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19 ANO IV

DEZEMBRO 2014 TRIMESTRAL GRATUITO DIRECTOR DINIS ERMIDA jornaldapesca@mundinautica.com

A ACTUALIDADE DA PESCA DESPORTIVA

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SARGOS NO INVERNO Com Fernando Encarnação

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ROTEIROS: LAGOA DE ÓBIDOS Com Rui Félix

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OS AMARELOS: MONTAGENS Com Bruno Cabrita

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O FIOComDOJoaquim MUNDIAL Moio

SUNSET, OGAWA, AKADA, SAKURA…

11 PRODUTOS EM TESTE!

AS REPORTAGENS MAIS INTERESSANTES DE CAÇA E PESCA DA PENÍNSULA IBÉRICA.

OS MELHORES CONTEÚDOS INTERNACIONAIS.

300 HORAS DE ESTREIAS ANUAIS


EDITORIAL

Fim de ano em grande

Quase sem ninguém dar por isso, a pesca portuguesa está a ter um final de temporada rico em sucessos e conquistas. Na competição, Portugal alcançou um dos maiores feitos de sempre do desporto português, ao vencer o Campeonato do Mundo de Pesca Embarcada ao Achigã em selecções e, simultaneamente, em duplas, graças a um excelente desempenho de Joaquim Moio e João Grosso. Cá dentro, o TeamVega fechou o ano com chave de ouro, conquistando, pela quinta vez na sua história, o Nacional de Clubes, ao passo que um dos seus pescadores mais destacados, José Calado, adicionou um novo título individual ao seu palmarés, desta vez o Nacional de Feeder. Equipa e pescador que foram homenageados em Castelo Branco, por ocasião da inauguração da sua interessantíssima pista de pesca. Numa inédita ronda de reuniões com parceiros de todo o País, os responsáveis comerciais da Vega concluíram em Outubro um enorme esforço de preparação para o novo ano, tendo lançado bases fortíssimas para que 2015 um período de excelente relacionamento entre a marca, lojistas e consumidores de Portugal inteiro.

E a equipa Vega de pesca embarcada ao achigã em Espanha concluiu mais uma excelente participação no Open Internacional de Pesca ao Lúcio, na barragem de Orellana, em Badajoz, com um prémio de maior exemplar, graças a um impressionante peixe com quase 8.5 kg. Todas estas novidades foram noticiadas pelo Jornal da Pesca nas suas páginas no Facebook, nas suas newsletters e, ainda, no novo site oficial da marca portuguesa (www.vega.com.pt), que beneficiou de centenas de alterações para se tornar uma ferramenta muito mais útil para pescadores e lojistas — passando a ter, por exemplo, as moradas dos agentes da Vega em todo o País, com os contactos de telefone e e-mail, link para o Google Maps (com indicações passo a passo até à porta da loja) ou mesmo — uma grande inovação, que nunca tinha existido em Portugal — os horários das lojas, inclusive aos fins-de-semana. O objectivo é sempre o mesmo: fazer mais e melhor pela pesca, sempre. Boas leituras. Dinis Ermida

Colaboram neste número: Fernando Encarnação

Nº 19 ANO IV DEZEMBRO 2014 PROPRIEDADE Mundinautica, Lda. REDACÇÃO, PUBLICIDADE E MARKETING Lourel Park, Ed. 5 2710-363 Sintra T. 219 617 455 F. 219 617 457

© Mundinautica Portugal, Lda.

Rui Félix

Bruno Cabrita

EDITOR Jorge Mourinho DIRECTOR Dinis Ermida dinis.ermida@mundinautica.com Redacção Paulo Soares paulo.soares@mundinautica.com Nádia Cunha nadia.cunha@mundinautica.com DEPARTAMENTO GRÁFICO Fernando Pina

Jaime SACADURA

Gomes Torres

COLABORAM NESTE NÚMERO APPA, Fernando Corvelo, Fernando Encarnação, Jaime Sacadura, José Gomes Torres, Pro Bass Nation, Ramon Vaz Meneses, Rui Santos. Impressão Dilazo, S.A. ZI Frielas - Rua Cidade de Aveiro, 7 - A Armazém C - 2660-081 FRIELAS T. 219 897 340 F. 219 886 058 DISTRIBUIÇÃO Chronopost TIRAGEM 7.500 Exemplares PERIODICIDADE Trimestral

José Pedro Torres

PREÇO Gratuito ERC Nº registo: 125807 DEPÓSITO LEGAL Nº 305112/10 Nota As opiniões, notas e comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores ou das entidades que fornecem os dados. Nos termos da lei está proibida a reprodução ou utilização, por quaisquer meios, dos textos, fotografias e ilustrações constantes destas publicações, salvo autorização por escrito.


NOTICIAS BORDINHEIRA

YAMAHA

Concurso foi sucesso

Novidades apresentadas

A edição deste ano de um dos concursos de pesca de mar mais interessantes de Portugal foi um grande sucesso, no que toca a inscritos, espírito desportivo e, claro, pesca.

A Yamaha chamou a imprensa especializada europeia à marina de Lelystad, em Amesterdão, para apresentar as suas mais recentes propostas, o F115B e o F175A.

João Rodrigues, vencedor do passatempo Vega

Quase duas centenas de pescadores, praticamente o dobro dos convidados para almoçar e conviver, uma montra de prémios com quase cem prémios e uma opinião unânime, de muita satisfação, entre os participantes — é este o balanço do 10º Convívio Anual de Pesca de Mar da ADRC da Bordinheira, de Torres Vedras. Alexandre Tomás, da ADCR ‘O Independente’, foi o grande vencedor, com a vitória individual e maior exemplar, graças a um robalo de 1.69 kg. Os colegas de clube Jorge Soeiro e João Alves completaram o pódio. Nas senhoras, Vera Martins, do Carrascalense, chamou a si o 1º lugar, ao passo que em ambas as classificações colectivas (clubes e equipas) foi a ADCR ‘O Independente’ a alcançar o triunfo. A formação penichense teria ainda mais um prémio, maior número de exemplares, graças aos seis peixes de Jorge Soeiro. A organização destacou ainda a UR Charneca, com o maior número de inscrições (25), a UR Barrio (Clube mais Distante) e o pescador Fernando Cunha (pescador mais idoso). Filipe Ferreira, responsável da organização referiu que o balanço «não podia ser melhor, toda a gente saiu satisfeita e com vontade de voltar para o ano».

Montados em sete embarcações diferentes, dirigidas a diversos mercados, os dois fora-de-borda mostraram todas as suas capacidades de aceleração, consumos reduzidos e desenhos compactos e leves. Com 16 válvulas e 1832 cc, o F115B é sucessor de um recordista de vendas e, graças ao peso reduzido e à suavidade de funcionamento, mostra-se apto para uma larga variedade de desportos náuticos, passeio e actividades diárias. Por sua vez, o F175 é a grande aposta da marca nipónica para o segmento dos 150/200 cv, destacando-se com inovações tecnológicas como o ajuste variável das RPM para controlo de velocidade, a protecção antirroubo YCOP, que funciona como a de um automóvel, ou o Sistema de Amortecimento da Engrenagem (SDS), que acabou com o ‘clunk’ das mudanças de engrenagem.

CASTELO BRANCO

Em Novembro, um convívio de pesca, com alguns dos melhores pescadores nacionais, e um revigorante almoço marcaram a inauguração oficial da pista de pesca do C. P. C. Branco, situada na albufeira do Retaxo / Sarnadas. António Barroso, responsável do clube anfitrião e promotor da homenagem, disse querer «que as pessoas reconheçam que passaram um belíssimo dia aqui e que podem repetir! O TeamVega é uma excelente equipa, por isso quisemos convidá-los a vir cá nesta data para lhes darmos os parabéns pelo seu triunfo deste ano», contou. A pista, com 40 pesqueiros, tem acessos fáceis e conta com um parque de merendas muito confortável, vários espaços para estacionamento e uma paisagem cheia de verde, por isso «justifica perfeitamente a visita dos amantes da pesca de rio», considerou aquele responsável.

Inaugurar e homenagear O Clube de Pesca de Castelo Branco aproveitou a inauguração da pista do Retaxo / Sarnadas para homenagear a equipa campeã nacional, o TeamVega.

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Saiba mais em: http://www.yamaha-motor.eu/pt

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REPORTAGEM

S. MIGUEL, AÇORES

ACÇÃO DE FORMAÇÃO INÉDITA

TEXTO E IMAGENS Redacção

Em Julho, a Vega realizou em S. Miguel, uma acção de formação de pesca em água doce que se saldou num enorme sucesso, quer no número de participantes, quer no entusiasmo que gerou em redor desta técnica.

