Page 1


TECNOLOGIA INOVADORA NA NUTRIÇÃO DE AVES

TRICINOPH S FÓSFORO 100% METABÓLICO

Não é Fitase dobrada nem superdosing de Fitase.

Usado em matrizes, poedeiras, frango de corte e codornas.

0,46% Fósforo

disponível www.abstrato.com.br

Indicado desde o primeiro dia de vida do pintinho.

Melhor absorção de Fósforo, sem Gasto Energético. Descontaminação do ambiente.

Com apenas

Ovos com melhor qualidade de casca.

1,00

Kg ton.

substitui toda a farinha de carne e fosfato bicálcio

WWW.NUTRIVET.IND.BR


Editorial Momento positivo para a avicultura de postura Os analistas da Revista do Ovo apontam que no cenário nacional, a avicultura de postura comercial a partir da segunda quinzena de agosto sinalizou a mudança de índice negativo para positivo no preço médio acumulado no ano. E a tendência é desse índice continuar aumentando até o fechamento do ano. Não que o motivo seja um fortalecimento do preço médio atual da caixa de ovos e sim, porque os quatro últimos meses do ano passado foram bem difíceis para setor, com vendas abaixo dos custos de produção. Como neste ano o plantel produtivo se encontra mais ajustado à demanda existente, o produtor deve ser melhor remunerado. Redução no alojamento do semestre: o alojamento mensal de pintainhas de postura comercial, segundo informações coletadas no mercado, voltou a cair no encerramento do primeiro semestre, ficando próximo dos 9 milhões de cabeças. O número levantado – mais exatamente 9,055 milhões – representou redução de 6,3% sobre o alojado no mês anterior, maio, quando atingiu 9,663 milhões de cabeças. Porém, na comparação com junho do ano passado, o índice ficou positivo em 6,8%, pois naquele mês o alojamento ficou abaixo dos 8,5 milhões. O volume alojado nos primeiros seis meses do ano alcança 56,321 milhões de cabeças (cerca de 81,3% do total, destinado para a produção de ovos brancos), significando redução de 3% sobre o mesmo período de 2018. O volume médio do período projetado para o ano indica cerca de 112,6 milhões de cabeças. Se alcançado, significará redução de 2,5% sobre o total de pintainhas alojadas no ano passado. Veja mais detalhes na sua edição de Setembro da Revista do Ovo! Boa Leitura!

Sumário 04 05 08 10 21 28 30

13 Evento

SIMPÓSIO OVOSITE se consolida com o um dos maiores centros de análises da avicultura de postura do Brasil O Simpósio OvoSite, realizado dentro da programação do Salão Internacional de Avicultura, o SIAVS 2019, marcou neste ano uma grande evolução

32 34 37 38 42 44 46 47 48 49 50

Eventos e As quatro mais + Há 5 anos Notícias Curtas Cooperativa lança aplicativo para consultoria técnica on-line IOB já está concentrado nos preparativos para a Semana do Ovo 2019 Ovos como alimento funcional Sistema pioneiro de produção de ovos recebe certificação SISBI no PR RJ recebe primeira versão plant based de ovos do país Surge no radar um acordo comercial com os EUA Bem-estar animal na produção de ovos é tema de curso da Embrapa e USP em Pernambuco Espírito Santo: Assembleia Legislativa cria frente parlamentar para avicultura e suinocultura Cálcio orgânico: maior disponibilidade e absorção intestinal pelas aves Agro usa tecnologia para driblar desafios logísticos e econômicos Programa especial Polinutri® codorna chega a sua segunda edição Trouw Nutrition investe em testes de qualidade em ovos Desempenho do ovo Pintainhas de Postura Matérias - Primas Ponto Final Marcelo Torretta, Gerente nacional de aves da Agroceres Multimix

Mundo Agro Editora Ltda. Rua Erasmo Braga, 1153 13070-147 - Campinas, SP

Publicação Bimestral nº 55 | Ano VI Setembro/2019

EXPEDIENTE Publisher Paulo Godoy paulogodoy@avisite.com.br Redação Giovana de Paula (MTB 39.817) imprensa@avisite.com.br Comercial Karla Bordin (19) 3241 9292 comercial@avisite.com.br Diagramação e arte Mundo Agro e Innovativa Publicidade luciano.senise@innovativapp.com.br Internet Gustavo Cotrim webmaster@avisite.com.br Administrativo e circulação financeiro@avisite.com.br Para facilitar o acesso às matérias que estão na internet, disponibilizamos QrCodes. Utilize o leitor de seu computador, smartphone ou tablet

Revista do Ovo

3


Eventos

2019 Outubro 08 a 11

OVUM 2019 XXVI Congresso Latino-Americano de Avicultura Local: Lima, Peru Site: www.elovum.com

Novembro 07 e 08

VI Workshop Sindiavipar Mabu Thermas Grand Resort Local: Foz do Iguaçu-PR Site: sindiavipar.com.br/workshop 11 e 12

Treinamento de Saúde Intestinal O treinamento em saúde intestinal enfocará nas últimas tendências em controle da coccidiose, lidando com a enterite bacteriana e o gerenciamento dos problemas de saúde intestinal e suas consequências. Local: Belo horizonte, Brasil Site: www.poultrytechnicaltraining.com/ gut-health-training-brazilbelohorizonte-2019/ 12 a 14

32ª Reunião Anual do CBNA: Congresso sobre Nutrição e BemEstar Animal - Aves, Suínos e Bovinos Local: Expo Dom Pedro - Campinas, SP Realização: Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) Site: www.cbna.com.br

Há cinco anos no OvoSite

Ovos: no ano, produtor recebe 7,88% menos Campinas, 16/09/2014 - Ontem, primeiro dia útil da semana, o mercado de ovos permaneceu estagnado. Segundo a Jox Assessoria Agropecuária nem mesmo as promoções alteram o baixo giro da mercadoria pois o problema está no baixo poder aquisitivo do consumidor. Ano passado, o preço da caixa de ovos no mercado paulista também começou a regredir. E foi se deteriorando até o final do ano com leve reação em dezembro. Porém, nesse período atual, ainda estavam recebendo o mesmo preço de abertura daquele ano. Nesse ano, tudo é diferente, somente no período da quaresma a caixa de ovos conseguiu superar os preços do ano passado. De lá pra cá, as quedas foram constantes. Atualmente, o preço equivale a somente 83% dos preços recebidos no primeiro dia útil do ano. Por ora, o preço médio acumulado está em R$56,98 enquanto no ano passado era de R$61,86, queda anual de 7,88%. Uma coisa é certa: o preço médio desse ano será inferior ao do ano passado.

As quatro mais lidas do OvoSite em Agosto

1

Desempenho do ovo em julho e nos primeiros sete meses de 2019 Em julho o preço do ovo retrocedeu em relação ao mês anterior, seu valor médio ficando mais de 5% aquém do registrado em junho. A valorização continua insuficiente para cobrir o que foi alcançado não só dois anos atrás (R$83,62/caixa em julho de 2017), mas também o resultado de julho de 2016 (R$87,00/caixa).

Revista do Ovo

Ovos: cenário positivo neste início de agosto A mudança no panorama do mercado de ovos logo na abertura dessa semana culminou com leve alta no último dia de negócios de julho, encerrando o mês com preço médio diário de R$67,00 por caixa.

4

3

Ovos: produtor recebe quase 10% a menos nos últimos doze meses

Os primeiros dias de agosto foram favoráveis aos produtores de frangos que alcançaram dois reajustes na semana passada. E as informações de mercado indicam que ontem, segunda, os negócios foram realizados em novos patamares de preços.

Em agosto do ano passado o preço médio alcançado na comercialização de ovos ficou em R$60,70 e significou redução de quase um quarto sobre o mesmo período de 2017. O mercado se encontra no momento mais apropriado do mês para os negócios e o preço médio acumulado aponta 20% de aumento sobre o recebido em agosto do ano passado.

Ovos: negócios disputados e preços em ascensão

4

2


passado e na média histórica

Notícias Curtas Mercado

A última semana de agosto vai chegando ao seu final com os produtores de ovos conseguindo sustentar os preços de referência mesmo com os compradores forçando por condições mais vantajosas. Isso porque segundo os produtores, não existe um excedente que justifique a necessidade de baixar os preços. Mesmo assim, alguns casos isolados abaixo dos preços de referência chegaram a acontecer.

Ovos: evolução encerra o mês em aomelhores condições que as do Com isso, o preço chega final do mês levemente acima do recebido na abertura mês. Nesse sentido, a evolução do preço nesta semana foi muito superior às verificadas verificadas no ano passado e na média no ano passado e na média históricahistórica dos últimos seis anos, conforme visualizado no gráfico.

A última semana de agosto vai chegando ao seu final com os produtores de ovos conseguindo sustentar os preços de referência mesmo com os compradores forçando por condições mais vantajosas. Isso porque segundo os produtores, não existe um excedente que justifique a necessidade de baixar os preços. Mesmo assim, alguns casos isolados abaixo dos preços de referência chegaram a acontecer. Com isso, o preço chega ao final do mês levemente acima do recebido na abertura do mês. Nesse sentido, a evolução do preço nesta semana foi muito superior às verificadas no ano passado e na média histórica dos últimos seis anos, conforme visualizado no gráfico.

OVO

BRANCO,

EXTRA

Evolução diária (%) do preço da caixa de ovos no atacado da cidade de São Paulo AGOSTO DE 2019

Fonte dos dados básicos: JOX

Elaboração e análises: OVOSITE

Mercado externo Exportação de ovos comerciais e ovoprodutos até julho O simpósio Ovosite realizado em conjunto com o SIAVS (salão internacional da avicultura e suinocultura que aconteceu no decorrer da semana) trouxe especialista em cada elo que compõe a cadeia de exportação de ovos e ovoprodutos. No geral, eles salientaram as enormes possibilidades e oportunidades do mercado externo juntamente com os grandes desafios e dificuldades para o crescimento dos embarques. Nesse sentido, salientaram que é preciso uma mudança de mentalidade do setor para fomentar o mercado externo mesmo quando o mercado interno se torna mais atrativo. Os apontamentos indicam que muitos se aventuram nesse mercado apenas momentaneamente, quando os estoques internos aumentam ou em períodos de maior oferta.

Revista do Ovo

5


Notícias Mercado

Serviços – e confirmou que os embarques de ovos in natura representam 65% do volume total e 51% da receita. O restante tem a seguinte distribuição: ovos sem casca cozidos 12% volume, ovos sem casca secos, 9% do volume e 19% da receita, Ovalbuminas 9% e gemas frescas cozidas 4%, Curtas Ovalbumina e gemas secas, em conjunto, atingem pouco mais de meio por cento do volume.

Assim como em outros setores, além do produto in natura, a qualificação em produtos diferenciados com maior valor agregado e com maior durabilidade pode alavancar as vendas a externo longo prazo. Porém, como disse um grande produtor do setor: “é preciso colocar a mão no bolso” para que o cenário de possibilidades e crescimento se torne realidade no cenário nacional.

Exportação de ovos comerciais e ovoprodutos até julho EXPORTAÇÃO DE OVOS E OVOPRODUTOS REPRESENTATIDADE DOS ITENS EMBARCADOS

ACUMULADO JANEIRO A JULHO DE 2019 ITENS Outros ovos frescos de aves da especie gallus domésticus Outros ovos de aves, sem casca, frescos, cozidos em água Ovos de aves, sem casca, secos Outras ovalbuminas Gemas de ovos frescas, cozidas em água ou a vapor Ovalbumina seca Gemas de ovos secas Outros ovos de aves, com casca, frescos, conservados cozidos Fonte dos dados básicos: Comex Stat

US$ 51,1% 13,8% 19,4% 7,1% 6,0% 1,6% 1,1% 0,0%

VOLUME 65,1% 12,2% 9,4% 8,8% 3,9% 0,4% 0,2% 0,0%

Elaboração e Análises: Ovosite

ovos sem casca secos, 9% do volume e 19% O simpósio Ovosite realizado em conque muitos se aventuram nesse mercado junto com o SIAVS (salão internacional da da receita, Ovalbuminas 9% e gemas frescas apenas momentaneamente, quando os esMarketing e Vendas toques internos aumentam ou em períodos avicultura e suinocultura que aconteceu no cozidas 4%, Ovalbumina e gemas secas, em “Carro do Ovo” faz sucesso em bairro de Navegantes (SC) de maior oferta. decorrer da semana) trouxe especialista em conjunto, atingem pouco mais de meio por A turma do Jardim [da Infância]Destacaram, do CAIC –também, Centro Educacional Professora Maria de Lourdes que o carro chefe cada elo que compõe a cadeia de exportacento do volume. Couto Cabral está fazendo muito sucesso pelas ruas docontinua bairro Nossa das Graças comoutros o ção de ovos e ovoprodutos. nos embarques do produto sendo SenhoraAssim como em setores, além do Ovo CAIC”. Em torno dainescola alunos com muita No geral, eles“Carro salientaram as do enormes o ovo fresco naturaoscom casca. Com essasalegria do anunciam: produto in “Do natura, a qualificação em galinheiro dodoCAIC direto para sua casa –o você não realizou pode perder a promoção! Ovosdiferenciados fresquinhos com maior valor possibilidades e oportunidades mercado informações, Ovosite pesquisa produtos de com galinha caipira –desatraz a bacia Maria...! externo juntamente os grandes juntodona ao Comex Stat - sistema para consultas agregado e com maior durabilidade turminha de alunosdos de 6 anos aprende, desdedo cedo, com oda projeto a criação sustentável fios e dificuldadesApara o crescimento e extração de dados Ministério Indus-sobre pode alavancar as vendas a longo prazo. galinhas criadas que soltas. O tema contribui na formação conhecimentos e também tria, Comércio Exterior e Serviçosde – emais confirembarques. Nessedas sentido, salientaram Porém, como disse um grande produtor colabora na integraçãododos professores, e alunos.A responsável projeto a professora mou que os pais embarques de ovos in naturapelodo é preciso uma mudança de mentalidade setor:é “é preciso colocar a mão no Amanda Felício dos Santos que explica sobre as diversas habilidades desenvolvidas e o cenário de possibilidarepresentam 65% do volume total e 51% da setor para fomentar o mercado externo bolso” para que este O tema. “Fomos de umdistribuicenário lúdico! visitar o se torne realidade no des e Ao crescimento receita. restante tem além a seguinte mesmo quando o conhecimentos mercado internoaplicados se torna com galinheiro, construído no pátio da escola, abordamos sobre a variedade de aves, tamanho ção: ovos sem casca cozidos 12% volume, cenário nacional. dos mais atrativo. Os apontamentos indicam

ovos, a criação de filhotes, também foi desenvolvido um texto coletivo e trabalho manual para a feira de exposição na festa da família,” explicou a professora. As aves foram doações para iniciar o projeto sobre sustentabilidade, no decorrer do tempo com a Marketing e Vendas reprodução, totalizou mais de 50 aves e 4 coelhos.” As variedades de aves são: 6 galinhas da angola, 6 garnisés, 2 gansos, 2 perus com 2 filhotes, 4 patos com 4 filhotes, 4 coelhos, 2 faisões e 4 codornas,” conta. A turma do Jardim [da Infância] do CAIC cados com Santos este tema. “Fomos além deque um estaoação conhecimento em vários aspectos por meio O diretor do CAIC, Valdemir Chagas Júnior, mencionou oportunizou o – Centro Educacional Professora de muito cenário lúdico! visitar conquistou o galinheiro,aconsda pintura,o produção de texto, manejo de aprendizado deMaria maneira criativa. “OAo projeto todos e expandiu truído no dada escola, abordamos sobre Lourdes Couto Cabral está fazendoem muito su- aspectos criação sustentável, marketing, divulgação e conhecimento vários porpátio meio pintura, produção deatexto, manejo de criação

