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ANO V - Nº 029 - AGO2010 - R$ 8,90

Habitáculo

A magia dos espelhos na sua sala. pág. 10

Fashionismo

Lenços: Amarre-se. pág. 26

ConViver

Ortodontia lingual: Novas opções de aparelhos.

pág. 44

JOGADO AOS SEUS PÉS Chrystian abre o jogo. Como nunca. Sobre vida, amor, profissão e sucesso


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Chrystian

Alegria, criatividade e fama

26 28 32 36 48 Moda

Os lenços no inverno

Arraiá

Festa

Presença em dia de A noite de LuciSão João neide Queiroz

Bureau Jurídico ................................09 Habitáculo .......................................10 Ultrasociety....................................14 Interview - Chrystian de Saboya ..........16 Presença Cênica.............................. 10 Presença Feminina .......................... 22 Presença Masculina ......................... 24 Fashionismo .................................... 26 Ultrasociety .................................... 28 Modatrend .................................... 30 Ultrasociety ..................................... 32 Presença Work ................................ 36 Conviver - dr. César ....................... 42 Conviver - dr. Jorgivan ....................... 44

Casa

Desighs inteligentes

Cultura Atualidades e Homenagens

Conviver - dr. Luciana ....................... 46 Aluísio Barros .................................. 48 Presença Lounge ........................... 53 Discípulos de Baco ........................ 55 Presença Tour ................................. 57 Ultrasociety ..................................... 59 Persona .......................................... 61 Interview - Humberto Fernandes ........ 65 Ultrasociety .................................... 67 Diário de Bordo ................................ 69 Presen ça Office ............................... 71 Plural ............................................. 73 Interview - Fátima Soares .................. 77 Presen ça Empresarial ...................... 79


ÍNDICE

[+ EDITORIAL]

EDITORA-CHEFE Marilene Paiva – (84) 9934.7393/ 9471.3102 marilene.paiva@gmail.com CO-EDITOR Nathan Figueiredo – (84) 9647.5277 nathan.presenca@gmail.com COLUNISTAS E COLABORADORES Aluísio Barros Carlos Augusto César Pinheiro Chico Windows Doriana Burlamaqui Edielson Soares Eloá Figueiredo Fátima Carlos Georgiano Azevedo Gilvan Passos Jorgivan Barbosa Luciana Rosado Mateus Marques Nathan Figueiredo Neísa Fernandes Paulo Sérgio Freire Priscila Adélia Pontes Rafaella Costa EXECUTIVAS DE VENDAS Berlene Belmont – (84) 9942.5464 berlenebelmont@hotmail.com Maria Luzia Diógenes – (84) 8899.6990 maria-luzia@hotmail.com ESTAGIÁRIO Rafael Bruno Alves de Morais – (84) 8879.6979 rafaelbruno_302@hotmail.com FOTÓGRAFOS COLABORADORES Cláudio Roberto Eduardo Kenedy Anastácia Vaz

Olá, meus amores! A nossa revista vem com talentos múltiplos. Duas capas. Duas personalidades admiráveis. A magistrada Fátima Soares e o criativo Chrystian de Saboya. Este, em entrevista ao jornalista Paulo Sérgio Freire, revela segredos de liquidificador e confessa - não é uma pessoa exatamente simpática e agradável. Solta o verbo e diz viver sua melhor fase, feliz, feliz. Já a juíza do bem, dra. Fátima Soares, fala-nos de ética, imparcialidade e família. E também do seu dia a dia, lendo, estudando, procurando escutar o outro. Justo. Importante escutar, sempre. O Presidente da OAB, dr. Humberto Fernandes, em seu segundo mandato, concedeu entrevista ao editor Nathan Figueredo. Fala com seriedade da Instituição, que passa por mudanças e avança a cada dia para melhorar, principalmente, a vida dos advogados em início de carreira e dos cidadãos mais humildes que necessitem de atendimento. Arquitetos? Nesta edição, temos três. Nas páginas do Presença Work, Mateus Marques apresenta a OIKA, uma empresa paraibana com atuação em todo o nordeste brasileiro. Neísa Fernandes estréia o Presença Office e Doriana Burlamaqui assina o Habitáculo. Esses profissionais talentosos confirmam a máxima de Leonardo da Vinci: “Tudo o que está no plano na realidade já foi um sonho um dia”. E falando em sonhos, Eloá Figueredo, no Diário de Bordo, nos leva à Lisboa de Pessoa, grande gênio da poesia universal. Então, estamos aqui. Num agosto de festa, agosto que marca desafios e conquistas. E olha... se joga conosco. Estamos entregando mais uma edição para você, amado leitor, razão da nossa existência. Até outubro.

Projeto Gráfico - oKs comunicação Criação e Finalização: Julio Cesar Maia Rua Barão de Aracati, 644 Sl. 14 Bl. A Bairro Meireles I Fortaleza-CE I 60115-080 Fone: (85) 8788.8878 I (84) 9655.2084 juliocemaia@gmail.com

Com muita transpiração e, mais ainda, inspiração.

Marilene Paiva. “À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

( Fernando Pessoa)

RESPONSABILIDADE

Os textos assinados ou afirmações contidas nesta revista são de responsabilidade de seus autores, não refletindo necessariamente a opinião política dos editores. É proibida a reprodução total ou parcial de textos ou imagens por qualquer meio sem autorização.

Acesse nosso site: www.marilenepaiva.com.br


Olá! Acompanho a Revista Presença desde o “berço” e é com alegria que observo o amadurecimento e crescimento da publicação a cada edição! Boas reportagens, artigos, colunistas bacanas com textos idem. Assuntos interessantes, show de edição, bela produção fotográfica... enfim, um orgulho para Mossoró! Sei da luta que é botar cada edição na rua, e conheço o perfeccionismo de Marilene Paiva, incansável em busca da perfeição. Parabéns a toda equipe, e continuem sempre assim! Larissa Newton, Jornalista O Mossoroense.

Informação, sociedade, cultura. A Revista Presença é um veículo de comunicação que já faz parte do dia a dia mossoroense. A cada página, a revista ganha vida e, a cada edição, uma novidade. E o que parece impossível acontece, a Presença fica cada vez melhor. Parabéns à equipe e, em especial, à Marilene Paiva, pelo trabalho e competência. Paulo Freire, Jornalista, assessor de Marketing da UnP.

Presença a cada dia preza ainda mais pelo bom gosto e criatividade. Adoro o Presença Work, que, na última edição, nos mostrou como combinar funcionalidade e requinte num só lugar. Adorei! Fábio Bittencourt, mergulhador, Copacabana-Rio


Closet As páginas de arquitetura estão cada vez mais caprichadas. O Presença Work de Ribeiro ficou simplesmente fantástico. Uma aula de como se pode fazer desigh de interiores em Mossoró, sem deixar a desejar nada para qualquer capital. Um dia, quando estiver formado, quem sabe ainda não participe de uma página dessa. Parabéns, Marilene, pelo excelente trabalho. Careca, artista plástico

A Revista Presença é uma pioneira em Mossoró. Assim como a TCM, é um veículo único em que podemos ver, com qualidade, as coisas que ocorrem na nossa cidade. Nosso povo merece veículos iguais a esse, em possamos nos ver, em que esteja impressa a nossa cara, o nosso jeito de ser. Torço para um crescimento cada vez maior da publicação! Alice Belarmino, estudante

Moda feminina

e masculina

Impressionte a qualidade das entrevista, a cada edição estão ficando mais surpreendentes. É por intermédio da Presença que a gente conhece um pouco melhor, fica um pouco mais próxima das pessoas que fazem essa cidade. Acredito também que a revista esteja formando um mercado local de publicidade único, a puclicidade com conteúdo de Mossoró. Isso deve ser seguido como exemplo. Kátia Pinheiro, empresária

Parabéns a toda equipe Presença, que nos deixa mais plugados à moda e ao mundo com ModaTrend e Diário de Bordo, minhas preferidas. Giselle Bastos, estudante, Nova Betania Av. Alberto Maranhão, 2683 - Bom Jardim Tel: (84) 3317-1213 brunospinheiro@hotmail.com


BureauJurídico por Marcos Araújo Advogado e professor universitário. Mestre em Direito Constitucional, Pósgraduado em Direito Público.

A SABEDORIA DOS IDOSOS SAPIENS SENECTUS

Nestas últimas semanas, as notícias envolvendo idosos causaramme profunda tristeza. Por alguns dias consecutivos, os jornais regionais veicularam prisões de idosos envolvidos com drogas e crimes, alguns até de natureza sexual como a pedofilia. Constato com pesar: os idosos estão perdendo a importância social e quedando-se no seu dever moral. O administrador grego Calistrato, no seu tempo, já dizia: Semper in civitate nostra senectus veneralibilis fuit – “Na nossa cidade, a velhice foi sempre venerável”. Na Grécia, a velhice era respeitada, sinal de sabedoria. Nas primeiras formações sociais, o mais idoso era obrigatoriamente transformado no líder, por ser considerado o mais sábio. Entre os índios, o cacique era escolhido dentre os mais velhos da tribo e, acima dele, somente o Conselho de Anciãos. Na formação da monarquia romana, o rei era assessorado pelo Conselho dos Anciãos (Senado) e pela Assembléia Curiata, que reunia os patrícios mais idosos. O próprio Sinédrio, na época de Cristo, era um Conselho de Anciãos. Se no passado o idoso tinha muita importância, na Constituição Brasileira do presente a idade ainda é implemento necessário para o exercício de certos cargos públicos. Para ser Senador da República, por exemplo, o candidato tem que ter idade mínima de 35 anos. É incontestável o valor social da pessoa do idoso, face aos serviços prestados ao longo de sua existência. É pela visão límpida do idoso que são superados os torvelinhos da nossa insegurança. Mas, se não tomarmos cuidado, o respeito e a consideração do passado ficarão apenas como legado histórico. Sendo o idoso o repositório da moral, da dignidade e da virtude de uma nação, é dever da sociedade protegê-lo. Lembro que, em toda convulsão política enfrentada pelo Brasil nestas últimas décadas, foi na pessoa de um idoso que a sociedade encontrou respaldo e reserva moral para o resgate da cidadania. Sobral Pinto, Afonso Arinos, Austregésilo de Athaíde, D. Helder Câmara, Tancredo Neves, Josaphat Marinho, Ulisses Guimarães e outros idosos, deram luz e força para que a juventude enfrentasse as trevas das tiranias e das vilanias ditatoriais. Foi amparados por eles que vimos romper no horizonte a aurora e o resplendor da democracia. Qual jovem teria o vigor de um Evandro Lins e Silva ou de um Calmon de Passos para gritar contra a tortura e os seus aplicadores? Precisamos do destemor e da condução segura dos nossos mestres, amadurecidos na arte do viver e do amar, exemplos do bem e da servilidade. Muito embora os jovens os tratem por caretas, na época deles não existiam drogas nem a violência desenfreada. Não existia a insensatez musical dos “pocotós” da vida, e a fome e a miséria não precisava virar programa governamental, pois o povo trabalhava para comer e não queria viver de esmola. Não se matava por dois reais, e os crimes, quando havia, tinham uma conotação moral (era pela honra que se defendia). Olhando a maturidade e a placidez que acalma vinda de Dona Alene Pinheiro, recebendo os conselhos de Dona Clotilde e convivendo sob as orientações seguras de “seo” Ari, posso declarar que a velhice é sábia. Dois dedos de prosa com Dona Anita Portela e com o casal Edigardo e Guia Benavides são suficientes para o extasio espiritual do ouvinte. Pe. Sátiro e Dom José, mesmo com as memórias gastas, traduzem ainda o melhor e mais denso conhecimento teológico do nosso clero. Assim, toda maturidade é sábia – sapiens senectus. Amemos os nossos velhos!

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Habitáculo por Ana Luzia Espínola e Doriana Burlamaqui

A magia dos espelhos

Fotos: Eduardo Kenedy

O conceito deste projeto foi criado com intuito de valorizar e dar amplitude ao ambiente que, por se tratar de um espaço reduzido, optou-se pela utilização de espelhos, vidros e cores claras. A sala de jantar ganha profundidade por meio de painel revestido em espelho, valorizando a mesa em laca branca e lustre de cristal (Parque Elétrico), formando uma linguagem sofisticada e aconchegante, que equilibra o moderno e o clássico. De forma sutil, a iluminação da sala de estar é marcada por sancas e luminárias (Parque Elétrico) que atuam em pontos estratégicos, acentuando o contraste entre os tons de bege, branco e cinza, juntamente com o glamour dos móveis, adornos (Mobili Nobre), almofadas e cortinas (Divina Criação) que trazem cor e requinte ao espaço.

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Habitáculo por Ana Luzia Espínola e Doriana Burlamaqui

Na ala íntima, foi explorado a funcionalidade por meio de um mobiliário sem excessos, aliado à elegante combinação do branco brilhante da laca, vidros, espelhos e papéis de parede que afirmam a personalidade do ambiente. O projeto luminotécnico propicia diversas cenas, com destaque para a beleza e luxo do pendente de cristal contracenando com as almofadas em chanton de seda (Divina Criação).

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UltraSociety

www.marilenepaiva.com.br por Marilene Paiva

Abertura do 10º Festival de Fondue Uma noite especial repleta de grandes homenagens, com direito a vinho e deliciosas combinações de fondue. Assim ocorreu a abertura da 10ª edição do Festival de Fondue do Hotel Serrano, em Martins, no dia 3 de julho. O evento contou com a participação da imprensa, personalidades culturais e autoridades da cidade serrana e do Rio

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Grande do Norte. Durante o cerimonial, organizado pela agência Elevare Comunicação, o proprietário da Rede Sabino Palace, João Sabino, prestou uma bela homenagem com a entrega de comendas e medalhas aos amigos e colaboradores da rede hoteleira que contribuíram para o sucesso do evento.

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1. João Sabino acompanhado da colaboradora Conceição Gurgel e a colunista social Leylla Carla. 2. A colunista social Soraya e seu esposo Vieira. 3. João Sabino com a prefeita de Martins Maria José e a gerente do Hotel Serrano, Maria Cláudia. 4. João Sabino com sua esposa Aparecida e sua filha Sabrina. 5. Uma das homenageadas do evento, a empresária Selva Pimenta, da agência de turismo Pimentur, com amigas. 6. As colaboradoras Regina, Maria Cláudia e Lúcia, homenageadas no Festival. 7. Nathalia Rebouças, Paulo Macedo, Luana Góis e Lia Castro. 8. Festival atrai centenas de visitantes para o Hotel Serrano. 9. O historiador Júnior Marcelino e sua esposa. 10. Visitantes e colaboradores da rede Sabino na degustação de carnes e vinhos.


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InterView por Paulo Sérgio Freire

Segredos

de liquidificador

Já dizia o cantor e eterno poeta Cazuza: “Exagerado... Eu sou mesmo exagerado”. Esse trecho da música do cantor morto na década de 90, vítima da Aids, define bem a personalidade de Chrystian de Saboya, uma figura singular e que esbanja, exageradamente, criatividade. Em uma entrevista bem ao seu estilo, ou seja, ritmo frenético constante, o colunista, pai de Valetina, falou à Presença durante uma rápida viagem entre Mossoró e Tibau. Na pauta, Chrystian fala de sua paixão pela escrita, de suas célebres festas, de sua história no colunismo social do Rio Grande do Norte e de suas eternas paixões. Não poderia deixar de citar a forma única como vê o mundo e sua maneira peculiar e brilhante de fazer as coisas acontecerem. Sem dúvida, Mossoró e o mundo tornam-se muito mais criativos e mais interessantes de se ver quando se está ao lado de pessoas como ele. Com vocês, Chrystian de Saboya...

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entrevista Revista Presença: O que mudou daquele Chrystian de Saboya da célebre coluna “Tudo na Vida” publicada na década de 1990, no Jornal O Mossoroense, para

o Chrystian do portal na internet “DeSaboya.com”? Chrystian de Saboya: Acho que fiquei mais responsável com o escrever. De lá para cá, um sem fim de vidas vivi. E feliz fui... Continuo sendo. Escrevo muito melhor hoje. Em relação à irreverência, graça da minha vida, vou carregar para onde eu for... Estou mais tolerante, vale cantar. Sinto-me infinitamente melhor – e essa sensação é ótima! Sim: estou menos modesto (risos).

