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Poetas En\Cena 6


Reunião de poemas de poetas brasileiros no 8º Belô Poético

Poetas En\Cena 6


Copyright © dos autores 2012 Direção editorial: Rogério Salgado & Virgilene Araujo Digitação e revisão: Os autores Digitação adicional: Rogério Salgado Revisão adicional: Bilá Bernardes (Algumas biografias, sem revisão adicional, estão exatamente como no original.) Projeto gráfico, formatação e capa: Marco Llobus Fotos: Arquivo pessoal dos autores, Arquivo Belô Poético Arquivo Poesia na Praça Sete e Elmo Gomes (Capa) FICHA CATALOGRÁFICA: SANTAGUITA, Adriana, Poetas En/Cena 6. Uma reunião de poemas de poetas brasileiros no 8º Belô Poético. Adriana Santaguita e outros 1-Poesia Brasileira. CDD: B.869 I.Titulo. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5988 de 14\12\73. É proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorização prévia, por escrito dos Editores e/ou Autores. Belô Poético Produções Artísticas e Literárias Caixa Postal 836 | Belo Horizonte - MG | CEP: 30.161-970 (31) 8421.6827 www.blogdobelopoetico.blogspot.com belopoetico@yahoo.com.br Impresso no Brasil


Verbo

Poesia é sentimento no garimpo da palavra. Rogério Salgado (in “Re-In\Sacando a Poesia” – 1998)


Sumário Adriana Santaguita... 9 Amélia Luz... 13 Ângela Togeiro... 17 Antonio Cabral Filho... 21 Bilá Bernardes... 25 Brenda Mar(que)s Pena... 29 Carlos Ramalho... 33 Cecy Barbosa Campos... 37 Christian Coelho... 41 Cicinho Barbosa... 45 Cler de Veloix... 49 Cristina Carone... 53 Diulinda Garcia... 57 Dôra Borges... 61 Edna Rezende... 65 Elcinho Pimenta... 69 Elza Pinto Alemão... 73 Elza Teixeira de Freitas... 77 Emerson Luiz de Castro... 81 Euna Britto de Oliveira... 85 Eurides Lemos Morais da Cunha... 89 Gertrudes Greco... 93 Helenice Maria Reis Rocha... 97 Irineu Baroni... 101 Jimi Vieira... 105 Lenier Caroline... 109 Luiz Eduardo Gunther... 113 Luiz Gonzaga Marcelino... 117 Luiz Otávio Oliani... 121 Márcia Clarindo... 125 Márcia Maranhão... 129 Márcia Souza... 133 Marco Llobus... 137 Maria Clara Segobia... 141


Maria da Cruz Pereira Nunes... 145 Maria Morais... 149 Maria José Moreira... 153 MC Zinho de BH... 157 Neusa Souza... 161 Nicy Muniz... 165 Nívea Reis... 169 Paulina Vissoky... 173 Paulo Dias Neme... 177 Rachel de Souza... 181 Regina Lyra... 185 Regina Mércia... 189 Régis D`Almeida... 193 Sônia Maria Ditzel Martelo... 197 Terezinha Romão... 201 Vânia Lima... 205 Victor Oliver... 209 Vilson Barbosa Costa... 213 Walnélia Pederneiras... 217 Rogério Salgado & Virgilene Araújo... 221


Contato:adrianasantaguita@hotmail.com

Adriana Santáguita

Paulistana “amineirada” por opção! Alguém que acredita no amor, na amizade, no diálogo de olhares, na busca de paz e aconchego.. Alguém que costuma fazer dos dissabores, motivo para piadas, g a rg a l h a d a s , m u i t a m ú s i c a e aprendizado! Alguém metida a poeta, artista e malabarista da vida... quem sabe, um dia, eu me equilibre nesse barbante!

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Adriana Santáguita

MUTAÇÕES Gatinha se transforma em leoa Moça, mulher Cinderela, borralheira Conscientemente... Cetim em aspereza Bruxa, feiticeira Cética, poética Voluntariamente... Criativa em pensativa Madura, adolescente Sozinha, independente Propositalmente... Deliciosa em perigosa Amorosa, desconfiada Sonhadora, ocupada Disponível, atarefada Prioritariamente... Duvidosa em confiante Poderosa e atuante Imprescindivelmente.

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Tic tac da ansiedade Nem no pulso fica mais Mostra o dia que finda Mostra a sorte que vai Avanรงa Na melodia Nas esferas No dia a dia

Adriana Santรกguita

RELร“GIO

Estressa Arrepia Consola Alivia Nina Ou faz barulho Depende Do dia...

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Adriana Santáguita

SERENIDADE A alma amadurece Depois de se perder A busca do Ser Na mais serena idade...

Autoestima Sentenças Julgamentos Verdades Dói saber Que demorou Constatações Vieram tarde E no quesito futuro Tudo se prepara Sem alarde O que não era Será E o que será Já não arde...

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Amélia Marcionila Raposo da Luz

Natural de Pirapetinga, Zona da Mata, Minas Gerais. Escreve poemas, trovas, crônicas e contos, com premiações em todas as categorias. É formada em Pedagogia, Administração Escolar e Magistério, Orientação Educacional, Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa, Pós graduada em Planejamento Educacional e Psicopedagogia na Escola. Conquistou varias premiações, participando de concursos literários no Brasil e exterior com publicações em diversas antologias. Tem um livro de poesias publicado, “Pousos e Decolagens” e outros em construção. É membro efetivo da APLAC – Academia Paduana de Letras, Artes e Ciências – Santo Antonio de Pádua/RJ, Membro Correspondente da Academia Rio – Cidade Maravilhosa – Rio de Janeiro, Membro Correspondente da ACL – Academia Cachoeirense de Letras, Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, Membro Correspondente da Academia de Letras BrasilMariana, Mariana/MG, Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia – Casa Raul de Leoni, Petrópolis/RJ, Membro Correspondente da Academia Ferrovia de Letras, Rio de Janeiro/RJ, Decana e Delegada do Clube dos Escritores de Piracicaba, São Paulo, Delegada em Pirapetinga da UBT – União Brasileira dos Trovadores e Membro da Fundação Cultural Del’Secchi, Vassouras, Rio de Janeiro. Trabalha a palavra todos os dias na sua oficina de versos. Ama a vida e a liberdade. Gosta de expressar seus sentimentos no texto que constrói como parte de si mesma. Garimpa a palavra no baú de Camões. Toca a flauta mágica e sai por aí ao lado dos saltimbancos, espalhando versos, acreditando sempre no amanhã. Depois? Morrer sim, mas eternizando a essência, embriagada pela água sagrada da poesia, na palavra que ficou: vida! Contato: amelialuzz30@gmail.com

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Amélia Marcionila Raposo da Luz 14

NADA Martelo cego o meu ego a ninguém me apego e a escravidão renego! Despetalo a flor, de mim sou caçador, o que tenho a propor? Sou nada, arco-íris sem cor! Martelo o prego com coragem na parede que não existe penduro um quadro que vazio já não tem imagem... Tento limites transpor superando a dor nessa vida quixotesca de Sanchos e Rocinantes... Luto contra o imaginário perdida que estou entre moinhos de vento em noites de tempestades... Jogo lanças no vazio e sem querer mato os meus sonhos apagando o pavio! Na verdade a vida é tudo que se transfigura em nada...


Amélia Marcionila Raposo da Luz

HISTÓRIA DE JOÃO, O ROSA

O João de quem falo é um João diferente, inquieto, irreverente, brincalhão com as palavras... É o João do Sertão, aquele que deixou o bisturi a Diplomacia, o Itamarati, montou cavalo e seguiu as trilhas do buriti! Margeou o São Francisco atravessou a nado o Urucuia encontrou um bando de jagunços contou muitas histórias nas rodas de prosa ao lado de Riobaldo e Alaripe... Brigou de faca e arma de fogo, venceu o Liso do Sussuarão descobriu um mundo sem fim, na identidade do jagunço Reinaldo! Sertão, ah! Sertão das Gerais... Veredas e enigmas, sopro de brisa, perplexidade natural redesenhando a vida! O brilho do sol, a estrada, o pó, a solidão diante da amplidão da terra... Urutu-Branco, chefe batizado, destemido, vestindo o seu nome de guerra... Espanto, emboscada? Reinaldo morto? Cilada... Belos seios de mulher, Diadorim, escondiam-se na rudeza do jagunço explicando todo o seu amor-mistério... Épico, lírico, real? “nonada, existe é o homem humano. Travessia.” João foi um gênio encantado, foi um gênio feiticeiro. “Moço!: Deus é paciência. O contrário é o diabo.” é o diabo.”

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Amélia Marcionila Raposo da Luz

BOBOALEGRE O poeta viu o palhaço mas não viu a alegria... O poeta viu o palhaço mas não viu a fantasia... O poeta ouviu a gargalhada estridente a sair embargada da garganta do boboalegre que disfarçando chorava... O poeta viu o palhaço, viu seu rosto mascarado, seus sentimentos sufocados seus olhos de sofrimento nas cores ultrajadas da sua imagem tão frágil... Imagem que ia além das luzes do palco! O poeta, na verdade, não viu o palhaço, viu o homem!

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Angela Togeiro

Natural de Volta Redonda/RJ, reside em Belo Horizonte/MG, pós graduada em Administração de Empresas, poetisa e prosadora, pertence a entidades culturais nacionais e internacionais, entre elas Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, Academia Feminina Mineira de Letras, Academia de Ciências e Letras de Cons. Lafayette, Academia Brasileira de Letras/Mariana, PCSurBrasil, InBrasCI, APPERJ, Accademia Internazionale Il Convivio/IT, Clube da Simpatia/PT. Possui prêmios e antologias em prosa e verso em português, espanhol, francês, italiano e inglês, lançadas em diversos países, além de vídeos poemas. Livros: em verso – Contato Urbano, Trem Mineiro, Na luz dos teus Olhos, Sou Mulheres; em prosa – Pudim de Claras com Baba-de-moça e O Compositor – romances; Cavalo Alado – contos, Flagrantes do Viver – crônicas. Vitrines da Vida – contos e O Dente de Leite apresenta: O Molar fugiu do sonho da Menina – teatro infantojuvenil. Foi assim... novela com diversos escritores. Editou (re) Leitura do Natal - (antologia poética) com poetas nacionais e internacionais. Contato: angelatogeiro@gmail.com https://sites.google.com/site/angelatogeiro/

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Angela Togeiro 18

ROSA Rosa se abriu vermelha de amor, Nos braços da vida ficou à espera: não veio ninguém para amá-la. Tocaram-lhe o corpo sedentos do seu mel, loucos por seu perfume. E não veio ninguém para levá-la... Seu tempo acabou. Da Rosa sobrou a semente, carregada da mesma esperança de uma existência além das calçadas... Esta Rosa ali não floriu...


Assim como o roseiral veste a brisa com o perfume de suas rosas, e como a lua com suas fases rompe a escuridão do céu, e se sobressai entre as estrelas; assim como as ondas vão e vêm suaves ou bravias a roçar as areias das praias, e como os pássaros cantam hinos de acasalamento, e as borboletas e as abelhas fecundam as flores; assim como as feras farejam seus alimentos, e como alguns homens tramam contra seus semelhantes, enquanto outros desenham a paz; assim como os risos de crianças enchem o mundo de esperança, minha alma, não mais enfeitiçada por este amor repudiado, desperta meu coração que bateu em vão por ti. Hoje, em minhas veias correm desejos de amanhãs. Sonhos de primavera. Sangue renovado. É chegada a hora de um novo amor...

Angela Togeiro

INCESSANTE

Assim a vida segue adiante: Incessante manifestação do presente em mim.

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Angela Togeiro 20

LUNA La luna crescente Passa sulla mia strada, Testarda, Illuminando soltanto le impronte Che tu hai lasciato quando mi abbandonasti. La luna piena Entrando nella mia casa, Nostalgica, Percorrendo il letto spoglio Che tu hai denudato quando partisti. La luna calante, Sconvolta, Entrando dentro me, Rischiarando le tenebre Che hai creato quando mi feristi. La luna sa di tutti O pensa che sa, Perché cerca di mi sollevare Giacché era luna nuova Quando il tuo cuore mi tradì. Ah!... questa luna...


Antonio Cabral Filho

Sou Antonio Cabral Filho/ que em vossa presença emigra./ do pinto que não quer milho/ João Cabral que lho diga. Nasci em 13 de agosto de 1953 no município de Frei Inocêncio-MG. Passei a infância tocando burro e guiando boi. Mas no bojo do êxodo rural, peguei um "ita" sem norte e caí no Rio, onde me viro de janeiro a janeiro. Sou técnico em contabilidade, quarto período de Direito-UFF, jornalista e publicitário por vocação, radialista de comunidade e ator brechteano segundo Boal. Editei o folhetim Curupira por dez anos, coordenei oficinas de conto, crônica, poesia e co-dirigi vários "Encontrões de Poesia do DCE-UFF" junto com Semíramis Reis e Carlos Mantra. Editei a coletânea "Poetas 10engavetados" com mais 9 irmãos e dei uma parada em tudo. Voltei com o "Letras Taquarenses" em edição impressa no início, passando agora a virtual também. Tenho editados artesanalmente "Ecce Homo, Barulho de Sombras e Ver...Só Curto&Grosso" todos de poesia; participo da "Segunda A n t o l o g i a Po é t i c a " d a U F F Universidade Federal Fluminense, das coletâneas "Fantasias" editada em 2011 pela Alpas21/Editora Alternativa, de Porto Alegre; da "Antologia 13" do Postal Clube, de Itaboraí-RJ, recém lançada. Tenho vinte páginas na web e nem por isso sou popstar. Mas aguardoo. No Blog: http://letrastaquarenses.blogspot.com Contato: letrastaquarenses@yahoo.com.br

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Antonio Cabral Filho

HAICAIS Madrugada rubra: a bandeira vai subindo, pintando meus sonhos. & A frauta de pã não me toca a marselhesa: lacunas da história. & Cercada de versos, a musa quebrou a lira: falta-lhe poiésis.

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Eles vão-se sem adeus, elas ficam com seus ais. No regresso aos braços seus, os corações viram cais. &

Antonio Cabral Filho

TROVAS

As razões dos heroismos nenhum herói as conhece, mas os heróis acontecem à margem de quaisquer ismos. & Senhoras, suas candinhas, deixem prá lá de uma vez as "curicicas" vizinhas e cuidem das de vocês!

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Antonio Cabral Filho 24

CINZA WIM WENDERS O céu turvo de berlim lembra lona de circo velho, onde nossos avós nos levavam para vermos aquele palhaço de há muito nosso conhecido. Seus prédios cinzas, de um cinza há muito conhecido, soltam o reboco feito animais que de tempos em tempos mudam de pele. Suas árvores, em eterno outono, sem folhas pelo chão... Suas cores, não sei como, jazem sob esse cinza perene à espera da plena primavera...


Bilá Bernardes

Natural de Santo Antônio do Monte (22/01/1950). Membro da ACADSAL - Academia Santantoniense de Letras, do Movimento Poetas del Mundo, Embaixadora da Paz, por Genebra, Clube dos Escritores de Piracicaba, entre outros. Publicou FotoGrafias de DesCasamento, (2008). Seu poema Saber Hiperativo foi publicado na revista EPSIBA em Buenos Aires (2006). Carregadores foi primeiro lugar em concurso pela i n t e r n e t . Te m p o e m a s e m circulação em ônibus de Belo Horizonte, no livro Belo Horizonte em Verso e Prosa, Linha Editorial Tela e Texto. UFMG (2008), coletânea de poemas na Revista TXT, (Ano 5, Número 9, Junho de 2009) periódico virtual UFMG, jornais em Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte e em antologias no Brasil e no exterior. Contato:bilabernardes@gmail.com

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Bilá Bernardes 26

HOMENAGEM Alécio lê Alécio escreve Alécio mudo Alécio muda a mente mineira Alécio mostra prosa e poesia no jornal no dia a dia Alécio vive nas palavras na memória no infinito onde foi morar Na lembrança fito Alécio sua pasta sua timidez sua mineirez


Alma leve como as plumas que sobrevoam os ares nesses meses de inverno desvestindo as paineiras

Bilá Bernardes

ALMA LEVE

Alma leve como as nuvens que ascenderam aos ares e branqueiam o azul Alma leve como passos de bailarina que domina o movimento e paira nos braços do par Alma leve como quem se despede com a consciência de ter caminhado caminhos (trilhado) de crença na vida e nos seres Alma leve porque nada deve

(Homenagem ao primo Fernando Antônio dos Santos que pôde despedir-se e, com alma leve, entregar-se.) 27


Bilá Bernardes

BRAÇOS ABERTOS Olha, moço que bela cidade se descortina à frente de nossos passos Parece menina! Depois da chuva livre do pó a cidade remoça Veja as pessoas caminhando tranquilas Não é dia de trabalho Alguns trabalham ambulando suas mercadorias próximo à rodoviária Não há pressa o dia é longo quase deserta a cidade recebe o visitante e o habitante que regressa à capital Belo Horizonte recebe de braços abertos! (Este poema foi musicado por Jônatas Reis que o descobriu em ônibus de BH)

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Brenda Mar(que)s

Multifacetária: jornalista, poetisa, baterista, fotógrafa, mestre em Estudos Literários pela UFMG, gestora cultural pelo Pensar e Agir/Fundação Clóvis Salgado. Presidente do Instituto Imersão Latina (Imel), Cônsul e Diretora de Comunicação de Poetas del Mundo MG, representante do Movimento Cultural Abrace e Embaixadora da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeus de La Paix, Suisse. É consultora de Projetos do Grupo Neoplan, de Consultoria e Marketing e trabalha no desenvolvimento de projetos culturais nas mais diversas áreas, com destaque para a produção fotográfica da série de livros da Neoeditorial: Imagens de Minas. Possui textos em antologias nacionais e internacionais editadas em Brasília, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Chile, Uruguai e França. É acadêmica correspondente da Real Academia de Letras, cadeira 12: Lygia Clark (patronesse). Medalha de Bronze no Prêmio Carlos Drummond de Andrade CBM e no I Festival de Cultura Popular. Participou da Bienal Internacional do Livro do ano 2000 de São Paulo pela Alba Editora e das Bienais de Minas Gerais, Rio e São Paulo de 2009 a 2012 como editora da antologia Nós da Poesia, do Imel. Apresentou performances poéticas no Brasil, Cuba, Estados Unidos, França, Argentina e como pesquisadora no Chile e Venezuela. Foi a idealizadora e apresentadora dos programas CurtAgora na TV Universitária de Belo Horizonte e do Minas Popular Brasileira (MPB), na rádio Comunitária FM Lagoinha. Também trabalhou como repórter do programa Rockambole da 98 FM e da Rádio CBN. Foi redatora na Revista Rock News, dos sites A Escola, Citylink e Assessora de Comunicação do COFECON. Trabalhou por 5 anos na TV Alterosa. Como baterista e letrista, gravou dois CDs com a Caution, banda revelação 2008 do Prêmio GRC Music. E Musas e Medusas com o trio feminino Cáustica, formada por Brenda Mars (batera e performer), Pâmilla Vilas Boas (guitarra e voz) e Polly Alves (baixo e backing vocal). É fundadora e integrante do grupo Corpo-língua de performance cênica. Neste ano de 2012 se tornará mãe ao gerar seu melhor poema. Blog: brendamars.wordpress.com Site: imersaolatina.com Contato: brendajornalista@gmail.com

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Brenda Mar(que)s

REVOLUÇÃO PELA EDUCAÇÃO Se o seu coração duro não sangrar ao ver no olho de uma criança a falta de vontade de estudar por ter perdido a esperança no mundo em que ela está É hora de Educação já! Os meninos e meninas [nos sinais de trânsito] quando trocam a escola por uma vida de esmola mostram um país sem êxito. Seus olhos carentes não lêem Enquanto as pessoas não vêem que sem regar com amor a semente o fruto da nação será sempre doente.

(Poema inspirado no livro "O berço da desigualdade" com fotos de Sebastião Salgado e textos de Cristovam Buarque)

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Um olho, uma gota, o suspiro Sorrisos lacrimejam. Um pedido, um apelo, a dúvida Mãos desejam.

Brenda Mar(que)s

BANDEIRA BRANCA

Um ai, Um ui, a dor Dentes rangem. Um alívio, Um amor, a paz Pés almejam.

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Brenda Mar(que)s

PELA PESSOA QUE LEVO DENTRO (Ao B&B Neném) Como posso ser o mesmo depois de levar alguém dentro? A modificação começa desde cedo, com a semente de amor ainda no ventre. Todas as concepções de vida Modificam-se na concepção da vida. O caminho depois disso é irreversível, ainda que tente tratar como algo ordinário. Assim como a árvore é conhecida pelo seu fruto, Certamente serei renomeada pelo fruto que gerarei

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Carlos Ramalho

Escritor, Cronista e Poeta. Nasceu na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filho de Joaquim Santiago Ramalho e Enilda da Silva Ramalho. É Administrador por formação e Pós-Graduado em Gestão da Qualidade por opção. De origem humilde, as perspectivas de um futuro promissor eram remotas. Aos cinco anos de idade muda-se para Contagem onde a família fixou residência. Ao lado de sua mãe participa de diversos movimentos em busca de melhorias para o bairro onde moravam. Aos doze anos de idade passa a vender salgados nas empresas e comércios do bairro. Aos quinze anos inicia sua vida profissional como office-boy através do Centro Salesiano do Menor – CESAM, prestando serviços na extinta TELEMIG. Foi destaque em 1992 sendo eleito um dos melhores Trabalhadores Mirins do ano. Em meados de 1993 fica em segundo lugar no Concurso de Redação “A História do Telefone e a Importância das Telecomunicações”. Em maio de 2000 vence o concurso Projeto Memória com o relato “Meus olhos através das Telecomunicações”. É convidado a viajar ao Rio de Janeiro onde registra sua história em vídeo para o acervo do Museu das Telecomunicações. Pouco tempo depois passa a escrever artigos sobre temas diversos. No final de 2002 é o mais votado entre os colegas de trabalho sendo eleito Comunicador do Ano. É agraciado com troféu na categoria Comunicação em evento de confraternização. Na igreja em que congrega participou da liderança de Jovens por várias vezes. Foi Líder de Núcleo; Diácono e Professor de Escola Bíblica, onde se destacou pela capacidade de união, facilidade de comunicação e relacionamento interpessoal. Editou os elogiados jornaizinhos: “Informativo Betel”, “Informativo Labaredas” e “Escola Ministerial”. Na universidade ganhou destaque e credibilidade junto a alunos e coordenação acadêmica através da edição do informativo “Gestão de Negócios” Participou em 2011 da 5ª edição do projeto Belô Poético integrando a coletânea Poetas En/ Cena 5 com três elogiados poemas “Alta Madrugada, Questão de Fé e Silêncio”. No início de 2012 foi convidado a participar da diretoria da Associação Internacional Poetas del Mundo MG. É autor do Livro “Em Foco – Reflexões Baseadas em Valores”, lançado no final de 2010. É mantenedor do site www.carlosramalho.com.br onde publica artigos, crônicas e textos de sua autoria. Contato: csssramalho@gmail.com

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Carlos Ramalho 34

POETA Escritor sempre quis ser De olhar profundo e atento Capaz de traduzir A vida em palavras Rascunhos em arte final Poeta, entretanto É outra categoria O poeta é sagaz Constrói alegorias Viaja em pensamentos Externaliza sentimentos Poeta não canta Acalenta corações Poeta não dança Aventa sensações E se assim o é Então Poeta Eu quero ser


Quem vem primeiro? A essência ou o essencial? Se acaso alguma dúvida existir, que seja tão somente de ordem gramatical porventura, nada mais que um receio conceitual.