D

ecorrendo num arquipélago onde a pesca à francesa e inglesa não está ainda muito implantada, a acção, organizada pela Associação 7 Maravilhas, contou com o apoio de duas lojas locais, a Casa Honorato, de Ponta Delgada, e a Zinzol, da Maia, e foi conduzida por um dos maiores especialistas nacionais, Augusto Sousa, do TeamVega. Cerca de quatro dezenas de pescadores locais estiveram presentes, entre a parte teórica, que decorreu no Sábado, na Junta de Freguesia, e a prática, que teve lugar no Domingo, na Lagoa Verde, testemunhando as primeiras capturas, na Lagoa, de peixes com aquelas técnicas.

Reacções

José Silva Lopes, responsável da loja ponta-delgadense, manifestou enorme satisfação com os resultados da acção: «Foi uma iniciativa inédita, mas em

que acreditámos desde o início, por causa das potencialidades do nosso arquipélago e pelas qualidades do Augusto Sousa, uma figura histórica nestas pescas», considerou. «Esperamos que tenha sido o lançar de uma semente, e que as pessoas presentes passem a palavra aos seus companheiros». José Maria Sequeira, da Casa Zinzol, também se declarava «muito agradado» com a iniciativa: «Tivemos a coragem

de trazer esta pesca a uma ilha onde não é muito conhecida», adiantou. «Mas as pessoas perceberam como a pesca em água doce pode ser entusiasmante, e que tem tudo para proporcionar emoções fortes». João Pavão, presidente da Associação 7 Maravilhas, não escondeu a satisfação que sentia: «Para nós, foi um prazer receber um grande campeão. Como Associação de Desenvolvimento Local, desde a primeira hora

acolhemos esta iniciativa, uma vez que além da demonstração das técnicas de pesca de ciprinídeos, também foi possível mostrar uma vez mais as nossas bonitas lagoas e os agradáveis espaços envolventes para a prática desta modalidade», informou. «Esperamos que a semente agora lançada, gradualmente venha a germinar e contribua para grandes encontros saudáveis de amantes deste entusiasmante desporto».

OPINIÃO DO FORMADOR

Acção chamou atenções na Lagoa Verde

No final dos dois dias de formação, Augusto Sousa estava satisfeito com as reacções que verificou nos pescadores micaelenses: «Foi uma aposta arriscada, mas sentíamos que já estava mais do que na hora de apresentar aos nossos clientes açorianos os méritos e as potencialidades desta pesca e acho que foi uma iniciativa excelente, muito bem recebida!». O formador não tinha dúvidas de que a acção vai deixar sementes, quer entre os locais, quer entre quem vier de fora: «Os Açores têm tudo para ser um paraíso também para esta pesca, têm muitas lagoas límpidas, peixe com fartura e muita diversidade, uma consciência de protecção ambiental muito forte, que está em sintonia com o espírito desta pesca, e por fim, claro, a excelente hospitalidade das gentes açorianas. Os amantes desta pesca residentes noutros pontos do território têm tudo para virem aos Açores testar as suas capacidades».

Momento da parte teórica da formação

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FEEDER

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O CAMPEÃO NACIONAL

«RECOMENDO A QUEM QUISER INICIAR-SE NA COMPETIÇÃO

QUE COMECE PELO FEEDER»

TEXTO E IMAGENS Redacção

José Calado analisa uma época excelente, individual e colectivamente, o estado actual e futuro da pesca de competição e o papel dos materiais nos resultados obtidos este ano.

O

fascínio de José Calado pelo feeder começou há sete anos, numa prova em Espanha em que teve de recorrer a esta técnica, e « apanhei o bichinho», conta. Este ano conquistou o primeiro título nacional nesta disciplina, com prestações de alto nível no apuramento e na fase final. Jornal da Pesca — Para si, o que tem o feeder de especial? José Calado — É uma pesca de que gosto bastante! É económica, não exige tanto em preparação de materiais como a pesca de competição, menos canas, menos montagens… é totalmente diferente. E para mim, que tenho uma

feeder. Ou seja, fomos buscar pescadores que já tinham desistido, quase, da competição e só fazem feeder. E isso é muito bom! Além disso, o feeder é mais económico e tem mais

JC — Pescamos com fios mais grossos — 0.18, 0.20, 0.22… e os peixes também são muito maiores, e por isso fazem muito mais força. São violentos. JdP — Então os materiais têm

Abundância de capturas, um dos atractivos do feeder

Garbolino G-Max 3.30 m

vida muito ocupada, é bom preparar o material tão rápido. Além disso o índice de capturas é muito maior, não tem comparação possível! Em Clubes, entre todos os pescadores do TeamVega, nas seis provas, fizemos 65 kg de peixe; eu no Feeder, sozinho, fiz 85 kg em quatro provas! É uma diferença muito grande. JdP — E isso reflecte-se na competição? JC — É uma grande mais-valia para a competição! Estamos a falar em Portugal, neste momento, em 120 pescadores que, na maior parte, só fazem

capturas, o que motiva muito mais o pescador. Ou seja, tem menos custos e é mais emocionante, o se torna mais engraçado para quem pratica. Eu recomendo a quem quiser iniciar-se na competição que comece pelo feeder. E a quem já faça feeder, que se junte a um clube para recolher alguns ensinamentos, alguma prática, também é importante. JdP — Apanha-se peixe maior no feeder? É uma pesca que exige mais dos materiais? Em termos de lançamentos, ou dos peixes com que se luta?

de estar à altura… que materiais usou neste Campeonato? JC — Nesta edição, usei sempre canas da Garbolino e carretos da Vega — o Regal 40, que é excelente. Uma grande máquina, realmente muito bom! Nas canas, a Garbolino G-Max e G-System de 3 m e de 3.60 m para as pescas mais curtas e a Specimen Feeder para as pescas feitas mais longe e mais fortes, como é o caso de Cavez e Cabeção. JdP — São produtos que transmitem confiança para esta pesca? JC — Sim, sem dúvida. A G-Max foi desenvolvida pelo

Darren Cox, que é um grande especialista, e é uma cana muito confortável de ter na mão, mas muito robusta, e traz quatro ponteiras que nos permitem adaptar a pesca sem dificuldade. As G-System são levíssimas mas em lançamentos de 20 a 40 m são excelentes, e a lutar com o peixe são excelentes. Depois, a Specimen, para lançamentos longos e para peixe grande, é uma cana magnífica. Com ela pode usar-se terminais finos, que é o que precisamos na parte final da pesca, quando o peixe está mais difícil. São canas todas elas muito boas.

Garbolino G-System Feeder 3.60 m

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BÓIA

ISCOS NATURAIS - UMA BOA OPÇÃO NA

PESCA AO SARGO

TEXTO E IMAGENS Fernando Encarnação

Aproxima-se a época de Inverno, coincidente com uma maior agitação marítima e águas oxigenadas. Neste artigo, vamos ver algumas dicas para aproveitar estas condições na pesca à bóia.

O

Inverno é sinónimo de sargos mariscadores de bom porte, apelidados de ‘dente preto’ pela avançada idade e mariscadores porque se fixam em zonas onde os bivalves (mexilhões), crustáceos, (perceves, caranguejos, cracas), os gastrópodes (lapas) e os anelídeos (minhocas) são abundantes. Não incluo aqui o ralo, pois, não sendo um isco que se possa capturar na baixa-mar no mar, pode capturar-se nos estuários de alguns rios,

Bivalves, iscos de eleição para sargo

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um pequeno crustáceo semelhante a um lagostim, mas não posso passar sem o citar, pois é provavelmente o melhor isco que podemos utilizar. A pesca nos laredos (linhas

pedra, que pode ser de rebolos ou substrato rochoso, pode trazer-nos enormes surpresas, nesta altura do ano. A pouca profundidade de algumas zonas significa maior movimen-

Na pesca ao sargo, a escolha correcta dos iscos e dos pesqueiros é decisiva rochosas verticais ou paralelas à linha de costa), com algum marisco e algas, e com fundos mistos, geralmente areia e/ou

Caranguejo, uma isca com provas dadas

tação de água, isto é, mais oxigenação e, consequentemente, mais espuma — é nestes locais (normalmente frequentados em alturas de maior agitação marítima), que coincidem com baías ou recantos mais ou menos abrigados à direcção da própria agitação marítima, que os sargos se alimentam e se mantêm minimamente protegidos, ocultados pela espuma.

É nesta altura que o instinto e essência da pesca ao sargo carecem de mais dedicação. Águas mais oxigenadas ou tapadas (escuras) implicam a utilização de monofilamentos ou fluorocarbonos de diâmetro e de qualidade superiores aos que utilizamos no Verão; bem como canas com acção de ponteira para ferragens e recuperações rápidas.

