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de Pessach

2017 | Porto Alegre | Rio Grande do Sul


de Pessach

2017 | Porto Alegre | Rio Grande do Sul HAGADÁ é uma publicação com circulação restrita e dirigida. É vedada a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista sem prévia autorização e sem citação da fonte.

Criação e Execução Entrelinhas Conteúdo & Forma Rua Cel. Bordini, 675 / cj. 301 Porto Alegre/RS – Brasil – CEP 90440-000 Fones: (51) 3395.2515 (51) 3395.2404

Projeto Editorial e Edição Milene Leal milene@contextomkt.com.br

Redação Alexandre Bach, Milene Leal

Projeto Gráfico e Direção de Arte Claudio Franco - Desenho Design

Fotografia Fotos projetos: Alberto Medeiros, Deehouse, Evelyn Muller, Luís Gomes, Marcio Kato, Nícolas Carrelo Fotografia, Rai Reis, Renato Moreth, Rô Reitz, Rogério Maranhão, Sidney Doll, Vilmar Costa, Zilma Guzmán Fotografias.

Revisão Flávio Dotti Cesa

Tiragem 15 mil exemplares

Impressão Gráfica Primil

Coordenação Geral Saccaro - SM Gestão e Negócios Ltda. Av. Rio Branco, 1.428 B - Ana Rech Caxias do Sul - RS - Brasil - (54) 4009-3600 marketing@saccaro.com.br saccaro.com

GRUPO

Anna Goldstein

Ilustração capa: Clara Pechansky


“Um HAGADÁ para nossos dias” MOACYR SCLIAR


06 Mensagens 08 Editorial 10 Preparativos 12 A Ordem do Seder 22 Parceiros


Grupo Bror Chail Quando nasce um filho, criamos um monte de fantasias para o seu futuro. Queremos que seja muito feliz, que se realize profissionalmente, que consiga tudo o que deseja e que nós vejamos tudo isto acontecer. Afinal, para que ele crescesse, também fizemos a nossa parte. Estou falando só de um filho, ou estou falando também da promoção das Cestas de Pessach do Grupo Bror Chail? Graças a uma sugestão da Gita trazida de Israel, há 45 anos atrás – vejam como o nosso filho já está bem crescido? – começamos a concretizar esta promoção que é a maior de um Grupo sozinho dentro da WIZO. Durante 45 anos alimentamos esse filho com amor. Inserimos nele a importância da tradição judaica, a importância de divulgar os valores do judaísmo e abrimos para todo o mundo aquilo que é o Pessach e suas tradições. E como pais, crescemos junto. Crescemos intelectualmente e crescemos em experiência, e crescemos em satisfação. Este filho está tão forte e tão seguro do seu objetivo que estamos tendo coragem de entregá-lo para estas novas mães – as chaverot do Grupo Meorot-Anna Goldstein. E o fazemos com enorme satisfação, mas já com um pouco de saudade. Sabemos que as novas mães cuidarão tão bem das nossas queridas Cestas como já o estão fazendo desde agora. Queridas amigas, as Cestas de Pessach trazem-nos um grande sentimento de dever cumprido e de realização. Passamos a vocês um bem valioso. Mazal Tov e contem conosco para tudo. Estamos aqui.

