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CONSUMISMO

EDITORIAL

“A OFERTA É INSIGNIFICANTE, MAS A INTENÇÃO É SUBLIME”

Esta frase era escrita, noutros tempos, pelos nossos “egrégios avós”, aquando da oferta de um humilde regalo ou de uma simples fotografia, enviada para familiares exilados, nas “Angolas” ou nos “Brasis”, por vontade própria (como forma de sobreviver à dura penúria de outras eras) ou não. A referida citação vem a propósito dos temas do presente número do “Somos Jornal”, a saber: consumismo e comemoração dos 25 anos da Escola Secundária. De facto, hoje em dia, impera a valorização dos bens de consumo, valorização essa associada

à preocupação com a imagem e à competição desenfreada, todas elas arvoradas em pequenas ditadoras do nosso lado mais egocêntrico e mesquinho. Ou seja, uma desgraça nunca vem só! Com efeito, o consumismo é uma consumição que não tem nada de sublime. Por isso, este deve ser reduzido à sua insignificância, de modo a não sufocar, tal qual erva daninha, a seara espiritual da nossa vida. Por outro lado, em termos mais positivos, é de louvar o épico esforço e o esforço épico dos “barões esforçados” da Escola Secundária

que, há vinte e cinco anos, “por mares nunca dantes navegados”, chegaram ainda além da além da Ilha dos Labores (pedagógicos, didáticos e intelectuais) de forma a dar novos saberes ao mundo (matemáticos, filosóficos, biológicos, geográficos, físicos, morais, químicos, linguísticos e outros mais…). Assim foi (“todos foram valentes e ousados”) e que assim seja.

A equipa do “Somos Jornal”

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CONSUMISMO CONSUMERISMO Olhando para o tema e respetivos subtemas desta edição do nosso Jornal, apetece-me ser rebelde e fugir para o outro lado da questão. Quem assistiu à segunda sessão da Escola de Pais deste ano letivo, ouviu o Professor Mário Frota falar da importância da Educação para o Consumo. Na verdade, como Escola, deveremos pensar em formar os nossos alunos para um consumo responsável ou, por outras palavras, para o con-

sumerismo. Numa sociedade cada vez mais presa ao consumismo e em crise, formar para consumerismo contribuirá, certamente, para um futuro mais feliz dos nossos alunos. Cidadãos capazes de racionalizar o consumo, tomando decisões responsáveis face às suas capacidades financeiras e às suas necessidades, serão seres humanos mais equilibrados e menos sujeitos às armadilhas do consumismo.

Perante a quantidade de professores que se mostrou interessada em frequentar formação nesta temática, não tenho dúvida que, mais uma vez, o AECM estará à altura de contribuir para a formação integral dos nossos alunos. Continuemos!

Emília Cabral

Presidente do Conselho Geral

MENSAGEM DO DIRETOR

A NOVA EPIDEMIA DA HUMANIDADE Neste número do “Somos Jornal” dedicado ao “Consumismo e os valores contemporâneos” parece incontornável citar o poeta “Porque eu sou do tamanho do que vejo /E não, do tamanho da minha altura...” para mudar, ainda que ligeiramente. Atendendo à realidade das sociedades industrializadas e evoluídas, estes versos poderão ser ajustados, dizendo “Porque eu sou do tamanho do que tenho e do que compro / E não do tamanho do que sei…”. A ideia que a felicidade e o sucesso se tornam tangíveis através da aquisição de produtos e bens é uma verdade intocável para alguns. Qualquer cidadão, potencial consumidor desde tenra idade, dificilmente duvida que há sinais de crescimento social e felicidade imensa contidos em determinados produtos e marcas específicas. Como o jovem julga, que convivendo com estes pressupostos sem os colocar em causa, pode aferir o valor dos seus amigos, colegas e conhecidos pela marca das sapatilhas, das calças de ganga, do cap ou dos inevitáveis telemóveis, Iphones, Ipads… Pode a escola ajudar a contrariar este fenómeno? Pode a escola promover, sobretudo com o seu exemplo, a abordagem crítica à dicotomia “Ter versus Ser”? Estou certo de que já o faz, contudo não pode deixar de o fazer porque está empenhada no compromisso de “construir uma escola em que a dimensão humana seja valorizada (…)”, formando cidadãos “capazes de escolher os seus próprios caminhos”.

Como o senso comum indica, o modo de vida consumista é a nova epidemia da humanidade, em consequência do consumo sobejo de bens e serviços. Com o aumento da capacidade produtiva, após a revolução industrial, os empresários criaram necessidades nos consumidores através de publicidade, marketing e técnicas de venda. Comportamento este motivado pela insatisfação do homem que

procura colmatar lacunas do seu ser com objetos, pois, para si, estes são sinónimos de felicidade e até mesmo de prestigio. Estes atos criam problemas de carácter ambiental, visto que o planeta não suporta o pensamento “use, descarte e compre sempre o novo” e de carácter social, como a degradação das relações pessoais, exploração, alienação, entre outros. O consumo é o ato de satisfa-

zer as necessidades do homem. Contudo, o consumismo é a utilização de bens e serviços de forma irracional e desmedida. Estas despesas excessivas e inúteis, derivadas da obsessão pelos benefícios e prazeres materiais e pelo dinheiro, levam ao aumento da pobreza. De facto, estes atos conduzem ao endividamento como forma de financiar o vício e a “cultura dos centros comercias”, ou seja, o

culto de um espaço com superabundância de bens materiais, muitas luzes, e, acima de tudo, com uma panóplia de ofertas imperdíveis para os consumidores sem autocontrolo.

Bernardo Fonseca, 12ºD Tadeu Moreira, 12ºB Associação de Estudantes

O CONSUMISMO

E OS VALORES CONTEMPORÂNEOS Atualmente, a nossa sociedade encontra-se imensamente marcada por atos consumistas, motivados pelo consumo de massas que se encontra em vigor. De facto, em consequência do surgimento desta sociedade de consumo, que se baseia na superprodução, a preços baixos, de produtos descartáveis e de duração efémera, o homem acabou por adotar certos comportamentos suscetíveis de o conduzir a um consumo sem critérios, compulsivo, irracional e perigo-

so, que tem por base o materialismo e a ostentação, denominado de consumismo. Este pode desencadear inúmeros problemas e de diversa ordem, tais como, o esgotamento de vários recursos naturais, a produção de lixo dificilmente degradável, a violação dos direitos humanos por parte dos países que exportam as matérias-primas usadas na produção destes bens padronizados que sustentam as necessidades compulsivas dos consumidores, o endividamento

destes, tendo em conta o seu consumo compulsivo e em grandes quantidades, bem como o aumento da pobreza e da precariedade. Por estas razões, é então possível distinguir o consumismo do consumo, uma vez que este último exige que o consumidor opte por fazer um consumo mais moderado, discriminado e racional, assim como exige que o consumidor se preocupe com a sociedade que o rodeia e o meio ambiente que o envolve.

Posto isto, é possível concluir que o consumismo é um fenómeno que marca a sociedade atual e que, por poder conduzir a diversos problemas e por ser perigoso e baseado em valores materiais, é necessário ser controlado e serem adotadas medidas para sensibilizar o consumidor acerca destes problemas.

Sara Ferreira, 11ºD

Marco Marques Diretor

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CONSUMISMO

CONSUMISMO

O ESPÍRITO QUE “ASSOMBRA” O SÉCULO XXI

AGARRADO À NOSSA PELE Todos os dias estamos inevitavelmente envolvidos por um espírito consumista que “assombra” as nossas vidas quotidianas. Este consumismo já é tão frequente e familiar que nem damos pela sua presença. Posso mesmo arriscar em dizer que já faz parte das sociedades modernas por todo o mundo. O espírito consumista é conhecido como um vício. Este “espirito” leva-nos a tomar decisões incor-

retas. O resultado deste tipo de pensamento leva-nos a um comportamento consumista, isto é, à vontade de obtenção de bens sem necessidade. Compras estas que poderão ter impactos negativos tanto a níveis económicos, como ambientais e, em casos extremos, de saúde. O resultado deste tipo de pensamento leva-nos a um comportamento consumista, isto é, à vontade de obtenção de bens

sem necessidade. Compras estas que poderão ter impactos negativos tanto a nível económico, como ambiental e, em casos extremos, de saúde. A nível económico estes comportamentos podem levar a uma instabilidade financeira pois os gastos podem ser superiores ao que deveriam. A nível ambiental, visto que este comportamento consumista leva a uma grande acumulação de resíduos. Outra das consequên-

cias deste tipo de comportamento é o consumismo compulsivo, um transtorno psicológico bastante comum nas sociedades pois o autocontrolo deixa de existir e a vítima passa a consumir de forma irrefletida e impulsiva.

Gonçalo Novais 10ºA Susana Silva 10ºA Sara Pimenta 10ºA

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muito satisfeita(o) para a escola, disposta(o) a realizar mais consumos. Já na escola, vais fazer uso de bens públicos, materiais e imateriais. Vais sentar-te em cadeiras, escrever no quadro com canetas de feltro, …, e vais usufruir, em simultâneo com os teus colegas da turma, o serviço prestado pelos teus professores. Já pensaste que ao usares estes bens e serviços (públicos), obténs benefícios? Então, não podes estragá-los! Também não podes perturbar o serviço dos professores porque eles querem partilhar o seu conhecimento com todos os alunos da turma. Assim, o conhecimento (bem privado) quando partilhado passa a ser um bem público. (…) Diz não ao consumo irracional porque a dinâmica consumista tem repercussões na construção da tua identidade. (texto adaptado)

Alunos do 10ºD e Gorete Porto, professora

1. Consumismo é o ato de consumir de forma irracional, sem consciência, baseado em valores materiais.

famílias, envolvimentos e intencionalidades boas. Consumimos espaços que, parecendo vazios, são de outrem; consumimos “coisas”, como se fossem seres humanos e seres humanos como se fossem “coisas”. Enganamo-nos censurando o consumismo; consumimos censuras ao consumismo. Consumimo-nos com aque-

les que consomem para além dos seus direitos; também com aqueles que consomem para além dos seus deveres, porque facilmente moralizamos a palavra em contexto, alimentando-nos dela. Se do consumismo resultar a consciência de que todos consumimos existe ainda, talvez, a esperança de controlarmos esse tal consumismo, que se

encontra agarrado à nossa pele, ganhando forma paralela num outro “Eu”.

