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SUPLEMENTO ESPECIAL

PÁSCOA - ABRIL 2019

Em ano ímpar é a Via-Sacra que sai à rua em Prado Tradição pradense varia de ano para ano, intercalando-se a Via Sacra com a Procissão dos Passos A tradição Pascal em Prado difere de ano para ano… Em anos pares, a Procissão dos Passos sai à rua fazendo cumprir uma tradição centenária, sendo também uma das celebrações religiosas mais afamadas e concorridas da região, quer pela “beleza do desfile como pelo enorme simbolismo que lhe está associado”. Já em anos ímpares (como é o caso), na noite da sexta-feira

Via Sacra

santa, decorre a Via Sacra, uma celebração religiosa com início na Igreja Nova e fim na Capela de S. Tiago, organizada pelo Centro de Convívio e Cultura de Prado em parceria com a Paróquia e apoio da Junta de Freguesia. Os ensaios da Via Sacra começaram no início da Quaresma e têm-se realizado às segundas e quartas-feiras, pelas 21h30, nos fundos da Igreja Nova.

Por volta das 21h00, a Via Sacra parte com cerca de 25/30 “participantes activos” (actores principais) que vão representando os vários episódios da vida de Cristo, entre as 14 estações. A juntar aos “actores” principais estão cerca de 40 figurantes, o denominado ”povo”, o

que perfaz um total de aproximadamente 70 pessoas envolvidas directamente na realização desta representação/reconstituição da vida de Cristo. Das 14 estações, nove são apresentadas ao longo do caminho e as últimas cinco já bem perto da Capela de S.Tiago.

Carlos Lopes Arcipreste de Vila Verde

“A melhor notícia que o mundo já teve veio de um túmulo vazio: Cristo ressuscitou! Aqui está o berço da Igreja”. Afinal o Cristo vencido pela morte, retido pela sepultura, jamais poderia ser o Salvador do mundo? A resposta é a pedra angular do Cristianismo. É a verdade maior, mais excelente, mais extraordinária que serve de alicerce para a nossa fé. É por isso que a Sagrada Escritura trata de uma maneira tão clara, tão abundante e tão decisiva esta gloriosa verdade de que Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, venceu a morte e ressuscitou como primícia de todos aqueles que dormem no sono da morte. É certo que podemos até visitar túmulos de muitos líderes religiosos, mas o de Jesus de Naza-

ré está vazio. Ele matou a morte, ressuscitou, está vivo e vai voltar. Esta verdade é a nossa grande esperança. A sua ressurreição é um fato histórico: apareceu a várias testemunhas e, mais, essas testemunhas foram transformadas com o impacto de tal notícia, que se levantaram e foram anunciá-la a outros a ponto de transformarem o mundo. Se Cristo não tivesse ressuscitado, a esperança do futuro seria uma mera ilusão. Porque Cristo vive, podemos crer no amanhã. Porque Cristo vive, a morte não tem a última palavra. Porque Cristo ressuscitou, temos a esperança e garantia da vida eterna. A morte morreu na morte de Cris-

to. Verdade tão sublime, que nos faz perceber que a morte já não é um pesadelo pois deixou de exercer em nós o poder de aterrorizar. Desde esse dia glorioso, para o que crê, morrer no Senhor Jesus é lucro. De agora em diante é bem-aventurado porque descansa das suas fadigas e as suas obras o acompanham. E Deus enxugará as lágrimas dos seus olhos e estará com Ele por todo o sempre, com corpo de glória. Se a nossa esperança em Cristo se limitasse apenas a esta vida, seríamos os mais infelizes de todos os homens. Poderíamos ter dinheiro, saúde, sucesso, fama, beleza física, o mundo a nossos

pés, mas a vida continuaria curta e tantas vezes até demasiado curta. Todos vamos ter de comparecer diante de Deus um dia e, se toda a nossa esperança se limita apenas a esta vida, não nos oferecerá segurança, será inócua. Mas se confiamos em Jesus, se acreditamos no Filho de Deus, então podemos ter uma esperança viva, porque percebemos que o melhor ainda está pela frente. É porque Jesus está vivo que a nossa vida tem sentido e a nossa presença aqui tem sentido. Dia feliz para todos os que não se contentam apenas com ovos de coelho! Cristo ressuscitou, aleluia!”


