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A TEORIA E A TERAPIA FREUDIANAS Freud via o ser humano como retalho por dentro. O homem tem necessidades, impulsos ou energias primitivas e básicas que procuram expressar-se. A estas Freud dava o nome de Id (sexo e agressão). Mas também no homem o Super-ego (chamado consciência). Os pais, a igreja, os professores, injetam no indivíduo o Super-ego por meios sociais. De acordo cm Freud, o problema dos doentes mentais consiste numa excessiva imposição social do Super-ego. Aparece um conflito quando Id deseja expressar-se, mas é frustrado pelo Super-ego. As necessidades primitivas procuram expressão, mas o Super-ego, estando no liminar, bloqueia o Id, impedindo sua expressão na vida consciente do indivíduo. Essa batalha, travada no nível do subconsciente, é a fonte das dificuldades do indivíduo. O ego funciona no nível da responsabilidade, ao passo que o Id e o Super-ego funcionam no nível da irresponsabilidade. Quando o Id é reprimido pelo Super-ego, a pessoa em conflito experimenta o que Freud chama de sentimento de culpa. Entretanto, os sentimentos de culpa não são sentimentos nascidos de uma culpa real. Desde que seu sentimento de culpa é falso, o indivíduo não tem por que confessar o seu pecado, pois a terapêutica consiste em levar a pessoa a sentir-se bem pela eliminação da falsa culpa. O terapeuta consegue isso tomando posição junto do Id contra o Super-ego. Procura enfraquecer, diluir e derrotar o super-ego até que este pare de fazer suas exigência, que são causadoras de vítimas. Considera-se o ministro limitado em seu treinamento, em suas capacidades e nos instrumentos de que se dispõe, devendo conceder e ceder os casos ao psiquiatra. Se a idéia de Freud fosse correta, a saber, a idéia de que problemas surgem sempre que o Id tenha sido reprimido por uma consciência ou Super-ego demasiado exigente, então nossa época deveria ser caracterizado por boa saúde mental, amplamente difundida, ao invés de ser o que é, uma época de problemas pessoais em número sem paralelo.

A REVOLUÇÃO NA PSICOLOGIA Mas está fermentada uma revolução, mormente restrita ainda ao campo da psicologia. Há um número crescente de cidadãos jovens e vigorosos que começaram a pôr em dúvida as idéias tradicionais de Freud e Rogers.


O novo movimento é antiteticamente oposto à formulação freudiana da irresponsabilidade. Devemos continuar falando do Id reprimido? Replicam que não. Em lugar disso, declaram eles, é tempo de falar do Super-ego suprimido. Devemos reconhecer a culpa como algo real, a lidar diretamente com ela. A culpa psicológica é o medo de ser posto às claras. É o reconhecimento a que chega a pessoa de que violou os seus padrões. Eles insistem em que a ventilação dos sentimentos tem que ser substituída pela confissão do erro cometido. Não estarão falando mais de problemas emocionais, mas de problemas de conduta.


ACONSELHAMENTO PASTORAL