Marinela Guimarães, professora

BIBLIOTECA, CONSUMISMO E VALORES CONTEMPORÂNEOS

Para ti, aluna(o) da ESCM Desde o levantar até ao deitar estás a consumir bens e serviços. Uns com forma bem definida, os materiais, outros sem qualquer forma, os imateriais (intangíveis), os serviços. Logo que te levantas preocupas-te com a tua aparência, o que serve de motivação para tomares um bom banho (duche para ser um ato mais rápido, mas também para consumires menos água, pois sabes que é um recurso escasso e, por isso, caro). Para além da água, tu consomes gel de banho; champô; pasta dos dentes; … entre outros produtos. De seguida e já com necessidade de ingerir alimentos, corres para a cozinha e continuas a consumir: leite, cereais ou pão, eventualmente uma peça de fruta ou outros bens. De volta à casa de banho, lavas os dentes para exibires um bonito sorriso e nunca te esqueces de pulverizar o teu perfume preferido. Fazes bem! Não vás tu cruzar-te com aquela(e) menina(o) bonita(o) que viste pela primeira vez no primeiro dia de aula, na tua nova escola! Pronta(o) e com muita vontade de aprenderes, sem esqueceres a mochila onde arrumaste os materiais escolares, lá vais tu

Agarrado à nossa pele, ganhando forma paralela num outro “Eu”, o consumismo invade-nos os sentidos e a mente e não pergunta se pode entrar. À nossa volta, tudo nos consome, tudo é consumismo. Consome-nos aquele consumismo velado, metamorfoseado de “segurança pelos bens essenciais”; consome-nos o consumismo explícito que divide pessoas,

Duarte Faria e Joel Fernandes, 10ºC

O consumismo é hoje quase uma religião. Ele abrange todas as áreas das nossa vidas, desde o café da manhã, às pantufas que calçamos à noite, passando pela revista que lemos depois do almoço, pelo creme de pele que usamos à tarde, e pelo videojogo que compramos para o nosso filho, e pelo par de sapatilhas de marca, e pelo smartphone de última geração, e pela promoção dos yogurtes do Pingo Doce, e, e, e, e, e… Habituámo-nos há muito a comprar tudo, e a descartar depois, já não sabemos fazer quase nada, e nem mesmo sabemos que podemos produzir nós próprios muito do que consumimos. Não temos o hábito da reciclagem ou da reutilização, porque não amamos o nosso planeta. O desperdício impera no sistema capitalista e é à custa daquele que este se mantém e que os bons valores se vão dissipando. Tudo se consome. A cultura também, nas suas várias formas, é um produto de consumo. Podemos comprá-la e amontoá-la em nossas casas, ou simplesmente usufruir dela nos locais que a oferecem gratuitamente. As bibliotecas são um desses locais: permitem o consumo, sem custos, da cultura, na forma de

livros, filmes, música, jogos, em suportes e dispositivos vários. Mas a biblioteca também é o lugar onde a cultura se produz. E é ao consumir e produzir cultura que a nossa população se apropria dos valores de ontem e de hoje. Os nossos alunos aprendem na biblioteca o respeito, a entreajuda, a amizade e o amor,

a humanidade, lendo livros, vendo filmes, fazendo os seus trabalhos escolares, dando forma às suas pesquisas. Enfim, o consumo também é ensinado e aprendido nas nossas bibliotecas. Cabe-nos a nós, professores e funcionários, a inadiável orientação das aprendizagens que queremos para os

nossos alunos. E para isso teremos, nós também, de consumir de forma informada e esclarecida, sem perder de vista os valores que queremos legar.

Teresa Barbosa, professora

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CONSUMISMO

CONSUMISMO

MONITORES LED Problemas novos, problemas antigos …

O CONSUMISMO E O ENDIVIDAMENTO

O CASO PORTUGUÊS 1. DO CONCEITO DE ENDIVIDAMENTO AOS VALORES ESTATÍSTICOS.

Embora não se conheça nenhuma definição / diretiva europeia para o endividamento, este deve ser entendido como o resultado de um desequilíbrio entre os gastos e o rendimento dos consumidores, o que gera a impossibilidade de pagamento de uma ou várias dívidas, neste último caso, designada por multiendividamento. Ora o endividamento implica a contração de obrigações exigentes que muitas vezes não têm solução. Os números são demonstração inequívoca, quanto ao crescente endividamento das famílias portuguesas nos últimos anos: 1. Segundo os dados estatísticos do Banco de Portugal (BP), o endividamento das famílias portuguesas passou de 20% do rendimento disponível em 1990 para 40% em 1995 e para 118% em 2004. Em 15 anos, “grosso modo”, sextuplicou; 2. Apesar dos aumentos constantes das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE), em média, as famílias endividaram-se a um ritmo de 54,5 milhões de euros por dia; 3. Em final do mês de Agosto de 2016, a dívida acumulada à banca era de 113 mil milhões de euros, o valor mais elevado de sempre, representando 75% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), sendo que 80% se destinou à aquisição de habitação

própria e os restantes 20% a outros consumos; 4. Todos os dias são pagos à banca 16 milhões de euros só em juros do crédito à habitação e crédito ao consumo, num total anual de 6 mil milhões; 5. A taxa de endividamento (ou de esforço) dos indivíduos, segundo estudos técnicos efetuados, não deveria ultrapassar os 40% do seu rendimento, mas nos dias de hoje isso está longe de ser atingido, verificando-se situações na ordem dos 90%!...

“ Os bancos são estabelecimentos que emprestam o guarda-chuva num dia de sol e o pedem de volta quando começa a chover .” Robert Lee Frost 2. TEORIAS EXPLICATIVAS DO ENDIVIDAMENTO.

Este é um assunto que tem vindo a ser objeto de estudos analíticos nas últimas décadas, admitindo-se tratar-se de um comportamento multifacetado, uma vez que integra parâmetros dos foros psicológico, económico, sociológico e até político.

Rua Agra da Portela, 175, 4470-227 Maia Telefone: 22 9407364 / 67 E-mail: iberobus@clix.pt

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3. EM FORMA DE CONCLUSÃO PEDAGÓGICA

Naturalmente, perante o contexto descrito, a taxa de poupança dos portugueses – fundamental ao investimento – entre 1990 e 2006 baixou de 20% para 8.3%, a mais baixa dos países da União Europeia (UE/EU). Em sentido contrário, compreende-se, racionalmente, que há factores aleatórios que podem levar ao endividamento (v.g.- um divórcio, a morte de uma pessoa numa relação, o desemprego, a insuficiência de rendimentos, um acidente grave, etc.). Já não se deve aceitar, todavia, o endividamento sem necessidade imperiosa, apenas para satisfazer o desejo de possuir bens que, muitos julgam, lhes dão estatuto social. Tal facto é particularmente visível na geração mais jovem, onde a ânsia de comprar se transforma numa autêntica doença ou “addiction”, tal como qualquer outra droga. Consumir em excesso, sem preocupações com a poupança, por mínima que seja, com recurso sistemático ao crédito é entrar num estado permanente – e às vezes vitalício – de endividamento. O futuro comporta sempre incertezas, imprevistos, despesas inesperadas e a poupança é o único suporte fiável. É claro que o sobreendividamento provoca um desequilíbrio orçamental, que por seu turno, gera perturbações a nível social, psicológico e do bem-estar do indivíduo (stress financeiro). Até

mesmo, e numa perspectiva macroeconómica, está demonstrado que tal realidade em grande escala, afeta o funcionamento normal do mercado de crédito, o PIB e o crescimento de qualquer país. Concluindo, o recurso ao crédito não deve ser visto, a priori, como um aspecto radicalmente negativo, mas tem de obedecer a requisitos exigentes e cuidados que devem merecer de nós a máxima atenção. Efetivamente, o consumo normal nada tem a ver com o consumismo que, pelas alegações atrás explanadas, é manifestamente irracional. (texto adaptado)

António M. Peres, professor

Na compra de monitores novos, nomeadamente de tecnologia de retroiluminação LED, os consumidores deverão estar atentos para os problemas de visão caracterizados genericamente como Computer Vision Syndrome (CVS). Pesquisas realizadas estabelecem que entre 50% e 90% das pessoas que trabalham em frente a um monitor têm pelo menos alguma sintomatologia CVS. A população adulta e as crianças ou jovens que olham fixamente para monitores, ta-

blets e smartphones podem ter problemas, especialmente se a iluminação e a sua postura não forem as ideais. Os sintomas poderão ser variados, nomeadamente: visão turva, visão dupla, secura, olhos vermelhos, irritação ocular, dores de cabeça, dores no pescoço ou nas costas. Existem pelo menos três características que devemos ter em conta na seleção da compra de um novo monitor: 1 - a filtragem da luz Azul, emitida pelos LEDs, 2 - o não “piscar”/oscilação dos

LEDs e 3 - a redução dos reflexos (o antireflexo). (…) Analisando os preços de mercado de alguns monitores com os requisitos atrás referidos verifica--se que estes não diferem substancialmente dos monitores sem as referidas características. Conclui-se assim que um consumidor responsável tem que ser necessariamente um consumidor informado.

manho disponível para este artigo, não foram apresentadas as respetivas referências bibliográficas.

