Portugal em Destaque, Novembro 2021

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PERIODICIDADE MENSAL | DISTRIBUIÇAO GRATUITA

“REDSHIFT, O SEU PARCEIRO NA TRANSIÇÃO DIGITAL” JOÃO MANSO, CEO REDSHIFT

TECNOLOGIA

EMPREENDEDORISMO FEMININO TURISMO & CULTURA PORTUGAL EM DESTAQUE | 1


Há um futuro para abastecer Um futuro mais verde. Mais sustentável. Um futuro movido a inovação com energias limpas e recursos que aceleram a transição energética, como o hidrogénio. É esse futuro que estamos a construir na Galp. Descubra o caminho que estamos a fazer em galp.com

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ÍNDICE NOVEMBRO 2021

Editorial A tecnologia e inovação são indispensáveis para a transformação digital das empresas. Cada vez mais são apresentados projetos desafiantes às empresas tecnológicas e algumas das soluções implementadas são reconhecidas como caso de estudo, como aconteceu com um banco nacional para a qual a Redshift desenvolveu uma solução inovadora e de rápida e eficiente implementação. A paridade entre géneros e o empoderamento das mulheres serão temas atuais até que não existam disparidades gritantes e, principalmente, a necessidade de expor a falta de equidade na sociedade portuguesa. As mulheres estão presentes e marcam cada vez mais a sua posição em todos os setores de atividade. Nesta edição contamos com mulheres que mostram o seu valor e são reconhecidas nos mais variados setores de atividade. O turismo e a cultura são essenciais para o crescimento dos concelhos, da cultura dos portugueses e turistas que nos visitam e que procuram conhecer melhor a nossa história e costumes. Temas atuais e relevantes que escolhemos para apresentar nesta edição.

14 CE-CPLP

18 GIAMBRONE

23 C.M. AROUCA

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33 EXCELLENS

“As mulheres são o maior reservatório inexplorado de talento que há no mundo”. Hilary Clinton

Boa leitura! Ana Miguel Lopes Editora

TRAFICPISO

FICHA TÉCNICA PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | Edição e Publicação: Ana Miguel Lopes | Direção Editorial: Ana Miguel Lopes ana.lopes@portugalemdestaque.pt | Jornalista: Ana Matos e Rosa Marinho | Direção Gráfica: Sofia Lemos | Publicidade e comercial: redacao@portugalemdestaque.pt | Redação e Publicidade: Rua Nova do Seixo, N.º 55, Sala 4, 4460-383 Senhora da Hora / +351 910 536 121 | Distribuição: gratuita com o semanário SOL/ dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 n.id | NÚMERO DE REGISTO NA ERC 126615 | Periodicidade: Mensal | Novembro 2021 | Estatuto Editorial: https://www.portugalemdestaque.pt/estatuto-editorial

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INOVAÇÃO E TECNOLOGIA O futuro, dominado pela inovação e tecnologia, apresenta inúmeras potencialidades e mais-valias que irão transformar as nossas vidas. De forma a acompanhar estas inovações, as empresas terão de desenvolver e adaptar as suas estratégias de mercado, para que possam aproveitar ao máximo os benefícios que a tecnologia traz. Contudo, é necessário democratizar a tecnologia e a inovação, o que significa que é fundamental tornar acessível estes elementos a todos dentro de cada empresa, sem a necessidade de recorrer constantemente a pessoas especializados. Desta forma, é essencial capacitar cada um dos colaboradores com as ferramentas e competências para implementarem soluções tecnológicas que melhorem e inovem as suas funções. Este processo não é automático, é extenso e exige grande esforço de todos. As organizações devem apostar na renovação tecnológica de cada um dos funcionários e alterar a cultura relacionada com a inovação da empresa.

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REDSHIFT

UMA REFERÊNCIA EM INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Fundada em 2010, a Redshift, é um grupo formado pela Redshift Consulting e Redshift Solutions, empresas especializadas em Cyber Security, Networking, Information Management e Low Code, que cobrem diversos setores de mercado, como administração pública, bancário, indústria, saúde, seguros, telecomunicações, transporte e utilities. A transformação digital é, para a Redshift, uma oportunidade de fornecer tecnologia facilitadora para um negócio mais ágil, eficiente e seguro. João Manso, CEO da Redshift, apresenta a visão da empresa que está assente no reconhecimento do mercado nacional nas diferentes áreas onde está presente e o sucesso da integração do RED.doc com o FileNet da IBM que se tornou um caso de estudo. Sendo a Redshift um grupo de empresas que está em franca expansão, como se define e qual o seu posicionamento no mercado nacional? A Redshift foi fundada a 8 de julho de 2010 e foi, ao longo dos anos, crescendo e adaptando-se às necessidades do mercado. No nosso segundo ano, expandimos as nossas capacidades com uma nova equipa de Consultoria dedicada a apoiar todos os clientes 24 horas por dia, 7 dias por semana e uma segunda equipa especializada no desenvolvimento de Outsystems Framework. Em abril de 2017, adquirimos uma unidade de negócios Information Management com uma equipa de especialistas em IBM / FileNet e em implementação de projetos de ECM E BPM. Portanto, depois do primeiro ano passamos a focar as nossas atividades 6 | PORTUGAL EM DESTAQUE

como Consultores e Integradores, ajudando os nossos clientes a escolher e o que há de melhor em tecnologias e soluções que melhor se aplicam aos seus requisitos e objetivos. A Redshift é, hoje, um grupo de empresas que, globalmente, oferece ao mercado soluções e serviços altamente especializados em várias áreas tecnológicas. A nossa aposta na diferenciação pela competência das nossas equipas altamente especializadas tem dado frutos e, hoje, a Redshift tem grandes clientes nos vários setores de mercado e com dezenas de milhares de utilizadores das suas soluções. Temos diversas referências de projetos de elevada complexidade tecnológica e dimensão na Administração Pública, Banca, Indústria, Seguros e Telecomunicações.

Ao nível dos nossos parceiros tecnológicos, temos procurado estabelecer parcerias apenas com líderes de mercado nos respetivos setores. Com esta estratégia, maximizamos a nossa proposta de valor para os nossos clientes com a excelência nos serviços diversos prestados e nas tecnologias integradas nas soluções implementadas. Atuando em diversos sectores da sociedade, quais as áreas de negócio que assumem mais relevância no vosso core business? Na Redshift existem várias áreas de negócio em diferentes estádios de desenvolvimento: Information Management, Produtos, Low Code, Cybersecurity & Networking, Cloud & DataCenters, Auditing & Consulting e Outsourcing, sendo estas duas últimas áreas as mais recentes.


REDSHIFT Cada uma das áreas tem como objetivo posicionar na sua especialidade a Redshift como um dos líderes no mercado nacional e temos conseguido, gradualmente, alcançar esse objetivo.

" As soluções da Redshift permitem que os nossos clientes acelerem a implementação das suas estratégias de Transformação Digital dos seus processos de negócio disponibilizando-lhes plataformas que lhes permitem um elevado grau de Automação, Segurança e Normalização "

Uma das áreas em que que se destacam é no Information Management. Qual é a relevância e impacto desta área para as empresas a quem prestam este tipo de serviços? A equipa de Information Management da Redshift tem uma vasta experiência de implementação de soluções nos mercados nacional e internacional. Dessa experiência nasceu a iniciativa, há vários anos, de desenvolver os seus próprios produtos, como é o caso do RED.doc, entre outros produtos inovadores que temos colocado no mercado nacional e internacional. A Redshift tem hoje uma empresa do grupo totalmente dedicada à investigação e desenvolvimento. Esta é, portanto, uma área de negócio muito relevante para a Redshift e onde temos feito melhorias e investimentos significativos. Para os nossos Clientes, a nossa proposta de valor tem sido a de viabilizarmos soluções extremamente adaptáveis ao longo do tempo com prazos de implementação mais curtos e custos de operação significativamente inferiores com o consequente impacto benéfico no seu capex e opex. As soluções da Redshift permitem aos nossos clientes acelerarem a implementação das suas estratégias de Transformação Digital dos seus processos de negócio, disponibilizando-lhes plataformas que lhes permitem um elevado grau de Automação, Segurança e Normalização. Os nossos clientes passam assim a ter processos de negócio mais ágeis, com a capacidade de rapidamente se reconfigurarem para atender os novos requisitos do negócio, mais céleres, pela automação introduzida, mais seguros pelos mecanismos de segurança existentes e mais normalizados pela capacidade de padronizar fluxos, documentos, dados e acessos, ente outros. Um dos produtos de referência é o RED. doc. Em que consiste este produto e qual o feedback dos vossos parceiros ao começarem a utilizá-lo? O RED.doc é um produto de gestão documental e automatização de processos (workflow) que é extremamente configurável, podendo ser implementado on-prem ou na cloud. É um produto também bastante fácil de integrar com qualquer aplicação de negócio, podendo assim comportar-se como uma CSP (Content Service Platform)