Carlos Ramalho

ESSÊNCIA E ESSENCIAL

Essência e essencial geram convergência, de palavras, emoções, atitudes, concordância. Essência é caráter, valores imutáveis, vem de dentro, tem sentimento. Essencial é viver a vida, não apenas por um momento. Essência é qualidade predominante, pureza natural que constitui o ser. Essencial é condição indispensável, qualidade fundamental que se requer. Essência não se explica, aprecia-se, aromas, paladares, fragrâncias. Essencial é tudo isso e mais um pouco, Eu e você nas asas deste mundo louco Essência e essencial Essencial e essência Tudo completa! 35


Carlos Ramalho

QUANDO FALA O CORAÇÃO Quando fala o coração Palavras têm vida Ora carregadas de emoção Ora amargas e sofridas Quando fala o coração Há um derramar de sentimentos E só conhece a tradução Quem presencia o momento Quando fala o coração A vida pode, sim, ter mais cor Desde que a mistura da degustação Não reflita o gosto amargo da dor Quando fala o coração No sorriso alegre, ou na lágrima que cai Se há distância ou desilusão A culpa sobre alguém sempre recai Quando fala o coração Nem sempre se diz tudo que se quer dizer Mas tudo aquilo que se diz é solução Alívio imediato que faz renascer Quando fala o coração É sim É não Enfim...

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Cecy Barbosa Campos

Natural de Juiz de Fora - MG. Bacharel em Direito e licenciada em Letras-Inglês, com especialização em Teoria da Literatura e Mestrado em Letras pela UFJF. Exerceu o magistério por mais de 40 anos, dando aulas de língua e literaturas de língua inglesa, nos cursos de graduação e pós-graduação da UFJF e no Centro de Ensino Superior\JF. Participou do Projeto Hellen Keller, convênio UFJF\Colégio de Aplicação João XXIII e Associação dos Cegos\JF, dando aulas de inglês para deficientes visuais. Tem artigos publicados em revistas especializadas e anais de congressos, capítulos de livros, prefácios e palestras realizadas no Brasil e no exterior. É membro da Academia Juizforana de Letras, da Academia Granneryense de Letras, da Academia de Letras do Brasil, Mariana, da Academia de Letras Rio-Cidade Maravilhosa, do Ateneu Angrense de Letras e Artes, da Academia Rio-Pombense de Letras, da UBT\JF, da REBRA, da Literarte, do InBrasCI (Diretora Cultural em Juiz de Fora), do Conselho de Amigos do Museu Mariana Procópio e da Academie Du Mérite ET Dévouement Français. Livros: “A carnavalização na tragédia”; “O reverso do mito”; “Recorte de vida (prosa), Cenasi (poemas)”. Contato: cecybcampos@gmail.com

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Cecy Barbosa Campos 38

VESTÍGIOS Eu me olhei e não me reconheci... No meu rosto Achavam-se inscritas mil dores e nas minhas faces maceradas duas rosas murchas, pisoteadas por sentimentos que ficaram recalcados. Da fogueira que brilhava nos meus olhos restou apenas uma centelha como lembrança de paixões arrefecidas que, algum dia, em minha vida, eu já vivi.


(à minha mãe)

Seu olhar enevoado enxergava os vultos dos irmãos, sentados à mesa da cozinha e ouvia com atenção, o alarido incessante que misturava perguntas e respostas, sem permitir que alguém fosse entendido. Às suas lembranças, do tempo de criança, juntavam-se outras, de quando era cercada por filhos e por netos. A vida transformada trouxe alegrias e tristezas alternadas, a partida de alguns, de outros a chegada. Com a família dispersa foi ficando tão sozinha que os retratos pelos móveis se tornaram companhia. Dos momentos felizes restou-lhe a saudade preenchendo as esperas inúteis de seus dias.

Cecy Barbosa Campos

LEMBRANÇAS

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Cecy Barbosa Campos 40

SIMPLESMENTE O amor não necessita de palavras excessivas desmedidas desvalorizadas por manifestações inusitadas. Para o amor são necessárias, simplesmente, palavras aconchegantes, acariciantes, que escrevem poemas ao pé do ouvido.


Christian Coelho

Natural de Belo Horizonte, em 1988. É estudante de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, com ênfase em língua portuguesa, língua francesa e literatura brasileira. Poeta e contista, foi premiado com o 1o lugar no Concurso Literário Guimarães Rosa 2011, com a poesia Caminhando pela Imaterialidade; premiado no I Concurso Travessia de Literatura e Pesquisa, na Faculdade de Letras da UFMG, com a poesia Fábula; e no Prêmio LiteraCidade 2011, no Pará, com a poesia Ela, e o miniconto O menino. Participou de exposição de poesias no Salão do Livro 2011. Publicou o artigo Bartolomeu Campos de Queirós: uma escrita poética e política, no Jornal A Verdade, periódico de imprensa popular e militante. Contato: cvoc88@hotmail.com

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Christian Coelho

BUSCA Palavras Sempre pensadas Às vezes ditas Lugar do não dito Palavras escritas Sonhadas Apenas i(ni)maginadas Palavrapensamento Enfim, pura poesia Insaciáveis, resta ao ser A busca infinita Em traduzi-las...

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Ele chegou Havia dois caminhos possíveis E então, pra onde vou? Um caminho muito limpo, organizado Outro cheio de folhas Poucas vezes pisado

Christian Coelho

ESCOLHA

Um deles era seguro Poucos riscos Levava a um destino cercado por muro O outro era incerto Não havia moradas, nem vigias Mas havia um portal estreito E nele uma inscrição...

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Christian Coelho

PERCURSO Sobre folhas e homens O vento soprava Trazendo amores e levando dores Os corpos sentiam na pele Carícias de um leve movimento No tempo As lágrimas da memória Espalhavam-se Para regar a terra Do barro Inúmeros seres eram criados Pelas mãos da infância E da boca saía um sopro...

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Cicinho Barbosa

Sou Cícero Barbosa Teixeira, poeta e escritor, natural da cidade de Inhapi, Estado do Alagoas. Nasci em 10\10\1969. Comecei a fazer as minhas primeiras apresentações poéticas em 1992. Através da música conseguia compor letras literárias. Iniciei cedo os meus estudos, mas houve um desfalque na minha trajetória estudantil e terminei abandonando. Foi nessa fase, com 18 anos de idade, que descobri os meus sentimentos poéticos. Adolescente, apaixonado pelas garotas e a fim de verdade por algumas delas, abri meu coração para o lirismo, escrevendo muitos versos, diversos conseguiram obter ótimas classificações. Depois comecei a namorar sério, casei em 1994 e nesse mesmo ano, com desejo de mostrar o meu trabalho publiquei, por conta própria, um livreto com 24 páginas, intitulado “Versos Românticos” e em 2006 publiquei “Versos Românticos 2”, este com patrocínio. Participo de vários jornais culturais e alternativos, sou editor da Folha cultural de Inhapi, tenho diversos trabalhos publicados em revistas e antologias, sou correspondente desde 2007 da Academia Mineira de Letras; participo de pelo menos dez concursos literários todo ano, entre outras categorias da arte que me faz valer. Em 2009 obtive classificação com os poemas: “Preserve a Natureza” 4º lugar, “Trânsito” 3º Lugar e “Muita Calma!” Destaque especial de Júri. Contato: cb.cicinhopoeta@gmail.com Rua Dr. Antônio Amaral, 19 Inhapi/AL – Cep: 57.545-000

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Cicinho Barbosa 46

PRECE DO ESTUDANTE Dá-me Senhor, a fé que não tenho; Nesta luta sigo, hei de um dia alcançar vitória; Meu Senhor És tão poderoso! Por isso minhas dificuldades, entrego a Ti; Ó Grandioso! Carrego comigo: lápis, caderno, livro e dedicação; também esperança; Porque Senhor em Vós confio! Aos meus companheiros preciso unir-me; Ser obediente ao professor ou professora; Em todos os momentos saber respeitá-los; Senhor, Senhor! Sentir Tua graça é gratidão; Tu és a “prova” que faço; Suplicante da minha imaginação; Ó Mestre! Crer verdadeiramente em Tua palavra é buscar virtude... Iluminai-me neste caminho que escolhi para seguir; Para que eu tenha convicção de uma luta vencida; Meu Senhor maravilhoso! Derrama Tua glória sobe mim; Enche-me de força e coragem; Abençoa-me agora e sempre; Amém.


Perdendo o rumo de tudo Está chegando à canseira Parece brincadeira, É mesmo um absurdo.

Cicinho Barbosa

PENDURADO (SONETO)

Mas uma vez enganchado Motivos submetidos Ato não preferido; Em altura pendurado. “Deitado Jovial inocente Sem cultivo e desprovido “Desconhece o valor que tem gente” Suportando o que não é permitido Sigo; e finjo estar contente No caminho que estão os desiludidos

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Cicinho Barbosa 48

ENQUANTO... Enquanto tem alguém rezando Há alguns se lastimando; Outro, correndo; rindo, chorando; Fazendo o bem, mal; Acertando, errando; Enquanto uns têm paciência. Terá outros estressados; Inteligentes, leigos; Fracos – fortes; Pobres – ricos; Verdadeiros, falsos; Alguns ganham, outros perdem; Enquanto houve sentido para aqueles que procuram. Poderá haver aqueles que possam conviver com os desacertos; Fidelidade, injustiça; Simplicidade, rebeldia; Enquanto tudo isso acontece! “Cada um de nós esquecemos”: os dias que amanhecem as noites que prevalecem serenas. Perguntando-me: - Há se eu soubesse?


Cler de Veloix

Cler de Veloix é nome que a escritora Célia Maria Barbosa Rodrigues usa para assinar seus textos. Já recebeu diversas premiações (Diplomas, Medalhas, Troféus). A Acadêmica pertence as seguintes agremiações literárias: AMULMIG – Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais; ACLCL – Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete; ABT – Academia Brasileira de Trovas; AMT – Academia Mineira de Trovas; UBT – União Brasileira de Trovas, CTC – Clube dos Trovadores Capixaba. Segundo suas colegas acadêmicas, falar em Célia, é falar de sonho..., pois ela tem em sua alma de poeta o envolvimento pelas letras, com o qual canta e valoriza tudo que a cerca. Seu sonho cultural e poético a fez transpor os limites de Belo Horizonte e de Minas levando-a a várias realizações em outras cidades e estados. Participa de várias Antologias. Natural de Manhumirim, vive há muito tempo em Belo Horizonte, cidade do seu coração. Por Zeni de Barros Lana

Contato: blirodrigues@hotmail.com

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Cler de Veloix

TROVAS Para sanar todo mal em horas de amargo tédio, bebo em taça de cristal a esperança por remédio. A trova me pondo à prova, faz-me agora trovadora, o que prova que na trova há magia inspiradora. Este asfalto refletindo o Sol - perfeita miragem é reflexo repetindo na penumbra, sua imagem. Na praia do desengano, vencida pelos cansaços, me destino outro oceano: o oceano dos teus braços.

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Construo meus sonhos dedilhando o teclado clicando nas letras formando palavras Sonhando enquanto dedilho construo poemas amarro versos refaรงo laรงos espalho Amor

Cler de Veloix

CLICANDO

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Cler de Veloix 52

RECADO Risquei... Tesourei... Cortei... Cortei cortando: cortando, colando, montando, inventando. Meu recado? dado, falado, suado, molhado. A obra? riscada, contada, gravada, acabada.


Cristina Carone

Natural de Ubá-MG. Ainda criança, já se interessava pela arte e suas formas de expressões: literatura, cinema, pintura e principalmente, poesia. Sem dúvida alguma, a poesia sempre a tocou mais. Estudou no Colégio Sacré Coeur de Marie até se formar. Fez o científico no Colégio Estadual, também em Ubá. Sempre leu livros de autores brasileiros e estrangeiros. O primeiro poeta que mais a impressionou foi Castro Alves (abolicionista) e “Vozes da África”, tocou profundamente sua alma, fazendo-a amar a poesia e valorizá-la até hoje. Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Vinícius de Morais, Pablo Neruda, Charles Beaudelaire e Willian Shakespeare, sempre foram os seus preferidos. Na dramaturgia, considera Nelson Rodrigues grande referência. Dona de uma sensibilidade à flor da pele, emociona-se diante do amor e do belo. Romântica, humanista e idealista, escreve em prol de humanidade. Ama a natureza, os animais e os respeita muito. Seus pintores preferidos são: Leonardo da Vince, Gustav Klint, Henri Toulouse Leautrec, Degas, Monet e Renoir. Em 2007 publicou seu primeiro livro de poesias: “Rasgando o Véu”, expressão máxima de amor e paixão, em Belo Horizonte, na Livraria da Travessa. No final de 2007 lançou o livro em Ubá-MG e logo depois, a convite do presidente da Academia Ubaense de Letras, Dr. Manoel José Brandão Teixeira (in memorian), ocupou a cadeira número 38 da AULE, como acadêmica. Participa do projeto “Sementes de Poesia”, idealizado e realizado pela poeta, artista plástica Regina Mello e –Museu Nacional de Poesia. Frequenta o projeto “Terças Poéticas”, sob a direção do poeta, escritor e editor Wilmar Silva. Frequenta a “Esquina da Arte” aos sábados, onde são expostas várias modalidades artísticas. É frequentadora dos eventos literários e culturais da Academia Ubaense de Letras. Contato: mcris_bh1@yahoo.com.br

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Cristina Carone 54

ESPERA As rosas não chegaram Estavam sendo esperadas Por alguém Inconscientemente, sentimental. Um bouquet... De rosas vermelhas Causam uma espécie De encantamento À aquela, que as recebe. Como são belas! É paixão pura. Desejo Inspiração Delírio completo À alma. Talvez, um pouco... Descrente. Parece, Que o vendaval Forte e impiedoso As despetalaram. Caídas no chão Ninguém sequer, percebeu. Minutos depois Após serem massacradas Ficaram Só os caules O papel de seda E o laço de fita.


E, lá está o imortal Castelo de Fontainebleau. Feito de luxo Beleza E ostentação. Histórias Segredos inimagináveis Fora do alcance De qualquer mortal. Cinco séculos De mistérios Gravados Com detalhes de ouro Em cada pedra Da sua construção. Estiveram lá Dois amantes Quase esquecidos Pelo tempo Vivendo e recordando Um amor Escondido, proibido E, agora, livre para se viver. A harmonia perfeita Apesar do céu escuro Fizeram com que Seus corpos Suas almas Seus olhos Emanassem Raios de LUZ.

Cristina Carone

CHÂTEAU DE FONTAINEBLEAU

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Cristina Carone 56

O GRITO Existe dentro do peito Um grito abafado Encarcerado Pela mudez dos Lábios Proibido de se libertar. É um grito de lamento De dor De revolta De incompreensão Diante da corrupção E decadência Visíveis aos olhos. Um grito tão forte, Que se tornou Um grande e eterno HINO DE AMOR.


Diulinda Garcia

Nasceu em um pequeno vilarejo, situado no Seridó, região sertaneja do Rio Grande do Norte. Estudou em Natal onde reside até hoje. É graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), poeta, escritora com três livros publicados: Caminho do Invisível (2006), Abstração (2008) e Lucidez de Navalha (2010), além de participações em antologias poéticas. Recebeu da Livraria Asabeça e da Scortecci Editora, a Menção Honrosa pelo mérito e seleção no X Prêmio Literário Livraria Asabeça 2011. Livro : Olhos em Chamas (ainda inédito). É membro da Academia Feminina de Letras de Natal/RN, do Memorial da Mulher e da União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte (UBERN). Além disso, leu e lê clássicos e modernos, admira e respeita a vida, a natureza e todas as expressões artísticas. Desde muito jovem pincela o seu cotidiano com recursos poéticos que os legitima escrevendo. Contato: diulindagarcia@yahoo.com.br

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Diulinda Garcia

FLORESTA AGONIZANTE É só setembro chegar vejo a mata agonizar sob o furor das queimadas lambendo a florada em riso dos amarelos ipês que fazem festa pra vista aonde se pode alcançar. Eclipsa-se tudo: a vista a mata a vida o pranto. Extinguem-se todos: troncos ramos insetos aves répteis Bichos pequenos e grandes sob o olhar do ser homem.

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Aqueles olhos oblíquos hipinotizavam só riam mais que a boca. Seria fantasia?

Diulinda Garcia

OLHOS OBLÍQUOS

Mas o olhar sorridente persistia. Aqueles olhos... para mim ainda só riam.

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Diulinda Garcia 60

FOTO FACTUAL Frequentemente me perco, entre a insatisfação contida de um povo e a volúpia irreprimida da indignação. Faço uma fotografia digital, que revela o olhar adormecido de um fato social, escondido nos porões do esquecimento e da miséria. Lá a dor se pode suportar, a fome deve esperar e a vida resseca e se aguenta na soleira escaldante o ano inteiro.


Dôra Borges

Dôra Borges é o codinome de Maria Auxiliadora Borges, nascida em Cássia - MG, junto com a sua irmã gêmea, Maria do Carmo Borges, numa danada de uma noite chuvosa em um certo 28 de outubro. Filha de Ataliba Ferreira Borges e Benedita Ferreira Borges, faz parte de uma numerosa família que, junto com as façanhas do sítio e da vida no interior, sempre inspiraram-lhe a escrever desde criança e, mesmo mudando para a capital mineira ainda muito jovem, em busca dos seus sonhos, continuou escrevendo e não parou mais. A saudade, em meio a tantas dificuldades, marcou sua vida, numa época em que a poesia lhe preencheu grandes vazios. Bacharel em Design Gráfico pela Fundação Mineira de Arte Aleijadinho - FUMA (atual Escola de Design da UEMG), especialista em Marketing pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG e mestre em Administração de Empresas, é sócia-proprietária da agência de Comunicação D’Comunicação e Marketing, fundada em 1990. Trabalhava com comunicação, design e marketing, além de atuar também como professora universitária nessas áreas, profissão da qual se orgulha muito, porque para ela não existe nada mais gratificante do que aprender ensinando. Lecionou em Belo horizonte na UNA, NA UEMG (Escola de Design) e no Centro Universitário Newton Paiva, onde permanece desde 2002. Publicou o seu primeiro livro, InConsciência, em 2006. Possui outros a serem publicados em breve. Sempre participou de concursos de poesia e escreveu no centenário jornal A Vanguarda, de Cássia - MG. Além de produções acadêmicas, possui inúmeras participações em revistas e jornais, com artigos, crônicas e poemas diversos. Acredita no amor, na solidariedade, na paz, na família e na educação como alicerces para a construção de um mundo melhor, e na verdadeira amizade. A poesia alimenta suas crenças. Contato: doraescritoraborges@hotmail.com

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Dôra Borges 62

PONTOS DE PARTIDA Pedra de luz azul de ser um suspiro de amor na esquina da fé algodão doce rosa circo de picadeiro palhaço de cartola sorriso de criança jardim sem flor pena de pavão chá de maçã pão de centeio bolha de sabão colo de mãe aconchego de amigo relógio de parede carrinho de rolimã galinha de angola estrada de terra telhado colonial cadeira de vime fogueira de São João jogo de argolas chapéu de palha sapato colegial São Cosme e Damião outubro de novo nova idade irmã gêmea bolo de chocolate papel de bala semente de romã ponta de agulha dedal de prata signo de escorpião novelo de lã, costurando meu viver.


Quando estou só, olho para o espelho, encontro companhia no espelho. Do espelho não quero lágrimas, quero palavras. Fiz uma pergunta e os olhos do espelho esconderam a resposta. Pedi um sorriso e a boca do espelho me negou. Olho para o rosto do espelho e já não vejo mais nada. Careço de um abraço, mas os braços do espelho já não me alcançam mais... Pobre espelho!

Dôra Borges

O ESPELHO

(Do livro InConsciência - 2006)

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OUTONO A minha estação de cor transmuta à espreita do agora desatando amarras varrendo meu chão de folhas secas a fertilizar o solo. Num preparo germinal acolhe a imaculada semente da redenção. E espera no aconchego do inverno o frio do batente sereno a gear minhas vestes de seda a cobrir meu telhado de vidro, hibernando meus sonhos de papel, adormecendo versos envelhecidos no limbo de um novo despertar. Reticente espera, em tempo de tricotar, constrói teias de estanque mistério no canto da sala de estar. No correr do relógio de parede Abrem-se as cortinas do insano ecoam cantos de cotovia no desabrochar dos jardins sentimentais. Margaridas de dentes claros anunciam os sorrisos da primavera promessa certa da esperança vindoura, cumprindo a sua sina no farfalhar das folhas coloridas que voam e que mudam destinos. Outono, a minha estação mudança.