(texto adaptado)

Luís Gonçalo, professor

Por motivos que se prendem com o ta-

MUDANÇA DE PARADIGMA

COLOCA MIÚDOS A ENSINAR GRAÚDOS Geração Net troca a realidade pela virtualidade

91 4337111 - 24h

Durante séculos, se não milénios, os filhos receberam o saber empírico dos pais e dos avós. Mas, a espécie humana depara-se com um novo processo que agora inverte as partes: são as crianças que ensinam os adultos a lidar com as novas tecnologias e a viver neste mundo que - já – é, mais de meio, virtual. A mudança de paradigma é verdadeiramente assustadora para uns e espetacular para outros. As gerações, nomeadamente os mais antigos, não parecem estar preparadas para esta transformação. Temos, cada vez mais, o Real transformado em Virtual. A questão é agora saber se esta revolução digital é uma oportunidade ou uma ameaça. Provocará ela um novo fosso social que terminará em colapso ou será um bem tão indispensável que já não se pode viver sem ela? Tudo isto aconteceu com a chegada do computador e das novas tecnologias. Ou seja,

as crianças, criadas com os videojogos e o microchip, estão à frente dos pais e a anos-luz dos avós. E com o passar dos anos a diferença acentua-se cada vez mais, face a toda uma geração nada e criada no meio dos computadores e que não compreende como poderia o mundo funcionar antes das “Novas Tecnologias”. Mas será tudo isto uma desgraça? Don Tapscott, futurólogo e autor do livro “Growing Up Digital”, diz que “não” e explica que “esta mudança é uma grande oportunidade, dado que a «Geração Net» dará vida a uma sociedade menos autoritária e mais levada ao diálogo, com os jovens de hoje a divertirem-se e a interagir uns com os outros através do computador. A geração precedente (a nascida entre o pós-guerra e os anos 60) cresceu embalando-se passivamente diante da televisão. Resultado: a Geração Net for-

mará uma sociedade mais colaborativa, menos hierarquizada e burocratizada. Defrontamo-nos com um conceito de autoridade mais alargada”, explica Tapscott, cujos estudos derivam da discussão feita com jovens, através da internet, que “são verdadeiros nativos digitais”. É inútil dizer que para além da nova cultura se preparam grandes mudanças no campo do trabalho. Visto que os mesmos jovens tecnológicos serão os novos empregados-técnicos-operários-dirigentes. E já há quem pense nesses termos (sobretudo nos EUA). Por exemplo, a Hewlett Packard, na Califórnia, ofereceu livros de Tapscott aos seus dirigentes afim de melhor compreenderem “o que acontecerá agora e como mudará o modo de trabalhar”. Não faltam os problemas, diz Tapscott: para as crianças das famílias pobres, afastadas do mundo digital, os chamados infopobres, cavar-se-

-á ainda mais o fosso que os separa dos seus contemporâneos mais afortunados. Don Tapscott insiste: a televisão é passiva, enquanto o PC e a internet querem dizer habilidade, diálogo, e-mail, chat, interactividade. Neil Postman, presidente do departamento de cultura e comunicação da Universidade de Nova Iorque e autor de alguns livros, faz parte dos super-cépticos: “Se fores um bom leitor - diz ele -, um bom escritor, um bom ouvinte, então és tu a comandar o jogo”. (texto adaptado)

José António Moreira, assistente operacional

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25 ANOS ESCM

CONSUMISMO

O “NOSSO”

Num tempo em que todos os membros de uma comunidade escolar referem a importância da solidariedade, da interdisciplinaridade, da colaboração e cooperação, há pronomes que devem ser eliminados, tais como “minha” e “meu”. Ora, a ESCM, em 2012, tornou-se a escola sede do AECM, entretanto constituído em 2004. Tal realidade tornou a nossa comunidade escolar

maior e mais enriquecida pelas pessoas e pelo valor das práticas e atividades que partilham. Assim, neste novo tempo que vivemos, não tem cabimento a teoria do “se és meu, terás, se não és meu, nada terás”, bem como os conceitos da “minha escola”, da “minha sala”, do “meu pavilhão”, do “meu laboratório”, do “meu armário”, e é neste concernente que todos devemos ter disponibilidade

para servir e atender ao bem comum, estabelecendo como prioridade de linguagem o pronome “nosso”. Com efeito, embora integrados numa sociedade global, de consumo materialista e centrada na 1ª pessoa do singular, olhando cada uma para o seu próprio umbigo, é tempo de alterarmos a nossa postura preservando o que é de todos e para todos. E é dentro des-

te respeito plural que devemos percorrer os CAMINHOS juntos.

José Nuno Araújo, professor

O CONSUMISMO

E OS VALORES CONTEMPORÂNEOS Na Escola Básica de Porto Bom procuramos sempre desenvolver um conjunto de ações de incentivo a práticas sustentáveis de combate ao consumismo excessivo, não fosse o nosso coração “Verde”. É aqui na escola que procuramos dinamizar, não só os espaços, mas também sensibilizar as pessoas melho-

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rando os seus sentimentos. Pretendemos sempre educar e promover conhecimentos necessários para despertar a consciência sobre a importância da reciclagem para a preservação do meio ambiente e construção da cidadania. Muitas são as atividades que desenvolvemos na nossa escola e

que todos procuramos contribuir, de uma forma consciente e responsável, desenvolvendo o nosso espírito crítico, a nossa responsabilidade sócio ambiental e a nossa formação cívica. Desenvolvemos muitas competências como as habilidades manuais, a formação de novos ambientalistas, o crescimento intelectual e

sentido ético, favorecendo assim uma melhor e maior responsabilidade para com a natureza.

Jorge Sampaio, professor

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25 ANOS ESCM

ESCM

25 ANOS ESCM

TESTEMUNHOS

UM PROJETO EM CONSTANTE MUTAÇÃO

ANA MARIA O. M. MEIRELES DA SILVA

Grupo disciplinar: 520 – Ciências / Biologia Atividade docente: entrada em 1992 (comissão instaladora); saída 2013 (aposentação) A Escola Secundária do Castêlo da Maia foi inaugurada em 31 de outubro de 1992. Inicialmente designada «Escola Secundária n.º 2 da Maia» viu o seu nome alterado pelo facto de se encontrar inserida na freguesia de Sta. Maria de Avioso, na Vila do Cas-

têlo da Maia. A escola está implantada em terrenos que pertenceram à quinta do “Campainha”, propriedade de uma família tradicional da região. Nesta freguesia viveu a professora primária Idalina Quelhas, que exerceu com grande

empenho e dedicação a atividade docente, pelo que foi atribuído o seu nome à rua onde está implantada a escola. Inicialmente concebida para receber alunos do ensino secundário, entrou em funcionamento no ano letivo de 1992/93 com 74

DIREÇÕES 1992 - 2017 1992 - 1994 Alcino Pinto Ana Maria Meireles Armando Mendes (COMISSÃO INSTALADORA)

1994 - 1996 Rosa Soares Fernandes (PRESIDENTE) Paula Romão Inês Marques

1996 - 1997 Paula Romão (PRESIDENTE) Margarida Miranda Irene Tiago

1998 - 1999 Albino Ramos (PRESIDENTE) Conceição Moutinho Nuno Gomes Armando Mendes Isabel Raimundo

1999 - 2002 Albino Ramos (PRESIDENTE) Conceição Moutinho Nuno Gomes Isabel Raimundo Carminda Teixeira

2002 - 2004 Paula Romão (PRESIDENTE) Rosa Soares Fernandes Dídia Oliveira Gorete Porto

2009 - 2012 Paula Romão (DIRETORA) Rosa Soares Fernandes Graça Mota Inês Marques Mário Lopes Dalila Fonseca

2012 - 2013 Marco Marques (CAP) Paula Garcia Rosa Azevedo Conceição Moutinho José Nuno Araújo Cristina Sá

2013 - 2017 Marco Marques (DIRETOR) Paula Garcia Rosa Azevedo Conceição Moutinho José Nuno Araújo Cristina Sá

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alunos. Atualmente, agora que está renovada, tem 1176 alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, contando com cursos profissionais e de educação e formação de adultos. Possui ainda um Centro Qualifica.

A imagem inicial que mais me marcou foi, sem dúvida, a do início da escola que abriu com cerca de 70 alunos do 10º ano, 15 professores e alguns assistentes administrativos e operacionais. Foi um ano muito especial, quer pelo trabalho desenvolvido inerente à instalação de uma escola, quer pelos laços criados entre todos. Quanto à imagem final, foi a de uma escola em processo de requalificação, a funcionar num pequeno espaço e em condições difíceis, integrante de um grande agrupamento, e onde se notava algum descontentamento pelo esforço necessário para desenvolver um bom trabalho em condições adversas. Saliento pela positiva o bom ambiente entre todos os intervenientes. Na minha passagem pela escola, sempre valorizei o facto de ser uma escola que sabia receber todos os que chegavam de novo. Também não posso deixar de referir as qualidades muito especiais da maioria dos alunos. Fiquei com muito boas lembranças de muitos dos meus alunos.

São muitas, lembranças, mas vou apenas referir as mais recentes e que estão relacionadas com a leccionação da disciplina de Área de Projecto do 12º ano. Nessa disciplina, os alunos tinham de desenvolver um projeto em grupo, e eu apenas tinha de os orientar, aconselhar e coordenar. Alguns grupos desenvolveram projetos e como produto final realizaram palestras/debates com a participação de convidados ligados à área da biologia e da medicina. Foram momentos inesquecíveis, quer pela qualidade das palestras, dos convidados e pela capacidade de organização e responsabilidade dos alunos envolvidos nesses trabalhos. Muita coisa mudou. Quando a escola começou a funcionar usávamos papel e material de escrita, quadros negros e giz, retroprojetores e os serviços administrativos tinham máquinas de escrever. A certa altura chegaram os computadores e a partir daí tudo mudou. Com a informatização da escola, muitas tarefas tornaram-se mais fáceis e rápidas (a maior parte das ve-

zes) e há um grande número de recursos à disposição de alunos e professores que ajudam na leccionação e na aprendizagem. Foram muitos os episódios marcantes. Ao longo dos anos foram feitas muitas atividades de convívio entre os elementos da comunidade educativa, festas de natal, saraus, passeios de final de ano que deixaram boas marcas. Destaco uma missa que se realizou na escola, aquando da comemoração dos 10 anos da escola, e que foi celebrada por um padre que tinha sido meu aluno no primeiro ano em que a escola funcionou. Foi um reencontro muito bonito, com uma pessoa excepcional que não esquecerei. São muitas as saudades. De muitos alunos, de colegas que estiveram de passagem e de outras que já partiram. Não posso deixar de lembrar uma colega muito especial que recentemente nos deixou e que recordo com muita saudade, a professora Dalila. Dos colegas e amigos que ainda estão no ativo, sempre que a saudade chega, eu apareço na

escola! Espero que a escola do Castêlo seja uma escola de sucesso, integradora e que as relações interpessoais sejam previgiliadas e em que todos se sintam bem. O sucesso de uma escola depende da participação, do empenho, da dedicação e do trabalho de todos. O respeito mútuo, a compreensão, a responsabilidade e a partilha de experiências são muito importantes para o sucesso educativo, e tenho a certeza que para atingir esse fim todos darão o seu melhor.

