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WO RL D’S B I G G EST DA N C E M US I C M AGA Z I N E

INDIRA PAGANOTTO PURE TECHNO FROM SPAIN

#39 2020


INDICE • CONTENTS

04. 16. 18. 20. 22. 28. 30.

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I N D I R A PA 401 WST B R U N N MARCAL ATA M O TA WICKED B FUSCARIN


AG A N OT TO O

R NI

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COVER STORY / INDIRA PAGANOTTO

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Indira Paganotto faz parte daquele seleto grupo de artistas que realmente fazem a coisa acontecer. Dona de um som poderoso, que transita entre o psy trance, acid e o techno, Indira, que é natural da Espanha, é uma artista completa, promissora e de grande talento. Seja tocando em clubs ou festivais, seja tocando seu próprio label, a Phase Insane, ou mesmo na sua própria marca de moda, Indira está em ascenção na Dance Music internacional. Entrevistamos Indira direto de Madri para a capa de Mixmag Brasil para conhecer mais sobre sua trajetória. Confira a seguir! Conte sua história pra gente. Como começou na Dance Music? MIXMAG.COM.BR

Saudações a todos direto de Madrid! É um prazer estar na capa da Mixmag Brasil pela primeira vez e que vocês possam me conhecer um pouco mais com essa entrevista!! A música me atrai desde sempre, embora minha carreira como produtora e DJ tenha começado há mais de dez anos. Tudo o que tem a ver com a arte em si sempre fez parte da minha vida, criar é um dos dons que faz você se desenvolver em lugares desconhecidos, seja em si mesmo e para os outros! Então desde pequena, sabia que essa seria a minha forma de me comunicar com o meu meio, não sou de muitas palavras mas crio muito, haha!

Quando eu tinha 16 anos fui ao primeiro club de techno e lá descobri a música eletrônica e me apaixonei completamente por esse gênero. Comecei a praticar com os discos do meu pai, mas era uma música muito psicodélica, então fui para os clubes de meus amigos e pratiquei antes de abrirem ... que memórias! Um ano depois, eu já tocava nos Clubs de Las Palmas de Gran Canaria. Foi um começo muito rápido e não sabendo nada sobre club e cena eletrônica em geral, de repente me vi tocando em clubs lendários como Egg Club em Londres, Harry Klein em Munique e Rex Club em Paris. Tudo isso e m uma idade muito jovem!


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Logo comecei a produzir e aos 17 anos tive a honra de lançar meu primeiro vinil ‘Undergeround Love’ pelo selo de Ian Pooley. E foi assim que tudo começou, nos anos seguntes lancei mais dois vinis pelo selo alemão, e depois comecei a pesquisar outros estilos musicais, voltando às minhas raízes, o Psytrance, que sempre ouvi e toquei, mas não havia mergulhado na quantidade de subgêneros que tem esse estilo mágico para mim. Nos últimos anos, tenho procurado sons mais sombrios e mentais, e fui gradualmente pendendo em direção ao techno, no qual, acredito, encontrei minha linguagem, na qual me sinto totalmente à vontade. Sabemos que seu pai foi DJ em Goa nos anos 80 e que a coleção de discos dele costumava ser seu playground. Como era a vida naquela época? Que valores você aprendeu que se tornaram úteis para sua carreira como DJ e Producer hoje? Isso mesmo, meu pai é médico e era médico sem fronteiras quando era jovem. Viajava por toda a Ásia em campos de refugiados e quando tinha licença, ele ia para Goa, Índia, onde tocava em raves de psytrance na praia.

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Ele sempre me contou histórias incríveis daquela época e isso me fez crescer junto com minha mãe, com uma visão de mundo onde o amor e a verdade podem fazer tudo e onde com respeito e sensibilidade você pode se comunicar de forma real com todos.

Você produz há mais de uma década e seus sets tem uma mix de groove e elementos de gêneros como psytrance, acid e techno. Que tipo de som você acha que tocará daqui a 10 anos? Quais são os artistas e labels que ainda te inspiram hoje?

Sinceramente, deve ter sido maravilhoso fazer parte desse movimento puro e estou orgulhosa por ele ter compartilhado todas essas experiências comigo e por eu as ter realizado na minha vida!

