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Ano XL

Nº 8

Agosto, 2017

ISSN 1518-8558

PROJETO RONDON

FAB ajuda a levar cidadania a comunidades carentes de todo o Brasil (Págs. 8 e 9) CARREIRA

REESTRUTURAÇÃO

DIA DOS PAIS

Confira os currículos dos oficiais-generais promovidos (Págs. 4 e 5)

Gestão, profissionalização e padronização são os focos dos GAPs (Pág. 6)

Projeto convida filhos para conhecerem o trabalho dos pais na Ala 5 (Pág. 12)


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CARTA AO LEITOR

Expediente

Contamos com vocês Comunicar sempre foi uma atividade complexa e dinâmica. Ainda mais nos tempos de hoje, quando a diversidade de formas de transmissão disponíveis demanda especialização e análise de cenários as mais abrangentes possíveis, com o desafio de não se ter muito tempo para isso. Entretanto, infelizmente, essa pluralidade de meios de transmissão e veículos não significa melhoria da qualidade da informação. Na verdade, acontece exatamente o contrário...

E é justamente esse o cenário da “guerra diária” do CECOMSAER, na qual buscamos incessantemente o esclarecimento dos nossos públicos interno e externo por meio dos mais variados canais de comunicação. Estamos nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Flickr e YouTube); mantemos um portal internet, outro intraer e um blog; elaboramos programas de TV; e disponibilizamos boa música e informação por meio da Rá-

dio Força Aérea FM. Tudo isso e muitas outras atividades, em prol do combate à desinformação, sempre visando à unificação do discurso. No entanto, para que isso realmente aconteça é necessária uma intensa interação com vocês, nossos leitores. Participando das nossas redes sociais, lendo e divulgando nossos produtos, ouvindo a nossa Rádio Força Aérea e assistindo à nossa TV, todos vocês estarão contribuindo para que

cheguemos cada vez mais próximos de uma linguagem única, fortalecida pelo orgulho de fazermos parte desta nobre família. Não há dúvida alguma de que juntos seremos sempre mais fortes. E se algo puder ser melhorado, avise-nos! Estaremos sempre à disposição para suas críticas e sugestões no faleconosco@fab.mil.br. Contamos com a ajuda de todos! Boa leitura! Brig Ar Antonio Ramirez Lorenzo Chefe do CECOMSAER

PENSANDO EM INTELIGÊNCIA

FOTO: INTERNET

Durante a manhã do dia 12 de maio de 2017, o mundo começou a receber relatos sobre um ataque maciço a computadores de diversos países. As primeiras informações, depois do susto, indicavam o uso de um ransomware com funcionalidades de worm (autoreplicação), conhecido como Wanna Cry. Foi um dos cyber ataques mais bem sucedidos da histó-

Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo. Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf. Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador José Frederico Júnior. Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Rodrigo José Fontes de Almeida. Editores: Tenente Jornalista Evellyn Abelha (MTE 973MS) e Aspirante Relações Públicas Nara Lima (CONRERP/6 1759) Colaboradores: textos enviados ao CECOMSAER via Sistema Kataná. Diagramação e Arte: Suboficial Ramos, Sargentos Linares, Lucemberg, Polyana e Cabos M. Gomes e Pedro. Tiragem: 18.000 exemplares

Garanta a segurança dos seus dados ria em questão de impacto e amplitude global, com quase 150 países atacados e uma quantidade imensurável de computadores infectados, incluindo diversas organizações no Brasil. Muito provavelmente é em seu celular, tablet ou computador pessoal que a maioria dos seus dados está gravada e é por meio deles que você acessa e-mails, redes sociais e realiza transações bancárias e comerciais. Por isto, manter esses equipamentos seguros é essencial para se proteger dos riscos envolvidos no uso da Internet. Agindo assim, você também diminui as chances do dispositivo ser indevidamente utilizado para atividades maliciosas, como disseminação de spam, propagação de códigos maliciosos e participação em ataques realizados via Internet.

O jornal NOTAER é uma publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), voltado ao público interno.

Por vezes, os atacantes estão interessados em conseguir o acesso a grande quantidade de máquinas, independentemente de quais são e das configurações que possuem. Por isto, acreditar que seu equipamento está protegido por não apresentar atrativos para um atacante, pode ser um grande erro. Para manter seu dispositivo pessoal seguro é importante que você tome cuidados simples: 1 - Mantenha os programas instalados com as versões mais recentes. Os fabricantes costumam lançar novas versões quando há recursos a serem adicionados e vulnerabilidades a serem corrigidas. Sempre que uma nova versão for lançada, ela deve ser prontamente instalada, pois isto pode ajudar a proteger seu computador da ação de atacantes e de códigos maliciosos.

2 - Faça cópias de segurança (backups) regularmente para proteger os seus dados, pois, se seu equipamento for infectado, a única garantia de que você conseguirá acessá-los novamente é se possuir backups atualizados. O pagamento do resgate não garante que você conseguirá restabelecer o acesso aos dados. 3 - Remova os programas e aplicativos que você não utiliza mais. Programas que não são usados tendem a ser esquecidos e a ficar com versões antigas e potencialmente vulneráveis. Além disso, alguns fabricantes deixam de dar suporte e de desenvolver atualizações para versões antigas, o que significa que vulnerabilidades que possam vir a serem descobertas não serão corrigidas. (Centro de Inteligência Aeronáutica - CIAER).

Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Esplanada dos Ministérios - Bloco “M” 7º andar CEP - 70045-900 / Brasília - DF

Impressão e Acabamento: Viva Bureau e Editora


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PALAVRAS DO COMANDANTE

Há 50 anos, um grupo de jovens universitários brasileiros começava uma das principais iniciativas para levar cidadania a lugares remotos e isolados de nosso vasto território nacional - o Projeto Rondon. Com o apoio das Forças Armadas e inspirado pela bravura do bandeirante do século XX o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon - podemos ver por meio do projeto o poder da renovação de práticas e atitudes louváveis, que merecem ser destacadas. Em um país de dimensões continentais como o nosso, as asas da Força Aérea Brasileira sempre foram o principal sustentáculo para o transporte de milhares de rondonistas ao longo desses 50 anos de existência do projeto. Devido à grande cobertura territorial, o apoio das Forças Armadas é indispensável, proporcionando o acesso, a segurança e o suporte logístico necessários às operações desse projeto interministerial do Governo

