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Editorial

Palavra do Provincial

Evangelizando os pobres e mais abandonados

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Congregação Redentorista foi fundada por Santo Afonso em 1732 para evangelizar os pobres e mais abandonados. Atualmente, os Redentoristas estão presentes em 62 países, compondo 73 unidades (Províncias, Vice-Províncias e regiões missionárias). No Brasil, são aproximadamente 774 missionários, distribuídos em 05 Províncias: Rio, São Paulo, Porto Alegre, Campo Grande e Goiás; 04 Vice-Províncias: Bahia, Recife, Manaus e Fortaleza/Região de Sergipe. A Província do Rio de Janeiro

compreende os estados de Minas, Rio e Espírito Santo. Foi na região de Juiz de Fora (MG) que chegaram os primeiros Redentoristas, vindos da Holanda, em 1893. Hoje, a Província do Rio é composta por 05 paróquias, 02 santuários e 01 equipe de Missão Inserida. Temos, ainda, Redentoristas atuando em outras regiões, como em Frei Gaspar (MG), Diocese de Teófilo Otoni; em Tocantins, na Pastoral Indígena; no Economato Geral, em Roma. O trabalho missionário se fortalece também através das Casas de Retiros (Seminário da Floresta e

Expediente: Coordenação: Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. Jornalista Responsável: Brenda Melo - MTB: 11918 Colaboração: Luiz Henrique Freitas - MTB: 16778 Projeto gráfico: SM Propaganda Ltda Impressão: Gráfica América Tiragem: 2.000 exemplares

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Casa de Retiros São José), dos para o quatriênio 2015-2018. Os meios de comunicação, desta- missionários vivem em comunicando-se a Rádio Educadora AM dade e, por meio dela, realizam e FM, e várias obras sociais, des- a obra missionária. Num estilo tinadas à promoção das pesso- de vida participativo, o poder as mais necessitadas. Também se torna serviço e se realiza na há uma rica experiência com os corresponsabilidade. Acontece Missionários Leigos e com a Ju- a mudança/transferência de alventude Redenguns confrades, torista (JUMIporém o projeto « Num estilo de RE). A Província o mesvida participativo, continua faz grandes inmo: ser fiel ao o poder se torna vestimentos na carisma redenformação dos serviço e se realiza na torista, que nos futuros padres e foi legado por corresponsabilidade » irmãos, estabeSanto Afonso, lecendo parceria levando aos hocom outras unidades: Bahia, For- mens e mulheres a copiosa retaleza, São Paulo e Província de denção. Que Deus nos abençoe Bogotá. nesse início de quatriênio, para A Congregação, no mundo in- que sejamos fiéis à nossa vocateiro, vive um momento especial: ção missionária e à nossa vida a constituição do novo governo comunitária! de cada unidade e as composições das novas comunidades Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. Superior Provincial

Aniversariantes Março 06/03 .... Pe. Waldo José Pignaton, C.Ss.R. 09/03 .... Pe. Mário Antônio de Freitas, C.Ss.R. 12/03 .... Fr. Jonas Pacheco Machado, C.ss.R. 21/03 .... Pe. José Marques da Rocha, C.Ss.R.

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Entrevista

Pe. Ronaldo Divino de Oliveira, C.Ss.R. Missionário Redentorista há 30 anos, quando realizou sua profissão religiosa, Pe. Ronaldo Divino de Oliveira, C.Ss.R. sempre se destacou por sua missionariedade nos trabalhos desenvolvidos na Província do Rio. Em 2015, irá atuar nas missões “Além Fronteira”, em Moçambique, na África. (MG). Lá, eu atuava no grupo jovem de minha paróquia e um dos trabalhos desenvolvidos era a visita às comunidades rurais. Mesmo quando o pároco não podia ir eu me prontificava e, junto com outros jovens, visitava as famílias. Vale destacar a importância familiar; minha família é católica e tem, desde sempre, uma forte devoção a São Geraldo. Quando você conheceu os Missionários Redentoristas e o que mais lhe chamou atenção?

