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Jornal Evangélico Luterano | Ano 47 | Maio 2018 | n o 816

Fé - Gratidão - Compromisso #outros500 Campanha de Missão Vai e Vem 2018 O amor de Deus, que acolhe, aceita e perdoa, desperta em nós a FÉ, que molda a nossa vida como GRATIDÃO a Deus e COMPROMISSO com o mundo

Por que a IECLB Batiza crianças?

Eu sou o SENHOR, teu Deus

Programas de Acompanhamento

O Batismo é um Mandamento de Deus

Igreja: testemunho da vontade de Deus

Habilitação ao Ministério

Formação

Unidade

Prioridades


Jorev Luterano - Maio 2018

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REDAÇÃO

Fé - Gratidão - Compromisso CampanhadeMissãoVai eVem2018 Na IECLB, os Programas, as Campanhas e as atividades nacionais, sinodais e locais estão a serviço da Missão de Deus. É por isso que, em 2018, a Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem, inspirada pela chamada Fé - Gratidão - Compromisso, nos motiva a refletir, desenvolver, bem como ofertar para o sustento de ações de Missão. A Missão de Deus é que cria a corrente da Fé, que leva à Gratidão e ao Compromisso! A Campanha Vai e Vem, a partir da reflexão em torno da Fé, da Gratidão e do Compromisso, convoca as Comunidades, as Paróquias e os Sínodos da IECLB a destinar quatro meses (maio a setembro de 2018) para: mobilizar recursos para a ação missionária da IECLB, reforçar a unidade da IECLB e desenvolver a consciência missionária dos membros da IECLB. A partir do tema Fé - Gratidão - Compromisso, a Vai e Vem nos desafia a: criar espaços comunitários, paroquiais e sinodais para refletir, estudar e dialogar sobre Missão, sustentar o testemunho missionário em oração, promover ações missionárias e ofertar em apoio às iniciativas missionárias. O amor de Deus, que acolhe, aceita e perdoa, desperta em nós a Fé, que molda a nossa vida como Gratidão a Deus e Compromisso com o mundo. A Fé nos permite agir segundo os princípios do Evangelho de Jesus Cristo. A Gratidão nos conduz ao reconhecimento que tudo vem da mão de Deus. O Compromisso que decorre da Fé e da Gratidão se torna visível nos diversos âmbitos do nosso viver: família, Comunidade, trabalho, cultura, sociedade, meio ambiente, etc. Como Igreja herdeira dos valores da Reforma e na condição de pessoas livres pela Graça de Deus, que possamos reafirmar uma vida de Fé, Gratidão e Compromisso, cujo resultado será: uma Igreja de Comunidades ainda mais atrativas, inclusivas e missionárias, que acolhem os desafios da fé cristã para os #outros500 anos! O Lançamento da Vai e Vem acontece no Domingo de Pentecostes (20 de maio) e a Campanha encerra no último domingo de setembro (dia 30). Acesse a página da Vai e Vem no Portal Luteranos para conhecer os materiais da Campanha 2018, bem como os Projetos Missionários da IECLB. Ótima leitura!

CAPA Arte do cartaz da Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem, que, em 2018, chama para a Fé, a Gratidão e o Compromisso, cujo resultado será uma Igreja de Comunidades ainda mais atrativas, inclusivas e missionárias, que acolhem os desafios da fé cristã para os outros 500 anos!

Jornal Evangélico Luterano | Ano 47 | Maio 2018 | n o 816

Fé - Gratidão - Compromisso #outros500 Campanha de Missão Vai e Vem 2018 O amor de Deus, que acolhe, aceita e perdoa, desperta em nós a FÉ, que molda a nossa vida como GRATIDÃO a Deus e COMPROMISSO com o mundo

SUMÁRIO 2

REDAÇÃO

CARTA À COMUNIDADE EXPLICAÇÃO DA CAPA EXPEDIENTE

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ENFOQUE

4

PALAVRA

5

PRESIDÊNCIA

6

FORMAÇÃO

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DIVERSIDADE

Por que a IECLB Batiza crianças?

Eu sou o SENHOR, teu Deus

O Batismo é um Mandamento de Deus

Igreja: testemunho da vontade de Deus

Habilitação ao Ministério

Formação

Unidade

Prioridades

Programas de Acompanhamento

VIDA EM COMUNIDADE CHARGE OFERTAS NACIONAIS INDICADORES ECONÔMICOS GESTÃO MINISTERIAL COMPETÊNCIAS MINISTERIAIS TEMA DO ANO PALAVRA DA PRESIDÊNCIA RETROSPECTIVA AGENDA EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA PROPOSTA METODOLÓGICA FACULDADES EST INCLUSÃO NO MISTÉRIO COM ORDENAÇÃO PRONUNCIAMENTO

8-9 UNIDADE

IGREJA: TESTEMUNHO DA VONTADE DE DEUS

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FÉ LUTERANA

VISITAÇÃO E EVANGELIZAÇÃO

PERSPECTIVA

MERECEMOS VIDA DIGNA! PERIGOS DA PERCEPÇÃO: QUEM ERRA MAIS?

MISSÃO

PLANO DE AÇÃO MISSIONÁRIA DA IECLB PROJETOS MISSIONÁRIOS PLANEJAMENTO MISSIONÁRIO CAMPANHA DE MISSÃO VAI E VEM

PRIORIDADES

PROGRAMAS DE GESTÃO PUBLICAÇÕES

GESTÃO

GESTÃO ADMINISTRATIVA DOCUMENTOS NORMATIVOS GUIA PARA O PRESBITÉRIO

SÍNODOS

ALEGRES, JUBILAI!

VAI E VEM

FÉ - GRATIDÃO - COMPROMISSO

Jesus Cristo diz: No mundo vocês vão sofrer, mas tenham coragem. Eu venci o mundo. João 16.33 EXPEDIENTE Pastor Presidente P. Dr. Nestor Friedrich Secretária Geral Diác. Ingrit Vogt Jornalista Letícia Montanet - Reg. Prof. 10925 Administrativo Elizangela Basile ISSN 2179-4898 Cartas - Sugestões de pauta - Artigos - Anúncios Rua Senhor dos Passos, 202/5º 90.020-180 - Porto Alegre/RS Fone (51) 3284.5400 E-mail jorev@ieclb.org.br Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta edição sem a prévia e formal autorização da Redação do Jorev Luterano.

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ENFOQUE

Vida em Comunidade Um encontro marcante acontece em ‘bom clima’. Não nos referimos ao frio ou ao calor, mas ao ambiente do encontro. Culto tem tudo a ver com bom clima, ambiente favorável e isso depende de vários elementos. Destacamos um deles: evitar os ruídos. Sim... Temos o que aprender em relação ao silêncio no ambiente de Culto. P. Dr. Romeu Martini | Assessor Teológico da Presidência da IECLB Se o sino bateu e o Prelúdio foi executado, então o Culto já iniciou. O Ministro ou a Ministra está no altar. Atrapalha o ‘clima do Culto’ se, nesse momento, ainda é preciso que alguém tenha que fazer Psit! – pedindo silêncio. Há um conjunto de outros ruídos que podem ser evitados para permitir que Deus e a sua Palavra tenham destaque no Culto, para que o Culto cale fundo na alma humana. Por exemplo: ao sinal do início do Culto, passou a hora de afinar instrumentos musicais ou de fazer aquele último ensaio. Não é mais hora de testar o microfone. Agora, tudo isso é ruído. Nas Leituras Bíblicas, cabe anunciar o texto e ler. É desnecessário dizer ‘eu passo a ler’ e ‘até aqui a leitura’. Isso é o óbvio! Será muito mais profundo dizer: ‘Essa é Palavra do Senhor’ ou recitar o Salmo 119 v.105. Há momentos no Culto – e são vários – para os quais a Comunidade

pode ser educada para responder a uma senha, sem que haja explicação. Por exemplo, no momento da leitura do Evangelho, a Comunidade normalmente levanta. Em vez do ‘Vamos nos colocar em pé para...’, é possível instruir os membros mais regulares no Culto para que se levantem assim que for anunciado: ‘Leitura do Evangelho segundo Marcos...’. O mesmo vale para outros momentos em que a Comunidade é convidada a ficar em pé. É possível instruir a Comunidade a levantar-se e sentar-se a partir de um discreto gesto de quem preside o Culto. Nessa instrução, também pode estar a clareza que ‘quem puder, coloque-se em pé’, evitando essa repetição. Assim como ruídos atrapalham o sono e o diálogo, eles também prejudicam o clima do Culto da Comunidade. Eis um bom assunto para o próximo encontro!

O Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo. 2Tessalonicenses 3.5

OFERTAS NACIONAIS 13 DE MAIO 7o Domingo da Páscoa - Dia das Mães Casa Matriz de Diaconisas A Irmandade da Casa Matriz de Diaconisas tem como missão manter-se fiel ao chamado e legado histórico de testemunhar o amor incondicional de Deus às pessoas. A Casa Matriz acolhe as Comunhões Diaconais da IECLB, sendo também um espaço de encontro para vivenciar espiritualidade, despertar vocações para o Ministério Diaconal, capacitar lideranças e fortalecer a inserção pública da diaconia além dos muros institucionais e eclesiais. 20 DE MAIO Domingo de Pentecostes Fundo de Missão no País - P. Homero Severo Pinto O Fundo de Missão no País Pastor Homero Severo Pinto tem viabilizado atividades da IECLB na área da Missão, dentre as quais destacam-se ações voltadas ao Planejamento Missionário em todos os âmbitos da Igreja. O Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI) oferece uma proposta de Roteiro para qualificar a Ação Missionária.

INDICADORES FINANCEIROS

UPM Abril/2018

4,4337

Índice Março/2018

0,09 %

Acumulado 2018

0,70 %

27 DE MAIO 1o Domingo após Pentecostes/Trindade Projeto de Missão no Sínodo da Amazônia No Sínodo da Amazônia encontra-se um dos maiores bens necessários à vida: a água. É nestas terras que adoramos quem construiu essa riqueza. O Espírito de Deus nos acompanha nestas terras sob um enorme céu. Nós, membros da IECLB, espalhados por essa imensidão, temos uma missão a cumprir: testemunhar o Evangelho e o amor de Deus por sua Criação onde estamos.

