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ELEIÇÕES2006

Pôr os filhos na política Está chegando a hora de pendurar as bandeiras nas janelas e sacadas. Está chegando a hora de temas que envolvam política, eleição, cidadania... Está chegando a hora das eleições!

por Carlos F. Torrinho or que o entusiasmo nacionalista da Copa do Mundo acabou com a derrota da Seleção Brasileira? Por que nossa cidadania já está fechando o expediente e retirando as bandeiras? Resposta simples: porque, ao contrario do futebol, não há surpresas. Sabemos que novas idéias não serão apresentadas, que novos candidatos (no sentido das idéias) não surgirão porque sabemos o que vai acontecer após as posses. Simplesmente, não temos mais paciência e retiramos as nossas bandeiras. Este deveria ser o momento dos grandes debates, e temas não faltam: a necessidade de uma reforma eleitoral e partidária; a absurda carga tributaria a que estamos sujeitos; o controle da violência urbana, o sistema penitenciário Brasileiro, que receber por ano nove mil presos e cada vez mais precisa de novos espaços; as crianças que foram adotadas pelo tráfico de drogas; o controle de gastos públicos; uma discussão honesta sobre os gastos sociais; o resgate da educação pública (o levantamento Prova Brasil mostra que as crianças na 8ª séria têm conhecimento de 4ª série, e as da 4ª série não sabem nada!). Temas não faltam. Mas o que virá? Virão rixas antigas entre velhos adversários; denúncias soltas e desvinculadas das grandes questões nacionais e religiosas; o marketing político transformando candidatos em produtos, debates em propagandas e eleitoras, em bobos. Enfim, o vazio das idéias, o desprezo pelo interesses populares, a prevalência dos desejos e ambições individuais. Vai mudar alguma coisa agora? Difícil... Pode mudar alguma coisa no futuro? Depende do que

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faremos para isso. Não basta apenas ir às urnas mecanicamente. Precisamos deixar clara a relação exata de poder: O cidadão é o dono, o político, seu representante. É como representante deve prestar conta de seus atos, votos e alianças. E mais importante para mudança: as famílias têm que colocar seus filhos na política. Prepara-los para ocupar os cargos eletivos. Nós educamos nossos filhos para serem tudo na vida. Menos políticos. Achamos que política não é o lugar do bem, e por assim acharmos a política acaba não sendo o lugar deles. Mas a política é necessária e eterna. Se as pessoas de bem não ocuparem essas vagas, elas ficarão para os aproveitadores e incompetentes. Hoje, o talento dos honestos acaba sendo reservado para suas vidas privadas. Famílias: Eduquem seus filhos para serem políticos. É vamos colocar as bandeiras de volta às janelas. * Jornalista.

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O cartaz

Círio do

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omo já tradicional, no auditório dom Vicente Zico, o cartaz oficial, para divulgação da maior festa paraense e uma das maiores do mundo religioso, foi apresentado. Este ano, para dar ênfase a recente elevação da Basílica de Nazaré à categoria de Santuário Mariano Arquidiocesano, o cartaz, destaca Nossa Senhora de Nazaré e o seu sagrado templo. A fotografia é de Otávio Cardoso e a montagem, como sempre, da Mendes

Dom Orani Tempesta o arcebispo metropolitano de Belém

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Fotos: João Vianna


Publicidade. Padre José Ramos, o reitor do Santuário, falou da concepção do cartaz: “A imagem da Virgem de Nazaré e de seu templo sagrado, são motivos enquadrados na teologia mariana, tendo inclusive o assunto, inspirado recentemente, a semana de estudos e os preparativos que antecederam a instituição do Santuário, com o tema “Maria, Santuário de Deus, Casa da Humanidade”. Recordou a riqueza do templo e a definição do “magnífico pantheon paraense”, ressaltando detalhes do cartaz - ao fundo o conjunto da bacia do abside - que representa a casa de Nazaré, com a Coroação da Senhora de Nazaré, Mãe de Deus e de todos nós, sob a proteção do Espírito Santo e a louvação de anjos e querubins. Dom Orani, disse que a idéia do cartaz é que “Nossa Senhora em e de sua casa, sai para também estar com seus fiéis e abençoa-los”.

João Vianna que nos representou, com nosso arcebispo

Pe. José Ramos, o reitor do Santuário, fazendo sua alocução

Dom Zico, o cartaz e Dom Orani Os convidados à solenidade

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Dia dos

Pais

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o que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida. Conta a história que em 1909,

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em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de


John Bruce Dodd. Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos. A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972). No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

São Joaquim Patriarca da Família

PAI

Pode ser novo, pode ser velho; Pode ser branco, negro ou amarelo; Pode ser rico ou pobre; Pode ser solteiro, casado, viúvo ou divorciado; Pode ser feliz ou infeliz; Pode estar aqui ou já ter ido embora; Pode ter tido filhos ou adotado-os; Pode ter casa ou morar na rua; Pode usar terno ou tanga; Pode ser Deus ou humano; Pode estar trabalhando ou desempregado; Pode ser tanta coisa ou simplesmente PAI. Mas todos, sem faltar um sequer fazem parte da Criação. Que não só hoje, mas em todos os dias desta vida possas ser lembrado como aquele que: muitas vezes não dormiu, muitas vezes ficou pensando na comida para levar para casa, muitas vezes engoliu sapos, muitas vezes chorou escondido, muitas vezes gargalhou, muitas vezes perdeu a hora, mas nunca deixou de pensar na coisa mais importante da sua vida: NÓS!!! (autor desconhecido)

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a r RuiOB Advo por Rodrigo Gabriel Mosés

Em 20 de dezembro de 1948 Rui Barbosa foi aclamado pelo Conselho Federal da Ordem do Brasil como Patrono dos Advogados Brasileiros. Conforme avalia corretamente Otto Gil, houve razões de sobra para esta atitude, explicando que "não são, apenas, os trabalhos forenses, os pareceres jurídicos, a revisão do Código Civil, que fazem Ruy sempre presente aos Advogados. Ao lado dessa fecunda produção doutrinária, lugar de merecido destaque têm para nós, as suas liçòes de Ética Profissional, dadas quando não se sonhava sequer com o Código de Ética e Advocacia”. É impressionante a atuação de Rui como profissional do fôro, defrontando-se em espetaculares debates como os maiores advogados de sua época, esmagando os seus adversários com os veios de ouro de seus arrazoados. Também na polêmica em torno da redação do Código Civil, Rui ensinou aos advogados que o conhecimento do vernáculo é indispensável ao bom manuseio dos textos da lei e sua interpretação. Rui legou ainda as doutas lições de suas celébres petições de Habeas Corpus que apresentou ao STF em 1892 1 1893, em defesa da liberdade de cidadãos, presos em virtude do estado de sítio; a sustentação oral do primeiro desses Habeas Corpus, quando declarou que o verdadeiro impetrante era a nação brasileira, e, ainda, a corajosa crítica ao acórdão do Supremo, na qual Rui demonstrou o desacordo da decisão denegatória. Mas são as lições de ética profissional que pretendemos destacar nestes comentários. Na carta que escreveu a Evaristo de Morais, conhecida

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como O dever do Advogado, Rui lhe indicava diretrizes seguras para a exata e integral observância das regras de deontologia forense. Essa carta, que as antologias registram, contém ensinamentos que os Advogados ainda hoje se prezam de guardar, como regras complementares de seu Código de Ética Profissional. É de valor imensurável as palavras com que Rui conceitua a profissão e a eleva a verdadeiro apostolado: "Tratando-se de um acusado em matéria criminal, não há causa em absoluta e indigna de defesa. Ainda quando o crime seja de todos o mais nefando, resta verificar a prova: e ainda quando a prova inicial seja decisiva, falta não só apurá-la no cadinho dos debates judiciais, senão também vigiar pela regularidade estrita do processo nas suas mínimas formas. Cada uma delas constitui uma garantia, maior ou menor, da liquidação da verdade, cujo interesse em todas se deve acatar rigorosamente”. Com esta mesma convicção, Rui voltou ao tema na célebre Oração aos Moços, quando ao final do discurso de paraninfo lido na Faculdade de Direito de São Paulo, em 29 de março de 1921, destaca entre os mandamentos do advogado: "Não colaborar em perseguições ou atentados, nem pleitear pela iniqüidade ou imoralidade. Não se subtrair à defesa das causas impopulares, nem à das perigosas quando justas. Onde for apurável um grão que seja, de verdadeiro direito, não regatear ao atribulado o consolo judicial”. Neste célebre discurso, Rui fornece aos jovens bacharelandos vários conselhos e diretrizes, tais come estes: "Senhores bacharelandos: pesai bem que vos ides consagrar à lei, num país onde a lei absolutamente não exprime o consentimento da maioria, onde são as minorias, as oligarquias mais acanhadas, mais impopulares e menos respeitáveis as que põem e dispõem as que mandam e desmandam em tudo”. Estas lições de ética profissional se completam com as que se dessumem do discurso que proferiu no Instituto


ia e or tâncla p m I res As partículas vão se infiltrando, lu e c s o d ia acumulando nos componentes e quando luêne acinfluência dos telefones celulares na vida das pessoas, a inafimportância você percebe, comprometeu todos os Para avaliar contatos. Até os gravados na memória do finlandesa Nokia promoveu uma pesquisa com 5,5 mil consumidores de 11 países e idades aparelho, naqueles trelelês que você entre 18 e 35 anos. A seguir algumas conclusões do estudo: costuma fazer de ponta a ponta na praia, 72% usam o celular como despertador desaparecem. 73% usam o celular como relógio E por falar em praia, claro que não se deve pegar o 67% querem ter no celular recursos de Mp3 celular com a mão lambuzada de óleo, protetor solar, 42% querem ter câmera e celular integrados hidratante, cremes, sorvete, raspadinha, suco, quebra89% dos americanos preferem ter os dois equipamentos queixo, pamonha, curau, sanduíche, maionese, 20% preferem perder a aliança ao celular churrasquinho, farofa, vinagrete, frango assado, peixe frito, camarõezinhos, etc, etc, etc. O seu celular agradece. O que significa Quedas e pancadas, dependendo da modalidade o celular para pena, médio ou peso pesado, é um problema sem cada tipo tamanho. Na maioria das vezes a recuperação é impossível. de mulher Tem outra coisa que não pode ser esquecida: você que adora pedalar veja lá onde coloca o celular. Ele é ma pesquisa sobre o uso superportátil, mas pra despencar de qualquer lugar é do celular pelas mulheres tão fácil quanto uma jaca madura. realizada nos EUA pela Só mais uma coisinha; pra não estragar seu Lime Life indica como cada faixa merecido descanso, antes de sair de férias faça uma etária se relaciona com o Garantia Total. É uma garantia complementar para telefone. consertos não cobertos pelo fabricante. É tão legal que *Para as adolescentes de 16 e 17 tem até aparelho reserva quando você precisar. anos, funciona como uma "linha particular". *Para as universitárias é uma maneira de estar sempre em contato com os amigos. As mulheres dominam o uso dos games em celulares nos EUA. *Para as mulheres que trabalham e têm filhos, o celular, na verdade, É o que diz pesquisa da Parks Associates. Representam 59% de todos é uma "central de comando". os consumidores que jogam no celular. Correspondem a 61% dos

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Celulares... para jogar

jogadores que passam de 1 a 4 horas por mês envolvidos com games nos telefones e 58% daqueles que jogam por mais de 4 horas mensais. No Brasil, não é tão diferente, os percentuais são muito parecidos.

