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Mercado se amplia e sofistica

Tabela com os principais operadores logísticos de frio do Brasil Francisco Moura, da Comfrio: “Nosso foco é na logística integrada”


SUMÁRIO

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MERCADO Veja todas as novidades do mercado brasileiro de logística nesta seção

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CROSS-DOCKING Acompanhe o vai e vem dos profissionais no nosso movimentado setor de logística

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Indústria da embalagem investe em pesquisas para desenvolver produtos eficazes a fim de manter a qualidade dos produtos ao longo de toda a cadeia do frio

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INFRAESTRUTURA O Canadá mostra a invejável infraestrutura logística de sua costa atlântica com o objetivo de ser a porta de entrada de produtos brasileiros no mercado norte-americano

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POLI/CISLOG Artigo traz resultado de pesquisa sobre impactos nos custos operacionais de entrega e na emissão de CO2 com a adoção de veículos double deck na frota dedicada de uma empresa varejista

Players do mercado de logística frigorificada expandem atividades para fora dos centros tradicionais e adotam tecnologia nas movimentações para aumentar a produtividade dos armazéns Tabela traz as mais importantes empresas do setor de logística frigorificada, com a estrutura oferecida, faturamento, serviços e regiões atendidas

MULTIMODALISMO Fabricante de bebidas Brasil Kirin reduz custos de frete, emissão de CO2 e avarias na carga com a adoção da cabotagem em transferências do Sudeste para o Norte e o Nordeste

CADEIA DO FRIO Operadores logísticos frigorificados trabalham para estabelecer uma legislação específica para o setor, hoje regulamentado como a agroindústria e com exigências inadequadas à atividade

ILOS Segunda parte do artigo sobre logística em situações de crise, que conclui a apresentação da pesquisa do Coppead-UFRJ trazendo o referencial proposto e a discussão sobre mensuração do desempenho

ENTREVISTA O CEO da Comfrio, Francisco Moura, conta a mudança de foco da empresa, que deixou as atividades de armazém geral para prestar serviços logísticos integrados e de valor agregado para a cadeia do frio

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PRODUTOS Conheça os principais lançamentos de produtos, serviços e sistemas voltados à logística

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AGENDA Confira os mais importantes cursos, seminários, MBAs e demais eventos nacionais e internacionais do setor de logística em nossa agenda

Capa: Anderson Maciel Ilustração: dreamstime e depositphotos


Publicare Editora Ltda.

EDITORIAL

www.publicare.com.br

Diretores Shirley Simão shirley@publicare.com.br

Jorge Roberto Simão jorge@publicare.com.br

Mercado aquecido

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á estamos nós novamente no inverno – depois de um outono quente em todos os sentidos – com a nossa edição especial de operadores logísticos frigorificados que, além da tradicional tabela com as principais empresas participantes deste mercado, traz também uma ampla análise do setor, que está em franca evolução. Evolução tecnológica, territorial, de área, de escopo de serviços, de visão de negócio e de políticas setoriais. Em franco desenvolvimento, em resumo. Os operadores de frio buscam novos mercados, de olho no crescimento de regiões que até então não eram muito demandantes de áreas refrigeradas, como o Norte e o Nordeste. Eles também buscam agregar tecnologias que agilizem e deem mais segurança às operações, desenvolvendo, junto a seus fornecedores, embalagens cada vez mais adequadas à correta manutenção das condições dos produtos ao longo de toda a cadeia. As empresas também diversificam e sofisticam serviços para atender nichos com exigências específicas, buscando capital externo para dar suporte às melhorias que o negócio precisa. É o caso da Comfrio que, como o leitor verá na entrevista de seu CEO, Francisco Moura, ganhou um novo sócio-investidor e passou a atender um novo mercado – o food service –, que necessita de serviços totalmente diferenciados em relação ao tradicional varejo de alimentos. E, a exemplo do que vêm fazendo os operadores logísticos de carga seca, o segmento de logística de frio também busca uma regulamentação específica. Hoje, ele é regulado como a indústria, e algumas das exigências – na opinião de parte dos executivos ouvidos pela reportagem da Tecnologística – não cabem para provedores de serviços logísticos. Como é sabido, o mercado brasileiro sofreu, nos últimos anos, uma verdadeira revolução, com a incorporação de novas classes sociais à categoria de consumidores. E o maior reflexo dessa melhoria de vida se dá principalmente em duas indústrias: a eletroeletrônica e a de alimentos. Produtos que estavam fora do alcance da maioria hoje fazem parte da cesta básica de muitas famílias. Além disso, a concentração populacional nos grandes centros e a mudança nos hábitos de vida fazem com que o segmento de alimentação fora do lar cresça a índices muito superiores aos do varejo de alimentos. Nem é preciso dizer o quanto tudo isso impacta nas operações logísticas voltadas à cadeia do frio. Dessa forma, assim como ocorre na logística seca, a frigorificada tem um grande potencial de evolução no Brasil, tanto pelo crescimento vegetativo da população, que ainda é maior que o dos países de Primeiro Mundo, como pelo aumento da base de consumidores propiciado pelo desenvolvimento econômico. Só que isso também traz em seu bojo mais responsabilidades, seja com relação ao nível de serviço prestado – com preços, prazos, qualidade e valor agregado – como com relação à segurança alimentar, que está intimamente relacionada à saúde da população e à imagem das empresas no mercado. Como se vê, trabalho não falta. Ufa, deu até calor! Uma excelente leitura e até a edição de agosto. Shirley Simão

Ano XIX - N.º 212 - Julho/2013 www.tecnologistica.com.br Redação, Administração e Publicidade Av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 801 - 2º Andar CEP: 04571-010 - São Paulo - SP

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MERCADO

FI-FGTS é o novo sócio da Brado Logística Com o acordo, operador logístico receberá aporte de R$ 400 milhões

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Rubens Chaves / Agência Imagem

Brado Logística anunciou, no início de junho, a sociedade com o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS). O negócio prevê que o novo sócio investirá R$ 400 milhões na companhia de serviços logísticos. Na nova composição acionária da Brado, o fundo terá 22,22%, enquanto a América Latina Logística (ALL) se mantém como sócia majoritária, com 62,22%, e os acionistas da antiga Standard Logística passam a ter 15,56%. O aporte sustentará parte do investimento de mais de R$ 1 bilhão, previsto pela empresa para os próximos cinco anos, para ampliar a capacidade do transporte ferroviário de contêineres, que compreenderá infraestrutura, tecnologia, gestão de pessoas, terminais intermodais e compra de material rodante – locomotivas e vagões. Segundo o CEO da Brado, José Luís Demeterco Neto, a expectativa com as ações é ampliar o market share atual, de aproximadamente 3%, para uma participação superior a 12%, em um mercado captável de 3 milhões de contêineres. O executivo conta que, embora a

Demeterco: opção é a mais aderente ao modelo de negócios da Brado 6 - Revista Tecnologística - Julho/2013

companhia tenha sido procurada por outros investidores, a opção pelo FI-FGTS sempre foi vista como sendo a que proporcionaria mais sinergias com o modelo de negócios da Brado, considerando que o fundo tem foco nos investimentos em infraestrutura e entende do setor e de suas necessidades. Já o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da ALL, Rodrigo Campos, afirma que o investimento proporcionará capacidade financeira a fim de ampliar a produtividade. O presidente do Comitê de Investimentos do FI-FGTS, Jacy Afonso, diz que o fundo entende a ferrovia como um modal importante para o desenvolvimento logístico do país, e que a estratégia da Brado para ampliar sua participação neste modal foi o que motivou sua entrada como sócio. O fundo anunciou, em fevereiro, que disponibilizaria R$ 10 bilhões para investir em empresas de infraestrutura em 2013. Para Marcos Vasconcelos, vice-presidente de Gestão de Ativos de Terceiros da Caixa Econômica Federal, banco responsável por operar o fundo, a integração logística é um dos grandes desafios do Brasil e o modelo de negócios da Brado é atraente por gerar sinergias ao integrar ferrovia, rodovia e porto. O volume transportado pelos contêineres da Brado nas ferrovias da ALL cresceu 47,9%, passando de 265,2 milhões de TKU no primeiro trimestre de 2012 para 392 milhões de TKU no mesmo período deste ano. O desempenho também se reflete positivamente nos resultados financeiros da companhia. No primeiro trimestre de 2013, a receita líquida da Brado cresceu 23,4%, saltando para R$ 67,1 milhões, ante R$ 54,4 milhões no primeiro trimestre de 2012. O lucro aumentou 18,8% no mesmo período, atingindo R$ 1,9 mi-

lhão de janeiro a março deste ano, em linha com o avanço do caixa operacional, que cresceu 18,5% e chegou a R$ 10,3 milhões.

Merenda escolar A operadora logística divulga, também, que firmou, no último mês de março, um acordo com a Cecapa Distribuidora de Alimentos para efetuar a armazenagem e distribuição de empanado de peixe e tiras de frango congelado para a merenda escolar da rede de ensino do Paraná. O negócio prevê a entrega, até outubro, de mil toneladas de alimentos em 2.330 escolas estaduais de 399 municípios paranaenses. Para essa operação, a Brado utiliza a unidade de Colombo (PR), na qual são consolidados os envios, realizados mensalmente por 60 caminhões frigoríficos. No local, 170 t serão estocadas em 170 posições-palete. Apenas no primeiro mês, a companhia movimentou 200 t em dez dias, prazo estipulado pela Secretaria Estadual da Educação do Paraná. A logística é complexa, segundo a empresa, porque os alimentos são entregues, por exemplo, em escolas localizadas em regiões agrícolas e aldeias indígenas, de difícil acesso. Nesses casos, o transporte rodoviário é feito até uma parte do percurso e depois a mercadoria segue para o destino por balsa, ou barco. Para a gerente Comercial da Unidade de Colombo, Cristiane de Oliveira, trata-se de uma operação que demanda muita responsabilidade por conta da quantidade de pontos de entrega. “Precisamos cumprir o prazo exigido, que é relativamente curto para uma operação tão abrangente”, diz.

Brado Logística: (41) 2118-2800


FedEx Express mira na logística integrada Após aquisição do Rapidão Cometa, companhia dá início ao seu plano de expansão operacional no Brasil A executiva explica que a inauguração desse centro logístico chega para atender a uma demanda já existente. “Estão nos solicitando o serviço. Vamos atingir os grandes clientes da FedEx, facilitando os negócios deles aqui no Brasil”, garante. Ela completa dizendo que a malha de atendimento será estabelecida de acordo com o perfil de cada empresa.

Expresso O serviço de transporte expresso acompanha a evolução da companhia

São Paulo, cidades do ABCD e Mauá, além da Baixada Santista”, define. Ela lembra que, anteriormente, essas localidades eram abastecidas pela estação localizada no bairro da Lapa, na zona oeste da capital. Segundo a executiva, o propósito da inauguração não foi apenas desafogar a estação da Lapa. “Óbvio que tínhamos de tirar essas operações da lá, pois estávamos com a capacidade daquela unidade esgotada. Mas também procuramos estar perto da área onde vamos servir para aumentarmos a produtividade”, salienta. O objetivo é que os entregadores passem menos tempo no trânsito e mais tempo efetivamente nas regiões atendidas. Vera exemplifica os ganhos com a descentralização. “Antes, desde a saída da estação até o local da primeira entrega, gastávamos 40 minutos. Agora, em algumas situações, esse tempo é de 5 minutos”, comemora. Há outras melhorias com a mudança. “Rodamos 935 km a menos por dia e nosso custo operacional foi reduzido em 35%”, calcula. Além disso, a nova estação está localizada fora da área de rodízio, o que não acontecia anteriormente. Diariamente, são cerca de 70 entregas na região. Os próximos passos já estão definidos. “Vamos implementar o serviço doméstico expresso, com tempo e prazos definidos”, afirma. De acordo com a gerente, isso será possível graças à capilaridade adquirida com a aquisição do Rapidão Cometa. Luiz Machado

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o completar um ano do anúncio da compra do Rapidão Cometa – em 4 de julho de 2012 – e ainda vivenciando o processo de integração, a FedEx Express começa a traçar seus planos de expansão para o mercado brasileiro. Até então caracterizada pelas movimentações de transporte expresso, agora a companhia se volta também para as operações logísticas integradas, com o emprego, inclusive, da multimodalidade. As ações nesse sentido já foram iniciadas. Em março, por exemplo, a empresa inaugurou, em Cabo de Santo Agostinho (PE), o primeiro centro logístico concebido pela FedEx, já que as outras estruturas pertenciam ao Rapidão. O terminal pernambucano conta com 30 mil metros quadrados e 25 mil posições-palete. Na unidade, são oferecidos serviços como armazenagem, picking, packing e gestão de estoque. A gerente sênior de Operações da FedEx, Vera Lima, adianta que o próximo passo será a inauguração de mais um centro logístico, desta vez na cidade de Guarulhos (SP). Ao todo, serão 19 mil m² de área de estocagem, com 13 mil posições-palete, e a previsão é de que as operações sejam iniciadas ainda no segundo semestre deste ano. Entre os segmentos atendidos, estarão e-commerce, gráfico, de tecnologia e farmacêutico. Vera informa que a companhia já realiza análises no local para dotá-lo com o que há de mais moderno em termos de infraestrutura. “Estamos realizando um estudo para usar neste terminal toda a tecnologia utilizada nos centros logísticos dos Estados Unidos. Teremos uma operação bem automatizada”, diz.

e está sendo reforçado. Também no último mês de março, foi inaugurada a segunda unidade operacional, que internamente é denominada estação. Localizada no bairro de Santo Amaro, na capital paulista, a estrutura disponibiliza 4 mil m² de área de movimentação. Ao todo, são 60 funcionários e 32 spots vans – locais em que os veículos são estacionados para o carregamento das encomendas ou o descarregamento dos itens coletados. A gerente revela que a estratégia da FedEx é instalar diversas estações nos mercados em que atua. “Esta em Santo Amaro, que cobre 40 rotas diferentes, chega para atender a região sul de

FedEx Express: 0800 703 3339 Julho/2013 - Revista Tecnologística - 7


MERCADO

JSL tem nova estrutura em Pernambuco Companhia muda seu Porto Seco para Cabo de Santo Agostinho, com área de 150 mil m2

Divulgação

possui 36 mil m² de pátio para contêineres, com 56 tomadas para reefers, e capacidade estática para 4,5 mil TEUs. “Nossa expectativa para este ano é movimentar 300 mil t, volume equivalente a 13 mil TEUs”, anuncia o executivo. Vale lembrar que, na estrutura anteriormente utilizada, a companhia fechou o ano de 2012 com movimentação de 220 mil t e receita de R$ 38 milhões, crescimento de 42% ante o ano anterior. De acordo com o gerente-geral, os itens movimentados são variados e refletem a importância do Porto de Suape e da Região Nordeste. Ele ressalta, porém, que os produtos mais representativos são alimentos e bebidas, itens da construção civil, equipamentos médico-hospitalares, eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, além de produtos dos segmentos têxtil e de óleo e gás. Para Constantino, a mudança de endereço reforça o atendimento aos setores atuais e propicia a entrada de novos, como petroquímico, químico e medicamentos. “Outros ganhos são a sinergia e a ampliação da oferta de serviços para produtos com temperatura controlada, já que o novo porto seco fica localizado ao lado do Centro de Distribuição Schio-JSL, espaço de 100 mil m², não alfandegado, com 20 mil m² de área de estocagem”, diz.

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JSL inaugurou, no último dia 20 de maio, seu novo Porto Seco de Pernambuco. Localizada em Cabo de Santo Agostinho, a unidade chega para substituir as operações realizadas anteriormente pelo terminal situado na capital pernambucana, Recife. O investimento total para estruturar o novo terminal, instalado a 25 km do Porto de Suape, deve chegar a R$ 50 milhões. O gerente-geral do Porto Seco de Pernambuco, Vinícius Constantino, explica que a mudança está dividida em duas etapas. Na primeira, concluída em maio, a companhia está utilizando uma área total de 85 mil metros quadrados, para a qual foram feitos investimentos de cerca de R$ 20 milhões. Na segunda fase, prevista para ser concluída ainda este ano, a área será expandida para 150 mil m² e consumirá recursos de aproximadamente R$ 30 milhões. O porto seco iniciou as operações com 13,6 mil m² de armazém coberto, com capacidade para 14 mil posições-palete, e 230 mil m³ de câmara fria, que pode abrigar 90 toneladas. Além disso,

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JSL: (11) 4795-7000

Protege adquire Seaviation

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Grupo Protege anunciou, em maio, a aquisição da Seaviation (SEA), por meio da sua divisão aeroportuária ProAir, visando ao crescimento no setor aeroportuário. Segundo a companhia, a união de experiências e recursos entre as duas empresas resultará num atendimento mais completo, já que a ProAir sempre teve como pilar de sustentação as atividades de proteção a aeronaves, até pelo histórico da Protege em prover soluções em segurança. Agora, a sinergia entre as empresas deve proporcionar também boas oportunidades de crescimento, principalmente em razão do atual cenário do país, às vésperas de grandes eventos esportivos. Para o Grupo Protege, os investimentos em infraestrutura aeroportuária vão ampliar a capacidade de voos nos aeroportos, fazendo com que as companhias aéreas demandem mais serviços, cuja estimativa de crescimento é em torno de 15%. Após a aquisição, a ProAir passa a ter uma presença significativa em importantes aeroportos, como o de Brasília e o de Porto Alegre, além de ampliar suas atividades nos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP) e do Rio de Janeiro. O valor da aquisição não foi revelado pelas empresas envolvidas. A ProAir, fundada na década de 1990 na cidade de São Paulo, é uma empresa 100% brasileira. Sua principal atividade é a terceirização de serviços aeroportuários (handling), no Setor Operacional (Rampa) e no de Proteção. Grupo Protege: (11) 3156-0800 ProAir: (11) 2445-3661


MERCADO

KLB Group inicia atuação no Brasil Consultoria francesa desenvolve projeto para multinacional farmacêutica Divulgação

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KLB Group, consultoria especializada na área de supply chain, que instalou sua subsidiária brasileira no segundo semestre de 2012, começa suas atividades desenvolvendo um projeto para uma companhia multinacional do setor farmacêutico. A atuação da empresa no Brasil está focada em duas divisões de negócio: consultoria operacional, visando à melhoria dos processos de logística, compras e qualidade de fornecedores; e projetos de redução de custos com vista à otimização do Profit & Loss Statement (P&L) do cliente. O gerente de Negócios da KLB para o Brasil, Jean-François Fournier, explica que a companhia apresenta um diferencial na área de consultoria, contribuindo com os clientes para estabelecer métodos mais eficientes para as áreas operacionais da cadeia de su-

Fournier: acompanhamento do cliente em tempo integral

primentos, além de ajudar no dia a dia para responder a um pico de atividade ou uma gestão de projeto. Assim, o cliente pode focalizar no seu core-business e obter melhores resultados. “No trabalho que desenvolvemos atualmente, acompanhamos o dia a dia do

nosso cliente full-time, realizando uma análise de compras indiretas de transporte, da malha logística como um todo e, em paralelo, ajudando na melhoria do departamento de compras através dos seus processos”, conta Fournier, garantindo que, desta forma, os resultados costumam aparecer em curto prazo e são mais sustentáveis, já que o trabalho é acompanhado pelas equipes do cliente. Criada em 1995 na França, a KLB Group está presente em mais de dez países, atuando em vários segmentos, como indústria automotiva, química e energética, entre outras. Com 500 especialistas da supply chain no mundo, a empresa alcançou em 2012 o faturamento global de 40 milhões de euros e gerenciou mais de cem projetos. KLB: (11) 3253-1518

Estudo da FGV fomenta discussão no setor aeroportuário Dados indicam que, até 2030, serão necessários investimentos entre R$ 25 bilhões e R$ 34 bilhões

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Grupo de Economia da Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP) divulgou, no último dia 27 de maio, estudo sobre a atual situação dos aeroportos brasileiros. De acordo com o coordenador do grupo, o economista e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Gesner Oliveira, para que os 20 principais terminais do país atendam ao crescimento da demanda, estimado em 10,8% anuais, será necessário investir, até 2030, entre R$ 25 bilhões e R$ 34 bilhões.

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Para Oliveira, esses investimentos pelo setor privado sofrem algumas implicações. Um concessionário que visa ao lucro e tem de prestar contas a seus acionistas, só fará investimentos no setor se houver boa regulamentação e concorrência para conquistar clientes. No setor de cargas, que é fortemente impactado pela falta de infraestrutura, o tempo de liberação de mercadorias nos aeroportos brasileiros é dez vezes superior à média internacional. “No Brasil, esse tempo é de 3.714 minutos ao ano, enquanto no exterior a média é de 324 minutos”, diz o professor.

Estimular a concorrência é uma das saídas propostas, a partir da análise dos dados coletados na pesquisa, para fomentar o segmento no país. Nesse ponto, o coordenador faz outra ressalva. “Será preciso limitar a propriedade cruzada. Os sócios de um aeroporto não poderão ter influência sobre outro terminal”, afirma. Para ele, apenas dessa maneira será possível obedecer a algumas das variáveis da competição, como tarifas, qualidade dos serviços e tempo operacional. FGV: (11) 3799-7777


Appa agrega funcionalidade ao Carga Online

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Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) adicionou uma nova funcionalidade ao sistema Carga Online, que ordena a chegada de caminhões até o terminal. Os motoristas podem consultar, via SMS ou pela internet, se a carga transportada já está cadastrada no sistema eletrônico do porto, evitando chegar ao pátio de triagem sem o cadastramento prévio. Para o superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, o trabalho de aprimoramento do sistema inclui ouvir todos os usuários com o objetivo de atender as suas necessidades. Segundo ele, uma das demandas era o desenvolvimento

de uma ferramenta para averiguar se a carga que os condutores transportavam já estava ou não cadastrada no sistema da Appa. “A novidade é mais uma garantia para o caminhoneiro, que descobriu o quanto é vantajoso não ter de aguardar para descarregar naquelas intermináveis filas de caminhões”, completa. Para saber se a carga está cadastrada no sistema, o motorista precisa mandar um SMS para o número 28595 com a palavra “Appa” e a placa do caminhão. Dentro de poucos minutos, o sistema responderá se a carga está ou não cadastrada. Outra maneira de conferir o cadastro é pela internet. No site da Operação Safra (www.operacaosafra.

pr.gov.br), basta inserir a placa do veículo no campo indicado – na página inicial – e, imediatamente, averiguar se o caminhão já está cadastrado. O Carga Online é um sistema eletrônico de agendamento de cargas que só permite o envio de caminhões ao Porto de Paranaguá mediante espaço em armazém para estocar os produtos e navio nomeado para receber a mercadoria. Esse agendamento, intensificado desde o ano passado com a Operação Safra, tem como meta minimizar a fila de caminhões que se formava no acesso ao Pátio de Triagem do porto. Appa: (41) 3420-1143


MERCADO

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MAN comercializa 86 veículos à Raízen Produtora de etanol incorpora caminhões nas operações em canaviais

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MAN Latin America fechou, em maio, acordo para entregar 86 caminhões Volkswagen à Raízen, produtora de etanol de cana-de-açúcar. A indústria priorizou em sua compra o motor MAN D08, oferecido pela montadora no Brasil, que utiliza a solução EGR (sigla em inglês para recirculação dos gases de escape), como sistema de pós-tratamento de emissões.

O maior volume de caminhões adquiridos foi do VW Constellation 26.280, com 37 unidades. O veículo, que tem tração 6x4, para utilização fora de estrada, será empregado na Raízen no transbordo de cana picada, como comboio lubrificante – caminhão tanque para transporte do óleo –, guindaste veicular e bombeiro. Do modelo VW Worker 15.190, foram adquiridas 24 unidades, que servirão como oficina ou borracheiro, para auxiliar na manutenção dos demais veículos das unidades produtoras.

Outro modelo que passa a compor a frota da companhia é o VW Constellation 31.280. São 17 caminhões que vão transportar a cana planta (cana-de-açúcar em seu primeiro plantio). Já os modelos VW Delivery 8.160 e VW Constellation 31.330, quatro unidades de cada, serão utilizados para transporte em geral e de água potável e como prancha para a movimentação de máquinas, como trator e colheitadeira. MAN: (24) 3381-1063 Raízen: (11) 2344-6200

T&D passa a atuar como Redex em Santos Empresa recebe homologação da Receita Federal para realizar o desembaraço das cargas

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a empresa prevê um crescimento de até 50% no faturamento até o fim de 2013 por causa do novo serviço. A T&D conta com dois pátios, que totalizam uma área de 18 mil metros quadrados, localizados na Alemoa e no Guarujá. A frota da empresa é formada por 35 cavalos mecânicos próprios e outros 15 agregados, além de 35 equipamentos, entre buggies, carretas e carros de apoio. Divulgação

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T&D Logística e Transportes, empresa pertencente ao Grupo Embnews, recebeu, no início de maio, homologação da Receita Federal para se tornar um Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) no Porto de Santos (SP). De acordo com a empresa, a inauguração do Redex – que possibilita a realização do desembaraço da carga antes de o contêiner chegar ao terminal de embarque – proporcionará mais agilidade e redução de custos às operações.

Para o diretor da T&D, Paulo Moreno, a atividade contribuirá também com o Porto de Santos como um todo, desafogando os terminais. Sem revelar números consolidados,

T&D: (13) 3296-2848


MERCADO

Volvo apresenta caminhão movido a GNL Protótipo ainda está em fase de testes, mas já revela resultados positivos

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Volvo apresentou, no início de junho, em Itatiba (SP), o primeiro caminhão do Brasil movido a Gás Natural Liquefeito (GNL) e diesel ao mesmo tempo. Apesar de o veículo ainda estar em fase de testes, o modelo FM 460 cv, que foi importado da Suécia, funciona com aproximadamente 70% de GNL e o restante com diesel. O projeto é fruto de uma parceria entre a Volvo e a White Martins, empresa de gases industriais, voltada ao desenvolvimento de uma solução mais sustentável para os veículos pesados, que operam em longas distâncias. O modelo, que apresenta 10% menos emissões de CO2, é compatível com a norma Euro 5 e possui um tanque criogênico de 280 litros para GNL e outro com capacidade para 330 litros de diesel. Além disso, o veículo mantém, com o gás, o mesmo rendimento do diesel, com 50% a mais de autonomia e redução dos custos com combustível. Com o tanque cheio de GNL, é possível percorrer uma distância de até 600 km. A Volvo revelou que os testes, iniciados em fevereiro deste ano, foram feitos em um trajeto de 580 km, entre Paulínia e Avaré, no interior de São Paulo. O cami-

nhão rodou carregado com 15 toneladas de GNL em uma operação real de transporte realizada para a White Martins. “Os primeiros resultados são animadores e temos potencial para viabilizar a comercialização de caminhões GNL no Brasil num futuro próximo. A aplicação da tecnologia já se mostrou viável na Europa e a oferta de GNL no Brasil é muito boa”, destaca Sérgio Gomes, diretor de Estratégia de Caminhões do Grupo Volvo América Latina. Ainda segundo o executivo, esse projeto faz parte do plano da Volvo de colocar no mercado veículos com combustíveis alternativos, menos poluentes e ao mesmo tempo vantajosos do ponto de vista econômico. Alberto Neumann, gerente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios

da montadora, conta que, em comparação aos motores convencionais que utilizam o gás com vela de ignição, a tecnologia com GNL desenvolvida pela Volvo é entre 30% e 40% mais eficiente, reduzindo o consumo de combustível em 25%. A Volvo explica que o caminhão também pode rodar usando apenas diesel, porém, sem os mesmos ganhos ambientais e econômicos oferecidos pelo GNL. A tecnologia é baseada no motor diesel convencional equipado com injetores para gás. O diesel entra em ação no momento da ignição da combustão e o restante da potência do motor é garantido pelo gás. O GNL utilizado nos testes, destacou a companhia, é produzido pela Gás Local, empresa criada a partir do consórcio entre a White Martins e a Petrobras. A produção de caminhões com essa tecnologia começou na Suécia, no segundo semestre de 2012, e os primeiros veículos movidos a GNL já circulam na Europa e nos Estados Unidos. Além do Brasil, o modelo também está sendo testado na Ásia. Volvo: (41) 3317-8111

Vigor começa operação em novo CD

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Vigor Alimentos inaugurou, no início de junho, um Centro de Distribuição em Embu das Artes (SP). A unidade é 50% maior do que a soma dos outros quatro centros de distribuição que a Vigor possui no estado, que continuam em operação. Com isso, a companhia prevê dar suporte aos seus planos de expansão para novos mercados, como os estados do Paraná e Santa Catarina.

