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Jornal do AECM - Edição nº 6 - maio/2019

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// Acontece

universidades na promoção do empreendedorismo? Cada vez mais estas instituições estão alerta para a necessidade de criar cidadãos mais independentes, criativos e pró­ativos, logo mais empreendedores. Não é à toa a quantidade de start­ups que vemos surgir, fruto do trabalho de pessoas muito jovens e, muitas vezes, que ainda estão a estudar. Ninguém nasce empreendedor, o que acontece é que, ao longo do tempo, com o incentivo certo, com o estímulo da criatividade e da curiosidade, as características vão surgindo e se vai despertando a vontade de ser empreendedor. A formação tem, atualmente, um papel muito ativo nesta área, o que é muito positivo. O empreendedorismo deve ser entendido, apenas, como um processo no qual se realiza algo criativo e inovador, objetivando a criação de riqueza e valor para indivíduos e sociedade ou será algo mais? O significado de empreendedorismo nunca pode ser reduzido a ser apenas um processo criativo e inovador que vai criar riqueza. O empreendedor tem para além destas características outras que se vão desenvolvendo quer em relação à sociedade quer em relação a si próprio. Não basta apenas ter uma

ideia brilhante e criar um negócio ou acrescentar valor a um negócio. O empreendedor tem de ser flexível, para quando algo não funciona, encontrar outras soluções. Tem de ser persistente, porque isto é um trabalho a longo prazo, e muitas vezes há que encontrar caminhos diferentes. Tem de ser corajoso, para arriscar o seu tempo, a sua vida e muitas vezes o seu dinheiro. E tem de ser responsável, pelos seus atos e pelo meio envolvente. Portanto, o empreendedorismo não está ligado

apenas à parte económica da sociedade. Está relacionado também com a formação cívica de cada um, à vontade de ver o seu meio e as pessoas à sua volta também a evoluir, às preocupações ambientais, etc…. Não é à toa que os países mais desenvolvidos são também aqueles que possuem uma taxa de empreendedorismo mais elevada, e cujas novas empresas ou soluções estão muito relacionadas com situações de resolução de problemas sociais.

Na qualidade de adepto do FCP, gostaríamos de saber se identifica como empreendedoras e inovadoras algumas características da gestão (e da dinâmica) do clube do seu coração. Bom, penso que em relação a essa questão não haverá dúvidas. Em toda a sua atividade, quer de gestão quer de forma de trabalho, o FC Porto é o top do empreendedorismo. Um clube com esta idade, esta responsabilidade e esta grandeza tem de estar constantemente a reinventar­se e a encontrar novas soluções. É o clube que é, porque há uma procura constante por fazer melhor, por ultrapassar desafios. A preocupação social e o envolvimento com toda a comunidade é uma característica do FCP que todos conhecemos. Se isso não são características de empreendedorismo, então não sei o que serão.

maio 2019 | 13


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