Iscos

Um aspecto importante, na minha opinião, tem a ver com a utilização dos iscos naturais, pois a sua utilização é um factor determinante no resultado da nossa jornada. O início da jornada deve ser marcado para a baixa-mar, efectuando nós as movimenDEZEMBRO 2014


BÓIA

OS PESQUEIROS Ter várias iscas connosco dá-nos várias opções. Mas o mesmo se passa com os locais de pesca: devemos optar por uma zona com vários locais que podem ser alterados durante a jornada. Existem pesqueiros que, pelas suas características e pelo nível onde o marisco se fixa, só dão resultados com a subida do nível do mar — vulgarmente dizemos que os sargos só entram com alguma água. Na pesca ao sargo, a escolha correcta dos iscos e dos pesqueiros é decisiva

tações que acharmos adequadas: consoante a maré vai subindo, devemos recuar ou não, dependendo do local escolhido. Esse recuar poderá ser necessário, pois os sargos efectuam essas movimentações para a linha de costa para se alimentarem, e é aqui que deveremos colocar a nossa estratégia a funcionar, pois quando chegamos a um local com alguma quantidade de marisco, com alguma facilidade conseguimos avaliar se o local tem sofrido alguns ataques deste voraz mariscador. Nesta altura do ano, também poderemos deparar-nos com um apetite voraz desta espécie se tivermos a sorte de ‘acertar’ com o pesqueiro onde encostaram os sargos de arribação — como eu costumo dizer, quando os sargos não estão a comer de faca e garfo é altura de boas capturas, mesmo com estas iscas naturais. Podemos, conforme o que observamos na baixa-mar, optar pela escolha dos iscos, iscos esses que podem ser capturados na baixa-mar. O mexilhão, lapas ou caranguejo são iscas com provas e resultados evidentes nesta altura. A utilização da sardinha deverá ser tida em conta, pois o seu poder atractivo é elevado — além

de a podermos utilizar como isca, não vão algumas outras espécies aparecer, como os robalos, por exemplo. Estas iscas funcionam perfeitamente pela sua rigidez e frescura, uma vez que estamos perante uma isca natural. Em suma, os iscos que encontramos na baixa-mar são uma boa solução para as jornadas, independentemente das suas condições e locais, principalmente porque fazem parte da dieta destes mariscadores natos, são um óptimo isco pela rigidez (que os torna difíceis de desiscar pelas espécies mais pequenas ou menos nobres) e o aroma que proporcionam como isco funciona como um chamariz relevante.

Os materiais

A utilização de materiais de elevada qualidade, nomeadamente os fios, que na maior parte das condições que encontramos nesta altura têm de ser de alto nível, é indispensável para a obtenção de bons resultados. O fluorocarbono é imperativo e já amplamente utilizado nos terminais, mas a sua utilização nas madres é também aconselhada, uma vez que permite maior descrição de todo o conjunto madre/terminais.

A Vega apresentou recentemente dois novos fluorocarbonos que se enquadram perfeitamente nestas considerações, o F-Tech Fluorocarbon e o Power Zone Fluorocarbon, ambos produzidos numa das mais renomadas fábricas do Japão. O segundo está disponível em bobines de 150 m, em diâmetros de 0.23 a 0.40 mm. É um fio 100% em fluorocarbono de gama média/alta, apresentando elevada resistência linear e muito boa resistência aos nós e à abrasão. Por estar disponível em 150 m, é ideal para bobinar carretos quando temos necessidade de pescar directo, por exemplo à chumbadinha, ou para pescar à bóia com a maior descrição.

Por sua vez, o F-Tech é um fluorocarbono de topo, seguramente no top três destes fios presentes no mercado europeu, caracterizado por uma grande consistência dos seus diâmetros ao longo de todo o fio o que garante a ausência de pontos mais fracos. A carga de ruptura real que apresenta é das mais altas produzidas actualmente a nível mundial e a maleabilidade fora de comum em fios 100% fluorocarbono, aliada a uma baixíssima memória permitem apresentações muito naturais e prestações excepcionais. Apresentado em bobines de 50 m e diâmetros entre 0.180 e 0.385, é um fluorocarbono indicado para terminais que aconselho vivamente a todos os que exijam o melhor.


BANCO DE ENSAIOS

EOLICA POWER E AURICA HYBRID

RAINHAS DA PRAIA

TEXTO E IMAGENS Redacção

Com a constante evolução dos materiais e das técnicas de fabrico, a escolha de uma nova cana para o surf casting revela-se cada vez mais difícil. Fique a conhecer duas propostas diferentes e de grande qualidade.

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uando nos preparamos para escolher uma cana de surf casting, mais do que a ‘simpatia’ por qualquer marca ou a beleza de uma cana, devemos dar importância à utilização que lhe vamos dar. Assim, temos de considerar se vamos essencialmente pescar leve ou pesado, com iscos mais resistentes ou frágeis, etc. Não existem (ainda) canas perfeitas: muito potentes mas a lançar muito bem chumbadas pequenas; ou muito sensíveis mas a lançar chumbadas muito pesadas a distâncias fabulosas, protegendo as iscadas… É necessário avaliar as características próprias de cada cana e considerar uma quantidade de factores técnicos que deverão influenciar a nossa decisão. Serve esta reflexão para apresentar duas canas da marca Sunset, a Eolica Power e a Aurica Hybrid, que testámos em acção real de pesca, podendo confirmar as prestações oferecidas não só ao nível dos lançamentos mas também no que toca à sensibilidade aos toques e capacidades dinâmicas. Estes testes foram efectuados em situação de mar entre 2 e 2.5 m, força considerável e relativamente sujo. Utilizámos carretos idênticos, com corpo e rotor em alumínio e bobines cónicas de lançamento equipadas com fio específico para lançamento, 0.25 mm e ponteira de choque cónica 0.26 / 0.50 mm. Estando ambas as canas disponíveis em 4.20 e 4.50 m, testámos a primeira na versão mais comprida e a segunda na versão mais curta.

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A Eolica Power

Esta cana de gama média / alta, produzida em carbono de alto módulo e montada com componentes Fuji, tem o elemento do cabo praticamente cilíndrico, apresentando um diâmetro de 24 mm na sua base e 22 no topo, bem como uma rigidez muito elevada, o que se revela a sua ‘alma’ nos lançamentos mais violentos. O segundo elemento, mais cónico, apresenta 20 mm na base e 16 no topo, oferecendo uma potência bastante elevada. Já o elemento de ponteira, tubular, varia entre 13 e 3 mm, da base à ponteira. Esta maior amplitude de diâmetros confere ao elemento uma grande rapidez de reacção nos movimentos ou lançamentos mais violentos, mantendo no entanto um grande equilíbrio relativamente à sensibilidade. A Eolica está montada com sete passadores Fuji Low Rider em Alconite, apresentando uma distribuição adequada

à rigidez do blank e evitando o contacto do fio com o mesmo durante os lançamentos e potenciando as distancias alcançadas. A acção é semi-parabólica rápida e a capacidade de lançamento máxima é de 200 g. Nos testes efectuados com montagens de dois anzóis e iscadas relativamente volumosas, apresentou os melhores desempenhos com chumbadas entre 140 e 160 g, permitindo atingir distâncias (medidas com conta-metros) de cerca de 160 m nos lançamentos rotativos ‘off the ground’ e 145 no característico lançamento por cima da cabeça. Em resumo, uma cana equilibrada e muito versátil, que permite fazer um pouco de tudo no surf casting — de pescas ligeiras, com fios finos e iscadas relativamente frágeis, a pescas nocturnas com mar forte, a pedir peso. A importância dada os acabamentos denota a elevada qualidade desta cana.

A Aurica Hybrid

Trata-se de uma cana de gama alta, construída com recurso a carbonos de altíssimo módulo Technifibre 40T / 60T, o que se percebe pelo seu reduzido peso (menos de 435 g). Apresenta um talon de diâmetro reduzidíssimo, com o elemento do cabo perfeitamente cilíndrico — 20 mm em toda a sua extensão — e uma rigidez surpreendente. O segundo elemento tem 17 mm na base e 13 no topo, mantendo também uma rigidez elevada. Por fim, o elemento de ponteira apresenta 11 mm na base e 1.9 no topo da ponteira, com uma rigidez acentuada no seu terço inicial. Como o nome deixa adivinhar, a ponteira é híbrida, iniciando-se a sua área sólida com 4 mm e terminando nos 1.9 já referidos. Ao contrário de algumas ponteiras híbridas no mercado, a ponta sólida desta Aurica mede 36 cm, apresentando DEZEMBRO 2014


BANCO DE ENSAIOS

A Aurica Hybrid é rápida na resposta ao esforço, o que garante um grande espectro de utilização e permite pescar muito longe, leve e fino

uma conicidade relativamente grande que lhe confere uma grande progressividade. Esta característica confere uma elevada sensibilidade aos toques e permite a utilização de iscos muito frágeis, mesmo com lançamentos muito violentos, o que — ao contrário do que muitos pescadores pensam — não acontece quando as pontas sólidas são demasiado finas desde a sua base, factor que leva a que o ‘impacto’ do lançamento se faça sentir da mesma forma quando a acção Artes Pesca.pdf 1 2/13/13 atinge a área muito rígida da

junção do sólido com o tubular. Outra vantagem desta conicidade é permitir uma junção e um acabamento perfeitos entre o sólido e o tubular, diminuindo drasticamente risco de roturas nessa área. A Aurica Hybrid tem uma capacidade de lançamento até 250 g e uma acção relativamente macia de ponteira; no entanto, revela-se surpreendentemente rápida na resposta ao esforço, o que garante um grande espectro de utilização e permite pescar muito longe, leveAMe fino, com apresentações 11:02 perfeitas, ou um pouco menos