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“Festa do Pão Quente” é tradição centenária em Oleiros

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uito antes da entrada na Quaresma, a freguesia de Oleiros, em Vila Verde, inicia os preparativos da Páscoa, e na primeira segunda-feira do Novo Ano, o Mordomo recebe a Cruz e serve “pão quente” a todos os que à sua casa se dirigirem. O início é dado com a celebração de uma missa, pela tarde, a que se segue a entrega da Cruz ao novo Mordomo. Este encarrega-se de a transportar

fazendo o percurso desde a Igreja Paroquial de Oleiros até à sua residência. Chegados ao destino, o pároco local benze a Cruz, que o Mordomo zelará até ao dia da Páscoa. Diz a tradição que durante o percurso, os Mordomos são acompanhados das gentes da terra, que vão rezando e expressando cânticos alusivos à época festiva. “Festa do Pão Quente” O outro momento alto e bas-

tante aguardado ocorre na chegada à residência do Mordomo, em que este oferece aos presentes meia ou um quarto de broa de milho, acompanhados de um bom vinho novo. Como já é bem característica, a cerimónia conta, todos os anos, com imensas pessoas, às quais são oferecidas várias centenas de quilos de broa. O fogo-de-artifício é também ele utilizado, tendo por isso um papel importante na “encenação” desta tradição.

Almerindo Costa Arcipreste de Terras de Bouro

A Páscoa aproxima-se! Páscoa é ressurreição, mudança, transformação, renascer! Neste Tempo Pascal que se aproxima tenhamos a capacidade de entender o verdadeiro sentido da Páscoa. Que seja renovada em cada um de nós a fé, a esperança e a caridade. Aperfeiçoemos a nossa capacidade de recomeçar, de perdoar, de respeitar o próximo, de viver em harmonia e equilíbrio connosco, com Deus e com os outros. Cristo Ressuscitado ergue-se diante de nós para ser a Luz do nosso caminho. Eis, pois, a Páscoa de Cristo: não se trata de

um simples “amor”, na significação que a nossa linguagem corrente dá a esta palavra, mas da mais completa e plena misericórdia. Não é o amor que aumenta ou diminui de acordo com a correspondência da outra parte, mas a misericórdia que abraça a todos, mesmo que o não mereçam e até a rejeitem. E assim se compreende o mistério pascal: Jesus Cristo entregou a própria vida à morte para que nós, pecadores, possamos ter a vida. E vida em

plenitude, pois trata-se da participação da própria vida divina. É este Cristo ressuscitado que somos enviados a anunciar e a testemunhar ao nosso mundo. O nosso tempo e a nossa sociedade, precisam urgentemente de ter notícias deste Deus. Mas este anúncio, não pode ser feito apenas por palavras. Tem de ser, sobretudo, através de imagens visíveis, de atitudes concretas; pelo testemunho de fé e de santidade de cada um de nós.

A nossa sociedade precisa de testemunhos fortes, pessoais e comunitários, desta vida nova em Cristo, para lhe devolver a esperança, para que possa voltar a acreditar que um mundo melhor é possível. Que essa Luz seja para todos nós cristãos fonte de comunhão e unidade eclesial. Deixemo-nos guiar por Ele, acolhamos a vida nova que Ele nos dá! Uma SANTA E FELIZ PÁSCOA PARA TODOS!


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Quaresma período de reflexão para uma melhor vivência do tempo Pascal Por Salvador de Sousa

Vilarinho contextualiza, nos seus espaços religiosos, a Paixão de Cristo A Paróquia de Vilarinho, Vila Verde, vive com muita fé, há vários séculos, no fim de semana de Ramos, a Paixão de Cristo. Peregrinos de inúmeras regiões, nesses dias, trilham as vias possíveis que os conduzem a todo um cerimonial religioso que acompanham e interiorizam com todo o respeito. Os nossos antepassados, numa paróquia pequena e com parcos recursos económicos, deixaram-nos um património assinalável que, desde meados do século XVII, começaram a construir para, no século seguinte, iniciarem a Solenidade dos Passos.

