Agência Flow- Campanha Fundação Pró-Sangue

Page 1

Projeto

Mesa de Negรณcios


Uma parceria de: F U N D A Ç Ã O

PRÓ-SANGUE HEMOCENTRO

FLOW

DE SÃO PAULO


AGÊNCIA:

QUEM SOMOS? No universo acadêmico enquanto estudantes, sempre observamos as agências que foram e são bem sucedidas em suas estratégias, para desenvolvimento de suas tarefas, mas resta a pergunta: como elas fizeram isso? Sabemos que o caminho não é fácil e que existem muitas dúvidas, desde como enfrentar novos desafios, até como conquistar os nossos objetivos. Entretanto, escolhemos responder esse questionamento, deixando fluir. Assim criamos a Agência Flow, que visa viver novas descobertas acadêmicas na área da comunicação. Formada por 7 alunas do curso de Publicidade e Propaganda, a agência busca aperfeiçoamento e crescimento a cada projeto, por meio da orientação dos docentes que contribuem para o nosso andamento a cada orientação dada, agregando assim valores pessoais e profissionais.

FLOW OLÁ! EU me chamo: THAIS SILVA

HELEN CRISTINNE Kemilly Dourado

Karina Duarte Thamires Lino

Laís Lourenço Maiara Ferreira

E SOMOS INTEGRANTES DA AGÊNCIA FLOW!


SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,1 2. ANÁLISE MICRO E MACROAMBIENTE,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,3 2.1 Análise de Microambiente,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,4 2.2 análise de ambiente tecnólogico,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,6 2.3 Análise demográfica/sociocultural,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,8 2.4 ANÁLISE DE AMBIENTE ECONÔMICO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,12 2.5 ANÁLISE POLÍTICO/LEGAL,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,14 2.6 ANÁLISE DE AMBIENTE NATURAL,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,16 3. ANÁLISE SWOT,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,18 4. DEFINIÇÃO DO PÚBLICO-ALVO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,21 5. PLANEJAMENTO DA CAMPANHA,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,23 6. CRIAÇÃO E PRODUÇÃO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,29 6.1 INVESTIMENTO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,36 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,37


1.INTRODUÇÃO

1


A doação de sangue é o processo pelo qual um voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para um uso subsequente em uma transfusão de sangue. É um processo de extrema importância para o funcionamento e atendimento nos hospitais. Em São Paulo, o maior hemocentro é a Fundação Pró-Sangue, com diversas sedes na capital. O ato é simples mas passa por algumas preucações, etapas e regras por conta do fator de risco dessa transfusão do sangue, o que gera ao doador muitas dúvidas e desconfianças. Esse é um fator que desencoraja a doação de sangue.

Segundo o Ministério da Saúde, nesta época do ano é comum que as bolsas de sangue estejam em defazagem por conta do inverno e da época de férias, então se faz necessária a incentivação do ato. Como estratégia, estabeleceremos um espaço coberto e interativo na corrida São Silvestre, com o título de campanha “Corre nas Veias”. Trabalharemos as peças correlacionadas ao evento.

Com base nisso, a agência FLOW desenvolveu uma campanha com a utilização de live marketing, que traz mais confiança e identidade para com a fundação, passando por todas as etapas de pesquisa, análise e planejamento, como descrito no desenvolver do conteúdo. Temos como objetivo aumentar o número de doadores através de uma comunicação mais incisiva mostrando o resultado do ato da doação na vida de uma pessoa. Além disso, vamos desmistificar algumas informações sobre a doação de sangue, trazendo mais confiança e conhecimento para o público.

2


2. ANÁLISE MICRO E MACROAMBIENTE

3


2.1 ANÁLISE DE MICROAMBIENTE Segundo o site do Governo do Estado de São Paulo a Fundação Pró-Sangue é uma instituição sem fins lucrativ os, ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mantendo com a última estreito laço de cooperação acadêmica e técnico-científica. Criada em 1984, a Fundação Pró-Sangue tem sua sede no 1.º andar do Prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas, na avenida Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155 e possuindo seis postos de coleta na grande São Paulo: Hospital Mandaqui, Dante Pazzanese, Regional de Osasco, Municipal de Barueri, Clínicas e Geral de Pedreira. Segundo dados da OMS, a Fundação Pró-Sangue coleta em média 12.000 bolsas mensalmente, volume de sangue equivalente a aproximadamente 32% do sangue consumido na Região Metropolita na de São Paulo, 16% do Estado e 4% do Brasil. São cerca de 13.000 bolsas de sangue coletadas mensalmente, com destino para mais de 100 instituições de saúde como Hospital das Clínicas, Instituto do Coração e Instituto do Câncer de São Paulo. Sendo então Centro de referência da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Pró-Sangue é ainda laboratório de referência da Sociedade Internacional de Hemofilia, fazendo intercâmbio de amostras raras com The Mount Sinai Medical Center, de Nova Iorque.

Fornecedores A Fundação Pró-Sangue possui em seu cadastro 1.248 fornecedores de bens e serviços cadastrados, reunidos por grupos de produtos. Utiliza sistema informatizado de gerenciamento dos processos de compra, recebimento, armazenagem, distribuição, consumo e follow-up, que é integrado com o sistema de contabilidade.

4


Filosofia da empresa Missão: Disseminar a cultura de doação voluntária de sangue entre a população. Objetivo: Divulgar a cultura de doação voluntária de sangue na comunidade e captação de doadores voluntários. Promover a doação de sangue como ato de cidadania e solidariedade.

