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Ano XL

Nยบ 9

Setembro, 2017

Sete militares da FAB contam o orgulho de ser brasileiro (Pรกgs. 8 e 9)

ISSN 1518-8558


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CARTA AO LEITOR

Expediente

CONFIRA NESTA EDIÇÃO No mês da Pátria, esta edição do NOTAER rende suas homenagens não só ao 7 de setembro em particular, mas aproveita para comemorar o aniversário de um dos maiores patriotas que a FAB e o Brasil tiveram: Eduardo Gomes. Olhando para a frente, seguimos firmes na apresentação rotineira do andamento da reestruturação da FAB, desta vez com um

olhar mais específico para algumas Alas e mostrando o novo currículo do curso de infantaria na AFA. Para não ficarmos apenas com as opiniões internas a respeito desse processo, fomos buscar o parecer de um especialista em gerenciamento de mudanças e suas consequências: o “coach” Othon Gama. Vale a pena ver o que ele tem a nos dizer!

Em mês de comemorações, celebramos também os 50 anos do glorioso esquadrão Gavião e mantemos firmes nossa missão de transportes de órgãos, a qual sempre foi cumprida pela FAB, mas que, depois da assinatura de acordo com o Ministério da Saúde para ressarcimento das horas voadas, passou a ser incrementada e a atingir

resultados ainda melhores. Assim é o NOTAER, um veículo mensal, eclético e que busca trazer as informações mais relevantes do mês para vocês, leitores. Seguimos na sua escuta no redacao@fab.mil.br, sua opinião é sempre bem-vinda! Boa leitura! Brig Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida. Editores: Tenente Jornalista Evellyn Abelha (MTE 973MS) e Tenente Relações Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, Sargento Polyana e Cabos M. Gomes e Pedro. Tiragem: 18.000 exemplares

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte.

CENIPA promove capacitação para uso de sistema que contribuirá para investigação de acidentes aeronáuticos

FOTO: 1S FLÁVIO SANTOS / CENIPA

Com a finalidade de reconstituir o local de um acidente aeronáutico em três dimensões, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) está se capacitando para utilizar o Sistema de Análise e Reconstituição de Acidentes Aeronáuticos (SARAA-3D). Durante o treinamento, os militares realizaram simulações e puderam comprovar, na prática, as vantagens do Sistema. Além disso, tiveram a oportunidade de se familiarizar com a operação de drones e do software. Segundo o coordenador de implantação do SARAA-3D, Tenente-Coronel César de Medeiros Silva Junior, a tecnologia

é novidade para a investigação de acidentes aéreos na América do Sul. “A implantação do Sistema configura grande avanço tecnológico e qualitativo nas investigações conduzidas pelo Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (SIPAER)”, complementa. Vale destacar que o sistema permite o sobrevoo em locais de difícil acesso, contribuindo para o mapeamento geográfico da área e para a localização de destroços, etapa essencial no trabalho de investigação. Além disso, a preservação do acidente, por meio da reconstrução, é essencial para que o investigador possa revistá-lo em detalhes sempre que necessário. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA)

Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora

Errata

No currículo do Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas na edição nº 8 de 2017, leia-se: Cargo designado: DIRETOR-GERAL do DECEA


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PALAVRAS DO COMANDANTE

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Pátria amada, Brasil Amor à pátria, devoção ao seu solo e às suas tradições, à sua defesa e integridade - essa é a definição de Patriotismo. Sentimento este que desperta mais emoção ainda no mês dedicado às comemorações da Independência do Brasil. E nós, como militares da FAB, temos o compromisso, tanto de manter a soberania do céu brasileiro quanto de colaborar ativamente para um País melhor, atuando em várias frentes com civismo, solidariedade e perseverança. Celebramos também neste mês o nascimento do Marechal do Ar Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira, que doou sua vida para o desenvolvimento do País e teve atuação fundamental não só na estruturação do Ministério da Aeronáutica, mas também na implantação do Correio Aéreo Nacional. Exemplo de brasileiro que dedicou sua carreira em busca de um Brasil mais justo e forte, nosso Patrono deixou um legado de patriotismo em razão da sua constante dedi-

cação por uma Nação melhor e uma FAB mais moderna. E esse legado nos move até hoje. Estamos em constante aperfeiçoamento, focados em tornar a FAB ainda mais capaz e moderna, mas sempre preservando nossas tradições e costumes. As mudanças propostas no plano de reestruturação já estão em pleno andamento, com a finalidade de aumentar ainda mais a eficiência da instituição para o cumprimento de nossa missão. Continuamos a caminhada acreditando nessas ações, as quais permitirão vencer os desafios do amanhã e alcançar a excelência. Sempre inspirados em nossa Pátria amada e nos exemplos de militares como o do Marechal do Ar Eduardo Gomes, seguimos carregando em nossos corações exatamente o significado da palavra “patriotismo”. Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato Comandante da Aeronáutica

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ESPECIAL

FOTO: CB SILVA LOPES / CECOMSAER

“A trajetória de um Heroi”

121 anos do “Brigadeiro”

1896

Nascimento

1916

Escola Militar do Realengo

1918

Aspirante a Oficial da Arma de Artilharia

1954 e 1965

Ministro da Aeronáutica

1991

Título de Patrono da FAB

O Marechal do Ar Eduardo Gomes continua sendo uma referência na Aeronáutica Ten JOR Felipe Bueno Um exemplo. Assim pode ser descrito o Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), Marechal do Ar Eduardo Gomes, que completaria 121 anos neste mês de setembro. Falecido em 1981, o “Brigadeiro”, como gostava de ser chamado, atingiu feitos expressivos e participou de episódios que mudaram a história do Brasil.

