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ISSN 2317-9295

ANAIS SIMPÓSIO DE INTERNACIONALIZAÇÃO: MINAS GERAIS ANO I - NÚMERO 1 - 2013

ORGANIZADORES DO EVENTO Profª Simone Gelmini Araújo Prof. Emerson Freitas Mello


ISSN 2317-9295

ANAIS SIMPÓSIO DE INTERNACIONALIZAÇÃO: MINAS GERAIS ANO I - NÚMERO 1 - 2013

ORGANIZADORES DO EVENTO Profª Simone Gelmini Araújo Prof. Emerson Freitas Mello


Copyright©2013 by Núcleo de Publicações Acadêmicas do Centro Universitário Newton 1ª Edição 2013

Realização:

Curso de Relações Internacionais Centro Universitário Newton Belo Horizonte – Minas Gerais 2013

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APRESENTAÇÃO O Brasil passa por um momento único em sua história, pois tem a responsabilidade de sediar três eventos de grande importância mundial: a Copa das Confederações, a Copa do mundo e as Olimpíadas. Portanto, torna-se importante estudar, sob todos os aspectos, o esquema de investimento e organização dos eventos, primeiramente analisando as edições anteriores e fazendo projeções coerentes com a realidade de nosso país. O principal objetivo do Simpósio de Internacionalização realizado pelo curso de Relações Internacionais, sob a responsabilidade da coordenadora Simone Gelmini, é estudar e aplicar o conhecimento de Relações Internacionais ao escopo de organização e infraestrutura dos eventos no Brasil, em Minas Gerais e mais especificamente na cidade de Belo Horizonte. Apresentamos os resultados dos trabalhos e das palestras ministradas no Simpósio, mostrando a importância do trabalho do profissional de Relações Internacionais. São apresentados os números referentes ao impacto na estrutura comercial, econômica e infraestrutura urbana, além de orientações sobre Internacionalização e as estratégias de ação para lidar com a Dívida Pública. Boa leitura! Juliana Salvador Ferreira de Melo VICE-REITORA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA


ESTRUTURA FORMAL DA INSTITUIÇÃO PRESIDENTE DO GRUPO SPLICE Antônio Roberto Beldi REITOR João Paulo Beldi VICE-REITORA Juliana Salvador Ferreira de Mello DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Marcelo Vinícius Santos Chaves SECRETÁRIA-GERAL Dorian Gray Rodrigues Alves COORDENAÇÃO DO CURSO DE RELAÇÕES INTERnacionais Profª Simone Gelmini Araújo COORDENAÇÃO DO CENTRO DE EXCELÊNCIA PARA O ENSINO Profª. Ana Lúcia Fernandes de Paulo

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EXPEDIENTE E EDIÇÃO ORGANIZADORES DO EVENTO Profª Simone Gelmini Araújo Prof. Emerson Freitas Mello APOIO ACADÊMICO Prof. Júlio César Buére - Redator Prof.ª Michele D’ Ângelo – Redatora Profª Ângela Albuquerque Prof. Oscar Palma CONSIDERAÇÕES DOS DISCENTES DO CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS SOBRE O SIMPÓSIO INTERNACIONALIZAÇÃO – MINAS GERAIS Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior e Otávio Duarte Jales APOIO ADMINISTRATIVO: Sandra Maria de Brito REVISÃO: Mariza Moura APOIO TÉCNICO Núcleo de Publicações Acadêmicas do Centro Universitário Newton Cinthia Mara da Fonseca Pacheco Editora de Arte e Projeto Gráfico: Helô Costa - Registro Profissional: 127/MG

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PARTICIPANTES CHYARA PEREIRA ASSESSORA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO GOVERNO DE MINAS GERAIS

MARIA EULÁLIA ALVARENGA DE AZEVEDO MEIRA COORDENADORA DA AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA

LUDMILA MIDORI KAI GERENTE DE PROJETOS DE RECEPTIVIDADE DA SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DA COPA DO MUNDO – SECOPA/GOVERNO DE MINAS GERAIS

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SUMÁRIO PALESTRANTE: LUDIMILA MIDORI KAI Cargo: Gerente de projetos de turismo e receptividade Instituição: Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo/Governo de Minas Gerais PALESTRA: A PREPARAÇÃO DO GOVERNO DE MINAS PARA A COPA DO MUNDO E DAS CONFEDERAÇÕES ........................................................................13

PALESTRANTE: MARIA EULÁLIA ALVARENGA DE AZEVEDO MEIRA Cargo: Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida Instituição: Auditoria Cidadã da Dívida PALESTRA: DÍVIDA PÚBLICA E INTERNACIONALIZAÇÃO .............................................21

PALESTRANTE: CHYARA PEREIRA Cargo: Assessora de Relações Internacionais do Governo de Minas Gerais Instituição: Governo de Minas Gerais PALESTRA: INTERNACIONALIZAÇÃO: POSSIBILIDADE E DESAFIOS .............................25

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CONSIDERAÇÕES DOS ACADÊMICOS SOBRE O SIMPÓSIO INTERNACIONALIZAÇÃO - MG COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014TM: INVESTIMENTOS X LEGADO ............. 31 Palestrante: Ludimila Midori Kai Redatores: Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior. Professor Orientador: Professor Oscar Palma Lima Orientação Metodológica: Professora Ângela Albuquerque DÍVIDA PÚBLICA E INTERNACIONALIZAÇÃO ............................................................... 43 Palestrante: Maria Eulália Alvarenga de Azevedo Meira Redatores: Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior. Professor Orientador: Professor Oscar Palma Lima Orientação Metodológica: Professora Ângela Albuquerque UM CONVITE AO PENSAMENTO CRÍTICO-ANALÍTICO INTERNACIONAL .................... 47 Palestrante: Chyara Pereira Redatores: Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior. Professor Orientador: Professor Oscar Palma Lima Orientação Metodológica: Professora Ângela Albuquerque COPA DO MUNDO DA FIFA – BRASIL 2014 ................................................................ 51 Palestrante: Ludimila Midori Kai Redator: Otávio Duarte Jales

