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ABRIL2011 · Tel. 241 360 170 · Fax 241 360 179 · Av. General Humberto Delgado - Ed.

Mira Rio · Apartado 65 · 2204-909 Abrantes · jornaldeabrantes@lenacomunicacao.pt

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jornal abrantes

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Director ALVES JANA - MENSAL - Nº 5483 - ANO 111 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

CONSTÂNCIA

GALA ANTENA LIVRE VOLTA A PREMIAR A REGIÃO A 29 de Abril sobem ao palco do cine-teatro S. Pedro os nossos músicos e os nossos galardoados. Mais uma vez, a Gala vai marcar a agenda regional e apoiar os músicos e um conjunto de pessoas singulares e colectivas que merecem o nosso apoio. Filipe Santos, da primeira edição da Operação Triunfo, vai marcar presença com o seu mais recente disco. Página 18

Festas do Concelho voltam a animar a Vila Poema As Festas da Boa Viagem são um cartaz garantido. Com menos custos procura-se mais resultados. página 8

MÉDIO TEJO

Entrevista com Paulo Vasco, director do Serviço de Urulogia Paulo Vasco dá-nos conta do trabalho de uma equipa pequena no tamanho e grande nos resultados. página 3

ABRANTES

Escolas continuam em obras mas as vozes não são unânimes O balanço geral é possitivo, mas de perto ouvem-se queixas que deviam ser evitadas. páginas 4 e 5

Semana Santa é fé, cultura e turismo, no Sardoal

Foto: Paulo Sousa

Foto: Fábio Barralé

O Sardoal prepara-se para receber milhares de amigos e forasteiros com um programa de festas rico e variado. páginas 11 e 15


2 ABERTURA FOTO DO MÊS

EDITORIAL

de

jornal abrantes

ABRIL2011

Abrantes, 2011

FICHA TÉCNICA Director Geral

É assim que se agride o monumento. Mata-se a leitura. Agride-se a imagem. Dá-se carta livre à poluição sobre os materiais. E dificulta-se o acesso a quem quer entrar. Ah, e maltrata-se a cidadania. Enfim, é também assim que se cria distância aos países mais desenvolvidos.

Joaquim Duarte

Director Alves Jana (TE.756) alves.jana@lenacomunicacao.pt

Sede: Av. General Humberto Delgado – Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes Tel: 241 360 170 Fax: 241 360 179 E-mail: info@lenacomunicacao.pt

Redacção Jerónimo Belo Jorge (CP.1907 jeronimo.jorge@lenacomunicacao.pt

Joana Margarida Carvalho joana.carvalho@lenacomunicacao.pt

André Lopes

Publicidade Rita Duarte (directora comercial) rita.duarte@lenacomunicacao.pt

Miguel Ângelo miguel.angelo@lenacomunicacao.pt

Andreia Almeida andreia.almeida@lenacomunicacao.pt

Design gráfico e paginação António Vieira

INQUÉRITO

Impressão

Costuma ir buscar o folar da Páscoa?

Imprejornal, S.A. Rua Rodrigues Faria 103, 1300-501 Lisboa

Editora e proprietária Jortejo, Lda. Apartado 355 2002 SANTARÉM Codex

GERÊNCIA Francisco Santos, Ângela Gil, Albertino Antunes

Luís Augusto

Vânia Ricardo

Nélia Godinho

Abrantes

Abrantes

Pego

Costumava, quando era solteiro. Agora já não, passo a minha Páscoa em família e com os amigos num ambiente de confraternização.

Sinceramente, não sei o que é. Passo a minha Páscoa em família, onde há apenas uma troca de amêndoas.

Até aos meus dez anos de idade, costumava ir buscar o folar da Páscoa a casa da minha madrinha. Recebia um tabuleiro com um bolo de pão-de-ló, umas laranjas e umas amêndoas, era assim a tradição. Actualmente, já não vou buscar, há apenas uma troca de prendas e um almoço em família.

Departamento Financeiro Ângela Gil (Direcção) Catarina Branquinho, Celeste Pereira, Gabriela Alves e João Machado info@lenacomunicacao.pt

Mudar “O programa segue dentro de momentos.” Não sabemos se é o programa da crise, se o da resolução da crise. Mas sabemos que queremos continuar a viver. Que venham os sacrifícios que forem necessários para resolver a crise, mas não para alimentar os que se alimentam da crise. Por isso é importante “ver, ouvir e ler” para sabermos distinguir o que se passa “lá por cima”. E apoiar o que deve ser e recusar o que “não pode ser”. Mas aqui à mão, é da nossa conta directa. Todos vivemos no mar das circunstâncias externas, que decidem muito do que se passa connosco. Mesmo assim, temos alguma margem de manobra, ainda que curta e difícil e é a nós que cabe ter mão certeira e olho estratégico sobre “as nossas coisas” - na nossa empresa, no nosso serviço público, no nosso concelho, na nossa região. Não vai ser fácil. O desânimo é tentador. A verdade, porém, é que se não formos nós, ninguém mais poderá fazer o que nos está entregue. Só sairemos da crise com mudanças profundas, apesar de sermos todos avessos à mudança. Mas não está tudo em mudança? Lá fora, como cá dentro. Há, por isso, que estarmos atentos, sobretudo à direcção em que vamos. E atentos também à lição que nos deixa Jack Welch: “Quando a velocidade das mudanças exteriores excede a das mudanças interiores, o fim está à vista.”

Marketing ALVES JANA

Patricia Duarte (Direcção), Catarina Fonseca e Catarina Silva. marketing@enacomunicacao.pt

Recursos Humanos Nuno Silva (Direcção) Sónia Vieira drh@lenacomunicacao.pt

SUGESTÕES

Sistemas Informação Tiago Fidalgo (Direcção) Hugo Monteiro dsi@enacomunicacao.pt Tiragem 15.000 exemplares Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo no ICS: 124617 Nº Contribuinte: 501636110 Sócios com mais de 10% de capital Sojormedia 83%

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VERA DIAS ANTÓNIO, presidente da Associação de Técnicos de Comunicação Autárquica IDADE 32 RESIDÊNCIA Mação PROFISSÃO Técnica de Comunicação Autárquica UMA POVOAÇÃO Amêndoa (Mação) UM CAFÉ Il Caffè di Roma (é só o que falta em Mação) UM BAR Não frequento

UM PETISCO Moelas UM RESTAURANTE Todos os de Mação (come-se bem aqui) PRATO PREFERIDO Migas com bacalhau assado UM LUGAR PARA PASSEAR O Concelho de Mação. Temos locais fantásticos para passear, na zona da serra ou junto ao rio e ribeiras UM RECANTO PARA DESCOBRIR

O Vale do Ocreza, no Concelho de Mação. UM DISCO “Em Fuga”, Tiago Bettencourt & Mantha. UM FILME Cinema Paraíso. UMA VIAGEM Marrocos. UM LEMA DE VIDA Volta e meia é preciso sair da caixa e ver o que está lá dentro, só assim podemos evoluir, analisando-nos de fora.


ENTREVISTA 3

ABRIL2011

PAULO VASCO, DIRECTOR DO SERVIÇO DE UROLOGIA DO MÉDIO TEJO

“Somos uma equipa pequena, mas grande na intervenção” ALVES JANA

O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo tem um excelente índice de produtividade e qualidade a nível nacional, é o único que faz consultas nas três unidades hospitalares e realiza no final de Abril as suas Jornadas de Urologia, em Tomar, onde tem a sua sede.

O que é a Urologia? É a especialidade da Medicina que estuda e trata os problemas do aparelho urinário masculino e feminino e os do aparelho genital masculino. Os problemas do aparelho genital feminino são objecto da Ginecologia. E os do aparelho genital masculino têm já uma sub-especialidade que é a Andrologia, de que nós também já cá temos consultas. O Serviço está em Tomar, mas começou por ser em Abrantes, donde, aliás, chegou a ir cobrir os distritos de Viseu e Aveiro. Quando, em 2006, se formou o Centro Hospitalar do Médio Tejo, foi feita a distribuição dos Serviços pelas três unidades hospitalares. As cirurgias ficaram em Tomar, e entre elas a Urologia. Sem dramas. Como estamos de saúde em termos urológicos nesta zona? Estamos com valores normais nas taxas de doença, tendo em consideração que somos uma zona envelhecida e estas são doenças muito relacionadas com a idade. Por outro lado, quanto a cuidados prestados, cirurgias e de consultas por ano dão-nos um Serviço com um excelente índice de produtividade. Acompanhamos cerca de 1.000 doentes oncológicos. A equipa é pequena, mas grande na intervenção. Estamos em 3º ou 4º lugar

a nível nacional, o que é muito bom dada a população envelhecida com que trabalhamos. Isto só é possível com um grande empenho, posto no facto de fazermos consultas nas três unidades hospitalares, somos os únicos a fazê-lo, e muito acompanhamento dos doentes. Também a média de dias de internamento de 4.7 [média de 4.7 dias de internamento após uma operação] é uma das melhores a nível nacional face ao nosso tipo de população e mostra a qualidade do trabalho feito e, mais uma vez, do acompanhamento aos doentes, pois resulta de não haver grandes complicações no pós-operatório. Além disso, enquanto há anos a visita aos doentes era feita pelo médico, agora é feita por uma equipa composta por médico, enfermeiro, farmacêutico e assistente social. A

