEM Para auxiliar na escolha ou na busca de um caminho, o Colégio La Salle Canoas promoveu uma semana de preparação para o Vestibular, Enem e mercado de trabalho. A atividade foi realizada na semana de 06 a 10 de julho e o evento esteve voltado aos estudantes das turmas de 2ª e 3ª séries do Ensino Médio do Colégio. No primeiro dia foi realizado o SIMULADO LA SALLE/2009 que teve como um de seus objetivos proporcionar vivência e preparação para o vestibular, familiarizando o educando com esse momento. No segundo dia os alunos participaram da terceira edição do Campustour Unilasalle; eles participaram de atividades de orientação profissional, integração e diversão no Unilasalle Canoas-RS. A empresária Lúcia Pedroso, diretora da Cia. do Sono também conversou com os estudantes durante a semana. A palestrante abordou o tema “libertação é diferente de liberdade”. O objetivo da apresentação foi oferecer a oportunidade para os alunos refletirem sobre empreendedorismo e mercado de trabalho. Encerrando a semana, a Psicóloga Fabiana Dalla Corte ministrou para os alunos das 3ª séries do Ensino Médio a palestra “Como se portar em uma entrevista de emprego”. No final a orientadora educacional do colégio, Sheila, passou aos alunos informações sobre a proposta da UFGRS de o Enem servir como a 10ª nota.

O Colégio La Salle Caxias participa, desde 2008, do Programa Miniempresa com alunos da 2ª série do Ensino Médio, uma ação promovida pelo Departamento de Jovens Empresários da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Jovem), com apoio da Associação Junior Achievement e Parceiros Voluntários de Caxias do Sul. Dentro da programação que iniciou em maio de 2009, o CIC Jovem realizou no final de semana de 18 e 19 de julho a Feira da Miniempresa, na Praça de Eventos do Shopping Iguatemi Caxias. Durante a feira, os alunos tiveram a oportunidade de oferecer seus produtos, vivenciando aspectos empresariais como preparação do ponto de venda, oferta, comercialização e atendimento aos clientes. O nome dado para a Miniempresa é LE BONETE. Parabéns pela participação, empenho e comprometimento dos alunos participantes!

Colégio La Salle Canoas/RS

Colégio La Salle Caxias/RS

Olimpíadas Escolares 2009 O Colégio La Salle Manaus despediu-se das Olimpíadas Escolares de 2009 fazendo bonito e conquistando o primeiro lugar no masculino e o segundo no feminino das decisões da primeira divisão do Torneio de Basquete, no Ginásio do Colégio Pelicano, em Poços de Calda (MG).O ouro no basquete masculino foi conquistado frente ao Colégio Santa Cecília, do Ceará, com o placar de 42 a 31. O time feminino, Equipe Infantil, jogou com o mesmo adversário, conquistando a medalha de prata. O judô também foi bronze nas categorias Meio Médio 53Kg por Equipe e Individual, com o aluno Caio Rodrigues, e Médio 58kg Equipe, com Lucas Campos. “Ganhar o regional do JEAs foi uma honra para o Colégio, mas ser medalha de ouro, prata e bronze nas Olimpíadas Escolares é uma honra que o La Salle traz para o Amazonas”, relata o diretor do La Salle Manaus, Ir. Antônio Cantelli, em entrevista a um jornal local ao parabenizar seus atletas, coordenadores, professores e pais pelo desempenho nos jogos. O Amazonas conquistou nas Olímpiadas 9 medalhas, das quais 4 foram consquistadas pelo Centro Educacional La Salle.

Colégio La Salle Manaus/AM www.revistaintegracao.com.br 37.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 19:00:58

Revista Integração • Novembro 2009

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Diário de Classe

Construção do Saber No 1º ano do Ensino Fundamental, a alfabetização é entendida como um processo de apropriação do conhecimento da língua escrita, que é ampliado pela criança de acordo com o seu desenvolvimento. O La Salle Santo Antônio prioriza uma aprendizagem contextualizada, que desafia o estudante a pesquisar, criar e interpretar os códigos e sinais de comunicação. A sala de aula é um espaço de associação das aprendizagens cotidianas, que propicia uma constante melhoria das formas de expressão, pois ler e escrever implica muito mais que o conhecimento das letras. A Oficina do Saber, desenvolvida semanalmente, é um momento especialmente preparado pelas professoras para a integração das turmas e para o aprimoramento de aspectos motores, cognitivos e afetivos das crianças. Os alunos são organizados em grupos que, em alguns momentos, alteram salas, colegas e professoras da série. Essa proposta visa dinamizar e potencializar a aprendizagem de forma a integrar ainda mais os alunos com o processo de alfabetização.

Colégio La Salle Santo Antônio - Porto Alegre/RS

Sarau Literário em Canoas Na manhã do dia 21 de julho, no Salão de Atos, ocorreu o I Sarau Literário do Colégio La Salle. Os alunos da 2ª série do Ensino Médio, orientados pela professora Ana Aurora Cadorin, de Literatura, realizaram diferentes apresentações, como: dramatizações, recitações de poesias, produções de textos e muito mais. O Sarau é uma atividade destinada somente aos alunos e visa ressaltar a importância da Literatura como instrumento de construção de conhecimento e fonte inesgotável de sensibilização do mundo que nos cerca, e da arte.

Jogando com a Tabela Periódica

Foi um verdadeiro show de talentos, alguns alunos surpreenderam por expressar seu lado criativo, espontâneo e irreverente. A aula foi realmente diferente, e teve como objetivo estimular a parte artística dos estudantes, que surpreenderam e demonstraram suas habilidades em belíssimas apresentações.

Estudantes da 1ª série do Ensino Médio, participaram de uma atividade diferente para aprender propriedades e características de elementos químicos. A professora de Química construiu um jogo da tabela periódica, baseado no modelo de Denise Leal de Castro, apresentado no XIV ENEQ. A tabela periódica funciona como tabuleiro, e o objetivo do jogo é descobrir qual é o elemento químico partindo de algumas dicas sobre esse elemento. ‘‘Acredito ter sido uma experiência válida pois os estudantes participaram e colocaram em prática alguns conceitos e propriedades vistas em sala de aula de uma maneira interativa’’, enfatiza a Profª Judite Scherer Wenzel. A coordenadora pedagógica Simoni Priesnitz Friedrich destaca que a utilização do jogo favorece de maneira significativa o interesse pelo aprendizado. O jogo é um instrumento atraente e estimulador no processo de construção do conhecimento, inclusive quando se trata de aulas de Química no Ensino Médio.

Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo/RS

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38.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 19:01:23

Colégio La Salle Canoas/RS


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Diário de Classe

Desenhos de La Salle Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio La Salle Xanxerê/SC, após estudarem a vida de La Salle, baseados em fundamentos teóricos, criaram histórias sobre a vida do padroeiro dos professores. O trabalho foi interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa e Artes. Os alunos lassalistas conheceram a filosofia e a vida de La Salle de forma mais aprofundada e tiveram a oportunidade de expor seu trabalho a outros colegas do Colégio através de painéis expostos nos corredores. La Salle - Todo ano, as instituições da Rede La Salle estão promovendo uma semana com intensas atividades em comemoração ao dia De La Salle. João Batista de La Salle, nasceu em Réims, na França, em 30 de abril de 1651 e faleceu em Ruão, em 7 de abril de 1719. Em 1900, La Salle foi proclamado, pelo Papa Leão XIII, santo herói nas virtudes cristãs. E em 1950, no dia 15 de maio, às vésperas do tricentenário de seu nascimento, o Papa Pio XII o proclamou Patrono Universal dos Professores e Educadores Cristãos. E há 57 anos se comemora esta data como Dia De La Salle.

Revista Arte Moderna em Sobradinho Os estudantes da 3ª série do Ensino Médio do Colégio La Salle Sobradinho-DF, participaram de uma atividade diferente envolvendo as disciplinas de Artes, Português, História e Filosofia. Eles produziram a Revista Arte Moderna sob a coordenação dos professores Cristina, Edileusa e Vinícius. O objetivo foi de materializar, a partir da publicação, os principais fatos e acontecimentos ocorridos em um período de grandes transformações para o contexto artístico. O que é? Arte Moderna é o termo genérico usado para designar a maior parte da produção artística do fim do século XIX até meados dos anos 1970 (embora não haja consenso sobre essas datas e alguns de seus traços distintivos), enquanto que a produção mais recente da arte é chamada frequentemente de arte contemporânea ou pós-moderna).

Colégio La Salle Xanxerê /SC

Colégio La Salle Sobradinho/DF

Grupos Artísticos em parceria A equipe de Educação Musical do Colégio La Salle Caxias e o Núcleo de Teatro do Colégio La Salle Carmo estão trabalhando conjuntamente na montagem do espetáculo de teatro e música Villa-Lobos, o menino Tuhu, inspirado na obra original de Karen Acioly, sobre a vida e a obra do compositor, com a participação de alunos e professores de ambas as escolas, e de convidados especiais. Como se sabe, neste ano, a comunidade musical nacional e internacional homenageiam o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, relembrando os 50 anos de morte do maestro. Considerado um dos músicos mais importantes do Brasil, Villa-Lobos compôs, ao longo de seus 72 anos, mais de mil obras, na sua maioria inspiradas em melodias e ritmos folclóricos brasileiros como cirandas, choros, serestas, modinhas. Além disso, Heitor Villa-Lobos desempenhou papel de destaque no ensino de música no país. O espetáculo VillaLobos, o menino Tuhu, portanto, visa inserir-se nesse ciclo de homenagens ao nosso genial compositor; difundir junto à Comunidade Educativa Lassalista e à comunidade local vida e obras do compositor brasileiro, bem como realizar atividades conjuntas entre os Colégios em Caxias do Sul, promovendo a integração das comunidades educativas da Rede La Salle.

Colégio La Salle Caxias/RS www.revistaintegracao.com.br 39.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 19:02:40

Revista Integração • Novembro 2009

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Diário de Classe

Voluntariado: uma ação possível! Atualmente vivemos em um mundo marcado por um modelo econômico de exclusão e de concentração de renda. Neste contexto, a escola torna-se um veículo fundamental para a re-significação de valores e para a construção de líderes capazes de transformar a realidade que se apresenta. Nesta perspectiva, vislumbra-se o voluntariado como ferramenta de transformação pessoal e, portanto, social. Mais que uma tendência ou um modismo, voluntariado é, hoje, uma realidade que beneficia não só àqueles que recebem os seus resultados, mas também aos que praticam estas ações. Atento a este desafio, o Colégio La Salle Santo Antônio, por iniciativa da professora de Ensino Religioso, Marlise Germani, criou em 2009 o Voluntariado, um projeto que envolve cerca de 25 estudantes do 7º ano. No turno inverso ao período escolar, estes jovens realizam Oficinas Educativas e Recreativas quinzenais junto a crianças e adolescentes do Instituto de Assistência e Proteção à Infância (IAPI) de Porto Alegre. Ao entrar em contato com a realidade de outros jovens, também cheios de sonhos e esperanças, porém em condição de vulnerabilidade social, nossos estudantes vivenciam situações que oportunizam o respeito às diferenças sociais e a prática do exercício da cidadania.