1997 - 1998 Paula Romão (PRESIDENTE) Margarida Miranda Irene Tiago Ilídio Moutinho Conceição Moutinho 2004 - 2009 Paula Romão (PRESIDENTE) Rosa Soares Fernandes Lúcia Teixeira

COSTA FERREIRA Joaquim da Costa Ferreira & Filhos,Lda. Rua Cesário Verde nº 225 4475-522 Silva Escura Maia Tel:. 229448043 Fax:. 229481721 Tlm:. 962737282

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25 ANOS ESCM

25 ANOS ESCM

TESTEMUNHOS

TESTEMUNHOS

ARMANDO DE FREITAS MENDES Grupo disciplinar: 520 – Ciências / Biologia Atividade docente: entrada em 1992 (comissão instaladora) - saída em 2001 (aposentação) Em Junho de 1992 fui convidado para exercer funções na Comissão Instaladora da Escola Secundária Maia 2, atualmente Escola Secundária do Castelo da Maia. Foi uma honra ter feito parte dessa Comissão, ter pertencido ao Conselho Executivo, essencialmente como Professor, ten-

do dedicado toda a minha vida em prol do Ensino. A Escola Secundária do Castelo da Maia, a “minha” Escola onde dedicava mais tempo do que á minha vida privada. Foi um grande privilégio pertencer a esta Comunidade Educativa que com trabalho e empenhamento continuado ao longo

destes 25 Anos, tantos êxitos, tem obtido. No momento atual é preocupante a violência na escola, que tem por vezes tomado proporções fora do normal projeto educativo. Há que estimular a relação entre Direção da Escola, Professores, Pais, Encarregados de Educação, Funcionários e a Comuni-

dade para que se possa dar à Escola a tranquilidade desejável e estabelecer um verdadeiro intercâmbio de saberes. Muitos Parabéns a toda a Comunidade Escolar, que trabalha e estuda, pelos 25 Anos de Escola.

O nosso grande desafio consistia em não defraudar as expetativas de cada um dos atores escolares, em especial dos alunos, que na sua diversidade pugnavam por um local onde cada um fosse tratado pelo seu nome e onde fosse respeitado o seu projeto de vida. Trabalhávamos conscientes das diferentes dimensões do (in)sucesso escolar, com enfoque na (des)igualdade, (in)equidade, (in)justiça e (ex)(in)clusão dos alunos. Depois agregaram-me a outras escolas, cresci em tamanho e em dimensão, tornei-me num mega-agrupamento, e estremeci por sentir que ficava demasiado grande para conseguir continuar a ser uma escola em que cada aluno e cada professor tivesse um rosto e em que cada assis-

tente operacional e técnico continuasse a ter o espírito de uma formiguinha, trabalhando com afinco e sentido de pertença. Mas continuo a ser escola, só que me está sempre a vir à memória a fábula da Alice no País das Maravilhas quando, perdida na floresta, pergunta ao gato: “Qual o melhor caminho para sair daqui?” O gato responde: “ Para onde queres ir?” Alice pasmada esclarece: “Para qualquer lugar” “Mas para ir para qualquer lugar... Qualquer caminho serve” exclamou o gato!

SER ESCOLA 25 ANOS EM BALANÇO

PAULA ROMÃO

Ex-Diretora da ESCM Chamo-me Escola Secundária do Castêlo da Maia e tenho 25 anos. Quando nasci, em 1992, tinha apenas 70 alunos. Os meus primeiros anos não foram nada fáceis pois tinha de encontrar uma identidade e dar início a uma cultura de escola, construindo traços identitários em harmonia com o meu contexto local. Sabia que queria ser uma escola com e para os alunos, um local onde os pais fossem nossos parceiros e os professores e funcionários os construtores e mediadores de toda esta desafiante obra de “engenharia educativa e social”. O caminho fez-se caminhando, e com muito, mesmo muito, trabalho de todos lá fui crescendo em número de alunos (atingimos os 1150) e professores; fui ficando

mais confiante à medida que os pais e os alunos me procuravam, escolhiam o nosso projeto educativo e me confiavam os seus filhos, esperando tranquilamente que soubéssemos qual o melhor caminho para cada um deles. Tive momentos melhores e outros menos bons, mas recordo quando fiz dez anos e foi uma grande festa; fomos todos para o Fórum, fizeram-me um bolo gigante e, com o Fórum da Maia repleto de alunos, pais, professores e funcionários cantaram-me os parabéns, envergando uma t-shirt comemorativa dos meus dez aninhos. Eu era ainda uma criança e senti que todos juntos eramos mais fortes e que havia esperança no ar.

ILÍDIO MANUEL MARQUES MOUTINHO

Grupo disciplinar: 1º grupo, posteriormente 500 - Matemática Atividade docente: entrada em 1975; saída em 2008 (aposentação antecipada)

Após ter calcorreado oito escolas, no dia 1 de setembro de 1993, eis que me apresento na Escola Secundária nº2 da Maia, mais tarde denominada Escola Secundária do Castêlo da Maia. Era uma escola nova – havia sido inaugurada no ano letivo anterior – e como tal, pequena em número, não só de alunos como de professores e superiormente dirigida por uma Comissão Instaladora. Recordo a sala de professores, enorme para tão poucos docentes, e onde era visível e sentido um ambiente verdadeiramente familiar. Sempre pensei que iria ficar na escola até à aposentação, tanto mais que poderia conciliar a atividade de professor com a de cooperador do projeto ISMAI que, a bem da verdade, se tornou, entretanto, um caso de sucesso e uma referência no setor do ensino superior privado. A minha prática como docente sempre se pautou com base no pressuposto que o mundo e a sociedade em que vivemos se encontram em mutação permanente e acelerada, levando o professor a vivenciar o binómio ação/reflexão na atividade educativa e na prossecução de uma aprendizagem eficiente e adequada. Creio que a experiência do conhecer a si mesmo e do conhecer o outro robustece o trabalho profissional, permite uma educação mais assertiva

e pressupõe o desenvolvimento de capacidades que permitam ao aluno, por um lado ajustar-se integralmente ao mundo em que vive e por outro, prepará-lo para se adaptar às imprevisíveis transformações que o futuro lhe reserva. A enfatização no domínio cognitivo é crucial, mas todo o conhecimento será inútil se motivações, interesses e atitudes não o acompanharem. Sempre esteve (está) em mim presente que os jovens com a “nossa ajuda” poderão encontrar um futuro por eles construído a partir das capacidades de autoaprendizagem, de resolução de problemas e de ajustamento social. Sim, eu sei que há algum idealismo no exposto… mas, não podia deixar de o expressar, pois dá que pensar que, e a título de exemplo, haja um indicador, divulgado muito recentemente, que revela que “um pouco mais de 20% dos jovens, com idades compreendidas entre os 20 e os 24 anos não estudam, nem trabalham”!... Focando-me no desafio que me foi lançado, direi que não é fácil responder, pois foram muitos os aspetos e episódios ocorridos ao longo dos 15 anos, na “Escola do Castêlo”. De qualquer forma, é justo começar por referir que a “nossa” escola, fruto da sua liderança, foi um referencial na implementação das novas tec-

nologias, pois, no âmbito do programa Maia Digital, instalou-se um sistema integrado de gestão escolar que permitiu dispor de uma plataforma de informação e comunicação; na sequência deste pioneirismo, recordo a utilização dos quadros interativos como um recurso pedagógico inovador e motivador. Uma outra situação que tenho presente como ponto forte, na área da lecionação, relaciona-se com a introdução dos “pares pedagógicos”, no 3ºciclo; presumo que os “grupos de nível”, então constituídos e trabalhados, se traduziram num fator de sucesso para muitos alunos. Marcantes eram igualmente as atividades extracurriculares, nomeadamente, os saraus realizados no final de cada ano letivo, no Fórum da Maia, onde toda a comunidade escolar interagia e manifestava as suas qualidades artísticas. Durante década e meia, também ocorreram factos marcadamente tristes. Aqui e agora, recordo com saudade a vitalidade da Manuela Vilarinho, excelente colega e companheira desde a primeira hora e que nos deixou após enfrentar tenazmente a doença que a minava. Igualmente, prematura e muito triste, foi o falecimento súbito de um aluno no “campus” da escola, perto da sala dos professores. Enfim, são alguns relatos que marcam uma vida e uma escola!

Outro “episódio”, este de ordem pessoal, tem a ver com a revolta que senti quando a tutela, pela mão da ministra Lurdes Rodrigues, tentou desvalorizar a minha entrega diária “à profissão com que me apaixonei” e denegrir a minha imagem. Ao longo da minha carreira aprendi imenso com os diferentes agentes educativos, cometi naturalmente erros, mas nas diversas frentes de combate em que estive envolvido, dei sempre o meu melhor. Ao sentir-me profundamente injustiçado, a certa altura, e após profunda reflexão, decidi partir para a aposentação com penalização! No que tange ao futuro e num momento extremamente conturbado em que vivemos, de “pós-verdades”, “pós-mentiras”, “factos alternativos”… a Escola, em sentido lato, encontra-se numa encruzilhada… as revoluções sociais e sobretudo as tecnológicas, têm as suas consequências… a imprevisibilidade é evidente e inevitável!... Agradecendo a oportunidade, manifesto a toda a comunidade escolar da Escola Secundária do Castêlo da Maia o meu reconhecimento, deixando no ar um imenso abraço solidário e votos de um amanhã promissor. Bem hajam!

