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ANO XVIII, Nº 107 JUL-AGO-SET/2012

Teresina inicia batalha contra leishmaniose visceral

Terapia Assistida por Cães - TAC

Animais auxiliam no tratamento de dependentes químicos


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Sumário

Editorial

As atrações desta edição

Da nossa Redação

Caro (a) Leitor (a) da VetNews,

Capa: Governo dá início ao projeto de pesquisa que visa a comprovar eficiência da SCALIBOR® no controle da leishmaniose visceral.

10 E mais, nesta edição: 4 CONEXÕES E GIROS As novidades do setor de Pet.

6 promoção Pet Star e Pontos Animais: participe!

8 Olho Clínico

Uma nova chance Projeto Reintegração da TAC trabalha com a reinserção de dependentes químicos e cães abandonados em Cruzeiro/SP.

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Raiva.

9 Boas Práticas Fortaleza intensifica ações contra a leishmaniose visceral.

14 raças Gato Himalaia.

16 AMAVET AMAPET Conheça os vencedores do trimestre.

17 Melhores Práticas A importância do Chiller Unit.

18 universidade corporativa O merchandising no mercado veterinário.

expediente

Ano XVIII, Nº 107, Jul-Ago-Set/2012 VetNews PET é uma publicação trimestral, editada pela MSD Saúde Animal. Opiniões e conceitos emitidos pelos colunistas e colaboradores não representam necessariamente os do informativo. Todos os direitos são reservados. Distribuição gratuita. DIREÇÃO: Vilson Simon. COORDENAÇÃO: Vagner Santos. CONSELHO EDITORIAL: Andrea Bonates, Andrei Nascimento, Gláucia Gigli e Marco Castro. REDAÇÃO: TEIA Editorial. Jornalista Responsável: Kelli Costalonga (Mtb 28.783). Edição: Danielly Herobetta. Redação: Ana Paula Bertran e Érica Nacarato. DIAGRAMAÇÃO: Four Propaganda. Revisão: Liliane Bello.

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O encoleiramento em massa já começou. Teresina, capital do Piauí, foi a primeira cidade, entre as 12 escolhidas pelo Ministério da Saúde, a proteger seus cães contra os flebótomos, mosquitos transmissores da leishmaniose visceral, usando a coleira SCALIBOR®, impregnada com deltametrina a 4%. A ideia é que daqui a três anos os estudos sejam concluídos, provando que o produto é uma importante arma contra a zoonose e fazendo com que entre na lista de medidas utilizadas pelo governo para controle da doença, que registra anualmente cerca de 500 mil novos casos em humanos no mundo, com aproximadamente 59 mil óbitos. Paralelamente ao projeto-piloto do Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral (Calazar), o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) deu um passo importante na divulgação e na disseminação de informação sobre a enfermidade, criando o Projeto de Lei 12.604, que institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. Com isso, a semana que contemplar o dia 10 de agosto concentrará uma série de eventos e ações educativas e preventivas sobre as políticas públicas de vigilância e controle da zoonose. Além de se informar melhor sobre essas duas ações muito relevantes no combate à zoonose, que aflige cada vez mais as pessoas e seus animais de estimação, nesta edição da VetNews PET você conhecerá o projeto inovador da associação sem fins lucrativos TAC (Terapias Assistidas por Cães), que utiliza cães abandonados e resgatados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de Cruzeiro/SP para auxiliar no tratamento de dependentes químicos da Casa Ágape. Leia também sobre a raiva, uma zoonose altamente contagiosa e sem cura para os animais. Uma excelente leitura! Marco Castro Gerente de produto SCALIBOR® da MSD Saúde Animal


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Conexões e Giros Novidades e principais assuntos do setor

São Paulo ganha primeiro hospital público para cães e gatos Em julho, o bairro Tatuapé, na zona leste de São Paulo/SP, abriu as portas do primeiro hospital público para cães e gatos do Brasil. O projeto, proposto pelo vereador Roberto Trípoli (PV/SP), faz parte das ações da Coordenadoria Especial de Proteção a Animais Domésticos, criada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD/SP). Responsável pela gestão do local, a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa/SP) já tinha planos para a criação do hospital em um prédio pertencente a ela e, por isso, foi procurada pela prefeitura para unir os projetos. A ideia é que, além de oferecer tratamento a animais de famílias carentes, o hospital sirva como escola para alunos de cursos de especialização veterinária ministrados pela associação. Hoje, segundo a prefeitura, há cerca de 3 milhões de cães e gatos na capital paulista. No entanto, parte desses animais pertence a pessoas que não têm condições de pagar tratamentos médicos mais complexos a seus bichos de estimação. Com o hospital, poderão ter acesso, então, a procedimentos mais detalhados, como ressonância magnética, tomografia e videocirurgias. Além de todos esses benefícios, a novidade desafogará o trabalho do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ), que deixará de ser o único local de atendimento, proteção e encaminhamento de animais. A intenção é que outros municípios se inspirem em São Paulo e também criem seus hospitais veterinários públicos, dando possibilidade de tratamento para todos os pets.

O porquê do ronronar Você já parou para pensar por que os gatos ronronam? O barulho é um processo normal dos felinos, usado para expressar sentimentos. Segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, do Zoológico de São Paulo, o ronronar está ligado ao osso que os felinos têm na garganta, conhecido como hioide, ocorrendo quando o animal puxa o ar para dentro, diferente do rugido, que é o momento em que o ar é expulso do corpo com força. Mas se você quiser interpretar o ronronar, deve ficar atento às expressões do gato, já que o barulho pode ser feito para sensações de tranquilidade, prazer e satisfação, assim como raiva, dor ou fome.

Ministro anuncia criação de Cadeia Produtiva Pet O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva dos Animais de Estimação. A decisão foi tomada após uma reunião com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), entidades de criadores e parlamentares, em 11 de julho de 2012. No encontro foi destacada a importância econômica do segmento – que movimentou cerca de R$ 18,2 bilhões no ano passado e engloba uma média de 3 milhões de empregos – e a necessidade da instalação de um grupo específico para fomentar a discussão e a implementação de políticas públicas voltadas a ele. “É um negócio que merece a atenção de todos os estados do Brasil, pois movimenta rações, medicamentos e gera empregos o ano inteiro. Sei da sua importância e do impacto que isso tem no agronegócio nacional”, destacou o ministro Mendes Ribeiro.