Edna Rezende

Natural de Inhapim, Minas Gerais. Psicóloga, com várias especializações, graduou-se também em Artes Cênicas. Reside em Brasília desde 1971. Como integrante do Instituto Casa de Autores, atua na formação de leitores e na divulgação da literatura. É autora das peças teatrais “Cora”, premiada no IV Concurso de Dramaturgia promovido pelo SESC(DF)/INACEN, e de “Prato Feito”, que obteve prêmio no XX Concurso Literário da Fundação Cultural do DF. "A árvore das encomendas", seu primeiro livro, foi publicado com benefícios do FAC, da Secretaria de Cultura do DF. Prefaciado por Ziraldo, é composto de 15 contos, com destaque especial para personagens femininas românticas, vigorosas e irônicas. A obra teve boa receptividade de público e de crítica. No gênero lírico, publicou “O sorriso atrás da porta”, pela Editora Escrituras. O livro reúne 53 poemas, permeados de impressões subjetivas, com motivação intimista, que constituem manifestações do pensar quotidiano e de emoções fragmentadas, não menos verdadeiras. Às vezes, a autora se dirige a um leitor imaginário, em falas recheadas de sutil ironia. Como artista plástica, realizou diversos trabalhos premiados, tendo participado de exposições em Brasília e em sua terra natal, onde se dedicou ao programa radiofônico “Psicologia no Ar”. Edna Rezende ministra palestras, oficinas de literatura, e participa de encontros com professores e jovens. Seu endereço eletrônico é ednavrezende@yahoo.com.br

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Edna Rezende 66

DESEJO Eu quis um amor enclausurado, cercado de mil espelhos, nos quais eu visse várias faces, como num caleidoscópio. Eu quis um amor solto na brisa, em cambalhotas ao sabor do vento, seguindo remoinhos de poeira. Eu quis um amor de remota origem, retratado nas pinturas rupestres, esquecido pela tradição oral. Eu quis um amor efêmero, que se prolongasse por um átimo, no encontro furtivo de um olhar. Eu quis um amor voluptuoso, cheio de línguas e dentes, de braços e de mãos, de calafrios, espasmos e calor. Eu quis um amor casto e puro, inocente como São Francisco. Eu quis um amor sem solução, uma inequação de fórmula genérica, que eu nunca soube resolver. Eu quis um amor dimensionado pela aritmética que aprendi na escola: problemas simples com ovos e maçãs envolvendo as quatro operações. Desejei tantas coisas... Quis o amor solto, casto, simples, efêmero, contraditório, irresponsável. Mas cansado desses mimetismos, o amor, exausto, se escondeu. E hoje, cultora que sou de adjetivos, Contento-me com o amor vazio.


De manhã, envolvida nos lençóis, passei a mão no seu rosto. Mas, apressado para a malhação, você se referiu à dor no braço. Pulei da cama e passei um café forte, que você elogiou. E assim, apesar de sermos dois, travamos o diálogo, sem deixas. Diante das idiossincrasias, ouso perguntar: - o café do pacote é “Três Corações”?

Edna Rezende

COTIDIANO

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Edna Rezende

VERSO FINAL Todo poeta há de ter a sua epístrofe. Que o digam Poe e o “nunca mais”, Élouard e o “escrevo teu nome”, Vicente de Carvalho e sua fonte pra sempre “levando a flor”. Sem esquecer Ribeiro Couto, há um tempão “olhando o mar”. Sem o dobre, o poeta é um figurante, um grito sem eco, alguém que não revida. Por isso, em busca de sustância, comprei um tabuleiro Ouija. Comprimi seu ponteiro de vidro em cada letra do alfabeto, para moldar a palavra que redime. E assim me expus, trêmula e pedinte: - por favor, Espírito, um dobre inspirado, que defina minh’alma transgressora, e que assegure, de tanto redizer, beleza e harmonia para o verso. O ponteiro se pôs a ir e vir, tocando aqui e ali o abecedário até gerar uma palavra simples, desprovida de ânimo e carisma: c o n s t a n t e m e n t e. (Meu apelo literário convertido em mistério, por intercessão do tabuleiro Ouija.) O dobre é de Alberto de Oliveira, espírito parnasiano da mais alta estirpe: Bate a cancela da estrada Constantemente. E com ela fecho esse poema.

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Elcinho Pimenta

Natural de Itabirito, Minas Gerais, poeta, autor de literatura infantil, autor de teatro e roteirista. Integrou o Projeto Folhetim de Poesias e o Movimento Alternativo da Poesia Brasileira. Na sala Ceschiatti no Palácio das Artes em Belo Horizonte, lançou seu terceiro livro, o monólogo Alice, quando fez parte de Os Novos Poetas de Minas, projeto da Editora Arte Quintal. Obteve premiações em concursos nacionais de literatura e mostras de cultura. Participou do curso de teatro Artes Cênicas Itinerantes, de São Paulo. Da Série Ideia na Mão: Curso Novos Roteiristas de Cinema e Televisão, e, da Casa de Criação Janete Clair, do Rio de Janeiro. Tem trabalhos publicados em jornais de várias cidades do país e já editou os seguintes livros de poesias: Visão de Pensamentos, Degeneração Poética, Alice, e Enquanto Corria a Barca... Contato: elcinhopimenta@yahoo.com.br Blog - elcinhopimenta.blogspot.com

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Elcinho Pimenta

LUNAÇÃO Triste os noturnos sem a lírica presença da lua... Vivo o encanto da lua cheia: um poema no céu! Eis a bela, telepática me diz ela: conceda-se a sua alforria. Conquiste a si mesmo, flua! Bela da noite que no céu flutua, sou lunícolo e sonho sonhos novos no mistério que sou. No enigma do cosmos, vinde em ciclos: mutabilidade. Em que lua virá um espaço de tempo em seu tempo de fases? Lunação! Para o renascimento deixo ir o que precisa ir. É não conter a força do novo que no amanhã se aproxima com suas cores. Paradigmas chegam para mostrar-me o fascinante desconhecido, diferente do que um dia já foi.

Luna sou como você me vê: acredito em anjo, por isso ele existe. E respiro a magia da noite! Se a vida é um tesouro inigualável, sou prioridade, no ciclo de despedida ao velho e energia inspirada ao novo: surpresas que o universo me traz. Caminho luminar com vento lunar no rosto, tudo flui e o mundo é respirável. Se assim seria, sempre, se fosse...

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Bom dia noite! ... Mas tudo dorme. Eu e noite não! Somos acordados a vida!

Elcinho Pimenta

ANJO DA NOITE

A noite é companheira, só ela me leva ao sol! O poeta é anjo na noite e dança na coreografia das ruas. Feito anjo nu: um pássaro da noite, minhas asas abrem caminho na escuridão e na claridade dos olhos da noite, flutuo no meu tempo enquanto a cidade dorme. O poeta alado numa vigília noturna vê anjo em sonho da musa. Só queria levá-la pro céu – sem limite, num carrossel de estrelas: (sem medo de ser feliz) A noite permite sonhos, o dia o sim e o não.

Uma canção antiga me leva pela noite e ela dorme por aí, onde quer que esteja velo com musica, seu sono: ‘Para estar perto, não precisa estar ao lado.’ 71


Elcinho Pimenta

BEIJO SUTIL Suave o encanto da noite que me permite sonhos. E somos dois poemas. Com a energia sutil de um beijo, na cumplicidade do pedaço de lua: meu vôo de coração. Chego até você no luzir de estrelas. Beijo seus cabelos livres ao vento: pura magia. Reluz seu sorriso, platônica paixão: poesia. Único os seus olhos: seletos, silente presença! Néctar a felicidade em demonstrar emoções! Alegre o medo de esperar pra ver-te, beijar-te, ter-te... Antes que a luz do sol me descubra vivo a emoção de sua boca me consumindo sem pecado, sem juízo, sem limite. Só eu ouço a música que ouvimos juntos. ... Além de aqui, onde está você agora?

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Elza Pinto Alemão

Elza Pinto Alemão: Menina da roça escreve desde a adolescência. Gouveiana, mas curvelana de coração. Ocupa a Cadeira 3 da Acad. Curvelana de Letras; Academicus Praeclarus na Cadeira 086 do Clube dos Escritores Piracicaba/SP; Delegada Regional do Clube dos Escritores Piracicaba; Cadeira 30 na Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias/RJ; “Notável do Ano do Centro Norte de Minas”- atuação no desenvolvimento socioeconômico e cultural de Curvelo, em 2004 e 2010; “Mulheres de Expressão” Rotary Club de Curvelo – “Troféu Zuzu Angel” em 2005. “Personalidade Expressão Estadual” – Diamantinaatuação no desenvolvimento socioeconômico e cultural do Estado e do Brasil, nos 50 anos de posse de JK como presidente da República. em 2006; Medalha e Diploma/2º lugar, nacional com o poema “Castro Alves, Cadê Seu Grito?”/Concurso Nac. Casa do Poeta Maçon do Brasil, São Paulo, em 2004.“Diploma e Medalha Cultural” pela “XX Antologia de Poetas e Escritores do Brasil”, Brasília, em 2007. “Diploma e Medalha Cultural Machado de Assis”, (ABEPL), pelos textos em prol da Paz. Troféu Coruja”, 1º lugar Nac. Conc. do Clube de Escritores Piracicaba/SP, poesia “Caminhos da Paz”, em 2008. “Comenda Ordem do Dragão Dourado” – Medalha e Diploma da Real Academia de Letras da Ordem da Confraria dos Poetas, de Porto Alegre RS-, 21/8/2009; Troféu “Igaçaba”/2º lugar Internac./poesia, “Cigarro!!!” e “Menção Honrosa ao poema, “Terra-Floresta” no 12º Concurso Prêmio Missões, Roque Gonzales-RS; Diploma e Troféus “Planície Costeira”, crônica, “Pés de Couve Viram Gente”/2º lugar; conto, “Aulas Sem Caderno”/3º lugar; “Poema Monótono”/3º lugar, no Iº Concurso Nacional/S. José do Norte/RS; Troféu “Menção Especial”/poesia/“Quantos Natais???” e “Menção de Louvor”/poesia/“É Mesmo Natal?!”/1º Concurso de Natal promovido por Ângela Togeiro, BH/MG; Placa Comemorativa da “Antologia Clássica Contemporânea”; Tem o poema, “Amigo Fiel”, traduzido pela editora SHAN para o Polonês, Espanhol, Turco, Italiano, Russo e Alemão; Recebe Tro f é u , D i p l o m a e C o m e n d a “ O rd e m D r a g ã o Dourado”/Confraria dos Poetas do Brasil, Porto Alegre (RS), em 2010; Recebe a “Toga Summa Cum Laude” da Real Academia de Letras de Porto Alegre, em 2010; Recebe o Colar Master Literary da Real Academia de Letras de Porto Alegre, em 2011; Recebe o "Colar Literário Haldumont Nobre Ferraz", Piracicaba, em 2011; Recebeu mais de 30 Diplomas de Mérito Literário; Recebeu o título de Cônsul Honorífico da Confraria dos Poetas de Porto Alegre; Participa de mais de 54 Antologias do Pará ao Rio Grande do Sul com poemas, contos e crônicas. Seu maior prazer é viajar, ler, escrever e nadar 1.200 m por dia. Católica, recebe diariamente a Eucaristia. Gosta de escrever sobre temas bíblicos. Contato: elzalemao@gmail.com

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QUEM É JESUS? JESUS é: o Filho de Deus, o Filho do Homem. O desempregado, o Filho de Maria, o menor abandonado, o pobre da periferia. Jesus é o oprimido, o vencido, o lutador. É o meu irmão sem terra, sem teto, cheio de dor. É o que clama por justiça e defende o sofredor. É o sem pão, o que cai, o que dá a mão e que sai a semear palavras do Evangelho, amor e perdão. É a mãe que chora o filho marginalizado, o filho distante, o filho drogado. É o que consola, e ama a verdade, a honestidade. É o que rejeita toda falsidade. São doentes, delinquentes. São as vítimas dos maledicentes. É cada um de nós que, como CRISTO JESUS, tenta conduzir a própria CRUZ!


“Não pedi para nascer”gritam filhos revoltados, ao discutir com seus pais, quando por eles castigados! Somente Deus determina a quem a vida conceder, com a parceria dos pais, faz cada criança nascer! Ao Homem a responsabilidade de, com a parceria de Deus, criar, proteger e conservar a vida dos filhos seus! “Para que todos tenham vida”, Jesus Cristo veio à terra, censurar aborto, eutanásia e homicídio e indignar-se com a guerra! No “Honrar Pai e Mãe”, paciência com os idosos! Na saúde dos pequeninos, ponham-se bem carinhosos! Preserve, pois, a vida como seu dom primeiro! Só Deus Pai pode tomá-la como o Dom derradeiro!

Elza Pinto Alemão

VIDA: DOM PRIMEIRO E DERRADEIRO.

(28/4/2008)

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CASTRANDO A LIBERDADE. Castro Alves, que um dia, inquiriste da força de Deus: - Terás, Senhor, esquecido de acudir os negros teus! Se hoje por aqui andasses apiedando-te dos escravos, de certo, mais alto denunciarias a multiplicação de agravos! Índios, negros, brancos sofredores; há vítimas da pedofilia, prostitutas adolescente e infantil e mísera barriga vazia! O traficante ou usuário por uma droga aniquila os inocentes cidadãos que entram na sua fila! Há “Conselhos” impedindo o aprendizado da criança, que no prazer de malho fácil põe um pouco de esperança! Há sem casa, sem emprego, vivendo de raros biscatos, obrigados a dar seu voto sem opção de candidatos! Ah! Meu grande poeta, que já voou lá para os Céus, pede a conversão dos violentos, que são verdadeiros incréus!


Elza Teixeira de Freitas

Elza Teixeira de Freitas é advogada militante e escritora diletante. Tem três livros de poemas editados: “Breves Instantes”, “Sem disfarce” e “Adriel”. Participa ainda de 35 coletâneas brasileiras e tem mais quatro livros a serem editados, dois em prosa e dois em versos. A escritora já conquistou mais de 80 prêmios literários no Brasil e no exterior. É integrante de várias associações culturais e academias de letras do país, inclusive do IAT - Instituto de Artes, Cultura e Ciências do Triângulo, Academia de Letras do Brasil Central, Academia Leonística Mineira e Brasiliense de Letras, em Uberlândia\MG. Sendo integrante também da Academia de Letras do Triângulo Mineiro com sede em Uberaba\MG. E ainda Academia Irajaense de Letras e Artes no Rio de Janeiro e Ordem Nacional dos Escritores em São Paulo, dentre outras. Sendo ainda delegada da UBT - União Brasileira dos Trovadores, em Uberlândia\MG. Elza possui certificados de extensão universitária em vários cursos como: psicologia das relações humanas, literatura, folclore, teatro, etc. Tem título de Personalidade do Ano conferido pelo jornal Tribuna de Minas e Rádio Educadora de Uberlândia. Tem dois títulos de Sócia Benemérita conferido pela Associação de Imprensa do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, sendo homenageada como advogada e escritora. Foi destacada por duas vezes pela Secretaria Municipal de Cultura de Uberlândia nos projetos: Conheça o Escritor de sua Cidade e Escritor(a) da Cidade. Foi ainda agraciada pela Câmara Municipal de Uberlândia com a medalha: Prêmio Grande Otelo de Cultura. Contato: Av. Paes Leme, 700 – Uberlândia\MG – Cep 38.400-039

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Elza Teixeira de Freitas

DEZ TROVAS PREMIADAS Eu moldei o meu balão, nesta noite encantadora, dos retalhos de ilusão da minh´alma sonhadora... (2º lugar no concurso de trovas juninas, promovido pelo Clube Social dos Trovadores do Triângulo, com sede em Ituiutaba\MG, em julho de 1971)

Eu passei por esse mundo respirando poesia, fiz de um sonho vagabundo - ideal de fantasia... (Trova colocada entre as 10 vencedoras no XV Salão Campista de Trovas, nos VI Jogos Florais de Campos dos Goytacazes\RJ, em agosto de 1987)

Velhos livros folheando constatei um triste achado: velhas páginas guardando os meus sonhos do passado. (1º lugar no Concurso de Trovas e Slogans referente a Livro, Leitura e Biblioteca, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Biblioteca Pública Municipal de Uberlândia\MG em dezembro de 1988)

Horas passo enternecida na leitura fascinante; são os livros como a vida, que surpreende a cada instante. (Menção Honrosa no Concurso de Trovas e Slogans referente a Livro, Leitura e Biblioteca, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Biblioteca Pública Municipal de Uberlândia\MG em dezembro de 1988). Tema: Livro, Leitura e Biblioteca)

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(Menção Especial no II Concurso Literário da Revista Destaque, de Santos\SP, realizado em setembro de 1992)

Singrando os mares da vida, sem porto e sem direção, sou como a nave perdida, vagando de mão em mão.

Elza Teixeira de Freitas

Enfim a fé me conduz por dentre dardos e espinhos; e eu vejo um facho de luz nas sombras dos meus caminhos.

(1º lugar no Concurso de Trovas promovido pela Prefeitura Municipal de Patos de Minas, por ocasião do 1º Centenário da Cidade, em julho de 1992, e ainda, esta trova recebeu Menção Honrosa nos XXXIX Jogos Florais de Nossa Senhora do Carmo, em Fuzeta-Portugal, em 1999)

Foi um palco a minha vida onde bem representei; mesmo quando eu fui ferida minha dor não demonstrei. (1º lugar no Concurso de Conto, Poesia e Trova, promovida pelo Gabinete Paraibano de Cultura, em João Pessoa\PB, em maio de 1993)

Só o tempo em seus anais poderá testemunhar a verdade de meus ais, proibidos de gritar. (1º Lugar no XV Concurso de Trovas promovido pelo Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Jacarezinho\PR, Serviço Social do Comércio-SESC e Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho, em 20 de novembro de 1998)

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Elza Teixeira de Freitas

Quero ser pura, serena, pois a noite é natalina! Nessa noite tão amena Eu voltei a ser menina!... (Menção Honrosa no IV Concurso Internacional de Quadras Natalícias, realizado em Fuzeta-Portugal, em dezembro de 1999, havendo esta trova obtido a 7ª classificação)

O trem chegou. Que tolice daquele amor que não vem! Mentindo estava quem disse: “Mineiro não perde o trem”. (Trova premiada com Menção Honrosa no V Concurso nacional de Contos, Crônicas e Trovas promovido pela Academia Ponta-grossense de Letras e Artes-APLA, em setembro de 2003, em Ponta Grossa\PR)

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Emerson Luiz de Castro

Nascido em Belo Horizonte/MG, aos 28 dias de maio de 1964. Filho de Mauro de Freitas Castro e Maria Azevedo Castro. Estudou na Escola Dom Bosco e no Colégio Dom Silvério, em Belo Horizonte. Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos. Possui especialização em Direito de Empresa pela PUC/MG, Gestão Educacional pelo SENAC/MG e Psicopedagogia pela FUMEC/MG. É Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Trabalhou em empresas como Banco Nacional, American Express do Brasil, Banco Real, PUC/MG, Faculdade ASA de Brumadinho e Faculdade de Direito Promove. É Advogado, sócio do Castro Escritório de Advocacia. É membro do Instituto dos Advogados de Minas Gerais. É Presidente da Comissão de Advogados Professores da OAB/MG. Publicou o livro de poemas Entre Nas Linhas em 2009. Recebeu a Medalha Justiça Século XXI da Justiça Federal em 2005. É Coordenador do Curso de Direito do Centro Universitário Newton Paiva. É membro do Conselho Curador da Fundação Aprender. Contato: elcastro@castroadvocacia

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Emerson Luiz de Castro 82

LINDELELEZA Sinto saudade de você Aqui faz frio, muito frio, Mas o frio é apenas frio O céu está com um azul de doer O vento enfrenta cada obstáculo Sinto saudade de você Pergunto-me o que é ser sem você Encontro a resposta em um vazio Vazio de tudo, vazio até de você Assim, penso nesse dia Com melancolia e saudade Uma saudade persistente Mas só saudade! Engraçado sentir só saudade Diferente de sentir só a saudade O suspiro vem, a memória reacende Um turbilhão de imagens e sentidos Permanece o vazio Esse vazio sem fim Sem você!


Feto Fato Nasce Cresce Emudece Ri Chora Apanha Bate Pula Abaixa Sobe Desce Cala Fala Ama Sofre Manda Desmanda Acerta Erra Reflete Zomba Morre

Emerson Luiz de Castro

VIDA

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Emerson Luiz de Castro

TRANSFORMAÇÃO Transformação Do começo Do que não existia Do que viria Transformação Constante Relevante Intrigante Transformação Distante Flamejante Brochante Transformação Do quê Pra quê Por quê Transformação Do tempo Do alento Do vento Transformação De mim Pra mim Por mim Transformação Até o final Racional Quase normal

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Euna Britto de Oliveira

Escrevo, e sai poesia... Às vezes, é noite, pode ser tarde ou cedo. Às vezes, é dia, com alegria ou com agonia... Escrevo, para tirar da cabeça o que passou pelo coração... Uma outra espécie de circulação... O meu primeiro contato com o mundo foi na Fazenda Jacarandá, município de Itororó, Bahia. Na verdade, nunca visitei o lugar exato do meu nascimento, não por falta de desejo, mas devido à distância e perda de contato com a região. Era uma fazenda próxima a Firmino Alves que, à época, se chamava Itamirim... Aos meus 3 meses, meus pais se mudaram para outra fazenda, a Louvadeus, perto de Vitória da Conquista, também na Bahia. Minha família veio para Minas, mais precisamente, para a cidade de Carlos Chagas, quando eu contava 8 anos de idade. Aqui em Minas, acabei de crescer, estudei, trabalhei e me casei. Morei em Governador Valadares, estudei em Itambacuri e resido, há muito tempo, em Belo Horizonte. Tive meus cinco filhos, plantei árvores e lancei o meu primeiro livro – TRILHOS – no Bar e Restaurante Jequitibar, em 2004, sob a orientação de Tadeu Martins, que acaba de lançar sua candidatura a Prefeito de Belo Horizonte, justamente no Jequitibar... Aposentei-me no serviço Público, onde trabalhei no Magistério e também na Taquigrafia do Tribunal de Alçada de Minas Gerais, hoje anexado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Tive oportunidade de aprender Francês na Suíça, onde morei durante um ano e meio, na cidade de Genebra, cuja Universidade também frequentei, para seguir o Curso de Francês para Estrangeiros. Enquanto descanso, carrego versos... E distribuo-os... Sou Euna. Contato: euna.amigos@gmail.com

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Euna Britto de Oliveira 86

O POMBO... As coisas de Deus são secretas. Ele ouve muito, faz muito, e fala pouco. Muitas vezes, apenas sinaliza... Ou fala muito, e nós entendemos pouco, Ou nada. Revela-se a seus profetas... O pombo era cego, a pomba, não. Para guiá-lo através do espaço, A pomba não tomou o pombo pela asa... Nem pela mão, porque não era gente. A pomba tomou o pombo pelo coração... Assim são certas pessoas...


Até o retrato do fogo é bonito! Imaginem uma tocha acesa no escuro, Uma fogueira fagueira, A dança do fogo nas chaminés da indústria siderúrgica... O fogo pequenino do palito de fósforo Ou o grande fogo de um vulcão!... O fogo e seus jogos, Os fogos...

Euna Britto de Oliveira

FOGOS E FOTOS

A parede com retratos também é bonita! Minha mãe, meu pai, meus irmãos... E a penitência de uma ausência longa como a muralha da China... E a paciência que se aprende E não se ensina. Até os pernilongos pertenciam à família. Era por causa deles que usávamos cortinados. Às vezes, regressão é coisa tão natural, E pode fazer tanto bem, E pode causar tanto mal!... Imaginem um coração com uma chama saindo de dentro! É assim que Alguém nos ama...

