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Feira de Época

. A Salvação do Corpo . Mestre António Físico-mor de D. João II

30 de maio a 3 de junho . 2018

EM REVISTA

Torres Novas


Ano 2018 Propriedade Município de Torres Novas Direção Pedro Paulo Ramos Ferreira Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas Edição Município de Torres Novas Conteúdos Liliana Oliveira – Comunicação e Imagem | CMTN Textos do tema e momentos João Carlos Lopes, Margarida Trindade e Ana Maria Marques | CMTN Grafismo Cátia Ganhão – Comunicação e Imagem | CMTN Fotografia NUT - Agência Criativa Impressão Gráfica Almondina Tiragem 2000 exemplares

©Município de Torres Novas, 2019

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Memórias da História 2018 . Em Revista


índice editorial

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tema

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momentos de recriação histórica

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áreas temáticas

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momentos para participar na história

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espetáculos para famílias

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espetáculos de fogo

25

animação

26

mercadores

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olhares

28 A Salvação do Corpo . Feira de Época

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edi to rial

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Memรณrias da Histรณria 2018 . Em Revista


Pelo nono ano consecutivo, a nossa cidade recuou no tempo. De 30 de maio a 3 de junho, rumámos até finais do século XV, com o tema «A Salvação do Corpo – Mestre António, físico-mor de D. João II», através de momentos de recriação histórica, atividades lúdicas, performances musicais e teatrais. O número de entradas tem vindo a aumentar de ano para ano, o que muito nos congratula e reforça a importância desta feira de época, registando, este ano, mais de 80 mil entradas. Uma equipa multidisciplinar, articulada desde o início ao fim, trabalha a pensar em todos os que nos visitam. Só assim pode ser. Munícipes, visitantes, comerciantes, entidades parceiras e todos os que trabalham em prol desta feira merecem um evento à altura do seu empenho. Uma vez mais, conseguimos garantir atividade e animação constantes, com a participação de 35 grupos de animação e cerca de 120 mercadores. Mantivemos o alargamento para o Jardim das Rosas, a aposta em zonas a pensar no bem-estar e conforto

das famílias, e retomámos a Liça – palco de torneios de cavaleiros que muito entusiasmaram o público presente.

de que conhecer o passado é a base sólida para compreender o presente, estimar as nossas memórias e continuar a construir o futuro.

Este ano, um especial destaque para o melhor do mundo: as crianças. A assinalar o Dia Mundial da Criança, foram vários os momentos da feira protagonizados pelos nossos miúdos: o cortejo Alvíssaras aos Petizes (em que participaram mais de 1000 crianças das escolas do nosso Concelho), o Baile dos Petizes e diversos momentos de teatro e animação exclusivos para as nossas crianças.

Agora, feito o balanço, é hora de começar a preparar a próxima feira de época. Com o mesmo cuidado, a mesma preocupação e o mesmo empenho. Continuamos a contar com todos, na próxima viagem ao passado.

Pedro Paulo Ramos Ferreira Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas

No âmbito da feira de época, promovemos também a Conferência “Saúde e Medicina em Portugal na Época dos Descobrimentos”, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes,< uma conferência que contou com a participação do médico e historiador Manuel Valente Alves, o qual tem desenvolvido trabalho de investigação em torno da história da medicina e do pensamento médico e suas ligações com a arte, a ciência, a tecnologia e a cultura visual. Viajámos juntos no tempo, na clara convicção

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te ma

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Memรณrias da Histรณria 2018 . Em Revista