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Abril 2017

Abril 2017


25 ANOS ESCM

25 ANOS ESCM

TESTEMUNHOS

TESTEMUNHOS REINALDO MOREIRA DA COSTA PADRÃO

LICINIA MARTINS

Grupo disciplinar: 7º Grupo (TOE, Sociologia, Introdução ao Direito) Atividade docente: entrada em 1999; saída em 2009 (aposentação) Quando em 1999 entrei na Escola, a impressão que tive foi de uma escola organizada e acolhedora. Ao longo dos anos esta impressão foi permanecendo, ao mesmo tempo que outras marcas positivas se iam acrescentando: o empenho dos diferentes sectores da instituição, o envolvimento de professores, alunos e assistentes operacionais, a harmonização dos espaços. Lembro com saudade alguns momentos das atividades letivas, nomeadamente tenho bem

presente a sessão em que a D. Maria foi à turma de Sociologia do 12º ano, a convite da turma para falar sobre o comportamento dos alunos. A sua intervenção foi brilhante na medida em que ela, como ninguém, sabia impor limites sem agressividade e sabia gerir problemas de indisciplina; Lembro também com saudade as inúmeras manifestações de apreço por parte dos alunos que procuravam, através de breves escritos deixar o registo da convivialidade das aulas. Recor-

do ainda a Sala dos Professores, espaço de convívio e de troca de ideias entre os colegas; recordo a simpatia das funcionárias e a sua diligência. As alterações mais significativas ocorreram aquando da implementação da avaliação dos professores e do modelo adotado. Houve fraturas, ruturas e um grande clima de instabilidade. Outra alteração que ainda hoje não consigo compreender o seu alcance, foi a demolição da escola, que tinha apenas dezanove

Professora anos. Foi uma das escolas que foi intervencionada pela Parque Escolar, mas não consigo entender como se destrói o que ainda está novo, num país com grandes dificuldades financeiras. Penso que estes dois factores alteraram o clima da escola. Espero que o entusiasmo e o espírito inovador continuem a marcar presença na Escola Secundária do Castelo da Maia.

TESTEMUNHOS

“Há muito, muito tempo” como cantaria José Cid, nasceu a Escola Secundária do Castêlo da Maia. Precisamente há 25 anos. Digamos que é uma jovem adulta, com vários cursos, à semelhança de muitos jovens desta idade, mas cativa no território português em terras da Maia. Também não terá grande necessidade de emigrar, já que não se perspetiva o fechar de portas a breve prazo. Iniciou este ano letivo com roupagem nova, com mais espaços interiores e exteriores e, de claustrofóbica (como alguns alunos a referiam) passou a ser imensa. Tanto que, se pedíssemos a intervenção dos “Querido mudei a casa” teríamos programa para uma temporada. E porque falo nisto se a escola é nova? Porque falta cor, falta decoração, papel de parede, um estilo moderno que pos-

sa conviver harmoniosamente com o contemporâneo, algumas peças étnicas, algum arrojo nos candeeiros, um toque de design, conforto e muita bricolage. Sim. Eu vejo o programa. Já estou a imaginar que após a renovação, os docentes e não docentes também teriam que ter a preocupação de se produzirem para não destoarem no ambiente. A cor das fatiotas teria que condizer com a risca da parede e o tom de cabelo combinaria com a tonalidade do soalho. Também me fascina a ideia de ter uma galeria cheia de quadros com professores e funcionários que fizeram história nesta escola. Para ter mais impacto, montados a cavalo com ar imponente. Já comecei com as lições de equitação, mas ainda estou a trabalhar duas vertentes: a imponência e a relevância da minha presen-

ça na galeria. Quero crer que um dia serei merecedora dessa glória. Já à professora Margarida Santos, docente da escola à data da abertura, só lhe faz falta o elemento equestre. Tem uma história muito divertida relacionada com a inauguração da escola. Vale a pena perguntar-lhe até porque o professor Cavaco Silva cortou mesmo as fitas em 92, com o corpo docente a bater palmas. E que mais aconteceu nesse ano? Depois de uma pesquisa aturada só encontrei um acontecimento relevante e, não, não foram os jogos olímpicos de Barcelona, o nascimento da SIC ou da Miley Cirus. Em 1992 foi fundado o “Vitória Clube do Pico da Pedra” nos Açores, coletividade que ainda hoje existe e se dedica à prática do futebol. Participa no Campeonato de São Miguel da Associação de Fute-

bol de Ponta Delgada. Querem melhor que isto? Viva o Pico da Pedra. Também não posso deixar de referir que em 1992 a nossa Dina com “Amor d’água fresca” conquistou um honroso 17º lugar no festival Eurovisão da Canção. Não souberam valorizar a rapariga porque ainda hoje quem não canta “Peguei, trinquei e meti-te na cesta (…) ”? Não cito a fruta toda porque já vai longo o artigo sobre o vigésimo quinto aniversário da nossa escola, quando eu queria apenas, em vez de dizer tantas parvoíces, desejar-nos PARABÉNS. Um brinde a todos que por aqui passaram e outro a todos que ainda virão construir as suas vivências que um dia serão memórias de mais 25 anos.

TESTEMUNHOS MARGARIDA MIRANDA Professora

ALCINA RIBEIRO

Assistente Operacional Eis que é setembro,… e já aí vem junho! É manhã de dia 1, …e chega a tardinha de 31! Todos chegam e todos vão… Mas voltamos sempre, porque nós não queremos ir! … Quando ouço alguns alunos que me confessam, tão discretamen-

te quanto timidamente, como se fosse incompreensível: “- A minha mãe foi sua aluna, professora!; - Professora, não se lembra do meu pai?” sinto sempre que vale a pena ficar, e esperar por todos! Talvez seja isto o “sentir a vida”!

É a nossa história, continuamente vivida numa primeira pessoa, tão plural quanto singular! E o mais encantador é sabermos que a Escola, a nossa Escola, anda por aí há 25 anos! - Onde? - Como? Não importa, ela existe! E todos nós sabemos isso!

Fica-me um sentimento que se faz de orgulho por estar na escola, e de insignificância pelo que nela sou. Entretanto, continuo a ouvir as palavras que Sophia de Mello Breyner nos segreda: “Sabemos mais do que percebemos”

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Eu e tu! Conhecemo-nos no dia 18 de Novembro de 1994, quando entrei no teu espaço já eras uma grande escola com muitos espaços verdes, eras linda e eu tinha chegado para cuidar de ti, no sentido de manter-te sempre limpa, dar apoio aos alunos e professores, enfim, tudo o que fosse necessário efetuar, e que sempre efetuei com muito carinho e dedicação. Passados anos, mudaste muito, tornaste-te mais adulta, cresceste e estás lindíssima, muito grande e muito moderna. Agora, que fazes vinte e cinco anos, quero felicitar-te e expres-

sar-te que sempre adorei trabalhar no teu espaço, conviver com toda a comunidade escolar, pois sempre tentei oferecer todo o melhor de mim. E digo do fundo do meu tão simples ser que sinto muito orgulho por trabalhar no teu lindo espaço e agradeço-te por tudo, porque me dás vida e alegria quando estou contigo. Adoro-te

Abril 2017


25 ANOS ESCM

ACONTECE AECM

A HISTÓRIA DO JORNAL 1995 - 2017

“Alardinas”: publicado em Junho de 1995, o primeiro jornal da ESCM teve como coordenador o professor Manuel Coimbra e como editor gráfico o professor Rui Magalhães. “Com Tacto”: duas edições, em maio e junho de 1998, inseridas no âmbito do projeto Nónio. Os professores Eduardo Miguel Magalhães e Margarida Miranda foram os responsáveis por este projeto.

“SomoS Jornal”: treze edições de 2001 a 2009 - com as professoras Helena Caldeira, Licínia Martins, Alberto Oliveira, Cristina Pereira, José Nuno Araújo, Margarida Santos, Marinela Guimarães, com o envolvimento de alunos, encarregados de educação, assistentes operacionais e administrativos.

Abril 2017

Nos anos letivos 2006/2007 e 2007/2008, conseguiu-se a publicação de uma “Antologia de Textos” de alunos da Escola Secundária do Castêlo da Maia, com textos selecionados das edições de “SomoS Jornal” anteriores, bem como a edição de um “Anuário”, sendo estes projetos liderados pelos professores Licínia Martins, Margarida Santos e José Nuno Araújo. “Somos Revista”: seis números, com os professores Alice Sousa, Délia de Carvalho, Júlia Santos, Rita Gonçalves, Ana Maria Silva, Carla Madureira, Maria Clara do Vale e Xavier Calicis. Os seis números da Somos Revista podem ser vistos aqui. Em colaboração com a editora Edita-me, conseguiu-se a edição do livro “Palavras com Cor”, cujo conteúdo consiste numa coletânea de textos (prosa e poesia), desenhos e ilustrações de alunos.

“SomoS Jornal”: tendo apresentado três edições: em 2012/2013, subordinado ao tema “Civismo na Escola”; em 2013/2014, com o tema “Da mudança”, em o tema 2014/2015, com o tema “Redes Sociais”. A equipa de professores desde que a Escola Secundária agregou com o Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia, contou com a colaboração dos professores Cândida Moreno, Abílio Calheiros, José Nuno Araújo, Mário Lopes e Filomena Pinho.

ALUNOS DO AECM

NA EUSO2017 O aluno Diogo Rodrigues foi selecionado para integrar a equipa que representará Portugal em 2017, sendo que a EUSO decorrerá em Copenhaga, na Dinamarca, de 7 a 14 de maio. http://euso.eu/ Os alunos Diogo Rodrigues e Gonçalo Rodrigues do 11ºA participaram na Prova de Seleção da Olimpíada da Ciência da União Europeia – 2017 (EUSO2017) que decorreram nos dias 2 e 3 de dezembro de 2016 na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade

Nova de Lisboa. O convite para as Provas de Seleção das EUSO2017 decorreu em resultado do primeiro lugar nacional que alcançaram nas Olimpíadas de Física Escalão A - Medalha de Ouro 2015. A organização da participação portuguesa da EUSO é assegurada conjuntamente pela Direção-Geral da Educação, pela Sociedade Portuguesa de Física, pela Sociedade Portuguesa de Química e pela Ordem dos Biólogos.

EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DO DIA INTERNACIONAL DOS

DIREITOS HUMANOS 10 de dezembro

O AECM celebrou mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) com a exposição de cartazes elaborados no âmbito da disciplina de Inglês do 12º ano. Os alunos ilustraram alguns dos direitos consagrados na DUDH e deram a conhecer ativistas que se têm destacado internacionalmente na sua defesa. Apesar de adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, com o objetivo de lançar as bases para a criação de uma organização multilateral para a promoção da paz e democracia, a DUDH continua a sofrer ataques diários a nível internacional. Desde as

violações dos direitos dos presos às restrições à liberdade de imprensa e de circulação, passando pelas desigualdades económicas e sociais existentes na sociedade atual, são inúmeros os atropelos aos direitos aí consagrados. Hoje, mais do que nunca, a Declaração dos Direitos Humanos deve ser lembrada e defendida. Este ano esta data é particularmente importante para a nossa escola, que se encontra a desenvolver um projeto Erasmus+ sobre migrações: People on the Move.

CONCURSO

“GLOBOS E ROSA-DOS-VENTOS“ Os alunos do 7º ano participaram no concurso / exposição “Globos e Rosa - dos - Ventos” dinamizado pelo grupo disciplinar de Geografia. Nos trabalhos realizados foi notória a originalidade e criatividade dos alunos que deram largas à sua imaginação e representaram os globos e rosas-dos-ventos com diversos materiais. Os diferentes trabalhos foram elaborados em pares ou grupos de três alunos. Os trabalhos estiveram expostos na biblioteca da escola desde o dia 12 de dezembro de 2016 (última semana de aulas do 1º período) até ao dia 18 de janeiro. No dia 16 de dezembro de 2016 procedeu-se à votação dos tra-

balhos e os alunos que ficaram nos três primeiros lugares foram: GLOBOS: Vasco Castro, nº 21, 7º L Ariana Ferreira, nº 2, 7º K Beatriz Costa, nº 2, 7º G Gabriela Silva, nº 9, 7º G Margarida Vale, nº 17, 7º G ROSAS – DOS – VENTOS: Ana Rita Silva, nº 1, 7º E Ania Pereira, nº3, 7º E André Rodrigues, nº 2, 7ºE Eduardo Maia, nº 3, 7ºF Tomás Ferreira, nº 20, 7ºF No dia 18 de janeiro foram atribuídos pequenos prémios simbólicos. Todos os alunos estão de parabéns pelo interesse, motivação e empenho nos trabalhos produzidos.

DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA “Em 2002 a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia, como resultado da necessidade da humanidade refletir sobre os acontecimentos atuais, fomentando-se o pensamento crítico, criativo e independente, contri-

buindo assim para a promoção da tolerância e da paz. Desde então este dia é celebrado em todo o mundo na terceira quinta-feira do mês de novembro, que este ano teve lugar a 17 de novembro.”

Luísa Pinho, docente de Inglês

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ACONTECE AECM

ACONTECE AECM

HISTÓRIA

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS No âmbito da disciplina de História, os alunos de 3ºciclo, realizaram trabalhos de investigação com vista a assinalarem as seguintes efemérides: - “5 de outubro de 1910”, comemoração da implantação da República em Portugal, através da realização de pequenas notícias; -“1 de dezembro”, dia da Restau-

ração da Independência, através da realização de cartazes; -“Expansão marítima portuguesa”, através da produção de réplicas de instrumentos de navegação (bússola, astrolábio e quadrante); Construção de maquetes de caravelas; Biografias de personagens da expansão; Construção de mapas relativos à expansão e reportagens sobre

a expansão; - “Cartas de Guerra (1ª guerra mundial) ”, os alunos de 9º ano com a colaboração da disciplina de Português, imaginaram e redigiram cartas de guerra, vividas por soldados durante a guerra das trincheiras. Os alunos de 7ºano efetuaram trabalhos e expuseram à comunidade, sobre a PRÉ-HISTÓRIA

(produção de réplicas de instrumentos do paleolítico e do neolítico; construção de maquetes de acampamentos do paleolítico e aldeamentos do neolítico; réplicas da arte Rupestre e da arte Megalítica) e a CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA (maquetes de pirâmides).

CARTA DE UM SOLDADO Flandres, 15 de maio de 1917 Corpo Expedicionário Português (CEP) Querida esposa Apesar de integrar o sector português das trincheiras da Flandres há mais de 3 meses, ainda não sei porque razão aqui me encontro e porque luto. Um soldado francês defende o seu país, os britânicos os seus interesses imperialistas e nós? Ao mesmo tempo, não sei se é mais difícil combater os alemães ou o preconceito dos ingleses que se reflete na forma como nos tratam. Dizem que os aliados ganharam terreno na batalha do Somme mas ninguém parece importar-se com as perdas humanas. Pensei que nada pudesse ser pior. Mas, enganei-me! Nas trincheiras, no meio da lama e das ratazanas, ao frio e à chuva, acumulam-se corpos. O espaço é mínimo e a orientação difícil. Não existem condições de higiene. Os piolhos e as pulgas aproveitam! As doenças espalham-se. O João, que veio comigo, infelizmente, faleceu a

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semana passada com dores no corpo e febre alta. Dizem que é a febre da trincheira, que, a par da pneumonia, contribui para o aumento do número de baixas. Vivemos num corredor de perto de 2 metros de largura e de profundidade, cavados por nós próprios. Uma espécie de labirinto em que estamos protegidos por simples sacos de areia e arames farpados tentando escapar aos estilhaços das granadas e das bombas e por máscaras para evitar os efeitos tóxicos do gás. Os ataques inesperados são um dos nossos maiores receios. Vigiamos o inimigo através do que chamamos de “fire step” que não é mais do que um degrau construído na trincheira para podermos observar a trincheira inimiga. Até isso é um perigo!... A comida é muito má: pão, biscoitos, legumes e um pouco de carne. Muitas vezes temos de reabastecer o cantil com a água da chuva que se acumula. Ontem à noite, ofereceram um

pouco de rum às tropas. Não sei se foi para nos animarem ou para nos fazer esquecer. É que aqui as noites são intermináveis, tal como os momentos de espera aproveitados para limpar as baionetas e as metralhadoras, reparar as trincheiras ou fazer vigília. Praticamente não dormimos. O desgaste físico e psicológico apodera--se de nós. É então que rezo e penso nos momentos maravilhosos que passaremos juntos quando o nosso filho nascer e eu regressar. Diz-se por aqui que, se um militar português capturar um militar alemão, lhe é concedida uma licença de um mês para regressar a Portugal. Ai, como seria bom conseguir tal feito!... Mas, ninguém quer atirar granadas ou disparar, porque todos têm consciência de que podemos não estar em condições de levar a cabo um ataque. Além disso, o som dos tanques, dos canhões de longo alcance e dos aviões reforça o medo.

A separar-nos da trincheira inimiga, existem apenas alguns metros de terra, a terra de ninguém, onde tantos soldados já morreram. Por vezes, sobretudo no silêncio da noite, parece-me que sinto os boches respirarem. É assim que nós chamamos aos alemães. Ao grupo português, eles chamam de ovelhas, pelos capotes que trouxemos de Portugal. Mas chega de tristezas, como estás tu, meu amor? Quanto tempo falta para o nascimento do nosso querido filho? Ai como queria estar aí!... Embora não saiba quanto tempo demorarás a receber esta carta (nos dias de hoje demoram uma eternidade), envio-te uma fotografia minha para que, no caso de não regressar, possas apresentar o pai ao nosso filho tão desejado. Um beijo cheio de saudade do sempre teu,

CARTAS DE SOLDADOS França 15 de dezembro de 1917

Flandres, Bélgica 3 de novembro de 1916

Querida mãe, Espero que esta carta a vá encontrar boa de saúde. Eu estou bem – dentro do possível. Peço-lhe que não deixe de me escrever assiduamente, pois acredite-me quando lhe digo, que receber uma missiva de alguém tão querido é o maior apoio que um soldado nesta condição pode receber. Antes de mais, gostaria que me perdoasse pelo que se passou ontem. Lamento contar-lhe que perdi o seu retrato quando a nossa trincheira ficou alagada de lama por causa de uma bomba alemã. Muitos dos nossos morreram naquele instante, vítimas da tal bomba ou das terras que ruíram. É impossível travar conhecimentos por aqui, pois, no dia seguinte, é quase certo que já tenham morrido. Muitos da nossa terra que partiram co-

Amada família, Tirai-me daqui! Acordai-me deste pesadelo, ó minha amada família! Aqui cheguei há uma semana e parece que estou no inferno! Vós não imaginais o quão difícil é viver aqui! Isto não é viver. Estamos dias inteiros nas trincheiras, constantemente a ser bombardeados. É fatigante! O frio é intenso. Pior é quando chove. Os pés enterram-se na lama, durante dias inteiros. Vivemos com ratos e ratazanas, enfrentamos pragas. Além disso, estamos sempre sujeitos a ser intoxicados por gás, ou a ser vítimas de ataques repentinos inimigos. A comida que nos chega à boca é pouca e o mesmo posso dizer da água. Já me deparei com alguns soldados a apanharem ratos e a colocá-los na boca! Soldados sedentos bebem a própria uri-

migo já morreram também. Ainda no dia 11 faleceu um senhor que morava na nossa rua – penso que a mãe o conheceria. Não sabe o quanto me custa esta época, principalmente os dias que se seguem. É o primeiro Natal que passo longe de si, bem sabe, e não sei como vou aguentar as saudades que tenho de Portugal. Peço-lhe por isso que me escreva em breve para me contar tudo do que por aí se passa. Rogo-lhe, por fim, que não se apoquente muito por minha causa pois acredito que ainda voltarei a nossa casa com a cruz de guerra. Adeus, até um dia.