RP: Você conseguiu um diferencial no colunismo local pelo seu texto. A abertura de sua coluna “Tudo na Vida” é lembrada até hoje. De onde vem à inspiração para fazer diferente? CS. De Deus. Eu vinha do Rio de Janeiro... Dourado pelo mar da Barra, do Pepê, dos mergulhos no Leme ao cair da tarde, das aulas no Colégio de Belas Artes, no Tablado de Maria Clara Machado. Longe de Mossoró, o jornalista Canindé Queiroz era uma das pessoas com quem me correspondia. Ele gostava dos textos daquele “menino do Rio” e os publicava no Jornal Gazeta do Oeste. E meu telefone, no Rio, tocava muito. Um dia, a Gazeta editou um jornal para os mares de Tibau. De férias pela cidade, escrevia uma coluna no jornal, editado por Crispiniano Neto. Acho que escrevi umas duas páginas e, no quinto exemplar, assumi a edição. Loucura! Mas adorava aquele jornal! Foi assim que começou. Eu fazia isso nas férias. Quando conheci Keity (Ferreira de Souza e Saboya, sua mulher), decidi abandonar tudo no Rio de Janeiro. Eu tinha acabado de passar na UFRJ para Arquitetura e era esse o caminho que eu queria seguir. Apesar de ter 16 para 17 anos à época, precisei quase que ser emancipado para conseguir um emprego que eu queria muito, que era

programador visual da então Anonimato. Era tudo o que eu queria na minha vida. Vivia no avião assumindo a cara da Anonimato em vários lugares do Brasil. Isso moleque ainda. Comecei no Rio de Janeiro, mas por amor larguei tudo. Achei que não estava mais a fim. O coração da gente avisa em determinados momentos da vida: ou você saca ou se perde e deixa a vida passar. E não fiz nenhuma das três coisas. Eu percebi, não deixei passar e estamos felizes até hoje.   RP: E o colunista nasceu... CS: Sabendo dessa minha escrita, Gustavo Rosado, com quem sempre me correspondi, disse que eu deveria ter uma coluna. Foi Gustavo que me inventou colunista.  Nunca passou p e l a minha cabeça s e r colunista, até porque eu não sou uma pessoa exatamente simpática, agradável e falsa. Nesse bolo é o que se vê, e muito. Claro que existem os diferenciais, as exceções. Na época em que eu comecei, fazia o caminho inverso. Fazia parte, e faço até hoje, de uma turma muito mal falada, o que eu achava o máximo e continuo achando. Andava com o cabelo em pé, de bandana no pescoço, tatuado hoje.  Não tinha nada a ver com o estereótipo daquela época. Talvez hoje isso tenha mudado, até porque o colunismo foi invadido por uma turma medíocre, que não sabe escrever e compostura que é bom... Nenhuma. Mas foi assim que nasceu Tudo na Vida, no O Mossoroense de então, editado, à época, por Gilberto de Souza e dirigido por Larissa Rosado, a quem rendo todas as homenagens. A coluna foi um estouro. Era um sucesso! Comigo nasceu Shampoo, fotógrafo que me acompanhou até Deus levar consigo. Graças à Tudo na Vida, Mos-

soró teve festas memoráveis, momentos inesquecíveis. RP: Você carrega um sobrenome histórico em Mossoró, Saboya. Teve Nestor, que era seu tio-avô. Tem também o coronel Vicente Saboya, que era seu bisavô. Como é ter uma família que tem de coronel a rei momo, como é carregar essa herança? CS: Meu bisavô (Coronel Vicente Saboya) era um homem muito centrado, fez parte do barrar Lampião nesta cidade, apesar de Mossoró não reconhecer, ou reconhecer de maneira burra. Mas foi o meu bisavô que trouxe progresso para essa cidade, para esse chão. Se não fosse ele, a estação de trem não existiria, e foi o trem que trouxe, sobre s e u s trilhos, muita coisa bacana p a r a M o s soró. Um cordial, tranquilo, refinado. Tio Dodôi (Nestor Saboya) também era tudo isso. Mas era um louco adorável. Irreverente, inteligente, que dançava divinamente e, apesar de ter sofrido tanto com mais de 35 cirurgias feitas na vida, era um homem feliz. Se vontade tinha de sair no carnaval vestido de... normalista, assim faria. Se vontade tinha de largar tudo e passar uma chuva em São Paulo, assim faria. Fez teatro sem saber falar direito. Rodou o mundo, fez o que quis da sua história e se transformou num ícone desse chão. Bravos são aqueles que fincam seu nome na história! Lembro que, quando ele estava perto de morrer, disse que queria dar uma volta, ver o mar, passear. Coloquei-o dentro do carro, escondido e fui mostrar lugares, o mar, situações e, com três dias depois, ele faleceu.   RP: Foi uma experiência marcante? CS: Foi. Sempre foi. Ele tinha tiradas ótimas. Tinha situações

“O coração da gente avisa em determinados momentos da vida: ou você saca ou se perde e deixa a vida passar”

engraçadíssimas e determinava quem eu chamava para as minhas festas, por exemplo. Se achasse que a pessoa era mal pronta, soltava uma: “Gente feia não merece sair de casa”. Ou...“Quem inventou pobre foi o cão. Num dia super mal humorado”. Claro que ele se referia aos feios d’alma, aos pobres de coração. E mais...“Eu sou chique, nasci rico e, de uma família de condes, fui o único rei”. Era um amorzinho. Depois de um tempo, eu era o preferido dele... Aliás, sou o preferido de muita gente que conheço. Ele, do meio pro fim, me chamava de amorzinho e dizia que eu era o amor da vida dele, que iluminava a sua vida. RP: Quais as primeiras percepções e dificuldades enfrentadas ao voltar a Mossoró, após viver no Rio? CS: Quando vim morar em Mossoró, vim morar com três velhinhos. Três adoráveis velhinhos, que era ele, Dodôi, Tiazinha (Maura Galvão de Saboya) e Wildinha (Wilda Ferreira Marques), uma senhora que entrou na minha família, eu devia ter cinco anos de idade, e na minha família permanece até hoje. Ela é muito mais Saboya... Quando vim para morar com essas três figuras, eu tinha acabado de sair de um Rio de Janeiro fervilhante, pronto para uma carreira minha estourar, todos os testes que fiz como ator – graças ao Tablado – passei... Mas, em nome de uma felicidade que, para mim, aos 16 anos, já era importante – que dirá hoje –, joguei tudo para o ar e vim embora. Essas três pessoas me centraram no mundo, me colocaram no rumo da vida. Quando tia Maura morreu e, em seguida, tio Dodôi... Fiquei muito perdido para saber que norte eu daria à minha vida sem eles por perto. Eu era muito irresponsável na escrita no que diz respeito à irreverência, porque eu vinha do Rio, tinha a cabeça aberta para o mundo e escrevia o que tinha vontade. Costumo dizer que escrevo para mim, que sou a pessoa mais chata e enjoada do mundo. Eu, curtin-

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InterView por Paulo Sérgio Freire do e gostando, vou embora. E acho que é o que está certo. Quando eles faleceram, apesar de ter essa percepção da vida, de que eu escrevo para mim e escrevo o que gosto, mesmo com essa certeza, eu me perdia em algumas situações. E eram aqueles três velhos, que viam minha coluna antes de mandar para O Mossoroense e depois para a Tribuna do Norte, que diziam sim... ou não.

RP: Além de seus familiares, Chrystian, tinha algum outro “porto seguro”? CS: Algumas pessoas, na minha cabeça, substituíram os três durante muito tempo. Foi com Maysa Almeida, casada com pai Emery (o jornalista Emery Costa), com quem tantas vezes me apeguei. E Chica Boa... Lizete Andrade e Goreti Bessa Viana de Andrade, adoráveis no papel de mães, enquanto a minha estava no Rio. Tido Dodôi amava Chica

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Boa. E tantas vezes conversamos sobre isso. Até hoje ligo para tia Maysa, por exemplo, para saber sobre a história, palavras, situações de Mossoró. Ela sempre me norteia. Mas, se por um acaso me preparo para escrever um desabafo, uma “raiva” sobre qualquer coisa... Perco-me no meio do caminho e esqueço. Lembro-me de Tiazinha (Maura Saboya)...“Meu filho... na vida, nós temos obrigação de só espalharmos amor!” RP: A família, além de um coronel, rei momo, ganhou uma juíza de fato, sua mulher. Como é a rotina do casal? CS: Pois é... Keity é a minha razão. Enquanto sou 100% emoção e faço tudo o que o meu coração manda e costumo dizer que enxergo com o coração, Keity é minha razão. Sou muito feliz e privilegiado por Deus por ter descoberto isso muito cedo na minha vida, de ter encontrado o amor da minha vida aos 16 anos de idade. A gente já tem vinte anos juntos e felizes. Tudo na vida da gente foi programado, não por minha conta, porque do jeito irresponsável com relação a alguns assuntos, a gente já teria uns cinco filhos, ela não. Primeiro estudou, passou no concurso, viajamos por onde você imaginar... Namoramos, noivamos e nos casamos... E, seis anos depois, vem Valentina.   RP: Você casou na igreja católica, conte-nos como foi... CS: Foi um lindo casamento, uma festa feliz, Marina Elali cantando “Santa Luzia” na Catedral... de Santa Luzia. Lindo momento! Uma festa pensada em detalhes por nós dois, por minha Fada Lizete Andrade.

“Quando ele estava perto de morrer, queria dar uma volta, passear. Coloquei-o dentro do carro, fui mostrar lugares, o mar, e com três dias depois ele faleceu”

Inesquecível... RP: Como se deu a mudança para Natal? Foi de imediato trabalhar com colunismo?  CS: Sim. O Diário (de Natal) passou três anos me querendo. Passei três anos fazendo pose. Adoro fazer pose! (risos) E achava que não estava na época, sei lá.  Keity havia passado no concurso para juíza. Foi juíza em Upanema, uma cidade aqui pertinho. Eu estava, à época, com meu castelo pronto em Mossoró. Se eu quisesse capital, luxos no meu mundo, eu estava na Rede Globo. Não duvide de que eu não estava na Globo. Não queria aquilo para mim, sair de Mossoró doeu. Queria ficar nas terras de Santa Luzia. Porque adoro essa cidade! Amo Mossoró! Não queria Natal... Mas chegou à hora. E fui. Fiz uma proposta, o DN aceitou. Lembro que mandei minha proposta para Osair (Vasconcelos, então editor-chefe do jornal) e Albimar Furtado (superintendente, à época)  numa caixa preta, cheia de sal grosso, uns vidrinhos que mandei encher de petróleo, e uma Santa Luzia lendo o Diário. E mandei a carta no meio disso, era a minha proposta. Acho que, depois de meia hora que eles receberam, ligaram para mim. Ele (Osair) ria tanto com o meu absurdo e dizia que tudo bem, que eu fosse embora. Quando cheguei a Natal, me sugeriram que eu evitasse Mossoró. Vir a Mossoró e escrever sobre Mossoró. E, se eu fosse escrever sobre Mossoró, que fosse uma vez por semana, porque eu precisava fincar meu pé como colunista de Natal. Como escrevo de uma maneira jocosa, feliz, Natal já me queria bem. E eu sabia que, no frigir dos ovos, eu acabaria indo para lá um dia. E cheguei na hora certa. De vez em quando, eu pincelava algumas notícias com Natal e Natal gostava do que eu fazia...   RP: O que te ajuda a compor seus trabalhos, quais os grandes colaboradores? CS: Livros me ajudam muito. Não passo sem ler. Leio, releio.

E devo esse gostar de literatura a professora Nila Andrada Sanches, que me ensinou a amar Guimarães Rosa, Machado de Assis. E tive outra professora, Dina Moscowitch, uma russa adorável que me fez gostar de Dostoievski, Edgar Allan Poe, Rimbaud. Você está fazendo parte de um momento que eu adoro, que me inspira. Não tenho tempo e minha vida virou uma grande festa! Eu adoro esse momento aqui, que divido com você, Paulo, e com a Presença. É a hora que tenho para ligar para as pessoas e conversar com amigos. Adoro esses momentos. Hugo (o motorista) é surdo, mudo e não enxerga. Adoro ligar para Rafaella Costa, para Zuíla Ramalho Vasconcelos (um presente que Deus me deu), para Kaú Cavalcante, nas Minas Gerais, e Leo Fialho, no Rio – amigos desde sempre. Ganho o mundo, resolvendo coisas e ligando para os amigos. E as ideias... Acho que é Deus. É muita ideia boa... Se tem uma coisa que não sou, é modesto. E nas festas, então... Duvido que exista alguém... Só empato com uma pessoa, que é Lavínia Negreiros com relação às festas. Lavínia é uma diva. E tem a Master, em Mossoró, uma empresa que amo, respeito e que sabe fazer festas divinamente.   RP: Quais os projetos em desenvolvimento por você? CS: Quando fiz cinco anos em Natal, disse que iria fazer uma festa em Mossoró, do meu aniversário. Foi muito bom para aproximar as pessoas. Continuei com contatos e convidava para as minhas festas... Essa festa que fiz no Requinte Buffet, há cinco anos, me aproximou das pessoas que estavam meio assim comigo. De lá para cá, tenho dado mais atenção e, de um ano para cá, inventei essa coluna (40 graus) no site (www.desaboya.com), que é um trabalho sobre-humano. Não moro aqui e dependo dos meus amigos. E encho o saco


deles. Eu ligo, brigo, passo email. Não sei como seria essa coluna sem eles. Essa coluna me aproximou ainda mais. Para você ter uma ideia, o De Saboya.com tem uma média de seis mil visitas. E ainda estou distante do que quero. A 40 Graus, pode escrever aí, ainda vai ser um grande sucesso. RP: De que forma surgiu o conceito de criar um site de colunismo na web?

portante na minha vida. Mas passou. É o meu querido. RP: Nunca respondeu às críticas? CS: Não leio. Nunca leio o que, possivelmente, não me faça bem. E não entro na sintonia má de ninguém. Sou mais eu. Jamais respondi a ninguém. Isso é bobagem, e meu leitor quer ler luz, amor, energia boa. RP: E como você busca?

“Lendo uma vez, descobri Le Corbusier... “Deus está nos detalhes”. Achei essa frase muito bacana. Então é nos detalhes que eu me apego” CS: O Desaboya.com vai fazer sete anos. Foi a coisa mais bacana que eu fiz na minha vida.  Esse é ideia de César Ferrário, filho de um amor da minha vida que se chama Vânia Holanda Leite. Tem “coisas” que não consigo viver sem, e não consigo viver sem Vânia. É a personificação da candura, da bondade, da paz. Minha alma gêmea. O filho de Vânia disse: “Acho que está na hora de você ter um site”. Relutei por cinco minutos e voltei atrás. Ele deu o nome e tudo. Já nasceu DeSaboya.com. Ele é ator, faz teatro e sobrevive de teatro – é um cara sensível, bacana, apaixonado. Muito respeitado e extremamente festejado no Rio, São Paulo, estrela do grupo Clows de Shakespeare. Na vida, nada temos que deixar passar. E eu me agarrei a ideia de Ferrário. Virou esse sucesso! RP: Muita gente falou sobre a forma como você saiu do Diário de Natal, o que realmente aconteceu? CS: Apesar de muita gente ter dito muita coisa feia sobre isso... Saí na paz. Nada do que foi dito por meia dúzia de gente que me adoraria ter como amigo e não tem... Aconteceu. Saí do Diário de Natal muito em paz. Eles foram extremamente corretos comigo, bacanas de verdade e é uma casa que adoro estar. O Diário queria mudar, mudou e pronto. Simples assim. Jamais fui expulso do jornal, como disseram. O DN foi super im-

Como imagina pegar os ganchos de suas notas? CS: Sou feliz. Esse é o gancho. RP: Rotina de Chrystian... CS: Qual?! Minha vida é uma festa! Mas acordo às 7h30 e, às 8h da manhã, já estou na frente do computador. Se não tiver reuniões na Casa de Ideias, fico até às 11h. Se tiver, vou para a Casa de Ideias e volto às 13h e retorno para o computador. Passo, às vezes, oito horas na frente do PC, às vezes dez, doze. Trabalho sem medo. Sou feliz e realizado assim. Mas curto muito, viajo muito, leio muito... RP: Pois é... Uma de suas marcas registradas, mais conhecidas, foi à inovação nas festas acrescentando elementos únicos, de onde vem essa percepção? CS: Lendo uma vez, descobri Le Corbusier (grande arquiteto francês)... “Deus está nos detalhes”. Achei essa frase muito bacana. Então é nos detalhes que eu me apego. Se você faz uma festa anual para 1.200 pessoas, que é o meu caso, traz uma banda bacana, muita bebida... É pouco. Vale encantar seu convidado. E isso sei fazer. Não faço festa de qualquer jeito. Leio, me interesso, fico dentro. Numa festa eu tomo conta de tudo. Sou o primeiro a chegar, às vezes tomo até banho no buffet... Sendo o contrário, não dá certo. Lembro-me de que fiz uma festa de Guimarães Rosa, peguei o livro e saí grifando as

frases de tudo o que eu queria fazer. Peguei as frases e espalhei na festa, colocando em tacinhas, espalhando a literatura ali. Lembro-me de que eu fiz Cazuza... Não tinha mais o que inventar, coloquei lírios dentro de liquidificadores, porque sei que era a flor preferida dele. Outro dia inaugurei a Clínica de Reprodução Humana de Fábio Macedo, amigo e sumidade no assunto. E usei doze garçonetes grávidas... As ideias são muitas e, graças a Deus, iluminadas. RP: Fale da Casa de Ideias... CS: Surgiu há um ano, e só coloquei no escritório o que eu fazia solto no mundo. Nenhuma festa minha é igual à outra. Vou do cardápio à roupa do garçom. Do guardanapo ao som. Nada é igual. Não contrato Castelo Casado e peço para apenas colocar iluminação. Eu meço, fotografo e digo como quero. Gosto de dizer que ninguém deve perder uma festa minha, porque é uma aula de como se faz.  Metido? A próxima, Apaixone-se!, é inspirada nos velhos cabarés de Paris. E você não tem ideia do que eu já li sobre esse universo por causa da festa. Crio a festa, entrego meus convites, coloco a festa no ar.

soró. Conseguir isso, em uma cidade como Mossoró, é uma coisa muito complicada e difícil de manter. Acho a Presença um presente e as pessoas têm que valorizar ainda mais essa revista, tem que apostar e anunciar, porque não pode deixar um produto desses nunca esmorecer. RP: Chrystian, enfim. CS: O homem mais feliz e realizado do mundo.