Colégio La Salle Santo Antônio - Porto Alegre/RS

Ação Solidária em SC

Histórias Encenadas Ingressar no mundo das histórias infantis é um exercício de imaginação que pode ir muito além de uma simples leitura. Para os estudantes do 3º ano do ensino fundamental do La Salle Medianeira, a leitura de obras literárias provocou o desejo de dar vida aos personagens de histórias como Os Três Porquinhos , Menina Bonita do Laço de Fita e de outras criadas por eles mesmos. A vontade de ultrapassar as páginas dos livros surgiu da declamação de poemas, que reuniu a turma para um sarau de apresentação dos versos que marcaram a infância dos pais. A professora Angelita Hister coordenou o trabalho, deixando livre a escolha das histórias. Os estudantes pesquisaram as obras de seu interesse na biblioteca e no laboratório de informática. “A ideia foi deixar que eles próprios contassem as histórias do seu jeito, apresentando-as para os colegas de forma criativa”, conta a professora. Assim surgiram fantoches, dedoches e até cenários e figurinos confeccionados de acordo com a interpretação de cada grupo. O trabalho foi tão diversificado que as histórias ganharam um palco maior. Foram apresentadas para os estudantes da Educação Infantil e Séries Iniciais em uma hora cívica diferente, onde o teatro deu novas cores ao aprendizado literário.

Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo/RS

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A cidade de Guaraciaba-SC, nos dias 07 e 08/9, foi atingida por um temporal com tornados e ventos que chegaram a 130 km por hora. Dados da Defesa Civil indicam que 90% da população foi atingida e quatro mortes foram registradas. Em virtude desta tragédia, o Colégio La Salle Peperi, de São Miguel do Oeste/SC, montou um ponto de arrecadação de donativos para os flagelados da cidade vizinha. No dia 11, o diretor do Colégio, Ir. Daniel Steinmetz, passou pelas comunidades mais atingidas em Guaraciaba, realizando a entrega do material arrecadado. “Em nome do Colégio, reconhecemos a contribuição dos pais, alunos, professores, enfim, todos os que prontamente se mobilizaram com a situação das pessoas atingidas, exercendo a nobreza de ajudar o próximo nas suas dificuldades.” afirma o Diretor.

Colégio La Salle Peperi - São Miguel do Oeste/SC


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Química com Jogos

Jornada Literária Dorense

A disciplina de Química está entre as mais temidas por muitos alunos no Ensino Médio. Faz parte da tríade que grande parte dos estudantes considera difícil, juntamente com Física e Matemática. Como forma de dinamizar a aprendizagem dos compostos orgânicos e funções orgânicas, a professora Ildanice Mansan propôs o desenvolvimento de jogos. As turmas da 3ª série do Ensino Médio descobriram que é possível, por meio de brincadeiras como dominó, bingo, cartas e memória, aprender habilidades e conceitos em um ambiente motivador. Estudos teóricos e práticos apontam que as atividades lúdicas são fundamentais para o processo de desenvolvimento das funções cognitivas porque colaboram para a apropriação de regras e, em especial, de conhecimentos. Os jogos desenvolvem nos alunos seus sentimentos, pensamentos, aprendizado, seu agir e espírito investigativo.

Há quatro anos, a Jornada Literária Dorense vem realizando uma série de atividades culturais no Colégio La Salle Dores. Envolvendo alunos, ex-alunos, pais, professores, funcionários, escritores, músicos e a comunidade em geral, a ação visa estimular o hábito da leitura, fazendo com que este se espalhe de maneira prazerosa e divertida. A edição deste ano aconteceu em junho e faz parte do projeto Ciranda da Leitura. Uma intensa programação teve início no dia 23/06 e se estendeu até dia 26/06. Durante estes três dias, os alunos saíram das salas de aula e se mobilizaram para participar de diversas atividades como palestras, bate-papos com escritores, apresentações de ballet, dramatizações de peças teatrais, Hora do Conto, espetáculos musicais dentre outras. Músico Thedy Corrêa foi o ex-aluno homenageado

Colégio La Salle São João - Porto Alegre/RS O vocalista do Nenhum de Nós, Thedy Corrêa, foi o ex-aluno homenageado na edição deste ano da Jornada Literária Dorense. Emocionado, Thedy lembrou os anos em que estudou no Colégio e disse que foi no La Salle Dores que aprendeu a ser persistente, a acreditar nele mesmo e que o sonho de ter uma banda surgiu nos corredores desta escola. “Eu encontrei os caras do Nenhum de Nós aqui nos corredores deste prédio. Eu falo tudo isso porque este colégio foi muito importante pra mim. Eu morava aqui na frente e desde pequeno eu já sonhava que eu iria estudar aqui. E este Colégio foi tudo para o Nenhum de Nós. Se não existisse o Dores, não existiria a banda”, revelou Thedy.

Projeto Leitura Uma das atividades do Projeto de Leitura deste ano, desenvolvida pelas turmas 111, 112 e 113 (1º ano da Escola La Salle Hipólito Leite), é denominada "Arca de Noé". As professoras enfocam o lado cristão (bíblico) da história e trabalham com contribuições do poeta Vinícius de Moraes. Aproveitando a poesia e a música do poeta, o foco do trabalho concentrou-se na expressão artística e corporal das crianças, bem como a musicalidade. Há um convencimento de que estas experiências trazem aos alunos aprendizagens significativas.

Os alunos fizeram diversas homenagens ao músico. O 4ª ano criou uma coreografia para uma das canções do Nenhum de Nós; professores e alunos interpretaram canções da banda; foi montado um painel com desenhos que representavam trechos de obras conhecidas e ainda foi feita uma apresentação com fotos antigas e curiosidades sobre a vida de Thedy. A homenagem aconteceu no Ginásio e contou com a presença da família do músico.

Colégio La Salle Dores - Porto Alegre/RS www.revistaintegracao.com.br

07444_Integracao Miolo 41.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 22:37:52

Escola La Salle Hipólito Leite - Pelotas/RS Revista Integração • Novembro 2009

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Palestra na La Salle Agro Na noite do dia 24 de junho, os alunos da Escola Agrícola La Salle, de Xanxerê, participaram de uma palestra sobre o mercado de trabalho na área. Ministrada pelo presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Santa Catarina – SINTAGRI, Antônio Tiago da Silva, a atividade teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre a profissão de técnico agrícola e registro profissional, bem como atuais exigências e direitos no segmento. A palestra faz parte dos inúmeros projetos desenvolvidos na Instituição, voltados ao aprendizado teórico e prático para que o estudante esteja apto a cumprir suas funções no setor. Saiba Mais - A Escola Agrícola La Salle tem 32 anos de atuação e é referência na formação técnica sendo reconhecida nacional e internacionalmente por empresas da área. Durante os dias 24 e 25 de junho, o Setor de Marketing visitou a Instituição com o objetivo de coletar material para divulgação interna e externa da Escola.

Escola Agrícola La Salle - Xanxerê/SC

Muito além das contas Aluno vence o Freio de Ouro No dia 05 de setembro, o ginete e aluno lassalista Felipe Feldmann Weber, 11 anos, conquistou o primeiro lugar na categoria infantil masculino do Prêmio Freio de Ouro, na Expointer, realizada em Esteio. Estudante do Colégio La Salle Carazinho, o pequeno gaudério demonstra habilidade com os cavalos e também ao expressar a emoção da vitória. “Eu me emociono com a vitória principalmente por ter montado um cavalo da nossa cabanha que eu vi nascer e que agora é meu companheiro de corrida. Eu monto desde bebê, mas comecei a correr aos 8 anos de idade. Mesmo assim a competição na Expointer foi bem acirrada." Destaca. O que é? O Freio de Ouro é a maior prova da raça Crioula e onde podem ser comprovadas as habilidades de cavalo e ginete, reproduzindo nas pistas os trabalhos do dia a dia no campo. Testa-se a doma, a resistência, a docilidade, a aptidão e a coragem, que formam a funcionalidade do cavalo Crioulo.

Colégio La Salle Carazinho/RS

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42.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 19:09:25

Pensando em dinamizar as atividades da disciplina de Matemática, a fim de despertar a consciência do potencial de raciocínio dos alunos, surgiu o projeto Matemática...Muito além das Contas. Os alunos de 5º, 6º e 7º anos confeccionaram jornais com cadernos de desafios, curiosidades, cultura, história, quebra-cabeças, horóscopo, classificados, pesquisas de opinião expressas por gráficos e palavras-cruzadas. Tudo relacionado à disciplina. Além de desenvolver o raciocínio lógico-matemático, a atividade estimula a criatividade e o interesse, e contribui para conscientizar os alunos sobre a importância do esforço e da dedicação na obtenção de bons resultados. Considerando que o ensino da Matemática deve incluir inúmeras oportunidades de comunicação e pesquisa, é muito importante que os alunos possam associar materiais a sua volta e imagens com ideias matemáticas para refletir e ampliar seus conhecimentos, relacionar sua linguagem diária com a linguagem e os símbolos dessa disciplina. Não basta apenas ensinar, é necessário dar condições aos alunos na construção de seus próprios caminhos para a resolução de situações desafiadoras.

Colégio La Salle São João - Porto Alegre/RS


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Diário de Classe Conhecendo a Serra Gaúcha O Projeto “Viajar é aprender muito mais” tem colaborado com o processo de ensino-aprendizagem de maneira extraordinária, pois aproxima ensinantes e aprendentes de contextos que vão além dos objetivos propostos. No dia 30 de setembro, o passeio à Serra Gaúcha realizado pelas turmas da 3ª série do Ensino Fundamental do Colégio La Salle Esteio, possibilitou o contato com novos ambientes, manifestações culturais diversificadas e atividades corporativas, aumentando o interesse pelos conteúdos aprendidos e um acréscimo fantástico nas relações pessoais. “A Escola é lugar de aprender, brincar, conhecer pessoas, cultivar amizades e ganhar experiências diversificadas, pois todos crescem culturalmente”, destaca a coordenadora pedagógica da Instituição, Rosângela de Mello Maciel.

3º Encontro de Educação Infantil No dia 29 de outubro aconteceu o 3º Encontro de Educação Infantil. Na data, estudantes e professoras de Escolas de Educação Infantil do Bairro Niterói, Canoas foram recebidos por educadores e alunos do Colégio La Salle Niterói vestidos com a camiseta do projeto, em clima de muita alegria. Os alunos visitantes, com idades entre 3 e 5 anos, aproveitaram e conheceram as estruturas da Instituição, através de oficinas direcionadas e monitoradas de pintura, hora do conto, informática, psicomotricidade, teatro, música e muito mais. Participaram as Escolas de Educação Infantil Bem Me Quer, Gotinha de Mel, Pinguinho de Gente, Amiguinhos da Natureza, Estrela Guia, Kinder Haus, Universo Infantil, Taz Mania, Só para Baixinhos, Turma da Xuxinha e alunos da Educação Infantil do Colégio La Salle Niterói.

Colégio La Salle Niterói - Canoas/RS

Colégio La Salle Esteio /RS

Sempre Alerta em Lucas! No dia 31 de outubro, com a participação de pais e autoridades, aconteceu a fundação oficial do Grupo de Escoteiros CALANGO, em Lucas do Rio Verde. O ritual fez memória da origem histórica dos Escoteiros, do grupo Calango de Lucas, e empossou oficialmente a diretoria. Durante a cerimônia, também aconteceram os passos das promessas da Diretoria, dos Chefes, dos Escoteiros e dos Lobinhos - muitos deles alunos do Colégio La Salle Lucas do Rio Verde. Saiba Mais - O Escotismo, fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth BadenPowell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina. O lema dos escoteiros é SEMPRE ALERTA!