Quando você percebeu o desejo de ser um missionário? Eu conheci os Redentoristas através de uma propaganda voFoi na minha cidade, Florestal cacional na revista “Santuário de

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Primeiramente, eu sempre desejei uma missão Além Fronteiras e, agora, a Província do Rio me dá essa oportunidade me enviando para Moçambique. Acredito que essa bagagem de 30 anos como redentorista me faz mais amadurecido para dar o melhor de mim por lá. Todos nós sabemos que a África é um continente com muitas ne-

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Entrevista

cessidades, mas também é o continente da esperança, onde o catolicismo pode se fortalecer. Essa missão que vou participar é uma iniciativa da Província da Irlanda, através dos Missões Redentoristas em Moçambique missionários brasileiros Foto: A12 da Vice-Província de São Geraldo”. Ela vinha com os Fortaleza. Lá, viverei em Furandizeres: “jovem, venha ser mis- cungo, que faz parte da diocese sionário redentorista”. Nela, a de Tete. A cidade é composta palavra missionário me chamou por diversas tribos que, na verdade, são comunidades rurais, atenção e eu me entusiasmei. ou seja, é uma das regiões mais carentes da diocese e o trabaVocê inicia seus trabalhos na lho será com as pessoas mais missão Além Fronteiras em abandonadas. Creio que vou de Moçambique, África. Como encontro aos cabreiros de Sanse sente com essa responsato Afonso. bilidade? Deixe uma mensagem aos nossos leitores! Sejamos missionários onde o Senhor nos colocou e continuemos sempre unidos pelos laços da família redentorista!

Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. Juiz de Fora, MG

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Província apresenta nova composição das comunidades

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m janeiro deste ano, durante Assembleia de Posse do Novo Governo, a Província anunciou a nova composição das comunidades redentoristas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo para o quatriênio 20152018. Na ocasião, também foram eleitos os secretários de Formação e de Pastoral Vocacional: Pe. Alfredo Viana, C.Ss.R. e Diác. Bruno Alves, respectivamente. Os demais secretários que tomaram posse haviam sido eleitos durante a Assembleia Eletiva de outubro de 2014, sendo eles: Pe. Anderson Trevenzoli, C.Ss.R. (Secretário de Comunicação), Pe. Flávio Leonardo Campos, C.Ss.R. (Secretário de Administração), Pe. Nelson Antônio Linhares, C.Ss.R. (Secretário de Vida Religiosa) e Pe. Luís Car-

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los de Carvalho, C.Ss.R. (Secretário de Pastoral). O Governo Provincial que coordenará os trabalhos é composto por: Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R. (Superior Provincial), Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.Ss.R. (Vigário Provincial) e os conselheiros Pe. Dalton Barros, C.Ss.R., Pe. Edson Alves, C.Ss.R. e Pe. José Cláudio Teixeira, C.Ss.R. Veja como ficam compostas as comunidades durante os próximos quatro anos: Paróquia da Glória (Juiz de Fora - MG) Pe. Américo de Oliveira – Provincial Pe. Dalton Barros de Almeida – Reitor Pe. Sérgio Luiz e Silva – Pároco Pe. Braz Delfino Vieira Pe. Mário Antônio de Freitas C. V. São Clemente (Juiz de Fora - MG) Pe. José Maurício de Araújo – Formador

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C. V. Santo Afonso (Juiz de Fora - MG) Pe. Alfredo Viana Avelar – Formador Ir. Pedro Magalhães – Auxiliar de formação Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro / Floresta (Juiz de Fora - MG) Pe. Ricardo Alexandre Ferreira – Reitor Pe. Vanderlei Santos de Sousa – Pároco Paróquia S. Afonso (Rio de Janeiro - RJ) Pe. Maikel Pablo Dalbem – Reitor Pe. Luís Carlos de Carvalho – Pároco Pe. José Luciano Jacques Penido Pe. José Marques da Rocha Pe. Ergo Dias Araújo Pe. Mauro de Almeida Ir. Argemiro Herculano da Melo Santuário N. Sra. do Perpétuo Socorro (Campos dos Goytacazes - RJ) Pe. José do Carmo Zambom – Reitor Pe. Waldo José Pignaton Pe. José R. Vidigal – Liga Católica Pe. Anderson Trevenzoli Assireu Pe. André Luiz Bastos Ir. Aníbal de Assis Paróquia S. José (Belo Horizonte - MG) Pe. Paulo Sérgio Carrara – Reitor Pe. Nelson Antônio Linhares – Pároco Pe. Alberto Ferreira Lima Pe. Gabriel Teixeira Neves Filho Pe. Mauro Carvalhais de Oliveira Pe. José Augusto da Silva Pe. Flávio Leonardo Campos Pe. Fagner Dalbem Mapa Ir. Paulo Pereira de Melo Ir. Pedro Aniceto da Silva C. V. Dom Muniz (Belo Horizonte - MG) Pe. Vicente Ferreira – Reitor/Formador Diác. Bruno Alves – Pastoral Vocacional Fr. Ederson Rodrigo de Andrade Fr. Heliomarcos Costa Ferraz