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Euna Britto de Oliveira 88

E-MAIL PARA A ÁFRICA África, Do Coração, Da Nigéria, Da Etiópia, Do Congo, Da Guiné, De Uganda... Que lindas magias me mandas!... Dardos de brancos contra Leopardos pardos São raivas contra teus flancos... As embarcações carregam teus reis, Teus filhos desrespeitados, Nativos cativos aos bandos... Querida África, Mais tarde, terás Castro Alves.


Eurides Lemos Morais da Cunha

Eurides Lemos Morais da Cunha, que usa como Pseudônimo, o nome de Leucommel como sua marca, nasceu no povoado de São José das Tronqueiras, Governador Valadares, Minas Gerais. Passou seus primeiros anos ali, até mudar-se para a cidade de Sardoa / MG, onde aprendeu as primeiras letras com seu avô no Cartório de Ofícios e Notas. Aos 11 anos veio para a capital de Belo Horizonte com seus pais e não conseguia vaga para dar continuidade aos estudos iniciados na escola rural. Para não ficar sem estudar, seu pai a matriculou na segunda série do ensino fundamental, sendo colocada na sala dos repetentes onde havia vaga, e com isso pode dar sequência a seus estudos. Antes de concluir o primeiro grau, casou-se aos 18 anos. Nesse mesmo período nasceu seu primeiro bebê no ano de 1980, uma princesa aos seus olhos. Saiu da escola e do trabalho para cuidar da recémnascida. Teve seu segundo bebê em outubro de 1981. Aos 21 anos retomou seus estudos e não parou mais. Aos 25 anos nasceu o filho caçula, no ano de 1987. Ao terceiro ano do Magistério de segundo grau ingressou como Professora numa escola estadual do Estado de Minas Gerais. Aos 31 anos concluiu o Curso de Pedagogia no Instituto de Educação de Minas Gerais e no mesmo ano em 1992 conclui o seu primeiro curso de Pós - Graduação presencial na área de Pedagogia Empresarial no Centro de Estudos e Pesquisa do Estado de Minas Gerais - CEPEMG. Aos 38 anos tornou-se avó de uma linda menininha, sua paixão. No ano de 1999 concluiu o Curso de Psicologia no Centro Universitário Newton Paiva. E sua jornada acadêmica e intelectual não parou por aí... Descobriu-se poeta aos 44 anos, quando em conversa com sua mãe a respeito das trovinhas que ela recitava juntamente com as amigas da mocidade. Nesse período escreveu três poemas relacionados à sua vivencia de infância no interior. Isso ocorreu três anos após sua separação matrimonial. Num dos momentos mais difíceis e ao mesmo tempo mágico de seu viver. Passou por problemas de saúde e, enquanto se restabelecia, chegou a escrever mais de 700 poemas em apenas dois anos. Estes estão compilados em arquivos digitais e impressos. Sua primeira entrevista enquanto escritora aconteceu ao final de 2009 no Jornal da PUC Minas - O Marco. O convite aconteceu quando diante de uma de suas muitas apresentações de seus escritos em um evento, o estudante de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais gostou do poema recitado. Sua primeira obra publicada foi o poema em homenagem ao dia do servidor e um pensamento escrito num marcador de livros, os dois publicados pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Fazenda de Minas Gerais no ano de 2009. A publicação tinha por objetivo ocupar o espaço chamado Bumerangue, que fica localizado no hall próximo aos elevadores do Edifício – sede do Ministério da Fazenda, enfatizando as questões ambientais e sociais. Contato: eurides_poeta@yahoo.com.br

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Eurides Lemos Morais da Cunha

AMAR A TODOS O Senhor nos orienta Para amarmos sem distinção. Todas as pessoas do mundo; Amemos como irmãos. Foi tentado. Covardemente ultrajado. Condenado, inocente; Para nos livrar do pecado. Seu sangue derramado. Corpo como véu, rasgado Garantindo a herança Ao herdeiro adotado. Saibamos que aquele que ama É o mesmo que chama De braços abertos Pelo servo amado.

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Como pode ao anoitecer Ver tudo empretecer. Em meio ao pretume A lua acender. Um prateado luminoso Que encanta o sonhador Faz esquecer as tristezas E amenizar a dor. É magia de amor Nas noites em esplendor É o despertar do cheiro Com aroma de flor.

Eurides Lemos Morais da Cunha

LUAR DE PRATA

Inesquecível momento De repente vem à tona Faz lembrar com ternura Vivências que se vão ao longe.

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Eurides Lemos Morais da Cunha

LEITURA O ato de ler é o desvendamento Da cegueira do saber É abertura da porta Para a entrada do conhecer. O escritor é o facilitador Ampliando a comunicação Registrada em códigos No conteúdo da escrita. Faz vir à tona As informações do conhecido Armazenado na mente Como no fruto, a semente. A escrita é, portanto, Expressão de um saber, Que antes de ser meu ou seu, Nasceu como fruto em outro alguém.

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Gertrudes Greco

Há um bom tempo que escrevo, gosto de escrever poesias, sonetos, poemas trovas e contos. Já escrevi três livros de poesias e sonetos, intitulados: VIDA... PARAISO... e COMO ÁGUA ... BUSCANDO ETERNAMENTE... Sempre estou participando de concursos literários e quando algum trabalho de minha autoria obtém classificação, tenho a oportunidade de divulgá-lo em coletâneas. Com isso, já tenho trabalhos editados em vários estados brasileiros, em Portugal e na Itália. Sou membro da Academia de Piracicaba, e de Pindamonhangaba. Faço parte, também, do Conselho Executivo da Federação Brasileira de Alternativos Culturais – FEBAC. Além de escrever, também gosto de tocar piano. Sou técnica em enfermagem e executo a minha função na cidade onde moro. Contato: gegreco@ig.com.br

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Gertrudes Greco

COMPREENDENDO... Valorizava o dinheiro tornando-se leal parceiro dos que gostam de só ter... Muito na vida juntou, muitos bens amontoou, não conseguindo assim ser... O ser bom nos faz tão bem ser humilde assim também só nos atrai muita paz... Este sim, grande tesouro que vale mais do que ouro e, pra todos, só bem faz... Aquele que só quis ter, terá um dia que aprender o que é o real amor... Amor que só quer doar, faz o bem sem reclamar, superando qualquer dor... Nunca depende este amor da matéria e do fator de muito ter que juntar... ao contrário, é doando que mais e mais vai ganhando praticando o ato de amar!!!

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Falando palavras boas sem nenhuma má intenção, não levava a vida à toa, nem causava confusão...

Gertrudes Greco

AMAR A VIDA...

Era sempre cauteloso em suas “operações”... No trabalho era zeloso em todas situações... Fazia sempre o melhor pra tudo realizar... com carinho e com amor muito vinha a conquistar... Hoje avalia sua vida procurando melhorar... E há sempre uma medida para isto realizar!... Desde que seja bem feito evitando qualquer dor, todos nós temos um jeito de trabalhar este amor!!! E é com amor e carinho que devemos realizar... pondo flor, tirando espinho aprendendo à Vida amar!!! Amar!!!

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Dizes não ter arma para agir... Dizes não ter mesmo o que fazer... Não vá por este campo se iludir, Não vá por este campo se abater... Quem quer, faz mesmo sem pedir ou mesmo, sem outro reconhecer... pois vai surgindo o que fluir, plantando pra amanhã poder colher... O plantio é livre, bem sabemos... podemos plantar, e colheremos o que nos for indicado com razão... Não adianta mais tarde reclamar, pois precisamos é aprender a amar principalmente o semelhante, nosso irmão!!!

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Gertrudes Greco

O SEMELHANTE


17º Encontro de Professores de Literatura Po r t u g u e s a , E n c o n t ro s Pro d i g i o s o s GARRETT/MACHADO de 16 a 20 de agosto de 1999, com a comunicação Utopia e Distopia em Lobo Antunes (entre vários outros).

Helenice Maria Reis Rocha

Nasci em 1955, filha de Aluísio Rocha e Ondina Reis Rocha. Estudei música de sete anos até vinte e sete, vinte oito anos. Comecei estudando acordeon, dos sete aos onze anos. Prossegui estudando violão clássico com os professores Nelson Piló e Walter Alves. O professor Nelson Piló foi compositor e assistente de Villa Lobos e Radamés. Trabalhei também a vida toda com meu pai, o concertista de Harmônica de Boca (Gaita) Aluísio Rocha. Graduei-me em Letras (licenciatura plena) pela Universidade Federal de Minas Gerais. Fiz Mestrado na mesma universidade apresentando a dissertação intitulada Sinais de Oralidade: a transfiguração da Voz em Cobra Norato tendo sido aprovada com um lindo parecer. Participei, apresentando trabalhos em vários congressos internacionais, a saber:

Tenho uma pequena lírica não publicada ainda, composta de nove livros, a saber. O Limbo das Horas, A Palavra Nua, A Sentença da Tarde, A Trama do Verbo, Cantos de um Amor Tanto Esperada, O Inenarrável da Existência, Um Tigre na Sombra, Matiz da Palavra, com amigos, na Dinamarca, na Alemanha, gente da comunidade de pesquisa e de velhas e sérias lutas contra formas de opressão bem conhecidas. Especialista em Educação Musical (UFMG) Cônsul de Poetas del Mundo BH\MG, MEMBRO DO CÍRCULO DE EMBAIXADORES DA PAZ DE GENEBRA. Contato: helenice@task.com.br

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Helenice Maria Reis Rocha 98

ESTA LINDA NOITE DE FEVEREIRO esta noite dançante carnaval de agonias juvenis numa minas tatuada de montanheses alquímica magia de aço e mel entra em meu corpo e meu corpo é a coreografia de um blues solitário no meio da noite esta noite quadrante quadra uma lua alquímica na varanda deste quintal esta noite quadrante tatuada de margens cicatrizada de aço e mel recebe a minha dança errática em homenagem aos altares em homenagem às santas em homenagem às putas e às colunas do meio também e a todos os que sonham a alquímica e irrevogável verdade de estarmos vivos nesta linda noite de insisto, fevereiro


ondulando finas falas danço o bailado de um sonho findo e hoje, dia calmo começo meu batismo de incertezas mesmo tendo curado velhas feridas hoje, dia psalmico começo meu batismo de orfandade sim, porque cada um escolhe a sua tarde cada um escolhe os seus sentidos e eu, ser orgástico mais por princípio escolho a vida por princípio um sonho findo exige o começo de outro e, se a autoridade dos meus pares não me acolhe danço sem par o carnaval dos órfãos dos des possuídos de sonhos quem sabe até de sentidos nesta linda noite de fevereiro

Helenice Maria Reis Rocha

HOMENAGEM A FEVEREIRO

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Helenice Maria Reis Rocha 100

HOMENAGEM A MESTRE OSCAR samba semba bate o atabaque na cidade samba semba dança a criança na avenida samba semba brinca o poeta sob a lua samba semba canta mestre Oscar ao sul da lua samba semba sangra o poema da paixão samba semba beija uma mulher seu coração samba semba corre uma criança na esquina polícia!!!!!!!! samba semba morre uma criança na avenida


Irineu Baroni

Quando sou convidado a participar de uma Antologia, preocupa-me qual poesia ou conto devo publicar. Isto faz parte de meu respeito ao Organizador, ao Leitor e aos co autores do livro, para que eles tenham em mãos uma obra digna de ser lida e apreciada. Neste “Poetas En\Cena 06”, estou fazendo uma homenagem (póstuma) a três pessoas que partiram desta vida, deixando saudades. As poesias foram inspiradas em um momento crucial de despedida junto aos familiares e amigos. Uma boa reflexão sobre vida e morte. Sou Irineu Baroni: Poeta, Contista, Repórter Fotográfico, Cadeira 16 da Real Academia de Letras – RS; Autor de POETISA, ganhador do prêmio Interarte de Literatura, pela Academia de Letras de Goiás em 2011. Publiquei poesias em várias Antologias em SP, RJ, SC MS, RS, MG e fora do País: na Argentina e Suíça. Associação Internacional Poetas del Mundo – Representação Minas Gerais. Contato: irineubaroni@globo.com Site: www.irineubaroni.com Veja irineubaroni no Facebook/Twiter/ Orkut e Linkedin.

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Irineu Baroni

SILÊNCIO Para João Baciliere (in memorian)

Vejo a face tácita e inerte Mas alegre em partir Crendo no descanso Que lhe sorri… Olhos fechados Olhar perdido No infinito vazio Da existência… A voz emudecida De quem pouco Ou nada falava Sobre a tristeza da perda… Resta a este corpo Fraco e perene Que ao pó se tornara O último abraço Daqueles que ficaram E o amaram… Resta-nos a lembrança De um exemplo de Marido cuidadoso Pai amoroso Amigo cauteloso Que partiu cercado de cuidados E canções a um Deus maravilhoso…

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Para Tio Zezé Baroni (in memorian)

O sol se escondia no horizonte longínquo: Sua luz enfraquecida e avermelhada repousava nas brancas e densas nuvens...

Irineu Baroni

CANÇÃO DE ADEUS

O corpo inerte, alheio aos anseios humanos e às lágrimas vertidas nas faces exauridas, repousava silencioso em seu leito final... A noite calma envolvera este corpo fatigado na madrugada passada. Antes, porém, seus olhos deram vida a uma vida sem olhos... A canção de despedida espalhou suas notas na brisa vespertina, misturando-se aos soluços, à saudade e à dor do adeus... No silêncio da canção finda ouvia-se somente o som dos passos se afastando e deixando-o Só... Ficaram o conchego e o perfume das flores que o levarão à eternidade...

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Irineu Baroni

SOLIDÃO DA ALMA Para Juju Santa Bárbara (in memorian)

Raaap!!! Raaap!!! Raaap!!! Em dado momento ouvia-se apenas o som das enxadas e pás... O sol derradeiro projeta uma tênue sombra daqueles que choram... Lágrimas depuradas na tristeza misturam-se à poeira inflada e suspensa no ar... O suor das mãos calejadas revolve e move a terra e cobre a sepultura... Murmúrios, apenas murmúrios, entrecortados de tristeza entre os mausoléus adormecidos... A tarde cai sonâmbula acompanhando os passos desconsolados de quem fica... Neste momento, a sete palmos, ouve-se apenas o silêncio da morte na solidão da alma...

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Jimi Vieira

"Se bem me lembro nos rascunhos da memória, desde pequeno lá pelas bandas do Bairro Renascença, a poesia sempre me atraiu. Na adolescência não foi diferente! Regado a rock e pop devorava os poetas beats. A trajetória, a vida, as alucinações desses poetas me encantavam. Na passagem do tempo no bairro Sagrada Família, juntamente com Rubinho Troll, Roney de Souza (in memorian), entre outros, já tentava buscar caminhos poéticos, mas foi nos bairros Saudade e Vera Cruz, na região Leste de BHZ, que a poesia fluiu. Razão de Dois – laboratório de comunicação, criado e produzido por Júlio Emílio Tentaterra (in memorian). No Encontro Popular de Cultura do bairro Vera Cruz, em 1987, fundava junto com Denison Veloso e Sidney do Carmo e Júlio Tentaterra o grupo Vírus Mundanus.” Depois do Vírus... outros caminhos: Em 1992, Jimi participou do projeto “Bananas ao Vento”, em homenagem a Oswald de Andrade e aos setenta anos da Semana de Arte Moderna. Participou ativamente do Projeto “Jornada Indígena Por Uma Nação Solidária”, junto ao Grupo Curare, que realizou-se no Bairro Santa Teresa e no Parque das Mangabeiras, onde formou com Júlio Emílio Tentaterra a dupla “Tripa de Mico Estrela”. Foi um dos coordenadores do Projeto “Zumbi, Palmares Seja Aqui”, que reuniu vários grupos de manifestações culturais em homenagem ao aniversário da morte do Líder negro Zumbi dos Palmares. Teve seus poemas integrados em roteiros teatrais (“In Solo”) do diretor Geraldo Vidigal e em “Mefistófeles”, de Roosevelt Loyola. Participou ativamente do projeto Arena da Cultura da PBH e produziu o programa Poesia no Ar da rádio Santê FM. Atualmente participa dos projetos Poesia na Praça Sete e Belô Poético. Nesta trajetória, uma certeza: Na linguagem, criação, processo poético não cabem limites. É um reinventar constante. Poesia Sempre! “A dor não é a morte, é a ausência das pessoas”. P/ júlio Emílio Tentaterra ( In Memorian) Contato: helena.joyce@ig.com.br

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Jimi Vieira 106

SEMPRE TARDE Pra que tanta pressa? Os dias são longos, as tardes breves. A carne posta espera os dentes, O pasto, os abutres. As narinas aspiram as lágrimas, os versos. Os pés reclamam os sapatos. As mãos reclamam os gestos, o tédio. A tarde lamenta as ausências. As velas não queimam. O tapete não voa. A morte não espera, o corpo não dança. A fome não alimenta a gula. O corte não estanca. O sangue não coagula. O dedo pressiona o gatilho, o veredicto, a sentença. Os olhos aguardam o colírio, a venda, a justiça, as córneas. O copo espera os bêbados. O veneno aguarda os incautos, os desesperados. Os tolos esperam o resultado, o sorteio, a loteria, a sorte grande. A língua aguarda o beijo, o café, o gosto, A palavra, a indagação. Pra que tanta pressa?


Jimi Vieira

O tempo Não apagou as chamas. Os trilhos urbanos Ainda passam Sobre nossas cabeças. Eu ainda trago Seu cheiro entre os dedos. Seu coração entre os dentes.

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Jimi Vieira 108

LEI DO CÃO A lei do beco é a bala A lei do silêncio é a fala A lei do prato é a fome A lei da farinha é a fissura A lei da pedra é a Nóia A lei da justiça é a venda A lei do corpo é a vala E a lama seu cobertor


Lenier Caroline Alves Seixas

Mineira nascida em Itacarambi, no dia 06 de Julho de 1989, residindo atualmente em Montes Claros – MG. A autora é graduada em Pedagogia e pós-graduada em: Inclusão Social; Psicopedagogia; e Gestão e Planejamento de Projetos Sociais. Pedagoga, atuante na área de projetos sociais, encontra na poesia a chama necessária para enfrentar os desafios que a vida lhe impõe. Sua paixão pela poesia teve início aos nove anos de idade, quando espontaneamente escreveu o seu primeiro poema, intitulado: Quando eu crescer, desde então dedica-se à escrita e tem como fonte de inspiração o ser humano. É possível degustar a sua poesia nos livros: Alvorecer da primavera e Nas Margens do Rio e do papel, onde atua como co-autora. Como lema, a poeta traz a seguinte frase: “Quando a vida me faz pequena, eu me faço poema”. Contato: leniercaroline@yahoo.com.br

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Lenier Caroline Alves Seixas

FOTOGRAFIA EM PRETO E BRANCO De repente a canção, o perfume, a imagem E assim, no coração alado, eis que surge saudade! No pensamento agitado, sem sono, cansado Eis que surge você, sem eu querer, onde nem lhe cabia E na memória, aquela velha fotografia Onde estão congelados nossos sonhos pueris. Eis que surge o amor Nascido da lua sozinha, Das faces não amadas Dos espelhos que vislumbram o passado. Eis que nasce um novo eu, guardado anos a fio Meiga, sonhadora, poeta romântica E esse novo eu, constrói um novo mundo Onde tudo é possível, inclusive amar. E assim, coração alado se abranda Não há mais saudade-dor, nem pranto Apenas a leveza pueril de um belo sorriso Motivo: uma velha fotografia em preto e branco.

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Não chore, não reclame, Não grite, não ame. Superficialize-se ser: Seja contemporâneo. Emagreça, enriqueça, Não envelheça. Superficialize-se ser. Trabalhe, durma, Acorde, trabalhe. Tenha carro, apartamento, Notebook e celular. Dinheiro não! Pague com cartão. Nada de tristeza, Nada de melancolia, Nada de fraqueza, Nem de poesia. Quantidade, quantidade, Pressa, pressa, Tecnologia, tecnologia, Sucesso, sucesso. Superficialize-se ser: Sofra em silêncio. Coma, Beba, Fume, Viva assim, Morra enfim.

Lenier Caroline Alves Seixas

SER SUPERFICIAL

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Lenier Caroline Alves Seixas

VIDA DE BORBOLETA Queria ser borboleta Mas cortaram-me as asas Agora não consigo mais voar E o mundo real me atem ao chão. Sinto-me presa a conceitos Legado que eu nunca quis Eis então o meu casulo Labirinto sem saída. Queria ser borboleta Queria ser livre, me deixar levar Mas ainda estou presa ao solo E aqui não tenho qualquer proteção. Já fui borboleta algum dia Tive asas sem corte nenhum Já voei livremente pelo céu Com a mente aberta e o corpo são. Me acostumei a ser borboleta. A ter asas, a voar. E agora, o que fazer? Nasci borboleta E borboleta sempre serei. Não me contento em ser fugaz: Não crer em mágica, Não crer em anjos, Não crer em lendas, Não crer em fadas. Queria continuar sendo borboleta Mas querem me tornar descrente Porque não querem que eu seja borboleta Só querem que eu seja gente. Borboleta tem asas... Gente tem pés... Borboleta busca flores... Gente busca matéria... Borboleta é tranquilidade... Gente é pressa constante... Borboleta é natureza... Gente é construção... Borboleta erradia cor... Gente apaga a luz... Não quero ser gente Volto a reafirmar Quero mesmo é ser borboleta, Porque borboletas sabem voar.

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Contato: luiz.gunther@terra.com.br

Luiz Eduardo Gunther

Luiz Eduardo Gunther nasceu em Santa Catarina mas reside há muitos anos no Estado do Paraná, em Curitiba. Magistrado do Trabalho e professor universitário, descobriu recentemente a poesia de duas ótimas escritoras: da polonesa Wislawa Szymborska e da russa Anna Akhmátova. Existem outras especiais poetas mulheres que são suas prediletas: Emily Dickinson, Marina Colasanti, Cora Coralina, Cecília Meireles, Florbela Espanca, Olga Savary, Martha Medeiros e Adélia Prado. Na sua concepção, os poemas retratam as vidas das pessoas e procuram compreender o ambiente em que vivemos.

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Luiz Eduardo Gunther

O QUE ACABA E O QUE FICA Quando se for a gargalhada poderá ficar o sorriso, se tinha alegria. Quando se for a noite poderás lembrar das estrelas e da lua, se tiveste olhos para olhar. Quando se for a paixão poderá restar o amor, se tinhas sentimento no teu coração. Quando se for o teu amigo poderá sobrar a amizade, esta força inquebrantável. Quando se for a matéria, que dá forma ao corpo, poderá ficar a memória, que move as gerações.

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Na minha frente o copo vazio, sem água, sem vinho, sem nada.

