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Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Seixal

Ano1

nº 3

São Pedro 2 0 1 1

Com o sucessor de Pedro, no Seixal No dia 29 de Junho de 1951 em Frisinga na Alemanha foi ordenado sacerdote Joseph Ratzinger. «Era um esplêndido dia de Verão, que resta inesquecível, como o momento mais importante da minha vida. Não se deve ser supersticioso, mas no momento em que o Arcebispo impôs as suas mãos sobre mim, um pássaro pousou sobre o altar mor da Catedral e entoou um canto alegre; para mim foi como que se uma voz do alto me dissesse: está bem assim, estás na estrada certa». Foi a hora do sim do jovem Joseph Ratzinger, renovado em cada dia ao longo dos últimos sessenta anos como sacerdote, na presença do Senhor, disponível para o servir. No estudo e ensino da teologia, como Arcebispo de Frisinga, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o seu sim continuado a Deus. Quando já pensava que era hora de descanso, Deus chamou-o a suceder ao Papa João Paulo II, a ser sucessor de Pedro, a tornar-se para nós a rocha sobre a qual Jesus assentou a Sua Igreja. Ao que respondeu com alegria: «Na alegria do Senhor ressuscitado, confiantes na sua ajuda permanente, vamos em frente. O Senhor ajudar-nos-á. Maria Santíssima, está do nosso lado. Obrigado. (Primeira declaração pública como Papa). O Papa Bento XVI não tem tido a vida facilitada como a não teve nenhum dos Papas ao longo de dois mil anos. Admiro no Papa Bento XVI a sua coragem, de ser pastor segundo o Coração de Deus, por ter a coragem de nos dizer o que é a vontade de Deus e não aquilo que mais nos apetece ouvir, aparentemente mais fácil. Adversário do relativismo, Ratzinger deixou claro que a Igreja deve apresentar e defender posições claras, com referências dogmáticas: «Quantos ventos de doutrina conhecemos ao longo dos últimos decénios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muito agitada por estas ondas – atirada de um lado para o outro: do marxismo ao liberalismo, do colectivismo ao individualismo radical, do ateísmo a um vago misticismo religioso, do agnosticismo ao sincretismo.» Na sua viagem a Portugal no ano passado o Papa Bento XVI disse que «os membros da Igreja devem estar preparados para os ataques do mal», mas também que «o Senhor é mais forte que o mal.» Se festejar São Pedro no Seixal tem sempre, inevitavelmente, uma referência ao seu actual sucessor, este ano é com uma alegria especial pela felicidade que Deus nos dá pela fidelidade sacerdotal do nosso Papa, ordenado sacerdote há sessenta anos no dia de S. Pedro e S. Paulo. Este sentimento não pode ser tão só afectivo mas efectivo; na oração pelo Santo Padre como pediu Nossa Senhora em Fátima, na oração com o Papa e na oração pelo Papa que nos faz estar na comunhão com Deus. Como escrevi no livro Com São Pedro no Seixal - a razão da festa : «o Seixal permanece com São Pedro e os seus sucessores. Com São Pedro o Seixal permanece autenticamente católico». Obrigado Santo Padre pelo seu sim, pelo seu sacerdócio. Parabéns Sua Santidade! Possamos nós católicos, possamos nós na comunidade paroquial do Seixal cantar com alegria (como o pássaro no dia da ordenação sacerdotal do Papa) as maravilhas de Deus em Bento XVI e por meio de Bento XVI. Viva o Papa Bento XVI.

Pe. Marco Luis, Prior do Seixal


TESTEMUNHO – MÚSICA E MISSÃO DESPERTAR PARA JESUS Despertar para Jesus As crianças do 1º volume iniciaram o ano de catequese com a Festa do Acolhimento, onde simbolicamente, colocaram no altar uma flor com o seu nome, como dizendo o seu sim a Jesus. Seguiram-se várias catequeses onde foram descobrindo que Jesus as amava muito e que era um grande amigo. Ao longo do ano foram crescendo em graça e em sabedoria, aprendendo a rezar e a conhecer a vida de Jesus. Na Quaresma tiveram duas catequeses com os pais em que visualizaram o filme de S. Domingos Sávio. Nestas catequeses foi muito interessante ver os pais em iguais circunstâncias com os filhos, pois estavam a ouvir pela 1ª vez a vida deste santo. Foi importante para as catequistas porque criaram uma maior ligação aos pais. Foi edificante para as crianças verem os pais a participarem na leitura do guião. Foi gratificante para os pais porque ouviram os seus filhos a rezarem. Numa das últimas catequeses ficaram as seguintes afirmações das crianças: encontrei um grande amigo (Jesus) com quem falo/penso quando me deito; gostei muito do filme dos três pastorinhos; aprendi que o Espírito Santo ajuda-me a estudar; gostei de fazer de Domingos Sávio (leitura do guião); aprendi que Jesus cresceu como nós; rezo ao Espírito Santo para ser santa, já sei rezar ao Espírito Santo – Vem Espírito Santo …… Nós agradecemos ao Senhor, nosso Deus, porque nos ter proporcionado momentos de partilha e de oração em que todos enriquecemos mais na fé. Ao Senhor, entregamos as nossas crianças e os seus pais para que continuem a caminhar com Jesus Cristo.