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A unidade possui 17,3 mil metros quadrados de área total, com capacidade para 12,5 mil posições-palete, pé-direito de 12 metros, 36 docas para carga e descarga e área de estocagem para cargas secas, congeladas (-20ºC) e resfriadas (5ºC). Com um aporte total de R$ 55 milhões, entre investimentos da Vigor e de investidores, a nova estrutura, posicionada a três quilômetros do Rodoanel, na

Rodovia Régis Bittencourt, está gerando 200 empregos diretos e 400 indiretos. A Vigor possui nove fábricas e 3 mil funcionários no estado de São Paulo e, neste ano, iniciou sua expansão para outros estados. Recentemente, a companhia adquiriu 50% da empresa mineira de produtos lácteos Itambé. Vigor: 0800 724 6433


Autlog investe em armazém em Cotia

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operador logístico Autlog inaugurou, em junho, unidade especializada no atendimento à indústria farmacêutica. A filial está localizada em Cotia (SP) e dispõe de um armazém com capacidade para 5 mil posições-palete distribuídas em uma área de 6 mil metros quadrados, com 12 metros de pé-direito. A empresa revela que investiu R$ 1 milhão na estruturação da unidade, que possui cobertura com manta

térmica, garantindo a manutenção da temperatura e da umidade do ar dentro dos padrões estipulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o armazém possui câmeras de proximidade e sala segregada para medicamentos controlados pela Portaria 344/98, em que o acesso é permitido somente por biometria (leitor de impressão digital), e sistema de gerenciamento de armazém (WMS). A empresa também

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Unidade voltada à indústria farmacêutica teve investimento de R$ 1 milhão

disponibiliza para o cliente informações on-line sobre a gestão de estoque. A Autlog revela que o novo espaço deverá aumentar em 50% o seu faturamento até o fim do ano. Autlog: (11) 4243-4133


MERCADO

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Plimor, transportadora especializada na coleta, entrega e transferência de cargas, está ampliando sua unidade catarinense, localizada na cidade de Blumenau. Buscando aprimorar e agilizar o atendimento aos clientes, a área passará de 2 mil metros quadrados para 4,2 mil m² e comportará 22 docas. Com a nova estrutura, a unidade poderá aumentar em 80% a capacidade de movimentação e distribuição. A ampliação na unidade teve início em janeiro deste ano e está em fase de conclusão. Segundo informações da Plimor, o aumento da região de atendimento com a incorporação das unidades de Itajaí e Navegantes, além da ampliação da capacidade operacional que está sendo prevista com o aumento de demanda dos atuais e novos clientes, fez com que a companhia optasse pela ampliação da unidade de Blumenau. A filial atende 22 cidades e conta com 110 colaboradores e uma frota de 25 veículos para coleta e entrega. A Plimor possui 37 anos de mercado e aproximadamente 2,8 mil funcionários em suas 72 unidades. A empresa, sediada em Farroupilha (RS), dispõe de mais de 160 linhas com horários fixos. Com uma frota de 800 veículos rastreados, é responsável por movimentar 90 mil volumes por dia, entre entregas e coletas. Plimor: (54) 2109-1000

16 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Scania e Poli estabelecem parceria tecnológica Convênio tem como objetivo estudar as características dos motores a diesel visando a diminuir emissões

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Scania e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) firmaram convênio de cooperação tecnológica para desenvolver pesquisas voltadas aos motores movidos a diesel da fabricante de origem sueca. O projeto, realizado por intermédio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) – iniciativa da própria Poli que tem como objetivo promover o desenvolvimento tecnológico brasileiro –, visa a gerar conhecimento científico em busca de soluções para a redução de emissões de gases poluentes. No momento, encontra-se em andamento a instalação de um laboratório da Scania no Parque Tecnológico de Sorocaba (SP), ambiente destinado a universidades, escolas técnicas, institutos e empresas que investem em pesquisas de novas tecnologias. O espaço, que deve estar pronto até o fim de 2013, será destinado aos ensaios com um dispositivo, a ser desenvolvido pelo projeto, que permitirá estudar o comportamento do fluxo de ar dentro do motor, aspecto que impacta diretamente nas emissões. De acordo com o gerente de Pesquisas e Desenvolvimento de Trem-de-

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Plimor amplia unidade catarinense

-Força da Scania Latin America, Jairo de Lima Souza, com a utilização de escâneres a laser, as pesquisas devem gerar modelos matemáticos que representam o processo, permitindo a criação de amostras tridimensionais que proporcionarão a realização de simulações virtuais. A iniciativa surgiu a partir de uma parceria entre a Scania e a Universidade de Estocolmo, na Suécia, onde o modelo matemático inicial foi desenvolvido por um aluno de mestrado que fazia parte da equipe de Souza na fabricante. O modelo foi então apresentado à Poli, que decidiu dar continuidade às pesquisas. A Scania forneceu os subsídios necessários à integração do professor Marcelo Massarani, do Centro de Engenharia Automotiva da escola, que coordenará as demais etapas do projeto no Brasil. Com os resultados obtidos, será possível criar um software para previsão e controle do fluxo de ar, ferramenta tecnológica que poderá ser utilizada futuramente em processos de manufatura dos cabeçotes dos propulsores, aprimorando o controle de qualidade dos componentes usados pela Scania. Massarani explica que os trabalhos contarão com a participação de cerca de 20 pessoas, entre professores, pesquisadores, alunos e profissionais da Scania. Segundo ele, a equipe é formada por especialistas em motores a diesel, projetos de máquinas e automação. A previsão é de que o projeto tenha duração de quatro anos. Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP: (11) 3817-5488 Scania: (11) 4344-9333


MERCADO

ALL e GE assinam contrato para manutenção de locomotivas

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América Latina Logística (ALL) anunciou, no início de junho, a assinatura de um contrato com a GE Transportation para realizar serviços de manutenção de suas locomotivas. O acordo, no modelo full service, é válido por 15 anos e cobre 81 máquinas dos modelos AC44 e Dash, utilizadas no corredor de bitola larga que liga o estado de Mato Grosso à cidade de Santos (SP). A novidade, que tem como objetivo garantir a produtividade e o desempenho da frota da ALL, prevê manutenções programadas e não programadas, revisões, fornecimento de equipamentos e suprimentos, consultoria técnica e gestão de materiais. Todos os trabalhos serão realizados na oficina da companhia em Araraquara (SP).

De acordo com o superintendente de Manutenção da ALL, Leonardo Barradas, a GE chega para agregar conhecimentos técnicos aos processos, além de trazer novas tecnologias e garantir confiabilidade às locomotivas, ampliando sua disponibilidade e mantendo-as no mesmo nível de uma máquina nova. O diretor de Serviços da GE Transportation para a América Latina, Reinaldo

Arreaza, conta que a empresa está focada na ampliação da oferta desse tipo de serviço. “Sabemos que o desenvolvimento do Brasil passa pelas ferrovias”, justifica o executivo. O contrato estabelecido entre as duas empresas, que já atuam juntas há mais de uma década no desenvolvimento de projetos para o setor ferroviário, deve garantir uma redução expressiva no estoque de materiais e permitir ainda a implantação de um sistema de banco de dados universal, em que as locomotivas serão monitoradas on-line por um centro de controle nos Estados Unidos, melhorando o desempenho na resolução de falhas. ALL: (41) 2141-7555 GE do Brasil: (11) 3067-8000

Gefco abre unidade em Minas Gerais Filial em Contagem funciona como ponto de apoio às atividades

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Gefco Brasil começou suas operações em Minas Gerais com a abertura de um escritório em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A unidade, que demandou investimentos de R$ 200 mil, foi criada como ponto de apoio para a emissão de documentos fiscais no estado, que apresenta elevada atividade no setor de autopeças, além de fazer parte do principal eixo econômico do Brasil (Rio-São Paulo-Minas). Segundo o gerente da filial, Wagner Carvalho, a unidade surgiu, ainda,

18 - Revista Tecnologística - Julho/2013

para reduzir os trâmites de importação, exportação e expedição. “Minas Gerais é um polo industrial em constante crescimento e existem muitos fornecedores automotivos. Ter uma base no estado nos permite oferecer uma nova área de atendimento”, diz. Sem revelar detalhes, Carvalho anuncia que a meta é estruturar um armazém próprio para atender às operações locais. “Será um grande avanço, porque passamos a ter, oficialmente, uma unidade no estado, o que também dá à área comercial a possibilidade de captação de clientes”, explica.

Hoje, a unidade presta atendimento às operações da PSA-Peugeot Citroën, tanto nacionais – reposição de fornecedores – quanto internacionais, como a exportação de peças para fábricas na Argentina. No caso da distribuição de peças em território nacional, o material é enviado ao centro de distribuição da Gefco em Barueri (SP), de onde é expedido para concessionárias de todo o país.

Gefco Brasil: (11) 2755-5500


International inaugura sua primeira fábrica no Brasil Planta fica em Canoas e tem capacidade para produzir 5 mil unidades por ano de produção possui cabine de pintura, um dinamômetro e equipamento para testes de freios ABS para os diferentes modelos de caminhões.

Venda de veículos A companhia entregará, dentro de dois meses, dois lotes de caminhões, totalizando 75 unidades, do modelo DuraStar 6x4 basculante ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), destinados às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal, a serem realizadas no Nordeste do país. Os caminhões foram adquiridos por meio da colaboração da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que fez a chamada junto aos fabricantes que produzem veículos com as características solicitadas pelo ministério. O modelo DuraStar 6x4 produzido no Brasil tem motor MWM MaxxForce 7.2H, de 274 cv – que apresenta excelente desempenho e economia de combustível – e transmissão de dez marchas. O design da cabine permite fácil operação, excelente ergonomia e dirigibilidade, além de possibilitar rápido acesso ao motor e itens de manutenção periódica. O modelo também possui longarinas produzidas com materiais de alta resistência, em design reto, facilitando a instalação de implementos rodoviários. Mathias Cramer

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International Caminhões inaugurou, no último dia 11 de junho, sua fábrica no Brasil. A unidade, localizada no Complexo Industrial da Navistar, na cidade de Canoas (RS), irá produzir os modelos que são comercializados no país – 9800i, 9800i Ultrashift e DuraStar. No mesmo complexo, já operam a indústria de motores MWM International e o Centro de Peças, negócios que integram a Navistar South America. O processo para a construção da estrutura, a instalação de equipamentos e a transferência do know-how de produção levou oito meses para ser concluído e, segundo destaca a companhia, acompanha os rigorosos sistemas de manufatura e qualidade estabelecidos mundialmente pela Navistar International Corporation, da qual a International Caminhões é subsidiária. A fábrica conta com 12 mil metros quadrados de área construída, pátio de armazenagem com 22 mil m² e com capacidade inicial para produzir 5 mil caminhões por ano, em três turnos de trabalho. A linha

International: 0800 979 0144


MERCADO

DHL adquire niveladoras da Marksell Os 76 equipamentos serão instalados no CD de Cabreúva

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pamento da Marksell pela DHL; na primeira, foram 80 niveladoras. O MKS-6000 PND EE, com dois metros de largura e 2,5 m de comprimento, servindo como ponte entre a doca e o veículo, tem capacidade para

Carla Lima

operadora logística global DHL adquiriu 76 niveladoras de docas da Marksell, fabricante de plataformas para movimentação de cargas. O equipamento, do modelo MKS-6000 PND EE, foi desenvolvido para a utilização em docas de carga e descarga. Segundo a DHL, a aquisição faz parte da expansão do seu centro de distribuição localizado no condomínio logístico da Clarion Partners, na cidade de Cabreúva (SP). Todos os equipamentos já foram entregues e estão sendo montados e entrando em operação. Essa foi a segunda compra desse tipo de equi-

suportar até 6 toneladas e possui movimento para compensar variações de altura do piso da carroceria e facilitar o acesso de carrinhos, paleteiras e empilhadeiras ao interior dos veículos. Fabricados para embutir, os equipamentos funcionam com basculamento de rampa por meio de cilindro hidráulico e comando em botoeira remota, tornando a operação de carga e descarga mais ágil, além de proporcionar mais segurança para os operadores.

DHL: (11) 3618-3200 Marksell: (11) 4772-1100

Grupo Chibatão investe em equipamentos Companhia destina R$ 1,9 milhão à compra de dez reach stackers

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Terminal Portuário Alfandegado do Grupo Chibatão, localizado em Manaus, recebeu, no último mês de maio, mais dez equipamentos para movimentações de contêineres. Os reach stackers, da marca Terex, que demandaram R$ 1,9 milhão em investimentos, são empregados nas movimentações dos principais armadores que atuam no local – Aliança, Hamburg Süd, CMA-CGM, Mercosul-Maersk, Log-In Logística e NYK, que operam no transporte dos produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM), do qual o terminal responde por 80% da movimentação de

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cargas por navios de longo curso e cabotagem. De acordo com o gestor do terminal, Jhony Fidélis, o investimento visa a preparar o terminal para o aquecimento da produção do PIM esperado para o segundo semestre. Para suportar este crescimento, a aplicação de recursos é contínua. Fidélis revela que, nos últimos seis meses, foram investidos R$ 22 milhões para a aquisição de 309 equipamentos – reach stackers, cavalos mecânicos, porta-contêineres, carretas para operação portuária e transtêineres. Os resultados começam a aparecer. “Já reduzimos de uma hora e dez minutos para 20 minutos o tempo utilizado na movimentação de contêineres em nossos pátios”, anuncia.

Para operar essa nova frota de veículos, a companhia contratou 115 colaboradores, treinados pelo Instituto de Capacitação Técnica Profissional (Incatep), de Santos (SP). “Além de investir em equipamentos, colocamos recursos próprios para treinar os operadores, uma vez que em Manaus não existe nenhum curso de habilitação básica”, diz. Para o segundo semestre, além da continuidade do programa de ampliação da frota, o gestor revela que já estão previstos investimentos em infraestrutura, como a construção da nova ponte de acesso ao píer, instalação do escâner de contêineres e aplicação de novas tecnologias no controle das operações. Grupo Chibatão: (92) 2129-1900


DB Schenker é a nova provedora logística da DAF Operador já iniciou as atividades para a nova fábrica da montadora

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DAF Caminhões anunciou como seu provedor logístico no Brasil a DB Schenker, empresa de atuação internacional, para as operações de transporte door to door, incluindo o desembaraço aduaneiro e um sistema integrado de gerenciamento de pedidos para a nova fábrica da montadora em Ponta Grossa (PR), que iniciará as operações em outubro. O contrato, que tem prazo de 24 meses e pode ser prorrogado por mais 12 meses, prevê serviços de transporte aéreo e marítimo, além de transporte rodoviário no Brasil. Segundo Tim Horton, gerente global de Atendimento para a DAF na DB Schenker, a montadora também contará com relatórios periódicos das operações e ampla visibilidade de toda a cadeia de suprimentos, por meio de uma ferramenta de gerenciamento chamada Scout. “Esta visibilidade foi uma das peças-chave para que a fabricante escolhesse a Schenker como seu principal provedor.” A DB Schenker Brasil participou, em outubro passado, de um workshop na Holanda, sede da DAF, apresentando a mais de 180 fornecedores os requerimentos alfandegários para se

exportar ao Brasil, iniciando a implantação da logística da nova fábrica. O diretor executivo Operacional da DAF no Brasil, Luiz De Luca, informa que a decisão de trabalhar com a Schenker significa consolidar a parceria que as empresas mantêm em outros países em que ambas operam. Para esse contrato, a operadora logística disponibilizará uma equipe dedicada que atuará exclusivamente para a montadora no Paraná.

DAF: (42) 3220-8400 DB Schenker: (11) 3318-9200


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JadLog lança site operacional Ferramenta permite realizar a simulação do cálculo do frete e rastrear as entregas

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transportadora JadLog reformulou o seu website, colocando à disposição dos clientes a simulação do cálculo do frete de encomendas e o rastreamento das entregas. Além disso, a ferramenta tem como objetivo facilitar a integração e a operação com os mais de 480 franqueados da companhia instalados no país. Para acessar o simulador, o usuário pode escolher o tipo de frete, preencher as dimensões do pacote, a origem e o destino, e obter um valor

aproximado para a operação. Já para saber detalhes sobre a movimentação, basta digitar o código de barras de identificação da mercadoria. Além disso, a nova página foi projetada para estar alinhada com os sites de busca e disponibilizar procuras aperfeiçoadas, como a localização de qualquer unidade da empresa em todo o território brasileiro. A conexão com esses buscadores oferece aos franqueados a visualização das rotas, no formato de mapa e com o itinerário por escrito, funcionalidade que tem como meta ge-

rar mais eficiência e menos tempo nos deslocamentos das entregas e coletas. Pelo novo site, é possível obter a localização da unidade da empresa mais próxima do cliente por meio do Código de Endereçamento Postal (CEP). Essa ferramenta, bem como as demais, foram propostas para simplificar as operações dos consumidores e aprimorar o atendimento, a integração e as movimentações das unidades.

JadLog: (11) 3563-2000


MERCADO

Telefônica Vivo estabelece acordo com a Sascar Empresas atuarão em conjunto para oferecer ferramentas de gestão de frota direcionadas a veículos leves

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Telefônica Vivo e a Sascar firmaram um acordo para o desenvolvimento de soluções de gestão de frota de veículos leves no Brasil. Os termos da negociação, já aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), preveem que as duas empresas comercializem ferramentas sob a marca Vivo. O acordo visa a somar o know-how tecnológico, a abrangência nacional e os conhecimentos em gestão de frotas da Sascar à força da rede comercial da Vivo, que possui uma carteira de

clientes superior a 300 mil empresas. Os principais alvos serão frotas utilizadas por equipes de vendas e assistência técnica, prestadores de serviços de concessionárias de água, luz e telefonia e também empresas de entregas rápidas. De acordo com o diretor executivo de Negócios Digitais da Telefônica Vivo, Roberto Piazza, o acordo faz parte de uma estratégia global da companhia, seguindo modelo similar já existente em outros países onde atua. Para o presidente da Sascar, Már-

cio Trigueiro, a escolha da empresa por parte da multinacional, em meio a uma disputa com outros players nacionais e internacionais, mostra que a Sascar está no caminho certo. “Recebemos isso como um reconhecimento pelos nossos pesados investimentos recentes em tecnologia e inovação, que somaram mais de R$ 20 milhões”, completa. Telefônica Vivo: 1058 Sascar: 4002-6004

Elog implementa agendamento no Porto Seco Barueri

24 - Revista Tecnologística - Julho/2013

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esde o último mês de maio, os caminhões que diariamente fazem o embarque e o desembarque de mercadorias no Porto Seco Barueri (SP), controlado pela Elog, passaram a agendar horário para realizar as operações. A iniciativa tem como objetivo eliminar alguns gargalos, como filas de espera, e melhor adequar a escala de trabalho dos funcionários. Segundo o gerente de Operações Alfandegadas da Elog, Rafael Lima, o desafio foi provar que era possível implementar o agendamento, uma vez que ninguém no mercado trabalhava desta maneira. A fase de preparação para agendar as descargas na unidade teve início em meados do ano passado. O trabalho consistiu em realizar um levantamento da capacidade operacional e da

necessidade de mão de obra, bem como o desenvolvimento de planilhas e de ferramentas tecnológicas para colocar o agendamento em prática. Alguns resultados já podem ser mensurados desde o início do agendamento, como a redução de custos para os usuários do terminal. “Nossos clientes não precisam mais esperar em uma fila,

o que evita estadias e custos extras de transporte. É só chegar na hora marcada para o atendimento”, diz o gerente. Além disso, o sistema permite que os clientes otimizem suas operações e aumentem o giro de suas carretas. Caso haja um imprevisto e não seja possível chegar na hora, a Elog faz um reagendamento para recebimento da carga. A previsão da companhia é de que, até o fim do ano, todos os seus portos secos no Sudeste – Campinas (SP) e São Paulo, além de Barueri – trabalhem com o novo sistema. Já as seis unidades do Sul – em Curitiba e Foz do Iguaçu (PR); Jaguarão, Santana do Livramento e Uruguaiana (RS) – deverão seguir a nova norma em 2014. Elog: (11) 3305-9999


MERCADO

Empresários catarinenses organizam-se por melhorias

Débora Scharf

Mobilização busca reduzir os gargalos provocados pela infraestrutura deficiente

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om a realização do seminário “A Infraestrutura Logística como Fator Determinante para o Desenvolvimento de Santa Catarina”, no último dia 6 de junho, em Joinville, a OTM Logística e a Associação Empresarial de Joinville (Acij), organizadoras do evento, lançaram movimento para que as melhorias de infraestrutura no estado aconteçam de fato. No bojo dessa mobilização, está a ideia de que os empresários devem atuar de forma proativa para reduzir os gargalos que afetam a competitividade das empresas e interferem na qualidade de vida dos cidadãos. Osvaldo Douat Filho, presidente da OTM Logística, operador logístico sediado em Joinville, explica que quem acompanha, como ele, o que vem acontecendo em relação à infraestrutura e à logística, cujo desempenho está diretamente ligado à primeira, sabe o quanto ainda tem de ser feito e que não é mais possível aguardar apenas por ações governamentais. “Foram realizados nos últimos anos, pela iniciativa privada, volumosos investimentos nos portos e terminais de Santa Catarina, estado com grande vocação para a exportação. Um esforço que teve significativos resultados, incrementando

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bastante a atividade econômica catarinense. Porém, nada mudou em relação ao transporte ferroviário e rodoviário, por isso hoje estamos convivendo com um enorme gargalo. Estamos muito bem supridos de estruturas portuárias, mas todo o resto ainda está por fazer. Não podemos mais esperar, soluções precisam ser implementadas já, em paralelo às ações do governo”, manifestou Douat Filho. Paulo Bornhausen, secretário de Desenvolvimento de Santa Catarina, enumerou as obras que estão sendo feitas para amenizar os problemas locais, com investimentos da ordem de R$ 300 milhões, mas admitiu que isso ainda é pouco diante do crescimento econômico e social pelo qual passa o estado. Ele desafiou as empresas a buscarem as soluções para a questão logística, a exemplo do que vem sendo feito no modal portuário, no qual terminais privados vêm suprindo as demandas e reduzindo os gargalos. O presidente da Acij e da Câmara de Transportes e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, apresentou um diagnóstico da situação atual, baseado principalmente no eixo da BR-101, que afeta diretamen-

te a região litorânea, povoada por cerca de 4 milhões de pessoas, mais de 80% da população catarinense. Já para o ex-secretário de Articulação Internacional do estado, Alexandre Fernandes, não é possível mais aguardar pelo governo. “Precisamos nos unir e, de alguma forma, criar outros organismos que possibilitem a ação direta da iniciativa privada na construção e gestão de rodovias, ferrovias e outros modais.” Fernandes atuou no processo de captação de grandes empresas para o estado, como Red Bull, General Motors e BMW – que está construindo sua fábrica no norte de Santa Catarina, que deve entrar em operação até o fim de 2014, segundo Gerald Degen, diretor da montadora alemã. O evento, que aconteceu no Dia da Logística, reuniu empresários dos mais diversos segmentos econômicos em atividade no estado e marcou o lançamento do movimento que, a partir de agora, desenvolverá um plano de trabalho e discutirá a disponibilidade de investimentos da iniciativa privada em propostas e projetos que precisam sair do papel, segundo o presidente da OTM. Acij: (47) 3461-3333 OTM Logística: (47) 3121-8500


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MERCADO

Schneider Electric, multinacional especializada em gestão de energia, anunciou em maio o início das operações em seu centro de distribuição de soluções da unidade de negócios TI (Tecnologia da Informação), localizado no complexo da empresa em Cajamar (SP). Com 5 mil metros quadrados, o espaço apresenta capacidade para 3,8 mil posições-palete, pé-direito de 12 metros e

Schneider tem novo CD em Cajamar

um total de 28 docas. Operam na estrutura oito equipamentos de movimentação, entre paleteiras e empilhadeiras. Dentre os produtos armazenados, estão no-breaks, racks, estabilizadores e aparelhos de ar-condicionado de precisão. A unidade possui ainda uma área destinada à recarga de equipamentos e reparos simples – realizados por uma equipe técnica da própria Schneider – e à montagem de racks para entrega ao cliente final. O gerente de Supply Chain da unidade de negócios TI da empresa, Daniel Martins Chaible, explica que a entrega dos produtos é realizada por transportadoras terceirizadas tanto para os distribuidores como para os data centers de clientes.

Esse trabalho, mais customizado, inclui ainda serviços como içamento e deslocamento dos produtos dentro do espaço do cliente. Dentro do CD, a companhia realiza também a logística reversa. Além de fazer a separação e a destinação correta dos produtos enviados pelos distribuidores, a empresa coleta equipamentos de grande porte junto aos clientes. O complexo de Cajamar está situado em um espaço de 13 mil m², comportando todas as áreas de atuação da Schneider. Os valores investidos no CD não foram divulgados. A unidade de negócios TI possui outro CD, em Fortaleza, totalmente dedicado às Regiões Norte e Nordeste. Schneider Electric: (11) 3468-5791

Smart e Andrade Cavaletti anunciam união Operadores logísticos buscam complementaridade para atender clientes em comum

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s operadores logísticos Smart e Andrade Cavaletti anunciaram, em junho, sua união para a criação de uma companhia, ainda sem nome definido. Chamado provisoriamente de Smart - Andrade Cavaletti, o novo operador já nasce com projeção de faturamento estimada em cerca de R$ 100 milhões para 2013, frota de 230 veículos próprios, 80 agregados, 800 colaboradores e seis centros de distribuição, totalizando mais de 30 mil metros quadrados de área de armazenagem em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. Em 2012, as duas empresas realizaram, juntas, 240 mil entregas e movimentaram um total de 300 mil toneladas. Sediada em Contagem (MG), a Smart atua no estado mineiro com operações 28 - Revista Tecnologística - Julho/2013

de armazenagem, cross-docking e distribuição fracionada de carga seca, além de distribuição de refrigerados com frota dedicada. Já a Andrade Cavaletti, oriunda de Brasília (DF), realiza as mesmas operações, só que voltadas a cargas resfriadas e congeladas no DF, GO, TO e no Triângulo Mineiro, além de coletas em São Paulo. O objetivo da união é adquirir ganhos de escala e sinergia nas operações. Ambas buscam complementaridade nos serviços, visto que possuem clientes em comum. Juntas, atendem cerca de 500 empresas. De acordo com o diretor da Smart, Adalberto de Paula, num primeiro momento as empresas continuarão funcionando de forma independente. “Estudamos a consolidação das operações em uma única estrutura, bem como uma nova razão social”, explica, colo-

cando que a gestão da nova companhia será compartilhada entre ele e Fernando Cavaletti, representando cada uma das partes envolvidas. A união deve proporcionar a otimização das filiais, com a oferta de serviços que até então não eram realizados. Os dois CDs da Smart em Contagem, por exemplo, passarão a contar com operações de cross-docking e distribuição de refrigerados, utilizando a estrutura de coleta da filial de São Paulo da Andrade Cavaletti. Esta, por sua vez, deve passar a fazer operações semelhantes com carga seca em sua unidade de Uberlândia, atendendo os atuais clientes da Smart na região. Andrade Cavaletti: (61) 2107-6200 Smart: (31) 3361-2335


Contrato junto à Hamburg Süd e à Aliança foi prorrogado até 2019 e prevê incremento no volume movimentado

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Santos Brasil prorrogou o contrato e ampliou a prestação de serviços junto às companhias Hamburg Süd e Aliança Navegação e Logística, que realizam, respectivamente, operações de longo curso e cabotagem. O acordo foi estendido até janeiro de 2019 e a ampliação dos serviços estabelece a utilização dos demais terminais da empresa – Tecon Vila do Conde (PA) e Tecon Imbituba (SC), além do Tecon Santos (SP).

As companhias firmaram intenções para incrementar os volumes operados no terminal santista por meio da inclusão de um novo serviço originário da Ásia. Entre outras iniciativas, estão a implantação de serviços de cabotagem em Vila do Conde e a manutenção de pelo menos um serviço das linhas da Aliança e Hamburg Süd operando em Imbituba. Segundo o diretor Comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado, há uma tendência no mercado em estabelecer contratos de

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Santos Brasil expande acordos com armadores

prazos mais longos, que ao mesmo tempo em que proporcionam às companhias de navegação garantia de eficiência dos serviços portuários, beneficiam a capacidade de planejamento e projeção de resultados e investimentos dos operadores.