Luiz Eduardo Gunther

O COPO

Nada mais do que o copo e seu infinito silêncio de coisa. De vidro, o copo, pode fragmentar-se em mil pedaços.

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Luiz Eduardo Gunther

SÓ DEPOIS DO CARNAVAL As nossas dúvidas e os nossos dissabores ficam, todos, para depois do Carnaval. Agora não podemos lembrar/pensar/decidir o que fica, o que passa. Nosso encontro é para depois. Tanta coisa aconteceu, mas hoje não há tempo, existe muita coisa a fazer: dançar-pular-perder-se. Quando passar o Carnaval estaremos disponíveis para começar o ano e esperar o próximo Carnaval.

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Luiz Gonzaga Marcelino recebendo o troféu Carlos Drummond de Andrade

Luiz Gonzaga Marcelino

Mineiro da cidade de Pitangui. Nasceu nessa no dia 21/06/1949. Seus pais são: Virgílio Antônio Marcelino e Maria Hipólita Cassiana. Pertence a uma família numerosa. São doze irmãos. Hoje, ainda divorciado, tem um filho de 21 anos. Reside em Belo Horizonte há mais de cinquenta anos. Possui três cursos na área educadora. Técnico em Edificações. Com esse desempenha atualmente e sempre desempenhou a função de Projetista Civil. Curso superior em Licenciatura Plena de Letras. Pós-Graduação em Especialização de Língua Portuguesa. Esses dois últimos cursos lhe habilitam a ser professor de Português e Inglês. Atuou nessa profissão do segundo semestre de 1999 até o ano de 2005. Lecionou em dezessete escolas da rede estadual na Capital mineira. Mas nunca deixando de acompanhar as evoluções educacionais. Em sua diversidade prática, estão os setores: cultural, literário, social, educandário, participar de eventos, concursos. Gosta muito de ler e escrever. Vem constantemente atuando nessas modalidades. Participou de vários congressos, assembleias, encontros, também estudantis, debates. Gosta muito de viajar, conhecer novas culturas, locais turísticos, rever amigos, pessoas, situações agradáveis. O que de bom essas áreas e relacionamentos nos proporcionam. Sejam por lazer, aproveito de conhecimentos ou atendimento prático social. Visitou quinze estados brasileiros, principalmente suas capitais. E aprouve-se com suas viagens a: Montevideo, Buenos Aires e Assunción (nesta duas vezes). Consolida-se com um excelente sistema organizacional que possa trazer resultados comuns a sociedade humana. Tem admirado a boa organização de desfiles e estruturas de carnaval. Já esteve quatro vezes no Sambódromo do Rio de Janeiro assistindo aos desfiles de todas as Escolas de Samba do grupo A. A primeira no ano de 2009. Em 2010, desfilou-se pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor (de Nilópolis). Ela classificouse em 3º lugar e voltamos-nos a desfilar no Sábado das Campeãs. Em 2011, voltou a desfilar com essa mesma Agremiação. A Beija-Flor foi campeã. E retornamos-nos a desfilar no Sábado das Campeãs. Em 2012, desfilou-se novamente pela Beija-Flor. Ela classificou-se em 4º lugar, voltamos-nos a desfilar no Sábado das Campeãs. Ao longo de sua vida, às vezes, tem sido agraciado com medalhas, troféus, diplomas, homenagens... Tem poemas seus inseridos no livro de coletânea: POETAS EN/CENA 5 – ano 2011. É membro do Conselho Fiscal Efetivo da Associação Internacional Poetas del Mundo, MG. Essa é uma biografia resumida. Premiações: Medalha de 5º lugar. Concurso “Trovas e Poesias” com a poesia “A VIDA É ASSIM”. Em Lorena-SP. Troféu Carlos Drummond de Andrade. Por ser “Destaques do Ano” versão ano 2010. Itabira-MG. Troféu Pedro Aleixo. Por ser “Personalidades Notáveis” ano 2010. Itabira-MG. Troféu “Gov. José de Magalhães Pinto”. Por ser “Gente que Faz” ano 2010. Santo Antônio do Monte-MG. Troféu 3º lugar. III Concurso Nacional de Poesias-“Doutor Silva Barreto”. Poesia “A TI CIBELE”-SP. Troféu Pedro Aleixo. “Personalidades Notáveis” na “Categoria Especial” ano 2011. Itabira-MG. Diploma de 4º lugar. Concurso Nacional de Poesia-“Abel Beatriz Pereira”-com a poesia “SITUAÇÕES POSSÍVEIS”-SP. Contatos: Telefones: (31) 3374-2230/(31) 9111-1176 – Belo Horizonte

e-mail: luizgonzagamarcelino@yahoo.com.br

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Luiz Gonzaga Marcelino

GABOS PARA A PATRÍCIA A Patrícia é uma limpidez de menina Ela se parece com a Letícia, irmã da Ledice Só posso confirmar ela é bem grã-fina Porque teus dois pômulos rosais são irradiantes Toda tua face transborda encômios vitais ao semelhante Porque a tua natureza a fez assim Sorriso, alegria, simpatia teu rosto nunca se findará Diz-me onde conquistaste tanta candura? Seu jeito de falar... Trabalhar são extremamente peculiares Só tu tens, que o Mestre Soberano te deu Deste modo, estão gravados e também nunca se fenecerão Pois possuis ações anódinas par a par para todo ror Tua melena toucada, fúlvida a cintilar nos olhos São atavios filiformes um pouco sinuosos Mulher de impulso donzel, solidário e descomunal Pareces um vergel de alecrins em tua chã terreal Vinte versos delicados, cinco vezes quartetos, ofereço Só peço a você uma graça, uma mercê Quando eu tiver com uma puta dor embaraçada Vem e mitiga, pois és craque e sagaz no computador

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Meu ser fraternal, está vendo esta semente? Meu ser, meu semelhante, estão vendo essas sementes? Ela solitária produz vida, é só inseri-la no solo E com as mãos bem estendidas no fim o regador contínuo Depois certamente se germinará e nascerá um broto, uma flor Realmente uma andorinha não faz verão Mas ela com a ajuda de outra uma porção fará Daquela flor tão formosa se produzirão muitos frutos E desses frutos positivamente várias, várias e infinitas sementes virão E assim não há jeito de a vida terminar Nosso amor é singular, também comunal, isso fará

Luiz Gonzaga Marcelino

A VIDA É ASSIM

Então sozinho eu não faço verão Com você em comunhão poderemos sequenciar a origem Queremos ver um ser no paraíso sem uma fonte de criação

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Luiz Gonzaga Marcelino

REALIDADE CASUAL Eu parto chorando, porém parto feliz Pois estou indo para dentro do meu País As lágrimas de agora são gutíferas fugazes Se acabarão facilmente pela viagem A brisa suave, a bela paisagem as secarão levemente Meus entes queridos e meus amigos aqui os deixarei Meu violão não quero que ele nunca se cale Porque em São Paulo, com força de Deus, só inspirarei-me e cantarei Meu entusiasmo espero jamais se acabe Assim atenderei meu sonho primaz de cantor Quando na fase de minha juventude Eu sonhava o que eu sonho até hoje, ser cantor profissional Falava e insistia ainda irei para São Paulo Lá seguirei minha carreira cantoral Contudo aqui ou em outro lugar Para você eu quero cantar Agora eu posso cantar, para você em qualquer lugar Mas o tempo aqui foi passando e eu Atendendo aos meus trabalho e estudo Agora minha sorte e trabalho é que mandam De fato vou a São Paulo, atender minha labuta profissional Para o interior desse progressista Estado A cidade também progressora é Lorena Lá esperarei proteção de meus passos Por intercessão da Nossa Vizinha, abençoada e protetora Aparecida do Norte – Padroeira do Brasil e de nós todos Contudo aqui ou em outro lugar Para você eu quero cantar Agora eu posso cantar, para você em qualquer lugar Aparecida do Norte, abençoai a Nação e também seus corações

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Luiz Otávio Oliani

Luiz Otávio Oliani nasceu a 12/04/1977 no Rio de Janeiro. É graduado em Letras e Direito. Autor de "Fora de órbita", Editora da Palavra, 2007; "Espiral”, 2009 e "A Eternidade dos Dias”, Editora Multifoco, 2012. Recebeu mais de 60 prêmios literários. Consta em mais de 55 antologias de literatura e em mais 300 publicações entre jornais, revistas e alternativos de literatura (Jornal Rascunho, Revista Poesia Sempre, Jornal de Letras, Revista do Escritor Brasileiro, Poesia Viva, Letras em Destaque, Panorama, Literatura & Arte, Correio de Poesia, Jornal Rio e Letras, Sulfato Ferroso, Literarte, Revista Poesia para Todos, Jornal O Capital, Revista O Grito, Leiamigos, Jornal Maringaense, Radar, Jornal O Nheçuano, O Literário, Jornal Calçadão Ideal, Notas Literárias, Liriconcreto, Revista Papangu, A Tribuna do Escritor, Jornal Tipo Carioca, Papo & Poesia, Momento de Pausa, Jornal O Sábio, Boca Suja,Contagia Poesia, O Mundo não me entende, Jornal A Cidade, Diário da Manhã, Revista do Grande Meyer, O Boêmio, Jornal A Voz, Nozarte, Poetizando, Jornal do Enéas, Correio do Sul, APPERJ, Revista Ponto Doc, Jornal Cultural Mensageiro, Escritos, SPN, Revista Renovarte, UBE, Revista Literária Plural, Jornal de Poesia / Revista Agulha, Letras Santiaguenses, Nikkei Bungaku do Brasil, O Bembém, ArtPoesia, etc.) Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura contemporânea. Foi publicado em castelhano na Revista Provincia, Argentina, 2004. Consta, ainda, em diversas páginas virtuais (Blocos on Line; Poesia dos Brasis; Alma de Poeta; Diversos Afins; Meio Tom; João do Rio, Revista internética; Fanzine Escritos; Jornal Aldrava, Blog Leituras Favre, A Cigarra, Conexão Maringá, Vidráguas, Germina Literatura, A casa que caminha, Revista Mambembe, Suíte das Letras, Varal de Poesia, Plástico Bolha, Sopa no Mel, Mostra Visual de Poesia Brasileira, etc.). Participa de congressos, bienais, festivais e eventos literários. Integrou o CD Poemas musicados por Maury Sant´Ana, música em poesia, volume 1.Tem poemas traduzidos para o inglês, francês, italiano e espanhol na Revista Ponto Doc número 7, edição de 2009. Em 2011, foi citado como poeta contemporâneo por Carlos Nejar no livro “História da Literatura Brasileira, da Carta de Caminha aos contemporâneos”, SP, Leya, p.1003, e em “33 motivos para um crítico amar a poesia hoje”, obra de Igor Fagundes, Editora Multifoco, RJ. Recebeu Moção de Louvor e Reconhecimento da Câmara Municipal Rio de Janeiro, em novembro de 2011. Contato: oliani528@uol.com.br

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Luiz Otávio Oliani

TERESA* e agora Teresa ? meu mundo ruiu, o bule entornou... café derramado, toalha manchada. com a chave nos dedos, cadê solução ? a porta fechada, a casa sem água... o forno sem torta, a rua com lixo... se você cantasse o tango argentino !... se você tocasse balalaica !... se você voasse... se você fizesse alguma coisa, Teresa ! mas você só me pede versos

* poema musicado por Maury Sant´Ana.

In: Fora de órbita, Editora da Palavra, RJ, 2007.

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teias de solidão no oceano o navio não mais atraca de nada servem a âncora enferrujada o mastro sem bandeira a quilha o radar

Luiz Otávio Oliani

ALTO-MAR

todos se foram só o mar permanece cúmplice dos desamores do mundo In: Espiral, Editora da Palavra, RJ, 2009.

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Luiz Otávio Oliani

DECIFRA-ME OU... “É necessário cantar quando a palavra nos soa poética” Rogério Salgado

no cotidiano o poeta elimina significados distorce o sentido dos vocábulos corta o supérfluo veste a palavra de pura conotação o peixe deixa de ser peixe caminha pelo ar voa em liberdade o poeta dá à palavra o sentido da ambivalência

In: A eternidade dos dias, Ed. Multifoco, RJ, 2012.

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É autora do livro Pensando em nós (Poesias sobre relacionamentos), cujo objetivo é levar as pessoas a refletirem sobre os nós que impedem as relações fluírem. Desejando que a partir dessas reflexões os leitores possam encontrar caminhos propiciadores de mudanças de comportamentos e atitudes, em direção a uma vida mais humana e saudável.

Márcia Clarindo

Mineira de Belo Horizonte. Graduada em Psicologia e pós-graduada em Pedagogia Empresarial, dentre outros diversos cursos com foco em Gestão de Pessoas e Estratégias Empresariais. Possui largo conhecimento e experiência nos subsistemas de RH, tendo como principais atividades: palestras comportamentais; consultoria organizacional; treinamento & desenvolvimento de equipes; coordenação e docência em cursos de pós-graduação.

A combinação de leveza e profundidade de seu texto o caracteriza de forma singular. Também o torna acessível a todos os públicos, independente da formação ou escolaridade. Mas se assim não fosse trairia a identidade de Márcia Clarindo, cuja crença é de que o conhecimento só tem sentido se estiver a serviço do outro, em detrimento da vaidade. O melhor aprendizado é a humildade. Quem não a tem sempre saberá muito pouco. A autora coloca-se no lugar do ponto de vista (a vista de um ponto). O caminho da verdade absoluta pertence a DEUS! Contato: marciaclarindo@terra.com.br marciaclarindo@hotmail.com

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Márcia Clarindo

TÃO BOM QUANTO Tão bom quanto fazer amor É sentir o seu calor, É envolver-me em seus braços, É a segurança do seu afeto; Tão bom quanto o sexo É a sexualidade, É o contato com sua pele, É a atenção de seus ouvidos; Tão bom quanto o orgasmo É o tato de suas mãos, É o carinho no seu olhar, É a afeição em sua fala; Tão bom quanto o prazer É sentir-me protegida: É me perder no ardor de seus beijos, Repousar no aconchego de seu peito, Adormecer no frescor do seu cheiro, e despertar na certeza do nosso amor.

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A cada gesto, A cada olhar, A cada toque; A todo vento, A todo luar, A todo tempo;

Márcia Clarindo

VOCÊ

A qualquer jeito, A qualquer preço, A qualquer momento; Por um encontro, Por um sorriso, Por uma vida; Na pele quente, Na fé convicta, Na alegria faceira; No desejo transcendente, No peso ausente, No amor presente!

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Márcia Clarindo

FELICIDADE É estar disponível para a vida, Vida que oferece alegrias Mas também tristezas e frustrações; É estar disponível para as mudanças, mudanças que oferecem oportunidades mas também riscos e perdas; É estar disponível para si mesmo, Interior que revela caminhos Mas também fraquezas e inseguranças; É estar disponível para o amor, Sentimento que nutre a alma Mas às vezes desfalece o coração; Felicidade é Responsabilidade pessoal, Encontra-se dentro de cada SER Que DECIDE viver!

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Márcia Maranhão

Márcia Maranhão De Conti, filha de Antônio do Rêgo Maranhão Neto e Zelair Mendes Maranhão (in memoriam), nasceu em São Luis (MA) em 27/04/1957 e mudou-se para Goiânia, onde reside, aos 7 anos. Morou por um período em São Paulo, época em que nasceram os filhos mais velhos. Foi casada com Roberto Cezar De Conti, paulista e médico, com quem teve seus três filhos, Pedro, Davi e Ana Elisa. É formada em Nutrição pela UFG e em Direito pela UNIVERSO. Especializou-se em Nutrição Clínica na UFRJ e em Direito Processual na LFG. É nutricionista do Ministério da Saúde e membro da OAB – GO. Sua paixão é a poesia. Publicou em 2011 seu primeiro livro de poesia, Luar nos Porões (Piano mudo), apresentado pelo poeta goiano Gabriel Nascente, grande entusiasta do seu trabalho. Tem recebido comentários incentivadores de poetas e críticos, dentre eles, Gilberto Mendonça Teles, Álvaro Alves de Faria, Flora Figueiredo, João de Jesus Paes Loureiro e Rubens Jardim. Foi publicada em diversos blogs (Portal de Poesia Iberoamericana - poeta Antônio Miranda-, blog do poeta Rubens Jardim, blog do poeta Àlvaro Alves de Faria, na Jovem Pan, blog do Poema no Ônibus e no Trem da Prefeitura de Porto Alegre, entre outros). Participa das seguintes antologias: Ve VI Concurso Kelps de Poesia Falada (2005 e 2007): 3º lugar com o poema A Casa e 3º lugar com o poema A Sedução; Poemas no Ônibus e no Trem (2007, 2009 e 2011), selecionada com os respectivos poemas: Flor; Um Poema no Ônibus e Embalagem; 5º Prêmio Nacional de Poesia – Cidade Ipatinga (2007): 2º lugar, com a coletânea Luar nos Porões; Concurso de Poesia Falada Geraldo Coelho Vaz (2009): 1º lugar em interpretação, com seu poema O Tango; IV Prêmio Literário Canon de Poesia 2011: selecionada com o poema Continente de Águas (editado no livro com o nome Águas sem Caminho) e II Concurso de Poesias da Revista Literária (2011), selecionada com o poema Quero Mais. Seu poema Flor está em camisetas de catadores de papel de Porto Alegre a pedido do canadense, professor universitário, Denis Beauchamp, que preside uma associação voltada para esses trabalhadores. Contato: (62) 3293.7142 – 8415.5708 - 8131 2461 marcia.m.deconti@hotmail.com

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Márcia Maranhão 130

A NINHADA A ninhada de palavras não me deixa dormir. Ser poeta é suportar os peitos inflamados e deixar a linguagem sugar até sangrarem os bicos.


Abro a frase devagar como se abrisse um lenço que guardasse um segredo mofado.

Márcia Maranhão

ENFRENTAMENTO

Leio afastando cada sílaba, na tentativa inútil de romper todo o sentido. Depois de ler essa verdade, que tentou se inscrever num insight de coragem Acovardo-me. Fecho o lenço... E enxugo os meus olhos.

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Parece que a cidade passeia, e o pensamento espia a palavra. Há um poema que vagueia. Versos virando paisagem. Parece que a janela me leva, e o poema levanta os olhos. Não sei se fico ou viajo. Vou nas palavras e volto. Parece que tudo é passagem. O poema beija meus olhos.

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Márcia Maranhão

UM POEMA NO ÔNIBUS


Márcia Souza

Natural de Montes Claros. Veio para Belo Horizonte ainda menina. Hoje reside em Ribeirão das Neves. Evangélica da “Assembleia de Deus Ministério de Belo Horizonte“. Faz parte da Academia Nevense de Letras Ciências e Artes (Anelca). Oculpa a cadeira literária número oito e tem como patrono ”Fernando Sabino”. Sua homenageada Nevense é Magda Franco “compositora, escritora“.Márcia Souza tem alguns de seus trabalhos publicados nas coletâneas da “Anelca” em cinco volumes. Gosta de ilustrar seus próprios livros, utiliza materiais recicláveis para fazer artesanatos e fantoches, os quais utiliza para contar suas próprias histórias. Busca um patrocínio para dar continuidade a esses trabalhos. Contato: janeladacultura@hotmail.com

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Márcia Souza 134

BELA BELÔ Veja como é bela, a nossa Belo Horizonte, quando o sol nasce ou se esconde atrás do monte... É possível ver sua beleza a cada canto da capital, a igrejinha da Pampulha é um belo cartão postal. De pracinhas convidativas e um belo céu anil, de calçadas que revelam histórias, que são a cara do Brasil. De comida típica mineira que viaja o mundo e ressalta a cultura no paladar... de museus de antiguidades, que parecem o passado restaurar... encontra-se arte para vislumbrar e não é preciso pagar nada para poder apreciar. A praça da estação é o nosso endereço cultural, palco de shows, festas juninas e de muito carnaval. Belô vira poesia, ai que vontade de recitar, versos que descrevem, com perfeição, o amor que sinto por B.H. Belô Poético é uma porta para os poetas em cena se expressarem e descrever com sentimentos, o que se destaca no olhar.


O mestre Aleijadinho Sua idade não sei ao certo, mas me atrevo em dizer, que suas esculturas são artes, que Minas se orgulha em ter... De suas mãos nasceram obras, que ele esculpiu em madeira e pedra, em adros, portais e igrejas, ele marcou a sua época... Suas obras mais importantes, estão em Congonhas e Ouro Preto, mas a vida de Aleijadinho para nós ainda é um segredo... Vítima de uma doença, ganhou a alcunha de Aleijadinho, mas isso não o impediu, de cumprir o seu destino... Não foi possível saber quase nada ao seu respeito, mas lutou com garra e soube vencer o preconceito... Com seus dedos mutilados, ele esculpia em pedra e madeira, suas artes estão espalhadas, nas antigas cidades mineiras... Em cada recanto de Minas, se ouve uma história sobre ele, são tantas, tantas, que não tem fim, dizem que Aleijadinho sabia falar em latim... Uma língua europeia difícil de compreender, mas a ele foi dada noções que o ajudaram a aprender... Algumas obras do mestre foram entalhadas em pedra sabão, elas são de rara beleza e encantam com tamanha perfeição... Filho de uma escrava e um arquiteto português, sua arte se fez símbolo e quem já viu quer ver outra vez... Suas obras são um presente, que para Minas tem muito valor, parabéns Aleijadinho pois sua arte o consagrou... Ele foi um dos maiores escultores e para sempre ficará na memória, viva o mestre Aleijadinho pois ele faz parte da nossa história...

Márcia Souza

“POEMA”

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Márcia Souza 136

BONECA DE PANO Quem é que nunca teve uma boneca de pano que até parece ganhar vida quando você está brincando... Com os cabelos de retalho e olhinhos de botão a bonequinha distribui beijinhos em formato de coração... Os seus bracinhos são moles e coloridos e suas cores se misturam com as cores do seu vestido... Mesmo com a boca fechada, ela parece falar e este é o segredo para quem sabe brincar... Com a imaginação, tudo fica divertido, quem dera se os adultos conservassem esse sentido... Quem é que nunca teve uma boneca de pano, feita com simples pedaço de pano mas que aquece um ser humano... Para muitos essa boneca não possui nenhum valor, mas agradeço a artesã que a essa boneca inventou... Pois ela levou alegria, a muitas crianças carentes e até hoje a boneca de pano, faz a alegria de muita gente...


