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Ld a. un ica çõ es , Co m e a át ic m In fo r

Campanha Tmn - Banda Larga da TMN A Mais Rápida de Portugal

Tempo de trutas

Saiba como relacionar as condições metrológicas com a actividade do peixe na época de transição entre o final do Inverno e a Primavera.

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Spinning

Alexandre Alves leva-nos à pesca nocturna dos grandes robalos.

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Bóia

Carlos Batista revela os novos métodos de treino na pesca.

nº7 Abril 2011 . Ano II | info@jornaldapesca.net

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Pistas de Pesca João Vizinha apresenta a pista de pesca da Olarita.

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Biologia

Jorge Palma da Faculdade do Algarve analisa ao detalhadamente a Baila.

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Jigging Ligeiro

(PÁG. 10)

Conheça uma das mais produtivas e versáteis técnicas de pesca.

Jornal Bimestral

| G r at u i t o

| P o rt u g a l

| Director: Virgílio Machado

A pesca do choco

A pesca de mar em kayak

> Sexta-feira 29 de Abril às 20h30 no Canal Caça e Pesca

> Sábado 30 de Abril às 18h30 no canal Caça e Pesca


a i c í not

> Editorial

Nos tempos que correm existem duas coisas que me desagradam muito nesta fase que Portugal atravessa: A primeira é sem dúvida a falta de qualidade dos nossos políticos; está cada vez pior e pelo andar da coisa não tem jeito em melhorar. A segunda é o facto de as instituições que mais têm contribuído para as dificuldades em conseguir crédito deste pequeno País à beira mar plantado sejam, em breve, as que mais vão beneficiar do endividamento que aí vem. No meio de tudo isto, ainda acredito que será possível fazer melhor e encontrar uma rota correcta para um Portugal que teima em caminhar sem rumo, apesar das dicas e sugestões para trilhar um caminho de futuro. Vêm isto a propósito da vitalidade que o sector da pesca tem vindo a revelar nos últimos tempos, com importadores, marcas, associações, federações e lojas a puxarem para o mesmo lado. Exemplo foi a realização da primeira feira de pesca de Setúbal, ou mesmo a MoraPesca, onde todo o sector mostrou estar unido para ultrapassar a crise e revelando que apesar das dificuldades é capaz de se movimentar para realizar eventos que promovam a pesca desportiva e de lazer. 2011 promete ser um ano de muitos eventos destinados ao sector e até ao final do ano ainda vamos contabilizar mais uma mão cheia deles. Se juntarmos a estes eventos, ou feiras, os “bitaites” com que o sector tem vindo a contribuir para mais e melhor legislação para a prática da modalidade, então estamos certos que a crise contribuiu para unir todos em torno da pesca desportiva e de lazer. Resta esperar que esta união mostre caminhos mais profícuos para o sector, para que a crise que atravessamos seja um ponto de viragem para algo melhor. Apesar de tudo, ainda acredito que Portugal, os portugueses e a nossa história não merecem os políticos que tem e que no futuro seremos mais competentes a escolher quem nos represente.

Jaime e João Sacadura em destaque no Nacional de Achigã A equipa do Eborense apoiada pela VEGA e pela Bassnbait, Jaime e João Sacadura estiveram em destaque no arranque do Campeonato Nacional embarcado de pesca ao Achigã, ao alcançarem a segunda posição na prova de abertura do campeonato que se realizou no fim de semana de 5 e 6 de Março, na barragem de Santa Clara. A equipa VEGA entrou com forte determinação no campeonato e conseguiu capturar cinco achigãs que totalizaram e 6,333kg e valeram a segunda posição na primeira prova. Equipados com a nova série de canas AKADA da VEGA, Jaime e João Sacadura mostraram que estão em bom plano e dispostos a lutar pela vitória no campeonato nacional. No segundo dia de prova, que ficou marcada pela chuva que se fez sentir, a equipa do Eborense sentiu maiores dificuldades em localizar os grandes peixes e acabou por trazer à pesagem cinco exemplares com um total de 3,302kg que valeram a décima quarta posição da geral. Assim após as duas primeiras provas do Campeonato Nacional, Jaime e João Sacadura ocupam o terceiro lugar com um total de 16 pontos, apenas a 3 pontos da liderança do campeonato que é ocupada por Elmo Garcia e Nelson Santos. A próxima ronda do Campeonato Nacional de pesca embarcada ao Achigã está marcada para 2 e 3 de Julho na barragem de Castelo de Bode.

Virgílio Machado Director

FICHA TÉCNICA Propriedade Mundinautica, Lda Redacção, Publicidade e Marketing Lourel Park, Ed. 5 2710-363 Sintra Portugal Tel: 219 617 455 Fax: 219 617 457 Editor Jorge Mourinho

Departamento gráfico Susana Alcântara Nº7 – ABRIL 2011 – ANO II Director Virgílio Machado virgilio.machado@mundinautica.com Redacção Paulo Soares paulo.soares@mundinautica.com Revisão Rita Ferrer

Colaboram neste número Alexandre Alves, Carlos Batista, Fernando Pina, Gomes Torres, Jaime Sacadura, João Vizinha, Jorge Palma, Jó Pinto, José Calado, José Anacleto, Jorge Barreto, Paulo Soares, Rui Carvalho,Yamaha Motor Portugal e VEGA. Impressão Sogapal, S.A. Rua Mário Castelhano, Queluz de Baixo 2730-120 Barcarena Tel: 214347100 - Fax: 214347155 geral@sogapal.pt

Distribuição Chrono Post Tiragem 15.000 Exemplares Periodicidade Bimestral Preço Gratuito ERC Nº de registo: 125807 Depósito Legal Nº 305112/10 Nota:

As opiniões, notas e comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores ou das entidades que fornecem os dados. Nos termos da lei, está proibida a reprodução ou a utilização, por quaisquer meios, dos textos, fotografias e ilustrações constantes destas publicações, salvo autorização por escrito. © Mundinautica Portugal, Lda.


s a t r s cu CAP Lisboa comemora aniversário com prova de pesca O Clube Amadores de Pesca de Lisboa, equipa apoiada pela Colmic, celebrou os seus 42 anos de vida no passado dia 3 de Abril, com a realização de uma prova de pesca que reuniu centena e meia de pescadores na pista do Cabeção. Apesar da chuva que se fez sentir, os pescadores aproveitaram esta jornada de convívio, para realizar mais um treino com vista aos compromissos nos campeonatos nacionais que estão à porta. João Vizinha, responsável pelo CAP Lisboa, sublinhou ao Jornal da Pesca que “esta prova é uma maneira de juntarmos os nossos amigos e companheiros para celebrara-mos mais um aniversario e bem se pode dizer que estamos muito satisfeitos pela excelente jornada de convívio que foi esta prova”. No final foram entregues lembranças a todos os pescadores, com os primeiros a receberem os excelentes prémios oferecidos pela Colmic.

Equipa apoiada pela VEGA em destaque no Torneio do Grande Lago Começou da melhor maneira a participação da equipa VEGA, Duarte Cebola e Luis Leitão, no Torneio Terras do Grande Lago, que se realiza na barragem de Alqueva. A primeira prova teve lugar nos passados dias 12 e 13 de Março em Montejuntos ficou marcada pelo mau tempo que marcou presença com alguma chuva nos dois dias de prova o que dificultou a tarefa dos pescadores em localizarem os peixes. No primeiro dia de prova, Duarte Cebola e Luis Leitão não foram alem de um sétimo lugar, fruto da captura de três peixes, o que diz bem das dificuldades sentidas, que totalizaram 1,520 kg. No segundo e último dia de prova, a equipa da VEGA, recuperou da prestação do primeiro dia, ao alcançar um quarto lugar com cinco peixes capturados que totalizaram 2,885 kg. Com esta recuperação, Duarte Cebola e Luis Leitão ocupam a sexta posição da classificação geral do Torneio Terras do Grande Lago, com um total de 11 pontos, a 8 pontos da equipa Francisco Barbara e Pedro Alves que lideram a classificação. A próxima prova do Torneio está marcada para 21 e 22 de Maio.

Pesca em festa na Nauticampo Um sucesso, é desta forma que podemos definir a afluência de público aos stands da pesca na última Nauticampo. O certame que decorreu de 2 a 4 de Fevereiro e levou à Fil, no Parque das Nações em Lisboa, um elevado número de pescadores que procuraram conhecer as novidades da marca do sector para 2011. Destaque para a VEGA e Colmic, que aproveitaram para mostrar os novos materiais e assim darem a conhecer as suas apostas para 2011 aos pescadores. Na VEGA a presença dos campeões nacionais de pesca embarcada ao Achigã, Joaquim Moio e João Grosso, bem como do TeamVega que alcançou o segundo lugar no campeonato nacional de equipas de rio em 2010. A par da excelente prestação colectiva, referência para Márcio Gaio, também do TeamVega, que alcançou o título de campeão Nacional da I Divisão rio e recebeu na Nauticampo a faixa de campeão. No decorrer do certame, a Federação Portuguesa de Pesca Desportiva aproveitou a ocasião para celebrar a sua festa dos campeões, onde foram distinguidos todos os campeões nacionais da época de 2010. Uma nota apenas, para a falta de espaço no auditório destinado a esta cerimonia, bem como a falta de promoção do sector da pesca no evento, situações que a FIL terá e rever de forma a que a Nauticampo volte a assumir o estatuto de principal evento de promoção das modalidades de ar livre.

Abril 2011 > Jornal da Pesca

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s a t r u c s a i c í not Equipa TMN/Marietel brilha no Cameponato Nacional de pesca embarcada ao Achigã

Feira de Pesca Animou Setúbal A interacção entre os vários intervenientes da pesca lúdico-desportiva, de comerciantes a pescadores, de dirigentes a associados, marcou a “I Feira de Pesca de Setúbal”, realizada entre os dias 1 e 3 de Abril, no Parque Urbano de Albarquel. A feira, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, em parceria com várias entidades, “foi um sucesso e os objectivos propostos, sobretudo a interacção entre os participantes, foram plenamente cumpridos”, referiu Ernesto Lima, da organização dos 9.os Jogos do Sado, que integrou esta iniciativa inédita. O certame contou com participação de 18 expositores, entidades e empresas, nacionais e estrangeiras, com actividades nas vertentes na pesca de competição de lazer. “Esta poderá vir a ser uma a melhor feira de pesca virada para o mar”, salientou Ernesto Lima, adiantando que os expositores presentes no evento ficaram “satisfeitos e mostraram vontade em participar de uma forma mais intensa numa nova edição”, passando a incluir expositores de barcos e de electrónica marítima. O evento, que pretendeu também divulgar as potencialidades de Setúbal para a prática da pesca lúdico e desportiva em estuário e mar, decorreu num local excelente para este tipo de actividade, o Parque Urbano de Albarquel. Palestras e debates subordinados a temáticas relacionadas com a pesca lúdico e desportiva, actividades realizadas nos três dias do evento, e mostra e teste de materiais, em terra e no rio, com o apoio de embarcações, foram actividades transversais aos três dias da iniciativa. Um open de Kayak em que o objectivo primordial foi a captura de grandes exemplares, realizou-se ontem, entre as 08h00 e as 12h30. Com 38 participantes, o primeiro prémio foi atribuído a um concorrente que pescou um choco com 1,2 quilos. No mesmo dia, ao largo da costa de Tróia, entre as 08h00 e as 13h45, decorreu o Campeonato Nacional de Clubes da 3.ª Divisão de Pesca Embarcada de Alto Mar, prova que contou com 70 atletas federados, em que a equipa dos Amarelos, apoiada pela VEGA esteve em destaque. “Vem Pescar”, acção de sensibilização e captação de jovens para a prática de pesca lúdica e desportiva apeada, realizada no sábado, foi uma das iniciativas que mais interesse geraram entre os visitantes da Feira. Perto de 50 pessoas, entre pais e filhos, participaram nesta acção de partilha prática e teórica sobre a Pesca de Fundo (Surfcasting), dinamizada pelo campeão mundial da modalidade, José Afonso.