Úlceras e gastrites, males que também acometem cães e gatos Assim como nós, humanos, os pets também podem sofrer de doenças estomacais, como úlceras e gastrites. Entre os fatores que podem fazer com que o animal de estimação tenha esses males, destacam-se a má alimentação e o estresse, especialmente devido à redução da imunidade, o que facilita a ação da bactéria Helicobacter pylori, além, é claro, do uso excessivo de medicamentos, como os anti-inflamatórios. Por isso, sinais como dores abdominais, vômitos, perda de apetite e emagrecimento são característicos das doenças e merecem toda a atenção do proprietário do pet. Este deve solicitar um exame detalhado ao Médico Veterinário, que conseguirá diagnosticar as enfermidades por meio de endoscopia ou, quando necessário, biópsia. Fique atento!

10 de agosto: data oficial contra a leishmaniose Com o objetivo de estimular ações educativas e preventivas a partir da promoção de debates e outros eventos sobre as políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose, o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) criou projeto de lei que institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. A lei foi sancionada pela Presidente da República, Dilma Rousseff, em 3 de abril. Assim, já a partir deste ano, a semana que contemplar o dia 10 agosto envolverá uma série de eventos, com o objetivo de debater e disseminar a importância da prevenção da zoonose nos quatro cantos do País. “A realização da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose oferecerá aos técnicos da área da saúde e ao público em geral uma ocasião privilegiada, em que ações educativas poderão ser desenvolvidas levando em conta aspectos culturais, sociais, educacionais, condições econômicas e percepção de saúde nas comunidades atingidas, no sentido de que aprendam a se proteger e participem ativamente. Além disso, poderão ser disseminados conhecimentos sobre vigilância, monitoramento e controle do reservatório doméstico e do vetor, bem como informações para alertar a população e sensibilizar os profissionais de saúde”, explica o senador. Confira abaixo a íntegra da lei. Lei 12.604, de 3 de abril de 2012 – Institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o É instituída a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, que será celebrada anualmente na semana que incluir o dia 10 de agosto, com os seguintes objetivos: I - estimular ações educativas e preventivas; II - promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose; III - apoiar as atividades de prevenção e combate à leishmaniose organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil; IV - difundir os avanços técnico-científicos relacionados à prevenção e ao combate à leishmaniose. Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. A data, 10 de agosto, foi escolhida pelo senador Inácio Arruda para homenagear o médico sanitarista e cientista Evandro Lobo Chagas, que nasceu nesse dia e realizou estudos sobre febre amarela, malária e, principalmente, leishmaniose. Ele foi coordenador da Comissão de Estudos de Leishmaniose Visceral Americana, descobriu os primeiros casos em humanos no Brasil, organizou o Serviço de Estudos das Grandes Endemias e criou o Instituto de Patologia Experimental do Norte (IPEN), que funciona em Belém/PA e que recebeu posteriormente o nome de Instituto Evandro Chagas.


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Promoção Pet Star e Pontos Animais

Pet Star

e Pontos Animais: você não pode ficar de fora!

Já a promoção Pontos Animais, voltada para lojistas dos pet shops e clínicas veterinárias, premiará as 30 lojas que tiverem o melhor desempenho em venda de produtos MSD Saúde Animal. Para isso, os estabelecimentos serão classificados em três categorias: A, B e C, de acordo com a média do faturamento que tiveram entre outubro de 2011 e março de 2012. A fim de aumentar as suas chances, os interessados têm até 31 de outubro de 2012 para aumentar suas vendas.

Premiações

fan page da promoção Pet Star foi lançada em 15 de maio e, até o final de julho, cerca de 2,6 mil pessoas a assinaram e mais de 5 mil a curtiram, comentaram ou compartilharam. São mais de 800 animais inscritos e 11 mil visualizações. Se você ainda não inscreveu seu pet para ser nossa estrela, corra que ainda dá tempo! Participar é fácil. O consumidor deve adquirir um dos produtos da linha pet e cadastrar a foto de seu animal (cão ou gato) na fan page da promoção no Facebook (www.facebook.com/petstarmsd), a partir do código de acesso presente no cupom destacável obtido no ato da compra. Metade da cédula ficará com o balconista responsável pela venda, que também será contemplado caso tenha registrado no sistema on-line da campanha o documento relacionado à imagem vencedora. As 20

A divulgação do resultado da Campanha Pet Star será em 30 de novembro. Além de ter o seu animal estrelando uma campanha publicitária, o proprietário leva um Fiat Uno Vivace (1.0 EVO Zero Km 2P) para casa. O balconista será contemplado com uma moto Honda CG 150 Fan (versão Esi Zero Km) e o Médico Veterinário receberá equipamentos no valor de R$ 6 mil, se indicado pelo vencedor. No caso da promoção Pontos Animais, serão 30 lojas premiadas, sendo que os primeiros lugares de cada categoria receberão uma moto Yamaha T115 Crypton Zero KM.

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fotos mais ‘curtidas’ serão direcionadas a um comitê julgador, que escolherá a campeã. Os cadastros e as postagens devem ser feitos até 31 de outubro de 2012. Confira, na próxima página, quais são os produtos participantes da Pet Star. Com eles, você pode entrar para a disputa.


PRODUTOS PARTICIPANTES DA PET STAR

ARTROGLYCAN®

BANAMINE®

ENDAL®

GAMA DOG, GAMA CAT

CANINSULIN®

CEFA-CURE®

METICORTEN®

Linha NOBIVAC®

OPTIMMUNE

OTOMAX®

PANACUR®

PULVEX®

QUADRIDERM®

SCALIBOR®

TISSUVAX®

TRIATOX®


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Olho Clínico Raiva

Vacinar: a melhor arma contra a raiva

Sem cura, a zoonose mata os animais e é altamente contagiosa, o que torna a vacinação imprescindível para proteger cães, gatos e, principalmente, o ser humano