Chumbadas de 140 a 160 g trazem ao de cima o melhor da Eolica Power, que atingiu 160 m nos lançamentos ‘off the ground’ e 145 no característico lançamento por cima da cabeça

longe mas com chumbadas mais pesadas e fios grossos. Nos testes de lançamento, apresentou o melhor rendimento entre 120 e 140 g, com distâncias sempre superiores aos 170 m, atingindo os 180 mais do que uma vez (com dois anzóis iscados) com lançamentos ‘off the ground’. Já com chumbadas entre 160 e 180 g e lançamentos por cima da cabeça, apresentou ainda assim um rendimento bastante elevado, com distâncias médias de 135 m. Está montada com sete passadores Fuji, da

serie Kem Alconite, distribuídos de forma perfeita entre o elemento de ponteira (cinco) e o segundo elemento (dois). O porta-carretos é de rosca, modelo DPS, também da Fuji. Estamos, pois na presença de uma cana idealizada para pescas técnicas, capaz de prestações elevadíssimas ao nível dos lançamentos, da detecção de toques (onde se mostra muito marcadora), e no ‘trabalhar’ dos peixes, mesmo com fios muito finos, que apresenta acabamentos ergonómicos e estéticos irrepreensíveis.

zon.pt

Canal 142


ROTEIROS

LAGOA DE ÓBIDOS

PARAÍSO A PRESERVAR

TEXTO E IMAGENS Rui Félix

Segundo a opinião de um grande número de pescadores, um dos melhores pesqueiros em Portugal. Local de iniciação e aprendizagem para uns… e de grandes e memoráveis capturas para outros. Mas nem tudo são rosas num dos melhores destinos de pesca de Portugal.

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om cerca de seis mil metros de comprimento e mil a mil e quinhentos de largura, esta é a maior lagoa de água salgada da Europa. Se juntarmos o facto de ser alimentada por água do mar, através da sua aberta, e por água doce, proveniente dos rios e afluentes que ali desaguam, à enorme variedade de vermes, moluscos, bivalves, crustáceos, percebemos porque é que este local é de excelência para a reprodução, desova, alimentação de várias espécies da nossa costa — com especial destaque para o robalo, a dourada, o linguado e a enguia.

As espécies

Destino de peregrinação para muitos amantes da modalidade, vindos não só da região mas também de diversos pontos do País, a Lagoa de Óbidos é habitualmente um ponto de encontro para muitos pescadores que aqui fazem consecutivamente as suas férias de Verão, em busca da dose extra de adrenalina provocada na captura das tão ariscas e desejadas douradas ao surf casting que podemos encontrar não só dentro da lagoa como na praia (assim as condições do mar o permitam).

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Já na ligação da lagoa ao mar, designada como «aberta», podemos encontrar o tão apreciado robalo, normalmente ao corrico, com a maré a vazar, embora também possa ser capturado dentro da lagoa e na praia ao surf casting, devido à constante mudança que este canal sofre. As enormes correntes deste local arrastam para fora da lagoa pequenas enguias, minhocas, peixes, caranguejos, etc.; e os robalos, grandes predadores, colocam-se estrategicamente para fazerem o seu festim.

E o futuro?

Mas já diz o provérbio: «nem tudo o que reluz é ouro», ou não estivéssemos nós em Portugal. Na realidade, tem vindo a notar-se uma enorme degradação, de ano para ano, neste ecossistema, provocada pelas À espera dos toques…

consecutivas descargas da indústria pecuária, pesticidas e fertilizantes da agricultura, assoreamento e pesca pouco ou nada selectiva — com consequências inevitáveis no número de capturas, tanto de robalos como de douradas. A nós, amantes da modalidade, cabe-nos agir em consciência e com os olhos postos no futuro, no importante papel de devolução a água de todos os exemplares que não respeitem as medidas mínimas.

A pesca ao robalo

Embora possa ser praticada e se assista a este tipo de pesca durante praticamente o ano inteiro, os melhores resultados são nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, época da desova, e no início e final de Verão, nos meses de Abril, Maio, Setembro e Outubro.

Na aberta, normalmente com a maré a vazar, a pesca consiste no lançamento e recolha de iscas artificiais de forma a imitar o movimento natural de pequenos peixes. A escolha destas amostras fica ao critério de quem as utiliza, consoante a preferência de cada pescador na sua forma, cor e tamanho, embora normalmente sejam utilizadas amostras com oito a doze centímetros — com predominância dos verdes e brancos durante o dia e azuis e prateados à noite. Poppers com estralhos sempre grandes, na ordem dos quatro metros, e chumbadas (a variar entre 80 e 120 g), canas de 4.5 m e, de preferência, multifilamento na bobine, ou mono acima de 0.40. Aqui, aproveita-se sempre que a corrente é forte e entra mar adentro para dar linha e conseguir, assim, ter a pesca o mais longe possível, aumentando desta forma a probabilidade de engatarmos o tal ‘cabeçudo’. Dentro da Lagoa, a técnica é a mesma, embora se possa e deva optar por equipamento mais leve. Já no que toca às iscas, há muito que a mais popular é o ‘pipo de bicicleta’ ou ‘chico fininho’, feito artesanalmente e de cor acastanhada, que pretende imitar a enguia miúda. DEZEMBRO 2014

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ROTEIROS

MATERIAL PARA A LAGOA CANA POTENZA SUPERCASTER 4.5 M Resistente como poucas, a Supercaster é uma cana de encaixes, com três segmentos, que já ganhou a confiança de centenas de amantes da pesca de mar em Portugal, a ponto de a característica cor azul que tinha no lançamento já só ser encontrada em muito poucas lojas — a versão de 2014, preta, já está disponível por todo o País. A Supercaster tem com acção 100-300, passadores Fuji Alconite e corpo em carbono de alto módulo SHM Nanocarbon, estando disponível em dois tamanhos, 4.25 e 4.50 m — este último conta com duas ponteiras, uma híbrida, de série, e uma tubular, alternativa para quem gosta de ponteiras mais rígidas.

CARRETO CAMARO 6000 Com um PVP que o vai surpreender agradavelmente, o modelo maior da série Camaro tem um poder de resposta impressionante em numerosas situações de pesca. Com corpo e bobine principal em alumínio, para garantir robustez e leveza, este carreto FD tem dez rolamentos, rotor balanceado, ‘ratio’ de 4.6:1 e capacidade para 320 m de 0.40, mas ao vê-lo na loja também vai gostar da manivela ergonómica, da pintura anti-corrosão e do design de alto nível. LINHA X-POWER LINE 100% em nylon, sem memória e dotado de uma notável resistência, este monofilamento foi criado para mostrar serviço em numerosos tipos de pesca, de costa ou de barco. Disponível em cinco espessuras (0.30, 0.35, 0.40, 0.45 e 0.50), sempre em bobines de 300 m, é a escolha certeira para encher o seu carreto durante anos e anos, sem falhas. LINHA POWER SHOT Se procura um multifilamento para a Lagoa de Óbidos, o Potenza Power Shot pode ser a aposta a considerar. É um entrançado de alto nível, impermeável, a que a alta resistência apresentada não retira sensibilidade aos toques; por isso é que é tão usado no spinning, no ligt jigging e até na bóia. Vem em Anuncio_20x14.ai 1 25-02-2013 15:17:37 bobines de 270 m, em cinco espessuras entre o 0.18 e o 0.27.

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ALTO MAR

CONVÍVIO… E TREINO!

UM DIA COM ‘OS AMARELOS’ Em estreia nas nossas páginas, Bruno Cabrita conta-nos uma jornada de pesca embarcada com os seus colegas de equipa ao largo de Setúbal.

TEXTO E IMAGENS Bruno Cabrita

NA LINHA

C

omo combinado, eu e João Bernardo saímos às cinco da manhã na embarcação Pescaki, que costuma operar ao largo de Setúbal. Ainda a navegar para o pesqueiro, começo a arranjar a isca que tinha levado — amêijoa branca, uns dos melhores iscos nesta zona para mim. Também tinha levado algum camarão, mas já arranjado; é o que se chama fazer os trabalhos de casa! Logo chegados ao local, começámos a pescar, mas estávamos a sentir alguma dificuldade na falta de peixe, o que é de esperar nesta altura do ano. Porém, a pesca ia-se compondo, com algumas sarguetas e choupas — poucas mas de boa medida. Às tantas, aquilo acalmou bastante naquele pesqueiro, por isso mudámos de zona.