RP: O que você acha de publicações, como a revista Presença? Aproveite e defina-se para os leitores de Presença.... CS: Sempre falo na Presença, grande vitória para Marilene. Mossoró tem que bater palmas para essa revista. Para mim, é a revista de Mos-

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PresençaCênica por Chico Windows

Mônica Danuta Mulher, mãe, atriz...

“Caminhar com gentileza é ser generoso. Construir com justiça é ser dedicado, cortês...” Assim ensinou o profeta.

Ficha Técnica: Fotografia: George Vale Luz: Thiago Christian Maquiagem: Michele Fábia Agradecimento: Teatro Municipal Dix-Huit Rosado

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Fernando Pessoa

“Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.” (TRECHO DO ”LIVRO DO DESASSOSSEGO”)

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PresençaFeminina por Flávia Queiroz da Silva Aniversário: 22 de agosto Profissão: Promotora de Justiça Qualidade: Perseverança Defeito: Ser exigente Inesquecível: dra. Graça Lopes Admirável: Chico Xavier Competente: Armando Lúcio Ribeiro, profissional exemplar e incansável executor da justiça, responsável e dedicado em tudo que faz! Ler: Adoro romances, literatura e, principalmente, estudar livros jurídicos Trabalhar é: Ser dedicado, esforçado e responsável Lema: Amor, justiça e caridade Mania: Cães de estimação Um dom: A oratória Ser: Otimista Ter: Fé em Deus e esperança na humanidade Poder: Realizar sonhos e viver com dignidade Saúde: É a maior riqueza que podemos ter. É uma verdadeira dádiva divina Dinheiro: É um bem destinado a alguns e conquistado por outros, que deve ser sabiamente utilizado Saber viver: É enfrentar as dificuldades sem revolta ou desespero, acreditando sempre que dias melhores virão Cantor: Roberto Carlos, o rei da música brasileira que agrada a todos e possui músicas para todos os gostos e ocasiões Filme: O mistério da libélula, Diário de uma paixão, Uma prova de amor, Chico Xavier, e outros Lugar: Roma Bebida: Vinho Estilo: Moderno Sempre: Devemos mostrar um sorriso para aqueles que nos compartilham a vida Nunca: Pensar em suicídio ou drogas Difícil: A doença Insuportável: A mentira, a injustiça e o egoísmo Religião: Espiritismo, ciência baseada na fé racionada Do lado esquerdo do peito: Meu amado, Armando, meus queridos irmãos, pais e minhas lindas sobrinhas Um amigo: Fabrícia Queiroz, minha irmã Necessário: O perdão e a caridade Nota 10: Meus pais Um sonho realizado: Meu ingresso na carreira do Ministério Público do Rio Grande do Norte

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PresençaMasculina por Marconde de Morais

Aniversário: 09/08 Profissão: Funcionário público estadual Qualidade: Positivo Defeito: Teimosia Inesquecível: Minha mãe (Rita de Morais) Admirável: Minha mãe (Rita de Morais) Competente: Carlos Augusto Rosado Ler: Às vezes Lema: Viver sempre em harmonia Mania: De limpeza Um dom: Ser agradável com o ser humano, não importa a quem Ser: Verdadeiro Ter: Paz, saúde e dinheiro Poder: Fazer a paz no mundo Saúde: É tudo que se pode ter Dinheiro: Essencial Saber viver: Pensar no que vai fazer Cantor: Vários Filme: “Dio, come ti amo” Lugar: Rio de Janeiro Bebida: Campari Estilo: Moderno ao meu jeito Sempre: Estar com Deus Nunca: Jamais dizer nunca Difícil: Viver Insuportável: Mentira Do lado esquerdo do peito: Minha mãe (Rita de Morais) Um amigo: Nilo (contador) Necessário: A felicidade de estar sempre com Deus Nota 10: Petrópolis Um sonho realizado: Conhecer o Rio de Janeiro (sempre vou)

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Fashionismo por Fátima Carlos

Lenços: acessórios indispensáveis na atual estação. Amarre-se. Em cores novas, tecidos com padronagens clássicas, texturas com pontos grossos e amarrações diversas, os lenços, além de aquecer o corpo, conferem um charme especial principalmente aos looks de inverno, transformando as peças básicas do dia a dia, deixando-as modernas e elegantes. Eles surgem em vários formatos e podem ser usados de maneiras diferentes, até mesmo em eventos noturnos mais sofisticados. Existem os lenços quadrados, os retangulares, os cachecóis, as echarpes, as pashiminas, os enrugados, os xales e as pelerines, que são os mais conhecidos e procurados no mercado pela consumidora. O importante é saber quando e como usá-los. Os lenços quadrados devem ser usados dobrados ao meio, formando um triângulo, podendo ser amarrado atrás ou do lado do pescoço. Podem ser em texturas variadas, lisos ou estampados, listrados, em xadrez etc. É uma opção muito fashion, mas deve ser evitada por quem tem busto maior, pois criam volume nessa parte do corpo. Já as echarpes que são retangulares, quando em tecidos leves como o chiffon, a musseline e a seda, não formam volume no pescoço e são ótimas para o nosso clima. Ficam charmosas com o nó do lado do pescoço ou em forma de laçarote na frente. Os cachecóis também são retangulares, porém mais estreitos que as echarpes e geralmente confeccionados em tecidos com fios mais pesados como a lã, algodão ou tricô. Por isso, se tornam uma ótima opção para os dias mais frios. Podem ser usados com vestidos e camisas secas

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ou sob os casacos de lã. As mais baixinhas devem optar pelos modelos mais curtos. Os cachecóis enrugados ou franzidos ao meio são super atuais, em tricô ou malha, e combinam com gola careca, sendo ideais para serem usados no trabalho, no shopping, cinema etc. Os xales, que em geral são franjados e duplos, são aconchegantes e bastante indicados para a noite. Simplesmente jogue-os pelos ombros cobrindo os braços. Se quiser, prenda as pontas com um broche ou uma flor; o efeito será deslumbrante. A pashimina é uma peça bastante delicada, que também pode ser usada em festas noturnas, no teatro, vernissagem etc. Também deve ser usada sobre os ombros de forma natural e elegante. Além desses tipos de lenços, não podemos nos esquecer da chique e famosa pelerine, muito usada pelas divas do cinema, e que sempre será atual no guarda roupa feminino. A pelerine é ótima para o frio ameno da meia-estação, quando é feita em tricô, e cai muito bem sobre vestidos ou tops de alças finas ou tomaraque-caia, quando confeccionada em tafetá, gazar, organza ou musseline. E, de modo geral, os lenços ficam bem elegantes sob blazers ou sobre blusas justas, vestidos tubos, em sobretudos, nos cós de calças, shorts e saias em forma de cintos, amarrados em alças de bolsas, no pescoço e como tiara. Enfim, como você quiser usar e ousar, com certeza saberá tirar proveito desse acessório que é tendência forte no inverno. Sucesso na escolha!


Fátima Carlos é graduada em Geografia pela UERN. Começou a trabalhar com moda aos treze anos, por influência da mãe, que era costureira. Em 1990, decidiu, após viagens ao exterior, criar seu próprio ateliê, que hoje é referencia local.

Fotos: Eduardo Kenedy

fatimacarlos_estilo@hotmail.com

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UltraSociety por Marilene Paiva

Arraiá da Lú A empresária Lucineide Dias reuniu gente querida para brindar idade nova com um arraiá pra lá de chique na noite do dia 25 de junho, nos salões do Requinte Buffet. O ambiente ficou bem caipira com a concepção de Lenilson Marques, que encheu o teto de bandeirinhas e revestiu todos os pilares de palha seca. Ótimo, ótimo! Sem falar em Socorro Paiva, que arrasou nas comidinhas típicas. E foi o Forró Salgado que soltou o som para os convidados.

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1. Georgiano Azevedo e Cláudia Pinto. 2. Glaydson e Geruza Marinho. 3. Lílian Nogueira e Marquinho. 4. Katrine Rêgo e Expedito Junior. 5. Claudinha Pinto, Leleta Pinheiro e Jean Reis. 6. Duda Lopes, Ana Patricia e Rodolfo. 7. Itamar, Lucineide Dias, Cláudia Pedrosa e Afrânio. 8. Débora, Jéssica, Lucineide, Thómas e Keylha. 9. Ana Patricia, Priscila, Itamar, Lucineide e Ana Paula. 10. Ana Priscila e Thómas. 11. Lucineide Dias, Itamar Nogueira. 12. Keylha Oliveira, Claúdia Pedrosa, Vanessa Carla, Ana Paula, Renata, Joseilma e Cláudia Pinto. 13. Joseilma Nóbrega, Zoraide Azevedo, Lucineide Dias, Carol Fernandes e Cláudia Pedrosa.

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ModaTrend por Georgiano Azevedo

LUZ, CÂMERA, AÇÃO! Seja outono-inverno ou primavera-verão, uma mulher de bom gosto jamais pode deixar de ter uma peça com brilho no seu guarda-roupa. Uma ótima dica para sair à noite e abalar. Só não pode exagerar e sair por aí parecendo uma dançarina de banda de forró, não é mesmo?!

Lucília usa blusa “segunda pele” com saia paêteza, ambos Victor Dzenk. O cinto é da Pura Mania. Nadja arrasa com blazer e saia da Guelth. Elaine, um show à parte com vestido Victor Dzenk. E Ingrid, bem moderna, no vestido com imagem de São Jorge da Complexo B. Tudo Maison Tráfego. Todos os calçados são Carmen Steffens e os acessórios são Nobre Bijoux.

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Ingrid vai com tomara-que-caia da Dutmy para Sarja. Lucília toda no paête dourado da Neon. Elaine, barbarizando com saia Neon e blusa Victor Dzenk. E Nadja com casaco Victor Dzenk e saia da Squadro. Todas calçam Carmen Steffens e usam acessórios da Nobre Bijoux.

Sócio da Tráfego Models, produtor de desfiles e colunista de moda. georgianoazevedo@uol.com.br

FICHA – TÉCNICA Fotos: Marcelo Bento Produção: Equipe Tráfego Models Assistente de produção: Luis Henrique Azevedo Hair & make up: Salão Belarus (Mossoró West Shopping) Modelos: Ingrid Paiva, Elaine Cunha, Lucília Rodrigues e Nadja Arruda (Tráfego Models/Mossoró) Agradecimentos: Maison Tráfego, Sarja, Nobre Bijoux, Carmen Steffens e Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

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UltraSociety por Marilene Paivaaiva

Barbie Pink A empresária Lucineide Queiroz com o marido Jair e os filhos Matheus, Pollyana e Eduarda, festejou seu aniversário com uma noite encantadoramente pink, na Fazenda Santa Luzia. Amigos e convidados abraçaram a loira queridíssima! Um luxo.

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18 19 20 01. Afrânio Leite e Cláudia Pedrosa. 02. Lucineide e Marilene Paiva. 03. O Bolo Barbie. 04. Poliana, Lucineide, Kátia Maia, Lucivan Alves e amigas. 05. Cover Beyoncé. 06. Zoraide Azevedo, Cláudia, Ingrid, Neuza Lins, Joseilma Nobre e Luiz Henrique. 07. Pollyana, Matheus, Lucineide e Jair. 08. O Beijo. 09. O Segredo. 10. Jair, Eduarda, Lucineide e Matheus. 11. Jair, Lucineide e Convidados. 12. Jair, Lucineide, Maria do Céu e Cláudio Domotor. 13. Jair, Lucineide, Herval Sampaio e Sheina. 14. Jair, Lucineide, Zoraide Azevedo e Sebastião Batista. 15. Jair, Lucineide, Fábio e Kézia Porcino. 16. Lara, Francisco Lins, Neuza, Lucineide e Jair. 17. Marcelo Melo e esposa e Jair e Lucineide. 18. Wellington e Conceição Fernandes, Lucineide e Jair. 19. Jair, Lucineide, Edvaldo Santos e Glorinha. 20. Parabéns pra você. FOTOS: Cláudio Roberto.

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PresençaWork por Mateus Marques Dantas

Planejar é tudo Fundada em 2006, pautada na afirmação de Leonardo da Vinci de que “tudo que está no plano da realidade já foi sonho um dia”, os arquitetos Adailton Pessoa e Walter Grilo iniciam uma parceria que, desde então, vem desenvolvendo projetos de arquitetura, gerenciamento de obras, consultorias e cursos. Seguindo a definição do mestre Le Corbusier de que “arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz”, a OIKA, na busca

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incessante por aperfeiçoamento, atualização tecnológica e excelência na prestação dos seus serviços fez, em 2009, uma nova parceria com o ar-

quiteto Mateus Marques Dantas. Comungando com a afirmação de Aristóletes, segue seu caminho tendo como filosofia de que “o

que temos que aprender a fazer, aprendemos fazendo” e, com a mente e olhos abertos para os acontecimentos contemporâneos, continua a busca de valorizar e difundir em seus projetos a enraizada cultura nordestina presente e viva em cada um de seus membros.

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PresençaWork

A OIKA tem sede na cidade de João Pessoa, e sua atuação se estende por todo o nordeste brasileiro, principalmente nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. Suas atividades de projetos de Arquitetura e Urbanismo, abrangem o setor comercial e de serviços, o setor residencial multifamiliar e unifami-liar, o setor hoteleiro, o setor público e social, o setor recreacional e também o setor industrial. A natureza dessas atividades vai desde a Análise de Potencial Construtivo, PréDimensionamento e Planejamento Físico, ao Projeto Arquitetônico Completo, o Projeto de Reforma, o Projeto de Inte-riores, Planos Urbanísticos e de Paisagismo, a Coordenação de Projetos Complementares, Fiscalização e Acompanhamento e/ou Gerenciamento da Obra, e Consultorias.

Suas atividades também se estendem, na busca por aperfeiçoamento e atualização tecnológica, abrangendo a capacitação e treina-mento Profissional por meio de cursos correlacionados às suas atividades, com o objetivo de melhor capacitar estudantes e profissionais.

“Ao desenhar o projeto do meu ambiente de trabalho, tinha em mente uma linguagem contemporânea, traduzida.”

Adailton Pessoa 83 9305.6212 OIKA - Arquitetura & Cursos Rua José Fiorentino Júnior, 281 - Tambauzinho CEP: 58042-040 - João Pessoa - Paraíba Fones: 83 3045.0843 / 83 3244.7230 oika.arquitetura@gmail.com www.okia.com.br

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Mateus Marques 83 8881.4734 Walter Grilo 83 8807.7055


PresençaPerfil por Mateus Marques Dantas Mateus Marques Dantas, filho de João Bosco Pereira Dantas e Francisca Marques Neta Dantas, nasceu em Mossoró no dia 25 de maio de 1986, onde morou e estudo durante grande parte de sua vida. No ano de 2004, ingressou no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Paraíba, na capital João Pessoa, concluindo os estudos no ano de 2009. Mateus hoje é sócio-proprietário do escritório Oika – Arquitetura e Urbanismo, que atua há cinco anos no ramo da arquitetura, sediada em João

Adailton Pessoa de Figueiredo Originado da cidade de Cajazeiras – Paraíba, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba - no ano de 2005. Atua como arquiteto e assume o perfil de gerente de marketing na OIKA. Juntamente à prefeitura municipal de Pedro Regis - PB, atua como responsável técnico auxiliando aquela cidade a se desenvolver dentro de padrões e normativas técnicas eficientes e responsáveis.

Pessoa – PB. Atua como arquiteto e assume o perfil de gerente de projetos na OIKA. Juntamente a algumas construtoras, atua como responsável técnico auxiliando-as a crescer com padrão de qualidade e normativas técnicas eficientes e responsáveis.

Walter Loureiro Cavalcanti Grilo Originado da cidade de João Pessoa – Paraíba, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela UFPB - Universidade Federal da Paraíba - no ano de 2005. Atua como arquiteto e assume o perfil de gerente comercial na OIKA. Leciona como professor assistente do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Unipê - Centro Universitário de João Pessoa, ministrando disciplinas de projeto arquitetônico e desenho arquitetônico.

