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Olhar de

Guadalupe

Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe - Canasvieiras / Florianópolis | Outubro e Novembro de 2010 | Ano 1 | Nº 2

Praia do Forte

Igreja Nossa Senhora Aparecida realiza festa em honra à Padroeira

O evento foi realizado entre os dias 2 e 12 de outubro. A história da origem da Comunidade de Jurerê Tradicional também é tema desta matéria Pág. 5

O testemunho da missionária Maura Irene de Brito

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Sábado de surpresa para os paroquianos na Igreja Matriz

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1º Acantonamento Espiritual 2010

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Em artigo, Pe. Tarsísio Vieira fala sobre as almas

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Olhar de Guadalupe - Outubro e Novembro 2010

Interatividade Editorial

A Voz do Pároco

“AI DE MIM SE EU NÃO EVANGELIZAR” (1Cor 9,16)

O mundo não conhece Deus

O mês de outubro é dedicado as missões, quando a Igreja nos impulsiona a assumir uma postura ainda mais evangelizadora. Mas unida ao tema de novembro, tempo de meditação e de pausa, crepuscular, sobre o outono da vida, da qual faz parte a morte e as realidades últimas que nos esperam, podemos aprofundar ainda mais essa reflexão. Jesus trabalhava incansavelmente anunciando a Boa Nova de Deus pois tinha pressa em salvar almas. Ele não impõe condições para isto, sofre o que precisa sofrer, trabalha o que precisa trabalhar, se humilha o que precisa se humilhar, se arrisca o que precisa se arriscar, contanto que ele cumpra a vontade do Pai de salvar almas. Por terem compreendido perfeitamente isto, os santos também só tinham um desejo: salvar almas para a maior glorificação de Deus, como a atitude de Santa Teresinha. Antes de tudo, ela declara firmemente sua finalidade de ser carmelita: “Vim para salvar as almas”. Esperamos que esta edição ajude você, leitor, a refletir sobre a responsabilidade em salvar as almas que não conhecem Jesus aqui na terra. E ainda mais, a missão de continuar a zelar por elas quando deixarem a vida terrena. Senhor Jesus Cristo, concedei-nos a fortaleza e a coragem para sermos missionários, hoje e sempre. A Virgem Maria, “estrela da Evangelização”, conduza-nos nos caminhos da missão.

Pe. Anésio Dalcastagner Dizia São Paulo, conforme o título desse artigo, se eu não evangelizar terei as consequências da vida e da vida eterna. Todos os batizados são chamados a levar a Boa Notícia de Jesus Cristo para todas as criaturas. Evangelizar significa querer que todos os corações da humanidade sejam felizes através de Jesus Cristo. Fazer que o ser humano corrompido pelo pecado seja, através da Graça de Deus, uma nova criatura. Por isso que não podemos nos omitir diante da missão que Deus nos incumbiu, com o batismo, e se fomos batizados temos por obrigação fazer com que

outras pessoas também sejam felizes através da Boa Nova de Cristo. Nesse mês missionário, somos chamados a refletir sobre como estamos vivendo nosso batismo e nossa missão diante do mundo que está sedento do Amor de Deus. Além de ser o mês das missões, temos também a alegria de festejarmos o santo rosário, que significa conto de rosas. Se falamos de rosas, falamos da mãe de Jesus Cristo. Maria é aquela que está sempre presente em nossas vidas e, sobretudo, na vida de nossas famílias. Uma das maneiras de evangelizar seria a recitação do santo terço, no qual as famílias em torno da oração se tornariam mais humanas e semelhantes à família

de Nazaré. Caros irmãos, precisamos evangelizar, por isso que nosso jornal chega a sua casa. Agradecemos a Deus, a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe e a nossos queridos patrocinadores por mais esta edição. Precisamos de gente corajosa para nos ajudar a evangelizar e fazer mais pessoas felizes. E você que está lendo este artigo o que está fazendo com os dons que Deus lhe deu? Lembramos de todos os nossos entes queridos que nos precederam na casa do Pai, de modo especial no mês de novembro. Minha bênção sacerdotal para você e sua família!

Aparecida: a Mãe de um povo “Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!” Quantas vezes, cada dia, este canto se eleva aos céus, em grandes igrejas, em pequenas grutas e em humildes casas de nosso povo? Em nenhum outro lugar, contudo, esse canto tem tanta força e sentido como em Aparecida. Poucos santuários marianos têm uma história tão simples como o de Aparecida. No início, os encontros de oração eram nas próprias casas dos pescadores; depois, em pequenas capelinhas e, com o tempo, em igrejas cada vez maiores. Multiplicaram-se as graças, aumentou sempre mais o número de romarias e a imagem passou a ser chamada carinhosamente de “Aparecida”. Tempos atrás, alguém quebrou a imagem original, pensando, assim, destruir

o culto mariano. No meio de mil fragmentos foram encontradas, intactas, as duas mãos de Maria, unidas em oração. “As mãos postas de Maria no meio das ruínas são um convite a seus filhos a darem espaço em suas vidas à oração. O verdadeiro filho de Maria é um cristão que reza”. (João Paulo II, 04.07.80). (...) Em Aparecida, o povo se une a Maria através de muitas expressões de fé: celebrações, orações, novenas, rosário... Depois, levam para suas comunidades o que ali aprendem. Levam o apelo para, em família, ler diariamente a Palavra de Deus e rezar o Terço; para participar intensamente da vida de sua paróquia e para se dedicar aos mais necessitados. Descobrem que, dessa maneira, Maria Santíssima poderá, com mais facilidade, conduzir cada família pelos caminhos de Jesus.