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Fr. Jonas Pacheco Machado Fr. Rodrigo Costa Silva Paróquia S. Sebastião (Cel. Fabriciano - MG) D. Lélis Lara Pe. Edson Alves – Reitor e Formador Pe. José Cláudio Teixeira – Pároco Pe. Antônio Luiz de Oliveira Pe. José Antero Barreto de Macedo Diác. Paulo Roberto de Morais Júnior Ir. Afonso Cupertino de Barros Basílica de São Geraldo (Curvelo - MG) Pe. José Carlos – Superior da comunidade Pe. Paulo R. Gonçalves – Reitor da Basílica Pe. Mário Ferreira Gonçalves Pe. Tarcísio Generoso da Fonseca Pe. Luciano Silveira Ivo Pe. Lúcio Marcos Bento Pe. Jesu Ferreira de Assis Ir. Geraldo Pereira Neves Missão Inserida (Cariacica - ES) Pe. José Wilker Rosário – Reitor Pe. José Geraldo de Souza – Pároco Ir. José Domingos de Vasconcelos Presença Redentorista (Frei Gaspar - MG) Pe. Élio da Silva Atayde Missionários Além Fronteiras Brasília - DF: Dom Fernando Guimarães (Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil) Itacajá - To: Pe. Válber Dias Barbosa (Missão Indígena) Roma - Itália: Pe. Carlos Viol (Ecônomo Geral) Moçambique - África: Pe. Ronaldo Divino (Missão Redentorista)

Brenda Melo Juiz de Fora, MG

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Espiritualidade

Espiritualidade da Quaresma O significado da quaresma Quaresma: quarenta dias; tempo de penitência, jejum, oração, esmola. Mas por que 40 dias? O número ganha significado a partir da Bíblia, onde aparece muitas vezes. Certamente esse número é teológico e não matemático, ou seja, tem valor qualitativo e não quantitativo. Quarenta é um número simbólico: o tempo necessário para o amadurecimento, para a prova, para atingir um ideal almejado, sejam quarenta anos ou quarenta dias. Vejamos! Moisés passou 40 dias no monte Sinai, em intimidade com Deus. O povo de Israel, que ele libertou, era escravo no Egito e Moisés foi escolhido para libertá-lo e conduzi-lo à Terra Prometida, onde corre “leite e mel”, ou seja, uma terra abençoada na qual Deus reinaria sobre todos, onde seria o “seu Deus”. Antes de chegar a essa terra, o povo passou quarenta anos no deserto para escutar a voz de Deus, conhecer sua Lei e aprender a praticá-la. Um tempo

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de prova e de preparação para uma experiência única de Deus. Jesus continuou o caminho de Moisés no deserto e se tornou o guia e o libertador de todos os homens e as mulheres. Segundo relatos dos evangelistas, Ele passou quarenta dias no deserto, tempo necessário para provar sua fidelidade ao Pai, antes de iniciar sua missão como profeta. Com sua comunhão com Deus, dita em forma de jejum e oração, venceu a tentação no deserto, mostrou a sua liberdade e seu senhorio sobre todas as coisas. Diferentemente de Adão, que não soube acolher o projeto de Deus e se fechou em seu orgulho, Jesus acolheu o Reino do qual é mediador e se tornou Senhor de todos e de tudo por sua ressurreição dos mortos. A Igreja continua, durante o tempo litúrgico da quaresma, celebrando os mistérios do êxodo e a fidelidade de Cristo; ela busca uma renovação contínua de sua comunhão com Deus, sempre acreditando no amor

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Quaresma: tempo de crescimento espiritual Quaresma é tempo de investir na conversão e continuar a busca do crescimento em Cristo. Para isso, torna-se indispensável uma atenção constante sobre si mesmo, movida pelo amor a Deus, para aproveitar

