Projeto Sentidos - Agência Raíza

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CRUZEIRO DO SUL EDUCACIONAL

ARTIGO DE OPINIÃO AS SUFRAGISTAS

SÃO PAULO 2019


CRUZEIRO DO SUL EDUCACIONAL

ARTIGO DE OPINIÃO AS SUFRAGISTAS

Artigo desenvolvido para o projeto sentidos do curso de graduação de Publicidade e propaganda, que tem como tema principal “A imagem da mulher na comunicação publicitária.” Focando o período Sufragista.

ANDERSON FÉLIX – 2124734-0 EDUARDA FOLGOSI - 2157233-0 ISADORA TUCILLO WILDMANN – 2089244-6 RODRIGO DE ALMEIDA– 2089517-8


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................ 04 CAPÍTULO 1 – TEMA EM FOCO “A IMAGEM DA MULHER NA COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA..................................................................... 05 CAPITULO 2 - AS SUFRAGISTA..................................................................... 06 ANÁLISE DA IMAGEM DO BANNER............................................................... 09 CONCLUSÃO................................................................................................... 10 5BIBLIOGRAFIA .............................................................................................. 11


INTRODUÇÃO No Projeto Interdisciplinar Sentidos, que aborda o tema “a imagem da mulher na comunicação publicitária”, desenvolvido pela agência RAÍZA, foi uma experiência muito agregadora à todos, tendo em vista que não havia conhecimento de ambos sobre como as mulheres conquistaram o espaço, respeito e sobretudo a voz. A nossa pesquisa foi baseada no período Sufragista no qual as mulheres do século XIX lutaram com garra pelo poder de voto, mostrando mais afundo como todo esse tempo a mulher sofreu e ainda sofre perante a sociedade como “sexo frágil”. O objetivo é conhecermos mais a história da comunicação que refletem até o presente meio social, a função social que a Publicidade e Propaganda tem que é nos mostrar como a ética, respeito e solidariedade estão ligados à comunicação publicitária.


CAPÍTULO 1 – TEMA EM FOCO “A IMAGEM DA MULHER NA COMUNICAÇÃO PUBLICITÁRIA

Com o objetivo de indentificar a imagem da mulher em diversos períodos da história da publicidade, relacionando o valor presente em cada uma das propagandas feitas desde os primórdios até a atualidade, tivemos uma reflexão mais abrangente sobre a função social de como cada uma das produções através das gerações, e de como elas afetavam a sociedade não só por parte das mulheres mas também suas famílias e todo meio que viviam. Tivemos sobretudo um grande enriquecimento cultural e social, nos fazendo pensar no quão quadrados, esteriotipados e ingenuos somos, ao minorizar a sociedade feminina. Como base desenvolvemos temas e atividades propostos pelos professores para nos dar ainda mais apoio para o desenvolvimento das peças exigidas pelo projetos. Estudamos em diversas aulas o papel da mulher em vários períodos da história como no período barroco, renascentista, revolucionista, oriental e sua posição na grécia antiga. Estudamos também a mulher através dos séculos participando ativamente em guerras, no desenvolvimento tecnológico e em grandes momentos da evolução do mundo. Orientados pela professora Angela, nos dividimos em diferentes séculos para conseguir coletar a história da mulher em todas as épocas. Nós, da agência RAIZA,

ficamos com o século XX, e com grande empenho e exaustão

conseguimos desempenhar o melhor de nós para contribuir com conhecimentos e curiosidades do papel da mulher nesse período histórico. Trabalhamos com o século XIX com o período do Sufragio o qual, foi protagonizado por mulheres Européias em pról da igualdade de voto, dismistificaremos mais sobre o assunto no tópico a seguir. Como base, utilizamos vários meios para desenvolver todas as partes do trabalho, conseguindo assim um enriquecimento maior de conteúdos para podermos deslindar de diferentes formas essa história/ movimento, o qual foi tão importante na história da mulher. Como um grande ponto da nossa pesquisa utilizamos o livro O Sufrágio Universal da professora titular aposentada da Universidade Campinas, Letícia Bicalho Canêdo, que atua principalmente nos temas de transmissão do voto, utilizamos também diferentes pesquisas onlines sobre o tema e o filme As Sufragistas, lançado em dezembro de 2015, dirigido por Sarah Gavron.