Walter Grilo, Adailton Pessoa e Mateus Marques Dantas. Revista Presença

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ConViver por dr. César Pinheiro

Tenho ovários

micropolicísticos,

poderei ter filhos? Muito frequentemente as pacientes que são diagnosticadas com a síndrome dos ovários micropolicísticos são informadas que terão dificuldades em engravidar, e compreensivelmente interpretam que não irão engravidar. O que não é verdade. Felizmente apenas uma parte dessas pacientes necessitará de cuidados médicos para conseguirem ser mães. A maioria irá conseguir espontaneamente. No entanto, quando a paciente portadora da doença não consegue engravidar espontaneamente, após cerca de seis meses sem contraceptivos, deverá procurar especialista em reprodução humana para discutir o caso. Lembrar que o seu parceiro também tem que ser avaliado. O fato de existir um problema na mulher não afasta a possibilidade de existir também uma alteração com o companheiro. O TRATAMENTO SEMPRE É DO CASAL.

Mestre em ginecologia obstetrícia, pós-graduado em reprodução humana em Montreau Canadá; aperfeiçoamento na mesma área na Universidade de Melbourne, na Austrália. Estagiou no hospital St. John’s, em Ilinouis, Estados Unidos. Atualmente, é membro da Sociedade Americana de Reprodução Humana e membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana.

A síndrome dos ovários micropolicísticos é o problema endócrino mais comum nas mulheres em idade de ter filhos. Caracterizase por alterações hormonais que poderão levar a problemas na ovulação, levando a alterações nos ciclos menstruais. Algumas pacientes podem passar meses sem menstruar. Essas alterações hormonais podem levar a problemas de pele como acne, oleosidade, queda de cabelos. Dificuldade em perder peso. Essas pacientes, quando realizam exames de ultrassonografias, podem ser diagnosticadas com a presença de pequenos cistos que nada mais são do que “óvulos” que pararam o seu desenvolvimento. Algumas pacientes portadoras da síndrome de ovários micropolicísticos, principalmente aquelas com excesso de peso, podem ter o que chamamos de resistência à ação da insulina, levando a risco de desenvolverem diabetes durante a gravidez, maior risco de aborto ao engravidar, riscos aumentados de problemas de pressão na gravidez. Também têm maior risco de problemas de colesterol, cardíacos, de tumores de útero. Essas pacientes devem buscar orientação médica, para perder peso e adequarem-se a uma dieta saudável. Fica claro que as pacientes com ovários micropolicísticos devem buscar orientação médica para corrigirem as alterações endócrinas, não apenas porque possam ter dificuldade em engravidar, mas principalmente para evitarem um série de outros problemas.

Informações - dr.César Pinheiro- (85) 9111 5445 - Mossoró (84)3321 2368 (falar com Manuela- às tardes) - cesar.med@terra.com.br

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Você precisa estar sempre na moda.

MOSSORÓ WEST SHOPPING I LJ 123 I FONE: 84 34227066


ConViver por dr. Jorgivan Lisboa

ORTODONTIA LINGUAL O SEGREDO POR TRÁS DO SORRISO

Até pouco tempo atrás, os aparelhos ortodônticos fixos eram fabricados apenas de metal, o que dificultava o uso para pacientes que queriam algo mais estético e menos visível. Na tentativa de solucionar esse problema, criou-se o aparelho de porcelana confeccionado na cor do dente, sendo responsável por um aumento significativo no atendimento de pacientes adultos. Hoje, existe uma alternativa de tratamento que possibilita a colagem do aparelho fixo pelo lado interno dos dentes, denominado de ortodontia lingual. Essa nova técnica surge como uma opção para pacientes resistentes ao uso de aparelhos ortodônticos convencionais, motivados por questões pessoais, profissionais ou estéticas. Os bráquetes linguais apresentam várias espessuras e formatos anatômicos diferentes, que facilitam seu posicionamento e proporcionam um real conforto ao paciente. A principal vantagem da técnica é o aspecto estético, pois com o aparelho atrás dos dentes, torna-se praticamente invisível e ninguém percebe que você faz tratamento ortodôntico.

Aparelho de porcelana

Aparelho lingual inferior

Aparelho lingual superior

Av. Dix-Neuf Rosado, 20 Centro – Mossoró – RN Tel. 84 3317.5125 44 Revista Presença

Especialista em ortodontia e ortopedia facial jorgivan_lisboa@oi.com.br


ConViver por Luciana Rosado e Kleiton Gomes Especialista em Prótese Dentária Pós-graduação em Estética Dental luciana_drosado@hotmail.com

CRO - 2707

Sorrir... Diante de tantas contradições, notícias bárbaras, corrupção, tragédias, injustiças, problemas incuráveis, correria do dia a dia... Ufa! Enfim, são muitos os motivos! E às vezes nos perguntamos: Será que é possível sorrir? Como? Quando? Seja qual for a nossa situação, precisamos! Não esmoreça! Não deixe a sua luz

ofuscada! Olhe para dentro e reflita. Você pode e tem motivos! Mesmo que o mundo diga “Não!”, diga a você mesmo (a) “Sim!”. Está provado que o sorriso é um ótimo exercício para o corpo e este é um daqueles temas que têm apaixonado os cientistas do mundo. As suas descobertas são surpreendentes.

1ª. Previne doenças: melhor oxigenação do sangue e aporte de nutrientes ao organismo. 2ª. Aproxima-o dos outros: expressar emoção, os bebês usam-no desde cedo. 3ª. Estimula o cérebro: coloca ambos os hemisférios cerebrais em ação. 4ª. Rejuvenesce: gargalhada frequente pode rejuvenescê-lo entre 1,7 e oito anos.

De acordo com os estudos, as mulheres sorriem mais vezes do que os homens. O sorriso feminino é, por norma, intenso e espontâneo, ao contrário do masculino, mais racional. As últimas investigações internacionais já identificaram sete boas razões para sorrir ou dar uma gargalhada. Vamos a elas:

5ª. Liberta-o: como o comando “reiniciar no computador”. 6ª. Exercita o corpo: os músculos da face, o diafragma e abdome digestão ou trânsito intestinal (no caso de uma boa gargalhada). 7ª. Combate o stress: pode ajudar na recuperação da depressão e no combate a ansiedade.

O pensamento positivo é o passaporte para uma vida feliz. Como consegui-lo? Sorrindo. Trabalhe, lute... e sorria. Dê o seu melhor em tudo, deseje bem aos outros... e sorria. Seja positivo, não desanime nunca... e sorria. Aceite o incurável, pense em Deus... e sorria. Se for assim, não tem como dá errado, mas, se você tiver um dia mais ou menos, lembre-se de “Smile”.

Sorri

Quando o sol perder a luz E sentires uma cruz Nos teus ombros cansados, doridos Sorri Vai mentindo a tua dor E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor Que és feliz.”

(Charles Chaplin)

Seja feliz sempre e tudo de bom! 46 Revista Presença


AluisioBarros por Aluisio Barros

Eu, passarinho! 1. Deambular... Uma tarde inteira perdido dentro de mim: tão achadinho! As cores estão mais vivas. Danço tango. Tomo alegria. Olê! 2. Alma Mia. Numa noite de poucos – os sempre raros descobridores dos segredos bons de Macatuba (embora este tenha sido alardeado pelos quatro ventos!), uma Diva esteve aqui e nos encantou: LENY ANDRADE. Dama do Jazz. Estes momentos sempre bons do Projeto Seis & Meia, no Teatro Municipal de Mossoró, 16 de julho. Registre-se. 3. Leny Andrade, que em 2007 dividiu um Grammy Latino com César Camargo Mariano, é considerada a maior cantora brasileira de jazz. Alma Mia é o último trabalho de Leny Andrade. Boleros. El dia que me quieras, todinho em espanhol, meu Anjo. Produzido por Fernando Merlino. 4. A Banda Brazuca Jazz, com formação de Gustavo Jeferson, Alysson Cavalcante e Humberto Luís, fez uma respeitosa “janela” para o show de Leny Andrade. Yes, eles conhecem o caminho do jazz. 5. Mosaicos... Na galeria do Memorial da Resistência (Sala Boulier), enchendo os nossos olhos a exposição Jardim Musivo 2769 – Opportune Tempore, da artista plástica Nôra Aires. O mundo se recompondo a partir dos pequenos pedaços. Se você não viu a exposição, presta atenção no belíssimo painel da artista que embeleza a pracinha defronte ao SESC, Unidade de Mossoró. E em outros lugares mais.

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Professor universitário e poeta. alu_oliveira@uol.com.br

6. Mosaico interativo... Sempre linda e cheia de cores gaudi, Nora se mostra atual em suas composições que saltam das paredes e calçadas e pedem passagem para adentrar ainda mais o nosso mundo. Curadoria do arquiteto Eduardo Falcão. 7. Lavradio.... Rio Scenarium: néctar da noite. Um dois três... Agora, sei por que conto carneirinhos. 8. Saramago I: No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e que é que estamos fazendo e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade. 9. Saramago II: Somos sobretudo a memória que temos de nós mesmos. 10. Saramago III: O nosso Prêmio Nobel de Literatura de 1998 era oriundo de uma família de pais e avós agricultores. Nasceu em Azinhaga, Golegã, Portugal, 16 de novembro de 1922 – e faleceu em Tías, Lanzarote, Espanha, 18 de junho de 2010. Perda irreparável! 11. Leminski: um bom poema / leva anos / cinco jogando bola, / mais cinco estudando sânscrito,/ seis carregando pedra,/ sete levando porrada,/ quatro andando sozinho,/ dez trocando de assunto,/ uma eternidade, eu e você,/ caminhando junto. In La vie en close, 1991. 12. Ibrahim Sued... Num sábio ditado árabe, se repetia todos os dias: os cães ladram e a caravana passa... Eu, passarinho.


PresençaLounge por Rafaella Costa

Colunista social do Gazeta do Oeste, funcionária pública e estudante de Pedagogia da UERN. rafaellarcosta@gmail.com

EMOÇÕES

Foi no dia quatro de julho de 2010, num momento encantador, para marcar a importância do acontecimento, que os filhos de Edmilson Coelho de Araújo/Francisquinha Furtado e Justo Monte dos Santos/ Zuneide Rolim, Vanessa & Rosemberg casaram-se. A cerimônia civil foi realizada no Kiko’s Festas e Eventos. Em seguida, recepção das melhores para celebrar a união de duas famílias. Uma noite de luz, amor, alegrias e muitas declarações, em que familiares e convidados interagiam, confirmando que a consagração do matrimônio é uma bênção.

O PARAÍSO É LOGO ALI

No Rio Grande do Norte, são muitos os pontos turísticos, os cartões postais... Vivemos num estado cheio de graça, de muitas belezas. O Pirâmide Natal Resort & Convention, do Grupo Elali, está entre os lugares mais indicados para você sentir-se no paraíso. São 315 apartamentos muito bem estruturados, organizados e confortáveis, além de um parque aquático fascinante com piscinas, cascatas, chafarizes, bar molhado e hidromassagem. O hotel, localizado na Via Costeira, oferece diversas opções de lazer e gastronomia. Vale o deleite!

JUNTO E MISTURADO A combinação de vários ritmos num só evento resultou no Mossoró Mix, que em 2010 chega a sua 4ª edição, com atrações locais e nacionais, apresentando-se em três dias de festas. O empresário Tácio Garcia anuncia para este ano: Aviões do Forró, Garota Safada, Parangolé, Jammil e Uma Noites, Capital Inicial, Jota Quest, Thábata, Inala e Bakulejo. O MMix balança as estruturas de Mossoró entre 12 e 14 de novembro.

FAZENDO SUCESSO

José Maria Dias Xavier é um mossoroense bacana, referência em Natal, com o restaurante Dolce Vita, na rua Mossoró, bairro Tirol. Cardápio dos deuses pode ser apreciado em seu espaço gastronômico, com pratos cuidadosamente elaborados fazendo uso de uma delicadeza incomum. O Dolce Vita é conhecido, também, pela sua adega climatizada, que guarda até duas mil garrafas dos mais variados, conceituados e escolhidos vinhos. José Maria é dono, hoje, de um doas “restôs” mais festejados da capital potiguar.

FESTA CAIPIRA

A Universidade Potiguar juntou funcionários e professores no início de julho, para um belíssimo arraiá, realizado simultaneamente em Natal e Mossoró. Foi festa que rendeu até altas horas, com comidas típicas, forró pé-de-serra e muita animação. No Campus Mossoró, destaque para os looks caipiras que roubaram a cena. Bem bom.

O QUE ERA ÓTIMO... ... Conseguiu ficar melhor! O Hotel Casa do Mar acaba de lançar o SPA Revivare, com a filosofia de antienvelhecimento, ortomolecular, antiestresse, antitabagismo e emagrecimento, com tratamentos de estética facial e corporal. A dra. Lys Helena é uma das profissionais que está à frente desse espaço de saúde, bem-estar, beleza e vitalidade.

MUNDO ENCANTADO Mossoró esteve muito bem representada na celebração do primeiro aniversário de Valentina Ferreira de Souza e Saboya, no último dia 19 de julho, quando seus pais, Chrystian e Keity, resolveram fazer diferente e, ao invés de uma festa, deram de presente aos seus quase 800 convidados a oportunidade de assistirem, no Teatro Alberto Maranhão, o espetáculo infantil “Mickey e o mundo encantado de Walt Disney”, ao mesmo tempo em que os presentes puderam participar de um ato de solidariedade, doando cestas ao Centro de Caridade São Francisco de Assis. CONFIRA AS FOTOS NA PÁGINA AO LADO.

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UltraSociety por Rafaella Costa

Viva Valentina A primeira Ferreira de Souza e Saboya, linda, boa gente e feliz, juntou a família e amigos bem íntimos, em torno de 800 pessoas, em festa. Um espetáculo belíssimo sobre Walt Disney, no Teatro Alberto Maranhão, último 19 de julho. Foi o maior número, em público, que o TAM já teve. Mas... Não foi uma festa, apesar de toda pompa e circunstância. Como “presente”, Chrystian e Keity de Saboya pediram cestas básicas. Arrecadaram, juntos, quase 600, todas doadas para o Centro de Caridade

São Francisco de Assis, na cidade de Ceará Mirim. Com serviço Olimpo Recepções, doces Anna & Claudia, Flores para Doces da K&K, decoração Amorosa e lancheiras Valéria Calazans, Valentina vai lembrar dessa festa como a mais marcante da história das festas infantis do Rio Grande do Norte.

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1. Valentina Ferreira de Souza e Saboya. 2. Família Saboya e a família do Deputado Federal Rogério Marinho. 3. Socorro Paiva, Tereza Cris Fernandes e Lavínia Negreiros. 4. Mary, a vovó, Valentina e Chrystian. Zélia Pinheiro e Elizenir Rosado. 6. Ceição Rosado, Rosalba Ciarlini e Faf[a Rosado. 7. Zuíla Ramalho, Socorro Carlos e Dani Maia.

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DiscípulosdeBaco por Gilvan Passos

Inverno, queijos e vinho

International Higher by Wine & Spirit Education Trust gilvanpassosvinhos@gmail.com

Esta é a estação do ano em que os encontros regados a queijos e vinhos se tornam mais propícios. Veja a seguir, como fazer um evento impecável com estas duas incríveis iguarias, para seus mais exigentes convidados. Sobre os queijos – sirvaos à temperatura de 18ºC. Apresente-os sem a embalagem, sobre madeira ou porcelana de tamanho proporcional às peças. Os que tiverem cascas comestíveis devem ser servidos com ela. Cada queijo deve estar acompanhado de sua própria faca e, se possível, sinalizada. Não os corte em tamanhos demasiado pequenos, pois cada fatia deverá ter todas as partes da peça, da casca (comestível), ao centro. Corte-os minutos antes de servir, em linhas curtas para prevenir a alteração do sabor pela oxidação. Sirva no mínimo cinco tipos diferentes, variando a matéria-prima: queijos de leite de vaca, de cabra, de ovelha e de búfala. A consistência: massa dura, semi-dura e mole. E o tempo de maturação: fresco, meia-cura e curado. A variedade de cores dos queijos ressaltará a beleza estética e apresentação das tábuas. Considere que cada pessoa adulta consumirá aproximadamente 300g de queijo. Esta é uma estimativa segura para um evento com quatro horas de duração, sem a presen-

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ça de outros alimentos que não sejam afins. Os pães são ocasionalmente indispensáveis, porque representam o ambiente neutro e consolidam a união entre queijos e vinhos. Disponha de franceses, italianos, sírios, centeio etc. Mas recorra apenas a pães neutros. Frutas são sempre bemvindas desde que não muito ácidas. Seus sabores doces e sutilmente ácidos enriquecem o conjunto e decoram o ambiente. Sirva pêras, maçãs vermelhas, pêssego, frutas secas: damasco, frutas cristalizadas e frutas oleaginosas: noz, castanha de caju, castanha do Pará, amêndoa e avelã. Sobre os vinhos - para os queijos frescos, com baixa acidez e sal (ricota, minas frescal, cottage, mussarela de búfala e queijo de cabra fresco) sirva brancos leves e secos: Sauvignon Blanc, Riesling ou Chardonnay jovens. Assim, vinhos e queijos estarão na mesma frequência. Com os queijos macios de meia-cura (Camembert e Brie), opte por vinhos brancos estruturados: Chardonnay amadeirado ou tintos leves como um Pinot Noir, ou Gamay (Beaujolais). Os queijos de massa semi-dura (emmental, gouda e minas meia-cura), sugerem tintos de meio corpo. Um Pinot, um Merlot ou um Tempranillo

maduro. Já os queijos de massa dura (parmesão, pecorino, minas curado), combinam com tintos tânicos e estruturados. Um Cabernet Sauvignon mais alcoólico e maduro, por exemplo. Mas, se forem sápidos (salgados), a melhor opção será recorrer a vinhos doces fortificados tipo: Porto ou Madeira, um branco doce natural tipo: “Colheita Tardia”, ou mesmo um vinho com Botrytis. Estes mesmos vinhos também servirão para os queijos de fungos azuis (Gorgonzola, Roquefort, Stilton), podendo-se acrescentar um Porto Vintage maduro. Neste caso, teremos uma harmonização por contraste (sapidez/doçura e acidez/ gordura), fazendo com que ambos cresçam infinitamente no palato. Dessa forma, utilizando apenas quatro vinhos diferentes, faremos um belo encontro de queijos e vinhos que impressionarão até mesmo os nossos convidados mais exigentes.