Horários das

Celebrações

AGENDA DE OUTUBRO A DEZEMBRO DATA

ATIVIDADE

LOCAL

31/10 02/11 03/11 04/11 05 a 07/11

Primeira Eucaristia – 10h Divino Espírito Santo FINADOS Reunião do CPC Divino Espírito Santo Reunião do CPC – 20h S. Fco. de Paula Retiro de Aprofundamento do Movimento Jovem

07/11 09/11 10/11 14/11 17/11 24/11 03/12 04/12 07/12 09/12 11/12 15/12

Bingo Beneficente São Paulo Apóstolo Reunião do CPC – 20h São Pedro Reunião do CPC – 20h N. Sra. Aparecida Tarde de Formação Paroquial – Apostolado da Oração Reunião Catequese (Paróquia) – 20h Matriz Reunião da Catequese (Matriz) – 20h Matriz Confr. comunitária de final de ano S. Fco. de Paula Missa, festa e confr. do MONC Matriz Reunião do CPP - 20h Matriz Adoração ao Santíssimo - 20h N. Sra. Aparecida Jantar de enc. coordenação N. Sra. dos Remédios Encerramento Catequese Matriz

Matriz Nossa Senhora de Guadalupe – Bal. Canasvieiras Segunda-feira: 17h30 – Recitação do Terço 20h – Grupo de Oração Sexta-feira: 19h – Adoração ao Santíssimo Sacramento

Sábado: 19h30

Missas

Santa Cruz – Vargem Grande I Domingo: 8h15

Terça a sexta-feira: 19h30 | Sábado: 19h30 | Domingo: 8h e 19h30 Todo dia 12 – Missa devocional à Nossa Senhora de Guadalupe

Comunidades

São Francisco de Assis – Jurerê Internacional Sábado: 18h Sagrada Face – Daniela Sábado: 18h Divino Espírito Santo – Lamin

São Paulo Apóstolo – Vargem Grande II Sábado: 19h30 São Brás – Vargem Pequena Domingo: 8h

Nossa Senhora dos Remédios – Ratones Domingo: 9h30 Nossa Senhora Aparecida – Jurerê Tradicional Domingo: 9h30 São Francisco de Paula – Canasvieiras Domingo: 18h15 São Pedro – Ponta das Canas Domingo: 19h

Expediente Paroquial

De segunda a sábado: das 13h30 às 18h Informações: (48) 3369-1388


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Vida de Paróquia

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MISSÕES

Um testemunho de coração e alma missionária Com 77 anos, Dona Irene sai pelas ruas da Comunidade São Brás, com a Bíblia e o terço nos braços, para fazer missão Os cabelos brancos, as mãos cansadas e os olhos claros de Maura Irene de Brito são evidências de uma vida toda dedicada à Igreja. Com 77 anos, Dona Irene (como é conhecida) conta que desde criança se engaja em pastorais e movimentos. Mas, em 2004, algo começou a mudar no seu coração ao participar das Santas Missões Populares da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe. Antes disso, a alegre senhora não se considerava apta para a missão por causa da idade avançada. Depois de um longo período de formação, ela foi enviada com a bênção do pároco, junto com cerca de 60 missionários, para evangelizar nas ruas de Ponta das Canas. Era a realização de um sonho, pois anos antes ela sentia o seu coração queimar enquanto lia a Revista Sem Fronteiras. Um dia antes das evangelizações nas casas, Dona Irene não conseguiu nem dormir, de tanta ansiedade por falar do amor de Jesus por nós. “Me senti feliz, feliz, feliz naquele dia de envio. Agora estou apaixonada pelas missões”, conta ela.

De lá para cá, muitos projetos missionários foram realizados na Paróquia. Em todos eles, Dona Irene esteve presente. “Gostei muito, foi um horizonte que se abriu pra mim. Se eu fosse moça iria sair daqui para fazer missão”, revela a senhora que já pediu até para o arcebispo Dom Murilo enviá-la em projetos missionários em outras regiões do Brasil e do mundo. Com o coração missionário inquieto, ela não espera o mês de outubro para fazer missão. Nos tempos livres, convida a irmã ou alguma amiga para sair pelas ruas do seu bairro, São Brás, com a Bíblia debaixo do braço para falar do amor de Deus nas casas que as convidam para entrar. “Vou continuar enquanto tiver saúde. Me sinto muito realizada, não tem explicação. Peço a Deus muitos anos de vida para continuar a fazer este trabalho. Só tenho que louvar e agradecer a Ele por tudo. A Ele toda honra e toda glória para sempre!”, finaliza, emocionada, a missionária. Com certeza, Dona Irene tem muito que nos ensinar.