CAPÍTULO 2 - AS SUFRAGISTA

Sufragistas era o termo pelo qual as mulheres do movimento pelo direito do voto feminino na Inglaterra eram denominadas. Elas desempenharam um papel revolucionário na história do país, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, mas a histótia da conquista desse direito, que hoje é visto como natural, começa bem antes do surgimento das sufragistas. Na verdade, elas são uma das consequências dessa luta. Voltando um pouco no tempo, em 1865, John Stuart Mill fez a sua campanha para um ´parlamento, com uma plataforma que defendia o voto feminino. Mas a resistência em conceder esse direito era tão grande que a Inglaterra foi ficando para trás. As mulheres da Nopva Zelândia, primeiro país a estender o direito do voto feminino, fez isso em 1893, por exemplo. Assim, as posições foram se radicalizando e, com o passar do tempo, o movimento das feministas inglesas mais organizado. O livro conta que o voto direto e universal, que celebra a igualdade política dos homens, foi concebido pela primeira vez na França em 1848. Considerado hoje um símbolo da democracia, é surpreendente constatar a indiferença que cercou seu aniversário de 150 anos e a frágil atenção que se dá às formas de apropriação de suas práticas e às condições que as tornaram (e tornam) possíveis. Com o objetivo de analisar as informações perdidas e banalizadas da história do sufrágio, esta coletânea de ensaios discute a natureza do recurso ao voto e apresenta pesquisas sobre o processo de produção das normas e instrumentos eleitorais e do seu ajustamento às práticas sociais de alguns países como, por exemplo, a Grã-Bretanha, onde o sufrágio serviu à promoção de uma nova aristocracia. Em 1903, sob a iniciativa e liderança de Emmeline Pankhurst, foi criada a União Política e Social das Mulheres, cuja sigla em inglês é WSPU (Women Social e Political Union). O principal objetivo era pressionar o parlamento e despertar a opinião pública para o direito do voto feminino. Juntas, elas criaram formas de arrecadar dinheiro para financiar ações, como a impressão de jornais, panfletos. Também criaram símbolos, usando cores para identificar aquelas que defendiam a causa.


Três cores foram adotadas: violeta, branco e verde, representando dignidade, pureza e esperança, respectivamente.

Elas organizaram passeatas de

protestos, pressionaram parlamentares o primeiro-ministros, criaram jornal, mas nada disso parecia mudar a situação. Em 1905, em Manchester, uma militante do movimento interrompeu um discurso de Churchill, que já era um nome influente, para cobrar dele uma posição. Para se ter uma ideia do crescimento da campanha, em 1908, 500 mil ativistas fizeram um protesto no Hyde Park. Como exemplo das novas táticas de pressão das sufragistas está uma tentativa de incendiar a “Coronation Chair”, cadeira usada para a coroação dos monarcas ingleses há mais de 700 anos, na Abadia de Westminster. Embora o plano tenha falhado, isso demonstrava a determinação das sufragistas na defesa do que acreditavam. Elas também explodiram centenas de caixas dos correios pelo país. O movimento também ficou marcado pela morte de Emily Davison, uma ativista do movimento sufragista. Durante uma tradicional corrida de cavalos, em Epsom, ela foi atropelada por um cavalo. Houve muita especulação sobre o ato, com muitos defendendo a hipótese de suicídio. Chegou-se à conclusão que a intenção era colocar um cartaz, com mensagem de protesto, em torno do pescoço do cavalo. Também foi revelado que Emily Davison, no mesmo ano da sua morte, 1913, foi a responsável pela explosão de uma bomba na casa que estava sendo construída para o ministro da economia, David Lloyd-George.

