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Ano XXXIV

Nº 8

agosto, 2011

ISSN 1518-8558

Pela primeira vez, atletas da FAB conquistam medalhas de ouro nos Jogos Mundiais Militares

SGT REZENDE / CECOMSAER

Em 16 anos de Jogos Mundiais Militares, a maior competição esportiva militar do mundo, atletas da Força Aérea Brasileira (FAB) nunca haviam chegado ao topo do pódio. Na quinta edição da competição, realizada no Rio de Janeiro (16 a 24/7), o Tenente Coronel Aviador Júlio Antonio de Souza e Almeida (tiro) e o Major Aviador Paulo Sérgio Porto, o Capitão Aviador Eduardo Utzig Silva, o Capitão Aviador Rafael Batista Xavier e o Tenente Aviador André Rossi Kuroswiski (todos do pentatlo aeronáutico - foto ao lado) conquistaram inéditas medalhas de ouro. Dos 13 atletas da FAB que representaram o país nos Jogos Mundiais Militares, nove retornaram com medalhas (seis de ouro, uma de prata e cinco de bronze). O Brasil venceu a competição no total de medalhas. No pentatlo militar, os atletas ainda quebraram o recorde mundial de pontuação nas provas. (Pág. 8).

Dia da Intendência Os 66 anos da criação do Serviço de Intendência

FAB no Haiti Segundo contingente de militares segue para missão

Leia entrevista com o Diretor de Intendência da Aeronáutica, Major Brigadeiro Intendente Pedro Norival de Araújo, que fala sobre o futuro da atividade na instituição. Saiba mais sobre o Dia da Intendência. (Pág. 4)

Vinte e sete militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Manaus embarcam para participar da missão de paz da Organização das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. (Pág. 14)

RIO 2011 - ESPECIAL

Competição Rio 2011 recebeu cobertura da comunicação da Força Aérea (Pág. 7) Veja os atletas que conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze (Pág. 9)

O Brasil conquistou 114 medalhas: 45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze

Caças da FAB vigiaram o espaço aéreo do Rio de Janeiro nas provas (Pág. 10)


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CARTA AO LEITOR

Expediente O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno.

Campanha pela vida

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erca de 7,6 milhões de pessoas morrem de câncer em todo o mundo, todos os anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um dos tipos de tratamento propostos para algumas formas dessa doença, como leucemia e linfoma, que afetam a células do sangue, é o transplante de medula óssea, mas o problema é encontrar um doador compatível. Milhares de pessoas acabam nas filas, aguardando. Diante desse cenário, e em parceria com a Diretoria de Saúde da Aeronáutica, iniciamos neste mês uma campanha para incentivar a doação,

ou melhor, para que o efetivo ingresse no cadastro (Redome) de possíveis doadores, com a esperança de que esse esforço possa trazer esperança e, até mesmo, abreviar a espera por um transplante. O Redome é um banco de dados a respeito da compatibilidade entre os potenciais doadores cadastrados e pacientes em espera. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil. O paciente tem 25% de chance de encontrar um doador compatível entre irmãos, enquanto aos demais resta aguardar alguém no banco de dados

de doadores. Daí, a importância da maior adesão possível. (Veja mais na página 16) Brig Ar Marcelo Kanitz Damasceno Chefe do CECOMSAER

Chefe da Divisão de Relações Públicas: Coronel Marcos da Costa Trindade

Editores: Tenente Luiz Claudio Ferreira e Tenente Alessandro Silva Repórteres: Tenente Luiz Claudio Ferreira, Tenente César Guerrero, Tenente Alessandro Silva, Tenente Marcia Silva, Tenente Flávia Sidônia, Tenente Flávio Hisakasu Nishimori, Tenente Humberto Leite e Tenente Carla Dieppe

Medidas Básicas de Contrainteligência dos, manuseados, transmitidos ou guardados e que requeiram medidas especiais de segurança e de acesso. ASSUNTO SIGILOSO - É aquele que, por sua natureza, deva ser de conhecimento restrito e, portanto, requeira a adoção de medidas especiais para sua segurança. CLASSIFICAÇÃO - Atribuição de um grau de sigilo a um dado, informação, documento, material, área ou instalação que contenha ou utilize assunto sigiloso. COMPARTIMENTAÇÃO - É a restrição de acesso a conhecimentos ou dados sigilosos às pessoas que tenham necessidade de conhecê-los e possuam Credencial de Segurança de Pessoa Física ou Jurídica, no grau adequado. NECESSIDADE DE CONHECER Condição inerente ao exercício de cargo, função ou atividade, indispensável para que uma pessoa, possuidora da Credencial de Segurança adequada, tenha acesso a dados, informações, áreas ou instalações sigilosas.

Chefe da Divisão de Produção e Divulgação: Tenente Coronel Alexandre Emílio Spengler

Chefe da Agência Força Aérea: Major Alexandre Daniel Pinheiro da Silva

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

Os integrantes do Comando da Aeronáutica são responsáveis pela integridade e segurança das áreas e instalações, materiais, documentação, pessoal, meios de tecnologia da informação (TI) e do conhecimento gerado e mantido pela organização. Há, inclusive, legislações de âmbito federal que regulam e titpificam penalmente os desvios de conduta referentes à matéria. Toda e qualquer atividade ou ocorrência suspeita deve ser comunicada ao setor de segurança/inteligência, seja da própria organização ou da unidade mais próxima. Definições que podem ajudar no trato da questão: ÁREAS SENSÍVEIS - Áreas vitais para o pleno funcionamento das organizações em função do material existente nas mesmas ou das atividades ali desenvolvidas. ÁREAS SIGILOSAS - Áreas onde informações, documentos, materiais, meios de comunicações ou sistemas de informação sigilosos são trata-

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno

Regras básicas para a proteção do conhecimento: a compartimentação é essencial à proteção; o acesso a assuntos sensíveis depende da função e não do posto, graduação ou cargo; o credenciamento é condição básica para acesso a assuntos sensíveis; as credenciais de segurança devem ser regularmente atualizadas e controladas; o desconhecimento ou a não observância dos procedimentos de segurança prejudica a instituição; todos são responsáveis pela proteção do conhecimento e das instalações. Por isso, seja pró-ativo. Identifique pontos falhos na segurança das nossas instalações. Sugira medidas de segurança. Quando se olha de fora do problema é possível ver coisas diferentes daqueles que convivem diariamente com a situação. Seja rigoroso na utilização de senhas, códigos e protocolos de segurança. A proteção dos nossos materiais e conhecimentos é responsabilidade e dever de todos. (Centro de Inteligência da Aeronáutica)

Colaboradores: DIRINT, IMAE, Rio 2011, CENIPA, 2 o/8 � GAV, EEAR, BINFAE-MN, HASP, HACO, HAAF e SISCOMSAE (textos enviados ao CECOMSAER, via Sistema Kataná, por diversas unidades) Tiragem: 30.000 exemplares Jornalista Responsável: Tenente Luiz Claudio Ferreira (MTB 2857 - PE) Diagramação: Tenente Alessandro Silva e Sargento Rafael da Costa Lopes Revisão: Suboficial BCO RF Valter Carlos da Silva Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Comentários e sugestões de pauta sobre aviação militar devem ser enviados para: redacao@fab.mil.br Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” - 7º andar CEP - 70045-900 Brasília - DF Impressão e acabamento: Aquarius Gráfica e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