“Carro do Ovo” faz sucesso em bairro de Navegantes (SC) cesso pelas ruas do bairro Nossa Senhora das Graças com o “Carro do Ovo do CAIC”. Em torno da escola os alunos com muita alegria anunciam: “Do galinheiro do CAIC direto para sua casa – você não pode perder a promoção! Ovos fresquinhos de galinha caipira – traz a bacia dona Maria...! A turminha de alunos de 6 anos aprende, desde cedo, com o projeto sobre a criação sustentável das galinhas criadas soltas. O tema contribui na formação de mais conhecimentos e também colabora na integração dos professores, pais e alunos.A responsável pelo projeto é a professora Amanda Felício dos Santos que explica sobre as diversas habilidades desenvolvidas e conhecimentos apli-

6

Revista do Ovo

variedade de aves, tamanho dos ovos, a criação de filhotes, também foi desenvolvido um texto coletivo e trabalho manual para a feira de exposição na festa da família,” explicou a professora. As aves foram doações para iniciar o projeto sobre sustentabilidade, no decorrer do tempo com a reprodução, totalizou mais de 50 aves e 4 coelhos.” As variedades de aves são: 6 galinhas da angola, 6 garnisés, 2 gansos, 2 perus com 2 filhotes, 4 patos com 4 filhotes, 4 coelhos, 2 faisões e 4 codornas,” conta. O diretor do CAIC, Valdemir Chagas Santos Júnior, mencionou que esta ação oportunizou o aprendizado de maneira muito criativa. “O projeto conquistou a todos e expandiu

vendas. Todo dinheiro arrecadado é doado para administrar as despesas do galinheiro,” explicou o diretor. Um projeto de sustentabilidade que aborda o desenvolvimento sustentável com as galinhas poedeiras fez nascer a ideia do “Carro do Ovo do CAIC”. A turminha saiu com “O Carro do Ovo do CAIC” visitando algumas escolas, creches e também as residências vizinhas. “O projeto está fazendo o maior sucesso e a alegria dos estudantes. É uma forma de despertar novas ideias para as outras turmas, promovendo a integração dos pais, professores e alunos com muita criatividade e felicidade,” finalizou o diretor.


Revista do Ovo

7


Tecnologia

Com o “Mão na Roça”, além de sanar as dúvidas, os agricultores podem solicitar serviços como a visita direcionada

Cooperativa lança aplicativo para consultoria técnica on-line Os associados à Coopeavi já podem baixar gratuitamente o “Mão na Roça”. A ferramenta de consultoria técnica está disponível inicialmente para smartphones Android (acima da versão 5.1) com atendimento personalizado

I

magine um aplicativo semelhante ao WhatsApp para os produtores tirarem suas dúvidas com mais agilidade e confiabilidade na hora de tocar a lavoura? Os associados à Coopeavi já podem baixar gratuitamente o “Mão na Roça”. A ferramenta de consultoria técnica está disponível inicialmente para smartphones

8

Revista do Ovo

Android (acima da versão 5.1) com atendimento personalizado. O lançamento da tecnologia ocorreu durante a Feira da Coopeavi (Semana Tecnológica), realizada no início de agosto, em Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo. O aplicativo foi desenvolvido por meio de cooperação técnica com o Instituto Federal do Espírito

Santo (Ifes), campus Vitória, com objetivo de facilitar a vida do produtor de vegetais. Para utilizar o “Mão na Roça”, basta fazer login utilizando o CPF e o código enviado para o celular via SMS. Importante: é necessário que o número do celular que está sendo utilizado esteja atualizado no banco de dados da cooperativa para o


“Mão na Roça” Aplicativo para consultoria técnica on-line exclusivo para associados. Como usar: 1. Baixe o app pelo telefone celular do sistema Android (modelos acima da versão 5.1) 2. Faça o login incluindo o número do CPF. 3. Você receberá um código via SMS que iniciará o aplicativo automaticamente. Importante: o número do celular deve estar cadastrado na cooperativa *Tire suas dúvidas, solicite serviços e faça contato com a central **Funcionamento: segunda à sexta, das 7h30 às 17h30; e sábados, das 7h às 11h

pleno funcionamento do aplicativo. Neste tipo de atendimento, o associado pode mandar mensagens de texto, áudios, fotos e arquivos em PDF, que serão analisados por profissionais capacitados de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 17h30, e aos sábados, das 7h às 11 horas. A ideia é garantir o menor tempo-resposta possível para o produtor desempenhar a atividade a distância. O gerente do Núcleo de Inteligência Comercial da Coopeavi,

Ivanilson Geraldo Scalzer, fez uma demonstração do uso do “Mão na Roça” com a presença do público. Ele mostrou como as dúvidas dos associados são processadas no sistema e como acontece o atendimento on-line. “Atualmente, dos 15 mil cooperados da Coopeavi, 4.000 já são atendidos pela consultoria técnica agronômica. O ‘Mão da Roça’ vem como um canal de acesso da consultoria técnica para aqueles cooperados que não tem um técnico

O presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, agradeceu o apoio do Ifes e manifestou satisfação na parceria com o Instituto. “Vocês não têm noção do que esta ferramenta vai fazer no campo. O ‘Mão na Roça’ otimiza tempo, distância... É muito acessível e fácil de operar para o produtor tirar suas dúvidas”, finalizou

exclusivo. Aqueles que já contam com assistência podem utilizar o aplicativo para solicitar uma visita emergencial”, disse. Com o “Mão na Roça”, além de sanar as dúvidas, os agricultores podem solicitar serviços como a visita direcionada. Segundo Scalzer, a ideia é a central evitar o deslocamento dos produtores até as lojas da Coopeavi, priorizando os produtos que os associados têm na propriedade e, assim, solucionar os problemas na lavoura. O professor e coordenador de extensão do Ifes Vitória, Christian Mariani, atesta a utilidade do aplicativo para os cooperados. “Esperamos que a cooperativa nos demande sempre para a sociedade acessar as novas tecnologias. Nós estamos aqui para transformar demandas reais em soluções”, afirmou. O presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, agradeceu o apoio do Ifes e manifestou satisfação na parceria com o Instituto. “Vocês não têm noção do que esta ferramenta vai fazer no campo. O ‘Mão na Roça’ otimiza tempo, distância... É muito acessível e fácil de operar para o produtor tirar suas dúvidas”, finalizou. Revista do Ovo

9


Semana do Ovo

IOB já está concentrado nos preparativos para a Semana do Ovo 2019

Em 2019, o período que mobiliza a cadeia produtiva do ovo para divulgar os benefícios dos ovos à saúde, acontece de 7 a 11 de outubro

S

ucesso reconhecido e com resultados consolidados, o Instituto Ovos Brasil já se organiza para a Semana do Ovo 2019 e prepara uma série de atividades de promoção do ovo, como vem fazendo ano a ano, desde 2007. Em 2019, o período que mobiliza a cadeia produtiva do ovo para divulgar os benefícios dos ovos à saúde, acontece de 7 a 11 de outubro.

Toda a equipe do Instituto Ovos Brasil participa das ações e se concentra esforços neste período para que todos saibam a importância do ovo. Afinal, o que vale é espalhar por aí o potencial nutritivo do ovo 10

Revista do Ovo

Ricardo Santin, Presidente do Conselho Diretor do Instituto Ovos Brasil, afirma: “A Semana do Ovo 2018 demonstrou o quanto podemos ser fortes quando nos unimos! Muitas pessoas contribuíram com ideias, promoveram as ações e participaram ativamente dessa festa que aconteceu no Brasil inteiro”. Ano a ano, parcerias são estabelecidas também com as entidades estaduais do setor avícola: Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura), Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves), Associação Goiana de Avicultura (AGA), Associação Baiana de Avicultura (ABA), Associação Cearense de Avicultura (Aceav), Associação Paulista de Avicultura (APA), Associação de Avicultores de Minas Gerais (Avimig) e Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). No ano passado, cerca de 455 quilos de material foram distribuídos por todo o país, desde entidades avícolas, restaurantes, academias, escolas (para o esclarecimento de crianças), redes famosas de supermercados, eventos de gastronomia, cursos técnicos e faculdades, entre outros. Estes materiais envolviam livros de receitas, sugestões de cardápios semanais, folders explicativos, gibis infantis e dicas de alimentação voltadas para públicos específicos,

como os atletas, idosos, gestantes e as mulheres. Toda a equipe do Instituto Ovos Brasil participa das ações e se concentra esforços neste período para que todos saibam a importância do ovo. Afinal, o que vale é espalhar por aí o potencial nutritivo do ovo. Na Semana do Ovo, a nutricionista do IOB também participa de atividades extras dando palestras para os associados e parceiros do instituto. Assim, é possível levar sempre uma mensagem positiva totalmente baseada em trabalhos científicos, gerando muita credibilidade para o público.

Porque celebrar o ovo Os ovos são ricos em vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e do complexo B, por exemplo. Este conjunto de nutrientes é essencial para a visão e para promover o crescimento. O ovo também fornece energia e disposição para as atividades físicas e intelectuais e, dentre outros benefícios, combate os radicais livres. As vitaminas presentes no ovo também aumentam a resistência contra infecções e previnem a ocorrência de doenças respiratórias. O ovo pode ser ainda a solução para a melhoria da nutrição da população, já que trata-se de um ali-


O Dia do Ovo foi criado pelo International Egg Commission (IEC). A proposta inclui conscientizar a população sobre os benefícios do alimento, seu potencial nutritivo e destacar como este é um alimento importante para a alimentação humana

mento com muitos nutrientes, acessível financeiramente, versátil e com inúmeros tipos de preparação. O importante é celebrar todas essas qualidades que o ovo possui e aproveitar a Semana do Ovo para isso.

Semana do Ovo O Dia do Ovo foi criado pelo International Egg Commission (IEC) – órgão sediado no Reino Unido que promove o alimento, em 1996. A proposta inclui conscientizar a população sobre os benefícios do alimento, seu potencial nutritivo e destacar como este é um alimento importante para a alimentação humana. Segundo o IEC, o Dia Mundial do Ovo é um momento em que “podemos contar para todos o que já sabemos: que ovos são uma excelente e acessível fonte de proteína de alta qualidade que possui o potencial de alimentar o mundo”. No Brasil, o Instituto Ovos Bra-

sil tem promovido a Semana do Ovo desde 2007, com várias ações promocionais, palestras, distribuições de brindes e degustações promovidas pelo Instituto Ovos Brasil e algumas empresas que atuam no segmento, o objetivo é ampliar a comunicação sobre o potencial nutritivo do ovo e destacar como este é um alimento muito importante para a alimentação humana. Anote aí: 7 a 11 de outubro é a Semana do Ovo 2019. Confira os eventos e notícias divulgadas sobre a Semana do Ovo 2018: http://www.ovosbrasil.com. br/site/eve ntos/eve ntos - se ma na -ovo. Para mais informações sobre como participar a Semana do Ovo 2019 entre em contato com o Instituto Ovos Brasil através do e-mail administrativo@ovosbrasil.com.br.

Revista do Ovo

11


Eventos

Com recorde de público SIMPÓSIO OVOSITE se consolida com o um dos maiores centros de análises da avicultura de postura do Brasil Nesta edição, o principal foco foram as exportações

O

Simpósio OvoSite, realizado dentro da programação do Salão Internacional de Avicultura, o SIAVS 2019, marcou neste ano uma grande evolução. Com recorde de público, o evento já se consolidou como um dos principais centros de análises, debates e discussões sobre as principais tendências da avicultura de postura do Brasil. O evento é uma promoção da Mundo Agro Editora, que publica os sites OvoSite, AviSite, Revista do Ovo e Revista do AviSite, em parceria com a Associação Brasileira de Proteína

Animal (ABPA) e contou com o apoio da AB Vista e da Nutrivet. Nesta edição, o principal foco foram as exportações. A grande questão foi: o que o setor poderá fazer para avançar no mercado externo? Esta questão tornou-se ainda mais proeminente dado que há grande abertura e ainda, como existe um amplo trabalho que já é feito pela ABPA, para a colocação da carne de frango no mercado externo. É possível o setor de ovos ‘pegar carona’ nesta expertise e avançar junto com as exportações de ovos e derivados?

A resposta é sim. Há excelentes oportunidades para o setor de ovos e o crescimento das exportações é um caminho natural. A Mundo Agro, através de sua editora, Giovana de Paula, agradece a todos que participaram desse projeto, que estiveram presentes e que acompanharam as informações sobre o SIMPÓSIO OVOSITE. “Este é um grande projeto que somente traz a realidade do setor de postura, com sua grandeza, seu potencial de evolução e traça os melhores caminhos para seu desenvolvimento”, destacou Giovana.