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todas as oportunidades de fazer o bem que a vida nos oferece. A busca do bem marca a existência cristã em todos os seus aspectos, mas a quaresma chama a atenção para a necessidade de não só fazer o bem, mas também combater o mal. O bem exige o combate ao mal. Não só o mal do mundo, mas também aquele que existe dentro de nós e que se traduz em atitudes egoístas que nos fazem esquecer o outro e suas necessidades e pensar só em nós mesmos, como se fôssemos o centro do universo. Neste ponto, Santo Afonso nos ilumina: “alguns fazem as pazes com seus próprios defeitos e daqui nasce a sua ruína, sobretudo quando estes defeitos são o apego a alguma paixão, à própria estima, ao desejo de aparecer, de acumular riquezas, ao rancor para com o próximo”. Santo Afonso é taxativo ao afirmar que “vivem em perigo aqueles que se abandonam à mediocridade”. Santo Afonso sabe que os medíocres logo se tornam decadentes, ou seja, desistem da Boa Nova de Jesus para viver somente para si mesmos. O tema da vigilância se mostra central no tempo

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apaixonado de Deus pelo ser humano que se manifesta no seu Filho Jesus Cristo. Por isso, ela faz penitência em busca de uma fidelidade maior a seu Senhor. E convida cada cristão a uma mudança de vida, em vista de uma mais radical adesão a Jesus. A quaresma prepara a celebração do mistério central da vida de Jesus: sua páscoa; sua morte e ressurreição com as quais reconciliou a humanidade com Deus. O batismo nos imergiu no mistério pascal de Cristo. Mas nem sempre conseguimos ser fiéis a Cristo e a seu evangelho. A quaresma se entende, pois, como tempo de conversão, para que sejamos mais fiéis à graça de nosso batismo, cujas promessas vamos renovar na grande celebração da páscoa, na noite do sábado santo.

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Espiritualidade

da quaresma. É preciso “vigiar e orar”, como aconselhava Jesus, para não “cair em tentação”. Como viver a quaresma? Para viver bem a quaresma, investindo no conhecimento profundo de Cristo, é preciso, pois, uma decisão firme e corajosa de se entregar a Ele e de empregar os meios para tornar realidade a própria decisão. Quais seriam esses meios? A Igreja nos indica vários caminhos para crescer na conversão: os sacramentos da eucaristia e da reconciliação, a meditação das verdades fundamentais da fé, a oração pessoal e comunitária, a caridade. O mais importante, no entanto, é o desejo de dar-se a Cristo que deve traduzir-se na caridade para com o próximo. Quem se decide a fazer alguma coisa por Jesus, nada tem a temer; é só pôr mãos a obra que ele dará a sua graça. Viver a quaresma no espírito de fé é, pois, atuar de diversos modos a opção por Jesus e pelos irmãos, que brota da conversão sincera do coração. Jejum, oração, esmola não têm sentido em si

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mesmos, são apenas “meios” que ajudam a tomar como norma suprema da vida o projeto de Jesus, feito de justiça, paz, fraternidade, misericórdia. Assim como Jesus, é preciso acolher a vontade do Pai, o que supõe renúncia a tudo o que nos afasta do verdadeiro amor. A quaresma é um tempo propício para a atuação desta proposta, através da penitência, da oração, do jejum e das obras de caridade. E a Igreja, através da campanha da fraternidade deste ano, nos chama a atenção para a necessidade de ajudar a criar estruturas sociais mais justas. O tema, “Fraternidade, Igreja e Sociedade”, e o lema, “Eu vim para servir” (Mc 10,45), expressam a urgente necessidade de maior contribuição entre a Igreja e a sociedade, para que, com a promoção do bem comum, vivamos numa sociedade mais justa e solidária. A penitência da quaresma deve criar nos cristãos a consciência de que são responsáveis pela construção de um mundo mais justo. Pe. Paulo Sérgio Carrara, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

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“Eu vim para servir”

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ntramos no tempo da quares- dade é a partilha de interesses dos ma. Tempo oportuno que a seus membros, na busca do bem Igreja oferece para que seus comum. Ora, o que a sociedade membros façam uma revisão de chama de “bem comum” é chavida e voltem ainda mais o seu co- mado, por Jesus e, consequenração para Deus. Em nosso dia a temente, pela Igreja, de “Reino de dia, podemos desviar o nosso cora- Deus”. A construção desse reino ção de Deus colocando outras coi- foi inaugurada por Cristo - que sas no lugar que deveria ser dele. A continua sua obra através da Igrequaresma significa uma oportunida- ja. A CF 2015 tem como principal de para voltarmos novamente nos- objetivo fazer com que os cristãos sa vida para vivam a sua o Senhor e missão de amá-lo acima maneira ainda de todas as mais radical e coisas. Todos atuem profeos anos, na ticamente, à quarta-feira luz da evande cinzas, gélica opção início do pepreferencial ríodo quarespelos pobres, mal, a Igreja ajudando, por propõe a Campanha da Fraternida- meio do serviço, o desenvolvimende (CF), chamando a atenção dos to integral da pessoa humana e a seus fiéis a uma realidade que pre- construção de uma sociedade justa cisa de conversão. A campanha e solidária. deste ano é sobre a missão/vocaTomando o Evangelho de Marção que a Igreja recebeu de Cristo cos 6,7-12, vemos que, depois de para servir à sociedade. Nós, como terem aprendido sobre o plano de Igreja, somos convocados a con- Deus com Jesus, os doze discípucretizar ainda maisFRATERNIDADE: o nossoIGREJA papel los foram enviados por ele de dois E SOCIEDADE de ajudar a sociedade a construir o a dois, para pregarem a boa nova Reino de Deus. aos povos. Recomendou que não O que caracteriza uma socie- levassem dinheiro nem duas túni-

