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ANO XIX, Nº 110 ABR-MAI-JUN/2013

DAPP

Antipulga tem eficácia comprovada no tratamento de sinais clínicos da doença


NO COMBATE ÀS

DOENÇAS ARTICULARES USE SULFATO DE CONDROITINA

Estimula a regeneração articular Inibe a degradação dos componentes articulares e do líquido sinovial Importante efeito analgésico e anti-inflamatório Restabelece o equilíbrio articular

SAC 0800 - 70 70 512 www.msd-saude-animal.com.br A orientação do Médico Veterinário é fundamental para o correto uso dos medicamentos. MSD Saúde Animal é a unidade global de negócios de saúde animal da Merck & Co, Inc.

A ciência para animais mais saudáveis


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Sumário

Editorial

As atrações desta edição

Da nossa Redação

Caro (a) Leitor (a) da VetNews,

Pets idosos Saber cuidar dos animais senis é imprescindível na nova realidade, em que cães e gatos vivem mais.

Mais presentes em nossas vidas e considerados membros da família, os pets conquistaram um lugar especial dentro das casas e deixaram de frequentar apenas o quintal. Essa mudança, somada aos avanços da Medicina Veterinária, tem feito com que cães e gatos vivam mais tempo.

10 E mais, nesta edição: 4 CONEXÕES E GIROS As novidades do setor de pet.

6 Olho Clínico O melhor tipo de vacina para a prevenção da traqueobronquite infecciosa canina.

MERCADO Pesquisa comprova eficácia de ACTIVYL® no tratamento de sinais clínicos da Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas (DAPP).

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Saber como cuidar dos animais senis passou a ser um desafio para os Médicos Veterinários e para os proprietários. Como lidar com um cão ou gato idoso, que modificações fazer na casa, quais são as necessidades básicas que eles passam a ter e qual deve ser a frequência das idas ao Veterinário são algumas das coisas que tanto o profissional de saúde animal quanto o proprietário precisam saber e, mais ainda, entender. Nesta edição da VetNews Pet, conversamos com profissionais competentes e atualizados nesse novo contexto, sobre todas as preocupações que envolvem um pet idoso e como proporcionar a ele longevidade e qualidade de vida. Abordamos desde a prevenção e os cuidados no início da vida até as medidas a serem tomadas no caso do aparecimento de certas doenças.

8 PROMOÇÃO Pet Star: as fotos da premiação que agitou o mercado pet.

16 AmaVet AmaPet Conheça os vencedores do trimestre.

17 raças Staffordshire Bull Terrier.

18 Universidade Corporativa Mercado x força de vendas.

expediente PET

Ano XIX, Nº 110, Abr-Mai-Jun/2013 VetNews PET é uma publicação trimestral, editada pela MSD Saúde Animal. Opiniões e conceitos emitidos pelos colunistas e colaboradores não representam necessariamente os do informativo. Todos os direitos são reservados. Distribuição gratuita. DIREÇÃO: Edival Santos. COORDENAÇÃO: Vagner Santos. CONSELHO EDITORIAL: Andrea Bonates, Andrei Nascimento e Glaucia Gigli. TEXTOS: TEIA Editorial. Redação: Érica Nacarato. Edição: Danielly Herobetta. DIAGRAMAÇÃO: Four Propaganda. REVISÃO: Liliane Bello. www.msd-saude-animal.com.br | twitter: @msdsaudeanimal | facebook: msd Saúde Animal

Como praticamente todo assunto que envolve Medicina Veterinária passa pela prevenção, proteger os pets ainda filhotes com reforços vacinais periódicos é o primeiro passo para oferecer a eles uma vida mais longeva e com qualidade. Entre as diversas enfermidades que acometem os cães, há a traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis ou gripe canina), que ataca o sistema respiratório, produzindo crises de tosse seca persistente e acompanhada de engasgos. Vacinar o animal é a única forma de prevenir, e saber escolher o tipo de vacina – intranasal ou injetável – faz toda a diferença. Esse e outros assuntos, como o uso da bioativação em antipulgas para o tratamento de sinais clínicos da Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas, estão nas próximas páginas. Uma excelente leitura! Andrei Nascimento Gerente Técnico da Linha Pet da MSD Saúde Animal


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Conexões e Giros Novidades e principais assuntos do setor

Comodidade na alimentação do pet Quem mora em São Paulo/SP e tem uma vida corrida sabe o quanto pode ser difícil ter que parar em pet shops para comprar a comida do melhor amigo. Para resolver essa questão, foi lançado na capital paulista um novo serviço de assinatura de ração. Basta o proprietário escolher o produto e a quantidade desejada, estipular um prazo de entrega (por exemplo, quinzenalmente ou mensalmente) e pronto. O débito em conta é automático e os itens chegam na porta de casa sem preocupação. É possível cancelar o serviço ou mudar a periodicidade de envio a qualquer momento. Dois sites já apostaram na ideia. O PetLove, líder de pet shops on-line, dá 5% de desconto nos produtos para quem entra no programa e estende ainda a entrega para medicamentos, acessórios, kits de higiene, entre outros produtos. E recentemente o Petsy aderiu à modalidade, oferecendo pacotes de entrega mensal de ração, petiscos e areia para gatos, com frete de R$ 10,00, valor abatido em compras acima de R$ 130,00.