" Os nossos Clientes passam assim a ter processos de negócio mais ágeis, com a capacidade de rapidamente se reconfigurarem para atender os novos requisitos do negócio "

que permite a essas aplicações registarem e consultarem documentos de modo eficaz. O RED.doc pode também ser integrado com as plataformas de Gestão de Conteúdos e de Workflow em que os clientes possam ter previamente investido, permitindo-lhes assim obter um maior retorno desse investimento. Este produto é bastante interessante para os nossos parceiros porque lhes permitem ter um grau de autonomia bastante elevado no desenvolvimento de projetos uma vez que o RED.doc é extremamente configurável. Por outro lado, permite-lhes fazer implementações com muito menor carga de serviços, logo menor risco e menores custos, o que torna a sua proposta de valor significativamente diferenciadora. A migração de ficheiros e de informação são temas sensíveis para as empresas, bem como a implementação de novos produtos/ software. Refira os prazos e fases de implementação RED.doc e a taxa de sucesso. A migração de documentos de sistemas desatualizados para soluções tecnológicas mais recentes representa um desafio pela potencial morosidade do processo, a inerente necessidade de garantir a integridade dos documentos e dos dados estruturados a si associados sem que haja disrupção dos processos organizativos. PORTUGAL EM DESTAQUE | 7


REDSHIFT

A Redshift tem a experiência de migração de documentos em vários clientes e em repositórios com uma dimensão superior a 100 milhões de documentos. Por exemplo, um cliente do setor dos seguros, que utilizando as ferramentas do fabricante de tecnologia tinha uma previsão de 3 anos para realizar a totalidade da migração, com o módulo da Redshift viu esta operação ser reduzida para 3 meses. Com o nosso produto RED.doc conseguimos acelerar significativamente as implementações dos projetos e também facilitar o processo de mudança nos Clientes, contribuindo para uma adoção fácil da solução pelos utilizadores. O tempo de implementação de um projeto depende naturalmente da dimensão do Cliente e do âmbito do projeto, mas temos a experiência de projetos com tempos de execução entre 2 semanas (com 30 utilizadores) e 10 meses (com 7 000 utilizadores).

Todos os projetos implementados com RED.doc são casos de sucesso, sem exceção, tendo a Redshift referências neste momento com 7 anos de existência. Na prática, estas referências demonstram o que afirmamos: o nosso produto é facimente adaptável aos novos requisitos organizativos dos nossos clientes, é estável, escalável e tem baixos custos de operação. Recentemente, integraram o RED.doc com o FileNet da IBM que resultou num caso de sucesso para um Banco e para a Redshift. Como surgiu e se desenvolveu esta sinergia? A equipa da Redshift tem uma vasta experiência na plataforma FileNet da IBM com projetos de dezenas de milhares de utilizadores implementados no mercado nacional e internacional. A realidade do cliente é bastante bem conhecida pela nossa equipa que há muitos anos tem sido o

parceiro IBM para os projetos de Information Management do Banco. Para além da competência e experiência da equipa da Redshift referidas, o nosso produto RED. doc teve um papel importante na redução do risco e dos tempos de implementação do projeto com consequências diretas nos custos de implementação e manutenção da solução.

" A realidade do cliente é bastante bem conhecida pela nossa equipa que há muitos anos tem sido o parceiro IBM para os projetos de Information Management do Banco "

https://redshift-consulting.com.pt/ redshift-ibm-integration/ 8 | PORTUGAL EM DESTAQUE


REDSHIFT

O CASO DE SUCESSO NA BANCA

O CERNE DA QUESTÃO DO BANCO

O Banco utilizava uma plataforma de Gestão Documental implementada há vários anos e que carecia de atualização tecnológica. Neste sentido, era necessário atualizar a plataforma, com o objetivo de melhorar o fluxo de trabalho e baixar os custos operacionais. Contudo, o projeto apresentava alguns desafios, nomeadamente o número elevado de ficheiros a transferir para a nova plataforma, sem causar transtornos ao normal funcionamento das operações do banco.

A SOLUÇÃO: plataforma RED.doc, desenvolvida pela Redshift

A solução encontrada passou por utilizar tecnologia própria da Redshift, através da plataforma RED.doc, integrada com tecnologia da IBM pela plataforma FileNet. O RED.doc, desenvolvido pela Redshift, é uma plataforma de Gestão Documental e de fluxos de trabalho que, devido ao seu elevado grau de configurabilidade permite, a baixo custo, uma adaptação contínua à realidade das empresas. O sistema continua a ajustar-se, independentemente das mudanças organizacionais que possam ocorrer, o que confere um elevado grau de autonomia aos negócios que a possuam.

Destrinçar a plataforma RED.doc no caso do Banco

O produto desenvolvido pela Redshift permitiu acelerar a implementação do projeto, tendo apenas a duração de 10 meses. A tecnologia do RED.doc trouxe novas capacidades de negócio ao banco, conferindo-lhe a capacidade de rapidamente adaptar os seus projetos organizativos. Além disso, e tal como era objetivo do Banco, a operação teve um custo substancialmente reduzido, atendendo ao tempo de implementação e ao esforço necessário em serviços técnicos especializados. A plataforma tecnológica FileNet da IBM possibilitou a introdução de maiores garantias na continuidade do negócio, com um sistema tolerante a falhas e mecanismos de recuperação de desastre. A plataforma permite também dar resposta à elevada densidade de pedidos de consulta dos documentos do Banco. A solução implementada pela Redshift foi adicionalmente integrada com a maioria das aplicações do Banco, servindo, assim, como uma plataforma global de serviços de consulta ao arquivo eletrónico documental.

O sucesso da operação

Para o sucesso desta operação, a experiência da equipa Redshift foi crucial, bem como alguns componentes tecnológicos desenvolvidos pela empresa para a realização deste tipo de operações, com taxas de transferência extremamente elevadas. A Redshift já realizou diversos projetos de migração de documentos de e para repositórios IBM/FileNet, utilizando um módulo próprio de elevado desempenho. Tal como tinha sido exigido, em nenhuma destas operações houve qualquer interrupção no sistema de produção.

"O sistema continua a ajustar-se, independentemente das mudanças organizacionais que possam ocorrer, o que confere um elevado grau de autonomia aos negócios que a possuam"

Em que consiste? Integrada com o RED.doc, a plataforma FileNet, tecnologia da IBM, permite armazenar e gerir grandes volumes de informações. Os serviços fornecem um acesso rápido e seguro a documentos e conteúdos das empresas. Possibilita, desta forma, dar uma resposta com maior rapidez às exigências dos negócios, encontrando as informações necessárias da maneira mais fácil e rápida. Durante a execução do projeto foram transferidos, de uma plataforma para a outra, cerca de 150 milhões de documentos, distribuídos por 80 classes documentais. A operação envolveu cerca de 7000 utilizadores das áreas do Banco como, por exemplo, Operações, Recursos Humanos, Financeira e Administração. PORTUGAL EM DESTAQUE | 9


EMPREENDEDORISMO FEMININO NEGÓCIOS QUE TRANSFORMAM Há muitos anos que as mulheres lutam por uma posição igualitária, uma luta que se tem enfatizado nos últimos anos e que tem dado os seus frutos. No entanto, ainda estamos longe de viver num mundo ideal no que à igualdade de género diz respeito, principalmente no mundo empresarial. Porém, apesar de todos os obstáculos que a mulher enfrenta para progredir a nível profissional, tem assumido cada vez mais posições de destaque no mercado de trabalho. Uma realidade que se pode explicar por diversos motivos, mas o empoderamento feminino destaca-se dos demais. Hoje, a mulher é independente, segue os seus sonhos e luta pelos seus objetivos. Grandes exemplos dessa transformação chegam até nós através dos meios de comunicação social que nos apresentam todos os dias mulheres inspiradoras no mundo televisivo, na área dos negócios e no digital, criando projetos diferenciadores e vencedores. Mesmo com todos os desafios inerentes, existem projetos incríveis liderados por mulheres, que são a prova de que o empreendedorismo feminino é real e tem capacidade para crescer.

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"O DIGITAL VEIO PROVAR QUE NÃO EXISTEM FRONTEIRAS E EXISTEM MUITAS OPORTUNIDADES PARA TODOS NÓS" MARTA LEITE CASTRO JORNALISTA, APRESENTADORA E PRODUTORA DE CONTEÚDOS DIGITAIS