SGT SIMO / CECOMSAER

Após os jogos, ficam legados e valores

SGT REZENDE / CECOMSAER

Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito Comandante da Aeronáutica

A Vila Azul, complexo habitacional com 67 blocos e 402 apartamentos, no Rio de Janeiro, é um dos legados deixados à FAB

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urante nove dias, o Rio de Janeiro foi palco de um dos maiores eventos esportivos militares de todos os continentes. Cerca de seis mil atletas de 111 países estiveram reunidos para a disputa dos 5º Jogos Mundiais Militares. Nesse portentoso evento, o Brasil obteve expressivos resultados e de imensurável valor, ao conquistar 45 medalhas de ouro, 33 de prata e 36 de bronze, perfazendo um total de 114 medalhas, que renderam ao país – a primeira colocação geral do Mundial. Apesar de poucos, em quantidade, os atletas da Força Aérea Brasileira demonstraram todo seu potencial, competindo em diversas modalidades e apresentando ao mundo a qualidade, a garra e a invulgar perseverança dos homens e mulheres que envergam o azul, prestando relevante contribuição para escrever o nome

do Brasil no seleto rol dos campeões Mundiais Militares. Ao término da competição, o balanço positivo que fica não se limita aos grandes resultados obtidos, tal qual o número de medalhistas da delegação da Aeronáutica, que atingiu a significativa marca de 70%, e a conquista de recordes mundiais. Inúmeros foram os legados e os ensinamentos advindos dessa inédita experiência em sediar uma competição de tamanha envergadura, que continuarão entre nós, mesmo após o apagar da chama que animou os atletas durante o período de competições no Rio de Janeiro. A Vila Azul é um exemplo disso. O conjunto residencial de 67 blocos e 402 apartamentos, localizado em uma área de 105 mil metros quadrados, construído pela FAB para alojar cerca de 2400 atletas, será transformado em

Próprio Nacional Residencial (PNR), a fim de atender a uma grande demanda local da Família Aeronáutica. Outrossim, a reforma executada no Posto do Correio Aéreo Nacional do Galeão (CAN-GL) para o recebimento de cerca de 2000 atletas durante o período dos jogos, com grandes melhorias estruturais, aprimoramento no sistema de segurança e atualização dos equipamentos, dobraram a capacidade de atendimento da unidade, proporcionando notável incremento na segurança das operações, no conforto e na satisfação dos usuários. Cabe lembrar, ainda, que durante a competição, uma considerável infraestrutura foi montada pela FAB para dar todo o apoio necessário às delegações nacionais e estrangeiras. Enquanto os atletas se esforçavam na busca do pódio nas arenas de competição, inúmeros outros militares

O Posto CAN Galeão recebeu melhorias para a recepção dos atletas

enfrentavam uma outra maratona, menos visível, mas não menos importante. Uma maratona para fornecer, diariamente, cerca de 6000 refeições; para proteger o espaço aéreo do Rio de Janeiro durante as competições; recepcionar as delegações e trasladar as equipes africanas, que sem este apoio não poderiam participar dos Jogos. Um verdadeiro batalhão trabalhou diuturnamente para fornecer as condições ideais para que os atletas e delegações pudessem ficar focados apenas nas disputas dos Jogos Mundiais. Parabenizo, portanto, a todos os nossos atletas pela superação e qualidade demonstradas, no afã de bem representar o Brasil, bem como, todo o efetivo do Comando da Aeronáutica que, anonimamente, doou esforços para o retumbante sucesso dos 5º Jogos Mundiais Militares.


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DIA DA INTENDÊNCIA - 23 de Agosto

Intendência projeta sua atividade para o futuro da FAB Modernização da estrutura, equipamentos e dos serviços prestados aos militares e civis do Comando da Força Aérea estão na pauta da Diretoria de Intendência da Aeronáutica (DIRINT) m entrevista ao NOTAER, o Diretor de Intendência da Aeronáutica, Major Brigadeiro Intendente Pedro Norival de Araújo, fala sobre a importância da atividade, que neste ano comemora (23 de agosto) 66 anos da criação do Serviço de Intendência da Aeronáutica, e adianta os planos para os próximos anos. “Rumo à Intendência do futuro, acompanhamos as exigências de uma moderna Força Aérea, sempre se autoavaliando e investindo na capacitação dos profissionais, para que Comando da Aeronáutica cumpra a sua missão”, afirma. Leia a entrevista: NOTAER - Qual a importância da Intendência para a Força Aérea? Maj Brig Int Pedro Norival de Araújo - Tratando primeiramente do braço armado do Comando da Aeronáutica, a importância da Intendência está diretamente ligada ao apoio ao combatente, por intermédio da Intendência Operacional, que se faz presente com as Unidades Celulares de Intendência (UCI) sediadas nos Comandos Aéreos Regionais (COMAR), no Depósito Central de Intendência (DCI), na Academia da Força Aérea e na Escola de Especialistas de Aeronáutica. É o apoio ao homem, garantindo o bem-estar e a manutenção do moral do combatente, por meio de vinte e três tarefas atribuídas à Intendência Operacional, com o objetivo de apoiar as unidades aéreas e as unidades da Aeronáutica desdobradas, em situações de conflito ou emprego operacional. A Intendência também está presente em todas as organizações militares da Aeronáutica, prestando apoio tanto aos militares quanto aos civis, seja no país ou no exterior, onde o profissional de Intendência se faz presente, permeando praticamente toda a administração, por intermédio do Comando-Geral do Pessoal, de

S2 SÉRGIO / CECOMSAER

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O Diretor de Intendência da Aeronáutica, Major Brigadeiro Intendente Pedro Norival de Araújo, em entrevista duranta e Operação Serrana, no Rio de Janeiro (2011); ao lado, a folha da Acanto, símbolo da Intendência

onde emanam as diretrizes e ordens. NOTAER - Quais os principais projetos em andamento na área de Intendência? Maj Brig Int Norival – Podemos destacar dois projetos estratégicos, administrados por dois sistemas: a Unidade Celular de Intendência, pelo Sistema de Intendência Operacional (SISIOP), envolvendo ações conjuntas da Subdiretoria de Encargos Especiais (SDEE), da Subdiretoria de Abastecimento (SDAB) e do DCI, para o reequipamento das Unidades Celulares; e a Modernização do Sistema de Subsistência, que conta com 23 Ranchos modernizados, em um número de 55, apoiando 168 organizações militares e um efetivo de mais de 59.000 pessoas. Outros dois projetos setoriais envolvem áreas de interesse da Intendência. Cito, inicialmente, com muito orgulho, entre as ações em andamento, na área de tecnologia da informação da DIRINT, a modernização do Sistema de Pagamento de Pes-