Torres Novas no século XV Em redor do núcleo urbano primitivo, a muralha da cerca da vila havia sido reconstruída no século imediatamente anterior. A feira já se fazia na “Praça Nova” (que ocupava metade da área da atual “praça Cinco de Outubro”): assim se chamava já em 1502, exatamente porque era um elemento urbanístico recente, em oposição à “Praça Velha” (atual Largo da Botica, que era um pouco maior que o atual largo), fruto da modernização urbanística levada a cabo, presume-se, pelo alcaide D. Diogo Fernandes de Almeida, influenciado certamente pelas modernas transformações das vilas e cidades mais nobres do país, iniciadas ainda durante o reinado de D. João II. Havia, ainda no território da vila e seu termo mais próximo, várias igrejas: a de Santa Maria, a do Salvador, a de Santiago e a de São Pedro. Existiam também a capela dos Anjos — que pertencia à rainha Dona Leonor de Lencastre, mulher do rei D. João II— e a capela do Espírito Santo, na rua Direita, depois rua das Freiras (atual Rua Cândido dos Reis). No Rossio do Carrascal, atual largo das Forças Armadas, existia já uma igreja de invocação de São Gregório Magno e que, sensivelmente meio século depois, seria o núcleo da edificação do Convento do Carmo. Já fora de portas, a antiga capela do Vale. Da vila, era alcaide o ilustre fidalgo Dom Diogo Fernandes de Almeida, aio do filho bastardo do Rei D. João II, D. Jorge de Lencastre. Seu pai, D. Lopo de Almeida, também havia sido alcaide da vila e a família era proprietária das casas no largo do Paço e dos moinhos do Caldeirão, por doação de Dom João II, em 1482, entre outras propriedades em Torres Novas. Anos antes, em 1438, tinham sido realizadas na vila as Cortes do Reino, no adro da igreja de Santiago, para resolver a questão da regência após a morte de D. Duarte e a menoridade de D. Afonso V.

As personalidades _MESTRE ANTÓNIO Mestre António é o nome por que ficou na história este médico a quem os cronistas chamam fisiquo e solorgiam. De origem judaica, nasceu em Torres Novas no bairro da judiaria, onde hoje se situam a rua Atriz Virgínia, largo da rua Nova e rua Nova de Dentro (Santiago). Físico-mor de D. João II, dele foi também afilhado. Além de físico, tinha bons conhecimentos de filosofia, matemática e história, e foi autor de diversos textos. Casou duas vezes: a primeira, com Catarina Lopes, de quem teve dois filhos, Francisco Lopes, físico do Rei Filipe I e Nicolau Lopes, também físico, e a segunda com Constança Fernandes. Os seus filhos e mulheres foram sepultados na extinta capela dos Anjos. Morreu em Torres Novas, em data não conhecida. É nome de rua, no bairro do Babalhau, por deliberação da Câmara Municipal, de 23 de fevereiro de 1988. (Joaquim Rodrigues Bicho — Toponímia da Cidade de Torres Novas, Município de Torres Novas, 2000)

_ DIOGO FERNANDES DE ALMEIDA Nasceu em Torres Novas na casa que deu nome ao Largo do Paço. Foi monteiro-mor de D. João II, governador de sua casa, “general dos mares de África”, alcaide-mor de Torres Novas, cavaleiro da Ordem de Malta, Prior do Crato. Em 1480, partiu em socorro da ilha de Rodes, que libertou do cerco dos turcos. D. João II confiou-lhe seu filho bastardo, D. Jorge de Lencastre, que houve de D. Manuel I a doação da vila de Torres Novas. Faleceu a 13 de Maio de 1508, em Almeirim, e foi sepultado na igreja de Nossa Senhora da Flor da Rosa, perto do Crato. (Joaquim Rodrigues Bicho — Toponímia da Cidade de Torres Novas, Município de Torres Novas, 2000; Gonçalves, Artur, Torrejanos Ilustres, 2.ª edição do jornal “O Almonda”, Torres Novas, 1993)

_D. JOÃO II Teve o cognome de Príncipe Perfeito, quarto rei da segunda dinastia e o décimo terceiro Rei de Portugal. Era filho de Dom Afonso V e de Dona Isabel. Nasceu em Lisboa, em 1455, e morreu em Alvor em 1495.