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MARTA LEITE CASTRO

UMA MULHER FOCADA E EXIGENTE, É UMA MULHER DE SUCESSO Ser uma mulher focada, obstinada, perseverante e exigente, em todos os campos da sua vida pessoal e profissional, tem sido, para Marta Leite Castro, a base de todo o seu percurso e consequente sucesso. Hoje, jornalista, apresentadora e empreendedora orgulha-se de todos os seus projetos e desvenda que vai ter um novo programa num futuro muito próximo. Quem é a Marta Leite Castro nas diversas dimensões da sua vida, enquanto mulher, empreendedora, líder, comunicadora e figura pública reconhecida? Nesta pergunta, há um aspeto que identifico de imediato e é comum a todas as funções: a maneira como estou na vida é transversal, ou seja, sou uma pessoa focada, obstinada, perseverante e exigente e coloco todas estas características, dentro daquilo que posso, em todas essas funções. O interessante, é que além de fazer isso também coloco muita emoção. São importantes o foco e a perseverança, mas tenho também uma grande motivação para fazer o melhor possível. O mesmo acontece numa simples tarefa, por exemplo, com as minhas filhas. A minha filha mais velha está no 11.º ano, estamos a pensar no curso que irá escolher futuramente e isso entusiasma-me e gosto de passar esse brio para ela. Mas também sou a mesma pessoa se estiver a trabalhar, a preparar um evento, a redigir um artigo. Vou ser sempre dedicada, focada em fazer perfeito, com emoção, porque é tão importante fazermos as coisas com gosto! 12 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Há 20 anos começou a trabalhar como jornalista multimédia na Ntv (hoje RTP Notícias), na apresentação de um magazine de cinema, ao qual se seguiu a apresentação de diversos programas na mesma estação televisiva. Foi um percurso do qual se orgulha? Eu queria muito jornalismo, mas optei por estudar direito. Soube que havia um casting, que estava mesmo no final, e eu tinha acabado de fazer um curso com um produtor francês sobre comunicação e televisão. Então decidi entregar uma cassete VHS a um amigo que a fez chegar aos responsáveis do casting e fui chamada. Em 15 dias já fazia parte dos 50 alunos do curso de Jornalismo e Multimédia, no qual filmávamos, editávamos e íamos para a rua sozinhos filmar. Passaram 20 anos, marcados também por um magazine de cinema, que adorei fazer com o Mário Augusto. Passados dois anos, a minha vida mudou, ficou pela “televisão mãe”, porque estávamos na RTP com uma filial, a Ntv. Tudo se transformou e aconteceu e fiquei 15 anos nesse percurso ligado ao entretenimento e o grande marco pode ter sido o “Portugal no Coração” e as grandes entrevistas do “Só Visto”. Mas, há uma altura que tive uma vontade de voltar a estudar e de mudar para a área dos negócios, continuando em televisão. E aqui estamos duas décadas depois, com todas essas mudanças, experiências, e hoje, com uma empresa própria de conteúdos digitais. Tem sido uma aventura e estou sempre a ser surpreendida, mas sempre focada e obstinada em seguir os meus desejos.

Depois de uma vasta experiência profissional enriquecedora, desde 2015 apresenta o programa semanal da RTP Internacional “Network Negócios”, dedicado à economia, aos novos negócios e ao empreendedorismo. Foi este programa que lhe despertou a veia empreendedora? Eu fiquei muito encantada com o mundo dos negócios, porque voltei a ser convidada por mais dois anos a apresentar o “Portugal no Coração” e conheci imensos projetos interessantes de pessoas empreendedoras. Ouvia as histórias e pensava «estas pessoas são tão corajosas, têm a sua própria história e vêm-na contar» e fiquei fascinada por saber mais. Comecei a pesquisar e como tinha feito 4 anos de direito mais o curso de jornalismo, pensei em aproveitá-los e tentar ingressar numa formação que fosse relacionada. Consegui algumas equivalências, fiz o restante como os meus colegas e acabei o curso com uma boa avaliação. Fiz um estágio curricular sem qualquer tipo de remuneração, como é normal, na EDP, durante 3 meses. Correu muito bem exigi muito de mim e, se era para fazer, queria fazer bem. No segundo ano, surgiu a ideia de nesse estágio criar um projeto dentro da televisão, mas nesta área dos negócios. Cheguei à RTP para uma reunião, falei do projeto e deixei uma folha com as minhas ideias. Passado pouco tempo, fui contactada para criar o formato televisivo, numa altura em que a Forbes falava de Portugal, como o grande país para empreender. Com essa notícia, nem eu própria sabia que me ia tornar uma empreendedora, porque quando apresentei o projeto, só era uma derivação, era


passar de um projeto de entretenimento para uma área de negócios. Havia uma mudança de base, muito grande, mas não havia uma empresa e uma plataforma digital como tenho hoje, com o conjunto de serviços que tem. Nunca pensei que esse projeto me iria transformar tanto, é muito interessante. É importante colocarmos uma dose de dedicação, mas também é importante deixar que a vida faça a sua parte. Com o enorme crescimento do digital, decidiu criar, em 2017, uma resposta para as empresas que pretendam contar a sua história, a N360 Business Stories. É um projeto que surge depois de uma vasta experiência a contar histórias e a fazer entrevistas e, sobretudo, uma realização pessoal? Em que consiste? Há 6 anos o conceito plataforma não era tão comum como é hoje. Então, com o boom do e-commerce e o contexto da Covid-19, é muito fácil ter uma plataforma. Pretendia-se que a plataforma N360 fosse agregadora de conteúdos e que desse uma resposta que não era tão comum, o brand content: uma empresa querer customizar um produto e divulgar num portal com muitos visitantes. Procurei um parceiro digital, o portal Sapo e tudo começou com um simples artigo customizado para dar uma resposta de brand content às empresas que eu sentia que o network de negócios não era suficiente, porque não dava uma resposta rápida e eficaz. Ao longo destes 6 anos, fomos cada vez mais necessitando destas informações digitais. Eu tive essa ideia de querer massificar os conteúdos numa altura em que as pessoas tinham muita resistência em colocar dinheiro nesses conteúdos. Esta plataforma, que surgiu desta veia empreendedora que eu não sabia que tinha, levou-me a fazer imensos projetos, inclusive os últimos em que me estreei, o podcast em parceria exclusiva com o spotify. Atualmente, estou com parceiros fortíssimos e uma série de serviços que qualquer empresa, pequena ou grande, pode procurar contando que eu tenha sempre uma resposta adequada. No seu percurso, constam também experiências no ensino, mais precisamente no ISEG no curso de Digital Content Creation, um curso para Executivos e irá estrear-se num Workshop Online de “Criação de Posts para Redes Sociais”, com destaque para o LinkedIn. É gratificante transmitir a outras pessoas a chave para o sucesso? Quando lecionei estes dois módulos, que fui desafiada a criar de raiz pela Carolina Afonso e Sandra Alvarez, disseram-me que era para executivos. Portanto, estavam presentes empreendedores, mas também pessoas com carreiras de executivos, ou seja, o mundo corporativo estava ali representado. O interessante é que se percebeu que todos têm a mesma necessidade, que é «como é que perante o meu projeto,

vou conseguir comunicar com os outros?» O que eu fiz foi percorrer através do storytelling, todas as áreas, não só das redes sociais como também do brand content, dando respostas a estes executivos para que refletissem o que seria a sua empresa, produto ou serviço. As duas edições foram muito gratificantes e, por isso, pensei, dada a facilidade dos cursos online, em criar um workshop sobre posts profissionais. As pessoas podem ter um post muito bom, mas se o texto desse post não vier acompanhado de uma boa imagem ou video pode não resultar. Para além disso, a pessoa não tem só de escrever o post, tem de saber como interage no LinkedIn, entender os truques que existem e é isso que vou falar nos workshops. As inscrições ainda estão abertas e temos tido muito interesse por parte do público. Será no dia 22 de novembro e estou muito entusiasmada, porque vai ser uma estreia de um workshop feito por mim, depois das aulas na universidade que foram uma experiência que me permitiu sentir a segurança que vou transmitir no workshop. Sinto que isto é só o início, apesar de já terem passado seis anos nesta área. Há um mundo incrível de oportunidades para comunicar este meu conhecimento que vem da minha partilha com os meus clientes. O digital veio provar que não existem fronteiras e existem muitas oportunidades para todos nós.

"Uma novidade vai ser o workshop sobre criação de posts profissionais para as redes sociais que vou dar no dia 22 de novembro" Tendo em conta o seu percurso profissional e pessoal, qual a sua opinião sobre a presença da mulher e o papel que ocupa nos media? Tem sido um crescimento constante e uma mudança de mentalidades favorável à figura feminina? Acho que as coisas estão a mudar. O papel da mulher na comunicação está a crescer e no dia em que esta pergunta deixar de me ser feita é porque as coisas estão normais e aí vou ser uma mulher muito feliz. Nos primeiros projetos que fiz em formato televisão, também podia fazer em digital e houve um, a minha estreia na plataforma, que se chama Business Woman. Inicialmente, fiz algumas gravações para perceber se o projeto funcionaria, depois consegui convencer um patrocinador que apostou no projeto e eu mostrei uma temporada de mulheres de sucesso, porque vão inspirar outras e haverá um dia em que o projeto não precisará de se chamar Business Woman. Sou uma pessoa que contribui para comunicar o papel das mulheres, porque acho que

MARTA LEITE CASTRO

uma mulher que elogia outra sente-se bem consigo mesma e é isso que temos de conseguir, estarmos bem connosco, para podermos iluminar os outros. O mais gratificante da minha profissão é estar constantemente a mostrar o percurso, as histórias dos outros e os seus negócios. Futuramente, vou ter um projeto em formato digital completamente dedicado às PME´s, no qual vamos ter um palco onde as empresas vão poder falar das suas histórias, produtos e serviços. Estou muito entusiasmada porque adoro poder ter estas oportunidades de mostrar as pessoas que estão por detrás das empresas. Um outro projeto, a minha grande ambição para os 20 anos como apresentadora, consiste num formato relacionado com o que tenho feito no mundo empresarial, que muito me fascina, dois em um: um projeto que seja em formato televisivo e digital. Os hábitos de consumo estão a mudar, há pessoas que preferem a televisão e há quem prefira consumir nos seus tablets e telemóveis. E isto para mim é o futuro, ter a junção da televisão, do digital e do podcast. Gostava de ser das primeiras pessoas a criar formatos nesse sentido e é uma ambição. Pessoalmente, o meu grande objetivo é ajudar as minhas filhas a serem os melhores seres humanos possível, a darem o seu melhor. É muito fascinante ter dois seres em casa que vão ser o futuro do amanhã, neste caso o futuro feminino. PORTUGAL EM DESTAQUE | 13