Adoração ao Santíssimo Sacramento Pe. Nelson Tachini, SCJ Das muitas riquezas espirituais que a Igreja Católica herdou ao longo das gerações cristãs, e que vem se constituindo numa fonte de alimento e vida para seus fiéis, está a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Tudo tem seu começo na vida da Igreja Católica, e por isso nossa fé é baseada em Deus, na Palavra de Dele e na Tradição Cristã. Nesta última, recebemos a Adoração ao Santíssimo. Mas quando iniciou esta prática? Pensam alguns que tenha sido por ocasião da Instituição da Festa de Corpus Christi. Porém, há antecedentes dela no ano de 1226. Conta a história que em Avignon, França, no dia 11 de setembro daquele ano, a pedido do rei Luís VII, por ocasião da vitória que obteve contra os albigenses, o Santíssimo Sacramento foi exposto na Capela da Santa Cruz, como ação de graças. Tão grande foi o número de adoradores que o bispo, Pierre de Corbie, decidiu continuar a adoração noite adentro, assim como durante o dia seguinte. Esta proposta foi ratificada e aprovada posteriormente pela Santa Sé. A partir da instituição da Festa de

Corpus Christi, em 1246, em Liège, na França, a Adoração foi sendo assumida nos países católicos. Na atualidade, tal prática é bastante difundida e vivida na maioria das paróquias do Brasil e de nossa Arquidiocese. Em nossas comunidades, semanalmente ou mensalmente grupos de fiéis reúnem-se para momentos de adoração perante o Santíssimo Sacramento. Na Matriz de nossa Paróquia, Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, tal prática se dá na primeira sexta-feira do mês, das 15h às 19h30. Procure informar-se e venha orar, a sós ou com seus irmãos. A Adoração ao Santíssimo Sacramento é uma expressão da fé cristã na presença de Cristo no Sacramento da Eucaristia. Fé esta que se manifesta na contemplação, adoração e oração externa ou silenciosa diante de Jesus sob a espécie do pão consagrado. Adorar a Jesus é louvar e agradecer sua presença, é lhe fazer companhia, “não fostes capazes de vigiar comigo por uma hora. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,40-41). É reconhecer que ao estar com Cristo aprendemos a ser “discípulos e missionários”. Orar é preciso e saber que em uma

igreja aberta nos é oferecida a presença sagrado para nossa oração faz-nos sende Jesus Cristo na espécie do pão con- tir convidados a lhe fazer companhia.

Adoração na Matriz

Toda primeira sexta-feira do mês, das 15h às 19h30, na Igreja Matriz Nossa Senhora de Guadalupe. Participe!


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Olhar de Guadalupe - Outubro e Novembro 2010

Lugar da Comunhão

Ação Social tem nova diretoria - No dia 30 de outubro, membros da Ação Social Nossa Senhora de Guadalupe (Asonseg) se reuniram para eleição da nova diretoria da associação. Denise Duarte Mohr é a nova coordenadora paroquial. Para ajudá-la, Pe. Anésio foi eleito vice. A nova secretária é Adriana Duarte Correa e a tesoureira, Miriam de Oliveira Euzébio. Foram eleitos mais três membros do Conselho Fiscal e cinco coordenadores. A diretoria completa será divulgada na próxima edição.

Apostolado da Oração

RESULTADO DA AÇÃO ENTRE AMIGOS Sorteado no dia 17 de outubro, às 18h30, no local da festa da Comunidade Santa Cruz. Primeiro Prêmio: Uma Moto 150cc Okm – ganhador: Osmar Roque Bett Segundo Prêmio: Um Netbook – ganhador: Luiza M. Demarchi Terceiro Prêmio: Um Home Theater – ganhador: Izolina Teixeira de Jesus

Maria dos Passos Souza Pereira O Apostolado da Oração é uma associação eclesial de fiéis a serviço da igreja e dos irmãos. Um momento universal de oferecimento do seu dia com Cristo Redentor para rezar unido ao Papa. O Apostolado da Oração teve seu início na França em uma casa de estudos, no dia 3 de dezembro de 1844. O Pe. Francisco Xavier Gautrelet, sj, explicou a um grupo de estudantes, animado de zelo pelas almas, como as orações e sacrifícios poderiam levar um precioso auxílio àqueles que trabalhavam já na seara do Senhor. Padre Gautrelet criou esta pequena organização com o nome de Apostolado da Oração. O Bispo de Lê Puy aprovou e o

Papa Pio IX, em 1849, concedeu-lhe a primeira indulgência. Coube ao Papa Leão XIII, em 1894, oficializar e reconhecer na igreja a Novel Associação. Esta extraordinária obra e grande serviço da igreja se expandiu. O riacho virou rio com muitos afluentes. A pequena semente germinou, cresceu e se transformou em árvore frondosa. Gerou, assim, milhões de associações e associados. O Apostolado da Oração conta com dois patronos poderosos: São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus. Apostolado na Paróquia Na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, o Apostolado da Oração é uma associação muito forte e participativa nos even-

Compromisso do Apostolado da Oração

tos religiosos realizados nas comunidades paroquiais e na própria Paróquia. A participação é assídua nos encontros oferecidos pela Arquidiocese e Comarca da Ilha. Sempre quando convidados, a Paróquia é representada pelo Apostolado da Oração nos encontros. Pe. Nelson Tachini, vigário paroquial, é o assessor espiritual que orienta os fiéis com riquíssimas experiências sobre a vida em grupo, os compromissos do Apostolado e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, além do amor a Nossa Senhora. Pe. Nelson implantou na Paróquia a Adoração ao Santíssimo Sacramento nas primeiras sextas-feiras do mês na Matriz, das 15h às 19h15, especificamente ao Apostolado da Oração.

