On Startups Magazine Angola - #8 Outubro 2021

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Alcídio José Head of Research and Exchange no Fundo Soberano de Angola

“Acredito e antevejo oportunidades, principalmente nas economias emergentes e de fronteira.” “I believe in and foresee opportunities, especially in emerging and frontier economies” EDIÇÃO/EDITION:

ANGOLA

OUTUBRO/OCTOBER 2021


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A nossa empresa tem como visão melhorar a qualidade de vida dos Angolanos potenciando a criação de empregos de qualidade. Apoiamos PME’s e grandes empresas em temas como a melhoria da sua capacidade de execução e mudanças culturais e/ou organizacionais visando a dinamização dos seus negócios

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Índice

Table of Contents 42 05 06 10 18 22 26 30 32 38

Editorial: Empreender, sempre! Editorial: Entrepreneuring, always! Notícias News Entrevista: Alcídio José Interview: Alcídio José Kioxke Kioxke Estratégia, Escala e Foco Strategy, Scale and Focus Anzaki Anzaki Porquê adoptar o livro “Princípios Para Inovar a sua Empresa” como ferramenta Why adopt the book “Principles to Innovate Your Company” as a tool Dossier Empreendedorismo em África Entrepreneurship in Africa File Importância do empreendedorismo para a transformação de África Importance of Entrepreneurship for the Transformation of Africa

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Empreendedorismo Juvenil em África: Um farol de esperança para o continente Youth Entrepreneurship in Africa: A beacon of hope for the continent ECA e ICC lançam centro de empreendedorismo em África ECA and ICC launch entrepreneurship center in Africa Negócios que criaram milionários em África Businesses that created millionaires in Africa Entrevista: José Bucassa Interview: José Bucassa Angowaste Angowaste Angola aposta em ações de empreendedorismo e inovação Angola bet on entrepreneurship and innovation actions Google investe 1 bilião na transformação digital em África Google invests 1 billion in digital transformation in Africa Incubadoras e Aceleradoras de Startups Startup Incubators and Accelerators Agenda Calendar

FICHA TÉCNICA: Propriedade: Finy Ventures I NIF 514176806 I Morada: Rua dos Murças, N.º 71, 3.º Andar 9000-058 Funchal I Editor: Luís Barroca Monteiro COLABORAM NESTE NÚMERO: Eduardo Clemente, Victor Sales Gomes, Lúcia Fernandes Stanislas, Pedro Poiares Maduro, Rosana Mascarenhas, Marco António Ribeiro, Tatiana Silva, Carlota Bettencourt, Pamela Marques, Joana Pereira AGRADECIMENTOS: José Bucassa, Alcídio José Publicação Isenta de Registo na ERC ao abrigo do Dec. Reg. 8/99 de 9/6 Art. 12º nº 1 - a)


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Luís Barroca Monteiro

Editor e CEO Finy Ventures

Empreender, sempre! Entrepreneuring, always! Tenho tido a oportunidade de me reunir com vários empreendedores nas últimas semanas. É para mim um privilégio, que a On Startups Magazine me proporciona, poder ouvir, sentir, partilhar e aprender, com quem anda no dia a dia a lutar e a fazer por vingar os seus projetos, as suas empresas. Acredito sinceramente que a partilha de experiências, de conquistas, mas também de derrotas, são algo extremamente importante para a construção da resiliência e garra que tipicamente se reconhece em quem empreende. Faço apenas um parênteses para reformular a referência que acabei de fazer a “derrotas”. Faz por perceber e sentir que as derrotas são aprendizagens, que fazem parte do percurso. Não deixes que elas te tirem a força e a crença de que és capaz de fazer acontecer. John Maxwell tem um livro muito interessante sobre esta visão, que se percebe claramente pelo seu título: “Às vezes ganhas, às vezes aprendes”. Por isso, estas palavras são para quem vive a empreender, para quem é irrequieto com o “estado atual” e quer sempre melhorar, para quem procura crescer e fazer crescer, agregar valor. Ser-se empreendedor não é sinónimo de ser-se empresário. Aliás, são coisas muito diferentes, mas grande parte das vezes confundidas (sobretudo por quem não percebe ou sente o que é ser-se empreendedor). Angola precisa de ti que empreendes e queres fazer acontecer. Acredita em ti. Empreender, sempre!

I have had the opportunity to meet with various entrepreneurs over the past few weeks. It’s a privilege for me, that On Startups Magazine gives me, to be able to listen, feel, share and learn, with those who go around on a daily basis fighting and doing for their projects, their companies. I sincerely believe that sharing experiences, achievements, but also defeats, is something extremely important for building the resilience and determination that is typically recognized in those who undertake. I just make a parenthesis to rephrase the reference I just made to “defeats”. Try to to understand and feel that defeats are learning, and that they are part of the journey. Don’t let them take away your strength and belief that you are capable of making it happen. John Maxwell has a very interesting book about this vision, which is clearly seen by its title: “Sometimes you win, sometimes you learn”. Therefore, these words are for those who live to undertake, for those who are restless with the “current state” and always want to improve, for those who seek to grow and make growth, to add value. Being an entrepreneur is not synonymous with being an entrepreneur. In fact, they are very different things, but most of the time confused (especially for those who do not understand or feel what it is to be an entrepreneur). Angola needs you who undertake and want to make it happen. Believe yourself. Entrepreneuring, always!


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Privatização da Sonangol só depois de 2022

Notícias News

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que a privatização parcial da Sonangol não acontecerá “de certeza” neste mandato, com o que a dispersão bolsista de 30 por cento do capital da petrolífera é adiada para a partir do final do próximo ano. A manutenção da função social da Sonangol, com a subvenção aos preços dos combustíveis, é preponderante na decisão institucional de levar a companhia à privatização ao longo do mandato governamental que se inicia em 2022. Privatization of Sonangol only after 2022 The Minister of Mineral Resources, Oil and Gas, Diamantino Azevedo, recently stated that the partial privatization of Sonangol will not happen “certainly” in this term, with the result that the stock market dispersion of 30 percent of the oil company’s capital is postponed to as of end of next year. The maintenance of Sonangol’s social function, with price subsidies of fuels, is preponderant in the institutional decision to take the company to privatization throughout the government mandate that begins in 2022.

Mais de 32 mil títulos de terras agrícolas serão emitidos em Angola

Trinta e dois mil e 800 títulos de concessão de terras agrícolas serão emitidos no país, no âmbito do Programa “Nossa Terra”, informou o ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida. O desafio foi lançado em 2018 com o intuito de garantir a assistência e proteção social aos grupos mais vulneráveis, em especial camponeses. More than 32,000 agricultural land titles will be issued in Angola More than 32,000 agricultural land titles will be issued in Angola Thirty-two thousand and 800 agricultural land concession titles will be issued in the country, as part of the “Nossa Terra” Program, informed the minister of Public Works and Spatial Planning, Manuel Tavares de Almeida. The challenge was launched in 2018 with the aim of guaranteeing assistance and social protection to the most vulnerable groups, especially peasants.


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Contrato com a Rio Tinto é de execução imediata

O contrato de investimento mineiro no quimberlito do Chiri (Lunda-Norte), assinado em Lisboa, entre o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Endiama e a multinacional angloaustraliana Rio Tinto, começa a ser executado de forma imediata. Ganga Júnior, presidente do Conselho de Administração da Endiama, confirmou um período de concessão de 35 anos, bem como participações de 75 por cento para a multinacional e de 25 por cento para a empresa estatal angolana. Contract with Rio Tinto is for immediate execution The mining investment contract in the Chiri kimberlite (Lunda-Norte), signed in Lisbon, between the Ministry of Mineral Resources, Oil and Gas, Endiama and the Anglo-Australian multinational Rio Tinto, begins to be executed immediately. Ganga Júnior, chairman of Endiama’s Board of Directors, confirmed a 35 year concession period, as well as 75 percent stakes for the multinational and 25 percent for the Angolan state-owned company.

Executivo cria prémio nacional “Mulher de Mérito”

O prémio vai distinguir mulheres a partir dos 18 anos que mais se destacam em vários domínios, como familiar, social, político, económico, educacional, produção rural, superação pessoal, paz e segurança, bem como no domínio do desenvolvimento sustentável e empoderamento. Segundo a ministra Faustina Alves, as candidatas serão distinguidas em 14 categorias e o prémio terá o valor mínimo de um milhão de kwanzas e o máximo de cinco milhões. Executive creates national award “Woman of Merit” The award will distinguish women aged 18 and over who stand out in various fields, such as family, social, political, economic, educational, rural production, personal improvement, peace and security, as well as in the field of sustainable development and empowerment. According to minister Faustina Alves, the candidates will be distinguished in 14 categories and the prize will have a minimum value of one million kwanzas and a maximum of five million.

África compensa Estados pela perda de receitas na ZCLCA

Os Estados podem contar com um fundo de um bilião de dólares, a ser instituído para compensar a perda de receitas esperada da liberalização do mercado, depois da implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA). A afirmação foi proferida, em Luanda, pela directora-geral do Afreximbank para a Iniciativa do Comércio Intra-africano, Kanayo Awani. Africa Compensates States for Loss of Revenue in FTAA States can count on a billion dollar fund to be set up to offset the expected loss of revenue from market liberalization after the implementation of the African Continental Free Trade Area (FTAA). The statement was made in Luanda by the general director of Afreximbank for the Intra-African Trade Initiative, Kanayo Awani.


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Novo Consórcio garante o fornecimento de Gás doméstico

A Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou a criação de um Novo Consórcio de Gás( NCC), para Angola LNG ter acesso a fontes adicionais de gás durante toda a vigência do projecto e garantir o fornecimento do gás doméstico e o desenvolvimento de outros projectos de interesse público para o país. O projecto está avaliado em cerca de quatro mil milhões de dólares em termos de investimento de capital e custos operacionais, e resultará num valor acrescentado do PIB até cerca de dez mil milhões de dólares. New Consortium Guarantees Domestic Gas Supply The Economic Commission of the Council of Ministers approved the creation of a New Gas Consortium (NCC), for Angola LNG to have access to additional sources of gas throughout the life of the project and to guarantee the supply of domestic gas and the development of other gas projects. public interest for the country. The project is valued at around four billion dollars in terms of capital investment and operating costs, and will result in GDP value added of up to around ten billion dollars.

Mais de 1.300 jovens frequentam estágios profissionais no país

Mais de 1.300 jovens frequentam estágios profissionais pelo país, no âmbito do Plano de Acção para Promoção da Empregabilidade (PAPE), revelou o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Pedro José Filipe. Com a perspectiva da aprovação do novo código dos benefícios fiscais, t o da em pres a s qu e acolhere m estagiários poderão deduzir as suas responsabilidades fiscais para permitir que os estagiários trabalhem nessas empresas. More than 1,300 young people attend professional internships in the country More than 1,300 young people attend professional internships across the country, under the Action Plan for the Promotion of Employability (PAPE), revealed the Secretary of State for Labour, Employment and Social Security, Pedro José Filipe. With the prospect of approval of the new tax benefits code, all companies that take in trainees will be able to deduct their tax liabilities to allow trainees to work in these companies.

PNUD disponibiliza 3 milhões de dólares para a transição da economia informal

Três milhões de dólares foram os valores disponibilizados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para reforçar a garantia de uma transição inclusiva da economia informal para a formal no país. A economia informal garante a subsistência de aproximadamente 76 % da população economicamente activa, estimando-se que tenha um peso de 60% do Produto Interno Bruto (PIB), representando um movimento anual de 64 mil milhões de dólares. UNDP provides $3 million for transition from informal economy Three million US dollars were made available by the United Nations Development Program (UNDP) to reinforce the guarantee of an inclusive transition from the informal to the formal economy in the country. The informal economy, he pointed out, guarantees the subsistence of approximately 76% of the economically active population, estimating that it accounts for 60% of the Gross Domestic Product (GDP), representing an annual movement of US$64 billion.


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INVESTIR

EM S U S T E N TA B I L I D A D E

EXPERIÊNCIA

COMPROMISSO

TRANSPARÊNCIA

CONFIANÇA

A VSM Capital é uma Sociedade Anónima de Gestão de Participações Sociais, criada em Maio de 2016 por um grupo de Business Angels orientados para o investimento em empresas comprometidas com objetivos de sustentabilidade financeira, ambiental e social. Por essa razão, a sociedade possui uma linha de co-investimento aprovada até 3.000.000€ com o IFD - Instituição Financeira de Desenvolvimento, para investimento em Startups das zonas Norte, Centro, Alentejo, Algarve e Ilhas e já investiu em 10 projetos. JUNTOS PODEMOS CRIAR UM PLANETA MAIS SUSTENTÁVEL JUNTE-SE A NÓS!

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Entrevista / Interview

Alcídio José

Head of Research and Exchange no Fundo Soberano de Angola


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Alcídio José é Head of Research and Exchange no Fundo Soberano de Angola (FSDEA), cuja designação simplificada traduz-se em Analista de Investimentos. Para além do seu título profissional, Alcídio conta-nos que nasceu no Lubango e que vem de uma típica família africana, sendo o sexto de 10 filhos. Saiu do Lubango para Luanda, em 2006, para estudar e formou-se em Engenharia Eletrotécnica e Telecomunicações pela Universidade Independente de Angola. É certificado em Lean Six Sygma, Project Management e conta com um MBA em Investimentos Financeiros, pela Universidade Luigi Bocconi de Milão, em Itália.

Alcídio José is Head of Research and Exchange at Fundo Soberano de Angola (FSDEA), whose simplified designation translates to Investment Analyst. In addition to his professional title, Alcídio considers himself a young man born in Lubango, coming from a typical African family, being the sixth of 10 children. He left Lubango for Luanda in 2006 to study and graduated in Electrotechnical Engineering and Telecommunications from the Independent University of Angola. He is certified in Lean Six Sygma, Project Management and holds an MBA in Financial Investments from the Luigi Bocconi University of Milan, Italy.

“Uma panóplia de desafios de governance precisa de ser ultrapassada para aumentar a taxa de sobrevivência de startups em Angola” “A plethora of governance challenges needs to be overcome to increase the survival rate of startups in Angola“ Sendo responsável pelas Estratégias de Investimento e de Governança, qual o seu papel no Fundo Soberano de Angola (FSDEA)? Lidero uma equipa responsável pela definição da política e da estratégia de investimentos do Fundo Soberano, bem como pelo controlo da sua implementação. Sou, igualmente, responsável pelo sourcing de novos negócios e pelo engajamento e gestão da relação com stakeholders. A equipa que lidero produz análises que informam as decisões da administração do Fundo, no que aos investimentos diz respeito.

Being responsible for Investment and Governance Strategies, what is your role in the Sovereign Fund of Angola (FSDEA)? I lead a team responsible for defining the Sovereign Fund’s investment policy and strategy, as well as controlling its implementation. I am also responsible for sourcing new business and for engaging and managing the relationship with stakeholders. The team I lead produces analyzes that inform the Fund’s management decisions regarding investments.


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Sabemos que o Fundo tem estado em stand-by. Entretanto, já está preparado para voltar a aplicar e apoiar o tecido empresarial angolano? Na verdade, o FSDEA não tem estado em stand-by. Não sendo um fundo de desenvolvimento, a política e estratégia de investimentos do FSDEA limitam a sua exposição ao risco doméstico, em linha com o mandato de maximização do capital e transferência de riqueza para as futuras gerações. De facto, diferente do FADA ou do FACRA – fundos de apoio ao desenvolvimento agrário e de capital de risco, respetivamente – ou ainda do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o FSDEA aloca grande parte dos seus capitais a investimentos nos mercados financeiros internacionais, sendo este o seu principal foco.

We know that the Fund has been on stand-by. However, are you already prepared to reapply and support the Angolan business fabric? In fact, the FSDEA has not been on stand-by. Not being a development fund, the FSDEA’s investment policy and strategy limits its exposure to domestic risk, in line with the mandate to maximize capital and transfer wealth to future generations. In fact, unlike the FADA or the FACRA – support funds for agrarian development and venture capital, respectively – or even the Development Bank of Angola (BDA), the FSDEA allocates a large part of its capital to investments in the financial markets which is its main focus.

“Ideias e projetos com impacto positivo na qualidade de vida das comunidades poderão merecer o apoio do FSDEA” “Ideas and projects with a positive impact on the quality of life of communities may deserve FSDEA support“ Obviamente que não se excluem os investimentos nacionais na economia real, porém, com uma abordagem mais focada em gerar crowding-in de capitais privados, preferencialmente institucionais, para setores estratégicos cujas necessidades de financiamento colocam desafios à capacidade da banca local. É neste espírito que o FSDEA tem investido em setores como o mineiro, o da agricultura e o da silvicultura, que de entre outros, para além do potencial de geração de retornos financeiros, são intensivos em mão-de-obra e promovem o desenvolvimento de cadeias de valor e a geração de efeito multiplicador.

Obviously, national investments in the real economy are not excluded, however, with an approach more focused on generating crowding-in of private capital, preferably institutional, for strategic sectors whose financing needs pose challenges to the capacity of local banks. It is in this spirit that the FSDEA has invested in sectors such as mining, agriculture and forestry, which, among others, in addition to the potential to generate financial returns, are labor-intensive and promote the development of value chains and the generation of a multiplier effect.


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No que à responsabilidade social diz respeito, sim, o Fundo teve de interromper temporariamente a sua atuação direta. Pelo facto de o FSDEA não receber capitalizações adicionais do Estado desde a dotação inicial de capital, houve a necessidade de reformular a política de responsabilidade social para torná-la mais sustentável, particularmente num quadro em que o FSDEA viu reduzida a sua capacidade de realização por consequência das descapitalizações sofridas. Concluída esta reformulação, pretendemos retomar a atuação neste campo, principalmente através das subsidiárias do Fundo.

Concerning social responsibility, yes, the Fund had to temporarily interrupt its direct action. Due to the fact that the FSDEA does not receive additional capitalizations from the State since the initial capital allocation, there was a need to reformulate the social responsibility policy to make it more sustainable, particularly in a context in which the FSDEA had its capacity to carry out reduced, a consequence of the decapitalizations suffered. Once this reformulation is concluded, we intend to resume operations in this field, mainly through the Fund’s subsidiaries.


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De que forma o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) planeia atuar no sentido de impulsionar, particularmente, o empreendedorismo e, num panorama mais geral, a economia? Iniciativas empreendedoras poderão encontrar acolhimento exatamente no quadro da responsabilidade social do FSDEA. Ideias/projetos com impacto positivo na qualidade de vida das comunidades, com capacidade de atingir a autossustentabilidade e que tragam produtos e/ou serviços inovadores, poderão merecer apoio do FSDEA que pretende alocar parte dos seus retornos ao financiamento de ações de responsabilidade social. Decorrem avaliações sobre o melhor modelo de implementação, tendo em conta as lições retiradas da experiência do Fundo a este respeito. Quanto ao apoio à economia no geral, como já referido, o Fundo tem investido em setores que acredita poderem ajudar no desenvolvimento e fortalecimento da estrutura económica do país, associando-se, para este fim, a parceiros que acreditam e têm interesse em tornar material o que Angola apresenta a nível de potencial económico.

