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Formação de formadores da Nersant com inscrições abertas a associação empresarial nersant tem inscrições abertas para a acção de formação inicial pedagógica de formadores. os formandos que frequentarem e concluírem este curso têm a vantagem acrescida de passarem a integrar a Bolsa de Formadores da nersant, a que a associação recorre sempre que necessita de contratar um formador. as inscrições estão abertas quer na sede

da associação em Torres novas, quer nas áreas de abrangência dos seus núcleos, que se encontram espalhados um pouco por todo o distrito. Para o próximo mês de maio, a associação empresarial vai iniciar diversas acções de formação, nomeadamente em ourém, no dia 9, em Santarém, no dia 14, e no cartaxo, no dia 17. no dia 21 de maio, a nersant dará iní-

cio a três acções de formação de formadores, em Torres novas, Entroncamento e Ferreira do Zêzere. Em Junho, está ainda prevista a realização de uma acção de formação de formadores em alferrarede, abrantes, no dia 19. Para mais informações sobre estas acções de formação, os interessados devem consultar o site da nersant em www.nersant.pt.

Economia

26 de Abril de 2012

ESPECIAL AUTOMÓVEIS

João Simões

Sérgio Sarabando

Se antes já havia quem desse mais atenção ao preço que à qualidade, a situação tem vindo a acentuar-se. O prejuízo é sempre para os clientes, garantem os profissionais que O MIRANTE ouviu, ligados ao ramo automóvel. O que é mais barato geralmente dura menos tempo. E se for alguma coisa comprada em segunda mão há o problema da falta de uma garantia alargada. Apesar da crise, há muitos automobilistas que não descuram a segurança. Isso vê-se por exemplo na escolha dos pneus. Mas também há quem ande com o carro até à última. E a última é a inspecção. Aí não há nada a fazer e há que abrir os cordões à bolsa. Ficam algumas histórias, muitas opiniões e os conselhos de quem sabe do que fala 6

Um homem dos sete ofícios Percurso de vida de José António Serrano foi pautado por diversos empregos em várias áreas 5 Empresa da Semana

Imobiliária Inglês é o mais recente espaço de venda e aluguer de imóveis A funcionar em Santarém desde o dia 4 de Janeiro de 2012, a Imobiliária Inglês quer marcar a diferença 12

Clínica Médica e Dentária “Pedojovem” abre renovada em Fátima

Mário Graça

Fernando Neves

Júlio Bento Fernando Rodrigues Jorge Nunes

João Oliveira

Tomás Leiria

João Carlos

Como em tudo na vida também no sector automóvel o barato sai caro

Identidade Profissional

Cerca de centena e meia de convidados marcaram presença 11

Os Charruas e Jorge Manuel dão música na Festa do Vinho do Cartaxo

Tradição, tasquinhas e vinho do Cartaxo de 27 de Abril a 1 de Maio no pavilhão municipal 2 ESPECIAL FESTA DO VINHO

Acabar com o tempo de lazer e as festas é liquidar a esperança

Para a maior parte dos entrevistados de O MIRANTE a Festa do Vinho vale por caixas de antidepressivos e não tem efeitos secundários... desde que quem lá vai não decida beber para esquecer, o que é sempre uma péssima solução 3

Empresa Marante celebra 39 anos no mercado com um almoço convívio A iniciativa reuniu quase uma centena pessoas, entre oscolaboradores da empresa e seus familiares 11

Clínica “Era uma vez” já tem quatro aninhos Uma clínica pequenina, como um bebé pequenino, que nasceu em Santarém em 15 de Abril de 2008 11


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ESPECIAL FESTA DO VINHO 26 ABRIL 2012

Os Charruas e Jorge Manuel dão música na Festa do Vinho do Cartaxo Tradição, tasquinhas e vinho do Cartaxo de 27 de Abril a 1 de Maio no pavilhão municipal de exposições foto arquivo O MIRANTE

Artistas da casa para animar o povo porque a crise aperta e no concelho do Cartaxo ainda aperta mais que noutros lados.

O

pavilhão municipal de exposições do Cartaxo, no campo da Feira, recebe mais um evento que destaca o vinho produzido no concelho e que vai estar à venda nas tasquinhas de freguesias, associações e colectividades. Onde não vão faltar petiscos e pratos tradicionais do Cartaxo e da região. A abertura oficial do certame está marcada para as 18 horas de sexta-feira, 27 de Abril, dia em que começa logo às nove da manhã o II Concurso de Vinhos Engarrafados do Tejo, a cargo do Centro de Produção Vitivinícola do Museu Rural e do Vinho do Cartaxo. O festival de folclore, às 20 horas, é um dos destaques de sábado, 8 de Abril, no dia em que abrem as tasquinhas a partir das 11 horas. À tarde toca a Orquestra de Acordeões da Sociedade Filarmónica Cartaxense e, até à hora de jantar, há prova de vinhos para a restauração (17h30) e prova de vinhos para o público (19h00), o que promete. Na noite em que canta Jorge Manuel, a 29 de Abril, domingo, actua também a Orquestra Filarmónica de Vale da Pinta (15h00) e há Feira Rural no parque central da cidade. Na segunda-feira, 30 de Abril, há música, desfile de crianças e eventos ligados ao sector vitivinícola. Pelas 15h00 há seminário sobre o tema “O Poder Local, O Vinho e o Mundo Rural”, no final do qual haverá cerimónia de entre-