doença não é só médica, e a nova abordagem permite um melhor resultado da nossa intervenção. Que conselhos dá aos nossos leitores? Que visitem regularmente o seu médico. E que não aceitem como normais o que nos habituámos a achar normal, a dificuldade em urinar, nos homens, e as perdas de urina, nas mulheres. Não são normais, e podem ser tratadas. O que significam as Jornadas de Urologia? São a jóia do Serviço. São um fórum de debate de assuntos técnicos e científicos, mas também de ligação com os Centros de Saúde e com outras especialidades médicas. O convívio informal desses dias com pessoas de todo o país estabe-

lece cumplicidades e ligações que são depois muito úteis no desenvolvimento da actividade corrente. Permito-me realçar o apoio militante da Associação dos Amigos do Serviço de Urologia que dá o suporte organizativo às Jornadas. Este ano, as Jornadas abrem uma ligação directa à Filosofia. Sim, procuramos estabelecer ligações com outras áreas não médicas. Este ano convidámos o professor [de Filosofia] José Heleno, de Abrantes, a proferir a conferência de abertura, que aceitou. Os escritos que fez de preparação ganharam uma dimensão considerável, pelo que nos propôs a sua edição, o que aceitámos. O lançamento será então feito nas Jornadas. Tem alguma mensagem final

para os leitores do JA? A constituição do Centro Hospitalar do Médio Tejo e a distribuição dos Serviços pelas três unidades hospitalares trouxe algumas incompreensões e oposições. Pense-se o que se pensar, o Centro está aí. Mas parece que os utilizadores do hospital de Abrantes ficaram a pensar o seu hospital apenas como o sítio onde vão às urgências ou buscar umas receitas e fazer uns exames. Devem assumir o hospital como seu – o hospital é das pessoas – com as valências que são as suas, e exigir dos profissionais qualidade e eficácia, e ao mesmo tempo condições de trabalho para esses profissionais. Estes precisam de ser acarinhados e motivados. Isto para obstar à ameaça, que é real, de um progressivo esvaziamento de um hospital que é o mais velho dos três e com profissionais que são bons, mas podem via a ficar envelhecidos. Por isso, as pessoas que utilizam o hospital de Abrantes têm de ser mobilizados e mobilizar-se para que o seu hospital tenha a mesma dignidade e a mesma qualidade que os outros dois. Sejam exigentes com o seu hospital, mas, ao mesmo tempo, defendam-no. SERVIÇO DE UROLOGIA DO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO

Composição: Urologistas – 3; Enfermeiros – 18; Tec. Operacionais – 9; Administrativa – 1; Doentes oncológicos tratados – 1000 Unidade de internamento: Camas – 20; Internamentos – 900/ ano; Taxa de ocupação – 80%; Dias de Internamento – média 4.7 Produção anual: Grandes e médias cirurgias – 850; Consultas 8000 Tempo de Espera: Consulta de Oncologia – não tem; Outras situações – 5 meses

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COM MELHORES CONDIÇÕES O ENSINO TAMBÉM MELHORA

Aulas e obras: complicado mas necessário As escolas de Abrantes estão ou vão estar em obras durante os períodos lectivos. As necessidades são prementes mas acarretam algumas complicações no dia a dia dos estabelecimentos de ensino.

Se a Escola Dr. Solano de Abreu já passou a fase mais difícil, falta apenas a conclusão dos arranjos exteriores e a instalação de alguns serviços, já a D. Miguel de Almeida vive a complicação das maquinarias em trabalho ao mesmo tempo que os professores ensinam as matérias. A Escola Dr. Manuel Fernandes prepara-se para uma nova intervenção de fundo, um ano depois de uma intervenção que durou cerca de dois anos. Todos os directores concordam que com melhores infra-estruturas melhora o ensino. Jorge Costa, director da Escola Dr. Solano de Abreu, diz mesmo que “Há 50 anos as condições da escola eram melhores do que a maioria das habitações dos alunos, hoje é o inverso, por isso a escola não é atractiva”. As obras são necessárias. Inevitáveis. Mas conviver com obras durante um ano é desgastante e os directores têm trabalho reforçado. Por um lado são as actividades lectivas, por outro são os mestres de obra que acompanham quase em permanência o trabalho dos empreiteiros. Se às obras nas escolas do segundo, terceiro ciclo e secun-

dário juntarmos as que estão a ser desenvolvidas no primeiro ciclo, concluímos que o parque escolar de Abrantes está numa total revolução. Dos mais novos aos adolescentes, as condições de ensino mudam e para melhor.

A nova escola Solano de Abreu A Escola Secundária Solano de Abreu há muito que reclamava uma intervenção de fundo. Com uma intervenção de dez milhões de euros a cargo da Parque Escolar este estabelecimento ganhou um novo edi-

fício e uma intervenção global. Se juntarmos o acordo com a Câmara Municipal de Abrantes para que o pavilhão desportivo integre o recinto escolar, então pode fala-se de uma nova escola. Durante o período de obra, esta foi fisicamente separada das actividades lectivas, as aulas foram divididas entre monoblocos (os chamados contentores) e algumas das salas do edifício antigo. Os alunos ficaram com menos espaço de ar livre mas, segundo o director Jorge Costa, compreenderam as contra-

riedades pensando nas melhores condições que passam a usufruir. Obra quase feita, com equipamento novo, as salas apresentam outras condições. Melhores condições. O que falta fazer é pouco. Arranjos exteriores e as obras de requalificação do pavilhão desportivo. Quando estiver concluída esta intervenção a entrada principal passa para a zona sul, com a entrada no recinto a ser efectuada pelo novo edifício construído. O director destacou que os condicionalismos dos últimos dois anos foram muitos,

mas foram ultrapassados. E adianta: “Agradeço à Câmara de Abrantes a disponibilização da cidade desportiva para as aulas de educação física, sem a qual não poderíamos leccionar a disciplina”, explicando que o ginásio deixou de existir passando a ser um auditório. Depois das obras surgiram alguns problemas com a reconstrução mas que foram sendo resolvidos entre a direcção da escola e a empresa responsável pela obra. A escola tem muito mais espaços com vidros para aproveitar a luminosidade natural e está equipada com aparelhos de ar condicionado. Só que, Jorge Costa mandou desligá-los ou então “não tínhamos orçamento para pagar a conta da electricidade”. Mesmo assim, garante, as condições nas salas são avaliadas e podem ligar-se os aparelhos, mas não em permanência. Afirma o director que a colocação de vidros duplos resolve uma parte da climatização, embora o Verão possa acarretar alguns problemas. “Neste momento falta instalar o arquivo da escola e o SASE para que a intervenção seja concluída. Mas as actividades lectivas já estão normalizadas”, revelou o director, embora tenha observado que foi um período muito cansativo mas, ao mesmo tempo, gratificante, porquanto a escola fica agora “nova” e com “condições”.

Dr. Manuel Fernandes, obras em cima de obras A Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes preparase para receber nova intervenção, depois de ter tido obras de requalificação geral há cerca de três anos. Só que agora, previsivelmente com início em Junho, terá uma nova intervenção global, num investimento da ordem dos dez milhões de euros e que vai mudar completamente o visual da escola tal como a conhecemos. A intervenção, da responsabilidade da Parque Escolar, já foi adjudicada e a empresa que vai fazer a obra já iniciou as reuniões com a direcção da escola no sentido de começar a preparar o plano de trabalhos. A começar em Ju-

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nho deste ano, as demolições necessárias serão realizadas no período de férias, por forma a agilizar os trabalhos nos períodos lectivos. Uma das grandes preocupações do director da escola, Alcínio Hermínio, é a segurança da comunidade escolar que afirma “estar assegurada pela empresa e pela Parque Escolar, que tem desenvolvido muitas obras em todo o País”. A outra grande preocupação é garantir, nos 19 meses de intervenção, boas condições para as actividades lectivas de alunos e professores. Nesse sentido vão ser colocados na área da escola monoblocos para que ali decorram

as aulas. Alcínio Hermínio garante que está desde o ano passado a preparar as obras, do ponto de vista da escola, mas que o maior trabalho aconte-

cerá quando começar o seu desenvolvimento em termos físicos. Aliás, tal como acontece nas outras escolas, vai existir uma separação física entre área escolar e a área de

obras. Quanto à intervenção, vai ser demolido uma parte do edifício principal e construído um outro, fazendo um L. O actual ginásio será demolido,

mas será construído um novo noutro local, assim como um dos campos desportivos vai levar cobertura. Com esta intervenção, o número de salas será idêntico, mas acresce um edifício novo para oficinas onde ficará instalado o cursos de energias renováveis, uma das grandes apostas, actuais, da escola. Com esta requalificação a escola vai ser apetrechada com equipamento e ainda com sistemas de climatização. Alcínio Hermínio espera, apesar das contrariedades normais de obras, uma intervenção pacífica, já que “há cerca de um ano que iniciámos as reuniões com a Parque Escolar”.