How does the Sovereign Fund of Angola (FSDEA) plan to act to boost, particularly, entrepreneurship and, more generally, the economy? Entrepreneurial initiatives may find acceptance exactly within the framework of FSDEA’s social responsibility. Ideas/projects with a positive impact on the quality of life of communities, with the capacity to achieve self-sustainability and that bring innovative products and/or services, may deserve support from the FSDEA, which intends to allocate part of its returns to financing social responsibility actions. Assessments are ongoing on the best implementation model, taking into account the lessons learned from the Fund’s experience in this regard. As for supporting the economy in general, as already mentioned, the Fund has invested in sectors that it believes can help in the development and strengthening of the country’s economic structure, associating itself, for this purpose, with partners who believe in and are interested in making material what Angola presents in terms of economic potential.


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Quais os desafios com que o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) se têm vindo a deparar? Na frente de Governance, o maior desafio tem sido alinhar a expetativa dos principais stakeholders à visão do Fundo. A situação macroeconómica e social atual de Angola gera pressões com as quais o Fundo não teria de lidar em contextos diferentes. Na frente de investimento, como qualquer dos seus pares, o FSDEA tem vindo a lidar com a volatilidade dos mercados e com os desafios impostos ao crescimento económico mundial, nos últimos tempos, principalmente, com as consequências da pandemia da Covid-19. Tal implica, não apenas prudência na gestão dos investimentos, mas também a procura por oportunidades relativamente menos tradicionais e com perfil de risco/retorno atrativo.

What are the challenges that the Sovereign Fund of Angola (FSDEA) has been facing? On the Governance front, the biggest challenge has been to align the expectations of the main stakeholders with the Fund’s vision. Angola’s current macroeconomic and social situation creates pressures that the Fund would not have to deal with in different contexts. On the investment front, like any of its peers, the FSDEA has been dealing with market volatility and the challenges posed to global economic growth, in recent times, mainly with the consequences of the Covid-19 pandemic. This implies not only prudence in investment management, but also the search for relatively less traditional opportunities and with an attractive risk/return profile.

“O Fundo tem investido em setores que acredita poderem ajudar no desenvolvimento e fortalecimento da estrutura económica do país” “The Fund has invested in sectors that it believes can help develop and strengthen the country’s economic structure“ Quais os projetos que o Fundo Soberano de Angola prevê para o futuro? De forma geral, prevemos uma atuação mais diversificada, o que se transcreve na nova alocação estratégica de ativos do Fundo para os próximos 10 anos. Para recuperar o passo, a economia global necessitará de avultados recursos, o que se traduz em oportunidades para instituições com capacidade financeira. Acredito e antevejo oportunidades, principalmente nas economias emergentes e de fronteira.

What projects does the Sovereign Fund of Angola foresee for the future? In general, we anticipate a more diversified performance, which is reflected in the Fund’s new strategic asset allocation for the next 10 years. To catch up, the global economy will need huge resources, which translates into opportunities for institutions with financial capacity. I believe in and foresee opportunities, especially in emerging and frontier economies.


16 16 No contexto nacional, o FSDEA tem em pipeline novos investimentos, na agricultura e silvicultura, na indústria extrativa e transformadora, para além de várias outras oportunidades em estudo. Mais detalhes sobre os projetos irão ser oportunamente divulgados.

In the national context, the FSDEA has in pipeline new investments, in agriculture and forestry, in the extractive and manufacturing industry, in addition to several other opportunities under study. More details about the projects will be announced in due course.

Precisamente dois terços da carteira de investimento do Fundo Soberano de Angola são dedicados ao private equity, com o intuito de apoiar o desenvolvimento socioeconómico da África subsaariana. Qual o ónus desta política de investimento para a região? A nova política de investimentos do Fundo altera este paradigma, limitando os private equity a um máximo de 50% da carteira, desta feita com exposição geográfica global. De qualquer maneira, o principal ónus da alocação regional africana surge no sourcing. África, quase que de forma generalizada, não é conhecida pela governance e compliance. Isto eleva os custos e prazos de avaliações de due dilligence, eleva os custos de financiamento, impactando significativamente na implementação de novos investimentos e na rotação do portfólio.

Precisely two-thirds of the Angola Sovereign Fund’s investment portfolio is dedicated to private equity, with the aim of supporting the socio-economic development of subSaharan Africa. What is the burden of this investment policy for the region? The Fund’s new investment policy changes this paradigm, limiting private equity to a maximum of 50% of the portfolio, this time with global geographic exposure. In any case, the main burden of African regional allocation is on sourcing. Africa, almost across the board, is not known for governance and compliance. This increases the costs and terms of due diligence assessments, raises financing costs, significantly impacting the implementation of new investments and portfolio rotation.

No seu ponto de vista, o que falta para que mais projetos e startups, em Angola, vinguem? Obviamente, um ambiente mais facilitador. Ainda padecemos de ineficiências estruturais que impedem que startups vinguem. A banca continua com problemas de seleção adversa e o Estado concorre com o privado para se financiar, gerando crowding-out da banca relativamente ao financiamento à economia. Os fatores de produção também reduzem as margens. Por outro lado, programas como o Angola Investe e o PRODESI, por exemplo, que poderiam dinamizar as startups, pecam por ineficiência no modelo de implementação que encarece o capital para o empreendedor, asfixiando os fluxos de caixa, não obstante o facto de o Estado bonificar as taxas de juros. Uma panóplia de desafios de governance precisa de ser ultrapassada para aumentar a taxa de sobrevivência de startups em Angola.

In your point of view, what is missing for more projects and startups in Angola to succeed? Obviously a more enabling environment. We still suffer from structural inefficiencies that prevent startups from succeeding. Banks continue to have adverse selection problems and the State competes with the private sector to finance itself, generating crowding-out of banks in relation to financing the economy. Factors of production also reduce margins. On the other hand, programs such as Angola Investe and PRODESI, for example, which could dynamize startups, lack inefficiency in the implementation model that makes capital more expensive for the entrepreneur, stifling cash flows, despite the fact that the State subsidize interest rates. A plethora of governance challenges needs to be overcome to increase the survival rate of startups in Angola.


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https://www.zerop.pt/loja


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Nos últimos anos, a literatura digital tem vindo a afirmar-se como o formato do futuro, convivendo com os formatos tradicionais, assim como o cinema aprendeu a conviver com o teatro e a fotografia com a pintura. A publicação digital vem com vantagens claras – tais como a habilidade de se ter uma biblioteca inteira no bolso e a de encontrar mais facilmente as publicações a preços mais baixos, e associada à proliferação dos smartphones por todas as camadas da população mundial, proliferação esta excepcionalmente rápida em Angola, esta tem vindo a tornar-se no formato de leitura de eleição para muitos de nós.

In recent years, digital literature has been asserting itself as the format of the future, coexisting with traditional formats, just as cinema learned to coexist with theater and photography with painting. Digital publishing comes with clear advantages – such as the ability to have an entire library in your pocket and more easily find publications at the lowest prices, and coupled with the proliferation of smartphones across all strata of the world’s population, this proliferation is exceptionally In Angola, this has become the reading format of choice for many of us.

É nessa senda de conversa que foi criada a startup Kioxke (www.kioxke.ao), que vem para oferecer grandes vantagens na leitura de publicações digitais para a comunidade angolana, tornando a vida dos leitores mais fácil através de um aplicativo simples e intuitivo, cujo objectivo cardinal é o de unir o autor ao leitor.

It is on this path of conversation that the start-up Kioxke (www.kioxke.ao) was created, which offers great advantages in reading digital publications for the Angolan community, making readers’ lives easier through a simple and intuitive, whose cardinal objective is to unite the author with the reader.

O aplicativo Kioxke é uma livraria e biblioteca 100% digital, e aparece como projecto em Julho de 2020 primeiramente para oferecer uma grande variedade de tipos de publicações angolanas e internacionais para os seus utilizadores e em Kwanzas.

The Kioxke app is a 100% digital bookstore and library, and appears as a project in July 2020 primarily to offer a wide variety of types of Angolan and international publications to its users and in Kwanzas.


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Com o lançamento das versões iOS e Android do aplicativo agendado para a primeira semana de Outubro de 2021, o leitor vai conseguir, em breve, encontrar aquela publicação que deseja – seja esta um livro, revista, jornal ou banda desenhada, pagar por ela usando qualquer um dos diversos métodos de pagamento online disponíveis no mercado – pagamento por referência, Multicaixa Express, BAI Paga e cartão de crédito, e ler, tudo dentro do Kioxke, sem se levantar do sofá.

With the launch of the iOS and Android versions of the app scheduled for the first week of October 2021, readers will soon be able to find the publication they want – whether it’s a book, magazine, newspaper or comic book, pay for it using any of the various online payment methods available on the market – payment by reference, Multicaixa Express, BAI Paga and credit card, and reading, all inside Kioxke, without getting up from the sofa.

O leitor digital incorporado no aplicativo permite a leitura dos formatos EPUB e PDF, garantindo aos utilizadores o melhor formato para o tipo de publicação escolhido, assim como todas as funcionalidades a que os utilizadores de formatos digitais estão acostumados: night mode, bookmarks, alteração do tipo de letra e mais.

The digital reader incorporated in the application allows the reading of EPUB and PDF formats, guaranteeing users the best format for the type of publication chosen, as well as all the features that users of digital formats are used to: night mode, bookmarks, changing the font and more.


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Para além dos leitores, o Kioxke tem também os autores independentes e as editoras como foco durante o desenvolvimento da sua app. Com o Kioxke a rápida publicação de obras, através do desenvolvimento de um conversor in-house, aparece de mãos dadas à prestação de serviços de edição e digitalização e, praticando royalties muito competitivas (fruto da eliminação da cadeia de valor tradicional de intervenientes como as gráficas e as distribuidoras), ajuda os seus fornecedores a produzir mais, escoar mais rápido e facturar mais alto.

In addition to readers, Kioxke also focuses on independent authors and publishers during its app development. With Kioxke, the rapid publication of works, through the development of an in-house converter, goes hand in hand with the provision of editing and digitization services and, with very competitive royalties (the result of the elimination of the traditional value chain of actors such as the printers and distributors) helps their suppliers produce more, ship faster, and bill higher.

Com uma equipa angolana multidisciplinar com mais de 25 anos de experiência entre si, o roadmap para o Kioxke é diversificado e está recheado de novas funcionalidades, e mais – encontram-se em desenvolvimento, para lançamento dentro dos próximos 6 meses, entre outros: 1 - Um programa de recuperação de obras físicas culturalmente valiosas, 2 - Uma web api para o uso da plataforma em navegadores web, 3 - Interface e publicações bilingues.

With a multidisciplinary Angolan team with more than 25 years of experience with each other, the roadmap for Kioxke is diversified and is full of new features, and more – under development, for release within the next 6 months, among others: 1 - A recovery program for culturally valuable physical works, 2 - A web api for using the platform in web browsers, 3 - Interface and bilingual publications.

Com um ecossistema único no mercado angolano, o leitor, o autor e as editoras passam assim a ter uma plataforma onde a comunidade de consumidores e criadores de livros, revistas, jornais e bandas desenhadas consegue comunicar e crescer de forma inédita, criando sinergias jamais vistas no nosso país.

With a unique ecosystem in the Angolan market, readers, authors and publishers thus have a platform where the community of consumers and creators of books, magazines, newspapers and comics can communicate and grow in an unprecedented way, creating synergies never seen before. in our country.

Então, baixe já o aplicativo Kioxke e entregue-se a um novo mundo da literatura digital.

So download the Kioxke app now and indulge in a new world of digital literature.


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Eduardo Clemente

CEO da Igniting Potential Administrador Executivo do Standard Bank Angola

Estratégia, Escala e Foco Strategy, Scale and Focus

Há três componentes importantes quando se pensa num negócio a longo prazo, a estratégia, a escala, mas também, não menos importante, o foco!

There are three important components when thinking about a long-term business, strategy, scale, but also, not least, focus!

A estratégia passa por identificar, numa visão de alto nível, que problema se quer resolver, que clientes servir, que metas atingir a um, três, cinco anos. De forma simples, implica saber onde se está hoje e definir onde se quer estar no futuro, e qual o caminho a percorrer para lá chegar, é como usar um GPS, precisamos de um ponto de partida (onde estamos), de um ponto de chegada (destino) e de escolher o caminho mais adequado aos nossos recursos e capacidades.

The strategy involves identifying, in a high-level vision, which problem you want to solve, which customers to serve, which goals to achieve in one, three, five years. Simply put, it means knowing where you are today and defining where you want to be in the future and which way to go to get there, it’s like using a GPS, we need a starting point (where we are), a point of arrival (destination) and to choose the path that best suits our resources and capabilities.


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A escala, por seu lado, passa por compreender como se pode crescer exponencialmente, como o caminho definido interliga com outros à volta do nosso ecossistema (clientes, fornecedores, reguladores, parceiros, etc.), por olhar para o futuro e perceber que cenários se identificam e como melhor beneficiar deles, identificar desenvolvimentos tecnológicos que possam ajudar a melhorar a oferta, criar sinergias e eficiências de serviço ao cliente ou de consumo de recursos. O foco, é imprescindível em qualquer empresa, pois não há nenhuma empresa com recursos ilimitados, sejam eles, capital, pessoas, tecnologia ou simplesmente tempo, o que quer dizer que há sempre que definir prioridades e identificar que recursos alocar na execução da estratégia. Numa Startup isto é ainda mais importante, pois numa primeira fase o foco é uma das principais diferenças entre o falhanço e o sucesso.

Scale, in turn, involves understanding how you can grow exponentially, how the defined path interconnects with others around our ecosystem (customers, suppliers, regulators, partners, etc.), by looking to the future and realizing which scenarios identify themselves and how to best benefit from them, identify technological developments that can help improve the offer, create synergies and efficiencies in customer service or resource consumption. Focus is essential in any company, as there is no company with unlimited resources, whether capital, people, technology or simply time, which means that you always have to define priorities and identify which resources to allocate in the execution of the strategy. In a Startup this is even more important, as in the first phase the focus is one of the main differences between failure and success.


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Pode ser atraente montar uma estratégia com vários modelos de negócio pois há a ideia que fazer várias coisas irá permitir escalar clientes mais rapidamente e servir melhor o mercado, mas vários exemplos nos mostram que o caminho para o sucesso é maioritariamente o foco, escolher o produto ou serviço que melhor responda ao problema identificado e ser o melhor na entrega desse produto/serviço, melhorar esse produto até que o volume de negócio gere recursos suficientes para continuar a desenvolve-lo e pensar então em complementar a oferta, uma solução de cada vez.

It can be attractive to build a strategy with multiple business models as there is the idea that doing several things will allow you to scale customers faster and serve the market better, but several examples show us that the path to success is mostly focus, choosing the product or service that best responds to the problem identified and be the best in delivering this product/service, improve this product until the business volume generates enough resources to continue developing it and then think about complementing the offer, one solution at a time.

Muitas vezes se pretende copiar o que se vê numa empresa de sucesso e se olha para o hoje e não para como começaram… Quem olha hoje para o Nubank por exemplo pode se esquecer que começou apenas e só com uma oferta de um cartão de crédito digital.

Often, you want to copy what you see in a successful company and look at today and not how they started... Anyone who looks at Nubank today for example can forget that they started only with an offer of a digital credit card.


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RESEARCH I DATA ANALYTICS I MAGAZINE


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Anzaki is an Angolan startup in the foodtech area, which arose from the need to give greater visibility to home-cooked meals producers and consequently manage to increase their income. Anzaki aims to connect lovers of homemade, tasty and healthy meals with housewives who love to cook.

Anzaki é uma startup Angolana na área de foodtech, que surgiu da necessidade de dar maior visibilidade aos produtores de refeições caseiras e consequentemente conseguirem aumentar as suas rendas. A Anzaki tem como objetivo conectar amantes de refeições caseiras, saborosas e saudáveis com donos(as) de casa que amam cozinhar. Durante uma conversa, a mãe do founder, João Sondama, disse-lhe que queria voltar a trabalhar para voltar a ter uma renda e auxiliar nas despesas de casa. O fundador, conhecendo as habilidades que a mãe tem na cozinha, perguntou: “Porque não vendes comida a partir de casa?” ao que a mãe questionou: “para quem e onde venderei? ”. A partir desse momento, João Sondama começou a pensar em como vender refeições caseiras. Em 2019 com o auxílio de outro parceiro, começaram a pesquisar o que era feito em Angola e noutros países. No final de 2019 começou o processo de pesquisa de mercado, desenvolvimento da ideia de negócio e, para dar resposta à pergunta da mãe, surgiu a Anzaki. Em 2020 a ideia foi levada para o programa do Founder Institute que é a maior aceleradora de startups do Mundo, com o objetivo de desenvolver um projecto sustentável, com propósito e que impactasse as vidas das pessoas.

During a conversation, the founder’s mother, João Sondama, told him that she wanted to go back to work in order to have an income and help with household expenses. The founder, knowing the skills his mother has in the kitchen, asked, “Why don’t you sell food from home?” to which the mother asked: “to whom and where will I sell? ”. From that moment on, João Sondama started thinking about how to sell homemade meals. In 2019, with the help of another partner, they began to research what was being done in Angola and other countries. At the end of 2019, the market research process began, developing the business idea and, to answer the mother’s question, Anzaki emerged. In 2020, the idea was taken to the Founder Institute program, which is the largest startup accelerator in the world, with the objective of developing a sustainable project, with purpose and that would impact people’s lives.

João Sondama


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A Anzaki está na fase de desenvolvimento do MVP, estando a partilhar o mesmo com os potenciais clientes e parceiros e tem recebido feedback positivo dos mesmos. Para apresentar um serviço seguro e de qualidade para os clientes, está a desenvolver um plano para pôr em funcionamento as melhores práticas de normas de vigilância sanitária.

Anzaki is in the MVP development stage, is sharing it with potential customers and partners and has received positive feedback from them. To provide a safe and quality service to clients, it is developing a plan to put in place best practices in health surveillance standards.


28 A Anzaki pretende ser uma plataforma de referência no serviço de distribuição e gestão de produtos artesanais. Possuir uma base de dados de mais de vinte produtores locais, que tenham a plataforma como a principal ferramenta de geração de renda para as suas famílias. Dar aos nossos clientes as opções de receitas que vão desde as tradicionais até as receitas familiares. Conquistar o público que busca por refeições mais saudáveis como refeições veganas, e levar o gosto da refeição caseira até onde exista um amante de refeição caseira. A Anzaki quer ser parceira dos órgãos de vigilância sanitária para partilhar os conhecimentos sobre as boas práticas das normas de vigilância sanitária com os seus parceiros (produtores de refeições) e consumidores. “Temos a confiança que com o apoio das famílias, amigos e parceiros conseguiremos atingir a nossa visão “melhorar e elevar o serviço de venda de refeições caseiras com auxílio da tecnologia. Oferecer serviços de qualidade, obedecendo às boas práticas a fim de promover a geração de renda formal para os produtores locais, por um preço justo para os consumidores”.

Anzaki intends to be a reference platform in the service of distribution and management of handcrafted products. Have a database of more than twenty local producers, who have the platform as the main income generation tool for their families. Give our customers recipe options ranging from traditional to family recipes. Conquer the public looking for healthier meals like vegan meals, and take the taste of home cooking to where there is a home cooking lover. Anzaki wants to partner with health surveillance agencies to share knowledge about the best practices of health surveillance standards with its partners (meal producers) and consumers. “We are confident that with the support of families, friends and partners, we will be able to achieve our vision “to improve and elevate the service of selling homemade meals with the help of technology. Offer quality services, following good practices in order to promote the generation of formal income for local producers, at a fair price for consumers”.