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Escolhemos outro pesqueiro, ali bem perto, e correu bem: apanhei quatro parguetes seguidos e saiu mais alguns para o resto da malta… ali, tinha-se composto a pesca! Ainda antes de almoço, procurámos um pesqueiro mais fundo, nos 60 metros — um pesqueiro onde, habitualmente, aparecem bons besugos. Mal tínhamos chegado, lá deu sinal, com algumas duplas para alguns dos nossos colegas. Mas foram poucos e, visto que não apareciam mais, mudámos a táctica para a hora de almoço — essa parte é bastante importante também para o convívio entre nos pescadores! Mesa posta e lá estava o banquete. Não há melhor na vida que pescar, comer e beber! E assim se passou mais um agradável dia na pesca, na companhia de alguns amigos.

Desde o seu lançamento, este ano, as bobines de 50 m do Vega F-Tech Fluorocarbon têm sido uma das apostas mais constantes dos pescadores de mar em Portugal, seja de costa ou de barco. E não é de estranhar. Disponível em oito espessuras entre o 0.18 e o 0.385, todas com preços espectaculares, esta linha de fabrico japonês, resistente mas muito macia, foi feita para se destacar em todo o tipo de montagens, permitindo a qualquer pescador fabricar madres, estralhos e baixadas muito fiáveis, flexíveis e discretos. Tem uma durabilidade incrível e uma resistência linear fora de série, mas apresentando, mesmo assim, uma grande sensibilidade aos toques. «Em poucos meses, tornou-se uma presença habitual em qualquer barco de pesca», comenta Nuno Cabrita, da equipa ‘Os Amarelos’. «É uma linha que não absorve água nenhuma, tem sempre o mesmo comportamento ao longo de toda a jornada, o que é muito importante para nós, tanto em competição como em treino».

DEZEMBRO 2014

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ALTO MAR

A MONTAGEM PRINCIPAL

POTENZA 7060 Destorcedor nº 12 Tipo alfinete

POTENZA 7060 Destorcedores nº 12, tipo T, todos com cross beads de 2.2 mm

F-TECH, 0.30 mm 50 cm de fluorocarbono

F-TECH, 0.30 mm 60 cm de fluorocarbono

F-TECH, 0.30 mm 60 cm de fluorocarbono

F-TECH, 0.30 mm 60 cm de fluorocarbono

POTENZA 7060 Destorcedor nº 12 Tipo alfinete

ESTRALHO F-TECH 0.26 mm 50 cm de fluorocarbono ANZOL POTENZA 1132 BN, nº 6 ISCO Amêijoa branca ESTRALHO F-TECH 0.26 mm 50 cm de fluorocarbono ANZOL POTENZA 1132 BN, nº 6 ISCO Camarão ESTRALHO F-TECH 0.26 mm 50 cm de fluorocarbono ANZOL POTENZA 1132 BN, nº 6 ISCO Camarão

CHUMBADA VEGA Formato torpedo 200 g Cor vermelha Artes_Toros_PH_200x140_C.pdf

DEZEMBRO 2014

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2/12/13

5:12 PM

Este gráfico ilustra a montagem principal em acção na nossa jornada de pesca. É uma montagem clássica (as montagens chegam a ser clássicas porque funcionam…), com três estralhos a sair da madre. Algumas notas: Na minha experiência, o tamanho dos estralhos é um dos aspectos mais determinantes para o sucesso neste tipo de pesca; e, por isso, é um daqueles em que temos de interferir mais atentamente. Nesta jornada, utilizámos estralhos não muito longos, com cerca de 50 cm, mas isso não significa que seja a medida ‘obrigatória’. Em cada caso, em cada jornada, temos de analisar o tipo de peixe que está a comer o nosso isco (vê-se pelas primeiras capturas conseguidas). Com estralhos mais compridos, é muito vulgar aparecerem cavalas, bogas e carapaus — espécies que não são muito desejadas na competição, que é o meio em que eu e os meus colegas mais pescamos. Estas pescas de 50 cm, a meu ver, funcionam bem, pois têm uma apresentação da isca melhor do que um estralho mais curto. Por fim, rematámos a montagem com uma chumbada de 200 g. Mantivemos esta chumbada pesada em acção mesmo em pesqueiros não muito fundos, para fugir aos tais peixes indesejados: quanto mais pesada for uma chumbada, mais depressa desce quando largamos as pescas, e menos tempo dá a essas espécies para atacarem os anzóis, claro.

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ROTEIROS

PESCA AOS DIVERSOS

UMA JORNADA NO ‘MICAS’ Em Julho, acompanhámos um dos barcos mais activos da marina de Cascais, o Micas, numa animada saída de pesca com seis pescadores a bordo.

Q

TEXTO Redacção IMAGENS Redacção, Duarte Sousa e Rui Rosário

uisemos aproveitar esta saída para ficar a conhecer as opções técnicas dos pescadores e os seus resultados. Uma das curiosidades da jornada foi que o participante Duarte Sousa praticamente se estreou nesta pesca. «Digamos que foi a minha primeira embarcada ‘oficial’», riu. A seu lado, Rui Rosário já tem mais experiência: «Sempre que posso, venho. A pesca aos diversos é muito motivante, é enriquecedor estar rodeado de pescadores que partilham o gosto e onde se troca histórias e conhecimentos», explicou. «Como pescadores, todos sabemos que, além dos materiais e iscos, estar no sítio certo à hora certa é fundamental. O barco leva-nos aonde o peixe se encontra mais, o que se traduz num dia de excelência para um amante de pesca».

Equipamentos

Duarte Sousa pescou com uma cana Vega Shotgun e, como fio de bobine, o Veglon Plus 0.35 mm, com madre Megaline 0.45 e estralhos Kripton 0.35, todos em monofilamento, da Vega. Os anzóis, de tipo Chinu, nº 2, levaram sardinha fresca, com sal, e camarão selvagem — no camarão, não dispensou o fio em silicone para o atar ao anzol. Já Rui Rosário optou, na linha de carreto, por um multifilamento 0.20, um diâmetro reduzido por causa da baixa fricção na água: «Assim fica mais esticado, conferindo uma maior sensibilidade aos toques, mas sem deixar de ter uma resistência elevada», opinou. A seguir, um chicote de 15 m, de monofilamento 0.45, em

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fluorocarbono, que dava vida a uma montagem… só com dois anzóis! «Apesar de a montagem mais utilizada ser a de três anzóis, utilizo sempre apenas dois. É mais simples… e é menos visível ao peixe desconfiado», defendeu, acrescentando que esta opção representa «menos perda de tempo a iscar o terceiro anzol, o que significa que posso concentrar-me com mais rigor nos outros dois». E os anzóis eram diferentes, o inferior de tamanho 1 e o superior tamanho 2. «Mas em dias difíceis, acho indicado o uso da madre em 0.30 e estralho 0.24, com anzóis nº 4, por exemplo». Os iscos utilizados foram o camarão selvagem congelado, as lulas, a sardinha e o caranguejo. Outra particularidade na pes-

ca de Rui Rosário foi a utilização do nó clinch entre a madre e o destorcedor da chumbada, explicando que este «afecta, propositadamente, a resistência natural da linha, funcionando como um ‘fusível’». «No caso de a chumbada prender no fundo, a montagem irá quebrar sempre nesta união, e assim posso recuperar o restante da montagem, incluindo os peixes já ferrados».

Exigências

O balanço da jornada foi semelhante. «Foi bom, mas poderia ter sido melhor», considerou Duarte Sousa. «Preparei-me o melhor possível, pedindo opiniões ao mestre e a amigos mais experientes, sobre iscos, anzóis, cana e os próprios apa-

relhos. Sei que muito mais poderia ter feito para melhorar o meu desempenho… no entanto, satisfez-me esta pescaria!». Porém, o seu balde não ia assim tão vazio… Por sua vez, Rui Rosário afirmou que «esta jornada não foi muito boa, pesquei dezassete peixes, um total de quatro quilos, mais ou menos… sinceramente, esperava mais capturas, os peixes estavam muito selectivos e a comer muito mal, sempre com ferragens muito difíceis... extremamente sensíveis. Era essencial o uso de montagens muito ligeiras, com anzóis pequenos e linhas muito finas. A pesca, nos dias que correm, é tão complexa que se torna difícil explicar tudo ao pormenor!». DEZEMBRO 2014


ISCOS ENGODOS ROTEIROS

ESTRALHO Fluorocarbono 0.27 mm 25 cm monofilamento ANZOL POTENZA 0562 BL Nº 2, Chinu ESTRALHO Fluorocarbono 0.27 mm 25 cm monofilamento ANZOL POTENZA 0345 BN Nº 1, Chinu

A pesca aos diversos

O barco visitou vários pesqueiros que o mestre conhece. «Mudar de pesqueiro muitas vezes por dia nem é bom nem mau… Depende do tipo de pesca… Se estivermos à chumbadinha aos pargos, é mau mudar muitas vezes — três, no máximo, durante todo o dia. É importante fazer o pesqueiro e engodar nesta técnica. Já aos diversos, muda-se as vezes que for preciso para que todos dentro do barco pesquem todo o dia. São muitas canas dentro de água, muitos anzóis, um pesqueiro chega a ‘secar’ ao fim de uma hora, por vezes. Por isso, mudámos de pesqueiro cinco vezes durante o dia, pois quando mudávamos começavam todos a pescar muito bem e, passada uma hora ou duas, o pesqueiro estava ‘seco’», esclareceu. Quisemos saber se esta pesca dos diversos é mais interessante para os clientes do que uma mais específica (como a zagaia, por exemplo). «Há clientes para os diversos, para a chumbadinha aos pargos e às corvinas com vinil, e para o jigging, ou zagaia. E até há clientes que as praticam todas! A pesca aos diversos é a base da pesca lúdica embarcada, em que basta ter uma cana ou duas e um ou dois carretos para pescar», defendeu.