Os escadórios no Monte das Oliveiras Atualmente, podemos viver a Paixão de Cristo contextualizada nos escadórios que nasceram no sentido de evitar, em 1982, a construção de um edifício novo para o 1º Ciclo. Travou-se uma grande luta entre a Confraria, na altura, coordenada pelo saudoso Prof. Ernesto Ferreira da qual eu já fazia parte como Secretário, e os órgãos autárquicos de então que queriam, teimosamente, ir avante com tamanha aberração. Quem tiver acesso aos jornais, “O Vilaverdense” desse período, pode ler artigos

O adro da Capela de Santa Luzia

meus a contestar tal situação. Valeu a oposição do Pároco, Padre Francisco da Silva Cardoso, e das restantes autoridades eclesiásticas para que o espaço não fosse expropriado. Os escadórios foram, logo, iniciados em 1983 e finalizados no ano 2000, ainda em vida do Prof. Ernesto Ferreira, seu coordenador. O projeto foi da autoria do arquiteto Macedo, a orientação técnica da Câmara Municipal de Vila Verde na pessoa do Sr. Pinto Santos e o operário foi o Sr. António Oliveira Pereira. No ano 2002, foi iniciada a obra de requalificação do adro de Santa Luzia que se encontrava em terra, sob a coordenação de Salvador de Sousa, após a aprovação desta Confraria. Foi finalizada no ano seguinte, graças a um projeto promovido pela ATAHCA, comparticipado em 75%. O projeto e orientação técnica foi da responsabilidade do arquiteto José Figueiras

da Câmara Municipal de Vila Verde, sendo a obra executada pelo sr. José Salgado. No período entre 2003 e 2007, seguiram-se melhoramentos em todas as capelas e seu espaço envolvente (parte delas executadas pelo sr. António Magalhães), incluindo o seu interior, mormente, o restauro dos altares e da maioria das suas imagens.

Paixão de Cristo nos escadórios e suas zonas envolventes O monte de Santa Luzia que envolvia os escadórios foi totalmente removido, passando a denominar-se Monte das Oliveiras, sendo, para isso, plantadas dezenas de oliveiras. Foi elaborado um projeto inicial pelo Arquiteto Sampaio, técnico da Câmara Municipal de Vila Verde, para a execução de casas de banho e um salão, assim como as cotas do terreno e dos seus acessos. Seguidamente, o tesoureiro da Confraria, Salvador de Sousa, após ser feita a intervenção geral em todo o património secular da Confraria, aprovada pela instituição, fez um estudo bíblico, tendo em atenção os

escadórios, o Monte de Santa Luzia, todo o percurso da Procissão de Passos e de todas as tradições oriundas de um passado remoto e, ainda, no sentido de se criar um espaço onde se possa desenvolver o turismo religioso de uma forma mais atrativa e mais esclarecedora, sobretudo no que concerne à vida de Cristo, na Sua Paixão. A execução deste estudo, proposto e aprovado pela Confraria, iniciou-se em 2010 com a coordenação de Salvador de Sousa, seu autor, tendo como principal operário o Sr. João Pereira. Enumeram-se as principais intervenções: Parque de merendas e chur-


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rasqueira; parque de merendas coberto que será, brevemente, iniciado; motivos das cerimónias dos Passos de Cristo no alpendre da Capela do Calvário/ Santa Luzia; representação da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, com os motivos inerentes, na parte frontal do lago; um grande mural, simbolizando a Última Ceia de Cristo; adaptação do lago, de acordo com a época, para se poder reproduzir o Jardim das Oliveiras (Jardim Getsémani) com as quedas de água e respetivas esculturas de Cristo, prostrado a orar, e os três apóstolos (em execução), Pedro, Tiago e João; o beijo traiçoeiro de Judas, entregando Cristo aos soldados; execução de quatro novos calvários com a prisão de Jesus no Monte das Oliveiras, Jesus no Tribunal Judaico, Jesus perante Herodes e Jesus perante Pilatos; as 14 estações da Via-Sacra ao longo dos escadórios; réplicas dos quadros da Capela do Calvário, em painéis de azulejo, nos calvários centenários; qua-

PÁSCOA - ABRIL 2019 tro colunas, em granito, no início dos escadórios, com os Soldados Romanos, simbolizando o cerco a Jesus; requalificação da entrada principal do adro da Capela do Calvário/Santa Luzia com a remodelação do muro em granito e com a colocação de seis colunas, duas delas encimadas com S. João Evangelis-

5 ta e Nossa Senhora das Dores; ligação com grandes muros e passeio, em granito, entre a Capela do Senhor do Horto e do Calvário adjacente com diversos painéis; os cinco Mistérios Dolorosos, em painéis de azulejo, colocados entre o Calvário do Senhor do Horto e a Capela do Senhor do Encontro.