Colégio La Salle Lucas do Rio Verde/MT www.revistaintegracao.com.br 43.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 19:11:24

Revista Integração • Novembro 2009

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Educação Superior Projeto RecreAção O projeto RecreAção nasceu de uma iniciativa da Coordenação e acadêmicos do Curso de Turismo da Faculdade La Salle, que a partir da disciplina de Lazer e Recreação, foram incentivados a elaborar um projeto que possibilitasse a aplicação de atividades recreativas e de lazer com crianças. Em Lucas do Rio Verde a Secretaria de Desenvolvimento Social, em específico o CREAS – Centro de Referência Especializado em Assistência Social, desenvolve um programa do Governo Federal denominado PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Este programa atende crianças carentes do município com idades entre 7 a 16 anos, sendo atualmente 25 de manhã e 29 à tarde, através de atividades complementares.

Entrega Domiciliar de Obras A Biblioteca do Unilasalle Canoas inova mais uma vez ao implantar o serviço de entrega domiciliar de obras. O serviço visa atender toda a comunidade acadêmica, ou seja, professores, Irmãos, colaboradores, estagiários e acadêmicos do Unilasalle. A exemplo de outros segmentos de mercado, esse serviço oferece vantagens e facilidades, tais como: entrega do material na residência do usuário; evita desgaste e o inconveniente de carregar volumes muito pesados; rapidez no atendimento, principalmente nos dias em que o acadêmico não tem encontros presenciais na universidade; conforto e economia para o usuário (tempo e custo de transporte). Para utilizar o serviço é necessário fazer um cadastro, preenchendo o Termo de Ativação do Serviço disponível no balcão de atendimento da Biblioteca e no site da Instituição. Os empréstimos seguem as normas de utilização da Biblioteca e os pedidos podem ser solicitados através de formulário disponível no site ou pelo telefone. A entrega das solicitações será através do serviço de “Motoboy” e abrangerá a região de Canoas, Porto Alegre, Grande Porto Alegre, Vale dos Sinos, Caxias, Torres entre outras. A Coordenadora da Biblioteca, Cristiane Pozzebom, explica que “a iniciativa vem ao encontro de uma tendência atual do mercado, que é a de suprir a falta de tempo e encurtar distâncias, levando o produto desejado até o local indicado pelo cliente”. Até o momento, não se tem notícias desse tipo de prestação de serviço em bibliotecas brasileiras.

Faculdade La Salle Lucas do Rio Verde/MT

Cursos de Capacitação A Faculdade de Tecnologia La Salle Estrela, com objetivo de tornarse um referencial regional na capacitação e formação profissional, oferecerá, em parceria com a Prefeitura Municipal, o Curso de Capacitação para Cuidadores de Idosos. Voltado aos beneficiários dos programas de assistência social do município de Estrela com idades a partir de 18 (dezoito) anos, a intenção é oferecer formação que habilite para o cuidado de idosos, garantindo as competências básicas de manejo de higiene, alimentação, administração de medicamentos, bem como a compreensão das mudanças típicas da idade adulta madura.

Unilasalle Canoas/RS

Dia do Contador Em comemoração ao dia do contador, a Faculdade La Salle sediou atividades para homenagear o profissional de Ciências Contábeis, no dia 22 de setembro. Este dia também é dedicado a São Mateus, um apóstolo que antes de se tornar evangelizador exercia a função equivalente a de um contador, sendo considerado padroeiro dos Contadores. A data marca a criação do curso de Ciências Contábeis no Brasil, no ano de 1945. Atualmente, o campo de atuação do profissional contábil é amplo, permitindo-o atuar no mercado como professor, consultor, auditor interno e externo, assessor, analista, perito, auditor fiscal federal, estadual e municipal . Além de gerenciar arquiteturas de sistemas de informações internos e externos de uma empresa, pode realizar trabalhos de perícias, auditorias internas e externas, controladoria, planejamento tributário e consultoria.

Faculdade La Salle Estrela/RS

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44.PS T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_37-46_diariodeclasse_roberto.cdr quinta-feira, 12 de novembro de 2009 19:15:55

Faculdade La Salle Manaus/AM


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Obras Assistenciais NOVA SESSÃO!!

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A partir desta ed ição a Revista Integração conta com um novo espaço de valor ização do trabalho desenv olvido na Rede La Salle. A edito ria trará assuntos relevan tes obras assistencia sobre as is lassalistas de Norte a Sul do Brasil.

Ação Voluntária na Missão Lassalista Por Jackson Bentes e Átila Bizarro Centro Educacional La Salle - Presidente Médici/MA

A educação na região Norte e Nordeste do país clama por homens e mulheres de boa vontade, disposição e competência para ajudar aos professores em formação a caminharem com ânimo pelas estradas que se apresentam como desafio. Através da resolução Nº 006/2008, a Província Lassalista de Porto Alegre aprovou o Projeto de voluntariado, desenvolvido nesta região, significando uma oportunidade inigualável e marcante na vida de quem ensina e de quem aprende. Átila Bizarro (professor do Colégio La Salle Esteio/RS) trabalhou como voluntário e fez história nesta parte do país. Sua presença motivadora conduziu os professores em formação a uma viagem marcante pelo mundo da educação, para onde viajar é muito mais que aprender, tanto na Ilha do Marajó quanto em Presidente Médici.

compartilhar, e entenderás o que é viver. Traga em sua bagagem apenas um coração aberto que seja capaz de ouvir, apenas isso, ouça... dedique boa parte de seu tempo para aprender a ouvir quando a boca se cala e os olhos enxergam...aqui tudo é muito intenso, se vive muito... se estuda muito... se brinca muito...e, principalmente, se ama muito...esse povo é muito religioso, aqui se acredita intensamente em DEUS! Não semeie a descrença!!! E, por fim, quando estiveres indo embora entenderás que quem aprendeu foi você o que há muito tempo já havia esquecido: respeitar ao próximo como a si mesmo. Obrigado por me ensinarem...e viva Jesus em nossos corações! Para sempre! Atila Bizarro - Colégio La Salle Esteio-RS Através do projeto Formação de Educadores Populares e Líderes Comunitários, objetiva-se:

O voluntariado vai além da Lei n° 9.608, que em seu artigo primeiro caracteriza o serviço voluntário como “[...] a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade”. Este serviço oportuniza um encontro que marca a vida do educador e do educando. Para conhecer a história de educadores que se conta no Norte e Nordeste é importante ouvir o depoimento intitulado “Leitura de um Educador”:

- Oportunizar formação de educadores que trabalham em zonas rurais e de difícil acesso; - Ampliar os espaços de participação dos educadores, visando à transformação da realidade; - Profissionalizar educadores para o exercício do Magistério em locais marginalizados; - Estimular o futuro educador no esforço de superar suas deficiências e dificuldades, projetando suas ações em prol do desenvolvimento da sociedade, garantindo sua auto-sustentação; - Elevar o nível de qualificação da educação nos Estados do Maranhão e do Pará, através da formação de professores.

“Quem há de vir para presidente Médici, no Maranhão, trabalhar como voluntário na Missão Lassalista, deve primeiro se libertar de todas suas necessidades materiais. Aqui muita coisa não é necessária, traga apenas amor e carinho. Não venha para cá trazer a discórdia, o desânimo, a fraqueza e, principalmente, não traga a desilusão. Isso, esse povo sofrido já tem de sobra. Seja portador dos sentimentos mais nobres que o ser humano possa sentir. Traga o amor, a esperança, o respeito; dispa-se de preconceitos e aprenderás a

Para atender a tantos objetivos e oferecer uma educação de qualidade é importante contar com o auxílio de outros Lassalistas, dispostos a fortalecer esta missão educativa, porque a aprendizagem em locais mais necessitados deve ser atendida por professores competentes que se disponham a compartilhar suas vivências com aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que ele de formação, visando desta forma, uma formação continuada para os educadores atendidos por este projeto.

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Revista Integração • Novembro 2009

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Obras Assistenciais

Referência Nacional em formação técnica Por Setor de Marketing Rede La Salle

Eles mantêm parceria com mais de 50 empresas de todo o país. Em oito avaliações realizadas com os estudantes pelo conselho da área, em Santa Catarina, receberam cinco primeiros lugares e três segundos entre todas as instituições agrícolas do Estado. A Escola Agrícola La Salle, fundada em 1977, é conhecida no Brasil inteiro como referência em formação técnica no segmento, e quem visita suas dependências tem a certeza de que tal título não é por acaso. São 187 hectares de terra aproveitados em sua totalidade para a prática de diferentes técnicas. A Escola funciona em regime de internato, onde 255 jovens de diferentes regiões estudam pela manhã, realizam práticas à tarde e voltam à sala de aula à noite. Todas as refeições são feitas no local, que conta com 10 professores de Ensino Médio, 12 professores da área técnica, 2 técnicos agrícolas, além de nove colaboradores das áreas administrativa, serviços gerais, cozinha e segurança. À frente desta importante obra lassalista está o incansável diretor, Irmão Aníbal Thiele que parece seguir exatamente os preceitos de São João Batista de La Salle ao educar com a firmeza de pai e a ternura de mãe. Ir. Aníbal é muito respeitado entre os adolescentes e apaixonado pela Instituição que coordena com todo o zelo possível. Sem falar nos oito Irmãos Lassalistas da comunidade, que dedicam sua vida para dar vida à Escola. Outro responsável pelo excelente conceito que a Instituição tem é o exaluno e coordenador da La Salle Agro, Gerson Batistella. Atualmente, ele tem dedicado grande parte do seu tempo para um projeto referência em parceria com o SEBRAE para desenvolver pesquisas científicas junto aos estudantes em áreas como suinocultura, bovinocultura de leite, fruticultura, cultura do trigo, olericultura, foragicultura e agroindústria. “Estamos vivendo uma nova fase na Escola, que é a de aprender a pesquisar e documentar todo trabalho referencial que desenvolvemos aqui”, destaca. Segundo Batistella, a Escola Agrícola La Salle também é referência, inclusive, para cursos de graduação da área agrícola. “Recebemos visitas de universidades da região que se impressionam com o trabalho desenvolvido pelos nossos professores e alunos”, afirma. O coordenador conta que na 3ª série do Ensino Médio os alunos fazem estágios práticos e muitas empresas de diferentes localidades voltadas ao agronegócio no Brasil selecionam profissionais formados pela Escola.