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E-mail: serpan@amazon.com.br

Sérgio Pandolfo

O COMPLEX Um Marco da Arquitetura Parauara

Belém é, como a maioria de nossas grandes cidades, plena de contrastes e negações (...). Existem espaços, monumentos, prédios que conformam uma herança cultural comum, ainda que ela esteja, muitas vezes, incompreensível à percepção do morador atual”. Jussara Derenji. Arquiteta. Do IHGP

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orria a primeira década da vigésima centúria. Viráramos o século XIX com as mesmas dúvidas, incertezas e expectativas com que o fizemos há pouco mais que um lustro. Belém crescia, febricitava, afrancesava-se (viviase o glamour da belle époque). O Intendente Antônio Lemos, o alcaide mais empreendedor de que se têm notícias, nesta cidade, em todos os tempos, era de um zelo a toda prova com a menina de seus olhos, sua metrópole do Norte (dizia-se bígamo, pois se havia casado duas vezes: com a esposa legítima e com sua segunda paixão, Belém); por isso preocupava-o uma área-

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O BOLONHA problema a enfear Belém: um paul de grandes proporções, situado entre o Largo da Pólvora (atual Praça da República) e a estrada de São Jerônimo (atual Av. Governador José Malcher), a que ele tinha mandado assentar calçamento, havia pouco. Era preciso saneá-lo, urbanizá-lo! Quem o faria? Lemos apelou para seu bom amigo, o notável engenheiro e arquiteto paraense, Francisco Bolonha. Filho de tradicional família desta terra, Francisco fizera toda sua formação pré-universitária nesta cidade, diplomando-se em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, empreendendo, em 1900, necessária e proveitosa journée d'études ao Velho Mundo, como era correntio à época, demorando-se mais tempo em Paris, a cidade luz, onde se fez amigo de Gustave Eiffel, construtor da famosa torre homônima, cartão-postal da bela metrópole francesa, abeberando-se das últimas

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novidades relativas à sua área de especialização. De volta a Belém, Francisco atirou-se a obras de grande envergadura, sendo uma de suas primeiras empreitadas a drenagem e o aterramento da área do Ver-o-Peso, que era, então, uma doca inexpressiva e problemática, que muito sofria com os influxos das marés de nossa Baia do Guajará. Bolonha aceitou o desafio da intendência, crescida sua habilitação com essa experiência pioneira, recebendo de Lemos a área alagada, acerca da qual se dizia ser impossível erigir edificações altas e permanentes, dada a insolidez do terreno, pantanoso e insalubre. Após correta drenagem, aterro e compactação do lodaçal (era especialista em hidráulica, matéria que viria a lecionar, mais tarde, na Escola de Engenharia do Pará, da qual chegou a ser Diretor, e na de Agronomia), fez edificar esse que é, sem ponta de dúvida, o mais belo, opulento, e representativo conjunto arquitetural civil de nossa urbe, conquanto tivesse que arrostar dificuldades quase intransponíveis, eis que incipientes, à época, elementos ponderáveis, tais como: escassez de pessoal especializado, materiais e equipamentos eficazes para adequação do solo infirme. Em 1915 estava concluída sua obra maior: o assim chamado Complexo Bolonha. Compõem-no o Palacete Bolonha, obra príncipe, que o construtor destinou para sua moradia permanente nesta cidade e a Vila Bolonha, conjunto harmônico de casas residenciais de alto requinte e soberbo estilo arquitetônico, que abrigou, em décadas passadas, famílias ilustres de vários estratos políticoculturais de Belém. É o Palacete Bolonha, um típico palacete francês, misto de barroco puxado ao rococó, largamente aplicado no exterior da edificação. De estilo eclético, tal como exigia a nova tendência estrutural de então, nele se pode surpreender, em admirável e harmônica convivência,

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desde o ainda arraigado barroco português até o gótico, perpassando pelo neoclássico e o art nouveau em seus diversos segmentos e dependências, conquanto seja, o predomínio, um misto quase homogêneo do neoclássico com o art nouveau. Na fachada, em extasiante harmonia, ornatos rebuscados mesclam-se com atavios filigranados, ora enigmáticos ora explícitos, configurando


verdadeiro rendilhado, que impressiona, arrebata e cativa. Na cobertura sobressaem as mansardas e águas-furtadas, entremeando-se arranjos em metais e ardósias coloridas. A Vila constitui-se de um conjunto de dez residências justapostas, que seguem, a partir do Palacete, em direção à Rua Boaventura da Silva. As casas lembram muito o estilo das típicas construções inglesas daquele estágio e são tão fartas de detalhes e minudências quanto a obra maior, ademais do fino acabamento e superior qualidade dos materiais empregados. O calçamento da via, com paralelepípedos em espinha de peixe, que até há pouco estava intacto, foi descriteriosamente modificado. A deplorar, as más condições de conservação em que se encontra todo o magnífico complexo, denotando o pouco interesse do poder público, em geral, pela preservação dos monumentos históricos de nosso País, em detrimento das futuras gerações. Francisco Bolonha (Belém, 1872 a 1938) deixou marcada sua personalidade artística e

competência profissional, como autor de projetos arrojados, legando-nos obras até hoje inigualáveis e únicas, revolucionárias mesmo, para a época. O grande arquiteto paraense, construtor desse precioso monumento, ainda está por merecer o reconhecimento desta terra que ele tanto amou e engrandeceu, como eminente homem público (foi Secretário de Viação e Obras Públicas na Interventoria Gama Malcher) professor e, acima de tudo, profissional atuante, responsável por construções como: o Mercado de Ferro do peixe; o palacete “Bibi Costa”, erigido na esquina da Av. São Jerônimo com a Tv. Joaquim Nabuco para o major Carlos Brício Costa posteriormente vendido ao coronel seringalista e influente político João Júlio de Andrade, o Mercado de São Braz; o edifício da Folha do Norte (hoje propriedade de O Liberal); em estilo art nouveau e o primeiro na América do Sul com estrutura metálica; a originariamente bilheteria do Teatro da Paz (depois quiosque, hoje incorporada ao Bar do Parque); o canal e o lago (que atualmente leva seu nome) do Utinga, além de ter participado da construção dos reservatórios d'água da Rua Ó de Almeida e de São Braz. Bolonha dedicou à sua terra natal uma vida inteira de trabalho profícuo, enriquecendo com novas propostas visuais esta bela e amorável cidade. *Médico e Escritor. SOBRAMES

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Acyr Castro

O bruxo que nasceu em Agosto L

eitor m'indaga se é verdade que o cinema nunca s'interessou pela literatura do argentino Jorge Luís Borges, nascido em Buenos Aires (dia 24 de agosto de 1899), mas de caráter planetário, falecido em Genebra na Suíça de 1986, dia 14 de junho. Ele leu que nunca mesmo na chamada grande imprensa. Claro que o cinema sempre amou Borges e sempre foi correspondido também. Na introdução a um dos seus mais brilhantes experimentos de ficção literária, o autor de “Ficções” fez uma confissão. O livro se chama “História Universal da Infâmia”. A confissão: seus trabalhos inaugurais, precisamente como ficcionista das letras, têm muito a ver com a cinemagia do austríaco Josef Von Sternberg; judeu de origem germânica, que criou obras primas desde “Amor e Sangue” (1927), que na Alemanha em 1930 tornou estrela Marlene Dietrich com “O Anjo Azul”, deu ao autor Peter Lorre um de seus raros grandes papeis em “Crime e Castigo” de 1935 e foi mestre do claro-escuro e de belíssimas imagens barrocas e de inesquecível fascínio. Confessou isso Jorge Luís em 1935, reafirmando o que dissera Jorge Luís Borges quando o conheci em São Paulo em 1971 ( “A n t o l o g i a d a L i t e r a t u r a Fantástica”) em 1940: inclusive escreveu estórias especificamente para filmes. Entre 1931 e 1944 Borges se fez crítico cinematográfico numa publicação argentina, “Sur”, definindo sua postura pessoal diante da magia do cinema com finura, leveza e bastante senso de humor. Sobre tudo isso, saiu em Paris na França, em 1980, um livro a quatro mãos, dele com igualmente ensaísta Edgardo Cozarinski, filho de Buenos Aires por sua vez, e por sua vez ficcionista a levar as idéias que tinha para a tela em longas inéditos infelizmente no Brasil. O livro de Borges & Corarinski, “Do Cinema”, saiu em português, em Lisboa, conta tais coisas e muito mais acerca do cinema em geral e do cinema sobre Borges em particular, foi em 1983 sob tradução de Ana Fonseca e Silva e Salvato Teles de Menezes. Alguma coisa veio de “Sur”, revista literária argentina, lançada em 1931 por Vitória Ocampo, mulher de Bioy Casares com quem Jorge