Muito boa pergunta! Suponho que seja outro gênero ou subgênero relacionado ao Techno, mas sempre com a minha essência.

O meu dia a dia é assim também, não acredito no amanhã mas no agora, e procuro dar o meu melhor a cada momento do dia, desfrutando dos meus momentos de música em estúdio (que são muitos haha); os momentos em contato com a natureza e com os animais, ou mesmo cozinhando ou assistindo a um pôr do sol. São dons que a vida nos dá e devemos aproveitar! Quando comecei é verdade que tocávamos juntos em casa, mas nunca tive a oportunidade de tocar como DJ com meu pai em nenhum festival ou boate porque ele diz que está em outra onda agora e que gosta de me ver, hahah é uma pena mas com certeza um dia vou convencê-lo a fazer um b2b!

Ouço faixas minhas de 10 anos atrás e até hoje me surpreendo com as boas ideias que tive e a sensibilidade em contar mesmo sem saber o que sei hoje. Sempre gostei de desenvolver vários “filmes” ou histórias em uma música, não sendo monótona e sendo surpreendida por alguma parte também com um som que nada tem a ver com aquele gênero. Tenho uma gama muito ampla de influências que aprendi nesses anos, de selos que sempre estiveram comigo como Boshke Beats, Iboga Records, Zenon Records (mais focado em Psytrance) e em techno: Klockworks, Trip, Be As One, Figure, BPitch ou Octopus Recordings, entre outras.


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Você está lançando o próprio selo, o Phase Insane Records. Sempre quis ter uma gravadora ou é um projeto mais recente? Quais são os principais objetivos desta iniciativa empresarial?

música, já que as capas do vinil serão miniaturas de pinturas reais do artista David Morago, cada Release será uma pequena obra de arte à disposição de todos.

Sempre quis ter minha própria gravadora porque experimentei muito entre psytrance, techno, minimal e house, então foi nesse ano que me senti melhor artisticamente e decidi moldá-la porque tenho minha própria linguagem e eu posso seguir uma linha, minha linha!

Quanto à parte musical, queremos que seja um selo atemporal, fora da moda e dos negócios, vamos lançar apenas as músicas que gostamos muito e falar a nossa própria língua, sempre numa linha Techno é claro.

É um prazer tê-lo feito junto com o meu amigo Unkle Fon, que é um grande artista e um suporte ao longo desta aventura. É também a mistura perfeita entre arte e

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E sobre os primeiros lançamentos da Phase Insane Records. Existem outros lançamentos na fila para serem lançados nos próximos meses? Como a música de outros artistas será escolhida para a nova marca do techno?

Além do primeiro lançamento que será composto por dois originais meus e Unkle Fon, além de dois remixes incríveis de Flug e Ricardo Garduno, estou preparando meu primeiro Álbum, que lançarei em 2021. Será um vinil duplo onde você poderá ouvir o meu trabalho de dez anos em 8 faixas! Vou escolher o que há de mais significativo na minha carreira musical, assim como novas produções, para que você possa me conhecer profundamente, você vai ouvir todo o meu crescimento pessoal e artístico compactado em dois discos de vinil! Um grande desafio para mim em termos de seleção, já que fiz mui-


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tas faixas nesses anos, tenho verdadeiras jóias que quero trazer à tona, e onde melhor do que lançar isso em minha própria gravadora! Também tenho outro EP muito interessante fechado com um artista mítico de psytrance que todos vocês conhecem. E mais um EP com outro artista menos conhecido mas muito contemporâneo que já está bombando nas pistas, então fiquem ligados, tem várias bombas chegando! Com os eventos ainda paralisados, como você conseguiu manter a cabeça erguida durante os meses de quarentena e lockdown?