Federal, coordenado pelo Ministério da Defesa. Integrar o território nacional faz parte de nossa missão-síntese e poder realizá-la também por meio da colaboração com o Projeto Rondon é motivo de honra e orgulho para a FAB. Honra e orgulho que têm como fonte também a modernização pela qual passa a FAB. Em agosto, iniciamos a renovação da frota de aeronaves do Esquadrão Pelicano com a chegada do helicóptero H-36 Caracal e do novo SC-105 Amazonas. Não se trata apenas de um projeto de reaparelhamento, mas da melhoria dos serviços de Busca e Salvamento prestados por abnegados militares da FAB à sociedade brasileira. E no campo das comunicações militares, iniciamos uma nova era: o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é realidade. A operação e o monitoramento do equipamento já estão sob a

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

O poder da renovação

responsabilidade do Centro de Operações Espaciais, no Comando de Operações Aeroespaciais. Com o satélite, demos um passo significativo na área espacial, garantindo mais segurança nas comunicações militares e ampliando a capacidade operacional das Forças Armadas.

Outra importante mudança em curso é a reestruturação de nossa instituição para uma Força Aérea mais moderna, operacional e otimizada. Neste mês, destaco o incansável trabalho de aperfeiçoamento realizado na área administrativa da FAB, do qual participa com

empenho a nossa gloriosa Intendência, que em agosto completa 72 anos. Dessa forma, seguimos buscando, assim como Rondon fez, ampliar nossos horizontes e vencer novos desafios a cada dia, demonstrando nossa capacidade de se renovar em prol de um futuro melhor.


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Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas Natural do Rio de Janeiro (RJ). Praça de 03/03/1975, declarado Aspirante em 10/12/1981. Principais cargos: Oficial de Operações do 2º Esquadrão do 1º Grupo de Aviação de Caça; Oficial de Doutrina do 1º Esquadrão do 4º Grupo de Aviação; Comandante do Esquadrão de Pessoal e de Comando da Base Aérea de Fortaleza; Chefe da Divisão de Produções e Divulgação do CECOMSAER; Assessor Especial para Assuntos de Aeronáutica da Presidência da República de 2000 a 2004; Gerente do Programa de

Reaparelhamento e Adequação da Força Aérea Brasileira; Adido Aeronáutico Junto à Embaixada do Brasil no Uruguai; Chefe da Primeira e Sexta Subchefias do EMAER; Comandante da Escola de Especialistas da Aeronáutica; Vice-Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica; Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional; e Comandante da Ala 3. Horas de voo: possui 4.100 horas de voo. Principais condecorações: Ordem do Mérito Aeronáutico - Grau Comendador; Ordem do Mérito

Aeronáutico da Força Aérea Uruguaia - Grau Oficial; Ordem do Mérito Naval - Grau Grande Oficial; Ordem do Mérito Militar - Grau Comendador; Ordem do Mérito da Defesa - Grau Comendador; Ordem do Mérito Judicial Militar - Grau Comendador; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Almirante Tamandaré; Medalha do Pacificador; Medalha da Vitória; Destaque Operacional Prata. Cargo designado: Comandante do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).


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Brigadeiro do Ar João Campos Ferreira Filho Natural de Fortaleza (CE). Praça de 01/03/1985, declarado Aspirante em 09/12/1988. Principais cargos: Chefe da Subseção de Manutenção do 2º /5º GAV; Chefe da Subseção de Manutenção do AT-26 do Esquadrão de Suprimento e Manutenção de Natal; Chefe da Subseção de Manutenção do 1º Grupo de Defesa Aérea; Adjunto da Seção de Logística do COMGAR; Chefe da

Seção de Operações do 1º/4º GAV; Comandante do 1º GDA; Chefe da Assessoria de Logística e Patrimônio do GABAER; Comandante da Base Aérea de Natal; Adido Aeronáutico em Israel; e Chefe Interino do Centro de Planejamento, Orçamento e Gestão Institucionais do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Horas de voo: possui 3.100 horas de voo.

Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura; Medalha do Pacificador; e Medalha de Serviço - Forças de Defesa de Israel. Cargo designado: Chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas do COMAE.

Brigadeiro do Ar Alcides Barbosa Júnior Natural de Londrina (PR). Praça de 01/03/1985, declarado Aspirante em 09/12/1988. Principais cargos: Chefe da Oficina Parque VR4 e Comandante do Esquadrão de Suprimento e Manutenção da Base Aérea de Salvador; Chefe da Equipe AER R-99 (1) / CCSIVAM – Equipe de Acompanhamento da Integração dos Sistemas das Aeronaves R-99 e E-99 no Texas (EUA); Comandante do Esquadrão de Suprimento

e Manutenção e Subcomandante da Base Aérea de Anápolis; Chefe da Seção de Projetos Operacionais da Terceira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica; Chefe da Divisão de Admissão e de Seleção e Chefe da Divisão de Ensino do Departamento de Ensino da Aeronáutica (DEPENS); e Subdiretor de Ensino da Diretoria de Ensino (DIRENS). Horas de voo: possui 3.000 horas de voo.

Principais condecorações: Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico; Medalha Militar de Ouro, Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha do Pacificador; Medalha Mérito Tiradentes; e Mérito Operacional Prata do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR). Cargo designado: Chefe da Segunda Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER).

Brigadeiro Intendente Luiz Antonio Pontes Natural de Santa Mercedes (SP). Praça de 08/02/1981, declarado Aspirante em 11/12/1987. Principais cargos: Chefe das Seções de Material de Intendência, de Finanças e do Agente Fiscalizador da Base Aérea de Fortaleza; Chefe das Seções de Almoxarifado de Intendência, de Finanças, da Assessoria de Controle Interno e Comandante do Esquadrão de Intendência da Base

Aérea de Campo Grande; Assessor Especial do Diretor de Intendência para assuntos da Subdiretoria de Encargos Especiais; Chefe do Grupamento de Apoio do Rio de Janeiro; Chefe da Divisão de Análise e Procedimentos Contábeis da Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica; e Chefe da Divisão de Análise e Procedimentos Contábeis da Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica.