soal, por meio da adoção do banco de dados do Sistema de Informações Gerenciais de Pessoal (SIGPES) como base do novo Módulo de Pagamento de Pessoal (MOPAG), em total sinergia com o já plenamente operacional Módulo Boletim, possibilitando significativa diminuição do tempo decorrido entre a aquisição do direito pecuniário e seu efetivo pagamento ao militar ou ao pensionista. Merecem destaque os Núcleos do Serviço Social, verdadeiros centros integrados de assistência social, gerenciados com muita competência pelos civis e militares da SDEE, com os COMAR, com o GIA-SJ e com as Prefeituras, em um notável trabalho que ainda está apenas no começo, tendo muito a crescer e a realizar em prol da assistência ao efetivo da Aeronáutica. Na área de Fardamento Reembolsável, cabe ressaltar a implantação, no depósito da Subdiretoria de Abastecimento, de um transelevador de armazenamento automatizado,

tendo por finalidade possibilitar maior velocidade na separação de itens reembolsáveis, bem como dinamizar a sua expedição, com a consequente economia de meios. Este sistema proporcionará maior controle do estoque, ao utilizar etiquetas eletrônicas controladas por rádio frequência (RFID), permitindo, assim, um inventário automático e mais preciso do material existente. A Pagadoria dos Inativos e Pensionistas da Aeronáutica (PIPAR) também vem desenvolvendo, ao longo dos anos, um brilhante trabalho de descentralização do atendimento aos inativos e pensionistas, visando levar conforto e humanização aos que tanto serviram à Força. Para tanto, criou postos de atendimento em várias cidades do Rio de Janeiro e em Vitória-ES, fazendo-se presente próximo às moradias do nosso pessoal. Diversos Diretores que me antecederam deixaram uma herança que permitem consolidar realizações como o Módulo de Alimentação


a Pontos Remotos (MAPRE) e sua versão automotiva, o RODOMAPRE, que deram nova dinâmica à atividade de Intendência Operacional, além, é claro, do novo visual advindo da mudança do Regulamento de Uniformes para os Militares da Aeronáutica (RUMAER), que vem dando brilho à apresentação e aos desfiles da tropa. Mais recentemente, a DIRINT, por intermédio da Subdiretoria de Inativos e Pensionistas, pôde legar aos pensionistas de militares uma inovação, ao implantar no SIGPES o Título Provisório de Pensão Militar (TPPM) “on line”, o qual possibilita a inserção do pensionista do militar na folha de pagamento, no máximo no mês seguinte ao óbito do instituidor da pensão. NOTAER - Como será a Intendência do futuro na FAB? Maj Brig Int Norival - O Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER), com ações previstas para se efetivar até 2031, incorporou os anseios mais prementes da Inten-

dência. É nossa visão de futuro, nossa bússola, e as metas nele inseridas são nossos desafios e nossa razão de ser. Dele fazem parte os projetos mais importantes para a Intendência da Aeronáutica, como o reequipamento das Unidades Celulares de Intendência e a modernização do Sistema de Subsistência, , além da manutenção das principais atividades que abrangem os demais sistemas da DIRINT. Por outro lado está sendo criada a Secretaria de Controle Interno, que estará vinculada diretamente ao Comandante da Aeronáutica, objetivando centralizar em um órgão independente as atividades de auditoria e controle interno. Visando aderir aos novos padrões internacionais de Contabilidade para o setor público, a SEFA, em parceria com o COMGAP, vem desenvolvendo o módulo “Bens Móveis Permanentes” no SILOMS, permitindo depreciar o valor desses bens, cujo resultado possibilitará uma avaliação precisa do patrimônio da Aeronáutica.

PATRONO

DIRINT

atural de Leopoldina, Pernambuco, nasceu em 27 de agosto de 1897. Aos 17 anos, em 1914, ingressou na carreira militar, participando da Campanha do Contestado. Como sargento, fez o Curso de Oficial Intendente do Exército e, nos anos 30, conclui o Curso de Intendente de Guerra no Rio de Janeiro. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi assistente do Serviço de Fazenda da Aeronáutica e, em 1945, o primeiro Diretor Geral Interino (mais tarde efetivado) do recém-criado Serviço de Intendência da Aeronáutica, função que exerceu até 1951, quando passou para a reserva no posto de Tenente Brigadeiro.

Instalações da Intendência na Operação Serrana, no Rio de Janeiro

Saiba mais sobre a história da Intendência na Força Aérea

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Tenente Brigadeiro Intendente José Epaminondas de Aquino Granja

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SGT REZENDE / CECOMSAER

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atividade de intendência é tão antiga quanto a instituição Força Aérea Brasileira. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, foi constituída uma comissão de orçamento e criado, ao mesmo tempo, um órgão para gerir os serviços de contabilidade e fazenda, orçamento, distribuição de verbas e créditos, além das tomadas de contas e pagamentos. Inaugurado o Serviço de Fazenda da Aeronáutica, com militares da Marinha e do Exército, foi criado o quadro de intendentes. No contexto da Segunda Guerra, a atividade de intendência cresceu e reorganizou-se na instituição. Foram formados os primeiros profissionais na Escola de Intendência do Exército e nasceu o curso de oficiais intendentes na Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Finalmente, em 23 de agosto de 1945, pelo Decreto-Lei nº 7892, foi constituído oficialmente o Serviço de Intendência

da Aeronáutica – a data é celebrada até hoje como o Dia da Intendência. Na época, o recém-criado Serviço de Intendência era formado pela Divisão de Finanças, pela Divisão de Provisões de Intendência, pelos Serviços de Intendência das Zonas Aéreas e de Órgãos de Alta Administração, além dos Depósitos Central e de Intendência das Zonas Aéreas e das Formações de Intendência das unidades administrativas. Ao longo dos anos, a Intendência passou por diversas fases de aperfeiçoamento, como em seu início, quando tornou-se pioneira no serviço público a implantar o pagamento de pessoal por crédito bancário e, anos mais tarde, a ingressar na era da computação (década de 60). Nos anos 50, nasceu a intendência em campanha e, nos anos 60, foi criada a Pagadoria de Inativos e Pensionistas da Aeronáutica, dentre outras evoluções que marcaram a história da atividade.


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NASCIMENTO DO INVENTOR DO AVIÃO

Vice-Presidente afirma que disciplina de Santos Dumont foi alicerce para o pioneirismo da aviação

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“Herói de Cabangu nos apresentou o real valor do compromisso com o ideal”, afirma Comandante

SGT BATISTA / CECOMSAER

o dia do aniversário de 138 anos de nascimento do Patrono da Aeronáutica, o Marechal do Ar Alberto Santos Dumont, a Força Aérea Brasileira realizou solenidades em todo o Brasil para homenagear a memória do gênio que mudou a história da humanidade. Na Base Aérea de Brasília, o evento contou com a presença do Vice-Presidente da República, Michel Temer. “O exemplo de SantosDumont guia a Aeronáutica e também as demais Forças Armadas. Foi graças à sua disciplina que ele conseguiu ser o pioneiro da aviação, orgulho para o Brasil”, ressaltou. Na capital, 206 pessoas receberam a Medalha de Mérito SantosDumont, entre eles representantes dos três poderes da República. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, foi um dos agraciados. “Recebo essa medalha como uma homenagem ao STF e ao Judiciário Brasileiro que, juntamente, com a Aeronáutica e com as demais Forças, trabalhamos irmanados para ter um país cada vez

O Vice-Presidente da República, Michel Temer, em revista à tropa no Distrito Federal

melhor”, disse. Ministros de Estado também receberam a comenda. São homenageados com a medalha militares e civis que tenham prestado destacados serviços à Aeronáutica ou, por suas qualidades ou seu valor, em relação à instituição,

forem julgados merecedores. O Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, ressaltou o legado deixado pelo “Pai da Aviação”. “Os valores emoldurados pelo nome Alberto Santos Dumont jamais serão esquecidos".