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PALAVRA GESTÃO MINISTERIAL

Gestão Ministerial: quebrar resistências? P. Dr. Victor Linn | Pastor, Psicanalista e Coach Quando as nossas atividades e os nossos encontros com outras pessoas têm bons resultados, quando tudo flui sem que ninguém atrapalhe e o salário cai em nossa conta, o trabalho é percebido como fonte de prazer. Temos energia e criatividade para desenvolver projetos e resolver dificuldades. No entanto, quando nos deparamos com resistência ao que propomos ou ao modo como fazemos algo, com frequência, tudo muda. O espaço do trabalho se transforma em campo de combate e fonte de mal-estar. Resistências têm o efeito de desencadear atitudes de confronto e ataque. Não raro, o primeiro impulso é armar-se com muitos recursos para se impor. O resultado pode satisfazer o ego, mas certamente terá prejuízos e danos desnecessários. Quando entramos no ’modo combate‘, perdemos o contato conosco e com os outros. A consequência é exatamente o oposto do que precisamos: em vez de apoio e envolvimento com as nossas exigências, obtemos recusa e afastamento. Terminamos assumindo o trabalho sozinhos e, algum dia, cansamos e desanimamos… Que tal apostar em outro caminho, melhorando a nossa competência relacional? Se, em vez de confrontar e atacar, soubermos convencer e motivar pessoas a cooperar ou, pelo menos, não resistir? Para isso, é necessário redescobrir e ativar capacidades inatas ao ser humano – a empatia e o cuidado. Esses comportamentos permitem perceber a individualidade e as necessidades dos demais envolvidos. Em diálogo honesto e cuidadoso, abrir o olhar para novas perspectivas pode tornar o trabalho muito prazeroso e produtivo.

COMPETÊNCIAS MINISTERIAIS

Competência Ensino Cat. Dra. Haidi Drebes | Secretária da Habilitação ao Ministério da IECLB Profa. Doris Helena Gerber | Diretora de Ensino Superior no Instituto Ivoti Na IECLB, a Competência Ensino é descrita como a capacidade de criar condições para que as pessoas construam o seu próprio processo de aprendizado, percebendo-se em constante amadurecimento na fé cristã, vivenciando o Sacerdócio Geral de todas as pessoas crentes. Nessa competência, está implícito o processo de interação entre quem ensina e quem aprende, a criação de vínculos, a empatia, a ação individual/coletiva de acordo com valores construídos e um processo ativo de quem aprende. Esta perspectiva mexe com as nossas concepções de ensinar e de aprender no contexto da Igreja, pois encontramos desafios tanto para quem ensina quanto para quem aprende. Dentre esses desafios, estão: confiar no potencial das pessoas e reconhecer como condição ao aprendizado a motivação, o engajamento, a iniciativa, a disposição para o trabalho compartilhado e a disponibilidade ao diálogo. Ao longo da vida, vamos aprendendo a valorizar e a utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e religioso. Assim sendo, na Com-

petência Ensino, deseja-se que a pessoa aprendiz não se restrinja ao acúmulo de informações, mas que construa modelos mentais, ideias, para interpretar e intervir na realidade da melhor maneira possível. Diante dessa perspectiva, o responsável pelo ensino desloca atenção do processo de ensinar para o processo de aprender e, para isso, precisa desenvolver a sua sensibilidade pedagógica para organizar um planejamento com objetivos claros, estratégias para alcançar o planejado, além de prever formas de avaliar o processo e se os objetivos foram alcançados. Também é necessário considerar as características do público-alvo, como faixa etária e dimensões (cognitiva, afetiva e atitudinal) do desenvolvimento humano, para, então, definir as metodologias apropriadas para que a pessoa aprendiz atue de forma autônoma e responsável na construção do seu conhecimento. Por meio dessa competência, também desenvolvem-se habilidades como a capacidade de comunicação e de reflexão, a criatividade e a autocrítica.

TEMA DO ANO

Tema do Ano entre as crianças Pa. Sandra Kamien Tehzy | Encontro com Crianças (Caderno de Estudos do TA2018) Olá, crianças! Eu sou Josué. Vou contar para vocês a minha história! Depois de um tempo de grande fome na nossa terra, o nosso povo foi parar no Egito em busca de alimento. Ali ficou por muito tempo. Acontece que os governantes nos escravizaram. Precisávamos trabalhar duro fazendo tijolos e recebíamos muitos castigos. O faraó era muito cruel. Então, oramos a Deus, contando o nosso sofrimento. Deus ouviu o nosso grito de socorro! Chamou Moisés para que ele falasse com o faraó, para libertar o meu povo. Depois de muitas maravilhas, milagres e coisas espantosas, o faraó deixou nosso povo ir para uma terra muito boa. Deus queria que todas as pessoas tivessem a vida que Ele sonhou para elas, cheia de paz e felicidade. Colocamo-nos a caminho dessa terra, mas ficamos muito tempo no deserto, até estarmos prontos para receber a terra prometida. Confiar em Deus nos momentos difíceis foi a coisa mais importante. Na caminhada, não tínhamos comida e Deus nos mandava o alimento. Um deles era o macio e doce maná. No deserto, Deus nos entregou os Dez Mandamentos. Eles nos ajudavam a organizar a nossa vida, mostrando como cuidar uns dos outros e umas das outras. Logo no início, Deus se apresentou para nós e disse: Eu sou o SENHOR, teu Deus! Isso nos trouxe muita segurança, pois sabemos que esse Deus que nos libertou da escravidão e nos conduziu pelo deserto quer continuar demonstrando amor em nossa vida todo o tempo. Hoje, estamos aqui, desfrutando da terra que Deus prometeu! Esta terra nos dá tudo o que precisamos! Não foi fácil! Algumas vezes, reclamamos. Outras vezes, duvidamos, mas Deus sempre cuidou de nós. Ele nos ensinou a compartilhar o que recebemos e a viver em paz, justiça, respeito, amor e solidariedade, por isso, hoje, o servimos com toda a nossa vida. Deus mostrou que nos ama, que quer o nosso bem e que somos pessoas muito especiais para Ele. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos


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PRESIDÊNCIA

Igreja que ensina e desperta o acolhimento Sem distinção de classe e gênero P. Inácio Lemke - Pastor 2a Vice-Presidente da IECLB

Maio inicia com o Dia dedicado à memória em prol de conquistas de direitos das pessoas trabalhadoras. O Dia 1º de Maio é dedicado internacionalmente a conquistas por direitos à vida digna. Essa data ultrapassa fronteiras geográficas e ideologias e une homens e mulheres pela dignidade e semelhança na Missão da Igreja. Ao longo da história, muitas diferenças já foram desconstruídas, mas ainda há muitas barreiras que deverão ser desmontadas para podermos, de fato, anunciar homens e mulheres, juntos e juntas, na Missão de Deus.

Outra data de destaque é o 2º Domingo de Maio, data em que, no Brasil, é comemorado o Dia das Mães. Embora esse dia seja mais avaliado pela mídia em função do consumo que pelo sentimento de amor pela mãe, cabe ressaltar o respeito pela mulher como parceira e de igualdade de gênero em todas as instâncias da sociedade. Nesse contexto conturbado, não pode passar por nós um 1º de Maio sem questionar o desmantelamento das leis e dos direitos conquistados ao longo da história. A conjuntura trabalhadora não é de festa. Pelo contrário, é muito mais de luto pelas

Vocês vão me procurar e me achar, pois vão me procurar com todo o coração. Sim! Eu, afirmo que vocês me encontrarão. Jeremias 29.13-14

perdas sofridas na legislação e, até mesmo, pelas lideranças eliminadas na caminhada. Sendo assim, poderia ser dia de oração e ação. No Dia das Mães, o que vamos comemorar? Em uma reunião com a participação de mulheres, ouvi relatos sobre muito sofrimento, provocado ainda pela desigualdade de gênero na maioria dos países, também nos países de maioria cristã. Parece que não é a religião que coopera para a igualdade de relação entre os seres humanos. Voltando os olhos para o Brasil, onde gostamos de ouvir que somos um país religioso com destaque cristão, nos confrontamos com o número crescente de feminicídio, independente da classe social da qual a mulher faz parte. Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, Dia das Mães... Semelhantes a tantas outras datas, mas não podem ser desfocadas do contexto histórico e conjuntural. Caso contrário, vamos anunciar a Páscoa pelas toneladas de ovos de chocolate vendidas e o Natal pelos Papais Noéis que circulam nos comércios e nas ruas durante as semanas que antecedem o nascimento de Jesus. Como pessoas comprometidas em denunciar os desvios da justiça e do amor, queremos nos comprometer em anunciar o amor e a justiça em todas as ocasiões. Sejamos uma Igreja que ensina e desperta o acolhimento – indistintamente de classe e gênero.

AGENDA | MAIO 5/5

8-13/5

RETROSPECTIVA

Maio - Agricultura Familiar Ao longo da história da IECLB, a composição majoritária da sua membresia foi formada por pessoas dedicadas à agricultura. Mudanças de caráter socioeconômico nos anos 1960 e 1970 alteraram profundamente os meios de produção. Agricultores e Agricultoras familiares foram expulsos do campo pelo modelo de desenvolvimento chamada ‘Revolução Verde’, um pacote de modernização baseada na produção agrícola em grande escala, no uso intensivo de agrotóxicos e na mecanização da agricultura.