A paixão nacional ainda são os cães De acordo com levantamento realizado pela Hibou Monitoramento de Mercado e Consumo, 80% dos brasileiros da Região Sudeste das classes A e B preferem cachorro como animal de estimação. Em segundo lugar está o gato, com 20% da preferência, seguido pelos peixes e tartarugas. A pesquisa mostrou também que os cães são muito bem cuidados. Quase 80% não passam mais de meio período sozinhos e, quando os proprietários precisam viajar, 34% preferem deixar o animal com parentes e 25% pedem a alguém que vá a sua casa para cuidar dele. Apenas 5% utilizam hotéis como prioridade. A pesquisa revela que proprietários de pets das classes A e B gastam, em média, um terço de um salário mínimo por mês com seus animais. Mais de 10% dos entrevistados chegam a gastar mais de R$ 300 por mês.


A cauda e sua expressividade Prática comum há alguns anos, a caudectomia (corte da cauda do cão) está proibida desde junho de 2013 por resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária do Brasil, uma vez que o ato tem efeito profundo sobre a capacidade de o animal se comunicar, não só com os seres humanos, mas também com outros animais da mesma espécie. Segundo estudo publicado na revista PLOS, a falta da cauda pode afetar seriamente a vida social do pet, dificultando sua capacidade de transmitir intenções. A autora do artigo, Emily Anthes, reviu uma pesquisa conduzida por biólogos da Universidade de Victoria, no Canadá, em que os cientistas procuraram por anomalias comportamentais potenciais causadas pelo comprimento da cauda. Eles usaram um cão robótico caracterizado ora por uma cauda longa, ora por uma curta e o expuseram a 492 cachorros em um parque. Além de ter o comprimento da cauda variável, o animal robótico ainda abanava ou mantinha a cauda parada. De acordo com relato dos pesquisadores, quando a cauda era longa e estava em movimento, os animais sem coleira interagiram com o robô 91,4% do tempo. Já quando o robô estava com a cauda perfeitamente parada, ou seja, não emitindo sinais óbvios de “vem brincar”, a aproximação foi significativamente menor: 74,4% do tempo. Ao substituir a cauda longa pela curta, essas preferências desapareceram. Os cães abordaram o robô que estava com a cauda abanando quase na mesma frequência­com que abordaram o de cauda imóvel (85,2% e 82,2% das vezes, respectivamente), sugerindo que são menos capazes de discriminar uma cauda curta parada de outra que se sacode brincalhona. Concluiu-se, assim, que os sinais transmitidos pelos movimentos da cauda são mais eficazes quando esta é longa.

Uma comunicação mais refinada Um novo estudo publicado no jornal científico Processos Comportamentais confirmou que os seres humanos desenvolveram uma empatia sofisticada com os cães devido à convivência, que já completa 100 mil anos, sendo capazes de reconhecer a maioria das suas expressões faciais. Isso explica o porquê de muitas pessoas afirmarem saber quando seus melhores amigos estão felizes, tristes, zangados, com medo e até mesmo culpados ou surpresos. A pesquisa registrou fotos de um cão policial chamado Mel enquanto experimentava diversas emoções. Quando o pastor-belga de cinco anos foi elogiado pelos pesquisadores para deixá-lo feliz, ele olhou para a câmera com as orelhas em pé. Depois, ao ser repreendido para desencadear uma reação triste, Mel ficou com a típica cara de cachorro abandonado, com os olhos cabisbaixos. Os cientistas conseguiram ainda esboçar a reação de surpresa, tristeza, medo e raiva. As fotos foram mostradas a 50 voluntários, divididos em dois grupos de acordo com sua experiência com cachorros. A felicidade foi o sentimento mais reconhecido – 88% dos voluntários a identificaram corretamente. Já a raiva foi identificada por 70% dos participantes. Quanto às outras emoções, cerca de 45% dos voluntários acertaram quando Mel estava assustado, enquanto 37% puderam identificar a emoção relativamente sutil de tristeza. As expressões caninas mais difíceis de serem identificadas foram a surpresa e o desgosto.

Sem medo de perdê-los Se você tem medo de um dia perder o seu animal de estimação, ficará contente com esta novidade: já existe no mercado um GPS para monitorar o seu cachorro ou gato. Com apenas 35 gramas, o pequeno dispositivo se adapta à coleira do pet e, para saber seus movimentos, basta baixar um aplicativo no celular. O kit completo, vendido somente na Europa, custa € 250 (cerca de R$ 680), mas possibilita que a pessoa monitore até três animais ao mesmo tempo. Por meio do aplicativo, o dono pode identificar o animal por nome, idade, raça, cor de pelo, nome do Médico Veterinário e telefone de emergência. O dispositivo é recarregado por USB e o usuário pode definir uma zona de emergência. Caso o cão ou gato ultrapasse essa zona delimitada, um aviso é enviado para o celular do dono e, ao ser acionado, o dispositivo emite uma luz que pisca e facilita a localização do bichinho até mesmo no escuro.


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Olho Clínico Tosse dos canis

Vacina:

intranasal ou injetável? traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis ou gripe canina) ataca o sistema respiratório dos animais, produzindo crises de tosse seca, persistente e acompanhada de engasgos. Causada, principalmente, pelo vírus da parainfluenza e pela bactéria Bordetella bronchiseptica, é altamente infecciosa, oferecendo risco para animais que convivem com o cão doente, seja na moradia ou em locais como pet shops, clínicas veterinárias, hotéis e parques. Para proteger o cão, a medida mais eficaz é a vacinação. Mas, como saber por qual tipo de vacina optar?

