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e d i รง รฃo 5 0 Quentin Tarantino O diretor chega aos 50 [MITREVISTA] JUNHO 2013

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EDITORIAL

CHEGAMOS AOS 50!

C

om esta edição, a MIT Revista chega a seu número 50. Uma cifra respeitável para qualquer publicação. Ainda mais para uma customizada, uma revista de marca criada em 2001 com uma proposta ambiciosa: ser diferente, se destacar pelo conteúdo – tanto nos textos como no visual – e ainda funcionar como elemento de ligação entre os integrantes da Nação 4x4. Passados doze anos, podemos dizer que conseguimos. Hoje, além da versão digital para tablet e celular, são 106 mil exemplares distribuídos por todo o país, recebidos com carinho e com orgulho pela comunidade Mitsubishi Motors no Brasil. Para comemorar esse feito, escolhemos um personagem definitivamente 4x4 que também chega aos 50: Quentin Tarantino. O cineasta, produtor e ator americano, um dos maiores ícones do cinema de todos os tempos, é nosso personagem de capa. E fala não apenas de seus filmes – Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Bastardos Inglórios, Django Livre – como da eterna superação de obstáculos que foi sua vida: da infância sem pai ao lado de uma mãe corajosa, do emprego numa videolocadora que mudaria sua vida, das mulheres que amou, de como gosta de trabalhar. Aproveitamos esta edição especial para falar também de outro ícone – o Mitsubishi Pajero Full. Lançado comercialmente em 1983, ele acaba de completar 30 anos. Nesse tempo, tornou-se uma lenda viva do automobilismo, ao vencer 12 vezes a prova off-road mais exigente do planeta, o Rally Dakar. Mas não foi apenas por causa dela: o carro sempre foi sinônimo de alta tecnologia, conforto incomparável e segurança absoluta. Para que você conheça melhor esse clássico do universo on e off-road, que esconde em seu interior uma enorme quantidade de tecnologia, fizemos um raio-X do Pajero Full. Nesta edição você verá tudo o que pode ser desfrutado no exclusivo autódromo Velo Città da Mitsubishi, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, um lugar onde os sonhos se realizam: o Lancer Experience, um dia inesquecível pilotando o Lancer Evo X; a Lancer Cup, campeonato monomarca disputado com a versão R, de competição, do Evo X; o Lancer Evo Day, em que proprietários desse carro icônico podem se encontrar, usufruir da pista e confraternizar; e a Mitsubishi Premium Race School, uma escola para quem quer aprender a pilotar de verdade, coordenada pelo campeão Ingo Hoffmann. Boa leitura! F E R N A N D O d i r e t o r

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P A I V A

e d i t o r i a l


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SUMÁRIO

DIVULGAÇÃO

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88

QUENTIN TARANTINO

PARAÍSO VERDE

PAJERO FULL

A eterna superação de obstáculos nos 50

As águas do rio Tapajós baixam e bancos de

Excelência no uso da tecnologia 4x4 a favor

anos de vida de um dos maiores ícones

areia cercados por uma floresta exuberante

da segurança e do conforto. Eis o diferencial

do cinema de todos os tempos

dão as caras em Alter do Chão, no Pará

do clássico que acaba de chegar aos 30

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80

97

LADEIRA ABAIXO

A RAINHA DOS ARES

MITSUBISHI DRIVE CLUB

Esse é o caminho do mountain bike downhill,

Hoje esquecida, a pioneira Ada Rogato

Saiba tudo o que aconteceu no Mitsubishi

esporte difundido pelos hippies e que hoje é

foi uma das mulheres mais importantes

Drive Club, palco do Velo Città, o autódromo

sinônimo de adrenalina e estilo de vida

na história da aviação brasileira

construído pela marca em Mogi Guaçu (SP) FOTO DE CAPA: NICOLAS GUERIN/CONTOUR POR GETTY IMAGES

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R E V I S T A Publicação trimestral da Custom Editora Ltda. Sob licença da MMC Automotores do Brasil S.A. CONSELHO EDITORIAL Patrícia de Azevedo Poli, André Cheron e Fernando Paiva

REDAÇÃO Diretor Editorial Fernando Paiva fernandopaiva@customeditora.com.br Diretora de Redação Silvana Assumpção silvana@customeditora.com.br Redator-chefe Henrique Skujis henriqueskujis@customeditora.com.br Repórter Juliana Amato julianaamato@customeditora.com.br Estagiário Raphael Alves raphaelalves@customeditora.com.br ARTE Diretor Ken Tanaka kentanaka@customeditora.com.br Editora Karen Yuen karenyuen@customeditora.com.br Assistente Guilherme Freitas guilhermefreitas@customeditora.com.br Prepress Roberto Quevedo robertoquevedo@customeditora.com.br Projeto Gráfico Alessandro Meiguins e Mariana Henriques PRODUÇÃO EXECUTIVA E PESQUISA DE IMAGENS Rita Selke ritaselke@customeditora.com.br COLABORARAM NESTE NÚMERO Texto Alessandra Lariu, Alvaro Perazolli, Ana Maria Bahiana, Caio Vilela, Eduardo Vessoni, José Ruy Gandra, Leo Nishihata, Luciana Lancellotti, Renato Góes, Luciano Velleda, Luis Patriani, Luiz Braga, Patricia Broggi, Walterson Sardenberg So Fotografia Adriano Carrapato, Aeroclube Politécnico de Planadores, Alexandre Cassiano / Agência O Globo, C&R Editorial, David Santos Jr., Eduardo Vessoni, Elaine Bayma, Familia Rogato, Fundação Santos-Dumont, Gabriel Barbosa, Guilber Hidaka, Gustavo Arrais, Haruo Mikami, Imago / ZUMA Press / Glow Images, Joe Lawwill, John Coletti/ JAI/Corbis, Kiko Ferrite, Luiz Braga, Mattias Fredriksson, Neide Bibiano, Nicolas Guerin/ Contour por Getty Images, Photoshot / Other Images, Rircado Leizer, Ricardo Rollo, Rogerio Smith, Rory Buckland L / Alamy / Glow Images, Ted Golding/The Sydney Morning Herald/Fairfax Media via Getty Images, Tom Papp, Tuca Reines, Zé Amaral Ilustração Pedro Hamdan, Ken Tanaka e Guilherme Freitas Infografia Paulo Nilson Produção Adriana Tanaka Revisão Goretti Tenorio

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PUBLICIDADE E COMERCIAL Diretor André Cheron andrecheron@customeditora.com.br Gerentes de Publicidade e Novos Negócios Marco Taconi marcotaconi@customeditora.com.br Oswaldo Otero Lara Filho (Buga) oswaldolara@customeditora.com.br Gerente de Negócios Fernando Bonfá fernandobonfa@customeditora.com.br REPRESENTANTES GRP Grupo de Representação Publicitária PR – Tel. (41) 3023-8238 SC/RS – Tel. (41) 3026-7451 Media Opportunities Comunicação Ltda. DF – Tel. (61) 3447-4400 MG – Tel. (31) 2551-1308 RJ – Tel. (21) 3072-1034 NSA Mídia S/S Ltda. CE – Tel. (85) 3264-0406 CE – Tel. (85) 3264-0576 DEPARTAMENTO FINANCEIRO-ADMINISTRATIVO Gerente Andrea Barbulescu andreabarbulescu@customeditora.com.br Assistente Alessandro Ceron alessandroceron@customeditora.com.br Analista Financeira Carina Rodarte carina@customeditora.com.br

Custom Editora Ltda.

Av. Nove de Julho, 5.593 - 90 andar - Jd. Paulista São Paulo (SP) - CEP 01407-200 Novo tel. (11) 3708-9702 E-mail: mit.revista@customeditora.com.br ATENDIMENTO AO LEITOR atendimentoaoleitor@customeditora.com.br ou tel. (11) 3708-9702 MUDANÇA DE ENDEREÇO DO LEITOR Para continuar recebendo sua MIT Revista regularmente, em caso de mudança informe o número do chassi do veículo e CPF, nome e o novo endereço completos do proprietário


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ELAINE BAYMA

COLABORADORES

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Um dos mais respeitados e premiados

Autor do best-seller Coração de Pai, JOSÉ

Entre Pulp Fiction e Django, ANA MARIA

fotógrafos brasileiros, LUIZ BRAGA está

RUY GANDRA, jornalista com passagens

BAHIANA entrevistou várias vezes Quentin

sempre viajando pela Amazônia, colhendo

pelos principais veículos e empresas da mídia

Tarantino, personagem de capa desta

com sensibilidade imagens que traduzem em

brasileira, é um apaixonado pelos grandes

edição. Em três décadas de reportagens, esta

profundidade a alma ribeirinha, sua história

ases da aviação. Responsável por perfis

carioca escreveu para publicações brasileiras

e sua cultura. Nesta edição, o paraense que

memoráveis, Zé ama escrever sobre figuras

e internacionais, como Rolling Stone e New

representou o Brasil na Bienal de Veneza em

como Ada Rogato. “Com mais recursos, ela

York Times. Em Los Angeles, onde vive, foi

2009 e tem fotos nas coleções do Masp e do

provavelmente teria se tornado mais famosa

correspondente da Globo e escreve para o

MAM (RJ) assina as fotos de Alter do Chão,

que a americana Amelia Earhart, que realizou

portal Uol. “Tarantino perdeu cabelo, ganhou

às margens do Tapajós.

o primeiro voo solo entre os EUA e a Europa.”

barriga, mas continua falando a mil por hora.”

WALTERSON SARDENBERG Sº nasceu

CAIO VILELA é jornalista, fotógrafo e

Jornalista por formação e fotógrafo

no dia em que Lennon e McCartney se

geógrafo. Guia grupos regularmente no

autodidata, ÁLVARO PERAZZOLI pedala

conheceram. Começou a vida jornalística

Nepal e no Irã.  Já utilizou os guias Lonely

desde 1992, pratica ciclismo extremo desde

como repórter da revista Manchete.

Planet para nortear suas viagens em mais

1998 e atua profissionalmente no mundo das

Foi editor de Placar, Brasileiros, Mergulho,

de 80 países. Por isso, é dele o texto sobre

bicicletas desde 2000. É diretor da Agência

Viagem e Turismo, Náutica, Contigo! e

o clássico guia nesta edição. “Quanto mais

Laborazoli e fundador do portal Urban Riders.

Próxima Viagem, entre outras. No momento,

remoto é o destino, mais precioso é o Lonely

Lançou o livro Bicicleta – Cultura, Orgulho e

é redator-chefe de Gosto, revista de

Planet”, diz Caio, autor de Futebol Arte, do

Liberdade e o DVD Hey! Aí não é lugar de

gastronomia. Nesta edição, escreveu

Oiapoque ao Chuí, e Futebol sem Fronteiras,

andar de bicicletas! Coube a ele esmiuçar

as seções Terra e Ar.

focados no futebol de rua.

nesta edição o mountain bike downhill.

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O CHÃO SOB NOSSOS PÉS {por Walterson Sartdenberg Sº}

TERRA Catedral subterrânea

CONSTRUÍDA NA COLÔMBIA, 180 METROS ABAIXO DA SUPERFÍCIE,

T

odos os domingos, ao meio-dia, é realizada uma missa católica para até 6 mil pessoas, acompanhada

ELA ABRIGA 6 MIL PESSOAS – MAS NÃO PODE TER CONFESSIONÁRIO

embora vez por outra desponte um vago cheiro de enxofre. Mais números. Embora esteja a 2.600 metros de altitude, a

por canto gregoriano. Nada tão incomum, não

região de Zipaquirá foi mar um dia. Isso há 135 milhões de anos.

fossem dois detalhes: a imensa catedral foi quase

Daí a ciclópica quantidade de sal. Os povos nativos já haviam

toda construída de sal e está instalada 180 metros abaixo da

descoberto o fenômeno antes da chegada do colonizador

superfície. Não há outra similar no planeta. O templo salgado

espanhol. Utilizavam o sal na comida. Mas só em 1801 o

fica em Zipaquirá, a cerca de 50 quilômetros de Bogotá, a

cientista e explorador alemão Alexander von Humboldt orientou

capital da Colômbia. É a atração turística mais visitada do

a exploração sistemática das jazidas. A economia agradeceu.

país do escritor Gabriel García Márquez. Foi construída para

Ainda mais 19 anos depois, quando a Colômbia proclamou sua

substituir uma igreja subterrânea menor, que funcionou entre

independência. Nem todos os ritos católicos podem ser seguidos à

1950 e 1992 e acabou desativada por causa das infiltrações.

risca na catedral. Não há confessionários, em virtude do eco, capaz

Para dar corpo ao santuário, nada menos que 250 mil

de converter sussurros em agudos da cantora Shakira. Batizar

toneladas de sal foram retiradas por 127 mineiros, ao longo de

crianças? Pode. Mas só com salmoura. A pia batismal também é

três anos. Todos os números são de causar pasmo. Caminha-se

toda de sal e se desintegraria com o uso da água natural, nesse

1,5 quilômetro debaixo do solo para ir e voltar da nave central

templo único, iluminado por cenográficos tons de azul.

da catedral, que tem 20 metros de altura e 8,5 mil metros esculturas representando a via crucis. Ninguém corre risco de claustrofobia — a mão ser os muito propensos a tal. Há boa ventilação e a temperatura se mantém em torno dos 14º C,

SERVIÇO De carro, desde Bogotá, chega-se a Zipaquirá pela Autopista Norte, Carretera 7. Mas qualquer agência turística oferece o passeio. O mais divertido é viajar no trem de La Sabana (www.turistren.com.co), puxado por uma maria-fumaça de verdade.

© JOHN COLETTI/JAI/CORBIS

quadrados de diâmetro. Pelo trajeto, visitam-se 14 salões, com

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A ESSÊNCIA DA VIDA NO PLANETA {texto e foto Eduardo Vessoni}

AGUA ´

Travessia à moda antiga

DE BARCO E DE ÔNIBUS, UMA JORNADA DE DOIS DIAS ENTRE O CHILE E A ARGENTINA CRUZA LAGOS, VULCÕES E PARQUES NACIONAIS

P

rimeiro foram os huilliches (“aquela gente do sul”, em língua

perdido nos Andes com menos de 130 habitantes. Enquanto o barco

mapuche). Séculos mais tarde, foi a vez dos padres jesuítas, os

risca as águas azuladas, o vulcão Osorno (2.662 metros) faz jus ao título

missionários enviados para a “educação” de indígenas em terras

de Rei do Sul. Quem viaja nos meses de outono e inverno (maio a agosto)

distantes. Já no início do século passado, essa região andina

deve passar a noite no povoado, que conta com apenas dois hotéis – um

– coberta com florestas densas, lagos exuberantes e vulcões gigantes

deles, o clássico Peulla, foi administrado por Roth. No vilarejo, é possível

– se exibiria também para os destemidos aventureiros europeus. Não

cavalgar, andar de caiaque, fazer safáris pelas fazendas dos arredores e

importa quantos viajantes tenham passado por ali. Ao realizar a chamada

alugar veículos 4x4 para visitar lagoas, cachoeiras e montes nevados.

Travessia dos Lagos, entre o Chile e a Argentina, a impressão que se tem é a de ser o primeiro a colocar os pés naquelas terras geladas.

De Peulla saem sinuosos 27 quilômetros da estrada de cascalho que cruza a fronteira com a Argentina até Puerto Frías. Nas duas horas do

Foi em 1913 que se criou a rota aqui descrita. O autor da obra

percurso de ônibus, a paisagem pela janela é enfeitada por cachoeiras

chama-se Ricardo Roth, um suíço de alma aventureira que anos antes

e florestas de imensas coníferas. Em Puerto Frías, a travessia segue de

havia percorrido a Patagônia a cavalo e atuado ao lado do explorador

barco pelo lago Frías e seu tapete de matiz esmeralda formado pelas

Perito Moreno no estabelecimento político de terras entre os dois

águas de degelo do vulcão Tronador. O desembarque é em Puerto Blest,

países. A viagem com ares de expedição por um dos cenários mais

onde de ônibus a jornada segue até Puerto Pañuelo, a 25 quilômetros de

selvagens da América do Sul começa de ônibus entre Puerto Varas

Bariloche – ponto final dessa centenária aventura pelo sul do continente.

e Petrohué, no Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, primeiro território chileno preservado e que teve em sua criação a decisiva participação de Roth. Ali, trekkings, pescarias e passeios de caiaque estão à disposição do viajante. A primeira navegação é a bordo de um catamarã até Peulla, vilarejo 19

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SERVIÇO O viajante deve desembarcar em Santiago e dali seguir até Puerto Montt, a cerca de mil quilômetros da capital chilena (1h45 de avião) e apenas 20 quilômetros de Puerto Varas. A Travessia Andina (www.cruceandino.com) custa US$ 280 por pessoa e inclui os deslocamentos terrestres e lacustres. Alimentação e hospedagem em Peulla são pagas à parte.


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O MUNDO VISTO DO ALTO {por Walterson Sardenberg Sº}

AR Solo per due

A PALAVRA EXCLUSIVIDADE É POUCO PARA DEFINIR A HOSPEDAGEM NO SAN LORENZO MOUNTAIN LODGE, NOS ALPES ITALIANOS

O

casarão é da época da descoberta do Brasil e, também,

uma pessoa pode ser permitir”, resume Stefano. Ele não se refere

da juventude do pintor Ticiano — que, por sinal, nasceu

a ostentação. Longe disso. Seu conceito de luxo implica um

ali pertinho. Foi restaurado à base de critérios dignos do

atendimento exclusivo e intimista, embora descontraído. São apenas

museu Uffizi e decorado com móveis dos mais criativos

três suítes, com espaço suficiente para acolher o ego do cantor

designers de Milão. Instalado a 1.200 metros de altitude, nos arredores

Prince. Quando um casal se hospeda, nenhum outro assinará o

da cidadezinha de San Lorenzo di Sebato, de 3.441 viventes — entre

caderno da recepção. Tudo se torna solo per due. Os próprios Stefano

os portentosos picos das Dolomitas, no norte da Itália —, era até 2010

e Georgia comandam a cozinha, utilizando muitos ingredientes do

apenas o refúgio de férias de um casal fashion na genuína acepção do

“quintal” — como os funghi porcini. Também dão dicas para escolher,

termo. Ele, Stefano Barbini, manda-chuva de uma grife maiúscula até

sem pressa, algum vinho da adega de 1.500 garrafas.

no nome: a alemã ESCADA. Ela, Georgia Perrone, não apenas executiva

Tem mais. Stefano convida para caminhadas, assessora a ida

dessa etiqueta como neta de Gaetano Savini, o fundador da alfaiataria

às pistas de esqui (Cortina d’Ampezzo fica a apenas 40 minutos) e

Brioni — marca de ternos e jaquetas de viagem que caem tão bem

partilha partidas de golfe em seu campo particular, de 18 buracos.

quanto um histórico Chianti Clássico.

Sim, campo de golfe nos Alpes, inaugurado em setembro último.

Há três anos, o casal resolveu dar os últimos pontos em um projeto já alinhavado de outros carnavais (carnavais de Veneza,

Fora do inverno, afinal, os gramados e jardins são tão belos quanto a Vênus de Urano. Aquela que Ticiano pintou com tanto capricho.

bem entendido, cidade a 2h30 de carro): transformar a villa na mais exclusiva hospedagem dos Alpes italianos, o San Lorenzo Mountain Lodge.

DIVULGAÇÃO

“É o máximo de luxo a que

SERVIÇO O lodge aceita hóspedes de fevereiro a março e da metade de junho a meados de setembro. As diárias incluem café da manhã, chá da tarde e jantar. Transfers a partir de Innsbruck (1h30 de duração), Veneza e Verona (2h30), e Munique (3h). www.sanlorenzomountainlodge.com

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PORTA-MALAS

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A BAGAGEM DO AVENTUREIRO {por Adriana Tanaka | fotos Gustavo Arrais}

Hora do inverno

UMA SELEÇÃO DO QUE HÁ DE MELHOR PARA VOCÊ SE AVENTURAR NO FRIO

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Uma seleção de pilot watches para levar você às alturas 1. Montblanc Timewalker TwinFly Chronograph, de titânio, tecnologia Flyback, que permite zerar e reiniciar o cronógrafo com um botão, nas boutiques Montblanc - (11) 3552-8000; 2. Breitling Chronospace Automatic, de aço, movimento automático, cronógrafo com régua de cálculo de aviação, na Montecristo - (11) 3032-8905; 3. ID Flying, de aço, cronógrafo a quartzo, dois fusos horários, H.Stern - (11) 3068-8082 e www.hstern.com.br; 4. IWC Big Pilot, de aço, movimento automático, reserva de marcha de 7 dias e proteção contra campos magnéticos, na IWC Schaffhausen Boutique - (11) 3152-6610 e www.iwc.com/brazil; 5. Oris BC4 Flight Timer, de aço, movimento automático e dual time, Dryzun - (11) 3811-4100 e www.dryzun.com.br 23

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CLÁSSICOS 4x4

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A HISTÓRIA DE OBJETOS QUE NASCERAM PARA SUPERAR OBSTÁCULOS {por Caio Vilela}

A bíblia sagrada do mochileiro

A ASCENSÃO, A QUEDA E O VOO DE CRUZEIRO DA LONELY PLANET, MAIOR EDITORA DE LIVROS PARA VIAJANTES INDEPENDENTES DO MUNDO

T

udo começou nos anos 70 quando o jovem casal australiano

em 1975, se esgotaram em uma semana. E, no primeiro mês, as

Tony e Maureen Wheeler inventou de viajar da Europa ao

encomendas chegaram aos 15 mil exemplares. A partir daí, todos

Afeganistão. Atravessaram os Bálcãs, cruzaram a Turquia,

que queriam viajar barato passaram a seguir os conselhos do casal.

descobriram o Irã e se aventuraram Paquistão adentro.

a coleção de títulos aumentou de forma exponencial. Quando

do mundo requer um bocado de ousadia, imagine quatro décadas

o Museu Smithsonian, de Washington, D.C., publicou sua lista

atrás. “Era uma época sem internet, sem telefone móvel, sem DVDs,

dos dez relatos de viagens mais influentes de todos os tempos,

sem câmeras digitais”, conta Tony. “Mais do que isso, ninguém sabia

os autores dos guias chegaram a ser comparados pelos

nada sobre viajar por esses lugares.” Ao chegar a Cabul, a capital

curadores a Mark Twain e a Marco Polo. Um feito e tanto.

afegã, os dois venderam o veículo e prosseguiram usando os mais

A verdade é que os livros de Maureen e Tony (e seu

variados meios de locomoção. Visitaram o Nepal, a Índia, a Tailândia

time de colaboradores) nortearam e já salvaram a pátria de

e a Indonésia. Voltaram para Sydney e entraram em casa com

milhões de pessoas. Ajudam o leitor a encontrar um hotel

exatos 27 centavos, incontáveis rolos de filme a serem revelados,

no porto de Djibouti, no chifre da África, a cruzar o estreito

histórias inacreditáveis e um precioso caderno de anotações.

de Bering em um navio cargueiro, a comer bem nas ruas de

O manuscrito, devidamente organizado e lapidado, rendeu um

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Nos anos 90, o nome do guia mudou para Lonely Planet e

Tudo a bordo de uma velha minivan. Se hoje dar as caras nesse pedaço

Saigon ou achar sombra e água fresca no meio do Saara. São

descompromissado livrinho com dicas de viagens. “Era tanta informação

informações surpreendentes, raramente vistas em outros

boa que precisava ser compartilhada”, lembra Tony. Precisava mesmo.

guias. Ao longo de 40 anos, venderam 100 milhões de

As 1.500 cópias iniciais de Across Asia on a Cheap, publicadas

exemplares sem nunca deixar de lado o espírito de aventura.

