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DIÁRIO DO PROFESSOR (4 E 6 DE NOVEMBRO)

A aula iniciou com as habituais tarefas dos alunos. Os alunos marcam o tempo, mudam o calendário,

assinalam

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as

faltas e as presenças e dão comida tarefas

aos são

peixes.

Estas

definidas

no

início da semana, pois são rotativas.

Todos

os

alunos

têm tarefas atribuídas, o que lhes

proporciona

uma

responsabilidade, não apenas com eles próprios, mas também com o resto da turma. Em seguida é discutido o Plano do Dia para que todos os alunos saibam o que farão, assim como com quem trabalharão no Tempo de Estudo Autónomo . O Ler, Mostrar e Contar é o primeiro momento da aula. Neste circuito de comunicação poderão ser apresentadas produções escritas ou teatrais ou até mesmo objectos de interesse. Nesta quarta-feira o J. levou um carro telecomandado que subia paredes, todos os alunos queriam intervir para falarem do carro. A C. e a M. leram um texto e o F. e o H. representaram. Na


apresentação das produções os alunos podem ir sozinhos ou convidar um colega para participar, o que é importante é que todos os alunos tenham a oportunidade de participar. Quando os alunos terminam as presentações três colegas têm a oportunidade de dar a sua opinião e (se for o caso) ajudar a melhorar. A professora

é

a

última

a

intervir,

esta

valoriza

sempre

a

apresentação para que os alunos sintam vontade para voltar a participar. Nas quartas-feiras, o texto trabalhado é o texto que foi elaborado

por

um

elemento

da

turma

e

melhorado

pelos

restantes colegas. Este texto é lido por alguns alunos e em seguida é resolvida uma ficha de trabalho do mesmo. A ficha de trabalho desta semana continha quatro exercícios diferentes. No primeiro exercício tinham que completar os espaços em branco com

palavras

do

texto,

no

segundo

exercício

tinham

que

descrever o “João” com quatro adjectivos presentes no texto, no terceiro tinham que escolher a resposta certa. O quarto exercício era um exercício de diagnóstico, onde era pedido que os alunos escrevessem um texto acerca do seu melhor amigo e da sua amizade.

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Com este texto a professora tinha como objectivo ver como é que os alunos se encontravam na escrita, assim como ver as suas maiores dificuldades. Aqueles alunos com menos dificuldades já são capazes de escrever várias frases, enquanto outros ficam-se por duas ou até mesmo uma frase. Concluídos os exercícios os alunos colam o texto no seu caderno e ilustram-no.

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Na Matemática Colectiva , os alunos continuaram a falar dos números pares e ímpares. Para isso foi-lhes distribuída uma ficha de trabalho que continha dois exercícios. No primeiro exercício os alunos tinham que dizer como é que o carteiro deveria organizar as cartas que tinha para entregar, sabendo que só

podia passar na passadeira uma vez. Na correcção deste exercício o J. e a T. foram explicar à turma como é que

tinham

feito.

O

segundo

exercício era uma adivinha. Os alunos

tinam

que

identificar

qual era o número par entre 20 e o 30 que tinha dois algarismos iguais.

Para

responderem

podiam

utilizar a lista que tinham criado para os números pares e ímpares. No tempo de trabalho de projecto praticamente todos os grupos já se


encontram a preparar as suas apresentações, assim como as questões que irão ser colocadas aos restantes elementos da turma. Depois do período de almoço é Tempo de Estudo Autónomo . Nesta quarta-feira tive a oportunidade de trabalhar de perto com 2 alunos. Como também têm informática, a turma é dividida em dois grupos. Desta forma torna-se ainda mais fácil trabalhar. Na primeira parte do Estudo Autónomo ajudei uma aluna a inventar e a resolver problemas, assim como a escrever um texto, na segunda parte estive com outro aluno a resolver uma ficha de português e a inventar e a resolver problemas. No período de estudo autónomo os alunos trabalham de acordo com o seu Plano Individual de Trabalho , o que nos permite observar de perto as suas

maiores dificuldades, assim como trabalhá-las. Para isso o professor deverá estar atento, pois terá que levar o aluno a trabalhar não apenas aquilo que ele goste, mas também aquilo em que ele se sente menos à vontade. Na

sexta-feira

fomos

assistir

ao

Conselho de Cooperação .

Quando falaram das tarefas todos os alunos falaram das suas, mas o que me chamou mais à atenção foi o facto de alguns alunos terem elogiado o trabalho de outros colegas. No Não Gostei a professora desdramatizou várias situações, dizendo que existiam situações que não eram assim tão graves que necessitassem de ser discutidas no Conselho de Cooperação . Estas

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atitudes têm que ser tomadas, porque senão seriam levados para o Conselho temas que os alunos entre si podem resolver, sem necessitar da ajuda dos colegas ou do professor. Gostei também da forma como mediou quando disseram

a

professora a

situação

vários que

alunos não

gostavam de uma colega, pois a professora lembrou-lhes que todos gostavam dela, apenas não gostavam de algumas coisas que ela fazia. No Gostámos o F. e o J. elogiaram o trabalho do R. os elogios aos colegas demonstram que os alunos já conseguem abstrair-se mais do seu trabalho valorizando o trabalho dos colegas. O João e eu também escrevemos no Gostei , pois é uma forma de nos integrarmos mais e melhor na turma. A professora também tem por hábito registar sempre algumas coisas no Gostei , pois assim vai fazendo com que os alunos se sintam valorizados.

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Diário do Professor 4 e 6 de Novembro