ma zoonose de letatransformar um cão bonzilidade elevada, chenho em um animal feroz. gando a 100% nos Fora isso, por haver paralisia dos músculos da face, animais que desenvolvem seus há uma salivação excessiva. sintomas. Assim pode-se desAlém disso, há alterações no crever a raiva, uma enfermidade latido, que se torna rouco, que, apesar de ter apresentado depressão, anorexia, febre, redução nos casos em caninos entre outros sintomas, até e felinos no País, ainda requer chegar à paralisia dos músprevenção, já que, segundo a culos do tronco, à falta de Secretaria de Vigilância em coordenação motora e à Saúde (SVS), ainda não foi erramorte”, explica Frias. dicada e é altamente contagiosa. No caso dos cães, há Provocada pelo vírus do duas formas de raiva: a furiogênero Lyssavirus, que se mulsa, caracterizada por inquietiplica pelos nervos periféricos tação, ameaças de ataque, até o sistema nervoso central, anorexia e latido bitonal, e a doença atinge os mamífea muda, em que o animal ros, de forma geral, inclusive não apresenta inquietação o homem. “A raiva é uma das ou tendência ao ataque, mas principais zoonoses existentes busca se esconder em locais hoje e não tem cura. Daí a escuros. Ambas levam à importância da vigilância em paralisia e à morte. Indepensaúde e, principalmente, da dentemente da forma, tanto prevenção, para antever-se cães como gatos infectados um risco maior”, diz a Médica podem transmitir a doença Veterinária Ana Marina Lino, alguns dias antes do aparecido Centro de Controle de mento dos sintomas. Zoonoses (CCZ) de Cotia/SP. Para Eduardo Frias, as campanhas de vacinação criaram nas pessoas a Segundo o Instituto PasMais frequente nas regiões consciência de sua importância teur de São Paulo, embora haja Sudeste e Centro-Oeste, segunregiões em que a raiva esteja do levantamentos do Ministério da Saúde, a doença é transmitida aos animais por consultório um caso, ou mesmo uma suspeita, controlada no Estado, ainda existem outras endêmeio da saliva (mordedura) de morcegos hema- da doença. “Ouve-se falar, às vezes, de surtos micas e epidêmicas, consideradas, em sua maioria, tófagos infectados, mas já há casos no Estado de nas periferias, mas as campanhas de vacina- “regiões silenciosas”, já que nada se sabe sobre elas, São Paulo de ser transmitida por morcegos fru- ção já criaram na população a consciência da por falta de encaminhamento de amostras para o Laboratório de Vigilância Epidemiológica. gívoros. Infectado, o cão acaba sendo um perigo importância de vacinar.” para o homem, já que o contato com a saliva de Por isso, todo mamífero que apresentar animais doentes, seja por meio de mordidas, lam- Sintomas qualquer sintoma neurológico ou que tenha bidas ou arranhões em pele lesada ou mucosas, é Com duração de até 11 dias, a doença é diagnóstico clínico de raiva deve ser submetido suficiente para a infecção. letal em 100% dos casos e o animal morre por a exame laboratorial, para que a doença seja “Por isso é importante prevenir a doen- convulsões e paralisia. Os principais sintomas confirmada e para que sejam adotadas medidas ça com a vacina, anualmente, para prote- são, na maioria dos casos, a agressividade, de controle. Além disso, deve ser isolado em ção do animal e, principalmente, da família”, uma agitação fora do comum e mudanças de quarentena, período em que, caso contamiconta o Médico Veterinário Eduardo Frias, de comportamento. “Os sintomas estão associa- nado, provavelmente virá a óbito. Após isso, Campinas/SP. Com mais de 20 anos de car- dos ao sistema nervoso central, do que decor- é realizado um exame do cérebro e do tronco reira, o profissional nunca diagnosticou em seu rem as mudanças de temperamento, podendo cerebral em busca do vírus.

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XXXXXXX Boas práticas XXXXXXXXXXXXX Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose

Fortaleza realiza ações na Semana Nacional de Controle e educativas Combate à Leishmaniose Campanha realizada na capital cearense movimenta população contra a leishmaniose visceral e ainda celebra a semana oficial contra a zoonose

esde 3 de abril deste ano, o Brasil conta com uma ajuda a mais no combate à leishmaniose visceral. Criado pelo senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), o projeto de lei convertido na lei 12.604 institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, reservando a semana que inclui o dia 10 de agosto para a realização de diversas ações educativas e preventivas. A recente data já foi exaltada em Fortaleza/ CE, um dos municípios do Brasil que mais registra casos de leishmaniose visceral em humanos. Foram feitas ações que abrangeram toda a cidade – seis regionais com aproximadamente dez bairros cada –, dentro do projeto “Proteja sua família e seu cão, Calazar não!”, desenvolvido pela promotora técnica da MSD Saúde Animal Marielle Duarte e empreendido pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo Núcleo de Educação em Saúde e Mobilização Social (NESMS) e pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, em parceria com a Avipec Distribuidora. “Após a ideia sair do papel, a apresentei aos representantes do NESMS e ao CCZ, para eles criarem as atividades que seriam desenvolvidas nos bairros com registros de casos de leishmaniose visceral em humanos. Em troca, eles receberam todo o material necessário para a realização dos eventos, como camisetas, folders, cartazes, entre outros”, explica Marielle. A ação, realizada de 6 a 10 de agosto, ocorreu em escolas públicas, igrejas e praças, englobando concursos de peças de teatro e paródias, exposição de painéis educativos, palestras com sessão de vídeo, visitas domiciliares, exames de calazar, vacinação antirrábica, confecção de maquetes, entre outras atividades. Para finalizar, foi feito um grande evento na Praça José de Alencar, com cobertura de praticamente toda a mídia da região e a presença de um grande número de pessoas. Elas visitaram as tendas do CCZ, que realizou exames de calazar, epidemiológicos e entomológicos; da NESMS, que apresentou os cartazes, banners e maquetes dos concursos realizados nas escolas públicas; e da Scalibor® e Avipec Distribuidora, que expli-

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cou medidas de prevenção da doença. “Pudemos contar com a parceria de alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (UECE), que distribuíram folhetos informativos sobre métodos preventivos, e ainda tivemos uma apresentação de adestramento e agility”, conta Marielle. Paralelamente a todas essas ações, mais de 40 pet shops da Grande Fortaleza desenvolveram promoções e ações educativas junto aos seus clientes. Além disso, a Scalibor® realizou um concurso cultural em sua página no Facebook, premiando com um tablet a pessoa que elaborasse a frase mais criativa com os termos cão e Scalibor®.