Guiados pelo Espírito Santo, renovar o oferecimento Diário de Nossa Vida (orações e obras, pensamentos e palavras, alegrias e sofrimento) ao pai em união com o Coração Eucarístico de Jesus pela salvação do mundo. Viver o carisma e seguir os estatutos do Apostolado da Oração. Participar de serviços e eventos programados pelo grupo, como missas, horas santas, reuniões, romarias, visita aos doentes, participação na pastoral da igreja etc.

Nosso agradecimento a todos os que colaboraram.

AÇÃO ENTRE AMIGOS

Os amigos do Diácono Giovani, estudantes de teologia do Itesc, que nos fins de semana realizam atividades pastorais na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, promovem uma ação em prol de sua Ordenação Presbiteral que será realizada no dia 22 de janeiro de 2011, em Ibicaré/SC. A colaboração espontânea é de R$ 5,00 reais. Os sorteios serão feitos na própria Paróquia no dia 8 de dezembro de 2010. Prêmios da próxima Ação: 1. Uma bicicleta 2. Um Grillplus 3. Um aparelho de jantar de 20 peças 4. Uma cafeteira 5. Uma panela

Sábado de surpresas e recreação reúne mais de 300 paroquianos A Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe realizou, no dia 11 de setembro, um sábado de surpresas e recreação. Mais de 300 pessoas participaram do evento e puderam vivenciar momentos de alegria. Na ocasião, foram sorteados vários brindes. Este encontro se tornou possível a partir da união e do envolvimento do grupo de ginástica do Espaço Guadalupe. Este grupo realizou a Tarde de Surpresa com o fim de apoiar o movimento dos vicentinos. O movimento encaminhou uma carta para agrade-

cer e demonstrar gratidão pela iniciativa. A ideia recebeu apoio do Pe. Nelson Tachini. Ele saudou os organizadores e a comunidade presente. A colaboração dos estabelecimentos comerciais de Canasvieiras também recebeu aplausos. O bancário Elzo Machado, que participou do evento, ficou satisfeito com este sábado diferente. “Foram momentos sensacionais que nos permitiram descontrair”, acrescenta ele que levou a família inteira para a festa.


Olhar de Guadalupe - Outubro e Novembro 2010

Nossas Comunidades

Igreja Nossa Senhora Aparecida

A Comunidade de Jurerê Tradicional foi fundada em 28 de julho de 1987

Quando Jurerê Tradicional ainda era formada pelo Caldeirão e o Canto do Lamim, o jovem Sr. Anacleto de Paula Valente, que foi trabalhar em são Paulo e lá não se adaptou, voltou daquela cidade a pé até este bairro, trazendo na bagagem um quadro de Nossa Senhora Aparecida. O quadro como presente para o seu irmão, Francisco Rufino de Paula Vicente, mais conhecido como “Seu Chico Rufino”. Este era o avô do Manoel Graciano Valente, “Seu Nequinha” que hoje tem 82 anos. Seu Nequinha guarda no coração essa histórica contada por seu avô enquanto admirava aquele antigo quadro. Certo dia,

ele recebeu a visita do Pe. José Bezen que gostou muito da comunidade. Como ali ainda não havia Santa Missa, o padre começou a celebrá-la nas residências dos moradores a cada dois meses. A primeira Missa foi celebrada na casa do Seu Nequinha, no dia 14 de maio de 1985. Nesta data, Pe. José abençoou a comunidade denominado-a “Comunidade de Nossa Senhora Aparecida”, a pedido de Seu Nequinha. Nestes 25 anos, a Igreja de Jurerê Tradicional aprendeu a amar Nossa Senhora Aparecida e por este motivo se empenha na construção da tão almejada e querida Igreja.

Curiosidades

- No dia 28 de julho de 1987 foi lançada a pedra fundamental da construção da futura capela. A primeira Missa celebrada no terreno onde foi erguida a igreja aconteceu em 9 de setembro do mesmo ano.

Festa de Nossa Senhora Aparecida Todos os anos, a comunidade e os devotos da Mãe Aparecida se reúnem para celebrar a Festa da Padroeira, dia 12 de outubro. São 10 dias de muita oração, pedidos e também de integração da comunidade. Os nove dias de novenas que antecedem o dia da festividade são distribuídos assim: seis dias nas casas dos devotos e três dias na igreja. O tema da festa deste ano foi “Sob o olhar da Senhora Aparecida, caminhamos com Jesus”, sugerido pelo Santuário Nacional, em Aparecida, São Paulo. Pe. Anésio presidiu a Missa em honra a Nossa Senhora no dia 12.

Tradicionalmente, no dia da Padroeira, a Comunidade, juntamente com a Associação de Moradores de Jurerê, comemora o Dia das Crianças, com direito à rua de lazer e distribuição de doces e brinquedos. A comunidade tem por costume a escolha de dois casais festeiros, sendo um casal da própria comunidade e um casal amigo de outra Igreja da Paróquia. Os casais festeiros de 2010 foram Brígida e Valter Andrade, da comunidade, e Donizete e Osvaldo dos Santos, da Igreja São Pedro, de Ponta das Canas. Para o próximo ano, os casais festeiros serão Ione e Fernando Cardoso, e Rosânia e Osvaldo, da comunidade São Francisco de Paula, de Canasvieiras.