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PALESTRAS 9 DE ABRIL DE 2013

A PREPARAÇÃO DO GOVERNO DE MINAS GERAIS PARA A COPA DO MUNDO E DAS CONFEDERAÇÕES

DÍVIDA PÚBLICA E INTERNACIONALIZAÇÃO

INTERNACIONALIZAÇÃO: POSSIBILIDADES E DESAFIOS ANAIS SIMPÓSIO DE INTERNACIONALIZAÇÃO: MINAS GERAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON

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Data: 09 de abril de 2013 Horário: 19h PALESTRANTE: LUDIMILA MIDORI KAI CARGO: Gerente de projetos de turismo e receptividade INSTITUIÇÃO: Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo/ Governo de Minas Gerais PALESTRA: A PREPARAÇÃO DO GOVERNO DE MINAS PARA A COPA DO MUNDO E DAS CONFEDERAÇÕES REDATORA: Prof.ª Michelle D’ Ângelo

A convite do Centro Universitário Newton Paiva, a gerente de projetos de turismo e receptividade da Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo de Minas Gerais (SECOPA), Ludimila Midori Kai, falou a estudantes e docentes sobre a preparação do governo para a Copa das Confederações, de 15 a 30 de junho de 2013, e Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de julho de 2014. Ludimila destacou a importância dos eventos privados organizados pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e lembrou como se tratam de grandes oportunidades de negócios. Segundo a gerente de projetos da SECOPA, o governo preocupa-se desde o início para que todo o investimento gere legados valiosos aos mineiros. Entre eles, citou: modelagem de parceria público-privada com a construção do Mineirão, obras de mobilidade urbana e aérea, centros

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de atendimentos, pontos de conexão de internet e ampliação da rede hoteleira para receber grandes eventos. De fato, a SECOPA trabalha para criar e implementar estratégias para que Belo Horizonte se torne referência nacional e internacional no turismo de negócios e eventos, o que também será imprescindível para a sustentabilidade dos investimentos atuais. Outro benefício almejado refere-se ao esforço de integrar e motivar órgãos e instituições públicas e privadas, em prol dos projetos de infraestrutura e estrutura, que beneficiarão as áreas de hospitalidade, mobilidade, segurança, eventos e negócios da capital. Números do setor – A palestrante apresentou os números da organização para demonstrar a magnitude de receber a Copa do Mundo. Serão 12 cidades-sede, com a participação de 32 seleções. O mundial reunirá 700 atletas que disputarão 64 jogos. A estimativa de público supera 3 milhões de espectadores nos estádios, além de 18 milhões de espectadores nas Fan Fests, espaços públicos onde a FIFA disponibiliza telões para que o público acompanhe as partidas. 18 mil voluntários pré-selecionados darão apoio ao evento. A Copa do Mundo de 2014 reunirá mais de 18 mil

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profissionais de mídia. As transmissões dos jogos atingirão cerca de 4 bilhões de telespectadores e 30 bilhões de telespectadores rotativos. Do ponto de vista estrutural, os investimentos também são vultosos: 12 obras de infraestrutura, 3 projetos para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, 8 projetos de Mobilidade Urbana e a construção do Mineirão, estádio onde serão realizadas as partidas em Minas Gerais. Os recursos aplicados atingem altas cifras: R$ 2,6 bilhões de financiamento Governo Federal, R$ 1 bilhão de investimento do setor hoteleiro na Região Metropolitana de Belo Horizonte (52 novos hotéis). A estimativa é de aumento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. São R$ 2,46 bilhões estimados de injeção na economia da capital com os negócios gerados pelo evento. Cooperação internacional – Durante a exposição, Ludmila fez importante referência à parceria de cooperação técnica com a GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit). Para a gerente, trata-se de um importante ganho sem custos altos, já que a SECOPA recebe gratuitamente assessoria em relação à organização dos eventos, como assistência à segurança, saúde, voluntariado e turismo. O Governo de Minas arcou somente com os custos de

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viagem dos membros da GIZ. Outro exemplo de cooperação citado foi o intercâmbio organizado pela FIFA nos eventos da Copa do Mundo para os responsáveis da Copa seguinte, que permitiu aos organizadores mineiros conhecerem os bastidores da Copa na África do Sul. Turismo – A previsão é de que 600 mil turistas internacionais visitem o Brasil durante a Copa. A circulação estimada de brasileiros pelas cidades-sede é de 3 milhões de pessoas. Para Belo Horizonte, a projeção de estrangeiros é de 197.000 e de brasileiros 430.600. Na Copa de 2010, os países que mais adquiram ingressos foram Estados Unidos, Grã- Bretanha, França, Alemanha, Canadá, México. Foi traçado o perfil de turistas que participaram do evento: masculino (83%), solteiro (60%), com ensino superior (54%), e entre 25 e 40 anos (70%). 83% fizeram turismo adicional e o gasto médio com a viagem ficou em torno de R$ 11.000. Influência na economia local – A SECOPA projetou forte fomento na economia onde são realizados os jogos: 55% de aumento nos gastos com cartões de crédito, expansão de 7,4% das vendas no varejo, comparados com o mesmo período do ano anterior, crescimento de 10,4% da