Resultados

Apesar da carência por informação e da situação preocupante da capital cearense, o resultado da iniciativa não poderia ter sido mais satisfatório. Todos os envolvidos fizeram questão de participar, se empenhando para que as ações fossem um sucesso. “Não esperava toda essa adesão e empenho dos educadores e diretores das escolas, assim como da própria população. Quando encerramos as atividades, fiquei emocionada e não sabia se chorava de cansaço ou de surpresa. Fora isso, tivemos uma grande cobertura da mídia local, que solicitou entrevistas a semana inteira. Isso mostra não só a importância do tema, que é muito polêmico na região, mas também a necessidade de preencher essa lacuna”, explica Marielle. O sucesso foi tão grande que as ações continuaram durante todo o mês de agosto com mais

campanhas, incluindo os exames de calazar, a vacinação antirrábica e a divulgação sobre as formas de prevenção da doença em praças e escolas. Para o coordenador do CCZ de Fortaleza, Sérgio Franco, a iniciativa foi de extrema importância, uma vez que a educação e a disseminação de informações são a base para qualquer campanha de esclarecimento e conscientização. “A ação tem um significado especial para Fortaleza, já que a saúde pública necessita de suporte educativo e depende 100% da população nos cuidados em casa. A divulgação da doença e a sua prevenção são fundamentais para controlarmos sua disseminação e, principalmente, evitarmos óbitos, tanto em humanos quanto em animais”, afirma. Inspiradas nos excelentes resultados da campanha na capital cearense, outras cidades, como Sobral e Caucaia, também no Ceará, promoverão eventos semelhantes. “Essa ação foi apenas o pontapé para que essas atividades se tornem rotineiras em Fortaleza e, quem sabe, nos demais municípios brasileiros”, finaliza Marielle.

Fortaleza e a leishmaniose visceral A capital do Ceará é um dos municípios do Brasil que mais registra casos de leishmaniose visceral, sofrendo com o processo de urbanização da doença. Desde 2006 as ocorrências em humanos ultrapassaram o número de 200 casos por ano, com a taxa de letalidade chegando a 6,79%, em 2008. Em 2010, foi registra-

do o maior número de casos da década: 262, sendo que a média dos últimos cinco anos é de 239 pessoas doentes anualmente. Hoje, os bairros Barra do Ceará, Bom Jardim, Jardim Iracema e Jardim Guanabara, além da grande Messejana, são os mais preocupantes, com índices de transmissão intensos.


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Capa Governo inicia pesquisa com SCALIBOR®

Teresina:

começa a batalha contra a leishmaniose visceral

Capital do Piauí é a primeira a iniciar o projeto de estudo do Ministério da Saúde que visa a controlar a zoonose com o encoleiramento dos cães

esde 11 de junho o Ministério da Saúde iniciou uma nova estratégia para combater o avanço da leishmaniose visceral no Brasil: o encoleiramento em massa de cães, a partir do uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais formas de controle da doença. O projeto-piloto do Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral (Calazar), uma ação inédita no mundo, englobará 12 cidades em sete estados brasileiros – Piauí, Mato Grosso do Sul, Pará, Ceará, Maranhão, Tocantins e Minas Gerais –, nos quais bairros com transmissão intensa a humanos serão escolhidos para o estudo. Teresina, no Piauí, foi a primeira cidade escolhida, pois, de acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, responsável pelo controle de agravos e doenças transmitidas por animais, concentrou, em 2011, 65 casos, com seis óbitos. Além disso, nos mais de 15 mil exames preventivos realizados, 6.225 casos caninos positivos foram detectados. “Com base nas análises

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dos dados de 2011, selecionamos seis bairros, dos quais três – Angelin, Bela Vista e Santa Maria da Codipi – tiveram cerca de 9 mil cães encoleirados. Os demais serão monitorados para o controle da doença”, explica o Médico Veterinário Élcio Leite, Diretor do CCZ de Teresina. Para Marco Castro, profissional da saúde e Gerente de Produtos da MSD Saúde Animal, esse projeto é uma grande esperança tanto para os proprietários de cães, quanto para o serviço público, já que é uma forma de diminuir a eutanásia de animais, hoje a principal estratégia de combate à leishmaniose visceral no Brasil. ”A zoonose é um problema de saúde pública. Nos testes realizados em Teresina, 40% dos cães apresentaram diagnóstico positivo, semelhante a outras cidades que enfrentam o mesmo problema”, afirma Castro.

Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral

Com previsão de duração de 42 meses, desde o planejamento, o contato com municípios e a divulgação, o estudo colocado em prática neste ano pelo Ministério da Saúde visa a avaliar a efetividade

da coleira impregnada com deltametrina a 4%. Coordenado pelo Médico Guilherme Werneck, doutor em Epidemiologia e professor do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto do Estudo em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o programa está tendo sua viabilidade analisada, uma vez que as medidas adotadas há mais de 40 anos pelo governo, que englobam o uso de inseticidas e a eliminação dos cachorros soropositivos, não vêm se mostrando eficientes, já que o número de casos de pessoas e cães contaminados só aumenta. “O princípio ativo é liberado nas primeiras duas ou três semanas após a colocação da coleira SCALIBOR®. Ao tentar picar o cão, o mosquito-palha – transmissor da doença – tem morte súbita. Por isso a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde é inovadora, uma vez que pretende combater o mosquito transmissor”,


explica Castro, complementando que, caso comprovada a eficiência do programa, não haverá um custo maior para o Governo, uma vez que já há uma verba destinada para o controle da zoonose. “Há estudos que comprovam que o uso da coleira sairia mais barato do que a eutanásia, que custa cerca de R$ 70 por animal para o Ministério da Saúde. Com a nova medida, ele estaria simplesmente deixando de fazer a eutanásia em cães soropositivos para preveni-los contra a doença.” A intenção é que, ao final do estudo, seja avaliada a eficácia do produto no controle da doença, em dois aspectos: em relação à infecção dos cães, monitorando a frequência dos casos caninos, e em relação ao número de casos em humanos. “O projeto-piloto traz esperança para os proprietários de cães de áreas endêmicas, que, mesmo recorrendo à Justiça, acabam entregando seu animal infectado para eutanásia”, explica Castro. Compartilhando a mesma opinião, o gerente do CCZ, Élcio Leite, diz que o estudo será extremamente válido. “Esse projeto é muito importante, pois, caso comprovada a eficácia da coleira, ele se transformará em uma campanha, assim como a da raiva, que alcança os quatro cantos do País.