Presença da Igreja no Forte São José

A igreja foi projetada e construída pelo brigadeiro José da Silva Pais, primeiro governador da Capitania de Santa Catarina, em 1740

Construída em 1740, com a função de defender a Barra Norte da Ilha de Santa Catarina, juntamente com a Fortaleza de Anhatomirim e a Fortaleza de Santo Antônio, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa possuía no século 18, três baterias de canhões armadas com 31 peças de artilharia. Essas três Fortalezas controlavam as embarcações que chegavam ao litoral catarinense, que ficava a meio caminho entre o porto do Rio de Janeiro (Vice-reino) e a Colônia do Santíssimo Sacramento no Rio da Prata. A Fortaleza de São José localiza-se em posição privilegiada, com excelente visão da Baía Norte, estando em uma ponta entre as praias de Jurerê e do Pontal. A Fortaleza foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, restaurada em 1992 quando passou a ter sua gestão sob a direção da Universidade Federal de Santa Catarina. A Fortaleza é sediada na Praia do Forte.

A capela

É a única fortaleza em que a Capela permanece entre os demais prédios. Em decorrência de sua utilização pela comunidade local para a realização de Missas, batizados e casamentos, foi o primeiro edifício da Fortaleza a ser restaurado, em 1977, e o único, entre todas as fortificações catarinenses, que mantém sua função original. O formato retangular, a nave única separada da capelamor separada por um arco cruzeiro (hoje desaparecido) e a ausência de torre sineira caracterizam as austeras capelas do século 13, quase todas projetadas por militares.

Os pregadores das novenas de 2010: Pe. Nelson Tachini, vigário paroquial Pe. Vânio da Silva, Diácono Renato Ghellere, Diácono Giovani Brunetto, Nilza e Carlinhos, Pe. Irmundo Stein, Pe. Márcio Vignoli, Pe. Anésio Dalcastagner, pároco

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A capela é o único edifício, entre todas as fortificações catarinenses, que mantém sua função original


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Olhar de Guadalupe - Outubro e Novembro 2010

Boa Nova NOTÍCIAS DA CATEQUESE Pe. Nelson Tachini, SCJ

A Catequese Paroquial mantém suas atividades de evangelização, seguindo o tempo do ano letivo escolar. São duas turmas de Catequese eucarística e duas de crisma. As orientações de encaminhamento dos trabalhos da Catequese são formuladas pela Diocese e pela Comarca. Procura-se dar um cunho paroquial diante das realidades específicas, das aspirações dos pais, catequistas e do objetivo paroquial próprio da pas-

toral catequética. Graças a estas aspirações é que a catequese proporciona uma vida nova às atividades de cada comunidade paroquial. Por isso, é fundamental que a catequese eucarística e da crisma estejam presentes em cada comunidade. Onde existe Catequese há renovação, vida nova, crianças e jovens sendo iniciados à vida cristã. E a verdadeira iniciação se dá quando a comunidade valoriza a Catequese, abre espaço à participação das crianças e dos adolescentes jovens. Nesta participação sentem

sua utilização, aprendem a desenvolver atividades e experimentam que a vida cristã acontece com a participação e a consciência de que eles são uma comunidade. Graças à dedicação dos catequistas e ao incentivo dos coordenadores de CPC, a pastoral catequética está presente em quase todas as comunidades da Paróquia. Em 2010, completa-se o ciclo de iniciação para a Eucaristia de 170 crianças e a unção do Crisma de 78 jovens e adultos.

Quero declarar: Jesus Cristo é minha vida!

O megafone da Juventude de Guadalupe!

Os jovens também são Igreja

Celebrações de Primeira Eucaristia nas comunidades: 7 de novembro - 10h Igreja Divino Espírito Santo, no Lamin. 14 de novembro - 9h30 Igreja São Pedro, Ponta das Canas, e Nossa Senhora dos Remédios, em Ratones. 21 de novembro - 9h e 10h Igreja São Paulo Apóstolo, Vargem Grande II, e Matriz (respectivamente). 28 de novembro - 9h30 Igreja Santa Cruz, Vargem Grande I.

Celebração - Crisma Paroquial

A data da celebração da Crisma aconteceu dia 24 de outubro, às 19h30, na Matriz.

Os frutos do trabalho da Catequese

O trabalho na Catequese é apaixonante pelo seu conteúdo. Este visa auxiliar as crianças e os adolescentes na compreensão dos valores cristãos e sua participação na vida da comunidade cristã. É uma atividade empolgante, porque recebe a cada ano crianças e adolescentes com disposições diferenciadas e vida nova para dar impulso a este ofício. Muitos catequistas e coordenadores de pastorais reclamam quando, após as celebrações de Eucaristia e Crisma, um número considerável de crianças e jovens deixam de participar da comunidade. Poderiam se perguntar se ao longo do proces-

so de formação dos mesmos, os catequizandos participavam regularmente das celebrações da Comunidade? Caso isso não se confirmasse deveriam avaliar o conteúdo da Catequese. Apesar das deficiências encontradas na pastoral, percebe-se que um percentual consolador de crianças, jovens destes catequizandos e seus pais retornam à vida cristã. Isto é sinal de que a Catequese, em parte, atingiu seu objetivo. Fica aqui o estímulo para os catequistas e coordenadores de Comunidades que é gratificante a retomada anual aos trabalhos da catequese. Muitas são as sementes lançadas que mesmo diante da demora em germinar dão bons frutos.