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REPRODUÇÃO

Do primeiro guia, Across Asia on the Cheap, até a chegada ao tablet, um longo caminho fora da estrada convencional

O selo abrange hoje programas de televisão, e-books e publica

planejar uma viagem usando apenas a pesquisa na web. No próprio

500 títulos entre guias de conversação, revistas mensais, atlas

site da Lonely Planet, usuários do fórum de trocas de dicas entre

rodoviários, livros de ficção e os famosos guias, traduzidos

viajantes estão neste exato momento discutindo a real situação

em dez línguas e vendidos em mais de 100 países. Emprega

de segurança em países como o Mali ou o Iêmen, ou procurando

cerca de 450 profissionais e conta 200 escritores no rol dos

indicações de uma pousada familiar em Igatu, na Bahia.

colaboradores frequentes – apuradores que dedicaram suas vidas a visitar e revisitar suas regiões favoritas no globo. Comprada pela BBC em 2007 por US$ 201 milhões e vendida em leilão – com prejuízo – a um grupo de investidores americanos em março último (mesmo mês em que o Google anunciou o fim dos guias de viagem Frommer’s), a marca Lonely Planet enfrenta a crise do mercado

A bíblia sagrada de todo mochileiro pode até perder força quando se trata

de vendas, mas ainda é uma instituição ativa e consagrada como referência para viajantes independentes. Será difícil desvincular seu genuíno espírito desbravador da marca criada pelos perseverantes australianos naquela longa viagem de van nos anos 70. Se você quer que sua viagem saia do comum, seu guia ainda é o Lonely Planet.

editorial dependente de papel. Hoje as informações frescas sobre qualquer destino, remoto ou não, estão disponíveis gratuitamente. Ficou fácil © TED GOLDING/THE SYDNEY MORNING HERALD/FAIRFAX MEDIA VIA GETTY IMAGES

O casal Tony e Maureen Wheeler, criadores do Lonely Planet

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n av e g u e a b o r d o d a

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Data

Dias

Destino

Itinerário

Navio

3318B 3319 3319B 3323 3324 3326

4 Ago 9 Ago 14 Ago 11 Set 19 Set 5 Out

5 10 5 8 9 12

Norte da Europa Norte da Europa Norte da Europa Mediterrâneo Mediterrâneo Mediterrâneo

São Petersburgo a Estocolmo Estocolmo a Londres São Petersburgo a Londres Barcelona a Veneza Veneza a Monte Carlo Barcelona a Istambul

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Tarifas

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*Tarifas em dólar americano, por pessoa em ocupação dupla, cabine externa, categoria C. Taxas de porto e governamentais não inclusas. Opção de pagamento: valores convertidos em reais ao câmbio do dia, entrada de 40% + taxas e saldo em 4 parcelas iguais. Sistema All-Inclusive: bebidas alcoólicas, não-alcoólicas e gorjetas já inclusas no valor da tarifa. Ofertas não cumulativas com outras promoções, aplicam-se aos dois primeiros passageiros e estão sujeitas à disponibilidade, podendo ser revogadas ou modificadas a qualquer momento, sem prévio aviso. [MITREVISTA] JUNHO 2013


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MIT HI-TECH

NOVIDADES DE ALTA TECNOLOGIA DO UNIVERSO MITSUBISHI {por Juliana Amato | ilustração Pedro Hamdan}

A sustentável leveza das coisas

UM TREM QUE “VOA”, UMA CÂMERA DE 96 GRAMAS, UM REFRIGERANTE SAUDÁVEL E O FUTURO DOS CARROS MITSUBISHI

KIRIN HOLDINGS

O REFRI QUE NÃO ENGORDA Com o verão ardendo no Japão, a Kirin Holdings, empresa do grupo Mitsubishi, lançou um refrigerante que, além de refrescar, promete não engordar. A mágica deve-se a um carboidrato chamado dextrina, eficaz na diminuição dos níveis de gordura no sangue e que ainda serve como suplemento de fibras. A Kirin Mets Cola não contém adoçantes artificiais e está sendo considerada a primeira bebida saudável no mundo feita à base de cola. Aprovada pela agência reguladora de alimentos específicos para a saúde, a Mets Cola entrou para a lista de hits do verão japonês. Tanto que a empresa espera vender 7 milhões de garrafas por ano. www.kirinholdings.co.jp/english/ [MITREVISTA] JUNHO 2013

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HI-TECH

MITSUBISHI MOTORS CORPORATION

FORMA E FUNÇÃO Saíram os vencedores do Good Design Award, prêmio promovido pelo instituto de design japonês JPD. Mais de 3 mil inscrições de mil diferentes companhias foram feitas para a edição de 2012. Entre os laureados, 19 produtos de empresas pertencentes à Mitsubishi. Os 60 jurados do concurso, que acontece desde 1957, atentam não apenas para a beleza, mas para questões de produção, custos e sustentabilidade. Conheça dois dos premiados que fazem parte do grupo da marca dos três diamantes.

NIKON

96 GRAMAS Apesar do corpo de aço, esse é o peso desta elegante câmera com meros 7,7 centímetros de comprimento e 1,7 de profundidade. Suas propriedades, no entanto, são de uma gigante: 7,3 megapixels, monitor de 2,5 polegadas e zoom ótico de três vezes. Essa Nikon, marca pertencente ao conglomerado Mitsubishi, cabe no bolso – e não causa nenhum incômodo. 35

[MITREVISTA] JUNHO 2013

DIVULGAÇÃO

www.g-mark.org/


DIVULGAÇÃO

MITSUBISHI HEAVY INDUSTRIES

TREM NO CÉU O monotrilho suspenso mais longo do mundo, em Chiba, a 40 quilômetros de Tóquio, ganhou trens com partes do piso e portas de vidro. A ideia da Mitsubishi Heavy Industries com o Urban Flyer foi fazer o passageiro se sentir em um avião sobrevoando a cidade pelos mais de 15 quilômetros de viagem. [MITREVISTA] JUNHO 2013

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HI-TECH

MITSUBISHI MOTORS

O FUTURO PRESENTE Dois conceitos mostrados pela Mitsubishi Motors nos salões do automóvel de Genebra, Xangai e Bangcoc no primeiro semestre de 2013 deram uma pista do futuro dos carros da marca dos três diamantes. O CA-MiEV e o G4 foram apresentados como líderes de uma tecnologia batizada pela Mitsubishi de @earth. Em resumo, a futura safra se compromete definitivamente com o meio ambiente, a economia de combustível, o desempenho e principalmente com o prazer de dirigir. O CA-MiEV é uma derivação do já conhecido i-MiEV. Além de bem maior (4,05 metros de comprimento), sua autonomia de 300 quilômetros é três vezes superior à do antecessor. Ou seja, ele pode rodar uma semana sem ser recarregado, levando-se em conta a movimentação média de um motorista europeu. A Mitsubishi adiantou que não se trata de um carro a ser produzido, mas que está servindo como laboratório de uma série de tecnologias a serem adotadas na gama de carros da marca. O mesmo acontece com o sedã G4. Com motor 1.2 de 12 válvulas e 80 cavalos, ele promete um espetacular consumo de 20 km/l. Um sistema inovador desliga o motor em paradas curtas, como no semáforo ou no trânsito carregado, e volta a ligá-lo quando se tira o pé do pedal do freio. Em breve, na sua garagem. 37

[MITREVISTA] JUNHO 2013


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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PAINEL FOTOS DIVULGAÇÃO

OBJETOS DO DESEJO COM ALTA TECNOLOGIA {por Alessandra Lariu, de Nova York}

Miudezas formidáveis OS GADGETS ESTÃO CADA VEZ MENORES — E MAIS SURPREENDENTES

FRENTE E VERSO O Yotaphone tem uma tela normal, na frente, e uma tela feita de e-paper, atrás. Com resolução mais baixa, ele economiza bateria e pode ser programado para mostrar notícias ou updates das redes sociais. www.yotaphone.com

É PESSOAL Internet móvel não é novidade. A ideia do wi-fi pessoal Karma, no entanto, revoluciona alguns conceitos: a rede é aberta e, quanto mais pessoas acessarem sua conexão, mais downloads você pode fazer. US$ 79. yourkarma.com

COPO D’ÁGUA Além do design interessante, o relógio de cabeceira Bedol é movido a água. Isso mesmo! Dispensa bateria ou eletricidade – um gadget eternamente recarregável e ecológico. US$ 29. www. bedolwhatsnext.com

PEQUENOS MOMENTOS Com 36 mm x 36 mm, a Memoto (espécie de memória móvel, daí o nome) é uma câmera que se encaixa na roupa para gravar imagens e tirar automaticamente fotos em alta resolução a cada dois minutos. E ainda tem GPS para identificar o lugar das imagens. US$ 279. www.memoto.com 39

[MITREVISTA] JUNHO 2013

É SÓ FALAR Sem teclado, tela ou cabo, o Ubi se encaixa na tomada e todas as funções – mandar e-mail, escrever textos ou acessar a web – são comandadas por meio de um sistema de reconhecimento de voz. US$ 219. theubi.com

DO BOLSO PRA PAREDE O projetor 85 Lumen da Brookstone cabe no seu bolso e, apesar de ter lente pequena, produz imagem decente. Sua bateria é suficiente para duas horas de projeção. US$ 299,99. www.brookstone.com


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PORTA-LUVAS

BELEZA SEMPRE AO ALCANCE DAS MÃOS {por Patrícia Broggi}

FOTOS DIVULGAÇÃO

À flor da pele

RESPONSÁVEL PELO MARKETING PARA MODA E TENDÊNCIA DO SHOPPING CIDADE JARDIM EM SÃO PAULO, FABIANA PASTORE REVELA SUAS DICAS DE BELEZA

REFRESCO IMEDIATO Para o rosto, antes dos cremes, ou no meio de um dia muito corrido, Fabiana borrifa Eau de Raisin Bio, Caudalíe (SAC 21 3252-2563). É uma bruma que refresca e hidrata a pele. A marca francesa acaba de chegar ao Brasil. R$ 69 (200 ml) HIDRATAÇÃO PURA Fabiana gosta do Shampoo e do Condicionador Hidratação, da Pantene (SAC 0800 7015515). Para uma hidratação extra aos fios, aplica Moroccan Oil (SAC 0800 888 9091). R$ 7,90, xampu (200 ml) R$ 8,40, condicionador (200 ml) R$ 150, óleo

PELA SOMBRA Para se proteger do sol, Fabiana não dispensa o Minesol Actif Unify, Gel-Creme bloqueador solar ROC, FPS 60 UVA + UVB (SAC 0800 7036363). No corpo, usa ainda o Lancaster Velvet Milk Sublime Tan, SPF 30 (www. lancaster-beauty. com)

FOCO NO OLHAR Para ela, maquiagem tem tudo a ver com os olhos. Para tirar olheiras e dar ao rosto um ar descansado, Fabiana não vive sem seu corretivo Secret Concealer, da Laura Mercier (www. lauramercier.com). Para delinear o contorno, usa um lápis kajal comprado na Índia.

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US$ 22 LÁBIOS DE SEDA O potinho de Carmex (www.mycarmex.com) para os lábios tem que ficar sempre à mão. Além de hidratar, ele protege e proporciona uma sensação deliciosa . US$ 1,89 [MITREVISTA] JUNHO 2013

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DELÍCIAS 4x4

COMIDA SABOROSA E FÁCIL DE PREPARAR {fotos Marcelo de Breyne}

Saúde na palma da mão

A CHEF NEKA MENNA BARRETO PREPARA UM CRACKER DE CENOURA, LINHAÇA E CHIA E FAZ UM DELICIOSO SANDUÍCHE DE PEITO DE PERU

SANDUÍCHE CROCANTE INGREDIENTES

10 g de sal marinho (sem aditivos) 10 g de kümmel ½ pimenta dedo-de-moça

Numa forma com sous plat em cima, dispor uma quantidade

200 g de cenouras raladas na parte fina do ralo

micropicada

uma espátula (ou colher chata),

100 g de linhaça demolhada de véspera (lavada em água

Água para dar a consistência desejada (ou leite de gergelim preto)

estendê-la até que ocupe todo

corrente na peneira para tirar os

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de gergelim preto) aos poucos.

de massa e, com o auxílio de

o sous plat (a espessura deve ser bem fina, de no máximo 3

fitatos, ou goma)

MODO DE PREPARO

mm). Cortar as bolachinhas no

100 g de farinha de linhaça (batida na hora)

Bater no liquidificador a linhaça.

tamanho que quiser e levar

Moer o coentro no moedor

ao desidratador (quatro horas

2 colheres de sopa de chia 50 g de gergelim branco

de café. Misturar a chia com

de cada lado a 42 graus para

um copo de água e misturar

manter as enzimas vivas) ou ao

200 g de coco fresco ralado 50 g de salsinha em folhas

até engrossar. Juntar em uma

forno (20 minutos de cada lado).

vasilha com as cenouras raladas,

Para rechear o sanduíche, Neka

Coentro em grãos moídos ou pilados

o coco ralado e os demais

sugere peito de peru fatiado

ingredientes. Misturar até sentir

Seara, fatias de alface romana,

100 g de sementes de girassol demolhadas por 5 horas

que a massa esteja com liga. Se

tomatinhos fatiados, folhas de

não, acrescentar água (ou leite

salsinha e cracker.

[MITREVISTA] JUNHO 2013

NEKA MENNA BARRETO nasceu em Porto Alegre, onde, depois de uma adolescência cheia de entusiasmo e rebeldia, cursou história da comunicação e nutrição. Estudou as influências indígenas e africanas na alimentação do Brasil e trabalhou por cinco anos em cruzeiros marítimos italianos. Fez cursos no Ritz Escoffier em Paris, estagiou no Chez Panisse, da chef Alice Waters, na Califórnia, e no Tantris, do chef Hans Hass, em Munique. Há 30 anos trabalha com catering. Estima ter realizado 5.400 festas. Foi convidada para representar o Brasil em 2012 no fórum de Davos e sua próxima grande missão será servir 5 mil convidados por dia durante a Copa das Confederações, em junho.


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[MITREVISTA] JUNHO 2013


Há 13 anos atuando no mercado da indústria automobilística, a W. Truffi Blindados se coloca hoje como uma das principais empresas do segmento no Brasil. Todos os materiais e processos empregados são homologados e regulamentados pelo Exército Brasileiro e a W. Truffi é uma empresa que possui a certificação ISO 9001:2008. É a certeza de oferecer segurança, confiança e qualidade aos nossos clientes e seu patrimônio.

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COMBUSTÍVEL

BEBIDAS PARA ABASTECER A ALMA {por Luciana Lan

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cellotti}

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FOTOS DIVULGAÇÃO

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Ouro líquido

ENVELHECIDOS POR ATÉ UM SÉCULO, ESTES CONHAQUES SÃO OBJETOS DO DESEJO PARA COLECIONADORES E AFICIONADOS 1. LOUIS XIII Conhecido como o rei dos conhaques, é envelhecido em tierçons – raros tonéis de carvalho centenários – por até 100 anos. Traz aromas densos, com notas florais, de frutas cristalizadas e toques de especiarias, maracujá, gengibre e noz-moscada. As garrafas, produzidas em cristal Baccarat, são esculpidas cuidadosamente por 11 artesãos. Emporium Dinis (emporiumdinis.com.br) R$ 12.452* (*) VALORES SUJEITOS A ALTERAÇÃO.

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[MITREVISTA] JUNHO 2013

2. L’ESSENCE DE COURVOISIER É elaborado a partir de uma combinação de mais de 100 raros eaux de vie das regiões de Grande Champagne e Borderies. Tem notas aromáticas de sândalo, tabaco, marzipã e mel. Na boca, abre nuances de alcaçuz, ameixa e damasco. O decanter de cristal Baccarat tem rolha facetada, inspirada nos anéis com que Napoleão presenteou seus comandantes militares mais leais. Cognac Expert (cognac-expert.com) US$ 3.265,75*

3. JENSSEN ARCANA HORS D’AGE Envelhecido por 98 anos e envasado – apenas após o pedido do comprador – em garrafas sopradas em cristal francês e numeradas individualmente, revela aromas de bolo de frutas, canela, tabaco, avelã e madeira. Na boca, equilibram-se notas vivazes de carvalho, frutas cristalizadas e avelãs. Cognac Expert (cognac-expert.com) US$ 5.368*

4. LE VOYAGE DE DELAMAIN Produzido em edição limitada de 500 garrafas, foi elaborado com inspiração nas memórias de viagem da família Delamain, produtora da bebida. O resultado é uma combinação de notas aromáticas de tabaco das Américas, café da África, couro da Rússia e especiarias do Oriente. A garrafa de cristal Baccarat é armazenada em uma caixa revestida de couro russo. Wine Searcher (wine-searcher.com) R$ 12.754*


The big brother of the ReCon-9, this board easily drops in on slower breaks and is great for mid to larger sized riders. The ReCon-10 gives you a 9’6� feel on a 10’6� ride. Complete with (4) SIC fins (FCS compatible). It can be ridden as a quad, tri or twin fin.

A fast progressive rocker profile with narrow pintail and thinned out rails enables you to set your edge for aggressive turns. Excels in swells from 4’ to 8’. Complete with (4) SIC fins (FCS compatible). It can be ridden as a quad, tri or twin fin.

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Suggested max. rider weight: 250 Lbs. / 115Kg.

This board is super fun and versatile. Designed for the person who wants a versatile board that can drop into small to mid size waves or to paddle to the other side of the harbor to collect some beers off your buddies boat. Easy to plane and agile for its length, pump down the line or get your toes-on-the-nose. Offered in single fin only because that is all you need.

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Suggested max. rider weight: 225 Lbs. / 100 Kg.

With its wave piercing bow, and a quick transition to flat, this “Stock Class� board has a great glide in “displacement mode� while in calm waters, and is stable when in “planing mode� in choppier conditions. Sharp rails at the tail shear water for unlimited speed. This is your weapon of choice if you want looking to cover a lot of ground or to win the BOP.

FLAT-WATER RACE/FITNESS

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A scaled up version of the X-12, this missile provides unrivaled flat-water speed. Its sharp displacement bow is like a knife through flat water and chop. The quick transition to flat provides stability and keeps the board in glide mode between strokes. Sharp rails at the tail shear water for unlimited speed on the open range.

FLAT-WATER RACE/FITNESS

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This light-weight fitness and touring board has good glides and directional control. The low nose rocker creates a long effective water line combined with a slight single concave for easy acceleration, graduating to flat through the middle for stability and a better glide. The design finishes with panel-V design for clean water release and control at higher speed.

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Suggested max. rider weight: 215 Lbs. / 100 Kg.

This racehorse was created for the SIC Race-Team who demanded the fastest, yet most stable board with ultraquick acceleration and superior control. Incidentally, offshore race boards have also proven to make some of the most versatile fitness and touring boards. Paddle with ease and see more on your tour.

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#6--&5

Suggested max. rider weight: 215 Lbs. / 100 Kg.

This race-horse was created for the SIC Race-Team who demanded the fastest, yet stable board with ultra-quick acceleration and superior control. Incidentally, openwater race boards have al proven to make for some of the most versatile fitness and touring boards. They are designed to handle any condition mother nature can throw your way.

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#6--&5 This inter-island missile has a more narrow outline than the F-16 for max speed and maneuverability on smaller swell and chop. An efficient rocker-profile keeps you into the energy zone of the swell, maintains the highest average speed and can maneuver quickly to catch swells from any direction. Its flat bottom delivers tremendous glide while the panel-V tail keeps the nose elevated in the troughs and in the chop.

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The F-16 is our most versatile down-winder in the SIC arsenal. With enough nose curve and ample tail release it can handle late drops and tight chops with ease. Whether living in Lake Garda or Hood River, this is the long distance race and touring board of choice. Slightly wider than the Bullet 17, this comfortable, steering equipped board has proven itself by winning the M2O Race (Molokai to Oahu Kaiwi Channel) several times.

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Suggested max. rider weight: 225 Lbs. / 100 Kg.