Marco Llobus

Mini biografia: Natural de BH, poeta criador dos Saraus Lagoa do Nado e Uivos da Noite (Centro Cultural São Bernardo). Como ativista cultural, desenvolveu e produziu inúmeros projetos culturais (multi áreas), e como mobilizador e articulador promove a organização da sociedade civil e politicas públicas cultura. Também, é um dos responsáveis pela ação Paz e Poesia. CoFundador e atual vice presidente da associação Rede Catitu Cultural. Livros Publicados - As Dores de Indaiá nas Memórias de Tapuia - 2010. E-book: Reminiscências de uma memória contemporânea - 2011. E-book: Asas do intento - 2012 - Selo Catitu Cultural. Editor de inúmeras publicações: Literários, periódicos e outros (Selo Catitu e Outros). Contato: llobus@gmail.com

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Marco Llobus

Desclassificados - Edição Janeiro 2012 - Poemas Visuais - Criado em 2003/2004 138


Marco Llobus

ESVAI E VAIAS entre o canteiro das bandeiras caídas pretextos estabelecem fiascos. vozes desmedidas, sem apelos e paixão, conduz ao um falso diálogo, a cultura, dos muros da vergonha é respaldada pelas leis imorais que definem a diferença entre os iguais e a pobre pequena menina, democracia, descalça, chora - não alcanço com meu afago a face de quem me clama! o mundo, vestido digital, ilude-se, há amarras e desinformações... sibila, a língua varejeira, infectando o coração e a coragem, de quem teria força em sê-lo um sonho natimorto, a inanição, atos omissos a contundente razão romana... veja?! américa padece índios, negros, pobres, escravos, condicionados, pelo demérito de sua ilusão.

aos tecnocratas-assassinos na América Latina

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Marco Llobus

Fragmentos da Série facepoemas 2012 - facebook ação facepoemas é uma ideia/ação - poemas visuais - desenvolvida em conjunto com poeta irmão Marcos Fabricio

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Maria Clara Segobia

Maria Clara Lopes Segobia nasceu em 17/08/49 em Porto Alegre. Formada em Pedagogia Educacional e Prática de Ensino em Filosofia, Didática e Psicologia da Educação. Presidente do Instituto Cultural Nelson Fachinelli, (18/09/09), Coordenadora do Proyecto Cultural Sur/Brasil - Núcleo Porto Alegre, Cônsul dos Poetas Del Mundo, Embaixadora da Paz, Genebra/Suíça, secretária executiva do XX Congresso Brasileiro de Poesia/Bento Gonçalves, 2012. Presidente representativa da casa do Poeta Peruano no Brasil em nome do presidente José Guillermo Vargas Rodrigues, colaboradora permanente do programa radial “Dicho sea de Paso”, Buenos Aires, com Perpétua Flores. Delegada Cultural do Movimento Poético Nacional/ São Paulo, Delegada Cultural de Chandayl ante Brasil/ Montevideo (Uruguai). Representou o Brasil em alguns Países da América Latina: Argentina, Uruguai, Chile e Peru. Homenagens recebidas por atividades culturais e sociais no Brasil e Exterior: Porto Alegre pelo Movimento “Sureado”, idealizador, Washington Gulart, em Montevidéu no “III Encontro Internacional de Artes e Letras”, por Raquel Martinez, , “Navegando Cielo del Mundo”, no Chile, por Irem Toal, no “IV Belo Poético em Belo Horizonte, por Rogério Salgado. Recebeu prêmios: Da Editora Shan no Concurso “Insigne Poeta”, em Fortaleza, “Destaque Brasil 10 anos qualidade Internacional”, por atividades culturais em São Paulo, Troféu, “Destaque 2009” pelo Fórum de Cultura de MS – FECS, Mato grosso do Sul, por Delasnieve Daspet, Embaixadora da Paz. Recebeu o ensaio “Andarina”, por Perpétua Flores sobre sua trajetória no meio cultural. Recebeu o Troféu Cecilia Meireles. – Mulheres Notáveis em 2012 em Itabira das mãos do idealizador Sr. Eustáquio Lúcio Félix. Associada da casa do Poeta Rio-grandense, Instituto Cultural Português, Acadêmica da Academia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul, Membro Titular do Clube dos Escritores de Piracicaba, RJ da Real Academia de Letras ,Porto Alegre e do Movimento Poético Nacional/SP. Contato: mclsegobia@hotmail.com http://mariaclarasegobia.blogspot.com/

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Maria Clara Segobia 142

A MÚSICA ENTERNECEU MEU CORAÇÃO 24/7/11

Cheguei com a mente conturbada pela dor. Ao som do piano fui levada às alturas. Viagem longa com meus pensamentos livres em delírio. Feliz! Com o som que me embalava fugi das preocupações. A música enterneceu meu coração.


Janeiro de 2011

A estrada corta o espaço vazio entre o deserto e as montanhas. Ao longe, imagens esculpidas pelo tempo pelo vento pelo homem. Coqueiros circulam pequenos Oasis acumulados pela chuva. Por entre as montanhas descubro e me levo a conhecer o desconhecido. Perguntas sem respostas de séculos extintos transformados pelo tempo contam sua história por vezes escondidos no subsolo da natureza ou entre rochas. Guardo na memória momentos mágicos. Mais nada.

Maria Clara Segobia

ENTRE O DESERTO E AS MONTANHAS DE JERUSALÉM

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Maria Clara Segobia 144

MEU EGO 21/06/09

À necessidade De mostrar minha presença esqueço a soma. O individual toma conta mato sentimentos na mesquinhez de minha posse. Em minha solidão almejo o tudo distante. Sinto-me roubada. Cortei a ligação com o TODO Só! Não sirvo para nada.


Contato: (31) 9669.5425

Maria da Cruz e o Radialista Eli Diniz

Maria da Cruz Pereira Nunes

Maria da Cruz Pereira Nunes – Natural de Jequitinhonha\MG. Lá viveu até a idade adulta, transferindose para Belo Horizonte\MG. Na capital mineira fez muitos amigos. Trabalhou na área comercial, onde adquiriu conhecimentos, especialmente no setor de artes plásticas e culinária. Atualmente trabalha com alunos da Escola Aberta da Prefeitura de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio, lecionando atividade artesanal em mosaicos. Frequenta a oficina de trovas da UBT\BH, onde teve a oportunidade de participar de três coletâneas, inclusive “Garimpo de Sonhos”. Faz parte do Coral: “Projeto de Música São Tiago”. A todos os amigos da “Casa”, a autora agradece pelo apoio.

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Maria da Cruz Pereira Nunes 146

PEDINDO COLO Ah, Senhor! Eu hoje estou muito triste. Peço a ti colo! Quero ficar bem quietinha, em lugar secreto, distante do mundo! Passeando entre as montanhas, vales, horizontes, belas brisas e campos de flores silvestres. Quero a calmaria no lugar de tremores! Quero a paz, no lugar da guerra que insiste em acabar com o mundo. Preciso rezar muito para espantar a maldade dos dias. Preciso das cores do arco íris, sentir o aroma das flores e o pôr do sol que se deita, para o novo dia. E tudo se transforma, em paz e poesia.


Marchamos vamos em frente, vamos além, nesta viagem de trem. Quero sambar, quero me esbaldar; o nosso bloco é o maioral. Venha participar deste carnaval. Hoje eu vou sair do sério. É só o que eu quero. Vem dançar comigo, meu bem, no balanço do trem no balanço do trem.

Maria da Cruz Pereira Nunes

VIAGEM DE TREM*

*Marcha de carnaval em parceria com Aurita Barbosa.

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Maria da Cruz Pereira Nunes

SENHOR Deus do universo que mora nas alturas, conhece toda essa gente. O coração da gente bate diferente, mas seguiu em frente, dando força para toda gente! O meu coração é diferente vem... vem... sempre batendo alertando a gente. Te busco no horizonte, e sinto perto do coração, que sempre vem batendo.

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Maria Morais

Maria José Alves Coelho – Maria Morais (09/01/1948 - Brasília de Minas/MG). É filha de Geraldina Alves dos Santos, de São João da Ponte/MG e José Bispo de Morais, de Garanhuns/PE. Começou a lecionar antes de completar 15 anos de idade, na zona rural, só com o curso primário. Estudou gradativamente, formou-se em Magistério, em Letras Licenciatura plena e pós-graduada em literatura infantil e infanto-juvenil, ambos pela UEMG, cursou teologia pela EBPS e pedagogia pela ULBRA. Aposentou-se como professora em 2008 após trabalhar 46 anos. Publicou - em 1998 - os livros Brasilândia de Minas, Sua história e sua gente e Brasilândia Meu Pé de Serra. Participa de antologias poéticas e de eventos de poesia como o Psiu Poético de Montes Claros, Belô Poético de Belo Horizonte e Mutirão de Poesia do Rio Grande do Sul. Tem já prefaciados livros de poesias que publicará em breve. Tenciona escrever historinhas para crianças. Reside em Brasilândia de Minas. Acadêmica, pertence a Real Academia de Letras do Rio Grande do Sul. Contato: Rua Maria Conceição de Campos, 122 - Brasilândia de Minas/MG CEP 38.779-000.

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Maria Morais

PAI NOSSO Pai Nosso que está no céu e na terra e em todos os lugares da imensidão olhai pelos excluídos, marginalizados a suplicarem por cura de enfermidades, por teto e por pão. Santificado seja o vosso nome piedade pelas crianças de rua, maltrapilhas colocai amor no coração dos homens pra se amarem fraternalmente e em famílias. Venha a nós o vosso reino de bondade que se viva em plena paz, com paciência seja onde for, seja na roça ou na cidade sem usura, sem egoísmo, sem violência. Conceda ó pai, o alimento de cada dia perdoa nossas ofensas e iniquidades livra-nos das tentações, tragédias e agonias vosso é o poder, o reino e a glória pela eternidade. Que haja igualdade e respeito entre povos e roças e meio ambiente tudo conforme vosso agrado seja feito para harmonia da humanidade, continuamente Pai Nosso, do vosso reino emana todo bem!.

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Nada de empurrar pra debaixo do tapete, o mal cheiro fica - certo é varrer geral; fora os corruptos – caiu o bilhete faxina sim, no país do carnaval.

Maria Morais

É FAXINA

Brasil é cartão postal de beleza exuberante; florestas e bichos, rios, ouro, riqueza se desgastando pela podridão contagiante de corrupções, falcatruas, torpeza. Sem dar valor, vão enxovalhando o país do futebol os enlameados desonestos políticos podres com cheiro de feridas e formol. Não dá pra tolerar! É faxina geral. A mulher maravilha – pra bem geral da nação quer limpeza em qualquer ficha, será legal cortando pela raiz o mal da corrupção. Esse é o país do Carnaval, do futebol, da fé do povo destemido, com bravura varonil não é o país dos grupos do Ali-Babá; falou a Mulher quero brilhando o país colosso chamado Brasil.

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Maria Morais

A COPA O Brasil da hora é o país da Copa a esperança é redonda, é verde amarela tudo gira e respira, se movimenta e galopa só se pensa e só se fala nela chave da sorte, abriu-se a porta e a janela. Tudo se converge, sonha-se a favor projeto, afeto, objeto, piso e teto, mão de obra competência, continência, polivalência o assunto merece atenção, o tempo avança cuidados e tratados, carece segurança. Muito se falou, avaliou, discutiu somou, pesou, calculou, dividiu anotou, comparou, votou, comprovou, decidiu, a importância, a potência, o valor 2014 é tempo de Copa no Brasil. Diligente, preparação de acomodações os estádios, as rodoviárias, os hotéis os atletas, os recepcionistas e recepções as comidas, as bebidas, os papéis planilhas, vistorias, aeroportos, aviões o governo, as discussões, as expectativas a Copa, a bola, o povo absorto É o Brasil do futebol, viva! Explode coração!

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Contato: palavrasdeamoredepoesia.blogspot.com

Maria José Moreira

Sou mineira, nascida na cidade de São Pedro dos Ferros\MG. Resido atualmente na cidade de Contagem\MG. Venho de uma família de treze irmãos. Sou divorciada e mãe de dois filhos. Sou formada em Letras. Na faculdade aprendi a amar a arte da literatura, em especial a poesia. Sou autora de um livro de poemas publicado “Palavras de amor” e de um livro infantil que, se Deus quiser, algum dia ainda vou publicá-lo. Espero que gostem dos poemas, foram feitos com muito carinho. Um grande abraço da Maria José Moreira.

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Maria José Moreira

DUETO Encontro perfeito de seres num mundo chamado palavras um é pura sensação o outro é pura alucinação. Um trabalha com a emoção o outro trabalha com o coração os dois juntos amam esta relação. Juntos eles retratam o amor descrevem a dor dá vida a imaginação alheia. A este encontro memorável que não se planeja, mas acontece é onde a arte acontece.

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Vivo em busca de VOCÊ Buscando em cada olhar Aquilo que vi no seu A outra metade do meu EU. Imploro a Deus todos os dias Para não me deixar morrer Antes de conseguir ver novamente A outra metade do meu Eu.

Maria José Moreira

METADE

Quase fiquei cega, ao olhar para VOCÊ. Ao enxergar o que eu procurava Dentro de outra pessoa, a metade do meu EU. É VOCÊ o amor mais profundo É VOCÊ que tem o mesmo nome de DEUS É VOCÊ a metade do meu Eu.

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Maria JosĂŠ Moreira

HOMENAGEM A PALAVRA Somente Aqui Uma Dor Amor Desta forma Escreve-se

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Mc Zinho de BH é escritor, poeta, cantor de hip hop e funk. Tem tudo para se revelar no Brasil e no mundo.

Vídeos: www.videolog.tv/video.php?id=666414 /ww.youtube.com/watch?v=WhUx64BY A6Y

Mc Zinho

Contato: mczinhodebh@yahoo.com.br mczinhodebh@gmail.com palcomp3.com/mczinhodebh orkut – facebook - tweeter

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Mc Zinho

O REVÓVER SEM BALA “Alô juventude! Eu sou o Mc Zinho de BH! Quero dizer para vocês! Umas das piores realidades da vida, É quando a inocência encontra com o mal E se torna vítima dele”. Era garoto quando vinha da escola No meio da rua encontrei uma sacola Quando eu abri, de repente assustei Pois dentro dela um revólver peguei De grosso calibre, todo enferrujado Não tinha bala, estava estragado Mesmo assim comecei a imaginar O respeito que o revólver iria me dar Iludido passei a contar vantagem Para chamar atenção à minha coragem Garoto mal eu fui transformado Melhores amigos afastados

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Mc Zinho

Aqui no morro só tem uma realidade Nunca ninguém teve sua liberdade Turma de baixo em cima atacou Então uma guerra se declarou Eu entrei no primeiro convite E fui cercado por mais de vinte O meu revólver logo eu saquei Não tinha bala e não disparei Caras armados começaram a zombar Com suas armas prontas para atirar Em desespero eu clamei aflito Por socorro a Jesus Cristo Por um milagre eu não fui apagado Mandaram que eu saísse dali vazado E não ficasse mais perto marcando toca Agora são os donos dessa boca Voltei para casa todo arrependido Mas feliz por não ter morrido Passei a cuidar da minha juventude Vivendo eu paz com boas atitudes

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Mc Zinho

Cresci longe do caminho perdido Sempre ligado a Jesus querido Que não deixou cedo eu ir para vala Quando eu andava com um revólver sem bala. "Como diz em Gálatas 06:03 Aquele que diz ser alguma coisa e não é, engana a si mesmo. Não se deixe enganar."

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Neusa Souza

Neusa Souza é graduada em Filosofia e Letras, pós graduada em Metodologia e Didática de Ensino. É especialista em Arte e Educação e professora aposentada de Língua Portuguesa e Literatura. Tem vasta experiência em ações e projetos realizados em parceria com instituições públicas voltadas à defesa dos direitos de cidadania de idosos e da mulher. Fundadora do projeto “Primavida” (Grupo de Convivência da 3ª idade), atuou no Centro de Valorização da Vida (CVV), no Conselho Estadual do Idoso de Minas Gerais, no Arena da Cultura de Belo Horizonte, no Projeto Pró-Leitura do Governo estadual e no Orçamento Participativo da PMBH. É também autora do projeto ”Integração Geracional Primavida Juventude”, programa que envolve troca de saberes entre jovens e idosos, em parceria com a Coordenadoria dos Direitos da Pessoa Idosa e o Instituto Educacional Gabriela Leopoldina, lançado na FUMEC como projeto piloto para escolas públicas. Participou do projeto “Poesia na Praça Sete – 5ª Edição” Contato: neusartevida@hotmail.com

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Neusa Souza

SINTONIA (Em encontro do Arena da Cultura)

A poesia entusiasmada Convidou as outras artes À entrarem numa sintonia Que cada uma lhe observasse Dali surgisse uma parceria A música atenta observou A dança gargalhou mas logo aceitou A pintura silenciosa ficou De uma espontânea brincadeira Tudo se harmonizou Extasiado o ambiente se tornou Levou-nos todos a um só olhar Na magia do momento Não conseguíamos mais parar Fiquei a me encantar

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Caminhos vários são Uns de espinhos outros de chão Alguns de atropelos... Muitos pedrados esburacados Escuros infestados Impuros barrentos Escorregadios tortuosos vazios

Neusa Souza

CAMINHOS

Há caminhos estreitos Formados dos leitos dos rios Na vida há caminhos de ida Caminhos de volta Caminhos de luz De raios de sol Que abrem mentes e corações Ampliando as fronteiras Em todas as direções

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Neusa Souza

MULHER Mulher de ontem Mulher de hoje Mulher de sempre Criança menina já feita mulher Mulher do mundo Mulher do homem Mulher da vida do laço de fita De pé no chão Mulher que caminha Sozinha ao relento Do futuro incerto Trazendo consigo Tantos passos vividos Mulher de verdade que carrega Bandeira da maternidade Mulher de coragem de onde vem Essa força que não a faz desistir Sorria mulher Escolheram seu dia Mas você já fora escolhida para GERAR A VIDA

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Nicy Muniz, nome artístico de Eunice da Conceição Pinto. Nasceu em Caratinga\MG em 28 de janeiro do ano de 1942, filha de Cristovam Muniz da Silva e Zilda Rodrigues Coronel. Passou sua infância e mocidade em Belo Horizonte\MG. É graduada Letras pela Faculdade de Sabará-SOEGS (Sociedade Educacional e Cultural de Sabará), especializou-se em Língua EstrangeiraEspanhola pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). É escritora e poetisa com alguns poemas editados e publicadosem participação em algumas antologias, tais como: ? Painel de Novos Talentos

? Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos – 1ª edição ? Painel Brasileiro de Novos Talentos – 1ª edição

Participou também em vários eventos Sócio-Culturais, como:

Nicy Muniz

? Gente que Escreve em Sabará 3ª e 4ª edição ? Poetas En\Cena 5 – 7º Belô Poético

? Poesia na Praça Sete ? Apresentação na Livraria Status Café Cultura e

Arte, “Elas, o Mundo” – 2011, recital em homenagem à mulher ? Ophicina Popular de Poesia em 2011, no Café Livros Diadorim ? Diversos eventos Sócio-Culturais no Grupo Espírita Cristão Bezerra de Menezes Ao seu lado tem a sua família (esposo Deosdet da Silva Pinto; filhos: Alex da Silva Pinto, Alexandre Xavier Pinto, Íris Magda Pinto, Ilma Margarete Xavier Pinto, Ioná Magalhães Xavier Pinto e Sheila Maria Pinto; sua sogra Alexrandrina Januária Pinto, in memória; e todos seus genros, noras e netos.) que pelos laços afetivos, permanecerá unida para sempre, essa união acontece no edifício Zilda Alexrandina, o qual foi construído por eles, como se constrói um ninho de amor, para que nele residam em paz e felizes. Importante ressaltar que Zilda é o nome de sua mãe, e Alexandrina é o nome de sua sogra. Possui o apoio também de seus irmãos, cunhados, sobrinhos e amigos os quais estão sempre presentes em todos os momentos de sua vida. Contato: nice.6635@yahoo.com.br

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Nicy Muniz

MEU IDEAL Meu ideal seria escrever uma história muito engraçada para fazer sorrir a moça triste da janela daquela casa amarela vê-la sorrir alegre seria a minha vitória quando lesse no jornal a minha história que quando ela terminasse de ler dissesse quase engasgada de rir: Deus meu! Que engraçada história! Ah! Queria que essa história fosse como um raio de sol irresistivelmente vivo e quente para alegrar e aquecer a vida desta moça enlutada triste e doente. Que minha história atingisse também um casal que tivesse em casa mal humorado a mulher bastante aborrecida com o marido muito irritado a mulher leria minha história e a rir começaria o marido com isto mais irritado ficaria mas depois que este conhecesse a minha história também sem parar riria e os dois começassem a rir juntos sem mesmo poder um para o outro olhar e que ouvindo um, o riso do outro pudesse dos tempos lindos do namoro lembrar então juntos e abraçados a alegria perdida encontrar. Que nas cadeias, nos hospitais, nas salas de espera a minha história pudesse chegar e fascinados da graça irresistível pudessem com lágrimas de alegria os corações limpar e o comissário do distrito depois de ler a minha história o bêbado e também aquela pobre mulher

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Nicy Muniz

encontrada na rua mandasse soltar e que ela aos poucos espalhasse para o mundo e fosse contada de mil maneiras fosse atribuída a um nigeriano a um japonês em Chicago a um irlandês e a um africano mas em todas as línguas ela guardasse sua frescura e sua pureza e encantasse a todos com sua beleza e quando no fundo de uma aldeia da China um chinês muito pobre, muito pobre e muito velho dissesse: nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda minha vida. Valeu a pena viver para escutá-la esta história não pode ter sido inventada foi com certeza por um anjo tagarela contada aos ouvidos de um santo que dormia deve ser uma história do céu que por acaso até nosso conhecimento filtrou e termina esta é mesmo uma história divina. E quando todos me perguntassem Esta história é sua? Eu então responderia: Eu a ouvi por acaso um desconhecido contá-la na rua. Eu esconderia completamente a humilde verdade porque eu a inventei num segundo quando pensei na tristeza daquela moça doente e sem nenhuma vaidade debruçada na janela daquela casa amarela. (Inspirada em uma das crônicas de Rubens Braga)

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Nicy Muniz

ESTRELINHA DA MANHÃ Lá no céu tem três estrelas, todas três em carreirinha. A mais linda eu conheço é a nossa Marcelinha. Nosso amor belo sem fim doce estrela de ternura, você durou tão pouquinho e levou nossa ventura. Por que não ficaste mais apenas mais um pouquinho, somente por uns instantes bateu seu coraçãozinho. Apagaste aqui na terra para no céu cintilar, abre e fecha seus olhinhos para se identificar. Todas as noites te vejo sempre no céu a piscar, este é o nosso segredo que prá ninguém vou contar. Você foi se ajuntar, junto a outras estrelinhas, acendendo e apagando brincando de cirandinha. Estrela da manhã que lá no céu se conduz, vejam só é bem aquela que canta no céu de luz. Que cada vez brilhe mais e continue a piscar, pois um dia muito em breve para a terra voltarás. E que seu retorno possa nosso coração alegrar, mas por favor me prometa qua vais voltar prá ficar.