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É verdade que a incerteza das primeiras semanas me fez quebrar a inspiração de produzir, foquei em criar streamings todas as semanas, com origens diferentes, nas quais meu marido David Morago e eu focamos toda a nossa energia pintando e construindo com diferentes materiais que tínhamos no nosso estúdio de pintura, foi muito motivador trabalhar com as nossas mãos e fazer algo diferente! Estava no meio da quarentena quando voltei ao meu estado natural de espírito e pude entrar no meu pequeno templo, meu estúdio! E eu já era capaz de criar música, consegui fluir naquele novo esta-

do e criei muitas músicas que agora serão lançadas nesses meses assim como o EP “Death Valley” que acabou de sair pela Octopus Records, Warehouse Series em novembro, com remixes de SUDO e Maxie Devine e vários outros EPs por vir. Recentemente, compartilhamos no Brasil um stream que você fez com a Mixmag Mexico. Em novembro, divulgamos seu EP ‘Death Valley’ lançado pela Octopus Recordings. Com certeza você esteve bem ocupada. Sabemos que a vacina do Coronavírus está chegando, mas ninguém sabe quando os eventos estarão de volta. Quais os planos para 2021?


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Em relação aos lançamentos, o EP “Jungle” será lançado com um remix incrível de Oliver Deutchman no dia 29 de janeiro pela OFF Recordings; também uma compilação que estou preparando para Octopus Recordings onde, entre outras faixas que estou escolhendo, quatro de minhas músicas originais e três outras colaborações irão aparecer. Assim como outra faixa “Cathedral Rave” entre Heerhorst, aparecerá na compilação que Flug está preparando para o selo Uncage. Além disso, como eu disse antes, estou terminando meu primeiro álbum que irei lançar no meu selo Phase Insane Records e outros EPs e colaborações que ainda não posso revelar!! MIXMAG.COM.BR

Vou continuar na minha linha de fazer correntes nas quais a arte e a sensibilidade à luz são peças fundamentais para o espectador, incluir lugares únicos sempre sob uma aura cinematográfica. Além das produções, lançarei minha própria linha de roupas da Phase Insane Records, nesta entrevista vocês verão algumas das peças que desenhei: macacões, leggings, camisetas com mangas japonesas e body, tudo em Latex, feito à mão em Madrid junto com Madrubb, com muito carinho e nos mínimos detalhes para quem a adquirir, tenha uma peça única e exclusiva!! Muita música e muito amor criado nas montanhas de Madrid que espero que gostem !!

Clothing : MadRubb (www.madridrubber.com/ ) in collab with Indira Paganotto. New Designs for “Phase Insane Records” Edition. Photographer : moragodop.com / litestudio.es Art Direction : David Morago Instagram.com/indirapaganotto Facebook.com/indirapaganotto Soundcloud.com/indirapaganotto Youtube.com/c/IndiraPaganotto


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401 WST Interview by Tracy Arijón

A dupla canadense 401 WST, formada por 4Korners e o produtor Ashton Adams viaja de volta aos anos 80 com o lançamento do EP ‘Our House’.

Como músicos negros, a dupla dá ênfase à essência de onde a música house começou e busca homenagear seus históricos criadores.

Lançado via Kyngdom Records, o EP tem 3 faixas: ‘Do The Damn Thang’ e inéditas de hip-hop com house, ‘Alive’ e ‘Real Quick’.

O som do 401 WST é bruto e vem sem filtros, fornecendo uma lufada de ar fresco na era do autotune, mix de hip hop pesado e house que vai agradar muitos!

A dupla produz uma fusão perfeita de gêneros em ‘Real Quick’ e no music video da faixa, misturando ritmos clássicos do hip-hop com beats eletrônicos. ‘Alive’ segue a vibe de ‘Do The Damn Thang’, sendo fortemente influenciada pelo house, combinando basslines de tech-house, sintetizadores e letras hedonísticas sobre baladas. O EP lembra a atmosfera de Chicago nos anos 80, quando o hip-hop e o house estavam em seu apogeu no underground. MIXMAG.COM.BR

O DJ 4Korners e o produtor emergente Ashton Adams formam a dupla por trás do 401 WST, nome da rodovia que liga as cidades canadenses de Toronto e Cambridge. Antes do projeto, o 4Korners se apresentou no Festival de Cinema de Cannes, London Fashion Week, Fórmula 1 de Abu Dhabi e Jogos Olímpicos, entre outros. Ele também foi premiado com os prestigiosos títulos de DJ canadense do ano e tambem num

campeonato da NBA como DJ oficial do Toronto Raptors. Já a versatilidade de produção de Ashton Adams vem de sua exposição a uma ampla variedade de gêneros, do hip hop de 50 Cent e Lil Wayne ao heavy metal de August Burns Red e Under Oath. Como 401 WST, os dois artistas decidiram criar músicas menos focadas na comercialização e mais no old school com o objetivo único de reunir a galera e se divertir. Com um som único e uma abordagem de bem-estar, ‘Our House’ nasce com todos os elementos para o início de uma jornada de grande sucesso para o 401 WST. Facebook.com/401wst Instagram.com/401wst