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Filomena Almeida e Sónia Catequistas

Passados tantos anos, ainda consigo reviver a imagem de uma criança de 4 anos sentada num pequeno banco, junto ao rádio da sua casa. Na altura não tínhamos televisão e esta era a única forma de ouvir música. Lembro-me de rodar o botão de sintonia, enquanto olhava para o mostrador iluminado com nomes de cidades, em busca das melodias que mais me agradassem. Depois era só imaginar os cantores e as orquestras nas cidades onde o ponteiro se detinha, e sonhar que também eu um dia estaria do outro lado a cantar e a tocar aquelas belas músicas. Acabei por enveredar por uma carreira ligada à informática, mas a música sempre fez parte da minha vida. Aos 15 anos de idade, mal aprendi a tocar os meus primeiros acordes na viola, comecei a acompanhar o grupo coral na igreja do Seixal. Alguns anos mais tarde, já depois de entrar para a universidade, ao chegar o fim-de-semana andava pelo país a animar festas populares. Isso permitia-me cumprir parte do meu sonho de criança, e ainda pagar as minhas despesas universitárias. Quantos domingos aconteciam chegar a casa ao amanhecer… e às 9h da manhã já estava na missa da Quinta do Álamo, ou às 10h na missa das crianças no Seixal. Desde que comecei a ensaiar o grupo coral e a tocar nas celebrações eucarísticas nunca tive dúvidas em relação a essa vocação que me tocou desde o início. Contudo, era sempre com alguma perplexidade que observava a aproximação e o afastamento de muitos elementos, em função da maior ou menor simpatia para com os párocos (e outros paroquianos que passavam pela nossa paróquia), ou ainda por maior ou menor disponibilidade. Para ser sincero, essa realidade sempre me tocou profundamente, porque significava que não tinha conseguido cumprir a minha missão. Porque pertencemos ao grupo coral? Para nos realizarmos artisticamente? Para mostrarmos as nossas qualidades? Para nos sentirmos bem? A tentação é essa, mas nesse caso está tudo errado. A única razão que nos pode trazer aqui é Jesus. Se compreendermos isso no nosso íntimo tudo adquire um novo significado. Se nos deixarmos tocar por Ele os cânticos adquirem uma força que não é explicável. Se nos abrirmos, é tão fácil sentir que o Espírito nos invade enquanto cantamos um cântico. Seja num momento de adoração, numa caminhada pelo campo ou simplesmente sentados na nossa casa. Quem o experimenta nunca mais o esquece. Não há dúvida: Deus precisa de nós, muito mais do que podemos imaginar.

Zé Mendes Grupo Coral


Visite a exposição no Centro Paroquial, junto à nossa Quermesse, durante as Festas de São Pedro

COM SÃO PEDRO NO SEIXAL Como sempre as crianças da nossa catequese e as suas famílias empenharam-se na realização de trabalhos sobre o São Pedro. É da unidade das famílias com a catequese que as nossas crianças melhor podem caminhar para Jesus. Agradecemos a todos o empenho e dedicação, que São Pedro interceda por nós.

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DEUS OBRIGADO “Porque viajas tanto?” A pergunta que uma criança colocou ao Papa, durante a visita a uma paróquia de Roma, a 14 de Fevereiro de 1988, é representativa das interrogações de muitos. Desafiado pelo à-vontade próprio dos miúdos, João Paulo II respondeu: “Porque o mundo não está todo aqui! Não leste o que disse Jesus? “Ide e evangelizai o mundo inteiro”. Por isso, eu viajo pelo mundo inteiro!”