História da fundação Criada em 1984, a Fundação Pró-sangue é uma instituição pública ligada à Secretaria do Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A Fundação Pró-Sangue é o hemocentro referência da América Latina. Sua sede está situada no 1º andar do prédio do Hospital das Clínicas e possui seis postos de coleta na grande São Paulo: Hospital Mandaqui, Dante Pazzanese, Regional de Osasco, Municipal de Barueri, Clínicas e Geral de Pedreira. Grande centro de referência da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), da Organização Mundial (OMS) e do Ministério da saúde, coleta aproximadamente 32% do sangue consumido na região metropolitana de São Paulo. São cerca de 13.000 bolsas de sangue coletadas mensalmente, com destino para mais de 100 instituições de saúde como Hospital das Clínicas, Instituto do Coração e Instituto do Câncer de São Paulo. Coletar sangue é um desafio diário, segundo a Fundação Pró-Sangue, pois o sangue é fruto de solidariedade da doação e, em nosso país, infelizmente são poucas as pessoas que praticam esse gesto solidário.

5


ANÁLISE DE MACROAMBIENTE 2.2 Análise de Ambiente Tecnológico Os impactos tecnológicos na doação de sangue são diversos e extremamentes positivos, pois conforme visto em pesquisas realizadas por meio do CanalTech a doação pode ser otimizada com a ajuda de pesquisas e o avanço da tecnologia. Um dos exemplos destes impactos é a mais nova ferramenta que o Facebook trouxe para o Brasil, incentivando a doação de sangue e fidelização dos doadores, o Facebook anunciou um novo recurso para incentivar a doação de sangue no Brasil. Em parceria com o Ministério da Saúde, a ferramenta ajuda a notificar doadores quando os bancos de sangue próximos a eles realizarem eventos de doação ou solicitações urgentes. Porém esta não é a primeira vez que a tecnologia é usada para otimizar o processo de doação de sangue. Seguindo a linha de ajuda do Facebook citada acima, outros sites e aplicativos que também ajudam a conectar doadores, hemocentros e pacientes. Confira alguns exemplos: Facebook: O doador usa a página fb.com/donateblood, clica no botão “Começar a ajudar agora” e, quando sua ajuda for necessária nas imediações, recebe uma notificação da rede social. Hemotify: Site que promove a conexão entre o doador e os hemocentros da sua cidade. O contato pode acontecer via Facebook, email e SMS. Blooder: Aplicativo para Android que, por enquanto, abrange somente a Grande São Paulo e Rio de Janeiro e conecta quem está precisando de sangue com quem pode doar por meio de um cadastro com sua conta do Facebook. Hemoliga: Aplicativo para Android que ajuda o doador a se manter informado sobre campanhas e as doações que realiza ou pretende realizar. Partiu Doar Sangue: Aplicativo para Android e iOS cadastra doadores e de solicitações de doação A tecnologia também é explorada através dos drones, pois os mesmos são utilizados para realizar o transporte deste material tão delicado que pode ajudar a salvar vidas. Desde 2016, uma parceria entre a Zipline, uma empresa de robótica do Vale do Silício, e o Ministério da Saúde de Ruanda, na África, entregam sangue e medicamentos para regiões mais remotas do país.

6


Segundo o CanalTech apenas em 2017, eles entregaram mais de 5.500 unidades de sangue no ano passado, fazendo com que todo o processo seja mais rápido e eficientemente ajudando assim a salvar vidas. O serviço já está sendo popularmente chamado de “Uber de sangue”. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a iniciativa já está colaborando na redução do número de mortes relacionadas à anemia decorrentes da malária e também mortes maternas, já que um quarto delas é ocorrida pela perda de sangue durante o parto. Para se ter uma noção, a tecnologia reduziu o tempo médio de entrega de quatro horas para menos de 45 minutos. Outros países como Suíça e Austrália também possuem projetos para usar drones na entrega de sangue.

Agora visando a área de pesquisas, já existem alguns exemplos interessantes de como a tecnologia está contribuindo para reduzir riscos durante as transfusões. No Brasil, por exemplo, o hospital Sír io-Libanês, em São Paulo, faz uso de uma tecnologia para inativação de patógenos que impede a infecção do paciente por meio de uma transfusão de sangue. Já pesquisadores de Harvard em conjunto com o Centro de Sangue de Nova York estão desenvolvendo um software capaz de detectar os diferentes tipos sanguíneos com mais de 99% de eficácia, reduzindo os riscos de incompatibilidade, algo que pode ser fatal.

Alguns países optam por usar a tecnologia para tentar incentivar de forma criativa a doação, como a Inglaterra, que criou um outdoor de realidade aumentada para mostrar o poder das doações de sangue e demonstrar o processo todo quando alguém apontava o smartphone para o próprio braço. Já a Microsoft possui uma campanha para incentivar a doação de sangue entre os gamers. Nomeada de GamerBlood, a ação da Xbox Brasil é sazonal e recompensa a doação com prêmios como acesso VIP à Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina, camisetas exclusivas, entre outros brindes. Outros exemplos de incentivo incluem o envio de SMS para agradecer aqueles que ajudam e também a oferta de descontos especiais da 99 para corridas realizadas por doadores.

7


No Japão uma startup médica chamada Megakaryon está usando uma tecnologia que visa reprogramar células maduras para células-tronco, que conseguem se transformar em qualquer tipo de célula no corpo, para criar sangue. Em 2017, a Megakaryon anunciou que criou o primeiro método mundial de produção em massa de plaquetas baseado em células-tronco. Já na Universidade de Bristol, na Inglaterra, os pesquisadores procuram driblar o problema da quantidade e fabricar sangue em laboratório em larga escala, para abastecer a necessidade por doações. A ideia central é manter a célula produtora de sangue em um estágio imaturo, chamado eritroblasto, e guardar essas primeiras linhas celulares imortalizadas para possibilitar a fabricação mais eficiente de glóbulos vermelhos indefinidamente. A mesma universidade também conquistou o uso da tecnologia em edição genética para melhorar a compatibilidade de transfusão de sangue.