Nascido em 20 de setembro de 1896, em Petrópolis (RJ), Eduardo Gomes começou sua vida militar como cadete da Escola Militar do Realengo, em 31 de abril de 1916. Tornou-se Aspirante a Oficial da Arma de Artilharia em 1918. Sua primeira aparição notável foi na Revolução dos Tenentes, em 1922, quando se recusou a lutar contra a população brasilei-

ra. Entre ingressos e saídas na vida militar, motivados pelo período conturbado da política nacional, permaneceu na Força até 1967, quando ocupou seu último cargo, Ministro da Aeronáutica. Mas o caminho foi repleto de desafios e conquistas. Na década de 1930, participou da criação e comandou o Correio Aéreo Militar, que, mais tarde, se tornaria o Cor-

reio Aéreo Nacional (CAN), uma importante ferramenta de integração no País. Na década seguinte, foi Comandante das Zonas Aéreas I e II, sediadas em Belém (PA) e Recife (PE), respectivamente, quando participou da criação de bases aéreas. Foi candidato a presidente da República em duas oportunidades, 1945 e 1950, época em que surgiu o tradicional

doce “brigadeiro”, apelidado em sua homenagem. O Marechal do Ar foi Ministro da Aeronáutica em duas ocasiões: de 1954 a 1955 e de 1965 a 1967. Permaneceu atuante durante toda a sua vida, mesmo na reserva da FAB, até falecer em 13 de junho de 1981. Ainda hoje, segue como uma das grandes referências da Aeronáutica e do Brasil.


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OPERACIONAL

Ten REP Vanessa Ortolan Atividades práticas são rotina no Curso de Infantaria da Academia da Força Aérea (AFA) e, em 2017, novos exercícios estão sendo aplicados, buscando aproximar as atividades de instrução das desempenhadas nas Unidades de Infantaria, bem como aprimorar os futuros oficiais infantes. Pela primeira vez, foram realizadas instruções como: Operação de Manutenção da Paz (Peacekeeping); Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e Elaboração de Plano de Defesa Antiaérea.

FOTOS: SD MESSIAS / AFA

Cadetes de Infantaria preparam-se para missões reais

Operação de Manutenção da Paz Durante uma semana, os Cadetes de Infantaria foram deslocados para um território fictício para simulação da Operação de Manutenção da Paz. Dentre as atividades práticas, os cadetes fizeram a montagem e operação de Postos de Controle, bem como abordagem e busca

em edificações. O exercício foi desenvolvido inteiramente em língua inglesa, a fim de promover a proficiência no idioma e aumentar o grau de realismo da atividade. “Trabalhamos de forma interdisciplinar com as matérias de Operações de Paz, Inglês Técnico de Infantaria e Autodefesa de

Superfície”, contou o Cadete Aron Taier. “Os cadetes dos 2º e 3º anos de Infantaria fizeram parte do efetivo dos pelotões, o que permitiu aos cadetes do 4º ano o desenvolvimento de atributos inerentes à formação do oficial, como responsabilidade e, principalmente, liderança”, completa.

Garantia da Lei e da Ordem A instrução foi conduzida pelos próprios cadetes, em um bairro próximo à Academia da Força Aérea, sob supervisão da equipe de instrução da AFA. Com o apoio da Polícia Militar e do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizada – unidade do Exército Brasileiro – os cadetes tiveram a oportunicade de fazer tanto o policiamento

ostensivo como os patrulhamentos a pé e motorizado, realizados em vias públicas, Postos de Segurança Estáticos e Postos de Bloqueio. “A operação contou ainda com o apoio de uma equipe de asas rotativas da AFA, possibilitando, além da interação da aviação com a infantaria, um aprendizado por parte dos cadetes da comunicação

terra-ar”, conta o Capitão Fernando Braga Ferrão Galante, instrutor da atividade. “Procuramos passar as lições aprendidas em diversas missões ocorridas no Rio de Janeiro, como os eventos olímpicos, a Copa do Mundo, a visita do Papa, a Rio +20, entre outras”, conta o Capitão Renan Antunes, do Grupo de Segurança e Defesa (GSD-16).

Elaboração de Plano de Defesa Antiaérea “Este tipo de planejamento foi utilizado pela FAB em ações como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. É importante que eles saibam como opera o sistema de defesa aeroespacial brasileiro”, comenta o Capi-

tão Lucas Rodrigues Nogueira Lemos, militar da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE), responsável pela instrução. As aulas, divididas em parte teórica e prática, abordaram o Manual do Comando da Aeronáutica referen-

te à Defesa Antiaérea na FAB, descrevendo características, estrutura organizacional, fases de planejamento, defesa passiva e logística, proporcionando aos cadetes os conhecimentos básicos para operações antiaéreas no terreno.

“Aqui no curso, damos grande ênfase às áreas de Polícia de Aeronáutica, Segurança e Defesa, Autodefesa de Superfície, Garantia da Lei e da Ordem e Defesa Antiaérea”, explica o Chefe da Seção de Instrução de Infantaria, Tenente-Coronel Paulo Roberto Bueno da Silva, “Temos feito uso de instrutores externos que lidam diariamente com estas atividades. Além de estarem, a todo momento, se especializando, operando de maneira real com outras forças ou até mesmo em outros países, trazendo novidades. Estudamos cada evolução do quadro, cada nova técnica, novo procedimento, verificamos sua coerência com nosso conteúdo e assim vamos atualizando as diversas matérias”, afirma.