A

Segundo a Médica Veterinária Carla Berl, do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo/SP, antes de optar por intranasal ou injetável é preciso levar em consideração a personalidade do animal, se ele apresenta problemas respiratórios ou se tem tendência a tê-los e o tipo de exposição a que é submetido. “A intranasal, embora requeira maior cuidado de manipulação no caso de cães muito bravos, oferece maior segurança e eficácia, uma vez que é aplicada em uma única dose nas narinas, local pelo qual o agente causador da traqueobronquite entra no corpo do animal. Já a injetável necessita

de duas doses, com intervalo de 15 dias entre elas.” Com imunidade estabelecida após 72 horas, devido à produção do anticorpo IgA (anticorpo tecidual), a intranasal protege a mucosa nasal. Esse segundo tipo de vacinação ainda pode produzir nódulos subcutâneos. “O reforço deve ser feito anualmente e é de extrema importância, devido à suscetibilidade dos animais a contraírem a doença. Como a sua transmissão se dá por aerossóis ou fômites, basta o cachorro espirrar para disseminar os agentes infecciosos envolvi-


No caso da forma branda da doença não é necessária a realização de uma terapia específica. Já nos casos mais graves são administrados antibióticos diretamente no trato respiratório, por meio de nebulização ou injeção intratraqueal. Segundo a Médica Veterinária, esse é um tratamento difícil e que demanda paciência do proprietário e, principalmente, do cão. É importante, ainda, que seja feita a desinfecção das instalações contaminadas, caso haja a presença de outros cães, com hipoclorito de sódio diluído por clorexidina ou por cloreto de benzalcônio.

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dos, podendo qualquer cão não vacinado contrair a traqueobronquite infecciosa. Daí a grande vantagem da vacina intranasal. Em 72 horas o animal já pode ser submetido a uma prova de desafio, como, por exemplo, ir ao pet shop ou hotelzinho, sem risco algum”, explica Berl.

claro, de mantê-los longe de animais infectados”, diz Berl.

Intranasal, a vacina da MSD Saúde Animal protege os animais contra a traqueobronquite infecciosa canina e ainda reduz a eliminação dos agentes infecciosos no ambiente, sendo uma alternativa prática para a prevenção da doença antes de o animal ser exposto ao risco.

Sinais clínicos

Mais comum no inverno, a enfermidade pode ser branda ou severa. A primeira, mais comum, é caracterizada por tosse seca e repetida, acompanhada por movimentos de esforço de vômito, que podem ser confundidos pelos proprietários com engasgos. Essa tosse pode ser alta, devido ao inchaço das cordas vocais, e mais evidente em momentos de exercício ou excitação. Na forma suave, o cão permanece em alerta, se alimentando e sem sinais de febre. Já a forma severa, menos comum, resulta em infecções mistas, sendo a broncopneumonia bacteriana o determinante da severidade. Nessa forma da doença, o animal apresenta tosse produtiva, devido à traqueobronquite acrescida de broncopneumonia, e ainda pode mostrar sinais como anorexia, depressão, febre e descarga nasocular. “Em épocas mais frias é importante proteger os animais do frio, principalmente os idosos e filhotes, e evitar banhos frequentes. Além,

Para a Médica Veterinária Carla Berl, a vacina intranasal oferece mais segurança e eficácia


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Promoção Pontos Animais

Conheça os premiados na Campanha

Pontos Animais lém de escolher a grande estrela de sua próxima campanha, a MSD Saúde Animal, com a promoção Pet Star, realizou uma ação também para os lojistas dos pet shops e clínicas veterinárias: a campanha Pontos Animais. Os estabelecimentos tiveram até 31 de outubro de 2012 para acelerar as vendas e apresentar o melhor desempenho. Foram premiados parceiros distribuidores MSD Saúde Animal, equipe de vendedores dos parceiros distribuidores e lojas clientes dos parceiros distribuidores. Veja alguns dos permiados.

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Maranatha Agropecuária - Campo Grande/MS

Univet Veterinária - Rio de Janeiro/RJ

Fundação Alexandra Schlumberger - Sorocaba/SP

Dog House - Rio de Janeiro/RJ

Shopping dos Animais - Dourados/MS

Pet Center - Vitória/ES


Nikko - Curitiba/PR

Terra

Mouragro - Rio de Janeiro/RJ

Pet´s Cão - Campo Grande/MS


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Capa Pets idosos

A terceira idade no mundo

animal á alguns anos, na época em que os animais de estimação não se alimentavam só de ração, não iam periodicamente ao Médico Veterinário e não tinham a qualidade de vida que possuem hoje, eles viviam menos. Na década de 1980 a média de vida dos cães era de 9 anos e dos

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gatos, de 10. Uma década depois, com a gama de serviços e cuidados disponíveis, os números cresceram para 12 e 14 anos, respectivamente. Com o avanço da área pet, mais recursos e uma conscientização maior dos proprietários quanto à importância do bem-estar animal, os cães podem chegar aos 18 anos, enquanto os gatos,

Animais de estimação estão vivendo mais e o cuidado com os idosos deve ser diferenciado para que uma boa qualidade de vida seja mantida

aos 20 – números otimistas para os amantes de animais, mas, ao mesmo tempo, preocupantes. Existe preparo para cuidados com um pet idoso? E consciência dos problemas e cuidados que serão necessários com eles? E os Médicos Veterinários, como se prepararam para essa nova realidade?


Assim como nós, ao alcançar a velhice os animais se tornam mais dependentes dos seus donos, precisam de mais atenção, idas constantes ao Médico Veterinário, além de muito carinho e amor. E engana-se quem acredita que eles são considerados idosos apenas no final da vida. Cães de porte grande envelhecem mais rápido e a partir dos 7 ou 8 anos já são considerados senis, enquanto que os de porte médio ou pequeno iniciam a velhice em torno dos 10 anos. “Melhoramos a parte de prevenção de doenças e alimentação, mas conforme melhora-se a qualidade de vida, maior é a sua expectativa. Assim, os cães e gatos passaram a manifestar doenças que antes eram raras, inclusive problemas crônicos. A Medicina Veterinária deixou de ser apenas de cura e passou a focar mais em como melhorar a qualidade de vida dos pets”, conta a Médica Veterinária Luciana Azevedo Matias Silvano, proprietária da Afeto – Fisioterapia e Geriatria Veterinária, em Jundiaí/SP.