Veja na sequência os destaques do SIMPÓSIO OVOSITE

SIMPÓSIO OVOSITE recebe grande público durante o SIAVS: O foco principal foram os caminhos para o mercado externo para os ovos brasileiros

12

Revista do Ovo


SEMANA DO OVO 2019 DE 07 A 11 DE OUTUBRO !

www.ovosbrasil.com.br Revista do Ovo

13


Eventos Nélio Hand, Presidente da Associação de Avicultura do Espírito Santo, no Simpósio OvoSite, durante o SIAVS

“O trabalho com relação ao consumo de ovos precisa ser implementado. O setor deve também fortalecer suas entidades. Vale a pena a união. Temos grande oportunidade para crescer e vamos em busca. Quanto à legislação ainda são necessários ajustes, como por exemplo para a produção e venda de ovos líquidos. Bem estar animal: os produtores devem acompanhar de perto essa discussão. Não é só ‘abandonar gaiolas’, mas sim trabalhar em um projeto específico, visando um nicho de mercado. E sobre o mercado externo, é uma grande possibilidade de avanço e temos que aprender muito com o setor de corte e podemos crescer juntos”.

Leandro Pinto, proprietário do Grupo Mantiqueira

“É um absurdo a falta de união para a venda de ovos. Somente pouco mais de 50 produtores dão suporte à Ovos Brasil. É um absurdo! Não podemos pensar em exportar só excedente. Vamos fazer algo organizado! É união... Temos que ter uma associação forte e apoiá-la”.

14

Revista do Ovo


Revista do Ovo

15


Eventos

Ricardo Faria, da Granja Faria, no Simpósio OvoSite, durante o SIAVS

“União do setor visando as exportações de ovos e seu aumento de consumo é fundamental. Precisamos usar todo o expertise da ABPA com seu trabalho em frangos e suínos para ampliar a exportação de ovos. Estamos em um momento de plantar para colher bons frutos no futuro”.

Gustavo Crossara, CEO da Somai Alimentos

“O setor não vai regredir. Nosso único caminho é crescer. Temos um status sanitário diferenciado. Gestão de produção com excelência. Precisamos avançar em consumo interno de ovos e exportação. Fica aqui um registro ao trabalho feito pela Ovos Brasil, que tem dado um incrível suporte à evolução do mercado”.

16

Revista do Ovo


Leonardo Guerrini, da Four Import Export

Aborda questões voltadas ao mercado externo e questões necessárias para o avanço das exportações de ovos. Logística, custos produtivos, estrutura e instabilidade monetária foram temas de análise.

Revista do Ovo

17


Eventos

Debate no Simpósio OvoSite

Público presente acompanha análises para aumento de consumo, exportação e melhorias para a produção

Redilton Bretas, Grupo Azlog Bretas, no Simpósio OvoSite

“É muito bom estarmos aqui para falarmos sobre oportunidades, e não de crise. É preciso definir estratégias para aumentar as exportações brasileiras de ovos e seus derivados”.

18

Revista do Ovo


Revista do Ovo

19


Eventos Osler Desouzart, consultor, em sua apresentação no Simpósio OvoSite

“Por que não temos uma postura mais agressiva quanto às exportações de ovos? Vendemos só um excedente e não há um projeto voltado ao mercado externo para o setor de postura. O que pode nos auxiliar são números, dados e estatísticas, que são parcos no Brasil. Mesmo em países que lideram o setor também existe essa realidade. Há um grande espaço para exportação de ovos, mas somos hábeis em produzi-los, mas não em vendê-los. O Brasil carece de melhor sistematização do setor”.

Francisco Turra, Presidente da ABPA, prestigia o Simpósio OvoSite

“O espaço para exportar ovos é muito grande. É preciso ter um volume fixo de exportações de ovos. Temos países com as portas abertas ao nosso produto, como os EUA, que já nos questionaram do porquê não avançamos no mercado externo para ovos. Temos um potencial enorme de produção e vendas e vamos dar todo apoio para o segmento de postura.”

20

Revista do Ovo


SDF RAÇÃO PRÉ-INICIAL PELETIZADA E TRITURADA PARA AVES DE POSTURA UNIFORMIDADE VIABILIDADE GANHO DE PESO IDEAL DESENVOLVIMENTO DO TGI

COM VOCÊ, PELO MELHOR DESEMPENHO. CONSULTE NOSSO DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO.

www.vaccinar.com.br 0800 031 5959

Revista do Ovo

21


Nutrição

Ovos

como alimento funcional O ovo é um alimento utilizado pelo homem a muitos anos como uma fonte barata de proteínas

22

Revista do Ovo


Autores: Carla Araujo de Brito Sass1, Adriano Gomes da Cruz2, Erick Almeida Esmerino1,3, Mônica Queiroz Freitas1 (1) Universidade Federal Fluminense (UFF), Departamento de Tecnologia de Alimentos, Niterói, 24320 340, Brasil (2) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Departamento de Alimentos, Maracanã, Rio de Janeiro 20270-021, Brasil. (3) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRuralRJ), Departamento de Tecnologia de Alimentos, Seropédica, Rio de Janeiro, 23890-000, Brasil

O

conceito de “Alimentos Funcionais” surgiu pela primeira vez na década de 1980, quando o Ministério da Saúde e Bem-Estar do Japão instigou um sistema regulatório para alimentos que possuíssem benefícios para a saúde, com o objetivo de melhorar a saúde geral da população do país e manter um controle sobre os crescentes custos de saúde. Desde então, diferentes países adotaram uma idéias diferente de alimento funcionais em termos de definições, escopo e estrutura regulatória, mas não existe uma definição unicamente universal para alimentos funcionais, e um alimento pode ser considerado funcional se tiver efeitos benéficos sobre as funções-alvo no organismo, além dos efeitos nutricionais de uma maneira que seja relevante para a saúde e o bem-estar e / ou a redução da doença (Diplock et al., 1999). O ovo é um alimento utilizado pelo homem a muitos anos como

uma fonte barata de proteínas, sendo muito rico em outros nutrientes como vitaminas, minerais e ácidos graxos (Rêgo et al., 2012; Surai & Fisinin, 2015) o que o torna um alimento funcional. Eles são amplamente reconhecidos como um alimento que contém um bom equilíbrio de todos os nutrientes conhecidos, exceto a vitamina C. Muitas substâncias bioativas lipofílicas e vitaminas lipossolúveis são prontamente incorporadas na gema quando são adicionadas à dieta da galinha poedeira (Austic, Hsu , & Lartey,2018). Nos últimos anos, tem ocorrido um aumento no consumo de ovos, tornando, assim, a indústria avícola em um dos segmentos animais que mais crescem em todo o mundo, com um crescimento de cerca de 95% (68,26 milhões de toneladas de ovos) comparada a produção de 1990 (Faostat, 2015). Até a década de 1970, a Organização das Nações Unidas para a Ali-

Revista do Ovo

23


Nutrição

mentação e Agricultura (FAO) tinha o ovo como referência para estudos de necessidades nutricionais proteicas humanas. Entretanto, no passado, o consumo de ovos ficou estigmatizado por causar problemas em relação aos níveis de colesterol no sangue humano. Apesar deste mito ainda estar presente no imaginário de muitas pessoas, como mostraram Ayim-Akonor e Akonor (2014), estudos recentes comprovam que essa percepção está errada (Ronget al., 2014, Virtanen et al., 2016). Diante disso, existem esforços das organizações de produtores de ovos para a melhoria da imagem do produto diante do consumidor, pois é cada vez maior o consumo deste alimento no Brasil. Em 2013, o brasileiro consumiu 169 ovos/per capta e em 2014 atingiu a marca de 191 ovos/per capta. Esse consumo, entretanto, ainda é considerado baixo quando comparado a outros países, como estudo realizado em 2008 em

24

Revista do Ovo

países como França, Itália, Alemanha, Suécia e Estados Unidos, onde o consumo já era de 200 ovos/per capta. (Ubabef, 2016).

Composição do ovo O ovo, por si só, já é um alimento rico em nutrientes (Surai & Fisinin, 2015). Os ovos de galinha pesam, em média, cerca de 55g e são compostos de aproximadamente 9.5% de casca, 63% de albumina e 27.5% de gema (Ribeiro et al., 2007). A gema consiste em, aproximadamente, cerca de 16 g em média do peso do ovo, correspondendo à 5152% de água, 16-17% de proteína e 3133% de lipídios, incluindo colesterol, vitaminas lipossolúveis, e alguns minerais (Ribeiro et al., 2007), sendo os lipídios os componentes mais abundantes, representando aproximadamente 60% do peso na matéria seca. Os maiores constituintes são lipoproteínas de baixa e alta densidade (Jacobsen et al., 2013).

Os lipídios da gema são compostos de triglicerol, fosfolipídios, colesterol livre e outros de menor quantidade (Jacobsen et al., 2013, Mendonça Júnior & Pita, 2005). Os trigliceróis e fosfolipídios compõem até 65-68% e 29-32% dos lipídios da gema, respectivamente. O conteúdo de colesterol pode variar de 210-215 mg (Ribeiro et al., 2007). Os ácidos graxos são os mais prevalentes componentes dos triglicerídeos e fosfolipídios, e chegam até 4 g do ovo (Jacobsen et al., 2013).

O ovo, colesterol e doenças cárdio vasculares Durante muitos anos, o ovo se tornou vilão por conta de mitos relacionados a elevação nos níveis séricos de colesterol e doenças coronarianas dos consumidores (Ayim-akonor & Akonor, 2014). Pesquisas recentes ajudam a dissipar essas informações errôneas (Zazpe et al., 2013; Rong et al., 2014), porém, al-


guns consumidores ainda acreditam nessa relação, inclusive, tendo os ovos brancos com os principais responsáveis por esse aumento (Sass et al., 2018). O Framingham Heart Study foi um dos primeiros estudos a mostrar uma relação entre o colesterol sérico e doenças cardíacas, e foi hipotetizado que o colesterol da dieta era um modificador da doença cardíaca através dos efeitos nos lipídios séricos (Dawber, Moore & Mann, 1957). Porém, estudos epidemiológicos mais recentes tipicamente mostram uma falta de associação entre colesterol dietético e / ou ingestão de ovos e risco de doenças cárdio vasculares na população geral (Rong et al., 2013, Virtanen et al., 2016). Os efeitos do consumo de ovos sobre o risco de doenças cardio vasculares em indivíduos que possuem uma resposta maior a absorção de colesterol ainda precisa ser mais estudada, pois indica que seja uma pré-

-disposição genética (Clayton,Fusco & Kern, 2017) No entanto, parece haver uma relação mais consistente entre a ingestão de ovos e doenças cárdio vasculares em diabéticos (Rong et al., 2013; Shin et al., 2013), porém, isso nem sempre é encontrado (Larsson, Akesson & Wolk, 2015). Curiosamente, esse risco em diabéticos pode estar relacionado ao conteúdo de fosfatidilcolina dos ovos (Zheng et al., 2016), e não ao colesterol, uma vez que o colesterol da dieta é mais absorvido em populações obesas e resistentes à insulina em comparação com indivíduos magros (Pihlajamaki et al., 2004; Miettinen & Gylling, 2000), ainda necessitando de mais estudos relacionados ao assunto ( Blesso & Fernandez, 2018). Atualmente, os ovos são uma importante fonte de colesterol na dieta ocidental típica, onde uma gema grande contém aproximadamente 200 mg de colesterol (Keast et al.,

Grandes avanços foram feitos nos últimos anos em nossa compreensão dos mecanismos moleculares pelos quais os ácidos graxos da dieta influenciam o metabolismo do corpo e uma dieta balanceada desempenha um papel importante na manutenção da saúde

Revista do Ovo

25


Nutrição 2013). Sabe-se que a gordura saturada aumenta fortemente o colesterol no soro, e os ovos, que são relativamente baixos em gordura saturada, contribuem apenas com cerca de 2,5% da ingestão total de ácidos gordos saturados entre os adultos dos EUA ( O’Neil et al., 2012).

Ovos como alimento funcional Grandes avanços foram feitos nos últimos anos em nossa compreensão dos mecanismos moleculares pelos quais os ácidos graxos da dieta influenciam o metabolismo do corpo e uma dieta balanceada desempenha um papel importante na manutenção da saúde. Os níveis de certos nutrientes (vitamina E e DHA) poderiam ser aumentados no ovo de tal forma que o consumo de um único ovo poderia fornecer esses nutrientes em quantidades comparáveis ou superiores às necessidades diárias (Surai & Sparks, 2001). As Aves selvagens produzem ovos naturalmente ricos em ácidos graxos ômega-3(N-3) , vitamina E, carotenoides e selênio. Porem, uma dieta pobre, acarreta na diminuição desses nutrientes, acarretando em um enriquecimento artificial da alimentação animal para se ter, novamente, um ovo enriquecido (Surai & Fisinin, 2015, Amaral et al., 2016). Atualmente, o mercado de ovos está se expandindo e o consumidor tem ao seu alcance uma grande variedade de ovos, como os convencionais, de galinhas poedeiras brancas e marrons, ovos caipiras, orgânicos e enriquecidos com ômega 3 e enriquecidos com vitaminas (Sass et al., 2018).