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Grupo Meorot Quando nasce um filho, criamos um monte de fantasias para o seu futuro. Queremos que seja muito feliz, que se realize profissionalmente, que consiga tudo o que deseja e que nós vejamos tudo isto acontecer. Afinal, para que ele crescesse, também fizemos a nossa parte. Estou falando só de um filho, ou estou falando também da promoção das Cestas de Pessach do Grupo Bror Chail? Graças a uma sugestão da Gita trazida de Israel, há 45 anos atrás – vejam como o nosso filho já está bem crescido? – começamos a concretizar esta promoção que é a maior de um Grupo sozinho dentro da WIZO. Durante 45 anos alimentamos esse filho com amor. Inserimos nele a importância da tradição judaica, a importância de divulgar os valores do judaísmo e abrimos para todo o mundo aquilo que é o Pessach e suas tradições. E como pais, crescemos junto. Crescemos intelectualmente e crescemos em experiência, e crescemos em satisfação. Este filho está tão forte e tão seguro do seu objetivo que estamos tendo coragem de entregá-lo para estas novas mães – as chaverot do Grupo Meorot-Anna Goldstein. E o fazemos com enorme satisfação, mas já com um pouco de saudade. Sabemos que as novas mães cuidarão tão bem das nossas queridas Cestas como já o estão fazendo desde agora. Queridas amigas, as Cestas de Pessach trazem-nos um grande sentimento de dever cumprido e de realização. Passamos a vocês um bem valioso. Mazal Tov e contem conosco para tudo. Estamos aqui.

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Esta brochura tem como objetivo transmitir alguns conceitos e a estrutura básica do Seder com a intenção de que todos, principalmente as crianças, possam acompanhar com interesse e alegria a história a ser contada. Não pretende abordar todos os detalhes das leis de Pessach, que são vastas. Portanto, sintam-se livres para complementarem da forma que acharem mais apropriada, aprofundando a experiência por meios religiosos e culturais, de formas tradicionais e/ou lúdicas (muitas famílias propõem uma encenação teatral as suas crianças, outras ensaiam as canções).

E contarás a teu filho...

As crianças e os jovens são os principais protagonistas nesse jantar festivo, conhecido como Seder. Em torno da mesa aprendem a história do Pessach para que um dia eles também possam transmiti-la a seus filhos. Foi assim que surgiu a HAGADÁ, livro popular da literatura judaica que com o passar dos anos foi recebendo acréscimos ao texto clássico, sendo enriquecido com parábolas, folclore, canções e ilustrações. A palavra hebraica Pessach, entre outros significados, pode ser lida como ‘passagem’, aludindo à saída dos hebreus do Egito, rompendo o jugo da escravidão e conquistando sua liberdade. É nossa obrigação nesta noite em família, parar e refletir, perguntar e debater. Para que possamos influenciar os outros a conhecer mais sobre o nosso passado, em especial as nossas crianças. E daí construirmos o nosso futuro. Sobre quem somos e o que podemos fazer para nossa continuidade. Por isso, é costume fazer uma breve reflexão durante o Seder sobre os fatores que ainda hoje causam desconforto aos judeus.

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A palavra hebraica Pessach, entre outros significados, pode ser lida como ‘passagem’, aludindo à saída dos hebreus do Egito, rompendo o jugo da escravidão e conquistando sua liberdade. 09


Preparativos

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É tradição limpar a casa inteira cuidadosamente antes do Pessach para remover o chametz – todo o alimento fermentado e levedado, substituído pela matzá durante os oito dias de Pessach que iniciam com a primeira noite de Seder. É costume na Diáspora, a celebração de uma segunda noite de Seder. Comemos pão ázimo em memória da fuga dos nossos antepassados do cativeiro do Egito. Quando receberam a notícia da libertação, fizeram pães rápido sem que a massa pudesse fermentar, deixando o pão parecido com o que nós conhecemos hoje como matzá. A mesa do Seder é festiva e decorada com velas, cálices com vinho kasher para cada um dos participantes, matzá, um cálice cheio de vinho para Eliahu Hanavi, cobertura para envolver três matzot*, guardanapo ou pano para envolver o afikoman e um prato especial (Keará), no qual são colocados alimentos símbolos desta festa (a descrição destes alimentos consta sob o subtítulo “Carpás”, um pouco mais adiante), além de uma pequena tigela com água salgada para mergulhar o carpás. *Sob a Keará são colocadas três matzot que ficam separadas, uma em cima da outra, dentro de um guardanapo especial com três repartições. Simbolizam os três grupos em que se dividia o Povo Judeu: Cohen, Levi e Israel.