Principais condecorações: Ordem do Mérito da Defesa - Grau Oficial; Ordem do Mérito Aeronáutico - Grau Oficial; Medalha Mérito Santos-Dumont; Medalha Militar de Ouro; Medalha Mérito Tamandaré; Medalha Amigo da Marinha; e Menção Destaque Operacional Prata do COMGAR. Cargo designado: Subdiretor de Abastecimento da Diretoria de Administração da Aeronáutica.

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REESTRUTURAÇÃO

Criação dos Grupamentos de Apoio busca aprimorar a gestão administrativa na FAB Coordenação das 25 unidades e das Prefeituras de Aeronáutica é responsabilidade do Centro de Apoio Administrativo da Aeronáutica Ten JOR Jussara Peccini Até 2018, a meta do Centro de Apoio Administrativo da Aeronáutica (CEAP) é estabelecer a padronização da administração em todos os 25 Grupamentos de Apoio (GAP), unidades criadas para concentrar a maior parte das tarefas administrativas da Força Aérea Brasileira. Localizado nos Afonsos (RJ), subordinado à Diretoria de Administração (DIRAD) - uma das diretorias da Secretaria de Economia, Finanças e Administração (SEFA) -, o Centro está construindo indicadores que devem ajudar a fornecer informações gerenciais fidedignas para a tomada de decisão. “Nosso objetivo nesse momento é promover a consolidação dos processos administrativos de forma pa-

dronizada”, explica o Chefe da Divisão de Acompanhamento do CEAP, Coronel Fernando Angotto de Oliveira. Para não haver dúvida, ao lado da sua mesa um quadro estampa a estratégia da unidade. “Estabelecer a gestão do apoio administrativo e de moradia funcional por meio de processos simplificados, eficientes e regulares”. O oficial explica que nesta primeira fase de implantação o esforço está concentrado em melhorar a tramitação de processos entre GAPs e Organizações Militares apoiadas, bem como ajustar legislações. Um exemplo disso é a compreensão de responsabilidades entre apoiados e apoiadores. Sob a perspectiva de orçamento, a FAB dispõe hoje de três tipos de unidades: executora (GAPs), credora (onde há ordenador

de despesa) e de controle. Neste caso, é importante destacar que as unidades credoras precisam apontar as suas necessidades e informar aos GAPs, que efetuam as compras conforme o calendário de licitações. “Está em fase final de elaboração, pela SEFA uma ICA para ajudar a esclarecer esses conflitos”, antecipa. Em setembro, os GAPs devem efetuar o primeiro encontro para compartilhar experiências e as melhores práticas de gestão. Prefeituras de Aeronáutica - Neste processo de reestruturação, outra mudança relevante instituída envolve a gestão dos mais de 16 mil Próprios Nacionais Residenciais (PNRs) destinados à moradia de militares. A coordenação da gestão das Prefeituras de Aeronáutica também está

sob a responsabilidade do CEAP. As prefeituras eram subdivididas em três categorias, de acordo com o número de PNRs, e nove foram dissolvidas e absorvidas como subdivisão dos respectivos GAP. “Essa concentração da gestão permite que se tenha uma visão holística sobre a habitação funcional na FAB”, explica o Coronel Fernando. A unificação das prefeituras sob uma mesma gerência facilitou a revisão – em andamento - da Instrução do Comando da Aeronáutica que versa sobre esse assunto. Com isso, será possível uma padronização de indicadores e a geração de informações que permitam projetar soluções de moradia funcional para o COMAER, com base em parâmetros que refletem a realidade das localidades.

Lembre-se: Para compreender a nova estrutura organizacional da FAB é importante entender que a instituição migrou de um conceito de regionalização, que era administrado pelos Comandos Aéreos Regionais, para uma verticalização por áreas de negócio, que tem alinhamento de governança da área central decisora até a ponta executora. Acompanhe as reportagens sobre reestruturação no site da FAB: www.fab.mil.br/reestruturacao


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REESTRUTURAÇÃO

Especial Alas

Novas organizações da FAB têm foco exclusivo nas atividades operacionais Ten JOR João Elias e Asp JOR Cristiane Santos Em dezembro de 2016, começaram a ser ativadas as Alas – organizações militares voltadas para a área operacional – e desativadas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR). Acompanhe, nesta e nas próximas edições do Notaer, o trabalho realizado em cada Ala.

FOTO: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Ala 1 – Brasília (DF)

Ativada em 19 de janeiro, sob o comando do Brigadeiro do Ar Ary Soares Mesquita, a Ala 1, localizada em Brasília (DF), é composta pelo Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA); pelo Grupo de Segu-

rança e Defesa (GSD), que corresponde ao antigo Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Brasília; e por um Grupo Logístico (GLOG). Também conhecido como Esquadrão Guará, o 6º ETA é responsável pela operação de aeronaves de transporte, contando com os modelos: C-95 Bandeirante, C-97 Brasília, C-98A Grand Caravan e U-35A Learjet.

O GLOG trabalha na manutenção e na preparação das aeronaves. Já o GSD é responsável pela segurança patrimonial, que engloba diversas organizações em Brasília, como os prédios do Comando da Aeronáutica e do Ministério da Defesa. De acordo com o Brigadeiro Ary, o Grupamento de Apoio do Distrito Federal (GAP DF) absorveu as atividades

de licitação antes realizadas por diversas organizações militares como a Base Aérea, o Hospital da Força Aérea, o CINDACTA, o VI COMAR e todas trabalhavam, eventualmente, na aquisição de bens muito parecidos. “Com esta alocação das atividades, nós focamos mais na área operacional, que é a atividade-fim. Com isso, é possível pensar com muito mais

propriedade na doutrina a ser estabelecida nos esquadrões operacionais, no treinamento e no adestramento deste pessoal”, explicou o Brigadeiro Ary. Com a ativação da Ala 1, a unidade também atende às demandas do Grupo de Transporte Especial (GTE) que, embora não esteja subordinado operacionalmente à Organização, está localizado em suas dependências.

ocorreu com a logística. Agora, o GLOG assumiu a manutenção das plataformas e dos sistemas. “Dois esquadrões de reconhecimento estão localizados na Ala, criando uma sinergia entre eles. Os relatórios que são encaminhados ao comando superior, antes eram feitos em cada esquadrão, agora são con-

feccionados juntamente. No campo da guerra eletrônica, a união gerou uma sinergia maior entre os técnicos. Todos têm a oportunidade de conhecer e trabalhar com os sistemas desenvolvidos, o que permite que as informações sejam compartilhadas de forma eficaz”, avalia o comandante.

gurança e Defesa (GSD) e um Grupo de Logística (GLOG). As atividades administrativas foram repassadas para o Grupamento de Apoio. Com isso, a Ala passou a ter foco exclusivamente nas atividades operacionais. O Esquadrão 2º/7º GAV,

que era localizado na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), foi deslocado para Canoas. Dessa forma, a Ala passou a ter uma manutenção integrada para atender os três esquadrões, otimizando recursos humanos, orçamentários e materiais.