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indústria de alimentos e bebidas e crescimento de 20,5% das vendas nos bares e restaurantes. Estima-se que o fluxo turístico induzido direta e indiretamente pela Copa do Mundo será responsável por receitas adicionais de até R$ 5,94 bilhões para as empresas brasileiras. A projeção para o crescimento no fluxo turístico para o Brasil em 2014 é de 79%, com impactos até superiores nos anos subsequentes. Os jogos contribuirão também para grande impacto sobre a produção nacional de bens e serviços, com influência sobre a renda, o emprego e a arrecadação tributária. Dentre as principais áreas que receberão o benefício do aquecimento da economia, foram citadas: construção civil, alimentos e bebidas, prestação de serviço, infraestrutura urbana e saneamento, tecnologia da informação, turismo e hotelaria. Segundo informações da SECOPA, um em cada quatro comerciantes de Minas Gerais planeja investimentos para a Copa do Mundo de 2014. Ou seja, o setor privado deve aproveitar a oportunidade e explorar o fluxo de turistas. Para tanto, devem atentar para oferecer produtos criativos, regionais e diferenciados. O uso de materiais especiais, como fibras naturais e de iconografia regional tem grande potencial. Também receberam destaque os setores

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de alimentação, bebidas, artesanato e pedras preciosas. Dentre as sugestões de serviços apontados como oportunos para os eventos FIFA, constam trabalho em parceria com a rede hoteleira, oferta de transporte nos horários de saída e chegada dos jogos, além de visitas a pontos turísticos e centros de compras. Há grande preocupação para não abrir espaço para especulação. A SECOPA alerta para a importância de se manter tarifas condizentes com o mercado de Belo Horizonte e que atraiam e satisfaçam o turista, assim, estimulando seu retorno. Obras e legados dos eventos FIFA - Mineirão – Obra entregue em dezembro de 2012; - Aeroporto – Ampliação da capacidade de passageiros de 10,2 para 16,5 mil/ano; Ampliação da pista de pouso de 3.000 para 3.600m; Ampliação do pátio ampliado de 112.124 m2 para 304.524 m2; - Mobilidade urbana – Duas linhas de BRT em implementação, com previsão de entrega em dezembro de 2013. O BRT transportará 750 mil pessoas por dia, retirando cerca de 100 linhas de ônibus do centro da cidade. Também está prevista a licitação de 605 novas

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linhas de táxi. A implementação da Central de Controle de Tráfego visa maior conforto aos passageiros; - Hotelaria – Parceria entre governo e prefeitura de Belo Horizonte para a licitação de 52 novos hotéis com 16.000 novos leitos, que somados aos atuais atingem 54.817 na Região Metropolitana; - Receptivo turístico – Mecanismos criados diretamente para interlocução com turismo e torcedores: o site interativo belo2014.com.br; aplicativo para smartphone (localização e locomoção); guia do torcedor em três idiomas; reforma dos centros de atendimento ao turista (Circuito cultural Praça da Liberdade e Confins); Wi-fi gratuito em pontos turísticos e padronização da sinalização turística do complexo da Pampulha. Saiba mais no site: www.pronateccopa.turismo.gov.br; - Programa de Capacitação – Cursos gratuitos presenciais de línguas e de serviços técnicos para comércio disponíveis a todos; - Programa de voluntariados – Há diversos programas de voluntariado sob gestão da FIFA e outros sob gestão do Brasil que podem ser acessados no site: www.brasilvoluntario.gov.br. ANAIS SIMPÓSIO DE INTERNACIONALIZAÇÃO: MINAS GERAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON

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Data: 09 de abril de 2013 Horário: 20h PALESTRANTE: MARIA EULÁLIA ALVARENGA DE AZEVEDO MEIRA Cargo: Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida – Auditora fiscal aposentada Instituição: Auditoria Cidadã da Dívida PALESTRA: DÍVIDA PÚBLICA E INTERNACIONALIZAÇÃO Redatora: Prof.ª Simone Gelmini Araújo

Ao apresentar o cenário da conjuntura global, a palestrante destacou a gravidade da desregulamentação do sistema financeiro, de derivativos sem lastro e de ativos tóxicos. Ao mencionar a crise financeira americana recente e a repercussão em vários países, lembrou que a multiplicação dos créditos, inadimplência, “papéis podres” e outros problemas resultaram na insolvência de bancos. Citou “L. Brothers, Goldman Sacks e outros”. Ressaltou que é “papel do governo, manter instrumentos de controle sobre instituições financeiras”. Iniciando a apresentação sobre o que considerou “crise da dívida”, ressaltou que o endividamento desordenado pode apresentar indícios de desvio de recursos públicos. A palestrante ressaltou que “cabe à Presidência da República efetuar os cortes necessários no orçamento

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público e tem a prerrogativa de cortar até vinte por cento para superávit primário, através da DRU”. Citou países como Grécia, França e outros que realizaram cortes, mas não gastos sociais e apontou as reações nesse países. Apresentou, por exemplo, que a Islândia optou pelo “não salvamento de bancos”. França e Portugal constituíram comitês da dívida e houve posicionamento dos tribunais que se manifestaram. Ao questionar qual seria o papel da dívida pública, apresentou o valor total da dívida brasileira que chega, conforme informação da palestrante à cifra de US$ 441.757.289.145,04. E comentou que apesar deste valor que considera “muito expressivo”, afirmou que o Brasil empresta dinheiro aos Estados Unidos a juros de “quase zero”. “Isto significa quase dois bilhões de reais ao dia”, afirmou e questionou o que poderia ser construído com este valor. Disse que o governo “cria artifícios para aliviar o peso que estes números causam” e lamentou o fim da Comissão parlamentar de inquérito (CPI), que foi finalizada em 2010. Com relação ao orçamento executado em 2010, apresentou um gráfico que aponta “menos que três por cento investidos em educação”. “Dezessete por cento do

