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isabelle leal

O lado estranho do amoR talentos da literatura brasileira

_____________ SĂŁo Paulo, 2017

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O lado estranho do amor Copyright © 2017 by Clarissa Rocha Nacif Copyright © 2017 by Novo Século Editora Ltda.

coordenação editorial Vitor Donofrio

aquisições Cleber Vasconcelos

editorial Giovanna Petrólio João Paulo Putini Nair Ferraz Rebeca Lacerda preparação Fernanda Guerriero

diagramação Giovanna Petrólio

capa Marina Avila

revisão Mônica Reis

Texto de acordo com as normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990), em vigor desde 10 de janeiro de 2009. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip) Angélica Ilacqua CRB-8/7057 Leal, Isabelle O lado estranho do amor / Isabelle Leal. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2017. 1. Ficção brasileira I. Título 17‑0208

cdd 8­ 69.3

Índice para catálogo sistemático: 1. Ficção brasileira 869.3

novo século editora ltda. Alameda Araguaia, 2190 – Bloco A – 11o andar – Conjunto 1111 cep 06455­‑000 – Alphaville Industrial, Barueri – sp – Brasil Tel.: (11) 3699­‑7107 | Fax: (11) 3699­‑7323 www.novoseculo.com.br | atendimento@novoseculo.com.br

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Dedico este livro a todos os personagens que passaram pela minha vida – tanto os fictícios, que mais parecem reais, quanto os de verdade, que estão sempre ao meu lado.

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Agradecimentos

Não sei se existem palavras suficientes para agradecer a cada um que esteve comigo, batalhando por esse sonho que era – e para sempre vai ser – O Lado Estranho do Amor. Foi muito difícil chegar onde estou, mas nunca desisti, pois sempre havia quem me motivasse a continuar. Um agradecimento especial a Deus, que deu a mim toda a inspiração e coragem para chegar, de cabeça erguida, até o fim. Ah! E, é claro, um superobrigada à Novo Século, editora que me acolheu de braços abertos, sem hesitar.

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Prólogo

Quem disse que para o amor ser perfeito ele precisaria ser amor à primeira vista? Ou que ao conhecermos o amor da nossa vida o ódio nunca mostraria as caras? “Há uma linha tênue entre o amor e o ódio”, dizia minha madrinha. Eu? Sou só uma adolescente que passou toda a infância acreditando que iria encontrar um príncipe encantado, montado num cavalo branco. De uns tempos para cá, parei de acreditar nisto. Descobri que, antes de tudo, o meu príncipe pode aparecer como um sapo.

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Capítulo 1

Fim de férias… Cara… Eu odeio isto. Fico com uma cara de enterro o tempo todo e, sinceramente, tenho que me segurar para não dar um escândalo e começar a chorar. Minhas duas melhores amigas me chamaram para sair hoje. Por que não?, eu pensei. Fomos ao Shopping RioSul para seguir a Rebecca entrando nas lojas. Chegamos lá exatamente às dez e meia da manhã e ficamos o dia inteiro dando voltas e mais voltas pelo shopping e, é claro, demos uma bela fofocada sobre um milhão de assuntos. Eu fui à minha loja favorita (é uma livraria, para ser mais exata) e voltei com duas sacolas cheias na minha mão. E, do mesmo jeito que eu havia suposto, a Becca parou em quase todas as sapatarias. Quando entrava, pedia uma quantidade infinita de sapatos e quase nunca levava nem a metade, e a Julia, coitada, só nos acompanhava dizendo que algum dia os nossos cartões de crédito iriam estourar. Acho que, de nós, ela é a mais responsável. 11

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Entramos na Starbucks e pegamos uma mesa (que custamos a encontrar), e minha pessoa foi fazer os pedidos. Eu pedi um café, a Ju pediu um chocolate quente com chantili, a Rebecca pediu um milk­‑shake com chantili extra e dois cookies. Essa daí é magra de ruim! Ave Maria! À vista das pessoas, ela é só uma garota loira de olhos castanhos que come menos que um sabiá. Para os que pensaram assim, pensaram errado. Ela come tipo… MUITO! Na Páscoa do ano passado, lembro­ ‑me de ela ter comido três ovos de chocolate seguidos: o dela, o do Pedro (namorado dela) e o meu. Quando passo na rua, acho que as pessoas devem pensar que sou “mais uma básica para a listinha”. Meu tipo de aparência é aquele padrão de sempre: cabelo castanho bem escuro, olhos da mesma cor, 1,59m de altura (sim, eu já sei que sou baixinha); não tenho nada de mais! Não me sinto feia nem linda. Sou normal, mas, sinceramente, tem muitos caras que são loucos pra ficar comigo. Eles dizem que eu sou linda e costumam mandar aquelas cantadas podres. Metade deles não presta. São aqueles supergatos que todas as meninas sem amor­ ‑próprio (graças a Deus, eu tenho de sobra) pagariam para beijar. Humpf…! – Vocês nem sabem! – começou a Becca. Eu sabia que seria uma bomba que, sinceramente, na maioria das vezes não explodia do jeito que ela queria. – O Pedro me chamou pra ir com ele nesse fim de semana lá pra Búzios! – ela exclamou. – Eu aceitei na hora e… 12