DESTORCEDOR POTENZA 7006 Tipo Barrel, nº 10

DESTORCEDORES POTENZA 7036 Cross-Line

DESTORCEDOR POTENZA 7001 nº 8

DESTORCEDORES POTENZA 7036 Cross-Line

MADRE 160 cm de mono 0.34 Fluorocarbono

NÓ ALBRIGHT Ideal para unir monos e multifilamentos

LINHA DE CARRETO Multifilamento 0.20 mm

NÓ CLINCH Afecta propositadamente a resistência natural da linha, funcionando como um ‘fusível’

MONTAGEM DE RUI ROSÁRIO

do hoje 36, e já foi skipper no Íbis e no Buddy antes do Micas, tendo antes liderado um catamarã para cinquenta pessoas em passeios turísticos junto a Lisboa.. «Esta jornada começou menos bem, mas acabou bem. O que conta é o resultado!», gracejou. «Foi um dia típico de pesca aos diversos, de espécies pouco marcantes, de tamanho pequeno a médio. O grupo que levei era bastante diversificado: pessoas como o Duarte, pela primeira vez, e pessoas como o Valter São Simão, muito experiente neste tipo de pesca embarcada. Isso traduz-se em diferentes resultados. Mas acho que todos passaram o dia a fazer uma das coisas de que mais gostam, pescar!».

MONTAGEM DE DUARTE SOUSA LINHA 40 cm monofilamento Krypton 0.35 mm

Serviço a bordo

Outro aspecto em que os dois concordam: o ‘skipper’ de serviço, mestre André Pinho, conhece muito bem os mares ao largo de Cascais e proporcionou uma jornada de qualidade. «Posso considerar que o serviço foi muito bom. O skipper transmitiu confiança e conhecimento dos locais de pesca, o que me deixou verdadeiramente satisfeito!», disse Duarte Sousa, ao passo que Rui Rosário explicou que escolheu este barco «porque já conheço o skipper de outras jornadas, sempre me transmitiu confiança, honestidade e responsabilidade no que faz, o que se traduz numa óptima referencia». André Pinho está ligado à pesca desde os 10 anos, ten-

ESTRALHOS Krypton 0.35 mm 20 cm monofilamento ANZÓIS POTENZA 4269 BN Nº 4

DESTORCEDOR POTENZA 7060 Tipo alfinete, nº 8

DESTORCEDOR POTENZA 7060 Tipo alfinete, nº 12

CHUMBADA VEGA Formato tipo pêra 180 ou 200 g

CHUMBADA VEGA Formato tipo pêra 160 g

PESCA DESPORTIVA DE ALTO MAR FUNDEADA, JIGGING, CORRICO E SPINNING SAÍDAS TODOS OS DIAS DA SEMANA PASSEIOS NA COSTA ESTORIL/CASCAIS

CASCAIS

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APOIO


Entrevista

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JOAQUIM MOIO, CAMPEÃO MUNDIAL

«CONFIANÇA TOTAL NO POTENZA BRAIDED!» TEXTO Redacção

IMAGENS Joaquim Moio

O mundo parou para ver: no Campeonato Mundial de Pesca Embarcada ao Achigã, que decorreu no México, este mês, a dupla Joaquim Moio / João Grosso capturou um exemplar sensacional, com 5.1 kg, que levou aos limites o fio que estava no carreto.

O

s naturais sorrisos que os dois campeões do mundo ostentam nestas imagens podem não dar a entender, mas este monstro de mais de 5 kg é um exemplar impressionante, que durante longos minutos obrigou Joaquim Moio a usar o máximo da sua perícia e do seu talento. Para piorar, o lance que lhe valeria um lugar no Olim-

po desta disciplina decorreu numa zona dificílima do lago Guerrero, cheia de vegetação subaquática e riquíssima em arestas que, num piscar de olhos, poderiam permitir ao peixe partir a linha e fugir para sempre. Mas o pescador de Évora estava tranquilo — graças ao seu profundo conhecimento do entrançado que estava a usar, o Vega Potenza Braided Line.

As características

O Potenza Braided Line é um entrançado fabricado no Japão que se destaca pela sua incrível resistência. Os especialistas apontam, como principais virtudes, a impermeabilidade e a tranquilidade que confere no que toca aos nós — sempre um aspecto delicado, em multifilamentos. Está disponível em dez (!) diâmetros diferentes, entre 0.12 e 0.42, o que significa que qualquer pescador, seja de água doce ou salgada, com amostras ou iscos naturais, encontrará sempre circunstâncias para esta excelente linha mostrar serviço. Outra particularidade é a apresentação: as bobines de 100 m estão enroladas em contínuo, o que significa que um pescador que queira encher o seu carreto com mais de 200 m, por exemplo, de um dado diâmetro, pode comprar duas bobines, pois não terá de se preocupar em fazer nós a cada 100 m. Um cuidado que aumenta ainda mais a segurança com que se pesca.

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Foi o próprio que o disse, em declarações exclusivas ao Jornal da Pesca: «No momento em que ferrei este peixe, percebi imediatamente que era a hora da verdade, que ia ser caso sério. Mas fiquei tranquilo, já conhecia a linha que tinha montada no carreto, já pesquei com ela muitas vezes», contou. «É uma linha excepcional, que sempre me deu total segurança!».

Carreto fechado

Para não dar quaisquer hipóteses ao espectacular peixe de fugir, Moio fez o que o seu instinto aconselhou: travou o carreto o mais possível, de modo a não permitir a menor folga. Mas isso só serviu para colocar a linha sob uma pressão ainda mais extrema — tão grande que qualquer linha de nível médio romperia na hora. Com o Potenza Braided Line não houve de todo esse risco,

conta o campeão mundial: «Por poder fazer isto com total segurança com exemplares grandes é que escolhi este fio! O peixe lutou, tentou romper a linha com todas as forças, passou por todos os sítios onde pôde, mas para o fio foi igual, não houve problema», recorda.

Detalhe final

A satisfação de Joaquim Moio com o Potenza Braided Line não se fica por aqui. Este experiente pescador conta ainda que a linha passou o teste mais difícil de todos: «Depois de um lance destes, em passou por tudo… a linha não ficou de todo melindrada! Logo a seguir a este lance, nem precisei de a trocar, voltou a pescar! Examinei-a e estava e perfeito estado. Estamos a falar de um fio com um diâmetro finíssimo, um 0.28, que teve exactamente o mesmo desempenho nas capturas seguintes!».

Após a pesagem, confirmado: 5.1 kg!

DEZEMBRO 2014


Banco de ensaios

CARRETOS SAKURA OXIO CTi

TEXTO E IMAGENS Jaime Sacadura

EFICÁCIA GARANTIDA

Os pescadores experimentados preferem carretos de casting pela fluidez, pelos lançamentos precisos e pela ajuda nas lutas com grandes exemplares.