Observações Toda a eletrificação foi projetada pelo Eng. Paraízo dos Santos da Câmara Municipal e executada pela sua equipa, sob a sua orientação; os painéis foram desenhados e pintados pelo artista bracarense, António Monteiro; as esculturas, em granito, foram executadas pelo artista vilaverdense, Maciel Cardeira, especializado em Belas-Artes; foi explorada e canalizada a água do Monte da Cachada (Real) para o Monte das Oliveiras. A inauguração destes espaços religiosos será feita logo que todas as obras estejam concluídas, possivelmente em 2020. Estas obras foram executadas em parceria com: - Confraria dos Santos Passos do Senhor e de Santa Luzia; - Câmara Municipal de Vila Verde; - ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave); - Junta de Freguesia.

Avelino Mendes Arcipreste de Amares

Páscoa que faz crescer na Esperança! Começamos, à poucos dias, a Primavera com o seu desafio a fazer reflorir a natureza, na esperança de que, a partir da beleza e do perfume das flores, surja uma boa colheita. Começamos a Primavera que é tanto uma questão de fora como de dentro; que na modificação da paisagem exterior nos desafia também a uma mudança da paisagem interior fazendo reflorir o coração da nossa vida com pequenas flores brancas de esperança, de alegria, de vida nova, capaz de gerar frutos que testemunhem consolação, misericórdia, autenticidade, mansidão, simplicidade... sabendo que cada ato de amor é um ato de ressurreição... (Conf. Tolentino de Mendonça, In Secretariado Nacional de Cultura, 20/03/2019). Neste contexto primaveril destaca-se, sem dúvida a Festa da Páscoa: festa da luz, da alegria, da vida nova. De facto, começando pelo significado da palavra que é de origem grega e significa “passa-

gem”: passagem da escravidão para a terra da liberdade - entre os judeus; da morte à vida nova da Ressurreição de Cristo e com Cristo - entre os cristãos...; passando pelos símbolos que nela estão presentes: o ovo colorido ou as amêndoas, que trazem consigo a ideia de começo e da “surpresa” de uma vida nova; o coelho, símbolo da fecundidade; os pequenos sinos, que anunciam festa; ou o girassol, que representa a busca da luz... esta festa está cheia de esperança e de vida, de luz e de alegria, de doçura e de felicidade. Para os cristãos, esta é a festa em que a esperança é transformada em certeza: nada nem ninguém poderá jamais separar-nos do seu amor (Cf. Rom 8, 39). Desde sempre o mundo esperava o domínio sobre a dor, a morte e o pecado; a partir da manhã daquele primeiro dia da semana, vemos a promessa que se cumpre. Aquele que fizera da sua vida um ato contínuo de amor – “das Marias Madalenas, aos lírios do

campo; dos paralíticos, às águas dos mares; dos pães e peixes escassos, aos Samaritanos vários; da água feita bom vinho, ao decoro do Templo; da matéria da madeira de carpinteiro, ao olhar da Maria cuja matéria mais íntima metamorfoseou o amor de Deus pelos seres humanos em humano infante” (Américo Pereira, in Secretariado Nacional da Cultura, 17/04/2017)..., e que morrera precisamente porque queria outro mundo, outra civilização: a civilização do amor, da justiça, da verdade... Ressuscitou e abriu-nos à esperança da imortalidade. Agora sabemos que a dor é redenção, a morte é apenas preâmbulo de ressurreição, a ferida do pecado pode ser curada com a “transfusão” do sangue de Cristo na nossa vida pelo batismo e demais sacramentos... Agora sabemos que após esta vida crucificada, vivida com o espírito de Jesus, só nos está reservada a ressurreição. Assim, porque “antes que tu ajas, antes de qualquer mérito, quer tu o saibas ou não, cada

dia a cada despertar, o teu nome para Deus é «amado». Imerecido amor, incondicional, unilateral, assimétrico. Amor que antecipa e que prescinde de tudo (Ermes Ronchi, In Avvenire, 11/01/2019), então a Páscoa significa voltar a crer que Deus irrompe sem cessar nas nossas vicissitudes, desafiando os nossos determinismos uniformizadores e paralisantes... A Páscoa é perceber que Cristo vive hoje e está nas nossas lágrimas e sofrimentos como consolo permanente e misterioso. Ele está nos nossos fracassos e impotência como força segura que nos defende. Ele está nas nossas depressões, acompanhado, em silêncio, a nossa solidão e tristeza incompreendida... A Páscoa é sentir-se enviado a levar esta alegre notícia a todos que a desconhecem, suscitando e ressuscitando aí, nos corações pesados de tristeza e em quem sente dificuldade para encontrar a luz da vida, uma nova Primavera de vida, de mundo novo, de novo e eterna felicidade...