Available in 2 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� construction with Carbon rail wrap, wood reinforced decking, for a super durable, high performance feel. (2.) “Semi-Custom Carbon� with full carbon wrap, high density PU decking and full wood veneer bottom with carbon stringer for a light and snappy, high performance surf.

Suggested max. rider weight: 200 Lbs. / 90 Kg.

Available in 2 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� construction with Carbon rail wrap, wood reinforced decking, for a super durable, high performance feel. (2.) “Semi-Custom Carbon� with full carbon wrap, high density PU decking and full wood veneer bottom with carbon stringer for a light and snappy, high performance surf.

Available in 2 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� construction with Carbon rail wrap, wood reinforced decking, for a super durable, high performance feel. (2.) “Semi-Custom Carbon� with full carbon wrap, high density PU decking and full wood veneer bottom with carbon stringer for a light and snappy, high performance surf.

Available in 2 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� at 29 1/2� Carbon rail wrap, wood reinforced decking, for increased durability. Standard features include proprietary EZ-Grab handle and can be rigged with a cargo net. (2.) “Semi-Custom Carbon� at 28� wide is fully race ready with full carbon decking, top and bottom, for ultra light, race performance.

Suggested max. rider weight: 175 Lbs. / 80 Kg.

Available in 1 construction: “Semi-Custom Carbon� Ultra light weight for easy handling in the water as well as on and off the car. With full carbon, top and bottom, this board is one of a kind.

Suggested max. rider weight: 250 Lbs. / 115 Kg.

Available in 2 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� Carbon rail wrap, wood reinforced decking, for increased durability. Standard features include proprietary EZ-Grab handle and can be rigged with a cargo net. (2.) “Semi-Custom Carbon� Stiff snappy and race ready with full carbon, top and bottom, for ultra light, race performance.

Available in 2 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� Carbon rail wrap, wood reinforced decking, for increased durability. Standard features include proprietary EZ-Grab handle and can be rigged with a cargo net. (2.) “Semi-Custom Carbon� Stiff snappy and race ready with full carbon decking and bottom for ultra light, race performance.

Available in 3 constructions: (1.) “Tuff-Wood Custom Composite� (with or without) SIC’s proprietary Active Steering System (A.S.S.). (2.) “Semi-Custom Carbon� with super light weight stock performance. (3.) “Double Carbon Composite� with SIC’s proprietary Active Steering System (A.S.S.) for maximum maneuverability and speed. plummed for regular or goofy.

Available in 1 construction: “Double Carbon Composite� with SIC’s proprietary Active Steering System (A.S.S.) for maximum maneuverability and speed. plummed for regular or goofy. Also, with handle and carrying loops.

Suggested max. rider weight: 300 Lbs. / 135 Kg.

Available in 1 construction: “Double Carbon Composite� with SIC’s proprietary Active Steering System (A.S.S.) for maximum maneuverability and speed. plummed for regular or goofy. Also, with handle and carrying loops.

Suggested max. rider weight: 225 Lbs. / 100 Kg.

SIC tem como objetivo levar equipamento e atleta "7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 ao limite nas condiçþes mais extremas no mundo."7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 Quando estiver"7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 ao largo da costa de Maui ou atravessando o "7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 "7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 "7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 "7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 "7"*-"#-&$0/4536$5*0/ "7"*-"#-&$0/4536$5*0/ "7"*-"#-&$0/4536$5*0/4 SIC tem como objetivo levar equipamento e atleta ao limite nas condiçþes mais extremas no mundo. Quando estiver ao largo da costa de Maui ou atravessando o canal entre Molokai e Oahu, você não conseguiria ir de um pedaço de terra a outro com segurança, sem o equipamento certo. SIC aprendeu a criar pranchas com canal entre Molokai e Oahu, você não conseguiria ir de um pedaço de terramelhorada. a outro comIsto segurança, semincomparåveis o equipamento certo. SIC aprendeu criar pranchas com mais eficiência no deslize, melhor controle e uma capacidade de manobra resultou em pranchas para uso em amomentos de lazer, mais eficiência no deslize, melhor controle e uma capacidade de manobra melhorada. Isto resultou em incomparåveis pranchas para uso em momentos de lazer, turismo, surf e ou competiçþes a nível mundial. turismo, surf e ou No competiçþes nívelencontrar mundial. a linha completa de pranchas SIC em www.bohralah.com.br Brasil voceapode SIC MAUI BRASIL No Brasil voce pode encontrar a linha completa de pranchas SIC em www.bohralah.com.br SIC MAUI BRASIL

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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ON THE ROAD

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AVENTURAS A BORDO DE UM MITSUBISHI {depoimento de Edson Lehnert Bailune a Luis Patriani}

Família 4x4

FAZ 20 ANOS QUE OS BAILUNE VIAJAM DE MITSUBISHI PELAS ESTRADAS DE TERRA DA AMÉRICA DO SUL. A AVENTURA MAIS RECENTE – 18 DIAS E 8 MIL QUILÔMETROS A BORDO DE UMA L200 TRITON – INCLUIU A LARGADA DO RALI DAKAR

O

histórico de aventuras na minha vida e na da minha mulher,

passou, os meninos cresceram, mas não deixamos de viajar juntos. Vieram

Marcia Paes, começou cedo e cheio de adrenalina. A primeira

a Chapada Diamantina, a serra da Canastra, o salar de Uyuni, na Bolívia... A

delas foi nosso casamento, em 1981, quando eu tinha apenas

aventura mais recente, a maior de todas, foi na virada de 2008 para 2009.

20 anos. A segunda se deu logo depois, com o nascimento

O destino era o deserto do Atacama, no norte do Chile, que pretendía-

do Frederico (hoje com 31 anos), do Felipe (29) e do Fábio (27). A terceira

mos explorar – e nos divertir. Deixamos Petrópolis com nossa L200 Triton

aventura, certamente a mais divertida, foi colocar todo mundo dentro de

e fomos direto para a região de Foz do Iguaçu. No dia seguinte, pegamos

um Mitsubishi 4x4 e cair na estrada. Sempre adorei acampar, fazer trilhas,

o sentido Corrientes e entramos na Argentina pelos pampas. A estrada

ralis e coisas do gênero. Quando a “turma” começou a chegar, tivemos de

era excelente, mas a distância entre os postos de combustível chegava a

dar um tempo. Mesmo assim comprei meu primeiro SUV, um Mitsubishi

100 quilômetros. Como não sabíamos desse detalhe, quase ficamos sem

Pajero ano 1994 movido a diesel, quando eles eram crianças. Escolhi esse

combustível. Um simpático motorista, no entanto, parou sua caminhonete

carro pela tradição que a Mitsubishi tinha em veículos off-road. Naquela

e nos vendeu parte de seu diesel pelo preço da bomba – prova de que a

época saíamos para lugares relativamente próximos a nossa casa em

rivalidade entre Brasil e Argentina acontece só no futebol.

Petrópolis, na serra fluminense. Íamos para Visconde de Mauá, Ibitipoca e

Dirigimos horas pela região dos pampas, caracterizada por

Carrancas, na serra da Mantiqueira. As viagens, com ou sem perrengues,

banhados e pastagens. A viagem seguia pela baixada, um planalto

eram gostosas e serviam para batizar a criançada. Lembro bem quando

que parecia não ter fim. Aos poucos uma elevação lá no fundo foi

subimos a serra da Bocaina em 1995. Uma árvore caiu no meio da

se aproximando. Era a cordilheira dos Andes. A primeira parada no

estrada, que já era péssima, e precisamos ser guinchados. O tempo

fantástico maciço que corta a América do Sul se deu na cidade de A L200 Triton sentiu-se em casa nas estradas de terra do Atacama

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[MITREVISTA] JUNHO 2013


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punhado de folhas de coca para mascar e suportar as grandes altitudes.

no altiplano, 4 mil metros acima do nível do

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montamos acampamento próximo a um vilarejo. O céu tinha tantas estrelas que era possível vê-las até olhando para o horizonte. Pela manhã, cruzamos os Andes a mais de 4.800 metros e partimos direto para nosso destino, São Pedro de Atacama. Eu já conhecia essa cidade deliciosa, mas estava ansioso para apresentá-la a meus filhos. O primeiro atrativo foi logo o mais famoso: os gêiseres del Tatio. A

onde ficam os gêiseres, ainda era madrugada – e o termômetro no painel marcava 8º C negativos. O dia clareava vagarosamente e uma fumacinha começava a subir do chão. Dez minutos depois, o vapor já estava a 10 metros de altura, jorrando de fissuras na terra a 80º C . Um

FOTOS: ARQUIV O

longe de abalar a L200 Triton. Quando chegamos ao grande platô

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viagem dura 50 minutos por uma estrada ruim e esburacada, mas

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espetáculo da natureza bem diante dos nossos olhos!

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Os dias que se seguiram na região de São Pedro de Atacama

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reservaram outras atrações fantásticas. A visita ao vale da Lua foi uma delas. No pôr-do-sol, o visual que se tem das montanhas coloridas dos Andes parece um devaneio. Na laguna Cejar, o sonho continua com o

de carne. De lhama. Após três dias de delírio no deserto do Atacama,

azul alucinante da água e fica mais maluco quando se tenta afundar, sem

descemos até Santiago para deixar meu filho Frederico, que precisava

êxito – a alta concentração de sal aumenta a densidade da água e faz o

voltar ao Brasil, e seguimos para Mendoza, na Argentina, onde iríamos

corpo flutuar. À noite o programa foi se entregar aos deleites culinários.

entrar em um universo com o qual nossa família está acostumada: os ralis.

Em São Pedro de Atacama há muito bons restaurantes, principalmente

Fui campeão do Mitsubishi MotorSports em 1997, meus filhos venceram em 2000 e, no ano passado, ganhamos uma etapa da categoria Extreme

BRASIL

ARGENTINA

La Serena

do Mitsubishi Outdoor. Nossa atenção agora estava voltada para a

MG Petrópolis RJ

SP

PR

CHILE

MS São Pedro PA de Atacama Paso de RA Sico GU S. Antonio AI de los Cobres Salta Foz do 51 Iguaçu 9 16 5 San José 12 de Metán Corrientes RS

São Paulo

SC 101 Porto Alegre

PAULO NILSON

7

assistir àqueles carros, motos, quadriciclos e caminhões – todos muito velozes – correndo por terrenos tão difíceis. O que não esperava era que a paixão dos moradores da cidade fosse tão grande a ponto de me confundirem com um piloto do Dakar. Como nossa L200 Triton estava adesivada com o número que uso nos

26 3 Uruguaiana

ralis da Mitsubishi no Brasil, as pessoas me perseguiam e vinham pedir

URUGUAI

para eu assinar. Ao final, foram 18 dias e 8 mil quilômetros sem qualquer

Mendoza Santiago

largada do Ralli Dakar, que iria acontecer ali. Eu sabia que seria muito legal

Buenos Aires

autógrafos em bandeiras e camisas. Algumas até traziam santinhos problema a bordo da nossa resistente e confortável L200 Triton. Paisagens lindas. A família unida. Agora, ser tratado como piloto do rali mais famoso do mundo definitivamente não fazia parte do meu roteiro.

Cinco estados brasileiros, três países, desertos, montanhas, lagos, capitais, vilarejos. Foram 8 mil quilômetros em 18 dias de viagem

Se você costuma viajar com seu Mitsubishi, mande sua aventura para esta seção. Escreva e envie fotos para atendimento@customeditora.com.br

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ÚNICA!

LANCER EXPERIENCE: UMA EXPERIÊNCIA

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FOTOS RICARDO ROLLO

O Lancer Experience é um curso de direção com exercícios de técnica de pilotagem. Eles ensinam a acelerar, frear, fazer curva e como se comportar em piso molhado. São dicas superúteis para situações cotidianas. Tudo ao volante do Lancer Evo X e com acompanhamento de pilotos profissionais, como Duda Pamplona e Erich Darwich, e a supervisão do multicampeão Ingo Hoffmann. O curso dura um dia e acontece no autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP). Para participar, informe-se pelo telefone (11) 5694-2914 ou pelo e-mail lancerexperience@mmcb.com.br. Na fanpage do facebook, é possível encontrar mais informações sobre o curso, ler sobre o circuito e assistir a vídeos. Acesse: www.facebook.com/AutodromoVeloCitta.

PALAVRA DE QUEM FEZ “O que aprendemos dá pra aplicar no dia a dia. Uso o Lancer Evo para trabalhar e passear. Não sabia de toda a capacidade dele. Vai servir para eu reacelerar melhor e para frear melhor.” Rafael Gomide

Frederic Liaouenam

www.lancerexperience.com.br LancerExperience

“Sensacional, emocionante, gratificante. Uma superexperiência, um aprendizado incrível. Um sonho que se tornou realidade. Estar aqui dentro realmente é indescritível.”

AutodromoVeloCitta

PRÓXIMOS CURSOS 18 a 20 JUL

29 a 31 AGO

26 a 28 SET [MITREVISTA] JUNHO 2013

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Q QUENTIN TARANTINO O BAD BOY DE HOLLYWOOD CHEGA AOS 50 Por

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ANA MARIA BAHIANA, de Los Angeles


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NICOLAS GUERIN/CONTOUR POR GETTY IMAGES


CAPA pitalar. Ela seria a figura mais importante da existência do filho na vida real – e o template sobre o qual ele construiria todas as suas fortes, destemidas e invencíveis personagens femininas. As outras influências fundamentais para o jovem Tarantino seriam sua cidade adotiva – especialmente a geografia física, humana e social da baía sul de Los Angeles, onde ele morava, e do vale de São Fernando, onde, aos 16 anos, ele decidiu estudar para ser ator. Entram aí também as intermináveis horas na frente da TV e, mais tarde, no cinema (especialmente os que tinham programação dupla de filmes fora de cartaz). Quentin prestava atenção a cada detalhe, analisava cada personagem, memorizava cada fala, decupava cada cena, cada pedaço de trilha, cada cor, cada corte. Aos 17 anos, Tarantino queria ser ator. “Eu achava que, se não conseguisse ser ator, seria um criminoso – daqueles que roubam bancos, lojas...” Ele confessa, porém, não saber se alguma vez levou isso a sério. “Mas me parecia algo romântico e radical, eu adorava a ideia.” Diz que mesmo a possibilidade de ir parar na cadeia não o assustava. “Eu pensava: ‘Uau, as coisas que vou aprender! Como vou ser esperto quando sair da cadeia!’” Esse mito romântico desmoronou quando ele entrou em cana por dever US$ 3 mil em multas de estacionamento proibido. “Fui trancafiado numa cela como um animal, algo nada cool – e aí essa bobagem finalmente saiu da minha cabeça.” primeira vez que ouvi falar de Quentin Tarantino foi em 1991. Eu estava entrevistando Harvey Keitel por causa do filme Bugsy e, de repente, a propósito de nada, ele interrompeu o que estava falando, se virou para mim e disse: “Normalmente não faço isso, mas quero que você preste atenção neste nome: Quentin Tarantino. É um jovem diretor completamente diferente de qualquer outro que está por aí. Acredito muito nele. Você ainda vai ouvir falar dele”. Keitel chegara a Tarantino por meio do produtor Lawrence Bender, que o então roteirista promissor conhecera numa festa. Tarantino enviou o roteiro de Cães de Aluguel para Bender, Bender mostrou para quatro amigos – inclusive Harvey Keitel – e, juntos, eles levantaram o um milhão e duzentos mil dólares necessários para a produção. Cães de Aluguel estreou no Festival de Sundance de 1992 e deu um susto em todo mundo. Bender tornou-se o melhor amigo e produtor de fé de Tarantino, seu sócio na produtora A Band Apart. Harvey Keitel tornou-se Mr. White e encerrou Cães de Aluguel numa saraivada de balas antes de voltar a trabalhar com seu protegido em Pulp Fiction e Um Drinque no Inferno. E Quentin Tarantino transformou-se em Quentin Tarantino. O MOLEQUE

Quentin Jerome Tarantino nasceu em Knoxville, Kentucky, no sudeste dos Estados Unidos, em 27 de março de 1963. Seu pai, o músico e ator Tony Tarantino, abandonou a família antes de Quentin nascer. Sua mãe, Connie McHugh, tinha 16 anos quando Quentin veio ao mundo. Quando o garoto tinha 2 anos, mãe e filho se mudaram para Torrance, um subúrbio ao sul de Los Angeles, onde Connie estudou enfermagem e, depois, administração hos55

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O CINÉFILO

Depois de – dependendo do dia em que nosso herói conta esta história – dois, três ou quatro anos estudando para ser ator em uma academia no vale de São Fernando, Tarantino voltou à região onde cresceu – a baía sul de Los Angeles – para trabalhar no emprego que, de certa forma, definiria sua vida. No balcão da locadora Video Archives, em Manhattan Beach, ele pôde ganhar a vida fazendo o que mais amava: ver filmes o dia inteiro e debater todas as suas minúcias com colegas igualmente fanáticos, como Roger Avary, que veio a se tornar parceiro, confidente e colaborador. Como em todo antro de passionais, havia discussões acaloradas que às vezes desembocavam em socos e sopapos, e as recomendações de vídeos para os clientes podiam ser absolutamente radicais. “Eu tornei Eric Rohmer o diretor francês mais famoso de Manhattan Beach”, Tarantino me disse uma vez, todo orgulhoso. Se é verdade que as fundações do nosso gosto se fazem na adolescência, para a vida toda (e eu acredito que sim), Tarantino já chegou ao balcão da Video Archives sabendo o que queria ver. O vasto bufê de ofertas serviu para ampliar seu estoque mental de referências, criando as bases da sua estética. Principalmente a peculiar fusão de violência e humor – que o ator Steve Buscemi define como “a capacidade de instigar o espectador a rir, mesmo quando ele acha que não deve”. E também seu olhar hiperativo, que Tarantino mesmo explica como “minha incapacidade de escolher entre duas boas opções”. Na Video Archives, Tarantino começou também a exercitar sua alma de colecionador, que o levou a ter, hoje, uma das maiores coleções de filmes raros, cult e obscuros em celuloide: “Descobri


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NICOLAS GUERIN/CONTOUR POR GETTY IMAGES


COLAGEM: KEN TANAKA

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Cenas e rostos inesquecíveis de Pulp Fiction (1,2 e 3), Django Livre (4 e 5), Bastardos Inglórios (6), Jackie Brown (7), Planet Terror (8), Kill Bill (9) e Cães de Aluguel (10)


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CAPA

Seu diretor preferido, o que mais o influenciou, foi o italiano Sergio Leone: “A sequência final de Três Homens em Conflito é a perfeição pura. É meu filme favorito de todos os tempos. Sempre tentarei atingir aquele nível”, diz Tarantino que muitos dos filmes que eu amava estavam rodando sem dono e eu podia comprá-los por uma bagatela”. Isso sem mencionar os discos de vinil com trilhas sonoras que hoje ele guarda, rigorosamente catalogados, num quarto anexo ao seu dormitório. “Na planta original da casa, era pra ser um quarto de bebê”, explica. “Tudo bem – os discos são meus bebês, mesmo.” Ele conta que seu diretor favorito, o que mais o influenciou, foi o italiano Sergio Leone (1929-1989). “Para mim, a sequência final de Três Homens em Conflito é perfeição pura”, diz. “É meu filme favorito de todos os tempos, ok? Sempre tentarei atingir aquele nível.” Outros diretores prediletos são Chang Cheh, que está para o cinema de Hong Kong como John Ford esteve para o western; Howard Hawks; Brian de Palma; Martin Scorsese; Francis Ford Coppola. “Da minha geração, gosto de David Fincher, Sofia Coppola, Paul Thomas Anderson, Robert Rodríguez, Luc Besson, Takeshi Kitano.” O ARTISTA

A primeira vez que entrevistei Quentin Tarantino foi em Cannes, na França, em maio de 1994. Pulp Fiction tinha sido exibido no início da manhã e coroado com aplausos. Tarantino falava a mil por hora, numa espécie de stacatto pontuado por vários “ok”, “right”, “you know what I mean”, mania que não perdeu até hoje, embora tenha melhorado. Era magrinho. Suava muitíssimo. No dia seguinte, de manhã bem cedo, a caminho do meu trabalho como parte da equipe da revista Screen International, vi John Travolta caminhando pela Croisette. Exibia um sorriso no rosto e uma cara de atarantado, parando e agradecendo a cada pessoa que passava com uma credencial pendurada no pescoço. “Quando Quentin me ofereceu Pulp Fiction eu estava numa encruzilhada…”, Travolta me diria anos depois. “Não me faltavam ofertas de filmes que poderiam ser enormes sucessos comerciais, mas não me ofereciam filmes de qualidade.” Ele conta que 59

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Tarantino e Pulp Fiction mudaram isso. “Até hoje me sinto profundamente grato por ele ter confiado completamente em mim na criação do meu personagem.” Nos quase 20 anos seguintes entrevistei Tarantino no lançamento de cada um de seus longa-metragens: Jackie Brown, seu tributo a uma paixão de adolescente, Pam Grier, e à geografia humana da baía sul de Los Angeles; Kill Bill – Volumes I e II, a homenagem ao cinema kung fu de Hong Kong, às suas muitas divas invencíveis e à sua máxima pessoal: “Todo bom filme de ação é um filme de vingança”; Bastardos Inglórios, o folhetim da Segunda Guerra Mundial revisto por meio do cinema; e Django Livre, o western spaghetti que ele sempre sonhou fazer. “Quentin pode dirigir em qualquer idioma, inclusive os que ele não fala”, me disse Christoph Waltz, o ator austríaco cuja carreira Tarantino reinventou apresentando-o a Hollywood como o inesquecível coronel nazista Hans Landa em Bastardos Inglórios. “Ele tem antenas que funcionam misteriosamente… é absolutamente sensível, ligado em tudo o que acontece à sua volta.” Os anos trouxeram muitos quilos a mais e incontáveis cabelos a menos para Tarantino. Trouxeram também uma progressiva desaceleração da linguagem, tanto a física como a cinematográfica, uma ojeriza a “modernidades bestas” (palavras dele) como 3D e câmeras digitais. Ficou uma absoluta paixão pela imagem em movimento. O HOMEM QUE AMA AS MULHERES