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Luís Borges trabalhou em inúmeras tramas criminais com o pseudônimo primeiro de Isidro Parodi e depois Bustos Domecq tipo “Seis Problemas” & “Um Modelo Para A Morte” & “Duas Fantasias Memoráveis” de 1941 a 1946. Conversei com o grande poeta e contista no decorrer da viagem de Borges a São Paulo em 1970 quando o criador de “Elogio da Sombra” veio ao Brasil receber o Prêmio Interamericano de Literatura. Falamos da mágica da arte da escrita, as técnicas da narração a aproximar ficcionista literários e cinemágicos em busca da poesia, isto é, à procura do fenômeno (do fato) estético. Discutimos, afora Sternberg e Serguei Eisenstein, o gênio de Alfred Hitchcock que integra Olimpo artístico amado por ele e por mim. Palavras dele em torno de Orson Welles em “Cidadão Kane” que comparou a Franz Kafka: “não é inteligente, é genial no sentido mais noturno e mais alemão dessa má palavra”. E explicou que, das estórias qu'escreveu e se tornaram filmes, gosta de um enredo (uma parábola policial e psicológica) de cores psicológicas e atende pelo nome de “Invasão”, algo que, para ele, lembra de Edgar Alan Poe a precisamente Welles. Um conto de Jorge Luís Borges, “Tema do Traidor e do Herói” (1944), destinado a um filme improvável, virou filme não só possível como efetivo, real; na verdade brilhante, realizado (“A Estratégia da Aranha”) pelo cineasta italiano Bernardo Bertolucci, um poeta filho de poeta, Attilio, e burguês lírico e romântico dono de uma filmografia rica e complexa, de forte importância. “A Estratégia da Aranha” (1970) não chegou a ser vista pelo escritor argentino, uma fita rara. Bertolucci alterou um tanto o tema mas somente com relação à época e à ambientação, levando para um debate político e específico (a questão da Resistência Antifascista nos idos da Segunda Guerra Mundial, 1939/1945) o que, para a narrativa literária original “decorre num país oprimido” (a definição é borgiana) “e tenaz: Polônia, Irlanda ou a República de Veneza, num Estado Sul-Americano ou Balcânico... digamos (para comodidade narrativa) Irlanda, digamos em 1824”. O herói e traidor é bisneto de um mártir da revolução irlandesa, segundo o tema de Borges, e o de


Borges: o artista jovem em Buenos Aires

Bernardo Bertolucci, heróico resistente ao Fáscio de Benito Mussolini na Itália dos anos da guerra hitlerista e do Nazismo. Trata-se, para o escritor e o cineasta, uma reflexão (“...o fascismo já está dentro das pessoas”) que Bertolucci enfatizaria ainda mais

numa fita rodada também primorosamente em 1970 mas após a temática ido colher em Borges no caso vindo de outro ficcionista, desta feita italiano como ele, Bernardo, o Alberto Moravia que está na origem literária de “O Conformista”. O cineasta, até, usava como forma de esclarecer o que fizera num e no outro filme, ambos de 1970, uma frase do pensador francês (divulgador da filosofia de Martin Heidegger) JeanPaul Sartre: “Um homem igual a todos os homens vale por todos e todos são iguais a ele”. A superioridade do homem de coragem (John Wayne) sobre o homem da lei (James Stewart), o Mito no proscênio da História, no admirável faroeste de John Ford de 1962 “O Homem Que Matou O Facínora”, se transforma em elemento ideologicamente reprovável para o realizador de “A Estratégia da Aranha” com a realidade inventando a lenda e a mascarando em fato moral, pré-estabelecida e deliberadamente a negação da mentira a se transformar em verdade. De um conto, complexo, de uma coletânea de 1970, “O Informe de Brodie”, o brasileiro (de Santiago del Stero na Argentina) Carlos Hugo Christensen, 1920/1999, extraiu filme de título homônimo ao do conto, “A Intrusa”, que em 1978 lhe engrandeceu a obra e faz justiças às suas pretensões de honrar o texto original literário do patrício genial. Modesta e ironicamente, disse Jorge Luís Borges no prólogo do “Informe...” algo que parece explicar antecipadamente o que penso acerca do texto borgiano que nada tem de simples: “Não me atrevo a afirmar”... (os seus textos) “que são simples; não há na terra uma única página, uma única palavra que o seja, já que todos postulam o universo, cujo atributo mais notório é a complexidade”. *Jornalista e Escritor

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T ecnologia +

? A U S A É ESSA m pesquisa realizada com 1.800 consumidores ingleses, 69% afirmam que não sabem direito o que estão faz endo quando utilizam aparelhos digitais, além de não lerem manuais, não se enteressam em aprender; 12% sabem tudo e não tem paciência em explicar nada; 14% são totalmente avessos a qualquer tipo de tecnologia. Há, ainda, os 5% que dizem saber tudo, mas, no fundo, não sabem nada. Afinal, como você leitor, se relaciona com a tecnologia? É um viciado contumaz, do tipo que compra cada novidade, pela internet, antes mesmo de aparecer nas prateleiras brasileiras? Ou é um verdadeiro inimigo de aparelhinhos digitais, do tipo que sente raiva ao ser obrigado a aprender e a apertar tantos botões e decorar

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siglas aparentemente indecifráveis do universo techno? Talvez não seja nem oito, nem oitenta: quem sabe, você é daqueles que utilizam tais equipamentos com moderação, tanto para o lazer quanto para o trabalho. Ou, simplesmente, não é muito ligado em inovações. Aliás, alguém é capaz de imaginar um lama tibetano construindo uma home page? Lama Trinilé Algo supérfluo para quem dedica tantas horas ao aperfeiçoamento espiritual, certo? Bom... pelo menos não é o que pensa o lama Trinilé, do Centro Budísta Tibetano Gyamitso.“É um site muito simples”, pondera.


“Utilizo a tecnologia apenas para me comunicar e obter informações gerais. Quem quiser se aprofundar sobre assunto como o budísmo, por exemplo, deve buscar outros meios”. O monge, que é O artista plástico Sérgio Ventura francês e adepto dos ensinamentos de Buda há 24 anos, se rendeu a praticidade dos computadores há apenas dois anos. “Com isso, mais pessoas puderam ter acesso a informações sobre o Centro Budista e as atividades realizadas no local”, afirma. Sérgio Ventura, artista plástico, por outro lado, utiliza o e-mail para comunicar-se com os amigos, mas com pouca freqüência. “Nem sei utiliza-lo muito bem”,

confessa. “Nao é necessário sobreviver com a tecnologia, mas as pessoas a utulizam para se comunicar e, por isso, dependem dela”. Para Sérgio, nem mesmo o telefone celular está entre sua prioridades. “Sem dúvida, a tecnologia facilita a comunicação, mas para a minha profissão, não é tão importante. É ainda muito cara”. Carlos Pena, membro conselheiro do grupo GWV, por outro lado, é um contumaz adepto de lançamentos na área

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tecnológica. Entre seus “brinquedinhos” favoritos estão um notebook com uma pequena webcam embutida, DVD e conexão wireless. Já o seu celular é o único modelo do mercado com software do Windows enserido no aparelho chamado Windows Mobile. No automóvel, possui um mini-DVD no porta-luvas e outro acoplado no teto, para as crianças assistirem filmes durante as viagens. Apesar de não ser um apaixonado por fotografias, sua máquina digital, naturalmente tem uma espécie de “cápsula” inserida para possibilitar fotos submarinas em até 30 metros de profundidade. A resolução é de q u a t r o megapixels, A NIKON do Cláudio Travassos só falta falar

nada mal para um fotógrafo amador. “Sempre adquiro novidades que possam trazer mais produtividade no trabalho e maior qualidade de vida”, frisa. O fotógrafo Cláudio F. Travassos não mede esforços para obter equipamentos fotográficos de última geração. Sua “joia” mais recente é uma máquina de 17 megapixels. Outras de suas paixões é um GPS, que utiliza sempre em viagens. “Não me considero um 'viciado', até porque precisaria ser milionário para comprar tudo o que sai do mercado”, justifica. “A realidade é que todo homem gosta desses apetrechos, mas uma coisa é ter vontade, outra é poder adquirilos”. A médica neurologísta Samira Franssior nunca teve um computador em seu consultório e jamais foi uma internalta convicta; o e-mail só veio a adquirir

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recentemente; o celular, por sua vez, só utliza para que os pacientes a encontrem; já os artigos que saem em profusão na internet sobre novidade na Marion usa moderadamente o computador área médica não são prioridade. “É preciso, antes, embasar-se nos livros”, afirma. Como toda boa mineira, Samira desconfia sempre que são lançados novos apetrechos eletrônicos. “Prefiro esperar que o equipamento chegue ao mercado e esteja com boa aceitação, antes de pensar em compra-los”, diz. Outra que não liga muito para as novidades techno é a francesa Marion Gilly. Há um ano e meio no Brasil, Marion só veio a adquirir um aparelho celular recentemente. Em sua casa, nunca teve internet; só navega na web no trabalho e, mesmo assim, por motivos profissionais. “De vez em quando, preciso me atualizar sobre os acontecimentos de meu país”, afirma. Para a piscológa Claudia S. Fonseca, a tecnologia não dever ser vista como inimiga, nem Para Claudia Fonseca a tecnologia não é a “salvação da lavoura”

como a “salvação da lavoura”. Estar atualizado sobre as novidades tecnológicas traz status e confere uma imagem de modernidade e inteligência. O problema é quando a pessoa deixa de confiar no humano e passa apenas a confiar na máquina”, disse.


A televisão digital e o futuro da

tecnologia

O Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD-T) adotará tecnologia japonesa e incorporará resultados de pesquisas feitas no Brasil No discurso de oficialização do padrão, o ministro das Comunicações, Hélio Costa Falou: “Com essa decisão, ao invés de simplesmente comprarmos os direitos de uma televisão digital, decidimos criar o Sistema Brasileiro de Televisão Digital, com características brasileiras, um projeto não apenas para aqueles que podem pagar por um serviço a cabo ou por satélite”. Na oportunidade, Eugênio Staub, empresário e conselheiro da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletro-eletrônicos (Eletros) disse : “Temos um parceiro de primeira qualidade e estamos com o melhor sistema de televisão digital do mundo, como reconhecem os próprios concorrentes”, disse mais: “O Consumidor brasileiro, quando o sistema for ao ar, será atendido de forma econômica e tecnicamente consistente”. Aí, os loucos por tecnologia, irão ficar ainda mais ouriçados. Com o novo padrão, a digitalização tanto nas televisões, telefones, similares e/ou dependentes, farão com que a Technomania seja extrapolada ao máximo, pois a tecnologia não terá limites...