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Produto Interno Bruto (PIB) é amortização da dívida pública”, afirmou. Lamentou a ausência de controle de sobre o capital. Reiterou que apesar da votação que é feita sobre o orçamento no congresso nacional, “vinte por cento pode ser tirado através da DRU”, afirmando que isto não deveria ser feito. “Pagamos treze por cento sobre a dívida líquida de juros”, criticou. A palestrante criticou o que seria a “anatomia de uma fraude”. Sobre os recursos divulgados pelo governo federal a respeito do pré-sal, apresentou a lei 12.351/210 que trata dos recursos e sua destinação. Mencionou o artigo cinquenta, que trata dos “ativos” e criticou quais seriam esses. Discutiu sobre o “retorno do capital” e questionou que capital seria, contrapondo o que chamou de “paradoxo Brasil”. E criticou ainda a taxa de juros que “cai, mas não cai”, devido à indexação à selic e o lucro dos bancos. Comentou a respeito de um seminário sobre a dívida pública que foi realizado em 15/05/2013 e sobre uma grande campanha nacional que será empreendida pela dívida cidadã, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apresentando críticas às privatizações e solicitando apoio para o “não pagamento da dívida sem auditoria”, afirmou. Citou países como a Noruega, que can-

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celou a dívida e o Equador, que não tem moeda e também realizou auditorias sobre a dívida através da nomeação de ouvidores internacionais. Destacou que neste processo de análise, chegou-se a conclusão que apenas trinta por cento da dívida equatoriana era devida e os credores foram forçados a aceitar este parecer. “Precisamos analisar exemplos de vários países e ajustar a dívida a níveis condizentes, através da auditoria da dívida”, afirmou. A auditoria da dívida é “uma forma de saída para o envolvimento da sociedade e uma expressão de atitude cidadã”, acrescentou. Para a palestrante, a informação é o melhor caminho para que o cidadão exerça um papel atuante na sociedade. “Somos todos voluntários e precisamos conhecer a realidade da dívida pública”, comentou. Para ela, é necessário descortinar o “sistema da dívida” e incluir este tema nas discussões acadêmicas e na sociedade em geral. Finalizou destacando a importância do evento e das discussões realizadas.

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Data: 09 de abril de 2013 Horário: 21h PALESTRANTE: CHYARA PEREIRA CARGO: Assessora de Relações Internacionais do Governo de Minas Gerais INSTITUIÇÃO: Governo de Minas Gerais PALESTRA: INTERNACIONALIZAÇÃO: POSSIBILIDADE E DESAFIOS REDATOR: Prof. Júlio César Buére

A palestra de encerramento do Simpósio Internacionalização de Minas Gerais foi proferida por Chyara Pereira. Chyara, por ter tido uma formação acadêmica e profissional muito sólida, é dotada de credenciais para atuar em duas frentes de trabalho: como professora de curso de relações internacionais e assessora de relações internacionais do governo de Minas Gerais. Sua palestra versou sobre dois temas importantes para a reflexão dos acadêmicos de relações internacionais: o campo de relações internacionais e, o segundo, as relações internacionais do governo do Estado. Chyara afirma que o campo de Relações Internacionais praticamente não existia há dez anos. O profissional era desconhecido do mercado; poucos eram os cursos; a questão internacional era objeto restrito ao governo federal, vinculado ao Itamaraty. Esta situação tem mudado nos

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dias atuais. O crescimento enorme de atuação internacional do Brasil nos anos recentes foi acompanhado de um crescimento da inserção internacional dos Estados federados. Junte-se a isto a realização de dezenas de eventos internacionais em 2013 e 2014, além da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de Futebol. O Estado de Minas Gerais tem sido um beneficiário direto desse processo por ter sua capital escolhida como uma das sedes dos dois eventos. Mas a atuação internacional do governo de Minas não se resume a esses casos, e tem apresentado crescimento em diversas áreas nos últimos anos. Em consequência, fez aumentar a demanda por profissionais de relações internacionais tanto na área publica quanto na área privada. Chyara, com base em sua atuação no governo e sintonizada com as exigências do mercado, constata alguns problemas relacionados à competitividade do Estado de Minas. Entre os elementos elencados destacou a escassez de profissionais qualificados para a crescente oferta de emprego disponível no mercado. Apresentou como exemplo a dificuldade que teve como assessora do governo, para selecionar profissionais que receberiam treinamento na Foxcom. Normalmente a deficiência desses

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profissionais esta relacionada à formação acadêmica deficiente; à baixa reflexão critica; pouca fluência em línguas; pouco conhecimento da realidade e da diversidade internacional; desconhecimento dos recursos disponíveis em agências internacionais e dificuldades de elaboração de projetos de inserção e captação de recursos. Concluiu sua palestra afirmando que não há escassez de postos de trabalho e sim falta de capital humano.

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CONSIDERAÇÕES DOS ACADÊMICOS SOBRE O SIMPÓSIO DE INTERNACIONALIZAÇÃO: MINAS GERAIS

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COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014TM: investimentos x legado PALESTRANTE: Ludimila Midori Kai REDATORES: Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior. PROFESSOR ORIENTADOR: Professor Oscar Palma Lima ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA: Professora Ângela Albuquerque

No dia 09 abril 2013, o Centro Universitário Newton Paiva realizou o Simpósio Internacionalização Minas Gerais 2013, no Auditório Nominato Luiz do Couto e Silva, que recebeu particularmente as turmas do curso de Relações Internacionais, bem como disponibilizou cento e oitenta vagas excepcionais para os alunos do Curso de Direito. Para a abertura das palestras, a organização do Simpósio convidou a gerente de projetos de receptividade da Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo – SECOPA/Governo de Minas Gerais, Ludimila Midori Kai, representante da Srta. Mariana Bahia, Special Advisor da SECOPA, para discorrer sobre um tema bastante presente em nosso cotidiano: O projeto de preparação do Governo de Minas Gerais para a Copa do Mundo da FIFA (Fédération Internationale

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de Football Association), a ser realizada no Brasil em 2014. Midori fez exposição de números bastante representativos que projetarão a capital mineira a uma posição de destaque entre as anfitriãs brasileiras mais promissoras. Segundo Midori, a Copa do Mundo “é um dos eventos de maior porte e mais midiático do setor esportivo”, portanto foi imperativo que a cidade passasse por remodelações, antecipando projetos que, não fosse a Copa, não seriam implementados a médio e longo prazos. A palestrante destacou os principais aspectos que urgem por intervenções, sempre salientando a preocupação da SECOPA/Governo de Minas em deixar legados para a cidade, em todos os setores envolvidos. Belo Horizonte conta com doze obras de infraestrutura, com destaque para o Estádio do Mineirão. Outras ações incluem 2,6 bilhões de reais financiados pelo Governo Federal, três projetos para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, oito projetos de Mobilidade Urbana, um bilhão investido no setor hoteleiro da Região Metropolitana de Belo Horizonte e trinta e seis novos postos de serviço, de acordo com dados da Universidade Federal de Minas Gerais. Há estimativa de crescimento do PIB do estado em 1,8% e 2,46 bilhões de investimentos na economia da capital com os negócios gerados pelo Governo.