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Jornal da Pesca >Abril 2011

No arranque do novo ano desportivo, a TMN e a Marietel apresentam a equipa que esta temporada vai defender as suas cores no campeonato nacional de pesca embarcada ao Achigã Joaquim Moio e João Grosso, tri campeões nacionais da modalidade, constituem a formação principal da equipa TMN/Marietel que conta ainda com mais duas duplas. André Soares e Nuno Ezequiel e José Moreira e David Ala.No arranque da temporada, na barragem de Santa Clara, nos passados dias 5 e 6 de Março, as três equipas apoiadas pela TMN/Marietel, cedo mostraram que vão ter de contar com elas na luta pelos primeiros lugares das provas. Os Campeões Nacionais em título, Joaquim Moio e João Grosso, alcançaram o décimo lugar na primeira prova, fruto da captura de cinco Achigãs que totalizaram 4,546kg. Já na segunda prova, terminaram na décima primeira posição com um total de 3,561kg. Com estes resultados, Joaquim Moio e João Grosso ocupam a sexta posição da classificação geral com um total de 21 pontos, apenas a 8 pontos da liderança do campeonato. Já a equipa TMN/Marietel André Soares e Nuno Ezequiel, alcançou um quarto lugar na primeira prova com um total de 5,536kg, tendo apresentado às pesagem cinco peixes, enquanto que na segunda prova obtiveram o vigésimo sétimo lugar, com quatro Achigãs capturados que totalizaram 2,199 kg. Com estes resultados a equipa André Soares e Nuno Ezequiel ocupam a decima quarta posição da geral com um total de 32 pontos. Por seu lado a formação José Moreira e David Ala, alcançaram no primeiro dia de prova um vigésimo oitavo lugar fruto da captura de cinco exemplares que perfizeram 2,814kg, enquanto que no segundo dia ocuparam a vigésima segunda posição com 2,677kg. Com estes resultados, a terceira equipa da equipa TMN/Marietel ocupa o vigésimo nono lugar da classificação geral com um total de 50 pontos. A próxima ronda do Campeonato Nacional de pesca embarcada ao Achigã está marcada para 2 e 3 de Julho na barragem de Castelo de Bode.


Portaria diminui restrições à pesca lúdica na Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano O Governo reduziu as restrições à pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, entrando hoje em vigor as alterações que constam de uma portaria ontem publicada em Diário da República. Uma das alterações mais importantes é a permissão de pesca à linha durante a noite, embora os praticantes tenham de usar colete reflector e flutuante. Também o período de defeso do sargo é encurtado em 15 dias, passando a funcionar entre 1 de Fevereiro e 15 de Março. Na apanha manual, passa a ser permitido o uso de alguns instrumentos de mariscar e de pesca tradicionais, nomeadamente o “puxeiro”, “bicheiro” e a “arrelhada”. As outras alterações são a permissão da apanha lúdica de poliquetas para isco na área do PNSACV, a todos

os praticantes de pesca lúdica e desportiva, a inclusão na legislação, oficializando a legalização da utilização de uma amostra, podendo esta ter acoplados anzóis simples, duplos ou triplos, tipo fateixa, definindo a sua abertura, a inclusão na legislação, oficializando a legalização da utilização da cesta ou rabeca e a inclusão na legislação, legalizando a apanha do polvo na modalidade de apanha lúdica. São também estabelecidas regras para a pesca comercial apeada, com cana e linha de mão. A Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos já se congratulou, em comunicado, com estas alterações que hoje entram em vigor. Ainda assim, a Associação sublinha que o Governo não acolheu todas as alterações que tinha proposto. A ANPLED manifesta porém «a sua disponibilidade,

para continuar a dar o seu contributo no aperfeiçoamento da legislação em matérias do foro da pesca lúdica e desportiva» Manifestação a 14 de Maio Apesar da diminuição das restrições à pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, David Rosa, da Comissão de Pescadores e População (que não está ligada à Associação Nacional de Pescadores), garante que continua agendada a manifestação para 14 de Maio, em Vila Nova de Milfontes Em causa está a proibição da apanha de marisco a não residentes do parque e as limitações de peso, a introdução de zona de proibição da pesca lúdica na freguesia do Rogil (Aljezur) e os montantes das coimas.

APPA elege novo elenco directivo

Pesca voltou a animar Mora

Assembleia-geral da APPA para aprovação do relatório de contas de 2010, e eleição de novo elenco directivo da associação para o biénio 2011-2013, vai ter lugar a 8 de Maio de 2011. A lista candidata a liderar a APPA nos próximos dois anos é liderada por José Manuel Brazinha, que assumiu na direcção que cessa funções o lugar de vice-presidente. O futuro presidente da APPA, já referiu ao Mundo da Pesca que pretende “dar continuidade ao trabalho realizado pelas últimas direcções consolidando o trabalho que tem vindo a ser realizado”. O presidente cessante da APPA Virgílio Machado, vai assumir o lugar de presidente da Assembleia-geral, numa lista que segundo José Manuel Brazinha é de “continuidade”.

Mora voltou a receber entre 18 a 20 de Fevereiro último, mais uma edição da Morapesca, feira de pesca que mais uma vez levou àquela cidade alentejana mais de 20 mil visitantes, O certame deste ano ficou marcado pelo número de expositores participantes, o maior de sempre, que permitiram aos visitantes conhecerem as novidades para 2011. Na Morapesca, a VEGA apresentou os materiais mais recentes do seu catálogo para a nova temporada, com destaque para os novos carretos e canas da marca que despertaram o interesse dos muitos pescadores que se deslocaram ao stand da marca. A presença dos pescadores do TeamVega e as demonstrações de pesca ao Achigã realizadas pela APPA com Jaime Sacadura, da equipa da VEGA, contribuíram para dinamizar uma feira que voltou a contribuir para dignificar o sector da pesca desportiva e de lazer. Destaque ainda para a presença da Colmic, marca italiana que revelou na Morapesca, uma vasta gama das suas novidades para 2011, o que chamou a atenção dos muitos visitantes que se deslocaram ao stand da Colmic. O concelho de Mora é um dos principais locais em Portugal para a prática da modalidade, com destaque para a pista internacional de pesca de Cabeção, considerada uma das melhores do país e com condições para as grandes competições mundiais. Também não é por acaso que se ergue naquele concelho o primeiro Fluviário da Europa, que recria em diferentes aquários as espécies dos rios portugueses.

Lista candidata Mesa da Assembleia Geral Presidente : Virgílio Machado Vice Presidente: José Manuel Anacleto 1º Secretário : Hugo Pais 2º Secretário : Carlos Cruz Direcção Presidente : José Manuel Brazinha Vice Presidente ( Tesoureiro ) : António Caixeiro Vice Presidente ( Competição ) : Rui Carvalho Vice Presidente ( Competição e Formação ) : Carlos Oliveira Vice Presidente ( Logística e Aprovisionamento ) : José Pereira Vice Presidentes Regionais José Alberto Teixeira: Carrazeda de Ansiães Cláudio Araújo: Faro David Ala : Porto Conselho Fiscal Presidente: José Pedro Carreira Martins Vogal: Joaquim Pereira Vogal: Hélder Serra Conselho Técnico Presidente: Francisco Carlos Silva Nunes Godinho Vogais: Jorge Palma: Biologia do Achigã Jaime Sacadura “ Competição “ Maria Teresa M. Ferreira Cunha Cardoso “ Legislação da Pesca “ Ventura da Conceição Silva “Conselheiro”

Abril 2011 > Jornal da Pesca

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> Spinning

Na Calada da Noite

Spinning Nocturno aos Robalos Quando falamos de spinning nocturno, muitos de nós interrogamo-nos acerca dos contornos que caracterizam esta pesca durante a noite, podendo colocar-se diversas questões. De que forma é possível concretizá-la com resultados? Como é que os robalos detectam a amostra? A eficácia não será apenas uma questão de sorte? Texto e Imagens: Alexandre Alves

são estas que possibilitam um melhor trabalhar em mares mais fortes. Mas esse facto não significa que não se possa utilizá-las em zonas rochosas, pois a palheta não é por si só sinónimo de imersão, visto podermos controlar a amostra através do modo como a trabalhamos, efectuando uma recuperação mais lenta, recorrendo a toques, ou pelo posicionamento da cana. Se a colocarmos numa posição mais vertical, a amostra terá tendência para emergir. Em mares mais calmos, ou com um bom espaço entre as ondas, ou em zonas baixas, as amostras com palheta curta são uma boa opção. As amostras de superfície também podem ser uma escolha, todavia, sem o contacto visual, vai ser mais difícil garantir um trabalhar eficaz, além de perdemos o espectáculo de um ataque.

A escolha

do pesqueiro deve ser feita durante o dia para ficarmos a conhecer a sua morfologia

Cores/Vibrações/ Ruídos

P

ara tentar responder a estas perguntas, devemos conhecer o robalo, não só os seus hábitos mas também o modo como ele detecta as suas presas. Este predador, no momento da caça, não utiliza apenas a visão, uma vez que tanto de dia, como de noite, recorre a outros sentidos para captar cheiros, vibrações e ruídos. Durante a noite, mesmo com mares calmos, o robalo aproxima-se frequentemente das zonas mais baixas, procurando as suas presas porque mais facilmente as encontra desprevenidas. Por outro lado, a escuridão funciona como um elemento protector do próprio robalo em relação a outros possíveis predadores.

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Prática

A prática de spinning nocturno requer algumas atenções especiais nomeadamente roupa apropriada para nos proteger da água e do frio; duas lanternas, uma frontal e uma suplente, pilhas e as caixas de amostras bem organizadas. A escolha do pesqueiro deve ser feita durante o dia para ficarmos a conhecer a sua morfologia e perceber se existem possíveis presas dos robalos nesse território e também se há a possibilidade de os avistar. Com este conhecimento prévio, somos capazes de conceber um mapa mentalmente, para depois, durante a caminhada nocturna, nos podermos mais facilmente orientar, como também prever à partida alguns dos locais de/para

Jornal da Pesca > Abril 2011

onde iremos lançar. Evitam-se, consequentemente, as lanternas ligadas (devemos, sempre que possível, não apontar o foco para a água de forma a não espantar os peixes). Outra vantagem de conhecer o pesqueiro é tentar garantir a nossa segurança. Por outro lado, é importante que, antes de iniciar a pesca, verifiquemos sempre o estado do mar, devendo ter um cuidado redobrado quando este se apresenta “de enchios”, especialmente se estivermos a pescar nas rochas, uma vez que o perigo aumenta exponencialmente. Um outro factor que contribuirá para a nossa segurança é pescarmos acompanhados. No âmbito do conhecimento pré-

vio das condições para a pesca nocturna, é necessário consultar a tabela das marés, verificando se esta está a encher ou a vazar, para não sermos surpreendidos desagradavelmente.

Amostras

As amostras mais utilizadas são os jerkbaits (amostras com corpo afilado e palheta curta), podendo a palheta ser mais comprida ou mais curta, dependendo da escolha do pesqueiro e do tipo de mar que vamos encontrar. Com uma palheta maior, a amostra irá afundar mais, contudo, em pesqueiros com rochas, este facto pode constituir um entrave devido à maior probabilidade de a amostra ficar presa. No entanto,

A escolha da cor da amostra, normalmente, recai sobre tons escuros nas noites de Lua Nova ou em noites com pouco luar, devido ao facto de estes permitirem uma maior visibilidade do contorno. Já com algum luar ou em noites de Lua Cheia, vermelhos, laranjas, verdes eléctricos e amostras que tenham algum brilho dão usualmente bons resultados. Mas será que ao optar por uma amostra clara não conseguirá pescar? Sim, vai consegui-lo, mas talvez os resultados não sejam tão positivos. E porquê? Porque estamos a desconsiderar uma das variantes, a visão. No entanto, ainda contamos com outras duas muito importantes na orientação do robalo rumo à sua “presa”, isto é, o ruído e as vibrações. Devemos ter especial atenção aos rattlings e natação das amostras pois estes vão ser captados pelos ouvidos e pela linha lateral do peixe, constituindo os primeiros impulsos, que o despertarão para a caça. O conhecimento de cada uma das amostras da nossa caixa e o


Pescar

É a noite

divulgar e preservar continua a ser o lema a seguir

Iniciar uma jornada de spinning nocturno cria alguma ansiedade e expectativa que nos faz esquecer alguns pormenores que podem prejudicar a nossa segurança e pesca, por isso, antes de se deixar envolver pela escuridão, deve respirar fundo e decidir. Vamos evitar entrar pela água dentro e fazer ruídos pois os robalos podem estar posicionados aos nossos pés e estamos a espantá-los ainda antes de iniciar a pescaria. Já referi a importância dos companheiros em relação à segurança mas eles são mais que um salva vidas. Quando pescamos acompanhados constituímos uma equipa e nada melhor do que ter alguém para ajudar na dureza de uma grade. Mas também estes parceiros vão ser úteis se, em vez de competirmos com os nossos amigos, delinearmos estratégias comuns, que nos auxiliem a mais, rapidamente, encontrar padrões de cor, de distância, a amostra com melhores resultados e a forma mais eficaz de a animar...