O

s Sakura Oxio SBC 63 CTi e OXIO SBC 71 CTi possuem muitos dos atributos procurados num carreto de casting — leveza, fluidez no lançamento, controlo da aceleração da bobine no lançamento e um bom freio. A leveza (168 g) advém do material — uma liga de carbono e titânio mais leve do que as de alumínio — mantendo a solidez e a resistência à oxidação exigida num carreto deste nível. Por outro lado, o baixo perfil reduz o peso nas bobinas em alumínio, que passam de quase 20 g nos modelos anteriores para apenas 15.5 g — decisivo para as maiores distâncias de lançamento que estes modelos permitem. No entanto, a maior velocidade de rotação permitida por bobinas mais leves tem de ser eficazmente controlada, sob pena de aparecerem as indesejáveis ‘cabeleiras’, problema significativo quando os sistemas de travagem não são eficazes o bastante ou estão mal regulados. Mesmo com este baixo perfil, a bobina acomoda cerca de 100 m de 0.26 mm, mais que suficiente para o nosso tipo de pesca. DEZEMBRO 2014

Em acção

A fluidez de lançamento é assegurada por onze rolamentos. O parafuso que controla a tensão aplicada à bobina é suave e permite ajustar muito bem a tensão, em função do peso da amostra ou do tipo de lançamento — uma operação essencial no casting que muitos teimam em não executar quando mudam de amostra ou passam de lançamentos suaves para mais violentos — o que explica o insucesso de muitos iniciados com este tipo de carretos. Nestes modelos, a travagem é assegurada por um sistema

duplo, centrífugo automático e magnético, de regulação rápida. Os sistemas magnéticos isolados são em regra menos eficazes do que os centrífugos, principalmente a lançar contra o vento, pelo que o duplo sistema é uma excelente ideia de design, tendo apenas o pescador efectuar uma simples regulação manual no sistema magnético — com sete níveis de intensidade — para que o sistema centrífugo seja também ajustado automaticamente, de forma a corresponder às várias situações de pesca. O freio, com capacidade até 5 kg, é preciso e consegue controlar bons exemplares, sem dificuldade. A elevada velocidade de recuperação destes modelos, principalmente do Oxio 71 CTi (7.1:1), permite acompanhar as deslocações violentas e rápidas de muitos achigãs, assegurando a manutenção da tensão na linha, ao mesmo tempo que permite recuperações rápidas — aspecto muitas vezes decisivo para despertar ataques de reacção. Em suma, dois bons modelos de carretos de casting da Sakura que têm tudo para proporcionar boas jornadas de pesca.

CONTROLES 1 Freio 2 Regulação de tensão da Bobina 1

2

3 DBS Dual Break System 3

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Banco de ensaios

4215 OGAWA SPIN

TEXTO E IMAGENS Fernando Encarnação

EQUILÍBRIO E CONFORTO A raiz da eficácia desta proposta da Vega para o spinning está na sua construção, que usa técnicas avançadas para garantir robustez, leveza e versatilidade.

A

prática do spinning proporciona, de facto, sensações nas jornadas de pesca que dependem do material que dispomos. A Vega apostou na Ogawa Spin, uma vara para spinning composta por duas secções com uma estrutura cónica com reforço anterior, para equilíbrio em acção de pesca, a qual proporciona prestações com pesos de elevação até 5 kg.

Sendo fabricada em fibras de nanoflex (evolução da tecnologia de fibras de carbono) e resinas especiais, combinada com um enrolamento de kevlar para garantir uma maior resistência, esta cana, ao primeiro contacto, destaca-se pela leveza — o peso total de 131 g só é possível com a melhoria da construção pela introdução das fibras de nanoflex, que incrementa consideravelmente a sua robustez e flexibilidade.

Estrutura cónica com reforço anterior e construção com fibras nanoflex conferem à Ogawa um poder de elevação notável

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Em acção

A Ogawa encontra-se disponível nos tamanhos 3.00 e 3.30 metros, com acção extra rápida, sem no entanto ser demasiado rígida, e vem equipada com porta-carretos tubular Fuji integrado e sete passadores, sendo o último ‘lowrider’. Em lançamentos efectivos, permite trabalhar perfeitamente com artificiais entre 15 e 35 g, o que nos proporciona uma versatilidade interessante.

Sete passadores com enrolamento em prata, um apontamento de classe na Ogawa

Não estando equipada nas pegas com EVA, a espessura das mesmas passa despercebida em termos de conforto, pois o seu peso é consideravelmente reduzido, permitindo a sua utilização por várias horas sem que se sinta desconforto. No terminal base da cana, sobressai o entrançado das fibras de carbono, vincado pela parte central com um enrolamento de kevlar igual ao empregue neste elemento. Os passadores

A Ogawa em acção

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Banco de ensaios têm um enrolamento em prata, que contrasta muito bem com o vermelho clássico utilizado pela Vega. À Ogawa Spin de 3 m foi acoplado o carreto Akada MT 40, equipado com multifilamento entrançado de polietileno Potenza Power Shot 0.22 mm. A grande vantagem é que a Ogawa não carece de uma grande técnica para se conseguir boas performances de lançamento dos artificiais, sem que isso seja sinónimo de desgaste físico. Mais uma cana ao dispor dos pescadores desportivos, que poderão escolher o que melhor se adequa às suas condições de pesca, ou seja, técnica, locais e espécies alvo. É uma cana a ter em conta, pois apresenta qualidade a um preço muito acessível. O Akada MT 40, o carreto montado nos ensaios com esta cana

Teste de lançamento: a melhor opção

Foram testados vários artificiais Sakura com este conjunto, nas mesmas condições de vento, sendo que os resultados aproximados em metros foram calculados ao melhor de três lançamentos, contra e a favor do vento. 100 83 67

64

44

41

SPEED MINOW

60

73

REEF SAND 130

80

62 49

55 40

40

SMART

NAJA 125

0

SPEED MINOW

20

SAKURA SMART MINNOW 165F Novo Jerkbait para mar que se diferencia dos restantes pelo peso e capacidade de lançamento, com 165 mm, tem 31.5 g e a particularidade de o seu equilíbrio permitir a deslocação total do sistema interno de esferas para a retaguarda, durante o lançamento. Sendo uma das artificiais que melhor performance de lançamento proporciona no mercado, tem a capacidade de trabalhar até 1.5 metros de profundidade, logo, é uma mais-valia, quer em distância a percorrer no lançamento e recuperação, quer no nível de água que poderá efectuar capturas. O seu trabalhar é bastante interessante. Este modelo da Sakura é equipado com anzóis triplos Owner e está disponível em seis cores. FAVOR DO VENTO CONTRA O VENTO

Ficha técnica

4215-300 Ogawa Spin

Estrutura: Encaixes • Secções: 2 • Corpo: Nanoflex e resinas especiais • Comprimento: 300 (montada), 155 cm (em transporte) • Peso: 131 g • Acção: Extra fast heavy • Passadores: SiC (0+7) • Pega: Reticulado aderente • Porta-carretos: Tubular (a 43 / 48 cm do tacão) • Apresentação: Saco de pano preto com tiras • Notas: Capacidade de levantamento até 5 kg. Corpo com enrolamento em kevlar para maior1resistência e estrutura cónica com reforço interior. Vertical_Pub_AW.pdf 12/04/14 02:11

968 729 702 RUI SANTOS

EMBARCAÇÃO MARITIMO-TURISTICA

V. N. MILFONTES (Lic. 151-2012)

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DEZEMBRO 2014

· PESCA NOTURNA · PESCA COM ISCO VIVO · PESCA VERTICAL COM VINIS · PESCA À ZAGAIA 19 · PESCA FUNDEADA


Banco de ensaios

CANA AKADA LBS E CARRETO AKADA LT 300

TEXTO E IMAGENS José Gomes Torres

O DUO TODO-O-TERRENO Desde que a palavra Akada começou a surgir em alguns produtos da Vega, estes ficaram imediatamente associados à pesca de predadores.

A

ssim, qualquer produto com esta palavra mágica desperta nos pescadores de amostras uma enorme vontade de pegar nesses produtos e ir até à água, fazer lançamentos consecutivos e levar os materiais ao limite… Dando continuidade a este desígnio, a marca apresentou recentemente novos produtos desta série, entre os quais uma cana e um carreto com os quais fizemos um agradável conjunto e submetemos a um alargado ensaio de pesca.

Carreto Akada LT 300

Os carretos Akada LT estão disponíveis em dois tamanhos, o 300 e o 400. Este último, o irmão maior, é mais adequado à pesca de mar, nas modalidades de spinning e bóia. Como tal,

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escolhemos o tamanho 300, uma vez que os ensaios iriam decorrer em água doce e com iscos artificiais dedicados aos achigãs e lúcio-percas. O que salta imediatamente à vista numa primeira análise ainda em casa é a qualidade de construção desta pequena máquina. Não existem folgas, ruídos ou balanceamentos. Para conseguir isto, não podemos desresponsabilizar os oitos rolamentos utilizados, que, obviamente, além de permitirem um funcionamento muito suave, irão certamente aumentar substancialmente a longevidade deste equipamento. O retrocesso instantâneo, à conta do rolamento de agulhas unidireccional instalado no veio principal, permite ferragens mais eficazes, uma vez que impede que a bobina rode

em sentido contrário e permita a saída de alguma linha que nos possa custar uma captura. Outro aspecto que não passa despercebido é a leveza deste carreto, o que é uma grande vantagem para quem tem de realizar lançamentos e movimentos frequentes da mão, quando utiliza técnicas para a animação das amostras. A asa de cesto em alumínio e a pega da manivela em EVA (Espuma Vinílica Acetinada) contribuem para

conseguir esse resultado. A relação de voltas de manivela por rotações do rotor é de uma para cinco, contribuindo para a sua polivalência em várias técnicas. As duas bobinas metálicas de série, com capacidade para 200 metros de linha 0.25 mm, facilitam de igual forma para a sua utilização em vários tipos e variantes de técnicas, com recurso a outro diâmetro de linha apenas com uma simples troca de bobina.