2.3 Análise Demográfica/Sociocultural Segundo dados do IBGE obtidos em 2010 no último censo, a população em São Paulo na época era de 11.253.503 pessoas, porém estima-se pelo mesmo órgão que a população no ano atual seja de 12.176.866 pessoas, aproximadamente, conforme descrito na tabela abaixo:

Fonte: IBGE

8


De acordo com as informações do IBGE (censo 2010), o número de mulheres moradoras no estado supera o de homens, e a faixa etária que predomina na região do estado de São Paulo é a entre 20 até 34 anos. Isso é demonstrado na tabela a seguir:

A respeito da renda per capita do estado, segundo informações do IBGE, em 2016, o salário médio mensal era de 4.2 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 46.8%. Na comparação com os outros municípios do estado, ocupava as posições 7 de 645 e 26 de 645, respectivamente. Já na comparação com cidades do país todo, ficava na posição 23 de 5570 e 73 de 5570, respectivamente. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 31.6% da população nessas condições, o que o colocava na posição 305 de 645 dentre as cidades do estado e na posição 4372 de 5570 dentre as cidades do Brasil.

9


A economia do estado de São Paulo conta com o maior PIB do país, como mostra a tabela abaixo:

Segundo a Agência Brasil, em São Paulo, por mês, são processadas 12 mil bolsas de sangue, que atendem a 116 instituições, como o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração e o Instituto do Câncer de São Paulo. A Pró-Sangue responde por 32% do sangue consumido na Região Metropolitana de São Paulo. Dados recentes mostraram que em determinadas ocasiões no mês de Junho de 2018, o banco de Sangue chegou a atingir apenas 30% da sua capacidade. Dados do Ministério da Saúde mostram que, atualmente, 1,6% da população brasileira doa sangue, o que significa um índice de 16 doadores para cada grupo de mil habitantes, concluindo que, restritamente em São Paulo esse número seja muito menor. Jovens com idade entre 18 e 29 anos, segundo a pasta, são maioria, respondem por 42% do total de doações registradas no país. O percentual de doadores (1,6%) está dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população, segundo o ministério. Porém, o governo quer aumentar o número de doadores. Estudo ainda não publicado pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS (Organização Mundial de Saúde) nas Américas, revelam outra particularidade da doação de sangue no Brasil: seis em cada dez doadores (59,52%) são voluntários (ou espontâneos, aqueles que doam com frequência sem se importar com quem vai receber o sangue), o restante (40,48%) é formado por doadores de reposição, ou seja, aqueles que doam por razões pessoais (quando um amigo ou parente precisa de sangue). Especialistas da área dizem preferir os doadores voluntários aos de reposição pois conseguem ter maior controle sobre a procedência e qualidade do sangue.

10


Quanto aos efeitos socioculturais, segundo a pesquisa feita pela “Ownby et al”, a idade e o nível de educação são os informativos mais fortes da alta frequência de doações e do retorno mais acelerado. Comentam, ainda, que o conhecimento entre a causa do intervalo das doações e os futuros doadores pode justificar a importância de apresentar as razões das pessoas para retornar, possibilitando o desenvolvimento do recrutamento dos doadores e a estratégia de retenção. A pesquisa que foi publicada no Caderno de Saúde Pública, certifica que diversas variáveis são importantes na doação de sangue. Andaleeb & Basu testaram variáveis comportamentais diretamente relacionadas com a doação de sangue. Essas variáveis reúnem três aspectos: - A confiança individual na unidade hemoterápica; - Medo pessoal de adquirir problemas de saúde pelo ato de doar; - Medo geral que as pessoas associam à doação de sangue.

variedade de respostas positivas, incluindo as afetivas (emoções positivas associadas ao ato de doar), cognitivas (crenças, ideias e percepções favoráveis) e de procedimentos (recrutamento dos doadores e o ato de doar sangue). Aplicações prévias da teoria da atitude em estudos do comportamento do doador de sangue têm sido guiadas pela suposição de que a decisão para doar ou não doar sangue é cuidadosamente debatida. Porém citam que, para incrementar a doação há a necessidade de reduzir os riscos associados à doação e criar uma atmosfera de confiança, pois quanto maior o nível de confiança que os indivíduos têm na instituição é mais provável que venham doar.

Segundo, “Nonis et al”, examinou-se a possibilidade de existir uma diferença relevante entre doadores e não-doadores quanto ao risco percebido. Analisaram a influência dos fatores de risco físico (AIDS etc.), psicológico (medo), social (responsabilidade moral) e de tempo (falta de tempo) na decisão de doar sangue. Breckler & Wiggins sugerem que a teoria de atitude tem muito a contribuir para a compreensão do comportamento e das razões do doador de sangue. Entretanto, análises empíricas e teóricas da estrutura das atitudes identificaram três componentes distintos: sentimento, experiência e comportamento. Dessa maneira, uma atitude favorável à doação de sangue implica uma