FOTO: SGT MYCON CLEMENTE / ALA 2

Ala 2 – Anápolis (GO)

A Ala 2, em Anápolis (GO), foi ativada no dia 18 de janeiro, tendo como comandante o Coronel Francisco Bento Antunes

Neto. Além dos esquadrões Guardião (2º/6º GAV) e Jaguar (1º GDA), que já operavam na organização, o Esquadrão Carcará (1º/6º GAV) foi deslocado de Recife (PE) para compor a Ala 2, que também conta com um Esquadrão de Segurança e Defesa (ESD) e com um Grupo de Logística (GLOG).

As atividades administrativas passaram a ser de responsabilidade de órgãos especializados. Como exemplo, antes havia setores de pessoal em cada esquadrão; atualmente, há uma única seção de comando da Ala que faz toda essa ligação com o Grupamento de Apoio (GAP AN). O mesmo

FOTO: TEN FABIANA CINTRA / ALA 3

Ala 3 – Canoas (RS)

Em dezembro de 2016, foram desativados o Quinto Comando Aéreo Regional

e a Base Aérea de Canoas, dando lugar à Ala 3. A nova unidade operacional da FAB abrange as regiões dos municípios de Canoas e Porto Alegre (RS). “A Base apoiava as unidades aéreas e isso deixou de existir. A Ala é operacional,

o que possibilita uma redução de níveis de comando”, explicou o Major-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, na época, comandante da Ala 3. São três Esquadrões de Voo (1º/14º GAV, 2º/7º GAV e 5º ETA), um Grupo de Se-


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ACONTECE OPERACIONAL

Projeto Rondon - 50 anos levando cidadania aos quatro cantos do País

Ten JOR Cynthia Fernandes

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ela primeira vez na carreira, o Tenente Willian Matos de Souza, do Esquadrão Corsário (2º/2º GT), participou do Projeto Rondon - uma iniciativa do Governo Federal, hoje, coordenado pelo Ministério da Defesa. A proposta leva cidadania a comunidades carentes de todo o Brasil. Embora o papel do piloto da Força Aérea tenha sido encurtar as distâncias de 147 passageiros, entre Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) até Porto Velho (RO), a missão já valeu à pena. “Eu me sinto orgulhoso de cumprir essa missão. Você saber que está contribuindo com o bem-estar de outras pessoas não tem preço”, afirma. No início de julho, o piloto e demais 12 tripulantes foram os responsáveis por levar universitários e professores que se deslocaram para várias cidades de Rondônia. Batizada como Rondônia Cinquentenário, uma edição comemorati va aos 50 anos da primeira Operação do Projeto Rondon, a iniciativa beneficia 15 municípios que foram visitados por cerca de 310 professores e alunos de 30 instituições de ensino superior, para realizar ações que contribuem para o desenvolvimento sustentável

e ampliam o bem-estar de comunidades. Guilherme Ramos, 21 anos, é estudante de Engenharia de Produção na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e foi selecionado para o grupo que atuaram em Guajará-Mirim (RO), fronteira com a Bolívia. A expectativa do jovem foi aprender. “É importante pra gente ver as outras realidades que o Brasil tem. Ele tem muitas outras realidades, muitas outras culturas, é muito maior do que a gente pensa e eu acho que esse aprendizado vai ser levado para uma vida inteira de uma maneira muita sadia”, avalia. O Coronel Marcelo Mendes Ribeiro também fez parte do Projeto Rondon em meados de 1995, levando estudantes das unidades do Sul para o Norte do País. Batizada como Missão Universitária – um desdobramento do Rondon, o aviador relembra o contato que teve com alguns universitários. “Tive a chance de levar e pegar os mesmos estudantes. Eles estavam assustados porque foram para ensinar, porém aprenderam muito mais. Ensinaram coisas técnicas e aprenderam sobre a vida. Todos diziam que tinham mudado muito e pra melhor, nunca mais iam ser os mes-

FOTOS: SGT BRUNO BATISTA / CECOMSAER

Mais de 2 milhões de pessoas foram beneficiadas com o projeto nos últimos 12 anos

Desde 1967, a FAB encurta distâncias entre rondonistas e comunidades carentes de todo o Brasil.

mos”, disse. A bordo do C-130 Hércules, Coronel Mendes Ribeiro relembra que devido ao número de missões para o Norte do País, num mesmo voo a FAB transportava desde alimentos a rondonistas. “As comunidades aprendiam coisas muito básicas sobre higiene, saúde e educação. A melhor das relações de ganha-ganha,” recorda.

Rondonistas Anderson Gomide Costa, atualmente professor da Universidade Rural do Rio de Janeiro, também ajudou a escrever os 50 anos do

Projeto Rondon - que já soma mais de 2 milhões de pessoas atendidas nos últimos 12 anos. Em 2008, na época em que fazia faculdade de Enge-


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Comemoração

nharia Agrícola da Universidade Federal de Lavras (UFLA), ele e vários amigos viajaram num Hércules de Belo Horizonte (MG) para Brasília (DF). Da Capital Federal, eles seguiram para São Domingos de Gusmão (GO). “Foi um projeto muito interessante de se partilhar, pois nos possibilitou a inserção em uma comunidade diferente da nossa realidade, em que conhecemos pessoas novas e uma cultura diferente. Uma ótima experiência. Com certeza, a participação no Projeto Rondon contribuiu para minha formação como docente”, garante.

No mesmo ano em que o professor Anderson foi para o interior de Goiás, Débora Carmo foi levar cidadania a comunidades do Laranjal do Jari (AP), através do Projeto Rondon. Junto com demais amigos da faculdade, eles ajudaram a finalizar o Plano Diretor do município, que iria incluir uma antena telefônica para facilitar a comunicação. “O Rondon é uma experiência fantástica que muda a vida de qualquer um. A gente tem acesso a uma cultura totalmente diferente, a lugares totalmente diferentes, uma experiência maravilhosa que todo mundo deve ter”, declara.