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cas e lhes deu o poder de curar e de expulsar demônios. No gesto de enviar os discípulos de dois a dois, está implícito o que Jesus mais ensinou a seus seguidores: o jeito fraterno de se viver, de estar juntos à mesa, de servir um ao outro, de rezar juntos e de encontrar a Deus no próximo. Todos os cristãos, portanto, devem viver a fraternidade no mundo, contrapondo-se à realidade contemporânea, em que o interesse pessoal é colocado sempre acima de tudo, fazendo dos irmãos objetos de uso e de exploração para a autopromoção. A igreja, por meio de seu testemunho de vida, mostra que é possível viver lado a lado, partilhando e lutando pela realização do mesmo projeto que dá vida em abundância para todos: a construção do Reino de Deus. Jesus pediu a seus seguidores que não levassem dinheiro, cajado, túnicas pelo caminho, e que comessem do que fosse oferecido nas casas onde se hospedassem. Isso revela que os discípulos de Jesus têm a missão de viver e ensinar ao mundo a não ter apego às coisas materiais, pois devem viver a partilha, e, por isso, não precisam acumular bens. A vida em função do ter leva as pessoas a não se importar com os que não têm acesso aos recursos básicos para viver e, dessa forma, viram as costas para

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o sofrimento alheio. A Igreja, por meio do serviço que presta à sociedade, é chamada a ajudar a encontrar os caminhos de vida fraterna. A busca desenfreada por dinheiro e poder é uma doença que afeta o ser humano, é uma força que tarda a construção do Reino de Deus. Os discípulos recebem de Jesus o poder de curar essa doença e derrotar essa força que impede a construção de uma convivência mais justa e solidária, através da pregação da boa nova e, principalmente, do seu modo de viver, inseridos na sociedade, servindo-a. Se existem tendências que criam formas diferentes de guerra, os cristãos, por outro lado, “constroem pontes”, estreitam laços, insistem na proposta de reconhecer, na pessoa do outro, um irmão de caminhada. A Igreja, seguindo o exemplo de Cristo, convoca seus fiéis a se colocarem a serviço, em meio a um contexto desafiador, curando as feridas e extinguindo as realidades de desumanização. “A boa nova e a esperança da ressurreição podem mostrar-lhes [a todo ser humano] o quanto são amados por Deus e capazes de contribuir para criar uma renovada humanidade” (Texto base CF 2015 p. 38). Pe. Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

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Vida Consagrada

ode parecer que a vida consagrada, a vida religiosa, seja uma fuga do mundo, mas esta impressão não corresponde à realidade e ao sentido deste tipo de vida. A pessoa, homem ou mulher, percebe de alguma maneira que Deus a chama para um compromisso maior na vida da Igreja: é a vocação, o chamado que Deus lhe dirige. Isto vale para qualquer atividade na Igreja. Nem todos são chamados para o tipo de vida numa ordem religiosa ou congregação ou outras associações de leigos. A vida consagrada não tira a pessoa do mundo; é nele que estamos, a maneira de presença é que difere. Alguém deixa seu país, seus pais e faz outras renúncias para se dedicar a uma vida de mais oração, de contemplação, num encontro mais profundo com Deus, para ser enviado ao mundo, à realidade de vida das pessoas, para anunciar-lhes a Palavra de Deus, para atuar nas diversas atividades da Igreja. É o que formulou de modo muito feliz a V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida – SP, “discípulos missionários”. Como discípulos estamos aprendendo com Jesus como viver a mensagem do Evangelho – notícia boa, tentando aprofundar o sentido de ser filhos e filhas de Deus, para viver a fraternidade, todos irmãos e irmãs. É esse programa ideal que os consagrados de qualquer modalidade e