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BRUNNO O produtor de hard techno de São Paulo, B R U N N O acaba de lançar obra-prima ‘Dark Dimension’, som com atmosfera obscura no lado mais pesado do techno. ‘Dark Dimension’ chega como lançamento 100% independente abrindo para outros previstos para os próximos meses que mostrarão a sua transição e definição como artista. B R U N N O comentou o release::

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“’Dark Dimension’, foi uma das primeiras produções e uma junção desses propósitos criativos, que resultaram na idéia. Comecei criando techno generalizado, mais peak time, muitas vezes melódico, focando na velocidade e intensidade das produções, onde me sinto a vontade para criar sempre na casa dos 135 BPM. Quando Dark Dimension começou a ser produzida, eu tinha uma ideologia muito forte sobre como a música as vezes parece nos

levar pra outra dimensão, tempo, espaço e profundidade. Mas no techno não seria somente outra dimensão e sim uma dimensão mais obscura, profunda. É Techno! Então comecei a criar timbres voltados para esse conceito, uma sensação de dimensão, espaço, utlizando vocais e sons mais ‘Darkness’ juntando e criando essa atmosfera de Dimensão Obscura.” B R U N N O é um artista independente nascido e criado em São


Paulo. Envolvido com música eletrônica e suas referências desde a infância, foi influenciado pelo irmão mais velho, até então DJ. Com fortes raízes no techno e no trance, B R U N N O cresceu consciente de que a trilha sonora de sua vida inteira deveria ser o seu projeto de vida, mas ainda faltava iniciativa para começar um projeto tão grande e difícil aos olhos de muitos. Assim como muitos produtores,

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B R U N N O começou a produzir e tocar em seu quarto, onde passou a criar suas próprias faixas, além de criar sons e ideias em busca de um propósito obscuro e pesado. O Techno. Techno este que progrediu com o passar do tempo e foi tendenciando para o Hard Techno, estilo que hoje define o artista. Insta: iambrunnoofficial FB: Iambrunnoofficial


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MARCAL By Marllon Gauche

Para muitos artistas do cenário eletrônico, 2020 foi um ano para ser esquecido, mas o panorama é totalmente o inverso para uma jovem estrela do Techno nacional que vem caindo nas graças de grandes medalhões do cenário europeu tais como Radio Slave, Nicole Moudaber, Truncate, Luke Slater e Chris Liebing. Estamos falando do DJ e produtor goiano Marcal, que celebra em breve o lançamento oficial da segunda parte de seu EP Reduction pela renomada Rekids. Ele já havia lançado em setembro a parte um com cinco faixas originais, e na sexta (11/12) chegaram outras cinco novas tracks — uma em colaboração com Alex Justino — para carimbar o ano prolífico que teve.

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Todos aqueles nomes citados no primeiro parágrafo foram alguns que tocaram as faixas lançadas pela Rekids até aqui, mas esse sucesso não é de agora. No finalzinho de 2019 Marcal começou a viver esta que com certeza é a melhor fase de sua carreira artística depois de assinar um EP com a Join Art Music (JAM), gravadora comandada por Sam Paganini. Com este trabalho, suas músicas foram parar nas mãos de Charlotte de Witte, Adam Beyer, Monika Kruse, Enrico Sangiuliano, Len Faki e Bart Skils, para citar alguns. As portas do mercado internacional se abriram para ele e, em fevereiro deste ano, chegou uma mensagem diretamente de Radio

Slave pelo Facebook o convidando para lançar na Rekids. Seu trabalho de alto nível também tem boas referências por trás, afinal, ele não nega se inspirar em grandes nomes do cenário atual como Ben Klock e Marcel Dettmann — que inclusive deram suporte em seu outro EP lançado, Timeless, pela Planet Rhythm em outubro. Não há dúvidas que Marcal é uma joia rara, daquelas que raramente são encontradas. Reduction Pt. 2 saiu sexta 11/12 e você pode fazer o pré-save nas redes do artista. Facebook.com/laertemarcal Instagram.com/laertemarcal