CE-CPLP

BERTA MONTALVÃO

“SEMPRE TIVE A SORTE DE PARTICIPAR EM PROJETOS MUITO INTERESSANTES” Atualmente Vice-Presidente da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CE-CPLP e com cerca de 17 anos de experiência, Berta Montalvão é uma profissional com uma vasta carreira internacional desenvolvida entre Angola, Timor-Leste e Portugal. Licenciada em Gestão dos Recursos Humanos pelo Instituto Universitário de Lisboa (antigo ISCTE), Berta Montalvão é parte integrante da segunda turma especializada em Gestão de Recursos Humanos de uma Universidade Pública em Portugal. Sempre ligada à gestão de pessoas, com apenas 24 anos, recebeu o convite para abraçar um projeto internacional em África. Berta Montalvão aceitou e, em apenas duas semanas, já estava a aterrar em Luanda. Inicialmente, o projeto em que iria participar era de apenas dois meses e a sua passagem por Luanda seria temporária. O tempo foi passando, foram surgindo novos desafios e acabou por permanecer 13 anos, tendo a oportunidade de passar por algumas empresas, de entre as quais se destaca a PwC. “Sempre tive a sorte de participar em projetos muito interessantes e que me permitiram crescer pessoal e profissionalmente”, explica a profissional. A PwC foi uma grande escola para a Berta 14 | PORTUGAL EM DESTAQUE

e, nesta empresa, teve a possibilidade de contactar com vários países africanos e de colaborar com os escritórios de Portugal, Brasil, Moçambique, África do Sul e a Austrália. Outra das experiências que destaca da sua experiência em Angola, é a participação num projeto de raiz no setor do retalho, em 2015. Foi a colaboradora número três da rede de supermercados Candado, assumindo a função de Executive Board Member, tendo sob sua responsabilidade a Direção de Recursos Humanos. Ao fim de três anos, a empresa já contava com três espaços comerciais, 12 lojas-âncora e 1.500 trabalhadores. Em 2018, com a equipa e os processos de recursos humanos consolidados, decidiu mudar o seu rumo e partiu para Timor-Leste para montar a sua própria empresa, dedicada à consultoria na área da gestão e comunicação corporativa. Toda esta aventura foi realizada praticamente sozinha e a partir do zero, num mercado em que nunca trabalhou. No entanto, sendo filha

de timorenses, a sua adaptação ao país foi relativamente fácil. A ideia de montar o seu próprio negócio surgiu durante um almoço com um amigo, mas essencialmente da sua vontade e desejo de ajudar Timor-Leste, com a sua experiência e know-how de vários anos. A Berta considera-se uma pessoa privilegiada pelo facto de ter tido a oportunidade de estudar numa das melhores universidades de Portugal, ao contrário de muitos timorenses, para além de ter trabalhado com várias multinacionais ao longo da sua carreira. “A FORSAE tinha de existir. Mais cedo ou mais tarde, sabia que ia dar este passo. Devia isso a Timor-Leste e aos meus pais”. Recentemente, Berta Montalvão foi convidada para se tornar Vice-Presidente da Direção da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), representando Timor-Leste, onde o seu papel é aproximar e promover o intercâmbio entre o país e os restantes Estados Membros.


CE-CPLP O trabalho fora de horas e aos fins de semana apenas existe se for realmente necessário para cumprir com os prazos acordados com os seus clientes e parceiros. “Adoro trabalhar e sou muito dedicada ao trabalho, mas há coisas na nossa vida que só vivemos uma vez. Por esse motivo, hoje prezo bastante por uma boa gestão da minha vida pessoal e profissional, estando mais disponível para a família e os amigos. A profissional acredita que com um melhor equilíbrio entre as duas áreas consegue ter “uma vida muito mais descontraída do que aquela que eu tinha até então, pois sou mais feliz”, remata.

A mulher líder

A entrada para a CE-CPLP começou com a sua participação numa conferência sobre a liderança das mulheres, em 2019, onde posteriormente foi convidada para ser Vice-Presidente da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras (FME CE- CPLP). Apesar da responsabilidade que é representar Timor-Leste numa instituição que está presente em 9 nações, Berta Montalvão afirmou que a sua relação com países que apresentam contextos e realidades tão distintas acaba por ser um desafio, mas, ao mesmo tempo, é um prazer lidar com países e culturas que conhece tão bem, quer seja pelas suas experiências profissionais, quer seja pelas relações pessoais. Berta Montalvão tem ascendência portuguesa e timorense, e viveu em Angola cerca de um terço da sua vida, para além de ter vivido em Portugal, Austrália e Timor-Leste. O seu avô materno era moçambicano e, atualmente, um dos seus irmãos reside em Maputo, país que visita com regularidade. Desde 2005 que trabalha com mercados emergentes, em África e na Ásia.

A vida pessoal

Berta Montalvão acredita que, desde que tomou a decisão de partir para Angola, a sua vida pessoal ficou em segundo plano. Naquela altura, o foco era o trabalho e a carreira. Foi uma decisão pensada e ponderada. Durante bastante tempo, Berta aceitou e viveu bem com esta decisão, contudo, durante um episódio em que esteve doente em Luanda, mudou esta perspetiva. “Lembro-me de estar internada e uma cliente ter-me ligado por causa de um projeto. Disse-lhe que estava internada e que ligaria assim que possível. Mesmo assim, insistiu no motivo da sua chamada. Digamos que este foi o momento em que comecei a pensar que tinha de mudar as minhas prioridades”, afirmou. Desde esse momento, passou a dedicar mais do seu tempo à vida pessoal e o trabalho começou a não ficar à frente dos assuntos pessoais. Mas foi há cerca de três anos, quando deixou Angola, que essa transformação se tornou mais significativa.

Gere equipas desde 2011, quando foi promovida a Manager na PwC. Desde então, foi sempre gerindo equipas maiores e mais complexas. O seu maior desafio enquanto líder foi quando assumiu a Direção de Recursos Humanos da rede de lojas da Candado. Em simultâneo, fazia parte do Conselho de Administração da empresa, com representação em Angola e Portugal. Berta Montalvão, foi convidada para a maior conferência sobre o empowerment no feminino, em 2018, em Díli, para demonstrar o seu exemplo e de que é possível ser timorense, mulher e líder. Esse foi o grande objetivo da sua participação no evento: demonstrar às mulheres e às jovens timorenses de que existem oportunidades, uma esperança, a tal “luz ao fundo do túnel”. Em Timor-Leste a cultura é ainda muito fechada e são poucas as mulheres que têm uma posição de destaque nas organizações. “Quando fui para Timor, a convite da União Europeia para participar nesta conferência, foi um pouco para demonstrar às timorenses que tudo é possível e que as mulheres têm igualmente uma oportunidade para desenvolverem uma carreira e assumirem cargos de liderança. Contudo, há todo um caminho a percorrer, mas é preciso acreditar que é possível e que nada se consegue sem esforço e dedicação, reforça a profissional. Para ilustrar este exemplo na conferência, Berta Montalvão recorreu ao caso inspirador de Nelson Mandela, o líder carismático que admira e cujos alguns dos seus ensinamentos a acompanham já há vários anos. “Poderia passar horas a falar de Nelson Mandela, mas deixo uma das frases dele que mais gosto, que é bastante simples, mas que resume muito: It always seems impossible until it’s done”. Pensa sempre nesta expressão quando a vida lhe coloca desafios. Como tantas outras empresas, também a FORSAE passou por períodos mais complicados por causa da pandemia. Realça que é necessário acreditar nas próprias capacidades e que cada desafio é uma nova aprendizagem. “É preciso acreditar que somos capazes de passar por mais esta prova que a vida nos está a obrigar a atravessar (a pandemia). Se tivermos esse pensamento positivo, confiança e resiliência, acho que, no final do dia, vamos ser capazes de ultrapassar, com sucesso, estas dificuldades que nos surgiram”, afirma. Quando questionada sobre alguma vez ter sido discriminada profissionalmente por ser mulher, Berta Montalvão negou. “Nunca senti qualquer tipo de discriminação no trabalho pelo facto de ser mulher. O ambiente em que trabalho é ainda marcado por uma forte presença dos homens”, quer seja no setor petrolífero, quer seja na banca, áreas em que mais trabalhou em Angola e, mais recentemente, em Timor-Leste. Berta Montalvão considera que todas as pessoas que contactou em contexto organizacional, tais como CEO’s, Diretores de Recursos Humanos ou pessoas ligadas às entidades governamentais e ONG’s, sempre a respeitaram como profissional pela sua dedicação e entrega assim como sempre a trataram com seriedade e profissionalismo. Internamente, nunca sentiu estar a ser prejudicada em termos salariais por ser mulher. Já liderou homens e nunca sentiu qualquer tipo de resistência. “Felizmente não sei o que é ser discriminada por causa do meu género”, concluiu. PORTUGAL EM DESTAQUE | 15


INÊS SOTTOMAYOR

INÊS SOTTOMAYOR: A ARQUITETA DE SONHOS

INÊS SOTTOMAYOR

Inês Sottomayor, arquiteta de formação, trocou o seu atelier e, pelos filhos, procurou aprender diferentes formas de abordar as situações. Pesquisou, formou-se e tornou-se a primeira mulher, em Portugal, a dedicar-se ao coaching infantojuvenil.