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REESTRUTURAÇÃO

Especial Alas

Novas organizações da FAB têm foco exclusivo nas atividades operacionais Ten REP Nara Lima A FAB conta com 15 Alas, distribuídas em pontos estratégicos do País, compostas por esquadrões aéreos, além de grupos, esquadrões e esquadrilhas especializados em manutenção de aeronaves, suprimento de aviação, armamento aeronáutico e segurança e defesa. Continue acompanhando, nesta e nas próximas edições do Notaer, o trabalho realizado em cada Ala.

FOTO: ALA 4

Ala 4 - Santa Maria (RS)

A Ala 4 abriga os Esquadrões Poker (1º/10º GAV), com foco em Reconhecimento tático; Hórus (1º/12º GAV), que opera as Aeronaves Remotamente

Pilotadas (ARP); Centauro (3º/10º GAV), especializado em missões da Aviação de Caça; e o Pantera (5º/8º GAV), que emprega aeronaves de Asas Rotativas. Como parte do processo de reestruturação, a FAB concentrou a operação dos modelos dos caças A-1 e A-1M no Sul do País, quando

as aeronaves do Esquadrão Adelphi (1º/16º GAV) foram transferidas para os esquadrões Centauro e Poker. Outro ponto relevante é que, antes, cada esquadrão tinha uma equipe responsável pela Inteligência e Contrainteligência. Agora, a Seção de Inteligência da Ala 4 conjugou as atividades em um único setor, sendo responsável por

alimentar todo o sistema. Da mesma forma, houve unificação da logística e da gestão de capacitação, além da descentralização de atividades administrativas e financeiras para os Grupamentos de Apoio. “Hoje, todos compartilham de uma diretriz e um caminho operacional comum. As experiências e melhores práticas são compartilhadas

e implementadas, elevando o nível de todas as unidades, considerando as características específicas de cada vetor”, analisa o Comandante da Ala 4, Coronel Aviador Clauco Fernando Vieira Rossetto. “O resultado da sinergia entre os Esquadrões Aéreos apresentou um resultado maior do que a simples soma das partes”, complementa.

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

Ala 5 – Campo Grande (MS)

A nova estrutura da Ala 5 engloba três esquadrões aéreos: um de Transporte, o Esqua-

drão Onça (1º/15º GAV); um de Caça, o Esquadrão Flecha (3º/3º GAV); e um de Busca e Salvamento, o Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV). A unidade também conta com o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), conhecido como PARA-SAR, além do Gru-

po Logístico. O Comandante da Ala 5, Coronel Aviador Daniel Cavalcanti de Mendonça, considera que o projeto da reestruturação trouxe mais viabilidade para todas as estruturas da FAB, melhorando a eficiência e a eficácia, com maior foco

nas operações. “A vocação da Ala é operacional. Assim, nós vivemos o dia a dia, buscando constantemente o preparo e o emprego da Força”, explica. Visando manter permanente vigilância da fronteira Oeste do País, os esquadrões concentram seus esforços,

garantindo maior segurança e impedindo que voos transportando drogas, armamento e contrabando invadam o espaço aéreo brasileiro. “Podemos notar uma sinergia muito grande dos esquadrões, em prol de uma única missão”, revela o Comandante.

FOTO: S1 MIQUÉIAS / ALA 6

Ala 6 - Porto Velho (RO)

Com um esquadrão de Caça, o Grifo (2º/3º GAV), equipado com as aeronaves A-29 Super Tucano; e um es-

quadrão de Asas Rotativas, o Poti (2º/8º GAV), com os helicópteros de ataque AH-2 Sabre, a Ala 6 foi ativada em fevereiro. A proximidade física dos esquadrões proporcionou um aumento nos índices de segurança de voo, além de aprimorar as atividades de

instrução de voo. Destaca-se o papel dos especialistas, que assumiram funções diretamente ligadas ao preparo e emprego. No mesmo sentido, a área administrativa passou a ser chefiada pelos oficiais intendentes, projetando, em curto prazo, um sistema mais eficaz, que proporciona economia

de recursos humanos e financeiros. Assim, nota-se que o ganho obtido na área operacional ocorreu em sintonia com as demais áreas de apoio. O Comandante da Ala 6, Coronel Aviador Célio Otávio Araújo Galvão, considera que a unidade está mais dinâmica que a estrutura das antigas

Bases Aéreas, possibilitando uma imersão nas tarefas de preparo e emprego da Força. “Todo esse processo colabora para que a FAB esteja preparada para os desafios vindouros, cumprindo com ainda mais eficiência sua missão de proteger o céu do nosso País”, considera.


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REESTRUTURAÇÃO

“Toda mudança gera desconforto”

Ten JOR Gabrielli Dala Vechia

FOTOS: INTERNET

“O que você sabe, é o que trouxe você até aqui. O que você ainda não sabe é o que vai te levar ao próximo passo”. Com essa premissa, Othon Gama baseia seu livro e suas palestras sobre processos de transformação. Intrigado com o fato de que algumas pessoas e instituições passam por processos eficientes e outras tantas tentam e não conseguem, ele passou a estudar os porquês das falhas. E chegou à conclusão de que é preciso atuar, concomitantemente, em três frentes (ou dimen-

sões): a ciência dos hábitos, as competências emocionais e a capacidade executiva. Em outras palavras, não basta motivação - é preciso saber como e por que certos hábitos são adquiridos e, além disso, colocar os novos objetivos em um planejamento que comporte metas e prazos. Segundo um estudo da universidade norte-americana Duke, em 40% do dia as pessoas repetem comportamentos automatizados. Transformar hábitos, segundo Othon, é o cerne da mudança e isso só se faz identificando a natureza da recompensa. “É preciso cons-

truir uma nova rotina para chegar à mesma recompensa. Se a pessoa fuma, por exemplo, não é pelo cigarro em si, mas pela sensação que ele traz. É preciso que a pessoa procure outra forma de chegar a essa recompensa”, explica o autor. Independentemente do tipo de mudança a ser empreendida, um aspecto é comum: vai gerar desconforto. “Até pegar um caminho diferente para o trabalho causa desconforto, pois é preciso pensar, é preciso sair do automático. Se permanecemos em nossa zona de conforto, não há transformação”, explica.