PresençaTour por Edielson Soares

Presença visita os principais atrativos turísticos de Brasília Após um giro pelas serras de Portalegre e de Martins, em que mostrou suas belezas naturais, a Revista Presença deu um pulo ao Planalto Central e visitou alguns atrativos turísticos da Capital Federal. Brasília, com apenas 50 anos, e já com mais de dois milhões de habitantes, é vista como a cidade dos políticos e, de certa forma, nem sempre com bons olhos por inúmeros acontecimentos e, principalmente, com o desfeche das ações do seu último governador, fato que repercutiu fortemente na mídia nacional. Mas a capital federal tem outro lado que precisa ser visto de maneira diferente. Uma cidade pungente, que cresce a cada dia, tem um futuro promissor e que vem dando oportunidade de trabalho a inúmeros brasileiros. Aqueles que chegam à Brasília, em sua maioria, ficam impressionados com sua arquitetura moderna, diferente, atraente e cheia de curvas, marca registrada do seu arquiteto maior, Oscar Niemeyer, um dos mais originais e brilhantes discípulos da estética modernista de Le Corbusier. Oscar Niemeyer buscou a criação de formas claras, leves, simples, livres, nobres e belas, sem considerar apenas seu aspecto funcional. A cidade conta com inúmeros atrativos turísticos e uma boa infra-estrutura, com luxuosos hotéis, restaurantes, shoppings, parques e uma vida noturna intensa. Um lago artificial, o Lago Paranoá, nos últimos anos vem sendo explorado com fins turísticos onde se

Entrada do Pontão do Lago

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constatam inúmeras lanchas, jet-ski e diversos clubes, entre outras atrações. Passando pelo Centro Comercial Gilberto Salomão, uma referência, às margens do Logo Sul, bairro nobre da cidade, com inúmeras mansões de luxo, você pode conhecer o Pontão do Lago, um espaço com restaurantes selecionados, área de lazer, locais para eventos culturais, shows e belos jardins. O Pontão, como é mais conhecido, foi inaugurado em 2002, fica ao lado da Ponte Costa e Silva e recebe, em média, 200 mil pessoas mensalmente. O turista pode optar, ainda, por chegar ao Pontão de lancha, onde terá quatro opções de píer para facilitar o seu acesso. Ao atravessar a Ponte Costa e Silva, o turista pode visitar o Pier 21, também às margens do Lago. Entre suas atrações encontra-se um conjunto de quatorze cinemas, e um centro especializado em cultura, gastronomia, lazer e entretenimento, com a programação musical diferenciada com jazz às terças e mpb às quintas. O centro de Brasília, mais conhecido por Plano Piloto, que conta com suas exuberantes quadras residências além das famosas entre quadras, onde se encontram bons restaurantes, boates e funciona o comércio, está circundado por várias cidades satélites, cada uma com a sua particularidade. Núcleo Bandeirante e Taguatinga foram as primeiras. Atualmente são 28 as regiões administrativas, como são chamadas. Já na Esplanada dos Ministérios, são

Empresário de Turismo e Hotelaria, Diretor do Jornal de Portalegre e Membro do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Pólo Costa Branca, Mossoró e Pólo Serrano de Turismo

várias as opções para os visitantes, desde os próprios Ministérios, Palácios, a Catedral, centros culturais, mais abaixo, o Congresso Nacional, e também a Praça dos Tribunais, além do Palácio do Planalto que atualmente se encontra em reforma. Se for ao Senado e a Câmara dos Deputados, vale lembrar que as visitas ocorrem a cada meia hora e são acompanhadas de um guia. Outra opção excelente é o Parque Nacional de Brasília, mais conhecido pelo apelido de “Água Mineral”. Um parque com área de trinta mil hectares, localizado a noroeste do Distrito Federal e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. As atrações do parque são as piscinas formadas a partir dos poços d’água, surgidos às margens do Córrego Acampamento. As informações são de que o governo pretende privatizar, o que vem causando polêmica. Por último, a sugestão para visitar ao Memorial JK, próximo ao Palácio do Buriti. Lá os turistas e visitantes terão a oportunidade única de conferir, de perto, uma exposição dos pertences pessoais do ex-presidente Juscelino, bem como da sua esposa, Dona Sarah e da filha Mácia Kubistcheke. São objetos do lar, roupas, faixas, medalhas, e escritos entre tantas. Num salão escuro, com decoração especial, encontram-se os restos mortais do fundador de Brasília. Vale a pena conhecer.

Interior da Catedral de Brasília


Carmen Steffens West Shopping

África do Sul Angola Argentina Austrália Bolívia Brasil Canadá Espanha Estados Unidos França Paraguai Portugal Uruguai Verão 2011 - Paris e Tóquio


UltraSociety por Marilene Paiva

Festa dos Destaques O colunista Lisboa Batista reuniu, nos salões da AABB, a sociedade do Alto Oeste potiguar com a 10ª edição da sua Festa dos Destaques 2010. Os melhores profissionais de Pau dos Ferros foram agraciados com o troféu Padre Sátiro Cavalcante Dantas. A noite glamourosa recebeu a griffe da Master Produções e Eventos, do casal Liane e Eronildo Pereira. Um luxo!

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01. Marilene Paiva e Lisboa. 02. Antonino Rego e Zélia. 03. Dr. Elder & Zélia Macedo e José Fontes & Salete. 04. Leonardo Rego e Érica e a Sra. Maria Rego Torquato. 05. Lisboa Batista e Pe. Sátiro. 06. Lisboa Eronildo Pereira. 07. Lisboa e Hélio Santos. 08. Cabeleireira Jânea de Bessa e Pe. Sátiro. 09. Nilton Figueiredo e Padre Sátiro. 10. O Colunista e a sobrinha Ana Beatriz. 11. Pe. Sátiro e Paulo Neto. 12. Marcos Araújo & Dra. Carla Portela e Ary Filho & Vera Araújo. 13. Prefeito de Riacho da Cruz, Marcos Aurélio e Renata Rego e o casal Túlio Gomes e Bernadete Rego. 14. Sras. Daguia Guimarães, Maria José Figueiredo, Tércia Batalha e Salete Diógenes.


Persona por Lygia Kardinally

PESSOAL Quem é você? Uma pessoa que luta pelo que almeja Uma qualidade: A persistência. Um defeito: Sou impaciente, quero tudo para ontem. Admiráveis: Meus amados pais (Expedito Ivo e Leide). Alicerce: Minha família. Mania: De organização. Um amor: Meu marido Alexandre. Filme: O Sorriso de Monalisa, com Julia Robert, que mostra sua personalidade forte, seu poder de transgredir regras e de escrever suas próprias. Orgulho: Meus irmãos (Lyvia e Expedito Júnior). Alegria: Meu filho (Expedito Azevedo). De parabéns: Toda a equipe da Zenitech. Imprescindível: Profissionalismo. Você tem fome de que? Sucesso no reconhecimento da minha empresa. O que a motiva? A satisfação do meu cliente por meio do nosso trabalho. O que mais te irrita? Arrogância. Como concilia sua dupla jornada? É preciso ter determinação e paciência para tudo, dessa forma tudo caminha com harmonia. Lição de infância: Tenho meus pais que através do amor e do exemplo ajudaram a consolidar o meu caráter e minha personalidade.

PROFISSIONAL Fale um pouco sobre a Zenitech. A ZENITECH é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções web, agregando tecnologias de ponta para oferecer produtos com qualidade, design moderno e de acordo com as necessidades de cada cliente. O que mais te fascina na área de design? Sem duvida a inovação, a capacidade de surpreender. Como foi a decisão de trazer a Zenitech para Mossoró? Mossoró tem um excelente mercado. Fizemos uma pesquisa e verificamos que os empresários sempre buscavam empresas de fora, principalmente Natal e Fortaleza. Aí decidimos abrir a Zenitech e figurar como uma opção de qualidade no mercado local. Para quem está começando, que conselho você daria? Ter sem dúvida persistência e perseverança e que não tenham medo de concorrência, o mercado está aí para todos.

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InterView por Nathan Figueiredo

RP: Como é que o senhor vê o alto número de reprovações no Exame de Ordem? HF: Olhe, se a gente fizer uma análise macro da situação, nós vamos perceber que há muitos cursos não deveriam existir. É tanto que, nos últimos quatro anos, não foi aberto nenhum curso de direito no Brasil e foram fechadas diversas vagas em faculdades já existentes. Houve um entendimento da OAB, por meio da Comissão Nacional do Exame de Ordem, que foi presidida nos últimos três anos pelo pro-

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fessor Adilson Gurgel – que é lá de Natal, ensina na UFRN – juntamente com o Governo Federal. Fizemos esse acordo para que houvesse uma pausa na abertura de faculdades e para que se realizasse uma reavaliação dos cursos em atividade. Por causa disso, vários cursos tiveram redução de vagas e alguns foram impedidos de serem abertos. RP: No caso, o senhor atribui o problema ao excesso de profissionais no mercado? HF: Não exatamente ao número. Olhe, por exemplo, aqui em Mossoró. Os nossos cursos são bons, estão bem acima da média nacional. Há boas estruturas físicas, b o n s acervos bibliográficos, temos uma qualificação docente, se não de excelência, também acima da média nacional. Então, o que é que nós temos de deficiente? O número de interessados em Direito cresceu, pelo aumento da demanda de cursos. Então é claro que, por causa disso, a dificuldade para se ingressar na faculdade, diminui. E, mesmo

ainda sem a devida preparação, muitas pessoas fazem o curso de direito porque consideram bonita a profissão, porque crêem que, quando se formarem, terão retorno financeiro imediato, e outras apenas para conhecerem melhor os seus direitos. Algumas vezes, essas pessoas não têm a menor vocação para ser advogado, magistrado, promotor, delegado. O leque, contudo, está aberto. Quando havia só a UERN, o leque era mais fechado – nós tínhamos 40 vagas que seriam distribuídas no vestibular. Hoje há mais de 400 vagas. É bem verdade também que a faculdade particular dá um acesso m a i s fácil ao ensino super i o r, o que acaba p e r mitindo uma presença maior de pessoas sem a devida formação escolar. Embora ultimamente as universidades públicas também estejam sofrendo os efeitos desse processo. Quando eu fiz o Exame de Ordem, nós passamos 80%. Hoje a UERN patina em torno de 45%. A UFRN ainda chega a 60%.

“Havia duas opções: ou ficava-se na mesmice ou construía um prédio para sediar a OAB do futuro”

RP: Então, a deficiência vem da base? HF: Exato. Vem do ensino fundamental e médio. É onde está a grande deficiência. Isso reflete nas universidades. As instituições públicas, como possuem um critério mais rigoroso de seleção, naturalmente costumam absolver um número maior de pessoas que tiveram uma formação escolar mais eficiente. Não é que alunos de faculdades privadas sejam todos ruins, mas devido ao maior número de vagas, elas acabam permitindo que alunos com formação escolar deficiente ingressem no curso. RP: O senhor crê que há alternativas para quem quer estudar, especialmente na área de advocacia em que o profissional precisa ler muito, estar informado? Há como suprir essa deficiência na educação pelo esforço individual? HF: Que há, há. Mas isso não pode ser visto como regra ou como referência de política educacional no país. Deixar que a força individual de cada supere as adversidades do dia a dia é, no mínimo, ignorar o indispensável papel que a educação exerce no desenvolvimento de uma sociedade. As políticas voltadas para promoção de educação, elas têm que ser políticas de estado. Então, você tem que criar mecanismo por meio dos quais toda a população possa ter acesso a educação de qualidade e, com isso, permitir o acesso de todos à riqueza da nação. Se você tem critérios objetivos, voltado para melhorar a infra-estrutura, como bibliotecas, acesso à internet e qualificação docente, inevitavelmente – inevitavelmente – você faz bons estudantes, forma bons profissionais e bons cidadãos. Isso é uma coisa fundamental, que já deveriam ser considerado pelo Brasil como prioridade absoluta.

Fotos: Eduardo Kenedy

datos no poder. Meu ex-vicepresidente não foi candidato a nada - como antes acontecia -, apenas encerrou sua participação como presidente, já que renunciei após as eleições passadas, para que o dr. Lindocastro Nogueira pudesse finalizar a sua participação na OAB/Mossoró como presidente. E meu atual vice-presidente não exercia nenhum cargo na eleição passada. Nós redirecionamos o perfil da OAB. Mas não é o mais importante. Uma das coisas principais na mudança é que nós temos uma preocupação muito maior hoje com o jovem advogado que, por ser iniciante, enfrenta enormes dificuldades para entrar no mercado. Nós tivemos essa plataforma, de voltar a nossa administração para permitir que o jovem profissional da área entrasse no mercado. Isso é essencial. Mas é importante lembrar também que, embora a política seja voltada mais para o jovem advogado, que necessita muito mais desse apoio, nós também não esquecemos os advogados mais experientes. Nós sempre os convocamos para integrar comissões importantes na OAB, convidando para participar de palestras, de debates, enfim, estimulando-o a permanecer ativo.


MÍDIA, A VIOLÊNCIA E O CLAMOR SOCIAL

Jailton Magalhães

Sarah Rêgo Magalhães

Fernanda Moreira

A crise na Segurança Pública constatada pela mídia amplia o alarme social gerado pela violência, evidenciando que a criação de normas penais não promove a eficiência necessária ao Estado para combater tanta barbárie. A intervenção da mídia em tais assuntos encontra respaldo na Constituição Federal no inciso XIV do Artigo 5º, conferindo especial ênfase à liberdade de pensamento, de criação, de expressão, de informação e a livre divulgação dos fatos, valores constitucionalmente gravados como direitos fundamentais do indivíduo. Não se pode olvidar que as discussões sobre a violência e segurança pública decorrentes do apelo social formam a midiatização, que legitimam mecanismos de exploração das deficiências bastante conhecidas do nosso sistema penal. Tudo isso significa que a mídia quando escandaliza os fatos sociais, cumpre seu papel relevante em favor da sociedade, muito embora os métodos sejam em algumas circunstâncias estarrecedores. No entanto, o mais nefasto efeito da midiatização da violência nos faz pensar conforme o antropólogo Roberto Da Matta: “No Brasil, a transgressão é tratada como escândalo, pois tem que explodir o sujeito, fazê-lo passar pela vergonha, denunciá-lo publicamente, porque ele não vai ser preso (...). Qualquer brasileiro sabe que, no escândalo do momento (qualquer que ele seja), a punição vai depender menos das circunstâncias e muito mais da pessoa. Não é somente uma questão de indeterminação, pois poderia haver competição entre a lei e a pessoa. Não! O que há é uma certeza de que a lei varia de acordo com a pessoa à qual ela se aplica” (O Estado de S. Paulo, 02/09/07, p. A14). Nesse sentido é perceptível a insuficiência estrutural dos poderes públicos e do sistema legislativo para o combate dos crimes, o que diante de tal constatação, a mídia tem demonstrado a preocupação frente ao tema, além do mais emite recomendações para um efetivo combate a violência. Assim, para que essa barbárie seja combatida se faz necessário amplo investimento nas estruturas públicas por parte dos governantes.