Inês Sottomayor, formada em arquitetura, tinha o seu atelier e uma loja na LX Factory. Contudo, quando uma das suas filhas nasceu, a arquiteta sentiu necessidade de procurar ajuda para lidar com os desafios e situações que surgiram. Começou por pesquisar uma forma de restruturar a sua vida profissional, dar um novo rumo e voltar a motivar-se. Aprender a lidar com a família, a vida pessoal e o seu emprego. Encontrou o coaching e nasceu outra paixão. “Foi de tal forma transformador para mim que decidi fazer a certificação internacional em coaching”, explica Inês Sottomayor. A experiência na área de coaching foi tão regeneradora que fez com que a arquiteta procurasse uma formação específica para crianças e adolescentes, que acabou por encontrar no Brasil e que, facilmente, a fez apaixonar-se. Estas formações são específicas para as crianças e para os jovens e tem em conta o neurodesenvolvimento, a parte cognitiva e os limites das crianças e adolescentes. Tornou-se, assim, a primeira pessoa e a primeira mulher a dedicar-se ao coaching infantojuvenil em Portugal.

Coaching infantojuvenil O coaching, segundo Inês Sottomayor, é um processo prático, de muita ação, que depende da dedicação e do empenho da criança. Todas as ferramentas utilizadas durante as sessões são adequadas à idade da criança ou adolescente e tem sucesso,

acima de tudo, em situações comportamentais. Neste sentido, este trabalho permite que os jovens identifiquem as suas habilidades e características, aprendam como as vão usar e a valorizar o que os caracteriza. Perante uma situação, leva a criança ou adolescente a perceber que se agir de uma maneira diferente, esta ação traduzir-se-á, também ela, num efeito diferente nos outros. O coaching permite que eles desenvolvam confiança e auto estima, através da autorresponsabilidade e mostrando que essa responsabilidade não é um peso. Inês Sottomayor alerta que é necessário verificar que não existe nenhuma perturbação, problema de desenvolvimento ou trauma no jovem. Se disso se tratar, a criança deve ser encaminhada para um terapeuta e o trabalho com o coach pode ser complementar. “Eu vejo o coaching como uma estrutura, que vai sedimentar, solidificar e criar as fundações de uma família e mostrar-lhes quais são os valores e como é que estes podem ser transmitidos”, remata a arquiteta de sonhos. O coaching deve ser realizado, de preferência, presencialmente. Eventualmente, podem decorrer sessões à distância, mas apenas para pais ou adolescentes. Os serviços de Inês Sottomayor podem ser encontrados no seu website e redes sociais. Os contactos disponibilizados são os da própria. “Basta ligar e fala diretamente comigo”, explica.

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Eu vejo o coaching como uma estrutura, que vai sedimentar, solidificar e criar as fundações de uma família

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INÊS SOTTOMAYOR Inês Sottomayor acredita que para uma mulher ser bem-sucedida não necessita de abdicar de ser mãe, amiga ou de ser mulher e cuidar dela própria. O esforço e o equilíbrio são essenciais, nem sempre sendo fácil, é possível ter tudo. Por fim, a arquiteta afirma que o maior investimento que cada um pode fazer é nos filhos e na família. Nesse sentido, “aproveitem, dediquem-se, encontrem esse equilíbrio e olhem para os vossos filhos a acreditar que eles conseguem”.

Agora, a arquiteta de sonhos está a promover a formação. De 11 a 14 de novembro, a formação em Kids Coaching, lecionada por Inês Sottomayor, vai ter lugar, presencialmente, na cidade do Porto, sendo que já este ano se realizaram duas em Lisboa. No início deste ano, Inês Sottomayor decidiu expandir a área de coaching infantojuvenil em Portugal com a criação da Associação Portuguesa de Coaching Infantojuvenil - APCIJ. Com este projeto, a arquiteta pretende regulamentar a profissão de coach e criar um programa uniforme, em que qualquer um dos associados pode ir às escolas promover a formação. Assim, aspira criar uma comunidade de apoio e trabalhar com outras instituições de solidariedade. A arquitetura Inês Sottomayor revela que a arquitetura desempenhou um papel fundamental na sua vida. Permitiu desenvolver um pensamento mais estratégico, deu-lhe capacidade para criar, imaginar e fê-la acreditar que é possível construir algo a partir do zero. Desta forma, apelida-se “arquiteta de sonhos”, porque ajuda a família a alcançar os objetivos que antes apenas estavam imaginados. “No fundo, a arquitetura também é isso está só lá para colocar no papel as coisas que as pessoas imaginavam”, acrescenta Inês Sottomayor. Embora a arquitetura tenha aberto muitas portas na sua vida, como a possibilidade de conhecer o seu marido, Inês abandonou completamente a área e há cerca de quatro anos que apenas se dedica ao coaching infantojuvenil.

A mulher líder Inês Sottomayor admite que a mudança de carreira e o recomeçar foram experiências assustadoras, mas que o que mais teve impacto na sua vida foi a utilização das redes sociais, uma vez que antes nunca se tinha exposto numa plataforma online. Contudo, aceita os desafios como uma coisa boa. “Quando sentimos que é algo que faz parte da nossa essência uma pessoa nem olha para trás, parece que tudo está alinhado”, remata. A arquiteta considera que, em termos institucionais, ainda é difícil esta visão de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, principalmente neste lado mais feminino e da parentalidade, por isso existem resistências no mundo empresarial, nomeadamente na apresentação em empresas de projetos relacionados a este âmbito. Também, em algumas famílias, a profissional teve dificuldade devido ao ceticismo por parte da figura paternal masculina. “A mulher do mundo corporativo é quase vista como um homem, no sentido em que tem de ter outra apresentação, outra postura, muito mais fria, muito mais rígida e eu não sou nada disso”, explica a arquiteta de sonhos.

" Inês Sottomayor acredita que para uma mulher ser bem-sucedida não necessita de abdicar de ser mãe, amiga ou de ser mulher e cuidar dela própria. O esforço e o equilíbrio são essenciais, nem sempre sendo fácil, é possível ter tudo"

919 757 060 sonhos@inessottomayor.pt www.inessottomayor.pt

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GIAMBRONE

PAOLA VITALI , DIANA MARIA RIBEIRO E AURORA CABRAL CAMPELO

O LADO FEMININO DA GIAMBRONE Diana Maria Ribeiro, Aurora Cabral Campelo e Paola Vitali são as três mulheres da sociedade de advogados, Giambrone, na Península Ibérica. A recente expansão da Sociedade incluiu Portugal, com novos escritórios na cidade do Porto, liderados por Diana Maria Ribeiro. Diana Maria Ribeiro cresceu na China mas veio a Portugal licenciar-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Começou o seu percurso na advocacia em Portugal, contudo, rapidamente, decidiu emigrar para Moçambique. Começou a trabalhar como legal advisor na Confederação das Associações Económicas em Moçambique e abriu o seu próprio escritório neste mesmo país. Durante cerca de dez anos, dedicou-se especialmente à área da dupla tributação e contratos internacionais. Auxiliou empresas estrangeiras em projetos de investimento em Moçambique, tendo colaborado com o APIEX em vários países de Africa. Neste período no continente africano, contactou com muitos clientes europeus, o que lhe permitiu, mais tarde, começar uma transição para trabalhar com estes na Europa. A expansão da Giambrone A Giambrone é uma sociedade de advogados, com origem em Itália, e vários escritórios espalhados por todo o mundo. Enquanto trabalhava em Moçambique, a advogada teve 18 | PORTUGAL EM DESTAQUE

oportunidade de trabalhar com Gonzalo Butori, da Giambrone, na constituição de empresas e projetos de investimentos italianos, espanhóis e ingleses com origem nesta sociedade de advogados. Quando Diana Maria Ribeiro decidiu voltar ao continente Europeu, e estando a residir entre Viena e Barcelona, surgiu a possibilidade de continuidade de expansão da Giambrone, em Portugal. Este ampliamento na Península Ibérica já tinha sido iniciado por Paola Vitali, com a abertura de vários escritórios em Espanha. Em Portugal, a cidade Invicta foi a escolhida para os mais recentes escritórios desta sociedade de advogados. Começou em janeiro com apenas dois elementos: Diana Maria Ribeiro e Mário Pinheiro Torres. Pouco tempo depois, aumentaram a equipa para três pessoas, incluindo a Aurora Cabral Campelo e, de seguida, para cinco elementos. Pretendem agora ser dez colaboradores nesta firma. Portugal foi escolhido por ser um ponto de contacto com outros tantos lugares do mundo. Contudo, Diana afirma que não pretendem ficar apenas na cidade do Porto, “temos a intenção de abrir em Lisboa e no Algarve, onde existem muito estrangeiros que são o nosso target”. O escritório em Portugal pretende ser o ponto de ligação entre a Europa, a África e a América do Sul, com países como o Brasil, que representa um grande mercado para a Sociedade, que tem escritório na cidade de

São Paulo. Atualmente, a Giambrone possui nove escritórios africanos afiliados que Diana Maria Ribeiro trouxe para a Sociedade e que se encontram espalhados pela África Subsariana, em Moçambique, Angola, Senegal, Nigéria, Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul, Congo e Gâmbia.