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ATA MOTA Ata Mota é um DJ de origem iraniana que vem fazendo sucesso no mundo da Dance Music. Uma de suas faixas ficou no Ibiza Dance Hits Chart por 4 anos e foi reproduzida por muitos DJs globais. O artista também tem em seu portfolio prêmios como o Gold Plate do “What’s On” de melhor House e Techno Night na SESH Dubai e Platinum Plate Award para Clube do Ano durante sua residência com eles. Fizemos uma entrevista com Ata para conhecer mais sobre sua história e seus objetivos. Conte sua história para o público que ainda não o conheçe. Como começou na Dance Music? Comecei minha carreira no início dos anos 2000, na época com o nome Dede. Já são 20 anos de atividade no mercado da música eletrônica, desde que iniciei no universo musical e minha formação coMIXMAG.COM.BR

meçou com jams de Hip Hop dos anos 90 e colaborei com algumas das raves underground mais bacanas de minha região.

da arte, contando histórias através da música, triunfou sobre as dificuldades e me motivou a ser DJ e produtor.

Na verdade, minha carreira passou por uma transformação musical durante esse tempo, quando transitei do Hip Hop / Underground para a Dance Music, particularmente House, Tech House, Techno.

Quais são os artistas que mais te inspiraram a se tornar um DJ e produtor profissional?

Como foi crescer no Irã? Conte-nos um pouco sobre sua trajetória como profissional da música eletrônica Como DJ iraniano, o desenrolar da minha carreira nem sempre aconteceu em uma estrada de flores. Algumas restrições nacionais me obrigaram a manter a discrição para evitar possíveis problemas. No entanto, esses limites nunca me impediram de fazer o que amo. Minha aspiração de trazer positividade e entusiasmo para pessoas através dessa forma melódica

Posso citar vários mas seguem alguns nomes: Deepdish, Dubfire, Sharam, Behrouz, Steve Lawler, Jamie Jones, Martinez Brothers, Hernan Cattaneo.... Conte-nos também sobre suas principais conquistas até agora em sua carreira Minha primeira experiência como produtor começou, como eu sempre digo, com a música Hip Hop. Foi quando eu realmente conquistei meu primeiro sucesso comercial, uma vez que minha faixa mais popular ficou no Ibiza Dance Hits Chart por 4 anos e foi reproduzida por muitos DJs globais.


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Nunca parei de evoluir musicalmente e ainda expandi minha experimentação musical para o Acid House, Hype Music. Também ganhamos o prêmio Gold Plate de “What’s On” de melhor House e Techno Night na SESH Dubai e Platinum Plate Award para Clube do Ano durante minha residência com eles. Soubemos que já colaborou com diversos labels e tambem tocou ao lado de muita gente legal. Comente um pouco mais a respeito! Já colaborei com vários selos na minha carreira como Big Mama House, Phunk Taraxx, Laroca Records e XMusi, entre outras. Entre a lista de artistas com quem já dividi a cabine estão MIXMAG.COM.BR

DJs como Adam Cotier, Teenage Mutants, Jasper James (Circoloco), Rossko (Fuse London), Michka (BMI), Salah (Solace), DJ Mickey (Space Ibiza) e Billy Shrief (Habitat), entre outros. E tambem posso listar eventos e residências onde já me apresentei, como Elev8 / Vii (DXB) (Resident DJ), Wasted (DXB), Yatch Party (DXB), Module (Turkey), Levent Night Club (Turkey), Bonn Night Club (Turkey), Bosporus Cruise Party (Turkey), Back Home At Vii Hotel (DXB), Phase Night Club (Armenia), GEM Music Festival (Georgia), Secret Jungle Events (Germany), 11:11 (DXB), Sesh (DXB) e Agartha (DXB), só pra citar alguns. Quais são seus planos para quando a Pandemia acabar?