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A Ordem do Seder*

Este jantar festivo é chamado de Seder – palavra hebraica para ‘ordem’, porque judeus de todo o mundo seguem os mesmos passos para contar a história da libertação dos nossos antepassados da escravidão, carregados pela riqueza simbólica de Pessach. “Esta noite nos sentamos em volta da mesa e bebemos o vinho de Pessach, doce como a Liberdade, para recordar a épica história do êxodo do Egito – que deixa de ser algo longínquo, apenas uma história milenar, para se tornar viva com a participação de todos. E vamos falar da doçura de sermos livres, levar aos filhos e netos esta mensagem, porque para eles é que esta comemoração é dirigida. Para que possam ouvir este simples e eloquente relato: a saga de um pequeno povo que deu a um poderoso império uma lição de justiça e dignidade.”

Kadesh Cálices de vinho cheios Matzá Marór Betsá

Zeroa

Chazeret

Charosset Carpás

* Inspirado na Hagadá preparada por Clara I. Trombka Z’’L para sua família 12


Kadesh

Carpás

Com todos os cálices de vinho cheios, aquele que conduz o Seder recita o Kidush (reza do vinho).

Mostre os símbolos na Keará às crianças e convidados, explicando.

(todos levantam as taças com vinho e respondem “amén” ao final de cada benção) Baruch Atá Adonai, Eloheinu melech haolam, borê pri hagafen. Amén. Bendito sejas Tu, Eterno nosso Deus, rei do Universo, que criaste o fruto da videira. (a partir daqui canta-se a benção das Primícias) Baruch atá Adonai Eloheinu melech haolam shecheyanu v’kymanu v’higyanu lazman hazé. Amén. Bendito sejas Tu, Eterno nosso Deus, rei do Universo, que nos conservaste em vida, nos amparaste e permitiste chegar a esta época festiva. (todos bebem o 1° cálice de vinho, reclinados para a esquerda, como expressão de liberdade)

Zeroa (osso tostado, significa “braço”, em referência ao versículo “e nos tirou de lá o Eterno, nosso Deus, com mão forte e braço estendido”); Betsá (ovo cozido, símbolo cuja forma lembra o ciclo da vida; a destruição do Templo e sua reconstrução; a escravidão e a liberdade); Marór (raiz forte ralada – podendo ser outro alimento amargo, como alface romana simboliza a amargura da escravidão); Carpás (verdura ou legume – aipo, alface, salsa ou batata - que, mergulhada em água salgada, simboliza as lágrimas derramadas por nossos antepassados); Charosset (pasta de nozes e maçãs, simboliza a argamassa com a qual trabalhavam nossos antepassados no Egito). Chazeret (raiz forte ou erva amarga – utilizada como um segundo pedaço de marór)

Urchats

O celebrante mergulha um pedaço de carpás em água salgada e, antes de comer, recita a benção.

O celebrante lava as mãos da maneira tradicional: vertendo a água de um recipiente três vezes sobre a mão direita e em seguida sobre a mão esquerda, em silêncio.

Baruch Ata Adonai Eleheinu Melech haolam borê pri há-damá. Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus, Rei do Universo, Criador do fruto da terra. 13


A Ordem do Seder

Ma nishtaná halaila hazê micol haleilot?

Yachatz O celebrante parte a matzá do meio e o pedaço maior é embrulhado e escondido em algum momento entre agora e o final do jantar. Este pedaço é chamado de aficoman, que significa literalmente “sobremesa” em grego. Após o jantar, os mais jovens terão que procurar pelo aficoman para podermos finalizar a refeição… e quem achar ganha uma recompensa!