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Ainda não é desta que a Páscoa de Fiscal conta com novas embarcações Celebração da Páscoa junta centenas nas margens do Rio Homem Entre os dias 6 e 13 de Abril, os barcos para a celebração da Páscoa em Fiscal estarão à superfície do Rio Homem, para a madeira secar... mas ainda não

são os novos. Contactado pelo Jornal “OAmarense”, o Presidente de Junta da Freguesia de Fiscal, Augusto Macedo, explicou que «foi impossível inves-

tir em novos barcos para este ano», mas que para o próximo «a situação será tratada, já com o apoio da Câmara Municipal de Amares. O investimento

que será feito será com a colaboração da Câmara». Quanto à decoração das embarcações, Augusto Macedo explicou que cabe aos mordo-

mos decidir, mas ao que sabia estas terão «um arranjo mais tradicional, como antigamente, com decorações em papel espalhadas pelo barco».

Compasso Pascal Ao som dos foguetes e das campainhas, o compasso pascal atravessa o rio Homem, com os elementos do compasso pascal, com centenas de pessoas a juntarem-se nas margens para registar uma tradição já vincada mas de origem que ninguém consegue precisar. O cortejo pascal encerra com o habitual “Encontro das

Cruzes”, ao final da tarde, junto ao marco miliário na Freguesia vizinha de Carrazedo, seguido de desfile até à capela de Santo António do Pilar. Um momento musical pelas bandas filarmónicas e uma sessão de fogo-de-artifício terminam assim mais uma “visita” do Cristo ressuscitado às casas de Fiscal.

Centenas de figurantes na “Procissão dos Passos” em Rendufe Centenas de figurantes fazem parte da imponente Procissão dos Passos da Paróquia de Santo

André de Rendufe, do arciprestado de Amares. O sermão, na capela do Mosteiro, dá o mote

à iniciativa, em que ao longo de duas horas, os fiéis cristãos da paróquia e muitos visitantes

cumprem os “passos até ao Calvário”. Este momento integra as celebrações da quaresma cristã,

que se conclui com a tradicional visita pascal, “o anúncio da ressurreição de Jesus Cristo”.


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Pombinha. A burra que carrega a Nossa Senhora numa das procissões mais ansiadas de Braga Burra pertence a Francisco Ferraz, criador que há mais de dez fornece um dos animais para o cortejo bíblico Por Pedro Nuno Sousa

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cortejo bíblico de seu nome “Vós sereis o meu povo”, vulgarmente conhecida como “Procissão de Nossa Senhora da Burrinha”, que decorre na Semana Santa de Braga, vai ter uma burra de Vila Verde a carregar a estátua de Nossa Senhora, mais concretamente, de Escariz São Mamede. O criador, Francisco Ferraz, contou ao Jornal que a “Pombinha”, nome da burra que vai participar na romaria, tem 15 anos e já não é “nova nestas andanças”. Há mais de dez anos que o criador fornece uma burra para a procissão, que carrega uma estátua de Nossa Senhora ao longo de todo o caminho e, segundo diz, «todas elas se portaram muito bem até hoje». “Pombinha” já é a terceira que Francisco Ferraz cede para participar na Procissão. «Já

há muitos anos que uma burra vai para lá para a Procissão. Esta já é a terceira. É um gosto enorme para mim elas irem e acompanharem todo o cortejo», disse. O criador, acompanhado pelo seu ajudante, João Mota, contou que de momento tem sete burras mirandesas, a contar já com a mais recente de todas, nascida na madrugada de 27 para 28 de Março, que, ao contrário das outras, ainda não lhe foi atribuído um nome, pois ainda não está registada e certificada pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA). Quem pretender saber mais ou adquirir gado desta natureza pode entrar em contacto com Francisco Ferraz para o 962 686 863 ou combinar junto do mesmo ou do seu ajudante, João Mota, em Escariz São Mamede.

O caminho da “Pombinha” A “Pombinha” vai percorrer a “Procissão de Nossa Senhora da burrinha” com as estátuas de José, Maria e do

Menino no dorso, pelo habitual itinerário, com início na Igreja de S. Victor, seguindo para o Largo da Senhora-

-a-Branca; Avenida Central (lado norte); Largo de S. Francisco; Rua dos Capelistas; Rua Justino Cruz; Rua do

Souto; Largo do Barão de S. Martinho; Avenida Central (lado sul); novamente Largo da Senhora-a-Branca e ter-

minando onde começou, na Igreja de S. Victor.


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