Por isso, esperamos que os resultados teóricos se confirmem na prática e que, após a pesquisa, o uso da coleira com deltametrina se torne um programa periódico do governo.”

Dinâmica

As coleiras SCALIBOR®, impregnadas com deltametrina, serão distribuídas gratuitamente pelo Ministério da Saúde, de casa em casa, acompanhadas pela realização de exame de sangue, que deve ser realizado regularmente para diagnosticar a evolução da doença na comunidade canina. Primeiramente, os agentes que estão atuando no estudo – em sua maioria funcionários dos centros de zoonoses das regiões – passaram por um treinamento da MSD Saúde Animal, empresa fabricante da SCALIBOR®, única coleira impregnada com deltametrina a 4% disponível no mercado. Seis meses após o primeiro encoleiramento, os agentes trocarão as coleiras dos animais – um procedimento que será repetido ainda mais quatro vezes, após 24 e 30 meses, quando será encerrada a parte de campo do estudo. “É fundamental que as pessoas façam adesão ao projeto, porque a leishmaniose visceral é uma doença que apresenta riscos não só para o animal, mas também para o ser humano. Por isso é importante que a coleira seja trocada todas as vezes que os agentes forem até as residências e que os proprietários dos cães as mantenham nos animais e não as tirem nunca, nem na hora do banho”, diz Castro.

A leishmaniose visceral

Andrei Nascimento (MSD Saúde Animal), ao lado dos Médicos Veterinários João, Cícero e Élcio Leite (CCZ de Teresina) e de Marco Castro (MSD Saúde Animal), na reunião de treinamento para início do projeto em Teresina

Leishmaniose é uma grave doença de saúde pública, por se tratar de uma zoonose de alta letalidade, que mata muitos cães e humanos no Brasil

e no mundo. No Brasil, os casos são crescentes, inclusive com mortes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a leishmaniose visceral registra anualmente aproximadamente 500 mil novos casos em humanos no mundo, com cerca de 59 mil óbitos. Hoje, já há 12 milhões de pessoas infectadas. Pesquisadores estimam que, nas áreas endêmicas, para cada humano doente existam 200 cães infectados. Tratando-se de América Latina, o Brasil registra 90% dos casos – percentual que, assim como nas novas cidades consideradas endêmicas, não para de crescer. No Estado de São Paulo, por exemplo, cidades como Bauru, Andradina e Araçatuba são áreas endêmicas. Mais recentemente, foram registrados casos de leishmaniose visceral em cães na cidade de Campinas, além de registros de mortes em humanos em Bauru no início de 2012. Na capital paulista, Médicos Veterinários já diagnosticaram casos no bairro do Morumbi. As cidades de Cotia e Embu também apresentam inúmeros registros da doença em cães. No final de 2010 começaram a aparecer casos em Florianópolis e Joinville, em Santa Catarina, áreas até então livres da doença. Os estados escolhidos para o projeto-piloto de encoleiramento em massa, por sua vez, apresentam números* preocupantes e todas as suas áreas são consideradas endêmicas. Confira: • Ceará: 2.211 casos em humanos. • Minas Gerais: mais de 1.800 casos em humanos. • Maranhão: mais de 1.800 casos em humanos. • Tocantins: mais de 1.600 casos em humanos. • Pará: 1.322 casos em humanos. • Mato Grosso do Sul: 878 casos em humanos. • Piauí: 823 casos em humanos. *Casos notificados pelo Ministério da Saúde/ SVS - Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net, entre 2007 e 2010.


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Bem-Estar Terapia Assistida por Cães - TAC

Uma nova chance

para cães e dependentes químicos

ONG utiliza cães abandonados para auxiliar no tratamento de dependentes químicos de instituição em Cruzeiro/SP

á tempos que os cães deixaram de ser usados apenas para guarda. Como parte da família, eles têm direito a todos os mimos e são tratados como filhos por seus donos. No entanto, atualmente, além de fiéis companheiros e amigos, esses animais receberam uma nova função: a de terapeutas. Já praticada nos Estados Unidos há várias décadas, a terapia assistida por cães foi introduzida no Brasil na década de 1950 pela Médica Psiquiatra Nise da Silveira, no hospital D. Pedro II, no Rio de Janeiro. Desde então, diversos grupos vêm surgindo tendo-a como ideal, realizando projetos em hospitais, asilos, creches, entre outros locais que necessitem de um trabalho inovador e cheio de possibilidades. É o caso da TAC (Terapias Assistidas por Cães), uma associação sem fins lucrativos voltada para a prestação de serviços de elaboração, execução e gestão de projetos sociais nas áreas de saúde humana, educação e inclusão social, que utiliza como base de seus programas a interação entre o homem e o cão.

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Equipe TAC durante projeto com idosas

Localizada em Cotia/SP, a ONG executa trabalhos com idosos, enfermos, crianças autistas, famílias e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social e, mais recentemente, com dependentes químicos em recuperação. Inédita no Brasil, a ideia de usar cães para auxiliar no tratamento de pessoas que queiram se livrar da dependência química e do álcool surgiu há um ano, por meio de um convite feito pela MSD Saúde Animal – parceira da TAC – ao fisioterapeuta Vinicius Ribeiro, técnico em terapia assistida por cães, coordenador e diretor da associação. O intuito era realizar um projeto junto à Casa Ágape Comunidade Terapêutica, uma entidade social sem fins lucrativos, com sede em Cruzeiro/SP,

que atende às necessidades básicas de dependentes químicos. “O Projeto Reintegração trabalha não só com a reinserção de dependentes químicos na sociedade, mas também com a de cães abandonados no município, por meio de uma parceria com o Centro de Vigilância Epidemiológica”, conta Ribeiro. Em visitas que duram de uma hora a uma hora e meia, realizadas três vezes por semana e acompanhadas por psicóloga e monitores da Casa Ágape, uma série de questões são trabalhadas com os residentes, ligadas a habilidades sociais que foram perdidas devido ao vício, como paciência, empatia, comunicação positiva, expressão corporal, entre outras. “São essas características que, obrigatoriamente, precisamos ter para treinar e interagir com um cachorro”, diz o diretor do TAC. Durante ciclos de três a quatro meses, os pacientes escolhidos pela Comunidade Terapêutica – que não apresentem históricos de agressão a animais ou de violência e que já estejam há um tempo na instituição – treinam um animal até que este esteja pronto para adoção. “O cachorro não cria nenhum tipo de expectativa e não tem nenhuma ação premeditada ou máscara social que nós, seres humanos, temos. Por isso, o trabalho com esses animais, nesse