No dia 6 de julho, o Ministério da Defesa realizou uma cerimônia em comemoração aos 50 anos da primeira Operação do Projeto Rondon, em Porto Velho (RO). Durante o Rondônia Cinquentenário, o Estado se preparou para receber 310 rondonistas de 30 instituições de ensino superior dos quatro cantos do Brasil. A primeira operação, também chamada de Operação Piloto ou Operação Zero, realizada em julho de 1967, aconteceu em Rondônia. Durante as cinco décadas dessa missão humanitária, as Forças Armadas também foram responsáveis por garantir a logística e a segurança necessárias às operações do Rondon. Ou seja, as unidades militares das cidades atendidas devem prover apoio e base para os estudantes e professores. “A motivação para continuar o Projeto é a necessidade de aproximar os universitários de um Brasil profundo, vulnerável, pobre, que precisa de apoio. Essa juventude tem energia e conhecimento para fazer essa ponte entre esse Brasil, que precisa de uma chance para caminhar com mais firmeza, se desenvolver, e a compreensão que uma nação se faz não apenas com parte dela. Um país não se faz pela metade, não se faz excluindo, um país se faz para todos, e esse é um projeto que sonha com um Brasil para todos“, complementou o ministro da Defesa, Raul Jungmann. O projeto leva o nome do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que no início do século XX, desbravou o interior do Brasil, percorrendo mais de 100 mil quilômetros, lançando linhas telegráficas, fazendo mapeamentos do terreno e, principalmente, estabelecendo relações cordiais com as comunidades indígenas. Funcionando até 1989 e retomado a partir de 2005, o Projeto beneficiou municípios previamente selecionados com o envio de professores e alunos universitários de diferentes áreas do conhecimento. Desde o relançamento, em 2005, o Projeto Rondon realizou 76 operações, em 1.142 municípios de 24 unidades da federação, com a participação de 2.170 instituições de ensino superior e 21.436 rondonistas (universitários e professores).

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

FOTO: DIVULGAÇÃO PROJETO RONDON

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OPERACIONAL

Asp REP Nara Lima Uma videoconferência, realizada no dia cinco de julho, marcou o momento em que a FAB assumiu o controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD). A ação representou o primeiro enlace da Operação Ostium – proteção na fronteira do País – com o primeiro satélite brasileiro. Di-

versos especialistas estiveram envolvidos no evento, distribuídos entre a sede do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em Brasília, e o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC), em Vilhena (RO). E, para que tudo isso fosse possível, cerca de 100 profissionais, entre civis e militares, foram capacitados e se dedicaram para participarem desse marco histórico. Segundo o Chefe do Centro de Operações Espaciais (COPE), subordinado ao COMAE, Coronel Marcelo Vellozo Magalhães, a capacitação foi fundamental para toda equipe que hoje gerencia e controla o satélite. “Todos

fizeram um treinamento teórico em operação de sistemas espaciais. Sendo que 18 militares participaram do Programa de Absorção de Tecnologia junto à empresa fabricante do SGDC, Thales Alenia Space, na França, aprendendo e ajudando a escrever os manuais do satélite. Parte dos militares recebeu ainda um treinamento prático em operação no Canadá e outra parte no Chile. Além de visitas técnicas em diversos centros de operação satelitais no Brasil, Itália, França, Canadá, Israel e Estados Unidos”, relata. Especialista em Eletrônica, o Sargento Rômulo Alexandre Barbosa participou da operação no Shelter (construção em alvenaria ou container) do 1º GCC, em Vilhena. O militar

conta que os conhecimentos adquiridos durante a carreira foram fundamentais e que ao ser transferido para o 1º GCC, teve que aprofundar os estudos em telecomunicações aeronáuticas. “Atuar na transmissão foi ver todo aprendizado de anos sendo colocado em prática. Orgulho puro”, revela o sargento.

SGDC

Interoperabilidade Vale destacar que o gerenciamento do SGDC une esforços das três Forças. A coordenação está a cargo do Comando de Operações Aeroespaciais da FAB com a contribuição direta da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. A interoperabilidade da operação proporciona benefícios para cada Força, buscando maior eficiência e contribuindo para o avanço da defesa do País.

O satélite, lançado em quatro de maio, passou por uma fase de testes sob a supervisão da fabricante francesa e, em 30 de junho, recebeu a carga útil da Banda X, que proporciona mais segurança nas comunicações militares e amplia a capacidade operacional da Forças Armadas.

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

FOTOS: TEN-CEL LUIZ FELIPE THOMAZ

Capacitar para gerenciar

PENSANDO EM SEGURANÇA DE VOO

Dezessete de julho de 2007, o acidente com a aeronave Airbus A320 da TAM, voo JJ3054, estava na primeira página de todos os meios de comunicação do País. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi imediatamente acionado e estava diante de um dos maiores desastres aéreos registrados em território brasileiro. Decorridos dez anos do acidente envolvendo a aeronave de matrícula PR-MBK (voo JJ 3054), em São Paulo (SP), é perceptível que diversas mudanças aconteceram em

benefício da segurança de voo. Vale reforçar que a aviação é uma atividade dinâmica e transformações, inerentes aos processos técnicos, são a única certeza constante. Os conhecimentos adquiridos, por meio da investigação do acidente, abrangeram vários temas: aspectos gerenciais da atividade aeroportuária; programa de manutenção da pista; procedimentos operacionais das empresas envolvidas; mecanismos de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC); normas internacionais a respeito dos fatores

humanos; sistemas de alarme do A320; Lei do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) 12.970, que trouxe avanços à legislação com base no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), oferecendo maior proteção as investigações do SIPAER; e, com ênfase, as recomendações de segurança e os fatores contribuintes da ocorrência relatados pelo CENIPA, como respostas imediatas à sociedade e aos familiares das vítimas. Os aprendizados consolidados geraram tanto modificações e atualizações no