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D. Miguel de Almeida ainda de casa às costas O caso da Escola D. Miguel de Almeida é paradigmático. Necessidade de obras, mas ao contrário das secundárias não tem a intervenção directa da Parque Escolar, logo há obras mas não equipamento, o que vai ser a dor de cabeça depois da intervenção física. Com um investimento de 3,5 milhões de euros a dona da obra é, por delegação, a autarquia. A intervenção é também global e visa dotar os blocos de melhores condições para alunos e professores. Também aqui os 25 monoblocos (contentores) vieram dar uma ajuda grande à

prossecução da intervenção, havendo uma separação física entre a obra e a escola. Jorge Beirão, director da Escola, revelou que uma das grandes preocupações foi a remoção das antigas coberturas dos pavilhões, já que tinham na sua composição amianto. Explicou o director que essa intervenção foi efectuada no Carnaval do ano passado, por forma a não ser feita com os alunos na escola.Jorge Beirão salientou a compreensão dos encarregados de educação e pessoal docente e não docente com a intervenção, até nalguns pequenos problemas

que foram surgindo. Com menos espaço disponível para os alunos, embora com mais vigilância, aumentou a conflitualidade: “Questões que fomos resolvendo à medida que iam surgindo”. Outra complexidade foi, devido à escola ser em pavilhões, abrir salas para os alunos se abrigarem da chuva. Mas mesmo estes percalços foram ultrapassados com muita paciência dos funcionários. Jorge Beirão espera que em Agosto a empresa cumpra o final das obras para poder preparar a abertura do próximo ano lectivo de forma normal. Mas espera-o um novo

problema. A obra cria melhores condições para o ensino, mas vai faltar o equipamento, que não está incluído na empreitada. Embora possa contar com algum equipamento da Solano de Abreu, este foi um problema já levantado junto da autarquia. Por outro lado, esta escola não vai ter sistema de climatização, mas ao nível da segurança vai ver a factura a aumentar com a quantidade de dispositivos que ali vão ser colocados. E aí vai surgir outro problema que é gerir o curto orçamento que tem e onde todos os tostões são contados.

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CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO

Amigos da Urologia A Associação de Amigos do Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo nasceu no dia 21 de abril de 2005. Foi fundada por médicos, enfermeiros e outros amigos e colaboradores do Hospital de Abrantes. Entre eles, Paulo Vasco, Amélia Bento, António Carvalho e António César.

Esta associação nasceu com a vontade de mudar a ideia que os utentes tinham, e muitos ainda têm, do que é um hospital, conforme explicou ao JA António Carvalho. “Quando se dirige a uma unidade hospitalar, o utente vê e encara o hospital apenas como um lugar de recurso, onde pode somente resolver o seu problema de saúde. Nós pretendemos mudar essa ideia, um hospital pode ser um lugar onde a pessoa pode vir adquirir novos conhecimentos e a sentir-se realmente bem”. Promover o intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos entre os associados e outras pessoas que se interessam pela urologia e con-

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• Fundadores da Associação Amigos da Urologia. tribuir para o desenvolvimento de educação, informação e prevenção das doenças urológicas são alguns dos objectivos da Associação. Esta junta 14 associados e tem desenvolvido nestes últimos anos algumas iniciativas. Entre elas, a organização de congressos, conferências, colóquios e cursos. Amélia Bento destacou a iniciativa que teve lugar no dia 23 de março de 2006, um debate sobre o aborto. A conferência subordi-

nada ao tema “O homem de 60 anos: saber envelhecer” que aconteceu na Biblioteca Municipal António Botto, no dia 19 de junho de 2005, e a apresentação do livro “Paixão, Amor e Sexo”, de Francisco Allen Gomes, sexólogo, que teve lugar no dia 16 de junho de 2005. As Jornadas da Urologia, outra iniciativa, que acontece anualmente, é promovida pelo Serviço de Urologia do Médio Tejo e conta com a total

contribuição da associação. Segundo António César, “é um momento muito importante para a nossa Associação e um projecto a que pretendemos dar continuidade”. IX Jornadas de Urologia “A Urologia e os Cuidados Primários” é o tema das IX Jornadas do Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo, agendadas para os dias 29 e 30 de abril, no Hotel dos

Templários de Tomar. O evento conta com o apoio da Associação Portuguesa de Urologia e tem juntado médicos, enfermeiros e técnicos de saúde de todo o país. António Carvalho explicou que nestes dias acontecem inúmeras conferências e a comunidade também pode assistir uma vez que a primeira e a última conferências abordam temas mais abrangentes e destinados ao público em geral. Este ano, a sessão de abertura que acontece pelas 9 horas, no dia 29, vai contar com uma conferência subordinada ao tema Filosofia e Medicina que ficará a cargo de José Manuel Heleno, professor, e dos médicos António Requixa e Paulo Vasco. No último dia, a conferência vai abordar a temática do sexo e chama-se “Fronteiras do Sexo”. Outros temas como as questões urológicas em pediatria, algaliação, e a patologia prostática vão ser aprofundados nestes dias destinados à saúde. Joana Margarida Carvalho


ACTUALIDADE 7

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Páscoa é tempo de passagem O significado mais profundo da Páscoa está no cíclico processo de renovação. É o início da primavera: tudo renasce, ou se renova.

A Lenda do Folar da Páscoa O folar da Páscoa é um bolo que tem um ou vários ovos cozidos. Conta a lenda que, numa aldeia portuguesa vivia a jovem Mariana que tinha, como todas as moças da sua idade, o sonho de casar cedo e bem. Para isso, tanto rezou a Santa Catarina que esta fez-lhe a vontade. Um dia surgiram-lhe dois jovens e belos pretendentes, um pobre, Amaro, e um outro, rico. Mas ambos lhe pediram resposta sem falta até ao Dia de Ramos. Indecisa, Mariana voltou a pedir ajuda a Santa Catarina. Chegou o Domingo de Ramos e uma vizinha de Mariana vem avisá-la de que os dois pretendentes travavam uma luta de morte por ela. Mariana corre, aflita, ao encontro dos dois enquanto pede ajuda à sua santa. Ao chegar, é o nome do pretendente pobre, Amaro, que solta em primeiro lugar. O jovem rico viu-se assim preterido e abandonou a luta. Mas correu a notícia de viria no domingo do casamento para matar o preferido. Mariana, de novo aflita, mais uma vez reza a santa Catarina por uma solução para o seu problema.

No domingo de Páscoa, Mariana foi reforçar a sua oração com um bonito ramo de flores no altar da sua santa. Quando chegou a casa, encontrou em cima da mesa um grande bolo com ovos inteiros, rodeado das flores que ela tinha ido colocar no altar de Santa Catarina. Mesmo assim, correu para casa de Amaro, pensando que fora presente dele, mas este também tinha recebido um semelhante. Concluíram que era uma oferta de paz do fidalgo rico e foram agradecer-lha, mas ele também tinha recebido presente igual e aceitava-o como um sinal de paz da parte deles. E assim ficaram todos em amigos. Mariana percebeu que era obra da sua Santa Catarina. E não mais deixou de lhe agradecer o casamento e a paz na família. Em memória deste facto, lendário, ainda hoje em muitas zonas de Portugal os afilhados vão, no domingo de Páscoa, a casa da madrinha de baptismo buscar o folar, ou afolar, muitas vezes transformado já num bolo comum, ou em dinheiro.

A receita

da e amasse. Deixe levedar durante 20 minutos. Coza o quinto ovo em água a ferver durante 12 minutos. Divida a massa em duas partes iguais e tenda-as em rolo. Enrole os rolos um no outro, com a forma de um torcido. Una as extremidades, colocando no centro do folar o ovo cozido. Deixe repousar durante mais ½ hora, pincele com a gema de ovo batida e polvilhe com o miolo de amêndoa. Pré-aqueça o forno a 180º C. Leve ao forno durante 35 minutos. Depois, deixe arrefecer um pouco, polvilhe com açúcar de pasteleiro.

Ingredientes: 2,5 colheres de sopa de leite; 120 gr de açúcar; 110 gr de manteiga; 5 ovos; 225 gr de farinha de trigo; 12 gr de fermento de padeiro; 1 gema; Raspa de limão e miolo de amêndoa q.b; 1 colher de sopa de açúcar de pasteleiro. Preparação: Dissolva o fermento no leite morno e deixe levedar por 10 minutos. Misture muito bem a farinha com o açúcar e a raspa de limão, junte a manteiga levemente mole, 4 dos ovos e amasse muito bem. Junte a mistura do fermento já lêve-

Mas era a festa hebraica de celebração da passagem (Páska em grego) da escravidão no Egipto para a liberdade na Terra Prometida através do Mar Vermelho, o momento fundador do Estado judaico. Tratava-se, pois, de uma festa nacional, religiosa e política. Vimos essa narrativa

histórica e mítica n’ Os Dez Mandamentos, de Cecil B. DeMille (1956). Foi nessa festa que se deram os acontecimentos mais decisivos do Cristianismo. Jesus foi condenado, morto e sepultado. E ao terceiro dia… Bem, não se sabe o que aconteceu, mas os seus discípulos tiveram várias experiências que os levaram a concluir e anunciar que “Ele ressuscitou”. E daí, “Ele é o filho de Deus”. A ponto de S. Paulo dizer que “se Ele não ressuscitou, vã é a nossa fé”. E assim nas-

ceu um movimento religioso dissidente do judeismo, que se expandiu primeiro pelo Império Romano e depois por todo o mundo. A Páscoa que hoje se celebra tem estes três significados. A renovação de vida a que a primavera sempre convida; a passagem ou libertação de todas as formas de escravatura; e a afirmação do desejo de eternidade com a promessa, para os que nela crêem, de que ela nos será oferecida numa vida futura. Alves Jana

Alves Jana

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Ponte de Constância reabriu ao trânsito

Festas do Tejo nascem em livro

A ponte sobre o Rio Tejo, em Constância, reabriu ao trânsito, embora de forma parcial, no dia 6 de Abril. Vai funcionar em permanência das sete às 21 horas mas com limitações. Não podem transitar veículos com tonelagem superior a 3.500 quilos, uma altura superior a 2,10 metros e uma largura superior a 2,40 metros. Há, no entanto, uma excepção a veículos de emergência e a transportes escolares. Neste caso, terá de haver uma intervenção manual para que seja levantada a cancela que faz o bloqueio aos veículos pesados. Máximo Ferreira, presidente da Câmara Munici-

As festas religiosas ligadas ao rio Tejo estão a ser objecto de um trabalho colectivo que pretende surgir com a forma de livro na Páscoa de 2012. São as 10 festas de 10 concelhos, de Constância à Moita, ainda vivas, de tipos diversos, de tradição fluvial ou com ligação ao campo, avieiras ou outras. A coordenação é de António Matias, assessor cultural da Câmara de Constância e membro do Fórum Ribatejo. Os textos sobre as várias festas são de diversos autores. A apresentação da obra está prevista para Constância, nas Festas do Concelho do próximo ano, num Encontro justamente sobre as Festividades Religiosas do Tejo.