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Contato: nnivea@yahoo.com

Nívea Reis

Nívea Reis é o codinome de Nívea Maria dos Reis Corrêa, nascida em 1975, na cidade de Belo Horizonte/Minas Gerais, é formada em Letras com especialização em inglês pela UFMG e em Psicopedagogia pela universidade FUMEC. Escreve textos desde os 12 anos. Em 2000, escreveu o poema Amor Eternamente publicado na antologia Poetas En/Cena 5 que deu origem a uma sequência de mais de 45 poemas publicados em sites literários e jornais.

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Nívea Reis

O LIVRO Lutas, dores, suor e lágrimas Tudo no início é conturbado Aos poucos se escrevem páginas Do mais importante livro publicado Neste livro se escreve sobre temas vários O lar, os amigos, os amores conquistados Cada tema de um jeito abordado Procura-se resolver os dilemas O final do livro depende da nossa lida De como age o protagonista O resultado vem sob medida Este livro, que escrevemos, nos desafia Cada qual tem sua parcela de autoria Você também é personagem. É o livro da vida Em 17/02/2008

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Todo dia é dia de falar de amor Amor que move montanhas Este amor que apaga a dor Que nos vem das entranhas Todo dia é dia de falar de amor Pelo qual realizamos façanhas Em tudo se vê cor Até no despertar das manhãs A cada dia se vê frutos Deste sentimento tão puro Que nos resgata do luto A cada dia se vê frutos Deste sentimento tão puro E é por este sentimento que luto

Nívea Reis

POR AMOR

Em 16/02/2008

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Nívea Reis

VIVER O ÍNTIMO Quando fico só com meus devaneios Externo o meu mais profundo ego Repentes que nunca imaginava Questões que só no silêncio expresso Repentes, questões Alegrias, tristezas Enfim, sentimentos No turbilhão que se chama viver Nasço e renasço sem perceber... E, a cada instante, crescer... Em 06/04/2012

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Paulina Vissoky

Paulina Vissoky é jornalista e professora universitária aposentada. Nasceu em Porto Alegre\RS e nesta cidade tem se dedicado a escrever histórias para crianças, participando de Feiras do Livro desde 1977 na capital. Entre seus primeiros livros editados naquele ano, “Brincando com versos”, publicação em coautoria com a psicóloga Clara Kvitko, as histórias em poemas destinadas às crianças propiciam exercícios e atividades de conteúdo psicológico para aproveitamento de uma escala de desempenho comportamental, tão significativa na fase de crescimento da criança. Os referidos poemas já fazem parte de uma outra obra, também editada naquele ano, “ Tuta, a tartaruga”, com apresentação do poeta maior Mário Quintana. Ambos em edição Globo. Seguiram-se, a partir de “Tuta, a tartaruga” mais nove livros: “A menina dos cabelos que enroscam nos botões”, “Tem balas no trem bala”, “Nossas viagens brasileiras”, “Balão vermelho”, “Caixinha de surpresas”, “Pirulito nas estrelas”, “Procurando a ferradura da sorte” e “Pingos de sorvete”. Na Feira do Livro de 2008 lançou o primeiro romance da Martins Livreiro Editora, “No campo com Pingo e Turrão, uma história de um potrinho da campanha sul-rio-grandense”. Numa de suas publicações mais recentes, a obra “Humor que os jovens tanto precisam” propõe através de histórias selecionadas de humor e mistérios para leitores infanto juvenis à rejeição ao bolliyng, à agressão, à violência. Por sua vez, o livro “O menino do tempo”, dedicado ao leitor, tanto o que se inicia na literatura quanto o m ais experiente a assimilar o novo e o inovador nas pequenas modificações tecnológicas da atualidade. Contato: Rua Santa Cecília, 2.149 – Ap 202 – Porto Alegre\RS

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Paulina Vissoky

PEDRO, O MENINO DO TEMPO Vejam, vem chegando do antigo De longe, outro menininho Que aos poucos vai crescendo Robusto, engraçadinho... Não é brinquedo do dia É apenas, transformação O Menino do Tempo já sabe Um novo mundo se abre Esta é a razão! Toda essa tecnologia, que Aos meninos vem auxiliar No meio ambiente eles cuidam A natureza é preciso respeitar... Com o nascer de um novo dia, A esperança de tempos bons Vê-se renascer a cada instante Um novo mundo com a alegria de viver! (In “Histórias antigas para crianças do mundo novo” publicado em 2010)

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Bem atrás do campo aberto Vive um velhinho feliz Que diz sempre obrigado A quem o cumprimenta assim...

Paulina Vissoky

A MONTANHA REDONDA

Ele mora na montanha redonda Circular como uma roda gigante Convida crianças pequenas A andar pra lá e pra cá... Vem menino, vem depressa No balanço das árvores de lá Vem comigo, diz o poeta Vamos brincar de rimar! Sobe, sobe o caminho Neste lugar, espinhos não há Vem subindo pela beirada Na estrada de livre parada... Redemoinho, redemoinho É bem fácil o versinho Vamos logo, vamos livres Completar nosso livrinho! (In “Menino do tempo” publicado em 2010)

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Paulina Vissoky

O MENINO E A BÍBLIA Olhando apenas para o alto O menino viu agigantada montanha Num céu azul, suavemente Uma voz ressoou, o fez vibrar... Que melodia é essa? Serpenteando aqui e ali, que vem de longe! São os cânticos, que a todos quer abençoar. Menina, por favor, não vá embora Uma história linda, quero lhe contar De antigos personagens deste planeta O principio da criação do mundo exaltar! - Veja só um grande barco Num mar de chuvas Noé construiu Salvando a família, animais de cada tipo, Da destruição na qual ninguém sumiu: Descendentes de Abraão, Jacob, Moisés principalmente Todos tementes a Deus respeitosos Receberam após os dez mandamentos das leis Ao som de longínquas trombetas dos anjos, afetuosos! Conta-se, também é verdade... Que um jovem José naquele tempo Sabia interpretar os sonhos De um Faraó do antigo Egito. Sem falar, nos contos, histórias fantásticas De uma rainha Ester que salvou seu povo Ou de um David que enfrentou o gigante Golias Ou mesmo um Jonas perdido no mar... Aos pés de uma mágica montanha Agora vamos celebrar com muita alegria A amada história deste planeta Acreditar ouvir sonoras trombetas A cada manhã, saudando o dia, ao acordar! (In “Menino do tempo” publicado em 2010)

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Paulo Dias Neme

Prof. Paulo Dias Neme nasceu em Piracicaba\SP no dia 25 de julho de 1948. É casado com a Dra. Maria Apparecida Tricta Sallum Neme. O seu pai chama-se Prof. Oscar Neme (já falecido) era escritor. A sua mãe tem o belo nome de Maria Elza Dias Valêncio Neme. Prof. Paulo Dias Neme escreveu diversos livros e participou e participa de diversas antologias. Prof. Paulo Dias Neme é escritor, poeta, historiador, etc. O prof. Paulo Dias Neme é membro da União Brasileira de E s c r i t o re s , U n i ã o B r a s i l e i r a d e Trovadores, Academia Brasileira de E s t u d o s e Pe s q u i s a s L i t e r á r i a s . Acadêmico da Real Academia de Letras, Clube dos escritores de Piracicaba, Casa do Poeta “Lampião de Gás”, Movimento Poético Nacional e Postal Clube. Contato: Rua Caramuru, 1243 – Ap 132 – Bairro Chácara Inglesa – São Paulo\SP – Cep 04.138.002 – Tel: (11) 5581.3534 – 9618.3233

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Paulo Dias Neme

FAMÍLIA I Um homem sem nenhuma família jamais terá uma bendita alegria a família é o alicerce e tudo o homem não torna bruto. II Depois de um dia de trabalho o trabalhador vai descansar passa até por difícil atalho para doce e manso lar chegar. III Os filhos são a sua alegria que vem beijar as mãos há intensa e forte euforia pois são todos cristãos. IV Ter família é muito compensador sempre tem com quem contar no seio da família há muito amor santo e sagrado é útil e bom lar. SP, 02\II\2012

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I Procurar sempre agradecer ao único e santo Criador pelo nosso bom e útil viver uma vida cheia de amor.

Paulo Dias Neme

AGRADECIMENTO

II Agradecer pela boa família a qual fazemos parte que nos dá imensa alegria como a encantadora arte. III Viver é sempre agradecer ao santo e divino Salvador pelo nosso simples saber sem ter nenhuma dor. IV Agradecer pela boa saúde do nosso perfeito organismo que não haja jamais fraude no nosso alegre otimismo.

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Paulo Dias Neme

TROVAS O homem é ser pecador por isso necessita de rezas para encontrar doce amor e não somente tristezas. ................ Não maltrate jamais os animais procure tratá-los com carinho como se limpa caros castiçais sem ter nenhum empecilho. ................ Seja forte e muito valente na defesa de suas ideias usar constantemente a mente na intimidade, nas plateias. ................ Amo a fantástica natureza que Deus é o divino criador na natureza só há beleza e muito e afável frescor.

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Rachel de Souza

Rachel de Souza nasceu em Marilac, Minas Gerais, em 01 de dezembro de 1961, filha de Odilon Pereira de Souza e Maria Hilária de Souza. É Professora da Rede Estadual de Minas Gerais desde 1980 e da Rede Municipal de Belo Horizonte em Minas Gerais desde 2004. Licenciada em Matemática e Química. Pós Graduada em Educação Matemática pela FaE - Faculdade de Educação da UFMG. Pós Graduada em Química pela UFLA Universidade Federal de Lavras - MG. Pós Graduada em Formas Alternativas de Energia pela UFLA – Universidade Federal de Lavras - MG. Ganhou o 1º lugar do “I Concurso Cora Coralina de poesias” 2009, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte – Minas Gerais. Apresentou uma poesia no Plenário da Assembleia Legislativa de Belo Horizonte – Minas Gerais no dia 09 de novembro de 2009 por ocasião da comemoração dos 125 anos da Sociedade Auxiliadora Feminina da Igreja Presbiteriana do Brasil em um evento especial. Elaborou poesia sobre a Vida Política do Governador de Minas Gerais, Senhor Antonio Augusto Junho Anastasia, e apresentou no momento em que recebeu o título de Cidadão Honorário em Santa Luzia, Minas Gerais, no dia 19 de julho de 2011. Lançou em 25 de outubro de 2011, no Espaço Político Cultural “Gustavo Capanema” da Assembleia Legislativa de Belo Horizonte, Minas Gerais, sua Obra “O Brasil Contado em Versos” Gosta de rimar e organiza suas ideias contando histórias da família, do trabalho, de eventos, dentre outras. Contato: rachelspedroso@ig.com.br

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Rachel de Souza

AFRO DESCENDENTES A cultura Afro descendente É complexa, sofisticada, Envolve muitos saberes Técnicas muito elaboradas. As pessoas devem então Explorar, compreender, Estimular, refletir, Contextualizar, descrever. Estudar, ler, pesquisar, Informando-se sempre mais; Aproximar um do outro Diminuindo distâncias sociais. Participação, solidariedade, Também a cooperação São atitudes que ajudam Promovem a união.

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Choveu! Choveu muito A cidade então parou. As ruas foram inundadas E o trânsito piorou.

Rachel de Souza

GANHOS E PERDAS

Com a chuva, as plantas nascem Alimentos são garantidos, Agricultores ficam contentes E depósitos abastecidos. Também tem o desabrigo Inundações e acidentes A população reage E alguns ficam doentes. Uns perdem casas, móveis, Outros família, saúde. O rio enche, transborda Faz desnível do açude.

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Rachel de Souza

PROFISSIONALISMO Muitas pessoas procuram Viverem em harmonia, Querem tranquilidade E vida em sintonia. Dão o que podem, de si Dedicam, fazem o serviço Pois sabem que nesta hora Precisam ter compromisso. Os shoppings estão repletos De novos profissionais Com atividades variadas, Se desgarrando dos pais. Em horários diversificados Trabalham constantemente De saúde todos precisam, Não se pode ficar doente.

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Regina Lyra

Regina Lyra nasceu em João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. É escritora, poeta e professora universitária. Sua poética lírica penetra em um contexto imaginário, cuja criação estimula o sentimento, a fantasia, sobretudo, a imaginação. Publicou sete livros: O Livro das Emoções, 1998; Sonhos & Fantasias, 2000; Insensatas Palavras, 2003; Tempo de Encanto, 2004; pela editora universitária (UFPB) - João Pessoa-PB. Atos em Arte, editado pela ed. Scortecci, São Paulo, 2006. Entre_Nós, 2008; Vão da Palavra, 2011 pela Ed. Universitária (UFPB). Participou em quase três dezenas de antologias. A busca incansável de Regina Lyra pelo seu contexto poético, pela leitura do seu tempo, com uma temática voltada para uma poesia lírica e moderna, traça o seu caminho. Assim a poesia é um ato de sentimento, reflexão, angústia, argumentação, protesto e amor. No contexto imaginário do Poeta e sua criação, há um transe criador e uma reflexão da realidade poética do pensador. Quando passa a ser escrita a poesia vem a público, transcende toda sua capacidade, sai de si e vai para o mundo. A procura incansável dos seus eu’s permeia caminhos diversos. Em um contexto poético que procura trazer o eu imaginário para o você. Busca a sintonia do sentir. Cria versos com uma linguagem contemporânea, seu tempo, sua história. Este é um dos papéis da sua arte. Com um grito amoroso, de protesto, social, procurando o comprometimento e a criticidade. Cria o poema, navega na arte poética, busca temas, denuncia os fatos do seu tempo. Além de transcender a área geográfica do seu Estado, conquistando leitores e admiradores nas grandes cidades do País. Participa das bienais do livro, festivais de poesia, encontros literários nacionais. Promove lançamentos dos seus livros pelo Brasil. Membro titular do Pen Clube do Brasil. Associada da União Brasileira de Escritores/SP, da UBE/RJ. Contato: reginalyra@gmail.com

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Regina Lyra

O DIA AMANHECE Quando o dia amanhece, Vejo o sol nascer inteiro. Espreguiça-se gostoso, Tal qual aventureiro. Vejo meus olhos límpidos; O carinho guardado, Em rosto alegre. Nas noites insones O galo canta primeiro. Sinto a vida certeira.

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Fica comigo. Mesmo que o Sol Esteja escondido; O tempo, nublado; A luz, apagada.

Regina Lyra

PERMANÊNCIA

Não se vá. As estradas estão cheias; Os aeroportos, fechados. Tudo farei Para nossos corações Não ficarem apertados. Na expectativa do ir-e-vir F i c a Nossos corpos pedem, Nossas falas temem a falta do diálogo. Nossos olhos escurecem, Já de ausência padecem.

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Regina Lyra

ÁRVORE DO SABOR Das plantas dos teus pés, Colhi o fruto do desejo. Subi a árvore do corpo, Com a facilidade de uma criança. Tornei-me adulta. Sob o olhar da árvore, Sentei-me em galhos Suntuosos. Colhi a maçã da tua boca. Avancei e me deslumbrei No estímulo de querer Trocarmos delícias Vencida pelo sabor. Imaginária ausência Do amor presente Fez-se constante, No cotidiano vivido. Sorri, chorei, Gritei teu nome, Com tanta fome. Faminta do toque, Subi até o gosto macio. Em retoque, Começamos tudo de novo.

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Regina Mércia

Regina Mércia historiadora, Pós Graduada e m T é c n i c a s Pe d a g ó g i c a s . C u r s o s complementares: Sou Intérprete de Texto e Monografia, Contadora de Histórias Infantis. Como Professora ministrei aulas de 1º e 2º Grau das matérias: História Antiga, Moder na, Contemporânea, História do Brasil, Geografia, Filosofia, Sociologia, Iniciação à Pesquisa, Ciências. Montei muitos projetos de pesquisa de campo, trabalhei com alunos em peças teatrais infantis, articulista de jornais, tinha um programa na emissora de radio AM e FM em Barra do Bugres-MT. Cursei Faculdade de Filosofia Ciências e Letras\Catanduva-SP e Pós Graduação na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jales-SP. Escrevo poesia, crônicas, sonetos, trovas e redondilhas desde adolescente, Sou amante da literatura, teatro, cinema, música, enfim tudo que está ligado à arte. Agora aposentei, então estou dedicando-me t o t a l m e n t e à p o e s i a . Te n h o u m site:www.albumdereginamerciaepoemas, http://reginamerciasene.blogspot.com - de artigos, http://lindopoemasparaler.blogspot.com. Sou membro efetiva da Academia de Letras AVSPE-SC, já participei de três Antologias: Poetas En/Cena 5 – MG; Versos LusoBrasileiros-RJ; IX Antologia Poética de Diversos Autores – Resultado do VII Concurso Nacional PoeArt de Literatura 2011. E agora aposentada dedico-me a Literatura e Contação de Histórias. Contato: reginamercia@hotmail.com

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Regina Mércia

“BATOM” Peguei o batom E passei em meus lábios... Olhando-me no espelho vi que os lábios ficaram muito bonitos... Realçados pelo batom dei um beijo no primeiro homem que passou na minha frente... Então ele gostou do beijo que lhe dei... E deixei em seus lábios... a marca do meu batom... 27/02/2012

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Sempre sonhei com um casamento Mas para não acabar o encantamento Reconhecer nele aquele cara romântico Não acreditar em amor a primeira vista

Regina Mércia

“BRINCAR DE CASINHA”

Para não arrancar suspiros sendo Um sentimento tão intenso Quanto efêmero com a paixão Que passa com o tempo Tudo parece perfeito ao conhecer O parceiro, mas com o tempo Mas com o tempo vem o rompimento Da tão comentada e sofrida ilusão Uma história de amor que se quebra E aquele lindo conto de Fada Transforma-se em uma história De falsas expectativas Os dois agem como se fossem Um problema pessoal e ambos Confrontam e a imagem de construir O amor fica partido ao meio Ai chega a frustração porque Ainda tinha aquela ilusão Que tocava bem no fundo o coração De dois seres apaixonados queridos Que queriam manter o romantismo Mas hoje ele depara com essa situação E tudo que almejou e vivenciou Caiu por terra e foi em vão 13/02/2011

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Regina Mércia

“MINHA IMAGEM NO ESPELHO” Porque não consigo realizar meus desejos? Será que estou no caminho certo? Indo as vezes de encontro com ao incerto... Que loucura essa evolução Todos os meus caminhos sem solução Quero voltar mas não consigo Estou a procura de um abrigo... Realmente estou ficando diferente Olho o meu semblante e parece ausente... Vou a procura de um determinado ambiente Não me vejo e desespero-me no perdido No espelho que não reflete minha figura... Figura não refletida que talvez fosse impura Mas se fosse refletida será uma candura Na verdade é o meu semblante em desafio O que fazer com essa imagem que desconfio? Talvez buscar a minha verdadeira imagem... Refletida em um espelho verdadeiro na dosagem Que vem auxiliar-me na ventura de andar... Para frente e poder no olhar talvez perpetuar E afirmar a percepção de meu almejado mundo No domínio real refletindo um momento de segundo Desintegrando na louca busca de uma feroz percepção Que atinge a minha imagem e fico paralisado e sem ação Através do espelho permito-me a refletir e olhar Para os objetivos de minha vida sofrida e andar Ao encontro de uma visão ótica e ser ela exótica Que integre-se a uma ilusão transtornada e robótica 09/01/2011

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Régis D´Almeida

Régis D´Almeida é poeta, cantor e compositor. Tem gravado com recursos próprios, o CD “Garimpo”. Teve o seu poema “Máscaras” publicado no Boletim da UFMG, no artigo do jornalista e poeta Marcos Fabrício Lopes da Silva. Participou da oficina de poesia “Metáfora”, no Centro Cultural Padre Eustáquio, neste mesmo Centro Cultural teve participação especial, com o poema “Papelão”, no Sarau promovido pelo poeta Antonio Carlos Dayrell, no ano de 2012. Tem participações em eventos realizados em livrarias café, na cidade de Belo Horizonte: “Elas o Mundo”\2011, recital em homenagem a mulher, na Status Café Cultura e Arte, no encerramento da “OPhicina Popular de Poesia”\2011, Café Livros Diadorim. Participou do 6º e do 7º Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte e do Projeto poesia na Praça Sete. Entre outras atividades culturais de que participa e realiza, apresentou o Show Musical “Garimpo” no Centro Cultural Padre Eustáquio. Quando criança ouvia e lia sobre Jesus Cristo, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles. Foi no grupo de jovens, JUB – Jovens Unidos para o bem, que sentiu as suas primeiras necessidades para com a poesia. Sua convivência com a família e o povo pobre da região do bairro Primeiro de Maio em Belo Horizonte, onde nasceu e vive até hoje, muito lhe influenciou como poeta; por isso os seus escritos são bastante voltados para o social. Contato: regis.dalmeida@hotmail.com (31) 8754.0590

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Régis D´Almeida

MULHERFÉ (Para Nívea Reis e todas elas)

Mulhervai não é segredo mais Hoje ela não cala mais Ela é uma semente que seduz e conduz Mulhermais é uma primavera que acolhe e dá luz No vai e vem a sua essência é mais. Mulhersim não é menos no mais Ela olha mais e sente mais Ela amamenta o filho e o pai é cais Ela chora mais e ama de mais. Mulhertem uma rosa que espinha mais Erra também e politiza mais Equilibra o filho para a droga nunca mais. Mulhermais só é linda sem sofrer mais

Mulhervem e é perseguida de mais Tudo o que ela vê ela compra mais Todo seu charme perfuma a família paz Se pensas que és mais É melhor aprender mais Assim ganhará mais, deixando a mulhermais em paz

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Eu via a chuva que caia E nos pingos, eu te dizia Cuidado! Fuja dela e não se molhe Que esta chuva é uma fria Mas você se deu de surdo Foi de pronto, e deu o mergulho Mergulho bem fundo.

Régis D´Almeida

TOLERÂNCIA ZERO

Hoje você é uma vítima Desta sacana pneumonia Armada pela burguesia Que te dá os pés Como consolo E aos poucos lhe consome Te jogando nas enchentes Dos tuberculosos sistemas. Santa Cruz País resfriado Chamado tempestade mefistofélica Pseudônimo: vê se te emenda e Adeus Burguesia e Tolerância Zero.

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Régis D´Almeida 196

DEUSINARTE Deusina Lopes da Cruz Quem leva ela vê na luz Que é a mãe da máscara Estamos sujeitos a qualquer qual A deusa do engenho global É Deusina brasilina de todas as artes, amorreal, musical, poetizal, politizal etc e tal.