A história de vida e as conquistas do “Pai da Aviação” foram relembradas pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, durante as comemorações do 138º aniversário do Marechal do Ar Alberto Santos Dumont. “Mais do que suas inventivas e geniais criações, na busca de um mundo sem fronteiras no espaço e sem limites de tempo, o herói de Cabangu nos apresentou o real valor do compromisso com o ideal, da criatividade e da disciplina, ostentados por sua fabulosa visão de futuro.” "A nossa maior homenagem a este grande brasileiro e Patrono da Aeronáutica é voar, sabedores de que, enquanto existir uma aeronave nos céus ou no espaço, os valores emoldurados pelo nome – Alberto Santos Dumont – jamais serão esquecidos", ressaltou.

REPRODUÇÃO

Instituto de Medicina Aeroespacial é destaque em reportagem da revista Veja sobre as Forças Armadas

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Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE) foi um dos destaques da reportagem “Orgulhos da Caserna”, veiculada no mês passado na revista Veja Rio. A reportagem falou sobre três centros de pesquisa militares de excelência das Forças Armadas, localizados no Rio de Janeiro. A matéria citou o IMAE como destaque na missão de preparar aviadores para o melhor desempenho possível, em situações de emergência e abandono de aeronaves em situações de risco e

sobrevivência. A unidade prepara, por ano, cerca de 1.500 pilotos, incluindo militares do Exército, da Marinha e de nações amigas. O IMAE é o maior núcleo de estudos sobre o impacto que as condições adversas de voo têm sobre a saúde humana no país. A história da medicina aeroespacial no país reúne experiência de seis décadas. Começou em 1951, quando chegou ao Brasil a primeira câmara hipobárica para treinamento de suas tripulações. A partir de 1972, a me-

dicina aeroespacial se organizou em estrutura própria, assumindo diversas denominações até que, em 2009, se transformou no atual Instituto de Medicina Aeroespacial. Além do IMAE, foi citado o Instituto Militar de Engenharia (IME) pelo Exército, que forma cerca de 100 engenheiros por ano, e o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), que projeta e produz equipamentos, softwares e armamentos para a frota nacional.


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COMUNICAÇÃO SOCIAL A FAB NA INTERNET YOU TUBE

NOVIDADE – Veja reportagem especial sobre a entrega de espadins – símbolo de comando e liderança - aos cadetes da Academia da Força Aérea. CAN – Já está disponível o vídeo dos 80 Anos do Correio Aéreo Nacional com legendas em espanhol. Em breve, será divulgada a versão em inglês. RIO 2011 – Os vídeos produzidos nos Jogos Mundiais Militares tiveram mais de 5 mil exibições. Veja os principais destaques da competição.

RIO 2011 – Jogos Mundiais Militares receberam cobertura especial da FAB

TWITTER

SGT JOHNSON / CECOMSAER

CRESCIMENTO - @portalfab ultrapassou em julho a marca dos 2 mil seguidores. O conteúdo sobre os Jogos Mundiais Militares foi o mais acessado.

A equipe de comunicação da Força Aérea acompanhou de perto os principais momentos da competição

A PROFISSÕES – Todos os dias, os seguidores recebem links para conhecer as diferentes oportunidades de trabalho e de estudo na Força Aérea. Veja no portal (www.fab.mil. br) o Guia de Profissões da FAB e os vídeos com entrevistas de cada área.

FACEBOOK

AUMENTO – O número de amigos da Força Aérea cresceu 40% no mês passado, principalmente por causa do conteúdo dos Jogos Mundiais Militares e das informações sobre concursos/carreira militar. ATLETAS – Ao longo de julho, a FAB divulgou informações dos seus 15 atletas que integraram a seleção brasileira, em diversas modalidades, na luta por medalhas.

s notícias sobre os Jogos Mundiais Militares no Rio de Janeiro alavancaram a audiência da Força Aérea Brasileira (FAB) nas redes sociais. Durante a competição, o número de amigos da instituição no Facebook aumentou 40% e o de seguidores no Twitter ultrapassou a marca dos 2 mil (mais que o dobro em 45 dias). No total, foram produzidas e divulgadas pela equipe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) mais de 60 notícias sobre o maior evento esportivo militar do mundo, além de 26 vídeos (You Tube) e de mais de 600 fotos (Flickr) das competições. Todo o material está disponível no portal da FAB na internet (www.fab.mil.br) e nas redes sociais da instituição – só no Twitter, foram divulgadas em média de 30 a 40 mensagens diárias. “A cobertura foi planejada, não

para concorrer com o site oficial dos Jogos Mundiais Militares, mas para complementar as informações”, afirmou o Coronel Aviador Henry Wilson Munhoz Wender, Chefe da Comunicação Integrada do CECOMSAER e responsável pela cobertura da competição. “Tivemos como foco o legado deixado pelos Jogos Militares para a FAB, a participação dos nossos atletas e os locais de competição sob a responsabilidade da Força Aérea [UNIFA, Arena HSBC e Parque Aquático Maria Lenk]”, explicou. A Vila Azul é uma das principais heranças deixadas para a FAB. É um complexo residencial construído no Campo dos Afonsos (zona oeste do Rio de Janeiro), que conta com 67 blocos e 402 apartamentos. As unidades abrigaram cerca de 2 mil atletas e, depois da competição, serão utilizadas como próprios nacionais pelo efetivo.

A equipe do CECOMSAER incluiu militares de jornalismo, relações públicas e publicidade, que trabalharam integrados com profissionais também de outras Forças para transmitir as informações para leitores, ouvintes e internautas. Durante a competição, a comunicação da FAB utilizou o que há de mais moderno em equipamentos para a divulgação dos Jogos Mundiais Militares, como câmeras de vídeo “Full HD” de última geração. "Para se ter uma ideia, o número de linhas de definição (1920x1080 linhas) é compatível com o material das principais emissoras de TV", explica o Suboficial Rogério Prada, cinegrafista e editor de imagens do CECOMSAER. Os vídeos produzidos e divulgados pelo portal da FAB no You Tube tiveram mais de 5 mil exibições no período da competição.