Um bom carreto

Perda de visão e aperfeiçoamento de outros sentidos

Ao embrenharmo-nos na noite, vamos perder uma das nossas capacidades determinantes para agirmos, a visão, por isso temos de socorrer-nos, tentando visualizar mentalmente a nossa pesca e rentabilizar, assim como o robalo, outros sentidos, o que pode parecer difícil mas que, com o treino, se vai tornar um dos nossos melhores aliados. Visualizar mentalmente e conseguir recapitular as acções poderá ser uma boa estratégia. Depois de ferrarmos o primeiro robalo, deve tentar perceber-se se existe um padrão (relativamente à distância/ à forma de trabalhar a amostra, com toques, ou com uma recuperação contínua/ à presença de toques no fundo/ à velocidade, etc.). Com treino, vamos conseguir calcular a distância a que colocámos a amostra, assim como a distância a que se vai posicionando gradualmente, depois de começarmos a recuperar. Até a brisa provocada por uma onda a rebentar nos pode auxiliar a percepcionar o momento em que devemos lançar, pois sabemos que

quando a brisa nos bate no rosto a amostra terá maiores possibilidades de voar direita, sem que ventos ascendentes prejudiquem a sua trajectória.

também um factor relevante, pois vão ajudar-nos a determinar onde a amostra se encontra, o tipo de fundo existente e o momento em que devemos efectuar a ferragem.

As vibrações que nos são transmitidas pela cana de pesca constituem

O fim de cada jornada de pesca, com maior ou menor sucesso, deverá

ser o ponto de partida para novas incursões pelo espaço nocturno, que permitirão a vivência de momentos únicos, em que a relação pescador robalo se aviva, devido à envolvência que a noite proporciona. Pescar, divulgar e preservar continua a ser o lema a seguir… jP

Novidades 2011

domínio das formas de trabalhá-las na sua individualidade vai determinar significativamente as nossas capturas.

que os bons robalos se conseguem capturar deve ter força e um bom enrolamento do fio na bobine.

DRAKE 4000

SILKO 3000

Rolamentos:7+1 Ratio: 4.9:1 Bobine suplente Capacidade da bobine principal: 0,14mm-300 m, 0,16mm-250m, 0,20mm-200m, 0,40mm-150m, 0,45mm-120m e 0,50mm-100m

Rolamentos: 6+1 Ratio: 5.0:1 Bobine suplente Capacidade da bobine principal: 0,20mm-170 m, 0,25mm-110m Disponível também nas versões 500, 1000, 2000, 4000 e 6000

Abril 2011 > Jornal da Pesca

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> Surfcasting

canas para todo serviço

A Equipa do CAP Setúbal, campeã do Mundo de Surfcasting, foi convidada pelo Jornal da Pesca a testar alguns dos novos modelos de canas da VEGA. Os testes realizados foram intensos e aqui fica o retrato de cada uma das canas testadas pelos campeões do Mundo. Texto e Imagens: António Marques

Cana VEGA Potenza 4,20 m e 4,50 (híbrida)

Cana híbrida de ponteira super-fina mas com uma grande potência de lançamento permitindo uma sensibilidade extra em pescas difíceis bem como a grande capacidade de lançamento de chumbadas pesadas sem o menor esforço. É uma cana muito polivalente dado que permite pescar perto e a grandes distâncias. Nos nossos testes a cana permitiu-nos pescar e lançar com linhas muito finas sem enrolar nos passadores, conseguindo lançamentos acima

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dos 180 m com linha de 0,18. Os passadores Fuji Alconite em formato Low Rider permitem não só pescar com linhas muito finas necessárias para pescar em competição bem como pescar com um fio de 0,35. A potência existente nesta cana permite-nos o lançamento de chumbadas pesadas com as mais modernas técnicas de lançamento lateral (GROUNDCAST) sem qualquer problema. Nós tiramos vários peixes com esta cana e a sua ponteira híbrida permitiu-nos obter sensibilidade nos toques, amortecimento das

Jornal da Pesca > Abril 2010

pancadas do peixe e uma tensão constante da linha no momento de tirar o peixe dentro de água, não perdemos qualquer peixe na sua recuperação. O punho existente no cabo ajuda em muito, tanto no lançamento como no segurar desta em acção de pesca, assim como o contrapeso divide-se em 3 partes permitindo ao pescador configurar a cana a seu gosto. Ainda que esteja catalogada para lançar chumbadas de 100 a 300 g verificámos que a sua maior eficácia se revela com chumbadas entre 150 e 180g.

Em suma poderemos dizer que é uma cana que combina bem a pesca e o lançamento pesado com a sensibilidade aos toques.

Cana VEGA Exelero 4,20 e 4.50

Boa cana para pescas a curta e media distância e com chumbadas na casa das 100 gr, excelente a trabalhar o peixe, penso que se adapta a todos os tipos de pesca com mar calmo na borda e captura de espécies que exigem minúcia técnica tal com tainhas agulhas e pequenos exemplares. Óptima para surf-ligeiro e capturas em

zona de estuário a espécies de pequeno porte tais como Alcorrazes, Sargos, etc...é o tipo de cana que com mar calmo e de fraca ondulação terá de fazer parte das opções a ter em conta. Experimentei a cana em acção de pesca e notei que a capacidade de trabalhar o peixe é excelente devido à sua ponteira que verga apenas em 2/3 da mesma. É de referir também que é uma cana com uma enorme reserva de potência no seu blank permitindo rebocar qualquer peixe que lhe faça frente minimizando a possibilidade do peixe desferrar devido à sua ponteira progressiva.


A cana Potenza é bastante poderosa no lançamento.

Cana VEGA Hellion Surf 4.20 e 4.50

Cana muito leve e com grande capacidade de lançamento, óptima cana de surf-casting para pescas que exijam alguma velocidade mesmo a distâncias aceitáveis para recuperações rápidas e eficientes. Aconselho chumbadas até às 160 gr. É a cana de qualidade média para todo o tipo de peixe tirado a média e a longa distância. Experimentei a cana em acção de pesca e notei que a capacidade de trabalhar o peixe é excelente. Em termos de preço qualidade é uma cana excelente para quem quer iniciar o surf-casting sem fazer um grande investimento.

Cana VEGA ACCURA 4.25 e 4.50

São canas equipadas com os novos passadores Fuji K Alconite; o formato destes passadores elimina qualquer possibilidade de enleio no lançamento. Possui um porta carretos de rosca e um blank leve e muito potente tanto na versão de 4,25 como na de 4.50. Permite um lançar perfeito com o tradicional lançamento por cima da cabeça bem como tem a

potência extra para aguentar o lançamento GROUND CAST e projectar para longe a nossa pesca. A sua acção potente e rápida em que apenas 1/3 da cana verga no lançamento permite sem esforço um lançamento longo sem grandes exigências físicas. Tudo isto conjugado com uma leveza impressionante e um acabamento sem qualquer imperfeição. Esta cana em acção de pesca revela-se como uma cana que marca bem os toques dos peixes, devido ao tamanho dos passadores permite uma utilização em condições com lixo sem que seja necessário estar sempre a limpar o nó do chicote na recuperação. A sua potência para retirar os peixes da água é assinalável, quantas vezes nos aconteceu termos um peixe naquela rampa mesmo à borda de água e parece que não o conseguimos mover pois para além do peixe também temos a chumbada que por vezes é piramidal enterrada. Esta é a cana que combina potência com leveza a pescar. jP

Novidades 2011

Cana Hellion  Passadores - SIC Elementos - 3 Construída em Hi-Modulus Carbon C5 Reinforced Acção – 120-300g Disponível em 4,20, 4,50 e 5,00Mts  Cana Exelero

Passadores – Fuji Alconite Elementos - 3 Construída em Hi-Modulus Carbon C5 Reinforced Acção - 80-220g Disponível em 4,20 e 4,50Mts

Abril 2011 > Jornal da Pesca

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> C Jigging orrico

O Jigging Ligeiro

Na versatilidade da técnica que genericamente podemos denominar por jigging ligeiro inclui-se o Tai Jigging, que permite várias abordagens quanto às espécies de peixes capturáveis, quanto às amostras a utilizar e ainda quanto aos locais e estruturas a partir das quais pode ser praticada. Texto e imagens: Jorge Barreto

jP

O

conceito de versatilidade aplicado ao jigging ligeiro está associado à possibilidade da acção de pesca poder ser praticada a partir da costa ou de uma embarcação, bem como à diversidade de amostras e aos equipamentos, canas e carretos, susceptíveis de ser utilizados. Nesta abordagem seleccionamos três tipos de amostras, os jigs tradicionais de gramagens até aproximadamente 120 gramas, os Madaï jig e os Inchiku do denominado tai jigging. Estas amostras afundantes, são susceptíveis de ser utilizadas quer a partir de uma embarca-

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ção ou a partir da costa, embora neste último caso, com algumas limitações e atenção especial à tipologia do fundo. É na pesca embarcada que a utilização deste tipo de amostras tem maior expressão, reconhecendo-se a eficácia.

As amostras

Ao jigs tradicionais de pequena dimensão como os que podemos observar na foto, podem ser “armados” com um anzol triplo na argola da cabeça ou, em alternativa com assist hook de dimensão adequada ao tamanho e gramagem da zagaia. Colocar os anzóis preferencialmente do lado da cabeça da amos-

Jornal da Pesca >Abril 2011

A versatilidade

do Jigging ligeiro permite a sua utilização na pesca de costa ou embarcada.


A utilização

do Jigging ligeiro é uma opção na pesca de espécies como o Pargo.

tra tem por objectivo acrescentar eficácia à amostra por melhorar a ferragem pois os predadores atacam preferencialmente as suas presas na cabeça ou junto a esta. A ligação à linha do carreto é, no entanto, efectuada de forma distinta num ou noutro caso, pelo que se utilizarmos anzol triplo, a amostra é fixada pelo lado oposto a este, enquanto que com os assist hook, a fixação é feita do mesmo lado. A utilização de anzóis triplos parece ter algumas vantagens na ferragem, contudo, o perigo de prisão no fundo é bastante maior que a dos assist hook. Há já alguns anos começaram a aparecer as denominadas amostras para o que se passou a chamar tai jigging: primeiro foram as madaï e posteriormente os inshiku que, apesar da sua aparente semelhança, apresentam particularidades que é necessário abordar. Genericamente as madaï e os inshiku compõem-se de um corpo metálico a que estão ligados os assist hook e as saias ou pequenos polvos em plásticos muito flexíveis. É efectivamente na forma como o conjunto está montado que temos a principal diferença. No caso dos madaï, a decoração de filamentos flexíveis e os as-

sist hook estão fixados de forma estável de um dos lados do corpo metálico, do lado contrário ao da cabeça ou, dito de outro modo, no seu prolongamento. Já nos inshiku, o assist hook decorado com, por exemplo, um pequeno polvo, está ligado ao corpo metálico de forma a não ficar limitado por este nos movimentos. O pequeno polvo em vinil armado com os anzóis move-se de forma aparentemente independente do corpo metálico do inshiku.