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Embora muitos setores empresariais estejam marcados por grandes desigualdades entre géneros, a nível salarial ou cultural, as três mulheres afirmam que, na Giambrone, a aceitação está acima de qualquer valor

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GIAMBRONE Vida pessoal vs Vida profissional Para Diana Maria Ribeiro, conciliar a vida pessoal com a atividade profissional não é difícil. “Gosto tanto do meu trabalho que, muitas vezes, não faço muito bem essa distinção entre a vida pessoal e a vida profissional”, explica. A paixão no trabalho que desenvolve é o que permite à advogada não sentir dificuldade em combinar estas duas componentes. Diana admite que não acredita que esteja “a desperdiçar alguma coisa em termos pessoais por me dedicar ao trabalho”. As mulheres na advocacia A presença da Giambrone na Península Ibérica é marcada por três mulheres: Paola Vitali, em Espanha, Diana Maria Ribeiro e Aurora Cabral Campelo, em Portugal. “Pretendemos fazer a diferença”, contam. Embora muitos setores empresariais estejam marcados por grandes desigualdades entre géneros, a nível salarial ou cultural, as três mulheres afirmam que, na Giambrone, a aceitação está acima de qualquer valor. É uma Sociedade inclusiva e multicultural com equipas que falam pelo menos três línguas estrangeiras e que na opinião da advogada, é a marca distintiva da sociedade de advogados. Contudo, estas advogadas acreditam que, em Portugal, ainda existem muitas distinções entre os homens e as mulheres. As mulheres, vistas como mais afetivas, são consideradas mais fracas. No entanto, a sensibilidade, inerente ao sexo feminino, é o que permite

ponderar e equacionar as situações de maneiras diferentes dos homens. Para Diana Maria Ribeiro, que trabalha no departamento Corporate, ser mulher tem sido um auxílio na sua profissão, uma vez que, perante uma situação de conflito, consegue apelar à parte psicológica, sentimental. “Eu penso que os homens não têm tanto essa sensibilidade para entender o substrato dos sentimentos”, explica. Aurora acrescenta que as mulheres desenvolvem um pouco mais a sua inteligência emocional e que acreditam também naquele “sexto sentido”. Paola remata que a mulher acaba por ter mais empatia do que o homem, entender o que está por detrás de uma situação e, de alguma forma, ser valorizada pelo cliente. As advogadas concordam que ainda existe um caminho longo a percorrer para a igualdade de género, tanto em Portugal, como em Espanha. Porém, na área do direito, cada vez mais predomina o sexo feminino, o que não se verifica nas empresas. “Ainda existe a associação da imagem do homem como o mais forte, porque o feminino está associado à sensibilidade”, afirma Diana. No caso espanhol, a abertura à liderança por parte de mulheres varia consoante a zona do país. Por fim, as três mulheres consideram que o fundamental é aliar a força e a paixão na carreira profissional, visto que a junção destes dois elementos faz a diferença nas pessoas e na forma como os profissionais se relacionam com os clientes.

GABRIELE GIAMBRONE

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As três mulheres consideram que o fundamental é aliar a força e a paixão na carreira profissional, visto que a junção destes dois elementos faz a diferença nas pessoas e na forma como os profissionais se relacionam com os clientes DIANA RIBEIRO

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CASA MENDES GONÇALVES

“INDEPENDENTEMENTE DO GÉNERO, UM BOM PROFISSIONAL TEM DE SER REMUNERADO PELO TRABALHO QUE ENTREGA” Assume-se uma pessoa curiosa por natureza, uma qualidade que sempre esteve presente em todos os projetos em que se envolveu. Num papel de liderança, enquanto Diretora-Geral da Mendes Gonçalves, Alexandra Gonçalves, acredita numa igualdade de género em cargos de chefia acompanhada por uma sociedade mais evoluída.

ALEXANDRA GONÇALVES

De onde vem a veia empreendedora e a vontade de querer saber e fazer sempre mais? Sempre fui uma pessoa curiosa, sempre quis saber e perceber o mundo que me rodeava. Essa curiosidade sempre esteve intrínseca na minha vida e me catapultou a sair, a perguntar e a tentar perceber o mundo. Para além disso, gosto de aprender coisas novas, logo é muito fácil envolver-me em projetos diferentes. Essa característica trouxe-me novos desafios, ao longo da minha vida, que foram surgindo e eu sempre aproveitei. Independentemente da idade e da fase da minha vida, sempre procurei mais conhecimento, seja em formações ou com pessoas que me rodeiam. Não sei em que ponto surgiu esta veia empreendedora, mas acredito que é o resultado de tudo isto e de todas as experiências que fui acumulando.

Administra a casa Mendes Gonçalves há mais de 4 anos, mas faz parte da empresa há mais de 16. Como avalia o seu percurso na empresa e o seu crescimento? Devo muito do que sou à Casa Mendes Gonçalves. Iniciei em funções na área da qualidade alimentar, que me permitiu ter um grande contacto com a parte industrial e produção. Depois a minha curiosidade e o facto de tentar dar um input a novos projetos, fui convidada a participar nas primeiras feiras internacionais. Gostei muito e fui aprendendo com os desafios que foram surgindo. As oportunidades foram aparecendo e eu não dizia que não, acreditava sempre que era capaz. Entretanto também estive na vertente comercial, nas vendas nacionais e internacionais, na criação de projetos tailor-made, uma das grandes forças da Casa Mendes Gonçalves, porque fazemos projetos à medida e chave na mão para vários clientes. Até que fui convidada para a direção geral, resultado de todo o conhecimento adquirido até então. O meu percurso de 16 anos e tudo o que sou está muito interligado com o crescimento da Mendes Gonçalves, pelas oportunidades que me foram surgindo e que fui agarrando. Em que medida as mulheres se distinguem em cargos de liderança? Quais são as mais-valias para o mundo empresarial? Acredito que existem ótimos líderes, tanto homens como mulheres. Existem algumas características que só nós mulheres temos, mas existem homens muito bons líderes. O que podemos aportar de diferente? Somos mais emocionais, o que nos permite ter

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alguma diplomacia diferente para tratar de alguns temas e assuntos. E, numa era em que é necessário ter alguma sensibilidade para lidar com os desafios atuais, e muitos se devem à felicidade no trabalho, motivação nas equipas, estar atento ao indivíduo e não ao número, penso que, por vezes, as mulheres poderão ter esse lado mais facilitado. Enquanto mulher ativa no mundo dos negócios, quais são os principais desafios que já enfrentou e quais são os atuais? Ao longo do meu percurso, já tive vários desafios. Sempre que agarrava um novo desafio, nunca pensava nos obstáculos que ia ter e como os ia superar. As questões apareciam, mas como eu tenho um espírito de problem solver, para mim era interessante e desafiante resolver os problemas. Quando fui indicada para Diretora-Geral, foi um desafio gigante, dada a responsabilidade de traçar um caminho para uma organização desta dimensão. Os desafios atuais são aqueles que a maioria das empresas estão a viver. Estamos num período muito desafiante e turbulento. Quando estudamos existem livros e textos que nos ensinam a lidar com vários problemas, mas muito poucos nos dizem como lidar com estes problemas ao mesmo tempo a acontecerem nas nossas empresas. Esse é o desafio que todos os gestores terão na mão, assim como a escassez de matérias-primas, para a indústria alimentar, porque todos os dias recebemos notícias de que provavelmente alguma matéria-prima vai falhar. Acrescendo o aumento de preços, que a escalar de uma forma desmedida me preocupa bastante.


CASA MENDES GONÇALVES

Por isso, toda a conjuntura macroeconómica é, neste momento, um grande desafio, mas acredito que quem tiver a capacidade de manter as suas empresas vivas e minimamente saudáveis, será uma grande aprendizagem para todos nós enquanto gestores. A igualdade de género e salarial no mundo empresarial, ao nível da liderança, está mais perto de ser uma realidade? Infelizmente, está num caminho pouco acelerado. Vai acontecendo, todos nós temos a responsabilidade de o fazer. Eu sou defensora da meritocracia, porque acho que independentemente do género, um bom profissional tem de ser remunerado pelo trabalho que entrega. Não é por sermos mulheres que vamos pedir quotas, mas se entregamos a mesma quantidade e qualidade de trabalho, tem de ser remunerado da mesma forma. Mas também acredito que tem de deixar de ser uma questão de mulheres para mulheres, é uma questão de sociedade e que a própria empresa tem de evoluir no sentido de entender que empresas equilibradas a nível de género, resultam em equipas multidisciplinares muito mais ricas. A sociedade tem de perceber que poderá ser uma vantagem competitiva haver diversidade nas organizações, porque vão ter pontos de vista diferentes. É uma questão de escolha dos gestores atuais, tomar essa decisão de serem mais sofisticados e inteligentes na gestão dos recursos que têm a aportar nas suas empresas. Empresas equilibradas a nível de género, vão ser forçosamente melhores.

projeto comum e todos com um propósito. A nossa missão é trazer alegria aos pratos de todos os portugueses e outras geografias, que nos confiam as suas marcas. Acreditamos que se conseguimos por um sorriso na cara de alguém quando está a provar uma refeição com os nossos produtos, a nossa missão foi cumprida, trazendo inovação, irreverência, e todo este nosso lado de inquietude que pauta a Mendes Gonçalves. Além disso, temos apostado em tratar as nossas pessoas não como números, mas como pessoas individuais e estar cá quando as pessoas precisam de nós e têm desafios nas suas vidas. Qual a mensagem que pretende deixar aos nossos leitores/as a propósito do papel da mulher na atualidade? É uma questão difícil porque as mulheres sozinhas não conseguem, tem de ser a sociedade a evoluir e a forma como se aborda esta questão é que vai definir o nível de

maturidade e sofisticação da sociedade em que estamos. Tanto homens como mulheres conseguem entregar trabalhos de qualidade, ser líderes inspiradores e fazem coisas fantásticas. No final somos todos seres humanos, tudo é fruto do talento e do trabalho.