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Lúcia Fernandes Stanislas

Empreendedora Social e Mentora Autora da obra: “Princípios Para Inovar a Sua Empresa”

Porquê adoptar o livro “Princípios Para Inovar a sua Empresa” como ferramenta Why adopt the book “Principles to Innovate Your Company” as a tool

Onde se semeiam princípios, colhem-se ações precisas e inovadoras

Where principles are sowed, precise and innovative actions are harvested

Actualmente, em clima de pandemia, líderes e gestores procuram estratégias de sobrevivência para as suas empresas. É verdade que não existem fórmulas exactas, dado as mudanças contínuas no mercado, que aumentam as incertezas e impactam o processo de tomada de decisão. Além disso, a economia começa a ajustar-se à quarta revolução industrial. Toda esta dinâmica actual exige dos líderes e gestores, não só adaptabilidade, mas também a aplicação de uma cultura de inovação. Isto significa que a prática de se cultivar princípios de inovação deve ser incutida. Uma organização é feita de pessoas, e para que haja uniformidade no trabalho que elas desempenham, é importante que se sigam princípios orientadores, os quais nascem dos valores que sustentam a missão e visão. Estes princípios, e o factor uniformidade, são fundamentais para a criação de cultura dentro da organização, o que garante um desenvolvimento a longo prazo.

Currently, in a pandemic climate, leaders and managers are looking for survival strategies for their companies. It is true that there are no exact formulas, given the continuous changes in the market, which increase uncertainty and impact the decision-making process. Furthermore, the economy begins to adjust to the fourth industrial revolution. All this current dynamic requires from leaders and managers not only adaptability, but also the application of a culture of innovation. This means that the practice of cultivating innovation principles must be instilled. An organization is made up of people, and for the work they perform to be uniform, it is important that guiding principles are followed, which are born from the values that ​​ support the mission and vision. These principles, and the uniformity factor, are fundamental to the creation of a culture within the organization, which guarantees long-term development.


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Uma equipa constrói-se não só com base em capacidades e competências mas também regendo-se por aquilo que dita o comportamento dos recursos humanos. A equipa precisa de ser motivada para se adaptar à nova realidade global, porque calcula-se que o mundo não voltará a ser como antes. As táticas, técnicas e alguns conceitos que faziam funcionar as estruturas organizacionais, devem ser actualizadas. É necessário que haja restruturação em que os princípios estejam enraizados, considerando que os mesmos orientam as acções de renovação. Por outras palavras, princípios precedem acções precisas, o que dá lugar a um fluxo de trabalho estável. Em conclusão, o livro “Princípios Para Inovar a Sua Empresa” apresenta princípios em várias categorias, tais como conceitos sobre liderança, gestão, “branding”, empreendedorismo, e outras mais, e pode ser usado como uma ferramenta de consulta para toda a equipa no processo de inovação da empresa.

A team is built not only based on skills and competences, but also based on what dictates the behavior of human resources. The team needs to be motivated to adapt to the new global reality, because it is estimated that the world will never be as it was before. The tactics, techniques and some concepts that made organizational structures work must be updated. It is necessary that there is a restructuring in which the principles are rooted, considering that they guide the renovation actions. In other words, principles precede precise actions, which gives rise to a stable workflow. in conclusion, the book “Principles to Innovate Your Company” presents principles in several categories, such as concepts on leadership, management, “branding”, entrepreneurship, and more, and can be used as a reference tool for the entire team in the process of the company’s innovation.


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Empreendedorismo em África Entrepreneurship in Africa


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O grande sucesso de Silicon Valley nas últimas duas décadas inspirou um interesse entusiasmado por todas as coisas empresariais em todo o mundo e África não é exceção. Incubadoras, aceleradores e centros de tecnologia, como a Raizcorp em Joanesburgo, África do Sul, surgiram em todo o continente na esperança de levar o próximo Google à aclamação internacional e a um valor de mercado estonteante. Além disso, numa região onde empregos estáveis e bem remunerados são escassos, criar o próprio emprego surge como uma opção mais viável. Pesquisas do Global Entrepreneurship Monitor revelam que um em cada três adultos em idade produtiva na África Subsaariana tem um novo negócio ou está a tentar abrir um, em comparação com um em cada seis americanos e um em cada 20 alemães.

The runaway success of Silicon Valley over the past two decades has inspired an excited embrace of all things entrepreneurial across the world and Africa is no exception. Incubators, accelerators and ‘tech hubs’, such as Raizcorp in Johannesburg, South Africa, have sprung up around the continent in the h o p e o f g u i d i n g t h e n ex t G o o g l e t o international acclaim and a dizzying market value. Moreover, in a region where stable, well-paying jobs are scarce, creating your own often appears as the most viable option. Surveys by the Global Entrepreneurship Monitor reveal that one in three working-age adults in sub-Saharan Africa either runs a new business or is looking to start one, compared with one in six Americans and one in 20 Germans.

Afastar os empresários africanos do ecossistema de startups em favor de fundadores estrangeiros é um negócio arriscado Edging African entrepreneurs out of the start-up ecosystem in favor of foreign founders is a risky business No entanto, apesar do evidente entusiasmo local pelo empreendedorismo, os fundadores africanos frequentemente encontram-se fora dos corredores mais sagrados deste ecossistema: aqueles onde os fundos transbordam com capital de risco ávido por uma base em um negócio incipiente. Se antes tal observação poderia ser explicada por investidores temendo a infraestrutura em ruínas e a falta de governação, a crescente maré de capital de risco fluindo promissor em países do continente desmente este tipo de explicação básica. Em vez disso, um exame mais detalhado de quem está a receber a maior parte desse investimento é mais revelador.

However, despite the evident local enthusiasm for entrepreneurship, African founders frequently find themselves locked out of the most hallowed halls in this ecosystem: those where the funds runneth over with venture capital eager for a base in a fledgeling business. Where before such an observation could be explained away by investors taking fright at crumbling infrastructure and woeful governance, the rising tide of venture capital flowing promisingly into countries on the continent belies this type of basic explanation. Rather, a closer examination of who is receiving the lion’s share of this investment is more telling.


34 Uma análise recente de dados públicos realizada pelo The Guardian mostrou que, das 10 principais startups com base em África que receberam os níveis mais elevados de capital de risco em 2019, oito eram chefiadas por estrangeiros. Ao olhar para cada país africano, o quadro piora: apenas 6% das startups no Quénia que receberam mais de 1 milhão de dólares em financiamento em 2019 foram lideradas por quenianos locais. O mais preocupante é que Roble Musse, uma autora e empreendedora de Seattle, descobriu que 65% dos fundadores expatriados nem tinham vivido no Quénia antes de lançar os seus empreendimentos e, presumivelmente, alegar uma compreensão íntima da cultura e do contexto local. Indiscutivelmente, foram os próprios africanos que deixaram a lacuna que outros do exterior desejaram preencher em sua ausência. Na verdade, a Associação Africana de Capital de Risco e Equidade Privada descobriu que apenas 20% do dinheiro de risco veio de investidores sediados em África, sugerindo a relutância que existe entre os africanos abastados de mudar do consumo conspícuo para o financiamento de longo prazo de estágio inicial de empreendimentos.

A recent analysis of public data conducted by The Guardian showed that, of the top 10 African-based start-ups which received the highest levels of venture capital in 2019, eight were headed up by foreigners. When looking at individual African countries, the picture worsens: only 6% of the start-ups in Kenya that received more than $1 million in funding in 2019 were led by local Kenyans. Most worryingly, Roble Musse, a Seattle-based author and entrepreneur, discovered that 65% of expatriate founders had not even lived in Kenya before launching their ventures and, presumably, claiming an intimate understanding of the local culture and context. Arguably, it is Africans themselves that have left the gap which others from abroad have been only too willing to fill in their absence. Indeed, the African Private Equity and Venture Capital Association found that only 20% of venture cash came from Africa-based investors⁴, hinting at the unwillingness that exists amongst well-heeled Africans to switch from conspicuous consumption to long-term financing of early-stage enterprises.


35 O resultado é que os empresários do continente têm pouca escolha a não ser procurar o apoio dos ocidentais, em particular os da América do Norte, que representaram 42% de todos os negócios de capital de risco africanos nos últimos cinco anos. Com tanta dependência de financiadores de fora de África, não é de se admirar que fundadores estrangeiros dominem a paisagem de forma tão notável. Mesmo onde o financiamento de origem africana está disponível, isso é muito frequentemente divulgado entre redes estabelecidas habitadas por ex-alunos das mesmas escolas de negócios e amigos de amigos, tornando difícil para estranhos ganhar uma posição significativa em conversas de financiamento. Certo ou errado, no universo das startups a rede de contactos acaba por se transformar em património líquido. Em ocasiões em que os empreendedores africanos têm uma audiência com investidores importantes, a falta de experiência, conhecimento e apoio pode ser uma fraqueza fatal que encerra prematuramente a busca por financiamento externo. Stephen Gugu, um cofundador da ViKtoria Angel Business Network no Quénia, admite que os fundadores expatriados apresentam um melhor pitch do que os africanos. Eles são capazes de pintar este quadro de uma África cheia de oportunidades. Os fundadores locais não são tão agressivos nos seus argumentos de venda. Em suma, a paixão pelo empreendedorismo - que os africanos inegavelmente possuem - deve ser combinada com capacidades e conhecimentos de negócios relevantes. No entanto, é nesta área que surgem os primeiros lampejos de esperança: os jovens africanos estão cada vez mais a resolver o problema com as suas próprias mãos, criando redes orientadas para os negócios concebidas para capacitar os seus membros com ligações, informações e conselhos que aumentam a sua probabilidade de sucesso inicial. Esses grupos, que às vezes podem ser tão simples quanto um grupo do WhatsApp, são colmeias de atividade energética onde links para eventos, fontes de financiamento e material educacional são generosamente trocados. Desta forma, esses grupos fornecem uma alternativa prática e pequena para programas caros de MBA que, em muitos casos, são notáveis pela sua falta de relevância para as realidades do continente.

The upshot is that the continent’s entrepreneurs have little choice but to seek support from westerners, in particular those from North America who accounted for 42% of all African venture capital deals in the last five years. With such a heavy reliance on financial backers from outside of Africa, it’s little wonder that foreign founders come to dominate the landscape so noticeably. Even where African-originated funding is available, this is all too often circulated amongst established networks populated by alumni of the same few business schools and friends of friends, making it hard for outsiders to gain a meaningful foothold in funding conversations. Rightly or wrongly, in the start-up space your network ends up becoming your net worth. On occasions where African entrepreneurs are granted an audience with key investors, a lack of experience, expertise and support can sometimes prove a fatal weakness that prematurely ends the quest for external financing. Stephen Gugu, a co-founder of ViKtoria Angel Business Network in Kenya, admits that expatriate founders pitch better than africans do. They’re able to paint this picture of an Africa that is full of opportunity. Local founders are not as aggressive in their pitches. In short, passion for entrepreneurship — which Africans undeniably possess — has to be combined with relevant business skills and knowledge. However, it is in this area that the first glimmers of hope are emerging: young Africans are increasingly taking matters into their own hands by setting up business-oriented networks that are designed to empower their members with the connections, information and advice that increase their likelihood of start-up success. These collectives, which can sometimes be as simple as a WhatsApp group, are hives of energetic activity where links to events, funding sources and educational material are generously swapped. In this way, these groups provide a practical, bite-sized alternative to expensive MBA programmes which, in many cases, are notable for their minimal relevance


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Na verdade, é essa proximidade com o contexto local que oferece aos aspirantes a empreendedores africanos uma vantagem sobre seus colegas estrangeiros, que podem ter apenas um breve contato com a superfície deste ambiente económico multifacetado. O recuo recente da Jumia e o abandono dos seus ambiciosos planos de expansão na África Oriental⁶ serve como um lembrete oportuno dos riscos muito reais que vêm de uma estratégia ou plano de negócios que é fundamentalmente desvinculado de uma compreensão de como os africanos “se encontram, cumprimentam, comem” e de maneira geral vivem suas vidas cotidianas. Como tal, permitir e encorajar os africanos locais a assumir um papel muito mais visível dentro dos ecossistemas empresariais do continente tem mais probabilidade de resultar em startups sustentáveis que são capazes de produzir “inovações criadoras de mercado”, em vez de um conjunto de curto prazo. startups que simplesmente enriquecem os expatriados oportunistas.

In fact, it is this proximity to the local context that gifts would-be African entrepreneurs an advantage over their foreign counterparts who may have only briefly skimmed the surface of this multi-faceted economic environment. Jumia’s recent retreat and abandonment of its ambitious expansion plans in East Africa⁶ serves as a timely reminder of the very real risks that come from a business strategy or plan that is fundamentally unmoored from an understanding of how Africans ‘meet, greet, eat’ and generally live their everyday lives. As such, allowing and encouraging local Africans to take a far more visible role within the continent’s entrepreneurial ecosystems is more likely to result in sustainable start-ups that are capable of producing “market-creating innovations”, rather than short-term startups that simply enrich opportunistic expatriates.


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Importância do empreendedorismo para a transformação de África Importance of Entrepreneurship for the Transformation of Africa

O Livro Branco “Empreendedorismo e Livre Comércio: Catalisadores da África para uma Nova Era de Prosperidade Económica” lançado em junho de 2021 pelo do Banco Africano de Desenvolvimento, afirma que o empreendedorismo deve estar no centro dos esforços para transformar as perspectivas económicas da África. O documento postula que a crise da Covid-19 desencadeou mudanças que abrem perspetivas para aumentar a resiliência e o crescimento económico. À medida que as economias africanas começam a recuperar da crise, o continente está num ponto de inflexão.

A June 2021 African Development Bank White Paper, Entrepreneurship and Free Trade: Africa’s Catalysts for a New Era of Economic Prosperity, states that entrepreneurship must be at the heart of efforts to transform Africa’s economic prospects. The paper posits the Covid-19 crisis has triggered shifts that open up prospects for enhancing resilience and economic growth. As African economies begin rebounding from the crisis, the continent stands at an inflection point.


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O relatório também observa que uma série de tendências que podem gerar um crescimento económico mais inclusivo estão a começar a surgir - incluindo a digitalização e o surgimento de oportunidades de negócios vinculadas a economias mais verdes. As intervenções certas podem abrir a porta para os jovens e dinâmicos empreendedores do continente e ajudar a construir vínculos com as grandes empresas que são os principais motores das cadeias de abastecimento para criar empregos e receitas para ajudar a expandir os negócios. De acordo com o Dr. Khaled Sherif, Vice-Presidente do BAD para o Desenvolvimento Regional, Integração e Entrega de Negócios, “o Livro Branco visa reformular a narrativa em torno do setor privado de África e, daqui para frente, orientar iniciativas de promoção do empreendedorismo no continente para capitalizar em novas oportunidades”. O lançamento do documento segue-se ao da Aliança para o Empreendedorismo em África, na qual o Banco Africano de Desenvolvimento terá um papel importante. A Aliança mobilizará recursos financeiros e técnicos de parceiros para desenvolver o setor privado de África, com foco nas micro, pequenas e médias empresas. A Aliança também alinha com o conceito do Banco de coordenar um apoio financeiro e não financeiro mais eficaz a jovens empreendedores através de bancos africanos de investimento em empreendedorismo jovem. O documento argumenta que a inteligência, criatividade, conhecimento e capacidades tecnológicas dos jovens empresários serão fundamentais para aproveitar a Quarta Revolução Industrial e para África, pela primeira vez, para cumprir os objetivos de desenvolvimento do continente de um futuro sustentável e mais igualitário. Do lado da oferta de investimento em atividades empreendedoras em toda a África, o jornal observa que os quase 650 centros de tecnologia de África incluem “aceleradores, incubadoras, laboratórios de apoio a startups vinculados a universidades, parques de criadores e até mesmo locais de trabalho partilhado. “Egito, Nigéria, Quênia e África do Sul respondem por mais de um terço desses, mas a maioria dos países e regiões têm centros de tecnologia de uma forma ou de outra”.

The report also notes a number of trends that could bring about more inclusive economic growth are beginning to take hold - including digitalization and the emergence of business opportunities linked to greening economies. The right interventions could open the door for the continent’s young and dynamic entrepreneurs and help build linkages with the large firms that are the key drivers of supply chains to create jobs and revenues to help scale up businesses. According to Dr. Khaled Sherif, AfDB’s VicePresident for Regional Development, Integration and Business Delivery, “the White Paper aims to reframe the narrative around Africa’s private sector and, going forward, guide initiatives promoting entrepreneurship on the continent to capitalize on new opportunities.” The release of the paper follows the May 2021 launch of the Alliance for Entrepreneurship in Africa, in which the African Development Bank will play an important role. The Alliance will mobilize financial and technical resources from partners to develop Africa’s private sector, with a focus on micro, small and medium enterprises. The Alliance also aligns with the Bank’s concept of coordinating more effective financial and nonfinancial support to young entrepreneurs through African youth entrepreneurship investment banks. The paper argues that the intelligence, creativity, knowledge and technological skills of young entrepreneurs will be central to harnessing the Fourth Industrial Revolution in and for Africa for the first time to meet the continent’s development objectives of a sustainable and more equal future. On the supply side of investment in entrepreneurial activity across Africa, the paper notes that Africa’s nearly 650 tech hubs include “accelerators, incubators, university-linked startup support labs, maker parks, and even co-working sites. “Egypt, Nigeria, Kenya and South Africa account for more than a third of these, but most countries and regions have tech hubs in one form or another.”


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Embora isto represente um grande progresso, um ecossistema e uma rede mais robustos devem evoluir para alcançar economias menores e menos desenvolvidas. Do lado da procura, o documento informa que tanto os empresários como os investidores podem precisar de reduzir as expectativas em termos de financiamento e receita. “Ajustando as expectativas, há uma melhor chance de aumentar a implantação do desenvolvimento do ecossistema e de mais startups serem capazes de aceder ao financiamento através de estágios que seriam inconcebíveis antes de 2015.” A mudança será transformadora, mas não ocorrerá da noite para o dia. A inovação e os aplicativos digitais por si só não levarão os africanos à riqueza e estabilidade; e sistemas, conectividade digital e infraestruturas, juntamente com capital humano aprimorado e acesso a serviços, serão essenciais para o sucesso e a sustentabilidade. Os ecossistemas para apoiar os empresários africanos - particularmente as pequenas e médias empresas - devem ser adaptados ao contexto africano. Para conseguir isso, o documento recomenda que as partes interessadas trabalhem com os empreendedores ao longo de todo o caminho de crescimento, e não através de uma abordagem fragmentada.

While this represents great progress, a more robust ecosystem and network must evolve to reach smaller, less developed economies. On the demand side, the paper advises that both entrepreneurs and investors may need to scale back expectations in terms of financing and revenue. “By adjusting expectations, there is a better chance of increasing the roll-out of ecosystem development and for more start-ups to be able to access financing through stages that would have been inconceivable before 2015.” Change will be transformative, but will not occur overnight. Innovation and digital apps alone will not lead Africans to wealth and stability; and systems, digital connectivity and infrastructure, together with improved human capital and access to services, will be critical for success and sustainability. Ecosystems to support African entrepreneurs particularly small and medium firms - must be tailored to the African context. To achieve this, the paper recommends that stakeholders work with entrepreneurs along the entire growth path, rather than through a fragmented approach.