Como animá-las

Os pequenos jigs permitem vários tipos de animação. Contudo, em nossa opinião, trabalhar estas pequenas amostras de forma mais enérgica pode dar bons resultados. Será sempre conveniente entrecortar os períodos de maior movimento com períodos de alguma acalmia, criando assim padrões contrastantes que nos poderão ser úteis na compreensão da atitude mais correcta em acção de pesca. As madaï jig podem, como qualquer jig, ser trabalhadas em toda a coluna de água. É no entanto na sua utilização junto ao fundo que estas amostras tem dado os seus frutos. Com as madaï, podermos como que sondar o fun-

do, prospectando com pequenos toques grandes áreas. Em fundos com alguns sedimentos e lodos, os toques no fundo da amostra provocam pequenas nuvens. Este exercício pode ser feito a partir de terra, sendo preferível procurar fundos arenosos, lodosos ou de areão com afloramentos rochosos. No jigcasting as canas a utilizar devem estar de acordo com o peso das amostras e serem suficientemente rápidas, isto é, terem “nervo” para poder trabalhar este tipo de amostras. Relativamente à forma de utilização dos inshuku, estamos em condições de dizer que permitem animações lentas, bem como subidas e descidas rápidas e lentas, pois a parte metálica funciona como um estabilizador. Nas situações em que se faça sentir o efeito da corrente, pode manter-se esta amostra quase imóvel e animá-la com pequenos toques. Esta forma

de trabalhar a amostra é mais Contudo, em zonas de estuário eficaz se formos variando a pro- e em zonas de praia de declive fundidade. rápido, pode ser um bom exercício de pesca. Como sempre, cabe a Notas finais cada pescador decidir a melhor Os três tipos de amostras de que forma de abordar as condições falámos, bem como a sua uti- em que vai pescar. jP lização e animação, podem ser feitos quer a partir de terra quer a partir de uma embarcação. Como é óbvio a utilização a partir de uma embarcação parece facilitar todo o processo de acção de pesca.


> C Eorrico mpates

Montagem de um

assist hook

Com a técnica de jigging cada vez a ser mais praticada é importante conhecer alguns dos principais empates para confecção de um assist hook. Texto: Jorge Barreto e Imagens: Redacção

Este assist hook é de rápida e fácil confecção. O comprimento do assist hook deve estar de acordo com a dimensão da zagaia. A utilização da manga termoretráctil tem por função apertar o cordão, dando consistência à montagem.Esta forma de montar o assist hook permite, mesmo durante uma saída de pesca, executar a montagem para responder a situações não previstas. jP

Anzol e cordão necessário à realização de um empate assist hook

Passar o cordão, dobrado ao meio, pelo olhal do anzol

Apertar a ponta do cordão com a haste do anzol e iniciar o enrolamento

À medida que procede ao enrolamento vamos fixando com o indicador as espiras já enroladas

Após a volta passa novamente pelo olhal do anzol

Nó concluído e pronto para receber a manga termoretractil

Colocada a manga termorectactil é necessário aquece-la de modo a que o assist hook fique pronto.

Antes de utilizarmos o nosso assist hook é importante colocar a argola fechada para uma melhor ligação à zagaia ou ao destrocedor com alfinete

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SURFCASTING A TECNOLOGIA RENOVA-SE

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CARR ET

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POR

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Cana composta por 3 secções, fabricada em ULAF carbono e Pro Force, para a pesca de surfcasting mediterrânica. Dispõe de um blank forte e reactivo e uma ponteira sensível. Vem equipada com passadores SIC tipo “MN” e porta-carretos FUJI. Disponível em 4,20m.

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Cana composta por 3 secções, fabricada em ULAF carbono e Pro Force, para a pesca de surfcasting mediterrânica. Apresentada em duas acções diferentes para cobrir todas as exigências dos pescadores de competição. A de 80-160gr dispõe de um blank forte e reactivo e uma ponteira sensível. A de 100-250gr tem uma base muito forte e rígida, um segundo elemento rígido com resposta explosiva e uma ponteira dura mas ao mesmo tempo sensível. Disponível em 4,20m.

ONDA MILLE A UNIÃO PERFEITA QUANDO A DISTÂNCIA DO LANÇAMENTO É VITAL.

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Fevereiro 2011 > Jornal da Pesca

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> Escaparate Mais potência e menos peso, o F70 da Yamaha é um motor perfeitamente adequado para animar uma ampla gama de barcos sentindo-se tão confortável num ambiente de trabalho como no divertido mundo dos barcos de recreio e dos desportos náuticos.

A gama de sacos da Colmic é uma das mais completas do mercado. Os materiais utilizados na construção desta gama de sacos são de elevada resistência e durabilidade. Sacos para canas de encaixe, sacos de baldes, sacos de mangas, sacos de fisgas, sacos de inglesas e sacos para transporte de plataformas, são algumas das opções que poderemos encontra numa das mais completas gamas do mercado.

Ideal para a pesca à Inglesa e outras técnicas que exijam uma elevada capacidade de recuperação, o RK 30 apresenta um ratio de 6.2:1 e vem equipado com 5 rolamento de esferas em inox. A manivela dupla permite um equilíbrio perfeito e a bobine match extra em grafite confere uma utilização de fios mais finos sem desperdício.

Esta é uma nova amostra da Fish Arrow, um pequeno peixe que possui no seu interior de uma folha que produz um reflexo brilha nte muito atraente, para alem de dar à amostra uma maior rigidez. Com estas características a Flash-J que está disponível nos tamanhos de 3,3,5 e 4”polegadas é um excelente aliado para as jornadas de spinning.

Este novo shallow crankbait da Imã é um importante aliado para a obtenção de boas capturas. Pode ser recuperado a alta velocidade sobre coberturas próximas da superfície, as quais deflecte facilmente em virtude da forma da pala e de uma oscilação bastante sugestiva para os achigãs.

Fabricada em carbono alto modulo C5 reforçado, a Resistenza é uma cana desenhada a pensar nas exigências do pescador de bóia, com uma acção 10-80g. Com uma capacidade de elevação superior a 4 kg a Resistenza é ideal para controlar e elevar peixes de grande porte em pesqueiros altos A Resistenza está disponível em 5,00m, 6,00m e 7,00m.

A lembrar que Portugal é um país virado para o mar, este Project 7.5, foi construído no estaleiro da empresa no Seixal e revela-se de grande polivalência em matéria de utilização. A embarcação totalmente construída em alumínio, está concebida para uma utilização mais profissional.

Esta é uma cana de três secções produzida em carbono U.L.A.F e Pró Force HM60 para pescar na praia. Trata-se de uma cana com 150gr de potência com um blank de resposta imediata, potente e muito divertido na hora de ferrar peixes de bom porte. A Teknica ProXxt, está dotada de três ponteiras sensíveis de modo a assinalar os pequenos toques do peixe.

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> C Borrico óia

Paço de arcos prepara nova

EPOCA DE TREINOS Longe vai o tempo em que as competições de pesca eram encaradas por parte dos pescadores como uma actividade em que se reuniam com os companheiros que partilhavam a mesma paixão e no final ganhava quem mais peixe capturava.

Texto e Imagens: Carlos Batista e Virgílio Machado

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nova lei das Federações veio impor à pesca desportiva regras que estão a transformar por completo os métodos até agora conhecidos para a prática da pesca desportiva de competição. Assim a partir de 2012, todos os pescadores de competição vão ser obrigados a contar com um treinador, situação que está a gerar uma revolução no seio da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, de modo a preparar o caminho para os clubes e atletas federados. Exemplo da nova realidade é a situação que se vive actualmente no Paço de Arcos, clube que conta já com dois treinadores credenciados, saídos do primeiro curso realizado pela Federação no final de 2010.

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De modo a acompanhar as novas metodologias de treino, o Jornal da Pesca assistiu a um treino da equipa de pesca à bóia, onde o técnico Carlos Batista deu conta dos novos métodos utilizados para apurar as qualidades de cada pescador. É certo que este foi um dos primeiros treinos da equipa, que até Junho terá de estar pronta para participar no campeonato individual e mais tarde, em Setembro, no campeonato nacional de clubes. O treino realizado iniciou-se às 8 da manhã, como se de uma prova se tratasse, na zona de Pedrouços, em Lisboa, e os atletas iniciaram de imediato um aquecimento físico através de um conjunto de exercícios pouco vistos entre os pescadores de competição. “Trata-se de uma forma de evitarmos tendinites e

Jornal da Pesca > Abril 2011

A captura

de Tainhas foi uma constante neste treino.


A engodagem

realizada revelou-se determinante para um treino com elevado número de capturas.

outro tipo de lesões musculares já que temos de fazer o engodo e esta é uma operação que requer o mesmo tipo de movimento de uma forma contínua e que pode provocar posteriormente em acção de pesca algumas lesões”. Após o aquecimento procedeu-se à engodagem e a uma hora de pesca em que cada pescador escolheu o tipo de pesca a realizar. Contudo após uma hora de treino, Carlos Batista dividiu o grupo em dois, com alguns pescadores a pescarem com uma técnica de pesca ao fundo, utilizando para isso um engodo mais grosso, que para além da areia levou ainda alguma gravilha, com bóia de 2 a 3 gramas e com o chumbo concentrado em baixo e iscando com carapau, “deste modo tentamos pescar as Tainhas grandes que estão mais no fundo”. Já o segundo grupo, realizou uma engodagem mais solta, à base de farinhas e iscando com sardinha para pescar à superfície, “temos alguns pescadores rápidos a pescar e isso faz com que esta pesca de superfície seja sempre uma opção no treino”, acrescentou o técnico do Paço de Arcos. A meio do treino, cerca das 11 horas da manhã, surgiu outra das novidades impostas pela nova metodologia de treino. Trata-se de um lanche rápido, composto por iogurte líquido com cereais, o que segundo Carlos Batista se justifica porque “quatro

horas de pesca em prova provocam um desgaste elevado e é necessário ingerir alguns alimentos ricos de modo a que possamos repor energia, a meio do tempo de prova, e por isso estamos a inserir estas novas normas nos treinos explicando aos atletas a razão desta situação, que como se sabe, não é normal entre os pescadores”. No entanto Carlos Batista não deixa de salientar que desde que os treinos do Paço de Arcos começaram a dar mais atenção à alimentação dos pescadores durante as sessões de pesca, “registou-se um aumento da capacidade de concentração naquilo que consideramos a segunda parte do treino, ou seja, as duas horas finais de prova e começamos a registar melhores resultados”. No final do treino, não se notou, em matéria de capturas, uma grande diferença entre os que pescaram ao fundo e os que realizaram uma pesca de superfície o que segundo Carlos Batista se prende “com a qualidade da zona onde o treino se realizou. Até Junho a equipa do Paço de Arcos vai realizar outros treinos que estão “devidamente calendarizados e preparados, segundo métodos que estamos certos que vão passar a fazer face da nova realidade da pesca desportiva em Portugal num curto espaço de tempo”, sublinhou Carlos Batista. jP

Novidades 2011  Carreto

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RIOS 20 Rolamentos: 8 Ratio: 5.2:1 Bobine suplente Capacidade da bobine principal: 0,20mm-250m, 0,22mm200m e 0,25mm-150m Disponível nas versões 30, 40 e 50

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Abril 2011 > Jornal da Pesca

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> Materiais

A esferovite

do nosso contentamento

A pesca desportiva é um desporto praticado há séculos pelo homem e animada ao longo dos tempos por inovações que têm sempre como objectivo, permitir mais e melhores capturas. Texto: Carlos Batista e Virgílio Machado e Imagens: Redacção

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estres no desenrascanço e na adaptação de todos os materiais para alcançar os fins, os portugueses sempre mostraram ao Mundo, que sabem como ninguém facilitar processos e melhorar as artes. Exemplo do que acima escrevemos é a utilização das bolas de esferovite na pesca de competição, mais concretamente na modalidade de Surfcasting. O “pai” das bolas de esferovite é sem sombra de dúvida Carlos Batista, atleta de renome internacional na modalidade, dirigente federativo, treinador, um verdadeiro homem dos sete ofícios no que à pesca desportiva diz respeito e que nutre uma paixão enorme pela pesca. Só mesmo esta paixão poderia em 1994 na Bélgica no decorrer de um Campeonato do Mundo de Nações de surfcasting, fazer com que Carlos Batista ao entrar numa loja de pesca desse com uns sacos de esferovite.