A Casa Mendes Gonçalves é uma referência empresarial nacional, inovadora e criativa. Como é gerir esta família feliz que trabalha para passar, através dos seus produtos, essa felicidade a outras famílias? Somos uma empresa com alma e como uma família planeamos, rimos, choramos, mas no final estamos todos a trabalhar num PORTUGAL EM DESTAQUE | 21


TURISMO E CULTURA A união entre o turismo e a cultura está a crescer gradualmente e nível global, e os encantos de Portugal estão a ser mais valorizados. Não se trata apenas de entreter as populações e os turistas, mas principalmente de ampliar o conhecimento e a cultura de todos. E, por isso, assistimos a uma maior promoção turística na vertente cultural, que compreende locais históricos, obras artísticas, museus, casas de cultura, festas, e demais tradições. O município de Arouca é detentor de um património turístico e cultural exímio e quem tem vindo a ser, cada vez mais, visitado e admirado. É um território que se constitui pela preservação de monumentos, complexos arquitetónicos e da natureza e palco de espetáculos e eventos artísticos que engrandecem a região.

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"OS PRÉMIOS QUE TEMOS VINDO A RECEBER SÃO O RECONHECIMENTO PELO TRABALHO FEITO" MARGARIDA BELÉM - PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE AROUCA PORTUGAL EM DESTAQUE | 23


CM AROUCA

AROUCA:

UM RICO E SINGULAR PATRIMÓNIO GEOLÓGICO E NATURAL Um território com selo UNESCO, com um rico e singular património geológico e natural, que oferece um conjunto alargado e diversificado de experiências – culturais, desportivas, de natureza, gastronómicas – e com diferentes níveis de adrenalina, assim é o município de Arouca, nas palavras de Margarida Belém, Presidente da Câmara Municipal de Arouca. Situado no distrito de Aveiro, o município, na voz da autarca, prevê com otimismo um retorno ao fluxo turístico registado antes da pandemia.

MARGARIDA BELÉM

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A cultura e o turismo são dois setores de elevada importância para o concelho de Arouca. A 516 Arouca – Ponte Suspensa e os Passadiços do Paiva são dois pontos de atração nacional e internacional e reconhecidos com vários prémios. Gostávamos de ouvir a sua reação a estes reconhecimentos. Desde o primeiro momento que quisemos construir a “marca Arouca” alicerçada na nossa identidade, pois é isso que nos distingue dos demais concelhos e destinos turísticos. Quisemos apostar em projetos inovadores e diferenciadores que valorizassem os nossos recursos, nomeadamente naturais, e foi isso que fizemos, primeiro com os Passadiços do Paiva, que se desenham ao longo de 8 quilómetros da margem esquerda do rio Paiva, e mais recentemente com a 516 Arouca, a maior ponte pedonal suspensa do mundo que liga as duas margens do Paiva e nos possibilita uma experiência única do vale do Paiva, muito concretamente de dois dos seus geossítios mais icónicos – a Garganta do Paiva e a Cascata das Aguieiras.

Importa referir que estes projetos se inserem numa estratégia de desenvolvimento territorial também ela diferenciadora que começou a ser desenhada em 2009 com a criação do Arouca Geopark, integrando atualmente a rede global de geoparques das UNESCO. Os prémios que temos vindo a receber são o reconhecimento pelo trabalho feito, pelo arrojo que um município de dimensão pouco expressiva à entrada deste Portugal interior faz em infraestruturas desta natureza que o catapultam, por exemplo, para as páginas dos media internacionais como aconteceu há pouco tempo ao sermos eleitos pela icónica revista Time como um dos 100 destinos a visitar em 2021. O executivo camarário prima pelo dinamismo a nível cultural, turístico e de festividades. Apresente algumas das iniciativas planeadas para datas próximas. Estamos a retomar a atividade cultural, turística e as festividades que haviam ficado suspensas com a pandemia.


CM AROUCA

O próximo grande evento que iremos ter, entre 23 e 28 de novembro, é o Arouca Rafting Summit, que pretende promover as águas bravas em geral e a modalidade de rafting praticada no rio Paiva em particular. Integra, entre outras atividades, uma descida promocional de rafting, uma conferência e a “Taça de Portugal de Rafting Open”. Durante o mês de dezembro e o início de janeiro, teremos a programação de natal, com um conjunto muito diverso de eventos, entre os quais figurarão, certamente, o tradicional concerto de natal e os cantares das Janeiras. A celebração do Entrudo será outro dos eventos que marcará o primeiro trimestre de 2022, com o reavivar de tradições como “a queima do velho” e a seleção do melhor mascarado tradicional. O teatro musical “O Novo Amanhã”, retrata factos reais ocorridos em Alvarenga, uma freguesia de Arouca, relacionados com a exploração de volfrâmio nas afamadas minas de Regoufe e vai percorrer o país. Considera esta iniciativa trará ainda mais visibilidade a Arouca? Naturalmente que sim. Dará sobretudo maior visibilidade a um período da nossa

história local (a I e a II Guerra Mundial) e a um património (mineiro) que queremos dar, nos próximos anos, ainda maior protagonismo. Para o efeito, pretendemos intervir nos antigos complexos mineiros, começando por Rio de Frades, possibilitando a sua recuperação e valorização para fins culturais, e turísticos e desportivos. Considera que a retoma turística vai aumentar e retomar os números anteriormente registados? Estamos confiantes que sim, e que essa retoma acontecerá sobretudo a partir de 2023. A pandemia alterou alguns hábitos de procura turística, com as pessoas a passarem a privilegiar destinos de natureza, mais isolados, com maior dispersão de pessoas (turistas e locais), e o nosso território e todas as suas especificidades respondem a esses novos hábitos dos turistas.

desportivas, de natureza, gastronómicas – e com diferentes níveis de adrenalina. Num dia poderemos estar a percorrer a maior ponte pedonal do mundo ou a descer um dos mais bravos rios da Europa – o Paiva, e no dia seguinte estarmos a descobrir os tesouros de um dos mais importantes museus de arte sacra do país – o Museu do Mosteiro de Arouca, ou ainda a deleitar-nos com a requintada doçaria conventual, legado desse mesmo espaço monástico. Somos assim um território que apela aos sentidos, à descoberta, ao conhecimento, ao ritmo que desejarmos.

Pretende deixar uma mensagem aos nossos leitores para visitarem o concelho de Arouca? Somos um território com selo UNESCO, com um rico e singular património geológico e natural, que oferece um conjunto alargado e diversificado de experiências – culturais,

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O REGRESSO DE AFONSO VILELA AOS PALCOS

AFONSO VILELA

Com mais de 30 anos de experiência na representação, Afonso Vilela está de volta aos palcos do teatro nacional. No musical “Um Novo Amanhã”, o ator e modelo interpreta um padre com uma dose de loucura e comicidade. Após o seu último trabalho na representação realizado em 2019, Afonso Vilela regressa aos palcos do teatro português, através do teatro musical “Um Nova Amanhã”, acima de tudo pelo argumento. “Uma parte importantíssima da história de Portugal, que tem sido sempre (propositadamente) “mal” contada e divulgada, e um romance lindíssimo, de fazer Pedro e Inês corarem de inveja”, explica. Também a ligação do ator a Alvarenga e a Arouca foi um dos motivos que o levou a aceitar este desafio. Nesta peça, Afonso Vilela interpreta um padre, muito heterodoxo e “quase bipolar”. É uma figura de referência social, que se entrega aos paroquianos e que tem alguma relevância para a trama. “É um personagem com a dose certa de loucura e comicidade, e que me dá muito gozo de interpretar”, refere o ator. Afonso considera a última sessão realizada no Teatro Sá da Bandeira memorável e espera que quem já tenha assistido tenha gostado tanto como ele de fazer parte deste elenco. Os próximos espetáculos já estão praticamente esgotados, mas o ator pondera a realização de uma segunda temporada em digressão pelo resto do país. “Não é todos os dias que se junta em palco quase 50 pessoas, incluindo rancho e banda filarmónica, para além de todo o elenco”, afirma.

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13 de Novembro 21h30

14 de Novembro 15h e 18h


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CAMINHA, A BELEZA DO ALTO MINHO Repleta de tradições e histórias, Caminha, é uma atraente vila do Alto Minho a norte de Viana do Castelo. Nas imediações existem ainda vestígios de civilizações pré-históricas, como mamoas, dólmenes e castros, referências históricas da sua antiguidade. Os recursos naturais são admiráveis, o património histórico de elevado valor, a cultura e as tradições conservam uma genuinidade invulgar. A cultura genuína e popular ainda se manifesta em festas e romarias populares, onde se destacam as festas em Honra a Santa Rita de Cássia, Nossa Sra. da Bonança e a Romaria de S. João D'Arga. Num cenário onde a natureza se mostra em todo o seu esplendor, entre montanhas, o céu e o mar, o concelho de Caminha também é perfeito para a melhoria do seu bem-estar. Nas redondezas da vila é possível passear pela ecovia fluvial ou por um dos muitos trilhos assinalados, assim como praticar surf, windsurf e bodyboard nas suas praias de areia fina e dourada. A grande agitação prolonga-se pela noite fora nos muitos restaurantes, bares e esplanadas e na afamada Rua Direita. As praias da Foz do Minho, Moledo, Vila Praia de Âncora e Forte do Cão são as imagens de marca de Caminha, como um fator de atração turística e desportiva. As experiências na natureza, a gastronomia e as praias aliadas à excelência do alojamento, fazem de Caminha um destino de eleição.