Luciana Silvano acredita que a Medicina Veterinária é, hoje, mais focada na prevenção do que na cura

Grande responsável por esse aumento da expectativa de vida, o nosso convívio mais próximo e afetuoso com os animais contribuiu para que os cuidados fossem maiores e não houvesse mais obstáculos para proporcionar uma vida melhor a eles, do momento em que entram na família até a hora do adeus. “Conseguimos melhorar a qualidade de vida do animal idoso já tomando precauções em sua juventude, da mesma forma que fazemos com entes queridos. Acredito que os proprietários estão se preparando ao decorrer da vida de seus cães e gatos e aprendendo a lidar com essa nova realidade. Eles estão empenhados e dispostos a fazer as mudanças necessárias no ambiente, além de oferecer tudo o que seu melhor amigo precisa para estar bem. Afinal, são seres que os acompanham há muitos anos e que participaram de sua vida”, diz a Médica Veterinária Maria Cecilia Fleury Curado, supervisora do Hospital Sena Madureira, em São Paulo/SP.

Cuidados

Com a idade, é possível que o animal de estimação tenha que frequentar o consultório veterinário com uma periodicidade maior, principalmente para um check up mais preciso e para diagnóstico de doenças ainda não notadas. Um ano é muito tempo para um cão ou gato, podendo haver mudanças bruscas em relação a sua saúde durante esse período. Além disso, também é importante um acompanhamento mais próximo do envelhecimento do animal pelo Veterinário, que pode oferecer nutrientes e até mesmo medicamentos que proporcionem uma melhor qualidade de vida a ele.

“Idas ao Médico Veterinário a cada seis meses é o aconselhável para os senis. É importante ressaltar que em um cão ou gato idoso as mudanças são sutis e, muitas vezes, são comportamentais. O animal pode, por exemplo, ficar agressivo e o dono achar que ele está rabugento, mas, na realidade, pode estar com uma dor crônica, decorrente de alguma alteração fisiológica da idade. Esse problema, por exemplo, não é visível a olho nu. Apenas com um exame clínico preciso com o respaldo de exames laboratoriais pode-se fechar o diagnóstico”, conta Silvano. De acordo com as Médicas Veterinárias, em grandes centros urbanos essa conscientização já existe na maioria das pessoas que adquirem um animal de estimação. Inclusive, há mecanismos para que haja um maior cuidado com os animais, como aparelhos de ressonância magnética, radiografia e profissionais especialistas. Entretanto, em cidades menores ainda há a cultura de levar os cães e gatos apenas uma vez por ano ao Veterinário para vacinação, e quando os proprietários se deparam com o animal senil muitos não têm preparo e não recebem a instrução correta sobre como agir, optando pela eutanásia. “Algumas pessoas não querem custear exames mais caros e medicamentos para o resto da vida do animal, e muitas vezes acham que ele está sofrendo, por isso optam pelo sacrifício. É importante trabalhar com a questão do bem-estar animal dentro da clínica e mostrar que é possível diagnosticar e controlar problemas. Ele está ruim do fígado? É gastrite? Essas e outras enfermidades são passíveis de tratamento. Temos muitos recursos e métodos de avaliação”, defende Silvano.


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Capa Pets Idosos

Segundo Maria Cecilia Fleury Curado, os proprietários já estão cientes da nova realidade

Ossos e articulações

Artrites e artroses, além de outros problemas ósseos e articulares, são comuns em cães mais idosos. Essas enfermidades, entretanto, podem estar associadas a uma vida desregrada. Segundo Curado, excesso de peso e falta de atrito são alguns dos fatores que predispõem a enfermidades futuras. “O cão patina oito anos de sua vida, devido ao piso liso, além de praticar saltos a distância e acrobacias, pulando de camas box e subindo e descendo escadas. Fora isso, ele está sempre ganhando petiscos e guloseimas desnecessárias. Tudo isso propicia o aparecimento de problemas como artrites, artroses, bico de papagaio, resistência ao exercício, dificuldade de se levantar e se locomover, males esses que exigem cuidados de enfermaria por parte dos proprietários. Por isso, é fundamental que haja uma medida preventiva, evitando que cheguem a esse ponto.” A medida mais eficaz para prevenir e tratar as doenças articulares é o uso de medicamentos que contêm glicosaminoglicanos (GAGs) em sua formulação, importantes constituintes da cartilagem articular, pois ajudam na recuperação do animal, com diminuição da dor e do desconforto, melhorando sua qualidade de vida. O ARTROGLYCAN®, da MSD Saúde Animal, é um regenerador da cartilagem articular, que tem como princípio ativo o sulfato de condroitina, principal componente da cartilagem. O produto, além de estimular essa regeneração, repõe o sulfato de condroitina perdido

durante processos degenerativos, exercendo efeito anti-inflamatório local pela supressão da liberação de mediadores da inflamação. A Médica Veterinária e Gerente de Produtos da MSD Saúde Animal Andrea Bonates explica que o produto é indicado tanto para as artrites e artroses quanto para sinovites, bursites, luxações, pós-operatório de cirurgias articulares em geral, processos de reparação tendínea, fortalecimento da cápsula articular e reparo de fraturas. “É uma solução natural para os problemas articulares. Com apenas uma dose diária, haverá uma produção de resposta imediata e permanente, prolongando a vida ativa do animal”, explica.