A sobrevivência de muitas famílias estava ameaçada. Diante disso, em maio de 1978, lideranças da IECLB tomaram a decisão de criar o Centro de Aconselhamento ao Pequeno Agricultor – CAPA (depois, Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor e, desde 2015, Centro de Apoio e Promoção à Agroecologia), cujas atividades começaram efetivamente no ano seguinte, em Santa Rosa/RS. A atuação do CAPA alcança os três Estados do sul do Brasil: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Assembleia Sinodal do Sínodo Vale do Itajaí Rodeio 12/SC P. Nestor Friedrich Conferencia de Liderazgo - 2018 Buenos Aires/Argentina P. Nestor Friedrich

10/5

II Encontro de Capelanias da Saúde São Leopoldo/RS Pa. Sílvia Genz

18/5

40 anos do CAPA Verê/PR P. Nestor Friedrich

19/5

Assembleia Sinodal do Sínodo Planalto Rio-Grandense Ijuí/RS Pa. Sílvia Genz

26/5

Assembleia Sinodal do Sínodo Norte Catarinense Videira/SC P. Inácio Lemke

26-27/5

Assembleia Sinodal do Sínodo Sudeste Campinas/SP P. Nestor Friedrich

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FORMAÇÃO EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTÍNUA

Por que a IECLB batiza crianças?

Batismo: Mandamento de Deus P. Nilton Giese | Ministro na Comunidade em Belo Horizonte/MG É preciso ter fé para ser batizado ou batizada? A falta de fé invalida o Batismo? Criança recém-nascida tem pecado? Essas são perguntas frequentes nas conversas batismais. Conforme a Bíblia, o Batismo é um Mandamento de Deus, ordenado por Jesus (Mt 28.19). Nele, um sinal externo, a água, é conjugado a uma promessa divina, configurando um dos dois Sacramentos da Igreja. Na compreensão luterana, entende-se que as pessoas nascem com a ‘semente do pecado’, afastadas de Deus. Podemos entender o pecado como a inclinação do ser humano de querer viver por si mesmo, sem prestar contas a ninguém. É o desejo de ser o seu ‘próprio deus’, estabelecendo as suas próprias normas e os seus próprios valores. A Igreja Luterana entende também que o Batismo não pertence ao ser humano ou à Igreja, mas é a ação primeira de Deus em

favor das pessoas. Ele é o ponto de partida, o início da vida cristã. Ao dizer quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc 16.16), Jesus aponta que a fé recebe o Batismo. A iniciativa do Batismo é de Deus. Portanto, o Batismo não depende da compreensão, da inteligência nem dos méritos da pessoa. O Batismo é uma oferta graciosa de Deus - é presente. Deus quer nos integrar no Corpo de Cristo por bondade. Assim, pessoas de todas as idades podem ser batizadas. Esse também é o motivo pelo qual a Igreja Luterana batiza crianças. Pensar que o Batismo depende da pessoa que o recebe é tirá-lo de Deus e torná-lo propriedade humana. A compreensão luterana sobre o Batismo não para por aí. A Igreja ensina que a vida cristã é uma resposta de gratidão à atuação salvífica de Deus, por isso o Batismo é ponto de partida para uma vida

cristã. Ao batizar uma criança, pais, mães, Padrinhos, Madrinhas e Comunidade declaram publicamente o seu compromisso com o acompanhamento e a Educação Cristã. A IECLB tem várias experiências nesse sentido, como o Programa Missão Criança, o Culto Infantil, o Ensino Confirmatório e os diferentes Grupos Comunitários. Também realiza a sua tarefa por meio da publicação de materiais, como a Revista O Amigo das Crianças, os artigos em informativos, jornais, sites, entre outros. Para Martim Lutero, a vida cristã outra coisa não é que um Batismo diário, começado uma vez e sempre continuado. Essa luta diária contra o pecado e o afastamento de Deus se dá por meio de toda a vida. Assim, o Batismo nos compromete como pessoa, família e Comunidade a viver e ensinar os valores e princípios cristãos, colaborando com Deus na Missão de dar vida plena, com justiça e paz entre as pessoas.

CRIANÇAS | PROPOSTA METODOLÓGICA

Momento 2 Em seguida, desenvolva uma ou as duas atividades abaixo.

Festa na Igreja - Para o Domingo de Pentecostes, em 2018, celebrado no dia 20 de maio, prepare uma Festa de Aniversário da Igreja. Esse momento pode ser logo no início ou ao final do Culto. O local deve ser preparado com balões coloridos e ter à disposição, se possível, bolo, biscoitos, frutas e suco. Envolva crianças, famílias e lideranças na preparação. As crianças podem apresentar os poemas das páginas 14 e 15 (Poetizando). No lugar do Parabéns a você, sugira cantar Vento que anima (Livro de Canto da IECLB, 466).

Criarte - Convide as crianças para pensarem em um símbolo para o Espírito Santo (fogo, vento, pomba). Depois, coloque à disposição delas vários materiais, como caixas, garrafas, papel, cordões, balão, revistas, etc. Peça que produzam o símbolo imaginado. Após a confecção, cada criança apresenta o seu símbolo.

Sugestão extraída da Proposta Metodológica para uso da Revista O Amigo das Crianças, nº 75. Leia a Proposta Metodológica completa e saiba como assinar a Revista O Amigo das Crianças no Portal Luteranos

O Aniversário da Igreja Material necessário Um exemplar da Revista O Amigo das Crianças nº75. Momento 1 Leia com as crianças a história bíblica da página 13.

www.est.edu.br

Vestibular de Inverno Está aberto o período de inscrições para o vestibular 2018/2 nos Cursos de Bacharelado em Teologia, Bacharelado em Musicoterapia e Licenciatura em Música. A Teologia prepara para o exercício de Ministérios Eclesiásticos, como educacional, diaconal, pastoral e para a

atuação junto a organizações públicas, privadas ou do Terceiro Setor, como instituições sociais, educacionais, empresariais e da área da saúde. A Musicoterapia destina-se a pessoas que tenham algum tipo de vivência musical e querem ser profissionais da área da saúde utilizando a música em terapia, auxiliando o próximo na promoção, prevenção e reabilitação da saúde mental, emocional, física e social. A Licenciatura em Música destina-se à formação de Docentes de música aptos a atuar em escolas de Educação Básica, escolas especializadas da área, atividades de ensino não formal e demais contextos de ensino e aprendizagem da música.

Para mais informações, acesse o Portal Luteranos

O período de inscrições vai até 4 de junho de 2018 e acontece via site www. est.edu.br/vestibular. Quem optar pela nota do ENEM deve encaminhar uma cópia simples do seu boletim de desempenho para o e-mail graduacao@est. edu.br, que elimina a prova do vestibular. A taxa de inscrição é de R$ 40,00. A novidade deste ano será a Prova de Redação exclusivamente online, pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem, que acontecerá na sexta-feira, dia 8 de junho de 2018. Os resultados serão divulgados no dia 15 de junho de 2018, no site e nos murais da EST. As matrículas serão entre os dias 18 e 22 de junho de 2018, na Secretaria Acadêmica da EST.


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DIVERSIDADE

Participação com igualdade, liberdade e autonomia Inclusão no Mistério com Ordenação Diác. Carla Vilma Jandrey | Coordenadora de Diaconia e Programa Diaconia Inclusão da IECLB

Promover a participação de todas as pessoas com igualdade, liberdade e autonomia é um compromisso constante com o próprio Evangelho. Não há fundamento bíblico que legitime ações de exclusão. O apóstolo Paulo escreve que, na Igreja, não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos em Cristo Jesus (Gl 3.28). Assim, Comunidade Cristã é aquela que acolhe, inclui, oferece lugar e valoriza todas as pessoas. Para que possamos incluir, precisamos oferecer acessibilidade. Existem seis tipos de acessibilidade: arquitetônica, comunicacional, programática, me-

todológica, instrumental e atitudinal. Para uma pessoa com deficiência atuar no Ministério com Ordenação é necessário considerar esses tipos de acessibilidade, pois permitirão que a pessoa desenvolva as atividades ministeriais conforme as suas capacidades. É importante lembrar que Deus capacita todas as pessoas com dons e todas são chamadas para exercer o seu papel de serem testemunhas da Boa Nova. Na figura de Moisés, temos um caso legítimo em que Deus escolhe uma pessoa com deficiência na fala para liderar o povo. Não apesar da deficiência, mas juntamente com ela. Na IECLB, o que é decisivo para ter acesso a cargos de liderança é aquilo que se

considera essencial para tal função. Isto é a sua inserção, a sua participação na vida comunitária, capacidade de liderança e trabalho em equipe, entre outras. São essas características que tornam alguém elegível e não a sua condição física, sensorial, sexual ou outra característica. O Guia da vida comunitária Nossa Fé-Nossa Vida diz: ‘O que é necessário para exercer uma função? Todo membro da Igreja que nela recebe uma tarefa específica, seja no Ministério Catequético, Diaconal, Missionário, Pastoral ou no serviço de Presbítero e Presbítera, deve estar consciente da sua vocação. É devidamente preparado para a sua função por meio de cursos, seminários e retiros realizados pelos responsáveis nos respectivos setores de trabalho’. Assim, o que vai determinar o ingresso de pessoas com deficiência no Ministério com Ordenação são a vocação e o preparo para a função. Para pessoas cegas ou pessoas com paraplegia atuarem no Ministério com Ordenação, precisamos refletir sobre o modelo de atuação ministerial e fazer adaptações ou mudanças. Uma das mudanças necessárias é em relação à locomoção da pessoa que atua no Ministério. Se ela não pode dirigir, fará uso de outros meios de transporte para bem atender a Comunidade. Com acessibilidade, acolhimento, respeito, disposição para conviver e experimentar outras formas de atuação ministerial é possível um Ministro ou uma Ministra com deficiência exercer o seu Ministério na Comunidade ou instituição.