Algacimar Gurgel

Emanuela Maximino

Gabriella Abreu

Rua Tiradentes, 259 - Centro Empresarial Caiçara - 5º andar - Sls 507 e 508 - Centro - Mossoró/RN - Fone: 84 3317.5578


InterView por Nathan Figueiredo

Da capacidade de realização

entrevista RP: Onde foi que nasceu, estudou e quando chegou a Mossoró? HF: Nasci na cidade de São Paulo e vim morar em Pau dos Ferros aos três anos de idade. Lá estudei do ensino fundamental ao médio, vindo para Mossoró fazer cursinho e prestar vestibular. Antes de fazer direito, estudei dois anos Economia na FACEM/UERN. Em 1996, ingressei no curso de direito, tendo concluído em 2000. RP: Porque escolheu a carreira de advogado, quando

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o curso de direito lhe permite caminhar pela magistratura, polícia, Ministério Público e outras carreiras públicas? HF: Olha, eu cursei direito para ser advogado. Escolhi a advocacia por vocação. Sempre imaginei exercer o sagrado ofício da defesa, além da honrosa missão de adorar a democracia como a única forma segura de se viver em sociedade. A história da advocacia no mundo e, em especial no Brasil, é a história da democracia; é a história de combate ao arbítrio do Es-

Talvez não tivesse imaginado Cícero, nos seus mais audaciosos sonhos – embora os sonhos de um romano não possam ser ignorados –, a sua pergunta em eco a se repetir, século após século, a atravessar o tempo num exemplo de ousadia, honestidade e astúcia: “Até quando, Catilina?...”, e o resto se sabe. No entanto, Cícero tinha conhecimento da importância fundamental e eterna de redirecionar as coisas – e este é um dom concedido a poucos homens. À frente da OAB/Mossoró pelo segundo mandato, o advogado Humberto Fernandes conhece a famosa anedota romana, embora dificilmente a ela se tenha associado. No seu caminho, não há, claramente, Catilinas a enfrentar: há, contudo, o esforço e a visão de um homem trilhando o caminho que está redirecionando toda uma classe. E estamos falando de uma categoria de larga tradição, cultura e história. Mas o advogado, embora tenha colecionado vitórias ao longo dessa luta, parece aceitar o desafio como uma função natural. E sua trajetória tem demonstrado isso. Humberto nasceu em São Paulo, mas com três anos de idade veio morar em Pau dos Ferros, onde se criou e cursou todo o ano escolar, até o fim do antes chamado 2º grau. No final de 2000, formouse em Direito pela Universidade do Estado do RN (UERN). No ano seguinte, prestou, pela primeira vez, o Exame de Ordem, em que foi aprovado. Foi professor, coordenador e responsável pela implantação da prática jurídica no Mater Christ. Finalmente, em 2004, submeteu-se a concurso público para professor da Uern, em que também obteve êxito; tomou posse em julho de 2005. Por lei, é preciso que um advogado exerça a profissão durante cinco anos para se candidatar a algum cargo na OAB. Em 2006, exatamente cinco anos depois de prestar o exame, candidatou-se a nada menos que à presidência – e foi eleito. Reeleito em 2009 (as eleições ocorrem a cada três anos) para o segundo mandato, ele está à frente de um dos projetos mais audaciosos da OAB/ Mossoró: a construção da sede da instituição. Talvez seja por causa dos triunfos factuais da conquista que ele fale do futuro com tanta empolgação. Ou talvez seja pela concretização de um sonho que, embora não seja romano, é histórico.

tado; é a história do progresso nacional. Esses predicados sempre me encantaram e conduziram o meu destino para a mais bela das profissões, com todo respeito que tenho as demais. RP: Como começou sua carreira como dirigente da OAB/Mossoró? HF: Bom, eu me formei em 2000 e coloquei grau em 2001. Prestei o Exame de Ordem e, em maio deste último ano, recebi minha carteira. Por determinação legal, é preciso haver, pelo menos, cinco anos de atividade para que um advogado possa se candidatar a algum cargo na OAB. Então, em 2006, houve

eleição na OAB/Mossoró, para o triênio 2007-2010, na qual eu me candidatei. Quando abriu a eleição, eu tinha acabado de completar exatamente cinco anos de advocacia. Submeti-me a eleição em que consegui lograr êxito. Este foi, então, meu primeiro mandato. Em 2009, tivemos uma nova eleição, para o triênio 20102013, em que me candidatei à reeleição. E, novamente, saímos vitoriosos. Estou no segundo mandato, com três anos à frente da instituição. RP: Como o senhor avalia a sua própria gestão? HF: Veja só, na verdade, o trabalho aqui é uma construção


entrevista constante e ainda inacabada. Nós temos 59 anos de OAB em Mossoró. Ela passou por um período de muitas dificuldades, até mesmo para se manter na cidade. Para você ter uma ideia, existia uma Ordem dos Advogados em Apodi, que morreu por inanição. Em Mossoró, nós tivemos alguns colegas gloriosos que administraram com estrutura zero. Nem sede tinha. Dr. Francisco de Souza Revoredo passou quinze anos, entre as décadas de 70 e 80, à frente da OAB, porque não tinha quem quisesse enfrentar os desafios da Ordem. Nessa época, nós tínhamos em torno de 80, 90 advogados em Mossoró. Então, posteriormente, conseguimos uma sede pequena, localizada ao lado do Teatro Lauro Monte Filho. Ficamos lá até 1999, quando o presidente da instituição na época, Vicente Venâncio, comprou o prédio que hoje está sendo reformado. Era uma casa, e nós nos estabelecemos nesta casa. Foi um avanço muito grande, porque, antes, tínhamos apenas uma sala, que, sequer, tinha banheiro. Então, com a ampliação do curso de Direito da UERN, com a criação da Mater Christ e da UnP, nós começamos a ter um volume muito grande de advogados em Mossoró. Começou a crescer muito. Hoje nós estamos chegando a mil profissionais na cidade. Um crescimento gigantesco. Então, a Ordem teve que avançar para receber esses novos profissionais. E este avanço não poderia ser lento e gradual, era preciso que fosse mais expansivo. RP: E quais os projetos que a sua administração realizou para exercer esse trabalho expansivo? HF: Nós fizemos, apenas nos três anos da última gestão, mais de 150 atendimentos a escolas, bairros e conselhos

baixa renda. E eu faço um comunitários para prestar convite: visitem a OAB nas palestras sobre cidadania. sextas-feiras para ver a quanApesar do relevante serviço tidade de cidadãos mais huque prestamos, ele foi feito mildes que nós atendemos. sem ter uma política voltada E olhe que atualmente nós especificamente para este estamos numa sede sem netipo de trabalho junto à sonhuma estrutura. ciedade. Nós vamos criar um programa voltado para presRP: Quais os benefícios que tar esses serviços de forma a nova sede irá trazer? orgânica. Era, inclusive, parte HF: A nova sede terá dois esdo plano de gestão que aprecritórios que vão permitir que sentamos no período eleitoadvogados em início de carral – e para isto será fundareira usem-nos sem nenhum mental a criação da nova custo durante um ano. Imsede que estamos empreenpressora, material de expedidendo. Nós vamos também ente, computador, secretária preparar advogados para e tudo que o escritório de que, em parcerias com as esadvocacia precisa para bem colas de ensino fundamental atender a clientela. Assim, ele e médio, possamos discutir poderá cidadania com “Sempre imaginei exercer ganhar, por si esses e s t u - o sagrado ofício da defesa, só, musdantes. além da honrosa missão de culatura A gente adorar a democracia como f i n a n ceira e vai cona única forma segura de se m o n tribuir viver em sociedade” tar um p a r a local formar próprio de trabalho. Estamos a consciência desses jovens preparando também uma para que, amanhã, estejam sala com computador, arquina sociedade como cidadãos vo, mesa de reuniam, dentre e não como meros objetos outros, que vai acomodar políticos. Outro programa todas as nossas comissões que temos como carro-chefe temáticas. Haverá também é fazer uma política voltada uma sala específica com separa os interesses da minoria, cretaria onde vai funcionar especialmente das mulheres. a 3ª Câmara do Tribunal de Há, inclusive, um slogan para Ética e Disciplina. Nela, poisso: “OAB Mulher”. Isso deremos fazer uma fiscalizavai permitir a congregação ção mais rigorosa aos maus das advogadas, que ainda profissionais. Haverá ainda é muito carente. Hoje ainda espaço para biblioteca. Hoje observamos que os advoganós não temos biblioteca na dos homens se congregam OAB. Só de computador, nós de forma mais constante. vamos adquirir mais de uma dezena de equipamentos noRP: A maioria dos progravos. Todos ligados em rede mas são sociais. O senhor wi-fi. Qualquer advogado diria que, nesses últimos que precise de um local para anos, a OAB passou a petrabalhar, terá a sede à sua netrar de forma mais eficaz disposição. Toda essa situana sociedade? ção só terá como ser implanHF: Muita gente passou a tada com a inauguração da procurar e a confiar na inssede. tituição e tem ela como referência. Foi criação nossa RP: Durante a construção inclusive o atendimento às do prédio, como estará o sextas-feiras para pessoas de

funcionamento da OAB? HF: Não tinha como eu não suspender alguns serviços durante certo período, para depois poder funcionar com carga máxima. Havia duas opções: ou ficava-se na mesmice ou construía um prédio para sediar a OAB do futuro. Atualmente nós estamos numa casa, e a gente não tem nem como funcionar nessa casa. Resolvemos, em verdade, adiar o início dessa administração, porque se tornou impossível controlar a demanda com a estrutura atual. Então, estamos prevendo para setembro a inauguração da nova sede, para a qual vocês estão todos convidados. Assim, poderão conhecer a estrutura que nós montamos. Acredito que o prédio vai até mesmo valorizar o local, porque vai ficar muito bonito. RP: E como será a estrutura dessa nova sede? HF: A estrutura é toda nova. Vai ter ampliação do quadro de funcionários, nós estamos construindo um auditório para 230 pessoas. Além disso, todo o prédio será climatizado e adaptado para os portadores de necessidades especiais. Foi autorizado pelo corpo de bombeiros, pelo CREA e pela Prefeitura. A vistoria, por ser um órgão público, é bem mais rígida. Então, já tivemos várias visitas pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o nosso ex-presidente César Brito, nós vamos fazer a sede mais bonita do interior do Nordeste. Espero que ele esteja com razão. Eu confio nisso. RP: O senhor afirmou certa vez que a sua gestão representava uma mudança. Em que sentido? HF: Creio, sim, que houve uma mudança de direção porque houve a quebra de paradigmas. De um mesmo grupo ficar sucessivos man-

www.marilenepaiva.com.br Revista Presença

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UltraSociety por Marilene Paiva

Leoninos e Domadoras

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01. Claudia, Afrânio, Iseni e Wilson. 02. Claudia, José Maria e Afrânio. 03. Claudia Leite, Afrânio Leite, Iseni e Wilson. 04. Prof. Péricles, Prof.Marcos Filgueira, Wilson, Iseni, Afrânio Leite, Claudia Leite, Joana D’Arc, Nilson Brasil, Elder Heronildes e Severino. 05. Hudmar Cardoso e Leila Marques, Josimar Cardoso e Aparecida Morais, Afrânio e Claudia, Miramar Cardoso e Luiza Freitas. 06. Zélia Macedo, Elder Heronildes, Tales, Afrânio e Claudia. 07. Narciso Souto e Georgina Pedrosa e Afrânio e Claudia. 08. Elder Heronildes, Tales e Zélia Macedo. 09. Eudes, Aretusa, Dilson e Lindonete. 10. Tathianna, Afrânio e Claudia. 11. Terezinha, Midia, Afrânio, Tomé, José Maria e Adelson. 12. Elder, Zélia, Afrânio, Claudia, Fabio Duarte e Ana Iris. 13. Edivaldo, Gloria, Narciso Souto e Georgina Pedrosa.

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Fotos: Cláudio Roberto

Afrânio Leite foi empossado Presidente do Lions Club de Mossoró Centro, dia 16 de julho, no Requinte Buffet. Ao lado de sua esposa Claudia Pedrosa, foi muito prestigiado e recebeu cumprimentos dos Leões e suas Domadoras. Uma noite de amigos!


Brilho e Arte Cabelos e Estética

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DiáriodeBordo por Eloá Figueiredo

Ainda a Lisboa de Pessoa

Top Five

Desembarquei na cidade de trem, vinda do Porto. Assim que cheguei, logo me deparei com uma Lisboa que consegue um perfeito casamento entre o velho e o novo. A Lisboa tantas vezes poetizada pelo gênio Fernando Pessoa, permanece intacta em grande parte da cidade, com suas ruas tranquilas, casas coloridas, fachadas azulejadas, seus bondes, seus cafés, mercados e mansões. Porém, existe também uma Lisboa moderna, cheia de shoppings e arquitetura contemporânea, que, no entanto, se funde perfeitamente ao clássico. Meu primeiro dia na cidade nomeada, em 1994, “Cidade européia da cultura”, peguei o bonde 15 que vai da Praça da Figueira até Belém (o que já é um passeio). Em Belém, minha primeira parada: Mosteiro dos Jerônimos. O Mosteiro tem uma mistura de estilos, que se deve aos diversos arquitetos que trabalharam na obra por 50 anos. Belos corredores, pedras entalhadas e vitrais de muitas cores. Lá podemos ver os túmulos de Vasco da Gama e Camões. Saímos e, bem ali, pertinho fomos nos deliciar com os famosos Pastéis de Belém. A fábrica dos Pastéis tem uma atmosfera tão deliciosa quanto às iguarias servidas no local. Dizem que apenas duas pessoas possuem a receita original da massa dos pastéis, e as mantém em sigilo absoluto. Visitamos a charmosa e histórica Torre de Belém banhada pelo Rio Tejo. O monumento é um dos mais fortes símbolos nacionais. Logo ao lado, encontra-se o Padrão do Descobrimento, construído para homenagear os elementos envolvidos nas famosas embarcações lusitanas do século 16. Lisboa é ótima para turistas com cri-

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eloa.figueiredo@gmail.com

anças. O Jardim Zoológico, um dos mais belos da Europa, possui vasta diversidade de animais. Já o Oceanário, com suas moderníssimas instalações e espécies de cinco oceanos, não agrada somente aos “miúdos”. A grande quantidade de bondes e metrôs facilita a visitação aos grandiosos palácios, deslumbrantes igrejas e vários museus em toda a Lisboa. Porém, para quem faz o estilo boêmio, ir ao Bairro Alto – onde, ao cair da noite, o som do fado convida todos a uma noite de pura nostalgia lusitana – é um passeio obrigatório. Passei uma deliciosa semana em Lisboa, e não vejo a hora de retornar. Lisboa é muito “fixe”!

Parque das Nações – Entre de vez no século 21. Visite o Shopping Vasco da Gama que é o maior de Lisboa, o Oceanário, passeie de teleférico e desfrute a paisagem com as Torres e a Ponte Vasco da Gama ao fundo. Torre de Belém e Padrão do Descobrimento - A belíssima torre servia de proteção ao ataque de piratas. É hoje um dos locais mais visitados. Deste local, saíam as expedições portuguesas. O Padrão do Descobrimento, criticado por alguns devido ao seu design um tanto fascista, é ousado e representa as conquistas marítimas portuguesas. Belíssimo.

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Empresária e Viajante de plantão

Mosteiro dos Jerônimos

Padrão do Descobrimento

Castelo de São Jorge – Marca o ponto de nascimento de Lisboa e pode ser visto de grande parte da cidade. Seus jardins verdejantes e lagos com cisnes nos convidam para relaxar, meditar e agradecer ao Criador por tanta beleza. Curta a vista panorâmica adiante de suas históricas muralhas. Mosteiro dos Jerônimos – O maior prédio de Lisboa impressiona a partir de sua artística entrada. Mistura dos estilos manuelino, gótico e renascentista, possui lindos trabalhos em pedra e lindos vitrais. Os claustros mostram requintado trabalho. Igrejas e Museus – Espalhados por toda cidade, são muitas as

Castelo de São Jorge

opções. Escolhi citar a Igreja de São Roque, devido à grande quantidade de arte feita com ouro, mármore e finos azulejos. Também a imperdível Madre de Deus com sua extravagante decoração, seu altar barroco, pinturas nas paredes e azulejos holandeses. Dentre os museus, visite o Museu Nacional do Coche, com suas belas carruagens. Museu Calouste Gulbenkian, o maior museu português, e aprecie seus Rembrants e jóias Lalique. VISITE TAMBÉM: Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio dos Marqueses de Fronteira, Centro de Arte Moderna, Café A Brasileira, Praça do Comércio e Mercado de Pulgas no campo de Santa Clara.