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“Estavam numa secção de pesca de água doce e eu achei que aquilo poderia ser útil para utilizar nas praias da Comporta e Carvalho, onde em 1995 se realizaria o Campeonato do Mundo”. Apesar de não saber para que serviam as bolas de esferovite aos pescadores de água doce belgas, Carlos Batista achou que não perdia nada em comprar dois sacos de bolas de esferovite e carregou-as para Portugal. Assim após o regresso da Bélgica, “logo que tive oportunidade decidi ir treinar à Comporta, na altura pescava no Estrela da Amadora e não tinha ainda funções na Federação Portuguesa de Pesca Desportiva”. Chegado ao pesqueiro Carlos Batista decidiu montar as bolas de esferovite junto ao estralho do anzol, “coloquei uma bola de anzol junto a cada anzol e isquei com minhoca e não com sardinha. A verdade é que mal o isco entrou dentro de água, comecei a capturar Agulhas e Tainhas de uma

Jornal da Pesca >Abril 2011

forma fora de série”. No fim-de-semana seguinte, Carlos Batista, decide voltar ao mesmo local para confirmar se o resultado obtido no primeiro treino com as bolas de esferovite não tinha sido fruto da sorte. Contudo Carlos Batista recorda que este segundo treino acabou mais cedo “devido a treinos da Marinha Portuguesa que decorriam na zona e que levaram um veículo anfíbio que passou a um metro do local onde estava o que lhe provocou um enorme susto”. Apesar do susto, Carlos Batista confirmou que a sua ideia das bolas de esferovite estava certa, ou seja a utilização destas pequenas bolas junto ao anzol fazia com que este subisse e atraísse melhor o peixe. O contentamento alcançado nos treinos levou a que o pescador do Estrela da Amadora transmitisse aos seus colegas de equipa os resultados obtidos e que decidissem pela utilização das bolas de esferovite no Campeonato Nacional de Clubes

da I Divisão que tinha lugar umas semanas mais tarde. “A prova começou logo da melhor maneira com todos os nossos pescadores a obterem resultados esmagadores. Só para se ter uma ideia, enquanto um dos pescadores do Estrela alcançava facilmente um a dois quilos de peixe, a concorrência apresentava à pesagem 237 gr, 300gr, 500,gr e não ia além disto”. O segredo dos pescadores estava nas bolas de esferovite, de tal forma “que tinha dado instruções a todos os companheiros de equipa para que quando tirassem o peixe da água arrastassem a baixada pela areia de modo a que a concorrência não detectasse a utilização desta inovação de nome, bolas de esferovite”, acrescentou Carlos Batista. Apesar de todas as recomendações, um dos atletas do Estrela, animado pelos excelentes resultados, acabou por permitir aos adversários detectarem a novidade. “Foi um cargo dos trabalhos, porque todos pensaram que se tratava de uma irregularidade, mas a verdade é que o regulamento não previa nada que impedisse a utilização destas bolas de esferovite e como tal os resultados acabaram por ser homologados”, sublinhou Carlos Batista. Mais tarde a utilização das bolas de esferovite acabou por ser regulamentada pela Federação Internacional de Pesca Desportiva, “foi bastante

A utilização

de bolas de esferovite revolucionou o Surfcasting.

complicado já que até ao momento o surfcasting era uma modalidade de pesca ao fundo e acabou por ficar mais espectacular, fruto do maior número de capturas que eram proporcionadas pelas bolas de esferovite”, sublinhou o “pai” das bolas de esferovite no surfcasting. Carlos Batista não esconde que esta sua ideia proporcionou a Portugal um “elevado conjunto de títulos internacionais, apesar de todos os países utilizarem hoje as bolas de esferovite”. Na actualidade as bolas de esferovite já foram substituídas por outras feitas noutro tipo de matéria-prima, em todos os formatos e feitios, contudo Carlos Batista lembra que “nada alcança os resultados que o esferovite consegue, apesar de existirem pérolas flutuantes de grande qualidade”. A “invenção” e utilização das bolas de esferovite no surfcasting acabou por permitir uma maior espectacularidade à modalidade devido ao maior número de capturas que os pescadores conseguem alcançar. Hoje todos os pescadores de competição utilizam as pequenas bolas de esferovite, mas Carlos Batista lembra que “nenhum pescador estrangeiro consegue alcançar os resultados que alcançam as equipas portuguesas, quando têm de utilizar as bolas de esferovite”. jP


> C Embarcada orrico

RIKSTYMAIKS ou o 5º ELEMENTO

Pelo título poder-se-ia pensar que se trata do célebre filme de Luc Besson com o Bruce Willis… mas nada de mais errado, no entanto o 1º titulo tem mais a ver com pesca porque na gíria quer dizer “mistura de elementos”. Texto e imagens: Jó Pinto

E

quais são esses elementos? Muitos são os factores que poderão condicionar a pesca, no caso concreto a pesca embarcada, e apesar de já se ter escrito muito sobre isto, penso que ainda se poderá acrescentar algumas linhas que nos poderão “descansar” quando a coisa se complica. Como no artigo anterior referi, é até interessante dizer ou escrever que é assim ou assado, mas e quando, por exemplo, não reunimos as condições ideais para se ter um dia, pelo menos, “normal” de pesca?

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Quantos somos os que tiram anotações das suas pescarias? Poucos… muito poucos…e é pena porque, embora não seja cem por cento “certo”, a conjugação de dados, ajuda-nos a perceber algumas coisas muito interessantes. Tenho um amigo (Lopes de Sesimbra) que pesca na praia, vai para muitas dezenas de anos, e todas as pescarias estão “registadas nos livrinhos”, seja a maré, lua, cor da água, peixe capturado com tamanhos, pesos, peixes devolvidos ao mar, etc… Podemos considerar este acto como uma técnica de pesca, existem outros pescadores, muitos, que

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o farão com certeza, e esse capital de conhecimento é extraordinário. Passando à pesca de barco nos tais fundos muito fundos para os nossos braços, e nestes (somente) três anos de muitas desilusões, e algumas alegrias, à espera do “Tempo Ideal” que está a chegar, sim porque existem meses do ano que mais vale ficar em casa a “acumular uns créditos junto da família”, do que navegar e stressar sem perceber porquê. Claro que me estou a referir a um modo geral de ver as coisas, mas posso afirmar que a “Temperatura da água” é essencial para determinar o local destinado à pescaria.

Conhecer

as condições ideais para a pesca è meio caminho para se alcançarem bons resultados.


Saber registar

os resultados das nossas pescarias ajuda a melhorar o planeamento das saídas de pesca.

Os bons resultados na pesca surgem quando fazemos bem o trabalho de casa

Nas temperaturas na ordem dos 13 a 15 graus, os fundos parecem um deserto Líbio, e o que fazemos? Calcorrear pesqueiros naquelas profundidades com o preço dos combustíveis a galopar é um stress diabólico. Mas experimentando fundos mais baixos, mais junto a terra, na ordem dos 80 metros, já teremos algumas surpresas. O facto de o isco ideal como a sardinha no Inverno estar MAGRA, não ajuda nada, não engoda, e nada melhor que ir até ao Pingo Doce (já experimentei de outros supermercados e não gostei) e comprar da congelada que está com colesterol a mais e aguenta-se bem durante o dia sem perder a consistência, pois ajuda a “engodar” de forma natural, e quando o peixe estiver por baixo, podemos então pescar com sardinha fresca. É engraçado ver que as indicações transmitidas pelas vulgares tabelas de maré, que nos dizem que em determinada fase da lua, o dia vai ser Bom para a pesca, Mau todo o dia, Sofrível depois das 14h, etc e tal…mas a verdade é que às vezes esta previsão bate certo, e noutras nem por isso, e só diz para os 7 dias das fases, no entanto não tem em atenção os dias efectivos de Lua naquele ano,

por isso abandonei a expectativa de seguir as indicações da lua. Para ficarmos ainda mais chateados, por vezes temos uma espécie de Limos e que são vulgarmente designados por “tabaco”, misturado na água e que nos entopem os passadores, mas que criam um efeito nefasto no fundo, como se um Tsunami invadisse o fundo do mar, e quando isso acontece é melhor ir pregar para outra freguesia. Também temos um caso bicudo que muitas vezes nos obriga a levantar ferro e corrigir a posição, que é o facto de num pesqueiro que até está bem “estrumado”, o vento pregar-nos uma grande partida ao mudar de quadrante, o problema é que muitas vezes após a correcção, o peixe já não está no local. Para além destas contrariedades, que temos sempre de levar em linha de conta, existem pesqueiros que só encontramos “o sítio” se o vento estiver de determinado quadrante, senão “BOLA”. Como vêm, são só coisas que nos fazem saltar a tampa, para não me referir a outras tantas que nem é bom pensar nelas quando preparamos as nossas pescarias, no entanto nem tudo são espinhos, e por vezes também recebemos umas flores para nos manter a

paixão que temos pela pesca. Vamos então resumir os factores determinantes para o sucesso na pesca: -Temperatura da Água acima dos 16º, é óptimo -Estar bem fundeado e/ou no sítio certo uma hora antes da mudança da maré. -Persistência e paciência para esperar pelos “trabalhadores” (carapaus). -No Inverno (ou enquanto elas não engordam) usar sardinha congelada. -Entre meio de Janeiro e meados de Abril não devemos criar muitas expectativas e “encostar mais a terra, não ligando aos relatos de grandes pescarias nesta altura porque se alguém encontra um pesqueiro que esteja “folgado” é tão somente uma questão de sorte. -Encostar mais a terra se houver muitos limos ou micro algas em suspensão. Talvez por tudo isto o melhor é mesmo aguardar pelo aumento da temperatura da água, e logo vamos constatar que as pescarias melhoram. jP Boas pescas

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>> C Karpfishing ayak

Pesca do choco

Com o bom tempo a chegar e a Primavera a dar um ar da sua graça, fomos fazer uma jornada aos chocos. Como palco tínhamos à nossa disposição o rio Sado que apesar da forte pressão de pesca, continua a ser um palco privilegiado para este tipo de pesca. Texto e imagens: Rui Carvalho

as cores menos a que eles querem. Esta técnica de pesca funciona melhor com a água a correr, sendo um dos grandes pormenores para que tudo funcione aproar constantemente o kayak à corrente. Este factor é determinante para garantir que as pescas não se enrolem e principalmente evitar que uma das linhas passe por baixo do kayak. Normalmente este descuido faz com que ao puxar o choco para cima este fique debaixo do kayak, o que significa mais um choco perdido (quando vem um polvo a tragédia é maior, pois este faz de tudo para não sair da água e se conseguir o contacto com o kayak não há ninguém que consiga tira-lo de lá, sendo a solução ir a terra para não perder o polvo ou o “palhaço”). Quando apanhar um choco tenha cuidado... Não fique pintado de preto! Para soltá-lo da amostra não lhe toque – inverta a posição do “palhaço” e ele cairá.

C

om um dia sem vento e o sol encoberto pelas nuvens a opção do sobre o Sado não podia ter sido melhor, com chocos de bom tamanho a revelarem-se difíceis de enganar.

Os materiais e montagens

A utilização de toneiras flutuantes (“palhaços”), a técnica e movimentos para pescar ao choco são diferentes da pesca às lulas – as lulas fazem variações de profundidade quando se alimentam enquanto os chocos têm tendência a fazer tudo encostados ao fundo, por motivos de alimentação e de protecção contra os seus predadores. Na pesca ao choco, com a água a correr, deve ser utilizado apenas um “palhaço” em cada linha de mão ou cana com a seguinte montagem:

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A chumbada é colocada na extremidade da linha e o estralho para o “palhaço” deve partir 20cm acima da chumbada. O estralho do “palhaço” deve ter 60cm de comprimento para poder trabalhar na corrente. As linhas de mão para a pesca ao choco são mais vantajosas do que a utilização de canas (a sensibilidade é muito maior e permite ter uma linha em cada mão, quando o choco ferrado chega ao pé do kayak está muito mais perto e em melhores condição de tirar da água). Para quem não está habituado faz alguma confusão a linha de mão, mas com a prática as canas ficam em casa para sempre.