André Moreira nº 5 9ºE

na! Imaginai o desespero, minha querida família! Que bem me saberia uma tigela de sopa feita por vós, minha mãe! Morrem muitos nas trincheiras! Se não morrem perfurados pelas balas inimigas ou pelos bombardeamentos constantes, morrem de doenças várias, provocadas pelo frio ou pelas pragas ou ratos. Alguns morrem intoxicados por gás, quando não conseguem colocar a máscara antigás a tempo. Não sei como ainda não estou morto... Não sei quando esta guerra sem sentido vai acabar... Espero voltar a estar novamente no conforto da minha casa. Convosco... É isto que me dá forças para continuar. Vejo-vos em breve. Vamos acreditar que sim.

Samuel Freitas nº21 9ºG

CONSTRUÇÃO DE DIA DE MAGUSTO NINHOS ARTIFICIAIS Os alunos do 3º ano da EB do Castêlo da Maia foram à Quinta da Gruta realizar uma atividade muito interessante: a construção de ninhos artificiais. Cada vez há menos árvores antigas ao nosso redor e é muito importante manter junto de nós as aves insetívoras, que nos ajudam a controlar o número de insetos, mantendo assim o equilíbrio ambiental. Também as granívoras são bem-vindas aos nossos parques e jardins. Há até algumas aves, como o gaio e a pega, que enterram as bolotas e outras sementes e que fazem o pa-

pel de um autêntico jardineiro. Construir ninhos artificiais e colocá-los, virados para sul, nas árvores mais jovens é uma forma de contribuir para a biodiversidade, assim como colocar alimentadores para o inverno. São muitas e bonitas as aves que nos visitam e que merecem o nosso carinho e admiração: alvéolas, chapins, rabirruivos, carriças, felosas, serezinos, verdilhões, pardais, melros, cucos, poupas, pegas, pica-paus e muitos mais. Estejam atentos e observem as aves que habitam junto de nós!

No dia do Magusto, a 11 de novembro, houve festa na Escola Básica de Gestalinho. A escola é também um espaço de afetos e onde se mantêm vivas as tradições. Todos os anos esta atividade conta com a colaboração da Associação de Pais das Escolas de Barca mas, desta vez, foi diferente. A animar a tarde do nosso Magusto tivemos vários jogos dinamizados por membros da associação. Os familiares

dos nossos meninos e meninas foram convidados a vir à escola para participar nas atividades, comer castanhas e, quem sabe, lembrar o magusto dos seus tempos de escola. Este dia foi o culminar de todas as atividades desenvolvidas pelas professoras, na sala de aula, nas diferentes disciplinas.

Escola Básica de Gestalinho

Manuel António Maio 2017 2016 Abril

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ACONTECE AECM

ACONTECE AECM

APONTAMENTOS SOBRE UMA VIAGEM MAIOR QUE O MUNDO:

A VIAGEM DA APRENDIZAGEM

Apontamentos sobre uma viagem maior que o Mundo: a viagem da aprendizagem Chove constantemente, aliás, a chuva ser-lhes-á todo o dia companheira, miudinha, outras vezes mais forte, mas sempre presente. É o último dia do mês de janeiro do ano da graça de 2017. Ainda nem seis horas da manhã são, começam a juntar-se à porta da ESCM, aonde regressarão perto das nove da noite. Sabem onde vão, mas ao que vão… talvez nem tanto! Quem são eles? Um grupo de 107 Alunos de 12º ano e 9 Professores, que os acompanham. Para os primeiros, esta será, porventura, a sua última visita de estudo no âmbito da disciplina de Português. Mais uma das que

marcará, sem qualquer sombra para dúvidas, a sua vida escolar, mais um momento singular de aprendizagens, de convívio que, para todos os participantes, ficará gravado para sempre nas suas memórias. O seu mote: Eis aqui, quási cume da cabeça De Europa toda, o Reino Lusitano, Onde a terra se acaba e o mar começa E onde Febo repousa no Oceano. (Camões, Os Lusíadas, III, 20) Chegam a Lisboa dentro do tempo previsto (sair nas portagens da A1, chegar à Baixa, diga-se, pela manhã é a verdadeira loucura!!), apeiam-se e vão direitinhos, uns à Casa dos Bicos (Fundação José Saramago), ou-

tros ao Mosteiro dos Jerónimos (de tarde far-se-á a troca de visitas para cada grupo). Era uma vez um Rei que fez a promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez. (Saramago, Memorial do Convento, contracapa) Viver a Literatura, a Língua, a Arquitetura… (Com)Viver Camões, Pessoa, Saramago… e todos uns com os outros, no autocarro, nos espaços da Memória Coletiva, no teatro, no almoço (quem diria que um subterrâneo

é um local de excelência para se ‘farnelar’?!)… em Alegria! Regressa-se, deixando para trás o lugar “onde a terra acaba e o mar começa”, desejando que outros percursos sejam feitos com olhos postos no Horizonte, sabendo construir o Futuro, contribuindo para o bem comum: Portugal acredita em ti! «É a Hora!» (Pessoa, Mensagem) Foram estes os votos de todos os professores que participaram na visita*. E, assim, nos despedimos deles, os alunos viajantes das turmas do Ensino Secundário - A, B, C, D – e do Ensino Profissional - E e F, que muito dignamente representaram esta Escola e este Agrupamento.

UMA VISITA

pelo então vereador da Câmara, José Vieira de Carvalho. A guia falou-nos sobre os vestígios romanos existentes na Maia e sobre a influência que a civilização romana teve nesta terra. Logo na entrada, observamos o marco miliário de Ferronho, da via XVI do Itinerário de Antonino, referente à estrada romana que ia de Olisipo a Braga. Foi então referida a importância das estradas romanas para a circulação dos soldados e dos comerciante, tendo sido determinante para o desenvolvimento económico da Península Ibérica. Apreciamos muito alguns utensílios romanos utilizados no seu quotidiano e no âmbito do culto dos mortos. os mortos eram cremados e as cinzas eram depositadas em pequenas urnas que, por sua vez, eram colocadas em sepulturas construídas com tijolos, juntamente com pertences do morto. Numa vitrine, estão expostas algumas urnas encontradas na região. O que apreciamos neste museu fez-nos compreender melhor o que aprendemos nas aulas de história. Foi uma boa aula, uma aula diferente!

SESSÕES DA

TEXTO COM FOTOS NAO ESTRABALHOS QUECER O TALHO E O BIS-

AO MUSEU

No dia 15 de Novembro de 2016, terça-feira, fizemos (a turma do 10º G) uma visita de estudo ao Museu de História e Etnologia da Terra da Maia, museu localizado no Castelo da Maia. No interior do Museu estava uma guia à nossa espera que nos contou a história do edifício e nos explicou a origem de cada objeto exposto. Sobre o edifício, disse-nos que o mesmo funcionou como sede do concelho das terras da Maia e ficou com esta função até ao ano de 1902. O edifício foi também escola primária, sede do sport clube do castelo da Maia e junta de freguesia de Santa Maria de Avioso. O Museu da Terra da Maia foi inaugurado em 2001

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Mariana B e César M, 10º G

AMNISTIA INTERNACIONAL

A Amnistia Internacional (Porto) dinamizou, no dia 14 de fevereiro, duas sessões de esclarecimento na escola secundária onde estiveram presentes alunos do 9º, 10º, 11º e 12º anos, acompanhados dos seus professores. Nestas sessões, dirigidas pelo coordenador da Amnistia Internacional (Porto), Dr. Manuel Cunha, foram denunciados diversos casos que ocorrem em países onde se verificam abusos dos direitos humanos. A apresentação do tema e os pequenos filmes passados suscitaram enorme interesse por parte dos participantes e originaram intervenções muito oportunas por parte dos alunos.

Grupo Disciplinar História

LA SEMAINE DE LA

PROFESSORES: Abílio Calheiros Ana Tavares Bruno Dutra Bacalhau Cândida Moreno Emília Cabral João Ferreira Lourdes Teixeira Rosa Amaral Teresa Cardoso

FRANCOPHONIE Entre os dias 20 e 24 de março, celebrou-se a Francofonia no AECMaia. Os alunos e docentes de Francês vestiram a escola de muitas cores para receber os seus colegas e parceiros, havendo a destacar as seguintes atividades: exposição de trabalhos realizados pelos alunos da língua francesa; concurso de gastronomia “A melhor Quiche” e “A melhor tarte”, com a colaboração dos pais; duas sessões de formação para docentes, minis-

tradas pelas Dra Lídia Marques e Dra Carlota Madeira; um jantar francófono, da responsabilidade dos alunos e docentes do curso profissional de cozinha / restauração do AECM, coordenados pelo chef Paulo Correia, com a participação do grupo coral de alunos “Les Bleus”; duas sessões de cinema francês “Qu’est-ce qu’on a fait au bon Dieu?” e “C’est quoi cette famille?”.

