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CARTA AO LEITOR

Datas Marcantes A palavra que melhor traduz o conteúdo desta edição do Notaer é “tradição”. Do latim traditio, significa “entregar, passar adiante”, o que inerentemente só acontece com o passar do tempo. Ressalto, portanto, que assim como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em 31 de março, dois grandes comandos também completam o cinquentenário este mês: o Comando de Preparo (COMPREP), antigo COMGAR, que tem como missão preparar meios de Força Aérea, sob sua responsabilidade, a fim de manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional; e o Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), que planeja, gerencia e controla as atividades

relacionadas ao pessoal civil e militar do Comando da Aeronáutica (COMAER). Já a Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), antiga DIRINT, também completa 50 anos, mas apenas em novembro. A Organização é responsável pelo gerenciamento contábil, técnico, econômico e logístico de campanha de todas as unidades administrativas da estrutura do COMAER, além de cuidar das atividades relacionadas à Intendência e ao Serviço Social. Ainda em maio, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) completa 70 anos, já tendo recebido mais de 17 mil alunos, oriundos de processos seletivos que somaram mais de 640 mil candidatos.

Maio também é o mês da Aviação de Patrulha (22/05), que em plena 2ª Guerra Mundial e em meio à formação operacional nos bombardeiros B-25 Mitchell, lançou um ataque ao submarino Barbarigo, da Regia Marina da Itália, fato que marcou o Dia da Aviação de Patrulha. Para nós, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), que comemorou seus 49 anos no último dia 30, é uma satisfação prestigiar novamente nosso efetivo levando cultura e informação sobre a nossa Força Aérea Brasileira. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Paulo César Andari Chefe do CECOMSAER

MÍDIAS SOCIAIS

Ajuda Humanitária em Moçambique é destaque O post da chegada das aeronaves C-130 Hércules em Moçambique foi o destaque do mês de abril nas Mídias Sociais. Foram transportadas mais de 20 toneladas de suprimentos e equipamentos, além de 40 militares da Força Nacional e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais para ajuda às vítimas do Ciclone Idai. E aí, vamos aos números?! A publicação obteve mais de 500 comentários e mais de 35 mil curtidas, além de alcançar mais de 315 mil pessoas em nossos perfis oficiais. Vale ressaltar que, em

abril, o Twitter da FAB atingiu a marca de 300 mil seguidores e o Instagram da FAB, 600 mil. A FAB também divulga em suas mídias sociais os produtos elaborados pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e as informações enviadas pelos Elos do Sistema de Comunicação Social da Aeronáutica (SISCOMSAE).

Expediente O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Paulo César Andari. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador André Luís Ferreira Grandis. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador André Luís Ferreira Grandis. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Major Aviador Mário César Ferreira Alle. Editor: Tenente Jornalista João Elias (DRT 8933/RS). Tenente Jornalista Cristiane dos Santos (MTB 35288/SP). Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE. Diagramação:Suboficial SDE Claudio Ramos, Sargento SDE Santiago Moraes, Sargento SDE Pollyana Dias e Sargento SDE Polyana Rithielly. Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar - CEP: 70045-900 Brasília/DF


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Uma Força Aérea melhor Todas as ações e atividades da Força Aérea Brasileira têm como objetivo maior o cumprimento de nossa missão precípua, qual seja “Manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional com vistas à defesa da Pátria”. É para isso que mantemos constante treinamento e aperfeiçoamento de nossos recursos humanos e materiais. Exemplo disso é o exercício de combate aéreo BVR - do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual, realizado recentemente e que reuniu diversos esquadrões para treinar pilotos, controladores de voo e equipes de solo. Manter a operacionalidade da nossa Força é vital para que consigamos cumprir nossa missão. Sempre que possível, os treinamentos precisam objetivar não apenas o aperfeiçoamento dos envolvidos, mas também a economia de recursos. Por isso, é motivo de muito orgulho observar o empenho dos integrantes de nosso efetivo para desenvolver

