Projeto Sentidos - Agência Pubstare

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Camila Gomes Barreto; Nelline Silva Xavier; Milena Nascimento; Talita Fernandes; Thiago Godoy Madruga; wilton de Sousa Alves

A IMAGEM DA MULHER NA PUBLICIDADE Projeto sentidos

São Paulo 2019


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Camila Gomes Barreto; Nelline Silva Xavier; Milena Nascimento; Talita Fernandes; Thiago Godoy Madruga; wilton de Sousa Alves

A IMAGEM DA MULHER NA PUBLICIDADE Projeto sentidos

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do título de graduação em 2022, pelo Curso de Publicidade e propaganda da Universidade Cruzeiro do Sul - UNICSUL Orientadora: Prof. Ivani Falcão

São Paulo 2019


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Índice Resumo______________________________________3 Introdução____________________________________3 Objetificação vem de décadas____________________4 Conclusão____________________________________5 Bibliografia____________________________________7


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A imagem da mulher na publicidade

Resumo A mulher até os tempos atuais vem sendo retratada como pessoa inferior; por mais que hoje haja a luta pela igualdade, e muitas coisas foram conquistadas pela tal, é muito difícil mudar a mente humana a respeito da imagem feminina. Vemos nas mídias como o corpo é retratado, sendo objetificado pelas mentes pensantes por trás de toda publicidade. Por mais que os tempos tenham mudado, pouca coisa sobre isso mudou; hoje pode até acontecer mais disfarçadamente, porém ainda acontece, trazendo então certos preconceitos que não condizem com a sociedade atual. Palavras-chave: Mulher; publicidade; mídia, preconceito.

INTRODUÇÃO A presença da mulher como objeto de persuasão de vendas sempre foi muito usada em todas as formas de divulgação, vemos todos os dias, comerciais, anúncios na internet, que retratam várias situações, sendo elas comuns ou que nos trazem certo desconforto. Propaganda como as de cerveja que são sustentadas pela presença da mulher; por muito tempo e até hoje afeta o publico com a imagem feminina em toda publicidade. Porém, não podemos apenas colocar a culpa sobre as mentes pensantes atrás da elaboração de comerciais e anúncios, eles apenas querem chamar a atenção do publico, e para isso é preciso colocar algo que faça parte das pessoas, algo com que público se identifique. A mulher com o passar do tempo foi retratada como algo que estimula desejo de consumo; porém elas não estão mais se agradando nessa imagem, não se vêem mais atuando em publicidades onde são expostas dessa maneira. Mesmo com tantas conquistas nas áreas de política, mercado de trabalho nas mais distintas profissões, a mulher não deixa de ser erotizada, e colocada como


4 simples objeto superficial nas peças publicitárias antigas e atuais, não sendo representada com a imagem de conquista e poder; ao longo desse artigo vamos ver alguns fatos sobre a mulher em alguns anos de publicidade.

Objetificação vem de décadas Vemos por muito tempo que a mulher vem sendo retratada com uma visão de “objeto domestico”. Se associarmos essa visão à época dos anos 40, isso se afirma ainda mais, pois foi um tempo de muito império masculino. Ao colocarmos o olho nessa peça publicitária concluímos que a mulher está sendo representada como dona de casa, a maioria das propagandas dessa época eram elaboradas nesse exato estilo; onde a mulher é apenas retratada como do lar, sem poder algum sobre algo, sendo assim manuseada pelo homem como um objeto.

Se continuarmos analisando alguns anos seguintes, vemos que pouca coisa mudou, vamos pular dez anos, indo para a década de 50, onde a mente da sociedade já deveria ter evoluído e retirado ao menos metade desses raciocínios primitivos, mas não, em algumas revistas femininas da época vemos as seguintes citações: “O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza. (Revista Querida, 1955)”; “A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)” Esses são apenas alguns dos “conselhos” dados pelas revistas da época, então podemos ver que a idéia de submissão foi “aceita” de forma que várias mulheres liam a revista e seguiam esses conselhos. Sempre representadas dessa forma, as mulheres eram feitas de fantoches, moldadas de acordo com o que a sociedade machista queria que fossem; algumas das peças publicitárias da cerveja budweiser, foram recriadas para amenizar a objetificação.


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Vemos

aqui

de

um

lado

a

submissão da mulher servindo o homem na década de 50, e do outro uma adaptação atual para quebrar essa antiga visão.

Isso mostra uma grande mudança de visão, embora ainda não adotada por toda sociedade. Enquanto antigamente tínhamos essa visão de mulher servindo, hoje, temos algo bem equilibrado, os dois bebendo juntos, que quebra vários tabus da época, onde como já dissemos, o império era masculino.

Conclusão Então, de acordo com os dados citados a cima, vemos que a publicidade em relação à figura feminina nunca foi muito agradável; até poderia ser para engrandecer o ego de homens com pensamentos primitivos, porém para as pessoas sem complexo de superioridade essas propagandas causaram certa indignação. Nos tempos atuais, vemos que apenas algumas coisas mudaram, as mulheres conquistaram espaço em diversos lugares, na política, no mercado de trabalho, direitos específicos, entre outras coisas. São guerreiras e fortes, vem mostrando tudo isso com o passar do tempo, mas infelizmente ainda hoje não são representadas com todas essas qualidades. Em comerciais são muito exibidas como objeto sexual, que apenas exala erotismo, mas nunca uma essência real de poder de tudo já adquirido pela força. A mídia sempre tentando trazer fatos reais da sociedade para televisão, com o intuito atingir certo publico alvo, tem colocado ainda, a mulher como objeto de persuasão; tanto para afetar o público masculino, tanto o próprio público feminino. Ainda hoje com a idéia de que se o comercial é de cerveja e está calor, vai aparecer uma mulher de biquíni e sem voz ativa na propaganda, ou se é de produtos de limpeza, vamos colocar a mulher também, pois “nunca deixou a cozinha e a lavanderia de lado”. Conseguimos perceber que direitos foram alcançados, porem a publicidade se coloca como um espelho da sociedade, se a propaganda gerada tem defeitos, o


6 problema está na mente das pessoas, que não acabam com visões primitivas e antigas que geram o que tanto se citou nesse artigo, a objetificação da mulher como algo a ser usado.


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Bibliografia https://www.familia.com.br/por-que-o-casamento-na-decada-de-50-nao-erade-todo-ruim/ http://www.radiosantiago.com.br/vida-estilo/os-queridinhos-da-vov-queviraram-xod-das-mocinhas-de-hoje https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/111014-budweiser-adaptaanuncios-sexistas-dos-anos-50-e-60-para-2019.htm https://www.dicasdemulher.com.br/conquistas-femininas/ https://emillyfidelix.jusbrasil.com.br/artigos/353424032/a-representacao-damulher-na-grande-midia-as-propagandas-e-os-estereotipos