A Medicina no Renascimento Nesta época renasce o interesse por tudo o que é do foro humano notando-se um afastamento da atribuição de doenças a causas sobrenaturais ou inexplicáveis. O homem do Renascimento procura explicações plausíveis e objetivas, através do conhecimento e do enriquecimento do seu saber. Os físicos e anatomistas da Renascença procuravam na aplicação de plantas e de produtos naturais obter a cura ou as melhoras em caso de doença. Recorrendo à sabedoria dos antigos clássicos, a medicina renascentista assentava na procura do conhecimento do funcionamento do corpo e das funções dos seus órgãos, tendo sido uma época em que os anatomistas recorriam às dissecações de cadáveres animais e humanos para fins de estudo e investigações mais aprofundadas. A imagem e a emergência de uma cultura visual são também uma característica da medicina renascentista, muito presentes nos estudos anatómicos desta época, sobretudo através de representações do corpo humano, integral ou parcial, tendo por base o canon, ou a medida, do “homem vitruviano”.

_MESTRE TOMÁS Pai de Mestre António e cristão-novo, era também físico. Presume-se que morava na rua Nova, atual rua Atriz Virgínia.

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mo men tos de recriação histórica Um conjunto de experiências e momentos inesquecíveis, que nos levam a reviver e a conhecer melhor a história local e nacional.

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Memórias da História 2018 2017 . Em Revista


QUARTA-FEIRA . 30 DE MAIO . 22H30

O Alcaide Saúda os Mercadores A Torres Novas chegam mercadores do reino. Há bom tempo. O Almonda corre cheio de fartos e gordos peixes. O Alcaide, D. Diogo Fernandes de Almeida, chama os homens-bons para os saudar. Nisto, uma mortandade súbita assola a vila. Instala-se o medo.

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QUINTA-FEIRA . 31 DE MAIO . 18H

A Doença e a Morte A doença grassa na vila. Há dezenas de mortos. Boticários, homens de fé e curandeiros são chamados de toda a parte para colocar saberes e remédios ao serviço da cura. Aos da vila não resta outra alternativa que não seja pedir auxílio.

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QUINTA-FEIRA . 31 DE MAIO . 22H

A Chegada do Mestre Já a noite vai alta quando Mestre António e a sua comitiva chegam a Torres Novas. Recebido pelo Alcaide e pelos ilustres da vila, o físico-mor de El Rei D. João II é informado da situação.

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SEXTA-FEIRA . 1 DE JUNHO . 10H

Alvíssaras aos Petizes

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SEXTA-FEIRA . 1 DE JUNHO . 21H E DOMINGO . 3 DE JUNHO . 17H30

Baile dos Petizes

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SEXTA-FEIRA . 1 DE JUNHO . 22H30

A Procissão A população sai em procissão procurando o auxílio de Deus na cura dos doentes. As gentes dividem-se: os que creem na ciência dos físicos e os que acreditam apenas na intervenção divina.

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SÁBADO . 2 DE JUNHO . 17H

Saudações à Vila Mestre António e os seus companheiros revisitam a vila e a judiaria. O Mestre mata saudades de alguns lugares da sua infância e juventude e revê velhos amigos. O povo, grato, acompanha o percurso.

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SÁBADO . 2 DE JUNHO . 18H30

A Cura do Enfermo e a Visita ao Ospitall Mestre António traz novidades à população. Anuncia modernos saberes para prevenir doenças e os mais recentes remédios para a recuperação dos enfermos. Renasce a esperança na vila.

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SÁBADO . 2 DE JUNHO . 20H

Ceia

SÁBADO . 2 DE JUNHO . 22H30 E DOMINGO . 3 DE JUNHO . 21H

Baile da Saúde

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DOMINGO . 3 DE JUNHO . 18H30

Esclarecimentos para Freiras e Parteiras O ilustre físico torrejano permanece na vila para auxiliar os desvalidos e enfermos. Mostra aos seus pares, aos boticários, às freiras e às parteiras novas práticas na prevenção e na cura dos males. Aprendem agora os novos saberes da Renascença, a bem da salubridade futura e da salvação do corpo.