O feriado municipal do Cartaxo e dia do Trabalhador, 1 de Maio, apresenta como é tradição corrida de toiros na praça do Cartaxo às 17h00 ga dos prémios do concurso de vinhos da campanha 2011-2012 ao Melhor Vinho à Produção do Concelho do Cartaxo e da Região do Tejo. Será no auditório municipal da quinta das Pratas. Segue-se, no mesmo local, a Cerimónia do V Aniversário da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, com a e entrega dos Prémios Prestígio da AMPV - Prémio Entidade do Vinho 2011 e Personalidade do Vinho 2011. Às 14h00, destaque para o desfile das vindimas pelas ruas da cidade com as crianças do I Ciclo, enquanto à noite actuam os primeiros quatro finalistas do I Concurso de Fado Amador do Concelho do Cartaxo, no vento designado “Vinha, Vinho e Fado”. O feriado municipal do Cartaxo e dia do Trabalhador, 1 de Maio, apresenta como é tradição corrida de toiros na praça do Cartaxo às 17h00. No pavilhão de exposições actua o Grupo Coral do Agrupamento Marcelino Mesquita (15h00) e há espectáculo musical às 20h30.


26 ABRIL 2012

ESPECIAL FESTA DO VINHO

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Acabar com o tempo de lazer e as festas é liquidar a esperança Por muito que custe é necessário manter alguma animação em tempo de crise para não se acentuar a depressão. Para a maior parte dos entrevistados de O MIRANTE a Festa do Vinho vale por caixas de antidepressivos e não tem efeitos secundários...desde que quem lá vá não decida beber para esquecer, o que é sempre uma péssima solução. É que passada a ressaca descobre-se que os problemas não se evaporaram. Quanto aos jovens que desesperam à procura de emprego e ao contrário do que já disseram membros do Governo, a solução não pode ser a emigração. Pelo menos de forma definitiva.

José Joaquim Ferreira, 62 anos, Cartaxo

Beber um tinto e comer um pastelinho de bacalhau

Sandra Rambeau, 24 anos, Almeirim

Maximino Marques, 68 anos, Cartaxo

A tradição das festas deve ser mantida

Enfrentar a realidade de forma directa e com boa disposição

Sandra Rambeau defende que as festas que têm a ver com a tradição de um local ou região devem ser preservadas e mantidas independentemente de se viver um clima de crise económica e financeira. “O exemplo da festa do Vinho do Cartaxo é importante pela ligação que existe com o vinho, a tradição do Cartaxo e a forma como atrai pessoas do concelho, da região e do país, algumas delas que têm ali casas de fim-de-semana”, sustenta. A sócia do Intermarché do Cartaxo procura acompanhar o desempenho de quem nos governa e as decisões que tomam que a todos tocam. Por isso, defende que a criação de um novo imposto sobre o comércio só vai agravar as condições gerais de vida. “Por mais simbólico que seja não vai resolver nenhum problema e, numa economia em crise, é mais uma forma de diminuir o consumo privado e aumentar os custos das empresas”, refere. Sandra Rambeau não gosta do lema “beber para esquecer”, até porque quem bebe lembra-se sempre e a ressaca não desaparece. “Beber sim, um bom vinho, com moderação, para lembrar de como foi bom”, acrescenta. Face às dificuldades que os jovens licenciados têm tido em arranjar emprego, Sandra Rambeau considera que a emigração não deve ser a primeira opção nem a aconselharia a um filho, mesmo que inicialmente houvesse vantagens nos vencimentos. Pelo contrário, aposta mais em que os jovens invistam no país e sejam mais empreendedores, precisamente para que o país dependa menos do estrangeiro.