OfficePresença por Neísa Fernandes de Lima

Ambientes aconchegantes em amplo apartamento para melhor convívio familiar

Formada há nove anos pela Universidade Potiguar neisaflima@yahoo.com.br

Quando fui contratada para planejar a reforma e ambientação do apartamento, já havia planejado tudo na minha cabeça, pois conhecia a cliente há muito tempo e havia feito algumas reformas para sua família. A cliente e amiga me deu carta branca para criar livremente, sem amarras. Sonho de qualquer arquiteto. O apartamento em questão possui 198m² muito bem distribuídos, onde houve duas únicas intervenções quando descartamos a sala íntima para ampliar o banheiro do casal, que recebeu uma banheira redonda e uma bancada ampla com um grande espelho. Também foi anexada uma TV a um painel espelhado - aliás, este é o ambiente onde mais encontramos espelhos. Foram dois anos de planejamentos, alterações até chegarmos ao projeto final. No início, a família era composta pelo casal e duas filhas, no meio do projeto de ambientação, quando tudo já estava na fase de criação, a cliente engravidou e nasceu mais uma menina, sendo assim, tivemos que abrir mão do escritório para ambientar um lindo quarto para uma bebê em tons de rosa e lilás, sendo

os móveis todos laqueados na cor branca, com um lindo trabalho de adesivos florais na parede (por Lia Baby Teen) e um painel de fotos que também recebeu iluminação, tornando-se uma linda luminária. Vaidosa, minha cliente não abriu mão de muitos espelhos, elemento encontrado desde a sala de estar até o banheiro máster. O preto e o branco são as cores que definem a sala de estar e jantar. Todos os móveis foram adquiridos na Mobile Nobre com a ajuda do sempre atencioso Arimatéia Fonseca. Os tapetes e alguns outros objetos vieram de São Paulo. Um grande painel em madeira escura foi criado na sala de estar com uma porta de correr espelhada que dá acesso ao lavabo e ao quarto da filha mais nova. “Luz, muita luz” foi o que mais ouvi durante todo o processo de criação do projeto e assim foi feito. As salas e o corredor de acesso ao hall íntimo mais parecem o céu estrelado das noites de Mos-

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Fotos: Eduardo Kenedy

soró. O lúdico mistura-se ao arrojado nas suítes das duas meninas mais velhas. A adolescente preferiu a cor berinjela, enquanto a menina de sete anos escolheu o rosa e o amarelo para o quarto dos seus sonhos. Muitos adesivos e enxovais (por Lia Baby Teen) dão cores aos dois ambientes onde os móveis foram executados em MDF e laqueados na cor branca pela equipe de Móveis Lisboa. Nichos em forma de margaridas dão charme ao quarto da filha do meio, que participou ativamente do planejamento do seu quarto. O clássico das salas se repete na suíte do casal, onde o branco é o tom principal com vários painéis e vidros jateados. A segunda intervenção foi anexar a varanda da suíte à mesma, fazendo com que o ambiente se tornasse mais amplo e aconchegante e pudesse receber uma cama de 2m², além de duas amplas mesas de cabeceiras. A cozinha foi toda projetada na Dellano e as cores pretas e brancas contrastam com um detalhe na parede, revestida por uma cerâmica vermelha ondulada. Todos os eletros domésticos são em aço, tornando a cozinha mais “clean” e moderna.

Neísa Fernandes de Lima Arquitetura & Interiores www.neisafernandes.arq.br Fones: 84 9118.5169 / 3207.8605

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Plural por Carlos Augusto

Crônica: “A solidão e a televisão” Anos atrás, um amigo meu foi fechar o contrato de um apartamento e me convidou para acompanhálo. Curiosamente era um apartamento do qual havia morado dois anos antes e, chegando lá, observei que tudo estava igual, exceto por uma televisão que o porteiro tinha ganhado. Daí percebi que se antes éramos alegremente recepcionados no portão do prédio pelo porteiro, que até então não tinha, com que se distrair para amenizar a solidão agora meu amigo futuro inquilino do prédio iria ser recepcionado por um “rabo de olho”, lá detrás do balcão, no fundo da atenção, para não perder um segundo que seja do jogo ou do Faustão. Sinais de alienação, ou para eles – porteiros – fim da solidão?

Se televisão rima com solidão, alienação e muito dedo no botão, o que fazer então para que as nossas ideias e os nossos ideais não sejam atropeladas pela falta de interação? Daí você pergunta: -- aonde o Carlos quer chegar? Não sei, estou agora com a minha TV no mudo para escrever, e percebo que, quando ela se cala os meus pensamentos, ficam fervilhando sem hora para acabar. Porém, ela sempre está ligada e falante para que eu pare de pensar um pouco e viaje nessa eterna sequência de imagens. Como todos sabem, a TV foi criada para anunciar produtos e marcas. E para que esse objetivo fosse alcançado, criou-se uma programação com atrativos. Mas aperfeiçoaram e incrementaram tanto que hoje cada canal zapeado representa uma

Business: “O atendimento é tudo” Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal... Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que já ouvi nos meus congressos e workshops da vida. Vejam que interessante: Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: “Hotel Venetia”. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: - Bem-vindo ao Venetia! Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado, em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi deliciosa, como tudo o que tinha experimentado naquele local até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela! Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho bor-

janela para o mundo, e cada mundo uma possibilidade para esquecer o nosso mundinho real e aventurar-se por janelas que achamos nos dizer respeito. Voltemos. Depois daquele dia na portaria, estava eu caminhando e observando toda luz azulada que via... Em frente a cada uma, um homem dormindo quase desmaiado, ou mesmo parado, meio entediado, mas com a nítida sensação de que não estava sozinho. E não estava mesmo. Porque, no fundo, acredito que a televisão é um meio que, mesmo falando pelos alto falantes e sequer pedindo opinião ou licença para entrar na sua casa, faz companhia, sim, a qualquer ermitão. Vai falando, mostrando, educando, estragando, porém seguindo a canção. bulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático estava preparando o seu café e, junto, um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!”. Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café. Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao

Bom agora vou tirar minha TV do modo mudo, pois imagem pouca é bobagem... Ou não é? abrir, havia um jornal. “Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?”. Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal. Concluindo, meu amigo leitor de PRESENÇA , nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito... Mudamos o layout das nossas lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas... O valor das pequenas coisas conta, e muito! Valorizar o relacionamento com o cliente é fazer com que ele perceba que é um parceiro importante! Portanto ainda há tempo de mudar. Ou então seu cliente MUDA de empresa.

A moral da história: “O piloto de avião que era cego” No aeroporto, o pessoal estava na sala de espera, aguardando a chamada para embarcar. Nisso aparece o co-piloto, todo uniformizado, de óculos escuros e de bengala, tateando pelo caminho. A atendente da companhia o encaminha até o avião e, assim que volta, explica que, apesar dele ser cego, é o melhor co-piloto da companhia. Alguns minutos depois, chega outro funcionário, também uniformizado, de óculos escuros, de bengala branca e amparado por duas aeromoças. A atendente mais uma vez informa que, apesar dele ser cego, é o melhor piloto da empresa e, tanto ele quanto o co-piloto, fazem a melhor dupla da companhia. Todos os passageiros embarcam no avião preocupados com os pilotos. O comandante avisa que o avião vai levantar voo e começa a correr pela pista, cada vez com mais velocidade. Todos os passageiros se olham, suando, com muito medo da situação. O avião vai aumentando a velocidade e nada de levantar voo. A pista está quase acabando e nada do avião sair do chão. Todos começam a ficar cada vez mais preocupados. O avião correndo e a pista acabando. O desespero toma conta de todo mundo. Começa uma gritaria histérica no avião. Nesse exato momento da gritaria, o avião decola, ganhando o céu e subindo suavemente. O piloto vira para o co-piloto e diz: - Se algum dia o pessoal não gritar, a gente vai se dar mal!!! Moral da história : OUVIR OS CLIENTES É FUNDAMENTAL!

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Pós-graduado em Ciências Econômicas, franqueado do CCAA Mossoró e Diretor da Cia do Intercâmbio Mossoró.

“Ser Mãe é padecer no Paraíso. Ok! E ser Pai?...” O que é ser pai? Qual seu dever perante a sociedade e a família, sua missão, suas responsabilidades para educar, cuidar, ensinar e principalmente passar seu carinho. Essa mensagem que traz um texto cheio de emoções,tenta de uma forma simples e didática explicar o dom de ser pai... Ser pai é mais do que somente cumprir um papel dentro da família e da sociedade. Ser pai é, acima de tudo, ser o amigo de todas as horas... É estar sempre próximo, acessível, buscando sempre estar presente na vida do filho. Ser pai é uma missão divina que coloca o ser humano próximo de seu criador, pois, assim como o Ser Supremo que nos guia, o pai deve ser o farol dentro da vida de seus filhos, encaminhando-os no difícil trilhar dessa existência.

Ser pai é aceitar as responsabilidades que ultrapassem o limite de suas forças, mas, mesmo arquejado pelo peso que o sufoca, se ergue empedernido e supera, sempre lutando e alcança a vitória. Ser pai é, além de educar, estar constantemente ao lado de seus filhos, abdicando muitas vezes de responsabilidades para desfrutar um jogo de bola, brincar de carrinhos, empinar pipas, andar de mãos dadas... Ser pai é vencer o cansaço de um dia de trabalho e, com o coração em festa, sentar com o filho para ver um desenho animado, uma prosinha maneira, ouvi-los falar de seus aprendizados de vida, tal como eu ouvi meu filho Bernardo Augusto dizendo a uns dois meses atrás: “Pai, a ‘tia’ nos ensinou hoje que primeiro deve

estar sempre a obrigação depois a diversão”. Ser pai é vivenciar os gatinhar de seu filho,como vivencio o de Bianca agora, recordar-se de suas primeiras palavras e muitas vezes gargalhar quando a palavra dita lhe causa um sobressalto, como : “Pai, vamos na putaria”, quando o seu desejo era dizer : “Pai vamos na portaria”... sorrisos. Ah, o tempo passa! Os primeiros passinhos transformam-se em largas passadas e rapidamente o (a) garoto (a) que um dia era um (a) pirralho (a) hoje te ultrapassa a altura. Sim, a missão é pesada e difícil. Mas a recompensa virá no êxito do filho amado, no despertar e ver o lindo ser humano que você criou.

Reflexão: “Fábula da Convivência” Nestes dias atuais, a gente sente que valores que até então eram considerados importantes por nossos pais hoje se tornaram banais. A violência exacerbada, por exemplo, já faz parte do nosso cotidiano,e alguns pseudo-irônicos chegam ao absurdo de dizer que não dá mais para viver sem ela, como

se isso significasse alguma vantagem. E todos se perguntam o porquê de tantas mudanças de comportamento. Aonde o ser humano está errando tanto? Qual seria o caminho para a tão desejada PAZ aos homens de boa vontade? Vejam abaixo que beleza de fábula, que pode nos trazer

respostas para algumas dessas inquietantes perguntas. Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre estava coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições de clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a se ajuntar mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começam a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportar mais tempo os espinhos de seus semelhantes.

Doíam muito... Mas essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar nenhum dano recíproco. Assim suportaram-se resistindo à era glacial. Sobreviveram. É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio! É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar! É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração! É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor! É fácil sentir o amor, difícil é conter a sua torrente! “Todos nós somos anjos de uma asa só e, para voarmos, precisamos estar abraçados uns aos outros”.

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InterView por Priscila Adélia Pontes

lescente (ECA) na escola, na família e na comunidade. Elegemos a escola, por ser a escola o lugar da produção do saber. Por meio dela, sentíamos a necessidade do jovem e os problemas que eles estavam enfrentando no momento. Identificamos várias questões como gravidez precoce, drogas, violência, desarmonia familiar, deficiência financeira, desemprego e outras questões que resultavam justamente na necessidade do compromisso social. Toda a rede que compunha a sociedade era motivada a participar dando sua melhor contribuição para a solução dos problemas. RP: Como foi desenvolver esse projeto? FS: O período em que estive em Mossoró foi muito feliz. Contamos com o apoio do poder Executivo, do Legislativo, de Ongs e outras entidades afins. E, para felicidade dos mossoroenses, a própria Prefeitura foi reconhecia, na época em que estive lá, pela Unicef. Recebeu o selo Unicef e o selo do Prefeito Amigo da Criança e do Adolescente. Foi um momento muito feliz, o meu trabalho resultou num sucesso porque, graças a Deus, tivemos o apoio dos mossoroenses para esse tipo de atividade. Desenvolvemos esse projeto em várias edições, contamos com o apoio do Governo do Estado por intermédio da Fundação Estadual da

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Revista Presença

transgressor porque só dá Criança e do Adolescente a ele direitos, isto é, passa (Fundac), da Prefeitura de a mão na cabeça dele encoMossoró. A primeira edição brindo os seus erros. Então foi em 2004, o ano seguinte a gente mostrou que o ECA ao que cheguei. Trabalhávanão era uma lei criada em mos com toda a rede mulaboratório e trazida pronta nicipal e estadual de ensino. para sociedade, mas foi Nós divulgávamos o Estatuuma conquista ao longo to da Criança e do Adolesdos anos. Na época, nossa cente (ECA) em palestras e preocupação era exataoficinas. Envolvendo os jomente mostrar quais eram vens nessas atividades, inios direitos e deveres da criciava-se com a capacitação ança e do adolescente. Que de professores, líderes de o ECA não estabelecia só diescolas e da comunidade, reitos, mas criando “Eu vejo na mulher d e v e r e s agentes também. multiplia busca por uma próprio cadores. solução em que tudo O adolescente Chegávase torna mais era responmos denhumanizado” sabilizado tro da pelos seus escola, atos. Agora, tendo toda fazíamos diagnóstico, os uma rede trabalhando e dirigentes diziam quais os dando a oportunidade dele problemas que a escola esse recompor na fase da tava enfrentando, na époadolescência, seria melhor ca. Em seguida, estabelecíaque reconstruir uma permos a temática da atividade sonalidade e um caráter e passávamos a trabalhar, de uma pessoa na idade sobre o tema escolhido. Os adulta. A gente trabalhava resultados obtidos repercunas oficinas os valores que tiram nas mudanças posicompõe o caráter, o restivas de caráter e conduta peito, o zelo, a sinceridade, dos alunos, professores e a honestidade. O meu familiares. trabalho sempre foi reconhecido pela população. RP: Como a sociedade Recebi o título de Cidadã encarou essas mudanças? Mossoroense, Baraunense, FS: Você só consegue fazer Serrana e outras outorgas alguma coisa se conhecer de renomadas entidades, a lei. A ideia que se tinha, como a Maçonaria e a TCM. que se tem ainda hoje, Recebi da Câmara Municinão só em Mossoró, mas pal de Mossoró um certifiem todos os locais onde cado de agradecimento e se chega, não é diferente, reconhecimento pelo nosso as pessoas dizem: o ECA trabalho, pelo trabalho da é uma lei que veio para equipe toda. O desafio foi beneficiar o adolescente

muito grande, mas eu não trabalhei só. Trabalhei com toda uma equipe motivada, comprometida com a causa da criança e do adolescente mossoroense. RP: O resultado desse trabalho diminuiu os problemas da Comarca? FS: Diminuíram no instante em que trouxe uma responsabilidade para os pais, as crianças e toda a comunidade. A felicidade foi ver o município ganhar o selo da Unicef. Ora, se a Unicef, que é uma instituição séria, deu o selo ao município foi porque ele não trabalhou sozinho. O município trabalhou dentro de uma rede, logo essa mesma rede estava igualmente comprometida com o propósito do bem-estar da criança e do adolescente. Sempre o perfil do juiz da infância e juventude é um perfil proativo, porque ele trabalha preparando uma situação para evitar os conflitos. Além de Mossoró, trabalhei junto aos municípios de Baraúnas e Serra do Mel. Desenvolvíamos os mesmos projetos nessas duas cidades que eram termos da comarca de Mossoró. Posteriormente, Baraúnas se tornou uma comarca independente. Ao invés das pessoas virem para Mossoró, eu ia fazer audiência lá. A comunidade ficou muito agradecida pela participação ativa do judiciário. Os Conselhos Tutelares de Serra do Mel e de Baraúna foram


RP: Como é o trabalho da senhora na Vara da Família? FS: Assumi a 1ª Vara da Família do Distrito Sul de Natal em julho de 2008. Aqui a realidade é outra. É um fórum novo. Funciona na avenida Ayrton Senna, em Neópolis. O trabalho consiste em diminuir os conflitos sociais vinculados ao direito da família. Minha rotina de trabalho envolve o processamento e o julgamento de ações que tratam de separação, divórcio, alimentos, guarda, visitação e convivência, busca e apreensão de filhos menores. Na 1ª Vara da Família, eu criei a Pauta Livre para as audiências conciliatórias, elegi o dia de quinta-feira para audiências de conciliação. Para este dia especificamente, cabe ao advogado marcar a audiência e se encarregar de trazer as partes e testemunhas, independentemente de intimações. Tal prática agiliza o andamento do processo, porque a central exige que os mandados sejam encaminhados no prazo de 30 dias úteis antes das audiências marcadas. Essa medida incentivando a Conciliação e Pauta Livre foi destaque no Programa Conselho Nacional de Justiça no Ar (CNJ), transmitido pela Rádio Justiça. RP: A inserção da mulher mudou o perfil do Poder Judiciário? Vocês julgam com mais sensibilidade?