PRONUNCIAMENTO

Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes. Tiago 1.22

Inclusão da Pessoa com Deficiência Como Igreja cristã: - reafirmamos que a Igreja é uma comunidade de pessoas com dons diferentes e que se complementam, - recordamos a urgência em assegurar acessibilidade arquitetônica e de comunicação em todos os espaços da Igreja, conforme moção aprovada pelo XXVII Concílio, - entendemos que a participação da Comunidade Cristã e o testemunho diaconal são de extrema importância nas organizações e nos Conselhos de

Direitos das Pessoas com Deficiência, - recomendamos a utilização da terminologia Pessoa com Deficiência e - intercedemos a Deus para que nos transforme e que, assim como Deus, possamos olhar para o coração e com o coração, valorizando a pessoa como um ser integral, criado à imagem e semelhança de Deus, integrado à sua Criação, vivendo a sua paz. Inclusão da Pessoa com Deficiência (2011)

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UNIDADE

UNIDADE

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Por arrependimento diário, a velha pessoa em nós deve ser afogada e morrer com todos os pecados e maus desejos. Por sua vez, deve sair e ressurgir nova pessoa, que viva em justiça e pureza diante de Deus para sempre.

Como dar um bom testemunho evangélico-luterano em nosso tempo? Essa pergunta, em alguma medida, está presente em nosso cotidiano quando pensamos na atuação cristã para dentro deste mundo, especialmente quando ela cabe a nós, membros da IECLB. Dadas as dimensões do nosso planeta, parece que o nosso esforço é em vão, pois, por mais que nos esforcemos, ainda assim, somos apenas uma pessoa entre as 7,6 bilhões de pessoas habitantes da Terra. Nessa hora, a fragilidade e o sentimento de impotência surgem. A preocupação pela coerência da nossa vida, na relação fé e cotidiano, é uma questão muito importante para todos e todas nós. Afinal, como poderíamos agradecer pelo perdão e pela

P. Jonas Zenkner Beier, Ministro na Comunidade em Uberlândia/MG

graça de Deus em nossa vida se não conseguimos vivê-la? Jesus contou uma parábola justamente com essa relação (O empregado mau - Mt 18.2135): Como pode o empregado agradecer ao patrão pela sua misericórdia ao perdoar-lhe uma dívida de 10 mil talentos (equivalente a 60 milhões de denários) e, ao mesmo tempo, não ter misericórdia do seu colega de trabalho que lhe devia 100 denários? Essa parábola deixa evidente a nossa facilidade para receber e dificuldade em doar. Por quê? A grandeza das parábolas contadas por Jesus ou mesmo das histórias relatadas nos quatro Evangelhos consistem, justamente, na proximidade entre a vontade de Deus e a vida corriqueira do povo, ou seja, os ensinamentos de Jesus e, não por fim, a vontade de Deus, não são apenas assuntos da Teologia ou de difíceis esquemas de pensamento. Não! Elas, o ensino de Jesus e a vontade de Deus, estão intimamente ligadas às nossas práticas diárias. O desafio, sem dúvida, é diminuir a distância entre crer e agir, bem como a relação entre sagrado e profano (secular). Distinguir, sim! Separar, não! Só assim conseguiremos um agir pleno, seremos pessoas cristãs comprometidas plenamente, em todos os lugares e contextos inseridos. O Tema do Ano da IECLB para 2018, resgatando sabiamente as Obras de

Deus e os seus três Estamentos, apontados por Lutero, a saber: Igreja, Economia e Política, nos coloca diante das três dimensões criadas pelo próprio Deus e que envolvem o ser humano em sua totalidade: alimentar, proteger e ensinar. Afinal, todos os dias, acordamos cedo para labutarmos pelo pão nosso de cada dia. Todos os dias, somos influenciados e influenciadas pelas leis humanas, inclusive influenciando a nossa forma de garantir o alimento. Por fim, mas não por último, aprendemos e ensinamos a todo instante, inclusive sobre o amor e a graça de Deus. Tal como nos ensinamentos de Jesus, a reflexão sobre os Estamentos da Criação de Deus nos impulsionam para o concreto da vida: o cotidiano e as nossas relações. O ensino não tem um fim em si mesmo, antes disso, quer se transformar em uma prática, quer ser Palavra vivida e praticada. Assim se dá a práxis evangélico-luterana. O aprendizado bíblico que se transforma em ação. Não em qualquer ação, mas ação que promove a vida, vida plena e abundante, como nos ensinou Jesus. O encontro com a Palavra nos levará a novas práticas e, por sua vez, a prática também nos lançará novos desafios, os quais, no encontro com a Palavra, pode revelar novos caminhos. É, por excelência, uma ação transformada e transformadora.

A reflexão do Texto-Base do Tema 2018 destaca: ‘Para o Reformador, Deus age mediante as três Ordens e todas as pessoas se colocam a serviço de Deus nas três Ordens. Esta é uma indicação importante para nós: cada pessoa é chamada a atuar com Deus nestes três âmbitos da vida’. Precisamos romper com o pensamento vitimista, ou seja, não podemos justificar os nossos erros baseandonos nos erros das outras pessoas. As palavras ditas por Lutero, por ocasião da Dieta de Worms (1521), bem como as do Catecismo Menor podem nos ajudar nesta reflexão. Quando questionado sobre a possibilidade de renunciar aos seus escritos, Lutero afirmou que a sua consciência estava cativa à Palavra de Deus e que não era correto nem seguro ir contra a mesma. Já no Catecismo Menor, na explicação sobre o Sacramento do Batismo, afirmou que: ‘por arrependimento diário, a velha pessoa em nós deve ser afogada e morrer com todos os pecados e maus desejos. Por sua vez, deve sair e ressurgir nova pessoa, que viva em justiça e pureza diante de Deus para sempre’. Aqui se dá o rompimento com qualquer sistema que legitima as suas práticas obscuras em fundamentos que não sejam, essencialmente, os fundamentos ensinados pelo testemunho bíblico. Por outro lado, se alguém disser que ‘o mundo’ não conhece estes fundamentos e por isso mesmo não tem obrigação de segui-los, está certo! Entra, novamente, o papel da Igreja: ensinar. Daí a importância de alinharmos a nossa prática àquilo que dizemos ser o fundamento da nossa fé. Nós, pessoas cristãs, temos um profundo compromisso com a vida, a ética, a sustentabilidade e a vivência diária do amor. Na prática, isso significa que nem sempre seremos os primeiros e as primeiras, que nem sempre conseguiremos adiantar o nosso atendimento médico pela influência sob a pessoa que gerencia a fila, que nem sempre o nosso alvará será renovado antes das adequações necessárias às pessoas cadeirantes, por exemplo, que, mesmo

saindo mais barato, qualquer mercadoria sem nota fiscal pode ser produto de furto, etc. Significa que precisamos respeitar as leis triviais que regem o nosso cotidiano e que o melhor lugar para dar testemunho é ali mesmo, de maneira simples e prática, conforme as parábolas de Jesus e as histórias dos Evangelhos. Esse não é o caminho

A voz profética da Igreja, que denuncia o erro (Lei) e anuncia uma nova oportunidade (Evangelho), estará sempre presente. Isso não acontece pelo nosso esforço, mas porque é, antes de tudo, obra e voz do próprio Deus.

mais fácil, pois exige que passemos pela renúncia da natureza pecadora, como disse Jesus, é preciso negar a si mesmo (Mt 16.24) aos interesses particulares obtidos por caminhos que não são o da verdade e da vida. O Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI) tem como um dos pilares a Diaconia. Na página 46, diz que ‘Deus nos serve, por isso servimos. O nosso servir e todas as nossas ações são frutos do amor de Deus em nós. A Comunidade Missionária é aquela que serve às pessoas e ao mundo

em gratidão a Deus pelo seu amor e acolhimento e porque o próprio Cristo chama para dar continuidade a este serviço de amor - Como eu vos fiz, façais vós também. Em contextos marcados pelo ódio, pela exclusão e pela dor, as nossas Comunidades precisam, assim como Jesus, andar na contramão dessa lógica. Pagar o mal com o bem. ‘Jesus falava sobre o amor de Deus e agia vivendo este amor no dia a dia a partir de atitudes concretas. Jesus abraçava, perdoava, incluía, ajudava, conversava, questionava e curava’. Voltando ao Texto-Base do Tema 2018, lemos que ‘as três Ordens da Criação são modos pelos quais Deus atua e por meio das quais o ser humano, pela fé, coopera com Deus para o melhoramento do mundo. Enquanto pessoas cristãs, que vivem em Comunidades, temos a nobre tarefa de cooperar com Deus para o melhoramento do mundo. Como que provocando um efeito cascata, podemos começar com mudanças simples, de postura e paradigmas pessoais, para, então, compartilharmos com a nossa família, a nossa Comunidade, o nosso bairro, a nossa cidade, etc. As nossas Comunidades, podem, sim, contagiar os seus contextos! As nossas Comunidades podem, sim, transformar as suas realidades. As nossas Comunidades podem, sim, ensinar ao mundo como é bom e agradável o amor e o cuidado de Deus. Segundo o PAMI, ‘a partir da vivência cristã das pessoas que servem, várias outras acabam se aproximando das Comunidades de Confissão Luterana e passam a fazer parte dela’. Mais que ouvir a Palavra, precisamos praticá-la, conforme Tiago 1.22, fortalecendo, acima de tudo, a prática do amor, como o Apóstolo Paulo nos diz em 1Coríntios 13.13. Contudo, apesar do medo que porventura vier nos assolar, a voz profética da Igreja, que denuncia o erro (Lei) e anuncia uma nova oportunidade (Evangelho), estará sempre presente, não por nosso esforço, mas porque é, antes de tudo, obra e voz do próprio Deus. Que Deus nos fortaleça, guie e ajude nesta tarefa! Como você e a sua Comunidade estão refletindo sobre essa temática?