FOTO: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

Palestrante e autor do livro O Código da Mudança, Othon Gama defende que processos de mudança – pessoais e organizacionais – são necessários para a construção do futuro

“Não vamos ser Red Flags” O autor conta que a substituição das charretes pelos carros na Inglaterra em 1865 trouxe um dilema social. O que antes precisava de três pessoas para conduzir – duas na frente e uma atrás, no apoio aos passageiros – passou a exigir apenas um motorista. “Isso causou uma revolução social. O que fazer com os outros dois, que agora não eram mais necessários? Até que eles tiveram uma ideia genial – para não dizer o contrário. Obrigaram a existência de, além do motorista, outras duas pessoas, que andassem à frente e atrás do carro, segurando bandeiras vermelhas, dizendo que era por questões de segurança”, conta Othon. Para o autor, é preciso cuidado para não ser red flag e acabar atropelado pela mudança, como aconteceu com os cocheiros londrinos. Ele cita

que o mesmo problema levou à falência grandes empresas, incapazes de identificar a hora de mudar. A Varig, por exemplo, já foi uma gigante no setor. Segundo Othon, nessa época andar

de avião era mais do que apenas uma forma de se transportar, mas uma experiência que comportava cadeiras espaçadas entre si e serviço de bordo com direito a caviar. “Mas o mercado passou a exigir rapidez, pois as pessoas passaram a ir e vir todos os dias, os assentos ficaram mais

apertados e o cardápio resumido a amendoins, biscoitos e um suco industrializado. O avião passou a ser apenas mais um meio de transporte, mas a Varig, dona do mercado, não entendeu que era hora de evoluir”, avalia Othon. Outro exemplo trabalhado pelo autor é o da Kodak - que não soube se reinventar no mundo pós-filme fotográfico. Primeira empresa a fabricar câmeras para amadores, em 1888, dominava 85% das vendas do equipamento nos EUA em 1976. Pouco mais de 30 anos depois, pedia falência. “Antigamente, as mudanças eram muito mais lentas. Entre a Idade Média e o Renascentismo foram quase quatrocentos anos. Hoje, os jovens já não usam mais e-mail; acham que é coisa de velho, coisa do trabalho”, explica o palestrante.


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ESPECIAL ACONTECE

Ten JOR Raquel Alves O Sete de Setembro é um dia em que o sentimento de civismo, patriotismo e amor à Pátria falam ainda mais alto aos corações brasileiros. Uma data celebrada pelas Forças Armadas, pois dedicamos nossas vidas para defender o País, preservando a Independência e o fortalecimento da soberania brasileira. Em 7 de setembro de 1822, o Brasil passava por um momento que seria lembrado ao longo de toda a sua história: o Dia da Independência. Desde então, o País deixou de ser uma colônia de Portugal. A proclamação foi feita por Dom Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo (SP). Com isso, o Brasil passou a ser uma monarquia, forma de governo em que os poderes são exercidos pelo imperador ou rei. Setembro é o mês da Independência, tempo de reforçar nossos valores e demonstrar como servimos à Nação. Nós, militares da FAB, não só contribuímos para manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional com vistas à defesa da Pátria, mas também para tornar o Brasil um País melhor. Tudo isso reforça nosso valor, o Patriotismo: “Sirvo o Brasil por vocação, estampando o amor e orgulho em proteger incondicionalmente o meu País”. Os motivos de orgulho são os mais diversos: a natureza, das paisagens belíssimas; a comida, das mais diversas; a música, das batidas animadas; e o povo, da alegria que contagia. Visando a exaltar o sentimento de amor à Pátria, selecionamos depoimentos de sete militares que nos contaram o orgulho de ser brasileiro.

SGT LEANDRO MELO FARIAS - DTCEA (NT) “Servir à Pátria, além de ser meu dever como militar, é algo que muito me orgulha. Sou grato às Forças Armadas, em especial, à FAB que foi a grande responsável por inspirar em mim os valores, como o patriotismo e o civismo, essenciais para minha formação. Tenho orgulho de ser brasileiro e viver em um País tão bonito e de pessoas valorosas. Acredito, ainda, nos ideais de uma nação soberana, democrática e organizada. Tais valores, além do amor à profissão, me motivam sempre a fazer o melhor para o meu País.”

SGT WESCLEY MENDES LIMA - HFASP (SP) “Apesar de todos os problemas que enfrentamos, não perco a esperança e a alegria de ajudar as pessoas dentro da minha função. Tenho orgulho de ser brasileiro e sinto mais orgulho ainda, por servir a Pátria e dedicar parte da minha vida ao bem comum. Sinto-me honrado em saber que minhas atividades, no Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP), têm influenciado positivamente a vida de outras pessoas. Desta forma, vibro ao ler que a maioria da população vê nas Forças Armadas o alicerce de seus mais caros valores.”