Maximino Marques considera que acabar com festas tradicionais em tempo de crise só vai contribuir para deprimir mais as pessoas. O mesmo deve acontecer em relação à Festa do Vinho do Cartaxo, refere, revelando que é a sua empresa quem há vários anos faz as instalações do sistema de gás das tasquinhas. “Andamos na retaguarda a tratar de tudo mas às vezes atrasamo-nos porque nem todas as tasquinhas são instaladas ao mesmo tempo”, garante quem também tem tempo para desfrutar da festa. O empresário vai acompanhando as notícias sobre a troika e o Governo, umas vezes mais positivas, outras mais negativas, com as conversas de uns e outros. Seja bom ou mau o momento que atravessa o país, Maximino Marques diz que beber para esquecer não é boa política. “Temos que ser directos, enfrentar as situações com boa disposição, saúde e algum dinheiro na carteira”, refere Maximino Marques. Com um negócio de comercialização e instalação de gás, Maximino Marques nunca pensou emigrar mas chegou a ter convites na sua juventude como aproveitaram alguns amigos que foram para França, Alemanha e Suíça. Não aconselharia, no entanto, esse destino se tivesse um filho que tivesse acabado de tirar uma licenciatura. “Preferia que tentassem cá a sua sorte, como fizeram com o 11.º e 12.º anos os meus que vieram ajudar-me na empresa”, conta.

José Joaquim Ferreira diz que tirar a Festa do Vinho ao Cartaxo por causa da crise seria afastar visitantes, ainda que o evento não atraia muita gente ao centro da cidade. Para o comerciante pode fazer-se a festa com gastos menos elevados. “Eu costumo visitar o pavilhão, a área empresarial, as tasquinhas. Principalmente a tertúlia dos enófilos onde se bebe um bom tinto e come um pastelinho de bacalhau”. O seu espírito positivo altera-se quando ouve falar do Governo e de Troika e o contributo que têm dado para o declínio do comércio nacional. “Vai ser muito difícil de recuperar, os chineses tomaram conta do Cartaxo. Temos uma cidade com dez mil pessoas e seis grandes superfícies comerciais. Vamos ver se até final do ano a rua Batalhoz não fica com menos 30 ou 40 comerciantes do que tem agora”, augura. Para José Ferreira, mais que pensar em sair do país, os jovens com dificuldades em encontrar emprego deviam tentar valorizar-se nas profissões que exigem maior especialidade e não pensar tanto nos canudos e nas licenciaturas. Para si, beber para esquecer, não é definitivamente a melhor opção, seja lá o que houver para esquecer ou para beber. “Não costuma resultar”, garante.


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ESPECIAL FESTA DO VINHO 26 ABRIL 2012

Rui Agostinho, 53 anos, Cartaxo

Experiência no estrangeiro pode ser benéfica para jovens licenciados As dificuldades da economia são muitas e reconhecidas, faltam empregos, e uma experiência no estrangeiro,

Luísa Fernandes, 48 anos, Cartaxo

Enfrentar os problemas de frente, como se enfrentam os toiros no Ribatejo “Nem pensar!” reage a empresária Luísa Fernandes quando questionada sobre se as festas devem ser canceladas em época de crise. No caso da Festa do Vinho do Cartaxo, Luísa Fernandes considera que há sempre aspectos a melhorar e pode optar-se por realizar uma organização mais comedida em custos,

mesmo que momentânea pode ser positiva para que os jovens licenciados ganhem mais experiência e formação. É assim que pensa o administrador da Imporgo, sedeada no Cartaxo. Para Rui Agostinho esse seria uma experiência benéfica para quem quer começar a trabalhar. No actual contexto de crise, o empresário não vê razão para se suspender ou cancelar as festas tradicionais que vão acontecendo pela região, como a Festa do Vinho do Cartaxo. “Há festas e festas. Estas têm interesse porque ocupam as pessoas nos tempos livres, fazem-nas reunir e recordar caras conhecidas e amizades que estão distantes, além de criarem actividades e mexerem com a economia”, sustenta Rui Agostinho. Tem acompanhado a realidade política e económica do país através das notícias que vão chegando da Troika e do Governo, por considerar que tem interesse saber o que futuro próximo nos reserva. “Acima de tudo procuro estar informado. Tenho uma empresa que presta serviços e comercializa produtos de higiene e limpeza e noto como, por exemplo, o IVA veio refrear as vendas à restauração”, exemplifica.

mas entende que a Festa do Vinho tem importância para o Cartaxo e para a região. Luísa Fernandes vai sabendo um pouco do que vai sendo decidido pelo Governo e pela Troika mas prefere não saber demais. “Se for assim as pessoas ainda ficam mais deprimidas, temos um país numa vida de choro. Temos é que reagir com garra e, se fosse por minha iniciativa, havia uma baixa geral dos impostos e não a subida a que temos assistido”, sugere. A empresária também não concorda nada com a ideia de beber para esquecer. Diz que não resolve, não se esquece e ainda se fica com a ressaca. “O pior é no dia seguinte que é dia de trabalho. Há que enfrentar os problemas de frente, como se enfrentam os toiros no Ribatejo”, assegura. No mesmo sentido vai a sua opinião sobre os jovens licenciados que procuram emprego e que tenham a emigração como hipótese. Diz que devem primeiro lutar pelo país porque se aconselham todos a emigrar e não fica cá ninguém para segurar o barco. “Há que investir e apostar neste país, não vamos “exportar” cérebros formados cá para o estrangeiro para que eles colham as mais valias”, defende Luísa Fernandes.