Elizabete Oliveira, professora

EXPERIMENTAIS EM SONTE CIÊNCIAS NATURAIS 9ºANO

Na disciplina de Ciências Naturais das turmas do 9.º ano da Escola Secundária com 3.º ciclo do Castelo da Maia, realizou-se uma atividade experimental “Dissecação do coração de um mamífero (coração)”. Para a concretização desta atividade contribuíram as ofertas de sistemas cardiorrespiratórios do talho “Bisonte” à professora Mª Teresa Ribeiro e vários corações do talho “Chave d’Ouro” à aluna Marta Silva, do 9ºC. Estas ofertas em muito contribuíram para que, forma mais interessante e mais prática, os alunos adquirissem conhecimentos sobre o tema em estudo. Ivone Costa, Mariana Barbosa, Marta Silva e Vasco Gonçalves, 9º C

NATAL DAS LÍNGUAS O primeiro período terminou em festa. Mais uma vez, o “Natal das Línguas”, atividade dinamizada pelo Departamento de Línguas, constituiu um momento de alegria que deixará a todos doces recordações. As escolas estavam primorosamente enfeitadas com coloridos cartões de boas festas feitos pelos alunos nas diversas línguas. Na EB 2,3 houve uma animada corrida de sacos e corrida de colheres, música e cinema. Na Escola Secundária, houve Concerto no auditório e o polivalente transformou-se num “Mercadi-

nho de Natal”, com barraquinhas gentilmente cedidas pela Junta de Freguesia do Castêlo da Maia, que alunos e professores decoraram com o amor de quem prepara a casa para uma grande

festa de família. O ar encheu-se de alegria com as músicas natalícias selecionadas pela Associação de Estudantes. Os alunos, com a preciosa colaboração dos seus encarregados

de educação, trouxeram as mais deliciosas iguarias tradicionais de Natal de diferentes países e todos puderam saborear as rabanadas, os roscons de reyes, os cupcakes, as schwarzwälder kirschtorte, e, claro, os crepes, que foram os reis da festa! Foi, de facto, uma festa de família, da grande família do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia, em que a partilha, a dádiva e a alegria foram o mote. Para o ano há mais! Sónia Neves, professora

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ACONTECE AECM

MAIÊUTICA Campus Académico

Ano Letivo 2017/18

INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DA MAIA

INSTITUTO POLITÉCNICO DA MAIA

1.º CICLO - LICENCIATURAS

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

› Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança

› Artes e Multimédia › Ciências da Comunicação

ESCOLA DE PAIS No seu terceiro ano de existência o projeto escola de pais continua a procurar reforçar a proximidade entre as famílias e a escola. A participação dos pais na vida escolar dos seus filhos, pode influenciar, de modo efetivo, o seu desenvolvimento. É cada vez mais importante sensibilizar os pais para participarem ativamente na vida escolar dos seus educandos. A escola faz parte do quotidiano do aluno e os pais devem estar envolvidos em todo o processo de aprendizagem. Pode-se dizer que a escola é um prolongamento do lar, onde o aluno se socializa com os outros e partilha o seu dia-a-dia. Assim, a colaboração e interação dos pais com a escola ajuda a resolver muitos dos problemas escolares, dos seus educandos, que vão surgindo ao longo do seu percurso escolar. O envolvimento das famílias melhora o sentimento de ligação à comunidade. Este envolvimento Escola-Família contribuirá significativamente para uma educação de sucesso, com sucesso, para o sucesso

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1ª Sessão - 3 de outubro – “A educação participada: o papel dos encarregados de educação” com a Doutora Margarida Mano

3ª Sessão – 7 de dezembro – “Concerto de Natal “ com o Coral Vox Contabilie e outros – Maestro Samuel S. Santos

5ª Sessão – 23 de fevereiro – Workshop de primeiros socorros – o que os pais devem saber em situação de perigo” – com o enfermeiro Manuel Fernando Azevedo.

Ramos: Comunicação Organizacional; Jornalismo; Marketing e Publicidade.

Minors: Marketing; Finanças; Contabilidade; Gestão Industrial.

› Criminologia

Ramos: Computação Móvel; Geoinformática; Gestão; Redes de Nova Geração; Sistemas de Informação Empresariais; Sistemas de Informação e Software.

› Gestão de Marketing

› Psicologia › Relações Públicas

› Energias Renováveis

› Gestão de Recursos Humanos

› Gestão Hoteleira (1)

› Gestão do Desporto

› Educação Física e Desporto

› Tecnologias de Comunicação Multimédia Variantes: Audiovisual; Computação Gráfica.

› Turismo

(1) Curso submetido a acreditação prévia à A3ES.

2.º CICLO - MESTRADOS › Ciências da Educação Física e Desporto - Especialização em Exercício Físico e Saúde

› Ciências da Educação Física e Desporto

- Especialização em Treino Desportivo

› Criminologia Ramos: Justiça Penal; Polícia, Prevenção e Segurança.

2ª Sessão - 10 de novembro – “O consumismo e os valores contemporâneos” – com os doutores Mário Frota e Paulo Morais

› Gestão de Empresas

› Informática

› Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário › Gestão de Empresas › Gestão do Desporto › Gestão Estratégica de Recursos Humanos › Marketing Ramos: On Corporation; On Consumer.

› Psicologia Clinica Forense (1)

› Psicologia Escolar e da Educação › Tecnologias da Informação, Comunicação e Multimédia Ramos: Produção Multimédia; Informática; Segurança e Privacidade; Telecomunicações.

› Turismo, Património e Desenvolvimento

› Psicologia Clínica e da Saúde

4ª Sessão – 26 de janeiro – “Quais as competências a desenvolver pelos alunos para o século XXI” – com o Dr. Hélder Santos

1.º CICLO - LICENCIATURAS › Contabilidade

ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS, EDUCAÇÃO E DESPORTO 1.º CICLO - LICENCIATURAS

› Tecnologias de Informação, Web e Multimédia

› Solicitadoria

› Gestão da Manutenção e Segurança Industrial (1)

› Reabilitação Psicomotora (1)

› Treino Desportivo

› Negócios e Comércio Internacional (1)

CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES PROFISSIONAIS - CTeSP

CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES PROFISSIONAIS - CTeSP

› Condução de Obra e Reabilitação

› Acompanhamento de Crianças e

› Contabilidade e Gestão

Jovens

› Design e Inovação Industrial

› Desporto e Turismo de Natureza

› Energias Renováveis e Eficiência

› Lazer Desportivo

Energética (2)

› Serviço Familiar e Comunitário

› Gestão Administrativa de Recursos Humanos

› Serviços Jurídicos › Treino Desportivo de Jovens (1)

› Gestão Comercial e Vendas › Gestão Industrial

2.º CICLO - MESTRADOS

› Manutenção Industrial

› Solicitadoria (1)

› Marketing Digital › Produção Multimédia e Jogos Digitais › Qualidade Ambiental › Redes e Sistemas Informáticos

(1) Curso submetido a acreditação prévia à A3ES.

› Tecnologias e Programação de Sistemas de Informação

3.º CICLO - DOUTORAMENTO › Psicologia - Especialidade de Psicologia Clínica

(1) Em acreditação junto da A3ES.

INFORMAÇÕES

INFORMAÇÕES

A equipa: Cândida Moreno, Elizabete Moreira e Rosalina Moura

808 202 214

(2) Requerido o registo da criação junto da DGES.

www.ismai.pt

fb.com/ismai.pt

info@ismai.pt

808 203 710

www.ipmaia.pt

fb.com/ipmaia.pt

info@ipmaia.pt

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Olhar para o Futuro

A ESCOLA DENTRO DA ESCOLA CQ do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia De tanto nos perguntarem, vida os obrigou a seguirem outro alunos, assistentes operacion- rumo e o que verdadeiramente ais, outros professores, famil- importa é que esse trajeto tenha iares, “que tal vão os cursos?”, acabado por os trazer até nós. rendemo-nos, e com muito or- Consoante os seus perfis, são gulho, à situação de sermos encaminhados para variadas uma Escola dentro da Escola. ofertas de formação, continuUma escola que não se dire- ando no nosso centro apenas ciona, como a outra, apenas a aqueles que ingressam um projovens dentro da escolaridade cesso de RVCC – Reconheciobrigatória, mas que visa essen- mento, Validação e Certificação cialmente aqueles que, por uma de Competências. Estes voltam razão ou outra, viram a sua vida assim aos bancos da escola, escolar interrompida e pretend- não para aprender (Não, não em retomá-la. Seja o construtor “damos cursos”!!!), mas para civil que precisa do 12º ano para demonstrarem as competências assinar alvarás de projetos, à que foram adquirindo ao longo mãe de sete que procura sat- das suas vidas pessoais, profisisfazer uma ambição pessoal, sionais e sociais. à administrativa que vê a pro- O processo não é fácil… São gressão na carreira vedada por alguns meses (em média seis falta de habilitações, ao desem- para concluir o ensino básico e pregado que não pode aceder nove para o secundário) de sesa determinada formação profis- sões presenciais, com as técnisional, nem é chamado para cas de RVC e os formadores das entrevistas de emprego, por não várias Áreas de Competências possuir o certificado de 9º ano. Chave (quatro para o Básico – Quem não conhece as histórias Cidadania e Empregabilidade, destes candidatos pode à parti- Linguagem e Comunicação, da pensar erroneamente que se Matemática para a Vida e Tecnoencontram nesta situação por logias de Informação e Comunivontade própria, desleixo, fal- cação – e três para o Secundário ta de motivação e gosto para a – Cidadania e Profissionalidade, escola em devido tempo, alvos Cultura, Língua e Comunicação perfeitos para a expressão tão e Sociedade, Tecnologia e Ciênem voga ultimamente “Olha, es- cia); muitas horas de trabalho Rodape-EscolaMaia.pdf 1 2/18/2015 1:33:18 PM tudasses!”. Mas o facto é que a autónomo entre compromissos

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profissionais e familiares, muitas dúvidas e reformulações, que termina num momento de certificação (uma prova escrita, oral ou prática ou uma apresentação perante um júri de certificação). Ultrapassado este “obstáculo”, é um grande orgulho para nós vêlos “pelas costas”! Sentimos que cresceram um pouco connosco e nós muito com eles, recordamo-los com saudade e esper-

ançosos de termos contribuído para a concretização de alguns dos seus sonhos. Pelo menos, é a impressão que nos fica num ocasional reencontro, a de uma gratidão que não se esgota com a euforia da etapa cumprida, mas que perdura no tempo. A Equipa do CQ do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia

NOTÍCIA Teve lugar no passado dia 19 de janeiro no AECM, a reunião mensal dos Coordenadores dos CQEP que integram a Rede Integrada de Qualificação do Norte Litoral (RIQNL). Constituída por doze centros, a RIQNL assenta o seu trabalho na eficiente articulação entre os agentes de educação e formação, tendo em vista uma resposta eficaz às expetativas, necessidades e objetivos dos jovens e adultos. Estas reuniões visam essencialmente um aprofundamento de partilha de experiências, metod-

ologias de intervenção, procedimentos, sugestões e instrumentos, contribuindo assim para o aperfeiçoamento dos seus centros, e, consequentemente, para a melhoria contínua do trabalho a ser desenvolvido com cada utente (jovem ou adulto).

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Somos Jornal 2017  

Jornal do Agrupamento de escolas do Castêlo da Maia

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