Shebechol haleilot anu ochlim, chametz u matzá Halaila hazé, halaila hazé, culo matzá (2x) Ma nishtaná halaila hazé micol haleilot? Shebechol haleilot anu ochlin shear ierakot Halaila hazé, halaila hazé culo maror (2x) Ma nishtaná halaila hazé micol haleilot? Shebechol haleilot ein anu matbilin afilo paam echat Halaila hazé, halaila hazé, shtei peamim (2x) Ma nishtaná halaila hazé micol haleilot? Shebechol haleilot anu ochlim bein ioshvim ubein messubim

Maguid Narrativas do Êxodo

O celebrante ergue a matzá que foi partida e que está entre as duas e começa a leitura da Hagadá. “Eis o pão da aflição que nossos antepassados comeram na terra do Egito. Que venham todos os famintos e comam. Que venham todos os necessitados compartilhar a esperança de Pessach. Este ano festejamos aqui, no ano vindouro, na terra de Israel. Agora ainda somos escravos. No ano vindouro seremos livres.” Retira-se da mesa a travessa com as matzot e enche-se o 2° cálice de vinho, como se a refeição já tivesse terminado – para surpreender as crianças e para que perguntem e cantem Ma Nishtaná. 14

Halaila hazé, halaila hazé culanu messubim (2x)

Por que esta noite é diferente das outras noites? Porque em todas as noites comemos Chametz e Matzá e nesta noite somente Matzá! Por que esta noite é diferente das outras noites? Porque em todas as noites comemos diversas verduras, nesta noite somente o amargo Maror! Por que esta noite é diferente das outras noites? Porque em todas as noites não molhamos os alimentos sequer uma vez, nesta noite duas vezes! Por que esta noite é diferente das outras noites? Porque em todas as noites comemos ora sentados ora recostados, nesta noite todos nos recostamos!


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A Ordem do Seder

Em resposta, cantamos:

Judaísmo acesa...

Avadim hainu, hainu.

“Escravos fomos do faraó no Egito e o Senhor nos libertou com mão forte e braço estendido. Não tivesse o Eterno libertado nosso povo do Egito nós, os filhos e os filhos de nossos filhos ainda seríamos escravos. E ainda que sejamos todos sábios, todos cultos, é nosso dever contar a respeito do Êxodo do Egito.”

Atá bnei chorin, bnei chorim! Avadim hainu Ata, ata bnei cborim!

Escravos fomos, fomos Agora somos livres, livres Escravos fomos Agora, agora somos livres, livres Esccravos fomos, fomos Então contamos às crianças porque em todas as noites falamos de temas comuns e esta noite dedicamos somente à saída dos hebreus do Egito. Não apenas relembrar, mas principalmente reviver, nós mesmos, o êxodo, de forma a manter a chama do

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Parábola dos quatro filhos – Na Torá está escrito que todo pai tem o dever de contar aos filhos a história de Pessach, referindose a quatro filhos diferentes: o sábio, o perverso, o ingênuo e o que não sabe perguntar. O que pergunta o filho sábio? ‘O que significam todos estes mandamentos que o Eterno, nosso D’us, ordenou?’ A este filho deve o pai ensinar de maneira clara todos os


preceitos de Pessach. O perverso, o que diz ele? ‘Para quê tudo isso?’ A ele o pai expressa a sua gratidão e o valor da liberdade. O ingênuo, o que diz ele? ‘O que é isso?’ A ele e ao filho que não sabe perguntar, o pai toma a iniciativa de explicar que estamos relembrando os tempos passados de escravidão e celebrando o encontro da liberdade. Com isso, passamos a narrar a história de Pessach. Nossa história começa nos tempos antigos com Abraão, a primeira pessoa a acreditar em um único D’us. Ambos firmaram uma aliança e Abraão foi para a terra por Ele prometida - Canaã -, onde a sua prole cresceria e se tornaria uma grande nação, que um dia viria a se chamar Israel. Vehi she’amda - “E foi esta promessa

feita a Abraão que protegeu a nossos antepassados e a nós. Pois não foi apenas uma vez que se levantaram contra nós para nos destruir. Mas em cada geração se levantam contra nós para nos destruir. E D’us sempre nos salva e liberta.” Em uma época de fome em Canaã, Jacó, neto de Abraão, e sua família foram ao Egito, onde se estabeleceram e cresceram tornando-se um grande povo. Contudo, no decorrer do tempo, os egípcios passaram a maltratá-los e afligí-los com trabalho escravo. O sofrimento imposto a eles foi tamanho que eles clamaram pela ajuda Divina. “D’us veio e ‘nos’ tirou do Egito, com mão forte e braço estendido; com sinais e com milagres.”