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Artigos

A OPÇÃO DE VIVER COM OS MAIS POBRES Por Annick Martin Enfermeira de profissão e associada lassalista, em Sartrouville, França Tradução: Irmão Arnaldo Mário Hillebrand

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ertenço a um ambiente burguês. Meu pai era arquiteto da Armada Nacional. Digo isto, porque esse circunstancial provocou numerosas mudanças domiciliares, em regiões muito diversas. O que era verdade em um lugar, já não o era em outro, e isto me obrigava a refletir profundamente. Aos meus 17 anos de idade estávamos na Martinica. Ali vi um homem com as costas dilaceradas pelos açoites que o proprietário da plantação de cana de açúcar lhe infligira. Esse proprietário esteve ao nosso lado na missa do domingo. Naquele momento, eu me disse que tinha de optar por um lado, e que urgia me situar. Meu desejo de tornar-me enfermeira deve ter despertado naquele momento. Trabalhei durante dois anos, permanecendo na casa de meus pais. Depois fui residir em Alnaysous-Bois ( na periferia de Paris). Era a época do chabolismo (chabolas: cabanas ou barracos, indício de extrema pobreza, de miséria), da “cidade Emaus”, das mercancias de dormir (dormitórios de miséria nos subterrâneos dos edifícios, três pessoas na mesma cama, e quando alguém estivesse doente eu o encontrava no chão). Depois me apresentei como voluntária no mais insignificante reduto da República do Tchad, e mais tarde na República de Camarões. Ao retornar, decidi viver com os mais pobres na cidade, porque me parecia que era ali que as pessoas viviam em situações mais opressivas. Vivi em três grandes cidades. A mais difícil de todas é a atual: a cidade de Índias”, em Sartrouville (subúrbio de Paris). Conforme as circunstâncias locais eu me envolvia em alfabetização, ACI (Ação Católica da Infância), JOC (Juventude Operária Católica), catequese, equipe de Evangelho partilhado nos bairros, contato com o mundo muçulmano... Manter esse viver com, nem sempre foi fácil. Após retornar da África cursei estudos na Escola de Dirigentes de Enfermeiras. Depois de passar alguns anos em reanimação cardíaca, estou trabalhando desde há 15 anos como enfermeira dirigente num grande centro público de idosos, tendo conseguido um diploma universitário de gerontologia. Conquistei também um diploma em Teologia. Não se tratara de ter mais um diploma, mas como já disse, porque de acordo com os países,

parecia que as verdades não eram as mesmas, e porque nós estamos numa Igreja na qual alguns erigem em verdade canônica suas interpretações pessoais. Faz 24 anos, conheci Denis, um Irmão Lassalista (formávamos parte do mesmo setor de Ação Católica de Operários), e por meio dele adquiri conhecimentos acerca de São João Batista de La Salle. Denis adoeceu, foi hospitalizado e eu fui designada a cuidar dele. Acompanhei-o até a morte dele. Dadas as circunstâncias, foi um relacionamento muito intenso. Não é nada fácil explicar a um jovem que, dado às possibilidades terapêuticas, não restem esperanças. Foi um exemplo para todos os que o haviam conhecido por sua serenidade em face da morte. Por meio dele, e depois de sua morte, conheci a outros Irmãos e o grupo “Irmãos no Mundo Operário”(FMO). Vivenciávamos as mesmas realidades. Nossos encontros, nossas revisões de vida, os retiros...me permitiram manter os compromissos. Esse companheirismo me deu vontade de conhecer melhor a espiritualidade do Fundador. Desde há um ano, meus relacionamentos com o conjunto dos Irmãos do Distrito, se tornaram ainda mais importantes, tendo em vista que formo parte da comissão técnica das casas dos Irmãos idosos e enfermos. Por esse fato tenho encontrado Irmãos idosos ou doentes, de oito dessas casas. Entre parênteses, fiquei muito impressionada pela abertura dos Irmãos, por vezes muito idosos, à realidade da associação partilhada com os leigos. Solidariedade com os Irmãos no Mundo Operário, mas também com o conjunto dos Irmãos do Distrito da França. Diversos encontros nacionais, o Capítulo, o trabalho nas casas de idosos me provaram que faço parte de um grupo mais amplo que trabalha para a mesma Missão. Solidariedade com outros leigos associados. Nossos compromissos na vida, às vezes, são muito diferentes, mas essas diferenças também são fontes de riqueza no âmbito de uma escuta autêntica. Associados que não se elegeram, que são diferentes, mas que querem participar da mesma Missão e “crescer juntos”. O processo de Associação converte-se num sinal e dá outro sentido ao que se vive. Ademais,

aceitar a assinatura de algo implica em certa responsabilidade. A celebração em que emiti meu compromisso foi um momento muito intenso. Além da presença de numerosos Irmãos e associados, muitos deles vindos de longe, estavam presente pessoas de minha comunidade paroquial, da cidade. As pessoas com as quais convivo são gente simples, consideram-me como parte delas, mas sabem perfeitamente que eu poderia viver em outro local e em outras condições. Dificilmente entendem a noção de associação, mas, até mesmo os muçulmanos, sentem que minha vida adquiriu outra dimensão com esse compromisso. Não estou exercendo o serviço educativo a pobres, crianças, adolescentes, jovens e adultos em instituição escolar. Mas vivo com todos eles num entorno que, amiude é muito difícil. Nós nos encontramos com jovens e com adultos e com idosos, muitas vezes completamente desestruturados. - A ACI e a JOC oferecem às crianças e aos jovens espaços de liberdade que lhes ajudam a se construírem e interatuarem com seus pares. Trata-se de atividades lúdicas: aprendem a desenhar, recortar, refletir, brincar, jogar, fazer coisas junto com outros... O clube é seu espaço de liberdade. É também lugar de escuta, onde podem narrar suas vidas, seus problemas. - O concernente aos adultos é um acompanhamento de todos os dias: ajudar-lhes a redigir algumas páginas, prestar atenção às suas dificuldades, estar presente nos momentos difíceis (e os temos acumulados!...) partilhar com simplicidade a vida de todos. - As pessoas idosas também estão abandonadas por nossa sociedade moderna ocidental. Lutar para que elas vivam dignamente, respeitando seus direitos, rodeados de calor humano... também isto é serviço aos pobres.

REFERÊNCIAS Publicado no Boletim FSC, Nº 250, páginas 69 e 70, na França.

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A RESPONSABILIDADE SOCIAL é uma ação estratégica empresarial? Por Ir. Jardelino Menegat Diretor Administrativo e Ecônomo Provincial da Província Lassalista de Porto Alegre/RS

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s necessidades sociais da sociedade brasileira e a sociedade em geral nas áreas da educação, saúde e habitação, são maiores do que as capacidades administrativas e orçamentárias do governo, seja ele municipal, estadual ou federal. O governo está consciente de suas limitações quanto ao atendimento pleno das necessidades sociais. Diante das dificuldades, alia-se às organizações filantrópicas, organizações não governamentais e, mais recentemente, conta com organizações privadas que promovem ações para minimizar as carências na área social. A responsabilidade social, particularmente no final do século passado e início deste novo milênio, se apresenta como um tema cada vez mais significativo para o comportamento das organizações, exercendo impactos nos objetivos, nas estratégias e na própria missão da empresa. Através deste artigo pretendemos trazer alguma contribuição no sentido de uma melhor compreensão e da importância da responsabilidade social, bem como dos benefícios que ela mesma pode trazer para as empresas quando aplicada corretamente. A responsabilidade social das organizações é um dos novos fenômenos de mercado advindos possivelmente da globalização da economia. Ao longo dos anos tivemos a empresa orientada sucessivamente para o produto, para o mercado e para o cliente. Nesta época estamos assistindo ao movimento das empresas no Brasil também voltadas para o social. Embora possam existir exceções, as empresas procuram converter os obstáculos sociais em oportunidades de negócios; usam isto como estratégia de marketing e como incremento de consumo.

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1. Responsabilidade Social nas Empresas A concepção de responsabilidade social por parte das empresas vem sendo bastante difundida. Especialmente nos países mais desenvolvidos elas enfrentam novos desafios impostos pelas exigências dos consumidores, pela pressão de grupos da sociedade organizada e por legislações e regras comerciais que demandam, por exemplo, proteção ambiental, produtos mais seguros e menos nocivos à natureza e o cumprimento de normas éticas e trabalhistas em todos os locais de produção e em toda a cadeia produtiva.

A responsabilidade social, particularmente no final do século passado e início deste novo milênio, se apresenta como um tema cada vez mais significativo para o comportamento das organizações. A responsabilidade social nas empresas não deve ser uma ação emergencial e pontual de ajuda social, mas sim, uma perspectiva a longo prazo, de tomada de consciência das empresas no sentido de incorporarem em sua missão, em sua cultura e na mentalidade de seus dirigentes e colaboradores na busca do bem-estar social da população. 2. Responsabilidade Social é uma ação estratégica das empresas ? Há quem afirme que as empresas nada mais estão fazendo do que pagar tardiamente uma culpa por ter descuidado da natureza e ter produzido tanta miséria social. Teria,

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portanto, chegado o tempo de minimizar o descuido com a natureza e com o homem por meio de ações sociais, isto é, seria esta uma forma de reportar-se à sociedade com ações reparadoras, que são os projetos de responsabilidade social. Acredita-se que as empresas estão aproveitando a oportunidade da necessidade da responsabilidade social para transformar a necessidade em uma ação estratégica. As empresas descobriram a dimensão estratégica da responsabilidade social, na medida em que ela passou a contribuir para uma maior competitividade e com a imagem institucional positiva, e ainda, por favorecer o estabelecimento de relacionamentos calcados em maior comprometimento com seus parceiros de negócio. As empresas estão inseridas em um ambiente de incertezas e de pressões que exigem cada vez mais um desempenho global que promova eficiência, eficácia, efetividade e economicidade, que suas ações sejam transparentes e socialmente responsáveis. Neste contexto, nos últimos anos foram desenvolvidas inúmeras técnicas gerenciais direcionadas às organizações para que elas busquem formas de garantir sobrevivência no mercado e de maximizar os seus resultados financeiros. A responsabilidade social empresarial virou uma prioridade inevitável para os dirigentes empresariais de qualquer país, não importando se o país está desenvolvido ou em desenvolvimento. Os programas de responsabilidade social empresarial são altamente visíveis e costumam gerar publicidade favorável para a empresa. Talvez esta seja uma das razões dos altos investimentos que as empresas estão fazendo na área social.


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3. Benefícios que a Responsabilidade Social pode trazer para as empresas Essa nova tendência no comportamento das empresas já demonstrou, embora de maneira empírica, que a responsabilidade social propicia mais vendas, aumenta a fatia no mercado, a lealdade da clientela e ainda a motivação dos colaboradores. Já não se pode mais subestimar a importância desta para com os consumidores, uma vez que as opções de compra e a competitividade em preços aumentam dia a dia. Com o movimento a nível mundial no sentido de responsabilização de todos para o cuidado da natureza, do meio ambiente e das pessoas humanas, aumenta o compromisso das empresas para com o social. E o consumidor cada vez mais está atento à responsabilidade social, antes de consumir um produto de determinadas empresas. E com o incentivo dos governos em exigir dos produtores que o produto apresente o selo de origem, os consumidores certamente vão estar atentos na hora de escolher um produto para consumir, pois observam com muito cuidado as empresas que possuem maior quantidade de ações de responsabilidade social. Entre os principais benefícios que a responsabilidade social pode trazer para as empresas podemos citar os seguintes: - Maior valor agregado à imagem da empresa, à marca e aos produtos e serviços. A empresa passa a ser mais admirada pelos consumidores atuais e potenciais, pela comunidade, que desenvolvem atitudes favoráveis em relação aos seus produtos e serviços. Em muitos casos, a decisão de compra pode ser definida a partir dessa atitude.