AV. GENTIL BITENCOURT N° 694, ENTRE RUI BARBOSA E QUINTINO. EDIÇÃO 54 [AGOSTO] p a r a m a i s . c o m . b r

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Não

motive

os seus funcionários!

O

por Ricardo Jordão Magalhães

inimigo da Verdade não é a violência, é o silêncio. Você é o seu Trabalho. Não troque a sua vida e o seu tempo por alguns míseros reais ou dólares. Eu não aceito as suas desculpas para ficar parado. Eu não aceito você como você é. Se eu aceitar você como você é, você ficará pior com o tempo; por outro lado, se eu tratar você pensando que você será aquilo que você pode se tornar, eu vou ajudar você a atingir esse objetivo.

Querida(o) Amiga(o), Dois dos meus melhores amigos estavam me contando as suas experiências recentes com seus respectivos chefes. Um deles dizia, "Eu gosto da empresa em que eu trabalho, eu gosto dos produtos que nós vendemos, eu gosto da indústria, eu gosto dos meus colegas, eu gosto do que eu faço, a única coisa que eu não suporto é o dono da empresa. Ele atrapalha tudo. Me desmotiva totalmente. Se ele não estivesse por lá, eu estaria 100% engajado no trabalho. Quando ele aparece no escritório tudo anda prá trás, quando ele vai para Angra dos Reis, tudo flui". O outro amigo, que chegara duas horas atrasado para o nosso encontro pré-carnavalesco, dizia, "Não existe nada de especial na empresa em que eu trabalho. A indústria que estamos inseridos está caduca. Nós vendemos o que todos vendem. Somos os mais caros. Não temos nenhum diferencial verdadeiro.

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...SEJA A MENSAGEM E NÃO O MENSAGEIRO Sobra gente burra e muitas dificuldades, mas eu adoro o que eu faço porque o dono da empresa é O CARA. Hoje eu cheguei atrasado porque eu troquei as duas últimas horas por uma reunião muito divertida com o meu chefe sobre como resolver um pepinaço de um cliente insatisfeito". "Como você pode admirar um cara que é dono de uma empresa que não tem nada de especial?", eu perguntei a ele, "Sejamos francos", ele respondeu, "Qual é a diferença entre o Ford EcoSport é o CrossFox da Volkswagen? Entre o McDonalds e o Burger King? Entre o notebook da Dell e o notebook da HP? Entre a Nike e a Reebok? Entre TAM e a Varig? Entre a Vivo e a TIM? Entre o Bradesco

e o Itaú?", "Hum... Deixe-me pensar... a a g ê n c i a d e propaganda?", eu disse, "A Liderança", ele disse. Meu amigo é bastante modesto, ou realista, como ele prefere dizer. A empresa em que trabalha não é "tão igual" as outras e nem tão burra como ele diz. Eles têm os seus milhares de clientes, os seus milhões em vendas, o seu quinhão do mercado. O que ele estava tentando reproduzir eram as palavras do seu amado guru o dono da empresa -, com quem aprendeu a ser REALISTA, colocar os pés no chão, enfrentar a realidade, atacar os

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problemas de frente. "Nós não somos os melhores ou os maiores", "Nós não somos os mais bonitos ou os mais baratos", "Nós não temos a melhor qualidade e o melhor atendimento", "Nós somos o que cada um de nós fizer HOJE por cada CLIENTE que servimos", "Quem diz o que somos é o CLIENTE e não nós". "Ele tem razão!", eu disse, "Todo restaurante grã-fino tem o seu dia de "mosca na sopa". O quê diferencia um restaurante do outro é como cada um lida com esse problema quando ele aparece", "Exatamente!", meu amigo completou. "É incrível ver alguém como você falando desse jeito", eu disse a ele, "Você é tão baladeiro, tão focado na sua vida pessoal, tão anti-business, o quê esse chefe tem de tão especial que faz você trabalhar além do horário?" "Ele não tenta me motivar com o tradicional falatório boring-to-boring que o mundo dos negócios tanto g o s t a d e p r o m o v e r, G o - t o - M a r k e t , C o re Competencies, Customer Centric, Missão Crítica, Market Share, Estado-da-Arte, Trabalho em Equipe e Win Win. Ele sabe que eu não preciso de nenhuma nova idéia para me motivar. Ele compreende que os melhores funcionários não precisam de motivação. Ele entende que todos nós temos contas a pagar, sonhos a realizar, viagens a concretizar, famílias para educar, idiomas para aprender. Ele é maduro. Ele sabe que não é só ele que quer ter um Porsche, uma casa em Salinas, Angra dos Reis, um iPod, sossego em casa, jantar romântico em restaurante grã-fino." "Os Melhores Seres Humanos do mundo não precisam de motivação. Eu tô cheio de razões para madrugar e tardar no escritório. O quê eu preciso é DIREÇÃO, PULSO FIRME, CONVICÇÃO, EXECUÇÃO. Eu quero QUEBRAR TUDO como todo mundo quer, o quê eu preciso é de alguém para dizer COM CLAREZA o quê eu tenho que fazer para chegar lá, e me cobrar a todo momento resultados através de QUESTIONAMENTOS que me façam CRESCER COMO SER HUMANO e não como uma máquina de Core Competencies que tem que aumentar o Market Share e Go-to-Market só porque a meta é crescer 20% sem NENHUM PLANO CLARO para chegar lá." "Eu não tenho tempo a perder. Time is Money inclusive para os peões como eu, principalmente para peões como eu, que não têm onde cair duro, que não têm Time Free nem Money Free para enforcar a semana do carnaval. O meu chefe é um exemplo de Ser Humano que sabe valorizar a vida e o tempo dos outros. Tudo que eu tenho que fazer FAZ SENTIDO, TEM PROPÓSITO, leva para algum lugar. Ele diz CORAJOSAMENTE o quê cada um deve fazer, o quê cada um irá enfrentar pela frente, qual é o papel de cada um, onde vamos chegar, como e o quê cada um tem que fazer para chegar lá, como devemos nos comportar, o quê não será tolerado, o quê eu devo esperar dele e o

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quê ele espera de cada um de nós. Eu DEFINITIVAMENTE não tenho tempo a perder. Eu não preciso de Motivação, eu preciso de DIREÇÃO!", o meu amigo completou. Nessa, o meu primeiro amigo acordou do transe que havia caído. “Você está certíssimo! O quê eu mais gostaria de ter é um chefe que fosse o mesmo cara no início do mês e no final do mês, no início do trimestre e no final do trimestre. A impressão que eu tenho é que não existe DIREÇÃO nenhuma de nada nem de ninguém. O cara é diretor mas não DIRECIONA nada. O cara é elite, mas não da INSPIRAÇÃO. O ano começou há 60 dias e até hoje NÃO TEMOS NENHUM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO! Não precisa, disse ele, o ano começa depois do Carnaval. O quê mais me desmotiva é ter um chefe que não DIRECIONA o nosso Titanic para um lugar INSPIRADOR, para um lugar que faça sentido, não só para mim, mas para melhorar o mundo. Para 2006, pelo jeito, o plano estratégico do ano é VENDER!! Só isso." "Se o plano é VENDER, nós vamos quebrar. Ninguém com um plano desses sobrevive muito tempo. Ninguém. Eu quero ver PULSO FIRME na empresa para COBRAR a todos sobre a NECESSIDADE DE ENCARAR A REALIDADE de trabalhar JUNTOS, INTEGRADOS e ALINHADOS rumo a um mundo melhor, mais aberto, mais criativo, longe das tarefas que não fazem sentido." Completou. “Parabéns a vocês por terem tão fantástico senso crítico, maturidade, visão do todo, preocupação com o futuro das empresas em que vocês trabalham", disse eu, "A melhor maneira que existe para nos diferenciar da concorrência é LIDERAR o cliente. Não esperar por DIREÇÃO, mas LIDERAR; não esperar por harmonia, mas GERAR CONFLITO DE IDÉIAS. Nós fazemos isso quando falamos a Verdade e expomos os nossos Planos. Portanto, qual é o Plano de cada um de vocês para liderar o seu chefe?". Eu poderia colocar aqui algumas dicas sobre como liderar o seu chefe, como eu já fiz outras vezes, mas


hoje, eu não vou fazer isso. A mensagem de hoje é para a ELITE, para os CHEFES, para aqueles que DIRIGEM sem direção, COMANDAM na coerção, IMPÕEM suas idéias sem nem mesmo perceber o que fazem. PAREM DE MOTIVAR OS SEUS FUNCIONÁRIOS!!! MOTIVAÇÃO é o ÓPIO DO POVO!!!! As pessoas não precisam de motivação para enfrentar o desafio das metas, as pessoas precisam de DIÁLOGO, CLAREZA e DIREÇÃO. 11 mil brasileiros possuem mais de 90 bilhões de dólares em dinheiro e propriedades fora do Brasil, algo como 25% do PIB brasileiro, algo como menos de 1% da população brasileira. Eu sei que é muito mais fácil deixar o dinheiro rendendo lá fora do que trazer para um país socialista-corrupto como o nosso. Eu sei que é muito mais fácil investir em dólar enquanto enganamos as pessoas com motivação, porém, o potencial de talento que temos por aqui é IMENSO, a vontade de fazer acontecer é TREMENDA, o retorno sobre o INVESTIMENTO pode ser muito maior do que os cassinos de Monte Carlo. Existem cidades inteiras para construir, escolas e universidades para levantar, tecnologia para desenhar, saúde, transporte, infra-estrutura, energia, alimentação, turismo, entretenimento, cultura, e acima de tudo, EXPORTAÇÃO.