dância chegam na comunicação social sobre as medidas aplicadas pela Troika e pelo Governo. Prefere não saber, nem falar do assunto porque, para más notícias, “já chegam os impostos a aumentar”. Com o país em tempos de vacas magras, Nuno Maia nunca pensou em emigrar nem seria esse o conselho que daria a um filho que acabasse de concluir uma licenciatura. “Defendo que temos que assumir a realidade que vivemos. Eu trabalho com exportação e importação, mas virar as costas ao país e fugir é que não”, conclui Nuno Maia, para quem, definitivamente, beber não serve para esquecer. Seja lá o que for! Nuno Maia, 34 anos, Almeirim

Emigrar e voltar costas não é solução Natural de Almeirim, Nuno Maia gosta da Festa do Vinho do Cartaxo e considera que a cidade só ficaria prejudicada se a festa fosse cancelada por motivos financeiros. “Traz mais movimento e animação à cidade e é bom preservar estes momentos tradicionais. Costumo ir lá almoçar todos os dias”, refere Nuno Maia, com estabelecimento de venda de material eléctrico para automóvel sedeado no Cartaxo. Nuno Maia não acompanha as notícias que em abun-

TRIBUNAL DO TRABALHO DE ABRANTES -

JUÍZO ÚNICO

ANÚNCIO O MIRANTE — ANO XXIV Nº1035 - 26-04-2012

Processo: 47/11.1TTABT-A; Execução Comum (Of. Justiça); Exequente: Luisa Dias Pires Jorge, Matilde Conceição Alves Santos Salgueiro e Joaquina Rosa Passarinho Alves; Executado: Anamcar-Assoc. Naturais, Amigos Moradores Carvalhal; Agente de Execução: Oficial de Justiça do Tribunal do Trabalho de Abrantes (Paula Varelas) Nos termos do disposto no artigo 890° do Código de Processo Civil, anunciase a venda do bem adiante indicado, encontrando-se designado o dia 14 de Maio de 2012, pelas 10:00 horas, no Tribunal do Trabalho de Abrantes, para abertura de propostas, que sejam entregues até à hora designada, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do bem. Bem em venda: TIPO DE BEM: Imóvel REGISTO: 1654/20110405, Abrantes - Conservatória do Registo Predial ART.MATRICIAL: nº. 93 (atual 1194), Abrantes - Serviço de Finanças-1 DESCRIÇÃO: Prédio Urbano situado em Carvalhal, com a área total 570 m2, área coberta 530 m2, área descoberta: 40 m2, composição e confrontações: Subcave, cave, R/C direito e esquerdo logradouro- norte, Estrada pública Sul , João dos Santos

Nascente e Poente, caminhos públicos. PENHORADO AO EXECUTADO: AnamcarAssoc. Naturais. Amigos Moradores Carvalhal. Documentos de identificação: NIF - 501292659. Endereço: Rua Nossa Senhora da Conceição, 2230-862 Carvalhal Abt MODALIDADE DA VENDA: Venda mediante proposta em carta fechada VALOR BASE DA VENDA: €170.398,35 LOCAL DA VENDA: Juízo Único, Rua de Angola, nº 5, Abrantes, 2200-390 Abrantes. VALOR A ANUNCIAR PARA VENDA: €19.297,85 (cento dezanove mil, duzentos noventa e sete euros e oitenta cinco cêntimos), ou seja, 70% do valor base. É fiel depositário, ANAMCAR, na pessoa do presidente Afonso Rosalina Tapada, obrigado a mostrar o bem a quem pretenda examiná-lo, facultando a sua inspeção no seguinte horário para o efeito (3ªs feiras e 5ªs feiras das 09:00 às 12:00 horas). Os proponentes devem juntar à sua proposta, como Caução, um cheque visado, à ordem da secretaria, no montante correspondente a 5% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor (n° 1 ao Art° 897° do CPC). Abrantes, 23-04-2012 O Agente de Execução Paula Varelas


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ESPECIAL AUTOMÓVEIS 26 ABRIL 2012

Como em tudo na vida também no sector automóvel o barato sai caro Se antes já havia quem desse mais atenção ao preço que à qualidade a situação tem vindo a acentuar-se. O prejuízo é sempre para os clientes, garantem os profissionais que O MIRANTE ouviu, ligados ao ramo automóvel. O que é mais barato geralmente dura menos tempo. E se for alguma coisa comprada em segunda mão há o problema da falta de uma garantia alargada. Apesar da

crise há muitos automobilistas que não descuram a segurança. Isso vê-se por exemplo na escolha dos pneus. Mas também há quem ande com o carro até à última. E a última é a inspecção. Aí não há nada a fazer e há que abrir os cordões à bolsa. Ficam algumas histórias, muitas opiniões e os conselhos de quem sabe do que fala.