Ao longo de sua carreira, Tarantino teve várias namoradas mais ou menos sérias: as atrizes Mira Sorvino, Julie Dreyfuss e Didem Erol; as diretoras Allison Anders e Sofia Coppola; a comediante Kathy Griffin; a escritora Lianne Spiderbaby. “Não tenho um tipo”, ele me disse. “Sou atraído especialmente pela inteligência – é preciso haver uma camaradagem antes de rolar a relação.” Cá entre nós: pés bonitos ajudam. Como todos os seus filmes revelam, Tarantino tem um assumido fetiche por eles. Uma Thurman, cuja carreira ele também reinventou com Pulp Fiction e os dois Kill Bill, não é, ele garante, uma delas. “Ela é minha musa, minha melhor amiga, minha confidente”, explica – e diz que a relação dos dois sempre foi platônica. “Ter uma personagem escrita por Quentin é como receber um presente maravilhoso”, diz Uma por sua vez. “É um prazer enorme simplesmente desembrulhá-lo e descobrir o que tem dentro.” Acima de tudo, no entanto, é na sua obra que Tarantino revela a profunda admiração pelas mulheres, da bandida Honey Bunny à implacável Noiva, da misteriosa Mia Wallace à indestrutível Broomhilda. Os homens abrem caminho a ferro e fogo em seus


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NICOLAS GUERIN/CONTOUR POR GETTY IMAGES


CAPA

CARTAZES: REPRODUÇÃO

filmes, mas no seu coração haverá sempre uma grande mulher. Ele conta que cresceu sozinho numa casa com três mulheres. A mãe nasceu numa família paupérrima do Tennessee. Com muito estudo e muito trabalho tornou-se uma das maiores executivas no setor da saúde. “Ela me teve muito jovem, então cresci com essa mulher jovem e bonita, superforte, e suas duas grandes amigas – que eram como ela, lindas, supercool e superfortes”, explica. “Fui criado sem pensar nem por um segundo que uma mulher não pode ou não deve fazer isso ou aquilo, pois minha mãe era um exemplo de que não havia limites para o que uma mulher pode fazer. Na minha cabeça não existem duas caixas com ‘coisas que os homens fazem’ e ‘coisas que as mulheres fazem’.” Tarantino diz que existe uma crença na indústria cinematográfica de que 61

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homens não se interessam por filmes com heroínas. “Acho isso besteira, tenho certeza de que os homens gostam de Kill Bill.” E a personagem A Noiva, segundo ele, não é uma Rambo feminina, uma versão mulher de um herói de ação, como tantos filmes fazem. “Acho que ela é extremamente feminina, suas motivações são femininas”, acredita. “Ela tem os impulsos de uma mãe leoa: não mexa comigo, não mexa com minha cria. É algo profundamente violento, profundamente feminino.” Tarantino conta também que começou a acreditar em vidas passadas nos últimos dez anos. Diz que sempre pensou nisso, mas de uns anos para cá vem se convencendo. “Acho perfeitamente possível”, afirma. O autor de Kill Bill e Django Livre afirma que talvez tenha sido chinês, talvez tenha sido negro. “E talvez eu tenha sido mulher.”


DIVULGAÇÃO

IMAGO / ZUMA PRESS / GLOW IMAGES

Da chopper do personagem de Bruce Willis, em Pulp Fiction, para a mountain bike nas montanhas do Alabama

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ESPORTE

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ESPORTE

A R I E D LA BAIXO A BIKE ELOS N I A T N P U O O D I M D O N HO D ORTE DIFU JE N I M A HO OC SP ESSE É DOWNHILL, E OS 70 E QUE RENALINA, S AN IMO DE AD E VIDA O N S E N HIPPI É SINÔ IA E ESTILO D LOG O N C E T

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PHOTOSHOT / OTHER IMAGES [MITREVISTA] JUNHO 2013

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DEAN TREML/RED BULL CONTENT POOL

MATTIAS FREDRIKSSON

ESPORTE

No comando das primeiras mountain bikes, em 1896, os buffalo soldiers, eternizados por Bob Marley. Acima, uma “montanha-russa” em Utah (EUA). Na página ao lado, o inglês Steve Peat multicampeão de downhill, pedala no mundial da Eslovênia, em 2010

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B

P o r A LV A R O P E R A Z O L L I

icicletas não precisam ser alimentadas. Não bebem água. E são muito mais silenciosas que uma manada de cavalos. Essa foi a lógica do exército americano ao equipar o 25º regimento de sua artilharia com as primeiras bicicletas off-road da história. A ideia era mostrar que aquele objeto sobre duas rodas era mais rápido e prático que os equinos para cruzar as Montanhas Rochosas, no sudoeste dos Estados Unidos. Corria o ano de 1896 e a dura tarefa de pedalar pelas encostas íngremes coube aos célebres buffalo soldiers, grupo de soldados negros eternizado na música homônima de Bob Marley. As bicicletas, especialmente projetadas para a empreitada, tinham rodas de aço, pneus à prova de furos, garfos reforçados e correntes protegidas. Apesar da média de 80 quilômetros percorridos por dia, a expedição, que sofreu com atoleiros e quadros quebrados, não animou o alto escalão militar e as mountain bikes seguiram seu rumo longe dos quartéis. A pedalada que colocaria essas “bicicletas 4x4” definitivamente na história ocorreria oito décadas depois, não muito longe dali. Anos 70. Jovens pedalam ao sabor da brisa hippie que sopra na Califórnia. Em busca de paz e amor, os ciclistas – barbados, cabelos longos – começam a explorar os bucólicos arredores de São Francisco. Estavam dispostos a descobrir novos lugares, a se perder, a cair, a rasgar suas calças jeans. As bicicletas, pesadas e frágeis, no entanto, não tinham tanta disposição para a vida longe do asfalto. Ainda mais quando a brincadeira passou a ser subir as montanhas para em seguida descer a toda velocidade, o que rapidamente ganhou o nome de downhill. Eram tempos do prazer pelo prazer. Como as magrelas não faziam jus ao apelido (pesavam mais de 22 quilos e


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RORY BUCKLAND L / ALAMY / GLOW IMAGES


ESPORTE tinham pneus do tipo balão), o jeito era empurrá-las ou transportá-las de caminhão morro acima. Cansada de quebrar quadros e fazer adaptações cada vez mais engenhosas, a turma que você vai conhecer logo a seguir se juntou e criou a primeira mountain bike da, digamos, era moderna: com geometria e estrutura específicas para ser rápida e resistente. No guidão do divertimento pós-Woodstock, nomes como Gary Fisher, Tom Ritchey, Joe Breeze e Charlie Kelly. Todos californianos, lendas ainda vivas (na faixa dos 60 anos) e com o nome no Hall da Fama do mountain biking. Kelly é o fundador da primeira revista sobre o esporte, a The Fat Tire Flyer. Breeze criou a célebre Breezer Bikes. Ritchey é sinônimo dos quadros e componentes mais tradicionais e conhecidos do mundo. Fisher é o nome de uma das marcas de bicicletas mais desejadas por quem deseja bicicletas de alto desempenho com design exclusivo. Pode ser um passeio tranquilo. Mas pode ser uma descida radical, extrema. Ossos quebrados são relativamente comuns. É preciso prática, experiência e até uma dose de loucura para se lançar em pirambeiras inclinadas nas quais a velocidade pode chegar aos 80 quilômetros por hora. “Mais do que tudo, é preciso equilibro emocional”, diz Francisco Innamorato, um dos mais experientes atletas brasileiros. Apesar da topografia favorável para a prática do mountain biking, não há ainda

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No detalhe, nomes como Gary Fisher e Tom Richey, hippies e percursores do downhill na Califórnia. Na outra página, o voo do sueco Martin Söderström

DOWNTOWN O downhill urbano tem o mesmo princípio da vertente tradicional. Escadarias, vielas, becos, ladeiras e galerias servem de pista. Casas, tratores, caminhões, carros e até metrôs fazem as vezes de obstáculo. A primeira competição oficial ocorreu em 2000 em Lisboa (Portugal). As Américas Central e do Sul são referência para essa modalidade, geralmente disputada na topografia irregular de comunidades carentes. Santos, no litoral paulista, sedia a já famosa Descida das Escadas de Santos, competição que atrai pilotos do mundo inteiro e é transmitida ao vivo para todo o país. Na foto ao lado, o brasileiro Volkmar Berchtold desce o morro da Dona Marta, no Rio de Janeiro

MATTIAS FREDRIKSSON

ALEXANDRE CASSIANO / AGÊNCIA O GLOBO

uma forte tradição e uma cultura do esporte no Brasil. Falta investimento, há poucas competições, o custo dos equipamentos é alto e a mídia não dá muita bola. “Estamos na mesma fase em que o skate estava quando começou no país, marginalizados”, lamenta Chicão, como Innamorato é conhecido. Há nomes grandes que preferiram migrar para o exterior em busca de saltos mais altos. Como Luana de Oliveira, nascida em Itu e considerada a maior representante do downhill brasileiro – que vive hoje nos Estados Unidos. As competições no Brasil começaram no início da década de 1990. As mountain bikes eram adaptadas e as pistas eram estradas de terra sem obstáculos. “As modalidades eram disputadas em um mesmo evento”, lembra o catarinense Markolf Berchtold, 33 anos, primeiro brasileiro a participar de todas as etapas da Copa do Mundo de Downhill, em 1999, e número sete no ranking mundial em 2005. “Nos primórdios do esporte, competíamos no up hill (subida de montanha), no downhill e no XC (mountain bike tradicional) no mesmo fim de semana”, relembra. No decorrer dos anos, as trilhas tornaram-se mais técnicas e as bikes importadas dominaram o mercado. Isso proporcionou a utilização de equipamentos específicos que contribuíram para a evolução do esporte no país. Em maio deste ano, a cidade de Ouro Preto (MG), famosa por suas ladeiras e berço de Bernardo Cruz (atual campeão brasileiro de downhill), recebeu uma pista de 600 metros para sediar o Desafio das Cruzes, prova de alto nível patrocinada pela Red Bull.

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MATTIAS FREDRIKSSON

ESPORTE

DI VU

LG AÇ ÃO

Santa Cruz, Specialized, Scott, Kona, Cannondale, GT, Intense, Rock Shox, Marzocchi, Fox, Trek. Estas são as bicicletas com o selo de objeto de desejo no downhill. São empresas tradicionais fundadas ou com a participação de lendas do esporte no desenvolvimento dos produtos. Seus fiéis entram em discussões acaloradas para defendê-las. Na foto, a Santa Cruz V10. De fibra de carbono e com as peças mais tops do mercado, o curso de sua suspensão traseira é de 10 polegadas (250 mm), um dos mais longos do segmento.

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Minas Gerais, por sinal, está promovendo competições que têm atraído mais de 300 pilotos. Mas Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados onde o esporte está mais desenvolvido. Em São Paulo, a serra da Cantareira é um dos principais locais para a prática. A trilha mais procurada é a dos Macacos, próxima ao portal de Mairiporã, no topo da serra – é completa e ideal para quem está começando. Os atletas mais experientes, que querem treinar ou buscam um nível técnico maior, optam pela Saracura, perto do centro da cidade – e que mescla velocidade, técnica e resistência. A paulistana Patrícia Loureiro, 33 anos, uma das mais importantes mountain bikers brasileiras (oito vezes campeã nacional, bicampeã pan-americana e bicampeã da Descida das Escadas de Santos), coloca nessa lista as trilhas de Ibirama e Balneário Camboriú (SC) e de São Vendelino (RS). Fora do Brasil, ela elenca Whistler, no Canadá, Big Bear e Mammoth, nos Estados Unidos, Fort William, na Escócia, e Leogang, na Áustria. Praticar o downhill em alto nível pode custar caro. Mas é possível fazer um investimento de até R$ 3 mil em modelos mais simples de bicicletas ou adquirir uma bike de segunda mão em bom estado. Mesmo as mais caras continuam pesadas – entre 16 e 20 quilos – se comparadas às bicicletas de competição para estrada, que têm em média 7 quilos, ou às mountain bikes top de linha, que podem chegar aos 9 quilos. Como o foco é a resistência na absorção de impactos, o peso não é tão fundamental, como nos modelos de XC ou de estrada, nos quais a redução de 50 gramas pode significar um enorme ganho de desempenho. “A bicicleta de downhill tem geometria para descidas e estrutura para superar os obstáculos. Usar um modelo inadequado pode causar acidentes sérios”, alerta Caio Sadocco, um dos pioneiros do esporte no Brasil. Os melhores modelos são full suspension – com suspensão


JOE L AWW ILL

dianteira e traseira. Os amortecedores oferecem cursos maiores para suportar os impactos, além de possuírem inúmeras regulagens e poderem ser hidráulicos, pneumáticos ou combinar as duas tecnologias. Os pneus são mais largos e possuem cravos altos. O sistema de freios é hidráulico e a disco – modelos mais poderosos são capazes de parar uma motocicleta de 250 cilindradas. No lugar do câmbio dianteiro, há uma engenhosa engrenagem que impede que a corrente se solte. O quadro e a maioria das peças geralmente são construídos de alumínio, embora atualmente a fibra de carbono comece a ganhar espaço. Com tanta tecnologia, uma bicicleta top de linha para downhill pode custar aqui R$ 25 mil. Como os tombos são comuns, a proteção é tão importante quanto uma boa bicicleta. Quem não caiu vai cair. E quem já caiu vai cair de novo. Aliás, é fundamental treinar a queda. O atleta tem de estar preparado para rolar em alta velocidade em terrenos com pedras, barrancos e valas. Portanto, nada de roupas de lycra. E esqueça os tradicionais e frágeis capacetes de ciclista. É imprescindível usar proteção cervical, colete, joelheira, cotoveleira, luvas, capacete fechado e roupas especiais, que se assemelham aos equipamentos de motocross. “Em dez anos de downhill, levei incontáveis tombos pequenos e três grandes”, diz Sadocco. “Em um deles, soltou o tendão do meu braço e precisei fazer uma cirurgia.” Parar? “Nem pensar – o risco é muito pequeno perto da adrenalina.”

Em ação, Luana de Oliveira, nome mais promissor do downhill brasileiro. Abaixo, a mountain bike imita o voo de uma garça em Alter do Chão, nosso próximo destino

AS MELHORES TRILHAS* NO MUNDO 1) Whistler, Canadá 2) Big Bear, Califórnia 3) Mammoth, EUA 4) Fort William, Escócia 5) Leogang, Aústria

NO BRASIL 1) Trilha do Saracura, Mairiporã (SP) 2) Trilha dos Macacos, Mariporã

(SP) 3) Ibirama (SC) 4) Balneário Camboriú (SC) 5) São Vendelino (RS)

DESCIDAS URBANAS 1) Lisboa,

Portugal 2) Valparaíso, Chile 3) Santos (SP) 4) Down Taxco (México) 5) Bento Gonçalves (RS)

LUIZ BRAGA

ROGERIO SMITH

* segundo Patricia Loureiro, uma das mais experientes praticantes de downhill no Brasil

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BRASIL 4x4

PARAÍSO

CHAPADA

DIAMANTINA Nas lentes do fotógrafo Rui Rezende, todos os ângulos de um dos pedaços mais fascinantes e selvagens do país Te x t o X A V I E R B A R T A B U R U

Fotos RUI REZENDE

QUANDO AS ÁGUAS DO RIO TAPAJÓS BAIXAM, BANCOS DE AREIA E UMA FLORESTA EXUBERANTE FICAM À DISPOSIÇÃO DE QUEM OUSOU CHEGAR A ALTER DO CHÃO, NO PARÁ Te x t o e f o t o s L U I Z B R A G A

O sol doura o Morrão, em Palmeiras, no centro do parque nacional

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BRASIL 4x4

MAPA PARÁ Pará

Ri

Rio T apa j ós

MAPA ALTER DO CHÃO Boa Vista

Aveiro

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PAULO NILSON

A

lter do Chão. A primeira vez que ouvi esse nome achei que fosse outro desses erros de grafia que se perpetuam – e acabam virando nome próprio. Ainda mais porque estava indo para fotografar o Çairé (Sairé), a festa, que depois descobri que se grafa com “s” mesmo. Era 1984 e não demorei a perceber se tratar de um lugar com uma energia diferente. Estava diante de um altar que me tirava do chão. Imagine um rio cuja imensidão azul-esverdeada leva a boca a procurar um sal mediterrâneo onde somente doçura há. E não é a areia fina e alva que lembra açúcar cristal e mais uma vez engana nosso cérebro, que teima em procurar palmeiras para compor o estereótipo de paraíso caribenho. Não à toa muitos chamam Alter do Chão de Caribe amazônico. Decididamente trata-se de um sereno paraíso salpicado de surpresas, tão mais intensas quanto maior for a carga de estereótipos trazida pelo visitante. Um cenário estonteante cujas praias passam metade do ano cobertas pela cheia do rio. Como que se guardando de Alenquer uma superexposição, a mesma que já queimou o filme de tantas Óbidos superstars. Lugar embalado por um vento constante, mas sem o o chiar de palmeiras, perfeito para esticar as pernas sentado Am a zonas na beira do rio, no istmo que se forma em frente à vila – e Curuaí ali se deliciar com o tucunaré pescado com arpão nas águas Santarém cristalinas do rio Tapajós. Dolce far niente, eis algo que tem Alter tudo a ver com Alter do Chão. Um ócio azul, verde e branco. do Chão Mas que pode ser quebrado numa boa trilha secundária pela floresta ou numa pescaria no lago Maicá. Piranhas? Lá vem de novo o estereótipo daquele filme B com pessoas assustadas sendo atacadas. Nada disso!


Um passeio na Gruta Vista aérea do istmo de areia Lapa Doce, um voo sobre diante de Alter do Chão. Na página aanterior, planícieum inundada emFloresta tucano na Andaraído e oTapajós sorriso do Nacional povo quilombola

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Desembarque no porto de Santarém, a 38 quilômetros de Alter do Chão

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Depois da pesca, a praia vira mercado. Abaixo, uma รกrvore mostra sua raiz quando as รกguas do Tapajรณs baixam

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UM GUIA DO PARAÍSO

Para você aproveitar o melhor de Alter do Chão COMO CHEGAR Desde Cuiabá, pegue a BR-163 até Santarém. Dali, são mais 38 quilômetros pela PA-457 até Alter do Chão. Se for de avião, há voos diários para Santarém. QUANDO IR O melhor período é entre agosto e janeiro, na vazante do rio Tapajós, quando seu leito fica baixo e surgem as praias de areias brancas e águas claras. Nessa época, a chance de avistar animais silvestres é muito maior. Na segunda quinzena de setembro acontece

a festa folclórica do Sairé, cuja origem remonta ao século 18, quando os jesuítas evangelizaram os índios. ONDE FICAR n Beloalter. É um dos hotéis com a melhor infraestrutura de Alter do Chão. Os apartamentos de luxo são equipados com tv, frigobar e arcondicionado. R. Pedro Teixeira, 500, tel. (93) 3527-1230, www.beloalter.com.br. n Mirante da Ilha. O forte é a localização, em frente à lagoa Verde e à ilha do Amor. R. Lauro Sodré, 369, tel. (93) 3527-1268,

De minhas andanças por lá um momento está tatuado na memória. Foi na ponta do Cururu, pequena praia distante cerca de 15 minutos de Santarém e que avança como um dedo em direção ao rio – e onde só se chega de barco. Ao me deitar na areia por um tempo que não parecia ser deste mundo, senti um silêncio e uma paz tão profundos que ouvia meu coração bater, como se buscasse se afinar com a vibração da Terra. Uma comunhão inesquecível com a natureza e festejada pelos botos tucuxis que costumam saltar por lá. Final de dia é paleta privilegiada de cores. Seja pelo belo céu, seja pelas luzes dos barcos que sabiamente se pintam de lâmpadas multicoloridas entremeadas pelas redes de dormir. Verdadeiras telas flutuantes que riscam o azul noturno dos rios. Pelo menos uma vez na vida há que se viajar de barco

www.hotelmirantedailha.com.br. n Albergue da Ilha. Em meio a uma preservada área verde, ele se destaca pelos chalés rústicos e confortáveis. R. Pedro Teixeira, 66, tel. (93) 3527-1174. ONDE COMER A culinária típica de Alter do Chão tem como base os peixes do rio Tapajós, como tucunaré, pirarucu e tambaqui. Em geral, são servidos na manteiga, defumados ou em forma de caldeirada. n Tribal. Travessa Agostinho Lobato. n Hotel Beloalter. R. Pedro Teixeira, 500.

numa rede. A maioria dos visitantes de Alter do Chão chega primeiro em Santarém, a maior cidade da região, que possui ligações aéreas com o resto do Brasil e fica a uma hora de jato de Belém. É grande mesmo este Pará. É no porto, porém, que pulsa o vaivém de pessoas e mercadorias num dos grandes hubs fluviais da Amazônia. Vai cerveja, arroz, bicicleta, gás de cozinha, cimento. Vem pirarucu, farinha, banana, feijão-da-colônia. Este último um toque inconfundível de delicada textura e sabor meio adocicado que enobrece qualquer salada. Que o digam os grande chefs que finalmente descobriram na região um tesouro de sabores e texturas. A simplicidade de uma piracaia, o assado de peixes feito em fogueiras montadas em covas na areia da praia, é coisa para ser compartilhada numa roda de memoráveis histórias. ACERVO FUNDAÇÃO SANTOS-DUMONT, VIA LUCITA BRIZA

Nas areias de Alter do Chão ou nas aventuras aéreas de Ada Rogato, uma Amazônia acolhedora, apesar das flechas