Aura Miguel in “Porque viajas tanto?”, Ed. Lucerna, 6.ª ed., 2005

No dia 1 de Maio o mundo esteve todo na Praça de S. Pedro para agradecer a Deus a beatificação do Papa João Paulo II. No nosso caso era o mínimo que poderiamos fazer: retribuir, ao Papa de Fátima, com a nossa devoção, participando nesse momento singular e extraordinário que foi a proclamação da sua beatificação. Estar em Roma, nesse fim-de-semana, foi um privilégio e um modo de agradecer a Deus pelo Papa que tanto deu ao mundo com o seu amor à Igreja de Cristo, que quase deu a vida por ela, e foi salvo pela mão intercessora de Nossa Senhora. Foi um fim-de-semana cansativo ... mas valeu a pena: Valeu a pena a noite passada em vigila de oração, numa das igrejas romanas abertas para receber os peregrinos! Valeu a pena todo o tempo de espera e o esforço físico empreendido para conseguir entrar na Praça de São Pedro (foram “apenas” quatro horas e meia, em pé e “tipo sardinha em lata”) ... Tudo valeu a pena para que pudessemos estar ali, em plena Praça de São Pedro, juntamente com todas aquelas pessoas vindas de todos os pontos do mundo a agradecer a Deus. De toda a celebração gostariamos de salientar alguns momentos, dos muitos que nos marcaram:

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O primeiro aconteceu ainda antes de começar a missa. Alguém faz subir aos céus de Roma, uma faixa suspensa por grandes balões vermelhos, com estas palavras: DEO GRATIAS. Essa frase dizia tudo: - Deus obrigado por nos teres dado um Papa tão bom e tão especial; - Deus obrigado por nos teres dado um Papa que foi um exemplo de humanidade desde o início do seu pontificado até ao fim, mesmo quando estava extremamente débil; - Deus obrigado por nos teres dado um Papa que tocou os corações dos grandes da terra e mudou o curso da História no último quartel do séc. XX;


- Deus obrigado por nos teres dado um Papa ecuménico; - Deus obrigado por nos teres dado um Papa peregrino que levou a Boa Nova aos confins da Terra; - Deus obrigado por nos teres dado um Papa que deu um novo sentido ao terço. O segundo foi o anúncio da data escolhida para a celebração da memória liturgica: 22 de Outubro. Uma data cheia de significado, uma vez que corresponde ao dia da missa de inicio do pontificado do Papa polaco. A data em que inicia do seu ministério de Pastor, de Pai de toda a Igreja. O terceiro momento foi o descerrar da fotografia do novo Beato. Durante esse momento, as palmas nunca cessaram. Parecia que as pessoas não queriam parar de aplaudir, em sinal de agradecimento ao Santo Padre e a Deus por, em tempo recorde, ter elevado aos altares, o novo beato. Lindíssimo foi também olhar em volta e ver aquele mar de gente, com bandeiras e faixas, de tantos países por onde João Paulo II passou. A presença polaca era impressionante. As bandeiras polacas e do movimento sindical Solidariedade confundiam-se. Um povo com uma história tão atribulada vinha orgulhosamente homenagear e agradecer a Deus, o seu papa. No dia 1 de Maio o mundo esteve todo na Praça de S. Pedro para agradecer a Deus a vida de Karol Wojtyla. Para agradecer a Deus a vida daquele que, como Pedro, escutou o chamamento de Deus e aceitou edificar a Igreja de Cristo sendo a sua pedra, o seu Pastor, durante cerca de 27 anos – “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” Nesse dia, nesse local, podemos viver verdadeiramente o que todos os dias de festa dizemos, muitas vezes sem pensar ... “Creio da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”. Ali estava a Igreja Universal, com o seu Papa, sucessor de Pedro e dos Apóstolos, unida a Cristo e aos irmãos que já se encontram no Céu, a celebrar o novo Beato: O PAPA JOÃO PAULO II.