Diabetes mellitus

Outra doença que tem se tornado comum nos pets é a diabetes mellitus, problema hormonal caracterizado pela diminuição ou ausência da produção de insulina pelas células do pâncreas, levando a um estado de hiperglicemia. Muito associada ao sobrepeso e tendo como grande vilão o pão – uma vez que os animais não têm capacidade de metabolizar o carboidrato, transformando-o em açúcar –, a enfermidade é crônica e exige tratamento ininterrupto. “Além de terem uma alimentação não balanceada, os cães e gatos estão mais obesos, movimentam-se menos e, com isso, têm o metabolismo lento. Daí a importância de ministrar, na velhice, rações apropriadas, como as seniores e até mesmo as terapêuticas, prolongando a vida deles e mantendo-os mais saudáveis”, explica Silvano.

A gestão bem-sucedida da diabete é possível a partir do tratamento com insulina, atenção à dieta e exercícios. “Em um primeiro momento, a família fica chocada e tem dificuldade em aceitar, principalmente ao saber que o tratamento será para a vida toda. Mas, aos poucos, ela percebe que o pet pode viver normalmente, bastando a vigilância a respeito do que ele come e deixa de comer, a prática de exercícios físicos e o uso de insulina de acordo com a recomendação do Veterinário”, conta Curado. Esse foi o caso do publicitário Marcelo Tiazini, que há dois anos descobriu que seu cão Igor, da raça Lhasa Apso, hoje com 13 anos, estava com diabete. “Percebi que ele estava bebendo água e urinando além do normal. Então o levei à Médica Veterinária, que diagnosticou que a sua taxa glicêmica estava alta. A partir daí, foi todo um processo de descoberta sobre como proporcionar uma melhor qualidade de vida a ele.” Após quatro meses do diagnóstico, Igor ficou cego em decorrência da doença e passou a ter outros efeitos colaterais, como problemas no fígado, nos rins e de locomoção – e, consequentemente, de coluna. Hoje, adaptado à nova vida de seu cão, Tiazini se preocupa em alimentá-lo de quatro em quatro horas, além de aplicar insulina diariamente. “Tive que adaptar minha casa para um cão cego, deixando os móveis da forma como ele já estava acostumado, além de fazer outras adaptações internas. Também passei a pensar duas vezes antes de viajar, pois não confio que outra pes-


soa terá os mesmos cuidados com ele que eu tenho. Não é fácil, mas acredito que, ao assumir a responsabilidade de ter um animal, tenho que ir até o final. E tudo que faço por ele é com amor, carinho e disposição. Esforço-me para que ele tenha qualidade de vida.” No Brasil, o CANINSULIN®, da MSD Saúde Animal, é a única insulina de uso veterinário disponível para o tratamento de diabetes mellitus em cães e gatos. Recomendado pela Endocrinovet, o medicamento é uma suspensão aquosa de insulina-zinco, que contém 40 UI/ml de insulina suína de alta purificação, sendo composta por 30% de insulina de zinco amorfa e 70% de insulina de zinco cristalina. Sua aplicação poderá ser feita uma vez ou duas vezes ao dia, de acordo com a orientação veterinária.

Suplementação alimentar

Quando os seniores são diagnosticados com a falta de algum nutriente, a indicação do Médico Veterinário será a suplementação alimentar, a ser ministrada junto com a ração. Além de suprirem a deficiência nutricional, alguns produtos, como os feitos à base de óleo de farelo de arroz – substância que possui

altas concentrações de gama-orizanol, vitamina E e ácidos graxos essenciais (ômegas 3, 6 e 9) -, aumentam a disposição do pet e ainda tornam a ração mais saborosa. “Recomendo, muitas vezes, o uso de ômega 3 para cães idosos, pois essa substância melhora a condição física geral do animal. No entanto, sua administração não deve ser feita sem critério, já que a superalimentação ou excesso de vitaminas pode predispor a problemas urinários. É importante que o proprietário dê esses suplementos apenas com indicação médica, pois somente o profissional saberá a dose certa e se realmente o produto é necessário”, explica Luciana Silvano.

Paciência e muito amor

Cuidar de um animal idoso não é fácil. Entretanto, com amor, carinho e o acompanhamento de um veterinário, é possível manter sua qualidade de vida e ainda aumentar a sua longevidade. Os Médicos Veterinários já perceberam essa mudança quanto à expectativa da vida dos pets e estão cada vez mais preparados para cuidar de seus pacientes. “A Medicina Veterinária vem progredindo bastante por meio das especialidades, de

um estudo mais aprofundado de cada área da Medicina. Há muitos progressos, e rápidos, e quem quer consegue adquirir mais conhecimento e se aprimorar sempre. Por isso, um bom clínico geral conhecerá todas as condutas que deverão ser tomadas quanto a um cão idoso”, explica Curado. Profissionais qualificados já existem no mercado, assim como proprietários dispostos a dar o que há de melhor para cães e gatos idosos. “O animal está cada vez mais próximo do dono. É uma tendência diminuir o número de pessoas que aceita o pet velho e doente, sem buscar uma solução”, diz Silvano. “Fazer check up regularmente, independentemente de achar que o animal está ou não bem, levá-lo periodicamente ao Médico Veterinário e saber o que é normal ou não para aquele cão ou gato já é suficiente. É importante, também, que o dono aceite que a rotina do animal será diferente e que ele precisará de cuidados básicos de nutrição e vermifugação, uma vez que pets senis são mais suscetíveis a verminoses. Lembre-se: acompanhar o pet durante a velhice de forma preventiva gasta menos tempo e dinheiro do que tentar recuperar um animal doente”, diz Silvano.