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pal de Constância, afirmou que esta não é a “melhor solução, mas a possível”, e adiantou que o barco que faz a travessia do rio vai ter um horário menor mas, nas noites em que a ponte esteja encerrada, continua a trabalhar ao final da madrugada e ao inicio da noite. Todas as quartas-feiras a autarquia vai afixar os horários em que a ponte estará encerrada no período nocturno. A ponte estava encerrada ao trânsito desde julho do ano passado, por questões de segurança, depois de uma inspecção feita pela REFER que detectou problemas estruturais.

Constância em festa Entre os dias 23 a 25 de abril acontecem as já tradicionais festas da Nossa Senhora da Boa Viagem em Constância.

Este ano, segundo Máximo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Constância, espera-se cerca de 80 embarcações engalanadas, que vão colorir o rio Zêzere no dia 25, feriado municipal na vila. Estas oitenta embarcações têm como objectivo “retratar as tradições históricas, culturais e religiosas do concelho”, segundo o presidente. Os festejos vão contar com 57 stands que vão mostrar algum artesanato local e nacio-

nal. Num dos stands, Cabo Verde vai fazer-se representar, uma vez que segundo Júlia Amorim, vereadora na Câmara Municipal, “estamos em processo de geminação com Tarrafal e achámos por bem, termos esta região representada nas nossas festas”. Relativamente à doçaria, 13 stands vão estar em mostra com a doçaria conventual e mais tradicional da região. A música não vai faltar, e The Kaviar, Projecto Amar e Baile Popular são alguns exemplos dos grupos que vão passar pelos três palcos. O espaço GICA, já bem conhecido do público jovem, vai mudar de localização

e este ano vai encontrar-se no campo de ténis. Vários Dj`s, Ana Laíns e Declínios vão marcar presença para animação nocturna neste espaço.Passeios no rio e pedestres, pinturas faciais, folclore, canoagem, atletismo, cerimónias religiosas e fogo-deartifício fazem parte do conjunto de actividades que estão previstas para os dias de festas. A Vila Poema vai contar, durante três dias, com ruas bem floridas, muita animação e tasquinhas de comida variada. Um certame com um investimento municipal de 100 mil euros, segundo o presidente da Câmara. J.M.C.


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RETRATO TIPO PASSE

O barqueiro que atravessa o rio O rio Tejo está diferente de há 30 ou 40anos. Os barcos são menos. Os pescadores também já não são tantos como noutros tempos. Mas Constância tem ainda um barco que faz a travessia do rio. Sérgio Silva é o barqueiro de Constância. Começou a viver no e com o rio aos sete anos de idade a acompanhar o pai na faina da pesca: “Comecei a andar com ele”. Como barqueiro “já aqui ando há 22 anos, sensivelmente”.

As travessias do Tejo têm sido sempre na mesma zona, entre os dois cais que a autarquia ali colocou: “mais acima ou mais abaixo, consoante as correntes do rio”. Face a tantas viagens, a travessia é feita quase de olhos fechados. Mesmo assim há que ter cuidado, quando há cheias tem de se avaliar o leito. “As cheias fazem sempre alterações. É sempre bom reconhecer as margens”. Quando a corrente é mais forte “há que ter olhos

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mais abertos, principalmente para fugir aos troncos e lixo que vêm rio abaixo”. Este barco, municipal, sempre teve clientes para atravessar o rio, mas nos últimos nove meses, com a ponte encerrada, os clientes aumentaram para cerca de 400 por dia. E até com horas de ponta, o início da manhã e o final de tarde. “Agora, com a ponte a funcionar outra vez, há menos clientes”, sublinha Sérgio Silva, que continua, no entanto, a fazer a travessia quando tem clientes. Começou no rio com o pai, pescador, por isso, apesar de trabalhar como barqueiro, ainda não perdeu a vontade de lançar as redes. “Vou lá muitas vezes, praticamente todas as semanas vou à pesca”. E nestas incursões semanais pela pesca, Sérgio Silva garante que ainda há muitas pessoas que gostam de comprar peixe do rio. Fataça, Barbo, Lampreia e Sável são as espécies que ainda fazem as delícias dos consumidores e que

Sérgio Silva ainda vai apanhando. Mas a pesca já não é a mesma coisa e cada vez há menos pescadores. Constância recebe, habitualmente, muitos turistas que acham “piada à barca” e por isso, para além das fotos e das perguntas, muitas vezes pedem para dar uma volta no rio. Dizem que “é giro, e que é um sossego”. Há alguns anos, os habitantes da vila, em especial os jovens faziam praia na margem Sul do Tejo, passavam de barco para os areais para fazer praia, mas hoje “preferem muito mais o Zêzere”. Sérgio Silva continua a conduzir o barco, branco, que permite a travessia entre as duas margens em Constância. E nas Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem é ele quem transporta o Padre que no meio das águas, entre 80 embarcações, faz a bênção, sempre perante milhares de olhos dos visitantes e fiéis que acompanham esta celebração Jerónimo Belo Jorge

• Sérgio Silva, o barqueiro de Constância.


especial SARDOAL

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Semana Santa leva milhares de visitantes à vila jardim O Sardoal prepara-se para, mais uma vez, dar continuidade e reforçar a sua tradição da Semana Santa. Fé, arte, cultura, encontro, identidade, entre outras, são linhas de força de um projecto colectivo. Este Especial Semana Santa do Sardoal é um convite. Venha participar e, assim, beber da água fresca da renovação.

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MIGUEL BORGES, VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO SARDOAL

“É pelo seu interesse histórico e turístico que apoiamos a Semana Santa” O que é que a Semana Santa de Sardoal representa para o Sardoal? A Semana Santa é um dos momentos altos do nosso concelho. Não só pela fé e religiosidade ao longo deste período de quaresma, mas porque é um momento de encontro entre todos os sardoalenses. É um momento de festa para todos.

O concelho municipal do associativismo está a funcionar? Está. Há um mês atrás, foi feita a proposta de um conjunto de normas que vão reger as nossas relações com as associações. Pretendemos passar a dar apoio a quem trabalha, a quem desenvolve iniciativas. O PAMPI (Plano de Apoio Municipal à Pessoa Idosa) como está? O PAMPI recomenda-se! (risos) Já estamos no terceiro grupo da iniciativa “avô on-line”, o que mostra uma grande adesão. Relativamente às aulas de dança, temos de mudar o local, pois já é pequeno o espaço para tantos bailarinos, vamos passálos para o Centro Cultural. Continuamos também, com o nosso Gabinete de Apoio à Pessoa Idosa, que garante visitas pelas freguesias do concelho.

Que tipo de pessoas a Semana Santa atrai ao concelho para além das que já têm raízes na vila? Vêm muitas pessoas a Sardoal, uma boa parte pela fé. É a fé que os move, como também o turismo. Nesta vertente, a procura incide naquilo que o Sardoal tem para oferecer ao nível de gastronomia, património, etc. Estas festas religiosas são vão-se mantendo ou renovando? Ao nível turístico a festa teve uma renovação, a carga religiosa manteve-se. Como queremos valorizar este momento no nosso concelho, tentamos sempre introduzir novos elementos. Este ano, a novidade é a participação dos GETAS, com um apontamento teatral, que vai retratar a paixão e morte de Cristo na sexta-feira santa. Temos o quiosque das amêndoas que retrata e recupera uma tradição antiga, onde os namorados ofereciam às namoradas amêndoas pela altura da Páscoa. Vamos ter também, uma exposição de fotografia intitulada “A Semana Santa aos olhos dos nossos fotógrafos”, no centro cultural Gil Vicente, um conjunto de trabalhos feitos por fotógrafos profissionais e amadores sobre esta festividade. Quanto a custos? São sobretudo os de divulgação, mas são reduzidos. Segundo a Constituição, há uma separação entre o Estado e as igrejas. Pensa que está garantida? Temos tido situações em que pessoas de outras religiões nos têm pedido apoio e nós temos sempre colaborado de igual modo. Neste caso há um interesse histórico e turístico, a que devemos dar especial relevância, é apenas isso. Na última vez, falou-nos de um projecto, a lançar em Outubro passado, de impacto nacional ou internacional. Ficámos a pensar