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Estrada Marginal Sul | 2520 - 227 Peniche Telf: 262 789 349 | geral@pinhalmar.com | www.pinhalmar.com Estrada Marginal Sul | 2520 - 227 Peniche Telf: 262 789 349 | geral@pinhalmar.com | www.pinhalmar.com Estrada Marginal Sul | 2520 - 227 Peniche Telf: 262 789 349 | geral@pinhalmar.com | www.pinhalmar.com

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TOP 5% MELHORES PME DE PORTUGAL O Top 5% melhores PME, distingue no mercado as Pequenas e Médias Empresas, de todo o território nacional, que apresentam elevada sustentabilidade financeira. A perspetiva de futuro é muito importante para as empresas e o reforço da reputação da marca no mercado, que esta certificação representa, gera confiança nos clientes e potencia um impacto positivo nas vendas. Este é um reconhecimento realizado pela SCORING que se baseia numa avaliação feita a partir das contas que as empresas publicam anualmente e através de indicadores económico-financeiros que identificam as empresas que se destacam em matéria de solidez financeira e desempenho económico. É um processo validado cientificamente por docentes universitários doutorados em gestão e auditado que asseguram isenção e rigor nas certificações atribuídas. Todas as empresas certificadas são distinguidas com um selo digital personalizado, que inclui o nome e NIF da empresa e uma imagem personalizada relativa à certificação, inclui também a emissão de um certificado e relatório financeiro, comprovativos da análise de contas e dos valores apurados. O principal objetivo desta distinção é reforçar a reputação da empresa e fazer crescer a confiança de clientes e a motivação de colaboradores. Fique a conhecer nesta edição algumas empresas que tiveram a capacidade de gerar um bom desempenho económico e foram reconhecidas como as Top 5% melhores PME de Portugal.

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TRAFICPISO

TRAFICPISO: CONSTRUIR O FUTURO E REMODELAR O PRESENTE A Traficpiso, foi distinguida com a Certificação “TOP5% melhores PME de Portugal”, na edição de 2020, pela sua excelência na gestão operacional e financeira. Duarte Gonçalves, gerente da empresa, destaca o empenho e responsabilidade dos colaboradores que têm vindo a desenvolver ao longo dos anos. Com sede no Funchal a empresa dedica-se à construção civil e obras públicas. Fique a conhecer um pouco melhor o negócio nesta edição.

A Traficpiso nasceu em 2018 e dedica-se à construção civil e obras públicas. Fale-nos um pouco mais deste projeto e do seu percurso até aos dias de hoje. A empresa iniciou com a execução dos pisos no ramo de parques infantis e ca mpos desportivos, por tanto a escolha do seu nome: TraficPiso. A seguir, nos anos seguintes, foi expandindo a outras áreas como o fornecimento de peças lúdicas, instalação de relva sintética e aplicação de sinalização rodoviária termoplástica, adaptando-se ao mercado e as necessidades especificas dos nossos clientes.

CAMPO DESPORTIVO CR7 INSTALADO PELA TRAFICPISO, NA QUINTA FALCÃO DE SANTO ANTÓNIO, FUNCHAL – MADEIRA (ONDE NASCEU O DESPORTISTA CRISTIANO RONALDO)

Quais os serviços e produtos que a Traficpiso oferece? Neste momento a empresa Traficpiso oferece o fornecimento e instalação de: • Pavimentos Sintéticos e Desportivos de Borracha ou Granulados SBR/EPDM para espaços desportivos e parques infantis. • Relva Sintética Desportiva e Paisagística • Equipamentos para parques infantis e geriátricos • Mobiliário urbano e sinalética vertical rodoviária • Sinalização rodoviária termoplástica (à frio ou à quente) A empresa foi certificada com o selo TOP 5% melhores PME de Portugal. Gostávamos de ouvir a sua reação a este reconhecimento. A certificação do selo TOP foi uma agradável surpresa recebida com satisfação pelo reconhecimento do desempenho e trabalho feito dos nossos colaboradores com dedicação e responsabilidade ao longo dos anos. Este reconhecimento reflete o crescimento da empresa? A empresa tem tido um crescimento importante neste último ano, tendo sida adjudicada a importantes obras públicas e privada, refletido na triplicação do número dos nossos colaboradores e a ampliação a novas linhas de trabalho, além da satisfação de ter instalados de três a cinco parques infantis, em cada conselho, da Ilha de Madeira.

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ENGENHARIA E SUSTENTABILIDADE Atualmente, a engenharia contribui ativamente para a redução dos resíduos das construções e para a eficiência dos edifícios, como é o caso da união do conceito de fabrico Lean e do sistema de gestão da qualidade. O Lean Construction pretende, entre outros, agregar valor à construção, diminuir a variabilidade, otimizar o tempo e tornar os processos transparentes. O conceito construtivo Passive House centra-se em atingir um elevado padrão de desempenho, sob o ponto de vista energético, economicamente acessível e sustentável e otimizando o desempenho do edifício. Prima por um ambiente interior de boa qualidade do ar, conforto térmico e pela inexistência de grandes variações térmicas. Os custos de operação são substancialmente mais baixos, em comparação com os edifícios convencionais, uma vez que as necessidades energéticas e de manutenção são diminutas. É um conceito sustentável a nível económico e ambiental que é cada vez mais procurado em Portugal.

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EXCELLENS

NUNO SANTOS E EQUIPA

“COLOCAMOS MAIS UMA GOTA NO OCEANO DA RESPONSABILIDADE AMBIENTAL” Com mais de dez anos de atividade, a Excellens dispõe de um conjunto de profissionais com muita experiência em todas as áreas de engenharia. Nuno Santos, administrador da empresa, explica o sucesso e o fator de distinção da Excellens. A Excellens dispõe de um conjunto de soluções integradas e que engloba todas as áreas de engenharia. Apresente a Excellens e revele os seus pilares de sucesso.

A Excellens, criada em 2007, dedica-se a serviços de engenharia integrados de projeto, fiscalização e consultoria. Os nossos serviços incluem todas as especialidades, sendo a gestão com a arquitetura feita desde o início. Os clientes têm o conhecimento do que vai ser construído, antes de acontecer. Em 2012, aderimos à Tecnologia BIM, Building Information Modeling, fundamental para integrar as especialidades de projeto. Este ano estamos a desenvolver a primeira moradia Passive House, 100% 3D/BIM, para que o cliente perceba tudo o que a sua construção inclui e o que estará “escondido” nas paredes e tetos. Outro dos projetos de 2021 é a requalificação de um mosteiro num hotel de 5 estrelas, no centro do país, em colaboração com o nosso parceiro de arquitetura. Em 2017, certificamo-nos em Passive House Trades Person e Passive House Designer. O conceito permite atingir níveis de conforto e qualidade do ar muito elevados e muito baixos consumos energéticos, com performances superiores à “tradicional” certificação energética. Com a pandemia, fomos muito requisitados para aplicação deste conceito.

redução da pegada ecológica estão na ordem do dia, entendemos que, ao otimizar soluções, reduzindo custos e consumos de água e energia, colocamos mais uma gota no oceano da responsabilidade ambiental. Acredita que o mercado da construção continuará a crescer como se tem sentido nos últimos anos? A reabilitação e reconstrução de edifícios será um caminho para a sustentabilidade da habitação? O crescimento não se manterá exponencial, terá de estabilizar e eventualmente descer. A pandemia trouxe preocupações em termos de salubridade e qualidade do ar, que antes não eram valorizadas. Foi aqui que o conceito Passive House nos destacou: quando explicado aos nossos clientes, não hesitam em aderir. A pandemia trouxe a vontade da “moradia”, as pessoas sentem-se mais “seguras” num espaço sem partilha, o que não acontece em apartamentos. A reabilitação e a reconstrução são um caminho para a sustentabilidade global do edificado, por redução de desperdício e reaproveitamento, de forma rigorosa no processo, sem remendos ou pensos rápidos, senão invertemos o processo.

A engenharia contribui ativamente para a redução dos resíduos das construções e para a eficiência dos edifícios, como é o caso da união do conceito de fabrico Lean e do sistema de gestão da qualidade. Foi com este intuito que criou a Lean Constrution? A Lean Construction nasceu em 2017, como um “desafio”, com um amigo que queria fazer umas obras e pediu ajuda. Posteriormente, entendi que podíamos dar um passo maior, começar a construir de raiz ou fazer intervenções de remodelação e reabilitação mais profundas. Contactei várias empresas de construção e instalações especiais. Começamos a gerir equipas, com base no pensamento Lean, otimizando tempos e materiais, para marcarmos a diferença e sermos valorizados no mercado. A eficiência energética e dos edifícios são uma preocupação para os proprietários? Considera que empresas como a Excellens e a Lean Construction farão a diferença no combate às alterações climáticas? Sim, os proprietários sabem o que querem e estão informados. Sabendo que as alterações climáticas, a reciclagem, o reaproveito e a

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