soluções nesse sentido, como é o caso da criação do novo simulador da aeronave C-95 Bandeirante, resultado do trabalho preciso de aviadores, engenheiros e graduados especializados em Tecnologia da Informação e Eletrônica. Às vezes, nossas missões vão além do território nacional e nos permitem levar ajuda a outras nações. Foi o caso do recente acionamento, por parte da Presidência da República, para transportarmos assistência humanitária a Moçambique. Com muita honra, nossas tripulações conduziram os C-130 Hércules para contribuir com um esforço internacional e garantiram que o Brasil se somasse a diversos outros países naquela ajuda tão necessária. Não podemos esquecer que este mês alguns grandes comandos que contribuem para que a missão da FAB seja cumprida estão completando 50 anos: o Comando de Preparo, que é responsável pelas atividades perma-

nentes de preparo das Alas; e o Comando-Geral do Pessoal, que gerencia e controla as atividades relacionadas ao pessoal civil e militar. Já a Escola Preparatória de Cadetes do Ar celebra 70 anos, com a missão de preparar os alunos para o ingresso no Curso de Oficiais Aviadores. Outra data comemorativa que merece ser ressaltada é o Dia da Aviação de Patrulha: três esquadrões da FAB cumprem o papel gigantesco de defender a área marítima

que integra a Dimensão 22. E o fazem com excelência, mantendo nosso litoral seguro e contribuindo em complexas missões de busca. Parabéns a todos que fazem parte dessas organizações e parabéns a todos nós, homens e mulheres da FAB, que constantemente contribuímos para que o Brasil seja um país melhor. Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez Comandante da Aeronáutica


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Foto: ASP MANTOVANI / ALA 10

TECNOLOGIA

CCA-SJ desenvolve simulador da aeronave C-95 para a Ala 10 Equipamento será utilizado principalmente na especialização operacional dos cursos de formação de pilotos do 1º/5º GAV

O simulador FTD (Flight Trainning Device, que significa Dispositivo de Treinamento de Voo) da aeronave C-95M Bandeirante foi entregue à Ala 10, em Parnamirim, na região metropolitana de Natal (RN), no dia 1º de abril. Totalmente produzido pelo Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ), o equipamento está sob responsabilidade do Grupo Logístico da Ala 10 (GLOG 10) e será utilizado principalmente pelo Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), na especialização operacional dos cursos de formação de pilotos de transporte. O projeto reproduz exatamente a cabine do avião, os controles, os sistemas eletrônicos e as situações anormais e de emergência que podem ocorrer durante o voo. “Como o nosso simulador tem cenário interati-

vo, o piloto consegue decolar e manter o voo visual, o que aprimora a consciência situacional. Além disso, existe a possibilidade de simular uma situação crítica, o que ajuda no treinamento dos procedimentos de emergência, algo que precisa ser automático para o piloto, mas não se pode treinar durante uma instrução aérea real”, explica o Chefe do Projeto do Simulador, Major Aviador Rodrigo de Freitas Faulstich. Essas possibilidades técnicas permitem a simulação das missões realizadas em um cenário real, como o da área de instrução de Natal, o que aprimora a construção das capacidades necessárias ao piloto e aumenta a segurança de voo. Esse treinamento permite a ambientação à aeronave, desenvolve a coordenação entre os integrantes da tripulação e otimiza a consciência situacional durante o voo.

Desenvolvimento Durante o processo de construção, os desafios exigiram soluções inéditas pela equipe do CCA-SJ, composta por 13 militares, entre aviadores, engenheiros e graduados das áreas de tecnologia da informação e eletrônica. “A FAB já havia criado simuladores em seus laboratórios, mas esta é a primeira vez que entrega um projeto como esse para ser utilizado operacional-

mente”, conta o Chefe do CCA-SJ, Coronel Aviador Rainer Ferraz Passos. O Major Aviador Jader Mário Santana Moreira, Chefe da Especialização Operacional do Esquadrão, foi o primeiro a testar. “O trabalho foi muito bem realizado. Fizemos os primeiros testes e agora iniciamos a fase de interação com a equipe desenvolvedora”, conclui. Foto: SGT MARCELLA / ALA 10

Ten REP Juliana Lopes


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PATRULHA

Salve a Patrulha!