Vamos fazer um PACTO. Vamos fazer a DIFERENÇA. Vamos ser a ELITE da inovação, da honestidade, da responsabilidade, da ética, da moral, do exemplo, do diálogo, da clareza, da DIREÇÃO. Vamos ser essa ELITE por apenas 1 ano, 365 dias, 7 dias por semana, 24 horas por dia, para mudar de vez toda uma geração que está preparada para a mudança, para mudar de vez todo esse país, uma pessoa de cada vez. Você quer motivar os seus funcionários? Seja a MENSAGEM e não o mensageiro. NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA. QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? BIZREVOLUTION E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br

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Caixa promove doação de 60 microcomputadores a Prefeituras do Pará

A

CAIXA promoveu recentemente, a assinatura do Termo de Doação de 60 microcomputadores que serão destinados a seis municípios do Pará. Os equipamentos irão beneficiar os programas de inclusão digital e projetos de interesse social em diversas secretarias municipais. A solenidade foi realizada no Hotel Sagres/Belém, por ocasião da reunião de todos os Gerentes da Caixa no Pará. Estiveram presentes ao evento a Superintendente Regional da Caixa no Pará, Noêmia Jacob; prefeitos e representantes dos seguintes municípios: Belterra, Benevides, Ourém, Ulianopólis, Vigia, além da Diocese de Abaetetuba. A Caixa vem atuando de forma integrada com o esforço governamental para a redução dos índices de exclusão digital no país, doando os equipamentos substituídos no parque computacional da empresa. No total, 70% dos equipamentos que estão Inclusão Digital

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Noêmia Jacob, o vice-prefeito de Vigia,Jucelino Gouveia Furtado Belém e o Gerente Geral da Agência São Braz, Salomão Azulay

Assinatura do Termo de Doação dos microcomputadores. Presentes na foto, a Superintendente Regional e Angela Maria Machado Moraes, Sec de Assistência Social da PM de Ulianopolis, no ato, representando a referida Prefeitura.

sendo substituídos em seu parque computacional são destinados para programas de inclusão digital e 30% para ações de interesse social. Como membro do Comitê Técnico de Inclusão Digital, está criando mecanismos para levar o acesso a essa tecnologia por meio da doação de microcomputadores que são revisados por equipe técnica e também da criação de linhas de crédito para aquisição de equipamentos novos. Ao todo, no estado do Pará, nos últimos meses, já foram doados 115 computadores beneficiando os municípios de Paraupebas, Santarém, São Félix do Xingu, Igarapé-Miri, além da Diocese de Macapá. Com esta iniciativa, as crianças, jovens e adultos da região entram na era digital. Os computadores beneficiarão seis entidades que tem como objetivo a implantação de laboratórios de informática. A idéia é capacitar jovens multiplicadores em sistemas de informática.


Inclusão Digital Diversos organismos internacionais como o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial e o G-8 vêm trabalhando na busca de soluções e no alerta para os perigos do analfabetismo digital.O principal documento que ratifica a importância da Inclusão Digital foi publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no final do ano passado. Em seu Relatório Anual de Desenvolvimento Humano, a Organização não só priorizou as novas tecnologias como as colocou como facilitadora de avanços sociais. Para melhor visualizar a questão, a ONU estabeleceu o Índice de Avanço Tecnológico (IAT), um novo indicador para o Desenvolvimento Humano, criado para avaliar a produção e disseminação das novas tecnologias e, acima disso, seu aproveitamento pela população. Foram analisados 72 países onde houve acesso a dados confiáveis. O Brasil ficou em 43º lugar. O índice leva em conta a criação e Noêmia Jacob informou que os equipamentos fazem parte do projeto de inclusão digital da Caixa

Noêmia Jacob, a Superintendente, Gerentes Regionais de Negócio, conjuntamente os Gerentes Gerais das agências da CAIXA no Pará e os representantes das Prefeituras Municipais beneficiadas e da Diocese de Abaetetuba.

capacidade de inovação em novas tecnologias, difusão das mais recentes conquistas assim como das tecnologias mais antigas (eletricidade e telefonia, por exemplo) e habilidade intelectual, ou seja, a taxa de escolaridade.

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Novas Normas Éticas para a

publicidade de produtos destinados a crianças e adolescentes e anúncios de alimentos e refrigerantes

As novas normas éticas, que passam a valer a partir de 1º de setembro, são mais detalhadas e abrangentes, incluindo conceitos avançados e recomendações pontuais.

O

Conar está atualizando a Seção 11 e o Anexo H do Código Brasileiro de Autoregulamentação Publicitária, propondo novas normas éticas para a publicidade de produtos destinados a crianças e adolescentes e a de produtos alimentícios, refrigerantes, sucos etc.

“Esta nova reforma do Código teve o propósito de manter elevados os padrões éticos da comunicação e, principalmente, dar respostas apropriadas às justas preocupações da sociedade”, explica o presidente do Conar, Gilberto C. Leifert. “Em um e outro caso, pede-se da comunicação maior participação nos esforços para a formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes e na difusão de hábitos de vida saudável, secundando o insubstituível papel dos pais, professores e das autoridades sanitárias”. “É comum notar-se a

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confusão entre Gilberto C. Leifert, produtos, o ato de presidente consumo e sua do CONAR propaganda comercial. São freqüentes as propostas de legislação e regulamentação da publicidade com o objetivo de proibi-la ou restringi-la fortemente, como se a veiculação de um anúncio pudesse, ela própria, oferecer riscos, o que é um rematado absurdo”, diz Leifert. “A exacerbação serve ao propósito de anular a publicidade, tornando-a inócua em relação ao público e contraproducente para o anunciante que nela investe. Nesse ambiente, o consumidor é considerado incapaz de tomar conta de si, de exercer o direito de escolha - ou não estaria apto a se casar e ter filhos, ou mesmo eleger seus representantes políticos, por exemplo”. Para Leifert, é melhor praticar “a ponderação de valores e direitos que não se opõem e não se anulam: de um lado, a saúde e o bem-estar; de outro, a liberdade de expressão comercial e o direito do consumidor à informação sobre produtos e serviços lícitos e seguros”.

O Código passa a recomendar, por exemplo, que:

*A publicidade seja um fator coadjuvante aos esforços de pais, educadores, autoridades e da comunidade na formação de crianças e adolescentes, contribuindo para o desenvolvimento positivo das relações entre pais e filhos, alunos e professores, e demais relacionamentos que envolvam o público-alvo. *Não se use mais o apelo imperativo de consumo dirigido diretamente a crianças e adolescentes [“Peça pra mamãe comprar...”]. *Não se use crianças e adolescentes como modelos para vocalizar apelo direto, recomendação ou sugestão de uso ou consumo por outros menores [“Faça como eu, use...”]. *O planejamento de mídia reflita as restrições técnica e eticamente recomendáveis, buscando-se o máximo de adequação à mídia escolhida. *Também são reprovados pelo Código éticopublicitário anúncios capazes de provocar qualquer tipo de discriminação, inclusive em virtude de não poderem ser consumidores do produto, a utilização de formato jornalístico e a exploração de situações capazes de infundir medo. Admite-se, porém, a participação de crianças e adolescentes em peças

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inexperiência e o sentimento de lealdade do públicoalvo; *Dar atenção às características psicológicas do público-alvo e seu discernimento limitado; *Evitar eventuais distorções psicológicas nos modelos publicitários e no público-alvo.

Alimentos e Refrigerantes

Além de alimentos, passam a ser abrangidos pelo Anexo H do Código Brasileiro de Autoregulamentação Publicitária refrigerantes, sucos, achocolatados, bebidas não-carbonatadas e as demais isentas de álcool, qualquer que seja o público-alvo objetivado.

publicitárias nas demonstrações pertinentes aos demais produtos e serviços anunciados.

Permanecem válidas as seguintes recomendações, já presentes no Código: *Peças publicitárias não devem associar crianças e adolescentes a situações ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis, impor a noção de que o consumo proporcione superioridade ou inferioridade e provocar situações de constrangimento com o propósito de impingir o consumo.

Mas devem sempre: *Respeitar a dignidade, ingenuidade, credulidade,

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Segundo as novas normas, a publicidade destes produtos não deve: *Encorajar consumo excessivo; *Menosprezar a importância da alimentação saudável; *Apresentar os produtos como substitutos das refeições; *Empregar apelos de consumo ligados a status, êxito social e sexual etc., *Desmerecer o papel dos pais e educadores como orientadores de hábitos


alimentares saudáveis e gerar confusão quanto à sua qualidade, valor calórico, se natural ou artificial.

Os Anúncios Devem: **Usar terminologia que corresponda ao licenciamento oficial do produto. Exemplos: “diet”, “light”, “não contém açúcar” etc. e valorizar a prática de atividades físicas. Na publicidade que se utiliza de personagens do universo infantil ou de apresentadores de programas dirigidos a este público-alvo, recomenda-se que as veiculações ocorram apenas nos intervalos comerciais, de modo a evitar a confusão entre conteúdo editorial e espaço publicitário e que não haja estímulos imperativos, especialmente se apresentados por pais e professores, salvo em campanhas educativas.

Seção 11: Crianças e Jovens Artigo 37 Os esforços de pais, educadores, autoridades e da comunidade devem encontrar na publicidade fator coadjuvante na formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes. Diante de tal perspectiva, nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança. E mais:

I - Os anúncios deverão refletir cuidados especiais em relação à segurança e às boas maneiras e, ainda, abster-se de: a) desmerecer valores sociais positivos, tais como, dentre outros, amizade, urbanidade, honestidade, justiça, generosidade e respeito a pessoas, animais e ao meio ambiente; b) provocar deliberadamente qualquer tipo de discriminação, em particular daqueles que, por algum motivo, não sejam consumidores do produto; c) associar crianças e adolescentes a situações incompatíveis com sua condição, sejam elas ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis; d) impor a noção de que o consumo do produto proporcione superioridade ou, na sua falta, a

inferioridade; e) provocar situações de constrangimento aos pais ou responsáveis, ou molestar terceiros, com o propósito de impingir o consumo; f) empregar crianças e adolescentes como modelos para vocalizar apelo direto, recomendação ou sugestão de uso ou consumo, admitida, entretanto, a participação deles nas demonstrações pertinentes de serviço ou produto; g) utilizar formato jornalístico, a fim de evitar que anúncio seja confundido com notícia; h) apregoar que produto destinado ao consumo por crianças e adolescentes contenha características peculiares que, na verdade, são encontradas em todos os similares; i) utilizar situações de pressão psicológica ou violência que sejam capazes de infundir medo.