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DOMINGO . 3 DE JUNHO . 22H

Cortejo de despedida

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áreas 20

te má ticas

LUGAR DO PETIZ

FAZENDA DOS ANIMAIS

Dedicados aos mais novos, os jogos e brincadeiras de outrora trouxeram ao castelo a emoção dos primeiros passos do pequeno guerreiro.

Este é um lugar de fantasia, aventuras e magia onde miúdos e graúdos puderam conhecer os animais do reino.

POSTIGO DA TRAIÇÃO

AVES DE CAÇA

A derradeira passagem para o exterior das muralhas é um trilho obscuro e perigoso, onde eram despejados os enfermos, desvalidos, órfãos e dementes.

Neste espaço, o visitante pôde contactar com aves de presa, bem como aprender algumas curiosidades sobre os espécimes e ainda algumas técnicas de falcoaria.

A GUARDA DO ALCAIDE

MOURARIA

Com a missão de proteger o centro do poder no concelho, a guarda do alcaide vivia e treinava na praça do castelo, sempre preparada para qualquer agressão do exterior e para garantir a segurança dos aldeãos que se recolhessem à fortaleza.

Excluída da circunscrição da vila, do lado de fora da muralha, a mouraria é o testemunho sempre presente do legado islâmico entre cristãos. As suas cores, aromas e sabores, os seus pregões, fazem deste espaço um lugar exótico e sedutor.

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ARQUEIROS D`EL REI

BODEGAS E TABERNAS

LUDUS STRATEGI

LIÇA

Acampamento de arqueiros onde se recria a vida quotidiana através dos ofícios militares e civis da época.

A modéstia e a carência destes tempos obrigavam a uma cozinha criativa e esforçada, adaptada aos produtos locais e ao critério férreo do não desperdício. Enchiam-se as casas de pasto de novos aromas e sabores e todos foram convidados a sentar-se à mesa.

Numa época onde a estratégia, a astúcia e a destreza física eram fundamentais para fazer a diferença entre vencedores e vencidos, eis que surgiram, nesta área lúdica, um conjunto de jogos onde foi possível defrontar os adversários e, com argúcia e destreza, ganhar os desafios.

Cavaleiros mais experimentados e homens de armas apeados revelam como o equilíbrio e a destreza podem ditar a glória ou a queda no campo de batalha. Arriscando a sua vida, estes fidalgos faziam demonstrações de bravura num jogo de preparação para a guerra.

PAÇO DOS ROBERTOS Um espaço de lazer e interatividade onde os Robertos e Marionetas são os anfitriões. MERCADO

GIGANTES DE CAÇA

TROCACUEIROS

Os mercadores da região acorreram para fazer o seu negócio. A perspetiva da presença de muitas dezenas de curiosos aguçou o pregão e multiplicou o número de tendas e vendas que se erguiam ao longo das ruas.

Vindos diretamente de terras germânicas, os gigantes de combate são os maiores e melhores cães de caça! Força, imponência e nobreza, tudo em cães gentis, dóceis e cuidadosos.

Neste espaço do recinto, as famílias puderam usufruir de uma estrutura criada a pensar no seu bem-estar e dos seus bebés. Aqui encontraram áreas dedicadas à higiene, à alimentação e às brincadeiras dos mais pequenos.

OSPITALL Lugar de recobro para enfermos e desvalidos. Cenário onde a doença e a morte eram o quotidiano, mas também onde físicos e boticários usavam das práticas medicinais mais recentes.

GHETTO Aqui viviam seres portadores de problemas físicos, sensoriais ou mentais, considerados, quase sempre, como sinais da ira divina, taxados como “castigo de Deus”. Ghetto é a zona da «escória», numa ideologia cómica e satírica.

JARDIM DOS INFANTES Aqui os mais pequenos usufruiram de sessões de histórias musicadas e poderam experimentar as vivências da época, enquanto se divertiam a fazer desenhos com tintas naturais, a colorir e a tecer lã, a disparar um trabuco, a fazer cota de malha e a superar jogos e desafios. Estas atividades e muitos outros espetáculos decorreram neste espaço.