“Quem se veste de ruim pano, veste várias vezes ao ano”

Júlio Bento, 63 anos, Gerente Vermoto, Santarém Tomás Leiria, 61 anos, proprietário bomba gasolina, Alcanhões

“Um negócio assim-assim com menos pessoas a abastecer” Na bomba de gasolina de Tomás Leiria, em Alcanhões, o negócio vai “assim-assim”. Há menos carros a abastecer e a concorrência é grande. Além disso, as pessoas perderam poder de compra e não têm possibilidade de pagar os preços elevados da gasolina e gasóleo. “Tive uma quebra de 30 por cento no abastecimento. As pessoas não têm dinheiro que possa comportar uma subida tão elevada no preço dos combustíveis “, refere. Além de combustíveis Tomás Leiria também vende material ligado à manutenção automóvel como lubrificantes, água destilada, óleo para travões entre outras. É a venda de bilhas de gás que vai ajudando a equilibrar o negócio. O empresário defende que mais vale comprar produtos um pouco mais caros porque normalmente duram mais tempo que os baratos. “O barato às vezes sai caro”, justifica utilizando o conhecido provérbio popular.

João Carlos, 56 anos, Gerente Pneusol, Santarém

“A qualidade tem preço mas de vez em quando temos que fazer uma promoção” No dia em que O MIRANTE falou com Júlio Bento, o proprietário da Vermoto - comércio e reparação de motos e motosserras - tinha explicado a um cliente que o barato às vezes sai caro. A qualidade tem preço e mais vale dar mais dinheiro e comprar uma coisa boa do que optar pelo mais barato e depois andar sempre com problemas. “Mais vale comprar os produtos e os equipamentos nas lojas especializadas porque têm garantia e assistência técnica o que torna tudo mais fácil”, diz. O negócio está mais fraco do que há dois anos e, para Júlio Bento, a crise está a dar cabo dos pequenos empresários. Para combater a malfadada crise, a Vermoto aposta em campanhas regulares com preços mais baixos. “A aposta nas campanhas tem resultado e sempre ajuda a vender um pouco mais”, explica.

João Carlos utiliza o provérbio popular “Quem se veste de ruim pano, veste várias vezes ao ano” para explicar que mais vale gastar um pouco mais de dinheiro e ter produtos de maior qualidade do que preferir material mais barato mas menos bom. “Os clientes acabam por gastar mais quando pedem o mais barato. Já se sabe que o barato não tem tanta qualidade”, refere. O gerente da Pneusol, em Santarém, explica que, apesar da “grave” crise financeira que o país atravessa, a maioria dos condutores portugueses estão conscientes que têm que circular em segurança. “Não vejo pessoas desleixadas”, sublinha. A diminuição do volume de negócio da sua empresa é justificada com o facto de existirem menos carros a circular nas estradas portuguesas.


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“Inspecções automóvel têm salvo o negócio” Com a crise financeira, os clientes da Rodripneus já nem perguntam por produtos de marca optando por preços mais em conta. Fernando Rodrigues explica que existem produtos com qualidade e sem qualidade e que essa qualidade tem que se paFernando Rodrigues, 36 anos, Rodripneus, Coruche

“É preferível pagar mais e ter produtos e serviços com qualidade” Situada na Estrada Nacional 3, em São Pedro, Santarém, a Casa de Escapes já existe há mais de duas décadas. Como o nome indica a Casa de Escapes dedica-se à reparação e montagem de escapes. O gerente da empresa, Jorge Nunes, também concorda que mais vale pagar mais e ter serviço de qualidade do que pagar menos sem garantias de durabilidade. “Acabamos sempre por gastar mais dinheiro com os problemas que os materiais de má qualidade nos dão”, afirma. Jorge Nunes procura ter sempre a melhor relação qualidade/preço. O facto de não terem parcerias com nenhum fornecedor dá-lhes liberdade para comprarem aqueles que consideram ser os me-

Jorge Nunes, 46 anos, Casa de Escapes, Santarém lhores produtos. Quando perguntamos como está a correr o negócio responde: “vai escapando”, diz entre risos. Na sua opinião, todo o mercado automóvel está muito parado e o que vai ajudando são as inspecções automóveis que obrigam a que os condutores tenham os carros em condições.

arranjar o necessário”, atesta. Consciente de que tem que deixar sempre o cliente satisfeito, para que volte no futuro, o empresário considera que a “a qualidade está acima de tudo mas tudo depende da carteira das pessoas”. João Oliveira aconselha que não deixem os carros chegar ao desmazelo total.