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O comércio pode ser outro catalisador para o empreendedorismo, especialmente tendo em conta que a Área de Comércio Livre Continental Africano (AfCFTA) se tornou operacional no início de 2021. Os empresários farão o AfCFTA funcionar, forjando n ovas cadei as de valor e exp lorand o a s o p o rtunidades de expansão através do aumento do comércio nos mercados regionais. Embora os termos finais do acordo sejam negociados na próxima década, o documento oferece recomendações para fazer avançar o comércio intra-africano e o envolvimento do setor privado. Isso inclui suporte acelerado para centros de inovação; parcerias com associações empresariais para apoiar plataformas de informação que viabilizam o comércio; e processamento automatizado de fronteiras num único local. Todos eles ressaltam a importância da integração, conectividade, disseminação de informações e escala. Frederik Teufel, Conselheiro do Vice-Presidente e gestor de tarefas do Livro Branco, argumenta que “o empreendedorismo tem sido um impulsionador do crescimento económico em todo o mundo e em África não deveria ser diferente. Já existe uma cultura altamente empreendedora em vigor. Com as políticas e condições certas, o setor privado pode atuar como um motor para a prosperidade inclusiva em todo o continente. ”

Trade can be another catalyst for entrepreneurship, particularly given that the African Continental Free Trade Area (AfCFTA) became operational in early 2021. Entrepreneurs will make the AfCFTA work by forging new value chains and exploiting opportunities to scale up via increased trade in regional markets. While the final terms of the agreement will be negotiated over the coming decade, the paper offers recommendations to advance intra-African trade and private sector involvement. These include accelerated support for innovation hubs; partnerships with business associations to support trade-enabling information platforms; and automated one-stop border processing. They all underscore the importance of integration, connectivity, information dissemination, and scale. Frederik Teufel, Advisor to the Vice-President and task manager of the White Paper, argues that ”entrepreneurship has been a driver of economic growth throughout the world and Africa should be no different. There is already a highly entrepreneurial culture in place. With the right policies and conditions, the private sector can act as an engine for inclusive prosperity across the continent.”


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Empreendedorismo Juvenil em África: Um farol de esperança para o continente Youth Entrepreneurship in Africa: A beacon of hope for the continent


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Líderes são aqueles que ligam os pontos. Da mesma forma, o empreendedorismo jovem em África será impulsionado por mentes jovens que têm a capacidade de ligar os pontos. Com tantos desafios decorrentes de questões de governação ineficaz, falta de infraestruturas e, mais importante, falta de instrumentos de financiamento para o empreendedorismo, ser um jovem empreendedor em África requer muita perseverança, networking e paixão. Os estudiosos sugerem que o aumento da juventude africana é uma oportunidade para o continente ser uma área de grande crescimento. Mas o que devemos perceber é que o ambiente económico em muitos países africanos não está bem desenvolvido e carece de um ecossistema de apoio próspero para apoiar jovens iniciantes. Embora a maioria dos esforços de apoio socioeconómico tenham sido de alguma forma dizimados pela pandemia do Covid-19, como pode África aproveitar a proliferação de startups de jovens e usá-las como alavancas para reconstruir um setor de PMEs sustentável?

Leaders are those who connect the dots. Equally, youth entrepreneurship in Africa will be driven by the young minds who have the ability to connect the dots. With so many challenges stemming from issues of ineffective governance, lack of infrastructure and most importantly lack of funding instruments for entrepreneurship, being a young entrepreneur in Africa requires a great deal of perseverance, networking and passion. Scholars suggest that the African youth bulge is an opportunity for the continent to be the big growth area. But what we must realise is that the economic environment in many African countries is not well developed and lacks a thriving support ecosystem to support youth startups. While most of the socio-economic support efforts have somehow been decimated by the Covid-19 pandemic, how can Africa harness the mushrooming of youth startups and use them as levers to rebuild a sustainable SME sector?

Possibilitando Políticas de Empreendedorismo: Uma Política de Empreendedorismo Juvenil é uma obrigação para todos os países africanos. Isso mostra o esforço deliberado dos governos para impulsionar o empreendedorismo e ajudar os futuros criadores de empregos desde o início das suas iniciativas. Poucos países em África têm políticas deliberadas destinadas a estimular o empreendedorismo jovem.

Enabling Entrepreneurship Policies: A Youth Entrepreneurship Policy is a must for every African country. This shows deliberate effort from governments to drive entrepreneurship and to assist future job creators at the very outset of their initiatives. Few countries in Africa have deliberate policies targeted at stimulating youth entrepreneurship.

Facilidade de realização de negócios com foco não apenas na atração de grandes investimentos estrangeiros, mas também na criação de um ambiente propício para iniciar um negócio. A maioria dos jovens empreendedores não vai além do registo de uma pequena empresa porque o processo é complicado e caro. Como consequência não intencional, a maioria das startups de jovens opera no mercado negro e isso prejudica a sua sustentabilidade porque, sem uma empresa devidamente registada, torna-se difícil beneficiar de intervenções políticas, como incentivos e outros programas de apoio.

Ease of doing business targets focus not only on attracting large foreign Investments but also on creating an environment conducive to starting a business. Most youth entrepreneurs don’t make it beyond registering a small business because the process is cumbersome and costly. As an unintended consequence, most youth startups operate in the black market and this hinders their sustainability because without a proper registered company, it becomes difficult to benefit from policy interventions such as incentives and other support programmes.


44 Centros de empreendedorismo: Infraestrutura é a chave para o crescimento das startups. A maioria dos jovens empreendedores está a construir soluções inovadoras que requerem incubação por pelo menos 36 meses antes de estarem prontas para o mercado. Durante esta fase de prototipagem, eles não podem pagar infraestruturas, como armazenamento ou escritórios, e é por isso que os startup ubs como parte do apoio do governo são cruciais para o crescimento do empreendedorismo jovem em África. Muitos países africanos já estão a fazer isso. Estão a adotar este modelo de construção de centros de startups que combinam programas de incubação e aceleração que incluem mentoria. Os países que lideram nesta área incluem: África do Sul, Quênia, Ruanda, Nigéria, Egito e Gana. A Namíbia também lançou recentemente um programa de hub de inicialização sob o Ministério da Industrialização e Comércio.

Entrepreneurship Hubs: Infrastructure is key to the growth of startups. Most youth entrepreneurs are driving innovative solutions which require incubation for at least 36 months before they are ready for the market. During this prototyping stage, they can’t afford to pay for infrastructure such as warehousing or office spaces and this is why startup hubs as part of government support is crucial to the growth to youth entrepreneurship in Africa. Many African countries are already doing this. They are adopting this model of building startup hubs which combine both incubation and acceleration programmes which include mentorship. Countries leading the way in this area include: South Africa, Kenya, Rwanda, Nigeria, Egypt and Ghana. Namibia too has recently launched a startup hub programme under the Ministry of Industrialization and Trade.

Networking: Uma empresa é construída em network. Identificar as principais partes interessadas dentro do mesmo ecossistema é um dos métodos de aceleração para o crescimento de startups sustentáveis. Os programas de network são uma ótima maneira de expor os seus negócios inovadores às partes interessadas e a grandes corporações para várias iniciativas de apoio.

Networking: a business is built on networks.

Acesso ao mercado: O futuro do comércio intraafricano pertence aos jovens empresários africanos. Uma das áreas críticas para o empreendedorismo jovem quando se trata da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) é a circulação de empresários e a aprovação do passaporte africano. Assim que as fronteiras forem abertas e as tarifas forem reduzidas ou removidas, os empresários devem poder circular livremente para fazer negócios no continente. Igualmente importante é a agenda do Comércio em Serviços, que inclui regulamentações relacionadas com os meios de pagamento para bens e serviços no continente. Todos nós sabemos que os bens precisam de serviços para se movimentar - o comércio de bens e serviços está intimamente ligado.

Market Access: The future of intra-Africa trade

Identifying key stakeholders within the same ecosystem is one of the acceleration methods to grow sustainable startups. Network programmes are a very good way to expose their innovative businesses to stakeholders and large corporations for various support initiatives.

belongs to the African youth entrepreneurs. One of the critical areas for youth entrepreneurship when it comes to the African Continental Free Trade Area (AfCFTA) is movement of business persons and the approval of the African passport. Once the borders are open and the tariffs have been lowered or removed, entrepreneurs should be able to move freely to do business on the continent. Equally important is the Trade in Service agenda which includes regulations related to payment gateways for goods and services on the continent. We all know that goods need services to move – goods and services trade are closely intertwined.


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Aperfeiçoamento de capacidades: Para impulsionar o comércio intra-africano, os governos africanos precisam investir fortemente em formação. África precisa de anular a lacuna cada vez maior de importações de alimentos - o empreendedorismo jovem poderia, com a capacitação, financiamento e apoio necessários, adotar novos métodos de cultivo e processamento amigo do clima para resolver esta questão crítica. A agricultura africana tem que fazer a transição das formas tradicionais para a mecanização, juntamente com soluções tecnológicas. A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) estimou em 2013 que os alimentos perdidos em África poderiam alimentar 300 milhões de pessoas. A oportunidade é direcionar deliberadamente as empresas do setor agroalimentar e apoiá-las com capacidades técnicas afim de as preparar para os mercados de exportação facilitados pelo AfCFTA. Em muitos países, a maioria dos jovens no agro-setor são de comunidades rurais e só faz sentido que esforços deliberados sejam priorizados para apoiar seu crescimento.

Skills training: To boost intra-Africa trade, African governments need to invest heavily in training. Africa needs to close the widening gap of food imports – youth entrepreneurship could with the requisite skills, finance and support, adopt new climate-friendly cultivation and processing methods to address this critical issue. African agriculture has to transition from traditional ways of farming to farm mechanization, coupled with technological solutions. The Food and Agriculture Organisation (FAO) estimated in 2013 that food lost in Africa could feed 300 million people. The opportunity is to deliberately target enterprises in the agro-food and support them with technical skills in order to prepare them for export markets facilitated by the AfCFTA. In many countries, the majority of the youth in agro-sector are from rural communities and it only makes sense that deliberate efforts are prioritsed to support their growth.


46 46 Financiamento: Os governos africanos estão numa posição difícil após o surto do Corona vírus, que ameaçou o espaço fiscal para a maioria dos países, que já estavam em dificuldades antes da Covid-19. Embora muitos países enfrentem reduções em massa e fecho de empresas em vários setores devido à desaceleração económica causada por medidas de bloqueio, também é o momento de financiar muitas iniciativas, especialmente de jovens empresários. Reavivar o setor das PMEs e apoiar as startups requer financiamento na forma de doações, em vez de empréstimos comerciais. Não são muitos os jovens empresários que têm acesso a empréstimos bancários para financiar o seu arranque e expandir os seus negócios, mas são os jovens empresários que podem ajudar a reduzir o desemprego em todo o continente. Soluções inovadoras de financiamento do comércio, para ajudar os jovens empresários a aproveitar as oportunidades de exportação, poderiam ser incluídas nas ofertas do Afreximbank, o maior banco de importação e exportação da África, que está empenhado em apoiar a AfCFTA.

Funding: African governments are finding themselves in a tight position after the outbreak of the Corona virus which has threatened the fiscal space for most countries, which were already struggling before Covid-19. While many countries face mass retrenchments and business closures in various sectors due to the economic slowdown caused by lockdown measures, it is also the time to fund many initiatives particularly from young entrepreneurs. Reviving the SME sector and supporting startups, requires funding in the form of grants as opposed to business loans. Not many youth entrepreneurs are able to access bank loans to fund their startups and expand their business, yet it is the youth businesses which could assist to reduce unemployment across the continent. Innovative trade finance solutions, to assist young entrepreneurs to take advantage of export opportunities, could be included in the offerings by the Afreximbank, Africa’s largest export-import bank, which is committed to support the AfCFTA.

Curiosamente, enquanto os governos africanos lutam para conseguir financiamento de “doação” para muitos dos seus brilhantes jovens empreendedores, o mundo ocidental mudou de iniciativas tradicionais de “ajuda” para novas abordagens que incluem o financiamento de startups inovadoras para jovens. O governo francês, por exemplo, em 2018, lançou uma iniciativa chamada “Digital Africa” com 65 milhões de euros dedicados a startups inovadoras para os empreendedores em ascensão em África. Os fundos são implementados por meio de bolsas, mentoria, ferramentas de rede B2B e incubações de empresas. Um desafio recente dirigido a 1000 empresários africanos foi lançado no âmbito da Cimeira FrançaÁfrica 2020. Se avaliarmos os setores dos 1000 vencedores, a prontidão dos jovens empresários para desenvolver as suas próprias empresas é clara. Essas iniciativas podem ser a alavanca necessária para que o continente enfrente a alta taxa de desemprego juvenil e diversifique as suas exportações.

Interestingly enough, while African governments struggle to commit “grant” funding for its many aspiring bright young entrepreneurs, the western world has shifted from traditional ‘aid’ initiatives to new approaches which include funding innovative startups for young people. The French government for example, in 2018, launched an initiative called ‘Digital Africa‘ with 65 million Euros dedicated to innovative startups for Africa’s rising entrepreneurs. The funds are implemented through grants, mentorship, B2B networking tools and business incubations. A recent challenge targeting 1000 African entrepreneurs was launched under the France-Africa Summit 2020. If one assesses the sectors of the 1000 winners, the readiness of young entrepreneurs to develop their own enterprises is clear. Such initiatives could be the much-needed lever for the continent to address the high youth unemployment rate and diversify their export baskets.


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ECA e ICC lançam centro de empreendedorismo em África ECA and ICC launch entrepreneurship center in Africa

A Comissão Económica para a África (ECA) e a Câmara de Comércio Internacional lançaram em conjunto Centros de Empreendedorismo em África, sob o tema “Criando Meios de Subsistência para a Inclusão”. Com localizações estratégicas em toda a África, os Centros de Empreendedorismo ECA - ICC trabalharão com várias partes interessadas, incluindo empresas, câmaras de comércio, instituições académicas, agências intergovernamentais e governamentais, para ligar empreendedores locais a mercados globais e melhorar as condições regulatórias para que as PMEs prosperem. Os centros de empreendedorismo desenvolverão as competências de jovens que enfrentam perspetivas de emprego incertas para serem mentores de startups e empresários locais. Espera-se que os centros desenvolvam a próxima geração de líderes empresariais africanos.

The Economic Commission for Africa (ECA) and International Chamber of Commerce have jointly launched Centres of Entrepreneurship in Africa, under the theme, “Creating Livelihoods for Inclusion”. With strategic locations across Africa, the ECA - ICC Centres of Entrepreneurship will work with various stakeholders, including businesses, chambers of commerce, academic institutions, intergovernmental and governmental agencies, to connect local entrepreneurs to global markets and enhance regulatory conditions for SMEs to thrive. The entrepreneurship centres will develop the skills of young people who face uncertain employment prospects to mentoring local startups and entrepreneurs. The centres are expected to develop the next generation of African business leaders.


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Falando durante o lançamento virtual, em 16 de setembro de 2021, Oliver Chinganya, Diretor do Centro Africano de Estatísticas da ECA, disse que “o lançamento dos Centros de Empreendedorismo chega no momento certo, quando África está a tentar reconstruir melhor a partir dos efeitos de Covid19. Acreditamos que estes Centros, localizados em diferentes regiões do continente e com soluções à medida, podem mobilizar a próxima geração de empreendedorismo em África”. O Sr. Chinganya disse que os Centros fornecerão às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) as ferramentas e caminhos para expandir os seus negócios e desempenhar um papel efetivo na cadeia de abastecimento de bens e serviços. Eles também proporcionarão caminhos para acelerar o empoderamento de mulheres e jovens, uma ação necessária para acelerar o crescimento de África e a recuperação da pandemia. Os dados da ECA mostram que as MPME, muitas vezes pertencentes a mulheres e jovens, são responsáveis por aproximadamente 98 por cento de todas as empresas e 60 por cento do emprego no setor privado nos países africanos. Eles são uma parte fundamental do tecido económico das economias africanas. As PMEs mais jovens e menores contribuem com 22 por cento da criação líquida de empregos no continente.

Speaking during the virtual launch on 16 September 2021, Oliver Chinganya, Director of the Africa Centre for Statistics at the ECA, said “the launch of the Centres of Entrepreneurship comes at the right time when Africa is trying to build back better from the effects of Covid-19. We believe that these Centres, based in different regions of the continent, and with tailored-made solutions, can mobilize the next generation of entrepreneurship in Africa.” Mr Chinganya said the Centres will provide Micro, Small and Medium Enterprises (MSMEs) with the tools and pathways to expand their business and play an effective role in the goods and services supply chain. They will also provide pathways to accelerate women and youth empowerment a necessary action to accelerate Africa’s growth and recovery from the pandemic. ECA data shows that MSMEs, often women and youth-owned, account for approximately 98 per cent of all firms and 60 per cent of private sector employment in African countries. They are a fundamental part of the economic fabric of African economies. The youngest and smallest SMEs contribute to 22 per cent of net job creation on the continent.


50 De acordo com o Sr. Chinganya, África tem a maior taxa de criação de novos negócios e os jovens no continente têm 1,6 vezes mais probabilidade de serem empresários, enfrentando os desafios do alto desemprego e sub-desemprego entre os jovens. “Eles desempenham um papel crítico nas cadeias de abastecimento, comércio transfronteiriço e, portanto, na segurança alimentar no continente.” Ele observou que os centros de empreendedorismo inspirarão futuros empreendedores através do desenvolvimento de capacidades, digitalização e orientação crítica para mulheres e jovens superarem as barreiras tradicionais de acesso a redes. John Denton, secretário-geral da ICC, disse que os centros de empreendedorismo são uma plataforma importante para dimensionar globalmente as iniciativas empresariais locais e regionais de maior sucesso impulsionadas por câmaras de comércio e parceiros inovadores. “As PME desempenham um papel importante na economia e são contribuintes de emprego e 40% da receita nacional. Mas eles são os mais desafiadores do continente. A sua contribuição poderia ser maior se as PMEs informais fossem incluídas e fossem apoiadas para prosperar no mercado”, disse Denton. Ele citou a falta de formação adequada em digitalização, regulamentos de negócios excessivos na maioria dos países e infraestruturas deficientes como alguns dos desafios enfrentados pelas MPMEs e empresários em África. “Estas são questões que precisam de ser resolvidas para que os empreendedores em África possam competir com os outros no mercado global”, disse ele, acrescentando que “a ICC está empenhada em assumir um papel de liderança através destes centros de Empreendedorismo para ajudar as PME e empreendedores da região, aumentando a consciência sobre oportunidades em potencial”. O Sr. Denton disse que a ICC está a expandir a sua presença em África para preparar e mobilizar a próxima geração de empreendedores, desde o desenvolvimento de capacidades de jovens que enfrentam perspectivas de emprego incertas, até ajudar a catalisar o empreendedorismo local e os empregos do futuro. O principal objetivo é permitir que os cidadãos construam meios de subsistência significativos e garantir que o façam numa economia de mercado em funcionamento.