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ESPÍRITO 4X4 [MITREVISTA] JUNHO 2013

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A RAINHA DOS ARES ESPÍRITO 4X4

ADA ROGATO, A PIONEIRA DA AVIAÇÃO BRASILEIRA JOSÉ RUY GANDRA

CREATIVE COMMONS

Por

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AEROCLUBE DE RIBEIRテグ PRETO (SP)


Q

uando Ada Rogato, filha de imigrantes calabreses moradores do bairro paulistano do Cambuci, nasceu, em 1910, o cometa Halley iluminava os céus com seu brilho intenso, quase hipnótico. Quando Ada morreu, em 1986, em São Paulo, solteira e sem filhos, lá estava o astro outra vez no firmamento, embora dessa feita a palidez de seu brilho tenha decepcionado seus observadores na Terra. Essa coincidência confere uma aura de magia adicional a alguém que, como Ada, durante toda a vida fez do céu a sua segunda morada. Ao longo dos 75 anos que separam as duas aparições, Ada, desafiando o desejo paterno e uma infinidade de convenções sociais, tornou-se uma das pioneiras e mais respeitadas personagens da história da

aviação no Brasil. Apesar de sua origem e condição social humildes, foi a terceira mulher brasileira a receber brevê para pilotar aviões, em 1935. Foi também a primeira a obter licença para saltar como paraquedista, a primeira volovelista (piloto de planador) e a primeira piloto agrícola do Brasil. Como se tal pioneirismo não bastasse, Ada Rogato também se destacou no território da aventura. Invariavelmente sozinha e no comando de aviões de pequeno porte, começou destacando-se em acrobacias aéreas arriscadas. A década de 50 demarcou seus anos dourados. Já em 1950, aos 40 anos, Ada foi a primeira piloto brasileira a atravessar os Andes em voo solo, feito que repetiria dez outras vezes, sempre sozinha na cabine. No ano seguinte, 1951, tornou-se a primeira mulher a voar do Rio de Janeiro ao Alasca, noutro percurso solitário em que rasgou o céu das três Américas, num trajeto de 51.064 quilômetros

ARQUIVO FAMÍLIA ROGATO

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ARQUIVO PAULO BONFIM, VIA LUCITA BRIZA

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O ARQUIV

O ROGAT FAMÍLIA

ESPÍRITO 4X4


ARQUIVO NEIDE BIBIANO

va pelos sertanistas irmãos Villas Boas durante sua expedição para o oeste. Muitas delas ficavam no atual Parque Nacional do Xingu, cujas aldeias indígenas fascinaram Ada. Esse encantamento pelo interior do Brasil fez com que, em 19 de dezembro de 1957, ela se tornasse a primeira mulher a pousar em Brasília, então um canteiro de obras em meio ao cerrado servido por uma precária pista de terra. Fechando com maestria essa galeria de obstáculos invariavelmente superados, em 1960 Ada Rogato realizou novo voo solo, desta vez até a cidade de Ushuaia (capital da província argentina da Terra do Fogo), num percurso total de 12.800 quilômetros que lhe exigiu 82h43 de olhos grudados no horizonte e na paisagem inóspita 3 mil metros abaixo. Ada pretendia aterrissar no Polo Sul, mas não obteve permissão das autoridades americanas responsáveis pelo campo de pouso situado no ponto mais setentrional do planeta sobre uma quilométrica e milenar camada de gelo. Dois depoimentos dão ideia da magnitude dos feitos da aviadora. “Imaginem o que foi a determinação da nossa valente Ada Rogato, em executar o celebre voo há mais de 60 anos (o DIVULGAÇÃO

realizado em cerca de seis meses. Seu feito arrancou hurras dos fãs da aviação no mundo inteiro. Sempre a bordo de seu Brasileirinho (um Paulistinha CAP-4 de matrícula PP-DBL, asas de madeira e apenas 75 cavalos de potência) e, mais tarde, do Brasil (um Cessna com apenas 90 cavalos), Ada realizou outras proezas incríveis. Na primeira delas com o novo avião, em 1952 tornou-se o primeiro piloto, de qualquer sexo, a pousar com um pequeno monomotor no temível aeroporto de El Alto, em La Paz, na Bolívia, situado a nada menos que 4.100 metros de altitude num platô andino de difícil acesso. Em 1956, ano em que se comemorou o cinquentenário do voo histórico de Santos Dumont com o 14-Bis, em Paris, Ada realizou um novo reide assombroso. Entre 4 de julho e 24 de outubro, após 163 horas de voo (sempre solo) e 25.067 quilômetros, a italianinha de cabelos negros e baixa estatura esquadrinhou todo o território brasileiro. Pousou em todas as capitais do país, em várias cidades menores e, por diversas vezes, inaugurou pistas abertas no cerrado e na sel-

A aviadora em seu vestido de primeira co munhão; aos 29 anos em Pa quetá (RJ); um retrato de seus pais, imigrantes ca labreses; com a primeir a turma de paraquedistas br no Brasil (Ada evetada é da direita para a sétima a esquerda); e diante de um do que a alçaram s aviões aos céus

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CORTESIA C&R EDITORIAL

ESPÍRITO 4X4

reide das Américas), num pequeno e frágil Cessna 140 de dois assentos e tendo apenas Deus como copiloto”, diz João Francisco Amaro, irmão do falecido comandante Rolim e diretor do Museu da Aeronáutica da TAM, onde hoje está exposto o monomotor Brasil de Ada. “Acho que, depois do nosso eterno Santos Dumont, criamos uma galeria de pilotos brasileiros que imortalizaram seus feitos e, nela, certamente o nome da Ada jamais será apagado.” O jornalista Claudio Lucchesi, editor da revista Asas e sócio da C&R Editorial, casa que lançou o livro Ada, uma biografia da aviadora escrita pela jornalista Lucita Briza, também celebra os feitos da aventureira. “Hoje, numa época de GPS, smartphones e conexões virtuais imediatas, fica quase impossível imaginar o que era pilotar fazendo a navegação pelas estrelas, pela bússola, por rios e acidentes naturais – mas era exatamente

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assim que se voava até metade do século 20”, diz. “E foi assim, voando nessas condições, que Ada Rogato cruzou os céus das Américas, indo da Argentina ao Alasca. Mal dá pra imaginar isso. Ainda menos por uma mulher, sozinha, num pequeno avião monomotor...” A magnitude de seus feitos parece contrastar com a figura miúda, um tanto reservada e algo tímida de Ada Rogato. Filha única do casal italiano Maria Rosa e Guglielmo Rogato, recebeu na infância uma educação muito próxima à severidade. Nada disso impediu que ela acalentasse permanentemente o sonho de um dia voar. Ironicamente, embora vivessem se chocando em suas posições, Ada e o pai se entregaram às duas paixões que, no início do século 20, haviam capturado a imaginação da humanidade. Enquanto Ada cultivava um amor crescente pela aviação, seu pai era um apaixonado pelo cinema – arte nascente à qual, após adquirir anos de prática na fotografia, entregou-se com prazer. Com Ada ainda criança a família teve uma rápida e um tanto nebulosa passagem pelo Rio de Janeiro, após a qual o pai,

ACERVO AEROCLUBE POLITÉCNICO DE PLANADORES

A bordo do Bra do Cessna sil – nome instrumen 140 com tação bási autonom ca e ia de Ada rodou sete horas –, a A m ér ica. Na viagem 1951, foi mais longa, em e Alasca (vej voltou do Rio ao a mapa). A baixo, em 1935, no plan Na página ador Anhemby. ao lado, em aldeia indí uma gena, em 1956


25 24 26

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MAPA: KEN TANAKA

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REIDE PELAS 3 AMÉRICAS SAÍDA: 5 de abril 1951 RETORNO: 27 de novembro 1951 QUILÔMETROS PERCORRIDOS: 51.054 HORAS DE VOO SOLITÁRIO: 364

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51 52 53 54

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55

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19. Acapulco, México 20. Cidade do México, México 21. San Diego, EUA 22. Los Angeles, EUA 23. Vancouver, Canadá 24. Fairbanks, EUA 25. Fort Yukon, EUA 26. Fairbanks, EUA 27. Vancouver, Canadá 28. Los Angeles, EUA 29. Washington, EUA 30. Chicago, EUA 31. Detroit, EUA 32. Nova York, EUA 33. Ottawa, Canadá 34. Quebèc, Canadá 35. Nova York, EUA 36. Miami, EUA 37. Havana, Cuba 38. Porto Príncipe, Haiti 39. São Domingos, República Dominicana 40. San Juan,

Porto Rico 41. Pointe-à-Pitre, Guadalupe 42. Martinica 43. Port of Spain, Trinidad e Tobago 44. Caracas, Venezuela 45. Georgetown, Guiana 46. Paramaribo, Suriname 47. Caiena, Guiana Francesa 48. Macapá, AP 49. Manaus, AM 50. Belém, PA 51. São Luís, MA 52. Fortaleza, CE 53. Natal, RN 54. Recife, PE 55. Maceió, AL 56. Aracaju, SE 57. Salvador, BA 58. Vitória, ES 59. Rio de Janeiro, RJ

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3

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1 59

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8 7

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VISUALIMPACT.CH|THOMAS ULRICH

1. Rio de Janeiro, RJ 2. São Paulo, SP 3. Assunção, Paraguai 4. Curitiba, PR 5. Porto Alegre, RS 6. Montevidéu, Uruguai 7. Buenos Aires, Argentina 8. Mendoza, Argentina 9. Santiago, Chile 10. Lima, Peru 11. Quito, Equador 12. Bogotá, Colômbia 13. Cidade do Panamá, Panamá 14. San José, Costa Rica 15. Manágua, Nicarágua 16. Tegucigalpa, Honduras 17. San Salvador, El Salvador 18. Cidade da Guatemala, Guatemala

ACERVO FUNDAÇÃO SANTOS-DUMONT

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ESPÍRITO 4X4

Ada recebe a Medalha do Mérito Aeronáutico em 1964 e é homenageada pelo consulado dos EUA em São Paulo em 1971. Abaixo, a capa de sua biografia, escrita pela jornalista Lucita Briza em 2011

FOTOS ARQUIVO NEIDE BIBIANO

ACERVO UH/FOLHAPRESS

Guglielmo, decidiu estabelecer-se em Maceió. Na capital alagoana montou um estúdio fotográfico e amealhou muitos clientes entre a elite local. Daí para o cinema foi questão de tempo. O casamento, no entanto, naufragou durante essa temporada nordestina. Abandonadas por Guglielmo, que se apaixonou por uma bela morena nativa, a futura aviadora e sua mãe, Rosa, regressaram a São Paulo e foram morar numa casa humilde do bairro de Santana. Ada nunca mais veria o pai. Mesmo tendo de ajudar a mãe tanto nas tarefas domésticas como nos chamados “serviços pra fora” (bordados e trabalhos artesanais), Ada conseguir juntar dinheiro suficiente para, em 1935, tirar o primeiro brevê feminino do Brasil de voo a vela (em planadores) e, no ano seguinte, a primeira licença concedida a uma mulher pelo Aeroclube de São Paulo para pilotar um avião. Seis anos mais tarde, em 1941, um curso lhe permitiu receber o primeiro certificado de paraquedista de todo o Brasil.

Em 1943 foi campeã brasileira dessa modalidade. Fã incondicional da aviação esportiva, Ada contribuiu enormemente para divulgá-la. Realizou acrobacias e saltou de paraquedas em centenas de shows aéreos realizados pelo interior do país, ajudando assim a fundar dezenas de aeroclubes. Outro reconhecimento tocante parte de Marta Lucia Bognar, a única brasileira praticante de wingwalking – o arriscado caminhar sobre as asas durante acrobacias. “Considero Ada Rogato um ícone inspirador a ser seguido”, diz. “Ela foi exemplo de nobreza, inteligência e mulher.” Um dado curioso: como forma de conseguir uma renda com sua atividade, Ada realizou mais de mil “voos de coqueluche” (tosse comprida), que, em sua maioria, tinham crianças como passageiros. Os médicos da época os recomendavam, pois acreditavam que as mudanças de pressão durante a subida e a descida do Paulistinha contribuíam para matar a bactéria causadora da doença. Ada fez questão de levar sua mãe, que tinha pavor de aviões, no milésimo desses voos.

REPRODUÇÃO

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FOLH A

PRES

S

DIVULGAÇÃO

A aviadora desfila em carro aberto em 1951 após retornar do reide das Américas. À direita, o desfile do Pajero Full rumo aos 30 anos de vida

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Ada, como voluntária, realizou 213 missões de patrulhamento aéreo do litoral paulista. Em 1948, quando a praga da broca começou a assolar os cafezais do estado, tornou-se a primeira mulher a exibir o título de piloto agrícola, dedicando-se à pulverização das plantações com veneno. Num desses rasantes, no município paulista de Cafelândia, ela sofreu o único acidente sério de sua carreira. O desastre, após um choque com a rede elétrica, custou-lhe os dentes frontais superiores, uma cicatriz no rosto e alguns meses de imobilidade. Nenhuma de suas tantas proezas, no entanto, mudaram sua condição. Ada Rogato foi sempre uma menina pobre apaixonada por um esporte quase sempre praticado pelos ricos. Para se manter nos ares, Ada trabalhou diariamente, até aposentar-se, como funcionária pública – primeiro no Instituto Biológico de São Paulo e, mais no fim da vida, na Secretaria Municipal de Esportes paulistana. Após sua década de ouro, Ada Rogato mergulhou num gradual esquecimento. Em 16 outubro de 1963, durante as comemorações da Semana da Asa, a aviadora causou enorme surpresa ao anunciar a doação de seu inseparável monomotor Brasil ao Museu da Aeronáutica, do qual se tor-

05

CARRO

nara conselheira. “Peço que recebam (...) o Cessna, meu fiel companheiro, que me fez viver as melhores horas de minha vida”, disse, muito emocionada. “O único avião que fez a travessia de Fort Yukon, no Círculo Polar Ártico, Alasca, até Ushuaia, na Terra do Fogo, na Argentina, em voo solitário, cobrindo mais de 100 mil quilômetros e tendo como companheiros apenas Deus e minha inquebrantável perseverança.” Apesar de inúmeras campanhas patrocinadas pela mídia, nunca mais Ada teria um outro avião. Ada Rogato morreu de câncer em 15 de novembro de 1986, dia em que foram realizadas as primeiras eleições diretas para governadores no Brasil após 21 anos de pleitos indiretos impostos pela ditadura. O Brasil, avião com que protagonizara tantas façanhas, sofreu por anos com os maus cuidados no Museu da Aeronáutica de São Paulo, que funcionava no prédio da Oca, no parque do Ibirapuera. Foi, então, transferido para o Museu da Aeronáutica da TAM, em São Carlos (SP), onde permanece até hoje. Na noite em que Ada e o Brasil se separaram definitivamente, o cometa Halley, com seu brilho pálido que frustrou tanta gente, começava a se afastar da Terra – para mais um reide regular de 75 anos pelos confins do universo.

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PA JE FULL

EXCELÊNCIA NO USO DA TECNOLOGIA 4X4 A FAVOR DA SEGURANÇA E DO CONFORTO. EIS O GRANDE DIFERENCIAL DO MITSUBISHI PAJERO FULL, UM CLÁSSICO QUE CHEGA AOS 30 ANOS

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A [MITREVISTA] JUNHO 2013

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CARRO

Sistema Rise de absorção de impactos

Sistema ASTC Control: controle ativo de estabilidade e tração. Garante maior aderência, estabilidade e segurança

Sensor de estacionamento

Carroceria monocoque: melhores condições de dirigibilidade e baixo nível de ruido

Completo sistema de freios com ABS, EBD e EBAC: maior segurança em qualquer situação

Suspensão independente nas quatro rodas

SEGURANÇA Você não vê, mas o Pajero Full é construído com a mais alta tecnologia

TRÊS DÉCADAS DE HISTÓRIA

O Pajero chega como o primeiro 4x4 japonês com motor turbodiesel e direção assistida

Surge a versão com entre-eixos alongado, cinco portas, sete lugares e maior autonomia

1981

1983

Dobradinha da Mitsubishi marca o primeiro título do carro no Paris-Dakar

A segunda geração (1991-1999) consolida a proposta de luxo e alta performance off-road

Paralelamente às vitórias nas areias do rali Dakar, o Pajero conquistou uma legião de fãs pelo mundo

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1985

1993


Por

LEO NISHIHATA

A

té o nascimento do Pajero, em 1981, tecnologia 4x4 e conforto eram como água e óleo. Cada um no seu canto. Não se misturavam. Não existia luxo longe do asfalto. Quando a Mitsubishi Motors colocou o carro no mercado, a vida de quem precisava de robustez, mas não queria abrir mão do conforto, mudou. O novo 4x4 da marca dos três diamantes chegou envolto em um espírito de aventura. Trouxe, porém, uma série de itens de conforto. Dois anos depois, há exatas três décadas, a versão com entre-eixos alongado, cinco portas e capacidade para até sete pessoas, colocou o Pajero em outro patamar: a tecnologia 4x4 estava agora à disposição da família. Em 1985 o Pajero começou a virar ícone e assumir um posto cativo no panteão da história do automobilismo. Naquele ano, logo em sua terceira participação no rali Paris-Dakar, o carro conquistou as duas primeiras posições. A vitória na prova off-road mais difícil do Sistema Full Airbags: frontais, laterais e de cortina

Piloto automático com controle no volante

Sistema de tração Super Select SS4-II

Ao volante de um Pajero, a alemã Jutta Kleinschmidt torna-se a primeira mulher a vencer o Dakar

1999

2001

A quarta geração dá um salto tecnológico com controles eletrônicos de estabilidade, tração e frenagem

No último ano do rali Dakar na África, Stéphane Peterhansel conquista o 12o título do Pajero FOTOS: DIVULGAÇÃO

Com design suavizado e construção monobloco, é lançada a terceira geração (1999-2006)

2006

2007 [MITREVISTA] JUNHO 2013

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CARRO Teto solar

18 luzes de cortesia incorporadas ao veículo

Amplo espaço interno para 7 passageiros com bancos de couro e dianteiros elétricos com aquecimento

Opção de interior nas cores bege ou preta

Ar-condionado digital com saída independente para os passageiros traseiros

CONFORTO

Rodas de liga leve com aro 20”

O Pajero Full mudou o paradigma de que carros 4x4 não podem ser luxuosos

PALAVRA DE QUEM TEM “Além de extremamente

“O Pajero Full me dá total

“Gosto do espaço interno, do

“Uso o Pajero Full no meu dia a

confortável, o Pajero Full

segurança em estradas de

porte e do conforto. Tenho a

dia e nos ralis de que participo.

parece indestrutível.”

terra. Com ele, vou para o sítio

certeza de estar rodeada por

Ele é perfeito nas duas

mesmo se estiver chovendo.”

um veículo que me protege.”

situações.”

Aparecida Oliveira, empresária

Joyce Pascowitch, jornalista

Celso Macedo, engenheiro

Giuliano De Marchi, executivo 91

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Volantes com comandos de áudio e piloto automático integrados

Diversas opções de configurações dos bancos

Sistema multimídia: GPS com mais de 2.550 cidades mapeadas, câmera de ré, DVD, MP3, Bluetooth, entrada USB e TV digital

Motor a diesel 3.2 Common Rail DI-D ou motor a gasolina 3.8 MIVEC V6

Faróis xenon com lavador

Computador de bordo com 9 funções

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Transmissão automática inteligente INVECSII com Sports Mode: esportividade do câmbio manual com o conforto do automático

Espelhos retrovisores externos rebatíveis eletronicamente

mundo significaria uma migração da alta tecnologia das competições para o carro vendido nas concessionárias. “Nosso desenvolvimento sempre esteve ligado às provas de longa duração e alta velocidade”, explica Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da Mitsubishi Motors do Brasil. “Com o tempo, o desafio foi tornar o veículo mais confortável e dinâmico, sem deixar de lado a última palavra em tecnologia de tração.” Trata-se de uma tecnologia invisível, que entra em ação sem o dono perceber. Como a suspensão independente nas quatro rodas, os freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição de frenagem) e EBAC (frenagem em ladeiras e pisos deslizantes), a tração Super Select SS4-II... Apenas para citar algumas. Em trechos escorregadios, onde um

carro normal se sentiria um peixe fora d’água, essas tecnologias assumem o controle e deixam o motorista tranquilo ao volante. No Pajero Full, a valentia sempre esteve associada ao conforto. Seu interior traz tudo que um carro de passeio de classe superior pode oferecer. Ar-condicionado digital com saída independente para os passageiros traseiros, bancos com aquecimento, computador de bordo, também só para citar alguns mimos. E sempre mantendo intacto o DNA de seus ancestrais mais rústicos – um carro que chega a qualquer destino pelo caminho que o motorista escolher. Coisa que, diga-se, ficou bem mais fácil com a ajuda do GPS em português, com mais de 2.550 cidades brasileiras mapeadas. [MITREVISTA] JUNHO 2013

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FINANÇAS

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UMA CULTURA DE PARTNERSHIP A SERVIÇO DO CLIENTE {foto Kiko Ferrite}

Um banco para durar

COM UMA ESTRATÉGIA DE MARKETING SIMPLES E PRECISA, VOLTADA PARA TRADUZIR O DNA DE LONGO PRAZO DO BANCO, O BTG PACTUAL ESTREIA NO RANKING DAS MARCAS DE MAIOR VALOR DO BRASIL ENTRE AS 20 PRIMEIRAS

C

om um valor estimado em US$ 810 milhões, a marca BTG

nossa estratégia de marketing é justamente mostrar isso, fazer com

Pactual ficou em 16º lugar no ranking “As Marcas Mais

que as pessoas entendam a nossa cultura.” Seja em public relations,

Valiosas do Brasil” de 2013 da revista Isto É Dinheiro,

nas relações com a imprensa, nas relações com a sociedade, na

divulgado no mês de abril. A pesquisa da Dinheiro, realizada

publicidade, nos eventos ligados ao cliente, a estratégia do BTG

desde 2006, elege anualmente as 50 marcas mais valiosas

Pactual é sempre, como ele explica, basicamente reverberar seu

entre companhias de capital aberto e é feita em parceria com a

DNA, sua essência voltada para a longa duração. “Essa coerência,

BrandAnalytics, a britânica Millward Brown, consultoria especializada

essa simplicidade, potencializa nossa imagem e nos identifica mesmo

em avaliação, estratégia e implementação de branding, e o grupo

entre pessoas que não nos conhecem bem, já que somos um banco de

WWP – o maior do mundo em marketing e publicidade.

investimentos e não de varejo.”