João Oliveira, 51, anos, Abrantes

“A qualidade está acima de tudo” “Se tiver que fazer mais barato do que faço nem vale a pena” , diz João Maria Pereira Oliveira que tem uma oficina de bate chapas e pintura, em nome individual, na Quinta do Cabrito, em Abrantes, há mais de 30 anos. “Por vezes as pessoas escolhem o mais barato e depois as coisas não correm bem e tem que se fazer o trabalho novamente. Ouvem-se reclamações mas não temos culpa. O barato sai caro”, opina o empresário do ramo automóvel. João Oliveira recorda que, antigamente, o trabalho chegava e sobrava mas actualmente tem trabalho para dois e são quatro funcionários. “As pessoas só mandam arranjar o carro quando o têm que levar à inspecção e muitas vezes vão lá primeiro e se chumbar vêm

ESPECIAL AUTOMÓVEIS

gar. “Já há produtos com qualidade que têm preços mais acessíveis mas na grande maioria dos casos o que tem maior qualidade é ligeiramente mais caro”, explica. O gerente da Rodripneus confirma que tem havido uma quebra no número de clientes e o que tem salvo o negócio são as inspecções automóveis. “Antigamente vinham à oficina várias

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vezes para verificar a manutenção do veículo. Agora andam mesmo até às últimas. Há dois ou três anos quando os clientes vinham trocar pneus, alguns ainda podiam ser aproveitos para vender como usados. Hoje é impossível, os pneus vêm completamente inutilizados”, conta o empresário.


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ESPECIAL AUTOMÓVEIS 26 ABRIL 2012

Sérgio Sarabando, 37 anos, Travão a Fundo, Alpiarça

“Clientes olham apenas para o mais barato e indispensável” À frente de uma empresa que efectua todo o tipo de reparações mecânicas e ainda tem uma secção de lavagens de automóveis, Sérgio Sarabando concorda com o ditado “o barato sai caro”. Na sua opinião, muitas vezes compra-se barato mas o preço baixo não é sinónimo de qualidade o que faz com que se vá remediando a situação. “Acaba-se por gastar mais dinheiro”, diz. Actualmente os clientes olham apenas para o mais barato e indispensável. Só se preocupam com o que vai ser alvo de visionamento na inspecção automóvel. “Se houver uma porta que não está a fechar tão bem não arranjam, preferem deixar andar. Não há dinheiro para esses arranjos por isso tratam só do essencial”, sublinha. Há cerca de ano e meio tinha clientes que faziam a lavagem completa das suas viaturas todas as semanas. Agora aparecem duas vezes por mês e não utilizam todas as opções de lavagem. “São os sinais dos tempos e da crise. Agora temos que olhar para todas as despesas que fazemos”, refere.

Fernando Neves, 48 anos, Gerente comercial Somecânica, Póvoa de Santa Iria

“Existem cada vez soluções mais baratas e boas no ramo automóvel” Há 25 anos que Fernando Neves, de 48 anos, está no negócio da reparação e venda de automóveis. Diz que de um modo geral, as pessoas procuram sempre o mais barato, quer na compra de um novo carro, quer numa reparação. “Hoje em dia as pessoas olham muito para o preço, vão ao mais barato, e a verdade é que depois ainda pode sair realmente mais caro”, repara. No passado as pessoas tinham receio de ir às oficinas das marcas para as reparações porque achavam sempre que seria mais caro, mas segundo Fernando Neves actualmente já não é tanto assim. Por outro lado, existem cada vez soluções mais baratas e boas. O gerente dá como exemplo a Dacia, uma linha que integra a Renault, mas que tem um custo mais baixo e apresenta uma fiabilidade muito boa. “Hoje em dia também é possível comprar mais barato e bom. A Dacia apresenta, por exemplo, a mesma qualidade de construção da Renault”, assegura. O gerente da Somecânica, agente Renault, confirma que actualmente o sector automóvel está a passar por uma crise muito grande, mas não desanima e tenta remar contra a maré.