Exercícios operacionais marcam o momento da Aviação de Patrulha na FAB Ten JOR Gabrielli Dala Vechia O dia da Aviação de Patrulha é celebrado na FAB em 22 de maio. Nessa data, há 77 anos, em meio à Segunda Guerra Mundial, pilotos brasileiros a bordo do B-25 Mitchell, atacaram o submarino italiano Barbarigo. Quatro dias antes,

ele havia lançado torpedos contra um navio brasileiro, o Comandante Lyra. Atualmente, a aviação é composta por três unidades aéreas que têm a missão de ajudar a defender a extensão marítma de responsabilidade do Brasil que faz parte da Dimensão 22.

Foto: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Esquadrão Orungan (1º/7º GAV)

Além da participação em exercícios técnicos da própria Força, o destaque de 2019 é a atuação do Orungan na Operação UNITAS - exercício marítimo multinacional mais antigo organizado pelos Estados Unidos que, neste ano, será sediado e liderado pela Marinha do Brasil. “Todos

os treinamentos ocorrerão no segundo semestre deste ano e terão como objetivos explorar a capacidade multimissão da aeronave P-3AM e adestrar as equipagens”, explica o Chefe da Seção de Operações do Esquadrão, Major Aviador Alexandre Ferreira da Silva.

Esquadrão Netuno (3º/7º GAV)

Esquadrão Phoenix (2º/7º GAV)

A interoperabilidade promovida pelo trabalho conjunto com a Marinha é palavra-chave para a Aviação de Patrulha. Uma dessas ações de cooperação, com 15 horas de voo nos litorais gaúcho e catarinense, resultou em multa a pelo menos cinco embarcações que foram

identificadas pelo Esquadrão Phoenix e apresentavam irregularidades. “Esse tipo de missão é muito importante para a sociedade brasileira, pois impacta na vigilância dos portos”, afirma o Chefe da Seção de Operações, Capitão Aviador Erick Luiz Pereira Ribeiro.

Foto: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

FOTO: ARQUIVO ESQUADRÃO NETUNO

Busca de homem ao mar e apoio no combate à pesca ilegal: essas foram as mais importantes missões realizadas pelo Esquadrão nos últimos meses. Somente em dois acionamentos, foram voadas mais de 30 horas. No primeiro, a missão teve como objetivo esclarecer uma área com uma embarcação que, supostamente, praticava ilícitos. No se-

gundo, a aeronave P-95 Bandeirulha foi engajada na busca a uma pessoa desaparecida no litoral cearense. “Missões como essa servem para lembrar a todos sobre a importância da nossa atividade para o país e o quanto é necessário nos mantermos no mais alto nível de operacionalidade”, diz o Comandante do Esquadrão, Major Aviador Marcos Okiyama.


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Viagem a bordo das aeronaves C-130 Hér 40 horas

ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

Esquadrão transporta suprimentos e militares para Moçambique País foi devastado após ser atingido por ciclone Ten JOR Jonathan Jayme

Com quase 40 horas de voo, em cinco dias de viagem, foi realizada mais uma missão de assistência humanitária que exigiu a pronta-resposta e o emprego preciso da FAB. Duas aeronaves C-130 Hércules, com tripulantes do Esquadrão Gordo (1º/1º GT), transportaram mais de 20 toneladas de

suprimentos e militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Força Nacional até Moçambique, país africano devastado pelo Ciclone Idai. A missão, coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), partiu do Rio de Janeiro (RJ) em 29 de março, apenas um dia após ser acionada pelo Ministério da Defesa.