- Maior motivação de seus funcionários. Os funcionários percebem que trabalham para uma empresa que se preocupa realmente com o bem-estar social e onde podem ampliar a sua cidadania. Os funcionários beneficiados pelas ações sociais da empresa e, principalmente, os que delas participam são mais motivados, melhoram seu desempenho, e são mais aderentes aos programas da empresa. E possuir funcionários motivados e comprometidos com a empresa, certamente isto é uma importante fonte de vantagem competitiva. - Maior capacidade de obter recursos necessários e conhecimento para o desenvolvimento da empresa. As empresas que investem em ações sociais são mais admiradas também pelos empregados em potencial, pois existem pessoas que desejam trabalhar em organizações deste tipo. Consequentemente, essas empresas são mais capazes de atrair melhores funcionários. Além disso, ao se aproximarem da comunidade, as empresas tornam-se mais aptas a obter informações e conhecimentos sobre os clientes e o mercado e sobre si próprias. As atividades de cunho social também funcionam como locais de aprendizado para seus funcionários em assuntos como liderança, trabalho em equipe, alocação de recursos,...

sustentável do país, isto é, que se envolvam principalmente com a proteção do meio ambiente, a redução da pobreza e o aumento da expectativa de vida da população. Cada vez mais surgem, em vários cantos do planeta, movimentos de educação ambiental, preservação cultural e resguardo do patrimônio da humanidade. A relação do homem com a natureza e o seu semelhante está mudando na mesma medida em que cresce o respeito à vida. Desta forma podemos considerar que a prática de responsabilidade social empresarial traz benefícios não somente ao público-alvo de suas ações, mas também à própria empresa pela criação de vínculo de identidade e lealdade com o consumidor ou, ainda, pelo retorno financeiro que isso pode trazer à organização. As empresas descobriram que uma das formas de se tornarem competitivas está associada ao fazer responsabilidade social. Cada vez mais as empresas adotam práticas de responsabilidade social, seja por valores éticos ou pela busca de vantagens financeiras e mercadológicas. De qualquer forma a permanência das empresas no mercado competitivo certamente poderá condicionar a sua postura e a ações de responsabilidade social. BIBLIOGRAFIA

Outro ponto extremamente importante é que quando uma empresa demonstra a seus steakholders sua responsabilidade social, eles sentir-se-ão responsáveis pelo alcance das aspirações da empresa; desta forma, aliam-se à empresa para que os objetivos possam ser alcançados.

ALESSIO, Rosemeri. Responsabilidade Social das Empresas no Brasil: reprodução de postura ou novos rumos. Porto Alegre, EDIPUCRS, 2008.

Considerações Finais

MELO NETO, Francisco Paulo de; FROES, César. Responsabilidade social e cidadania empresarial: a administração do terceiro setor. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

Espera-se das empresas uma postura comprometida com o desenvolvimento

MARTINS, José Pedro Soares. Responsabilidade Social Corporativa; como a postura responsável compartilhada pode gerar valor. Campinas SP, Komedi, 2008.

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O BULLYING e a “Lei do Silêncio” Por Maria Elisa Schuck Medeiros Vice-diretora do Colégio La Salle Canoas

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oje, a palavra Bullying já é conhecida pela maioria das pessoas que fazem parte do contexto escolar, principalmente por professores e equipe pedagógica. Mas entre conhecer o real significado e agir para diminuir a ação do Bullying na escola, há um longo caminho a ser percorrido. Pode-se definir o Bullying como as atitudes agressivas praticadas por jovens, sem uma motivação explícita, mas de forma intencional e repetitiva (FANTE e PEDRA, 2008, p.34). O Bullying é um fenômeno que marca de forma negativa sua presença nas escolas e o grande desafio destas está em conscientizar os alunos sobre a atitude impensada de praticar o Bullying, diminuindo, assim, o número de vítimas de tal ação. Os agressores agem com atitudes arrogantes e medíocres, escolhendo suas vítimas e estas sofrem, muitas vezes, de forma silenciosa. Alguns conseguem em determinado momento colocar “para fora” seus sentimentos, talvez de forma equivocada, através de atitudes agressivas, gerando conflitos dentro do ambiente em que convivem. Mas o que percebe-se na escola é que ainda prevalece a “lei do silêncio”. Professores não identificam essa violência, ou quando identificam se calam diante da situação, as direções das escolas também desconhecem a existência de casos e o aluno agredido não exterioriza seus sentimentos. Assim, a situação se estende até a mesma ultrapassar os limites da aceitação, do respeito ao ser humano. Para combater os praticantes de Bullying é necessário que a escola esteja muito atenta ao comportamento dos alunos em aula e que as famílias busquem identificar se os seus filhos estão sendo vítimas desse tipo de comportamento, pois muitos agredidos são sofredores desse problema e não conseguem falar a respeito (SACHETTO, 2009).

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Mas como identificar que é Bullying o que está acontecendo? IDENTIFICANDO O BULLYING NA ESCOLA Para identificar o Bullying, precisa-se ter claro quais as ações mais comuns que são praticadas pelos agressores. Segundo Fante e Pedra (2008), São inúmeras as ações, dentre elas apelidar, ofender, “zoar”, “sacanear”, humilhar, intimidar, “encarnar”, constranger, discriminar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, excluir, isolar, ignorar, perseguir, chantagear, assediar, ameaçar, difamar, insinuar, agredir, bater, chutar, empurrar, derrubar, ferir, esconder, quebrar, furtar e roubar pertences (p.36). Como pode-se perceber o Bullying ocorre quando um ou mais alunos escolhem uma vítima para agredir repetitivamente, seja de forma verbal, física, moral ou psicológica e esta não consegue se defender. Agridem fazendo “gracinhas” em cima de características consideradas por eles “negativas”. Segundo Fante e Pedra (2008, p.37), “na maioria dos casos a vítima se sente isolada e excluída do convívio dos colegas”. É preciso ter cuidado para não pensar que qualquer brincadeira, própria muitas vezes da idade, se trata de Bullying. Há brincadeiras em que todos se divertem e que podem ser consideradas normais e saudáveis, mas quando esta extrapola os limites deixando alguém constrangido, deixou, então, de ser uma simples brincadeira. Para identificar as condutas de Bullying é preciso estar atento às ações repetitivas contra a mesma vítima, juntamente com a ausência de motivo. Normalmente os bullies escolhem como vítimas pessoas que não demonstram capacidade de reação ao serem atacadas. Nesse processo de identificação de Bullying é

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importantíssimo o papel da família, pois muitas vezes quem sofre a agressão não consegue expor seu problema na escola para seus colegas ou professores, e as pessoas que teriam maior facilidade em fazer com que o mesmo exponha seus sentimentos são da sua família. Por isso, o ambiente familiar deve sempre ser de diálogo e de respeito, para que os filhos tenham confiança e segurança em colocar seus sentimentos aos seus pais (FANTE e PEDRA, 2008, p.123). Os pais precisam estar atentos a qualquer mudança de comportamento dos filhos e assim que identificarem algo diferente, precisam encaminhar à escola a situação, a fim de que a mesma possa ser resolvida em parceria. A ESCOLA QUEBRANDO O SILÊNCIO DO BULLYING A escola tem como principal objetivo promover a qualidade de ensino, e entende-se e desejase que seja dentro de um ambiente sadio e seguro. Os pais e alunos escolheram a escola para seu filho estudar, confiando no trabalho desenvolvido por ela. Nesse sentido, é extremamente importante que haja formas de prevenção a qualquer modelo de comportamento agressivo, pois ninguém está na escola para sofrer e principalmente para sofrer em silêncio, por medo, vergonha, timidez. Conforme Fante e Pedra (2008, p. 118), “a escola deve disponibilizar espaços para que alunos e professores discutam o tema e encontrem soluções para as situações apresentadas pelo grupo”. O autor sugere que seja realizada uma pesquisa com a intenção de ouvir os alunos para identificar a existência desse fenômeno na escola. A pesquisa pode ser uma redação em que o aluno escreve anonimamente, identificando sua trajetória na escola. Essa atividade auxilia a romper o


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silêncio dessa violência fazendo com que a escola reconheça a existência do Bullying. Além da pesquisa com os educandos, a escola deverá promover a formação necessária aos professores para que os mesmos possam identificar de forma adequada atitudes de Bullying. Essa é uma medida primordial no trabalho preventivo a esse fenômeno. Também o professor, o supervisor e o orientador educacional devem adotar uma postura de observadores das relações interpessoais que acontecem dentro do ambiente escolar, percebendo quando algo não está de acordo com a normalidade. Precisam observar algumas atitudes, tais como: se o aluno está constantemente isolado dos demais, inclusive e principalmente no horário de recreio, se colegas fazem brincadeiras repetitivas, zoando e a vítima não responde, demonstrando-se envergonhada, se aparenta um aspecto triste, deprimido, irritadiço, se falta às aulas com frequência, se houve queda no rendimento escolar e no desinteresse pelos estudos. Enfim, são muitas as situações que precisam ser observadas dentro do contexto escolar a fim de identificar situações de Bullying. Após as observações e identificações dos casos de Bullying, precisam encaminhar os

envolvidos para as entrevistas individuais, ouvindo primeiramente a vítima e depois o agressor. A vítima precisa sentir confiança para que relate os seus sentimentos e sua problemática. Esse mesmo procedimento deverá ser realizado com quem está praticando o Bullying, pois precisa entender que esse comportamento está causando prejuízos sérios em alguém. Muitas vezes, após uma conversa aberta e firme, o aluno praticante de Bullying se conscientiza do prejuízo que está causando ao seu colega e não mais o pratica, mas para isso é necessário que haja uma tomada de consciência da pessoa. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Bullying, por ser uma agressão séria, grave e repetitiva, precisa ser tratado com seriedade por todos os envolvidos no contexto escolar. Os alunos agredidos pelos colegas precisam ser orientados e trabalhados para que melhorem sua autoestima, a fim de que apaguem ou amenizem as marcas causadas pelas agressões. E os agressores precisam ser orientados de forma firme para que se deem conta da situação causada por eles. Caso essa orientação não seja suficiente, a escola precisa aplicar medidas educativas,

conforme o que prevê no regimento escolar de cada instituição, pois o Bullyng infringe as regras de convivência da sala de aula. A escola precisa garantir que nenhum aluno, seja criança ou adolescente, sinta-se ou seja excluído, bem como humilhado dentro do ambiente escolar. Para isso, os profissionais precisam estar atentos a todos os movimentos e ações do contexto escolar, colocando em questão o assunto para que seja amplamente discutido, envolvendo pais, professores, direção, serviços pedagógicos e principalmente os alunos, quebrando, assim, a lei do silêncio. Estaremos, dessa forma, agindo de forma preventiva para que pessoas tão jovens não sofram caladas. BIBLIOGRAFIA FANTE, Cléo; PEDRA, José Augusto. Bullying Escolar: perguntas e respostas. Porto Alegre: Artmed, 2008 SACHETTO, Karen Kaufmann. A agressividade infantil. Disponível em HTTP://guiadobebe.uol.com.br/bb4a5/a_agre ssividade_infantil_bullying.htm. Acesso em 30/05/09, às 10h30min.