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SGT ROMULO ALEXANDRE BARBOSA - 1ºGCC (RJ) “O brasileiro não desiste nunca! Esse lema nos torna capaz de realizar grandes feitos e sonhar alto. Fazer parte do desenvolvimento e da história do Brasil me enche de orgulho, além de realçar ainda mais o sentimento de amor à Pátria. Servir ao País é estampar o amor e o orgulho em protegê-lo, além de ter a certeza de que juntos somos sempre mais fortes.”

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TEN MÁRCIO FRANCISCO INFORZATTO - AFA (SP) “Meu grande orgulho de ser brasileiro é fazer parte de um País que tem o povo como a maior de suas riquezas. Gente aguerrida, que não desiste dessa terra abençoada e trabalha sempre com a esperança de um futuro melhor. Para mim, a tradução máxima desse orgulho de ser brasileiro é poder servir o meu País nas asas da FAB.”

TEN JOÃO LOURENÇO ESPOLAOR NETO GSD 14 (SP)

SO WILLIAM ALEX ARAÚJO MAGALHÃES DCTA (SP) “Ser brasileiro é fazer parte de uma Nação gigante, vibrante e esperançosa. Ser brasileiro é fazer parte de um povo criativo que consegue conviver com a miscigenação dos povos, raças e crenças, mesmo com as diferenças. Ser brasileiro é acreditar sempre e ter a certeza de que nada é impossível. É sempre acreditar no futuro de nossa Nação. Por isso, tenho orgulho de ser brasileiro, servir à FAB e defender minha Pátria.”

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

“Desde adolescente, quando ingressei na FAB, tinha a vontade de servir à Pátria e cumprir minha obrigação como cidadão. Comecei como soldado, me formei sargento, e hoje, com 30 anos de serviço, sou Suboficial. Participo de competições como atirador. Representar e levar a bandeira brasileira a diversos países é um orgulho. Servir à Pátria com determinação, com garbo e vontade, mesmo com nossas restrições, é muito bom. O Brasil é o melhor país do mundo!”

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

SO VAGNER CARLOS DA SILVA BRUM - ALA 1 (DF)

“É impossível explicar em palavras o que é amar e ter orgulho da nossa Pátria. Toda essa emoção deve ser demonstrada em atitudes. É acordar de manhã e se perguntar: ‘o que você pode fazer pelo Brasil hoje?’ E não: ‘o que o País pode fazer por você?’. Isso é o que me motiva cada dia mais a trabalhar. Brasil acima de tudo!”


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OPERACIONAL

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

FAB realiza mais de 250 transportes de órgãos em pouco mais de um ano Dia 27 de setembro é comemorado o dia do doador de órgãos O Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos é celebrado em 27 de setembro. O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância de ser doador, com o intuito de ajudar milhares de pessoas. Um dos desafios da FAB é vencer a luta contra o tempo e fazer com que os órgãos dos doadores cheguem aos receptores. O tempo de isquemia é o período necessário e viável entre a retirada do órgão e o transplante, pode durar apenas quatro horas, no caso do coração e dos pulmões. Ten JOR Cristiane dos Santos

Asas que salvam vidas O Ministério da Saúde tem um acordo voluntário de cooperação com as companhias aéreas com a finalidade de assegurar o translado dos órgãos e tecidos. Em complemento, o Ministério e a FAB assinaram um Termo de Execução Descentralizada (TED) que permitiu o ressarcimento das horas voadas e intensificou a participação

da Força nesta empreitada. O pedido é demandado pela Central Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde para o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Desde a assinatura do TED até agosto deste ano, a FAB realizou 251 missões, contabilizando cerca de 2 mil horas de voo e 323 órgãos

e tecidos transportados. Os órgãos mais doados foram fígado (154), seguido de coração (51) e rim (49). A FAB realiza o transporte por meio de sete Esquadrões de Transporte Aéreo (ETA). Eles estão localizados na região Norte do País (Belém e Manaus), no Sudeste (Rio de Janeiro e Guarulhos), no Centro-Oeste

Logística Geralmente, as missões são extensas e incluem várias etapas. A primeira é buscar a equipe médica, que pode estar em cidade diferente da localidade do esquadrão; em seguida, levar a equipe até o doador, aguardar a retirada do órgão e transportá-lo até

o receptor. A última etapa é aguardar a cirurgia de transplante e retornar com a equipe para a localidade de origem. O Tenente Aviador Vinicius Coutinho Loyola, do Esquadrão Guará, já realizou 16 missões em menos de dois anos. “Esta é uma operação

HORAS DE VOO

tude da localização central e por operar a aeronave Learjet VU-35. “Recentemente houve uma missão em que a equipe médica partiu de Brasília, o doador estava em Belém (PA) e o receptor estava em Rio Branco (AC). O Esquadrão Guará foi acionado e utilizou a aeronave mais rápida para este tipo de missão, o Learjet”, explica.

Como ser um doador? que traz uma gratificação muito grande. De certa forma, deixa a gente satisfeito em saber que o nosso trabalho contribui para que uma pessoa tenha uma vida melhor. Fico feliz, principalmente, quando nos informam que o transplante teve êxito”, revela.

ASAS QUE SALVAM VIDAS

2.000

(Brasília), no Sul (Canoas) e no Nordeste (Recife). Conforme a distância entre o doador e o receptor, o COMAE determina a unidade que realizará a missão. O Tenente-Coronel Ivan Lucas Karpischin, Comandante do Esquadrão Guará (6º ETA), sediado na capital federal, explica que a unidade aérea é bastante acionada, em vir-

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SUDESTE: 36% NORDESTE: 21% CENTRO OESTE: 20% SUL: 19% NORTE: 5%

MISSÕES

De junho de 2016 a agosto de 2017

Quem pretende ser doador, precisa comunicar à família este desejo, uma vez que a doação de órgãos só acontece após autorização familiar. A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) e de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue do cordão umbilical). O rim, parte do fígado e da medula óssea podem ser doados em vida.