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JOGOS MUNDIAIS MILITARES

RIO 2011 – A melhor participação brasileira na história da maior competição militar do mundo

O

s atletas militares fizeram história. No Rio de Janeiro, o Brasil terminou a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares na primeira colocação, com 114 medalhas – 45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze. A China, tradicional potência da competição, ficou em segundo lugar, com 99 medalhas (37 de ouro, 28 de prata e 34 de bronze). Ao todo foram realizadas 194 finais das 20 modalidades em disputa, com a distribuição de 459 medalhas de ouro, 459 de prata e 503 de bronze. Os atletas militares estabeleceram 22 novas marcas durante a maior edição da competição, que começou a ser realizada em 1995, em Roma, na Itália. “Encaramos os Jogos Militares com seriedade. Há dois anos nossos atletas vem participando de campeonatos e mundiais. O maior legado será os atletas continuarem buscando representar o nosso país em Londres [Olimpíadas], em 2012, e, se tiverem idade e condições físicas, também em 2016”, afirmou o presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil, Vice-Almirante Bernardo José Perantoni Gambôa. A ascensão do Brasil pode ser explicada pela nova política das Forças Armadas em relação ao esporte, iniciada há três anos. No fim de 2009, foram divulgados os primeiros editais convocando atletas de alto rendimento interessados em prestar serviço militar temporário. De lá para cá, mais de 300 atletas tornaram-se marinheiros, soldados, cabos e sargentos, e aproveitaram a estrutura das Forças Armadas para o treinamento. Das 45 medalhas de ouro, 40 foram obtidas por atletas de alta performance. A receita de parceria não é nova. Segundo o Conselho Internacional do Esporte Militar, 44%

SGT REZENDE / CECOMSAER

Com 114 medalhas, o Brasil saltou da 33ª posição (2007 – Índia) para a liderança da maior competição militar do mundo, realizada no Rio de Janeiro; nove atletas da Força Aérea voltaram para casa com medalhas

Atletas do Pentatlo Aeronáutico, todos da Força Aérea, fizeram história na quinta edição dos Jogos Mundiais Militares

dos medalhistas das Olimpíadas de Pequim (2008) eram militares. Além de ter registrado seu melhor desempenho nos Jogos Militares, o Brasil pode se orgulhar de ter o maior medalhista da competição: o nadador Gabriel Mangabeira, que subiu ao pódio seis vezes, cinco delas no lugar mais alto. Ele faturou o ouro nos 50m Costas, 50m e 100m Borboleta, 100m Costas e no Revezamento 4x100m Medley e a medalha de prata no Revezamento 4x100m Livre. As chinesas Liuyang Jiao e Hongtao Zhang vêm logo atrás do brasileiro, com cinco medalhas e quatro medalhas. A disputa no Rio de Janeiro tam-

bém foi marcada pela superação: 22 recordes mundiais militares foram batidos. No atletismo, destaque foi o desempenho de Seun Femi Ogunode, do Qatar, campeão e novo recordista dos 100m e 200m rasos. O Presidente do CISM (Conseil International du Sport Militaire), Coronel Hamad Kalkaba Malboum, elogiou a organização dos Jogos da Paz pelo Brasil. “Gostaria de agradecer os membros das esferas políticas e militares do Brasil, aos comitês que ajudaram na organização deste grande evento e aos voluntários”, disse. “Espero que a estrutura montada para os Jogos tenha continuidade com o programa de formação de

atletas no Brasil. Os Jogos da Paz abriram uma nova era e o Brasil provou que está preparado para organizar grandes eventos. O público também ajudou muito durante os jogos e entendeu a mensagem de paz que o evento carrega”. “É uma honra para o Brasil sediar uma competição dessa magnitude. Quero agradecer a todos os que trabalharam e se dedicaram aos Jogos da Paz. Lembro aqui o lema do CISM: amizade através do esporte e fair play entre os competidores”, disse o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, na cerimônia de encerramento da competição. “Levem consigo boas recordações do Brasil.”


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Militares da FAB garantiram três medalhas de ouro para o Brasil: no tiro e no pentatlo aeronáutico

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o ranking dos atletas que receberam mais de uma medalha nos Jogos Mundiais estão quatro militares da Força Aérea Brasileira (FAB), que competiram no tiro e no pentatlo aeronáutico – no individual, o Brasil ficou com as três primeiras colocações, levou o ouro, a prata e o bronze, e ainda bateu o recorde mundial de pontuação. Os militares da FAB também ajudaram na conquista de medalhas na orientação, no paraquedismo, no pentatlo militar e no futebol (masculino). Veja o quadro de medalhistas:

Tenente Coronel Aviador Júlio Antonio de Souza e Almeida – Tiro (Fogo Central – 25 metros)

Major Aviador Paulo Sérgio Porto – Pentatlo Aeronáutico (Prova Esporte Mista – Equipe)

(Pistola Tiro Rápido – 25 metros)

Tenente Aviador André Rossi Kuroswiski

– Pentatlo Aeronáutico

– Pentatlo Aeronáutico (Prova Esporte Mista – Equipe)

(Prova Esporte Mista – Equipe)

– Pentatlo Aeronáutico (Prova Mista – Individual)

Segundo Sargento Francisco Luciano Portela Batista – Futebol Masculino

– Pentatlo Aeronáutico (Prova Mista – Individual)

Terceiro Sargento Cássia Bahiense Neves – Paraquedismo (Formation Skydiving – Feminino)

– Pentatlo Aeronáutico (Prova Esporte Mista – Equipe)

– Pentatlo Aeronáutico

– Tiro

Capitão Aviador Rafael Batista Xavier

Capitão Aviador Eduardo Utzig Silva

(Prova Mista – Individual)

Tenente Intendente Mellina dos Santos Ferreira Barbosa – Pentatlo Militar (Feminino – Equipe)

Segundo Sargento Wilma Barbosa de Souza – Orientação (Revezamento Feminino – Equipe)


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JOGOS MUNDIAIS MILITARES

Força Aérea monitorou o espaço aéreo nas áreas de competição

nquanto os atletas de mais cem países disputavam medalhas dos Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) vigiava o espaço aéreo ao redor dos locais de competição. Dez aeronaves foram interceptadas ao longo de uma semana de provas. Os voos não tinham perfil hostil nem representavam riscos para as delegações, apenas se aproximaram demais das zonas de exclusão aérea pré-estabelecidas. Com o início dos Jogos Mundiais entraram em vigor regras específicas que previam áreas onde nenhuma aeronave poderia voar. As denominadas zonas de exclusão aérea incluíram locais próximos das competições e das vilas dos atletas. Apesar do forte esquema de vigilância, o tráfego aéreo regular não foi prejudicado. As informações aeronáuticas foram previamente disponibilizadas para aeronavegantes e empresas aéreas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). As medidas são semelhantes às adotadas em outros eventos, como ocorreu na posse da Presidenta Dilma Roussef e durante a visita do Presidente dos Estados Unidos ao Brasil, Barack Obama, em março passado. Todas estas coordenações foram estabelecidas pelo COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro), sediado em Brasíla (DF), único comando combinado ativado permanentemente em tempo de paz e que agrega o Exército, a Marinha do Brasil e a FAB. Também participaram da abertura e do encerramento dos Jogos, baterias de anti-aérea do Exército Brasileiro. Caças F-5EM e A-29 ficaram de prontidão na Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, para garantir o cumprimento das determinações. Um avião-radar E-99, capaz de detectar pequenas aeronaves voando

Caças e helicópteros (na foto, o H-60 BlackHawk) da Força Aérea vigiaram o espaço aéreo do Rio de Janeiro

em qualquer altitude, também participou da operação. Completavam a força de defesa aérea dois helicópteros H-60 Blackhawk, equipados com metralhadoras M-134 minigun, que em determinadas situações permaneceram em voo contínuo para agir rapidamente caso fosse necessário atuar para a segurança dos Jogos Mundiais Militares. Os H-60 Blackhawk operavam a partir da Base Aérea dos Afonsos. Por estar localizado a poucos quilômetros das vilas dos atletas e da maioria dos locais de competição, o local se tornou base de helicópteros que desempenhavam diversos tipos de atividades de

apoio, que iam da vigilância terrestre até o alerta para missões de salvamento. Helicópteros Sea King, Esquilo, Super Puma, BlackHawk e Pantera do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira operavam juntos a partir da Base Aérea dos Afonsos. Também partia de lá o avião C-105 Amazonas, que realizava os lançamentos dos competidores de paraquedismo. Aeronaves E-99, A-29 e F-5EM participaram do esquema de segurança no Rio de Janeiro