According to Mr Chinganya, Africa has the highest rate of new business creation, and that youth on the continent are 1.6 times more likely to be entrepreneurs, addressing challenges of high youth under- and unemployment. “They play a critical role in supply chains, cross-border trade, and therefore food security on the continent.” He noted that the entrepreneurship centres will inspire future entrepreneurs through skills development, digitalization, and mentorship critical for women and youth to overcome traditional barriers to accessing networks John Denton, ICC Secretary General, said the entrepreneurship Centres are an important platform to scale globally the most successful local and regional entrepreneurial initiatives driven by chambers of commerce and innovative partners. “SME plays a major role in economy and are contributors of employment and 40% of national income. But they are the most challenged on the continent. Their contribution could be higher if informal SME are included and are supported to thrive in the market,” said Mr Denton. He cited the lack of proper training on digitalization, excessive business regulations in most countries, and poor infrastructure as some of the challenges faced by MSMEs and entrepreneurs in Africa. “These are issues that need to be resolved in order for the entrepreneurs in Africa to compete with the others at the global market,” he said, adding that “ICC is committed to take a leadership role through these centres of Entrepreneurship to help SME and entrepreneurs in the region by raising awareness for potential opportunities.” Mr. Denton said that ICC is expanding its presence in African to prepare and mobilize the next generation of entrepreneurs, from developing skills of young people who face uncertain employment prospects, to helping catalyse local entrepreneurship and the jobs of the future. The main goal is to enable individual citizens to build meaningful livelihoods and to ensure they do this in a functioning market economy.


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Numa mesa redonda com líderes empresariais africanos e PMEs, Chepkemoi Magdaline, fundador e diretor executivo da EldoHub, disse que a maioria dos jovens empreendedores requer capacidades sociais, que podem ser adquiridas através de programas de formação e orientação adequados. A Sra. Magdaline disse que a maioria dos jovens enfrenta os desafios do baixo acesso ao financiamento, baixa alfabetização financeira e mercado deficiente. “A digitalização das MPMEs é fundamental e só pode ser alcançada através de capacitação e orientação, permitindo que os jovens tenham acesso a financiamento acessível, observou ela. Kojo Sam-Woode, CEO, Adroit Bureau, Ghana Ltd, disse que as capacidades digitais devem ser ensinadas desde cedo para que os jovens africanos possam começar a identificar oportunidades no setor de TIC desde muito cedo. As estimativas da ECA mostram que o potencial da economia digital nos próximos 20-30 anos pode ser de 47 triliões de dólares, 20 vezes o PIB de toda a África hoje. Com uma população de 1,3 biliões, África tem a população mais jovem do mundo, com 70% com menos de 24 anos e mais de 750 milhões com menos de 35 anos. Dadas as oportunidades certas, sabemos que os jovens podem impulsionar o crescimento económico inclusivo em todo o continente.

At a roundtable with African Business leaders and SMEs, Chepkemoi Magdaline, Founder and Executive Director of EldoHub, said majority of young entrepreneurs require soft skills ,which can be acquired through proper training and mentorship programmes. Ms. Magdaline said majority of the young people face the challenges of low access to financing, poor financial literacy, poor market. “Digitalization of MSMEs is key and can only be attained through capacity building, mentorship, enabling young people have access to affordable financing, she noted. Kojo Sam-Woode, CEO, Adroit Bureau, Ghana Ltd, said digital skills should be taught at an early age so that young Africans can start identifying opportunities in the ICT sector very early. ECA estimates show that the potential of the digital economy in the next 20-30 years could be $47 trillion, 20 times the GDP of all of Africa today. With a population of 1.3 billion, Africa has the world’s youngest population, with 70% under the age of 24 and more than 750 million under the age of 35. Given the right opportunities, we know that youth could drive inclusive economic growth across the continent.


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Juntos Seremos Mais Fortes!


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Negócios que criaram milionários em África Businesses that created millionaires in Africa

Todas as crises originam duas coisas: Problemas e oportunidades. Enquanto o mundo luta contra o Covid-19 e o seu impacto devastador na vida humana, na economia, nos negócios e nos empregos, frequentemente ficamos muito distraídos com os problemas para perceber as oportunidades crescentes ao nosso redor especialmente num mercado interessante como África. Surpreendentemente, no ano passado, apesar da pandemia e dos bloqueios e fecho de negócios que vieram com ela, as startups de tecnologia em toda a África ainda levantaram mais de 1,3 billião de dólares de investidores locais e internacionais. África tem um potencial de crescimento significativo. E é por isso que se deve prestar atenção às oportunidades de negócios que aqui apresentamos. Estas são as maiores oportunidades de negócios em África que provavelmente definirão o resto da década. Essas oportunidades inspirarão novas ideias de negócios, estimularão a criatividade e a inovação e criarão consideráveis riquezas, crescimento e empregos no continente.

Every crisis creates two things: Problems and opportunities. As the world fights COVID-19 and its devastating impacts on human life, the economy, businesses, and jobs, we are often too distracted by the problems to notice the growing opportunities around us — especially in an interesting market like Africa. Surprisingly, last year, despite the pandemic and the lockdowns and business shutdowns that came with it, tech startups across Africa still raised more than $1.3 billion from local and international investors. Africa has significant growth potential. And that’s why you should pay close attention to the business opportunities on this list. These are the biggest business opportunities in Africa that will likely define 2021 and the rest of the new decade. These opportunities will inspire new business ideas, spark creativity and innovation, and create considerable wealth, growth, and jobs on the continent.


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Marcas alimentares africanas para exportação

African food brands for export

Todos os anos, a África perde milhares de empregos e biliões de dólares em receita potencial com a exportação de commodities não processadas e sem valor agregado, como o cacau cru e os grãos de café. Quando essas commodities são transformadas em chocolate premium e café gourmet por fábricas na América do Norte e na Europa, gastamos ainda mais dinheiro para importar os produtos de valor agregado de volta para África. Como resultado, enquanto o chocolate e o café processado representam um mercado global lucrativo que vale mais de 100 biliões de dólares anualmente, milhares de produtores de cacau e café africanos continuam presos à pobreza extrema. Isto não faz sentido absolutamente nenhum. Felizmente, esta anomalia abriu lacunas no mercado para startups como a FairAfric e a Garden of Coffee desenvolverem marcas de produtos exclusivamente africanas que têm potencial para se tornarem grandes sucessos no mercado internacional. Ao concentrar-se em barras de chocolate orgânico ‘Made in Africa’ feitas de grãos de cacau que são colhidos e processados no Gana, a FairAfric tem como alvo os consumidores éticamente conscientes na Europa com a sua impressionante variedade de marcas de chocolate orgânico. Só em 2018, a empresa produziu e exportou mais de 250.000 barras de chocolate e levantou cerca de 50.000€ de investidores no Kickstarter. A mesma mudança está a acontecer com o café africano também. A Etiópia é amplamente reconhecida como o berço do café e é um dos maiores produtores de grãos de café do mundo. Também possui algumas das técnicas de fabrico de café mais antigas, transmitidas ao longo dos séculos. Ainda assim, quando se menciona o café, a maioria das pessoas provavelmente pensa em Starbucks e não na Etiópia. É por isso que a Garden of Coffee, uma marca de café emergente da Etiópia, pode virar o jogo no continente. Fundada em 2016 por Bethlehem Alemu, a empresa torra 5 tipos do lendário café da Etiópia e envia-os para mais de 20 países, incluindo a Rússia, a Suécia, a Alemanha e os EUA.

Every year, Africa loses thousands of jobs and billions of dollars in potential income by exporting unprocessed, non-value-added commodities like raw cocoa and coffee beans. And then when these commodities have been transformed into premium chocolate and gourmet coffee by factories in North America and Europe, we spend even more money to import the value-added products back to Africa. As a result, while chocolate and processed coffee represent a lucrative global market that is worth over $100 billion annually, thousands of African cocoa and coffee farmers remain trapped in extreme poverty. This absolutely makes no sense. Thankfully, this anomaly has opened gaps in the market for startups like FairAfric and Garden of Coffee to develop uniquely African product brands that have the potential to become big hits on the international market. By focusing on ‘Made in Africa’ organic chocolate bars made from cocoa beans which are harvested and processed in Ghana, FairAfric is targeting ethically-conscious consumers in Europe with its impressive range of organic chocolate brands. In 2018 alone, the business made and exported over 250,000 chocolate bars, and raised about €50,000 from investors on Kickstarter. The same change is coming to African coffee too. Ethiopia is widely acknowledged as the birthplace of coffee, and is one of the world’s largest coffee bean producers. It also has some of the oldest coffee crafting techniques passed down over centuries. Still, when you mention coffee, most people are likely to think of ‘Starbucks’ and not Ethiopia. That’s why Garden of Coffee, an emerging coffee brand from Ethiopia, could be a game-changer for the continent. Founded in 2016 by Bethlehem Alemu, the business roasts 5 types of Ethiopia’s legendary coffee and ships them to over 20 countries, including Russia, Sweden, Germany, and the USA.


56 Em agosto de 2018, a Garden of Coffee lançou-se na China, um mercado amante do chá que se está cada vez mais voltar para o café. E até 2022, o grande plano da empresa é abrir mais de 100 cafeterias em toda a China. Para um continente que produz mais de 70% dos grãos de cacau usados no chocolate e cerca de 11% dos grãos de café, África tem uma oportunidade única de criar marcas de produtos fortes que podem atrair preços premium de consumidores estrangeiros. Além disso, milhares de empregos e pequenos negócios serão criados e apoiados pela agregação de valor a commodities como cacau e grãos de café. Mas o cacau e o café são apenas o início de uma onda muito maior de oportunidades de negócios emergentes em África para as exportações de alimentos com valor agregado.

In August 2018, Garden of Coffee launched in China, a tea-loving market that is increasingly turning towards coffee. And by 2022, the company’s big plan is to open over 100 café roasteries across China. For a continent that produces over 70% of cocoa beans used in chocolate and roughly 11% of coffee beans, Africa has a unique opportunity to create strong product brands that can attract premium prices from foreign consumers. On top of that, thousands of jobs and small businesses will be created and supported by adding value to raw commodities like cocoa and coffee beans. But cocoa and coffee are only the beginning of a much bigger wave of emerging business opportunities in Africa for value-added food exports.

Energia Solar

Solar Energy

Enquanto os formuladores de políticas na Europa e na América debatem sobre a estratégia de transição energética mais adequada para os seus países, África apresenta uma tábua rasa e aberta para a energia renovável, especialmente solar. A corrida para espalhar a energia solar em toda a África é agora uma indústria multibilionária que continua a atrair empresários e investidores de dentro e de fora do continente. O que torna a energia solar uma das oportunidades de negócios mais atraentes em África neste momento é o potencial significativo para soluções solares fora da rede. E a procura é enorme.

While policymakers in Europe and North America debate about the most fitting energy transition strategy for their countries, Africa presents a clean and open slate for renewable energy, especially solar. The race to spread solar power across Africa is now a multi-billion-dollar industry that continues to attract entrepreneurs and investors from within and outside the continent. What makes solar one of the most attractive business opportunities in Africa right now is the significant potential for off-grid solar solutions. And the demand is massive.


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Mais de 600 milhões de africanos estão cansados de esperar por energia de redes elétricas geridas centralmente, que são lentas para implantar, ineficientes e inflexíveis para as necessidades crescentes de energia do continente. E num continente que tem mais de 300 dias de luz solar em muitas partes, é difícil superar a proposta de valor de um produto que ignora a rede elétrica central e atende às suas necessidades de energia captando diretamente do sol, uma fonte de energia gratuita. É por isso que o mercado solar em África explodiu e o número de participantes neste espaço continua a crescer. A BBOXX, desenvolvedora de sistemas solares, assinou um acordo histórico com o governo da República Democrática do Congo para implantar kits solares fora da rede e mini-redes para 2,5 milhões de cidadãos. Na RDC, estima-se que mais de 60 milhões de pessoas ainda não estão ligadas à rede. No Togo, a empresa também firmou um acordo de parceria de 4 milhões de dólares com o governo para fornecer a 300.000 residências kits solares fora da rede. Mas esta é apenas uma empresa. Existem vários outros.

Over 600 million Africans are tired of waiting for energy from centrally-managed power grids that are slow to deploy, inefficient, and inflexible to the continent’s growing power needs. And on a continent that enjoys over 300 days of sunlight in many parts, it’s hard to beat the value proposition of a product that bypasses the central power grid and meets your energy needs by tapping directly from the sun, a free energy source. That’s why the solar market in Africa has exploded and the number of players in this space continues to grow. Last year, BBOXX, a solar systems developer, signed a landmark deal with the government of DR Congo to deploy off-grid solar kits and mini-grids to 2.5 million citizens. In the DRC, it is estimated that over 60 million people are still not connected to the grid. In Togo, the company has also entered a $4 million partnership deal with the government to supply 300,000 homes with off-grid solar kits. But this is just one company. There are several others.


58 Players solares como M-Kopa, Offgrid Electric, Azuri, Mobisol, Lumos, GLP e outros estão a entrar estrategicamente no mercado de energia solar fora da rede de África em países como Quénia, Etiópia, Nigéria, Gana e Tanzânia, e receberam cerca de 1 bilião dos investidores até agora. Como o continente que emite os níveis mais baixos de CO2, mas tem mais a perder com a mudança climática, os empresários solares da África beneficiarão imensamente de fundos como o Fundo de Ação Climática de 200 biliões de dólares do Banco Mundial e fundos do setor privado como o orçamento anual de 1 bilião de dólares da Shell para energia limpa. À medida que mais fundos e participantes tentam atender à enorme procura de África por soluções solares fora da rede, esta certamente será uma indústria empolgante de acompanhar.

Solar players like M-Kopa, Offgrid Electric, Azuri, Mobisol, Lumos, GLP and others are strategically penetrating Africa’s off-grid solar energy market in countries like Kenya, Ethiopia, Nigeria, Ghana and Tanzania, and have received roughly $1 billion from investors so far. And this is only the beginning of a big party that is far from getting started. As the continent that emits the lowest levels of CO2 but has the most to lose from climate change, Africa’s solar entrepreneurs will benefit immensely from funds like the World Bank’s $200 billion Climate Action Fund, and funds from the private sector like Shell’s $1 billion annual budget for clean energy. As more funds and players try to serve Africa’s massive demand for off-grid solar solutions, this will surely be an exciting industry to watch.

Educação virtual

Virtual education

Há uma tendência de “inflação académica” atualmente em toda a África. Para competir por oportunidades de emprego limitadas, os africanos no mercado de trabalho estão a investir em graus académicos, diplomas e certificações superiores ou especializados, a fim de tornar os seus currículos mais impressionantes e aumentar as suas chances de emprego, promoção e progressão na carreira. As instituições de ensino fora da África também estão a beneficiar da explosão da procura por ensino superior e especializado. Os principais destinos são universidades na América do Norte, Europa e Austrália. Embora o lado da procura por ensino superior de qualidade em África tenha evoluído dramaticamente, o lado da oferta permanece como está há mais de 40 anos. A UNICAF é uma startup de educação virtual que tem parcerias com universidades credenciadas em todo o mundo para oferecer diplomas online em mercados carentes, com foco em África. A sua plataforma online fornece acesso a ensino superior acessível para africanos que desejam opções de aprendizagem flexíveis, têm obrigações de trabalho ou não podem pagar as mensalidades convencionais.

There is a trend of “academic inflation” currently happening across Africa. To compete for limited job opportunities, Africans in the labour market are investing in higher or specialised academic degrees, diplomas, and certifications in order to make their résumés more impressive, and boost their chances of employment, promotion, and career progression. Learning institutions outside Africa are also benefitting from the explosion in demand for higher and specialist education. The top destinations are universities in North America, Europe and Australia. While the demand side for quality higher education in Africa has dramatically evolved, the supply side largely remains as it’s been for more than 40 years. UNICAF is a virtual education startup that partners with accredited universities around the world to offer online degrees to underserved markets, with a focus on Africa. Its online platform provides access to affordable higher education to Africans who want flexible learning options, have work obligations, or cannot afford conventional tuition fees.


59 Com mais de 16.000 alunos atualmente matriculados nos seus programas, o UNICAF recentemente levantou 25 milhões de euros de investidores, incluindo o gigante dos bancos de investimento Goldman Sachs, Edex, o Grupo CDC e a University Ventures. Os fundos serão usados para aumentar o número de matrículas de alunos para 100.000 nos próximos 5 anos. A Universidade Virtual Africana também é outro pioneiro na ruptura do modelo convencional de ensino superior no continente. Em parceria com universidades dentro e fora de África, a organização intergovernamental já treinou 43.000 alunos usando as suas plataformas virtuais online. Até o ano de 2040, a PwC estima que África terá a maior força de trabalho do mundo, à frente da Índia e da China. Para lidar com a atual e futura escassez deste mercado, empreendedores e investidores inteligentes estão a enquadrar-se num mercado potencialmente lucrativo, concentrando-se em modelos de negócios flexíveis e escaláveis que são económicos, mas lucrativos.

With more than 16,000 students currently enrolled in its programs, UNICAF recently raised €25 million from investors, comprising investment banking giant Goldman Sachs, Edex, CDC Group, and University Ventures. The funds will be used to grow student enrolment to 100,000 over the next 5 years. The African Virtual University is also another trailblazer disrupting the conventional model of higher education on the continent. In partnership with universities within and outside Africa, the intergovernmental organisation has already trained 43,000 students using its virtual online platforms. By the year 2040, PwC estimates that Africa will have the world’s largest labour force, ahead of both India and China. To address the current and future skills shortages in this market, smart entrepreneurs and investors are cornering a potentially lucrative market by focusing on flexible and scalable business models that are cost-effective, yet profitable.


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Aparthotéis

Apartment hotels

Os impactos combinados de rápida urbanização, alto crescimento populacional e um forte potencial económico significam que o setor imobiliário de África continuará a ser um espaço interessante para empreendedores e investidores neste século. Mas embora existam diferentes segmentos interessantes no setor imobiliário de África - de moradias e escritórios a preços acessíveis, a aluguer e oportunidades de propriedade industrial - o espaço do Aparthotel ainda é relativamente desconhecido, com apenas alguns grandes investidores. Os Aparthotéis são um nicho imobiliário emergente que reúne o melhor de um hotel e um de apartamento. O aumento das viagens de negócios globais, um mercado massivo que gasta mais de 1,2 triliões de dólares por ano, é a grande tendência responsável pela crescente procura por Aparthotéis em África. À medida que a mobilidade corporativa e o número de atribuições de empregos internacionais aumentam, e mais multinacionais continuam a entrar nos mercados emergentes, a procura por acomodação para viajantes de negócios e trabalhadores expatriados em África está a tornar-se mais sofisticada.

The combined impacts of rapid urbanisation, high population growth, and a strong economic potential means that Africa’s real estate sector will remain an interesting space for entrepreneurs and investors far into this century. But while there are different exciting segments in Africa’s real estate sector – from affordable housing and office spaces, to retail, and industrial property opportunities – the apartment hotel space is still relatively unknown, with only a few major players. Apartment hotels are an emerging real estate niche that brings together the best of both a hotel and an apartment. The rise in global business travel, a massive market that spends more than $1.2 trillion annually, is the big trend responsible for the growing demand for apartment hotels in Africa. As corporate mobility and the number of international job assignments rise, and more multinationals continue to push into emerging markets, the demand for accommodation by business travellers and expatriate workers in Africa is becoming more sophisticated.