11


2.4 Análise de Ambiente Econômico Para Júnia Guimarães Mourão, presidente da Fundação Hemominas, hemocentro coordenador do Estado de Minas Gerais, o volume de sangue doado está relacionado “à cultura dos países”. “Diferentemente de países desenvolvidos, como o Japão ou os Estados Unidos, o Brasil não se envolveu em grandes guerras ou passou por grandes catástrofes naturais, que, acredito, podem ter criado em suas sociedades a compreensão da importância da doação de sangue. ‘O Brasil não se prepara para captar o doador desde bebê. Sem essa política, não construímos o doador do futuro’ Yêda Maia de Albuquerque, presidente do Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco) Ainda sob o ponto de vista histórico, ela lembra que até a década de 80, o Brasil remunerava doadores, prática que se tornou proibida pela Constituição de 1988, o que, em sua opinião, “levou a sociedade a não se envolver com a necessidade de realizar doações para garantir o tratamento de quem precisa”. O sangue que chega de graça à instituição, custa cerca de mil e quinhentos reais por litro depois de armazenado. A argumentação dos administradores dos Bancos de Sangue é que os custos envolvidos referentes ao pagamento de funcionários, testes para identificar vírus, conservação das bolsas, etc., encarecem o produto.Uma bolsa de sangue com 350 mililitros custa de 300 a 800 reais. A maioria dos pacientes recebe de duas a três bolsas. Se o doente passa mais de sete dias no hospital, costuma receber pelo menos uma bolsa para compensar o sangue perdido em sucessivas coletas para exames. A lei brasileira estipula que todo o sangue doado deve ser testado para uma série de doenças antes de ser disponibilizado para o uso, o que é feito em hemocentros, geralmente públicos. No caso do uso do sangue pelo SUS, esses custos são bancados pelo poder público. Na rede particular, a lei determina que o hospital que usa o sangue deve ressarcir o hemocentro que realiza os testes. O hospital particular deve arcar com esse custo, cobrando dos planos de saúde um valor de custeio para cada bolsa de sangue utilizada, mas esse valor jamais pode ser repassado ao paciente. Deficiência estrutural Segundo especialistas, não basta apenas elevar o volume de doações, sem aumentar a “eficiência do produto”.

12


“Precisamos minimizar a possibilidade de um descarte eventual do sangue já que se trata de um material difícil de ser acondicionado”, explica Yêda Maia de Albuquerque, do Hemope. Ela diz que muitos dos hospitais do Nordeste não tem as chamadas “agências transfusionais”, espécie de filial dos hemocentros dentro dos centros médicos. Cabe a elas gerenciar o estoque das bolsas de sangue e fornecer assessoria técnica. “Imagine que o paciente que deveria receber uma bolsa de sangue venha a falecer. Se não soubermos disso, liberamos o material e ele será perdido. Por essa razão, quando não há essas agências, que funcionam como uma comunicação entre o hemocentro e o hospital, não tenho o alcance dessas condições”, acrescenta. Para Tadeu, da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, o problema central está no “financiamento”. “Os hemocentros trabalham numa lógica de financiamento que impede o oferecimento de serviços. Não há recursos para investir em agências transfusionais na maioria dos hospitais. Enfrentamos desafios não só na parte de capilarização quanto no controle de qualidade”, afirma. “Como resultado, a heterogeneidade do serviço é muito grande. Temos sangue produzido em hemocentros que poderia ser tranquilamente usado nos Estados Unidos e na Europa; outro sem a mesma qualidade do ponto de vista técnico. Tudo isso decorre não só das dimensões continentais do país, mas também da insuficiência do financiamento”, explica. Outra barreira, aponta Faria, do HemoRio, envolve a locomoção do doador até o centro de doação.”Temos apenas duas unidades móveis, capazes de fazer a coleta junto a potenciais doadores”, lamenta. Outro agravante para os baixos estoques de sangue foi a crise econômica do País, segundo matéria publicada no G1 em maio 2018 as doações de sangue no Hemocentro de Araraquara (SP) tiveram redução nos últimos três anos. A realidade é a mesma em todo o Estado de São Paulo, com queda de 5,5% no período, e tem relação com a crise econômica. Segundo a Fundação Pró-Sangue, em 2015 foram 131 mil doações, que caíram para 124 mil em 2016 e para 123,8 no ano passado. Com tantas dificuldades, os potenciais doadores de sangue se preocupam primeiro em resolver os próprios problemas como desemprego e contas a pagar, deixando a ajuda ao próximo em segundo plano.

13


2.5 Análise Político/Legal A Constituição Federal prevê a regulamentação sobre as condições e requisitos para a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, desde que não haja nenhum tipo de comercialização, conforme a LEI No 10.205, DE 21 DE MARÇO DE 2001. O Congresso Nacional decreta a seguinte lei que dispõe sôbre doação voluntária de sangue. LEI Nº 1.075, DE 27 DE MARÇO DE 1950. O empregado poderá deixar de comparecer ao trabalho por um dia a cada doze meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada (inciso do artigo 473 da CLT). Uma pessoa adulta tem, em média, 5 litros de sangue. Em cada doação, o máximo de sangue retirado é de 450 ml. Intervalo entre doações. Homens: De e 2 em 2 meses, sendo, no máximo, 4 vezes ao ano. Mulheres : De e 3 em 3 meses, sendo no máximo 3 doações anuais. Segundo o site da Pró-Sangue o Governo do Estado de São Paulo autoriza o Poder Executivo a Instituir a Fundação Hemocentro de São Paulo - F.H.S.P. Na Lei Estadual nº 3.415, de 22 de junho de 1982 Retificado pelo Diário Oficial v.92, n.147, 07/08/1982. MÁRIO COVAS, Governador do Estado de São Paulo, altera os Estatutos da “Fundação Pró-Sangue - Hemocentro de São Paulo” no Decreto Nº 41.628, de 10 de março de 1997 sobre o Art 7° CAPÍTULO II do Patrimônio e dos Recursos. A Pró-Sangue, sempre que possível, aplicará recursos na formação de patrimônio rentável, visando garantir sua auto-suficiência. É permitida a aceitação de doações ou legados que contenham encargos compatíveis com benefício resultante de tais atos e relacionados com os objetivos da Pró-Sangue. Os bens e direitos da Pró-Sangue serão utilizados exclusivamente para a consecução de seus objetivos. Art 8° Constituem rendas da Pró-Sangue: as dotações orçamentárias que lhe sejam atribuídas pelo Governo do Estado. A assembléia legislativa do Estado de São Paulo decreta: Declara de utilidade pública a Associação dos Doadores de Sangue de Novo Horizonte - Novo Sangue, no município de Novo Horizonte. A Associação dos Doadores de Sangue “Novo Sangue”, é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter assistencial e filantrópico, que tem como objetivo promover, incentivar e divulgar a doação voluntária de sangue como gesto voluntário de responsabilidade social. Projeto de lei nº 474, de 2007. De acordo com o Vice-Presidente da República, que dispõe sobre a coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados, e estabelece o ordenamento institucional indispensável à execução adequada