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que seria relacionado com a tradição religiosa no Sardoal. Este projecto existe e está relacionado com a nossa tradição religiosa e com a pintura. De facto, ainda não lhe demos avanço devido às dificuldades económicas que o país atravessa. Estamos à espera de melhores dias. Para já, não posso adiantar mais nada. Quais são as principais necessidades ou prioridades das freguesias do concelho? Temos concluído o nosso projecto de saneamento básico para algumas localidades e queremos o quanto antes implementá-lo. Temos dois projectos no QREN a aguardar aprovação, de forma a iniciarmos obras na freguesia de Alcaravela e

na Cabeça das Mós, de repavimentação das ruas. Temos também entre mãos, mas ainda não está resolvida, a revisão do PDM. Talvez no final deste ano, início do próximo. Qual é o ponto de situação da falta de médicos do concelho? A falta de médicos é um problema muito grave no Sardoal. No universo de 4033 utentes nós não temos um médico a tempo inteiro, temos apenas uma medica, sob contracto, que vem apenas ou de manhã ou de tarde e à quinta-feira não pode vir. Não é suficiente para dar resposta às necessidades da população. Esta deslocação da médica é ainda assegurada pelo município. Em Alcaravela temos um centro de saúde que não tem nenhum médico

onde estão mil e tal utentes. É um problema que incide no interior do país, mas vamos contar que esta dificuldade seja resolvida com vinda de médicos internacionais. Há dois meses o município pediu uma conversa com o presidente da Administração Regional de Saúde e ainda não obtivemos uma resposta, é triste. Há interesse da Câmara no apoio por uma das unidades móveis a que a câmara de Abrantes se candidatou? Sim há, mas não resolve o nosso problema principal que é a falta de profissionais da saúde. E as unidades móveis não trazem médico. Dão mais proximidade, mas ficamos na mesma sem médico.

Como está a ser sentida a crise? Os pedidos de ajuda têm-nos chegado, o que significa que as pessoas estão a perder a vergonha, e isso é bom. Dentro do município também se tem sentido e passa tudo por uma boa gestão. Temos tido atenção a uma série de pormenores que podem fazer toda a diferença, desde a poupança de papel, ao cuidado com as chamadas telefónicas. Com a crise, o poder central está a fazer uma série de transferências de competências para as autarquias. Por exemplo, vamos buscar a médica se queremos saúde, vamos buscar um representante da segurança social que vem à CPCJ. Não encargos imprevistos, sem contrapartidas financeiras As ruas do Pisão já foram alcatroadas? Não. As respostas das candidaturas ao QREN foram demoradas e quando chegaram foi-nos dito que não havia dinheiro. Fizemos uma reclamação, mas temos de pensar em outra alternativa. O projecto Redes do Tejo está a produzir resultados? Este projecto permitiu que todos os municípios integrados nas Redes do Tejo continuem a trabalhar em parecia e com sentido de entreajuda. De facto, para já não há um projecto em cima da mesa, o que é pena. Joana Margarida Carvalho


especial SARDOAL 13

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A couve tronchuda de Valhascos

• As casas das Alba pelo Getas. GETAS CENTRO CULTURAL

Há quase 30 anos a fazer história O GETAS Centro Cultural vai estar em grande actividade nesta época da Semana Santa.

No dia 22 de abril, às 9h00, inicia uma visita ao património histórico e religioso de Santiago de Montalegre e mais tarde, no mesmo dia 22, inaugura no seu átrio a exposição de pintura “A nossa Semana Santa”, saída do seu Clube de Pintura. No dia 23, leva à cena um trabalho de teatro de rua “A paixão de Cristo” e no dia seguinte, 24 de abril, sobe ao palco “A casa das Alba”, adaptação da peça de Federico Garcia Lorca. É obra, ou melhor, é um importante contributo para esta quadra de forte intensidade no Sardoal. Entretanto, anuncia já para 28 de Maio

a representação da peça “Felizmente há luar”, de Luís de Sttau Monteiro. O GETAS nasceu 1982 como Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal (GETAS). Na sua origem estiveram Victor Águas, Júlio Moleirinho e “uns quantos jovens entusiastas do teatro”. E foi no teatro de cariz popular que o grupo se afirmou. Entretanto, o desejo de avançar para outros campos de actividade fê-lo alterar os estatutos e adoptar a designação que hoje apresenta. Em razão dessa origem e dessa diversificação podemos constatar um vasto leque de linhas de acção. Para lá de uma forte tradição teatral, agora com novas ambições estéticas, e de no GETAS terem nascido as Semanas Culturais (1986), que vieram a dar origem às Festas do Con-

celho, em Setembro, ali podemos encontrar, além do Clube de Pintura, já referido, um Grupo Coral, um Clube de Cinema, um Clube de Fado, um Clube de Fotografia e Grupo de Dança rítmica. Além disso, através da sua página na Internet dá informação sobre as actividades culturais e religiosas do concelho. Ali têm nascido acções de rua, têm tido lugar cafés-concerto e colóquios, dali partiu o seu Boletim e ali se fizeram espectáculos de variedades e workshops vários. O GETAS é hoje uma referência tanto no concelho como na região. E mostra como a iniciativa de cidadania pode dar grandes frutos numa comunidade. Em www.getas. pt pode o leitor espreitar este pequenogrande agente cultural que é o GETAS.

Valhascos é uma das quatro freguesias do concelho de Sardoal. Em tempos mais antigos, a agricultura de subsistência era a principal ocupação da população desta freguesia. As hortas eram cuidadosamente amanhadas e as terras férteis criaram uma variedade de couve conhecida como couve de Valhascos ou couve tronchuda de Valhascos. Mesmo sendo uma espécie produzida nesta região devido aos solos e ao microclima local, a s mente é comercializada pelas casas da especialidade. Já muito pouca gente se dedica a plantar couve para semente, mas ainda há quem consiga arrecadar algumas centenas de euros com o negócio. As plantas são arrancadas quando atingem um desenvolvimento próximo do corte, tiram-se todas as folhas, ficando apenas o repolho, voltam a plantar-se e ganham uma grande “frança” de sementes. As couves para semente “arrancam-se da horta e levam-se para o pé da porta”, diz-se na aldeia. Acredita-se em Valhascos que a boa qualidade desta hortaliça, pertencente à família das Crucíferas, terá a ver com a localização geográfica da aldeia. Esta couve verde escura é conhecida por ser fofa, redonda, de repolho rechonchudo, compacto e pesado.

INSCRIÇÕES ABERTAS envie o seu nome e contacto para passatempo@oribatejo.pt

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ÁLVARO MENDES

A arte em aguarela Álvaro Mendes é sobretudo aguarelista conceituado. Natural de Sintra, por acidente, mas residente em Lisboa, tem as suas raízes no Sardoal, onde acabou por se radicar há quase uma década. Tem 66 anos e pinta desde a sua juventude.

Começou na pintura como um hobby, pois durante trinta anos não conseguiu dispensar-lhe o tempo necessário, uma vez que trabalhava no meio publicitário em Lisboa. No tempo em que tudo era feito à mão, sem a presença dos computadores, Álvaro Mendes foi um criativo no meio publicitário e dedicou-se também à ilustração. Trabalhou com publicidade para imprensa escrita como os jornais e as revistas bem como, para a televisão. Há vinte anos atrás, Álvaro Mendes não conseguia ter tempo para a pintura, mas a vontade era grande… A agência de publicidade onde trabalhava acabou e foi nesta altura que se dedicou à pintura, mas não a tempo inteiro. A ilustração continuava presente no seu quotidiano. Esta mudança na vida de pintor foi, segundo o mesmo, óptima por um lado e pior por outro. “Deixei de cumprir horários, viver constantemente sobre pressão e à espera do fim do mês, mas agora nesta vida de pintor o fim do mês também não é garantido (risos). Esta é uma vida feita de muitos momentos baixos e poucos altos. Mas quando surge um momento alto compensa tudo o resto”. Álvaro Mendes pinta sobretudo em aguarela, mas também utiliza o acrílico e o óleo. Este último material, com menos frequência. “Já me chamaram atenção, que quando pinto a óleo mais parece que resulta um trabalho em aguarela”. Nas suas composições de pintura opta por decompor e fundir

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elementos de património histórico e arquitectónico das aldeias, vilas e cidades. Uma técnica difícil de definir segundo o próprio. “Muitas pessoas me perguntam que técnica é esta. Eu respondo, é uma técnica minha, não tem um nome” (risos). As serigrafias de Álvaro Mendes, produzidas no ateliê de António Inverno, denotam algumas influências, por exemplo de pintores de que gosta. “Eu gosto muito de Amadeu de Sousa Cardoso e, não por influência mas por gosto pessoal, aprecio os trabalhos de Dali”. Além disso, talvez haja ali alguma influência do azulejo. “Sou um apaixonado por azulejos”, diz. “O azulejo é um elemento que traz cor à minha composição e assim, acabo sempre por colocá-lo”. Aliás, sempre que Álvaro Mendes se depara com um azulejo de que gosta e que tem história, acaba por utilizá-lo nas suas pinturas. Esta técnica do aguarelista surgiu de forma casual, mais precisamente há vinte anos atrás, quando pintou as ruas de Alfama, em Lisboa. “Considerei interessante tirar partido de todos os elementos dignos de figurar, todos os componentes, interiores e exteriores das ruas, e fundi-los”. A convite de câmaras municipais e galerias de arte, o pintor tem levado esta técnica para todo o país e ilhas. Este género de trabalho já foi feito com o património da cidade de Abrantes, da vila de Sardoal e Golegã. Também nos Açores desenvolveu um trabalho sobre os 21 impérios da Ilha Terceira, que são as