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FÉ LUTERANA

Visitação como testemunho Diác. Angela Lenke | Coordenadora do Departamento de Assistência Social e Diaconia da Comunidade de Joinville/SC A visitação era considerada uma boa ação, de cuidado e solicitude no Antigo Egito, passando a fazer parte das Sete Obras de Misericórdia. No Antigo Testamento, Abraão e Sara (Gn18.1ss) receberam visita e o próprio Deus visita o povo que estava escravo no Egito (Ex 11.4). O Salmo 65.9 dá testemunho que a visita de Deus traz abundância para o seu povo: Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões. Em Jesus Cristo, podemos dizer que Deus visita concretamente o seu povo, pois sente as mesmas necessidades que o ser humano. No Ministério de Jesus percebemos que ele próprio exerce a visitação. Quando visita a sogra de Pedro (Mt 8.14s), Marta e Maria (Lc 10.38ss), Zaqueu (Lc 19.1-10), Jesus nos revela que a visitação é um ato de amor. Jesus faz um pedido em Jo 13.15 para que como eu vos fiz, façais vós também. Praticamos a visitação como testemunho de fé. Tão importante quanto visitar é acolher. Visitação e hospitalidade são pilares da diaconia, Quem precisamos visitar primeiro? Recomenda-se visitar pessoas enfermas, enlutadas, idosas e as demais pessoas na Comunidade. Nem sempre o Grupo de Visitação precisa ir a todas as casas. Por exemplo, os

casais podem visitar-se ou, ainda, os jovens podem criar uma lista de visita a pessoas idosas ou jovens afastadas. As crianças do Culto Infantil podem ensaiar algumas músicas e cantar nas casas de outras crianças que ainda não participaram do Culto Infantil. ‘É tudo muito lindo’, você deve estar pensando, ‘mas quem fará as visitas?’. Todos nós servimos com os nossos dons. A visitação

Quem sabe, investindo em visitação, compreendamos que essa é uma excelente forma de atender ao pedido de Jesus: ‘Ide e fazei discípulos’ (Mt 28.19)? também é um chamado, mas, se você não criar coragem e começar, não haverá muitas pessoas praticando a visitação. Conheço várias pessoas que encontraram na prática da visitação uma nova alegria em viver e servir a Deus neste mundo. Afinal, aprendemos com o Apóstolo Paulo que somos o Corpo de Cristo (1Co 12.12ss). No encontro com outras pessoas, afastamos a tristeza e

percebemos o quanto podemos ser úteis. A transformação do mundo ou da nossa Comunidade começa por nós. A primeira Comunidade Cristã, conforme Atos 2.42-47, reunia-se para orar, ouvir a Escritura Sagrada, partilhar o Ágape (a Ceia) e podemos imaginar que os encontros eram nas casas. Na visitação, se descobre a dor da outra pessoa e encontramos maneiras criativas de ajudar e servir a Deus. Carregar as cargas uns dos outros (Gl 6.2) é participar, é se dispor e também deixar-se cuidar, criar vínculos na Comunidade e amar quem vive ali. Visitação é um ir na contramão do individualismo e do consumismo. Se Paulo e Barnabé não tivessem ido para Antioquia, não haveria Comunidade Cristã naquele lugar. Essas Comunidades tinham características de cuidado que precisamos resgatar, mesmo nas Paróquias em contexto urbano, porque Paulo fez missão nas grandes metrópoles. Quem sabe, investindo mais em visitação, compreendamos que essa é uma excelente forma de atender ao pedido de Jesus: ‘Ide e fazei discípulos’ (Mt 28.19)? Que o Cristo ressuscitado ande conosco no testemunho diário e nos impulsione a produzir frutos de amor e esperança. Amém. Para refletir, leia Lucas 13.6-9

O convite permanente à Evangelização P. Joel Schlemper | Ministro na Paróquia em Barreiros, em São José/SC Uma das marcas referentes à minha infância e que ficou registrada na memória é da minha mãe sentada na ‘sala de visitas’ da nossa casa, contando alguma história. Muitas vezes, essas histórias eram as histórias bíblicas. Esse momento era importante para nós, os pequenos, uma vez que a sala tinha acesso restrito. Naquele ambiente, quase sacro, somente era permitida a entrada de visitas (gente importante) ou das ‘manas’ mais velhas, quando namoravam. Assim, adentrar a sala e se aconchegar ao sofá ou ao redor dos pés da mãe, para deleitar-se com as narrativas bíblicas, conferia um altíssimo grau de importância ao evento. Neste artigo, quero tratar do evangelismo. Mesmo que o hábito da minha mãe de narrar histórias bíblicas não fosse designado assim, ao olhar no retrovisor da vida e contemplar a história pessoal, percebo que ela evangelizava permanentemente. As suas narrativas incluíam o convite para crer e se integrar à história de restauração da humanidade. Michael W. Goheen, Pesquisador e Professor de Missiologia nos Estados Unidos, apresenta o Evangelho do Reino em seu livro denominado O Drama das Escrituras. A Boa Notícia da restauração relatada no testemunho bíblico é denominada por ele como a ‘grande história’ ou ‘grande narrati-

va’ da humanidade. A Bíblia como Evangelho é um livro que conta a história de Deus com a humanidade. Contar e recontar a história desta ‘grande narrativa’ é o que poderíamos chamar de ato de evangelizar. Neste, apresenta-se a única moldura na qual a história da redenção em Jesus Cristo está inserida. Nela, compreendemos o sentido da sua morte e ressurreição. Além disso, encon-

A Boa Notícia da restauração precisa ser anunciada a todas as pessoas, em palavras e ações, pois elas precisam ouvir que o Criador quer restaurar a sua vida. trar o Evangelho nesta narrativa nos abre os olhos para compreender a nossa própria história dentro da ‘grande narrativa’. Em resumo, a narrativa começa com a Criação e é concluída com a consumação. Entre estes acontecimentos cósmicos, a Bíblia destaca o povo de Israel, um povo chamado para fazer diferença entre as nações à sua volta. Para isso, foi eleito e essa

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era a sua vocação missional (Gn 12.1-3 e Dt 4.6-8). Por meio desse povo, todas as ‘famílias da terra’ seriam beneficiadas pelo plano restaurador do Criador. A história do povo de Israel culmina na vinda de Jesus. Depois dela, Deus reúne o povo de Deus (a Igreja) dentre todos os povos para beneficiar-se desta restauração até que Deus a completasse na segunda volta de Jesus. Esta Boa Notícia da restauração precisa ser anunciada a todas as pessoas, em palavras e ações. Toda pessoa precisa ouvir que o seu Criador quer restaurar a sua vida. Esse chamado do povo de Deus, a vocação cristã, não mudou nos 20 séculos de história da Igreja. Fomos restaurados e colocados no Corpo de Cristo a fim de, constantemente, viver e anunciar essa história. O convite ao testemunho é permanente. Não é uma imposição a ser seguida. Antes, é a ação natural daquele que achou um tesouro e agora precisa festejar com os seus amigos essa Boa Notícia. Evangelizar é viver e compartilhar essa ‘grande história’, o Evangelho, que pode restaurar pessoas, famílias e toda a nação. O desafio e as possibilidades são grandes, uma vez que as nossas famílias e o nosso país necessitam de restauração. Para refletir, leia Atos 2.14-39


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PERSPECTIVA

A colonização produziu inferioridades sentidas até hoje Merecemos vida digna, corrigindo as injustiças sociais Profa. Dra. Ema Marta Dunck Cintra | Docente no Instituto Federal de Mato Grosso e Presidente do Conselho da Igreja A Europa é o berço da cultura! Quantas vezes ouvimos ou dissemos isso? A colonização do Brasil não fez só colonizar o espaço geográfico, como também colonizou o saber e o ser das pessoas. O resultado é que não se percebe tal coloniedade e a frase continua sendo dita sem que haja uma reflexão sobre esse conceito equivocado. Quando os colonizadores europeus saiam mundo afora à procura de terras e riquezas para o seu país, reinava a ideia de que quem “descobria” podia imprimir sobre os nativos a sua forma de vida. Nada devia ser poupado para liquidar as suas tradições, para substituir a Língua deles pela do conquistador, para destruir a sua cultura e seu conhecimento, o que era feito por meio de aldeamento, guerra, escravatura, genocídio, racismo. Enfim, uma desqualificação do colonizado, transformando-o em objeto. O que advém, a partir de lá, é uma naturalização e valorização do que seria o ideal de uma cultura. A Europa passa a ser o berço da civilização do mundo e tudo o que se desejava pautava-se nesse modelo de sociedade. Assim, percebemos que a identidade do povo brasileiro não foi construída por ele, mas fruto de uma construção social suprimida ou promovida de acordo com os interesses daqueles que estavam e estão no poder desde o ‘descobrimen-

to’ do Brasil. A consequência é que se construíram inferioridades tão intensas que são sentidas até hoje em nossa sociedade e que estão também na grande diferença econômica que há entre aquela minoria que esteve e está no poder e a grande maioria que foi considerada ‘menos gente’. Olhem o nosso país e vejam onde estão as camadas mais empobrecidas: são justamente elas que sofrem as consequências dessas atrocidades até hoje. Vemos, então, que as estruturas tão desiguais no Brasil tiveram a sua gênese dentro dos sistemas de cumplicidade do colonialismo e da escravidão que colonizou o saber e o ser das pessoas. Daí, não é de se admirar quando há pessoas acreditando que sejam melhores que as outras, que a sua cor de pele seja superior, que a sua origem seja superior. O resultado é essa eterna briga vista em espaços públicos, na mídia social, nas ruas e nos ambientes – inclusive religiosos. Mais que em qualquer tempo, precisamos trazer à tona o processo de dominação política e econômica que houve em relação aos povos em todos os continentes. Entendendo isso, podemos ver o próximo com os olhos amorosos de Cristo Jesus, na compreensão que todos e todas são filhos amados e queridos e filhas amadas e queridas por Deus e que merecem vida digna, corrigindo essas injustiças sociais.