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Em 2015, havia apenas 8.802 apartamentos com serviço em 102 locais de África. Até 2017, os números aumentaram para 9.477 apartamentos com serviço em 166 localidades, um aumento de 7,6% e 62,7%, respectivamente. Isso mostra o nível crescente de interesse no setor, de acordo com o Global Serviced Apartments Industry Report. Até agora, são cidades como Nairóbi, Lagos, Acra, Adis Abeba, Abidjã, Dacar, Dar es Salaam, Abuja, Joanesburgo e Cidade do Cabo que estão a passar por um crescimento acentuado no setor emergente de Aparthotéis. Nos últimos anos, os novos projectos de hotéis de Aparthotéis que entraram no mercado incluem o Executive Residency by Best Western em Nairobi, o Marriot’s Residence Inn em Accra e Lagos, o Novotel Suites em Marraquexe e o Radisson Blu’s Hotel and Residences na Cidade do Cabo e Maputo, entre vários outros hotéis-apartamentos no mercado africano. À medida que as oportunidades de negócios e investimento em África atraem mais participantes globais para o continente, o tamanho, a escala e a sofisticação dos Aparthotéis em oferta irão muito provavelmente evoluir à medida que este nicho interessante do setor imobiliário se tornar popular.

In 2015, there were only 8,802 serviced apartments in 102 locations in Africa. By 2017, the numbers had increased to 9,477 serviced apartments in 166 locations, a rise of 7.6% and 62.7% respectively. This shows the rising level of interest in the sector, according to the Global Serviced Apartments Industry Report. So far, it is cities such as Nairobi, Lagos, Accra, Addis Ababa, Abidjan, Dakar, Dar es Salaam, Abuja, Johannesburg and Cape Town that are experiencing marked growth in the emerging apartment hotel sector. In recent years, new apartment hotel projects that have entered the market include the Executive Residency by Best Western in Nairobi, Marriot’s Residence Inn in Accra and Lagos, the Novotel Suites in Marrakech, and Radisson Blu’s Hotel and Residences in Cape Town and Maputo, among several other apartment hotels on the African market. As business and investment opportunities in Africa attract more global players to the continent, the size, scale and sophistication of apartment hotels on offer will very likely evolve as this interesting niche of the real estate sector goes mainstream.

Saúde

Healthcare

O cenário da saúde em África está repleto de problemas interessantes. Nenhuma outra indústria em África apresenta tantas oportunidades de transformar vidas e o potencial de criar um impacto duradouro nas comunidades locais. África tem apenas cerca de 15% da população mundial, mas carrega cerca de 25% da carga global de doenças. O continente também não tem médicos, enfermeiros e profissionais de saúde suficientes. Esta situação de crise apresenta uma série de problemas complexos e de alto risco. E é exatamente isso que torna África o lugar mais estimulante para solucionadores de problemas criativos que são apaixonados por saúde.

Africa’s healthcare scene is brimming with interesting problems. No other industry in Africa presents as much opportunity to transform lives, and the potential to create lasting impact in local communities. Africa has just about 15% of the world’s population but bears roughly 25% of the global disease burden. The continent also does not have enough doctors, nurses and health professionals. This crisis situation presents a range of complex and high-stakes problems. And that’s exactly what makes Africa the most exciting place to be for creative problem-solvers who are passionate about healthcare.


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O seguro de saúde privado é caro para a maioria das pessoas e muitos países em África não têm um esquema de seguro de saúde administrado pelo governo funcional e acessível. Como resultado, muitas pessoas pobres, especialmente nas áreas rurais, não têm acesso ao sistema formal de saúde porque não podem pagar as contas. Na Tanzânia, uma startup de saúde encontrou uma maneira inovadora de contornar o problema. Usando o dinheiro móvel, a Jamii lançou com sucesso um produto de microsseguro de saúde que permite que pessoas de baixa renda paguem um prémio mensal de 1 dólar. Até agora, a Jamii arrecadou 1 milhão de dólares de investidores e permite que milhares de famílias de baixa renda tenham acesso a 400 hospitais da sua rede de seguros. Outra área interessante é a medicina preventiva de inspiração local. Doenças como a malária matam milhares de africanos todos os anos. E a indústria farmacêutica faz fortuna com milhões de dólares gastos em medicamentos contra a malária. Mesmo assim, muitas pessoas pobres não têm dinheiro para comprar remédios e a doença ainda mata cerca de 500.000 pessoas anualmente. Mas, em vez de tentar encontrar a melhor cura para doenças como a malária, ou produzir medicamentos que a maioria das pessoas não pode pagar, por que não prevenir as picadas de mosquito em primeiro lugar?

Private health insurance is expensive for most people, and many countries in Africa do not have a functional and accessible government-managed health insurance scheme. As a result, many poor people, especially in rural areas, are locked out of the formal healthcare system because they cannot afford the bills. In Tanzania, one healthcare start-up has found an innovative way around the problem. By using mobile money, Jamii successfully introduced a micro-health insurance product that allows low-income earners to pay a monthly premium of $1. So far, Jamii has raised up to $1 million from investors and enables thousands of low-income families to access 400 hospitals on its insurance network. Another interesting area is locally-inspired preventative medicine. Diseases like malaria kill thousands of Africans every year. And the pharmaceutical industry makes a fortune from millions of dollars spent on malaria drugs. Still, many poor people can’t afford medicines and the disease still kills close to 500,000 people annually. But rather than try to find the best cure for diseases like malaria, or produce drugs that most people can’t afford, why not prevent mosquito bites in the first place?


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Embora esforços globais como mosquiteiros tratados com inseticida não tenham sido muito eficazes, empresários locais como Ginette Karirekinyana do Burundi e Joan Nalubega do Uganda estão a adotar uma abordagem mais preventiva ao integrar repelentes de mosquitos naturais e orgânicos em produtos, como sabonetes e loções corporais, que as pessoas são mais propensos a usar diáriamente. Um número crescente de empresários no continente está a provar que soluções inspiradas localmente para os problemas de saúde de África podem ser eficazes. E à medida que eles continuam a aplicar tecnologia, criatividade e materiais locais aos desafios de saúde do continente, certamente teremos mais interessantes.

While global efforts like insecticide-treated mosquito nets have not been quite effective, local entrepreneurs like Burundi’s Ginette Karirekinyana and Uganda’s Joan Nalubega are taking a more preventative approach by integrating natural and organic mosquito repellents into products, such as soaps and body lotions, that people are more likely to use on a daily basis. A growing number of entrepreneurs on the continent are proving that locally-inspired solutions to Africa’s healthcare problems can be effective. And as they continue to apply technology, creativity, and local materials to the continent’s healthcare challenges, we will surely be more new, interesting discoveries and breakthroughs during the year.

Serviços financeiros digitais

Digital financial services

Nenhuma outra indústria emergente em África está a atrair tanto capital internacional e apoio como as fintech. Apenas em 2018, as startups de fintech em África levantaram 284,6 milhões de dólares de investimento, quase metade de todo o financiamento levantado por startups de tecnologia africanas em todo o ano. Não é surpreendente porque há uma corrida ao ouro na indústria de fintech em África. Mais de 60% da população adulta de África não tem banco. Até 350 milhões possuem e usam telefones, mas poucos possuem uma conta bancária ou acesso a serviços financeiros formais. Esse é um mercado enorme, de fato. Ao usar smartphones e a Internet, os empreendedores de fintech em todo o continente estão a aprofundar a inclusão financeira e a desbloquear oportunidades de mercado incríveis em serviços financeiros. E as oportunidades variam desde o processamento de pagamentos e transferências de dinheiro até economias e acesso ao crédito. Nos últimos 12 meses, duas startups de fintech do Quênia (Branch e Tala) arrecadaram 135 milhões de dólares. Na Nigéria, quatro empresas - Cellulant, Paga, Paystack e Lidya - atraíram um total de 72,4 milhões. E da África do Sul, Jumo e Yoco receberam 68 milhões.

No other emerging industry in Africa is attracting as much international capital and backing like fintech right now. In 2018 alone, fintech startups in Africa raised $284.6 million from investors, almost half of all the funding raised by African tech startups in the whole year. It’s hardly surprising why there is a gold rush in Africa’s fintech industry. Over 60% of Africa’s adult population is unbanked. Up to 350 million of them own and use phones, but fewer own a bank account or have access to formal financial services. That’s a huge market indeed. By using mobile phones and the internet, fintech entrepreneurs across the continent are deepening financial inclusion and unlocking incredible market opportunities in financial services. And the opportunities range from processing payments and money transfers, to savings, and access to credit. In the last 12 months, two fintech startups from Kenya (Branch and Tala) raised $135 million. In Nigeria, four companies — Cellulant, Paga, Paystack and Lidya — attracted a total of $72.4 million. And from South Africa, Jumo and Yoco received $68 million.


64 64 Telemedicina

Telemedicine

A pandemia Covid-19 provou o quão frágeis os sistemas de saúde em África realmente são. Embora o continente represente apenas cerca de 16% da população mundial, de acordo com a OMS, África carrega 23% da carga global de doenças. Pior, a prevalência de doenças como diabetes, cancro e problemas cardíacos está a aumentar. A África não tem apenas hospitais e infraestruturas de saúde inadequados. A fuga de cérebros - a perda de milhares de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde africanos que emigram para os EUA, Canadá, Europa e Médio Oriente - é um problema muito maior. Como consequência, há apenas cerca de 1 médico por 5.000 pessoas na África Subsaariana (em comparação com a média global de 6). Isso significa que África precisa de otimizar o uso dos seus limitados recursos de saúde. É por isso que a telemedicina apresenta oportunidades significativas para África. Uma revolução da telemedicina em África significa que um médico pode atender muito mais pacientes, e as visitas ao hospital podem ser reservadas apenas para casos graves e emergências médicas. O conceito está a funcionar. E já existem várias histórias de sucesso. A Helium Health da Nigéria digitaliza os dados dos pacientes e construiu uma plataforma virtual que pode alimentar a telemedicina em toda a África. No ano passado, a Helium arrecadou 10 milhões de dólares para expandir a sua presença em todo o continente. Na África do Sul, a Udok é uma startup digital de saúde que permite que os pacientes recebam cuidados, conselhos e prescrições de médicos qualificados por meio de chat, telefone ou videochamada. Recentemente, a Udok arrecadou 10 milhões para expandir os seus serviços. O governo de Ruanda assinou um acordo de 10 anos com a Babylon para fornecer serviços de telemedicina gratuitos a todos os seus cidadãos com mais de 12 anos. O Covid-19 pode ser apenas o grande impulso que lança a telemedicina para o mainstream em toda a África.

The Covid-19 pandemic proved just how fragile Africa’s healthcare systems really are. Even though the continent makes up only about 16% of the world’s population, according to the WHO, Africa carries 23% of the global disease burden. Worse, the prevalence of diseases like diabetes, cancer, and heart conditions is rising. Africa doesn’t just have inadequate hospitals and healthcare infrastructure. The brain drain — the loss of thousands of trained African doctors, nurses, and other healthcare workers emigrating to the USA, Canada, Europe, and the Middle East — is a much bigger problem. As a consequence, there is only about 1 doctor per 5,000 people in sub-Saharan Africa (compared to the global average of 6). This means that Africa needs to optimize the use of its limited healthcare resources. That’s why telemedicine presents significant opportunities for Africa. A telemedicine revolution in Africa means that one doctor can serve far more patients, and hospital visits can be reserved only for serious cases and medical emergencies. The concept is working. And there are already several success stories. Nigeria’s Helium Health digitizes patient data and has built a virtual platform that could power telemedicine across Africa. Last year, Helium raised $10 million to expand its presence across the continent. In South Africa, Udok is a digital healthcare startup that allows patients to receive care, advice, and prescriptions from qualified doctors via chat, phone, or video call. Recently, Udok raised 10 million to expand its services. The government of Rwanda has signed a 10-year deal with Babylon to provide free telemedicine services to all its citizens over 12 years old. Covid-19 may just be the big push that launches telemedicine into the mainstream across Africa.


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Entrevista / Interview

José Bucassa Diretor Executivo e Fundador do Angola Innovation Summit


67 José Bucassa é Diretor Executivo e Fundador do Angola Innovation Summit e, ainda, Diretor e Fundador do Fórum para Competitividade & Inovação. Iniciou a sua carreira profissional numa consultora em Angola. Hoje é, também, Consultor de empresas privadas e públicas com mais de 15 anos de experiência profissional e com intervenção nos mercados de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. José, considera-se uma pessoa reservada, amante de arte e desporto, muito exigente e focada em soluções, e sempre disponível para aprender e partilhar.

José Bucassa is the Executive Director and Founder of the Angola Innovation Summit as well as Director and Founder of the Forum for Competitiveness & Innovation. He started his professional career in a consultancy in Angola. Today he is also a Consultant for private and public companies with over 15 years of professional experience and intervention in the markets of Angola, Cape Verde, Mozambique and Portugal. José considers himself a reserved person, a lover of art and sport, very demanding and focused on solutions, and always available to learn and share.

“A Inovação e a Tecnologia são desafios globais e nós estamos aqui para assegurar que Angola não ficará de fora neste processo” “Innovation and Technology are global challenges and we are here to ensure that Angola will not be left out of this process” A sua formação centra-se em quatro áreas de conhecimento, nomeadamente, Finanças, Estratégia, Gestão e Inovação, com passagem pela Universidade Carlos III de Madrid, Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), Catolica Lisbon School of Economics, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) e Massachusetts Institute of Technology (MIT). Economista de profissão, membro efetivo da Ordem dos Economistas de Portugal é, igualmente, Perito Contabilista, membro da Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola (OCPCA). José é colunista no Jornal Mercado, um dos maiores jornais de economia e finanças em Angola, bem como analista convidado para assuntos económicos em diversas rádios de Angola. Foi ainda professor universitário em Angola, em 2015.

His training focuses on four areas of knowledge, namely, Finance, Strategy, Management and Innovation, having passed through the Carlos III University of Madrid, Higher Institute of Economics and Management (ISEG), Catholic Lisbon School of Economics, University Institute of Lisbon (ISCTE) and Massachusetts Institute of Technology (MIT). An Economist by profession, effective member of the Portuguese Association of Economists, he is also an Expert Accountant, member of the Portuguese Association of Accountants and Accounting Experts (OPCCA). José is a columnist for Jornal Mercado, one of the largest economics and finance newspapers in Angola, as well as a guest analyst for economic affairs on various radio stations in Angola. He was also a university professor in Angola in 2015.


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Como surge o Angola Innovation Summit (AiS),

How did the Angola Innovation Summit (AiS),

o maior evento digital sobre Inovação em Angola

the biggest digital event on Innovation in Angola

e nos PALOP do qual é Fundador e Diretor?

and in the PALOP (Portuguese-speaking African

De que se trata esta plataforma internacional

countries) of which you are Founder and Director,

que procura interligar diversos agentes do

come about? What is this international platform

ecossistema e contribuir para o desenvolvimento

that seeks to interconnect different agents of the

económico e social dos países, em particular dos

ecosystem and contribute to the economic and social

PALOP? É uma plataforma que tem como missão promover a conscientização da inovação como fator-chave de desenvolvimento económico e social. Entendemos que as soluções promovidas pelo Estado, Empresas ou Startups, que geram impacto com recurso (ou não) à tecnologia, em qualquer setor, podem contribuir para o desenvolvimento económico e social de um país (ou região).

development of countries, in particular the PALOP? It is a platform whose mission is to promote awareness of innovation as a key factor in economic and social development. We understand that the solutions promoted by the State, Companies or Startups, which generate impact using (or not) technology, in any sector, can contribute to the economic and social development of a country (or region).

“Um ecossistema de Inovação e de Startups é como um “produto”, precisa de ser conhecido” “An ecosystem of Innovation and Startups is like a “product”, it needs to be known” O AiS surgiu, formalmente, em 2020, mas os primeiros passos foram dados em 2012. Por um lado, observámos que o ecossistema de empreendedorismo em Angola precisava de uma outra dinâmica, diferente da perspetiva do empreendedorismo de “sobrevivência”. Naquela altura (2012), começámos por realizar duas conferências com o tema “Empreendedorismo em Angola – Desafios & Oportunidades”, em duas Universidades em Angola, e também promovemos duas sessões de formação na área de empreendedorismo, com a participação de um parceiro internacional.

AiS formally emerged in 2020, but the first steps were taken in 2012. On the one hand, we observed that the entrepreneurship ecosystem in Angola needed another dynamic, different from the perspective of “survival” entrepreneurship. At that time (2012), we started by holding two conferences with the theme “Entrepreneurship in Angola – Challenges & Opportunities”, in two Universities in Angola, and also promoted two training sessions in the area of entrepreneurship, with the participation of an international partner.


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Por outro lado, verificámos que, a nível internacional, Angola era conhecida como um país pouco propenso à inovação e essa mensagem era, claramente, passada pelas posições que ocupava no Índice Global de Competitividade onde, estruturalmente, os pilares mais fracos, entre os 12 que compõem o IGC, estavam todos direta ou indiretamente relacionados com o domínio da inovação. Era claro para nós que esses pontos fracos representavam oportunidades de melhoria e que era preciso criar um ecossistema que agarrasse essa oportunidade e contribuísse ativamente para criar atores relevantes (Estado; empresas; startups, entre outros) e um mindset direcionado para a inovação. No nosso entender, para as pessoas e organizações agirem com a perspetiva de promover a inovação, ou utilizarem a tecnologia para gerar processos inovadores, antes precisavam de ganhar consciência sobre isso. Ou seja, primeiro é essencial pensar em Inovação, para depois agir inovando.

On the other hand, we found that, internationally, Angola was known as a country not prone to innovation and this message was clearly conveyed by the positions it occupied in the Global Competitiveness Index where, structurally, the weakest pillars, among the 12 that make up the IGC, were all directly or indirectly related to the domain of innovation. It was clear to us that these weaknesses represented opportunities for improvement and that it was necessary to create an ecosystem that seized this opportunity and actively contributed to creating relevant actors (State; companies; startups, among others) and a mindset directed towards innovation. In our view, for people and organizations to act with a view to promoting innovation, or to use technology to generate innovative processes, they needed to be aware of it beforehand. In other words, first it is essential to think about Innovation, and then act innovating.


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Cientes deste processo, decidimos criar o AiS para, nesta primeira fase, se posicionar em três domínios, nomeadamente, da Cultura (de inovação), dos Serviços de Apoio e do Mercado, tornando-se num espaço abrangente e capaz de dinamizar o ecossistema, proporcionando acesso ao conhecimento especializado; oportunidade de projeção das iniciativas inovadoras de empresas e startups; gerar redes e captar recursos (financeiros ou outros) para o ecossistema de inovação em Angola. Os dados que temos demonstram que, desde 2020, o AiS se tornou no palco de referência sobre Inovação em Angola e nos PALOP, onde marcam presença todos aqueles que se interessam por inovação (nas mais variadas formas) e aqueles que procuram projetos e soluções promissoras para investir. E não falo apenas de atores de Angola, pois nestes dois anos já atraímos mais de 6.600 pessoas de mais de 35 países, incluindo especialistas de renome internacional, policy makers, executivos e, inclusive, uma startup dos Estados Unidos da América, que esteve na nossa Rampa de Produtos em 2021. Portanto, a Inovação e a Tecnologia são desafios globais e nós estamos aqui para assegurar que Angola não ficará de fora neste processo.

