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Sonia Barreto em entrevista exclusiva para O Aplauso.















sempre esteve profundamente vinculada à arte. Durante o período em que estive na Universidade de Évora, investigando competências e habilidades na BNCC, percebi como o rigor acadêmico e a sensibilidade artística podiam dialogar. Desse processo nasceu também o meu livro infantil Casaquinho Azul e a Bisa Bibi, que uniu teoria, sensibilidade e criação estética em um mesmo movimento.
O Aplauso: Seu trabalho tem forte relação com infância, sustentabilidade e literacia filosófica. Como a infância aparece como inspiração e como ela influencia suas produções artísticas?
Sonia: Na atuação como Consultora Educacional, pude trabalhar com professores extraordinários, desenvolvendo projetos alinhados aos ODS e sempre atentos à escuta das crianças. A infância me inspira porque é um território de perguntas genuínas, de imaginação e de descobertas. Ela me lembra que aprender é também brincar, experimentar, estranhar — e isso orienta tanto minha escrita quanto minha pesquisa e meu trabalho com as artes visuais.
questionam e filosofam de maneira muito própria. Ao trazer temas como
estética, amor e cidadania para uma narrativa infantil, busco criar um espaço seguro onde conceitos complexos apareçam de forma sensível, mediada por ilustrações e situações do cotidiano. Assim, a criança se familiariza com ideias fundamentais enquanto descobre novos mundos.
O Aplauso: No livro, Casaquinho Azul transforma pensamentos em ações. Como você enxerga o papel da arte e da filosofia na formação de crianças mais sensíveis e questionadoras?
Sonia: A filosofia, quando praticada desde cedo, convida a criança a observar, perguntar e refletir. Ela conduz a formação ética, a criticidade e a sensibilidade. A arte amplia esse processo ao traduzir sentimentos e percepções em formas, cores e narrativas. Juntas, arte e filosofia formam crianças mais curiosas, empáticas e dispostas a transformar o mundo por meio do pensamento e da ação.