A bordo estavam insumos de assistência humanitária fornecidos pelo Ministério da Saúde. Na primeira parada, em Belo Horizonte (MG), 20 homens do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e outros 20 da Força Nacional, além de veículos e equipamentos de resgate, foram integrados à tarefa. Passando ainda por Recife (PE), atravessando o Oceano

Atlântico e realizando escalas nos países Costa do Marfim e Angola, a missão chegou, no dia 1º de abril, à cidade de Beira, em Moçambique, a mais atingida pela tragédia. Após o desembarque, os militares do Esquadrão Gordo relataram a satisfação de cumprir o dever e a transformação que esse tipo de missão proporciona em suas vidas.


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Fotos: SGT BATISTA / CECOMSAER

rcules até o pais africano durou cinco dias e quase

Ao total foram transportadas 20 toneladas de suprimentos

Capitão Aviador Nelson da Silveira - Comandante da missão

Capitão Aviador Roberto Gomes - Comandante de um dos C-130

Sargento Roberto de Oliveira Ferreira - Loadmaster

Sargento Leandro Cardoso Radionavegador

“É uma missão muito gratificante. É uma tarefa para a qual treinamos e, quando acontece, estamos prontos para ajudar. No momento em que somos acionados, fazemos tudo com muito empenho. Colaborar para que vidas sejam salvas é muito importante para todos nós do Esquadrão Gordo. Como brasileiro, sinto muito orgulho de tudo isso.”

“São tarefas como essa, de cunho humanitário, que nos fazem ter orgulho de servir em uma unidade como a nossa. É nessa hora que a gente vê que todo o treinamento, nosso esforço, os anos que dedicamos à Força valeram a pena. É muito bom saber que nosso empenho vai levar alento até às pessoas que nunca vamos conhecer.”

“É uma grande satisfação encerrar mais uma missão do Esquadrão Gordo. É um momento difícil, mas poder estar lá e ajudar é realmente emocionante. Cresço como ser humano e como militar. Isso só faz reafirmar a necessidade e importância da presença da FAB nessas missões humanitárias em outros paises.”

“Um dos nossos objetivos é fazer com que as pessoas tenham um pouco de alento. É uma honra indescritível participar de todo o suporte que a FAB pode oferecer. A gente se sente útil, aplica tudo aquilo que treinou, tudo o que aprendeu na Escola de Especialistas. É um prazer imenso saber que estamos ajudando nessa hora tão difícil.”


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Foto: SGT BATISTA / CECOMSAER

HISTÓRICO

EPCAR completa 70 anos de ensino na FAB Escola tem a missão de preparar os jovens que almejam ingressar no Curso de Formação de Oficiais Aviadores Ten JOR Cristiane dos Santos

A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) celebra 70 anos no dia 21 de maio. A sua história teve início em 1949, com a criação do Cur-

so Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR), a partir do curso da Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, localizado no Rio de Janeiro (RJ), considerado o Berço da Aviação Militar Brasileira. Foi

lá que, durante o crescimento do poder aéreo, impulsionado pela Segunda Guerra Mundial, germinou a ideia de se instituir um curso que preparasse os futuros cadetes da recém-criada Força Aérea.

A aviação exigia homens bem treinados e foi assim que surgiu a “Nascente do Poder Aéreo”, como também é chamada a escola, que recebeu a primeira turma em 29 de julho de 1949, com 201 jovens alunos.


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Formação

Desembargador Doorgal Borges Tenente-Brigadeiro William de Andrada foi aluno da EPCAR foi aluno da EPCAR e hoje é Ministro do STM na turma de 1975

Registro da fachada da EPCAR, em 1950

Foto: ARQUIVO / EPCAR

Borges, que foi comandante da escola no período de 1952-1954. “Alguns anos depois, quando meu avô foi reformado, ele voltou para Barbacena, pois tinha se afeiçoado muito à cidade. Este convívio com militares, com a escola, a minha infância dentro de quartéis, fez com que eu criasse um vínculo enorme”, destaca. O Tenente-Brigadeiro do Ar William de Oliveira Barros também foi aluno da EPCAR. O Oficial-General comandou a EPCAR nos anos 1996-1997 e atualmente é Ministro do Superior Tribunal Militar (STM). “É neste momento importante e significativo das nossas vidas que nos apegamos à memória e à história, para rememorarmos os primeiros dias de março do ano de 1961, quando desembarquei pela primeira vez, numa fria madrugada, na estação ferroviária da cidade de Barbacena, e, juntamente com outros jovens alunos, vislumbrei aquele novo lar, onde deveria permanecer durante os próximos três anos”, lembra o Tenente-Brigadeiro do Ar William.