TEN SALVADOR / CECOMSAER

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SGT SIMO / CECOMSAER

Aeronaves em voo e em bases do Rio de Janeiro ficaram em alerta para a defesa das vilas dos atletas e das arenas de competição; dez interceptações foram feitas ao longo da maior competição esportiva militar do mundo


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TRÁFEGO AÉREO

MEIO AMBIENTE - Queimadas podem prejudicar tráfego aéreo, impacto semelhante ao dos nevoeiros O período de seca aumenta o risco de ocorrências de queimadas e a fumaça pode causar impacto no tráfego aéreo, de acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA); região Centro-Oeste é o maior foco

CENIPA

AGÊNCIA BRASIL

CENIPA cria ferramenta para pesquisa sobre risco aviário no Brasil

Q

uem quiser consultar dados referentes a colisão entre aviões e aves em qualquer aeródromo do país, conhecer o número de ocorrências, saber o tipo de aeronave e em que fase do voo o acidente ocorre, dentre outras informações, pode recorrer à internet, graças à nova ferramenta do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Veja em www.cenipa.aer.mil.br. Desde o começo de junho, as fichas para reporte de qualquer ocorrência envolvendo aves ganharam formato novo, para facilitar o preenchimento, e foram inseridas em um banco de dados aprimorado. O objetivo é tornar as fichas e os dados acessíveis para estimular os reportes, que são feitos de forma voluntária. “A estimativa mundial é que apenas 20% das colisões que ocorrem são reportadas aos órgãos competentes”, afirmou o Major Aviador Henrique Rubens Balta de Oliveira, Gerente do Programa de Gerenciamento do Risco Aviário, do CENIPA. Risco Aviário é a denominação para o risco decorrente da utilização do mesmo espaço aéreo por aeronaves e aves. Exemplo do que uma colisão pode causar é o fato ocorrido em Nova York (EUA), em janeiro de 2009, quando uma aeronave pousou no Rio Hudson, após os motores terem aspirado aves.

A ocorrência de queimadas perto de aeroportos pode prejudicar a visibilidade para a aproximação dos pilotos

A

lém dos danos ao meio ambiente, queimadas podem prejudicar o tráfego aéreo. O alerta da Aeronáutica tem relação com o início da época de seca e aumento das queimadas, principalmente na Região CentroOeste do Brasil. Segundo o diretor do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), Coronel Aviador Fábio Almeida Esteves, para a atividade aérea, os problemas criados pela fumaça produzida pelas queimadas são semelhantes àqueles produzidos por nevoeiros. A fumaça também pode reduzir a visibilidade nos aeródromos, dificultando ou, até mesmo, impedindo as operações de pouso e decolagem. O controle de tráfego aéreo monitora a visibilidade, alcance horizontal da visão, e o teto, altura da base das nebulosidades. No caso da fumaça o teto não é relevante, pois o fenômeno, normalmente, chega até o nível do solo.

“Os principais aeroportos das regiões Centro-Oeste e Norte do país operam com equipamentos que garantem a operação por instrumentos segura, incluindo o sistema ILS Categoria I, que permite a aproximação com restrições de visibilidade, até 800 metros, e teto, até 200 pés [ou 66 metros]”, disse o oficial. Segundo o Coronel Esteves, no período mais seco do ano, a fumaça das queimadas se espalha de forma uniforme. A ausência de chuvas ou ventos fortes faz com que a densidade da fumaça aumente dia após dia, até reduzir, de forma crítica, a visibilidade. Quando isso acontece, as aeronaves são impedidas de operar para estes destinos pelas companhias aéreas, que recebem informações por meio de boletins meteorológicos. Se já estiver em rota, o avião volta para o local de origem, já que nas duas regiões (Centro-Oeste e Norte) do Brasil os aeroportos são distantes uns dos outros, sendo raras as alter-

nativas que atendam aos interesses dos passageiros e das empresas de transporte aéreo. Um aeródromo em um local afetado dessa forma, embora possua modernos equipamentos de auxílio à navegação (caso de Campo Grande, Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco) pode ficar sem transporte aéreo de passageiros por longos períodos, apesar da continuidade de uma eventual e pequena movimentação de aeronaves. Isto ocorre porque, mesmo em condições abaixo dos mínimos de visibilidade, os aeroportos não fecham. Sendo assim, as aeronaves da “aviação geral”, segmento composto pelos táxis aéreos, pelos aviões particulares e pelos executivos, entre outros, podem, mesmo nestas situações, tentar o pouso executando o procedimento de aproximação por instrumentos para a pista em operação e, mantendo uma altitude de segurança (específica para cada procedimento), tentar avistar a cabeceira e pousar.


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ACONTECE NA FAB

PROFISSÃO - Cadetes da Academia da Força Aérea recebem espadim Ao todo, 284 militares integram a turma de 1º ano que recebeu, no mês passado, o símbolo do cadete da Aeronáutica les garantem que não esquecerão o dia 8 de julho. O céu azul sem nuvens de Pirassununga (SP) foi o cenário para um momento histórico na vida de 284 cadetes do primeiro ano na Academia da Força Aérea. Além de histórico, literalmente brilhante. Jovens na faixa dos 20 anos de idade receberam o espadim, pequena arma branca símbolo do cadete na Aeronáutica. O próprio Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, em discurso, salientou que, durante a formatura, rememorou o seu início de carreira. “Caros guerreiros da turma Cerberus, voltei ao passado já distante, quando experimentei esse grande sonho”. O Cadete Vinicius Martins, primeiro lugar até agora no curso de aviadores, confirmou a importância do momento. “Eu me sinto honrado de estar aqui. Sei que é só o primeiro passo, mas estou muito feliz”. No quarto e último ano, os aprovados

CB SILVA LOPES / CECOMSAER

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Cadetes da Academia da Força Aérea do primeiro ano receberam os espadins

serão declarados aspirantes e trocarão o espadim pela espada de oficial. Vinícius é um dos 208 aviadores da turma. Há também no grupo 51 intendentes e 25 infantes. Ao todo,

o primeiro ano da AFA conta com 30 mulheres. “É a concretização de um sonho. Não sei explicar o que estou sentindo”, disse a Cadete Aviadora Beatriz Oliveira. Compõem ainda a

turma quatro cadetes estrangeiros do Peru, Panamá e Equador. “Ficamos muito satisfeitos com a formação possibilitada pela Academia”, afirmou o Coronel Patrício Mora, da Força Aérea Equatoriana. Ao receber o espadim, os jovens aproveitaram para lembrar dos esforços de estudo para o concurso da AFA. “Lembro que acordava de madrugada com a cabeça deitada nos livros. Trabalhava como sargento e resolvi estudar para chegar ao meu grande sonho de ser aviador”, recorda Hugo Assuero. Após o "fora de forma", os cadetes ainda viram no céu um coração desenhado com fumaça pelo Esquadrão de Demonstração Aérea. Abraçaram-se e entreolharam-se. Em euforia, aplaudiram os céus, os aviões, o espadim e o dia que nunca acabará. Veja vídeo (You Tube): http:// www.youtube.com/portalfab#p/u/0/ qUEeSIECDdA