II - Quando os produtos forem destinados ao consumo por crianças e adolescentes, seus anúncios deverão: a) procurar contribuir para o desenvolvimento positivo das relações entre pais e filhos, alunos e professores, e demais relacionamentos que envolvam o público-alvo; b) respeitar a dignidade, a ingenuidade, a credulidade, a inexperiência e o sentimento de lealdade do públicoalvo; c) dar atenção especial às características psicológicas do público-alvo, presumida sua menor capacidade de discernimento; d) obedecer a cuidados tais que evitem eventuais distorções psicológicas nos modelos publicitários e no público-alvo; e) abster-se de estimular comportamentos socialmente condenáveis. Parágrafo 1º Crianças e adolescentes não deverão figurar como modelos publicitários em anúncio que promova o consumo de quaisquer bens e serviços incompatíveis com sua condição, tais como armas

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d e f o g o , b e b i d a s alcoólicas, cigarros, fogos de artifício e loterias, e todos os demais igualmente afetados por restrição legal. Parágrafo 2º O planejamento de mídia dos anúncios de produtos de que trata o inciso II levará em conta que crianças e adolescentes têm sua atenção especialmente despertada para eles. Assim, tais anúncios refletirão as restrições técnica e eticamente recomendáveis, e adotar-se-á a interpretação mais restritiva para todas as normas aqui dispostas. Nota: Nesta Seção foram adotados os parâmetros definidos no art. 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90): “Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade”.

ANEXO “H”

A l i m e n t o s , refrigerantes, sucos e bebidas assemelhadas Este Anexo disciplina a propaganda comercial de alimentos, refrigerantes, sucos, achocolatados, bebidas nãocarbonatadas e as isentas de álcool a elas assemelhadas, assim c l a s s i f i c a d o s p e l o s ó rg ã o s d a administração pública, e, obviamente, não exclui o atendimento às exigências das legislações específicas. 1. Disposições Gerais Além de atender aos preceitos gerais deste Código, os anúncios de produtos submetidos a este Anexo deverão: a) compatibilizar-se com os termos do respectivo licenciamento oficial. Adotarão terminologia com ele harmonizada, seja para designar qualidades como “diet”, “light”, “não contém açúcar”, “não contém glúten”, seja para descrever quaisquer outras características distintivas que orientem as escolhas do consumidor; b) evitar qualquer associação a produtos fármaco-

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medicinais; c) valorizar e encorajar, sempre que possível, a prática de exercícios f í s i c o s e atividades afins; d) abster-se de encorajar ou relevar o consumo excessivo nem apresentar situações que incentivem o consumo exagerado ou conflitem com esta recomendação; e) abster-se de menosprezar a importância da alimentação saudável, variada e balanceada; f) abster-se de apresentar qualquer produto como substituto das refeições básicas (desjejum, almoço e jantar), a menos que tal indicação esteja embasada em responsável opinião médica ou nutricional, reconhecida pela autoridade sanitária; g) limitar afirmações técnicas relativas aos benefícios à saúde e à nutrição às que forem compatíveis com o licenciamento oficial e amparadas em responsável opinião médica ou nutricional. Neste caso, tais afirmações deverão ser apresentadas em linguagem acessível ao consumidor médio; h) apresentar corretamente as características de sabor, tamanho, conteúdo/peso, benefícios nutricionais e de saúde; i) evitar a exploração de benefícios potenciais derivados do consumo do produto, como a conquista de popularidade, elevação de status ou êxito social, sexual, desempenho escolar, esportivo, entre outros; j) abster-se de desmerecer o papel dos pais, educadores, autoridades e profissionais de saúde quanto à correta orientação sobre hábitos alimentares saudáveis e outros cuidados com a saúde; k) ao utilizar personagens do universo infantil ou apresentadores de programas dirigidos a este públicoalvo, fazê-lo apenas nos intervalos comerciais, evidenciando a distinção entre a mensagem publicitária e o conteúdo editorial ou da programação; l) abster-se de utilizar crianças muito acima ou muito abaixo do peso normal, segundo os padrões biométricos comumente aceitos, evitando que elas e


seus semelhantes possam vir a ser atingidos em sua dignidade. 2. Quando o produto for destinado à criança, sua publicidade deverá, ainda, abster-se de qualquer estímulo imperativo de compra ou consumo, especialmente se apresentado por autoridade familiar, escolar, médica, esportiva, cultural ou pública, bem como por personagens que os interpretem, salvo em campanhas educativas, de cunho institucional, que promovam hábitos alimentares saudáveis. 3. A publicidade que aludir a propriedades funcionais de produto submetido a este Anexo deverá estar baseada em dados fáticos, técnicos ou científicos, e estar em conformidade com o respectivo licenciamento oficial. 4. A publicidade de bebidas não-alcoólicas deverá abster-se de gerar confusão quanto: a) à qualidade, natureza e tipo de produto; b) ao valor calórico do produto; c) à sua natureza (natural ou artificial), bem como quanto à presença de aditivos, quando for o caso. 5. Na publicidade dos produtos submetidos a este Anexo adotar-se-á interpretação a mais restritiva quando: a) for apregoado o atributo “produto natural”; b) o produto for destinado ao consumo por crianças.

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Camillo Vianna

Ama As

D

urante a Segunda Guerra Mundial foram instalados pelos norte-americanos, duas bases militares na região. Uma em Belém, em Val-de-Cans, outra no Amapá, então Território Federal. A movimentação das aeronaves era constante. Vindas de Miami, chegavam a Belém nas últimas horas da tarde para levantarem vôo no dia seguinte, ao amanhecer, rumo a Natal no Rio Grande do Norte e daí para Dakar, na África. Em seguida dirigiam-se às áreas de combate. Essa movimentação despertava interesse da comunidade, principalmente dos jovens que deslocavam-se até Val-de-Cans, quase sempre de bicicleta, para apreciar a chegada e a saída dos aviões, que era caracterizada pela variedade e quantidade. Vale referir que, proveniente de outras frentes, alguns deles aqui chegavam danificados, trazendo, às vezes, tripulantes feridos e até mesmo mortos. Pequeno cemitério foi instalado em terreno da Base, para receber, provisoriamente, os restos mortais dos militares. Logo após o termino da Guerra, esse campo santo foi desativado. Foram assentadas, também duas torres para atracação de pequenos dirigíveis de patrulha-blimps. Uma em Igarapé-Açu, no Pará e outra no Amapá. Esse tipo de acronave vigiava a Costa Atlântica, lançando bombas no que julgavam ser submarinos alemães. Os americanos possuíam em

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Belém, posto de patrulha de MPs, estrategicamente situado perto da zona do meretrício e, aos sábados, invariavelmente, havia tumultos, provocados pelos soldados que eram contidos pelos MPs, que batiam para valer nos seus conterrâneos levando-os presos para a Base Militar. Para lazer dos oficiais foi instalado no Grande Hotel, o mais importante da Amazônia, à época, o Amazon Room, que apresentava na fachada enorme placa com as iniciais USO (United States Organization) instalados em todas as Bases Americans espalhadas pelo mundo. Havia restrições a entrada dos jovens mancebos


zônia sobras da

guerra

paraenses, ao contrário do que ocorria com as cunhantãns. Foi lá que a elite local começou a substituir o vinho oriundo de Portugal e os licores franceses, pelo uísque escocês, hábito que permanece até hoje. Belém quase se transformou em campo de batalha quando, não se sabe por que cargas d'água, atracou no porto, navio-transporte de tropas que despejou centenas de soldados que vinham com uma espécie de idéia fixa: procurar a zona do meretrício, o que resultou em enorme confusão, porque os invasores não faziam diferença entre os prostíbulo e as casas de famílias A intervenção dos cavaleirianos da Policia Militar local e da comunidade, colocou as coisa no seu devido lugar. A partir de então, passou a ser afixada no frontispício das residências, placa com os dizeres: Casa de Família. Treinamentos com black-out, hoje apagão, eram realizados constantemente, anunciados pela sirene do jornal A Folha do Norte, ouvida a longa distância. Todas as fendas de portas e janelas eram tapadas para que a claridade das velas e dos candeeiros à querosene, não fosse transformada em possível alvo dos aeroplanos alemães. Durante o período da Guerra, o uso da eletricidade era restrito, havendo alternância de fornecimento para lados de uma mesma rua. Resultante do isolamento da Amazônia e em

conseqüência da suspensão das viagens dos navios de carga, somente quando o bloqueio era furado, os gêneros alimentícios aqui chegavam, cuja venda era racionada, principalmente em relação ao açúcar, que quando negociado no mercado do Ver-o-Peso, quase sempre provocava confusão. Bamburrava na cidade, queijo enlatado, ovo em pó - de terrível sabor - e outras gororobas rejeitadas solenemente pelos paraenses, trazidas, por traz das bombas, pelos trabalhadores civís da Base. Faziam sucesso em Belém, grandes caminhões americanos que àquelas alturas possuíam oitos rodas, o que hoje é considerado insignificante, assim como jeeps que rodavam pela cidade.