1º ACANTONAMENTO ESPIRITUAL 2010 A coordenação da Catequese da Comunidade São Pedro promoveu e realizou o 1º Acantonamento Espiritual para crianças da Infância Missionária. O primeiro e o segundo ano da Eucaristia também participaram. O evento aconteceu nos dias 4 e 5 de setembro e contou com a participação do Pe. Nelson, do Diácono Giovani e de Denise Boppre, psicopedagoga, e sua equipe. Ao todo, 47 crianças, entre 9 e 13 anos de idade participaram do encontro. Esta primeira edição trouxe ânimo novo para as crianças, os pais e também para as catequistas. Marcado por muita alegria, o 1º Acantonamento Espiritual teve várias atrações. O momento mariano emocionou a todos. A surpresa maior ficou por conta da ida a uma pizzaria à noite. A programação contou com uma palestra para os pais, conduzida por Denise Boppre. Ela soube como ninguém resgatar o amor entre pais e filhos. O encerramento do evento se deu com a celebração da palavra conduzida pelo Diácono Giovani.

Mateus Bernardo de Mello Franco E ai jovem! Tudo beleza com vocês? A juventude de Guadalupe está de volta. Mais uma vez, com essa graça de poder juntos declarar que Jesus Cristo é a nossa vida! Dois meses depois, já com muitas saudades, voltamos aqui para falar um pouco mais de nosso movimento. Queremos, nesta edição, compartilhar um assunto presente em nossas recentes conversas: Os jovens também são Igreja. Apesar da galerinha de Guadalupe, como qualquer outro jovem, como eu e você, que gostam de muitas festas, muita animação e claro muito agito (o mais fazemos...) também atua nas necessidades de nossa Igreja. Um exemplo disso aconteceu no mês de setembro, mais precisamente no 8º Congresso Arquidiocesano da RCC. Em resumo: Muita arrumação, varrição, lavação de banheiros... É jovem, foi trabalhoso, mas a galera fez tudo com sorriso de orelha a orelha, pois é muito bom servir a Deus e a nossa Igreja. Lembre-se: Somos parte dela, e por isso, devemos servi-la festejando, trabalhando! Você também não quer trabalhar e festejar com a gente? Venha! Jesus te chama!


Olhar de Guadalupe - Outubro e Novembro 2010 Celebrações no Dia de Finados As celebrações de Finados, dia 2 de novembro, serão realizadas nas comunidades de Ratones, às 9h30, São Francisco de Paula, às 10h e às 17, e na Matriz, às 19h30. Participe!

Santa Terezinha do Menino Jesus

Outubro, mês missionário, celebra-se a memória da padroeira das Missões: Santa Teresa de Lisieux, mais conhecida como Santa Terezinha do Menino Jesus. Ela nasceu em Alençon, norte da França, no dia 2 de janeiro de 1873. Aos quatro anos, Terezinha ficou órfã de mãe. Seu pai se mudou então com a família para Lisieux, onde mais tarde recebera do Papa Leão XIII a permissão para entrar no Carmelo da cidade. Graças a sua autobiografia, com o título História de uma Alma, a jovem carmelita não realizou nada de extraordinário, apenas viveu plenamente sua vocação na clausura. No livro, ela resume a sua missão: “compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... Nisto encontrei minha vocação: o amor!” Santa Terezinha percebeu que este sentimento era a chave de toda espiritualidade, de toda ação evangelizadora, social e missionária. Por isso, ofertou sua imolação interior em favor dos missionários. E foi por este seu espírito que ela se tornou a padroeira das missões sem nunca ter saído do mosteiro. Os seus últimos anos de vida foram marcados por uma terrível enfermidade. Ela enfrentou a doença com docilidade e paciência, permeada por uma profunda experiência de amor por Jesus Cristo. Terezinha morreu cedo, com apenas 24 anos de idade.

Parecidos com o Mestre

A Virgem de Guadalupe e a ciência Em dezembro, a Paróquia celebra a festa da Padroeira. Confira os mistérios do seu manto Será que um ateu ou um cético consegue provar de forma científica o milagre de Guadalupe, no México? Algumas pessoas acreditam que a ciência é a chave de todas as respostas, mas se algo não pode ser comprovado através dela é considerado inexistente. Algo que fuja dos olhos humanos é passível de descrença total. É como São Tomé, precisa ver para crer. Mas o que dizer das provas visíveis da imagem do manto? Os mistérios do manto Na manhã do dia da aparição da Virgem de Guadalupe, em 9 de dezembro de 1531, ocorreu um Solstício de Inverno. O doutor Juan Homero Her-

nández Illescas descobriu que no manto de Nossa Senhora de Guadalupe ficou reproduzido o mapa do céu no exato momento em que ocorreu sua aparição. Um dos médicos que analisou o manto colocou um estetoscópio sobre a imagem do ventre da Virgem e encontrou batimentos que se repetem ritmicamente a 115 pulsações por minuto, igual a de um bebê no ventre materno. O engenheiro José Aste Tonsman, do Centro de Estudos Guadalupanos do México, estudou durante mais de 20 anos a imagem da Virgem. Ele afirma que a fibra de maguey, que constitui o manto, não permanece consistente em condições normais por mais de 20 ou 30 anos. No entanto, depois de

mais de quatro séculos a imagem permanece intacta. Na conferência, o doutor afirmou que a Virgem não foi pintada por mãos humanas, já que não foram descobertos traços de tinta no manto. Em 1979, os norte-americanos Philip Callahan e Jody B. Smith a estudaram com raios infravermelhos e foram surpreendidos pela ausência de vestígios de pintura. Através de análises químicas, foi constado que a imagem não possui corantes naturais, nem animais, nem muito menos minerais. Na época de sua aparição não existia corantes sintéticos. Com isso, sua origem tornou-se inexplicável cientificamente.