Mais uma lúcio-perca vencida por este conjunto Akada

DEZEMBRO 2014


Banco de ensaios Cana Vega Akada LBS 6´6 Fast/MH

As Akada LBS estão disponíveis em três modelos e acções: 6´6´´com acção Fast / Medium, capaz de lançar iscos entre 1/4 a 5/8 oz e linhas 8 a 14 libras, 6´6´´, direccionado para uma utilização mais polivalente com acção Fast / Medium Heavy, que permite lançar entre 1/4 a 3/4 oz, usando diâmetros de linhas idênticas à anterior, e, por último, o modelo de tamanho 7’, também com acção Fast /Medium Heavy , para amostras de 1/4 a 1 oz e linhas entre 14 e 20 libras. Como a cana iria ser testada em diversas técnicas de pesca e nas várias espécies que pescamos, optámos pela mais polivalente, ou seja, a de tamanho 6´6´´ e acção Fast / Medium Heavy. Retiradas as etiquetas que comprovam a qualidade dos passadores Fuji SIC e os plásticos de protecção do punho de duas partes, produzido em espuma EVA, fica-nos na mão um instrumento particularmente leve e imediatamente agradável ao tacto. A cana foi construída a partir de uma peça única, em carbono de alto módulo, com um reforço de fibras de kevlar junto ao punho, precisamente

O conjunto Akada em teste

onde é exigida mais resistência e não é permitida a flexibilidade. Os nove passadores da conceituada marca japonesa proporcionam uma distribuição da carga por toda a distância da cana, distribuindo o esforço de forma equilibrada. Junto ao punho, um discreto anel posicionado no lado esquerdo, para retenção de anzóis quando em situação de pausa, evita prisões indesejáveis e percas de tempo na sempre aborrecida remoção onde inadvertidamente se prendem.

A cana revelou-se muito sensível, mesmo na pesca de lúcio-percas ao fundo

À pesca

Aplicar o carreto no punho da Akada LBS e começar a pescar foi uma operação rápida e agradável, graças à simplicidade e ao encaixe perfeito das duas peças, que ficaram instantaneamente fundidas numa só. E é mesmo esse o objectivo! A primeira jornada foi realizada em pleno rio Tejo às lúcio-percas, com cabeçotes e vinis, a profundidades na ordem dos 10 a 15 metros. A técnica exige animação constante e sensibilidade — do pescador mas, principalmente, da cana, para detecção de toques a uma profundidade já considerável. Nesta condição, o conjunto revelou-se muito adequado, o que resultou em diversas capturas, apesar dos pouco enérgicos ataques das lúcio-percas nesses dias, quase letárgicas devido à temperatura da água. Aqui, foi fundamental a sensibilidade da cana, que facilitou bastante a identificação dos toques deste predador, particularmente temperamental e selectivo. No Alqueva, e aos achigãs, o conjunto foi testado fundamentalmente com amostras de

superfície e swimbaits. Graças à acção rígida e dominadora da cana, foi possível manter sempre a influência sobre o peixe, mesmo com os maiores exemplares, evitando as prisões nas árvores e outros arbustos submersos. A pesca com swimbaits permitiu materializar a prova de esforço do conjunto. Com um isco a roçar o limite máximo de peso de lançamento recomendado para a cana, e a segunda bobina do carreto equipada com linha 0.35 mm em serviço, foi possível obter lançamentos longos e um trabalhar suave da amostra, com uma velocidade de recuperação do carreto bem definida. Novamente o domínio da cana sobre as capturas foi fundamental para evitar prisões nas coberturas submersas e ficar com a certeza que esta vara cumpre as funções que lhe estão destinadas. E podem ser muitas. Com efeito, a sua versatilidade em diversas circunstâncias, a leveza do conjunto e a agradabilidades de utilização, são factores determinantes para uma escolha que muitas vezes se torna difícil, face à oferta que temos ao nosso alcance.


ACHIGÃ

CONJUNTO SAKURA SHINJIN NEO CAST E OXIO 63 CTI

TEXTO E IMAGENS José Pedro Torres

PAU PARA TODA A OBRA!

O conjunto cana e carreto de casting da Sakura que testei desta vez surpreendeu-me e ultrapassou todas as minhas expectativas. Simplesmente passou a fazer parte de todas as minhas saídas de pesca, seja embarcado ou da margem! palma da nossa mão, aumenta a sensibilidade e contribui para evitar a fadiga de manusear qualquer cana e também, ao trabalhar as nossas amostras. A relação de recuperação de 6.3:1 é a ideal para as técnicas que exigem a utilização de material de casting. A bobina perfurada — também aqui com o objectivo de eliminar peso — suporta 100 m de fio 0.26 mm, como indicação da sua capacidade. Esta pequena maravilha mecânica está equipada com nada mais nada menos do que onze rolamentos, o que só por si é um indicador da exigência que a equipa de projecto tinha em cima da mesa quando foi concebido este carreto.

D

epois de pegar numa Shinjin Neo Cast, da Sakura, pela primeira vez na feira de Mora, fiquei de imediato com boa impressão, embora a verdadeira prova seja sempre realizada em acção de pesca, e quantas mais e diferentes, melhor. A sua leveza salta de imediato à vista e a acção MH fez-me lembrar as melhores e mais polivalentes canas que já tive, permitindo utilizações nas variadas necessidades de pesca a várias espécies de predadores. Os carbonos que constituem o blank desta cana são nada mais nada menos que os dois melhores carbonos produzidos pela Mitsubishi, o 24 e 30 Tons, que utilizados criteriosamente nos pontos em que são necessários resultam na sua impressionante sensibilidade, leveza

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Em acção

e resistência. 133 gramas é quanto pesam os sete pés desta cana! O punho é da reconhecida marca Fuji, tal como os passadores em Alconite K-Tangle Free que minimizam enleios durante o lançamento. Capaz de atirar amostras entre ¼ e 1 onça, sugere a utilização de fios entre 7 e 17 lb, evidenciando a sua vocação todo-o-terreno, mesmo para os pescadores mais exigentes! Acrescente-se ainda que este modelo vem equipado com um prático clip plástico para segurar todo o género de montagens, desde técnicas à Texas, Carolina, amostras duras e drop-shot. Para protecção no transporte e em descanso, uma capa em nylon evita toques acidentais que algumas vezes podem provocar a rotura do material.

O Oxio 63 CTI

O carreto testado com a cana Shinjin Neo Cast é uma peça que alia a alta precisão com leveza e desempenho excelente. O corpo é construído em carbono e titânio, para obter a melhor resistência e durabilidade, com o objectivo de se conseguir um peso reduzido. O baixo perfil, que permite encaixar o centro de gravidade na

Nos últimos meses, este conjunto foi testado e primeiras expectativas confirmaram-se em pleno: parece idealizado propositadamente para cooperar! Se a cana conta com o melhor carbono, o Oxio não lhe fica atrás em desempenho, formando o par ideal com esta cana, que partilha as mesmas características de excelência. Em acção de pesca, a cana provou ser polivalente, acei-

A utilização de jerkbaits foi uma das técnicas testadas


ACHIGÃ

O conjunto revelou-se excelente na utilização com crankbaits

tando todas as amostras a que a sujeitámos, das montagens Texas, que exigiram toda a sensibilidade do seu blank, aos crankbaits e spinnerbaits, A devolver peixe num dos dias dos testes

com que — apesar de não ser vocacionada para tal — demonstrou resultados bem acima da média para uma cana com este tipo de acção.

Já o carreto, graças ao reduzido perfil, torna a sua utilização espontânea, uma vez que encaixa na palma da mão. Apesar de pequeno e leve, é robusto e graças aos seus onze rolamentos nunca vacilou durante os combates. Mesmo com os grandes exemplares, a sua embraiagem micrométrica (suporta 5 kg) deixa-nos confiantes e seguros durante toda a luta. Os 9 + 1 passadores da cana, aliados aos dois sistemas de freio (um magnético e de ajuste rápido e o outro centrifugo e automático) possibilitam lançamentos longos, precisos e suaves, características fundamentais quando pescamos em águas cada vez mais pressionadas, como as que encontramos nas das nossas barragens.

Conclusão

Depois de usar e abusar das características deste conjunto, reconheço que aquelas primeiras impressões em Mora se concretizaram. A cana é comprovadamente muito polivalente e, aliada ao conforto do Oxio, forma a dupla perfeita para as minhas saídas de margem. Ao contrário de muitos pescadores, não gosto de levar várias canas quando pesco de margem, pelo que para mim é fundamental ter um conjunto leve, fiável e que cubra todas as técnicas que uma jornada me pode exigir. Este é, sem dúvida alguma, o par que me vai acompanhar nos próximos tempos, pois desde vinis sem peso até aos swimbaits de 1 onça, esteve sempre à altura dando-me grandes momentos e excelentes capturas!


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Jornal da pesca Nº 019  

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