Benefícios para a saúde O ovo possui nutrientes em sua composição ( Figura 1) que conferem uma série de efeitos à saúde devido ao seu conteúdo proteico, influenciando na síntese e manutenção da musculatura esquelética, confere saciedade que ajuda na manutenção do peso, além de possuir ação anti-inflamatórias (Fernandez & Andersen, 2016). Devido ao seu valor nutricional e características biológicas, as proteínas do ovo, rica em peptídeos bioativos (Liu et al., 2017), são extensivamente fraccionadas utilizando diferentes para se recuperar uma proteína pura, visando o desenvolvimento de novos produtos alimentícios. Porém, preocupações sobre respostas alergênicas induzidas por certas proteínas do ovo limitam seu uso, necessitando de novas técnicas para essa extração (Chang et al., 2018). Nos últimos anos, o mercado de alimentos funcionais tem sido amplamente explorado pela indústria e comércio, destacam-se o uso dos ácidos graxos pertencentes à família ômega-3 (Scollan et al. 2014) e do enriquecimento com

26

Revista do Ovo


vitamina E (Jiang, Zhang & Shan, 2013). Os benefícios para a saúde relacionados aos ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa ômega-3 (n-3 LC-PUFA) são geralmente conhecidos. No entanto, o consumo humano médio desses ácidos graxos é baixo e não atinge o consumo diário recomendado de 250 mg / dia na maioria dos países do mundo. Influenciar a composição n-3 LC-PUFA de ovos poderia servir como uma solução possível. (Lemahieu et al., 2017). A principal vantagem para o consumidor de ovos ômega-3 é um enriquecimento de lipídeos plasmáticos, diminuição da concentração plasmática de triglicerídeos, diminuição das pressões arteriais sistólica e diastólica e agregação plaquetária Em alguns experimentos, mesmo o nível total de colesterol plasmático foi reduzido devido ao consumo de ovos modificados. Portanto, o consumo de 1-2 ovos enriquecidos com ômega-3, diariamente, pode promover benefícios à saúde, (Surai & Sparks, 2001). Um ovo grande as-

sim obtido pode fornecer mais de 600 mg de ácidos graxos ômega-3, equivalentes a aproximadamente 100 g de peixe (Sim & Sunwoo, 2002). Atualmente, os ovos projetados desta maneira são facilmente acessíveis aos consumidores em todo o mundo (Lesnierowski & Stangierski, 2018). Os ovos, mesmo já sendo rico em vitaminas em sua composição, possui a sua versão enriquecida em vitamina E (Surai & Fisinin, 2015). Essa vitamina é necessária ao organismo, pois exerce funções antioxidantes, faz a manutenção das membranas das células, possui um efeito anti-inflamatório, promove estímulo da resposta imune, é considerado um antioxidante lipossolúvel natural, sendo essencial para humanos e muitos animais (Batista et al., 2007). A gema do ovo também é rico em lecitina, um composto essencial para a o funcionamento do sistema nervoso, formação do espaço intracelular, a normalização da atividade

das células cerebrais e necessária para as funções do fígado, além de redução do colesterol sanguíneo, sendo recomendado para pacientes diabéticos (Sodovoy et al., 2017)

Conclusão Os ovos são alimentos que se encaixam idealmente nos requisitos de um alimento funcional, podendo ser enriquecido com diversas vitaminas e ômega 3, provendo uma fonte e rica e barata na alimentação. Porém, ainda ocorrem desafios na sua produção, como a viabilidade econômica e manter as suas propriedades organolépticas, a fim de evitar a redução de sua vida de prateleira. Além disso, ainda existem barreiras significativas para se aumentar o consumo de ovos nos países ocidentais, pois ainda há a percepção de que o consumo de ovos está associado a um aumento nos níveis de colesterol no sangue, como consequência, é prejudicial à saúde e à expectativa de vida. Revista do Ovo

27


Certificação

Sistema pioneiro de produção de ovos recebe certificação SISBI no PR O certificado, emitido pelo Ministério da Agricultura e Prefeitura, permite a comercialização de ovos em todo território nacional. Atualmente, a Granja produz 220 mil ovos/dia e vende para cinco estados brasileiros

O

Carlos Massa Ratinho Junior, governador do estado do Paraná

28

Revista do Ovo

governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior participou no dia 23 de julho, em Cascavel, do evento de certificação SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) para a Granja Refem, que desenvolve um projeto pioneiro no Estado de produção de ovos a partir da criação de galinhas sem gaiola. O certificado, emitido pelo Ministério da Agricultura e Prefeitura, permite a comercialização de ovos em todo território nacional. Atualmente, a Granja produz 220 mil ovos/ dia e vende para cinco estados brasileiros. O governador disse que a Granja Refem se prepara de maneira pioneira para um movimento sem volta no mercado mundial, em respeito à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento sustentável. “Acredito que é um ganho para Cascavel e para todo o Oeste. Também uma nova metodologia de tratamento, tem todo um bem-estar animal por traz de uma empresa como essa”, afirmou. “E esse conceito é parte da vocação do Estado, produzir alimentos para o mundo. A nossa ideia é facilitar a vida dos empresários para que possam gerar empregos e aumentar suas indústrias porque isso melhora a vida das pessoas”, acrescentou. O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, disse que a certificação respalda a iniciativa da empresa de adotar modelo exigido pelos novos consumidores. Ele destacou que é uma conquista para o Oeste, uma das regiões mais produtivas do Estado, e que Cascavel foi o primeiro município a aderir ao SISBI em nível nacional. “É uma demonstração de como pode ser o Brasil que funciona bem, com visão estratégica, que acompanha o que acontece de melhor no mundo”, disse. Segundo ele, as certificações são exigências que pesam em favor dos negócios, e que o Paraná está buscando o bem-estar animal em todas as cadeias (boi, leite, suíno, frango de corte e peixe). Segundo Renato Festugato Neto, proprietário da empresa, a granja atende os compromissos da Agenda 2030, firmados pelos países-membros da ONU, a qual o Paraná tem a


O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, disse que a certificação respalda a iniciativa da empresa de adotar modelo exigido pelos novos consumidores. Ele destacou que é uma conquista para o Oeste, uma das regiões mais produtivas do Estado, e que Cascavel foi o primeiro município a aderir ao SISBI em nível nacional missão de implementar. “Devemos ter um retorno mais longo na atividade, mas acreditamos no futuro de que o consumidor vai remunerar este ovo. Estamos um passo adiante, temos que melhorar a produtividade e desenvolver produtos compatíveis com o que o mundo está fazendo”, afirmou. Ele citou que a Europa já proíbe a comercialização do ovo de galinhas de gaiola, que os Estados Unidos já consomem 30% na modalidade “cage free” (sem gaiola) e, o Brasil, menos de 1%. “Nosso país consome hoje 110 milhões de ovos por dia e somente 650 mil a 700 mil ovos têm a preocupação do bem-estar animal. Teremos capacidade de chegar a um milhão de ovos por dia. É um mercado em expansão, e viável, só teremos um período maior de maturação”, afirmou. GRANJA - A Granja Refem já está adequada às normas sanitárias da ONU, que vai exigir, a partir de 2021, que a produção em todo o mundo seja feita de forma mais natural, com aves livres de gaiolas e proibição do uso intensivo de químicos e medicamentos na ração. Até 2030, não será mais permitida a produção de ovos em sistema de gaiola. A empresa também inaugurou nesta terça-feira um entreposto para distribuição dos ovos com credenciamento do SISBI. Ele se soma aos granjeiros e ao resto da cadeia de produção, seleção e distribuição. Atualmente, o negócio conta com 250 mil aves e com uma produção diária de 220 mil ovos. A granja emprega 140 pessoas. “A nossa granja deve ser a primeira no Paraná com a

certificação internacional, a certified human, que está em 187 países. São objetivos difíceis de cumprir pelas exigências, mas temos feito todos nas formas necessárias e conseguimos a certificação”, afirmou Festugato Neto. Ele investiu cerca de R$ 27 milhões na reformulação do negócio e a projeção é adequar ainda mais a área de aviários para atingir 500 mil aves de postura e produção diária de um milhão de ovos. Cerca de 60% dos recursos são de capital próprio e 40% da linha Inovagro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Festugato afirma que a produção é focada no mercado interno. “As famílias estão de olho em um ovo livre de antibiótico, com uma energia vital que vem da galinha dentro do ovo melhor. Esses consumidores já enxergam esse ovo para colocar na mesa, também uma preocupação com a saúde animal”, disse. CAGE FREE - O sistema cage free pressupõe que as galinhas fiquem soltas dentro de um espaço reservado para a produção de ovos. Grandes varejistas trabalham somente com ovos do sistema cage free em suas cadeias de suprimentos. SISBI - O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar. PRESENÇAS - Estiveram presentes os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do Governo), Márcio Pacheco, Coronel Lee e Marcel Micheletto; o diretor-presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Eduardo Bekin; o presidente da Cohapar, Jorge Lange; o secretário municipal de Agricultura, Nei Hamilton Haveroth; e o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Alécio Espinola.

SANEX. Inovação e Qualidade

Aditivos zootécnicos, alimentos funcionais e bem-estar animal para avicultura.

NeoAcid

Acidificante Solúvel Sanex

Produzido com exclusivo processo industrial de proteção de ácidos orgânicos puros, liberação dos ativos em diferentes porções do trato gastrointestinal, eficácia comprovada como alternativa aos antibióticos promotores de crescimento, excelente retorno sobre o investimento e ação comprovada em programas de controle integrado de Salmonella sp.

O Acidificante Solúvel Sanex é a primeira associação de ácidos orgânicos em pó solúvel do mercado. Excelente ferramenta para substituição dos antibióticos e quimioterápicos em diarreias inespecíficas. Segurança na aplicação e necessidade de reduzido espaço de armazenagem e transporte. Facilidade na aplicação e período de retirada zero, podendo ser usado em todas as fases de produção.

Lecipalm

Eletrólito Alto Desafio

Aditivo emulsificante produzido com exclusivo processo de secagem da lecitina de soja em temperatura ambiente, garantindo a integridade e as características físico-químicas das substâncias originais. Comprovada ação emulsificante de gorduras da dieta, otimizando a energia da ração, com excelentes resultados zootécnicos nas dietas pré-iniciais, crescimento, terminação e nutrição de matrizes pesadas.

Solução técnica de suplementação hidroeletrolítica equilibrada, com elevada biodisponibilidade e ação rápida. Indicado para uso em períodos de estresse: calor, frio, transporte, vacinações, jejum pré-abate e coadjuvante nos tratamentos medicamentosos. A apresentação na forma de pastilhas efervescentes para uso via água de bebida, embaladas individualmente, facilita a aplicação e a velocidade de resposta.

Inovação e qualidade, desde 2004 de forma pioneira nas áreas de nutrição e bem-estar animal. Pesquisamos, desenvolvemos e industrializamos inovações em alimentos funcionais, aditivos zootécnicos e condicionadores ambientais.

Revista do Ovo www.sanex.com.br

29


Nutrição

RJ recebe primeira versão plant based de ovos do país Mantiqueira realiza lançamento do primeiro substituto de ovos do país – a versão plant based (100% vegetal)

O

Rio de Janeiro recebeu em julho no espaço La Fruteria, no RJ, o lançamento do primeiro substituto de ovos do país – a versão plant based (100% vegetal) criada pelo Grupo Mantiqueira – o N.ovo, indicado para veganos, intolerantes e alérgicos ao alimento, que tem como ingrediente principal o amido de ervilha. Batizado de N.Ovo, o produto em pó é uma versão plant based, caracterizada pela eliminação de alimentos de origem animal , indicado para veganos, intolerantes ou alérgicos ao alimento. O produto é disponibilizado em uma embalagem, que remete a uma caixa de ovos, porém, é apresentado no formato de pó. Uma caixa possui uma quantidade de pó equivalente a 12 ovos. O propósito do N.ovo não é ser consumido diretamente, mas ser utilizado como substituto do ovo em receitas. “Antes de lançarmos o N.Ovo. fizemos muitas pesquisas em feiras ao redor do mundo. Tivemos acesso a todos os produtos que substituem ovos e fizemos alguns testes até chegarmos nesse que julgamos ser a melhor solução, tanto pela aplicabilidade quanto pela saudabilidade. O setor de Inovação e Pesquisa & Desenvolvimento da Mantiqueira já está trabalhando para que em breve seja lançado um substituto para o ovo de mesa, que poderá ser usado no preparo de omeletes e ovos mexidos” - conta Amanda Pinto, Gestora de novos projetos do Grupo Mantiqueira. O lançamento contou com a colaboração da nutricionista Alessandra Luglio, conhecida por abraçar a causa dos animais, que participou ativamen-

30 Revista do Ovo


te de todo processo de desenvolvimento do produto. Veja agora, uma entrevista com Amanda Pinto, Gestora de Novos Projetos do Grupo Mantiqueira e filha do fundador da marca, Leandro Pinto, na qual ela explica mais detalhes do produto: Porque a Mantiqueira entrou no mercado de produto em sua versão plant based? Para o Grupo Mantiqueira é importante sempre atender à necessidade de diferentes públicos. Desenvolver versões veganas de alimentos tradicionais já é uma tendência do mercado, e nós decidimos apostar nesse novo produto. Boa parte da demanda vem de pessoas não veganas, que associam o veganismo com saudabilidade ou que decidem fazer uma opção mais sustentável de consumo ocasionalmente, além dos intolerantes e alérgicos ao alimento. Foram necessários dois anos para encontrarmos ingredientes substitutos e chegar à fórmula ideal. Nosso produto chegou às gôndolas dos supermercados recentemente, e em pouco mais de um mês, já está em 700 pontos de vendas de seis estados, a maior parte em São Paulo e no Rio. Até o fim do ano, esperamos chegar a mais de 2 mil. O diferencial da linha que oferecemos é a produção, que é realizada em território

nacional. Dessa forma, foi possível reduzir o custo final dos produtos, permitindo atingir um mercado consumidor maior. Qual é o tamanho deste mercado? Não sabemos precisar exatamente quando esse mercado começou a crescer no Brasil, mas notamos o seu crescimento no mundo e sabemos que os brasileiros costumam abraçar rapidamente as tendências mundiais. Com isso pensamos “por que não termos no nosso portfólio que já é o mais extenso do mercado um produto para atender a essa nova demanda? ”. Alguns podem entender que a empresa está criando um competidor para si mesmo, não? A Mantiqueira não está criando um competidor para si mesmo, mas está oferecendo aos consumidores o acesso a produtos sem origem animal, sendo uma opção também para os alérgicos a ovos. Ou seja, muitas pessoas que já não consomem ovos, poderão consumir esse produto. Qual o impacto desse mercado para os negócios da empresa? Por enquanto o impacto é mínimo. Esse é um mercado que ainda estamos criando e provavelmente não representará nem 5% do faturamento da empresa nesse início.