dos e rejeitados pela sociedade. A identificação, a motivação e a questão afetiva estão sendo surpreendentes”, diz. Ao contrário do que se imagina, a ruptura entre o cão e o residente, quando este precisa se separar do animal que treinou por cerca de quatro meses para entregá-lo à adoção, não é traumática. Desde o início do projeto, o participante entende que haverá um começo, um meio e um fim, e recebe toda a orientação de como o trabalho funcionará. Por mais tristes que fiquem, há uma satisfação grande ao ver o trabalho finalizado. “Eles se identificam, pois veem que o cão que estava largado e que tinha algum problema conseguiu se reabilitar com o seu auxílio. Percebem que eles também terão esse mesmo sucesso e voltarão para suas famílias”, diz Ribeiro.

tipo de terapia, é válido. Ao encerrar o trabalho habilitamos também o residente, quanto à questão do vínculo afetivo e da ruptura com o mesmo”, conta Ribeiro.

Escolha do cão

Todos os cães usados no projeto vêm do Centro de Vigilância Epidemiológica de Cruzeiro/SP e, antes de fazerem parte da equipe, passam por uma série de testes que verificam se estão aptos para o trabalho. “Nossa adestradora faz uma avaliação prévia para conhecer o perfil comportamental do cão. Depois, realizamos uma conformação com um Médico Veterinário para avaliar sua saúde. Passadas essas duas fases, os animais e os residentes se encontram e acabam se escolhendo”, explica Ribeiro.

Reintegração dos residentes e dos cães

Quando recebeu o convite da MSD Saúde Animal para realizar o trabalho junto à Casa Ágape, Vinicius Ribeiro foi buscar os moldes do seu projeto em atividades realizadas fora do País com presidiários, já que não encontrou nada similar no mundo realizado com os dependentes químicos em recuperação. No entanto, mesmo sabendo que os resultados seriam positivos, o diretor do TAC não imaginava o quão gratificante seria. “Eu tinha certeza que o trabalho levaria um benefício para esses pacientes e sabia que melhoraríamos suas vidas, mas não tinha ideia que o impacto seria tão grande. Já obtivemos relatos fantásticos de dependentes, dizendo que só conseguiram se manter no tratamento por causa dos cães, pois conseguiram se identificar com eles, uma vez que também foram abandona-

Para os animais, o trabalho é muito importante. Ao terem seus comportamentos reconhecidos, são adotados mais facilmente, já que a futura família saberá como ele é, do que gosta e em qual ambiente se adéqua melhor.

Futuro

Um trabalho tão importante como esse só tende a se aperfeiçoar a cada novo ciclo, melhorando ainda mais a vida dos residentes e dos cães. Por isso, a ideia é que, já na próxima etapa, sejam realizados trabalhos em duplas: duas pessoas para um cachorro. “Assim, os pacientes exercerão, também, o trabalho em grupo e reaprenderão a importância da parceria, de saber observar o outro e aprender com ele”, finaliza Ribeiro.


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Raças Gato Himalaia

Himalaia: a beleza e a docilidade obtidas a partir do cruzamento dos Persas com os Siameses

Existente há pouco menos de 70 anos, a raça conquista pessoas não só pela aparência única, mas pela excelente companhia

oje os animais de estimação têm um papel fundamental na vida de centenas de pessoas em todo o mundo. Pesquisas recentes mostram as diversas vantagens de se ter um gato como companhia, já que a convivência com esses animais desempenha uma importante função terapêutica.

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Gato Himalaia

O gato Himalaia é reconhecido por sua beleza e pelo ótimo temperamento. Ao lado do Persa, ele lidera o ranking dos felinos mais dóceis, carinhosos e afetuosos. Seu pelo longo é um de seus atrativos. Entretanto, devido a essa pelagem, é mais apropriado que viva dentro de casa, longe do calor excessivo e de lugares nos quais possa se sujar com facilidade. Também conhecido como Pontas Coloridas (Colorpoint), o Himalaia surgiu na década de 1940, por meio do cruzamento das raças Persa e Siamesa. Foram vários anos e várias gerações até se chegar ao atual tipo de Himalaia, idêntico ao Persa, exceto pela cor da pelagem e dos olhos azuis. Com extremidades (focinho, orelhas, patas e calda) de uma cor diferente da do

corpo, sua pelagem é longa, a menos que seja fruto do cruzamento do gato Persa Exótico, que tem pelos curtos. Nesse caso, é conhecido como Himalaia Exótico.

Padrões da raça

O padrão de uma raça é determinado pelas associações que a representam. Assim sendo, existem pequenas variações de associação para associação. Segundo o padrão da FIFe (Federação Felina Internacional), as cores existentes para o gato Himalaia são: • Persa Himalaia Ponta Azul (Himalayan Blue Point ou Colorpoint Blue). • Persa Himalaia Ponta Preta (Himalayan Seal Point ou Colorpoint Seal). • Persa Himalaia Ponta Vermelha (Himalayan Red Point ou Colorpoint Red). • Persa Himalaia Ponta Creme (Himalayan Cream Point ou Colorpoint Cream). • Persa Himalaia Ponta Chocolate (Himalayan Chocolate Point ou Colorpoint Chocolate). • Persa Himalaia Ponta Lilás (Himalayan Lilac Point ou Colorpoint Lilac).


alguém de confiança para tratar e cuidar do gato, ao invés de alojá-lo em uma gaiola de hotel para pets. O simples fato da mudança do ambiente já o estressará.

Castração

Qualquer uma delas ainda pode vir acompanhada das marcações tabby/lynx, comumente chamadas de “tigradas”. Há, ainda, a possibilidade do Himalaia Branco (decorrente do cruzamento de um Persa Branco com um Himalaia).