Maria Idalina; Ana Margarida Catequistas

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TESTEMUNHO - VIGÍLIA DA PEREGRINAÇÃO NACIONAL SALESIA NA 14/05/2011 Boa Noite! Quero dizer-vos que nunca falei para tanta gente, e quando fui convidado pelo P. Rocha, não sabia bem o que dizer, contudo não consegui rejeitar o convite, talvez pela amizade que nos une. Hoje, na capela do Santíssimo, depois de fazer oração o Senhor dizia-me: «fala da tua vida». De facto é nas coisas mais simples que estão as maravilhas de Deus em nós. Eu chamo-me Ricardo, tenho 19 anos, estou atirar a licenciatura de terapia da fala, pertenço à tuna da minha faculdade, na minha paróquia sou animador dos acólitos e pertenço ao grupo de jovens “Caminho de Vida”. Não pertenço à família salesiana, oficialmente, mas fui criado na espiritualidade de D. Bosco, pois a minha mãe pertenceu à Comunidade de Vida. Sou um jovem, como qualquer outro, católico cristão, baptizado com um ano, com a primeira comunhão e crisma. Quando recebi o convite para dar testemunho da minha vocação de acólito, ou seja da minha micro-vocação, como eu gosto de chamar, achei que não haveria nada de especial, pois pareciame um processo natural. Mas, é olhando, para estas micro-vocações que se descobre como Deus, de facto, existe nas nossas vidas. Eu tinha dez anos, quando entrei para o Conservatório de Música para o curso de guitarra dedilhada, com aulas de música aos sábados, não me era possível continuar no agrupamento dos escuteiros. Nessa altura, apareceu um jovem, na minha sala de catequese a explicar o que era um acólito (meninos vestidos de branco que estavam ao pé do sacerdote) e convidou-nos a participar nas reuniões semanais. As reuniões dos acólitos eram após a catequese, num horário que me era possível. Coincidência, ou não? Eu gosto de lhe chamar Providência Divina. Hoje compreendo que Jesus me disse, tal como disse aos apóstolos «Ora, se Eu vos lavei os pés, sendo Senhor e Mestre, também vós deveis lavar os pés uns aos outros» (Jo 13,14) Houve, outra coisa que me levou a ser acólito – S, Domingos Sávio. Vivi a minha meninice a ouvir e a ler a história deste santo menino, e já tive o prazer de escrever um testemunho do que a sua vida representou na minha vida, num livro “Rostos de Esperança”, na minha faculdade. Na altura lembro-me que S. Domingos Sávio, era acólito para estar mais perto Daquele, a quem ele chamava de “Jesus escondido”, o Jesus guardado no sacrário, o Jesus exposto na capela do Santíssimo, onde de joelhos, eu escrevi este testemunho. Hoje, sou eu que chamo as crianças a serem acólitos e ensino-lhes o significado de servir o sacerdote, tal como Jesus servia os seus discípulos, tal como S. Domingos Sávio servia D. Bosco. Falo-lhes, do agrado de estar pertinho de Jesus escondido e do momento em que Ele se torna Corpo e Sangue para se dar a todos nós.

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Ontem na reunião do grupo de jovens, ao falarmos de vocação, diziam que era muito difícil, aqui na terra, termos a exacta noção daquilo que nós seguimos é o que Deus quer. Hoje, descobri se todos temos micro-vocações, temos uma que é comum, a macro-vocação, se assim posso chamar, é a de sermos santos. Deus chama-nos, desde o nosso baptismo, e pretende que, em qualquer lugar, independentemente do rumo que queiramos dar a nossa vida, sejamos santos. Este é o grande desafio que Deus põe na vida de cada cristão – ser santo. Assim termino deixando-vos esta reflexão – que caminho posso percorrer para ser santo ? Ricardo Mendes Grupo de Jovens


A DESCOBERTA DA SANTIDADE Ricardo Mendes na vigília da 59ª Peregrinação da Família Salesiana na Basílica de Fátima