Matrícula da aeronave: PR-MBK Local da última decolagem: SBPA - Salgado Filho - Porto Alegre/RS Local do pouso pretendido: SBSP - Congonhas - São Paulo/SP Categoria de registro: TPR - Transporte Aéreo Público Regular Danos à aeronave: destruída Classificação: acidente Tipo: perda de controle no solo Data: 17/07/2007 Horário (utc): 21:54h comportamento de prevenção das empresas, como avanços e melhorias nos processos organizacionais e técnicos das instituições envolvidas no acidente do voo JJ3054. Nesses dez anos, os profissionais

que trabalham na aviação brasileira tornaram-se mais comprometidos e especializados em segurança de voo. (Centro de Insvestigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA)

FOTO: INTERNET

10 anos do voo TAM JJ 3054

Dados factuais:


Agosto - 2017

OPERACIONAL

Reforço em dobro

FOTO: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

Após operar o H-1H por 50 anos, o 2°/10° GAV deve receber quatro unidades da nova aeronave de Busca e Salvamento

O Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV) recebe em 2017 a primeira de quatro unidades da aeronave H-36 Caracal. A unidade, localizada na Ala 5 em Campo Grande (MS), foi pioneira na operação de aeronaves de asas rotativas na FAB. Ativado em 1957, o esquadrão começou suas atividades com o que havia de mais moderno na época, os helicópteros H-19D (Sikorsky

S-55) e H-13 (Bell 47 Sioux). Já em 1967, o Pelicano recebeu as primeiras unidades dos UH-1D (Bell 205), que foram imediatamente empregados no resgate do C-47 FAB 2068, em Tefé (AM). Na década de 70, após serem modificadas, as aeronaves receberam a denominação UH-1H e em 2000 ficou conhecida como H-1H. Em 2017, o 2°/10° GAV chega aos 60 anos e, novamente, vai operar o que há de mais moderno na aviação mundial: os helicópteros H-36 Caracal, que, ao lado das aeronaves SC-105 Amazonas, permitirão ampliar as possibilidades na prestação do serviço de Busca e Salvamento (SAR), representando um grande salto operacional, principalmente

no Centro-Oeste do Brasil. “O H-36 tem maior capacidade de transportar pessoas e macas, além de ser mais veloz e possuir maior autonomia. É um helicóptero bimotor, com avançados sistemas de navegação, sistemas de proteção contra fogo, piloto automático nos quatro eixos, compatibilidade para operar com óculos de visão noturna e PROBE de REVO, aumentando ainda mais seu alcance operacional, além de um completo sistema de autodefesa para uso em combate. Todo este leque de capacidades permitirá o emprego real em quaisquer horário e condições climáticas, com segurança e eficácia”, explica o Comandante do 2°/10° GAV, Tenente-Coronel Aviador Jorge Marcelo Martins da Silva. Atualmente, o Esqua-

drão Pelicano passa pelo período de implantação da aeronave H-36 com o apoio operacional e logístico do Esquadrão Falcão (1°/8° GAV), do Esquadrão Puma (3°/8° GAV) e do Grupo de Transporte Especial (GTE), que já estão operando o equipamento há alguns anos. De acordo com a Capitão Debora Ferreira Monnerat, piloto operacional no H-36 e na Aviação de Busca e Salvamento, do 2°/10° GAV, além de receberem instruções teóricas, os tripulantes estão realizando um intercâmbio operacional e de manutenção nesses esquadrões aéreos. “Além disso, dois pilotos e um mecânico operacionais no H-36 farão as suas readaptações visando ativação dos serviços de Alerta SAR com os novos helicópteros em novembro de 2017”, afirma.

Além do H-36 Caracal, este ano o Esquadrão Pelicano também celebra a chegada da nova aeronave SC-105 Amazonas, que reforçará a frota da Aviação de Busca e Salvamento. O avião, projetado especificamente para missões SAR, tem equipamentos de bordo para aumentar as possibilidades de localizar aeronaves, embarcações ou pessoas desaparecidas, inclusive no período noturno. O novo SC-105 conta com um sistema eletro-óptico de busca por imagem e por espectro infra-vermelho. Isso permitirá realizar buscas pelo calor, possibilitando detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação, ou uma pessoa no mar. O avião operado pelo Esquadrão Pelicano, a partir de Campo Grande (MS), pode ser acionado para atuar em qualquer parte do território nacional.

FOTO:DIVUGAÇÃO AIRBUS

H-36 Caracal amplia capacidade operacional do Esquadrão Pelicano

Asp JOR Aline Fuzisaki

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DIA DOS PAIS

“Pai, como é o seu trabalho?” Muitos pais já ouviram essa pergunta, pensando nisso, a Ala 5 criou o projeto Dia do Pequeno Profissional Ten REP Camilla Barbieri Asp REP Nara Lima

FOTOS: ALA 5

A curiosidade é uma característica que permeia as crianças e, ao falar sobre a profissão dos pais, não é diferente. Então, que tal um passeio para conhecer de perto onde o pai ou a mãe trabalham? O Projeto Pe-

queno Profissional convida os filhos dos militares da Ala 5, em Campo Grande (MS), para irem ao local e apresentar aos pequenos o ambiente e a rotina de trabalho dos pais. O projeto foi idealizado pelo Tenente-Coronel Aviador Newton de Abreu Fonseca Filho. A concepção do programa surgiu em um

Inspiração

Atividades A programação reúne atividades relacionadas ao militarismo e também oficinas específicas para as crianças. Entre elas estão camuflagem, orientação, escalada, pique-bandeira, além de oficinas de instrução, como escovação dos dentes e laboratório de voz. “Para mim, o mais importante disso tudo é que o filho estreite o laço de relacionamento com o pai ou a mãe. É um momento de integração, em que a família pode se identificar. E, além disso, levar o sorriso para o rosto das crianças”, complementa o Tenente-Coronel Newton.

O Suboficial Augusto César de Oliveira leva os dois filhos - César Augusto, de 14 anos, e Igor César, de 17 anos - para o projeto desde a primeira edição. “Essa proximidade com o ambiente de trabalho é muito importante. Hoje o meu filho mais novo já quer fazer prova para ingressar na EPCAR. Então, vemos nisso um fruto. O projeto transmite valores importantes para nossos filhos ao mostrar o que a gente faz no dia a dia. Desde pequeno, a criança pode ter os seus valores definidos”, revela. O militar destaca ainda que, entre as atividades oferecidas, a escalada e a pista de cordas são as favoritas dos filhos.

Curso de Comunicação Social (CCS) do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER). “Em 2014, colocamos a ideia em prática e, desde então, atraímos um público de 350 a 450 crianças, além dos cônjuges dos militares que também os acompanham nas atividades”, acrescenta o militar.