A

Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) formou 533 novos sargentos da 16ª turma do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento - Pégasus Prata - e da 232ª turma do Curso de Formação de Sargentos Verde Jaguar. A cerimônia aconteceu no final de junho, em Guaratinguetá (SP). A aluna Hellen Rios Antunes Líbano, do Básico em Controle de Tráfego Aéreo, e o aluno Johnny Chaves de Almeida, do Básico em Eletricidade, obtiveram as primeiras colocações. Em meio aos alunos que se formam, uma família chama a atenção. Dois irmãos, agora, usam o mesmo uniforme. O mais velho, o Sargento Felipe Luiz Matos de Araujo, coloca a divisa com orgulho no caçula, o agora Sargento Vander Luiz Matos de Araujo. “No início, a gente não sabe o que nos espera. Para nós, vem uma surpre-

sa atrás da outra no decorrer do curso. No meu caso, só nas últimas provas eu vi, realmente, que estaria formado em pouco tempo e deixaria a escola. Eu fui soldado da Força Aérea por quatro anos e meio e, pelo meu passado, esta conquista vale muito”, disse o Sargento Vander Araujo, da especialidade Serviços Administrativos. “Para mim, é a realização de um sonho ver o meu irmão formado na FAB e em direção ao oficialato”, afirmou o especialista em Material Bélico, Sargento Felipe Araújo, que serve no Primeiro Grupo Aviação de Caça (1º GavCa), no Rio de Janeiro. O grito de guerra e a despedida marcaram o final da formatura. Os gestos foram acompanhados de um até breve, na certeza de que os sargentos recém-formados vão se encontrar pelas unidades militares da Força Aérea em todo o país.

SGT BATISTA / CECOMSAER

Escola de Especialistas de Aeronáutica forma novos sargentos

Formatura dos 533 novos sargentos aconteceu em Guaratinguetá (SP)

“Por tudo o que vivemos na escola, esta vitória vale muito. Ainda terei mais um ano de curso na minha especialidade, mas tenho certeza de que tudo valeu a pena”, enfatizou o Sar-

gento Fábio Dutra Rodrigues, do curso Básico em Controle de Tráfego Aéreo. Veja vídeo (You Tube): http://www. youtube.com/user/portalfab#p/u/0/ Fwa7fx6edeA


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TEN SALVADOR / CECOMSAER

Tenista Gustavo Kuerten visita Programa Forças no Esporte na Base Aérea de Anápolis (GO)

Gustavo Kuerten jogou tênis com as crianças do Programa Forças no Esporte da Base Aérea de Anápolis

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Base Aérea de Anápolis (BAAN) recebeu a visita do tricampeão em Roland Garros, Gustavo Kuerten. Considerado um dos maiores tenistas da história moderna da modalidade, Guga veio de Florianópolis para conhecer o Programa Forças no Esporte, projeto do Ministério do Esporte realizado em parceria com o Ministério da Defesa, desenvolvido em 77 organizações militares em todo o país. O programa mantido na Base Aérea de Anápolis há quatro anos atende cerca de 400 alunos carentes da rede pública, com idades entre

7 e 15 anos. “É preciso instigar as crianças a sonharem com um futuro mais interessante”, disse o ex-tenista profissional. Em 2000, Guga criou com a família o Instituto Guga Kuerten, que também desenvolve projetos ligados a esporte e educação. “O esporte é um aprendizado de vida, por meio dele você aprende a ter disciplina, comprometimento, respeito e organização” explicou. Ao lado do Comandante da BAAN, Coronel Aviador Alcides Teixeira Barbacovi, Guga acompanhou

o treino de meninas e meninos no Clube dos Oficiais. As atividades incluem futebol de salão, voleibol, basquete, karatê, natação, atletismo e tênis de mesa. Kuerten jogou tênis com as crianças, distribuiu autógrafos e incentivos durante uma rápida conversa com os alunos. Em retribuição à visita, os pequenos atletas prestaram uma homenagem ao tricampeão de Roland Garros pelos 10 anos da conquista do título. Guga ganhou um bolo com a foto dele segurando o troféu do título histórico.

OUTRAS NOTÍCIAS Esquadrão Poti completa 38 anos de serviços - O Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação comemorou (15/07) o seu 38º aniversário. Em 2009, a unidade recebeu as primeiras unidades do helicóptero AH-2 Sabre. Especialistas veteranos reúnem-se em Guaratinguetá – A Escola de Especialistas de Aeronáutica sediou (1º/07), o X Encontro Nacional de Veteranos Especialistas - “De Volta ao Berço”.


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MISSÃO DE PAZ

Segundo contingente de militares de Infantaria da Força Aérea segue para missão da ONU no Haiti Instruções militares, aulas de creole, francês e inglês, e preparação física intensa fizeram parte da rotina dos 27 militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Manaus; pelotão atuará em Porto Príncipe preparação começou no ano passado. Há sete meses, 27 militares de Infantaria da Força Aérea Brasileira (FAB) treinam para integrar o 15º Contingente Brasileiro na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH). É o segundo pelotão enviado para uma missão desse tipo no exterior. O primeiro partiu no início do ano. O grupo embarca para Porto Príncipe para substituir os militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF), primeiro pelotão da Força Aérea a integrar uma Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nosso pessoal está muito motivado. Vamos conhecer outro povo, outra cultura e trazer grandes experiências”, afirma o comandante do pelotão do Batalhão de Infantaria de Especial de Manaus (BINFAE-MN), Primeiro Tenente Infante Renam Antunes. Segundo ele, um dos pontos fortes do grupo é o fato de já terem participado de missões de ajuda humanitária na região Amazônica, no apoio às vítimas de enchentes no Nordeste (2009) e do terremoto no Chile (2010).

“É uma oportunidade para implantar doutrinas e hábitos que contribuam para a melhoria do Batalhão.” Em Porto Príncipe, o Pelotão será responsável pela manutenção da estabilidade e da segurança da área de Delmas, que é onde estão localizados

SGT JOHNSON / CECOMSAER

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Chegada do primeiro contingente de Infantaria da Força Aérea ao Haiti, no primeiro semestre

64 acampamentos que abrigam a população que foi deslocada após o terremoto. Na região, também está incluída a área do Aeroporto. Entre as atribuições do grupo, estão missões de guarda, segurança, escolta, auxílio a organizações não governamentais e apoio a ações da ONU. “O que eles aprenderem com o Exército e nessa missão real, vão trazer para o BINFAE. É uma oportunidade para implantar doutrinas e hábitos que contribuam para a melhoria do Batalhão”, ressalta o Tenente Coronel de Infantaria Jorge André Carneiro da Cunha, comandante do BINFAE-MN. De um efetivo de aproximadamente 800 militares, foram pré-

selecionados 35. Entre os requisitos observados estava a conduta disciplinar. Os militares também passaram por exames médicos e psicológicos, além de testes de aptidão física. Após o treinamento e a avaliação do desempenho, realizado no 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1º BIS) do Exército Brasileiro, em Manaus (AM), 27 homens foram indicados para a missão. Preparação - A preparação do grupo foi iniciada em 29 de novembro de 2010. Na primeira etapa, foi realizado um nivelamento doutrinário e de uso de armamento com o apoio do Exército. Em fevereiro deste ano, foi promovido um estágio para os oficiais

da FAB e do Exército, que assumirão o comando dos pelotões. Nele foram abordadas as doutrinas da ONU e regras de engajamentos para missões de paz. Atualmente, o grupo está em Manaus (AM), onde passa por instruções no 1º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército. Em maio, o grupo participou de uma ação cívico social real no município de Presidente Figueiredo. Na ocasião, colocaram em prática os conhecimentos que receberam durante as instruções. Na missão, os militares passaram por ações semelhantes àquelas que desenvolverão no Haiti, como organizar a população e promover a distribuição de donativos.