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Os bastidores, os jogos e seus impactos Ao lado de uma comissão especial, Midori visitou a África do Sul, para vivenciar in loco a experiência de uma Copa do Mundo e afirma que “há muitos negócios nos bastidores de um evento como a Copa do Mundo da FIFA”. Tornou-se relevante estudar o perfil do turista que vai aos jogos da Copa do Mundo. A impressão por parte da comissão foi que o público é prioritariamente masculino. Mais da metade são indivíduos solteiros, sendo que 54% possuem ensino superior, 70% são indivíduos entre 25 e 40 anos, 83% aproveitaram a viagem para fazer turismo adicional, além de assistirem aos jogos. Os países de maior representatividade, de acordo com os slides da SECOPA, são: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Canadá e México. A previsão é de que o Brasil receba 600 mil turistas estrangeiros e um total de três milhões de brasileiros deverão circular entre as doze cidades-sede da Copa 2014. Estão agendados três grandes jogos para Belo Horizonte, de acordo com o cronograma oficial da Copa: a primeira partida a se realizar no dia 17 de junho, pela primeira fase, a segunda partida no dia 22, também da primeira fase e a partida do dia 26 de junho, das semifinais. O estudo “Brasil Sustentável: impactos socioeconô-

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micos da Copa do Mundo 2014”, parceria entre Ernst & Young e a Fundação Getúlio Vargas de projetos, detalha, pesquisa e apresenta os impactos que a Copa 2014 trará para o Brasil. Com três partidas agendadas, os impactos consolidados podem ser os mais significativos, entre eles um montante de aproximadamente 29,6 bilhões de reais em gastos no Brasil, aumento da produção nacional, causando impacto sobre a renda do brasileiro, empregos e arrecadação tributária, logo gerando benefícios para diversos setores da economia. As ações da SECOPA Espaços e acessos, atividades turísticas e capacitação técnica Os empreendimentos sob responsabilidade da SECOPA, entre outros, incluem: 1) o Estádio Mineirão, cuja conclusão se deu em 21 de dezembro de 2012; 2) o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (CNF), apesar de não ser de responsabilidade direta da SECOPA, mas sim de órgãos federais como a INFRAERO. A ação inclui a construção de mais um terminal e a reforma de toda a estrutura já existente, aumentando a capacidade para 16,5 milhões de passageiros ao ano, com ampliação da

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pista de pouso para 3.600m e do pátio para 304.524m²; 3) o turismo em geral será bastante beneficiado. Algumas ações que estão ou já foram implementadas incluem: O portal oficial de Minas Gerais na Copa1, aplicativos para smartphones, um guia do torcedor em 3 idiomas (português, espanhol, inglês), reforma dos centros de atendimento ao turista, reboot do Circuito Cultural Praça da Liberdade, mecanismos para torcedores assistirem aos jogos de fora do estádio em locais públicos como a Praça da Estação, projeto wi-fi gratuito em dezenove pontos estratégicos da cidade (com possibilidade de serem estendidos a outros pontos da cidade, para uso durante e após a Copa), padronização das placas de sinalização turísticas do Complexo da Pampulha etc. Além dos projetos de infraestrutura, quinze mil pessoas estão em processo de capacitação, desde funcionários das polícias aos profissionais de restaurantes, bares e outros empreendimentos, alinhados ao “Programa de Capacitação PRONATEC COPA”2 para voluntários que desejarem se qualificar e trabalhar na Copa, contando com 21 cursos gratuitos em diversas áreas do setor turístico. A cidade conta ainda com o “Brasil Voluntário”3, programa de voluntariado do Governo Federal, criado para atender

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a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013 e a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O programa é gerido pelo Ministério do Esporte, com participação dos ministérios da Defesa, do Turismo, da Cultura, da Ciência e Tecnologia, da Casa Civil, das Relações Exteriores, do Trabalho, da Educação, da Saúde, da Justiça, do Planejamento, Orçamento e Gestão, além da Secretaria Nacional de Aviação Civil. Os voluntários atuarão em uma ampla rede de mobilização social nos aeroportos, áreas de fluxo, pontos turísticos, festas públicas e Fan Fests, dando suporte aos torcedores, imprensa, turistas e população em geral. Os voluntários em processo de capacitação no momento estarão presentes no amistoso entre Brasil e Chile, no dia 24 de abril, um dos eventos-teste para a Copa das Confederações e Copa do Mundo. As principais avenidas da cidade estão sendo remodeladas de forma a acomodarem os BRTs (Bus Rapid Transit), projeto de mobilidade urbana. As linhas serão implementadas nas avenidas que convergem na área central da capital, com a expectativa de servir até 750 mil pessoas por dia. Os projetos incluem três BRTs, uma central de monitoramento e um corredor exclusivo de ônibus, que darão fluidez ao trânsito. Apesar de não ser a solução mais