Bem, espero que assim que isso acontecer, a primeira coisa que gostaria de fazer é lançar o projeto no qual estive trabalhando durante todo este tempo. Tambem tocarei em um grande festival na Turquia previsto para janeiro, ao lado de muitos nomes importantes, como Ilario Alicante, Louisahhh, Somewhen e VII Circle. Tambem espero dar início à uma residência em um novo clube em Izmir, Turquia e em Dubai. Instagram: ata.mota Soundcloud: atamota


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WICKED BR Interview by Tracy Arijón

O DJ & producer Lucca Morbin a.k.a Wicked BR lançou na segunda-feira 14 de Dezembro seu mais novo trabalho... ‘Despair’. ‘Despair’ que já está disponível nas principais plataformas de streaming, chega pela gravadora Progressive Vibes Music, da Espanha. Wicked BR é o projeto do DJ & produtor brasileiro Lucca Morbin. O artista que começou a sua carreira tocando e promovendo festas em sua cidade natal, São Paulo, também criou sua própria label party chamada ‘No Labels’. Nas festas da ‘No Labels’, Lucca se apresentou ao lado de muitos dos maiores nomes da cena de Trance no Brasil como Wrechiski, Danilo Ercole e outros. MIXMAG.COM.BR

Estudando produção musical e se aprofundando em 2020, seu som é influenciado por artistas como Ferry Corsten, Markus Schulz, Paul Van Dyk e Above & Beyond entre outros. Wicked busca compartilhar seu amor pelo trance, progressive & melodic para um público mais amplo e marcar seu nome na cena eletrônica brasileira. Um dos muitos projetos em desenvolvimento é seu selo ‘Blind Justice Recordings’, que pretende promover os produtores locais do Brasil para públicos mais amplos. Com tracks assinadas por labels como Beyond The Stars Recordings, Progressive Vibes Music e agora pela americana Starsphere Records, Wicked lançou mais de 15 faixas em 2020.

Entre os destaques de 2020 estão ‘Despair’, ‘Smile from Above’ (que tambem saiu em 14/12 pela Beyond The Stars Recordings), ‘Testament’ e ‘Lifetime’. E tambem tem a faixa ‘High’, 1º single de Wicked BR como artista da Starsphere Records, que deve ser lançada em Janeiro de 2021! Wicked BR é com toda certeza um dos nomes para você ficar de olho em 2021. Siga o artista nas redes sociais abaixo! Facebook.com/wickedmusicbr Instagram.com/wickedmusicbr


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FUSCARINI By Marllon Gauche

O DJ e produtor catarinense Fuscarini - residente do club catarinense Amazon e headlabel da Fluxo ao lado de ZAC - vem pavimentando seu caminho com ótimos lançamentos. Unindo a experiência adquirida nas pistas com seu feeling natural, ele lançou no final de outubro um dos seus trabalhos mais importantes até aqui, o EP Universe pela Three Hands Records, gravadora que já assinou músicas de Wurtz, Iberian Muse, Erly Tepshi e também o duo brasileiro Binaryh. O disco tem arpejos estruturados de forma inteligente e combina atmosferas etéreas e espaciais, daquelas que nos transportam para outra dimensão na pista. MIXMAG.COM.BR

“Eu conheci essa gravadora italiana através da frequência de lançamentos com bons artistas, também vi eles algumas vezes nos charts do Beatport. Mandei minhas faixas sem pretensão alguma, o AR da gravadora curtiu e me mandaram contrato logo em seguida”, conta Fuscarini.

“Trabalhar ao lado do Thiago (ZAC) ao longo destes meses tem me inspirado bastante e me incentivado a trabalhar duro, em busca de grandes objetivos, grandes mesmo, coisas que antes eu nem imaginava, então tem sido muito bom pra minha evolução artística”.

Inspirado pelas boas conquistas alcançadas recentemente, Fuscarini tem outros trabalhos importantes pela frente, como um remix para a faixa “Thousand Skies”, original de Who Else & Eric Rose, que sai pela Fluxo.

Fuscarini também está envolvido na curadoria da próxima compilação da Fluxo, que sai em breve.

Mais adiante, para 2021, outras collabs com ZAC também devem chegar.

Facebook.com/fefuscarinidj Instagram.com/fuscarinii


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Mixmag Brazil Magazine Cover #39 Indira Paganotto  

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