Novo Peugeot 208 apresentado no concessionário Pedro Lamy de Vila Franca de Xira O novo Peugeot 208 foi apresentado Quinta-feira,. 19 de Abril no concessionário Pedro Lamy, em Vila Franca de Xira, perante várias dezenas de convidados. A iniciativa foi abrilhantada com música ao vivo. O anfitrião, António Martinho, fez a apresentação do modelo que assinala uma nova fase da conceituada marca. “O novo Peugeot 208 apresenta uma autêntica regeneração em termos de estilo, de arquitectura, ergonomia e experiência de condução”, afirmou. O Peugeot 208 é um automóvel leve, aerodinâmico e muito compacto. Os lugares traseiros surgem com mais espaço e o compartimento de bagagens também é maior em relação ao seu antecessor, o 207. O 208 também evidencia os novos códigos estéticos da Peugeot, tendo cada detalhe sido desenhado em total coerência com o volume geral. Outra das novidades deste novo modelo prende-se com o posto de condução que foi inteiramente repensado para se tornar totalmente intuitivo. O volante de dimensões reduzidas alinha-se a um painel de bordo elevado e de um grande ecrã táctil. Segundo António Martinho a condução é muito agradável e o carro possui direcção assistida eléctrica.

Com uma preocupação ambiental evidente, o 208 apresenta uma média de emissões de dióxido de carbono mais baixas que o 207 e o pára-choques traseiro e o grupo moto-ventilador são feitos com materiais reciclados ou de origem natural. O motor de última geração e a quase generalização do sistema de micro-

-hibridação e-HDi juntam-se ao ganho em termos de peso e de aerodinâmica da viatura. “Os preços deste novo modelo começam nos 12 mil euros e o carro está pensado, tendo em conta a actual conjuntura económica, para consumir menos gasolina que o seu antecessor”, assegura António Martinho.


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João Simões, 69 anos, Moto Reparadora de Marinhais

“Quando produtos não prestam recuso-me a vendê-los” A Moto Reparadora de Marinhais é uma empresa familiar fundada por João Simões, em 1987, e que funciona actualmente com a ajuda dos dois filhos a quem o mecânico passou o “bichinho” das motas. Situada à beira da Estrada Nacional 118, em Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, funciona num espaço contíguo à habitação de João Simões, o que leva o mecânico de motorizadas a afirmar que a oficina está aberta 24 horas por dia, sete dias por semana. João Simões afirma que vende bom e barato e garante que quando sabe que os produtos não prestam recusa-se a vender. Nem sequer compra aos fornecedores. “Há que ter qualidade naquilo que vendemos senão os clientes não confiam em nós e no nosso trabalho e não voltam. Esse é o segredo de qualquer negócio”, afirma. Actualmente o trabalho é pouco e o empresário afirma que se não fosse uma empresa familiar, provavelmente, já tinha encerrado portas. “Se tivesse que pagar ordenados a empregados não me aguentava. Como são os meus filhos que trabalham comigo o dinheiro que entra fica todo em casa”, justifica.

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ESPECIAL AUTOMÓVEIS 26 ABRIL 2012

PEDROSO LEAL

Mário Graça, 36 anos, CitroTemplo, Tomar

“Às vezes as peças de origem são mais baratas”

AGENTE DE EXECUÇÃO - ANÚNCIO

O MIRANTE — ANO XXIV Nº1034 - 26-04-2012 - 2ª PUBLICAÇÃO

N.º do Processo: 664/10.7TBALR; Almeirim - Tribunal Judicial - Secção Única; Exequente:Banco BPI, Sa; Executado(s):Pastelaria Praça Dom Dion; Lda e outros Valor:31.616,14 €; Referencia interna: PE/8959/2010 ANTÓNIO MANUEL PEDROSO LEAL, Solicitador / Agente de Execução, cédula 2198, com Escritório na Rua da Fábrica nº15 r/c Esq. em Torres Novas; FAZ SABER, que nos autos acima identificados, se encontra designado o dia 11 de Maio de 2012, pelas 09:30 horas, no Tribunal Judicial de Almeirim, secção única, para abertura de proposta, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do referido Tribunal, pelos interessados na compra do imóvel abaixo indicado, pertencente aos executados supra referenciados. Valor base: 40.000,00 € Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de 28.000,00€, correspondente a 70% do valor base ( Artº. 889º, nº 2 do CPC) IMOVEL A VENDER METADE do prédio URBANO, situado na Rua Ricardo

O empresário Mário Graça que gere a empresa CitroTemplo diz que nem sempre o que parece barato o é. E dá o exemplo das peças de origem. “Estamos mais ligados à Citroen e Peugeot mas vendemos para todas as marcas, cerca de 45”, indica, acrescentando que por vezes as peças de origem são mais baratas do que as multimarcas, ou seja, as de marca branca. O empresário, que após uma experiência de 20 anos no sector automóvel decidiu trabalhar por conta própria, é de opinião que “não compensa” comprar o mais barato. “Pela diferença de preço é preferível comprar peças de origem”, aconselha, acrescentando que consegue arranjar a peça pretendida pelo cliente mesmo que não haja no mercado. Em tempo de crise, as pessoas não trocam de carro com frequência pelo que a solução passa por apostar na manutenção do veículo. “As pessoas têm que estimar o que têm. Há muita gente a procurar peças e material nas sucatas. Pensam que vão bem servidos mas enganam-se. A começar pela falta de garantia. Na CitroTemplo, todas as peças têm garantia” afirma Mário Graça que não descarta o plano de vir a ter uma oficina agregada ao seu negócio. Pastilhas de travões, discos, embraiagens, amortecedores são as peças mais procuradas, especialmente, antes dos clientes levarem o carro à inspecção automóvel. “Isto não está fácil e estamos a fazer um esforço adicional para nos mantermos no mercado. Baixar os braços é que não”, diz.