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receberam atendimento condigno, o que hoje não acontece mais. O industrial americano Henry Ford fez construir em Belterra, no vale do rio Tapajós, onde iniciou o plantio industrial da seringueira, campo de pouso e pequena estação de passageiros sob responsabilidade da PanAm, a mais poderosa empresa de aviação do mundo, àquelas alturas. Hidroaviões Catalina eram usados para transporte da borracha produzida nos seringais. A presença de dirigíveis ou balões como eram Precedidas por passeatas, aconteceu na cidade terrível quebra-quebra, chamados no Amapá, era identificada pelo barulho com invasão, depredação e saque em casas de alemães, italianos e das bombas lançadas, continuamente, na japoneses, que muitas vezes já possuíam família brasileira. perseguição de embarcações alemães, incluindo os Na calada da noite, sem que houvesse nenhuma informação oficial, os submarinos. pracinhas paraenses embarcaram no porto de Belém, rumo ao Rio de Depois de mais de 40 anos do término do Janeiro e daí para Itália, para fazer parte da Força Expedicionária enfrentamento mundial, foram identificados por Brasileira. caçador e seringueiro amapaense, restos de avião de O Exército nacional fez instalar, na Ilha do Mosqueiro, balneário que hoje combate americano coberto, totalmente, por faz parte da Grande Belém, Bateria de Costa e grandes canhões foram vegetação típica da região. Os restos mortais dos colocados na praia do Chapéu-Virado, sob as mangueiras, com o objetivo tripulantes foram resgatados por equipe de reagir aos submarinos nazistas que atuavam na Costa brasileira, estadunidense que desde o final da Guerra chegando a afundar alguns dos nossos navios. percorre o mundo, na busca de restos Durante o período da Guerra, foram instalados dois campos de mortais de seus compatriotas, aviadores concentração, um em Tomé-Açu, no Pará e outro em Parintins ou soldados. Na ocasião da partida para os no Estado do Amazonas, para receber, principalmente, Estados Unidos, onde foram reverenciados japoneses, com características bastante diferentes, para como heróis, a despedida, em Macapá melhor, dos campos alemães na Europa. contou com a presença de autoridades Esquadrilhas de aviões de combates de até 6 unidades, todo brasileiras e do Embaixador do país amigo, no santo-dia, levantavam vôo de Belém, para atacar Brasil. submersíveis na Costa, passando Também no Amapá, em São Joaquim sistematicamente, na ida e na volta, sobre a do Pacuí, caiu avião que teve cidade de Salinópolis, na orla atlântica, desfecho trágico, pois os sobreviventes da aterrorizando os moradores. Um desses aviões caiu na queda foram mortos à terçadadas. Os praia do Farol Velho, carregado de bombas, depois de tentar Henry Ford moradores do local não conseguiram entender sua aterrizar na praia da Matriz. fala, sendo por isso considerados inimigos. O fato só Com a formação do chamado Exército da Borracha, composto por 60.000 veio ao conhecimento décadas depois, através de nordestinos, que fora criado exclusivamente, para extração da borracha famíliar de um dos participantes da chacina. natural dos seringais nativos da Amazônia e com a influência de médicos Como é hábito dos americanos, no Dia de Ação de brasileiros que trabalhavam na Rubber Development Corporation (RDC) Graças, o peru é obrigatório em todas as mesas. No cuja sede era situada na embaixada americana, no Rio de Janeiro, foi Amapá, as carcaças das aves eram lançadas nas criado o Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) que representou lixeiras e devoradas pelos urubus, que, sem causa importante papel, durante e depois da Guerra, quando os interioranos

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aparente, começaram a aparecerem mortos, o que chamou a atenção dos pesquisadores brasileiros que identificaram o vírus New Castle, ficando caracterizada a entrada da doença no País. É possível aceitar que não só a substituição dos filmes franceses pelos de língua inglesa da música, assim como a presença dos norte-americanos nas Bases e seu relacionamento com a comunidade, tenham influenciado a nossa esquisita macaqueação cultural, com grande influência no linguajar cabôco, de expressões do falar dos neoocupantes, cuja previsão de permanência seria de até 100 anos, de acordo com o convênio com autoridades maiores da República, incluindo o próprio Presidente Getúlio Vargas, o que não ocorreu apenas pela recusa em assinar o documento, no caso o Brigadeiro Eduardo Gomes, chefe militar

conceituado em todo o Brasil, que não sacramentou essa postura subalterna dos nossos governantes, cabendo aos historiadores colocar as coisas dentro das realidades do fato. Durante a construção da Base de Belém eram jogados nas lixeiras objetos que para os alienígenas não tinham a menor importância como latas, peças de roupa, relógios, entre outros. Esse material era coletado pelos operários nativos participantes da obra. Algum espírito de porco-americano comparou essa ação a dos urubus que faziam barulho que soava como cheim-cheim. Daí em diante, essa onomatopéia passou a caracterizar algum malfeito, ou seja, as atitudes dos que usam indevidamente, recursos ou outra coisa qualquer, do governo, instituições, empresas e de operários quando desviam material. A expressão fazer Cheim, espalhou-se rapidamente pela Amazônia e pelo Brasil e caiu como uma luva, no que vem ocorrendo nas esferas governamentais, ou não, como mensalão, caixa dois, sanguessuga, apenas para relacionar os mais exuberantes, entre a verdadeira pororoca desses trambiques comuns em todos os recantos do País. *SOPREN

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VIOLÊNCIA

por Paulo Metri cada onda de violência ocorrida na nossa cidade, as mesmas coisas são ditas nas TVs, excetuando o que é específico do caso, os argumentos são iguais e os papos nas mais diversas rodas se repetem, até o cansaço dispersar o debate e a revolta ser abafada. Dorme-se com uma sensação de fracasso, incapacidade e intranqüilidade. Não se vai ao âmago da questão, alguns por interesse, outros por necessidade de sobrevivência e a grande maioria porque não foi atacada pelos bandidos e tem medo de se expor. A reclamação mais comum da classe média é a falta de repressão policial. Essa argumentação também é a preferida dos políticos conservadores. É verdade que a repressão persuade, em parte, os malfeitores a se conterem. Por outro lado, é impossível ter uma polícia onipresente. Não se está querendo dizer que temos a melhor polícia do mundo, nem tampouco que a inteligência da polícia funciona e a prevenção ao crime é perfeita na nossa terra. Dizemos, sim, que o desleixo na repressão é somente uma das causas da violência e, talvez, nem seja a principal. Os canais de televisão fazem coberturas perfeitas sobre os fatos. No entanto, eles não aprofundam a análise desses fatos, que seria primordial para a compreensão do problema. Estou me atendo às televisões por elas serem as difusoras de opinião para a grande massa, com um pouco de auxílio do rádio. Os jornais e revistas fazem análises, mas só são lidos pela elite intelectual que, apesar de ser formadora de opinião, é uma expressiva minoria. Estou partindo do princípio que a mídia deveria ter o papel social de difundir conceitos, analisar cada argumentação, promover debates, trazer propostas e, até, mediar, junto com forças políticas, representantes do povo, lideranças e autoridades, soluções para a questão. Quando buscam fazer alguma análise, as TVs também erram, proposita-damente ou não, porque não compõem um quadro completo sobre os fatos. Mencionam, freqüente-mente, que a violência rouba do cidadão o direito constitucional de ir e vir. É a mais

A

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pura verdade. Pena que não sejam lembrados, nesses canais, alguns direitos sociais, também constitucionais, como a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a previdência social, a assistência aos desamparados e a proteção à maternidade e à infância, que não são respeitados. As TVs não procuram descobrir o que motiva os bandidos, além do produto do roubo ou tráfico, sem procurar desculpá-los pelos seus atos, mas, tão somente, para buscar uma superação definitiva do problema. É claro que existe nesses indivíduos o componente do mau caráter, que permite explicar até a realização de barbaridades. Os canais poderiam buscar entender e transmitir quais as opções de vida de um jovem favelado, quais os seus desejos, como ocorre o processo de cooptação pelo tráfico etc. Deveriam buscar compreendê-lo como pessoa inserida na sociedade de consumo, sem perspectiva alguma de crescimento, com um Estado fraco que não cuida dos seus jovens, recebendo violências desde o nascimento e que, quando planeja alguma violência, estaria usando o mesmo mecanismo de agressão dos seus algozes. Estudos sociológicos explicam, há anos, o que se passa com eles. Tudo isso sem querer eximilos de sua parcela de culpa. Muitos alegam que o último argumento busca transformar os bandidos em injustiçados, que estariam, simplesmente, se rebelando contra os seus opressores, e o que aflora é a velha luta de classes. Pode parecer, mas não há como negar a origem social da quase totalidade dos bandidos, nem a péssima distribuição de renda do País e como ela é um elemento desagregador da sociedade. A imagem que faço, quando leio os números da distribuição de renda no País, é que as diversas classes sociais são fios com eletricidade de diferentes potências, prontos para ocasionarem um curto circuito. A ostentação da classe rica, além de ser um escárnio para quem não tem o que comer, aumenta a tensão entre as classes e a probabilidade de um curto circuito.


INEXORÁVEL Outros fatores indutores da violência, não ligados à distribuição de renda, são pouco divulgados, que é o caso da impunidade dos ricos, da morosidade da Justiça e da corrupção de altos escalões da República. Quando congressistas recebem mesada para votar contra os interesses dos que os elegeram, algum apresentador de TV deveria dizer: "senhores corruptos e corruptores: hoje, os senhores deram um grande incentivo para o aumento da criminalidade no nosso País com o ato dos senhores, uma vez que os bandidos do varejo vão seguir o exemplo dos senhores”. Finalmente, as TVs não fazem o que deveria ser feito, não por incompetência, mas porque são planejadas para, via de regra, informar

mal. Elas pertencem às elites econômicas e política que dominam e exploram nosso País. Se a questão da violência fosse debatida a fundo para a grande massa, essas elites poderiam sofrer reveses. Como a possibilidade de ascensão social no Brasil continua sendo mínima, a distribuição de renda é uma das mais vergonhosas do mundo, a impunidade dos ricos grassa, a corrupção na política é notória, a morosidade da Justiça campeia, a grande massa mal entende o que se passa, o maior veículo da mídia não informa bem, a riqueza dos abastados da sociedade está bem protegida, às vezes, no exterior, a violência continuará, inexoravelmente. o autor é Conselheiro do Clube de Engenharia-RJ

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Cuidados com

Seu

celular O

VOCÊ EU S M O C R O H L ME O G I M A

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celular já está tão integrado ao dia-a-dia das pessoas, que já está sendo chamado de “o melhor amigo do homem.” Hoje você não vai até a esquina sem ele. Imagine ao sair em férias... E se férias exige cuidados especiais para com você, o mesmo acontece com o seu celular.