Curiosidades

1791 – Neste ano, foi derramado acidentalmente ácido mutiático sobre o lado superior direito do manto. Trinta dias depois, sem nenhuma espécie de intervenção, o tecido danificado se reconstituiu. O único sinal deste acidente é uma suave descoloração no local onde foi derramado o ácido. 1921- No dia 14 de novembro deste ano, Luciano Pérez, um anarquista espanhol, cometeu um atentado com explosivos contra o manto, destruindo tudo ao redor, inclusive uma pesada cruz de metal. O manto permaneceu em perfeito estado de conservação.

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

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Dízimo: um ato de amor O dízimo é uma expressão de fé e união da comunidade, a fim de que juntos possam construir obras majestosas em prol da igreja e do próximo. É a partir desta construção que cada batizado se sente co-responsável em assumir o compromisso de participar ativamente da Paróquia para somar forças com seus irmãos. Dízimo é uma questão de consciência. Não é o pároco e nem ninguém que vai determinar o quanto se oferece. É a família que, em sua generosidade, decide o que vai devolver a Deus. A quantia oferecida ajudará na sustentação da própria Comunidade. “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33) Ele é a entrega não só de bens e sim da própria vida. Sempre que oferecido com fé, torna-se um ato de amor. A igreja precisa da co-responsabilidade de todos os seus membros para anunciar o Evangelho com coerência e eficiência. “Vós sois o Corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros”. (1Cor 12,27)

No mês de novembro o ícone de Nossa Senhora de Guadalupe visitará as comunidades. A festividade em honra à Padroeira acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de dezembro. No primeiro dia do evento terá uma Missa Solene e depois barraquinhas com várias guloseimas e bebidas. Uma procissão pelas ruas de Canasvieiras será realizada no dia 11, sábado, com direito a um grande bingo. Na programação de domingo haverá uma Missa de ação de graças, uma carreata e um almoço festivo para encerrar. Este cronograma é uma prévia do que está por vir. Então não perca. Anote na agenda e venha prestigiar e comemorar conosco mais uma festa de Nossa Senhora de Guadalupe.

Ressurreição versus reencarnação Pe. Tarcísio Vieira Nos últimos tempos, sobretudo através de programas televisivos ou do cinema (por exemplo: a novela “Escrito nas Estrelas”, os filmes “Chico Xavier” e “Nosso Lar”, a série “A Cura” etc), vimos a propagação da doutrina e a prática espírita. Também é muito comum ver católicos que frequentam centros espíritas ou são adeptos desta doutrina. (...) Nós, cristãos-católicos, acreditamos firmemente na ressurreição da carne. Como Cristo ressuscitou dos mortos e vive para sem-

pre. A ressurreição dos mortos é um elemento essencial da fé cristã (cf. 1Cor 15,12-14.20). Deus, na sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos unindo-os às nossas almas. O Espiritismo centraliza a sua doutrina na reencarnação. A alma humana, separada do corpo pela morte, irá alojar-se em outro corpo humano para purificar-se. A reencarnação traz consigo duas leis: a lei do progresso e a lei de causa-e-efeito. Nós, cristãos-católicos, temos em Deus a fonte de toda a vida. A

salvação vem de Deus. O Mistério da Páscoa de Jesus (o sacrifício na Cruz e sua ressurreição – por AMOR) é a essência da fé cristã. Negá-lo é rejeitar o próprio Cristo! Ninguém por si só e com as próprias forças se liberta do pecado e se eleva acima de si próprio. O Espiritismo crê na auto-redenção. O perdão, a graça, a misericórdia não têm lugar na doutrina espírita. Aliás, não crê em Jesus Cristo como Deus! Para o Espiritismo, Cristo é um espírito avançado, “espírito de luz”, um modelo a ser seguido, mas não é Deus, não é Salvador! Desta forma, nega, também, a Santíssima Trindade! As-

sim sendo, o Espiritismo é essencialmente contraditório ao Cristianismo! É inadmissível que um cristãocatólico frequente um Centro Espírita ou seja adepto da doutrina kardecista. Com firme esperança, rezemos: “Creio em um só Senhor, Jesus Cristo... Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. E por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus... Ressuscitou ao terceiro dia... Creio na Igreja... Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém”. *Texto completo em http://arquifln.org.br.


NOSSA IDENTIDADE

História da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe

Confira a continuação da reportagem sobre a história da igreja e a escolha da santa como sua padroeira O povoado dedicado a São Francisco de Paula das Canas Vieiras foi fundado pelos açorianos em 1754. Muitos anos mais tarde, em 1833, foi elevado à condição de Paróquia pela Lei Provincial de 22 de abril daquele ano. Posteriormente, a Paróquia deixou de ter Pároco titular e durante anos foi anexada a outras paróquias da Ilha, vindo finalmente a ressurgir, mas com outra sede, em 2004. Por vários fatores, entre eles a excelente qualidade das águas, beleza do local e a tranquilidade de suas ondas, transformou-se no primeiro balneário do município de Florianópolis. O uso como balneário veio a partir do início do século 20, e num rápido crescimento tornouse um dos principais pólos turísticos do sul do Brasil. Dom Afonso Niehues, na época em que era Arcebispo Metropolitano de Florianópolis (1965-1991), desejava a construção de uma nova igreja. A comunidade que aí passava suas férias de verão ansiava por um templo onde fossem rezadas Missas aos domingos. Era comum a realização de Missas em residências de parentes de padres, por ocasião dos veraneios. No verão de 1994, um grupo de fiéis reunia-se no alojamento da Casan, situado