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– Amiga! Você acha mesmo que os seus pais vão deixar você passar o fim de semana numa praia, acompanhada apenas do seu namorado, tendo só 15 anos? – eu a interrompi. – Pois é… – Becca suspirou meio desanimada. – Eu andei pensando nisso, mas acho que, se eu fizer muita manha, eles vão me deixar ir! Afinal, eu namoro o Pedro faz dois anos! E… se você não lembra, minha doce e meiga Paula, faço 16 em abril! A Rebecca gosta de sinceridade, mas prefere ouvir o que ela quer ouvir. E, para falar a verdade, todo mundo prefere ouvir o que quer. Nós somos amigas exatamente por isso: eu digo o que ela precisa escutar, e não o que ela quer. O sininho tocou e ouvi o meu nome ser chamado por uma garçonete que estava atrás do balcão. Levantei e fui pegar o meu café, e só reparei que estava segurando um dos meus livros novos quando eu tinha a bebida em mãos. Estava voltando para a mesa, mas um idiota passou muito rápido e derramei o café na blusa dele. Para o meu azar, o livro ficou todo encharcado também. – Olha só o que você fez, garota! – um menino da minha idade falou irritado. – Eu? Quem passou rápido e me empurrou foi você! – respondi com muita raiva. Ele respirou fundo, virou as costas e saiu de perto. Fiz a mesma coisa e voltei para a mesa. 13

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– O que foi, amiga? Está com raiva porque ele tem namorada? – brincou Julia, que estava com o chocolate quente dela na mão, enquanto se contorcia para não rir. Olhei feio para ela. – Não! O problema é que ele me fez derramar café no meu livro novinho! – respondi meio irritada, ainda tentando secar o meu livro. – Deixa de besteira! Daqui a um tempinho o livro seca e vai ficar do mesmo jeito! – Rebecca tentou me acalmar. Entramos em um táxi que, por sorte, estava parado, e eu dei para o taxista o endereço da minha casa, que fica no Leblon. Chegando ao nosso destino, pagamos a corrida e entramos no meu prédio. Quando estávamos na sala da minha casa, o celular da Rebecca tocou. – Alô?! Oi, amor! Ah, sim! Isso. Tudo bem! Amanhã às onze da manhã? Fechado! Te amo! Beijo! Olhei para ela enquanto desligava o telefone. – Era o… – Pedro. – Sim, e o que ele te falou? – Julia perguntou. – Ele nos chamou pra ir à praia amanhã e eu aceitei! Ele e o Lucas vão passar aqui às onze da manhã! Sorri para o nada e pensei: Praia… Eu estou realmente necessitando de uma cor! Fomos até o meu quarto enquanto conversávamos. – Amiga! Qual filme você alugou? – Julia quis saber. 14

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– Atividade Paranormal. Lembram que o Lucas falou para assistirmos? No começo do filme estava tudo bem, não tinha nada de mais. No começo! Porque exatos seis minutos depois as coisas ruins começaram a acontecer… As assombrações surgiram. Tenho arrepios só de lembrar. Eu agradeço plenamente ao fato de meus pais estarem viajando e de a minha irmã mais velha morar em São Paulo, pois, se eles estivessem aqui, não iam conseguir dormir mesmo. Estávamos mais para criancinhas fazendo manha do que para adolescentes do 2o ano do Ensino Médio. Gritávamos em uma altura incrivelmente alta. Antes que o filme terminasse, pedi para as duas me lembrarem de matar o Lucas depois. Nenhuma de nós ainda tinha coragem de ir até o meu quarto, de madrugada, com a casa no total silêncio, para colocar um simples pijama. No que deu? Dormimos de roupa na sala.

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