Explique um pouco mais sobre o processo de fabricação do produto. A ervilha é uma fonte de proteína de origem vegetal riquíssima, uma ótima opção para quem é vegano ou possui algum tipo de intolerância ou alergia à proteína presente no ovo. O N.Ovo é feito de poucos e selecionados ingredientes, tendo como base em sua fórmula o amido de ervilha, a proteína de ervilha, linhaça dourada integral e moída e um mix de fermentos. A ervilha usada no N.ovo passa por um procedimento complexo, feito em laboratório, que isola a proteína dos demais nutrientes. O produto não é ovo em pó, mas sim um substituto à base de plantas. Misturado à água, o produto substitui o papel de um ovo, que com ingredientes estrategicamente combinados dá crescimento e ação emulsificante para receitas de panificação, como bolos, tortas e pães. Com o N.Ovo é possível fazer bolos e pães macios e fofos, assim como tortas com massas que se ”ligam” e não se desmoronam. Os níveis de proteínas do produto são compatíveis com os dos ovos convencionais? Não. O N.ovo foi criado para substituir os ovos em sua funcionalidade, ou seja, em suas diversas funções em receitas. Não foi criado para substituir o ovo nutricionalmente. Revista do Ovo

31


Agronegócio

Surge no radar um acordo comercial com os EUA O novo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação reforçando o papel das Américas na produção e exportação de alimentos Autor: Marcos Fava Neves

D

e estudos mundiais relevantes que pude ver publicados em julho, vale destacar o novo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação reforçando o papel das Américas na produção e exportação de alimentos. O estudo coloca que América Latina e o Caribe devem passar de 23 para 25% das crescentes exportações mundiais dos agronegócios até 2028. Divididas pelas principais commodities, em dez anos o açúcar cresce 7%, arroz 24%, trigo 23%, oleaginosas 40,5%, carne bovina 57%, frango 27% e suínos 33%. Impulsionados por este aumento de exportações, a produção de cereais deste grupo de países crescerá 22%, puxando para cima a média mundial de crescimento prevista em 15% (a produção mundial atingirá 3,053 bilhões de toneladas). Nas carnes, nossa região crescerá 16%, também acima do crescimento mundial de produção, prevista em 13%. Ou seja, bem mais que a média mundial. O relatório fortalece nossa hipótese de que o abastecimento das crescentes importações da Ásia e da África (apesar de que a taxa de crescimento do consumo mundial de grãos cai de 2,1% a.a. para 1,2% a.a.) será feita pela nossa produção. O ponto negativo é que relatório também prevê que os preços em dólar caiam cerca de 1,2% ao ano em termos reais, ou seja, temos mercado, mas é preciso de mais eficiência para ter lucro. No caso do milho aguardam que em 2028 a produção tenha aumenta-

32

Revista do Ovo

do 183 milhões de toneladas, assim distribuídas: China 47 m.t.; EUA 31 m.t.; Brasil 25 m.t.; Argentina 17 m.t. e Ucrânia 6 m.t. O consumo em 2028 seria de quase 190 milhões de toneladas a mais. Na última década o consumo cresceu 265 milhões de toneladas (comparando-se ao que era consumido em 2008 com 2018). O mercado importador de milho crescerá 33 milhões de toneladas, atingindo 193 milhões em 2028, e 90% será exportado por cinco países (EUA, Brasil, Argentina, Ucrânia e Rússia). Os cinco maiores compradores mundiais de milho serão México, União Europeia, Japão, Coréia do Sul e Egito, com quase 45% do total. Pelo mesmo relatório, nos próximos 10 anos, o crescimento da produção de soja no Brasil deve superar 1,8% ao ano, e nos EUA, 1,2% ao ano. Por esta projeção, chegaremos a produzir 144 milhões de toneladas de soja em 2028. A China deve importar cerca de 113 m.t. de soja em 2028, quase 65% do total. Quase 90% da soja exportada será do Brasil, EUA e Argentina, sendo que o Brasil deve atingir sozinho mais de 42%. Ou seja, um vendedor com mais de 40% e três vendedores com 90%. O Banco UBS também lançou um estudo (Food Revolution) onde mapeia oportunidades de US$ 700 bi no agro com as novas tecnologias e a digitalização. O uso de tecnologia aumentará bastante (estimam que seja um mercado de US$ 90 bilhões em 2030) e o mercado de proteínas vegetais (carnes de laboratório) devem saltar para US$ 85 bilhões em 2030 contra os atuais US$ 4,6 bilhões. O

delivery é outra área em crescimento, aumentando cinco vezes em 12 anos. Enfim, grandes oportunidades pela frente. Ainda na temática mundial do agro em julho, mais detalhes sobre o acordo com a União Europeia foram divulgados. Pela análise do MAPA, quando em regime total, 82% dos produtos agro do Brasil terão acesso livre ao mercado europeu. Outros 18% dos produtos passarão por cotas. Diversas frutas que pagavam tarifas ao redor de 10% irão a zero em 10 anos (melancia, maçã, limão, lima, abacate, uva, entre outras). No caso do café processado em quatro anos, cai a zero a tarifa atual de 9%, no fumo também cai a zero de 4 a 7 anos, dependendo do estágio de processamento. Para peixes e outros pescados de 7 a 10 anos para caírem todas as tarifas. Estes fazem parte dos 82% que não terão restrições de cotas. Dos que terão cotas (volumes), vale destacar a carne bovina (99 mil toneladas peso carcaça com tarifa de 7,5%), e a tarifa de 20% da cota Hilton (10 mil toneladas) cai a zero no início da vigência do acordo. Nas aves a cota estabelecida foi de 180 mil toneladas com tarifa zero. Na suína, perdurou uma tarifa de 83 euros por tonelada para 25 mil toneladas, e no ovo 3 mil toneladas sem tarifa. No açúcar são 180 mil toneladas sem tarifa, no arroz 60 mil toneladas e no milho, 1 milhão de toneladas. Estes volumes todos podem aumentar a partir do quinto ano de vigência. No caso dos biocombustíveis, o etanol ficou com 450 mil toneladas de cotas para tarifa zero. Abre-se mais o mercado para cachaça cuja taxa cai de 9


para 0, em 4 anos (fonte: MAPA). As tarifas para o suco de laranja também vão a zero em 10 anos. Outro estudo interessante lançado em julho este no Brasil, foi a tradicional estimativa de 10 anos do Ministério da Agricultura. No cenário base, teremos que plantar a mais nos próximos 10 anos o total de 10,3 milhões de hectares. Iríamos dos atuais 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões quando se consideram todas as lavouras e especificamente nos grãos, saltaremos de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões. Com este aumento de área e de produtividade, passaremos das atuais 236,7 milhões de toneladas para 300 milhões produzidas. Boas notícias e oportunidades para o médio prazo. No curto prazo desta safra, a variável mais importante agora é acompanhar o desempenho da gigantesca safra americana. O fato é que áreas do corn belt americano agora enfrentam fortes temperaturas e

período muito seco. Existe muita incerteza ainda com relação à produtividade desta safra. No final de julho as lavouras de milho classificadas com boas ou excelentes eram 58%, 14% abaixo da safra passada, que tinha 72% nestas condições. Na soja, 54% classificadas com boas ou excelentes, contra 70% do ano passado. Ainda há incerteza também na área total plantada e qualquer problema climático adicional trará grande impacto. Os preços dos grãos ficaram estáveis no mês, e este ponto é o que pode fazer variar mais fortemente em agosto. No âmbito da peste suína africana, a China importou em junho mais de 160 mil toneladas de suínos, volume 63% maior que o mesmo mês de 2018. No ano, as importações chinesas passaram de 800 mil toneladas, 26% a mais. Os preços subiram mais de 20% ao consumidor, e as importações de carne bovina estão batendo recordes, rumando para 150 mil toneladas ao mês, sendo até o momen-

to, a Austrália, o grande ganhador nas exportações para este mercado, com crescimento de 55% em relação ao ano passado. Preocupa a inflação dos alimentos na China e isto pode ter impactos positivos ao agro brasileiro. Também o esperado gesto de “goodwill” (boa vontade) dos chineses em retomar importações do agro americano não aconteceu em julho. Vamos observar em agosto. Para concluir um mês com bons sinais de longo prazo no seu último dia, Ministro Paulo Guedes anuncia oficialmente o início dos trabalhos para a construção de um acordo comercial entre EUA e Brasil. Ai sim estamos falando de coisas grandes. Vejam só, mesmo em produtos do agronegócio, os EUA importaram ano passado US$ 130 bilhões, e suas importações aumentaram US$ 50 bilhões em 10 anos. O Brasil exportou US$ 100 bilhões, ou seja, só os EUA importam mais do que exportamos no mundo todo.

Revista do Ovo

33


Bem-estar animal

Bem-estar animal na produção de ovos é tema de curso da Embrapa e USP em Pernambuco Foram discutidos os avanços técnicos e as práticas de bem-estar animal aplicadas na avicultura de postura no país, unindo no discurso a visão do Governo, das empresas e dos produtores

A

vicultores, profissionais, alunos de graduação e pós-graduação participaram de uma atualização e socialização de conhecimentos sobre bem-estar animal na produção de ovos no dia 1º de agosto em São Bento do Una-PE.

Durante uma tarde, foram discutidos os avanços técnicos e as práticas de bem-estar animal aplicadas na avicultura de postura no país, unindo no discurso a visão do Governo, das empresas e dos produtores. Ao mesmo tempo, será proporcionada aos produtores de ovos uma atualização do tema na

cadeia produtiva. O evento, promovido pela Embrapa e Nupea-Esalq/USP, foi realizado paralelamente à IV Feira da Avicultura do Nordeste e Festa da Galinha e acontece no auditório da Escola Técnica Estadual Governador Eduardo Campos, no Parque de Exposições do município.

Conheça mais detalhes do projeto com o artigo abaixo, disponibilizado para a Revista do Ovo pelos pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, Helenice Mazzuco e Paulo Abreu. O setor de postura se dinamizou ao longo do tempo para atender as exigências do consumidor bem como diminuir as perdas produtivas. Este fato é notável diante da tendência de automação do sistema de postura, com a inserção de esteiras para a coleta dos ovos, arraçoamento automático, bem como o monitoramento das condições ambientais no interior dos galpões em sistemas controlados. Embora esta dinamização tenha contribuído positivamente no setor de postura, a utilização de gaiolas convencionais em combinação com altas densidades de alojamento de galinhas poedeiras, utilizadas no sistema brasileiro de produção de ovos, é um fator preocupante tanto para a saúde

34 Revista do Ovo

e bem-estar das aves, quanto para os prejuízos econômicos que o produtor pode ter. Dessa forma, atualmente a atenção tem focado nos diferentes tipos de sistemas de criação de aves poedeiras e na proibição do uso das gaiolas convencionais. Entretanto, esta exigência está vinculada por enquanto aos países da União Europeia, bem como aos que proibiram a criação de galinhas poedeiras em gaiolas convencionais. No Brasil, este assunto vem recebendo destaque devido à pressão internacional para que sejam oferecidas melhores condições de vida aos animais de produção, fato este, que representa o primeiro passo para mudanças no sistema produtivo. Devido ao custo para se adequar aos

sistemas já adotados no exterior, o Brasil deve enfrentar um período de adaptação, buscando métodos alternativos para melhorar o bem-estar de galinhas poedeiras, sem, contudo, encarecer demasiadamente o sistema ou modificar o manejo já adotado. As boas práticas de manejo que também visam o bem-estar animal têm despertado muita atenção da comunidade cientifica provocando pequenas mudanças nos sistemas atuais de criação. Juntamente com as questões ambientais e de segurança alimentar, a manutenção do bem-estar animal vem sendo considerada um grande desafio da produção animal. Além disso, existe uma preocupação da população em consumir produtos de animais


que foram criados em sistemas que promovam o bem-estar. A maioria dos sistemas de criação de galinhas poedeiras está vinculado ao uso de gaiolas convencionais. Entretanto, algumas adaptações devem ser feitas para melhorar o bem-estar destas aves. A sigla BEA-Ovos foi denominada ao projeto financiado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) - “Bem-Estar na Produção de Aves Poedeiras” e que teve por objetivo sensibilizar e promover a orientação técnica do setor produtivo em prol de melhorias das práticas de manejo e alojamento no atual sistema vigente no país (gaiolas) bem como preparar e estimular a cadeia produtiva brasileira para o atendimento às novas exigências de mercados importadores, como a produção de ovos “fora-de-gaiola”, atualmente não normatizada no país. Houve um Edital do MAPA, por meio da SDA - Secretaria de Defesa Agropecuária, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal (CBPA) da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo (SMC) objetivando a cooperação técnica entre o MAPA, a

Embrapa Suínos e Aves, e a ESALQ / USP, junto ao Núcleo de Pesquisas em Ambiência (NUPEA), para viabilizar a atualização e orientação de produtores rurais e multiplicadores sobre as alternativas tecnológicas de alojamento e manejo de aves de postura considerando as atuais estruturas e sistemas de produção da cadeia de ovos visando as boas práticas de manejo. Estes objetivos foram alcançados por meio da realização de seminários técnicos/capacitação para produtores rurais, técnicos de campo e profissionais da agroindústria e da redação e publicação de material didático contendo cartilhas e vídeo-aulas, em assuntos como debicagem, muda induzida, de população de aviários, modificações em aviários para criação de aves no piso, gaiolas enriquecidas, entre outros, disponibilizados nas páginas eletrônicas da EMBRAPA, NUPEA e MAPA. De maneira geral, os painéis de treinamento apresentaram temas que abordaram a visão do governo considerando o fomento, sensibilização, competência e fiscalização da cadeia produtiva de ovos em relação à práticas e iniciativas em bem-estar animal; os avanços técni-

No Brasil, o bem-estar animal vem recebendo destaque devido à pressão internacional para que sejam oferecidas melhores condições de vida aos animais de produção Revista do Ovo

35


Bem-estar animal

cos e práticas de bem-estar animal aplicadas à avicultura de postura comercial; a conexão entre o bem-estar das aves frente às condições de ambientação, nutrição, comportamento e de estresses de variadas ordens e sua relação na manifestação de doenças ou de resistência às mesmas incluindo a condição sanitária e seus reflexos na qualidade e nas características desejáveis no ovo de mesa, bem como os avanços técnicos em equipamentos e ambiência considerando o sistema produtivo conhecido como “fora-de-gaiola”. Igualmente houve espaço para a apresentação do tema sob o ponto de vista das ONGs envolvidas com a proteção e fomento ao bem-estar de poedeiras comerciais, ética na produção animal, auditorias, análise econômica, bem como a apresenta-

36

Revista do Ovo

ção de “cases” empresariais da produção de ovos “fora-de-gaiola” no país, considerada como nicho de mercado e em franca expansão. Durante o 1º Simpósio Brasileiro de Bem-Estar na Produção de Ovos e o 1º Egg Production Precision Day realizados em Piracicaba - SP, foi elaborada a Carta de Piracicaba, documento no qual os participantes elencaram ações necessárias para análise do momento atual em que se discute o bem-estar animal e outras práticas visando à evolução do setor de postura. Até o presente momento foram realizados 12 treinamentos, tendo como público alvo, os produtores oriundos dos principais polos de produção de ovos no país incluindo as cidades de Bastos, Guatapará, Ribeirão Preto e Piracicaba, no Estado

de São Paulo; Medianeira, Realeza e Maringá no Estado do Paraná; Venda Nova do Imigrante, no Espirito Santo e São Bento do Una, em Pernambuco. O público presente nesses eventos ultrapassou 1700 participantes, envolvendo igualmente estudantes e técnicos da agroindústria interessados nesse tema. Duas outras participações como convidados com palestras sobre o projeto, foram realizadas em outros eventos. De forma geral é necessário mudar o pensamento do produtor, focando nesse nicho de mercado. O produtor precisa começar a se preparar desde já, investindo em tecnologias para obter retorno lá na frente. Ele vive disso, precisa ter lucratividade para garantir a sustentabilidade do negócio em médio e longo prazo e o bem-estar das poedeiras.