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carisma procuram viver e anunciar a todas as pessoas, nas atividades próprias de cada comunidade de pessoas consagradas. Os consagrados fazem experiência semelhante a dos apóstolos e discípulos de Jesus, para como eles ser enviados a anunciar a Boa Nova e viver a caridade fraterna nos diversos ambientes e segundo seu carisma, que inspira suas atividades concretas. As modalidades da vida consagrada variam de acordo com a intenção e inspiração dos fundadores e fundadoras das diversas famílias religiosas; umas são mais dedicadas ao tipo “monástico”, vivem mais nos mosteiros; contudo não estão fora do mundo; suas casas são centros de irradiação de fé e caridade. Não ficam as pessoas só rezando, contemplando, mas passam para os outros, especialmente leigos, o que experimentaram no encontro com Deus, segundo um expressão tradicional: “as coisas contempladas são levadas aos outros”. Este texto de Paulo explica a diversidade de carismas – dons – na Igreja: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos”. (1 Cor 12, 4-6). Pe. José Augusto da Silva, C.Ss.R. Belo Horizonte, MG

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Fráter Rodrigo celebra Profissão Religiosa na Congregação

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a presença de amigos, familiares, missionários leigos, paroquianos e confrades redentoristas da Província do Rio, Rodrigo Costa Silva fez a sua Profissão Religiosa na Congregação, emitindo por três anos os votos de castidade, pobreza e obediência. Presidida pelo Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R. e concelebrada pelo Provincial eleito, Pe. Américo de Oliveira, C.Ss.R., a celebração foi realizada no dia 17 de janeiro, na Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Juiz de Fora (MG).

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Durante o rito, o neoprofesso expressou a sua livre escolha em seguir uma vida cristã marcada pelos conselhos evangélicos, de acordo com as normas da Congregação. Ele recebeu das mãos do Pe. Vicente as constituições e os estatutos redentoristas. “A vida consagrada religiosa significa também disponibilidade. Portanto, é preciso ter o coração aberto para aceitar o chamado de Cristo”, disse o sacerdote. Segundo o Fr. Rodrigo, a escolha do versículo extraído da profecia de Jeremias 20,7 para a ocasião de sua primeira profissão – “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir” – expressa seu sentimento neste momento: “A profissão é uma resposta de amor Àquele que nos amou primeiro e que nos seduz para estar com Ele e fazer de nossa fragilidade humana um canto de louvor, adoração e serviço. A missão dos consagrados é amar, fazer de Deus o centro de nosso afeto e, no amor a Deus, amar ao próximo concreto”. Atualmente, o fráter reside na Comunidade Vocacional Dom Muniz, em Belo Horizonte (MG), onde dará continuidade aos estudos. “Agora, abre-se uma nova página na minha história. Como consagrado, viverei a etapa da Teologia e peço que me acompanhem com suas orações para que a consagração assumida neste dia seja cada vez mais em mim!”, declarou Rodrigo. Brenda Melo Juiz de Fora, MG

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O livro “Um olhar sobre o passado: inventário dos bens culturais da Província do Rio de Janeiro”, escrito pelo analista de Museologia da Província do Rio, José Veloso, é resultado de um amplo e criterioso trabalho de catalogação do acervo dos bens

culturais, móveis e integrados da Província. O catálogo dá destaque a uma parcela do acervo, explorando sua beleza, história e significado. A publicação não será comercializada e será doada às casas religiosas e comunidades redentoristas.

Confederação Nacional das Ligas Católicas realiza 44ª Assembleia Geral

Dom Fernando celebra 50 anos de Profissão Religiosa

Nos dias 23, 24 e 25 de janeiro, a Confederação Nacional das Ligas Católicas Jesus, Maria, José realizou sua 44ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). Das 23 filiadas, 20 estiveram presentes no evento realizado no Seminário da Floresta, em Juiz de Fora (MG). O Pe. José Carlos

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Aconteceu na Província

Província do Rio lança inventário dos bens culturais

O Jubileu de Ouro foi celebrado no dia 25 de janeiro, em missa realizada na Paróquia Santo Afonso (Rio de Janeiro - RJ). Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R. é o atual arcebispo militar do Brasil. Campos, C.Ss.R., após nove anos à frente da coordenação eclesiástica nacional, deixou essa função para servir o povo de Deus na Basílica de São Geraldo, em Curvelo (MG). O cargo foi assumido pelo Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R., que tomou posse durante a AGO.

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