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A Ordem do Seder

1. As águas do Egito se transformaram em sangue (dam). Os peixes morreram nos rios e lagos, e por uma semana inteira homens e animais sofreram terrível sede. O faraó, temendo que os filhos de Israel, que se tornavam numerosos e fortes, se rebelassem contra ele, ordenou que todos os meninos israelitas recém-nascidos fossem afogados. Foi quando Moisés nasceu. Para evitar que fosse morto, sua mãe colocou-o em um cesto, posto a vagar na águas do rio Nilo. A irmã do menino, Miriam, observou escondida o cesto pela corrente do rio até que o bebê foi encontrado pela filha do faraó, enquanto esta se banhava no rio. O menino foi então chamado de Moisés, que significa ‘retirado das águas’, e levado para viver no palácio, onde foi criado como um príncipe egípcio.

2. As águas do Nilo ficaram apinhadas de sapos (tsfardeya).

Conta-se que, um dia, Moisés descobriu que descendia dos hebreus e, perplexo ao ver como seu povo sofria, fugiu para o deserto, onde passou a trabalhar como pastor de ovelhas. Certa ocasião, enquanto passeava com seu rebanho pelo Monte Horeb, Moisés viu um arbusto em chamas e que não se consumia! Desde o arbusto, ele escutou a voz de D’us, chamando-o para liderar os hebreus rumo à terra prometida, Canaã.

7. Uma tempestade de granizo (barad) assolou a terra. O granizo caiu com violência e choveu fogo sobre o chão, destruindo tudo.

Então, junto ao seu irmão Arão, Moisés foi ao encontro do faraó e exigiu-lhe que deixasse seu povo ir. Ante cada recusa do faraó, D’us enviava uma terrível praga ao Egito. (à menção de cada praga, mergulhamos o dedo ou um talher na taça de vinho e derramamos uma gota no prato) 18

3. Piolhos (kinim), surgidos do solo, rastejaram até cobrirem todo chão. 4. Bandos de feras selvagens (arov) perambularam por todo o Egito, destruindo tudo o que havia em seu caminho e atacando as pessoas. 5. Peste (dever) ceifaram a maioria dos animais domésticos dos egípcios. 6. Bolhas (sh’chin) estouraram na pele dos homens e dos animais egípcios.

8. Um vento leste trouxe nuvens de gafanhotos (arbe), cobrindo o sol. 9. Por seis dias, todos no Egito foram envoltos em escuridão (hoshech). Os egípcios foram tomados de pavor, permanecendo presos aos lugares em que se achavam, sentados ou de pé. 10. Moisés alertou o faraó de que D’us mandaria ainda uma última praga, após a qual ele finalmente libertaria os hebreus. Exatamente à meia-noite, teve lugar a morte dos primogênitos (makar bechorot) de homens e animais. Quanto aos filhos de Israel, nenhum foi tocado.


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A Ordem do Seder

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Ao ver a tragédia, que incluiu a morte de seu próprio primogênito, o próprio faraó implorou que os hebreus abandonassem o Egito. Todos os israelitas se prepararam para sair rapidamente. Entretanto, quando chegaram na praia, viram que estavam sendo seguidos pelos soldados egípcios, pois o faraó tinha se arrependido de sua decisão. Foi quando D’us fez com que se abrisse as águas do Mar, para que os hebreus pudessem fazer a travessia. Em seguida, as águas uniram-se novamente, afogando todo o exército do faraó. A partir daquele dia os judeus passaram a ser homens livres. (Cantamos o tradicional Daienu) Ilu hotzi- hotzi’anu. Hotzi’anu mimitzrayim. Ve’lo asa bahem shfatim. Dayeinu. (refrão) Day-day-einu. Day-day-einu. Day-day-einu. Dayeinu, dayeinu. Ilu asa, asa, asa, Asa v’eloheihem V’lo harag et-b’choreihem. Dayeinu.