Órgãos mais doados: fígado (154) coração (51) rim (49)

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ÓRGÃOS E TECIDOS TRANSPORTADOS


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OPERACIONAL

50 anos em operação

Ten JOR Aline Fuzisaki Com a missão de formar pilotos de Asas Rotativas e mecânicos da aviação para a FAB, o Esquadrão Gavião (1º/11º GAV), sediado na Ala 10, em Natal (RN), comemora 50 anos de operação. Criado em 8 de setembro de 1967, no Destacamento da Base Aérea de Santos (DBAST), como Centro de Instrução e Emprego de Helicópteros (CIEH), foi incumbido de ministrar instrução aérea e formar pilotos operacionais de helicóptero da FAB. A unidade evoluiu para Centro de Instrução de Helicópteros (CIH), em 20 de janeiro de 1970, quando

passou a ministrar somente instrução de voo em aeronaves de Asas Rotativas, até que o CIH foi transformado, juntamente com o DBAST, em Ala-435, em 30 de abril de 1973, mantendo suas atribuições. Já o Decreto nº 83.538, de 4 de junho de 1979, criou o 1º/11º GAV Grupo de Aviação, unidade aérea sediada na Base Aérea de Santos (criada em substituição a Ala435). Desde então, o 1º/11º GAV é referência na formação de pilotos de helicópteros. Ao falar sobre a missão, o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Alexandre de Carvalho Ribeiro, afirma que os conhecimentos transmitidos aos pilotos permitem que os

esquadrões aéreos recebam recursos humanos com grande potencial para serem empregados. Recursos que podem ser usados nas diversas ações demandadas pela sociedade brasileira, como exemplo: nas interceptações de aeronaves de baixa performance; nas medidas de controle de solo; no apoio às vítimas das diversas enchentes; e no serviço de busca e salvamento. “Combatentes da máquina mais versátil do campo de batalha, nossos valorosos estagiários, ao final do curso, são capazes de decolar de prédios, pousar em áreas restritas, navegar a baixa altura, em ponto avançado de armamento e reabastecimen-

FOTOS: ASP GABRIEL SILVA

Esquadrão Gavião comemora cinquentenário formando pilotos e mecânicos de Asas Rotativas to, ingressar em navegação entre obstáculos, combater com foguetes e metralhadoras calibre .50 e juntar-se a uma escolta com quatro helicópteros voando em formação tática para realizar um resgate em terreno inimigo”, explica o Tenente-Coronel Alexandre. Quando o 1º/11º GAV foi criado, em 1979, contava com uma frota de 40 aeronaves do tipo Bell OH-13H, destinadas à instrução primária. No decorrer da história, operavam nos precursores da Unidade os helicópteros Bell H-13H, Sikorsky SH-19D, Bell OH-4 Jet Ranger e Bell UH-1D Huey. A partir de 1981, foram utilizados os Bell UH-1H para instrução avançada, que operaram até

1986, quando foram recebidas as aeronaves Helibras H-50 Esquilo, que compõem a atual frota do Gavião. Para o Comandante, a história de sucesso do Esquadrão é fruto da dedicação, profissionalismo e coragem de todas as gerações de oficiais e praças que deixaram um legado. “Voltado para excelência e segurança em todas as ações, o time do 1º/11º GAV aproveita os ensinamentos do passado para aperfeiçoar-se no presente com o olhar sempre voltado para o futuro, na visão de capacitar, com atividades e habilidades operacionais, os aspirantes aviadores. Vida longa ao curso de especialização operacional em Asas Rotativas!”.

FOTO: CB ANDRE FEITOSA / CECOMSAER

Operações

A Esquadrilha Gavião Com o objetivo de divulgar a versatilidade das aeronaves e as habilidades dos pilotos, em 1983, o 1º/11º GAV criou uma Esquadrilha de Demonstrações Aéreas com helicópteros, denominada Esquadrilha Gavião,

que era composta por cinco Bell H-13H. “As demonstrações eram algo impressionante, pois a versatilidade do helicóptero era explorada em seu limite, o que encantava todos que assistiam”, afirma o Coronel

da Reserva Aparecido Camazano Alamino. A Esquadrilha Gavião realizou inúmeras demonstrações, no entanto, operou somente em 1983, encerrando uma fase áurea da atuação do Bell H-13H na FAB.

Apesar de atuar como uma unidade de instrução, o Esquadrão Gavião também já foi acionado para missões de Busca e Salvamento. “A história que mais marcou, na minha opinião, foi o incêndio do Edifício Joelma, em 1974, na cidade de São Paulo. Naquela tragédia de enormes proporções, os helicópteros da FAB foram decisivos para que muitas vidas fossem salvas”, afirma o Chefe da Subseção de Facilidades do 1º/11º GAV, Capitão Aviador Thiago de Barros Ferraz. “Até hoje, os instrutores do Esquadrão, além de ministrar instrução aérea aos aspirantes, concorrem a uma escala de Alerta SAR, para atender

a qualquer ocorrência que envolva outras aeronaves”, complementa. Outras missões ficaram marcadas na história do Esquadrão, como as Operações Pernambuco, em 2010, e a Serrana, no Rio de Janeiro, em 2011. “Foram engajadas aeronaves H-50, que realizaram missões de levantamento das áreas afetadas, resgate de vítimas ilhadas, envio de mantimentos e materiais de doação aos locais onde o acesso terrestre foi destruído, bem como vacinação na população afetada”, relata o Chefe da Subseção de Apoio da Ala 10, Capitão Aviador Ivan Fontes de Carvalho Júnior, que participou das duas missões.