Hamburg Süd/Aliança: (11) 5185-3100 Santos Brasil: (11) 3897-1111


UPS adota winglets em seus Boeings 767

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Dispositivo deve gerar economia de 22,8 milhões de litros de combustível por ano

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UPS anunciou que, a fim de economizar combustível e reduzir as emissões de CO2 em suas operações, aplicará winglets – componentes aerodinâmicos acoplados às extremidades da asa da aeronave – em sua frota de Boeings 767. O objetivo é reduzir o arrasto (força de fricção que faz resistência ao movimento), a fim de melhorar a eficiência em voo, economizando combustível. De acordo com números divulgados pela empresa, os dispositivos contribuirão para a economia de 22,8 milhões de litros de combustível por ano e para a redução de emissões de mais de 68 mil toneladas de gás carbônico. A UPS estima uma economia de 4% de combustível em cada voo dos novos 767, mesmo com aumento de dimensões e mais peso. Com essa mudança, cada asa terá mais 1,6 metro de comprimento e adicionará 1,36 t ao peso da aeronave, por conta dos winglets e da estrutura acrescentada como reforço para a asa. O projeto é uma iniciativa implementada pela UPS Airlines, que tra-

balha para reduzir o lançamento de carbono na atmosfera em 20% até 2020, com base nas emissões geradas em 2005. Outros esforços da companhia para a economia de combustível incluem melhorias nas rotas de voo, gerenciamento do tempo de transporte e equipamento de apoio em terra para combustíveis. Atualmente, a UPS opera 54 aeronaves do modelo 767 e aguarda a chegada de outras cinco, já encomendadas. A expectativa é ter winglets instalados em todas as aeronaves até o fim de 2014. Vale lembrar que essas peças já foram implementadas em todos os 747 e MD-11 da empresa, enquanto os A300-600 receberam outro dispositivo, com a mesma finalidade, chamado de wingtip fence. A companhia opera um total de 230 aviões próprios e 332 fretados, que atendem 727 aeroportos no mundo.

UPS: (11) 5694-6600


MERCADO

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Aeroporto de Dallas quer ampliar presença brasileira

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o último dia 4 de junho, uma delegação formada por autoridades governamentais e executivos norte-americanos esteve em São Paulo para apresentar as vantagens comerciais do Dallas-Fort Worth International Airport (DFW), dando um panorama da região do Texas, onde o aeroporto se localiza, e declarando o interesse de que este terminal seja a porta de entrada dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. A delegação foi composta pelo prefeito da cidade de Dallas, Mike Rawlings, pela prefeita da cidade de

Fort Worth, Betsy Prince, pelo membro do conselho do DFW, Bernice J. Washington, e pelo vice-presidente executivo do aeroporto, Phil Ritter. Entre as vantagens apresentadas, destacou-se a estrutura logística do aeroporto, que é o 29º maior hub de carga do mundo e o segundo maior dos Estados Unidos. O DFW possui um centro de transporte e logística no qual operam 17 companhias aéreas de carga. Além disso, sua posição estratégica, próximo ao cruzamento de cinco importantes rodovias interestaduais dos Estados Unidos, com acesso aos 50

principais mercados americanos, facilita o escoamento de cargas. Outro ponto que mereceu destaque foram as exportações para a América do Sul, que, nos últimos três anos, tiveram aumento considerável. “O comércio de carga entre o DFW e a América do Sul é impulsionado por exportações, sendo 65% delas em categorias como equipamentos petrolíferos e elétricos e bens industriais”, ressalta o vice-presidente executivo do terminal, Phil Ritter. Ainda segundo Ritter, o Brasil é um importante parceiro comercial para os Estados Unidos e o Texas. Atualmente, de toda a carga proveniente da América do Sul que entra nesse aeroporto norte-americano, 57% são do Brasil que, completa o executivo, é o quarto maior mercado exportador para o estado do Texas, com mais de US$ 10 bilhões registrados em 2012.

DFW/Interamerican Network: (11) 3214-7500


Correios renovam frota

Fabricante cria versão de seu implemento ferroviário GDU

Foram investidos R$ 200 milhões na aquisição de diferentes tipos de veículos

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AmstedMaxion desenvolve vagão para a MRS

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fabricante de implementos e componentes voltados para o setor ferroviário AmstedMaxion desenvolveu um novo vagão-gôndola para atender às necessidades da MRS Logística, concessionária que controla, opera e monitora a Malha Sudeste da antiga Rede Ferroviária Federal. O principal diferencial do novo vagão, do modelo GDU (gôndola), é a utilização de rebites em sua construção, no lugar de soldas. A caixa do implemento é inteiramente fixada por meio de huck-bolts – rebites estruturais de montagem a frio. As primeiras unidades já estão sendo entregues à MRS, sendo que o número total de equipamentos e o valor da aquisição não foram divulgados pelas empresas. A solução adotada no projeto, desenvolvido pela unidade de Engenharia Avançada da fabricante, já vem sendo utilizada em outros países. Trata-se de um método de fixação com a mesma resistência da solda, mas que proporciona

maior flexibilidade às linhas de montagem e manutenção por conta da facilidade de aplicação e remoção, sem a necessidade de usar maçaricos. O novo vagão GDU possui uma capacidade volumétrica total de 50,5 metros cúbicos, contra 45 m³ do modelo anterior, em virtude do fundo rebaixado. Além disso, o implemento apresenta redução de 2 toneladas na tara, que anteriormente era de 23 t. O estrado da caixa do vagão é composto por uma viga central tubular em peça única que visa ao aumento da resistência e à maior rapidez de montagem. No projeto desenvolvido em conjunto com a AmstedMaxion, a viga é fornecida pela Valourec & Mannesmann, empresa que atua na fabricação de tubos estruturais de aço. Além disso, o novo GDU é produzido com truque Ride Control Usinado, criado juntamente à MRS. A novidade permite que os rodeiros do vagão acompanhem os raios horizontais durante as curvas, reduzindo a perda de paralelismo entre as peças fundidas. Na prática, o truque apresenta um novo conceito de direção, que tem como objetivo propiciar um menor consumo de rodas. AmstedMaxion: (19) 2118-2000 MRS Logística: (11) 3648-8402

O

s Correios adquiriram novos veículos para renovar e ampliar a frota, operação em que foram investidos aproximadamente R$ 200 milhões. Ao todo, foram comprados 3.965 veículos, entre os quais 734 motocicletas trail, 3.065 furgões e 116 caminhões, que já começaram a ser entregues em todo o Brasil. Os furgões são equipados com ar-condicionado, vidros elétricos, direção assistida, porta lateral e revestimento interno para, segundo a companhia, proporcionar maior produtividade e qualidade nas entregas. Já os caminhões vêm no padrão de motorização Euro 5, que reduz o nível de emissões de gases na atmosfera. Nos últimos 30 meses, os Correios adquiriram 16 mil veículos, elevando a qualidade da frota em todos os estados brasileiros. Além disso, a empresa vem investindo em infraestrutura e pessoal. Desde 2011, foram aplicados R$ 700 milhões na construção e reforma de 1,5 mil unidades, na compra de 13 mil computadores e de equipamentos para a área operacional, além da aquisição de veículos. Foram contratados ainda 15 mil novos funcionários e mais 6,6 mil estão sendo admitidos em 2013.

Correios: 0800 725 7282 Julho/2013 - Revista Tecnologística - 33


MERCADO

Cabotagem é destaque nos terminais da Wilson Sons De janeiro a maio, foram movimentados em Rio Grande 14,5 mil TEUs, enquanto em Salvador chegou a 18,1 mil TEUs

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Divulgação

Sons divulgou que, nos cinco primeiros meses deste ano, o volume de movimentação de contêineres cheios no transporte por cabotagem cresceu 22,9% no Tecon Rio Grande (RS) e 20,3% no Tecon Salvador, em comparação ao mesmo período de 2012. Ao todo, foram 14,5 mil TEUs na unidade gaúcha e 18,1 mil TEUs na da capital baiana. Em ambos, o arroz foi a principal carga movimentada pelo modal. No terminal sulista, o grão correspondeu a 78,8% de toda a operação – 11,2 mil TEUs embarcados até o mês de maio, contra 8,7 mil TEUs de janeiro a maio do ano anterior. Já no Tecon Salvador, que inaugurou em novembro passado um cais

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dedicado à cabotagem, a movimentação de arroz atingiu 3 mil TEUs no período, o que representa 26% de toda a operação costeira de descarga do terminal. Os principais destinos das cargas embarcadas em Rio Grande via cabotagem foram Suape (PE), com 28%, Fortaleza (29%), Salvador (16%), Manaus (9%) e Pecém, no Ceará (5%). Em Salvador, a movimentação de fio de cobre ganhou destaque nas operações de embarque. Desde o fim de 2012, em virtude de esforços conjuntos entre terminal e armadores, foi possível viabilizar o transporte do produto utilizando a cabotagem, retirando parte da carga das rodovias. Como resultado, o

segmento apresentou um aumento de 1.000% nas movimentações nos cinco primeiros meses deste ano em relação a 2012. O segmento de bebidas, que atingiu um crescimento de 20% de janeiro a maio nos embarques, também tem tendência de alta para os próximos meses, principalmente por conta da formação de estoque para o verão e da maior concentração do volume que segue de Salvador para Manaus. A Wilson Sons destaca que o transporte por cabotagem, além de mais sustentável e com menor risco de avarias e sinistro, pode proporcionar uma economia nos custos logísticos de até 30%. Considerando apenas o frete para transportar um fardo de 30 kg de arroz do Rio Grande do Sul para Salvador, os custos por rodovia ficam em torno de R$ 7,50, e por cabotagem caem para R$ 6,40. Uma diferença de quase 15%. O Tecon Rio Grande tem desenvolvido projetos para integrar a navegação costeira a outros modais na cadeia logística, com destaque para a ferrovia. Quase 5% dos produtos da cabotagem utilizaram o modal ferroviário para chegar ao terminal neste ano, enquanto no ano passado foram 3% do total.

Wilson Sons: (21) 3504-4136


MERCADO

Golden Cargo investe no mercado baiano

Divulgação

Operador logístico vai inaugurar unidade em Luís Eduardo Magalhães

Dachser inaugura filial carioca Unidade prestará serviços como frete internacional e desembaraço aduaneiro

Unidade da operadora na Bahia, que abrigará a nova estrutura

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Golden Cargo, especializada na logística de defensivos agrícolas e produtos químicos embalados, anunciou investimentos de R$ 7 milhões para a construção de uma área de armazenagem de sementes na Bahia, em 2014. O aporte faz parte da estratégia da companhia de investir nos principais polos agrícolas do país. A estrutura, localizada ao lado do centro de distribuição da Golden Cargo no município de Luís Eduardo Magalhães, contará com 6 mil metros quadrados e capacidade para 300 mil sacas. Somente os investimentos em climatização devem somar cerca de R$ 1 milhão. De acordo com o diretor Comercial da empresa, Mauri Mendes, as sementes ficarão em local isolado, sem contato com os defensivos agrícolas armazenados no CD. A nova área será dedicada à armazenagem, controle de estoque e transporte do produto em toda a Bahia e região. “O Norte e o Nordeste representam mais de 50% dos negócios da Golden Cargo. Além disso, a fronteira que compreende os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e o oeste baiano tem potencial para se tornar a grande pro-

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dutora agrícola do Brasil”, justifica o diretor Comercial. Atualmente, a empresa detém 85% do market share na logística de defensivos agrícolas baiana. Somente o CD de Luís Eduardo Magalhães, de 6,2 mil m² e capacidade para 8 mil posições-palete, representa 12% do faturamento da Golden Cargo, que atingiu R$ 104,4 milhões em 2012. “A expectativa é que isso aumente ainda mais. Há grande potencial de crescimento, tanto para o transporte de defensivos agrícolas quanto para o armazenamento de sementes”, conclui Mendes. No novo espaço dedicado às operações com sacas de sementes, atuarão 25 colaboradores. Se somados aos funcionários que já trabalham na unidade no município, o número chegará a 110. A Golden Cargo conta com nove CDs localizados nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão, além da Bahia. As estruturas são atendidas por uma frota de 249 veículos com idade média de quatro anos.

Golden Cargo: (11) 2133-8800

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Dachser Brasil, operador logístico multinacional de origem alemã, inaugurou, em junho, um escritório na cidade do Rio de Janeiro. A decisão de abrir essa unidade, que contou com um aporte de R$ 360 mil, teve como critério, além do potencial econômico da região, a proximidade com os portos de Itaguaí e do Rio de Janeiro, importantes pontos de recebimento e escoamento de mercadorias importadas e exportadas para Minas Gerais, o terceiro maior PIB do país. A cidade também abriga o quarto maior hub brasileiro de carga aérea, o aeroporto do Galeão. Segundo a companhia, os principais segmentos atendidos pela nova estrutura são o farmacêutico e o hospitalar. A equipe que atua nessa unidade é composta por profissionais especializados, que atuam nos serviços de frete internacional, importação e exportação e desembaraço aduaneiro. A filial, localizada no centro do Rio de Janeiro, tem área de 100 metros quadrados.

Dachser Brasil – (19) 3312-6200


CROSS-DOCKING • Pedro Rodrigues foi nomeado, em maio, para o cargo de diretor-geral da NDG Logistics. Formado em Gestão de Empresas pela Universidade Internacional, em Lisboa, Portugal, e com mestrado em Ciências Econômicas e de Gestão pela Universidade do Mediterrâneo, em Marselha, França, o executivo chega ao novo posto após atuar como diretor-assistente de Logística da Norbert Dentressangle Espanha. (11) 2107-3100 • Roberto Lopes dos Santos assumiu, no último dia 6 de maio, o cargo de diretor-superintendente do Terminal Portuário Santa Catarina (Tesc), em São Francisco do Sul. Formado em Administração de Empresas pela Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, antes de ocupar a posição atual no Tesc o executivo trabalhava como diretor Comercial do Grupo Libra. Entre as metas do novo diretor-superintendente, está a de reforçar as relações comerciais do terminal. (47) 3471-2121

terior pela Universidade Paulista (Unip-SP), Petroni tem ainda pós-graduação em Logística Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). Ele já atuou nas áreas de importação e exportação da Gradiente Eletrônica e da Ciba Especialidades Químicas, foi consultor de Negócios na Gate Express Global e, antes de assumir o novo cargo, ocupava a posição de gerente Comercial na Armazéns Gerais Columbia, parte da Columbia adquirida pela Elog em 2010. (11) 3330-6700 • O novo gerente de Logística da Henkel Mercosul é André Oliveira. Formado em Administração de Empresas pela Faculdade de Jaguariúna (FAJ), no interior paulista, possui MBA em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e especialização em Logística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP). Ao longo de sua carreira, atuou em empresas como Motorola, Philips e Grupo DPaschoal, nas áreas de Supply Chain, Vendas e Operações Logísticas. (11) 3205-7000

• O economista Angelo Baptista foi eleito, em 16 de maio, presidente do Conselho da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) para os próximos dois anos. Graduado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Baptista possui também MBA em Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ). O executivo acumula 15 anos de experiência profissional em logística, tendo atuado na Vale, Porto do Itaqui (MA), Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Rumo Logística e Transnordestina, em cargos de gerência, diretoria e presidência. (61) 3212-8900

• A Brasil Máquinas de Construção (BMC) contratou Afonso Caetano para o cargo de diretor de Tecnologia da Informação. Com larga experiência nessa área, o executivo é engenheiro-eletrônico formado pela Faculdade de Engenharia São Paulo, pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (Faap-SP) e realizou MBA Executivo no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-SP). Atuou profissionalmente em empresas como Grupo J. Macêdo, Fundação Antonio Prudente - Hospital do Câncer e Gtech. (11) 3302-5450

• A Columbia contratou, em maio, Mauricio Petroni para o cargo de gerente Comercial. O executivo será responsável pelo desenvolvimento de novos centros de distribuição da empresa em São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina. Bacharel em Administração e Comércio Ex-

• A DVA Log, empresa especializada em operações logísticas, anuncia Maurício Gomes como seu novo diretor-geral. O executivo é formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas, SP), com especialização em


Logística pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), e cursa mestrado em Transportes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP). Gomes possui experiência no segmento logístico desde 1989, tendo atuado durante dez anos na Mogiano Transportes como gerente Comercial e passado, posteriormente, por empresas como TNT Mercúrio e TA Logística. (11) 2319-2001 • O novo presidente da Dematic para a América do Sul, Angel Alcala, assumiu o cargo no último dia 6 de junho. Com amplo conhecimento em processos industriais, adquirido em trajetória profissional construída em organizações de setores como o aeroespacial, o automotivo e o de tecnologia, o executivo mexicano é bacharel em Ciências Ambientais pela Univer-

sidade de Guadalajara, no México, e pós-graduado em Negócios Sustentáveis pela Universidade de Cambridge, nos Estados Unidos. Alcala atuou na América Latina, Estados Unidos e Europa, em empresas como Bendix, AlliedSignal, American Standard, Trane & Honeywell e Invensys, nas quais foi responsável regional e globalmente por áreas como Meio Ambiente, Saúde e Segurança, Desenvolvimento de Novos Negócios e Operações. (11) 3627-3100 • A Ativa Logística, especializada no atendimento dos segmentos de medicamentos e cosméticos, anunciou a contratação de dois novos gerentes. Leandro Ferraz de Oliveira, que acumula 14 anos de experiência na área e assume a gerência de Risco, é graduado em Gestão de Negócios pela Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes

(SP), e possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Já a gerência-geral de Operações está a cargo de Edison Stevanato. Formado em Ciências Contábeis, o novo gerente acumula mais de 15 anos de experiência, adquirida em várias empresas do segmento de logística. (11) 2902-5000 • César Denadai Rugero assumiu, em março, a gerência do Canal Indireto de Vendas da Markem-Imaje Brasil. Formado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Salesiano (SP) e pós-graduado em Marketing Empresarial pela Fundação Getulio Vargas, em Campinas (SP), antes de ocupar a nova função, Rugero atuava na Avery Dennison como executivo de contas sênior de Produtos para Comunicação Visual. (11) 3305-9455


ENTREVISTA

Fotos: Luiz Machado / Agência Imagem

Aposta quente

Tecnologística – A Comfrio está passando por uma grande mudança, fazendo pesados investimentos e ganhando novos mercados. O senhor poderia contar um pouco desse processo? Francisco Moura – A companhia está numa fase de transformação, que se iniciou em 2010, e a nossa estratégia é deixar de ser uma empresa de armazenagem geral para suco de laranja – que foi a origem da Comfrio – e passar a ser de fato um operador logístico para seus dois principais segmentos, que são a indústria de alimentos e o food service. De 2010 40 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Em pouco mais de três anos, a Comfrio – uma das mais arrojadas empresas de logística frigorificada do país – mudou o foco do negócio, saindo da operação de armazém geral para a de logística integrada com foco na distribuição. No rastro da mudança, propiciada pela entrada de um investidor internacional, a empresa passou a atender um novo nicho, o food service. É o que conta nesta entrevista exclusiva o CEO da empresa, Francisco Moura

para cá, fizemos investimentos de R$ 110 milhões. Tínhamos uma estrutura de 200 funcionários e hoje já temos mais de mil. Tecnologística – Onde foram feitos esses investimentos? Moura – Em 2010, abrimos um novo centro de distribuição em Uberlândia; em 2011, foi a vez de Jarinu (SP), a 50 km do Rodoanel, este já focado no atendimento ao setor de food service; em 2012, investimos em São José dos Pinhais, próximo a Curitiba, para atender três importantes clientes da indús-

tria de alimentos. Além disso, expandimos todas as nossas antigas unidades, que são: Bebedouro I e II, Monte Azul e Limeira, todas no estado de São Paulo. E, ao longo desse processo, agregamos esse novo segmento, que é o food service. Para ele, hoje fazemos logística integrada desde a tomada do pedido dos clientes até o planejamento de compras, o gerenciamento do armazém e do transporte. Enfim, coordenamos toda a cadeia mesmo. Tecnologística – Que clientes a Comfrio atende neste setor?


Moura – Hoje atendemos quatro clientes de food service, pertencentes aos segmentos de casual dining, cafeterias e fast-food. Companhias nacionais e internacionais que estão em acelerado processo de expansão e demandam soluções logísticas customizadas. Os contratos nos impedem de dizer os nomes das empresas. Tecnologística – Quantos clientes ao todo a empresa tem hoje? Moura – Atendemos cerca de 50 clientes, entre os dois segmentos. Ainda temos mais clientes na indústria do que no food service, mas vamos crescer nos dois. Tecnologística – Qual a área dessas unidades, tanto das novas quanto das ampliadas? Moura – Atualmente, temos 360 mil metros cúbicos de capacidade instalada, sendo 70 mil m³ em Jarinu, equivalente a 14 mil posições-palete; 80 mil m 3 em Curitiba, comportando 16 mil posições-palete, e em Uberlândia, 33 mil m 3, com capacidade para 7 mil posições. Já nas unidades antigas, temos Bebedouro I, com 35 mil m³ (7,5 mil posições-palete); Bebedouro II, com 42 mil m³ (10 mil posições-palete); Monte Azul Paulista, com 49 mil m³ (8,5 mil posições-palete), e Limeira, com 60 mil m³ (13 mil posições-palete). Tecnologística – E esse plano de investimentos continua? Moura – Sim, temos um plano agressivo para os próximos três anos, com mais R$ 150 milhões previstos. Em 2013, estamos ampliando as unidades de Jarinu e Uberlândia e temos a construção de uma nova unidade em Ribeirão Preto (SP), além de estudarmos uma nova estrutura em outro estado. Ribeirão Preto tem previsão de entrar em

“Nossa estratégia é fornecer serviços não commoditizados de logística integrada, que são mais complexos e exigem soluções sofisticadas”

operação já no terceiro trimestre deste ano e as outras duas, que são ampliações, no quarto trimestre. Tecnologística – A companhia também ganhou um novo sócio, não é? Moura – Sim, foi importante para a nossa estratégia de expansão a entrada, em 2011, do fundo de investimentos Aqua Capital como sócio da empresa, ao lado do fundador da Comfrio, José Francisco dos Santos. Tecnologística – A operação é bem focada em São Paulo, um pouco no Paraná e em Minas Gerais. Vocês têm previsão de expansão para outras regiões? Moura – Nosso foco é nos grandes centros e estamos olhando para eles. Tanto no food service quanto nas grandes indústrias de alimentos, nossa estratégia é mesmo a distribuição, e ela ocorre onde há consumo, não dá para fugir. A Comfrio iniciou suas atividades atendendo a indústria da produção de suco de laranja, por isso a sede é em Bebedouro, que é um grande polo deste produto. Mas nossa visão de longo prazo é prover logística integrada para esses dois setores, oferecendo serviços não commoditizados, que são complexos e requerem equipes

qualificadas, TI e infraestrutura moderna. É um conceito de logística e não de armazém geral. Porque tem muita empresa no mercado que diz que faz logística e, quando você vai ver, ela tem um armazém com uma câmara fria. O produto fica lá e pronto. Nós queremos cada vez menos isso e cada vez mais distribuição e valor agregado. Tecnologística – O senhor citou novos serviços no portfólio da Comfrio. Quais são? Moura – Gestão de transportes; customer service; gestão de pedido dos restaurantes; entregas; serviço de campo (auditoria de entregas e relacionamento com restaurantes); cadeia de frio, desde a coleta de produto no fornecedor. Então recolhemos, levamos para o CD, fazemos toda a gestão de shelf life dos itens com código de barras; gerenciamos lotes; colocamos etiquetas de nacionalização nos alimentos importados, que é outra questão complexa; separamos; colocamos em nossos veículos de distribuição – atendemos hoje até o Recife. E ainda fazemos o planejamento de suprimentos, que são itens que devemos comprar para garantir que não faltará produto nas lojas. Fazemos a compra no fornecedor também. Tecnologística – Qual o perfil da frota? Moura – Trabalhamos com frota dedicada. O mais importante na frota é que tenha qualidade, motoristas e ajudantes treinados, uniformizados; equipamentos de frio especificados. Nossos veículos hoje têm média de dois anos, são segmentados em três temperaturas e todos são rastreados por satélite, inclusive em temperatura. Conseguimos ver como está a temperatura dentro do baú via satélite. É importante ter a cadeia de frio controlada do início Julho/2013 - Revista Tecnologística - 41


ENTREVISTA

ao fim, desde a coleta até a entrega. Temos indicadores para tudo isso. Então, qualquer problema de frio é identificado e tratado rapidamente. É um dos nossos pontos fortes.

segmento de frio são outros modais, além do rodoviário. O senhor vê alguma perspectiva nesse sentido? Moura – Eu acredito muito, principalmente no ferroviário para transferências a grandes distâncias. É que nossa matriz é ineficiente, de custo muito alto. Nós apostamos tudo na rodovia e deixamos a ferrovia sucateada. Mas, economicamente falando, a curva de custo da ferrovia ou da cabotagem nas longas distâncias é muito mais eficiente, apesar de não

Divulgação / Comfrio

Tecnologística – Dentro dos armazéns, vocês estão adotando novas tecnologias? Moura – Essa é a parte que mais evolui. Nossa operação é toda lastreada em código de barras no recebimento e no carregamento. No food service é 100% e na indústria é boa parte. Só não temos código de barras para aqueles clientes que ainda não estão estruturados para isto. Mas faremos mais investimentos em TI, porque ainda há muito o que fazer nesta área. Se compararmos com os Estados Unidos, por exemplo, o gap é muito grande. Por isso, dentro desse plano de A matriz da Comfrio em Bebedouro também passou por ampliação R$ 150 milhões de investimentos, temos R$ 20 milhões destinados à au- ter nada a ver com a estratégia da tomação dos processos, e não ape- Comfrio, que é mais distribuição nos nas dentro do armazém como fora grandes centros. Para nós, apenas em também. Queremos chegar mais alguns casos faria sentido, como nos perto do padrão americano, em que casos de transferência. Mas eu acrevocê vê menos pessoas trabalhan- dito que o transporte ferroviário de do, é muito mais automatizado e longa distância para frigorificados eficiente. Mas, de forma geral, in- ganhará mercado crescentemente, vestiremos não só em armazena- terá espaço. E os volumes tendem a gem, mas em transporte e outras crescer tanto que o rodoviário nem áreas também. Tem muita coisa vai sentir. Mas é outro nicho, que para fazer. está fora de nossa estratégia. Tecnologística – Algo que no Brasil praticamente não se usa para o 42 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Tecnologística – A decisão de mudar o foco do negócio foi estra-

tégica ou aconteceu por acaso? E por que a Comfrio resolveu entrar nesse setor de logística integrada? Moura – Foi um movimento planejado, de sair da commodity para prestar serviços de valor agregado. Oferecemos uma logística integrada, para clientes que buscam a solução completa, que entendam que sua operação é mais complexa, mais sofisticada e que precisam de um provedor que atenda a essas características. Gostamos de tudo o que é difícil, porque dessa forma estamos nos descommoditizando. Trabalhar na ponta oposta – por exemplo, pegar cana-de-açúcar e levar para a usina – não tem complexidade nem sofisticação. Agora, fazer a entrega em restaurantes, com tomada de temperatura, entregando em multitemperatura, com horários restritos, é muito diferente. O food service é um grande desafio para todos os atores e decidimos entrar neste mercado por entendermos que ele exige complexidade. É isso o que buscamos. O consumidor hoje está mais preocupado com o que consome, mais atento. Hoje, ele sabe a quantidade de sódio que existe na água mineral. Quem é que sabia isso antigamente? Nem existia etiqueta informativa nos produtos. O consumidor atual é diferenciado, o que vai puxando o nível de serviço das cadeias de suprimento. Tecnologística – Essa decisão já está se refletindo nos resultados da empresa?