De pai para filho Pai de Alexander, de 2 anos, e Pietra, de 6 anos, o Capitão Aviador Benedito Carmenton Pessanha Batista de Carvalho ressalta que o projeto deixa mais claro, para as crianças, as ausências do pai em consequência das demandas do trabalho. “O mais importante é trazer o seu filho para o seu meio, para mostrar um pouco do que você faz”, comenta. O Capitão fala ainda sobre a admiração da filha Pietra pela profissão do pai. “Quando eu falo que vai ter o Dia do Pequeno Profissional, a primeira coisa que a minha filha lembra é do macacão dela. Na cabeça dela, quando é pra vir ao trabalho do papai, tem que vestir o uniforme igual ao do papai. Ter a oportunidade de mostrar para minha filha a aeronave que eu piloto, deixar ela sentar no banco que eu passo sentado muitas horas durante os voos e todos os detalhes da aeronave é algo excelente”, revela.


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OLIMPÍADAS

Legado Olímpico na FAB Após um ano do maior evento esportivo realizado no Brasil, a Comissão de Desportos da Aeronáutica continua apoiando o esporte e descobrindo novos talentos Asp JOR Aline Fuzisaki Foi entre agosto e setembro de 2016 que o Rio de Janeiro sediou o maior evento esportivo e o mundo voltou os olhos para o Brasil. E foi quando atletas brasileiros subiram ao pódio para receber a medalha mais sonhada, que grande parte do País conheceu o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), dos Ministérios da Defesa e do Esporte. A FAB aderiu ao PAAR em 2014 e atualmente, conta com 142 sargentos Atletas de Alto Rendimento, divididos em diversas modalidades esportivas. Um ano após a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a Força Aérea Brasileira continua dando sua contribuição ao esporte, apoiando atletas e descobrindo novos talentos. “O Programa Atletas de Alto Rendimento incentiva o esporte nacional na medida em que a FAB, em parceria com as confederações, promove o desporto pagando o salário de sargento, oferece infraestru-

tura de treinamento e apoio médico. Esse é o suporte dado aos atletas, que desenvolvem suas atividades e nos representam em eventos da modalidade específica”, explica o Vice-Presidente da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), Coronel de Infantaria Pedro Celso Gagliardi Palermo.

200 atletas civis, participantes de projetos sociais, confederações ou clubes. “Nós somos uma das sedes da Confederação Brasileira de Atletismo e recebemos atletas aqui no nosso Campus, que treinam

Estrutura Localizada no Campo dos Afonsos (RJ), a CDA foi contemplada pelos Ministérios do Esporte e da Defesa com ginásio poliesportivo, piscina olímpica, pista de atletismo, área de arremesso, alojamento para atletas e também com o Instituto da Ciência da Atividade Física (ICAF). Além dos atletas do PAAR, mais de 400 militares das três Forças Armadas utilizam as instalações do Centro de Treinamento Olímpico da Aeronáutica, que também recebem, aproximadamente,

e desenvolvem seus talentos esportivos. O Comitê Olímpico Brasileiro também já fez uso da infraestrutura da FAB. Todos esses projetos, sejam eles de alto rendimento, ou de prospecção de talento, acontecem exatamente nas novas instalações, na piscina, na pista de atletismo ou no ginásio”, afirma o Coronel Gagliardi. A maior parte dos atletas é de categorias de base, com o foco no preparo para os Jogos Olímpicos de Tokio, em 2020.

Profesp

FOTO: KAI PFAFFENBACH / REUTERS

O Programa Forças no Esporte (PROFESP) também recebe incentivo da CDA, o projeto visa à inclusão social de crianças e adolescentes da rede pública de ensino por meio da prática esportiva. “Neste Programa, colocamos sargentos de Alto Rendimento para dar instrução, buscamos o que tem de melhor em termos de ensino. As crianças que tiverem mais habilidade irão despontar. O PROFESP tem esse

viés de descoberta de talento”, diz o Vice-Presidente da CDA. Cerca de 600 meninos e meninas de diversos projetos sociais utilizam o legado esportivo da unidade.

Responsabilidade social Para o Presidente da Comissão, Brigadeiro do Ar Arnaldo Augusto do Amaral Neto, ao disponibilizar a infraestrutura para uso da sociedade e incentivar o esporte, a CDA cumpre com sua responsabilidade social. “Cooperamos muito para o esporte, para o País. Na Rio 2016, as Forças Armadas contribuíram com quase 30% de atletas e 70% do quadro de medalhas. Então, diante de tantas incertezas, angústias, situações de inquietação, quando vemos um símbolo de respeito, como uma continência, ou quando vemos a postura do atleta, não só na hora da vitória, ele está expressando valores que são um bálsamo para a sociedade, um alento para saber que há esperança”, avalia.

SAÚDE Beneficiários do Sistema de Saúde da Aeronáutica devem fazer recadastramento Prazo para realizar o processo vai até dia 31 de outubro deste ano Ten JOR Evellyn Abelha Todos os beneficiários do Sistema de Saúde da Aeronáutica (SISAU) devem realizar recadastramento de informações até o dia 31 de outubro deste ano. O procedimento envolve os atuais beneficiários cadastrados na Subdiretoria de Aplicação dos Recursos para

Assistência Médico-Hospitalar (SARAM), ou seja, militares da ativa e da reserva e seus dependentes, além dos pensionistas e seus dependentes. A medida visa a verificar a situação dos usuários do SISAU, com o objetivo de manter no sistema aqueles que se enquadrem nas condições previstas pelo Estatuto dos Militares,

para receber o atendimento médico-hospitalar. O beneficiário deve apresentar, no setor de pessoal de sua Organização Militar (OM) ou no setor de inativos e pensionistas da OM onde está vinculado, os documentos previstos nos anexos B e C da NSCA 160-5, os quais variam conforme a condição de cada

beneficiário. Caso perca o prazo, o usuário será excluído do SISAU, devendo dar início a novo processo de cadastramento no sistema. “O objetivo é que possamos deixar claro quem são os beneficiários. Com as alterações da NSCA, a nossa expectativa é identificar o grande número de usuários

que, na antiga legislação, tinham direito de ser atendidos e hoje não têm mais”, explica o Comandante-Geral do Pessoal, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. Após esse recadastramento inicial, os recadastramentos subsequentes obedecerão às periodicidades previstas na NSCA.