capelinhas da ilha. Quando elabora uma obra, Álvaro Mendes opta sobretudo pelas cores que vê nos monumentos, por exemplo os amarelos, azuis e brancos… Antes de começar a pintar recolhe todos os elementos que pretende incluir na sua obra e depois, mentalmente, estrutura toda a composição. Esta fase é, segundo o próprio, a mais complicada. Para além desta vertente de pintor, agora a tempo inteiro, o aguarelista dá aulas de pintura na associação Palha de Abrantes, há cerca de quatro anos. Um trabalho que lhe dá especial gozo. “Tem sido bastante interessante e gratificante dar aulas, uma vez que grande parte das pessoas que têm vontade de pintar fogem como o diabo da cruz da aguarela. É uma técnica que não permite muitas emendas e é considerada difícil por muitos. O truque é tirar partido da mancha. Quando começamos a pintar, as manchas por vezes são imprevisíveis, cabe-nos a nós pintores saber tirar benefício disso.” Segundo Álvaro Mendes, para pintar em aguarela é necessário ter noções de desenho e depois não ter medo. Contudo, refere o pintor ao JA, “apesar de não ter medo, sempre que inicio um trabalho sinto ainda um certo friozinho, mas também é saudável que assim seja”. Há oito anos atrás, o pintor decidiu voltar às suas raízes, ao Sardoal. Num acordo com a Câmara Municipal, acabou por se instalar na antiga Cadeia Velha do Sardoal e é ali que mantém o seu ateliê. Joana Margarida Carvalho


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PARQUE URBANO DE ABRANTES

S. Lourenço renova a aposta

• Novo fragmentador de sucatas.

RSA aposta para ganhar A empresa de Reciclagem e Sucatas Abrantina, RSA, tem já em bom funcionamento um fragmentador de sucatas, um equipamento que lhe permite dar um salto em frente. Trata-se de um novo investimento da ordem dos nove milhões de euros, que, como o nome indica, permite fragmentar as estruturas de sucata em pequenos componentes que são depois separados.

“Até aqui, por exemplo, um automóvel em fim de vida era descontaminado e depois o restante era comprimido para fazer um fardo. Aí, ia tudo misturado, os metais ferrosos e não ferrosos, os plásticos, as esponjas Agora, é tudo fragmentado e os fragmentos são separados. O resultado tem, assim, mais valor final”, explicou ao JA Delfina Batista, uma das representantes da empresa.

“A preocupação ambiental é uma das nossas máximas” Para além destes investimentos, Delfi-

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na Batista explicou que “foram contempladas boas práticas a nível ambiental, tendo ainda sido feita a aposta num sistema de recolha de água dos telhados, para ser reaproveitada, foram colocadas insonorizações, chaminés de filtragem bem como todas as impermeabilizações e tratamentos de efluentes”. A responsabilidade social e ambiental nunca é esquecida na empresa, diz-nos a sua porta-voz. Por isso, a RSA colabora regularmente com entidades e organizações, como escolas, bombeiros, colectividades de acção social, entre outras, através de formações, visitas e acções de divulgação. Um programa em curso tem a ver com a plantação de uma árvore por cada carro abatido. Em 2009, por cada veículo em fim de vida abatido nas instalações da RSA foi oferecida uma árvore para reflorestar a encosta norte do Tejo, uma zona florestal ardida no concelho. No ano passado, a empresa abateu mais de 92 ve-

“S. Lourenço apetece” é a palavra de ordem que do parque urbano de Abrantes está a chegar a toda a região. Luís Pires, da empresa Trincanela, desde há seis anos responsável pelo projecto, pensa que chegou a altura de recolocar as cartas na mesa. “Com aquilo que foi possível aprender nestes anos e aprendendo com alguns erros cometidos”tratase de relançar o negócio na “fidelidade aos clientes habituais e para captar aqueles que ainda não descobriram este espaço privilegiado”. O essencial mantém-se, “restaurante, cafetaria e lazer”, com a tónica de que estão abertos “7 dias por semana, 365 dias por ano”. Mas vão ser acentuadas duas linhas de trabalho: o jantar de terça a sábado direccionado para grupos, portanto sob marcação, e a promoção de

actividades “que tragam valor acrescentado” ao espaço. Uma noite de fados no início de Abril e o Encontro Nacional de Jogos de Tabuleiro são apenas dois exemplos, de outros que estão em projecto ou em estudo. A experiência do Verão Animação de 2006 vai agora dar mais alguns frutos, pois S. Lourenço quer ser “um espaço reconhecido pelos seus eventos”. Luís Pires aproveita a oportunidade para lembrar aos que têm “boas ideias” que S. Lourenço pode “acrescentar valor” aos seus projectos, por isso “vamos conversar”. Ou seja, vai haver notícias. Entretanto, O Pinhas aparece “renovado, com novos equipamentos, para dar aos miúdos o que eles gostam e mais qualidade ao lazer da família”.

ículos em fim de vida que em 2009, no total 1.246 veículos, que correspondem ao número de árvores para plantar neste ano 2011.

A empresa Constituída formalmente em janeiro de 1989, a RSA é a nova cara de uma empresa familiar que vem já dos anos 50, no Olho-de-boi, Alferrarede. Hoje desenvolve um vasto leque de actividades. O desmantelamento industrial, a recolha de resíduos e de pneus utilizados, a valorização dos carros em fim de vida, a trituração de cabos eléctricos e o tratamento de resíduos de equipamento eléctrico e electrónico são algumas das suas linhas de produção. Conta com a participação de cerca de 70 trabalhadores e é considerada uma referência no seu sector de actividade em resultado de um processo que vem desde 2003. Alves Jana e Joana Margarida Carvalho

• Luís Pires, administrador da Trincanela.

A.J.


ACTUALIDADE 17

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Adiada a introdução de portagens na A23

• Estatuna, de Abrantes. TRADIÇÃO MANTÉM-SE ...

Festival de Tunas em Abrantes Como já vem sendo hábito, a cidade de Abrantes recebe o festival de tunas, a décima segunda edição, nos dias 29 e 30 de abril.

Marisa Neves, magister da ESTATuna, explicou ao JA que estes dois dias baseiam-se num puro convívio entre todos. “No primeiro dia chegam as tunas das várias regiões do país. Realizamos uma serenata na escadaria da Igreja de São Vicente, pelas 22h30, que será seguida por um arraial, na praça Raimundo Soares, mais conhecida por praça da Câmara, para que todos possam convi-

ver e estabelecer contactos. No dia 30, haverá o chamado “passa-calles”, em que as tunas vão cantar e tocar pelas ruas de Abrantes e assim acabam por animar e dar vida à cidade. Para terminar o dia, o festival vai ter lugar no cineteatro São Pedro pelas 21h30”. Na cidade vão estar, além da organizadora, a Tuna do Liceu de Évora, a VicenTuna (Faculdade de Ciências, Lisboa), a Tuma Acanénica de Leiria, a Tuna Iscalina (ISCAL, Lisboa) e a Real Tuna Infantina do Algarve. São tunas que já estiveram no festival em anos anteriores e já receberam a ESTATuna nas suas cidades.

Apesar dos protestos das comissões de utentes e da providência cautelar apresentada por quatro cidadãos abrantinos, o Governo através do Ministério das Obras Públicas emitiu no dia 6 de Abril um comunicado em que anunciou a suspensão da introdução das novas portagens nas SCUT por considerar que essa introdução por um Governo em gestão seria inconstitucional, conforme apontou um parecer emitido pelo Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros (CEJUR). Fica assim sem efeito a intenção governamental de aprovar um Decretolei destinado a introduzir portagens nas Auto-Estradas SCUT, incluindo toda a A23, a partir do dia 15 de

Abril, como estava previsto. Devido a esta decisão, os responsáveis do movimento de utentes “Pró IP6” anunciaram que retiraram a providência cautelar que visava impedir a instalação de pórticos para portagens na A23, depois de o Governo ter suspendido a cobrança naquela via. João Viana Rodrigues, um dos autores da providência cautelar revelou ao JA que a mesma “ficou sem objecto”, devido à decisão do Governo, por isso “antecipamos o que o Tribunal iria dizer”. Apesar de tudo João Viana Rodrigues disse que vão continuar atentos e que se o próximo Governo decidir avançar com as portagens, o movimento voltará aos tribunais.

São à volta de 150 tunos (elementos das tunas) que se juntam em Abrantes durante estes dois dias.

“Este Festival tem tudo para continuar” Marisa Neves referiu que este festival conta sempre com casa cheia no cineteatro São Pedro e é um projecto que tem tudo para ter continuidade. Contudo, este ano a crise fez-se sentir no conjunto de patrocínios que têm por hábito pedir para conseguirem promover o certame. JMC

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HÁ 30 ANOS

Lions Clube de Abrantes ao serviço de quem precisa

• Apple Pie, do Tramagal 29 DE ABRIL, CINE-TEATRO S. PEDRO

VI Gala Antena Livre A grande festa da música e dos galardões vai subir ao palco do cine-teatro S. Pedro, no dia 29 de Abril, pelas 21h30. Mais uma vez, espera-se casa cheia para aplaudir e apoiar os nossos músicos e para acarinhar os galardoados deste ano.