Moura – Nosso faturamento dobrou em relação ao ano passado e o volume cresceu até mais, porque substituímos a armazenagem estática pela dinâmica. Este ano, projetamos um faturamento de R$ 100 milhões, que representa um aumento de 100% sobre 2012. Somente nos quatro primeiros meses de 2013, as vendas acumuladas dobraram em relação ao mesmo período do ano passado. A tendência é crescermos ainda mais. Hoje, 80% de nossa receita vêm da logística integrada e apenas 20% do armazém geral, que ainda atendemos, mas não é o foco. Por isso, damos ênfase em tecnologia para termos mais rapidez, eficiência e acurácia nas operações. Porque tem havido uma mudança no mercado, nos clientes dos nossos clientes. Eles estão cada vez mais exigentes, querem mais produtos, o que significa mais SKUs; está cada vez mais difícil entregar em shopping centers; são espaços caros, então os restaurantes não podem ter um grande espaço, o que obriga a entregas mais frequentes. E tem restrição de horário, local, de tipo de veículo. Por

“Este ano, projetamos um faturamento de R$ 100 milhões, um aumento de 100% sobre 2012. 80% de nossa receita vem da logística integrada”

isso esse planejamento, a inteligência de entrega, é muito importante no nosso negócio. Nós estamos muito mais ligados à complexidade do que à metragem cúbica. Nossa visão é não ortodoxa. O pessoal costuma medir muito seu sucesso pela quantidade de metros cúbicos que oferece, e a nossa questão não é essa. Não quero oferecer espaço simplesmente. Nosso negócio é quantas toneladas expedimos, quantos clientes atendemos e como está nossa lucratividade. Não é saber se estamos com X% da ocupação. Isso usamos apenas para

ter uma ideia do quanto podemos oferecer a mais, mas não queremos competir em área. Tecnologística – O setor de frio está mudando bastante, até pelo aumento do consumo e do nível de exigência do consumidor. Como o senhor vê o mercado hoje? Moura – Quando se fala em mercado de frio, temos de entender que existem duas pontas: uma é a produção, que é basicamente a indústria de alimentos; e tem a ponta que é o varejo, seja grande ou pequeno, e o food service. Com o aumento do PIB per capita, à medida que nossa economia evolui para um padrão mais alto, a tendência clara é as pessoas comerem cada vez mais fora de casa. Por isso, o food service evolui hoje a taxas muito maiores do que o varejo. É um setor que está ganhando importância crescente para a economia e, consequentemente, para a própria indústria de alimentos, que começa a vê-lo como um mercado importante. E é um setor que exige muita logística. Porque existem N dificuldades: de acesso, horários de entrega,


ENTREVISTA

tipos de caminhão que podem entrar, pouco espaço para armazenar, a quantidade de SKUs só tende a aumentar; tem de entregar nas três temperaturas – congelado, resfriado e seco –, porque todos querem ter só um fornecedor entregando nas lojas. E os clientes são principalmente grandes cadeias que têm marcas muito fortes, então é preciso ter um cuidado extra com a segurança alimentar. As empresas não podem errar, têm de ser eficazes e isso muda muito o paradigma. Não adianta você querer entregar para o food service do mesmo jeito que entrega para o varejo, não dá certo. Esse é outro grande desafio para a indústria de alimentação. É outro negócio, é específico e é preciso entender cada cliente de um jeito. É o que faz a Comfrio.

“O food service é um setor que demanda muita logística. E os clientes são grandes cadeias, muito exigentes com relação à segurança alimentar”

Tecnologística – E a tendência é esse mercado crescer em todos os sentidos, tanto em número de empresas atuando quanto em complexidade. Moura – Vamos chegar ao nível dos Estados Unidos, onde a quanti-

dade de SKUs é enorme. Lá, o mesmo tipo de produto tem dezenas de SKUs diferentes. Isso muda toda a cadeia para trás, você tem de ser capaz de fazer economia de escopo e não só de escala. Tem de ir no detalhe. Hoje, nos CDs de food service, temos mais de 2 mil SKUs. Para fazer o controle, temos WMS com código de barras peça a peça ou caixa a caixa. Tecnologística – Que tipo de serviço vocês prestam para a indústria que é tão diferente de um armazém geral? Moura – No armazém geral, você recebe um palete fechado e expede um palete fechado. Quando faz distribuição física, tem de receber o palete fechado, entender data, lote, ler todas as caixas e ar-

Empresa tem como objetivo ser referência na logística de frio

N

o mercado desde 1996, a Comfrio oferece um amplo portfólio de soluções de logística integrada para clientes que necessitam de manutenção de sua cadeia de frio desde o fornecedor até o ponto de entrega. Entre seus clientes estão grandes players da indústria alimentícia e do food service, o setor de refeições fora do lar, que é um dos que mais crescem dentro da indústria de alimentação. Entre os serviços de valor agregado oferecidos, destaque para a gestão de compras dos clientes, que ajuda a minimizar os estoques e eliminar o risco de desabastecimento nas lojas. O serviço engloba processos sofisticados, como

44 - Revista Tecnologística - Julho/2013

planejamento da demanda, planejamento de compras junto a fornecedores, gestão de estoques nos CDs e participação no desenvolvimento de fornecedores e novos produtos. A empresa conta hoje com uma rede composta por sete unidades, localizadas nas cidades paulistas de Bebedouro (com dois centros de distribuição e a matriz), Jarinu, Monte Azul Paulista e Limeira, além de dois novos CDs em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ainda este ano, a empresa inaugurará mais uma unidade, em Ribeirão Preto (SP). Ao todo, a Comfrio oferece uma área de armazenagem de 360 mil m³, totalizando 76 mil posições-palete,

com uma capacidade de congelamento e recuperação de frio de 6 mil toneladas/mês e de expedição de 50 mil t/mês. A Comfrio é a primeira empresa brasileira na indústria de logística frigorificada a implementar o programa HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points), referência mundial em gestão da segurança alimentar. Todo este compromisso com a qualidade fez com que a companhia recebesse, no ano passado, o “Excellence Award – Prêmio da Excelência”, da rede Outback, concedido ao fornecedor que mais se destacou no atendimento à empresa, uma das mais importantes redes de food service do mundo.


mazenar dentro de uma lógica. Na hora de sair, existem várias regras; é preciso fracionar o palete, às vezes a caixa, endereçar, fazer toda a gestão de lote, cadeia de frio caixa a caixa, com rastreabilidade, o que é muito diferente de fazer apenas a gestão de palete armazenado. Para a indústria, na maioria das vezes, não fazemos o transporte. Ela prefere contratar a armazenagem separada do transporte e fazer ela mesma o gerenciamento da entrega. As transportadoras vêm retirar no nosso CD e distribuem para seus clientes. É diferente do food service, que quer tudo centralizado num único fornecedor de logística. Esse setor quer solução, não quer ficar administrando vários fornecedores. Tecnologística – Vocês fazem para o food service inclusive a parte seca? Moura – Sim, tudo. Embalagem, insumo, copo, palito, guardanapo. Temos também a matéria-prima para se fazer a comida dentro do restaurante, como sal, açúcar, óleo. É um complemento. E a parte seca é onde mais tem SKUs. E temos de pegar um balde aqui, uma bombona ali, montar o palete, juntar com o do congelado e resfriado, e carregar tudo nos caminhões, cada um no seu compartimento. E existe outra empresa do grupo, a JF Comércio, que faz as compras. Essa empresa adquire produtos de fornecedores e vende para os clientes, fazendo todo o planejamento tributário de 2 mil itens. Temos também essa expertise e é mais complexidade que se adiciona à operação. Tecnologística – Isso sem falar das exigências que recaem sobre o setor, da parte de segurança alimentar. Moura – Que são gigantescas. Mas, modéstia à parte, segurança

alimentar é nosso forte dentro da indústria de operadores logísticos. Temos uma gerente de qualidade que é engenheira de alimentos, que coordena uma equipe técnica voltada somente à segurança alimentar. É preciso ter essa gestão ou não se consegue cumprir todas as exigências. Tecnologística – O setor reclama justamente dessas exigências. Muitos acham que são demasiadas. Moura – Eu discordo radicalmente disso. Acho que nosso setor, para agregar valor, tem de ser muito bom nisso, melhor que a indústria até. Hoje, a Comfrio leva muita vantagem nos clientes que valorizam a segurança alimentar. Você entra numa câmara e ela tem de estar limpa, não ter gelo. O pessoal acha que usar bota branca, por exemplo, é uma absurdo, mas eu sou radicamente contrário a esta visão. Eu sou favorável a que o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) seja ainda mais rígido, inclusive nos armazéns que atendem o mercado interno, porque só assim se consegue agregar valor ao negócio. Se você não quer cumprir as exigências, tem de mudar de atividade. Se vai lidar com um produto congelado, que possui shelf life curto, tem de controlar o que está acontecendo no seu negócio. É preciso estar preocupado com limpeza, com gelo, com a automação da estrutura, com o controle da temperatura, com calibragem e aferição de termômetros; ter controle nas docas para que o produto não perca frio, ter equipes de qualidade, frota adequada e rastreada para poder dar informação para o cliente. Isso é serviço. Como o Mapa não tem um padrão exclusivo para a logística, usa o padrão da indústria, então há um


ou outro item que pode ser exagerado. Mas, na minha visão, 98% do que é pedido está adequado e deveria ser aplicado inclusive para as empresas que só atendem o mercado interno. E minha visão é de que a exigência vai ser mesmo cada vez maior, por isso queremos ser cada vez melhores nisso. Tecnologística – E quem estiver mais adequado, vai sair na frente. Moura – Eu aposto nisso, que o mercado vai ganhar maturidade e as exigências vão apertar e não afrouxar. O cliente dará preferência para quem já cumpre os requisitos. As empresas estão ficando maiores. Um frigorífico que era de médio porte, hoje tem capital aberto e é um dos maiores do mundo, atendendo não só o mercado interno

como também o externo, com produtos que passam pela nossa câmara. E essas empresas precisam zelar pela sua imagem. A tendência clara é uma exigência cada vez maior. Tanto que todas as nossas unidades são projetadas e habilitadas para o padrão da União Europeia, independentemente se a distribuição é ou não para o mercado externo. Porque se tivermos esse padrão, que é o mais elevado, atendemos todo mundo com folga. Na minha visão, o padrão para o mercado interno deveria ser tão alto quanto o da Europa, ou pelo menos migrar para ele. Acho que elevar o padrão de segurança alimentar é bom para todo mundo. Existem hoje centros de distribuição que têm laboratório dentro. Se algum cliente exigir, vamos fazer, porque é algo que agrega valor. É isso que queremos, e não lutar para baixar o nível. Acho que deveríamos caminhar na direção oposta, pelo bem do nosso consumidor, do nosso cliente e da nossa indústria. É nisso que estamos apoiando o crescimento da Comfrio e já angariamos muitos clientes por termos essa visão. Acredito que, no médio e longo prazo, isso vai fazer muita diferença. Silvia Marino

Comfrio: (17) 3344-7777


CADEIA DO FRIO

Exigente demais Operadores logísticos frigorificados debatem o excesso de exigências legais quanto à movimentação dos produtos. Abiaf trabalha para estabelecer uma legislação específica para o setor, hoje regulamentado como a agroindústria. Boas práticas operacionais também permeiam as discussões

É

sabido que trabalhar com produtos frigorificados requer uma série de cuidados. A atenção aos detalhes é primordial e exige diversas ações que vão desde o controle rigoroso da temperatura nos armazéns e nos implementos aplicados nos caminhões, até a higienização do ambiente operacional e precauções com o asseio dos profissionais que efetuam as movimentações. Todas essas características não são novidade para os operadores logísticos frigorificados, que obedecem a regras há muito tempo estabelecidas. É justamente nesse ponto que surge uma das principais reivindicações do setor. Hoje, as companhias que movimentam itens com temperatura controlada são regidas pela Lei nº 48 - Revista Tecnologística - Julho/2013

30.691/1952, que instituiu o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). Em seu artigo primeiro, a norma estabelece a obrigatoriedade da prévia fiscalização, sob o ponto de vista industrial e sanitário, de todos os produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, sejam ou não adicionados de produtos vegetais, reparados, transformados, manipulados, recebidos, acondicionados, depositados e em trânsito. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Armazenagem Frigorificada (Abiaf), Adriano Castro Rocha, está aí o problema. De acordo com o executivo, os operadores logísticos frigorificados têm sido submetidos a regulamentos severos,

que servem estritamente à agroindústria. “Queremos ser vistos como um setor diferenciado e que está crescendo. Nosso objetivo é conceber uma legislação específica para o segmento”, diz. Os trabalhos para isso já começaram. O presidente informa que a entidade preparou um material com as principais reivindicações da categoria (Veja no Box). O próximo passo é ir a Brasília e apresentá-lo no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ele exemplifica algumas exigências que, em sua opinião, são demasiadas para os operadores logísticos. “Se não abrimos a embalagem a vácuo para manipular a carne, não temos por que ter barreiras sanitárias


Controle

Divulgação / Friozem

O SIF, contudo, é outro foco de debates. O diretor-presidente da Friozem, Fábio Galesi Starace Fonseca, explica que para a obtenção do selo – hoje destinado para empresas que comercializam produtos de origem animal entre estados brasileiros e destinados à exportação –, é preciso ter um representante do ministério dentro das instalações dos operado-

Fonseca: dez pessoas apenas para preencher formulários

res, apenas para checar as movimentações. A burocracia é o ponto alto. “Somos obrigados e preencher manualmente uma série de documentos para gerarmos relatórios para o SIF. Acredito que o modelo correto seria a realização de fiscalizações periódicas”, avalia. Na Friozem, cerca de dez pessoas, não operacionais, se dedicam exclusivamente ao preenchimento de formulários. As exigências burocráticas não param por aí. O diretor-presidente revela que há, ainda, uma figura conhecida no mercado como Artigo 102. A nomenclatura faz referência

A informatização dos processos burocráticos é outra medida prevista pelo Mapa que beneficiaria o segmento

ao artigo da lei que exige que os operadores mantenham pessoal habilitado para realizar os trabalhos de inspeção. Na Friozem, são três colaboradores próprios que apenas acompanham e verificam se os processos de preenchimento dos formulários estão sendo realizados. Apesar das ressalvas, Fonseca acredita que é necessário manter o sistema de fiscalização. Mais do que isso, para o executivo, é preciso ampliá-lo. “Queremos que o SIF tenha uma melhora, pois ele é fundamental para termos qualidade nas operações. O selo poderia, por exemplo, ser obrigatório para qualquer empresa que trabalhe com produtos de origem

Divulgação / Cefri

– lavar as mãos com água quente, colocar botas e lavar sua sola – para entrar no armazém”, coloca. Para ele, existe uma série de exigências desnecessárias, uma vez que, nos centros de distribuição, não há contato direto com os alimentos. “Não estamos nos isentando da responsabilidade, mas queremos alternativas”, define. Na opinião de Rocha, o Mapa deveria reavaliar as exigências e produzir um regulamento específico para a categoria. Ele sugere, por exemplo, que as empresas do setor sejam enquadradas como entrepostos relacionados do Sistema de Inspeção Federal (SIF) – sistema de controle do ministério que avalia e atesta, por meio de um selo, a qualidade na produção de alimentos de origem animal.

Rocha: “Queremos uma legislação específica para o setor”

animal, independentemente se sua atuação for restrita ao âmbito municipal ou estadual”, afirma.

Revisão O coordenador-geral substituto do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipoa/SDA), órgão do Mapa, Alessandro Figueiredo Torres, reconhece que a legislação atual não faz distinção entre as companhias que beneficiam os alimentos e aquelas que apenas armazenam e movimentam os itens já processados. Ele revela, contudo, que o ministério prepara uma análise para atualizar a Lei 30.691. “Será uma revisão ampla. Faremos uma análise de risco para ver onde devemos concentrar a força de trabalho de fiscalização do ministério”, resume. Torres adianta que a ideia é verificar a possibilidade de estabalecer regras distintas para quem produz e para quem movimenta os itens. “Provavelmente, após essa análise, não teremos a necessidade de uma fiscalização permanente em determinados estabelecimentos. Mas ainda não temos um prazo estipulado para que essas possíveis mudanças ocorram”, frisa. Quanto à outra demanda do setor, relacionada aos diversos Julho/2013 - Revista Tecnologística - 49


Divulgação / Mapa

CADEIA DO FRIO

Torres: está prevista uma revisão ampla da legislação

documentos preenchidos manualmente, o coordenador informa que algumas certificações já são realizadas de forma eletrônica. “Informatizar os processos burocráticos também é um dos pontos que estão sendo revistos”, garante.

Boas práticas Enquanto o setor debate mudanças na legislação, é preciso ficar de olho no que há de mais moderno em termos operacionais a fim de manter as características dos produtos armazenados e movimentados. Segundo o professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp), Lincoln de Camargo Neves Filho, o crescimento dos centros urbanos e a evolução do comércio internacional, tanto na exportação como na importação, exigem a utilização de uma eficiente cadeia do frio, onde o controle da temperatura é vital. “As condições térmicas desde o resfriamento, passando pelo congelamento, estocagem, transporte e distribuição, devem ser mantidas para que a qualidade fique dentro dos padrões pré-estabelecidos”, diz. 50 - Revista Tecnologística - Julho/2013

No transporte, por exemplo, o docente afirma que é importante dimensionar corretamente o equipamento a fim de que atenda à carga térmica adequada de estocagem. Ainda de acordo com Neves Filho, antes do carregamento, é preciso estabelecer, no interior da carroceria, uma temperatura próxima à de conservação do produto. Para isso, tanto o equipamento frigorífico como o isolamento térmico do implemento devem obedecer a determinados parâmetros. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da CB-39, estabeleceu, em novembro de 2012, a norma NBR 15.457, que especificou os requisitos de desempenho térmico para carrocerias termicamente isola-

A tendência é a adoção de etiquetas RFID para obter o histórico do tempo de estocagem e da temperatura dos produtos

das, com ou sem unidade frigorífica, destinadas ao transporte de produtos perecíveis por via terrestre. Para o professor, outros procedimentos podem ser adotados. “Em

Demanda setorial

A

Associação Brasileira da Indústria de Armazenagem Frigorificada (Abiaf) preparou um material com as principais reivindicações do setor para apresentar em Brasília. O objetivo é mostrar que algumas exigências da Lei nº 30.691/1952 podem ser revistas ou eliminadas. Abaixo, alguns pontos que a entidade considera que devem ser discutidos. • Análise microbiológica mensal de água e análise físico-química semestral; • Análise microbiológica de superfície (SWAB); • Uso da barreira sanitária; • Obrigatoriedade de carteira de saúde para os operadores do armazém; • Envio diário de plano de movimentação ao SIF; • Aferição mensal dos termômetros; • Vestiário com dois ambientes; • Uniformes de cores diferentes

conforme a função; • Mesa de reinspeção de produtos com lavatório de mãos e iluminação; • Bota branca; • Procedimentos-Padrão de Higiene Operacional (PPHO pré-operacional); • Obrigatoriedade de lavar as mãos e esterilizá-las com álcool gel antes de entrar na câmara; • Divisão de produtos por mercado (interno e externo); • Exigência de responsável técnico veterinário; • Controle de iluminação; • Vestiários exclusivos para as pessoas cedidas ao SIF; • Análise de controle de fungos do ar das câmaras; • Análise e controle de umidade em câmaras de estocagem frigoríficas; • Exigência de utilização de uniformes brancos para o pessoal de carga/descarga; • Lava-botas.


Neuza Nakahara Neves: as condições térmicas devem ser mantidas ao longo de toda a cadeia

função das modificações aleatórias nas condições externas durante o

transporte e de possíveis acidentes ou operação inadequada, é recomendável o emprego de registradores ou monitoramento contínuo das condições do ar no interior da carroceria para a análise e correção”, frisa. Quanto à estocagem dos itens, o professor também afirma que existem procedimentos específicos. “A distribuição das caixas no interior da câmara não deverá impedir a passagem do ar entre elas ou entre os paletes. Mesmo em câmaras menores, com movimentação manual, estes cuidados também deverão ser tomados”, aconselha. Além disso, continua, os produtos não devem ser estocados junto às paredes da câmara, pois desta forma ficam expostos diretamente à ação do calor externo.

Como tendência para o setor, Neves Filho espera a adoção de integradores de tempo e temperatura por radiofrequência passiva, na forma de etiquetas adesivas. “As informações coletadas poderão ser transferidas para um programa de computador. Assim, serão obtidos os históricos do tempo estocado e da temperatura dos produtos”, diz.

Fábio Penteado Abiaf: (16) 3397-2040 FEA-Unicamp: (19) 3521-4097 Friozem: (11) 4789-8200 Mapa: 0800 704 1995


Divulgação / MWV Rigesa

CADEIA DO FRIO

Do início ao fim Indústria da embalagem investe em pesquisas e em projetos específicos para cada cliente a fim de desenvolver produtos cada vez mais eficazes e que mantenham as características dos itens durante toda a cadeia. Embarcadores participam do processo de desenvolvimento e exigem mais cuidado nas movimentações

Q

uem nunca realizou uma compra por impulso? Garanto que a maioria esmagadora das pessoas, senão a totalidade, responde que sim à questão. É natural que isso aconteça. São diversos os fatores que nos levam a esse comportamento e, sem dúvida, o visual da embalagem do produto é um deles. Um item bem acondicionado, com uma “cara” bonita e atraente, estimula ainda mais nosso comportamento consumista. Já as embalagens de transporte não têm apelo comercial, mas são parte fundamental de uma boa operação logística. Na movimentação de produtos frigorificados, então, elas ganham importância ainda maior, pela necessidade de manutenção das características de consumo dos itens acondicionados. Operar em ambientes severos exige uma série de análises e estudos para desenvolver embalagens que supor-

52 - Revista Tecnologística - Julho/2013

tem, ao longo de toda a cadeia do frio, variações de temperatura e as mais diversas etapas de movimentação.

Padronização A especialista de produto da Divisão de Embalagens de Papelão Ondulado da MWV Rigesa, Bárbara Almeida, explica que não existe uma legislação específica para o desenvolvimento de embalagens secundárias, utilizadas no transporte. Nem por isso o trabalho é menos exigente. “Temos um portfólio de produtos para o mercado de frigorificados e trabalhamos no desenvolvimento de embalagens específicas para este setor”, garante. De acordo com a executiva, algumas premissas devem ser levadas em consideração no momento em que um produto é concebido. “Seguimos a padronização definida de acordo com

cada cliente, mas a maior exigência é que a embalagem suporte todo o processo da cadeia do frio, que possui um ambiente mais agressivo”, frisa. Para isso, a Rigesa adota alguns procedimentos. Bárbara conta que os papéis utilizados na industrialização das embalagens, por exemplo, são virgens, não reciclados. Ainda segundo a especialista, os papéis que compõem as partes interna, externa e o miolo da embalagem têm tratamentos diferenciados para garantir maior resistência. “Aplicamos repelentes à base de resina, que impedem a entrada da água e aumentam a resistência à umidade do ar”, conta. Além disso, a executiva informa que, para manter a padronização, a Rigesa desenvolveu o Industrial Packaging System (IPS), um sistema próprio de desenvolvimento de produtos personalizados. O trabalho consis-


Pesquisa Antes de as embalagens serem concebidas, porém, é preciso que uma série de fornecedores de insumos faça parte do processo. Esse é o caso da Dow Química. Segundo o especialista técnico para a área de Embalagens de Alimentos e Especialidades da companhia, João Gargalaka, a empresa está

no começo da cadeia. “Somos fortes na laboratório em Jundiaí (SP) onde realinha de polietilenos, um dos materiais lizamos vários testes. Nossos clientes mais usados para proteger alimentos. nos procuram e fornecem a embalaTemos também um outro polímero, gem produzida com as características denominado Saran, que é muito usado que foram exigidas por determinada na área frigorificada, pois possui bar- indústria de alimentos para que posreira a oxigênio e tem o papel de pre- samos testar as propriedades”, pontua. servar a temperatura, pois suporta as Desenvolvimento interno variações ao longo da cadeia”, define. O executivo salienta que o papel Os embarcadores também particida empresa não é apenas o de fornecedor de matéria-prima para a indústria pam ativamente da tomada de decisões. de embalagem. Ele exemplifica: “Con- Na BRF, o gerente de Pesquisa e Desenversamos diretamente com a indústria volvimento de Embalagem, Geraldo frigorífica para saber das dificuldades Cofcewicz, afirma que todas as resolue o que poderia ser melhorado, traze- ções quanto às características técnicas mos para a Dow e desenvolvemos um dos produtos que acondicionam os itens produzidos pela companhia são projeto”, relata. Numa dessas ações, a companhia tomadas internamente. “São 33 pessoidentificou que um problema que a as dedicadas às embalagens operaciocadeia do frio possui é a necessida- nais”, calcula. de de revisar os produtos que foram O executivo explica que, na emembalados antes de serem liberados presa, as embalagens são divididas para o transporte. “Depois de emba- em categorias: celulósicas, que são lados, antes de unitizar, os frigorífi- aquelas voltadas ao transporte, como cos têm o costume de verificar se o caixas de papelão e paletes; embalaproduto está de acordo, se ele não gens flexíveis, sacos plásticos e filme perdeu o vácuo, por exemplo. A per- stretch; e embalagens rígidas, potes. da de vácuo é um problema comum “Só de caixas de papelão, nosso condentro dessa cadeia e pode estar re- sumo mensal é de 15 mil toneladas. O lacionada a uma falha na selagem ou custo com embalagens é um dos cinà falta de resistência à perfuração”, co maiores da empresa”, ressalta, sem explica. Nesse caso, Gargalaka diz contudo revelar o valor. Cofcewicz lembra que, nas emque a empresa desenvolveu um polietileno com melhor propriedade balagens de transporte, a maior de selagem e maior resistência a furos. O especialista conta que as maiores indústrias já têm normas e especificações definidas de embalagem com relação à espessura, resistência a furo e força de selagem. Tudo isso, garante, é repassado aos fornecedores de embalagens. A Dow não fica atrás e acompanha as A BRF consome mensalmente 15 mil toneladas de caixas de papelão exigências. “Temos um Divulgação / BRF

Nonononono

te em instalar, na planta dos clientes, os equipamentos para montagem das embalagens. Bárbara relata que a Rigesa fornece, ainda, consultoria técnica com a finalidade de elaborar soluções para fechar, montar, selar e transportar adequadamente os produtos desenvolvidos. “Com isso, diminuímos significativamente as ocorrências nas movimentações pela má condição das embalagens”, calcula. Entre os produtos da Rigesa, destaque para a linha Bulk Container, destinada a grandes volumes, itens pesados e a granel. Outro produto específico para o setor frigorificado é o Mill Mate, composto por uma chapa em papel kraft de fibra longa, utilizada em substituição ao palete tradicional durante os processos de movimentação, carregamento, descarregamento e armazenamento de materiais. Já a linha Frostpack é personalizada para cada alimento congelado e tem capacidade para transportar até 20 quilos. Como novidade, a empresa desenvolveu a Fast Freeze, uma embalagem de papelão ondulado para 20 kg indicada para o acondicionamento de aves inteiras, em cortes ou em bandejas. O novo modelo permite um resfriamento mais rápido do produto no túnel de congelamento, principal gargalo da produção de aves resfriadas e congeladas. Essa redução é possível em função do formato diferenciado da caixa, pois as suas aberturas nas laterais e o seu comprimento facilitam a circulação e a passagem do ar.

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 53


Divulgação / Dow

demanda é dimensionar caixas que, ao mesmo tempo em que preservam o produto, fazendo com que ele chegue íntegro ao cliente final, tenham o menor custo. Nesse ponto, ele faz uma ressalva. “A maior dificuldade não está nas caixas, mas sim nas inúmeras variações que encontramos em termos de movimentação; não existe uma padronização do transporte”, lamenta. Segundo ele, o grande volume de reclamações coincide com problemas de operação – má condução dos veículos, movimentação incorreta e falhas na estocagem. O consultor técnico da área de Pesquisa e Desenvolvimento de Embalagens da BRF, José Quaresma da Silva, revela que, para amenizar esses problemas, a companhia padroniza as embalagens e analisa toda a cadeia, verificando, por exemplo, onde os itens serão estocados. “Hoje, em alguns casos, também superdimensionamos as embalagens para superar os gargalos, principalmente os operacionais”, diz. Fatores técnicos no desenvolvimento dos produtos também são considerados. “Quando vamos especificar uma embalagem de transporte, seja ela resfriada ou congelada, levamos em conta a estrutura do papelão que iremos utilizar. Consideramos principalmente o peso que ela irá resistir ao longo de toda a cadeia e aplicamos um índice de segurança”, explica. Na BRF, o fator utilizado é o

cinco, ou seja, a embalagem resiste a cinco vezes sua capacidade nominal. “Esperamos que nossos oito fornecedores de embalagens cumpram com aquilo que especificamos”, resume.