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momentos para

par tici par

O segredo do castelo

A oficina de Lucete

Eis que as derradeiras demandas humanas se apoderaram do próprio Mestre... Numa mostra de saberes, António — o Mestre — não revelou o que, por detrás da carne, por detrás da sapiência, fez acontecer. El Rei, sem conhecimento de causa, deu a este homem outros poderes... Que poderes? Este é o segredo que só as Torres revelaram...

Nesta oficina teve lugar a experimentação do tratamento da lã com uso da forquilha de cordão (lucette). O visitante pôde criar e ficar com a sua própria peça.

A arte de caçar com aves As aves de presa foram sempre fiéis companheiras da nobreza nas suas caçadas, sendo criadas e treinadas para o efeito. Neste espaço, o visitante pôde ter contacto com este tipo de aves, bem como aprender algumas curiosidades sobre os espécimes e ainda algumas técnicas de falcoaria.

O armeiro do alcaide e o treino de esgrima Os instrumentos de guerra foram evoluindo ao longo dos tempos. Mas qual a diferença entre uma adaga e uma espada? Quando se utilizava uma ou outra? Uma explicação das artes e instrumentos de guerra. A partir do treino básico de esgrima foram recrutados novos homens de armas, cujo domínio técnico culminou no juramento destes nobres escudeiros.

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De arco e flecha Neste ofício foram demonstradas e explicadas as técnicas de produção das pontas, das varas e o entalhe do nock (ranhura onde trabalha a corda do arco), através de uma mesa pedagógica com uma breve história do arco em batalha e uma descrição das diferentes pontas utilizadas, terminando com uma demonstração de tiro.

A tinturaria Utilizando técnicas medievais e produtos naturais de origem vegetal, o visitante pôde presenciar e experimentar a transformação da lã natural numa lã com cor.

O artesão de velas Partindo da História da iluminação na época medieval, o artesão demonstrou as técnicas de fabrico de velas com cera de abelha. O visitante foi convidado a experimentar a técnica da emersão do pavio.


Ao sabor da pena

Cota de malha

Neste espaço, o visitante pôde descobrir os segredos da caligrafia e da iluminura e um pouco da História da Escrita: desde os mistérios do trabalho dos copistas, às técnicas ancestrais do fabrico das tintas e da preparação do pergaminho, dos cálamos e das penas. Com pena e tinta experimentou o estilo caligráfico gótico rotundo.

A armadura de malha consiste num conjunto de anéis de ferro interligados, formando uma veste que fornecia aos exércitos uma proteção eficaz contra golpes de armas cortantes. Assim se demonstrou o processo de fabrico da cota de malha nas diferentes peças de vestuário.

Cozinha Inserido num ambiente de época e utilizando a nossa cozinha de campanha, os participantes ajudaram a preparar uma refeição seguindo receitas de época. No final fizeram a degustação e levaram consigo a receita.

Máscaras de peste Com uma folha de papel, recortes e colagem, o visitante pôde fazer a sua máscara e levar uma recordação da feira.

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espetáculos para

fa mí lias

A donzela vai à guerra

Cantares

Em tempos de guerra, todos os homens nobres foram chamados a combater pela sua bandeira. Ao ver o seu pai, velho conde, desconsolado por já não ter saúde para combater, a donzela decidiu pegar em armas, na armadura do seu pai e partiu para a guerra. Lá ganhou fama de invencível cavaleiro até que conheceu um bravo capitão que desconfiou que o Conde Daros fosse mais do que parecia. Será que ia descobrir? Que esquemas armou para desmascarar a donzela guerreira?

Foram entoadas cantigas de Amigo, de Amor, Escárnio e até de embalar, baseadas no cancioneiro Galaico-Português. O repertório incluiu trovas de D. Dinis, Afonso X e outros autores medievais, bem como algumas de caráter tradicional.

O tesouro Três irmãos, perdidos no bosque, num dia tempestuoso, tropeçaram num misterioso baú. O que poderia conter? Um tesouro? Uma maldição? Durante esta aventura os três irmãos descobriram o verdadeiro valor da partilha. Uma comédia recheada de peripécias.