14


dessas atividades, regulamenta o art. 26 da Lei no 10.205, de 21 de março de 2001. O Governador do Estado de São Paulo junto a Assembleia Legislativa Decreta a seguinte Lei, que Institui e regulamenta o Sistema de Sangue, Componentes e Derivados do Estado de São Paulo na LEI N. 10.936, DE 19 DE OUTUBRO DE 2001. Incluindo também o calendário oficial do estado o “Dia Estadual do Doador Voluntário de Sangue” a ser comemorado anualmente no dia 22 de junho. LEI Nº 13.771, DE 21 DE OUTUBRO DE 2009, já registrada no Diário Oficial.

A proibição, no entanto, não vigora na Inglaterra e no País de Gales, segundo confirmou o NHS, o SUS britânico, à reportagem da BBC Brasil. Outro veto polêmico envolve homens que se relacionaram sexualmente com outros homens no período de 12 meses anteriores à coleta. Para ativistas de direitos LGBT, a norma é “discriminatória”. Na América Latina, México, Chile e Uruguai já permitem a doação de sangue por “homens que se relacionaram com homens”.

Normas e proibições As normas e proibições muitas delas polêmicas também são consideradas por muitos um entrave ao aumento no número de doações no país. Até bem pouco tempo, por exemplo, segundo contam os especialistas, menores de 18 e maiores de 65 anos eram proibidos de doar. Desde novembro de 2013, a faixa etária passou de 16 a 69 anos. “É mais fácil colocar regras mais gerais para não cometer o equívoco de deixar a particularidade ser avaliada caso a caso”, explica Tadeu, da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, acrescentando que as decisões são baseadas em “estudos epidemiológicos”. “Sempre temos de trabalhar com o menor risco possível”. “Mas as autoridades que deveriam estar fazendo revisões periódicas dessas orientações nem sempre as fazem”, argumenta. “No caso do Brasil, as regras são similares às vigentes nos Estados Unidos e na Europa”, lembra Tadeu.

15


2.6 Análise de Ambiente Natural Diversos fatores naturais cooperam para o aumento ou a baixa no número de doadores de sangue,desde fatores ambientais até ocasiões do dia a dia como período de férias ou datas comemorativas. Sendo o Brasil um país tropical com grandes implicações que mal gerenciadas levam a baixa na doação, apesar de como já citado, ser referência na América Latina e em outros países por alcançar a marca de 1,8% da população como doadores, ainda há variantes como doenças contagiosas que se proliferam com rapidez resultando nessa baixa. No ano de 2016, com os variados surtos de doenças como Dengue, chikungunya e zika vírus que são doenças infecciosas e contagiosas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Saúde anunciam que pessoas que foram infectadas estariam inaptas a doação até 30 dias após recuperação completa, o que impactou diretamente os hemocentros. Segundo a Fundação Pró Sangue, a doação eficaz passa por algumas etapas, dentre elas a triagem para verificação desse potencial doador, a mesma obedece a normas nacionais e internacionais que decidem se a próxima etapa será realizada ou se há impedimentos seja ele temporário ou definitivo. Exames como o de sorologia para dengue é usado para determinar se uma pessoa foi infectada com o vírus. Como os sintomas de dengue são muito parecidos com os de outras doenças, por exemplo gripe e virose, o teste auxilia no diagnóstico mais preciso. Como explica Caroline Serpejante, do site Minha Vida. A partir de dados da Fundação algumas especificações são passadas para que não haja constrangimentos e perca de tempo nessa importante ação: Requisitos básicos · » Estar em boas condições de saúde. · » Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos é necessários a apresentação do formulário de autorização). · » Pesar no mínimo 50kg. · » Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas). · » Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação). Impedimentos temporários · » Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas. · » Gravidez · » 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana. · » Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses). · » Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. · » Tatuagem / maquiagem definitiva nos últimos 12 meses. · » Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses. · » Qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc): aguardar 6 meses.

16


Segundo o site PORTOBELLO, os meses de férias, janeiro ou julho – costumam ser uma época ruim para quem precisa de transfusão de sangue. Nesse período, assim como nos períodos festivos como Natal, Réveillon e Carnaval, as doações caem e as unidades de saúde ficam em alerta. É nesses períodos também que a demanda por sangue aumenta por conta de acidentes – principalmente de automóveis – ou em decorrência de brigas que resultam em ferimentos graves. Por esses motivos, é preciso fazer a doação de sangue especialmente nessas épocas do ano. A ação de doar traz muitos benefícios, não somente para quem recebe o sangue doado mas para aquele que efetua a doação. O médico cardiologista Victor Lira (CRM-PI 4447), que atua na Clínica Cardiovida e possui Especialização em Cardiologia pela Beneficência Portuguesa, explica que as células vermelhas do sangue têm um ciclo de vida de 120 dias, sendo naturalmente repostas pelo organismo. “A composição das novas células faz uso do ferro. A doação de sangue faz com que o organismo produza mais células jovens para repor as células que foram doadas e com isso diminui as reservas de ferro e a oxidação dos lipídios, que faz parte da doença aterosclerótica e consequentemente reduz o risco de entupimento das artérias do coração e do cérebro”.