(refrão) Ilu sipek tzarkeinu, Bamidbar arbaim shana. Velo heechilanu et-haman. Dayeinu. (refrão) Ilu natan, natan lanu, Natan lanu et-hashabat. Velo karvanu lifne har Sinai. Dayeinu. (refrão) Ilu natan, natan lanu, Natan lanu et-hatora. Velo hichnissanu le’eretz Isra’el. Dayeinu. (refrão

Se Ele nos tivesse libertado do Egito, sem porém ter-lhes feito justiça, Dayenu, nos bastaria! Se Ele tivesse feito sobre eles justiça, sem porém ter justiçado seus deuses, Dayenu, nos bastaria! Se Ele tivesse justiçado seus deuses, sem porém ter matado seus primogênitos, Dayenu, nos bastaria! Se Ele tivesse matado seus primogênitos, sem porém nos ter dado seus bens, Dayenu, nos bastaria!

(refrão) Ilu natan, natan lanu, Natan lanu et-mamonam. Velo kara lanu et-hayam. Dayeinu.

Se Ele nos tivesse dado seus bens, sem porém nos ter aberto o mar, Dayenu, nos bastaria!

(refrão) Ilu heeviranu, Vetocho vecharava Velo shika tzareinu betocho. Dayeinu.

Se Ele tivesse aberto o mar, sem porém nos deixar atravessar em terra seca, Dayenu, nos bastaria! 21


A Ordem do Seder

Raban Gamliel Por que costumamos indicar os três aspectos abaixo como o eixo central da cerimônia? Se Ele nos tivesse deixado atravessar em terra seca, sem porém ter afogado nossos opressores, Dayenu, nos bastaria! Se Ele tivesse afogado nossos opressores, sem porém nos sustentar quarenta anos no deserto, Dayenu, nos bastaria! Se Ele nos tivesse sustentado por quarenta anos no deserto, sem porém alimentar-nos com o Maná, Dayenu, nos bastaria! Se Ele nos tivesse alimentado com o Maná, sem porém dar-nos o Shabat, Dayenu, nos bastaria! Se Ele nos tivesse dado o Shabat, sem porém conduzir-nos ao Monte Sinai, Dayenu, nos bastaria! Se Ele nos tivesse conduzido ao Monte Sinai, sem porém revelar-nos a Torá, Dayenu, nos bastaria! Se Ele nos tivesse revelado a Torá, sem porém conduzir-nos à terra de Israel, Dayenu, nos bastaria! Se Ele nos tivesse conduzido à terra de Israel, sem porém construir para nós o Templo Sagrado, Dayenu, nos bastaria! Ao final da narrativa, tomamos o segundo cálice de vinho. 22

Pessach – Porque para o nosso povo Pessach é a lembrança de que D’us passou por cima das casas de nossos antepassados quando feriu os egípcios, poupando os nosso lares. Matzá – (Pegar a “Matzá quebrada”, e dizer:) Comemos a Matzá porque a massa de nossos antepassados no Egito não teve tempo de fermentar. Marór – (Segurar o Marór – erva amarga - e dizer:) Comemos o Marór porque os egípcios amarguraram a vida de nossos antepassados no Egito. Bechol dor vador - No Seder, em cada geração, toda pessoa deve sentir-se como se ela própria tivesse saído do Egito: deve considerar o terror da escravidão e a possibilidade de que vivamos, ainda que seja por uma noite, a glória da libertação.