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SUSTENTABILIDADE

Militar da FAB conquista certificação internacional para realizar ações de eficiência energética Ten JOR Lorena Molter O Gestor de Energia do Destacamento de Infraestrutura (DT-INFRA) da Ala 8, em Manaus (AM), Tenente Engenheiro Luís Eduardo Rocha Nepomuceno, busca alternativas para aumentar a eficiência energética da FAB e da unidade na qual trabalha. Com isso, o militar aprofundou-se no tema, participou de cursos e foi aprovado em um exame internacional de eficiência energética. O engenheiro conta que a certificação mencionada é creditada por órgãos internacionais em medição e verificação de desempenho de ações de eficiência energética. “A Association of Energy Engineers, em cooperação com a Efficiency Valuation Organization, estabeleceu o programa Certificado de

Medição e Verificação Profissional com o duplo propósito de reconhecer os profissionais mais qualificados nessa área crescente do setor de energia e aumentar os padrões profissionais gerais dentro do campo de Medição e Verificação”, explica. Com a aprovação, o Tenente Nepomuceno se tornou o primeiro militar da FAB a conquistar a Certificação Internacional de Profissional em Medição e Verificação (CMVP) e um dos poucos brasileiros com essa distinção. Isso porque, atualmente, no País há apenas 157 profissionais certificados. Vale destacar que a certificação tanto torna o gestor capaz de desenvolver projetos sustentáveis da FAB dentro dos padrões estabelecidos e mais propício pra aprovação,

FOTOS: SGT CARLEILSON / ALA 8

Primeiro militar da FAB a conquistar a Certificação Internacional de Profissional em Medição e Verificação (CMVP)

como também é requisito para análise e assinatura das propostas de projetos em concessionárias brasileiras. A certificação conferida ao militar vem como instrumento estratégico, pois dará mais agilidades aos projetos e ações da FAB focados na sustentabilidade. A Portaria N° 607/GC3, publicada em abril deste ano, trata da constituição da Comissão de Implantação do Sistema de Geração de Energia no Comando da Aeronáutica. O documento é voltado, entre outras atividades, para desenvolvimento de usinas de geração de energia baseadas em fontes primárias renováveis.

Projetos futuros A Ala 8 ainda tem outros projetos em desenvolvimento: - Migração para o Mercado Livre de Energia, que possibilita ao consumidor escolher seus fornecedores de energia, exercendo o direito à portabilidade da conta de luz. - Revitalização da rede de média tensão, optando por rede de distribuição compacta. - Adoção de um sistema de monitoramento e controle remoto de todas as instalações, haja vista a implantação do Sistema de Gestão de Energia (SGE).

- Estudo da viabilidade para construção de uma Subestação de 69kV, com potência de 5MVA, para garantia da qualidade da energia e sua confiabilidade, com a unificação de todas as unidades de alta-tensão, resultando na economia de gastos com energia elétrica e diesel. - Estudo da viabilidade para construção de uma miniusina solar fotovoltaica, de 1MWp, conectada à rede de concessionária, para produção de parte da própria energia consumida..

Resultados dos projetos de eficiência energética da Ala 8 - Revisão de nove unidades consumidoras de alta-tensão, com redução de 38% do valor pago nas contas de energia; - Processo de modernização (retrofit) do sistema de iluminação do prédio da Ala 8, com lâmpadas LED, e o retrofit do sistema de climatização; - Palestras para o efetivo de conscientização do uso racional da energia elétrica, com aplicações de metas de redução do consumo em 20%.


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EVENTO

COMPREP realiza exercício operacional entre as Alas O Primeiro INTERALA contou com a participação de 200 militares

FOTOS: FABIO MACIEL / DECEA

Classificação Geral 1º Ala 5 (GC) 87* 2º Ala 9 (BE) 87 3º Ala 13 (SP) 75 4º Ala 15 (RF) 68 5º Ala 8 (MN) 66 *O critério de desempate foi o maior número de 1º lugar nas provas.

Conheça as provas: Voleibol Nesta modalidade, as equipes jogam entre si em duas chaves, de forma eliminatória, respeitando as regras da Confederação Brasileira de Voleibol. O vôlei é jogado por duas equipes, compostas por seis jogadores cada uma, sendo orientada por um técnico.

Pista de Obstáculos Na disputa, os militares realizam a transposição de uma pista com 12 obstáculos, em um percurso de aproximadamente 400 metros. Os participantes realizam também a desmontagem e montagem de uma pistola 9mm Taurus.

Pela primeira vez, o Exercício Operacional de Adestramento entre as Alas (INTERALA) foi realizado pela FAB. Promovida pelo Comando de Preparo (COMPREP), a ação é uma forma de avaliar o preparo físico dos militares durante atividades esportivas que simulam situações reais de combate. A programação ocorreu no período de 24 a 28 de julho, na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), com a participação de, aproximadamente, 200 militares das 15 Alas e da 1ª Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE). “Nós pretendemos, para o próximo ano, ampliar, não só a área esportiva voltada para o emprego do combatente no solo, mas também buscar o emprego das aeronaves, em si, para avaliar a capacidade operacional dos combatentes, na área de atuação de cada uma das Alas”, explicou o Comandante do COMPREP, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral. Ten JOR João Elias e Ten REP Mateus Santos

Prova Combinada Composta de um revezamento de corrida de orientação e uma prova de tiro com pistola de ar comprimido. Cada militar corre entre 2000 e 2500 metros, com cinco postos de controle; após o quinto posto, o militar percorre um balizamento até o estande de tiro.