Internacional Na opinião de Sandra Mian, da consultoria em segurança e alimentos canadense Cultural Food Consultant, a embalagem é uma das etapas vitais de todo o processo e deve obedecer a critérios com relação ao tipo de produto, utilização e forma de estocagem – refrigerada ou congelada. Para ilustrar, ela cita o que faz, por exemplo, a rede canadense de supermercados IGA na sua seção de peixes. “Eles utilizam uma embalagem especial na qual os peixes e frutos do mar são colocados depois de limpos e pesados. Essa embalagem foi concebida para ser usada também no congelamento doméstico. Se o consumidor não puder usar o pescado imediatamente, a embalagem vem com todas as instruções de congelamento e descongelamento”, conta. A consultora também lembra que há legislação específica com relação ao tipo de material que deve ser aprovado para uso alimentar, mas esta questão é muito mais importante e muito mais discutida entre o produtor do alimento e o fornecedor da embalagem. “Cada elo da cadeia do frio deve fazer o melhor para que o produto final chegue às mãos do consumidor nas melhores condições possíveis”, frisa. Fábio Penteado

A Dow segue normas específicas de resistência, espessura e força de selagem

BRF: 0800 701 7782 Cultural Food Consultant: (1) (450) 714-3716 Dow Química: (11) 5188-9000 MWV Rigesa: (19) 3707-4000


Divulgação / Refrio

CADEIA DO FRIO

E

Movimento contínuo Operadores logísticos frigorificados vislumbram novas áreas para expansão da atividade e adotam armazenagem dinâmica e estruturas autoportantes para otimizar as movimentações. Região Nordeste se configura como o novo eldorado e entrada de investidores estrangeiros volta à tona 56 - Revista Tecnologística - Julho/2013

mpresas familiares têm algumas características bem específicas. A começar pelo pé no chão na tomada de decisões. Não que os empresários não tenham coragem para arriscar e investir na ampliação da estrutura, capacitação dos colaboradores e expansão da área de atuação, mas a prudência é um traço marcante. Nos operadores logísticos frigorificados, isso é bastante visível e pode ser constatado na distribuição geográfica das empresas. O diretor da OAJ Consult _ empresa de assessoria empresarial em logística e supply chain especializada no segmento frigorificado _, Ozoni Argenton Junior, ratifica essa teoria. “Ainda hoje temos uma concentração nos mercados onde essas empresas iniciaram suas atividades. Por isso, há muitas delas nas Regiões Sul e Sudeste”, diz. O executivo dá outros motivos para esse fato. De acordo com ele, o Sul do país é forte exportador de aves e suínos e o Sudeste concentra os principais portos, especialmente o de Santos (SP). O cenário, contudo, vem aos poucos mudando de figura e localidades ainda hoje com poucas unidades logísticas frigorificadas começam a ganhar destaque e a atenção do empresariado do segmento. Para Argenton Junior, o Nordeste é a bola da vez. O diretor revela que a região abriga 16% da população nacional, mas, segundo dados da OAJ obtidos por meio de um estudo realizado em 2012, tendo como base de dados a Revista Tecnologística (edição 198 / maio 2012), do total da área frigorificada disponível no Brasil no ano passado – 5 milhões de metros cúbicos –, apenas 4% estão instalados na Região Nordeste. Ainda segundo dados da análise, o Centro-Oeste também apresenta potencialidade, pois hoje conta com 11% da área frigorificada disponível no país. Sudeste, com 47%, e Sul, com 38%, são as mais representativas. Para o consultor, a oferta de áreas de armazenagem fora do eixo-padrão


não tem acompanhado a demanda. “Houve ensaios de investimentos, mas poucos se concretizaram em função do panorama econômico dos últimos dois anos”, afirma. Na opinião dele, a baixa concentração de oferta e a necessidade de serviço na região, tipicamente quente, de armazenagem multitemperatura, para manter o padrão de qualidade dos produtos, justificam um olhar mais apurado para a localidade. De acordo com o executivo, as investidas no local ainda são ações independentes. “Falta planejamento estratégico para definir o que será feito e por quanto tempo”, lamenta. Atualmente, completa, os operadores esperam um cliente-âncora para começar as operações.

Regionalização

Divulgação / OAJ Consult

Algumas companhias, porém, enxergam as regiões menos exploradas com carinho. É o caso da Friozem, que prepara, para 2014, a inauguração de sua terceira unidade no Nordeste. O diretor-presidente, Fábio Galesi Starace Fonseca, anuncia que o terminal estará localizado em Simões Filho (BA), terá 70 mil m³ de capacidade e demandará R$ 23 milhões em investimentos. A nova estrutura chega para reforçar a presença da companhia na região que

Argenton: oferta não tem acompanhado a demanda em algumas regiões

O cenário está mudando e locais hoje com poucas unidades logísticas frigorificadas começam a ganhar a atenção dos empresários do setor

conta, ainda, com unidades em Fortaleza (60 mil m³) e Recife (85 mil m³). “Hoje, o Nordeste representa 21% do faturamento da empresa, que em 2012 foi de R$ 95 milhões”, revela. Para este ano, a meta é faturar R$ 100 milhões. De acordo com o diretor-presidente, a filial de Simões Filho não deve aumentar a participação da região nos negócios da companhia. Isso, porém, não está vinculado à falta de oportunidades locais e sim à inauguração da unidade de Duque de Caxias (RJ), também orçada em R$ 23 milhões e com capacidade para 70 mil m³, que será bastante representativa para a Friozem. Sem revelar detalhes, Fonseca salienta que não descarta o início de operações em novos locais. “Vejo boas possibilidades em outras regiões”, resume. Na Refrio, a estratégia segue a mesma linha da Friozem e a ideia é vislumbrar onde há demanda. O gerente de Marketing, Gilberto Gutierrez, ressalta que, mesmo sem nada previsto concretamente, a região observada como potencial no plano estratégico da companhia é a Centro-Oeste. São vários os motivos, como a potencialidade dos estados e o poder aquisitivo da população. Aqui, Argenton Junior faz um lembrete. “Temos pouca concentração no Centro-Oeste, porque é uma região tipicamente importadora”, destaca. Talvez por isso, Gutierrez faz questão de salientar que a intenção da

companhia, agora, é ampliar as estruturas existentes no Sudeste e reforçar a atuação no Sul do país. Atualmente, a Refrio possui quatro unidades no estado de São Paulo – uma em Taboão da Serra, três em Itapecerica da Serra e uma em Embu das Artes –, além de outra em Araucária (PR), ampliada no segundo semestre do ano passado. “Aplicamos R$ 12 milhões para ampliar a capacidade de 14 mil para 20 mil posições-palete”, diz. No total, o operador logístico disponibiliza ao mercado 80 mil posições-palete – cerca de 600 mil m³. Em 2012, foram 270 mil toneladas movimentadas e a expectativa para este ano é crescer 15%. “Nosso faturamento em 2012 chegou a R$ 60 milhões e a meta para 2013 é alcançar R$ 70 milhões”, contabiliza.

Estocagem dinâmica Os investimentos chegam para dotar as estruturas com novos modelos de armazenagem – dinâmica –, pelo menos para o segmento frigorificado, acostumado com estocagem convencional, estática. O diretor da OAJ aposta que a tendência daqui em diante será cada vez mais a utilização de drive-ins, transelevadores e porta-paletes. Além disso, ele acredita na concepção de armazéns autoportantes. “Isso está se tornando tendência, pois em termos de construção são mais simples e com investimento menor. No tocante à operação, temos aspectos como produtividade, qualidade nas movimentações e acurácia do estoque”, enumera. O consultor lembra que, ao se adotar a armazenagem dinâmica e os armazéns autoportantes, há perda de 21% do espaço de estocagem em comparação à armazenagem convencional, estática, devido, por exemplo, aos corredores operacionais. O ganho de produtividade, porém, chega a 25%. Esta parece mesmo ser a tendência do mercado. Fonseca, da Friozem, Julho/2013 - Revista Tecnologística - 57


informa que aplicará R$ 7 milhões na ampliação da unidade localizada em São Bernardo do Campo (SP). O novo espaço, autoportante, amplia em 25 mil m³ a atual capacidade da companhia no local, que é de 40 mil m³. “Este modelo gera velocidade na obra – reduzindo em cinco meses o prazo de conclusão – e permite uma construção mais limpa, pois são gerados poucos resíduos. Para uma ampliação, em que as operações não são paralisadas, esse modelo é mais prático”, frisa. A previsão é de que a obra esteja concluída em outubro. O diretor-presidente destaca outras características dos autoportantes. “O layout é fixo, mas isto, de certo modo, é bom, pois o armazém inteiro estará endereçado e o operacional não pode alterá-lo.” O valor destinado para as melhorias também consiste em um diferencial, já que é entre 5% e 10% mais baixo ante as construções tradicionais. Por isso, as unidades previstas para 2014 – Duque de Caxias e Simões Filho – também deverão ser concebidas com estruturas autoportantes. Controle de estoque, rastreabilidade da distribuição e produtividade também são fatores levados em conta pela Refrio, que optou pela armazenagem dinâmica em seu mais recente

Sudeste Sul Centro-Oeste Nordeste

Fonte: OAJ Consult

Total Previsão de crescimento da capacidade de armazenagem do segmento frigori¿cado para 2013

Divulgação / Friozem

CADEIA DO FRIO

Fonseca: boas possibilidades fora das regiões tradicionais

investimento. Gutierrez informa que a unidade de Taboão da Serra passou de 11 mil para 22 mil posições-palete, num investimento de R$ 30 milhões. “O espaço tem 35 metros de pé-direito, é autoportante e totalmente automático, com a adoção de transelevadores.” A automação foi complementada com a montagem de um sorter automático de separação, com capacidade para até 10 mil volumes por hora. “Já separamos hoje 8 mil volumes por hora”, anuncia.

Outros cenários Para Argenton Junior, alguns outros aspectos começam a se destacar.

47% 38% 11% 4%

5 milhões de m3 7%

Disposição regional da área de armazenagem frigorificada no Brasil em 2012 Base de dados: Revista Tecnologística - Operadores Frigorificados, edição 198 / maio de 2012

58 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Um deles é a sempre discutida presença de investidores internacionais. “Eles começam a vislumbrar, conhecer e entender o mercado”, pontua. Ainda segundo o consultor, já houve empresas pesquisando os players nacionais no sentido de realizar uma parceria, um aporte de capital ou mesmo aquisição. “O principal empecilho é a falta de certeza de que o investimento terá retorno”, diz. Na opinião de Gutierrez, o problema é outro. “O mercado brasileiro é muito dinâmico e muito grande em termos de logística de distribuição. Quando se agrega o serviço de armazenagem à distribuição, as coisas não são tão simples. Temos grandes distâncias para serem percorridas e enormes dificuldades nas estradas e nos centros urbanos com as restrições de entrega. Há muita complexidade operacional”, relata. Segundo ele, grupos de espanhóis, alemães e portugueses que tinham a intenção de se instalar no Brasil não levaram seus planos adiante. As diferentes exigências também ficam latentes nas modalidades de armazenagem. O consultor da OAJ assegura que, hoje, os operadores devem ser multitemperatura – com ambientes congelados, resfriados, climatizados e secos. Isso, destaca, em função da complexidade das redes de distribuição e da capilaridade. “É cada vez mais importante integrar a cadeia.” Além disso, finaliza Argenton Junior, os operadores frigorificados estão se tornando o estoque regulador das empresas de food service, fast food e até mesmo dos supermercados, que não dispõem de área frigorificada suficiente para armazenar os itens.

Fábio Penteado OAJ Consult: (11) 5644-5426 Friozem: (11) 4789-8200 Refrio: (11) 2132-9350


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Certificações

Nº de clientes no Brasil

Três principais clientes

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de reais)

Crescimento da receita

Escritórios próprios no exterior

Em itens

Em peso (t)

20 anos

80

N

180

NF

Nordeste e Sudeste

Todo o território nacional

NF

NF

N

70.500

NF

AGV Logística (19) 3876-9000 agv@agv.com.br www.agvlogistica.com.br

15 anos

3.330

S

130

NF

Todo o território nacional

Todo o território nacional

665

-8%

N

110.000

3 milhões

Andrade Cavaletti Logística (61) 3049-9450 comercial@andradecavaletti.com.br www.andradecavaletti.com.br

17 anos

455

N

NF

BRF, Unilever e Bunge

Centro-Oeste e Sudeste

Centro-Oeste

NF

NF

N

NF

NF

Arfrio - Armazéns Gerais Frigoríficos (11) 5501-6600 arfrio@arfrio.com.br www.arfrio.com.br

60 anos

600

N

90

JBS, BRF e GDC

Centro-Oeste, Sudeste e Sul

N

NF

NF

N

10.000

1,2 milhão

Bomfrio Servs. de Armaz. Frigorificada (21) 2601-4040

38 anos

300

N

20

Aurora, BRF e Camil

Sudeste e Sul

Sudeste e Sul

NF

NF

N

NF

NF

Brasfrigo (47) 3341-2300 jose.humberto@brasfrigo.com.br www.brasfrigo.com.br

33 anos

290

N

120

BRF, Minerva e Marfrig

Sul e Sudeste

N

NF

NF

N

NF

960.000

Cap-Logística Frigorificada (41) 2104-8444 cap@cap-pr.com.br www.cap-pr.com.br

14 anos

150

N

12

BRF, Seara e C-Vale

Sul

Sul

NF

NF

N

NF

200.000

Distribuição

Nº de funcionários

2 Alianças Armazéns Gerais (21) 2139-9300 comercial@2aliancas.com.br www.2aliancas.com.br

Empresa Fone E-mail Site

Atuação

Tempo de mercado

Volume de produtos gerenciados (ano)

ERRATA - Na Tabela de Operadores Logísticos, edição nº 211 – junho/2013, onde se lê Autolog, o correto é Autlog e o e-mail e a home page da empresa corretos são: flavio.augusto@autlog.com.br e www.autlog.com.br Por questão de espaço, o nome de algumas empresas foi abreviado

60 - Revista Tecnologística - Julho/2013

*Em razão de contratos de confidencialidade, algumas empresas não divulgam a área de clientes


Nº total de armazéns

Área de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Frota terceirizada

127

NF

7.650

NF

30.000

NF

46.590

0

110.000

0

5

2

0

0

0

0

0

S

1.850

11.100

19.985

124.147

45.073

277.770

240.863

0

240.246

0

52

12

4

66

40

0

0

S

1.174

11.818

400

2.618

2.350

12.100

300

0

39.000

85

4

0

0

0

0

155

5

S

38.000

450.000

4.000

50.000

1.000

10.000

8.000

0

42.000

350

9

0

0

0

0

0

0

N

NF

200.000

NF

30.000

NF

10.000

30.000

15.000

50.000

50

4

0

0

1

0

0

0

S

20.000

NF

3.000 plataforma

NF

23.000

NF

56.355

59.000

20.000

240

2

0

0

0

0

0

0

S

8.000

88.000

500

5.000

2.500

20.000

0

0

15.000

16

2

2

0

0

0

0

0

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Frota própria

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 61


Tecnologias empregadas

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

0

N

S

N

S

N

S

N

S

AGV

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

0

S

S

S

S

S

S

S

S

Andrade Cavaletti

S

S

N

S

N

N

N

N

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

N

N

0

S

N

N

N

S

N

N

N

Arfrio

S

S

S

S

N

N

N

S

S

N

N

N

N

N

S

N

S

S

N

S

S

S

90

N

N

N

N

N

N

N

N

Bomfrio

S

S

S

S

N

N

S

N

S

S

S

N

N

N

S

N

N

S

S

S

S

S

36

S

S

N

S

S

S

N

S

Brasfrigo

S

S

N

S

S

S

N

S

N

S

N

N

S

S

S

N

N

S

N

S

S

N

0

N

N

N

N

N

N

N

N

Cap

S

S

N

S

N

N

S

S

S

N

N

N

N

N

S

N

S

S

S

S

N

N

0

N

N

N

N

N

N

N

N

Número de coletores

Paletização

2 Alianças

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal Import. e export. des. aduaneiro

Embalagem

Rastreamento

Controle de estoque

Gerenc.

Controle temperatura armazéns Controle temperatura caminhões

Transporte

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

Satélite

Rádio

Celular

Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) Sim; (N) Não

62 - Revista Tecnologística - Julho/2013


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Tempo de mercado

Nº de funcionários

Certificações

Nº de clientes no Brasil

Três principais clientes

Atuação

Distribuição

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de reais)

Crescimento da receita

Escritórios próprios no exterior

Em itens

Em peso (t)

Volume de produtos gerenciados (ano)

Cefri - Armaz. Frigorif. e Agroindústria (11) 4718-2811 adriano@cefri.com.br www.cefri.com.br

40 anos

190

N

23

Sodexo, Seara e Cargill

Grande São Paulo

Grande São Paulo

18

17%

N

4.000

40.000

Columbia Cefrinor (71) 2107-1414 artur@cefrinor.com.br www.cefrinor.com.br

30 anos

210

N

23

Walmart, Hiper Bompreço e Gbarbosa

Nordeste

Nordeste

NF

NF

N

6.500

361

Comfrio Soluções Logísticas (17) 3344-7777 comercial@comfrio.com.br www.comfrio.com.br

17 anos

900

N

68

BRF, Marfrig e Outback

Sudeste e Sul

Todo o território nacional

60

50%

N

40.000

2 milhões

7 anos

50

N

15

Sup. Ricoy, Sup. Barbosa e Jaguá Frangos

Grande São Paulo

Grande São Paulo

10

30%

N

1.000

30.000

DKN Alimentos (47) 3346-3838 dkn@dkn.com.br www.dkn.com.br

10 anos

10

N

NF

NF

Sul

Sul

NF

NF

N

NF

NF

Friozem Logística (11) 4789-8232 friozem@friozem.com.br www.friozem.com.br

35 anos

NF

N

200

NF

Nordeste e Sudeste

Todo o território nacional

NF

NF

N

NF

960.000

Empresa Fone E-mail Site

Confiancelog Armazenagem e Logística (11) 2296-9433 rose@confiancelog.com.br www.confiancelog.com.br

Por questão de espaço, o nome de algumas empresas foi abreviado

64 - Revista Tecnologística - Julho/2013

*Em razão de contratos de confidencialidade, algumas empresas não divulgam a área de clientes


Nº total de armazéns

Área de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Frota terceirizada

7.371

73.328

1.516

13.237

1.718

10.308

2.652

0

13.646

14

1

0

0

0

0

0

0

S

4.405

36.280

3.041

24.520

0

0

2.200

0

46.000

70

1

0

22

0

0

8

2

S

35.000

400.000

35.000

400.000

35.000

400.000

5.000

0

0

0

7

0

0

0

0

0

0

S

750

6.000

750

6.000

500

1.500

200

0

6.000

20

1

0

0

0

0

10

0

S

900

8.000

0

0

0

0

0

0

5.000

5

1

1

0

0

0

0

0

N

60.000

455.000

60.000

455.000

60.000

455.000

60.000

0

243.000

80

7

0

0

0

0

50

0

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Frota própria

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 65


Controle de estoque Embalagem Paletização

Logística reversa Suporte fiscal Desenvolvimento de projetos Cross-docking Distribuição Porta a porta Transferência WMS TMS ERP

Consulta pela internet Código de barras Radiofrequência

Própria Terceirizada Própria Terceirizada Própria Terceirizada Própria Terceirizada

Cefri S S S S N N S S S S S N N N S S S S S S S S 25 N S N S N S N S

Columbia Cefrinor

S S S S N N S S S S S N S N S N S S S S S S 50 S N N N S S S S

Comfrio S S S S N N N S S S S S S N S S S S S S S S 0 N S N N N S N S

Confiancelog S S N S N N S N S S S N S N S S S S S S S N 0 S S S S S S S S

DKN S S N S N S N N N N N N N N N N N S N N N N 0 N N N N N N N N

Friozem

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

60

S

S

S

S

S

S

S

S

Gerenc.

66 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Transporte

Número de coletores

Controle temperatura armazéns Controle temperatura caminhões

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal Import. e export. des. aduaneiro

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos Tecnologias empregadas Rastreamento

Satélite Rádio Celular Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) Sim; (N) Não


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Crescimento da receita

Escritórios próprios no exterior

BRF, Seara e JBS Aves

Sul

Norte, Sudeste e Sul

119,35

31,9%

N

17,2 milhões

220.000

21 anos

80

S

NF

BRF, Seara e JBS

Nordeste

Nordeste

NF

NF

N

15.000

6 milhões

3 anos

50

N

15

Mataboi

Sudeste

Sudeste

NF

NF

N

400

60.000

JSL (11) 2377-7000 comunicacao@jsl.com.br www.jsl.com.br

57 anos

NF

S

350

Danone, Nestlé e Unilever

Todo o território nacional

Todo o território nacional

NF

NF

S

NF

5,04 milhões

JVC Distrib. e Com. de Alimentos (61) 2103-8500 lenso@jvcalimentos.com.br www.jvcalimentos.com.br

20 anos

70

N

11

BRF, Seara e Aurora

Centro-Oeste

Centro-Oeste

8

25%

N

NF

60.000

8 anos

600

N

20

Sodexo, Sapore e Syngenta

Nordeste e Sudeste

Nordeste e Sudeste

NF

NF

N

300.000

370.000

15 anos

40

N

170

Seara, Mataboi e Rodopa

Norte e Sudeste

Norte e Sudeste

NF

NF

N

NF

81.150

Intermarítima Portos e Logística (71) 2202-5500 comercial@intermaritima.com.br www.intermaritima.com.br

Jetro Logística (16) 3397-8008 apparicio@jetrogrupo.com.br www.jetrogrupo.com.br

Log Frio Logística (11) 2175-7100 oscar@logfrio.com.br www.logfrio.com.br

Logimasters Transp. Nac. e Int. (19) 3825-6100 logimasters@logimasters.com.br www.logimasters.com.br

Por questão de espaço, o nome de algumas empresas foi abreviado

68 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Em peso (t)

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de reais)

15

Em itens

Nº de clientes no Brasil

S

Distribuição

Certificações

139

Iceport - Terminal Frig. de Navegantes (47) 2104-3900 comercial@iceport.com.br www.iceport.com.br

Atuação

Nº de funcionários

6 anos

Empresa Fone E-mail Site

Três principais clientes

Tempo de mercado

Volume de produtos gerenciados (ano)

*Em razão de contratos de confidencialidade, algumas empresas não divulgam a área de clientes


Nº total de armazéns

Área de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Frota terceirizada

12.000

176.400

0

0

0

0

0

0

50.000

400

1

0

0

0

0

0

0

S

2.500

NF

2.000

NF

1.500

NF

50.000

20.000

150.000

25

8

1

17

3

5

0

0

S

7.000

25.000

7.000

25.000

300

1.500

100.000

0

0

0

5

0

0

0

0

0

0

S

74.600

NF

0

0

0

0

397.565

0

145.500

NF

11

0

666

253

1.080

599

6

S

4.500

40.000

500

5.000

0

0

500

0

6.000

50

2

0

0

0

0

25

0

N

30.500

247.705

0

0

1.300

15.040

3.000

0

15.000

60

4

1

4

104

0

104

1

S

4.000

NF

4.000

NF

0

0

1.000

0

10.000

140

2

0

0

13

1

13

3

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Frota própria

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 69


Tecnologias empregadas

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

N

S

S

24

N

S

N

N

N

N

N

S

Intermarítima

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

0

S

S

S

S

S

S

S

S

Jetro

S

S

S

S

S

N

S

N

S

S

S

S

S

N

S

N

N

S

S

S

S

N

0

N

S

N

S

N

S

N

S

JSL

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

N

S

S

S

S

S

S

0

S

S

S

S

S

S

N

N

JVC

S

S

N

S

N

N

S

S

S

S

S

S

S

N

S

N

S

S

S

N

S

N

10

S

N

N

N

S

N

N

N

Log Frio

S

S

S

S

N

N

S

N

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

N

S

S

S

100

S

N

S

S

N

N

S

S

Logimasters

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

10

S

S

S

S

S

S

N

S

Número de coletores

Paletização

Iceport

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal Import. e export. des. aduaneiro

Embalagem

Rastreamento

Controle de estoque

Gerenc.

Controle temperatura armazéns Controle temperatura caminhões

Transporte

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

Satélite

Rádio

Celular

Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) Sim; (N) Não

70 - Revista Tecnologística - Julho/2013


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Nº de clientes no Brasil

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de reais)

Crescimento da receita

Escritórios próprios no exterior

Em itens

Em peso (t)

176

N

14

Spoleto, Domino's e Pizza Hut

Sudeste

Todo o território nacional

77

7,42%

N

3.500

40.000

Martin Brower Com. Transp. e Serviços (11) 3687-2800 contato.mb@martinbrower.com.br www.martinbrower.com.br

31 anos

873

N

6

McDonald's, Bob's e Subway

Nordeste, Sudeste e Sul

Todo o território nacional

1,92 bilhão

28%

S

3.000

360.000

Martini Meat - Armazéns Gerais (41) 3420-3200

40 anos

800

S

35

BRF, Seara e JBS

Sul

N

100

13

N

850

1,1 milhão

16 anos

40

N

10

Minerva, Chocolates Garoto e Heinz

Grande São Paulo

Sudeste

NF

NF

N

NF

NF

Perfrio Armazéns Gerais (19) 3896-4600 perfrio@perfrio.com.br www.perfrio.com.br

9 anos

50

N

25

BRF, Louis Dreyfus e Rousselot

Sudeste e Sul

N

NF

NF

N

12

60.000

Refrio - Armazéns Gerais (11) 2132-9350 edmir@refrio.com.br www.refrio.com.br

35 anos

1.235

N

33

Kibon, Kraft e Walmart

Sul, Sudeste e Nordeste

Grande São Paulo

70

8%

N

NF

NF

Distribuição

Certificações

20 anos

Atuação

Nº de funcionários

Luft Food Service (21) 3265-5920 sacrj@fbd.com.br www.luftfoodservice.com.br

Empresa Fone E-mail Site

Três principais clientes

Tempo de mercado

Volume de produtos gerenciados (ano)

martini.comercial@martinimeat.com.br

www.martinimeat.com.br

Maxfrio Transportes (11) 4433-2410 bete@maxfrio.com www.maxfrio.com

Por questão de espaço, o nome de algumas empresas foi abreviado

72 - Revista Tecnologística - Julho/2013

*Em razão de contratos de confidencialidade, algumas empresas não divulgam a área de clientes


Nº total de armazéns

Área de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Frota terceirizada

1.431

17.172

1.400

16.800

820

4.100

16.000

0

15.000

28

2

3

0

0

0

34

2

S

6.855

68.404

2.998

30.285

2.525

19.734

10.572

0

16.071

7

6

0

17

0

0

307

0

S

60.000

NF

5.000

NF

0

0

40.000

6.000

0

1.000

3

0

0

0

0

0

0

N

0

0

0

0

0

0

3.000

0

0

0

1

0

10

0

0

30

0

S

2.500

23.000

1.000

10.000

0

0

0

0

12.000

25

5

1

0

0

0

0

0

S

96.000

600.000

0

0

0

0

0

0

0

0

7

0

0

0

0

0

0

S

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Frota própria

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 73


Controle de estoque Embalagem Paletização

Logística reversa Suporte fiscal Desenvolvimento de projetos Cross-docking Distribuição Porta a porta Transferência WMS TMS ERP

Consulta pela internet Código de barras Radiofrequência

Própria Terceirizada Própria Terceirizada Própria Terceirizada Própria Terceirizada

Luft S S S S S N N S S S S N S S S S S S S S S S 15 S S S S S S S S

Martini Meat S S N S S S N S S S N N S S S N S S N S S S 0 N N N N N N N N

Martin Brower S S N S N S S S S N S N S S S N S S S S N N 87 S S S S S S S S

Maxfrio S S N S N N S N S S S N S N S N N N S S S N 0 S N S S S S N N

Perfrio S S S S N N N N S S N N N N S N S S S N N N 0 N S N S N S N S

Refrio

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

138

N

S

N

S

N

S

N

S

Gerenc.