Durão, Alpiarça, composto por Lote de Terreno destinado a construção urbana, com a área total de 3.105 m2, confronta de norte com Amaro da Silva, sul com Estrada, nascente com Maria Albertina e marido, e a poente com Serventia, inscrito na matriz sob o artigo 6670, freguesia de Alpiarça e descrito na Conservatória do Registo Predial de Alpiarça sob o nº 6550/20031028. É fiel depositário o executado Jorge Veiga Freitas, com residência na Rua Ricardo Durão, nº 307, Alpiarça, que o mostrará a quem se mostrar interessado. Os proponentes, deverão juntar à sua proposta, onde deverá constar a sua identificação completa e indicação da respectiva residência, um cheque visado, à ordem do Solicitador /Agente de Execução, no montante correspondente a 5% do valor anunciado para a venda do bem ou garantia bancária no mesmo valor, como caução, nos termos do artigo 897º nº 1 do CPC. 14-04-2012 O Agente de Execução Pedroso Leal Cédula Profissional: 2198

MARIA ILIDIA NOGUEIRA AGENTE DE EXECUÇÃO ANÚNCIO O MIRANTE — ANO XXIV Nº1034 - 26-04-2012 - 1ª PUBLICAÇÃO

N.º do Processo: 948/07.1TBALR; Tribunal Judicial Almeirim - Secção Única; Exequente: Borrego, Leonor & Irmão, S.A.; Executado: Francisco Manuel Pisco Troca; Valor: 5.425,15 € Referencia Interna: PE/123/2007

TRIBUNAL JUDICIAL DE ABRANTES - 1º JUÍZO ANÚNCIO O MIRANTE — ANO XXIV Nº1035 - 26-04-2012 - 1ª PUBLICAÇÃO

Processo: 13-B/1998; Alteração/Cessação da Pensão de Alimentos; Requerente: Ministério Público; Requerido: Joaquim Fonseca dos Santos Baeta e outro(s)... Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio , notificando o(a) Requerido: Joaquim Fonseca dos Santos Baeta, filho(a) de José dos Santos Baeta e de Maria Teresa Mendonça da Fonseca Baeta, nascido(a) em 23-12-1967, BI - 08158110, domicílio: Rua da Caridade, 40-R/c, Entroncamento, 2330-109 Entroncamento, com última residência conhecida na morada indicada para, no prazo de 5 dias, decorrido que seja

o dos éditos, alegar o que tiver por conveniente nos termos do disposto no artº 182, n°3 da OTM:, tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do notificando. Terminando o prazo em dia que os Tribunais estiverem encerrados, transfere-se o seu termo para o primeiro dia útil seguinte. Fica advertido de que não é obrigatória a constituição de mandatário judicial, salvo na fase de recurso. Abrantes, 20-04-2012 O Juiz de Direito Dr(a). Luis Roque O Oficial de Justiça António J. Pereira

Nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 16/05/2012, pelas 11H30M, no Tribunal Judicial de Almeirim, para abertura de propostas, que sejam entregues até à hora marcada, na Secretaria Judicial, pelos interessados na compra do bem imóvel a seguir indicado: IMÓVEL - 1/2 (METADE) do prédio rústico, composto por vinha de campo e pereiras, sito nas “MAIAS”, na freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém, com a área de 2.800 m2. Confronta a Norte com Estrada, a Sul com An-

tónio Horta, a Nascente com José Carlos Dias e a Poente com Serventia. Descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém sob o nº 490/ Santa Iria da Ribeira Santarém e inscrito na matriz cadastral sob o Artº. 67 da Secção “J”, da referida freguesia. - VALOR BASE: 10.000,00 Euros - VALOR DA VENDA: 7.000,00 Euros (70% do valor base, nos termos do Artº. 889º, nº 2 do Código Processo Civil). - DEPOSITÁRIO DO IMÓVEL – FRANCISCO MANUEL PISCO TROCA, residente na Rua das Milheiras, nº 88, 2080-088 ALMEIRIM, com as obrigações inerentes do disposto no Artº. 891º do Código do Processo Civil. Santarém, 20/04/2012 O Agente de Execução MARIA ILIDIA NOGUEIRA Cédula Profissional: 1951


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