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Mercado ACTIVYLTM

ACTIVYL : TM

um importante aliado no tratamento da DAPP

Pesquisa comprova excelente performance do antipulga também no tratamento dos sinais clínicos da doença

onsiderada comum na rotina dermatológica tanto de felinos como de caninos, a Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas (DAPP) causa não só estresse devido ao prurido (coceira) intenso, como também falhas no pelo, feridas e, em alguns casos, anemia, provocando até mesmo a morte do pet. Se diagnosticada corretamente, o tratamento é simples e rápido. O início da DAPP se dá com a picada da pulga, que inocula a saliva com vários alérgenos (em torno de 15) na pele do animal, desencadeando uma reação alérgica. Isso acontece porque os alérgenos presentes na saliva da pulga estimulam o sistema imunológico do animal a produzir uma série de substâncias ou mediadores inflamatórios que desencadeiam um prurido alto. Por isso,

C

basta a picada de uma única pulga para o cão ou gato alérgico manifestar os sinais da enfermidade. “Alguns animais apresentam grande sensibilidade à picada de pulgas, desenvolvendo hipersensibilidade aos alérgenos inoculados na pele. Já outros – a minoria – podem apresentar grande quantidade de ectoparasitas, mas pouco prurido”, explica o Médico Veterinário da Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em sanidade animal Luciano Marra Alves. Comum em regiões de clima tropical, como o Brasil, onde a temperatura e a umidade favorecem a proliferação da pulga, a DAPP é mais frequente na primavera e no verão. Entretanto, Alves ressalta que essa regra não deve ser levada à risca: “Em regiões mais frias, em que as estações do ano são

bem definidas, é possível perceber com mais nitidez a diferença do ciclo das pulgas. Elas não gostam de se reproduzir em temperaturas muito baixas, preferindo épocas com variação de 18oC a 30oC e umidade entre 70% e 80%. Assim, optam pela primavera ou verão. No entanto, como na maior parte do Brasil as estações não são bem definidas, é possível encontrar pulgas durante todo o ano. Por isso, deve-se cuidar sempre dos animais.”

Prevenção e controle

Evitar que os animais de estimação sejam infestados por pulgas é a melhor alternativa contra a DAPP. Para isso, existem no mercado os mais diversos tipos de pulicidas, com métodos de aplicação e tecnologia distintos. E a atenção deve ser tanto para animais que


Sinais clínicos

Luciano Alves alerta que no Brasil é possível encontrar pulgas durante todo o ano

têm acesso à rua, como para aqueles que ficam restritos apenas à casa dos donos. “É imprescindível que o local também seja controlado contra as pulgas, uma vez que cerca de 5% do total desses insetos estão no animal e os outros 95% ficam no ambiente, como gramado, casinha, frestas do piso, pilhas de papéis, tapetes e carpetes, seja na forma de ovos, larvas ou de pupas”, explica Alves.

A coceira provocada pela DAPP, que varia de moderada a intensa, pode levar ao desenvolvimento de lesões secundárias, como escoriações, feridas com secreção sanguinolenta e crostas. Há ainda o aparecimento de áreas falhas na pelagem ou ausência completa de pelos (alopecia), principalmente nas regiões lombo-sacral, abdômen, cauda e face caudal dos membros posteriores, embora às vezes isso possa ser generalizado. Somado a todos esses sintomas, é possível ainda o surgimento de infecções fungicidas e bacterianas secundárias. O diagnóstico é mais fácil em animais de pelagem clara, já que é possível a visualização dos excrementos das pulgas. “Pontos pretos espalhados pelo corpo do animal (fezes de pulgas), muito prurido, rarefação pilosa na região dorsal e genital, pápulas (formações sólidas de até 1 centímetro), estresse, inquietação, infecção bacteriana secundária, auto-

mutilação e verminose (Dypilidium caninum) associada à anemia são alguns dos sinais clínicos que, associados, formam o quadro”, diz Luciano Alves.

Novo aliado no tratamento contra a DAPP

Recomendado pelos Médicos Veterinários para a prevenção de infestações por pulgas, o ACTIVYLTM, da MSD Saúde Animal, teve sua eficácia comprovada também como parte de um tratamento de sinais clínicos da DAPP em cães. Realizada pela equipe de serviços veterinários da Merck Animal Health, em 2012, a pesquisa, intitulada A study to evaluate the efficacy of ACTIVYLTM treatment for resolving existing flea allergy dermatitis clinical signs in client-owned dogs (Avaliação da eficácia do tratamento com ACTIVYLTM no tratamento dos sinais clínicos da dermatite alérgica à picada de pulga em cães), avaliou o uso do produto em 24 cães com a dermatite. O estudo durou 12 semanas, sendo as aplicações feitas a cada 4 semanas, em um total de três aplicações em cada animal. As avaliações clínicas indicaram, em todos os casos, resolução completa de sinais clínicos até o final do estudo (em 21 cães) ou grande melhoria (em três cães). As contagens médias de pulgas foram reduzidas em 93,8%, 98,7% e 100% na 4ª, na 8ª e na 12ª semana, respectivamente, sem quaisquer reações adversas.