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Como desconstruir muros compactos usando tijolos novos Por Daniel da Silva Assum Professor de História, Ensino Religioso e Sociologia do Colégio La Salle Niterói Não precisamos de nenhuma educação Não precisamos de nenhum controle de pensamento De nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula Ei, professor! Deixe as crianças em paz! Ao todo, isto é apenas mais um tijolo no muro Ao todo, você é apenas mais um tijolo no muro (Tradução para a música “Another brick in the wall” - Disponível: www.letrasnaweb.com)

A cultura Pop eternizou a crítica ao sistema escolar através do famoso vídeoclip “Another brick in the wall” da banda Pink Floyd produzido no início dos anos 80. Nele, o compositor Roger Waters resgata suas memórias estudantis construídas em um rigorosíssimo sistema educacional inglês no qual a opressão “disciplinadora” do professor toma conta das primeiras cenas, enquanto o meninopersonagem que o representa escapa do marasmo das aulas escrevendo poemas nas páginas de seu caderno. Prevaleciam naquela escola pequenos e “educativos” castigos em uma ordem de classe que se aproximava da repressão dos antigos tribunais inquisidores. Enquanto a música segue, as crianças, já resignadas, vão sendo mostradas com rostos iguais postas em uma esteira rolante. Seu destino final é um moedor de carnes. O produto deste modelo escolar não passa, portanto, de uma mera massa homogênea destinada ao consumo social. Mas eis que uma virada toma conta da história de Waters: enquanto cantam em coro os versos fortes da música, os estudantes, outrora resignados, rebelam-se ante aquele modelo escolar retirando máscaras e escapando do controle da esteira industrial. “Desordem” e “indisciplina” tomam conta da cena na qual um verdadeiro motim condena toda a escola à destruição. O vídeo e a música tornaram-se ícones de um tempo em que a rebeldia frente ao complexo sistema opressor vivido em todo o planeta e marcado por cruéis ditaduras de esquerda ou de direita ocupava a maioria das manifestações

de arte. Mas mais do que isso, a crítica dura à ordem escolar ali proposta traz à tona questões referentes às compreensões de disciplina e indisciplina, estruturas e modelos escolares interessantes de serem refletidas. Marchesi, em “O que será de nós os maus alunos”, propõe-se a pensar possíveis causas da desmotivação e indisciplina escolar e apontar estratégias para o surgimento de uma nova escola capaz de motivar indisciplinados, desinteressados ou aqueles que, sob a observação homogeneizadora do sistema escolar, tendem fortemente ao fracasso. Se observarmos atentamente as obras citadas aqui, podemos nos propor a pensar: Qual o sentido de ordem e disciplina presentes nas nossas escolas, seja na compreensão dos professores, seja no imaginário popular? O que determina que uma ou outra ação acontecida ou proposta na escola possa ser enquadrada como bom ou mau comportamento? Até que ponto atitudes transgressoras podem ser vistas como indisciplina, desrespeito ou desordem? De que forma a estrutura de conteúdos e currículos influem na motivação e no desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes? É interessante salientar, antes de mais nada, que todos os modelos postos em questão estão diretamente relacionados com o momento histórico e a realidade cultural de onde estes partem. O historiador Eric Robsbawn credita sugestivamente ao século XX o título de a “Era dos Extremos” a fim de dimensionar a perplexidade das suas enormes mudanças. Num mesmo e único século vimos a explosão tecnológica, o avesso da razão exposto em duas grandes guerras (para citar apenas duas!), culturas de massa e contra-cultura, antagonismos políticos, revoluções, movimentos sociais, enfim, padrões sendo testados, desafiados e recriados a todo o momento. O que vivemos agora pois, é reflexo disso. Atualmente, como sabemos, a escola não é mais a detentora única das informações nem tampouco passaporte para o ingresso no mundo profissional ou para a ascensão social.

Se outrora a experiência escolar tinha seu objetivo, ainda que limitado, centrado nestes dois aspectos, hoje os mesmos não podem mais ser considerados. Se pontuarmos, portanto, apenas esta questão, podemos nos deparar com um aspecto importante: a escola deixa de ter um objetivo claro para a história de vida dos sujeitos. (...) Em muitos casos, o 'tédio” dos alunos não se Parada da Leitura, em abril, no traduz em uma atitude oposta à participação no Colégio La Salle Santo Antônio processo de ensino, mas leva-os a tratar de aprender o imprescindível para passar a fim de evitar a repetição de ano ou o aborrecimento dos professores e da família (...) (MARCHESI. Pág. 60)

Sem perspectivas mais audazes, a maioria dos estudantes tende não só a queixar-se do marasmo tedioso que toma conta das aulas mas a interessar-se muito pouco por elas. Em muitas das vezes não conseguem perceber conexão alguma entre aquilo que se quer ensina-lhes e suas vidas. Tudo ao seu redor parece mais sedutor e atraente do que a escola. Não obstante isso, como podem estes ainda, sejam eles crianças ou jovens, acolher os discursos escolares proferidos pelos adultos personificados nos professores ao darem-se conta do mundo repleto de contradições, desrespeito, beirante ao fracasso criado por esses e para onde supostamente estão sendo “preparados” pela escola? É fundamental que ao refletirmos o insucesso escolar estejamos atentos também a estas questões. Marchesi propõe: É necessário levar em conta, no entanto, que a motivação para a aprendizagem não é um problema que possa ser atribuído exclusivamente aos alunos, porque ocorre pela interação entre o aluno e o ambiente escolar” (...) (MARCHESI. Pág. 60)

É preciso abrir novos horizontes, portanto, para se pensar a formação escolar que temos proposto para nossos estudantes. Boa parte

1 - Ainda no início do século XX os castigos e humilhações percorriam livremente os espaços escolares. Não raro era o uso da palmatória ou outros recursos tidos como reguladores dos comportamentos indisciplinados. Sobre isso ver “A escola de nossos avós”, em <http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/2312. 2 - O clipe sobre o qual falamos é da música “Another brick in the wall – Part II” e é parte do álbum e do filme “The wall”, ambos lançados em 1982.

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Artigos das ações educativas das nossas escolas segue reproduzindo padrões e normas que já não atendem mais as exigências do tempo em que estão inseridas. Sabemos que a definição dos conhecimentos que determinam o currículo escolar é, a grosso modo, o retrato de uma intencionalidade afinal, constrói-se, defini-se, a partir de critérios que determinam a distinção entre saberes “úteis” (e, portanto, oficializados) de outros não úteis socialmente falando. Há nele implícita ou explicitamente, um desejo de homem e de mulher, um desejo de sociedade, um desejo político sendo dito. Como, então, admitir que nossas escolas sigam reprodutoras de práticas educativas calcadas em listagens de conteúdos já enrijecidas pela ação do tempo? Como admitir que em nossa compreensão de formação escolar não haja espaço para experiências que transcendam a sala de aula (e que por vezes podem ser tão ou mais ensinantes pela forma que o fazem) sendo a essas legado no máximo, o papel de “extra-curriculares”? A transformação social ou os anseios de transformação que permeiam a maioria das falas inflamadas de educadores comprometidos passa fundamentalmente pelo repensar do nosso modelo de escola. Mesmo cercado por reflexões importantes, estes, no entanto, continuam em boa parte dos lugares reproduzindo conteúdos da mesma forma em que há duas ou três gerações. Ainda que certa autonomia seja permitida às escolas no que diz respeito à construção de seus currículos, boa parte desses ainda prevê disciplinas imutáveis e hierarquizadas quanto ao seu valor, tempos escolares estanques, pouca ou nenhuma experiência de outra ordem que não a da sala de aula como elementos formativos dos sujeitos. Sua ação pedagógica (ensinante e/ou aprendente) precisa ser vista para além dos conteúdos fechados em si. A escola é espaço socializador por excelência. Por ser “viva”, vibra com a intensidade das experiências (vivenciadas, portanto, apreendidas) tão ou mais fundamentais para quem as vive do que o saber instituído legitimado e aprovado. A “interrelação”, a “inter-ação” (ora conflitiva, ora aproximadora) trazida pela essencialidade comunitária da escola possibilita que os sujeitos (vale destacar não somente alunos) consolidem suas leituras do mundo, suas leituras de si e seu entendimento da vida, tanto quanto o dito conhecimento “oferecido” e “exercitado” em sala de aula. Afinal, não só o discurso eleito

como oficial é necessariamente palavra proferida, nem tampouco é a palavra a única linguagem ensinante. Toda a experiência, coletiva ou individual, é por sua vez, essencialmente educativa e deve ser vista como tal. Remeto-me, enquanto escrevo, às falas que ouço nas rodas informais com os estudantes no recreio e às memórias que tenho de meu tempo escolar. Lembro, por exemplo, do dia em que orgulhoso fiquei quando um de meus professores do outrora chamado “segundo grau”, juntou sua bandeja de almoço a minha no refeitório da Escola. Naquele momento pequeno, separado entre um tocar de sineta e outro, dividimos gostos musicais, discussões esportivas e opiniões corriqueiras sobre o telejornal que passava quase desapercebido na TV ao lado. Elementos supérfluos, páreas se comparados ao “saber oficializado” dos currículos escolares. Em curto tempo, no entanto, aquele jovem menino, não aprendia fórmulas matemáticas ou capitais e continentes, mas sentia-se orgulhosamente respeitado enquanto gente. Aprendia o valor da escuta atenta, desprovida de qualquer critério segregador, do laço possível entre aluno e professor. Saberes necessários socialmente falando, mas não relevados oficial e ou curricularmente. É preciso ver a escola para além das teorias duras ou dos saberes desprovidos de sentido. Perceber sua vocação socializadora nas ações e reações de gente que ao educar e aprender, partilha de suas histórias seja “formal” ou/e informalmente. Quem sabe ousar ainda mais ao desenferrujar a estrutura que define como sendo única e exclusivamente aceita como ação pedagógica, aquela acontecida na sala de aula, que obedece ao método e é registrada e avaliada em prova, a fim de dar novo sabor para a vida que acontece nela. Ser capaz de reconhecer no informal, no não planejado, na ação “extracurricular” ações de valor educativo capazes de construírem saberes outros, não descritos nos livros ou em conteúdos programáticos. O futuro da educação passa, talvez, pela valorização das relações e experiências na construção dos saberes. O mundo transformas-se rapidamente empurrado pela evolução tecnológica. O maior desafio para a construção de uma nova escola que não precise mais salientar seus “maus alunos” (sejam estes por indisciplina ou baixo nível de aprendizagem) é fazer andar a passos

largos não só o conhecimento, mas também a nossa “humanização”. E é justamente propondo/desenvolvendo novas relações para o ser humano com seu próximo, a Natureza e o Sagrado, que a escola encontra seu papel mais imprescindível nestes novos tempos. Estes saberes, que não estão nos livros nem nas páginas da Internet, devem ser vistos com atenção em nossos currículos escolares. Estamos repletos de informação por todos os lados, mas empobrecidos da experiência que ensina. Para dar sentido a um saber é preciso, sobretudo, senti-lo. E nada melhor do que colocar a mão na terra, inspirar o perfume da flor, conhecer os males da exclusão social emocionar-se com isto e realizar uma ação solidária - para fazer marcar um saber para toda a vida, a fim de que a busca pelo conhecimento e a experiência escolar sejam algo que nos faça mais plenos enquanto homens e mulheres e não apenas elementos definidores de carreiras profissionais, divisores sociais ou mesmo determinadores de poder.

REFERÊNCIAS ABERASTURY, Arminda e KNOBEL, Maurício. Adolescência normal. Um enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artes médicas, 1981. DELORS, Jacques (org.) A educação para o século XXI: Questões e perspectivas. Porto Alegre: Artmed. 2005. DUARTE, Sara. O fim da palmatória. Disponível em<http://www.terra.com.br/istoe/1628/co mportamento/1628_fim_palmatoria.htm. Acesso em 04 de julho de 2007. ENGUITA, Mariano Fernandes. Educar em tempos incertos. Rio de Janeiro. Editora Artmed. 2004; FERREIRA, Berta. [et al]. Psicologia e educação: Desenvolvimento humano, adolescência e vida adulta. 2 ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários À prática educativa. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1996. MARCHESI, Álvaro. O que será de nós os maus alunos?. Porto Alegre: Artmed. 2005. PAPALIA, Diane; OLDS, Sally; FELDMAN, Ruth. Desenvolvimento humano. 8 ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. ROBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo. Companhia das Letras. 1995.

3 - ROBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. Op. Cit. 4 - Na organização das cargas horárias e na divisão dessas entre as séries escolares tem-se essa clara percepção do juízo de valor para esta ou aquela disciplina. Tais determinações são essencialmente exigências sociais.