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DIA DO SOLDADO

De recruta a oficial

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Chegado em 2005 como recruta ao CIAAR, o 1º Tenente Leão comemora hoje a conquista do oficialato A graduação de soldado é a primeira da hierarquia - a base de toda a estrutura militar. E ela pode ser apenas o início de uma longa carreira: há diversos exemplos de pessoas que, com determinação, conseguiram a mudança entre os status de praça, graduado e oficial. Em alusão ao Dia do Soldado, celebrado em 25 de agosto, o Notaer traz a história do 1º Tenente Leão. Ele atingiu a atual patente em maio de 2017, mas sua carreira começou há mais de uma década. Ten JOR Felipe Bueno

Profissão: soldado - de origem simples, aos 18 anos, João Marcelo Leão Alves Santos foi convocado, em 2005, para servir no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG). Até então, desconhecia o meio militar, foi pioneiro em sua família e lembra com carinho da época. “Por mais que o tempo passe, os trejeitos da caserna permanecem. Gírias, padrão, amor à Pátria.

Esforço reconhecido “Em 2009, quando eu comandava o Corpo de Alunos do CIAAR, trabalhei com o Cabo Leão, que muito se destacava pela dedicação, comprometimento e presteza, qualidades que certamente o impulsionaram na vontade de conquistas ainda maiores. Tenho certeza de que a FAB se orgulha de ter homens exemplares como ele vestindo azul. Vale ressaltar que a Turma Astrum o viu como exemplo durante o curso de formação de oficiais, tendo sido, inclusive, escolhido como orador da formatura. Esse novo momento traz a responsabilidade do que simboliza ser oficial da Força Aérea. Portanto, desejo que o agora Tenente Leão continue nos orgulhando no Instituto de Psicologia da Aeronáutica, no Rio de Janeiro”, ressalta o Comandante do CIAAR, Brigadeiro do Ar Ivan Moyses Ayupe.

Às vezes, conversando com os ex-combatentes, sinto como se ainda fossem da ativa. Dos 75 recrutas que ingressaram comigo, três seguiram a carreira militar”, relembra. Servir em uma das escolas da FAB foi determinante para despertar em Leão o desejo de crescer.

Sargento Especialista -

logo após concluir o Curso de Formação de Cabos (CFC), em 2008, Leão decidiu prestar concurso para sargento. Fez curso técnico em contabilidade para tentar o ingresso por meio do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento da Aeronáutica (EAGS). “Minha intenção sempre foi permanecer no CIAAR, pesquisei as vagas para sargento que geralmente surgiam: Serviços Administrativos (SAD) e Música. Devido à minha parca habilidade musical, fui obrigado a escolher SAD”,

brinca. Não foi fácil: das 20 vagas disponíveis para cabos, Leão ficou com a 20ª, fez o curso em Guaratinguetá (SP) e conseguiu retornar à unidade de origem, em Belo Horizonte. Rumo ao oficialato - de volta ao CIAAR, já era um vitorioso, mas, no fundo, era apenas o começo de um objetivo maior. Visando ao oficialato, realizou uma graduação de nível superior tornando-se Psicólogo. A criação do Quadro de Oficiais de Apoio (QOAP) possibilitaria tal sonho. Leão teve poucas chances para fazer um concurso com apenas uma vaga para psicólogo. Além disso, a idade limite de 32 anos para ingressar no quadro já batia à porta. A aprovação veio em 2016. “Foi como o encaixe de tudo o que eu planejara até então, foi um sentimento fortíssimo de realização, de

“O brilho no olhar de meus pais a cada formatura era a minha maior motivação”. Tenente Leão

que tudo valeu a pena”, revela. Novamente, Leão se colocou na posição de aprendiz, enfrentou período de aquartelamento, provas, exercício de campanha e, em 19 de maio de 2017, mais uma formatura: agora, como oficial da FAB. Após 12 anos no CIAAR, foi designado para servir no Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA), no Rio de Janeiro (RJ), centro da especialidade que abraçou. No fundo, porém, ainda guarda a humildade de quem começou a carreira como recruta. “Um muito obrigado seria pouco para agradecer a todos do CIAAR. Com eles, pude provar - e a quem mais importa, a mim mesmo - o quanto era capaz. Ao tomar minhas decisões, minha mãe, sem questionar, dizia: ‘vá em frente! Faça o que tem de fazer!’. O brilho no olhar de meus pais a cada formatura era a minha maior motivação”, finaliza.

EDUCAÇÃO

Ten JOR Gabrielli Dala Vechia Embora seja muito comum em textos formais, a utilização do termo ‘o mesmo’ como pronome pessoal ficou nacionalmente conhecida por causa da lei 9502/97, do Estado de São Paulo. Ela obriga a existência de

uma placa junto à parte externa de elevadores, com os dizeres: Aviso aos passageiros: antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar. A lei estadual acabou sendo reaproveitada por outros entes da federação, com a mesma

escrita. No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a legislação foi aprovada no ano passado, sob o número 7326/2016. Porém, há um equívoco gramático nessa construção textual: ‘o mesmo’ (e suas variações) não pode ser empregado como pronome pessoal.

O correto seria usar ‘ele’ ou algum substantivo sinônimo para substituir a repetição da palavra ‘elevador’. Assim, quando você vir uma placa de advertência dessas, tome cuidado não só com o elevador, mas também com a gramática.

FOTO: INTERNET

O mesmo quem?


Agosto - 2017

FIQUE ATENTO

COMO IDENTIFICAR NOTÍCIAS FALSAS Constantemente, mensagens são compartilhadas nas redes sociais e nos aplicativos, mas a questão é: a informação é verdadeira ou falsa? As Fake News são notícias falsas criadas sem fontes seguras, com intuito de simular golpes, enganar ou denegrir imagem de pessoas e instituições. Confira dicas para confirmar a veracidade da informação e repasse com moderação.

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Fonte: International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA).

ENTRETENIMENTO

FOTOS: SGT JOHNSON BARROS / CECOMSAER

6 ERROS

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Caso seja muito estranho, pode ser uma sátira. Pesquise sobre o site e o autor.

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Notaer agosto 2017  

Projeto Rondon. FAB ajuda a levar cidadania a comunicades carentes de todo o Brasil.

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