Raban Gamliel O celebrante lava novamente as mãos e recita a benção. Baruch atá Ado-nai E-lohênu melech haôlam, asher kidshanu bemitsotav vetsiuanu âl netilat iadayim. Bendito sejas Tu Eterno nosso D’us Rei do Universo, que nos santificaste com os teus preceitos e nos prescreveste a lavagem das mãos.


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A Ordem do Seder

Motsi, Matzá O celebrante pega as três matzot na ordem em que se encontram sob a keará e recita: Baruch Atá Adonai Eloheinu Melech haolam hamotzi lechem min há­aretz. Bendito sejas Tu, Eterno nosso D’us Rei do Universo, que extrais pão da terra.

Shulchan Aruch A mesa está posta

SERVE-SE O JANTAR!!

Em seguida, recolocar a terceira matzá na mesa e recitar a benção sobre as outras duas – a de cima e a do do meio (já partida no início do Seder).

Tzafun - No final da refeição, após a sobremesa, come-se o aficoman. Para isso, os participantes mais jovens do Seder devem procurá-lo.

Baruch Ata Adonai Eloheinu Melech haolam asher kidshanu bemitzvotav vetzivanu al achilat matzá. Bendito sejas Tu, Eterno nosso D’us Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste comer da matzá.

Berach

Quebra-se cada uma destas duas matzot e os pedaços são distribuídos entre o grupo.

Marór, Corech Mergulhar um pouco de marór no charosset e recitar a benção. Baruch Ata Adonai Eloheinu Melech haolam asher kidishanu bemitzvotav vetzivanu al achilat marór. Bendito sejas Tu, Eterno nosso Deus Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste comer do marór. 24

Come-se um sanduíche juntando a terceira matzá com a mistura do amargo marór e o doce charosset.

O terceiro cálice de vinho é enchido e recitase o Birkat Hamazon. “Agradecemos ao Eterno, nosso D’us, por cuja bondade acabamos de nos alimentar.” E agora, juntos, levantamos o cálice de vinho que recorda a terceira promessa divina: ‘Eu vos salvarei com o braço estendido’ e bebemos.

Halel Enche-se o quarto cálice e também o cálice de Eliahu Hanavi. Peça a uma criança para abrir uma porta externa e deixar aberta até o final da canção (“Só porque você não pode ver Eliahu, isso não significa que ele não está lá! Observe seu copo para ver se algum vinho desaparece!”).


Eliahu Hanavi é lembrado em todo Seder porque deverá voltar à terra para, cumprindo a promessa messiânica, anunciar a vinda do Messias, quando toda a humanidade viverá em paz. Quando nos aproximamos do término do Seder, abrimos a porta, saudamos o profeta cantando a música de forma como se o estivéssemos convidando a partilhar da nossa festa.

Canções para o final do Seder

Eliyahu hanavi Eliyahu hatishbi, Eliyahu hagil’adi Bim’hera yavoh eleinu, im mashiach ben David (2x)

1. Adir Hu

Elias, o profeta Elias, da cidade de Tishbi Elias de Guilead, Bem depressa vira á nós Com o Messias, filho de Davi

Pessach é também considerada como a festa da primavera, por isso costumamos cantar a música Simchá Rabá. Existem várias outras canções famosas para o Seder (todas opcionais, bastando pesquisar na internet):

2. Echad Mi Iodea – Quem sabe o que é um? 3. Chad Gadia – Um cabritinho 4. Ki lo Naeh (a mais antiga de todas as canções e foi escrita pelo poeta Yannai que vive durante a primeira metade do século II)

Dedicamos o quarto cálice de vinho ao começo da era messiânica, à aliança com o Eterno e às tarefas que ainda nos esperam como povo, em especial devemos lembrar de praticar mitzvót e a tzedaká (fazer o bem e ajudar os necessitados).

Nirtzá Chegamos ao fim do serviço de Seder e queremos desejar que possamos viver com paz. Paz para todos e, em especial, para Eretz Israel. L’shana habá birushalaym!

No ano que vem em Jerusalém! Chag Sameach! 13 25


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