A técnica

Na pesca às lulas os movimentos são mais rápidos e com intervalos muito curto entre movimentos, mas no choco temos que ter mais arte

Jornal da Pesca > Abril 2011

para enganar este predador voraz mas inteligente. Os movimentos devem ser muito mais lentos e longos, com repetições espaçadas, o truque é sentir a chumbada bater nu fundo e deixar passar alguns segundos, voltando a levantar a pesca com força (isto garante que ferramos melhor o choco caso ele já tenha agarrado o “palhaço”). Se não tiver nada garantimos uma maior elevação do “palhaço”, ficando mais visível e cobrindo uma área maior de pesca. Esta é a técnica mais utilizada pelos profissionais, sofrendo algumas variações consoante a força da água e a variação de atitude do choco. A escolha das cores dos “palhaços” é o ponto que mais mistério causa nesta pesca, o que chega a enervar o mais calmo dos pescadores, pois nunca vamos saber qual a melhor cor, correndo o risco de termos todos

Os polvos (Octopus vulgaris) e as lulas (Loligo loligo e Sepia officinalis) possuem, respectivamente, oito e dez tentáculos. Nos polvos, a massa visceral fica contida num saco pendente da cabeça. São também portadores de uma bolsa de tinta que utilizam nos momentos de perigo. As lulas e os chocos deslocam-se por jacto-propulsão, à custa da eliminação brusca e violenta da água por um sifão situado junto à prega do manto que forma as brânquias. Em relação à concha, que é característica dos moluscos cefalópodes, no caso da lula está reduzida a uma lâmina e tornou-se interna; no caso do choco, só permanece uma tira (a pena) e nos polvos já não existe qualquer traço da concha. O choco, caçador carnívoro, rápido e

astuto, bastante voraz, tem o trato digestivo completo, complexo, boca com uma faringe muscular e com um par de mandíbulas córneas semelhantes a um bico de papagaio invertido. Apresenta fileiras transversais de diminutos dentes quitinosos para raspar alimentos. A cabeça de bom tamanho tem dois olhos conspícuos e uma boca central, circundada por 10 braços carnosos que contêm ventosas em forma de taça; o quarto par de braços é longo e retráctil. Para caçar, o choco nada para a frente com os braços unidos e lança-se sobre a presa ejectando repetidamente água pelo sifão; os braços separam-se, a presa é agarrada e levada para a boca, mordida pelas mandíbulas e deglutida. Tem uma enorme capacidade de fuga aos predadores, não só pela sua velocidade como pela capacidade de alterar a sua coloração para se confundir com o ambiente e o jacto de “tinta” que expulsa da bolsa do ferrado, destinado a turvar a água e a permitir a fuga. O choco aparece com grande frequência no fim da Primavera e no Verão, altura em que se aproxima da costa e pode ser pescado da mesma forma das lulas, isto é, utilizando amostras (toneiras ou palhaços). Pode também usar-se a amostra de chumbo, que se vai movimentando para cima e para baixo. Quando se sente o choco preso, deve recolher-se a linha sem parar, mas sem violência, para que este não se solte, ficando preso pelos tentáculos que são relativamente frágeis. jP

A pesca do Choco

e das Lulas é um desafio aliciante quando praticada de kayak.


Fevereiro 2011 > Jornal da Pesca

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> Salmonídeos

Tempo de trutas Texto e imagens: Gomes Torres

Embora o comportamento de todas as espécies de peixes seja influenciado de alguma forma pelas condições meteorológicas, a truta é particularmente susceptível a estas forças externas. Desta forma, qualquer alteração no tempo, além de afectar o pescador, afecta de modo relevante estes peixes.

Dias nublados sem chuva

P

ara além de mais, a temporada de trutas decorre em grande parte na época de transição entre o final do Inverno e a Primavera, ou seja num período de grande instabilidade climatérica, pelo que é de extrema importância podermos relacionar as condições exteriores com a actividade que esperamos vir a encontrar nas trutas. Vamos por isso tentar estabelecer alguns cenários de condições meteorológicas que podemos encontrar num dia de pesca, relacioná-lo com o comportamento das trutas, e ao mesmo tempo, tentarmos entender de uma forma prática o que motiva esse comportamento.

Alteração brusca para mau tempo

Um agravar brusco das condições

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meteorológicas é o materializar de uma queda acentuada na pressão atmosférica. Essa diminuição da pressão é mais sentida pelos habitantes do meio líquido, do que pelos habitantes do meio atmosférico, simplesmente porque a densidade da água é muito superior à do ar. Mesmo assim, nós os humanos, também detectamos estas alterações em particular os mais idosos, a quem muitas vezes ouvimos dizer que vai haver mudança de tempo porque lhes doem as articulações! Lembro-me de um caso de um amigo que diz ter um “joelho meteorologista”… Não cabe aqui explicar o porquê deste fenómeno, mas o que é certo é que existe uma explicação bem científica e lógica para este efeito, basta procurar na internet… Voltando aos peixes, embora o fenómeno não esteja muito explicado,

Jornal da Pesca >Abril 2011

parece haver uma opinião consensual que a inactividade se deve ao facto da expansão da bexiga-natatória (por diminuição da pressão no exterior), criar algum desconforto interno e a sensação de enfarte, o que leva a que os peixes permaneçam imóveis e não se alimentem. Esta inactividade não é permanente, pelo que se a situação de baixas pressões se mantiver durante vários dias é provável que alguns peixes acabem por alimentar-se, não só porque precisam de o fazer, mas também porque eles próprios vão progressivamente adaptando o seu corpo à baixa pressão exterior. Em compensação, mas que normalmente em pouco beneficia o pescador, uns dias antes da queda de pressão, todos os peixes parecem pressentir o período de jejum que se aproxima e desenvolvem uma

actividade alimentar superior ao normal. Infelizmente a menos que estejamos na pesca e possamos de alguma forma aproveitar esse curto período, não temos aparentemente a capacidade de previsão que os peixes possuem. Estas considerações não querem de todo dizer que não devemos ir à pesca! Servem apenas de informação para que o pescador possa entender um dos potenciais motivos porque as trutas não saem dos seus esconderijos e não se alimentam! Para que fiquemos com uma ideia mais clara sobre este facto, acrescente-se apenas que quanto mais brusca for esta variação, mais afecta as trutas. Este fenómeno é facilmente detectável se possuirmos um barómetro registador. Este aparelho, que pode ser analógico e fazer o registo em papel, ou digital e com visor de cristais LCD que produz um gráfico, permitindo facilmente analisar a variação de pressão chegando-se assim à determinação daquilo que está a acontecer com a pressão atmosférica. A pressão atmosférica e as suas variações num local são factores determinantes para a origem de quase todos os fenómenos meteorológicos. Por isso, ter conhecimento do seu valor nesse instante ou das suas variações recentes acaba por ser uma mais-valia para o pescador, que pode assim perceber melhor o comportamento dos peixes e até conhecer as condições meteorológicas a curto prazo.

São normalmente dias muito propícios para pescar trutas. O sentido da visão de todos os peixes predadores, sejam de água doce ou água salgada, está bem adaptado a baixas condições de luz, por oposição às restantes espécies e todos eles aproveitam esta vantagem, sempre que podem. Verifica-se a conjugação do factor pouca luminosidade, com o factor pressão atmosférica a diminuir, o que ocorre sempre que surgem nuvens e quase de seguida, alguma pluviosidade. No entanto nestes dias a pressão nunca desce demasiado, acabando por se manter estável, o que origina a actividade das trutas que aproveitam a baixa luminosidade. Normalmente também são dias em que não precisamos de nos resguardar da chuva e desta forma evitamos o impermeável, o desconforto de termos que o utilizar e quase sempre de ficarmos com uma parte da roupa molhada.

Dias de chuva

Os dias de chuva, são de um modo geral bons dias de pesca no sentido em que as trutas mantêm uma actividade alimentar elevada. Mas não são todos. As primeiras horas do primeiro dia em que começa a chover são sempre as melhores, diminuindo drasticamente a actividade dos peixes no segundo e terceiro dia, podendo melhorar gradualmente depois destes. Além disso, quando a chuva ocorre numa época em que o tempo está mais quente como seja o meio ou final da temporada, provoca a queda de muitos insectos voadores na água, o que se traduz num maná inesperado que as trutas aproveitam também sem hesitar. O facto de o céu estar encoberto pelas nuvens carregadas de chuva, impede que a luminosidade não seja elevada, o tal factor que as trutas apreciam como já vimos anteriormente. Se estivermos a considerar vários dias consecutivos de chuva, prova-


A pesca e as trovoadas

O amanhecer

e o ocaso nos dias de sol são óptimos para a pesca à mosca.

velmente as trutas já aproveitaram para se alimentar no primeiro dia quando diminuiu a luminosidade e antes que a pressão atmosférica desça demasiado e estas atinjam a completa imobilidade que vimos numa situação anterior. Esta condição meteorológica pode ser menos positiva se a chuva for intensa, porque não permite uma pesca muito fácil. Ou estamos equipados com um bom equipamento transpirável ou então acabamos por nos molhar e rapidamente abandonar a pesca devido ao desconforto. Por outro lado, as margens ficam também mais escorregadias, dificultando a progressão e exigindo um esforço e cuidados extra. Poderá ainda acontecer que em pouco tempo a água fique mais turva o que é pouco propício também, porque as trutas deixam de procurar alimento, devido à dificuldade de visão.

Trovoadas

As trovoadas ocorrem quase sempre ao final da tarde ou durante a noite, em especial nos meses de Abril, Maio ou Junho. Como de noite a pesca em águas interiores não é permitida, resta-nos apenas as tardes, sendo muitas vezes suficiente para passarmos um bom bocado na pesca. Estas ocasiões são particularmente propícias para a pesca de trutas, devido a vários factores. Ocorrem quase sempre em dias já quentes, em que existem muitas eclosões de insectos aquáticos de que as trutas se alimentam e existem também já muitos insectos terrestres. Com a precipitação, que boa parte das vezes acontece de forma diluviana, os insectos ficam muitas vezes perturbados e tentam voar, sendo muitos deles “abatidos” pelas gotas da chuva e acabam por cair no meio aquático onde as trutas os esperam. É frequente nestas ocasiões em que temos a sorte de estar à pesca, vermos várias trutas ao mesmo tempo, a subir e comer à superfície estes malogrados insectos que caíram na água. Como se percebe, também a baixa luminosidade destes dias favorece a actividade, sendo mais

um factor positivo a contribuir para uma pesca de sucesso. Apesar de todas estas condições favoráveis devemos ter um cuidado extremo com este fenómeno meteorológico (ver caixa). A pesca por muito bem que esteja a decorrer, nunca em situação alguma se pode sobrepor à nossa segurança.

Dias de sol

Propositadamente para o fim, a situação potencialmente mais ingrata para o pescador devido a uma série de factores. Apesar de existir actividade alimentar das trutas, esta ocorre maioritariamente em curtos períodos, limitando por isso o tempo em que as podemos capturar. Nestas condições, apesar do tempo estável e altas pressões, as trutas mantêm uma actividade relevante apenas no período junto ao nascimento e ocaso do sol, mantendo-se a maioria da população inactiva durante o restante período do dia. Estes dois curtos períodos alimentares devem-se precisamente ao facto de se verificarem as condições de baixa luminosidade que já abordamos. Normalmente nestes dois períodos ocorrem também muitas eclosões de insectos aquáticos, fenómeno que contribui para a actividade das trutas. A pesca à pluma é nestas condições uma excelente e desafiante opção. Por outro lado, o sol também denuncia com maior facilidade a posição e os movimentos do pescador. A projecção da nossa sombra na água, os reflexos originados pelos nossos acessórios ou uma qualquer peça de vestuário menos discreta, tornam-se também mais facilmente visíveis para os peixes em elevadas condições de luminosidade.