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eficiente, o projeto encontra as demandas no atual cenário, inclusive econômico, mediante o prazo relativamente curto para sua implementação, mas resultará em significativa redução do número de ônibus nas pistas. Como parte dos investimentos em mobilidade urbana, foram abertas licitações para 605 novas placas de táxis, além das seis mil placas já existentes em Belo Horizonte. Devido à sua posição geográfica, entre os grandes centros urbanos brasileiros como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, a capital mineira também servirá de ponto de convergência de fluxo de turistas em trânsito durante os jogos, o que vai impactar também o setor de hotelaria. Já existem projetos de parceria com as redes de hotelaria, oferecendo transportes especializados para o estádio, com horário de saída e chegada nos shoppings da cidade. Além disso, efetuou-se o licenciamento de cinquenta e dois novos hotéis, sendo que oito deverão estar prontos em 2013 e outros quarenta e quatro em 2014. Ao todo, estima-se que Belo Horizonte e região contarão com 495 meios de hospedagem (aproximadamente vinte e sete mil quartos). Todos os hotéis estarão atrelados a centros de convenções para atrair novas parcerias e promover negócios. Isso corrigirá a falta desse tipo de estabelecimento,

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uma das principais deficiências da cidade, o que fez com que Belo Horizonte deixasse de receber inúmeros congressos e eventos internacionais. A SECOPA também oferece workshops à sociedade e, atualmente, vinte e cinco por cento dos comerciantes já estão se preparando para oferecerem produtos criativos, com toque regional e características diferenciadas, utilizando materiais locais como a fibra natural e iconografia regional, que é forte e tem grande potencial no mercado. Produtos como a cachaça, doces e delicatessens, pedras e artigos artesanais poderão ser encontrados em lojas especializadas, restaurantes de comidas típicas e lojas de artesanato. Recomendações para o bom andamento do evento, sustentabilidade de investimentos e uso correto da logomarca Para finalizar sua apresentação, Midori externou a preocupação da SECOPA sobre a necessidade de conscientizar os cidadãos belo-horizontinos sobre a importância da disponibilidade de espaço na cidade, especialmente para locomoção de pessoas. Uma das maneiras pela qual a população local pode contribuir nesse sentido seria optar pelos BRTs e táxis, deixando seus veículos em

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casa. Além disso, Midori alerta que a Copa não é a grande oportunidade que muitos esperam de se beneficiarem financeiramente à custa de turistas, ou seja, é preciso acabar com o estigma de que eles podem ser explorados com altas taxas de estadia, transporte e no consumo de produtos e serviços. Midori esclarece que a competição interna é grande e o aumento nos custos pode prejudicar as redes hoteleiras, o turismo e parceiros investidores. Portanto, a especulação deve ser combatida, mantendo tarifas e preços condizentes com o mercado de Belo Horizonte, de forma a atrair e satisfazer o turista para estimular seu retorno. Outras duas preocupações abordadas no simpósio foram: “Criar e implementar estratégias para que Belo Horizonte se torne referência nacional e internacional no turismo de negócios e eventos, o que também será imprescindível para a sustentabilidade dos investimentos atuais” e “Integrar e motivar órgãos e instituições públicas e privadas, em prol dos projetos de infraestrutura e estrutura, que beneficiarão as áreas de hospitalidade, mobilidade, segurança, eventos e negócios da capital”. Além disso, por ser um evento privado, a FIFA detém direitos de propriedade intelectual sobre as

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marcas e símbolos oficiais dos torneios. Segundo informou a palestrante, não se pode usar a logomarca ou materiais indistintamente; apenas a FIFA, seus parceiros comerciais e outros expressamente autorizados têm o direito de usá-los, assim como de se associar, a qualquer título, com os torneios. A tentativa de uso indevido da logomarca já fez com que algumas empresas nacionais fossem autuadas. E os hospitais da capital? Foi levantada a questão em torno da infraestrutura hospitalar pública, que se faz deficiente no cotidiano dos moradores da capital, podendo se agravar durante o evento. Segundo Midori, medidas serão tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de remediar a realidade na capital. A Secretaria Estadual de Saúde desenvolveu parcerias com vários países para fornecerem treinamento ao exército de como tratar eventos e crises de grandes multidões. Vale destacar que os turistas já compram seus pacotes com convênios de saúde particular, mas uma das medidas abordadas é o redirecionamento dos centros hospitalares dedicados a atenderem grupos específicos de pessoas.

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Saldo positivo conta com a construção de mentalidade cidadã consciente Pode-se concluir, portanto, que todos os investimentos em torno da Copa do Mundo da FIFA 2014 deixarão legados e visam adequar a cidade às necessidades do evento e, em longo prazo, pode gerar benefícios perenes, dos quais os moradores de Belo Horizonte e região continuarão desfrutando. Finalmente, Midori conclui que todo o investimento em infraestrutura requer também mudança cultural, mas essa mudança não acontecerá imediatamente e faz parte da iniciativa individual de cada cidadão.

(Endnotes) 1 Portal oficial de Minas Gerais na Copa: http://www.belo2014.com.br 2 Programa de Capacitação PRONATEC COPA: http://www.pronateccopa.turismo.gov.br 3 Programa Brasil Voluntário: http://www.brasilvoluntario.gov.br

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Dívida Pública e Internacionalização PALESTRANTE: Maria Eulália Alvarenga de Azevedo Meira Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida REDATORES: Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior. PROFESSOR ORIENTADOR: Professor Oscar Palma Lima ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA: Professora Ângela Albuquerque

A segunda palestra do Simpósio Internacionalização Minas Gerais 2013 foi realizada pela auditora Maria Eulália Alvarenga, que iniciou alertando o público sobre a importância de se realizar uma auditoria na dívida pública do Estado, seja no âmbito interno ou externo. Coordenadora da associação sem fins lucrativos “Auditoria Cidadã”, Maria Eulália apresentou definições sobre o que é dívida pública e quais são os tipos existentes atualmente. De acordo com a palestrante, há cinco tipos de dívida: a dívida legítima, que “são compromissos assumidos pelo setor público nos termos da lei, em igualdade de circunstâncias entre devedor e credor do interesse geral”, enquanto a dívida ilegítima “são compromissos assumidos pelo setor público nos termos da lei, mas sem que se verifique a situação de igualdade de circunstâncias entre