CUIDADOS ESPECIAIS Sol, por exemplo, te deixa bronzeado, sexy, cheio de charme e faz chover torpedos no seu “melhor amigo”. Mas celular sob o sol nem pensar. O cristal líquido do display vira gelatina. A bateria superaquece e corre o risco de explodir na sua orelha. E sabe do que é feita a estrutura do aparelho? Plástico! E plástico sob o sol do nosso verão, entorta, expande, contrai, empena... Outra coisa que celular quer distância: água. Caiu na água, não tem conserto nem clamado por iemanjá. Mais uma coisa; nunca deixe seu celular sobre o painel do carro. O superaqueciment o também pode ser letal para o aparelho. Poeira, grão de areia e similares invadindo o celular é pior do que a pior guerra.


ia e or tâncla p m I res As partículas vão se infiltrando, lu e c s o d ia acumulando nos componentes e quando luêne acinfluência dos telefones celulares na vida das pessoas, a inafimportância você percebe, comprometeu todos os Para avaliar contatos. Até os gravados na memória do finlandesa Nokia promoveu uma pesquisa com 5,5 mil consumidores de 11 países e idades aparelho, naqueles trelelês que você entre 18 e 35 anos. A seguir algumas conclusões do estudo: costuma fazer de ponta a ponta na praia, 72% usam o celular como despertador desaparecem. 73% usam o celular como relógio E por falar em praia, claro que não se deve pegar o 67% querem ter no celular recursos de Mp3 celular com a mão lambuzada de óleo, protetor solar, 42% querem ter câmera e celular integrados hidratante, cremes, sorvete, raspadinha, suco, quebra89% dos americanos preferem ter os dois equipamentos queixo, pamonha, curau, sanduíche, maionese, 20% preferem perder a aliança ao celular churrasquinho, farofa, vinagrete, frango assado, peixe frito, camarõezinhos, etc, etc, etc. O seu celular agradece. O que significa Quedas e pancadas, dependendo da modalidade o celular para pena, médio ou peso pesado, é um problema sem cada tipo tamanho. Na maioria das vezes a recuperação é impossível. de mulher Tem outra coisa que não pode ser esquecida: você que adora pedalar veja lá onde coloca o celular. Ele é ma pesquisa sobre o uso superportátil, mas pra despencar de qualquer lugar é do celular pelas mulheres tão fácil quanto uma jaca madura. realizada nos EUA pela Só mais uma coisinha; pra não estragar seu Lime Life indica como cada faixa merecido descanso, antes de sair de férias faça uma etária se relaciona com o Garantia Total. É uma garantia complementar para telefone. consertos não cobertos pelo fabricante. É tão legal que *Para as adolescentes de 16 e 17 tem até aparelho reserva quando você precisar. anos, funciona como uma "linha particular". *Para as universitárias é uma maneira de estar sempre em contato com os amigos. As mulheres dominam o uso dos games em celulares nos EUA. *Para as mulheres que trabalham e têm filhos, o celular, na verdade, É o que diz pesquisa da Parks Associates. Representam 59% de todos é uma "central de comando". os consumidores que jogam no celular. Correspondem a 61% dos

U

Celulares... para jogar

jogadores que passam de 1 a 4 horas por mês envolvidos com games nos telefones e 58% daqueles que jogam por mais de 4 horas mensais. No Brasil, não é tão diferente, os percentuais são muito parecidos.

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Quais serão

asnovas

7maravilhas?

R

ecentemente foi divulgada a lista dos 21 monumentos que concorrerão ao título das novas sete maravilhas do mundo, disputa organizada pela fundação New 7 Wonders of the World (www.n7w.com). É uma votação mundial, por telefone (Para votar no Cristo Redentor: 00(xx)43820921329, logo após 05. É uma ligação cara) para escolher as mais belas construções erguidas pelo homem. O projeto, criado pelo excêntrico milionário suíço Bernard Weber, começou em 2001 e já tem como parceiros a operadora British Telecom e a produtora Endemol, a inventora do Big Brother. Metade do valor arrecadado será destinado à preservação dos monumentos históricos. O lucro virá de ações de licenciamento e de um museu oficial criado para celebrar a aventura... Espera-se 100 milhões até o fim da campanha. Weber convidou Federico Mayor, o ex-diretor geral da Unesco, para a triagem inicial. "Ele comanda uma equipe com arqueólogos, arquitetos e historiadores", diz Weber. O único patrimônio que esteve na lista das 7 Maravilhas da Antigüidade, criada pelo arquiteto grego Philon de Bizâncio em 200 A.C, e surge novamente, são as pirâmide de Gizé, no Egito. O Brasil tem um representante: a estátua do Cristo Redentor (Número 05), no Rio de Janeiro. Inaugurada em 1931. Se vencermos, será mais uma bandeira para atrair turistas do mundo inteiro. O resultado definitivo com o rol das 7 Maravilhas sairá em 1 de janeiro de 2007.

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PARA VOTAR NO CRISTO REDENTOR: 00(XX) 43820921329 APÓS 05 Os 21 finalistas:

Conheça os escolhidos por 19 milhões de pessoas

Acrópolis, Atenas, Grécia / Alhambra, Granada / Espanha / Angkor, Camboja / Chichén-Itzá, México / Cristo Redentor, Rio de Janeiro, Brasil / Coliseu, Roma, Itália / Estátuas da Ilha de Páscoa, Chile / Torre Eiffel, Paris, França / . Grande Muralha da China / Santa Sofia, Istambul, Turquia / Templo Kyomizu, Kyoto, Japão / Kremlin/Basílica de Kazan, Moscou, Rússia / Machu Picchu, Peru / Castelo Neuschwanstein, Füssen, Alemanha / Ruínas de Petra, Petra, Jordânia / Pirâmides de Gizé, Cairo, Egito / Estátua da Liberdade, Nova York, Estados Unidos / Stonehenge, Amesbury, Reino Unido / Opera de Sidney, Austrália / Taj Mahal, Agra, Índia / Cidade de Timbuktu, Mali.

Ruínas de Petra, Petra, Jordânia


VOTE NO CRISTO WWW.N7W.COM Estátuas Da Ilha De Páscoa: Esculturas de pedra no Chile

Templo Kyomizu, Kyoto-Japão

Alhambra, Granada, Espanha ANGKOR - Guarda mistérios de uma civilização antiga do Camboja

Estátua da Liberdade, Nova York-EUA

Torre Eiffel, Paris-França

Chichén-Itzá, México

Kremlin, Basílica de Kazan, Moscou-Rússia Machu Picchu, Peru

Grande Muralha da China Cristo Redentor, Rio de Janeiro-Brasil

Santa Sofia, Istambul, Turquia Coliseu, Roma-Itália

Acrópolis, Atenas-Grécia

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VOTE NO CRISTO www.n7w.com Castelo Neuschwanstein, Füssen-Alemanha

AS SETE MARAVILHAS DA ANTIGÜIDADE 1

2

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Stonehenge, Amesbury-Reino Unido Cidade de Timbuktu, Mali

TAJ MAHAL: palácio erguido na Índia por um príncipe para a sua amada

4

5

6

7

Sydney Opera House - Austrália

As construções listadas em 200 a.C. pelo grego Philon

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PIRÂMIDES DE GIZÉ: é o único patrimônio com presença na nova e na antiga lista

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1-Farol de Alexandria, 2-Templo de Ártemis, 3-Estátua de Zeus, 4-Mausoléu de Halicarnasso, 5-Jardins Suspensos da Babilônia, 6-Pirâmides de Gizé, 7-Colosso de Rodhes


ALTAMIRA 22 A 27

Semana da Cultura Ginásio Nicias Ribeiro Tel: (93) 3593-0499 / 9117-3169 Fax: (93) 3593-0499

BELÉM até 29

Arte Pará 2006 Inscrições Tel: (91) 3216-1142/1125/3242-8758 fumdrm@oliberal.com.br

BREJO GRANDE DO ARAGUAIA 22

IGARAPÉMIRI 22 A 26

PAU D'ARCO 22 A 26

REDENÇÃO 22

Dia do Folclore Centro da cidade Promotor: Comunidade Tel: (94) 3337-1201 Fax: (94) 3337-1201

Semana do Folclore Estádio Municipal - Centro de Eventos Culturais Tel: (91) 9609-9801 Fax: (91) 3755-1495

Semana do Folclore Escola São Paulo Tel: (94) 3356-8323 Fax: (94) 3356-8174

II Feira Folclórica de Redenção Espaço cultural Tel: (94) 3424-3130 / 9152-9610 Fax: (94) 3424-1850

SÃO FELIX DO XINGU 25 A 27

BUJARÚ 26

BELÉM 22

XVII Mini Olimpíada Pátio Olímpico Tel: (94) 3435-1197 Fax: (94) 3435-1100

Festa do Agricultor Praça das Bandeiras Tel: (91) 3746-1133 Fax: (91) 3746-1156

Dia do Folclore Distrito de Outeiro - Praia Grande Tel.: (91) 3267-1485 Fax: (91) 3267-2143

Festividade de Nossa Senhora do Socorro Igreja Matriz

BELÉM 30

BELÉM 31 A 11/09

SÃO PAULO até 03/11

SÃO PAULO até NOVEMBRO

Noites de Ópera No auditório do IAP, 19h Entrada franca. Tel: 4006-2915/2916

Exposição 'Cartas de amor' Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra Tel: 4006-2915/2916

VII Prêmio Ambiental von Martius 2006 Inscrições www.premiovonmartius.com.br Tel: (11) 4702-9006 Fax: (11) 4702-9007

SALINÓPOLIS 31 A 08/09

III Conferência Ibero-Americana de Revistas Tel: (11) 3030-9392 www.brazil06.com.br


INSCRIÇÕES GRATUITAS PREMIAÇÃO 1º Lugar: Notebook e Celular 2º ao 10º Lugar: Celular

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CÍRIOS 1º Lugar: Siandra Simão

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6º Lugar: João Vianna

7º Lugar: Arthur “Paparazzo”

8º Lugar: Carlos Alberto Jorge

9º Lugar: Carlos A. L. Amorim

10º Lugar: Artuhr “Paparazzo” Realização

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