Considerações finais

Todos sabemos que a pesca não é uma ciência exacta e não tem regras. Talvez seja esse o maior desafio, porque nunca sabemos como vai correr a jornada e inúmeras

Embora os rios se localizem sempre nas partes baixas das montanhas e por isso sejam relativamente seguros quanto a riscos em caso de trovoada, não devemos facilitar. Se em tardes de trovoada temos as melhores condições para as trutas estarem cooperantes, temos por outro lado que estar preocupados com a utilização das nossas canas, em particular se foram construídas com fibras de carbono. As canas construídas em carbono NUNCA devem ser utilizadas nestas condições, tal como todos os fabricantes recomendam, porque são excelentes condutoras de electricidade, o que como percebemos, não é nada auspicioso em condições de trovoadas e relâmpagos. Pessoalmente, recomendo até que não deveremos utilizar qualquer coisa que se possa elevar acima da nossa cabeça, independentemente do material com que é construído, em condições de trovoada. Mesmo que seja cana de fibra de vidro ou de bambu… Se a trovoada estiver dentro do limite que iremos ver de seguida, devemos pura e simplesmente parar de pescar, pousar a cana no chão, qualquer que seja o material que a constitui, afastando-nos rapidamente desta e da água. Segundo as recomendações que encontramos no site da Protecção Civil, use sempre a regra dos 30 segundos para determinar o grau de ameaça dos relâmpagos. Esta regra é simples e consiste em contar os segundos entre a visão do relâmpago e a audição do seu som (trovão). Caso este valor seja menor que 30 segundos, significa que a trovoada se encontra perto o suficiente para atingir o local onde se encontra. Por isso procure abrigo imediatamente e siga os passos abaixo indicados: - Se nos encontrarmos numa área florestal devemos procurar abrigo numa zona de baixa altitude, debaixo de um conjunto denso de arbustos. - Se nos encontramos em campo aberto, devemos procurar abrigo numa área de baixa altitude, tal como uma ravina ou um vale - nunca nos devemos deitar sobre campo aberto. - Se tivermos possibilidade de nos deslocarmos para dentro de um carro, não descapotável, evitando o contacto com o metal, é também uma das soluções recomendadas. - Devemos evitar o uso de telefones, a não ser em caso de emergência e nunca nos devemos abrigar debaixo de objectos vulneráveis, tal como uma árvore alta, numa área isolada. Não se esqueça, nada justifica que corramos riscos e dias de pesca há muitos, desde que tenhamos condições para deles usufruir.

Os dias nublados

e com nevoeiro são muito bons para a pesca deste salmonídeo.

vezes falhámos os prognósticos que tínhamos quando chegamos à água. Daí que tudo o que podemos reter ao ler estas linhas não passam de condições generalizadas e conjugadas com algumas explicações físicas ou comportamentais. Apesar disso cada peixe é um indivíduo independente, que reage por si próprio e não um engenho programado como todos os outros semelhantes que executa sempre as mesmas tarefas de igual forma. Também cada massa de água possui trutas com comportamentos

diferentes de outras massas de água, bem como os resultados das capturas estão sempre dependentes da quantidade de exemplares que existem no local em que pescamos. Infelizmente a maioria dos nossos recursos salmonídeos encontra-se em franco declínio pelo que fica já à partida condicionada a pescaria de sonho, que abordamos em algumas das condições ideais para pescar trutas.

responsáveis pela quantidade de peixes que existem nas massas de água. Se trouxermos todos os que pescamos, é mais do que certo que na próxima visita existam menos do que na anterior. Por isso não se esqueça, liberte se possível todas as trutas que pescar. Nós somos os principais interessados em haver muitas nos locais onde pescamos. jP

Uma coisa é certa, nós os pescadores somos também directamente

Abril 2011 > Jornal da Pesca

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> Pistas

de

Pesca

Barragem da OLEIRITA

Situada a escassos 2 km da vila de Arraiolos, em pleno coração do Alentejo, fica localizado este verdadeiro paraíso da pesca desportiva, nomeadamente no Outono e no Inverno, pois é a garantia de muito boas pescarias mesmo nos meses frios.

Texto e imagens: João Vizinha

C

om uma população generosa de carpas, pimpões e híbridos, esta barragem gerida em regime de concessão pelo CPD Arraiolos é já um dos carpódromos mais falados do país e que merece ser visitado pelo potencial que apresenta. Até há pouco tempo era um local de pesca apenas frequentado por pescadores locais, que o elegiam para manter a sua actividade regular de Outubro a Março. No entanto a sua fama rapidamente se espalhou no seio dos pescadores desportivos e não há nenhum que hoje não tenha ouvido falar deste paraíso da pesca desportiva e muitos são aqueles, que de vários

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pontos do país, se deslocam muitos quilómetros, todos os domingos, para aí praticarem o seu desporto favorito. Poderemos mesmo dizer que a Barragem da Oleirita já atingiu o patamar de pista internacional, sendo frequentado regularmente por pescadores espanhóis, com particular destaque para os campeões do Mundo, Tomás Romera e Juan Marin “Richar” . A população piscícola composta, como referido, maioritariamente por carpas, regista ainda a presença significativa de híbridos de carpa-pimpão e de pimpões, sendo de registar nestes a diversidade de cores presentes, desde os tradicionais amarelos, passando pelos

Jornal da Pesca > Abril 2011

vermelhos, laranjas, alaranjados e pretos, etc., numa mistura de cores que constitui sempre um prazer enorme para o pescador a captura de um destes exemplares de cores raras e que aqui se encontra com frequência. A média dos exemplares capturados é de 500 gramas, mas é frequente a captura de exemplares com 2kgs e mesmo até 4kg. A frequência e a cadência de provas no período invernal fazem com que os peixes respondam sempre bem à chamada assegurando boas pescarias, sendo normal pescarias acima dos 40 kgs em 4 horas mesmo neste período do ano. O número de pesqueiros varia com o nível da água, sendo de 60 o número

máximo de pesqueiros quando em condições ideais, sendo normal não exceder os 50 pesqueiros. As profundidades também variam com o nível da água, assim quando este está na sua cota máxima as profundidades variam entre 1,2 m e os 4m, no paredão, no entanto quando o nível da água baixa alguns pesqueiros ficam apenas com cerca de 50 cm, sem que isso afecte a quantidade de capturas. Todos os pesqueiros apresentam um excelente acesso, embora seja feito a partir de estradas de terra batida. Os pescadores do CAP de Lisboa encontram-se entre os assíduos frequentadores deste carpódromo, sendo alguns deles e pelos resul-

tados obtidos, considerados como referências de pesca neste local, destacando-se o Carlos Marques e o Pedro Lopes. Embora com estilos diferentes, ambos acabam por obter resultados muito semelhantes e os resultados de ambos são a melhor forma de avaliar as suas opções. O Pedro Lopes, por exemplo, anualmente deverá ultrapassar as 20 provas neste local, sendo pois um profundo conhecedor do local, dessa experiência resultam as recomendações que a seguir se explaneia. A sua pesca é essencialmente técnica, assente em montagens muito leves de 0,20 a 0,75, com pequenos chumbos distribuídos e montagem aberta. Mesmo em condições adversas de muito vento e ondulação, o Pedro


A Oleirita

é um local excelente para a pesca de Crpas.

As linhas da Colmic

revelaram-se ideais para esta pista de pesca.

pesca com as gramagens de 0,30 a 0,75. Os modelos de bóia adoptados variam com a época do ano e condições atmosféricas, sendo de destacar: * dias em que é expectável grandes pescarias devem usar-se modelos robustos como sejam as Colmic X-Force e Iron, * quando as condições atmosféricas são muito adversas deve privilegiar-se a visibilidade, principalmente no inverno pois os toques são na maior parte das vezes imperceptíveis, * nos dias mais calmos a opção recai em bóias que embora robustas, sejam possuidoras de uma maior sensibilidade, como sejam os modelos Colmic Bruno ou Jolly, * nos dias difíceis e se o vento não for significativo a Colmic Zar e Timon, são uma óptima opção dependendo da visibilidade. Nas montagens e para linha principal é recomendado a utilização do 0,14 e 0,16, no Inverno e do 0,16 a 0,18 no Verão. Os terminais sempre de 25 cm em 0,10 a 0,128, no Inverno e de 0,14 a 0,16 no Verão. A selecção do fio para a linha

principal não é muito relevante, privilegiando a relação qualidade/ preço, as bobines de 600m do fio Colmic X-5000 são a sua escolha, pela relação qualidade/quantidade/ preço. No que diz respeito aos terminais e para a pesca no Inverno é recomendado o Colmic Stream, fio macio e bastante flexível adequado a iscos menos volumosos, enquanto que no Verão a melhor opção é o Colmic Xilo, fio muito mais resistente, menos flexível e mais adequado a iscos volumosos como seja o milho, “panaché” milho-minhoca, pellet etc. Para montagens directas é recomendado o fio Colmic Stream, pela sua leveza e flexibilidade, aliadas a uma grande resistência e a uma melhor impermeabilização. Os anzóis utilizados, também variam com as condições da pesca, para iscos maiores e maior cadência de capturas o Colmic N500 e WN501 do Nº16 ao Nº 10 são uma óptima opção, enquanto para pescas mais difíceis a melhor opção é o Colmic BS5000 e WB610, do Nº18 na Nº 14. Os elásticos devem ser macios, pelo que os elásticos ocos são a melhor

opção recomendando-se os 1,8 com alguma tensão até ao 2,1, com pouco tensão, mas no Verão e face à expectativa de grandes pescarias se possa ir até ao 2,5. O elástico é utilizado em dois elementos, 2º e 3º, pois dispensa a utilização da ponteira. Por norma o peixe reage bastante bem à engodagem inicial, sendo recomendado a utilização de 2 a 3 kilos de engodo na engodagem inicial. A composição depende da actividade do peixe, em que o Pedro utiliza basicamente as misturas ricas como sejam 1,5 de Euro Carp 3000 + 1 de MB121+ 0,5 TTX para os dias de grande actividade e para quando a pesca está mais complicada Ecstasy 1000 Black com MB121, 50/50, a ambos é adicionada terra, de 5% a 30%, função da corrente apresentada, a qual varia com a direcção do vento e com a localização do pesqueiro. A manutenção do pesqueiro deve ser feita com rappel de sementes (trigo, milho, cânhamo), asticot colado ou solto. jP

Competição

(cana) RBSde frances 10000 – 13MT A RBS 10000 é uma verdadeira obra de arte para a pesca de competição. A sua excelente rigidez e fiabilidade, fora do comum nas canas match. Produzida em carbono HM 90 e carbono ultralight ProForce,

na Oleirita proporciona boas capturas.

Novidades 2011

A pesca

Carreto

Zenax XS 4000 Rolamentos: 8+1 Ratio: 5.1:1 Bobine suplente Capacidade da bobine principal: 0,14mm450 m, 0,16mm-340m, 0,21mm-195m, Capacidade da bobine suplente: 0,21mm360m, 0,23mm-300 e 0,28mm-200m

Pack

Saco porta canas rbs 200 Cupping kit - HM30 – 1 unidade Top kit 5 sect. M205-XXT – 4 unidades Mini ext. 11,50 mt + Mini ext. 13,00 mt Tubos para cana e kits em PVC antichoque.

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> A Corrico chigã

Anzóis para a pesca do Achigã

Na pesca do achigã os anzóis que se utilizam podem fazer toda a diferença na hora de efectuar uma ferragem com sucesso. Jaime Sacadura revela-nos algumas das dicas mais importantes para sabermos o que escolher na hora de adquirir anzóis para a pesca ao achigã. Texto e imagens: Gomes Torres

O

tipo de anzol utilizado, o seu design, tamanho e a qualidade da sua construção são factores que podem ser determinantes, ao conseguir ajudar a evitar as fugas de peixes ferrados, nos seus impressionantes saltos fora de água.

Anzóis triplos

Nas amostras rígidas os anzóis triplos devem ser adequados ao tamanho médio dos peixes que se pretende capturar. De um modo geral, nas amostras rígidas mais pequenas, os anzóis triplos que vêm de fábrica são demasiado pequenos para um achigã de bom tamanho. Para aumentar as hipóteses de sucesso com peixes maiores é conveniente mudar estes anzóis para um tamanho superior.