no terreno da atual igreja, para lá celebrarem as Missas dominicais. Nessa época, a comunidade era atendida pela Paróquia São Francisco Xavier, que abrangia todo o norte da Ilha. Em 1996, foi iniciada a edificação da igreja por representantes da comunidade. Nessa ocasião chamava-se Igreja da Santa Cruz e, desde o final de 1995, passou a pertencer à nova Paróquia de Ingleses. Em 3 de dezembro de 2002, após seis anos de incessantes campanhas para angariar fundos e constituir comunidade de fé, foi finalmente inaugurada a nova igreja, porém com o nome de Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe. O motivo principal dessa mudança deveu-se ao fato de querer-se homenagear a Padroeira da América Latina, pois é grande a devoção à Virgem de Guadalupe pelos irmãos latinos que assim a veneram e que são os mais assíduos frequentadores do Balneário de Canasvieiras. Finalmente, no dia 7 de março de 2004, em celebração presidida pelo Arcebispo Dom Murilo Krieger, scj, foram desmembradas 11 comunidades pertencentes às paróquias dos Ingleses e de Saco Grande, constituindo a nova Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe.

Comunidades da Paróquia: Padroeiro(a) Localidade Criação São José Forte 1740 São Francisco de Paula Canasvieiras 1833 São Pedro Ponta das Canas 1915 Nossa Sra. dos Remédios Ratones – Canto Moreira 1924 Santa Cruz Vargem Grande 1958 São Brás Vargem Pequena 1962 Nossa Sra. Aparecida Jurerê 1987 Sagrada Face Daniela 1988 São Francisco de Assis Jurerê Internacional 1998 Divino Espírito Santo Lamin 2000 São Paulo Apóstolo Vargem Grande – Tican 2002

Testemunho de graça por intercessão de Nossa Senhora Aparecida “Nasci Marinei Aparecida por ter sido consagrada a Nossa Senhora já no ventre de minha mãe terrena que perdera um bebê antes de mim. Em forma de agradecimento por nascer com saúde, tive acrescentado em meu nome este título da Mãe de Deus. Desde criança tive Nossa Senhora como protetora e intercessora fiel. Pela ação misericordiosa de Deus e muito por encanto a esta fiel intercessão, aceitei os desafios de servir na Paróquia, onde Ela é Patrona. Muitas foram as graças ao logo de meus 43 anos de vida. Pela oração do Santo Terço, meu filho mais velho conseguiu seu primeiro emprego, minha filha passou por oito cirurgias, todas vitoriosas, e meu caçula, gerado em uma gravidez de alto risco, nasceu

perfeito. Todos os meus filhos são consagrados à Mãe de Deus, desde a sua concepção. Recentemente, a Mãezinha, Rainha do Céu e da Terra, fez ainda mais por esta filha tão indigna e pecadora que ainda se surpreende com tanto amor. Em 2008, descobri dois nódulos na tireóide e fui acompanhada por vários médicos. Os nódulos foram se multiplicando e, após o resultado de uma biopsia, fui encaminhada para a cirurgia. Eles eram suspeitos de malignidade, ou seja, câncer. Quando estes eram já oito, o SUS finalmente me chamou, em fevereiro deste ano. Porém, no dia da tão esperada consulta, fui avisada que a médica havia se afastado e eu permaneceria na fila de espera. Fiquei muito triste e preocupada. Ali pedi à Mãe de Deus que olhasse mais uma vez por mim. Dois dias depois, ao passar diante da casa de Dona Maria do Toinho, como é conhecida uma querida amiga, me chamou para falar que sonhara comigo e relatou que estávamos em uma sala de espera para uma consulta, onde havia uma senhora na minha frente para ser atendida. Dona Maria se aproxima da tal senhora e observa que ela é de cor negra e que usava um lenço na cabeça de cor azul e lhe pergunta: ‘Por que a senhora não se adianta para que a Mari

possa ser atendida?’ E ela responde que não estava ali para consultar e sim para me acompanhar e falou para Dona Maria me dizer para eu não me preocupar, pois tudo iria acabar bem!!! Ao chegar em casa, chorei muito quando entendi que Nossa Senhora me avisava para não me preocupar e dobrei meus joelhos diante das imagens que tenho dela. Rezei em agradecimento, pois este sonho era a confirmação da intercessão e amor de Maria por mim. Somente em julho fui chamada para a cirurgia. Ocorreu tudo bem e o resultado da análise dos nódulos mostrou que apesar de algumas características suspeitas eram todos benignos. A médica me chamou de sortuda, mas eu me considero muito mais que isso. Sou sim é bem guardada pela Santa Mãe de Deus que me ama e protege a mim, a meus filhos e a meus amigos, pois sempre que recorri à intercessão dela fui atendida. Servirei a minha Igreja que não é órfã enquanto viver, pois faço tão pouco e recebo um amor incondicional dos céus. Viva a Virgem Imaculada, Senhora, Rainha do Céu e da Terra e Mãe do Filho de Deus!” Marinei Aparecida Kuhnen da Silva


Jornal Olhar de Guadalupe