O que o Senhor planeja dura para sempre. As suas decisões permanecem eternamente. Salmo 33.11

Perigos da percepção Quem erra mais? P. Dr. Oneide Bobsin | Docente na Faculdades EST, em São Leopoldo/RS Diariamente, tomamos decisões e emitimos opiniões sobre vários assuntos. Não podemos fugir disso, mas quais são os fundamentos das nossas decisões e opiniões? Uma pesquisa feita pelo Instituto Britânico Ipsos Mori em 38 países nos coloca em situação desconfortável, ao lado da África do Sul. A pesquisa constata que enxergar a realidade distorcida é um hábito da nossa população. Vamos aos exemplos de distorções. Os Pesquisadores perguntaram: Você acha que a taxa de homicídio em seu país é maior, menor ou igual à taxa do ano 2000? Vejam o que responderam os brasileiros: 76% disseram que é maior, 12%, igual e 3%, menor. O índice de distorção foi alto, pois o dado real é que nada mudou de 2000 para cá. Outro exemplo. De cada 100 mortes de mulheres de 15 a 24 anos no Brasil, quantas são por suicídio? A resposta média da população foi de 29%. Se fosse assim, a cada esquina teríamos uma jovem enforcada. O dado real, porém, é 4,3%, o que já é muito alto. No que concerne à religião, os brasileiros foram menos discrepantes com os dados reais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Perguntados sobre quantas pessoas em 100 acreditam em Deus, a resposta alcançou os seguintes dados: 80% dos brasileiros acreditam em Deus. Equivocado. O dado real é 98%. Sobre certos assuntos, o nosso povo faz afirmações muito equivocadas. Para alguns Pesquisadores, somos muito emotivos. Erramos mais quando o assunto nos impacta mais de perto. Na

questão eleitoral, diz uma pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a questão fica muito perigosa, pois podemos eleger aventureiros que se dizem ‘salvadores da pátria’. Quais são os países que menos erram na avaliação do seu entorno? A maioria é da Europa, com destaque para a Suécia, Noruega, Dinamarca e Espanha. Excetuando a Espanha, os demais países são predominantemente luteranos e investiram muito em educação. Certamente, levaram muito a sério as propostas de Lutero. Profissionais de educação se manifestaram sobre os dados. Entre eles, destaca-se uma Professora que faz a seguinte afirmação: ‘A educação fornece as ferramentas para dizer se aquilo que você percebeu em um relance tem ou não probabilidade de ser verdade’. Podemos concordar com tal afirmação, mas ela não responde a tudo. Conhecemos pessoas com pouca educação formal e que se equivocam menos que as ditas estudadas. A matéria é concluída com uma lição: ter consciência que podemos errar já é um caminho para acertar. Saber discernir ou provar os espíritos controla as nossas emoções na percepção da realidade na fé e na vida (1Jo 4.1). Estudar a fé é fundamental! Na interpretação da realidade que nos cerca e das notícias que vemos ou ouvimos, devemos ser como Tomé: ver para crer! Na fé, porém, crer para ver! Fundamental, no entanto, é relacionar estas duas formas de ver e crer. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos

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MISSÃO

Salvação, sustento e transformação P. Dr. Pedro Puentes | Secretário de Missão O conceito Missão de Deus (Missio Dei) diz que a Missão deriva da própria natureza de Deus. Deus é o sujeito ativo da Missão: o Pai enviou o seu Filho (Jo 1.1-5 e 14) e ambos enviaram o Espírito Santo (Jo 14.16). Quer dizer, a Missão é primordialmente um atributo de Deus. Deus é um Deus missionário! Em que consiste a Missão de Deus? Consiste no agir de Deus em favor da sua Criação. Nas palavras do Lema do Ano: Eu sou o SENHOR, teu Deus (Ex 20.2a), aquele que cria, sustenta e salva a sua Criação. Como Deus age? A nossa fé evangélica luterana entende que o Deus missionário não só salva o mundo, por meio do Evangelho de Jesus Cristo, mas também o sustenta pelas Ordens (estamentos ou instituições) por Ele estabelecidas. As Ordens

Projetos: Sacerdócio Secretaria de Missão Nas três edições anteriores, explicamos que a renovação ou a criação de Comunidades na IECLB acontece no contexto dos Projetos Missionários: (1) lugar e contexto, (2) Planejamento Missionário, (3) perfil d@ Ministr@ e (4) exercício do Sacerdócio Geral. Sacerdócio Geral: a finalidade de um Projeto Missionário é a Renovação ou a Criação de Comunidades na IECLB. Uma Comunidade é mais que o cadastro das pessoas membros, dos grupos de trabalho ou das dependências que ela possui. A sua essência está nas pessoas: diversas e diferentes, unidas por um vínculo comum, em múltiplas interações e comunicação. A imagem bíblica da Comunidade é o Corpo (Rm 12.4-8) e, para Lutero, ‘sacerdotes e sacerdotisas’ servindo a partir dos seus dons. Essa é a vitalidade e a dinâmica de uma Comunidade de Fé. Esse Sacerdócio deveria determinar o foco das atividades de uma Comunidade. A vida e o testemunho da Comunidade não dependem de algumas pessoas, mas de todas as pessoas batizadas pelo servir em amor.

pelas quais a existência humana acontece e Deus atua são: a Igreja, que ensina a Palavra de Deus, a Economia, que organiza a produção e a distribuição justa dos meios de sustento da vida, e a Política, que pune o mal, ordena a convivência e protege a vida. Mesmo corrompidas pelo pecado, elas permanecem sob a Palavra criadora e perdoadora de Deus. Elas são os instrumentos de Deus para santificar e abençoar o mundo por Ele criado. É por isso que toda pessoa serve e coopera com Deus no melhoramento do mundo, mesmo aquelas que ignoram Deus. Isso significa que a preservação e a santificação do mundo não dependem de ser pessoa cristã ou não, mas do fiel exercício das funções que fazem parte de cada uma destas Ordens.

Qual é a vantagem da pessoa cristã? Saber quem é e o que fez, em Cristo, esse Deus missionário, organizando o seu viver pelo amor de Cristo, que conduz a obras que excedem o dever estabelecido pelas Ordens. Assim como Deus, pessoas cristãs deveriam estar incondicionalmente engajadas na salvação, no sustento e na transformação deste mundo de Deus.

Planejamento Missionário P. Altemir Labes | Secretário Adjunto para Missão e Diaconia Em 2016, no XXX Concílio da Igreja, foi apresentado o Roteiro para o Planejamento Missionário, que tem como principal função ajudar Presbíteros, Presbíteras, Ministros, Ministras e membros da IECLB a planejar as Ações Missionárias em suas Comunidades. O Roteiro foi entregue aos Sínodos, em 26 encontros, alcançando mais de 1500 pessoas. Ao final desta implementação de um modelo de Planejamento Missionário na IECLB, colhemos: 1) Toda a experiência acumulada com as versões anteriores de Roteiros para Planejamento, 2) Pelo menos um evento, em cada Sínodo, de apresentação ou capacitação para o uso da nova versão do Roteiro,

3) Duas a quatro pessoas encarregadas de monitorar o andamento do Planejamento na área do Sínodo, com acompanhamento da Secretaria Geral da IECLB, 4) Caderno do Planejamento Missionário e pen-card nas mãos de cada Diretoria Paroquial, Ministros e Ministras, instituições diaconais, Candidatos e Candidatas ao Período Prático de Habilitação ao Ministério (PPHM), entre outros. As Estatísticas da IECLB 2017, Ano-Base 2016, apontaram que, das 1809 Comunidades, 716 realizaram o Planejamento Missionário. O desafio, a partir de 2018, é o monitoramento do Planejamento Missionário junto aos Sínodos.

Vai e Vem: Fé - Gratidão - Compromisso P. Dr. Pedro Puentes | Secretário de Missão A partir do tema Fé - Gratidão - Compromisso, a Campanha Vai e Vem 2018 nos desafia a pensar nos próximos anos de testemunho da fé evangélica neste Brasil. Aa palavras Fé, Gratidão e Compromisso têm sido empregadas para falar sobre a contribuição financeira nas Comunidades, mas a Vai e Vem propõe olhar para elas na condição de componentes que estruturam e dinamizam a nossa vida como pessoas cristãs. Assim, a Graça de Deus desperta a fé, como confiança, que orienta o viver em gratidão e compromisso para com Deus e a sua Missão. Essa Missão tem o seu início no coração de cada pessoa e continua por todas as atividades humanas até abraçar a Criação toda. Esse compromisso abrange os diversos âmbitos do nosso viver: família, trabalho, comunidade de fé, sociedade, cultura, meio ambiente, etc. Dessa forma, busca-se fortalecer o Tema da IECLB para 2018, Igreja - Economia - Política, na certeza que tudo acontece na presença daquele que diz: Eu sou o SENHOR, teu Deus (Ex 20.2a). Com o seu lançamento no Domingo de Pentecostes (20 de maio), confiamos que Deus confirmará os nossos trabalhos em prol da sua Missão (Sl 90.17).

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PRIORIDADES

Prioridades de Gestão: Programas de Acompanhamento Habilitação ao Ministério (parte 1/2) Cat. Dra. Haidi Drebes | Secretária da Habilitação ao Ministério da IECLB

A percepção da vocação e do chamado para exercer o Ministério, de modo geral, ocorre em meio à vida da Comunidade. A Comunidade, a família e, especialmente, a pessoa chamada tem um papel importante nesta caminhada de preparação ao Ministério com Ordenação. O primeiro passo é buscar o preparo, a formação, tanto acadêmica quanto pessoal, tendo em vista as exigências da Igreja com relação à função ministerial. A formação acadêmica deve ser realizada em um dos Centros de Formação com o qual a IECLB estabeleceu convênio. A parte mais específica da Habilitação propriamente dita ocorre após a formação acadêmica em Teologia e está sob a responsabilidade da Secretaria da Habilitação ao Ministério, que tem como tarefa habilitar pessoas para pregar o Evangelho de Jesus Cristo no mundo, visando ao comprometimento dos futuros Ministros e das futuras Ministras com a Missão, a Visão, a Confessionalidade e demais normativas da IECLB.