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devedor e credor, ou em prejuízo do interesse geral”. A dívida ilegal apresenta-se como “compromissos contraídos pelo setor público em violação do ordenamento jurídico aplicável”, já a dívida odiosa “são compromissos contraídos por regimes autoritários, prejudicando o interesse dos cidadãos”. Finalmente, a dívida insustentável “são compromissos assumidos pelo setor público, cujo pagamento é incompatível com o crescimento e criação de emprego”. O objetivo de se apontar a existência de tais dívidas é salientar que os Estados podem fazer dívidas, contanto que tenham embasamento na lei e sejam para um bem comum. Foi citada, como exemplo, a crise financeira mundial que teve início em 2008, em que os bancos internacionais e, principalmente, os bancos norte-americanos, na iminência de “quebrarem”, foram socorridos pelo Estado, acabando este por se endividar, ao conceder pacotes bilionários a fim de salvar o setor bancário. Visto que a economia dos países está interligada, a crise se expandiu para outros setores, chegando a atingir, inclusive, a Europa. Ao tentarem salvar o mercado, os Estados se enfraquecem, pois há a socialização dos prejuízos. Esse tipo de medida leva o Estado a adotar medidas de austeridade. Ainda como exemplo, pode-se citar a Euro-

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pa, que passa por um momento delicado, enfrentando o desemprego, a inflação e as greves. Por se tratar de um problema internacional, países como a Grécia, a França, a Irlanda e Portugal estão criando comissões para auditar a dívida pública. Segundo Maria Eulália, a dívida pública vem sendo um instrumento de transferência dos recursos públicos para o setor privado. Daí a necessidade de haver uma fiscalização rigorosa sobre os gastos do governo. Um grande número de pessoas não compreende a dívida pública, mas ela se torna visível quando se leva em consideração que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e altas taxas de juros. A auditoria na dívida pública está prevista na Constituição Federal de 1988. Criou-se, então, em dezembro de 2008, a CPI da dívida pública, instalada em agosto de 2009 e concluída em 2010. Maria Eulália destacou que foi comprovado o indício de ilegalidades por parte da administração pública. Atualmente o caso é investigado pelo ministério público. Ainda segundo ela, o Brasil tem a sexta economia do mundo, porém é o terceiro no ranking dos países com pior distribuição de renda e o fato de depender dos outros países faz com que ele não se desenvolva.

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O governo brasileiro não assume que a crise na dívida é um fato, e tem dificuldade em explicar as altas taxas de juros. Maria Eulália defende ainda a necessidade da participação da sociedade na revisão da dívida pública. Deve-se exigir a investigação dos gastos do Estado, para que este atue sempre de forma transparente e coerente. “O dinheiro público deve ser gasto com o povo e não com uma minoria que não o representa”, afirmou. A coordenadora da “Auditoria Cidadã da Dívida” convida a todos a participarem ativamente na investigação da dívida pública, por meio de pesquisas e estudos a respeito do tema. Para ela, o processo de endividamento gera dependência econômica e isso faz com o Estado fique estagnado.

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Internacionalização: possibilidades e desafios PALESTRANTE: Chyara Pereira - Assessora de Relações Internacionais do Governo de Minas Gerais REDATORES: Daniel Galo Carli Mariano da Cunha, Jéssica Rúbia Gonçalves, Kelly Cristina Rodrigues dos Santos, Messias Borges dos Santos Júnior. PROFESSOR ORIENTADOR: Professor Oscar Palma Lima ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA: Professora Ângela Albuquerque

Um convite ao pensamento crítico-analítico internacional O encerramento do Simpósio de Internacionalização foi feito pela assessora de Relações Internacionais do Governo de Minas Gerais, Chyara Pereira. Com a palestra “Internacionalização: possibilidades e desafios”, a assessora propôs aos presentes uma conversa informal, fazendo um paralelo entre as duas palestras anteriores e ressaltando a importância do espírito crítico-analítico em meio a tantas informações que a era digital tem disseminado. Segundo a assessora, é necessário saber reter as informações importantes, ou seja, “é preciso o mínimo de perguntas e vontade de saber as respostas”. Chyara expôs, também, o crescimento do campo

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das Relações Internacionais nos últimos dez anos em Minas Gerais. Atualmente, todas as secretarias do Governo do Estado de Minas Gerais possuem sua célula internacional, dada a importância da área. Ao todo são 77 profissionais formados em Relações Internacionais e atuando nas secretarias de Minas Gerais. O Governo do Estado de Minas Gerais, em sua área internacional, trabalha com duas dimensões: a doméstica, que se caracteriza pela relação com organismos internacionais e a externa, que diz respeito às relações com outros Estados. O objetivo do Governo nessas duas dimensões é promover a competitividade, além de garantir e prezar pelas relações entre os Estados. No decorrer da palestra, a assessora citou algumas dificuldades enfrentadas pela Secretaria de Relações Internacionais de Minas Gerais na execução de seus projetos. A princípio tratou-se do Programa Internacional em Tecnologia da Informação, que visava à qualificação de duzentos estudantes e recém-formados nas áreas de Tecnologia da Informação, no maior centro de treinamento do mundo, o Global Education Center, localizado na Índia. O programa idealizado em parceria com o Governo de Minas Gerais e a empresa indiana Infosys Ltd., que possui insta-