Evento

Espírito Santo: Assembleia Legislativa cria frente parlamentar para avicultura e suinocultura

O

Uma das metas é a ampliação das exportações e a promoção de melhorias da logística para suprimento de insumos agrícolas

s setores de avicultura e suinocultura do Estado do Espírito Santo agora contam com uma representação no poder legislativo após a autorização da criação Frente Parlamentar em Defesa e Fomentação da Avicultura e Suinocultura no Espírito Santo, que foi aprovada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), no último mês de julho. Tendo entre as metas a ampliação das exportações e a promoção de melhorias da logística para suprimento de insumos agrícolas, a iniciativa foi proposta ao presidente

da Casa, deputado Erick Musso, pelo deputado Adilson Espindula. O grupo parlamentar também pretende aprimorar a legislação estadual que envolve os dois setores, apoiar a simplificação da carga tributária e a desburocratização de licenças. Além disso, os obstáculos enfrentados pelos produtores capixabas das duas cadeias produtivas estão entre as pautas que serão debatidas pela comissão. A composição da mesa diretora da nova frente parlamentar, que contará com três deputados nos cargos de presidente, vice-presidente e secretário (a) executivo (a), respecti-

vamente, além de nove parlamentares atuando como membros efetivos, será definida nas próximas semanas. O diretor-executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e da Associação de Suinocultores do Espírito Santo, Nélio Hand, falou sobre a importância da criação da frente parlamentar para os dois setores. “Existem vários temas e demandas em nossos setores, muitos deles recorrentes. O apoio político no contexto de vários desses é de suma importância para que possam receber resolução”, afirma o executivo.

Revista do Ovo

37


Informativo Técnico Comercial

Cálcio orgânico: maior disponibilidade e absorção intestinal pelas aves O cálcio tem sido um dos nutrientes mais pesquisados nos últimos anos

Autores: Verônica Lisboa Santos, Carlos Ronchi, Juliana Bueno da Silva e Fabiana Luiggi

D

e acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) o consumo de ovos per capta, brasileiro, em 2018, cresceu, aproximadamente 10% em relação ao ano anterior, alcançando 212 ovos por habitante/ ano. Projeta-se para 2019 novo crescimento no consumo, ultrapassando 225 ovos/habitante. Em razão de sua importância para a formação da casca do ovo, o cálcio tem sido um dos nutrientes mais pesquisados nos últimos anos.

38

Revista do Ovo

Na avicultura de postura, perdas de enorme importância econômica para o avicultor estão relacionadas com a qualidade de casca dos ovos e aos índices de quebras que se traduzem em prejuízos diretos (GARCIA, 2004), sendo este fator primordial para garantir a qualidade do material no período de armazenamento ou incubação. Problemas relacionados à qualidade da casca são de ordem multifatorial, sendo importante destacar aqueles relacionados à nutrição, ao manejo, ao ambiente, genética e fisiologia (como a idade das aves). A casca pode ser considerada um conjunto de membranas, que são cober-

tas pela deposição de cristais de carbonato de cálcio (BUTCHER e MILES, 1990. Constituída por uma armação de substâncias orgânicas (escleroproteína e colágeno) e por 90% de minerais dos quais 98% são cálcio em forma de carbonato de cálcio, 0,9% de carbonato de magnésio e 0,9% de fosfato de cálcio (Ordonez, 2005), a melhor qualidade da casca está diretamente relacionada ao aumento da espessura e sua resistência à ruptura,


capaz de reduzir o número de ovos quebrados. Poedeiras em fase de postura demandam alta quantidade de cálcio, não só para a manutenção do metabolismo ósseo, como para deposição na casca dos ovos. A deposição diária desse mineral na casca do ovo corresponde a 10 % do total estocado no organismo da ave, evidenciando sua importância na alimentação das poedeiras (Mazzuco, 2006). O cálcio é obtido via circulação sanguínea após absorção intestinal (duodeno e jejuno); via reabsorção óssea, particularmente dos ossos medulares (como a tíbia e úmero) ou, sob algumas condições de deficiência de cálcio, também de ossos estruturais como o osso cortical, em vista destes fatores, destaca-se a importância da oferta de cálcio com alta biodisponibilidade às aves. A importância relativa do intestino e ossos como fontes de cálcio depende da concentração do mineral na dieta. Se esta estiver próxima ou superior a 3,6 %, a maior parte do cálcio da casca é derivada diretamente do intestino; porém, se o nível de cálcio for igual ou menor a 2 %, 30 a 40 % do cálcio presente na casca do ovo será suprido via reabsorção do osso. A reabsorção óssea ocorre com maior intensidade quando as fontes de cálcio não estão disponíveis no trato digestivo para pronta utilização e deposição na casca, que ocorre geralmente no período noturno. Desse modo, alta proporção de cálcio da casca é obtida dos ossos medular e cortical (Mazzuco, 2006) Historicamente, os nutricionistas têm utilizado minerais na forma inorgânica, buscando atender às exigências nutricionais das aves. Ao alcançarem o trato gastrointestinal os minerais devem ser inicialmente solubilizados para liberarem íons e serem absorvidos. No entanto, estando na forma iônica os minerais podem se complexar com outros componentes da dieta, dificultando a absorção ou tornando-os indisponíveis aos animais. A fim de minimizar estas incertezas, os níveis de minerais fornecidos nas dietas são frequente-

mente superiores aos mínimos exigidos para otimizar o desempenho, resultando em excesso de fornecimento, o que acarreta em maior gasto com alimentação e maior excreção no meio ambiente. As buscas por alternativas de maior biodisponibilidade, são de extrema importância para maximizar o desempenho animal e minimizar custos. A suplementação das dietas com minerais orgânicos em substituição aos convencionais inorgânicos tem estado presente em várias pesquisas, em virtude da melhor absorção destes e da preocupação com questões ambientais. Os minerais orgânicos além de oferecerem maior estabilidade beneficiam-se de uma proteção bioquímica contra as distintas reações químicas que podem ocorrer quando agregados na própria dieta, esperando-se um melhor desempenho das aves, uma maior absorção e utilização dos mesmos (Brito et al. 2006). Segundo Reddy et al. 1992 a suplementação da dieta de poedeiras com minerais orgânicos pode trazer benefícios, tais como: maior taxa de crescimento, maior ganho de peso, maior produção e melhora na qualidade dos ovos, redução da taxa de mortalidade e no efeito do estresse. Preconiza-se que minerais orgânicos tenham maior solubilidade, estrutura química estável e natureza eletricamente neutra no trato digestivo. Logo, estes não participariam de reações que poderiam transformar o íon metálico livre em complexos insolúveis indesejáveis (Melo e Moura, 2009). Para melhorar sua absorção, o mineral deve estar previamente ligado para ser inerte e chegar ao ponto (sítio) de absorção no intestino delgado intacto. A segunda condição é a de ser absorvido sem necessidade de reorganizar suas moléculas para penetrar no enterócito (célula intestinal, por onde se realiza o transporte para a corrente sanguínea). Neste sentido, a vantagem de se utilizar minerais orgânicos está relacionada com a possibilidade de um maior controle do nível de minerais na cé-

Na avicultura de postura, perdas de enorme importância econômica para o avicultor estão relacionadas com a qualidade de casca dos ovos e aos índices de quebras que se traduzem em prejuízos diretos , sendo este fator primordial para garantir a qualidade do material no período de armazenamento ou incubação

Revista do Ovo

39


Informativo Técnico Comercial

O mecanismo de absorção dos minerais orgânicos é semelhante aos das proteínas. A diferença é que os minerais orgânicos são frequentemente menos hidrolisados no interior das células do epitélio intestinal

40 Revista do Ovo

lula, o que é possível pelos seguintes fatores: elevada biodisponibilidade do mineral, isto é, capacidade de transpor facilmente a barreira das paredes intestinais e entrar em circulação no organismo; baixa toxicidade e fácil inserção dos minerais nas moléculas específicas do organismo, onde exercem suas funções (Santos, 1998). Quando um mineral é ingerido existe mais do que um mecanismo de transporte disponível para levá-lo do lúmen intestinal ao sangue. O sistema usado depende da forma com que o mineral assume quando se apresenta à membrana celular da mucosa. O mecanismo de absorção dos minerais orgânicos é semelhante aos das proteínas. A diferença é que os minerais orgânicos, devido à sua estrutura, são frequentemente menos hidrolisados no interior das células do epitélio intestinal, sendo transportados intactos pelo sangue até o sítio de atuação onde, acredita-se, ocorra separação do íon metálico. Existe ainda a possibilidade de que, em alguns casos, dependendo do tipo de molécula, ele como um todo seja metabolicamente aproveitado (Santos, 1998). Deve-se considerara, ainda que, no intestino, o transporte dos íons

para o interior das células dá-se pela difusão passiva ou pelo transporte ativo, ou seja; para que esses íons sejam absorvidos, e atinjam a corrente sanguínea, órgãos e tecidos, eles necessitam estar atrelados a um agente ligante ou molécula transportadora, que permita a passagem através da parede intestinal. Muitas vezes estes íons não encontram o agente ligante e acabam sendo excretados. Nessas condições podem ocorrer perdas pela reação com compostos, como colóides insolúveis ou no processo de competição pelos sítios de absorção entre os elementos minerais, com interações antagônicas que inibem a absorção (Herrick, 1993). No caso dos aminoácidos quelatados, o elemento mineral metálico na molécula é quimicamente inerte por causa da forma de ligação. Esta ligação é estável, não sofrendo dissociação quando atingem o estômago (Ashmead, 1992).

Biodisponibilidade Na década de 80, partindo do princípio que a simples presença do nutriente na dieta não garante sua utilização pelo organismo, passou-se a utilizar o termo “Biodisponibilidade” para indicar a proporção do nutriente que é realmente utilizada pelo organismo (SOUTHGATE et al.,


Tabela 01: Ao final do período experimental, os seguintes resultados foram observados

1989). Esta definição, aceita preferencialmente como um conceito, persistiu até pouco tempo, entretanto, em 1997, no Congresso de biodisponibilidade realizado em Wageningen na Holanda, foi proposta uma redefinição, ou seja: “Biodisponibilidade é a fração de qualquer nutriente ingerido que tem o potencial para suprir demandas fisiológicas em tecidos alvos. A biodisponibilidade dos minerais orgânicos não é igual, variando de acordo com o ligante, constante de estabillidade, peso molecular, etc. (Santos, 1998). Os minerais na forma orgânica geralmente, utilizam as vias de absorção das moléculas orgânicas que os ligam, o que faz com que não tenham problemas de interações com outros minerais (Kratzer & Vohra, 1986). No caso dos aminoácidos quelatados, o elemento mineral metálico na molécula é quimicamente inerte devido à forma de ligação. Esta ligação é estável, não sofrendo dissociação das moléculas quando atingem o estômago (Spears, 1996). No jejuno o aminoácido do mineral quelatado age como agente transportador, permitindo a passagem do mineral através da parede intestinal para a corrente sanguínea. A separação do aminoácido quelante ocorre no local onde o elemento mineral metálico será utilizado (Ashmead, 1992). Em geral, a biodisponibilidade dos minerais na forma orgânica é dependente de três condições bási-

cas na estrutura do composto, que são: a forma de ligação com o metal, o peso molecular e a constante de estabilidade do quelato. Além disso, a biodisponibilidade dos minerais também varia de acordo com o tipo de fonte mineral (Santos, 1998). Entretanto, de fato, não parece haver dúvidas de que os minerais orgânicos têm biodisponibilidade maior que os minerais na forma inorgânica (Peixoto et al, 2005), Hamilton et al (1985) observaram maior espessura de casca nos ovos de aves alimentadas com cálcio de fonte orgânica, bem como, Melo et al (2009) que, ao suplementarem a dieta de codornas com alga marinha calcária, observaram aumento de 2,23% na espessura da casca. Resultados semelhantes a este foram relatados por Figueiredo Júnior (2010), onde a espessura da casca foi melhor quando usaram a forma orgânica dos minerais na alimentação das poedeiras Em pesquisa realizada em uma granja no interior do estado de São Paulo, foram avaliados dois lotes com 27.000 poedeiras Hy Line W36 cada. A avaliação teve duração de 10 semanas (73 a 83 semanas de idade das aves). O lote controle não recebeu suplementação de Cálcio orgânico na dieta e, o Lote 2 recebeu 1kg Cálcio orgânico/tonelada de ração Ao final do período experimental, os seguintes resultados foram observados conforme tabela 01. Aves ingerindo ração com suple-

mentação de cálcio orgânico apresentaram ovos com: • Aumento de 9,2% na RESISTÊNCIA DA CASCA. • Aumento de 6,81% na ESPESSURA DA CASCA. • Melhor altura de albúmen. • Coloração de gema mais acentuada. • Maior unidade Haugh.