ACTIVYLTM: bioativação no controle químico das pulgas Primeiro tratamento antipulgas feito por meio de bioativação, o ACTIVYLTM, da MSD Saúde Animal, é inédito no Brasil devido ao seu princípio ativo: o indoxacarbe – um pró-inseticida que requer um processo metabólico chamado bioativação para exercer seus efeitos farmacodinâmicos. Assim que a pulga entra em contato ou ingere

o indoxacarbe, a bioativação acontece em seu metabólito ativo, pela N-descarbometoxilação, e o DCJW, altamente inseticida, bloqueia os canais de sódio que regulam o fluxo de íons no sistema nervoso do inseto. Dessa forma, a pulga interrompe, quase de imediato, sua atividade alimentar, ou seja, param de picar o animal, e, até quatro horas

depois, detém sua atividade reprodutiva, não infestando mais os pets e o ambiente com seus ovos. Rapidamente fica paralisada e morre. O produto ainda interrompe o ciclo biológico do parasita, incluindo os ovos – que não chegam a se desenvolver. Assim, é possível visualizar a diminuição drástica da infestação de pulgas em todos os seus estágios, desde as que estão em fase de desenvolvimento até as adultas, inclusive nos ambientes infestados, em um único tratamento com o produto. Além de matar os insetos, o animal permanece livre de infestação por, pelo menos, quatro semanas.


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AmaVet-AmaPet Programas de relacionamento

Prêmios úteis para o seu dia a dia e

reconhecimento Conheça os premiados dos programas de relacionamento AMAvet e AMApet, da MSD Saúde Animal, neste trimestre

Cláudio Honjo Petshop Cascavel/PR TV 42”

Reinaldo Hosp. Veterinário Vet Vale Taubaté-SP Monitor de temperatura

Eduardo C.V. Mundo Animal Regente Feijó/SP Chiller Unit

Rogério Cianca C.V. Cães e Gatos Paranavaí/PR Balança-plataforma

André Emigdyo C.V. Campo e Lavoura Francisco Beltrão/PR Vetcam

Fernando e Selma C.V. Francana Franca/SP Chiller Unit

Lundia Luara C.V. Zoocenter Mirante do Paranapanema/SP Chiller Unit

Antônio e Monique C.V. Seba & Carneiro Votuporanga/SP Laser Photon Vet

Leandro, Ana Carolina e Leila Clínica Bicho Lindo São Carlos/SP Chiller Unit

Marco Aurélio Hosp. São Francisco de Assis Presidente Prudente/SP Chiller Unit

Brasley AgroDefende Londrina/PR Mesa dobrável

Daniela C.V. Kilocão Guarulhos-SP Grill

MUITOS PRÊMIOS Os programas AMAVet e AMAPet são direcionados, respectivamente, às principais clínicas veterinárias e pet shops do Brasil. Como prêmio, os vencedores ganham equipamentos de excelente qualidade, que modernizam os estabelecimentos e contribuem para facilitar o dia a dia dos profissionais, agilizar a venda e melhorar o atendimento aos clientes.


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Raças Staffordshire Bull Terrier

Força, agilidade

e docilidade

geis e dispostos, os cães da raça Staffordshire Bull Terrier eram destinados a rinhas, no século 18. Com a proibição dessas lutas, passaram a ser criados dentro das casas dos ingleses, tornando-se cães de companhia e muito mais tolerantes com outros animais, tanto que hoje são conhecidos mundialmente como ‘cães-babás’, pois adoram crianças. Apesar de ter chegado apenas há aproximados 10 anos no Brasil, a raça está bem divulgada e as pessoas aceitam muito bem os seus

á

exemplares. Muitos desses cães convivem sem grandes problemas em condomínios e se adaptam a qualquer tipo de família, uma vez que são muito dóceis. Também se dão bem com outros animais, desde que socializados. Sabe-se que 80% dos cães dessa raça moram em apartamentos e se adaptam bem ao ambiente, sendo extremamente ativos e brincalhões. Devido às mudanças de comportamento desses animais, que deixaram de ser usados em rinhas e se aproximaram das pessoas, eles não servem para guarda, embora ainda possuam instinto de caça, como todo bom Terrier. Escolher um Staffbull – como é popularmente conhecida a raça – vai além de optar por um cão pela beleza e porte que chama a atenção. Os cães dessa raça, além de ótimas companhias, são parceiros nas atividades esportivas e também muito utilizados em terapias com pessoas portadoras de necessidades especiais. Por serem rústicos, não apresentam problemas de saúde específicos. Basta uma ração superpremium e cuidados básicos, como vacinação, vermifugação, higienização e idas periódicas ao Médico Veterinário, para se ter um animal saudável por muitos anos.

Mais de três séculos de história A staffordshire bull terrier é uma raça oriunda dos cruzamentos entre buldogues e alguns terriers realizados no século 18, no Condado de Staffordshire, na Inglaterra. Mesmo com registros datados de mais três séculos, ela foi reconhecida como raça independente pelo kennel club inglês apenas na década de 1930, tendo o padrão oficial adotado pela (FCI) e não alterado desde então. Nos Estados Unidos a raça foi reconhecida em 1978. Há registros de que em 1870 alguns exemplares foram trazidos por colonos europeus para a América, onde passaram a atuar nas fazendas como

protetores de pessoas e propriedades, cumprindo, às vezes, também a função de pastoreio de rebanhos. Os staffbulls acabaram dando origem a duas outras raças, que seguiram caminhos bastante distintos: o American pit bull terrier, cuja seleção era mais direcionada aos combates, e o american staffordshire terrier, que tinha como objetivo as provas de conformação e também era muito utilizado para a guarda. No Brasil a raça ainda está se desenvolvendo. Os primeiros exemplares chegaram apenas em 1999 e a primeira ninhada, em 2000.