74 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Transporte

Número de coletores

Controle temperatura armazéns Controle temperatura caminhões

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal Import. e export. des. aduaneiro

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos Tecnologias empregadas Rastreamento

Satélite Rádio Celular Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) Sim; (N) Não


MERCADO BRASILEIRO DE OPERADORES LOGÍSTICOS FRIGORIFICADOS

Nº de funcionários

Certificações

Nº de clientes no Brasil

Atuação

Distribuição

Receita bruta anual no Brasil (em milhões de reais)

Crescimento da receita

Escritórios próprios no exterior

Em itens

Em peso (t)

Safrio - Serviços de Armaz. Frigorificada (49) 3361-7800 diretoria.itaj@safrio.com.br www.safrio.com.br

13 anos

180

N

20

BRF, Aurora e Alibem

Sul

N

NF

NF

N

NF

720.000

Serbom - Armazéns Gerais Frigoríficos (11) 3336-4444 joseluis@serbom.com.br

18 anos

550

S

80

Marfrig, Frimesa e Minerva

Sudeste

Sudeste

60

16,7%

N

5.000

520.000

Stock Tech - Armazéns Gerais (41) 3525-8228 comunicacao@stocktech.com.br www.stocktech.com.br

17 anos

1.150

N

NF

Unilever, BRF e Seara

Todo o território nacional

Nordeste, Sudeste e Sul

86

59%

N

NF

1.736

Sun Plant - Indústria e Comércio Alimentícia (19) 3321-2111 sunplant@sunplant.com.br www.sunplant.com.br

8 anos

120

N

15

Dohler, Seara e Korin

Sudeste

Nordeste, Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro

NF

NF

N

400

250.000

Super Frio - Armazéns Gerais (19) 3641-9240 sac@superfrio.com.br www.superfrio.com.br

15 anos

450

N

50

Ferrero, BRF e Martin Brower

Centro-Oeste e Sudeste

Todo o território nacional

NF

NF

N

3.000 SKUs

40.000

Transzilli Expresso e Logística (62) 3283-2908 transzilli@transzilli.com.br www.transzilli.com.br

23 anos

780

N

20

BRF, JBS e Nestlé

Todo o território nacional

Todo o território nacional

84

8%

N

NF

3 milhões

2 anos

180

N

5

JBS, Seara e BRF

Nordeste

Nordeste

14

15%

N

NF

70.000

Empresa Fone E-mail Site

Trino Frio Armazém Geral (81) 3521-5011 gerson@trinofrio.com.br www.trinofrio.com.br

Por questão de espaço, o nome de algumas empresas foi abreviado

76 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Três principais clientes

Tempo de mercado

Volume de produtos gerenciados (ano)

*Em razão de contratos de confidencialidade, algumas empresas não divulgam a área de clientes


Nº total de armazéns

Área de armazenagem

Frota de transporte

Alfandegada

Pátio

Nº de tomadas

Próprios

De clientes (in house)

Carga seca

Baú

Sider

Refrigerada

Utilitários

Frota terceirizada

18.750

200.000

0

0

5.100

30.600

0

0

80.000

400

2

0

0

0

0

0

0

S

22.000

220.000

22.000

220.000

16.000

160.000

15.000

0

20.000

100

5

3

0

0

0

0

0

S

26.450

NF

26.775

NF

0

0

36.070

0

0

0

2

11

0

0

0

10

0

N

3.863

35.100

2.638

23.909

1.100

7.040

0

0

2.773

20

1

0

0

0

0

0

0

S

9.391

138.165

6.424

52.413

565

6.300

1.700

0

7.000

0

3

0

0

0

0

25

0

N

0

341.000

0

146.000

0

302.000

145.000

0

120.000

260

11

0

45

0

0

280

0

N

3.375

40.500

1.350

16.200

1.350

8.100

3.000

0

85.000

30

2

5

0

0

0

0

0

NF

Resfriada

Climatizada

Congelada

Seca

Frota própria

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 77


Tecnologias empregadas

Logística reversa

Suporte fiscal

Desenvolvimento de projetos

Cross-docking

Distribuição

Porta a porta

Transferência

WMS

TMS

ERP

Consulta pela internet

Código de barras

Radiofrequência

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

Própria

Terceirizada

S

S

N

S

N

N

N

N

N

N

N

N

N

N

S

N

N

S

N

S

N

N

0

N

N

N

N

N

N

N

N

Serbom

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

S

S

100

N

S

N

S

N

S

N

S

Stock Tech

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

N

S

N

N

S

N

N

N

N

N

N

0

S

N

S

N

S

N

S

N

Sun Plant

S

S

S

S

N

N

N

S

S

S

S

S

S

N

S

N

S

S

S

N

N

N

0

N

S

N

S

N

S

N

S

Super Frio

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S

N

S

S

S

S

S

S

20

S

N

N

N

S

N

S

N

Transzilli

S

S

S

S

N

N

S

N

N

S

S

S

S

N

S

N

S

S

S

N

N

N

0

S

N

S

N

S

N

S

N

Trino Frio

S

S

S

S

N

N

S

N

S

N

N

N

N

N

S

N

S

S

S

S

S

S

80

N

N

N

N

N

N

N

N

Número de coletores

Paletização

Safrio

Montagem de kits e conjuntos Gerenciamento intermodal Import. e export. des. aduaneiro

Embalagem

Rastreamento

Controle de estoque

Gerenc.

Controle temperatura armazéns Controle temperatura caminhões

Transporte

Armazenagem

Empresa

Serviços oferecidos

Satélite

Rádio

Celular

Roteirizadores

(NF) - Dados não fornecidos pela empresa; (S) Sim; (N) Não

78 - Revista Tecnologística - Julho/2013


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

Logística em situações de crise Alexandre M. Rodrigues

Parte 2 Introdução

N

a primeira parte deste artigo, foram apresentadas a motivação e relevância para o desenvolvimento deste projeto de pesquisa, bem como a visão geral do referencial proposto em suas três fases (Preparação, Resposta Imediata e Reconstrução). Esta segunda parte conclui o artigo, detalhando o referencial teórico proposto por meio da apresentação dos processos envolvidos e de uma discussão sobre mensuração do desempenho.

Processos O referencial proposto está alinhado com os conceitos tradicionais de Administração de Empresas. Um processo é o conjunto de atividades realizadas na geração de resultados previamente definidos, desde o momento da necessidade até a entrega do produto. Essas atividades devem, de forma multidisciplinar, prover a sincronia entre estratégia, infraestrutura e objetivos de desempenho. Qualquer organização, pequena ou grande, constitui-se em um sistema vivo, no qual coexistem e interagem entidades (fornecedores, clientes, funcionários, produtos/serviços/ informação) e funções básicas (produção, marketing e vendas, contabilidade e finanças, recursos humanos e logísti80 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Fases

ca). Para que o sucesso das operações seja alcançado, é necessário identificar e planejar concreta e adequadamente essas atividades, determinar a sua prioridade e descrever os respectivos procedimentos. Os problemas associados a ações emergenciais envolvendo situações de crises são, em resumo, grandes e complexos. Dividindo-se esses grandes eventos em uma série de pequenos episódios interligados e buscando-se a solução de cada um deles setorialmente, será possível aos envolvidos tomar decisões e ações mais eficientes no âmbito da referida situação. O referencial para processos foi desenvolvido após revisão da literatura acadêmica e da experiência obtida por meio de estudos de caso em situações recentes de crise, como o furacão Katrina (EUA – agosto de 2005), as chuvas no município do Rio de Janeiro (abril

Preparação

Resposta imediata

Reconstrução

Categorias Tipos de crise Tipos de desastres

PROCESSOS

DESEMPENHO

Agilidade, adaptação, alinhamento Figura 4 - Referencial proposto - Visão geral


de 2010), as chuvas na região serrana do Estado do Rio atividades que representam um papel ou razão de exisde Janeiro (janeiro de 2011), e contato com profissiotir da organização, os processos de negócio executam nais da área. estas atividades de forma que, individualmente ou Adicionalmente, o referencial proposto está alicombinadas, realizem o trabalho de uma determinada nhado com o conceito de Funções de Negócio, que função. A atividade representa, portanto, a unidade são estruturas conceituais idealizadas que servem para funcional (que servirá como componente de processos de negócio, numa visão transfuncional) que permite descrever a missão de uma organização. Uma vez que a identificação de utilidades comuns e, portanto, de tenham sido definidas e decompostas adequadamenoportunidades de reutilização funcional. te, elas se mantêm estáveis ao longo do tempo, mesmo Além dos conceitos anteriormente apresentados, o diante de reorganizações. Dessa forma, as funções remodelo referencial proposto tem como principal base presentam um ponto de referência (conceitos comuns) as fases propostas por Kovács e Spens (2007) e o moao se descrever diferentes negócios, que de outra madelo conceitual 21 st Century Logistics, de Bowersox, neira exibiriam variações significativas. Closs e Stank (1999). As atividades que compõem uma função são relacioPara cada fase da gestão da logística em situação nadas entre si por “afinidade”, porque trabalham um de crise, três contextos ou dimensões (Operacional, grupo comum de entidades de dados ou porque são sequenciais ou, ainda, paralelas na realização do trabalho Modelo 21st Century Preparação associado a um resultado fiLogistics nal comum. A decomposição funcional adequada deve levar em conta princípios e - Integração com população em áreas de risco: Contexto Operacional diretrizes estabelecidos, que Identificação das necessidades da região, considerando os desastres que tipicamente ocorrem; podem ser, por exemplo: • As funções devem ser Capacidade de resposta programada; identificáveis e definíveis Flexibilidade de pessoas e equipamentos para outros tipos de desastres. em termos de atividades, responsabilidades e atribuições; - Integração interna para preparação para desastres: • As funções devem ser o Visão processual ( em oposição à funcional ) dentro da organização; mais independente possível Padronização e simplificação de processos; das estruturas organizacioCapacidade de adaptação estrutural em caso de novas necessidades. nais existentes; • As funções devem, como - Integração com fornecedores (acordos): um grupo, constituir um Desenvolvimento de parcerias estratégicas com fornecedores. conjunto que seja essencial ao ciclo de vida do “sistema”; Contexto de - Integração entre tecnologia e planejamento (Preparação): • Cada subgrupo resulPlanejamento e Controle Formas de gestão da informação; tante da decomposição funcional deve representar um Meios de comunicação disponíveis; “subsistema sociotecnolóSistemas de alerta disponíveis; gico” por si só (referente a pessoas e tecnologia). Planejamento colaborativo entre organizações. Processo é definido como - Integração de medidas de desempenho (Planejamento): a sequência completa de um comportamento de negócio, Determinação de métricas para avaliação de desempenho. provocado por algum even- Integração de relacionamentos (compreensão dos papéis e do plano de ação): Contexto to e que produz um resultaComportamental Determinação de papéis e responsabilidades com clareza; do significativo para o negócio e que, de preferência, Acordos de compartilhamento de informações e recursos. tenha foco no cliente. Se uma função é composta de Tabela 2 - Referencial proposto - Processos fase Preparação Julho/2013 - Revista Tecnologística - 81


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

Planejamento/Controle e Comportamental) obtidos do referencial 21 st Century Logistics são adaptados para a gestão destas situações. O referencial proposto, dessa forma, identifica processos, restrições, competências e recursos, denominados de “itens” de cada fase, que buscam a melhoria de desempenho da gestão logística em situações de crise. Com relação à fase de Preparação, os processos e atividades considerados buscam informação para os seguintes questionamentos: • Existe algum tipo de levantamento quanto ao padrão e aos riscos de desastres naturais na região? • Existem esforços no sentido de preparar uma resposta no caso de um desastre ocorrer? • Os equipamentos e recursos disponíveis são adequados?

• Os processos são padronizados e simplificados? • Como foi projetada a capacidade da estrutura? • Existem acordos com fornecedores de materiais críticos? • Como é realizada a gestão da informação? • Quais são os meios de comunicação disponíveis? • Existem sistemas de alerta para comunicar a população sobre possíveis ocorrências? • Existe algum tipo de colaboração na fase de planejamento entre organizações que prestam auxílio à crise? • Existem métricas predefinidas para avaliar o desempenho? • Os papéis e responsabilidades foram definidos com clareza? • Existem acordos de compartilhamento de informações e recursos entre organizações? A Tabela 2 apresenta, para cada contexto (Operacional, Planejamento e Controle, e Comportamental) dust Modelo 21 Century Resposta rante a fase de Preparação, o Logistics detalhamento dos processos e atividades necessários para atender aos maiores questio- Integração com vítimas: Contexto Operacional namentos desta fase. Necessidades da região iguais às identificadas na fase de preparação; Para a etapa de Resposta Capacidade de resposta auferida; Imediata, os processos e atiFlexibilidade apresentada. vidades buscam atender aos - Integração interna no momento de caos: seguintes questionamentos: • Como é realizada a avaFluxo processual como planejado; liação inicial do desastre? Adaptação da estrutura para o desastre em questão. • As organizações são capazes de prover uma respos- Integração com fornecedores (ação): ta adequada? Papel dos fornecedores conforme especificado a priori; • As organizações deCapacidade de fusão operacional com fornecedores; monstram ser flexíveis ao Gestão de fornecedores. responder ao desastre? • O fluxo de processos Contexto de - Integração entre tecnologia e planejamento (ação): acontece de forma eficiente? Planejamento e Controle Gestão da informação; • Como a estrutura se adapta para eventos de crise? Meios de comunicação utilizados; • Qual o papel dos forneSistemas de alerta utilizados; cedores durante a resposta? • É possível contar com Colaboração entre organizações. a capacidade operacional - Integração de medidas de desempenho (resultado): dos fornecedores no apoio à gestão da crise? Avaliação de desempenho. • Como é realizada a ges- Integração de relacionamentos (aderência aos papéis e plano de ação previsto): Contexto tão dos fornecedores? Comportamental Papéis e responsabilidades mantidos conforme planejado; • Como é realizada a gestão da informação? Informações e recursos compartilhados. • Quais meios de comuTabela 3 - Referencial proposto - Processos fase Resposta Imediata nicação são utilizados?

82 - Revista Tecnologística - Julho/2013


Julho/2013 - Revista TecnologĂ­stica - 83


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

• Algum sistema de alerta é utilizado para avisar a população? • Existe colaboração entre organizações prestadoras de socorro ou de auxílio imediato? • O desempenho é avaliado dentro das organizações? • Os papéis e responsabilidades definidos são respeitados durante a situação de crise? • Informações e recursos são compartilhados entre organizações? A Tabela 3 apresenta, para cada contexto (Operacional, Planejamento e Controle, e Comportamental) durante a fase de Resposta, o detalhamento dos processos e atividades necessários para atender aos maiores questionamentos desta etapa. Finalmente, para a fase de Reconstrução, os processos e atividades específicos buscam responder às seguintes questões:

Modelo 21st Century Logistics

Contexto Operacional

• Existe um plano elaborado de reconstrução/recuperação da região? • Existe planejamento para a participação das organizações responsáveis na fase de recuperação? • Como a estrutura de gestão de crise responde às necessidades da fase de Reconstrução? • Como é a participação de fornecedores? • Como é realizada a gestão da informação nessa fase? • Quais meios de comunicação são utilizados? • Existe um planejamento para a revisão/recuperação dos sistemas de alerta à população? • Existe colaboração entre organizações nessa fase? • Busca-se aprimorar a avaliação/medição do desempenho? • Os papéis e responsabilidades foram revistos? • Busca-se melhorar o compartilhamento de informações e recursos entre organizações? A Tabela 4 resume, para cada contexto durante a Recuperação fase de Recuperação, o detalhamento dos processos e atividades necessários para atender aos maiores ques- Integração com beneficiários de ajuda: tionamentos desta fase. Atendimento às necessidades de reconstrução da região; Assim, num nível abranParticipação na fase final. gente, o referencial proposto busca antecipar os ques- Integração interna para recuperação: tionamentos em cada fase Adaptação da estrutura para a recuperação da região. e propõe atividades específicas que devem ser priorizadas para que eles sejam - Integração com fornecedores (ação e melhoria): solucionados. Participação de fornecedores.

Desempenho Contexto de Planejamento e Controle

- Integração entre tecnologia e planejamento (melhoria): Gestão da informação; Meios de comunicação utilizados; Revisão e recuperação de sistemas de alerta. Colaboração entre organizações. - Integração de medidas de desempenho (melhoria): Avaliação de desempenho.

Contexto Comportamental

- Integração de relacionamentos (ação e melhoria): Adaptação de papéis e responsabilidades; Informações e recursos compartilhados.

Tabela 4 - Referencial proposto - Processos fase Reconstrução 84 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Apesar da importância das cadeias de suprimentos humanitárias e de resposta a desastres, sistemas de medição e medidas de desempenho não têm sido desenvolvidos e implementados nesta área quando comparados aos desenvolvimentos obtidos principalmente no setor empresarial. Essa é uma grande limitação dessa área do conhecimento. Sem a apropriada medição de desempenho e históricos comparativos, o aprendiza-


do teórico organizacional e as melhorias operacionais 1919, e atualmente coordena as atividades entre as 186 ficam comprometidos. sociedades dentro do movimento. No âmbito internaVários fatores tornam a medição do desempenho cional, a federação lidera e organiza, em cooperação uma tarefa difícil para as organizações em situações com as sociedades nacionais, missões de assistência de crise. Principalmente durante a etapa de Resposta, para emergências de grande escala. A FIRC está sediada as próprias características do ambiente operacional em Genebra, na Suíça. aumentam o nível de complexidade. A falta de instruA Cruz Vermelha desenvolveu a ferramenta chamamentos e processos de medição sistemáticos, padronida Development Indicator Tool para orientar e monizados e alinhados com todas as organizações envoltorar diariamente a melhoria contínua do desempenho vidas impede, por exemplo, que as agências de ajuda de suas unidades regionais de logística, integrando os humanitária possam adquirir uma percepção de seu pontos centrais de distribuição aos pontos locais. Ela próprio desempenho operacional e de reter as lições de foi pensada com base no Balanced Scorecard (BSC) e eventos anteriores para um contínuo aprimoramento. os indicadores são atribuídos às perspectivas do ServiDessa forma, sistemas eficazes de avaliação de deço ao Cliente, do Controle Financeiro, da Aderência sempenho ajudariam profissionais da área em suas deProcessual e da Inovação e Aprendizado, dimensões cisões, contribuiriam para a melhoria da eficácia das estas parcialmente interligadas pela ferramenta. operações de socorro e demonstrariam o desempenho Os objetivos da Development Indicator Tool são: (1) da cadeia, aumentando, assim, a transparência e a caajudar a conservar a direção certa e manter a organizapacidade de prestação de contas na resposta a desastres. ção a par de todas as melhorias durante o ano, ressalAlguns esforços promissores no desenvolvimento de tando as áreas e projetos que mais impactam no desemsistemas de mensuração de desempenho, específicos para penho; (2) promover a troca de boas práticas e gerar a logística em situação de crise, consideram adaptações dados para a tomada de decisões estratégicas; e (3) dar de modelos existentes de avaliação de desempenho Desempenho da gestão da logística em situação de crise em cadeias de suprimentos Preparação Resposta imediata Reconstrução empresariais, observando as características específicas Identificação de padrões de Avaliação inicial do desastre Atendimento às necessidades desastre na região e seus de reconstrução da região do ambiente humanitário. Capacidade de atender possíveis danos Atendimento às necessidades as vítimas Entre as dimensões de deda população afetada Elaboração de planos de Eficiência do fluxo processual sempenho que são comuemergência e evacuação Integração entre as Capacidade de adaptação abrangentes e viáveis mente destacadas, incluemorganizações competentes para o evento em questão para reconstrução -se indicadores de utilização Integração entre Capacidade de fusão Capacidade de gestão áreas funcionais operacional com fornecedores de recursos, indicadores de de suprimentos Capacidade de gestão rendimento (eficiência) e de Padronização e simplificação de suprimentos Capacidade de gestão flexibilidade. Dessa maneide processos da informação Capacidade de gestão ra, os esforços atuais para Acordos de integração e da informação desenvolvimento de parcerias Revisão e recuperação dos sistemas de mensuração de Meios de comunicação e estratégicas com fornecedores meios de comunicação e sistemas de alertas utilizados desempenho buscam detersistemas de alerta Implementação de sistemas Colaboração e troca de minar os níveis de eficiênde gestão da informação Colaboração e troca de informação entre organizações Implementação de meios de cia, bem como a habilidainformação entre organizações Desempenho da resposta em comunicação e sistemas de de resposta e adaptação relação aos objetivos definidos Revisão dos objetivos de de alerta desempenho e melhoria num ambiente dinamicaAderência aos papéis e Planejamento colaborativo das métricas utilizadas mente instável e com alto responsabilidades planejados entre organizações Revisão de papéis nível de restrições. Compartilhamento de Estabelecimento de métricas e responsabilidades informações e recursos e objetivos de desempenho Destaca-se o exemplo do Compartilhamento de Clara determinação de papéis Departamento de Logística informações e recursos e responsabilidades da Cruz Vermelha. A FeEstabelecimento de acordos deração Internacional das de compartilhamento de informação e recursos Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente VermeTabela 5 - Referencial proposto - Desempenho lho (FIRC) foi fundada em Julho/2013 - Revista Tecnologística - 85


ILOS - INSTITUTO DE LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN

mais transparência aos doadores, informando-os sobre a eficiência e melhoria contínua da organização. Após a revisão da literatura e condução de estudos de caso relevantes, o presente estudo propõe o conjunto de medidas de avaliação de desempenho para o gerenciamento logístico de situações de crise demonstrado na Tabela 5. Ressaltamos que as dimensões são genéricas e abrangentes e que métricas específicas necessitam ser desenvolvidas e adaptadas para cada situação de emergência. Apesar dos esforços presentes, o desafio para sistemas de desempenho encontra-se em considerar questões específicas como: tipos e quantidades de recursos, métodos de suprimento e armazenagem de materiais, ferramentas de rastreamento e formas alternativas de transporte para regiões em crise, especialização das equipes participantes na etapa de Resposta Imediata, e o plano de cooperação entre as equipes. Tais questões são centrais, porém, difíceis de serem incorporadas e desenvolvidas.

Conclusão O objetivo deste artigo foi o de apresentar os desafios relacionados ao gerenciamento logístico de situações de crise e os resultados preliminares de uma linha de pesquisa desenvolvida no Coppead/UFRJ. O presente estudo busca propor um referencial teórico que ajude as organizações de auxílio e resposta em situações emergenciais a alcançarem melhores resultados. Sistemas em situação de crise podem ser vistos como cadeias de suprimento operando em cenários de extrema interrupção. As operações necessitam ser executadas num ambiente de suprema flexibilidade e agilidade na cadeia, para acomodação de necessidades incertas e dinamicamente mutáveis. A pesquisa possui caráter exploratório. De forma geral, o modelo referencial proposto busca investigar os recursos, competências e capacitações críticas para uma gestão logística de crises eficaz, visando com isso à melhoria dos processos das organizações envolvidas. O modelo segue em desenvolvimento, e críticas construtivas e compartilhamento de conhecimento são extremamente relevantes.

Referências Beamon, Benita M. & Burcu Balcik. 2008. Performance Measurement in Humanitarian Relief Chains. The International Journal of Public Sector Management, 21(1): 4. 86 - Revista Tecnologística - Julho/2013

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Dr. Alexandre Rodrigues, Ph.D. Professor de Supply Chain Management Instituto de Pós-Graduação em Administração Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead-UFRJ) rodrigues@coppead.ufrj.br Tel.: (21) 2598-9860


Fotos: Divulgação

Divulgação / Brasil Kirin

MULTIMODALISMO

Das estradas para as águas Brasil Kirin migra suas operações logísticas do modal rodoviário para o marítimo e revela ganhos como otimização de custos, preservação dos produtos e redução nas emissões de CO2

O

custo logístico sempre foi uma discussão entre as empresas fabricantes de bebidas e alimentos. Por se tratar de um valor alto dentro da cadeia produtiva, elas buscam a melhor solução para otimizar seus gastos, dinamizar suas operações e preservar o padrão de seus produtos e serviços. Foi pensando assim que a Brasil Kirin, fabricante de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, subsidiária da japonesa Kirin Holdings Company, decidiu migrar suas operações logísticas do modal rodoviário para o marítimo, por meio da cabotagem. Segundo o coordenador de Logística e Transportes da companhia, André Simmons, a migração de modal foi feita gradualmente. “Esse 88 - Revista Tecnologística - Julho/2013

projeto começou em meados de 2011, quando surgiu uma necessidade de realizarmos uma transferência para a Região Nordeste do país devido a uma venda acima da capacidade fabril local. Normalmente, o atendimento a essas necessidades era feito por modal rodoviário mas, na época, havia uma escassez muito grande de oferta para essa região. Foi quando vislumbramos a possibilidade da transferência via cabotagem”, revela. O coordenador conta que a mudança de modal e a utilização da cabotagem começaram de forma tímida. “Iniciamos a operação com uma média de dez contêineres por mês e, já naquele primeiro momento, pudemos detectar dois fatores posi-

tivos. O primeiro é que o produto chegava ao destino final com quase nenhuma avaria; o segundo foi a oportunidade de reduzir o valor do frete em relação ao modal rodoviário”, destaca. A empresa possui 13 fábricas no Brasil (veja no BOX). Simmons explica que a maioria da carga que é transportada via cabotagem parte da fábrica em Itu (SP); o restante sai de Cachoeiras de Macacu (RJ). Segundo o executivo, as cargas que saem de Itu seguem por rodovia até o Porto de Santos (SP), onde são embarcadas nos navios e destinadas para Alagoinhas (BA) e Recife, que abrigam plantas da empresa. O mesmo ocorre com os volumes que partem da fábrica fluminense, que são embarcadas no Porto de Itaguaí (RJ). Existem ainda algumas cargas pontuais que seguem de Alagoinhas para Manaus. O executivo conta que, embora a companhia tenha fábricas em Pernambuco e na Bahia, essas transferências de carga feitas via cabo-


Aproximação Atualmente, a Brasil Kirin opera com dois armadores, a Log-In e a Maestra, que realizam as operações de cabotagem com produtos da companhia para o Norte e Nordeste do país. “Nós começamos com a Log-In; a Maestra chegou de uma forma secundária. Logicamente que, quanto mais fornecedores tivermos, melhor, pois garantimos o fluxo de produtos para os navios. Assim, mesmo que ocorram eventuais problemas nas fábricas, os caminhões não ficam aguardando para carregar. Os navios não esperam; eles têm uma programação que precisa ser respeitada, independentemente de minha carga ter ou não chegado ao porto”, comenta Simmons. Para o executivo, é muito bom poder operar com dois armadores, pois as grades de horários da Maestra e da Log-In são complementares, permitindo que a fabricante possa contar com um navio caso o outro já tenha desatracado. O diretor Comercial da Log-In, Fábio Siccherino, explica que a aproximação com a Brasil Kirin foi feita

Regularidade, redução de avarias, de emissões de CO2 e de custos de transporte compensam o maior transit-time da cabotagem

por eles mediante prospecção. “Dentro da nossa estrutura comercial, temos uma equipe focada unicamente no segmento de bebidas. Utilizando cases de sucesso de outros clientes nossos, conseguimos nos aproximar da empresa e mostrar a ela as vantagens da cabotagem para sua operação”, explica o executivo. Siccherino afirma que a Log-In possui três serviços diferentes, ope-

rando em 15 portos do Brasil e Mercosul com sete embarcações. A Brasil Kirin utiliza dois desses serviços, o Atlântico Sul e o Amazonas. A Maestra também se aproximou da fabricante para expor as vantagens do modal. “Procuramos entender as necessidades da empresa e apresentamos uma proposta de parceria para operação logística, oferecendo custo competitivo, regularidade – com frequência semanal – e, principalmente, nível de serviço no atendimento porto a porta”, esclarece o responsável pela operação da Brasil Kirin na equipe de Vendas da Maestra, Adamo Bayer. A Maestra dispõe de quatro navios – Pacífico, Caribe, Atlântico e Maestra Mediterrâneo –, e atende a Brasil Kirin com todos eles. Simmons conta que, atualmente, a fabricante transporta, via cabotagem, uma média de 28 contêineres por mês para o Recife e o mesmo número para Alagoinhas. A empre-

Divulgação / Log-In

tagem são necessárias para cobrir o mercado regional. “As plantas industriais que possuímos nestas localidades foram construídas para suprir o mercado local. Porém, mantemos uma linha de transferências de produtos para estas cidades caso haja alguma ruptura na produção ou uma venda acima da capacidade produtiva da fábrica”, diz. Simmons coloca que a negociação de valores com os fornecedores é feita pela área de suprimentos da Brasil Kirin, com base em projetos, oportunidades e demandas passadas pelas áreas clientes, como transportes, engenharia, etc. São estas áreas que passam a necessidade de utilizar ou não modais alternativos ao rodoviário.