Considerações Finais Otimizar a absorção dos nutrientes pelo organismo animal é um dos grandes desafios para atender às necessidades da produção, buscando a contínua melhora na produtividade, aliada à sustentabilidade. Assim, o uso de minerais orgânicos tem sido uma das alternativas encontradas por nutricionistas e produtores. Os resultados do uso de minerais orgânicos na nutrição de poedeiras e seus impactos sobre produção e qualidade dos ovos têm sido promissores. A maior biodisponibilidade do cálcio fornecido na forma quelatada proporciona, por sua maior biodisponibilidade e absorção, melhor qualidade de casca, sendo este um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores de ovos. Com o objetivo de proporcionar alternativas e soluções tecnológicas que atendam às necessidades de segurança alimentar e consolidação de resultados positivos, o uso de minerais na forma orgânica têm contribuído com os produtores a superar desafios. Revista do Ovo

41


Logística

Agro usa tecnologia para driblar desafios logísticos e econômicos Para planejamento de safras, existem tecnologias e soluções específicas que podem atender este empreendedor agro de forma específica, de acordo com seus objetivos e planejamento, incluindo a gestão de toda a logística que esse mercado necessita. Porém, para isso a visão de futuro se faz essencial Autora: Cintia Leitão de Souza, Head de Agronegócio da Senior Sistemas

C

omeçaria a valer no último dia 20 de julho as novas regras para o cálculo do frete mínimo de transporte de cargas publicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nessa nova edição da MP, a metodologia para o cálculo do frete mínimo deveria considerar 11 tipos de categorias de cargas. Deveriam ser considerados também o tipo de carga, os custos de deslocamento, os custos de carga e descarga, além de o número de eixos carregados. Haveria a aplicabilidade de multas para o descumprimento do pagamento dos pisos mínimos instituídos. Não obstante, ainda seria levada em consideração a distância percorrida pelo caminhoneiro. Digo seria porque, no dia 21, segunda-feira, dois dias depois da data prevista para as novas regras de cálculo entrarem em vigor, o governo voltou atrás e resolveu suspender as mudanças. Essa atitude, de lançar uma nova tabela com novas regras em um dia e 48 horas mais tarde anunciar o seu fim, é provavelmente o maior problema que o Brasil enfrenta para o seu crescimento. Não existe

42

Revista do Ovo


maior trava para o desenvolvimento do que a instabilidade e incerteza nas regras da economia.

Estabilidade: um bem necessário Vamos pensar na Austrália, por exemplo. O PIB australiano tem uma variação de 0.9% ao ano desde 1991. Você não irá encontrar a Austrália em nenhuma lista dos países que mais crescem no mundo, na verdade o seu PIB se mantém estável em 2,5% ano em média por mais de três décadas, mas é um dos países mais previsíveis do mundo para o empresário. Ele sabe exatamente quando e onde investir pois tem a confiança na estabilidade do país e certeza do seu crescimento, mesmo que modesto. Com isso podem fazer algo que para nós aqui do Brasil parece uma missão impossível: planejar o futuro. Para nós do agronegócio, sem planejamento, não existe safra. A comida que vai para a sua mesa hoje foi planejada com anos de antecedência. Um fazendeiro ou uma empresa do agro só pode investir em ações para melhorar a safra do próximo ano com uma avaliação que considere planejamento e estratégia, algo que envolve logística. Para planejamento de safras, existem tecnologias e soluções específicas que podem atender este empreendedor agro de forma específica, de acordo com seus objetivos e planejamento, incluindo a gestão de toda a logística que esse mercado necessita. Porém, para isso a visão de futuro se faz essencial.

Logística no agronegócio x desafios do país O Brasil ocupa a terceira posição de maior produtor mundial, liderando a produção dos principais cultivos como soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Toda essa complexa dinâmica de negócio e produção englobam uma cadeia que mais se adequa a um emaranhado de rotas ou de redes inter-

ligadas, de ponta a ponta, que passam por várias decisões logísticas. Porém, quando falamos sobre a infraestrutura logística no Brasil como um todo, na lista de transportes modais, as rodovias são as opções mais caras, só perdem para o transporte aéreo. Hidrovias e ferrovias deveriam --- mas não são --os meios mais lógicos e econômicos para o transporte de carga, principalmente se estamos falando de produtos alimentícios. Falta, entretanto, investimento para a construção de uma infraestrutura compatível com o montante dos commodities que produzimos e exportamos. Ferrovias necessitam de grandes investimentos e demoram anos, muitas vezes décadas, para estarem prontas. 70% do que produzimos utilizam-se ainda de rodovias. E essa é a discussão que realmente interessa ao futuro do nosso país. Como criar, de forma consistente e planejada uma infraestrutura nacional que atenda as demandas das nossas commodities? Um estudo publicado pela Fundação Dom Cabral em 2018, apontou que 12,37% do faturamento bruto das empresas têm sido corroídos pelos custos logísticos. Em outra pesquisa de 2015, dessa vez realizada por um pesquisador da ESALQ , estimou-se que o Brasil perde em média em uma safra, algo em torno de R$ 2 bilhões de reais em grãos de soja e milho. Esse dinheiro, literalmente, fica espalhado pelas estradas brasileiras, nunca chegando ao porto de destino. R$ 2 bilhões de reais todos os anos.

Estratégia: tecnologia Os números assustam, e com razão. Precisamos arregaçar as mangas e assumirmos a responsabilidade dos nossos papéis de líderes e profissionais de gestão no agronegócio. Considerando tantos empecilhos, desperdícios, distâncias e custos, a eficiência operacional faz parte da nossa lição de casa. É preciso investir em gestão e, com ela, em tecnologia. Apenas com controles e planejamento eficientes tere-

70%

do que produzimos utilizam-se ainda de rodovias mos diferenciais competitivos que nos permitam transitar com nossas mercadorias no país internamente e em todos os continentes alçando o agronegócio brasileiro a patamares ainda mais altos. A adoção de tecnologia não é mais uma opção, é mandatória. Para isso, contamos hoje com modernas tecnologias para gestão. Desenvolvemos e disponibilizamos soluções que otimizam e melhoraram toda a performance logística da cadeia do agronegócio. Conectamos dados desde o planejamento das instalações fabris, controles de acesso de funcionários e visitantes, gestão de pessoas, armazéns, controles de silos, balanças e de toda a parte logística permitindo o planejamento de fretes, previsibilidade de cargas e entregas portuárias. Como líder dentro de uma das maiores empresas de tecnologia para gestão do Brasil, afirmo que hoje estamos com tecnologia de ponta para defender e atuar com os nossos executivos do agronegócio. Não paramos de inovar, e mais do que isso, fazemos a nossa parte plantando para colher o Brasil agro que queremos amanhã. Revista do Ovo

43


Codornas

Programa especial Polinutri codorna chega a sua segunda edição

®

Após o sucesso da primeira edição empresa destaca esta semana em seu hotsite e redes sociais a segunda edição do conteúdo de apoio para as decisões dos criadores de codornas Gerente da Unidade Avicultura da Polinutri®, Lucielma Holtz. O Programa Especial Polinutri Codorna contará com três edições com temas distintos relacionados à criação

A

Polinutri® disponibilizou a segunda edição do Programa Especial Polinutri Codorna que traz a seguinte questão: “Você sabe do que sua codorna precisa hoje?”. Segundo a Gerente da Unidade Avicultura da Polinutri®, Lucielma Holtz, com o crescimento substancial da criação de codornas no Brasil e pela carência de informações relevantes em torno da genética e nutrição que apoiem a decisão dos criadores nacionais, o tema é mais que pertinente. “Após inúmeros testes de campo realizados pela equipe técnica Avicultura Polinutri® contamos em nosso portfólio com produtos capazes de atuar na performance das codornas”, descreve Lucielma. Ela salienta que esses animais não são como as demais aves. De acordo com a Gerente da Unidade de Negócios Avicultura da Polinutri®, a cada momento do ciclo produtivo as codornas necessitam de nutrientes específicos para se desenvolverem de forma saudável e postura. “Contamos com uma gama de soluções em nutrição - núcleos, premix e rações prontas – porque entendemos que nenhum alimento, sozinho, será capaz de atender as necessidades por todo ciclo de vida da ave”, justifica. Associado ao tema proposto, ao acessar o conteúdo os interessados poderão acessar uma série de peculiaridades da criação por meio dos canais “Você Sabia?” e “É bom sempre lembrar”. Ao todo, o Programa Especial Poli-

44 Revista do Ovo


A Polinutri conta com uma linha de premix e núcleos para a produção da ração capazes de gerar alta produtividade e performance na produção de codornas

nutri Codorna contará com três edições com temas distintos relacionados à criação. Na sequência, acompanhe mais informações em uma entrevista com Lucielma Holtz. Qual tamanho do mercado Brasileiro para a produção de ovos de codorna? Dados do IBGE indicam que o Brasil conta atualmente com um plantel estimado em 15,1 milhões de aves, com destacada presença no Sudeste do país tendo o maior plantel Santa Maria do Jetibá (ES), seguido por Suzano (SP), Bastos (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Perdões (MG). Qual é o consumo total de ração deste setor no Brasil? O mercado ainda é muito informal e não temos exatidão nessa quantidade, mas pode considerar que estas aves de 1 a 35 dias consomem 400 gramas de ração no período e após ave adulta, o consumo varia de 20 a 25 gramas ração/dia. Como a Polinutri atua nesse segmento? A Polinutri conta com uma linha de premix e núcleos para a produção da ração capazes de gerar alta produtividade e performance em todos os ciclos produtivos da produção de codornas.

Quais avanços a Polinutri obteve neste setor? A Polinutri em parceria com Universidades trabalha para construir níveis nutricionais específicos para esta ave, já que não temos ainda um padrão estabelecido em manuais da genética. A nossa experiência a campo associado à parceria às universidades permitiu chegar a um nível nutricional ótimo. Sendo assim, somos capazes de dar um suporte técnico total aos produtores em termos de manejo e bem-estar animal. É importante destacar que neste ano a Polinutri lançou um Programa Especial Polinutri Codorna, informativo divido em três edições capazes de dar um suporte técnico aos produtores. Gosto de pontuar que essas três edições do Programa Especial Polinutri Codorna nada mais é que as respostas, de forma prática, dos excelentes resultados alcançados pela Polinutri® neste segmento. Para acompanhar o Programa Especial Polinutri Codorna acesse o hotsite: www.polinutri.com.br/especialcodorna e pelas redes sociais na Fan Page da Polinutri® no Facebook pelo link: www.facebook. com/polinutri Revista do Ovo

45


Empresas

O “ovo eletrônico” é colocado junto à produção simulando a coleta e transporte de ovos em todo o processo, fornecendo dados em tempo real sobre impactos e temperatura em que os ovos são submetidos desde a granja até a expedição

Trouw Nutrition investe em testes de qualidade em ovos

Empresa passa a oferecer serviços de análise de qualidade de ovos e monitoria em toda a linha de produção para identificar possíveis pontos críticos e orientar os produtores sobre como evitar as trincas e quebras de ovos no sistema

C

om foco em inovação e tecnologia, a Trouw Nutrition, uma das líderes mundiais em nutrição animal, passa a oferecer serviços de análise de qualidade de ovos e monitoria em toda a linha de produção para identificar possíveis pontos críticos e orientar os produtores sobre como evitar as trincas e quebras de ovos no sistema. Para medir a força da quebra da casca dos ovos utilizamos um dispositivo com alto nível de precisão. O “ovo eletrônico” é colocado junto à produção simulando a coleta e transporte de ovos em todo o processo, fornecendo dados em tempo real sobre impactos e temperatura em que

46 Revista do Ovo

os ovos são submetidos desde a granja até a expedição. “A partir desse monitoramento, é possível identificar os pontos críticos da granja que podem causar trincas nos ovos e assim tomar medidas para reduzir as quebras e perdas”, explica José Roberto Medina gerente comercial de poedeiras da Trouw Nutrition. Cleison Marques Neira, analista técnico da Trouw Nutrition, conduz os testes de qualidade dos ovos. “A tecnologia é recente no país e contribui positivamente para o desenvolvimento da atividade, principalmente reduzindo a quantidade de ovos trincados. A partir dos relatórios, acompanhamos o desempenho dos equipamentos de coleta de ovos,

para entender de forma individualizada as necessidades de cada granja e, assim, direcionar os avicultores a produzir com mais qualidade e de forma mais eficiente”, explica Cleison Neira. Com MBA em qualidade e produtividade, Cleison passa a integrar o time técnico da Trouw Nutrition. “Acompanhar a evolução dos clientes é um passo muito importante para garantir que a empresa esteja alinhada às necessidades dos produtores. Com essa proximidade, conseguimos ter ferramentas para desenvolver produtos e serviços inovadores, específicos para os desafios enfrentados no dia a dia das granjas”, pontua Neira.