17


3.ANÁLISE SWOT

18


FORÇAS - Reconhecimento institucional;

FRAQUEZAS - Falta de unidades nas regiões de São Paulo; - Falta de estrutura;

AMEAÇAS - Medo de contaminação; - Falta de conscientização;

OPORTUNIDADES - Utilização de tecnologia para informação; - Maior índice de doação está associada a jovens de 18 à 29 anos; - Doação em sua maioria são voluntárias e espontâneas;

19


Como força foi possível verificar que o instituto é conhecido e reconhecido quanto hemocentro na cidade de São Paulo, pois tem um posicionamento positivamente estável em seus serviços oferecidos, porém há muitos anos, as pessoas têm medo de doar sangue porque acreditam que a doação poderá transmitir doenças como Aids e hepatite. Com o tempo, esse receio passou e o mito foi esclarecido, mas hoje ainda faltam doadores no Brasil. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) Dimas Tadeu Covas, isso acontece porque falta uma cultura de doação no país. O ideal seria que os doadores retornassem pelo menos uma vez a cada dois anos para fazer uma nova doação. “Na maioria dos casos, essas pessoas doaram porque tinha alguém da família precisando, e não voltaram para doar para outras pessoas de forma voluntária”. E mediante a falta de informação também ocorre influenciação na questão das restrições para os doadores de sangue, essa insegurança sobre os requisitos desmotiva doadores em potencial, sem que eles saibam o que, de fato, dizem as regras de doação de sangue. Acarretando assim a falta de conscientização da população, o qual, segundo especialistas, se torna um dos principais limitadores para o aumento da doação de sangue no Brasil. Eles defendem que campanhas de incentivo à doação sejam feitas desde os primeiros anos de vida e que o assunto seja discutido nas escolas para reverter o atual cenário. Porém, em contrapartida infelizmente ainda é possível constatar a falta de postos de coleta em algumas regiões, o que impede muitas vezes que o possível doador consiga concluir sua doação, tendo em vista que muitos postos vem sendo fechados. Sendo perceptível também que a infraestrutura do instituto não é suficiente para atender uma quantidade maior do público. Entretanto visamos como oportunidade as iniciativas tecnológicas, as mesmas estão trabalhando para trazer vantagens aos doadores de sangue, buscando a inovação como método para penetrar a importância da causa na sociedade. Ganhando maior índice de incentivo aos jovens quanto ao ato da doação, pois conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) os jovens entre 18 e 29 anos são os brasileiros que mais doam sangue, 42% do total, indica o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, 1,6% da população do País é doadora, o que se tornou índice superior, nos permitindo o espaço para expansão de doação voluntária e espontânea, ou seja garantir o maior número possível de pessoas que doam com regularidade sem se importar a quem está doando, diferente de quem doa quando um conhecido precisa.

20


4.Definição do

público-alvo

21


PÚBLICO ALVO ▪ HOMENS E MULHERES DE 19 a 39 ANOS – CLASSE C DA CIDADE DE SÃO PAULO Considerando que a Pró-Sangue deseja fidelizar os doadores que já doam e busca atrair novos doadores, escolhemos a classe C, pois conforme visto em pesquisas este é o público que mais doa sangue e predomina no estado de São Paulo, então assim o identificamos como alvo principal para a campanha, para continuar tendo esta classe como aliados na doação de sangue e influenciar novos doadores, pois a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que se cerca de 1% da população brasileira (atualmente 1.600.000 pessoas) fosse doadora regular de sangue nossos hemocentros não sofreriam de escassez.

22


5.planejamento da

campanha

23


OBJETIVO DE MARKETING De 2014 a 2018 a Pró-Sangue teve um crescimento de 11,2% de doações de sangue. Nosso objetivo de marketing é dobrar o número de doações para 22,4% em apenas um ano, um total de 191 mil bolsas de sangue. Para alcançar isso trabalharemos com a captação de novos doadores, e fidelização dos existentes, de forma que mantenham suas doações regulares no decorrer do ano, a fim de potencializar as campanhas.

OBJETIVO DE COMUNICAÇÃO Conforme os resultados obtidos em pesquisa, a Pró-Sangue possui um share of mind de 40%. O nosso objetivo é aumentar este número para 50% com uma campanha para intensificar a marca e torná-la mais conhecida.

A CAMPANHA

Tema da Campanha: “Corre nas Veias”.

Será realizado na cidade de São Paulo, voltada para o evento da Corrida São Silvestre. Faremos uma ação de live marketing que ocorrerá durante o evento. No local, incluiremos um espaço interativo com stand box truss da Fundação Pró-Sangue, afim de conscientizar o público-alvo ao ato da doação de sangue. Dentro desse stand box truss, ofereceremos um espaço com puffs, personalizado de acordo com o tema da campanha, utilizando as cores da Fundação. No mesmo espaço terá um pódio personalizado da empresa, para as pessoas que estão acompanhando e os atletas poderem tirar fotos. No fundo no pódio, ficará a marca da empresa, o logotipo da campanha e a mensagem “Nossa corrida é pela vida”. Dessa forma divulgaremos a empresa nas redes sociais por mídia espontânea, e influenciaremos a hashtag #correnasveias. No mesmo espaço, através de uma permuta com a empresa Claro, será disponibilizado Wi-fi gratuito, e ao se conectar na rede a pessoa terá que realizar um cadastro, incluindo informações de nome, sexo, idade, contatos (e-mail e/ou telefone), tipo de sangue e se ela já doou sangue, para utilizarmos como estratégia de e-mail marketing, reforçando a marca, e dessa forma aumentar o share of mind da empresa. Além disso, no espaço terão entradas usb distribuídas, afim de manter o público no stand, por algum tempo, ao precisar carregar o celular, e também possibilitar para que ele possa ter acesso ao nosso Wi-fi e ao cadastro, sem se preocupar com a bateria do celular.