Temperamento

Além de muito carinhosos, dóceis e inteligentes, os gatos dessa raça são sociáveis e bons companheiros. Alguns, com características hereditárias dos Siameses, são um pouco mais ativos do que os puros, mas nada muito relevante. São calmos, gentis, mas são também brincalhões e alegres. Basta uma bolinha de papel para motivá-los a correr atrás dela por muito tempo, demonstrando sua agilidade e capacidade de perseguição. Como os Persas, os Himalaias são devotos à companhia humana. Não conseguem viver sem os cuidados e a proteção de alguém. Felinos, de maneira geral, são seres territorialistas. Essa ancestralidade os faz gostar de ter o seu canto. Quando moram em uma casa de família, por exemplo, preferem ficar por lá a serem levados para passear, como os cães. Entretanto, são curiosos e ingênuos, e, se encontrarem uma porta aberta, sairão para prospectar novos mundos. Aí está um grande perigo. Por isso o gato deve ser mantido e protegido, permanentemente, dentro da residência.

Cuidados e responsabilidades

Fernanda Diniz, proprietária do gatil PetitGatô, com um de seus himalaias

Devido ao seu pelo longo, é necessário pentear o gato Himalaia diariamente ou, no máximo, de dois em dois dias. Quanto aos banhos, ele deve recebê-los semanalmente ou, no máximo, a cada três semanas. Por ter a face achatada e os ductos lacrimais atrofiados, o líquido que lubrifica os olhos escorre por fora dos mesmos, o que requer limpeza diária. Um ponto que merece atenção especial é a necessidade de suprir a ausência do dono. Em caso de viagem, é preferível que se contrate

A castração (orquiectomia) trará benefícios para o bichano e para o proprietário. O animal se tornará mais tranquilo na medida em que deixar de ser afetado pelos hormônios ligados à sexualidade, que acarretam, entre outros problemas, a perda de pelos e a baixa imunidade, já que a obsessão pelo sexo impede que eles se alimentem corretamente. Uma vez castrado, o instinto de fuga para encontrar um companheiro será menor, bem como a demarcação de território. Acrescente-se ainda a necessidade imperativa de controle de natalidade dos animais, de maneira geral, visando a combater o abandono e maus-tratos.

A ética de criar bem

Um gato, assim como qualquer outro ser vivo, é extremamente suscetível às condições em que é criado. Assim, o primeiro quesito de qualidade recai necessariamente sobre o criador, que deve ter responsabilidade, ética e dispensar bons cuidados ao animal, como alimentação, acompanhamento veterinário frequente e especializado, espaço suficiente e adequado, boas condições higiênicas e sanitárias e bom manejo, além de não cruzar indivíduos com parentesco próximo, a fim de evitar problemas decorrentes de consanguinidade. Quando o trabalho de um criador é sério, o seu programa de criação visa ao aperfeiçoamento contínuo da raça do ponto de vista do genótipo (características genéticas) e fenótipo (características físicas). Para isso, estuda-se, programa-se e experimenta-se o cruzamento entre os melhores indivíduos da mesma espécie, sempre tendo em vista a complementação das características positivas específicas de cada um dos animais (macho e fêmea). Sobretudo, um criador responsável e ético precisa se comprometer a encontrar um futuro lar para os filhotes que nascerem exclusivamente por causa da sua influência. Afinal, pets não são produtos, mas seres vivos. * Artigo escrito por Ronaldo Diniz Guerra e Fernanda Aparecida Pereira Diniz, proprietários do gatil PetitGatô www.petitgato.com.br | (19) 3929-6943 / (19) 9809-8737 / (19) 9772-7531.


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AmaVet-AmaPet Programas de relacionamento

Prêmios úteis para o seu dia a dia e

reconhecimento Conheça os premiados dos programas de relacionamento AMAvet e AMApet, da MSD Saúde Animal, neste trimestre

Drs. Egon e Paulo C.V. SOS Animal Maringá/PR Balança pediátrica

Cláudio Honjo Honjo Cascavel/PR TV LCD 42”

Dr. José Carlos Zanella C.V. Planeta Bichos Francisco Beltrão/PR Balança plataforma

Dra. Luciana Hosp. Vet. Saúde Animal Sorocaba/SP Aparelho de anestesia

Dr. Sérgio Viapiana C.V. Viapiana Curitiba/PR Medidor de pressão

Marilda e Mariane Ceres pet shop Coxim/MS Frigobar 80 litros e Headlight

Dra. Márcia Rizzi SOS Veterinária São Paulo/SP Bomba de infusão

Dr. Edson C. V. Paiol Itaquaquecetuba/SP Chiller

Dra. Karla Karine Boss C.V. Maison Auriflush Curitiba/PR Chien

Dr. Fábio e Dr. Leandro C.V. de Guarapari Guarapari/ES Mesa pantográfica

Zélia Marques PetShow Londrina/PR Telefone sem fio 2 ramais

MUITOS PRÊMIOS Os programas AMAVet e AMAPet são direcionados, respectivamente, às principais clínicas veterinárias e pet shops do Brasil. Como prêmio, os vencedores ganham equipamentos de excelente qualidade, que modernizam os estabelecimentos e contribuem para facilitar o dia a dia dos profissionais, agilizar a venda e melhorar o atendimento aos clientes.


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Melhores Práticas Chiller Unit

Modernidade e segurança

em seu consultório m equipamento moderno e compacto, que armazena vacinas de forma prática, sofisticada e segura. Assim é o Chiller Unit, que mantém o medicamento preventivo na temperatura ideal (entre 2oC e 8oC), em cartuchos verticais separados por especialidade e com visor frontal que permite verificar o estoque dos produtos. Outra vantagem do equipamento é que funciona movido a bateria, conservando as vacinas em casos de falta de energia elétrica. Isso sem contar o seu tamanho: ocupa pouco espaço e pode ficar no próprio consultório veterinário, garantindo um atendimento com facilidade e rapidez. “Resolvi investir no Chiller por vários motivos, mas principalmente porque me preocupo com a questão da oscilação excessiva de temperatura. Não trabalho 24 horas por dia e, por isso, não sei se a eletricidade se manteve estável durante a noite. O equipamento me garante a boa conservação das vacinas”, explica a Médica Veterinária Bruna de Carvalho, da clínica Casa & Campo, de Indaiatuba/SP. Outro ponto que chamou a sua atenção foi o design do aparelho. “Além de pequeno, fica preso na parede. Para mim é perfeito para o tamanho do meu consultório”, afirma.