Circuito Funcional Atividade de revezamento em que o militar percorre um circuito composto de oito estações. A prova engloba um conjunto de exercícios que simulam condições de combate com o objetivo de aprimorar a capacidade de preparo e rapidez na execução do circuito.

Natação

Cabo de Guerra

A prova de natação utilitária é o revezamento de oito militares, em uma distância total de 400 metros. Cada militar nada 50 metros dos quais quatro metros deverão ser, obrigatoriamente, em nado submerso.

Consiste no deslocamento da equipe oponente, que deve ser puxada por uma corda, além de um limite demarcado na área de competição, estando o primeiro competidor a uma distância de três metros. A disputa é realizada entre equipes de 10 pessoas.


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SEFA entrega Prêmio Destaque Execução Financeira a três organizações Ten JOR Emília Maria A Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA) reconheceu três organizações da FAB, que obtiveram o melhor desempenho na execução financeira ao longo de um ano, com o Prêmio Destaque Execução Financeira. O prêmio foi instituído por meio da Portaria SEFA nº 51/ANAJ, de 1º de agosto de 2016, para distinguir, anualmente, uma Unidade Gestora Executora. Entretanto, no período avaliado pela Diretoria de Economia e Finan-

ças (DIREF) para a primeira edição do Prêmio, houve empate entre o Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER), o Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG) e o Grupamento de Apoio de Boa Vista (GAP-BV). “O objetivo do prêmio é estimular os gestores a aperfeiçoar os processos e manter verificações constantes no que diz respeito à administração dos recursos financeiros”, explica o Chefe da Divisão Financeira da Subdiretoria de Administração Financeira da DIREF, Coronel Luiz Fernando Moraes da Silva. O primeiro a receber o prê-

mio foi o CELOG, em sua própria sede, em São Paulo, onde o Diretor de Economia e Finanças, Major-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, ressaltou a importância da premiação. “Prestamos reconhecimento pelo trabalho realizado pela organização, no caso específico pela administração financeira. O CELOG tem uma responsabilidade muito grande e tenho certeza de que o prêmio foi conquistado graças à dedicação de todo o efetivo”, disse. “Da nossa parte, dá uma satisfação muito grande quando vemos uma unidade que atingiu 100% do grau que es-

tabelecemos”, completou o oficial-general. Para o Diretor do CELOG, Brigadeiro do Ar Frederico José Moretti da Silveira, a premiação confirma o caminho a ser seguido pela organização. “O reconhecimento do nosso trabalho, materializado neste prêmio concedido pela DIREF, nos dá a certeza de que o CELOG caminha na direção correta e incentiva ao permanente aprimoramento dos nossos processos”, ressaltou.

EDUCAÇÃO

De onde vem FFAA para designar Forças Armadas? Entenda o plural das siglas – ou fique ainda mais confuso! Ten JOR Gabrielli Dala Vechia Já é comum a utilização da expressão FFAA para fazer referência às Forças Armadas. Muita gente, porém, não sabe o porquê. A explicação é simples: segundo Sérgio Rodrigues, consultor de língua portuguesa da revista Veja, até meados da década de 1990, o plural das siglas se fazia pela repetição. Assim, era habitual enxergarmos EEUU para designar Estados Unidos, por exemplo. A regra caiu em desuso, à exceção das formas consagradas – como é o caso de FFAA.

Hoje, a forma mais aceita para o plural de siglas é o acréscimo do ‘s’, minúsculo, sem apóstrofo. É assim que ensinam Sérgio Nogueira, Cláudio Moreno, Paschoal Cegalla e Celso Luft. No Manual de Redação do Senado Federal, diz-se que, embora controversa, essa prática vem sendo sedimentada e é cada vez mais difícil refutá-la. Assim, há correção tanto em usar FFAA para designar Forças Armadas, quanto a utilização de ONGs para Organizações Não Governamentais, PMs para Policiais Militares,

PECs para Propostas de Emenda à Constituição e CPIs para Comissões Parlamentares de Inquérito - como mostram as imagens, retiradas de grandes jornais. A regra também vale para as siglas da caserna. Assim, por exemplo, escreve-se OMs para designar Organizações Militares. Falando nisso... Prova viva de que algumas regras caem em desuso na prática e, em seguida, são abolidas das gramáticas, é o uso de pontos após cada letra na formação das siglas.

FOTOS: SGT MAYARA ALVES / SEFA

GESTÃO


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ENTRETENIMENTO

FOTO: SGT REZENDE / CECOMSAER

6 ERROS

CAÇA-PALAVRAS DESFILES cívico-militares de 7 de Setembro são TRADIÇÃO desde o século XIX e enfatizam o civismo, PATRIOTISMO e cidadania. Os eventos reúnem milhares de pessoas em várias cidades do País para relembrar a INDEPENDÊNCIA do BRASIL. A CAPITAL Federal sedia um dos principais desfiles do País, contando com a presença de mais de 300 mil pessoas, inclusive do PRESIDENTE da República. Todo ano, a ESPLANADA dos Ministérios recebe uma estrutura especial para o desfile de CELEBRAÇÃO do Dia da PÁTRIA, como também é conhecido.

RESPOSTAS DO MÊS ANTERIOR


Notaer setembro 2017  
Notaer setembro 2017  

Amor à Pátria. Sete militares da FAB contam o orgulho de ser brasileiro.

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