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Tudo por uma donzela Geninha enamorou-se de dois cavaleiros, mas não sabia qual escolher pois amava os dois de igual modo. Assim, foi pedindo várias provas de amor a ambos, na esperança que um falhesse e facilitasse a escolha. Mas a escolha estava longe de ser fácil. Um triângulo amoroso onde tudo pôde acontecer.

A idade das trovas Fiel ao tom jocoso que a caracteriza, a Trupe Manducare fez-se valer da representação, música, marionetas e

máscaras para transportar a audiência numa delirante viagem ao dia a dia de outros tempos, contando histórias de reis a partir da história da ovelha Celeste.

A geringonça das estórias Momento para ver, escutar e apreciar o momento das Estórias. De lendas e memórias trazidas por uma carriola: A Geringonça das Estórias. Com música e sem maleitas, contaram-se as vidas e as receitas que nos fizeram sonhar, viver e recordar. E assim puderam apreciar Estórias de outrora.

A farsa do mestre Pedro Pereira Este espetáculo é uma comédia de enganos, onde as personagens revelavam o seu caráter corrupto, através do negócio de um pano que não valia o que o mercador pedia, porque os carneiros do qual tinha

sido feito tinham sido mortos pela pastora, que fizera um negócio com o advogado para enganar o mercador, que tinha sido convidado pela mulher para comer um pato que ainda estava no ovo e beber um vinho que ainda estava na uva. Todas estas confusões e enganos levaram todos a ganhar e a perder.

Alforria É um espetáculo em viagem, onde o público se pôde surpreender com a decisão da procura de uma vida mais feliz. Xica e Tibério, trabalhadores incansáveis, viviam escravizados mas, nos olhos de Silvestre, o simpático «javalicão», descobriram que a amizade e a coragem são os guias do coração.


espetáculos de

fo go

Infirmus morbus Uma viagem pelas trevas, onde a vida e a morte são um quadro de fogo pintado no âmago da desolação. Das sombras da Pestilência surge o fogo que purifica a vida e combate a morte, trazendo com ele os primeiros imunes da Peste e a luz da salvação.

Ritual de sacrifício Uma aldeia remota e isolada das grandes cidades do reino vive tempos difíceis. A guerra, a peste e as pragas abateram-se sobre os seus habitantes e todos os dias se perdem homens, mulheres e crianças. Os seus pedidos de auxílio de nada serviram. Desesperados, cansados de lançar preces e súplicas a um Deus que não os ouve, os habitantes da aldeia buscam um homem sábio que consulta o seu oráculo e encontra uma resposta para os problemas da aldeia: uma oferenda aos deuses antigos uma vida pura de alguém querido. Terão conseguido os habitantes levar a bom termo esta difícil tarefa?

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grupos de 26

ani ma ção

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Abre-Latas — Coletivo Artístico Albaluna A Rua’da Alcaide Fernandes Alvorada Anymamundy Arqueiros del Rei Art Falco Boca de Cão Cavaleiros de Ribadouro Dulce Maurício Empório Criativo Cornalusa Curinga Escape Tower Espada Lusitana Fazenda dos Animais Gadilus Goliardos Jenus Malatitsh Maurizio Padovan

Micultura Ofícios com História Os Gajos do Galos Projecto Ez Quimera Saltarellus Saltimbanco da Charneca Scalarium Sons da Suévia Teatro em Caixa Teatro Marionetas de Mandrágora Teatro Meia Via Ten_tart Terras de Atómun Três Irmãos Vai de Ronco


mer cado res números

Presença de mais de uma centena de expositores, provenientes de diversos pontos do país bem como de Espanha, que, ao longo dos cinco dias, interagiram com os visitantes, apresentando os seus produtos em áreas tão diversas como restauração, artesanato, doçaria, entre outros.

· mais de 81 000 entradas · 8617 entradas no Postigo da Traição · 4137 entradas na Ospitall · 120 mercadores · 38 companhias contratadas · mais de 200 voluntários · 8 meses de preparação

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