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NA RESERVA, MAS NA ATIVA - Major Especialista Nazareno Alves

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le faz 24 horas do dia parecerem muito mais. Entre as atividades de uma pequena empresa da família e a atuação na Associação dos Militares da Reserva da Aeronáutica de Santa Catarina (AMRAER-SC), da qual é presidente, o Major Especialista em Armamento Reformado Nazareno Alves, 74 anos, é um dos abnegados que contribuem diretamente para a Força Aérea Brasileira. O militar fundou a associação em 1985. A entidade promove, ao longo do ano, vários eventos de apoio à Base Aérea de Florianópolis (BAFL). “Os nossos objetivos são prestar apoio à unidade, além de mobilizar os militares da reserva em Santa Catarina”, explica. Muito querido e conhecido na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), onde ingressou em 1954, o Major Nazareno sintetiza o espírito do militar atuante demonstrando que os laços estabelecidos com a instituição perduraram mesmo após sua saída da ativa, em 1982. Com o auxílio de companheiros da associação, o Major Nazareno está conseguindo não só apoiar a BAFL em vários eventos e projetos, mas também proporcionar momentos de alegria para as crianças de comunidades carentes em Santa Catarina. À frente do planejamento e consecução dos cerca de 10 eventos anuais promovidos, explica, são ar-

recadados donativos não perecíveis. “Todo material arrecadado é encaminhado por meio da paróquia da BAFL às pessoas carentes residentes nas proximidades da Organização Militar”, explica. “Na Páscoa passada, por exemplo, a AMRAER, juntamente com a BAFL, distribuiu cerca de 38 mil bombons às crianças carentes da comunidade da Tapera, localizada ao Sul da ilha de Florianópolis.” A rotina do Major Nazareno é bastante atribulada. Às 5h30 da manhã já está de pé se preparando para ajudar a esposa na fábrica de congelados. Por volta das 14 horas está na associação, onde permanece até as 17 horas. A proatividade é uma das marcas registradas do oficial. Para ter uma ideia, além da AMRAER, o militar aposentado também foi fundador da Associação dos Amigos do 63º Batalhão de Infantaria do Exército e do Círculo Militar de Florianópolis. Com fôlego de sobra, também acompanha de perto o projeto “Ensinando a Criar um Futuro”, desenvolvido em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura Esporte e Lazer de Santa Catarina e a BAFL e que atende 500 crianças. O projeto, desenvolvido durante o ano letivo na base, tem como atividades a prática de futebol, karatê, voleibol, judô, dança, capoeira e basquete. As metas são integrar

TEN NISHIMORI / CECOMSAER

Florianópolis - Mesmo fora do quartel, major “respira Força Aérea”

O Major Especialista em Armamento Nazareno Alves, em Florianópolis

essas crianças a sociedade, aumentar o grau de relacionamento e o contato entre seus participantes e incentivar crianças e adolescentes a prática esportiva e a educação. “Outra atividade que apoiamos é o ‘Concerto Semana da Asa’, realizado pela Banda de Música da BAFL. O principal objetivo do evento é buscar a integração com a sociedade catarinense por meio da música”,

afirma. “É uma satisfação muito grande poder realizar essas ações. É uma forma de retribuir um pouco o que a Força Aérea me proporcionou em termos de aprendizado e de crescimento. Se cada um fizer um pouquinho, acredito que o mundo vai se tornar melhor”, complementa o Major Nazareno Alves. (Envie sugestão de entrevistados para: redacao@fab.mil.br)


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SAÚDE

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iago Santos tinha pouco mais de dois anos de idade quando passou a ter febres altas e diárias. Os pais perceberam também que o garoto passou a ter mudanças bruscas de humor. Após exames, o resultado foi difícil de aceitar: o menino é vítima de leucemia. “A solução para ele é o transplante de medula óssea. Confiamos muito que ele seja salvo”, disse o pai de Tiago, Wanderson Barbosa Santos, que é militar da Força Aérea Brasileira (FAB). Diante de casos como o do menino, hoje com quatro anos, a FAB resolveu lançar uma campanha chamando a atenção para a importância da doação. A campanha incluirá ações para mobilizar efetivos da Força Aérea em todo o Brasil. O objetivo é, principalmente, ampliar a participação dos militares em ações cívico-sociais, além da realização de

palestras em organizações militares, para contribuir com o aumento do Redome, o banco de dados que referencia a compatibilidade entre os potenciais doadores cadastrados e pacientes em espera. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o doador precisa ter entre 18 e 55 anos de idade. Para se cadastrar, o interessado deve procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações. Em seguida, é feita a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). A partir disso, o sistema é capacitado para fazer essa primeira checagem de compatibilidade. Gesto simples com uma pequena quantidade de sangue que pode fazer a diferença na vida de crianças como Tiago.

ARQUIVO

Participe da campanha da Força Aérea para doação de medula óssea

O garoto Tiago Santos espera na fila por um doador compatível de medula óssea

ACONTECE NA SAÚDE Hospital de São Paulo – O HASP recebeu (3/06) o Prêmio Nacional de Gestão em Saúde, em solenidade realizada na Associação Paulista de Medicina. A premiação é uma iniciativa do Programa Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH) e tem como missão contribuir para o aprimoramento das práticas de gestão nas organizações de saúde, por meio da avaliação e reconhecimento das melhores práticas no setor. Fundamenta-se nos critérios de excelência do Prêmio Nacional da Qualidade. Hospital dos Afonsos – O HAAF inaugurou (15/07) novas instalações do setor de emergência, no Rio de Janeiro. A unidade modernizou as instalações e equipamentos,

cumprindo todas as normas para adaptação operacional, atendendo às diversas disposições técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Hospital de Canoas – O HACO recebeu (18/07) a visita do Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, que foi conhecer as obras de ampliação da Unidade de Internação e do Centro Cirúrgico da Organização de Saúde. O término das obras está previsto para o mês de dezembro. Após inauguradas, proporcionarão a ampliação, em torno de 50%, da capacidade de internação e cirurgias aos usuários do Sistema de Saúde da Aeronáutica atendidos na região Sul do país.

Saiba mais: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=64 Perguntas e respostas sobre transplante de medula óssea http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=125

NOTAER - Agosto 2011  
NOTAER - Agosto 2011  
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