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Artigos

Reflexões sobre a

ALFABETIZAÇÃO Por Luis Iloar dos Santos Júnior | Professor de Educação Infantil | Sandra de Gasperin | acadêmica de Pedagogia e Eloisa de Avila | Diretora do Colégio La Salle Carazinho/RS

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o mundo em que vivemos, no século XXI, num tempo que também é conhecido como Pós-Modernidade, o índice de analfabetismo ainda é muito alto. Como sabemos, o nosso país já passou por inúmeras “eras políticas”, que marcaram diferentes mudanças em muitos sistemas e aspectos de nossa República; isso não seria diferente no quesito educação, sobretudo em alfabetização. Apesar de o governo proporcionar programas específicos para reduzir este percentual e também pela razão que o acesso ao Ensino Fundamental é obrigatório para crianças de 6 a 14 anos, ainda assim as políticas públicas voltadas para a educação precisam ser repensadas para uma educação de qualidade, pois suas propostas e ações são de curta duração, o que torna difícil de realizar um

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processo pedagógico de aprendizagem relevante e significativo para a formação de alunos no exercício da cidadania em vista de uma plena participação na sociedade. Considera-se o processo de alfabetização nos primeiros anos do Ensino Fundamental visando garantir o domínio mínimo dos códigos que vão além do alfabético e que envolvam todas as áreas do conhecimento, incluindo até mesmo a leitura fragmentada do mundo. No entanto muitos educadores insistem em continuar acreditando numa alfabetização um tanto distante da mais eficaz, isso porque, segundo SCHEIBEL, (2006, p. 136), ensina-se a mera “justaposição das letras para formarem palavras que culminaram e frases” demonstrando que nossa concepção de educação ainda está longe do seu ápice. Com

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base nesses aspectos, vejamos agora um breve relato sobre a caminha da alfabetização em nosso país, bem como sugestões a respeito do perfil profissional e sua missão de alfabetizador. A história da educação pública começa a partir da revolução de trinta, onde as inúmeras mudanças políticas e econômicas resultam no início da implantação e consolidação de um sistema público de educação elementar no país culminando na elaboração da constituição de 1934 começando a criação de um Plano Nacional de Educação, nesse momento a educação dá um salto significativo, um salto reparador histórico, onde está incluido em suas normas a oferta do ensino primário integral, gratuito e de frequência obrigatória, extensiva para adultos.


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Artigos Dessa maneira, a alfabetização como percebemos já vem sendo colocada em pauta há muito tempo, mas foi somente no ano de 2003 que o governo atuou na base e colocou o profissional como alvo de melhorias educacionais em prol do povo. Isso segundo o material retirado de um site educacional, que nos ajuda a esclarecer um pouco quais os intuitos do Ministério da Educação e Cultura, o MEC, em relação aos profissionais que atuam nessa nobre missão de educar: Em janeiro de 2003 (...) foi criada a Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo, cuja meta é erradicar o analfabetismo durante o mandato de quatro anos do governo Lula. Para cumprir essa meta foi lançado o Programa Brasil Alfabetizado, por meio do qual o MEC contribuirá com os órgãos públicos estaduais e municipais, instituições de ensino superior e organizações sem fins lucrativos que desenvolvam ações de alfabetização. No Programa Brasil Alfabetizado, a assistência será direcionada ao desenvolvimento de projetos com as seguintes ações: Alfabetização de jovens e adultos e formação de alfabetizadores. (LOPES, SOUSA, 2005, p. 8)

A partir do ano citado percebemos o interesse do Estado para com a capacitação dos profissionais que atuam na alfabetização que é, sim, uma tarefa muito importante, pois profissionais capacitados podem oferecer, aos seus alunos, material atualizado, inovador e diferenciado, e com novas tecnologias; para isso devem estar aptos e bem informados a respeito do manuseio das mesmas. Capacitar o profissional é torná-lo melhor no desempenho de sua função. Diante desse contexto o docente deve dominar as tecnologias atuais para que, sem titubear, possa exercer sua função com confiança e domínio garantindo uma educação inovadora, diferenciada e atraente para seus alunos. Evidenciando nossa preocupação com a qualidade pedagógica e social das ações da alfabetização, e pensando na formação técnica de alfabetizadores e professores, devemos descentralizar o poder público, as instituições de ensino superior e a sociedade, valorizando e priorizando a educação nesse nível de ensino.

Já no ano de 2004, as universidades e os centros de ensino superior formadores do magistério abraçaram essa ação e começaram a socializar suas reflexões e experiências, com o compromisso de intervir e fazer a diferença na melhoria do processo de alfabetização. Dessa maneira e parafraseando SCHEIBEL, (2006, p. 15) acreditamos ser esse um dos meios de contribuição para a melhoria do ensino, impregnando-o e enriquecendo-o com mais qualidades, o que demandará em jovens e adultos mais conscientes, autônomos e cidadãos capazes de pensar e lutar pelos seus direitos, num verdadeiro processo de inclusão social, diferente da inserção que muitas vezes é o que acontece. Isso porque inserção e inclusão têm uma vasta diferença. Nossa missão como docente é mais do que inserir, precisamos incluir.

Muitos educadores insistem em continuar acreditando numa alfabetização um tanto distante da mais eficaz. Devemos salientar que capacitar o profissional para fazer uso de material diferenciado e das tecnologias durante sua docência, melhorando assim o ensino e aprendizagem em sala de aula, tem o propósito único de melhorar sua didática na aplicação da aula e não de substituir sua função como professor. Isso porque o profissional se atém a estas ferramentas para aprimorar a arte de educar e de forma alguma é substituído pela máquina, por mais moderna que seja, pois todo investimento é em prol de uma única e importantíssima causa, que é a educação . A educação é um direito de todos, não é uma questão de solidariedade, mesmo para aqueles que não tiveram oportunidade de estudar na época adequada. Não proporcionar este direito seria penalizar os analfabetos adultos, as classes mais desfavorecidas e aqueles que não se adaptaram ao ensino regular. Só se consegue

equacionar os problemas da educação investindo nela, investindo em educadores qualificados, valorizando a bagagem cultural dos alunos, reorganizando o currículo e reavaliando a responsabilidade do Estado. A verdadeira educação deve ser um ato dinâmico e permanente de conhecimento centrado na descoberta, análise e transformação da realidade em que vivemos, construindo cidadãos criativos inventivos, críticos e com autonomia. Para tanto o docente, especialmente o alfabetizador que é o profissional responsável pela formação e também pela fomentação do gosto pela descoberta, deve, antes de tudo, garantir o respeito e a admiração de seus alunos, porque na medida em que o professor conquista o aluno, tudo flui com muito mais naturalidade. O docente deve começar o processo de alfabetização e letramento de uma forma suave e significativa para que o aluno não sofra qualquer estresse e, gradativamente, inclua-se no mundo escrito apropriando-se dos códigos de maneira prazerosa e contagiante. A arte de educar é sem dúvida uma tarefa árdua, compensatória e incessante, onde o educador deve vestir a camisa, lutar contra inúmeros empecilhos e atualizar-se sempre. Sua visão crítica do mundo deve ser aguçada e o professor deve formar cada vez mais cidadãos críticos, autocríticos e reflexivos que sejam participativos e ativos, e dessa maneira, segundo FREIRE, 1998, p.24 ,“A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo”.

REFERÊNCIAS

SCHEIBEL, Maria Fani, LEHENBANER Silvana. Reflexões sobre a Educação de Jovens e Adultos. Canoas, 2006. LOPES, Selva Paraguaçu e SOUSA, Luzia Silva. EJA: Uma educação possível ou mera utopia?. (2005). Site Educacional, Centro de Referencia em Educação de Jovens e Adultos. Disponível em http://www.cereja.org.br/. Acessado em 12/04/09. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,1987.

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Artigos Projeto Primeiro Ciclo

SOLIDÃO QUE NADA Por Juliana Fraga Professora da Escola La Salle Sapucaia/RS

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efletindo constantemente acerca de questões relacionadas à prática pedagógica e interesse dos educandos, a Escola Fundamental La Salle Sapucaia tem procurado investir nas metodologias e estratégias em sala de aula, focando suas forças não somente em diagnosticar os problemas, mas em propor alternativas de superação. Em 2008, a turma do segundo ano do Primeiro Ciclo esteve engajada no projeto “Solidão? Que nada...”, experiência que nos permitiu visualizar os reflexos positivos das metodologias e dos conteúdos em sala de aula. Como é de praxe da Escola La Salle Sapucaial, no início do ano letivo, a construção do Complexo Temático da Escola e o complexo das turmas, já se procura traçar o perfil e problemáticas de cada turma. Sendo assim, detectamos que na turma 121 havia uma problemática bastante forte entre os alunos desta turma. Estes reclamavam de ter pouco espaço para brincar, por morarem em casas pequenas com pátios pequenos, ou porque precisavam ficar dentro de casa por medidas de segurança, pois muitos pais trabalham fora e não tem outra alternativa senão restringir ao máximo o tempo das crianças na rua, ou de brincadeiras no pátio. Este problema causava inúmeras consequências como crianças com dificuldade de relacionamento umas com as outras, dificuldades em trabalhar em grupo e agitadas em sala de aula. Tínhamos que dar conta de suas aprendizagens, pois estavam em processo de alfabetização, como também dos problemas de relacionamento, o que exigiu metodologias apropriadas a essa situação. O projeto intitulado “Solidão? Que nada...”, foi elaborado com o objetivo de ajudar as crianças desta turma a acalmarem suas inquietações pessoais, conseguirem melhor lidar com seus sentimentos, redimensionar a visão do seu espaço (bairro, casa, escola), reorganizar seu tempo, e constituir relações mais saudáveis quando tivessem acesso. Iniciamos valorizando suas brincadeiras individuais e pedimos que levassem para a escola suas coleções e brinquedos preferidos para apresentar aos colegas. Através dessas coleções trabalhamos conteúdos de matemática e iniciamos o contato com a escrita. Após essa etapa, trabalhamos o livro o Colecionador de Pedras, história que valoriza a troca de experiências e a importância da

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amizade. Com esta história exploramos diversos temas como amizade, solidão e companheirismo. Os alunos pintaram em rochas para dar de presente a um colega, repetindo o gesto do personagem da história. Aproveitando o interesse despertado pela leitura, partimos para a história dos “Músicos de Bremenn”, dos Irmãos Grinn, sendo que podemos trabalhar temas como amizade, companheirismo, sonhos, diferenças e união. As crianças amaram e pudemos trabalhar todas as áreas através do conhecimento da historinha. Intensificamos os temas do projeto e a alfabetização dando continuidade ao trabalho com os saltimbancos, porém através das músicas do cd Os Saltimbancos, de Chico Buarque. Para cada uma das músicas propomos atividades diferenciadas (leituras, quadrinhos, dramatizações, expressão corporal), em consonância com o projeto. Também trabalhamos com a música “Se essa Rua Fosse minha”, e com outras versões da mesma. Através das atividades relacionadas a ela re-significamos a visão acerca do lugar que viviam. Também exploramos poemas de Mário Quintana, que abordavam o cuidado consigo e com o mundo ao seu redor. Após reflexões partimos para atividades práticas. Através de aula-passeio fomos observar o que tinha de bom e ruim no bairro. Com essa atividade os alunos puderam perceber as consequências das boas e das más ações na vida em sociedade. Construíram murais de conscientização com as fotos e maquetes de suas casas, refletindo sobre agir melhorando esse espaço privado. Os resultados desta etapa foram compartilhados na Mostra de Conhecimento da Escola, onde um grupo de alunos apresentou para a comunidade as suas observações, trabalhos e conclusões. Correspondendo aos objetivos do projeto, partimos para atividades de sensibilização e valorização da história individual e para isso optamos pela arte. Trabalhamos sobre a vida e obra de Iberê Camargo, dando maior enfoque à série “Os Carretéis”, relacionada às suas lembranças de infância e obras da série “Os ciclistas”, no qual questiona a nossa passagem pela vida. Através dessas obras trabalhamos leituras de imagens, interpretação, releitura e reprodução de obras selecionadas. Estudamos vida e obra de Frida Kahlo; sua história de vida encantou os alunos, que se sentiam a cada dia mais à vontade para se expressar e compartilhar experiências. Fizemos reproduções, auto-retratos, resgate da história individual, valorizando e respeitando

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características e diferenças. A vida de Frida motivou que criássemos um diário individual com relatos, desenhos, fotografias, documentos históricos da vida de cada um. As atividades eram livres e dirigidas, motivando a escrita e a expressão, como também servindo para a prática do professor, pois através dos relatos nos diários podíamos trabalhar com as famílias. Como culminância, fizemos um passeio dirigido de integração entre pais, professores e alunos; fomos à Fundação Iberê Camargo conhecer pessoalmente as obras trabalhadas deste artista. E, também, fomos ao Teatro Novo DC assistir à peça de Teatro “Os Saltimbancos”, já conhecida da turma. Na Festa de Natal da Escola apresentamos duas músicas dos Saltimbancos que sintetizavam a mensagem do projeto e a Interdisciplinaridade unida aos interesses e necessidades dos alunos é um diferencial no qual precisa ser investido, pois a mudança de postura em aula e o envolvimento com a aprendizagem foram retornos imediatos que tivemos, mostrando que a metodologia adotada pode transformar as atitudes em sala de aula.