24


STAND

O Stand traz proximidade das pessoas com a marca, e muitas pessoas acompanham outras que vão participar da corrida e ficam o tempo todo da corrida sem ter o que fazer. É uma boa oportunidade para incentivarmos a conscientização e fortalecer a visualização da marca, com comodidade.

O Stand está de acordo com o Sindiprom (Sindicato de empresas de promoção, organização e montagem de Feiras, Congressos e Eventos no Estado de São Paulo), conforme descrito na cláusula de n° 15, o stand que está sendo promovido se enquadra nessa legislação, obedecendo as devidas leis impostas sobre este. A distribuição do wi-fi livre está de acordo com a LEI Nº 16.685, Artigo 2 e 5, vinculado ao projeto de promover a conscientização para a doação de sangue.

25


PÓDIO

A ideia do pódio é gerar mídia espontânea, pois quando as pessoas fotografarem no pódio, automaticamente a marca fica representada, o que reforça nosso objetivo de comunicação e a visualização da marca, além de atrair mais pessoas ao espaço do stand, pois o pódio ficará próximo ao espaço. Para essa peça não há nenhuma regulamentação.

26


Automaticamente, ao se cadastrar, a pessoa passa a concorrer a um sorteio de 50 camisetas personalizadas com o tipo sanguíneo, contendo as seguintes frases: - Você era a gota que faltava O-.; - Você é o nosso tipo. B+; - Quem doa sangue é outro nível. É A+; - Sangue bom é doador. B-; - Doar faz bem e nem dói. A-; - Doar sangue é uma boa. AB+ AB-; - UM salva Quatro. O+. Vamos sortear também 50 carregadores portáteis em permuta com a empresa Pineng, personalizados de acordo com o tema da campanha.

De acordo com a Lei 5768/1971; o sorteio que será feito promovendo um Kit com uma garrafa de Água Crystal e um carregador de celular, os mesmos serão entregues aos ganhadores do sorteio com a finalidade de promover a conscientização a respeito da Doação de Sangue, conforme descrita na mesma Lei na Portaria MF nº 41/2008.

27


Todos que entrarem no Stand para desfrutar desses serviços, na saída receberão uma garrafa de água apoiada no ideal de que a mesma necessidade que o corpo humano tem de beber água para viver, também existem pessoas que precisam de voluntários para realizarem a doação de sangue para sobreviverem. Para isso, faremos uma permuta com a empresa Coca-Cola, que disponibilizará copos de água da Crystal que será personalizada no rótulo com a frase “você é a gota que faltava”, a marca da empresa e o logotipo da campanha.

A comunicação a respeito da ação de live marketing será realizada em 4 peças distintas, que serão: - Metrô (painéis nas plataformas das estações Consolação, Paulista, Trianon-Masp e Brigadeiro); - Relógios de rua localizados na Avenida Paulista, Avenida Pacaembu , Avenida Ipiranga; - Pontos de ônibus na Avenida Paulista e Pacaembu; - Redes sociais (Facebook, Instagram).

28


6.CRIAÇÃO E PRODUÇÃO

29


LOGOTIPO DA CAMPANHA

Buscamos associar a ideia da corrida com a ideia do sangue, que corre nas veias, sem perder a essência e a mensagem que é a doação de sangue. Em todas as peças utilizamos o logotipo da campanha, porém com frases diferentes, adaptando conforme cada peça.

30


1. Painel no metrô

Utilizamos as cores rosa e vermelho para atrair suavidade e a ideia de compaixão. Também, buscamos aproximar a pessoa não somente ao evento mas também ao hospital da Fundação Pró-Sangue que fica localizada no bairro das clínicas, próximo a estação, incentivando a doação. Por conta das permutas trabalhadas na campanha, em todos os anúncios inserimos a marca das empresas.

31

Está conforme o regulamento da Companhia Metropolitana de São Paulo. Artigo 1, cap 1, 2 e 3. Esta propaganda está dentro das normas descritas na legislação, apresentando dentro do metrô a divulgação do evento realizado na São Silvestre com o objetivo de promover a conscientização mútua através dessa comunicação.


2. Relógios de rua

Com a redação publicitária, buscamos associar o horário com a ideia que nunca é tarde para se doar sangue. O mesmo padrão de cores e o logo são mantidos para melhor associação do público-alvo.

Esta peça está de acordo com a Lei nº 15.465 Art. 1, 2 Cap 2 Art 3 e 4 decreta e regulamenta no que se refere às normas técnicas de instalação dos relógios eletrônicos digitais de tempo, temperatura, qualidade do ar e outras informações institucionais com exploração publicitária, no Município de São Paulo.

32


3. Pontos de ônibus

Utilizamos a mesma ideia de proximidade buscada na peça do metrô, relacionando parada do ponto de ônibus com o destino até o hemocentro e nosso espaço na corrida.

33 Esta peça está de acordo com a lei nº 14.223 de 26 de setembro de 2006, no artigo 21, sendo regulamentada pelos parágrafos 1º e 2º, com a intenção de incentivar a boa ação da doação de sangue.


4. Redes sociais

De acordo com a Lei Nº 12.965, a propaganda feita pela internet em redes sociais não ultrapassa os regulamentos da Lei, nos Artigos 1, 5 e 6, tendo como finalidade tornar conhecido o ato voluntário de doação de sangue através da Corrida na São Silvestre;

34


Nas redes sociais vamos utilizar postagens associando a marca a corrida, convidando para conhecer nosso espaço e consequentemente, trabalhando o share of mind e a a nossa ação de live marketing. Todas as estratégias e divulgações das peças ocorreram nos arredores da região onde ocorre a corrida, como descrito anteriormente, exceto a divulgação das redes sociais que é online.