Foto: ARQUIVO PESSOAL

Foto: ARQUIVO PESSOAL

Sete décadas se passaram e a EPCAR já formou mais de 17 mil alunos. Em 2017, a escola passou a aceitar as candidatas em seus processos seletivos. Somente este ano, foram realizadas 21.947 inscrições, sendo 14.299 de candidatos do sexo masculino e 7.648 do sexo feminino. A formação é equivalente ao ensino médio, com duração de três anos, e compreende os aspectos intelectual e militar dos alunos que almejam a carreira de oficial aviador. O ex-aluno Doorgal Gustavo Borges de Andrada ingressou na EPCAR na turma de 1975 e atualmente é Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Mesmo não seguindo a carreira militar, ele reconhece a importância da escola. “É um orgulho na minha vida pessoal e profissional. A EPCAR foi fundamental para mim nos conhecimentos básicos, além de ser um marco, uma referência de ensino para o país”, ressalta. De acordo com o desembargador, além da qualidade do ensino, a infl uência para realizar o curso veio do avô paterno, Doorgal

Festividades Durante as sete décadas, a EPCAR passou por transformações e inovações que poderão ser constatadas na nova Sala Histórica, que será inaugurada no dia do seu aniversário. O maior destaque do espaço é um painel de 3,45m x 1,30m que exibe uma linha do tempo dos eventos mais importantes da aeronáutica brasileira e da EPCAR. O espaço irá dispor, ainda, de mais oito painéis de 1,30m x 1,00m. Um deles destacará os números da EPCAR, de 1949 a 2019, com os mais de 640.000 inscritos nos processos seletivos. A Sala Histórica também será composta por televisores, mesa interativa e exposição de objetos, distintivos, uniformes antigos, dentre outras peças. De acordo com o Comandante da EPCAR, Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, o novo espaço é uma demanda antiga da instituição, que uti-

liza modernidade e tecnologia para apresentar a história. “Trabalhamos para concretizar este desejo, de forma lúdica, interativa e atrativa para todas as idades. O espaço vai juntar tradição, história e modernidade na forma de apresentar as informações e será aberto à sociedade”, diz. As comemorações contarão com outras atividades, como lançamento do selo comemorativo e do livro “Non Multa Sed Multum”, atividades esportivas e demonstração da Esquadrilha da Fumaça. “É motivo de muito orgulho resgatar essa história tão bonita ligada à educação e à formação dos futuros líderes da Força Aérea Brasileira. Para tanto, preparamos uma série de eventos que visam à integração da escola com a cidade de Barbacena, que tão bem nos acolhe desde 1949”, finaliza o Comandante da EPCAR.


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GRANDES COMANDOS

Relembre a trajetória das organizações que completam 50 anos em 2019 Ten JOR Carlos Balbino

ao longo dos últimos tempos. Hoje, 50 anos depois, o Comando de Preparo (COMPREP), o Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD) celebram a data com o reconhecimento da importância de sua atuação e com homenagens a quem fez e faz parte dessa história.