Escutar um testemunho é sempre uma grata surpresa pela abertura da alma e pela transparência do eu interior de alguém que sempre nos envolve de mansinho, como quando nos sentimos “tocados” pelo sagrado. Foi na noite do dia 14 de Maio, na Basílica de Fátima, depois da procissão das velas. Acabávamos de entrar na noite. No sossego de Deus, com a alma orante, deslumbrada pelo acolhimento que sempre nos faz a Mãe de Jesus, a Senhora de Fátima, começamos a ouvir o Ricardo Mendes. Começou por nos dizer que “é nas coisas mais simples que estão as maravilhas de Deus”, falandonos da espiritualidade salesiana de S. João Bosco, da Comunidade de Vida e de S. Domingos Sávio. Revelou-nos que tudo tinha recebido, em pequeno da sua própria mãe, esmerada na transmissão da fé ao seu filho. Centrou o seu testemunho na experiência de acólito e formador de acólitos, depois de ter passado uma fase da vida como escuteiro e como aluno de guitarra no conservatório de música. Aquilo a que o comum dos mortais atribui ao “acaso” o nosso Ricardo atribuiu à “Providência Divina”. É desta maneira que nos revela, no coração da noite, a luz do mistério que tinha dentro de si. “Vivi a minha meninice a ouvir e a ler a história deste santo menino” (Domingos Sávio) de quem pude escrever num livro “Rostos de Esperança” o meu testemunho. “Na altura lembro-me que Domingos Sávio era acólito para estar mais perto dAquele a quem ele chamava de “Jesus escondido”, o Jesus guardado no sacrário”. E continuava - “hoje sou eu que chamo as crianças a serem acólitos e ensino-lhes o significado de servir o sacerdote, tal como Jesus servia os seus discípulos, tal como S. Domingos Sávio servia Dom Bosco”. Numa Basílica a transbordar de fiéis, jovens e menos jovens, cada sílaba era escutada no maior dos silêncios, cada coração continha a emoção provocada por aquela revelação. Com os nossos limites e fragilidades tínhamos dificuldade em descodificar aquela via láctea de luzes de Deus, o rocio sagrado que tocava o nosso espírito. A iniciativa de Deus provoca rostos luminosos, modelos de vida, tocavam o ser humano pela Sua misericórdia e encantamento… Foi um pouco do que sentimos naquela noite. Finalmente, o Ricardo concluía o seu testemunho com uma intuição que era chave de ouro naquela vigília, cujo tema era a “cultura vocacional”. Dizia ele: “ hoje descobri que temos microvocações”, mas há uma comum a todos nós, que eu chamaria de “macro-vocação”, é a de sermos santos. Este é o grande desafio que Deus põe na vida de cada cristão – ser santo”. Eis a minha experiência de escuta, de acção de graças, dum momento que quero trazer muitas vezes à minha mente. No outro dia pude ouvir o eco de amigos que me diziam: “nunca ouvi falar da santidade de uma forma tão simples, tão pura e cristalina”. Obrigado, Ricardo. Pe. Jerónimo Rocha Monteiro SDB

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S. PEDRO / FÉRIAS Mais um ano passou e chegamos ao S. Pedro. A Festa de S. Pedro é para o nosso Agrupamento um momento alto da nossa vida, pois um agrupamento sediado numa terra onde o seu Padroeiro, devido às fortes ligações que esta tem com o mar e a pesca e, tendo nós, uma forte vocação para as actividades relacionadas com o mar e a água, não poderia ter sido escolhido outro Patrono senão S. Pedro. Assim a nossa participação nesta festa vai muito para além do Bar do Escuta, esta tem de ser o testemunho vivo da nossa fé, para com a igreja e para com o nosso Patrono, participando activamente na missa solene e na procissão em sua honra. Mas o S. Pedro, também é sinal de que após as festas estamos de férias, mais semana menos semana. O facto de estarmos de férias da escola, da catequese e dos escuteiros, não é sinal de que a nossa fé também entra de férias, e que o escuteiro que somos também fica pendurado com a farda dentro do roupeiro. Ser Escuteiro Católico, não se resume á reunião de sábado e à participação nas actividades. Ser Escuteiro Católico, leva-nos a ter uma vida assente nas Leis e Princípios do Escutismo, nos Mandamentos da Lei de Deus e nos Preceitos da Igreja. Como o Escuteiro “Orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a sua vida”, e Escuteiro uma vez Escuteiro para toda a vida, vamos por em prática o Primeiro Principio do Escutismo, mesmo de férias, participando na Missa aos domingos e festas de guarda e dando testemunho com as nossas acções, estejamos nós de férias onde quer que seja. Votos de umas boas férias para todos. Luís Menezes Rodrigues Chefe agrupamento

Bar do Escuta (Pátio do Centro Paroquial entrada pelo lado do rio)

Vem Jantar connosco Dia 24 sexta-feira das 20h às 24h Dia 25 sábado das 19h às 24h Dia 26 domingo das 19h às 24h Dia 28 terça-feira das 20h às 24h Dia 29 quarta-feira das 19h às 24h

Bifanas Caracóis Sardinha Caldo Verde

Tartes Chouriço Assado Cachorros Tostas mistas

VERBUM 3  

Jornal editado pelo Grupo de Jovens Caminho de Vida da Paroquia de Nossa Senhora da Conceição do Seixal

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