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lações no estado mineiro, infelizmente não superou sua principal dificuldade: a seleção de duzentos estudantes capacitados, que teriam todas as despesas pagas, incluindo curso, material, alojamento, passagens aéreas, traslados, seguro saúde e ajuda de custo diário, financiados pela empresa. O número inicial precisou ser reduzido para que o programa acontecesse, demonstrando, mais uma vez, a falha no sistema educacional do Brasil. Ponderações de uma ex-aluna de Relações Internacionais Segundo Chyara Pereira, um dos maiores obstáculos enfrentados no Brasil atualmente é a falta de capital humano. A falha na capacitação dos estudantes vem do ensino fundamental e médio. Ela defende que os estudantes deveriam sair do ensino médio com uma formação melhor e uma visão mais madura do mundo. De acordo com a assessora, outro grande empecilho é que poucos dominam uma língua estrangeira, acarretando em perdas de excelentes oportunidades promovidas pelos órgãos de Relações Internacionais e investidores. Ex-aluna do curso de Relações Internacionais, a assessora ressaltou a necessidade de extrapolar os limites do

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aprendizado em sala de aula, devido à heterogeneidade das Relações Internacionais. Chyara questionou os alunos presentes se eles têm criado reais condições para a participação em atividades extras, como intercâmbios internacionais, visando à melhoria da formação acadêmica e da proficiência em língua estrangeira. Em meio a diversos eventos internacionais, como a Copa das Confederações de 2013 e Copa do Mundo de 2014, o estado de Minas Gerais e, principalmente, a cidade de Belo Horizonte estão ainda mais inseridos no contexto de internacionalização, surgindo a importância do “pensar internacional”, explicitado no decorrer do Simpósio de Internacionalização. Finalmente, a assessora concluiu que o balanço do evento é positivo e vem reforçar a importância das Relações Internacionais e de seus futuros profissionais para Minas Gerais. Nas palavras de Chyara Pereira, “as Relações Internacionais são o melhor caminho para lidar com o mundo e mais do que nunca: o mundo tem voltado seus olhos para Minas Gerais”.

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Copa do Mundo da FIFA – Brasil 2014 PALESTRANTE: Ludmila Midori Kai Gerente de Projetos de Receptividade da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo – SECOPA/ Governo de Minas Gerais. REDATOR: Otávio Duarte Jales PROFESSOR ORIENTADOR: Lucas Tavares da Mata ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA: Lucas Tavares da Mata

As palestras do primeiro dia do Simpósio de Internacionalização de Minas Gerais e Relações Internacionais do Centro Universitário Newton Paiva começaram com informações sobre os eventos mundiais que serão realizados em Belo horizonte, como a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016). A Copa do Mundo FIFA é um dos maiores eventos do mundo, no qual podem ser observados números expressivos, como o de telespectadores que poderão chegar a 30 bilhões de forma rotativa. Irão ocorrer três jogos da Copa das Confederações em Belo Horizonte, todos realizados no mês de junho de 2013. Na Copa do Mundo FIFA 2014 já são 05 jogos confirmados dos 6 previstos. A projeção de turistas que virão do exterior é de aproximadamente 600.000 pessoas. Também, há proje-

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ções para o turismo na capital de MG, de 196.768 estrangeiros. Cerca de 600 mil turistas são esperados em Minas Gerais e, para isso, foi realizada a readequação do estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), de acordo com as normas pré-estabelecidas pela Federação. Após sua reforma o Mineiro foi entregue no dia 21/12/2012. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves também terá a ampliação da sua capacidade de passageiros de 10,2 para 16,5 milhões de pessoas/ano. Para isso, sua pista de decolagem e aterrissagem passará dos atuais 3.000 para 3,600 metros de comprimento e seu pátio será ampliado para 304.524m². Estima-se que o público em sua maioria será masculino. Solteiros representam 60%, 54% têm o ensino superior, 70% estão na faixa etária de 25 a 40 anos e com gasto médio de R$11.412,50. EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Canadá e México são os países que possuem o maior número de turistas que participam deste evento mundial. Os investimentos que estão sendo realizados nas cidades sede preveem uma reestruturação e readequação dos estádios, meios de transporte e toda sua infraestrutura. Sendo 2,6 bilhões de reais, financiado pelo Governo Federal e 1,0 bilhão investidos no setor de hotelaria e na

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construção de 52 novos hotéis na capital e na RMBH (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Estima-se que haverá um aumento de 1,8% no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado e 2,46 bilhões devem ser injetados na economia da capital com negócios gerados pelo evento. Estudado todos os impactos consolidados na Copa do Mundo de 2014, os gastos nos Brasil chegarão à cifra de R$ 29,60 bilhões. R$ 112,79 bilhões serão de impacto sobre a produção nacional de bens e serviços, R$ 3,63 bilhões relacionados geração de empregos e R$ 18,13 bilhões sobre a arrecadação tributária. Os setores que serão mais beneficiados com os eventos são: Construção Civil, tecnologia, alimentos e bebidas, serviços terceirizados, turismo e hotelaria. Website, aplicativos para Smartphones, guia do torcedor em três idiomas, reformas dos centros de atendimentos ao turista e circuito cultural da Praça da Liberdade serão recursos que facilitará o acesso do turista à capital mineira. Também, cerca de 15mil pessoas já estão sendo capacitadas, para atendimento e recepção dos mesmos. Ainda há um problema grave, que é a mobilidade urbana em Belo Horizonte e, por isso, a Prefeitura de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais e Governo Federal tor-

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naram possível à implementação do Bus Rapid Transit. Este meio de transporte propiciará a retirada de cerca de 100 linhas de ônibus do centro de Belo Horizonte e transportará aproximadamente 750 mil pessoas/dia. Por fim, foi ressaltado que o uso da marca oficial FIFA 2014 poderá acarretar a processo ajuizado no órgão responsável para obtenção dos direitos autorais. Os referidos eventos irão deixar um legado que poderá ser utilizado por varias gerações.

(Endnotes) 1 Portal oficial de Minas Gerais na Copa: http://www.belo2014.com.br 2 Programa de Capacitação PRONATEC COPA: http://www.pronateccopa.turismo.gov.br 3 Programa Brasil Voluntário: http://www.brasilvoluntario.gov.br

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Anais Simpósio de Internacionalização: Minas Gerais - publicação do Centro Universitário Newton

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