Foto: SGT BATISTA / CECOMSAER

Dois anos após o processo de Reestruturação administrativa iniciado em 2017, a FAB comemora o cinquentenário de Organizações Militares (OM) integrantes da estrutura organizacional do Comando da Aeronáutica (COMAER). As OM foram criadas nos meses de março, maio e novembro de 1969 e compartilham uma trajetória de conquistas

Comando-Geral do Pessoal - COMGEP Ativado em substituição ao Núcleo do Comando-Geral do Pessoal da Aeronáutica, o COMGEP, sediado em Brasília (DF), também comemora cinco décadas de existência neste ano e é responsável pelo recrutamento, seleção, instrução, formação, especialização e aperfeiçoamento de militares da ativa, além

No mês de março, a cerimônia alusiva aos 50 anos de criação do DCTA relembrou a trajetória da Organização Militar, sediada em São José dos Campos (SP), com a então designação de Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). O DCTA tem a missão de desenvolver soluções científico-tecnológicas no campo do Poder Aeroespacial, a fim de contribuir para a manutenção da soberania

do espaço aéreo e com a integração nacional. “Tenho convicção de que nos próximos 50 anos alçaremos voos tão altos e transformadores quanto o país merece e necessita, gerando benefícios à sociedade e aumentando o poder dissuasório da nação, por meio de ciência, tecnologia e inovação”, ressalta o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar.

Foto: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - DCTA

do recrutamento de militares da reserva. Cabe ainda à organização a administração dos servidores civis, além da orientação, coordenação, supervisão e controle dos serviços de saúde e de assistência social. “Não podemos esquecer que, no meio de tudo, ainda existirão as pessoas, os militares da FAB e seus familiares. O tempo muda, tudo se


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transforma e o COMGEP vai acompanhar todo o processo, estando lado a lado de todo o nosso recurso humano que é o maior valor que a Força Aérea possui hoje”, destaca o Comandante-Geral do Pessoal da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Luis Roberto do Carmo Lourenço. Nos últimos tempos, diversos aprimoramentos foram incorporados na área de gestão dos recursos humanos, es-

pecialmente nas escolas de formação militar e na capacitação, por meio de cursos específicos ao longo da carreira. As mudanças provocaram resultados visíveis para a administração e para os usuários dos diversos sistemas e serviços da FAB. Na foto abaixo, formatura realizada na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), uma das unidades que fazem parte da estrutura organizacional do COMGEP.

Planejar o desenvolvimento de habilidades, fixar padrões de eficiência, avaliar o desempenho e fazer a gestão do conhecimento operacional das 12 Alas, criadas com a Reestruturação da FAB, são algumas das atribuições do COMPREP, sediado em Brasília (DF), derivado do antigo Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR). A organização militar é, também, responsável por coordenar a formulação da Doutrina Aeroespacial, a partir de cenários e capacidades estratégicas definidos pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER). Para o Comandante de

Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, novos desafios são esperados nos próximos anos. “Estamos incorporando aeronaves, equipamentos e sistemas e não podemos empregar a Força Aérea como algum tempo atrás. O F-39 Gripen e o KC-390 representam um grande salto para a FAB e exigem um novo tipo de treinamento para o piloto, pois novas competências precisam ser desenvolvidas. Temos que olhar esse cenário para projetar como vai ser o emprego dessas aeronaves que, com certeza, vai ser diferente do que fazemos hoje”, destaca.

Foto: SGT BATISTA / CECOMSAER

Foto: SD T. AMORIM / CECOMSAER

Comando de Preparo COMPREP

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Diretoria de Administração da Aeronáutica - DIRAD A Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), antiga Diretoria de Intendência (DIRINT), sediada no Rio de Janeiro (RJ), atualmente é subordinada à Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA). Além de cuidar das

atividades relacionadas à Intendência e ao Serviço Social, centraliza também o gerenciamento contábil, técnico, econômico, financeiro, orçamentário e logístico de campanha de todas as unidades administrativas da atual estrutura do Comando da Aeronáutica.