REFERÊNCIAS AGUSTONI, Prisca. Colecionador de Pedras, Paulinas, 2008. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. A produção de Textos nas Séries Iniciais: Desenvolvendo as competências da escrita. Rio de Janeiro: WAK Editora, 2005. BUORO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002. p. 252 BESSA, Valéria da Hora. Teorias da Aprendizagem. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2006. FREINET, Celestin. Pedagogia do Bom Senso. 3ª ed. Saão Paulo: Martins Fontes, 1991. GOMBRICH, E. H. A história da arte. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999. p. 15 a 37 MANFREDI, Silvia Maria (org.). Concepções e experiências de Educação Popular: Cadernos Cedes. São Paulo: Cortez. 1989, p. 60. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000. p. 118 OKUDA, Reiko. Os músicos de Bremen. São Paulo: Melhoramentos, l984. 27 p. PANOFSKY, Erwin. Significado nas artes visuais. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1991. 439 p. SOUZA, Alcidio Mafra De. Artes plásticas na escola. 1. ed. Rio de Janeiro: Bloch, 1968. p.150


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Canal Aberto

NOVO PORTAL LA SALLE Inovação para os alunos na internet Por Setor de Marketing Rede La Salle Em 2005, a Província Lassalista de Porto Alegre deu um grande passo na consolidação da Rede La Salle ao implantar um portal unificado para todas as Instituições Lassalistas. Apesar de ser um portal consolidado e, inclusive premiado como melhor portal de redes de ensino, segundo o Sindicato das Instituições de Ensino Privado do Estado SINEPE/RS, ainda faltavam avanços em interatividade e inovação tecnológica no Portal. A partir daí e de apontamentos feitos no Programa de Avaliação Institucional da Rede La Salle (PROAVI) surgiu o projeto do Novo Portal La Salle que pretende integrar a Rede La Salle tornando o ambiente virtual um espaço efetivo para interação entre alunos e colaboradores lassalistas. O objetivo central é a transformação de um site informativo em um verdadeiro portal de relacionamento entre as instituições de toda a Rede, seus alunos, pais, colaboradores e professores. Para tanto, além das informações básicas, o Novo Portal apresenta inovações estruturais e ferramentas de relacionamento atraentes a todos os níveis de ensino da Educação Básica da Rede La Salle. Novo Layout O Portal La Salle está repaginado com um layout moderno e nova disposição dos conteúdos. Agora, notícias, galeria de fotos, vídeos, agenda de eventos e informações importantes sobre cada unidade estão a um clique do usuário. Além disso, com o novo sistema de gerenciamento dos sites, as unidades terão mais agilidade para inserir conteúdo e deixar o site sempre atualizado. Interação A grande inovação em relação à internet está baseada na interatividade. Com base nisso, surgiu o Portal Lassalista de União da Galera - PLUGA. No ambiente, alunos e colaboradores terão acesso a uma comunidade virtual, poderão criar personagens personalizados, adquirir acessórios e se divertir com diferentes jogos. SAIBA MAIS SOBRE O PLUGA Os alunos e colaboradores da Rede La Salle poderão acessar o Pluga através do www.lasalle.edu.br/pluga. É só fazer um longin com seu número de matrícula, cadastrar uma senha e você já estará ligado no portal. Configurações Para deixar o Pluga do seu jeito, basta acessar o menu CONFIGURAÇÕES e escolher entre uma das opções de tela disponíveis. Perfil Ao invés de utilizar fotos, no Pluga sua representação é feita através de um AVATAR que você cria de acordo com as suas características. Para isso, é só acessar a La Salle Store e escolher as cores, as roupas e os acessórios que mais combinam com você e com o seu jeito de ser.

Eureka Eureka é a moeda que você acumula ao longo do jogo Cosmic Clock. As Eurekas servem para você comprar acessórios e objetos para o seu avatar na La Salle Store, e são fundamentais para avançar no jogo. Áreas do Pluga Plugado: Notícias, novidades e acontecimentos da Rede La Salle. Vestibular: Perguntas de diferentes matérias para testar seus conhecimentos e ajudar na sua preparação para as provas. Conexão La Salle: Espaço de relacionamento onde você pode interagir com seus amigos, conhecer colegas de todo Brasil, trocar informações, fazer parte de comunidades criadas por professores e muito mais. É importante lembrar que na Conexão La Salle o sistema de recados funciona de forma semelhante aos depoimentos do Orkut, ou seja, você pode ou não aceitar o recado deixado pelo seu colega na sua página. Cosmic Clock: Este é um jogo baseado nos quatro elementos da natureza, onde você aprende a cuidar do planeta enquanto se diverte e enfrenta os mais diferentes desafios. La Salle Store: Loja onde você adquire roupas e acessórios para personalizar seu avatar e comprar os objetos necessários para as fases do jogo Cosmic Clock. Intervalinho: Jogos destinados às crianças da Educação Infantil. Política de uso do site O Pluga é um espaço de diversão, aprendizagem e interação que você deve utilizar de forma consciente e responsável. Obedeça sempre às regras de utilização e convivência e lembre-se que o Pluga é constantemente monitorado por um professor/monitor/coordenador do seu colégio. Em caso de necessidade, peça ajuda para ele.

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Canal Aberto

Comunicação cheia de valor para a EDUCAÇÃO SUPERIOR Por RBA Publicidade Agência responsável pela Campanha Publicitária da Educação Superior da Rede La Salle Estar em contato com a Rede La Salle e tomar conhecimento de sua dimensão foi um verdadeiro privilégio para toda nossa equipe. Saber de sua atuação nacional e mundial nos encheu de orgulho e tomou conta de todos nós como principal mensagem a ser explorada na comunicação, tanto institucional quanto comercial, da educação superior. Era preciso mostrar a todos a tradição de ensino que está por trás de uma grande estrutura. Apesar do convite para entrar nesta Rede feito na última campanha de vestibular, era preciso evoluir, assumir este posicionamento, definindose como tal, valendo-se da aceitação e do sucesso de seu uso prévio. É o começo de uma visão sobre a educação superior do La Salle além das fronteiras, um valor essencial e um importante diferencial de mercado. Entretanto, se poucas pessoas têm o conhecimento de toda essa amplitude, o que era, até agora, a principal razão que levava os estudantes à Instituição? Pergunta de fácil resposta quando se estabelece uma relação com o La Salle ou com quem quer que já tenha passado por lá: seus valores humanos. Andar pelos corredores e ver o relacionamento cordial, pessoal, enxergar funcionários e professores chamando alunos pelo nome, sensação de acolhimento, de valorização. Tudo isso não só precisava ser mantido como tinha que ser reforçado. Por isso mesmo, não podemos deixar de lembrar que Rede supõe troca. Troca entre pessoas que se transformam pelo conhecimento e pelas relações estabelecidas a partir dele. Quando se transformam, mudam o outro e o próprio universo. Assim, progridem e entram numa corrente de crescimento sem fim e cada vez mais positiva. Preservar estes valores era de extrema importância para os que atuam na Instituição e para os que optam por ela. Outro fator desafiador para a comunicação foi a abrangência cultural das comunidades em que a educação superior La Salle está inserida. Estados de grande diversidade entre si, mas onde a Instituição cumpre importante papel no desenvolvimento local. Necessário, dessa forma, unificar a comunicação compreendendo todas essas nuances. Assim, para sustentar e mover essa Rede, temos o Conhecimento, o objeto do aprendizado (da formação). É ele que faz com que se saiba fazer as perguntas certas e também buscar as respostas (que trarão novas perguntas recomeçando o ciclo). Chegamos então à Rede do Conhecimento que, nada mais é do que a soma do objeto e o aprendizado de seu adequado uso (Conhecimento) dentro de um ambiente de troca reconhecido (a Rede) e que se alimentam entre si (Rede + Conhecimento) alcançando a dimensão humana da transformação e evolução pessoal e social. Traduzir isso em algo palpável era o próximo passo. E foi justamente pensando sobre a mudanca significativa que cursar a educação superior no La Salle representa para os seus alunos que surgiu a ideia criativa da campanha. Percebemos que, especialmente para os alunos da educação superior da Rede La Salle, além de evoluir profissionalmente, havia uma revolução na vida dos estudantes; além de conhecer, eles passavam a ser reconhecidos; mais do que simplesmente agir, eles aprendiam a criar; mais do que se formar, eles se transformavam.

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A ampliação dos seus horizontes é levada para a campanha publicitária através de um jogo de palavras. Expressões que mudam tornando-se algo mais significativo quando recebem novas letras através das pessoas que as seguram (tendo nas mãos, literalmente, a mudança e o próprio futuro). Para completar o raciocínio de forma enriquecedora e atrativa, além das tradicionais mídias impressas e eletrônicas, foram desenvolvidas peças para portas de elevadores, que se fecham montando as palavras, e placas para ações nas sinaleiras, onde promotoras vão construindo e modificando as expressões. Respaldo. Engrandecimento. Formação integral. Por tudo isso, fazer parte desta Rede torna-se um convite irresistível.

Notinhas do Marketing

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07444_57-58_canalaberto_roberto 57 -58.ps T:\CLIENTES\la salle\la salle provincia\07444 - revista integraçao nº 104\07444_57-58_canalaberto_roberto.cdr sexta-feira, 13 de novembro de 2009 09:36:49

Brinde de Matrículas Os alunos dos colégios particulares da Rede La Salle receberão, na matrícula e rematrícula, um brinde especial do Colégio. Para os estudantes até a 4ª série do Ensino Fundamental o presente será uma bela lancheira personalizada com uma garrafinha e para os estudantes até o Ensino Médio uma mochila e um adesivo da Rede. Já os alunos da Educação Superior receberão uma camiseta da campanha institucional.


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Natal é o momento de abrir os corações para a espiritualidade. De deixar as realizações do ano saltarem aos nossos olhos. De demonstrar a todos tudo o que sentimos de bom. De resgatar a referência cristã para dar valor a todas as coisas boas que aconteceram. De desejar com toda força um Ano Novo repleto de realizações.

BOAS FESTAS!

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