PRISÃO, GREVE DE FOME E PRIMEIRA CONQUISTA

Emmeline Pankhurst teve 3 meninas e 2 meninos. Entre as filhas, 2 delas, Christabel, Sylvia participaram ativamente do movimento das sufragistas. Todas chegaram a ser presas ao longo da vida. A partir de 1909, elas passaram a usar a tática da greve de fome dentro das prisões. Ao mesmo tempo, denunciavam as condições precárias dos presídios. O temor de que alguma ativista morresse na prisão era tanto que as autoridades chegavam a forçar a alimentação das grevistas. Durante a sua vida, Emmeline foi presa 7 vezes. Com o passar do tempo, Sylvia, tornou-se ainda mais radical,


filiando-se, por exemplo, ao partido comunista, afastando-se cada vez mais das posições políticas da mãe.

EMMELINE PANKHURST O mesmo ano em que todas as mulheres do Reino Unido conquistaram o direito do voto, também foi marcado pela morte de Emmeline Pankhurst. Além da saúde fragilizada por anos de lutas, onde a greve de fome foi uma das suas armas, ela também ficou abalada com o nascimento do neto, filho de Sylvia Pankhurst, fruto de uma união sem a formalidade do casamento, que para ela era inaceitável. Ironicamente, no ano da sua morte, ela iria concorrer a uma cadeira no Parlamento pelo Partido Conservador, do qual havia se tornado membro em 1926. Isso deixava ainda mais evidente o quanto ela e Sylvia, caminhavam em direções opostas, já a filha adotava posições cada vez mais distantes do convencionalmente aceito. Ela morreu no dia 14 de junho, com 69 anos.

https://www.tricurioso.com/2019/03/08/quem-foram-as-sufragistas/


ANÁLISE DA IMAGEM UTILIZADA NO BANNER

WHAT I WOULD DO WHIT THE THE SUFRAGISTS ( O QUE EU GOSTARIA DE FAZER COM AS SUFRAGISTAS)

Hoje as mulheres passam fome pela vontade de emagrecer, mas essas mulheres deixaram de comer para dar o poder de voz, da escolha que a mulher veio adquirindo durante esses anos. Elas abriraram mão de uma vida pacata, das suas casas e muitas até de seus filhos. Poder! Almejando o fim da escravidão do sexo frágil, juntas eram força.

encurtador.com.br/xAQ15

Prédios e monumentos foram explodidos não por vandalismo, mas pela guerra que fora criada entre homens e mulheres. Durante todo o periodo do Sufrágio a lingua falada pelos homens era a violência. Em meados de 1918 foi concedido a primeira lei em que a mulher teria o direito de votar.


CONCLUSÃO

Pela observação dos aspectos analisados é inprescidivel que todos se conscientizem de que a mulher tem o seu espaço na sociedade, principalmente com a sua imagem na comunicação publicitária. Podemos estabelecer por meio da pesquisa realizada do periodo sufragista e mergulhando mais no assunto, percebemos a importancia da voz da mulher e de seus direitos. Nós da agência RAIZA, além de produzirmos este artigo enriquecedor desenvolvemos também um banner que foi exposto, um cartaz convidativo, um vídeo minuto defendendo o espaço da mulher no periodo atual abrangendo temas diversos no qual as mulheres dos dias de hoje ainda são prejudicadas. O vídeo será apresentado no Festival Sentidos (17/05/19), onde estaremos vestindo uma camiseta produzida por cada integrante da agência, demonstrando o nosso posiocionamento pessoal sobre a causa. Concluímos que não expressar e ou argumentar nossa opinião para qualquer campanha com enfoque machista e opressor, nos torna tão conivente quanto.


BIBLIOGRAFIA

CAPÍTULO 1 – Site canallondres.tv – Crhisostomo, Estevam – 24/06/2012 CAPÍTULO 2 – (IMAGEM 1) Pinterest – perfil desconhecido – 14/10/2017 IMAGEM 2 – Blog relativamente interesante Publicada por Diogo 03/06/2010