A Brasil Kirin utiliza dois serviços da Log-In para transferir produtos para o Norte e o Nordeste Julho/2013 - Revista Tecnologística - 89


Empresa entrou no mercado após compra da Schincariol

A

Brasil Kirin é uma subsidiária da companhia japonesa Kirin Holdings Company, presente em mais de 15 países e com mais de 41 mil funcionários. A empresa entrou no mercado brasileiro de bebidas em 2011, com a compra da Schincariol, e conta com uma estrutura de 15 centros de distribuição próprios, 194 revendas e está presente em aproximadamente 600 mil pontos de venda em todo o Brasil. Além disso, a empresa possui 13 unidades fabris em 11 estados brasileiros: Alagoinhas (BA,) Alexânia (GO), Benevides (PA), Blumenau (SC), Cachoeiras de Macacu (RJ), Caxias (MA), Horizonte (CE), Igrejinha (RS), Campos do Jordão e Itu (SP), Manaus (AM), Igarassu e Recife (PE), com capacidade total para produzir 5,5 bilhões de litros de refrigerantes, cervejas, sucos e água por ano. A companhia fabrica as cervejas Nova Schin, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, Cintra, Glacial e Schin no Grau. Além disso, produz a Água Schin, Schin Tônica, Schin Refrigerantes, Itubaína, Itubaína Retrô, Mini Schin, Fruthos e Skinka. A Brasil Kirin desenvolve ações que privilegiam a continuidade dos recursos naturais e a conscientização da importância da preservação do meio ambiente. 94% dos resíduos resultantes do processo

produtivo são reciclados ou reutilizados. Além disso, a empresa está engajada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ela é parceira de cooperativas como a Catadores e Recicladores de Alagoinhas. A Brasil Kirin cultiva, também, uma atenção especial na preservação da água, recurso natural de extrema importância à sua linha de produtos. Para isso, a empresa desenvolve projetos visando à redução do consumo da commodity. Toda água utilizada é tratada em suas Estações de Tratamento de Águas (ETA) que, no total, são 11. Aproximadamente 1,28 milhão de litros por hora são tratados pela Brasil Kirin. Nos últimos três anos, a companhia conseguiu reduzir em 13,6% o consumo específico de água nos processos produtivos. A fabricante possui outros projetos ambientais, como parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica na criação do Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin. O centro possui capacidade para produzir 700 mil mudas de árvores por ano. Além disso, a companhia mantém programas como o Projeto Karatê-Do, de inclusão eficiente; o Qualifica, para o desenvolvimento profissional; e a empregabilidade das comunidades no entorno de suas unidades fabris.

sa utiliza contêineres de 40 pés para o embarque de produtos acabados, que levam cerca de 25 toneladas cada. “95% da carga que segue por cabotagem tem por destino o Nor-

deste. O restante são cargas pontuais destinadas a Manaus”, analisa o executivo, que completa dizendo que, eventualmente, a Brasil Kirin pode utilizar uma solução de trans-


Divulgação / Maestra

ponsabilidade deles, por meio de veículos terceirizados. O coordenador de Logística e Transportes da Brasil Kirin revela que, com essa mudança de modal, a redução dos custos de frete varia de 6% a 10% no modal marítimo em comparação ao rodoviário. Além das vantagens já citadas, outro benefício apontado é sobre as emissões de CO 2, que caíram bruscamente com a adoção da cabotagem. Para se ter uma ideia, segundo dados da Maestra, foram reduzidos aproximadamente 76% de emissões de gás carbônico nas operações logísticas via cabotagem para a fabricante de bebidas em comparação ao modal rodoviário. Simmons menciona que a Brasil Kirin possui uma tendência de sempre buscar inovações na área de transportes. “No Brasil, temos algumas épocas do ano como safras, festas de fim de ano e outros eventos, que exigem grande volume do transporte rodoviário, gerando assim uma escassez de oferta no modal. Por isso, estamos sempre estudando novas possibilidades de transporte”, finaliza.

Quatro navios da Maestra são utilizados nas operações da fabricante

porte híbrido, caso haja a necessidade, podendo enviar parte da carga por rodovia, para dar fôlego ao mercado, e depois enviar o restante via cabotagem.

Planejamento Para Siccherino, da Log-In, principalmente nos segmentos de bebidas e alimentos, as empresas têm mais cautela no momento de fazer a transição de modal. “Isso se dá, principalmente, porque são produtos que atingem diretamente o consumidor final com altos volumes. Outro motivo é a importância de se ter estes produtos no ponto de venda em sintonia com as necessidades extraordinárias, como nos casos de promoções e ofertas”, completa o executivo. Ele destaca, também, que os transit-times, ou seja, o prazo entre a retirada dos produtos na fábrica e sua entrega no destino final, são muito diferentes daqueles praticados no modal rodoviário, e isso acaba preocupando os fabricantes. Simmons ressalta que, por esse motivo, é preciso ter um acompanhamento minucioso de tudo o que

está sendo produzido e o que está sendo escoado localmente, para saber se será preciso colocar um volume excedente ou não. “Em termos de tempo, minha carga demora, hoje, em média, cinco dias para ir de Itu ao Nordeste por modal rodoviário; já na cabotagem, este tempo dobra para dez dias. Isso impacta no plano de abastecimento visando ao atendimento por um tempo maior, então precisamos ser mais assertivos do que quando o transporte era apenas rodoviário.” Siccherino concorda, mas frisa que o transporte por cabotagem consegue ser mais confiável que o rodoviário, apesar do maior tempo de trânsito. “Com um bom planejamento, a carga estará lá dentro do planejado e sem atrasos, pois o navio não sofre os imprevistos do caminhão.” Para aumentar a confiança do cliente no modal, os armadores investem também na parte rodoviária, visando ao transporte porta a porta, desde a fábrica, passando pelo navio e chegando novamente, com o caminhão, até o ponto final. Ambos os armadores explicam que o trecho percorrido pela carga no modal rodoviário é também de res-

André Moraes

Brasil Kirin: 0800 771 0123 Log-In: (21) 2111-6500 Maestra: (11) 2388-5100 Julho/2013 - Revista Tecnologística - 91


Diniz Júnior

Fotos: Divulgação

INFRAESTRUTURA

Um país de oportunidades Em busca de novos mercados, Canadá estreita relações junto ao Brasil, com o objetivo de intensificar o comércio e tornar-se porta de entrada para toda a América do Norte

H

á pouco mais de três anos, as cidades de Santos (SP) e Saint John, localizada na região sul da província de New Brunswick, no Canadá, firmaram um acordo de irmanação. Basicamente, a parceria estabelecia a troca de experiência entre seus portos, respectivamente os mais importantes da América Latina e do leste canadense. A iniciativa tinha como objetivo aprimorar as atividades portuárias de Santos e Saint John, promovendo intercâmbio intelectual e cooperação técnica. Por se tratar de fatores não palpá92 - Revista Tecnologística - Julho/2013

veis, não é fácil medir os benefícios que o acordo proporcionou aos portos, mas pode-se afirmar que ele marcou a retomada, depois da crise econômica mundial de 2008, de um estreitamento nos negócios entre duas nações que têm muito a oferecer uma à outra. O leste do Canadá, conhecido como Canadá Atlântico, passou por grandes mudanças na última década. O fenômeno, natural em qualquer local onde haja abundância de petróleo, fez com que a região experimentasse um crescimento exponen-

cial. Formado pelas províncias de New Brunswick, Nova Scotia, Prince Edward Island e Newfoundland and Labrador (colônia britânica que se juntou ao país somente em 1949), o Canadá Atlântico, que abriga mais de 2,3 milhões de pessoas, é responsável por quase US$ 110 bilhões do total de US$ 1,8 trilhão correspondente ao Produto Interno Bruto (PIB) canadense. Os números são positivos quando consideramos que se trata de províncias que, historicamente, dependiam de forma considerável da pesca


As relações bilaterais entre Canadá e Brasil ainda são tímidas. O comércio entre os dois países somou pouco mais de US$ 6 bilhões em 2012

41,2 bilhões. Se somadas as importações brasileiras do país asiático, o número chega a US$ 75,4 bilhões. O Brasil é apenas o 11º país na lista dos maiores parceiros comerciais do Canadá, mas os números são animadores. De 2001 a 2012, as exportações canadenses para o mercado brasileiro cresceram 171%, lideradas por fertilizantes, combustíveis minerais e maquinário. No mesmo período, as importações de produtos brasileiros por parte do Canadá, com destaque para químicos

Divulgação

para sobreviver. Hoje, a situação mudou, com 40% do PIB da região vindo do negócio de óleo e gás. Nos últimos dez anos, o Canadá investiu aproximadamente US$ 100 bilhões no setor e a previsão é de que outros US$ 284 bilhões sejam injetados em novos projetos até 2035. A pesca, atualmente na quarta posição, encontra-se atrás da mineração e até mesmo do turismo, fator que fez com que as regiões portuárias florescessem para receber visitantes de todo o mundo e transformou lugares de clima severo em destinos turísticos dignos de paraísos tropicais. As relações bilaterais entre Brasil e Canadá ainda são tímidas. O comércio envolvendo os dois países somou pouco mais de US$ 6 bilhões em 2012. Somente cerca de 1% das exportações canadenses são destinadas ao Brasil e a porcentagem é quase a mesma quando tratamos das importações feitas pelo país norte-americano. Para efeito de comparação, as exportações brasileiras destinadas à China, nosso maior parceiro comercial no ano passado, totalizaram US$

Carregamento de lagostas no aeroporto internacional de Halifax

inorgânicos, combustíveis minerais e açúcar, aumentaram 163%. O fato é que, durante muitos anos, o comércio do Canadá esteve amarrado aos Estados Unidos e à Europa, mas o país busca agora diversificar seus parceiros, investindo em nações como Brasil, Costa Rica e República Dominicana. E oportunidades não faltam. A exportação da lagosta, por exemplo, é uma delas. No Brasil, um exemplar do crustáceo custa em média R$ 50, enquanto o mercado interno do Canadá Atlântico pratica preços que giram em torno de 10 dólares canadenses1 o quilo (uma lagosta pesa de 800 gramas a 1,5 kg). O animal, exportado vivo para permanecer fresco, sobrevive por cerca de 60 horas e tem como principal mercado comprador a China. Capitaneados por empresas como Vale, Votorantim e Ambev, os investimentos brasileiros no Canadá somaram US$ 31 bilhões em 2012. Já os canadenses injetaram na economia brasileira US$ 9,5 bilhões no mesmo período, provindos principalmente de fundos de investimento institucional e indústrias de peças e componentes. O acordo entre Santos e Saint John é, portanto, somente a ponta do iceberg nas relações entre os dois países. E, com o objetivo de impulsionar as intenções de negócios envolvendo ambas as nações, a Atlantic Canada Opportunities Agency (Acoa), órgão do governo federal que visa a promover a capacidade econômica das províncias do Canadá Atlântico e fomentar novos negócios, convidou a Tecnologística para um tour pelas principais estruturas logísticas da região, incluindo quatro portos e dois aeroportos, nas cidades de St. John’s, capital de Newfoundland and Labrador, Saint John, Belledune e Moncton, em New Brunswick, e Halifax, capital da província da Nova Scotia. Julho/2013 - Revista Tecnologística - 93


Fernando Fischer

INFRAESTRUTURA

Estrutura de aço construída no porto-indústria de Belledune

Negócios e infraestrutura Durante o evento Port Days, ocorrido em Saint John com o tema “Fortalecimento das Ligações Comerciais entre o Norte e o Sul”, o cônsul-geral do Canadá no Rio de Janeiro, Sanjeev Chowdhury, realizou uma apresentação intitulada “O Momento do Brasil no Canadá Atlântico”. Além de expor dados a respeito da economia brasileira e do crescimento apresentado pelo país nos últimos anos, a plateia pôde conferir uma breve explicação sobre a estrutura portuária no Brasil. De acordo com Chowdhury, a privatização dos portos brasileiros se configura em uma grande oportunidade para que empresas canadenses invistam no país. Além dos planos de intensificação do comércio, a nova infraestrutura portuária brasileira que deve nascer com a aprovação da Lei dos Portos (sancionada pela presidente Dilma Rousseff no último dia 5 de junho) é vista pelas empresas canadenses como conveniente para os negócios, não só em razão do modelo 94 - Revista Tecnologística - Julho/2013

de concessões, mas também pela demanda por equipamentos, maquinários e serviços que deve gerar. E ele advertiu, com a experiência de quem convive com brasileiros em seu dia a dia, que os canadenses precisam visitar o Brasil e conhecer de perto o país. “Brasileiros não fazem negócios com empresas. Eles fazem negócios com pessoas. Por isso, missões são muito importantes. Esse é meu principal conselho.” O primeiro-ministro de New Brunswick, David Alward, pareceu concordar. “A economia brasileira está em expansão, e esta é uma oportunidade para as empresas canadenses expandirem suas atividades. Decidimos então mobilizar empresas e governos e criar missões comerciais no sentido de intensificar os negócios.” Em junho, uma missão técnica organizada pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) visitou o Canadá com o objetivo de gerar negócios, investimentos e cooperação tecnológica com o Rio Grande do Sul. Além de conversas com empresas de diversos

segmentos que já manifestaram interesse no estado sulista, a programação incluiu ainda participação na feira Atlantic Canada Petroleum Show, em St. John’s. Integraram a missão representantes da AGDI e também da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Além disso, os quatro primeiros-ministros das províncias do Canadá Atlântico estarão no Brasil de 20 a 25 de outubro próximo para tratar de negócios. A presidente Dilma também planeja uma visita ao Canadá para o fim deste ano, mas ainda não há nada confirmado. A apresentação de Chowdhury mostrou também os recentes problemas enfrentados pelo Porto de Santos (filas de caminhões e navios em espera para atracar) como parte dos desafios em infraestrutura que o Brasil precisa enfrentar para tornar-se mais eficiente. O cônsul citou ainda a falta de transporte intermodal e a baixa capacidade de armazenagem observada nos portos como gargalos da logística brasileira. “Além disso, trata-se de um país essencialmente burocrático”, destacou. Quando pensamos nos problemas enfrentados pela logística brasileira, a infraestrutura observada no Canadá Atlântico é algo de encher os olhos, guardadas as devidas proporções. O Porto de Halifax, por exemplo, está situado em uma área de pouco mais de 1,052 milhão de metros quadrados e movimenta 11 milhões de toneladas de cargas em 2 mil embarcações comerciais anualmente, enquanto Santos conta com 7,8 milhões de m² e movimenta mais de 100 milhões de t em cerca de 5,5 mil navios. Não existe saturação nos portos canadenses. Mesmo os mais movimentados não operam no topo de sua capacidade e, ainda que ele um dia seja atingido, há sempre a pos-


Visão rara nos terminais brasileiros, a integração com a ferrovia é outro ponto de destaque na infraestrutura logística canadense

sibilidade de expansão. É possível notar que espaço não falta. Não poderia ser diferente, em um país com área total de 9,9 milhões de quilômetros quadrados e população estimada em pouco mais de 35 milhões (o Brasil possui uma área de 8,5 milhões de km² e quase 200 milhões de habitantes). Todos os locais visitados estavam passando, passaram recentemente ou programavam expansões para um futuro próximo, seja a construção de um novo berço ou a extensão da pista de pouso, no caso dos aeroportos, ainda que existam áreas ociosas em muitos deles. Visão rara nos terminais brasileiros, a integração com a malha férrea é outro ponto que merece destaque na infraestrutura logística canadense. No Porto de Belledune, por exemplo, instalação que conta com mais de 6,4 milhões de m² de área industrializada em uma cidade com apenas cerca de 1,5 mil habitantes, todos os três terminais disponíveis possuem conexão direta com a ferrovia. No local, que segue o conceito de porto-indústria, atuam empresas como a MQM Quality Manufacturing, que trabalha com a fabricação e instalação de estruturas de aço, como maquinário e até mesmo edifícios e pontes.

Halifax é outro belo exemplo de integração entre o transporte marítimo e a ferrovia. Ainda que o sistema rodoviário seja eficiente – as estradas apresentam ótimas condições, o trânsito não é um problema e, nos cerca de 2 mil quilômetros que percorremos de carro durante a viagem, passamos por apenas dois pedágios –, todos os berços contam com ligação férrea diretamente nos píeres. Dali, as linhas da Canadian National Railway (CN), maior provedora de serviços ferroviários do país, com mais de 32 mil km de linhas que atravessam o Canadá e os Estados Unidos, oferecem serviços diretos para Montreal, Toronto, Chicago e Detroit. Por meio da CN, os usuários do Porto de Halifax têm acesso a 75% da população do continente norte-americano. A infraestrutura aeroportuária do Canadá Atlântico também é invejável. Localizado em New Brunswick, o Aeroporto Internacional de Moncton possui quatro outros terminais aéreos (Charlottetown, Fredericton, Saint John e Halifax) em um raio de apenas uma hora e meia de voo e tem como principal produto de exportação os frutos do mar. “Nosso foco é a Ásia, mas o maior potencial está na América do Sul, e lá o Brasil se destaca”, analisa o diretor de Operações, Chris Farmer. O gerente de Carga do Aeroporto Internacional de Halifax, Andy Lyall, concorda. “Os mercados emergentes são muito importantes para nossas exportações de frutos do mar, mas queremos crescer no segmento de perecíveis também”, diz. De olho nesses novos negócios, foram investidos US$ 32 milhões na expansão da pista de pouso do aeroporto, que conta agora com 3,2 mil m e está apta a receber aeronaves maiores, como Boeings 747. Obra semelhante está em andamento em Moncton, com previsão de término para o fim de 2013.


Rotas marítimas diretas entre Brasil e Canadá raramente são utilizadas. Os produtos que saem dos portos brasileiros passam, invariavelmente, pela América Central, Caribe e Estados Unidos. Embarcações que vão até o Porto de Halifax, por exemplo, passam primeiro por Nova York. No caminho inverso, é possível observar a mesma situação. Muitas vezes, os portos dos Estados Unidos acabam inclusive sendo usados como porta de entrada para o mercado canadense. Mas um estudo apresentado pelo professor de geografia Robert McCalla, da Universidade de Saint Mary, em Halifax, pode ser responsável por mudar esse cenário.

Fernando Fischer

O Canadá é logo ali

Trem e navio lado a lado, em Halifax

McCalla buscou mostrar que a costa atlântica do Canadá está muito mais perto da América do Sul do que podemos imaginar. “É realmente surpreendente para muitas pessoas o fato de o Canadá, tão ao norte do globo terrestre, estar mais próximo do Brasil do que a costa oriental dos Estados Unidos.” A explicação é simples, e melhor entendida quando analisamos as rotas em um globo. No mapa plano, as ligações en-

tre os portos brasileiros, canadenses e americanos são representadas por linhas retas. “Mas a terra é redonda – ou quase isso – e a menor distância entre dois pontos em sua superfície não é uma linha reta, mas um arco de círculo”, contou o professor. Na imagem da página a seguir, cedida por McCalla, é possível observar as rotas do Porto de Natal (RN) até os principais terminais marítimos da costa leste da América do


INFRAESTRUTURA

Norte. “Usei Natal como um ponto de referência porque todos os navios que contornam o Brasil devem passar por ali”, explicou. De acordo com a figura, o Porto de Halifax está situado a 6.259 km de Natal, enquanto o Porto de Nova York encontra-se a uma distância de 6.489 km. Até mesmo o Porto de Saint John, mais ao norte, encontra-se 58 km mais próximo. “As rotas existentes hoje tratam o Canadá como um apêndice dos Estados Unidos. Mas eles representam um mercado enorme e seus portos têm a logística totalmente voltada para seu mercado interno. Portanto, se um contêiner vem de Santos para o Canadá, seria muito mais fácil chegar por Halifax ou Saint John. É uma questão de prioridades”, defendeu. 230 km podem parecer pouca diferença, mas de acordo com os es-

É preciso haver uma intensificação dos negócios através de um acordo de livre comércio entre os dois países

tudos, uma embarcação que navega entre os portos de Santos, Nova York e Toronto apresenta um custo por TEU (sigla em inglês para twenty feet equivalent unit, ou contêiner de 20 pés, medida-padrão, apesar de o Canadá utilizar, na sua grande maioria, modelos de 53 pés) de US$ 1.705, enquanto a rota Santos-Halifax-Toronto custaria US$ 1.466 por TEU. Além disso, o tempo de viagem diminuiria em cinco dias, passando de 25 para 20. Quando a rota abrange o Porto de Kingston, na Jamaica, caminho comumente utilizado, os números são ainda maiores: US$ 2.022 por TEU e 33 dias de viagem. McCalla explicou, porém, que o volume de comércio existente entre Brasil e Canadá atualmente faz com que essas rotas não sejam viáveis. “É necessário que haja uma intensificação nos negócios. Precisamos de um acordo de livre comércio entre os países, mas isso é dificultado pelo Mercosul, pois Rotas são mostradas como linhas retas, mas na Argentina e Paraguai, por realidade são curvas exemplo, não têm interes-

98 - Revista Tecnologística - Julho/2013

se no Canadá.” O professor defendeu que Brasil e Canadá precisam conversar mais entre si e estabelecer novas parcerias. “Somos dois países com recursos naturais incríveis. E o mercado consumidor brasileiro está crescendo muito. Portanto, tudo que é consumível torna-se uma boa oportunidade comercial. Temos de diversificar nossos parceiros, e que país melhor para isso do que um que está em pleno desenvolvimento, como o Brasil?” Para McCalla, Brasil e Canadá precisam conversar também no campo intelectual. Segundo ele, as duas nações devem intensificar ainda mais fatores como troca de serviços, pesquisas, desenvolvimento, parcerias entre universidades e relações de irmanação entre portos. “O comércio também pode ser melhorado por meio do aumento dessa complementaridade”, disse. Ao ouvir a respeito das missões e visitas de autoridades envolvendo os dois países, o professor se animou. “Acredito que um pouco disso se deve ao meu estudo”, concluiu. Fernando Fischer

Acoa: 1 (506) 851-6534 Aeroporto Internacional de Moncton: 1 (506) 856-5437 Aeroporto Internacional de Halifax: 1 (902) 873-6300 Porto de St. John’s: 1 (709) 738-4770 Porto de Saint John: 1 (506) 636-5377 Porto de Belledune: 1 (506) 522-1203 Porto de Halifax: 1 (902) 426-1060 Universidade de Saint Mary: 1 (902) 420-5736 Consulado Geral do Canadá: (21) 2543-3004 1

– 1 dólar canadense equivale a aproximadamente R$ 2,11


ARTIGO POLI/CISLOG

Estudo da utilização de frota dedicada de veículos double deck Andresa Regina Lourenço e Hugo Yoshizaki

O

trabalho é resultado da pesquisa da primeira autora, sob orientação do segundo autor, no âmbito do Curso de Especialização em Logística Empresarial (Celog) da Escola Politécnica da USP e operado pela Fundação Vanzolini. O objetivo deste trabalho é analisar os impactos nos custos operacionais de entrega e na emissão de dióxido de carbono (CO 2) causados pela inserção de uma frota dedicada de veículos double deck, em uma operação de transporte de mercadorias para um cliente varejista. Essa configuração de frota foi adotada com o intuito de reduzir custos e emissão de CO 2. Para este estudo, foi utilizada como objeto de pesquisa uma carreta diferenciada double deck com sistema maxiloader, que, associada a um cavalo 8x2, carrega sem empilhar 40 paletes de até 1,8 metro de altura e peso máximo de 800 quilos cada um. Segundo o site do desenvolvedor e fabricante, o equipamento tem como principal ca100 - Revista Tecnologística - Julho/2013

racterística a sua capacidade volumétrica. A tecnologia desenvolvida nesse modelo permite que dois semirreboques maxiloader carreguem a mesma quantidade de paletes de três carretas convencionais.

Descrição do caso Existem duas formas utilizadas no mercado para contratação de uma frota. Ela pode ser dedicada, na qual há uma remuneração mensal fixa e, dependendo do contrato, pode ou não haver um complemento pago por quilômetro percorrido por viagem. Outra forma de contratação é a chamada spot, cujo pagamento é sempre por viagem. A grande diferença entre elas encontra-se no custo de reposicionamento da frota. Quando um veículo atende duas jornadas, o retorno dele até o centro de distribuição do fornecedor é vazio, gerando custos improdutivos que são contabilizados no caso de veículos dedicados, enquanto no caso de frotas spot es-

tes custos não são destacados. Em contrapartida, o valor da viagem produtiva de um spot é maior que o de um dedicado, por considerar o tempo de busca de carga de retorno. Para a utilização de frota dedicada, deve ser considerada a localização atual destes veículos, bem como o horário em que estarão disponíveis. A economia advinda da contratação de frota dedicada depende da manutenção de elevada produtividade dos veículos, evitando que eles fiquem vazios ou parados por um longo período, seja em razão da espera por disponibilidade de carga ou durante os processos de carga e descarga. A frota dedicada deve trazer a melhoria do nível de serviço que ocorre de duas maneiras: pela maior agilidade, uma vez que este tipo de veículo opera 24 horas por dia em rotas fixas, permitindo ao transportador criar uma escala de revezamento de motoristas, reduzindo significativamente o tempo de trânsito; e pela maior disponibi-


Figura 1 - Foto do veículo double deck

lidade, visto que, com a utilização quatro eixos) produzido e operante desta frota, há sempre a garantia de no Brasil. que os veículos estarão disponíveis Critérios e dados quando for necessário. empregados O veículo utilizado neste estudo possui dois andares de 1,87 m cada, Os indicadores que formam os crisendo a sua altura máxima de 4,4 m e o comprimento máximo de 15 m. térios de análise são a quantidade toEsse conceito se baseia em um equi- tal de emissão de CO2 e a comparação pamento monobloco com suspen- do custo operacional total de entrega são a ar independente, que dispensa correspondente ao ano de 2012. a viga do eixo que une as rodas. Dessa forma, a carga começa a 35 cm do solo e o piso inferior é contínuo. O veículo pode utilizar, além do double deck seco, também a carreta frigorífica, onde os dois andares são isolados termicamente e refrigerados a temperaturas negativas, podendo trabalhar com temperaturas independentes em cada um dos níveis. Esse é o primeiro conjunto desse modelo (carreta maxiloader Gráfico 1 - Demonstração da amostra de dados engatada em cavalo

Quando se discute sustentabilidade, observa-se que a utilização de combustíveis fósseis nos sistemas de transporte e na geração de energia são grandes emissores de gases do efeito estufa (GEE), associados ao aquecimento global. Os GEE são gases atmosféricos que retêm relativamente pouca radiação solar, enquanto absorvem com maior eficiência a radiação emitida pela superfície da Terra. Os mais importantes têm ocorrência natural e são os vapores de água, o dióxido de carbono, o ozônio, o metano e o óxido nitroso. Avalia-se que a temperatura média do planeta esteja subindo e os modelos climáticos têm relacionado isto ao aumento da concentração dos gases do efeito estufa. A radiação solar, por sua vez, fica retida pelo aumento significativo das concentrações desses gases, principalmente o CO2, causando um acréscimo gradual da temperatura terrestre e importantes

Julho/2013 - Revista Tecnologística - 101


ARTIGO POLI/CISLOG

3.000 2.500

Truck Carreta

2.000

Double deck 1.500 1.000 500

Cenário 1 Frota com 1 veículo double deck

Cenários e resultados

Cenário 2 Frota com 2 veículos double deck

Neste estudo, três cenários foram contemplados: Cenário atual: Consideram-se as informações sobre as viagens de entrega que ocorreram durante o ano de 2012. Cenário 1: Foi introduzida no cenário atual uma frota dedicada com 1 (um) veículo double deck e as viagens são recalculadas simulando esta nova situação. Cenário 2: Foi introduzida no cenário atual uma frota dedicada com 2 (dois) veículos double deck e as viagens são recalculadas simulando esta nova situação. Para a frota dedicada, em virtude do tempo total do ciclo de entrega, cada double deck pode fazer duas

Gráfico 2 - Número total de viagens por tipo de veículo

102 - Revista Tecnologística - Julho/2013

2º Veículo

1º Veículo

13/07/12 17/07/12 23/07/12 27/07/12 01/08/12 06/08/12 10/08/12 15/08/12 20/08/12 24/08/12 29/08/12 03/09/12 07/09/12 12/09/12 18/09/12 24/09/12 28/09/12 02/10/12 06/10/12 10/10/12 15/10/12 23/10/12

21/06/12 26/06/12 30/06/12 04/07/12 09/07/12

02/05/12 07/05/12 11/05/12 16/05/12 20/05/12 24/05/12 30/05/12 04/06/12 08/06/12 14/06/12

24/01/12 28/01/12 02/02/12 07/02/12 14/02/12 18/02/12 22/02/12 27/02/12 02/03/12 07/03/12 13/03/12 19/03/12 23/03/12 29/03/12 04/04/12 10/04/12 16/04/12 20/04/12 26/04/12

02/01/12 06/01/12 11/01/12 15/01/12 19/01/12

variações climáticas, sobretudo pela lo, sendo possível calcular o custo interferência antrópica. e a emissão de CO2 equivalente por Hoje em dia, existe uma preocu- viagem. Foi utilizado o máximo pospação de quase todas as empresas sível da frota dedicada e o excedente em reduzir a emissão de GEE, algu- foi transportado por veículos adiciomas delas com metas agressivas; no nais do tipo carreta ou truck contracaso em questão, o objetivo é dimi- tados de forma spot. Os veículos considerados neste nuir em 40% as emissões até 2020. Em relação aos custos, nos países estudo são: double deck com capadesenvolvidos os fretes costumam cidade para 40 paletes, carreta com absorver cerca de 60% do gasto logís- capacidade para 26 paletes e truck tico total. Sendo assim, a contratação para 12 paletes. Como o estudo foi realizado por de serviços de transporte deve buscar eficiência e qualidade, conciliando o meio da formação atual da carga, menor custo possível com base nos há uma limitação de peso máximo relacionamentos e parcerias com os transportadores. Os dados utilizados para o estudo são referentes ao ano de 2012 e trazem as informações por viagem: quantidade total de paletes transportados, peso bruto total transportado e tipo de veículo utilizado (carreta ou truck). O método de cálculo consiste em redistribuir os paletes a serem entregues, agrupados por dia, nos veículos dedicados. Dessa forma, poTransportado por veículo adicional Transportado pelo 2º veículo da frota de-se obter um novo número Gráfico 3 - Ocupação dos veículos da frota de viagens por tipo de veícu-

27/10/12 01/11/12 06/11/12 10/11/12 15/11/12 20/11/12 24/11/12 30/11/12 05/12/12 10/12/12 14/12/12 19/12/12 24/12/12 29/12/12

Cenário atual

por palete de até 800 kg, recomendada pelo fabricante do veículo. De um total de 69.702 paletes, 36.727 apresentam peso igual ou inferior a 800 kg, o que representa 53% do total no período do estudo, como é possível verificar no Gráfico 1.