Sônia Maria Ditzel Martelo

Sônia Maria Ditzel Martelo nasceu em Ponta Grossa-PR. Casada com o professor e economista Silvino Martelo. São seus filhos Paulo Geraldo e Miguel Ângelo, este de saudosa memória. Possui o Curso de Letras, Licenciatura Plena, Português-Inglês e respectivas Literaturas. Atualmente é professora aposentada do Magistério Estadual. Pertence a diversas Entidades Culturais e Artísticas do Brasil e do exterior. É presidente da Academia Ponta-Grossense de Letras e Artes-APLA, a qual fundou em setembro de 1993. Preside também a União Brasileira de Trovadores-UBTSeção de Ponta Grossa. É membro fundador perpétuo da Academia de Letras dos Campos Gerais, cadeira nº 04. É Cidadã Benemérita de Ponta Grossa, Lei Municipal 5233 de 1995. É madrinha diplomada da Escola Municipal Prefeito Dr. Amadeu Puppi de sua cidade. É Hors Concors diplomada pelo concurso Nacional de Poesia da Revista Brasília por suas sucessivas premiações neste certame. Contatos: essemartelo@gmail.com

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Sônia Maria Ditzel Martelo 198

BRAVO... (Para você, em especial)

Quando você nota desabar todos os sonhos seus, Todas as suas esperanças... e você não se agita e não se abala, Permanece firme em sua crença qual um rochedo irremovível E sua voz se ergue bem forte e não se cala... Quando você percebe que o seu ideal (aquele que o guiava e que você julgava que fosse o seu fanal) Cai por terra, pois não passava de simples miragem, de simples ilusão, Você afivela um sorriso marcante, lindo, nos lábios E prossegue em sua luta sem quaisquer sinais de ressábios Em busca de conseguir para sua preciosa existência Uma nova centelha, uma nova chama a abrasar sua razão... Quando você divisa as densas nuvens no horizonte A prenunciar a temida tempestade iminente, Você não para, em seu caminho você vai em frente, Com uma brilhante luz a emanar de sua fronte... Quando você entende que todos a seu redor, à sua volta Estão alquebrados pela frustração, pela revolta, Você levanta seus ombros, firma seu olhar e puxa o fôlego, E segue em sua trilha a passos largos, sem tropeço Porque você sabe que para tudo sempre há um recomeço, Porque você compreende que não se deve levar pela emoção, E você tem rígido controle, e você tem audaz domínio (nisto reside da Vida o inebriante, o encantador fascínio): BRAVO! Eis que você é um portento, você é um valente Uma vez que não lhe falta a suprema coragem De enfrentar as vicissitudes em sua breve, efêmera viagem, E você vai em seu palmilhar bem feliz e contente E para você não há algema, nem grilhão, nem travo, Todavia, acima de tudo BRAVO, BRAVO, BRAVO Porque nesta conquista que você faz de si mesmo, Você encontra o sentido mais sublime, mais profundo Que faz você do mesmo modo conquistar o MUNDO!... BRAVO!...


Noite escura, tão longa Tornou-se meu dia agora... Minhas horas são vazias, Minha sombra vai-se embora... Nesta noite sem luar, Passo o Tempo em turbilhão Mas sinto que é o tempo quem passa Em meu viver vivido em vão... Nesta noite sem amanhã, Eu não sei por onde vou, Ao saber da escuridão, Eu não sei o que me restou... Nesta noite sem luz, Qual folha bailando ao chão, Que era verde, hoje secou, Eu procuro o sol de Verão... Nesta noite sem alvor, Qual um barco em busca de um cais Eu percorro a imensidão E meu rumo eu não acho mais... Nesta noite que é só trevas, Mesmo sem leme, estou de partida, E na confusão deste momento, Não há ninguém na Despedida... Mas, apesar da noite escura... longa, Eu vejo, afinal, o meu fim, E noto que não sou nada... E noto que nem sei de mim!...

Sônia Maria Ditzel Martelo

NOITE ESCURA... TÃO LONGA!...

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Sônia Maria Ditzel Martelo 200

MÁSCARAS No imenso palco deste vasto mundo, Onde a ilusão decidiu fazer morada, Morada esta perene e duradoura Apesar de tantas razões adversas, Aprendemos a viver só, vidas diversas Que entre si, não se ligam em nada... E até parece que nem somos os mesmos, Eis que, sem ao menos darmos conta, Em diversos papéis nós atuamos No cenário que esta Vida nos apronta. Daí... passamos a ser espelhos, meros espelhos A refletir um reverso do que somos e pensamos... E nossas faces não traduzem nosso interior Pois outras imagens apresentamos ao exterior E aquilo tudo que nós somos na realidade, Bem escondido fica em pura verdade. Assim caminhamos nós pelo tempo a fora Até que o mesmo tempo nos convida a ir embora... E durante nossos momentos por aqui, Disfarces mil em fantasias nos transmudam E fazem com que nossas faces, nossos rostos Sorriam em meio a profundos desgostos E chorem em meio a gratas alegrias Que surgem no decorrer de nossos dias... Então... transfigurados como nós achamos, Já nem mais sabemos quem somos nós E em nosso “eu” cada vez mais nos afundamos E ficamos a girar num caos intenso Sem propósito, sem motivo, sem consenso, E apenas “MÁSCARAS” para os demais nos tornamos...


Contato: terezinha.romao@hotmail.com,

Terezinha Romão

Terezinha Romão nasceu em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha\MG. Participou da 1ª Mostra do Arena da Cultura, promovida pela extinta Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte\MG, atuando no projeto desde a sua criação. Em 2001 recebeu o Prêmio Nacional de Poesia na cidade de Porto Alegre\RS. Participou da “Estalo, a revista”. Obteve o 2º lugar na Teia Poética do II Belô Poético, em 2006, com a intervenção poética “Homenagem a Belo Horizonte”. Em 2009 participou da coletânea “Nós da Poesia”.

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Terezinha Romão

PRIMAVERA DE MINHA VIDA Você foi a garoa prateada nas noites do meu jardim a ternura da gota de orvalho na pétala mimosa de uma flor. Foi os raios dourados de um sol nas manhãs de setembro foi a suave canção de ninar embalando o sonho inocente de um bebê. Foi o beijo do colibri acariciando a mais pura flor de um jardim já quase esquecida pelo jardineiro desejando-lhe, permaneça bela. Foi a ternura de uma mãe beijando a face do filho que adormece, foi o sorriso de uma criança favela quando recebe um Papai Noel. Foi o romper da aurora na praia deserta. A serenata de amor pra uma amada. Foi o céu, as estrelas, a lua, o mar. Foi a emoção do primeiro beijo e as lágrimas de um momento de adeus. Foi a bandeira branca erguida no pico de uma montanha anunciando o fim de uma guerra. Foi o repicar dos sinos anunciando o momento sublime da Ave-Maria. Foi a alegria de um pássaro que retoma sua liberdade. Foi o murmúrio apaixonado num momento de amor. Foi ainda o beijo ardente de uma paixão. Tudo isto? Não!... Você foi muito mais que isto... você foi a “primavera de minha vida”.

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Saudades de alguém que longe de mim está vou mentir mais uma vez para o seu nome não falar

Terezinha Romão

AMANHECI COM SAUDADES

de alguém que mandou flores pra minha noite enfeitar com seu sorriso faceiro com certeza me fez sonhar. Que saudade daquele beijo numa noite de luar você me apertava forte e jurava até me amar. Que saudade da inocência da pureza daquele amor se alguém puder volte pra mim aquele tempo por favor. Como o sonho acabou e a saudade não tem fim bom mesmo seria agora ter você junto a mim. Hoje amanheci com saudades de você, do amor, da poesia. Vou dizer baixinho só pra você eu era feliz e não sabia.

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Terezinha Romão

ESTRELA DE MINHA VIDA Onde estás, estrela de minha vida clareando com tanto esplendor? Norte, sul, leste, oeste você me mata de amor. Meu vasto olhar pelo horizonte na busca incansável do teu teu brilho inconfundível no espaço não torture um coração que é só teu. Onde está já não importa eu te peço por compaixão venha estrela de minha vida ou leve contigo meu coração. Por que estás tão distante? Talvez zombando meu sofrer. Venha! Estrela de minha vida você é todo o meu viver.

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Vania Lima

Vania Lima, natural de Belo Horizonte, se formou em Contabilidade na escola Tristão de Ataíde, no bairro Santa Tereza. Casada, mãe de três filhos, morou durante quase 15 anos no Estado do Espírito Santo, de onde retornou com único intuito de cuidar da mãe que se encontrava enferma. Escreve poemas, desde adolescente, participou de várias apresentações na escola da Cruz Vermelha, no Teatro Marília, e em sua comunidade Batista. Atualmente, tem muitas crônicas e poesias compostas, todas inspiradas no grande amor que nutre pelo relacionamento que mantém com o seu Criador (DEUS). Contato: limareis64@yahoo.com.br

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TVania Lima

Todos querem, Poucos alcançam, A tão sonhada paz, A tão sonhada paz, Mas ela não é um mito, Uma apologia, Uma ficção, Ela só vem, Em forma de fé, Fé no superior, No todo Poderoso, E essa fé poucos a têm, Porque na verdade, A fé é um dom, Um dom a ser exercitado, E poucos querem esse exercício. 20.10.2009

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TVania Lima

Se você quer, vá Se você pode, vá Se você tem, dê, Se você deseja, tente, Se você sonha, realize, Se você luta, você vence, Se você pede, você recebe, Se você se decidir, ELE TE AJUDA. 10.08.2010 (madrugada)

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10.08.2010 (madrugada)

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TVania Lima

Os filhos nascem das entranhas, Eles são gerados de forma muitas vezes aleatória, No entanto, Quando chegam, Nos fazem entender o sentido do amor. Os filhos nos mostram uma fera dentro de nós, Os filhos, Nos realizam ao mesmo tempo que nos limitam. Os filhos são nossa herança, Ao mesmo tempo que são nosso transtorno, Os filhos são nosso precioso tesouro. Por um filho você vira onça, Você se vê como a mais forte pessoa do mundo. Eis aí o sentido de Jesus ter nascido, Nasceu de uma virgem, Que soube mostrar ao mundo, O verdadeiro amor a um filho.


Victor Oliver

Victor Oliver é o nome artístico de Victor Oliveira de Souza, dezoito anos, filho de Sebastião G. de Souza e Maria das Graças de Oliveira. Natural de Montes ClarosMG, se considera belo horizontino. É estudante da Escola Técnica Vital Brasil e de música no curso musical Maestro José Dario. É poeta nas horas vagas. O principal motivo pelo qual escreve poemas é o mesmo pelo qual vive: ambos representam d o i s g r a n d e s m i s t é r i o s a s e re m compreendidos. Iniciou a sua carreira de poeta quando conheceu Rogério Salgado e participou de uma oficina de poesia no Centro Cultural Padre Eustáquio. Até então, era uma pessoa que não se interessava nem um pouco em ler ou escrever um poema, porém, ao conhecer vários poetas diferentes e conviver com eles acabou descobrindo que também levava jeito para escrever. Tudo começou quando escreveu um poema e muita gente se interessou por ele. Recebeu muitos elogios, desde então, se empolgou e passou a escrever vários poemas. Com o tempo seus poemas foram ganhando forma e h o j e s ã o d e n o m i n a d o s “ Po e m a s Mórbidos”. Dedicou muito a escrever poemas mórbidos que acabou criando um blog na internet: www.testamentomorbido.blogspot.com Contato: victoroliversouza@hotmail.com

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Victor Oliver

TEMPESTADE Vossa majestade não previa esta tempestade Sem curso e sem rumo navegamos por mar aberto Não sabemos aonde chegamos Navegando por mares desconhecidos Ouvimos o ruído dos trovões Que soam feito explosões. O barco gangorra por vastos lençóis de água Ondas insinuam nos devorar O mar não pode nos derrotar Somos bravos e fortes como homens do norte Aventuraremos até o fim da linha Mesmo que os céus ameacem desabar sobre nós Não a nada que nos faça parar agora Embora tenhamos medo do mar Sentimos saudades do antigo luar Que antes nos iluminava Agora o mar está em fúria A ressaca está pior do que no bar Nenhum homem corajoso deve se afogar Pois tubarões ferozes podem devorar Devagar vamos navegando Enquanto o barco vai gangorreando Nossa paciência é a nossa maior resistência Pois quem tem persistência tudo conseguem

Quem espera sempre alcança Já saímos de mudança do mundo Abandonaremos o velho para conquistar o novo Custe o que custar estou disposto a pagar O preço que for necessário Para estar de pés firmes no chão do novo mundo Com homens imundos Dominaremos o mundo Com sangue e suor jogaremos a âncora A caravela é a nossa nova casa Um longo percurso de perigos ocorrera Mais um homem jamais desistira De por os pés firmes no novo mundo

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Está chovendo vermelho Lágrimas de sofrimento Talvez o pior dos momentos se aproxime Não há quem não enlouqueça

Victor Oliver

CHUVA DE SANGUE

Não há quem se esqueça Do que um dia foram lágrimas Hoje apenas uma Lembrança Mais vaga do que a herança Que foi trazida a nós Todos os dias na tristeza Você sofre e se expressa Não conversa apenas oculta Sei de sua complexa natureza Não tem só beleza Como também emoção e tristeza Você sempre terá razão ao lembrar-se de sua emoção

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Victor Oliver

NOITE BELA Hoje à noite este bela Pois a lua está sangrando Feito um hímen rompido Você está desprotegido Vampiros e lobisomens estão guerreando E eu apenas delirando sob o ar da noite Mergulho cada vez mais nas sombras Para encontrar o verdadeiro prazer de não viver Você não terá nada a ver e nem o que fazer Pois a noite é bela Navegando e sonhando sobre uma caravela Você me revela Sei que teu sonho é o absurdo E o mal o absoluto de sempre De repente você vê uma serpente E corre feito um demente O mal de que você precisava e apreciava chegou Agora já não entendo porque você se assustou Horrorizou-se com a sua própria imagem? Saiba que sua cara é uma paisagem Um cemitério escuro cheio de sepulturas Onde agitam os esqueletos E os defuntos vivos mostram os seus talentos Com isso tudo você pode fazer eventos Mostre a tudo e a todos que você está sangrando E que não está chorando Está alegre por estar morrendo Está feliz por estar sofrendo E vomitando de ódio por estar temendo Tudo terminará quando você beber seu veneno Só assim você realmente se libertará Desta imundice global Do qual tem o bem como o seu ideal principal Sua morte não será nada nacional Porém bem racional para si mesmo Destruição assim não existe igual.

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Vilson Barbosa Costa

Vilson Barbosa Costa, nascido em 29/01/1956, na cidade de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, berço da imigração alemã e criado em Encruzilhada do Sul. Dos 2 aos 15 anos, berço da imigração Polonesa, onde começou a escrever versos em 1968, inspirado em compositores da época. Mudou-se em 04/04/1971 para Porto Alegre. Cursou dois anos de SENAI, estagiou um ano numa fábrica de armas, passou no vestibular de engenharia mecânica, mas não prosseguiu devido a forte crise financeira na família. Trabalhou como vendedor ambulante, tapeçaria de couro e 31 anos e 6 meses como técnico de manutenção de aeronaves da VARIG e FAB. Aposentou-se e sem pausa prosseguiu na mesma função noutra empresa em Belo Horizonte desde 04/04/2007 onde ainda continua. Viajou por vários países: Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Espanha, Venezuela, Argentina, Uruguai, Peru, Paraguai, Tailândia, Indonésia, Malásia, Itália, 15 países em todos continentes latinos e por todo Brasil. Teve cursos de tipos e qualidades de rimas, partitura, violão e teclado, mas não exercita, pois gosta mesmo e de compor melodias, mas principalmente letras. Formou uma dupla, gravou cinquenta músicas, mas não comercializou. Casou-se em 1984, teve um casal de filhos, enviuvou em 1998, Além de livros com mais de 1600 letras. Atualmente com mais de 10 trabalhos em livros e CDs, com poesias rimadas, músicas, contos e humor contado e em versos, também tem se apresentado com o grupo Raízes do Sul (Jantas, danças, cantos e poesias). Agradece muito a Deus e aos bons princípios legados dos seus pais. Carinhosamente, abraços. Contato: vilsonbarbosaedicoes@hotmail.com vilsonbarbosa2011@hotmail.com Vilsonbarbosaedicoes.blogfacil.net www.vilsonbarbosacosta.blogspot.com

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Vilson Barbosa Costa

EU E MINHA CANETA Minha caneta com a mente são pantógrafos e meus olhos são sismógrafos do que vejo por aí. São instrumentos que produzem meus poemas de alegrias e dilemas para alguém se servir. É o meu hoby passatempo que eu amo descrevendo tantos planos vou seguindo o meu caminho. Vejo em viagens rádio e televisão ou direta na visão eu transformo em carinho. Trago comigo este dom abençoado por alguém fui inspirado já lá na minha infância. Abasteci com outros artistas bons e entrei no mesmo tom formando uma aliança. Faz muito bem ter a comunicação transportar do coração para a alma das pessoas. Contribuir pra outros e a si mesmo e não só viver a esmo a vida fica mais boa.

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Amor é força da alma que enriquece e acalma orgulho do redentor. Palavra doce, esmeralda que brilha e nos desfralda perfuma como a flor.

Vilson Barbosa Costa

"AMOR, PALAVRA SANTA"

Isenta a conciênciada da mágoa e da ardência tônico para nossa estima. Por ter o sóbrio consolo que contribui com tijolo na nobre obra pra cima. Amor conjunto de letras singelas, são sinuetas que brilham mais nosso olhar. Conforta qualquer momento estimula pensamentos a sempre mais se gostar. Fazendo tudo o que gosta na escritura esposta para crescermos com vida. Amor é tudo de bom nos atos, fatos e sons palavra santa e amiga.

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Vilson Barbosa Costa

"ÍDOLOS ETERNOS" Foi embora o meu ídolo mas o importante estímulo isso ele me deixou. Era forte interminável e eu era um instável inverteu, não me esperou. Pra mim ele era gigante resistente, confiante no domínio de viver e eu um fragilizado admirava o estado desse invensível ser. Essa visão de um fã não lembra que o amanhã poderá ser diferente. Inverter o seu papel transformar um menestrel em saudoso inoperante. Via, em um pedestal como fosse imortal sem riscos como a gente. Quase como desumano perdê-lo não era plano não é caso pra potente. Mas a vida ensina sempre não há corpo que aguente sem a tal transformação. Espiritual sim segue mais nada se consegue mas fica sua lição. De tudo se tira escola tudo que a gente adora da mente não sairá. Os queridos são exemplos são parceiros e alentos sempre em todo lugar.

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Escreve nos sites:

Walnélia Corrêa Pederneiras

Wa l n é l i a C o r r ê a Pe d e r n e i r a s Florianópolis. Formada em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora de Yoga e Meditação. Escreve desde menina. Participou das Antologias: “Poesia do Brasil” Bento Gonçalves RS (volumes 4,6,7,8,9,10,11,12)”, Poeta mostra a tua cara” (volumes 5 e 6), Poetas do Café (volume 3), Poemas a Flor da Pele (volumes 1,2 e 3), “Poetas del Mundo em Poesia” (volume 1), Antologia Escritores Brasileiros... e Autores em Língua Portuguesa -Vitória da Conquista - Bahia (volumes: 6, 7 e 10), Varal Antológico (volume 1), Poetas En/Cena - Belô Poético (volumes 1,2, 3, 4 e 5). É Cônsul de “Poetas del Mundo” em Floriano Pólis. Membro da Academia Poçoense de Letras, ocupante da Cadeira numero 43 - Poções, Bahia - Brasil.

R e c a n t o d a s L e t r a s : http://recantodasletras.uol.com.br/autor. php?id=28134 - Usina de Letras:http://www.usinadeletras.com.br/e xibelotextoautor.php?user=walnelia A p o l o A c a d e m i a Po c o e n s e d e Letras:http://www.apoloacademiadeletra s.com.br/ - Varal do Brasil-Literário, sem frescuras-http://www.varaldobrasil.ch Contato: walnelia@gmail.com

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Walnélia Corrêa Pederneiras 218

BORBOLETAS Meu olhar voa leve, breve asas em movimento suave forte porque saiu da gaveta agora não mais traço, borboleta.


Intransponível janela Céu estrelado, imaginado... Na estante, muitos livros Astros de mil formas... Deito luar de meu olhar Letras salpicadas de ideias Constelação no coração Acompanho estrela cadente, Cecilia, Cora, Lia ou Adélia? Dorme boa noite em mim Tem perfume de jasmim Escrevo no livro azul Não tem início, nem fim.

Walnélia Corrêa Pederneiras

POÉTICA

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Walnélia Corrêa Pederneiras 220

TEMPO Urge o pensamento em questionamentos... Noção de que um segundo traz, em si, a trajetória do tempo... E que o passar sugere, em si, passado. Devagar... assim será possível conceber, diluir o ideal em ideias sem cronometrar, principalmente... Ser, estar... Seguir alguma coisa chamada horário, calendário, dia, noite, vida, morte Saber que quando comecei a escrever, segundos, minutos, horas atrás difere do instante agora em outro tempo... Finalizo o verso e ele segue... o tempo.


Rogério Salgado é poeta. Natural de Campos dos Goytacazes/RJ. Reside em Belo Horizonte/MG desde 1980. Tem trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Com 37 anos de carreira literária, tem mais de 20 livros publicados, sendo o mais recente “SaiS” (Belô Poético-2012). Virgilene Araújo: educadora e poeta, vive em constante reflexão e decidiu buscar a felicidade no mais simples. Contato: poetarogeriosalgado@yahoo.com.br - virgilenef@yahoo.com.br

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Rogério Salgado

PALCO VAZIO... ... no silêncio dessa manhã escuto buzinas que entram janela adentro e se misturam ao burburinho de vozes que teimam em não sair de minha memória: homenagens, debates, saraus, almoço quentinho da Dona Preta e o chá da tarde se abraçam e nos abraçam numa sutileza de amor à vida essa vida unida servida e jurada com a poesia. BH, segunda-feira, 18\07\2011 – pós 7º Belô Poético (in “Sais” – Belô Poético-2012)

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(Um poema diálogo)

- Moça, me compra um canarinho! - Você quer um canarinho...? Não posso, pois vai contra as leis ambientais! - O quê??? - Sério, é crime ambiental! - Meu Deus, que loucura moça, só quero um fumo canarinho!

Virgilene Araújo

PAPO MUITO LOUCO*

*Poema inédito, inspirado num acontecimento real, entre a autora e um paciente do Hospital Psiquiátrico Galba Veloso, em Belo Horizonte/MG

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Rogério Salgado & Virgilene Araújo 224

BANHEIRO FEMININO blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá (In “No Brasil tudo acaba em..” incluído na coletânea “Trilhas” – Belô Poético-2007)



poetas em cena 6