Chamou a atenção a inclusão do banco pela primeira vez já entre as 20 primeiras colocadas – foi o melhor desempenho entre as marcas estreantes. Embora não se trate de uma pesquisa de recall,

O mês de abril marcou também o primeiro ano do importante IPO

ou seja, de lembrança da marca, também é significativo o valor de um

realizado pelo banco em 2012, que lhe conferiu fôlego para ampliar

business tão exclusivo, um banco de investimentos, estar à frente de

sua presença na América Latina e cumprir a meta de se tornar o hub

marcas que representam produtos e serviços de consumo de massa

de negócios para a região. Isso foi feito por meio da aquisição de

ou de grande tradição local – a exemplo de Vivo, Embratel, Net, Pão de

duas grandes corretoras locais, a Celfin Capital, do Chile, com atuação

Açúcar, Havaianas, Magazine Luiza e outras amplamente difundidas.

também no Peru, e a Bolsa y Renta, da Colômbia. Na virada do próximo

“Nós recebemos a notícia como um reconhecimento por um trabalho

semestre, será a vez do marketing entrar em ação, consolidando a

que realizamos há muito tempo. O BTG Pactual completa 30 anos de

liderança regional do banco com a transição das marcas. “Uma vez

história neste ano”, diz Roberto Sallouti, sócio do banco e COO (Chief

que o business já está todo integrado, Celfin e Bolsa y Renta vão virar

Operating Officer) da instituição.

BTG Pactual”, diz Sallouti. “Vamos manter a proximidade com o cliente

Segundo Sallouti, o sucesso do marketing do BTG Pactual deve ser creditado à sua estratégia pautada na transparência e na simplicidade de realmente reverberar aquilo que o banco é: uma

dessas empresas, com toda a gama de produtos e serviços mais sofisticados que o BTG Pactual oferece.” Principal banco de investimentos da América Latina, o BTG

instituição feita para perdurar por gerações, reconhecida pela

Pactual tem atualmente R$ 175,5 bilhões em fundos sob sua gestão e

qualidade dos serviços prestados a seus clientes e por seu estilo

acumula vários dos principais títulos e prêmios do setor: entre outros,

de governança corporativa baseado na cultura de partnership. “O

é líder em emissão de ações na AL e Brasil (Dealogic e Bloomberg);

fato de nosso funcionário entrar para ficar e crescer aqui, junto com

melhor gestor de fundos do Brasil (Revista Exame e Fundação Getulio

a companhia, com o país e com os resultados para o cliente, torna

Vargas); melhor banco de investimento do Brasil (Latin Finance e

nossa governança corporativa um modelo no mundo das empresas de

Global Finance); melhor casa de Research da AL (Institutional Investor);

capital aberto”, observa o COO.

melhor serviço de Private Banking do Brasil (Euromoney), com R$ 65,7

O BTG Pactual não é somente um banco de investimentos que realmente investe, como costuma dizer seu CEO, André Esteves, mas

bilhões sob sua gestão na área de Wealth Management. Com um total de 2.500 funcionários, sua sede se divide entre São

um banco que se orgulha de nunca ter perdido um grande cliente. Uma

Paulo e Rio de Janeiro e tem filiais em Brasília, Recife, Porto Alegre,

das razões é que, dada a cultura de partnership da instituição, o cliente

Belo Horizonte, Salvador, Ribeirão Preto e Curitiba. Internacionalmente,

é sempre atendido pela mesma pessoa, o que gera conforto, confiança

além da presença no Chile, Peru, Colômbia e México, o BTG Pactual

e estimula os relacionamentos duradouros, por anos e décadas.

possui escritórios em Londres, Nova York e Hong Kong.

“Nossa palavra-chave é o longo prazo”, diz Sallouti. “O valor de 93

HUB DA AMÉRICA LATINA

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Conheça mais sobre o BTG Pactual: www.btgpactual.com


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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D 95

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DRIVE MITSUBISHI

CLUB

ONDE OS SONHOS ACONTECEM

Responda rápido: qual a única marca no Brasil que oferece um clube para quem gosta de velocidade e adrenalina, um autódromo de nível internacional, um campeonato monomarca e cursos de pilotagem e técnicas de direção? Se você respondeu Mitsubishi, acertou na mosca. A marca dos três diamantes realiza quatro eventos que trazem como protagonista o Lancer Evo, um mito das pistas. São eles: Lancer Cup, Lancer Experience, Lancer Evo Day e Mitsubishi Premium Racing School. Todos acontecem no Mitsubishi Drive Club, complexo automobilístico inaugurado pela marca dos três diamantes em Mogi Guaçu, interior paulista, no ano passado. O local abriga o autódromo Velo Città e o Mitsubishi Racing Center, uma ampla área de convivência para pilotos e convidados. O Velo Città foi construído dentro dos padrões da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e é homologado pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo). Com 3.430 metros de extensão, o traçado conta com duas retas, a mais longa com quase 800 metros, e 14 curvas travadas e rápidas. Gostou? Então conheça mais sobre os eventos nas próximas páginas. [MITREVISTA] JUNHO 2013

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DRIVE CLUB

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IRO E L SI RA


RIO NDÁ MO E O L C A AM OC OLOC ANTES D C O TO ION EONA E EMOC P M A S DO C IBRADO S A L P I IS S ETA AIS EQU I Q U E S K U J A R I RIME M DOS M P o r H E N R ÊS P U R T AS

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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MARCELO BORMAC

DRIVE CLUB

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[MITREVISTA] JUNHO 2013


Executivos e empresários – os gentleman drivers – tiram o terno, vestem o macacão e aceleram na Mitsubishi Lancer Cup

A

largada é lançada: na reta final da volta de apresentação, o safety car dá o fora e quem for mais rápido que apresente as armas. Pé embaixo. Os Mitsubishi Lancer Evo R voam pela reta dos boxes: 150, 160, 170 quilômetros por hora. Quando a curva dos Macacos, a primeira do circuito, cresce diante do para-brisa, é hora de cravar o pé no freio e buscar o melhor traçado. Os carros se juntam, formam uma massa única, quase se tocam. As ultrapassagens se sucedem e causam frisson no paddock estrategicamente instalado sobre os boxes e de onde é possível ver quase todos os 3.430 metros do Velo Città. Daí em diante, por 17 voltas, as emoções aparecem a cada curva, a cada freada, a cada disputa por posições. Assim foram as seis provas já realizadas este ano na primeira temporada da Mitsubishi Lancer Cup, a mais nova categoria do automobilismo nacional. Uma categoria na qual todos os carros na pista são iguais e recebem a mesma preparação. “Isso equilibra o jogo, pois oferece igualdade de condições aos pilotos”, diz Bruno Mesquita, líder do campeonato. Entre as duas provas de cada etapa, pilotos, familiares e amigos almoçam no Mitsubishi Racing Center. Os boxes ficam abertos para que o público possa conhecer de perto o Mitsubishi Lancer Evo R, desenvolvido no Brasil pela Mitsubishi especialmente para o campeonato e que são alugados pelos competidores no sistema sit&drive – a organização cuida de toda a parte logística, cabendo ao piloto apenas chegar e sentar para acelerar. O dia sempre termina com uma descontraída premiação. Entre banhos de champanhe e gritos de alegria, fica a certeza de que o automobilismo nacional ganhou uma categoria que chegou para fazer história.

CLASSIFICAÇÃO (OS CINCO PRIMEIROS) lancercup@mmcb.com.br tel: (11) 5694-2866

no trabalho é corrido e é sensacional saber que eu tenho uma equipe que vai deixar o carro pronto para que eu chegue e me preocupe apenas em acelerar.” Sylvio de Barros

“O Lancer Evo R é estupendo, um verdadeiro carro de corrida: seguro, com ótima dinâmica e muita potência. É fantástico participar de um evento tão bem organizado e repleto de adrenalina.” Felipe Essinger

PRÓXIMAS ETAPAS

1) Bruno Mesquita 115 pontos 2) Elias Jr. 100 pontos 3) Sylvio de Barros 93 pontos 4) José França 83 pontos 5) Fabio Viscardi 74 pontos

www.lancercup.com.br

“O sistema sit&drive é fantástico. Meu dia a dia

Nação 4x4

@nacaomitsubishi

06 JUL 4a etapa 5a etapa

07 SET

05 OUT 6a etapa [MITREVISTA] JUNHO 2013

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R E C N A L DRIVE CLUB

O V Y EA

UM 101

DIA

OS A R PA

[MITREVISTA] JUNHO 2013

M RE A ER EL C A HI IS S I UJ B SK U ITS I Q U E M R DA H E N O r Po TIV R O SP E O SD O I R TÁ E I R OP R P

À ITT C O EL V O EN D A NT O ÀV


OY [MITREVISTA] JUNHO 2013

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Os felizes proprietários de um Lancer Evo posam para foto antes do início do track day no Velo Città, o autódromo da Mitsubishi em Mogi Guaçu (SP)

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[MITREVISTA] JUNHO 2013


U

m, dois, três, quatro, cinco... dez, quinze, vinte, trinta Mitsubishi Lancer Evo soltos em um autódromo. Ao volante, nenhum piloto profissional, ninguém em busca do lugar mais alto do pódio, mas seus donos. Felizes proprietários do mito dos ralis com uma pista perfeita à disposição para acelerar à vontade. Bem-vindo ao Lancer Evo Day. “Estou nas nuvens”, comemorava o dentista Saulo Guedes, 34 anos, de Santos, que na segunda etapa tocou os 190 quilômetros por hora e percorreu os 3.430 metros do Velo Città em 1min49seg (melhor tempo do dia) a bordo de seu Evo VIII, ano 2005. Sim, nem só de Evo X vive o Evo Day. Modelos “antigos”, com quase uma década de vida, compartilham a pista com a última geração do esportivo. “É um dia inesquecível”, resumiu o paulistano Fabio Hayashi, 34 anos, dono de um Evo X. “Esta chance de acelerar meu próprio carro, que uso no dia a dia, em um autódromo do nível do Velo Città é inacreditável”, disse o comerciante, que alcançou os 163,2 quilômetros por hora e fez sua melhor volta em 1min57seg. O Lancer Evo Day acontece nas mesmas datas da Mitsubishi Lancer Cup. São duas baterias de meia hora, com direito a cronometragem em três setores da pista para uma autoavaliação do desempenho. Além do prazer da velocidade, é uma oportunidade de conhecer e conversar com pessoas que dividem o mesmo gosto por automobilismo e pelo Lancer Evo. “Em casa, temos um VII e um X”, diz Waniel Mesquita, de Indaiatuba (SP). “Um dia como este é o que pode ter de melhor para quem adora o Evo.”

“É uma oportunidade excelente para quem gosta do Evo, mas não tem onde acelerar. Podemos ir ao máximo e com toda a segurança. Uma chance única que a Mitsubishi nos dá.” Rodolfo Lenzi

“Quem compra um esportivo gosta de velocidade. A Mitsubishi está proporcionando algo fora do comum. Temos toda a segurança para acelerar, nos divertir e conhecer pessoas.” Carlos Eduardo de Almeida

PRÓXIMAS ETAPAS 06 JUL 4a etapa

www.lancerevoday.com.br lancerevoday@mmcb.com.br

Autódromo Velo Città

@nacaomitsubishi

5a etapa

07 SET

05 OUT 6a etapa [MITREVISTA] JUNHO 2013

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GABRIEL BARBOSA

UNIVERSO MITSUBISHI

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RIRCADO LEIZER TOM PAPP

A NAÇÃO 4x4 ACELERA E SE DIVERTE PELAS TRILHAS DO BRASIL

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MOTORSPORTS

RECOMEÇO DE ARREPIAR Em uma das melhores etapas da história do MotorSports, em São José dos Campos (SP), acompanhamos na categoria Graduados a estreia da dupla campeã da Turismo em 2012

E

Por HENRIQUE SKUJIS

m 2012, os irmãos Celso e Helio Watashi tiveram vida dura na categoria Turismo. Mas reinaram: venceram três das sete etapas e ainda conquistaram um terceiro lugar. O resultado da campanha foi o título do campeonato e um upgrade sem escalas para a categoria Graduados. Por isso, a dupla de Mogi das Cruzes (SP) chegou apreensiva à primeira etapa da temporada deste ano em São José dos Campos (SP). O que de fato significaria esse salto de categoria? “Estamos com o pé no chão”, dizia Celso, 34 anos, o piloto. “E minha cabeça tá maluca”, assumia Helio, 31, o navegador. Após quatro meses de férias, a Nação 4x4 voltava a se encontrar. Ao todo, centenas de participantes de vários estados formavam o grid de largada da etapa de estreia da 19ª temporada do Mitsubishi MotorSports. Os irmãos Watashi tinham diante dos olhos uma nova aparelhagem de navegação para dar conta da planilha mais complexa. “Na Graduados colocamos mais bifurcações, mais pegadinhas, mais laços e menos informações na planilha”, explica o diretor de prova Lourival Roldan. As provas são mais longas, as médias de velocidade mais altas e as trilhas têm mais erosões, lamaçais e travessias de rios. Teoria à parte, era hora de saber qual o tamanho do degrau entre as categorias Turismo (intermediária) e Graduados (para as duplas com muita experiência). Logo de cara, um cochilo na navegação fez a dupla perder tempo. Cochilo, diga-se, causado por distração ou até pela navegação enferrujada – a última etapa do ano passado foi em novembro. E, quando se perde tempo em um rali de regularidade, a única maneira de dar a volta por cima é acelerar – dentro do limite imposto pela planilha. E acelerar na lama é sinônimo de adrenalina. Helio dava um show, lendo a planilha, tateando o hodômetro, se adaptando à nova aparelhagem. Vez ou outra, a vista pela janela não tinha nada a ver com o que se lia na planilha, e os dois se assumiam perdidos. Com uma

conversa daqui e algumas contas dali, a dupla logo retomava o prumo. Celso desdenhava do terreno liso e acelerava com segurança o Pajero TR4. Pulos, saltos, rios, trilhas estreitas, paisagens lindas... Quando Celso e Helio terminaram o trecho cronometrado, cumprimentaram-se felizes, mas cientes de que o desempenho não fora suficiente para nem sequer sonhar com o pódio. A certeza maior, no entanto, foi a de que o degrau entre as categorias Turismo e Graduados é grande, mas não são dois. Ficaram em 36º lugar entre as 46 duplas da categoria. “Não há de ser nada. Ainda vamos incomodar a turma lá da frente”, brincou Hélio. Por turma lá da frente entenda-se, entre outros, os irmãos Marcos e Marcelo Bortoluz, de Caxias do Sul (RS), campeões da temporada de 2011 e vencedores da etapa. “O nível da Graduados está cada vez mais alto”, disse Marcos. Os campeões do ano passado, Ricardo Molica e Alexandre Martinez, de Taubaté (SP), andaram bem, mas terminaram em quinto. Na categoria Turismo, a emoção também foi às alturas. “A etapa estava perfeita, com emoção e diversão”, disse Ivan Azevedo, que, ao lado do navegador Alessandro Bonsucesso, veio de Belo Horizonte para vencer a etapa. Entre os 160 carros que largaram na Turismo Light, os paulistas Fernando Watacabe e Atilio Bolzani levaram a melhor. “Estávamos contando os dias para o rali recomeçar”, disse Fernando. “Nos divertimos – e ainda vencemos. A felicidade é indescritível.” Se nas categorias já descritas houve surpresas, o prêmio para a melhor dupla feminina continuou nas mãos das irmãs Bukvar, de Tupã (SP). “Foi uma etapa deliciosa, no meio de uma trilha linda com curvas fechadas em plantações de eucaliptos”, disse a piloto Ariadne. Nos últimos três anos em parceria com a irmã Marcele, ela confessa não saber o número de vitórias. “Acho que são 25, mas perdi a conta.” No fim do dia, um animado almoço de confraternização esperava pelos participantes , ansiosos pela festa da premiação.

CLASSIFICAÇÃO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS GRADUADOS 1) Marcos F. Bortoluz / Marcelo N. Bortoluz (Caxias do Sul/RS) 2) Acyr Hideki R. da Silva / Renan P. Medeiros (Corupá/SC) 3) Rone Branco / Willian Santos (Curitiba/PR) 4) Otavio Enz Marreco / Allan Enz (Apucarana/PR) 5) Ricardo Molica Santos / Alexandre Martinez (Taubaté/SP) TURISMO 1) Ivan Azevedo / Alessandro Bonsucesso (Belo Horizonte/MG) 2) Fernando Isao Tokita / Wagner Uchima (São Paulo/SP) 3) Marcelo C. Borsatto / Rodolfo Santos (Belo Horizonte/MG) 4) Fernando L. Possetti / Cristina S. Possetti (Ribeirão Preto/SP) 5) Camilo Martins / Loraine T. Lima (Conceição de Macabu/RJ) TURISMO LIGHT 1) Fernando Watacabe / Atilio Bolzani (São Paulo/SP) 2) Jorge Chaguri Filho / Marco Antonio Milanez (São Paulo/SP) 3) Marques Ivan A. Moreno / David L. Kwai Pan (Belo Horizonte/MG) 4) Monica da Costa Trindade / Ivan Forster P. Jr. (Santana de Parnaíba/SP) 5) Daniel Fonseca Manse / Mirella Saori R. Kurata (São Paulo/SP)

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[MITREVISTA] JUNHO 2013


FOTOS RICARDO LEIZER

Sobe e desce de arrepiar nos arredores de São José dos Campos. Na outra página, o estudo da planilha da etapa

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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MOTORSPORTS

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RICARDO LEIZER

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DOUTORES DA ADRENALINA Na etapa de Goiânia, uma psicóloga e um médico contam por que estão viciados no MotorSports

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Por JULIANA AMATO

que um médico e uma psicóloga de São Sebastião, no litoral de São Paulo, fazem em Goiânia? O casal Szterling saiu de casa em busca de diversão e aventura na segunda etapa do Mitsubishi MotorSports realizada em Goiânia. Leonel veio de avião. Kaciller, ao volante da Mitsubishi L200 Triton – foram 12 horas de viagem. “Longe ou não, o importante é a diversão”, disse a piloto da categoria Turismo Light. “Depois que o bichinho do rali pica a gente, não tem volta.” Antes de a prova começar, o médico-navegador mostrava o batimento acelerado do seu coração. “Sinto as batidas. Posso prever que até o meio do rali chegará a uns 180 batimentos por minuto”, exagerou, feliz da vida. A dupla tem história no mundo da aventura. Kaciller já esteve em rincões de todo o país quando trabalhava para uma empresa petrolífera. “Viajava por horas, meu escritório era um contêiner.” Leonel, médico especialista em hematologia e velejador, é amante de longa data de ralis. “Nos anos 70 eu saía à meia-noite para as provas”, conta. “Naquele tempo usávamos capacete. Tinha um equipa111

[MITREVISTA] JUNHO 2013

mento de navegação, o speedmaster, além de uma espécie de máquina de escrever que ocupava um espaço imenso. Hoje, a tecnologia deixou tudo mais fácil.” A etapa de Goiânia foi intensa, cheia de novidades. Em meio ao cerrado, típico do Planalto Central, poeira, passagens sinuosas, riachos, mata-burros e animais. A cada trecho molhado, Kaciller fazia questão de espirrar água com a L200 Triton. “Voltar com o carro limpo não tem graça”, dizia com o sorriso estampado no rosto. O trajeto contemplou as belas paisagens das regiões de Abadia de Goiás, Campestre de Goiás, Serra da Jiboia e Claudinápolis. Não foi desta vez que a psicóloga e o médico tomaram banho de champanhe no pódio, mas a emoção deu ao casal a certeza de que estarão na etapa seguinte, em Joinville (SC). A vitória na categoria ficou com a animada dupla André e Camila Manzoni, de São Paulo. “Completamos a temporada inteira no ano passado, mas nunca tínhamos subido no pódio”, comemorou a navegadora. “A Camila foi muito bem. Cometi alguns erros e achei

K


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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MOTORSPORTS que pudesse comprometer. Eu fui nota 8, mas ela foi 10”, julgou o piloto do Pajero TR4. Os campeões da Turismo foram José Carlos e Claudia Eymael, de Santana de Parnaíba (SP), que comemoraram ao lado do filho Pedro. “Foi uma prova difícil, mas valeu muito”, disse Claudia. “Eu ajudei a minha mãe o tempo todo, acompanhando a planilha”, contou o zequinha da L200 Triton. O piloto era só alegria ao ver a família reunida no pódio. “É uma emoção muito grande. Participar é bom, mas ganhar é ainda melhor.” Entre os Graduados, o lugar mais alto do pódio ficou com a dupla Paulo Roberto de Góes e Gustavo Schmidt, de Joinville (SC). “A prova foi excelente e o primeiro lugar é sempre um sonho realizado”, disse o navegador do Pajero Full. “Ganhar o MotorSports não é para qualquer um. E isso faz a diferença”, disse o piloto, animadíssimo com a vitória e ansioso para acelerar em sua cidade natal na próxima etapa. CLASSIFICAÇÃO GOIÂNIA GRADUADOS 1) Paulo Roberto de Góes / Gustavo Schmidt (Joinville/SC) 2) Marcos Bortoluz / Marcelo Bortoluz (Caxias do Sul/RS) 3) Olair Fagundes / Waldemberg Barros (Cuiabá/MT) 4) Ernesto Kabashuma / Luiz Durval Paiva (São Paulo/SP) 5) Fabio Vernizi / Orestes Bacchetti Junior (São Paulo/SP) TURISMO 1) José Carlos Eymael / Claudia Eymael (Santana de Parnaíba/ SP) 2) Renato Augusto de Mendonça / Daniel Martins de Mendonça (Belo Horizonte/MG) 3) Ivan Azevedo / Alessandro Bonsucesso (Belo Horizonte/MG) 4) Fernando Luís Possetti / Cristina Possetti (Ribeirão Preto/SP) 5) Valdir de Lacerda / Elisa de Lacerda (Pouso Alegre/MG) TURISMO LIGHT 1) André Minichelli Mazoni / Camila Leme Marques Mazoni (Guarulhos/SP) 2) Rafael Brochier Cardoso / Marcelo Brochier de Mello (Porto Alegre/RS) 3) Alex Antonio de Souza / Leonardo Piccolotto Magalhães (Taubaté/SP) 4) Wellington Diogo da Costa / David Paulo Pereira (Maricá/RJ) 5) Alinne Cardoso Borges / Thatiane Pales Machado (Goiânia/GO)

PATROCINADORES: [Sudeste] Castrol, Clarion, Columbia, Consórcio Embracon, Gol, Itaú, Mit Financiamentos, MVC Artecola, Pirelli, Redecard, Seara, STP, Transzero, Unirios, W.Truffi Blindados APOIO: Artfix [Nordeste] Adorno, Castrol, Clarion, Columbia, Gol, GW Logistics, Itaú, Mangels, Mapfre, Mit Financiamentos, Pilkington, Pirelli, Tecfil, Transzero, Unirios, W.Truffi Blindados APOIO: Artfix

FOTOS: RICARDO LEIZER

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes oferece descontos especiais para os participantes dos ralis Mitsubishi. Informe-se no site www.mitsubishimotors.com.br @nacaomitsubishi www.youtube.com/mitsubishimotors Nação 4x4 www.mitsubishimotors.com.br Informe-se: ralis@mmcb.com.br

Os pódios das categorias Graduados, Turismo Light e Melhor Dupla Feminina

PRÓXIMAS ETAPAS SUDESTE 29 JUN Joinville (SC)

10 AGO Penedo (RJ)

14 SET Curitiba (PR)

26 OUT Vitória (ES)

PRÓXIMAS ETAPAS NORDESTE 24 AGO João Pessoa (PB) 113

[MITREVISTA] JUNHO 2013

05 OUT Maceió (AL)

30 NOV Fortaleza (CE)

09 NOV Ribeirão Preto (SP)


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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PREMIAÇÃO NORDESTE

Rumo ao sul!