Aware of this process, we decided to create the AiS to, in this first phase, position itself in three domains, namely, Culture (of innovation), Support Services and the Market, becoming a comprehensive space capable of boosting the ecosystem, providing access to specialist knowledge; opportunity to project innovative initiatives by companies and startups; generate networks and capture resources (financial or otherwise) for the innovation ecosystem in Angola. The data we have show that, since 2020, AiS has become a reference stage for Innovation in Angola and in the PALOP countries, where all those interested in innovation (in the most varied forms) and those looking for promising projects and solutions are present to invest. And I’m not just talking about actors from Angola, as in these two years we have already attracted more than 6,600 people from over 35 countries, including internationally renowned specialists, policy makers, executives and even a startup from the United States of America, which was at the our Product Ramp in 2021. Therefore, Innovation and Technology are global challenges and we are here to ensure that Angola will not be left out in this process.

Angola integrou, pela primeira vez, o Ranking Mundial de Ecossistemas de Inovação para startups, num universo de 118 países. Este Índice Global indica, ainda, que Angola ocupa o 2º lugar de startups na África Central. Na sua visão, qual a relevância deste progresso para o ecossistema angolano, nomeadamente para as startups? E o que é necessário continuar a fazer para que Angola continue a progredir neste contexto? Antes, permita-me dizer que, como resultado das iniciativas do AiS, tornámo-nos Ecosystem Partner para Angola e parte da equipa do Índice Global de Ecossistemas de Startup/Inovação.

Angola was, for the first time, part of the World Ranking of Innovation Ecosystems for startups, in a universe of 118 countries. This Global Index also indicates that Angola ranks 2nd in startups in Central Africa. In your view, what is the relevance of this progress for the Angolan ecosystem, namely for startups? And what is necessary to continue to do so that Angola continues to progress in this context? Before, let me say that as a result of the AiS initiatives, we have become an Ecosystem Partner for Angola and part of the Global Startup/Innovation Ecosystem Index team.


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O que move um empreendedor? Como investir eficazmente numa startup? Qual a fórmula de uma ideia de negócio vencedora? Perguntas com resposta pronta, num novo formato de entrevista inteiramente dedicado ao universo do empreendedorismo. Todas as semanas, fique a conhecer uma figura e o seu trajeto ligado aos negócios e ao investimento em ideias emergentes, mas também casos de sucesso, no mundo das startups nacionais!

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O Índice foi lançado em 2017 e é o mais abrangente

The Index was launched in 2017 and is the most

do mundo, mapeia e classifica mais de 70.000

comprehensive in the world, maps and ranks over

Startups, mais de 1.900 Espaços de Coworking, mais

70,000 Startups, over 1,900 Coworking Spaces, over

de 578 Aceleradoras, mais de 200 Líderes e mais de

578 Accelerators, over 200 Leaders and over 790

790 Organizações, de 1.000 cidades e de mais de 100

Organizations, from 1,000 cities and more from 100

países de várias regiões do mundo, nomeadamente África e Médio Oriente, América do Norte, América Latina e Caraíbas, Ásia e Europa. É um relatório anual lido por centenas de milhares de decisores – policy makers – em todo o mundo e recebe centenas de menções na imprensa mundial. O objetivo deste Índice é fornecer informações gratuitas de qualidade, bem como dar visibilidade e atrair atores relevantes para os ecossistemas mapeados. À semelhança do que é, por exemplo, o Ease of Doing Business, o relatório oferece um benchmark que possibilita aos países orientarem políticas para o desenvolvimento de ecossistemas de inovação e de startups, que é fundamental para o desenvolvimento económico e para a sofisticação dos mercados. Na minha visão, um ecossistema de Inovação e de Startups é como um “produto”, precisa de ser conhecido. Portanto, para o caso de Angola, a relevância é precisamente a visibilidade do ecossistema e projeção das startups para atrair investidores, criar bases para estabelecer pontes, e oferecer insights aos policy makers e outros stakeholders relevantes (internos e externos). Para terem uma ideia, o relatório de 2021 já teve mais de 5.000 downloads desde Julho. Entre os leitores encontram-se pessoas com Ecosystem Role tais como, Startups (50,3%), Government/Economics (14,8%), University/Researcher (10%), Corporate (5,9%), Journalists (3,6%), entre outros, cuja representação

countries from various regions of the world, namely Africa and the Middle East, North America, Latin America and the Caribbean, Asia and Europe. It is an annual report read by hundreds of thousands of decision makers – policy makers – around the world and receives hundreds of mentions in the world press. The purpose of this Index is to provide free quality information, as well as to provide visibility and attract relevant actors to the mapped ecosystems. Similar to, for example, the Ease of Doing Business, the report offers a benchmark that enables countries to guide policies for the development of innovation and startup ecosystems, which is fundamental for economic development and for the sophistication of markets. In my view, an Innovation and Startup ecosystem is like a “product”, it needs to be known. Therefore, for the case of Angola, the relevance is precisely the visibility of the ecosystem and projection of startups to attract investors, create bases to build bridges, and offer insights to policy makers and other relevant stakeholders (internal and external). To give you an idea, the 2021 report has already had more than 5,000 downloads since July. Among the readers are people with Ecosystem Role such as Startups (50.3%), Government/Economics (14.8%), University/Researcher (10%), Corporate (5.9%), Journalists (3 .6%), among others, whose geographic representation is also quite interesting, for ex-

geográfica também é bastante interessante, por exemplo:

ample: USA (58.8%), India (9.3%), Germany (5.4%), UK

EUA (58,8%), Índia (9,3%), Alemanha (5,4%), UK

(5.1%) Spain (4.6%), Russia (4.2%) and Israel (3.2%).

(5,1%) Espanha (4,6%), Rússia (4,2%) e Israel (3,2%).

This entry represents a quick win for Angola.

Esta entrada representa um quick win para Angola. É preciso continuar a trabalhar para melhorar a posição nos próximos anos.

We must continue to work to improve the position in the coming years.


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Em concreto, as iniciativas que forem desenvolvidas no ecossistema precisam de cobrir os scores que concorrem para a classificação, nomeadamente o score a nível do ambiente de negócio, a nível quantitativo do ecossistema, tais como: o número de startups, espaços de coworking e aceleradoras, que são necessários para estabelecer a dinâmica de atividade do ecossistema, e o score a nível qualitativo, tais como: a tração das startups de topo do ecossistema, o número de Unicórnios, Exits e Panthoes. Se conseguiremos aumentar essas dimensões, com um envolvimento ativo de todos atores, certamente, iremos melhorar a posição de Angola nos próximos anos. Podemo-nos inspirar na trajetória de Cabo Verde que hoje ocupa a posição 87.

Specifically, the initiatives that are developed in the ecosystem need to cover the scores that compete for classification, namely the score at the level of the business environment, at the quantitative level of the ecosystem, such as: the number of startups, coworking spaces and accelerators, which are necessary to establish the ecosystem activity dynamics, and the score at a qualitative level, such as: the traction of the top startups in the ecosystem, the number of Unicorns, Exits and Panthoes. If we manage to increase these dimensions, with the active involvement of all actors, we will certainly improve Angola’s position in the coming years. We can be inspired by the trajectory of Cape Verde, which today occupies the 87th position.

O José é, igualmente, Fundador e Diretor do Fórum para Competitividade & Inovação. De que modo a plataforma tem vindo a contribuir para fortalecer o ecossistema empresarial angolano? O Fórum foi lançado em Janeiro de 2019, antes do AiS, como um teste à sensibilidade e interesse do mercado para estas temáticas, e resultou muito bem. Daí que, em 2020, o Fórum foi integrado como uma área de intervenção do AiS. Mas, permita-me dizer que o contributo foi muito positivo, envolvendo um núcleo C-Level do ecossistema empresarial, para discussão e reflexão sobre os caminhos e estratégias possíveis para melhorar a competitividade das empresas nacionais com recurso à inovação e à tecnologia, perante os desafios estruturais do país.

José is also Founder and Director of the Forum for Competitiveness & Innovation. How has the platform been contributing to strengthen the Angolan business ecosystem? The Forum was launched in January 2019, before AiS, as a test of the market’s sensitivity and interest in these themes, and it worked very well. Hence, in 2020, the Forum was integrated as an area of intervention for AiS. But, allow me to say that the contribution was very positive, involving a C-Level core of the business ecosystem, for discussion and reflection on possible paths and strategies to improve the competitiveness of national companies using innovation and technology, in the face of the country’s structural challenges.


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Enquanto especialista em Growth & Innovation, de que forma perspetiva a inovação em Angola, hoje e futuramente? Infelizmente, ainda estamos numa fase muito inicial. São vários os desafios que temos pela frente, sendo o mais importante o capital humano. É este capital humano que será mais ou menos capaz de desenvolver e incorporar processos inovadores dentro das organizações, para estas proporcionarem melhores soluções aos seus clientes, ou utentes. Portanto, hoje vejo um bom movimento em prol da inovação e que está a lançar a semente para, nos próximos 10 anos, podermos perspetivar a inovação noutros níveis. Não podemos “queimar” etapas. Na minha opinião, não se pode esperar o estágio de Lagos, em Luanda, tão cedo. Não seria realista. O importante é estar-se agora a construir as fundações, que precisam de ser muito bem feitas. Aliás, um estudo do ecossistema que realizámos identificou mais de 100 iniciativas em pelo menos 6 domínios do ecossistema de inovação em Angola, logo, é sinal de que existe muito dinamismo e vontade.

As a specialist in Growth & Innovation, how do you see innovation in Angola, today and in the future? Unfortunately, we are still at a very early stage. There are several challenges ahead, the most important being human capital. It is this human capital that will be more or less capable of developing and incorporating innovative processes within organizations, for them to provide better solutions to their customers or users. So, today I see a good movement in favor of innovation and that is sowing the seed for, in the next 10 years, we can see innovation at other levels. We cannot “burn” stages. In my opinion, the internship in Lagos, in Luanda, cannot be expected so soon. It wouldn’t be realistic. The important thing is that the foundations are now being built, which need to be done very well. In fact, a study of the ecosystem that we carried out identified more than 100 initiatives in at least 6 domains of the innovation ecosystem in Angola, therefore, it is a sign that there is a lot of dynamism and will.

Que ações considera determinantes para alavancar os novos projetos inovadores que estão a emergir no país? Acima de tudo, é preciso estabelecer uma boa base para desenvolver o capital humano, pois, por norma, as equipas são o pilar dos projetos de inovação. A aposta na educação para o empreendedorismo, que pode ser incorporado no currículo escolar, também é uma ação interessante, na medida em que pode preparar a próxima geração de empreendedores ou startups com um mindset mais “afinado”. Existem boas experiências sobre este modelo noutros países PALOP. Muitos dos projetos inovadores de startups, com provas de conceito muito sólidas, não escalam porque têm dificuldade em aceder a redes de investidores (Anjo ou Venture Capital) e, nalguns casos, não sabem onde as encontrar. Então, vejo que é necessário melhorar os acessos aos canais de financiamento. A título de exemplo, no AiS2021, conectámos duas Venture Capital Firms de referência, a Bamboo Capital Partners e a Ingressive Capital – que tinha no seu portefólio a PayStack, que foi vendida recentemente à Stripe por mais de 200 milhões de dólares.

What actions do you consider crucial to leverage the new innovative projects that are emerging in the country? Above all, it is necessary to establish a good basis for developing human capital, as teams are, as a rule, the pillar of innovation projects. Investing in entrepreneurship education, which can be incorporated into the school curriculum, is also an interesting action, as it can prepare the next generation of entrepreneurs or startups with a more “tuned” mindset. There are good experiences of this model in other PALOP countries. Many of the innovative startup projects, with very solid proofs of concept, do not scale because they have difficulty accessing investor networks (Anjo or Venture Capital) and, in some cases, they do not know where to find them. So, I see that it is necessary to improve access to financing channels. As an example, in AiS2021, we connected two leading Venture Capital Firms, Bamboo Capital Partners and Ingressive Capital – which had PayStack in its portfolio, which was recently sold to Stripe for over 200 million dollars.


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Angowaste is a startup that, through a digital platform, connects the owners of segregated waste (generators) and the recovery and recycling industry (receivers), facilitating access to a wide range of recyclable waste.

Angowaste é uma startup que, através de uma plataforma digital, conecta os possuidores de resíduos segregados (geradores) e a indústria de valorização e de reciclagem (receptores), facilitando o acesso a um leque variado de resíduos recicláveis. O aparecimento da Angowaste justifica-se com a dificuldade da indústria da reciclagem adquirir resíduos segregados, resultado da má gestão de resíduos sólidos urbanos e de um sistema de recolha de resíduos sem nenhum tipo de separação. Custos das empresas com a gestão dos seus resíduos e dificuldade em fazer destinação ambientalmente adequada é também razão para a necessidade da existência de um projeto como este.

The emergence of Angowaste is justified by the recycling industry’s difficulty in acquiring segregated waste, as a result of the poor management of urban solid waste and a waste collection system without any type of separation. Companies’ costs with the management of their waste and the difficulty in making an environmentally adequate destination are also reasons for the need for a project like this. In practical terms, Angowaste is an online platform for the sale of waste that allows solutions for the purchase, sale, treatment and transport of waste on a national scale. With these services, companies or households can generate income and reduce expenses related to waste management.

Em termos praticos, a Angowaste é uma plataforma online de comercialização de resíduos que permite soluções de compra, venda, tratamento e transporte de resíduos à escala nacional. Com estes serviços, as empresas ou agregado familiares podem gerar receita e diminuir despesas relacionadas com a gestão de resíduos. https://www.angowaste.ao


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Serviços prestados pela Angowaste Estudos de Impacto Ambiental Plano de Gestão de Resíduos Auditoria Ambiental Interna Plano de Lavra ou de Exploração Formação em Matéria Ambiental Plano de Desactivação Ambiental Programa de Desactivação Ambiental Programa de Responsabilidade Socioambiental Plano de Recuperação Apisagística Sistema de Gestão Residuais Plano de Benefício Social

Services provided by Angowaste Environmental Impact Studies Waste Management Plan Internal Environmental Audit Mining or Exploration Plan Environmental Training Environmental Decommissioning Plan Environmental Decommissioning Program Social and Environmental Responsibility Program Apisagistic Recovery Plan Residual Management System Social Benefit Plan


78 78 Como funciona a Angowaste?

How does Angowaste work?

Cadastro Os geradores cadastrados anunciam os seus resíduos, estimam a quantidade e estabelecem um preço por unidade de medida.

Registration Registered generators announce their waste, estimate the quantity and set a price per unit of measure.

Receptores identificam o que desejam Os receptores cadastrados selecionam o resíduo e quantidade desejada. Uma requisição de fundos é emitida e paga pelo receptor. O valor é posteriormente assumido pelo gerador, sob a forma de comissão.

Receivers identify what they want Registered recipients select the desired residue and quantity. A requisition for funds is issued and paid for by the recipient. The value is subsequently assumed by the generator, in the form of a commission.

Negócio concluído A identidade de gerador e receptor é desbloqueada e são postos em contacto. Após conclusão do serviço e geração da guia de encaminhamento de resíduos, ambos se avaliam.

Business completed The identity of generator and receiver is unlocked and they are brought into contact. After completion of the service and generation of the waste forwarding guide, both are evaluated.


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WWW.SUSANAMIRANDA.COM


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Angola aposta em ações de empreendedorismo e inovação Angola stakes on entrepreneurship and innovation actions A Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, destacou a aposta do Executivo em acções de empreendedorismo e inovação, como forma de massificar o desenvolvimento científico e tecnológico no país.

The Minister of Higher Education, Science, Technology and Innovation, Maria do Rosário Sambo, highlighted the Executive’s commitment to entrepreneurship and innovation actions, as a way of massifying scientific and technological development in the country.

Falando durante a abertura do Conselho Consultivo do MESCTI, Maria do Rosário Sambo, destacou a importância dos parceiros nacionais e internacionais que têm ajudado na implementação de projectos inovadores, a nível das instituições de ensino superior, que têm resultado na melhoria da programação das acções.

Speaking during the opening of the MESCTI Advisory Board, Maria do Rosário Sambo highlighted the importance of national and international partners who have helped in the implementation of innovative projects at the level of higher education institutions, which have resulted in an improvement in the programming of actions.


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Informou que no quesito do empreendedorismo, há

She informed that in the matter of entrepreneurship,

um trabalho com os Países Baixos, com objectivo de

there is work with the Netherlands, with the aim of

criar bases para a introdução do empreendedorismo

creating bases for the introduction of entrepreneurship

no currículo dos cursos de graduação, no sentido

in the curriculum of undergraduate courses, in order

de ajudar os estudantes a pensar fora da caixa, a

to help students to think outside the box, to cultivate

cultivar talento e capacidades não convencionais,

talent and unconventional skills, which can result in

que podem resultar em novos produtos ou negócios.

new products or businesses.

Apontou que a investigação e desenvolvimento

She pointed out that research and development

constituem pilares fundamentais para a inovação,

are fundamental pillars for innovation, considering

considerando que a fraca percentagem do Produto

that the low percentage of the Gross Domestic

Interno Bruto (PIB), com gastos com a ciência é

Product (GDP), with expenditure with science, is a

uma fraqueza, mas que se pretende superar com

weakness, but one that is intended to be overcome

a Fundação para o Desenvolvimento Científico e

with the Foundation for Scientific and Technological

Tecnológico (FUNDECIT).

(FUNDECIT).

A Fundação visa estabelecer critérios ou mecanismos

The Foundation aims to establish criteria or mechanisms

para o financiamento de programas e projectos de

for financing scientific research and development

investigação científica e desenvolvimento, em função

programs and projects, based on the Executive’s

dos programas estratégicos do Executivo e da

strategic programs and the implementation of the

implementação da Política Nacional de Ciência e

National Science and Technology and Innovation

Tecnologia e Inovação (PNCTI).

Policy (PNCTI).

A mesma visa criar e implementar os instrumentos

It aims to create and implement the instruments

necessários à valorização das profissões científicas

necessary to enhance scientific professions and

e do emprego científico nas Instituições de Ensino

scientific employment in Higher Education Institutions

Superior (IES), Instituições de Investigação Científica e

(HEIs), Scientific Research and Development

Desenvolvimento (IICD), empresas e Organizações

Institutions (IICD), companies and Non-Governmental

Não Governamentais filiadas no Sistema Nacional

Organizations affiliated with the National Science

de Ciência, Tecnologia e Inovação.

and Technology System and Innovation.

Segundo a ministra, os trabalhos para a melhoria

According to the minister, the work to improve

do empreendedorismo e inovação têm sido

entrepreneurship and innovation has been developed

desenvolvidos a nível das instituições de ensino

at the level of higher education institutions, with

superior, com o desenvolvimento de startups submetidas

the development of startups submitted to business

em incubadoras ou aceleradores de empresas.

incubators or accelerators.

O certame, de um dia, visou propiciar a discussão

The one-day event aimed to encourage discussion

sobre os temas relacionadas com o ecossistema de

on topics related to the innovation ecosystem, and was

inovação, e contou com a presença de membros do

attended by members of the executive, ministerial

executivo, departamentos ministeriais, universitários,

departments, university students, banking and

banca e potenciais empreendedores.

potential entrepreneurs.