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Médica Veterinária Bruna de Carvalho, da Clínica Casa & Campo

Para a Médica Veterinária Aline Godoy, da clínica DiskVet, de Campinas/SP, o maior diferencial do Chiller está na organização. “Com ele, não precisamos misturar as vacinas com os demais produtos e exames, como acontece na geladeira ou no frigobar. Elas são distribuídas de maneira estruturada e classificada. Além disso, é um equipamento bonito, que agiliza a verificação do estoque. A tecnologia facilitou o meu dia a dia”, comemora.

Lado a lado

Médicos Veterinários Maurício e Aline Godoy, da clínica DiskVet, com Felipe Rocha (Abase), ao centro, segurando o Chiller Unit

As duas veterinárias utilizam o Chiller há mais de três meses e se mostram satisfeitas. Bruna armazena cerca de 75 doses das vacinas V8, antirrábica, antigripal, entre outras.

“Quando vejo o estoque diminuir, logo faço os pedidos”, pontua. Já Aline explica que procura manter abastecido o espaço, que comporta cerca de 120 doses, já que a abertura da pequena porta não interfere na temperatura e os produtos se mantêm conservados.

Vacinas: cuidado na armazenagem

As vacinas são produtos biológicos e, por isso, devem ser mantidas sob refrigeração desde a sua produção até a aplicação no animal. A armazenagem em temperatura inadequada pode refletir em sua eficácia, assim como causar reações adversas. Por isso, o Chiller Unit é uma opção ideal para as clínicas veterinárias.


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Universidade Corporativa Merchandising no mercado veterinário

Merchandising! O quê? ma palavra difícil de ser pronunciada, mas muito importante nos negócios das empresas e dos varejistas, pois é no ponto-de-venda (PDV) que as compras acontecem de fato! E, no varejo, todo dia é sinônimo de novos desafios. O bom empreendedor consegue perceber que as lojas, hoje, não são mais simples locais para venda de produtos. Tornaram-se um lugar de encontro, onde os consumidores vão em busca de diversidade e primazia na qualidade dos produtos, bem como do atendimento. O varejo tem que mudar, e é função da indústria ser o suporte dessa mudança. Para que alterações efetivas aconteçam, não basta somente colocar um plano em ação. Necessário se faz analisar o comportamento dos consumidores, investigar suas necessidades, suas vontades, considerando o novo jeito de ser e viver do homem moderno. O PDV é o lugar propício para um universo de possibilidades e negociações, onde as marcas estabelecem contatos com os seus consumidores. É por meio dessa relação que o varejo obtém mais lucros em suas atividades comerciais. Pesquisas realizadas pelo instituto Purchase of Point Advertising International (POPAI) mostram que mais de 75% das decisões de compra de produtos são tomadas nos PDVs. Com base nesta significativa porcentagem, as empresas, com suas marcas, e os varejistas, com sua grande quantidade de itens comercializados, partilham estratégias com foco em resultados superiores. Como fazer para que os produtos comprados pelos varejistas sejam escoados, de maneira a garantir sua saúde financeira e, ao mesmo tempo, o seu capital de giro com maior velocidade? Outras questões frequentes são: o que o consumidor quer comprar? Como ele vê a loja? Quanto tempo ele se dedica a ficar no estabelecimento? Ele foi bem atendido? A diversificação de itens está a contento? Ele saiu satisfeito? Todas essas perguntas podem ser respondidas por meio de análises profundas que as gran-

U

des indústrias e redes varejistas realizam para entender o consumidor, que está cada vez mais atualizado, informado, exigente e com tempo reduzido para se dedicar às compras. Estudos mostram também que existe uma diferença entre o consumidor e o comprador (shopper) de uma determinada mercadoria. Exemplo: o consumidor de uma fralda descartável é a criança, mas quem compra (shopper) é a mãe. Se os tempos evoluem e a tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas, como preparar o ponto-de-venda para atender os ávidos consumidores e compradores? O merchandising passa por todas essas fases e ajuda empresas, marcas e varejistas a decifrarem essas questões importantíssimas. Atualmente, os cinco sentidos – táteis, olfativos, sonoros, palatáveis e visuais – também são utilizados com o objetivo de alcançar o consumidor em todas as suas pseudonecessidades. Somente os estímulos visuais correspondem a mais de 83% dos impactos. O varejista do nosso segmento precisa aprimorar muito a sua habilidade e perspicácia para ficar a contento do novo ideal de negócios. Uma informação que merece ser considera-

da é que o consumidor que vai às lojas e consome os produtos agropecuários é o mesmo que vai a um shopping ou a um grande supermercado e que, muitas vezes, já viajou para fora do Brasil, tendo condições de fazer comparações sobre atendimento e qualidade. Não há uma receita pronta para que mudanças aconteçam. O que se faz necessário é que as empresas varejistas, em consonância com as indústrias, iniciem um processo de implementação de merchandising nas lojas. Esse processo não tem um tempo pré-determinado para ser efetivado, dependendo da maneira como for colocado em ação por aqueles que fazem parte do procedimento de distribuição e venda dos produtos. Arrisco-me a fazer uma previsão: em menos de uma década o varejo de produtos veterinários terá uma nova cara, mais ajustada às necessidades de seus consumidores, com distribuição de espaços equânimes para as diversas categorias de produtos existentes, material promocional adequado e, principalmente, atendimento perfeito aos seus clientes. Vale lembrar que a loja precisa estar impecável, pois a visibilidade cria venda e, então, todos ganham.

Claudio Mello Gestor de contas da Emporium Negócios & Comunicação, Professor da ESPM dos cursos de graduação e pós-graduação nas cadeiras de merchandising e marketing promocional e Vice-Presidente de Educação Associação de Marketing Promocional (AMPRO).


Mudou-se Desconhecido Recusado Endereço insuficiente

Informação escrita pelo porteiro ou síndico Falecido Não existe o nº indicado

Ausente Não procurado

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL EM ___/___/___ ___/___/___ ______________________________ RESPONSÁVEL Endereço para devolução: av. Sir Henry Wellcome, 335, Moinho Velho, Cotia-SP, 06714-050

IMPRESSO – Envelopamento fechado pode ser aberto pela ECT

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Nesta edição: Teresina inicia batalha contra Leishmaniose Viceral e conheça o trabalho de Terapia assistida por cães

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