A Gala Antena Livre tem vindo a marcar o calendário cultural da nossa região. Ali têm sido divulgados e apoiados muitos dos valores da nossa vida musical, que vêem na Gala Antena Livre um lugar de afirmação e destaque. De igual modo, ali tem sido divulgada e aplaudida a obra de pessoas singulares e colectivas que não de-

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vem passar despercebidas. A Gala deste ano quer dar continuidade a este projecto. No campo da música, vão subir ao palco, depois de um trabalho a assinalar o Dia Mundial da Dança, os jovens dos Apple Pie, do Tramagal, Os The Joes, de Lisboa mas com dois músicos de cá, e ainda a participação de três dos grupos que participaram no CD “escuta”, que a Antena Livre lançou no dia em que cumpriu 30 anos, em Janeiro passado. Para fechar, temos Filipe Santos, do Entroncamento, que conhecemos da primeira edição da Operação Triunfo, e que apresenta nesta Gala em primeira mão, alguns temas do seu

mais recente disco editado neste mês de Abril. Os galardões deste ano vão ser atribuídos nas categorias de cultura, empresa, social, jovem jornalista, comunicação (nacional), e prestígio / carreira. A VI Gala Antena Livre, como é hábito e por princípio, é uma organização da Antena Livre, mas é uma iniciativa assumida e levada a cabo por todas as entidades que a patrocinam e apoiam e por todas as pessoas que naquela noite vão aplaudir os nossos valores musicais e homenagear os galardoados. Por isso, a Gala Antena Livre é um lugar de arte musical e de cidadania responsável.

Outubro de 1981. É constituído o Lions Clube de Abrantes. O grande obreiro terá sido Francisco Cardoso, do Rossio, mas o nome de Délio Baptista Madail também costuma ser associado a esse tempo inicial. Abrantes via assim nascer o núcleo local da maior organização mundial de “clubes de serviço voluntário”, com 1,3 milhão de sócios que unem esforços para responder às necessidades de quem mais precisa num total de 45.000 Clubes em 114 países. O início foi em 1917, em Chicago, Estados Unidos. Melvin Jones , o fundador, sentiu que os “clubes comerciais” locais podiam ir além dos interesses profissionais e assumir cuidados com o bem-estar de pessoas e comunidades que não podiam socorrer-se a si mesmas. Esse ano era um tempo de guerra (1914-18). O seu apelo caiu em chão fértil. Chegou em 3 anos ao Canadá. Em 1945 surgia na Europa e em 1953 em Portugal (Lisboa) e em 1981, como acima fica dito, chegou a Abrantes. O seu símbolo é o leão, um animal “forte, corajoso, fiel e vital”, um nome que “dá ideia não só de fraternidade, companheirismo, força de carácter e propósito, mas, acima de tudo, a combinação das letras L-I-O-N-S transmite um verdadeiro significado de cidadania: liberdade, inteligência, e segurança da nossa nação (Liberty, Intelligence, Our Nation’s Safety)”. Passados 30 anos em Abrantes, Eduardo Margarido é o presidente à frente de um Clube que atravessa um momento de alguma dificuldade, porque os membros estão “bastante envelhecidos”. As admissões têm sido poucas, as últimas há cinco anos, e entre estas o actual presidente. A grande maioria dos 27 membros tem entre 60 e mais de oitenta anos. É natural, por isso, que a vitalidade e a iniciativa estejam diminuídas. Talvez por isso estejam agora a preparar a celebração deste aniversário redondo. Ao longo da sua existência em Abrantes, o Lions Clube tem atribuído bolsas de estudo, tem apoiado algumas operações, tem feito cam-

panhas de testes à audição e à visão, e tem contribuído com alimentos. “Ainda no Natal passado entregámos ao Cónego José da Graça 30 cabazes de Natal, para ele entregar a famílias necessitadas.” E também tem apoiado a sua “obra social”, em especial a Casa de S. Miguel, no Rossio, e o Projecto Homem. Há anos, para esse projecto, através do Lions International foi dado um contributo de 75.000 dólares. “Também há uns 10 ou 15 anos, o Lions Clube de Abrantes ofereceu ao Hospital de Abrantes um aparelho que custou na altura cinco ou seis mil contos. Foram os maiores contributos financeiros”, explica Eduardo Margarido, escusando-se da imprecisão das datas, pois só entrou há cinco anos. Os fundos para esses apoios são recolhidos nos almoços e passeios que o Lions organiza para sócios e convidados. Então, há um pagamento acima do valor da refeição ou da viagem cujo produto é para a solidariedade. Além dessa função de recolha de fundos, essas iniciativas têm ainda por função desenvolver a sã camaradagem e a “enculturação” das pessoas. Este mês, por exemplo, há um passeio a Belmonte, onde irão visitar os museus ali existentes. “Podíamos fazer outras actividades, como uma noite de fados, por exemplo, mas não contamos com o apoio da Câmara na cedência do teatro. Há tempos fomos a uma noite de fados do Lions da Ponte de Sor, onde fizeram uma boa receita, porque a câmara local lhes emprestou o teatro sem encargos. A nossa, não.” Eduardo Margarido, o actual presidente, deixa um apelo “às pessoas que gostam de ajudar: juntem-se a nós, para em conjunto podermos ajudar quem precisa”. O Clube precisa de renovação, de sangue novo e mais jovem, para poder enfrentar o futuro com mais energia. E tem a vantagem de ter uma sede no centro da cidade, uma casa restaurada que lhe foi cedida pelo anterior presidente, Joaquim Ribeiro. Há condições, portanto só faltam os braços. Alves Jana


CULTURA 19

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LUGARES COM HISTÓRIA

A ponte de Santo Antonino Encontramos esta ponte entre Montalvo e Constância e em tempos fez parte da estrada que liga estas duas localidades, mas há perto de sessenta anos que se encontra desactivada, devido a arranjos na referida estrada e cujo objectivo principal foi o de tirar uma apertada curva ali existente o que tornava o local, sob vários aspectos bastante perigoso.

Ainda bastante robusta, tem um só arco amplo, rematado por pedras de granito, bem aparelhadas. Sob ela corre o Ribeiro da Quinta, que desce do pinhal próximo, passa perto da Quinta de Santa Bárbara e vai desaguar, não muito longe, na margem direita do Tejo. Este curso de água dividia duas quintas: a da Gorda a poente e a da Fatacinha a nascente. Perto, podemos ver um obelisco de pedra com uma inscrição na base, atestando a importância da construção desta ponte e a data, já pouco legível da construção. Nela podemos ler o seguinte: NO ANO DE 182…(O último algarismo está ilegível) REINANDO O MUITO ALTO E MUITO PODEROSO REI E SENHOR D. JOÃO VI SE CONSTRUIO PARA UTILIDADE PUBLICA, ESTA PONTE A estrada, que passa perto, era a única que, antes da construção da

A 23, ligava Abrantes a Constância, pela margem direita do Tejo. A ponte e o obelisco podem ver-se (mal, devido à vegetação ali existente) do lado direito da estrada, quando nos aproximamos da entrada de Constância. Parece que, no início, não tinha quaisquer guardas, mas como caíam, com alguma frequência, pessoas nas águas do ribeiro, que no Inverno eram turbulentas, foram construídos os muros laterais que agora podemos ver e que embora baixos, sempre ofereciam alguma protecção. Os simbolismos ligados às pontes são muitos e antigos, tanto que se perdem na noite dos tempos. Elas ligam as margens dos cursos de água e por associação começaram também a ligar o mundo dos vivos com o mundo do Além, onde estão os espíritos dos antepassados, mas também os seres sobrenaturais e várias entidades míticas pagãs, que depois o Cristianismo conotou com o mal e com a noite. As pontes modernas perderam já, para as populações que as utilizam agora, este simbolismo, mas a ponte de Santo Antoninho, como ponte antiga que é, ainda o conserva, ou conservava, até há cerca de cinquenta anos atrás. Quando os meios de transporte

eram poucos e vagarosos, sobretudo os rapazes andavam muito a pé, durante a noite. São estes, hoje já homens idosos, que mais histórias têm para contar. Este era um lugar sombrio, que a noite tornava arrepiante e os motivos eram vários. A curva apertada tirava a visibilidade, tornando o local propício a assaltos, que tinham como móbil mais comum o roubo, mas também vinganças e ajustes de contas que algumas vezes levavam à morte. Mas o medo do sobrenatural fazia arrepiar ainda mais. Contam os antigos que um certo rapaz namorava uma rapariga que morava em Montalvo e ao regres-

sar a casa, já a altas horas da noite, ao passar pela curva da ponte ouvia sempre cantar um galo. Continuava o seu caminho sem qualquer problema, mas passados uns tempos começou a aborrecer-se com tal facto. Uma noite, resolveu seguir na direcção do canto e encontrou a casa onde residia a dona do animal. No dia seguinte, foi lá, comprou-o, levou-o consigo e passado pouco tempo matou-o, dizendo: - Agora já nunca mais me aborreces com as tuas cantigas! O que é certo, dizem, é que passados poucos dias o rapaz apareceu morto, precisamente no sítio onde

costumava ouvir o canto do galo. Não se sabe como nem porquê, mas dizem que foi morto por “aquilo” que o galo afugentava com o seu canto. Este anunciava o amanhecer e ao matar o seu protector o rapaz ficou entregue às forças das trevas, que acabaram por o aniquilar. Era habitual, dizia-se, aparecerem por ali seres ligados com a noite, que tinham também uma conotação diabólica: carneiros pretos que se alguém os quisesse agarrar tornavam-se tão pesados que tinham que os largar imediatamente, ouviam-se cães a ladrar e a correr mas que nunca ninguém via e era por ali que passavam os lobisomens que nas noites de segunda para terça e de quinta para sexta tinham de correr sete vilas acasteladas, sete fontes, sete pontes… Junto da ponte foi mais tarde colocado um cruzeiro, para com a sua força benéfica, afastar os seres das trevas que por ali costumavam vaguear. Estas e outras histórias nos contaram os mais velhos, algumas já as tinham ouvido a seus pais e são vestígios de crenças antigas que, se não forem passadas a escrito, desaparecerão com os últimos que eram detentores deste conhecimento. Teresa Aparício