Transportado pelo 1º veículo da frota


viagens por dia. Isso quer dizer que cada um tem a capacidade máxima de transporte de 80 paletes por dia, em duas viagens. As cargas excedentes a essa capacidade serão transportadas pela frota adicional (spot), junto aos paletes que não possuem peso compatível com o double deck. O Gráfico 2 ilustra, após a simulação de cada cenário, o total de viagens necessárias, se comparado ao executado no período de 2012, que corresponde ao cenário atual. Com os cenários calculados, é possível verificar as quantidades necessárias de viagens por tipo de veículo e efetuar o cálculo do custo de transporte e emissão de CO 2 para a comparação, que é o objetivo principal deste estudo.

O estudo constatou a viabilidade do uso do double deck, que traria uma redução de 24% nos custos operacionais de entrega

Pode-se visualizar, no Gráfico 3, a ocupação da frota dedicada para os cenários 1 e 2. Esse gráfico utiliza somente os paletes compatíveis com o double deck, isto é, os que

possuem peso menor que 800 kg. Para o primeiro veículo da frota, a ocupação foi de 71% da capacidade total dentro do período estudado. Já para o segundo, a ocupação diminuiu para 39% da capacidade total. A situação ideal se daria se fosse possível otimizar as cargas especificamente para o veículo double deck. Hoje, existe uma complexidade de procedimentos que inviabiliza essa alteração, pois seria necessário reformular todo o processo. Isso envolve alteração nos parâmetros de sistema e outros processos. Assim, este estudo considera a forma de paletização atual. Os cálculos do custo do transporte ou custo operacional de entrega foram feitos por tipo de veículo,


NONONONONO ARTIGO POLI/CISLOG

Descrição

Cenário atual

Cenário 1

Cenário 2

Conforme foi executado

Frota dedicada com 1 veículo

Frota dedicada com 2 veículos

Custo fixo

11%

22%

Custo variável

65%

55%

100%

76%

75%

338.498,59

284.429,31

288.986,15

Custo total Custo total CO 2 (kg)

Tabela 1 - Consolidado dos resultados finais

visto que cada um possui um preço diferente por quilômetro rodado. Para a frota dedicada, além do custo variável por quilômetro, existe um valor fixo mensal que foi adicionado ao total de cada cenário. Para finalizar o estudo, seguindo o mesmo número de viagens utilizado em cada cenário, foi feito o cálculo da emissão de CO2 equivalente gerado para efetuar todas as entregas.

Conclusões Após a finalização da análise e todos os cálculos descritos, foram obtidos os resultados que podem ser vi-

sualizados na Tabela 1 e no Gráfico 4. Eles representam os cenários que foram definidos anteriormente, sendo o cenário atual a operação conforme ocorreu em 2012 e os cenários 1 e 2 a simulação com a utilização de uma frota dedicada de um e dois veículos double deck, respectivamente. Os valores de custos são referenciados com relação ao custo total de frete no cenário atual (=100%). Por meio deste estudo, constatou-se a viabilidade da utilização do veículo double deck, em que pôde ser verificada uma considerável economia de 24% nos custos operacionais de entrega, as-

338,50 284,43

100,00%

76,03%

Cenário Atual

Cenário 1 Frota dedicada com 1 veículo double deck Emissão de CO2 em toneladas

Gráfico 4 - Consolidado dos resultados finais 104 - Revista Tecnologística - Julho/2013

sim como uma redução de 20% na emissão de CO 2 na atmosfera. Ambos os cenários se mostraram mais interessantes economicante em comparação ao atual, realizado em 2012. O cenário 1 (um veículo em frota dedicada) é o mais interessante. O ano de 2013, porém, tem demonstrado crescimento de volume transportado, o que torna o cenário 2 mais atrativo do ponto de vista de custo (o volume adicional consegue ser bem aproveitado pelo segundo veículo). Com relação à emissão de CO 2, o cenário 2 apresentou uma redução maior na emissão do que o cenário 1; e ambos os cenários estudados apresentaram uma redução considerável se comparados ao realizado. 288,99 Mesmo com a ocupação de 71% para o primeiro veículo e somente de 39% no segundo veículo, a utilização da frota dedicada de double deck se mostrou uma opção bastante rentável e sustentável. Em razão da existência de restrição de peso do equipamento de até 800 kg por palete, 47% dos paletes utilizados 77,27% neste estudo não poderiam ser transportados pela frota deCenário 2 Frota dedicada com 2 veículos double deck dicada, motivo pelo qual não houve um maior aproveitamento do veículo. Se a empresa estudada mudar os parâmetros


e a formação da carga puder ser otimizada para que o peso máximo do palete atinja a restrição do equipamento do estudo, a utilização da frota dedicada poderá se tornar ainda mais eficaz. Isso deverá ser avaliado na empresa do caso em questão.

Referências BALLOU, R. H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Logística Empresarial. 5ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. BARTH, M.B. Dimensionamento de Frota de Veículo com Foco em Redução de Custos. Monografia (Graduação em Engenharia de Produção.) – Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012. Disponível em: www.

lume.ufrgs.br/handle/10183/65663. Acesso em: 1º abr. 2013. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários. Brasília, 2011. Disponível em: www.mma.gov.br/ estruturas/163/_publicacao/163_publicacao27072011055200. Acesso em: 5 dez. 2012. CNT. Pesquisa Empresa de Cargas. Relatório Analítico. Confederação Nacional do Transporte, Brasília, 2002. GOLDEMBERG, J. SOS Planeta Terra: o efeito estufa. São Paulo: Brasiliense, 1990. IES. International Energy Agency; OECD. Organization for Economic Co-Operation and Development. Saving Oil and Reducing CO 2 Emis-

sions in Transport: Options and Strategies. Paris 2001.

Andresa Regina Ribeiro Lourenço Analista de Supply Chain da Unilever Pós-Graduada em Logística Empresarial pela USP andresareginap@gmail.com Dr. Hugo Tsugunobu Yoshida Yoshizaki Professor e Coordenador do Programa de Mestrado em Engenharia de Sistemas Logísticos da Poli-USP e do Celog – Curso de Especialização em Logística Empresarial na Fundação Vanzolini. hugo@usp.br CISLog: (11) 3091-5450


PRODUTOS

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A companhia de origem alemã Jungheinrich apresenta ao mercado sua nova empilhadeira retrátil elétrica ETV 318, com capacidade para até 1,8 tonelada de carga e altura de elevação máxima de 11,5 mil milímetros. Os destaques do modelo ficam por conta da nova direção elétrica, que mantém o volante sempre na posição mais ergonômica, e do teto panorâmico. Feito de vidro resistente a impactos, ele proporciona maior visibilidade da carga ao operador. A ETV 318 traz ainda funções que facilitam as operações e aumentam a eficiência do equipamento. O sistema de assistência Position Control, por exemplo, permite que as alturas de estocagem sejam pré-cadastradas. Assim, quando o operador eleva os garfos, a empilhadeira reconhece automaticamente as posições mais próximas, eliminando tempo de checagem ou de seleção de cada elevação. Já o Operation Control utiliza sensores para pesar

A Spencer Tecnologia, distribuidora oficial da Psion no Brasil, oferece ao mercado nacional a Omnii XT15f, nova linha de coletores de dados desenvolvida para aplicação em ambientes com baixas temperaturas, como câmaras de armazenagem de refrigerados e congelados. O equipamento está disponível em duas versões: o Omnii XT15f Chiler, que resiste a temperaturas de até -20ºC, 106 - Revista Tecnologística - Julho/2013

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Empilhadeira ETV 318, da Jungheinrich

constantemente a carga e sincronizar a informação de peso com a altura de elevação dos garfos. Desse modo, se a capacidade residual for excedida, o operador recebe um aviso sonoro e visual no painel do equipamento. Por fim, o Warehouse Control é responsável pela integração do terminal de dados da empilhadeira com o sistema de gerenciamento de armazém (WMS). Os dados, processados no próprio equipamento, servem como refe-

rência para as definições de altura feitas por meio do Position Control. A ETV 318 pode ser configurada em diferentes pacotes, de acordo com o tipo de operação do cliente. O pacote Efficiency, ideal para turnos mais longos com uma única carga da bateria, apresenta menor custo. O Drive Plus é indicado para operações em que a empilhadeira se desloca em rotas mais longas. Nesse caso, a velocidade de elevação é mantida a mesma do Efficiency, mas o deslocamento é mais rápido. Já o Lift Plus apresenta velocidade de elevação mais rápida para operações com prateleiras mais altas, em que a empilhadeira trabalha a maior parte do tempo elevando cargas a grandes alturas. Além disso, é possível a utilização simultânea das funções hidráulicas (elevar ou descer a torre enquanto a empilhadeira se desloca, por exemplo), bem como adquirir a versão Drive & Lift Plus, que agrupa os benefícios de ambos os pacotes. (11) 3511-6295

Novo coletor de dados, da Psion e o Omnii XT15f Artic, que suporta temperaturas de até -30ºC. Ambas contam com as opções de sistema Windows CE 6.0 e Windows Embedded Handheld 6.5, que permitem a automatização dos principais processos de controle e o aumento da produtividade. O modelo Artic tem ainda uma característica especial que mantém o desempenho do display em temperaturas extremas (-30ºC), evitando que fique embaçado e prejudique a qualidade da imagem, o que é possibilitado pelo uso de um aquecedor automático dedicado.

Os aparelhos também possuem duas opções de teclados, o alfanumérico completo (58 teclas) e o com teclas numéricas (34) e de funções (12). Ambos são fabricados com múltiplas camadas de plástico rígido para evitar a formação de gelo sobre o teclado e o congelamento das teclas. Os dois modelos do Omnii XT15f têm conectividade Wi-Fi, bateria de alta capacidade, leitores de código de barras para curta e longa distâncias, resistem a quedas de até 2 metros, possuem grau de proteção a pó e água, e ainda contam com display com proteção a alto impacto. (11) 3074-1174


PRODUTOS

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Palete flexível, da Pack Less

A Pack Less, empresa brasileira que atua com soluções voltadas ao segmento logístico, disponibiliza no mercado um produto que representa uma alternativa aos tradicionais paletes feitos em madeira ou plástico. Carregando o mesmo nome da fabricante, trata-se de um palete flexível que tem como matéria-prima o poli-

propileno – material reciclável derivado do propeno – e é fabricado em um processo industrial que dispensa o uso de moldes e energia térmica, e não gera resíduos sólidos, líquidos ou gasosos. Com capacidade de carga estática de 4 toneladas e dinâmica de 1,5 t, o Pack Less é indicado para o transporte de sacos, big bags, bobinas e octabins (grandes embalagens feitas de papelão grosso para o armazenamento de produtos sólidos). As entradas para os garfos da empilhadeira estão localizadas na parte superior do palete, apresentando desníveis que são absorvidos pelas embalagens localizadas na base da carga. O palete pode ser utilizado em ambientes de baixa temperatura, pois além de ser impermeável e não absor-

Pit Stop e Rode +, da Volvo

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A Volvo, em parceria com sua rede de concessionárias, oferece aos clientes serviços que ajudam a manter o caminhão rodando com seu potencial máximo. Entre esses serviços, destacam-se o Pit Stop e o programa Rode +. O primeiro é uma central de lubrificação rápida que funciona em área exclusiva dentro das concessionárias da montadora, destinada à troca de óleo e de filtros, realizada por profissionais treinados. Atualmente, 26 concessionárias da Rede Volvo disponibilizam esse serviço, cujo tempo de duração é de, no máximo, uma hora. Ao realizar a troca do óleo em um Pit Stop, o cliente ganha um check-up visual de mais de 70 itens, contemplados dentro do programa Rode +. São verificados, por exemplo, parte elétrica e conexões do veículo, iluminação, rodas e pneus, eixo, motor, transmissão e freios. Ao final do programa, o motorista recebe um check-list de todos os itens avaliados, tendo a possibilidade de corrigir o que for necessário no momento. (41) 3317-8111 108 - Revista Tecnologística - Julho/2013

ver a umidade do ar, os efeitos do estresse causado por congelamento são atenuados, pelo fato de ser um produto flexível. Mais leve do que os paletes existentes no mercado (pesa menos de 3 kg), o produto não possui peças de fixação em sua estrutura, é imune a contaminações, não inflamável e permite fabricação customizada, em diferentes cores ou com a impressão de logomarcas, por exemplo. O Pack Less é customizado de acordo com a necessidade de cada cliente. A empresa oferece um serviço completo, que inclui consultoria, testes e validação, desde o dimensionamento da demanda até o acompanhamento da implementação do produto nas operações, com contratos formatados para cada tipo de negócio. (11) 4702-9076

Novas funções do nddCargo, da NDDigital A NDDigital apresenta ao mercado as novas funcionalidades do nddCargo, sua solução de pagamento eletrônico de frete. Agora, as transportadoras que utilizam a ferramenta sabem em tempo real que uma mercadoria foi entregue, por meio do recebimento instantâneo do canhoto eletrônico. Entre as vantagens, estão o recebimento antecipado do frete e a possibilidade de utilizar os dados da operação para análises, verificando várias informações como, por exemplo, o horário da entrega. Vale lembrar que, caso o embarcador não aceite o canhoto eletrônico, é possível digitalizar o canhoto em papel nos postos credenciados pela NDDigital. A eliminação da assinatura manual do destinatário no canhoto do Documento Auxiliar da NF-e (Danfe), que prova o recebimento da mercadoria por meio da integração do sistema nddCargo com o da NF-e, traz outros benefícios. Em caso de divergência na emissão dos documentos eletrônicos – caso de recusa da mercadoria (entrega não realizada ou desconhecimento da operação) –, a solução notifica os envolvidos. (49) 3251-8000


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A Saur apresenta ao mercado o Selecionador de Camadas, também conhecido como Layer Picker. A novidade chega para diminuir o trabalho manual e aumentar a produtividade no manuseio de mercadorias em armazéns e centros de distribuição, possibilitando a montagem de paletes com cargas mistas. Isso porque o equipamento permite manusear uma ou várias camadas de produtos em uma mesma operação. Além disso, o selecionador oferece precisão no empilhamento de camadas simples ou múltiplas de produtos enlatados, engarrafados ou em caixas. O Layer Picker propicia a movimentação de 900 a 2 mil caixas por hora e ergue até 18 mil quilos/hora. O equipamento funciona na posição frontal, na qual são acoplados os garfos da empilhadeira, operação feita em poucos minutos e sem o uso de ferramentas, já que ele é fixado no lado esquerdo da máquina com contrapeso na lateral da torre. (55) 3376-9300

Suspensão pneumática da cabina, da Mercedes-Benz A Mercedes-Benz disponibiliza a suspensão pneumática na cabina do extrapesado Axor, modelos rodoviários 4x2 e 6x2, motor OM 457, versões leito teto baixo ou teto alto. Com a novidade, o sistema de suspensão passa a ter quatro pontos pneumáticos, em substituição aos quatro pontos metálicos, ainda usados em alguns caminhões da família Axor. Entre as vantagens da tecnologia, estão a melhor absorção e o melhor amortecimento dos impactos causados pelas irregularidades da via. Além disso, o sistema isola as vibrações e minimiza os solavancos provocados por desníveis. A suspensão pneumática da cabina passa a ser item de série para os cavalos mecânicos Axor 2036 e 2041, ambos 4x2, e para os modelos 2536, 2541 e 2544, com tração 6x2. (11) 4173-6611 Divulgação

Selecionador de Camadas, da Saur


Nova geração de portas rápidas, da Rayflex e cargas. Além disso, as portas contam com os dispositivos convencionais de segurança disponibilizados pela Rayflex, como fotocélulas nas colunas e sistema de reversão por contato, que fazem a porta subir caso encontre algum obstáculo durante o fechamento. A nova geração mantém também o sistema de autorreparação, tecnologia que faz com que a porta volte a se encaixar automaticamente nas guias laterais em caso de colisões acidentais de empilhadeiras, por exemplo. Sem a necessidade de intervenção humana, o tempo de reparo é eliminado, assegurando que o local não fique aberto e reduzindo os gastos com manutenção. Com mantas reforçadas e poucas peças de desgaste natural, as portas estão preparadas para funcionar por milhares de ciclos de abertura e fechamento. (11) 4645-3360 Divulgação

A Rayflex disponibiliza sua nova geração de portas rápidas de enrolar, internas e externas, com foco especial na indústria alimentícia. As novidades são uma aposta tecnológica para prover redução de custos a partir de eficiência energética, cumprimento de normas de higiene e segurança operacional em áreas de produção e armazenagem de alimentos e bebidas. Para diminuir os gastos com energia, as novas portas rápidas evitam que o ar quente entre em áreas refrigeradas, alterando a temperatura do ambiente mediante uma maior velocidade nos processos de abertura e fechamento. Além disso, a manta das portas é presa nas laterais por meio de guias flexíveis, desenvolvidas com encaixes especiais que garantem a vedação e não deixam praticamente nenhum espaço para passagem de ar. Os encaixes contínuos proporcionam ainda um deslize mais suave e silencioso. A manta é totalmente flexível, sem barras metálicas ou componentes rígidos que podem causar acidentes com pessoas

Solução para entregas, da GKO A GKO Informática lança o Confirma Fácil, que permite ao embarcador obter as informações de suas entregas em tempo real e com validade jurídica. A ferramenta tem como objetivo estreitar a relação entre embarcadores e seus clientes, além de obter a comprovação de entrega das notas fiscais, por meio eletrônico, para as Secretarias de Fazenda (Sefaz). A novidade torna o processo de confirmação de entrega simples para os destinatários da carga, mediante um ambiente web, gerando notificações e ocorrências enviadas para o sistema do embarcador. Além disso, viabiliza a substituição de todo o processo de retorno e arquivamento do canhoto do Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), que com-

prova a entrega da NF-e pelo envio de um documento chamado Manifestação do Destinatário, assinado digitalmente, com a mesma validade jurídica junto à Sefaz. A ferramenta possibilita, ainda, a liberação mais ágil de faturas das transportadoras e o controle mais eficaz de SLA (sigla para Service Level Agreement, acordo de nível de serviço) das entregas. Para o embarcador, a solução traz agilidade tanto no retorno imediato das ocorrências de entregas quanto na validação das entregas, isentando a empresa da necessidade de arquivar documentos impressos. Sob o ponto de vista do destinatário, o sistema representa uma forma fácil e segura de acompanhar os recebimentos. (11) 3086-2551


AGENDA

INTERNACIONAL Missão Técnica de Logística – Estados Unidos. De 4 a 9 de agosto. Califórnia, Estados Unidos. Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Tel.: (21) 3445-3000 ilos@ilos.com.br www.ilos.com.br Expo Logística Panamá. De 19 a 21 de setembro. Cidade do Panamá, Panamá. Organização e informações: Senacyt. expologistica@panacamaca.org www.expologistica.org Gartner Supply Chain Executive Conference. 23 e 24 de setembro, Londres, Inglaterra. Organização: The Gartner Group. Informações: www.gartner.com Intermodal China 2013. 24 e 25 de setembro. Xangai, China. Organização e informações: UBM. serena.liu@ubm.com www.intermodal-china.com Railway Interchange 2013. De 29 de setembro a 2 de outubro. Indianápolis, Estados Unidos. Organização e informações: RSSI – REMSA – RSI. railway@conferencedirect.com Transport & Logistics Antwerp 2013. 16 e 17 de outubro. Antuérpia, Bélgica. Informações e inscrições: Easy Fairs. Tel.: 32 (0)3 280 53 17 joke.sebrechts@easyfairs.com http://www.easyfairs.com/events_ LogiTrans 2013 – Transport Logistics Exhibition. 21 a 23 de novembro. Istambul, Turquia. Organização e informações: Eko MMI Fair. Tel: +90-212-2669158 eko@logitrans.com.tr www.logitrans.com.tr/

tadores Ferroviários (ANTF). Tel.: (61) 3226-5434 imprensa@antf.org.br www.antf.org.br

rbarbosa@ubmbrazil.com.br www.infraportos.com.br

Fórum de Políticas Estratégicas de Ressuprimento. 20 e 21 de agosto. São Paulo (SP). Organização e informações: Informa. Tel.: (11) 3017-6800 customer.service@informagroup.com.br

Gerenciamento de Logística Reversa. 2 e 3 de agosto. Organize o Processo de Logística Reversa. 10, 17, 23 e 24 de agosto. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Publicare Eventos. Tel.: (11) 5505-0999 cursos@publicare.com.br www.tecnologistica.com.br

Innovation 2013 – 1ª Conferência Internacional de Planejamento Avançado, 9ª Conferência Internacional de Simulação e 5ª Conferência Internacional de Forecasting. 5 e 6 de setembro. Campinas (SP). Organização e informações: Belge. Tel.: (11) 5561-5353 innovation2013@belge.com.br www.belge.com.br Sul Trade Summit 2013. De 11 a 13 de setembro. Itajaí (SC). Organização e informações: NetMarinha Soluções Empresariais. Tel.: (48) 3207-5431 tradesummit.com.br XVII Conferência Nacional de Logística. De 17 a 19 de setembro. São Paulo (SP). Organização e informações: Associação Brasileira de Logística (Abralog). Tel.: (11) 3668-5513 juliana.carminati@abralog.com.br www.abralog.com.br XIX Fórum Internacional Supply Chain. De 9 a 11 de outubro. Rio de Janeiro (RJ). Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS. Tel.: (21) 3445-3000 ilos@ilos.com.br www.ilos.com.br

Fóruns, feiras e seminários

Expo Logística 2013 - Feira de Produtos, Serviços e Soluções em Logística. De 9 a 11 de outubro. Rio de Janeiro (RJ). Organização e informações: Fagga/GL Exhibitions Tel.: (21) 3035-3100 expologistica@fagga.com.br www.fagga.com.br

IV Encontro de Ferrovias ANTF. 7 e 8 de agosto. Vitória (ES). Organização e realização: Associação Nacional dos Transpor-

Infraportos. 22 a 24 de outubro. Santos (SP). Organização e informações: UBM. Tel.: (11) 4878-5910

NACIONAL

112 - Revista Tecnologística - Julho/2013

Curta duração

Movimentação e Armazenagem. 17 e 18 de julho. Pedidos e Serviços ao Cliente. 25 e 26 de julho. Logística Básica. 27 e 28 de agosto. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Associação Brasileira de Logística (Abralog). Tel.: (11) 3668-5513 juliana.carminati@abralog.com.br www.abralog.org.br Conhecimento de Transporte de Cargas Eletrônico – O que Muda com sua Entrada em Vigor. 20 de julho. Curso Básico de Logística. 24 de julho. Desoneração da Folha de Pagamento – Atualizações Legislativas para o Setor de Transportes. 27 de julho. Motorista Profissional – Novas Considerações de Acordo com a Lei 12.619/2012. Rotinas Operacionais no TRC (Conferência, Movimentação, Manuseio, Arrumação de Cargas e Expedição). Ambos no dia 3 de agosto. Gestão das Operações Logísticas. 15 de agosto. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Centro de Estudos Técnicos e Avançados em Logística (Ceteal). Tel.: (11) 5581-7326 secretaria@ceteal.com www.ceteal.com Negociação em Gerenciamento de Projetos. 22 e 23 de julho. Gerenciamento de Projetos para Pequenas Empresas. De 29 de julho a 1º de agosto. Comunicação Empresarial em Projetos. De 24 a 27 de junho. Todos em Belo Horizonte (MG). Organização e informações: Ietec. Tel.: (31) 3223-6251 cursos@ietec.com.br www.ietec.com.br


Transporte Geral. 10 de agosto. São Paulo (SP). Organização e informações: Fundação FAT. Tel.: (11) 3311-2660 transporte@fatgestao.org.br www.fundacaofat.org.br

gístico Integrado. 23 e 24 de agosto. Campinas (SP). Organização e informações: Cebralog. Tel.: (19) 3289-0903 sac@cebralog.com www.cebralog.com

Process Simulator. 13 de agosto. Forecast Pro - XE/Unlimited. Forecast Pro TRAC. Ambos no dia 12 de agosto. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Belge Consultoria. Tel.: (11) 5561-5353 secretaria@belge.com.br www.belge.com.br

Administração de Operações Logísticas. Gestão de Frotas. Ambos com duração de 30 horas. Custos Logísticos, Aspectos Tributários e Fiscais. Duração: 18 horas. Logística Integrada. Duração: 24 horas. Administração de Armazenagem. Administração e Planejamento da Produção. Gestão da Distribuição. Logística de Transportes. Logística em Comércio e Serviços. Logística, Marketing e Vendas. Negociação em Compras. Previsão da Demanda para o Planejamento de Vendas e Operações. Tecnologia Aplicada à Logística. Compras e Administração de Materiais. Todos com duração de 15 horas. Todos em São Paulo (SP). Organização e informações: Senac. Para saber as datas dos cursos, consulte o Senac. Tel.: 0800 883 2000 naiana.gsouza@sp.senac.br www.sp.senac.br

Desenvolvimento de Analistas em Logística e Supply Chain. 17 de agosto. Aperfeiçoamento Profissional em Gestão de Compras. Aperfeiçoamento Profissional em Logística Empresarial. Ambos no dia 20 de agosto. Curso PCP e Filosofia Lean. 26 e 27 de agosto. Todos no Rio de Janeiro (RJ). Organização e informações: Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS. Tel.: (21) 3445-3000 ilos@ilos.com.br www.ilos.com.br Estratégias para Implementar e Manter um Modelo de Planejamento Lo-

Veja a agenda completa de cursos, seminários, MBAs e demais eventos em www. tecnologistica.com.br/agenda

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO 10M Group ....................................... 29 2 Alianças ......................................... 71 AGV ...................................... Sobrecapa Alcis .................................................. 45 Aliança ............................................. 05 Alphaquip ........................................ 55 AmstedMaxion ................................. 21 Assine Tecnologística ..................... 111 Astek ................................................. 46 Auxter ............................................... 47 Bauko................................................ 38 Bertolini ........................................... 23 BMC ............................................... 109 Cargomax ......................................... 96 Cascade .......................................... 105 Columbia ......................................... 63 Consmetal ........................................ 39 Crown .............................................. 30 Cursos CLRB ................................... 113 Cushman & Wakefield ................... 103 DBTrans .....................................3ª capa Diagma ............................................. 35 Expologística .................................... 87 Flash ................................................. 43 Friozem............................................. 51 GLP - Global Logistic Properties ...... 37

Grupo TPC ................................4ª capa ILOS .................................................. 83 Jade Transportes ............................... 15 JSL..................................................... 67 LogCP ............................................... 25 LogFashion ....................................... 22 Login ................................................ 27 Logismax .......................................... 17 Metalshop ........................................ 79 Movimat ......................................... 107 Nautika ........................................... 110 OL Logística ..................................... 99 Ophos ............................................... 97 Otimis............................................... 31 Patrus................................................ 95 Planner ............................................. 90 Porto Seguro ..................................... 13 Rayflex .............................................. 54 Retrak ............................................... 19 Salvador Logística .....................2ª capa Smartlog ........................................... 59 Still ................................................... 09 Tecnologística Online .................... 114 Tranzilog .......................................... 11 UPS ................................................... 32 Viastore ............................................ 75


212 julho 2013  

Operadores Frigorificados Mercado se amplia e sofistica

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