ESTE É O DESTINO DO PILOTO VENCEDOR DA CATEGORIA GRADUADOS DO MITSUBISHI MOTORSPORTS NORDESTE 2013: O PONTA DOS GANCHOS RESORT, EM SANTA CATARINA, UM DOS HOTÉIS MAIS LUXUOSOS E PREMIADOS DO BRASIL Por LUCIANO VELLEDA

N

ão é de hoje que o litoral catarinense é reconhecido

aponta hotéis e restaurantes de charme com alto padrão de

como um dos mais belos do Brasil. Boa gastronomia,

qualidade – no Brasil, apenas três endereços levam sua chancela.

ótimas ondas para o surf, gente hospitaleira e

A sofisticação e qualidade do resort encontram eco em sua

dezenas de praias capazes de satisfazer os mais

cozinha. O restaurante é comandado há dez anos pelo chef

variados perfis. Há diversão para quem gosta de balada. Há

paulistano Luís Salvajoli, com passagem pela renomada escola

sossego para quem gosta de tranquilidade. Tem mar calmo.

francesa de gastronomia Le Cordon Bleu. Salvajoli assina menus

Tem mar agitado. Há praias de areia fina ou com grãos mais

baseados na fusão das cozinhas italiana e francesa, com um

espessos. E o piloto vencedor da categoria Graduados do

toque brasileiro. Às quintas-feiras, o resort oferece delicioso

Mitsubishi MotorSports Nordeste terá o privilégio de passar

grill de carnes, enquanto às terças e sábados é a vez do grill de

quatro noites em um dos hotéis mais badalados desse pedaço

peixes e frutos do mar. Tudo fresquinho, pescado ali mesmo, na

do Brasil: o Ponta dos Ganchos Resort. Melhor ainda: pode levar

própria baía dos Ganchos.

três acompanhantes. Localizado numa península particular em

115

Três vezes por semana, o hóspede tem a oportunidade de

Governador Celso Ramos, a apenas 50 minutos de Florianópolis,

conhecer, em um passeio de barco, os locais de cultivo de ostras

o Ponta dos Ganchos foi contemplado com o reconhecimento

e mariscos. Além do belo visual e das águas límpidas da baía,

da confraria internacional Relais & Châteaux. A entidade

é possível fazer uma pequena degustação. O hotel também

[MITREVISTA] JUNHO 2013


proporciona passeios na região. Um deles tem o objetivo de ampliar o contato do visitante com a cultura local a bordo do Pescador, barco que navega pelas praias da baía dos Ganchos, incluindo uma parada para degustar ostras e vinhos. O passeio inclui a visitação às praias de Canto dos Ganchos, Calheiros, Ganchos do Meio e Ganchos de Fora. O ideal é fazê-lo ao final da tarde, período em que o pôr-do-sol se revela em todo o seu esplendor. Quem gosta de caminhar não pode deixar de visitar a praia de Fora. Deserta e selvagem, bem no meio da baía, ela é frequentada apenas por surfistas e pescadores. O acesso, relativamente fácil, ocorre pela praia de Ganchos de Fora, seguindo por uma pequena trilha em meio à Mata Atlântica. Ao chegar, o visitante depara, maravilhado, com 100 metros de areia alvíssima – dali se avistam a ilha Grande e a praia de Palmas. De todos os recantos do município, é de lá que se observa o nascer do sol mais bonito. e o aconchego do Ponta dos Ganchos Resort, o visitante terá compreendido as razões que fazem o hotel ser tão exclusivo – e o litoral de Santa Catarina, um dos mais bonitos do país. www.pontadosganchos.com.br www.circuitoelegante.com.br

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Depois de viver momentos assim, ao regressar para o conforto

O Resort Ponta dos Ganchos é um dos três endereços brasileiros contemplados pelo reconhecimento da confraria Relais & Châteaux

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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PREMIAÇÃO NORDESTE

Bandeirada final na Bahia

DIAS INESQUECÍVEIS DESFRUTANDO DAS DELÍCIAS DO TXAI RESORT EM ITACARÉ. EIS O QUE ESPERA O PILOTO VENCEDOR DA TEMPORADA 2013 DO MITSUBISHI MOTORSPORTS NORDESTE NA CATEGORIA TURISMO Por LUCIANO VELLEDA

Resort e levando três acompanhantes. O hotel fica em uma Área

em meados dos anos 90, provavelmente guarda boas

de Proteção Ambiental (APA) de Mata Atlântica, na praia de Ita-

lembranças de suas praias intocadas, areias brancas, mar

carezinho. Inaugurado há dez anos, alia um aconchegante projeto

azul e enseadas recortadas escondendo

arquitetônico a um baixo impacto ambiental – utiliza menos de 3%

pequenas joias por trás de cada morro. Igualmente

inesquecível era a via crucis para chegar lá – uma série de estradas

receber o prêmio de Hotel Mais Sustentável do Brasil, em 2008,

intransitáveis nas quais os quilômetros demoravam a passar. Quase

pelo Guia Quatro Rodas, além de ter sido eleito um dos dez melho-

duas décadas depois, o acesso nem de longe lembra o que já foi

res destinos turísticos do mundo pelo The New York Times.

um dia. Já a beleza natural das praias e a natureza exuberante permanecem como no passado. Um paraíso tropical. E é justamente esse recanto que o piloto vencedor da cate-

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da área para as construções. A preocupação ecológica fez o Txai

Seus 40 bangalôs, erguidos sobre estrutura de palafita e distribuídos em uma área de 92 hectares, são construídos com matéria-prima nativa como a piaçava e a tala do dendê. Das

goria Turismo do Mitsubishi MotorSports Nordeste 2013 terá

janelas é possível apreciar o mar da Bahia ou a Mata Atlântica e

o prazer de desbravar, hospedando-se por cinco noites no Txai

sua rica vegetação. Ainda que as praias de Itacaré sejam

[MITREVISTA] JUNHO 2013

DIVULGAÇÃO

Q

uem porventura conheceu Itacaré, no litoral sul da Bahia,


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

O Txai, na praia de Itacarezinho, foi eleito um dos dez melhores destinos turísticos do mundo pelo jornal The New York Times

deleite e exerçam atração quase magnética, a estrutura do Txai é

com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc-BA), é um trabalho

igualmente convidativa: são cinco piscinas, quatro bares, fitness

de cooperação com o Projeto Tamar para proteger a desova das

club, três restaurantes, piano bar, sala de jogos, quadras de tênis,

tartarugas marinhas.

heliponto e spa.

O Txai oferece uma série de passeios a rios, cachoeiras e praias

O Txai orgulha-se de colaborar com a manutenção da fauna e da flora que recobrem a Costa do Cacau, no litoral baiano. O

selvagens. A caminhada até a foz do rio Tijuípe é um dos passeios mais interessantes, com direito a champanhe e frutas secas. Há

“Companheiros do Txai” e o “Txaitaruga” são projetos que auxiliam na

outras opções de trilhas, além de rafting, rapel, surftrips e um tour

melhoria da qualidade de vida da comunidade.

de canoa a vela pelo rio das Contas. Experiências 4x4 que definem a

O primeiro auxilia pequenos agricultores da APA Itacaré/ Serra Grande a utilizarem os recursos florestais da Mata Atlântica

proposta do Txai Resort e que serão uma merecida bandeirada final para o piloto campeão do MotorSports Nordeste.

de maneira sustentável, beneficiando diretamente 23 famílias. A

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produção orgânica é vendida ao Txai Resort e o excedente, em uma

www.txai.com.br

feira livre de Itacaré. Já o segundo projeto, desenvolvido em parceria

www.circuitoelegante.com.br

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Maria Fernanda, filha da Maria Aparecida Vicente Fabbris, funcionária na área de Planejamento da Santos Brasil Logística [MITREVISTA] JUNHO 2013


3 bilhões de Reais investidos, 15 anos de expeRiência, milhaRes de sonhos Realizados. Elevar em seis vezes a capacidade operacional do maior terminal da América Latina e em sete vezes a sua produtividade não se consegue do dia para a noite. É preciso investimento, inovação, respeito pelas pessoas e pelo meio ambiente. Foi assim que a Santos Brasil tornouse referência na movimentação de contêineres e soluções logísticas no país. Hoje, oferecemos ao Brasil o que há de mais moderno em operação de contêineres, com indicadores comparáveis com operações americanas e europeias. Manter um alto nível de serviço e contribuir para o crescimento do comércio internacional brasileiro é uma grande responsabilidade, assumida por todos os nossos 3.600 funcionários. Trabalhar para o desenvolvimento do Brasil é o nosso compromisso. Ajudar a realizar os sonhos contidos em cada um dos contêineres que movimentamos é o nosso orgulho.

Movimentamos sonhos

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Pausa para foto e um canyoning de 40 metros na cachoeira Grande, em Lagoinhas

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[MITREVISTA] JUNHO 2013

TOM PAPP

OUTDOOR


GABRIEL BARBOSA

AVENTURAS BRASIL AFORA

A primeira etapa da 10a temporada do Outdoor, em São José dos Campos (SP), marcou a estreia do ASX e do Outlander nas versões 4x4. Teve bike, canyoning, rafting e até dança caipira

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Por JULIANA AMATO

omeçou a décima temporada do Mitsubishi Outdoor. E, para comemorar uma década de aventura, o rali de estratégia da marca dos três diamantes abriu caminho para dois novos convidados: o ASX 4x4 e o Outlander 4x4. Em São José dos Campos, palco da primeira etapa da temporada, os dois crossovers da Mitsubishi passaram a figurar no grid de largada da categoria Fun ao lado das já consagradas versões do Pajero e da L200. “Eu quero é ver o meu Outlander 4x4 coberto de lama!” Esse era o desejo de Tagore Matos minutos antes da largada. Desejo no mínimo curioso quando se sabe que o carro é usado no dia a dia em São Paulo para levar e trazer Matos de casa até sua clínica dermatológica – e vice-versa. Mas o fato é que lá estavam ele, a mulher (Érica) e o cunhado (Pedro), prestes a enfrentarem as trilhas do vale do Paraíba. “É um carro muito confortável e versátil ”, disse

Tagore, piloto da equipe Pé na Lama. “Tenho certeza de que ele tem tudo para encarar as tarefas do rali.” Não deu outra. Nos primeiros atoleiros, Tagore fez questão de passar com o carro bem no meio das poças e espirrar barro para todos aos lados. “Já que estamos aqui, vamos nos divertir”, comemorou Érica. Tagore, diga-se, está acostumado à adrenalina. Além da clínica, ele também trabalha no Samu, o serviço médico de emergência público em São Paulo. “Mas aqui no rali a emoção é diferente”, conta. “A ideia é relaxar, se divertir – a válvula de escape ideal.” Nos arredores da cachoeira Grande, no distrito de Lagoinha, um canyoning de 40 metros de altura surgiu para desafiar os competidores. Quando Tagore e sua turma chegaram, o administrador de empresas Carlos Andrade, piloto da equipe Apires, já havia encarado a missão. “Isso aqui está bom demais”, brincou. [MITREVISTA] JUNHO 2013

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TOM PAPP DAVID SANTOS JR.

TOM PAPP

TOM PAPP

GABRIEL BARBOSA

OUTDOOR

De bicicleta ou de bote, com a bússola na mão, a Nação 4x4 se divertiu nos arredores na estreia do Mitsubishi Outdoor 2013

Dono de um Pajero Full, ele participou do Mitsubishi Outdoor ao lado dos irmãos, dos filhos e do sobrinho. “Foi uma bela oportunidade para viver momentos únicos com meus filhos”, disse Carlos. “Agora, inesquecível mesmo foi ver minha filha assumindo a responsabilidade pela travessia de bicicleta”, prosseguiu. “Não tem preço vê-la chegar do outro lado com o semblante confiante por ter vencido sozinha o desafio, sem se perder, feliz da vida.” Além do rapel e da pedalada, os participantes puderam realizar, entre outras atividades, um rafting em uma corredeira, um trekking numa bela trilha pela mata, além das deliciosas tarefas culturais, como a Festa do Coreto, na qual uma banda caipira colocou o pessoal para dançar, e a busca por uma igreja, que insistiu em se “esconder” da maior parte das equipes. No fim das contas, nem a equipe Apires nem a Pé na Lama chegaram nas primeiras posições. “Não importa”, disse Tagore. “O que vale é a diversão e, claro, ver o meu Outlander 4x4 assim, todo sujo.” A equipe River Stones Rally Team levou a melhor na categoria Fun. “A prova foi desafiadora”, explicou Junior Riso, um dos integrantes. “Traçamos uma estratégia que tentou balancear os pontos de

aventura, de passagem e de tarefas culturais – um roteiro delicioso de fazer.” Entre os veteranos da categoria Extreme, a vitória coube à Futura Tintas. “Como se tratou de uma etapa muito técnica, com muitos carros, o foco foi fundamental”, disse Marcos Fukumura ao lado da mulher, Simone. Que, por sinal, está grávida de Vinícius: “Ele ainda não sabe, mas será um grande zequinha”. PATROCINADORES: Atlantica/Midori, Brascabos, Castrol, Centauro, Cisa Trading, Clarion, Columbia, Gol, Mapfre, Pirelli, Pilkington, Transzero, Unirios APOIO: Artfix A Gol Linhas Aéreas Inteligentes oferece descontos especiais para os participantes dos ralis Mitsubishi. Informe-se no site www.mitsubishimotors.com.br @nacaomitsubishi www.youtube.com/mitsubishimotors Nação 4x4 www.mitsubishimotors.com.br Informe-se: ralis@mmcb.com.br

PRÓXIMAS ETAPAS 2013 29 JUN Joinville (SC) 125

[MITREVISTA] JUNHO 2013

10 AGO Penedo (RJ)

14 SET Curitiba (PR)

26 OUT Vitória (ES)

09 NOV Ribeirão Preto (SP)


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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CUP

SINAL VERDE Começou a temporada da velocidade. Nas duas primeiras etapas da Mitsubishi Cup, a adrenalina contagiou desde os recém-chegados até os mais experientes

É

Por RENATO GÓES

TOM PAPP

RICARDO LEIZER

uma migração que ocorre todo ano. Competidores do Mitsubishi MotorSports fazem a mala e rumam para a Mitsubishi Cup. Se no habitat anterior sobra aventura e emoção, a busca nas novas paragens é por mais adrenalina e muita, muita velocidade. “Foram anos de Mitsubishi MotorSports, mas chegou a hora de provar algo diferente, algo a mais”, afirmou Thiago Rizzo, de Petrópolis (RJ). “Vim atrás de velocidade”, resumiu o novo piloto da categoria Pajero TR4 R, a porta de entrada da Mitsubishi Cup.

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[MITREVISTA] JUNHO 2013

Belén Macedo é outra migrante que estreou este ano no mundo da velocidade. “Vim para ser navegadora do Fred, meu filho, de 19 anos”, disse. “Quero acompanhar de perto a evolução dele como piloto.” É evidente que a vida na Cup é diferente daquela experimentada no MotorSports, mas Belén diz estar tirando de letra. “O aprendizado no rali de regularidade tem sido importante na velocidade, principalmente quanto ao domínio da planilha e o fato de saber o timing de falar com o piloto”, explicou. Mãe e filho estão tão afinados que logo na estreia, em Ribeirão Preto (SP), já A ja célebre pista da fazenda Santa Francesca, em Ribeirão Preto, teve o sentido invertido para tormar a etapa mais surpreendente e emocionante


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TOM PAPP

RICARDO LEIZER

TOM PAPP

CUP

A L200 Triton RS de Cristian Baumgart e Beco Andreotti acelera em Ribeirão Preto. Acima, a festa no pódio

subiram no pódio – terminaram em quinto lugar na categoria. Sim, Ribeirão Preto, fazenda Santa Francesca, a mais tradicional etapa do campeonato, foi o palco da abertura da 14ª temporada da Mitsubishi Cup. Uma pista sinuosa ziguezagueando em meio ao canavial. Para deixar tudo mais emocionante, as chuvas haviam castigado a região durante a semana. A direção de prova ainda aprontou uma surpresa: o conhecido circuito foi invertido, dando um nó na cabeça dos mais experientes. “Criamos um trajeto que, mesmo depois de sete anos, ainda traz novidades e emoções para pilotos e navegadores”, disse o diretor de prova Carlos Martinatti. Como o sol se manteve forte durante todo o dia, a lama deu lugar à terra batida, mudando rapidamente as características do percurso. Foi justamente na categoria Pajero TR4 R, na qual são dados os primeiros passos no mundo da velocidade, que a disputa se acirrou.