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Foto: CAP ENILTON / CECOMSAER

OPERACIONAL

Ala 3 sedia treinamento de combate além do alcance visual Tenente REP Fabiana Cintra

A Ala 3, localizada em Canoas (RS), sediou mais uma edição do exercício de combate aéreo BVR (do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual). O treinamento, que ocorreu na primeira quinzena de abril, teve como objetivo adestrar pilotos, controladores e equipes de solo para executarem missões de combate, avaliando performance e reação à ameaça com o emprego de mísseis BVR. Essa tecnologia proporciona aumento do elemento surpresa e maior segurança ao piloto, que consegue operar de uma distância maior, o que dificulta o contra-ataque. Dentre as aeronaves participantes estão os caças F-5M e A-1M; a aeronave de reconhecimento R-35; a aeronave-radar E-99; o

avião KC-130, que realiza reabastecimento em voo; e o helicóptero H-36 Caracal para missões de busca e salvamento (SAR, do inglês, Search and Rescue). A operação demandou um grande esforço logístico e é considerada de nível nacional, pois participam esquadrões de voo de Manaus (AM), Anápolis (GO), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ) e Santa Maria (RS). “Exercícios como esse são indispensáveis para a Força Aérea Brasileira manter sua capacidade de desdobramento, ou seja, estrategicamente ser capaz de se mobilizar para qualquer região do país com homens e máquinas altamente preparados para atuarem em um alto nível de integração e excelência”, afirma o Comandante da Ala 3, Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto.

Foto: SGT BIANCA VIOL / CECOMSAER

Exercício contou com a participação de esquadrões de diversas regiões

Foto: CAP ENILTON / CECOMSAER

Aeronaves participaram do exercício de combate aéreo BVR


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FAB incentiva a produção literária

Ten JOR João Elias

Você gostaria de conhecer um pouco mais sobre a História Geral da Aeronáutica Brasileira? Ou, quem sabe, em relação à vida de personalidades importantes, como a de Santos-Dumont e a do Marechal do Ar Eduardo Gomes? Ou a respeito da história de algumas aeronaves, a exemplo do hidroavião Catalina? Esses são apenas alguns dos temas de livros publicados pelo Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), por meio do Sistema de Patrimônio Histórico

e Cultural do Comando da Aeronáutica (SISCULT), que incentiva a produção literária no Comando da Aeronáutica e a pesquisa nos segmentos da história militar para fomentar o desenvolvimento da cultura aeronáutica brasileira. As produções literárias, que podem ser de natureza científica, artística, de divulgação ou ficção, são compostas por opúsculos, ou seja, livros de poucas páginas; pela revista semestral “Ideias em Destaque” e por quatro séries de publicações nomeadas de: “História Geral da Aeronáutica Brasileira”, “História Setorial

da Aeronáutica Brasileira”, “Arte Militar e Poder Aeroespacial” e “Cultura Geral e Temas de Interesse da Aeronáutica”. Publicações recentes Somente no ano de 2018 foram publicadas obras literárias que versam sobre a defesa do espaço aéreo, a importância da FAB na cartografia nacional e a relevância da antiga Estação de Hidroaviões do Aeroporto Santos-Dumont. Já em 2019, foi publicado um opúsculo sobre as mulheres na FAB e estão previstas mais publicações que tratam de temas ligados à aviação de caça, à Escola Preparatória de Cadetes do

Ar (EPCAR) e à Academia da Força Aérea (AFA). “É importante destacar que essas publicações são encaminhadas para escolas, institutos, bibliotecas e Organizações Militares internas e externas à FAB. Dessa maneira, a atividade de produção literária no âmbito do SISCULT/INCAER se fortalece por buscar, na sua consistência e fundamentação organizacional, elementos relacionados à arte e à história da aeronáutica brasileira”, destacou o Subdiretor de Cultura do INCAER, Major-Brigadeiro José Roberto Scheer.

COMUNICADO

Informação ao efetivo sobre Licença Especial (LESP) A Diretoria de Administração do Pessoal (DIRAP) informa que disponibilizou uma ferramenta para consulta aos processos dos militares que solicitaram a conversão de Licença Especial (LESP) não gozada em pecúnia.