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AGENDA DO MÊS

José Luís Cordeiro apresenta “Transparências da Alma”

Abrantes

Até 29 de abril - Exposição “A I República na Génese da BD e no olhar do século XXI” - Biblioteca António Botto Até 6 de maio - Exposição de Cerâmica de Ilda Bragança - Galeria de Arte 14 de abril – Entre nós e as palavras com o escritor Mário Zambujal - Biblioteca António Botto, às 21h30 20 de abril - Ler os nossos com José Luís Cordeiro a propósito do livro Transparência da Alma - Biblioteca António Botto, às 21h30 22 a 25 de abril - Encontro Ibérico de Música Coral - Concerto dia 24 de abril às 17h00 na Igreja de São Vicente - Orfeão de Abrantes 29 de abril - Festa da Primavera - Centro histórico de Abrantes, a partir das 10h30

O escritor e poeta José Luís Cordeiro vai estar presente em Abrantes para falar sobre o seu livro - Transparências da Alma (Editora Papiro, 2010). O autor vai falar do seu livro de poesia que mais não é que “fragmentos de memória, pedaços da sua própria existência, transparências da sua própria alma .- José Luís Cordeiro nasceu em Santarém em 1963, é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e actualmente é professor de Língua Portuguesa. Dia 20 de Abril, na Biblioteca António Botto, às 21h30.

“Beluga”, o album estreia dos Kaviar

29 de abril - Gala Antena Livre - Cine-teatro São Pedro, às 21h30 30 de abril – Festival de Tunas de Abrantes- Cine-teatro São Pedro, às 21h30

O ano de 2010 foi determinante para os portugueses Kaviar. Ao tornarem-se vencedores do concurso Optimus Live Act, têm o privilégio de integrar o cartaz do Festival Optimus Alive e de editar o seu EP de apresentação, “Sevruga”. Encontraram o seu público numa série de concertos pelo país, de onde se destacam os palcos do Festa do Avante, Festival do Alentejo, Aula Magna - com os britânicos A Silent Film - e o concerto para mais de 20 mil pessoas, em Abrantes, com os Xutos e Pontapés. O encontro com o produtor Pedro Carvalho, no final de um concerto, acaba por levar a banda ao Zero Estúdio para um novo desafio – a gravação de “Beluga”, composto por 10 temas, álbum de estreia da banda de Abrantes. O disco foi masterizado nos len-

5 de Maio - UPA, conferência - A osteoporose social e política, por José Alves Jana, na Biblioteca Municipal António Botto, às 21h30.

dários Abbey Road Studios OM e está à venda desde o dia 28 de Março de 2011. Chamar Kaviar à banda partiu do objectivo de que esta se manifestasse numa atitude estética e sonora que ambicionasse o luxo, o requinte, a opulência, nunca esquecendo que ao virar da esquina está e estará sempre a decadência, a ruína e o excesso que sempre vaguearam no estereótipo do consumidor de caviar, tal como no arquétipo do Rock’n’ Roll. “Beluga” é o mote para novos concertos. A banda está na estrada e poderá ser vista a 23 de Abril em Constância, 29 de Abril em Aveiro e 30 de Abril em Abrantes. Os Kaviar são: Humberto Felício (voz e guitarra), Afonso Alberty (baixo), Miguel Damas (guitarra e vozes), José Tomás (teclas) e Hélder Martins (bateria).

Exposição colectiva de fotografia no Sardoal São dez os autores que contribuíram para a exposição de fotografia que está patente no Centro Cultural de Sardoal até ao dia 14 de Maio. Integrada nos festejos da Semana Santa, “Pelo Nosso Olhar” é uma mostra fotográfica sobre temas religiosos em que cada fotógrafo dá o seu contributo, o seu ponto de vista expresso em imagens. Conde Falcão, Paulo Sousa, Paulo Salgueiro, Pedro Rosa, Nuno Simples, Pedro Sousa, Paulo Machado, Luís Costa, João Saraiva e Ricardo Salgueiro são os autores das fotografias em exposição. São sardoalenses e por isso sempre estiveram en-

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volvidos no ambiente festivo que é a Semana Santa. Nos dias 21 e 22 de Abril a exposição pode ser vista das 15h00 às 21h30 e nos restantes dias entre as 15h as 18h00.

CINEMA Espalhafitas - Teatro São Pedro, às 21h30: 20 de abril – Canino 27 de abril – O Cisne Negro

Barquinha Ate 22 de abril - Exposição - Natureza em risco - Fauna e Flora ameaçada de Portugal- Edifício do Paços do Concelho 25 de abril - À conversa com o escritor Emílio Miranda no âmbito do Dia Mundial do Livro: - O Livro como veículo de transmissão do conhecimento - Centro Cultural, às 17h00

Constância 23 a 25 de abril – Festas em Honra da Nossa Sr.ª da Boa Viagem  música com The Kaviar, Projecto Amar, baile popular, artesanato, tasquinhas, entre outros

Mação Até 29 de abril - Exposição - Fernão Mendes Pinto, deslumbramentos de um olhar - Edifício dos Paços do Concelho, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 18 de abril – Passeio pedestre nocturno pelo património da vila junto do Museu da Arte Pré-histórica, às 21h00

Sardoal Até 14 de maio - Exposição colectiva de fotografia “Pelos Nossos Olhos” – Centro Cultural Gil Vicente 22 a 25 de abril - Exposição de pintura alusiva à Semana Santa Clube de pintura do GETAS - Atrium do Getas 23 de abril –Teatro - A Paixão de Cristo, pelo GETAS – Praça da República, às 16h00 24 de abril - Teatro A Casa das Albas - Centro Cultural Gil Vicente, às 21h30 29 de abril - Concerto com a fadista Dora Maria - Centro Cultural Gil Vicente, às 21h30 - entrada livre CINEMA Centro Cultural Gil-Vicente, às 16h00 e 21h30: 16 de abril – “Hereafter” 7 de maio – “Cisne Negro”


CULTURA 21


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Novena infalível. Oh! Jesus que dissestes: Pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá. Por intermédio de Maria Vossa Mãe Santíssima, eu bato, procuro e vos rogo que minha prece seja atendida. (Menciona-se o pedido). Oh! Jesus que dissestes: tudo o que pedires ao Pai em meu nome, Ele atenderá. Com Maria, Vossa Santa Mãe, humildemente rogo ao Pai, em Vosso Nome, que minha prece seja ouvida. (Menciona-se o pedido). Oh! Jesus que dissestes: O céu e a terra passarão, mas a minha palavra não passará: Com Maria Vossa Mãe Bendita eu confio que a minha oração seja ouvida. (Menciona-se o pedido). Rezar 3 Avé Marias e uma Salve Rainha. Em casos urgentes, esta novena deverá ser feita em 9 horas. Mandada publicar por ter alcançado uma grande graça.

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M.H.

A.S.M


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SAÚDE É ...

Secção da responsabilidade da Unidade de Saúde Publica do ACES do Zêzere

Estabelecimentos comerciais: processo de licenciamento e vigilância higio-sanitária A instalação de estabelecimentos de comércio ou de armazenagem de produtos alimentares, não alimentares e de prestação de serviços, está mais simplificada desde a publicação do Decreto-Lei 259/2007, de 17 de Julho, com o regime de declaração prévia.

Desta forma, sem dispensar os procedimentos estabelecidos em matéria de urbanização e edificação, o titular da exploração dos estabelecimentos e armazéns abrangidos pelo decretolei atrás referido deve, até 20 dias úteis antes da sua abertura ou modificação, apresentar uma declaração na respectiva Câmara Municipal e cópia na Direcção-Geral da Empresa, na qual se responsabiliza que o estabelecimento cumpre todos os requisitos adequados ao exercício da actividade ou do ramo de comércio, ficando deste modo dispensado da vistoria que antecede a sua

abertura. Os requisitos legais a que devem obedecer os estabelecimentos, armazéns e secções acessórias estão publicados na Portaria 789/2007, de 23 Julho. No mesmo diário da república poderá encontrar também o modelo da declaração prévia e os estabelecimentos abrangidos. O cumprimento das obrigações a que estes estabelecimentos estão sujeitos pode ser fiscalizado em qualquer altura, pela ASAE, sem prejuízo das compe-

tências atribuídas às Câmaras Municipais, às competências das Autoridades de Saúde e às competências das entidades que intervêm no âmbito dos requisitos específicos aplicáveis. Por considerarmos que estes estabelecimentos são de grande importância na sociedade actual, foi criado um projecto de vigilância sanitária para estabelecimentos comerciais na Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo II – Zêzere, por forma a suprimir eventuais riscos para a saúde dos consumidores. Estamos ao seu dispor sempre que considerar necessária a nossa colaboração no que diz respeito às competências atribuídas à Saúde Pública, devendo para tal dirigir-se ao Centro de Saúde da área de abrangência do seu estabelecimento. Patrícia Cruz Técnica de Saúde Ambiental

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Jornal de Abrantes - edição abril 2011  

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