CLASSIFICAÇÃO RIBEIRÃO PRETO (SP) L200 TRITON RS 1) Cristian Baumgart / Beco Andreotti (São Paulo / SP) - 45 ptos 2) Marcos Cassol / Luis Felipe Eckel (Rio Verde / GO) - 41 ptos 3) Marcelo Mendes / Deco Muniz (Juiz de Fora / MG) - 38 ptos L200 TRITON ER MASTER 1) José Helio Filho / Idali Bossi (São Paulo / SP) - 45 ptos 2) Lucas Moraes / Kaique Bentivoglio (Santana do Parnaíba / SP) - 42 ptos 3) Felipe Ewerton / Rodrigo Mello (Brasília / DF) - 38 ptos L200 TRITON ER 1) Fernando Ewerton / Pedro Enrico (Brasília / DF) - 45 ptos 2) Seigo Nakamura / Jorge Kupferminz (São Paulo / SP) - 42 ptos 3) Glauber Fontoura / Minae Miyauti (São Paulo / SP) - 34 ptos PAJERO TR4 ER MASTER 1) Rodrigo Leis / Ronald Leis (Niterói / RJ) - 43 ptos 2) Sergio Gugelmin / Marcos Maia (Lages / SC) - 42 ptos 3) Eder Benito / Fernando Abe (Indaiatuba / SP) - 39 ptos PAJERO TR4 ER 1) Jocimar Ristow / Victor Ristow (Niterói / RJ) - 45 ptos 2) Albano Parente Jr. / João Joca (Rio de Janeiro / RJ) - 39 ptos 3) Wagner Roncon / Joselito Junior (Ribeirão Pires / SP) - 36 ptos PAJERO TR4 R 1) Ricardo Aguiar / George Machado (João Pessoa / PB) - 42 ptos 2) Diogo Cavalcante / Rogerio Almeida (Maranguape / CE) - 42 ptos 3) Bruno Cassol / Thiago da Silva (Porto Alegre / RS) - 40 ptos

CLASSIFICAÇÃO MAFRA (SC) L200 TRITON RS 1) Marcos Cassol / Luis Felipe Eckel (Rio Verde / GO) - 42 ptos 2) Marcelo Mendes / Deco Muniz (Juiz de Fora / MG) - 40 ptos 3) Rafael Cassol / Lelio Carneiro Junior (Rio Verde / GO) – 39 ptos L200 TRITON ER MASTER 1) Felipe Ewerton / Rodrigo Mello (Brasília / DF) - 45 ptos 2) José Helio Filho / Idali Bosse (São Paulo / SP) - 38 ptos 3) Lucas Moraes / Kaique Bentivoglio (Santana do Parnaíba / SP) - 37 ptos L200 TRITON ER 1) Fernando Ewerton / Pedro Enrico (Brasília / DF) - 45 ptos 2) Fabricio Bianchinni / Javier Luts (São Paulo / SP) - 38 ptos 3) Ricardo Felte / Joel Kravitchenko (Curitiba / PR) - 36 ptos PAJERO TR4 ER MASTER 1) Carlos Scheffer Jr / Luis Poli (Curitiba / PR) - 42 ptos 2) Henry Grosskopf / Gunnar Dums (São Bento do Sul / SC) - 39 ptos 3) Eder Benito / Fernando Abe (Indaiatuba / SP) - 38 ptos PAJERO TR4 ER 1) Jocimar Ristow / Victor Ristow (Niterói / RJ) - 45 ptos 2) Miguel Zarpellon / João Pavia (Irati / PR) - 38 ptos 3) Vilson Thomas / William Thomas (Brasília / DF) - 36 ptos PAJERO TR4R 1) Bruno Cassol / Thiago da Silva (Porto Alegre / RS) - 44 ptos 2) Diogo Cavalcante / Rogerio Almeida (Maranguape / CE) - 43 ptos 3) Bartolomeu de Carvalho Nunes / Fabio Rogério Pedroso (Recife/PE) – 36 ptos

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RICARDO LEIZER

CUP

O Pajero TR4 desce as ladeiras da pista de Mafra (SC), na segunda etapa da Mitsubishi Cup 2013

Nas duas primeiras provas do dia, Ricardo Maia e George Humberto ficaram em segundo lugar, atrás de Diogo Cavalcante e Rogério Almeida. Na terceira, os então vice-líderes arriscaram e conquistaram o primeiro lugar. Assim, se igualaram no número de pontos e se sagraram campeões no critério de desempate, ao fazer a volta mais rápida. Já na Pajero TR4 ER Master, os irmãos Rodrigo e Ronald Leis foram os campeões. Venceram as duas primeiras provas e usaram bem a vantagem na última. “Como já tínhamos duas vitórias, administramos na terceira prova”, afirmou Rodrigo. Os vencedores de quatro das seis categorias se adaptaram bem às mudanças de terreno ao conquistarem as três provas do dia. Bom exemplo foi a dupla Fernando Ewerton e Pedro Enrico, campeã na categoria L200 Triton ER. “Conquistar essa vitória logo na estreia na categoria foi sensacional”, comemorou Fernando. “E foi minha primeira corrida com o Pedro como navegador.” O piloto Jocimar e o navegador Victor Ristow, pai e filho que disputam juntos a categoria Pajero TR4 ER, também se revelaram imbatíveis nas três provas. “Quem foi mais ousado se deu melhor – e a gente pisou forte o tempo inteiro”, disse Jocimar. Na L200 Triton ER Master, 131

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José Hélio Filho e Idali Bosse voaram baixo e faturaram a etapa. Quem também fez a trinca de ouro foi o piloto Cristian Baumgart e o navegador Beco Andreotti, tricampeões na L200 Triton RS. O DESAFIO DE MAFRA

A segunda etapa da Mitsubishi Cup aconteceu em Mafra (SC). Foi uma das mais bonitas e desafiadoras da história da competição, segundo pilotos e navegadores que encararam a pista de quase 30 quilômetros na fazenda Campo Novo. A satisfação com o circuito não se restringiu aos competidores, mas estendeu-se à organização, que contou com total liberdade por parte dos proprietários da fazenda para criar um trajeto maravilhoso. Áreas de plantação e descampados se misturavam a trechos de eucaliptos e araucárias. “O mais legal foi a visibilidade proporcionada para quem veio assistir”, disse o diretor técnico Detlef Altwig. Vale lembrar que convidados dos competidores têm à disposição um confortável lounge com bufê e playground para crianças, de onde é possível acompanhar a etapa e os resultados em tempo real. O terreno liso e forrado de palha exigiu dos pilotos destreza,


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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FOTOS TOM PAPP

CUP

Entre eucaliptos e araucárias, a Mitsubishi Cup levantou terra na etapa de Mafra (SC)

principalmente nas curvas. Acostumado com esse tipo de piso, Jocimar e Victor Ristow repetiram a dose e venceram as três provas do dia na Pajero TR4 ER. Outra dupla imbatível foi a de Fernando Ewerton e Pedro Enrico, na L200 Triton ER: eles venceram as três provas em Ribeirão Preto e fizeram o mesmo em Mafra – em uma delas chegaram a fazer 46 segundos de diferença para o segundo colocado. Na Pajero TR4 R, Bruno Cassol e Thiago Silva ganharam duas das três provas e conquistaram a etapa. “A pista era incrível, com muitas curvas negativas”, comentou o navegador. A dupla campeã da categoria Pajero TR4 ER Master surpreendeu: o piloto Carlos Scheffer e o navegador Luiz Poli chegaram em segundo lugar nas três provas, mas garantiram presença no topo do pódio. Na Pajero TR4 ER Master, quem comemorou foi Felipe Ewerton. Em companhia do navegador Rodrigo Mello, o brasiliense venceu duas das três provas e se garantiu na primeira colocação. O pega na categoria L200 Triton RS, a mais veloz da Mitsubishi Cup, foi de alto nível: cada prova teve uma dupla vencedora diferente. Quem se deu bem na somatória foram Marcos Cassol e Luis Felipe Eckel, que conquistarem a etapa e passaram a liderar a competição. “Nesta temporada a briga vai até o final”, previu o jovem navegador. “Aposto que até a última volta da última etapa vai haver disputa pelo título.”

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PARTICIPE DA MITSUBISHI CUP Os veículos de competição da Mitsubishi Cup saem prontos da linha de montagem da fábrica de Catalão (GO). Para comprar ou alugar o seu, entre em contato com Rose Dervalli pelo telefone (11) 5694-2861 ou pelo e-mail mitsubishicup@mmcb.com.br

PRÓXIMAS ETAPAS 22 JUN Guarapuava (PR) 133

[MITREVISTA] JUNHO 2013

17 AGO Poços de Caldas (MG)

21 SET Jaguariúna (SP)

19 OUT Mogi Guaçu (SP)

23 NOV Indaiatuba (SP)


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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CUP

DUPLA PERSONALIDADE Quando é fim de semana de Mitsubishi Cup, estes executivos e profissionais liberais colocam o capacete e podem ser vistos levantando poeira pelos mais emocionantes circuitos off-road do Brasil

ZÉ AMARAL

FOTOS TOM PAPP

“A Mitsubishi Cup é a melhor maneira de combater o estresse. São dois dias [treino e prova] para descarregar a tensão, para focar em outro assunto, sair da vida do banco. E tudo é extremamente organizado. Você participa de um campeonato profissional sem ser piloto profissional. É um hobby de alto nível. Participo desde a primeira temporada, em 2000.” Seigo Nakamura, executivo do mercado financeiro

ZÉ AMARAL

“Meu ritmo como diretor da empresa da família é tão forte como meu ritmo na pista. Preciso confiar na minha equipe lá como confio no meu navegador e nos mecânicos aqui. A equipe é fundamental. Sozinho, não fazemos nada. Sou apaixonado pelo meu trabalho e pela Mitsubishi Cup, meu melhor hobby de fim de semana. E o sistema sit&drive permite que a o rali não atrapalhe em nada minha vida profissional.” Cristian Baumgart, empresário

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[MITREVISTA] JUNHO 2013


HARUO MIKAMI

“Quando estou insegura na hora de atender algum cliente, eu penso: ‘Poxa, eu corro a 130 quilômetros por hora em uma pista cheia de lama, curvas, saltos, buracos... Como é que vou ficar com medo de atender um cliente?’ A principal lição da Mitsubishi Cup é a coragem. Meus clientes me encontram sempre arrumada, de salto alto, unhas feitas... Quando descobrem que sou navegadora de rali, eles não acreditam.” Sara Volpato, arquiteta

ZÉ AMARAL

“No rali, assim como na vida profissional, é importante manter a calma, ter a cabeça fria, mesmo quando se cometem erros. Ficar nervoso não funciona em nenhum dos ambientes. Vale dizer que as sete etapas acontecem nas regiões Sul e Sudeste. Não são longe de casa. Dá para competir e, já no sábado à noite, estar com a família.” Fabio Prada, diretor financeiro

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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FÉRIAS

Revisão de férias a preços especiais

DE 1º DE JUNHO A 15 DE JULHO, MITSUBISHI OFERECE DESCONTOS EM 111 ITENS DE MANUTENÇÃO PARA VOCÊ VIAJAR TRANQUILO

A

rede de concessionárias Mitsubishi oferece um serviço ideal para quem planeja viajar de carro nas férias do meio do ano. Entre os dias 1º de junho e 15 de julho, serão reduzidos os

valores de 111 itens de manutenção fundamentais para longas jornadas, como pneus, freios, filtros e correias. É garantia de segurança e tranquilidade para a família. Além do desconto nas no cartão de crédito Mitsubishi para realizar o pagamento. “Essa manutenção preventiva é importante tanto para quem pretende viajar por estradas asfaltadas como para quem planeja encarar trechos de terra”, explica Julio Fiorin, diretor de pós-venda da marca. 137

[MITREVISTA] JUNHO 2013

FOTOS: DIVULGAÇÃO

peças e na mão de obra, o cliente pode utilizar os pontos acumulados


GUILBER HIDAKA

O QUE CHECAR ANTES DE VIAJAR: Alinhamento, balanceamento e pressão dos pneus

Filtro do ar-condicionado

Pastilhas, discos e fluidos de freio

Correias e polias do motor

Molas, buchas e amortecedores

Palhetas dos limpadores de para-brisa

Diagnóstico dos sistemas elétricos e de combustível

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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DIVULGAÇÃO (LUCIANO MOTA/BLACK BALLON)

MIT PARCERIAS

Personalização para a nova L200 Triton

PROTETOR FRONTAL, SANTANTÔNIO E CAPOTA MARÍTIMA AGREGAM PERSONALIDADE E PRATICIDADE À CABINE DUPLA DA MITSUBISHI

A

Keko Acessórios, marca líder em personalização automotiva no

de ar do motor, preservando a originalidade. É fixado com suportes

Brasil, foi escolhida pela Mitsubishi Motors como fornecedora

metálicos e tem acabamento de pintura líquida nas cores preta e prata.

oficial do recém-lançado protetor frontal para a nova L200 Triton

Traz o rebaixe para a placa do veículo e adesivo frontal com a inscrição

HPE. A empresa, que exporta para 27 países, desenvolveu o

Mitsubishi Motors.

produto de acordo com as recentes mudanças realizadas pela montadora no

O protetor frontal, instalado nas concessionárias autorizadas

veículo, que recebeu alterações especialmente na parte frontal. Produzido de

da Mitsubishi, compõe um conjunto harmonioso de personalização,

plástico ABS termoformado, o acessório traz um design marcante e robusto

praticidade e estilo da L200 Triton quando acompanhado do

que acompanha integralmente as linhas originais da dianteira da nova Triton.

santantônio Premium e da capota marítima, ambos fornecidos pela

O resultado é um conjunto harmonioso que agrega esportividade, robustez e

Keko, e o estribo, item de série do veículo, também produzido pela Keko.

personalidade à cabine dupla. Detalhe importante é que o protetor frontal não altera a entrada 139

[MITREVISTA] JUNHO 2013

www.keko.com.br


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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A Capital Logistics atua no mercado global, desde 1977, no transporte de cargas internacionais em exportação e importação. Presente nos cinco continentes, através de filiais próprias e contando com sólida rede de agentes, a Capital Logistics destaca-se por seu pioneirismo em oferecer soluções logísticas revelando o perfil de uma empresa inovadora e focada nos interesses dos clientes. Nosso core business em transporte internacional de cargas, aliado à nossa forte atuação em transportes rodoviários nacionais, nos tornam um provedor total de logística.

http://www.capital-corp.com/ 141

[MITREVISTA] JUNHO 2013


SUA EMPRESA no dEStino cERto

[MITREVISTA] JUNHO 2013

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ILUSTRAÇÃO: KEN TANAKA

MIT PARCERIAS

Dez milhões de carros flex nas ruas HÁ UMA DÉCADA, A MAGNETI MARELLI LANÇAVA A TECNOLOGIA BICOMBUSTÍVEL NO BRASIL

N

este ano em que se completa uma década desde que o

mais altos graus de desenvolvimento tecnológico em alimentação

primeiro carro com sistema flex desenvolvido pela Magneti

de motores a combustão interna. Em paralelo a toda essa evolução,

Marelli ganhou as ruas, inaugurando uma nova era para

chegaram também os bicos injetores de última geração, como o Pico

a tecnologia brasileira, um número impressionante de 10

Eco, que proporciona redução do consumo com maior durabilidade. Esse

milhões de veículos circula pelo país com o sistema SFS (Software

conjunto de inovações de engenharia tem feito da subsidiária brasileira

Flexfuel Sensor). Esse potente programa desenvolvido pelos

da Magneti Marelli uma das mais dinâmicas e promissoras de todo o

engenheiros da Magneti Marelli, com pioneirismo e criatividade, ganhou

mundo, tomada como referência por empresas de igual ou maior porte.

o mundo como o primeiro sistema a possibilitar o uso de combustíveis

A Magneti Marelli possui também uma forte ligação com o mundo

alternativos a ser produzido em larga escala. No início, foi aplicado aos

da competição e transfere muito da tecnologia desenvolvida nas

veículos mais populares produzidos no Brasil. Em um segundo estágio,

pistas para as ruas. Na Fórmula 1, por exemplo, todos os bólidos

ganhou espaço entre as novas montadoras que aqui chegavam. Hoje, até

têm componentes desenvolvidos e fabricados pela Magneti Marelli

carros importados trazem essa tecnologia em razão de uma exigência da

Motorsports. Bicos injetores e o famoso KERS (sistema regenerador de

política de redução de emissões imposta pelo governo federal.

energia) são exemplos de tecnologias oriundas das pistas presentes

Os veículos multicombustíveis significam bem mais do que termos mais de uma opção no momento de reabastecer – podendo,

nos carros que circulam hoje em dia em vários países do mundo. O mesmo ocorre com o sistema robotizado de mudança de

inclusive, misturar os combustíveis em qualquer proporção.

marchas, atualmente tão comum nos automóveis. A Magneti

Eles refletem a capacidade da Magneti Marelli de avançar com

Marelli tem feito uso de sua expertise em desenvolver e produzir

passos firmes em direção a evoluções tecnológicas que ainda

componentes automotivos de elevado nível tecnológico para se

não aconteceram no restante do mundo. A empresa orgulha-se

aproximar do futuro com velocidade e competência. Os 10 milhões de

de ser peça fundamental dessa evolução, tendo sido reconhecida

sistemas flex fabricados em suas linhas de montagem na cidade de

mundialmente em inúmeras premiações.

Hortolândia, em São Paulo, nesses últimos dez anos, são prova viva e

Essa notável evolução tecnológica, que nos trouxe também o

incontestável dessa competência.

Ethanol Cold System (ECS), sistema de partida de motores a frio com 100% de álcool, ratifica a aptidão da Magneti Marelli em alcançar os 143

[MITREVISTA] JUNHO 2013

www.magnetimarelli.com.br


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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ILUSTRAÇÃO: KEN TANAKA

MIT PARCERIAS

Transportando veículos há 50 anos

A TRANSZERO AMPLIOU SUA FILIAL EM CATALÃO (GO), CIDADE-SEDE DA FÁBRICA DA MITSUBISHI

H

á 50 anos, a Transzero transporta veículos pelo Brasil e pela América do Sul. Nessas cinco décadas, com investimento permanente em logística de precisão, a empresa viu seu espaço no mercado e o número de clientes crescerem significativamente. Para atender o exigente segmento, a empresa opera em

pontos estratégicos, cobre com sua matriz e nove filiais os principais polos de fabricação e distribuição de veículos no país. Possui um sistema de gestão da qualidade que determina critérios e métodos para assegurar que a operação e o controle desses processos sejam eficazes. O trabalho sério e a competência de anos fazem da Transzero uma das maiores empresas de transportes do continente. “Crescer com o cliente é estar preparado para atendê-lo com eficiência”, diz Roberto Carlos Caboclo, diretor comercial e operacional da Transzero. www.transzero.com.br 145

[MITREVISTA] JUNHO 2013


A Mitsubishi Motors é uma das nossas parceiras

Fábrica da Mitsubishi Motors em Catalão, GO

Conel Construtora Somos uma empresa com sólido conceito na engenharia nacional. Atuamos na construção civil e temos no currículo a execução de obras residenciais, comerciais, industriais e de infraestrutura. Concebemos desde a prospecção de áreas, desenvolvimento e aprovação de projetos, construção e Built to Suit. Atuamos nos seguintes segmentos: n usina hidrelétrica n usina termoelétrica n indústria automobilística n usina de açucar n indústria química n indústria de óleo n comerciais n telecomunicação

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[MITREVISTA] JUNHO 2013

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MIT PARCERIAS

Transformando vidas

O ITAÚ UNIBANCO APOIA CAUSAS PARA ESTIMULAR O DESENVOLVIMENTO SOCIAL E CULTURAL DAS PESSOAS Por LUIS FERNANDO STAUB*

O

Itaú Unibanco está entre os maiores bancos do mundo em valor de mercado. Nossa atuação abrange mais de mil municípios brasileiros, além de agências e escritórios em 18 países das Américas, Europa e Ásia. Somos um banco global, especia-

lista em América Latina, região de forte potencial em diversos setores da economia global. Nossa expertise atrai ainda mais investimentos e desenvolvimento sustentável para a região. Nossas atitudes são inspiradas pelo estímulo à mudança evolutiva, indo além dos serviços bancários e gerando valor compartilhado ao investirmos em iniciativas que transformam a vida das pessoas, das empresas e do país. E como contribuir para o desenvolvimento do país? Esse questionamento levou o Itaú a definir causas que estão alinhadas à sua atuação dentro dos pilares de educação, cultura, esporte e mobilidade urbana. Acreditamos que o acesso à educação e a preservação da cultura são Algumas iniciativas que apoiamos em 2012, com o propósito de valorizar e engajar a comunidade, incluem causas que incentivam o

acreditamos no esporte para o desenvolvimento do país. A sociedade mudou, a forma de consumir mudou

desenvolvimento social e cultural. O incentivo à leitura com a distribuição

e a nossa forma de fazer negócio também. Somos líderes no

gratuita de 7 milhões de livros infantis por meio do programa Itaú Criança

mercado de financiamento de veículos leves, motocicletas e caminhões

da Fundação Itaú Social e mais de 400 mil alunos do ensino médio da

no Brasil, com uma carteira que somou R$ 51,2 bilhões em dezembro

rede pública beneficiados pelo programa Jovem de Futuro, do Instituto

de 2012. Atuamos com o Crédito Consciente, para isso apresentamos

Unibanco. Mais de 3 milhões de espectadores desfrutaram das salas do

dicas e orientamos nossos clientes para o uso correto de financia-

Espaço Itaú de Cinema e tivemos 12,3 milhões de acessos únicos ao site

mentos e linhas de crédito, para que tenham uma relação saudável e

do Itaú Cultural, dividimos mais de 5 milhões de ingressos com clientes

duradoura com suas finanças.

em cinema, futebol, teatro e atrações turísticas por meio do Itaucard e

Nossas ações materializam o propósito de transformação na vida

1,4 milhão de viagens foram feitas nas bicicletas dos projetos Bike Sam-

das pessoas, das empresas, da sociedade e do país. Precisamos mudar,

pa e Bike Rio. São 24 milhões de reais financiados a micro empreendedo-

transformar e desenvolver.

res das comunidades por meio do Itaú Microcrédito e mais de 3 milhões

www.itauunibanco.com.br

de pessoas impactadas pelas dicas de educação financeira. O futebol, símbolo da cultura brasileira, não poderia ficar de fora, e o Itaú é desde 2009 patrocinador oficial da seleção brasileira de futebol. Somos também o Banco oficial da Copa das Confederações FIFA Brasil 2013 TM e da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014TM. Além disso, apoiamos outros esportes, como tênis e automobilismo. Tudo isso, porque também 147

[MITREVISTA] JUNHO 2013

*LUIS FERNANDO STAUB, Diretor-Executivo Itaú Unibanco

ILUSTRAÇÃO: KEN TANAKA

alicerces para uma sociedade independente, sustentável e evoluída.


[MITREVISTA] JUNHO 2013

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ILUSTRAÇÃO GUILHERME FREITAS & KEN TANAKA

MIT PARCERIAS

Cliente Gol pode antecipar voo pelo celular INICIATIVA SURGIU DE UMA NECESSIDADE DOS CLIENTES CORPORATIVOS, QUE PRECISAM DE FLEXIBILIDADE MAIOR DE HORÁRIO

A

Gol, maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa

podem instalar gratuitamente o aplicativo da companhia nas lojas

da América Latina, disponibilizou a função “antecipar

Apple ou Google Play.

voo” para iPhones e smartphones. A novidade irá facilitar ainda mais o transporte aéreo e é válida para antecipar

A facilidade está disponível desde o início do ano nos aeroportos, onde, além de antecipar, é possível também postergar

o voo em até seis horas do horário original. “A iniciativa surgiu de

o voo. Para ter acesso a esse beneficio, o cliente precisa respeitar

uma necessidade dos nossos clientes corporativos, que, além de

a “janela” de seis horas antes ou depois do voo original, sendo que

precisarem de uma flexibilidade maior de horário, já possuem uma

para postergar é necessário alterar o bilhete uma hora antes da

intimidade grande com soluções direcionadas para o celular”, explica

partida do voo original, para que não seja caracterizado no show –

Eduardo Bernardes, diretor comercial da Gol. Para os usuários de

quando o cliente não comparece ao check-in ou ao portão

iPhones ou smartphones com sistema Android e que já tenham o

de embarque.

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