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Claro que esta mudança tem que respeitar a dimensão e o peso da amostra, isto é, os novos anzóis não devem prejudicar o modo como esta trabalha ou prenderem-se um no outro nas amostras mais curtas. Pode-se argumentar que os anzóis originais foram concebidos para permitir o funcionamento ideal da amostra e, na maioria dos casos, esta argumentação é correcta. No entanto, se forem escolhidos com cuidado, os anzóis de substituição podem aumentar muito a capacidade de conseguir evitar as tão temidas fugas dos achigãs de maior porte, nos seus saltos espectaculares, sem prejudicar, de forma drástica, as performances normais de uma amostra. Nos jerkbaits flutuantes mais pequenos, o principal problema pode ser a

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perda de flutuabilidade da amostra. Curiosamente, em alguns casos, este problema até pode ser convertido numa vantagem. Uma amostra flutuante pode ser “convertida” numa amostra “suspending” por causa do peso adicional de anzóis de tamanho superior. Ou seja, a amostra pode ficar com uma flutuabilidade neutra, o que permite fazer pausas após a recuperação e mantê-la à profundidade onde se encontra, por períodos alargados, o que pode convencer os achigãs mais inactivos a atacar. Noutras situações, a amostra pode mesmo ficar com flutuabilidade negativa e afundar a um ritmo lento. Mais uma vez, esta alteração pode ser transformada numa vantagem para o pescador. Em zonas abertas, onde as prisões não são uma preocupação,

pode-se deixar afundar a amostra até à profundidade desejada, e só depois iniciar a recuperação, conseguindo apresentar aos achigãs determinados tipos de amostras a uma profundidade pouco habitual para a sua categoria. Outra razão para se efectuar a mudança dos anzóis, numa amostra rígida, prende-se com a sua eficácia na ferragem. Esta perde-se com a utilização progressiva da amostra e, nalguns casos, não é a ideal, mesmo nas amostras que acabam de sair da caixa. A liga metálica utilizada, os processos de fabrico, as pancadas sucessivas contra o corpo da amostra durante a recuperação, as prisões em obstáculos e, inclusivamente, as capturas que se vão efectuando, fazem com que os anzóis percam eficácia. Se forem utilizados nestas

condições vão ser responsáveis por muitas fugas e provocar muitas desilusões, ficando apenas o prazer de assistir a um bonito salto de um achigã que abana violentamente a cabeça de um lado para o outro, sendo a amostra projectada num desses abanões.

Anzóis simples

Nas amostras de vinil, o tipo de anzol, além do seu tamanho e estado de conservação, é decisivo para o grau de eficácia que se pode atingir na ferragem de um peixe. Na maioria dos vinis alongados e de diâmetro não muito elevado, os anzóis mais utilizados são os chamados “anzóis de minhoca” ou anzóis direitos. A designação correcta, na língua inglesa, é “straight shank”, o que se pode traduzir por


Os anzóis

wide gape são ideias em vinis de maior volume.

A eficácia

da ferragem é determinada pela qualidade e estado de conservação dos anzóis.

haste direita. Estes anzóis possuem uma dobra, com um ângulo de 90 graus na porção terminal, perto do olhal, o que permite um empate em que a haste do anzol fica paralela com o corpo da amostra, não prejudicando minimamente a animação e o trabalhar do vinil. O tamanho a utilizar depende da dimensão da amostra usada mas, de um modo geral, utilizam-se anzóis desde o tamanho 1/0 até ao 4/0 para vinis de 4 a 8 polegadas (10 a 20 cm). Com vinis mais pequenos, como os de 3 polegadas, podemos ser forçados a utilizar anzóis de tamanho 1 ou 2, consoante a amostra, para manter a eficácia na animação.

Quando a forma e, principalmente, o diâmetro dos vinis o exige, o pescador deve escolher anzóis de abertura mais larga. Os anzóis wide gap são, neste caso, os preferidos e, devido às condições em que usados, os tamanhos podem chegar até ao 5/0 ou 6/0 dependendo do tamanho, da espessura e do formato da amostra. A curva mais pronunciada do design destes anzóis permite acomodar vinis mais “encorpados” sem riscos de não se conseguir efectuar uma ferragem adequada, o que poderia acontecer com anzóis normais, dada a quantidade de plástico que um anzol direito teria que atravessar até conseguir

entrar em contacto com as zonas ósseas e as cartilagens internas da boca do achigã. Para evitar este problema, uma das formas mais utilizadas de empatar, quer nos anzóis wide gap, quer nos straight shank, consiste em atravessar completamente o corpo do vinil com o anzol e depois esconder a ponta numa dobra de plástico. Um empate designado como Texposed ou seja, um empate Texas modificado que requer uma ferragem muito menos agressiva, pois o anzol já atravessou a maior parte do corpo da amostra. Conseguem-se, assim, duas vantagens. Por um lado, a ferragem torna-se mais eficaz e,

por outro, como a ponta do anzol permanece escondida no corpo do vinil, a montagem continua a resistir a prisões em obstáculos submersos, ou seja, permanece weedless.

Testar os anzóis

Quer nos anzóis triplos, quer nos anzóis simples, verificar o estado em que se encontram as pontas é essencial para se conseguir uma boa ferragem e não perder peixe. Uma ponta não afiada resvala nas duras cartilagens da boca do peixe e faz perder uma captura. Para testar um anzol basta fazer a ponta chocar com a nossa unha, por exemplo

a do polegar. A consistência e a dureza da unha humana são muito semelhantes às zonas de cartilagem da boca de um achigã. Se a ponta ficar fixa na zona onde entrou em contacto com a unha, o anzol está em boas condições. Se, pelo contrário, a ponta testada resvalar na unha, fará o mesmo na boca do achigã, o que pode resultar numa captura perdida. Nestes casos é necessário afiar ou substituir, o anzol afectado. Em suma, utilizar um anzol adequado e afiado, de qualidade superior, é condição essencial para evitar muitas desilusões na pesca do achigã jP

Anzóis Potenza

da VEGA de haste direita ideais para o empate à Texas.

Abril 2011 > Jornal da Pesca

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>> C Barpfishing iologia

A baila A baila, Dicentrachus punctatus tem no seu segundo nome latino (epíteto específico) a palavra que designa uma das suas principais características morfológicas e que a distingue do robalo, a outra espécie da mesma família (Moronidae) e que são as pintas pretas no dorso. Texto e Imagens: Jorge Palma

E

m determinada fase da sua vida (juvenil e adulto jovem) estas espécies podem ser facilmente confundidas por pescadores menos conhecedores. A partir dessa fase, isso dificilmente acontece, por algumas das características morfológicas do robalo passarem a ser mais marcantes e vincadas, como sejam uma cabeça mais robusta, um formato da boca diferente, e claro está, o tamanho. A baila é uma espécie de menores dimensões que o robalo e exemplares de quilo, podem já ser considerados boas capturas. No entanto, essa menor dimensão não condiciona o interesse da sua captura pois é uma espécie lutadora, de captura interessante e de bom valor gastronómico. Para além disso, é uma espécie que vive normalmente em cardume

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e por isso, quando se consegue a captura de um exemplar, a probabilidade de outros se lhe seguirem é bastante grande, o que aumenta também o interesse da sua pesca. Tal como o robalo, também a baila tem uma enorme adaptabilidade, quer à temperatura, quer à salinidade o que lhe permite ocorrer em habitats tão diversos como sejam zonas de estuários, lagoas costeiras ou mar aberto. Essa adaptabilidade ao ambiente revela-se também na sua dieta variada, onde se incluem, pequenos peixes, crustáceos, moluscos e anelídeos (poliquetas). A diversidade de presas que inclui na sua dieta, reflecte-se então nas possibilidades da sua captura pelo pescador lúdico, o qual pode utilizar uma boa variedade

Jornal da Pesca > Abril 2011

de iscos e em técnicas de pescas como o spinning, buldo, à bóia ou surfcasting. A escolha da técnica mais adequada para a sua captura vai depender bastante da altura do ano e do local de pesca. O spinning ligeiro pode ser bastante eficaz em alturas mais quentes do ano, enquanto o surfcasting obtém melhores resultados, por exemplo, em situações de mar mais agitado quando as outras técnicas falham. No entanto, o buldo, com bóia de água e imitações de pequenos peixes, nas versões comuns de pingalim, Raglous ou “chico-fininhos” é a técnica mais comum, e mais utilizada na captura desta espécie. O seu tamanho mínimo de captura por lei são 20 cm, no entanto, estudos apontam para o facto de a espécie só efectuar a sua primeira época de reprodução quando atinge va-

lores/tamanhos superiores a este, pelo que é aconselhável, não reter exemplares inferiores a 30 cm, para que possamos contribuir para a conservação da espécie. jP

Nome comum: Baila Outros nomes também usados: vaila, vária Classe: Actinopterygii Ordem: Perciformes Família: Moronidade Nome científico: Dicentrachus punctatus (Bloch, 1792) Outros peixes da mesma família: Robalo Distribuição geográfica: Desde o sul das Ilhas Britânicas às costas de Marrocos e Senegal e Mediterrâneo. Alimentação: pequenos peixes, crustáceos, moluscos e anelídeos (poliquetas) Época de reprodução: Março a Junho na sua distribuição geográfica mais a norte, Janeiro a Março na sua distribuição mais a sul. Record EFSA: Dependendo da classe de linha varia entre 1.360 gr \ e 2.350 gr


A FAMILIA ESTÁ COMPLETA. POTENZA ST FLUOROCARBON

Mts 50 50 50 50 50 50

mm 0,21 0,23 0,25 0,28 0,31 0,35

Fish Test 6,60 Kg 7,50 Kg 8,50 Kg 10,00 Kg 14,00 Kg 17,00 Kg

ISO 2062 4,40 Kg 4,95 Kg 5,83 Kg 6,60 Kg 9,68 Kg 11,40 Kg

NUMBER ONE MATCH FS

Produzido 100% em fluorocarbono para uma invisibilidade e resistência á abrasão reforçadas. A relativa rigidez deste fio torna-o ideal para empates, evitando os característicos embaraços nos diâmetros mais reduzidos.

POTENZA SC

FLUOROCARBON COATED Mts 300 300 300 300 300 300

mm 0,28 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50

Fish Test 12,00 Kg 14,00 Kg 19,00 Kg 22,50 Kg 26,00 Kg 30,00 Kg

ISO 2062 8,12 Kg 9,25 Kg 12,70 Kg 15,23 Kg 16,70 Kg 19,90 Kg

Produzido através de um exclusivo processo de extrusão para uma superior macieza e reduzida elasticidade. O revestimento de fluorocarbono torna o fio virtualmente impermeável, mantendo a sua alta tenacidade mesmo submerso. Ideal para surfcasting e pesca embarcada.

AKADA BRAIDED

Mts 150 150 150 150

mm 0,20 0,23 0,26 0,29

Mts 150 150 150 150 150

mm 0,14 0,16 0,18 0,20 0,22

Kg 2,80 3,43 4,06 5,02 6,16

Novo copolímero de poliamida com estáveis e fortes ligações moleculares. Estas características moleculares potenciam a ausência de memória, suavidade e características afundantes. Ideal para a pesca á inglesa.

NUMBER ONE FLUOROCARBON HG Mts 50 50 50 50

mm 0,10 0,12 0,14 0,16

Kg 1,75 2,17 2,68 3,37

100% em fluorocarbono e produzido com as mais recentes técnicas de extrusão de forma a obter inigualável tenacidade e suavidade. Fio para montagens e empates para alta competição.

Kg 15,30 18,10 20,90 25,10

KRYPTON GT Entrançado de fibras Dyneema com revestimento térmico de tratamento de superfície que aumenta a resistência á abrasão e evita embaraços. A secção perfeitamente redonda permite uma bobinagem perfeita. 100% Impermeável. Adequado para a pesca de barco fundeado e spinning.

AKADA FC

FLUOROCARBON COATED Mts 150 150 150 150 150 150

mm 0,20 0,22 0,25 0,28 0,30 0,35

Kg 4,56 5,20 6,25 8,20 9,30 11,60

Fabricado com matérias-primas PVDF de alta qualidade para superior tenacidade e suavidade. O revestimento em fluorocarbono aumenta a resistência á abrasão e a invisibilidade. A elasticidade reduzida, potencia a sensibilidade. Aconselhado para pesca á bóia e de spinning.

Mts 100 100/300 100/300 100/300 100/300 100/300 100/300 100/300 100/300

mm 0,15 0,20 0,22 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50

Kg 3,35 5,90 7,31 8,86 12,91 16,70 20,24 24,10 28,85

Copolímero de superior qualidade, com grande resistência ao nó, memória muito reduzida, elasticidade mediana e tratamento anti salinidade, é um fio muito generalista sendo adequado para mar e águas interiores.

Jornal da Pesca Nº 007  

Spinning nocturno - Pesca à bóia - Pistas de pesca - Baila - Jigging ligeiro