35


6.1 INVESTIMENTO Stand personalizado: R$ 3.710,00 Metrô painel clássico localizados nas linha verde e amarela do metrô, referente a 30 dias de veiculação: R$ 3.819,60 a unidade. Serão 4 unidades. TOTAL: R$ 15.278,40 Ponto de ônibus: R$64.125,53 por 1 semana. Serão 3 pontos. TOTAL: R$ 192.376,59 Relógio de rua: 1 unidade = R$4.000,00 por 1 mês e serão utilizados 30 relógios. TOTAL: R$ 120.000.00 Redes sociais (Instagram e Facebook): Sendo 60.064 visualizações por dia, durante 30 dias TOTAL: R$2.000.00 O anúncio disponibilizado no facebook será veiculado também no Instagram. Valor investido nas ferramentas de comunicação : R$ 333.364,99 Valor para investimento nas camisetas para sorteio: R$2000,00

Valor total investido na campanha: R$ 335.364,99

36


7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

37


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-11/numero-de-doadores-de-sangue-cai-20-no-ultimo-mes-em-sao-paulo (Acesso em: 15/09/2018) http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-06/banco-de-sangue-de-sao-paulo-precisa-de-12-mil-doadores-por-mes (Acesso em: 15/09/2018) http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-06/pelo-menos-16-da-populacao-brasileira-doa-sangue-jovens-sao-maioria (Acesso em: 10/09/2018) https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2001/lei-10936-19.10.2001.html (Acesso em: 25/09/2018) https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150812_sangue_doacoes_brasil_lgb (Acesso em: 19/09/2018) https://www.blood.co.uk/news-and-campaigns/innovative-technology-used-to-attract-new-donors/ (Acesso em: 19/09/2018) http://www.bristol.ac.uk/policybristol/news/2017/major-breakthrough-in-the-manufacture-of-red-blood-cells.html (Acesso em: 22/09/2018) http://www.bristol.ac.uk/policybristol/news/2017/major-breakthrough-in-the-manufacture-of-red-blood-cells.html (Acesso em: 29/09/2018) https://canalte.ch/T2GSH (Acesso em: 07/10/2018) https://canaltech.com.br/saude/tecnologia-do-bem-doacao-de-sangue-114560/ (Acesso em: 09/10/2018) http://dobuscadireta.imprensaoficial.com.br/default.aspx?DataPublicacao=20091022&Caderno=DOE-I&NumeroPagina=1 (Acesso em: 27/09/2018) https://elainefrancoadv.jusbrasil.com.br/artigos/317045255/o-mercado-obscuro-do-sangue (Acesso em: 27/09/2018) https://www.facebook.com/donateblood (Acesso em: 24/09/2018) https://www.forbes.com/sites/japan/2018/03/05/megakaryon-why-japan-is-betting-big -on-a-stem-cell-revolution-driven-by-platelets/#4190a7295939 (Acesso em: 24/09/2018) https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/doacoes-de-sangue-caem-nos-hemocentros-e-crise-economica-e-um-motivos.ghtml (Acesso em: 05/10/2018) https://www.hemotify.com/index.php (Acesso em: 16/09/2018) https://itunes.apple.com/br/app/partiu-doar-sangue/id1266490977?mt=8 (Acesso em:18/09/2018)

38


https://www.jusbrasil.com.br/topicos/295893/doacao-de-sangue/legislacao (Acesso em: 20/09/2018) https://www.jusbrasil.com.br/diarios/5216130/pg-36-legislativo-diario-oficial-do-estado-de-sao-paulo-dosp-de-25-05-2007 (Acesso em: 20/09/2018) https://www.metropoles.com/brasil/saude-br/saude-restringe-doacao-de-sangue-para-quem-teve-zika-ou-chikungunya (Acesso em: 27/09/2018) https://midianoalvo.com.br/planodemidia/estudante (Acesso em: 16/10/2018) https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/18356-exame-de-sangue-para-dengue (Acesso em: 27/09/2018) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10205.htm (Acesso em: 06/10/2018) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L1075.htm (Acesso em: 06/10/2018) https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.spacebits.blooder&hl=pt_BR (Acesso em:07/10/2018) https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.hemoliga&hl=pt_BR (Acesso em: 07/10/2018) https://www.portalodia.com/noticias/piaui/doacao-de-sangue-pode-gerar-beneficios-ao-sistema-cardiovascular-187594.html (Acesso em: 11/10/2018) http://www.portobello.com.br/sustentabilidade/2018/06/14/5-curiosidades-sobre-doacao-de-sangue/ (Acesso em:11/10/2018) http://www.prosangue.sp.gov.br/uploads/legislacao/Lei_de_Criacao_FPS_Compilado.pdf (Acesso em: 15/09/2018) http://www.prosangue.sp.gov.br/uploads/legislacao/Decreto_Estatutos_FPS_Compilado.pdf (Acesso em: 15/09/2018) http://www.prosangue.sp.gov.br/uploads/legislacao/decreto3990.pdf (Acesso em: 15/09/2018) https://www.revistaencontro.com.br/canal/atualidades/2018/06/jovens-sao-a-maioria-dos-doadores-de-sangue-no-brasil.html (Acesso em: 16/09/2018) https://www.scielosp.org/article/csp/2005.v21n3/932-939/ (Acesso em: 28/09/2018) https://www.theguardian.com/global-development/2018/jan/02/rwanda-scheme-saving-blood-drone (Acesso em: 27/09/2018) file:///C:/Users/thami/Downloads/Decreto_Estatutos_FPS_Compilado%20(1).pdf (Acesso em: 02/10/2018)

39