Recente no Brasil, a raça staffordshire bull terrier vem ganhando admiradores pelo seu porte e personalidade

Padrões

Segundo os padrões da Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), os exemplares da raça Staffordshire Bull Terrier têm pelo liso e bem balanceado, além de apresentarem grande força em comparação a seu tamanho. Com um temperamento tradicionalmente corajoso, eles são inteligentes, intrépidos e dignos de confiança. Sua cabeça é curta, assim como o focinho. Já as bochechas são bastante pronunciadas. As orelhas têm formato de rosa ou são semi­eretas, nem grandes, nem pesadas. As cores apresentadas pela raça são vermelho, fulvo, branco, preto (ou azul) ou ainda qualquer uma dessas com branco, além de qualquer sombreado de tigrado ou tigrado com branco. Os Staffbulls medem de 35,5 cm a 40,5 cm, de acordo com o peso – que deve variar de 12,7 kg a 17 kg nos machos e de 11 kg a 15,4 kg nas fêmeas. * Artigo escrito por Paulo Roberto de Carvalho Cunha, criador e proprietário do Canil Lokan Terrier. www.lokanterrier.com.br Tel.: (11) 7813-3870 E-mail: lokanterrier@hotmail.com


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Universidade Corporativa Mercado x força de vendas

Como vender mais em um mundo

carnívoro e competitivo? que o cliente quer para atendêmundo é carnívoro -lo. Passamos a antecipar suas e continuará sendo necessidades e desejos, inspirando carnívoro. Os estuclientes a pensarem, sonharem e dos de relação renda x consumo a serem muito mais do que eles apontam, na gigantesca base imaginavam poder ser. da pirâmide populacional do A moderna força de vendas planeta, a maior liberação de cria empowerment nos cliendólar ganho com carnes, láctetes, inspira como eles aspiram, os, bebidas e até fumo, dentro enfim, realiza o que a ciência do agronegócio. e o conhecimento já sabem ser Portanto, boa notícia: possível, mas que não chega em demanda forte e inexorável nos velocidade no campo, ou nos próximos 20 anos da era carnídiferenciais em vendas. vora mercadológica. Tudo já se E agora, como fazer isso? fala, já se faz, do lado de dentro Não são os vendedores tradas indústrias, dos frigoríficos, dicionais. As mulheres são da sustentabilidade do entorno, muito bem-vindas nessa nova da produtividade e da relação área comercial inspiracional. com cooperados, integrados ou Homens também, mas que saifornecedores do lado de denbam reunir todas as competêntro da porteira, vínculos com cias das vendas antigas, esquea ciência e a tecnologia dos cendo o que não interessa, e insumos e equipamentos, genéaprender a navegar em sonhos tica, etc. novos. É preciso empatia e Agora ocorre um despermuito tônus vital, vigor físico, tar para a eficácia das áreas mental e espiritual. comerciais das organizações. As Nesse ponto os presidentes estruturas e o conhecimento do e acionistas das organizações lado de dentro das empresas José Luiz Tejon Megido precisam olhar e rever utericonquistaram ganhos consideJornalista e publicitário. Professor de pós-graduação da FGV e dirinamente suas áreas de vendas, ráveis na gestão e no preparo de gente do Núcleo de Agronegócio da ESPN. desde segmentações, seleção, líderes técnicos e administratitreinamento, remuneração, vos. Portanto, os diferenciais, Hoje vivemos dois modelos em anda- avaliação, criação conjunta de estimativas e agora, apontam para questionar como são os modelos de vendas mais competitivos e como mento. Um é o estilo Sellsumers, no qual é motivação, muita motivação, alegria e espírito selecionar, formar, desenvolver, manter e ter o consumidor e o cliente que vendem para de sucesso na empresa. E nisso tudo rever o vendedores e vendedoras de alto impacto, você, nos exemplos sensacionais das apples, olhar dos líderes de vendas, pois ele altera os dos virais, quando os próprios consumidores liderados e os seus resultados. sedutores e conquistadores de preferências. Sustentabilidade envolve as áreas de venAs fórmulas de vendas vêm dos modelos se transformam nos vendedores número 1 da de Hard Sell, nos quais a varredura do mer- empresa. E, ultimamente, passamos a precisar das, e as equipes humanas, com suportes teccado com quantidade de ofertas e embates do modo da venda inspiracional. Quer dizer nológicos compatíveis. Reveja seus key account, seus assistentes técnicos, seus critérios de em preço, prazo e desconto, com ênfase no Inspirational Selling Approach. A ciência e a tecnologia andam tão à frente distribuição e de seleção híbrido de canais. fechamento da venda, era a moda. Depois entramos no modelo Soft Sell, cujo objetivo das realidades percebidas pelos clientes – e a Reveja tudo. Vender nunca foi fácil. O mundo seguirá era o mesmo: fechar vendas, porém a partir do capacidade adaptativa das estruturas empresariais charme, da elegância e da arte das perguntas. ficou ágil e veloz – que não interessa mais a forma carnívoro, mas cada vez mais competitivo. Colocar o cliente no modo vendedor, técnicas do Consultative Selling Approach, ou o método Se você não se mexer, o dinossauro predador consultivo de vender, ou seja, de investigar o pode te comer. de análise transacional e Neurolinguística.

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Mudou-se Desconhecido Recusado Endereço insuficiente

Informação escrita pelo porteiro ou síndico Falecido Não existe o nº indicado

Ausente Não procurado

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL EM ___/___/___ ___/___/___ ______________________________ RESPONSÁVEL Endereço para devolução: av. Sir Henry Wellcome, 335, Moinho Velho, Cotia-SP, 06714-050

IMPRESSO – Envelopamento fechado pode ser aberto pela ECT

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VetNews PET 110  

Confira nessa edição. Terceira Idade - a cada geração os pets vivem mais. Saiba como lidar com essa nova realidade.

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