O primeiro contato com potenciais Candidatos e Candidatas ocorre ainda antes da conclusão da formação por meio dos Seminários de Preparação, que têm em vista esclarecer dúvidas sobre o Período Prático de Habilitação ao Ministério (PPHM) e o exercício do Ministério com Ordenação na IECLB. A gestão do Programa é realizada pela Secretaria da Habilitação ao Ministério, que implementa o PPHM, em parceria com Sínodos e Comunidades da IECLB. As Comunidades, por meio de representantes indicados, participam de todas as fases da Habilitação de futuros Ministros e futuras Ministras, desde a seleção e o acompanhamento até o Ingresso no Ministério. Lideres membros de Comunidades integram instâncias com diferentes responsabilidades relacionadas à Habilitação e ao ingresso no Ministério com Ordenação: - Comissão de Exame: formada por um Pastor ou uma Pastora Sinodal, um

Ministro ou Ministra (observada a representatividade dos Ministérios), um membro de Comunidade (com experiência em cargo de liderança) e um membro da área da Educação (com experiência em avaliação). Esta Comissão, nomeada pelo Conselho da Igreja, é responsável pela realização do Exame de Admissão ao PPHM (avalia e seleciona para admissão ao PPHM) e do Exame Pró-Ministério (realizado em fase final de PPHM, visa à obtenção da Habilitação ao Ministério com Ordenação). A Comissão é formada por 40 titulares e um significativo numero de suplentes. Comissão de Designação e Envio: formada pelo Pastor Presidente, quatro Pastores ou Pastoras Sinodais e dois representantes de Comunidade. Esta é a Comissão que designa as pessoas aprovadas no Exame de Admissão ao Campo de Período Prático, Esta mesma Comissão também envia Habilitados e Declarados Aptos para a Ordenação a um Campo de Atividade Ministerial (CAM). Campo de Período Prático: local e espaço em Comunidade ou Paróquia da IECLB em que o Candidato ou a Candidata ao Ministério realizará o seu PPHM. A Comunidade será um espaço privilegiado de aprendizado para o futuro Ministro ou a futura Ministra. Espera-se da Comunidade ampla participação no ensino e na aprendizagem por meio da práxis ministerial orientada e supervisionada por Mentor ou Mentora. A Comunidade, por meio das pessoas que participam da Equipe de Acompanhamento e Avaliação local, também tem a responsabilidade de avaliar o Ministro Candidato ou a Ministra Candidata.

Publicações | Vamos batizar? O Batismo é um presente dado por Deus para ser desembrulhado no decorrer de toda a vida. Ele não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida. Martim Lutero dizia que a vida cristã outra coisa não é que diário Batismo. O compromisso com o ensino na fé acompanha o Batismo. Para auxiliar mães, pais, Madrinhas, Padrinhos e Comunidades a desempenhar a tarefa de educar a criança na fé cristã, foi publicado o livro Vamos batizar? Batismo e Educação Cristã. A publicação também pode ser usada como subsídio para Ministros e Ministras nos encontros de preparação batismal. Que Deus nos guie nesta bela tarefa! Trecho de Vamos batizar? Batismo e Educação Cristã

Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. Marcos 12.30

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GESTÃO

Corpo IECLB | Gestão Administrativa Secretaria Geral da IECLB Gestão de Projetos O apoio a Projetos na IECLB tem por base a Missão e a Visão da Igreja, definidos no Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI), referencial importante também no processo de elaboração, execução, monitoramento e avaliação de projetos. O PAMI desperta a Igreja para a importância do Planejamento da Ação Missionária e promove a qualificação dos processos de gestão. Por sua metodologia e pela Teologia que o sustenta, é referencial básico para análise dos Projetos recebidos na Secretaria Geral. O objetivo geral do PAMI, de ampliar e consolidar a Ação Missionária da IECLB, articula-se em quatro objetivos específicos: Evangelização, Comunhão, Liturgia e Diaconia. Estes se relacionam com os eixos transversais da Educação Cristã Contínua, da Sustentabilidade e da Comunicação. É a partir destes objetivos e destes eixos transversais que os Projetos são avaliados. Que tipos de projetos podem ser apoiados? (1) Projetos que enfocam o fortalecimento da Ação Missionária de Comunidades, Paróquias, Sínodos e Instituições da IECLB em seu compromisso de testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo a todas as pessoas em seu respectivo contexto, (2) Projetos que enfocam o trabalho de Comunidades, Paróquias, Sínodos e Instituições da IECLB para praticar a misericórdia e a justiça, (3) Projetos que enfocam a formação e capacitação para promover a vivência da fé em Jesus Cristo em Comunidade e celebrar o amor de Deus na Comunidade e no mundo e (4) Projetos que enfocam o desenvolvimento da capacidade humana e institucional. Qualquer Comunidade, Paróquia, Sínodo e/ou Instituição identificada com a IECLB pode encaminhar projetos. Lideranças comunitárias, membros, Ministros, Ministras, funcionários e funcionárias de Instituições identificadas, de forma individual ou em grupo, podem se candidatar à bolsa de Graduação ou Pós-Graduação para Projetos que visam ao desenvolvimento de capacidades humana e institucional. Para mais informações, acesse o Portal Luteranos

Guia para o Presbitério Deus é todo-poderoso! Essa é uma das primeiras coisas que aprendemos a respeito de Deus. É a nossa confissão no início do Credo Apostólico (Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra...). O poder de Deus perpassa cada página da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. Desde o relato da criação de céus e terra (Gn 1 e 2) até a promessa da criação de novos céus e nova terra (Ap 21), passando pela ressurreição de Jesus (Mc 16.1-8), Deus se manifesta como aquele que pode fazer o que é impossível ao ser humano. A esse respeito, Jesus mesmo afirma: O que é impossível para os seres humanos é possível para Deus (Lc 18.27). O poder e a grandeza de Deus são motivo de louvor e adoração para o povo de Deus nos tempos bíblicos e nas Comunidades Cristãs ao longo da história. Exemplo disso encontramos no Salmo 8, em que o povo de Deus canta Ó Senhor, Senhor nosso, a tua grandeza é vista no mundo inteiro. O louvor dado a ti chega até o céu e é cantado pelas criancinhas [...] (v 1-2).

Documentos Normativos Acima de todos os Documentos Normativos da IECLB está o Mandato de Deus, tendo como base a Bíblia e os Escritos Confessionais. A Constituição, o Regimento Interno, o Guia Nossa Fé-Nossa Vida, o Documento Justiça e Ordem, o Estatuto do Ministério com Ordenação da IECLB são normas nacionais, eclesiasticamente válidas para todos os Sínodos, as Paróquias, as Comunidades, os Ministros, as Ministras, as lideranças leigas e demais membros. Todas as normas adicionais são elaboradas a partir dos princípios constantes nesses documentos e a eles estão sujeitas eclesiasticamente. O Regulamento do Ingresso no Ministério com Ordenação da IECLB, por exemplo, visa a proporcionar o desenvolvimento das competências requeridas para o exercício do Ministério com Ordenação, por meio da inserção prática do Ministro Candidato ou da Ministra Candidata em Comunidades da IECLB e, em especial, verificar: I – a solidez teológica em relação às Sagradas Escrituras, em uma articulação coerente e comprometida com a confessionalidade da IECLB e seus documentos normativos, II – a vocação para o exercício de um Ministério específico, III – o posicionamento pessoal reflexivo sobre o Ministério específico escolhido, IV - as condições pessoais para o exercício do Ministério na IECLB. O Regulamento também estabelece os compromissos dos Candidatos e das Candidatas, entre os quais constam, por exemplo, a responsabilidade de estudar regularmente a Bíblia, cuidar do aprofundamento e da atualização teológica e observar a decisão referente ao uso da veste litúrgica.


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SÍNODOS

Comunidade sem Missão não é Comunidade de Cristo! Vamos olhar para os próximos 500 anos P. Lauri Becker | Pastor Sinodal do Sínodo Rio Paraná

O poder do Espírito Santo nos faz olhar para frente com esperança e confiança. Assim queremos olhar para as nossas vidas, as nossas Comunidades, o Sínodo Rio Paraná e toda a IECLB. É derramado sobre nós o poder do Espírito Santo para testemunharmos as maravilhas do Senhor, testemunharmos que o tempo da salvação chegou. Agora, somos desafiados e desafiadas a olhar para os próximos 500 anos! O grande legado da Reforma é a Boa Nova redescoberta e proclamada. O mundo mudou e um dos maiores desafios é ajudar os membros das nossas Comunidades na compreensão do que está no centro da confessionalidade luterana. Agora são outros 500! Esse tem sido o mote de todo o processo de formação no Sínodo. Temos a necessidade de trazer a reflexão sobre a identidade luterana e as consequências da Reforma para os nossos dias. A recomendação é que Conselhos e Depar-

tamentos trabalhem o assunto nas atividades desenvolvidas. Os Núcleos, Departamentos e Conselhos deverão multiplicar a temática nas Comunidades e nos Seminários. O Brasil vive uma crise em diversos setores e também na educação. Esse é um grande desafio que se coloca para nós, como luteranos e luteranas, para os próximos 500 anos. Precisamos nos motivar e cobrar do Governo o acesso à educação para todas as pessoas. A Bíblia enfatiza o amor cristão. Nele está implicado o amor ao próximo, a transformação social, a luta por vida digna e vida em abundância para todas as pessoas. Nisso se traduz o amor e o ser luterano, luterana nesses dias: união entre as pessoas para a transformação. Deus nos deu dons e talentos. Ele nos confiou a responsabilidade pelo cuidado com a sua bela Criação. Temos a sensação de viver um tempo insosso, que nos empurrou para a passividade. Nós nos omitimos da nossa responsabilidade da fé luterana, fé ativa e