FS: Eu acho, sim, que a mulher conquistou um espaço muito grande nesse último século. E vem ocupando esse espaço, vem sendo politizada, profissionalizada, e se tornou uma mulher mais participativa. E o que antes ela não tinha acesso, por ser apenas uma mulher que trabalhava no ambiente doméstico, agora passou a ter. Antigamente, se ela fosse trabalhar fora do ambiente do lar, era até criticada e trazia consigo uma culpa por ter deixado a sua família. De outra parte, no momento em que ela passa a concorrer no mercado de trabalho juntamente com

RP: Quais qualidades são imprescindíveis para a carreira de Direito? FS: Primeiro o profissional precisa buscar a ética acima de tudo. Porque é por meio da ética que ele mantém uma conduta sóbria e também adquire a confiabilidade do jurisdicionado. Uma pessoa que busque viver uma conduta na qual a ética seja enfocada com maior ênfase. O gostoso do dia a dia do juiz é ler, é estudar, é achar que o resultado do seu trabalho trará a solução mais justa para os conflitos sob seu julgamento. Se a pessoa não tiver a concentração, não gostar de escutar o outro e não ficar questionando quais as melhoras que se aplicam para aquela situação em foco, fica difícil de exercer sua labuta. Não é exercer autoridade com violência, é exercer com ética e usar o bom senso. Eu fui advogada por cerca de vinte anos. Eu gostava de advo-

gar. Mas sempre procurava ver o outro lado, ou seja, eu estava com meu cliente e já procurava ver o direito do outro. Sempre tive essa atitude de imparcialidade que é horrível para o advogado e imprescindível ao julgador. RP: Então ser imparcial é primordial? FS: Na minha função de magistrada, a imparcialidade faz parte do meu comportamento. Eu busco não me influenciar pelas emoções momentâneas de uma ou de outra parte, até que eu consiga ver o outro lado eu não tenho ainda um conceito formado, um juízo de valor. Eu acho muito bonito ver os advogados defendendo os direitos dos clientes com muita garra e muita ênfase, tem que ser assim mesmo. Tem que haver compromisso e interesse até o fim da querela. Eu, quando era advogada, eu via o direito do meu cliente, mas, se eu enxergasse de alguma forma que ele não tinha o direito confiável, eu já dizia a ele “o seu direito não é bom, eu não sei se vou conseguir”. Eu já ficava triste e não tinha tanta paixão pela causa. Eu me sinto mais realizada na aplicação do direito quando eu sou imparcial, quando eu não me envolvo na questão. Tanto é que eu consigo dirimir os conflitos sem deixar me envolver emocionalmente. É na busca da verdade real e na entrega do direito ao seu legítimo possuidor que me fascina exercer a magistratura.

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Fotos: Anastácia Vaz

o homem, ela já traz toda uma base familiar de uma mãe e esse sentimento materno que a acompanha, proporciona-lhe uma visão mais humana. A mulher na magistratura torna o ambiente mais humano, mais agradável. As questões normalmente são resolvidas de forma mais leve. Não desmerecendo as decisões dos nossos colegas homens. Alguns juízes são, inclusive, mais sensíveis que certas colegas magistradas. Porém, eu vejo na conduta da mulher a busca por uma solução em que tudo se torna mais humanizado, pela sua própria formação física e psicológica.

fruto da conscientização popular. Os conselheiros nos retratavam aquilo que não podíamos ver no dia a dia das suas comunidades.

“É na busca da verdade real e na entrega do direito ao seu legítimo possuidor que me fascina exercer a magistratura”

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InterView por Priscila Adélia Pontes

Quando a iniciativa de uma mulher fez Mossoró sorrir

Num misto de risadas, elegância e seriedade, a juíza Fátima Soares, deu uma aula sobre como se exerce uma profissão de forma simples e comprometida. Inspirada em livros de poesia, filosofia, teologia e hermenêutica e, sem quase pronunciar a palavra “poder”, deixa claro que a profissão que exerce é verdadeiramente uma vocação. Fátima fala sobre o Judiciário desmistificando toda aquela distância que um cidadão comum acredita que ele (o Poder Judiciário) tem da sociedade. Coincidência ou não, ela nasceu no dia do jurista – 11 de agosto. A filha caçula da costureira Maria da Conceição e do comerciante João Veríssimo teve oito irmãos. Relembra que, desde criança, sua mãe influenciava e profetizava que a filha seria juíza, profissão à qual ela se dedica há 10 anos. “Minha mãe me forçava a ler os livros básicos da nossa literatura brasileira e ainda a declamar poesias temáticas para ativar a memória”, disse. A paixão pelo trabalho permitiu que ela desenvolvesse, junto a todas as comarcas por onde trabalhou, uma atividade proativa, envolvendo o Judiciário nas questões sociais locais. Especialmente na Comarca de Mossoró, realizou um trabalho na Vara da Infância e Juventude, que modificou a realidade do município, numa busca por influenciar jovens e crianças a solidificarem características para a construção de um caráter digno. Ela é uma das 94 mulheres que compõe o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que conta também com 106 magistrados homens. Esses números representam o avanço significativo da inclusão das mulheres na profissão do Direito que, antigamente, era exercida mais por homens que por mulheres. Além de advogada e juíza, lecionou em Mossoró na Faculdade Mater Christi, Esmarn e no curso de Teologia no Seminário Batista. Atualmente é professora de Direito e Cidadania na Escola Teológica da Assembléia de Deus em Parnamirim, onde concluiu o curso de Teologia. Essa formação caracteriza uma mulher religiosa e atuante na Igreja que frequenta (Betesda) e na sociedade em que vive. Participa também da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica e de Projetos como o Justiça na Praça, o Justiça na Escola, e coordena o Projeto Coleta Seletiva do TJRN. Desde julho de 2008, Fátima Maria Costa Soares de Lima é Juíza Titular da 1° Vara da Família do Distrito Judiciário da Zona Sul da capital do estado.

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entrevista RP: Como foi o início da sua carreira na área do Direito? FS: Passei no vestibular da UFRN para Direito em 1976. Minha formatura foi em julho de 1980. Em seguida, eu me casei com Soares, tive filhos e fui cuidar da família. Optei por cuidar da família. Passei cerca de seis anos sem trabalhar fora de casa. Dei prioridade à família. Tive três filhos. Hoje eles são adultos, todos profissionais. Isaac, o mais velho, é juiz de direito em Goiás; Felipe, o segundo filho, é contador e empresário; e minha filha caçula, Sara Isabella, é publicitária e empresária. Os dois últimos são proprietários de uma empresa de locação de serviços chamada SAFE. Depois que estavam todos na escola, comecei a me dedicar à carreira jurídica. Comecei como advogada, trabalhei na Administração Pública Estadual como Assessora Jurídica e no meu próprio escritório de advocacia. Quando eu decidi fazer concurso para juiz, tive que deixar de lado a atividade de advocacia e me dediquei exclusivamente aos estudos por um ano ininterrupto, enclausurada. RP: Qual o percurso da sua carreira como Juíza? FS: Exerci a advocacia por cerca de quinze anos. Depois, decidi fazer concurso para magistratura. Já uma pessoa madura, experiente dentro da carreira jurídica, decidi fazer concurso para juiz. Primeiro fui juíza em Pedro Velho, depois substituta em Canguaretama e Natal; em seguida, fui promovida por merecimento para Parnamirim, depois fui substituta em Monte Alegre. Após, fui promovida por antiguidade para Mossoró e, ao mesmo tempo, substituta em Campo

Grande e Afonso Bezerra. Trabalhei por cinco anos em Mossoró, de 2003 a 2007, onde desenvolvi atividades sociais dentro da área de infância e juventude. Eu sempre morei na Comarca, mas meu esposo e filhos permaneceram em Natal. No fim de semana, a gente se encontrava ou na minha Comarca ou eu vinha para Natal. Eu acho muito importante a presença física do juiz na comarca para que o jurisdicionado tenha uma referência de que está sendo protegido pelo Poder Judiciário e sinta o magistrado ali com ele.

RP: A senhora já passou por algum tipo de preconceito por ser mulher? FS: Nunca sofri nenhum tipo de discriminação maior. Sofri preconceito apenas uma vez. Foi tão interessante. Eu era juíza em Monte Alegre, e fui fazer uma inspeção. Houve um grande desafio. Achavam que eu não ia realizar a inspeção porque lá não tinha acesso a veículo. Era preciso ir a cavalo. Acharam que eu não iria. Eu montei no cavalo, e fui. Acabei com o preconceito. Era uma questão que envolvia terras. Eu estava com dúvidas e exigi que fosse feita uma verificação no local.

RP: Qual a parte mais interessante de trabalhar RP: Quais desafios a seem cidades do interior? nhora encontrou quando FS: Sempre gostei de traassumiu a Vara da Infânbalhar no interior porque a cia e Jugente está mais perto A gente mostrou que v e n t u d e do jurisdi- o ECA não era uma lei de Mossc i o n a d o . criada em laboratório oró? QuanO juiz tem e trazida pronta para FS: do eu fui possibisociedade, mas foi para Moslidade de uma conquista ao soró, a sentir com Vara da mais veralongo dos anos. Infância e cidade os Juventude estava aberta faproblemas da comunidade. zia dois anos. Eu assumi em Os conflitos são diferentes 2003. Fui a primeira juíza de uma cidade grande onde titular. Antes, ela só tinha há varas especializadas; no sido ocupada por substituinterior, o juiz resolve tudo. tos. Quando eu cheguei, a Se for comparar com a Vara funcionava num prémedicina, ele é igual a um dio sem nenhuma estrutumédico clínico geral. Todas ra. Era um gabinete em três as questões, todas as cauambientes que não atensas ficam na mão do juiz. A diam as necessidades. Eu felicidade com a identificasenti de cara que seria neção da vocação se dá exacessário ampliar toda a partamente pelo fato do juiz te física. Eu queria começar se sentir responsável pela a dar prioridade a infância solução de todos os conflie juventude. Fazendo essas tos daquela comunidade. modificações, valorizando Por isso, essa sensação de o interesse superior da cripoder tem que ser exercida ança e do adolescente. Foi com sabedoria, cautela, um grande desafio. zelo, dedicação, responsabilidade e, acima de tudo, RP: Qual sua principal humildade. Eu sempre tinha preocupação ao assumir uma casa no interior, minha a Vara? família sempre foi participaFS: Nossa preocupação foi tiva.

conscientizar a população de que haveria uma necessidade de um compromisso social não só do judiciário, mas também de toda a sociedade. Seria necessário que houvesse uma interação da rede que atendesse as questões da infância e juventude. Meu trabalho foi nesse sentido, de buscar, garantir e efetivar o direito da criança e do adolescente dentro das funções de magistrada e, ao mesmo tempo, levar a sociedade a também assumir sua responsabilidade. O juiz da Infância e Juventude tem um perfil diferente dos outros juízes, ele precisa de uma rede que lhe dê suporte, apoio, para que suas decisões sejam efetivadas. Por exemplo, num processo de adoção, a lei determina que haja um estudo social, mas, no início, eu não tinha uma assistente social, eu não tinha uma psicóloga para acompanhar um adolescente que precisasse de atendimento psicológico. Foram desafios que nós enfrentamos e foram resolvidos durante o período em que eu fui titular. Hoje se conta com o trabalho da assistente social, do psicólogo, do pedagogo e de toda uma equipe interdisciplinar. RP: De que forma a Vara da Infância e Juventude trabalhou para melhorar a vida desse público? FS: Além das atividades judicantes, ou seja, processar e julgar os feitos, desenvolvemos projetos sociais como medidas preventivas, tais como o Mossoró quer Sorrir e o Meu lar, Minha vida. O primeiro foi um projeto de iniciativa da Vara da Infância e Juventude, mas era uma ação articulada que contava com o apoio de várias entidades. Objetivava a divulgação do Estatuto da Criança e do Ado-

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PresençaEmpresarial por Massai Construções e Incorporações

CREDIBILIDADE, PONTUALIDADE E ASSISTÊNCIA PILARES DO SUCESSO NOS 7 ANOS DA MASSAI EM MOSSORÓ Fundada em João Pessoa, capital paraibana, desde julho de 1996, pelos sócios, Guy Porto Barreto, José Herbert Rocha de Almeida e Allison Dennis Delmas Nunes, a Construtora Massai vem cada vez mais expandindo seus investimentos em cidades pólos da região Nordeste como Campina Grande/PB e Mossoró/RN. Na capital do Oeste Potiguar, a empresa comemora, em 2010, sete anos de existência, sendo reconhecida pelo seu excelente desempenho de produtividade e sustentada pelos pilares da credibilidade, pontualidade, qualidade e presteza na assistência aos clientes. Em Mossoró, a Massai consolidou-se como uma das principais representantes do setor. Ao trazer vários empreendimentos, alguns já entregues, outros em fase de construção e em fase de lançamento (ver quadro), trouxe também o seu know-how construtivo, criando estilos, aperfeiçoando a mão de obra local com a inclusão de novos equipamentos e técnicas construtivas, agregando qualidade ao setor Empreendimentos em Mossoró

Massai

Entregues: residenciais Spazio di Veneto, Spazio di Lauritissa e Spazio di Roma. Para entrega: residenciais Spazio de Leone (agosto/2010) e Spazio di Firenze (dezembro/2010). Em construção: residenciais Spazio de Bergamo, Spazio de Mônaco e Spazio di Zurick. Lançamentos em 2010: RESIDENCIAIS SPAZIO DE VICENZA E SPAZIO DE TURIM

79 Revista Presença

da construção civil mossoroense. “Viemos para Mossoró confiando na riqueza da cidade e no potencial de seu povo. Em troca, trouxemos nossas ideias, conceitos e experiências. Nosso objetivo sempre foi o de facilitar a realização do sonho da casa própria, não só para a camada da população com maior poder aquisitivo, como também para a crescente classe média da região”, descreve Allison Dennis, diretor Administrativo-Financeiro. Para o bancário Sidney Magno Viana, proprietário de um apartamento do Condomínio Spazio de

Bérgamo, a satisfação de ser cliente Massai vem da certeza de que receberá um imóvel com qualidade. “Escolhi a Massai pela qualidade do projeto, dos materiais usados, pelo excelente nível de acabamento e pelo profissionalismo e pontualidade na entrega dos imóveis”, relata Sidney. Geilma Linhares Gomes, autônoma, adquiriu uma das unidades do Condomínio Spazio di Leone e diz que a imagem de credibilidade que a empresa conquistou no mercado mossoroense foi determinante para a escolha do imóvel. “Empreendimento da Construtora Massai é sinal de um bom negócio, com a garantia de não virar dor de cabeça lá na frente”, simplificou. Para a Massai, o maior orgulho da empresa é saber da satisfação com que as famílias desfrutam dos imóveis adquiridos. “O sentimento do dever cumprido nos faz também pessoas satisfeitas e orgulhosas de levar a marca Massai para muitos novos lares de mossoroenses e paraibanos que sonham em morar bem e ser felizes onde moram”, comenta o engenheiro José Herbert Rocha de Almeida, diretor de obras da empresa.

O Spazio di Leone será o 4º empreendimento a ser entregue em Mossoró pela Construtora Massai, no dia 28 de agosto.


ideia

Ruzenildo de Vasconcelos Eletricista


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Fátima Soares Poder, competência e admiração

69 65 61 57 55 Lisboa A Cidade de Pessoa

Lei

Democracia e responsabilidade

Perfil

A paixão pelo que se faz

Bureau Jurídico ................................09 Habitáculo .......................................10 Ultrasociety....................................14 Interview - Chrystian de Saboya ..........16 Presença Cênica.............................. 10 Presença Feminina .......................... 22 Presença Masculina ......................... 24 Fashionismo .................................... 26 Ultrasociety .................................... 28 Modatrend .................................... 30 Ultrasociety ..................................... 32 Presença Work ................................ 36 Conviver - dr. César ....................... 42 Conviver - dr. Jorgivan ....................... 44

Brasília As belezas da capital

Mix

Vinhos, pães e queijos no inverno

Conviver - dr. Luciana ....................... 46 Aluísio Barros .................................. 48 Presença Lounge ........................... 53 Discípulos de Baco ........................ 55 Presença Tour ................................. 57 Ultrasociety ..................................... 59 Persona .......................................... 61 Interview - Humberto Fernandes ........ 65 Ultrasociety .................................... 67 Diário de Bordo ................................ 69 Presen ça Office ............................... 71 Plural ............................................. 73 Interview - Fátima Soares .................. 77 Presen ça Empresarial ...................... 79


*Apartamento tipo 1 (91,27m2), Apartamento tipos 2, 3 e 4 (65,81m2)


ANO V - Nº 029 - AGO2010 - R$ 8,90

Vinho&Queijos Combinacao perfeita para o inverno.

pág. 55

InteView

O futuro da OAB com Humberto Fernandes

pág. 65

Presença Office Design de Interiores.

pág. 71

Fátima Soares

uma mulher que o Rio Grande do Norte conhece e admira

Revista Presença_Ed29  

Melhor revista de Mossoró, trazendo sempre novidades e inovações. Revista Presença - Edição nº 29.

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