Estatísticas e Preços Pintainhas de postura comercial

Redução de 3% no alojamento do semestre

O

EVOLUÇÃO MENSAL (OVOS BRANCOS E VERMELHOS) - MILHÕES DE CABEÇAS

PINTAINHAS COMERCIAIS DE POSTURA

% OVO BRANCO

MÊS

2017/2018

2018/2019

VAR. %

Jul

8,671

9,432

8,77%

78,36%

80,31%

Ago

9,427

10,205

8,26%

80,37%

79,56%

2017/18

2018/19

Set

9,634

9,241

-4,08%

79,48%

80,85%

Out

9,495

10,209

7,51%

78,30%

79,57%

Nov

9,510

9,816

3,22%

80,82%

77,89%

Dez

8,361

8,577

2,59%

81,02%

77,74%

Jan

10,377

9,038

-12,90%

80,61%

81,85%

Fev

9,082

8,774

-3,39%

79,15%

83,42%

Mar

10,034

9,590

-4,43%

78,84%

77,91%

Abr

10,111

10,201

0,89%

81,46%

80,52%

Mai

9,996

9,663

-3,33%

80,17%

81,61%

Jun

8,476

9,055

6,83%

79,50%

82,65%

Em 06 meses

58,076

56,321

-3,02%

79,99%

81,27%

Em 12 meses

113,175

113,801

0,55%

79,85%

80,29%

Fonte dos dados básicos: ABPA – Elaboração e análises: AVISITE

PLANTEL PRODUTIVO

A

S

O

2018

N

D

J

F

M

A

M

J

J

2019 Revista do Ovo

47

113,909

114,218

115,556

115,340

115,034

114,320

114,714

113,935

113,175

113,741

113,142

111,684

Agosto de 2018 a Agosto de 2019 Milhões de cabeças

110,030

alojamento mensal de pintainhas de postura comercial, segundo informações coletadas no mercado, voltou a cair no encerramento do primeiro semestre, ficando próximo dos 9 milhões de cabeças. O número levantado – mais exatamente 9,055 milhões – representou redução de 6,3% sobre o alojado no mês anterior, maio, quando atingiu 9,663 milhões de cabeças. Porém, na comparação com junho do ano passado, o índice ficou positivo em 6,8%, pois naquele mês o alojamento ficou abaixo dos 8,5 milhões. O volume alojado nos primeiros seis meses do ano alcança 56,321 milhões de cabeças (cerca de 81,3% do total, destinado para a produção de ovos brancos), significando redução de 3% sobre o mesmo período de 2018. O volume médio do período projetado para o ano indica cerca de 112,6 milhões de cabeças. Se alcançado, significará redução de 2,5% sobre o total de pintainhas alojadas no ano passado. O acumulado em período de doze meses – julho de 2018 a junho de 2019 – alcança 113,8 milhões de cabeças e equivale a apenas 0,5% de aumento sobre o mesmo período imediatamente anterior. Desse total, perto de 80,3% das pintainhas são destinadas à produção de ovos brancos. Em relação ao plantel produtivo de postura comercial estimado para o mês de agosto, houve redução pelo segundo mês consecutivo (gráfico). O índice de redução mensal não é significativo, de apenas 0,3%, mas, no bimestre equivaleu a 1,4%. E, embora os cerca de 113,9 milhões de cabeças seja 3,5% superior ao plantel em produção no mês de agosto do ano passado, é praticamente o mesmo que iniciou o corrente ano. Assim, é possível que essa aparente estabilidade no plantel tenha deixado o mercado muito mais ajustado. A redução verificada no bimestre julho/ agosto pode ter sido fator preponderante para o melhor andamento do mercado de ovos no período. Esse melhor desempenho significou, também, o momento em que o preço médio acumulado em 2019 passou de um índice negativo para positivo.

A


Estatísticas e Preços Mercado

Desempenho do ovo em agosto e nos oito primeiros meses de 2019

Mercado alcança segunda melhor cotação do ano

A

o contrário do esperado, o fim das férias e o reinício do ano letivo tiveram efeito mínimo sobre o mercado de ovos. Não que o desempenho tenha sido inferior ao de julho mas, sem dúvida, ficou aquém do esperado pelo setor, que contava com maior dinamismo nas vendas do mês. De toda forma houve recuperação em relação aos três meses anteriores, alcançando-se valor que representou aumento de 20% sobre agosto de 2018 e que colocou o preço médio de agosto como o segundo melhor do ano, aquém apenas do que foi registrado em abril. Ainda assim,

o ganho obtido não teve maior significado, porquanto um ano atrás o preço de agosto recuou quase 25% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Quer dizer: encerrou-se o oitavo mês de 2019 com um valor inferior ao alcançado dois anos antes, em agosto de 2017. Isto – é bom ressaltar – em valores nominais, quer dizer, sem considerar a inflação que se acumula mês a mês. E se ela for levada em conta, a constatação é a de que a remuneração média obtida pelo setor de postura entre janeiro e agosto de 2019 permanece como a quarta menor em um espaço de 10 anos (gráfico

OVO BRANCO EXTRA

Evolução de preços no atacado paulistano R$/CAIXA DE 30 DÚZIAS Média mensal e variações anual e mensal em treze meses MÊS.

MÉDIA R$/CXA

VARIAÇÃO % NO ANO

NO MÊS

AGO/18

60,70

-24,44%

-3,82%

SET

58,21

-21,85%

-4,11%

OUT

50,12

-27,41%

-13,90%

NOV

56,71

-14,08%

13,16%

DEZ

55,00

-14,54%

-3,01%

JAN/19

47,65

-11,63%

-13,36%

FEV

72,12

1,08%

51,33%

MAR

71,64

-9,40%

-0,66%

ABR

76,96

13,59%

7,43%

MAI

65,31

3,93%

-15,14%

JUN

71,25

-11,19%

9,10%

JUL

67,50

6,95%

-5,26%

AGO

72,89

20,07%

7,98%

Fonte dos dados básicos: JOX - Elaboração e análises: AVISITE Obs.: Valor real deflacionado pelo IPCA do IBGE do mês de julho de 2019

48 Revista do Ovo

abaixo, à direita). Nesses 10 anos, por sinal, os melhores momentos experimentados pela avicultura de postura foram registrados em 2016 e 2017 - exercícios que, com certeza terão deixado saudades no setor. Pois bem: as perdas em relação a esses dois anos não estão circunscritas aos valores corrigidos, se estendem aos valores nominais. Assim, por exemplo, o preço médio alcançado pelo caixa de ovos em agosto de 2019 se encontra 9,27% e 13,23% aquém dos registrados em, respectivamente, agosto de 2017 e agosto de 2016.

MÉDIA ANUAL NOMINAL E REAL EM UMA DÉCADA – R$/KG


Milho e Soja Milho registra queda mensal e anual

Farelo de soja tem nova queda nos preços

O preço do milho registrou queda de preço em agosto. O preço médio do insumo, saca de 60 kg, interior de SP, fechou o mês cotado a R$38,43, valor 2,4% abaixo da média alcançada pelo produto em julho último, quando ficou em R$39,37. Na comparação anual o índice foi ainda mais negativo, perto dos 13%. Isso porque em agosto do ano passado o preço praticado foi de R$44,11 a saca.

Como no milho, em agosto a cotação do farelo de soja (FOB, interior de SP) registrou queda mensal e anual. O produto foi comercializado pelo preço médio de R$1.210/t, valor 1,1% superior ao praticado no mês de julho quando atingiu R$1.224/t. Em comparação com agosto de 2018 – quando o preço médio era de R$1,393/t – a cotação atual registra queda de 13,1%.

Valores de troca – Milho/Frango vivo No frango vivo (interior de SP) o preço médio de agosto, ficou em R$3,30 kg, se mantendo no mesmo valor do mês anterior. Assim, com a desvalorização do milho e a manutenção no preço do frango vivo, houve melhora no poder de compra do avicultor. Nesse mês, foram necessários 194,1 kg de frango vivo para se obter uma tonelada de milho, considerando-se a média mensal de ambos os produtos. Este volume representa quase 2,5% de aumento no poder de compra em relação ao mês anterior, pois, em julho, a tonelada do milho “custou” 198,8 kg de frango vivo. Já em relação a agosto do ano passado, houve melhora de 26,3% no poder de compra, pois, lá, foram necessários 245,1 kg de frango vivo para adquirir a tonelada da matéria-prima.

Valores de troca – Farelo/Frango vivo A desvalorização alcançada na cotação do farelo de soja em agosto e a manutenção no preço do frango vivo fez com que fossem necessários 366,7 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada do insumo, significando melhora de 1,2% no poder de compra do avicultor em relação a julho, quando 370,9 kg de frango vivo foram necessários para obter uma tonelada do produto. Na comparação em doze meses o índice permanece altamente positivo, cerca de 26,6%, pois, lá, foram necessários 464,3 kg para adquirir o cereal.

Valores de troca – Farelo/Ovo O preço do ovo, na granja (interior paulista, caixa com 30 dúzias), obteve boa valorização em agosto e fechou à média de R$66,89, valor 8,7% superior ao alcançado no mês anterior, quando o produto foi negociado por R$61,56. Com valorização mensal no preço do ovo e desvalorização no milho, houve melhora considerável no poder de compra do avicultor. Em agosto foram necessárias 9,6 caixas de ovos para adquirir uma tonelada do cereal. Em julho, foram necessárias 10,7 caixas/t, uma melhora de 11,3% na capacidade de compra do produtor. Em doze meses houve excelente melhora de 40,4%.

Preçomédio médioMilho Milho Preço

53,00 53,00 51,00 51,00 49,00 49,00 47,00 47,00 45,00 45,00 43,00 43,00 41,00 41,00 39,00 39,00 37,00 37,00 35,00 35,00 33,00 33,00 31,00 31,00 29,00 29,00 27,00 27,00

agosto agosto setembro setembro outubro outubro novembro novembro dezembro dezembro janeiro janeiro fevereiro fevereiro março março abril abril maio maio junho junho julho julho agosto agosto

R$/sacadede60kg, 60kg,interior interiordedeSPSP R$/saca

2018 2018

2019 2019

MédiaAgosto Agosto Mínimo Média Máximo Mínimo Máximo 36,00 41,00 R$ R$ R$ 36,00 R$ 41,00

38,43 38,43

Fonte das informações: www.jox.com.br

De acordo com os preços médios dos produtos, em agosto foram necessárias, aproximadamente, 18,1 caixas de ovos (valor na granja, interior paulista) para adquirir uma tonelada de farelo de soja. O poder de compra do avicultor de postura em relação ao farelo registrou ganho mensal de 9,9%, já que, em julho, foram necessárias 19,9 caixas de ovos para adquirir uma tonelada do cereal. Em relação a agosto de 2018 a melhora no poder de compra atingiu esplendorosos 40,8%, pois naquele período a tonelada de farelo de soja custou, em média, 25,5 caixas de ovos.

Preçomédio médioFarelo Farelode desoja soja Preço R$/toneladaFOB, FOB,interior interiordedeSPSP R$/tonelada

1600 1600 1500 1500 1400 1400 1300 1300 1200 1200 1100 1100 1000 1000 950 950 900 900 850 850 800 800 750 750

agosto agosto setembro setembro outubro outubro novembro novembro dezembro dezembro janeiro janeiro fevereiro fevereiro março março abril abril maio maio junho junho julho julho agosto agosto

Valores de troca – Milho/Ovo

2018 2018

2019 2019

MédiaAgosto Agosto Média Mínimo Máximo Mínimo Máximo 1.190,00 R$ 1.230,00 R$ R$ R$ 1.190,00 R$ R$ 1.230,00

1.210,00 1.210,00

Revista do Ovo

49


Ponto Final

A geração Z (pós-millennials ou centennials) continua avançando Marcelo Torretta, Gerente nacional de aves da Agroceres Multimix

E

serão cerca de um terço da população do planeta e um quinto da força de trabalho em 2020. “Pela primeira vez na história moderna, cinco gerações trabalharão lado a lado”, diz Michael Dell, CEO e presidente da Dell Technologies. Teremos que aprender a trabalhar nossas diferenças, já que, de acordo com pesquisa da Forbes, em dois anos eles representarão quase 20% da força de trabalho dos Estados Unidos, cerca de 61 milhões de pessoas. Ao contrário do que muitos pensam, essa nova geração não é egoísta e individualista. Possuem habilidades que, quando desenvolvidas, trazem resultados brilhantes e, como grupo, estão sintonizados para o desenvolvimento humano e do planeta. Os centennials, no Brasil, já passaram por alguma dificuldade ou instabilidade econômica. Por essas razões, esses jovens combinaram envolvimento e busca por inovação dos millenials, com uma forma mais realista de encarar a vida profissional. Os centennials, no mercado de trabalho, valorizam a segurança financeira e, além disso, podemos dizer que são mais responsáveis do que a geração anterior. Sendo assim, o que devemos fazer a partir de agora? “Contratar caráter e treinar suas habilidades” E quais são as principais habilidades? Flexibilidade: o famoso “pensar fora da caixinha” que tanto assusta a “Old School” de gestores, diz respeito à capacidade de ampliar os modos de pensar, imaginando caminhos distintos para solucionar os problemas. O mercado de trabalho vai resultar em mais intraempreendedores nas empresas. Ou seja, são perfis sonhadores, mas que realizam, tomando a iniciativa e assumindo a responsabilidade por criar inovação de qualquer tipo, dentro de um negócio;

50

Revista do Ovo

Capacidades sociais: a habilidade de fazer negociações com clientes, colegas, gestores e equipe, estará no topo da lista. Essa geração já nasceu social. Eles se sentem mais confortáveis em não ter apenas uma única forma de expressar a própria identidade, o que gera mais liberdade e abertura para entender as diferenças de outras pessoas e outras gerações; Solidariedade: facilmente desenvolvida na geração centennials. Eles buscam a verdade, valorizam a expressão individual, evitam rótulos, são defensores de diversas causas, dialogam para resolver conflitos, são analíticos e pragmáticos; Tomada de decisões: levando em consideração a imensa quantidade de dados que as empresas estão reunindo, é cada vez maior a necessidade de centennials, que são capazes de examinar números, encontrar insights nos dados analisados e utilizar o “Big Data” para tomar as melhores decisões estratégicas; Trabalho em equipe: é muito importante que haja conexão e colaboração entre os profissionais no ambiente de trabalho e, nesse ponto, as novas gerações precisam ser treinadas; Retenção do talento: após identificar o caráter e passar um bom tempo investimento capital da empresa em treinamentos, é bom saber como reter esse talento, já que as novas gerações têm uma volatilidade para “o novo” acima da média. O que importa para os centennials: horários flexíveis (88%); bônus (77%); plano de saúde (69%); academia ou creche (38%); trabalho voluntário durante o expediente (31%); feedbacks (27%). Adeptos da experimentação e extremamente conectados, eles são verdadeiros influenciadores, fato que cria inúmeras oportunidades e aberturas para o desenvolvimento no mercado de trabalho.


Desenvolver a avicultura com a mesma responsabilidade que cuidamos do mundo. Chr. Hansen é a empresa mais sustentável do mundo. Há mais de 145 anos desenvolvendo soluções naturais, a Chr. Hansen foi premiada em 2019 como a empresa mais sustentável entre 7.500 companhias, com faturamento superior a 1 bilhão de dólares, segundo a Corporate Knights.

Linha GalliPro®, as melhores soluções para cada situação.

GalliPro® GalliPro® Max

GalliPro® Tect GalliPro® MS

Probióticos registrados na Comunidade Europeia. Revista do Ovo

51


Ponto Final

52

Revista do Ovo

Profile for Mundo Agro Editora

Edição 55 - Revista do Ovo  

Edição 55 - Revista do Ovo  

Advertisement