A Missão não se reduz a vender um produto religioso que agrada ao ‘cliente’ e dá satisfação espiritual, mas, em uma sociedade desfocada do sentido cristão da vida, sem capacidade para uma vida de oração e adoração, oportunistas transformaram a religião em um mercado e fiéis em consumidores. Alimentam, ainda, o medo, a insegurança e o fanatismo. São grupos que negligenciam as normas da Igreja, promovendo ‘espetáculos’ e ‘devoções’ desligadas do compromisso comunitário. O principal é a dimensão profética a serviço da vida e da justiça. Deus não pode ser transformado em ‘objeto de desejos pessoais’, assim como a religião não pode ser reduzida à prosperidade material, saúde física e realização afetiva. Nestes ‘outros 500’, a temática da Missão, a partir da motivação do Fórum de Missão da IECLB, realizado em 2017, e do enfoque que será dado ao Concílio de 2018, é um tema que deverá ser trabalhado intensamente em 2019 e nos anos seguintes. No Sínodo Rio Paraná, o Conselho de Formação tem essa tarefa no horizonte para o Planejamento das atividades.

comprometida com a justiça, a igualdade e a transformação da sociedade. Não podemos permitir que o cinismo enraíze. Caso contrário, o País pode se deparar com dois cenários: alienação e afastamento cada vez maior da população das atividades e responsabilidades políticas ou o embarque em discursos extremistas com forte teor emocional e messiânico. Ambos passam ao largo da imagem de nação feliz que o povo brasileiro sempre se orgulhou. Fazer o Brasil voltar a sorrir depende de nós, de como iremos votar e cobrar quem elegermos. Um dos acontecimentos marcantes do Jubileu da Reforma foi a emissão de um selo postal por parte dos Correios, motivo de gratidão e alegria para quem compreende a importância da Reforma e do seu legado. No Sínodo Rio Paraná, houve o lançamento do selo do Jubileu da Reforma em duas cidades: Toledo/PR e Marechal Cândido Rondon/PR. Foram momentos de reflexão e de valorização da história de fé do povo luterano. Uma das grandes alegrias no Sínodo tem sido a regularidade da Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai Vem. É sempre um desafio animar e motivar as Comunidades a se envolverem e engajarem nesta caminhada, mas é possível perceber que há compreensão sobre o alcance da Missão para além dos muros da Igreja. A Vai e Vem nos concede uma oportunidade de sermos Comunidade Missionária, um momento para descobrirmos a alegria em doar para o Reino e um desafio para colocar-nos a caminho de dar a Boa Notícia de Deus. Um dos grandes desafios do Sínodo Rio Paraná, como em toda a IECLB, é a Missão. Em diversos momentos e impulsionada por movimentos, a Igreja sempre teve a preocupação com a Missão, com diferentes ênfases em diferentes momentos. Todas essas experiências missionárias buscaram refletir o seu tempo na vida comunitária. Entretanto, apesar de toda essa caminhada e do envolvimento com a Missão, sempre temos que refletir e avaliar a nossa Ação Missionária nas Comunidades. É imperativo do Evangelho: Comunidade sem Missão não é Comunidade de Cristo! A Missão da Igreja, pois, não é outra que inserir-se na Missão divina e dispor-se a ser instrumento do agir salvífico de Deus (Plano de Ação Missionária da IECLB - PAMI). Nesse sentido, o Planejamento Missionário é fundamental! No Sínodo Rio Paraná, o objetivo é que, até o final de 2019, todas as Comunidades tenham avançado em relação ao Planejamento. Se não soubermos o que é e o que significa Missão, facilmente seremos cooptados pelos ‘espíritos dos tempos’, que transformam a Missão de Deus em aberrações.

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VAI E VEM

Fé - Gratidão - Compromisso #outros500 Mensagem da Presidência | Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem - 2018 O tema Fé, Gratidão e Compromisso tem a sua história na IECLB. Ele surge para motivar o exercício da sustentabilidade da Comunidade por parte do Sacerdócio Geral. No início, sustentabilidade era considerado sinônimo de contribuição financeira. Sob os impulsos do Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI), que afirma sustentabilidade é estabelecer condições para sustentar a Ação Missionária por meio de recursos financeiros, estruturais e humanos, essa compreensão foi ampliada. Considerando que, na IECLB, tudo está a serviço da Missão de Deus, a Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem nos convida, a partir da chamada Fé - Gratidão - Compromisso, a refletir, articular e desenvolver Ações de Missão, bem como ofertar para o sustento das mesmas. Tudo isto está sob o entendimento

É a fé que acolhe a Palavra que vem de Deus como luz que orienta o nosso viver. É a fé que nos faz acreditar na bondade de Deus, apesar das adversidades da vida. É a fé como confiança que molda a nossa vida como gratidão a Deus e compromisso com este mundo, a partir dos valores que surgem do Evangelho.

A gratidão que vem da fé O conselho apostólico orienta: Agradeçam sempre todas as coisas a Deus (Ef 5.20). A vida cristã está orientada pela gratidão, que se dirige primeiramente a Deus, no contexto de culto e louvor, por tudo aquilo que Ele fez, faz e fará em favor de nós. Por que a fé que confia leva-nos à gratidão? Porque a gratidão fortalece o reconhecimento e a humildade que desenvolvem a confiança em Deus. O reconhecimento que tudo Que possamos reafirmar uma vida de Fé, Gratidão vem da mão de Deus afugenta o e Compromisso, cujo resultado será: uma Igreja orgulho e o egoísde Comunidades mais atrativas, inclusivas mo. A humildade e missionárias, que acolhem os desafios protege contra a soberba e a arroda fé cristã para os #outros500 anos! gância. Em outras palavras: só quanque a Missão de Deus é que cria a corrente da do deixamos Deus ser Deus é que o ser hufé, que leva à gratidão e ao compromisso. Desta mano pode exercer a sua humanidade em forma, buscamos fortalecer o Tema da IECLB plenitude. para 2018: Igreja, Economia, Política, na certeza que tudo acontece na presença daquele que O Compromisso que vem da fé diz: Eu sou o SENHOR, teu Deus (Ex 20.2a). A fé que confia nos faz conscientes da realidade mais fundamental do nosso viver: fazeA fé que nasce do amor mos parte de uma rede inevitável de interações. A carta aos Hebreus (11.6a) diz: Sem fé ninA pergunta do Criador Onde está o seu irmão? guém pode agradar a Deus. Essa fé não é obra (Gn 4.9) e o Mandamento de Cristo de amar as nossa. Essa fé que confia em Deus surge da outras pessoas como amamos a nós mesmos própria iniciativa de Deus. Ele vem e manifesta (Mc 12.33) tornam, cada um e cada uma de o seu amor a toda a Criação, sem que esta o nós, ‘guardas’ do nosso próximo, o que abranmereça, e esse amor nos alcança de forma inge a responsabilidade para com o contexto. condicional e desinteressada. A isto chamamos A fé que nasceu da Graça nos faz confiar Graça. Esse Amor-Graça desperta em nós a fé em Deus e nos torna discípulos e discípulas de (uma confiança em Deus), que nos impulsiona a Cristo. O discipulado envolve a vida toda com receber, abraçar e aceitar Deus e o seu amor. Asa Missão de Deus, Missão que Jesus Cristo sim, pela fé, abraçamos o abraço de Deus, que definiu como engrandecimento da vida ou acolhe, aceita, perdoa, restaura e nos coloca no como a promoção de uma vida abundante caminho do discipulado de Cristo. (Jo 10.10).

Essa Missão tem o seu início no coração de cada pessoa, continua por todas as atividades humanas até abraçar a Criação toda. O discipulado nos move para o compromisso com a Missão de Deus e se torna visível nos diversos âmbitos do nosso viver: família, trabalho, Comunidade, sociedade, cultura, meio ambiente, etc., ou, como diz o Tema do Ano: Igreja - Economia - Política. A Campanha Nacional de Ofertas para a Missão Vai e Vem, cujo lançamento será no Domingo de Pentecostes, em 2018, no dia 20 de maio, estendendose até o último domingo de setembro, dia 30, quer oportunizar a reflexão sobre Fé, Gratidão e Compromisso com vistas ao nosso envolvimento com a Missão de Deus no tempo de vida que Deus nos presenteia. Cada novo amanhecer é tempo oportuno para viver na Missão de Deus – com Fé, Gratidão e Compromisso! Desejamos que a Vai e Vem 2018 desperte a gratidão das pessoas, das Comunidades, das Paróquias e dos Sínodos, que conduza à partilha proporcional dos seus recursos de tempo, talentos e tesouros. Desejamos que a Campanha oriente para compromissos concretos nos âmbitos da nossa casa comum (conosco, família, trabalho, amizades), da nossa Comunidade de Fé (Comunidade local, sinodal, nacional e Ecumene), da nossa sociedade (bairro, cidade e país) e da Criação toda (meio ambiente). Inspirados e inspiradas na reflexão do Tema do Ano da IECLB para 2018, Igreja - Economia - Política, reafirmamos que a pessoa é chamada para ouvir o Evangelho, responder com gratidão e alegria, reunir-se em Comunidade, contribuir com recursos e dons e dar testemunho da vontade de Deus no contexto em que vive. Lutero compreende esse testemunho como cooperação com Deus para o melhoramento do mundo. Como Igreja herdeira dos valores da Reforma e na condição de pessoas livres pela Graça de Deus, que possamos reafirmar uma vida de Fé, Gratidão e Compromisso, cujo resultado será: uma Igreja de Comunidades mais atrativas, inclusivas e missionárias, que acolhem os desafios da fé cristã para os #outros500 anos!

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Caminhos Ibéricos (Portugal & Espanha) Caminhos Germânicos (Europa Central & Reforma Luterana) Caminhos Nórdicos (Países Escandinavos) Caminhos do Leste Europeu Caminhos Romanos (Amsterdã a Roma) Caminhos das Festas (castelos, tradições e cervejarias)

Embratur nº 23.028609.10.0001-5

16/05 – 03/06 05/06 – 22/06 09/06 – 26/06 14/08 – 30/08 29/08 – 16/09 15/09 – 02/10

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Jornal Evangélico Luterano Ano 47 nº 816 Maio 2018  
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