Nesse primeiro momento, a consulta será disponibilizada apenas via intraer, website interno. Dessa forma, a orientação para aqueles que não têm acesso direto a esse ambiente é que o façam por meio dos respectivos setores

onde o processo foi gerado. Oportunamente, a consulta poderá ser feita na internet, em endereço eletrônico específico, a ser divulgado. Assim, espera-se contribuir com a publicidade das

informações referentes aos processos em questão. Para a consulta, acesse a aba PROCESSOS LESP no site da DIRAP na intraer: www.dirap.intraer. Diretoria de Administração do Pessoal (DIRAP)

Fotos: Sd T. Amorim

CULTURA


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RÁDIO FORÇA AÉREA

Rádio Força Aérea FM completa dez anos no ar

Equipe da Rádio Força Aérea prepara conteúdo diário

Ten JOR João Elias “ZYS 880 Rádio Força Aérea FM 91,1 Mhz, Brasília, Distrito Federal. Tem início neste momento a primeira transmissão oficial da Rádio Força Aérea”. Há dez anos ecoava, nas ondas hertizianas e pela internet, o anúncio do início das transmissões da Rádio Força Aérea FM, que completou dez anos no dia 30 de abril. Inaugurada na gestão do então Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, hoje Comandante da Aeronáutica, a emissora passou por diversos avanços tecnológicos e ampliou o espaço dado ao conteúdo jornalístico. Apesar de ser uma emissora institucional, a produção

não é restrita somente às ações da FAB. Além de manter a população brasileira informada sobre os principais acontecimentos do dia, as novidades do setor aéreo, o resultado de operações e missões militares, a Rádio Força Aérea quebra a barreira do som com prestação de serviços. “Por meio das nossas transmissões os ouvintes encontram informações, música de qualidade e interatividade. Estamos sempre traçando voos mais altos para que as ações de controlar, defender e integrar estejam sempre presentes no dia a dia do cidadão”, destacou o Comandante da Aeronáutica. A rádio está presente também no Spotify, a plataforma de streaming em que o usuário

pode acessar as playlists musicais dos programas da emissora. O conteúdo jornalístico, produzido pela Força Aérea FM, também pode ser acessado por meio do FABCAST, um recurso em formato digital, que compartilha arquivos de áudio e pode ser acessado a qualquer hora, por meio de qualquer aplicativo de podcast. “Toda a evolução da Força Aérea FM é o resultado de um trabalho comprometido com o público, que exige informação e entretenimento de qualidade. O uso da linguagem simples e objetiva, presente em todas as produções, estabelece um canal de comunicação direto com o ouvinte, inclusive para quem acessa as diferentes

plataformas, dando opções para que a programação seja escutada em qualquer lugar”, explica a responsável pela Rádio Força Aérea, Tenente Jornalista Raquel Alves. Para ouvir a rádio acesse o site http://www.fab.mil.br/ radio ou pelo dial 91.1 MHz, em Brasília. Para conhecer o FABCAST no Spotify, acesse o QRcode abaixo. Você também pode acessar o canal da emissora pelo Spotify digitando na busca do aplicativo “Rádio Força Aérea”.

Foto: CB SILVA LOPES / CECOMSAER

Foto: SGT BATISTA / CECOMSAER

A emissora também pode ser acessada nas plataformas digitais

A rádio foi criada em 2009 quando o então Brigadeiro Bermudez era Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER)


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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS No dia 22 de maio é celebrado o Dia da Aviação de PATRULHA, que é composta por três esquadrões localizados em diferentes pontos do território brasileiro: o Esquadrão ORUNGAN opera a aeronave P-3AM a partir do Rio de Janeiro (RJ); o PHOENIX, sediado em CANOAS (RS), opera a aeronave P-95M, assim como o NETUNO que está localizado em BELÉM (PA). A aviação tem a responsabilidade de vigiar o LITORAL brasileiro, 24 horas por dia. Sua HISTÓRIA começou em 1942, quando o país se viu aviltado por sucessivos AFUNDAMENTOS de NAVIOS mercantes BRASILEIROS por submarinos alemães.

Resposta edição de março


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NOTAER - Maio de 2019  

EPCAR - 70 anos da Nascente do Poder Aéreo

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