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Google investe 1 bilião na transformação digital em África Google invests 1 billion in digital transformation in Africa

No passado dia 6 de outubro, no “Google for África”, o CEO da Google, Sundar Pichai, anunciou um investimento de 1 bilião de dólares em África, ao longo de cinco anos, para cobrir uma série de iniciativas, desde a conectividade aprimorada até ao investimentos em startups. Deixamos aqui uma transcrição das suas declarações.

Last October 6th, on Google for Africa, Google CEO Sundar Pichai announced a $1 billion investment in Africa over five years to cover a range of initiatives, from improved connectivity to investments in startups. We leave here a transcript of is statements.


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“Há muito a acontecer em toda a África, e estamos muito satisfeitos por apresentar as novidades no nosso primeiro Google for África. Claro que também existem desafios significativos. A pandemia continua a impactar profundamente as comunidades em todo o continente e em todo o mundo. Espero que todos estejam a ultrapassar estes momentos difíceis. Algo que vimos é como a tecnologia pode ser uma tábua de salvação, seja você um pai que procura informações para manter a sua família saudável, um aluno que está a aprender virtualmente ou um empresário que se liga a novos clientes e mercados. Ser útil nestes momentos está no centro da nossa missão: Organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis. Expandir oportunidades através da tecnologia é algo profundamente pessoal para mim. Isso porque eu cresci sem muito acesso a isso. Cada nova tecnologia - do telefone à televisão - mudou a vida da minha família para melhor. É por isso que sou um otimista em tecnologia. Eu acredito em como as pessoas podem aproveitá-la para sempre.

“There is so much momentum happening across Africa, and we’re excited to showcase it at our first Google for Africa event. Of course, there are also significant challenges. The pandemic continues to deeply impact communities across the continent and around the world. I hope everyone is taking care during these difficult times. One thing we’ve seen is how technology can be a lifeline, whether you are a parent seeking information to keep your family healthy, a student learning virtually or an entrepreneur connecting with new customers and markets. Being helpful in these moments is at the core of our mission: to organize the world’s information and make it universally accessible and useful. Expanding opportunity through technology is deeply personal to me. That’s because I grew up without much access to it. Every new technology — from the rotary phone to the television — changed my family’s life for the better. That’s why I’m a technology optimist. I believe in how people can harness it for good.

Sundar Pichai e Tunji Adegbesan da Gidi Mobile no “Google

Sundar Pichai and Gidi Mobile’s Tunji Adegbesan at “Google

for Nigéria” em 2017

for Nigeria” in 2017


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Vejo tantos exemplos em toda a África hoje, sejam startups como a Tambua Health, que usa aprendizagem de máquina para ajudar médicos a diagnosticar e tratar doenças, ou empreendedores como Tunji, que tive a chance de conhecer quando estive em Lagos em 2017. A sua empresa, Gidi Mobile, está a ajudar estudantes de baixa renda na Nigéria a aceder à aprendizem online. Cada vez mais, vemos a inovação a começar em África e, em seguida, espalhar-se por todo o mundo. Por exemplo, as pessoas em África foram as primeiras a aceder à Internet através de um telefone em vez de um computador. E o dinheiro móvel era omnipresente no Quénia antes de ser adotado pelo resto do mundo. Esse ímpeto só aumentará à medida que 300 milhões de pessoas ficarem online em África nos próximos cinco anos. Muitos deles são jovens, criativos e empreendedores, e estão prontos para impulsionar novas inovações e oportunidades em toda a região. É incrível ver o rápido ritmo de mudança num curto espaço de tempo e ser um parceiro nessa jornada. Desde que abrimos os nossos primeiros escritórios em África, permitimos que 100 milhões de africanos acedessem à Internet pela primeira vez e capacitámos milhões de empresas e criadores com ferramentas digitais.

I see so many examples across Africa today, whether it’s startups like Tambua Health that are using machine learning to help doctors diagnose and treat diseases, or entrepreneurs like Tunji, whom I had the chance to meet when I was in Lagos in 2017. His company, Gidi Mobile, is helping low-income students in Nigeria access online learning. Increasingly we are seeing innovation begin in Africa, and then spread throughout the world. For example, people in Africa were among the first to access the internet through a phone rather than a computer. And mobile money was ubiquitous in Kenya before it was adopted by the world. This momentum will only increase as 300 million people come online in Africa over the next five years. Many of them are young, creative and entrepreneurial, and they’re ready to drive new innovation and opportunity across the region. It’s been incredible to see the rapid pace of change in a short amount of time, and be a partner on that journey. Since we opened our first offices in Africa, we’ve enabled 100 million Africans to access the internet for the first time and empowered millions of businesses and creators with digital tools.


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Um grande foco tem sido expandir as oportunidades através de qualificações digitais. Em 2017, assumimos o compromisso de ajudar 10 milhões de africanos a obter as capacidades digitais de que precisavam para desenvolver as suas carreiras e negócios. Até agora, formámos seis milhões de pessoas. Também formámos 80.000 desenvolvedores de todos os países de África e apoiámos mais de 80 startups para levantar fundos de capital de risco global, criando milhares de empregos. Em 2018, abrimos um centro de pesquisa de inteligência artificial em Accra. A equipa está focada em resolver desafios relevantes para África e o mundo, como usar IA para mapear edifícios que são difíceis de detectar usando ferramentas tradicionais e adicionar 200.000 quilómetros de estradas no Google Maps. E continuamos a construir para as necessidades únicas de África. Produtos como Android Go e Files Go garantem que todos tenham uma ótima experiência com o smartphone. No YouTube, apoiamos criadores e artistas negros com nosso Fundo Black Voices. Estes são apenas alguns exemplos de como estamos a investir e construir em África. Sabemos que podemos fazer mais para ajudar a levar os benefícios da tecnologia a mais africanos. Portanto, tenho o prazer de anunciar que planeamos investir um bilião de dólares em África ao longo de cinco anos. Abrangerá uma série de iniciativas, desde melhorar a conectividade até investir em startups. Esses investimentos apoiarão a transformação digital do continente em quatro áreas principais: - Permitir o acesso a preços acessíveis e construir produtos para todo tipo de utilizador africano. - Ajudar as empresas na sua transformação digital. - Investir em empreendedores para estimular tecnologias de próxima geração. - Apoiar organizações sem fins lucrativos que trabalham para melhorar vidas em toda a África. À medida que fazemos esses investimentos, sabemos que não podemos fazer isto sozinhos. Estamos ansiosos para fazer parceria com governos, formuladores de políticas, educadores, empresários e empresas africanos. Temos muitas oportunidades pela frente enquanto os africanos moldam a próxima onda de inovação. Obrigado pela chance de fazer parte disto”.

A big focus has been on expanding opportunity through digital skills. In 2017, we committed to help 10 million Africans get the digital skills they need to grow their careers and businesses. So far, we’ve trained six million people. We’ve also trained 80,000 developers from every country in Africa and supported more than 80 startups to raise global venture capital funding, creating thousands of jobs. In 2018, we opened an artificial intelligence research center in Accra. The team is focused on solving challenges relevant to Africa and the world, like using AI to map buildings that are hard to detect using traditional tools and adding 200,000 kilometers of roads on Google Maps. And we continue to build for Africa’s unique needs. Products like Android Go and Files Go ensure that everyone can have a great smartphone experience. On YouTube, we are supporting Black creators and artists with our Black Voices Fund. These are just a few examples of how we’re investing in, and building for, Africa. We know there’s more we can do to help bring the benefits of technology to more Africans. So I’m excited to announce that we plan to invest one billion dollars in Africa over five years. It will cover a range of initiatives, from improving connectivity to investing in startups. These investments will support the continent’s digital transformation in four key areas: - Enabling affordable access and building products for every kind of African user. - Helping businesses with their digital transformation. - Investing in entrepreneurs to spur next-generation technologies. - Supporting nonprofits working to improve lives across Africa. As we make these investments, we know we can’t do this alone. We look forward to partnering with African governments, policymakers, educators, entrepreneurs and businesses. We have so much opportunity ahead as Africans shape the next wave of innovation. Thank you for the chance to be a part of it”.


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Incubadoras e Aceleradoras de Startups Startup Incubators and Accelerators

Acelera Angola é uma incubadora e aceleradora de micro e pequenas empresas, que proporciona as ferramentas necessárias para ajudar a alavancar ideias de negócio ou empresas já estabelecidas. Além de criar uma base de apoio, desenvolve ainda um importante networking para que os empreendedores possam criar uma rede de contactos crucial para os seus negócios.

Acelera Angola is an incubator and accelerator for micro and small businesses, which provides the necessary tools to help leverage business ideas or established companies. In addition to creating a support base, also develops important networking so that entrepreneurs can build a network of contacts crucial to their businesses.

A Fábrica de Sabão é um ecossistema que visa impulsionar a educação inovadora, a criatividade e o empreendedorismo em todos os sectores nacionais. É uma combinação de centro incubador e acelerador, um espaço de trabalho e Maker Space, e uma plataforma de intercâmbio criativo e cultural.

Fábrica de Sabão is an ecosystem that aims to boost innovative education, creativity and entrepreneurship in all national sectors. It is a combination of an incubator and accelerator center, a workspace and MakerSpace, and a platform for creative and cultural exchange.

O Founder Institute é o principal acelerador de estágio de ideias e programa de lançamento de startups do mundo. É o único programa do género que aceita fundadores individuais (Solo) e fundadores com trabalhos diurnos e partilha o património com todos os participantes.

Founder Institute is the world’s leading idea-stage accelerator and startup launch program. Is the only program of its kind that accepts individual founders (Solo) and founders with day jobs and shares assets with all participants.


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Incubadoras e Aceleradoras de Startups Startup Incubators and Accelerators

A Incuba Angola, é uma incubadora do tipo mista, apoiando no desenvolvimento tanto de empresas de base tecnológica como também apoiando empresas que desenvolvam negócios nos sectores tradicionais. Tem como objectivo principal apoiar micro e pequenos empreendedores a desenvolver os seus negócios.

A Associação Startup Angola foi criada para promover o empreendedorismo digital em Angola e o desenvolvimento das empresas, acreditando na construção de uma sociedade melhor, mais inovadora, mais aberta e sobretudo mais empreendedora, composta por pessoas que têm ideias e não têm medo de as tornar realidade.

Incuba Angola, is a mixed type incubator, supporting the development of both technology- based companies and also supporting companies that develop businesses in traditional sectors. Is main objective is to support micro and small entrepreneurs in the development of their business.

Startup Angola Association was created to promote digital entrepreneurship in Angola and the development of companies, believing in the construction of a better, more innovative, more open and above all more entrepreneurial, comp o se d b y pe o pl e w ho have ideas and are not afraid to make them reality.

Bantu Makers é um estúdio startup que constrói empresas usando as suas próprias ideias e recursos. É um grupo de investidores e empreendedores, construindo empresas e investindo em líderes para resolverem os grandes desafios dos mercados africanos.

Bantu Makers is a startup studio that builds companies using their own ideas and resources. They are investors and entrepreneurs, building companies and investing in leaders to solve the great challenges of African markets.


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Incubadoras e Aceleradoras de Startups Startup Incubators and Accelerators

Orange Corners Angola é um espaço onde jovens estudantes universitários e empreendedores tê m ac e s s o a t udo o que precisam para tirar as suas ideias do papel e realizar os seus sonhos facultando conhecimento, ferramentas e outros recursos necessários para alavancar as ideias de negócios.

Orange Corners Angola is a space where young university students and entrepreneurs have access to everything they need to get their ideas off the ground and make their dreams come true by providing knowledge, tools and other resources needed to leverage business ideas.

O LISPA visa a promoção da inovação, potencialização da oferta de produtos e serviços financeiros, salvaguardando a gestão de riscos, a fim de impulsionar a inclusão financeira e social. Inclui vários programas de apoio às áreas de Inovação, que abrangem os diferentes estados de maturidade dos empreendedores e dos seus projetos.

LISPA aims at promoting innovation, enhancing the offer of financial products and services, safeguarding risk management in order to boost financial and social inclusion. It includes several support programs for the Innovation areas, which cover the different states of maturity of the entrepreneurs and their projects.

Disruption Lab é um laboratório que tem como principal objectivo a promoção de um ecossistema de fomento ao empreendedorismo e inovação digital em Angola, a t ra vé s d a i n c u b a ç ã o e aceleração de ideias com potencial de criação de valor agregando competências originadas nas Startechs, Universidades e instituições financeiras, nacionais e internacionais.

Disruption Lab is a laboratory that has as its main objective the promotion of an ecosystem to foster entrepreneurship and digital innovation in Angola, through the incubation and acceleration of ideas with the potential to create value, adding skills originated in Startechs, Universities and national financial institutions and international.


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Agenda Calendar

Ferramentas para o Sucesso O desenvolvimento de competências implica a identificação das competências core e do trajeto de desenvolvimento das mesmas. Antes do início do percurso formativo cremos ser altamente vantajoso trabalhar as crenças auto limitantes que impedem muitas vezes a concretização do potencial e do talento inato. Data: 10 a 12 de novembro de 2021 Local: Online

Tools for Success The development of competences implies the identification of the core competences and their development path. Before starting the training path, we believe that it is highly beneficial to work on the self-limiting beliefs that often prevent the realization of innate potential and talent. Date: November 10-12, 2021 Location: Online

FILDA – Feira Internacional de Luanda A FILDA – Feira Internacional de Luanda é há décadas um símbolo do desenvolvimento económico e social de Angola. Um ponto de encontro de operadores e parceiros nacionais e estrangeiros, uma mostra das capacidades e potencialidades de Angola. E, como tal, uma iniciativa que se impõe no panorama nacional estimulando o a u m e n t o d a capacidade produtiva e o lançamento de novas pontes económicas. Data: 16 a 22 de novembro de 2021 Local: Luanda

FILDA – Luanda International Fair FILDA – Luanda International Fair has for decades been a symbol of Angola’s economic and social development. A meeting point for national and foreign operators and partners, a showcase of Angola’s capabilities and potential. And, as such, an initiative that imposes itself on the panorama stimulating the increase of productive capacity and the launching of new economic bridges. Date: November 16-22, 2021 Location: Luanda


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EduTech Africa EduTech Africa é intencionalmente projetado para inspirar e encorajar a troca de conhecimento e para mostrar disruptores que estão a ter um impacto transformador em todos os aspectos da educação. Como todos os setores, a educação está a mudar - a tecnologia agora lidera. A procura por acesso a conteúdos educacionais está a aumentar, os espaços de aprendizagem já não têm um formato tradicional e agora, mais do que nunca, os alunos precisam de ser ensinados, equipados e preparados de forma diferente para este novo mundo de amanhã. Data: 19 e 20 de novembro de 2021 Local: Joanesburgo

EduTech Africa EduTech Africa is intentionally designed to inspire & encourage knowledge exchange and to showcase disruptors who are having a transformative impact on every aspect of education. Like all sectors, education is changing - technology is now leading the charge, the demand for access to educational content is always increasing, learning spaces no longer have a traditional format, and now more than ever, students need to be taught, equipped and prepared differently for this new world of tomorrow. Date: November 19-20, 2021 Location: Joanesburgo

Festival AfricaTech O Africacom tem sido o evento de maior destaque na África Subsaariana. Durante vários anos, o AfricaCom foi o evento internacional de tecnologia a ter em conta. Agora, com os eventos AfricaCom e AfricaTech agrupados para ocorrerem em simultâneo no Festival AfricaTech, o estatuto do evento é reforçado. Esperava-se que o evento fosse presencial, mas até agora a organização confirma apenas o evento virtual. Data: 10 a 12 de novembro de 2021 Local: Online

Festival AfricaTech Africacom has been the most prominent event in Sub-Saharan Africa. For several years, AfricaCom has been the international technology event to be reckoned with. Now, with AfricaCom and AfricaTech events grouped together to take place simultaneously at the AfricaTech Festival, the event’s status is reinforced. It was expected that the event would be in person, but so far the organization has only confirmed the virtual event. Date: November 10-12, 2021 Location: Online

Cybertech África A conferência e exposição Cybertech oferece uma agenda abrangente e uma série de eventos especiais. Os eventos especiais da Cybertech cobrem tópicos específicos do setor: Desde a construção do ecossistema de inovação, telecomunicações e IOT, sensibilização cibernética, ciber-segurança para infraestruturas críticas, cibermedicina, agritech, ciber-segurança na aviação, investigações criminais na era cibernética e segurança financeira. Data: 22 e 23 de novembro de 2022 Localização: Kigali, Ruanda

Cybertech África The Cybertech conference and exhibition offers a comprehensive agenda and a range of special events. Cybertech’s special events cover industry-specific topics: From building the ecosystem of innovation, IOT, telecommunications and cyber awareness, cyber security for critical infrastructure, cyber medicine, agritech, cyber security in aviation, criminal investigations in the cyber age and financial security. Date: November 22-23, 2021 Location: Kigali, Ruanda


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4ª Reunião da Rede Académica da Saúde da Lusofonia Entre os dias 25 e 27 de novembro, vai decorrer em Benguela a 4ª Reunião da Rede Académica da Saúde da Lusofonia. Evento onde vão ser analisados mais de 10 temas, entre os quais “A ciência, tecnologia e clínica em saúde na lusofonia”, “O ensino das ciências e das tecnologias da saúde nos países lusófonos”, “A transversalidade da formação em ciências da saúde e a mobilidade académica nos cursos de saúde. Data: 25 a 27 de novembro de 2021 Local: Benguela

4th Meeting of the Lusophone Health Academic Network Between the 25th and 27th of November, the 4th Meeting of the Portuguese Health Academic Network will take place in Benguela. Event where more than 10 themes will be analyzed, including “Science, technology and clinic in health in Lusophone”, “Teaching of health sciences and technologies in Portuguese -speaking countries”, “The transversality of training in health sciences and academic mobility in health courses. Date: November 25th to 27th, 2021 Location: Benguela

Projekta A Feira Internacional de Equipamentos e Serviços para a Construção Civil, Obras Públicas, Urbanismo, Arquitectura e Decoração de Interiores e imobiliário é uma organização da Eventos Arena e do Ministério da Construção e Obras Públicas, com o apoio da AIMCA.

NoAW - No Agricultural Waste NoAW (No Agricultural Waste) é um projeto europeu de pesquisa e desenvolvimento do Horizonte 2020 que visa responder a uma forte exigência da sociedade atual: a “economia de lixo zero”. O projeto tem a colaboração da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Data: 24 a 27 de novembro de 2021 Local: ZEE-Zona Económica Especial Luanda-Bengo

Data: 18 de janeiro de 2022 Localização: Online

Projekta The International Fair of Equipment and Services for Civil Construction, Public Works, Urbanism, Architecture and Interior Decoration and real estate is an organization of Eventos Arena and the Ministry of Construction and Public Works, with the support of AIMCA. Date: November 24-27, 2021 Location: EEZ-Luanda-Bengo Special Economic Zone

NoAW - No Agricultural Waste NoAW (No Agricultural Waste) is a European Horizon 2020 research and development project that aims to respond to a strong demand of today’s society: the “zero waste economy”. The project has the collaboration of the Faculty of Science and Technology of Universidade Nova de Lisboa. Date: January 18, 2022 Location: Online


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